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Conceitos e Medidas de Precipitação

O documento aborda a hidrologia aplicada, focando na definição e formação da precipitação, seus tipos e medidas pluviométricas. Ele detalha os métodos de coleta e análise de dados de precipitação, além de discutir a importância da análise de frequência e da estimativa da precipitação média em bacias hidrográficas. O conteúdo é voltado para estudantes de Engenharia Civil e inclui conceitos teóricos e práticos sobre o tema.

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Conceitos e Medidas de Precipitação

O documento aborda a hidrologia aplicada, focando na definição e formação da precipitação, seus tipos e medidas pluviométricas. Ele detalha os métodos de coleta e análise de dados de precipitação, além de discutir a importância da análise de frequência e da estimativa da precipitação média em bacias hidrográficas. O conteúdo é voltado para estudantes de Engenharia Civil e inclui conceitos teóricos e práticos sobre o tema.

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Disciplina : HIDROLOGIA APLICADA

Curso: Engenharia Civil


Prof.: Hildeberto Júnior

Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia de Pernambuco – Campus Recife


Departamento de Infraestrutura e Construção Civil
Definição
✓ “A Precipitação é o processo pelo qual a água volta a terra,
pela condensação do vapor d’água contido na atmosfera”.
(Hartwig,2012);

✓Constitui-se no principal input na aplicação do balanço hídrico


em uma dada região hidrológica.
✓A água proveniente do vapor d’água da atmosfera que se
deposita na superfície da terra sob diferentes formas, como
chuva, granizo, neve, neblina, orvalho ou geada;

granizo
chuva neve

neblina orvalho
geada
Formação das Precipitações
✓ “A ocorrência da precipitação é um processo aleatório que não
permite uma previsão determinística com grande
antecedência.” (Hartwig, 2012);

✓ “A origem das precipitações está ligada ao crescimento das


GOTÍCULAS das nuvens, o que ocorre sobe certas condições,
pois muitas vezes existem nuvens que não produzem chuvas.”
✓ Colisão-coalescência: processo de CRESCIMENTO devido ao
choque de gotas pequenas originando outra maior;

✓ Para as gotas de água precipitarem é necessário que tenham


um volume tal que seu PESO seja superior às forças que as
mantêm em suspensão;
✓ FATORES QUE INFLUENCIAM A PRECIPITAÇÃO

i. temperatura;

ii. umidade;

iii. ventos;

iv. características físicas do terreno;


Tipos de Chuvas
TIPO Formação Características

CICLÔNICAS (FRONTAIS) ocorrem quando se encontram duas GRANDES • Duração: média a longa ( horas ou dias) e
MASSAS DE AR, de diferente temperatura e intermitente;
umidade; • Intensidade: baixa a moderada;
• Distribuição: grandes áreas.

OROGRÁFICAS ocorrem em regiões no qual grande obstáculo do • Duração: média (horas) e contínua;
RELEVO, como serra muito alta, impede a • Intensidade: baixa
passagem de ventos quentes e úmidos; • Distribuição: grandes áreas

CONVECTIVAS ocorrem pelo aquecimento de MASSAS DE AR, • Duração: curta (minutos);


RELATIVAMENTE PEQUENAS, que estão em • Intensidade: alta ;
contato direto com a superfície quente dos • Distribuição: pequenas áreas;
continentes e oceanos;
Medidas Pluviométricas
✓ Altura Pluviométrica (h) – representa a altura da lâmina de
água precipitada, caso a mesma fosse recolhida numa
superfície horizontal. Unidade: mm.

✓ Duração da Precipitação (d) – é o intervalo de tempo durante o


qual se considera uma determinada altura de chuva. Unidade:
minutos, hora, dia
✓ Intensidade da Precipitação (I) – é uma grandeza intensiva
e instantânea, representando a variação da lâmina
precipitada num intervalo infinitesimal de tempo (I=dh/dt).
Unid.: mm/min.

✓ Frequência (F) – é o número de ocorrências de uma


determinada precipitação no decorrer de um período de
tempo especificado.
✓ A Pluviometria (do latim pluvia = chuva; e do grego metría =
medida) é o levantamento da QUANTIDADE de chuva que
ocorre em um local.

