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Slide - Empirismo

O documento explora o empirismo na filosofia moderna, destacando pensadores como Bacon, Locke e Hume, que enfatizam a experiência sensível como base do conhecimento. Bacon critica a falta de observação na filosofia de sua época, Locke propõe a mente como uma 'tábula rasa' que se preenche com experiências, e Hume questiona a causalidade, argumentando que nossas ideias derivam de impressões sensoriais. Berkeley é mencionado por seu idealismo, que nega a possibilidade de conhecer o mundo fora da percepção.

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O documento explora o empirismo na filosofia moderna, destacando pensadores como Bacon, Locke e Hume, que enfatizam a experiência sensível como base do conhecimento. Bacon critica a falta de observação na filosofia de sua época, Locke propõe a mente como uma 'tábula rasa' que se preenche com experiências, e Hume questiona a causalidade, argumentando que nossas ideias derivam de impressões sensoriais. Berkeley é mencionado por seu idealismo, que nega a possibilidade de conhecer o mundo fora da percepção.

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FILOSOFIA MODERNA: HUME,

BACON, LOCKE E O
EMPIRISMO
 Empirismo: enfatiza o papel da experiência sensível
no processo do conhecimento

 A concepção empirista afirma que nada está no


espírito que não tenha passado primeiro pelos
sentidos

“A intuição sensível ou empírica (do grego, empeiria: experiência


sensorial) é o conhecimento que temos a todo o momento de
nossa vida. Assim, com um só olhar ou num só ato de visão
percebemos uma casa, um homem, uma mulher,uma flor, uma
mesa. Num só ato, por exemplo, capto que isto é uma flor: vejo
sua cor e suas pétalas, sinto a maciez de sua textura, aspiro seu
perfume, tenho-a por inteiro e de uma só vez diante de mim.”
(Marilena Chauí)
A perspectiva empirista
• O conhecimento verdadeiro origina-se
necessariamente na experiência sensitiva.
• O conhecimento é sempre a posteriori.

• Os conteúdos do pensamento humano

procedem sempre da experiência.


• Recusa à investigação filosófica de temas
 Bacon e o entendimento como
objeto de investigação
 Locke e a teoria da Tabula
Rasa
 David Hume e as dúvidas
céticas acerca do
entendimento
 George Berkeley e o
Imaterialismo
FRANCIS BACON (1561-1626)
Regras para a construção da
ciência
Critica filósofos de sua época
por terem se descuidado da
observação meticulosa
Pregava que os filósofos
voltem a observar
atentamente os fenômenos da
natureza sem qualquer
interferência
a) Ênfase à experimentação cuidadosa: Superar os
enganos

Ídolos da tribo: excesso de confiança nos sentidos


Ídolos da caverna: sensações subjetivas afetam o
intelecto
Ídolos do fórum(mercado): Ideias preconcebidas
Ídolos do teatro: dogma dos filósofos

b) Abandonar a ideia de descoberta da verdade pela


revelação em troca de pressuposto igualmente
metafísico (natureza imprime na mente limpa seu
conteúdo de verdade)
Sobre a possibilidade
do conhecimento
• Os sentidos são afetados por objetos existentes, e
essa experiência conduz à formação do conteúdo
presente na mente (ideia).
• Ideias de sensação: são as que se formam quando,
mediante os sentidos, acolhemos um objeto do
mundo (Exemplo: algo branco ou úmido).
• Ideias de reflexão: formadas no entendimento,
refletem sobre os dados da experiência. (Exemplo:
acreditar).
• Sensação e reflexão fornecem ao entendimento as
John Locke
Nem só de teoria do conhecimento vive o

homem.

Escreve importantes obras sobre

política, em especial os Dois Tratados

Sobre o Governo, onde questiona as

bases do poder absolutista. Influencia

assim a revolução burguesa e até

mesmo a posterior Revolução Francesa.

É notável sua discussão sobre a luta

pela liberdade individual.


Ensaio Sobre o Entendimento Humano (1690).
Questão de fundo: seria a nossa mente como um papel em
branco? Como ela é preenchida?

