Responsabilidade Tributária: Aspectos e Tipos
Responsabilidade Tributária: Aspectos e Tipos
Autor:
Fábio Dutra, Equipe Legislação
Específica Estratégia Concursos
28 de Fevereiro de 2025
Índice
1) Responsabilidade Tributária - Aspectos Gerais
..............................................................................................................................................................................................3
RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA
Retomando o que foi visto na aula anterior, acerca dos elementos subjetivos da relação
jurídico-tributária, vimos que o sujeito passivo pode ser contribuinte ou responsável, correto?
É contribuinte, nos dizeres do art. 121 do CTN, quando tenha relação pessoal e direta com a
situação que constitua o respectivo fato gerador. Por outro lado, é responsável, quando esteja obrigado
por lei a pagar o tributo, mas não seja contribuinte, isto é, não possua uma relação pessoal e direta com o
evento que fez acontecer o fato gerador.
Costuma-se dizer que a responsabilidade do contribuinte pelo cumprimento da obrigação tributária
é originária, pois decorre do próprio fato gerador. Já a responsabilidade do responsável é derivada, pois
decorre da lei.
A responsabilidade tributária, colega, é uma forma do Fisco otimizar a atividade de fiscalização e
arrecadação tributária. Relembre o exemplo citado na aula anterior sobre o IR. O que seria mais fácil:
fiscalizar o recolhimento do IR de todos os contribuintes pessoas físicas ou das empresas? Levando em
consideração que as empresas podem contratar milhares de empregados, certamente o controle destas
será mais efetivo.
Nessa esteira, por não fazer acontecer o fato gerador, deve-se haver uma lei que preveja tal
responsabilidade, afinal de contas, repita-se, ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer nada, senão
em virtude de lei (CF/88, art. 5º, II). Por consequência, as convenções particulares não podem modificar a
definição legal do sujeito passivo das obrigações tributárias (CTN, art. 123).
Observação: Nunca se esqueça de que para ser contribuinte também se faz necessário
haver previsão legal. Vamos reforçar: quando uma lei institui um tributo, deve haver
previsão de fato gerador, base de cálculo, alíquotas e contribuintes. Caso contrário, não
há elemento subjetivo na relação jurídico-tributária.
Um detalhe, que não pode ser confundido pelo candidato, é a diferença entre sujeito passivo
indireto com sujeito passivo de tributo indireto.
O sujeito passivo indireto, como já estudamos, é o responsável pelo adimplemento da obrigação
tributária. Já o sujeito passivo dos tributos indiretos pode ser tanto o contribuinte como o responsável, se
houver. O contribuinte, neste caso, a quem nos referimos é o de direito, já que nesses tributos também há
a figura do contribuinte de fato, o qual, como já foi estudado, não integra a relação jurídico-tributária. É o
caso da pessoa que compra uma TV sobre a qual incide ICMS. Neste caso, o cliente acaba pagando pelo
valor do imposto que está embutido no preço da mercadoria, mas não é ele quem irá recolher o imposto ao
Fisco.
Art. 128. Sem prejuízo do disposto neste capítulo, a lei pode atribuir de modo expresso a
responsabilidade pelo crédito tributário a terceira pessoa, vinculada ao fato gerador da
respectiva obrigação, excluindo a responsabilidade do contribuinte ou atribuindo-a a
este em caráter supletivo do cumprimento total ou parcial da referida obrigação.
Observação: Não se esqueça de que o crédito tributário, como será visto em outra aula, é
a obrigação tributária exigível, com o lançamento.
Há que se destacar também que a pessoa eleita pela lei como responsável pelo pagamento do
tributo deve possuir uma vinculação, ainda que mínima, com o fato gerador da respectiva obrigação,
conforme se destaca no artigo supracitado.
O dispositivo ainda evidencia a possibilidade de o responsável ser o único obrigado ao
cumprimento da obrigação, hipótese em que haverá exclusão da responsabilidade do contribuinte.
Também, há possibilidade de o contribuinte ser colocado na posição subsidiária (supletiva), ou
seja, caso o responsável não realize o pagamento da obrigação, chama-se o contribuinte para arcar com o
ônus.
De modo semelhante, também há permissão no CTN (art. 134) para que o responsável seja
colocado na condição de subsidiário. Dessa forma, a obrigação deve ser cumprida pelo contribuinte, que,
não o fazendo, torna-se exigível do responsável legal.
Nesses dois últimos casos, fica evidente o benefício de ordem, isto é, cobra-se primeiro de uma
pessoa, sendo a outra acionada apenas no caso de impossibilidade de recebimento da primeira.
Mas tome muito cuidado, pois a responsabilidade tributária nem sempre comporta benefício de
ordem. É o caso da responsabilidade solidária, prevista nos arts. 124 e 125 do Código Tributário Nacional.
Na solidariedade não há devedor principal, isto é, não há benefício de ordem, podendo o Fisco exigir a
dívida integralmente de um ou de outro.
Resumindo, veja que o responsável surge na obrigação tributária de quatro modos distintos:
● O responsável fica obrigado a pagar, excluindo qualquer responsabilidade do contribuinte (o
contribuinte é excluído da relação jurídica);
● O responsável é obrigado a cumprir a obrigação. Caso não cumpra, exige-se do contribuinte (o
contribuinte é subsidiário);
● O contribuinte é obrigado a cumprir a obrigação. Caso não cumpra, exige-se do responsável (o
responsável é subsidiário).
● O(s) contribuinte(s) ou o(s) responsável(eis) podem ser exigidos conjunta ou isoladamente sem
benefício de ordem.
Além da questão da intensidade em relação ao cumprimento da obrigação tributária, outro aspecto
importante é saber em que momento o responsável assunto o dever de pagar, antes ou depois do fato
gerador.
Quando o vínculo jurídico do responsável surge antes, ou mesmo no momento da ocorrência do fato
gerador, diz-se que a modalidade de responsabilidade é por substituição. Por outro lado, se o responsável
entra em cena em momento posterior à ocorrência do fato gerador, trata-se da responsabilidade por
transferência.
A doutrina ainda divide a responsabilidade por transferência em responsabilidade por solidariedade, por
sucessão e de terceiros.
Vamos ver cada uma dessas modalidades (transferência e substituição) separadamente. De
antemão, vamos esquematizar da forma como o assunto tem sido cobrado em provas:
==13730c==
Observação: Recomendo que, após a leitura da aula por completo, você retorne a esse
esquema e veja se o teu raciocínio está correto. Caso reste alguma dúvida, estamos no
fórum para elucidá-la.
Comentário: O responsável é o sujeito passivo que não possui a relação pessoal e direta com o fato gerador
(definição de contribuinte), e tem sua obrigação decorrente de disposição expressa de lei:
Art. 121.
Parágrafo único. O sujeito passivo da obrigação principal diz-se:
I - contribuinte, quando tenha relação pessoal e direta com a situação que constitua o respectivo fato
gerador;
II - responsável, quando, sem revestir a condição de contribuinte, sua obrigação decorra de disposição
expressa de lei.
Gabarito: Letra C
(Pref. São Luis-Auditor de Controle Interno/2015) O Código Tributário Nacional criou um conjunto extenso
de regras atinentes à responsabilidade tributária. De acordo com as regras do CTN,
a) a atribuição de responsabilidade a terceira pessoa não impede a atribuição de responsabilidade em
caráter supletivo ao contribuinte.
b) a atribuição de responsabilidade a terceira pessoa exclui, em definitivo, a responsabilidade do
contribuinte.
c) o terceiro, a quem a responsabilidade pelo crédito tributário for atribuída, não pode ser pessoa vinculada
ao fato gerador da respectiva obrigação.
d) somente lei complementar federal pode atribuir, de modo expresso, a responsabilidade pelo crédito
tributário a terceira pessoa.
e) a atribuição de responsabilidade a terceira pessoa pode ser feita de modo implícito, vedada essa
possibilidade quando se tratar de responsabilidade por infrações.
Comentário:
Alternativa A: O art. 128, do CTN, estabeleceu a possibilidade de se atribuir a responsabilidade do
contribuinte em caráter supletivo. Logo, a alternativa está correta.
Alternativa B: Conforme já comentado, o art. 128, do CTN, estabeleceu a possibilidade de se atribuir a
responsabilidade do contribuinte em caráter supletivo. Alternativa errada.
Alternativa C: O art. 128, do CTN, esclarece que o terceiro responsável deve ser uma pessoa vinculada ao
fato gerador da respectiva obrigação. Alternativa errada.
Alternativa D: Não há necessidade de lei complementar federal para se estabelecer responsabilidade a
terceira pessoa, bastando que seja uma lei do ente tributante. Alternativa errada.
Alternativa E: A atribuição de responsabilidade deve sempre ocorrer de forma explícita, conforme
prescreve o art. 128, do CTN. Alternativa errada.
Gabarito: Letra A
(PGE-SP-Procurador do Estado/2012) Em se tratando de responsabilidade tributária, pessoa que não tenha
praticado o fato gerador não pode ser sujeito passivo da relação tributária.
Comentário: Sabemos que aquele que pratica o fato gerador é o contribuinte, mas também pode ser
sujeito passivo da relação tributária a pessoa que não tenha praticado o fato gerador, caso a lei assim o
determine, situação em que será considerado responsável tributário.
Gabarito: Errada
(TCE-AL-Auditor/2008) ‘Contribuinte’ é aquele que tem relação pessoal e direta com a situação que
constitui fato gerador.
Comentário: Conforme previsto no art. 121, par. único, I, do CTN, contribuinte é o sujeito passivo da
obrigação principal que possua relação pessoal e direta com o fato gerador.
Gabarito: Correta
(SEFAZ-SP-Agente Fiscal de Rendas/2009) A respeito da sujeição passiva da obrigação tributária principal, é
possível afirmar que o contribuinte é sujeito passivo indireto e o responsável tributário é sujeito passivo
direto.
Comentário: Na verdade, é exatamente o contrário: sujeito passivo direto é o contribuinte, e sujeito passivo
indireto é o responsável.
Gabarito: Errada
Há que se ressaltar dois casos em que ocorre responsabilidade por substituição: substituição
tributária regressiva (para trás) e substituição tributária progressiva (para frente).
Se quem está “atrás” é substituído, o que ocorre, na verdade, é o diferimento do pagamento dos
tributos devidos.
A princípio, parece confuso entender que na substituição regressiva ocorre diferimento do pagamento.
Mas, veja que é bastante simples de entender: se a pessoa que faz acontecer o fato gerador é substituída
por outra que se situa em momento posterior na cadeia de produção, há, por conseguinte, recolhimento a
posteriori.
Vamos exemplificar!
Imagine que um grande frigorífico brasileiro tenha como fonte de insumos (carne bovina) diversos e
pequenos criadores espalhados pelo Brasil afora. Como os criadores não possuem escritório, nem qualquer
outro aparato fiscal ou contábil, ou seja, tudo é feito lá no meio do “mato”, a lei pode estipular que o
adquirente dessas mercadorias (frigorífico) venha se tornar responsável por substituição.
Novamente, o raciocínio é o de que o Fisco deve buscar o modo que otimize a sua atividade de
fiscalização e arrecadação tributária. Como você já deve imaginar, é muito mais simples fiscalizar o
escritório de uma grande empresa, do que ir no meio da “roça”, fiscalizar pequenos contribuintes.
DICA DE PROVA: Para facilitar a memorização, guarde que, na substituição “para trás”,
quem fica para trás (no elo anterior da cadeia) é substituído. Simples, não? Como
consequência lógica, paga o tributo quem vem depois, ou seja, o recolhimento é
posterior.
Assim, se quem está “na frente” é substituído, a decorrência lógica é haver a antecipação do
==13730c==
pagamento dos tributos. O raciocínio é exatamente o contrário do que vimos no tópico anterior, ao tratar
da substituição tributária regressiva.
Vamos imaginar o caso da incidência do ICMS sobre as operações de venda de veículos novos.
Quando o veículo é produzido na indústria e vendido às concessionárias, ocorre o fato gerador do ICMS.
Posteriormente, quando você compra o seu carro “zero” na concessionária, uma nova incidência do ICMS
ocorre.
Contudo, a concessionária (etapa posterior) pode ser substituída pela indústria automobilística
(etapa anterior), ocorrendo antecipação do pagamento do ICMS, e surgimento da substituição tributária
progressiva.
A sistemática ocorre com base na presunção da base de cálculo e do fato gerador que ainda irão
ocorrer. Ou seja, o valor pelo qual a mercadoria será revendida pela concessionária é presumido em
momento anterior, com base no regime de valor agregado, estabelecido pelo art. 8º da Lei Kandir (LC
87/96).
Por mais que se argumente que a sistemática agrida o princípio da tipicidade, por exemplo, por se
cobrar algo sem que tenha havido a subsunção do fato à norma tributária, é de se ressaltar que há
previsão constitucional para tal situação, conforme verificamos a seguir:
Ademais, o entendimento do STF (RE 213.396) e do STJ (REsp 89.630) é no sentido da constitucionalidade
da substituição tributária progressiva. Aliás, esta Corte decidiu que: o pagamento antecipado não se
confunde com o recolhimento do tributo.
Note também que o § 7º, do art. 150, da CF/88, restringiu a sistemática da substituição tributária
progressiva apenas aos impostos e contribuições. A restrição faz total sentido, tendo em vista que não
seria possível estendê-la aos tributos vinculados (taxas e contribuições de melhoria), a fim de ser feita a
cobrança antes da prestação da atividade estatal.
Cabe ainda destacar que o legislador constituinte assegurou a imediata e preferencial restituição do
valor que foi pago ao Fisco, caso não se realize o fato gerador presumido. Em nosso exemplo, a restituição
ocorreria se o veículo ficasse “encalhado” no pátio da concessionária, devendo este bem ser devolvido ao
industrial.
“Professor, e se a base de cálculo real for diferente (maior ou menor) da presumida? Nesse caso,
deve-se restituir o que foi pago a maior ou realizar pagamento complementar?” Atualmente, sim!!! Vamos
ver o porquê!
Anteriormente, o STF (ADI 1.851/AL) entendia que o fato gerador presumido não seria provisório,
mas, sim, definitivo. Portanto, o fato de a base de cálculo presumida ser diversa da base de cálculo
definitiva não ensejaria restituição ou complementação do imposto pago pelo sujeito passivo, salvo quando
não se realizar o fato gerador presumido, como já comentado acima.
Ocorre que, em outubro de 2016, ao julgar o Recurso Extraordinário 593.849, com repercussão geral
reconhecida, o STF fixou a seguinte tese (grifamos): “É devida a restituição da diferença do Imposto sobre
Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS pago a mais no regime de substituição tributária para a
frente se a base de cálculo efetiva da operação for inferior à presumida”.
No voto proferido pelo relator Ministro Edson Fachin, foi dito que “a tributação não pode
transformar uma ficção jurídica em uma verdade absoluta, tal como ocorreria se o fato gerador presumido
tivesse caráter definitivo, logo, alheia à realidade extraída da realidade do processo econômico”.
Ao fim do julgamento, o plenário modulou os efeitos da referida decisão, restringindo-os apenas às
ações judiciais que estejam pendentes e aos casos futuros. Trata-se de uma forma de permitir o
realinhamento das administrações tributárias à alteração jurisprudencial da Suprema Corte.
Na mesma linha julgou o STF o RE 596832, em junho de 2020, em um caso que envolvia também a
substituição tributária progressiva, mas desta vez referente à contribuição ao PIS/Pasep e à Cofins, tendo a
Suprema Corte fixado a seguinte tese: “é devida a restituição da diferença das contribuições para o
Programa de Integração Social – PIS e para o Financiamento da Seguridade Social – Cofins recolhidas a
mais, no regime de substituição tributária, se a base de cálculo efetiva das operações for inferior à
presumida”.
Se o fato gerador presumido não ocorrer, é assegurada a devolução do que foi pago.
Caso ocorra o fato gerador, e a base de cálculo seja efetiva seja inferior à presumida,
haverá restituição da diferença!
DICA DE PROVA: Para facilitar a memorização, guarde que, na substituição “para frente”,
quem fica para frente (no elo posterior da cadeia) é substituído. Simples, não? Como
consequência lógica, paga o tributo quem vem antes, ou seja, o pagamento é anterior.
Antes de finalizarmos, gostaria de enfatizar uma tese fixada pelo STF (Tema 456), cuja redação é a seguinte:
Aprendemos hoje que o art. 150, § 7º, da CF/88, prevê que a lei pode estabelecer o pagamento antecipado
dos impostos e contribuições, antes mesmo ao da ocorrência do fato gerador. Foi o que denominamos
substituição tributária progressiva, correto?
É possível, porém, que haja pagamento antecipado do ICMS, sem ocorrer a substituição tributária, ou seja,
é o próprio contribuinte (e não o responsável), quem vai realizar o pagamento antecipado, antes da
ocorrência do fato gerador. Para o STF, mesmo nessa situação, o art. 150, § 7º, exige lei (não podendo ser
realizado por decreto).
E o STF foi além, destacando que, especificamente em relação ao ICMS, se for o caso de ter a substituição
tributária progressiva (com o pagamento realizado por outra pessoa, no caso, o responsável), a norma em
questão teria que ser lei complementar federal, em razão de uma exigência contida no art. 155, § 2º, XII,
“b”, da CF/88:
Art. 155:
§ 2º O imposto previsto no inciso II atenderá ao seguinte:
XII - cabe à lei complementar:
(...)
b) dispor sobre substituição tributária;
Pode-se dizer, portanto, que, ocorrido o fato gerador, tem-se o contribuinte como devedor da obrigação
tributária. No entanto, diante da ocorrência de certos fatos, o responsável pode assumir a obrigação no lugar
do contribuinte.
Como foi visto, a doutrina divide a responsabilidade por transferência em responsabilidade “por
solidariedade”, “por sucessão” e “de terceiros”. Vamos estudar, a partir de agora, cada um deles!
Por questão de organização da nossa aula, os três tipos de responsabilidade por transferência serão
classificados em tópicos autônomos, mas não deixam de pertencer a esse assunto.
A transferência da responsabilidade do pagamento dos tributos, ocorrida por meio da solidariedade, foi
tratada no art. 124 do CTN.
Em relação ao art. 124, I, vimos que ficam solidariamente obrigadas as pessoas que tenham interesse comum
na situação que constitua o fato gerador da obrigação.
Não se nega que o vínculo entre as pessoas que tenham o citado interesse comum e o fato gerador da
obrigação é tão forte que elas são, na verdade, contribuintes. Vamos relembrar o nosso exemplo:
Carlos, José e Bruno são proprietários de um imóvel urbano, localizado no Município de São Paulo. Carlos
detém 5% do imóvel, José, 70% e Bruno, 25%. Vamos supor, ainda, que o valor do IPTU no ano de 2013 foi
de R$ 1.000,00.
Naquele momento, vimos que o Fisco pode exigir a dívida integralmente de qualquer um dos devedores
solidários, correto? Portanto, imagino que José, possuindo 70% da propriedade, seja compelido a pagar o
valor total, isto é, R$ 1.000,00. Certamente, ele pagou uma parte (R$ 300,00) que não lhe cabia.
Nesse caso, dizemos que José pagou como contribuinte R$ 700,00, e como responsável R$ 300,00.
O contribuinte solidário que paga a dívida integralmente, paga a sua parte como
contribuinte e, a dos demais codevedores, como responsável.
Ademais, cumpre destacar que o art. 124, II, permite que a lei nomeie como devedores solidários pessoas
que não tenham relação pessoa e direta com o fato gerador, hipótese em que teríamos mais uma figura de
responsabilidade por via do instituto da solidariedade.
Observação: Não se esqueça de que a solidariedade foi tratada, pelo CTN, fora do capítulo
referente à “responsabilidade tributária”.
O CTN inicia a abordagem da responsabilidade por sucessão, ou, nas palavras exatas do texto legal,
responsabilidade dos sucessores, prevendo o seguinte dispositivo:
Art. 129. O disposto nesta Seção aplica-se por igual aos créditos tributários
definitivamente constituídos ou em curso de constituição à data dos atos nela referidos,
e aos constituídos posteriormente aos mesmos atos, desde que relativos a obrigações
tributárias surgidas até a referida data.
Nós vimos que a responsabilidade por transferência se dá com a ocorrência de um ato ou fato, posterior à
ocorrência do fato gerador, que transfere a obrigação do contribuinte para o responsável. Ok?
O que o art. 129 quis dizer, ainda que por uma redação mais confusa, é que o sucessor assume todas as
obrigações tributárias surgidas até a data do ato ou fato que demarcou a sucessão. Estamos falando,
portanto, de datas de ocorrência dos fatos geradores.
Desse modo, se um fato gerador ocorrer anteriormente à data do ato que gerou a sucessão tributária
(falecimento de uma pessoa, por exemplo), o tributo correspondente a esse fato será transferido ao
sucessor, mesmo que o crédito tributário seja regularmente constituído em momento posterior à data da
sucessão.
Responsável Contribuinte
Data da Sucessão
FG Anteriores FG Posteriores
Veja que, em relação aos fatos geradores anteriores à sucessão, o sucessor será responsável e, quanto aos
fatos geradores surgidos após a sucessão, este figurará como contribuinte. Afinal, é bastante óbvio: após a
sucessão, o sucessor terá relação pessoal e direta com o fato gerador da obrigação tributária, o que o torna
contribuinte, nos termos do art. 121, par. único, I, do CTN.
O que vai definir as obrigações que ficam sujeitas às regras da responsabilidade por
sucessão é a data da ocorrência do fato gerador.
“Esse desaparecimento por ser, por exemplo, por morte do primeiro devedor, recaindo o ônus sobre os herdeiros, ou por
venda do imóvel ou estabelecimento, incidindo o importe tribtário sobre o comprador.” (SABBAG, Eduardo. Manual de
Direito Tributário. 2013. Pág. 727)
Podemos dividir os assuntos a serem estudados sobre a responsabilidade por sucessão da seguinte maneira:
A sucessão na transmissão de bens imóveis tem como responsável o adquirente de tais bens. Esta pessoa
assume a responsabilidade pelo pagamento dos impostos, taxas e contribuições de melhoria relativas ao
imóvel objeto da transmissão.
Art. 130. Os créditos tributários relativos a impostos cujo fato gerador seja a propriedade,
o domínio útil ou a posse de bens imóveis, e bem assim os relativos a taxas pela prestação
Antes de interpretar o dispositivo citado, devemos entender a diferença entre os impactos da sub-rogação
real e sub-rogação pessoal no Direito Tributário:
Quando uma pessoa adquire um imóvel, assume a responsabilidade pelos tributos incidentes sobre o bem.
Nesse caso, ocorre a sub-rogação pessoal, ficando o responsável (adquirente) com a obrigação de quitar os
tributos, ainda que o montante seja superior ao valor do imóvel adquirido. Essa é a regra!
Quanto a este ponto, é relevante salientarmos que o STJ (Recurso Repetitivo Tema n° 122) já firmou
entendimento segundo o qual, na compra de um imóvel, tanto o promitente comprador (possuidor a
qualquer título) do imóvel quanto seu proprietário/promitente vendedor (aquele que tem a propriedade
registrada no Registro de Imóveis) são contribuintes responsáveis pelo pagamento do IPTU. Veja que neste
caso, mesmo não tendo sido efetivada a transferência da propriedade no registro de imóveis, já se admite a
responsabilização do promitente comprador.
Contudo, devemos destacar que existem duas exceções previstas no citado artigo do CTN. São elas:
● Quando constar do título de transferência de propriedade (escritura) a prova da quitação dos tributos
(CTN, art. 130, caput);
● Quando o imóvel for adquirido em hasta pública - leilão – (CTN, art. 130, par. único).
Portanto, se no momento do registro da transferência do imóvel for apresentada a prova de quitação dos
tributos, o adquirente recebe o bem livre de qualquer ônus tributário.
A que ônus eu estou me referindo se já foram apresentados os comprovantes de quitação dos tributos? Ora,
entre o momento da ocorrência do fato gerador e o lançamento do tributo (procedimento com a finalidade
de torná-lo exigível), há um prazo determinado no CTN, denominado decadência. Se este prazo não existisse,
os fiscais nunca iriam poder lançar os tributos que não foram declarados espontaneamente pelos
contribuintes.
Tudo isso será detalhadamente estudado nas próximas aulas. Não se preocupe.
Diante do exposto, no momento em que se comprova o pagamento dos tributos, pode haver outros a serem
posteriormente descobertos e lançados pelo fisco. Nesse caso, o adquirente não assume tal
responsabilidade, ou seja, serão cobrados do antigo proprietário.
Existe uma situação interessante, digna de nota, por já ter sido objeto de decisão do Superior Tribunal de
Justiça, que diz respeito à discussão se há, ou não, sucessão tributária quando há desapropriação de imóvel
pertencente à empresa privada pela União Federal, visto que os débitos, objetos de cobrança em execução
fiscal promovida por fazenda municipal, têm como fundamento fatos geradores ocorridos em momento
pretérito à ocorrência da imissão na posse, relativos ao Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) e Taxa de
Limpeza Pública de Coleta de Resíduos Sólidos:
O ente desapropriante não responde por tributos incidentes sobre o imóvel desapropriado nas
hipóteses em que o período de ocorrência dos fatos geradores é anterior ao ato de aquisição
originária da propriedade.
(STJ, REsp 1.668.058-ES, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, Julgamento em 08/06/2017)
Nesta ocasião, o STJ, citando a doutrina, ressaltou que a desapropriação constitui “forma originária de
aquisição de propriedade porque não provém de nenhum título anterior, e, por isso, o bem expropriado
torna-se insuscetível de reivindicação e libera-se de quaisquer ônus que sobre ele incidissem
precedentemente, ficando os eventuais credores sub-rogados no preço". Logo, não há ligação entre o
sucedido (antigo proprietário) e sucessor (ente expropriante).
Existe uma outra jurisprudência, agora do STF, consolidada no Tema 224 de Repercussão Geral: A
imunidade tributária recíproca não exonera o sucessor das obrigações tributárias relativas aos fatos
jurídicos tributários ocorridos antes da sucessão.
Assim, o STF entende que se um imóvel com débitos de IPTU for adquirido pela União, a responsabilidade
tributária será transferida ao ente tributante, ainda que seja imune.
Por último, porém não menos importante, em relação ao imóvel adquirido em hasta pública, que é o leilão
de bens penhorados, realizado pelo Poder Público, o CTN afirma que a sub-rogação ocorre sobre o respectivo
preço. O que isso significa?
Significa que o arrematante dos bens imóveis em hasta pública adquire tais bens livres de qualquer gravame
tributário, já que se trata de sub-rogação real. Ou seja, os débitos tributários existentes sobre o imóvel são
quitados pelo próprio valor da arrematação. Logo, se o valor dos tributos devidos superar o valor do imóvel,
o Fisco não pode exigir a diferença do arrematante nem do alienante (antigo proprietário), pois a sub-
rogação é real.
