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2º Ano - Helenismo - 2025

A filosofia helenística combina a cultura grega clássica com influências orientais, focando na busca da felicidade através da vida privada e da ausência de dor. As principais correntes desse período incluem o Epicurismo, que valoriza o prazer racional, o Estoicismo, que enfatiza a aceitação do destino e a razão, o Pirronismo, que defende a incerteza do conhecimento, e o Cinismo, que critica os valores sociais e busca a autossuficiência. Essas escolas filosóficas prepararam o terreno para o surgimento de correntes religiosas como o cristianismo.
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2º Ano - Helenismo - 2025

A filosofia helenística combina a cultura grega clássica com influências orientais, focando na busca da felicidade através da vida privada e da ausência de dor. As principais correntes desse período incluem o Epicurismo, que valoriza o prazer racional, o Estoicismo, que enfatiza a aceitação do destino e a razão, o Pirronismo, que defende a incerteza do conhecimento, e o Cinismo, que critica os valores sociais e busca a autossuficiência. Essas escolas filosóficas prepararam o terreno para o surgimento de correntes religiosas como o cristianismo.
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FILOSOFIA HELENÍSTICA

• O período helenístico: Junção da cultura grega clássica e a cultura dos povos orientais conquistados.

• Substituição da vida pública pela vida privada (interior do homem).

• O propósito desta filosofia era levar o homem a atingir a felicidade, estado caracterizado
pela aponia, a ausência de dor (física) e imperturbabilidade da alma (ataraxia).

• Algumas dessas escolas se iniciam no final Sec. IV a.C. e vão até o Séc. II d.C.

• Não trazem nada de novo no que dizem respeito ao conhecimento ou às ciências, mas, de certa
maneira, dando espaço para que correntes filosófico-religiosas como o cristianismo antigo
surgissem.

• Correntes deste período: EPICURISMO, ESTOICISMO, O PIRRONISMO E O CINISMO.


EPICURISMO
• Fundado por Epicuro (324-271 a. C.) 🡪 Propunha que o ser humano deve buscar o prazer, pois o
prazer é o princípio e o fim de uma vida feliz.

• Divide dois tipos de prazeres: Duradouros, que decorrem da razão. Imediatos, que decorrem
das emoções, paixões e que, ao final, poderiam resultar em dor e sofrimento.
• Devemos aprender a dominar esses prazeres imediatos. Trata-se de uma administração
racional e equilibrada do prazer, evitando ceder aos desejos insaciáveis que terminam no
sofrimento.
• Dessa forma, devemos buscar os prazeres duradouros, os
prazeres ponderados.
• Refletiu sobre o “TETRAPHÁRMAKON”.
ESTOICISMO

• Fundada por Zenão de Cício (336-263 a. C.).


• Stoá = elemento arquitetônico muito utilizado na Grécia Antiga, que
consistia de um corredor ou pórtico coberto.

• O bem supremo é a felicidade. A felicidade não está nos prazeres instintivos, mas no uso da razão.
• O mundo que a razão apresenta ao homem é a Natureza e não existe nada superior a ela. Deus, portanto, não está fora
do Natureza mas impregnado nela. Uma vez que a Natureza é governada pela razão divina, tudo tem um motivo para
ser e nós não podemos mudar isso.
• Por isso o indivíduo deve aceitar o seu destino. Isso leva à imperturbabilidade (ataraxia), que para os estóicos é a
APATIA (não sentir nada).

• Para evitar a infelicidade, o indivíduo precisa fazer duas coisas: controlar as coisas que estão ao seu alcance (desejos,
crenças etc.) e ser indiferente às coisas que não estão em seu poder (coisas externas a ele).
PIRRONISMO (CETICISMO)

• Tem sua origem ligada a Pirro de Eléia (365-275 a. C.) 🡪 Para ele, nenhum
conhecimento é seguro. Tudo é incerto.

• Defendia que se deve contentar e desfrutar o imediato e viver feliz e em paz, em


vez de se lançar à busca de uma verdade plena, pois seria impossível ao homem
saber se as coisas são efetivamente como aparecem.
• Tentar achar o objeto de conhecimento correto provocaria a falta de paz de
espírito.

• Observa-se o seguinte esquema: Busca pela verdade 🡪 conflito de teorias 🡪 falta de equivalência de
teorias 🡪 suspensão do juízo 🡪 Paz de espírito.
• Deste modo, o homem não deveria se furtar de viver coisa alguma.
CINISMO
• Fundado por Antístenes, mas teve Diógenes de Sínope como o
pensador mais destacado dessa escola.

• Questionava os valores do mundo e tentava viver conforme os


princípios que considerava moralmente corretos.
• Os filósofos dessa escola se propuseram a viver livre dos prazeres
supérfluos. Isso levaria a ataraxia e à felicidade. Bastar-se a si
mesmo, sem a interferência de outros.
• Levavam a sério os ideais socráticos do “conhece-te a ti mesmo” e de que os homens devem
desprezar todos os bens materiais.
• Denominavam-se COSMOPOLITA.
1. (ENEM 2018)

A quem não basta pouco, nada basta.


EPICURO. Os pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1985.

Remanescente do período helenístico, a máxima apresentada valoriza a seguinte


virtude:

A) Esperança, tida como confiança no porvir.


B) Justiça, interpretada como retidão de caráter.
C) Temperança, marcada pelo domínio da vontade.
D) Coragem, definida com fortitude na dificuldade.
E) Prudência, caracterizada pelo correto uso da razão.
2. (Ueg 2011) Em meados do século IV a.C., Alexandre Magno assumiu o
trono da Macedônia e iniciou uma série de conquistas e, a partir daí,
construiu um vasto império que incluía, entre outros territórios, a Grécia.
Essa dominação só teve fim com o desenvolvimento de outro império, o
romano. Esse período ficou conhecido como helenístico e representou uma
transformação radical na cultura grega. Nessa época, um pensador nascido
em Élis, chamado Pirro, defendia os fundamentos do ceticismo. Ele fundou
uma escola filosófica que pregava a ideia de que:

a) seria impossível conhecer a verdade.


b) seria inadmissível permanecer na mera opinião.
c) os princípios morais devem ser inferidos da natureza.
d) os princípios morais devem basear-se na busca pelo prazer.

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