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LIVRO FINAL DE BIOQUÍMICA - capítulo i

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EDUCAÇÃO CONTINUADA – TOMO II – CURSO AUXILIAR DE LABORATÓRIO

SUBTOMO I DISCIPLINA IMUNOLOGIA E BIOQUÍMICA APLICADA
Professor César Augusto Venâncio da Silva – NEC-CAEE-INESPEC - 2013

NÚCLEO DE EDUCAÇÃO CONTINUADA

INESPEC

CURSO: FORMAÇÃO AUXILIAR DE LABORATÓRIO EM ANÁLISES CLÍNICAS DISCIPLINA IMUNOLOGIA E BIOQUÍMICA APLICADA Professor César Augusto Venâncio da Silva 1.a EDIÇÃO 2013

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EDUCAÇÃO CONTINUADA – TOMO II – CURSO AUXILIAR DE LABORATÓRIO

SUBTOMO I DISCIPLINA IMUNOLOGIA E BIOQUÍMICA APLICADA
Professor César Augusto Venâncio da Silva – NEC-CAEE-INESPEC - 2013
Da obra. Objetivo. O presente e-book tem por objetivo geral proporcionar aos discentes do autor, que freqüentam o Curso Presencial e Semipresencial no EAD, através de informações científicas e atualizadas, oportunidades de revisão e fixação de aprendizagens.

A obra tem por OBJETIVO GERAL: Capacitar pessoas para atuação em Laboratórios de Análises Clínicas, exercendo a função de Auxiliar em Análises Clínicas, prestando serviços desde a recepção até o auxílio ao Bioquímico ou Biomédico, na Colheita de Materiais e na Realização de Exames nas mais diversas áreas, além de desenvolver o conhecimento de todo o processo de trabalho em Laboratórios de Análises Clínicas.

O CONTEÚDO DA COLEÇÃO do Professor César Augusto Venâncio da Silva em parceria com o Professor César Venâncio Rabelo da Silva Júnior, objetivar em vários Tomos abordar temas: DO PROCESSO DE TRABALHO EM LABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS. Exemplos: • Fundamentos de análises clínicas/Vidrarias e sua utilização; • Preparação, validação e conservação de amostras, reagentes, meios de cultura e padrões; • Noções de assepsia e esterilização; • Técnicas de manipulação e/ou processos em laboratórios de biodiagnóstico; • Calibração e controle das condições de funcionamento de equipamentos; • Métodos analíticos de rotinas; • Microscópio óptico e sua utilização. Etc. Entre outros temas especializados a série de Tomos abordará:
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PARASITOLOGIA - • A parasitologia nos laboratórios de análises clínicas; • Métodos para detecção de parasitas; • Ação patogênica dos parasitas, resistência e imunidade;• Protozoários helmintos e artrópodes de interesse médico; • Preparação de reativos e soluções. HEMATOLOGIA - • Técnicas para coleta e realização de hemograma completo e leucograma; • Coagulação: fisiologia, fisiopatologia, fatores; • Princípios e técnicas de utilização dos componentes sangüíneos. MICROBIOLOGIA - • Métodos microbiológicos e de esterilização; • Meios de cultura; • Coloração e Antibiograma. IMUNOLOGIA - • Reações Sorológicas (técnicas e procedimentos). NOÇÕES DE BIOQUÍMICA - • Técnicas de dosagens. URINÁLISE - • Análise elementar qualitativa e quantitativa; • Siglas, abreviações e sinonímias dos exames; • Termos técnicos relacionados ao laboratório de análises clínicas; • Noções de metodologia científica; • Manuais de instalação e utilização de aparelhos. Esse é o Tomo II do projeto EDUCAÇÃO CONTINUADA – CURSO AUXILIAR DE LABORATÓRIO – DISCIPLINA: BIOQUÍMICA APLICADA – NÍVEL MÉDIO, se rotula como CURSO: FORMAÇÃO AUXILIAR DE LABORATÓRIO EM ANÁLISES CLÍNICAS. Nesse Tomo II , SUBTOMO I abordaremos, entre outros tópicos e subtópicos, aulas teóricas de Bioquímica: - Definição de Bioquímica; - Exames Bioquímicos; - Soro sanguíneo; - Plasma sanguíneo; - Tempo de jejum específico para cada exame; interferentes; - Etc.

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Do autor. A presente obra é parte de um projeto da Educação Continuada do INESPEC, através do CAEE-NEC. O autor é professor e pesquisador em MAPEAMENTO CEREBRAL; Pesquisador em Direito Processual – especializando pela Faculdade Ateneu-Fortaleza-Ceará; especializando em Neurociência Clínica pela Faculdade Integrada AVM; licenciando em Biologia pela Faculdade Integrada da Grande Fortaleza, FGF/Ceará é autor da Série de Neurociência com vários trabalhos, e-books publicados na rede mundial de computadores.

Professor César Augusto Venâncio da Silva. Professor de Biologia. Professor Pesquisador em Educação Especial (2007-2012), Historiador licenciado pela Universidade Estadual Vale do Acaraú. Psicopedagogo. Psicanalista, Diretor do CENTRO DE ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO. Vice Presidente do INESPEC – Instituto de Ensino, Pesquisa, Extensão e Cultura – 2007-2013. Coordenador da EDUCAÇÃO CONTINUADA do INESPEC. Docente Titular no Curso Auxiliar de Laboratório de Análises Clínicas http://inespecauxiliarlaboratorioead.webnode.com/ - Licenciando em Biologia na Faculdade Integrada da Grande Fortaleza – Ceará. Diretor da REDE VIRTUAL INESPEC – RÁDIO WEB INESPEC. http://nucleodeproducaorrtvinespec.blogspot.com/. Administrador do Blog: Prof. César Venâncio - EAD - http://wwwcesarvenancioemns.blogspot.com/. Jornalista Profissional – Licença número 2881 – Ministério do Trabalho – Superintendência Regional do Trabalho – SRT/MTb-Ceará. Professor do Curso Auxiliar de Farmácia e Drograria Comercial e Hospitalar; Professor de Sociologia (2009-2010) Escola Estadual Michelson Nobre da Silva – Ensino Médio. Professor de Filosofia(2009-2010) Escola Estadual Michelson Nobre da Silva – Ensino Médio. Professor de História(2009-2010) Escola

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Estadual Michelson Nobre da Silva – Ensino Médio e Fundamental II. Professor de Geografia(2009-2010) Escola Estadual Michelson Nobre da Silva – Ensino Fundamental II . (http://wwwcesarvenancioemns.blogspot.com.br/2010/05/primeiro-ano-do-ensino-medioeemfmns.html) (http://wwwcesarvenancioemns.blogspot.com.br/2010/05/projeto-de-curso-filosofia-parao.html) Professor da Educação Especial – Autismo e Deficiências Intelectuais. -

INESPEC/EDUCAÇÃO ESPECIAL (Educação Especial - Pós Graduação Aperfeiçoamento – 2010, 2011 e 2012) https://www.buzzero.com/cursos-online-de-medicina-e-saude/curso-online-introducao-aoautismo-i_2010 . http://professorcesar2009.no.comunidades.net/index.php?pagina=1294423944 http://professorcesar2009.no.comunidades.net/ Professor na Escola De Ensino Fundamental Dr Tomás Pompeu de Souza Brasil – ANOS: 2008-2009. SESI/BARRA DO CEARÁ – Disciplina História (8.o. e 9.o. anos). Professor na Escola De Ensino Fundamental Dr Tomás Pompeu de Souza Brasil – ANOS: 2008-2009. SESI/BARRA DO CEARÁ – Disciplina: Geografia (8.o. e 9.o. anos). http://professorcesar2009.no.comunidades.net/index.php?pagina=1242304804 Professor na Escola De Ensino Fundamental Dr Tomás Pompeu de Souza Brasil – ANOS: 2008-2009. SESI/BARRA DO CEARÁ – Disciplina: Educação Religiosa (9.o. anos). Professor na Escola De Ensino Fundamental Dr Tomás Pompeu de Souza Brasil – ANOS: 2008-2009. SESI/BARRA DO CEARÁ – Disciplina: Artes (8.o. e 9.o. anos). Professor na Escola De Ensino Fundamental Dr Tomás Pompeu de Souza Brasil – ANOS: 2008-2009. SESI/BARRA DO CEARÁ – Disciplina: Empreendedorismo (9.o. ano). 2013. PRIMEIRA EDIÇÃO. Editora Free Virtual. INESPEC – 2013 - Fortaleza-Ceará. 1.a. Edição – Fevereiro.

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Professor César Augusto Venâncio da Silva - Licença Creative Commons Attributions-Share Alike 2.5 - Registro INPI 06589-1

Você tem a liberdade de: Compartilhar — copiar, distribuir e transmitir a obra; Remixar — criar obras derivadas. Fazer uso comercial da obra sob as seguintes condições: Atribuição — Você deve creditar a obra da forma especificada pelo autor ou licenciante (mas não de maneira que sugira que estes concedem qualquer aval a você ou ao seu uso da obra). Compartilhamento pela mesma licença — Se você alterar, transformar ou criar em cima desta obra, você poderá distribuir a obra resultante apenas sob a mesma licença, ou sob uma licença similar o presente. Ficando claro que: Renúncia — Qualquer das condições acima pode ser renunciada se você obtiver permissão do titular dos direitos autorais. Domínio Público — Onde a obra ou qualquer de seus elementos estiver em domínio público sob o direito aplicável, esta condição não é, de maneira alguma, afetada pela licença. Outros Direitos — Os seguintes direitos não são, de maneira alguma, afetados pela licença: Limitações e exceções aos direitos autorais ou quaisquer usos livres aplicáveis; Os direitos morais do autor; Direitos que outras pessoas podem ter sobre a obra ou sobre a utilização da obra, tais como direitos de imagem ou privacidade. Aviso — Para qualquer reutilização ou distribuição, você deve deixar claro a terceiros os termos da licença a que se encontra submetida esta obra. A melhor maneira de fazer isso é com um link para esta página, que estou publicando na internet, e referenciando aqui:

Este obra foi licenciada sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Compartilha. Igual. 2.5 Brasil.

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<a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.5/br/"><img Creative Commons" style="border-width:0" alt="Licença

src="http://i.creativecommons.org/l/by-sa/2.5/br/88x31.png" /></a><br />Este obra foi licenciado sob uma Licença <a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/bysa/2.5/br/">Creative Commons Atribuição-CompartilhaIgual 2.5 Brasil</a>. AUTORIZAÇÃO PARA USO EM 99 PAÍSES POR CONTA DA DISTRIBUIÇÃO VIA BLOGS E SITES DA REDE VIRTUAL INESPEC. LICENÇA INTERNACIONAL

Atribuição - Compartilhamento pela mesma licença 2.5 A INSTITUIÇÃO CREATIVE COMMONS NÃO É UM ESCRITÓRIO DE ADVOCACIA E NÃO PRESTA SERVIÇOS JURÍDICOS. A DISTRIBUIÇÃO DESTA LICENÇA NÃO ESTABELECE QUALQUER RELAÇÃO ADVOCATÍCIA. O CREATIVE COMMONS DISPONIBILIZA ESTA INFORMAÇÃO "NO ESTADO EM QUE SE ENCONTRA". O CREATIVE COMMONS NÃO FAZ QUALQUER E SE GARANTIA DE QUANTO ÀS INFORMAÇÕES DISPONIBILIZADAS EXONERA QUALQUER

RESPONSABILIDADE POR DANOS RESULTANTES DO SEU USO. Licença. A OBRA (CONFORME DEFINIDA ABAIXO) É DISPONIBILIZADA DE ACORDO COM OS TERMOS DESTA LICENÇA PÚBLICA CREATIVE COMMONS ("CCPL" OU "LICENÇA"). A OBRA É PROTEGIDA POR DIREITO AUTORAL E/OU OUTRAS LEIS APLICÁVEIS. QUALQUER USO DA OBRA QUE NÃO O AUTORIZADO SOB ESTA LICENÇA OU PELA LEGISLAÇÃO AUTORAL É PROIBIDO.

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AO EXERCER QUAISQUER DOS DIREITOS À OBRA AQUI CONCEDIDOS, VOCÊ ACEITA E CONCORDA FICAR OBRIGADO NOS TERMOS DESTA LICENÇA. O LICENCIANTE CONCEDE A VOCÊ OS DIREITOS AQUI CONTIDOS EM CONTRAPARTIDA À SUA ACEITAÇÃO DESTES TERMOS E CONDIÇÕES. 1. Definições a. "Obra Coletiva" significa uma obra, tal como uma edição periódica, antologia ou

enciclopédia, na qual a Obra em sua totalidade e de forma inalterada, em conjunto com um número de outras contribuições, constituindo obras independentes e separadas em si mesmas, são agregadas em um trabalho coletivo. Uma obra que constitua uma Obra Coletiva não será considerada Obra Derivada (conforme definido abaixo) para os propósitos desta licença. b. "Obra Derivada" significa uma obra baseada sobre a Obra ou sobre a Obra e outras obras pré-existentes, tal como uma tradução, arranjo musical, dramatização, romantização, versão de filme, gravação de som, reprodução de obra artística, resumo, condensação ou qualquer outra forma na qual a Obra possa ser refeita, transformada ou adaptada, com a exceção de que uma obra que constitua uma Obra Coletiva não será considerada Obra Derivada para fins desta licença. Para evitar dúvidas, quando a Obra for uma composição musical ou gravação de som, a sincronização da Obra em relação cronometrada com uma imagem em movimento (“synching”) será considerada uma Obra Derivada para os propósitos desta licença. c. d. e. f. "Licenciante" significa a pessoa física ou a jurídica que oferece a Obra sob os "Autor Original" significa a pessoa física ou jurídica que criou a Obra. "Obra" significa a obra autoral, passível de proteção pelo direito autoral, oferecida "Você" significa a pessoa física ou jurídica exercendo direitos sob esta Licença que termos desta licença.

sob os termos desta licença. não tenha previamente violado os termos desta Licença com relação à Obra, ou que tenha recebido permissão expressa do Licenciante para exercer direitos sob esta Licença apesar de uma violação prévia. g. "Elementos da Licença." significa os principais atributos da licença correspondente, conforme escolhidos pelo licenciante e indicados no título desta licença: Atribuição, Compartilhamento pela Mesma Licença.

