Aula 1 - Contribuições
Indígenas arquitetura
Brasileira
Profª.Msc. Marielle Pereira IPHAN/UNESCO
Habitação indígena
• Empreendimento arquitetônico coletivo;
• Concepção arquitetônica – sabedoria tradicional;
• Símbolo da comunidade;
As formas das casas variam segundo os costumes de cada grupo: podem ser
circulares, retangulares, pentagonais, ovais...O formato das aldeias também muda de
acordo com o povo. O contato com os não índios influenciou em muitas mudanças
ocorridas tanto no formato de aldeias e casas, quanto no material utilizado para a
construção em algumas sociedades indígenas.
Oca
• É uma das mais comum habitação indígena, principalmente
entre os índios da família tupi-guarani. Consiste em uma
grande cabana, feita com troncos de árvores e cobertas
com palha ou tranco de palmeira. Na oca, podem viver
várias famílias de uma mesma tribo.
Maloca
• Tipo de cabana comunitária usada pelos indígenas da região
amazônica (principalmente do Brasil e Colômbia). Cada tribo
desta região possui este tipo de habitação com
características específicas.
Taba
• Habitação indígena menor que a oca. Também de origem tupi-
guarani, é um termo mais usado pelas tribos da Amazônia. Nesta
região também serve para designar aldeamento indígena.
Tapera
• Em tupi, a palavra tapera significa "aldeia extinta". Portanto, uma
tapera é um conjunto de habitações indígenas que foi abandonado
pelos índios que ali viviam. A tapera geralmente encontra-se em
ruínas e ocupada por mato.
Opy
• É uma espécie de casa de rezas
dos índios. Servem também
para a realização de festas
religiosas e rituais sagrados.
• Pára ventos de galhos e palhas fincados no chão e
vergados sobre uma vara para proteger contra
uma chuvarada
• Botocudos de Minas.
• “ Botocudo é indígena da tribo dos botocudos, de Minas Gerais, Espírito Santo
e Bahia (Aimorés), a qual usava botoque, e cuja língua, antigamente
considerada como Je, é hoje tida como isolada” Aurélio Buarque.
• Taperis de folha de sorocaba armados de
improviso pelos Guarás do Maranhão.
• Toldos feitos de com grandes esteiras de canas de piripiri
com que os índios do pantanal armavam suas barracas.
• Ranchão em forma de sela fechado
lateralmente dos Karajás da Ilha do
bananal;
• A tribo dos índios Karajás ocupam as
margens do rio Araguaia, e
desenvolveram uma forma de aldeia
ainda mais complexa.
Construíam casas com estrutura
reforçada, constituídas por 3 arcos
paralelos, cada um formado por um
par de pilares fincados no chão, e
vigas para que possam ser
amarradas, em suas extremidades,
na cumeeira. Os Karajás antigos já
costumavam fazer suas casas no
formato retangular.
Enormes pára ventos dos Yanomani
montados em círculo com paredes de até
15m, fortemente inclinadas para dentro e
em geral deixando aberto todo um lado;
Habitação
tubular aberta
na lateral, dos
Kayuá do sul do
Mato Grosso
Galharia
sustentada
numa vara
transversal dos
índios XoKleng
de Santa
Catarina.
Casa colméia
dos
Wapixana
Grandes construções de base circular e
teto cônico dos Makuxí
• Malocas do xingu com 25 m de comprimento
por 10 de largura e 7 de altura, armadas como
grandes cestos cupulares de varas verdes e
palmas sobre uma base elíptica e sustentada
de várias colunas, as vezes ajudadas por
pilares transversais;
Maloca Alto Xingu
• Linha quadrangular nos dá tanto casas
medianas de 15m por 5, de duas águas,
cobertas de palmas, dos Kaapor do Gurupi,
como as imensas construções do Baniwa do
rio negro, que atingiam 45 m de comprimento
por 14 de largura e 12 de altura, podendo
abrigar centenas de pessoas. São as maiores
edificações elaboradas pelos índios do Brasil.
Construção das malocas...
• Elas ocupa a comunidades por vários meses
• Motivações cerimoniais com necessidade de
mudança do grupo para outro sítio em razão
do esgotamento de terrenos para pesca, caça
e coleta.
• Empreendimento que exige meses de trabalho
exaustivo
Importância artística
• Painéis de decoração pictórica
• 60 cm de largura e cobria toda a extensão de
mais de 20m de casa, era pintado com o que,
para nós, são triângulos, losango e retângulos na
forma estilizadas através das quais, para os
xinguanos, elas figuram ulurís, peixes e morcegos.
Algumas vezes eram pintados com riscos negros
esverdeados de jenipapo sobre o fundo branco
de tabatinga. Outras vezes com listas amarelas e
brancas sobre o fundo negro de fuligem.
Casas de flautas das aldeias xinguanas
• Casa dos artistas
• Somente homens têm entrada (paramentália
cerimonial)
Aldeias Apalaí e Urukuiana do rio Jari
• Pintura decorativa das casas
• Rodas cortadas transversalmente de troncos de
madeira que podem alcançar 1 m de diâmetro,
para serem postas como remate no poste central
da suas malocas circulares, pintadas como os
painéis mais policromados de quantos já se
registraram no Brasil. Sua figuras, provavelmente
simbólicas, geométrico, são pintadas com tinta
preta, branca, amarela, vermelha e até azul sobre
o fundo negro carbonizado da grande roda.
Se você olhar as aldeias wajãpi, vai
perceber que nem sempre elas se
Wajãpi
parecem umas com as outras, pois não
possuem um desenho padrão. As casas
parecem distribuir-se sem nenhuma
ordem, mas um olhar mais atento
percebe que elas se organizam em
conjuntos que correspondem a grupos
de parentes. No geral, todas as aldeias
são formadas por roças e pátios, que
são os locais onde são construídas as
casas. Uma aldeia tanto pode ter um
único pátio com poucas casas ao redor,
quanto vários pátios, isso depende das
relações estabelecidas entre as famílias
que costumam morar próximas umas
das outras.
As casas podem ser de dois tipos, e isso
depende se a ocupação é temporária ou
permanente. Nos acampamentos
Wajãpi
temporários, construídos durante as
expedições de caça, por exemplo, a casa é
mais simples, pois há somente o espaço
necessário para cobrir as redes. Esse tipo
de casa é também construído perto das
roças para acolher a mãe e o filho recém-
nascido ou perto das casas permanentes,
para servir de cozinha.
As casas permanentes têm um tamanho
variado, mas seguem um padrão tradicional:
com estruturas de madeira, base retangular e
cobertura de palha. Atualmente há casas mais
parecidas com a dos não índios: com portas,
fechaduras e divisões internas feitas de
alvenaria. As redes são amarradas no centro da
casa e o fogo fica sempre aceso em uma de
suas extremidades. Os alimentos são
preparados fora da casa, na "casa-cozinha" ou
ainda em um fogo do lado de fora.As
atividades feitas no interior das casas
normalmente são as refeições e o descanso,
sempre em família. Em algumas ocasiões, eles
se reúnem na praça da aldeia, separados
sempre entre homens e mulheres, para
refeições coletivas ou para fazer suas festas.
Novos tempos....
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No Tocantins... pesquisar
• Aldeia Xerente
• Aldeia Apinajé
• Indíos Javaé
• Aldeia Karajás
• Aldeia Krahô
• Aldeia Pankararu
Para
aprofundar....