Vamos supor que nossa mente não tenha ideias em si, tal
como um papel em branco onde não haja nada escrito.
Como se pode então escrever algo aí? De onde ela
obtém o vasto estoque que a ocupada e ilimitada
imaginação do homem aí pintou – todos os materiais da
razão e da experiência? A isso respondo em uma
palavra: da experiência. Nossos entendimentos derivam
todos os materiais do pensamento de observações que
fazemos dos objetos externos que podem ser percebidos
através dos sentidos e das operações internas de nossas
mentes, as quais percebemos ao olharmos para dentro
de nós mesmos. Essas do são as duas fontes
conhecimento, das quais emerge
temos ou que podemos naturalm
(LOCKE, ECHU, Livro II, cap. 1, §2)
O processo de conhecimento.

Experiência

OBJETOS EXTERIORES OBJETOS INTERNOS DA


SENSÍVEIS MENTE

PERCEBIDOS PELA PERCEBIDOS PELA


SENSAÇÃO REFLEXÃO:
EXTERNOS OPERAÇÃO DA MENTE SOBRE
SI MESMA (O QUE A MENTE
EX.: A DUREZA E FRIEZA DO FAZ E COMO FAZ
GELO.
O AROMA E BRANCURA DE EX: A PERCEPÇÃO, A DÚVIDA,
UMA FLOR A VONTADE
Sobre a possibilidade do
conhecimento
• Ideias simples: recebidas de forma passiva pela mente,

são a matéria-prima do conhecimento.


• Ideias compostas: resultam da combinação de ideias

simples, realizada pela mente humana.


• Procedimentos da mente: reunião de ideias simples

(formação de ideias compostas); reunião de ideias


simples e compostas, sem misturá-las; e abstração
(separação entre as ideias e as coisas).
Sobre a possibilidade do
conhecimento
• O conhecimento se

constitui quando o
entendimento, inicialmente
vazio, passa a ser
preenchido pelo conteúdo
proveniente da experiência.
• As metáforas da tábula

rasa e da folha de papel


em branco.
As teses sobre o
conhecimento
Nosso conhecimento se limita a fenômenos
observáveis, e estes constituem-se segundo
relações igualmente observáveis.
O conhecimento resulta na percepção do acordo ou do desacordo
das ideias presentes no entendimento: identidade ou diversidade,
relação, coexistência ou conexão necessária e existência real.
Uma nova forma de
filosofia
• David Hume (1711-1776): inspirando-

se nas teses de John Locke, pretendia


explicitar os princípios que regem o
funcionamento do entendimento
humano.
• A filosofia de Hume procura sustentar

que nossas crenças e nossos


pensamentos procedem da
experiência.
A formação das ideias
• Nossas percepções se dividem em impressões e

pensamentos.
• Impressões: ocorrem sempre que estamos com contato

direto com algo na experiência.


• Pensamentos: são reflexões ou lembranças suscitadas

por sensações anteriormente experimentadas.


• Pela imaginação e pela memória, o entendimento copia

o que experimentamos pelas vias sensoriais.


“O pensamento mais
vivo é sempre
inferior à sensação
mais embaçada.”
Sobre a possibilidade do
conhecimento
O pensamento elabora conteúdos oferecidos
pela experiência: a experiência e os sentidos são
os limites para as nossas construções mentais.
A experiência é a fonte de nossas ideias e torna significativos
os termos empregados na linguagem filosófica e ordinária.

Lei de associação entre as ideias: princípio de semelhança,


princípio de contiguidade e princípio de causa e efeito.
Os objetos da razão
• O entendimento investiga dois tipos de objeto: relações

de ideias e questões de fato.


• Relações de ideias: relações demonstrativamente
certas, que independem daquilo que existe no Universo.
• Questões de fato: acontecimentos do mundo, sendo

que o contrário de um fenômeno sempre permanece


possível.
• Os raciocínios referentes a questões de fato fundam-se
Sobre a possibilidade do
conhecimento
• O efeito é um acontecimento distinto da causa: sob

o ponto de vista exclusivamente racional, vários


efeitos são possíveis a partir de uma mesma causa.
• Se as questões de fato são contingentes, como

estamos seguros de que determinados eventos


ocorrerão?
• Nossas conclusões são produto do hábito.
 George Berkeley (1685-1753)
criticou o racionalismo e
superou algumas noções dos
próprios empiristas.

 Adotou um imaterialismo, pelo


qual nega a possibilidade de
conhecermos o mundo.

 Resume essas impossibilidades


pela expressão “ser é ser
percebido”: o ser das coisas
consiste em ser percebido pelo
sujeito pensante.