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2. Direitos de Uso Legítimo. Nada nesta licença deve ser interpretado de modo a reduzir, limitar ou restringir quaisquer direitos relativos ao uso legítimo, ou outras limitações sobre os direitos exclusivos do titular de direitos autorais sob a legislação autoral ou quaisquer outras leis aplicáveis. 3. Concessão da Licença. O Licenciante concede a Você uma licença de abrangência mundial, sem royalties, não exclusiva, perpétua (pela duração do direito autoral aplicável), sujeita aos termos e condições desta Licença, para exercer os direitos sobre a Obra definidos abaixo: a. b. c. Reproduzir a Obra, incorporar a Obra em uma ou mais Obras Coletivas e reproduzir a Criar e reproduzir Obras Derivadas; Distribuir cópias ou gravações da Obra, exibir publicamente, executar publicamente e

Obra quando incorporada em Obra Coletiva;

executar publicamente por meio de uma transmissão de áudio digital a Obra, inclusive quando incorporada em Obras Coletivas; d. Distribuir cópias ou gravações de Obras Derivadas, exibir publicamente, executar publicamente e executar publicamente por meio de uma transmissão digitais de áudio Obras Derivadas; e. i. De modo a tornar claras estas disposições, quando uma Obra for uma composição Royalties e execução pública. O licenciante renuncia o seu direito exclusivo de coletar, seja individualmente ou através de entidades coletoras de direitos de execução (por exemplo, ECAD, ASCAp, BMI, SESAC), o valor dos seus direitos autorais pela execução pública da obra ou execução pública digital (por exemplo, webcasting) da Obra. ii. Royalties e Direitos fonomecânicos. O licenciante renuncia o seu direito exclusivo de coletar, seja individualmente ou através de uma entidade designada como seu agente (por exemplo, a agência Harry Fox), royalties relativos a quaisquer gravações que Você criar da Obra (por exemplo, uma versão "cover") e distribuir, conforme as disposições aplicáveis de direito autoral. f. Direitos de Execução Digital pela internet (Webcasting) e royalties. De modo a evitar dúvidas, quando a Obra for uma gravação de som, o Licenciante reserva o seu direito exclusivo de coletar, sejam individualmente ou através de entidades coletoras de direitos de musical:

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execução (por exemplo, Sound Exchange ou ECAD), royalties e direitos autorais pela execução digital pública (por exemplo, Webcasting) da Obra, conforme as disposições aplicáveis de direito autoral, se a execução digital pública feita por Você for predominantemente intencionada ou direcionada à obtenção de vantagem comercial ou compensação monetária privada. Os direitos acima podem ser exercidos em todas as mídias e formatos, independente de serem conhecidos agora ou concebidos posteriormente. Os direitos acima incluem o direito de fazer modificações que forem tecnicamente necessárias para exercer os direitos em outras mídias, meios e formatos. Todos os direitos não concedidos expressamente pelo Licenciante ficam aqui reservados. 4. Restrições. A licença concedida na Seção 3 acima está expressamente sujeita e limitada aos seguintes termos: a. Você pode distribuir exibir publicamente, executar publicamente ou executar

publicamente por meios digitais a Obra apenas sob os termos desta Licença, e Você deve incluir uma cópia desta licença, ou o Identificador Uniformizado de Recursos (Uniform Resource Identifier) para esta Licença, com cada cópia ou gravação da Obra que Você distribuir, exibir publicamente, executar publicamente, ou executar publicamente por meios digitais. Você não poderá oferecer ou impor quaisquer termos sobre a Obra que alterem ou restrinjam os termos desta Licença ou o exercício dos direitos aqui concedidos aos destinatários. Você não poderá sublicenciar a Obra. Você deverá manter intactas todas as informações que se referem a esta Licença e à exclusão de garantias. Você não pode distribuir exibir publicamente, executar publicamente ou executar publicamente por meios digitais a Obra com qualquer medida tecnológica que controle o acesso ou o uso da Obra de maneira inconsistente com os termos deste Acordo de Licença. O disposto acima se aplica à Obra enquanto incorporada em uma Obra Coletiva, mas isto não requer que a Obra Coletiva, à parte da Obra em si, esteja sujeita aos termos desta Licença. Se Você criar uma Obra Coletiva, em havendo notificação de qualquer Licenciante, Você deve, na medida do razoável, remover da Obra Coletiva qualquer crédito, conforme estipulado na cláusula 4 (c), quando solicitado. Se Você criar um trabalho derivado, em havendo aviso de qualquer

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Licenciante, Você deve, na medida do possível, retirar do trabalho derivado, qualquer crédito conforme estipulado na cláusula 4 (c), conforme solicitado. b. Você pode distribuir, exibir publicamente, executar publicamente ou executar publicamente por meios digitais uma Obra Derivada somente sob os termos desta Licença, ou de uma versão posterior desta licença com os mesmos Elementos da Licença desta licença, ou de uma licença do Creative Commons internacional (iCommons) que contenha os mesmos Elementos da Licença desta Licença (por exemplo, Atribuição-Compartilhamento pela Mesma Licença 2.5 Japão). Você deve incluir uma cópia desta licença ou de outra licença especificada na sentença anterior, ou o Identificador Uniformizado de Recursos (Uniform Resource Identifier) para esta licença ou de outra licença especificada na sentença anterior, com cada cópia ou gravação de cada Obra Derivada que Você distribuir, exibir publicamente, executar publicamente ou executar publicamente por meios digitais. Você não poderá oferecer ou impor quaisquer termos sobre a Obra Derivada que alterem ou restrinjam os termos desta Licença ou o exercício dos direitos aqui concedidos aos destinatários, e Você deverá manter intactas todas as informações que se refiram a esta Licença e à exclusão de garantias. Você não poderá distribuir, exibir publicamente, executar publicamente ou executar publicamente por meios digitais a Obra Derivada com qualquer medida tecnológica que controle o acesso ou o uso da Obra de maneira inconsistente com os termos deste Acordo de Licença. O disposto acima se aplica à Obra Derivada quando incorporada em uma Obra Coletiva, mas isto não requer que a Obra Coletiva, à parte da Obra em si, esteja sujeita aos termos desta Licença. c. Se Você distribuir, exibir publicamente, executar publicamente ou executar publicamente por meios digitais a Obra ou qualquer Obra Derivada ou Obra Coletiva, Você deve manter intactas todas as informações relativas a direitos autorais sobre a Obra e exibir, de forma razoável com relação ao meio ou mídia que Você está utilizando: (i) o nome do autor original (ou seu pseudônimo, se for o caso) se fornecido e/ou (ii) se o autor original e/ou o Licenciante designar outra parte ou partes (Ex.: um instituto patrocinador, órgão que publicou, periódico, etc.) para atribuição nas informações relativas aos direitos autorais do Licenciante, termos de serviço ou por outros meios razoáveis, o nome da parte ou partes; o título da Obra, se fornecido; na medida do razoável, o Identificador Uniformizado de Recursos (URI) que o Licenciante especificar para estar associado à Obra, se houver, exceto se o URI não se referir ao aviso de direitos autorais ou à informação sobre o regime de

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licenciamento da Obra; e no caso de Obra Derivada, crédito identificando o uso da Obra na Obra Derivada (exemplo: "Tradução Francesa da Obra de Autor Original", ou "Roteiro baseado na Obra original de Autor Original"). Tal crédito pode ser implementado de qualquer forma razoável; entretanto, no caso de Obra Derivada ou Obra Coletiva, este crédito aparecerá no mínimo onde qualquer outro crédito de autoria comparável aparecer e de modo ao menos tão proeminente quanto este outro crédito. 5. Declarações, Garantias e Exoneração. EXCETO QUANDO FOR DE OUTRA FORMA ACORDADO PELAS PARTES POR ESCRITO, O LICENCIANTE OFERECE A OBRA “NO ESTADO EM QUE SE ENCONTRA” (AS IS) E NÃO PRESTA QUAISQUER GARANTIAS OU DECLARAÇÕES DE QUALQUER ESPÉCIE RELATIVAS AOS MATERIAIS, SEJAM ELAS EXPRESSAS OU IMPLÍCITAS, DECORRENTES DA LEI OU QUAISQUER OUTRAS, INCLUINDO, SEM LIMITAÇÃO, QUAISQUER GARANTIAS SOBRE A TITULARIDADE DA OBRA, ADEQUAÇÃO PARA QUAISQUER PROPÓSITOS, NÃOVIOLAÇÃO DE DIREITOS, OU INEXISTÊNCIA DE QUAISQUER DEFEITOS LATENTES, ACURACIDADE, PRESENÇA OU AUSÊNCIA DE ERROS, SEJAM ELES APARENTES OU OCULTOS. EM JURISDIÇÕES QUE NÃO ACEITEM A EXCLUSÃO DE GARANTIAS IMPLÍCITAS, ESTAS EXCLUSÕES PODEM NÃO SE APLICAR A VOCÊ. 6. Limitação de Responsabilidade. EXCETO NA EXTENSÃO EXIGIDA PELA LEI APLICÁVEL, EM NENHUMA CIRCUNSTÂNCIA O LICENCIANTE SERÁ RESPONSÁVEL PARA COM VOCÊ POR QUAISQUER DANOS, ESPECIAIS, INCIDENTAIS, CONSEQÜENCIAIS, PUNITIVOS OU EXEMPLARES, ORIUNDOS DESTA LICENÇA OU DO USO DA OBRA, MESMO QUE O LICENCIANTE TENHA SIDO AVISADO SOBRE A POSSIBILIDADE DE TAIS DANOS. 7. Terminação a. Esta Licença e os direitos aqui concedidos terminarão automaticamente no caso de qualquer violação dos termos desta Licença por Você. Pessoas físicas ou jurídicas que tenham recebido Obras Derivadas ou Obras Coletivas de Você sob esta Licença,

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entretanto, não terão suas licenças terminadas desde que tais pessoas físicas ou jurídicas permaneçam em total cumprimento com essas licenças. As Seções 1, 2, 5, 6, 7 e 8 subsistirão a qualquer terminação desta Licença. b. Sujeito aos termos e condições dispostos acima, a licença aqui concedida é perpétua (pela duração do direito autoral aplicável à Obra). Não obstante o disposto acima, o Licenciante reserva-se o direito de difundir a Obra sob termos diferentes de licença ou de cessar a distribuição da Obra a qualquer momento; desde que, no entanto, quaisquer destas ações não sirvam como meio de retratação desta Licença (ou de qualquer outra licença que tenha sido concedida sob os termos desta Licença, ou que deva ser concedida sob os termos desta Licença) e esta Licença continuará válida e eficaz a não ser que seja terminada de acordo com o disposto acima. 8. Outras Disposições a. Cada vez que Você distribuir ou executar publicamente por meios digitais a Obra ou uma Obra Coletiva, o Licenciante oferece ao destinatário uma licença da Obra nos mesmos termos e condições que a licença concedida a Você sob esta Licença. b. Cada vez que Você distribuir ou executar publicamente por meios digitais uma Obra Derivada, o Licenciante oferece ao destinatário uma licença à Obra original nos mesmos termos e condições que foram concedidos a Você sob esta Licença. c. Se qualquer disposição desta Licença for tida como inválida ou não-executável sob a lei aplicável, isto não afetará a validade ou a possibilidade de execução do restante dos termos desta Licença e, sem a necessidade de qualquer ação adicional das partes deste acordo, tal disposição será reformada na mínima extensão necessária para tal disposição tornar-se válida e executável. d. Nenhum termo ou disposição desta Licença será considerado renunciado e nenhuma violação será considerada consentida, a não ser que tal renúncia ou consentimento seja feito por escrito e assinado pela parte que será afetada por tal renúncia ou consentimento. e. Esta Licença representa o acordo integral entre as partes com respeito à Obra aqui licenciada. Não há entendimentos, acordos ou declarações relativas à Obra que não estejam especificadas aqui. O Licenciante não será obrigado por nenhuma disposição adicional que possa aparecer em quaisquer comunicações provenientes de Você. Esta

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Licença não pode ser modificada sem o mútuo acordo, por escrito, entre o Licenciante e Você. O Creative Commons não é uma parte desta Licença e não presta qualquer garantia relacionada à Obra. O Creative Commons não será responsável perante Você ou qualquer outra parte por quaisquer danos, incluindo, sem limitação, danos gerais, especiais, incidentais ou conseqüentes, originados com relação a esta licença. Não obstante as duas frases anteriores, se o Creative Commons tiver expressamente se identificado como o Licenciante, ele deverá ter todos os direitos e obrigações do Licenciante. Exceto para o propósito delimitado de indicar ao público que a Obra é licenciada sob a CCPL (Licença Pública Creative Commons), nenhuma parte deverá utilizar a marca "Creative Commons" ou qualquer outra marca ou logo relacionado ao Creative Commons sem consentimento prévio e por escrito do Creative Commons. Qualquer uso permitido deverá ser de acordo com as diretrizes do Creative Commons de utilização da marca então válidas, conforme sejam publicadas em seu website ou de outro modo disponibilizadas periodicamente mediante solicitação. O Creative Commons pode ser contatado pelo endereço: http://creativecommons.org/ - http://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.5/br/legalcode

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Nota da edição. O autor e a editora empenharam-se para citar adequadamente e dar o devido crédito a todos os detentores de direitos autorais de qualquer material utilizado neste livro, dispondo-se a possíveis acertos caso, inadvertidamente, a identificação de algum destes tenha sido omitido. Nota da Editora Free INESPEC. Este livro esta disponível nos seguintes idiomas, nos termos da licença: Castellano; (España) Català; Dansk; Deutsch; English; Esperanto; français; hrvatski; Italiano; Latviski; Nederlands; Norsk; polski; Português – Portugal; Português (BR); Suomeksi; svenska; Ελληνικά; Русский; українська; ;( ); 한국어.

