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LÚCIO VALENTE

SUPER REVISÃO PREMONIÇÃO Delegado e Professor


JEAN VALENTE
TODAS AS DISCIPLINAS DO EDITAL Assessoria Técnica e Jurídica

Transaction: HP0081493303132
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Olá Monstro!

Parabéns por ter adquirido o E-book Super Revisão Premonição - Delta MT 2017.
Premonição é um termo que significa o pressentimento ou suposição do que possa
acontecer num futuro próximo. Em provas de concursos, podemos criar esse pressentimento
através do estudo detalhado da banca examinadora. Com isso, descobrimos o que
potencialmente poderá ser cobrado em sua prova. Não há nada de mágico ou sobrenatural,
apenas o estudo sério da banca, aliado à minha experiência de mais de 10 anos em
preparação de milhares de alunos para provas policiais.

O QUE CONTÉM NESTE E-BOOK

Este material foi pensado para ser um poderoso guia para aumentar a sua pontuação na
prova. Por óbvio, parto do pressuposto que você já vem estudando seriamente para o
concurso de Delegado do Estado do Mato Grosso. Neste caso, o E-book PREMONIÇÃO
surtirá um excelente resultado na sua pontuação final. É como se preenchêssemos algumas
lacunas e reforçássemos os assuntos já estudados. E como isso é feito?

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Cada disciplina é composta pelos seguintes elementos:

1º) Questões objetivas direcionadas: pensando nos assuntos mais recorrentes,


selecionamos e/ou criamos itens objetivos densamente comentados para que sirvam como
revisão pontual para a prova em cada disciplina.

2º) O que mais cai? Com base no estudo de provas anteriores do CESPE, indicamos os
assuntos mais cobrados em cada disciplina, servindo como um guia do seu planejamento
de véspera.

3º) Inovações legislativas (quando relevante) [1]: em cada disciplina são indicadas as
eventuais novidades mais recentes, já que tais informações se tornam automaticamente
potenciais questões na sua prova.

4º) Atualização jurisprudencial: selecionamos e organizamos os informativos mais


recentes, dividindo-os pelos pontos do edital. [2]. Assim, você terá uma poderosa fonte de
revisão dos assuntos tratados nos informativos do STJ/STF.

5º) Questões Discursivas: tendo em vista que o Edital prevê a realização da prova
discursiva na mesma data da prova objetiva, organizamos um mini treinamento para que
você tenha a capacidade de desenvolver a melhor resposta usando conhecimento que você
já tem.

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COMO ESTUDAR ESTE MATERIAL?

A minha dica é que você leia este material na reta final para a sua prova. O livro é dividido
por disciplina, conforme o edital. Mas, para facilitar a consulta organizamos ao final as
atualizações relevantes para consulta.

Comece estudando pelo PPCA (Penal, Processo Penal, Constitucional e


Administrativo), já que será mais relevante na sua prova. Em seguida, leia os demais
pontos. Selecione as partes mais importantes para uma leitura de véspera, principalmente
do PPCA.

[1]. Se for o caso.

[2] Apenas para PENAL, PROCESSO PENAL, CONSTITUCIONAL e ADMINISTRATIVO.

DECODIFICANDO O CESPE

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COMO CONTROLAR O TEMPO DURANTE A PROVA?

Segundo o Edital, serão 80 questões objetivas de múltipla escolha, com cinco itens. Dessas
80 questões, 30 serão sobre conhecimentos gerais e 50 sobre conhecimentos específicos,
além de 5 questões dissertativas (que será realizada no turno da tarde). Observe, portanto,
que o aluno terá que examinar, ao todo, 400 itens objetivos. Como a prova terá a duração
de 4 horas (240 minutos), você terá pouco menos de 1,6 minuto para analisar cada item.

Ocorre que nesse cálculo devem ser levadas em conta outras situações que tomam tempo,
já que você não vai ficar por mais de quatro horas resolvendo a prova sem parar. Então,
reserve, pelo menos, 15 minutos para passar o gabarito para a folha definitiva. Além disso,
considere pequenas paradas e uma eventual ida ao banheiro, somando mais 15 minutos.
Ainda assim, você teria 3 horas e 30 minutos para resolver a prova.

De fato, é pouco tempo. A experiência mostra que a maioria dos itens podem ser analisados
em menos de um minuto, deixando mais tempo para aqueles itens nos quais o aluno terá
que pensar mais um pouco. Então, a força mental e o controle emocional serão elementos
essenciais nessa prova.

O tempo pode ser um aliado, se você adotar algumas estratégias.

1º). Comece pelo PPCA. Se você já conhece minha didática na preparação para Delegado
de Polícia, e se também conhece o Programa META, sabe que eu defendo e provo que as
disciplinas que representam a maior parte de qualquer prova para Delegado são: PENAL

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(Geral, Especial e Legislação), Processo Penal, Constitucional e Administrativo. Como são


matérias que mais pontuam, você deve gastar suas energias iniciais nelas, garantindo o
melhor aproveitamento possível. Nesta prova, de 80 questões, 50 serão do PPCA (62% da
prova).

2º) Entenda a ideia da “chave na geladeira”. Em questões de múltipla escolha é possível


acertar muitas questões eliminando os itens absurdos. Assim, você acaba acertando mais
por ter uma sensação do que está errado, e não por ter certeza do que está certo. O nome
“chave na geladeira” se deve ao fato de que, quando você perde as chaves do carro, o último
lugar que procuraria seria na geladeira. Isso porque você não sabe onde as chaves estão,
mas tem certeza de onde elas não estão. A ideia, portanto, é acertar algumas questões “por
exclusão”, ou seja, por saber que aquela possibilidade é absurda.

4º). Marque primeiramente as questões que você tem certeza da resposta. Em relação
às demais, coloque algum tipo de sinal que a identifique (ex.: quadradinho para as que você
não sabe a resposta; triângulo para aquelas que você ficou em dúvida, mas que acha que
pode acertar etc.). Ao final, repasse primeiramente nas questões que você acredita que
possa saber a resposta.

5º). Se o enunciado for muito longo, como na análise de um texto, leia primeiramente
os itens e só depois o texto. Isso faz com que a leitura já fique direcionada para os itens
respectivos, o que torna desnecessárias releituras posteriores.

6º). Saiba sincronizar o tempo do Fiscal com a sua prova. Como você não poderá levar
relógio, vai depender do controle do tempo feito pelo Fiscal. Assim, fique esperto quando ele

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mencionar o tempo faltante de prova. Veja em qual questão está. O ideal é que após duas
horas de prova você tenha feito, pelo menos, 50% das questões.

DEVO CHUTAR?

De acordo com o Edital, a banca punirá cada erro tirando 0,25 ponto por questão errada. Em
caso de acerto, o candidato recebe 1,00 ponto por questão. Perceba, portanto, que vale a
pena chutar, já que a punição é bem inferior ao sistema um por um, comumente utilizado
pelo CESPE.

Mas a dica que eu dou é a seguinte: tenha consciência se você tem dúvida ou se você de
fato não sabe a questão. No caso de dúvida, eu indico o chute, pois as chances de acertar
serão grandes. Mas, o que determinará a quantidade de chutes durante a prova será a
sensação de seu desempenho durante a realização dela.

Já o Professor Vinicius Silva, como bom matemático, indica que os alunos não deixem
qualquer questão em branco. Ele dá o seguinte exemplo: se o aluno marcar 80 questões e
deixar 20, ele pode fazer até 80 pontos. Agora, vamos supor que ele fez 80 questões de
forma consciente e marcou as 20 restantes, tudo numa letra só (ou dentro do que ele acha
mais razoável), e supondo que dessas 20 ele acerte 8 e erre 12. Neste caso, ele fez 4 pontos
negativos e 8 pontos positivos. Portanto, ficará com 4 pontos positivos. Agora, se ele errar
16 questões, ela ainda empataria. Ou seja, matematicamente é melhor chutar, desde que
você tenha feito boa parte da prova de forma consciente.

Em resumo, tudo vai depender de como você se sentir na prova. Eu diria que se você
fizer até 80% da prova de forma consciente (mesmo que tenha dúvida em algumas) valeria
a pena chutar até 20% das questões.

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Considerando os últimos editais, o que tem mais probabilidade de cair em cada


matéria?

Hoje sites como qconcursos.com.br e mapa da prova dão estatísticas bastante confiáveis
da distribuição dos assuntos por disciplina. Em geral, dentro do PPCA, priorize os
seguintes assuntos:

• Direito Penal Geral: Teoria do Crime: Dolo e Culpa, Teoria do Erro, Concurso de
Pessoas, Culpabilidade.
• Direito Penal Especial: Crimes Contra a Vida, Crimes Contra o Patrimônio e Crimes
Contra a Administração Pública.
• Legislação Penal: Lei de Drogas, Lei de Crimes Hediondos, Interceptação Telefônica
e Estatuto do Desarmamento.
• Processo Penal: Prisão, Provas, Inquérito policial e Ação penal
• Direito Constitucional: Controle de Constitucionalidade 1, Garantias Fundamentais,
Remédios Constitucionais, Segurança Pública e Organização do Estado.
• Direito Administrativo: Administração indireta e entidades paralelas, Atos
administrativos, Poderes da administração pública e Improbidade Administrativa.
• Língua Portuguesa: Interpretação de texto (cerca de 40% da prova) e Gramática (na
seguinte ordem): pontuação, morfossintaxe, concordância verbal/nominal, funções do
“se” e do “que”, semântica, crase e colocação pronominal. 2

DICAS FINAIS

1). Mantenha a calma. Se perder o foco ou se sentir ansioso, respire normalmente e conte
as respirações até cinco, repetindo essa contagem por algumas vezes.

1
Esse assunto não ficou expresso no edital da PCMT, mas pode ser cobrado no ponto “Jurisprudência Aplicada aos
Tribunais Superiores”.
2
Fonte: Professor Elias Santana (granonline.com.br).

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2). Se errar a marcação no gabarito, invalide a questão, marcando todas as alternativas. Isso
vai impedir que você seja punido pelo erro.

3). Evite estresse. Chegue cedo e vá direto para seu local de prova. Evite ficar batendo papo
do lado de fora.

4). Faça a prova com calma. Leia cada item tranquilamente. Use as técnicas ensinadas aqui
para controlar o tempo.

5). Tenha fé. A primeira pessoa que deve acreditar em você é você mesmo.

EDITAL VERTICALIZADO DE DELEGADO DA PCMT- 2017

LÍNGUA PORTUGUESA:

1 Compreensão e interpretação de textos de gêneros variados.

2 Reconhecimento de tipos e gêneros textuais.

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3 Domínio da ortografia oficial.

4 Domínio dos mecanismos de coesão textual.

4.1 Emprego de elementos de referenciação, substituição e repetição, de conectores


e de outros elementos de sequenciação textual.

4.2 Emprego de tempos e modos verbais.

5 Domínio da estrutura morfossintática do período.

5.1 Emprego das classes de palavras.

5.2 Relações de coordenação entre orações e entre termos da oração.

5.3 Relações de subordinação entre orações e entre termos da oração.

5.4 Emprego dos sinais de pontuação.

5.5 Concordância verbal e nominal.

5.6 Regência verbal e nominal.

5.7 Emprego do sinal indicativo de crase.

5.8 Colocação dos pronomes átonos.

6 Reescrita de frases e parágrafos do texto.

6.1 Significação das palavras.

6.2 Substituição de palavras ou de trechos de texto.

6.3 Reorganização da estrutura de orações e de períodos do texto.

6.4 Reescrita de textos de diferentes gêneros e níveis de formalidade.

7 Correspondência oficial (conforme Manual de Redação da Presidência da República).

7.1 Aspectos gerais da redação oficial.

7.2 Finalidade dos expedientes oficiais.

7.3 Adequação da linguagem ao tipo de documento.

7.4 Adequação do formato do texto ao gênero.


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PRINCÍPIOS DA ÉTICA E DA FILOSOFIA:

1 A Crise de valores na sociedade e a ética.

2 A evolução do juízo moral e o agir adulto.

3 A razão e o comportamento moral.

4 A sensibilidade e o comportamento moral.

5 A Universalidade da ética e os conflitos morais.

6 Aprendizado da moral e da ética.

7 Campo ético e senso moral.

8 Conhecimentos necessários para a conduta pessoal e profissional.

9 O fundamento social na moral e na ética.

10 O juízo moral e a ética.

11 O nascimento da ética: ética e história.

12 Os valores, decisões, e ações que nos tornam humanos.

13 Práticas sociais, morais, éticas e o cidadão.

GEOGRAFIA DE MATO GROSSO:

1 Mato Grosso e a região Centro-Oeste.

2 Geopolítica de Mato Grosso.

3 Ocupação do território.

4 Aspectos físicos e domínios naturais do espaço mato-grossense.

5 Aspectos político-administrativos.

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6 Aspectos socioeconômicos de Mato Grosso.

7 Formação étnica.

8 Dinâmica da população em Mato Grosso.

9 Programas governamentais e fronteira agrícola mato-grossense.

10 A economia do Estado no contexto nacional.

11 A urbanização do Estado.

12 Produção e as questões ambientais.

HISTÓRIA POLÍTICA E ECONÔMICA DE MATO GROSSO:

1 Período Colonial.

1.1 Os Bandeirantes: escravidão indígena e exploração do ouro.

1.2 A fundação de Cuiabá: tensões políticas entre os fundadores e a administração


colonial.

1.3 A fundação de Vila Bela da Santíssima Trindade e a criação da Capitania de Mato


Grosso.

1.4 A escravidão negra em Mato Grosso.

1.5 Os Tratados de Fronteira entre Portugal e Espanha. 42

1.6 Os Capitães-Generais e suas principais realizações.

2 Período Imperial.

2.1 A crise da mineração e as alternativas econômicas da Província.

2.2 A Rusga.

2.3 Os quilombos em Mato Grosso.

2.4 Os Presidentes de Província e suas realizações.

2.5 A Guerra da Tríplice Aliança contra o Paraguai e a participação de Mato Grosso.

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2.6 A economia mato-grossense após a Guerra da Tríplice Aliança contra o Paraguai.

2.7 O fim do Império em Mato Grosso.

3 Período Republicano.

3.1 O coronelismo em Mato Grosso.

3.2 Economia de Mato Grosso na Primeira República: usinas de açúcar e criação de


gado. 3.3 Relações de trabalho em Mato Grosso na Primeira República.

3.4 Mato Grosso durante a Era Vargas: política e economia.

3.5 Política fundiária e as tensões sociais no campo.

3.6 Os governadores estaduais e suas realizações.

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS

DIREITO ADMINISTRATIVO:

1 Introdução ao direito administrativo.

1.1 Origem e objeto do direito administrativo.

1.2 Fontes do direito administrativo.

1.3 Sistemas administrativos: sistema inglês, sistema francês e sistema adotado no


Brasil.

2 Administração pública.

2.1 Teoria da separação dos poderes. O Poder Executivo e a função administrativa.


Administração Pública e Governo.

2.2 Regime jurídico-administrativo.

2.3 Supremacia do interesse público sobre o privado e indisponibilidade, pela


Administração, dos interesses púbicos.

2.4 Princípios expressos e implícitos da administração pública.

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3 Organização administrativa.

3.1 Centralização, descentralização, concentração e desconcentração.

3.2 Administração direta.

3.2.1 Órgão público: conceito; teorias sobre as relações do Estado com os


agentes públicos; características; e classificação.

3.3 Administração indireta.

3.3.1 Autarquias.

3.3.2 Agências reguladoras.

3.3.3 Agências executivas.

3.3.4 Fundações públicas.

3.3.5 Empresas públicas.

3.3.6 Sociedades de economia mista.

3.3.7 Consórcios públicos.

3.4 Entidades paraestatais e terceiro setor.

3.4.1 Serviços sociais autônomos.

3.4.2 Entidades de apoio.

3.4.3 Organizações sociais.

3.4.4 Organizações da sociedade civil de interesse público.

4 Atos administrativos.

4.1 Fatos da administração, atos da administração e atos administrativos.

4.2 Requisitos ou elementos.

4.3 Atributos.

4.4 O silêncio no direito administrativo.

4.5 Extinção dos atos administrativos: Revogação, anulação e cassação.


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4.6 Convalidação.

4.7 Vinculação e discricionariedade.

4.8 Atos administrativos nulos, anuláveis e inexistentes.

4.9 Decadência administrativa.

5 Processo administrativo.

5.1 Lei nº 9.784/1999.

5.2 Processo Administrativo Disciplinar.

6 Poderes e deveres da administração pública.

6.1 Poder regulamentar.

6.2 Poder hierárquico.

6.3 Poder disciplinar.

6.4 Poder de polícia.

6.5 Dever de agir.

6.6 Dever de eficiência.

6.7 Dever de probidade.

6.8 Dever de prestação de contas.

6.9 Uso e abuso do poder.

7 Serviços públicos.

7.1 Legislação pertinente.

7.1.1 Lei nº 8.987/1995 e suas alterações.

7.1.2 Lei nº 11.079/2004 (parceria público-privada).

7.2 Disposições doutrinárias.

7.2.1 Formas de prestação e meios de execução.

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7.2.2 Delegação: concessão, permissão e autorização.

7.2.3 Princípios.

7.2.4 Remuneração.

7.2.5 Usuários.

8 Intervenção do Estado na propriedade.

8.1 Limitação administrativa.

8.2 Servidão administrativa.

8.3 Ocupação temporária.

8.4 Requisição administrativa.

8.5 Tombamento.

8.6 Desapropriação.

9 Licitações.

9.1 Objeto e finalidade.

9.2 Destinatários.

9.3 Princípios.

9.4 Contratação direta: dispensa e inexigibilidade.

9.5 Modalidades.

9.6 Tipos.

9.7 Procedimento.

9.8 Anulação e revogação.

9.9 Sanções administrativas.

10 Contratos administrativos.

10.1 Características.

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10.2 Vigência.

10.3 Alterações contratuais.

10.4 Execução, inexecução e rescisão.

10.5 Convênios e instrumentos congêneres.

10.6 Consórcios públicos.

11 Controle da Administração Pública.

11.1 Conceito.

11.2 Classificação das formas de controle.

11.2.1 Conforme a origem.

11.2.2 Conforme o momento a ser exercido.

11.2.3 Conforme a amplitude.

11.3 Controle exercido pela administração pública.

11.4 Controle legislativo.

11.5 Controle judicial.

12 Improbidade administrativa.

12.1 Lei nº 8.429/1992 e suas alterações.

12.2 Disposições doutrinárias aplicáveis.

13 Agentes públicos.

13.1 Disposições doutrinárias.

13.1.1 Espécies.

13.1.2 Cargo, emprego e função pública.

13.1.3 Provimento.

13.1.4 Vacância.

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13.1.5 Efetividade, estabilidade e vitaliciedade.

13.1.6 Remuneração.

13.1.7 Direitos e deveres.

13.1.8 Responsabilidade.

13.1.9 Regime de previdência.

14 Bens públicos.

14.1 Classificação.

43 14.2 Características.

14.3 Espécies.

14.4 Afetação e desafetação.

14.5 Aquisição e alienação.

14.6 Uso dos bens públicos por particular.

15 Responsabilidade civil do Estado.

15.1 Responsabilidade por ato comissivo do Estado.

15.2 Responsabilidade por omissão do Estado.

15.3 Requisitos para a demonstração da responsabilidade do Estado.

15.4 Causas excludentes e atenuantes da responsabilidade do Estado.

15.5 Reparação do dano.

15.6 Direito de regresso.

15.7 Responsabilidade primária e subsidiária.

15.8 Responsabilidade do Estado por atos legislativos.

15.9 Responsabilidade do Estado por atos judiciais.

16 Jurisprudência aplicada aos tribunais superiores.

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DIREITO CONSTITUCIONAL:

1 Constituição.

1.1 Conceito, objeto, elementos e classificações.

1.2 Supremacia da Constituição.

1.3 Aplicabilidade das normas constitucionais.

1.4 Interpretação das normas constitucionais.

1.4.1 Métodos, princípios e limites.

2 Poder constituinte.

2.1 Características.

2.2 Poder constituinte originário.

2.3 Poder constituinte derivado.

3 Princípios fundamentais.

4 Direitos e garantias fundamentais.

4.1 Direitos e deveres individuais e coletivos.

4.2 Habeas corpus, mandado de segurança, mandado de injunção e habeas data.

4.3 Direitos sociais.

4.4 Nacionalidade.

4.5 Direitos políticos.

4.6 Partidos políticos.

5 Organização do Estado.

5.1 Organização político-administrativa.

5.2 Estado federal brasileiro.

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5.3 A União.

5.4 Estados federados.

5.5 Municípios.

5.6 O Distrito Federal.

5.7 Intervenção federal.

5.8 Intervenção dos estados nos municípios.

6 Administração pública.

6.1 Disposições gerais.

6.2 Militares dos estados, do Distrito Federal e dos territórios.

7 Organização dos poderes no Estado.

7.1 Mecanismos de freios e contrapesos.

7.2 Poder legislativo.

7.2.1 Estrutura, funcionamento e atribuições.

7.2.2 Comissões parlamentares de inquérito.

7.2.3 Fiscalização contábil, financeira e orçamentária.

7.2.4 Tribunal de Contas.

7.2.5 Prerrogativas parlamentares.

7.3 Poder executivo.

7.3.1 Presidente da República.

7.3.1.1 Atribuições, prerrogativas e responsabilidades.

7.3.2 Ministros de Estado.

7.3.3 Conselho da República e de Defesa Nacional.

7.4 Poder judiciário.

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7.4.1 Disposições gerais.

7.4.2 Órgãos do poder judiciário.

7.4.2.1 Organização e competências.

7.4.3 Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

8 Funções essenciais à justiça.

8.1 Ministério Público.

8.2 Advocacia Pública.

8.3 Advocacia e Defensoria Pública.

9 Defesa do Estado e das instituições democráticas.

10 Sistema Tributário Nacional.

10.1 Princípios gerais.

10.2 Limitações do poder de tributar.

10.3 Impostos da União, dos Estados e dos municípios.

10.4 Repartição das receitas tributárias.

11 Finanças públicas.

11.1 Normas gerais.

11.2 Orçamentos.

12 Ordem econômica e financeira.

12.1 Princípios gerais da atividade econômica.

12.2 Política urbana, agrícola e fundiária e reforma agrária.

13 Ordem social.

14 Constituição do Estado de Mato Grosso.

15 Jurisprudência aplicada aos tribunais superiores.

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DIREITO PENAL:

1 Direito Penal e Poder Punitivo.

1.1 Política Criminal e Criminologia. Noções básicas.

1.2 Criminalização Primária e Secundária.

1.3 Seletividade do sistema penal.

1.4 Direito Penal de Autor e Direito Penal do Ato.

1.5 Garantismo Penal.

1.6 Direito Penal do Inimigo.

1.7 Evolução Histórica da Legislação Penal. História da Programação Criminalizante


no Brasil.

1.8 Genealogia do Pensamento Penal.

1.9. Bem jurídico.

2 Funções da Pena. Teorias.

3 Características e Fontes do Direito Penal.

4 Princípios aplicáveis ao Direito Penal.

5 Interpretação da lei penal.

5.1 Analogia.

6 Aplicação da lei penal.

6.1 A lei penal no tempo e no espaço.

6.2 Tempo e lugar do crime.

6.3 Territorialidade e extraterritorialidade da lei penal.

6.4 Pena cumprida no estrangeiro.

6.5 Eficácia da sentença estrangeira.


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6.6 Contagem de prazo.

6.7 Frações não computáveis da pena.

6.8 Irretroatividade da lei penal.

6.9 Conflito aparente de normas penais.

7 Do Delito.

7.1 Classificação dos crimes.

7.2 Teoria da Ação.

7.3 Teoria do tipo. O fato típico e seus elementos.

7.4 Relação de causalidade. Teorias. Imputação objetiva.

7.5 Tipos dolosos de ação.

7.6 Tipos dos Crimes de Imprudência.

7.7 Tipos dos Crimes de Omissão.

7.8 Consumação e tentativa.

7.9 Desistência voluntária e arrependimento eficaz.

7.10 Arrependimento posterior.

7.11 Crime impossível. 8 Agravação pelo resultado.

9 Erro.

9.1 Descriminantes putativas.

9.2 Erro determinado por terceiro.

9.3 Erro sobre a pessoa. 9.4 Erro sobre a ilicitude do fato (erro de proibição).

10 Concurso de crimes.

11 Ilicitude. 44

12 Culpabilidade.

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13 Concurso de Pessoas.

14 Penas.

14.1 Espécies de penas.

14.2 Cominação das penas.

14.3 Aplicação da pena.

14.4 Suspensão condicional da pena.

14.5 Livramento condicional.

14.6 Efeitos da condenação.

14.7 Reabilitação.

14.8 Limites das penas.

15 Medidas de segurança.

15.1 Execução das medidas de segurança.

16 Ação penal.

17 Punibilidade e causas de extinção.

18 Prescrição.

19 Crimes contra a pessoa.

20 Crimes contra o patrimônio.

21 Crimes contra a propriedade imaterial.

22 Crimes contra a organização do trabalho.

23 Crimes contra o sentimento religioso e contra o respeito aos mortos.

24 Crimes contra a dignidade sexual.

25 Crimes contra a família.

26 Crimes contra a incolumidade pública.

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27 Crimes contra a paz pública.

28 Crimes contra a fé pública.

29 Crimes contra a administração pública.

30 Lei nº 8.072/1990 e suas alterações (crimes hediondos).

31 Lei nº 7.716/1989 e suas alterações (crimes resultantes de preconceitos de raça ou de


cor).

32 Lei nº 9.455/1997 (crimes de tortura).

33 Lei nº 12.694/2012 e Lei nº 12.850/2013 (organização criminosa).

34 Lei nº 9.605/1998 e suas alterações (crimes contra o meio ambiente).

35 Lei nº 9.503/1997 e suas alterações (parte relativa aos crimes de trânsito).

36 Lei nº 11.343/2006 (Lei Antidrogas).

37 Lei nº 4.898/1965 (abuso de autoridade).

38 Lei nº 10.826/2003 e suas alterações (Estatuto do Desarmamento).

39 Lei nº 8.078/1990 e suas alterações (parte relativa aos crimes contra as relações de
consumo).

40 Lei nº 9.613/1998 e suas alterações (Lavagem de dinheiro).

41 Lei nº 8.069/1990 e suas alterações (Estatuto da Criança e do Adolescente).

42 Direito Penal Econômico.

43 Disposições constitucionais aplicáveis ao direito penal.

44 Entendimento dos tribunais superiores acerca dos institutos de direito penal.

DIREITO PROCESSUAL PENAL:

1 Processo Penal Brasileiro. Processo Penal Constitucional.

2 Sistemas e Princípios Fundamentais.

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3 Aplicação da lei processual no tempo, no espaço e em relação às pessoas.

3.1 Disposições preliminares do Código de Processo Penal.

4 Fase Pré-Processual: Inquérito policial.

5 Processo, procedimento e relação jurídica processual.

5.1 Elementos identificadores da relação processual.

5.2 Formas do procedimento.

5.3 Princípios gerais e informadores do processo.

5.4 Pretensão punitiva. 5.5 Tipos de processo penal.

6 Ação penal.

7 Ação civil Ex Delicto.

8 Jurisdição e Competência.

9 Questões e processos incidentes.

10 Prova.

11 Lei nº 9.296/1996 (interceptação telefônica).

12 Sujeitos do Processo.

13 Prisão, medidas cautelares e liberdade provisória.

14 Citações e intimações.

15 Atos Processuais e Atos Judiciais.

16 Procedimentos.

16.1 Processo comum.

16.2 Processos especiais.

16.3 Lei nº 8.038/1990 - normas procedimentais para os processos perante o Superior


Tribunal de Justiça (STJ) e o Supremo Tribunal Federal (STF).

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17 Lei nº 9.099/1995 e Lei nº 10.259/2001 e suas alterações (juizados especiais cíveis e


criminais).

18 Prazos.

18.1 Características, princípios e contagem.

19 Nulidades.

20 Recursos em geral.

21 Habeas corpus e seu processo.

22 Normas processuais da Lei nº 7.210/1984 e suas alterações (execução penal).

23 Relações jurisdicionais com autoridade estrangeira.

24 Lei nº 11.340/2006 e suas alterações (Lei Maria da Penha).

25 Disposições gerais do Código de Processo Penal.

26 Entendimento dos tribunais superiores acerca dos institutos de direito processual penal.

LEGISLAÇÃO COMPLEMENTAR:

1 Lei Complementar Estadual nº 407/2010 e suas alterações (Estatuto da Polícia Judiciária


Civil do Estado de Mato Grosso).

2 Lei Complementar Estadual nº 04/1990 e suas alterações (Estatuto dos Servidores


Públicos da Administração Direta das Autarquias e das Fundações Públicas Estaduais).

3 Lei Complementar Estadual nº 401/2010 e suas alterações (dispõe sobre aposentadoria


especial).

4 Lei nº 7.102/1983 (dispõe sobre segurança para estabelecimentos financeiros, estabelece


normas para constituição e funcionamento das empresas particulares que exploram serviços
de vigilância e de transporte de valores, e dá outras providências).

5 Lei nº 10.357/2001 (estabelece normas de controle e fiscalização sobre produtos químicos


que direta ou indiretamente possam ser destinados à elaboração ilícita de substâncias
entorpecentes, psicotrópicas ou que determinem dependência física ou psíquica, e dá outras
providências).

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6 Lei nº 6.815/1980 e suas alterações (define a situação jurídica do estrangeiro no Brasil,


cria o Conselho Nacional de Imigração).

7 Lei nº 10.446/2002 e suas alterações 45 (infrações penais de repercussão interestadual


ou internacional que exigem repressão uniforme).

8 Lei nº 4.737/1965 e suas alterações (parte relativa às disposições penais do Código


Eleitoral).

9 Lei nº 12.830/2013 (dispõe sobre a investigação criminal conduzida pelo delegado de


polícia).

10 Convenção americana sobre direitos humanos (Pacto de São José e Decreto nº


678/1992).

SUMÁRIO PÁGINA
QUESTÕES OBJETIVAS
DIREITO PENAL E LEGISLAÇÃO 29
PROCESSO PENAL 72
CONSTITUCIONAL 87
ADMINISTRATIVO 95
PORTUGUÊS 102
ÉTICA 114
GEOGRAFIA DE MATO GROSSO 116
HISTÓRIA POLÍTICA E ECOMICA DE MT 118
LEGISLAÇÃO COMPLEMENTAR 120
JURISPRUDÊNCIA SELECIONADA
DIREITO PENAL 133
PROCESSO PENAL 166
CONSTITUCIONAL 171
ADMINISTRATIVO 172
PORTUGUÊS
QUESTÕES DISCURSIVAS

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Dicas do Prof. Lúcio Valente 176


PROCESSO PENAL 179
DIREITO PENAL 189
CONSTITUCIONAL 208
PROGRAMA META – VOU SER DELEGADO 219

DIREITO PENAL e LEGISLAÇÃO

Inovações legislativas do CÓDIGO PENAL que você deve revisar antes da sua prova

• Art. 83, V (altera disposição sobre o livramento condicional em crimes hediondos e


equiparados)

• Art. 121, § 2º, VI (inclui a qualificadora de Feminicídio);

• Art. 121, § 2º, VII (inclui a qualificadora de homicídio contra forças de segurança);

• Art. 129, § 2º (inclui qualificadora de lesão contra forças de segurança);

• Art. 143, parágrafo único (cria disposição a respeito da retração da calúnia ou


difamação praticados por meios de comunição);

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• Art. 149-A (cria forma especial de sequestro);

• Art. 155, § 6º (cria a qualificadora quando a subtração for de semovente domesticável


de produção);

• Art. 171, § 4º (cria uma qualificadora para o estelionato praticado contra idoso);

Leia os seguintes dispositivos do ECA

Art. 243 e 258-C do ECA: (Altera a Lei no 8.069, de 13 de julho de 1990 - Estatuto da
Criança e do Adolescente, para tornar crime vender, fornecer, servir, ministrar ou entregar
bebida alcoólica a criança ou a adolescente; e revoga o inciso I do art. 63 do Decreto-Lei no
3.688, de 3 de outubro de 1941 - Lei das Contravenções Penais).

DICAS MONSTRO DE DIREITO PENAL

1. Em Direito Penal, sempre revise a Teoria do Crime, principalmente as teorias que


explicam os institutos penais. Junto com este e-book subi uma tabela com todas as
principais teorias de Direito Penal (basta acessar o link de acesso que você recebeu
ao comprar este material).

2. Em relação à Parte Especial, o que mais cai são os Crimes Contra a Vida, Patrimônio
e Administração Pública. Nos Crimes Contra a Vida, o CESPE gosta de usar a Teoria

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do Crime aplicada. Em relação aos Crimes Contra o Patrimônio, estude os


informativos do STJ/STF. Já em relação aos Crimes Contra a Administração, estude
a letra da lei, prestando atenção aos verbos de cada tipo (ex.: exigir - concussão).

3. Aproveite esta reta final para fazer muitos exercícios da Parte Especial, sempre com
o CP ao lado. Há muitas questões que podem ser respondidas apenas com a leitura
da lei seca.

QUESTÕES OBJETIVAS COMENTADOS DE DIREITO PENAL

1. (2017-Cespe-Adaptada). Acerca de extinção da punibilidade, é correto afirmar que;


uma lei de anistia pode ser revogada por lei posterior, diante de mudança de
opinião do Congresso Nacional a respeito da extinção de punibilidade concedida.
Errada. "Contra os que querem abolir a anistia concedida em 1979, existe a
argumentação, especialmente por parte dos juristas, de que a anistia concedida não pode
ser revogada, uma vez que sua eventual revogação equivaleria à imposição retroativa de
penalidades. E esta a própria Constituição brasileira em vigor proíbe. O Estado, tendo
renunciado à imposição de sanções a certas categorias de pessoas através da
concessão da anistia, não pode voltar atrás na sua decisão, no sentido de permitir uma
penalização retroativa. Decidir, portanto, pela invalidade da lei de anistia aos agentes da
repressão política da ditadura, trinta e cinco anos após a sua promulgação, significaria
incorrer em inevitável violação ao princípio da legalidade e em franco desrespeito à
segurança jurídica e ao Estado de Direito. Revogar a anistia significaria, conforme diz o
jargão popular, “dar um tiro no pé”, por flexibilizar-se, com isso, uma das principais
garantias do cidadão contra o poder punitivo do Estado: a lei"
(http://www.ipla.com.br/editorias/sociedade/a-revogacao-da-lei-de-anistia-um-
paradoxo.html).

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2. (2017-Cespe-Adaptada). Acerca de extinção da punibilidade, é correto afirmar que;


Graça e indulto somente podem ser concedidos pelo presidente da República, uma
vez que tais prerrogativas são insuscetíveis de delegação.
Errada. A concessão de indulto pode ser delegada aos Ministros de Estado, ao PGR ou
ao AGU, de acordo com a CF. Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da
República: XII - conceder indulto e comutar penas, com audiência, se necessário, dos
órgãos instituídos em lei; Parágrafo único. O Presidente da República poderá delegar
as atribuições mencionadas nos incisos VI, XII e XXV, primeira parte, aos Ministros de
Estado, ao Procurador-Geral da República ou ao Advogado-Geral da União, que
observarão os limites traçados nas respectivas delegações.

3. (2017-Cespe-Adaptada). Acerca de extinção da punibilidade, é correto afirmar


que; a punibilidade de qualquer crime pode ser extinta por meio de graça e
indulto.

Errada. Existem crimes insuscetíveis de graça ou anistia, conforme previsão na CF:


Art. 5º, XLIII - a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia
a prática de tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os
definidos como crimes hediondos, por eles respondendo os mandantes, os executores
e os que, podendo evitá-los, se omitirem;

4. (2017-Cespe-Adaptada). Acerca de extinção da punibilidade, é correto afirmar


que; A anistia ou abolitio criminis é causa extintiva de punibilidade discutida no
âmbito do Poder Legislativo.
Anistia e abolitio criminis são conceitos diferentes: A anistia advém de ato legislativo
federal (artigos 21, inciso XVII e 48, inciso VIII, da CF/88), ou seja, tem status de lei
penal, sendo devidamente sancionada pelo executivo. Através desse ato, o Estado,
em razão de clemência, política social e outros fatores esquece um fato criminoso,
perdoando a prática de infrações penais o que acarreta a exclusão dos seus efeitos
penais (e não civis). Para Rogério Greco, a anistia, em regra, dirige-se a crimes
políticos, o que não impede que ela também seja concedida a crimes comuns. Abolitio
criminis: Expressão latina utilizada em Direito Penal. Significa a extinção do crime

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devido à publicação de lei que extingue o delito anteriormente previsto no


ordenamento jurídico.

5. (2015-Cespe-Adaptada). – Acerca dos Princípios do Direito Penal, é correto


afirmar que; do princípio da culpabilidade procede a responsabilidade penal
subjetiva, que inclui, como pressuposto da pena, a valoração distinta do
resultado no delito culposo ou doloso, proporcional à gravidade do desvalor
representado pelo dolo ou culpa que integra a culpabilidade.
Errada. O erro está em dizer que dolo e culpa integram a culpabilidade! Conforme a
teoria Finalista (e adotada hoje em dia), dolo e culpa saem da culpabilidade e migram
para a conduta

6. (2015-CESPE-adaptada). É correto afirmar que – O princípio do ne bis idem está


expressamente previsto na CF e preconiza a impossibilidade de uma pessoa ser
sancionada ou processada duas vezes pelo mesmo fato, além de proibir a
pluralidade de sanções de natureza administrativa sancionatórias.
Errada. - Não há previsão constitucional: é sucedâneo dO p. legalidade- Bis in idem
no campo administrativo: Sanção penal, civil e administrativa são independentes,
portanto permite punições em cada seara para o mesmo fato. Entretanto, para cada
seara, uma punição. É inadmissível segunda punição de servidor público, baseada no
mesmo processo em que se fundou a primeira. (STF, Súmula nº 19)

7. (2015-CESPE-Adaptada). Julgue a assertiva que se segue. - O princípio da


ofensividade ou lesividade não se presta à atividade de controle jurisdicional
abstrata da norma incriminadora ou à função político criminal da atividade
legiferante.
Errada. Se presta sim! - O princípio da ofensividade ou lesividade se presta à atividade
de controle jurisdicional abstrata da norma incriminadora ou à função políticocriminal
da atividade legiferante.

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8. (2014-Delegado de Polícia-Adaptada). Acerca do Direito Penal, julgue o item a


seguir. - É aplicável a lei do país de procedência aos crimes praticados a bordo
de aeronaves ou embarcações estrangeiras de propriedade privada, achando-se
aquelas em pouso no território nacional ou em vôo no espaço aéreo
correspondente, e estas em porto ou mar territorial do Brasil.
Errada. Nesse caso se aplica o princípio da Territorialidade, e não da Bandeira, logo
aplicar-se-á a lei Brasileira e não a do Estrangeiro. (Art. 5 § 2º do CP)

9. (2014-Delegado de Polícia-Adaptada). Julgue a assertiva que se segue. - O


princípio da intervenção mínima que deve ser atribuído a Claus Roxin, defensor
da tese de que a tipicidade penal exige uma ofensa de gravidade aos bens
jurídicos protegidos.
Errada. O princípio da insignificância é originário do Direito Romano, e foi reintroduzido
no sistema penal por Claus Roxin, na Alemanha, no ano de 1964. Intervenção Mínima:
o Direito Penal deve ser a última opção do legislador para resolver conflitos
emergentes na sociedade, preocupando-se em proteger bens jurídicos realmente
relevantes. (Nucci).

10. (2015-CESPE-Adaptada). Julgue o item. - A revogação expressa de um tipo penal


incriminador conduz a abolitio criminis, ainda que seus elementos passem a
integrar outro tipo penal, criado pela norma revogadora.
Errada. A questão trata do princípio da continuidade normativo-típica que; ocorre
quando uma norma penal é revogada, porém, a mesma conduta continua sendo
incriminada pelo tipo penal revogador. Este não se confunde com o instituto jurídico
da “abolitio criminis”.

11. (2015-Cespe–Adaptada). Acerca dos Princípios do Direito Penal Brasileiro, julgue o


item a seguir - A incriminação do agente em virtude de prática de delito de
acumulação constitui violação ao princípio da legalidade.
Certa. Delito de acumulação - isoladamente praticados pelo agente não ensejam
responsabilização, mas que somadas todas as condutas reiteradas é passível de
punição.

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12. (2015-Cespe–Adaptada). Julgue a assertiva que se segue - Na progressão


criminosa, o agente inicialmente pretender praticar um crime menos grave, e,
depois, resolve progredir para o mais grave.

Certa. A diferença básica entre crime e progressão criminosa se relaciona diretamente


com a questão de dolo. No crime progressivo o agente, desde o ínicio, tem a intenção
de praticar um crime mais grave, mas, para concretizá-lo, passa pelo menos grave.
Na progressão criminosa o agente inicialmente queria o resultado menos grave, mas
no "meio do caminho" muda de ideia e passa a querer o resultado mais grave.

13. (2015-Cespe-Adaptada). O agente que, para livrar sua esposa, deficiente física
em fase terminal em razão de doença incurável, de graves sofrimentos físico e
moral, pratica eutanásia com o consentimento da vítima, deve responder, em
tese por homicídio qualificado pelo feminicídio, agravado pelo fato de ter sido
praticado contra pessoa deficiente, já que o consentimento da ofendida é
irrelevante para efeitos penais.
Errada. Responde por homicídio privilegiado, já que agiu por relevante valor moral,
que compreende também seus interesses individuais, entre eles a piedade e a paixão.

14. (2015-Promotor de Justiça-Adaptada). Se a morte da gestante sobrevém em


consequência dos meios indequados empregados pelo agente para provocar o
aborto, responderá ele por homicídio culposo.
Errada. Art. 127, Código Penal. As penas cominadas nos dois artigos anteriores são
aumentadas de um terço, se, em conseqüência do aborto ou dos meios empregados
para provocá-lo, a gestante sofre lesão corporal de natureza grave; e são duplicadas,
se, por qualquer dessas causas, lhe sobrevém a morte. São duas hipóteses de crime
qualificado pelo resultado, ou seja, de natureza preterdolosa.

15. (2015-Cespe-Adaptada). Caso um dependente químico de longa data morra após


abusar de substância entorpecente vendida por um narcotraficante, este

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responderá por homicídio culposo, devido à previsibilidade do resultado morte


nessa hipótese.
ERRADA. O princípio da responsabilidade subjetiva ensina não bastar que o fato seja
materialmente causado pelo agente, ficando a sua responsabilidade(penal)
condicionada à existência da voluntariedade. (dolo ou culpa.)
16. (2014-Cespe-Adaptada). Marcos e Rodrigo instigaram Juarez, que sofria de
depressão, a cometer suicídio, pois, na condição de herdeiros do último,
pretendiam a morte do mesmo por interesses econômicos. Ainda que Juarez
tenha admitido firmemente a possibilidade de eliminar a própria vida, não
praticou qualquer ato executório. Diante desse contexto, Marcos e Rodrigo
deverão responder por tentativa de homicídio, visto que a ideia de ambos era
eliminar a vida de Juarez para posterior enriquecimento.
Errada. Não responderão pelo crime de instigação ao suicídio, pois não houve morte
ou lesão corporal de natureza grave na vítima. Art. 122 do CP.

17. (2015-Cespe-Adaptada). Se o homicídio é cometido com emprego de asfixia ele


é considerado qualificado. Entretanto, a doutrina e jurisprudência predominante
em nosso país entendem que somente se aplica nos casos de asfixia mecânica,
não incidindo tal regra (majorante legal) nos casos de asfixia tóxica.
Errada. A asfixia pode ser mecânica ou tóxica. A asfixia tóxica pode dar-se pelo ar
confinado, pelo óxido de carbono e pelas viciações do ambiente. Os processos de
provocação de asfixia mecânica são: enforcamento, imprensamento, estragulamento,
afogamento, submersão e esganadura. (Prof. Damásio)

18. (2014-Cespe-Adaptada). Julgue o item que se segue - É majoritária a posição


doutrinária que admite a existência do denominado homicídio híbrido, desde que
a circunstância qualificadora tenha caráter subjetivo.
ERRADA. HOMICÍDIO HÍBRIDO OU QUALIFICADO PRIVILEGIADO – Não encontra
previsão no Código Penal. É uma construção jurisprudencial. É híbrido porque é ao
mesmo tempo privilegiado e qualificado.

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19. (2015 –Cespe- Adaptada). Se a morte da gestante sobrevém em consequência


dos meios inadequados empregados pelo agente para provocar o aborto,
responderá ele por homicídio culposo.
ERRADA. O agente responderá por aborto majorado (na modalidade consumada ou
tentada). Não há que se falar em homicídio culposo. (127, CP)
20. (2015-Cespe–ADAPTADA). Julgue o item - Em razão do princípio da
personalidade passiva, o brasileiro nato não pode ser extraditado, entretanto é
submetido à lei brasileira quando pratica crime no estrangeiro, mesmo que já
tenha cumprido pena ou tenha sido absolvido no país onde praticou o crime.
ERRADA – A questão está incorreta no período “mesmo que já tenha cumprido pena
ou tenha sido absolvido no país onde praticou o crime”

21. (2015-FUNIVERSA-ADAPTADA) Consoante o princípio da nacionalidade ou da


personalidade, os crimes contra a vida ou a liberdade do presidente da
República ainda que cometidos no estrangeiro, sujeitam-se à lei brasileira.
ERRADA - À aplicação da lei brasileira (art. 7º, I, a do CP), isto se dá pelo princípio da
DEFESA (ou da PROTEÇÃO), e não pelo princípio da nacionalidade ou
personalidade.

22. (2015-Cespe–ADAPTADA). É correto afirmar que - Constituem princípios que se


destinam a solucionar o conflito aparente de normas: subsidiariedade e
especialidade.
CERTA - Princípio da Especialidade = lei geral será aplicada tão-somente quando uma
norma de caráter mais específico sobre determinada matéria não se verificar no
ordenamento jurídico. (Art. 12 CP) - Princípio da Subsidiariedade = comprovado o fato
principal, afasta se o subsidiário (Exemplo: Art. 307 - Falsa identidade)

23. (2014-CESPE-ADAPTADA) A lei penal que, de qualquer modo, beneficia o agente


tem, em regra, efeito extra-ativo, ou seja, pode retroagir ou avançar no tempo e, assim,
aplicar-se ao fato praticado antes de sua entrada em vigor, como também seguir
regulando, embora revogada, o fato praticado no período em que ainda estava vigente.

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A única exceção a essa regra é a lei penal excepcional ou temporária que, sendo
favorável ao acusado, terá somente efeito retroativo.
ERRADA – Sempre será aplicada, independentemente de ser ou não favorável ao réu.
Art. 3º do CP.

