0% acharam este documento útil (0 voto)
27 visualizações9 páginas

AULA2

O documento aborda o manejo de bacias hidrográficas, destacando a hidrologia e o ciclo hidrológico, que é um sistema fechado onde a água circula continuamente. A precipitação, suas formas, medições e o impacto da vegetação na interceptação da água são discutidos, apresentando métodos para estimar a precipitação média em bacias. Além disso, são apresentados dados sobre o balanço hídrico em bacias florestadas e a importância da intensidade e duração da precipitação em processos erosivos.

Enviado por

Camila
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
27 visualizações9 páginas

AULA2

O documento aborda o manejo de bacias hidrográficas, destacando a hidrologia e o ciclo hidrológico, que é um sistema fechado onde a água circula continuamente. A precipitação, suas formas, medições e o impacto da vegetação na interceptação da água são discutidos, apresentando métodos para estimar a precipitação média em bacias. Além disso, são apresentados dados sobre o balanço hídrico em bacias florestadas e a importância da intensidade e duração da precipitação em processos erosivos.

Enviado por

Camila
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Manejo de Bacias Hidrográficas

2. Hidrologia e Ciclo Hidrológico; Precipitação

 Hidrologia: ciência que estuda as fases, processos e movimentos da


água na natureza

 Sistema Hidrológico: volume delimitado do espaço que recebe água


e outros inputs, opera sobre eles internamente, e produz outputs

 Ciclo Hidrológico: é um sistema fechado, onde a água circula


ininterruptamente, do oceano para a atmosfera, desta para a terra e
desta de volta ao oceano

[Link]

 componentes do ciclo hidrológico numa bacia (balanço hídrico):

P = S + Es + Ts + Vs + I (mm)
onde:
P = precipitação
S = escomento superficial
Es= evaporação do solo
Ts = transpiração
Vs = armazenamento no solo
I = infiltração

  P  

Ts
Es

S
I Vs
L.F.
-para períodos longos, Vs 0, e fazendo-se E+T=EVT:

P = S + EVT + I

Balanço Hídrico em Bacias Florestadas:

Processo Pinus sp. Eucalyptus sp.


(mm/ano) (mm/ano)
Precipitação 871 895
Interceptação 163 95
EVT 627 638
Deflúvio (S) 72 127
VS 9 35
Pilgrim et al., citado por Lima (1996)

Precipitação e Sua Medição

 precipitação é a queda de água da atmosfera para a terra, sob


diferentes formas: chuva, garoa, granizo etc.
 a formação da precipitação requer a ascenção de uma massa de ar
úmida (evaporada ou transpirada) para a atmosfera e seu posterior
resfriamento, condensação e queda

Caminho da água
na nuvem: gotas gotas
aumentam por  aumentam por
condensação agregação


gotículas se formam queda
por nucleação em
aerossóis (0,0001 mm)

 
vapor d’água chuva (0,1 - 3 mm)

2
 a velocidade terminal de gotas de chuva é um fator importante na
iniciação do processo erosivo, e é dada por:

4 g D  dag 
Vt =   1
3 Cd  dar 

onde: Vt (m/s) = velocidade terminal da gota


D (m) = diâmetro da gota
Cd (adim.) = coeficiente de arrasto aerodinâmico
dag (kg/m3) = densidade da água (1.000)
dar (kg/m3) = densidade do ar (1,2)

Coeficiente de arrasto de gotas de chuva


D (mm) 0,2 0,4 0,6 0,8 1,0 2,0 3,0 4,0 5,0
Cd 4,2 1,66 1,07 0,82 0,67 0,52 0,50 0,60 0,66

Características importantes da precipitação

-intensidade
-duração
-frequência

intensidade
(mm/h)
T = 100 anos

T = 10 anos

T = 1 ano

duração (h)

 a intensidade é inversamente proporcional à duração e diretamente


proporcional ao período de retorno:

