Ortopedia Funcional dos Maxilares
através da Reabilitação Neuro-oclusal
WILMA ALEXANDRE SIMÕES
SIMÕES NETWORK
Trabalho elaborado por:
André Godinho, Bárbara Nogueira, Daniela Ferreira e Mariana Silva
2º ano da Licenciatura de Prótese Dentária 23/24
ÍNDICE
Introdução................................................................................................................................... 2
Maloclusão: A importância da sua classificação no diagnóstico....................................................3
Tipos de Maloclusão.................................................................................................................... 4
Ortopedia Funcional dos Maxilares e a Reabilitação Neuro-oclusal.............................................. 5
Simões Network - SN................................................................................................................... 8
Aparelhos Bioplásticos vs Bioelásticos......................................................................................... 9
Modelos de Trabalho................................................................................................................. 10
SN1 - Modelo Suave Deslizante (“Slide Light Model”).................................................................11
Modificações............................................................................................................................... 14
SN1 com Salto........................................................................................................................14
SN1 com Equiplan..................................................................................................................14
Etapas de Fabricação................................................................................................................... 15
Caso Clínico 1...............................................................................................................................19
SN2 - Modelo Mantenedor Lingual (“Tongue Maintainer”).........................................................21
Etapas de Fabricação................................................................................................................... 25
Modificações............................................................................................................................... 28
SN2 com Salto........................................................................................................................28
ADE Duplo..............................................................................................................................28
Caso Clínico 2...............................................................................................................................29
Conclusão....................................................................................................................................... 31
Bibliografia................................................................................................................................ 32
1
INTRODUÇÃO
A Prof. Drª. Wilma Alexandre Simões possui uma graduação em Odontologia pela Universidade de
São Paulo (1962), mestrado em Morfologia pela Universidade Federal de São Paulo (2003) e
doutoramento em Odontopediatria - Ortopedia Funcional, pela Universidade Cruzeiro do Sul (2010).
É especialista em Dor e Disfunção da Articulação Temporo-Mandibular e especialista em Ortopedia
Funcional; é professora coordenadora da especialização em Ortopedia Funcional dos Maxilares da
Universidade Cruzeiro do Sul e fundadora coordenadora CEPECRAF - OFM Multidisciplinar - Centro
de Ensino e Pesquisa do Crescimento Crânio-Facial. Publicou 5 edições dos livros de Ortopedia
Funcional vista através da Reabilitação Neuro-Oclusal e tem mais de 120 artigos e capítulos
publicados.
Inspirada pela sua própria experiência e pelas necessidades dos seus pacientes, na década de 80,
desenvolveu uma linha de aparelhos ortopédicos funcionais conhecidos como Simões Network.
Surgiram da combinação da filosofia dos aparelhos de Bimler e Planas e de todo o conhecimento
que foi adquirindo. Para melhorar pequenas lacunas e conseguir oferecer soluções mais eficazes e
personalizadas para cada tipo de problema, foi adaptando e desenvolvendo diversos aparelhos com
uma abordagem diferente, mais inovadora e baseada em evidências. Estes aparelhos atuam
unicamente como mediadores, não exercendo qualquer tipo de força nos dentes mas sim, atuando
através de estímulos neuromusculares. Eles são projetados para serem confortáveis de usar e
personalizados para as necessidades individuais de cada paciente.
A Ortopedia Funcional dos Maxilares (OFM) é a especialidade que diagnostica, previne, controla e
trata os problemas de crescimento e desenvolvimento das arcadas dentárias e das suas bases, quer
no período ontogenético como no pós-ontogenético.
O seu objetivo, é eliminar as interferências indesejáveis durante o crescimento e desenvolvimento
fisiológicos das estruturas estomatognáticas, atuando diretamente sobre o sistema neuro-muscular,
que comanda o desenvolvimento ósseo dos maxilares e que pode levar os dentes a ocuparem as
suas posições funcionais e estéticas. Neste trabalho, vamos apresentar detalhadamente os
aparelhos SN1 e SN2, as primeiras versões de Simões Network.
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MALOCLUSÃO: A importância da sua classificação no diagnóstico
A maloclusão é uma patologia que representa um conjunto de imperfeições no desenvolvimento
orofacial e na posição de oclusão dentária. Traz desconforto estético (dento-facial) , psicológico
(qualidade de vida) e funcional (mastigação, deglutição, fala, postura corporal e articulação
temporo-mandibular), sendo altamente prevalente em todo o mundo.
É de extrema importância na fase de diagnóstico conseguir perceber quais são os fatores
etiológicos da maloclusão, visto a sua origem ser multifatorial. Um diagnóstico errado, irá
influenciar o sucesso do tratamento.
Existem:
- Fatores intrínsecos: de origem genética - pode ser tratado mas com prognóstico reservado
porque não é possível eliminar a origem;
- Fatores extrínsecos: de origem ambiental - por exemplo, hábitos de sucção digital, que
podem ser removidos/tratados e o prognóstico final é favorável.
A maloclusão pode ser classificada como dentária (proveniente do relacionamento das cúspides
dos primeiros molares superiores com os inferiores) e esquelética (através da relação da posição
maxilar e mandibular em relação à base do crânio).
Na primeira consulta de diagnóstico, deve ser realizada uma observação intra-oral, facial, postural
e funcional (movimentos de abertura e fecho, lateralidade e protrusão).