24. (2015-CESPE-ADAPTADA). Julgue o item que se segue - A eficácia da sentença


penal condenatória proferida no estrangeiro depende de homologação tanto
para obrigar o condenado à reparação do dano, a restituições e a outros efeitos
civis quanto para o reconhecimento da reincidência.
ERRADA - A sentença penal condenatória proferida no estrangeiro, a rigor do que
dispõe o artigo 9º do CP, necessita de homologação (através do STJ, após a EC/04)
para obrigar o condenado à reparação do dano, a restituições e outros efeitos civis e
para sujeitá-lo à medida de segurança.

25. (2015-PROMOTOR –ADAPTADA). Julgue o item a seguir. A forma majorada da


omissão de socorro dispensa a prova do nexo causal natural entre a morte da
vítima e a conduta do agente, bastando tão somente a existência da
possibilidade de que a atuação deste poderia evitar o evento letal.
CERTA - Cleber Masson: crimes omissivos próprios ou puros não alojam em seu bojo
um resultado naturalístico. A omissão é descrita pelo próprio tipo penal, e o crime se
consuma com a simples inércia do agente. Não são, assim, compatíveis com a figura
da tentativa. É o que se dá na omissão de socorro (CP, art. 135): ou o sujeito presta
assistência ao necessitado, e não há crime; ou omite-se, consumando
automaticamente o delito.

26. (2015-Cespe-ADAPTADA). Na doutrina, distinguem-se as figuras sequestro e cárcere


privado, afirmando-se que o primeiro é o gênero do qual o segundo é espécie. É
correto afirmar que - a figura cárcere privado caracteriza-se pela manutenção de
alguém em recinto fechado, sem amplitude de locomoção, definição está mais
restrita que a de sequestro.

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CERTA - De acordo com Cezar Roberto Bitencourt, "no cárcere privado há


confinamento ou clausula, enquanto, no sequestro, a supressão da liberdade não
precisa ser confinada em limites tão estreitos"

27. (2015-PROMOTOR–ADAPTADA) Incorre em crime de redução à condição


análoga a de escravo quem submete trabalhador a jornada exaustiva ou a
condições degradantes de trabalho, desde que ocorra, concomitantemente,
algum cerceio à sua liberdade de locomoção.
ERRADA - Art. 149 CP. Reduzir alguém a condição análoga à de escravo, quer
submetendoo a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva, quer sujeitando-o a
condições degradantes de trabalho, quer restringindo, por qualquer meio, sua
locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou preposto.

28. (2015-Cespe-ADAPTADA). Quanto ao crime de rixa previsto no artigo 137 do Código


Penal (participar de rixa, salvo para separar os contendores), é correto afirmar que -
é crime comum, de perigo, comissivo, coletivo, não transeunte como regra,
plurissubsistente, instantâneo.
CERTA - Crime comum → é previsto no Código Penal. Crime de perigo → a simples
exposição do bem jurídico ao perigo já suficiente para a consumação. Crime comissivo
→ a conduta nuclear corresponde a uma ação. Crime não transeunte → deixa
vestígios. Crime plurissubsistente → contém uma conduta que admite fracionamento.
Crime instantâneo → a consumação ocorre instantaneamente.

29. (2014 – CESPE – adaptada) O dever jurídico de evitar o resultado existente no


crime omissivo impróprio deve obrigatoriamente decorrer de uma imposição
legal direta que determine cuidado e vigilância em relação à vítima.
Errada. O dever de agir inerente ao crime omissivo impróprio decorre não somente da
lei (em sentido amplo, englobando os deveres impostos pela ordem jurídica
considerada em sua totalidade), mas também daquele que assumiu a
responsabilidade de impedir o resultado ou, com seu comportamento anterior, criou o
risco da ocorrência do resultado. É o que dispõe o art. 13, § 2 do Código Penal

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30. (2014-FCC-adaptada) O crime culposo comissivo por omissão pressupõe a


violação por parte do omitente do dever de agir para impedir o resultado.
Certa. O crime culposo comissivo por omissão é o omissivo impróprio. É aquele em
que uma omissão inicial do agente dá causa a um resultado posterior, o qual o agente
tinha o dever jurídico de evitá-lo. É o que acontece quando a mãe de uma criança
deixa de alimentá-la, provocando a sua morte. Neste caso, a mãe responderá pelo
crime de homicídio, já que tinha o dever jurídico de alimentar seu filho.

31. (2015-Promotor-adaptada) São elementos do fato típico: conduta, resultado,


nexo de causalidade e antijuridicidade.
Errada. Fato típico, portanto, pode ser conceituado como ação ou omissão humana,
antissocial que, norteada pelo princípio da intervenção mínima, consiste numa conduta
produtora de um resultado, que se subsume ao modelo de conduta proibida pelo
Direito Penal, seja crime ou contravenção penal. Do seu conceito extraímos seus
elementos: conduta, nexo causal, resultado, tipicidade".

32. (2014 – CESPE – Polícia Federal – Delegado). Julgue o item. - Três criminosos
interceptaram um carro forte e dominaram os seguranças, reduzindo-lhes por
completo qualquer possibilidade de resistência, mediante grave ameaça e emprego
de armamento de elevado calibre. O grupo, entretanto, encontrou vazio o cofre do
veículo, pois, por erro de estratégia, efetuara a abordagem depois que os valores e
documentos já haviam sido deixados na agência bancária. Por fim, os criminosos
acabaram fugindo sem nada subtrair. Nessa situação, ante a inexistência de
valores no veículo e ante a ausência de subtração de bens, elementos
constitutivos dos delitos patrimoniais, ficou descaracterizado o delito de roubo,
subsistindo apenas o crime de constrangimento ilegal qualificado pelo concurso
de pessoas e emprego de armas.
Errada. A consumação do crime de roubo se perfaz no momento em que o agente se
torna possuidor da res furtiva, subtraída mediante violência ou grave ameaça,

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independentemente de sua posse mansa e pacífica. Ademais, para a configuração do


roubo, é irrelevante que a vítima não porte qualquer valor no momento da violência ou
grave ameaça, visto tratar-se de impropriedade relativa e, não, absoluta do objeto, o
que basta para caracterizar o delito em sua modalidade. ” No caso tem-se
caracterizado roubo próprio qualificado, na forma tentada (art. 14, inciso II do CPP).

33. (2015-Promotor-adaptada). Para a tipificação da extorsão mediante sequestro


qualificada pelo resultado é necessário que a violência utilizada pelo agente e
da qual resulta morte seja empregada contra o sequestrado.
Certa. É necessário que o resultado agravador atinja a pessoa sequestrada. Se a lesão
corporal de natureza grave ou a morte for suportada por outra pessoa, que não a
privada da liberdade, esta circunstância implica o surgimento do concurso de crimes
entre extorsão mediante sequestro e homicídio (doloso ou culposo) ou lesão corporal
grave (ou culposa).

34. (2015 – Funiversa – Adaptada). Segundo entendimento do STJ, do STF e da


doutrina dominante acerca do direito penal. A utilização de arma inidônea, como
forma de intimidar a vítima do delito de roubo, não caracteriza a elementar grave
ameaça prevista nesse tipo penal.
Errada. A utilização de arma inidônea, como forma de intimidar a vítima do delito de
roubo, caracteriza a elementar grave ameaça, porém, não permite o reconhecimento
da majorante de pena, o qual está vinculado ao potencial lesivo do instrumento,
pericialmente comprovado como ausente no caso em apreço. (HC 293.128/SP, Rel.
Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, SEXTA TURMA, julgado em
04/09/2014, DJe 16/09/2014)

35. (2015-Juiz-Adaptada). Em relação ao crime de furto, é correto assegurar que é


admissível o reconhecimento da figura privilegiada do delito, em algumas
situações, nos casos de furto qualificado.
Certa. Súmula 511, STJ: é possível o reconhecimento do privilégio previsto no § 2º
do art. 155 do CP nos casos de crime de furto qualificado, se estiverem presentes a

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primariedade do agente, o pequeno valor da coisa e a qualificadora for de ordem


objetiva.
36. (2014/FGV/adaptada) O correto afirmar que - o crime de homicídio híbrido
(qualificado e privilegiado) ostenta a natureza de crime de hediondo.
ERRADA. A corrente majoritária, na doutrina e na jurisprudência: De acordo com esse
posicionamento, não é possível considerar o homicídio privilegiado-qualificado como
crime hediondo por duas razões. Em um primeiro momento, por obediência ao
princípio da legalidade penal, vertente taxatividade, porquanto o artigo 1o, inciso I da
lei de crimes hediondos trata apenas do homicídio qualificado, nada trazendo sobre o
homicídio privilegiado. Dessa forma, como a legalidade assume contornos de garantia
para o réu, não se poderia ampliar a previsão dos crimes hediondos para uma
modalidade não prevista pelo legislador, sob pena de analogia em prejuízo do
acusado.

37. (2014/Promotor/Adaptada). De acordo com a Teoria Geral do Crime, é correto


afirmar que, a frase: “A potencial consciência da ilicitude encontra-se na
culpabilidade, permanecendo apartada ao dolo”, refere-se a: Teoria Estrita da
Culpabilidade.
Certa. Na Teoria estrita da culpabilidade, os elementos que compõe a culpabilidade
são: imputabilidade, exigibilidade de conduta diversa, e potencial consciência da
ilicitude. Aqui, o dolo e a culpa migram para o fato típico se dissociando da
culpabilidade.

38. (2014/CESPE/Adaptada). Com relação à Teoria do Crime, é correto afirmar que;


segundo a teoria da imputação objetiva, é necessário avaliar se o incremento do
risco surge como decorrência do dolo do agente — de acordo com os princípios
do risco permitido —, o que afasta a responsabilidade pelo resultado produzido
pela culpa, se previsto o tipo penal.
Errada. A primeira parte da questão está certa. A segunda, que diz afastar a
responsabilidade por conduta culposa, equivoca-se, pois, mesmo se adotada a teoria
da imputação objetiva, o agente poderá ser condenado se incorrer em conduta culposa
prevista legalmente.

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39. (2015/Cespe/Adaptada). A respeito dos crimes contra o patrimônio, julgue o item


a seguir. Considere que um indivíduo tenha encontrado, na rua, um celular
identificado e totalmente desbloqueado. Considere, ainda, que esse indivíduo
tenha mantido o objeto em sua posse, deixando de restituí-lo ao dono. Nessa
situação, só existirá infração penal se o legítimo dono do objeto tiver reclamado
a sua posse e o objeto não lhe tiver sido devolvido.
Errada. Trata-se de apropriação de coisa achada, Art. 169, § único, II do CP. O núcleo
do tipo é “apropriar-se”, revelando a indispensabilidade da intenção do agente de ter
a coisa para si com o fim de assenhoreamento definitivo (animus rem sibi habendi).
Destarte, quem encontra uma coisa perdida em local público ou de uso público, e
conhece seu dono, tem o dever legal de restituí-la integral e imediatamente. (Masson)

40. (2014/Cespe/Policia Federal/Adaptada). Com relação a crimes contra o


patrimônio, julgue o item que segue: Para a configuração do delito de
apropriação indébita previdenciária não é necessário que haja o dolo específico
de ter para si coisa alheia; é bastante para tal a vontade livre e consciente de
não recolher as importâncias descontadas dos salários dos empregados da
empresa pela qual responde o agente.
Certa. Para a caracterização do crime de apropriação indébita de contribuição
previdenciária (art. 168-A do CP), não há necessidade de comprovação do dolo
específico de se apropriar de valores destinados à previdência social. STJ. 6ª Turma.
AgRg no Ag 1.083.417-SP, Rel. Min. Og Fernandes, julgado em 25/6/2013.

41. (2014/Vunesp/Adaptada). Tomando por base os tipos penais de crimes contra o


patrimônio, é correto afirmar que; a diferença entre o furto mediante fraude e
estelionato reside na forma pela qual o agente se apropria da coisa, pois
enquanto no primeiro a vítima não percebe que a coisa lhe está sendo retirada,
no segundo é a própria vítima que entrega a coisa ao agente.
Certa. Embora a fraude seja característica inerente ao crime de estelionato, aquela
que qualifica o furto não se confunde com a deste. No furto, a fraude burla a vigilância
da vítima, que, assim, não percebe que a res lhe está sendo subtraída; no estelionato,

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ao contrário, a fraude induz a vítima a erro. Esta, voluntariamente, entrega seu


patrimônio ao agente. No furto, a fraude visa desviar a oposição atenta do dono da
coisa, ao passo que no estelionato o objetivo é obter seu consentimento, viciado pelo
erro, logicamente. O dissenso da vítima no crime de furto, mesmo fraudulento, e sua
aquiescência, embora viciada, no estelionato são dois aspectos que os tornam
inconfundíveis. (Cezar Roberto Bitencourt)

42. (2014/Promotor/Adaptada). Quanto a Teoria Geral do Delito e ao tema referente


a autoria e participação em direito penal, a frase: “Nos delitos praticados em
concurso eventual de pessoas, os autores responderão em conjunto por um
delito, enquanto que os partícipes responderão, em conjunto, por outro” refere-
se à teoria monista ou unitária.
Errada. O correto seria Teoria Dualista: Os autores respondem por infrações penais
distintas dos partícipes. - Teoria Monista (unitária): Os vários concorrentes respondem
na mesma infração penal. É a regra no Brasil – Art. 29 do CP - Quem, de qualquer
modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas, na medida de sua
culpabilidade. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984.

43. (2014/Cespe/TJDFT/Juiz/Adaptada). Acerca da Teoria Geral do Delito, julgue a


assertiva que se segue. Conforme a teoria pessoal da ação, nem as atividades
insuscetíveis de controle pela consciência e pela vontade nem os simples
pensamentos constituem ação como manifestação da personalidade, porque
aquelas não são atribuíveis ao centro de ação psicoespiritual humana e estes, a
despeito de sua natureza psicoespiritual, não chegam a se manifestar no mundo
exterior.
Certa. Teoria Pessoal da ação de Roxin: "ação é, em primeiro lugar, tudo aquilo que
um homem ordena como centro de ação anímico-espiritual (seelisch-geistiges
Aktionszentrum)". Ação é exteriorização da personalidade humana. Roxin faz uma
critica a posição finalista que considera apenas o desígnio do autor na definição da
conduta. À ação e omissão são congregados dados objetivos (causalidade), subjetivos
(finalidade), ético-sociais e espirituais.

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44. (2015/Cespe/Adaptada). Acerca do crime contra a Propriedade Imaterial, pode-


se afirmar que; A venda de cópias não autorizadas de CDs e DVDs — cópias
piratas — por vendedores ambulantes que não possuam outra renda além da
advinda dessa atividade, apesar de ser conduta tipificada, não possui, segundo
a jurisprudência do STJ, tipicidade material, aplicando-se ao caso o princípio da
adequação social.
Errada. STJ, Súmula 502. Presentes a materialidade e a autoria, afigura-se típica, em
relação ao crime previsto no artigo 184, parágrafo 2º, do Código Penal, a conduta de
expor à venda CDs e DVDs piratas.

45. (2015-CESPE-Aaptada). É correto afirmar que: A tipicidade conglobante é um


corretivo da tipicidade legal, posto que pode excluir do âmbito do típico aquelas
condutas que apenas aparentemente estão proibidas.
Certa. A teoria da tipicidade conglobante do jurista argentino Eugenio Raúl Zaffaroni,
visa explicar a tipicidade (elemento integrante do fato típico) para o direito penal. Essa
teoria basicamente entende que o estado não pode considerar como típica uma
conduta que é fomentada ou tolerada pelo Estado. Em outras palavras, o que é
permitido, fomentado ou determinado por uma norma não pode estar proibido por
outra. O juízo de tipicidade deve ser concretizado de acordo com o sistema normativo
considerado em sua globalidade. Se uma norma permite, fomenta ou determina uma
conduta não pode estar proibido por outra.

46. (2015-CESPE-Adaptada). Segundo a teoria da tipicidade conglobante proposta por


Eugenio Raúl Zaffaroni, quando um médico, em virtude de intervenção cirúrgica
cardíaca por absoluta necessidade corta com bisturi a região torácica do paciente, é
CORRETO afirmar que; não responde por nenhum crime, carecendo o fato de
tipicidade, já que não podem ser consideradas típicas aquelas condutas
toleradas ou mesmo incentivadas pelo ordenamento jurídico.
Certa. Teoria da tipicidade conglobante considera que o Estado não pode considerar
como típica uma conduta que é fomentada ou tolerada pelo próprio Estado.

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47. (Cespe/Procurador/2015). Julgue a assertiva a seguir. A tentativa, salvo


disposição legal em contrário, é punida com a pena correspondente à prevista
para o crime na modalidade continuada, diminuída de um terço até a metade.
Errada. Art. 14 - Diz-se o crime: II - tentado, quando, iniciada a execução, não se
consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente. Parágrafo único - Salvo
disposição em contrário, pune-se a tentativa com a pena correspondente ao crime
consumado, diminuída de um a dois terços.

48. (Cespe/DPU/2015). Julgue a Assertiva. Configura-se a desistência voluntária


ainda que não tenha partido espontaneamente do agente a ideia de abandonar o
propósito criminoso, com o resultado de deixar de prosseguir na execução do
crime.
Certa. O agente, por manifestação exclusiva do seu querer, desiste de prosseguir na
execução da conduta criminosa. Trata-se da situação em que os atos executórios
ainda não se esgotaram, entretanto, o agente, voluntariamente, abandona o seu dolo
inicial. Como se percebe, contenta-se o legislador coma voluntariedade da
desistência (não precisando ser espontânea), o que significa que o instituo não se
desnatura quando a decisão do agente, livre de coação, sofre influência subjetiva
externa.

49. (Cespe/Delegado/2013). Acerca da parte geral do direito penal e seus Institutos,


julgue os itens seguintes, julgue a assertiva. Tanto a conduta do agente que age
imprudentemente, por desconhecimento invencível de algum elemento do tipo
quanto a conduta do agente que age acreditando estar autorizado a fazê-lo
ensejam como consequência a exclusão do dolo e, por conseguinte, a do próprio
crime.
Errada. Aquele que age imprudentemente (CULPOSAMENTE), não tem intenção em
praticar a conduta. Por isso, não possui dolo. Assim, o erro da questão encontra-se
em afirmar que a exclusão do dolo seria consequência de quem age imprudentemente
(CULPOSAMENTE). Lembre-se que os elementos estruturais do Dolo são diferentes
dos elementos estruturais da Culpa. Vejamos: Elementos estruturais do Dolo:
consciência e vontade; Elementos estruturais da Culpa: conduta voluntária,

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inobservância do dever de cuidado objetivo, resultado lesivo indesejado,


previsibilidade objetiva e tipicidade.

50. (2014/Delegado/PCPI). No que se refere aos crimes contra a fé pública, julgue o


item que se segue. A falsidade é material quando o vício incide sobre o aspecto
físico do documento, a sua forma.
Certa. A falsidade material de um documento é a alteração, em todo ou em parte, do
aspecto físico palpável do bem jurídico, ficando o conteúdo do documento propenso à
falsidade ideológica, que é a alteração do teor do documento e, segundo o Código
Penal, pode ser omitir ou inserir declaração falsa com o fim específico de resultado
prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade.

51. (2015/Cespe/TCU). Situação hipotética: Com o intuito de viajar para o exterior, Pedro,
que não possui passaporte, usou como seu o documento de Paulo, seu irmão — com
quem se parece muito —, tendo-o apresentado, sem adulterações, para os agentes
da companhia aérea e da Polícia Federal no aeroporto. Pedro e Paulo têm mais de
dezoito anos de idade. Assertiva: Nessa situação, de acordo com o Código Penal,
Pedro cometeu o crime de falsidade ideológica.
Errada. "Falsa identidade - Art. 308 - Usar, como próprio, passaporte, título de eleitor,
caderneta de reservista ou qualquer documento de identidade alheia ou ceder a
outrem, para que dele se utilize documento dessa natureza, próprio ou de
terceiro."Assim, pode-se descobrir, ao final, que aquele que alega para todos ser
“fulano” quando na realidade se chama “sicrano”, ou aquele que se faz passar por
alguém que não o é, não comete crime de falsidade ideológica, como corriqueiramente
se ouve nos noticiários brasileiros, e, sim, tão somente de falsa identidade." (NUCCI)

52. (2015/@vouserdelegado). Em se tratando de legítima defesa, a agressão é


injusta e a repulsa materializa-se em uma ação predominantemente defensiva,
com aspectos agressivos, ao passo que, tratando-se de estado de necessidade,

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inexiste a agressão injusta, sendo a ação predominantemente agressiva, com


aspectos defensivos.
Certa. Estado de necessidade e legítima defesa são causas legais de exclusão da
ilicitude (art. 23, I e II, do CP) e têm em comum o perigo a um bem jurídico, próprio ou
de terceiro. Contudo, não se confundem. Na legítima defesa, o perigo provém de
agressão ilícita do homem, e a reação se dirige contra seu autor. Por outro lado, no
estado de necessida-de agressivo o perigo é originário da natureza, de seres
irracionais ou mesmo de um ser humano, mas, para dele se safar, o agente sacrifica
bem jurídico pertencente a quem não provocou a situação de perigo. No estado de
necessidade defensivo o agente sacrifica bem jurídico de titularidade de quem causou
a situação de perigo. Em alguns casos, con-tudo, a situação de perigo ao bem jurídico
é provocada por uma agressão lícita do ser humano que atua em estado de
necessidade. Como o ataque é lícito, eventual reação caracterizará estado de
necessidade, e não legítima defesa.

53. (2014/Cespe/auditor). Julgue a assertiva - O crime de peculato, disposto no


Código Penal Brasileiro, possui apenas modalidades dolosas. Não há em
nenhuma das modalidades previsão para extinção da punibilidade em caso de
ocorrer a reparação do dano pelo funcionário público antes do recebimento da
denúncia, entretanto, cabe-lhe, em tendo reparado o prejuízo de forma
voluntária, o direito ao instituto do arrependimento posterior.
Errada. O crime de peculato, disposto no Código Penal Brasileiro, NÃO
possui apenas modalidades dolosas. O crime de peculato pode ser subdivido em cinco
categorias previstas no Código Penal: peculato-apropriação; peculato-desvio;
peculato-furto; peculato culposo; e peculato mediante fraude (peculato-estelionato). A
palavra deriva do termo latino peculatus, que no direito romano se caracterizava como
o desvio de bens pertencentes ao Estado.

54. (2015/Cespe/Adaptada). O servidor responderá por corrupção passiva na


modalidade tentada, uma vez que, sem o pagamento da vantagem indevida, o
crime não se consumou.

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Errada. Corrupção passiva é considerado um Crime Formal, onde a mera conduta é


considerada consumação do crime, independente de produzir ou não resultados.

55. (2015/Vunesp/Juiz). Julgue a assertiva - Profissional nomeado pela assistência


judiciária para atuar como defensor dativo ingressa com ação contra o INSS, em
favor da parte para a qual foi constituído, e posteriormente faz o levantamento
do valor devido. Contudo, não repassou o dinheiro à parte, cometendo o delito
de apropriação indébita, uma vez que tinha a posse ou detenção do numerário.
Errada. O profissional cometeu o delito de peculato, tendo em vista apropriar-se de
dinheiro ou valor de que tem a posse em razão do cargo. Apesar da divergência
doutrinária e jurisprudencial acerca de o defensor dativo ser ou não funcionário público
para fins penais, a banca filiou-se ao entendimento recente do STJ de que tendo sido
o defensor dativo nomeado para o exercício de um múnus público, estaria ele
exercendo uma função pública, encaixando-se no conceito de funcionário público
descrito no artigo 327 do Código Penal. Assim, ao não repassar o dinheiro, tendo dele
se apropriado em razão do cargo, o defensor dativo praticou o crime de peculato,
previsto no artigo 327, CP.

56. (2015/Cespe/TCU). Situação hipotética: Cléber, com trinta e quatro anos de


idade, pretendia matar, durante uma festa, seu desafeto, Sérgio, atual namorado
de sua ex-noiva. Sem coragem para realizar a conduta delituosa, Cléber bebeu
grandes doses de vodca e, embriagado, desferiu várias facadas contra Sérgio,
que faleceu em decorrência dos ferimentos provocados pelas facadas.
Assertiva: Nessa situação, configura-se embriaguez voluntária dolosa, o que
permite ao juiz reduzir a pena imputada a Cléber, uma vez que ele não tinha plena
capacidade de entender o caráter ilícito de seus atos no momento em que
esfaqueou Sérgio.
Errada. Trata-se de embriaguez preordenada ou dolosa. É aquela em que o sujeito
propositadamente se embriaga para cometer uma infração penal. A embriaguez
funciona como fator de encorajamento para a prática do crime ou da contravenção
penal. A embriaguez preordenada, além de não excluir a imputabilidade penal,
funciona como agravante genérica (art. 61, II, “l”, do CP).

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57. (2015/MPE-SP/Promotor). É correto afirmar que: A actio libera in causa se


caracteriza quando o agente comete o crime em estado de embriaguez não
proveniente de caso fortuito ou força maior.
Certa. A teoria da actio libera in causa é aquela em que o agente, conscientemente,
põe-se em estado de inimputabilidade, sendo desejável ou previsível o cometimento
de uma ação ou omissão punível em nosso ordenamento jurídico, não se podendo
alegar inconsciência do ilícito no momento fatídico, visto que a consciência do agente
existia antes de se colocar em estado de inimputabilidade.

58. (2015/FGV/Analista) Dois prefeitos de cidades vizinhas, Ricardo e Bruno,


encontram-se em um bar, após uma reunião cansativa de negócios. Ricardo
bebia doses de whisky e, mesmo não sendo essa sua intenção, acabou ficando
embriagado. Enquanto isso, Bruno bebia apenas refrigerante, mas foi colocado
em seu copo um comprimido de substância psicotrópica por um eleitor de sua
cidade, que também o deixou completamente embriagado. Após, ainda
alterados, cada um volta para a sede de sua prefeitura e apropriam-se de bens
públicos para proveito próprio. Considerando o fato narrado, é correto afirmar
que, icardo e Bruno são isentos de pena, pois a embriaguez de ambos decorreu
de força maior.
Errada. A embriaguez não exclui a imputabilidade penal, salvo nos casos de
embriaguez completa, proveniente de caso fortuito e força maior. Foi o que ocorreu
com o Bruno, que ingeriu o refrigerante com a substância psicotrópica colocada pelo
eleitor de sua cidade. Ricardo responderá pelo crime e Bruno é isento de pena.

59. (2014/TRT/Juiz). Acerca dos crimes contra a administração da justiça, julgue a


assertiva. - O fato de o intérprete nomeado dolosamente calar a verdade perante
juízo arbitral configura crime de falso testemunho ou falsa perícia, sendo o
agente punido mesmo que seja substituído por profissional que atue com maior
zelo na causa.
Certa. Trata-se de crime de mera conduta e se consuma quando o agente cala, nega
a verdade ou faz afirmação falsa, ainda que sua atitude não influencia na causa. Art.

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342 - fazer afirmação falsa, negar ou calar a verdade, como testemunha, perito,
contador, tradutor ou interprete em processo judicial, administrativo, inquérito ou em
juízo arbitral.

60. (2014/FCC/Juiz). No que concerne aos crimes contra a Administração da Justiça,


é correto afirmar que, há delito de tergiversação se o advogado ou procurador
judicial, sucessivamente, passa a defender na mesma causa interesses de
partes contrárias.
Certo. Art. 355 - Trair, na qualidade de advogado ou procurador, o dever profissional,
prejudicando interesse, cujo patrocínio, em juízo, lhe é confiado: Pena - detenção, de
seis meses a três anos, e multa. Patrocínio simultâneo ou tergiversação. Parágrafo
único - Incorre na pena deste artigo o advogado ou procurador judicial que defende na
mesma causa, simultânea ou sucessivamente, partes contrárias.

61. (2015/Cespe/analista). Julgue o item seguinte, a respeito de concurso de


pessoas. Caso um indivíduo obtenha de um amigo, por empréstimo, uma arma
de fogo, dando-lhe ciência de sua intenção de utilizá-la para matar outrem, o
amigo que emprestar a arma será considerado partícipe do homicídio se o
referido indivíduo cometer o crime pretendido, ainda que este não utilize tal arma
para fazê-lo e que o amigo não o estimule a praticá-lo.

Errada. Para que alguém seja considerado partícipe de um delito é necessário prestar
auxílio MATERIAL ou MORAL. No caso, não haveria auxílio MATERIAL, pois a arma
utilizada não foi a mesma emprestada pelo amigo. Também não houve auxílio moral,
pois, a própria questão deixa claro que o amigo não estimulou o agente a praticar o
crime.

62. (2015/Cespe/analista). Julgue o item seguinte, a respeito de concurso de


pessoas. Em se tratando de autoria colateral, não existe concurso de pessoas.

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Certa. Autoria colateral ocorre quando dois ou mais agentes, um ignorando a


contribuição do outro, concentram suas condutas para o cometimento da mesma
infração. Por sua vez, o concurso de agentes, tem como um de seus
requisitos indispensáveis o liame subjetivo entre os indivíduos que praticam a infração
penal. Logo, presente o liame subjetivo, não há de se falar em autoria colateral. A
contrário senso, em se tratando de autoria colateral, não há de se falar em concurso
de agentes, pois, para a ocorrência do primeiro instituto, não pode estar presente o
liame subjetivo imprescindível ao reconhecimento do concurso de agente.

63. (2015/FGV/Auditor). Com base nos crimes contra as finanças públicas, julgue o
item que se segue. Visando dar concretude à Lei de Responsabilidade Fiscal, foi
introduzido no Código Penal o artigo 359-D, que prevê o crime de “ordenação de
despesa não autorizada”. Sobre esse tema, é correto afirmar que: o crime se
consuma quando o funcionário ordenar a despesa não autorizada em lei, ainda
que esta não venha efetivamente a ser realizada.
Certa. Trata-se de crime formal, de consumação antecipada ou de resultado cortado:
consuma-se no momento em que o funcionário público ordena a realização da
despesa sem autorização legal, independentemente da comprovação de efetiva lesão
ao erário. "Cleber Masson, 2013, v. 03, p. 998.

64. (2016-Cespe-Adaptada). A respeito da legislação penal extravagante brasileira,


é correto afirmar que - O direito penal econômico visa tutelar os bens jurídicos
de interesse coletivo e difuso, coibindo condutas que lesem ou que coloquem
em risco o regular funcionamento do sistema econômico-financeiro, podendo
estabelecer como crime ações contra o meio ambiente sustentável.
CORRETA – Esta assertiva nos exige um pouco de conhecimento doutrinário a
respeito do direito penal econômico e dá como exemplo o estabelecimento de crimes
contra o meio ambiente sustentável. Estes crimes, como você já sabe, foram
tipificados pela Lei no 9.605/1998.

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65. (2016-Cespe-Adaptada). A respeito da legislação penal extravagante brasileira,


é correto afirmar que - Para o STF, haverá crime contra a ordem tributária, ainda
que esteja pendente de recurso administrativo que discuta o débito tributário em
procedimento fazendário específico, haja vista independência dos poderes.
Errada – Esta assertiva cobra entendimento consolidado do STF acerca dos crimes
contra a ordem tributária, previstos pela Lei no 8.137/1990. O entendimento do STF
ao qual me refiro é aquele consolidado na Súmula Vinculante no 24, segundo a qual
“Não se tipifica crime material contra a ordem tributária, previsto no art. 1º, incisos I a
IV, da Lei nº 8.137/90, antes do lançamento definitivo do tributo”. Ora, se ainda está
na pendência recurso administrativo, o lançamento do tributo ainda não se tornou
definitivo e, portanto, não haverá crime contra a ordem tributária.

66. (2017-Cespe-Adaptada). Considerando o atual entendimento dos tribunais


superiores quanto ao Código de Trânsito, é correto afirmar que; a prática de
homicídio culposo descrita no Código de Trânsito enseja a aplicação da
penalidade de suspensão da permissão para dirigir, pelo órgão administrativo
competente, mesmo antes do trânsito em julgado de eventual condenação.
Errada. Uma coisa é a suspensão cautelar da permissão para dirigir, outra (diferente)
é a penalidade de suspensão da permissão para dirigir, esta última, de acordo com o
§1º do art. 293 do CTB, só pode ser aplicada depois do trânsito em julgado da
sentença.

67. (2017-Cespe-Adaptada). Considerando o atual entendimento dos tribunais


superiores quanto ao crime de Lavagem de Dinheiro, é correto afirmar que; para
a caracterização do delito de lavagem de dinheiro, a legislação de regência prevê
um rol taxativo de crimes antecedentes, geradores de ativos de origem ilícita,
sem os quais o crime não subsiste.
Errada. Já estamos na 3a geração da Lei de Lavagem de Capitais. Na 1ª geração,
somente era punida a lavagem advinda dos crimes de tráfico de drogas, na 2ª
Geração, estabeleceu-se um rol fechado de crimes antecedentes, e por fim, na 3a
geração, qualquer crime pode ser antecedente ao de lavagem.

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68. (2017-Cespe-Adaptada). Considerando o atual entendimento dos tribunais


superiores quanto ao crime de Lavagem de Dinheiro, é correto afirmar que; a
colaboração premiada de que trata a Lei de Lavagem de Dinheiro poderá operar
a qualquer momento da persecução penal, até mesmo após o trânsito em
julgado da sentença.
Certa. Art. 1º § 5o (Lei 9613) A pena poderá ser reduzida de um a dois terços e ser
cumprida em regime aberto ou semiaberto, facultando-se ao juiz deixar de aplicá-la ou
substituí-la, a qualquer tempo, por pena restritiva de direitos, se o autor, coautor ou
partícipe colaborar espontaneamente com as autoridades, prestando esclarecimentos
que conduzam à apuração das infrações penais, à identificação dos autores,
coautores e partícipes, ou à localização dos bens, direitos ou valores objeto do crime

69. (2016-Cespe-Adaptada). No que concerne aos crimes em espécie, julgue o item


seguinte. Em crimes de lavagem de dinheiro, dada a natureza do delito praticado,
é incabível a tentativa.
Errado. A figura do caput, artigo 1º, lei 9.613/96, segundo parte da doutrina é crime
material, pois o crime se consuma com a efetiva ocultação ou dissimulação. Já o STF
entende que o crime é formal, por prever o resultado, mas não exigir a efetiva
ocultação ou dissimulação. Luis Regis Prado entende que se trata de crime de mera
conduta (esta última posição foi adotada pela banca CESPE), por não ser um crime
unissubsistente pode admitir a tentativa. Em tese, é cabível tentativa, a depender da
possibilidade de fracionamento da execução no caso concreto. Lei. 9.613/96 Art. 1o
Ocultar ou dissimular a natureza, origem, localização, disposição, movimentação ou
propriedade de bens, direitos ou valores provenientes, direta ou indiretamente, de
infração penal.

70. (2017-Cespe-Adaptada) - A respeito de crimes hediondos, é correto afirmar que;


embora tortura, tráfico de drogas e terrorismo não sejam crimes hediondos,
também são insuscetíveis de fiança, anistia, graça e indulto.

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Certa. Crimes hediondos e equiparados (tráfico de drogas, tortura e terrorismo) são


insuscetíveis, por expressa vedação legal, de fiança, anistia, graça e indulto (art. 2°, I
e II da Lei nº 8.072/90). STJ e STF já decidiram que tal vedação é constitucional.

71. (2017-Cespe-Adaptada) - A respeito de crimes hediondos, é correto afirmar que;


para que se considere o crime de homicídio hediondo, ele deve ser qualificado.
Errada. O homicídio simples também pode ser considerado hediondo, desde que
praticado em atividade típica de grupo de extermínio, ainda que cometido por um só
agente (art. 1°, I da Lei nº 8.072/90).

72. (2017-Cespe-Adaptada) - A respeito de crimes hediondos, é correto afirmar que;


considera-se hediondo o homicídio praticado em ação típica de grupo de
extermínio ou em ação de milícia privada.
Errada. Somente o homicídio simples praticado em atividade típica de grupo de
extermínio é hediondo, ao contrário daquele cometido em ação de milícia privada, cuja
prática resulta "apenas" em causa de aumento de pena (art. 121, sexto parágrafo, CP).

73. (2017-Cespe-Adaptada) - A respeito de crimes hediondos, é correto afirmar que;


o crime de roubo qualificado é tratado pela lei como hediondo.
Errada. Somente o roubo qualificado pela morte (latrocínio) é hediondo. Os demais,
não.

74. (2017-Cespe-Adaptada) - A respeito de crimes hediondos, é correto afirmar que;


àquele que tiver cometido o crime de favorecimento da prostituição ou outra
forma de exploração sexual no período entre 2011 e 2015 não responderá pela
prática de crime hediondo.
Errada. O crime de favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual
de criança, adolescente ou de vulnerável foi incluído no rol dos crimes hediondos em
2014, com a edição da Lei nº 12.978, tornando a assertiva incorreta.

75. (2015-delegado adaptada). A pena do condenado por crime hediondo deverá ser
cumprida em regime integralmente fechado, apesar de haver precedente

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jurisprudencial em que se admite o cumprimento da pena em regime


inicialmente fechado.
ERRADA. O regime previsto na LEI é o INICIAL fechado. Entretanto, o STF declarou
a INCONSTITUCIONALIDADE de tal exigência (regime inicial fechado), de maneira
que, atualmente, o condenado por crime hediondo poderá iniciar o cumprimento da
pena em regime diverso do fechado, devendo o Juiz analisar cada caso, desde que
presentes os demais requisitos previstos no CP para a fixação do regime inicial.

76. (2017-Cespe-Adaptada). Uma jovem de vinte e um anos de idade, moradora da


região Sudeste, inconformada com o resultado das eleições presidenciais de
2014, proferiu, em redes sociais na Internet, diversas ofensas contra
nordestinos. Alertada de que estava cometendo um crime, a jovem apagou as
mensagens e desculpou-se, tendo afirmado estar arrependida. Suas
mensagens, porém, têm sido veiculadas por um sítio eletrônico que promove
discurso de ódio contra nordestinos. - - No que se refere à situação hipotética
precedente, com base no disposto na Lei n.º 7.716/1989, que define os crimes
resultantes de preconceito de raça e cor, é correto afirmar que; o crime praticado
pela jovem não se confunde com o de injúria racial.
Certa. Embora impliquem possibilidade de incidência da responsabilidade penal, os
conceitos jurídicos de injúria racial e racismo são diferentes. O primeiro está contido
no Código Penal brasileiro e o segundo, previsto na Lei n. 7.716/1989. Enquanto a
injúria racial consiste em ofender a honra de alguém valendo-se de elementos
referentes à raça, cor, etnia, religião ou origem, o crime de racismo atinge uma
coletividade indeterminada de indivíduos, discriminando toda a integralidade de uma
raça. Ao contrário da injúria racial, o crime de racismo é inafiançável e imprescritível.
Em geral, o crime de injúria está associado ao uso de palavras depreciativas
referentes à raça ou cor com a intenção de ofender a honra da vítima. Um exemplo
recente de injúria racial ocorreu no episódio em que torcedores do time do Grêmio, de
Porto Alegre, insultaram um goleiro de raça negra chamando-o de “macaco” durante
o jogo. Já o crime de racismo, previsto na Lei n. 7.716/1989, implica conduta
discriminatória dirigida a determinado grupo ou coletividade e, geralmente, refere-se

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a crimes mais amplos. Nesses casos, cabe ao Ministério Público a legitimidade para
processar o ofensor.

77. (2014-PROMOTOR-ADAPTADA). É correto afirmar que - responde pela prática do


crime de injúria racial, disposto no § 3º do artigo 140 do Código Penal Brasileiro
e não pelo artigo 20 da Lei n. 7.716/89 (Discriminação Racial) pessoa que ofende
uma só pessoa, chamando-lhe de macaco e negro sujo.
CERTA – Injúria Racial: Atribuição de qualidade negativa à determinada vítima que
seja ofensiva à honra subjetiva e que esteja constituída de elementos referentes a
raça, cor, etnia, religião ou origem. Ex.: negro fedorento, judeu safado, baiano
vagabundo, alemão azedo, etc.

78. (2017-Cespe-Adaptada). Considerando o atual entendimento dos tribunais


superiores, quanto ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), aquele que
fornece a adolescente, ainda que gratuitamente, arma de fogo, acessório ou
munição de uso restrito ou proibido fica sujeito à sanção penal prevista no ECA,
em decorrência do princípio da especialidade.
Errada. Existe aqui um conflito aparente de normas com o artigo 16, parágrafo único,
inciso V do Estatuto do Desarmamento. Ambos os tipos penais tratam de arma,
munição e explosivo. Considerando que a lei de armas é posterior, derrogou o delito
descrito no artigo 242 do ECA. Assim, a conduta de vender, fornecer ou entregar arma
de fogo, munição ou explosivo à criança ou adolescente, configura o delito previsto no
Estatuto do Desarmamento. Como o ECA não faz menção à arma de fogo, continua
aplicável somente quando se tratar de arma de outra natureza, ou seja, que não se
tratar de arma de fogo.

79. (2017-Cespe-Adaptada). Com base no disposto no ECA, julgue o item que se


segue: Cabe à autoridade judiciária ou policial competente a aplicação das
medidas específicas de proteção relacionadas no ECA, mediante prévia
notificação do conselho tutelar.
Errada. Art. 101. Verificada qualquer das hipóteses previstas no art. 98, a autoridade
competente poderá determinar, dentre outras, as seguintes medidas: Art. 146. A

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autoridade a que se refere esta Lei é o Juiz da Infância e da Juventude, ou o juiz que
exerce essa função, na forma da lei de organização judiciária local. Complementando:
O Conselho Tutelar somente está credenciado a aplicar a crianças e adolescentes em
situação de risco ou a crianças que cometeram ato infracional as medidas de proteção
a que alude o art. 101, I a VI, do ECA, sendo-lhe defeso, portando, aplicar as medidas
de acolhimento institucional, inclusão em programa de acolhimento
familiar e colocação em família substituta.

80. (2017-Cespe-Adaptada). Com base no disposto no ECA, julgue o item que se


segue: É cabível a aplicação de medida socioeducativa de internação ao
penalmente imputável com idade entre dezoito e vinte e um anos e que era
menor à época da prática do ato infracional.
Certa. Art. 2ºECA - Considera-se criança, para os efeitos desta Lei, a pessoa até doze
anos de idade incompletos, e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade.
Parágrafo único. Nos casos expressos em lei, aplica-se excepcionalmente este
Estatuto às pessoas entre dezoito e vinte e um anos de idade.

81. (2017-Cespe-Adaptada). Com base no disposto no ECA, julgue o item que se


segue: Não há prazo mínimo para o cumprimento da liberdade assistida fixada
pelo ECA, sendo o limite fixado de acordo com a gravidade do ato infracional e
as circunstâncias de vida do adolescente.
Errada. Art. 118 § 2º A liberdade assistida será fixada pelo prazo mínimo de seis
meses, podendo a qualquer tempo ser prorrogada, revogada ou substituída por outra
medida, ouvido o orientador, o Ministério Público e o defensor.

82. (2017-Cespe-Adaptada). Com base no disposto no ECA, julgue o item que se


segue: O crime de corrupção de menores se consuma quando o infrator pratica
infração penal com o menor ou o induz a praticá-la, sendo imprescindível, para
sua configuração, a prova da efetiva corrupção do menor

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Errada. Vide súmula 500 STJ - "A configuração do crime previsto no art.244-B do
Estatuto da Criança e do Adolescente independe da prova da efetiva corrupção do
menor, por se tratar de delito formal."

83. (2017-Cespe-Adaptada). Com base no disposto no ECA, julgue o item que se


segue: O ECA prevê expressamente os prazos de prescrição das medidas
socioeducativas.
Errada. À falta de norma que discipline este tema, o STJ editou a Súmula 338, cujo
teor é o seguinte: "a prescrição penal é aplicável nas medidas socioeducativas': Assim,
firmou-se o entendimento segundo o qual as regras que regem, na Parte Geral do
Código Penal, à prescrição aplicam-se, de forma supletiva, às medidas
socioeducativas. Sucede que a questão, a despeito da edição da súmula, não é
pacífica, já que parte minoritária da doutrina entende que a prescrição não poderia ser
aplicada às medidas socioeducativas.

84. (2017-Cespe-Adaptada). Considerando o atual entendimento dos tribunais


superiores, quanto ao Código de Defesa do Consumidor, é correto afirmar que;
Pessoa jurídica não pode figurar como sujeito passivo de infração penal
consumerista, porquanto não se enquadra no conceito de consumidor.
Errada. Pessoa Jurídica pode ser consumidor!! Para interpretar o artigo 2º da Lei nº
8.078/90, o STJ se vale da teoria finalista moderada/aprofundada e conclui que,
quando destinatária final, a pessoa jurídica poderá ser tida como consumidora, desde
que presente a vulnerabilidade.

85. (2017-Cespe-Adaptada). Considerando o atual entendimento dos tribunais


superiores, quanto ao Código de Defesa do Consumidor, é correto afirmar que;
a conduta daquele que promove propaganda enganosa capaz de induzir o
consumidor a se comportar de maneira prejudicial à sua saúde somente é
penalmente punível diante da ocorrência de resultado danoso.
Errada. Trata-se de crime formal (crime de consumação antecipada), cuja
consumação independe da realização do resultado naturalístico, assim como sucede
com maior parte dos crimes contra relações de consumo (crimes formais).

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86. (2016-Cespe-Adaptada). Ana contratou Cláudio, prestador de serviços, para


consertar seu aparelho de televisão. Sem autorização de Ana e sem motivo justo,
Cláudio utilizou, dolosamente, peças de reposição usadas na reparação do
aparelho. - Nessa situação hipotética, a conduta de Cláudio é considerada crime
previsto na Lei n. º 8.137/1990, que define crimes contra a ordem tributária,
econômica e contra as relações de consumo, e dá outras providências.
Errada. Crime previsto no Código de Defesa do Consumidor (CDC).- Observações
sobre os crimes do CDC: Todos são apenados com DETENÇÃO e/ou MULTA e são
de menor potencial ofensivo, visto que têm penas máximas de 2 anos, portanto, de
competência dos Juizados Especiais Criminais - São de ação penal pública
INCONDICIONADA - Passíveis de suspensão condicional do processo por terem pena
mínima inferior a 1 ano - Passíveis de arbitramento de fiança pelo delegado Só duas
modalidades admitem CULPA (artigos 63 e 66, ambos § 2°), os demais são TODOS
DOLOSOS.

87. (2015- Delegado – Adaptada). Para fins da lei A Lei n. 4898/65 (Abuso de
Autoridade), considera-se autoridade quem exerce cargo, emprego ou função
pública, de natureza civil ou militar, ainda que transitoriamente e sem
remuneração.
Certa. Art. 5º Considera-se autoridade, para os efeitos desta lei, quem exerce cargo,
emprego ou função pública, de natureza civil, ou militar, ainda que transitoriamente e
sem remuneração.

