Tipo: entrevista
Assunto/tema: entrevista
Ref. ABNT:
1.
Resumos:
Buscando aprimorar os estudos e conteúdos neste trabalho, foram
entrevistados atuantes na área de tecnologia cujo se sentiam confiantes para
falar acerca do tema e complementar os pontos de vista aqui apresentados
acerca da relação e impactos que o metaverso trará à sociedade
contemporânea. As questões dissertativas buscavam identificar as opiniões
dos convidados acerca da definição de metaverso, qual será seu impacto ao
futuro da humanidade, quanto tempo levará seu desenvolvimento completo e
questões particulares a cada um.
Os entrevistados são: Liandra Monteiro, 23 anos, formada em
comunicação social e atuante na área de programação na empresa de
publicidade FCB TECH, em São Paulo; Ricardo Richter, 30 anos, formado
em administração, comércio internacional e atua na área de tecnologia, mais
especificamente como professor acerca de criptomoedas.
Ao começo da entrevista, Richter (2022) dá uma explicação sobre os
conceitos de web 1, web 2 e web 3 e o contexto que nos leva a conhecer o
metaverso como ele é hoje. A web 1, segundo ele, era o tempo jurássico pré-
histórico da internet, onde se tinha apenas sites estáticos, com algumas
poucas publicidades e sem muita interação com o usuário; era como a
internet surgiu. A web 2 é a transição onde quase todas as pessoas
começam a ter acesso e começa a interagir socialmente através dela. A
internet, na web 2, faz parte do cotidiano do ser humano.
“Uma coisa que a gente escutava muito dos nossos pais e muita
gente escuta até hoje, lógico, faz todo o sentido, é aquela coisa:
nunca entre no carro de um estranho. A web 2 trouxe a Uber. E a
Uber faz com que a gente entre no carro de estranhos e nem se
questione por isso, entendeu?” RITCHER (2022)
A web 3, segundo ele ainda, seria o próximo passo da internet onde o
metaverso estaria como um dos protagonistas. Na web 3, o usuário teria
mais autonomia e a rede não seria centralizada. Segundo ele:
“...também é uma rede que seja descentralizada, que não
tem essa mesma estrutura que a gente vê nas redes sociais de
estar lá no banco de dados central, mas esses dados estarem
distribuídos pelo mundo inteiro em vários computadores, com uma
rede orgânica, com uma rede de pessoas que atua
voluntariamente, que atua porque querem, que atua, porque tem
um objetivo maior, que é construir a rede de ter um ambiente
seguro ponto a ponto, para se comunicar, e a gente começa a ver,
ai vamos pensar na estrutura da internet.” (RITCHER, 2022)
Sobre o metaverso, ele comenta se tratar de uma rede
descentralizada que permitirá justamente a proposta da web 3: utilizar os
próprios dados com autonomia e liberdade, sem qualquer amarra.:
“...muita gente confunde quaisquer óculos de realidade
virtual com metaverso. O metaverso, assim como uma
criptomoeda, tem características importantes e características
únicas. Então, as características são essas de centralização, não
existir uma autoridade central por trás, existe uma organização
central que é composta pela comunidade, que é uma organização
que dita as regras, digamos assim, mas baseado em consenso,
baseado nas regras da comunidade, baseada no que os usuários
estão votando, estão usando, estão praticando. É bastante
interessante também no desenvolvimento de negócios: podemos
criar um negócio na nossa cidade, no nosso local, no metaverso e
não necessariamente atender as pessoas de maneira física.”
(RITCHER,2022)
Ademias, Monteiro (2022) apresenta uma definição mais simples que
complementa o argumento de Richter. De acordo com ela, o metaverso é um
junção de várias plataformas e redes digitais, projetada através da realidade
aumentada e virtual.