O Estatuto Moral
dos Animais
Nomes: Alexandra Peixoto, Carolina Esteves
Introdução:
Serão
Ao longo do tempo, o Homem tem ososanimais
usado animais para seu próprio benefício,
como, por exemplo, para entretenimento, alimentação e vestuário.
dignos de estatuto
Na nossa infância ensinaram-nos quemoral?
os animais são os melhores amigos do
Homem. Será que os temos tratado dessa forma?
Introdução:
Este é um problema que tem de ser bem refletido, pois, embora os animais não
sejam portadores de racionalidade, sem eles não há equilíbrio nos ecossistemas.
Ao longo deste trabalho vamos provar que sim, os animais têm estatuto moral!
Desenvolvimento:
Existem 3 perspetivas para este problema:
Estatuto
moral
Perspetiva
dos
animais Perspetiva
tradicional
contemporânea
Perspetiva
utilitarista
Desenvolvimento:
Perspetiva tradicional:
Esta perspetiva diz que os animais não têm qualquer tipo de estatuto
moral, que eles existem só para o benefício do Homem, isto é, que os
animais servem para entretenimento, vestuário, alimentação, ciência,
etc. Alguns filósofos que defendiam esta tese são Aristóteles e Kant.
Segundo esta perspetiva, os seres humanos têm uma posição especial
na hierarquia moral pela sua racionalidade e capacidade de tomar
decisões conscientes, logo, os animais são recursos e propriedades dos
seres humanos (especismo).
Desenvolvimento:
Perspetiva tradicional:
Kant defendia que os animais podiam ser usados para testes
experimentais, pois adquiria-se conhecimento, mas não para
entretenimento, ou seja, defendia que só se podia maltratar os animais
caso fosse para o bem da ciência.
“Os animais não têm consciência de si e existem apenas como meio
para um fim. Esse fim é o Homem”- Immanuel Kant
Desenvolvimento:
Objeções:
Tradicional:
• Esta perspetiva tem como base o especismo, ou seja, uma
espécie é superior a outras, neste caso, a espécie superior
é o Homem.
• Se os animais existem para servir o Homem, porque
evoluem?
• A racionalidade não deve ser o único critério a definir o
estatuto moral.
• Esta perspetiva não tem em conta o facto dos animais
possuírem dor, sofrimento e prazer.
• Críticos argumentam que essa perspetiva é antropocêntrica
e injusta.
Desenvolvimento:
Perspetiva Contemporânea:
Esta perspetiva defende que não há diferenças entre o estatuto moral
dos animais e o estatuto moral do ser humano, logo, não os
deveríamos usar para nosso benefício, ou seja, para além de não os
usar para nossa diversão, também não os poderíamos usar para a
nossa alimentação.
Consequentemente, tornar-nos-íamos vegetarianos e não deveríamos
ter animais de estimação, pois estaríamos a “prendê-los” num sítio
onde eles não querem estar.
Desenvolvimento:
Objeções:
Contemporânea:
• De acordo com esta tese, matar qualquer tipo de animal é a
mesma coisa que matar um ser humano, quer estes sejam
moscas, baratas, ratos, arranhas, etc.
• É difícil cumprir os direitos todos (como, por exemplo, todos
se tornarem vegetarianos).
• Consideramos esta perspetiva extremista, tendo em conta o
exagero dos seus argumentos.
Desenvolvimento:
Perspetiva Utilitarista:
Esta perspetiva defende que os animais têm estatuto moral pois são
seres sencientes, ou seja, são seres, como nós, humanos, capazes de
sentir/ter sensações.
Além disso, é um meio termo, porque ela diz que não deveríamos usar
os animais para nossa diversão, como por exemplo, nos circos, jardins
zoológicos, touradas, espetáculos, oceanários, lutas, peles e caça, etc.,
mas ao contrario da outra, diz que podemos usá-los para nossa
alimentação, desde que os matadouros utilizassem formas mais
humanas. Também defende que podemos ter animais domésticos
desde que lhes demos certa liberdade e que não os deixemos presos
num canto.
Desenvolvimento:
Objeções:
Utilitarista:
• Nesta perspetiva também é mau matar os animais sejam
eles quais forem, mas não é tão grave como na perspetiva
contemporânea.
Desenvolvimento:
“Dor é dor seja ela minha ou de qualquer
animal” – Peter Singer
“Podemos julgar o coração de um Homem pela forma
como ele trata os animais”- Immanuel Kant
“O Homem quando é animal, é pior
que o animal” – Tagore
“Se matadouros tivessem paredes de vidro, todos
seriam vegetarianos” – Paul McCartney
Conclusão:
Em suma, concluímos que sim, os animais têm estatuto moral, e nós
apoiamos a Perspetiva Utilitarista. Esta é um meio termo, pois não devemos
usar os animais para nossa diversão, mas podemos usá-los para
alimentação desde que os matadouros utilizassem uma forma mais digna.
Escolhemos esta perspetiva porque é errado usar o sofrimento dos animais
para nossa diversão, como apoia a perspetiva tradicional, e porque não
achamos que fosse necessário tornarmo-nos vegetarianos visto que o ser
humano é um ser omnívoro, ou seja, ingere produtos de origem animal e
vegetal.
Bibliografia:
Ensaio Filosófico - Ensaio Filosófico “O estatuto moral dos animais” Cabeceiras de Basto 3 de junho -
Studocu
[Link]
O estatuto moral dos animais e o problema da substituibilidade ([Link])
Ética Animal – Uma introdução – Animalogos
O sofrimento e a morte dos animais dentro dos matadouros - ANDA
Estatuto Moral dos Animais Não Humanos - NotaPositiva
Trabalho de filosofia ([Link])
[Link]
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[Link]
[Link]
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[Link]
A crueldade do ser humano é tão grande, que faz um animal
sofrer desta forma só para seu divertimento