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TIPOS DE MALOCLUSÃO
Mordida Aberta Anterior
Ausência de contacto entre os dentes anteriores da arcada superior com os da arcada inferior.
Existe um espaço irregular que é visível e incomoda quer a nível estético, quer funcional. Pode ser
provocada por diversos fatores incluindo hábitos de sucção não-nutritiva, alterações na posição da
língua ou certos padrões respiratórios.
Mordida Cruzada Anterior/Posterior
É uma condição na qual os dentes superiores e inferiores não se encontram corretamente quando
a boca está fechada. Existem inclinações axiais irregulares e lingualização dos dentes superiores em
relação aos inferiores no momento da oclusão.
Na mordida cruzada anterior, os dentes superiores posicionam-se atrás dos dentes inferiores
quando a boca fecha, o que pode causar desgaste dentário, problemas na ATM e dificuldades
mastigatórias e fonéticas.
Na mordida cruzada posterior, os dentes superiores ocluem para lingual dos inferiores, o que pode
levar a problemas semelhantes aos referidos anteriormente.
Mordida Profunda/Sobremordida
Os dentes superiores sobrepõem-se aos inferiores, cobrindo-os completamente ou quase por
completo, dependendo da gravidade. Pode ter origem no crescimento excessivo da maxila ou na
inclinação dos dentes. A sua correção pode passar pela intrusão dos dentes anteriores ou pela
extrusão dos dentes posteriores ou através do aumento da dimensão vertical.
Apinhamento
É a alteração da posição dentária, quando estes se encontram desalinhados ou posicionados muito
próximos uns dos outros na arcada dentária. Leva à sobreposição, torção ou inclinação e ocorre
devido a fatores como: o crescimento inadequado dos maxilares, hábitos deletérios e perdas
prematuras de dentes decíduos.
O apinhamento dificulta a higienização dentária, o que pode aumentar os risco de outros
problemas de saúde oral. É bastante comum nos dentes ântero-inferiores.
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ORTOPEDIA FUNCIONAL DOS MAXILARES E A REABILITAÇÃO NEURO-OCLUSAL
A Ortopedia Funcional dos Maxilares (OFM) é uma especialidade da área da Medicina Dentária cujo
foco é a prevenção precoce de eventuais problemas de má-oclusão e crescimento maxilar e
mandibular.
Diferente da ortodontia, que se concentra essencialmente em anomalias dento-faciais através da
aplicação de vetores de força diretamente nos dentes, a OFM atua de forma antecipada (idealmente
em idade interceptiva), em anomalias dento-faciais e esqueléticas, através de estímulos nervosos,
prevenindo muitas vezes uma intervenção cirúrgica.O tratamento através da Reabilitação
Neuro-oclusal (RNO) utiliza as quatro forças naturais originadas das atividades musculares da face e
das arcadas dentárias:
1. O crescimento e desenvolvimento natural;
2. A erupção dentária;
3. A postura e movimentos da língua;
4. A postura e movimentos da mandíbula.
Cada codificação neural realizada com qualidade, intensidade, num certo período e duração
apropriados, colabora no restabelecimento da harmonia morfofuncional do Sistema
Estomatognático (SE), e mudanças benéficas no crescimento da face, dos maxilares e dos dentes,
são notórias.
Estas alterações, quando realizadas em idade interceptiva, tornam-se definitivas a nível esquelético.
A maioria dos aparelhos funcionais são utilizados para corrigir ou atenuar discrepâncias sagitais
ântero-posteriores, mais especificamente na correção da classe II, divisão 1. Em idade adulta, a OFM
é muitas vezes utilizada para alívio da dor e no tratamento da disfunção da Articulação
Temporo-Mandibular (ATM). O SN20 por exemplo, é bastante utilizado para casos de aumento de
Dimensão Vertical.
Através desgastes seletivos; planos oclusais artificiais em dentição decídua; Pistas Diretas de Planas;
aparelhos para correção de má-oclusão e problemas de ATM; nivelamento protético do plano
oclusal, são alguns procedimentos que criam as condições para a prevenção e reabilitação
neuro-oclusal tanto em crianças como em adultos. Cada método, excita mais ou menos certa região
do SE e atua sobre o tónus muscular que é um dos principais modeladores do crescimento ósseo.
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PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DA OFM
1º Princípio: “Excitação Neural” (EN)
“O equilíbrio do Sistema Estomatognático, clinicamente, deve ser conseguido a partir de: Excitação
Neural correta de Articulações, Músculos, Periodonto, Mucosa, Periósteo e outras estruturas, provocada
por estímulos dados através de aparelhos ortopédicos funcionais, aplicados dentro de padrões
adequados de tempo, intensidade e qualidade, aproveitando a velocidade de condução do impulso
nervoso mais conveniente à obtenção de melhores resultados clínicos, no menor tempo possível e de
acordo com cada caso.” (W.A.Simões, 1974)
Por outras palavras, é a produção de estímulos no maior número de receptores sensoriais possível que
depois transmitem essa informação ao Sistema Nervoso Central que, por sua vez, irá interpretar e gerar
o sinal mecânico através da Mudança de Postura. Este estímulo pode ser dado através de molas,
escudos, arco vestibular, barras onduladas, pistas indiretas, entre outros.