Saiba que, mesmo havendo previsão no edital de um leilão atribuindo responsabilidade ao arrematante, o
STJ entende que tal previsão é inválida:
Tema Repetitivo 1134 STJ - Diante do disposto no art. 130, parágrafo único, do Código Tributário
Nacional, é inválida a previsão em edital de leilão atribuindo responsabilidade ao arrematante
pelos débitos tributários que já incidiam sobre o imóvel na data de sua alienação.
Para fecharmos o tópico, imagine que uma pessoa tenha adquirido de outra um imóvel e, depois da compra,
percebeu que o vendedor havia pago valores maiores do que o realmente devido a título de IPTU. E se foi
pago a maior, cabe restituição (na dúvida, leia o art. 165, do CTN).
Será que o comprador poderia pleitear a restituição dos valores pagos indevidamente (ou seja, além
do que era devido)?
(...)
5. O direito à repetição de indébito de IPTU cabe ao sujeito passivo que efetuou o pagamento
indevido, ex vi do artigo 165, do Codex Tributário. "Ocorrendo transferência de titularidade do
imóvel, não se transfere tacitamente ao novo proprietário o crédito referente ao pagamento
indevido. Sistema que veda o locupletamento daquele que, mesmo tendo efetivado o
recolhimento do tributo, não arcou com o seu ônus financeiro (CTN, art. 166). Com mais razão,
vedada é a repetição em favor do novo proprietário que não pagou o tributo e nem suportou,
direta ou indiretamente, o ônus financeiro correspondente."
(STJ, Primeira Seção, REsp 947206 / RJ, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 26/10/2010)
A norma que rege a responsabilidade do sucessor na transmissão de bens móveis é o art. 131, I, do CTN, cuja
redação é a seguinte:
Embora não o legislador não tenha mencionado expressamente que se trata de bens móveis, essa é a
interpretação da maioria dos autores, tendo em vista que a responsabilidade dos bens imóveis já foi tratada
no art. 130.
Essa espécie de responsabilidade em muito se assemelha à dos bens imóveis, com a distinção de que, neste
caso, não há exceções que eximem o adquirente dos bens móveis. Se houve a transmissão dos bens, há
sucessão tributária, sem exceções.
No que se refere aos responsáveis, a norma assevera que são eles o adquirente ou o remitente. Quando ao
adquirente, não há observações a serem feitas. É a pessoa que compra o bem móvel de outra.
No que concerne ao remitente, embora não deixe de ser um adquirente, é bom que conheçamos, ainda que
superficialmente, a origem do termo. Remitente é aquele que realiza a remição, que pode ser traduzida no
resgate e aquisição de bens que foram penhorados ou objeto de leilão judicial, pelo cônjuge, ascendente
ou descendente da pessoa executada. Tais pessoas (remitentes) possuíam preferência sobre o arrematante.
Destaque-se que, atualmente, o instituto foi revogado. Contudo, para nossa prova, você pode responder
normalmente: o remitente é pessoalmente responsável pelos tributos relativos aos bens (móveis) remidos.
Observação: Não confunda remição com remissão. Esta é um benefício fiscal, já citado em
outra aula, mas que só será detalhadamente estudado na aula em que tratarmos das
hipóteses de extinção do crédito tributário.
Para finalizar, temos a jurisprudência do STJ fixada no Tema Repetitivo 1118, no qual foi consolidado que:
Essa jurisprudência é interessante e tem relação com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que prevê a
obrigação de comunicação de venda do veículo ao antigo proprietário sob pena de responsabilidade
solidária. O STJ decidiu que tal responsabilidade não se aplica ao IPVA (exceto se houver lei específica assim
prevendo). Vejamos também, no mesmo sentido, a Súmula 585 do STJ:
A responsabilidade com base na transmissão causa mortis foi prevista no art. 131, II e III, do CTN, nos
seguintes termos:
(...)
II - o sucessor a qualquer título e o cônjuge meeiro, pelos tributos devidos pelo de cujus
até a data da partilha ou adjudicação, limitada esta responsabilidade ao montante do
quinhão do legado ou da meação;
III - o espólio, pelos tributos devidos pelo de cujus até a data da abertura da sucessão.
Observação: Confira abaixo um mini-dicionário para que você possa entender o assunto com
tranquilidade:
Nesse tipo de transmissão, a lógica é que, da mesma forma que os bens do de cujus são transferidos para
seus herdeiros, as dívidas tributárias também o são.
Assim, quando em vida, a pessoa é sujeito passivo, na condição de contribuinte, de vários tributos. Após a
sua morte, alguém deve se responsabilizar por isso.
Portanto, os sucessores devem arcar com as dívidas, na condição de responsáveis. Afinal, não foram eles que
praticaram o fato gerador (não houve relação pessoal e direta com o fato gerador), havendo, tão somente,
a transferência da responsabilidade.
Ocorre que, logo após a morte, há o procedimento de inventário, e até que seja feita a partilha aos herdeiros,
o ente que fica responsável pelas dívidas do de cujus é o espólio, assim considerado o conjunto coisas e
direitos que compunham o patrimônio do falecido.
Dessa forma, o CTN estabeleceu que o espólio, embora não seja pessoa, fica pessoalmente responsável
pelos tributos devidos pelo de cujus até a data da abertura da sucessão (morte). Por outro lado, em relação
aos fatos geradores ocorridos após a abertura da sucessão e antes da sentença da partilha, o espólio é
considerado contribuinte.
No que concerne aos sucessores, são pessoalmente responsáveis por todos os fatos geradores ocorridos
antes da sentença de partilha, inclusive o que ocorreram antes da abertura da sucessão, caso o espólio não
os tenha quitado. De maneira análoga, em relação aos fatos geradores ocorridos após a partilha, os
sucessores são contribuintes, possuindo relação pessoa e direta com o fato gerador.
Em síntese, o que você precisa saber é que há três marcos temporais para definirmos o contribuinte e o
responsável perante a administração tributária: antes da morte (abertura da sucessão), entre esta e a
partilha ou e após a partilha.
Antes da abertura da sucessão 🡪 fatos geradores ocorridos até esse momento possuem
como contribuinte o de cujus e como responsáveis o espólio ou os sucessores.
Entre a abertura da sucessão e a partilha 🡪 fatos geradores ocorridos dentro desse período
possuem como contribuinte o espólio e como responsáveis os sucessores.
Após a partilha ou adjudicação 🡪 fatos geradores após essa data possuem como
contribuintes os sucessores.
De Cujus
É contribuinte pelos FGs antes da morte.
Espólio
==13730c==
Sucessores
É responsável pelos FGs antes da partilha;
Por fim, deve ser ressaltado que a responsabilidade na sucessão causa mortis engloba não só o valor dos
tributos devidos, mas inclui as multas moratórias, que são aquelas impostas pelo não pagamento do tributo
na data de vencimento. Esse é o entendimento do STJ:
5. O espólio, quando chamado como sucessor tributário, é responsável pelo tributo declarado
pelo "de cujus" e não pago no vencimento, incluindo-se o valor da multa moratória.(...)"
(STJ, REsp 295.222/SP, Primeira Turma, Rel. Min. José Delgado, Julgamento em 12/06/2001)
Sucessão Empresarial
O CTN estabelece que a sucessão empresarial gera, nos termos do art. 132 do CTN, responsabilidade
tributária às empresas resultantes das operações societárias. Vejamos a íntegra desse dispositivo:
Art. 132. A pessoa jurídica de direito privado que resultar de fusão, transformação ou
incorporação de outra ou em outra é responsável pelos tributos devidos até à data do
ato pelas pessoas jurídicas de direito privado fusionadas, transformadas ou incorporadas.
A sucessão empresarial consiste em operações societárias entre empresas, que são denominadas fusão,
incorporação, transformação ou cisão. Vamos entender cada uma das operações:
Fusão 🡪 Operação em que duas empresas se unem para formar uma só. As empresas
fusionadas deixam de existir, surgindo uma nova, que será a sucessora.
Incorporação 🡪 Operação em que uma (ou mais do que uma) sociedade é absorvida por
outra. A empresa incorporada deixa de existir.
Transformação 🡪 Operação em que a sociedade muda de forma (de Ltda. Para S.A., por
exemplo).
Cisão 🡪 A cisão pode ser total ou parcial. Na cisão total, uma empresa transfere todo o seu
patrimônio para outra, deixando de existir. Na cisão parcial, a empresa transfere parcela
do seu patrimônio para uma (ou mais de uma) empresa, continuando a existir.
Cabe observar que o CTN não cita expressamente a “cisão”, pois a operação só foi regulada 10 anos após a
publicação do CTN, conforme consta na Lei das S.A. (Lei 6.404/76):
Art. 229. A cisão é a operação pela qual a companhia transfere parcelas do seu patrimônio
para uma ou mais sociedades, constituídas para esse fim ou já existentes, extinguindo-se a
companhia cindida, se houver versão de todo o seu patrimônio, ou dividindo-se o seu
capital, se parcial a versão.
Apesar disso, a doutrina e a jurisprudência têm aceitado a aplicação da regra da responsabilidade tributária
na sucessão empresarial aos casos de cisão, como o trecho da ementa do acórdão abaixo transcrito:
(...) 2. Embora não conste expressamente do rol do art. 132 do CTN, a cisão da sociedade é
modalidade de mutação empresarial sujeita, para efeito de responsabilidade tributária, ao
mesmo tratamento jurídico conferido às demais espécies de sucessão (REsp 970.585/RS, 1ª
Turma, Min. José Delgado, DJe de 07/04/2008).
(STJ, REsp 852.972/PR, Primeira Turma, Rel. Min. Teori Albino Zavascki, Julgamento em
25/05/2010)
Dando continuidade ao nosso estudo, o marco temporal para se definir se a empresa sucessora será
contribuinte ou responsável é a data do ato que gerou a operação societária.
As operações societárias não se confundem com operações comerciais. Logo, não ocorre
fato gerador do ICMS.
A responsabilidade por sucessão também é extensiva aos casos de extinção das pessoas jurídicas de direito
privado, conforme preceitua o par. único do art. 132, do CTN:
Parágrafo único. O disposto neste artigo aplica-se aos casos de extinção de pessoas
jurídicas de direito privado, quando a exploração da respectiva atividade seja continuada
por qualquer sócio remanescente, ou seu espólio, sob a mesma ou outra razão social, ou
sob firma individual.
Veja que, para a responsabilidade tributária ficar caracterizada, é necessário que a atividade seja continuada
por qualquer sócio remanescente ou seu espólio, podendo a atividade ser explorada sob a mesma ou outra
razão social, ou sob firma individual.
Observação:
2) O sócio que continuar a respectiva atividade pode ser responsabilizado, ainda que
exerça a atividade sem regular constituição, já que o art. 126, III, do CTN, impõe a
capacidade passiva, independentemente de a pessoa jurídica estar regularmente
constituída.
No que se refere à abrangência do crédito transferido na responsabilidade por sucessão empresarial, deve
ficar claro que, neste caso, abrange tanto as multas moratórias como as punitivas. Vejamos o
posicionamento do STJ a respeito do tema:
"(...) A responsabilidade tributária do sucessor abrange, além dos tributos devidos pelo sucedido,
as multas moratórias ou punitivas, que, por representarem dívida de valor, acompanham o
passivo do patrimônio adquirido pelo sucessor, desde que seu fato gerador tenha ocorrido até a
data da sucessão. (...)"
(STJ, REsp 923.012, Primeira Seção, Rel. Min. Luiz Fux, Julgamento em 09/06/2010)
Art. 133. A pessoa natural ou jurídica de direito privado que adquirir de outra, por
qualquer título, fundo de comércio ou estabelecimento comercial, industrial ou
profissional, e continuar a respectiva exploração, sob a mesma ou outra razão social ou
sob firma ou nome individual, responde pelos tributos, relativos ao fundo ou
estabelecimento adquirido, devidos até à data do ato:
Antes de partirmos para análise do art. 133, vamos entender o que vem a ser “fundo de comércio” e
“estabelecimento comercial”.
Fundo de comércio é caracterizado pelo conjunto de bens tanto materiais (máquinas, móveis, computadores
etc.) como imateriais (marca, ponto comercial etc.), utilizados para cumprir com a atividade empresarial. O
fundo de comércio pode ser composto por um ou mais estabelecimentos.
Portanto, os estabelecimentos são considerados parcelas do fundo de comércio, já que este pode conter
vários estabelecimentos.
Nesse contexto, repare que o CTN responsabiliza tanto o adquirente de todo o fundo de comércio, como o
que adquire apenas um estabelecimento comercial.
Assim, o adquirente que continua a respectiva exploração da atividade comercial, ainda que sob a mesma
ou outra razão social ou sob firma individual, responde pelos tributos relativos ao fundo ou
estabelecimento adquirido.
● O adquirente deve continuar a exploração da respectiva atividade comercial. Dessa forma, se compra
um estabelecimento onde há a exploração de uma farmácia, e decide abrir um lava-jato, não há que se
falar em responsabilidade do adquirente.
● Havendo o prosseguimento na exploração da respectiva atividade, o adquirente somente responde
pelos tributos relativos ao fundo ou estabelecimento adquirido. Nesse sentido, seria responsável pelo
ICMS ou IPI, por exemplo, mas não sobre o Imposto de Renda devido pela pessoa jurídica alienante.
Se continuar a exploração
Torna-se Responsável
Subsidiariamente Integralmente
É importante destacar que o STJ (REsp 108.873/SP) já decidiu que, se uma empresa aluga
um imóvel que já foi anteriormente locado a outra pessoa jurídica devedora, não há que
se falar em responsabilidade tributária.
Entendido tudo até aqui, correto? Então, vamos prosseguir no assunto, explicando a intensidade da
responsabilidade assumida pelo adquirente, que pode ocorrer de duas maneiras. Vamos lá!
Imagine, a título de exemplo, que um japonês, inconformado com o elevado índice de inadimplência na sua
loja de roupas, decide vendê-la a outra pessoa, com a finalidade de regressar ao seu país de sua origem.
Outro exemplo seria o de um italiano, que possui duas pizzarias. Decepcionado com o baixo volume de
vendas de uma das pizzarias, decide aliená-la e continuar com a exploração da outra, que já se encontra
estruturada.
A primeira hipótese ocorre quando o alienante, após realizar a venda do fundo de comércio ou do
estabelecimento, cessa completamente a exploração do comércio, indústria ou atividade. Perceba que, para
o fisco, fica difícil localizar o japonês, para cobrar-lhe os tributos porventura devidos. Por esse motivo, se o
alienante cessa a exploração comercial ou industrial, o adquirente responde integralmente pelos tributos
(art. 133, I).
Como o alienante pode ser encontrado com maior facilidade, o adquirente somente responderá pelos
tributos devidos se a Fazenda não lograr êxito na cobrança do alienante. Ou seja, a responsabilidade é
subsidiária do adquirente.
Um detalhe a ser notado é que, para o adquirente se responsabilizar pelo fundo de comércio ou
estabelecimento adquirido, deve continuar a exploração da respectiva atividade. Por outro lado, a
responsabilidade do alienante continua, ainda que venha a iniciar atividade distinta dentro dos próximos
seis meses.
Impende destacar que o advento da LC 118/2005 trouxe importantes alterações no art. 133 do CTN,
acrescentando 3 parágrafos a ele. Como tais alterações envolvem o processo de recuperação judicial e de
falência, é muito importante que você entenda a relação desses conceitos com o assunto que estamos
estudando.
Na sistemática da recuperação judicial (antiga concordata), o objetivo é fazer com que a empresa supere a
crise econômico-financeira pela qual está passando. Para que isso ocorra, pode ser necessário alienar um
dos estabelecimentos da empresa.
Da mesma forma que na recuperação judicial, em que está presente o princípio da preservação da empresa,
na falência pode haver alienação dos estabelecimentos.
Em ambos os casos, o alienante está repleto de dívidas tributárias. Aplicando-se a regra da responsabilidade
por sucessão, o adquirente seria responsável por tais dívidas.
A LC 118/05 alterou justamente esse ponto, ou seja, criou uma hipótese de exclusão da responsabilidade
do adquirente dos fundos de comércio e dos estabelecimentos.
I – em processo de falência;
A princípio, poderíamos pensar que foi aberta a possibilidade de os sócios da sociedade falida, ou em
recuperação judicial, utilizarem terceiros para adquirir os estabelecimentos livres do ônus tributário.
Contudo, de modo a prevenir que tal exceção seja utilizada com fins fraudulentos, o legislador estabeleceu
no § 2º o seguinte:
Por último, a LC 118/05 acrescentou o § 3º ao art. 133, asseverando que o dinheiro arrecadado com a
alienação de empresa, filial ou unidade produtiva isolada permanecerá à disposição do juízo de falência pelo
prazo de 1 ano, só podendo ser utilizado para pagar dívidas contraídas ao longo da falência (créditos
extraconcursais), ou para pagar créditos que, na falência, possuem privilégio em relação ao crédito
tributário.
Não se preocupe, amigo(a) concurseiro(a) com tais conceitos, pois tudo isso será muito bem detalhado em
momento oportuno. Não vamos complicar nosso curso sem necessidade. Tudo deve fluir naturalmente!
(Pref Fortaleza-Auditor/2023) À luz do disposto pelo Código Tributário Nacional (CTN), julgue o item a seguir.
A pessoa natural ou jurídica que adquirir estabelecimento comercial e continuar a respectiva exploração
responde pelos tributos devidos pelo estabelecimento adquirido, mesmo quando se tratar de alienação
judicial realizada em processo de falência, desde que o comprador seja sócio ou parente em até o quarto
grau do devedor falido.
Comentário: Como regra, a aquisição de estabelecimento comercial quando se tratar de alienação judicial
realizada em processo de falência não gera responsabilidade. Porém, caso haja vínculo entre o comprador e
o sócio da empresa falida, haverá responsabilidade, nos termos do art. 133, do CTN.
Gabarito: Certo
(SEFAZ-DF-Auditor Fiscal/2020) A sociedade empresária que tenha sócio remanescente de sociedade extinta
e que explore a mesma atividade não responde pelos débitos tributários desta.
Comentário: O art. 132, par. único, do CTN, prevê que há responsabilidade em caso de extinção de pessoas
jurídicas de direito privado, quando a exploração da respectiva atividade seja continuada por qualquer sócio
remanescente, ou seu espólio, sob a mesma ou outra razão social, ou sob firma individual.
Gabarito: Errada
b) o patrimônio do proprietário anterior, o qual deverá responder sozinho pela dívida tributária.
c) o preço pago pelo arrematante, não devendo ser gerado qualquer gravame no imóvel.
Comentário: O art. 130, par. único, do CTN, prevê que, no caso de arrematação em hasta pública, a sub-
rogação ocorre sobre o respectivo preço. Isso significa que o arrematante não responde pela dívida tributária
anterior à arrematação, como é o caso de João. Por isso, a alternativa correta é a Letra C.
Gabarito: Letra C
a) não responde pelos tributos devidos pelo alienante ou pelo estabelecimento alienado até a data da
compra, se o alienante continuar exercendo a atividade econômica no mesmo ramo ou for declarado falido.
b) não responde pelos tributos devidos até a data da compra, se a alienação for judicial, no âmbito de
processo de falência, exceto se for sócio da sociedade falida, sociedade controlada pelo devedor falido,
parente em linha reta ou colateral até o 4º grau do devedor falido ou de seus sócios, ou agente do falido.
c) não responde pelos tributos devidos após a compra do estabelecimento adquirido, por até 3 anos, se o
alienante estava falido ou em recuperação judicial.
d) responde integralmente pelos tributos devidos até 12 meses da data da aquisição, se o alienante, por
qualquer motivo, cessar a atividade econômica ou, estando em recuperação judicial, falir.
e) responde subsidiariamente pelos tributos devidos até a data da compra, se o alienante, por qualquer
motivo, cessar a exploração do comércio, indústria ou atividade.
A responsabilidade, por outro lado, é subsidiária com o alienante, se este prosseguir na exploração ou iniciar
dentro de seis meses a contar da data da alienação, nova atividade no mesmo ou em outro ramo de
comércio, indústria ou profissão.
Fica, ainda, isento da responsabilidade, o adquirente nos casos de alienação judicial em processo de falência
ou de filial ou unidade produtiva isolada, em processo de recuperação judicial, exceto se for sócio da
sociedade falida, sociedade controlada pelo devedor falido, parente em linha reta ou colateral até o 4º grau
do devedor falido ou de seus sócios, ou agente do falido. Desse modo, só nos resta a alternativa B como
resposta.
Gabarito: Letra B
a) cônjuge meeiro, que não se qualifique como herdeiro, é pessoalmente responsável, por sucessão, pelos
tributos devidos pelo de cujus, até a data da partilha, limitada esta responsabilidade ao montante da meação.
b) adquirente, que compra um bem por meio de contrato de venda e compra, é responsável pelos tributos
devidos pelo vendedor, embora essa responsabilidade não seja pessoal, por não se tratar de uma situação
de sucessão.
c) herdeiro, parente em linha colateral, até o quarto grau, é responsável, ilimitadamente, pelos tributos
devidos pelo de cujus, até a data da abertura da sucessão.
d) legatário que tiver aceitado o legado, desde que não tenha tido relação de parentesco com o autor da
herança, não é pessoal nem limitadamente responsável pelos tributos devidos pelo de cujus, até a data da
abertura da sucessão.
e) espólio é excluído de qualquer forma de responsabilização, por não ter personalidade jurídica.
Comentário:
Alternativa A: O art. 131, II, do CTN, estabelece que é pessoalmente responsável o sucessor a qualquer título
e o cônjuge meeiro, pelos tributos devidos pelo de cujus até a data da partilha ou adjudicação, limitada esta
responsabilidade ao montante do quinhão do legado ou da meação. Alternativa correta.
Alternativa B: O art. 131, I, do CTN, estabelece que é pessoalmente responsável o adquirente ou remitente,
pelos tributos relativos aos bens adquiridos ou remidos. Alternativa errada.
Alternativa D: O legatário é responsável pessoal pelos tributos devidos pelo de cujus, até a data da partilha,
limitada sua responsabilidade ao do quinhão do legado. Alternativa errada.
Alternativa E: O art. 131, I, do CTN, estabelece que é pessoalmente responsável o espólio, pelos tributos
devidos pelo de cujus até a data da abertura da sucessão. Alternativa errada.
Gabarito: Letra A
Comentário: A responsabilidade solidária dos tutores e curadores pelos tributos devidos por seus tutelados
ou curatelados, nos atos em que intervierem ou não, ou pelas omissões de que forem responsáveis, somente
haverá nos casos de impossibilidade de exigência do cumprimento da obrigação principal pelo contribuinte.
Gabarito: Errada
Responsabilidade de Terceiros
Diferentemente do que vimos nos tópicos anteriores, em que há sucessão patrimonial e consequente
responsabilidade, o que vamos estudar aqui é a responsabilização de pessoas (denominadas “terceiros”),
que possuem o dever de administrar os bens dos contribuintes, de representá-los.
Caso tais pessoas se omitam do seu dever, ainda que não atuem contrariamente à lei, devem ser
responsabilizadas, já que a elas foi confiada a gestão patrimonial.
Nesse rumo, a responsabilidade de terceiros foi dividida, no CTN, em duas partes: o art. 134 trata da
responsabilização por atuação regular, e o art. 135 se refere à responsabilidade de terceiros que agiram de
forma irregular, infringindo a lei, por exemplo.
Vamos começar o estudo desse tipo de responsabilidade, analisando o caput do art. 134:
(...)
De início, cumpre ressaltar uma imprecisão terminológica do CTN. A Lei diz que, não sendo possível exigir o
cumprimento da obrigação principal do contribuinte, o terceiro passa a ser responsável “solidário” com
aquele.
Nós estudamos que a solidariedade não comporta benefício de ordem, podendo ser exigida de um ou de
outro. No caso, o comando é claro que a exigência deve ser feita ao contribuinte e, não sendo possível
adimplir a obrigação, cobra-se do responsável.
Embora o CTN tenha sido impreciso na terminologia utilizada, devemos guardar que a responsabilidade é
solidária, mas que deve seguir a ordem estipulada no caput. Esse conselho deve ser seguido, pois é assim
que as bancas costumam cobrar.
Observe que a responsabilidade é considerada por transferência, pois, ao ocorrer o fato gerador, o
contribuinte é o sujeito passivo da obrigação. Em caso de impossibilidade do cumprimento pelo sujeito
passivo direto, transfere-se a responsabilidade ao terceiro.
Repare que no final do caput do art. 134, uma informação adicional também nos foi dada: o terceiro deve
intervir no ato que culminou no inadimplemento da obrigação ou se omitir de um dever que lhe cabe. Ou
seja, a atuação do terceiro possui relação com o nascimento da obrigação tributária e, se o contribuinte não
pagar, o terceiro se torna responsável.
Logo, podemos esquematizar os dois requisitos para que a dívida venha a ser exigida do responsável:
Deve ficar claro, quanto ao artigo em análise, que os responsáveis somente assumem o tributo devido e as
multas de caráter moratória, isto é, por mero atraso de pagamento. Isso porque o seu par. único estabelece
que a responsabilidade decorrente do art. 134 só se aplica, em matéria de penalidades, às de caráter
moratório.
Nesse momento, você de estar se perguntando: quem são esses terceiros responsáveis? Nos incisos do art.
134, o legislador elenca os terceiros que podem ser tornar responsáveis em relação à obrigação tributária.
São eles:
V - o síndico e o comissário, pelos tributos devidos pela massa falida ou pelo concordatário;
Em todos os casos, observe que o responsável exerce uma função de representação do contribuinte.
Os pais, os tutores e os curadores, por exemplo, representam aqueles que são incapazes para praticar os
atos da vida civil (filhos menores, tutelados e curatelados).
O inventariante, por seu turno, exerce a função de gerir o patrimônio do espólio, podendo, por isso mesmo,
se tornar responsável quando colaborar para o inadimplemento da obrigação tributária principal (tributos
ou multas moratórias).
No que se refere aos síndicos e comissários, na legislação falimentar atual, são denominados Administrador
Judicial. Na falência, o administrador assume a administração dos bens da massa. Na recuperação judicial, o
administrador judicial atua como auxiliar.
Os tabeliães, também conhecidos por notários, podem ficar responsáveis, por exemplo, quando não
exigirem (omissão) a comprovação de quitação dos tributos relativos a determinado imóvel, no momento da
transferência de sua propriedade.
Por fim, quando o CTN se referiu aos sócios de sociedade de pessoas, quis se referir àquelas sociedades em
que a responsabilidade dos sócios é ilimitada em relação à sociedade, ou seja, respondem pelas dívidas das
sociedades com o próprio patrimônio.
Acabamos de estudar a responsabilidade “solidária” (que, na verdade, é subsidiária) dos terceiros que atuam
ou se omitem, acarretando o não pagamento dos tributos devidos. Não houve, portanto, qualquer infração
dolosa à lei ou excesso de poderes, por exemplo.
A partir desse momento, veremos a responsabilidade pelos terceiros que agem com excesso de poderes ou
infração de lei, contrato social ou estatutos.