 Portanto, só a ideia é real:


trata-se de um idealismo.
 Empiristas

 Francis Bacon (1561-1626)


propunha um conhecimento
baseado no saber experimental e
na lógica indutiva.

 Criticou o saber contemplativo


medieval e a lógica dedutiva
aristótelica.

 Denunciou os preconceitos e as
noções falsas que dificultam a
apreensão da realidade, aos quais
chama de ídolos: da tribo, da
caverna, do fórum, do teatro.
 Para Hume (1711-1776) o conhecimento tem início com as
percepções individuais, que podem ser impressões ou ideias.

PAUL D STEWART/SCIENCE PHOTO LIBRARY/LATINSTOCK


 As impressões são as percepções
originárias que se apresentam à
consciência com maior vivacidade,
tais como as sensações (ouvir, ver,
sentir dor ou prazer etc.).
 As ideias são cópias pálidas das
impressões e, portanto, mais fracas.
 Hume criticou a noção de
causalidade, porque, para ele, as
relações de causa e efeito resultam
do hábito, criado pela associação de
casos semelhantes.
 Hume admite seu ceticismo ao
reconhecer os limites muito estreitos Retrato do filósofo inglês David
Hume, do gravurista e pintor W.
do entendimento humano. Holl, século XVIII
John Locke (1632-1704) criticou a
noção de ideias inatas.

BIBLIOTECA BODLEIAN, UNIVERSIDADE DE OXFORD/GETTY MAGES


 Para ele, a mente é como um
papel em branco, por isso o
conhecimento começa com a
experiência sensível.
 Distinguiu duas fontes possíveis para
nossas ideias: a sensação e a
reflexão.
 A sensação resulta de um estímulo
externo, pelo qual a mente é
modificada por meio dos sentidos.
 A reflexão se processa
internamente,
é a percepção que a alma tem
daquilo que nela ocorre. Retrato do filósofo inglês
John Locke, século XVII
EMPIRISMO NO
SEIS QUESTÕES CITADAS NAS PROVAS:

2000 - LOCKE
2000 - LOCKE
2012 – COMPARATIVO
(DESCARTES/HUME)
2015 - HUME
2015 - HOBBES
2020 - HUME
ENEM 2000 TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES:
O texto abaixo, de John Locke(1632-1704), revela algumas características
uma determinada corrente de pensamento.

"Se o homem no estado de natureza é tão livre, conforme dissemos, se é


senhor absoluto da sua própria pessoa e posses, igual ao maior e a ninguém
sujeito, por que abrirá ele mão dessa liberdade, por que abandonará o seu
império e sujeitar-se ao domínio e controle de qualquer outro poder?
Ao que é óbvio responder que, embora no estado natureza tenha tal direito, a
utilização do mesmo é muito incerta e está constantemente exposto à invasão
terceiros porque, sendo todos senhores tanto quanto ele, todo homem igual a
ele e, na maior parte, pouco observadores da equidade e da justiça, o proveito
da propriedade que possui nesse estado é muito inseguro e muito arriscado.
Estas circunstâncias obrigam-no abandonar uma condição que, embora livre,
está cheia de temores e perigos constantes; e não é sem razão que procura de
boa vontade juntar-se em sociedade com outros estão já unidos, ou pretendem
unir-se, para a mútua conservação da vida, da liberdade e dos bens a que
chamo de propriedade."
(Os Pensadores. São Paulo: Nova Cultural, 1991
1. Do ponto de vista político, podemos considerar o texto como uma
tentativa justificar:

a) a existência do governo como um poder oriundo da natureza.


b) a origem do governo como uma propriedade do rei.
c) o absolutismo monárquico como uma imposição da natureza humana.
d) a origem do governo como uma proteção à vida, aos bens e aos direitos.

e) o poder dos governantes, colocando a liberdade individual acima da


propriedade.

2. Analisando o texto, podemos concluir que se trata de um pensamento:

a) do liberalismo.
b) do socialismo utópico.
c) do absolutismo monárquico.
d) do socialismo científico.
e) do anarquismo.
1. Do ponto de vista político, podemos considerar o texto como uma
tentativa justificar:

a) a existência do governo como um poder oriundo da natureza.


b) a origem do governo como uma propriedade do rei.
c) o absolutismo monárquico como uma imposição da natureza humana.
d) a origem do governo como uma proteção à vida, aos bens e aos
direitos.
e) o poder dos governantes, colocando a liberdade individual acima da
propriedade.

