0% acharam este documento útil (0 voto)
20 visualizações13 páginas

Estudo sobre Direitos Humanos e sua História

O documento aborda a Declaração Universal dos Direitos Humanos, explorando sua história, filosofia e a importância dos direitos humanos em contextos de conflito armado e discriminação. Discute também a implementação de instrumentos de direitos humanos em níveis nacional e internacional, destacando a relevância da sociedade civil e dos sistemas regionais de proteção. O texto enfatiza a necessidade de garantir e respeitar os direitos humanos como um dever dos Estados, além de mencionar os desafios e avanços na luta global por esses direitos.

Enviado por

anselmocarlos018
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
20 visualizações13 páginas

Estudo sobre Direitos Humanos e sua História

O documento aborda a Declaração Universal dos Direitos Humanos, explorando sua história, filosofia e a importância dos direitos humanos em contextos de conflito armado e discriminação. Discute também a implementação de instrumentos de direitos humanos em níveis nacional e internacional, destacando a relevância da sociedade civil e dos sistemas regionais de proteção. O texto enfatiza a necessidade de garantir e respeitar os direitos humanos como um dever dos Estados, além de mencionar os desafios e avanços na luta global por esses direitos.

Enviado por

anselmocarlos018
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Índice

Introdução ..................................................................................................................... 2
Objectivos ..................................................................................................................... 2
Metodologia .................................................................................................................. 2
O Sistema Internacionais de Direitos Humanos ........................................................... 3
História e Filosofia dos Direitos Humanos ................................................................... 3
Direitos Humanos em Conflito Armado ....................................................................... 4
Liberdades Religiosas Não Discriminação ................................................................... 4
A Luta Global e Contínua pelos Direitos Humanos, Recursos Adicionais Direitos das
Minorias ........................................................................................................................ 4
Direitos Humanos das Mulheres ................................................................................... 5
Implementação dos Instrumentos Universais de Direitos Humanos ............................ 5
Os Direitos Humanos têm de ser Implementados ao Nível Nacional ........................... 6
Direitos Humanos e a Sociedade Civil ......................................................................... 6
Sistemas Regionais de Proteção e Promoção de Direitos Humanos ............................ 7
A Comissão Europeia contra o Racismo e a Intolerância ............................................. 7
O sistema Africano de Direitos Humanos .................................................................... 7
Comitê de Direitos Humanos ........................................................................................ 8
Direitos Econômicos, Sociais e Culturais ..................................................................... 8
Comité dos Direitos da criança ..................................................................................... 9
O comité para a descriminação racial ........................................................................... 9
O Comitê para a Eliminação da Discriminação Racial ............................................... 10
Comité contra a tortura ............................................................................................... 10
Objectivos prosseguidos pela Convenção ................................................................... 11
Conclusão.................................................................................................................... 12
Referência Bibliográfica ............................................................................................. 13

1
Introdução

Neste presente trabalho em estudo ou seja sob a investigação pretendemos dar uma
abordagem clara e inerente sobre a Declaração Universal dos Direitos Humanos, onde
veremos e trataremos dos valores éticos e filosóficos dos direitos humanos e quão grande
e a sua importância nos sistemas múndias e constitucionais. Sem mais delonga quero
desejar uma boa leitura.

Objectivos:
Objectivo geral:

 Estudar para explicar a turma o tema acima citado.

Objectivo específico:

 Fazer um estudo rigoroso e crítico a respeito da Declaração Universal dos


Direitos Humanos.

Metodologia:

 Para a realização do trabalho recorremos a manuais tanto físico quanto a


eletrónico que a nossa Biblioteca física quanto eletrónico nos propulsionou.

2
O Sistema Internacionais de Direitos Humanos
O Sistema Internacionais de Direitos Humanos começou com a Declaração Americana
dos Direitos e Deveres do Homem, que foi adotada em 1948, juntamente com a Carta da
Organização dos Estados Americanos (OEA).

