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Parte 2

O documento aborda a precificação de pratos exóticos em um restaurante, destacando a importância da correta avaliação de custos e a definição de preços para a sustentabilidade do negócio. Identifica problemas enfrentados pelo empreendedor na mudança de estabelecimento e propõe oficinas para capacitação em precificação e análise de ponto de equilíbrio. O projeto envolve a participação ativa do dono do restaurante e a equipe acadêmica, com foco na aplicação prática de conceitos teóricos em contabilidade gerencial.

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marcos andre
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Parte 2

O documento aborda a precificação de pratos exóticos em um restaurante, destacando a importância da correta avaliação de custos e a definição de preços para a sustentabilidade do negócio. Identifica problemas enfrentados pelo empreendedor na mudança de estabelecimento e propõe oficinas para capacitação em precificação e análise de ponto de equilíbrio. O projeto envolve a participação ativa do dono do restaurante e a equipe acadêmica, com foco na aplicação prática de conceitos teóricos em contabilidade gerencial.

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FACULDADE ESTÁCIO DE SÁ

JOSÉ MALCHER

PRECIFICAÇÃO DE PRATOS EXÓTICOS

Hélio Matheus da Silva Coelho (202309048655)


José Vinícius Silva Negrão (202108485586)
Marcos André Rodrigues Pereira (202002019433)
Geraldo Luis Souza de Aquino Filho (202203621841)
Jonathan Felipe Silveira da Silva (202204153602)

Daniele Jaques

2025
Belém/PA
I- DIAGNÓSTICO E TEORIZAÇÃO

1. Identificação das partes envolvidas e parceiros


Rodrigo de Oliveira Dias, homem, solteiro, empreendedor e dono do restaurante “R DE OLIVEIRA DIAS
RESTAURANTE LTDA” com nome fantasia de “TASCA DO BOSQUE TAPAS E PETISCOS”, sedo essa uma
microempresa localizada na travessa angustura 3210, com 5 funcionários e atuando nicho de restaurantes,
vendendo hamburguer, sanduiche, burrata, carpaccio, Brie, cannoli, ceviche, bife tártaro e outros pratos
refinados além de sobremesas. Toda essa variedade de pratos se dá pela paixão do empreendedor pela cultura
culinária de vários países, trazendo para o público paraense pratos italianos, franceses, peruanos entre outros.

2. Problemática e/ou problemas identificados


Identificar problemáticas/demandas que motivam a elaboração de oficinas. Nesta etapa deve-se pensar de
maneira clara o problema e/ou situação-problema que demanda a elaboração de oficinas para o público
mapeado. (ex: falta de clareza sobre como precificar os produtos e serviços, falta de entendimento sobre os
custos dos produtos fabricados e dos serviços prestados). Durante a reunião o empreendedor informou que
está em processo de mudança de estabelecimento, visando a reinvenção do espaço, do processo de trabalho,
da proposta da empresa e dos pratos, com o intuito de atender melhor o mercado de restaurantes que
segundo Rodrigo está migrando dos pontos em ruas e avenidas para mercados municipais, feiras e pontos
gastronômicos. Com isso, o dono de restaurante informou que está tendo dificuldades em saber o quanto
precisará precificar os seus produtos e quanto deles precisará vender para manter-se sem prejuízos no
mercado.

3. Demanda socio comunitária e motivação acadêmica


Importante destacar a relação com o curso (objetivos de formação/aprendizagens), bem como as motivações
do grupo de trabalho. A partir das informações fornecidas pelo empreendedor e pelas aulas ministradas em
aula pela tutora Daniela Jaques, conseguimos identificar diversos pontos de interesse acadêmico, podendo
serem abordados temas como: Ponto de equilíbrio contábil, financeiro e econômico; Avalição de custos da
empresa utilizando os métodos de custeamento; Execução da teoria das restrições, Precificação de pratos
entre outros. Com a mudança de endereço e repaginação da proposta da empresa tivemos também diversas
outras necessidades no âmbito da contabilidade gerencial como as citadas acima, porém, dentre elas,
decidimos abordar o tema da precificação correta dos pratos para tema de capacitação ao empreendedor,
pois, para chegarmos ao preço correto do produto, precisaremos calcular custos e despesas como: aluguel,
mão de obra direta, mão de obra indireta, impostos, matéria prima, etc.

