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Cromssomos Estruturas

Os cromossomos eucarióticos são estruturas altamente compactadas que contêm DNA linear associado a proteínas, essenciais para a replicação, segregação e proteção do material genético. Cada cromossomo possui sequências especializadas, como centrômeros e telômeros, que desempenham funções críticas durante a divisão celular. A organização do DNA em nucleossomos, formados por histonas, é fundamental para a estrutura e função dos cromossomos.
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Cromssomos Estruturas

Os cromossomos eucarióticos são estruturas altamente compactadas que contêm DNA linear associado a proteínas, essenciais para a replicação, segregação e proteção do material genético. Cada cromossomo possui sequências especializadas, como centrômeros e telômeros, que desempenham funções críticas durante a divisão celular. A organização do DNA em nucleossomos, formados por histonas, é fundamental para a estrutura e função dos cromossomos.
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Os cromossomos são visíveis

durante a divisão celular


Figura 4-1 Cromossomos nas células.
(A) Duas células vegetais adjacentes fotografadas ao
microscópio óptico. O DNA foi corado com um corante
fluorescente (DAPI) que se liga ao DNA. O DNA está
presente nos cromossomos, podendo ser visualizado ao
microscópio somente quando forma uma estrutura cilíndrica
compacta, na preparação para a divisão celular, como pode
ser visto à esquerda. A célula à direita, que não se encontra
em divisão, contém cromossomos idênticos, mas que não
podem ser distinguidos nesta fase do ciclo celular por
estarem em uma conformação mais estendida.
(B) Diagrama esquemático das duas células com seus
cromossomos.
2
O DNA cromossômico e sua compactação na
fibra de cromatina
• O núcleo médio de uma célula humana tem ≃ 6µm de
diâmetro.
• Comprimento total do DNA em uma célula humana: ≃2
metros (2.000.000 µm).
Equivalente a 40 km de uma linha extremamente fina em uma bola de tênis

• Compactação eficiente, mas com manutenção da


acessibilidade às proteínas celulares.
• Interações com proteínas responsáveis por replicação,
reparo, transcrição (produção de RNA) e regulação gênica. 3
Figura 4-9 Corte transversal de um núcleo celular característico.
(A) Micrografia eletrônica de uma fina secção do núcleo de um fibroblasto humano.
(B) Diagrama esquemático mostrando que o envelope nuclear consiste em duas membranas, sendo a externa contínua à membrana
do retículo endoplasmático (RE). O lúmen do RE está colorido em amarelo, sendo contínuo com o espaço entre as duas membranas
nucleares. As bicamadas lipídicas das membranas nucleares interna e externa estão conectadas a cada poro nuclear. Uma fina rede
de filamentos intermediários (em marrom) dentro do núcleo forma a lâmina nuclear (em marrom) que fornece suporte mecânico ao
envelope nuclear. A heterocromatina, porção fortemente corada, contém regiões de DNA especialmente condensadas .
4
O DNA eucariótico é compactado em um
conjunto de cromossomos
• Cromossomos em Eucariotos: • Cromossomos em Procariontes:
• Compostos por DNA linear • Normalmente possuem DNA
associado a proteínas. circular, associado a proteínas
• O DNA é compactado em uma diferentes das de eucariotos.
estrutura chamada cromatina, • São chamados de cromossomos
necessária para expressão bacterianos, mas a estrutura é
gênica, replicação e reparo do menos complexa.
DNA. • Não serão abordados na aula
• A compactação envolve
proteínas específicas, distintas
das encontradas em bactérias. 5
Visualizando os cromossomos humanos

Figura 4-10: Conjunto completo de cromossomos humanos de um indivíduo do sexo feminino, isolados durante a mitose, quando estão altamente compactados. Cada
cromossomo foi identificado com uma cor diferente por meio de cariotipagem espectral, uma técnica que usa sondas de DNA fluorescentes específicas para cada
cromossomo. No painel (A), os cromossomos são mostrados como foram extraídos da célula. No painel (B), estão organizados em ordem numérica, formando o 6
cariótipo.
Chromosome painting and FISH:
• vídeo

7
Bandeamento cromossômico
• Os cromossomos mitóticos podem ser
diferenciados por padrões de bandas revelados
por corantes específicos.
• Esses padrões são únicos para cada cromossomo
e refletem variações na estrutura da cromatina.
• O padrão de bandas foi crucial para a
identificação e numeração dos cromossomos
humanos no cariótipo.
• Alterações nos padrões de bandas ou coloração
podem indicar:
• Perda ou troca de partes dos cromossomos.
Figura 4-11: Padrão de bandas dos cromossomos humanos. Os
cromossomos foram corados com Giemsa (banda G) em um estágio
• Rearranjos cromossômicos, especialmente em
inicial da mitose, menos compactados, permitindo a observação dos
padrões de bandas ao microscópio. A linha vermelha marca o células tumorais.
centrômero, e as protuberâncias nos cromossomos 13, 14, 15, 21 e 8
22 indicam genes que codificam RNAs ribossômicos.
Organização do genoma nas espécies de
eucariontes
• A forma como o genoma é dividido nos cromossomos
também difere de uma espécie de eucarioto para
outra.
• Homo sapiens - 46 cromossomos Não há uma regra simples
para o número
• Carpa comum > 100 cromossomos cromossômico, complexidade
do organismo e o tamanho
total do genoma.