2. Analisando o texto, podemos concluir que se trata de um pensamento:

a) do liberalismo.
b) do socialismo utópico.
c) do absolutismo monárquico.
d) do socialismo científico.
e) do anarquismo.
ENEM 2012 - TEXTO I

Experimentei algumas vezes que os sentidos eram enganosos, e é de prudência nunca se fiar
inteiramente em quem já nos enganou uma vez.
DESCARTES, R. Meditações Metafísicas. São Paulo: Abril Cultural, 1979.

TEXTO II

Sempre que alimentarmos alguma suspeita de que uma ideia esteja sendo empregada sem
nenhum significado, precisaremos apenas indagar: de que impressão deriva esta suposta ideia? E
se for impossível atribuir-lhe qualquer impressão sensorial, isso servirá para confirmar nossa
suspeita.
HUME, D. Uma investigação sobre o entendimento. São Paulo: Unesp, 2004 (adaptado).

Nos textos, ambos os autores se posicionam sobre a natureza do conhecimento humano. A


comparação dos excertos permite assumir que Descartes e Hume

a) defendem os sentidos como critério originário para considerar um conhecimento legítimo.


b) entendem que é desnecessário suspeitar do significado de uma ideia na reflexão filosófica e
crítica.
c) são legítimos representantes do criticismo quanto à gênese do conhecimento.
d) concordam que conhecimento humano é impossível em relação às ideias e aos sentidos.
e) atribuem diferentes lugares ao papel dos sentidos no processo de obtenção do conhecimento.
ENEM 2015 - Todo o poder criativo da mente se reduz a nada mais do que a
faculdade de compor, transpor, aumentar ou diminuir os materiais que nos
fornecem os sentidos e a experiência. Quando pensamos em uma montanha de
ouro, não fazemos mais do que juntar duas ideias consistentes, ouro e montanha,
que já conhecíamos. Podemos conceber um cavalo virtuoso, porque somos
capazes de conceber a virtude a partir de nossos próprios sentimentos, e podemos
unir a isso a figura e a forma de um cavalo, animal que nos é familiar.
HUME, D. Investigação sobre o entendimento humano. São Paulo: Abril Cultural,
1995.

Hume estabelece um vínculo entre pensamento e impressão ao considerar que

a) os conteúdos das ideias no intelecto têm origem na sensação.


b) o espírito é capaz de classificar os dados da percepção sensível.
c) as ideias fracas resultam de experiências sensoriais determinadas pelo acaso.
d) os sentimentos ordenam como os pensamentos devem ser processados na
memória.
e) as ideias têm como fonte específica o sentimento cujos dados são colhidos na
empiria.
ENEM 2015 - Todo o poder criativo da mente se reduz a nada mais do que a
faculdade de compor, transpor, aumentar ou diminuir os materiais que nos
fornecem os sentidos e a experiência. Quando pensamos em uma montanha de
ouro, não fazemos mais do que juntar duas ideias consistentes, ouro e montanha,
que já conhecíamos. Podemos conceber um cavalo virtuoso, porque somos
capazes de conceber a virtude a partir de nossos próprios sentimentos, e podemos
unir a isso a figura e a forma de um cavalo, animal que nos é familiar.
HUME, D. Investigação sobre o entendimento humano. São Paulo: Abril Cultural,
1995.

Hume estabelece um vínculo entre pensamento e impressão ao considerar que

a) os conteúdos das ideias no intelecto têm origem na sensação.


b) o espírito é capaz de classificar os dados da percepção sensível.
c) as ideias fracas resultam de experiências sensoriais determinadas pelo acaso.
d) os sentimentos ordenam como os pensamentos devem ser processados na
memória.
e) as ideias têm como fonte específica o sentimento cujos dados são colhidos na
empiria.
ENEM 2015 - A natureza fez os homens tão iguais, quanto às
faculdades do corpo e do espírito, que, embora por vezes se
encontre um homem manifestamente mais forte de corpo, ou de
espírito mais vivo do que outro, mesmo assim, quando se considera
tudo isto em conjunto, a diferença entre um e outro homem não é
suficientemente considerável para que um deles possa com base
nela reclamar algum benefício a que outro não possa igualmente
aspirar.
HOBBES, T. Leviatã. São Paulo Martins Fontes, 2003