88. (2015 -Delegado – Adaptada). A conduta de um delegado de polícia que deixe


de comunicar, imediatamente, ao juiz competente a prisão de determinada
pessoa poderá configurar prevaricação, mas não abuso de autoridade.
Errada. Tal conduta poderá caracterizar o delito de abuso de autoridade, na forma do
art. 4º, “c” da Lei 4.898/65.

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89. (2016-Cespe-Adaptada). A respeito da legislação penal extravagante brasileira,


é correto afirmar que - Não constitui crime de abuso de autoridade a conduta,
consumada ou tentada, de violação de domicílio, fora das hipóteses
constitucionais e legais de ingresso em casa alheia, quando praticada por
delegado de polícia, uma vez que este está amparado pelo estrito cumprimento
do dever legal, como causa legal de exclusão de ilicitude da conduta típica.
ERRADA – Esta assertiva exige conhecimento acerca da Lei no 4.898/1965,
conhecida como Lei do Abuso de Autoridade. O art. 3o da referida lei lista direitos e
garantias que são objeto de proteção especial, e por isso a lei configura como abuso
de autoridade qualquer atentado a esses direitos e garantias, entre eles a
inviolabilidade do domicílio.

90. (2016-Cespe-Adaptada). Durante fiscalização em sociedade de economia mista,


policiais federais que acompanhavam a operação perceberam que um dos
empregados daquela sociedade portava ilegalmente arma de fogo de uso
permitido. Na delegacia de polícia, embora tenha verificado que se tratava de
hipótese de arbitramento de fiança e que o flagrado se dispunha a recolhê-la, a
autoridade policial preferiu não arbitrar a fiança, e remeteu o auto de prisão em
flagrante delito para o juiz de direito competente. Nessa situação, a autoridade
policial cometeu abuso de autoridade.
LEI 4898/65 Art. 4º Constitui também abuso de autoridade: e) levar à prisão e nela
deter quem quer que se proponha a prestar fiança, permitida em lei;

91. (2015-PCCE – Delegado – Adaptada) Pode-se afirmar sobre o crime de tortura,


regulado pela Lei no 9.455/97, que o condenado por crime de tortura poderá
perder o cargo, função ou emprego público, desde que este efeito seja
expressamente declarado na sentença.

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ERRADA. Conforme a já sedimentada na jurisprudência (Informativo 419 – STJ), a


perda do cargo e a sua inabilitação são efeitos extrapenais automáticos e obrigatórios,
dispensando motivação expressa na sentença.

92. (2015-FUNIVERSA-Adaptada). Pratica crime de tortura o agente que expõe a


perigo a saúde de pessoa sob sua autoridade, para fim de educação, ensino,
tratamento ou custódia, sujeitando-a a trabalho excessivo ou abusando de
meios de correção ou disciplina.
ERRADA. O crime de tortura depende da submissão da vítima a sofrimento ou intenso
sofrimento (a depender do tipo penal) físico ou mental, e não apenas a exposição de
perigo à saúde, nos termos do art. 1º da Lei 9.455/97.

93. (2014-Cespe-Adaptada). Sobre a Lei nº 9.455/97 (Crimes de Tortura), é correto


afirmar que há previsão legal de crime por omissão.
CERTA. Art. 1º, Lei nº 9.455/97 - Constitui crime de tortura: (...) § 2º Aquele que se
omite em face dessas condutas, quando tinha o dever de evitá-las ou apurá-las,
incorre na pena de detenção de um a quatro anos.

94. (2015/Delegado/Adaptada). Sobre a Lei de Organizações Criminosas, lei n.


12.850/2013, é correto afirmar que; o acordo de colaboração realizado entre o
delegado de polícia, o investigado e o defensor somente será válido se
formalizado na presença de um juiz, que em seguida o homologará.
Errada. Art. 4º, § 6º da lei 12.850/2013. O juiz não participará das negociações
realizadas entre as partes para a formalização do acordo de colaboração, que ocorrerá
entre o delegado de polícia, o investigado e o defensor, com a manifestação do
Ministério Público, ou, conforme o caso, entre o Ministério Público e o investigado ou
acusado e seu defensor.

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95. (2014/CESPE/Adaptada). A lei conceitua organização criminosa como sendo a


associação de quatro ou mais pessoas estruturalmente ordenada e
caracterizada pela divisão de tarefas, ainda que informalmente, com objetivo de
obter, direta ou indiretamente, vantagem de natureza econômico-financeira,
mediante a prática de qualquer crime cometido no país ou no estrangeiro.
Errada. O Objetivo não é obter, necessariamente, vantagem econômico-financeira,
mas sim QUALQUER VANTAGEM, segundo o texto da lei. 2- Não é para a prática de
qualquer crime cometido no país, é somente para crimes cuja penas máximas sejam
superiores a 4 anos. 3- Não é para qualquer crime cometido no estrangeiro, mas sim
que tenha transnacionalidade (entre países), por exemplo, pode ser um crime de
tráfico de drogas cometido no Brasil exportando-se para o estrangeiro ou vice-e-versa
(os cometidos somente no estrangeiro não configuram transnacionalidade, se não
houve transposição de fronteiras do país).

96. (2017-Cespe-Adaptada). Considerando o disposto na Lei n.º 11.343/2006 e o


posicionamento jurisprudencial e doutrinário dominantes sobre a matéria regida
por essa lei, é correto afirmar que; em processo de tráfico internacional de
drogas, basta a primariedade para a aplicação da redução da pena.
Errada. Para a aplicação da causa de redução de pena do art. 33, parágrafo quarto,
da Lei de Drogas (tráfico privilegiado), exige-se que o agente seja primário, de bons
antecedentes, não se dedique às atividades criminosas nem integre organização
criminosa. Lembre-se que a jurisprudência não mais considerada o tráfico privilegiado
como delito equiparado a hediondo.

97. (2017-Cespe-Adaptada). Julgue a situação hipotética que se segue. Jean e Lúcio


cometeram, em momentos distintos e sem associação, crimes previstos na Lei
de Drogas (Lei nº 11.343/2006). No momento da ação, Jean, em razão de
dependência química e de estar sob influência de entorpecentes, era
inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato. Lúcio, ao agir, estava
sob efeito de droga, proveniente de caso fortuito, sendo também incapaz de
entender o caráter ilícito do fato, qualquer que tenha sido a infração penal

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praticada, é correto afirmar que; Lúcio e Jean terão direito à redução de pena de
um a dois terços.
Errada. No caso, Lúcio e Jean serão isentos de pena. Art. 45. É isento de pena o
agente que, em razão da dependência, ou sob o efeito, proveniente de caso fortuito ou
força maior, de droga, era, ao tempo da ação ou da omissão, qualquer que tenha sido
a infração penal praticada, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou
de determinar-se de acordo com esse entendimento. (lei nº 11.343, de 23 de agosto
de 2006.)

98. (2017-Cespe-Adaptada). Considerando o disposto na Lei n.º 11.343/2006 e o


posicionamento jurisprudencial e doutrinário dominantes sobre a matéria regida
por essa lei, é correto afirmar que; dado o instituto da delação premiada previsto
nessa lei, ao acusado que colaborar voluntariamente com a investigação policial
podem ser concedidos os benefícios da redução de pena, do perdão judicial ou
da aplicação de regime penitenciário mais brando.
Errada. O art. 41 da Lei de Drogas, ao dispor acerca da delação premiada, prevê como
benefício ao delator apenas a causa de diminuição de pena de um terço a dois terços.

99. (2017-Cespe-Adaptada). Considerando o disposto na Lei n.º 11.343/2006 e o


posicionamento jurisprudencial e doutrinário dominantes sobre a matéria regida
por essa lei, é correto afirmar que; É vedada à autoridade policial a destruição
de plantações ilícitas de substâncias entorpecentes antes da realização de laudo
pericial definitivo, por perito oficial, no local do plantio.
Errada. As plantações ilícitas serão imediatamente destruídas pelo Delegado de
Polícia, que recolherá quantidade suficiente para exame pericial (art. 32 da Lei de
Drogas).

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100. (2017-Cespe-Adaptada). Considerando o disposto na Lei n.º 11.343/2006


e o posicionamento jurisprudencial e doutrinário dominantes sobre a matéria
regida por essa lei, é correto afirmar que; Para a configuração da
transnacionalidade do delito de tráfico ilícito de drogas, não se exige a efetiva
transposição de fronteiras nem efetiva coautoria ou participação de agentes de
estados diversos.
Certa. Este é o atual entendimento do STF (HC 122.791/MS - Informativo 808)

101. (2017-Cespe-Adaptada). Considerando o disposto na Lei n.º 11.343/2006


e o posicionamento jurisprudencial e doutrinário dominantes sobre a matéria
regida por essa lei, é correto afirmar que; O crime de associação para o tráfico
se consuma com a mera união dos envolvidos, ainda que de forma individual e
ocasional.
Errada. Segundo doutrina majoritária e a jurisprudência do STJ, o crime de associação
ao tráfico de drogas exige estabilidade e permanência na associação criminosa, sendo
atípica a conduta se o ânimo associativo for apenas esporádico/eventual (STJ, HC
248.844/GO).

102. (2015/fcc/juiz/adaptada). Segundo a lei antidrogas, é correto afirmar que;


incide nas penas do crime de associação para o tráfico quem se associa para a
prática reiterada de financiamento ou custeio do tráfico de drogas.
Certa. Art. 35. Associarem-se duas ou mais pessoas para o fim de praticar,
reiteradamente ou não, qualquer dos crimes previstos nos arts. 33, caput e § 1º, e 34
desta Lei: Pena - reclusão, de 3 (três) a 10 (dez) anos, e pagamento de 700
(setecentos) a 1.200 (mil e duzentos) dias-multa. Parágrafo único. Nas mesmas
penas do caput deste artigo incorre quem se associa para a prática reiterada do crime
definido no art. 36 desta Lei. Na modalidade tipificada no parágrafo único basta que a
associação o tenha por objetivo praticar o crime do art. 36, que já pressupõe para
sua configuração a prática reiterada do ato de financiar ou custear.

103. (2016-cespe-delegado-adaptado) Nos últimos tempos, os tribunais


superiores têm sedimentado seus posicionamentos acerca de diversos

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institutos penais, criando, inclusive, preceitos sumulares. Acerca desse assunto


A incidência da causa de diminuição de pena prevista no tipo penal de tráfico de
drogas implica o afastamento da equiparação existente entre o delito de tráfico
ilícito de drogas e os crimes hediondos, por constituir novo tipo penal, sendo,
portanto, o tráfico privilegiado um tipo penal autônomo, não equiparado a
hediondo.
Certo: O chamado tráfico privilegiado, previsto no § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343/2006
(Lei de Drogas) não deve ser considerado crime de natureza hedionda. STF. Plenário.
HC 118533, Rel. Min. Cármen Lúcia, julgado em 23/06/2016. Desta forma, fica
superada a súmula 512 do STJ que entendia de forma contrária.

104. (2016-Cespe-Adaptada). A respeito da legislação penal extravagante


brasileira, é correto afirmar que - Agente absolvido de crime antecedente de
tráfico de drogas, em razão de o fato não constituir infração penal, ainda poderá
ser punido pelo crime de branqueamento de capitais, uma vez que a absolvição
daquele crime precedente pela atipicidade não tem o condão de afastar a
tipicidade do crime de lavagem de dinheiro.
Errada – Esta assertiva invoca a Lei no 9.613/1998, conhecida como Lei da Lavagem
de Dinheiro, mas erra ao dizer que o branqueamento de capitais (outro nome para a
lavagem de dinheiro) pode ter por objeto recursos não provenientes de crime. Na
realidade o próprio tipo penal do art. 1o da referida lei deixa bem claro que os bens,
direitos ou valores a que ela se refere devem ser provenientes, direta ou indiretamente,
de infração penal.

105. (2017-Cespe-Adaptada). Considerando o atual entendimento dos


tribunais superiores quanto ao Estatuo do Desarmamento, é correto afirmar que:
ao estabelecer prazo para a regularização dos registros pelos proprietários e
possuidores de armas de fogo, o Estatuto do Desarmamento criou situação
peculiar e temporária de atipicidade das condutas de posse e porte de arma de
fogo de uso permitido e restrito.
Errada. Abolitio criminis temporária. Artigo 30, 31 e 32 do Estatuto foram alterados
pela lei 11.706/2008 que concedeu o prazo até o dia 31 de dezembro de 2008 para os

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possuídores e proprietários de arma de fogo de USO PERMITIDO ainda não registrada


solicitem seu registro, tornando a conduta de posse de arma de uso permitido
temporariamente atípica, até a data limite.

106. (2017-Cespe-Adaptada). Considerando o atual entendimento dos


tribunais superiores quanto ao Estatuto do Desarmamento, é correto afirmar
que; o porte ou a posse simultânea de duas ou mais armas de fogo de uso
restrito ou proibido não configura concurso formal, mas crime único, pois a
situação de perigo é uma só.
Certa. Tratando-se de crime de perigo, a jurisprudência (STJ) fixou entendimento de
que o porte concomitante de mais de uma arma de fogo caracteriza situação única de
risco à coletividade, e, assim, o agente só responde por um delito, não se aplicando a
regra do concurso formal. O juiz, todavia, pode levar em conta a quantidade de armas
na fixação da pena-base, em face da maior gravidade do fato (art. 59 do CP). Se uma
das armas for de uso proibido e a outra, de uso permitido, configura-se o crime mais
grave, previsto no art. 16, caput, da Lei."

107. (2016-Cespe-Adaptada). A respeito da legislação penal extravagante


brasileira, é correto afirmar que - Segundo entendimento do STJ, o crime de
porte ilegal de arma de fogo é delito de perigo abstrato, considerando-se típica
a conduta de porte de arma de fogo completamente inapta a realizar disparos e
desmuniciada, ainda que comprovada a inaptidão por laudo pericial.
Errada – Esta assertiva nos traz à Lei no 10.826/2003, conhecida como Estatuto do
Desarmamento, invocando recente entendimento do STJ, segundo o qual não será
considerado crime o porte de arma de fogo completamente inapta a realizar disparos
e desmuniciada.

108. (2015–CESPE-Adaptada). Segundo atual entendimento do STF e do STJ,


configura crime o porte de arma de fogo desmuniciada, que se caracteriza como
delito de perigo abstrato cujo objeto jurídico tutelado não é a incolumidade
física, mas a segurança pública e a paz social.

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Certa. O STF e o STJ têm entendimento de que o porte desmuniciado de arma de fogo
configura o crime previsto no Estatuto do Desarmamento.

109. (2015–CESPE-Adaptada). É correto afirmar que - responderá pelo delito


de omissão de cautela o proprietário ou o diretor responsável de empresa de
segurança e transporte de valores que deixar de registrar ocorrência policial e
de comunicar à polícia civil do estado, nas primeiras vinte e quatro horas depois
de ocorrido o fato, a perda de munição que esteja sob sua guarda.
Errada. A lei fala de comunicação do fato à polícia federal e não à polícia civil do
estado. (Art. 13, p. único, da lei 10.826/2003.)

110. (2015–CESPE-Adaptada).Tales foi preso em flagrante delito quando


transportava, sem autorização legal ou regulamentar, dois revólveres de calibre 38
desmuniciados e com numerações raspadas. Diante dessa situação hipotética, o
fato de as armas apreendidas estarem desmuniciadas não tipifica o crime de
posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito em razão da total ausência
de potencial lesivo da conduta.
ERRADA. Os tribunais Superiores já firmaram entendimento de que é irrelevante estar
a arma desmuniciada ou aferir sua eficácia para configuração do tipo penal de porte
ilegal de arma de fogo, por se tratar de delito de mera conduta ou de perigo abstrato.

111. (2014 –CESPE- Adaptada). O crime de disparo de arma de fogo previsto


no artigo 15 do Estatuto admite tanto a conduta dolosa (disparo proposital),
como culposa (disparo acidental)
ERRADA. Disparo de arma de fogo – só na forma dolosa

112. (2017-Cespe-Adaptada). Em relação às disposições expressas nas


legislações referentes aos crimes contra o meio ambiente, é correto afirmar que;
em relação aos delitos ambientais, constitui crime omissivo impróprio a conduta
de terceiro que, conhecedor da conduta delituosa de outrem, se abstém de
impedir a sua prática.

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Errada. As esferas administrativa e criminal são independentes, por isso é possível a


aplicação de multa administrativa e criminal sem configurar bis in idem.

113. (2017-Cespe-Adaptada). Em relação às disposições expressas nas


legislações referentes aos crimes contra o meio ambiente, é correto afirmar que;
é vedada a imposição de multa por infração administrativa ambiental cominada
com multa a título de sanção penal pelo mesmo fato motivador, por violação ao
princípio do non bis in idem.
Errada. O terceiro somente será responsabilizado caso tenha concorrido para a prática
delituosa ou possua o dever legal (tenha sua responsabilidade prevista em Lei) de
evitar o resultado.

114. (2015/MPE-BA/Adaptada). Analise a seguinte assertiva acerca da


criminologia. A criminologia tem como objeto de estudo o delito, o delinquente,
a vítima e a interdisciplinaridade.
Errada. A criminologia estuda (objeto da Criminologia): (a) O delito; (b) O delinquente;
(c) A vítima; (d) Formas de Controle Social.

115. (2015/MPE-BA/Adaptada). Acerca da criminologia, é correto afirmar que;


a teoria do etiquetamento, idealizada por Howard Becker, defende que o sistema
penal é seletivo quanto ao estabelecimento da população criminosa,
proporcionando que a lei penal recaia com maior ênfase apenas sobre
determinadas camadas da população, geralmente camadas marginalizadas pela
sociedade.
Certa. “Para Hassemer (2005), o labeling approach significa enfoque do
etiquetamento, e tem como tese central a ideia de que a criminalidade é resultado de
um processo de imputação, “a criminalidade é uma etiqueta, a qual é aplicada pela
polícia, pelo ministério público e pelo tribunal penal, pelas instâncias formais de
controle social” (HASSEMER, 2005, p. 101-102, grifo do autor).

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116. (2015/MPE-BA/Adaptada). A teoria da desorganização social defende que


a interação frequente do sujeito com semelhantes que praticam atos delituosos
faz com que o mesmo passe a praticar, também, atos delituosos.
Errada. A teoria da desorganização social seria aquela idealizada pela escola de
chicago que, em breve síntese, trata da teoria que quanto mais próximo dos centros
urbanos, maior é a criminalidade. A teoria que está descrita na questão é a idealizada
por Gabriel Tarde (teoria da imitação).

117. (@VouSerDelegado). Acerca da criminologia, é correto afirmar que;


Lombroso desenvolveu a teoria do criminoso nato, indivíduo que seria
predisposto à práti ca delituosa em razão de características antropológicas.
Ferri fundamentava a responsabilidade penal na convivência social, afastando a
tese do livre arbítrio. Garofalo idealizou a teoria da seleção natural, segundo a
qual os criminosos irrecuperáveis deveriam ser afastados do convívio social
pela deportação ou pela morte.
Certa. Médico Cesare Lombroso (Teoria do Delinquente nato - para ele era possível
identificar no criminoso uma espécie diferente de "homo sapiens" que apresentaria
determinados sinais, denominados "stigmata", de natureza física e psíquica.); Jurista
sociólogo Enrico Ferri ( Criminologia Sociológica - acreditavam que as causas
preponderantes da criminalidade seriam mesmos ambientais e exógenas, sendo mais
relevante identificar o meio criminógeno em que o delinquente se encontra do que
suas próprias características); e o magistrado Raffaele Garofalo (cria a figura do delito
natural, no qual o delito seria uma lesão daquela parte do sentido moral segundo o
padrão médio em que se encontram as raças humanas superiores, cuja medida é
necessária para a adaptação do indivíduo à sociedade).

118. (2015/MPE-BA/Adaptada). Com relação à criminologia, é correto afirmar


que; a vitimização secundária é levada a cabo no âmbito dos controles sociais,
mediante o contato da vítima com o grupo familiar ou em seu meio ambiente
social, como no trabalho, na escola, nas associações comunitárias, na igreja ou
no convívio social.

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Errada. Trata-se da vitimização Terciária: Sobre a referida vitimização, é levada a cabo


no âmbito dos controles sociais, mediante o contato da vítima com o grupo familiar ou
em seu meio ambiente social, como no trabalho, na escola, nas associações
comunitárias, na igreja ou no convívio social.

PROCESSO PENAL

Inovações legislativas de PROCESSO PENAL que você deve revisar antes da sua prova

• Art. 6º, X (inclui medidas que devem ser tomadas pelo delegado de polícia);

• Art. 13-A e 13-B (inclui medidas que podem ser tomadas pelo MP e pelo delegado
de polícia durante o IP);

• Art. 304, § 4º (inclui medida obrigatória ao delegado durante a lavratura do Auto de


Prisão em Flagrante)

• Art. 318, IV, V e VI (inclui novas possibilidades de substituição de preventiva por


domiciliar);

• Art. 349-A (inclui trâmite prioritário a crimes hediondos).

DICAS MONSTRO DIREITO PROCESSUAL PENAL

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• Em processo penal, é muito importante o domínio dos quatro grandes temas


principais: INQUÉRITO, AÇÃO PENAL, PROVAS E PRISÃO (+ cautelares). Se você
tem o livro do Távora e Rosmar (Jus Podivm), leia os resuminhos desses temas ao
final;

• Em relação ao tema PROVAS, fique antenado nos informativos atuais do STJ/STF;

• É muito comum nas provas do CESPE a interdisciplinaridade entre Processo Penal e


Direito Penal. Treine muitas questões de provas anteriores.

QUESTÕES OBJETIVAS E COMENTADOS DE PROCESSO PENAL

119. (2016-CESPE-PCGO-Adaptada). No que diz respeito às provas no processo


penal, é correto afirmar que - As declarações do réu durante o interrogatório
deverão ser avaliadas livremente pelo juiz, sendo valiosas para formar o livre
convencimento do magistrado, quando amparadas em outros elementos de
prova.

Certa. O sistema adotado pelo CPP é o da livre apreciação da prova e o juiz deve
decidir de forma fundamentada, conforme seu convencimento. Além disto, a confissão
deve estar acompanhada de outros elementos que possam assegurar sua
autenticidade. - Art. 155. O juiz formará sua convicção pela livre apreciação da prova
produzida em contraditório judicial, não podendo fundamentar sua decisão
exclusivamente nos elementos informativos colhidos na investigação, ressalvadas as
provas cautelares, não repetíveis e antecipadas. (Redação dada pela Lei nº 11.690,
de 2008)

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120. (2015 – Funiversa – PC-Df – Delegado – Adaptada). As provas ilegítimas


são as obtidas por meio de violação de normas de direito material, ao passo que
as provas ilícitas são as obtidas por meio de violação de normas de direi-to
processual.

Errada - A prova será considerada ilegítima quando obtida mediante violação à norma
de direito processual. A prova será considerada ilícita quando for obtida através da vi-
olação de regra de direito material (penal ou constitucional).

121. (2015-Funiversa-Delegado-Adaptada). Consoante o Código de Processo


Penal (CPP), admitem-se as provas derivadas das ilícitas, desde que não
evidenciado o nexo de causalidade entre umas e outras, ou que as derivadas
possam ser obtidas por uma fonte independente das primeiras.
Certa. Art. 157. São inadmissíveis, devendo ser desentranhadas do processo, as
provas ilícitas, assim entendidas as obtidas em violação a normas constitucionais ou
legais. § 1º São também inadmissíveis as provas derivadas das ilícitas, salvo quando
não evidenciado o nexo de causalidade entre umas e outras, ou quando as derivadas
puderem ser obtidas por uma fonte independente das primeiras.

122. (2016-CESPE-Adaptada). José subtraiu o carro de Ana mediante grave


ameaça exercida com arma de fogo. Após a prática do ato, ele fugiu do local
dirigindo o veículo em alta velocidade, mas foi perseguido por outros
condutores que passavam pela via e atenderam ao pedido de ajuda da vítima. -
A partir dessa situação hipotética, é correto afirmar que - A interrupção da
perseguição de José descaracteriza o flagrante impróprio, embora José possa
ser preso se encontrado, em seguida, com o objeto do crime e em situação pela
qual se presuma ser ele o autor do fato.
Certa: Para que configure a prisão em flagrante impróprio, é necessário que a
perseguição do agente delituoso seja contínua. Caso haja a interrupção dessa
perseguição não há se falar em flagrante impróprio, o que não impede que o autor do
fato seja preso em flagrante se encontrado, logo depois, com instrumentos, armas,
objetos ou papéis que façam presumir ser ele autor da infração - flagrante presumido.

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123. (2016-CESPE-Adaptada). Marcos praticou crime de extorsão, cuja pena é de


reclusão, de quatro a dez anos, e multa. Considerando essa situação hipotética, é
correto afirmar que - Marcos poderá ser submetido a prisão temporária, que tem
prazo fixo previsto em lei e admite uma prorrogação por igual período.
Certa. A lei nº 7.960, de 21 de dezembro de 1989. Art. 1° Caberá prisão temporária: I
- quando imprescindível para as investigações do inquérito policial; II - quando o
indicado não tiver residência fixa ou não fornecer elementos necessários ao
esclarecimento de sua identidade; III - quando houver fundadas razões, de acordo
com qualquer prova admitida na legislação penal, de autoria ou participação do
indiciado nos seguintes crimes: d) extorsão (art. 158, caput, e seus §§ 1° e 2°); Art. 2°
A prisão temporária será decretada pelo Juiz, em face da representação da autoridade
policial ou de requerimento do Ministério Público, e terá o prazo de 5 (cinco) dias,
prorrogável por igual período em caso de extrema e comprovada necessidade.

124. (2015-CESPE-Adaptada). Com referência à prisão, julgue o item


subsequente: - A prisão temporária somente poderá ser decretada em situações
excepcionais, quando for imprescindível para a realização de diligências
investigatórias ou para a obtenção de provas durante o processo judicial.
Errada: A prisão temporária jamais poderá ser decretada durante o processo judicial,
mas apenas na fase de investigação (art. 1º da Lei 7.960/1989). É dizer, pois, que a
prisão temporária somente é cabível na fase investigatória, não se admitindo em
hipótese alguma sua manutenção durante a fase processual. Se houver necessidade
nessa fase da manutenção da prisão cautelar, deve haver a conversão/decretação em
preventiva, caso preenchidos os requisitos legais demandados para tanto.

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125. (2016-CESPE-Adaptada). A prisão preventiva pode ser decretada se houver


indícios suficientes da autoria e prova da existência do crime e se for necessária, por
exemplo, para assegurar a aplicação da lei penal. Presentes esses requisitos, a prisão
preventiva será admitida se o agente for acusado da prática de crime doloso e tiver
sido condenado pela prática de outro crime doloso em sentença transitada em julgado
menos de cinco anos antes - Se o agente for acusado da prática de crime doloso
e tiver sido condenado pela prática de outro crime doloso em sentença
transitada em julgado menos de cinco anos antes.
Correta - Art. 313. Nos termos do art. 312 deste Código, será admitida a decretação
da prisão preventiva: II -se tiver sido condenado por outro crime doloso, em sentença
transitada em julgado, ressalvado o disposto no inciso I do caput do art. 64 do Decreto-
Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal;

126. (2015-CESPE-Adaptada). A prisão preventiva poderá ser decretada pelo


juiz somente após o recebimento da denúncia e durante o curso do processo
penal.
Errada. Pode ser decretada pelo juiz a qualquer tempo, mas o juiz só pode de ofício
decretá-la depois da denúncia, na fase do inquérito, a preventiva pode também ser
decretada, mas por representação da autoridade policial ou requerimento do MP.

127. (2015/Funiversa/Delegado/Adaptada). No que se refere ao inquérito


policial e ao seu arquivamento, é correto afirmar que; caso se convença de que
o autor do crime agiu em legítima defesa, o delegado de polícia poderá mandar
arquivar os autos do inquérito policial.
Errada. Se o órgão do MP, ao invés de oferecer a denúncia, requerer o arquivamento
do IP ou quaisquer peças de informações, o juiz, julgando improcedente as razões
invocadas pelo MP, fará remessa do arquivamento ou peças de informações ao
Procurador-Geral e este oferecerá a denúncia, designará outro órgão do MP para
oferecê-la ou insistirá no pedido de arquivamento, ao qual só então estará o juiz
obrigado a atender. Art. 28, do cpp.

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128. (2014/MPE-SC/Promotor/Adaptada). Julgue a assertiva que se segue.


Conforme expressamente determina a Lei n. 9.296/96, quando todos os fatos
investigados constituem infração penal punida com pena de detenção, não será
admitida a interceptação de comunicações telefônicas.
Certa. No entanto, se um dos crimes fosse de reclusão, seria permitida a interceptação
para os demais. O ministro Joaquim Barbosa esclareceu que no precedente invocado
pelo magistrado, o ministro Nelson Jobim assentou seu entendimento no sentido de
ser “plenamente constitucional a utilização de material de interceptação telefônica para
embasar a denúncia dos crimes apenados com pena de reclusão e os crimes que,
embora sejam punidos com detenção, sejam conexos àqueles”.

129. (MPE-SP/Promotor/adaptada). Julgue o item a seguir. Realizar


interceptação de comunicações telefônicas sem autorização judicial constitui
crime. De acordo com a legislação vigente, tal autorização judicial será possível
se o pedido for feito verbalmente ao Juiz com os pressupostos que a autorizem.
Certa. Art. 4° O pedido de interceptação de comunicação telefônica conterá a
demonstração de que a sua realização é necessária à apuração de infração penal,
com indicação dos meios a serem empregados. § 1°, excepcionalmente, o juiz poderá
admitir que o pedido seja formulado verbalmente, desde que estejam presentes os
pressupostos que autorizem a interceptação, caso em que a concessão será
condicionada à sua redução a termo.

130. (2015/Cespe/adaptada). Após a realização de inquérito policial iniciado


mediante requerimento da vítima, Marcos foi indiciado pela autoridade policial
pela prática do crime de furto qualificado por arrombamento. Nessa situação
hipotética, de acordo com o disposto no Código de Processo Penal e na atual
jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça acerca de inquérito policial.
Embora fosse possível a instauração do inquérito mediante requisição do juiz,
somente a autoridade policial poderia indiciar Marcos como o autor do delito

Certa. Pois o ato de indiciamento é privativo da autoridade policial, nos termos do art.
2º, §6º da Lei 12.830/13. O § 6º do artigo 2º trata do indiciamento (ato fundamentado,

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da lavra do delegado de polícia, que imputa formalmente ao investigado o


cometimento de determinada infração penal. O indiciamento pode ser manejado por
despacho ou no bojo do relatório final e pode ser direto ou indireto (presencial ou não).
Em qualquer caso, a autoridade policial deverá deixar claro o porquê do ato, mediante
análise pormenorizada das provas coligidas no bojo do feito.

131. (2016-CESPE-Adaptada) A respeito do inquérito policial, julgue o item,


tendo como referência a doutrina majoritária e o entendimento dos tribunais
superiores. - Em consonância com o dispositivo constitucional que trata da
vedação ao anonimato, é vedada a instauração de inquérito policial com base
unicamente em denúncia anônima, salvo quando constituírem, elas próprias, o
corpo de delito.
Certa: Conforme entendimento consolidado pelo STF, a delatio criminis apócrifa
(denúncia anônima ou inqualificada), NÃO PODE, SOZINHA, servir de base para a
INSTAURAÇÃO de inquérito policial, considerando-se a vedação constitucional ao
anonimato e a ausência de elementos idôneos sobre a existência da infração penal.
Para o Supremo, com base na denúncia apócrifa a autoridade policial PODERÁ
INICIAR A INVESTIGAÇÃO, realizando diligências preliminares, com o propósito de
verificar a veracidade das informações obtidas anonimamente. A partir dos indícios
obtidos, será possível, então, instaurar o procedimento investigatório propriamente
dito. (Precedente: HC 95244/PE)

132. (2015/FGV/Adaptada). Nos crimes de ação penal pública condicionada à


representação, essa representação tradicionalmente é classificada pela doutrina
como condição especial para o regular exercício do direito de ação. Sobre a
representação e sua relação com as ações públicas condicionadas, é correto

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afirmar que; ainda que tenha ocorrido a retratação do direito de representação,


o ofendido poderá oferecer nova representação, desde que respeitado o prazo
decadencial.
Certa. Prevalece na doutrina o entendimento de que, mesmo após se retratar de
representação anteriormente oferecida, poderá o ofendido oferecer nova
representação, desde que o faça dentro do prazo decadencial de 6 (seis) meses,
contado do conhecimento da autoria.

133. (2015/CESPE/Adaptada). Acerca da ação penal e a representação e sua


relação com as ações públicas condicionadas, é correto afirmar que; a
representação do ofendido vincula o Ministério Público, que necessariamente
terá que oferecer denúncia.
Errada. Não há vinculação do MP à representação. Conforme Nestor Távora (Curso
de Direito Processual Penal, 8ª ed., 2013): "A representação, ofertada pela vítima, por
seu representante ou por procurador com poderes especiais (não precisa ser
advogado), pode ser destinada à autoridade policial, ao Ministério Público ou ao
próprio juiz. Nestas duas últimas hipóteses, será remetida a autoridade policial para
que esta proceda a inquérito (art. 39, § 4°, CPP). Nada impede que em havendo lastro
probatório embasando a representação e apto a viabilizar o exercício da ação, que o
magistrado a remeta diretamente ao MP. Já se o Parquet entende que evidentemente
não se trata de infração penal, caberá a promoção do arquivamento da
representação".

134. (2016-CESPE-Adaptada). Acerca da ação penal, suas características,


espécies e condições, é correto afirmar que - é concorrente a legitimidade do
ofendido, mediante queixa, e do MP, condicionada à representação do ofendido,
para a ação penal por crime contra a honra de servidor público em razão do
exercício de suas funções.

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Correto. Súmula 714 do STF "É concorrente a legitimidade do ofendido, mediante


queixa, e do Ministério Público, condicionada à representação do ofendido, para a
ação penal por crime contra honra do servidor público em razão do exercício de suas
funções". No entendimento de Renato Brasileiro, a palavra "concorrente" foi uma
imprecisão técnica. Na verdade, o termo correto seria legitimidade "alternativa", uma
vez que ao ser oferecida representação pelo ofendido, autorizando o MP a agir, não
seria mais possível o oferecimento da queixa-crime. Cabe portanto, o ofendido
escolher a via eleita, ou representação ou queixa-crime.

135. (Cespe/Promotor/adaptada). Com relação ao direito processual penal,


julgue a assertiva que se segue. Da medida assecuratória de sequestro admite-
se a impugnação por intermédio de embargos de terceiro, sendo vedada decisão
neste, em qualquer caso, antes de passar em julgado a sentença condenatória.
Errada. Cabe também embargos, tanto do acusado quanto de terceiro com quem se
encontrava o bem, após o efetivo sequestro dos bens (Art. 129 e 130). Se os embargos
forem de terceiro devem ser julgados normalmente, se forem do acusado deve se
esperar a sentença final (cf. Tourinho, Manual de Processo Penal, p. 449).

136. (2015/Cespe/adaptada). De acordo com o direito processual penal e com


o Código de Processo Penal (CPP), julgue os itens que se seguem. No processo
penal, os bens móveis considerados adquiridos com o produto do crime podem
ser sequestrados pelo juiz criminal.

Certa. Sequestro Arresto Hipoteca legal - Recai sobre bens determinados de origem
ilícita. - No curso do inquérito ou no processo. - Recai sobre bens indeterminados de
origem lícita (são bens legítimos do acusado que servem como garantia) - Recai sobre
bens indeterminados de origem lícita (são bens legítimos do acusado que servem
como garantia - Só no curso do processo.

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137. (2015/PCDF/Delegado). Sobre a Prova, de acordo com o Código de


Processo Penal, é correto afirmar que; São admissíveis as provas derivadas das
ilícitas quando não evidenciado o nexo de causalidade entre umas e outras, ou
quando as derivadas puderem ser obtidas por uma fonte dependente das
primeiras.
Errada. São admissíveis as provas derivadas das ilícitas quando não evidenciado o
nexo de causalidade entre umas e outras, ou quando as derivadas puderem ser
obtidas por uma fonte dependente das primeiras. (Art. 157, §1º).

138. (2015/PCDF/Delegado). Sobre a Prova, de acordo com o Código de


Processo Penal, é correto afirmar que; o juiz formará sua convicção pela livre
apreciação da prova produzida em contraditório judicial, não podendo
fundamentar sua decisão exclusivamente nos elementos informativos colhidos
na investigação, ressalvadas as provas cautelares, não repetíveis e antecipadas.
Correta. Art. 155 CPP: O juiz formará sua convicção pela livre apreciação da prova
produzida em contraditório judicial, não podendo fundamentar sua decisão
exclusivamente nos elementos informativos colhidos na investigação, ressalvadas as
provas cautelares, não repetíveis e antecipadas.

139. (2015/PCDF/Delegado). Sobre a Prova, de acordo com o Código de


Processo Penal, é correto afirmar que; o juiz formará sua convicção pela livre
apreciação da prova produzida em contraditório judicial, podendo fundamentar
sua decisão exclusivamente nos elementos informativos colhidos na
investigação, ressalvadas as provas cautelares, não repetíveis e antecipadas.
Errada. O juiz formará sua convicção pela livre apreciação da prova produzida em
contraditório judicial, NÃO podendo fundamentar sua decisão exclusivamente nos
elementos informativos colhidos na investigação, ressalvadas as provas cautelares,
não repetíveis e antecipadas.

140. (2016/Cespe/Adaptada). Condenado definitivamente pela justiça federal


brasileira por crime de tráfico internacional de drogas e cumprindo pena, no regime

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fechado, em presídio estadual na cidade de Manaus – AM, Pablo, cidadão boliviano,


após cumprir mais de dois terços da pena aplicada, pleiteou progressão ao regime
aberto. Ele apresenta bom comportamento na prisão e não possui residência fixa no
Brasil. O pedido foi indeferido pelo juiz da Vara de Execuções Penais da comarca de
Manaus. Inconformado, Pablo, de próprio punho, impetrou habeas corpus no Tribunal
de Justiça do Amazonas, pleiteando a reforma da decisão de primeiro grau e a
obtenção da progressão ao regime aberto. Nessa situação hipotética, de acordo
com a jurisprudência dos tribunais superiores, deve-se denegar o habeas
corpus, pois não é permitida a progressão per saltum no ordenamento jurídico
nacional.
Certa. A 3ª Seção do Superior Tribunal de Justiça aprovou nova súmula que veda a
chamada “progressão por salto” no regime prisional, ou seja, a passagem direta do
preso do regime fechado para o aberto, sem passar pelo regime semiaberto. O texto
da Súmula 491 diz: “É inadmissível a chamada progressão per saltum de regime
prisional”

141. (2016/Cespe/Adaptada) O tribunal do júri condenou à pena de sete anos de


reclusão em regime fechado réu acusado da prática de homicídio simples. Em
apelação, o tribunal de justiça negou provimento ao recurso apresentado pela defesa.
A condenação transitou em julgado. Ainda inconformado, o condenado pediu o
ajuizamento de revisão criminal em seu favor, requerendo sua absolvição, sob o
argumento de que a sentença condenatória contrariou a evidência dos autos. Com
base na lei processual penal e na jurisprudência dominante dos tribunais superiores,
acerca da situação hipotética apresentada e de aspectos a ela relacionados, é correto
afirmar que - O acórdão na referida revisão criminal poderá alterar a decisão dos
jurados e determinar a absolvição do condenado caso a sentença condenatória
tenha sido, de fato, contrária à evidência dos autos.
Certa. (...). Em uma análise sistemática do instituto da revisão criminal, observa-se
que entre as prerrogativas oferecidas ao Juízo de Revisão está expressamente
colocada a possibilidade de absolvição do réu, enquanto a determinação de novo
julgamento seria consectário lógico da anulação do processo. (...) (REsp 964.978/SP,
Rel. Min. Laurita Vaz, Rel. p/ Acórdão Min. Adilson Vieira Macabu (Desembargador

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Convocado do TJ/RJ), Quinta Turma, julgado em 14/08/2012, DJe 30/08/2012). Assim,


se o Tribunal de Justiça, ao julgar uma revisão criminal, entender que a condenação
do réu foi proferida de forma contrária à evidência dos autos, ele poderá absolver
diretamente o condenado, não sendo necessário que outro júri seja realizado.

142. (2016/Cespe/Adaptada). Com relação ao mandado de segurança em matéria


penal, julgue o item que se segue. - O acusado primário que colaborar efetiva e
voluntariamente com a investigação e o processo criminal poderá obter o perdão
judicial e a declaração de extinção da punibilidade, se dessa colaboração
advierem a identificação dos demais coautores ou partícipes da ação criminosa,
a localização da vítima, com a sua integridade física preservada, e a recuperação
total ou parcial do produto do crime.
Certo: lei nº 9.807, de 13 de julho de 1999. Art. 13. Poderá o juiz, de ofício ou a
requerimento das partes, conceder o perdão judicial e a consequente extinção da
punibilidade ao acusado que, sendo primário, tenha colaborado efetiva e
voluntariamente coma investigação e o processo criminal, desde que dessa
colaboração tenha resultado: I -a identificação dos demais coautores ou partícipes da
ação criminosa; II -a localização da vítima com a sua integridade física preservada; III
-a recuperação total ou parcial do produto do crime.

143. (2016/Cespe/Adaptada). Acerca de recursos, à luz das previsões legais, é


correto afirmar que - O prazo do recurso de reclamação é de cinco dias, contado
da data de ciência do ato, sendo vedado o pedido de reconsideração.
Errada. Reclamação não é recurso. Objetiva preservar a competência e garantir a
autoridade das decisões dos Tribunais Superiores.

144. (2016/Cespe/Adaptada). Com base no CPP, acerca da sentença penal, é


correto afirmar que - O juiz, sem modificar a descrição do fato contida na
denúncia ou queixa, pode atribuir-lhe definição jurídica diversa, ainda que, em
consequência, tenha de aplicar pena mais grave.

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Certo. Art. 384 do CPP: Encerrada a instrução probatória, se entender cabível nova
definição jurídica do fato, em consequência de prova existente nos autos de elemento
ou circunstância da infração penal não contida na acusação, o Ministério Público
deverá aditar a denúncia ou queixa, no prazo de 5 (cinco) dias, se em virtude desta
houver ido instaurado o processo em crime de ação pública, reduzindo-se a termo o
aditamento, quando feito oralmente. (MUTATIO LIBELLI) § 4º - Havendo aditamento,
cada parte poderá arrolar até 3 (três) testemunhas, no prazo de 5 (cinco) dias, ficando
o juiz, na sentença, adstrito aos termos no aditamento.

145. (2016/Cespe/Adaptada). Recebida a denúncia por crime de estelionato, o juiz


determinou a citação do acusado para apresentar resposta à acusação. O oficial de
justiça compareceu ao endereço informado pelo Ministério Público, mas não encontrou
o acusado para ser citado. Considerando a situação apresentada, julgue o item que
se segue. - Caso não seja mesmo encontrado, o acusado deverá ser citado por
edital, que será fixado à porta do edifício onde funciona o juízo e publicado na
imprensa.
Art. 361. Se o réu não for encontrado, será CITADO POR EDITAL (com o prazo de 15
dias). Art. 365. O edital de citação indicará: I - o nome do juiz que a determinar; II - o
nome do réu, ou, se não for conhecido, os seus sinais característicos, bem como sua
residência e profissão, se constarem do processo; III - o fim para que é feita a citação;
IV - o juízo e o dia, a hora e o lugar em que o réu deverá comparecer; V - o prazo, que
será contado do dia da publicação do edital na imprensa, se houver, ou da sua
afixação. Parágrafo único. O edital será afixado à porta do edifício onde funcionar o
juízo e será publicado pela imprensa, onde houver, devendo a afixação ser certificada
pelo oficial que a tiver feito e a publicação provada por exemplar do jornal ou certidão
do escrivão, da qual conste a página do jornal com a data da publicação

146. (2016/Cespe/Adaptada). Julgue o item seguinte, a respeito do processo


penal e da execução penal. Conforme o entendimento pacificado do STJ, a
prática de falta grave interrompe o prazo exigido para a obtenção da progressão
de regime prisional, mas não acarreta interrupção do prazo exigido para a

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obtenção de livramento condicional, comutação de pena ou indulto, salvo se o


decreto concessivo fizer expressa previsão em contrário.
CERTO. Informativo 546 STJ. Consequências decorrentes da prática de falta grave:
Progressão: a prática de falta grave interrompe o prazo para a progressão de regime,
acarretando a modificação da data-base e o início de nova contagem do lapso
necessário para o preenchimento do requisito objetivo. Livramento condicional: - a
falta grave não interrompe o prazo para obtenção de livramento condicional (Súmula
441-STJ). Indulto e comutação de pena: o cometimento de falta grave não interrompe
automaticamente o prazo para o deferimento do indulto ou da comutação de pena. A
concessão desses benefícios deverá obedecer aos requisitos previstos no decreto
presidencial pelo qual foram instituídos.

147. (2017-Cespe-Adaptada). À luz do posicionamento jurisprudencial e


doutrinário dominantes acerca das disposições da Lei n.º 11.340/2006 (Lei Maria
da Penha), é correto afirmar que; Caracteriza o crime de desobediência o
reiterado descumprimento, pelo agressor, de medida protetiva decretada no
âmbito das disposições da Lei Maria da Penha.

Errada. O descumprimento de medida protetiva de urgência prevista na Lei Maria da


Penha (art. 22 da Lei 11.340/2006) não configura crime de desobediência (art. 330 do
CP).STJ. 5ª Turma. REsp 1.374.653-MG, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em
11/3/2014 (Info 538) STJ. 6ª Turma. RHC 41.970-MG, Rel. Min. Laurita Vaz, julgado
em 7/8/2014 (Info 544).

148. (2017-Cespe-Adaptada). À luz do posicionamento jurisprudencial e


doutrinário dominantes acerca das disposições da Lei n.º 11.340/2006 (Lei Maria
da Penha), é correto afirmar que; Afasta-se a incidência da Lei Maria da Penha
na violência havida em relações homoafetivas se o sujeito ativo é uma mulher.

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Errada. Na verdade, a LMP está mais preocupada com o sujeito PASSIVO, por isso,
sendo a vítima mulher, independente do agressor, serão aplicados os dispositivos da
LMP.

149. (2014/Cespe/Advogado). No que se refere aos crimes hediondos (Lei n. o


8.072/1990) e à violência doméstica e familiar sobre a mulher (Lei n. o
11.340/2006 – Lei Maria da Penha), julgue o item seguinte. - Se duas mulheres
mantiverem uma relação homoafetiva há mais de dois anos, e uma delas praticar
violência moral e psicológica contra a outra, tal conduta estará sujeita à
incidência da Lei Maria da Penha, ainda que elas residam em lares diferentes.
Certo. A Lei nº 11.340/06 foi feita justamente para defender a mulher. Assim, ainda
que duas mulheres mantenham uma relação homoafetiva, aplica-se a devida lei,
quando ocorrer a uma delas atos de violência física, moral, psicológica, sexual ou
patrimonial. Perceba que não é necessário que o sujeito ativo seja do sexo masculino,
mas é necessário que a vítima seja mulher.

