Estoques
Conceito
Objetivo do Custeio
Indicadores de Desempenho
Cobertura dos estoques
Funções
Sazonalidade
Fatores que afetam os
estiques
Categorias
Objetivos e Políticas
Juliana Villas Bôas
Avaliação
Custeio da Produção/Vendas
Karen Vieira
Armazenagem de Materiais Maithe Vazquez
Localização de Depósitos Mariama Poppe
Priscilla Gondim
Estoques
Os estoques podem ser entendidos, de forma generalizada, como uma certa
quantidade de itens mantidos em disponibilidade constante e renovados,
permanentemente, para produzir lucros ou serviços. Lucros, provenientes das
vendas, e serviços, por permitir a continuidade do processo produtivo das
empresas. Representam uma necessidade real em qualquer tipo de organização
e, ao mesmo tempo, uma fonte permanente de problemas, cuja magnitude é
função do porte, da complexidade e da natureza das operações, da produção
ou das vendas.
O gerenciamento de estoques é um ramo da administração de empresas que
está relacionado com o planejamento e o controle de estoques de materiais ou
produtos que serão utilizados na produção de bens e serviços.
Conceito
Conjunto dos itens materiais da empresa que:
São mantidos para venda futura;
Encontra-se em processo de produção;
São correntemente consumidos no processo de produção de
produtos ou serviços a serem vendidos.
A avaliação de estoques foi a primeira das aplicações gerenciais
da Contabilidade de Custos, foi para resolvê-las que
procedimentos típicos de análise e apuração de custos
começaram a ser desenvolvidos.
Conceito
Ativos considerados estoques:
Mercadorias para comércio ou produtos acabados (matéria-
prima e mercadorias mantidas para venda);
materiais para produção (materiais comprados com a intenção
de incorporá-los ao produto final através do processo produtivo);
materiais em estoque não destinados à produção normal,
chamados também de indiretos, auxiliares ou não produtivos
(itens fisicamente não incorporados ao produto final, como
ferramentas, material de limpeza e segurança);
produtos em processo de fabricação ou elaboração (que inclui
material direto, mão-de-obra direta e custos gerais de fabricação)
– devem refletir o custo atual dos produtos em processo;
custo das importações em andamento referente a itens de
estoque.
Objetivos do Custeio
O maior objetivo do custeio do estoque é a determinação de
custos adequados às vendas, de forma que o lucro apropriado
seja calculado.
Em adição ao fator lucro, existe um número de outros fatores
que influenciam as decisões relativas à seleção dos métodos de
custeio de estoque, são eles:
aceitação do método pelas autoridades do Imposto de Renda;
a parte prática da determinação do custo;
objetividade do método;
utilidade do método para decisões gerenciais.
INDICADORES DE DESEMPENHO
Giro de estoque
Corresponde ao número de vezes em que o estoque é consumido totalmente
durante um determinado período (normalmente um ano).
Giro de estoque = vendas anuais ($)
estoque médio ($)
ou
Giro de estoque = vendas anuais (unidades)
estoque médio (unidades)
Cobertura de estoque
A cobertura de estoque está relacionada à taxa de uso do item e baseia-se no
cálculo da quantidade de tempo de duração do estoque, caso este não sofra um
ressuprimento.
Cobertura de estoque = estoque médio (unidade)
demanda (unidade)
Acurácia de estoque
A acurácia de estoque é determinada pela relação entre a quantidade física
existente no armazém e aquela existente nos registros de controle.
Acurácia = quantidade física X 100
quantidade teórica
FUNÇÕES DE ESTOQUES
A formação do estoque está relacionada ao desequilíbrio existente entre a
demanda e o fornecimento.
Tipos de Estoques:
Estoque de antecipação:
• Aplicado para produtos com comportamento sazonal de demanda.
Ex.: Fabricantes de sorvetes, ovos de Páscoa, calendários, equipamentos de ar-
condicionado, roupas de inverno ou verão.