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos criada pela OEA, em 1959, e


constituída por 7 membros é o órgão mais importante do sistema. Em 1978, a Convenção
Americana sobre Direitos Humanos, adotada em 1969, entrou em vigor e, desde então,
foi complementada por dois protocolos adicionais, um sobre direitos económicos, sociais
e culturais e outro sobre a abolição da pena de morte.

Os Estados Unidos não são parte da Convenção, apesar de a Comissão ter a sua sede em
Washington. A Convenção também contemplou a criação de um Tribunal Internacional
de Direitos Humanos, que foi criado em 1979, com sede na Costa Rica, onde também está
localizado o Instituto Interamericano de Direitos Humanos.

História e Filosofia dos Direitos Humanos


A ideia de dignidade humana é tão antiga quanto a história da humanidade e existe de
variadas formas, em todas as culturas e religiões. Por exemplo, o importante valor
atribuído ao ser humano pode ser encontrado na filosofia africana indobo ou na proteção
de estrangeiros no Islão.

A “regra de ouro” segundo a qual devemos tratar os outros como gostaríamos de ser
tratados existe em todas as grandes religiões. O mesmo vale para a responsabilidade da
sociedade de cuidar dos seus pobres e para as noções fundamentais de justiça social.

Contudo, a ideia de “direitos humanos” é o resultado do pensamento filosófico dos


tempos modernos, com fundamento na filosofia do racionalismo e do iluminismo, no
liberalismo e democracia, e também no socialismo. Ainda que o conceito moderno de
direitos humanos tenha emanado sobretudo da Europa, deve ser sublinhado que as noções
de liberdade e de justiça social, que são fundamentais para os direitos humanos, são parte
de todas as culturas.

A ONU, sob a liderança de Eleanor Roosevelt, René Cassin e Joseph Malik, elaborou a
DUDH, com a participação de 80 peritos do Norte e do Sul, que moldaram as ideias e
linguagem do documento.

3
Os direitos humanos tornaram-se num conceito universal, com fortes influências do
Oriente e do Sul, designadamente, o conceito de direitos económicos, sociais e culturais,
o direito à autodeterminação e ao desenvolvimento, a proteção contra a discriminação
racial e o apartheid.

Atendendo a que, historicamente, os cidadãos se tornaram os primeiros beneficiários dos


direitos humanos constitucionalmente protegidos, em virtude das suas lutas pelas
liberdades fundamentais e pelos direitos económicos e sociais, os estrangeiros só
poderiam ser titulares de direitos em casos excecionais ou com base em acordos bilaterais.

Os estrangeiros necessitavam da proteção do seu próprio Estado, que representava os


seus nacionais no estrangeiro, enquanto o conceito de direitos humanos obriga qualquer
Estado, a proteger todos os seres humanos no seu território.

Para o desenvolvimento de normas de proteção de não nacionais, o direito humanitário


era de extrema importância. Tinha como objetivo estabelecer regras básicas para o
tratamento a conferir aos soldados inimigos, mas também aos civis envolvidos em
conflitos armados.

Direitos Humanos em Conflito Armado


As primeiras disposições referentes aos atuais direitos humanos podem ser encontradas
nos acordos sobre liberdade de religião, contidos no Tratado de Vestefália de 1648, e na
proibição da escravidão, como a Declaração sobre Tráfico de Escravos do Congresso de
Viena de 1815, a constituição da Sociedade Americana contra a Escravatura de 1833 e a
Convenção contra a Escravatura de 1926.

Liberdades Religiosas Não Discriminação


A proteção dos direitos das minorias também tem uma longa história e foi um tema da
máxima importância no Tratado de Paz de Versalhes de 1919 e da Sociedade das Nações
fundada no mesmo ano. Com a dissolução da União Soviética e da Jugoslávia, voltou a
ser um tema central.

A Luta Global e Contínua pelos Direitos Humanos, Recursos Adicionais Direitos


das Minorias
A Revolução Francesa, inspirada pela Declaração Americana da Independência e pela
proclamação da Carta de Direitos da Virgínia, em 1776, proclamou os Direitos do Homem
e do Cidadão, em 1789. “Consideramos estas verdades como evidentes por si mesmas,

4
que todos os homens são criados iguais, dotados pelo Criador de certos direitos
inalienáveis, que entre estes estão a vida, a liberdade e a procura da felicidade. Que a fi
m de assegurar esses direitos, os governos são instituídos entre os homens, derivando os
seus justos poderes do consentimento dos governados.” Declaração da Independência
dos Estados Unidos da América. 1776.