9
Tamanho do genoma e número de genes

[Link] 10
Os cromossomos contém longas sequências de
genes
• DNA intercalante:
• O genoma humano é
cerca de 200 vezes
menor do que o de uma
espécie de ameba.
Figura 4-13 Organização dos genes no genoma de S. cerevisiae
comparado aos humanos. (A) A levedura por brotamento S.
cerevisiae é bastante utilizada na produção de cervejas e pães. O
genoma desse eucarioto unicelular está distribuído em 16
cromossomos. Uma pequena região de um cromossomo foi
selecionada arbitrariamente para mostrar sua alta densidade de
genes. (B) Uma região do genoma humano com o mesmo
comprimento do segmento da levedura em (A). Os genes humanos
são muito menos compactados e a quantidade de sequências de
DNA intercalantes é muito maior. Não está ilustrado nesta amostra,
mas, na realidade, a maioria dos genes humanos é muito maior do
que os genes de leveduras. 11
O sequenciamento de genoma mostra como os
genes estão organizados
Organização dos genes em um cromossomo humano. (A) O
cromossomo 22, um dos menores cromossomos humanos, contém 48 × 10 6
pares de nucleotídeos e corresponde aproximadamente a 1,5% de todo o
genoma humano. Grande parte do braço esquerdo do cromossomo 22
consiste em pequenas sequências de DNA repetidas que são compactadas
em heterocromatina. (B) Um segmento do cromossomo 22 ampliado 10
vezes, contendo cerca de 40 genes. Os genes indicados em marrom-escuro
são conhecidos, e os genes em vermelho são suposições. (C) Um segmento
ampliado de (B) mostrando quatro genes. (D) O arranjo de éxons e íntrons
de um gene típico é mostrado após uma ampliação de 10 vezes. Os éxon
(em vermelho) codifica uma porção da proteína, e são intercalados pelos
íntrons (em cinza).

O genoma humano (3,2 × 10 9 pares de nucleotídeos) é a totalidade da


informação genética que pertence a nossa espécie. Quase todo esse
genoma está distribuído pelos 22 autossomos diferentes e dois
cromossomos sexuais encontrados dentro do núcleo. Uma fração mínima do
genoma humano (16.569 pares de nucleotídeos – em cópias múltiplas por
célula) é encontrada na mitocôndria. O termo sequência genômica humana
se refere à sequência nucleotídica completa do DNA nos 24 cromossomos
nucleares e na mitocôndria. Sendo diploide, o núcleo de uma célula
somática humana contém aproximadamente duas vezes a quantidade
haploide de DNA, ou 6,4 × 10 9 pares de nucleotídeos quando não estiver
duplicando seus cromossomos no preparo para a divisão.
12
BioMol:organização
do genoma
• Curiosidades sobre a
organização do
genoma humano…

13
Cada molécula de DNA que forma um
cromossomo linear deve conter um centrômero,
dois telômeros e origens de replicação
• Para que um cromossomo eucariótico seja funcional, ele deve desempenhar
três funções essenciais:
• Replicação do DNA: A molécula de DNA deve ser capaz de se replicar para
que cada célula-filha receba uma cópia idêntica.
• Segregação das cópias replicadas: Após a replicação, os cromossomos
duplicados devem ser corretamente separados e distribuídos entre as duas
células-filhas.
• Proteção das extremidades do cromossomo: Os telômeros devem impedir
que as extremidades sejam confundidas com DNA danificado e garantam uma
replicação completa.
• Essas funções são realizadas por sequências especializadas no DNA que
atuam em conjunto com proteínas específicas. Elas foram estudadas em
leveduras: 14
Replicação do DNA
• Um tipo de sequência nucleotídica atua como origem
de replicação do DNA, o local em que a duplicação
do DNA é iniciada.
• Os cromossomos eucarióticos contêm muitas origens
de replicação para assegurar que todo o cromossomo
seja replicado rapidamente.

15
Segregação das cópias replicadas
• Após a replicação do DNA, as duas cromátides-irmãs que
formam cada cromossomo permanecem unidas uma à
outra e, com a progressão do ciclo celular, são mais
condensadas para produzir cromossomos mitóticos.
• A presença de uma segunda sequência especializada de
DNA, chamada de centrômero, permite que uma cópia de
cada cromossomo duplicado e condensado seja levada
para cada célula-filha no momento da divisão celular.
• Um complexo proteico chamado de cinetocoro é formado
no centrômero e liga o fuso mitótico aos cromossomos
duplicados, permitindo que eles sejam separados.
16
Proteção das extremidades do cromossomo
• Uma terceira sequência especializada de DNA forma os
telômeros, as extremidades dos cromossomos.
• Os telômeros contêm sequências nucleotídicas
repetidas que permitem que as extremidades dos
cromossomos sejam replicadas de maneira eficiente.
• Essas sequências de DNA repetidas, juntamente com
as regiões adjacentes a elas, formam estruturas que
evitam que as extremidades cromossômicas sejam
confundidas com uma molécula de DNA quebrada que
necessita de reparo pela célula. 17
As três sequências de DNA necessárias para produzir um cromossomo eucariótico
que pode ser replicado e, então, segregado de forma precisa na mitose.

• Cada cromossomo tem diversas origens de


replicação, um centrômero e dois telômeros.
• O DNA é replicado na interfase, a partir das origens
de replicação, e procede bidirecionalmente pelo
cromossomo.
• Na fase M, o centrômero liga os cromossomos
duplicados ao fuso mitótico e uma cópia do genoma
total é distribuída para cada célula-filha durante a
mitose;
• A estrutura especial que liga o centrômero ao fuso é
um complexo proteico chamado de cinetocoro (em
verde-escuro).
• O centrômero também ajuda a manter os
cromossomos duplicados unidos até que estejam
prontos para a segregação.
• Os telômeros formam uma proteção especial nas
extremidades de cada cromossomo.
18
Diferença entre essas sequências em
cromossomos de eucariontes
• Levedura: as sequências de centrômeros, telômero, e origem de replicação são
relativamente curtas (>1.000 pb).
• Sequências teloméricas:
• Simples e pequenas em todos os eucariotos.
• Diferença nas sequências de centrômeros e origens de replicação:
• Em organismos complexos, essas sequências são muito mais longas do que as
correspondentes em leveduras.
• Exemplos de centrômeros humanos:
• Podem conter até 1 Mpb.