150. (2015/Funiversa/PCDF). Acerca da Lei Maria da Penha, é correto afirmar


que: No atendimento à vítima de violência doméstica e familiar, a autoridade
policial deverá encaminhar a ofendida ao hospital ou posto de saúde e ao
Instituto Médico Legal.
Certo. Nos termos do art. 11, II da Lei 11.340/06. Art. 11. No atendimento à mulher
em situação de violência doméstica e familiar, a autoridade policial deverá, entre
outras providências: II - encaminhar a ofendida ao hospital ou posto de saúde e ao
Instituto Médico Legal.

DIREITO CONSTITUCIONAL

Inovações legislativas de CONSTITUCIONAL que você deve revisar antes da sua prova

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Leia os seguintes artigos da CF/88:

• Art. 6º (altera o dispositivo sobre Direitos Sociais);

• Art. 23, V (altera o dispositivo sobre competência comum da União, dos Estados, do
Distrito Federal e dos Municípios);

• Art. 24, IX (altera competência concorrente entre União, Estados e DF);

• Art. 40, II (altera a aposentadoria compulsória);


• DICA MONSTRO DE DIREITO CONSTITUCIONAL



• 100% das provas do cespe para Delegado (isso é só o cespe), necessariamente cai
uma assertiva ou questão sobre o art. 144 (segurança pública) da CF. Em especial
relativas ao cargo de delegado e atribuição da PC OU ainda sempre cai pelo uma
questão sobre direito à liberdade, dentro de direitos fundamentais, e sua relação com
a investigação ou processo penal. Dica Monstro do Professor Bruno Zanotti
(Delegado do Espírito Santo)
• LEGITIMADOS PROPOSITURA ADI/ADC/ADO/ -REGRA DOS 4:


• 1) 4 MESAS:
• Mesa do Senado (UNIVERSAL)
• Mesa da CD (UNIVERSAL)
• Mesa da ALE (PERTINÊNCIA TEMÁTICA)
• Mesa da CLDF (PERTINÊNCIA TEMÁTICA)
• 2) 4 AUTORIDADES:
• PR (UNIVERSAL)
• PGR (UNIVERSAL)
• GOVERNADOR Estado (PERTINÊNCIA TEMÁTICA)
• GOVERNADO DF (PERTINÊNCIA TEMÁTICA)
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• 3) 4 ENTIDADES:
• Conselho Federal OAB (UNIVERSAL)
• Partido Político representação CN (UNIVERSAL)
• Confederação Sindical (PERTINÊNCIA TEMÁTICA)
• Entidade de Classe (PERTINÊNCIA TEMÁTICA)

• Obs1: PERTINÊNCIA TEMÁTICA significa RELAÇÃO DO OBJETO DA AÇÃO x
INTERESSE CLASSE CATEGORIA

• Obs2: POSIÇÃO DO STF: Partidos Políticos / Confed. Sindical/ Entidade Classe
âmbito Nacional= NÃO POSSUEM CAPACIDADE POSTULATÓRIA= PRECISAM
ADV. Demais legitimados UNIVERSAIS, não precisam ADV, pois possuem
CAPACIDADE POSTULATÓRIA.

QUESTÕES OBJETIVAS E COMENTADOS DE DIREITO CONSTITUCIONAL

151. (2015/Cespe/Procurador). No tocante ao poder constituinte e aos limites ao


poder de reforma, julgue o item que se segue. De acordo com o STF, é possível o
controle judicial de constitucionalidade de emendas constitucionais, desde que
ele ocorra por meio da ação direta de inconstitucionalidade ou da arguição de
descumprimento de preceito fundamental e desde que, na emenda, haja violação
de cláusula pétrea.

Errada. O controle de constitucionalidade das EC é permitido somente por via do ADI


e não por ADPF, pois este último tem caráter subsidiário ou residual, ou seja, é
instrumento a ser manejado quando a matéria constitucional violada não se enquadrar

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nos demais (ADI, ADC e ADO) e, ainda tem como base o combate da violação de
direitos cometidos por normas pré-constitucionais.

152. (2015-Funiversa-Delegado- adaptada). Acerca do Poder executivo uma


vez instaurado o processo por crime de responsabilidade, o presidente da
República poderá continuar, caso haja vontade da maioria absoluta do Senado
Federal, a exercer as suas funções.
Errada. Em caso de crime comum, recebida a denúncia pelo STF ou em caso de crime
de responsabilidade iniciado processo no Senado, o Presidente será suspenso do
cargo por até 180 dias. Se não for julgado nesses 180 dias, volta a ocupar a
Presidência. Até 2015, no crime de responsabilidade, a autorização da Câmara já
implicaria suspensão do presidente. A partir de agora, A SUSPENSÃO DO
PRESIDENTE NÃO É AUTOMÁTICA, depende de aprovação da maioria simples do
Senado.

153. (2013-PCGO–Delegado–adaptada). Julgue a assertiva que se segue – A


função executiva é aquele referente à prática de atos de governo e à chefia do
estado, que ocorre, segundo relatos históricos, de diversas formas. A doutrina
classifica o Poder Executivo de acordo com o modelo segundo o qual se realiza
a referida chefia de estado. Nessa classificação, encontram-se os modelos:
diretorial e dual, sendo que no primeiro a chefia é exercida por um grupo de
indivíduos reunidos em comitê e no segundo pressupõe-se a existência de um
chefe de estado e de um conselho de ministros.
Certa. EXECUTIVO MONOCRATICO: Rei, imperador, ditador, presidente;
EXECUTIVO COLEGIAL: Exercido por dois homens com iguais poderes; EXECUTIVO
DIRETORIAL: Grupo de homens em comitê; EXECUTIVO DUAL: Próprio do
parlamentarismo, um indivíduo

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154. (2015/Cespe/Adaptada). No que se refere às disposições constitucionais,


julgue o item a seguir: - As constituições estaduais promulgadas pelos estados-
membros da Federação são expressões do poder constituinte derivado
decorrente, cujo exercício foi atribuído pelo poder constituinte originário às
assembleias legislativas.
Certa. O poder constituinte derivado decorrente advém do poder constituinte
originário. É o poder investido aos Estados-Membros para elaborar sua própria
constituição, sendo assim possível a estes estabelecer sua auto-organização. Art. 25,
CF: "Os Estados organizam-se e regem-se pelas Constituições e leis que adotarem,
observados os princípios desta Constituição".

155. (2015/Cespe/Adaptada). Em relação à disciplina constitucional do poder


constituinte no Brasil, é correto afirmar que; o poder constituinte originário estadual
sujeita-se aos mesmos condicionamentos do poder constituinte reformador
federal.

Errada. O poder constituinte dos Estados não recebe o nome de poder constituinte
originário estadual, mas sim de poder constituinte derivado decorrente. É atribuído aos
Estados a fim de se auto organizarem através da elaboração de Constituições
Estaduais. Os limites para esse poder são os princípios constitucionais sensíveis (art.
34, VII CF), extensíveis (que estruturam o Estado) e estabelecidos (que a CF
estabelece aos Estados).

156. (2014/Cespe/adaptada). Acerca do Poder Judiciário, julgue a assertiva.


Somente se provocado, poderá o STF, mediante decisão de dois terços dos seus
membros, depois de reiteradas decisões acerca de matéria constitucional,
aprovar súmula de efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder
Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal,
estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na
forma estabelecida em lei.

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Errada. art. 103 a O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação,
mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre
matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa
oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à
administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem
como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei.

157. (2015/Cespe/adaptada). Acerca das disposições referentes à administração


pública, às competências constitucionais dos entes federados e ao Poder Judiciário,
julgue o item a seguir. O Supremo Tribunal Federal poderá, após reiteradas
decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua
publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais
órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta nas
esferas federal, estadual e municipal.

Certa. Criada em 2004 com a Emenda Constitucional 45, a súmula vinculante é um


mecanismo que sujeita os demais órgãos do Poder Judiciário e à administração
pública direta e indireta nas esferas federal, estadual e municipal a seguirem o
entendimento adotado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) sobre determinado
assunto com jurisprudência consolidada. O caput do artigo 103-A da Emenda
Constitucional 45 define esse mecanismo.

158. (2015/Cespe/Adaptada). Julgue o item. O Presidente da República pode,


ouvidos o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional, decretar
estado de defesa para preservar ou prontamente restabelecer, em locais
restritos e determinados, a ordem pública ou a paz social ameaçada por grave e
iminente instabilidade institucional ou atingidas por calamidades de grandes
proporções na natureza. O decreto que instituir o estado de defesa determinará
o tempo de sua duração, que não poderá ser superior 10 (dez) dias, podendo ser
renovado, por igual período, sempre que persistirem as razões que justificaram
a sua decretação.

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Errada. Por conta do prazo que, conforme a Constituição Federal, é de 30 dias,


podendo ser prorrogado UMA VEZ, por igual período, quando persistirem as razões
que justificaram sua decretação, conforme: 136, §2º, CF.

159. (2015/Cespe/Adaptada). Acerca das disposições constitucionais relativas à


segurança pública, julgue os itens a seguir. Na hipótese da ocorrência de crime
contra o patrimônio da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, compete à
Polícia Federal apurar a infração penal.
Certa. A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos é empresa pública federal e, de
acordo com o inciso I do § 1.º do art. 144 da CF, a Polícia Federal destina-se a apurar
infrações praticadas em detrimento de bens da União e de suas empresas públicas.

160. (2015/Cespe/Adaptada). No que concerne aos direitos e às garantias


fundamentais, julgue o item que se segue. A ilimitabilidade é uma característica
dos direitos fundamentais consagrados na CF, pois esses são absolutos e,
diante de casos concretos, devem ser interpretados com base na regra da
máxima observância dos direitos envolvidos.
Errada. Os direitos fundamentais não são absolutos (relatividade), havendo, muitas
vezes, no caso concreto, confronto, conflito de interesses. A solução ou vem
discriminada na própria Constituição (ex.: direito de propriedade versus
desapropriação), ou caberá ao intérprete, ou magistrado, no caso concreto, decidir
qual direito deverá prevalecer, levando em consideração a regra da máxima
observância dos direitos fundamentais envolvidos, conjugando-a com a sua mínima
restrição.

161. (2015/Cespe/Auditor). No que concerne aos direitos e às garantias


fundamentais, julgue o item que se segue. O rol de direitos e garantias
apresentados no título “Dos Direitos e Garantias Fundamentais” da CF não é
exaustivo, pois existem dispositivos normativos, em diferentes títulos e

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capítulos do texto constitucional, que também tratam de direitos e garantias


fundamentais.
Certo. Os direitos e garantias fundamentais expressos na constituição não excluem
outros de caráter constitucional decorrentes do regime e dos princípios por ela
adotados e de caráter infraconstitucional decorrentes de tratados de que a República
Federativa seja parte, ou seja, não é rol taxativo, mas sim exemplificativo.

162. (2014/Cespe/Adaptada). No que se refere à ordem social, julgue o item


subsequente. - A CF reconheceu aos índios a propriedade e posse das terras que
tradicionalmente ocupam.
Errada. Embora a posse permanente dessas terras seja dos próprios índios, a
propriedade é da União, tendo em vista que a Constituição estabelece expressamente
que são bens da União as terras tradicionalmente ocupadas pelos índios (CF, art. 20,
XI).

163. (2014/Cespe/Adaptada). Acerca do Estado federal brasileiro, tendo como


referência a Constituição Federal de 1988 (CF), julgue o item a seguir. A norma
constitucional consistente na obrigatoriedade de repasse, pela União, de 10%
da arrecadação do imposto sobre produtos industrializados aos estados e ao
Distrito Federal objetiva a preservação da autonomia estadual e distrital.
Art. 159, CF. A União entregará: II - do produto da arrecadação do imposto sobre
produtos industrializados, dez por cento aos Estados e ao Distrito Federal,
proporcionalmente ao valor das respectivas exportações de produtos industrializados

164. .(2014/Cespe/Adaptada). Acerca do Estado federal brasileiro, tendo como


referência a Constituição Federal de 1988 (CF), julgue o item a seguir. Mesmo não
sendo estado nem município, o Distrito Federal (DF) possui autonomia,
parcialmente tutelada pela União.
Certa. Embora a CF atribua expressamente ao DF apenas as competências
legislativas dos Estados e municípios, por interpretação extensiva, estende-se o
entendimento para o âmbito das competências administrativas, em que se inclui a
prestação de serviços públicos. Assim é que, por exemplo, cabe ao DF, prestar

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diretamente ou mediante concessão, o serviço de gás canalizado (competência


estadual) e o serviço de transporte coletivo urbano (competência local e, portanto, dos
municípios). Em conclusão, como regra geral, o DF deve prestar os serviços públicos
previstos como de competência dos estados e municípios, cumulativamente. Apenas
nas hipóteses mencionadas, excetua-se esta competência cumulativa do DF.

165. (2017-Cespe-Adaptada). À luz do disposto na Lei de Definição de Crimes


Contra a Ordem Econômica (Lei n.º 8.176/1991), é correto afirmar que; constitui
crime contra a ordem econômica na modalidade de usurpação a exploração de
lavra, sem autorização ou em desacordo com as obrigações impostas pelo título
autorizativo, de matéria-prima pertencente à União.
Certa. Art. 2° Constitui crime contra o patrimônio, na modalidade de usurpação,
produzir bens ou explorar matéria-prima pertencentes à União, sem autorização legal
ou em desacordo com as obrigações impostas pelo título autorizativo.

DIREITO ADMINISTRATIVO

DICAS MONSTRO DIREITO DIREITO ADMINISTRATIVO

• A matéria pode ser estudada tranquilamente em um bom resumo, salvo a parte de


Atos Administrativos, já que o CESPE adora cobrar detalhes desse tema;

• Apesar de ser possível cair, não perca muito tempo revisando detalhes da Lei de
Licitações. Saiba as informações e classificações mais gerais;

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• Os temas preferidos pelo CESPE são: Administração indireta e entidades paralelas,


Atos administrativos, Poderes da administração pública e Improbidade Administrativa.

QUESTÕES OBJETIVAS E COMENTADOS DE DIREITO ADMINISTRATIVO

166. (2016/Cespe/Adaptada). Acerca dos atos do poder público, é correto afirmar


que - Atos compostos resultam da manifestação de dois ou mais órgãos, quando
a vontade de um é instrumental em relação à do outro. Nesse caso, praticam-se
dois atos: um principal e outro acessório.

Certo. Ato composto é o que resulta da manifestação de dois ou mais órgãos, em que
a vontade de um é instrumental em relação a de outro, que edita o ato principal.
Enquanto no ato complexo fundem-se vontades para praticar um ato só́ , no ato
composto, praticam-se dois atos, um principal e outro acessório; este último pode ser
pressuposto ou complementar daquele. Exemplo: a nomeação do Procurador Geral
da República depende da prévia aprovação pelo Senado (art. 128, § 12, da
Constituição); a nomeação é o ato principal, sendo a aprovação prévia o ato acessório,
pressuposto do principal. A dispensa de licitação, em determinadas hipóteses,
depende de homologação pela autoridade superior para produzir efeitos; a
homologação é ato acessório, complementar do principal.

167. (2016/Cespe/Adaptada). Acerca dos atos do poder público, é correto afirmar


que – A convalidação implica o refazimento de ato, de modo válido. Em se
tratando de atos nulos, os efeitos da convalidação serão retroativos; para atos
anuláveis ou inexistentes tais efeitos não poderão retroagir.
Errada. A convalidação somente incide sobre atos anuláveis, isto é, que apresentam
vícios sanáveis, e sempre produz efeitos retroativos (ex tunc).

168. (2016/Cespe/Adaptada). Acerca dos atos do poder público, é correto afirmar


que – A teoria dos motivos determinantes não se aplica aos atos vinculados,
mesmo que o gestor tenha adotado como fundamento um fato inexistente.

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Errada. A teoria dos motivos determinantes se aplica indistintamente aos atos


vinculados e discricionários.

169. (2016/Cespe/Adaptada). Acerca dos atos do poder público, é correto afirmar


que – Atos complexos resultam da manifestação de um único órgão colegiado,
em que a vontade de seus membros é heterogênea. Nesse caso, não há
identidade de conteúdo nem de fins.
Errada. Atos complexos resultam da manifestação autônoma de dois ou mais órgãos,
que se juntam para formar um único ato.
170. (2016/Cespe/Adaptada). Acerca dos atos do poder público, é correto afirmar
que - Atos gerais de caráter normativo não são passíveis de revogação, eles
podem ser somente anulados.
Errada. Atos gerais de caráter normativo podem sim ser revogados. Aliás, é muito
comum vermos a Administração revogar seus atos normativos, como decretos,
instruções normativas, portarias etc.

171. (2015/Cespe/Adaptada). A respeito do controle da administração e da


responsabilidade civil do Estado, é correto afirmar que - A responsabilidade da
Administração Pública será afastada se comprovada ausência do nexo causal
entre o dano e a ação do Estado.
Certa - Existem algumas hipóteses que a responsabilidade do estado será afastada,
tendo em vista o rompimento do nexo causal. As três principais são: caso fortuito, força
maior e culpa exclusiva da vítima.

172. (2014/Cespe/Adaptada). A respeito do controle da administração e da


responsabilidade civil do Estado, é correto afirmar que - Caso o MP também ajuíze
ação penal contra o servidor, pelo mesmo fato, a ação de improbidade ficará
sobrestada até a prolação da sentença penal a fim de se evitar bis in idem.

Errada. Art. 12 Lei 8.429/92. Independentemente das sanções penais, civis e


administrativas previstas na legislação específica, está o responsável pelo ato de
improbidade sujeito às seguintes cominações, que podem ser aplicadas isolada ou

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cumulativamente, de acordo com a gravidade do fato: (Redação dada pela Lei nº


12.120, de 2009) - Só pode falar em bis in idem se o mesmo fato for punido mais de
uma vez dentro da mesma esfera.

173. (2014/Cespe/adaptada). Com base nas regras e princípios relativos à licitação


pública e aos contratos administrativos, é correto afirmar que - Todos os órgãos da
Administração Pública direta, os fundos especiais, as autarquias, as fundações
públicas, as empresas públicas, as sociedades de economia mista e demais
entidades controladas direta ou indiretamente pela União, Estados, Distrito
Federal e Municípios estão obrigados à licitação.
Certa. Conforme consta no art.1º, Parágrafo Único. Subordinam-se ao regime desta
Lei, além dos órgãos da administração direta, os fundos especiais, as autarquias, as
fundações públicas, as empresas públicas, as sociedades de economia mista e
demais entidades controladas direta ou indiretamente pela União, Estados, Distrito
Federal e Municípios.

174. (2015/Cespe/adaptada). Acerca de licitações e registro de preços, é correto


afirmar que; O sistema de registro de preços é o procedimento administrativo por
meio do qual a administração pública seleciona as propostas mais vantajosas,
que ficarão registradas para futuras contratações de prestação de serviços e
aquisição de bens mediante concorrência ou pregão.
concorrência. Adicionalmente, a Lei 10.520/2002, em seu art. 11, possibilita a
utilização da modalidade pregão, quando o sistema de registro de preços destinar-se
a compras e contratações de bens e serviços comuns.

175. (2015/Cespe/adaptada). Acerca dos contratos e convênios administrativos,


julgue a assertiva. É vedada, nos convênios e contratos de repasse firmados com
entidades privadas sem fins lucrativos, a remuneração de pessoal próprio da
entidade.

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Errada. Conforme o art. 11-B do Decreto 6.170/2007, nos convênios e contratos de


repasse firmados com entidades privadas sem fins lucrativos, é permitida a
remuneração da equipe dimensionada no programa de trabalho, inclusive de pessoal
próprio da entidade, podendo contemplar despesas com pagamentos de tributos,
FGTS, férias e décimo terceiro salário proporcionais, verbas rescisórias e demais
encargos sociais, desde que atendidas determinadas condições.

176. (2015/Delegado/Adaptada). Acerca dos contratos e convênios


administrativos, é correto afirmar que; nos termos do Decreto n. º 6.170/2007, os
convênios ou contratos de repasse com entidades privadas sem fins lucrativos
deverão ser assinados pelo ministro de Estado ou pelo dirigente máximo da
entidade da administração pública federal concedente, podendo esse poder ser
delegado a outras autoridades.
Errada. Segundo o art. 6º-A, §1º do Decreto 6.170/2007, o Ministro de Estado e o
dirigente máximo da entidade da administração pública federal não poderão delegar a
competência para assinar convênios ou contratos de repasse com entidades privadas
sem fins lucrativos.

177. (2015/Cespe/adaptada). Julgue o item seguinte, relativo à administração


pública. O exercício das funções administrativas pelo Estado deve adotar,
unicamente, o regime de direito público, em razão da indisponibilidade do
interesse público.
Errada. O princípio da indisponibilidade do interesse público faz contraponto ao
princípio da supremacia do interesse público, ao mesmo tempo que o Estado tem
poderes especiais, exorbitantes do direito comum, a administração sofre restrição em
sua atuação que não existem aos particulares. Essa limitação decorre do fato que a
administração não é proprietária da coisa pública, do patrimônio público e não é titular
do interesse público, e sim o povo. Dispor de alguma coisa é simplesmente pode fazer
o que quiser com ela, sem dar satisfações a ninguém. Em decorrência do princípio da
indisponibilidade do interesse público, a administração somente pode atuar quando
houver lei que a autorize ou determine a sua atuação diferente dos particulares que
somente serão obrigados a fazer algo em virtude de lei. Há situações em que a

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administração age em igualdade aos particulares, a saber:1. Emissão de cheques; 2.


Contratos de locação, financiamentos e seguros; 3. Atuação no mercado financeiro.

178. (2015/Cespe/Adaptada). Com relação ao controle da administração pública e


à responsabilidade patrimonial do Estado, julgue o seguinte item. Em consonância
com o entendimento do STF, os serviços sociais autônomos estão sujeitos ao
controle finalístico do TCU no que se refere à aplicação de recursos públicos
recebidos.
Certa. Os serviços sociais autônomos possuem natureza jurídica de direito privado,
não integrando a Administração Pública Direta ou Indireta. São entes de cooperação
com o Poder Público que, embora tenham autorização legal para a arrecadação e
utilização de contribuições parafiscais, não têm subordinação hierárquica a qualquer
autoridade pública, estando apenas submetidos ao controle finalístico e a prestação
de contas dos recursos públicos destinados à sua manutenção.

179. (2015/Cespe/Adaptada). Julgue o tem referente à utilização dos bens públicos


e à desapropriação. De acordo com o STJ, ao contrário do que ocorre nos casos
de desapropriação para fins de reforma agrária, é vedada a imissão provisória
na posse de terreno pelo poder público em casos de desapropriação para
utilidade pública.
Errada. Na hipótese, causa lesão à ordem e a economia públicas a decisão que
impede, em ação de desapropriação de imóvel por utilidade pública, a imissão
provisória na posse pelo ente expropriante, em virtude da ausência de indenização
prévia referente ao fundo de comércio, pois tal decisão paralisa obra de suma
importância para a cidade de São Paulo/SP, qual seja, a expansão de seu sistema
metroviário. (STJ, Corte Espe-cial, AgRg no SLS 1681, rel. Min. Felix Fischer, j.
17/12/12)

180. (2014/Cespe/Adaptada). No que se refere à disciplina acerca dos bens


públicos, julgue a assertiva a seguir. Consideram-se bens públicos dominicais os
que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público, como

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objeto de direito pessoal ou real de cada uma delas, os quais se submetem a um


regime de direito privado, pois a administração pública age, em relação a eles,
como um proprietário privado.
Certa. Bens dominicais são também chamados de dominiais ou de bens do patrimônio
disponível, os quais, apesar de integrarem o patrimônio público, não se encontram
afetados para nenhum fim, podendo ser, ainda, alienados a qualquer tempo. Segundo
Di Pietro, os bens dominicais se submetem ao regime jurídico de direito privado, tendo
em vista a possibilidade de a Administração Pública agir, em relação a eles, como um
proprietário privado

181. (2016/Cespe/Adaptada) Acerca dos poderes e deveres da administração


pública, é correto afirmar que - A autoexecutoriedade é considerada exemplo de
abuso de poder: o agente público poderá impor medidas coativas a terceiros
somente se autorizado pelo Poder Judiciário.
Errada. A autoexecutoriedade é um atributo de alguns atos administrativos e não é
considerada abuso de poder. Na verdade, é um atributo necessário em muitas
ocasiões, nas quais a demora da apreciação pelo poder Judiciário poderia causar
grandes prejuízos.

182. (2016/Cespe/Adaptada). Acerca dos poderes e deveres da administração


pública, é correto afirmar que -A administração pública cabe o poder disciplinar
para apurar infrações e aplicar penalidades a pessoas sujeitas à disciplina
administrativa, mesmo que não sejam servidores públicos.
Certa. O poder disciplinar permite que a Administração aplique sanções
administrativas tanto a servidores públicos como a particulares com os quais
mantenha vínculo contratual.

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183. (2016/Cespe/Adaptada). José, servidor público estável de órgão do


Poder Executivo federal, durante o período de doze meses, faltou
intencionalmente ao serviço por cinquenta dias consecutivos, sem causa
justificada. A administração pública, mediante procedimento disciplinar
sumário, enquadrou a conduta de José como abandono de cargo. - A respeito
dessa situação hipotética, julgue o item que se segue. José somente poderia
ser demitido por abandono de cargo caso tivesse se ausentado por mais de
sessenta dias consecutivos.
Errada. Abandono de cargo = Ausência por + de 30 dias consecutivos
(Intencionalmente) Inassiduidade Habitual = Faltas não consecutivas 60 dias, no
período de 12 meses.

DICAS DE PORTUGUÊS
Professor: Carlos Victor

Crase

Texto

É preciso compreender que o preso conserva os demais direitos (educação, integridade


física, segurança, saúde, assistência jurídica, trabalho e outros) adquiridos como cidadão,
uma vez que a perda temporária do direito de liberdade em decorrência dos efeitos de
sentença penal refere-se tão-somente à liberdade de ir e vir. Isso, geralmente, não é o que
ocorre.

1 – (CESPE) No trecho “refere-se tão somente à liberdade de ir e vir” (l. 5 e 6) o emprego do


sinal indicativo de crase deve-se ao fato de a locução “tão somente” exigir complemento
antecedido pela preposição a.

Questão errada

Comentário

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O uso do acento grave indicativo da crase ocorre porque a preposição A é exigência do


verbo referir-se mais o artigo definido A que acompanha o substantivo feminino liberdade.

Texto

As hidrelétricas garantem ao Brasil o título de maior gerador de energia limpa do mundo,


mas esse modelo, que começou a ser desenhado há mais de quarenta anos, tem-se
mostrado cada vez mais vulnerável às mudanças climáticas.

2 – (CESPE) No trecho “tem-se mostrado cada vez mais vulnerável às mudanças climáticas”,
a substituição de “às” por a provocaria erro gramatical.

Questão errada

Comentário

Não provocaria erro gramatical, apenas mudaria o sentido.

Texto

Instituiu na Bahia, em 1950, a primeira escola-parque, que procurava oferecer à criança uma
escola integral, que cuidasse da alimentação, da higiene, da socialização, além do preparo
para o trabalho. Nas escolas-parques, os alunos ainda tinham contato com as artes
plásticas. Naquela época, essas aulas eram orientadas por profissionais de renome, como
Caribé e Mário Cravo.

3 – (CESPE). Em “à criança” (l. 2), caso o vocábulo “criança” fosse empregado no plural, o
acento indicativo de crase deveria ser mantido.

Questão errada

Comentário

Ficaria assim: “a crianças”. O acento indicativo de crase, nesse caso na questão, é proibido.

Texto

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A informação virtual adquire, a cada dia, mais importância. Os acessos às páginas que
integram o portal do CNJ na Internet (www.cnj.jus.br) alcançaram, em novembro de 2012, a
marca de mais de 16 milhões.

4 – (CESPE) Na linha 2, o emprego do acento indicativo de crase em “acessos às páginas”


justifica-se pela regência de “acessos”, que exige complemento antecedido pela preposição
a, e pela presença de artigo definido feminino plural antes de “páginas”

Questão correta

Comentário

Está no casso da ocorrência do acento grave indicativo da crase.

Emprego do pronome relativo:

Que = o qual ou a qual

Onde = em que, no qual ou na qual

Cujo(s), cuja(s) = ideia de posse

Texto

Os juízes que se deparam com o tema dos conflitos familiares e da violência doméstica
assistem a situações de violência extrema, marcadas pelo abuso das relações íntimas de
afeto e confiança.

5 – (CESPE) Na linha 1, o “que” é um elemento expletivo, empregado apenas para dar realce
a “Os juízes”

Questão errada

Comentário

O que é pronome relativo por fazer referência ao seu antecedente juízes (que = os quais)

Texto

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Suponhamos que uma obra de arte profundamente original surja diante de seus olhos. Como
a julga ele? Comparando-a com as obras de arte. [...] Na medida em que o fizer, parecerá
não se conformar como cânone estético que o crítico encontra firmado em seu pensamento.
(...)

6 – (CESPE) A palavra que presente em “Suponhamos que uma obra de arte...” é


classificada de maneira idêntica à que aparece em “...cânone estético que o crítico encontra
firmado....

Questão errada

Comentário

O primeiro que é conjunção integrante (basta substituí-lo pelo termo isso e assim formará
uma frase; o segundo que é pronome relativo (basta substituí-lo por o qual).

Texto

Inutilmente. Tratava-se então de uma biblioteca imaginária, cujos livros talvez nunca
tivessem existido? Persistiam, contudo, numerosas fontes clássicas que descreviam o lugar
em que se encontravam centenas de milhares de rolos.

7 – (CESPE) No texto, “cujos” expressa uma relação de posse.

Questão correta

Texto

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Art. 1º Reeditar o Programa de Responsabilidade Socioambiental do TJDFT Viver


Direito, cuja base é a Agenda Socioambiental do TJDFT que, em permanente revisão,
estabelece novas ações sociais e ambientais.

8 – (CESPE) O antecedente do pronome relativo “cuja” é “base”, o que justifica o emprego


do feminino singular nesse pronome.

Questão errada

Comentário

O pronome relativo cuja faz referência ao que vem antes.

Texto

Esse volume de investimentos estrangeiros tende a permanecer forte com a aproximação


de eventos internacionais sediados no Brasil – como a Copa do Mundo (2014) e as
Olimpíadas (2016) – e a exploração do pré-sal, a faixa litorânea de oitocentos quilômetros
entre o Espírito Santo e Santa Catarina onde estão depositados petróleo (mais fino, de maior
valor agregado) e gás a seis mil metros abaixo de uma camada de sal no Oceano Atlântico.

9 – (CESPE) - Sem prejuízo gramatical ou alteração de sentido, o pronome “onde” poderia


ser substituído por no qual.

Questão errada

Onde é pronome relativo e faz referência a faixa litorânea e posso substituí-lo por em que
ou na qual.

Texto

As obras do Projeto São Francisco estão em andamento e apontam mais de 43% de avanço.
Estão em construções túneis, canais, aquedutos e barragens. São mais de 1,3 mil
equipamentos em operação.

10 – (CESPE) As formas verbais “estão” (l.1), “apontam” (l.2), “Estão” (l.2) e “São” (l.3) estão
no plural por fazer referência e concordância com “As obras do Projeto São Francisco” (l.1)

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Questão errada

Comentário

O segundo verbo (estão) concorda com o sujeito túneis, canais, aquedutos e barragens.

Texto

Os Estados Unidos da América cresceram a uma taxa superior a 3% em 12 meses, mas a


maioria dos analistas aposta que a economia americana perderá força no segundo semestre.

11 – (CESPE) Se o verbo da oração “mas a maioria dos analistas aposta” (l.3) estivesse
flexionado no plural – apostam -, o período estaria incorreto, visto que, de acordo com a
prescrição gramatical, a concordância verbal, em estrutura dessa natureza, deve ser feita
com o termo “maioria”.

Questão errada

Comentário

Sujeito coletivo partitivo “a maioria dos analistas” mais o substantivo os analistas no plural,
o verbo tanto pode ficar no singular (aposta – concorda com a maioria de) ou no plural
(apostam – concorda com os analistas)..

Texto

A vitória da beleza brasileira

A universitária Amanda, de 20 anos de idade, é a primeira negra eleita miss DF. A modelo
que representou o Núcleo Bandeirante, quase desistiu do mundo da moda, pois exigiram
que ela alisasse o cabelo, afinasse o nariz e mudasse os traços. Amanda recusou-se e foi
consagrada naquela que seria a última tentativa de ser modelo.

12 – (CESPE) De acordo com o texto, traços físicos da população negra são aspectos do
que se denomina “beleza brasileira”.

Questão correta

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Comentário

O título do texto é que dá sustentação à resposta por estar de acordo com o texto

Texto

Tudo isso, na verdade, decorre de fato de que a virtude da justiça tende sempre a alcançar
certo estado de equilíbrio, longe de todo excesso. Não por outra razão a deusa Tétis foi
representada, no imaginário grego, portando uma balança. A realização da justiça
pressupõe, necessariamente, um constante sobrepeso de valores.

13 – (CESPE) Infere-se que a expressão “todo excesso” é empregada para caracterizar


qualquer forma imoderada de agir.

Questão correta

Comentário

O comando da questão pede que a inferência seja feita somente pela expressão “todo
excesso” (deduz-se, infere-se que seja qualquer excesso), não havendo necessidade de ler
o texto.

Texto

A Carta Roubada é um dos contos mais célebres de Edgar Allan Poe. Nele, o escritor norte-
americano conta a história de um ministro que resolve chantagear a rainha roubando a carta
que lhe fora endereçada por um amante.

Desesperada, a rainha encarrega sua polícia secreta de encontrar a carta, que


provavelmente deveria estar na casa do ministro. Uma astuta análise, com os mais
modernos métodos, é feita sem sucesso.

Com relação às ideias e estruturas linguísticas do texto acima, julgue os próximos


itens.

14 – (CESPE) Em “Uma astuta análise, com os mais modernos métodos, é feita sem
sucesso”, verifica-se o emprego da voz ativa.

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Questão errada

Comentário

Na voz ativa, o sujeito pratica a ação verbal; a frase está voz passiva analítica porque o
sujeito (uma astuta análise) sofre ação verbal.

15 – (CESPE) “a carta que lhe fora endereçada por um amante”, nota-se o emprego da voz
passiva sintética.

Questão errada

Comentário

A voz passiva sintética ocorre com o pronome apassivador se. No caso, a frase está na voz
passiva analítica; o sujeito sofre ação verbal.

Texto

Art 1º A Carreira Polícia Federal far-se-á nas categorias funcionais de Delegado de Polícia
Federal, Perito Criminal Federal, Censor Federal, Escrivão de Polícia Federal, mediante
progressão funcional, de conformidade com as normas estabelecidas pelo Poder Executivo.

16 – (CESPE). No “Art. 1º, a expressão verbal ‘far-se-á’ equivale, sintática e


semanticamente, ao desdobramento é feita.

Questão errada

Comentário

Sintática e semanticamente, não há equivalência porque mudou o tempo verbal (far-se-á


corresponde a: será feita).

REDAÇÃO OFICIAL

Para garantir uma pontuação extra na sua prova, não deixe de dar uma olhada no Manual
de Redação da Presidência da República, que pode ser baixado na internet
(http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/manual/manual.htm). Leia os Capítulos I e II, que são
os mais cobrados.

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CESPE/SEDF/2017

XXXXX n. º 134/2014/GR

Brasília, 15 de outubro de 2014.

A Sua Excelência o Senhor


Antônio Carlos Gustavo
Ministro da Educação
Ministério da Educação
Esplanada dos Ministérios
70.160-900 – Brasília-DF

Assunto: Convite para Cerimônia do I Prêmio Professor Pesquisador

Ministro,

1. Com o objetivo de estimular a produção de pesquisas nas mais diversas áreas do


conhecimento, a Universidade das Garças criou, no ano de 2014, o Prêmio Professor
Pesquisador.

2. A Cerimônia de Entrega das premiações da primeira edição do prêmio será às 19 h


de 1.º de novembro de 2014 e terá lugar nesta Universidade.

3. Assim, gostaríamos de convidar Sua Excelência para participar da referida


cerimônia entregando as premiações aos escolhidos e também proferindo breve
discurso de encerramento.

Respeitosamente,

PAULO MARCOS ROBERTO


Reitor da Universidade das Garças

Considerando as características e padronização das correspondências oficiais


constantes no Manual de Redação da Presidência da República (MRPR), julgue o item
a seguir, pertinente ao documento oficial hipotético anteriormente apresentado. - A
fim De obedecer aos preceitos do MRPR, o pronome de tratamento no terceiro
parágrafo do texto — Sua Excelência — deveria ser substituído por Vossa Excelência.

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Certo. Segundo o MRPR, ponto 2.1.3, letra a Ministros de Estado devem ser tratados por
“Vossa Excelência”. Observe, no entanto, que no endereçamento, o termo correto é “Sua
Excelência”, conforme corretamente escrito no texto (“A Sua Excelência o Senhor...”).

(2017-CESPE-SEDF). Mesmo texto da questão anterior - Considerando as


características e padronização das correspondências oficiais constantes no Manual
de Redação da Presidência da República (MRPR), julgue o item a seguir, pertinente ao
documento oficial hipotético anteriormente apresentado. – O fecho da comunicação
manter-se-ia adequado ao padrão preconizado pelo MRPR caso fosse substituído por
Atenciosamente.

Errada. O ponto 2.2 do MRPR estipula que o fecho das comunicações oficiais possui, além
da finalidade óbvia de arrematar o texto, a de saudar o destinatário. Os modelos para fecho
que vinham sendo utilizados foram regulados pela Portaria no 1 do Ministério da Justiça, de
1937, que estabelecia quinze padrões. Com o fito de simplificá-los e uniformizá-los, este
Manual estabelece o emprego de somente dois fechos diferentes para todas as modalidades
de comunicação oficial: a) Respeitosamente para autoridades superiores, inclusive o
Presidente da República b) Atenciosamente para autoridades de mesma hierarquia ou de
hierarquia inferior

(2017-CESPE-SEDF). Mesmo texto da questão anterior. Considerando as


características e padronização das correspondências oficiais constantes no Manual
de Redação da Presidência da República (MRPR), julgue o item a seguir, pertinente ao
documento oficial hipotético anteriormente apresentado. -- - Infere-se do remetente e
do destinatário constantes no texto que o documento hipotético em questão é um
memorando.

Errado. Há três tipos de expedientes que se diferenciam antes pela finalidade do que pela
forma: o ofício, o aviso e o memorando. O memorando é uma forma de comunicação
eminentemente interna do órgão. Aviso e ofício são modalidades de comunicação oficial
praticamente idênticas. A única diferença entre eles é que o aviso é expedido
exclusivamente por Ministros de Estado, para autoridades de mesma hierarquia, ao passo
que o ofício é expedido para e pelas demais autoridades. Ambos têm como finalidade o
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tratamento de assuntos oficiais pelos órgãos da Administração Pública entre si e, no caso


do ofício, também com particulares. O texto apresentado é um Ofício, portanto. (Dica: “Quem
Avisa, Ministro é”).

(2017-CESPE-SEDF). Mesmo texto da questão anterior. Considerando as


características e padronização das correspondências oficiais constantes no Manual
de Redação da Presidência da República (MRPR), julgue o item a seguir, pertinente ao
documento oficial hipotético anteriormente apresentado. - - O vocativo do expediente
hipotético em apreço — Senhor Ministro — estaria em desacordo com a norma
preconizada pelo MRPR caso fosse substituído pelo seguinte: Excelentíssimo Senhor
Ministro.

Certa. O vocativo a ser empregado em comunicações dirigidas aos Chefes de Poder


é Excelentíssimo Senhor, seguido do cargo respectivo: Excelentíssimo Senhor Presidente
da República, Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso Nacional, Excelentíssimo
Senhor Presidente do Supremo Tribunal Federal. As demais autoridades serão tratadas com
o vocativo Senhor, seguido do cargo respectivo (MRPR, ponto 2.1.3).

(2017-CESPE-SEDF). Mesmo texto da questão anterior. Considerando as


características e padronização das correspondências oficiais constantes no Manual
de Redação da Presidência da República (MRPR), julgue o item a seguir, pertinente ao
documento oficial hipotético anteriormente apresentado.O uso da primeira pessoa do
plural no último parágrafo do documento em questão fere o princípio da
impessoalidade, necessário nas comunicações oficiais

Errada. A redação oficial deve caracterizar-se pela impessoalidade, uso do padrão culto de
linguagem, clareza, concisão, formalidade e uniformidade. Desta forma, não há lugar na
redação oficial para impressões pessoais, como as que, por exemplo, constam de uma carta
a um amigo, ou de um artigo assinado de jornal, ou mesmo de um texto literário. A redação
oficial deve ser isenta da interferência da individualidade que a elabora. O pronome de
tratamento, em si, não fere esse princípio.

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(2017-CESPE-SEDF). A respeito de correspondência oficial, julgue o item seguinte, à


luz do Manual de Redação da Presidência da República. - - Quanto à apresentação,
nos documentos que seguem o padrão ofício, devem-se priorizar a utilização de
negrito, itálico e letras maiúsculas.
Errado. Segundo o ponto 3.2., os documentos do Padrão Ofício devem obedecer à seguinte
forma de apresentação: i) não deve haver abuso no uso de negrito, itálico, sublinhado, letras
maiúsculas, sombreado, sombra, relevo, bordas ou qualquer outra forma de formatação que
afete a elegância e a sobriedade do documento.

(2017-CESPE-SEDF). A respeito de correspondência oficial, julgue o item seguinte, à


luz do Manual de Redação da Presidência da República. No memorando, o destinatário
deve ser mencionado pelo cargo que ocupa.
Certa. Dica:
MÃO:
Memorando: Cargo
Aviso: Cargo + Vocativo
Ofício: Cargo + Vocativo + Endereço

DICAS EM TÓPICOS

PRINCÍPIOS DA ÉTICA E DA FILOSOFIA

• Os termos moral e ética têm sentidos distintos, embora sejam frequente e erroneamente
empregados como sinônimos. A moral incorpora as regras que temos de seguir para
vivermos em sociedade, regras estas determinadas pela própria sociedade. Quem segue

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as regras é uma pessoa moral; quem as desobedece, uma pessoa imoral. A ética, por
sua vez, é a parte da filosofia que estuda a moral, isto é, que reflete sobre as regras
morais. A reflexão ética pode inclusive contestar as regras morais vigentes, entendendo-
as, por exemplo, ultrapassadas.

• Ética é a parte da filosofia dedicada aos estudos dos valores morais e princípios ideais
do comportamento humano. A palavra "ética" é derivada do grego, e significa aquilo que
pertence ao caráter.

• A ética é o ramo da filosofia que se debruça sobre os padrões morais adotados por uma
sociedade. Uma das razões de existir ética é justamente provocar a melhoria dos
serviços públicos e a garantia de observância dos direitos dos cidadãos

• Os princípios éticos são diretivas de ação que atendem e exteriorizam valores éticos que
podem servir, inclusive, de norte interpretativo de leis e Constituições.

• Principais Teorias sobre os Princípios Éticos


 Teoria do Fundamentalismo: Identifica os preceitos éticos externos ao ser
humano, não permitindo que o indivíduo encontre o certo ou o errado por si
mesmo. O exemplo típico desta teoria é a Bíblia Sagrada, que funciona como um
livro de regra de fé e prática para aqueles que depositam a sua confiança nos seus
escritos; os seguidores cumprem as determinações externas sem questionar.
Essa teoria também acontece quando grupos de indivíduos definem determinados
preceitos a serem seguidos por todos sem a oportunidade e a possibilidade de
aceitar ou não; são as regras para serem cumpridas.

 Teoria do Utilitarismo: propõe que o conceito ético seja elaborado com base no
critério do maior bem para a sociedade como um todo. Com base nessa teoria, a
conduta do indivíduo, diante de determinado fato, dependerá daquela que gerar
um maior bem para a sociedade. Podemos tomar como exemplo a Guerra do
Iraque, em que o Presidente dos Estados Unidos, George Bush, poderá afirmar

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que as suas condutas estão dentro dos melhores padrões éticos, pois a presença
de Saddam Hussein causa um mal para a sociedade.

 Teoria do Dever Ético: Apregoada por Emanuel Kant (1724-1804), propõe que o
conceito ético seja extraído do fato de que cada um deve se comportar de acordo
com os princípios universais. Kant propôs que estes conceitos éticos sejam
alcançados da aplicação de duas regras: 1). Qualquer conduta aceita
como padrão ético deve valer para todos os que se encontrem na mesma
situação, sem exceções. 2) Só se deve exigir dos outros o que exigimos de nós
mesmos. Como exemplo, pode-se citar que todo o profissional de contabilidade
não deve omitir dados do Balanço Patrimonial por eles elaborados. Esta norma de
conduta é universal para todos os profissionais independente do porte da empresa
e dos serviços que são prestados. Existem críticas a essa teoria, afirmando da
dificuldade em encontrar o caráter universal em algumas relações.

 Teoria Contratualista: Tendo como precursores John Locke (1632-1704) e Jean


Jacques Rousseau (1712-1778), parte do pressuposto que o ser humano assume
com os seus semelhantes a obrigação de se comportar de acordo com regras
morais estabelecidas para o convívio social. Dessa forma, os conceitos éticos
seriam extraídos das regras morais que conduzissem à perpetuação da
sociedade, da paz e da harmonia do grupo social. Essa Teoria não atentou-se
para a mutabilidade das regras morais aplicadas a determinados grupos sociais.
Se um grupo de contadores resolvessem omitir as informações contábeis para os
seus clientes, teriam as suas ações de acordo com esta teoria, legitimados sob o
ponto de vista ético.

 Teoria do Relativismo: Com base nessa teoria, cada pessoa deveria decidir
sobre o que é ou não é ético, com base nas suas próprias convicções e na sua
própria concepção sobre o bem e o mal. Dessa maneira, o que é ético para um
pode não o ser para outro. Com essa teoria, muitos tentam justificar os seus
próprios erros.

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• A constituição de um país deve se guiar pela ética a fim de viabilizar, na sociedade, a


implementação plena dos serviços públicos e possibilitar a efetivação dos direitos da
pessoa humana e do exercício da cidadania.

DICAS DE GEOGRAFIA DE MATO GROSSO

• O Mato Grosso conta com uma vegetação de 7% Pantanal, 40% Cerrado e 53% Floresta
Amazônica

• Sobre os climas do Mato Grosso. Ao norte o clima é equatorial com elevada temperatura
média anual, alta pluviosidade e predomínio da massa de ar equatorial no verão.