2º Princípio: “Mudança de Postura” (MP)
“Os aparelhos ortopédicos funcionais podem atuar sempre de forma bimaxilar, modificando a posição da
mandíbula para obter resultados clínicos melhores e mais rápido.” (W.A.Simões, 1974)
A Mudança de Postura utilizada na OFM pode ser realizada nos planos sagital, transversal e vertical. Uma
vez que para promover a excitação neural e obter a modificação pretendida (por exemplo da posição da
língua), essa mudança tem de ser realizada em pelo menos um dos planos.
3º Princípio: “Mudança de Postura Terapêutica” (MPT)
“A mudança de postura terapêutica deve ser realizada dentro dos limites fisiológicos individuais e traz
um resultado efetivamente mais rápido, quando é possível o contato entre os incisivos numa
Determinada Área (DA)” (W.A.Simões, 1983)
Existem evidências científicas que uma resposta positiva ocorre nos músculos de fecho da mandíbula
quando os incisivos superiores e inferiores entram em contacto.
A Determinada Área é então, o toque anterior entre os dentes superiores e inferiores. A área de contato
incisivo de ser no terço incisal da face palatina dos incisivos superiores e o terço incisal da face vestibular
dos incisivos inferiores, alcançando o maior número de incisivos possível. Devemos sempre tentar
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alcançar este toque, porque ocorre uma resposta sensitiva muito diferente. Há uma potencialização dos
efeitos terapêuticos devido ao aumento das aferências proprioceptivas e é por isso que conseguimos um
resultado mais rápido. Nem sempre se consegue chegar ao DA mas sempre que possível, devemos
procurar atingir este objectivo.
TEORIA DAS RÉDEAS MUSCULARES
A teoria das rédeas musculares tenta esquematizar conceitos sobre os mecanismos de funcionamento
dos AOF, pois todos atuam através da Mudança de Postura. Os músculos são classificados como:
1. Rédeas:
- Pterigóideo Lateral (origem no crânio e inserção na ATM);
- Estiloglosso (origem no crânio e inserção na língua);
- Digástrico (origem no crânio e inserção na mandíbula);
2. Envelopes: (envolvem estrategicamente a mandíbula como se a colocassem dentro de um
“envelope seguro” para a remeterem ao fecho da mandíbula);
- Masseter;
- Pterigóideo Interno;
- Constritores da Faringe
3. Lençóis:
- Temporal;
- Hioglosso;
- Milohióideu.
Dependendo da reorganização muscular pretendida e do tipo de movimento, o AOF é selecionado.
Existem dois tipos de movimentos: Rotação e Translação.
Na MPT onde o movimento de translação é maior que o de rotação, temos um predomínio dos
Envelopes sobre as Rédeas; na MPT, onde o movimento de rotação é maior que o de translação, temos o
predomínio das Rédeas sobre os Envelopes.
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SIMÕES NETWORK - SN
“Sistema é a disposição das partes ou elementos de um todo, coordenados entre si operando como
estrutura organizada.”
“Network é uma cadeia de sistemas operando como unidade.”
Wilma Alexandre Simões
Simões Network, são uma conexão importante no grupo de aparelhos ortopédicos funcionais.
Projetados para influenciar a posição e a função dos maxilares de uma forma que beneficie não só a
oclusão, mas também o sistema neuromuscular relacionado, através da alteração da postura da
mandíbula no sentido anterior e vertical, libertam o maior espaço oral possível, permitindo a correção
do plano oclusal funcional. Além disso, quase sempre estimulam os movimentos mandibulares
latero-protrusivos e acabam por colaborar na reeducação da fonação, deglutição e respiração. O
equilíbrio da língua (corrigindo a sua má posição) de um lado, e o equilíbrio dos lábios e bochechas do
outro, é importante para a harmonia das bases ósseas e das arcadas dentárias promovendo assim, o
desenvolvimento facial adequado.
Ao atuar precocemente, especialmente durante certos períodos de crescimento e com a colaboração do
paciente, o sucesso do tratamento é evidente.
Na prática, deve ser feita uma avaliação detalhada da oclusão, da função dos músculos mastigatórios, da
ATM e da postura habitual. Com base nessa avaliação, é possível desenvolver um plano de tratamento
personalizado e escolher os dispositivos indicados.
Cada caso passa por uma Fase Ativa, onde o paciente utiliza o aparelho cerca de 12h-16h diárias durante
um determinado tempo e durante esse tempo, dependendo da evolução da mudança de postura, pode
utilizar mais do que um aparelho (o paciente deve estar informado) ; e uma Fase Passiva, onde pode
utilizar o mesmo tipo de aparelho utilizado na primeira fase ou um tipo de aparelho diferente. Nesta
fase, apenas faz a utilização do aparelho à noite, mas durante o dobro do tempo que utilizou durante a
fase ativa. Nesta altura, é recomendado consultas de controlo (3 em 3 meses) para acompanhamento e
prevenir a recidiva do tratamento efetuado.
Podemos destacar alguns aparelhos mais utilizados para inícios de tratamento (para realizar a abertura
de espaço): PIPS, PIPC e PIPE. Para a finalização de tratamentos, são frequentemente utilizados: SN1,
SN2, SN3 e SN6.
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APARELHOS BIOPLÁSTICOS VS BIOELÁSTICOS
Os aparelhos Simões Network podem ser classificados como:
● Bioplásticos, onde a componente acrílica presente na sua composição é superior à
componente de fio de arame o que torna os aparelhos relativamente mais rígidos;
● Bioelásticos, nos quais a extensão de fio de arame é o componente predominante, conferindo
uma maior flexibilidade aos aparelhos.