 A primeira é a liberdade de discurso e de expressão em todo o mundo.


 A segunda é a liberdade de cada um de adorar a Deus, de forma pessoal
em todo o mundo.
 A terceira é o direito de viver sem privações que, traduzida em termos de
alcance mundial, significa um entendimento económico que irá assegurar
a cada nação uma vida saudável e em paz, para os seus habitantes em todo
o mundo.

Direitos Humanos das Mulheres


O conceito de direitos humanos universais para todos os seres humanos só foi aceite
pelos Estados depois dos horrores da Segunda Guerra Mundial, quando se deu o conceito
e natureza dos direitos humanos.

Conseguiu o acordo sobre a DUDH, na altura entre 48 países, com a abstenção de 8


países socialistas e da África do Sul, como uma componente indispensável do sistema das
Nações Unidas, interpretando as disposições pertinentes da Carta das Nações Unidas
(preâmbulo e arte 1º, nº 3 e 55º, al. c)).

Implementação dos Instrumentos Universais de Direitos Humanos


Desde então, os Estados e membros das Nações Unidas já são 193, mas nenhum Estado
se atreveu realmente a questionar esta Declaração, considerada, em muitas partes, como
direito consuetudinário internacional. Estados têm o dever de respeitar, proteger e
implementar os direitos humanos. Em muitos casos, a implementação significa que o
Estado e as suas autoridades têm de respeitar os direitos aceites, isto é, respeitar o direito
à privacidade e o direito de expressão.

Isto é particularmente relevante para os direitos civis e políticos, ao passo que os direitos
económicos, sociais e culturais implicam obrigações positivas de implementação, por
parte do Estado.

5
Ou seja, neste último caso, o Estado terá de garantir ou fornecer certos serviços, tais
como a educação e a saúde e assegurar certos padrões mínimos. Neste contexto, é tida em
consideração a capacidade de cada Estado para o fazer. Por exemplo, o reconhece o
direito de todos à educação. Porém, especifica que apenas o ensino primário tem de ser
gratuito. O ensino secundário e superior tem de ser disponibilizado e acessível, de uma
maneira geral para todos, mas apenas se espera que a gratuitidade da educação seja
conseguida progressivamente.

Outro desenvolvimento digno de nota é a crescente ênfase na prevenção das violações


dos direitos humanos, através da adoção de medidas estruturais, isto é, através da atuação
de instituições nacionais de direitos humanos ou através da inclusão de uma dimensão de
direitos humanos nas operações de manutenção da paz.

O objectivo da prevenção é também uma prioridade da perspectiva da segurança humana


relacionada com os direitos humanos.

Em primeiro lugar,

Os Direitos Humanos têm de ser Implementados ao Nível Nacional


Todavia, poderá haver obstáculos, nomeadamente, os relacionados com deficiências de
“boa governação”, tais como a existência de corrupção e ineficiência no âmbito dos
poderes executivo ou judicial. De forma a assegurar que o Estado está a cumprir com as
suas obrigações, foi instituída a monitorização internacional do desempenho dos Estados,
na maior parte das convenções internacionais de direitos humanos.

Direitos Humanos e a Sociedade Civil


O impacto da sociedade civil, representado sobretudo pelas ONG, tem-se revelado crucial
para o desenvolvimento do sistema de direitos humanos. As ONG assentam na liberdade
de associação.

Na ONU, tornaram-se uma espécie de “consciência do mundo”. Normalmente,


prosseguem interesses de proteção específicos, como a liberdade de expressão e dos
meios de informação ou a prevenção da tortura e de tratamentos desumanos ou
degradantes (Associação para a Prevenção da Tortura).

