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Sexualidade Vitoriana e Repressão

1) O documento discute a sexualidade na era vitoriana, argumentando que ela não era tão reprimida quanto se pensava, com evidências de literatura e publicações eróticas clandestinas. 2) É analisada a medicalização e psiquiatrização da sexualidade nessa época através de diagnósticos e manuais. 3) Foucault é citado defendendo que a sociedade ocidental está obcecada em descobrir a verdade sobre o sexo e a genitalidade como forma de conhecer a própria verdade.
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Sexualidade Vitoriana e Repressão

1) O documento discute a sexualidade na era vitoriana, argumentando que ela não era tão reprimida quanto se pensava, com evidências de literatura e publicações eróticas clandestinas. 2) É analisada a medicalização e psiquiatrização da sexualidade nessa época através de diagnósticos e manuais. 3) Foucault é citado defendendo que a sociedade ocidental está obcecada em descobrir a verdade sobre o sexo e a genitalidade como forma de conhecer a própria verdade.
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Grupo de Estudos

Foucaultzinho do
Cerrado
1 º E N CON T RO 30 D E MAI O D E 2020
CICLO 1 H IS TÓ RI A D A S E X U AL I DA D E I – A V O NTAD E D E SA BER
NÓ S , VI TO RI AN O S?
PR OF. GU ILHERME D E FR EITA S LEA L
Nossos textos
1) Nós, victorianos

2) O Ocidente e a verdade do sexo


A época vitoriana
Século XIX
Segunda Revolução Industrial
Literatura: Charles Dickens (Oliver Twist) ; George Eliot (Middlemarch) ;Thomaz
Hardy (Jude, the obscure; Um par de olhos azuis)
Teatro: Oscar Wilde (O Retrato de Dorian Gray)
Arquitetura: movimento neogótico
Supremacia inglesa no mundo
Valores conservadores da burguesia comercial
Nós, reprimidos?
•A burguesia vitoriana: a família com suas noites monótonas encerram a
sexualidade.
•A sexualidade muda-se para dentro da casa.
•O casal, legítimo e procriador, dita a lei do sexo, impõe-lhe o modelo.
•O sexo se limita ao quarto dos pais, em todos os outros lugares, ele se esconde,
se nega, se reduz, recai no silêncio.
•As crianças, os anormais, os idosos não tem sexo.
•Desaparecimento, condenação, silêncio, inexistência.
A clandestinidade do sexo?
My Secret Life >
◦ 4.000 páginas em 11 volumes ;
◦ 1ª impressão teve somente 25 cópias;

MARCUS, Steven. The other victorians. Um estudo de sexualidade e pornografia na


metade do século XIX.
◦ O capítulo final propõe uma teoria geral da pornografia enquanto um fenômeno
sociológico
1ª Linha: Interesse Entomológico
Medicina:
◦ Urologista
◦ Ginecologista
◦ Corpo-delito

Psiquiatria:
◦ Manual de Diagnóstico e Estatística dos Transtornos Mentais - (DSM-IV)
◦ Transtorno de Desejo Sexual Hipoativo; de Aversão Sexual; de Excitação Sexual; de Excitação Sexual
Feminina; Erétil Masculino; Orgásmico Feminino; Orgásmico Masculino; de Dor Sexual; de
Personalidade de Genêro;
◦ Parafilias: Exibicionismo; Fetichismo; Pedofilia; Masoquismo; Sadismo; Frotteurismo; Escatologia
Telefônica; Zoofilia; Coprofilia; Urofilia; Clismafilia;
2ª Linha: a Verdade do Prazer
Libertinagem (Práticas)>
◦ Tickling; Huming; King Out; 9 movimentos; Postillonage; Splosh; Dogging; Petting; Squirt;
O pano; O beijo de Singapura; Bondage; Fisting; Kokigami.
◦ Morte autoerótica
◦ Catena
◦ Pseudolismo
◦ Ligerastia: os dark-room
◦ As casas de banho/sauna
2ª Linha: a Verdade do Prazer
Literatura Erótica (Apreciações)>
◦ Livros; Estátuas; Revistas; Vídeos;
◦ Pornografia virtual > Sexo é o assunto mais buscado na internet (1/3 é relacionado à
foto, vídeo ou bate-papo de conteúdo relacionado a sexo)
◦ Com o termo ‘pornography’ = 1 milhão e 400 mil páginas no Google
◦ Com o termo ‘studies on pornography’= 67 mil sites
◦ Nessa hora tem 125 mil estadunidenses navegando em site pornô.
◦ Site mais visto na internet: Xvídeos; 360 milhões de acessos mensais; 43º site mais
acesso do mundo; são carregados por dia 2 mil vídeos
3ª Linha: a análise atenta
Penitência
◦ Religião: o controle
◦ Família: o limite
◦ Escola: a disciplina

Exame de Consciência
◦ Psicanálise; Psicologia/Terapias: o segurar de espelhos

◦ Autoreflexões: o dobrar sobre si para se ver

◦ Obs: a arte erótica


O Ocidente e a verdade do sexo (p.3)
“Mais do que uma sociedade dedicada à repressão do sexo, eu veria a nossa
dedicada à sua ‘expressão’.”
“o Ocidente obstinado a arrancar a verdade do sexo”.
“Vontade de saber a tal ponto imperiosa, e na qual estamos tão envolvidos,
que chegamos não somente a buscar a verdade do sexo, mas a perguntar-lhe
(à nossa genitália) sobre nossa própria verdade.”
“É ele (o sexo/a genitália/o sexual) quem deve dizer-nos o que é feito de nós”.
“Estamos numa sociedade do sexo que fala”.
Vontade de Saber> a produção discursiva com efeitos de poder e de
hermenêutica de si.
Referências Bibliográficas
FOUCAULT, Michel. História da Sexualidade I: A Vontade de Saber. Tradução de
Maria Thereza da Costa Albuquerque e J. A. Guilhon Albuquerque. Rio de Janeiro:
Edições Graal, 1988.

FOUCAULT, Michel. O Ocidente e a Verdade do Sexo. In: Ditos e Escritos, volume IX:
Genealogia da Ética, Subjetividade e Sexualidade; organização, seleção de textos e
revisão técnica Manoel Barros da Motta; tradução Abner Chiquieri. Rio de Janeiro:
Forense Universitária, 2014a, p.1-6.

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