QUALIDADE NO SETOR PÚBLICO
A avaliação externa da gestão pública é realizada por organizações ou entidades externas à própria
instituição, e uma das formas mais comuns dessa avaliação é feita através de prêmios de
excelência em gestão, como o Prêmio Nacional da Gestão Pública, promovido pelo programa
GESPÚBLICA.
Esse prêmio é uma maneira de reconhecer boas práticas de gestão pública e incentivar melhorias. Ele
funciona como uma avaliação externa porque é conduzido por organizações externas que analisam o
desempenho da gestão pública e comparam com critérios de excelência.
As outras opções envolvem auditorias, controle externo por órgãos como Tribunais de Contas e Poder
Judiciário, mas essas atividades têm objetivos diferentes da avaliação de excelência da gestão pública
promovida pelo GESPÚBLICA.
Macete: PENSAMENTO “SINTÊMICO – INTERDEPENDÊNCIA”
Os oito Fundamentos da Excelência, considerados pela FNQ na 21ª edição do MEG, são:
1. Pensamento sistêmico;
2. Aprendizado organizacional e inovação;
3. Liderança transformadora;
4. Compromisso com as partes interessadas;
5. Adaptabilidade;
6. Desenvolvimento sustentável;
7. Orientação por processos;
8. Geração de valor.
Macete: Excelente mesmo é fazer parte do " CLÃ do P.A.G.O.D.I. "
C Compromisso com as partes interessadas
L Liderança transformadora
à Adaptabilidade;
do
P Pensamento sistêmico
A Aprendizado organizacional
G Geração de valor
O Orientação por processos
D Desenvolvimento sustentável
I Inovação
1. Pensamento Sistêmico: Entendimento das relações de interdependência entre os diversos
componentes de uma organização, bem como entre a organização e o ambiente externo.
2. Aprendizado Organizacional: Busca e alcance de um novo patamar de conhecimento para a
organização por meio da percepção, reflexão, avaliação e compartilhamento de experiências.
3. Cultura de Inovação: Promoção de um ambiente favorável à criatividade, experimentação e
implementação de novas ideias que possam gerar um diferencial competitivo para a organização.
4. Liderança e Constância de Propósitos: Atuação de forma aberta, democrática, inspiradora e
motivadora das pessoas, visando o desenvolvimento da cultura da excelência, a promoção de
relações de qualidade e a proteção dos interesses das partes interessadas.
5. Orientação por Processos e Informações: Compreensão e segmentação do conjunto das atividades
e processos da organização que agreguem VALOR para as partes interessadas, sendo que a tomada
de decisões e execução de ações deve ter como base a medição e análise do desempenho, levando-
se em consideração as informações disponíveis, além de incluir os riscos identificados.
6. Visão de Futuro: Compreensão dos fatores que afetam a organização, seu ecossistema e o
ambiente externo no curto e no longo prazo.
7. Geração de Valor: Alcance de resultados consistentes pelo aumento de valor tangível e intangível
de forma sustentada para todas as partes interessadas.
De acordo com a FNQ, alguns dos benefícios das organizações que adotam o Modelo de Excelência
da Gestão (MEG) são os seguintes:
Promove a competitividade e a sustentabilidade.
Proporciona um referencial para a gestão de organizações.
Promove o aprendizado organizacional.
Possibilita a avaliação e a melhoria da gestão de forma abrangente.
Prepara a organização para participar do Prêmio Nacional da Qualidade® (PNQ).
Melhora a compreensão de anseios das partes interessadas.
Mensura os resultados do negócio de forma objetiva.
Desenvolve a visão sistêmica dos executivos.
Estimula o comprometimento e a cooperação entre as pessoas.
Incorpora a cultura da excelência.
Uniformiza a linguagem e melhora a comunicação gerencial.
Permite um diagnóstico objetivo e a mensuração do grau de maturidade da gestão
(resultado da “autoavalição” realizada pela organização).
Enfatiza a integração e o alinhamento sistêmico.
GESTÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS
PMI (PROJECT MANAGEMENT INSTITUTE)
•É o Instituo de Gerenciamento de Projetos
•Responsável por elaborar o PMBOK
•Responsável por conferir a certificação PMP
PMBOK (PROJECT MANAGEMENT BOOK)
• É o Guia do Conhecimento em Gerenciamento de Projetos.
•“Livro” que reúne as “boas práticas” em gerenciamento de projetos.
•Não é uma metodologia e nem prescreve regras.
PMP (PROJECT MANAGEMENT PROFESSIONAL)
•É a certificação conferida pelo PMI.