6
Sistemas Regionais de Proteção e Promoção de Direitos Humanos
Além do sistema universal de proteção dos direitos humanos, desenvolveram-se vários
sistemas regionais de direitos humanos que, habitualmente, conferem um padrão mais
elevado de direitos e da sua implementação.

A vantagem dos sistemas regionais é a sua capacidade de resolver as queixas de forma


mais eficiente. No caso dos tribunais, as sentenças são vinculativas e com indemnizações
e as recomendações das Comissões de Direitos Humanos são geralmente levadas a sério
pelos Estados. Podem não só resultar em “casos que abrem precedentes” na interpretação
e clarificação das disposições contidas nos instrumentos de direitos humanos, mas
também na alteração das leis nacionais de modo a torná-las conformes com as obrigações
internacionais de direitos humanos. Mais, os sistemas regionais tendem a mostrar uma
maior sensibilidade para com preocupações culturais e religiosas, caso haja razões válidas
para elas.

A Comissão Europeia contra o Racismo e a Intolerância


Foi estabelecida na Cimeira da Europa em Viena, em 2003, para combater o racismo, a
xenofobia, o antissemitismo e a intolerância. Para esta finalidade, a Comissão, junto com
os Estados-membros do Conselho da Europa, prepara relatórios periódicos sobre a
situação nesta área. Também apresenta recomendações gerais de política e preocupa-se
com o envolvimento da sociedade civil, na luta contra o racismo e intolerância.

O Conselho da Europa também estabeleceu, em 1999, um Comissário para os Direitos


Humanos que se centra nas lacunas da proteção europeia dos direitos humanos, tal como
a situação dos migrantes, e também realiza visitas aos países.

A Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa encontra-se ativamente envolvida


nas questões dos direitos humanos, enquanto o Comité de Ministros é o órgão funcional
principal na supervisão de todo o sistema.

O sistema Africano de Direitos Humanos


Foi criado em 1981 com a adoção, pela então Organização da União Africana (OUA), da
Carta Africana dos Direitos Humanos e dos Povos, que entrou em vigor em 1986. A Carta
estabelece a Comissão Africana dos Direitos Humanos e dos Povos, formada por 11
membros, que tem sede em Banjul, na Gâmbia. Atualmente, todos os 54 Estados-
membros da União Africana (UA), que sucedeu à OUA em 2001, ratificaram a Carta

7
Africana que segue a abordagem da Declaração Universal dos Direitos Humanos unindo
todas as categorias de direitos humanos num documento.

O seu preâmbulo faz referência aos valores da civilização africana que tem como
objectivo inspirar o conceito africano dos direitos humanos e dos povos. Além dos
direitos individuais, consagra também direitos dos povos.

Depois de várias décadas bem-sucedidas de estabelecimento de padrões, o desafio maior


para os direitos humanos tornou-se a implementação dos compromissos assumidos. Estão
a ser desenvolvidos diversos métodos novos para reforçar a implementação dos direitos
humanos, tanto ao nível local e nacional, como internacional. Entre estes, uma atitude
mais dinâmica das Nações Unidas, nomeadamente, a inclusão dos direitos humanos em
todas as suas atividades e uma presença mais sólida no terreno por parte do Alto
Comissariado para os Direitos Humanos, com funcionários de direitos humanos em
missões internacionais (de paz), institucionalizando, assim, as preocupações dos direitos
humanos, o que se espera venha a ter um importante efeito preventivo e promocional. A
longo prazo, também poderão ter êxito proposto para um Tribunal Internacional de
Direitos Humanos.

Comitê de Direitos Humanos


O comité dos direitos humanos é o órgão criado em virtude dos art.º 28 do pacto
internacional sobre os Direitos Civis e políticos com o objectivo de controlar a aplicação,
pelos Estados partes, das disposições deste instrumento (bem como do seu segundo
protocolo adicional com vista aa abolição da pena de Morte). Nos termos do art.º 40 do
pacto (e o art.º 3 o segundo protocolo), os Estados partes apresentam relatórios ao comité
ondem enunciam as medidas adotadas para tornar efectivas as disposições destes tratados.
Os relatórios são analisados pelo comité e discutidos entre este e representantes do Estado
parte em causa, apos o que o comité emite as suas observações finais sobre cada relatório:
salientando os aspectos positivos bem como os problemas detectados, para os quais
recomenda as soluções que lhe pareçam adequadas.