✓ Normalmente, na pluviometria, são utilizados dois


equipamentos:

i. Pluviômetro;

ii. Pluviógrafo.
i. Pluviômetro

✓ Consistem essencialmente de um cilindro reto de seção


conhecida com um funil que dirige a água coletada a um
reservatório de armazenamento;

✓ Os pluviômetros fazem REGISTROS TOTALIZADOS


fornecendo a quantidade de chuva que ocorreu no período
sem interessar a hora inicial e a intensidade de cada chuva;
✓ PRINCIPAIS TIPOS DE PLUVIÔMETROS:

i. Helmann: área receptora de 200 cm2.

ii. Ville de Paris: área receptora de 400 cm2.

iii. Paulista: área receptora de 500 cm2

(ii) (iii) (i)


✓ O total diário ou altura diária de chuva (P), pode ser
obtido utilizando a expressão:

Onde:
P = altura diária de chuva (mm);
V = volume de água recolhido no recipiente (cm3 ou ml);
A = área de superfície de captação (cm2);
Exercício: Um pluviômetro com diâmetro 30 cm, coletou 2328
cm3 de água em 8 horas. Qual o total de chuva (P) e sua
intensidade média (I)?
✓ Os dados lidos nos pluviômetros são lançados
diariamente pelo observador no impresso próprio;
IETOGRAMAS
✓ São gráficos de barras, nos quais a abscissa representa
a escala de tempo e a ordenada a altura de precipitação;
ii. Pluviográfo

✓ Equipamentos que permitem um registro CONTÍNUO de


precipitação através de um gráfico chamado pluviograma
que permite avaliar, além do TOTAL PRECIPITADO, a
DURAÇÃO e consequentemente a INTENSIDADE da
precipitação;

✓ Os tipos mais usuais são: de boia; de balança; cubas


basculantes;
Pluviômetro de cubas basculantes
✓ Os pluviográfos eletrônicos (“data logger”) são equipamentos
que acumulam digitalmente dados por algum período para
recuperação posterior.
PLUVIOGRAMAS

✓ São gráficos produzidos pelos pluviógrafos, nos quais a abscissa


corresponde às HORAS DO DIA e a ordenada corresponde à
ALTURA DE PRECIPITAÇÃO ACUMULADA até aquele instante.

PLUVIOGRAMA
✓ Quando a pena atinge 10 mm ocorre o esvaziamento da
água armazenada (sinfonagem);
REDES DE MONITORAMENTO

✓ Um sistema de instrumentos para medidas de precipitação a


nível regional é denominada de rede pluviométrica;
✓ As densidades MÍNIMAS para o estabelecimento destas redes
devem situar-se nos limites apresentados na tabela da
Organização Meteorológica Mundial (OMM);
PLATAFORMAS DE COLETAS DE DADOS (PCDs)

✓ As PCDs coletam dados AUTOMATICAMENTE e os transmitem por


meio da rede de celular ou por satélite para órgão responsável,
onde são automaticamente processados e disponibilizados;
✓ O Sistema de Coleta de Dados (SCD) é constituído pelos
satélites SCD1, SCD2 e CBERS2 (Segmento Espacial), pelas
diversas redes de PCD's espalhadas pelo território nacional;,
ANÁLISE DE DADOS DE PRECIPITAÇÃO

✓ A utilização dos dados de precipitação, nos estudos


hidrológicos, deve ser precedida de análise preliminar
visando: dos projetos

i. detecção de erros grosseiros;

ii. preenchimento de falhas;

iii. análise da consistência;

iv. análise da frequência.


i. Detecção de Erros Grosseiros:

✓ observações marcadas em dias que não existem

Exemplo: 31 de abril

✓ quantidades absurdas

Exemplo: 500 mm/dia

✓ erro de transcrição

Exemplo: 0,36 mm no lugar de 3,6 mm


ii. Preenchimento de Falhas.

✓ É comum a existência de FALHAS ou INTERRUPÇÕES nos


registros das estações, sendo atribuídas a problemas
técnicos ou ausência do observador.
✓ Em todos os estudos hidrológicos deve-se trabalhar com
séries contínuas de precipitações;

✓ Os métodos utilizados para o preenchimento de falhas de


séries pluviométricas são:

a) Método do vetor de ponderação regional;

b) Método da regressão linear simples.


a) Método do Vetor de Ponderação Regional

✓ Este método é utilizado para preenchimentos de falhas de


séries mensais e anuais de precipitação;

✓ “A precipitação na estação é estimada através da média


ponderada do registro das três estações vizinhas, adotando-
se, por pesos, as razões entre as precipitações médias no
período de tempo considerado”. (Lisboa,2011);
✓ As três estações vizinhas àquela com falha, devem estar
localizados em região climatologicamente semelhante a
estação com falha.
1 𝑃𝑍 𝑃𝑌 𝑃𝑊
𝑃𝑋 = ∙ + + ∙ 𝑃𝑋𝑀
3 𝑃𝑍𝑀 𝑃𝑌𝑀 𝑃𝑊𝑀