Repare que as pessoas mencionadas nos incisos II e III desse artigo não foram previstas na
responsabilidade “solidária” do art. 134. Isso cai em prova. Cuidado!
Vamos imaginar que o diretor de uma empresa, embora não tenha poderes para adquirir imóveis sem
anuência dos sócios da pessoa jurídica, compra uma fazenda a fim de que os funcionários da organização
tenham um local para o lazer. Como houve excesso de poder por parte do referido diretor, ele será
pessoalmente responsável pela obrigação tributária relativa ao ITBI, por conta da transmissão onerosa de
bens imóveis.
Observe que não é difícil ilustrar uma situação em que ocorre a prática de um ato com excesso de poderes.
Porém, quanto à prática de infrações à legislação tributária, que também ensejam a responsabilidade pessoal
do agente, é importante tecermos alguns comentários.
Primeiramente, deve-se destacar que o mero descumprimento da obrigação tributária principal, ou seja, o
não pagamento do tributo, caso não haja dolo ou fraude, não caracteriza infração legal, de modo que a
mora é da empresa, e o gestor não passa a ser pessoalmente responsabilizado. A jurisprudência atual do
STJ é pacificada quanto a isso:
Súmula STJ 430 - O inadimplemento da obrigação tributária pela sociedade não gera, por si só, a
responsabilidade solidária do sócio-gerente.
Agora, imaginemos o caso de uma empresa que simplesmente deixa de funcionar no seu endereço, ou seja,
encerra suas atividades, deixando débitos tributários em aberto sem qualquer respaldo patrimonial como
garantia do pagamento da dívida. Neste caso, isso seria uma infração à lei?
Esta situação retrata a famigerada dissolução irregular de uma pessoa jurídica que, para o STJ, configura
infração passível de responsabilização do sócio-gerente:
Súmula STJ 435 - Presume-se dissolvida irregularmente a empresa que deixar de funcionar no seu
domicílio fiscal, sem comunicação aos órgãos competentes, legitimando o redirecionamento da
execução fiscal para o sócio-gerente.
Em relação à dissolução irregular, a Primeira Seção do STJ fixou a seguinte tese (Tema Repetitivo 962):
Observação: Pelo exposto, fica claro que não se pode responsabilizar toda e qualquer
pessoa que já tenha figurado como administrador de uma empresa em momentos
anteriores ou posteriores, nada tendo a ver com a prática dos ilícitos.
➔ Sócio com poderes de gerência na data do fato gerador, mas se retirou da empresa
antes da dissolução irregular: NÃO SERÁ RESPONSABILIZADO.
➔ Sócio que entrou na empresa após a data do fato gerador, mas que possuía poderes de
gerência da data da dissolução irregular: SERÁ RESPONSABILIZADO.
➔ Sócio sem poderes de gerência: NÃO SERÃO RESPONSABILIZADOS.
Talvez, em decorrência da leitura da Súmula 435 do STJ, você esteja se perguntando se o redirecionamento
da execução fiscal para o sócio-gerente implicaria exclusão da pessoa jurídica do polo passivo. Não obstante
a redação do art. 135 mencione o termo “pessoalmente”, a jurisprudência do STJ indica que a pessoa
jurídica persiste no polo passivo da execução fiscal:
(...)
12. Não há sentido em concluir que a prática, pelo sócio-gerente, de ato ilícito (dissolução
irregular) constitui causa de exclusão da responsabilidade tributária da pessoa jurídica, fundada
em circunstância independente.
13. Em primeiro lugar, porque a legislação de Direito Material (Código Tributário Nacional e
legislação esparsa) não contém previsão legal nesse sentido.
14. Ademais, a prática de ato ilícito imputável a um terceiro, posterior à ocorrência do fato
gerador, não afasta a inadimplência (que é imputável à pessoa jurídica, e não ao respectivo
sócio-gerente) nem anula ou invalida o surgimento da obrigação tributária e a constituição do
respectivo crédito, o qual, portanto, subsiste normalmente.
(...)
(STJ, Segunda Turma, REsp 1.455.490/PR, rel. Min. Herman Benjamin, Julgamento em
26/08/2014)
Ambas as súmulas acima citam o sócio-gerente. A propósito, nós vimos quem são os terceiros responsáveis
do art. 134, mas ainda não comentamos quem pode ser pessoalmente responsabilizado nos termos do art.
135.
Saiba que todas as figuras citadas no art. 134 podem sofrer a responsabilização, caso ajam com excesso de
poderes ou infração de lei, contrato social ou estatutos. Além disso, também podem ser responsabilizados
os mandatários, prepostos e empregados, bem com os diretores (citado no nosso exemplo), gerentes ou
representantes de pessoas jurídicas de direito privado.
Em relação aos sócios de uma empresa, é importante ter em mente que são as atividades desenvolvidas na
gestão da empresa que podem acarretar responsabilização pessoal, e não o simples fato de ser sócio. Por
conseguinte, o sócio-gerente pode ser responsabilizado, ao passo que o sócio-quotista não pode.
Destaque-se que a responsabilidade pessoal, prevista no art. 135, objeto de nosso estudo, abrange os
tributos, os juros e as multas, sejam elas de caráter moratório ou punitivo. Trata-se, na definição da doutrina
em geral, de uma modalidade de responsabilidade por substituição.
(TJ-SC-Notário e Registrador/2023) De acordo com o disposto no CTN, são requisitos essenciais para que se
atribua a responsabilidade tributária ao notário, tabelião e registrador em relação às obrigações tributárias
que lhes competem fiscalizar:
III prática de atos por esses agentes, ou perante eles, em razão do seu ofício e, quando em matéria de
penalidades, que se relacionem somente às de caráter moratório.
Comentário:
Item II: De fato, o art. 134, do CTN, estabelece que a conduta omissiva por parte do tabelião pode gerar a
responsabilidade tributária. Item correto.
Item III: O art. 134, par. Único, ressalta a extensão da responsabilidade tributária às infrações de caráter
moratório. Item correto.
Art. 134. Nos casos de impossibilidade de exigência do cumprimento da obrigação principal pelo contribuinte,
respondem solidariamente com este nos atos em que intervierem ou pelas omissões de que forem
responsáveis:
(...)
VI - os tabeliães, escrivães e demais serventuários de ofício, pelos tributos devidos sobre os atos praticados
por eles, ou perante eles, em razão do seu ofício;
(...)
Parágrafo único. O disposto neste artigo só se aplica, em matéria de penalidades, às de caráter moratório.
Gabarito: D
(SEFAZ-AM/2022) A pessoa jurídica Espectro, em processo de falência, foi alienada judicialmente para a
sociedade empresária Ômega, que manteve o mesmo nome e as mesmas lojas daquela.
E) Não responderá, mesmo que um de seus sócios seja sócio da sociedade empresária Espectro.
Comentário:
Alternativa A: Perceba que a presente questão aborda a alienação feita judicialmente por processo de
falência, e nessa hipótese, salvo as exceções previstas no §2º, art. 133, do CTN, o adquirente não tem
responsabilidade. Alternativa errada.
Alternativa B: Pelo motivo da alienação judicial ter sido realizada em processo de falência não há
responsabilidade da adquirente, salvo as exceções previstas no §2º, art. 133, do CTN. Alternativa errada.
Alternativa D: Se a alienação não fosse em processo judicial aplicaríamos a inteligência do art. 133, I e II, do
CTN. Confira:
Art. 133. A pessoa natural ou jurídica de direito privado que adquirir de outra, por qualquer título, fundo de
comércio ou estabelecimento comercial, industrial ou profissional, e continuar a respectiva exploração, sob
a mesma ou outra razão social ou sob firma ou nome individual, responde pelos tributos, relativos ao fundo
ou estabelecimento adquirido, devidos até à data do ato:
II - subsidiariamente com o alienante, se este prosseguir na exploração ou iniciar dentro de seis meses a
contar da data da alienação, nova atividade no mesmo ou em outro ramo de comércio, indústria ou profissão.
Então, atenção hein, se não for processo de falência, a depender do alienante continuar ou não a exploração
de comércio, o adquirente pode responder integralmente ou subsidiariamente. Beleza?!
Voltando ao contexto da questão, temos o processo de falência, vamos conferir o que prevê o CTN?!
I – em processo de falência;
Para completar o raciocínio, essa hipótese de não responsabilização do adquirente não é aplicada quando
tivermos, art. 133, § 2º, do CTN:
§ 2o Não se aplica o disposto no § 1º (que estabelece a exclusão da responsabilidade) deste artigo quando o
adquirente for:
I – sócio da sociedade falida ou em recuperação judicial, ou sociedade controlada pelo devedor falido ou em
recuperação judicial;
II – parente, em linha reta ou colateral até o 4o (quarto) grau, consangüíneo ou afim, do devedor falido ou
em recuperação judicial ou de qualquer de seus sócios; ou
III – identificado como agente do falido ou do devedor em recuperação judicial com o objetivo de fraudar a
sucessão tributária.
Alternativa correta.
Alternativa E: Conforme o item anterior, se um dos sócios da Ômega (adquirente) também for sócio da
Espectro (sociedade em falência) teremos responsabilização dos tributos devidos. Alternativa errada.
Gabarito: Letra D
Comentário: Trata-se da responsabilidade prevista no art. 134, V, do CTN, que abrange os tributos e
penalidades tributárias de caráter moratório. Quando a banca fala em responsabilidade solidária, indica
claramente que deseja como resposta o art. 134, do CTN.
Gabarito: Correta
Comentário: A banca fez uma associação incorreta ao dizer que a responsabilidade dos pais pelos tributos
devidos pelos filhos menores é originária, quando na realidade, é conhecida como responsabilidade por
transferência, isto é, não surge diretamente com a ocorrência do fato gerador, mas depende de fato
posterior para transferir ao responsável a obrigação de pagar o tributo.
Gabarito: Errada
I. foi acertada, pois se a empresa estava em dificuldades não haveria motivo para continuar com as atividades
e incrementar ainda mais seu passivo tributário.
II. foi incorreta, pois ao simplesmente fechar as portas das lojas ficou caracterizada a dissolução irregular, o
que poderá justificar o futuro redirecionamento de execuções fiscais à pessoa física dos sócios.
III. foi incorreta, pois o administrador poderia ter recorrido a remédios legais para a proteção de empresas
em dificuldade, tais como a recuperação de empresas e a falência, ao invés de simplesmente encerrar suas
atividades sem a comunicação aos órgãos administrativos competentes.
IV. não alterou a situação legal do outro sócio no tocante à respectiva responsabilidade pelo crédito
tributário, uma vez que todos os sócios respondem pelos débitos fiscais da sociedade.
a) I e IV.
b) II e III.
c) II.
d) III.
e) IV.
Comentário:
Item I: A decisão foi incorreta, pois o o administrador poderia ter recorrido a remédios legais para a proteção
de empresas em dificuldade, tais como a recuperação de empresas e a falência, ao invés de simplesmente
encerrar suas atividades sem a comunicação aos órgãos administrativos competentes. Item errado.
Item II: A decisão foi incorreta, mas o redirecionamento de execução fiscal só alcança o sócio-gerente. Da
forma como foi redigida a assertiva, fica subentendido erroneamente que a execução fiscal pode recair sobre
qualquer sócio. Item errado.
Item IV: Somente os sócios que exercem a administração na sociedade podem ser pessoalmente
responsabilizados pelas dívidas da empresa. Item errado.
Gabarito: Letra D
Pode-se inferir do dispositivo que a responsabilidade por infrações tributárias é, via de regra,
objetiva, ou seja, não se leva em consideração as características pessoais (subjetivas) do infrator e os
efeitos que o ato pode causar. Tudo isso, salvo disposição de lei em contrário, havendo, portanto, exceções,
se forem previstas em leis.
Deve ficar muito claro que não estamos tratando de tributo, mas de infrações e penalidades. Aí vai
um exemplo para ficar claro: o cidadão que recolhe imposto de renda durante o ano, em conformidade com
a legislação que rege tal imposto, mas que não presta a declaração ao Fisco na data correta, está sujeito à
penalidade pela infração à legislação tributária.
Nunca é tarde para se lembrar de que a lei mais benéfica sobre penalidades é aplicada
retroativamente, desde que o ato não esteja definitivamente julgado (art. 106, II, do CTN).
Além disso, a lei tributária que define infrações ou lhe comina penalidades deve ser interpretada em
benefício do infrator (acusado), quando houver dúvida sobre (art. 112, do CTN):
● a capitulação legal do fato;
● a natureza ou às circunstâncias materiais do fato, ou à natureza ou extensão dos seus efeitos;
● a autoria, imputabilidade, ou punibilidade;
● a natureza da penalidade aplicável, ou à sua graduação
A primeira se refere às infrações que foram definidas na lei penal como crimes ou contravenções. As
penas previstas para os crimes e contravenções penais aplicam-se às pessoas naturais. O CTN, seguindo
essa lógica, também estabeleceu que a responsabilidade caberá ao agente.
Destaque-se que há duas exceções, que acabam por afastar o agente da responsabilidade pelas
infrações à legislação tributária: se forem praticadas no exercício regular da administração ou se for por
cumprimento de ordem expressa emitida por quem de direito.
A segunda hipótese se refere à infração em que o agente possui dolo específico, ou seja, age com
uma finalidade específica. O dolo específico é um elemento subjetivo que, como regra, não está presente
nas infrações à legislação tributária, já que estas têm natureza objetiva (CTN, art. 136).
No entanto, lembre-se de que há possibilidade de as infrações à legislação tributária serem
subjetivas (o art. 136 prevê a exceção). Portanto, sempre quando o elemento subjetivo (dolo específico)
estiver presente na legislação que preveja a infração, dizemos que o dolo específico é elementar, e a
responsabilidade será pessoal ao agente.
Por último, a terceira hipótese se faz presente quando a infração decorra de dolo específico do
representante contra seu representado. Portanto, se o tutor age com a finalidade especial de lesar o
tutelado, aquele responde, ainda que este seja o sujeito passivo direto da obrigação.
Do mesmo modo, se o diretor comete uma infração à legislação tributária, com o fim específico de
prejudicar a empresa na qual trabalha, responderá pessoalmente pela infração.
Observação: As pessoas referidas no art. 137 são as mesmas que foram previstas no art.
135.
Denúncia Espontânea
A denúncia espontânea é o instituto criado pelo CTN para que o contribuinte se redima das
infrações tributárias, confessando os ilícitos. Como consequência, a responsabilidade pela multa é afastada.
Na verdade, conforme entendimento do STJ (REsp 774.058/PR), a denúncia espontânea afasta tanto as
multas moratórias como as punitivas.
Há que se ressaltar que, para configurar a espontaneidade, o sujeito passivo deve se antecipar ao
fisco, ou seja, a denúncia espontânea deve ser feita antes de qualquer procedimento fiscalizatório.
Obviamente, o infrator não é obrigado a “adivinhar” quando a sua espontaneidade fica afastada,
sendo necessário que a administração tributária comunique o sujeito passivo formalmente.
Com o início da fiscalização sobre certo contribuinte, lavra-se o Termo de Início de Fiscalização
(CTN, art. 196), com data e hora, ficando claro a partir de que momento a espontaneidade fica excluída.
Outro ponto digno de nota é que, com o início do procedimento de fiscalização, o sujeito passivo
somente perde o direito à denúncia espontânea em relação ao tributo objeto de apuração, bem como
aos períodos aos quais se refere. Logo, se o objeto da fiscalização é o IPI relativo ao ano de 2010, o sujeito
passivo pode utilizar da denúncia espontânea em relação ao IPI relativo ao ano de 2011, ou mesmo em
relação a outros tributos.
Destaque-se que o art. 138 assevera que a denúncia espontânea deve ser feita acompanhada do
pagamento do tributo e dos juros de mora. Caso o valor do tributo dependa de apuração, cabe ao sujeito
passivo depositar o valor arbitrado pela autoridade administrativa, como condição de ser beneficiado
pela denúncia espontânea.
Nessa linha, o STJ (REsp 426.964/SC) já decidiu que o parcelamento não equivale ao pagamento do
tributo, não sendo suficiente para configurar a denúncia espontânea.
Vamos nos atentar, ainda, para o entendimento do STJ, segundo o qual as disposições do CTN sobre
a denúncia espontânea não se aplicam ao cumprimento das obrigações acessórias. Faz todo o sentido, já
que se isso fosse permitido, a regra seria descumprir o prazo de entrega de declarações, por exemplo,
fazendo a denúncia poucos dias depois. Ou seja, a regra se tornaria o descumprimento dos prazos.
A denúncia espontânea é majoritariamente aplicável aos tributos lançados por homologação, tendo
em vista a obrigação, neste caso, do sujeito passivo em declarar e pagar o tributo antecipadamente, sem
prévio exame da autoridade administrativa. Logo, a denúncia espontânea pode ser apresentada quando
não houver previamente a declaração por parte do sujeito passivo.
Por outro lado, o benefício da denúncia espontânea não se aplica aos tributos sujeitos a
lançamento por homologação, quando, embora declarados, sejam pagos a destempo:
Súmula STJ 360 - O benefício da denúncia espontânea não se aplica aos tributos sujeitos a
lançamento por homologação regularmente declarados, mas pagos a destempo.
Ora, se fosse possível a denúncia espontânea nesses casos, o sujeito passivo declararia o débito
regularmente (após a ocorrência do fato gerador), sendo que esta declaração por si só já configuraria
espontaneidade. Assim, ele ficaria livre para recolher o tributo algum tempo depois, sem arcar com a multa
moratória (por atraso de pagamento). Muito injusto com quem paga tempestivamente seus tributos, não é
mesmo?
Por último, deve ser demonstrada a incompatibilidade da denúncia espontânea com os tributos
lançados de ofício. Neste caso, o sujeito passivo não participa do lançamento tributário. Não são
necessárias informações prestadas pelo sujeito passivo para providenciar a constituição do crédito
tributário, nem mesmo a antecipação do pagamento do tributo. Portanto, qualquer infração relativa a esses
tributos (lançados de ofício), sempre ocorrerá após o lançamento.
Primeiramente, cumpre-nos salientar que o Direito Tributário Penal está relacionado às infrações
administrativas, passíveis de punição por penalidades pecuniárias (multas), as quais não deixam de ser
obrigações tributárias, conforme preceitua o § 1°, do art. 113, do CTN, cuja redação é a seguinte:
Art. 113:
§ 1º A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o
pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e extingue-se juntamente com o crédito
dela decorrente.
Diferentemente do que foi acima exposto, o Direito Penal Tributário constitui instituto do Direito
Penal, disciplinando crimes contra a ordem tributária.
A distinção relevante entre o Direito Tributário Penal e o Direito Penal Tributário é que, como já foi
estudado por nós, naquele a responsabilidade do agente é objetiva e, neste, subjetiva.
Explique-se melhor: no Direito Tributário, se a infração foi cometida, haverá a respectiva
responsabilização, independentemente da intenção do agente, conforme prevê o art. 136 do CTN. Por
outro lado, no Direito Penal, vigora o princípio da responsabilidade penal subjetiva, tomando relevância a
intenção do agente. É por esse motivo que a doutrina incansavelmente discute os elementos dolo e culpa,
quando da prática de determinado delito.
Alternativa correta.
Gabarito: Letra D
(SEFAZ-AL-Auditor Fiscal/2020) A denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do
pagamento do tributo devido com juros de mora correspondentes, realizada até a conclusão do
procedimento administrativo ou da medida de fiscalização relacionada com a infração resulta na exclusão
da responsabilidade do contribuinte pela infração.
Comentário: Na realidade, a denúncia espontânea somente se aplica antes de iniciado qualquer
procedimento administrativo referente à infração praticada pelo sujeito passivo, conforme estabelece o art.
138, par. único, do CTN.
Gabarito: Errada
(TRF4-Analista Judiciário/2019) No capítulo que trata de responsabilidade tributária, o Código Tributário
Nacional (CTN) estabelece que
(A) a pessoa jurídica de direito privado que resultar de cisão, fusão ou incorporação de outra é responsável
apenas pelos tributos devidos após a data do ato, sendo que os débitos anteriores ao ato são de
responsabilidade integral das pessoas jurídicas cindidas, fundidas ou incorporadas, e seus respectivos
sócios, titulares, controladores e gestores.
(B) a responsabilidade dos sucessores ocorre quando pessoa natural ou jurídica, de direito público ou
privado, adquire, em leilão judicial, fundo de comércio ou estabelecimento, comercial, industrial ou
profissional, em processo de falência, e continua a exploração da respectiva atividade.
(C) em processo da falência, o produto da alienação judicial de empresa, filial ou unidade produtiva isolada
permanecerá em conta de depósito à disposição do juízo de falência pelo prazo de um ano, contado da data
de alienação, somente podendo ser utilizado para o pagamento de créditos extraconcursais ou de créditos
que preferem ao tributário.
(D) a responsabilidade relativa às infrações à legislação tributária é excluída na hipótese de denúncia
espontânea, desde que acompanhada de recolhimento, ou de parcelamento, do valor integral do tributo,
acrescido dos juros de mora e multa moratória devidos.
(E) em regra, o crédito tributário não pode ser exigido de terceiro, que não seja o contribuinte ou o
responsável, mas admite tal cobrança, com caráter solidário e sem beneficio de ordem, em relação aos pais
e avós pelos tributos devidos por seus filhos e netos menores e em relação aos sócios, pelos tributos
devidos pela sociedade simples ou empresarial.
Comentário:
Alternativa A: O art. 132, do CTN, estabelece que a responsabilidade transferida na sucessão empresarial
abrange os tributos devidos até a data da sucessão, e não após essa data. Alternativa errada.
Alternativa B: Na aquisição em leilão judicial de fundo de comércio ou estabelecimento, em relação à
pessoa jurídica em processo de falência ou em recuperação judicial, como regra não existe
responsabilidade do adquirente. Alternativa errada.
Alternativa C: Trata-se do disposto no art. 133, § 3º, do CTN: Em processo da falência, o produto da
alienação judicial de empresa, filial ou unidade produtiva isolada permanecerá em conta de depósito à
disposição do juízo de falência pelo prazo de 1 ano, contado da data de alienação, somente podendo ser
utilizado para o pagamento de créditos extraconcursais ou de créditos que preferem ao tributário.
Alternativa correta.
Alternativa D: Para exclusão da responsabilidade por infrações, a denúncia espontânea deve ser
acompanhada do pagamento integral, não se admitindo o parcelamento, acrescido dos juros de mora
apenas. Alternativa errada.
Alternativa E: O que o art. 134, I, do CTN, prevê é que, nos casos de impossibilidade de exigência do
cumprimento da obrigação principal pelo contribuinte, respondem solidariamente com este nos atos em
que intervierem ou pelas omissões de que forem responsáveis os pais, pelos tributos devidos por seus
filhos menores. Alternativa errada.
Gabarito: Letra C
(SEFAZ-SC-Auditor Fiscal/2018) Conforme o Código Tributário Nacional (CTN), a responsabilidade por
infrações à legislação tributária
a) independe da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do
ato, exceto se houver lei em sentido contrário.
b) e comercial, depende da existência de dolo ou culpa, e do resultado econômico resultante, ainda que a
lei ordinária disponha de forma diversa.
c) e penal depende da intenção do agente e do resultado produzido.
d) depende da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do
ato, ainda que a lei específica disponha de forma diversa.
e) e civil depende da ocorrência de culpa ou dolo, e do resultado ocorrido, exceto se houver lei em sentido
contrário.
Comentário: A responsabilidade por infrações à legislação tributária independe da intenção do agente ou
do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato, exceto se houver lei em sentido
contrário. É o que estabelece o art. 136, do CTN.
Gabarito: Letra A
(TCM-GO-Auditor de Controle Externo/2015) A responsabilidade é pessoal ao agente quanto às infrações
em cuja definição o dolo genérico do agente seja elementar (“responsabilidade por sucessão").
Comentário: O art. 137, II, do CTN, estabelece que a responsabilidade é pessoal ao agente quanto às
infrações em cuja definição o dolo específico do agente seja elementar.
Gabarito: Errada
(TRF - 4ª REGIÃO-Técnico Judiciário/2014) Sobre responsabilidade tributária, a responsabilidade pelo
pagamento do tributo, juros de mora e multa é excluída pela denúncia espontânea da infração.
Comentário: A denúncia espontânea da infração deve ser acompanhada do pagamento dos tributos e dos
juros de mora, excluindo apenas a responsabilidade pela multa.
Gabarito: Errada
A denúncia espontânea do devedor é aquela em que este confessa espontaneamente que praticou uma
infração tributária e paga voluntariamente os tributos em atraso, antes que o Fisco instaure contra ele
qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização. Em relação ao pagamento antecipado,
assinale a alternativa correta que corresponde ao que o devedor deve fazer:
a) o pagamento apenas dos juros moratórios.
b) o pagamento apenas da multa.
c) o pagamento apenas do valor principal devido e juros moratórios.
d) aguardar a notificação com os valores devidos.
Gabarito: C
Comentário:
Letra A: Errada. De acordo com o art. 138 do CTN, a denúncia espontânea exclui a responsabilidade apenas
com o pagamento do tributo e juros, não eximindo da obrigação de pagar o principal e os juros moratórios.
Letra B: Errada. É necessário pagar o valor principal e os juros, não apenas a multa.
Letra C: Certa. Pelo art. 138 do CTN, o contribuinte em denúncia espontânea deve pagar o tributo devido e
os juros moratórios.
Letra D: Errada. O contribuinte não deve aguardar notificação; a espontaneidade exige pagamento antes de
qualquer procedimento do Fisco.
A Academia de ginástica Ômega, sociedade limitada unipessoal, cujo único sócio era Caio, situada no
Município de Nova Iguaçu, estava passando por sérias dificuldades financeiras. Em virtude disso, Caio
resolveu vender seu estabelecimento comercial para a academia de ginástica Delta, sociedade limitada,
cujos sócios eram Mévio e Tício. Três meses depois, Caio passou em um concurso público e por isso desistiu
de tentar reabrir a Academia Ômega ou qualquer outro ramo de atividade, se dedicando integralmente ao
seu cargo público. Ocorre que, além de possuir várias dívidas com fornecedores, a Academia Ômega
também tinha vários débitos de ISS. A Secretaria de Fazenda do Município de Nova Iguaçu ao tomar
conhecimento da aquisição da Academia Delta pelo estabelecimento comercial da Academia Ômega,
enviou todos os débitos não pagos de ISS para a Academia Delta via cobrança amigável, sob pena de
inscrição em Dívida Ativa. Irresignado, Mévio e Tício foram à Secretaria de Fazenda do Município de Nova
Iguaçu contestar a referida cobrança.