Direitos Econômicos, Sociais e Culturais


O tratado estabelecido pela Resolução 2.200 - A (XXI) da Assembleia Geral das Nações
Unidas a 16 de dezembro de1966 e ratificado pelo Brasil em 24 de janeiro de 1992. Tal
documento foi planejado com o objetivo de tornar juridicamente importantes os
dispositivos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, determinando a

8
responsabilização internacional dos estados signatários por eventual violação dos direitos
O Comitê de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais, instituído pela Resolução ESC
1985/17 do Conselho Econômico e Social da ONU, tem a função de monitorar a
implementação dos direitos econômicos, sociais e culturais, previstos no Pacto, e em
especial, tem a função de examinar relatórios periódicos, apresentados pelos estados-
partes, como também a função de emitir "comentários gerais", apresentando o que venha
a ser a interpretação autêntica e de máxima eficácia para as disposições daquele tratado
internacional.

Comité dos Direitos da criança


Tendo presente que os povos das Nações Unidas reafirmaram na Carta, sua fé nos direitos
humanos fundamentais e na dignidade e no valor da pessoa humana e resolveram
promover o progresso social e a elevação do padrão de vida em maior liberdade, Direitos
Humanos e nos Pactos Internacionais de Direitos Humanos que toda pessoa humana
possui todos os direitos e liberdades nele enunciados, sem distinção de qualquer tipo, tais
como raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou outra, de origem nacional ou
social, posição econômica, nascimento ou outra condição, temos como base no seu art.º
35 da CRM conjugado com art.º 121 da CRM.

Recordando que na Declaração Universal dos Direitos Humanos as Nações Unidas


proclamaram que a infância tem direito a cuidados e assistência especiais;

Convencidos de que a família, unidade fundamental da sociedade e meio natural para o


crescimento e bem-estar de todos os seus membros e, em particular das crianças, deve
receber a proteção e assistência necessárias para que possa assumir plenamente suas
responsabilidades na comunidade;

Reconhecendo que a criança, para o desenvolvimento pleno e harmonioso de sua


personalidade, deve crescer em um ambiente familiar, em clima de felicidade, amor e
compreensão; Considerando que cabe preparar plenamente a criança para viver uma vida
individual na sociedade e ser educada no espírito dos ideais proclamados na Carta das
Nações Unidas e, em particular, em um espírito de paz, dignidade, tolerância, liberdade,
igualdade e solidariedade.

O Comité para a Descriminação Racial


É um corpo de peritos de Direitos Humanos incumbido de monitorar a implementação da
Convenção. Compõe-se de 18 membros, eleitos para um período de quatro anos. Todos
9
os países que aderirem à Convenção devem submeter relatórios regulares ao Comitê, que
os analisa e sugere as medidas legislativas, judiciais e de políticas aplicáveis a cada caso.
O primeiro relatório é devido no prazo de um ano após a adesão. Os seguintes são devidos
bianualmente.

O Comitê para a Eliminação da Discriminação Racial


Foi instituído em virtude do art.º 8.º da Convenção Internacional sobre a Eliminação de
Todas as Formas de Discriminação Racial com o objetivo de controlar a aplicação, pelos
Estados Partes, das disposições desta Convenção.

Os Estados Partes apresentam relatórios ao Comitê onde enunciam as medidas adotadas


para tornar efetivas as disposições da Convenção. Os relatórios são analisados pelo
Comitê e discutidos entre este e representantes do Estado Parte em causa, após o que o
Comitê emite as suas observações finais sobre cada relatório: salientando os aspectos
positivos bem como os problemas detectados, para os quais recomenda as soluções que
lhe pareçam adequadas.