Na seguinte tabela, comparamos algumas características:
BIOPLÁSTICOS BIOELÁSTICOS
Compartimento superior da ATM Compartimento inferior da ATM
Exemplos: SN1, PIPS, PIPC, PIPE Exemplos: SN2, SN3, SN6
Menor contacto com as estruturas orais, agindo
indiretamente sobre elas via coordenação do
Maior área de contato com as estruturas orais movimento e postura lingual e mandibular (via
muscular)
São mais pesados e rígidos São mais leves e flexíveis
Predomina o acrílico na sua constituição Predomina o fio na sua constituição
Predomínio de Translação Predomínio de Rotação
Reforço de MP MP para harmonia do SE
Sobremordida Mordida Aberta
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MODELOS DE TRABALHO
A construção dos AOF é feita sem o uso de articuladores e a classificação de Angle é desconsiderada
porque a postura mandibular é alterada para estabelecer o contacto anterior em DA.
Nos modelos, devem ser traçados os limites da MPT:
● No traçado horizontal, em neutro e distoclusões, deve ser no terço incisal dos incisivos
superiores antes do topo a topo, numa extensão máxima de 2 a 7 mm;
Em mesioclusões, vai além da posição de topo a topo se possível. Caso não seja possível, o
contacto será topo a topo;
● No traçado vertical, a extensão da MPT varia entre 2 e 4mm que são medidos entre a
cúspide-fossa dos molares;
● O valor em milímetros que levantamos até à Determinada Área em anterior, deve ser
aumentado em posterior o mesmo valor ou 1mm a menos, colocando cera rosa para definir a
altura vertical;
● No sentido frontal (no desvio da linha média) até 2 mm, coloca-se o AOF coincidindo as
interproximais dos incisivos centrais antagonistas; entre 3 e 4mm, ajusta-se até metade do
desvio e superior a 4mm, corrige-se gradualmente de milímetro a milímetro.
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SN1 - Modelo Suave Deslizante (“Slide Light Model”)
O SN1 é um aparelho bimaxilar dentro dos bioplásticos, composto por uma estrutura em acrílico e fio de
arame, que fica solto entre as arcadas e que proporciona diversos benefícios para pacientes em fase de
crescimento. A sua função principal, é atuar como guia de crescimento, direcionando e controlando o
desenvolvimento dos maxilares para uma posição mais harmoniosa e prevenindo disfunções futuras. O
aparelho atua somente como um mediador, não exercendo qualquer força sobre os dentes e o seu
objectivo é que a mandíbula se adapte à nova posição e que esta passe a ser a sua posição habitual de
repouso.
FUNÇÕES:
● Reforça a manutenção da postura, respeitando o espaço oral funcional e tornando-o mais
amplo, pela ação modificada da postura lingual e mandibular, o que irá promover uma
respiração nasal adequada e reduzir o risco de apneia do sono e outros problemas
respiratórios;
● Guia facilmente a erupção de pré-molares inferiores e segundos molares inferiores para uma
posição ideal, evitando assim o apinhamento dentário;
● Permite a obtenção e manutenção do contacto incisivo em Determinada Área;
● Permite a colocação de acessórios e meias molas inferiores para controlar de uma forma mais
precisa a posição dos incisivos inferiores, dando um estímulo transversal inferior;
● O tipo de MPT em pró-translação promove o movimento da mandíbula no sentido sagital; o
aparelho posiciona a mandíbula para frente, com translação predominante e sem rotação
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aparente, libertando a dinâmica látero-protrusiva e obtendo um crescimento mandibular
harmonioso;
● Quanto ao crescimento facial, aumenta a atividade contrátil do Pterigoideu Lateral, um
músculo importante para o movimento da mandíbula;
● Intensifica a atividade repetitiva da zona retrodiscal, estimulando o crescimento ósseo
(ativação dos osteoblastos e osteoclastos, células responsáveis pela formação e reabsorção
óssea.;
● As ativações e reduções do aparelho provocam também o crescimento da cartilagem;
● Ocorre uma ossificação subperióstea adicional na margem posterior da mandíbula, levando ao
seu alongamento complementar.
Outros benefícios:
● Prevenção de Disfunções Temporomandibulares, como dores na articulação e os conhecidos
“estalos” que ouvimos quando fazemos os movimentos de fecho e abertura;
● Melhora a autoestima e a qualidade de vida, através de um sorriso bonito e funcional.
INDICAÇÕES:
É indicado para tratamento de neutroclusão - apinhamento, diastemas, mordida aberta - e de
distoclusão - protrusão maxilar com incisivos superiores vestibularizados, mordida profunda anterior,
desequilíbrio da musculatura facial e/ou deficiência do crescimento mandibular.
A idade ideal para iniciar o tratamento com o SN1 é entre 4 e 12 anos, aproveitando o período de
crescimento maxilar, mas pode ir até aos 15 anos.
O tempo de tratamento varia de acordo com a gravidade do problema, da cooperação do paciente e do
acompanhamento regular durante o mesmo.
O aparelho SN1 pode ser utilizado em conjunto com outros dispositivos miofuncionais ou acompanhado
de exercícios orofaciais com o seguimento de um terapeuta da fala.
