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br/blog/reinaldo/geral/a-janela-de-overton-%E2%80%93-ou-como-fazer-a-opiniao-publica-se-deslocar-de-um-ponto-para-
outro-ignorando-o-merito-das-questoes/
POLÍTICA – POPULAR – SENSÍVEL – ACEITÁVEL – RADICAL – IMPENSÁVEL
Como legalizar
qualquer fenômeno
social, desde a
eutanásia até o
canibalismo?
• Na atual sociedade da tolerância, onde não se tem ideais fixas e, como resultado,
tão pouco uma divisão clara entre o bem e o mal, existe uma técnica para mudar a
atitude popular em relação a conceitos considerados totalmente inaceitáveis.
• Esta técnica, chamada de "Janela de Overton" , consiste em uma seqüência
específica de ações, a fim de alcançar o resultado desejado:
• "Pode ser mais eficaz do que uma carga nuclear usada como arma para destruir as
comunidades humanas", escreve o colunista Evgueni Gorzhaltsán.
• Em seu artigo no portal ADME, ele coloca o exemplo radical de como converter
em aceitável a idéia de legalizar o canibalismo passo a passo, desde a fase em que
ele é considerado uma ação repugnante e impensável, completamente alheio à
moral pública, para se tornar uma realidade aceita pela consciência das massas e
da lei.
• Isso não é conseguido através da lavagem cerebral direta, mas sim usando
técnicas mais sofisticadas que sejam eficazes, graças à uma aplicação coerente e
sistemática, sem deixar que a sociedade perceba o processo, aponta Gorzhaltsán.
• Primeira fase: do impensável ao radical
• Obviamente, agora a questão da legalização do canibalismo está no nível mais
baixo de aceitação na "janela de oportunidade" de Overton, já que a sociedade
o vê como um tabu, ou seja, um fenômeno absurdo e impensável.
• Para mudar essa percepção, se pode invocar a liberdade de expressão e
remeter o assunto para o campo científico, pois para os cientistas geralmente
não existem temas "tabu". Portanto, é possível concluir, por exemplo, um
simpósio etnológico sobre rituais exóticos das tribos da Polinésia e discutir a
história do tema obtendo declarações autorizadas sobre o canibalismo,
garantindo assim, uma transição da atitude negativa e intransigente da
sociedade, para uma atitude mais positiva.
• Ao mesmo tempo, cria-se um grupo radical de canibais, algum que só existe na
internet, e que certamente vai ser notado e citado por vários meios de
comunicação. Como resultado da primeira fase da "Estratégia de Overton", o
tabu desaparece e o tema antes "inaceitável" , começa a ser discutido.
• Segunda etapa: do radical ao aceitável
• Nesta fase, você tem que continuar citando cientistas, argumentando que as
pessoas não podem se fechar, e devem estar bem informadas sobre o
canibalismo, de maneira que se alguém se recusar a falar sobre isso, será
considerado um hipócrita preconceituoso. (canibofobia!)
• Ao condenar o "fanatismo", é também necessário criar um eufemismo para o
fenômeno, isto para dissociar a essência da questão de sua denominação, ou
seja, separar a palavra do seu real significado. Assim, mudamos o termo
"canibalismo" para "Antropofagia", e, posteriormente, em "Antropofilia".
• Paralelamente, se pode criar um precedente de referência histórico,
mitológico, contemporâneo ou simplesmente inventado mesmo, mas o mais
importante é que este seja legitimado, para que este precedente possa ser
usado como prova de que o canibalismo, agora chamado de "antropofilia", em
princípio, possa ser legalizado.
• Terceira etapa: do aceitável ao sensível
• Nessa fase, é importante promover idéias como as seguintes:
• - "O desejo de comer pessoas esta geneticamente justificado",
• - "As vezes uma pessoa tem que recorrer a isso, em decorrência das
circunstâncias"
• - "Um homem livre tem o direito de decidir o que come"
• Os oponentes reais a esses conceitos, ou seja, as pessoas comuns que não
querem ser indiferentes ao problema, começam a se transformar em inimigos
radicais da opinião pública, cujo papel é apresentar uma imagem de
"psicopatas enlouquecidos" dos adversários agressivos da antropofilia, pois
esses dizem para "queimar os canibais vivos", juntamente com outros
representantes dessas minorias.
• Em paralelo a esta discussão, especialistas e jornalistas mostram que durante a
história da humanidade, sempre houve momentos em que as pessoas comiam
uns aos outros, e isso era normal.
