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A MORAL SEXUAL REPRESSIVA

Robson Y. Yamada
Psicólogo CRP 08/14815
A Irrupção da Moral Sexual Repressiva

Reich publica o livro em 1931.

Utiliza como referência os escritos do antropólogo


Bronisław Malinowski.

Moral trata-se de um conjunto de valores, normas


e noções sobre o que é certo ou errado, proibido e
permitido, dentro de uma determinada sociedade.
Os Trobriandeses
Os Trobriandeses

Sexualidade afirmativa e livre até o casamento.

Comunismo Matriarcal Primitivo.

Potentes orgasticamente. Livres de neuroses e perversões.


A Potência Orgástica
Vida sexual ativa?
Capacidade de abandonar-se, livre de quaisquer inibições, ao fluxo de energia
biológica; a capacidade de descarregar completamente a excitação sexual
reprimida, por meio de involuntárias e agradáveis convulsões do corpo.
Acrescenta que a convulsão bioenergética involuntária do organismo e a
completa solução da excitação são as características mais importantes da
potência orgástica.
A introdução da moral sexual repressiva.
Interesse Econômico, mecanismo do dote.

Casamento entre primos como bom casamento.

Passagem para o patriarcado.


Produção e Reprodução da Moral Sexual
Repressiva
Rituais da Adolescência.

Repressão na mais tenra infância.

“O conflito inicial entre um ego sexual e um ambiente hostil à sexualidade evolui


para um conflito entre um ego que teme o castigo e um ego conscientemente
desejoso de satisfação sexual, e evolui finalmente para uma situação
(transitória) estável caracterizada por um ego moral que permanentemente
suprime os impulsos sexuais reprimidos. O ego, que anteriormente se
encontrava em um estado de prazer permitido, passa à recusa da sexualidade a
ao moralismo. A moral da sociedade reproduziu-se a si mesma no indivíduo.”
(p.174)
Familia Autoritária e Casamento
Monogâmico Indissolúvel

Família como espaço de reprodução da moral sexual restritiva.

Casamento como sustentáculo do patriarcado.


O sujeito de três camadas
Três níveis diferentes da estrutura biopsíquica:

O cerne biológico: honesto, trabalhador, cooperativo que ama e, tendo motivos,


odeia.

Segundo nível de caráter intermediário: impulsos cruéis, sádicos, lascivos,


sanguinários e invejosos. Inconsciente freudiano. Impulso secundário.
“fascismo é a atitude emocional básica do homem oprimido da civilização
autoritária da máquina, com sua maneira mística e mecanicista de encarar a
vida.” W. Reich – Psicologia de Massas do Fascismo.

Nível superficial da personalidade: comedido, atencioso, compassivo,


responsável, consciencioso. Porém sem contato com o cerne biológico.
A restrição da sexualidade somente serve para restringir nossa
vitalidade e nossa potência para uma sociedade justa e democrática e a família
autoritária é o principal instrumento de perpetuação de uma atitude submissa
perante a um grupo autoritário.

A busca por uma sociedade fraterna, com laços comunitários fortes,


que respeita a individualidade de cada sujeito, democrática, afetuosa e
culturalmente avançada passa pelo combate da moral sexual repressiva.