Com relação a situação descrita, é correto afirmar que
a) a cobrança não é válida, visto que não ocorreu a fusão, transformação ou incorporação da Academia
Delta com a Academia Ômega.
b) a cobrança é válida e integral, pois até seis meses contados a partir da data da alienação, o adquirente,
no caso a Academia Ômega, responde integralmente pelos tributos.
c) a cobrança não é válida, pois não foi continuada por nenhum sócio remanescente, ou seu espólio, sob a
razão social da Academia Ômega.
d) a cobrança é válida, porém subsidiária à Academia Delta, tendo em vista que o alienante cessou a
exploração do comércio ou atividade.
e) a cobrança é válida e integral, tendo em vista que a Academia Delta adquiriu o estabelecimento
comercial, continuou com o mesmo ramo de exploração, e o alienante cessou com a exploração da
atividade.
Gabarito: E
Comentário:
Letra A: Errada. A responsabilidade por sucessão não exige fusão ou incorporação formal, basta adquirir o
estabelecimento e continuar a atividade (art. 133 do CTN).
Letra B: Errada. O prazo de 6 meses não tem esse significado de responsabilização integral do adquirente.
Letra C: Errada. A continuidade da exploração no mesmo ramo é o fator relevante, não a presença de sócios
remanescentes da alienante.
Letra D: Errada. Se o alienante cessa a atividade, o adquirente responde integralmente (art. 133, I do CTN),
não subsidiariamente.
Letra E: Correta. Se o adquirente continua a exploração e o alienante sai do ramo, o sucessor responde pelo
crédito na íntegra, conforme art. 133, I do CTN.
3. FGV/ALEP-Procurador/2024
João alienou veículo a Maria, deixando, no entanto, de comunicar a venda do bem ao Departamento
Estadual de Trânsito – DETRAN do Estado competente. A Fazenda Estadual, por sua vez, realizou a cobrança
do Imposto sobre a Propriedade de Veículo Automotor – IPVA devido após a alienação do bem, em face do
João e da Maria.
Sobre a hipótese, assinale a afirmativa correta.
a) João é responsável solidário pelo pagamento do IPVA, conforme previsão do Código de Trânsito
Brasileiro, pois a alienação do bem não foi comunicada, no prazo legal, ao órgão de trânsito.
b) Somente pode ser imputado a João a responsabilidade solidária pelo pagamento do IPVA se houver
previsão em lei específica estadual para disciplinar, no âmbito de suas competências, a sujeição passiva do
IPVA e a solidariedade pelo pagamento do imposto.
c) O Estado deve inicialmente cobrar de Maria o IPVA, pois João é responsável subsidiário pelo pagamento
do imposto, conforme previsão do Código de Trânsito Brasileiro, já que a alienação do bem não foi
comunicada, no prazo legal.
d) A cobrança do IPVA somente pode ocorrer em face de Maria, que é a contribuinte do IPVA,
independente de previsão em lei estadual que discipline de forma diversa a sujeição passiva do IPVA e a
responsabilidade tributária pelo pagamento do imposto, conforme previsto no Código Tributário Nacional.
e) O Estado deve inicialmente cobrar de Maria o IPVA, pois João é responsável pelo pagamento do
imposto, conforme previsão do Código Civil Brasileiro, já que a alienação do bem não foi comunicada, a
qualquer prazo.
Gabarito: B
Comentário:
Letra A: Errada. Precisa de lei estadual específica para imputar solidariedade ao alienante que não
comunica a transferência (art. 128 do CTN).
Letra B: Correta. Somente haverá responsabilidade do antigo proprietário (alienante) se existir previsão
legal no Estado, conforme entendimento jurisprudencial:
Somente mediante lei estadual/distrital específica poderá ser atribuída ao alienante responsabilidade
solidária pelo pagamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores - IPVA do veículo
alienado, na hipótese de ausência de comunicação da venda do bem ao órgão de trânsito competente. (STJ.
REsp 1.881.788-SP)
Letra C: Errada. Não há responsabilidade subsidiária automática sem lei.
Letra D: Errada. Apenas o contribuinte atual (comprador) responde, salvo lei prevendo responsabilidade do
alienante.
Letra E: Errada. O Código Civil não cria responsabilidade tributária sem previsão específica na legislação
tributária.
4. FGV/SES MT-Advogado/2024
Gabarito: B
Comentário: Tenha sempre em mente que a aplicação da responsabilidade tributária tem relação com a
infração de lei (dissolução irregular), e não a ocorrência do fato gerador. Então, é quem estava
administrando a empresa na data da dissolução irregular que será responsabilizado.
Letra A: Errada. Dissolução irregular, em regra, possibilita o redirecionamento, mas com ressalvas se o sócio
não deu causa.
Letra B: Correta. O sócio que se retirou antes e não foi responsável pela irregularidade posterior não pode
ser responsabilizado (art. 135 do CTN e entendimento do STJ).
Letra C: Errada. A dissolução irregular já presume infração legal que permite o redirecionamento, mas não
contra quem se desvinculou sem causar o ato ilícito.
Letra D: Errada. O redirecionamento pode ocorrer contra o sócio-gerente na época da irregularidade, não
exigindo ser gestor na data do fato gerador se provada a dissolução irregular.
A Fazenda Municipal ajuizou execução fiscal em face do contribuinte Joãozinho Assistência Técnica Ltda.
pelo não pagamento do Imposto Sobre Serviços (ISS) devido. Ao tentar citar o contribuinte, o oficial de
justiça verificou que a empresa não estava mais localizada no seu domicílio fiscal. O Município solicitou a
inclusão de João, sócio e administrador da Joãozinho Assistência Técnica Ltda., no polo passivo da execução
fiscal, o que foi deferido pelo juízo.
Sobre a hipótese, assinale a afirmação correta.
a) Está correto o redirecionamento da execução, pois, em caso de dissolução irregular, João é
pessoalmente responsável pelos créditos tributários.
b) João somente pode ser responsabilizado se a Certidão de Dívida Ativa - CDA constar o nome de João,
não cabendo o redirecionamento após o ajuizamento da execução fiscal.
c) João não pode ser responsabilizado, pois trata-se de mero inadimplemento da obrigação tributária.
d) O redirecionamento é ilegal, pois cabe ao fisco demonstrar que João agiu com excesso de poderes ou
infração à lei, ao contrato social ou ao estatuto da empresa.
e) João não responde pelo crédito devido pela Joãozinho Assistência Técnica Ltda., pois trata-se de
empresa em que a responsabilidade do sócio é limitada a sua participação integralizada.
Gabarito: A
Comentário: Trata-se de aplicação do art. 135, III, do CTN, combinado com a jurisprudência do STJ.
Letra A: Correta. A não localização da empresa em seu domicílio fiscal sem comunicação presume
dissolução irregular, permitindo o redirecionamento ao sócio administrador (Súmula 435 do STJ).
Letra B: Errada. Não é exigida prévia inclusão do sócio na CDA.
Letra C: Errada. O mero inadimplemento não gera responsabilidade (Súmula 430 do STJ), mas a dissolução
irregular sim.
Letra D: Errada. A presunção de dissolução irregular já caracteriza hipótese de redirecionamento.
6. FGV/TCE-PA-Auditor/2024
7. FGV/TCE-PA-Auditor/2024
Em 2023, a fazenda estadual ajuizou execução fiscal em face da pessoa jurídica XYZ Ltda., visando à
cobrança de ICMS de 2021 a 2022, quando Maria e José eram administradores da empresa.
Como o oficial de justiça não conseguiu citar a empresa executada, pois não estava mais funcionando no
local de domicílio fiscal informado às autoridades públicas, foi deferida a inclusão no polo passivo da
execução de Maria, José e João.
Sobre o caso, a jurisprudência e a legislação em vigor atribuem a responsabilidade tributária a
a) João, Maria e José.
b) Maria e José, apenas.
c) José, apenas.
d) José e João, apenas.
e) Maria e João, apenas.
Gabarito: D
Comentário:
Letra A: Errada. Maria saiu antes da dissolução irregular e sem praticar ilícitos após sua saída, não deve
responder.
Letra B: Errada. Maria não estava presente quando a empresa se tornou irregular, e não há evidência na
questão de sua culpa na dissolução.
Letra C: Errada. João, como administrador na data da irregularidade, também é responsável.
Letra D: Correta. José e João eram administradores quando ocorreu a presunção de dissolução irregular,
sendo cabível o redirecionamento (art. 135 do CTN e Súmula 435 do STJ).
Letra E: Errada. Maria não estava mais à frente da gestão na época da irregularidade.
8. FGV/ALEP-Procurador/2024
IPVA, sendo necessária, no caso, nova emissão de Certidão de Dívida Ativa (CDA) e nova propositura da
ação, conforme Súmula 392, do STJ.
b) A responsabilidade tributária da ABC Leasing S.A. abrange apenas o IPVA devido pela DEF Arrendamento
Mercantil S.A., não incluindo as multas moratórias e punitivas referentes a fatos geradores ocorridos até a
data da sucessão, não sendo, todavia, necessária, na hipótese, a alteração do ato de lançamento quando o
fato gerador ocorreu depois da incorporação e o lançamento foi realizado contra a contribuinte originária.
c) A responsabilidade tributária da ABC Leasing S.A. abrange não apenas o IPVA devido pela DEF
Arrendamento Mercantil S.A., mas também as multas de mora e punitivas referentes a fatos geradores
ocorridos até a data da sucessão, não sendo, todavia, necessária, na hipótese, a alteração do ato de
lançamento quando o fato gerador ocorreu depois da incorporação e o lançamento foi realizado contra a
contribuinte originária.
d) A responsabilidade tributária da ABC Leasing S.A. abrange apenas o IPVA e a multa moratória devidos
pela DEF Arrendamento Mercantil S.A., não incluindo as multas punitivas referentes a fatos geradores
ocorridos até a data da sucessão, não sendo, todavia, cabível a substituição da certidão de dívida ativa, com
a alteração do polo passivo, na hipótese de incorporação empresarial ocorrida antes do fato gerador do
IPVA, sendo necessária, no caso, nova emissão de CDA e nova propositura da ação, conforme Súmula 392,
do STJ.
e) A responsabilidade tributária da ABC Leasing S.A. somente abrange o IPVA, as multas moratória e
punitivas devidos pela DEF Arrendamento Mercantil S.A. caso seja demonstrada fraude, dolo ou simulação
na incorporação, não sendo, todavia, cabível a substituição da certidão de dívida ativa, com a alteração do
polo passivo, na hipótese de incorporação empresarial ocorrida antes do fato gerador do IPVA, sendo
necessária, no caso, nova emissão de CDA e nova propositura da ação, conforme Súmula 392, do STJ.
Gabarito: C
Comentário: Na sucessão por incorporação, a sucessora responde pelos tributos e multas relativos ao
período anterior à sucessão (art. 132 e 133 do CTN). A jurisprudência do STJ admite que a cobrança seja
feita diretamente à sucessora, sem a modificação da CDA:
A execução fiscal pode ser redirecionada em desfavor da empresa sucessora para cobrança de crédito
tributário relativo a fato gerador ocorrido posteriormente à incorporação empresarial e ainda lançado em
nome da sucedida, sem a necessidade de modificação da Certidão de Dívida Ativa, quando verificado que
esse negócio jurídico não foi informado oportunamente ao fisco. (STJ. REsp 1848993/SP)
Letra A: Errada. Na sucessão por incorporação, a sucessora responde inclusive por multas até a data da
incorporação, sem necessidade de modificação da CDA.
Letra B: Errada. As multas moratórias e punitivas também acompanham o passivo tributário.
Letra C: Correta. A sucessora (ABC Leasing S.A.) responde pelo tributo e multas até a data da sucessão, não
sendo necessária modificação de CDA.
Letra D: Errada. As multas punitivas também são alcançadas pela responsabilidade.
Letra E: Errada. Não é preciso demonstrar fraude ou dolo para responsabilizar a sucessora pelos débitos
anteriores.
9. FGV/ALESC-Analista Leg./2024
João comprou um veículo de Maria. A transferência não foi comunicada ao órgão de trânsito competente.
Por conta disso, o Estado competente incluiu Maria como responsável pelo pagamento do Imposto sobre a
Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) incidentes sobre o veículo após alienação.
Sobre a hipótese acima, é correto afirmar que
a) a responsabilidade solidária tributária de Maria é condicionada à previsão específica em lei estadual.
b) em razão da culpa concorrente, o pagamento do IPVA deve ser rateado igualmente entre as partes.
c) a responsabilidade tributária de Maria é subsidiária, devendo o Estado primeiro cobrar de João o crédito
tributário.
d) a responsabilidade de Maria, ainda que haja previsão específica em lei estadual, é exclusivamente
quanto às penalidades, e não quanto ao IPVA.
e) somente João, como proprietário do veículo e contribuinte do imposto, é quem deve pagar o IPVA,
independente de previsão estadual ao contrário.
Gabarito: A
Comentário:
Letra A: Correta. De acordo com o art. 128 do CTN, a atribuição da responsabilidade a terceiro depende de
lei. Assim, para o alienante ser responsabilizado pelo IPVA após a alienação, deve haver lei estadual
prevendo tal responsabilidade solidária (STJ, REsp 1881788).
Letra B: Errada. Não há previsão legal de rateio por culpa concorrente. A responsabilidade tributária
decorre de lei, não de acordos entre as partes (art. 128 do CTN).
Letra C: Errada. Não existe regra de subsidiariedade sem base legal específica, e o Fisco não é obrigado a
cobrar primeiro do adquirente (art. 124 do CTN). Afinal, não há benefício de ordem.
Letra D: Errada. Se houver lei, a responsabilidade do alienante pode alcançar o imposto, não apenas as
penalidades (art. 128 do CTN).
Letra E: Errada. A legislação estadual pode atribuir responsabilidade ao alienante que não informou a venda
(art. 128 do CTN).
Responsável tributário é aquele que, por questões de conveniência e oportunidade, o Estado elege
expressamente em lei para figurar no polo passivo da relação, juntamente com o contribuinte, ou
substituindo-o.
Em virtude disso, analise as situações a seguir:
I. Caio recebeu de herança de seu avô um imóvel em Nova Iguaçu. No entanto, Caio somente tem 1 ano de
idade, o que faz com que seus pais sejam os responsáveis tributários pelo recolhimento do IPTU. Neste caso
ocorre a denominada responsabilidade de terceiros;
II. Mévio e Tício são irmãos e receberam de herança imóvel situado em Nova Iguaçu, sendo os dois
coproprietários do imóvel. Como Mévio morava de aluguel, e Tício tinha casa própria, os irmãos
convencionaram verbalmente que Mévio iria morar no imóvel. Neste caso, Mévio é responsável pelo
pagamento do IPTU, pois exerce a posse do imóvel, e Tício é responsável por sucessão, ou seja, somente irá
pagar, caso seu irmão não pague;
III. O espólio é responsável pelos tributos do de cujus da abertura da sucessão até a data da partilha.
Está correto o que se afirma em
a) I e II apenas.
b) I e III apenas.
c) I apenas.
d) III apenas.
e) I, II e III.
Gabarito: B
Comentário:
Item I: Correto. Os pais respondem solidariamente pelos tributos do filho menor (art. 134, I do CTN).
Item II: Errado. Os coproprietários são solidários pelo IPTU (art. 124, I do CTN), não há benefício de ordem
ou sucessão interna para pagamento.
Item III: Correto. O espólio responde pelos tributos do falecido até a partilha (art. 131, II e III do CTN).
O município Beta resolveu conceder isenção de IPTU para as pessoas com deficiência (PcD). Os
contribuintes deveriam requerer na Prefeitura de Beta a isenção, que somente seria outorgada
pessoalmente às pessoas que se enquadrassem nas condições estabelecidas pela lei. José, Maria e João são
irmãos e coproprietários de um imóvel no município Beta, ao qual herdaram de seus pais. Maria tem
apenas 15 anos de idade, já João e José são plenamente capazes. Como José é PcD, ele requereu na
prefeitura a referida isenção do IPTU. No entanto, os irmãos receberam no início do ano seguinte, carnê de
IPTU, no qual a Prefeitura Beta exige 2/3 do IPTU referente ao saldo de Maria e João. Indignados Maria e
João foram à Prefeitura Beta reclamar da cobrança.
Com relação a situação descrita, é correto afirmar que
a) assiste razão a Maria e João, tendo em vista que a isenção ou remissão de crédito exonera todos os
obrigados.
b) somente José que é PcD e Maria que é menor de idade tem direito ao não pagamento do tributo,
devendo José pagar o saldo remanescente.
c) o Município Beta não pode outorgar isenção a somente um dos obrigados, em virtude do princípio da
solidariedade.
d) assiste razão ao Município Beta, tendo em vista que a isenção quando outorgada pessoalmente a um
dos obrigados solidários, não exonera os demais pelo saldo remanescente.
e) o Município Beta não poderia cobrar Maria, tendo em vista o benefício de ordem no qual deve-se
primeiro cobrar a José. Caso ele não pague, Maria seria instada a pagar o tributo.
Gabarito: D
Comentário:
Letra A: Errada. Conforme art. 125, II do CTN, se a isenção é pessoal a um dos coobrigados, os demais
permanecem responsáveis pelo saldo.
Letra B: Errada. A isenção pessoal não se comunica automaticamente a outros coproprietários, sejam eles
menores ou não (art. 125, II do CTN).
Letra C: Errada. A lei pode conceder isenção de forma pessoal e individualizada, sem violar a solidariedade
tributária (art. 179 do CTN).
Letra D: Correta. A isenção pessoal não exonera os demais do pagamento do saldo (art. 125, II do CTN).
Letra E: Errada. Não há benefício de ordem na solidariedade (art. 124, parágrafo único do CTN).
12.FGV/ALETO-Procurador Jurídico/2024
Caio e Tício eram sócios e gerentes da pessoa jurídica XYZ. Em 2017, XYZ deixou de recolher o Imposto
sobre a Propriedade de Veículos Automotores – IPVA incidente sobre veículo automotor de sua
propriedade.
Em 2018, a Fazenda Estadual ajuizou execução fiscal visando à cobrança dos créditos de IPVA. No mesmo
ano, XYZ foi citada e apresentou exceção de pré-executividade que não foi acolhida. Em 2020, Caio e Tício
se retiraram da sociedade e Mévio e Maria passaram a ser sócios e gerentes de XYZ.
Em 2023, no curso da tramitação do feito, ao tentar penhorar bens de propriedade de XYZ, o Oficial de
Justiça verificou, após diversas tentativas, que a sociedade empresária não estava mais funcionando no
local indicado aos órgãos competentes como seu domicílio fiscal.
Em 2024, a Fazenda Estadual solicitou a inclusão de Caio, Tício, Mévio e Maria no polo passivo da execução
fiscal.
Sobre a hipótese, assinale a afirmativa correta.
a) A citação positiva de XYZ provocou, por si só, o início do prazo prescricional para o redirecionamento da
execução fiscal para os sócios-gerentes.
b) O redirecionamento da execução fiscal, fundado na dissolução irregular de XYZ, não pode ser autorizado
contra Mévio e Maria, pois eles não exerciam poderes de gerência quando ocorrido o fato gerador do
tributo não adimplido.
c) O termo inicial do prazo prescricional para a cobrança do crédito dos sócios-gerentes é a data da prática
de ato inequívoco indicador do intuito de inviabilizar a satisfação do crédito tributário já em curso de
cobrança executiva promovida contra XYZ, a ser demonstrado pelo fisco estadual.
d) Aplica-se, no caso, o prazo de redirecionamento da execução fiscal para os sócios-gerentes Caio e Tício,
fixado em cinco anos, contados da dissolução irregular.
e) A decretação da prescrição para o redirecionamento dos sócios-gerentes, após o decurso do prazo,
poderá ser feita de ofício, independentemente de a Fazenda Estadual ter promovido atos de impulsão
processual.
Gabarito: C
Comentário: Várias informações foram trazidas nessa questão, e precisamos organizá-las:
Ano Fato
2018 Ocorreu a citação e também a apresentação de exceção de pré-executividade, não tendo sido
acolhida pelo juízo
2024 Foram incluídos no polo passivo da execução: Caio, Tício, Mévio e Maria
Vamos lá!
Letra A: Errada. De acordo com a jurisprudência do STJ (REsp 1201993/SP, Tema 444), a citação da PJ não é,
por si só, marco inicial do prazo contra sócios, se a dissolução irregular ocorre posteriormente.
Letra B: Errada. A dissolução irregular legitima o redirecionamento contra os sócios-gerentes que atuavam
no momento da irregularidade. Mesmo que não gerenciassem ao tempo do fato gerador, mas estivessem
na data da dissolução irregular, podem ser responsabilizados (Súmula 435 do STJ).
Letra C: Correta. O prazo conta da prática do ato inequívoco que inviabiliza a cobrança, devendo o Fisco
demonstrá-lo: o prazo de redirecionamento da Execução Fiscal, fixado em cinco anos, contado da diligência
de citação da pessoa jurídica, é aplicável quando o referido ato ilícito, previsto no art. 135, III, do CTN, for
precedente a esse ato processual (Tema Repetitivo 444).
Letra D: Errada. O prazo não é simplesmente contado da dissolução irregular sem análise do ato específico.
É necessário o marco delineado na jurisprudência.
Letra E: Errada. A prescrição não é decretada de ofício sem demonstração de inércia da Fazenda. (Art. 174
do CTN)
13.FGV/ALEP-Procurador/2024
Em relação à substituição tributária do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS, sob a
ótica da legislação e da jurisprudência, analise as afirmativas a seguir.
I. O direito à restituição da diferença do ICMS só existe se o fato gerador presumido terminar por não se
realizar, inexistindo o direito quando se realize com base de cálculo menor que a presumida.
II. Não demanda lei complementar federal a imputação de responsabilidade tributária, na modalidade de
substituição tributária progressiva, pelo Estado competente para a instituição do ICMS.
III. Demanda lei complementar federal a previsão de antecipação do fato gerador do ICMS com substituição
tributária progressiva.
Letra C: Errada. Somente responde quem tem poderes de gerência ou atuação direta com dolo ou infração
(art. 135 do CTN). Portanto, o sócio quotista ou acionista não responde pelas dívidas tributárias da
sociedade.
Letra D: Correta. Vale lembrar que as infrações com dolo específico tornam a responsabilidade pessoal do
agente (art. 137, II, do CTN).
Letra E: Errada. Em caso de excesso de poderes ou infração de lei, a responsabilidade é pessoal, não apenas
subsidiária (art. 135, III, do CTN).
15.FUNDATEC/Pref Uruguaiana/Fazenda/2023
II. O sucessor a qualquer título e o cônjuge meeiro, pelos tributos devidos pelo de cujus até a data da
partilha ou adjudicação, limitada esta responsabilidade ao montante do quinhão do legado ou da meação.
III. O espólio, pelos tributos devidos pelo de cujus após a data da abertura da sucessão.
Quais assertivas indicam responsáveis pessoais pelo cumprimento das obrigações tributárias?
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas I e II.
e) I, II e III.
Gabarito: D
Comentário:
Item I: Correto. O art. 131, I, do CTN estabelece que o adquirente ou remitente é pessoalmente responsável
pelos tributos relativos aos bens adquiridos ou remidos.
Item II: Correto. Conforme o art. 131, II, do CTN, o sucessor a qualquer título e o cônjuge meeiro são
pessoalmente responsáveis pelos tributos devidos pelo de cujus até a data da partilha ou adjudicação,
limitada ao montante do quinhão, legado ou meação.
Item III: Incorreto. O art. 131, III, do CTN determina que o espólio é responsável pelos tributos devidos pelo
de cujus até a data da abertura da sucessão, não após essa data.
Letra A: Errado. Segundo o art. 133 do CTN, o adquirente do fundo de comércio responde
subsidiariamente, e não primariamente, pelos tributos devidos até a data da aquisição, se o alienante
continuar com atividade empresarial ou iniciar nova atividade dentro de seis meses.
Letra B: Correto. Conforme o art. 133, II, do CTN, Beta responde primariamente pelos tributos do fundo de
comércio alienado até a data da alienação, visto que retomou atividades dentro de seis meses em outro
ramo. Alfa é responsável de forma subsidiária.
Letra C: Errado. A responsabilidade de Alfa pelos tributos relativos ao fundo de comércio adquirido é
subsidiária, e não integral, visto que Beta retomou atividade empresarial dentro de seis meses após a
alienação, conforme estabelecido pelo art. 133, II, do CTN.
Letra D: Errado. A responsabilidade de Beta pelos tributos relativos ao fundo de comércio alienado não é
integral, pois, ao retomar as atividades dentro de seis meses em outro ramo, a responsabilidade torna-se
primária, e a de Alfa, subsidiária.
Gabarito: B
18.CEBRASPE/Ana (FINEP)/FINEP/Jurídica/2024
Item I: Correto. De acordo com o art. 132 do CTN, a pessoa jurídica que resulta de fusão, transformação ou
incorporação é responsável pelos tributos devidos até a data do ato pelas entidades fusionadas,
transformadas ou incorporadas.
Item II: Correto. Segundo a jurisprudência e a Súmula 435 do STJ, presume-se dissolvida irregularmente a
empresa que deixar de funcionar em seu domicílio fiscal sem comunicar aos órgãos competentes, o que
justifica o redirecionamento da execução fiscal para o sócio-gerente.
Item III: Correto. A mera devolução de uma carta de citação com aviso de recebimento negativo não é, por
si só, suficiente para caracterizar a dissolução irregular da pessoa jurídica. É necessária a demonstração de
outros indícios de encerramento irregular das atividades para responsabilizar o sócio-gerente.
Item IV: Correto. Conforme o art. 130 do CTN, os créditos tributários relacionados a impostos sobre a
propriedade de bens imóveis, assim como taxas e contribuições de melhoria vinculadas a tais bens, são
sub-rogados aos adquirentes dos imóveis, a menos que exista prova de quitação dos mesmos no título de
transferência.
Gabarito: E
Letra E: Errada. Sócios sem poderes de administração não são responsáveis por atos de gestão que
infrinjam a lei ou os estatutos da empresa.
Gabarito: Letra D.
Advogado de determinada empresa recebeu notificação da autoridade fiscal do Estado, na qual fora
incluído como responsável tributário para responder a respeito de infração praticada por seu cliente. O ato
encontrava fundamento em lei estadual que previa a responsabilidade solidária do advogado com o sujeito
passivo da obrigação tributária, por violação a obrigações contidas na legislação tributária no que se refere
à prestação de informações com omissão ou falsidade.
Na hipótese descrita, trata-se de lei
a) válida, uma vez que ao estabelecer a responsabilização do advogado pela infração de norma específica
de natureza fiscal, no que diz respeito ao dever de prestar informações observou os critérios previstos no
CTN.
b) legítima, por apresentar caráter suplementar, encontrando-se em conformidade com a competência do
legislador complementar federal para estabelecer as normas gerais na matéria.
c) ao responsabilizar o advogado pela infração cometida pelo cliente, invade competência do legislador
complementar federal para estabelecer as normas gerais sobre a matéria.
d) viola o CTN, pois para haver a responsabilidade tributária pessoal do terceiro, este deve ter praticado
atos com excesso de poderes ou infração de lei, contrato social ou estatutos.
e) incorre em vício de inconstitucionalidade pois o tema “responsabilidade tributária” não está
diretamente relacionado com “obrigação tributária”, sendo, portanto, assunto que deve ser tratado por lei
federal.