•Trata-se do profissional certificado pelo PMI em gerenciamento de projetos.
PMO (PROJECT MANAGEMENT OFFICE)
•É o Escritório de Projetos da organização.
•Responsável por definir e manter a padronização do gerenciamento de projetos na organizaç
Macete: Avaliação , no mínimo, Anual
Lei 13.460/2017
Art. 23
§ 1º A avaliação será realizada por pesquisa de satisfação feita, no mínimo, a cada um ano, ou por
qualquer outro meio que garanta significância estatística aos resultados.
§ 2º O resultado da avaliação deverá ser integralmente publicado no sítio do órgão ou entidade,
incluindo o ranking das entidades com maior incidência de reclamação dos usuários na periodicidade
a que se refere o § 1º, e servirá de subsídio para reorientar e ajustar os serviços prestados, em
especial quanto ao cumprimento dos compromissos e dos padrões de qualidade de atendimento
divulgados na Carta de Serviços ao Usuário.
Efeito Halo: Tendência de nivelar o julgamento de uma pessoa por cima ou por baixo. O avaliador
generaliza um aspecto do desempenho, bom ou ruim, e aplica para todos os quesitos.
OBS: Algumas bancas e alguns autores dividem o efeito Halo em dois: efeito Halo e efeito Horn. No
efeito Halo, o julgamento é nivelado por cima (pontos positivos), enquanto no efeito Horn a avaliação
é nivelada por baixo (pontos negativos).
GESTÃO POR RESULTADOS
No processo de implementação, há um intenso esforço de coordenação interorganizacional para a
efetiva transformação das políticas públicas em resultados.
IMPLEMENTAÇÃO = efetiva transformação das políticas públicas em resultados.
GOVERNABILIDADE, GOVERNANÇA E ACCOUNTABILITY
GOVERNANÇA PÚBLICA ORGANIZACIONAL
É a aplicação de práticas de liderança, de estratégia e de controle, que permitem aos mandatários
de uma organização pública e às partes nela interessadas avaliar sua situação e demandas,
direcionar a sua atuação e monitorar o seu funcionamento, de modo a aumentar as chances de
entrega de bons resultados aos cidadãos, em termos de serviços e de políticas públicas. Seu objetivo
é a melhoria do desempenho da organização para a geração de valor.
Governabilidade seria a capacidade de estabelecer uma direção e de efetivamente implementá-la
para alcançar o destino almejado;
já a Governança adicionaria a preocupação com a legitimidade da direção e da forma de alcançá-la,
exigindo a participação das partes interessadas e transparência e prestação de contas
(accountability) dos responsáveis pelo direcionamento.
Accountability é uma prática que está, portanto, diretamente relacionada à promoção da
transparência, existindo até uma sobreposição entre as duas, principalmente quanto ao primeiro
elemento da accountability: a prestação de contas.
Decidiu-se, no entanto, abordá-las separadamente neste Referencial para destacar que a promoção
da transparência isoladamente não garante a accountability, pois esta última exige que os
responsáveis informem e justifiquem suas decisões no que tange à gestão dos recursos públicos, e
ainda que as estruturas e processos organizacionais garantam que eles sejam responsabilizados por
suas ações.
Art. 3º A Governança e a Gestão das Contratações Públicas dos órgãos do Poder Judiciário devem
observar as seguintes diretrizes:
I – promoção do desenvolvimento nacional sustentável, em observância à legislação e aos Objetivos
do Desenvolvimento Sustentável – Agenda 2030;
II – transparência dos procedimentos e dos resultados;
III – fomento à integridade e conformidade legal dos atos praticados;
IV – aprimoramento da interação com o mercado fornecedor, para a busca de melhores soluções
para as necessidades institucionais, sociais e do meio ambiente, assegurando tratamento isonômico,
bem como a justa competição;
V – fomento à cultura de planejamento das contratações, com o respectivo alinhamento ao
planejamento estratégico do órgão e às leis orçamentárias;
VI – estímulo à inovação e à gestão do conhecimento;
VII – promoção da meritocracia e da profissionalização, por meio da gestão por competência,
para as unidades organizacionais responsáveis pela governança e pela gestão das contratações;
VIII – instituição de medidas que garantam a maior eficiência dos processos, visando a assegurar a
celeridade da tramitação, a gestão de riscos e o menor custo processual;
IX – promoção das contratações compartilhadas e sustentáveis; e
X – fomento à acessibilidade e à inclusão.