• Sobre o mapa físico e político do estado do Mato Grosso, o estado do Mato Grosso
funciona como um divisor de águas das bacias do Amazonas, do Tocantins –Araguaia e
do Paraná-Paraguai. Estado muito rico, explendidos paredões e serras. Nascentes por
todos os lados e um dos mais importantes Divisor de águas do Brasil das bacias do
Amazonas (Norte), do Tocantins –Araguaia (Nordeste) e do Paraná-Paraguai (Sul).
Bacia do parana-paraguai conhecida também como Platina.

• O mapa político do Mato Grosso conta, atualmente com 141 municípios; segundo senso
IBGE 2015 MT

• O Mato Grosso limita-se com os estados Amazonas e Pará ao Norte, Tocantins e Goiás
ao Leste, Mato Grosso Sul ao Sul e Rondônia e Bolívia ao Oeste.

• O Pantanal mato-grossense localiza-se no Sul do Mato Grosso.

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• Mato Grosso do Sul, Goiás, Pará, Amazonas, Rondônia, Tocantins e Bolívia fazem
fronteira com o Mato Grosso.

• O Estado de Mato Grosso, em razão de sua localização e de sua vasta extensão


territorial, é ocupado naturalmente por diferentes formações vegetais. Os três principais
biomas que formam o espaço natural de Mato Grosso são: Pantanal, Amazônia e
Cerrado.

• O Bioma Cerrado é composto por árvores baixas com troncos retorcidos, folhas e cascas
grossas, além de uma vasta vegetação rasteira formada por capins nativos e arbustos; a
ocorrência de incêndios devido às técnicas de manejo agropecuário pode ocasionar
múltiplos danos à vegetação, à fauna e à saúde humana.

• O Bioma Pantanal é recoberto por uma vegetação característica com predominância do


Cerrado cujo desmatamento para estabelecimento de pastagens cultivadas pode levar à
perda de áreas nativas e da biodiversidade.

• Há no estado de Mato Grosso nascentes das três maiores bacias hidrográficas do país,
cujas principais fontes de poluição resultam, entre outros fatores, dos esgotos
domésticos, despejos industriais e das águas do retorno de irrigação.

DICAS DE HISTÓRIA POLÍTICA E ECONÔMICA DE MATO GROSSO

• No Planalto e Chapada dos Parecis, Chapada dos Guimarães e Planalto dos Alcantilados
cultivam- se principalmente soja, milho e algodão; na Depressão do Alto Paraguai e nos
Planaltos do Jauru e de Tapirapuã, predominam as culturas de cana-de-açucar e
pastagens na região de Barra do Bugres; grãos e pastagens em Tangará da Serra e

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agricultura diversificada, pecuária leiteira e de corte em Mirassol do Oeste, Jauru e


Araputanga.

• O cultivo da soja no Mato Grosso, ocupa a maior área plantada do Estado, tem parte da
produção destinada à fabricação de rações para animais e conta com certo crescimento
de seu consumo nos hábitos de alimentação do brasileiro, ainda que existam polêmicas
sobre os benefícios desse grão à saúde.

• A economia do estado de Mato Grosso baseia‐se principalmente na agricultura


empresarial e na pecuária de corte. Vale lembrar que a agricultura empresarial e a
pecuária de corte fazem parte do Agronegócio.

• A divisão do território do Estado do Mato Grosso, que resultou na criação do Estado do


Mato Grosso do Sul ocorreu em pleno regime militar, por antigas pressões das elites
estabelecidas na parte sul do Estado, sob o argumento, dentre outros, de que a
diversidade presente na grande extensão do território dificultava sua unidade, sua
administração e seu desenvolvimento econômico.

• A divisão do estado de Mato Grosso em dois estados, com a consequente criação do


estado de Mato Grosso do Sul ocorreu no Regime Militar, 11 de outubro de 1977. Lei
Complementar número 31.

• Ernesto Geisel assumiu o governo em 1974 e estabeleceu a legislação básica para a


criação de novos estados e territórios. No ano seguinte, renasceram as idéias
divisionistas devido à discussão dos limites de Mato Grosso com Goiás. O movimento
tomou fôlego e, em 1976, a Liga Sul-Mato-Grossense, presidida por Paulo Coelho
Machado, liderou a campanha da divisão do estado de Mato Grosso.

• Trabalhando com rapidez e sigilo, os integrantes da Liga forneceram ao governo federal


subsídios necessários para viabilizar a divisão do Estado. A lei foi assinada pelo

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presidente Ernesto Geisei no dia 11 de outubro de 1977 e publicada no Diário Oficial do


dia seguinte. obs : Período da ditadura: 1964–1985

• Quanto à Rusga, revolta que se desenvolveu em Mato Grosso durante a Regência, foi
organizada pela Sociedade dos Zelosos da Independência, composta por elementos da
elite burocrática, profissionais liberais e componentes da Guarda Nacional.

• A “Marcha para o Oeste” vinculada à história do Mato Grosso no século XX, foi
caracterizada como um movimento de migração e ocupação, inicialmente estimulado
pelo governo Getúlio Vargas nos anos 1930, que visava o povoamento e a exploração
econômica de terras mato-grossenses e que contou com grande adesão de grupos
originários do Sudeste e do Sul do país.

• As populações indígenas que habitavam a região do Mato Grosso, antes da fundação de


Cuiabá, eram heterogêneas, uma vez que os processos colonizatórios português e
espanhol haviam deslocados grupos indígenas de diferentes troncos linguísticos para o
interior do continente.

• Mato Grosso também conheceu a escravidão africana. O uso dessa mão de obra era
símbolo de poder em todo o Império. Sobre a presença dos negros escravizados em
Mato Grosso, a sociedade mato-grossense conheceu escravos do eito, de ganho e
domésticos, como era comum em todo o Império.

• Um momento histórico no qual afloraram tensões relacionadas à proposta de divisão do


Estado do Mato Grosso deu-se no contexto da Revolução Constitucionalista de 1932.
Sobre a participação do Mato Grosso nesse conflito, as elites políticas que defendiam o
separatismo da parte sul do Estado em relação ao governo de Cuiabá se aliaram a São
Paulo e aproveitaram a Revolução para fundar o Estado de Maracaju, mas a derrota dos
paulistas inviabilizou este projeto.

• Em relação à história do movimento que levou ao processo de divisão do Estado de Mato Grosso,
essa cisão territorial representou a concretização de lutas históricas, defendidas por lideranças

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políticas do sul de Mato Grosso, que remontam ao final do século XIX. Mato Grosso do Sul era a
favor da divisão pois argumentava que era responsável pela riqueza do estado todo.

DICAS DE LEGISLAÇÃO COMPLEMENTAR

Lei Complementar Estadual nº 407/2010 e suas alterações (Estatuto da Polícia


Judiciária Civil do Estado de Mato Grosso)

A Polícia Civil do Mato Grosso possui seu estatuto disposto em Lei Complementar Estadual,
ao contrário de alguns Estados que regulamentam suas policiais através de Decreto do
Executivo.

A Lei está organizada nos seguintes Títulos:

1. Há oito títulos que falam da organização administrativa e funcional da PCMT

• TÍTULO I: DA ORGANIZAÇÃO DA POLÍCIA JUDICIÁRIA CIVIL


• TÍTULO II: DA ESTRUTURA ORGANIZACIONAL
• TÍTULO III: DA COMPETÊNCIA DOS ÓRGÃOS
• TÍTULO IV: DO REGIME JURÍDICO DOS SERVIDORES DA POLÍCIA JUDICIÁRIA
CIVIL
• TÍTULO V: DO INGRESSO, DA POSSE, DO EXERCÍCIO E DO ESTÁGIO
PROBATÓRIO
• TÍTULO VI: DA PROGRESSÃO
• TÍTULO VII: DA REMOÇÃO, DA ESTABILIDADE E DAS SUBSTITUIÇÕES
• TITULO VIII: DA REMUNERAÇÃO E VANTAGENS

2. Em seguida, a lei trata das normas referentes aos regime disciplinar, vedações e direitos
em cinco títulos

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• TÍTULO IX: DAS GARANTIAS, PRERROGATIVAS E DIREITOS


• TÍTULO X: DO REGIME E PROCEDIMENTO DISCIPLINAR
• TÍTULO XI: DAS PENALIDADES, DA EXTINÇÃO, PUNIBILIDADE, REABILITAÇÃO
E SUSPENSÃO PREVENTIVA
• TÍTULO XII: DOS PROCEDIMENTOS DISCIPLINARES
• TÍTULO XIII: DA RECONSIDERAÇÃO, DO RECURSO E DA REVISÃO

Vamos resumir as informações mais relevantes no que diz respeito à carreira de delegado
de polícia:

ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA E FUNCIONAL

 A Polícia Judiciária Civil é subordinada ao Governador, mas obedece às orientações


da Secretaria de Justiça e Segurança Pública.
 O Diretor de Polícia (chamado em Mato Grosso de Delegado-Geral) pode ser
escolhido por lista tríplice, mas é de livre nomeação do Governador.
o O Diretor Geral deve ser de Classe Especial, portador de Curso Superior de
Polícia, maior de 35 (trinta e cinco) anos;
o Mandato de 02 (dois) anos, permitida uma recondução por igual prazo.
o A lista tríplice dar-se-á mediante voto secreto de todos os Delegados de Polícia
do Estado e dela constará o nome dos candidatos mais votados
 Princípios Institucionais:
o Unidade
o Indivisibilidade
o uniformidade de doutrina e de procedimento
o legalidade
o impessoalidade
o moralidade
o publicidade
o eficiência
o probidade administrativa

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o ética
o hierarquia e a disciplina.
 Símbolos Oficiais: HBB (hino, bandeira e Brasão)
 As funções de direção superior são ocupadas por delegados de polícia. Observe que:

o O Diretor da ACADEPOL preferencialmente será possuidor de curso


específico na área de ensino.
o A Ouvidoria Especializada é dirigida por Delegado de Polícia da ativa e a
Ouvidoria Especializada Adjunta será ocupada por policial civil.
o O Gabinete de Direção será ocupado por Delegado de Polícia da ativa, Classe
Especial ou Classe "C", indicado pelo Delegado Geral.
o A Assessoria Institucional é dirigida por Delegado de Polícia da ativa.
o A Diretoria de Execução Estratégica é dirigida por Delegado de Polícia da ativa,
Classe Especial, preferencialmente com capacitação em administração
pública.
o A Diretoria de Inteligência é dirigida por Delegado de Polícia da ativa, Classe
Especial, possuidor do Curso Superior de Polícia e capacitação em
inteligência.
o A Gerência de Contra Inteligência é dirigida por Delegado de Polícia da ativa,
Classe Especial ou "C", possuidor de capacitação em contra-inteligência.
o A Coordenadoria de Inteligência Tecnológica é dirigida por Delegado de Polícia
da ativa, Classe Especial ou "C", possuidor de capacitação na área de
inteligência e conhecimento na área tecnológica.
o A Gerência Especializada em Crimes de Alta Tecnologia é dirigida por
Delegado de Polícia, preferencialmente Classe "C", com capacitação na área
de inteligência e conhecimento na área tecnológica.
o A Gerência de Combate ao Crime Organizado é dirigida por Delegado de
Polícia da ativa, preferencialmente possuidor de cursos de especialização em
repressão a sequestro ou gerenciamento de crise.
o As Divisões anti-sequestro, de Combate ao Crime Organizado e Investigações
Especiais (arts. 89 a 91) devem ser dirigidas por delegados (art. 79, § 2º).

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o A Gerência de Operações Especiais é dirigida por Delegado de Polícia da


ativa, preferencialmente possuidor de curso de capacitação em operações
especiais.
o A Gerência de Operações Aéreas é dirigida por Delegado de Polícia da ativa,
preferencialmente possuidor de curso de capacitação e habilitado como piloto
de aeronaves, devidamente registrado na ANAC (Agência Nacional de Aviação
Civil).
o Polinter é dirigida por Delegado de Polícia da ativa, preferencialmente Classe
Especial.
o As Delegacias Especializadas com circunscrição estadual são dirigidas por
delegados de polícia da ativa, de Classe "Especial" ou "C".
o A Diretoria Metropolitana, a Diretoria Metropolitana Adjunta e a Diretoria do
Interior são dirigidos por Delegado de Polícia da ativa, Classe Especial,
possuidor do Curso Superior de Polícia.
o A Delegacia Regional é dirigida por Delegado de Polícia da ativa, Classe
Especial.
 As atribuições do Delegado de Polícia estão dispostas no art. 114 (leitura importante).
 Muito interessante: a Lei diz claramente que o delegado é a “autoridade policial”. O
CPP deixa essa vinculação implícita.
 Os delegados, escrivães e delegados devem ter no mínimo 21 (vinte e um) anos de
idade completos, e 45 (quarenta e cinco) anos, no máximo, à data do encerramento
das inscrições (art. 126, II).

REGIME DISCIPLINAR

O Estatuto classifica as infrações disciplinares em quatro graus (art. 220), em ordem de


gravidade. As punições são aplicadas em ordem de crescente gravidade de acordo com os
graus, da seguinte forma:

PENA INFRAÇÃO

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- aplicada, no caso de falta de


Advertência cumprimento do dever, ao infrator primário,
por meio de portaria punitiva.
- Aplica-se a pena de repreensão no caso
das proibições previstas do primeiro grau ou
Repreensão
na reincidência de descumprimento do
dever.
- Quando houver conveniência para o
serviço, poderá ser aplicada a pena
Multa pecuniária de multa, na base de 10% (dez
por cento) do subsídio do mês
correspondente à sua remuneração.
Suspensão será aplicada nos casos de
reincidência das faltas punidas com
Suspensão repreensão e nas proibições previstas no
segundo, terceiro e quarto graus, não
podendo exceder a 90 (noventa) dias.
I - nas proibições do quarto grau; II - por
contumácia específica, nas proibições do
Demissão terceiro grau; III - por contumácia genérica,
por mais de três punições, no prazo de dois
anos, nas proibições do terceiro grau.
- aposentadoria irregular ou, quando em
Cassação de Aposentadoria atividade, cometer proibições do quarto
grau.

QUAIS SÃO PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS EXISTENTES?

1) Verificação preliminar (sem contraditório):


 A verificação preliminar deverá ser instaurada, quando forem atribuídos ao policial
civil, fatos que possam suscitar dúvidas quanto à veracidade.

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 A verificação preliminar, de caráter informal, será iniciada de ofício ou por


determinação da Corregedoria Geral da Polícia Judiciária Civil
 Prazo: ao término de 90 (noventa) dias, a verificação preliminar não concluída, deverá
ser remetida para análise do superior imediato da autoridade que a presidir.

2) Sindicância
 Sindicância preparatória ou preliminar (sem contraditório): como preliminar de
Processo Administrativo Disciplinar, sempre que não estiver suficientemente
caracterizada a infração ou definida sua autoria
 Sindicância punitiva (com contraditório): quando não for obrigatório o Processo
Administrativo Disciplinar, e para aplicação da penalidade de até trinta dias de
suspensão, assegurado o princípio do contraditório e da ampla defesa.

3) Processo Administrativo Disciplinar

 Penalidades superiores a trinta dias de suspensão


 Demissão
 Cassação de Aposentadoria

2 Lei Complementar Estadual nº 04/1990 e suas alterações (Estatuto dos Servidores


Públicos da Administração Direta das Autarquias e das Fundações Públicas
Estaduais).

Artigos mais importantes: 8º (requisitos para ingresso), 16 (posse e exercício) e 24


(estabilidade).

DICA: percebe-se que a Lei Complementar Estadual nº 04/1990 é uma repetição da Lei
Federal nº 8.112/90. A melhor forma de abordar esta lei é justamente comparando as duas

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leis e identificando pequenas diferenças entre elas. Essas informações são excelentes para
fazer pequenos peguinhas.

DICA 2: observe que a Lei Complementar Estadual nº 04/1990 apresenta um Título VI com
o regime disciplinar do servidor público. Entretanto, os policiais civis possuem um Estatuto
próprio que também traz regras disciplinares. Então, em relação aos servidores da PCMT,
as regras a serem seguidas são aquelas da Lei Complementar Estadual nº 407/2010 e suas
alterações (Estatuto da Polícia Judiciária Civil do Estado de Mato Grosso), devendo a Lei
Complementar nº 04/1990 ser aplicada apenas subsidiariamente.

QUESTÕES

Ano: 2015/Banca: UFMT/ Órgão: DETRAN-MT/ Prova: Agente de trânsito


Segundo o Estatuto dos Servidores Públicos do Estado de Mato Grosso, NÃO é
requisito básico para o ingresso no serviço público:

a) Quitação com as obrigações militares e eleitorais.


b) Idade mínima de 30 anos.
c) Boa saúde física e mental.
d) Nacionalidade brasileira.

Letra B. De acordo com o Art. 8º São requisitos básicos para o ingresso no serviço público:
I- a nacionalidade brasileira; II- o gozo dos direitos políticos; III - a quitação com as
obrigações militares e eleitorais; IV - o nível de escolaridade exigido para o exercício do
cargo; V- a idade mínima prevista em lei; VI - a boa saúde física e mental.

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Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: PGE-MT Prova: Técnico Administrativo


A Lei Complementar no 04/1990, que dispõe sobre o Estatuto dos Servidores Públicos
da Administração Direta, das Autarquias e das Fundações Públicas Estaduais do
Estado do Mato Grosso, estabelece, no caso da posse, que

a) ocorrerá no prazo improrrogável de 60 dias contados da publicação do ato de provimento.


b) é vedada sua realização mediante procuração.
c) ocorrerá nos casos de provimento de cargo por nomeação.
d) é facultativa a apresentação da declaração dos bens e valores que constituem seu
patrimônio no ato da posse, sendo obrigatória para a entrada em exercício.
e) sua ocorrência independerá de comprovada aptidão física para o exercício do cargo.

Letra C. Art. 16, § 4º. Art. 16. Posse é a investidura no cargo público mediante a aceitação
expressa das atribuições, deveres e responsabilidades inerentes ao cargo público com o
compromisso de bem servir, formalizada com a assinatura do termo pela autoridade
competente e pelo empossado. § 4° Só haverá posse nos casos de provimento de cargo por
nomeação, acesso e ascensão.

Procuradoria Geral do Estado - MT (PGE/MT) 2016


Cargo: Procurador do Estado /
Banca: Fundação Carlos Chagas (FCC)
Nível: Superior

Godofredo, Alfredo e Manfredo são servidores públicos do Estado do Mato Grosso.


Godofredo foi cedido para ter exercício em órgão da Administração Pública municipal.
Alfredo está afastado para estudo no Exterior e Manfredo foi eleito para exercício de mandato
eletivo. Considerando o que estabelece a Lei Complementar estadual no 04, de 15 de
outubro de 1990,

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a).Godofredo, se estiver em exercício de cargo em comissão de confiança o ônus da


remuneração será do órgão cessionário.
b).Manfredo, se for prefeito ou vereador, ainda que haja compatibilidade de horários, deverá
ser afastado do cargo.
c).Alfredo, neste caso, poderá ficar ausente pelo período máximo de três anos.
d).Manfredo, se for deputado estadual, e houver compatibilidade de horários, poderá
acumular o cargo.
e).Godofredo, se for servidor do Poder Executivo poderá ter exercício em outro órgão da
Administração Pública Estadual por prazo indeterminado.

LETRA A. Art. 119, § 1º. Art. 119. O servidor poderá ser cedido para ter exercício em outro
órgão ou entidade dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios,
nas seguintes hipóteses: I - para exercício de cargo em comissão de confiança; II - em casos
previstos em leis específicas. § 1º Nas hipóteses do inciso I deste artigo, o ônus da
remuneração será do órgão ou entidade cessionária.

Auditoria Geral de Estado - MT (AGE/MT) 2005


Cargo: Contador / Questão 32
Banca: Núcleo de Computação Eletrônica UFRJ (NCE)
Nível: Superior

A Lei Complementar nº 4, do Estado do Mato Grosso, dispõe sobre o Estatuto dos Servidores
Públicos estaduais. Levando-se em consideração os termos da lei, analise as afirmativas:
I - A lei acima mencionada se aplica aos servidores da Administração Direta, para as
autarquias, empresas públicas e sociedades de economia mista estaduais.
II - Considera-se servidor público a pessoa legalmente investida em cargo ou emprego
público.
III - Os cargos públicos podem ser de provimento efetivo ou em comissão.

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É/são verdadeira(s) somente a(s) afirmativa(s):

A.I
B.II
C.III
D.I e II
E.I e III

LETRA C. I - A Lei se aplica aos servidores da Administração Direta, das Autarquias e das
Fundações Estaduais criadas e mantidas pelo Poder Público (art. 1º). Servidor é a pessoa
legalmente investida em cargo público. II - Servidor é a pessoa legalmente investida em
cargo público (art. 2º). III- Correto (art. 3º).

Auditoria Geral de Estado - MT (AGE/MT) 2005


Cargo: Administrador / Questão 72
Banca: Núcleo de Computação Eletrônica UFRJ (NCE)
Nível: Superior

Em conformidade com a Lei Complementar n° 4 de 15/10/90, tem-se que a remuneração:


a). máxima atribuída aos cargos de carreira não poderá ser superior a seis vezes a
remuneração mínima;
b). total do servidor será composta exclusivamente do vencimento base, de no máximo duas
verbas de representação e do adicional por tempo de serviço;
c). mensal poderá ser superior à soma dos valores percebidos como remuneração, em
espécie, a qualquer título, no âmbito dos respectivos Poderes, pelos Secretários de Estado,
por membros da Assembléia Legislativa e membros do Tribunal de Justiça;
d). mensal, incluindo o adicional por tempo de serviço, não poderá ser superior à soma dos
valores percebidos como remuneração, em espécie, a qualquer título, no âmbito dos

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respectivos Poderes, pelos Secretários de Estado, por membros da Assembléia Legislativa


e membros do Tribunal de Justiça;
e) é o vencimento do cargo efetivo, acrescido das vantagens pecuniárias,
permanentes ou temporárias, previstas nas Constituições Federal e Estadual, em
acordos coletivos ou em convenções de trabalho que venham a ser celebrados.
LETRA E.

A – ERRADO: A relação entre a menor e a maior remuneração atribuída aos cargos de


carreira não poderá ser superior a 08 (oito) vezes (ART. 63).

B- ERRADO: A remuneração total do servidor será composta exclusivamente do


vencimento base, de uma única verba de representação e do adicional por tempo de serviço
(ART. 58).

C- ERRADO: Nenhum servidor poderá perceber, mensalmente, a título de remuneração,


importância superior à soma dos valores percebidos como remuneração, em espécie, a
qualquer título, no âmbito dos respectivos Poderes, pelos Secretários de Estado, por
membros da Assembleia Legislativa e membros do Tribunal de Justiça (ART. 62).

D- ERRADO: Excluem-se do teto de remuneração, o adicional por tempo de serviço e as


vantagens previstas no Artigo 82, I a VIII (art. 62, parágrafo único).

E- CORRETO. ART. 57.

3 Lei Complementar Estadual nº 401/2010 e suas alterações (dispõe sobre


aposentadoria especial).

QUESTÕES

(VOUSERDELEGADO/2017) Será adotado regime especial de aposentadoria, nos termos


do Art. 40, § 4º, inciso II da Constituição Federal, para os ocupantes dos cargos de

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provimento efetivo que integram as carreiras de policiais civis, do sistema penitenciário e do


sistema socioeducativo, cujo exercício seja considerado atividade de insalubridade.

ERRADO. A atividade é considerada perigosa, não insalubre (art. 1º).

(VOUSERDELEGADO/2017) O policial civil, os servidores do sistema penitenciário e do


sistema socioeducativo serão aposentados voluntariamente, independentemente da idade,
após 30 (trinta) anos de contribuição, desde que conte, com pelo menos, 20 (vinte) anos de
efetivo exercício em cargo de natureza estritamente policial (homens) e após 25 (vinte e
cinco) anos de contribuição, desde que conte com, pelo menos, 15 (quinze) anos de efetivo
exercício em cargo de natureza estritamente policial (mulheres), fará jus à paridade salarial
durante a aposentadoria.

CORRETO.

4 Lei nº 7.102/1983 (dispõe sobre segurança para estabelecimentos financeiros,


estabelece normas para constituição e funcionamento das empresas particulares que
exploram serviços de vigilância e de transporte de valores, e dá outras providências).

QUESTÕES

(VOUSERDELEGADO/2017) A Polícia Federal é o órgão responsável pela elaboração de


parecer sobre sistema de segurança de instituições financeiras e bancárias.
ERRADO. A lei estabelece que o parecer deve ser elaborado pelo Ministério da Justiça (art. 1º).
Como a Polícia Federal é órgão do MJ, nada impede que este atribua, mediante norma interna, esse
parecer à PF.

(VOUSERDELEGADO/2017) Os estabelecimentos financeiros devem possuir segurança com


vigilantes, com algumas exceções, a qual deve ser obrigatoriamente executada por empresa
especializada.
ERRADO. Pode ser s executada também pelo próprio estabelecimento financeiro, desde que
organizado e preparado para tal fim, com pessoal próprio, aprovado em curso de formação de

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vigilante autorizado pelo Ministério da Justiça e cujo sistema de segurança tenha parecer favorável
à sua aprovação emitido pelo Ministério da Justiça (art. 2º, inciso II).

(VOUSERDELEGADO/2017) O vigilante, para os efeitos da lei, deve ser maior de 21 anos e ter
instrução mínima equivalente à quarta série do 2º grau, entre outros requisitos.
CORRETO. ART. 16.

(VOUSERDELEGADO/2017) O exercício da profissão de vigilante requer prévio registro no


Departamento de Polícia Federal.
CORRETO. ART. 17.

(VOUSERDELEGADO/2017) Desde que devidamente registrada, o vigilante poderá usar a sua


própria arma de fogo.
ERRADO. As armas destinadas ao uso dos vigilantes serão de propriedade e responsabilidade (ART.
21):I - das empresas especializadas; II - dos estabelecimentos financeiros quando dispuserem de
serviço organizado de vigilância, ou mesmo quando contratarem empresas especializadas.

JURISPRUDÊNCIA SELECIONADA

JURISPRUDÊNCIA de DIREITO PENAL

INFORMATIVOS 2015/2016/2017

GARANTIAS PENAIS FUNDAMENTAIS DA CONSTITUIÇÃO - DIREITO PENAL E


POLÍTICA CRIMINAL - A LEI PENAL.

● DIREITO PENAL. HIPÓTESE DE INAPLICABILIDADE DO PRINCÍPIO DA


CONSUNÇÃO. O delito de estelionato não será absorvido pelo de roubo na hipótese
em que o agente, dias após roubar um veículo e os objetos pessoais dos seus
ocupantes, entre eles um talonário de cheques, visando obter vantagem ilícita,
preenche uma de suas folhas e, diretamente na agência bancária, tenta sacar a

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quantia nela lançada. Isso porque a falsificação da cártula, no caso, não é mero
exaurimento do crime antecedente, porquanto há diversidade de desígnios e de bens
jurídicos lesados. Dessa forma, inaplicável o princípio da consunção. (STJ,
Informativo 562).

● DIREITO PENAL. INAPLICABILIDADE DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA


AO DELITO PREVISTO NO ART. 183 DA LEI 9.472/1997. Não se aplica o princípio
da insignificância à conduta descrita no art. 183 da Lei 9.472/1997 228 (“Desenvolver
clandestinamente atividades de telecomunicação”). Isso porque se trata de crime de
perigo abstrato (STJ, Informativo 560).

● A reiteração criminosa inviabiliza a aplicação do princípio da insignificância nos


crimes de descaminho, ressalvada a possibilidade de, no caso concreto, as instâncias
ordinárias verificarem que a medida é socialmente recomendável (STJ, Informativo n.
575).

TEORIA GERAL DO CRIME.

● DIREITO PENAL. EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE INDEPENDENTEMENTE


DO ADIMPLEMENTO DA PENA DE MULTA. RECURSO REPETITIVO (ART. 543-C DO
CPC E RES. 8/2008-STJ). TEMA 931. Nos casos em que haja condenação a pena
privativa de liberdade e multa, cumprida a primeira (ou a restritiva de direitos que
eventualmente a tenha substituído), o inadimplemento da sanção pecuniária não obsta o
reconhecimento da extinção da punibilidade

● DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. RECEBIMENTO DE DENÚNCIA


POR AUTORIDADE INCOMPETENTE E PRESCRIÇÃO. Quando a autoridade que
receber a denúncia for incompetente em razão de prerrogativa de foro do réu, o
recebimento da peça acusatória será ato absolutamente nulo e, portanto, não
interromperá a prescrição. Precedente citado do STJ: REsp 819.168-PE, Quinta Turma,

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DJ 5/2/2007. Precedente citado do STF: HC 63.556-RS, Segunda Turma, DJ 9/5/1986.


APn 295-RR, Rel. Min. Jorge Mussi, julgado em 17/12/2014, DJe 12/2/2015 (STJ,
Informativo 555).

● DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. DESNECESSIDADE DE DUPLA


IMPUTAÇÃO EM CRIMES AMBIENTAIS. É possível a responsabilização penal da
pessoa jurídica por delitos ambientais independentemente da responsabilização
concomitante da pessoa física que agia em seu nome (STJ, Informativo 566).

● DIREITO PENAL. ESTELIONATO CONTRA A PREVIDÊNCIA SOCIAL E


DEVOLUÇÃO DA VANTAGEM INDEVIDA ANTES DO RECEBIMENTO DA DENÚNCIA.
Não extingue a punibilidade do crime de estelionato previdenciário (art. 171, § 3º, do CP)
a devolução à Previdência Social, antes do recebimento da denúncia, da vantagem
percebida ilicitamente, podendo a iniciativa, eventualmente, caracterizar arrependimento
posterior, previsto no art. 16 do CP (STJ, Informativo 559).

● DIREITO PENAL. INAPLICABILIDADE DO ARREPENDIMENTO POSTERIOR


AO CRIME DE MOEDA FALSA. Não se aplica o instituto do arrependimento posterior ao
crime de moeda falsa. No crime de moeda falsa – cuja consumação se dá com a
falsificação da moeda, sendo irrelevante eventual dano patrimonial imposto a terceiros –
, a vítima é a coletividade como um todo, e o bem jurídico tutelado é a fé pública, que
não é passível de reparação. Desse modo, os crimes contra a fé pública, semelhantes
aos demais crimes não patrimoniais em geral, são incompatíveis com o instituto do
arrependimento posterior, dada a impossibilidade material de haver reparação do dano
causado ou a restituição da coisa subtraída (Informativo 554).

TEORIA GERAL DA PENA.

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● SÚMULA 545 Quando a confissão for utilizada para a formação do


convencimento do julgador, o réu fará jus à atenuante prevista no art. 65, III, d, do Código
Penal. Terceira Seção, aprovada em 14/10/2015, DJe 19/10/2015 (Informativo 571).

● STJ, Súmula 527 O tempo de duração da medida de segurança não deve


ultrapassar o limite máximo da pena abstratamente cominada ao delito praticado.
Terceira Seção, aprovada em 13/5/2015, DJe 18/5/2015 (Informativo 562).

● DIREITO PENAL. INCIDÊNCIA DA ATENUANTE DA CONFISSÃO


ESPONTÂNEA. O fato de o denunciado por furto qualificado pelo rompimento de
obstáculo ter confessado a subtração do bem, apesar de ter negado o arrombamento, é
circunstância suficiente para a incidência da atenuante da confissão espontânea (art. 65,
III, “d”, do CP). Isso porque, consoante entendimento sufragado no âmbito do STJ,
mesmo que o agente tenha confessado parcialmente os fatos narrados na exordial
acusatória, deve ser beneficiado com a atenuante genérica da confissão espontânea
(STJ, Informativo 569).

● DIREITO PENAL. NÃO INCIDÊNCIA DA ATENUANTE DA CONFISSÃO


ESPONTÂNEA. O fato de o denunciado por roubo ter confessado a subtração do bem,
negando, porém, o emprego de violência ou grave ameaça, é circunstância que não
enseja a aplicação da atenuante da confissão espontânea (art. 65, III, “d”, do CP). Isso
porque a atenuante da confissão 223 espontânea pressupõe que o réu reconheça a
autoria do fato típico que lhe é imputado. Ocorre que, no caso, o réu não admitiu a prática
do roubo denunciado, pois negou o emprego de violência ou de grave ameaça para
subtrair o bem da vítima, numa clara tentativa de desclassificar a sua conduta para o
crime de furto. Nesse contexto, em que se nega a prática do tipo penal apontado na peça
acusatória, não é possível o reconhecimento da circunstância atenuante (STJ,
Informativo 569).

● DIREITO PENAL. APLICABILIDADE DO PRINCÍPIO DO NE BIS IN IDEM. O


agente que, numa primeira ação penal, tenha sido condenado pela prática de crime de
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roubo contra uma instituição bancária não poderá ser, numa segunda ação penal,
condenado por crime de roubo supostamente cometido contra o gerente do banco no
mesmo contexto fático considerado na primeira ação penal, ainda que a conduta
referente a este suposto roubo contra o gerente não tenha sido sequer levada ao
conhecimento do juízo da primeira ação penal, vindo à tona somente no segundo
processo. De fato, conquanto o suposto roubo contra o gerente do banco não tenha sido
sequer levado ao conhecimento do juízo da primeira ação penal, ele se encontra sob o
âmbito de incidência do princípio ne bis in idem, na medida em que praticado no mesmo
contexto fático da primeira ação. (STJ, Informativo 569).

● DIREITO PENAL. INTERRUPÇÃO DE PRESCRIÇÃO DE PRETENSÃO


PUNITIVA EM CRIMES CONEXOS. No caso de crimes conexos que sejam objeto do
mesmo processo, havendo sentença condenatória para um dos crimes e acórdão
condenatório para o outro delito, tem-se que a prescrição da pretensão punitiva de ambos
é interrompida a cada provimento jurisdicional (art. 117, § 1º, do CP). Portanto, observa-
se que, a despeito de a sentença ter sido em parte condenatória e em parte absolutória,
ela interrompeu o prazo prescricional de ambos os crimes julgados. Outrossim, o
acórdão, em que pese ter confirmado a condenação perpetrada pelo Juiz singular,
também condenou o agente – que, até então, tinha sido absolvido – pelo outro crime, de
sorte que interrompeu, novamente, a prescrição de ambos os delitos conexos. (STJ,
Informativo 568).

● DIREITO PENAL. INFLUÊNCIA DA REINCIDÊNCIA NO CÁLCULO DE


BENEFÍCIOS NO DECORRER DA EXECUÇÃO PENAL. Na definição do requisito
objetivo para a concessão de livramento condicional, a condição de reincidente em crime
doloso deve incidir sobre a somatória das penas impostas ao condenado, ainda que a
agravante da reincidência não tenha sido reconhecida pelo juízo sentenciante em
algumas das condenações. Isso porque a reincidência é circunstância pessoal que
interfere na execução como um todo, e não somente nas penas em que ela foi
reconhecida (STJ, Informativo 561).

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● DIREITO PENAL. NÃO CARACTERIZAÇÃO DE ATENUANTE INOMINADA.


Não caracteriza circunstância relevante anterior ao crime (art. 66 do CP) o fato de o
condenado possuir bons antecedentes criminais. A atenuante inominada é entendida
como uma circunstância relevante, anterior ou posterior ao delito, não disposta em lei,
mas que influencia no juízo de reprovação do autor. Excluem-se, portanto, os
antecedentes criminais, que já são avaliados na fixação da pena-base e expressamente
previstos como circunstância judicial do art. 59 do CP. REsp 1.405.989-SP, Rel. para o
acórdão Min. Nefi Cordeiro, julgado em 18/8/2015, DJe 23/9/2015 (Informativo 569).

● DIREITO PENAL. COMPENSAÇÃO ENTRE A ATENUANTE DA CONFISSÃO


ESPONTÂNEA E A AGRAVANTE DE VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER. 239
Compensa-se a atenuante da confissão espontânea (art. 65, III, “d”, do CP) com a
agravante de ter sido o crime praticado com violência contra a mulher (art. 61, II, “f”, do
CP) (STJ, Informativo 568).

● DIREITO PENAL. EXCLUSÃO DE CIRCUNSTÂNCIA JUDICIAL E


REFORMATIO IN PEJUS. Caso o Tribunal, na análise de apelação exclusiva da defesa,
afaste uma das circunstâncias judiciais (art. 59 do CP) valoradas de maneira negativa na
sentença, a pena base imposta ao réu deverá, como consectário lógico, ser reduzida, e
não mantida inalterada. (STJ, Informativo 573).

● Não é possível, em razão de pedido feito por condenado que sequer iniciou o
cumprimento da pena, a reconversão de pena de prestação de serviços à comunidade e
de prestação pecuniária (restritivas de direitos) em pena privativa de liberdade a ser
cumprida em regime aberto (STJ, Informativo 584).

● DIREITO PENAL. VULNERABILIDADE EMOCIONAL E PSICOLÓGICA DA


VÍTIMA COMO CIRCUNSTÂNCIA NEGATIVA NA DOSIMETRIA DA PENA. O fato de o
agente ter se aproveitado, para a prática do crime, da situação de vulnerabilidade
emocional e psicológica da vítima decorrente da morte de seu filho em razão de erro

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médico pode constituir motivo idôneo para a valoração negativa de sua culpabilidade
(Informativo n. 579).

● DIREITO PENAL. COMPENSAÇÃO DA ATENUANTE DA CONFISSÃO


ESPONTÂNEA COM A AGRAVANTE DA PROMESSA DE RECOMPENSA. É possível
compensar a atenuante da confissão espontânea (art. 65, III, “d”, do CP) com a agravante
da promessa de recompensa (art. 62, IV) (Informativo n. 577).

● DIREITO PENAL. SISTEMA VICARIANTE E IMPOSSIBILIDADE DE


CONVERSÃO DE PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE EM MEDIDA DE SEGURANÇA
POR FATOS DIVERSOS. Durante o cumprimento de pena privativa de liberdade, o fato
de ter sido imposta ao réu, em outra ação penal, medida de segurança referente a fato
diverso não impõe a conversão da pena privativa de liberdade que estava sendo
executada em medida de segurança (STJ, Informativo 579).

CONCURSO DE CRIMES

• A Primeira Turma, em conclusão de julgamento e por maioria, deu parcial provimento


ao recurso ordinário em “habeas corpus” em que se pretendia a desclassificação do
delito de latrocínio para o de roubo, assim como a exclusão do concurso formal
impróprio reconhecido quanto aos crimes de latrocínio. No caso, o recorrente foi
condenado a 42 anos de reclusão pela prática das condutas previstas nos arts. 148
(sequestro e cárcere privado); 157, § 3º, segunda parte (latrocínio), por duas vezes;
e 211 (ocultação de cadáver) do Código Penal (CP). Reconheceu-se, ainda, o
concurso formal impróprio com relação aos crimes de latrocínio, considerada a
existência de duas vítimas fatais. No tocante ao reconhecimento de crime único, a
Turma ponderou ser o latrocínio delito complexo, cuja unidade não se altera em razão
da existência de mais de uma vítima fatal. Acrescentou, por fim, que a pluralidade de
vítimas é insuficiente para configurar o concurso de crimes, uma vez que, na espécie,
o crime fim arquitetado foi o de roubo (CP, art. 157, § 3º), e não o de duplo latrocínio
(STF, Informativo 855, 1ª Turma).

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EXECUÇÃO PENAL.

● DIREITO PENAL. REMIÇÃO DA PENA PELA LEITURA. A atividade de leitura


pode ser considerada para fins de remição de parte do tempo de execução da pena
(STJ, Informativo 564).

● DIREITO PENAL. REMIÇÃO DE PENA EM RAZÃO DE ATIVIDADE


LABORATIVA EXTRAMUROS. RECURSO REPETITIVO (ART. 543-C DO CPC E RES.
8/2008-STJ). TEMA 917. É possível a remição de parte do tempo de execução da pena
quando o condenado, em regime fechado ou semiaberto, desempenha atividade
laborativa extramuros.

● STJ, Súmula 535 A prática de falta grave não interrompe o prazo para fim de
comutação de pena ou indulto. Terceira Seção, aprovada em 10/6/2015, DJe 15/6/2015
(Informativo 564).

● STJ, Súmula 534 A prática de falta grave interrompe a contagem do prazo para
a progressão de regime de cumprimento de pena, o qual se reinicia a partir do
cometimento dessa infração. Terceira Seção, aprovada em 10/6/2015, DJe 15/6/2015
(Informativo 564).

● DIREITO PENAL. CONCESSÃO DE TRABALHO EXTERNO EM EMPRESA


FAMILIAR. O fato de o irmão do apenado ser um dos sócios da empresa empregadora
não constitui óbice à concessão do benefício do trabalho externo, ainda que se
argumente sobre o risco de ineficácia da realização do trabalho externo devido à
fragilidade na fiscalização. Com efeito, a execução criminal visa ao retorno do condenado
ao convívio em sociedade, com o escopo de reeducá-lo e ressocializá-lo, sendo que o
trabalho é essencial para esse processo (STJ, Informativo 569).

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● DIREITO PENAL. PERDA DOS DIAS REMIDOS EM RAZÃO DE


COMETIMENTO DE FALTA GRAVE. A prática de falta grave impõe a decretação da
perda de até 1/3 dos dias remidos, devendo a expressão “poderá” contida no art. 127 da
Lei 7.210/1984, com a redação que lhe foi conferida pela Lei 12.432/2011, ser
interpretada como verdadeiro poder-dever do magistrado, ficando no juízo de
discricionariedade do julgador apenas a fração da perda, que terá como limite máximo
1/3 dos dias remidos (STJ, Informativo 559).
● DIREITO PENAL. REMIÇÃO DA PENA PELO ESTUDO EM DIAS NÃO ÚTEIS.
A remição da pena pelo estudo deve ocorrer independentemente de a atividade estudantil
ser desenvolvida em dia não útil (STJ, Informativo 556).

● STJ, SÚMULA N. 562 É possível a remição de parte do tempo de execução da


pena quando o condenado, em regime fechado ou semiaberto, desempenha atividade
laborativa, ainda que extramuros. Terceira Seção, aprovada em 24/2/2016, DJe
29/2/2016 (Informativo n. 577).

● Corte Especial DIREITO PROCESSUAL PENAL. EXECUÇÃO PROVISÓRIA


DE PENA. Pendente o trânsito em julgado do acórdão condenatório apenas pela
interposição de recurso de natureza extraordinária, é possível a execução de pena
(Informativo 582)

● Sexta Turma DIREITO PROCESSUAL PENAL. EXECUÇÃO PROVISÓRIA DE


PENA EM AÇÃO PENAL ORIGINÁRIA. É possível a execução provisória de pena
imposta em acordão condenatório proferido em ação penal de competência originária de
tribunal (STJ, Informativo 581).

● A não observância do perímetro estabelecido para monitoramento de


tornozeleira eletrônica configura mero descumprimento de condição obrigatória que
autoriza a aplicação de sanção disciplinar, mas não configura, mesmo em tese, a prática
de falta grave. Ocorre, contudo, que em casos outros, o apenado deixa de manter o
aparelho em funcionamento, restando impossível o seu monitoramento eletrônico, o que

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até poderia equivaler, em última análise, à própria fuga, diversamente do que ocorre no
presente caso, em que há mera inobservância do perímetro de inclusão declarado para
o período noturno, que foi detectado pelo próprio rastreamento do sistema de GPS,
mantendo-se assim o condenado sob normal vigilância. (STJ, Informativo n. 595.)

CRIMES CONTRA A PESSOA.

● DIREITO PENAL. POSSIBILIDADE DA PRÁTICA DE CALÚNIA, DIFAMAÇÃO


E INJÚRIA POR MEIO DA DIVULGAÇÃO DE UMA ÚNICA CARTA. É possível que
se impute de forma concomitante a prática dos crimes de calúnia, de difamação e de
injúria ao agente que divulga em uma única carta dizeres aptos a configurar os
referidos delitos, sobretudo no caso em que os trechos utilizados para caracterizar o
crime de calúnia forem diversos dos empregados para demonstrar a prática do crime
de difamação (STJ, Informativo 557).

● DIREITO PENAL. MORTE INSTANTÂNEA DA VÍTIMA E OMISSÃO DE


SOCORRO COMO CAUSA DE AUMENTO DE PENA. No homicídio culposo, a morte
instantânea da vítima não afasta a causa de aumento de pena prevista no art. 121, §
4°, do CP – deixar de prestar imediato socorro à vítima –, a não ser que o óbito seja
evidente, isto é, perceptível por qualquer pessoa (STJ, Informativo 554).

● DIREITO PENAL. CRIME DE LESÃO CORPORAL QUALIFICADO PELA


DEFORMIDADE PERMANENTE. A qualificadora “deformidade permanente” do crime
de lesão corporal (art. 129, § 2º, IV, do CP) não é afastada por posterior cirurgia
estética reparadora que elimine ou minimize a deformidade na vítima. Isso porque, o
fato criminoso é valorado no momento de sua consumação, não o afetando
providências posteriores, notadamente quando não usuais (pelo risco ou pelo custo,
como cirurgia plástica ou de tratamentos prolongados, dolorosos ou geradores do
risco de vida) e promovidas a critério exclusivo da vítima (STJ, Informativo 562).

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● DIREITO PENAL. COMPATIBILIDADE ENTRE A AGRAVANTE DO ART. 62,


I, DO CP E A CONDIÇÃO DE MANDANTE DO DELITO. Em princípio, não é
incompatível a incidência da agravante do art. 62, I, do CP ao autor intelectual do
delito (mandante). DIREITO PENAL. COMPATIBILIDADE ENTRE A AGRAVANTE
DO ART. 62, I, DO CP E A CONDIÇÃO DE MANDANTE DO DELITO. Em princípio,
não é incompatível a incidência da agravante do art. 62, I, do CP ao autor intelectual
do delito (mandante) (STJ, Informativo 580).

● DIREITO PENAL. HIPÓTESE DE INEXISTÊNCIA DE MOTIVO FÚTIL EM


HOMÍCIDIO DECORRENTE DA PRÁTICA DE “RACHA”. Não incide a qualificadora
de motivo fútil (art. 121, § 2°, II, do CP), na hipótese de homicídio supostamente
praticado por agente quedisputava “racha”, quando o veículo por ele conduzido – em
razão de choque com outro automóvel também participante do “racha” – tenha
atingido o veículo da vítima, terceiro estranho à disputa automobilística (STJ,
Informativo 583).

● DIREITO PENAL. HIPÓTESE DE INEXISTÊNCIA DE MOTIVO FÚTIL EM


HOMÍCIDIO DECORRENTE DA PRÁTICA DE “RACHA”. Não incide a qualificadora
de motivo fútil (art. 121, § 2°, II, do CP), na hipótese de homicídio supostamente
praticado por agente que disputava “racha”, quando o veículo por ele conduzido – em
razão de choque com outro automóvel também participante do “racha” – tenha
atingido o veículo da vítima, terceiro estranho à disputa automobilística (STJ,
Informativo 583).

CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO.

● DIREITO PENAL. MOMENTO CONSUMATIVO DO CRIME DE ROUBO.


RECURSO REPETITIVO (ART. 543-C DO CPC E RES. 8/2008-STJ). TEMA 916.
Consuma-se o crime de roubo com a inversão da posse do bem, mediante emprego
de violência ou grave ameaça, ainda que por breve tempo e em seguida a

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perseguição imediata ao agente e recuperação da coisa roubada, sendo prescindível


a posse mansa e pacífica ou desvigiada (STJ, Informativo 569).

● DIREITO PENAL. MOMENTO CONSUMATIVO DO CRIME DE FURTO.


RECURSO REPETITIVO (ART. 543-C DO CPC E RES. 8/2008-STJ). TEMA 934.
Consuma-se o crime de furto com a posse de fato da res furtiva, ainda que por breve
espaço de tempo e seguida de perseguição ao agente, sendo prescindível a posse
mansa e pacífica ou desvigiada.

● DIREITO PENAL. FURTO PRATICADO NO INTERIOR DE


ESTABELECIMENTO COMERCIAL GUARNECIDO POR MECANISMO DE
VIGILÂNCIA E DE SEGURANÇA. RECURSO REPETITIVO (ART. 543-C DO CPC E
RES. 8/2008-STJ). TEMA 924. A existência de sistema de segurança ou de vigilância
eletrônica não torna impossível, por si só, o crime de furto cometido no interior de
estabelecimento comercial.

● DIREITO PENAL. CRIME DE DANO PRATICADO CONTRA A CEF. O crime


de dano (art. 163 do CP) não será qualificado (art. 163, parágrafo único, III) pelo fato
de ser praticado contra o patrimônio da Caixa Econômica Federal (CEF). (STJ,
Informativo 567).

● DIREITO PENAL. HIPÓTESE DE INAPLICABILIDADE DO PRINCÍPIO DA


CONSUNÇÃO. O delito de estelionato não será absorvido pelo de roubo na hipótese
em que o agente, dias após roubar um veículo e os objetos pessoais dos seus
ocupantes, entre eles um talonário de cheques, visando obter vantagem ilícita,
preenche uma de suas folhas e, diretamente na agência bancária, tenta sacar a
quantia nela lançada. Isso porque a falsificação da cártula, no caso, não é mero
exaurimento do crime antecedente, porquanto há diversidade de desígnios e de bens
jurídicos lesados. Dessa forma, inaplicável o princípio da consunção. (STJ,
Informativo 562).

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● DIREITO PENAL. VEDAÇÃO DA FIXAÇÃO DE REGIME PRISIONAL MAIS


SEVERO DO QUE AQUELE ABSTRATAMENTE IMPOSTO. No crime de roubo, o
emprego de arma de fogo não autoriza, por si só, a imposição do regime inicial
fechado se, primário o réu, a pena-base foi fixada no mínimo legal. Nesse sentido,
dispõe a Súmula 440 do STJ que, “fixada a pena-base no mínimo legal, é vedado o
estabelecimento de regime prisional mais gravoso do que o cabível em razão da
sanção imposta, com base apenas na gravidade abstrata do delito”; e a Súmula 719
do STF, “a imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada
permitir exige motivação idônea”(STJ, Informativo 562).

● DIREITO PENAL. QUALIFICADORA DA DESTREZA NO CRIME DE FURTO.


No crime de furto, não deve ser reconhecida a qualificadora da “destreza” (art. 155, §
4º, II, do CP) caso inexista comprovação de que o agente tenha se valido de
excepcional – incomum – habilidade para subtrair a coisa que se encontrava na posse
da vítima sem despertar-lhe a atenção (STJ, Informativo 554).

● DIREITO PENAL. ESTELIONATO JUDICIAL E USO DE DOCUMENTO


FALSO. Não se adequa ao tipo penal de estelionato (art. 171, § 3º, do CP) – podendo,
contudo, caracterizar o crime de uso de documento falso (art. 304 do CP) – a conduta
do advogado que, utilizando-se de procurações com assinatura falsa e comprovantes
de residência adulterados, propôs ações indenizatórias em nome de terceiros com
objetivo de obter para si vantagens indevidas, tendo as irregularidades sido constadas
por meio de perícia determinada na própria demanda indenizatória. De fato, não se
configura o crime de estelionato judiciário (art. 171, § 3º, do CP) quando é possível
ao magistrado, durante o curso do processo, ter acesso às informações que
caracterizam a fraude (STJ, Informativo 554).

● DIREITO PENAL. DIFERENÇA ENTRE ESTELIONATO E CRIME CONTRA O


SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL. Configura o crime contra o Sistema Financeiro
do art. 6º da Lei 7.492/1986 – e não estelionato, do art. 171 do CP – a falsa promessa
de compra de valores mobiliários feita por falsos representantes de investidores

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estrangeiros para induzir investidores internacionais a transferir antecipadamente


valores que diziam ser devidos para a realização das operações.

● DIREITO PENAL. ESTELIONATO CONTRA A PREVIDÊNCIA SOCIAL E


DEVOLUÇÃO DA VANTAGEM INDEVIDA ANTES DO RECEBIMENTO DA
DENÚNCIA. Não extingue a punibilidade do crime de estelionato previdenciário (art.
171, § 3º, do CP) a devolução à Previdência Social, antes do recebimento da
denúncia, da vantagem percebida ilicitamente, podendo a iniciativa, eventualmente,
caracterizar arrependimento posterior, previsto no art. 16 do CP (STJ, Informativo
559).

● Configura o delito de extorsão (art. 158 do CP) a conduta de agente que


submete vítima à grave ameaça espiritual que se revelou idônea a atemorizá-la e
compeli-la a realizar o pagamento de vantagem econômica indevida. Os meios
empregados foram idôneos, tanto que ensejaram a intimidação da vítima, a
consumação e o exaurimento da extorsão. (STJ, Informativo n.598).

● DIREITO PENAL. HIPÓTESE DE CONFIGURAÇÃO DE CRIME ÚNICO DE


ROUBO. No delito de roubo, se a intenção do agente é direcionada à subtração de
um único patrimônio, estará configurado apenas um crime, ainda que, no modus
operandi, seja utilizada violência ou grave ameaça contra mais de uma pessoa para
a consecução do resultado pretendido.. Em suma, como o roubo é um crime contra o
patrimônio, deve-se concluir que, se a intenção do agente é direcionada à subtração
de um único patrimônio, estará configurado apenas um crime, ainda que, no modus
operandi, seja utilizada violência ou grave ameaça contra mais de uma pessoa (STJ,
Informativo 556).

● DIREITO PENAL. FURTO QUALIFICADO PRATICADO DURANTE O


REPOUSO NOTURNO. A causa de aumento de pena prevista no § 1° do art. 155 do

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CP – que se refere à prática do crime durante o repouso noturno – é aplicável tanto


na forma simples (caput) quanto na forma qualificada (§ 4°) do delito de furto (STJ,
Informativo 554).

● STJ, SÚMULA N. 567 Sistema de vigilância realizado por monitoramento


eletrônico ou por existência de segurança no interior de estabelecimento comercial,
por si só, não torna impossível a configuração do crime de furto. Terceira Seção,
aprovada em 24/2/2016, DJe 29/2/2016 (Informativo n. 577).

● O fato de síndico de condomínio edilício ter se apropriado de valores


pertencentes ao condomínio para efetuar pagamento de contas pessoais não implica
o aumento de pena 144 descrito no art. 168, § 1°, II, do CP (o qual incide em razão
de o agente de apropriação indébita ter recebido a coisa na qualidade de “síndico”).
Isso porque, conforme entendimento doutrinário, o “síndico” a que se refere a
majorante do inciso II do § 1º do art. 168 do CP é o “administrador judicial” (Lei n.
11.101/2005), ou seja, o profissional nomeado pelo juiz e responsável pela condução
do processo de falência ou de recuperação judicial (STJ, Informativo 584).

● DIREITO PENAL. AUMENTO DE PENA-BASE FUNDADO NA CONFIANÇA


DA VÍTIMA NO AUTOR DE ESTELIONATO. O cometimento de estelionato em
detrimento de vítima que conhecia o autor do delito e lhe depositava total confiança
justifica a exasperação da pena-base. De fato, tendo sido apontados argumentos
idôneos e diversos do tipo penal violado que evidenciam como desfavoráveis as
circunstâncias do crime, não há constrangimento ilegal na valoração negativa dessa
circunstância judicial (HC 86.409-MS, Sexta Turma, DJe 23/10/2014). HC 332.676-
PE, Rel. Min. Ericson Maranho (Desembargador convocado do TJ/SP), julgado em
17/12/2015, DJe 3/2/2016 (STJ, Informativo n. 576).

● É possível a utilização de inquéritos policiais e/ou ações penais em curso para


formação da convicção de que o réu se dedica a atividades criminosas, de modo a
afastar o benefício legal previsto no artigo 33, § 4º, da Lei 11.343/06. Mister salientar
que não se pretende tornar regra que a existência de inquérito ou ação penal obste o
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benefício em todas as situações, mas sua avaliação para concluir se o réu é dedicado
a atividades criminosas também não pode ser vedada de forma irrestrita, de modo a
permitir a avaliação pelo magistrado em cada caso concreto. (STJ, EREsp 1.431.091-
SP, DJe 1/2/2017) (STJ, Informativo 596).

CRIMES CONTRA A PROPRIEDADE IMATERIAL.

● DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. COMPROVAÇÃO DA


MATERIALIDADE DO DELITO DE VIOLAÇÃO DE DIREITO AUTORAL. RECURSO
REPETITIVO (ART. 543-C DO CPC E RES. 8/2008-STJ). TEMA 926. É suficiente, para
a comprovação da materialidade do delito previsto no art. 184, § 2º, do CP, a perícia
realizada, por amostragem, sobre os aspectos externos do material apreendido, sendo
desnecessária a identificação dos titulares dos direitos autorais violados ou de quem os
represente.

CRIMES CONTRA A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO.

● DIREITO PENAL. COMPETÊNCIA PARA PROCESSAR E JULGAR CRIME


PREVISTO NO ART. 297, § 4º, DO CP. Compete à Justiça Federal – e não à Justiça
Estadual – processar e julgar o crime caracterizado pela omissão de anotação de vínculo
empregatício na CTPS (art. 297, § 4º, do CP) (STJ, Informativo 554).

CRIMES CONTRA A DIGNIDADE SEXUAL.

● DIREITO PENAL. CONFIGURAÇÃO DO CRIME DE ESTUPRO DE


VULNERÁVEL. RECURSO REPETITIVO (ART. 543-C DO CPC E RES. 8/2008-STJ).

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TEMA 918. Para a caracterização do crime de estupro de vulnerável previsto no art. 217-
A, caput, do Código Penal, basta que o agente tenha conjunção carnal ou pratique
qualquer ato libidinoso com pessoa menor de 14 anos; o consentimento da vítima, sua
eventual experiência sexual anterior ou a existência de relacionamento amoroso entre o
agente e a vítima não afastam a ocorrência do crime.

● DIREITO PENAL. AUMENTO DE PENA NO MÁXIMO PELA CONTINUIDADE


DELITIVA EM CRIME SEXUAL. Constatando-se a ocorrência de diversos crimes sexuais
durante longo período de tempo, é possível o aumento da pena pela continuidade delitiva
no patamar máximo de 2/3 (art. 71 do CP), ainda que sem a quantificação exata do
número de eventos criminosos (STJ, Informativo 559).

● DIREITO PENAL. IMPOSSIBILIDADE DE APLICAÇÃO CONCOMITANTE DA


CONTINUIDADE DELITIVA COMUM E ESPECÍFICA. Se reconhecida a continuidade
delitiva específica entre estupros praticados contra vítimas diferentes, deve ser aplicada
exclusivamente a regra do art. 71, parágrafo único, do Código Penal, mesmo que, em
relação a cada uma das vítimas, especificamente, também tenha ocorrido a prática de
crime continuado. A quantidade de infrações praticadas quanto a todas as vítimas deve
ser avaliada de uma só vez, refletindo na fixação do patamar de aumento decorrente da
incidência do crime continuado específico, em cuja estipulação também deverão ser
observadas as demais circunstâncias mencionadas no art. 71, parágrafo único, do CP.
Esse procedimento não faz com que a continuidade delitiva existente em relação a cada
vítima específica deixe de ser considerada, mas apenas com que a sua valoração seja
feita em conjunto, o que é possível porque os parâmetros mínimo e máximo de aumento
previstos no art. 71, parágrafo único, são mais amplos do que aqueles estabelecidos no
caput do mesmo artigo (STJ, Informativo 573).
● DIREITO PENAL. CONSUMAÇÃO DO CRIME DE ATENTADO VIOLENTO AO
PUDOR MEDIANTE VIOLÊNCIA PRESUMIDA. Considera-se consumado o delito de
atentado violento ao pudor cometido por agente que, antes da vigência da Lei
12.015/2009, com o intuito de satisfazer sua lascívia, levou menor de 14 anos a um
quarto, despiu-se e começou a passar as mãos no corpo da vítima enquanto lhe retirava

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as roupas, ainda que esta tenha fugido do local antes da prática de atos mais invasivos
(STJ, Informativo 555).

● DIREITO PENAL. CRIME SEXUAL PRATICADO CONTRA MENOR DE 14


ANOS E REDUÇÃO DA PENABASE PAUTADA NO COMPORTAMENTO DA VÍTIMA.
Em se tratando de crime sexual praticado contra menor de 14 anos, a experiência sexual
anterior e a eventual homossexualidade do ofendido não servem para justificar a
diminuição da pena-base a título de comportamento da vítima (STJ, Informativo 555).

● DIREITO PENAL. RECONHECIMENTO DE PROTEÇÃO JURÍDICA A


PROFISSIONAIS DO SEXO. Ajusta-se à figura típica prevista no art. 345 do CP
(exercício arbitrário das próprias razões) – e não à prevista no art. 157 do CP (roubo) –
a conduta da prostituta maior de dezoito anos e não vulnerável que, ante a falta do
pagamento ajustado com o cliente pelo serviço sexual prestado, considerando estar
exercendo pretensão legítima, arrancou um cordão com pingente folheado a ouro do
pescoço dele como forma de pagamento pelo serviço sexual praticado mediante livre
disposição de vontade dos participantes e desprovido de violência não consentida ou
grave ameaça (STJ, Informativo 584)

CRIMES CONTRA A INCOLUMIDADE PÚBLICA.

● DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. FLAGRANTE NO CRIME DE


CONCUSSÃO. No crime de concussão, a situação de flagrante delito configura-se
pela exigência – e não pela entrega – da vantagem indevida. Isso porque a concussão

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é crime formal, que se consuma com a exigência da vantagem indevida. Assim, a


eventual entrega do exigido se consubstancia mero exaurimento do crime
previamente consumado. HC 266.460-ES, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca,
julgado em 11/6/2015, DJe 17/6/2015 (Informativo 564).

CRIMES CONTRA A FÉ PÚBLICA.

● Súmula 522 A conduta de atribuir-se falsa identidade perante autoridade


policial é típica, ainda que em situação de alegada autodefesa. Terceira Seção, aprovada
em 25/3/2015, DJe 6/4/2015 (STJ, Informativo 558).

● DIREITO PENAL. ESTELIONATO JUDICIAL E USO DE DOCUMENTO


FALSO. Não se adequa ao tipo penal de estelionato (art. 171, § 3º, do CP) – podendo,
contudo, caracterizar o crime de uso de documento falso (art. 304 do CP) – a conduta do
advogado que, utilizando-se de procurações com assinatura falsa e comprovantes de
residência adulterados, propôs ações indenizatórias em nome de terceiros com objetivo
de obter para si vantagens indevidas, tendo as irregularidades sido constadas por meio
de perícia determinada na própria demanda indenizatória. De fato, não se configura o
crime de estelionato judiciário (art. 171, § 3º, do CP) quando é possível ao magistrado,
durante o curso do processo, ter acesso às informações que caracterizam a fraude (STJ,
Informativo 554).

● DIREITO PENAL. INAPLICABILIDADE DO ARREPENDIMENTO POSTERIOR


AO CRIME DE MOEDA FALSA. Não se aplica o instituto do arrependimento posterior ao
crime de moeda falsa. No crime de moeda falsa – cuja consumação se dá com a
falsificação da moeda, sendo irrelevante eventual dano patrimonial imposto a terceiros –
, a vítima é a coletividade como um todo, e o bem jurídico tutelado é a fé pública, que
não é passível de reparação. Desse modo, os crimes contra a fé pública, semelhantes
aos demais crimes não patrimoniais em geral, são incompatíveis com o instituto do

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arrependimento posterior, dada a impossibilidade material de haver reparação do dano


causado ou a restituição da coisa subtraída (Informativo 554).

CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA.

● DIREITO PENAL. DESCAMINHO E EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE. O


pagamento do tributo devido não extingue a punibilidade do crime de descaminho (art.
334 do CP ) (STJ, Informativo 555).

● DIREITO PENAL. CRIME DE COAÇÃO NO CURSO DE PROCEDIMENTO


INVESTIGATÓRIO CRIMINAL (PIC). O crime de coação no curso do processo (art. 344
do CP) pode ser praticado no decorrer de Procedimento Investigatório Criminal
instaurado no âmbito do Ministério Público. Isso porque, além de o PIC servir para os
mesmos fins e efeitos do inquérito policial, o STJ já reconheceu que, mesmo as ameaças
proferidas antes da formalização do inquérito caracterizam o crime de coação no curso
do processo, desde que realizadas com o intuito de influenciar o resultado de eventual
investigação criminal (STJ, Informativo 568).

● A reiteração criminosa inviabiliza a aplicação do princípio da insignificância nos


crimes de descaminho, ressalvada a possibilidade de, no caso concreto, as instâncias
ordinárias verificarem que a medida é socialmente recomendável. D (STJ, Informativo n.
575).

● DIREITO PENAL. CRIME DE CONTRABANDO E IMPORTAÇÃO DE COLETE


À PROVA DE BALAS. Configura crime de contrabando a importação de colete à prova
de balas sem prévia autorização do Comando do Exército (Informativo 577).

● O art. 331 do CP, que prevê a figura típica do desacato, é incompatível com o
art. 13 do Pacto de São José da Costa Rica, do qual a República Federativa do Brasil é
signatária (STJ, REsp 1.640.084-SP, DJe 1/2/2017) (STJ, Informativo 596).

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● Não autoriza a desclassificação do crime de denunciação caluniosa (art. 339


do CP) para a conduta do art. 340 do mesmo Estatuto, o fato de que aqueles que foram
falsamente apontados como autores do delito inexistente não tenham chegado a ser
indiciados no curso do inquérito policial, em virtude da descoberta da inveracidade da
imputação (STJ, REsp 1.482.925-MG, DJe 25/10/2016) (STJ, Informativo 592).

CRIMES CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA (LEI Nº 8.137/1990).

● DIREITO PENAL. TERMO INICIAL DO PRAZO PRESCRICIONAL DO CRIME


PREVISTO NO ART. 2º, I, DA LEI 8.137/1990. 225 O termo inicial do prazo prescricional
da pretensão punitiva do crime previsto no art. 2º, I, da Lei 8.137/1990 (“fazer declaração
falsa ou omitir declaração sobre rendas, bens ou fatos, ou empregar outra fraude, para
eximir-se, total ou parcialmente, de pagamento de tributo”) é a data em que a fraude é
perpetrada, e não a data em que ela é descoberta. Isso porque o referido tipo tem
natureza de crime formal, instantâneo, sendo suficiente a conduta instrumental, haja vista
não ser necessária a efetiva supressão ou redução do tributo para a sua consumação,
bastando o emprego da fraude. (STJ, Informativo 568).

● DIREITO PENAL. EFEITOS DA SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DE


CRÉDITO TRIBUTÁRIO NA PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA. A prescrição
da pretensão punitiva do crime de apropriação indébita previdenciária (art. 168-A do CP)
permanece suspensa enquanto a exigibilidade do crédito tributário estiver suspensa em
razão de decisão de antecipação dos efeitos da tutela no juízo cível. Isso porque a
decisão cível acerca da exigibilidade do crédito tributário repercute diretamente no
reconhecimento da própria existência do tipo penal, visto ser o crime de apropriação
indébita previdenciária um delito de natureza material, que pressupõe, para sua
consumação, a realização do lançamento tributário definitivo (STJ, Informativo 556).

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● DIREITO PENAL. DESCAMINHO E EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE. O


pagamento do tributo devido não extingue a punibilidade do crime de descaminho (art.
334 do CP ) (STJ, Informativo 555).

● DIREITO PENAL. PRESCRIÇÃO TRIBUTÁRIA EM EXECUÇÃO FISCAL E


TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL POR CRIME MATERIAL CONTRA A ORDEM
TRIBUTÁRIA. O reconhecimento de prescrição tributária em execução fiscal não é capaz
de justificar o trancamento de ação penal referente aos crimes contra a ordem tributária
previstos nos incisos II e IV do art. 1° da Lei n. 8.137/1990 (STJ, Informativo 579).

● DIREITO PENAL. TIPICIDADE DA OMISSÃO NA APRESENTAÇÃO DE


DECLARAÇÃO AO FISCO. A omissão na entrega da Declaração de Informações
Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ) consubstancia conduta apta a firmar a
tipicidade do crime de sonegação fiscal previsto no art. 1º, I, da Lei n. 8.137/1990, ainda
que o FISCO disponha de outros meios para constituição do crédito tributário (STJ,
Informativo 579).

● DIREITO PENAL. ATIPICIDADE PENAL DO EXERCÍCIO DA ACUPUNTURA.


161 O exercício da acupuntura não configura o delito previsto no art. 282 do CP (exercício
ilegal da medicina, arte dentária ou farmacêutica) (STJ, Informativo 578).

● DIREITO PENAL. VENDA DE MEDICAMENTOS VENCIDOS COMO CAUSA


DE AUMENTO DE PENA PREVISTA NO ART. 12, III, DA LEI 8.137/1990. Quando o
produto vendido for medicamento vencido, será possível aplicar a causa de aumento
prevista no art. 12, III, da Lei n. 8.137/1990 na dosimetria da pena do crime previsto no
art. 7º, IX, da mesma Lei (“vender, ter em depósito para vender ou expor à venda ou, de
qualquer forma, entregar matéria-prima ou mercadoria, em condições impróprias ao
consumo”) (STJ, Informativo 574).

● O pagamento da penalidade pecuniária imposta ao contribuinte que deixa de


atender às exigências da autoridade tributária estadual quanto à exibição de livros e

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documentos fiscais não se adequa a nenhuma das hipóteses de extinção de punibilidade


previstas no parágrafo 2º do artigo 9º da Lei n. 10.864/03. No delito em questão, o bem
jurídico tutelado é a preservação da própria função institucional do Fisco. (STJ,
Informativo n. 598.)

LEI Nº 9.605/1998 E SUAS ALTERAÇÕES (CRIMES CONTRA O MEIO AMBIENTE).

● DIREITO PENAL E AMBIENTAL. CONFIGURAÇÃO DO CRIME DO ART. 48


DA LEI 9.605/1998. A tipificação da conduta descrita no art. 48 da Lei 9.605/1998
prescinde de a área ser de preservação permanente. Isso porque o referido tipo penal
descreve como conduta criminosa o simples fato de “impedir ou dificultar a regeneração
natural de florestas e demais formas de vegetação”. Precedente citado: REsp 849.423-
SP, Quinta Turma, DJ 16/10/2006. AgRg no REsp 1.498.059-RS, Rel. Min. Leopoldo de
Arruda Raposo (Desembargador Convocado do TJ/PE), julgado em 17/9/2015, DJe
1º/10/2015 (STJ, Informativo 570).

● DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. DESNECESSIDADE DE DUPLA


IMPUTAÇÃO EM CRIMES AMBIENTAIS. É possível a responsabilização penal da
pessoa jurídica por delitos ambientais independentemente da responsabilização
concomitante da pessoa física que agia em seu nome (STJ, Informativo 566).

● DIREITO PENAL. IMPORTAÇÃO E TRANSPORTE ILEGAIS DE


AGROTÓXICO. A conduta consistente em transportar, no território nacional, em
desacordo com as exigências estabelecidas na legislação pertinente, agrotóxicos
importados por terceiro de forma clandestina não se adequa ao tipo de importação ilegal
de substância tóxica (art. 56 da Lei 9.605/1998) caso o agente não tenha ajustado ou
posteriormente aderido à importação ilegal antes da entrada do produto no país, ainda
que o autor saiba da procedência estrangeira e ilegal do produto, subsumindo-se ao tipo
de transporte ilegal de agrotóxicos (art. 15 da Lei 7.802/1989) (STJ, Informativo 568).

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● O crime de edificação proibida (art. 64 da Lei n. 9.605/1998) absorve o crime


de destruição de 99 vegetação (art. 48 da mesma lei) quando a conduta do agente se
realiza com o único intento de construir em local não edificável. Dessa forma, descartada
a possibilidade da configuração do concurso material entre os delitos tipificados nos
artigos 48 e 64 da Lei n. 9.605/1998, correta é a desclassificação para o único crime do
art. 64 da lei ambiental. (STJ, Informativo n. 597.)

16 LEI Nº 9.503/1997 E SUAS ALTERAÇÕES (CRIMES DE TRÂNSITO).

● DIREITO PENAL. CARACTERIZAÇÃO DO CRIME DE ENTREGA DE


DIREÇÃO DE VEÍCULO AUTOMOTOR A PESSOA NÃO HABILITADA. RECURSO
REPETITIVO (ART. 543-C DO CPC E RES. 8/2008-STJ). TEMA 901. É de perigo
abstrato o crime previsto no art. 310 do Código de Trânsito Brasileiro. Assim, não é 30
exigível, para o aperfeiçoamento do crime, a ocorrência de lesão ou de perigo de dano
concreto na conduta de quem permite, confia ou entrega a direção de veículo automotor
a pessoa não habilitada, com habilitação cassada ou com o direito de dirigir suspenso,
ou ainda a quem, por seu estado de saúde, física ou mental, ou por embriaguez, não
esteja em condições de conduzi-lo com segurança.

● DIREITO PENAL. INDEVIDA EXASPERAÇÃO DA PENA-BASE DE


HOMICÍDIO E DE LESÕES CORPORAIS CULPOSOS PRATICADOS NA DIREÇÃO DE
VEÍCULO AUTOMOTOR. Na primeira fase da dosimetria da pena, o excesso de
velocidade não deve ser considerado na aferição da culpabilidade (art. 59 do CP) do
agente que pratica delito de homicídio e de lesões corporais culposos na direção de
veículo automotor. O excesso de velocidade não constitui fundamento apto a justificar o
aumento da pena-base pela culpabilidade, por ser inerente aos delitos de homicídio
culposo e de lesões corporais culposas praticados na direção de veículo automotor,
caracterizando a imprudência, modalidade de violação do dever de cuidado objetivo,
necessária à configuração dos delitos culposos. (STJ, Informativo 563).

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● DIREITO PENAL. MOTIVOS PARA EXASPERAÇÃO DA PENA-BASE DE


HOMICÍDIO E DE LESÕES CORPORAIS CULPOSOS PRATICADOS NA DIREÇÃO DE
VEÍCULO AUTOMOTOR. O juiz, na análise dos motivos do crime (art. 59 do CP), pode
fixar a pena-base acima do mínimo legal em razão de o autor ter praticado delito de
homicídio e de lesões corporais culposos na direção de veículo automotor, conduzindo-
o com imprudência a fim de levar droga a uma festa. Isso porque o fim de levar droga a
uma festa representa finalidade que desborda das razoavelmente utilizadas para esses
crimes, configurando justificativa válida para o desvalor (STJ, Informativo 563).

● DIREITO PENAL. CARACTERIZAÇÃO DO CRIME DE ENTREGA DE


DIREÇÃO DE VEÍCULO AUTOMOTOR A PESSOA NÃO HABILITADA. Para a
configuração do crime consistente em “permitir, confiar ou entregar a direção de veículo
automotor a pessoa não habilitada, com habilitação cassada ou com o direito de dirigir
suspenso” (art. 310 do CTB), não é exigida a demonstração de perigo concreto de dano.
Isso porque, no referido artigo, não há previsão, quanto ao resultado, de qualquer dano
no mundo concreto, bastando a mera entrega do veículo a pessoa que se sabe inabilitada
para a consumação do tipo penal. Trata-se, portanto, de crime de perigo abstrato (STJ,
Informativo 559).

● DIREITO PENAL. INAPLICABILIDADE DA CAUSA DE AUMENTO DESCRITA


NO ART. 302, § 1º, I, DO CTB EM VIRTUDE DE CNH VENCIDA. O fato de o autor de
homicídio culposo na direção de veículo automotor estar com a CNH vencida não justifica
a aplicação da causa especial de aumento de pena descrita no § 1º, I, do art. 302 do CTB
(STJ, Informativo 581).

LEI Nº 11.343/2006 (LEI DE DROGAS).

● DIREITO PENAL. LIVRAMENTO CONDICIONAL NO CRIME DE


ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. O condenado por associação para o tráfico (art. 35
da Lei 11.343/2006), caso não seja reincidente específico, deve cumprir 2/3 da pena para
fazer jus ao livramento condicional. Isso porque a própria Lei 11.343/2006, no parágrafo

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único do art. 44, prevê requisito objetivo específico para a concessão do livramento
condicional ao delito de associação para o tráfico: “Os crimes previstos nos arts. 33, caput
e § 1º, e 34 a 37 desta Lei são inafiançáveis e insuscetíveis de sursis, graça, indulto,
anistia e liberdade provisória, vedada a conversão de suas penas em restritivas de
direitos. Parágrafo único. Nos crimes previstos no caput deste artigo, dar-se-á o
livramento condicional após o cumprimento de dois terços da pena, vedada sua
concessão ao reincidente específico”. Assim, em observância ao Princípio da
Especialidade, aplica-se o disposto no art. 44, parágrafo único, da Lei 11.343/2006 em
detrimento dos incisos I e II do art. 83 do CP. (STJ, Informativo 568).

● DIREITO PENAL. CONSUMAÇÃO DO CRIME DE TRÁFICO DE DROGAS NA


MODALIDADE ADQUIRIR. A conduta consistente em negociar por telefone a aquisição
de droga e também disponibilizar o veículo que seria utilizado para o transporte do
entorpecente configura o crime de tráfico de drogas em sua forma consumada – e não
tentada –, ainda que a polícia, com base em indícios obtidos por interceptações
telefônicas, tenha efetivado a apreensão do material entorpecente antes que o
investigado efetivamente o recebesse (STJ, Informativo 569).

● DIREITO PENAL. CLASSIFICAÇÃO DE SUBSTÂNCIA COMO DROGA PARA


FINS DA LEI N. 11.343/2006. Classifica-se como “droga”, para fins da Lei n. 11.343/2006
(Lei de Drogas), a substância apreendida que possua canabinoides – característica da
espécie vegetal Cannabis sativa –, ainda que naquela não haja tetrahidrocanabinol (THC)
(STJ, Informativo 582).

● DIREITO PENAL. INAPLICABILIDADE DA MINORANTE PREVISTA NO ART.


33, § 4º, DA LEI DE DROGAS. Ainda que a dedicação a atividades criminosas ocorra
concomitantemente com o exercício de atividade profissional lícita, é inaplicável a causa
especial de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 (Lei de
Drogas) (STJ, Informativo 582).

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● DIREITO PENAL. POSSIBILIDADE DE DESCONSIDERAR CONDENAÇÕES


ANTERIORES PARA FINS DE MAUS ANTECEDENTES. Mostrou-se possível a
aplicação da minorante prevista no § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 em relação a
réu que, apesar de ser tecnicamente primário ao praticar o crime de tráfico, ostentava
duas condenações (a primeira por receptação culposa e a segunda em razão de furto
qualificado pelo concurso de pessoas) cujas penas foram aplicadas no mínimo legal para
ambos os delitos anteriores (respectivamente, 1 mês em regime fechado e 2 anos em
regime aberto, havendo sido concedido sursis por 2 anos), os quais foram perpetrados
sem violência ou grave ameaça contra pessoa, considerando-se ainda, para afastar os
maus antecedentes, o fato de que, até a data da prática do crime de tráfico de drogas,
passaram mais de 8 anos da extinção da punibilidade do primeiro crime e da baixa dos
autos do segundo crime, sem que tenha havido a notícia de condenação do réu por
qualquer outro delito, de que ele se dedicava a atividades delituosas ou de que integrava
organização criminosa (STJ, Informativo 580).

● DIREITO PENAL. APLICAÇÃO DE CAUSA DE AUMENTO DE PENA DA LEI


DE DROGAS AO CRIME DE ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO DE DROGAS COM
CRIANÇA OU ADOLESCENTE. A participação do menor pode ser considerada para
configurar o crime de associação para o tráfico (art. 35) e, ao mesmo tempo, para agravar
a pena como causa de aumento do art. 40, VI, da Lei n. 11.343/2006 (STJ, Informativo
576).

● DIREITO PENAL. APLICAÇÃO DE CAUSA DE AUMENTO DE PENA DA LEI


DE DROGAS ACIMA DO PATAMAR MÍNIMO. O fato de o agente ter envolvido um menor
na prática do tráfico e, ainda, tê-lo retribuído com drogas, para incentivá-lo à traficância
ou ao consumo e dependência, justifica a aplicação, em patamar superior ao mínimo, da
causa de aumento de pena do art. 40, VI, da Lei n. 11.343/2006, ainda que haja fixação
de pena-base no mínimo legal (STJ, Informativo n. 576).

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● DIREITO PENAL. APLICAÇÃO DA MESMA CAUSA DE AUMENTO DE PENA


DA LEI DE DROGAS A MAIS DE UM CRIME. A causa de aumento de pena do art. 40,
VI, da Lei n. 11.343/2006 pode ser aplicada tanto para agravar o crime de tráfico de
drogas (art. 33) quanto para agravar o de associação para o tráfico (art. 35) praticados
no mesmo contexto (STJ, Informativo 576).

● DIREITO PENAL. QUALIFICADORA DO MOTIVO TORPE EM RELAÇÃO AO


MANDANTE DE HOMICÍDIO MERCENÁRIO. O reconhecimento da qualificadora da
“paga ou promessa de recompensa” (inciso I do § 2º do art. 121) em relação ao executor
do crime de homicídio mercenário não qualifica automaticamente o delito em relação ao
mandante, nada obstante este possa incidir no referido dispositivo caso o motivo que o
tenha levado a empreitar o óbito alheio seja torpe (STJ, Informativo 575).

● Na hipótese de o delito praticado pelo agente e pelo menor de 18 anos não


estar previsto nos arts. 33 a 37 da Lei de Drogas, o réu poderá ser condenado pelo crime
de corrupção de menores, porém, se a conduta estiver tipificada em um desses artigos
(33 a 37), não será possível a condenação por aquele delito, mas apenas a majoração
da sua pena com base no art. 40, VI, da Lei n. 11.343/2006. Assim, se a hipótese versar
sobre concurso de agentes envolvendo menor de dezoito anos com a prática de qualquer
dos crimes tipificados nos arts. 33 a 37 da Lei de Drogas, afigura-se juridicamente correta
a imputação do delito em questão, com a causa de aumento do art. 40, VI. Para os
demais casos, aplica-se o art. 244-B, do Estatuto da Criança e do Adolescente, conforme
entendimento doutrinário. (STJ, Informativo n. 595.)

LEI Nº 10.826/2003 E SUAS ALTERAÇÕES (ESTATUTO DO DESARMAMENTO).

● DIREITO PENAL. GUARDA DE ARMA DE FOGO DE USO PERMITIDO COM


REGISTRO VENCIDO. Manter sob guarda, no interior de sua residência, arma de fogo
de uso permitido com registro vencido não configura o crime do art. 12 da Lei 10.826/2003
(Estatuto do Desarmamento)(STJ, Informativo 572).

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● DIREITO PENAL. GUARDA DE MUNIÇÃO DE ARMA DE USO RESTRITO


POR CONSELHEIRO DE TRIBUNAL DE CONTAS. O Conselheiro do Tribunal de Contas
Estadual que mantém sob sua guarda munição de arma de uso restrito não comete o
crime do art. 16 da Lei 10.826/2003 (Estatuto do Desarmamento). Sendo Conselheiro do
Tribunal de Contas Estadual, o agente estaria equiparado, por simetria constitucional, a
magistrado (arts. 73, § 3º, e 75 da CF). (STJ, Informativo 572).

● DIREITO PENAL. PORTE DE ARMA DE FOGO POR POLICIAL CIVIL


APOSENTADO. O porte de arma de fogo a que têm direito os policiais civis (arts. 6º da
Lei 10.826/2003 e 33 do Decreto 5.123/2014) não se estende aos policiais aposentados.
Isso porque, de acordo com o art. 33 do Decreto 5.123/2004, que regulamentou o art. 6º
da Lei 10.826/2003, o porte de arma de fogo está condicionado ao efetivo exercício das
funções institucionais por parte dos policiais, motivo pelo qual não se estende aos
aposentados (STJ, Informativo 554).

● DIREITO PENAL. TIPICIDADE DA CONDUTA DE POSSE ILEGAL DE ARMA


DE FOGO DE USO PERMITIDO COM REGISTRO VENCIDO. A conduta do agente de
possuir, no interior de sua residência, armas de fogo e munições de uso permitido com
os respectivos registros vencidos pode configurar o crime previsto no art. 12 do Lei
10.826/2003 (Estatuto do Desarmamento) (STJ, Informativo 570).

● DIREITO PENAL. ATIPICIDADE DA CONDUTA DE PORTE ILEGAL DE


ARMA DE FOGO INEFICAZ. Demonstrada por laudo pericial a total ineficácia da arma
de fogo e das munições apreendidas, deve ser reconhecida a atipicidade da conduta do
agente que detinha a posse do referido artefato e das aludidas munições de uso proibido,
sem autorização e em desacordo com a determinação legal/regulamentar (STJ,
Informativo 570).

● DIREITO PENAL. PORTE DE ARMA DE FOGO POR VIGIA APÓS O


HORÁRIO DE EXPEDIENTE. O fato de o empregador obrigar seu empregado a portar
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arma de fogo durante o exercício das atribuições de vigia não caracteriza coação moral
irresistível (art. 22 do CP) capaz de excluir a culpabilidade do crime de “porte ilegal de
arma de fogo de uso permitido” (art. 14 da Lei n. 10.826/2003) atribuído ao empregado
que tenha sido flagrado portando, em via pública, arma de fogo, após o término do
expediente laboral, no percurso entre o trabalho e a sua residência (STJ, Informativo n.
581).

● É típica e antijurídica a conduta de policial civil que, mesmo autorizado a portar


ou possuir arma de 100 fogo, não observa as imposições legais previstas no Estatuto do
Desarmamento, que impõem registro das armas no órgão competente 3. Em função dos
próprios objetivos da Lei do Desarmamento, o postulado da insignificância deve ser
aferido caso a caso, de forma excepcional, para verificar a presença dos vetores já
assinalados pelo Supremo Tribunal Federal. (STJ, Informativo n. 597.)

LEI Nº 8.078/1990 E SUAS ALTERAÇÕES (CÓDIGO DE PROTEÇÃO E DEFESA DO


CONSUMIDOR).

● DIREITO PENAL. NECESSIDADE DE PERÍCIA PARA DEMONSTRAR QUE


A MERCADORIA ESTÁ IMPRÓPRIA PARA O CONSUMO EM CRIME CONTRA A
RELAÇÃO DE CONSUMO. Para caracterizar o delito previsto no art. 7º, IX, da Lei
8.137/1990 (crime contra relação de consumo), é imprescindível a realização de perícia
a fim de atestar se as mercadorias apreendidas estão em condições impróprias para o
consumo, não sendo suficiente, para a comprovação da materialidade delitiva, auto de
infração informando a inexistência de registro do Serviço de Inspeção Estadual (SIE) nas
mercadorias expostas à venda (art. 18, § 6º, II, do CDC, c/c decreto estadual que
conceitua os requisitos da propriedade ao consumo de alimentos e bebidas para fins de
comercialização).

LEI Nº 9.613/1998 E SUAS ALTERAÇÕES (LAVAGEM DE DINHEIRO).

3
Essa posição é divergente daquela proferida no Informativo 570.

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● DIREITO PENAL. HIPÓTESE QUE NÃO CARACTERIZA CONTINUIDADE


DELITIVA. 238 Não há continuidade delitiva entre os crimes do art. 6º da Lei 7.492/1986
(Lei dos Crimes contra o Sistema Financeiro Nacional) e os crimes do art. 1º da Lei
9.613/1998 (Lei dos Crimes de “Lavagem” de Dinheiro). Há continuidade delitiva, a teor
do art. 71 do CP, quando o agente, mediante mais de uma ação ou omissão, pratica
crimes da mesma espécie e, em razão das condições de tempo, lugar, maneira de
execução e outras semelhantes, devam os delitos seguintes ser havidos como
continuação do primeiro. Assim, não incide a regra do crime continuado na hipótese, pois
os crimes descritos nos arts. 6º da Lei 7.492/1986 e 1º da Lei 9.613/1998 não são da
mesma espécie (STJ, Informativo 569).

24 LEI Nº 8.069/1990 (ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE).

● DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE E PENAL. TIPIFICAÇÃO DAS


CONDUTAS DE FOTOGRAFAR CENA PORNOGRÁFICA E ARMAZENAR
FOTOGRAFIAS DE CONTEÚDO PORNOGRÁFICO ENVOLVENDO CRIANÇA OU
ADOLESCENTE. Fotografar cena e armazenar fotografia de criança ou adolescente em
poses nitidamente sensuais, com enfoque em seus órgãos genitais, ainda que cobertos
por peças de roupas, e incontroversa finalidade sexual e libidinosa, adequam-se,
respectivamente, aos tipos do art. 240 e 241-B do ECA (STJ, Informativo 577).

LEI Nº 7.492/1986.

● Podem ser sujeitos ativos do crime previsto no art. 6º da Lei 7.492/1986


pessoas naturais que se fizeram passar por membro ou representante de pessoa jurídica
que não tinha autorização do Bacen para funcionar como instituição financeira (STJ,
Informativo 569).

● DIREITO PENAL. DIFERENÇA ENTRE ESTELIONATO E CRIME CONTRA O


SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL. Configura o crime contra o Sistema Financeiro do
art. 6º da Lei 7.492/1986 – e não estelionato, do art. 171 do CP – a falsa promessa de

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compra de valores mobiliários feita por falsos representantes de investidores estrangeiros


para induzir investidores internacionais a transferir antecipadamente valores que diziam
ser devidos para a realização das operações (STJ, Informativo 569).

● DIREITO PENAL. HIPÓTESE QUE NÃO CARACTERIZA CONTINUIDADE


DELITIVA. 238 Não há continuidade delitiva entre os crimes do art. 6º da Lei 7.492/1986
(Lei dos Crimes contra o Sistema Financeiro Nacional) e os crimes do art. 1º da Lei
9.613/1998 (Lei dos Crimes de “Lavagem” de Dinheiro). Há continuidade delitiva, a teor
do art. 71 do CP, quando o agente, mediante mais de uma ação ou omissão, pratica
crimes da mesma espécie e, em razão das condições de tempo, lugar, maneira de
execução e outras semelhantes, devam os delitos seguintes ser havidos como
continuação do primeiro. Assim, não incide a regra do crime continuado na hipótese, pois
os crimes descritos nos arts. 6º da Lei 7.492/1986 e 1º da Lei 9.613/1998 não são da
mesma espécie (STJ, Informativo 569).

● DIREITO PENAL. CONFIGURAÇÃO DO CRIME DE GESTÃO


FRAUDULENTA DE INSTITUIÇÃO FINANCEIRA. A absolvição quanto ao crime de
emissão, oferecimento ou negociação de títulos fraudulentos (art. 7º da Lei n.
7.492/1986) não ilide a possibilidade de condenação por gestão fraudulenta de instituição
financeira (art. 4º, caput, da Lei n. 7.492/1986) (STJ, Informativo 580).

● DIREITO PENAL. COMPLEXIDADE DO ESQUEMA CRIMINOSO COMO


CIRCUNSTÂNCIA NEGATIVA NA DOSIMETRIA DA PENA DO CRIME DE EVASÃO DE
DIVISAS. Na fixação da pena do crime de evasão de divisas (art. 22, parágrafo único, da
Lei n. 7.492/1986), o fato de o delito ter sido cometido por organização criminosa
complexa e bem estrutura pode ser valorado de forma negativa a título de circunstâncias
do crime (STJ, Informativo 578).

LEI Nº 8.666/1993 E SUAS ALTERAÇÕES.

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● DIREITO PENAL. NÃO OBRIGATORIEDADE DE LICITAÇÃO POR PARTE


DE CONDOMÍNIO EDILÍCIO EM QUE ENTE PÚBLICO SEJA PROPRIETÁRIO DE
FRAÇÃO IDEAL. O síndico de condomínio edilício formado por frações ideais
pertencentes a entes públicos e particulares, ao conceder a sociedade empresária o
direito de explorar serviço de estacionamento em área de uso comum do prédio sem
procedimento licitatório, não comete o delito previsto no art. 90 da Lei 8.666/1993
(“Frustrar ou fraudar, mediante ajuste, combinação ou qualquer outro expediente, o
caráter competitivo do procedimento licitatório, com o intuito de obter, para si ou para
outrem, vantagem decorrente da adjudicação do objeto da licitação”). O condomínio
edilício é ente despersonalizado regido pelo Direito Privado (arts. 1.331 e seguintes do
Código Civil e Lei 4.591/1964 e alterações posteriores). Registre-se que os condomínios
edilícios não figuram dentre aqueles entes obrigados a licitar mencionados no art. 37,
XXI, da CF ou na Lei 8.666/1993 (STJ, Informativo 569).

● DIREITO PENAL. NECESSIDADE DE PERÍCIA PARA DEMONSTRAR QUE


A MERCADORIA ESTÁ IMPRÓPRIA PARA O CONSUMO EM CRIME CONTRA A
RELAÇÃO DE CONSUMO. Para caracterizar o delito previsto no art. 7º, IX, da Lei
8.137/1990 (crime contra relação de consumo), é imprescindível a realização de perícia
a fim de atestar se as mercadorias apreendidas estão em condições impróprias para o
consumo, não sendo suficiente, para a comprovação da materialidade delitiva, auto de
infração informando a inexistência de registro do Serviço de Inspeção Estadual (SIE) nas
mercadorias expostas à venda (art. 18, § 6º, II, do CDC, c/c decreto estadual que
conceitua os requisitos da propriedade ao consumo de alimentos e bebidas para fins de
comercialização) (STJ, Informativo 560).