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Professor César Augusto Venâncio da Silva. Obras publicadas pelo autor. http://wwwcesarvenanciocurriculovitaelattes.blogspot.com/ 1. ANATOMOFISIOLOGIA DO MAPEAMENTO CEREBRAL: Identificação dos distúrbios de Aprendizagem e sua intervenção Psicopedagógica. Mapeamento Cerebral, 2010. 1.a. Edição, 153 páginas. Universidade Estadual Vale do Acaraú. http://pt.scribd.com/doc/28400800/MAPEAMENTO-CEREBRAL-CONCLUSOPARA-REVISAO Venancio-da-Silva. 2. BASES NEUROPSICOLÓGICAS DA APRENDIZAGEM. 2008. 1.a Edição. Universidade bases.html . 3. Projeto TV INESPEC CANAL HISTÓRIA DO BRASIL – Canal do Professor César Venâncio – EAD - http://worldtv.com/tv-inespec-hist_ria_do_brasil. 4. Introdução ao GRUPO DE ESTUDOS ACADÊMICO DA PSICOPEDAGÓGIA – UVA Universidade Estadual Vale do Acaraú. 2008. http://wwwpsicopedagogia.blogspot.com/2008/04/trabalho-dissertativo-de-csarvenncio.html. 5. SAÚDE PÚBLICA: CONDILOMAS ACUMINADOS. Maio. 2009. ESCOLA SESI. CEARÁ. http://wwwlivroseletronicos.blogspot.com/. 6. PSICODINÂMICA: INTELIGÊNCIA. 2009. Maio. INESPEC. http://wwwlivroseletronicos.blogspot.com/. 7. SILVA, César Augusto Venâncio da. (2008. 100 pgs) NEUROPSICOLOGIA APLICADA AOS DISTÚRBIOS DA APRENDIZAGEM: A neuropsicologia e a aprendizagem. Fortaleza – Ceará. UVA-RMF. http://wwwneuropsicologia.blogspot.com/. 8. SILVA, César Augusto Venâncio da. (2008. Decisão/Sentença) - Fortaleza – Ceará. UVA-RMF http://wwwprocesso1064arbitragem.blogspot.com/. 9. SILVA, César Augusto Venâncio da. (2008. Decisão/Sentença) - Fortaleza – Ceará. UVA-RMF. http://wwwprocesso1064arbitragem.blogspot.com/2008/03/deciso110169192092008-juizarbitral.html. Estadual Vale do Acaraú. http://wwwdceuvarmf.blogspot.com/2008/08/ensaio-acadmico-de-csar-vennciohttp://pt.scribd.com/doc/28397101/Professor-Cesar-Augusto-

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10. SILVA, César Augusto Venâncio da. (2008. PROCEDIMENTOS DE JUSTIÇA ARBITRAL) arbt.html. 11. SILVA, César Augusto Venâncio da. (2008. MANDADOS EM PROCEDIMENTOS DE JUSTIÇA ARBITRAL) Fortaleza – Ceará. UVA-RMF. http://mandado94525.blogspot.com/. 12. SILVA, César Augusto Venâncio da. (2008. PROCEDIMENTO DE JUSTIÇA ARBITRAL –PROMOÇÃO POR MERECIMENTO) - Fortaleza – Ceará. UVARMF. http://wwwjustiaarbitral.blogspot.com/2007_12_01_archive.html . http://wwwjustiaarbitral.blogspot.com/2007/12/processo-no-10812007-cjcarbtreclamante.html. 13. SILVA, César Augusto Venâncio da. SENTENÇA Nº 1- PR 1359/2008 – PRT 124733 – JAGABCAVS. Relator - Juiz Arbitral César Venâncio. (2008. PROCEDIMENTO DE JUSTIÇA ARBITRAL) - Fortaleza – Ceará. UVA-RMF. 14. SILVA, César Augusto Venâncio da. TÍTULO I JURISDIÇÃO DA ARBITRAGEM – ANTE PROJETO - TÍTULO I CAPÍTULO I - JAGABCAVS. Relator - Juiz Arbitral César Venâncio. (2008. PROCEDIMENTO DE JUSTIÇA ARBITRAL) - Fortaleza – Ceará. UVA-RMF. 15. SILVA, César Augusto Venâncio da. JAGABCAVS. Relator - Juiz Arbitral César Venâncio. (2008. PROCEDIMENTO DE JUSTIÇA ARBITRAL) - Fortaleza – Ceará. UVA-RMF. http://wwwofcio110706processo1064.blogspot.com/2008_03_01_archive.html. 16. SILVA, César Augusto Venâncio da. JAGABCAVS. Relator - Juiz Arbitral César Venâncio. (2008. PROCEDIMENTO DE JUSTIÇA ARBITRAL) - Fortaleza – Ceará. UVA-RMF. http://wwwsindicatocomissaoeleitoral.blogspot.com/. 17. SILVA, César Augusto Venâncio da. Relator - Juiz Arbitral César Venâncio. (2008. PROCEDIMENTO DE JUSTIÇA ARBITRAL) - Fortaleza – Ceará. UVA-RMF EM MATÉRIA SINDICAL: SINDICATO DOS GUARDAS MUNICIPAIS DO ESTADO DO CEARÁ - COMISSÃO ELEITORAL REGIMENTO ELEITORAL 2 0 0 7 RESOLUÇÃO n.o. 1/2007. EMENTA: Dispõe sobre o Regimento Eleitoral de Fortaleza – Ceará. UVA-RMF. http://mandado94525.blogspot.com/2008/01/processo-arbitragem-no-10812007cjc-

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2007 do SINDICATO DOS GUARDAS MUNICIPAIS DO ESTADO DO CEARÁ e dá outras providências. http://wwwsindicatocomissaoeleitoral.blogspot.com/. 18. SILVA, César Augusto Venâncio da. Relator - Juiz Arbitral César Venâncio. (2008. PROCEDIMENTO DE JUSTIÇA ARBITRAL) - Fortaleza – Ceará. UVA-RMF EM MATÉRIA no.html. 19. SILVA, César Augusto Venâncio da. ENSAIO: TRABALHO DISSERTATIVO DE CÉSAR VENÂNCIO - ESPECIALIZANDO EM PSICOPEDAGOGIA - UVA 2008 AULA DO DIA 02 DE ABRIL DE 2008. http://wwwpsicopedagogia.blogspot.com/2008/04/trabalho-dissertativo-decsarvenncio.html. 20. SILVA, César Augusto Venâncio da. Institucionalização dos Procedimentos Eletrônicos na Justiça Brasileira. http://no.comunidades.net/sites/ces/cesarvenancio/index.php?pagina=1554065433. FACULDADE INTERNACIONAL DE CURITIBA - NÚCLEO NA CIDADE DE FORTALEZA – CEARÁ - CURSO DE DIREITO - Disciplina: Processo eletrônico. 21. SILVA. César Augusto Venâncio da. INESPEC MANUAL DE APOIO para ouvir rádio web via WMP. 1.a Edição. 2012. Março. 86 páginas. Editora Free Web INESPEC. 22. SILVA. César Augusto Venâncio da. EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA. PRODUÇÃO TEXTUAL. CURSO DE BIOLOGIA. QUÍMICA DA CÉLULA VIVA. PRIMEIRA EDIÇÃO. Editora Free Virtual INESPEC – 2012. Fortaleza - Ceará. 1.a. Edição – Março. 23. SILVA. César Augusto Venâncio da. NEUROCIÊNCIAS – PSICOBIOLOGIA BIOLOGIA NEURONAL. SÉRIE PREPARATÓRIA PARA O MESTRADO E DOUTORADO EM PSICOLOGIA CLÍNICA. PRINCÍPIOS GERAIS. TOMO I Editora Free Virtual INESPEC. Julho de 2012. Fortaleza-Ceará. 1.a. Edição. 24. SILVA. César Augusto Venâncio da. NEUROCIÊNCIAS – PSICOBIOLOGIA BIOLOGIA NEURONAL. SÉRIE PREPARATÓRIA PARA O MESTRADO E DOUTORADO EM PSICOLOGIA CLÍNICA. Síndromes com repercussão na DE PRÁTICA DE DIREITOS DIFUSOS. http://wwwdceuvarmfeditais.blogspot.com/2007/08/efignia-queiroz-martins-ofcio-

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deficiência intelectual, distúrbios e transtornos neuropsicobiológico. TOMO II Editora Free Virtual INESPEC. Agosto de 2012. Fortaleza-Ceará. 1.a. Edição. 25. SILVA. César Augusto Venâncio da. NEUROCIÊNCIAS – PSICOBIOLOGIA BIOLOGIA NEURONAL. SÉRIE PREPARATÓRIA PARA O MESTRADO E DOUTORADO EM PSICOLOGIA CLÍNICA. SÍNDROMES – Segunda Parte – Autismo e X-Fragil - Síndromes com repercussão na deficiência intelectual, distúrbios e transtornos neuropsicobiológico. TOMO III Editora Free Virtual INESPEC. Outubro de 2012. Fortaleza-Ceará. 1.a. Edição. 26. SILVA. César Augusto Venâncio da. EDUCAÇÃO CONTINUADA – TOMO I – Curso Auxiliar de Farmácia Editora Free Virtual INESPEC. Setembro de 2012. Fortaleza-Ceará. 1.a. Edição.

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Dedicatória. Dedico esse trabalho à equipe técnica cientifica e administrativa do Instituto de Ensino, Pesquisa, Extensão e Cultura, liderados na pessoa da...

Especialista Professora Ray Rabelo, Presidente fundadora do INESPEC. Agradecimentos ao Professor Licenciado em Biologia, César Júnior, Coordenador do Curso de Laboratório do Curso ALTERNATIVO em Fortaleza. Agradecimentos aos amigos e alunos que freqüentam o EAD do INESPEC. E a Rede Virtual INESPEC: http://radiowebinespec1.listen2myradio.com http://radiowebinespec1.listen2mymusic.com/ http://radiowebinespec1.radiostream321.com http://radiowebinespec1.listen2myshow.com/ http://radiowebinespec1.radio12345.com/ http://radiowebinespec1.radiostream123.com/ Leia mais: http://rviredeceara.webnode.com/ http://radioonlineinespec.comunidades.net/ http://universidadeuvadcermfescritura.blogspot.com.br/ http://wwwautismoeadinespec.blogspot.com.br/

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http://wwwradiorwiinespec.blogspot.com.br/ http://radiowebinespecsamuelhais.blogspot.com.br/ http://radiowebinespecdavidpinheiro.blogspot.com.br/ http://radiowebinespecdavidpinheiro.blogspot.com.br/ http://inespecmundial.listen2myradio.com http://inespecmundial.listen2mymusic.com http://inespecmundial.radiostream321.com http://inespecmundial.listen2myshow.com http://inespecmundial.radio12345.com http://inespecmundial.radiostream123.com (...) que hoje se encontra em 99 países, transmitindo o sinal da Rádio WEB INESPEC, e traduzindo às idéias do instituto para diversas culturas. Nos canais de rádio e televisão virtual, se torna hoje possível, uma melhor qualidade de ensino via Web. Agradeço aos líderes da RWI nos seguintes países: AFRICÂNER. AKAN. ALBANÊS. ALEMÃO. AMÁRICO. ÁRABE. ARMÊNIO. AZERBAIJANO. BASCO. BEMBA. BENGALI. BIELO-RUSSO. BIHARI. BORK. BORK, BORK. BÓSNIO. BRETÃO. BÚLGARO. CAMBODJANO. CATALÃO. ETC. (http://rwi5023.blogspot.com/) Use a interface para escolher o idioma em que deseja visualizar a RÁDIO WEB INESPEC. Os Blogs e sites dos parceiros da RWI estão atualmente disponíveis em vários idiomas: Esse livro será traduzido para o Francês, Alemão, Italiano, Inglês e Russo, considerando que temos parceiros nas nações que falam tais idiomas.