Comentário:
Letra A: Errado. O advogado não pode ser responsabilizado solidariamente sem que haja uma base legal
adequada e específica que respeite as normas gerais do direito tributário. (Art. 128, CTN)
Letra B: Errado. A responsabilidade tributária não pode ser estendida por leis estaduais sem observar as
normas gerais estabelecidas pelo CTN. (Art. 146, III, b, CF)
Letra C: Correto. A imposição de responsabilidade tributária a terceiros deve seguir as diretrizes do CTN e
não pode ser alterada por leis estaduais. (Art. 121, Parágrafo único, I, CTN)
Letra D: Errado. A responsabilidade do terceiro está condicionada a atos com excesso de poderes ou
infração de lei, conforme o CTN. (Art. 135, CTN)
Letra E: Errado. As normas sobre responsabilidade tributária devem seguir as disposições da legislação
federal, sendo tratadas por lei complementar. (Art. 146, III, CF)
Gabarito: Letra C
Tendo em vista o disposto pelo Código Tributário Nacional – CTN, analise as afirmativas a seguir.
I. A pessoa natural ou jurídica de direito privado que adquirir de outra, por qualquer título, fundo de
comércio ou estabelecimento comercial, industrial ou profissional, e continuar a respectiva exploração, sob
ela ou outra razão social ou sob firma ou nome individual, responde pelos tributos, relativos ao fundo ou
estabelecimento adquirido, devidos até à data do ato, integralmente, se o alienante cessar a exploração do
comércio, indústria ou atividade.
II. Não haverá responsabilidade do adquirente, nos casos de alienação judicial em processo de falência e
alienação judicial de filial ou unidade produtiva isolada, em processo de recuperação judicial.
III. O descumprimento de obrigações tributárias acessórias é isento de sanções e penalidades, a exemplo de
multas e juros, mas pode afetar a regularidade fiscal do contribuinte.
Está correto o que se afirma em
a) I, II e III.
b) I, apenas.
c) I e II, apenas.
d) II e III, apenas.
Comentário:
Letra A: Correta. Conforme o art. 133 do CTN, o adquirente de um fundo de comércio ou estabelecimento
responde pelos tributos devidos até a data da aquisição, se o alienante cessar suas atividades.
Letra B: Correta. O art. 133, parágrafo 1º do CTN exclui a responsabilidade do adquirente nos casos de
alienação judicial em processo de falência ou recuperação judicial.
Letra C: Errada. Segundo o art. 113, § 3º do CTN, o descumprimento de obrigações acessórias resulta em
penalidades, convertendo-se em obrigação principal quanto à penalidade pecuniária.
Gabarito: Letra C
Comentário: Esta questão trata da redação da Súmula 435 do STJ: Presume-se dissolvida irregularmente a
empresa que deixar de funcionar no seu domicílio fiscal, sem comunicação aos órgãos competentes,
legitimando o redirecionamento da execução fiscal para o sócio-gerente.
Ou seja, a presunção de dissolução irregular se adequa com a suspensão por prazo indeterminado de
funcionamento da empresa no seu domicílio fiscal sem comunicação aos órgãos competentes.
Gabarito: Letra C
Fábio e Manuel adquirem, em condomínio, imóvel residencial mediante escritura de compra e venda,
levando-a, posteriormente, ao cartório de registro de imóveis para fins de registro. É correto afirmar que,
não sendo apresentada pelos solicitantes, no momento do pedido do registro, comprovação da quitação do
imposto incidente sobre a operação e não sendo possível o pagamento do imposto por Fábio e Manuel,
A) o tabelião que lavrou a escritura de compra e venda poderá vir a responder por eventuais multas
moratórias, mas não pelo principal devido.
B) o imposto estadual devido poderá ser cobrado diretamente do oficial do respectivo registro de imóveis.
C) não haverá maiores consequências, pois o imposto municipal é devido apenas 30 (trinta) dias após a
realização do registro da compra e venda.
D) o oficial de registro poderá vir a responder pelo tributo devido e eventuais multas moratórias.
E) eventual registro efetuado não terá eficácia perante a Fazenda Pública Municipal.
Comentário:
Letra A: A responsabilidade tributária do tabelião, em caso de omissão, pode se estender ao tributo e às
penalidades moratórias, conforme art. 134, do CTN.
Letra B: O imposto citado é municipal, e não estadual.
Letra C: As consequências em caso de inadimplemento do imposto podem sim se estender aos
responsáveis, conforme art. 134, do CTN.
Letra D: De fato, a responsabilidade tributária do oficial, em caso de omissão, pode se estender ao tributo e
às penalidades moratórias, conforme art. 134, do CTN.
Letra E: O registro produzirá efeitos, e a dívida poderá ser exigida do oficial de registro.
Gabarito: Letra D
A pessoa jurídica de direito privado que adquirir de outra, por compra, estabelecimento comercial e
continuar a respectiva exploração, sob outra razão social,
A) responde integralmente pelos tributos relativos ao estabelecimento adquirido, se o alienante cessar a
exploração do comércio.
B) não responde pelos tributos relativos ao estabelecimento adquirido, devidos até à data do ato.
Letra B: O art. 127 do CTN estabelece que cabe à autoridade administrativa a possibilidade de recusar o
domicílio tributário eleito na impossibilidade ou dificuldade da arrecadação ou da fiscalização do tributo.
Letra C: É o disposto no art. 134, VII, do CTN: em caso de impossibilidade da exigência do cumprimento da
obrigação principal pelo contribuinte, respondem solidariamente com este, nos atos em que intervierem ou
pelas omissões de que forem responsáveis, os sócios, no caso de liquidação de sociedade de pessoas.
Letra D: Trata-se, no caso em questão do art. 135, do CTN, referindo-se à responsabilidade de terceiros, e
não dos sucessores. Não há sucessão neste caso.
Letra E: De acordo com o art. 126, do CTN, a capacidade tributária passiva independe da capacidade civil
das pessoas naturais.
Gabarito: Letra C
Carlos foi sócio quotista da sociedade limitada ABC Ltda. entre 2019 e 2020, sem jamais ter participado da
sua administração. Jonas foi Diretor Financeiro da mesma empresa, entre 2018 e 2021, sem, contudo, ter
sido sócio da empresa em qualquer momento. Fabrício, por sua vez, foi sócio e Diretor-Presidente da ABC
Ltda. entre 2018 e 2021. Em janeiro de 2022, o Fisco municipal autuou a sociedade por ausência de
recolhimento de impostos e taxas municipais entre 2020 e 2021, ausência essa que era do conhecimento
de todos os sócios e administradores da empresa, em razão da grave situação financeira pela qual ela
passou neste biênio de pandemia e crise econômica mundial.
A respeito dessa situação hipotética, é correto afirmar, com base na legislação e jurisprudência tributárias
nacionais, que
A) Jonas pode ser responsabilizado pessoalmente pela dívida tributária da sociedade, uma vez que detinha
poderes de decisão sobre o pagamento ou não dos tributos devidos.
B) Carlos pode ser responsabilizado subsidiariamente pela dívida tributária da sociedade, uma vez que se
trata de sociedade de pessoas.
C) Fabrício pode ser responsabilizado pessoalmente pela dívida tributária da sociedade, em decorrência da
sua posição como sócio e Diretor-Presidente.
D) a situação de grave perturbação da economia global resulta em excludente da ilicitude tributária para
fins de aplicação de eventual multa moratória.
E) o inadimplemento da obrigação tributária, ainda que de seu conhecimento, não gera, por si só, a
responsabilidade solidária de Fabrício.
Comentário: Primeiramente, temos que entender que a responsabilidade tributária tem relação com a
administração da empresa, e não com o simples fato de integrar o seu quadro societário. Assim, já
podemos eliminar a responsabilidade de Carlos.
Em relação a Jonas e Fabrício, pode ocorrer responsabilidade tributária pessoal, caso se enquadrem na
situação descrita no art. 135, do CTN:
Art. 135. São pessoalmente responsáveis pelos créditos correspondentes a obrigações tributárias
resultantes de atos praticados com excesso de poderes ou infração de lei, contrato social ou estatutos:
(...)
27.FCC/Pref. Caruaru-Procurador/2018
a) decorre de previsão legal ou de ato particular em que terceiro assuma, por instrumento
público, a condição de contribuinte.
b) deve ser livremente aferida em cada caso por ato administrativo plenamente vinculado, de
cuja motivação constem os elementos de fato que a justifiquem.
c) decorre de lei que atribua, de modo expresso, a responsabilidade pelo crédito tributário a
terceiro, não contribuinte, mas relacionado com a ocorrência do fato gerador.
d) decorre de lei ou contrato que impute a obrigação tributária acessória a terceiro não
contribuinte, mas a ele relacionado ou ao fato gerador, conforme reconhecido pela
Administração Tributária.
e) só pode ser aferida em cada caso conforme previsão geral de lei complementar, previsto que
se expresse em ato administrativo discricionário, de cuja motivação conste a fundamentação
jurídica.
Comentário: De acordo com o art. 128 do CTN, a lei pode atribuir de modo expresso a responsabilidade
pelo crédito tributário a terceira pessoa, vinculada ao fato gerador da respectiva obrigação, excluindo a
responsabilidade do contribuinte ou atribuindo-a a este em caráter supletivo do cumprimento total ou
parcial da referida obrigação.
Letra A: Não há responsabilidade tributária prevista em ato particular, somente por lei. Alternativa errada.
Letra B: Não há responsabilidade tributária aferida em cada caso por ato administrativo, somente por lei.
Alternativa errada.
Letra C: Em conformidade com o artigo citado. Alternativa correta.
Letra D: Não há responsabilidade tributária prevista em contrato, somente por lei. Alternativa errada.
Letra E: Não é caso de previsão geral em lei complementar. Alternativa errada.
Gabarito: Letra C
28.FCC/PGE-AM-Procurador/2018
A “Indústria de Balanças Peso Pesado”, cujos sócios são Carlos e Danilo, tem 5 estabelecimentos
no Estado, sendo uma matriz e quatro filiais. A empresa está em processo de recuperação judicial
há três meses. Quando foi divulgada a notícia de que será promovida a alienação judicial de um
de seus estabelecimentos, várias pessoas, naturais e jurídicas, se interessaram por adquiri-lo:
3. “Empresa de Ferragens Brasil”, que é controlada pela “Indústria de Balanças Peso Pesado”;
Considerando que a “Indústria de Balanças Peso Pesado” vai continuar explorando sua atividade
industrial por tempo indeterminado, mesmo depois da venda do referido estabelecimento, de
acordo com o Código Tributário Nacional, caso a referida filial venha a ser adquirida
b) pela “Fábrica de Balanças Equilíbrio”, esta não responderá, nem integral, nem
subsidiariamente, pelos tributos, relativos ao estabelecimento adquirido, devidos até a data do
ato de aquisição.
c) pela “Empresa de Ferragens Brasil”, esta responderá integralmente pelos tributos relativos ao
estabelecimento adquirido, devidos até a data do ato de aquisição.
d) por Sebastião, ele não responderá, nem integral, nem subsidiariamente, pelos tributos
relativos ao estabelecimento adquirido, devidos até a data do ato de aquisição.
e) pela “Empresa de Ferragens Brasil”, esta não responderá, nem integral, nem subsidiariamente,
pelos tributos relativos ao estabelecimento adquirido, devidos até a data do ato de aquisição.
Comentário: O art. 133 do CTN estabelece a responsabilidade por sucessão de estabelecimento comercial
ou integral a depender da continuidade de exploração da atividade pelo alienante. O §1º excepciona a
responsabilidade nos casos de a alienação judicial em falência ou recuperação judicial. Já o §2º, com vistas
a evitar fraudes dos alienantes, exclui a aplicação do §1º quando o adquirente for sócio da sociedade falida
ou em recuperação judicial, ou sociedade controlada pelo devedor falido ou em recuperação judicial;
parente, em linha reta ou colateral até o 4o (quarto) grau, consanguíneo ou afim, do devedor falido ou em
recuperação judicial ou de qualquer de seus sócios; ou identificado como agente do falido ou do devedor
em recuperação judicial com o objetivo de fraudar a sucessão tributária. À luz deste artigo, veja as
alternativas:
Letra A: Marcos, por afinidade, tem parentesco de 4º grau com um dos sócios. Dessa forma, ele se
enquadra na situação do art. 133, §2º, II, de forma que a alienação judicial em recuperação judicial não
exclui a responsabilidade por sucessão. Tendo em vista que a empresa “Indústria de Balanças Peso Pesado”
vai continuar explorando sua atividade industrial, a compra do estabelecimento por Marcos enseja
responsabilidade subsidiária (art. 133, II). Alternativa errada.
Letra B: A “Fábrica de Balanças Equilíbrio” não responderá, nem integral, nem subsidiariamente, pelos
tributos, relativos ao estabelecimento adquirido. A fábrica não tem nenhuma relação com a alienante e
seus sócios, portanto, a ela se aplica o art. 133, §1º. Alternativa correta.
Letra C: A “Empresa de Ferragens Brasil” é controlada pela indústria alienante, se enquadrando na situação
do art. 133, §2º, I. Sendo assim, a alienação judicial em recuperação judicial não exclui a responsabilidade
por sucessão. Tendo em vista que a empresa “Indústria de Balanças Peso Pesado” vai continuar explorando
sua atividade industrial, a compra do estabelecimento pela “Empresa de Ferragens Brasil” enseja
responsabilidade subsidiária (art. 133, II). Alternativa errada.
Letra D: Sebastião, por afinidade, tem parentesco de 3º grau com um dos sócios. Dessa forma, ele se
enquadra na situação do art. 133, §2º, II, de forma que a alienação judicial em recuperação judicial não
exclui a responsabilidade por sucessão. Tendo em vista que a empresa “Indústria de Balanças Peso Pesado”
vai continuar explorando sua atividade industrial, a compra do estabelecimento por Sebastião enseja
responsabilidade subsidiária (art. 133, II). Alternativa errada.
Letra E: Errado conforme comentário da alternativa C. Alternativa errada.
Gabarito: Letra B
a) não responde pelos tributos devidos após a compra do estabelecimento adquirido, por até 3
anos, se o alienante estava falido ou em recuperação judicial.
c) responde subsidiariamente pelos tributos devidos até a data da compra, se o alienante, por
qualquer motivo, cessar a exploração do comércio, indústria ou atividade.
d) não responde pelos tributos devidos pelo alienante ou pelo estabelecimento alienado até a
data da compra, se o alienante continuar exercendo a atividade econômica no mesmo ramo ou
for declarado falido.
e) não responde pelos tributos devidos até a data da compra, se a alienação for judicial, no
âmbito de processo de falência, exceto se for sócio da sociedade falida, sociedade controlada
pelo devedor falido, parente em linha reta ou colateral até o 4º grau do devedor falido ou de
seus sócios, ou agente do falido.
Comentário: Esta questão cobra o conhecimento do art. 133, do CTN. Vamos lá!
Letra A: De acordo com o art. 133, §1º, não existe o prazo de 3 anos trazido pela assertiva. Alternativa
errada.
Letra B: De acordo com o art. 133, I, não existe o prazo de 12 meses trazido pela assertiva. Alternativa
errada.
Letra C: De acordo com o art. 133, I, a responsabilidade será integral se o alienante cessar a exploração.
Alternativa errada.
Letra D: De acordo com o art. 133, II e §1º, a responsabilidade será subsidiária se o alienante continuar a
exploração ou for falido. Alternativa errada.
Letra E: Em conformidade com o art. 133, §§1º e 2º. Alternativa correta.
Gabarito: Letra E
30.FCC/Pref. Campinas-SP-Procurador/2016
Dispõe o Código Tributário Nacional que a pessoa natural ou jurídica de direito privado que
adquirir de outra, por qualquer título, fundo de comércio ou estabelecimento comercial,
industrial ou profissional, e continuar a respectiva exploração, sob a mesma ou outra razão social
ou sob firma ou nome individual, responde pelos tributos, relativos ao fundo ou estabelecimento
adquirido. Dispõe o referido CTN que a responsabilidade do sucessor adquirente será
a) integral para o adquirente parente, em linha reta ou colateral até o quarto grau, consanguíneo
ou afim, do devedor falido ou em recuperação judicial ou de qualquer de seus sócios, desde que
o alienante cesse a exploração do comércio, indústria ou atividade.
b) integral e abrangerá os débitos até a data do ato, se este prosseguir na exploração ou iniciar
dentro de seis meses, a contar da data da alienação, nova atividade no mesmo ou em outro ramo
de comércio, indústria ou profissão.
d) integral pelos tributos devidos pela pessoa jurídica de direito privado que adquirir
estabelecimento comercial, no caso de alienação judicial em processo de falência.
Comentário: Trata-se do art. 133, do CTN, que dispõe sobre a responsabilidade do sucessor, em caso de
aquisição de fundo de comércio ou estabelecimento comercial, industrial ou profissional.
Neste caso, além das regras específicas previstas nos parágrafos do art. 133, para dizer se a
responsabilidade do adquirente será integral ou subsidiária, é necessário analisar o que ocorrerá com o
alienante. Assim, temos o seguinte:
I – O adquirente responderá integralmente, se o alienante cessar a exploração do comércio, indústria ou
atividade;
Gabarito: Letra A
a) de ato ou fato que, simultaneamente, constitua infração tributária, cometida com dolo, fraude
ou simulação, e crime contra a ordem tributária, com o objetivo de redução da pena criminal.
b) que não seja feita, pessoalmente, a agente do sujeito ativo competente para exigir o tributo
relacionado com a denúncia, dentro do prazo de 30 dias contados da data do cometimento da
infração.
Comentário: O art. 138, §único do CTN preceitua que não se considera espontânea a denúncia apresentada
após o início de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a
infração. O CTN não traz nenhuma das restrições das alternativas A a D. Alternativa E então é a correta.
Gabarito: Letra E
I. A responsabilidade é pessoal ao agente, quanto às infrações conceituadas por lei como crimes
ou contravenções, salvo quando praticadas no exercício regular de administração, mandato,
função, cargo ou emprego, ou no cumprimento de ordem expressa emitida por quem de direito.
II. A pessoa natural ou jurídica de direito privado que adquirir de outra, por qualquer título, fundo
de comércio e continuar a respectiva exploração, sob a mesma ou outra razão social, responde
subsidiariamente pelos tributos, relativos ao fundo ou estabelecimento adquirido, devidos até a
data do ato, se o alienante cessar a exploração do comércio, indústria ou atividade.
III. Haverá responsabilidade pessoal e exclusiva dos pais, pelos tributos devidos por seus filhos,
bem como dos tutores e curadores, pelos tributos devidos por seus tutelados ou curatelados em
todos os atos em que intervierem, exceto pelas omissões de que forem responsáveis.
a) I e II.
b) II e III.
c) I, II e IV.
d) III e IV.
e) I e IV.
Comentário:
Item I: O item traz a literalidade do art. 137, I do CTN. Item correto.
Item II: A responsabilidade no caso narrado é integral e não subsidiária, conforme art. 133, I do CTN. Item
errado.
Item III: A responsabilidade dos pais, tutores e curadores é solidária e não pessoal e exclusiva (art. 134, I e
II). Tenha atenção neste artigo, pois o código usou o termo “solidariamente” de maneira atécnica. No
entanto, a questão pede que os itens sejam avaliados de acordo com o CTN. Item errado.
Item IV: O item traz a literalidade do art. 135, II do CTN. Item correto.
Gabarito: Letra E
33.CEBRASPE/MPE-SC-PROMOTOR/2023
34.CEBRASPE/PGM-SP-Procurador/2023
Letra A: A Súmula 435 do STJ estabelece presunção relativa de dissolução irregular, sendo cabível o
redirecionamento das execuções fiscais aos sócios-gerentes, cabendo prova em contrário, evidentemente.
Errado.
Letra B: A Súmula 430 do STJ dispõe que o inadimplemento da obrigação tributária pela sociedade não
gera, por si só, a responsabilidade solidária do sócio-gerente. Errado.
Letra C: A assertiva fala em não ter concorrido para a dissolução irregular, ocorrida posteriormente à saída
do sócio da empresa. Errado.
Letra D: Na realidade, a infração de lei que vai gerar a responsabilidade tributária é a dissolução irregular, e
não o fato gerador do tributo cobrado. Errado.
Letra E: A Como já comentado, a infração de lei que vai gerar a responsabilidade tributária é a dissolução
irregular, e não o fato gerador do tributo cobrado. Correto.
Gabarito: E
35.CEBRASPE/TJ-SC-Notário e Registrador/2023
De acordo com o disposto no CTN, são requisitos essenciais para que se atribua a responsabilidade
tributária ao notário, tabelião e registrador em relação às obrigações tributárias que lhes competem
fiscalizar:
I possibilidade de exigência do recolhimento do tributo pelo contribuinte direto;
II existência de conduta omissiva de natureza culposa;
III prática de atos por esses agentes, ou perante eles, em razão do seu ofício e, quando em matéria de
penalidades, que se relacionem somente às de caráter moratório.
Assinale a opção correta.
a) Apenas o item I está certo.
b) Apenas o item III está certo.
c) Apenas os itens I e III estão certos
d) Apenas os itens II e III estão certos.
e) Todos os itens estão certos.
Comentário:
Item I: A responsabilidade só existirá para o tabelião, em caso de impossibilidade de exigência do
recolhimento do tributo pelo contribuinte direto. Portanto, o item I está errado.
Item II: De fato, o art. 134, do CTN, estabelece que a conduta omissiva por parte do tabelião pode gerar a
responsabilidade tributária. Item correto.
Item III: O art. 134, par. Único, ressalta a extensão da responsabilidade tributária às infrações de caráter
moratório. Item correto.
Vejamos a redação do dispositivo em epígrafe:
Art. 134. Nos casos de impossibilidade de exigência do cumprimento da obrigação principal pelo
contribuinte, respondem solidariamente com este nos atos em que intervierem ou pelas omissões de
que forem responsáveis:
(...)
VI - os tabeliães, escrivães e demais serventuários de ofício, pelos tributos devidos sobre os atos
praticados por eles, ou perante eles, em razão do seu ofício;
(...)
Parágrafo único. O disposto neste artigo só se aplica, em matéria de penalidades, às de caráter
moratório.
Gabarito: D
36.CEBRASPE/TJDFT/2023
37.CEBRASPE/PGFN-PROCURADOR/2023
Determinada pessoa jurídica foi dissolvida irregularmente no curso de ação de execução fiscal ajuizada
contra ela pela PGFN. João, sócio que não detinha poder de direção à época da dissolução irregular, exercia
poderes de gerência quando da ocorrência do fato gerador do tributo cobrado na execução fiscal.
Considerando essa situação hipotética, julgue os itens a seguir, de acordo com a jurisprudência do Superior
Tribunal de Justiça (STJ).
I O fato de João ter atuado em cargo de direção no momento da ocorrência do fato gerador do tributo
cobrado é motivo suficiente para que a execução fiscal possa ser redirecionada contra ele.
II A execução fiscal não poderá ser redirecionada contra João se ficar demonstrado que ele não contribuiu
para a dissolução irregular, não agiu com excesso de poder nem cometeu infração à lei ou ao contrato
social.
III A execução fiscal poderá ser redirecionada contra João se ficar provado que ele atuou com excesso de
poder ou cometeu infração à lei, ainda que se tenha retirado do cargo de direção antes da dissolução
irregular da empresa.
Assinale a opção correta.
a) Apenas o item I está certo.
b) Apenas o item III está certo.
c) Apenas os itens I e II estão certos.
d) Apenas os itens II e III estão certos.
e) Todos os itens estão certos.
Comentário: Temos nesta questão duas possibilidades de responsabilização para o Sr. João:
1 – Atuar com excesso de poder ou cometer infração à lei, independentemente da dissolução irregular;
2 – Contribuir para a dissolução irregular.
Item I: Somente o fato de João ter atuado em cargo de direção no momento da ocorrência do fato gerador
do tributo cobrado não é motivo suficiente para que a execução fiscal possa ser redirecionada contra ele. É
necessário comprovar uma das duas infrações citadas acima. Errado.
Item II: De fato, se não restar comprovado que João agiu com excesso de poder ou cometeu infração à lei,
ou ainda que contribuiu para a dissolução irregular, não há que se falar em sua responsabilidade. Correto.
Item III: Como comentado, se ocorrer a situação 1 (atuar com excesso de poder ou cometer infração à lei,
independentemente da dissolução irregular), haverá responsabilidade para o Sr. João. Correto.
Gabarito: D
38.CEBRASPE/Pref Fortaleza-Auditor/2023
À luz do disposto pelo Código Tributário Nacional (CTN), julgue o item a seguir.
A pessoa natural ou jurídica que adquirir estabelecimento comercial e continuar a respectiva exploração
responde pelos tributos devidos pelo estabelecimento adquirido, mesmo quando se tratar de alienação
judicial realizada em processo de falência, desde que o comprador seja sócio ou parente em até o quarto
grau do devedor falido.
Comentário: Como regra, a aquisição de estabelecimento comercial quando se tratar de alienação judicial
realizada em processo de falência não gera responsabilidade. Porém, caso haja vínculo entre o comprador e
o sócio da empresa falida, haverá responsabilidade, nos termos do art. 133, do CTN.
Gabarito: Certo
39.CEBRASPE/TJ-SC-Notário e Registrador/2023
40.CEBRASPE/MPE-SC-PROMOTOR/2023
Comentário: De acordo com a Súmula 554, do STJ, na hipótese de sucessão empresarial, a responsabilidade
da sucessora abrange não apenas os tributos devidos pela sucedida, mas também as multas moratórias ou
punitivas referentes a fatos geradores ocorridos até a data da sucessão.
Gabarito: Errado
41.CEBRASPE/SEFAZ-RR-AUDITOR/2021
Quando os sujeitos ocupantes das posições anteriores nas cadeias de produção e circulação são
substituídos, no dever de pagar tributo, por aqueles que ocupam as posições posteriores nessas mesmas
cadeias, surge a responsabilidade tributária
a) por sucessão.
b) comum ou concomitante.
c) por solidariedade.
d) por substituição tributária progressiva.
e) por substituição tributária regressiva.
Comentário: O termo “são substituídos” já dá indícios de que a resposta da questão estaria nas Letras D ou
E. Mas aqui cabe um detalhe importante e que não pode ser confundido: quando há diferimento no
pagamento (caso apresentado na questão), a substituição é conhecida como regressiva.
Para não se perder nesta análise, lembre-se que que nosso objeto de análise é o contribuinte. No caso, o
contribuinte está “atrás” na cadeia de distribuição, ele foi substituído. Logo, será “substituição regressiva”.
Gabarito: E
42.CEBRASPE/SEFAZ AL - AUDITOR/2021
Considerando os princípios do direito tributário, a Constituição Federal de 1988 (CF) e o CTN, julgue o item
a seguir.