• Enfrentam condições diferenciadas de demanda.
• Normalmente, as organizações não dimensionam os recursos para atender aos
picos de demanda. Portanto os estoques são feitos previamente e consumidos
nos momentos de pico.
Sazonalidade
O conceito de sazonalidade está ligado às ocorrências não constantes
de um determinado período. As empresas enfrentam problemas
bastante sérios com o desequilíbrio entre a demanda e o fornecimento.
Estoque de flutuação ou estoque de segurança
A função do estoque de segurança é proteger a empresa contra imprevistos na
demanda e no suprimento.
Estoque por tamanho de lote ou estoque de ciclo
O estoque de ciclo existe quando os pedidos exigem um lote mínimo de produção
ou venda normalmente maior que a quantidade para satisfazer uma demanda
imediata.
Estoque de proteção (hedge)
O objetivo é proteger-se contra eventualidades que envolvem especulações de
mercado relacionadas às greves, ao aumento de preços, à situação econômica e
política instáveis, ao ambiente inflacionário e imprevisível.
Estoque em trânsito ou estoque no canal de distribuição:
Esse tipo de estoque corresponde à movimentação física de materiais e produtos.
FATORES QUE AFETAM O ESTOQUE
Sazonalidade e variação de demanda:
Os produtos sazonais têm um comportamento extremamente particular e
apresentam um fluxo logístico complexo. Além disso, existem produtos cuja
demanda não é sazonal, mas apresentam em sua composição ingredientes
sazonais.
Diversidade ou variedade de produtos:
Quanto maior a diversidade de produtos maior é a fragmentação e portanto,
maior é o tempo necessário para a preparação.
Tempo de vencimento ou período de vigência ou validade:
A validade do produto é fator preponderante e fundamental na tomada de decisão
para a formação de estoque. Produtos com período de validade curtos não
podem ter estoques elevados, uma vez que se tornarão obsoletos em um curto
espaço de tempo.
Tempo de produção:
Quanto maior o tempo de produção e atividades a ele relacionadas por unidade,
maior a tendência na formação de estoques.
CATEGORIAS DE ESTOQUE
As categorias de estoques estão vinculadas ao fluxo de material e à forma em
que pode ser encontrado nas diferentes etapas do processo.
Matéria-prima:
São os itens comprados ou extraídos que sofrem transformação durante o
processo produtivo.
Produto em processo:
Refere-se ao produto em seus diferentes estágios nos processos de fabricação.
Produto semi-acabado:
São aqueles que ficam armazenados, aguardando operações adicionais que os
adaptem para diferentes usos.
Produto acabado:
São os produtos em que todas as operações de manufatura foram realizadas e
completadas, incluindo os testes finais e a respectiva aprovação pelo controle de
qualidade.
Estoque de distribuição:
Corresponde ao item já inspecionado e testado, transferido ao centro de
distribuição por necessidades logísticas.
Estoque em consignação:
São estoques normalmente de produto acabado ou de peças de reposição de
manutenção que permanecem no cliente sob a sua guarda, mas continua sendo,
por meio de acordos mútuos, de propriedade do fornecedor até que seja
consumido.
Provisão de materiais para manutenção, reparos e operações
produtivas:
Nessa categoria entram os itens usados para apoiar as operações da
organização.
OBJETIVOS E POLÍTICAS DE ESTOQUES
A compreensão dos objetivos estratégicos da existência e do gerenciamento dos
estoques é fundamental para definir metas, funções, tipos de estoque e forma
como eles afetam as organizações em suas atividades produtivas e de
relacionamento com o mercado.
O investimento em estoques tem dois objetivos estratégicos principais:
- Maximizar os recursos da empresa
- Fornecer um nível satisfatório de serviço ao cliente ou consumidor
Avaliação dos estoques
O princípio contábil de Custo de Aquisição determina que se
incluam no custo dos materiais, além do preço, todos os outros
custos decorrentes da compra, e que se deduzam todos os
descontos e bonificações eventuais recebidas.