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Este livro está licenciado para os países onde as entidades estão no Consórcio de Universidades – OWC. CONTRATO ORIGINAL – TRADUÇÃO NÃO JURAMENTADA. Condições. Os seguintes termos e condições regem todo o uso do OpenCourseWare Consortium site (OCWC) e todos os conteúdos, serviços e produtos disponíveis no ou através do site, incluindo, mas não limitado a, o OCW site principal, OCWC Wiki, o Toolkit OCW e qualquer OCWC Sites conferência (em conjunto, o "Site"). O site pertence e é operado pelo Consórcio OpenCourseWare, Inc. ("o OCWC"). O Website é oferecido sujeita a sua aceitação, sem modificação de todos os termos e condições contidos neste documento e todas as outras regras operacionais, políticas (incluindo, sem limitação, a Política OCWC de Privacidade) e procedimentos que podem ser publicadas de tempos em tempos no site por do OCWC (coletivamente, este "Acordo"). Por favor, leia este acordo cuidadosamente antes de acessar ou usar o Website. Ao acessar ou utilizar qualquer parte do site, você concorda em estar vinculado pelos termos e condições deste acordo. Se você não concorda com todos os termos e condições deste acordo, então você não pode acessar o site ou utilizar qualquer serviço. Se estes termos e condições são consideradas uma oferta do OCWC, a aceitação é expressamente limitada a estes termos. O site está disponível apenas para indivíduos que são pelo menos 13 anos de idade. 1. Sua Conta OCWC. Se você criar uma conta de usuário no site, você é responsável por manter a segurança de sua conta, e é totalmente responsável por todas as atividades que ocorrem sob ou em conexão com a conta. Você não deve descrever ou atribuir palavras-chave para a sua conta de maneira enganosa ou ilegal, incluindo de uma forma destinada ao comércio sobre o nome ou reputação de outros, e do OCWC pode alterar ou remover qualquer descrição ou palavra-chave que considera inapropriado ou ilegal, ou de outro modo susceptível de provocar a responsabilidade OCWC. Você deve notificar imediatamente o OCWC de qualquer uso não autorizado de sua conta ou quaisquer outras faltas de segurança. O OCWC não será responsável por quaisquer atos ou omissões de você, incluindo

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quaisquer danos de qualquer tipo incorridos como resultado de tais actos ou omissões. 2. Responsabilidade de Contribuintes. Se você enviar material para o site, postar links no site, ou de outra forma (ou permitir que terceiros a fazer) o material disponível por meio do site (qualquer material, "Conteúdo"), você é inteiramente responsável pelo conteúdo de, e qualquer dano resultante do que de conteúdo. Esse é o caso, independentemente de o conteúdo em questão constitui texto, gráficos, um arquivo de áudio, ou software de computador. Ao fazer conteúdo disponível, você declara e garante que: um. o download, upload, cópia e uso do Conteúdo não irá infringir os direitos de propriedade, incluindo, mas não limitado a direitos autorais, marcas, patentes ou direitos de segredo comercial, de qualquer terceiro; b. se o seu empregador tem direitos de propriedade intelectual que você criar, você tem (i) recebeu autorização de seu empregador para publicar ou tornar disponível o conteúdo, incluindo, mas não limitado a qualquer software, ou (ii) garantiu de seu empregador uma renúncia a todos os direitos ou aos conteúdos; c. você tem cumprido plenamente todas as licenças de terceiros relativas ao conteúdo, e ter feito todas as coisas necessárias para o sucesso passam para os usuários finais quaisquer condições exigidas; d. o conteúdo não contém ou instalar vírus, worms, malware, cavalos de Tróia ou outros conteúdos prejudiciais ou destrutivas; e. o conteúdo não é spam, não é máquina ou gerado aleatoriamente, não contém antiético ou indesejado conteúdo comercial projetado para impulsionar o tráfego para sites de terceiros ou impulsionar o motor de pesquisa rankings de sites de terceiros, ou para outros atos ilícitos (como phishing) ou enganar destinatários quanto à origem do material (tal como falsificação) e não contém falso-factual informação de tal modo que o leitor pode não compreender a veracidade do conteúdo; f. o conteúdo não é pornográfico, calunioso ou difamatório, não

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contém ameaças ou incitar a violência contra indivíduos ou entidades, e que não viola os direitos de privacidade ou publicidade de terceiros; g. sua conta não seja chamado de uma maneira que engana os outros a pensar que você é outra pessoa ou organização. Por exemplo, o seu nome de usuário não é o nome de uma pessoa diferente de si mesmo ou de uma organização diferente do seu, e h. você tem, no caso de conteúdo que inclui código de computador, com precisão categorizadas e / ou descritos o tipo, natureza, usos e efeitos dos materiais, se solicitado a fazê-lo pelo OCWC ou não. 3. Licença. Ao enviar conteúdo para o OCWC para inclusão no site, você concede a OCWC uma licença perpétua, mundial, isenta de royalties e não exclusiva para reproduzir, modificar, adaptar e publicar o conteúdo exclusivamente para a finalidade de promover OpenCourseWare. Se você excluir conteúdo, o OCWC envidará esforços razoáveis para removê-lo a partir do site, mas você reconhece que o cache ou referências ao Conteúdo não pode ser feita imediatamente indisponíveis. 4. Remoção. Sem limitar qualquer dessas representações ou garantias, o OCWC tem o direito (mas não a obrigação) de, a critério exclusivo do OCWC de (i) recusar ou remover qualquer conteúdo que, a critério exclusivo da OCWC, a viola qualquer política OCWC ou está em qualquer forma prejudicial ou censurável, ou (ii) rescindir ou negar o acesso ea utilização do site para qualquer pessoa ou entidade, por qualquer motivo, no OCWC de discrição. O OCWC não terá obrigação de fornecer uma restituição de quaisquer valores já pagos. 5. Responsabilidade dos visitantes do site. O OCWC não reviu, e não pode rever, todo o material, incluindo programas informáticos, publicado em um site, e não pode, portanto, ser responsável por que o material de conteúdo, uso ou efeitos. Ao operar o site, o OCWC não representa nem implica que subscreve o material postado lá, ou que acredita que tal material para ser exato, útil ou não prejudicial. Você é

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responsável por tomar as precauções necessárias para proteger a si e seus sistemas de computador contra vírus, worms, cavalos de Tróia e outros conteúdos prejudiciais ou destrutivas. O website pode conter conteúdo ofensivo, imoral ou censurável, bem como o conteúdo que contém imprecisões técnicas, erros tipográficos e outros erros. O Site também pode conter material que viole os direitos de privacidade ou publicidade, ou infrinja a propriedade intelectual e outros direitos de propriedade, de terceiros, ou o download, cópia ou utilização de que está sujeita aos termos e condições adicionais, estabelecidas ou não. O OCWC exime de qualquer responsabilidade por qualquer dano resultante do uso pelos visitantes do site, ou de qualquer descarga por esses visitantes de conteúdo postado lá. 6. Conteúdo publicado em outros sites. Nós não revimos, e não pode rever, todo o material, incluindo software de computador, disponibilizado através dos sites e páginas da web em links que ocwconsortium.org, e que apontam para ocwconsortium.org. O OCWC não tem qualquer controle sobre esses sites não-OCWC e páginas da web, e não é responsável por seu conteúdo ou a sua utilização. Ao vincular a um site não-OCWC ou página da web, o OCWC não representa nem implica que subscreve tal site ou página da web. Você é responsável por tomar as precauções necessárias para proteger a si e seus sistemas de computador contra vírus, worms, cavalos de Tróia e outros conteúdos prejudiciais ou destrutivas. O OCWC exime de qualquer responsabilidade por qualquer dano resultante do uso de não-OCWC sites e páginas da web. 7. Violação de Direitos Autorais e DMCA. Como OCWC pede outros respeitem seus direitos de propriedade intelectual, que respeita os direitos de propriedade intelectual de terceiros. Se você acredita que o material localizado em ou ligados por ocwconsortium.org viola seus direitos autorais, que são incentivados a notificar o OCWC. O OCWC irá responder a todos esses anúncios, incluindo, mas não limitado a,

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como necessário ou conforme seja considerado adequado pelo OCWC, removendo o material de infringir ou desactivar todas as ligações para o material ilícito. No caso de um visitante que pode infringir ou repetidamente viola os direitos autorais e outros direitos de propriedade intelectual do OCWC ou outros, o OCWC pode, a seu critério, rescindir ou negar o acesso e uso do site. No caso de rescisão, o OCWC não terá obrigação de fornecer um reembolso de quaisquer montantes já pagos ao OCWC. 8. Propriedade Intelectual. Este Acordo não transfere do OCWC a você qualquer propriedade ou terceiro partido OCWC intelectual, e todos os títulos, direito e interesses imobiliários, permanecerá (entre as partes) apenas com o OCWC. Qualquer conteúdo licenciado para seu reprodução ou outra utilização é claramente designada pela licença Creative Commons apropriado. Caso contrário, ocwconsortium.org, o logotipo da OCWC, e todas as outras marcas comerciais, marcas de serviço, gráficos e logotipos utilizados em conexão com ocwconsortium.org ou no site são marcas comerciais e / ou marcas comerciais registradas da OCWC ou de seus licenciadores. Outras marcas comerciais, marcas de serviço, gráficos e logotipos utilizados em conexão com o site podem ser marcas comerciais de terceiros. O seu uso do website lhe concede nenhum direito ou licença para reproduzir ou utilizar quaisquer marcas OCWC ou de terceiros. 9. Alterações. O OCWC reserva-se o direito de, a seu exclusivo critério, modificar ou substituir qualquer parte do presente Acordo. É de sua responsabilidade verificar este Acordo periodicamente. Seu uso continuado ou acesso ao site após a publicação de quaisquer alterações a este Acordo constitui aceitação dessas alterações. O OCWC também pode, no futuro, oferecer novos serviços e / ou recursos por meio do site (incluindo o lançamento de novas ferramentas e recursos). Esses novos recursos e / ou serviços estão sujeitos aos termos e condições deste acordo.

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10. Rescisão. O OCWC poderá rescindir seu acesso a todo ou qualquer parte do Website, a qualquer momento, com ou sem justa causa, com ou sem aviso prévio, imediatamente. Se você deseja rescindir este Contrato ou sua conta OCWC, você pode simplesmente interromper o uso do site. Todas as disposições do presente Acordo, que por sua natureza devem sobreviver a rescisão após a rescisão, incluindo, sem limitação, as disposições propriedade, Nota de Garantia, indenização e limitações de responsabilidade. 11. Renúncia de Garantias. O site é fornecido "como está". O OCWC e seus fornecedores e licenciadores isentam de todas as garantias de qualquer tipo, expressa ou implícita, incluindo, sem limitação, as garantias de comercialização, adequação a uma finalidade específica e não-violação. Nem o OCWC nem os seus fornecedores e licenciadores, faz qualquer garantia de que o site será livre de erros ou que seu acesso será contínua ou ininterrupta. Você entende que você baixar, ou obter conteúdos ou serviços através, do Website em sua própria conta e risco. 12. Limitação de Responsabilidade. Em nenhuma hipótese, o OCWC, ou seus fornecedores, licenciadores, afiliados, sucessores ou cessionários ser responsável com relação a qualquer assunto deste Acordo no âmbito de qualquer contrato, negligência, responsabilidade objetiva ou teoria legal ou eqüitativa para: (i) qualquer especial , danos acidentais ou conseqüentes, (ii) o custo de aquisição ou de produtos ou serviços substitutos, (iii) para interrupção do uso ou a perda ou corrupção de dados, ou (iv) por quaisquer valores que excedem as taxas pagas por você para o OCWC nos termos do presente Acordo, durante o período de 12 meses (12) antes da causa da ação. O OCWC não terá nenhuma responsabilidade por qualquer falha ou atraso devido a questões alheias à sua vontade razoável. O disposto neste artigo não se aplica na medida proibida pela lei aplicável.

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13. Representação geral e Garantia. Você declara e garante que (i) a sua utilização do site será em estrita conformidade com a Política de Privacidade OCWC, com este acordo e com todas as leis e regulamentos aplicáveis (incluindo, sem limitação, quaisquer leis ou regulamentos locais em seu país, estado, cidade ou área governamental, relativas à conduta online e ao conteúdo aceitável, incluindo todas as leis aplicáveis com relação à transmissão de dados técnicos exportados dos Estados Unidos ou do país em que você reside) e (ii) o uso do Website não infrinja ou apropriação indevida de direitos de propriedade intelectual de terceiros. 14. Indenização. Você concorda em indenizar e isentar o OCWC, seus contratados, e seus licenciadores, e seus respectivos diretores, diretores, funcionários e agentes de e contra todas e quaisquer reivindicações e despesas, incluindo honorários advocatícios, decorrentes de seu uso do site , incluindo, mas não limitado ao Conteúdo que enviar para o site, sua violação deste Acordo ou no caso de qualquer das representações ou garantias é ou deve ser falsa ou enganosa em qualquer aspecto. 15. Diversos. Este acordo constitui o acordo inteiro entre o OCWC e você sobre o assunto em questão, e que só pode ser modificada por uma emenda por escrito assinado por um executivo autorizado do OCWC, ou pela postagem do OCWC de uma versão revista. Exceto na lei aplicável, se houver, em contrário, este Acordo, qualquer acesso ou utilização do Site será regido pelas leis do Estado de Massachusetts, EUA, excluindo seu conflito às disposições da lei. Com exceção de pedidos de medida cautelar ou de equidade ou reclamações relativas aos direitos de propriedade intelectual (que pode ser interposto em qualquer tribunal competente, sem o destacamento de uma ligação), qualquer litígio decorrente do presente Acordo serão resolvidos arbitragem final e vinculativa no condado de Middlesex, Massachusetts pela Associação Americana de Arbitragem, ao abrigo

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das regras e procedimentos em vigor no momento de entrega e do julgamento sobre o prêmio inscrita deve ser inscrita em qualquer tribunal competente. Se uma das partes não comparecer a qualquer processo de arbitragem corretamente notou, o prêmio pode ser introduzido contra o partido não obstante a sua não comparência. As partes concordam em compartilhar igualmente o custo da referida arbitragem, exceto que, a critério do árbitro, qualquer decisão pode incluir o custo de um advogado de uma das partes se o árbitro determina expressamente que a parte contra a qual a sentença é inserido causou o controvérsia, disputa ou reivindicação de ser submetido a arbitragem como uma ação frívola ou dilatória. A arbitragem terá lugar no idioma Inglês e da decisão arbitral pode ser executada em qualquer tribunal. Se qualquer parte deste Acordo for considerada inválida ou inexeqüível, essa parte será para refletir a intenção original das partes, e as parcelas restantes permanecerão em pleno vigor e efeito. A renúncia por qualquer das partes de qualquer termo ou condição deste Contrato, ou qualquer violação da mesma, em qualquer instância, não vai renunciar termo ou condição ou qualquer violação subseqüente. Você pode transferir seus direitos sob este Acordo a qualquer partido que consente, e concorda em ficar vinculado por seus termos e condições, o OCWC pode ceder seus direitos sob este Contrato sem qualquer condição. Este acordo será vinculativo e será usado para o benefício das partes, seus sucessores e cessionários autorizados. Nos termos da licença já transcrita as Universidades e Instituições a seguir relacionadas podem reproduzir o presente Tomo em seus programas de estudos programados. 1. African Virtual University; 2. China Open Resources for Education; 3. Fundação Getulio Vargas - FGV Online; 4. Japan OCW Consortium; 5. Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health;

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6. Korea OCW Consortium; 7. Massachusetts Institute of Technology; 8. Netease Information Technology (Beijing) Co., Ltd;. 9. Open University Netherlands; 10. Taiwan OpenCourseWare Consortium; 11. Tecnológico de Monterrey; 12. TU Delft; 13. Tufts University; 14. UNIVERSIA; 15. Universidad Politécnica Madrid; 16. University of California, Irvine; 17. University of Michigan; 18. University of the Western Cape.