Este Comitê dispõe também de competência para formular recomendações gerais


relativas às disposições da Convenção, bem como para examinar queixas interestaduais e
individuais. Estas últimas são apresentadas por pessoas ou grupos de pessoas que aleguem
ser vítimas da violação de qualquer dos direitos consagrados na Convenção, sendo
necessário que o Estado em causa tenha declarado, nos termos do art.º 14.º da Convenção,
que reconhece a competência do Comitê para tal efeito.

A Convenção prevê que os Estados que hajam formulado tal declaração possam
estabelecer um organismo nacional competente para receber e examinar queixas de
discriminação racial, só se admitindo, nesse caso, recurso para o Comitê caso os
queixosos não tenham obtido ganho de causa junto de tal organismo nacional.

Objectivo deste comité era de Os Estados Partes condenam a discriminação racial e


comprometem-se a adotar, por todos os meios apropriados e sem tardar uma política de
eliminação da discriminação racial em todas as suas formas e de promoção de
entendimento entre todas as raças e para esse fim.

Comité contra a tortura


O Comité Contra a Tortura (CCT ou Comité) foi criado ao abrigo do disposto no artigo
17.º da Convenção Europeia contra a Tortura e outras Penas ou Tratamentos Cruéis,

10
Desumanos ou Degradantes (adiante designada por Convenção), adoptada a 10 de
Dezembro de 1984 pela Assembleia Geral das Nações Unidas e entrada em vigor a 26 de
Junho de 1987. O Comité iniciou os seus trabalhos a 1 de Janeiro de 1988, tendo reunido
pela primeira vez em Genebra, no mês de Abril de 1988. Com algumas importantes
excepções, as suas atribuições, competência e regras procedimentais foram definidas
tendo por base o modelo dos restantes Comités de controlo de tratados das Nações Unidas
em matéria de Direitos Humanos (Treaty Monitoring Bodies), particularmente do Comité
dos Direitos do Homem, criado pelo Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e
Políticos (art.º.28.º deste instrumento internacional). Tortura é qualquer acto por meio do
qual uma dor ou sofrimentos agudos, físicos ou mentais, são intencionalmente causados
a uma pessoa com os fins de, nomeadamente, obter dela ou de uma terceira pessoa
informações ou confissões, a punir por um acto que ela ou uma terceira pessoa cometeu
ou se suspeita que tenha cometido, intimidar essa ou uma terceira pessoa, ou por qualquer
outro motivo baseado numa forma de discriminação, desde que essa dor ou esses
sofrimentos sejam infligidos por um agente público ou qualquer pessoa agindo a título
oficial, a sua instigação ou com o seu consentimento expresso ou tácito. Salientar que no
regime jurídico Moçambicano não admite a tortura vide do art.º 40 da CRM

Objectivos prosseguidos pela Convenção


A erradicação da prática da tortura no mundo constitui um dos principais objectivos que
as Nações Unidas se propuseram prosseguir, desde a sua fundação. Com esta finalidade,
foram estabelecidos diversos princípios de aplicação universal, os quais viriam a ser
transpostos para diferentes Convenções e Declarações Internacionais. A presente
Convenção representou um esforço de codificação e uniformização de todas essas normas
e princípios, até então dispersos por vários instrumentos de Direito Internacional.

11
Conclusão
Ora apos um estudo critico e rigoroso inerente ao tema em apreço o grupo concluímos
que para a positivação dos Direitos Humanos e respeito a elas teve a sua origem ou fonte
a partir da Segunda Guerra Mundial, a Declaração foi a primeira afirmação Global
daquilo que agora tomamos como adquirido a inerente dignidade e igualdade de todos os
seres humanos contudo presume se assim que os Direitos Humanos tanto são conhecido
assim como desconhecidos pelas civilizações logo os estados ainda tende a enfrentar
grande desafio em promover palestra para que elas se conheçam aos seres humanos.

12
Referência Bibliográfica
Edson da Graça Macuacua, Constituição da Republica de Moçambique, Escolar editora,
2018.

Comissão de Direitos Humanos, Instrumentos Internacionais de Direitos humanos,


Editora Gráfica Berthier, 2006.

13

Você também pode gostar