• Possivelmente não dependem de uma sequência nucleotídica definida.

• Formação de centrômeros humanos:


• Acredita-se que sejam compostos por grandes estruturas repetidas de ácidos

nucleicos e proteínas.
• Essas estruturas podem ser herdadas durante a replicação cromossômica. 19
As moléculas de DNA estão extremamente
condensadas nos cromossomos
• DNA é compactado de forma • Compactação durante o ciclo
elaborada nos cromossomos de celular:
eucariontes para caber no núcleo • Mitose: Grau máximo de
celular.
condensação para facilitar a
• Exemplo: Cromossomo 22 humano segregação cromossômica.
• Comprimento do DNA estendido: • Interfase: DNA é menos
1,5 cm (15.000µm). condensado, mas ainda compacto.
• Comprimento do cromossomo
• Dinamismo estrutural:
condensado na mitose: 2 µm.
• O DNA se descondensa e se
• Grau de compactação: 7.500x.
recondensa após os processos
• Proteínas enrolam e organizam o específicos para manter sua
DNA em níveis sucessivos de integridade e organização.
compactação. 20
Os nucleossomos são as unidades básicas da
estrutura dos cromossomos eucarióticos
• As proteínas que se ligam ao DNA e formam os
cromossomos eucarióticos são divididas em duas
classes: O complexo dessas duas
classes de proteínas com o DNA
• Histonas nuclear eucariótico é conhecido
como cromatina
• Proteínas cromossômicas
não histonas

21
Nucleossomo

22
Organização estrutural do
nucleossomo
• Um nucleossomo contém um cerne proteico
constituído por oito moléculas de histona.
• Em experimentos bioquímicos, a partícula do
cerne pode ser liberada da cromatina isolada pela
digestão do DNA de ligação pela ação de uma
nuclease, uma enzima que degrada o DNA.
• Depois da dissociação dos nucleossomos
isolados no cerne de proteínas e DNA, o
comprimento do DNA que estava enrolado em
volta do cerne pode ser determinado (147 pb), é
suficiente para se enrolar 1,7 vez ao redor do
cerne de histonas. 23
O cerne do nucleossomo
• Octantero composto por quatro histonas principais:
H2A (2x), H2B(2x), H3(2x) e H4(2x).
• Relativamente pequenas, contendo entre 102 a 135
aminoácidos.

24
O cerne do nucleossomo
(B) A estrutura de enovelamento da histona,
formada pelas quatro histonas do cerne.
(C) As histonas 2A e 2B formam um dímero
por uma interação conhecida como “aperto de
mãos”. ( = PARA H3 e H4)
(D) O octâmero de histonas de DNA finalizado.
• Observe que as oito caudas N-terminais
das histonas projetam-se para fora da
estrutura do cerne em forma de disco. Suas
conformações são altamente flexíveis e
atuam como sítios de ligação para grupos
de outras proteínas.
25
Interações Histona-DNA
• 142 ligações de hidrogênio entre o
DNA e o cerne de histonas.
• Metade ocorre entre aminoácidos
das histonas e a cadeia principal
açúcar-fosfato do DNA.
• Outras Interações:
• Interações hidrofóbicas e iônicas
reforçam a ligação.
• Presença de lisina e arginina (aa
básicos) neutraliza a carga negativa Estrutura de uma partícula do cerne do nucleossomo
do DNA. determinada por difração de raios X e pela análise de cristais.

Essas múltiplas interações explicam, em parte, por que praticamente qualquer sequência
de DNA pode ser ligada a um octâmero de histonas. 26
Flexibilidade e Posição do DNA
• O DNA ao redor do cerne não é regular,
apresentando dobras.
• Algumas sequências de DNA se ligam mais
fortemente, mas a posição do nucleossomo é
flexível na maioria das regiões
cromossômicas.
• Embora algumas sequências de DNA sejam
ligadas mais firmemente do que outras ao
cerne do nucleossomo, o fator mais
importante no posicionamento do
nucleossomo parece ser a presença de outras
proteínas fortemente associadas ao DNA. 27
Caudas N-terminais das Histonas
• Projeção Externa:
• As histonas possuem caudas
N-terminais que se projetam
para fora do cerne histona-
DNA.
• Modificações Covalentes:
• As caudas estão sujeitas a
modificações, controlando a
estrutura e função da
cromatina. 28
Conservação Evolutiva
• Histonas são altamente conservadas em eucariotos.
• Exemplo: Histona H4 de ervilha e bovina diferem em apenas 2
de 102 posições.
• Alterações nas histonas podem ser prejudiciais devido à sua
função essencial na cromatina.
• Variantes de Histonas:
• Alguns organismos produzem variantes especializadas de
histonas, com funções específicas.
• Juntamente com modificações covalentes, essas variantes
aumentam a diversidade estrutural da cromatina. 29
Dinamicidade dos Nucleossomos
• Os nucleossomos não são estruturas fixas; possuem
uma natureza dinâmica.
• DNA em nucleossomos se desenrola e se expõe
temporariamente.
• Complexos de remodelagem de cromatina
dependentes de ATP são responsáveis por
reposicionar ou alterar nucleossomos

30
Complexos de
remodelagem utilizam
energia da hidrólise de
ATP.
Resultam em:
Deslizamento do
nucleossomo.
Afrouxamento da
ligação DNA-histonas.
Troca ou remoção de
histonas.