4. Objetivos/resultados/efeitos a serem alcançados (em relação ao problema identificado


e sob a perspectiva dos públicos envolvidos)
Tópico 1. precificar seus produtos. Para buscarmos o preço correto dos produtos, assim aumentando o lucro

Tópico 2. ponto de equilíbrio. Buscar o ponto de equilíbrio para analisar a viabilidade do investimento.

5. Referencial teórico (subsídio teórico para propositura de ações da extensão)


5.1 - Precificação

Existe algumas definições de preço na literatura. Para Churchill Jr. e Peter (2013), o preço é
conceituado como a quantidade de dinheiro que deve ser dada em troca para se adquirir a
propriedade ou o direito ao consumo ou à utilização de um produto ou serviço. O preço
estabelece uma base para culminar uma troca entre as partes envolvidas, o que pode
representar uma perspectiva para os compradores e outra para os vendedores. Desta
forma, o preço se torna um fator de julgamento de acordo com a percepção do potencial de
satisfação gerado por um produto e/ou serviço (INGENBLEEK; FRAMBACH; VERHALLEN,
2013).
De acordo com Hinterhuber (2004), o impacto do preço sobre a lucratividade e a
rentabilidade é alta, ou seja, o impacto mesmo de pequenos aumentos de preço na
lucratividade e rentabilidade empresarial, de longe, excede o impacto de outras
alavancagens
na gestão de resultados. Em seu estudo, foi detectado que um aumento de 5% em preços
médios de vendas pode aumentar o lucro antes de juros e impostos, o EBIT Earnings Before
Interest and Taxes, em 22% na média, em comparação ao aumento de 12% no volume de
vendas e 10% de redução dos custos das mercadorias vendidas, respectivamente.
A precificação correta de um produto está relacionada diretamente a saúde financeira de
qualquer empresa, pois a precificação incorreta pode acabar gerando um rombo financeiro
para a empresa e uma queda dela no mercado. Principalmente quando falamos de
pequenos negócios que ainda estão começando no mercado e tem um capital menor.
Segundo uma pesquisa feita pela startup Preço certo com outras 10 mil empresas
brasileiras, foi visto que 89% dos empresários passam por dificuldades na hora de precificar
seu produto.
Existem diversas estratégias que podem ser usadas para precificar um produto como:
· PRECIFICAÇÃO BASEADA EM CUSTO: consiste em determinar os preços dos
produtos com base nos custos de produção e distribuição. Essa abordagem é comum
em muitas indústrias e pode ser eficaz para empresas que querem garantir seu
espaço no mercado com preços que sejam competitivos.
· Precificação baseada em concorrência: a empresa analisa os preços dos
concorrentes e estabelece o seu próprio preço com base nessa análise.
· Precificação baseada em valor: a empresa determina o preço com base no valor
percebido pelo cliente. Nesse caso, o preço é geralmente mais alto do que os
concorrentes.
· Precificação dinâmica: o preço é alterado com base em fatores como a demanda, o
tempo, o local ou o perfil do cliente.

” É importante lembrar que a precificação não é um processo estático. É necessário


monitorar constantemente o mercado e fazer ajustes na precificação conforme as condições
mudam. A precificação adequada é uma habilidade essencial para qualquer empreendedor
e pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso de um negócio.” (Souza, Emmanuel,
2023)
De todas os elementos disponíveis aos gestores de marketing, o preço é o que possui
maior impacto nos resultados (ou desempenho) das empresas. As empresas trabalham no
sentido de reduzir e, se possível, eliminar custos, enquanto que um aumento de 1% nos
preços de venda pode trazer resultados expressivos, desde que partindo-se do pressuposto
de que este aumento não afetará o volume de vendas, assim como o contrário também é
verdadeiro, pois qualquer oscilação nas vendas pode afetar a lucratividade e a rentabilidade
das empresas, fazendo dos preços uma decisão crítica. (KOHLI; SURIB, 2011; COPPOOLSE,
2013).