O método de avaliação escolhido afetará o total do lucro a ser
reportado para um determinado período contábil
Os métodos mais comuns são:
Custo médio;
Primeiro a entrar, primeiro a sair (PEPS);
Último a entrar, primeiro a sair (UEPS).
Custo Médio
Baseia-se na aplicação dos custos médios em lugar dos custos
efetivos. O método de avaliação do estoque ao custo médio é
aceito pelo Fisco e usado amplamente.
Exemplo: compra 05/01 – 20 cadernos Total R$ 200,00
compra 06/01 – 10 cadernos Total R$ 120,00
compra 10/01 – 30 cadernos Total R$ 330,00
Custo Médio
PEPS (FIFO)
Dá-se saída no custo da seguinte maneira: o primeiro que entra é o
primeiro que sai (PEPS).
À medida que ocorrem as vendas, vão sendo dadas baixas no estoque
a partir das primeiras compras, o que equivaleria ao raciocínio de que a
primeira unidade a entrar no estoque é a primeira a ser utilizada no
processo de produção ou a ser vendida.
As vantagens do método são:
Os itens usados são retirados do estoque e a baixa é dada nos
controles de maneira lógica e sistemática;
O resultado obtido espelha o custo real dos itens específicos usados
nas saídas;
O movimento estabelecido para os materiais, de forma contínua e
ordenada, representa uma condição necessária para o perfeito controle
dos materiais, especialmente quando estes estão sujeitos a
deterioração, decomposição, mudança de qualidade, etc. Primeiro a
entrar, primeiro a sair (PEPS).
PEPS (FIFO)
Utilizado em ambientes deflacionários
estoque 40 unidades a R$ 10,00 cada.
compra de mais 50 unidades por R$ 12,00, no dia 04.
venda de 30 unidades, no dia 08.
UEPS (LIFO)
O UEPS (último a entrar primeiro a sair) é um método de avaliar estoque onde o
custo do estoque é determinado como se as unidades mais recentes adicionadas
ao estoque (últimas a entrar) fossem as primeiras unidades vendidas (saídas)
(primeiro a sair).
As vantagens e desvantagens do método UEPS são :
É uma forma de se custear os itens consumidos de maneira sistemática e realista;
Nas indústrias sujeitas a flutuações de preços, o método tende a minimizar os
lucros das operações;
Em períodos de alta de preços, os preços maiores das compras mais recentes são
apropriados mais rapidamente às produções reduzindo o lucro;
O argumento mais generalizado em favor do UEPS é o de que procura determinar
se a empresa apurou, ou não, adequadamente, seus custos correntes em face da
sua receita corrente. De acordo com o UEPS, o estoque é avaliado em termos do
nível de preço da época, em que o UEPS foi introduzido.
UEPS (LIFO)
OUTROS MÉTODOS
Custo de mercado na data de entrega para consumo – itens de estoque padronizados e
comercializados em Bolsas de Mercadorias, tais como algodão, café, trigo cru, etc. São,
às vezes, apropriados à produção pelo preço de cotação na Bolsa na data de entrega
para consumo. Este procedimento substitui o custo de compra pelo custo de reposição e
tem a virtude de apropriar os itens pelo custo corrente, que é, sem dúvida, mais
significativo.
Custo de mercado ou reposição – através de um sistema pelo qual os ganhos ou perdas,
na avaliação de estoques, sejam registrados separadamente dos lucros operacionais, a
administração será informada sobre os efeitos da variação dos preços nos lucros da
empresa e sobre o valor de mercado corrente, útil na área de planejamento e na de
tomada de decisão. Um elemento-chave desse sistema é o valor de mercado (custo de
reposição) dos itens de estoque. O objetivo principal do custo de reposição é determinar
o custo de compra atual de um bem que pode estar no estoque há diversos meses,
devendo prevalecer para fins de determinação inicial do preço de venda.