Para Hobbes, antes da constituição da sociedade civil, quando dois


homens desejavam o mesmo objeto, eles

a) entravam em conflito.
b) recorriam aos clérigos.
c) consultavam os anciãos.
d) apelavam aos governantes.
ENEM 2015 - A natureza fez os homens tão iguais, quanto às
faculdades do corpo e do espírito, que, embora por vezes se
encontre um homem manifestamente mais forte de corpo, ou de
espírito mais vivo do que outro, mesmo assim, quando se considera
tudo isto em conjunto, a diferença entre um e outro homem não é
suficientemente considerável para que um deles possa com base
nela reclamar algum benefício a que outro não possa igualmente
aspirar.
HOBBES, T. Leviatã. São Paulo Martins Fontes, 2003

Para Hobbes, antes da constituição da sociedade civil, quando dois


homens desejavam o mesmo objeto, eles

a) entravam em conflito.
b) recorriam aos clérigos.
c) consultavam os anciãos.
d) apelavam aos governantes.
ENEM 2020 - Adão, ainda que supuséssemos que suas faculdades racionais
fossem inteiramente perfeitas desde o início, não poderia ter inferido da fluidez
e transparência da água que ela o sufocaria, nem da luminosidade e calor do
fogo que este poderia consumi-lo. Nenhum objeto jamais revela, pelas
qualidades que aparecem aos sentidos, nem as causas que o produziram,
nem os efeitos que dele provirão; e tampouco nossa razão é capaz de extrair,
sem auxílio da experiência, qualquer conclusão referente à existência efetiva
de coisas ou questões de fato.
HUME, D. Uma investigação sobre o entendimento humano. São Paulo: Unesp
2003.

Segundo o autor, qual é a origem do conhecimento humano?

a) A potência inata da mente.


b) A revelação da inspiração divina.
c) O estudo das tradições filosóficas.
d) A vivência dos fenômenos do mundo.
e) O desenvolvimento do raciocínio abstrato.
ENEM 2020 - Adão, ainda que supuséssemos que suas faculdades racionais
fossem inteiramente perfeitas desde o início, não poderia ter inferido da fluidez
e transparência da água que ela o sufocaria, nem da luminosidade e calor do
fogo que este poderia consumi-lo. Nenhum objeto jamais revela, pelas
qualidades que aparecem aos sentidos, nem as causas que o produziram,
nem os efeitos que dele provirão; e tampouco nossa razão é capaz de extrair,
sem auxílio da experiência, qualquer conclusão referente à existência efetiva
de coisas ou questões de fato.
HUME, D. Uma investigação sobre o entendimento humano. São Paulo: Unesp
2003.

Segundo o autor, qual é a origem do conhecimento humano?

a) A potência inata da mente.


b) A revelação da inspiração divina.
c) O estudo das tradições filosóficas.
d) A vivência dos fenômenos do mundo.
e) O desenvolvimento do raciocínio abstrato.
1. O filósofo David Hume apresenta a seguinte relação entre sensações (ou, em
suas palavras, sentimentos) e ideias:

“Em suma, todos os materiais do pensamento são derivados do nosso sentimento


externo e interno. Apenas a mistura e composição destes materiais compete à
mente e à vontade. Ou, para me expressar em linguagem filosófica, todas as
nossas ideias ou percepções mais fracas são cópias das nossas impressões, ou
percepções mais vívidas”.
HUME, David. Investigação sobre o entendimento humano. Lisboa: Imprensa
Nacional / Casa da Moeda, 2002.

É possível tornar mais clara a concepção de Hume vinculando-a a fatos cotidianos.


Qual situação confirma a relação proposta no excerto?

a) Algumas pessoas não sabem de onde vêm os seus sonhos.


b) Uma pessoa com boa memória pode se lembrar mais facilmente das suas
ideias.
c) Uma pessoa que nunca experimentou guaraná não pode ter ideia do seu sabor.

d) É possível manter a ideia de um cavalo alado por muito tempo na mente.


e) Comer uma maçã envolve experiências sensoriais
1. O filósofo David Hume apresenta a seguinte relação entre sensações (ou, em
suas palavras, sentimentos) e ideias:

“Em suma, todos os materiais do pensamento são derivados do nosso sentimento


externo e interno. Apenas a mistura e composição destes materiais compete à
mente e à vontade. Ou, para me expressar em linguagem filosófica, todas as
nossas ideias ou percepções mais fracas são cópias das nossas impressões, ou
percepções mais vívidas”.
HUME, David. Investigação sobre o entendimento humano. Lisboa: Imprensa
Nacional / Casa da Moeda, 2002.

