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Bronquite Aguda

A bronquite aguda é uma inflamação transitória dos brônquios, geralmente causada por infecções virais, resultando em tosse e produção excessiva de muco. Os principais sintomas incluem tosse, expectoração e sibilos, e o diagnóstico é clínico, podendo incluir radiografia torácica. O tratamento foca no alívio dos sintomas, com uso limitado de antibióticos devido à natureza autolimitada da condição.

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Bronquite Aguda

A bronquite aguda é uma inflamação transitória dos brônquios, geralmente causada por infecções virais, resultando em tosse e produção excessiva de muco. Os principais sintomas incluem tosse, expectoração e sibilos, e o diagnóstico é clínico, podendo incluir radiografia torácica. O tratamento foca no alívio dos sintomas, com uso limitado de antibióticos devido à natureza autolimitada da condição.

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BRONQUITE AGUDA

Docente: Crícia Nunda


 Os Brônquios são estruturas tubulares ramificadas que, juntamente com
os bronquíolos, direcionam o ar para os pulmões e desempenham
papéis importantes na proteção contra partículas e patógenos. O
funcionamento adequado dos brônquios é crucial para manter a saúde
respiratória e garantir que o oxigênio chegue aos alvéolos para ser
trocado com o dióxido de carbono no sangue.
 Essa estrutura pode ser dividida em várias camadas:
 Mucosa: A camada mais interna, composta por um epitélio ciliado e
células caliciformes que secretam muco. Esse muco captura partículas
estranhas (como poeira, bactérias e vírus) e as células ciliadas ajudam a
movê-las para fora dos pulmões.
 Submucosa: Contém glândulas secretoras de muco e vasos sanguíneos
que ajudam a aquecer e umidificar o ar.
 Camada muscular: Abaixo da submucosa, há uma camada de músculo
liso que permite que os brônquios se contraiam ou relaxem, ajustando o
fluxo de ar, especialmente em condições como asma.
 Cartilagem: Os brônquios principais e secundários têm anéis de
cartilagem em forma de "C" que os mantêm abertos. À medida que os
brônquios se ramificam, a quantidade de cartilagem diminui e a
musculatura lisa se torna mais proeminente.
Bronquite Aguda

 É uma inflamação transitória dos brônquios, os tubos que levam ar aos


pulmões, geralmente causada ​por uma infecção viral ou, menos
frequentemente, por uma infecção bacteriana. Caracteriza-se por
inflamação da mucosa brônquica, resultando em produção excessiva de
muco e sintomas respiratórios.
 A bronquite aguda é a inflamação da árvore traqueobrônquica,
geralmente depois de uma Infecção das vias respiratórias superiores na
ausência de doenças pulmonares crônicas.
 Embora não haja uma definição universalmente aceita para a bronquite
aguda, os critérios propostos por MacFarlane oferecem uma abordagem
prática:
 (a) doença aguda com duração <21 dias;
 (b) tosse como sintoma predominante;
 (c) pelo menos 1 outro sintoma no trato respiratório inferior, como produção
de escarro, sibilância, dor torácica;
 (d) ausência de explicação alternativa para os sintomas. Embora os critérios
de MacFarlane determinem que os sintomas geralmente duram <3 semanas,
outros estudos mostraram que a tosse pode se prolongar por >30 dias em
cerca de um quarto dos pacientes com bronquite aguda Logo, a bronquite
aguda ainda poderá estar presente em pacientes com tosse com duração >1
mês
ETIOLOGIA

 Frequentemente, a bronquite aguda é um componente da infecção da


via respiratória superior causada por rinovírus, parainfluenza,
vírus da influenza A ou B, vírus sincicialrespiratório, coronavírus ou
metapneumovírus humano.
 Bactérias, como Mycoplasma pneumoniae, Bordetella pertussis e
Chlamydia pneumoniae, causam menos de 5% dos casos; estes às
vezes ocorrem em surtos. A bronquite aguda é parte do espectro da
doença que ocorre na infecção por SARS-CoV-2; é apropriado realizar o
teste para detectar esse vírus. Febre, mialgias, dor de garganta,
sintomas gastrointestinais e perda de olfato e paladar são mais comuns
com o vírus da SARS-CoV-2 do que outros vírus.
Vírus Característica
Rinovírus Principal causa do resfriado comum, sendo
responsável por até 50% das infecções
respiratórias, transmissão por gotículas
respiratórias, contacto directo e superfícies
contaminadas, mais prevalente no outono e
primavera, afecta todos os grupos etários.