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Introdução. Com o objetivo de capacitar pessoas que estejam interessadas em ingressar na profissão de AUXILIAR DE LABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS, que é uma área que realmente exige um profissional capacitado, ou para quem deseja se atualizar na área, o Núcleo de Educação Continuada do Instituto de Ensino, Pesquisa, Extensão e Cultura, escalou o Professor César Augusto Venâncio da Silva, para ministrar no EAD-CAEE-NECINESPEC, um Curso voltado a profissionais que já atuam nesta área, ou desejam ingressar no campo profissional especifico, buscando a excelência do desempenho profissional exigida pelo mercado das empresas de Assistência Farmacêutica no seguimento Laboratório de Análises Clínicas. Por conta da indicação do professor citado, a Coordenação do CAEENEC-INESPEC atendeu a solicitação para com o apoio da Editora, Free INESPEC publicar o presente e-book denominado Bioquímica Aplicada.

O presente material didático estará disponível gratuitamente no site do Professor César Augusto Venâncio da Silva, intitulado: Bioquímica Aplicada. Porém se o discente desejar poderá solicitar o LIVRO BROCHURA a custo de mercado que estará disponível o

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valor no site citado. As aulas do Curso serão reprisadas na REDE VIRTUAL INESPEC, em vídeo e áudio. Os sites disponíveis poderão ser linkados no site da REDE CEARÁ, no endereço: http://www.radioonlineinespec.comunidades.net/ http://rviredeceara.webnode.com/; http://radiowebinespec1.listen2mymusic.com /; http://radiowebinespec1.radiostream321.com ; http://radiowebinespec1.listen2myshow.com/ ; http://radiowebinespec1.radio12345.com/; http://radiowebinespec1.radiostream123.com /; http://inespecmundial.listen2myradio.com; http://inespecmundial.listen2mymusic.com; http://caee2012.blogspot.com.br/ http://inespecmundial.radiostream321.com; http://edital7neceadinespec.blogspot.com.br/ Coordenação. Núcleo de Educação Continuada CENTRO DE ATENDIMENTO http://inespecmundial.listen2myshow.com; http://inespecmundial.radio12345.com; http://inespecmundial.radiostream123.com.

EDUCACIONAL ESPECIALIZADO INSTITUTO DE ENSINO, PESQUISA, EXTENSÃO E CULTURA. CAEE NEC EAD CURSOS

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Prólogo – Intróito. Em Laboratórios de Análises podem ser desenvolvidos diversos procedimentos científicos, entre vários podemos sugerir à Anatomia Patológica - diagnóstico laboratorial. Nesse seguimento encontramos serviços de qualidade, onde os anatomopatologistas e técnicos avaliam através de um rigoroso processo, o diagnóstico e prognóstico de patologias na espécie humana, destacando-se como principais áreas de intervenção a histopatologia e a citopatologia. O Laboratório de Anatomia Patológica caracteriza-se pela: Qualidade da resposta em tempo útil (resultados de exames de citologia aspirativa após 4 horas); Equipa com diferentes áreas de especialização; Coloração de tecidos e montagem de lâminas totalmente automatizada; Automatização da citologia em meio líquido (ThinPrep); Possibilidade de execução de todas as técnicas para obtenção de um diagnóstico completo (ênfase na Oncologia) como imunohistoquímica, FISH e CISH. São realizados os seguintes exames: Citologia cérvico vaginal convencional; Citologia cérvico vaginal monocamada (ThinPrep); Citologia Aspirativa (Mama, Tirideia, Gânglio e restantes órgãos/massas superficiais); Histologia de Biopsia; Histologia de peças operatórias; Imunohistoquímica (Caracterização dos linfomas, receptores hormonais, HER2, RGFR); CISH; FISH.

Outros exames podem ser realizados por determinados tipos de laboratórios, entre estes podemos citar: O Serviço de Genética de um Laboratório surge naturalmente com o objetivo de fazer face à crescente necessidade de uma melhor e mais rápida capacidade de diagnóstico na área da Genética Molecular, Bioquímica, Citogenética e no estudo de doenças genéticas humanas, tais como: Cromossomopatias; Doenças mono e poligênicas; Aconselhamento
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genético; Diagnóstico pré-natal; Genética oncológica. Desenvolve a sua atividade em várias vertentes, que se interligam e complementam: aconselhamento genético; prestação de serviços de diagnóstico à comunidade, incluindo o diagnóstico de doenças genéticas, constitucionais e somáticas; investigação e desenvolvimento; formação complementar de recursos humanos. Implementa e desenvolve ainda os processos metodológicos mais avançados, devendo estar dotado de equipamentos de primeira linha, assim como participar em programas de Avaliação Externa de Qualidade, nomeadamente, o NEQAS (United Kingdom External Quality Assessement Schemes). Na prática existem diversos procedimentos a serem observados na organização das atividades de um laboratório. Podemos nessa fase introdutória sugerir. Passo 1 - Recepção - Atendimento e abertura dos processos individuais dos utentes, sua orientação até a colheita; Passo 2 – Colheitas - Colheita das amostras biológicas, formação e informação relacionada com o material de colheita de acordo com a natureza do produto e a determinação analítica a efetuar. Atendimento profissional e afável dos utentes assegurando o respeito integral pelos seus direitos. Passo 3 – Triagem - Execução e controlo da fase pré-analítica do Laboratório, designadamente pela recepção, verificação, processamento e manipulação primária das amostras biológicas. Registro das falhas de colheita e sua comunicação aos postos de colheita, laboratórios ou hospitais. Passo 4 - Área Analíticas – Nesse momento dependendo da natureza técnica - cientifica do laboratório podem-se direcionar a coleta para os serviços: 1. Serviço de Genética; 2. Core Laboratorial; 3. Imunologia; 4. Química Clínica; 5. Radioimunoensaio;

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6. Microbiologia; 7. Biologia Molecular. Etc. Passo 5 - Área Pós-Analítica - Processamento, preparação para envio e entrega dos Boletins de Análise. Nota do Autor. Por apego ao discurso da cultura aplicada, e visando orientar os interessados entendemos como: Serviço de Genética. Estuda as áreas da Genética Molecular, Bioquímica, Citogenética, assim como o estudo de doenças genéticas humanas: cromossomopatias, doenças mono e poligênicas, aconselhamento genético, diagnóstico pré-natal, genética oncológica. Core Laboratorial. Determinações em soro: Estudo químico dos diversos sistemas metabólicos e da homeostasia relacionados com o funcionamento fisiológico e fisiopatológico dos diversos órgãos e sistemas através da determinação quantitativa ou qualitativa de *analitos presentes em diversas amostras biológicas; Estudo bioquímico dos hidratos de carbono, proteínas, lípidos, iões, vitaminas e enzimas; Determinações biotoxicológicas para monitorização de fármacos; Pesquisa e rastreio do consumo de drogas ilícitas e de outras substâncias psicoativas; Estudo bioquímico e avaliação funcional dos eixos endocrinológicos principais; Diagnóstico direto ou indireto, pesquisa e quantificação de marcadores séricos de doenças infecciosas resultantes da resposta do hospedeiro a diversos agentes infecciosos. Determinações em sangue total: Estudo quantitativo e qualitativo dos elementos figurados do sangue; Estudo das alterações quantitativas, qualitativas e funcionais da coagulação e hemóstase; Fenotipagem sanguínea do sistema AB0 e Rh; Estudo da agregação plaquetária. Determinações em urina: Estudo físico-químico e exame microscópico, com caracterização e avaliação quantitativa e/ou qualitativa, dos elementos figurados nas amostras de urina; Doseamento de diversos analitos em amostras de urina. Analitos. Uma análise química é um processo que fornece informações químicas ou físicas sobre uma amostra ou sobre a amostra. Existem diversas técnicas de análise química, normalmente referindo-se a técnicas em via úmida e instrumental. Análise química é o

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conjunto de técnicas de laboratório utilizadas na identificação das espécies químicas envolvidas em uma reação, como também a quantidade dessas espécies. As análises químicas podem ser realizadas de três diferentes formas: quantitativamente, qualitativamente ou apenas imediata. Análise imediata: consiste em isolar as espécies que constituem o material, esse isolamento pode ser feito manualmente. Por exemplo, se queremos analisar uma amostra sólida e esta estiver inserida em um meio líquido, é preciso retirar este sólido do meio aquoso; Análise qualitativa: essa etapa identifica a composição do material, é preciso instrumentos apropriados para executar este procedimento. O resultado neste caso pode ser obtido pela mistura de outro componente à mistura; Análise quantitativa: é a análise mais criteriosa, além de saber do que se trata o material ainda é preciso saber a quantidade do componente em questão dentro da amostra. Foi seguindo esses passos básicos que a ciência evoluiu e chegou ao que é hoje: essencial na descoberta de curas de doenças, na tecnologia, entre outros benefícios. * Analito é a parte da amostra que é o foco da análise química. Imunologia. Diagnóstico direto ou indireto, caracterização, quantificação e

confirmação da presença de marcadores séricos de doença infecciosa, resultantes da resposta do hospedeiro a diversos agentes agressores. Estudo qualitativo e quantitativo de anticorpos, antígenos e sua caracterização. Pesquisa direta de vírus, bactérias, fungos e parasitas. Determinação de citoquinas, moléculas de adesão, péptidos e antioxidantes. Estudo da autoreatividade através da pesquisa e/ou doseamento dos autoanticorpos ou da identificação das suas especificidades antigênicas.

Química Clínica. Estudo laboratorial de metabolitos, hormonas, vitaminas, elementos traço, neurotransmissores, metais pesados e outros bioconstituintes através do recurso a sistemas analíticos próprios. Confirmação da presença de drogas ilícitas em diversos produtos biológicos. Monitorização de fármacos e identificação dos seus metabolitos. Análise físico-química e espectroscópica do cálculo urinário, vesículo-biliar e prostático. Radioimunoensaio. Estudo bioquímico e avaliação funcional dos eixos

endocrinológicos. Estudo laboratorial da doença alérgica e das atopias.
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Microbiologia. Estudo laboratorial das doenças infecciosas de etiologia bacteriana, micológica e parasitológica, através do exame morfológico direto, do isolamento, identificação e determinação da resistência aos agentes antimicrobianos, dos microrganismos presentes em diferentes amostras biológicas. Monitorização da eficácia da terapêutica antibiótica. Biologia Molecular. Estudo qualitativo e quantitativo de seqüências genômicas de ácidos nucléicos específicas de microrganismos potencialmente patogênicos. ANÁLISES CLÍNICAS NO BRASIL. Feitas as especificações acima esse e-book se direciona ao seguimento de formação em educação continuada no eixo: Análises clínicas. O presente livro tem uma destinação, subsidiar os alunos dos cursos de AUXILIAR DE LABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS, espalhados pelo Brasil, como uma referência bibliográfica básica, além de outras que podem ser recomendadas ou indicadas e ou adotadas pelos docentes dos cursos. Os auxiliares são profissionais que atua em Laboratórios de Análises Clínicas, prestando auxílio ao Bioquímico ou Biomédico, na coleta de materiais e na realização de exames nas mais diversas áreas, além de desenvolver o conhecimento de toda a rotina de trabalho em Laboratórios de Análises Clínicas. A recomendação é que os alunos sejam teoricamente preparados e treinados para ao término do curso esteja apto para trabalhar em Laboratórios de Análises Clínicas, Bancos de Sangue e Hospitais Públicos e Privados. A equipe do CENTRO DE ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO, CAEE INESPEC, através do NÚCLEO DE EDUCAÇÃO CONTINUADA espera desenvolver uma série de cursos modulados que no final atinja um conteúdo programático visando qualificar esse futuro profissional. Assim nasce a série LABORATÓRIO EM ANALISES CLÍNICAS. O conteúdo proposto para uma boa formação no nosso entendimento deve perpassar as temáticas: CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:

PROCESSO DE TRABALHO EM LABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS;

• •

PARASITOLOGIA; HEMATOLOGIA;

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• • • •

MICROBIOLOGIA; IMUNOLOGIA; NOÇÕES DE BIOQUÍMICA; URINÁLISE.