31
Complexo de remodelagem da cromatina
dependente de ATP
• [Link] R.C.D. de aTP Atuando junto com outras
proteínas que ligam-se às histonas ([Link] de
histonas), são capazes de remover todo ou partes do
cerne do nucleossomo,
• troca das histonas H2A-H2B ou a remoção total do
octâmero do cerne do DNA.
• Um nucleossomo típico é substituído no DNA a
cada 1 ou 2 horas dentro da célula.

32
33
• A cromatina de uma célula viva raramente encontra-se
na forma colar de contas.

34
• A maneira como os nucleossomos estão organizados nos
arranjos condensados não é clara.
• A estrutura de um tetranucleossomo (um complexo de quatro
nucleossomos) obtido por cristalografia de raios X e microscopia
eletrônica de alta resolução da cromatina reconstituída foi
utilizada para reforçar o modelo de zigue-zague para o
empilhamento dos nucleossomos em uma fibra de 30 nm.
Animação 4.2.
• Porém, microscopia crioeletrônica de núcleos cuidadosamente
preparados sugerem que a maioria das regiões da cromatina
apresentem estrutura menos regular.
Modelo de zigue-zague para a fibra de cromatina de 30 nm. (A) Conformação
de dois dos quatro nucleossomos em um tetranucleossomo, a partir da
estrutura determinada por cristalografia de raios X. (B) Diagrama do
tetranucleossomo inteiro; o quarto nucleossomo não é visível, estando
empilhado sobre e atrás do nucleossomo de baixo, neste diagrama. (C)
Ilustração esquemática de uma possível estrutura de zigue-zague que pode
ser responsável pela formação da fibra de cromatina de 30 nm.
35
DNA, histones, nucleosomes, and chromatin. Negatively
charged DNA (red) is wrapped around the positively charged core
histone octamers (yellow on 2nd row) to form nucleosomes, or a
10 nm fiber, and further organized into a cell nucleus. Note that
the fiber remains negatively charged (3rd row). Right (2nd row),
nucleosome structure at 1.9 Å resolution;[2] histone tail domains
(intrinsically disordered regions [IDRs]) are extended away from
the nucleosome core. Basic residues (lysines and arginines) in
the tail domains are colored in orange. Asterisks indicate sites of
lysine acetylation (illustration was modified from[158] based on
data in.[159, 160]) Left (4th row), a classical view of 30
nm chromatin fibers and hierarchical structure. Right (4th row), a
current view of irregularly folded 10 nm fibers in the chromatin
domain. Bottom, the nucleus has chromosomes shown in different
colors based on their territories

Ide, Tamura & Maeshima 2022 36


Interação nucleossomo-nucleossomo

Um modelo para a função das caudas de histonas na compactação da cromatina.


(A) Um diagrama mostra os locais aproximados da saída das caudas das oito histonas,
cada cauda oriunda de uma proteína que se projeta para fora de cada nucleossomo. A
estrutura real é mostrada à direita. Na estrutura em alta resolução do nucleossomo, as
caudas estão desestruturadas, sugerindo que são altamente flexíveis.
(B) Como indicado, as caudas das histonas parecem estar envolvidas nas interações entre
os nucleossomos que auxiliam a compactação desses nucleossomos. 37
Histona H1
• A histona H1 é uma histona de ligação que se associa a cada nucleossomo. Ela
faz contato tanto com o DNA quanto com as proteínas do cerne e altera a direção
do DNA ao sair do nucleossomo. Essa alteração facilita a compactação do DNA
nucleossômico.
• Organismos eucarióticos produzem várias histonas H1 com sequências distintas
(menos conservadas), mas relacionadas. Essa diversidade pode influenciar as
características do empilhamento.

38
Herança Epigenética Baseada na Cromatina
• Estruturas de cromatina podem ser herdadas sem
alterações na sequência de DNA.
• Epigenética: "em cima" da genética, baseada na estrutura
da cromatina.
• Modificações das Histonas:
• Alterações covalentes nas histonas atuam como
marcadores de reconhecimento para proteínas
específicas.
• Impacto dessas modificações na expressão gênica e nos
processos ligados ao DNA. 39
Heterocromatina e eucromatina
• Heterocromatina: forma altamente condensada, distinta da eucromatina.
• Concentração em regiões especializadas como centrômeros e telômeros (além de outras
regiões específicas).
• Mais de 10% do genoma de mamíferos está em forma de heterocromatina.
• Impacto na Expressão Gênica:
• Genes localizados na heterocromatina estão geralmente desligados.
• Conversão de eucromatina em heterocromatina resulta na repressão gênica.
• Não SE SABE MUITO SOBRE BIOLOGIA MOLECULAR DA HETEROCROMATINA, contudo o
termo heterocromatina inclui inúmeros modos distintos de compactação da cromatina que
possuem implicações diferentes na expressão gênica.
• a heterocromatina não deve ser considerada simplesmente como uma forma de isolamento
do DNA “morto”, e sim como um modo de descrever domínios compactos de cromatina que
possuem em comum a característica de ser anormalmente resistentes à expressão gênica.
40
Figura 4-9 Corte transversal de um núcleo celular característico.
(A) Micrografia eletrônica de uma fina secção do núcleo de um fibroblasto humano.
(B) Diagrama esquemático mostrando que o envelope nuclear consiste em duas membranas, sendo a externa contínua à membrana
do retículo endoplasmático (RE). O lúmen do RE está colorido em amarelo, sendo contínuo com o espaço entre as duas membranas
nucleares. As bicamadas lipídicas das membranas nucleares interna e externa estão conectadas a cada poro nuclear. Uma fina rede
de filamentos intermediários (em marrom) dentro do núcleo forma a lâmina nuclear (em marrom) que fornece suporte mecânico ao
envelope nuclear. A heterocromatina, porção fortemente corada, contém regiões de DNA especialmente condensadas .
41
Heterocromatina é autopropagável
• Efeito posicional:
• Genes próximos à heterocromatina podem ser
silenciados devido à propagação da compactação,
conhecido como efeito posicional.
• Este fenômeno foi observado em Drosophila,
plantas, fungos e mamíferos, demonstrando sua
relevância em diversos organismos.
• A heterocromatina pode “pular” regiões específicas,
indicando uma propagação não linear.
42
Descoberta dos efeitos de posição na expressão gênica. O gene White de Drosophila controla a produção
de pigmentos do olho. Nas moscas nas quais um gene White normal foi colocado próximo a uma região
de heterocromatina, foram produzidos olhos manchados. As manchas brancas representam as linhagens
celulares em que o gene White foi silenciado pelos efeitos da heterocromatina e passou o padrão as
células descendentes (embrião que é estabelecido o padrão). Em contraste, as manchas vermelhas
representam as linhagens celulares onde o gene White é expresso. Em estágios iniciais do
desenvolvimento, quando a heterocromatina é formada pela primeira vez, ela se propaga pela
eucromatina adjacente em distâncias diferentes nas diferentes células embrionárias. 43
44
Mecanismos Moleculares e Estudos Genéticos
• A formação e manutenção da heterocromatina
envolvem proteínas não histonas que interagem com
histonas, promovendo modificações estruturais.
• Estudos em Drosophila, fungos e camundongos
identificaram mais de 100 genes moduladores da
propagação da heterocromatina, atuando como
intensificadores ou supressores do efeito posicional.

