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Poliomielite - Aspectos históricos, patologicos e profilaxia

Poliomielite - Aspectos históricos, patologicos e profilaxia

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Apresentação de slides sobre polio, seus aspectos históricos, patologia, diagnóstico, profilaxia e síndrome pós pólio como trabalho acadêmico na disciplina de Epidemiologia I do Curso Superior em Enfermagem da Faculdade Eduvale de Avaré - SP.

Apresentação de slides sobre polio, seus aspectos históricos, patologia, diagnóstico, profilaxia e síndrome pós pólio como trabalho acadêmico na disciplina de Epidemiologia I do Curso Superior em Enfermagem da Faculdade Eduvale de Avaré - SP.

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Published by: Nelson Montilhia de Faria Junior on Nov 14, 2012
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Poliomielite - Aspectos históricos, patológicos e profilaxia

Nelson Montilhia de Faria Junior

Avaré - 2012

Aspectos históricos

 

Origem grega: πολιōς = cinzento; µιελōς = medula. Doença existente desde a antiguidade (c. 1600 aC) Primeiras epidemias na Europa em meados de 1800 (Inglaterra). Descobriu-se ser transmitida por vírus em1908 e o mesmo foi identificado em 1930 por K. Leinderstein e E. Popper. Em 1948 John Enders, Weller e Robins cultivaram o vírus em tecido não nervoso o que representou um grande avanço nas pesquisas contra a pólio.


Jonas E. Salk aproveitou-se das descobertas de Ender e em desenvolveu uma vacina de vírus inativado em via parenteral. Essa vacina foi declarada segura em 1955. Albert Sabin desenvolveu a vacina oral em 1957, a qual foi usada de forma maciça. As vacinas causaram grande declínio nos casos. EUA – queda de 20000 para 10 casos nos anos 50. Brasil – A partir de 1980, início das campanhas em massa, utilizando-se a vacina Sabin. Vacinação em duas etapas para crianças de 0 a 5.

Esquema de casos de pólio no Brasil e em São Paulo após o início da campanha nacional em massa: - Brasil: 1280 casos (1980) – 122 (1981), queda de 90,4% - São Paulo: 101 casos (1980) – 7 (1981) queda de 93%. Útimo caso: - Brasil – 1988 - São Paulo – 1989 Em 1994, Brasil livre da pólio (OMS).

Aspectos etiológicos

Etiologia: - Enterovírus RNA do tipo picornaviridae. - Homem é o único hospedeiro. Transmissãp - Transmissão direta: Pessoa a pessoa, fecaloral, secreções orofaríngeas.

- Transmissão indireta: Objetos contaminados, alimentos, água contaminados com fezes dos portadores ou doentes 1 a 6 semanas após a infecção. - Boca: Principal meio de entrada - Transmissibilidade: 7 a 10 dias antes dos primeiros sintomas. - Suscetibilidade geral, mas somente 1 a 2% desenvolvem a forma paralítica.

Distribuição geográfica: - Universal – mais presentes nas áreas urbanas - Zonas temperadas – Mais comum no verão que no inverno. - Zonas tropicais – Sem período sazonal característico.

Aspectos patogênicos
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Alta infectividade – 100% Mais 90% dos casos sem infecção aparente, sendo que somente 1 a 1,6% dos casos apresentam a forma paralítica. Após entrar por via oral, o vírus atinge a orofaringe e o trato intestinal. Após proliferação atingem os tecidos linfáticos regionais (tonsilas e placas de Peyer). Aparecimento na orofaringe e fezes.

Etapa Neurológica: Invasão do SNC por via neural ou hematogênica. Atinge os neurônios inferiores ocasionando paralisia se mais de 60% deles estiverem comprometidos.

Aspectos clínicos

Proporção de quadros inaparentes com quadros paralíticos: 60:1 – 1000:1 Quatro tipos de infecção conhecidos: Inaparente, abortiva, meningite linfomonocitária e paralítica. Forma inaparente: 90 – 95% dos casos. Somente detectada pelo isolamento do vírus na orofaringe ou fezes, assim como aumento de anticorpos séricos. Forma abortiva: 4 – 6% dos casos, com período de incubação de 1 a 3 dias. Tem como principais sintomas

Febre, cefaléia, dor de garganta, anorexia, apatia, vômitos, dor abdominal e diarréia. Como é indistinguível de outras viroses, somente é detectável através do isolamento do vírus.  Forma de meningite linfomonocitária: Menos frequente e com sinais semelhantes às das meningites virais em geral.  Forma paralítica: 1:200 desenvolvem essa forma. Período de incubação: 1 – 3 dias desde o início da infecção até o início da paralisia.

O quadro clínico é intimamente ligado às enervações comprometidas. Sintomas: Fraqueza muscular do tipo flácido podendo progredir para paraplegia e tetraplegia sendo os membros inferiores mais frequentemente atingidos. Normalmente acontecem paralisias assimétricas, mas não é padrão. Reflexo miotático: Presente inicialmente regredindo para hipoação e extinção. Hipotonia: Sinal característico.

Diagnóstico clínico
Podemos encontrar cinco tipos 1. Caso suspeito: Qualquer caso que: - Apresente deficiência flácida súbita em menores de 15 anos não importanto hipótese diagnóstica. - Toda hipóstese diagnóstica de póliomielite em pessoas de qualquer idade. 2. Caso confirmado: Toda paralisia aguda que houve isolamento do vírus, com o sem sequela, após 60 dias do início da deficiência motora.

3. Caso de polilomielite compatível: Todo caso de paralisia flácida, sem isolamento do vírus, que tenha apresentado sequela ou levado a óbito ou teve evolução clínica ignorada. 4. Caso descartado: Todo caso de paralisia flácida com resultado negativo para poliovírus em amostras coletadas oportunamente (14 dias após o início da deficiência motora).

Profilaxia
Vacinas: - Salk: Vírus inativado. Administrada IM ou SC. Duas doses garante proteção individual para pessoas que irão deslocar-se para áreas endêmicas de poliomielite. - Sabin: Vírus atenuado, VO, administrada obrigatoriamente no PNV em crianças aos 2, 4 e seis meses. Depois com 1 ano e 6 meses há a dose de reforço. Dos 4 aos 6 anos, anualmente nas campanhas.

Saneamnento Básico: - Ferver a água utilizada no dia-a-dia. - Lavar bem as mãos. - Desenvolver hábitos de higiene nas crianças desde cedo.

Artigo: Síndrome Pós-poliomielite

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Fadiga muscular gradual nas áreas atingidas pela pólio. Enfraquecimento progressivo Atrofia muscular Mialgia e artralgia Sintomas variam de pessoa para pessoa. Causas desconhecidas. Não existem estudos de como se prever a SPP. Embora não existam fármacos capazes de combater a SSP, medidas paliativas como exercícios não fatigantes e analgésicos reduzem os danos.

Obrigado

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