Principais áreas no laboratório hospitalar. Dentro de um laboratório hospitalar de análises clínicas os AUXILIAR DE

LABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS, espalhados pelo Brasil, tem mercado de trabalho para cinco seguimentos especializados: Hematologia; Microbiologia; Imunologia; Química clínica e Parasitologia. Atualmente, com o objetivo de obter respostas mais rápidas, a fim de aperfeiçoar o tempo do profissional, muitos exames estão sendo realizados por aparelhos automatizados. Este fato permite uma análise em maior escala e propicia aos clínicos uma resposta mais breve do estado fisiológico do paciente, possibilitando uma intervenção mais ágil, aumentando assim a possibilidade de salvar mais vidas humanas. Setores como a microbiologia e outros onde existem alguns exames de maior especificidade, continuam a executar suas atividades manualmente, seja por possuir uma menor rotina, ou por ainda não estarem com métodos automatizados padronizados. Os fluidos mais comuns para exame são: sangue, urina, fezes e expectoração. No entanto em ambiente hospitalar poderá ser encontrado ainda: liquido sinovial, pleural, céfalo-raquidiano, pus, entre outros. Entre os exames solicitados com maior freqüência temos: hemograma completo, bioquímica do sangue (dosagem de glicose, uréia, creatinina, colesterol total e fracções, triglicerídeos, ácido úrico, etc), hemostasia (coagulograma), imunologia (teste imunológico de gravidez, teste luético, antiestreptolisina o, proteína c reativa, etc), exame parasitológico de fezes, sumário de urina, culturas bacteriológicas, antibiograma, etc. Para fins didáticos podemos afirmar que as análises clínicas são executas por farmacêuticos, biomédicos, bioquímicos e médicos. RESOLUÇÃO Nº 296 - DE 25 DE JULHO DE 1996 Ementa: Normatiza o exercício das análise clínicas pelo farmacêutico bioquímico. (...)O Conselho Federal de Farmácia, no exercício das atribuições que lhe são conferidas pela alínea "g" do artigo 6º, da Lei Federal nº 3.820, de 11 de novembro de 1960, Considerando os termos do Decreto Federal nº 20.377, de 08 de setembro de 1931, que estabelece que o exercício da profissão farmacêutica compreende as análises reclamadas pela Clínica Médica; Considerando os termos do Decreto nº 85.878, de 07 de abril de

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1981, que regulamenta a privatividade da profissão farmacêutica. RESOLVE: Art. 1º O Farmacêutico-bioquímico, devidamente registrado no Conselho Regional de Farmácia respectivo, poderá exercer a responsabilidade técnica de laboratório de análises clínicas competindo-lhe realizar todos os exames reclamados pela clínica médica, nos moldes da lei, inclusive, no campo de toxicologia, citopatologia, hemoterapia e biologia molecular. Art. 2º - O Farmacêutico-bioquímico poderá exercer as funções e responsabilidades de Diretor do Laboratório, Supervisor ou Técnico a que pertencer. Art. 3º - O responsável técnico deverá datar e assinar os laudos realizados sob sua responsabilidade, constando obrigatoriamente o seu registro profissional. Art. 4º Os laboratórios cuja direção técnica seja exercida por farmacêutico bioquímico, terão seus laudos assinados pelos chefes dos setores, plantonistas ou substitutos que deverão ser legalmente habilitados, quando em setores especializados. Art. 5º - Os farmacêuticos bioquímicos poderão utilizar em seus laudos, rubricas eletrônicas que deverão ser usadas sob proteção de senhas pois serão semelhantes às do próprio punho, para efeitos legais. Parágrafo único - As assinaturas ou rubricas eletrônicas, previstas no artigo anterior deverão ser sempre seguidas dos nomes completos e número do registro profissional respectivo. Art. 6º - A presente Resolução entrará em vigor na data de sua publicação. Sala das Sessões, 25 de julho de 1996. ARNALDO ZUBIOLI – Presidente. Estes profissionais são supervisionados e tem seu trabalho validado pelo responsável técnico legal pelo laboratório clínico (RT no Brasil). A fiscalização do laboratório fica a cargo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária e dos técnicos de nível superior por seus respectivos conselhos profissionais. No caso dos profissionais Bioquímicos (não confundir com farmacêutico-bioquímico, no Brasil), o Decreto Federal nº 85.877, de 7 de abril de 1981, determina a direção, supervisão, programação, coordenação, orientação e responsabilidade técnica no âmbito das respectivas atribuições com relação aos ramos da química ligados a bioquímica, toxicologia e química clínica(Ver textos das norma nos ANEXO I, ANEXO II, ANEXO III, ANEXO IV e ANEXO V). Diz o artigo quarto da norma citada a) laboratórios de análises que realizem exames de caráter químico, físico-químico, químico-biológico, fotoquímico, bromatológico, químicotoxicológico, sanitário e químico legal; b) órgãos ou laboratórios de análises clínicas ou de saúde pública ou a seus departamentos especializados, no âmbito de suas atribuições. Nesta área, o analista clínico analisa os fluidos biológicos humanos ao passo que o patologista examina os tecidos através da análise microscópica de cortes histológicos.

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ANEXO I Presidência Casa Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI No 2.800, DE 18 DE JUNHO DE 1956.. Cria os Conselhos Federal e Regionais de Vide Decreto nº 85.877, de 1981 Química, dispõe sôbre o exercício da profissão de químico, e dá outras providências. da República Civil

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA , faço saber que o CONGRESSO NACIONAL decreta e eu sanciono a seguinte Lei: CAPíTULO I DOS CONSELHOS DE QUÍMICA Art 1º A fiscalização do exercício da profissão de químico, regulada no decreto-lei n.º 5.452, de 1 de maio de 1943 - Consolidação das Leis do Trabalho, Título III, Capítulo I, Seção XIII - será exercida pelo Conselho Federal de Química e pelos Conselhos Regionais de Química, criados por esta lei. Art 2º O Conselho Federal de Química e os Conselhos Regionais de Química são dotados de personalidade jurídica de direito público, autonomia administrativa e patrimonial. Art 3º A sede do Conselho Federal de Química será no Distrito Federal. Art 4º O Conselho Federal de Química será constituído de brasileiros natos ou naturalizados, registrados de acôrdo com o art. 25 desta lei e obedecerá à seguinte composição: a) um presidente, nomeado pelo Presidente da República e escolhido dentre os nomes constantes da lista tríplice organizada pelos membros do Conselho;
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b) nove conselheiros federais efetivos e três suplentes, escolhidos em assembléia constituída por delegado-eleitor de cada Conselho Regional de Química; c) três conselheiros federais efetivos escolhidos pelas congregações das escolas padrões, sendo um engenheiro químico pela Escola Politécnica de São Paulo, um químico industrial pela Escola Nacional de Química e um bacharel em química pela Faculdade Nacional de Filosofia. Parágrafo único. O número de conselheiros federais poderá ser ampliado de mais três, mediante resolução do Conselho Federal de Química, conforme necessidades futuras. Art 5º Dentre os nove conselheiros federais efetivos de que trata a letra b do art. 4º da presente lei, três devem representar as categorias das escolas-padrões mencionadas na letra c , do mesmo artigo. § 1º Haverá entre os nove conselheiros, no mínimo, 1/3 de engenheiros químicos e 1/3 de químicos industriais ou químicos industriais agrícolas ou químicos. § 2º Haverá, também, entre os nove conselheiros, um técnico químico. Art 6º Os três suplentes indicados na letra b do art. 4º desta lei deverão ser profissionais correspondentes às três categorias de escolas-padrões. Art 7º O mandato do presidente e dos conselheiros federais efetivos e dos suplentes será honorífico e durará três anos. Parágrafo único. O número de conselheiros será renovado anualmente pelo terço. Art 8º São atribuições do Conselho Federal de Química: a) organizar o seu regimento interno; b) aprovar os regimentos internos organizados pelos Conselhos Regionais, modificando o que se tornar necessário, a fim de manter a unidade de ação;

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c) tomar conhecimento de quaisquer dúvidas suscitadas pelos Conselhos Regionais de Química e dirimi-las; d) julgar em última instância os recursos das deliberações dos Conselhos Regionais de Química; e) publicar o relatório anual dos seus trabalhos e, periòdicamente, a relação de todos os profissionais registrados; f) expedir as resoluções que se tornem necessárias para a fiel interpretação e execução da presente lei; g) propor ao Govêrno Federal as modificações que se tornarem convenientes para melhorar a regulamentação do exercício da profissão de químico; h) deliberar sôbre questões oriundas de exercício de atividades afins às do químico; i) deliberar sôbre as questões do exercício, por profissionais liberais, de atividades correlacionadas com a química, que, à data desta lei, vinham exercendo; j) deliberar sôbre as questões oriundas do exercício das atividades de técnico de laboratório; l) convocar e realizar, periòdicamente, congressos de conselheiros federais e regionais para estudar, debater e orientar assuntos referentes à profissão. Parágrafo único. As questões referentes às atividades afins com outras profissões serão resolvidas através de entendimento com as entidades reguladoras dessas profissões. Art 9º O Conselho Federal de Química só deliberará com a presença mínima da metade mais um de seus membros. Parágrafo único. As resoluções a que se refere a alínea f do art. 3º só serão válidas quando aprovadas pela maioria dos membros do Conselho Federal de Química.

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Art 10. Ao presidente do Conselho Federal de Química compete, além da direção do Conselho, a suspensão de decisão que o mesmo tome e lhe pareça inconveniente. Parágrafo único. O ato da suspensão vigorará até novo julgamento do caso, para o qual o presidente convocará segunda reunião, no prazo de 30 dias, contados do seu ato; se, no segundo julgamento, o Conselho mantiver, por dois terços de seus membros, a decisão suspensa, esta entrará em vigor imediatamente. Art 11. O presidente do Conselho Federal de Química é o responsável administrativo pelo Conselho Federal de Química, inclusive pela prestação de contas perante o órgão federal competente. Art 12. O Conselho Federal de Química fixará a composição dos Conselhos Regionais de Química, procurando organizá-los à sua semelhança, e promoverá a instalação de tantos órgãos quantos forem julgados necessários, fixando as suas sedes e zonas de jurisdição. Art 13. As atribuições dos Conselhos Regionais de Química são as seguintes: a) registrar os profissionais de acôrdo com a presente lei e expedir a carteira profissional; b) examinar reclamações e representações escritas acêrca dos serviços de registro e das infrações desta lei e decidir, com recurso, para o Conselho Federal de Química; c) fiscalizar o exercício da profissão, impedindo e punindo as infrações à lei, bem como enviando às autoridades competentes relatórios documentados sôbre fatos que apuraram e cuja solução não seja de sua alçada; d) publicar relatórios anuais dos seus trabalhos, e, periòdicamente, a relação dos profissionais registrados; e) organizar o seu regimento interno, submetendo-o à aprovação do Conselho Federal de Química; f) sugerir ao Conselho Federal de Química as medidas necessárias à regularidade dos serviços e à fiscalização do exercício profissional;
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g) admitir a colaboração dos sindicatos e associações profissionais nos casos das matérias das letras anteriores; h) eleger um delegado-eleitor para a assembléia referida na letra b do art. 4º. Art 14. A escolha dos conselheiros regionais efetuar-se-á em assembléias realizadas nos conselhos regionais, separadamente por delegados das escolas competentes e por delegados-eleitores dos sindicatos e associações de profissionais registrados no Conselho Regional respectivo. Art 15. Tôdas as atribuições estabelecidas no decreto-lei n.º 5.452, de 1 de maio de 1943 - Consolidação das Leis do Trabalho - referentes ao registro, à fiscalização e à imposição de penalidades, quanto ao exercício da profissão de químico, passam a ser de competência dos Conselhos Regionais de Química. Art 16. Os Conselhos Regionais de Química poderão, por procuradores seus, promover, perante o Juízo da Fazenda Pública e mediante o processo de executivo fiscal, a cobrança das penalidades ou anuidades previstas para a execução da presente lei. Art 17. A responsabilidade administrativa de cada Conselho Regional cabe ao respectivo presidente, inclusive a prestação de contas perante o órgão federal competente. Art 18. O exercício da função de conselheiro federal ou regional de química, por espaço de tempo não inferior a dois terços do respectivo mandato, será considerado serviço relevante. Parágrafo único. O Conselho Federal de Química concederá, aos que se acharem nas condições dêste artigo, o certificado de serviço relevante prestado à Nação, independente de requerimento do interessado, até sessenta (60) dias após a conclusão do mandato. Art 19. O conselheiro federal ou Regional que, durante um ano, faltar, sem licença prévia do respectivo Conselho, a seis (6) sessões consecutivas ou não, embora com