45
Modificação de histonas
• Modificações covalentes importantes e reversíveis:
Acetilação: Principalmente em lisinas, reduz a carga
positiva da cauda N-terminal, diminuindo a interação
com o DNA e promovendo a abertura da cromatina.

Metilação: Mono, di ou trimetilação de lisinas, com


efeitos contextuais — pode ativar ou reprimir a
transcrição.

A trimetilação de uma lisina específica na cauda da
histona H3, atrai a proteína específica de
heterocromatina HP1 e contribui para o
estabelecimento e propagação da heterocromatina.

Fosforilação: Ocorre em serinas e desempenha


papéis na regulação do ciclo celular e resposta ao dano
no DNA.

Ubiquitinação: Adição da proteína ubiquitina em


histonas, influenciando processos como reparo de DNA
e transcrição.

46
47
Regulação Específica
• Enzimas como HATs (histonas acetiltransferases),
HDACs (histonas desacetilases), metiltransferases e
demetilases são responsáveis pela adição e remoção
dessas marcas.
• O recrutamento dessas enzimas é direcionado por
fatores de transcrição que reconhecem sequências
específicas de DNA.

48
Formas variantes de histonas

49
Variantes de Histonas
• Além das quatro histonas principais (H2A, H2B, H3, H4), existem variantes
específicas para todas, exceto H4.
• Essas variantes são menos conservadas ao longo da evolução, indicando que
possuem funções especializadas e adaptativas.
• As histonas principais são produzidas na fase S do ciclo celular e incorporadas à
cromatina imediatamente após a replicação do DNA.
• Já as variantes são menos frequentes e são sintetizadas durante a interfase e
inseridas na cromatina formada. Essa inserção ocorre por meio de troca de histonas,
mediada por complexos de remodelagem dependentes de ATP.
• Complexos de Remodelagem e Chaperonas:
• A troca é altamente seletiva, dependente de subunidades que reconhecem sítios
específicos na cromatina.
• As chaperonas de histonas desempenham papel crucial no transporte e
incorporação das variantes. 50
“código de histonas”
• As marcações covalentes das histonas (acetilação, metilação,
fosforilação, ubiquitinação, etc.) e a incorporação de variantes geram
uma enorme diversidade de combinações possíveis no nucleossomo.
• Essas combinações são coordenadas, formando grupos específicos
de marcações que determinam funções específicas para a cromatina.
• Esse conjunto de padrões levou ao conceito do “código de histonas”,
onde diferentes combinações de modificações codificam instruções
específicas sobre como o DNA associado deve ser tratado:
• Replicação: Determinar que o DNA foi recentemente replicado.
• Reparo: Identificar regiões danificadas do DNA.
• Expressão Gênica: Regular a transcrição gênica. 51
52
53
54
[Link]
e

55
• Reconhecimento de uma combinação
específica de marcas em um nucleossomo.
Dois domínios adjacentes, que compõem o
complexo de remodelagem da cromatina
NURF (fator de remodelagem de
nucleossomo), ligam-se ao nucleossomo
pelo domínio PHD (em vermelho) que
reconhece uma H3k4me1 e um outro
domínio (um bromodomínio, em azul)
reconhece uma H4k16ac. Essas duas
marcas nas histonas formam um padrão de
modificação de histonas único que ocorre
em alguns subgrupos de nucleossomos nas
células humanas. Aqui, as duas caudas de
histonas estão indicadas por linhas
pontilhadas em verde, e apenas uma
metade de um nucleossomo é mostrada. 56
57
Alguns significados específicos de modificações
das histonas. (A) A figura mostra as modificações
na cauda N-terminal da histona H3.
(B) A cauda de H3 pode ser marcada por
diferentes conjuntos de modificações que atuam
em conjunto para produzir um determinado
significado. Apenas poucos significados são
conhecidos, incluindo os três exemplos
apresentados. Não está mostrado que a leitura
das marcas de histona normalmente envolve o
reconhecimento conjunto de marcas em outros
sítios do nucleossomo juntamente com o
reconhecimento indicado na cauda H3. Além
disso, níveis específicos de metilação (grupos
mono, di ou trimetil) geralmente são necessários.
Assim, por exemplo, a trimetilação da lisina 9 atrai
a proteína HP1 específica da heterocromatina,
que induz uma onda de propagação de
trimetilações adicionais da lisina 9, seguidas por
mais ligações de HP1, de acordo com o diagrama
geral ilustrado adiante. Também é importante,
nesse processo, a trimetilação sinérgica da lisina
20 na cauda N-terminal da histona H4.