CONTRA-INDICAÇÕES:
● Não é aconselhado para tratamentos de mesioclusão ou pacientes onde inicialmente é
necessário um grande aumento transversal da maxila;
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● Pacientes onde inicialmente é necessário um grande aumento transversal da maxila;
● Pacientes braquifaciais com grande sobre-mordida;
● Pacientes dolicofaciais com mordida aberta anterior.
VANTAGENS E DESVANTAGENS:
● Comparativamente a outros aparelhos, o tratamento com SN1 até aos 15 anos de idade, é
mais vantajoso para a obtenção de espaço quando comparado por exemplo com o PIPC;
● O SN1 pode ser utilizado em dentição decídua, comparativamente ao Bimler A que só pode
ser utilizado em dentições mistas;
● O SN1 é também uma alternativa quando é necessária a colocação de certos acessórios, de
diferentes tipos de Arcos Vestibulares e de Molas Inferiores;
● Quando há necessidade de criar espaço para a erupção dos molares, a utilização temporária
do SN1 pode ser vantajosa em relação ao aparelho PIPS, que por conter apoios oclusais, pode
interferir na erupção dos mesmos.
COMPONENTES:
1. Arco Vestibular superior Bimler;
2. Arco Vestibular inferior (pode ser um Hawley);
3. Molas Frontais (MF) superiores;
4. Parafuso Expansor superior;
5. Meias-molas inferiores (pode ou não ter);
6. Parafuso Expansor inferior;
7. Arco Dorsal com Tubo Telescópico;
8. Acessórios (ex: Equiplan, Salto, Mola de Coffin em vez do parafuso expansor superior).
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MODIFICAÇÕES
SN1 com Salto
São elementos de suporte usados:
- Quando a ancoragem depende de sustentação vertical para a estabilidade mandibular;
- Para libertar a passagem de fios de vestibular para lingual e vice-versa;
- Os fios não devem interferir na mudança de postura mandibular e não devem tocar nos dentes.
Características do Salto:
- São horizontais, paralelos ao Plano de Camper;
- Não são pistas, por isso não têm inclinações;
- Os saltos “padrão” ocupam a região dos caninos e pré-molares;
- Devem ter entre 3 a 5mm de comprimento e 3 a 4 mm de largura.
SN1 Com Equiplan
É um suporte de aço utilizado para auxiliar na ancoragem e permitir o descruzamento mandibular
e/ou dentário e mordidas profundas.
Atua na captação de energia gerada pela oclusão dos dentes anteriores para promover as
mudanças na posição e no nivelamento do plano oclusal;
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Aumenta a distância interoclusal posterior, para reposicionar a mandíbula e permitir a erupção e
movimentos eruptivos, favorecendo o aumento e manutenção da Dimensão Vertical e
modificando a Curva de Spee;
Liberta interferências cuspídeas, permitindo movimentos mandibulares látero-protrusivos que
aumentam a excitação neural dos receptores no sector incisivo.
ETAPAS DE FABRICAÇÃO
No modelo superior:
1. Fazer o planeamento do aparelho:
1.1 Marcar os pontos de excitação neural e de MPT;
1.2 Desenhar o contorno das linhas cervicais dos dentes;
1.3 Delimitar o terço médio da face palatina dos dentes, que corresponderá à altura do acrílico;
1.4 Detectar as zonas de alívio, como a papila incisiva;
1.5 Desenhar a linha média e o limite posterior do aparelho, que deverá ir até à distal do último
molar existente;
1.6 Marcar a posição do parafuso de expansão, que deverá ser na zona entre os pré-molares,
sempre paralelo ao palato;
1.7 Desenhar as peças metálicas com as suas respectivas retenções.
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2. Fazer o Arco Vestibular de Bimler:
2.1 Adaptar um fio de arame 0.9 mm à vestibular dos incisivos centrais;
2.2 Marcar a distal do 1º molar e com a ponta cónica do alicate nº139, realizar uma dobra de 180º;
2.3 Adaptar a ponta retentiva entre o canino e o 1º pré-molar permanente ou 1º molar decíduo;
2.4 Repetir o mesmo processo para o outro lado da arcada.
3. Fazer as Molas Frontais superiores:
3.1 Marcar num fio de arame 0.8 mm o comprimento da distal do incisivo lateral à mesial do incisivo
central;
3.2 Fazer duas dobras em “U” com a ponta redonda mais fina do alicate nº 139;
3.3 Certificar-nos de que as molas não estão em contacto com os dentes anteriores, se quisermos
evitar o contacto da língua nos mesmos ou pelo contrário se quisermos movimento dentário,
garantir que as mesmas estão a contactar;
3.4 Adaptar a ponta retentiva ao palato, tendo atenção para que não toque na papila incisiva;
3.5 Repetir o processo para a elaboração da outra MF.
No modelo inferior:
1. Fazer o planeamento do aparelho:
1.1 Marcar os pontos de excitação neural e de MPT;
1.2 Desenhar o contorno das linhas cervicais dos dentes;
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1.3 Desenhar a linha média e o limite posterior do aparelho, que deverá ir até à distal do último
molar existente;
1. 4 Delimitar a cúspide distal do último molar erupcionado;
1.5 Delimitar o terço médio da face lingual dos dentes, que corresponderá à altura do acrílico;
1.6 Marcar a posição do parafuso de expansão, que deverá ser centrado com a linha média e
perpendicular ao pavimento da língua.