De acordo com o CTN, é possível que o cônjuge meeiro responda pessoalmente pelos tributos devidos pelo
cônjuge falecido mesmo após a data do óbito.
Comentário: De fato, é possível que o cônjuge meeiro responda pessoalmente pelos tributos devidos pelo
cônjuge falecido mesmo após a data do óbito. Lembrando que sua responsabilidade é limitada ao montante
da meação:
Art. 131. São pessoalmente responsáveis:
(...)
II - o sucessor a qualquer título e o cônjuge meeiro, pelos tributos devidos pelo de cujus até a data da
partilha ou adjudicação, limitada esta responsabilidade ao montante do quinhão do legado ou da
meação;
Gabarito: Certo
43.CEBRASPE/SEFAZ CE - AUDITOR/2021
Considerando o disposto na Constituição Federal e no Código Tributário Nacional (CTN), julgue o item
seguinte.
O sucessor apenas responde pelos tributos devidos pelo de cujus que tenham sido lançados até a data do
falecimento.
Comentário: O objeto de análise na responsabilidade por sucessão não é a data de lançamento do tributo,
mas sim a data de ocorrência dos fatos geradores. Portanto, o sucessor responde pelos tributos devidos
pelo de cujus, cujos fatos geradores tenham ocorrido antes da data do falecimento (abertura da sucessão).
Veja:
Art. 129. O disposto nesta Seção aplica-se por igual aos créditos tributários definitivamente
constituídos ou em curso de constituição à data dos atos nela referidos, e aos constituídos
posteriormente aos mesmos atos, desde que relativos a obrigações tributárias surgidas até a
referida data.
Vale lembrar que a obrigação tributária surge justamente com a data do fato gerador.
Gabarito: Errado
44.CEBRASPE/SEFAZ-RR-AUDITOR/2021
Letra A: Na transferência onerosa de bens imóveis, aplica-se o art. 130, do CTN: a responsabilidade é
transferida ao adquirente, salvo quando conste do título a prova de sua quitação. Não há solidariedade no
caso. Errado.
Letra B: Em tal situação, aplica-se o art. 124, I, do CTN: solidariedade por interesse comum na situação que
constitui o fato gerador do tributo. Errado.
Letra C: De fato, trata-se de um tipo de responsabilidade de terceiro:
Art. 134. Nos casos de impossibilidade de exigência do cumprimento da obrigação principal pelo
contribuinte, respondem solidariamente com este nos atos em que intervierem ou pelas omissões de
que forem responsáveis:
(...)
VI - os tabeliães, escrivães e demais serventuários de ofício, pelos tributos devidos sobre os atos
praticados por eles, ou perante eles, em razão do seu ofício;
Correto.
Letra D: A responsabilidade em comento está prevista no art. 134, do CTN, e se refere à responsabilidade
subsidiária. Apenas seria pessoal se a questão mencionasse expressamente a atuação com infração de lei
(CTN, art. 135). Errado.
Letra E: De acordo com a Súmula 430 do STJ: o inadimplemento da obrigação tributária pela sociedade não
gera, por si só, a responsabilidade solidária do sócio-gerente. Errado.
Gabarito: C
45.FCC/SEFAZ-AP-AUDITOR/2023
José, proprietário de loja de calçados, pretendendo ampliar e diversificar seus negócios, adquiriu
panificadora de Elis, ingressando, imediatamente, neste novo ramo.
Por sua vez, Elis, aproveitando o dinheiro adquirido com a venda, viajou para fora do país, retornando
somente após 7 meses, quando reiniciou seus negócios, no ramo de comércio de roupas.
Decorridos 8 meses da aquisição feita por José, a panificadora foi visitada pelo fisco estadual e recebeu
notificação de auto de infração, informando sobre a existência de débitos tributários não pagos, cujos fatos
geradores teriam ocorrido antes de sua aquisição por José.
Com base na situação relatada, a responsabilidade pelos tributos devidos pela padaria adquirida deverá ser
atribuída a
a) José, que responde integralmente.
b) José e Elis, que respondem solidariamente.
c) José, que responde de forma subsidiária com Elis.
d) Elis, que responde de forma subsidiária com José.
e) Elis, que responde integralmente.
46.FCC/SEFAZ-AP-FISCAL/2023
Manoel Salles faleceu, deixando esposa, três filhos e uma herança composta por apenas três veículos
automotores, todos eles com débitos de IPVA relativos a vários exercícios. Por ocasião da realização do
inventário e partilha desses bens, a viúva e os herdeiros ficaram em dúvida quanto à responsabilidade de
cada um deles pelo valor do IPVA e das respectivas multas decorrentes dessa falta de pagamento. Nesse
caso,
a) os herdeiros são pessoalmente responsáveis, mesmo que o valor dos tributos e das penalidades devidos
ultrapasse o valor do quinhão recebido por cada um.
b) a viúva é pessoalmente responsável pelo valor total dos tributos e das penalidades devidos, mesmo que
o valor total devido ultrapasse o valor da meação por ela recebida, enquanto os herdeiros são
subsidiariamente responsáveis, na medida do quinhão recebido por cada um.
c) com o falecimento de Manoel, dá-se a remissão da totalidade do crédito tributário devido e não pago.
d) os herdeiros são pessoalmente responsáveis pelo valor total dos tributos e das penalidades devidos,
mesmo que o valor total devido ultrapasse o valor do quinhão recebido por cada um, e a viúva é
subsidiariamente responsável, na medida da meação por ela recebida.
e) o espólio é responsável pelos tributos devidos pelo de cujus até a data da abertura da sucessão.
Comentário: Vamos resolver esta questão, considerando as regras previstas do art. 131, do CTN:
Letra A: Os herdeiros não são pessoalmente responsáveis além do valor do quinhão recebido. A
responsabilidade pelos tributos devidos é limitada ao montante do quinhão herdado. Errada.
Letra B: Tanto a viúva como os herdeiros são responsáveis pelos tributos devidos pelo falecido até a data da
partilha, limitados ao montante de seus respectivos quinhões. Errada.
Letra C: O falecimento do devedor não leva à remissão automática dos créditos tributários. A
responsabilidade pelo pagamento do tributo recai sobre o espólio e posteriormente sobre os herdeiros, na
medida de seus quinhões. Errada.
Letra D: A responsabilidade dos herdeiros, incluindo a viúva, está limitada ao montante do quinhão
herdado. Não há responsabilidade pessoal total pelos tributos e penalidades. Errada.
Letra E: O espólio é responsável pelos tributos devidos pelo falecido até a data da abertura da sucessão.
Após a partilha, a responsabilidade recai sobre os herdeiros e a viúva, limitada ao montante de seus
quinhões. Correta.
Gabarito: E
47.FCC/PGE-AM-Analista/2022
Joãozinho, menor impúbere, vende e remete grande quantidade de produtos ilícitos na internet recebendo
os valores correspondentes. Joãozinho mora com a sua mãe Célia, divorciada de José, pai de Joãozinho.
Célia é guardiã do menor. Após um tempo, o Fisco toma ciência das operações e pretende cobrar os
tributos incidentes. Nos termos do Código Tributário Nacional, o tributo correspondente à operação é
a) indevido, por ser a atividade de Joãozinho ilícita.
b) indevido, por ser Joãozinho menor impúbere.
c) devido, mas somente pode ser cobrado de Joãozinho.
d) devido, podendo ser cobrado de Joãozinho, Célia e José, se Joãozinho não tiver patrimônio suficiente e
desde que seja configurada ação ou omissão do responsável.
e) devido, mas somente de Joãozinho e Célia, que tem a guarda de Joãozinho.
Comentário: Esta questão aborda a tributação de atividades ilícitas e a responsabilidade tributária em
relação a um menor impúbere, Joãozinho. Segundo o Código Tributário Nacional (CTN):
Legalidade da Tributação: Mesmo atividades ilícitas estão sujeitas à tributação, conforme o princípio do
"pecunia non olet" (dinheiro não tem cheiro). O CTN ( art.118) afirma que a validade jurídica dos atos
praticados não afeta a definição do fato gerador do tributo. Portanto, os rendimentos obtidos por
Joãozinho com atividades ilícitas são tributáveis.
Responsabilidade Tributária: Joãozinho, embora menor impúbere e incapaz na esfera civil, pode ser sujeito
passivo na esfera tributária ( art.126 do CTN). Se Joãozinho não tiver patrimônio suficiente para pagar o
tributo, seus pais podem ser responsabilizados de forma subsidiária ( art.134, I do CTN), mas somente se
houver ação ou omissão de sua parte.
Assim, a alternativa correta é a letra D, que afirma que o tributo é devido e pode ser cobrado de Joãozinho,
Célia e José, desde que seja demonstrada a ação ou omissão dos pais e Joãozinho não tenha patrimônio
suficiente para o pagamento.
Gabarito: D
48.FCC/Pref. Teresina-Procurador/2022
II. ocorre, também, quando for acompanhada do depósito da importância arbitrada pela autoridade
administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração.
III. não pode se referir à infração, mas somente a tributo, e ocorre quando o sujeito passivo antecipa o
pagamento do débito tributário sem prévio exame da autoridade administrativa, operando-se pelo ato em
que a referida autoridade, tomando conhecimento da denúncia citada, expressamente a homologa.
IV. refere-se somente às infrações de natureza dolosa e deve observar as condições prevista no CTN, e, para
ser espontânea, deve ser apresentada após o início de qualquer procedimento administrativo ou medida de
fiscalização.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) II e IV.
b) I e II.
c) II, III e IV.
d) III e IV.
e) II.
Comentário: Veja a análise item por item:
Item I: Denúncia espontânea com pagamento de tributo e juros: O CTN, em seu art.138, prevê que a
responsabilidade tributária é excluída pela denúncia espontânea da infração, acompanhada do pagamento
do tributo devido e dos juros de mora. Correto.
Item II. Denúncia espontânea com depósito da importância arbitrada: O mesmo artigo do CTN também
permite a exclusão da responsabilidade quando a denúncia é acompanhada do depósito da quantia
arbitrada pela autoridade administrativa, em casos onde o montante do tributo dependa de apuração.
Correto.
Item III. Denúncia espontânea referente somente a tributo: A denúncia espontânea pode se referir tanto a
infrações quanto a tributos devidos, não se limitando apenas a tributos. Errado.
Item IV. Denúncia espontânea somente para infrações dolosas e após procedimento administrativo: A
denúncia espontânea não se restringe a infrações dolosas. Além disso, não é considerada espontânea se
apresentada após o início de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, conforme o
parágrafo único do art.138 do CTN. Errado.
Gabarito: B
49.FCC/DPE-MT/2022
d) por “sucessão comercial”, hipótese em que uma pessoa jurídica ou física adquire outra pessoa jurídica
que se qualifica como responsável.
e) pelo direcionamento do dever legal ou contratual de descendentes de pessoas naturais incapazes.
Comentário: Vamos resolver esta questão que abrange o tema “substituição tributária”. Vamos lá!
Letra A: Esta opção trata da responsabilidade solidária de ascendentes por tributos devidos por menores
incapazes, o que não se relaciona com a responsabilidade regressiva. Errada.
Letra B: Realmente, a assertiva se refere à responsabilidade tributária regressiva ou "para trás", onde o
recolhimento do tributo é adiado para um momento após a ocorrência do fato gerador. Correta.
Letra C: Esta descreve a substituição tributária progressiva, que é o adiantamento do recolhimento do
tributo antes da ocorrência do fato gerador, e não a regressiva. Errada.
Letra D: A alternativa trata da sucessão comercial, onde o adquirente de um fundo de comércio ou
estabelecimento é responsável pelos tributos devidos até a data da aquisição. Não se relaciona com a
responsabilidade regressiva. Errada.
Letra E: A alternativa aborda novamente a responsabilidade solidária, desta vez de descendentes por
tributos devidos por incapazes, o que não corresponde à responsabilidade regressiva. Errada.
Gabarito: B
50.FCC/SEFAZ-PE-AUDITOR/2022
(...)
III - os diretores, gerentes ou representantes de pessoas jurídicas de direito privado.
Letra A: A responsabilidade solidária não se aplica a Carlos e Maria, pois não foi constatado interesse
comum entre eles e a empresa nas infrações. Errada.
Letra B: A responsabilidade solidária para Maria não se aplica, pois não há interesse comum entre ela,
Carlos e a empresa. A responsabilidade é pessoal para ambos. Errada.
Letra C: Carlos e Maria têm responsabilidade pessoal pelas obrigações tributárias resultantes de seus atos
com excesso de poderes ou infração de lei, contrato social ou estatutos, conforme o art.135 do CTN.
Correta.
Letra D: A responsabilidade por substituição implica que uma pessoa paga o tributo devido por outra desde
a ocorrência do fato gerador, o que não se aplica a Carlos nem a Maria. Errada.
Letra E: A responsabilidade por substituição não se aplica, pois tanto Carlos quanto Maria têm
responsabilidade pessoal pelas infrações cometidas. Errada.
Gabarito: C
51.FGV/RFB-Analista Tributário/2023
No curso de processo de falência, mediante alienação judicial, a sociedade empresária 123 Ltda. adquiriu
uma filial que pertencera à sociedade empresária ABC Ltda., falida, continuando a exploração do
empreendimento nesta filial, embora sob razão social distinta.
Diante desse cenário e à luz do Código Tributário Nacional, assinale a afirmativa correta.
A) 123 Ltda., por ser sucessora de ABC Ltda. na exploração do empreendimento, responde integralmente
pelos tributos relativos à filial adquirida devidos até a data do ato de aquisição.
B) tratando-se de alienação judicial em processo de falência, como 123 Ltda. continua a exploração do
empreendimento sob razão social distinta, responde apenas subsidiariamente pelos tributos relativos à
filial adquirida devidos até a data do ato de aquisição.
C) o produto da alienação judicial da filial adquirida permanecerá em conta de depósito à disposição do
juízo da falência pelo prazo de 2 anos, contado da data de alienação.
D) o produto da alienação judicial da filial adquirida, enquanto depositado à disposição do juízo da falência,
somente pode ser utilizado para o pagamento de créditos extraconcursais ou de créditos que preferem ao
tributário.
E) se 123 Ltda. for sociedade controlada pelo devedor falido, será este a responder isoladamente com seus
bens pessoais pelos tributos relativos à filial adquirida devidos até a data do ato de aquisição.
Comentário:
Letra A: Em se tratando de processo de falência, mediante alienação judicial, não há responsabilidade para
a adquirente (123), como regra. Alternativa errada.
Letra B: Como comentamos, a regra é que, em se tratando de processo de falência, mediante alienação
judicial, não há responsabilidade para a adquirente (123). Alternativa errada.
Letra C: Tal prazo consta no art. 133, § 3º, do CTN, que prevê 1 ano, e não 2. Alternativa errada.
Letra D: O art. 133, § 3º, do CTN, realmente estabelece que, enquanto depositado à disposição do juízo da
falência, somente pode ser utilizado para o pagamento de créditos extraconcursais ou de créditos que
preferem ao tributário. Alternativa correta.
Letra E: O art. 133 trata da responsabilidade dos adquirentes. Em se tratando de falência, e havendo
vínculo entre o adquirente e o alienante, a regra atrai responsabilidade para aquele (adquirente), já que o
alienante já era contribuinte. Alternativa errada.
Gabarito: Letra D
Farmácia do Povo Ltda. é uma sociedade empresária limitada composta por 4 (quatro) sócios; A, B, C e D. O
sócio B é administrador. No exercício regular de suas atividades, o administrador da pessoa jurídica deixou
dolosamente de pagar o PIS nos anos 2017, 2018, 2019 e 2020, razão pela qual, após todas as medidas
administrativas de fiscalização, e esgotadas as formas de recebimento dos valores em aberto, foi ajuizada a
competente ação de Execução Fiscal.
Sobre a situação apresentada, assinale a afirmativa correta.
A) A responsabilidade é pessoal ao agente quanto às infrações conceituadas por lei como crimes ou
contravenções, quando praticadas no exercício regular de administração, ou no cumprimento de ordem
expressa emitida por quem de direito.
B) A responsabilidade é pessoal ao agente quanto às infrações que decorram direta e exclusivamente de
culpa.
C) A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração apresentada após o início de
qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a infração.
D) A responsabilidade por infrações da legislação tributária, salvo disposição de lei em contrário, independe
da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato.
Comentário:
Letra A: Conforme o art. 137, I, do CTN. A responsabilidade é pessoal ao agente quanto às infrações
conceituadas por lei como crimes ou contravenções, salvo quando praticadas no exercício regular de
administração, mandato, função, cargo ou emprego, ou no cumprimento de ordem expressa emitida por
quem de direito. Alternativa errada.
Letra B: A literalidade prevê que a responsabilidade é pessoal do agente quanto às infrações que
decorram direta e exclusivamente de dolo específico, portanto o item erra quando afirma que é
exclusivamente de culpa. Alternativa errada.
Letra C: A denúncia espontânea exclui a responsabilidade quando for feita antes do início de qualquer
procedimento administrativo ou fiscalizatório. Art. 138, § único, do CTN. Alternativa errada.
Letra D: Essa é a literalidade do CTN, confira:
Art. 136. Salvo disposição de lei em contrário, a responsabilidade por infrações da legislação tributária
independe da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do
ato.
Alternativa correta.
Gabarito: Letra D
A pessoa jurídica Espectro, em processo de falência, foi alienada judicialmente para a sociedade empresária
Ômega, que manteve o mesmo nome e as mesmas lojas daquela.
Em relação aos tributos devidos, a empresa Ômega
A) responderá integralmente, por ter adquirido o fundo de comércio e os estabelecimentos.
B) Responderá subsidiariamente com o alienante.
C) Só responderá se o alienante não continuar no mesmo ramo de comércio.
D) Não responderá, por ter havido alienação judicial em processo de falência.
E) Não responderá, mesmo que um de seus sócios seja sócio da sociedade empresária Espectro.
Comentário:
Letra A: Perceba que a presente questão aborda a alienação feita judicialmente por processo de falência, e
nessa hipótese, salvo as exceções previstas no §2º, art. 133, do CTN, o adquirente não tem
responsabilidade. Alternativa errada.
Letra B: Pelo motivo da alienação judicial ter sido realizada em processo de falência não há
responsabilidade da adquirente, salvo as exceções previstas no §2º, art. 133, do CTN. Alternativa errada.
Letra C: Conforme item anterior. Alternativa errada.
Letra D: Se a alienação não fosse em processo judicial aplicaríamos a inteligência do art. 133, I e II, do CTN.
Confira:
Art. 133. A pessoa natural ou jurídica de direito privado que adquirir de outra, por qualquer título, fundo de
comércio ou estabelecimento comercial, industrial ou profissional, e continuar a respectiva exploração, sob
a mesma ou outra razão social ou sob firma ou nome individual, responde pelos tributos, relativos ao fundo
ou estabelecimento adquirido, devidos até à data do ato:
I - integralmente, se o alienante cessar a exploração do comércio, indústria ou atividade;
II - subsidiariamente com o alienante, se este prosseguir na exploração ou iniciar dentro de seis meses a
contar da data da alienação, nova atividade no mesmo ou em outro ramo de comércio, indústria ou
profissão.
Então, atenção hein, se não for processo de falência, a depender do alienante continuar ou não a
exploração de comércio, o adquirente pode responder integralmente ou subsidiariamente. Beleza?!
Voltando ao contexto da questão, temos o processo de falência, vamos conferir o que prevê o CTN?!
§ 1o O disposto no caput deste artigo não se aplica na hipótese de alienação judicial:
I – em processo de falência;
II – de filial ou unidade produtiva isolada, em processo de recuperação judicial.
José, registrador, por um lapso na hora de registrar contrato por escritura pública de compra e venda de
imóvel, esqueceu-se de exigir a guia de pagamento do ITBI quitada. Nesse local, a responsabilidade de
exigir a comprovação de quitação do ITBI é atribuída aos registradores, e não ao tabeliães. O Fisco
municipal, contudo, percebeu que o tributo não havia sido recolhido e, tendo realizado o lançamento de
ofício, notificou os contribuintes e o registrador para que pagassem o débito. Os contribuintes não o
fizeram voluntariamente, ainda que tivessem bens suficientes para o adimplemento da dívida. Diante desse
cenário e à luz do CTN, o registrador José:
A) é pessoalmente responsável por tal dívida, podendo ser demandado juntamente com os contribuintes
do imposto, sem posterior direito de regresso contra eles;
B) é pessoalmente responsável por tal dívida, podendo ser demandado juntamente com os contribuintes
do imposto, com posterior direito de regresso contra eles;
C) é substituto tributário dos contribuintes, devendo a cobrança ser feita apenas em face dele;
D) responde pela dívida por sua omissão, mas apenas nos casos de impossibilidade de exigência aos
contribuintes do cumprimento da obrigação principal;
E) por não ser parte no negócio jurídico de compra e venda, não pode ser responsabilizado por tal dívida
tributária.
Comentário: A questão aborda a responsabilidade de terceiros com atuação regular, instituto previsto no
art. 134 do CTN. Confira.
Art. 134. Nos casos de impossibilidade de exigência do cumprimento da obrigação principal pelo
contribuinte, respondem solidariamente com este nos atos em que intervierem ou pelas omissões de que
forem responsáveis:
(...)
VI - os tabeliães, escrivães e demais serventuários de ofício, pelos tributos devidos sobre os atos praticados
por eles, ou perante eles, em razão do seu ofício;
Como visto durante a aula, há uma imprecisão terminológica do CTN, pois a lei prevê que, não sendo
possível exigir o cumprimento da obrigação principal do contribuinte, o terceiro passa a ser responsável
“solidário” com aquele.
Em que pese a imprecisão terminológica utilizada no CTN, o caput do artigo deixa claro que a exigência
deve ser feita ao contribuinte e, apenas se não for possível adimplir a obrigação, cobra-se do
responsável.
E dessa forma é que devemos guardar, que a responsabilidade é solidária, mas que deve seguir a ordem
estipulada no caput.
Feito esse esclarecimento vamos aos comentários.
Letra A: A responsabilidade do registrador não é pessoal, seria pessoal caso os créditos tributários fossem
resultantes de atos praticados com excesso de poderes ou infração de lei, contrato social ou estatutos.
Alternativa errada.
Letra B: Conforme item anterior. Alternativa errada.
Letra C: Conforme nossa introdução, primeiro cobra o contribuinte, e no caso de impossibilidade de
exigência do cumprimento da obrigação principal deste, cobra-se do registrador. Alternativa errada.
Letra D: Conforme nossa introdução supracitada. Alternativa correta.
Letra E: O registrador (serventuário de ofício) pode ser responsabilizado no caso de impossibilidade de
exigência do cumprimento da obrigação principal do contribuinte. Alternativa errada.
Gabarito: Letra D
55. (FGV/ALE-RO/2018)
A empresa Modas ABC Ltda. adquire o fundo de comércio da empresa Roupas DEF Ltda. (ambas atuantes
no ramo de comércio varejista de vestuário). A partir de então, Modas ABC Ltda. passa a explorar a
atividade do fundo de comércio adquirido. Quatro meses após a alienação de seu fundo de comércio, a
empresa Roupas DEF Ltda., que não foi extinta, reinicia suas atividades em outro ramo de atuação.
Em relação aos débitos tributários anteriores à alienação do fundo de comércio, assinale a afirmativa
correta.
a) Modas ABC Ltda. responde integralmente pelas dívidas tributárias pretéritas de Roupas DEF Ltda.
b) Modas ABC Ltda. responde subsidiariamente com Roupas DEF Ltda. pelas dívidas tributárias pretéritas
desta última.
c) Roupas DEF Ltda. responde integralmente por suas dívidas tributárias pretéritas.
d) Roupas DEF Ltda. responde subsidiariamente com Modas ABC Ltda. por suas dívidas tributárias
pretéritas.
e) Modas ABC Ltda. e Roupas DEF Ltda. respondem solidariamente pelas dívidas tributárias pretéritas desta
última, não comportando benefício de ordem.
Comentário: Vamos à previsão legal do art. 133 do CTN.
Art. 133. A pessoa natural ou jurídica de direito privado que adquirir de outra, por qualquer título, fundo de
comércio ou estabelecimento comercial, industrial ou profissional, e continuar a respectiva exploração, sob
a mesma ou outra razão social ou sob firma ou nome individual, responde pelos tributos, relativos ao fundo
ou estabelecimento adquirido, devidos até à data do ato:
I - integralmente, se o alienante cessar a exploração do comércio, indústria ou atividade;
II - subsidiariamente com o alienante, se este prosseguir na exploração ou iniciar dentro de seis meses a
contar da data da alienação, nova atividade no mesmo ou em outro ramo de comércio, indústria ou
profissão.
Então a depender do alienante continuar ou não a exploração de comércio, o adquirente pode responder
integralmente ou subsidiariamente. Beleza?! Feita essa revisão vamos aos comentários.
Letra A: Como houve continuação das atividades, mesmo que em outro ramo, a responsabilidade da
adquirente é subsidiária. Alternativa errada.
Letra B: Conforme nossa introdução supracitada. Alternativa correta.
Letra C: A alienante é cobrada primeiro, depois a adquirente. Alternativa errada.
Letra D: Conforme item anterior. Alternativa errada.
Letra E: Na aquisição de fundo de comércio, ou a responsabilidade da adquirente é integral ou subsidiária.
Alternativa errada.
Gabarito: Letra B
56. (FGV/MP-AL/2018)
Com relação à responsabilidade tributária, analise as afirmativas listadas a seguir e assinale (V) para a
afirmativa verdadeira e (F) para a falsa.
( ) No caso de hasta pública de bem imóvel, os créditos tributários relativos a impostos cujo fato gerador
seja a propriedade, o domínio útil ou a posse de bens imóveis se sub-rogam sobre o respectivo preço.
( ) Os administradores de bens de terceiros respondem, subsidiariamente, pelos tributos devidos pelos
administrados, nos fatos geradores que tiverem intervindo.
( ) No caso de transformação societária, como a fusão, a pessoa jurídica resultante desta operação
societária será responsável pelos tributos devidos até a data do ato, pelas pessoas jurídicas fusionadas.
Assinale a opção que apresenta a sequência correta, segundo a ordem apresentada.
a) V – V – F.
b) V – F – V.
c) V – F – F.
d) F – V – F.
e) F – V – V.
Comentário:
Item I, literalidade do art. 130, § único, do CTN, confira.
Art. 130. Os créditos tributários relativos a impostos cujo fato gerador seja a propriedade, o domínio útil
ou a posse de bens imóveis, e bem assim os relativos a taxas pela prestação de serviços referentes a tais
bens, ou a contribuições de melhoria, subrogam-se na pessoa dos respectivos adquirentes, salvo quando
conste do título a prova de sua quitação.
Parágrafo único. No caso de arrematação em hasta pública, a sub-rogação ocorre sobre o respectivo
preço.
Item verdadeiro.
Item II, literalidade do art. 134, III, do CTN, confira.