3
a Tb
i = onde i (mm/h) é a intensidade
(t + c)d
T (anos) é o período de retorno
t (min.) é a duração da chuva
a, b, c, d são constantes da estação

 para o DF:

a = 1.276,25 b = 0,16 c = 10,0 d = 0,82

 chuvas convectivas, rápidas e intensas, são potencialmente mais


erosivas que chuvas frontais, menos intensas e de maior duração

 chuvas de longa duração (grande volume) podem saturar o solo em


profundidade, tornando-o suscetível ao sulcamento/
escorregamento.

 a precipitação apresenta variações espaciais e temporais, em


função da circulação atmosférica e fatores locais

 em estudos hidrológicos, frequentemente é necessária a estimativa


da precipitação média em micro-bacias

4
Estimativa da Precipitação Média na Bacia Hidrográfica

a) método da média aritmética:

 a precipitação média na bacia é tomada como sendo a média


aritmética das leituras dos pluviômetros

_
P =
 Pi
n

x P1

x P4
x P2

x P3

x P5

 vantagem: simples e rápido


 limitação: médias não representativas se os pluviômetros estiverem
mal distribuídos na bacia

b) método de Thiessen:

 útil quando alguns pluviômetros são mais representativos da área


que outros

 a precipitação num dado pluviômetro é tomada como constante até


a metade da distância para um outro, em qualquer direção
(polígonos de Thiessen)

5
_ 1 n
P =  Pi Ai
A i 1

x P1

x P4
x P2

x P3

x P5

 vantagem: geralmente mais preciso do que o método da média


aritmética
 limitação: não considera fatores orográficos de precipitação

c) método das isoietas

 isoietas são traçadas em função dos registros pluviométricos


 áreas entre pares de isoietas da bacia são medidas e multiplicadas
pela média dos valores das isoietas, para o cálculo de P média

x P1

x P4
x P2

x P3
50
40
30
x P5

6
_ 1 n
P =  Pj Aj
A j 1

 vantagem: incorpora efeitos orográficos de precipitação


 limitação: requer uma grande densidade de estações para a
construção de um mapa de isoietas fidedigno

Interceptação da Precipitação pela Vegetação

 apenas uma fração da precipitação original atinge a superfície do


solo em áreas densamente vegetadas
 boa parte da precipitação é interceptada pelas folhas, galhos e
ramos da vegetação e, eventualmente, atingirá as camadas mais
baixas (veg. arbustiva, serrapilheira e solo)

  P  

copa

T
pluviômetro
serrapilheira S

Pe
Pe= P - (C + L)
=T+S-L

onde Pe= precipit. efetiva que atinge o solo (mm)


P = precipitação acima das copas
C = interceptação pelas copas
L = interceptação pela serrapilheira
T = precipitação interna
S = escoamento pelos troncos

7
 a interceptação depende das características de precipitação e da
natureza da cobertura vegetal:

Processo E. saligna P. caribaea Cerradão


Pr. interna 0,890 P - 0,53 0,938 P - 0,57 0,69 P + 1,74
Esc. troncos 0,053 P - 0,06 0,025 P - 0,14
Pr. efetiva 0,939 P - 0,63 0,978 P - 0,60
Fonte: Lima (1976, 1996)

 o grau de interceptação da vegetação é inversamente proporcional à


razão de bandas espectrais (Stephens & Cihlar, 1982):

90%
grau de
interceptação

50%

R2=90%
0

0 10 20 30
IVP / Verm.

Medição da Precipitação em Áreas Florestadas

Precipitação acima das copas (P):

-medida através de pluviômetros, em clareiras ou torres na floresta


-distância mínima das árvores: ângulo < 45o

8
pluviômetro

< 45o

Precipitação interna (T):

- medida através de vários pluviômetros ou calhas, sob as copas das


árvores, para minimizar a variabilidade (relação 10/1)

copa

pluviômetro

Escoamento pelos troncos (S):

-medido através de canaletas colocadas ao redor dos troncos

Interceptação pela serrapilheira (L):

-medida através da diferença de peso de 1 m2 de serrapilheira antes e


depois da chuva (mm)

Precipitação efetiva no solo (Pe): Pe = T + S - L

Você também pode gostar