Vírus Influenza Provoca uma resposta inflamatória mais intensa


do que outros vírus, predisposição a infecções
bacterianas secundárias, idosos, crianças e
imunossuprimidos apresentam maior gravidade

Vírus Parainfluenza É uma das principais causas de laringotraqueíte


(Crupe) em crianças, pode levar a sintomas mais
graves em crianças e idosos, criaças pequenas são
particularmente vulneráveis
Coronavírus Família de vírus que inclui os coronavirus sazonais
e patógenos mais graves como SARS-CoV, MERS-
Cov, SARS-CoV-2
Vírus Sincicial Respiratório
Adenovírus Na patogênese da Bronquite aguda, causa
sintomas mais graves do que outros vírus
respiratórios, incluindo dor de garganta e tosse,
presente durante todo ano, mas surtos podem
ocorrer em ambientes fechados.
Metapneumovírus humano Afecta lactentes, idosos e indivíduos com doenças
crônicas
 Estes vírus compartilham vias de transmissão e mecanismos
semelhantes, mas diferem em suas gravidades, sazolidades e
populações-alvo. Na prática clínica, a etiologia exata da bronquite aguda
geralmente não é investigada, excepto em casos graves ou atípicos. A
maior parte dos casos é autolimitada.
Fisiopatologia

 Resposta Inflamatória Inicial


 O agente agressor (vírus ou irritante) atinge a mucosa brônquica.
 Isso desencadeia uma resposta inflamatória local , mediada por:
 Citocinas inflamatórias (como interleucinas IL-1, IL-6 e IL-8, além do fator de
necrose tumoral alfa - TNF-α).
 Células imunológicas ativadas, como macrófagos, mastócitos e neutrófilos.
 3. Alterações Estruturais e Funcionais
 Edema da mucosa brônquica :
 Os vasos sanguíneos dilatam-se, provocando o inchaço do tecido.
 Hiperprodução de muco :
 As células caliciformes (produtoras de muco) aumentam sua atividade, levando à
formação de secreções espessas.
 Disfunção ciliar :
 O epitélio ciliado que normalmente remove o muco torna-se disfuncional
devido à inflamação, acumulando secreções nos brônquios.
SINAIS E SINTOMAS

 Tosse : É o principal sintoma, principalmente seco, que pode evoluir


para produtiva (eliminação do muco acumulado).
 Expectoração :Pode ser claro ou apresentar coloração amarelada ou
esverdeada devido à presença de células inflamatórias, como
neutrófilos.
 Sibilos :A inflamação pode causar estreitamento dos brônquios, levando
a sons anormais.
 Dispneia leve : Em casos mais graves, especialmente se houver
obstrução significativa das vias aéreas. Febre baixa e mal-estar : Mais
comuns em infecções virais.
DIAGNÓSTICO

 Avaliação clínica
 Às vezes, radiografia torácica para excluir outras doenças
Principais fatores Outros factores Factores de risco
diagnósticos diagnósticos

Presença de fatores de •Febre Exposição à infecção


risco bacteriana atípica ou viral

duração da tosse <30 •Sibilos Tabagismo


dias

Tosse produtiva •Roncos Exposição à poluição


doméstica

Ausência de história de
doença respiratória
crônica
Primeiras investigações a serem Investigações a serem consideradas
solicitadas

Diagnóstico Clínico Teste de Função Pulmonar


Radiografia torácica
Proteína C-reativa
TRATAMENTO

 Alívio dos sintomas (p. ex., paracetamol, hidratação e, possivelmente,


antitussígenos)
 Beta-agonista inalável para sibilos
 Bronquite aguda em pacientes do contrário saudáveis é a principal causa do
uso excessivo de antibióticos. Quase todos os pacientes necessitam apenas
de tratamento sintomático, como paracetamol e hidratação. As evidências
que apoiam a eficácia do uso rotineiro de outros tratamentos sintomáticos,
como antitússicos, mucolíticos e broncodilatadores, são fracas. Deve-se
considerar antitussígenos somente se a tosse for intensa ou interferir no
sono.
 Pacientes com sibilos podem se beneficiar de agonistas beta-2 inaláveis (p.
ex., albuterol) por alguns dias. Não se recomenda o uso mais amplo de beta-
2-agonistas porque efeitos adversos como tremor, nervosismo e calafrios são
comuns. Não há indicações claras para mucolíticos.
 Embora alguns estudos tenham mostrado benefícios sintomáticos
modestos com o uso de antibióticos na bronquite aguda, a baixa
incidência de causa bacteriana, a natureza autolimitada da bronquite
aguda e o risco de efeitos adversos e resistência a antibióticos
contraindicam o uso disseminado de antibióticos. A orientação do
paciente e prescrição tardia (isto é, deve ser preenchida apenas se não
houver melhora após pelo menos alguns dias) ajudam a limitar o uso
desnecessário de antibióticos. Em geral, não se utilizam antibióticos
orais, exceto em pacientes com coqueluche ou durante surtos
conhecidos de infecção bacteriana (micoplasma, clamídia). A escolha
preferível inclui um macrolídeo como a azitromicina, 500 mg por via oral
1 vez, então 250 mg por via oral uma vez ao dia durante 4 dias, ou
claritromicina 500 mg por via oral uma vez ao dia durante 7 dias.

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