Sobre alternativas A e B:
Lei 14133/21
Art.25 O edital deverá conter o objeto da licitação e as regras relativas à convocação, ao julgamento,
à habilitação, aos recursos e às penalidades da licitação, à fiscalização e à gestão do contrato, à
entrega do objeto e às condições de pagamento.
§ 9º O edital poderá, na forma disposta em regulamento, exigir que percentual mínimo da mão
de obra responsável pela execução do objeto da contratação seja constituído por:
I - mulheres vítimas de violência doméstica;
II - oriundos ou egressos do sistema prisional.
ORGANIZAÇÃO E ESTRUTURA DO ESTADO, GOVERNO E ADMINISTRAÇÃO
O Referencial Básico de Governança do TCU estabelece 10 princípios e diretrizes de governança
pública, que são interdependentes e complementares. Esses princípios e diretrizes são:
Eficiência: a organização deve utilizar os recursos disponíveis de forma eficaz e econômica, a fim de
atingir seus objetivos.
Eficácia: a organização deve atingir seus objetivos de forma oportuna e consistente.
Equidade: a organização deve tratar todos os seus stakeholders de forma justa e imparcial.
Transparência: a organização deve ser transparente em suas ações e decisões, a fim de permitir o
controle e a participação da sociedade.
Accountability: a organização deve ser responsável por suas ações e decisões, a fim de garantir que
os recursos públicos sejam usados de forma adequada.
Responsabilidade: a organização deve responsabilizar seus gestores e funcionários por suas ações
e decisões.
Integridade: a organização deve agir de forma ética e moral, a fim de proteger o interesse público.
Participação: a organização deve promover a participação dos stakeholders no processo de tomada
de decisão, a fim de garantir que as suas necessidades sejam consideradas.
Coerência: a organização deve ser coerente em suas ações e decisões, a fim de garantir a
consistência de seus objetivos, estratégias e políticas.
A accountability é um princípio essencial de governança pública, pois garante que os agentes
públicos sejam responsáveis por suas ações e decisões. A accountability é baseada na ideia de que os
agentes públicos devem prestar contas à sociedade pelos seus atos, a fim de garantir que os recursos
públicos sejam usados de forma adequada.
CONFLITOS DE AGÊNCIA
—> DIVERGÊNCIA de INTERESSES entre - principal (EMPRESA - quem investe) e agente (GESTORES - quem
administra)
—> No caso do setor público, os cidadãos (INVESTIDORES/PRINCIPAL/EMPRESA) podem ter
divergência de interesses com a administração pública (AGENTE/GESTORES/SETOR PÚBLICO).
Contratos Administrativos
1. Natureza Jurídica: São contratos que seguem o regime de direito público, ou seja, as normas
e princípios que regem esses contratos são os do direito público. Isso significa que a administração
pública tem prerrogativas (ex.: cláusulas exorbitantes) que permitem, por exemplo, alterar
unilateralmente o contrato em algumas situações.
2. Objetivo: São firmados para atender diretamente o interesse público, como a construção de uma
obra ou a prestação de serviços públicos.
3. Formalização: Geralmente, esses contratos precisam passar por licitação pública, exceto em
casos específicos de dispensa ou inexigibilidade de licitação, previstos em lei.
Contratos Privados da Administração Pública
1. Natureza Jurídica: São contratos que, embora firmados pela administração pública, seguem
o regime de direito privado, ou seja, são regidos pelas normas comuns aplicáveis aos
particulares, como o Código Civil. Nesses contratos, a administração não possui as mesmas
prerrogativas que tem nos contratos administrativos.
2. Objetivo: Envolvem interesses menos diretamente relacionados à função pública e mais comuns
na vida privada da administração, como a aquisição de material de escritório ou a locação de um
imóvel para uso administrativo.
3. Formalização: Embora sigam o direito privado, também podem passar por licitação, dependendo
do caso.
Contratos DA administração => regulados pelo direito civil ou empresarial.
Contratos administrativos => disciplinado pelas leis 8.666/1993 e LEI N.º 14.133, DE 1º DE
ABRIL DE 2021 (licitações).
ADM. PÚBLICA: FAZ TUDO AQUILO QUE ESTÁ DENTRO DA LEI.
PARTICULAR: FAZ TUDO AQUILO QUE A LEI NÃO PROIBE.
Os princípios do Direito Administrativo são as bases fundamentais que orientam a atuação da
administração pública e garantem a legalidade, impessoalidade, moralidade, eficiência e publicidade
dos atos administrativos. Dentre eles, podemos citar:
Princípio da Legalidade: A administração pública somente pode agir de acordo com o que está
previsto em lei, e deve respeitar os limites e condições estabelecidos por ela.