5.2 – Ponto de equilíbrio

Conforme Bernardi “Ponto de Equilíbrio é o volume calculado em que as receitas totais de


uma empresa se igualam aos custos e despesas totais; portanto, o lucro é igual a zero”
(BERNARDI, 1998, p. 157). E segundo Bornia o ponto de equilíbrio é o nível de vendas onde
o lucro é nulo. (BORNIA,2010, p. 58). Ou seja, ponto de equilíbrio é quando o produto não
causa
lucro nem prejuízo.
Usa-se a equação a seguir para obter o ponto de equilíbrio.

II- PLANEJAMENTO PARA DESENVOLVIMENTO DO PROJETO

1. Identificação do público participante


Do universo apresentado na seção I, detalhar o público que participará diretamente do projeto, bem como os
motivos para tal.

2. Elaboração do plano de trabalho


Montar um plano de trabalho contendo informações sobre as ações a serem executadas para alcançar os
objetivos do projeto, contendo cronograma com os prazos, responsáveis por cada tarefa, recursos e formas de
acompanhamento dos resultados. O plano de ação deve ser formulado, preferencialmente, de forma digital,
de maneira assíncrona ou síncrona. Sugere-se que tal plano seja no modelo 5W2H, CANVAS ou DESIGN
THINKING. Outras ferramentas de planejamento podem ser utilizadas desde que validadas com o docente
orientador.

3. Descrição da forma de envolvimento do público participante


Apresentar a forma como os participantes sociocomunitários envolvidos atuarão no planejamento,
desenvolvimento e avaliação do projeto. Importante destacar que essas etapas serão definidas a partir de
encontros com o público participante do projeto, contexto no qual a delimitação das ações do projeto de
extensão serão produto também da interação entre o público acadêmico e o público local, em construção
conjunta. É preciso explicitar quais serão as estratégias escolhidas para mobilizar os participantes.
OBS: a participação do público externo envolvido no processo avaliativo é obrigatória para a
demonstração dos resultados alcançados (qual a percepção dos públicos com as oficinas
realizadas?). Assim, nesta etapa de planejamento e, a partir do perfil dos atores envolvidos já deve
ser pensado o instrumento de avaliação aplicável.
O projeto irá contar com a participação ativa do dono do restaurante, que atuará juntamente com a
equipe nas etapas de planejamento, desenvolvimento e avaliações. Serão realizadas reuniões
presenciais ou virtual com o empreendedor, para compreender o estabelecimento, consumidor e
cardápio.
As estratégias de precificação serão construídas de forma conjunta, considerando o conhecimento
acadêmico e a experiencia do empresário. Durante o desenvolvimento vamos contribuir com a
análise de custo e estudo de mercado, para que o projeto seja aplicado de forma real.
Na fase avaliativa será aplicado uma entrevista para ter uma percepção dos resultados encontrados,
principalmente na parte de precificação.

4. Cronograma (sugestões: Diagrama de Gantt, Cronograma de Marcos, Diagrama de


Rede)
Descrever as etapas e ações previstas no projeto, de acordo com o calendário acadêmico. É necessário
demonstrar como o projeto será estruturado, desenvolvido e avaliado, considerando as etapas previstas no
Plano de Ensino, demonstrando a pertinência e articulação acadêmica do ensino-aprendizagem por projetos.

5. Descrição da atuação da equipe de trabalho


Explicitar a(s) responsabilidade(s) e a(s) ação(ões) de cada membro da equipe de trabalho. Importante
destacar que esta delimitação é de extrema importância para a composição da nota final (NF), a ser atribuída
de maneira individual, visto que contemplará a(s) ação(ões) desenvolvida(s) por cada acadêmico, bem como a
demonstração pessoal de engajamento.

6. Metas, critérios ou indicadores de avaliação do projeto


Temos como objetivos precificar corretamente os produtos e analisar o ponto de equilíbrio. vamos precificar
de forma correta, através de rateios dos ingredientes (por grama, unidade ou ml), rateio de custo fixos como
aluguel, luz, água, gás, etc. e rateio de mão de obra.
Vamos ensinar a fórmula do ponto de equilíbrio, para facilitar, entregaremos uma planilha para
ajudar a calcular. Nela ele pode preencher seus custos fixos, preço médio, custo variáveis médio. Posto isto, só
aplicar a fórmula: ponto de equilíbrio = custos fixos/margem de contribuição.
Feito isso, faremos uma reunião para avaliarmos a eficiência e o resultado.