É possível tornar mais clara a concepção de Hume vinculando-a a fatos cotidianos.


Qual situação confirma a relação proposta no excerto?

a) Algumas pessoas não sabem de onde vêm os seus sonhos.


b) Uma pessoa com boa memória pode se lembrar mais facilmente das suas
ideias.
c) Uma pessoa que nunca experimentou guaraná não pode ter ideia do seu
sabor.
d) É possível manter a ideia de um cavalo alado por muito tempo na mente.
e) Comer uma maçã envolve experiências sensoriais
2. “Podemos dividir todas as percepções do espírito em duas classes ou
espécies, que se distinguem por seus diferentes graus de força e vivacidade.
[...] Pelo termo impressão entendo todas as percepções mais vivas, quando
ouvimos, vemos, sentimos, amamos, odiamos, desejamos ou queremos. E as
impressões diferenciam-se das ideias, que são as percepções menos vivas,
das quais temos consciência, quando refletimos sobre quaisquer das
sensações ou dos movimentos acima mencionados”.
HUME, David. Investigação acerca do entendimento humano. Trad. de João
Paulo Gomes Monteiro. São Paulo: Nova Cultural, 1996, p. 69-70. Coleção Os
Pensadores.

Com base na passagem anterior, é correto afirmar que, para Hume,

a) as ideias têm como fundamento as impressões sensíveis, sentimentais etc.


b) as impressões e as ideias são duas percepções psíquicas independentes.
c) as impressões são percepções do espírito; logo, são o mesmo que ideias.
d) as impressões são percepções corporais, e as ideias são percepções
mentais.
2. “Podemos dividir todas as percepções do espírito em duas classes ou
espécies, que se distinguem por seus diferentes graus de força e vivacidade.
[...] Pelo termo impressão entendo todas as percepções mais vivas, quando
ouvimos, vemos, sentimos, amamos, odiamos, desejamos ou queremos. E as
impressões diferenciam-se das ideias, que são as percepções menos vivas,
das quais temos consciência, quando refletimos sobre quaisquer das
sensações ou dos movimentos acima mencionados”.
HUME, David. Investigação acerca do entendimento humano. Trad. de João
Paulo Gomes Monteiro. São Paulo: Nova Cultural, 1996, p. 69-70. Coleção Os
Pensadores.

Com base na passagem anterior, é correto afirmar que, para Hume,

a) as ideias têm como fundamento as impressões sensíveis, sentimentais


etc.
b) as impressões e as ideias são duas percepções psíquicas independentes.
c) as impressões são percepções do espírito; logo, são o mesmo que ideias.
d) as impressões são percepções corporais, e as ideias são percepções
mentais.
3. Leia os dois textos a seguir:

O bem do indivíduo é da mesma natureza que o bem da Cidade (Pólis), mas este, "é mais belo e mais divino"
porque se amplia da dimensão do privado para a dimensão do social, para a qual o homem grego era
particularmente sensível, porquanto concebia o indivíduo em função da Cidade (Pólis) e não a Cidade (Pólis) em
função do indivíduo. Aristóteles, aliás, dá a esse modo de pensar dos gregos uma expressão paradigmática,
definindo o próprio homem como "animal político."
(Reale e Antiseri, História da Filosofia. Adaptado)

Concebo de bom grado que o governo civil é o remédio acertado para os inconvenientes do estado de natureza,
os quais certamente devem ser grandes onde os homens podem ser juízes em causa própria, já que é fácil
imaginar que, quem foi tão injusto a ponto de causar dano a um irmão, raramente será tão justo a ponto de
condenar a si mesmo por isso. [...] Mas, além dessas considerações, sustento que todos os homens estão
naturalmente naquele estado e nele permanecem até que, por sua própria anuência, tornam-se membros de
alguma sociedade política.
(Locke, Dois Tratados sobre o Governo Civil)

Assinale a alternativa CORRETA.