58
Modelo para explicar a propagação de
modificações por reação em cadeia
• A propagação de modificações cromatínicas ocorre por
meio de uma interação cíclica entre enzimas de escrita e
proteínas de leitura no mesmo complexo multiproteico:
• Escrita (ou remoção) : Enzima adiciona uma marca
covalente (ex.: metilação ou acetilação) a um nucleossomo.
• Leitura: Proteína de leitura reconhece e se liga à marca
recém-adicionada, recrutando a enzima de escrita para o
próximo nucleossomo.
• Ciclo: Esse processo é repetido, permitindo que a marca
seja propagada ao longo de uma região cromossômica. 59
Modelo muito simplificado,
provavelmente o complexo proteico é
maior e múltiplas enzimas (incluindo
proteína de remodelagem da cromatina
dependente de ATP). Além disso
provavelmente requerem múltiplas
marcações e não apenas uma. 60
Sequencias barreira
• As sequências de barreira são regiões específicas de DNA que:
• Separam domínios cromossômicos adjacentes com diferentes
estados epigenéticos e funções.
• Impedem a propagação da heterocromatina para domínios de
cromatina ativa.
• Exemplo Sequência HS4:
• Localizada no lócus da β-globina humana, separa o domínio de
cromatina ativa de uma região adjacente de heterocromatina
condensada.
• Remoção da sequência leva à propagação da heterocromatina,
silenciando os genes da β-globina e causando anemia severa em
humanos. 61
Mecanismos de Ação das Barreiras
A. Ancoragem em Grandes Estruturas Físicas
• Algumas barreiras conectam a cromatina a
estruturas fixas no núcleo, como os poros
nucleares.
B. Proteção Local da Cromatina
• Proteínas de barreira se ligam fortemente a um
conjunto de nucleossomos em uma região
específica.
• Isso torna os nucleossomos resistentes à
propagação das marcas de heterocromatina.
C. Recrutamento de Enzimas de Modificação
de Histonas
• As barreiras recrutam enzimas altamente ativas,
como acetiltransferases de histonas, que
adicionam marcas incompatíveis com a
propagação da heterocromatina. 62
A cromatina nos centrômeros
• O centrômero é uma região especializada de
cromatina necessária para a ligação ao fuso mitótico e
segregação cromossômica durante a divisão celular.
• CENP-A: Variante específica da histona H3, essencial
para a formação do cinetocoro e compactação da
cromatina centromérica.
• As proteínas associadas a CENP-A organizam
nucleossomos em arranjos densos, essenciais para a
ligação de microtúbulos.
63
Diferenças Entre Leveduras e Organismos
Complexos
• Levedura (S. cerevisiae):
• Centrômero pequeno definido por uma pequena região de DNA
~125pb.
• DNA específico que se liga a proteínas centroméricas, incluindo CENP-
A.
• Um único microtúbulo liga-se ao centrômero.
• Organismos Complexos (Humanos e Moscas):
• Centrômeros grandes com milhares de pares de bases.
• Contêm DNA satélite alfa (repetições curtas), mas essas sequências
não são exclusivas dos centrômeros.
• Os centrômeros podem se formar em locais sem DNA satélite alfa
(neo centrômeros). 64
A cromatina nos centrômeros
Figura 4-42 Modelo para a estrutura de um centrômero
simples. (A) Na levedura Saccharomyces cerevisiae,
uma sequência de DNA centromérica especial é
montada em um único nucleossomo, no qual duas
cópias de uma forma variante da histona H3
(denominada CENP-A na maioria dos organismos)
substituem a H3 normal. (B) De que forma sequências
peptídicas exclusivas a essa variante auxiliam a
montagem de proteínas adicionais, entre elas as
proteínas que formam o cinetocoro. O cinetocoro é
atípico na captura de apenas um único microtúbulo; os
humanos possuem centrômeros muito maiores e
formam cinetocoros capazes de capturar 20 ou mais
microtúbulos.

65
Seq satélite alfa nem sempre
esta presente.
Blocos Alternados:
• Nucleossomos com CENP-
A alternam-se com
nucleossomos normais
modificados (dimetilação
de lisina 4 na histona H3).
• Essa organização é única
à cromatina centromérica.
Heterocromatina Pericêntrica:
• Flanqueia o centrômero e
contém histonas H3K9me1
(heterocromatina normal).