JUST IN TIME
“JIT (Just in Time), na hora certa, é o método japonês de administração de
materiais que procura organizar as entregas de fornecedores nas datas em
que os materiais são necessários nas linhas de produção, visando alcançar
investimento zero em estoques ociosos” (Bowersox e Closs, 2001, p. 326).
Segundo Bertaglia (2005, p. 365), o just-in-time resume-se “basicamente em
um conjunto integrado de atividades cujo objetivo é fabricar altos volumes de
produção usando um estoque mínimo de matéria-prima, material de
embalagem, estoques intermediários e produtos terminados”.
Para Arnold (1999, p. 450), “a produção JIT é definida de várias formas, mas
a mais popular delas é a eliminação de todo desperdício e a melhoria
contínua da produtividade”.
A filosofia do just-in-time visa evitar a manutenção de estoques e,
conseqüentemente, todos os seus problemas associados, através da
execução das atividades de manufatura de forma mais freqüente e em lotes
menores. O fornecedor investe mais em manuseio e transporte e menos em
lotes de reposição. Neste novo cenário a informação exerce papel
fundamental, pois ela substitui os estoques. E é através dela que a
organização consegue manter o nível de serviço, mesmo reduzindo os
estoques.
Custeio da Produção/Vendas
O custo de produção é o custo associado às unidades
produzidas; é o custo que se pode considerar como
"amarrado" às unidades produzidas, é através dele que
transferimos valores das contas de produtos em
processo de fabricação para as de produtos acabados.
O custo de vendas é quando ocorre a saída dos
produtos acabados, reflete o custo dos produtos
vendidos ou reflete o custo das mercadorias vendidas
(CMV) quando se tratar de operações comerciais.
ARMAZENAGEM DE
MATERIAIS
A atividade de armazenagem tem como principal objetivo a manutenção do
produto em face da incerteza, e é fundamental na garantia do atendimento ao
cliente no prazo solicitado.
Armazenagem diz respeito à gestão do espaço para manter estoques e envolve
questões de localização, dimensionamento de área, arranjo físico e configuração
do armazém.
Armazenagem e manuseio de materiais são componentes essenciais do conjunto
de atividades logísticas.
ESTOQUE ARMAZENAGEM
As empresas não conseguem sobreviver com estoque zero. Pois a demanda não
pode ser prevista com precisão.
LOCALIZAÇÃO DE DEPÓSITOS
A decisão sobre a localização do espaço físico deve ser feita em dois níveis:
- Um armazém deve ser localizado com referência aos outros depósitos do
sistema logístico.
- Após a definição da região geográfica, um determinado bairro ou distrito
industrial deve ser escolhido.
FUNÇÕES DE ARMAZENAGEM
- Abrigo de produtos
- Consolidação
- Transferência e Transbordo
- Agrupamento
Dicas para o bom
gerenciamento de estoques
5) Mantenha os estoques organizados;
6) Faça verificações periódicas entre os registros e o
físico, ou seja, o que está realmente armazenado no
estoque;
7) Não demore para atualizar os dados no sistema;
8) Cuidado com lançamentos indevidos, como a falta de
entradas ou saídas, ou o lançamento, por descuido, em
outros itens;
9) Utilize plenamente o sistema informatizado de controle,
dominando todos os seus conceitos e todos os recursos
que ele oferece.
Dicas para o bom
gerenciamento de estoques
1) Nunca deixe faltar no estoque o que é importante e
necessário para os clientes;
2) Verifique constantemente quais são as demandas dos
clientes;
3) Verifique periodicamente o giro de cada item, procurando
identificar o que oferta;
4) Mantenha um cadastro atualizado dos itens que se
referem ao estoque, como o telefone dos fornecedores e o
preço de aquisição do produto;