2. Fazer o Arco Vestibular inferior (Hawley):
2.1 Moldar o fio de arame 0.9 mm, com os dedos, de modo a que fique a tocar em todos os
dentes ântero inferiores;
2.2 Dividir o canino em 3 partes - longitudinal central, mesial e distal - e marcar um ponto 3 mm
abaixo da linha da gengiva;
2.3 Utilizar o alicate nº139 para realizar uma dobra, de aproximadamente 90º, pela marca mesial
realizada no canino anteriormente;
2.4 Marcar a distância na qual será realizado o loop e dobrar sobre a parte cônica do alicate nº139;
2.5 Encostar o arame à face vestibular dos dentes anteriores e verificar se chega até à distal do
canino. De seguida, dobrar o arame entre o canino o 1º pré-molar ou 1º molar decíduo;
2.6 Adaptar ao pavimento oral;
2.7 Repetir do lado oposto da arcada.
3. Fazer o Arco Dorsal com Tubo Telescópico:
3.1 Verificar se o arame insere e desliza corretamente, sem interrupções, ao longo de todo o tubo
telescópico (1 mm);
3.2 Marcar a distal do canino e a mesial do 2º molar, acerca de 2-3 mm abaixo da margem
gengival;
3.3 Cortar, tendo em conta que uma das partes fica selada, sendo essa que ficará voltada para
anterior e a abertura do tubo voltada para posterior;
3.4 Utilizar a mesma marcação do molar do tubo telescópico para o fio de arame 0.9 mm e efetuar
uma dobra ampla em “U” sobre a ponta cónica, para que a dobra fique ao nível da cúspide
disto-lingual. Os extremos devem ser paralelos;
3.5 Assentar o arame no modelo e, na parte média do mesmo, efetuar a marcação e realizar uma
dobra de 90º;
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3.6 Fazer dobras em zig-zag, de modo a que estas sirvam de retenção e pontos de união com o
aparelho superior e adaptá-las ao arco da abóbada palatina;
2.7 Verificar se a parte reta do arame entra e desliza dentro do tubo telescópico e se este está
posicionado paralelamente ao plano oclusal;
2.8 Repetir o mesmo procedimento para o outro lado da arcada.
Acrilização e acabamento:
1. Fixar todas as peças metálicas realizadas anteriormente com cera;
2. Passar vaselina por todo modelo, com atenção para não tocar nos arames e parafuso;
3. Colocar acrílico à volta do parafuso de expansão;
4. Cobrir todos os componentes de arame com acrílico de maneira a que este fique com uma
espessura adequada e uniforme, utilizando o método de “Sal e Pimenta”;
5. Ocluir os dois modelos e unir a ponta retentiva das molas em zig-zag à arcada superior com
acrílico. Deve-se cobrir também a curva posterior com acrílico;
6. Levar à panela de polimerização durante 10 minutos a 2 bar;
7. Após a acrilização, uniformizar a superfície de acrílico com broca e borracha/lixa;
8. Dar polimento e brilho.
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CASO CLÍNICO 1
Paciente saudável, 9 anos, sexo feminino.
“Apresentava aspectos clínicos evidentes de uma má oclusão, e a mesma também se queixava de
ter os “dentes para frente”.”
- Overjet e Overbite extremamente acentuado;
- Perfis ósseo e mole convexos, padrão de crescimento braquiocefálico, relação entre as
bases ósseas desfavorável, maxila protruída e mandíbula retraída em relação à base do
crânio;
- Ausência de vedamento labial.
Considerando os dados clínicos e radiográficos, o tratamento proposto foi o Aparelho Ortopédico
Funcional SN1, com a duração de um ano.
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SN2 - Modelo Mantenedor Lingual (“Tongue Maintainer”)
O aparelho funcional SN2 é outro dispositivo da linha Simões Network (SN), desenvolvido pela Dra.
Wilma Simões para auxiliar no tratamento de uma variedade de problemas relacionados à oclusão,
respiração e função oral.
É projetado para promover mudanças na posição da língua, especialmente em pacientes em fase de
crescimento. Este visa estimular o desenvolvimento adequado dos músculos e da maxila, corrigir
maloclusões dentárias e promover uma oclusão mais equilibrada e funcional.
O SN2 é o aparelho mais bioelástico de todos, capaz de girar a mandíbula em MPT. Fornece um
estímulo suave nos músculos da ATM, língua e da mandíbula, bem como o osso hioide, ajudando a
fortalecer esses tecidos e promover mudanças positivas na posição e na função dos maxilares ao
longo do tempo.
A língua é a sua principal via de atuação. Suavemente, o SN2 altera as relações entre esta e os arcos
dentários, mantendo-a afastada da arcada dentária inferior, setorial ou totalmente. Atua na
distribuição da língua no espaço oral funcional interno, controlando a sua postura vertical,
transversal, sagital e frontal. O SN2 estimula ainda o desenvolvimento da maxila, por manter a língua
diretamente contra o palato.
A idade ideal para iniciar o tratamento com o SN2 é entre 8 e 10 anos, aproveitando o período de
crescimento maxilar, mas pode ser também utilizado na idade adulta. O tempo de tratamento varia
de acordo com a gravidade do problema, da cooperação do paciente e do acompanhamento
regular durante o mesmo.