● O art. 96 da Lei n. 8.666/1993 apresenta hipóteses estreitas de penalidade,


entre as quais não se encontra a fraude na licitação para fins de contratação de serviços
(STJ, REsp 1.571.527-RS, DJe 25/10/2016) (STJ, Informativo 592).

PROCESSO PENAL 2015/2016/2017

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INQUÉRITO POLICIAL.

• DIREITO PROCESSUAL PENAL. TRAMITAÇÃO DIRETA DE INQUÉRITO POLICIAL


ENTRE A POLÍCIA FEDERAL E O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL. Não é ilegal a
portaria editada por Juiz Federal que, fundada na Res. CJF n. 63/2009, estabelece a
tramitação direta de inquérito policial entre a Polícia Federal e o Ministério Público
Federal, respeitada a reserva de jurisdição (STJ, Informativo 574).

PROVAS.

• Quinta Turma DIREITO PROCESSUAL PENAL. ENTREGA ESPONTÂNEA DE


DOCUMENTOS E SIGILO BANCÁRIO. Não configura quebra de sigilo bancário e fiscal
o acesso do MP a recibos e comprovantes de depósitos bancários entregues
espontaneamente pela excompanheira do investigado os quais foram voluntariamente
deixados sob a responsabilidade dela pelo próprio investigado (STJ, Informativo 581).

• Sexta Turma DIREITO PROCESSUAL PENAL. EXTRAÇÃO SEM PRÉVIA


AUTORIZAÇÃO JUDICIAL DE DADOS E DE CONVERSAS REGISTRADAS NO
WHATSAPP. Sem prévia autorização judicial, são nulas as provas obtidas pela polícia
por meio da extração de dados e de conversas registradas no whatsapp presentes no
celular do suposto autor de fato delituoso, ainda que o aparelho tenha sido apreendido
no momento da prisão em flagrante (STJ, Informativo 583).

SUJEITOS DO PROCESSO

• Quinta Turma DIREITO PROCESSUAL PENAL. HIPÓTESE DE DEFERIMENTO DE


ASSISTÊNCIA À ACUSAÇÃO. É possível a intervenção dos pais como assistentes da
acusação na hipótese em que o seu filho tenha sido morto, mas, em razão do
reconhecimento de legítima defesa, a denúncia tenha imputado ao réu apenas o crime
de porte ilegal de arma de fogo (STJ, Informativo 574).

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PRISÃO.

• Sexta Turma DIREITO PROCESSUAL PENAL. REGISTRO DE ATOS INFRACIONAIS


NÃO JUSTIFICA PRISÃO PREVENTIVA. No processo penal, o fato de o suposto autor
do crime já ter se envolvido em ato infracional não constitui fundamento idôneo à
decretação de prisão preventiva (STJ, Informativo 576).

PROVA

• É justificável a antecipação da colheita da prova testemunhal com arrimo no art. 366 do


Código de Processo Penal nas hipóteses em que as testemunhas são policiais. O atuar
constante no combate à criminalidade expõe o agente da segurança pública a inúmeras
situações conflituosas com o ordenamento jurídico, sendo certo que as peculiaridades
de cada uma acabam se perdendo em sua memória, seja pela frequência com que
ocorrem, ou pela própria similitude dos fatos, sem que isso configure violação à garantia
da ampla defesa do acusado. De mais a mais, não se pode olvidar que a realização
antecipada de provas não traz prejuízo para a defesa, visto que, além de o ato ser
realizado na presença de defensor nomeado, o comparecimento eventual do réu – e a
consequente retomada do curso processual – lhe permitirá requerer a produção das
provas que julgar necessárias para sua defesa e, ante argumentos idôneos, poderá até
mesmo lograr a repetição da prova produzida antecipadamente.( STJ, Informativo n.
595.).

• Na ocorrência de autuação de crime em flagrante, ainda que seja dispensável ordem


judicial para a apreensão de telefone celular, as mensagens armazenadas no aparelho
estão protegidas pelo sigilo telefônico, que compreende igualmente a transmissão,
recepção ou emissão de símbolos, caracteres, sinais, escritos, imagens, sons ou
informações de qualquer natureza, por meio de telefonia fixa ou móvel ou, ainda, por
meio de sistemas de informática e telemática. Além disso, somente é admitida a quebra
do sigilo quando houve indício razoável da autoria ou participação em infração penal; se
a prova não puder ser obtida por outro meio disponível, em atendimento ao princípio da

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proibição de excesso; e se o fato investigado constituir infração penal punido com pena
de reclusão.(STJ, Informativo n. 593.).

COMPETÊNCIA

• Não compete à Justiça federal processar e julgar queixa-crime proposta por particular
contra particular, somente pelo fato de as declarações do querelado terem sido prestadas
na Procuradoria do Trabalho. A causa não se enquadra em nenhuma das hipóteses do
art. 109 da Constituição Federal e não incidirá, assim, a Súmula n. 165 do STJ, que assim
dispõe: “compete a justiça federal processar e julgar crime de falso testemunho cometido
no processo trabalhista.” (Informativo n. 593.)

• Compete à justiça estadual o processamento e julgamento de ação penal que apura


supostas fraudes praticadas por administrador na gestão de operadora de plano de
saúde não caracterizada como seguradora. Assim sendo, a competência para o
processamento e julgamento do feito recai sobre a Justiça Estadual.(STJ, Informativo n.
595.).

• Na hipótese em que a atuação do sujeito na organização criminosa de tráfico de drogas se limitava à


lavagem de dinheiro, é possível que lhe sejam aplicadas medidas cautelares diversas da prisão quando
constatada impossibilidade da organização continuar a atuar, ante a prisão dos integrantes responsáveis
diretamente pelo tráfico. Ademais, diante do fato de os integrantes da organização criminosa
responsáveis diretamente pelo tráfico encontrarem-se presos, o que implica a impossibilidade de a
organização continuar a atuar, parece possível, sim, a aplicação, no caso do paciente, de outras cautelas
que não a prisão. (STJ, Informativo n. 594.).

CITAÇÃO, INTIMAÇÃO, INTERDIÇÃO DE DIREITO.

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• DIREITO PROCESSUAL PENAL. NULIDADE DA INTIMAÇÃO POR EDITAL DE RÉU


PRESO. Preso o réu durante o curso do prazo da intimação por edital da sentença
condenatória, essa intimação fica prejudicada e deve ser efetuada pessoalmente (STJ,
Informativo 583).

SENTENÇA:
• DIREITO PROCESSUAL PENAL. HC E MEDIDAS PROTETIVAS PREVISTAS NA LEI
MARIA DA PENHA. Cabe habeas corpus para apurar eventual ilegalidade na fixação de
medida protetiva de urgência consistente na proibição de aproximar-se de vítima de
violência doméstica e familiar (STJ, Informativo 574)

CITAÇÕES E INTIMAÇÕES.

• Quinta Turma DIREITO PROCESSUAL PENAL. INEXIGIBILIDADE DE TERMO DE


RECURSO OU DE RENÚNCIA NA INTIMAÇÃO PESSOAL DO ACUSADO. Na intimação
pessoal do acusado acerca de sentença de pronúncia, a ausência de apresentação do
termo de recurso ou de renúncia não gera nulidade do ato (STJ, Informativo 579).

• Sexta Turma DIREITO PROCESSUAL PENAL. NULIDADE EM AÇÃO PENAL POR


FALTA DE CITAÇÃO DO RÉU. Ainda que o réu tenha constituído advogado antes do
oferecimento da denúncia – na data da prisão em flagrante – e o patrono tenha atuado,
por determinação do Juiz, durante toda a instrução criminal, é nula a ação penal que
tenha condenado o réu sem a 221 sua presença, o qual não foi citado nem compareceu
pessoalmente a qualquer ato do processo, inexistindo prova inequívoca de que tomou
conhecimento da denúncia (STJ, Informativo 580)

JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS.

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• DIREITO PROCESSUAL PENAL. REVOGAÇÃO DO SURSIS PROCESSUAL APÓS O


PERÍODO DE PROVA. RECURSO REPETITIVO (ART. 543-C DO CPC E RES. N.
8/2008-STJ). TEMA 920. Se descumpridas as condições impostas durante o período de
prova da suspensão condicional do processo, o benefício poderá ser revogado, mesmo
se já ultrapassado o prazo legal, desde que referente a fato ocorrido durante sua vigência
(STJ, Informativo n. 574).

• DIREITO PROCESSUAL PENAL. CONDIÇÕES PARA O SURSIS PROCESSUAL.


RECURSO REPETITIVO (ART. 543-C DO CPC E RES. N. 8/2008-STJ). TEMA 930. Não
há óbice a que se estabeleçam, no prudente uso da faculdade judicial disposta no art.
89, § 2º, da Lei n. 9.099/1995, obrigações equivalentes, do ponto de vista prático, a
sanções penais (tais como a prestação de serviços comunitários ou a prestação
pecuniária), mas que, para os fins do sursis processual, se apresentam tão somente
como condições para sua incidência (STJ, Informativo n. 574)

RECURSOS:

• É cabível recurso em sentido estrito contra decisão que revoga medida cautelar diversa
da prisão. Conclui-se que o ato de revogar prisão preventiva, previsto expressamente no
inciso V do art. 581 do CPP, é similar ao ato de revogar medida cautelar diversa da prisão,
o que permite a interpretação extensiva do artigo e, consequentemente, a interposição
do recurso em sentido estrito. (STJ, Informativo n. 596.).

JURISPRUDÊNCIA DE DIREITO CONSTITUCIONAL

Obs: O edital não faz menção a controle de constitucionalidade. Entretanto, será cobrado
posições dos tribunais. Não custa nada dá uma lida nesse entendimento.

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CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE. (O edital não cita controle de


Constitucionalidade. Entretendo, o item 15, cita: Jurisprudência aplicada aos tribunais
superiores. “Vamos ficar espertos”)

• Segunda Turma DIREITO CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL.


IMPOSSIBILIDADE DE RELATIVIZAR COISA JULGADA FUNDADA EM LEI
POSTERIORMENTE DECLARADA NÃO RECEPCIONADA PELA CF. Não é possível
utilizar ação declaratória de nulidade (querela nullitatis) contra título executivo judicial
fundado em lei declarada não recepcionada pelo STF em decisão proferida em controle
incidental que transitou em julgado após a constituição definitiva do referido título.

• Tribunais de Justiça podem exercer controle abstrato de constitucionalidade de leis


municipais utilizando como parâmetro normas da Constituição Federal, desde que se
trate de normas de reprodução obrigatória pelos Estados. (STF, Informativo 852,
Plenário, Repercussão Geral). (STF, Informativo 853, Plenário, Repercussão Geral).

JURISPRUDÊNCIA ATUALIZADA DE DIREITO ADMINISTRATIVO – 2015/2016/2017

PODERES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA.

• SÚMULA N. 561 Os Conselhos Regionais de Farmácia possuem atribuição para


fiscalizar e autuar as farmácias e drogarias quanto ao cumprimento da exigência de
manter profissional legalmente habilitado (farmacêutico) durante todo o período de
funcionamento dos respectivos estabelecimentos. Primeira Seção, aprovada em
9/12/2015, DJe 15/12/2015 (STJ, Informativo n. 574).

• É essencial, incluso no conceito de mínimo existencial, o direito de pessoas com


necessidades especiais poderem frequentar universidade pública, razão pela qual não
pode a instituição alegar a incidência da cláusula da reserva do possível como justificativa
para sua omissão em providenciar a conclusão de obras de adaptação em suas
edificações e instalações. (STJ, Informativo n. 592.).

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• É ônus do expropriado provar a existência de fato impeditivo do direito de desistência da


desapropriação. Obrigar o poder público a ficar com um bem de que não precisa
certamente não atende nenhuma dessas finalidades, mas apenas o interesse particular
do expropriado. Da mesma forma, inverter o ônus da prova em detrimento do ente público
viola a cláusula do devido processo legal, estabelecida no art. 5º, LIV, da Constituição.
(STJ, Informativo n. 596.).

AGENTES PÚBLICOS

• Primeira Turma DIREITO ADMINISTRATIVO. FORMAÇÃO EXIGIDA EM EDITAL DE


CONCURSO AO CARGO DE PERITO DAPILOSCOPISTA DE POLÍCIA CIVIL
ESTADUAL. É legal a cláusula de edital que prescreva que as atividades do cargo de
perito datiloscopista são de nível médio, desde que, à época da publicação do edital do
concurso para o referido cargo, haja previsão legislativa estatual nesse sentido (STJ,
Informativo 576).

• Segunda Turma DIREITO ADMINISTRATIVO. INADMISSIBILIDADE DE ACUMULAÇÃO


DE CARGOS PÚBLICOS CUJAS JORNADAS SOMEM MAIS DE SESSENTA HORAS
SEMANAIS. É vedada a acumulação de um cargo de professor com outro técnico ou
científico quando a jornada de trabalho semanal ultrapassar o limite máximo de sessenta
horas semanais (STJ, Informativo 576).

• A “teoria do fato consumado" não pode ser aplicada para consolidar remoção de servidor
público destinada a acompanhamento de cônjuge, em hipótese que não se adequa à
legalidade estrita, ainda que tal situação haja perdurado por vários anos em virtude de
decisão liminar não confirmada por ocasião do julgamento de mérito. (STJ, Informativo
n. 598.)

• DIREITO ADMINISTRATIVO. POSSE EM CARGO PÚBLICO POR MENOR DE IDADE.


Ainda que o requisito da idade mínima de 18 anos conste em lei e no edital de concurso
público, é possível que o candidato menor de idade aprovado no concurso tome posse
no cargo de auxiliar de biblioteca no caso em que ele, possuindo 17 anos e 10 meses na

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data da sua posse, já havia sido emancipado voluntariamente por seus pais há 4 meses
(STJ, Informativo 576).

• Segunda Turma DIREITO ADMINISTRATIVO. MONITORAMENTO DE E-MAIL


CORPORATIVO DE SERVIDOR PÚBLICO. As informações obtidas por monitoramento
de e-mail corporativo de servidor público não configuram prova ilícita quando atinentes a
aspectos não pessoais e de interesse da Administração Pública e da própria coletividade,
sobretudo quando exista, nas disposições normativas acerca do seu uso, expressa
menção da sua destinação somente para assuntos e matérias afetas ao serviço, bem
como advertência sobre monitoramento e acesso ao conteúdo das comunicações dos
usuários para cumprir disposições legais ou instruir procedimento administrativo (STJ,
Informativo 576).

• Segunda Turma DIREITO ADMINISTRATIVO. ACUMULAÇÃO LÍCITA DE CARGOS


PÚBLICOS. É possível a acumulação de um cargo público de professor com outro de
intérprete e tradutor da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) (STJ, Informativo 575).

IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA.

• Primeira Seção DIREITO ADMINISTRATIVO. CARACTERIZAÇÃO DE TORTURA


COMO ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. A tortura de preso custodiado em
delegacia praticada por policial constitui ato de improbidade administrativa que atenta
contra os princípios da administração pública(STJ, Informativo 577).

• Primeira Turma DIREITO ADMINISTRATIVO. DESNECESSIDADE DE LESÃO AO


PATRIMÔNIO PÚBLICO EM ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA QUE
IMPORTA ENRIQUECIMENTO ILÍCITO. Ainda que não haja dano ao erário, é possível
a condenação por ato de improbidade administrativa que importe enriquecimento ilícito
(art. 9º da Lei n. 8.429/1992), excluindo-se, contudo, a possibilidade de aplicação da pena
de ressarcimento ao erário (STJ, Informativo n. 580).

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• Segunda Turma DIREITO ADMINISTRATIVO. INAPLICABILIDADE DAS SANÇÕES


POR ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA ABAIXO DO MÍNIMO LEGAL. No caso
de condenação pela prática de ato de improbidade administrativa que atenta contra os
princípios da administração pública, as penalidades de suspensão dos direitos políticos
e de proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos
fiscais ou creditícios não podem ser fixadas aquém do mínimo previsto no art. 12, III, da
Lei n. 8.429/1992. Isso porque é manifesta a ausência de previsão legal. REsp 1.582.014-
CE, Rel. Min. Humberto Martins, julgado em 7/4/2016, DJe 15/4/2016 (STJ, Informativo
n. 581).

• Segunda Turma DIREITO ADMINISTRATIVO. APLICAÇÃO DE MULTA ELEITORAL E


SANÇÃO POR ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. A condenação pela Justiça
Eleitoral ao pagamento de multa por infringência às disposições contidas na Lei n.
9.504/1997 (Lei das Eleições) não impede a imposição de nenhuma das sanções
previstas na Lei n. 8.429/1992 (Lei de Improbidade Administrativa – LIA), inclusive da
multa civil, pelo ato de improbidade decorrente da mesma conduta (STJ, Informativo
576).

RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO

• Considerando que é dever do Estado, imposto pelo sistema normativo, manter em seus
presídios os padrões mínimos de humanidade previstos no ordenamento jurídico, é de
sua responsabilidade, nos termos do art. 37, § 6º, da Constituição, a obrigação de
ressarcir os danos, inclusive morais, comprovadamente causados aos detentos em
decorrência da falta ou insuficiência das condições legais de encarceramento. (STF,
Informativo 854, Plenário, Repercussão Geral).

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QUESTÕES DISCURSIVAS

Muitos alunos possuem dificuldade na produção textual. Isso tem a ver com a falha na nossa
formação escolar. Não praticamos a escrita na escola, e na faculdade os professores têm
priorizado as questões de múltipla escolha. Por isso, passamos por toda a vida acadêmica
acumulando essa deficiência.

Existem algumas técnicas que, se aplicadas corretamente, vão melhorar de forma imediata
a qualidade das suas respostas em questões discursivas. Vamos a elas.

1. A TÉCNICA DAS TRÊS MULHERES

A primeira técnica é a “ABORDAGEM DAS TRÊS MULHERES”. Todas as vezes que for
responder provas discursivas, pense, portanto, em TRÊS MULHERES: A LEI, A DOUTRINA
E A JURISPRUDÊNCIA. Nem sempre será possível usá-las todas em suas respostas, mas
tenha em mente que temas jurídicos demandam a análise legal, doutrinária e jurisprudencial
do assunto questionado.

Como as provas, em geral, permitem a consulta apenas à lei seca, dificilmente você
conseguirá se lembrar exatamente da posição do STJ ou do STF sobre um certo assunto,
ou o número de uma Súmula específica. O mesmo acontece com as posições doutrinárias.
Muitas vezes temos a informação de que determinada posição é majoritária, mas não temos
certeza quais autores a defendem.

Uma saída para isso é fornecer a informação de forma mais ampla, sem citar dados muito
específicos. Veja alguns exemplos:

- “No Brasil, a doutrina majoritária adota a teoria tripartida do crime. De acordo com o
posicionamento preferido pelos autores nacionais, o crime é um fato típico ilícito e culpável”.

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A informação objetiva é a de que no Brasil a teoria tripartida é a preferida. Só que eu posso


não me lembrar quais autores, especificamente, a adotam ou não. A saída para isso é usar
termos como “a doutrina ou a posição majoritária”. O mais importante é que você indique na
resposta a informação de que essa é a posição preferida pela doutrina.

- “Segundo a jurisprudência pacífica dos Tribunais, o crime de latrocínio não deve ser julgado
pelo Tribunal do Júri”.

Mais uma vez eu uso essa estratégia para indicar a posição jurisprudencial, mesmo sem ter
que apontar a súmula ou julgado específico.

Assim sendo, não deixe de apontar em todas as suas respostas AS TRÊS MULHERES,
mesmo que de forma aberta.

2. USAR ELEMENTOS DA PERGUNTA NA SUA RESPOSTA

O segundo artifício muito interessante é usar elementos das perguntas para enriquecer a
sua resposta. Veja um exemplo:

- Analista - Concurso: Tribunal Regional Eleitoral - MG - Ano: 2013 - Banca: CONSULPLAN


- Disciplina: Direito Constitucional - Assunto: Princípios Constitucionais - Pode-se verificar,
na Constituição brasileira, o Estado de Direito, Democrático e Social, de cunho fortemente
constitucional, a República e o pluralismo como princípios estruturantes. O Estado brasileiro
se configura um Estado de Direito. O Estado de Direito exige uma separação das funções
estatais típicas em diferentes órgãos de soberania para controle recíproco de atuação e para
a limitação do poder, nos limites impostos pela Constituição. (Salgado, Eneida Desiree.
Princípios constitucionais estruturantes do direito eleitoral. Tese de Doutorado em Direito do
Estado. Universidade Federal do Paraná. Curitiba, 2010. p. 59.) Considerando a passagem
acima, disserte sobre o princípio do pluralismo político, abordando seu alcance no Estado
Democrático de Direito, juntamente com os demais princípios fundamentais da República, e
sua relação com os princípios da liberdade e da igualdade no direito eleitoral.

Ao analisar a questão, busque palavras que se repetem ou parecem exercer função


primordial no texto motivador. Perceba que o examinador usa o termo “Estado de Direito”

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por três vezes. Note, também, que o termo mais importante parece ser “pluralismo político”.
Portanto, esses termos devem obrigatoriamente estar na sua resposta.

Eu pouco conheço sobre Direito Eleitoral, mas definitivamente eu iniciaria meu texto assim:
“O princípio do pluralismo político é uma das bases do Estado Democrático de Direito (...)”.

3. ESGOTAMENTO DO ASSUNTO

A terceira técnica é a do esgotamento do assunto. Basicamente, escreva tudo o que você


conseguir se lembrar sobre o assunto. Faça um “brainstorm” e construa sua resposta com o
máximo de informações. Seja esnobe e mostre conhecimento.

- Observe este trecho: “O dolo normativo foi adotado pelos autores que defendiam a teoria
causalista”.

- Agora observe a técnica do esgotamento: “O dolo normativo, também conhecido como dolo
colorido, foi adotado pelos autores que defendiam a teoria causalista neoclássica da ação,
também chamada de teoria normativa pura da culpabilidade”.

4. MAIS ALGUMAS DICAS

• Use frases curtas. Prefira o ponto final à vírgula;

• Escolha as palavras mais simples. Não use “epíteto” quando pode usar “apelido”.
Porém, não deixe de empregar as palavras técnicas quando necessário;

• Evite abreviações. Use-as apenas para indicar os Códigos (CPB, CPP, ECA etc.);

• Pratique! Esta é outra palavra-chave para quem deseja escrever bem! Nada melhor
do que praticar para aprimorarmos cada vez mais aquilo que aprendemos!Também,
não deixe de se posicionar firmemente e logo no início da resposta. Se te perguntarem
se Coca-Cola é preta ou azul escura, responda de pronto, mesmo que não tenha

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certeza. Deixe seu posicionamento bem claro logo de início, fundamentando depois
com as 3 mulheres.

QUESTÕES DISCURSIVAS DE PROCESSO PENAL

[QUESTÃO – 01] Veja o seguinte julgado do STJ:

a) No caso concreto, o ora paciente encontra-se denunciado por homicídio com dolo
eventual, porque teria, na condução de veículo automotor, causado acidente
automobilístico que, segundo a acusação, fora a origem de ferimentos em passageira
do carro, eficientes para a sua morte.

b) A obtenção do prontuário médico do condutor do veículo, que também teria sofrido


diversas lesões, diretamente pelo delegado de polícia, ainda na fase do inquérito,
sem o consentimento do interessado, não denota prova ilícita, porquanto houve a
sua ratificação pela Juíza processante, ao ensejo da decisão proferida após a resposta
a acusação.

c) Não há, portanto, falar em ilicitude por derivação de laudo de corpo de delito indireto
confeccionado com base no prontuário médico, indicando que estaria o ora paciente
embriagado quando do acidente.

d) Ademais, o dolo eventual, na espécie, conforme consta da denúncia, está arrimado


não somente na embriaguez, mas em outras constatações do inquérito, tais como
elevada velocidade do veículo e desrespeito a sinal vermelho. Impetração não conhecida.
(HC 356.204/SP, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, SEXTA TURMA,
julgado em 27/09/2016, DJe 10/10/2016).

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Em sua opinião, há afronta ao art. 5º, X, da Constituição Federal, dada a entrega dos
documentos aos policiais, pelo diretor do hospital, em resposta a um simples ofício,
sem autorização judicial nem consentimento prévio do paciente? Em caso positivo,
essa prova seria ilícita ou ilegítima? Resposta fundamentadamente justificada (15
linhas).

• Para a apresentação da resposta, o aluno deve ler o inteiro teor do julgado


respectivo, disponível em:

https://ww2.stj.jus.br/processo/revista/documento/mediado/?componente=ATC&sequencial=64217102
&num_registro=201601255127&data=20161010&tipo=91&formato=PDF

• Use, obrigatoriamente, na sua resposta os seguintes termos:

 Princípio da Intimidade, previsto no art. 5ª, X;


 Busca da Verdade Real;
 Prova ilícita;
 Prova Ilegítima

ESPELHO

Como se nota, o tema é controverso. Em recente julgado (STJ, HC 356.204/SP, DJe


10/10/2016) entendeu-se que a obtenção do prontuário médico diretamente pelo delegado
de polícia sem o consentimento do interessado, não denota prova ilícita. Entretanto, os
Conselhos de Medicina têm orientado os médicos no sentido inverso, com o argumento de
que o sigilo médico, amparado por norma Constitucional, exige que a informação seja obtida
apenas por ordem judicial.

É muito importante que o aluno fundamente a sua resposta, seja qual for a sua posição,
tendo em vista o debate entre o direito à intimidade e sua suposta violabilidade. No caso, a
Ministra Relatora parece se posicionar contrariamente à obtenção pelo Delegado da
informação debatida. Ocorre que no caso analisado a prova foi “ratificada” pelo Judiciário, o
que afastaria a ilicitude da prova, conforme se decidiu.

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Caso a prova fosse considerada inválida, ela seria ilegítima, já que a colheita foi feita de
forma lícita, mas apenas a sua juntada aos autos que se dera de forma inadequada, segundo
ensinamentos constantes no voto da Ministra Maria Thereza.

(QUESTÃO-02) JOSÉ, Promotor de Justiça do Distrito Federal, no dia 10/04/2015,


encontrava-se em um restaurante, na cidade de Brasília, quando se envolveu em discussão
com sua esposa MARIA, durante a qual, desferiu-lhe um violento soco no rosto, causando-
lhe lesões leves. A PMDF foi acionada e, ante a negativa de JOSÉ de se identificar como
Promotor, o conduziu à delegacia da área. Como Delegado, após a correta identificação do
autor, qual seria a procedimento adequado ao caso?

ESPELHO

Os membros do Ministério Público da União só podem ser presos ou detidos por ordem
escrita do tribunal competente ou em razão de flagrante de crime inafiançável, caso em que
a autoridade fará imediata comunicação àquele tribunal e ao Procurador-Geral da República,
sob pena de responsabilidade (LC n.º 75 /93, art. 18, II, d).

Como se trata de crime contra a mulher, na forma da Lei n.º 11.340/06, deverá a autoridade
policial registrar a ocorrência policial e tomar todas as providências previstas no art. 12 da
referida Lei.

“Art. 12. Em todos os casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, feito o registro
da ocorrência, deverá a autoridade policial adotar, de imediato, os seguintes procedimentos,
sem prejuízo daqueles previstos no Código de Processo Penal.”

[QUESTÃO 03]. Segundo a doutrina, qual o recurso cabível contra a decisão que indefere
pedido de medida cautelar diversa da prisão? Existe previsão legal?

ESPELHO

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Conforme explica Avena: Nada dispuseram as alterações introduzidas pela Lei 12.403/2011
acerca das impugnações cabíveis em relação às decisões que deferem ou indeferem as
medidas cautelares de natureza pessoal – prisão preventiva e provimentos diversos da
prisão.

Relativamente à prisão preventiva, a decisão que indeferi-la enseja recurso em sentido


estrito, conforme dispõe o art. 581, V, do Código de Processo Penal. Já o deferimento, na
sistemática do CPP, não enseja recurso em sentido estrito, permitindo apenas a impetração
de habeas corpus, que possui natureza de ação autônoma de impugnação.

No tocante às medidas cautelares diversas da prisão, não há previsão de qualquer recurso


na legislação. Não obstante, contra o respectivo indeferimento, reputamos possível a
utilização do mesmo recurso em sentido estrito, cabível no caso de indeferimento da cautelar
de prisão preventiva, por interpretação extensiva do art. 581, V. Trata-se de permitir, em
caráter excepcional, o manejo do RSE contra uma decisão que, apesar de não
expressamente arrolada no art. 581 do CPP entre suas hipóteses de cabimento
(indeferimento de cautelar distinta da prisão), é conceitualmente muito próxima a outra para
a qual a lei admite sua dedução (indeferimento da cautelar de prisão).

Nesse sentido, o STJ decidiu que é cabível recurso em sentido estrito contra decisão que
revoga medida cautelar diversa da prisão. Conclui-se que o ato de revogar prisão preventiva,
previsto expressamente no inciso V do art. 581 do CPP, é similar ao ato de revogar medida
cautelar diversa da prisão, o que permite a interpretação extensiva do artigo e,
consequentemente, a interposição do recurso em sentido estrito. (STJ, Informativo n. 596.).

Agora, relativamente ao deferimento das cautelares diversas da prisão, é preciso distinguir


duas situações:

A. Trata-se de cautelares deferidas em hipóteses nas quais pode incidir o art. 313 do CPP,
que contempla os casos em que se admite a prisão preventiva: Neste caso, não há dúvidas
quanto ao cabimento do habeas corpus. Afinal, o deferimento da medida cautelar, aqui,
poderá implicar, no caso de transgressão, decisão judicial de conversão na prisão preventiva
(art. 282, § 4.º, e 312), privando-se, assim, o indivíduo de sua liberdade de locomoção.

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B. Trata-se de cautelares deferidas em casos que não admitem a decretação da prisão


preventiva (art. 313 do CPP, “a contrario sensu”): Nesta situação, é preciso mencionar a
existência de duas correntes opostas acerca da possibilidade ou não de conversão das
medidas cautelares descumpridas em prisão preventiva. Dependendo da corrente adotada,
a via impugnativa cabível para o insurgimento contra a decisão deferitória da medida cautelar
diversa da prisão será o mandado de segurança ou o habeas corpus. Observe-se:

• 1.ª Corrente: Tratando-se de medidas cautelares alternativas deferidas em hipóteses


alheias às previstas no art. 313 do CPP, não será possível a sua conversão em prisão
preventiva, caso restem descumpridas. Segundo esta linha de pensamento, o deferimento
das mencionadas cautelares jamais implicará risco de prisão, não podendo, via de
consequência, ensejar a impetração de habeas corpus. Por conseguinte, para que não reste
sem impugnação a decisão deferitória da cautela nesses casos, resta aceitar a dedução do
mandado de segurança, que se apresenta, em termos constitucionais, como sucedâneo
natural do habeas corpus nos casos em que preenchidos seus pressupostos de
cabimento20.

• 2.ª Corrente: As condições de admissibilidade do art. 313 do CPP não são exigidas para a
decretação da prisão preventiva, na hipótese de descumprimento das medidas cautelares
alternativas. Cogitar o contrário implicaria em deixar o cumprimento das obrigações impostas
por força destes provimentos à mercê da vontade do agente, pois, de qualquer modo, não
poderia ser forçado a tanto. Destarte, havendo a possibilidade de conversão em prisão da
cautelar alternativa também nesta hipótese, deve-se reconhecer o habeas corpus como
remédio cabível em relação à decisão judicial que as deferir. Trata-se da posição que
adotamos.”

[QUESTÃO 04] O arquivamento de inquérito policial ou peças de informação pode fazer


coisa julgada material? Isso seria compatível com o sistema acusatório?

ESPELHO

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Em regra, o arquivamento do inquérito policial não faz coisa julgada com base em dois
argumentos (art. 18 e Súmula 524). No entanto, o STF admite que o arquivamento faça coisa
julgada material quando o IP for arquivado com base na atipicidade do fato. (Inq. 3114/PR –
Min. Dias Toffoli).

A doutrina majoritária vai além, pois defende que, além da atipicidade do fato, a presença
de causa extintiva da punibilidade faz coisa julgada material. Defende, além disso, que se o
arquivamento for baseado em provas de que o suspeito não foi autor do fato ou de que o
fato, em si, não ocorreu, essa decisão também faria coisa julgada material.

[QUESTÃO 05] A presença de causa excludente de ilicitude no agir do indiciado pode


justificar o não ajuizamento da ação penal pública? Aborde, necessariamente, os seguintes
aspectos:

• conceito de ação penal;


• classificação das ações penais;
• Excludentes de ilicitude e sua posição na teoria do crime.

ESPELHO

A ação penal é o direito do Estado-acusação ou da vítima de ingressar em juízo, solicitando


a prestação jurisdicional, representada pela aplicação das normas de direito penal ao caso
concreto.

As ações penais se dividem, basicamente em ação penal de iniciativa pública e ação penal
de iniciativa privada. A ação penal de iniciativa pública, de exclusividade do Ministério
Público, pode independer de qualquer autorização da vítima (ou representante legal) ou
requisição do Ministro da Justiça (caso em que será nomeada “incondicionada”), ou pode se
fazer depender destes instrumentos, quando será nomeada “condicionada”.

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A ilicitude penal é a contrariedade do fato típico com o ordenamento jurídico por ausência
de causas justificantes. Adotando-se a teoria tripartida finalista, a ilicitude ocupe um dos
elementos da estrutura do crime, ao lado do fato típico e da culpabilidade.
As excludentes de ilicitude ou de antijuridicidade são as previstas no art. 23 do Código Penal,
quais sejam: legítima defesa, estado de necessidade, estrito cumprimento do dever legal e
exercício regular de direito.

Em tese, aspectos relativos à ilicitude ou não da conduta do agente são irrelevantes no


momento do ajuizamento da denúncia. A consideração a ser realizada pelo Ministério
Público deve respeitar, unicamente, à existência de indícios de autoria e prova da
materialidade de uma infração penal (fato típico), descabendo adentrar nas órbitas da
ilicitude. No entanto, parte da doutrina aceita a possibilidade de não ajuizamento da ação
penal pública em situações nas quais a presença de excludentes da ilicitude seja
absolutamente irrefutável, vale dizer, totalmente estreme de dúvidas. Isto se justifica em
questões de economia processual e também para não submeter ao constrangimento de
responder a um processo criminal a pessoa que, embora tenha praticado conduta típica,
agiu evidentemente ao amparo de uma das causas excludentes de ilicitude previstas em lei.

Tal, porém, deve ser conduta excepcional e pressupõe absoluta certeza quanto à ocorrência
dessas excludentes, impondo-se a dedução da ação penal se houver a menor dúvida sobre
a respectiva incidência.

[QUESTÃO 06] Pedro foi condenado a 22 anos de prisão no dia 24.04.2009, por prática de
homicídio qualificado, pelo Tribunal do Júri de Niterói. De imediato, o advogado apresentou
o recurso de protesto por novo júri, afirmando que o crime foi praticado e o réu pronunciado
no ano de 2007, quando este recurso estava ainda em vigor em nossa lei processual. Alegou
o defensor que a norma tinha caráter hibrido ou que seria norma mista, com carga penal,
não podendo ser aplicada a novatio legis da reforma penal do ano de 2008 e, ainda, que não
poderia ser ofendido o princípio ou garantia do duplo grau de jurisdição que rege a matéria
de recursos. O advogado de Pedro estaria com razão?

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ESPELHO

As leis estritamente processuais, segundo art. 2o do CPP, aplicam-se desde logo, sem
prejuízo dos atos anteriores. Ou seja, as normas estritamente processuais regem o ato
processual no momento em que ele é realizado, impendentemente de quando se deu o fato
concreto.

O recurso de protesto por novo júri foi revogado pela 11.689 de agosto de 2008, sendo que
o fato se deu no ano de 2007.

A pergunta que se faz é a seguinte: essa revogação do recurso tem aplicabilidade em relação
aos fatos já praticados ou somente nos fatos futuros, em respeito ao princípio da
irretroatividade da lei penal mais maligna?

A regra do processo penal é justamente o oposto da regra de direito penal, que é regida pela
irretroatividade absoluta da lei mais maléfica. A processual é sempre regida pela lei do ato,
mais maléfica ou mais benéfica.

Ocorre que muitas normas resultam de uma mistura de processo penal com direito penal. O
exemplo mais claro disso são os prazos de decadência, prescrição, perempção etc. Eles
constituem normas processuais, mas que interferem na punibilidade (norma penal). São as
NORMAS HÍBRIDAS (processual + penal). Se a norma foi híbrida, é pacífico que deve
obedecer as regras de direito penal, pois é a que prevalece. É o que ocorre com o prazo
prescricional, por exemplo.

Será que a extinção de um recurso afeta diretamente direito material (direito de liberdade)?

Para o STF, normas recursais tem caráter exclusivamente processual (STF, RE 752988
AgR, PUBLIC 03-02-2014). Essa é, também, a posição do STJ (STJ, HC 285.237/SP, DJe
10/10/2014).

Portanto, o Protesto por Novo Júri deixa de ser aplicado mesmo para os processos em
andamento.

[QUESTÃO 07]. É cabível Habeas Corpus durante processo administrativo disciplinar


de servidor?

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ESPELHO

O art. 647 do CPP demonstra o alcance da medida ao determinar que será concedido
habeas corpus “sempre que alguém sofra ou se encontre na iminência de sofrer violência ou
coação ilegal em sua liberdade de ir e vir, salvo nos casos de punição disciplinar” (militar).

A única restrição da lei é com relação às punições disciplinares impostas pelas forças
armadas; entretanto, isso atualmente já vem sofrendo uma nova leitura frente à nova
Constituição que não fez tal previsão.

O Supremo Tribunal Federal e o Superior Tribunal de Justiça já vêm decidindo em diversos


casos de processos disciplinares no âmbito militar que é possível o uso do writ. Nesse caso
o julgador deverá analisar todos os aspectos formais da medida, pois se trata de um ato
administrativo sujeito ao controle judicial.

[QUESTÃO 08]

O habeas-corpus, instrumento jurídico que garante o direito de ir e vir do cidadão, pode ser
usado para anular medidas de proteção à mulher previstas na Lei Maria da Penha. Este é o
entendimento dos ministros da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça.

Os ministros julgaram o recurso da defesa de um homem acusado de ameaçar a


companheira. Ele não concorda com as medidas determinadas pelo Juizado de Violência
Doméstica de Maceió, como manter distância mínima de 500 metros da mulher, não
frequentar a residência nem o local de trabalho dela e evitar qualquer contato com familiares
e testemunhas da vítima. Em caso de descumprimento, pode ser preso preventivamente.

Passados quase dois anos da imposição das medidas protetivas, o Ministério Público ainda
não ofereceu denúncia contra o suposto agressor. Inconformado com a decisão de Primeiro
Grau, sob a alegação que as medidas ferem seu “direito de ir e vir”, o homem recorreu então

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ao Tribunal de Justiça de Alagoas. Para isso, utilizou o habeas-corpus. O Tribunal, no


entanto, não analisou o pedido por entender que o HC não é o instrumento legal adequado.

A Defensoria Pública do Estado de Alagoas, representante do acusado, recorreu então ao


STJ, sob a alegação de que a Lei Maria da Penha não prevê qualquer recurso contra
decisões judiciais que impõem medidas protetivas. No julgamento , os ministros
reconheceram que o habeas corpus pode ser utilizado nesses casos e determinaram que o
Tribunal de Justiça de Alagoas analise a questão.

“Se o paciente não pode aproximar-se a menos de 500 metros da vítima ou de seus
familiares, se não pode aproximar-se da residência da vítima, tampouco pode frequentar o
local de trabalho dela, decerto que se encontra limitada a sua liberdade de ir e vir. Posto
isso, afigura-se cabível a impetração do habeas corpus, de modo que a indagação do
paciente merecia uma resposta mais efetiva e assertiva”, referiu o STJ na decisão.
Fonte: site do STJ.

Com base no texto acima, responda:

a) Qual a natureza jurídica do Habeas Corpus?

b) Em relação ao alcance do Habeas Corpus, pode ser ele utilizado contra ato constritivo
indireto (mediato) da liberdade? Dê exemplos.

ESPELHO

a) Trata-se de ação de natureza constitucional, destinada a coibir qualquer ilegalidade ou


abuso de poder voltado à constrição da liberdade de locomoção. Está previso no art. 5º,
inciso LXVIII, da CF.

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b) Se, originalmente, o habeas corpus era utilizado para fazer cessar a prisão considerada
ilegal – e mesmo no Brasil essa concepção perdurou por um largo período –, atualmente
seu alcance tem sido estendido para abranger qualquer ato constritivo direta ou
indiretamente à liberdade, ainda que se refira a decisões jurisdicionais não referentes à
decretação da prisão. Note-se o que ocorre com a utilização do habeas corpus para
trancar o inquérito policial ou a ação penal, quando inexista justa causa para o seu
trâmite, bem como quando se utiliza esse instrumento constitucional para impedir o
indiciamento injustificado, entre outras medidas.

DISCURSIVAS DE DIREITO PENAL

[QUESTÃO – 09]. Observe as informações abaixo:

a) Segundo Cezar Roberto Bitencourt, “a gravidade dos meios que o Estado emprega na
repressão do delito, a drástica intervenção nos direitos mais elementares e, por isso
mesmo, fundamentais da pessoa, o caráter de ultima ratio que esta intervenção deve ter,
impõem necessariamente a busca de um princípio que controle o poder punitivo estatal
e que confie sua aplicação em limites que excluam toda arbitrariedade e excesso do
poder punitivo”. (Tratado, pg. 50).

b) Alguns autores diferenciam o princípio da legalidade - que significaria o respeito à lei


como um todo -, do princípio da reserva legal, que significaria que determinadas matérias
somente podem ser tratadas por lei geral e abstrata.

c) Crimes de perigo são aqueles que antecipam a punição para a mera realização do perigo.
São classificados em: a) crimes de perigo concreto: quando o perigo deve ser
demonstrado (ex. art. 250 do CP - Incêndio); b) crimes de perigo abstrato: quando o
perigo é presumido pela lei (ex.: art. 306 do CTB – embriaguez ao volante).

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d) Medidas de segurança são medidas aplicadas aos inimputáveis e semi-imputáveis que


cometem um injusto penal, podendo se dar através de internação em hospital de custódia
e tratamento psiquiátrico e na falta desse, em outro estabelecimento adequado ou
sujeição a tratamento ambulatorial.

Com estro nos trechos acima, redija um texto de 15 linhas sobre o Princípio da
Legalidade no direito penal, devendo abordar, obrigatoriamente, os seguintes pontos:

 Conceito de princípio;
 Conceito de princípio da legalidade no direito penal;
 Princípio da legalidade e princípio da reserva legal no direito penal;
 Princípio da legalidade e crimes de perigo;
 Princípio da legalidade e medidas de segurança penal

ESPELHO

As normas jurídicas, em geral, são comumente divididas em duas espécies: as regras


jurídicas (ou normas em sentido estrito) e os princípios jurídicos. As regras seriam normas
específicas disciplinadoras de comportamentos específicos. Os princípios jurídicos seriam
regras de abrangência mais ampla do que as normas em sentido estrito. Os princípios, assim
sendo, são normas mais abrangentes, que se irradiam para todas as normas jurídicas.

O art. 1º do CP consagra o famoso princípio da legalidade penal, que significa que só a lei
formal pode definir crime e pena, decorrendo daí vários princípios protetores do cidadão.

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Em que pese o fato de os autores usarem os termos legalidade e reserva legal como
sinônimos, há diferença conceitual entre eles. O princípio da legalidade De qualquer forma,
para ser mais técnico, o termo “princípio da legalidade” estaria relacionado com o respeito
às leis em geral. Já o princípio da “reserva legal” significa que determinados institutos
jurídicos estão reservados à lei, ou seja, só lei poderia criá-los. Nesse sentido, alguns
doutrinadores ensinam que o termo correto a ser aplicado no direito penal é “princípio da
reserva legal”, uma vez que está reservada ao direito penal a criação de normas apenas por
leis ordinárias e complementares.

Discute-se, nesse passo, se os crimes de perigo seriam respeitadores do referido princípio.


Inicialmente, cumpre explicar que crimes de perigo são aqueles que punem a mera criação
do perigo. Se a lei determinar que esse perigo deve ser demonstrado, estaremos diante de
um crime de perigo concreto, como ocorre com o crime de incêndio, previsto no art. 250 do
CPB. Já se a lei considerar que o perigo é presumido, estaremos diante de um crime de
perigo abstrato. É o que ocorre com o crime de embriaguez ao volante, previsto no art. 306
do CTB.

Outro debate importante sobre o tema refere-se à aplicação do princípio da reserva legal
nas medidas de segurança. Nesse ponto, a doutrina é pacífica no sentido de que as medidas
de segurança têm natureza penal, motivo pelo qual estão protegidas pelo referido princípio.

QUESTÃO 10 - O funcionário público caluniado ou injuriado em razão das suas funções


pode apresentar queixa-crime contra o autor de ambas as condutas?

ESPELHO

Sim. O CP, art. 145, parágrafo único determina que a ação pública, em caso de crimes contra
a honra de funcionário público no exercício da função, será pública condicionada à
representação. Entretanto, o STF já sumulou no sentido de ser concorrente a legitimidade
do ofendido, mediante queixa, e do Ministério Público, condicionada à representação do

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ofendido, para a ação penal por crime contra a honra de servidor público em razão do
exercício de suas funções (STF, Súmula 714)

[QUESTÃO 11] Em uma noite de sábado, PEDRO, portando uma faca, aborda MARIA e a
leva para um beco escuro. JOSÉ e JOAO, policiais militares de serviço, percebem a ação e
seguem caminhando rapidamente para o local, quando percebem que a vítima estava
prestes a ser estuprada por PEDRO. Mesmo percebendo a ação criminosa, os POLICIAS
MILITARES nada fazem para impedir o resultado.

QUAL A RESPONSABILIDADE PENAL DE JOSÉ E JOÃO?

ESPELHO

No estudo da omissão, vimos que a responsabilidade penal pela inação pode se dar em
duas hipóteses: a) crimes omissivos próprios (o próprio tipo descreve um não fazer); e b)
crimes omissivos impróprios ou comissivos por omissão (o tipo descreve um fazer, mas o
resultado é atingido por um não fazer).

No caso apresentado, os policiais militares são considerados garantes ou garantidores da


não ocorrência do resultado (CPB, art. 13, § 2º), ou seja, apesar do tipo descrever uma ação,
o resultado é “obtido” através de uma omissão.

Com efeito, os policiais militares JOSÉ e JOÃO devem responder por crime de estupro (CPB,
art. 213 c/c art. 13, ª 1º, a), uma vez que, na condição de garantes, não impediram o resultado
quando podiam fazê-lo.