• Quarta etapa: do sensível ao popular
• Os meios de comunicação, com a ajuda de políticos e pessoas
conhecidas, falam abertamente sobre antropofilia. Este fenômeno
começa a aparecer em filmes, letras populares e vídeos.
• Nesta fase, começa a funcionar também a técnica que envolve a
promoção de referências a figuras históricas proeminentes que
praticavam antropofilia. Para justificar aos partidários da legalização
do fenômeno, se pode recorrer à "humanização dos criminosos",
criando uma imagem positiva deles dizendo, por exemplo, que são
vítimas, porque a vida os obrigou-os a praticar a antropofilia.
• Quinta etapa: do popular à política
• Esta categoria já responde para começar a preparar a legislação para
legalizar o fenômeno. Grupos de pressão e Lobistas se consolidaram
no poder e publicam pesquisas que supostamente confirmam uma
elevada percentagem de apoiantes da legalização do canibalismo na
sociedade.
• Na consciência pública um novo dogma se estabelece: "A proibição
de comer pessoas é proibido."
• Esta é uma técnica típica do liberalismo que funciona devido a usar a
tolerância como um pretexto para a proibição de tabus.
• Durante a última etapa desta estratégia chamada de "Janela de
Overton" , a sociedade já se rompeu, porque as regras da existência
humana mudaram ou foram destruídas com a adoção de novas leis.
Tabu, absurdo e impensável
Liberdade de expressão – ciência – radicais – mídia
Radical
Bem informado, eufemismo (“preconceituoso”, “fanático”) história
Aceitável
Genética, circunstâncias, direito – ataque/difamação dos oponentes
Sensível
Mídia, políticos, artistas, filmes, músicas, figuras históricas, “vitimização”
Popular
Lobby, poder, pesquisas, “proibido proibir”
Legalização
Eu fiz cinco mil abortos
Dr. Bernard N. Nathanson
(o rei do aborto)
[Link]
• Falsificação das estatísticas e das pesquisas
• Divulgação em universidades, mídia e grupos feministas
• A hierarquia católica eleita como vítima
• “Outra tática que empregamos contra a Igreja Católica foi acusar seus
sacerdotes, quando tomavam parte nos debates públicos contra o aborto, de
meter-se em política e de que isso era anticonstitucional. O público acreditou
facilmente apesar da falácia do argumento ser clara.”
• Estupro
• Risco de vida para a mãe
• Má formação (anencefalia)
“Se não saímos vitoriosos e omitimos nossa completa dedicação a
esta causa tão importante, a História nunca nos perdoará”.
“Jesus fala sobre o aborto”
Edir Macedo
[Link]
o-aborto/
“O objetivo primordial do Instituto é assegurar o mais elevado padrão de saúde
sexual e reprodutiva para todas as pessoas no mundo.”
“A cada ano, 47.000 mulheres morrem devido a abortos inseguros”.
70.000, 47.000, 200.000 ???
“O aborto não é a causa do problema, é o efeito.”
“O que pode sim acontecer é uma expressiva diminuição dos índices de
mortalidade feminina e do número de crianças pobres, desnutridas e vítimas de
todo tipo de abuso por serem pobres e abandonadas”
• “Melhor lhe fora não haver nascido!” Mateus 26-24
“No meu entendimento, essa última frase pode ser interpretada como: seria
melhor que Judas tivesse sido abortado. Melhor do que o futuro de sua alma.”
Cientista sueco defende o canibalismo como
saída para crise de escassez de alimentos
• O sueco acredita que comer a carne de pessoas mortas será uma alternativa
viável no futuro para salvar a raça humana, ao lado da adoção do veganismo e
do consumo de insetos, prática já comum em países superpopulosos do Oriente.
• Söderlund declarou que o maior obstáculo ainda é o fato de esse tipo de
consumo ser tratado como um tabu nas sociedades. Ele mesmo se declarou um
progressista e adepto de experimentar um bife cortado da carne de algum
vizinho que tenha ido desta para melhor.
• À TV4, o cientista disse, ainda, que os humanos deveriam considerar a ideia de
incluir na sua dieta animais de estimação mortos.
• No momento da entrevista, 8% da plateia no estúdio da emissora sueca
levantaram a mão, dizendo que topariam experimentar carne humana.
• Söderlund disse acreditar que, se as pessoas fossemapresentadas, pouco a
pouco, à carne humana, o novo mercado teria espaço na próxima década.
• [Link]