Princípio da Impessoalidade: A administração pública deve agir de forma neutra e imparcial, sem
qualquer tipo de discriminação, privilegiando o interesse público sobre o privado.
Princípio da Moralidade: A administração pública deve pautar sua conduta de acordo com os
valores éticos e morais da sociedade, respeitando os direitos dos cidadãos.
Princípio da Publicidade: A administração pública deve agir com transparência e divulgar suas
decisões e atos, garantindo o acesso à informação por parte dos cidadãos.
Princípio da Eficiência: A administração pública deve buscar a eficiência na prestação de serviços
públicos, utilizando os recursos disponíveis de forma adequada e garantindo a qualidade dos
serviços oferecidos.
CONVERGÊNCIAS E DIFERENÇAS ENTRE A GESTÃO PÚBLICA E A GESTÃO PRIVADA
ESTRUTURA ORGANIZACIONAL NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
Estrutura Divisional: Esta estrutura é adequada para organizações que possuem várias unidades
de negócios ou produtos distintos. Cada divisão opera como uma entidade semi-autônoma, com
suas próprias funções como marketing, vendas e produção. Isso permite uma maior flexibilidade e foco
em produtos ou mercados específicos, mas pode levar à duplicação de recursos e esforços. Exemplo:
A FEMSA (Fomento Económico Mexicano, S.A.B. de C.V.) utiliza uma estrutura divisional. A empresa é
organizada em várias divisões, cada uma focada em diferentes áreas de negócios, como bebidas
(Coca-Cola FEMSA), comércio (OXXO) e saúde (Solistica). Cada divisão opera de forma semi-autônoma,
com suas próprias funções de marketing, vendas e operações.
Estrutura Matricial: Esta estrutura combina elementos da estrutura funcional e divisional. Em uma
estrutura matricial, os funcionários têm dois ou mais supervisores: um funcional (por exemplo,
chefe de departamento) e um divisional (por exemplo, gerente de projeto). Isso permite uma maior
flexibilidade e melhor utilização dos recursos, mas pode causar confusão e conflitos de
autoridade. Exemplo: A Google organiza suas equipes de forma que os funcionários possam trabalhar
em diferentes projetos simultaneamente, reportando-se a múltiplos gerentes, tanto funcionais quanto
de projeto.
ESTRUTURA FUNCIONAL
Princípio da especialização das funções
- Múltipla subordinação
- Vários chefes funcionais especialistas em áreas
- Descentralização das decisões
- Indicada para ambientes estáveis
ESTRUTURA DIVISIONAL
Empresa se desmembra em “divisões”
- Normalmente utilizada departamentalização por produto, por
cliente ou territorial
- Unidades semiautônomas (centros de resultados)
- Os resultados (lucros ou prejuízos) são apurados autonomamente (por cada unidade), de forma
descentralizada
ESTRUTURA MATRICIAL
Baseada na departamentalização matricial
- Normalmente é decorrência da fusão da estrutura baseada em
funções – estrutura de apoio “permanente”, vertical – com a
estrutura baseada em projetos ou produtos – estrutura
“temporária”, horizontal
- Objetivo é aproveitar a especialização dos funcionários (estrutura funcional), em produtos ou
projetos estratégicos
PROCESSO ORGANIZACIONAL NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
Ajuste Espontâneo (Ajuste Mútuo)
Segundo Francisco Lacombe, o ajuste espontâneo é primeiro mecanismo utilizado para coordenar
as atividades, limitando-se a comunicações entre os que são responsáveis pelas atividades para
obter o equilíbrio das quantidades, das velocidades ou tempos de execução e das direções a serem
seguidas.
Duas características são relevantes dentro desse mecanismo de coordenação:
Pode ser realizado de maneira formal ou informal, sendo o mais comum de maneira informal.
É uma coordenação voluntária e, assim, implica comunicação direta e espontânea de duas ou mais
pessoas que se comunicam sobre suas necessidades e dificuldades operacionais para que possam
obter uma ação alinhada.
Além disso, Mintzberg propõe cinco mecanismos de coordenação, ou seja, cinco maneiras de
realizar a coordenação das atividades:
Ajuste espontâneo (Ajuste mútuo)
Supervisão direta
Padronização dos processos de trabalho
Padronização dos resultados
Padronização das habilidades dos trabalhadores
GOVERNO ELETRÔNICO E TRANSPARÊNCIA