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justificação, perderá automàticamente o mandato, que passará a ser exercido, em caráter efetivo, pelo respectivo suplente. CAPíTULO II DOS PROFISSIONAIS E DAS ESPECIALIZAÇÕES DA QUÍMICA Art 20. Além dos profissionais relacionados no decreto-lei n.º 5.452, de 1 de maio de 1943 - Consolidação das Leis do Trabalho - são também profissionais da química os bacharéis em química e os técnicos químicos. § 1º Aos bacharéis em química, após diplomados pelas Faculdades de Filosofia, oficiais ou oficializadas após registro de seus diplomas nos Conselhos Regionais de Química, para que possam gozar dos direitos decorrentes do decreto-lei n.º 1.190, de 4 de abril de 1939, fica assegurada a competência para realizar análises e pesquisas químicas em geral. § 2º Aos técnicos químicos, diplomados pelos Cursos Técnicos de Química Industrial, oficiais ou oficializados, após registro de seus diplomas nos Conselhos Regionais de Química, fica assegurada a competência para: a) análises químicas aplicadas à indústria; b) aplicação de processos de tecnologia química na fabricação de produtos, subprodutos e derivados, observada a especialização do respectivo diploma; c) responsabilidade técnica, em virtude de necessidades locais e a critérios do Conselho Regional de Química da jurisdição, de fábrica de pequena capacidade que se enquadre dentro da respectiva competência e especialização. § 3º O Conselho Federal de Química poderá ampliar o limite de competência conferida nos parágrafos precedentes, conforme o currículo escolar ou mediante prova de conhecimento complementar de tecnologia ou especialização, prestado em escola oficial. Art 21. Para registro e expedição de carteiras profissionais de bacharéis em química e técnicos químicos, serão adotadas normas equivalentes às exigidas no decreto-lei n.º
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5.452, de 1 de maio de 1943 - Consolidação das Leis do Trabalho - para os mais profissionais da química. Art 22. Os engenheiros químicos registrados no Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura, nos têrmos do decreto-lei n.º 8.620, de 10 de janeiro de 1946, deverão ser registrados no Conselho Regional de Química, quando suas funções, como químico, assim o exigirem. Art 23. Independente de seu registro no Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura, os engenheiros industriais, modalidade química, deverão registrar-se no Conselho Regional de Química, para o exercício de suas atividades como químico. Art 24. O Conselho Federal de Química, em resoluções definirá ou modificará as atribuições ou competência dos profissionais da química, conforme as necessidades futuras. Parágrafo único. Fica o Conselho Federal de Química, quando se tornar conveniente, autorizado a proceder à revisão de suas resoluções, de maneira a que constituam um corpo de doutrina, sob a forma de Consolidação. CAPíTULO III DAS ANUIDADES E TAXAS Art 25. O profissional da química, para o exercício de sua profissão, é obrigado ao registro no Conselho Regional de Química a cuja jurisdição estiver sujeito, ficando obrigado ao pagamento de uma anuidade ao respectivo Conselho Regional de Química, até o dia 31 de março de cada ano, acrescida de 20% (vinte por cento) de mora, quando fora dêste prazo. Art 26. Os Conselhos Regionais de Química cobrarão taxas pela expedição ou substituição de carteira profissional e pela certidão referente à anotação de função técnica ou de registro de firma. Art 27. As turmas individuais de profissionais e as mais firmas, coletivas ou não, sociedades, associações, companhias e emprêsas em geral, e suas filiais, que explorem

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serviços para os quais são necessárias atividades de químico, especificadas no decretolei n.º 5.452, de 1 de maio de 1943 - Consolidação das Leis do Trabalho - ou nesta lei, deverão provar perante os Conselhos Regionais de Química que essas atividades são exercidas por profissional habilitado e registrado. Parágrafo único. Aos infratores, dêste artigo será aplicada pelo respectivo Conselho Regional de Química a multa de Cr$500,00 (quinhentos cruzeiros) a Cr$5.000,00 (cinco mil cruzeiros). Parágrafo único. Os infratores dêste artigo incorrerão em multa de 1 (um) a 10 (dez) salários-mínimos regionais, que será aplicada em dôbro, pelo Conselho Regional de Química competente, em caso de reincidência. (Redação dada pela Lei nº 5.735, de 1971) Art 28. As firmas ou entidades a que se refere o artigo anterior são obrigadas ao pagamento de anuidades ao Conselho Regional de Química em cuja jurisdição se situam, até o dia 31 de março de cada ano, ou com mora de 20% (vinte por cento) quando fora dêste prazo. Art 29. O Poder Executivo proverá, em decreto, à fixação das anuidades e taxas a que se referem os artigos 25, 26 e 28, e sua alteração só poderá ter lugar com intervalos não inferiores a três anos, mediante proposta do Conselho Federal de Química. Art 30. Constitui renda do Conselho Federal de Química, o seguinte: a) 1/4 da taxa de expedição da carteira profissional; b) 1/4 da anuidade de renovação de registro; c) 1/4 das multas aplicadas de acôrdo com a presente lei; d) doações; e) subvenções dos Govêrnos; f) 1/4 da renda de certidões.

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Art 31. A renda de cada Conselho Regional de Química será constituída do seguinte: a) três quartos (3/4) da renda proveniente da expedição de carteiras profissionais; b) três quartos (3/4) da anuidade de renovação de registro; c) três quartos (3/4) das multas aplicadas de acordo com a presente lei; d) doações; e) subvenções dos Governos; f) três quartos (3/4) da renda de certidões. CAPíTULO IV DISPOSIÇÕES GERAIS Art 32. Os processos de registro de licenciamento, que se encontrarem ainda sem despacho, no Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio, deverão ser renovados pelos interessados perante o Conselho Federal de Química, dentro em cento e oitenta (180) dias a contar da data de constituição dêsse Conselho, ao qual caberá decidir a respeito. Art 33. Aos químicos licenciados, que se registraram em conseqüência do decreto n.º 24.693, de 12 de julho de 1934, ficam asseguradas as vantagens que lhe foram conferidas por aquêle decreto. Art 34. Os presidentes dos Conselhos Federal e Regionais de Química prestarão anualmente suas contas perante o Tribunal de Contas da União. § 1º A prestação de contas do presidente do Conselho Federal de Química será feita diretamente ao referido Tribunal, após aprovação do Conselho. § 2º A prestação de contas dos presidentes dos Conselhos Regionais de Química será feita ao referido Tribunal por intermédio do Conselho Federal de Química.

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§ 3º Cabe aos presidentes de cada Conselho a responsabilidade pela prestação de contas. Art 35. Os casos omissos verificados nesta lei serão resolvidos pelo Conselho Federal de Química. CAPíTULO V DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS Art 36. A assembléia que se realizar para a escolha dos nove primeiros conselheiros efetivos e dos três primeiros conselheiros suplentes do Conselho Federal de Química, previstos na conformidade da letra b do art. 4º desta lei, será presidida pelo consultor técnico do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio e se constituirá dos delegados-eleitores dos sindicatos e associações de profissionais de química, com mais de um ano de existência legal no país, eleitos em assembléias das respectivas instituições, por voto secreto e segundo as formalidades estabelecidas para a escolha de suas diretorias ou órgãos dirigentes. § 1º Cada sindicato ou associação indicará um único delegado-eleitor que deverá ser, obrigatòriamente, seu sócio efetivo e no pleno gôzo de seus direitos sociais, e profissional da química, possuidor de registro como químico diplomado ou possuidor de diploma de bacharel em química ou técnico químico. § 2º Só poderá ser eleito, na assembléia a que se refere êste artigo, para exercer o mandato de conselheiro federal de química, o profissional de química que preencha as condições estabelecidas no art. 4º desta lei. § 3º Os sindicatos ou associações de profissionais de química, para obterem seus direitos de representação na assembléia a que se refere êste artigo, deverão proceder dentro do prazo de noventa (90) dias, a partir da data desta lei, ao seu registro prévio perante o consultor técnico do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio, mediante a apresentação de seus estatutos e mais documentos julgados necessários.

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§ 4º Os três conselheiros referidos na letra c do art. 4º da presente lei serão credenciados pelas respectivas escolas junto ao consultor técnico do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio. Art 37. O Conselho Federal de Química procederá, em sua primeira sessão, ao sorteio dos conselheiros federais de que tratam as letras b e c do art. 4º desta lei que deverão exercer o mandato por um, por dois ou por três anos. Art 38. Em assembléia dos conselheiros federais efetivos, eleitos na forma do art. 4º presidida pelo consultor Técnico do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio, serão votados os três (3) nomes de profissionais da química que deverão figurar na lista tríplice a que se refere a letra a do art. 4º da presente lei, para escolha, pelo Presidente da República, do primeiro presidente do Conselho Federal de Química. Art 39. O Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio, pelo órgão competente, fornecerá cópias dos processos existentes naquele Ministério, relativos ao registro de químico, quando requisitados pelo Conselho Federal de Química. Art 40. Durante o período de organização do Conselho Federal de Química, o Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio designará um local para sua sede, e, à requisição do presidente dêste instituto, fornecerá o material e pessoal necessários ao serviço. Art 41. Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. Rio de Janeiro, em 18 de junho de 1956; 135º da Independência e 68º da República. JUSCELINO Parsifal Clovis Salgado Este texto não substitui o publicado no D.O.U. de 19.6.1956 KUBITSCHEK Barroso

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ANEXO II Presidência Casa Subchefia para Assuntos Jurídicos DECRETO Nº 85.877, DE 7 DE ABREIL DE 1981. Estabelece normas para execução da Lei nº Lei nº 2.800 2.800, de 18 de junho de 1956, sobre o exercício da profissão de químico, e dá outras providências O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o artigo 81, item III, da Constituição, DECRETA: Art. 1º O exercício da profissão de químico em qualquer de suas modalidades, compreende: I - direção, supervisão, programação, coordenação, orientação e responsabilidade técnica no âmbito das respectivas atribuições; II - assistência, consultoria, formulações, elaboração de orçamentos, divulgação e comercialização relacionadas com a atividade de químico; III - ensaios e pesquisas em geral, pesquisa e desenvolvimento de métodos e produtos; IV - análise química e físico-química, químico-biológica, fitoquímica, bromatológica, químico-toxicólogica, sanitária e legal, padronização e controle de qualidade; V - produção e tratamento prévio e complementar de produtos e resíduos químicos; da República Civil

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VI - vistoria, perícia, avaliação, arbitramento e serviços técnicos, elaboração de pareceres, laudos e atestados, no âmbito das respectivas atribuições; VII - operação e manutenção de equipamentos e instalações relativas à profissão de químico e execução de trabalhos técnicos de químico; VIII - estudos de viabilidade técnica e técnico-econômica, relacionados com a atividade de químico; IX - condução e controle de operações e processos industriais, de trabalhos técnicos, montagens, reparos e manutenção; X - pesquisa e desenvolvimento de operações e processos industriais; XI - estudo, elaboração e execução de projetos da área; XII - estudo, planejamento, projeto e especificações de equipamentos e instalações industriais relacionadas com a atividade de químico; XIII - execução, fiscalização, montagem, instalação e inspeção de equipamentos e instalações industrias, relacionadas com a Química; XIV - desempenho de cargos e funções técnicas no âmbito das respectivas atribuições; XV - magistério, respeitada a legislação específica. Art. 2º São privativos do químico: I - análises químicas ou físico-químicas, quando referentes a Indústrias Químicas; Il - produção, fabricação e comercialização, sob controle e responsabilidade, de produtos químicos, produtos industriais obtidos por meio de reações químicas controladas ou de operações unitárias, produtos obtidos através de agentes físicoquímicos ou biológicos, produtos industriais derivados de matéria prima de origem animal, vegetal ou mineral, e tratamento de resíduos resultantes da utilização destas matérias primas sempre que vinculadas à Indústria Química;

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III - tratamento, em que se empreguem reações químicas controladas e operações unitárias, de águas para fins potáveis, industriais ou para piscinas públicas e coletivas, esgoto sanitário e de rejeitos urbanos e industriais; IV - O exercício das atividades abaixo discriminadas, quando exercidas em firmas ou entidades públicas e privadas, respeitado o disposto no artigo 6º: a) análises químicas e físico-químicas; b) padronização e controle de qualidade, tratamento prévio de matéria prima, fabricação e tratamento de produtos industriais; c) tratamento químico, para fins de conservação, melhoria ou acabamento de produtos naturais ou industriais; d) mistura, ou adição recíproca, acondicionamento, embalagem e reembalagem de produtos químicos e seus derivados, cujo manipulação requeira conhecimentos de Química; e) comercialização e estocagem de produtos tóxicos, corrosivos, inflamáveis ou explosivos, ressalvados os casos de venda a varejo; f) assessoramento técnico na industrialização, comercialização e emprego de matérias primas e de produtos de Indústria Química; g) pesquisa, estudo, planejamento, perícia, consultoria e apresentação de pareceres técnicos na área de Química. V - exercício, nas indústrias, das atividades mencionadas no Art. 335 da Consolidação das Leis do Trabalho; VI - desempenho de outros serviços e funções, não especificados no presente Decreto, que se situem no domínio de sua capacitação técnico-científica; VII - magistério superior das matérias privativas constantes do currículo próprio dos cursos de formação de profissionais de Química, obedecida a legislação do ensino.

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Art. 3º As atividades de estudo, planejamento, projeto o especificações de equipamentos e instalações industriais, na área de Química, são privativas dos profissionais com currículo da Engenharia Química. Art. 4º Compete ainda aos profissionais de Química, embora não privativo ou exclusivo, o exercício das atividades mencionadas no Art. 1º, quando referentes a: a) laboratórios de análises que realizem exames de caráter químico, físico-químico, químico-biológico, fitoquímico, bromatológico, químico-toxicológico, sanitário e químico legal; b) órgãos ou laboratórios de análises clínicas ou de saúde pública ou a seus departamentos especializados, no âmbito das suas atribuições; c) estabelecimentos industriais em que se fabriquem insumos com destinação farmacêutica para uso humano e veterinário, insumos para produto dietéticos e para cosméticos, com ou sem ação terapêutica; d) firmas e entidades públicas ou privadas que atuem nas áreas de Química e de tecnologia agrícola ou agro-pecuária, de Mineração e de Metalurgia; e) controle de qualidade de águas potáveis, de águas de piscina, praias e balneários; f) exame e controle da poluição em geral e da segurança ambiental, quando causadas por agentes químicos e biológicos; g) estabelecimentos industriais em que se fabriquem produtos cosméticos sem ação terapêutica, produtos de uso veterinário sem indicação terapêutica, produtos saneantes, inseticidas, raticidas, antisséticos e desinfetantes; h) estabelecimentos industriais que fabriquem produtos dietéticos e alimentares; i) segurança do trabalho em estabelecimentos públicos ou particulares, ressalvada a legislação específica; j) laboratórios de análises químicas de estabelecimentos metalúrgicos.