a) Para Aristóteles, assim como para Locke, o indivíduo é mais importante que a constituição da sociedade e do
Estado.
b) Locke afirma que o indivíduo é anterior à sociedade e ao Estado, dando continuidade à doutrina clássica
iniciada por Aristóteles.
c) Em oposição à tradicional doutrina aristotélica, Locke afirma que o indivíduo é concomitante ao surgimento da
sociedade e do Estado.
d) Aristóteles afirma que o indivíduo é anterior ao Estado; em oposição, Locke sustenta a anterioridade da
sociedade em relação ao indivíduo.
e) Em oposição à tradicional doutrina aristotélica, Locke afirma que o indivíduo é anterior ao surgimento da
sociedade e do Estado.
3. Leia os dois textos a seguir:

O bem do indivíduo é da mesma natureza que o bem da Cidade (Pólis), mas este, "é mais belo e mais divino"
porque se amplia da dimensão do privado para a dimensão do social, para a qual o homem grego era
particularmente sensível, porquanto concebia o indivíduo em função da Cidade (Pólis) e não a Cidade (Pólis) em
função do indivíduo. Aristóteles, aliás, dá a esse modo de pensar dos gregos uma expressão paradigmática,
definindo o próprio homem como "animal político."
(Reale e Antiseri, História da Filosofia. Adaptado)

Concebo de bom grado que o governo civil é o remédio acertado para os inconvenientes do estado de natureza,
os quais certamente devem ser grandes onde os homens podem ser juízes em causa própria, já que é fácil
imaginar que, quem foi tão injusto a ponto de causar dano a um irmão, raramente será tão justo a ponto de
condenar a si mesmo por isso. [...] Mas, além dessas considerações, sustento que todos os homens estão
naturalmente naquele estado e nele permanecem até que, por sua própria anuência, tornam-se membros de
alguma sociedade política.
(Locke, Dois Tratados sobre o Governo Civil)

Assinale a alternativa CORRETA.

a) Para Aristóteles, assim como para Locke, o indivíduo é mais importante que a constituição da sociedade e do
Estado.
b) Locke afirma que o indivíduo é anterior à sociedade e ao Estado, dando continuidade à doutrina clássica
iniciada por Aristóteles.
c) Em oposição à tradicional doutrina aristotélica, Locke afirma que o indivíduo é concomitante ao surgimento da
sociedade e do Estado.
d) Aristóteles afirma que o indivíduo é anterior ao Estado; em oposição, Locke sustenta a anterioridade da
sociedade em relação ao indivíduo.
e) Em oposição à tradicional doutrina aristotélica, Locke afirma que o indivíduo é anterior ao surgimento
da sociedade e do Estado.
4. Para David Hume (1711-1776), todos os conteúdos da mente humana são
percepções divididas em duas grandes classes:

1) impressões (simples ou complexas), isto é, as percepções originárias que se


apresentam com maior força e violência (sensações, paixões e emoções), sendo assim,
“ter impressões” significa sentir;
2) ideias (simples ou complexas), isto é, as imagens enfraquecidas que a memória
produz a partir das impressões: “ter ideias” significa pensar.
(Antiseri & Reale, História da Filosofia, adaptado)

Sobre essas duas proposições de Hume, é CORRETO afirmar:

a) Todas as ideias simples provêm de suas impressões correspondentes, portanto, não


existem ideias inatas.
b) Todas as impressões advêm das ideias, portanto, impressões e ideias são inatas.
c) Todas as ideias simples provêm de suas impressões correspondentes, portanto, as
ideias são inatas.
d) Não existem ideias inatas, pois todos os conteúdos de nossa mente provêm das
próprias ideias.
e) As ideias são inatas, pois todos os conteúdos de nossa mente provêm das nossas
impressões.
4. Para David Hume (1711-1776), todos os conteúdos da mente humana são
percepções divididas em duas grandes classes:

1) impressões (simples ou complexas), isto é, as percepções originárias que se


apresentam com maior força e violência (sensações, paixões e emoções), sendo assim,
“ter impressões” significa sentir;
2) ideias (simples ou complexas), isto é, as imagens enfraquecidas que a memória
produz a partir das impressões: “ter ideias” significa pensar.
(Antiseri & Reale, História da Filosofia, adaptado)