Art. 134. Nos casos de impossibilidade de exigência do cumprimento da obrigação principal pelo
contribuinte, respondem solidariamente com este nos atos em que intervierem ou pelas omissões de que
forem responsáveis:
(...)
III - os administradores de bens de terceiros, pelos tributos devidos por estes;
Portanto, o item erra ao afirma que a responsabilidade dos administradores de bens de terceiros é
subsidiária, contudo, aqui fica aquela ressalva da imprecisão terminológica do CTN em que lei prevê que,
não sendo possível exigir o cumprimento da obrigação principal do contribuinte, o terceiro passa a ser
responsável “solidário” com aquele.
Item falso.
Item III, literalidade do art. 132 do CTN, confira.
Art. 132. A pessoa jurídica de direito privado que resultar de fusão, transformação ou incorporação de
outra ou em outra é responsável pelos tributos devidos até à data do ato pelas pessoas jurídicas de
direito privado fusionadas, transformadas ou incorporadas.
Item verdadeiro.
Portanto temos V – F – V, alternativa correta letra B.
Gabarito: Letra B
57. (FGV/ALE-RO/2018)
Após esgotado o prazo para pagamento de um determinado tributo, o contribuinte José da Silva mesmo
assim resolveu quitá-lo.
Acerca do instituto da denúncia espontânea, à luz do Código Tributário Nacional, analise as afirmativas a
seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.
( ) Não se considera espontânea a denúncia apresentada após o início de qualquer procedimento
administrativo ou medida de fiscalização relacionados com a infração.
Considerando o tema responsabilidade tributária, à luz do que dispõe o Código Tributário Nacional, julgue
as assertivas a seguir, para definir a alternativa correta.
I – Pedro adquire um automóvel de João com débitos de IPVA anteriores à data da aquisição.
II – Marcos adquire um imóvel arrematado em leilão judicial, com débitos de IPTU anteriores à data da
aquisição.
III – Carlos adquire um imóvel de Joana sobre o qual recaem dívidas de IPTU anteriores à data da aquisição,
e na escritura de venda e compra do imóvel não consta a prova de sua quitação.
a) Marcos será sujeito passivo do IPTU quanto aos débitos de IPTU relativos a fatos geradores ocorridos
após a data da aquisição.
b) Pedro não será responsabilizado, uma vez que não há regra para responsabilidade tributária na aquisição
de bens móveis.
c) Carlos será responsável apenas pelos débitos relativos a fatos geradores ocorridos após a data da
aquisição.
d) Carlos não poderá ser responsabilizado, já que o Código Tributário Nacional não previu responsabilidade
tributária em aquisição de bens imóveis.
e) Marcos responde pelas dívidas de IPTU anteriores à data da aquisição do imóvel.
Comentário:
Item I: Pedro adquire um automóvel de João com débitos de IPVA anteriores à data da aquisição.
Neste caso, aplica-se o art. 131, I, do CTN, que estabelece que são pessoalmente responsáveis o adquirente
ou remitente, pelos tributos relativos aos bens adquiridos ou remidos.
Item II: Marcos adquire um imóvel arrematado em leilão judicial, com débitos de IPTU anteriores à data da
aquisição.
Neste caso, aplica-se o art. 130, do CTN, que prevê a responsabilidade do adquirente pelos créditos
tributários relativos a impostos cujo fato gerador seja a propriedade, o domínio útil ou a posse de bens
imóveis, e bem assim os relativos a taxas pela prestação de serviços referentes a tais bens, ou a
contribuições de melhoria.
Tal responsabilidade não se aplica no caso de arrematação em hasta pública, pois a sub-rogação ocorre
sobre o respectivo preço. Este é o caso de Marcos, apresentado na questão.
Item III: Carlos adquire um imóvel de Joana sobre o qual recaem dívidas de IPTU anteriores à data da
aquisição, e na escritura de venda e compra do imóvel não consta a prova de sua quitação.
Neste caso, aplica-se o art. 130, do CTN, que prevê a responsabilidade do adquirente pelos créditos
tributários relativos a impostos cujo fato gerador seja a propriedade, o domínio útil ou a posse de bens
imóveis, e bem assim os relativos a taxas pela prestação de serviços referentes a tais bens, ou a
contribuições de melhoria.
Para Carlos não ser responsável, teria de fazer constar na escritura de compra e venda do imóvel a Certidão
Negativa de Débitos (CND) referente ao imóvel em questão.
Letra A: Correta. Como se trata de débitos após a sucessão, Marcos será contribuinte.
Letra B: Errada. Pedro será responsabilizado, uma vez que há regra para responsabilidade tributária na
aquisição de bens móveis: art. 131, I, do CTN.
Letra C: Errada. Carlos será contribuinte apenas pelos débitos relativos a fatos geradores ocorridos após a
data da aquisição.
Letra D: Errada. Carlos será responsabilizado, com base no art. 130, do CTN.
Letra E: Errada. Marcos não responde pelas dívidas de IPTU anteriores à data da aquisição do imóvel. Tal
responsabilidade não se aplica no caso de arrematação em hasta pública, pois a sub-rogação ocorre sobre o
respectivo preço. Este é o caso de Marcos, apresentado na questão.
Gabarito: Letra A
Rute vendeu a Waldisney um apartamento localizado na cidade de São Paulo. Na venda, não foi exigido
pelo tabelião a comprovação do pagamento do ITBI devido nesta operação. Posteriormente, a Fazenda
Municipal constatou que o imposto não foi recolhido pelo contribuinte. Diante de tal omissão, aponte a
alternativa correta considerando o disposto no art. 134 do Código Tributário Nacional:
a) O ITBI deve ser exigido somente do tabelião, por ter sido omisso quanto à exigência de comprovação de
pagamento do imposto.
b) O ITBI não pode ser exigido do tabelião, haja vista não ser este o contribuinte do imposto.
c) O tabelião será pessoalmente responsável pelo ITBI devido, sendo o contribuinte subsidiariamente
obrigado ao pagamento do imposto.
Comentário:
Letra A: Errada. A responsabilidade tributária do tabelião prevista no art. 134, do CTN, só pode ocorrer em
caso de impossibilidade de exigência do cumprimento da obrigação principal pelo contribuinte.
Letra B: Errada. O tabelião pode ser responsabilizado nesta situação, em caso de impossibilidade de
exigência do cumprimento da obrigação principal pelo contribuinte.
Letra C: Errada. Na realidade, o que o art. 134, do CTN, prevê é exatamente o oposto: responsabilidade
subsidiária do tabelião.
Letra D: Errada. A alternativa inverteu a redação, a responsabilidade do tabelião é solidária com o
contribuinte em caso de impossibilidade de exigência do cumprimento da obrigação principal por este
(contribuinte, não o tabelião).
Letra E: Correta. A responsabilidade tributária do tabelião prevista no art. 134, do CTN, só pode ocorrer em
caso de impossibilidade de exigência do cumprimento da obrigação principal pelo contribuinte.
Gabarito: E
José Carlos, hipotético administrador da empresa XPW (também hipotética) Ltda., realizou diversas vendas
sem emissão de nota fiscal, com o intuito de reduzir o valor pago a título de IRPJ, uma vez que era optante
pelo lucro presumido, o que ensejaria a apuração do referido imposto ocorreria com base em sua receita
bruta.
Em relação à responsabilidade tributária, indique a alternativa correta:
a) José Carlos não pode ser responsabilizado pelas dívidas da empresa, haja vista não ser sócio da empresa,
mas apenas administrador.
b) José Carlos não pode ser responsabilizado pelas dívidas da empresa, por se tratar de uma empresa de
responsabilidade limitada.
c) José Carlos será responsabilizado em caráter subsidiário, ou seja, cobra-se primeiro da empresa, e na
impossibilidade de cobrança desta, cobra-se do seu administrador.
d) José Carlos será responsabilizado em caráter pessoal.
e) José Carlos não pode ser responsabilizado por dívidas de IRPJ, mas apenas por dívidas de imposto de
renda da pessoa física (IRPF).
Comentário: A respeito da responsabilidade de terceiros por atuação irregular, o CTN prevê o seguinte:
Art. 135: São pessoalmente responsáveis pelos créditos correspondentes a obrigações tributárias
resultantes de atos praticados com excesso de poderes ou infração de lei, contrato social ou estatutos:
I - as pessoas referidas no artigo anterior;
II - os mandatários, prepostos e empregados;
III - os diretores, gerentes ou representantes de pessoas jurídicas de direito privado.
Letra A: Errada. José Carlos será responsabilizado, uma vez que a conduta praticada resultou em infração de
lei. Assim, o art. 135, III, do CTN, determina a sua responsabilização.
Letra B: Errada. O fato de a empresa ter responsabilidade limitada ou não independe na questão da
responsabilidade dos sócios-gerentes.
Letra C: Errada. Não há esse benefício de ordem previsto no CTN. O art. 135, III, do CTN, prevê a
responsabilidade pessoal do administrador.
Letra D: Correta. De fato, o art. 135, III, do CTN, prevê a responsabilidade pessoal do administrador.
Letra E: Errada. Esta afirmativa não tem nenhuma relação com o que se estuda no CTN a respeito do
instituto da responsabilidade tributária. O gerente ou administrador pode ser responsabilizado por dívidas
da empresa, quando enquadrado no art. 135, III, do CTN.
Gabarito: D
A denúncia espontânea do devedor é aquela em que este confessa espontaneamente que praticou uma
infração tributária e paga voluntariamente os tributos em atraso, antes que o Fisco instaure contra ele
qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização. Em relação ao pagamento antecipado,
assinale a alternativa correta que corresponde ao que o devedor deve fazer:
a) o pagamento apenas dos juros moratórios.
b) o pagamento apenas da multa.
c) o pagamento apenas do valor principal devido e juros moratórios.
d) aguardar a notificação com os valores devidos.
A Academia de ginástica Ômega, sociedade limitada unipessoal, cujo único sócio era Caio, situada no
Município de Nova Iguaçu, estava passando por sérias dificuldades financeiras. Em virtude disso, Caio
resolveu vender seu estabelecimento comercial para a academia de ginástica Delta, sociedade limitada,
cujos sócios eram Mévio e Tício. Três meses depois, Caio passou em um concurso público e por isso desistiu
de tentar reabrir a Academia Ômega ou qualquer outro ramo de atividade, se dedicando integralmente ao
seu cargo público. Ocorre que, além de possuir várias dívidas com fornecedores, a Academia Ômega
também tinha vários débitos de ISS. A Secretaria de Fazenda do Município de Nova Iguaçu ao tomar
conhecimento da aquisição da Academia Delta pelo estabelecimento comercial da Academia Ômega,
enviou todos os débitos não pagos de ISS para a Academia Delta via cobrança amigável, sob pena de
inscrição em Dívida Ativa. Irresignado, Mévio e Tício foram à Secretaria de Fazenda do Município de Nova
Iguaçu contestar a referida cobrança.
Com relação a situação descrita, é correto afirmar que
a) a cobrança não é válida, visto que não ocorreu a fusão, transformação ou incorporação da Academia
Delta com a Academia Ômega.
b) a cobrança é válida e integral, pois até seis meses contados a partir da data da alienação, o adquirente,
no caso a Academia Ômega, responde integralmente pelos tributos.
c) a cobrança não é válida, pois não foi continuada por nenhum sócio remanescente, ou seu espólio, sob a
razão social da Academia Ômega.
d) a cobrança é válida, porém subsidiária à Academia Delta, tendo em vista que o alienante cessou a
exploração do comércio ou atividade.
e) a cobrança é válida e integral, tendo em vista que a Academia Delta adquiriu o estabelecimento
comercial, continuou com o mesmo ramo de exploração, e o alienante cessou com a exploração da
atividade.
3. FGV/ALEP-Procurador/2024
João alienou veículo a Maria, deixando, no entanto, de comunicar a venda do bem ao Departamento
Estadual de Trânsito – DETRAN do Estado competente. A Fazenda Estadual, por sua vez, realizou a cobrança
do Imposto sobre a Propriedade de Veículo Automotor – IPVA devido após a alienação do bem, em face do
João e da Maria.
Sobre a hipótese, assinale a afirmativa correta.
a) João é responsável solidário pelo pagamento do IPVA, conforme previsão do Código de Trânsito
Brasileiro, pois a alienação do bem não foi comunicada, no prazo legal, ao órgão de trânsito.
b) Somente pode ser imputado a João a responsabilidade solidária pelo pagamento do IPVA se houver
previsão em lei específica estadual para disciplinar, no âmbito de suas competências, a sujeição passiva do
IPVA e a solidariedade pelo pagamento do imposto.
c) O Estado deve inicialmente cobrar de Maria o IPVA, pois João é responsável subsidiário pelo pagamento
do imposto, conforme previsão do Código de Trânsito Brasileiro, já que a alienação do bem não foi
comunicada, no prazo legal.
d) A cobrança do IPVA somente pode ocorrer em face de Maria, que é a contribuinte do IPVA,
independente de previsão em lei estadual que discipline de forma diversa a sujeição passiva do IPVA e a
responsabilidade tributária pelo pagamento do imposto, conforme previsto no Código Tributário Nacional.
e) O Estado deve inicialmente cobrar de Maria o IPVA, pois João é responsável pelo pagamento do
imposto, conforme previsão do Código Civil Brasileiro, já que a alienação do bem não foi comunicada, a
qualquer prazo.
4. FGV/SES MT-Advogado/2024
d) O redirecionamento da execução fiscal não pode ser autorizado contra o sócio-gerente na data em que
configurada a sua dissolução irregular ou a presunção de sua ocorrência, mas que não tenha exercido
poderes de gerência, na data em que ocorrido o fato gerador do tributo não adimplido.
A Fazenda Municipal ajuizou execução fiscal em face do contribuinte Joãozinho Assistência Técnica Ltda.
pelo não pagamento do Imposto Sobre Serviços (ISS) devido. Ao tentar citar o contribuinte, o oficial de
justiça verificou que a empresa não estava mais localizada no seu domicílio fiscal. O Município solicitou a
inclusão de João, sócio e administrador da Joãozinho Assistência Técnica Ltda., no polo passivo da execução
fiscal, o que foi deferido pelo juízo.
Sobre a hipótese, assinale a afirmação correta.
a) Está correto o redirecionamento da execução, pois, em caso de dissolução irregular, João é
pessoalmente responsável pelos créditos tributários.
b) João somente pode ser responsabilizado se a Certidão de Dívida Ativa - CDA constar o nome de João,
não cabendo o redirecionamento após o ajuizamento da execução fiscal.
c) João não pode ser responsabilizado, pois trata-se de mero inadimplemento da obrigação tributária.
d) O redirecionamento é ilegal, pois cabe ao fisco demonstrar que João agiu com excesso de poderes ou
infração à lei, ao contrato social ou ao estatuto da empresa.
e) João não responde pelo crédito devido pela Joãozinho Assistência Técnica Ltda., pois trata-se de
empresa em que a responsabilidade do sócio é limitada a sua participação integralizada.
6. FGV/TCE-PA-Auditor/2024
7. FGV/TCE-PA-Auditor/2024
8. FGV/ALEP-Procurador/2024
c) A responsabilidade tributária da ABC Leasing S.A. abrange não apenas o IPVA devido pela DEF
Arrendamento Mercantil S.A., mas também as multas de mora e punitivas referentes a fatos geradores
ocorridos até a data da sucessão, não sendo, todavia, necessária, na hipótese, a alteração do ato de
lançamento quando o fato gerador ocorreu depois da incorporação e o lançamento foi realizado contra a
contribuinte originária.
d) A responsabilidade tributária da ABC Leasing S.A. abrange apenas o IPVA e a multa moratória devidos
pela DEF Arrendamento Mercantil S.A., não incluindo as multas punitivas referentes a fatos geradores
ocorridos até a data da sucessão, não sendo, todavia, cabível a substituição da certidão de dívida ativa, com
a alteração do polo passivo, na hipótese de incorporação empresarial ocorrida antes do fato gerador do
IPVA, sendo necessária, no caso, nova emissão de CDA e nova propositura da ação, conforme Súmula 392,
do STJ.
e) A responsabilidade tributária da ABC Leasing S.A. somente abrange o IPVA, as multas moratória e
punitivas devidos pela DEF Arrendamento Mercantil S.A. caso seja demonstrada fraude, dolo ou simulação
na incorporação, não sendo, todavia, cabível a substituição da certidão de dívida ativa, com a alteração do
polo passivo, na hipótese de incorporação empresarial ocorrida antes do fato gerador do IPVA, sendo
necessária, no caso, nova emissão de CDA e nova propositura da ação, conforme Súmula 392, do STJ.
9. FGV/ALESC-Analista Leg./2024
João comprou um veículo de Maria. A transferência não foi comunicada ao órgão de trânsito competente.
Por conta disso, o Estado competente incluiu Maria como responsável pelo pagamento do Imposto sobre a
Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) incidentes sobre o veículo após alienação.
Sobre a hipótese acima, é correto afirmar que
a) a responsabilidade solidária tributária de Maria é condicionada à previsão específica em lei estadual.
b) em razão da culpa concorrente, o pagamento do IPVA deve ser rateado igualmente entre as partes.
c) a responsabilidade tributária de Maria é subsidiária, devendo o Estado primeiro cobrar de João o crédito
tributário.
d) a responsabilidade de Maria, ainda que haja previsão específica em lei estadual, é exclusivamente
quanto às penalidades, e não quanto ao IPVA.
e) somente João, como proprietário do veículo e contribuinte do imposto, é quem deve pagar o IPVA,
independente de previsão estadual ao contrário.
Responsável tributário é aquele que, por questões de conveniência e oportunidade, o Estado elege
expressamente em lei para figurar no polo passivo da relação, juntamente com o contribuinte, ou
substituindo-o.
Em virtude disso, analise as situações a seguir:
I. Caio recebeu de herança de seu avô um imóvel em Nova Iguaçu. No entanto, Caio somente tem 1 ano de
idade, o que faz com que seus pais sejam os responsáveis tributários pelo recolhimento do IPTU. Neste caso
ocorre a denominada responsabilidade de terceiros;
II. Mévio e Tício são irmãos e receberam de herança imóvel situado em Nova Iguaçu, sendo os dois
coproprietários do imóvel. Como Mévio morava de aluguel, e Tício tinha casa própria, os irmãos
convencionaram verbalmente que Mévio iria morar no imóvel. Neste caso, Mévio é responsável pelo
pagamento do IPTU, pois exerce a posse do imóvel, e Tício é responsável por sucessão, ou seja, somente irá
pagar, caso seu irmão não pague;
III. O espólio é responsável pelos tributos do de cujus da abertura da sucessão até a data da partilha.
Está correto o que se afirma em
a) I e II apenas.
b) I e III apenas.
c) I apenas.
d) III apenas.
e) I, II e III.
O município Beta resolveu conceder isenção de IPTU para as pessoas com deficiência (PcD). Os
contribuintes deveriam requerer na Prefeitura de Beta a isenção, que somente seria outorgada
pessoalmente às pessoas que se enquadrassem nas condições estabelecidas pela lei. José, Maria e João são
irmãos e coproprietários de um imóvel no município Beta, ao qual herdaram de seus pais. Maria tem
apenas 15 anos de idade, já João e José são plenamente capazes. Como José é PcD, ele requereu na
prefeitura a referida isenção do IPTU. No entanto, os irmãos receberam no início do ano seguinte, carnê de
IPTU, no qual a Prefeitura Beta exige 2/3 do IPTU referente ao saldo de Maria e João. Indignados Maria e
João foram à Prefeitura Beta reclamar da cobrança.
Com relação a situação descrita, é correto afirmar que
a) assiste razão a Maria e João, tendo em vista que a isenção ou remissão de crédito exonera todos os
obrigados.
b) somente José que é PcD e Maria que é menor de idade tem direito ao não pagamento do tributo,
devendo José pagar o saldo remanescente.
c) o Município Beta não pode outorgar isenção a somente um dos obrigados, em virtude do princípio da
solidariedade.
d) assiste razão ao Município Beta, tendo em vista que a isenção quando outorgada pessoalmente a um
dos obrigados solidários, não exonera os demais pelo saldo remanescente.
e) o Município Beta não poderia cobrar Maria, tendo em vista o benefício de ordem no qual deve-se
primeiro cobrar a José. Caso ele não pague, Maria seria instada a pagar o tributo.
12.FGV/ALETO-Procurador Jurídico/2024
Caio e Tício eram sócios e gerentes da pessoa jurídica XYZ. Em 2017, XYZ deixou de recolher o Imposto
sobre a Propriedade de Veículos Automotores – IPVA incidente sobre veículo automotor de sua
propriedade.
Em 2018, a Fazenda Estadual ajuizou execução fiscal visando à cobrança dos créditos de IPVA. No mesmo
ano, XYZ foi citada e apresentou exceção de pré-executividade que não foi acolhida. Em 2020, Caio e Tício
se retiraram da sociedade e Mévio e Maria passaram a ser sócios e gerentes de XYZ.
Em 2023, no curso da tramitação do feito, ao tentar penhorar bens de propriedade de XYZ, o Oficial de
Justiça verificou, após diversas tentativas, que a sociedade empresária não estava mais funcionando no
local indicado aos órgãos competentes como seu domicílio fiscal.
Em 2024, a Fazenda Estadual solicitou a inclusão de Caio, Tício, Mévio e Maria no polo passivo da execução
fiscal.
Sobre a hipótese, assinale a afirmativa correta.
a) A citação positiva de XYZ provocou, por si só, o início do prazo prescricional para o redirecionamento da
execução fiscal para os sócios-gerentes.
b) O redirecionamento da execução fiscal, fundado na dissolução irregular de XYZ, não pode ser autorizado
contra Mévio e Maria, pois eles não exerciam poderes de gerência quando ocorrido o fato gerador do
tributo não adimplido.
c) O termo inicial do prazo prescricional para a cobrança do crédito dos sócios-gerentes é a data da prática
de ato inequívoco indicador do intuito de inviabilizar a satisfação do crédito tributário já em curso de
cobrança executiva promovida contra XYZ, a ser demonstrado pelo fisco estadual.
d) Aplica-se, no caso, o prazo de redirecionamento da execução fiscal para os sócios-gerentes Caio e Tício,
fixado em cinco anos, contados da dissolução irregular.
e) A decretação da prescrição para o redirecionamento dos sócios-gerentes, após o decurso do prazo,
poderá ser feita de ofício, independentemente de a Fazenda Estadual ter promovido atos de impulsão
processual.
13.FGV/ALEP-Procurador/2024
Em relação à substituição tributária do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS, sob a
ótica da legislação e da jurisprudência, analise as afirmativas a seguir.
I. O direito à restituição da diferença do ICMS só existe se o fato gerador presumido terminar por não se
realizar, inexistindo o direito quando se realize com base de cálculo menor que a presumida.
II. Não demanda lei complementar federal a imputação de responsabilidade tributária, na modalidade de
substituição tributária progressiva, pelo Estado competente para a instituição do ICMS.
III. Demanda lei complementar federal a previsão de antecipação do fato gerador do ICMS com substituição
tributária progressiva.
Está correto o que se afirma em
a) I, II e III.
b) I e II, apenas.
c) II e III, apenas.
d) I e III, apenas.
e) III, apenas.
15.FUNDATEC/Pref Uruguaiana/Fazenda/2023
Quais assertivas indicam responsáveis pessoais pelo cumprimento das obrigações tributárias?
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas I e II.
e) I, II e III.
18.CEBRASPE/Ana (FINEP)/FINEP/Jurídica/2024
Advogado de determinada empresa recebeu notificação da autoridade fiscal do Estado, na qual fora
incluído como responsável tributário para responder a respeito de infração praticada por seu cliente. O ato
encontrava fundamento em lei estadual que previa a responsabilidade solidária do advogado com o sujeito
passivo da obrigação tributária, por violação a obrigações contidas na legislação tributária no que se refere
à prestação de informações com omissão ou falsidade.
Na hipótese descrita, trata-se de lei
a) válida, uma vez que ao estabelecer a responsabilização do advogado pela infração de norma específica
de natureza fiscal, no que diz respeito ao dever de prestar informações observou os critérios previstos no
CTN.
b) legítima, por apresentar caráter suplementar, encontrando-se em conformidade com a competência do
legislador complementar federal para estabelecer as normas gerais na matéria.
c) ao responsabilizar o advogado pela infração cometida pelo cliente, invade competência do legislador
complementar federal para estabelecer as normas gerais sobre a matéria.
d) viola o CTN, pois para haver a responsabilidade tributária pessoal do terceiro, este deve ter praticado
atos com excesso de poderes ou infração de lei, contrato social ou estatutos.
e) incorre em vício de inconstitucionalidade pois o tema “responsabilidade tributária” não está
diretamente relacionado com “obrigação tributária”, sendo, portanto, assunto que deve ser tratado por lei
federal.
Tendo em vista o disposto pelo Código Tributário Nacional – CTN, analise as afirmativas a seguir.
I. A pessoa natural ou jurídica de direito privado que adquirir de outra, por qualquer título, fundo de
comércio ou estabelecimento comercial, industrial ou profissional, e continuar a respectiva exploração, sob
ela ou outra razão social ou sob firma ou nome individual, responde pelos tributos, relativos ao fundo ou
estabelecimento adquirido, devidos até à data do ato, integralmente, se o alienante cessar a exploração do
comércio, indústria ou atividade.
II. Não haverá responsabilidade do adquirente, nos casos de alienação judicial em processo de falência e
alienação judicial de filial ou unidade produtiva isolada, em processo de recuperação judicial.
III. O descumprimento de obrigações tributárias acessórias é isento de sanções e penalidades, a exemplo de
multas e juros, mas pode afetar a regularidade fiscal do contribuinte.
Está correto o que se afirma em
a) I, II e III.
b) I, apenas.
c) I e II, apenas.
d) II e III, apenas.
Fábio e Manuel adquirem, em condomínio, imóvel residencial mediante escritura de compra e venda,
levando-a, posteriormente, ao cartório de registro de imóveis para fins de registro. É correto afirmar que,
não sendo apresentada pelos solicitantes, no momento do pedido do registro, comprovação da quitação do
imposto incidente sobre a operação e não sendo possível o pagamento do imposto por Fábio e Manuel,
A) o tabelião que lavrou a escritura de compra e venda poderá vir a responder por eventuais multas
moratórias, mas não pelo principal devido.
B) o imposto estadual devido poderá ser cobrado diretamente do oficial do respectivo registro de imóveis.
C) não haverá maiores consequências, pois o imposto municipal é devido apenas 30 (trinta) dias após a
realização do registro da compra e venda.
D) o oficial de registro poderá vir a responder pelo tributo devido e eventuais multas moratórias.
E) eventual registro efetuado não terá eficácia perante a Fazenda Pública Municipal.
==13730c==
A pessoa jurídica de direito privado que adquirir de outra, por compra, estabelecimento comercial e
continuar a respectiva exploração, sob outra razão social,
A) responde integralmente pelos tributos relativos ao estabelecimento adquirido, se o alienante cessar a
exploração do comércio.
B) não responde pelos tributos relativos ao estabelecimento adquirido, devidos até à data do ato.