Onde:
PX = precipitação no posto X a determinar;
PY, PZ e PW = precipitações nos postos Y, Z e W, no intervalo de tempo referente àquele da
precipitação no posto X a determinar;
PXm, PYm, PZm e PWm = precipitações médias nos postos X, Y, Z e W;
b) Método da Regressão Linear Simples

✓ “Consiste em utilizar a técnica da regressão linear simples,


segundo a qual a precipitação no posto com falhas é
correlacionada estatisticamente com a precipitação em um
posto vizinho com dados disponíveis.” (Rolim,2004).

✓ O método mais comum de determinar os coeficientes “a” e


“b”, é o método dos mínimos quadrados;
✓ Portanto, a estimativa da precipitação do POSTO 1, pode ser
realizada a partir da precipitação do POSTO 2;

𝑃1 = 𝑏 ∙ 𝑃2 + 𝑎

P1 = precipitação no posto a determinar;


P2 = precipitação no posto sem falha;
a e b = coeficientes de ajuste.
iii. Análise de Consistência

✓ Tem o objetivo de avaliar a HOMOGENEIDADE das séries de


precipitação das estações pluviométricas;

✓ Normalmente é aplicado o Método de Dupla para detectar


erros sistemáticos, ou seja, erros devidos ao próprio sistema
de medida (ex: a desregulagem de um pluviográfo).
Método da Dupla Massa ou Curva da Dupla Massa

✓ “Consiste em construir-se um gráfico cartesiano,


representando em um dos eixos os totais anuais
acumulados de precipitação para o posto estudado, e no
outro eixo a média acumulada dos totais anuais de outros
postos da região.” (Lisboa,2011);
Curva da dupla –massa
✓ Caso os valores do posto a
consistir for proporcional aos
observados na base de
comparação, os pontos devem
se alinhar segundo uma
ÚNICA RETA;
✓ Uma mudança abrupta na inclinação da curva indica a época
de alguma ALTERAÇÃO NOS DADOS;
✓ Os dados obtidos em época anterior à alteração devem ser
CORRIGIDOS para as condições atuais;

Onde:

PA : é a precipitação corrigida/ajustada;
P0 : é a precipitação que se quer corrigir;
tg α : é o coeficiente angular da reta considerada correta;
tg β : é coeficiente angular da reta que se quer corrigir.
iv. Análise de Frequência
✓ Através dos totais precipitados anuais registrados e observados
durante uma série de anos numa determinada região, é possível
desenvolver ESTUDO ESTATÍSTICO;
✓ A sazonalidade da frequência da precipitação é um fator muito
para o planejamento de várias atividades e dimensionamento
de estruturas de escoamento;

✓ O valor da FREQUÊNCIA (F) representa com que valor a


precipitação (P), de ordem m, foi IGUALADA OU SUPERADA
tendo como fonte de informações a série de dados disponíveis.
✓ A frequência (F) é determinada pelas equações abaixo pelo
método da Califórnia ou de Kimball;

𝑚 𝑚
𝐹 = 𝐹 =
𝑛 𝑛+1
Método da Califórnia Método de Kimball

Onde:

m = número de ordem do dado ou registro;

n = número de dados ou registros disponíveis


✓ “O Tempo de Retorno (Tr) é o PERÍODO de tempo médio que
um determinado evento hidrológico é IGUALADO ou
SUPERADO pelo menos uma vez”. (Righeto, 1998).

Onde: F = frequência de ocorrência


✓Metodologia:

i. Classificar os dados observados em ordem decrescente;

ii. Atribuir a cada uma deles um número de ordem m;

iii. Calcular a frequência utilizando os métodos da Califórnia ou de


Kimball.
✓ A estimativa da frequência (F) fornece uma boa ideia da
probabilidade de ocorrência (p) de cada valor da precipitação
(P) na área em estudo;

✓ Portanto, a equação para o cálculo do Tempo de Retorno (Tr),


EM ANOS, pode ser reescrita como:
1
𝑇𝑟 =
𝑝

Onde: p = probabilidade de ocorrência


Precipitação Média
✓A maioria dos estudos hidrológicos necessita de estimativas da
precipitação média sobre a bacia hidrográfica;

