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Refluxo Gastroesofágico em Crianças

O documento aborda a história e a evolução do refluxo gastroesofágico (RGE), destacando suas manifestações clínicas e fatores predisponentes, especialmente em recém-nascidos e crianças. Discute as causas, diagnóstico e tratamento do RGE, incluindo abordagens conservadoras e cirúrgicas, além de enfatizar a importância de orientações para manejo e prevenção de complicações. O RGE é associado a diversas condições respiratórias e nutricionais, exigindo uma compreensão multidisciplinar para seu tratamento eficaz.

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Kelser Kock
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Refluxo Gastroesofágico em Crianças

O documento aborda a história e a evolução do refluxo gastroesofágico (RGE), destacando suas manifestações clínicas e fatores predisponentes, especialmente em recém-nascidos e crianças. Discute as causas, diagnóstico e tratamento do RGE, incluindo abordagens conservadoras e cirúrgicas, além de enfatizar a importância de orientações para manejo e prevenção de complicações. O RGE é associado a diversas condições respiratórias e nutricionais, exigindo uma compreensão multidisciplinar para seu tratamento eficaz.

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Prof.

Kelser de Souza Kock


 No final do séc. XV já era conhecida
 1776  Nicolas Roses “tosse
gástrica da infância”
 1802  Willian Heberden  em
asmáticos “a respiração é mais curta
e mais difícil após uma refeição”
 1892  Willian Osler  paroxismo na
asma quando o estômago é
carregado de alimentos
 1946  Mendelson  aspiração
pulmonar durante o ato anestésico 
sintomas podem ser causados por
aspiração do conteúdo gástrico
 1949  Belcher  “pneumonite por
disfagia”
 1962  Kennedy  refluxo
gastroesofágico “silencioso ou oculto”
 causa de doenças pulmonares
 Condição clínica decorrente do trânsito
retrógrado e involuntário, do conteúdo
gástrico e duodenal para o esôfago,
podendo chegar até a hipofaringe
 Material refluído:
• HCl
• Pepsina
• Ácido biliares
• Enizmas pancreáticas
 Incidência  3 a 8 % (crianças)
• Forma sintomática  50 % dos lactentes nos
primeiros 4 meses de vida
• 60 % dos RNs prematuros
• Forma patológica  25 a 30 %
 Pode acontecer em qualquer idade
 Fisiológico
• Comum nos primeiros meses de vida
• Pode ocorrer em crianças maiores e em
adultos no período pós-prandial pelo
relaxamento do esfíncter esofagiano inferior
 Patológico
• Vômitos e regurgitações não melhoram após
os seis meses de vida
• Sem resposta a medidas posturais e dietéticas
• Repercussão clínica   crescimento e
esofagite
 Primário
• Distúrbio funcional da junção
esofagogástrica
 Secundário
• Condições estruturais específicas
 Estenose congênita do esôfago
 Fístula traqueoesofágica
 Atresia de esôfago
 Distúrbios de deglutição
 Estenose hipertrófica do piloro
 Úlcera gástrica ou duodenal
 Alergia alimentar
 Complexa, envolvendo fatores
ambientais, genéticos, anatômicos,
hormonais e neurogênicos
 Em geral
• Falha nos mecanismos que atuam como
barreira anti-refluxo
• Desequilíbrio entre os mecanismos de
agressão e defesa
 Estruturas que compõem a barreira
anti-refluxo
• Esôfago abdominal
• Esfíncter esofágico inferior
• Ângulo de His
• Ligamento frenoesofágico
• Diafragma crural
• Roseta gástrica
 Predisposição anatômica e fisiológica
para o RGE no RNPT
• Esvaziamento gástrico retardado
• Peristaltismo retrógrado
• Relaxamento transitório do esfíncter
esofágico inferior
 Outros fatores que podem contribuir
para o RGE em RNPT em UTI
• Anti-colinérgicos
• Agonista -adrenérgico
• Dopamina
• Bloqueador de canal de cálcio
• Morfina
• Diazepam
• Corticóide antenatal em gestantes em
trabalho de parto prematuro
 Gravidade e refratariedade ao
tratamento clínico:
• Hérnia de hiato
• Obesidade
• Postura
• Fatores transitórios
 Tosse
 Exercício
 Manobra de valsalva
 constipação
 O RGE pode causar doença
respiratória crônica por três
mecanismos:
• Macroaspiração
• Microaspiração  reação inflamatória
secundária
• Acidificação intratraqueal  broncoespasmo
 Manifestações
• Esofágicas
 Pirose, disfagia, dor retroesternal, soluços, vômitos
• Respiratórias
 Apnéia, sibilância, infecções de repetição, tosse crônica
• Nutricionais
 Desnutrição, baixo ganho ponderal
• Otorrinolaringológicas
 Laringite e otite de repetição, sinusite, rouquidão
• Síndrome de Sandifer
 Postura bizarra, hiperextensão cervical, lateralização da
cabeça, problemas neurológicos
 Anamnese
 Métodos diagnósticos
• Radiografia contrastada esôfago-estômago-
duodeno
• Cintilografia gastroesofágica
• pHmetria
• Impedanciometria intraluminal
• Manometria esofágica
• Teste de Bernstein modificado
• Endoscopia digestiva alta com biópsia
 Asma brônquica
 Problemas otorrinolaringológicos
 Problemas cardíacos
 Problemas de alimentação
 Cólica do lactente
 Erosão dentária
 Teoria da microaspiração
• Processo inflamatório  dismotilidade e
transudação  broncoespasmo
 Teoria reflexa
• Estímulo ácido  broncoconstricção
 Conservador
• Alterações nos hábitos de vida
• Orientações dietéticas
• Orientações posturais
• Tratamento medicamentoso
 Procinéticos
 Redutores de acidez gástrica
 Cirúrgico
• Fundoplicatura gástrica
 Adaptar o manuseio do paciente com
decúbito elevado (mínimo de 35o)
 Evitar padrões terapêuticos que
aumentem a pressão abdominal
 Evitar técnicas que estimulem a hiper-
reatividade brônquica
 Aspiração via nasal
 Supressão da alimentação 2 h antes da
fisioterapia
 Higiene nasal antes das mamadas,
evitando desequilíbrio entre respiração
e deglutição entre as mamadas
 Orientações
• Esclarecer sobre a transitoriedade dos
sintomas, eventuais complicações,
evolução, prognóstico e tratamento.
Salientar o perigo da aspiração e as
consequências.
• Manter o lactente ereto no período pós-
prandial
• Troca de fraldas antes da alimentação
 Sarmento, George Jerre Vieira.
Fisioterapia respiratória em pediatria
e neonatologia. Barueri: Manole,
2007.

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