[QUESTÃO 12] José, esposo de Maria, efetua disparos contra esta com dolo de matar.
Considerando que Maria estava gestante e José sabia disso, qual a solução jurídico-penal?

a) Se Maria sobreviveu e o feto também;


b) Se Maria morreu e o feto também;
c) Se Maria morreu e o feto sobreviveu;
d) Se Maria sobreviveu e o feto morreu;

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ESPELHO

A figura do Feminicídio foi incluída no CPB pela Lei 13.104/2015. Segundo a lei, constitui
feminicídio a prática de homicídio contra a mulher por razões da condição de sexo feminino
(art. 121, § 2º, VI). A lei criou um tipo explicativo para apontar o significa “condição do sexo
feminino”, tendo citado duas hipóteses:
a) violência doméstica e familiar;
b) menosprezo ou discriminação à condição de mulher.
Foi incluído, também, causas de aumento específicas do feminicídio, assim dispondo (art.
121, § 7º):
§ 7o A pena do feminicídio é aumentada de 1/3 (um terço) até a metade se o crime for
praticado: (Incluído pela Lei nº 13.104, de 2015)
I - durante a gestação ou nos 3 (três) meses posteriores ao parto; (Incluído pela Lei nº
13.104, de 2015)
II - contra pessoa menor de 14 (catorze) anos, maior de 60 (sessenta) anos ou com
deficiência; (Incluído pela Lei nº 13.104, de 2015)
III - na presença de descendente ou de ascendente da vítima. (Incluído pela Lei nº 13.104,
de 2015).
BIS IN IDEM? Três posições devem surgir sobre a aplicação da majorante em concurso com
aborto: 1º) configuraria bis in idem (Nesse sentido: Francisco Dirceu de Barros); 2º)
configuraria concurso formal próprio; 3º) configuraria concurso formal impróprio.
1º posição: No caso apresentado, deverá o autor José responder por crime de Feminicídio
(tentado ou consumado) em concurso formal com aborto sem o consentimento da gestante
(tentado ou consumado).
2ª e 3ª posições: deverá o autor José responder por crime de Feminicídio (tentado ou
consumado), majorado, em concurso formal (próprio ou impróprio) com aborto sem o
consentimento da gestante (tentado ou consumado).

[QUESTÃO 13]. Considerando as concepções finalista e causalista do dolo, explique os


seguintes termos:

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a) Dolus Malus e Dolus Bonus

b) Dolo Psicológico e Dolo Normativo

ESPELHO

a) O Dolus Malus, adotado pelos causalistas, considerava que a consciência da ilicitude era
elementos necessários do dolo. O chamado Dolus Bonus, ou seja, sem consciência da
ilicitude, levava ao erro de direito, que excluía o próprio dolo.

b) Dolo Natural ou psicológico é aquela que pertence ao fato típico e não possui consciência
real ou potencial da ilicitude (adotado pelos finalistas), e Dolo Normativo é o mesmo que
Dolus Malus. Se dolo é consciência e vontade dirigidas à realização de um tipo legal de
crime, também é a realização de um fato que se sabe proibido pelo direito, inclusive
porque o tipo, de acordo com a teoria dos elementos negativos do tipo, já contém toda a
proibição: fato típico é um fato proibido jurídico-penalmente.

Vejamos algumas definições:

Dolo Normativo “Dolus Malus” - Teoria Causalista: Consciência, vontade e consciência da


licitude, ou seja, é um “querer negativamente qualificado e voltado para o crime”;

Dolo Natural ou Psicológico (Teoria Finalista), Art. 18, I, do CPB: Consciência e vontade, ou
seja, é um “simples querer”.

Três teorias explicam o dolo:

1. Teoria da Representação: O dolo existe com a mera representação ou previsão do


resultado, assim, entende-se desnecessário qualquer elemento volitivo (vontade). Esta
teoria não é adotada no Brasil, pois confunde o “dolo” com a “culpa consciente” (com
previsão). Trata-se somente da culpa nesta teoria, exclui-se o dolo;

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2. Teoria da Vontade: Previsão do resultado + a vontade de produzi-lo;

3. Teoria do Consentimento, Teoria do Assentimento ou Teoria da Anuência: Essa teoria


explica que haverá o dolo quando o agente “prevê” ou “aceita o resultado” e, mais a
assunção do risco.

No Brasil foi adotada a "Teoria da Vontade" (art. 18, I, 1ª parte do CPB),complementada


pela "Teoria do Consentimento" (art. 18, I, 2ª parte do CPB) Disposto no art. 18, I, do CPB:

Art. 18 - Diz-se o crime: Crime doloso


I - doloso, quando o agente quis o resultado (teoria da vontade) ou assumiu o risco de
produzi-lo (teoria do consentimento).

[QUESTÃO 14] O furto cometido por trombadinha é considerado qualificado pela destreza?
Justifique com, pelo menos, um exemplo.

“Art. 155, § 4º – A pena é de reclusão de dois a oito anos, e multa, se o crime é cometido:

II – com abuso de confiança, ou mediante fraude, escalada ou destreza.”

ESPELHO

O STJ entendeu que não, pois no crime de furto, não deve ser reconhecida a qualificadora
da “destreza” (art. 155, § 4º, II, do CP) caso inexista comprovação de que o agente tenha se
valido de excepcional – incomum – habilidade para subtrair a coisa que se encontrava na
posse da vítima sem despertar-lhe a atenção (STJ, REsp 1.478.648-PR, DJe 2/2/2015
(Informativo 554). Assim, no exemplo que o agente subtrai a carteira da vítima que a deixara
sobre o balcão, enquanto tomava um café, não configuraria o tipo penal de furto qualificado,
mas somente a figura simples.

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[QUESTÃO 15] O bem jurídico protegido pela Lei n.º 11.343/06 é a saúde pública. Em razão
disso, critica-se a incriminação das condutas praticadas pelo usuário ou dependente de
drogas, que são objeto do art. 28 da Lei, ao argumento de que, sendo o bem jurídico
protegido a saúde pública, não restaria ofendido pelo usuário ou dependente, que somente
prejudica a si mesmo. O contra-argumento é que a saúde de cada cidadão integra a saúde
pública.

Considerando a controvérsia apresentada pelo texto, responda fundamentadamente aos


seguintes questionamentos:

a). Quais são os argumentos expendidos pela jurisprudência consolidada no STJ para a não
aplicação do princípio da insignificância à infração penal prevista no art. 28 da referida Lei?

b). Explique no que consiste o traço distintivo principal entre o tipo penal previsto no art. 28
e no art. 33 da Lei;

c) A quantidade mínima de entorpecente encontrada em poder do autor do delito constitui,


por si só, elemento suficiente de prova para a exclusão da configuração do crime previsto
no art. 33 da Lei? e

d) O fato do agente ser usuário ou dependente impede que responda pelo crime de tráfico
previsto no art. 33 da Lei?

ESPELHO

a) O STJ vem decidindo a questão com base nos seguintes argumentos:

1) o delito é de perigo presumido ou abstrato;

2) a aplicação do princípio da insignificância não pode ter por efeito a descriminação de uma
conduta, de forma genérica, o que aconteceria no caso, pois ninguém adquire, guarda ou
traz consigo drogas em grande quantidade, para consumo pessoal;

3) a resposta penal é proporcional, pois o delito era apenado com detenção e apenas em
casos excepcionais, e por regressão, poderia ser aplicada a pena privativa de liberdade em
regime fechado, sendo que o argumento da proporcionalidade, no quadro legislativo atual,
se mantém e encontra-se reforçado diante da absoluta impossibilidade de aplicação de
qualquer pena privativa de liberdade à prática do ilícito.

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b) O traço distintivo entre os arts. 28 e 33 reside, essencialmente, no elemento subjetivo do


tipo, exigido naquele, e revelado pela expressão para consumo pessoal, enquanto que para
esse é suficiente o dolo, desacompanhado de qualquer fim específico;

c) Desde muito o STF já assentou jurisprudência no sentido de que a circunstância de ser


mínima a quantidade de entorpecente em poder do réu não exclui, à vista de outros
elementos de prova, a configuração do delito de tráfico;

d) O fato de ser o agente usuário ou dependente não impede que responda pelo crime de
tráfico previsto no art. 33 da Lei Antidrogas quando pela quantidade e pela destinação
confessada, a mesma não visava a alimentar seu vício.

[QUESTÃO 16] Discorra sobre os chamados “delitos obstáculo” ou “crimes obstáculo”


fornecendo seu conceito, função e ao menos um exemplo de um tipo penal que possa ser
considerado como um “delito obstáculo”.

ESPELHO

Delito osbstáculo é aquele que retrata atos preparatórios, mas foram tipificados como crimes
autônomos pelo legislador. Exemplo: CP, art. 288 – associação criminosa. Refere-se a
incriminações que antecipam a intervenção e a tutela penal a momentos anteriores à
realização do perigo imediato. Por isso são chamados de “delitos de perigo de perigo”. No
direito pátrio o art. 264 do CP constitui exemplo de crime de “perigo de perigo”. Nos artigos
260, 261 e 262 são punidas as condutas que causam perigo direto e imediato ao meio de
transporte. No art. 264, o legislador antecipou a tutela penal e, agora, pune não o perigo
direto e imediato, senão o próprio arremesso de projétil, ainda que não tenha ocorrido perigo
concreto para o meio de transporte.

[QUESTÃO 17]. Conforme estudado, para a caracterização do crime de estupro de


vulnerável previsto no art. 217-A, caput, do Código Penal, basta que o agente tenha
conjunção carnal ou pratique qualquer ato libidinoso com pessoa menor de 14 anos; o

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consentimento da vítima, sua eventual experiência sexual anterior ou a existência de


relacionamento amoroso entre o agente e a vítima não afastam a ocorrência do crime.

a). Qual a consequência jurídica se o agente acreditar erroneamente que está mantendo
relações sexuais com uma menina de 15 anos?

b). Qual o tipo de erro?

c). Qual elemento do crime estaria excluído?

ESPELHO

Tem-se hipótese de erro de tipo (art. 20 do CPB), que afasta o dolo de estupro. Como o
estupro não admite a modalidade culposa, não há que se perguntar se o erro era inevitável
ou evitável, pois, de qualquer modo, a punição por culpa não será possível.

[QUESTÃO 18]. Ao sair de uma boate de madrugada andando por uma rua deserta e mal
iluminada, Vespúcio viu cruzar a esquina e caminhar em sua direção Caio, antigo desafeto
e autor de inúmeras ameaças pretéritas de morte. Tão logo avistou Vespúcio, Caio colocou
a mão direita dentro de seu paletó com um sorriso nos lábios. Apavorado e supondo estar
na iminência de ser mortalmente agredido, Vespúcio sacou seu revolver cal. 38, do qual
tinha regular registro e autorização para porte, com o qual efetuou um único disparo contra
seu desafeto, atingindo-o na coxa direita e fazendo-o tombar ao solo. Após o disparo,
Vespúcio aproximou-se de Caio e constatou que, na verdade, seu declarado inimigo estava
desarmado e que o objeto que pretendia tirar do bolso de seu paletó era um lenço branco,
destinado a selar simbolicamente a paz entre os dois, conforme lhe foi dito pelo próprio
ferido. Nada obstante a essa surpreendente constatação e à revelia das súplicas de Caio
por socorro, Vespúcio, dominado pelo rancor acumulado durante os longos anos de
rivalidade, resolve abandoná-lo à própria sorte, deixando o local, embora fosse
perfeitamente possível prestar-lhe assistência ou, no mínimo, solicitar socorro pelo telefone

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celular que portava. Sem qualquer assistência médica, Caio agonizou na rua deserta, vindo
a falecer em consequência de grave hemorragia, por ruptura da artéria femoral. Quais serão
as consequências jurídico-penais para Vespúcio, decorrentes do episódio narrado?
RESPOSTA OBJETIVAMENTE JUSTIFICADA.

ESPELHO

No exemplo apresentado, temos dois fatos: 1º Vespúcio se antecipa a uma agressão putativa
de CAIO; 2º Vespúcio, após ferir CAIO em legítima defesa putativa, deixa de prestar-lhe o
socorro, quando lhe era possível fazê-lo.

Em relação ao primeiro fato temos, então, uma hipótese de legítima defesa putativa por erro
de tipo por parte de VESPÚCIO, que afasta o dolo de homicídio. A punição por lesão culposa
é possível teoricamente, mas a questão não apresenta elementos para se afirmar se o erro
era vencível ou não.

Em relação ao segundo fato, o criador do risco VESPÚCIO, sabendo da condição de perigo


que ele mesmo criou em relação a CAIO, abandona a vítima à própria sorte. No caso, tornou-
se garante da não ocorrência do resultado, devendo responder pela morte de CAIO por
omissão imprópria, aplicando-se a regra do art. 13, § 2º, CPB.

[QUESTÃO-19] José, traficante de drogas promete a Beto que irá matá-lo assim que
encontrá-lo. Considerando que José seja altamente perigoso, que costuma cumprir suas
promessas, Beto resolve se antecipar à conduta de José e o mata, a fim de que cesse a
ameaça certa de sua morte. Houve legítima defesa? Justifique

ESPELHO

Para que haja legítima defesa, a agressão injusta arrostada deve ser atual ou iminente.

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Atual é a agressão presente, isto é, já se iniciou e ainda não se encerrou a lesão ao bem
jurídico. Exemplo: a vítima é atacada com golpes de faca.
Iminente é a agressão prestes a acontecer, ou seja, aquela que se torna atual em um futuro
imediato. Exemplo: o agressor anuncia à vítima a intenção de matá-la, vindo à sua direção
com uma faca em uma das mãos.

Como ensina Masson, a agressão futura (ou remota) e a agressão passada (ou pretérita)
não abrem espaço para a legítima defesa. O medo e a vingança não autorizam a reação,
mas apenas a necessidade de defesa urgente e efetiva do interesse ameaçado.

Com efeito, admitir-se a legítima defesa contra agressão futura seria um verdadeiro convite
para o duelo, desestimulando a pessoa de recorrer à autoridade pública para a tutela de
seus direitos. E a agressão pretérita caracterizaria nítida vingança.

Ocorre que em determinados casos, apesar de a agressão ser futura, é absolutamente certa,
conforme o exemplo. Nesses casos, o autor poderá alegar INEXIGIBILIDADE DE CONDUTA
DIVERSA, que afasta a CULPABILIDADE.

[QUESTÃO 20]

a) O que é Culpabilidade?
b) Quais são os seus elementos, segundo a Teoria Normativa Pura?
c) A Culpabilidade é elemento do crime ou apenas um pressuposto para aplicação da pena?

Considere as seguintes informações:

“Quando o CP trata de causa excludente da antijuridicidade, emprega expressões como “não


há crime” (art. 23, caput), “não se pune o aborto” (art. 128, caput), “não constituem injúria ou
difamação punível” (art. 142, caput), “não constitui crime” (art. 150, § 3.º) etc. Quando,
porém, cuida de causa excludente da culpabilidade, emprega expressões diferentes: “é
isento de pena” (arts. 26, caput, e 28, § 1.º), “só é punível o autor da coação ou da ordem”
(art. 22, pelo que se entende que “não é punível o autor do fato”). Qual a razão da diferença?

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Maggiore, lembrado por José Frederico Marques, ensinava que desde que exista causa de
exclusão da ilicitude não há crime, pois um fato não pode ser ao mesmo tempo lícito e
antijurídico; quando, porém, incide uma causa de exclusão da culpabilidade o crime existe,
embora não seja efetivo, não em si mesmo, mas em relação à pessoa do agente declarado
não culpável1. Assim, Maggiore admitia a existência de crime não punível. É que, segundo
ele, para que exista crime a parte objecti, bastam dois requisitos: fato típico e antijuridicidade.
A culpabilidade liga o agente à punibilidade, i. e., a pena é ligada ao agente pelo juízo de
culpabilidade. O crime existe por si mesmo, mas, para que o crime seja ligado ao agente, é
necessária a culpabilidade. Observava José Frederico Marques que o CP brasileiro de 1940
aceitou a orientação de Maggiore. Para a existência do crime, segundo a lei penal brasileira,
é suficiente que o sujeito haja praticado um fato típico e antijurídico. Objetivamente, para a
existência do crime, é prescindível a culpabilidade. O crime existe por si mesmo com os
requisitos “fato típico” e “ilicitude”. Mas o crime só será ligado ao agente se este for culpável.
É por isso que o CP, no art. 23, emprega a expressão “não há crime” (as causas de exclusão
da antijuridicidade excluem o crime); nos arts. 26, caput, e 28, § 1.º, emprega a expressão
“é isento de pena” (corresponde a “não é culpável”). Se a expressão “é isento de pena”
significa “não é culpável”, subentende-se que o Código considera o crime mesmo quando
não existe a culpabilidade em face do erro de proibição (art. 21, caput, 2.ª parte). É como se
o Código dissesse: “não é culpável quem comete o crime”. Assim, o “legislador penal
separou, de forma bem patente, a ilicitude, a parte objecti, da culpabilidade, a antijuridicidade
objetiva da relação subjetiva com o fato, i. e., do juízo de valor sobre a culpa em sentido
lato”. “Entende assim o Código pátrio que havendo fato típico e antijurídico, configurado se
encontra o ilícito penal”2. E mais: a receptação pressupõe receber, adquirir ou ocultar coisa
produto de crime (art. 180, caput). Suponha-se que o agente haja receptado coisa furtada
por sujeito inimputável, nos termos do art. 26, caput. Ele responde por receptação (art. 180,
§ 4.º). Ora, o agente inimputável, nos termos do art. 26, caput, não é culpável: o fato típico
e ilícito não apresenta a culpabilidade do agente. “(Damásio de Jesus)

“Não nos convence o entendimento que foi dominante na doutrina brasileira, no último quarto
do século passado, segundo o qual a culpabilidade, a partir do finalismo welzeliano, deveria
ser tratada como mero pressuposto da pena, e não mais como integrante da teoria do delito

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(...). Seguindo essa reflexão, perguntamos: a tipicidade e a antijuridicidade não seriam


também pressupostos da pena? (Bitencourt).”

ESPELHO

a) Culpabilidade é juízo de reprovação social que recai sobre o fato típico e antijurídico
(injusto penal). O mais importante é que o aluno entenda que a Culpabilidade significa
REPROVAÇÃO sobre o ilícito praticado.

b) A Teoria Normativa Pura da Culpabilidade, fruto do Finalismo de Welzel, entende que a


Culpabilidade pressupõe a Imputabilidade, Potencial Consciência da Ilicitude e
Exigibilidade de Conduta Diversa.

c) Na Alemanha a Culpabilidade, mesmo finalista, sempre foi considerada elemento do


crime, independentemente da posição que se adotasse. Entretanto, no Brasil,
doutrinadores como Damásio de Jesus buscaram outra concepção, retirando a
Culpabilidade da estrutura do crime e ligando- à aplicabilidade da pena. Ou seja, de
pressuposto para o crime, passou a ser pressuposto para a pena. A denominada Teoria
Bipartida se apega ao art. 26 do CP, que usa o termo “isento de pena”, ao se referir à
imputabilidade. Entretanto, o CP usa esse termo de forma ampla, tanto que no art. 20, §
1º (descriminante putativa por erro de tipo) o termo “isento de pena” é usado, mesmo
sabendo-se que o que se exclui é o dolo. O mais importante é o aluno apresentar as
duas concepções e se posicionar de forma clara.

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[QUESTÃO 21] O professor Leonardo Sica, ao tratar da missão do Direito Penal e dos fins
da pena, assevera: “A atribuição à pena e ao Direito Penal de um fim de dissuasão através
da comunicação esbarra, de novo, em impossibilidades práticas que a dogmática insiste em
ignorar, como a cifra negra.” (Direito Penal de Emergência e Alternativas à Prisão. São
Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2002, p. 65)

Discorra sobre a chamada “cifra negra”, esclarecendo seu significado e os possíveis


impactos para a finalidade da pena enquanto mecanismo de prevenção geral.

Na resposta, o candidato deve observar, obrigatoriamente, os seguintes pontos:

a) CONCEITO DE CIFRA NEGRA


b) IMPACTOS NO MECANISMO DE PREVENÇÃO GERAL
c) PREVENÇÃO GERAL E ESPECIAL DA PENA

ESPELHO

O aluno deve observar na sua resposta que o examinador apresenta extrato de texto no qual
a doutrina critica a ideia de que a pena teria o poder de dissuasão, uma vez que há
impossibilidades práticas, como a cifra negra.

Portanto, um bom início de resposta deveria abranger, de forma bem sucinta, os fins da
pena, especialmente no que diz respeito ao tal poder intimatório, o que se denomina de
prevenção geral negativa, com base na teoria da coação psicológica de Feuerbach.

A cifra negra corresponde ao percentual estatístico de criminalidade não conhecido do


controle oficial. Portanto, considerando que um dos fins da pena se refere, justamente, à
coação psicológica que intimidaria o restante dos membros da sociedade a cometer crime,
a cifra negra representa um enfraquecimento dessa percepção pela sociedade. Sem que a
pena seja efetiva e abrangente, não se ensina pelo exemplo. Ao contrário, a não aplicação
da pena a fatos criminosos gera no corpo social a comunicação de que ela é frouxa e inócua.

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[QUESTÃO -22]. Discorra sobre: a) Princípio da Insignificância; b) Princípio da


Fragmentariedade; c) Princípio da Intervenção Mínima; d) Princípio da Ofensividade

ESPELHO

A criminalidade de bagatela tem como fundamento, dentre outros, os princípios da


fragmentariedade, subsidiariedade, intervenção mínima, proporcionalidade. Assim, ao
Direito Penal incumbe selecionar quais bens serão protegidos, elegendo somente a proteção
daqueles bens essenciais e indispensáveis para a sociedade, não descurando que tal
seleção deve atentar, inclusive, para o momento social e histórico vivido. Desta forma, a toda
evidência, o Direito Penal não é a solução para todos os conflitos sociais, devendo atuar
apenas diante da falência dos demais ramos do Direito na defesa de bens de interesse da
sociedade.

A) O princípio da insignificância tem sido considerado tanto pela doutrina majoritária quanto
pela jurisprudência como causa supralegal de exclusão da tipicidade, estando diretamente
ligado aos postulados da fragmentariedade e intervenção mínima do Estado em matéria
penal, sendo acolhido pelo magistério doutrinário e jurisprudencial pelos Tribunais
Superiores como causa supra-legal de exclusão de tipicidade. Assim, uma conduta que se
subsuma perfeitamente ao modelo abstrato previsto na legislação penal pode vir a ser
considerada atípica por força do postulado da insignificância. Tipicidade pode ser entendida
como a subsunção, adequação da conduta do agente ao modelo abstrato previsto na lei.
Contudo, esta definição, esta concepção de mero juízo formal da tipicidade não satisfaz. A
tipicidade não se esgota na subsunção formal do fato ao tipo, a descrição típica deve ser
lesiva a um bem jurídico. Assim, afirma-se que o comportamento humano para ser típico,
não só deve ajustar-se formalmente a um tipo legal de delito, mas também ser materialmente
lesivo a bens jurídicos, ou ética, ou socialmente reprovável, ou seja, deve haver chamada
tipicidade penal deve ocorrer a conjugação da tipicidade formal e a material. Em outras
palavras a tipicidade não se restringe a mera subsunção formal da conduta ao modelo
abstrato previsto na descrição típica. Há a necessidade da ocorrência de uma relevante
lesão ou perigo de lesão ao bem protegido pela lei (tipicidade material). A tipicidade material
ocupa-se, assim, da análise da lesão ou perigo de lesão, ocasionados pelo comportamento
do agente em face do bem jurídico salvaguardado pela norma penal. Desta forma, cabe ao
aplicador da lei penal especificar a área de abrangência dos tipos penais abstratamente

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previstos no ordenamento jurídico, de maneira a excluir da tutela penal os fatos que


ocasionam insignificante lesão ao bem jurídico tutelado, aos quais se deve aplicar o Princípio
da Insignificância. Ante o exposto, a aplicação do Princípio da Insignificância conduz ao
afastamento, segundo Zaffaroni, da chamada tipicidade penal, ante a constatação da
ausência da tipicidade material, uma vez que a conduta não se revele lesiva, ou ao menos
perigosas, aos bens juridicamente protegidos.

B) O princípio da fragmentariedade decorre dos princípios da legalidade, da intervenção


mínima e da lesividade. O princípio da fragmentariedade baseia-se no fato de que somente
as condutas mais graves e mais perigosas, intentadas contra bens jurídicos relevantes,
necessitam da tutela do Direito Penal. Ou seja, nem todas as lesões a bens jurídicos
justificam a proteção e punição pelo Direito Penal. O Direito Penal deve portanto ser um
“campo descontínuo de ilícitos”, albergando apenas aqueles bens jurídicos relevantes e
punindo apenas as condutas mais lesivas. Nos dizeres de Rogério Greco “O caráter
fragmentário do Direito Penal significa, em síntese, que uma vez escolhidos aqueles bens
fundamentais, comprovada a lesividade e a inadequação das condutas que os ofendem,
esses bens passarão a fazer parte de uma pequena parcela que é protegida pelo Direito
Penal, originando-se, assim, a sua fragmentariedade4 ”.

C) O princípio da intervenção mínima possui como característica a subsidiariedade do direito


penal em relação aos demais ramos do direito, preconizando que Direito Penal só deve ser
aplicado quando houver extrema necessidade, mantendo-se como instrumento subsidiário
(ultima ratio) e fragmentário no extenso campo de proteção de bens jurídicos. Assim, a
intervenção do Direito Penal só estaria autorizada quando as barreiras dispostas nos demais
ramos do Direito fossem ineficazes, atuando como verdadeiro último recurso para a proteção
do bem jurídico tutelado, sendo que na hipótese de existir um recurso mais brando com
condições de solução do conflito, descartado estaria a aplicação do Direito Pena, posto que
mais traumático.

D) O princípio da ofensividade possui função dupla, uma político criminal e outra


interpretativa ou dogmática. A primeira dirige-se ao Legislador, mais precisamente ao
momento em que este decide pela criminalização de uma conduta, atuando como limitador

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ao direito de punir estatal. A segunda é destinada a interpretação e aplicação do Direito


Penal ao caso concreto, dirigindo-se assim ao intérprete e ao juiz. Assim sua atuação como
base limitadora ao ius puniendi estatal, começa já no momento de elaboração do comando
legal penal, de molde a impedir a criminalização de condutas tidas como inofensivas ou que
não tragam ao menos perigo real a bens jurídicos relevantes. Caso haja falhas neste filtro,
entra em ação a segunda função do princípio da ofensividade, a qual é dirigida aos
aplicadores do Direito Penal, aos quais incumbe a tarefa de aplicar a norma penal de acordo
com os ditames do Princípio da Ofensividade e da Carta Constitucional, impedindo que
Estado o exerça sua força punitiva de maneira arbitrária e contrária ao interesse público.

DISCURSIVAS DE DIREITO CONSTITUCIONAL

[QUESTÃO 23]. Considere as seguintes informações:

1ª) Para os cultores do Direito clássico, a validade de uma lei (e sua consequente eficácia)
depende do exame de sua compatibilidade exclusivamente com a Constituição do Estado.
Hodiernamente, verificar a adequação das leis com a Constituição (controle de
constitucionalidade) é apenas o primeiro passo a fim de se garantir validade à produção do
Direito doméstico. Além de compatíveis com a Constituição, as normas internas devem estar
em conformidade com os tratados internacionais ratificados pelo governo e em vigor no país,
condição a que se dá o nome de controle de convencionalidade.
Fonte:BIANCHINI, Alice. MAZZUOLI, Valério. Controle de convencionalidade da Lei Maria
da Penha . Disponível no Blog do LFG.

2ª) O crime de desacato não mais subsiste em nosso ordenamento jurídico por ser
incompatível com o artigo 13 do Pacto de San José da Costa Rica.
A criminalização do desacato está na contramão do humanismo, porque ressalta a
preponderância do Estado - personificado em seus agentes - sobre o indivíduo. A existência

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deste crime em nosso ordenamento jurídico é anacrônica, pois traduz desigualdade entre
funcionários e particulares, o que é inaceitável no Estado Democrático de Direito
preconizado pela CF/88 e pela Convenção Americana de Direitos Humanos (STJ. 5ª Turma.
REsp 1640084/SP, Rel. Min. Ribeiro Dantas, julgado em 15/12/2016).

No que se refere ao tema Controle de Constitucionalidade, nessa vertente apresentada


acima (Controle de Convencionalidade), pode se afirmar que existe diferença entre a
análise da compatibilidade de normas com tratados internacionais de direitos
humanos e tratados que não sejam desse tipo? Qual seria essa diferença? Poderia o
controle de convencionalidade afastar uma norma compatível com o texto
constitucional? (10 linhas) 4

ESPELHO

A norma só pode produzir efeitos após a sua existência jurídica, ou seja, quando há os
atributos de validade e eficácia. A validade diz respeito à conformidade na norma com o
ordenamento jurídico, enquanto a eficácia consiste na aplicação da norma para produzir
efeitos, de modo que uma lei incompatível com a Constituição é lei inconstitucional e inválida,
uma vez declarada a invalidade, perderá a sua eficácia.

Quanto à validade da norma no mundo real (ou validade social), uma norma só é eficaz
quando produz algum efeito social. Ou seja, quando a sociedade a obedece, seja por
vontade própria ou por vontade da própria lei (órgãos).

Em resumo, e em termos coloquiais, normas sem eficácia social é aquela que “não pega”,
ou seja, aquela que a sociedade para a qual foi dirigida não reconhece no cotidiano a sua
efetividade.

A razão da existência de normas sem eficácia social se deve a vários fatores, mas
principalmente à qualidade (ou falta de qualidade) do Poder Legislativo. Para que a norma
seja efetiva socialmente deve atender a uma necessidade do povo e da sociedade. Quando

4
Apesar do tema Controle de Constitucionalidade não estar explicitamente no Edital, preferimos colocar a questão pela
pertinência do tema com as atividades policiais.

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o legislador atua em desconexão com os valores maiores da sociedade, esta não reconhece
na produção legislativa como algo aplicável a sua realidade.

Outro fator importante se relaciona à fiscalização de aplicação da norma. Não se deve


acreditar que a sociedade cumpra normas restritivas de suas liberdades sem a devida
fiscalização e sanção respectiva. A sanção fortalece a norma e transmite aos demais
membros da sociedade a força do Estado na sua aplicação.

[QUESTÃO-24]. Diferencie os Sistemas Presidencialista, Parlamentarista e o


sempresidencialista (ou semiparlamentarista), no que se refere às funções do Chefe do
Poder Executivo como chefe de Estado e chefe de Governo.

ESPELHO

Segundo Novelino: “O sistema de governo identifica a forma de distribuição e articulação


dos poderes políticos do Estado, em especial, o Executivo e o Legislativo. Conforme o
modelo adotado, as funções de Chefe de Estado e de Chefe de Governo são exercidas pela
mesma pessoa ou por pessoas distintas. O Chefe de Estado representa a unidade estatal,
colocando-se acima das lutas políticas e zelando pela continuidade do Estado e harmonia
entre os poderes. O Chefe de Governo, por sua vez, é o responsável por traçar as diretrizes
políticas do Estado. Existem no mundo, basicamente, três sistemas de governo: o
parlamentarismo, o presidencialismo e o semipresidencialismo.

O sistema parlamentarista tem como características distintivas: I) a divisão do Poder


Executivo entre um Chefe de Estado e um Chefe de Governo; e II) a responsabilização deste
último perante o Poder Legislativo.

No sistema presidencialista as chefias de Estado, de Governo e da Administração Pública


são reunidas em uma só pessoa.

O sistema semipresidencialista (ou semiparlamentarista) combina elementos dos dois


sistemas clássicos. Dentre as características deste modelo destacam-se a limitação dos

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poderes do Parlamento e a titularização, pelo Chefe de Estado, de poderes próprios e


efetivos, e não apenas o exercício de funções cerimoniais ou simbólicas.”

[QUESTÃO 25]. Explique os limites ao poder constituinte originário. Aborde na resposta os


seguintes pontos (caso necessário, faça uma pesquisa específica com a finalidade de
aprofundamento nos estudos).

a. limites transcendentes
b. limites imanentes
c. limites heterônimos

ESPELHO

O poder constituinte originário se manifesta na elaboração de uma nova constituição por


uma Assembleia Nacional Constituinte. Trata-se de poder inicial, autônomo e
incondicionado. A maioria dos constitucionalistas apontam este poder como ilimitado, o que
não é um ponto pacífico na doutrina.

Há juristas que admitem a existência de limites materiais até mesmo para o poder
constituinte originário, no caso de elaboração de uma nova constituição. Esses limites
materiais se dividem em três categorias: limites transcendentes, limites imanentes e limites
heterônomos.

Os limites materiais transcendentes serão impostos ao poder constituinte originário material,


aquele que escolhe o conteúdo da constituição. São aqueles que provêm do direito natural,
que emanam de uma consciência coletiva e se relacionam aos direitos fundamentais, como,
por exemplo, a dignidade da pessoa humana. Nesse contexto, seriam inválidas normas
constitucionais na medida em que ofendessem referidos direitos.

Limites imanentes, ao contrario dos transcendentes, não são impostos ao poder constituinte
originário material, mas são impostos ao poder constituinte originário formal. Estes limites
estão ligados a configuração do Estado à luz do poder constituinte originário material ou da
própria identidade do Estado.

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Por fim, os limites heterônimos são aqueles que advêm de outros ordenamentos jurídicos,
principalmente do direito internacional. O Estado deverá adaptar-se às regras de direito
internacional, da mesma forma que os Estados já existentes.

[QUESTÃO 26] As Comissões Parlamentares de Inquérito têm poderes de investigação


próprios de autoridades judiciais, além de outros previstos nos regimentos internos das
respectivas Casas Legislativas (CF, art. 58, § 3.°). Nesse sentido, o que a doutrina e
jurisprudência entendem pela expressão “poderes de investigação próprios de autoridades
judiciais”? Aborde, necessariamente, os seguintes aspectos:

• poder de condução coercitiva de testemunhas;


• cláusula da reserva de jurisdição.
• requisição de informações bancárias, fiscais e telefônicas (“quebra de sigilo”) diretamente
à instituição responsável pelo registro;
• interceptação telefônica e quebra de dados telefônicos;
• busca e apreensão domiciliar.

ESPELHO

Explica Rodrigo Padilha que a expressão “poderes próprios das autoridades judiciais” tem
influência art. 82 da Constituição italiana de 1947 e art. 178 da Constituição portuguesa de
1976. Em ambas os constituintes desses países utilizaram o termo “poderes de investigação
próprio das autoridades judiciais”, o que não poderia ter sido internalizado em nosso País,
vez que não possuímos juizados de instrução.

As comissões estudadas possuem poderes para colher depoimentos, ouvir indiciados,


inquirir testemunhas, notificando-as a comparecer perante elas para depor, cabendo,
inclusive, condução coercitiva da testemunha recalcitrante (STF, HC 71.039, rel. Min. Paulo
Brossard, DJ 14.04.1994).

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De acordo com a jurisprudência do STF, as comissões estão restritas à cláusula de reserva


jurisdicional, ou seja, a CPI encontra limites nos dispositivos da Constituição que atribuem a
atuação somente ao magistrado, com exclusividade. Nesse passo, não pode a CPI:

a) formular acusações ou punir delitos, nem desrespeitar privilégios contra a


autoincriminação que assiste a qualquer indiciado ou testemunha;

b) determinar a anulação dos atos do Poder Executivo, que só pode ser feita pelo próprio
Executivo (autotutela – Súmulas 346 e 473 do STF) ou pelo Poder Judiciário;

c) decretar prisão de qualquer pessoa, exceto na hipótese de flagrante;

d) violar a privacidade, fazendo publicar dados sigilosos dos quais requisitou a quebra;

e) determinar a aplicação de medidas cautelares, tais como indisponibilidade de bens,


arrestos, sequestro, hipoteca judiciária, proibição de ausentar-se da comarca ou do País;

f) determinar a realização de busca domiciliar também, salvo com autorização judicial (art.
5.º, XI);

g) determinar a interceptação e a escuta telefônica, que devem ser requeridas ao órgão


jurisdicional competente (art. 5.º, XII).

Uma das grandes prerrogativas da CPI é o poder de quebrar sigilo de dados. As principais
e mais famosas espécies de dados são os sigilos fiscais, bancários e telefônicos.

[QUESTÃO 27] O Supremo Tribunal Federal julga ser da competência da Justiça Federal o
processamento e julgamento da prática do crime de publicação de imagens com conteúdo
pornográfico envolvendo adolescentes (art. 241-A da Lei nº 8.069/90 – Estatuto da Criança
e do Adolescente), quando cometidos por meio da rede mundial de computadores.

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Prevaleceu no julgamento do Recurso Extraordinário 628.624 – com repercussão geral – o


voto divergente do ministro Edson Fachin. No recurso, a Defensoria Pública contestava
acórdão da 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da Primeira Região.

A respeito da decisão do STF, indique dois argumentos que coadunam com tal
posicionamento. Use apenas a CF e sua PRÓPRIA interpretação jurídica.

ESPELHO

A resposta da questão é livre, o espelho é somente um norte.

A posição adotada pelo STF encontra suporte no texto constitucional, art. 109, V, que trata
da competência da Justiça Comum Federal.

Os tipos penais previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente, tratam do que a doutrina


costuma chamar de “crimes praticados à distância”, ou seja, crimes cuja ação ou omissão
iniciou no território brasileiro (ou fora dele) e o resultado ocorreu (ou deveria ocorrer) em
território estrangeiro (ou reciprocamente). Como a lei penal brasileira considera praticado o
crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão, no todo ou em parte, bem como onde se
produziu ou deveria produzir-se o resultado, nos termos do art. 6º. do CPB, não só será
possível a aplicação da lei penal brasileira àqueles casos, como também o processo penal
tramitará no território nacional.

Em relação à Justiça competente para o julgamento do caso penal (em razão da chamada
“natureza da infração” – art. 69, III, CPP), trata-se da Justiça Comum Federal, como decidiu
o Supremo, pois, dado o caráter transnacional da conduta, pois, trata-se de conduta que
envolve comunicação via rede mundial de computadores, o que caracteriza, nos termos da
Constituição da República, repercussão internacional delitiva (art. 144, § 1º, I, última parte).
E se trata de competência absoluta.

[QUESTÃO 28] Considerando o art. 144 da CF, bem como todas as normas constitucionais
afetas à segurança pública, responda: é constitucional Lei Estadual que autorize policiais
militares a lavrarem Termo Circunstanciado de Ocorrência?

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ESPELHO

Não. Em respeito ao art. 22 da CF, compete privativamente à União legislar sobre Processo
Penal.

E a se a norma for Federal? Há duas posições: 1º) Não é possível, pois a lavratura seria ato
da autoridade policial, ou seja, do Delegado de Polícia, conforme interpretação do art. 144
CF; 2º) A CF não definiu o que seria “autoridade policial”, podendo qualquer policial realizar,
desde que haja previsão em lei.

[QUESTÃO-29]. Os tratados internacionais sobre direitos humanos ingressam no


ordenamento brasileiro com que hierarquia?

ESPELHO

Os tratados internacionais passam a ter três hierarquias distintas:

I) tratados e convenções internacionais de direitos humanos, aprovados em cada Casa do


Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros,
serão equivalentes às emendas constitucionais (CF, art. 5°, § 3°);

II) tratados e convenções internacionais de direitos humanos, aprovados pelo procedimento


ordinário (CF, art. 47), terão status supralegal, mas infraconstitucional, situando-se acima
das leis, mas abaixo da Constituição;

III) tratados e convenções internacionais que não versem sobre direitos humanos
ingressarão no ordenamento jurídico brasileiro com força de lei ordinária.

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[QUESTÃO 30]. Descreve o art. 228 da CF que são penalmente inimputáveis os menores
de dezoito anos, sujeitos às normas da legislação especial. A referida norma constitucional
tem natureza de clausula pétrea?

Apresente duas posições e se posicione claramente, após leitura do texto abaixo:

MP NO DEBATE
Reflexões sobre a maioridade penal à luz dos direitos fundamentais
13 de abril de 2015, 8h00

Por Luciana Vieira Dallaqua Vinci e Wilson José Vinci Júnior

Nos últimos dias, a mídia amplamente noticiou que a Comissão de Constituição e Justiça e
Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados exarou parecer favorável à tramitação da
Proposta de Emenda à Constituição 171, de 1993, que visa a alterar o art. 228 da
Constituição Federal, que passaria a estabelecer a imputabilidade penal para os menores
de 18 anos (várias são as propostas, que sugerem o início da imputabilidade entre os 12 e
os 17 anos de idade).

Desde então, muito se debateu sobre tal proposta, com argumentos favoráveis e contrários,
seja com lastro jurídico ou social.

É de se lembrar que a CCJ realiza apenas o exame de admissibilidade da PEC, isto é,


analisa a sua constitucionalidade, legalidade e respeito ao processo legislativo, sem afirmar
se a matéria em discussão deve ou não ser aprovada. Vale dizer: a CCJ apenas autoriza a
tramitação da PEC, que ainda terá longo caminho a percorrer até a votação final.

Ocorre que, mesmo nessa fase, já há espaço para iniciar um amplo debate e questionar se
a PEC 171/1993 é constitucional ou não, em que pese a conclusão exarada pela CCJ.

Para responder a essa pergunta, outras devem ser feitas: 1) o art. 228 da Constituição, que
fixa a imputabilidade penal aos 18 anos, é considerado direito fundamental? 2) Se sim, se
trata de cláusula pétrea, ou seja, de preceito constitucional protegido contra qualquer
proposta de reforma tendente a abolir ou reduzir o seu conteúdo?

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Vale destacar alguns dos argumentos adotados pela CCJ para aprovar a tramitação da PEC.
O parecer vencedor, de autoria do deputado Marcos Rogério, traz a afirmação de que a
redução da maioridade penal não é cláusula pétrea, por não trazer em seu conteúdo direito
fundamental.

Pois bem. O art. 228 da Constituição se insere no Título VIII “Da Ordem Social”, em seu
Capítulo VII: “Da família, da criança, do adolescente, do jovem e do idoso”. Constata-se,
portanto, o sistema de proteção aí instaurado, com patamares mínimos a serem observados
pelo Estado.

Evidencia-se, assim, o caráter de direito fundamental desse sistema de proteção. Nas


palavras de Martha de Toledo Machado, “o sistema constitucional especial de proteção de
proteção aos direitos fundamentais das crianças e adolescentes, que deriva especialmente
do disposto nos artigos 227, 228, 226 e 229 da Constituição Federal, num breve resumo,
caracteriza-se por: a) positivar direitos fundamentais exclusivos para crianças e
adolescentes, entre eles (...) de inimputabilidade penal (...), aos quais se somam todos os
direitos fundamentais reconhecidos para os adultos”[1].

Além disso, não é demais lembrar que os direitos fundamentais são assim classificados pelo
critério formal (aqueles constantes do Título II, da CF) ou pelo critério material, ante o
conteúdo das normas – que é o caso em comento. É majoritário o entendimento de que os
direitos fundamentais não estão apenas no Título II da Carta Magna, mas em todo o seu
corpo e até mesmo fora da Constituição[2].

Argumenta-se no parecer que, mesmo que se considere tal disposição como cláusula pétrea,
não haveria ofensa ao art. 60, §4º, pois a PEC prevê a “modificação”, e não abolição da
inimputabilidade. No entanto, tal afirmação não se sustenta juridicamente.

É pacífico que os direitos fundamentais, acobertados pela condição de cláusulas pétreas,


somente podem ser alterados para ampliação de suas esferas de proteção, jamais para
redução. Nesse viés, cabe rememorar o princípio da proibição de retrocesso social, que
impede que conquistas históricas em matéria de direitos fundamentais sejam minoradas ou
extintas por reformas constitucionais.
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Nesse sentido, vale transcrever o entendimento exposto pelo então subprocurador-geral da


República Paulo de Tarso Braz Lucas. Em substituição ao procurador-geral da República,
ele exarou parecer nos autos da ADI 939-7/DF referindo-se a Canotilho e a Pontes de
Miranda:

“Do art. 5º, caput, da vigente Carta Magna pode-se extrair as traves mestras de que fala o
renomado jurista português. O núcleo imutável ou, para usar a expressão utilizada, por
Pontes de Miranda, o cerne inalterável de que trata o §4º, inciso IV, do art. 60 da Constituição
Federal é composto por direitos e garantias que digam respeito diretamente à vida, à
liberdade, à igualdade e à propriedade, e que, ali, no caput do art. 5º, vem reforçados por
uma cláusula de inviolabilidade”.

Evidencia-se que a redução da maioridade penal atingirá diretamente a vida e a liberdade


desses indivíduos em formação. Os direitos constitucionais dessa categoria de pessoas
estão longe de ser implementados, sendo inaceitável que, ao revés, sejam reduzidos.

Argumentos relacionados à violência e à impunidade não são capazes de afastar a proteção


constitucional: deveriam antes reforçar a necessidade de seu aprimoramento, para
efetividade dos sistemas de educação e segurança pública. É uma ilusão a ideia de que o
encarceramento precoce mudará tal realidade, assim como não é verdade que os menores
de 18 anos não respondem por seus atos delitivos (infracionais).

Diante desse quadro, considerando-se o caráter de direito fundamental do preceito contido


no art. 228 da Carta Magna, revela-se inconstitucional a PEC 171/1993, que pretende reduzir
o critério etário de imputabilidade penal, sendo até mesmo a sua tramitação temerária, por
ofensa ao artigo 60, §4º, inciso IV, da Constituição Federal.

[1] MACHADO, Martha de Toledo. Direito da infância e juventude. In NUNES JÚNIOR, Vidal
Serrano (coord.). Manual de direitos difusos. São Paulo : Editora Verbatim, 2012, p. 139.
[2] NUNES JÚNIOR, Vidal Serrano. A cidadania social na Constituição de 1988 – Estratégias
de positivação e exigibilidade judicial dos direitos sociais. São Paulo : Editora Verbatim,
2009, pp. 31/35.

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Luciana Vieira Dallaqua Vinci é promotora de Justiça, membro do Movimento do Ministério


Público Democrático (MPD) e mestranda em Direito pela PUC-SP. Wilson José Vinci
Júnior é procurador federal, mestrando em Direito pela PUC-SP. Revista Consultor Jurídico,
13 de abril de 2015, 8h00

ESPELHO

A constituição protegeu como penalmente inimputáveis os menores de 18 anos, os quais


estão sujeitos às normas da legislação especial (CF, art. 228). Em harmonia com a
Convenção sobre os Direitos da Criança (1989), que define como tal todo ser humano menor
de 18 anos de idade, o constituinte utilizou o critério biopsicológico para considerar que o
indivíduo menor de 18 anos não tem plena capacidade de entender os seus atos. Como
garantia individual decorrente do processo de universalização dos direitos humanos, a
inimputabilidade penal para menores de 18 anos deve ser considerada cláusula pétrea
(Novelino).

Em outro sentido, argumenta-se que mesmo que se considere tal disposição como cláusula
pétrea, não haveria ofensa ao art. 60, §4º, pois uma possível PEC preveria a “modificação”,
e não abolição da inimputabilidade.

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