✓ Normalmente são empregados três métodos:

i. Método Aritmético;

ii. Método das Isoietas;

iii. Método dos Polígonos de Thiessen;


i. Método Aritmético

✓ É o método mais simples e consiste em se determinar a


MÉDIA ARITMÉTICA dos valores das precipitações medidas em
postos pluviométricos localizados na área de estudo;
✓ Deve ser aplicado em REGIÕES PLANAS, com áreas menores
com variação e com cobertura bastante DENSA de postos
pluviométricos;

✓ A precipitação média (Pm) pode ser obtida pela expressão:

𝑛
1
𝑃𝑚 = ∙ 𝑃𝑖
𝑛
𝑖=1

Onde: Pi = precipitação em cada posto; n = quantidade de postos


ii. Método das Isoietas

✓ As Isoietas são linhas que


representam a distribuição
pluviométrica de uma região,
através de curvas de IGUAL
precipitação;
✓ A precipitação média (Pm) na bacia pode ser obtida fazendo
uma média ponderada em função das áreas entre duas
isoietas consecutivas e o valor médio entre elas;

𝑛
1 𝑃𝑖 + 𝑃𝑖+1
𝑃𝑚 = ∙ 𝐴𝑖,𝑖+1 ∙
𝐴 2
𝑖=1

Onde:

A i,i+1 = área entre a isoieta i e a consecutiva i+1;

Pi e Pi+1 = precipitações referentes às isoietas i e i+1

A = área da bacia
iii. Método dos Polígonos de Thiessen

✓ A precipitação média (Pm) na bacia pode ser obtida a partir


das precipitações observadas nos postos disponíveis,
incorporando um PESO a cada um deles, em função de
suas ÁREAS de INFLUÊNCIA (polígonos de Thiessen);

✓ São considerados os postos inseridos na bacia, bem


como os postos localizados na região de entorno;
✓Metodologia:

i. Unir os pontos adjacentes por


linhas retas;

ii. Traçar a mediatriz dessas


retas;

iii. Prolongar as mediatrizes até


o cruzamento com as demais;

iv. Definir as áreas de influência


(Ai);
✓ A precipitação média (Pm) é calculada pela média entre a
precipitação (Pi) de cada estação ponderada por sua área de
influência (Ai);
𝑃𝑖 ∙ 𝐴𝑖
𝑃𝑚 =
𝐴𝑖

✓ O método apresenta bons resultados em terrenos


levemente ondulados e também quando há uma boa
densidade de postos pluviométricos;
Chuvas Intensas
✓ “Entende-se como chuva intensa uma forte precipitação
continua em um curto intervalo de tempo, geralmente em um
tempo de minutos ou algumas horas.” (Kobiyama et al.,
2011);

✓ Nos estudos de drenagem urbana e de previsão de enchentes


é imprescindível a caracterização das chuvas intensas;
✓ RELAÇÃO INTENSIDADE – DURAÇÃO – FREQUÊNCIA (IDF)

a. Intensidade (I)

b. Duração (D)  (D; i)

c. Frequência (F)  (i; F)

d. Distribuição (Análise regional dos dados);


Método do Engenheiro Otto Pfafstetter (1957)

✓ O Eng Otto Pfafstetter foi o pioneiro no Brasil na análise


de registros pluviográficos e pluviométricos para a
determinação de curvas IDF;

✓ O autor trabalhou com 98 postos localizados em diferentes


regiões do Brasil, a partir da plotagem das curvas IDF em
escala bilogarítmica;
𝛽 ✓1 TERMO  fator de probabilidade
𝛼+ 𝛾
𝑇𝑟 (K) função do período de retorno
𝑃= 𝑇𝑟 𝑎𝑡 + 𝑏 log 1 + 𝑐𝑡 (Tr) em anos;

✓2 TERMO  função do município e


para precipitação com Tr = 1 ano;

Onde;
P = altura da precipitação máxima média,  : função da duração da chuva (t) em horas;
com duração (t) e período de retorno (Tr) ,
 : função de duração (t) e do município;
em mm;
 : constante e igual a 0,25;
Tr = período de retorno, em anos
a, b e c : variáveis em função do município;
t = duração da chuva, em horas
𝛽
𝛼+ 𝛾
𝑇
𝑃= 𝑇𝑟 𝑟 𝑎𝑡 + 𝑏 log 1 + 𝑐𝑡
Exercício: Utilize o método de Otto Pfafstetter para estimar a
intensidade média da chuva de duração igual a 30 minutos e
período de retorno de 20 anos, em uma micro bacia urbana
localizada no município de Aracaju/SE.
RELAÇÕES INTENSIDADE – DURAÇÃO – FREQUÊNCIA (IDF)

✓ “Procura-se analisar as relações de Intensidade – Duração


– Frequência das chuvas observadas, para diferentes
intervalos de duração da chuva, determinando-se qual o tipo
da EQUAÇÃO E PARÂMETROS que melhor caracteriza essas
relações”.(Villela, 1975)
✓ Normalmente são utilizadas equações do tipo:

Onde:

i = intensidade média (mm/mim) para a duração t;

C , n e to = parâmetros a determinar.