66
Herança das Estruturas de Cromatina nos
Centrômeros
• Herança Epigenética da Cromatina Centromérica:
• Após a replicação do DNA, nucleossomos contendo CENP-A são
herdados pelas fitas filhas.
• Esses nucleossomos recrutam seletivamente mais histonas
CENP-A para a cromatina recém-sintetizada, mantendo a
identidade do centrômero.
• Propagação Cooperativa:
• O centrômero se forma e se mantém como uma entidade única.
• A propagação da cromatina centromérica é semelhante ao
fenômeno de efeito posicional variegado, espalhando-se a partir
de uma semente inicial. 67
68
Herança de Estruturas da Cromatina de
Ativação e Repressão
• Memória Epigenética e Diferenciação Celular:
• Tipos celulares mantêm sua identidade ao longo de ciclos de divisão
celular.
• Cromatina tem papel crucial na transmissão de padrões de expressão
gênica.
• Experimentos Clássicos com Xenopus (1968):
• Núcleos transplantados de células diferenciadas têm resistência à
reprogramação.
• Menor eficiência em núcleos de animais mais velhos.
• Evidências Modernas:
• Cromatina ativa e repressora pode persistir por 24 ciclos de divisão celular.
• Resulta em expressão gênica inadequada no transplante nuclear. 69
Evidência para a herança de um estado de cromatina
ativador de genes.
gene MyoD → fator de transcrição no músculo. Esse gene é
normalmente ativado na região indicada do embrião jovem onde
os somitos são formados.
Quando um núcleo dessa região é injetado em um óvulo
enucleado, a maior parte dos núcleos da progênie da célula
expressam a proteína MyoD de modo anormal, em regiões não
musculares do “embrião com transplante nuclear” que é formado.
Essa expressão anormal pode ser atribuída à manutenção da
região do promotor MyoD em seu estado de cromatina ativa pelos
vários ciclos de divisão celular que produz o embrião (estágio de
blástula) – a chamada “memória epigenética”, que persiste, nesse
caso, na ausência da transcrição.
A cromatina ativa ao redor do promotor MyoD contém a variante
de histona H3.3 na forma metilada na lisina 4.
Uma superprodução dessa histona causada pela injeção do
mRNA que codifica a proteína H3.3 normal em excesso, aumenta
tanto a ocupação de H3.3 no promotor MyoD quanto a produção
epigenética de MyoD
Enquanto a injeção de um mRNA produzindo a forma mutante de
H3.3 que não pode ser metilada na Lys4 reduz a produção
epigenética de MyoD.
Esses experimentos demonstram que um estado herdado da
cromatina é o fundamento para a memória epigenética 70
observada.
A ESTRUTURA GLOBAL DOS
CROMOSSOMOS
• Estrutura dos cromossomos plumosos
(lampbrush):
• Esses cromossomos são os maiores
conhecidos e têm uma organização
única e estendida.
• Aparecem nos oócitos de anfíbios logo
após a fase de S.
• os cromossomos homólogos replicados
se pareiam, formando uma estrutura
alongada com quatro cromátides.
• O estágio de lampbrush pode persistir
por meses ou anos, enquanto o oócito
acumula reservas para o
desenvolvimento embrionário. 71
Cromossomos plumosos: Organização em alças
de cromatina
• Cada cromossomo possui um eixo central
condensado, onde o DNA não está ativo (não
ocorre transcrição).
• As alças de cromatina projetadas a partir do
eixo contêm DNA estendido, onde ocorre a
transcrição ativa de genes.
• As alças produzem grandes quantidades de
RNA, essenciais para o desenvolvimento do
oócito.
Embora os cromossomos plumosos sejam excepcionais,
eles revelam um princípio geral: os cromossomos de
interfase em todos os eucariotos parecem organizados
em alças
72
• Essas alças são pequenas e frágeis demais para serem
vistas ao microscópio óptico, mas podem ser inferidas
por técnicas modernas de biologia molecular.
[Link]

ligações cruzadas covalentes

DNA-DNA: Mantém regiões do


DNA próximas no espaço unidas.