Sobre essas duas proposições de Hume, é CORRETO afirmar:

a) Todas as ideias simples provêm de suas impressões correspondentes,


portanto, não existem ideias inatas.
b) Todas as impressões advêm das ideias, portanto, impressões e ideias são inatas.
c) Todas as ideias simples provêm de suas impressões correspondentes, portanto, as
ideias são inatas.
d) Não existem ideias inatas, pois todos os conteúdos de nossa mente provêm das
próprias ideias.
e) As ideias são inatas, pois todos os conteúdos de nossa mente provêm das nossas
impressões.
5. Leia atentamente o trecho a seguir, que é um fragmento do pensamento de Francis Bacon a respeito
do processo de conhecimento e da relação entre conhecimento contemplativo e conhecimento prático:

“Efetivamente construímos no intelecto humano um modelo verdadeiro do mundo, tal qual foi descoberto
e não segundo o capricho da razão de fulano ou beltrano. Porém, isso não é possível levar a efeito, sem
uma prévia e diligentíssima dissecção e anatomia do mundo. Por isso, decidimos correr com todas essas
imagens ineptas e simiescas que a fantasia humana infundiu nos vários sistemas filosóficos. Saibam os
homens como já antes dissemos a imensa distância que separa os ídolos da mente humana das ideias
da mente divina. Aqueles, de fato, nada mais são que abstrações arbitrárias; estas, ao contrário, são as
verdadeiras marcas do Criador sobre as criaturas, gravadas e determinadas sobre a matéria, através de
linhas exatas e delicadas. Por conseguinte, as coisas em si mesmas, neste gênero, são verdade e
utilidade, e as obras devem ser estimadas mais como garantia da verdade que pelas comodidades que
propiciam à vida humana”.
BACON, Francis. Novum Organum ou Verdadeiras Indicações Acerca da Interpretação da Natureza.
Domínio público (http://br.egroups.com/group/acropolis/)

Levando em consideração o trecho acima e o pensamento de Francis Bacon, é correto afirmar que

a) a concepção baconiana de mundo está ligada à corrente racionalista que associa a ideia divina
revelada ao processo de descoberta da verdade.
b) Bacon defendia um modo de pensar mais atento às coisas, imune aos ídolos construídos pela mente
humana quando destituída de um método de abordagem do real.
c) Francis Bacon defendia um empirismo de caráter essencialmente contemplativo com submissão
parcial da experiência ao pensar especulativo.
d) a filosofia de Francis Bacon reafirmou a importância da metafísica aristotélica como ponto máximo do
conhecimento puramente contemplador da verdade.
5. Leia atentamente o trecho a seguir, que é um fragmento do pensamento de Francis Bacon a respeito
do processo de conhecimento e da relação entre conhecimento contemplativo e conhecimento prático:

“Efetivamente construímos no intelecto humano um modelo verdadeiro do mundo, tal qual foi descoberto
e não segundo o capricho da razão de fulano ou beltrano. Porém, isso não é possível levar a efeito, sem
uma prévia e diligentíssima dissecção e anatomia do mundo. Por isso, decidimos correr com todas essas
imagens ineptas e simiescas que a fantasia humana infundiu nos vários sistemas filosóficos. Saibam os
homens como já antes dissemos a imensa distância que separa os ídolos da mente humana das ideias
da mente divina. Aqueles, de fato, nada mais são que abstrações arbitrárias; estas, ao contrário, são as
verdadeiras marcas do Criador sobre as criaturas, gravadas e determinadas sobre a matéria, através de
linhas exatas e delicadas. Por conseguinte, as coisas em si mesmas, neste gênero, são verdade e
utilidade, e as obras devem ser estimadas mais como garantia da verdade que pelas comodidades que
propiciam à vida humana”.
BACON, Francis. Novum Organum ou Verdadeiras Indicações Acerca da Interpretação da Natureza.
Domínio público (http://br.egroups.com/group/acropolis/)

Levando em consideração o trecho acima e o pensamento de Francis Bacon, é correto afirmar que

a) a concepção baconiana de mundo está ligada à corrente racionalista que associa a ideia divina
revelada ao processo de descoberta da verdade.
b) Bacon defendia um modo de pensar mais atento às coisas, imune aos ídolos construídos pela
mente humana quando destituída de um método de abordagem do real.
c) Francis Bacon defendia um empirismo de caráter essencialmente contemplativo com submissão
parcial da experiência ao pensar especulativo.
d) a filosofia de Francis Bacon reafirmou a importância da metafísica aristotélica como ponto máximo do
conhecimento puramente contemplador da verdade.

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