✓ Alguns autores relacionam o parâmetro “C” com o período


de retorno (Tr), por meio de uma equação:
Onde:

Tr = período de retorno (anos);

K, m = parâmetros a determinar para cada série pluviográfica.


✓ A equação geral para estimativa da intensidade máxima
da precipitação será:

Onde:
i = intensidade máxima média da precipitação em (mm/h);
Tr = período de retorno (anos);
t = duração chuva (minutos);
K, m, t0 e n = parâmetros a determinar, que variam com as séries pluviográficas de
cada município;
✓ Os parâmetros K, m, t0 e n são obtidos de ajustes de
distribuição de frequência;

Autor: Ulysses Alcântara

Autor: Adir José de Freitas


✓ A atual equação de chuvas intensas para o Município de
Recife/PE foi ajustada por Ramos e Azevedo (2010);

Onde:
i = intensidade máxima da precipitação em (mm/h);
T = período de retorno (anos);
t = duração chuva (minutos);
CURVA IDF

“Esta curva relaciona a


intensidade máxima da chuva
(mm/h) com a sua duração no
tempo (minutos) e a sua
probabilidade ou tempo de
retorno (probabilidade em % ou
anos)”. (Tucci, 2011)
✓ Em relação ao tempo de recorrência ou período de retorno (Tr) a
ser adotado para fins de dimensionamento de obras hidráulicas,
são recomendados os seguintes valores;

Fonte: Collischonn (2008)


Exercício: Utilize o gráfico da curva
IDF do município Fictício e
determine:

a) o valor da intensidade máxima


da chuva com duração de 60
minutos que será utilizada no
projeto de um sistema de
microdrenagem urbana;

b) a probabilidade de ocorrência.
EQUAÇÃO IDF ATRAVÉS DE DADOS PLUVIOMÉTRICOS

✓ “Normalmente para estabelecer relações de intensidade-


duração-freqüência (IDF) em locais que dispõem somente de
dados diários medidos com pluviômetros convencionais.”
(Bertoni & Tucci, 1993).

✓ Os principais métodos utilizados são:

i. Método das Isozonas;

ii. Método da CETESB.


i. Método das Isozonas (Torrico, 1974)

✓ “O método se baseia na DESAGREGAÇÃO de precipitações


máximas diárias em chuvas de durações diferentes de 24 h
fundamentando-se na delimitação de ZONAS de mesma
relação pluviométrica 1 h/24 h e 6 min/24 h, para um período
de retorno base de um ano.” (Andrade, 2014)
✓ Torrico (1974) observou que prolongando a reta de altura de
precipitação/duração, elas tendiam a cortar o eixo das
abscissas em um mesmo ponto para algumas áreas;
✓ Na CORRELAÇÃO das precipitações observadas nos
pluviográfos, com as precipitações medidas nas estações
pluviométricas foi determinado o coeficiente de 1,095 para a
relação 24 h/ 1 dia.

𝑃 24 ℎൗ
1 𝑎𝑛𝑜
= 1,095
𝑃 1 𝑑𝑖𝑎ൗ
1 𝑎𝑛𝑜
✓ O mapa de isozonas
relaciona as alturas de
precipitação máxima
anual de 1 hora com as
de 24 horas de cada
posto;
✓ “A desagregação de totais de chuva, máxima de 24 horas
de duração em totais correspondentes para durações
menores, é frequentemente realizada com os chamados
coeficientes de desagregação de chuvas.” (Silveira,2000)
ii. Método da CETESB (1980)

✓ O método é baseado na teoria de Torrico (1974), e adota o


coeficiente médio (rmed) igual a 1,14, para a transformação
de chuva máxima de 1 dia, em chuva de 24 h;

𝑃 24 ℎ𝑜𝑟𝑎𝑠
= 1,14
𝑃 1 𝑑𝑖𝑎
✓Os valores dos coeficientes de desagregação são relações médias
de precipitação máxima com períodos de retorno entre 2 e 100
anos obtidas das curvas IDF apresentadas por Pfafstetter (1957)

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