7. Recursos previstos
Descrever os recursos previstos (materiais, institucionais e humanos) para o desenvolvimento do projeto.
Esclarecer que qualquer indicação de gastos financeiros deve apontar a fonte deste recurso. Sugere-se dar
preferência a estratégias que minimizem ao máximo possível o dispêndio de custos financeiros, tendo em vista
que as IES não possuem previsão de recursos específicos para a execução de projetos de extensão a serem
desenvolvidos nas disciplinas da matriz curricular.

As etapas I e II devem ser entregues pelo grupo respeitando esse modelo de Roteiro de Extensão. O
professor deve determinar em cronograma as datas de entrega de cada etapa.

III- ENCERRAMENTO DO PROJETO

1. Relato coletivo
Socializar com a turma, de maneira documentada e no formato oral e escrito, todo o percurso de
desenvolvimento do projeto. Em tal relatório deverá constar: o que foi inicialmente planejado, o que foi
efetivamente executado, as dificuldades encontradas, os resultados alcançados e a avaliação dos públicos
participantes. Ao apresentar essa etapa deve-se garantir que o produto escolhido para entrega seja pertinente
à evidência da interação realizada entre as comunidades participantes. A entrega do relatório é obrigatória, e
deve ser realizada usando o modelo padrão de PPT. A apresentação da entrega coletiva deve ser feita em aula,
de maneira a possibilitar o diálogo entre os grupos e a possibilitar a troca de experiências.

2. Relato de Experiência Individual


Sistematizar, de forma escrita, as aprendizagens construídas. O relato precisará conter, obrigatoriamente:
1. CONTEXTUALIZAÇÃO - Explicitar a experiência/projeto vivido e contextualizar a sua participação;
2. OBJETIVOS - Apresentar de forma clara os objetivos da experiência;
3. METODOLOGIA - Descrever como a experiência foi vivenciada: local; sujeitos/públicos envolvidos; período;
detalhamento das etapas;
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO - Detalhar a expectativa e o vivido; descrever o que foi observado e o que
resultou a experiência; explicitar como se sentiu, as descobertas/aprendizagens, facilidades, dificuldades e
recomendações, caso necessário;
5. REFLEXÃO APROFUNDADA - Discorrer sobre a relação entre a experiência vivida e a teoria estudada.

A entrega do relatório de Experiência Individual é obrigatória e deve ser entregue


individualmente usando o modelo de Relato de Experiência Individual.

A etapa III é dividida em duas entregas, sendo uma entrega em grupo (Relato Coletivo) e
uma entrega individual (Relato de Experiência Individual).

OBSERVAÇÃO: Exige-se que todo o processo de desenvolvimento do projeto de extensão


seja documentado e registrado através de evidências fotográficas ou por vídeos, tendo em
vista que o conjunto de evidências não apenas irá compor a comprovação da realização das
atividades, para fins regulatórios, como também poderão ser usadas para exposição do
projeto em mostras acadêmico-científicas e seminários de extensão a serem realizados
pelas IES. As evidências fotográficas ou por vídeos devem ser expostas no Relato Coletivo.

ANEXO I - RELATO DE EXPERIÊNCIA INDIVIDUAL

Relato de Experiência Individual

Nome do Discente
Nome do Professor orientador

1. CONTEXTUALIZAÇÃO

Explicitar a experiência/projeto vivido e contextualizar a sua participação.

2. OBJETIVOS

Apresentar de forma clara os objetivos da experiência.

3. METODOLOGIA

Descrever como a experiência foi vivenciada: local; sujeitos/públicos envolvidos; período; detalhamento das
etapas.
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Detalhar a expectativa e o vivido; descrever o que foi observado e o que resultou a experiência; explicitar
como se sentiu, as descobertas/aprendizagens, facilidades, dificuldades e recomendações, caso necessário;

5. REFLEXÃO APROFUNDADA

Discorrer sobre a relação entre a experiência vivida e a teoria estudada.

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