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Crônica Jornalística

Patrícia Leite Di Iório

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Crônica:
um lugar de memória

 Crônica (Krónos) - modalidade escrita


que acompanha a sucessão dos fatos
no tempo.
 Como um gênero híbrido, pois ele
transita entre a literatura e o
jornalismo, ora acompanhando os
fatos no tempo presente, ora
resgatando-os do passado pelas
reminiscências do escritor.
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Crônica - história
 No início da era cristã, a
crônica se limitava ao
registro dos eventos, sem
caráter interpretativo.
 Na Idade Média, adquiriu o
cunho de documento.
 A partir do Renascimento,
os temas passaram da mera
descrição, ou da narração
objetiva, para a reflexão
que o cronista faz sobre o
fato.

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Crônica - leitura
 envolvemo-nos, pelo prazer da leitura e proximidade
com o gênero, o que nos permite ampliar nosso
universo de conhecimento, pois somos instigados à
interpretação, e, assim, avançamos como leitores:
 envolvemo-nos, pelo prazer da leitura e proximidade
com o gênero, o que nos permite ampliar nosso
universo de conhecimento, pois somos instigados à
interpretação, e, assim, avançamos como leitores:

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 a realidade dos fatos tratados numa
contemporaneidade por nós vivida estimula, ao
mesmo tempo, a busca da coerência do texto
organizado bem como o estabelecimento de uma
interação social e, assim, realizamos uma leitura que
se apóia numa análise do discurso entendida como
ação social permanente e também concentrada na
ordem e organização.
 permite ao leitor trilhar caminhos cujo contexto se
compreende de diversas formas, seja pela sintaxe,
pela semântica, pela estilística e pela retórica, seja
pelo gênero crônica, definido entre a argumentação e
a narração sobre fatos do cotidiano e um pouco mais.
 abre perspectivas para a formação do leitor crítico,
permitem-nos explicitar nossos objetivos, que são os
de buscar na reflexão sobre o gênero crônica
estratégias que orientem o leitor na construção do
sentido do texto lido e, assim, contribuir para o ensino
da leitura em cursos universitários.

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Crônica: Considerações Gerais

 No que se refere à linguagem, o autor chama-nos a atenção


para dois fatos: um, de que a crônica, ao ser escrita sempre
em primeira pessoa, desencadeia um diálogo, instaurando
uma conversa imaginária entre autor e leitor; outro, de que
a crônica, escrita num estilo que oscila entre o formal e o
informal, marca-se por construções não rebuscadas, o que a
torna mais próxima da vida real.
 No que se refere ao conteúdo tratado, Moisés destaca os
temas cotidianos e a efemeridade dos mesmos, ao contrário
do romance, por exemplo.
 concepções, acrescida, ainda, de uma outra – a de que o
cronista relaciona estreitamente a linguagem objetiva do
jornalismo com a subjetividade explícita da criação literária,
reforça nossa crença de que ela atrai o leitor, permitindo-lhe
que ultrapasse a linearidade do texto.

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 é um gênero que chega ao leitor com a força da linguagem coloquial e, por
isso, registra a vida em seu movimento e nos seus fazeres. O cronista é e
continuará sendo um historiador do cotidiano, grande comunicador das
nuances, do grotesco, do inútil, das diferenças e permanências que estão nos
espaços da vida dos seres humanos, nas suas dores, nos seus instantes, nos
seus sonhos. Assim, a vida é, por si só, uma crônica. (Tonelli, 2004)
 O cronista é um observador de seu tempo – já que apresenta sua visão da
sociedade que o cerca – e, também, que ele escreve não com a intenção de
informar sobre os acontecimentos cotidianos, mas sim com a intenção de
conduzir o leitor a uma reflexão sobre eles, chegamos a mais duas estratégias
de leitura na direção de uma leitura crítica
 ... é um comentarista ou colunista que elabora a linguagem literariamente e
lhe dá transcendência [...]. O cronista é um jornalista a quem é permitido falar
na primeira pessoa. Mas esse ‘eu’ é um ‘eu’ de utilidade pública, como o ‘eu’
do escritor. No espaço da crônica há uma troca de intersubjetividade.

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Quais estratégias podem orientar a leitura da
crônica, para que o leitor realize um trabalho
de construção de sentido do texto?

 - a identificação da conversa imaginária entre autor


e leitor, do diálogo que se instaura, tanto pelas
marcas lingüísticas de uso da primeira pessoa,
quanto pelo tema desenvolvido – sua efemeridade e
proximidade do cotidiano.
 - a identificação de índices que levem à avaliação da
realidade pelo cronista;

 a identificação de índices de intertextualidade, que


permitem ao leitor ampliar seu universo de
interpretação.

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Agora, escreva sua crônica. Não
se desespere se não tem,
ainda, um tema: observe as
pessoas ao seu redor, lembre
de um fato ocorrido no
caminho para a Unicsul.
Lembre-se: escrever bem
necessita de prática. Escreva!

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