C) responde solidariamente pelos tributos relativos ao estabelecimento adquirido, se o alienante prosseguir
na exploração ou iniciar dentro de seis meses a contar da data da alienação, nova atividade no mesmo ou
em outro ramo de comércio.
D) se notificar os credores fazendários por edital, dando a estes prazo de até 15 dias para apresentarem
oposição à aquisição do estabelecimento, não responde por qualquer tributo do estabelecimento
adquirido.
E) responde pelos valores dos débitos vencidos e não pagos na data da aquisição do estabelecimento,
desde que seja comprovada fraude na venda deste, mediante conluio entre vendedor e comprador para
lesar o fisco credor.
Carlos foi sócio quotista da sociedade limitada ABC Ltda. entre 2019 e 2020, sem jamais ter participado da
sua administração. Jonas foi Diretor Financeiro da mesma empresa, entre 2018 e 2021, sem, contudo, ter
sido sócio da empresa em qualquer momento. Fabrício, por sua vez, foi sócio e Diretor-Presidente da ABC
Ltda. entre 2018 e 2021. Em janeiro de 2022, o Fisco municipal autuou a sociedade por ausência de
recolhimento de impostos e taxas municipais entre 2020 e 2021, ausência essa que era do conhecimento
de todos os sócios e administradores da empresa, em razão da grave situação financeira pela qual ela
passou neste biênio de pandemia e crise econômica mundial.
A respeito dessa situação hipotética, é correto afirmar, com base na legislação e jurisprudência tributárias
nacionais, que
A) Jonas pode ser responsabilizado pessoalmente pela dívida tributária da sociedade, uma vez que detinha
poderes de decisão sobre o pagamento ou não dos tributos devidos.
B) Carlos pode ser responsabilizado subsidiariamente pela dívida tributária da sociedade, uma vez que se
trata de sociedade de pessoas.
C) Fabrício pode ser responsabilizado pessoalmente pela dívida tributária da sociedade, em decorrência da
sua posição como sócio e Diretor-Presidente.
D) a situação de grave perturbação da economia global resulta em excludente da ilicitude tributária para
fins de aplicação de eventual multa moratória.
E) o inadimplemento da obrigação tributária, ainda que de seu conhecimento, não gera, por si só, a
responsabilidade solidária de Fabrício.
27.FCC/Pref. Caruaru-Procurador/2018
a) decorre de previsão legal ou de ato particular em que terceiro assuma, por instrumento
público, a condição de contribuinte.
b) deve ser livremente aferida em cada caso por ato administrativo plenamente vinculado, de
cuja motivação constem os elementos de fato que a justifiquem.
c) decorre de lei que atribua, de modo expresso, a responsabilidade pelo crédito tributário a
terceiro, não contribuinte, mas relacionado com a ocorrência do fato gerador.
d) decorre de lei ou contrato que impute a obrigação tributária acessória a terceiro não
contribuinte, mas a ele relacionado ou ao fato gerador, conforme reconhecido pela
Administração Tributária.
e) só pode ser aferida em cada caso conforme previsão geral de lei complementar, previsto que
se expresse em ato administrativo discricionário, de cuja motivação conste a fundamentação
jurídica.
28.FCC/PGE-AM-Procurador/2018
A “Indústria de Balanças Peso Pesado”, cujos sócios são Carlos e Danilo, tem 5 estabelecimentos
no Estado, sendo uma matriz e quatro filiais. A empresa está em processo de recuperação judicial
há três meses. Quando foi divulgada a notícia de que será promovida a alienação judicial de um
de seus estabelecimentos, várias pessoas, naturais e jurídicas, se interessaram por adquiri-lo:
3. “Empresa de Ferragens Brasil”, que é controlada pela “Indústria de Balanças Peso Pesado”;
Considerando que a “Indústria de Balanças Peso Pesado” vai continuar explorando sua atividade
industrial por tempo indeterminado, mesmo depois da venda do referido estabelecimento, de
acordo com o Código Tributário Nacional, caso a referida filial venha a ser adquirida
b) pela “Fábrica de Balanças Equilíbrio”, esta não responderá, nem integral, nem
subsidiariamente, pelos tributos, relativos ao estabelecimento adquirido, devidos até a data do
ato de aquisição.
c) pela “Empresa de Ferragens Brasil”, esta responderá integralmente pelos tributos relativos ao
estabelecimento adquirido, devidos até a data do ato de aquisição.
d) por Sebastião, ele não responderá, nem integral, nem subsidiariamente, pelos tributos
relativos ao estabelecimento adquirido, devidos até a data do ato de aquisição.
e) pela “Empresa de Ferragens Brasil”, esta não responderá, nem integral, nem subsidiariamente,
pelos tributos relativos ao estabelecimento adquirido, devidos até a data do ato de aquisição.
a) não responde pelos tributos devidos após a compra do estabelecimento adquirido, por até 3
anos, se o alienante estava falido ou em recuperação judicial.
c) responde subsidiariamente pelos tributos devidos até a data da compra, se o alienante, por
qualquer motivo, cessar a exploração do comércio, indústria ou atividade.
d) não responde pelos tributos devidos pelo alienante ou pelo estabelecimento alienado até a
data da compra, se o alienante continuar exercendo a atividade econômica no mesmo ramo ou
for declarado falido.
e) não responde pelos tributos devidos até a data da compra, se a alienação for judicial, no
âmbito de processo de falência, exceto se for sócio da sociedade falida, sociedade controlada
pelo devedor falido, parente em linha reta ou colateral até o 4º grau do devedor falido ou de
seus sócios, ou agente do falido.
30.FCC/Pref. Campinas-SP-Procurador/2016
Dispõe o Código Tributário Nacional que a pessoa natural ou jurídica de direito privado que
adquirir de outra, por qualquer título, fundo de comércio ou estabelecimento comercial,
industrial ou profissional, e continuar a respectiva exploração, sob a mesma ou outra razão social
ou sob firma ou nome individual, responde pelos tributos, relativos ao fundo ou estabelecimento
adquirido. Dispõe o referido CTN que a responsabilidade do sucessor adquirente será
a) integral para o adquirente parente, em linha reta ou colateral até o quarto grau, consanguíneo
ou afim, do devedor falido ou em recuperação judicial ou de qualquer de seus sócios, desde que
o alienante cesse a exploração do comércio, indústria ou atividade.
b) integral e abrangerá os débitos até a data do ato, se este prosseguir na exploração ou iniciar
dentro de seis meses, a contar da data da alienação, nova atividade no mesmo ou em outro ramo
de comércio, indústria ou profissão.
d) integral pelos tributos devidos pela pessoa jurídica de direito privado que adquirir
estabelecimento comercial, no caso de alienação judicial em processo de falência.
a) de ato ou fato que, simultaneamente, constitua infração tributária, cometida com dolo, fraude
ou simulação, e crime contra a ordem tributária, com o objetivo de redução da pena criminal.
b) que não seja feita, pessoalmente, a agente do sujeito ativo competente para exigir o tributo
relacionado com a denúncia, dentro do prazo de 30 dias contados da data do cometimento da
infração.
I. A responsabilidade é pessoal ao agente, quanto às infrações conceituadas por lei como crimes
ou contravenções, salvo quando praticadas no exercício regular de administração, mandato,
função, cargo ou emprego, ou no cumprimento de ordem expressa emitida por quem de direito.
II. A pessoa natural ou jurídica de direito privado que adquirir de outra, por qualquer título, fundo
de comércio e continuar a respectiva exploração, sob a mesma ou outra razão social, responde
subsidiariamente pelos tributos, relativos ao fundo ou estabelecimento adquirido, devidos até a
data do ato, se o alienante cessar a exploração do comércio, indústria ou atividade.
III. Haverá responsabilidade pessoal e exclusiva dos pais, pelos tributos devidos por seus filhos,
bem como dos tutores e curadores, pelos tributos devidos por seus tutelados ou curatelados em
todos os atos em que intervierem, exceto pelas omissões de que forem responsáveis.
a) I e II.
b) II e III.
c) I, II e IV.
d) III e IV.
e) I e IV.
33.CEBRASPE/MPE-SC-PROMOTOR/2023
34.CEBRASPE/PGM-SP-Procurador/2023
35.CEBRASPE/TJ-SC-Notário e Registrador/2023
De acordo com o disposto no CTN, são requisitos essenciais para que se atribua a responsabilidade
tributária ao notário, tabelião e registrador em relação às obrigações tributárias que lhes competem
fiscalizar:
I possibilidade de exigência do recolhimento do tributo pelo contribuinte direto;
II existência de conduta omissiva de natureza culposa;
III prática de atos por esses agentes, ou perante eles, em razão do seu ofício e, quando em matéria de
penalidades, que se relacionem somente às de caráter moratório.
Assinale a opção correta.
a) Apenas o item I está certo.
b) Apenas o item III está certo.
c) Apenas os itens I e III estão certos
d) Apenas os itens II e III estão certos.
36.CEBRASPE/TJDFT/2023
37.CEBRASPE/PGFN-PROCURADOR/2023
Determinada pessoa jurídica foi dissolvida irregularmente no curso de ação de execução fiscal ajuizada
contra ela pela PGFN. João, sócio que não detinha poder de direção à época da dissolução irregular, exercia
poderes de gerência quando da ocorrência do fato gerador do tributo cobrado na execução fiscal.
Considerando essa situação hipotética, julgue os itens a seguir, de acordo com a jurisprudência do Superior
Tribunal de Justiça (STJ).
I O fato de João ter atuado em cargo de direção no momento da ocorrência do fato gerador do tributo
cobrado é motivo suficiente para que a execução fiscal possa ser redirecionada contra ele.
II A execução fiscal não poderá ser redirecionada contra João se ficar demonstrado que ele não contribuiu
para a dissolução irregular, não agiu com excesso de poder nem cometeu infração à lei ou ao contrato
social.
III A execução fiscal poderá ser redirecionada contra João se ficar provado que ele atuou com excesso de
poder ou cometeu infração à lei, ainda que se tenha retirado do cargo de direção antes da dissolução
irregular da empresa.
Assinale a opção correta.
a) Apenas o item I está certo.
b) Apenas o item III está certo.
c) Apenas os itens I e II estão certos.
d) Apenas os itens II e III estão certos.
e) Todos os itens estão certos.
38.CEBRASPE/Pref Fortaleza-Auditor/2023
À luz do disposto pelo Código Tributário Nacional (CTN), julgue o item a seguir.
A pessoa natural ou jurídica que adquirir estabelecimento comercial e continuar a respectiva exploração
responde pelos tributos devidos pelo estabelecimento adquirido, mesmo quando se tratar de alienação
judicial realizada em processo de falência, desde que o comprador seja sócio ou parente em até o quarto
grau do devedor falido.
39.CEBRASPE/TJ-SC-Notário e Registrador/2023
40.CEBRASPE/MPE-SC-PROMOTOR/2023
41.CEBRASPE/SEFAZ-RR-AUDITOR/2021
Quando os sujeitos ocupantes das posições anteriores nas cadeias de produção e circulação são
substituídos, no dever de pagar tributo, por aqueles que ocupam as posições posteriores nessas mesmas
cadeias, surge a responsabilidade tributária
a) por sucessão.
b) comum ou concomitante.
c) por solidariedade.
d) por substituição tributária progressiva.
e) por substituição tributária regressiva.
42.CEBRASPE/SEFAZ AL - AUDITOR/2021
Considerando os princípios do direito tributário, a Constituição Federal de 1988 (CF) e o CTN, julgue o item
a seguir.
De acordo com o CTN, é possível que o cônjuge meeiro responda pessoalmente pelos tributos devidos pelo
cônjuge falecido mesmo após a data do óbito.
43.CEBRASPE/SEFAZ CE - AUDITOR/2021
Considerando o disposto na Constituição Federal e no Código Tributário Nacional (CTN), julgue o item
seguinte.
O sucessor apenas responde pelos tributos devidos pelo de cujus que tenham sido lançados até a data do
falecimento.
44.CEBRASPE/SEFAZ-RR-AUDITOR/2021
45.FCC/SEFAZ-AP-AUDITOR/2023
José, proprietário de loja de calçados, pretendendo ampliar e diversificar seus negócios, adquiriu
panificadora de Elis, ingressando, imediatamente, neste novo ramo.
Por sua vez, Elis, aproveitando o dinheiro adquirido com a venda, viajou para fora do país, retornando
somente após 7 meses, quando reiniciou seus negócios, no ramo de comércio de roupas.
Decorridos 8 meses da aquisição feita por José, a panificadora foi visitada pelo fisco estadual e recebeu
notificação de auto de infração, informando sobre a existência de débitos tributários não pagos, cujos fatos
geradores teriam ocorrido antes de sua aquisição por José.
Com base na situação relatada, a responsabilidade pelos tributos devidos pela padaria adquirida deverá ser
atribuída a
a) José, que responde integralmente.
b) José e Elis, que respondem solidariamente.
c) José, que responde de forma subsidiária com Elis.
46.FCC/SEFAZ-AP-FISCAL/2023
Manoel Salles faleceu, deixando esposa, três filhos e uma herança composta por apenas três veículos
automotores, todos eles com débitos de IPVA relativos a vários exercícios. Por ocasião da realização do
inventário e partilha desses bens, a viúva e os herdeiros ficaram em dúvida quanto à responsabilidade de
cada um deles pelo valor do IPVA e das respectivas multas decorrentes dessa falta de pagamento. Nesse
caso,
a) os herdeiros são pessoalmente responsáveis, mesmo que o valor dos tributos e das penalidades devidos
ultrapasse o valor do quinhão recebido por cada um.
b) a viúva é pessoalmente responsável pelo valor total dos tributos e das penalidades devidos, mesmo que
o valor total devido ultrapasse o valor da meação por ela recebida, enquanto os herdeiros são
subsidiariamente responsáveis, na medida do quinhão recebido por cada um.
c) com o falecimento de Manoel, dá-se a remissão da totalidade do crédito tributário devido e não pago.
d) os herdeiros são pessoalmente responsáveis pelo valor total dos tributos e das penalidades devidos,
mesmo que o valor total devido ultrapasse o valor do quinhão recebido por cada um, e a viúva é
subsidiariamente responsável, na medida da meação por ela recebida.
e) o espólio é responsável pelos tributos devidos pelo de cujus até a data da abertura da sucessão.
47.FCC/PGE-AM-Analista/2022
Joãozinho, menor impúbere, vende e remete grande quantidade de produtos ilícitos na internet recebendo
os valores correspondentes. Joãozinho mora com a sua mãe Célia, divorciada de José, pai de Joãozinho.
Célia é guardiã do menor. Após um tempo, o Fisco toma ciência das operações e pretende cobrar os
tributos incidentes. Nos termos do Código Tributário Nacional, o tributo correspondente à operação é
a) indevido, por ser a atividade de Joãozinho ilícita.
b) indevido, por ser Joãozinho menor impúbere.
c) devido, mas somente pode ser cobrado de Joãozinho.
d) devido, podendo ser cobrado de Joãozinho, Célia e José, se Joãozinho não tiver patrimônio suficiente e
desde que seja configurada ação ou omissão do responsável.
e) devido, mas somente de Joãozinho e Célia, que tem a guarda de Joãozinho.
48.FCC/Pref. Teresina-Procurador/2022
I. ocorre quando se referir à infração de lei tributária e for acompanhada, se for o caso, do pagamento do
tributo devido e dos juros de mora.
II. ocorre, também, quando for acompanhada do depósito da importância arbitrada pela autoridade
administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração.
III. não pode se referir à infração, mas somente a tributo, e ocorre quando o sujeito passivo antecipa o
pagamento do débito tributário sem prévio exame da autoridade administrativa, operando-se pelo ato em
que a referida autoridade, tomando conhecimento da denúncia citada, expressamente a homologa.
IV. refere-se somente às infrações de natureza dolosa e deve observar as condições prevista no CTN, e, para
ser espontânea, deve ser apresentada após o início de qualquer procedimento administrativo ou medida de
fiscalização.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) II e IV.
b) I e II.
c) II, III e IV.
d) III e IV.
e) II.
49.FCC/DPE-MT/2022
50.FCC/SEFAZ-PE-AUDITOR/2022
a) solidário e pessoal.
b) pessoal e solidário.
c) pessoal e pessoal.
d) por substituição e pessoal.
e) pessoal e por substituição.
51.FGV/RFB-Analista Tributário/2023
No curso de processo de falência, mediante alienação judicial, a sociedade empresária 123 Ltda. adquiriu
uma filial que pertencera à sociedade empresária ABC Ltda., falida, continuando a exploração do
empreendimento nesta filial, embora sob razão social distinta.
Diante desse cenário e à luz do Código Tributário Nacional, assinale a afirmativa correta.
A) 123 Ltda., por ser sucessora de ABC Ltda. na exploração do empreendimento, responde integralmente
pelos tributos relativos à filial adquirida devidos até a data do ato de aquisição.
B) tratando-se de alienação judicial em processo de falência, como 123 Ltda. continua a exploração do
empreendimento sob razão social distinta, responde apenas subsidiariamente pelos tributos relativos à
filial adquirida devidos até a data do ato de aquisição.
C) o produto da alienação judicial da filial adquirida permanecerá em conta de depósito à disposição do
juízo da falência pelo prazo de 2 anos, contado da data de alienação.
D) o produto da alienação judicial da filial adquirida, enquanto depositado à disposição do juízo da falência,
somente pode ser utilizado para o pagamento de créditos extraconcursais ou de créditos que preferem ao
tributário.
E) se 123 Ltda. for sociedade controlada pelo devedor falido, será este a responder isoladamente com seus
bens pessoais pelos tributos relativos à filial adquirida devidos até a data do ato de aquisição.
Farmácia do Povo Ltda. é uma sociedade empresária limitada composta por 4 (quatro) sócios; A, B, C e D. O
sócio B é administrador. No exercício regular de suas atividades, o administrador da pessoa jurídica deixou
dolosamente de pagar o PIS nos anos 2017, 2018, 2019 e 2020, razão pela qual, após todas as medidas
administrativas de fiscalização, e esgotadas as formas de recebimento dos valores em aberto, foi ajuizada a
competente ação de Execução Fiscal.
Sobre a situação apresentada, assinale a afirmativa correta.
A) A responsabilidade é pessoal ao agente quanto às infrações conceituadas por lei como crimes ou
contravenções, quando praticadas no exercício regular de administração, ou no cumprimento de ordem
expressa emitida por quem de direito.
B) A responsabilidade é pessoal ao agente quanto às infrações que decorram direta e exclusivamente de
culpa.
C) A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração apresentada após o início de
qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a infração.
D) A responsabilidade por infrações da legislação tributária, salvo disposição de lei em contrário, independe
da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato.
A pessoa jurídica Espectro, em processo de falência, foi alienada judicialmente para a sociedade empresária
Ômega, que manteve o mesmo nome e as mesmas lojas daquela.
Em relação aos tributos devidos, a empresa Ômega
A) responderá integralmente, por ter adquirido o fundo de comércio e os estabelecimentos.
B) Responderá subsidiariamente com o alienante.
C) Só responderá se o alienante não continuar no mesmo ramo de comércio.
D) Não responderá, por ter havido alienação judicial em processo de falência.
E) Não responderá, mesmo que um de seus sócios seja sócio da sociedade empresária Espectro.
José, registrador, por um lapso na hora de registrar contrato por escritura pública de compra e venda de
imóvel, esqueceu-se de exigir a guia de pagamento do ITBI quitada. Nesse local, a responsabilidade de
exigir a comprovação de quitação do ITBI é atribuída aos registradores, e não ao tabeliães. O Fisco
municipal, contudo, percebeu que o tributo não havia sido recolhido e, tendo realizado o lançamento de
ofício, notificou os contribuintes e o registrador para que pagassem o débito. Os contribuintes não o
fizeram voluntariamente, ainda que tivessem bens suficientes para o adimplemento da dívida. Diante desse
cenário e à luz do CTN, o registrador José:
A) é pessoalmente responsável por tal dívida, podendo ser demandado juntamente com os contribuintes
do imposto, sem posterior direito de regresso contra eles;
B) é pessoalmente responsável por tal dívida, podendo ser demandado juntamente com os contribuintes
do imposto, com posterior direito de regresso contra eles;
C) é substituto tributário dos contribuintes, devendo a cobrança ser feita apenas em face dele;
D) responde pela dívida por sua omissão, mas apenas nos casos de impossibilidade de exigência aos
contribuintes do cumprimento da obrigação principal;
E) por não ser parte no negócio jurídico de compra e venda, não pode ser responsabilizado por tal dívida
tributária.
55. (FGV/ALE-RO/2018)
A empresa Modas ABC Ltda. adquire o fundo de comércio da empresa Roupas DEF Ltda. (ambas atuantes
no ramo de comércio varejista de vestuário). A partir de então, Modas ABC Ltda. passa a explorar a
atividade do fundo de comércio adquirido. Quatro meses após a alienação de seu fundo de comércio, a
empresa Roupas DEF Ltda., que não foi extinta, reinicia suas atividades em outro ramo de atuação.
Em relação aos débitos tributários anteriores à alienação do fundo de comércio, assinale a afirmativa
correta.
a) Modas ABC Ltda. responde integralmente pelas dívidas tributárias pretéritas de Roupas DEF Ltda.
b) Modas ABC Ltda. responde subsidiariamente com Roupas DEF Ltda. pelas dívidas tributárias pretéritas
desta última.
c) Roupas DEF Ltda. responde integralmente por suas dívidas tributárias pretéritas.
d) Roupas DEF Ltda. responde subsidiariamente com Modas ABC Ltda. por suas dívidas tributárias
pretéritas.
e) Modas ABC Ltda. e Roupas DEF Ltda. respondem solidariamente pelas dívidas tributárias pretéritas desta
última, não comportando benefício de ordem.
56. (FGV/MP-AL/2018)
Com relação à responsabilidade tributária, analise as afirmativas listadas a seguir e assinale (V) para a
afirmativa verdadeira e (F) para a falsa.
( ) No caso de hasta pública de bem imóvel, os créditos tributários relativos a impostos cujo fato gerador
seja a propriedade, o domínio útil ou a posse de bens imóveis se sub-rogam sobre o respectivo preço.
( ) Os administradores de bens de terceiros respondem, subsidiariamente, pelos tributos devidos pelos
administrados, nos fatos geradores que tiverem intervindo.
( ) No caso de transformação societária, como a fusão, a pessoa jurídica resultante desta operação
societária será responsável pelos tributos devidos até a data do ato, pelas pessoas jurídicas fusionadas.
Assinale a opção que apresenta a sequência correta, segundo a ordem apresentada.
a) V – V – F.
b) V – F – V.
c) V – F – F.
d) F – V – F.
e) F – V – V.
57. (FGV/ALE-RO/2018)
Após esgotado o prazo para pagamento de um determinado tributo, o contribuinte José da Silva mesmo
assim resolveu quitá-lo.
Acerca do instituto da denúncia espontânea, à luz do Código Tributário Nacional, analise as afirmativas a
seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.
( ) Não se considera espontânea a denúncia apresentada após o início de qualquer procedimento
administrativo ou medida de fiscalização relacionados com a infração.
( ) A denúncia espontânea exclui a aplicação de multa.
( ) A denúncia espontânea exclui a incidência de juros de mora.
As afirmativas são, respectivamente,
a) V – V – V.
b) V –V – F.
c) F –V – V.
d) F –V – F.
e) V – F – V.
Considerando o tema responsabilidade tributária, à luz do que dispõe o Código Tributário Nacional, julgue
as assertivas a seguir, para definir a alternativa correta.
I – Pedro adquire um automóvel de João com débitos de IPVA anteriores à data da aquisição.
II – Marcos adquire um imóvel arrematado em leilão judicial, com débitos de IPTU anteriores à data da
aquisição.
III – Carlos adquire um imóvel de Joana sobre o qual recaem dívidas de IPTU anteriores à data da aquisição,
e na escritura de venda e compra do imóvel não consta a prova de sua quitação.
a) Marcos será sujeito passivo do IPTU quanto aos débitos de IPTU relativos a fatos geradores ocorridos
após a data da aquiição.
b) Pedro não será responsabilizado, uma vez que não há regra para responsabilidade tributária na aquisição
de bens móveis.
c) Carlos será responsável apenas pelos débitos relativos a fatos geradores ocorridos após a data da
aquisição.
d) Carlos não poderá ser responsabilizado, já que o Código Tributário Nacional não previu responsabilidade
tributária em aquisição de bens imóveis.
e) Marcos responde pelas dívidas de IPTU anteriores à data da aquisição do imóvel.
Rute vendeu a Waldisney um apartamento localizado na cidade de São Paulo. Na venda, não foi exigido
pelo tabelião a comprovação do pagamento do ITBI devido nesta operação. Posteriormente, a Fazenda
Municipal constatou que o imposto não foi recolhido pelo contribuinte. Diante de tal omissão, aponte a
alternativa correta considerando o disposto no art. 134 do Código Tributário Nacional:
a) O ITBI deve ser exigido somente do tabelião, por ter sido omisso quanto à exigência de comprovação de
pagamento do imposto.
b) O ITBI não pode ser exigido do tabelião, haja vista não ser este o contribuinte do imposto.
c) O tabelião será pessoalmente responsável pelo ITBI devido, sendo o contribuinte subsidiariamente
obrigado ao pagamento do imposto.
José Carlos, hipotético administrador da empresa XPW (também hipotética) Ltda., realizou diversas vendas
sem emissão de nota fiscal, com o intuito de reduzir o valor pago a título de IRPJ, uma vez que era optante
pelo lucro presumido, o que ensejaria a apuração do referido imposto ocorreria com base em sua receita
bruta.
Em relação à responsabilidade tributária, indique a alternativa correta:
a) José Carlos não pode ser responsabilizado pelas dívidas da empresa, haja vista não ser sócio da empresa,
mas apenas administrador.
b) José Carlos não pode ser responsabilizado pelas dívidas da empresa, por se tratar de uma empresa de
responsabilidade limitada.
c) José Carlos será responsabilizado em caráter subsidiário, ou seja, cobra-se primeiro da empresa, e na
impossibilidade de cobrança desta, cobra-se do seu administrador.
d) José Carlos será responsabilizado em caráter pessoal.
e) José Carlos não pode ser responsabilizado por dívidas de IRPJ, mas apenas por dívidas de imposto de
renda da pessoa física (IRPF).
1. C 21. C 41. E
2. E 22. C 42. C
3. B 23. D 43. E
4. B 24. A 44. C
5. A 25. C 45. A
6. D 26. E 46. E
7. D 27. C 47. D
8. C 28. B 48. B
9. A 29. E 49. B
10. B 30. A 50. C
11. D 31. E 51. D
12. C 32. E 52. D
13. C 33. E 53. D
14. D 34. E 54. D
15. B 35. D 55. B
16. D 36. C 56. B
17. B 37. D 57. B
18. E 38. C 58. A
19. D 39. C 59. E
20. C 40. E 60. D