DNA-proteína: Preserva interações diluição


com proteínas associadas à 73
cromatina
74
Os cromossomos politênicos são únicos na
capacidade de permitir a visualização de
estruturas de cromatina
Conjunto completo de cromossomos politênicos de
uma célula de glândula salivar de Drosophila. Nesta
ilustração, de uma micrografia óptica, os
cromossomos gigantes foram espalhados para
visualização por compressão contra uma lâmina de
microscópio. A D. melanogaster possui quatro
cromossomos, e quatro pares de cromossomos
distintos estão presentes. Porém, cada
cromossomo está fortemente pareado ao seu
homólogo (de modo que cada par aparece como
uma estrutura única), o que não acontece na
maioria dos núcleos (exceto na meiose). Cada
cromossomo sofreu diversas etapas de replicação,
e os homólogos e todos os seus duplicados
permaneceram ligados entre si, resultando em
enormes cabos de cromatina espessos devido as
muitas fitas de DNA.
Os quatro cromossomos politênicos estão
normalmente ligados por regiões heterocromáticas
próximas dos seus cen-trômeros que se agregam
para criar um grande e único “cromocentro” (região
em rosa). Nessa preparação, entretanto, o
cromocentro foi repartido em duas metades pelo
procedimento de compressão. 75
Cromossomos politênicos
• Presença em células específicas:
• Encontrados principalmente em células de glândulas salivares de larvas de Drosophila
(mosca-das-frutas) e outros insetos.
• Estrutura em bandas e interbandas:
• Bandas: Regiões escuras, onde o DNA está mais condensado e associado a proteínas.
• Interbandas: Regiões claras, onde o DNA é menos condensado e frequentemente
associado à expressão gênica.
• Cada banda pode variar de 3 mil a 200 mil pares de bases.
• Mapeamento cromossômico: As bandas são numeradas e servem como referência para
localização de genes, gerando mapas cromossômicos detalhados que podem ser
correlacionados à sequência do genoma.
• Visibilidade em microscopia óptica: Graças à sua grande escala, os cromossomos
politênicos são uma ferramenta valiosa para estudos de expressão gênica e organização
da cromatina. 76
Importância biológica e científica dos
cromossomos politênicos
• Os cromossomos politênicos ajudam a visualizar a
organização da cromatina em grandes alças e a relação
entre condensação do DNA e expressão gênica.
• Observações mostram que regiões menos condensadas
(interbandas) estão associadas a genes ativos, enquanto
as bandas condensadas têm genes inativos.
• Permitem analisar como proteínas não histonas e
modificações nas histonas contribuem para a regulação
da expressão gênica.
• Os cromossomos politênicos mostram como o genoma é
organizado em domínios funcionais, separados por
proteínas de barreira.
• A visualização direta das bandas e a possibilidade de
associar regiões cromossômicas a funções específicas
tornaram os cromossomos politênicos um modelo
importante em genética. 77
Cromossomos politênicos: múltiplas formas de
cromatina
• Mais de 50 proteínas foram identificadas associadas à cromatina de
Drosophila, incluindo histonas modificadas e proteínas não histonas.
• Tipos principais de cromatina:
• Heterocromatina clássica: Contém mais de 6 proteínas repressoras
incluindo a proteína de heterocromatina 1 (HP1). → Associada à
compactação de DNA e silenciamento gênico.
• Cromatina Polycomb: Associada a proteínas do grupo Polycomb (PcG).
• Cromatina ativa:Inclui dois subtipos principais, cada um vinculado a
diferentes conjuntos de proteínas não histonas. → Associada à
transcrição ativa de genes.
• Outras formas minoritárias foram identificadas, sugerindo a presença de
múltiplas estratégias de regulação cromatínica. 78
Cromossomos Politênicos
• Puffs são regiões de cromatina que se descondensam
quando os genes nelas contidos são expressos.
• Durante o desenvolvimento de um inseto, os
cromossomos politênicos mostram alterações no
padrão de puffs cromossômicos.
• Quando a expressão gênica ocorre, a alça de
cromatina se alonga, se descondensando, o que
facilita o acesso ao DNA para transcrição.
• Na micrografia eletrônica, a cromatina localizada em
ambos os lados da alça, que está mais condensada,
aparece significativamente mais compacta. Isso Síntese de RNA nos puffs dos
sugere que a alça de cromatina é uma região funcional cromossomos politênicos.
Autorradio-grafia de um único
distinta dentro da estrutura geral da cromatina,
puff no cromossomo politênico
possivelmente envolvida com a regulação da de glândula salivar do inseto
expressão de genes específicos. Chironomus tentans. 79
• Expansão das Alças de Cromatina em Células Humanas:
• Em células humanas, alças de cromatina bem dobradas também se
expandem e ocupam um volume maior quando um gene nelas contido é
expresso. Este comportamento é visualizado em microscopia de
fluorescência.
• As regiões cromossômicas que estão inativas (quiescentes) e que
possuem entre 0,4 a 2 milhões de pares de nucleotídeos podem aparecer
como pequenos pontos compactos no núcleo durante a interfase.
• No entanto, quando os genes nesses pontos são ativados, a mesma região
de DNA se expande, ocupando um território maior no núcleo e assumindo
uma forma alongada e perfurada. Essa expansão está associada à
expressão gênica, já que a cromatina precisa se descondensar para
permitir a transcrição. 80
Durante a interfase, a maioria da cromatina está condensada,
especialmente nas regiões onde os genes não estão sendo
expressos. Isso permite que o DNA ocupe um volume
compacto e, ao mesmo tempo, proteja as regiões não ativas de
uma exposição desnecessária, mantendo o controle sobre a
transcrição gênica.

81
O glóbulo fractal é uma organização de cromatina que mantém a máxima compactação possível sem
perder a capacidade de ser descondensada ou condensada conforme necessário. Isso é crucial porque,
mesmo estando em uma forma altamente compacta na maior parte do tempo, a cromatina ainda precisa
ser capaz de se descondensar para que a transcrição gênica ocorra quando necessário.
A flexibilidade do glóbulo fractal permite que a cromatina seja dinâmica. Quando a célula precisa
expressar um gene, as regiões relevantes do DNA se descondensam, enquanto outras áreas podem
permanecer compactas, preservando a organização e a funcionalidade do genoma.
82
Movimento da Cromatina e Expressão Gênica
• A posição de um gene no núcleo pode
se alterar quando ele está altamente
expresso. Isso significa que a
cromatina relacionada a esse gene
pode se mover para áreas diferentes
dentro do núcleo, fora do seu território
cromossômic habitual.
• Quando a expressão gênica é alta, a
região do cromossomo que contém o
gene pode ser visualizada saindo de
seu território cromossômico, como uma
alça distendida. Este movimento pode
ser observado em experimentos com
microscopia de fluorescência.
83
Subcompartimento no núcleo
• Ambientes distintos sem membranas que aceleram
reações bioquímicas.
• Nucléolo:Principal estrutura subnuclear.
• Local de formação das subunidades ribossômicas e
outras reações especializadas.
• Outras estruturas:
• Corpos de Cajal e Grânulos de Intercromatina:
Facilitam síntese de RNA e processos relacionados
à expressão gênica. 84
Compartimentalização sem Membranas

85
Cromossomos mitóticos
• Esses cromossomos normalmente são
recobertos por várias moléculas,
incluindo grandes quantidades de
complexos proteína-RNA.
• removido o complexo proteína-RNA,
cada cromátide pode ser vista, em
microscopia eletrônica, como alças
organizadas de cromatina que emanam
de uma estrutura central
86
Experimentos de hibridização de DNA
para detectar sequências específicas
de DNA demonstraram que a ordem
das características visíveis ao longo
de um cromossomo mitótico reflete,
grosseiramente, a ordem dos genes
dispostos nessa molécula de DNA.

87
Figura 4-61 Compactação da
cromatina. Este modelo mostra
alguns dos muitos níveis de
compactação da cromatina, pos-
tulados para explicar a estrutura
altamente condensada do
cromossomo mitótico.

88

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