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FUNÇÕES:
● Orienta a posição sagital mandibular e liberta a migração mesial natural dos dentes inferiores
posteriores;
● Retifica os bordos laterais da língua convexa para o arco dentário;
● Estimula o desenvolvimento transversal maior da maxila;
● Amplia os movimentos látero-protrusivos;
● Atua sobre as interproximais de incisivos laterais e caninos inferiores, enquadrando a
mandíbula (requisito no tratamento através do RNO);
● Ancora bimaxilarmente em oclusopatia de pré-molar superior com molar inferior.
Outros benefícios:
● Aumenta o espaço oral funcional;
● Regulariza o arco dentário inferior;
● Controla a ação da língua muito espessa.
INDICAÇÕES:
● Mordidas abertas - através do posicionamento da língua;
● Mordidas cruzadas - através da postura fronto-sagital da língua;
● Tendência progénica - através do posicionamento da língua;
● Topo-a-topo - através do posicionamento do osso hioide;
● Distoclusão divisão 2 - através do levantamento da língua;
● Diastemas;
● Mandíbula mal posicionada;
● Controle da posição maxilo-mandibular;
● Neutroclusão;
● Obtenção e manutenção do DA.
CONTRA-INDICAÇÕES
● Quando existe grande inclinação dos incisivos superiores;
● Como primeiro aparelho do tratamento.
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VANTAGENS E DESVANTAGENS:
Assim como o SN3, o SN2 pode ser recomendado para eliminar hábitos de sucção, pois estimula
os mesmos músculos mastigatórios. No entanto, por não possuir uma barra ondulada na sua
composição, o SN2 é consideravelmente mais confortável para o paciente. Uma vez que se trata
de um aparelho removível, a cooperação por parte deste é crucial para a eficácia do tratamento.
Assim como todos os dispositivos da linha SN, o SN2 é personalizado para cada paciente, tendo em
consideração as suas necessidades específicas e a anatomia da sua boca e dos seus maxilares.
O SN2 pode ser utilizado como complemento a outros tratamentos ortodônticos e terapias
funcionais, como terapia da fala e exercícios orofaciais, para proporcionar resultados mais
abrangentes e integrados.
COMPONENTES:
1. Arco Vestibular superior de Bimler;
2. Parafuso Expansor superior;
3. Molas Frontais (MF) superiores;
4. Arcos Dorsais Entrelaçados (ADE) - simples ou duplos;
5. Acessórios (ex: Salto, Mola de Coffin em vez do parafuso expansor superior).
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Foi comprovado que a língua sente discriminação tátil entre dois pontos de 1 mm. Esta discriminação faz
com que a posição do Nó influencie a posição da língua, pois esta procura sempre a parte redonda do nó
e afasta-se da ponta.
No entanto, o posicionamento do Nó no tratamento em crianças e adolescentes, não é importante para
que o SN2 cumpra o seu objetivo.
Modo de funcionamento do Nó:
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ETAPAS DE FABRICAÇÃO
No modelo superior:
1. Fazer o planeamento do aparelho:
1.1 Marcar os pontos de excitação neural e de MPT;
1.2 Desenhar o contorno das linhas cervicais dos dentes;
1.3 Delimitar o terço médio da face palatina dos dentes, que corresponderá à altura do acrílico;
1.4 Detectar as zonas de alívio, como a papila incisiva;
1.5 Desenhar a linha média e o limite posterior do aparelho, que deverá ir até à distal do último
molar existente;
1.6 Marcar a posição do parafuso de expansão, que deverá ser na zona entre os pré-molares,
sempre paralelo ao palato;
1.7 Desenhar as peças metálicas com as suas respectivas retenções.
2. Fazer o Arco Vestibular de Bimler:
2.1 Adaptar um fio de arame 0.9 mm à vestibular dos incisivos centrais;
2.2 Marcar a distal do 1º molar e com a ponta cónica do alicate nº139, realizar uma dobra de 180º;
2.3 Adaptar a ponta retentiva entre o canino e o 1º pré-molar permanente ou 1º molar decíduo;
2.4 Repetir o mesmo processo para o outro lado da arcada.
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3. Fazer as Molas Frontais superiores:
3.1 Marcar num fio de arame 0.8 mm o comprimento da distal do incisivo lateral à mesial do incisivo
central;
3.2 Fazer duas dobras em “U” com a ponta redonda mais fina do alicate nº 139;
3.3 Certificar-nos de que as molas não estão em contacto com os dentes anteriores, se quisermos
evitar o contacto da língua nos mesmos ou pelo contrário se quisermos movimento dentário,
garantir que as mesmas estão a contactar;
3.4 Adaptar a ponta retentiva ao palato, tendo atenção para que não toque na papila incisiva;
3.5 Repetir o processo para a elaboração da outra MF.
No modelo inferior:
1. Fazer o planeamento do aparelho:
1.1 Marcar os pontos de excitação neural e de MPT;
1.2 Desenhar o contorno das linhas cervicais dos dentes;
1.3 Desenhar a linha média, onde deverá ficar centrado o nó;
1.4 Delimitar a cúspide distal do 1º molar permanente.
2. Fazer os Arcos Dorsais Entrelaçados simples (ADE):
2.1 Dobrar as pontas do arame 0.9 mm de maneira a que estas se encaixam uma na outra. Numa
vista oclusal, a dobra do lado esquerdo deve ficar voltada para os dentes anteriores e a dobra do
lado direito deve ficar voltada para cima;
2.2 Posicionar as pontas entrelaçadas na linha média e marcar a mesial do canino;
2.3 Realizar uma dobra de 90º com o alicate nº139;
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2.4 Endireitar o fio de arame até à distal do 1º molar permanente, sem que este toque na face
lingual de nenhum dente;
2.5 Marcar a distal do 1º molar permanente e realizar uma dobra de 180º nesta zona com a parte
mais larga e cónica do alicate nº 139 - ansa dorsal;
2.6 Marcar o meio do 1º molar e realizar uma dobra de 90º no sentido da arcada superior;
2.7 Fazer dobras em zig-zag, de modo a que estas sirvam de retenção e pontos de união com o
aparelho superior e adaptá-las ao arco da abóbada palatina.
2.8 Repetir o mesmo processo do outro lado da arcada.
Acrilização e acabamento:
1. Fixar todas as peças metálicas realizadas anteriormente com cera;
2. Passar isolante por todo modelo, com atenção para não tocar nos arames e parafuso;
3. Colocar acrílico à volta do parafuso de expansão;
4. Cobrir todos os componentes de arame com acrílico de maneira a que este fique com uma
espessura adequada e uniforme, utilizando o método de “Pimenta e Sal”.
5. Ocluir os dois modelos e unir a ponta retentiva dos ADE à arcada superior com acrílico.
Deve-se cobrir também a curva posterior com acrílico;
6. Levar à panela de polimerização durante 10 minutos a 2 bar;
7. Após a acrilização, uniformizar a superfície de acrílico com broca e borracha/lixa;
8. Dar polimento e brilho.
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MODIFICAÇÕES
SN2 com Salto
São elementos de suporte quando a ancoragem depende do suporte vertical para a estabilidade da
mandíbula, ou seja, serve como um “stop” impedindo que as forças oclusais deformam o fio de
arame na zona da ança dorsal. Também libertam a passagem de fios vestibulares para lingual, sem
interferências oclusais.
ADE Duplo
Os arcos dorsais entrelaçados duplos são requisitados para tratamentos em adultos, uma vez que a
língua em repouso é muito espessa, com bordos laterais superiores a 1 cm.
CASO CLÍNICO 2
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CASO CLÍNICO 2
Paciente saudável, 10 anos, sexo feminino.
- Classe II divisão;
- Perfil convexo, maxilar levemente protruída e plano mandibular aberto em relação à base do
crânio;
- Mordida cruzada posterior;
- Ausência de vedamento labial.
Considerando os dados clínicos e radiográficos, o tratamento proposto foi o Aparelho Ortopédico
Funcional SN2, com a duração de 2 anos.
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CONCLUSÃO
Até aos dias de hoje, contamos com mais de vinte SN desenvolvidos, cada um com modificações ou
características específicas para cada tipo de patologia e com os quais se foram encontrando soluções de
tratamento mais eficazes para os pacientes que os utilizam.
A sua adaptação às necessidades particulares de cada paciente, é superior quando comparados a outros
aparelhos ortopédicos funcionais, o que por sua vez, resulta em melhorias significativamente mais
rápidas e duradouras.
A reabilitação neuro-oclusal é sem dúvida, uma abordagem a ter em conta no tratamento de casos de
ortopedia funcional, já que o nosso corpo responde de forma bastante positiva a estímulos.
A única desvantagem encontrada, tal como em qualquer outro dispositivo de ortopedia funcional, é o
facto do sucesso do tratamento depender da colaboração dos pacientes, o que pode influenciar a
eficiência e o tempo de tratamento.
Em suma, são uma gama de aparelhos excepcionais tanto para crianças em fase de crescimento, como
para adultos com necessidade de tratamento de dor, patologias associadas à articulação
temporomandibular ou distúrbios respiratórios.
Através de uma abordagem inovadora, os aparelhos Simões Network contribuem para um maior
conforto do paciente por serem discretos e dotados de grande flexibilidade.
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BIBLIOGRAFIA
Livros
● Simões, W. (2003). Ortopedia Funcional dos Maxilares WILMA ALEXANDRE SIMÕES 3ª
Edição, Volumes I e II. Artes Médicas;
● Manual De Ortopedia Funcional de los Maxilares y Ortodoncia Interceptiva(Quirós,Oscar J);
● Ramos, J. R. (2009). Ortodontia e seus Dispositivos Atlas Operacional Ortholabor, José
Roberto Ramos;
● Ortodontia Funcional: Uma Abordagem Clínica, de Paulo César Simões;
● Ortodontia Funcional: Teoria e Prática, de Carlos Alberto T. de Paula;
● Ortodontia Interceptiva e Funcional, de Paulo César Simões e Carlos Alberto T. .
Artigos Científicos
● “Tratamento de má oclusão classe II, divisão 1: Relato de Caso” TIAGO, P.C.M.S.; BIASUTI, T.
● “Correção da Classe II esquelética utilizando uma biomecânica híbrida: Ortopedia Funcional
dos Maxilares em associação com a barra transpalatina.” ANDREOLI, L. F.; ANDREOLI, F. A.
M.
Websites
https://wsei.org
https://omd.pt
https://www.escavador.com/sobre/8389178/wilma-alexandre-simoes
https://oralconnect.com.br/
https://revista.spemd.pt/
https://aaoinfo.org/
https://sportodontia.pt/
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