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Art. 5º As disposições deste Decreto abrangem o exercício da profissão de químico no serviço publico da União, dos Estados, Distrito Federal, Territórios, Municípios e respectivos órgãos da administração indireta, bem como nas entidades particulares. Art. 6º As dúvidas provenientes do exercício de atividades afins com outras profissões regulamentadas serão resolvidas através de entendimento direto entre os Conselhos Federais interessados. Art. 7º Para efeito do disposto no artigo anterior, considera-se afim com a do químico a atividade da mesma natureza, exercida por outros profissionais igualmente habilitados na forma da legislação específica. Art. 8º Cabe ao Conselho Federal de Química expedir as resoluções necessárias à interpretação e execução do disposto neste Decreto. Art. 9º Revogadas as disposições em contrário, o presente Decreto entrará em vigor na data de sua publicação. Brasília, 07 de abril de 1981; 160º da Independência e 93º da República. JOÃO FIGUEIREDO Murilo Macêdo Este texto não substitui o publicado no D.O.U. de 9.4.1981

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ANEXO III Presidência Casa Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI Nº 3.820, DE 11 DE NOVEMBRO DE 1960. Vigência Regulamento Cria o Conselho Federal e os Conselhos Regionais de Farmácia, e dá outras providências. da República Civil

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço saber que o CONGRESSO NACIONAL decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1º - Ficam criados os Conselhos Federal e Regionais de Farmácia, dotados de personalidade jurídica de direito público, autonomia administrativa e financeira, destinados a zelar pela fiel observância dos princípios da ética e da disciplina da classe dos que exercem atividades profissionais farmacêuticas no País. CAPÍTULO I Do Conselho Federal e dos Conselhos Regionais de Farmácia Art. 2º - O Conselho Federal de Farmácia é o órgão supremo dos Conselhos Regionais, com jurisdição em todo o território nacional e sede no Distrito Federal. Art. 3º - O Conselho Federal será constituído de 12 (doze) membros, sendo 9 (nove) efetivos e 3 (três) suplentes, todos brasileiros, eleitos por maioria absoluta de votos, em escrutínio secreto, na assembléia geral dos delegados dos Conselhos Regionais de Farmácia. § 1º - O número de conselheiros federais poderá ser ampliado de mais 3 (três) membros, mediante resolução do Conselho Federal. § 2º - O número de conselheiros será renovado anualmente pelo têrço.

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§ 3º - O conselheiro federal que, durante um ano, faltar, sem licença prévia do Conselho, a 6 (seis) reuniões, perderá o mandato, sendo sucedido por um dos suplentes. Art. 3º O Conselho Federal será constituído de tantos membros quantos forem os Conselhos Regionais. (Redação dada pela Lei nº 9.120, de 1995) § 1º Cada conselheiro federal será eleito, em seu Estado de origem, juntamente com um suplente. (Redação dada pela Lei nº 9.120, de 1995) § 2º Perderá o mandato o conselheiro federal que, sem prévia licença do Conselho, faltar a três reuniões plenárias consecutivas, sendo sucedido pelo suplente.(Redação dada pela Lei nº 9.120, de 1995) § 3º A eleição para o Conselho Federal e para os Conselhos Regionais far-se-á através do voto direto e secreto, por maioria simples, exigido o comparecimento da maioria absoluta dos inscritos. (Redação dada pela Lei nº 9.120, de 1995) Art. 4º - O Presidente e o Secretário-Geral do Conselho Federal residirão no Distrito Federal durante todo o tempo de seus mandatos. (Revogado pela Lei nº 9.120, de 1995) Art. 5º - O mandato dos membros do Conselho Federal é gratuito, meramente honorífico, e terá a duração de 3 (três) anos. Art. 5º O mandato dos membros do Conselho Federal é privativo de farmacêuticos de nacionalidade brasileira, será gratuito, meramente honorífico e terá a duração de quatro anos. (Redação dada pela Lei nº 9.120, de 1995) Parágrafo único. O mandato da diretoria do Conselho Federal terá a duração de dois anos, sendo seus membros eleitos através do voto direto e secreto, por maioria absoluta. (Incluído pela Lei nº 9.120, de 1995) Art. 6º - São atribuições do Conselho Federal: a) organizar o seu regimento interno;

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b) eleger, na primeira reunião ordinária, sua diretoria, composta de Presidente, Vice-Presidente, Secretário-Geral e Tesoureiro; b) eleger, na primeira reunião ordinária de cada biênio, sua diretoria, composta de Presidente, Vice-Presidente, Secretário-Geral e Tesoureiro; (Redação dada pela Lei nº 9.120, de 1995) c) aprovar os regimentos internos organizados pelos Conselhos Regionais, modificando o que se tornar necessário, a fim de manter a unidade de ação; d) tomar conhecimento de quaisquer dúvidas suscitadas pelos Conselhos Regionais e dirimí-las; e) julgar em última instância os recursos das deliberações dos Conselhos Regionais; f) publicar o relatório anual dos seus trabalhos e, periòdicamente, a relação de todos os profissionais registrados; g) expedir as resoluções que se tornarem necessárias para a fiel interpretação e execução da presente lei; h) propor às autoridades competentes as modificações que se tornarem necessárias à regulamentação do exercício profissional, assim como colaborar com elas na disciplina das matérias de ciência e técnica farmacêutica, ou que, de qualquer forma digam respeito à atividade profissional; i) organizar o Código de Deontologia Farmacêutica; j) deliberar sôbre questões oriundas do exercício de atividades afins às do farmacêutico; k) realizar reuniões gerais dos Conselhos Regionais de Farmácia para o estudo de questões profissionais de interêsse nacional; l) ampliar o limite de competência do exercício profissional, conforme o currículo escolar ou mediante curso ou prova de especialização realizado ou prestada em escola ou instituto oficial;
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m) expedir resoluções, definindo ou modificando atribuições ou competência dos profissionais de farmácia, conforme as necessidades futuras; n) regulamentar a maneira de se organizar e funcionarem as assembléias gerais, ordinárias ou extraordinárias, do Conselho Federal e dos Conselhos Regionais; o) fixar a composição dos Conselhos Regionais, organizando-os à sua semelhança e promovendo a instalação de tantos órgãos quantos forem julgados necessários, determinando suas sedes e zonas de jurisdição. p) zelar pela saúde pública, promovendo a assistência farmacêutica; (Incluída pela Lei nº 9.120, de 1995) q) (VETADO) (Incluída pela Lei nº 9.120, de 1995) r) estabelecer as normas de processo eleitoral aplicáveis às instâncias Federal e Regional. (Incluída pela Lei nº 9.120, de 1995) Parágrafo único - As questões referentes às atividades afins com as outras profissões serão resolvidas através de entendimentos com as entidades reguladoras dessas profissões. Art. 7º - O Conselho Federal deliberará com a presença mínima de metade mais um de seus membros. Parágrafo único - As resoluções a que se refere a alínea "g" do art. 6º só serão válidas quando aprovadas pela maioria dos membros do Conselho Federal. Parágrafo único. As resoluções referentes às alíneas g e r do art. 6º só serão válidas quando aprovadas pela maioria dos membros do Conselho Federal. (Redação dada pela Lei nº 9.120, de 1995) Art. 8º - Ao Presidente do Conselho Federal compete, além da direção geral do Conselho, a suspensão de decisão que êste tome e lhe pareça inconveniente. Parágrafo único - O ato de suspensão vigorará até novo julgamento do caso, para o qual o Presidente convocará segunda reunião, no prazo de 30 (trinta) dias contados do
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seu ato. Se no segundo julgamento o Conselho mantiver por dois terços de seus membros a decisão suspensa, esta entrará em vigor imediatamente. Parágrafo único. O ato de suspensão vigorará até novo julgamento do caso, para o qual o Presidente convocará segunda reunião, no prazo de 30 dias contados do seu ato. Se no segundo julgamento o Conselho mantiver por maioria absoluta de seus membros a decisão suspensa, esta entrará em vigor imediatamente. (Redação dada pela Lei nº 9.120, de 1995) Art. 9º - O Presidente do Conselho Federal é o responsável administrativo pelo referido Conselho, inclusive pela prestação de contas perante o órgão federal competente. Art. 10. - As atribuições dos Conselhos Regionais são as seguintes: a) registrar os profissionais de acôrdo com a presente lei e expedir a carteira profissional; b) examinar reclamações e representações escritas acêrca dos serviços de registro e das infrações desta lei e decidir; c) fiscalizar o exercício da profissão, impedindo e punindo as infrações à lei, bem como enviando às autoridades competentes relatórios documentados sôbre os fatos que apurarem e cuja solução não seja de sua alçada; d) organizar o seu regimento interno, submetendo-o à aprovação do Conselho Federal; e) sugerir ao Conselho Federal as medidas necessárias à regularidade dos serviços e à fiscalização do exercício profissional; f) eleger um delegado-eleitor para a assembléia referida no art. 3º; f) eleger seu representante e respectivo suplente para o Conselho

Federal. (Redação dada pela Lei nº 9.120, de 1995) g) dirimir dúvidas relativas à competência e âmbito das atividades profissionais farmacêuticas, com recurso suspensivo para o Conselho Federal.

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Art. 11. - A responsabilidade administrativa de cada Conselho Regional cabe ao respectivo Presidente, inclusive a prestação de contas perante o órgão federal competente. Art. 12. - Os membros dos Conselhos Regionais deverão ser brasileiros, e seus mandatos serão gratuitos, meramente honoríficos e terão a duração de 3 (três) anos. Art. 12. O mandato dos membros dos Conselhos Regionais é privativo de farmacêuticos de nacionalidade brasileira, será gratuito, meramente honorífico e terá a duração de quatro anos. (Redação dada pela Lei nº 9.120, de 1995) Parágrafo único. O mandato da diretoria dos Conselhos Regionais terá a duração de dois anos, sendo seus membros eleitos através do voto direto e secreto, por maioria absoluta. (Incluído pela Lei nº 9.120, de 1995) CAPÍTULO II Dos Quadros e Inscrições Art. 13. - Somente aos membros inscritos nos Conselhos Regionais de Farmácia será permitido o exercício de atividades profissionais farmacêuticas no País. Art. 14. - Em cada Conselho Regional serão inscritos os profissionais de Farmácia que tenham exercício em seus territórios e que constituirão o seu quadro de farmacêuticos. Parágrafo único - Serão inscritos, em quadros distintos, podendo representar-se nas discussões, em assuntos concernentes às suas próprias categorias; a) os profissionais que, embora não farmacêuticos, exerçam sua atividade (quando a lei autorize) como responsáveis ou auxiliares técnicos de laboratórios industriais farmacêuticos, laboratórios de análises clínicas e laboratórios de contrôle e pesquisas relativas a alimentos, drogas, tóxicos e medicamentos; b) os práticos ou oficiais de Farmácia licenciados.

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Art. 15. - Para inscrição no quadro de farmacêuticos dos Conselhos Regionais é necessário, além dos requisitos legais de capacidade civil: 1) ser diplomado ou graduado em Farmácia por Instituto de Ensino Oficial ou a êste equiparado; 2) estar com seu diploma registrado na repartição sanitária competente; 3) não ser nem estar proibido de exercer a profissão farmacêutica; 4) gozar de boa reputação por sua conduta pública, atestada por 3 (três) farmacêuticos inscritos. Art. 16. Para inscrição nos quadros a que se refere o parágrafo único do art. 14, além de preencher os requisitos legais de capacidade civil, o interessado deverá: 1) ter diploma, certificado, atestado ou documento comprobatório da atividade profissional, quando se trate de responsáveis ou auxiliares técnicos não farmacêuticos, devidamente autorizados por lei; 2) ter licença, certificado ou título, passado por autoridade competente, quando se trate de práticos ou oficiais de Farmácia licenciados; 3) não ser nem estar proibido de exercer sua atividade profissional; 4) gozar de boa reputação por sua conduta pública, atestada por 3 (três) farmacêuticos devidamente inscritos. Art. 17. - A inscrição far-se-á mediante requerimento escrito dirigido ao Presidente do Conselho Regional, acompanhado dos documentos comprobatórios do preenchimento dos requisitos dos arts. 15 e 16, conforme o caso, constando obrigatòriamente: nome por extenso, filiação, lugar e data de nascimento, currículo educacional e profissional, estabelecimento em que haja exercido atividade profissional e respectivos endereços, residência e situação atual. § 1º - Qualquer membro do Conselho Regional, ou pessoa interessada, poderá representar documentadamente ao Conselho contra o candidato proposto.
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§ 2º - Em caso de recusar a inscrição, o Conselho dará ciência ao candidato dos motivos de recusa, e conceder-lhe-á o prazo de 15 (quinze) dias para que os conteste documentadamente e peça reconsideração. Art. 18. - Aceita a inscrição, o candidato prestará, antes de lhe ser entregue a carteira profissional perante o Presidente do Conselho Regional, o compromisso de bem exercer a profissão, com dignidade e zêlo. Art. 19. - Os Conselhos Regionais expedirão carteiras de identidade profissional aos inscritos em seus quadros, aos quais habilitarão ao exercício da respectiva profissão em todo o País. § 1º - No caso em que o interessado tenha de exercer temporariamente a profissão em outra jurisdição, apresentará sua carteira para ser visada pelo Presidente do respectivo Conselho Regional. § 2º - Se o exercício da profissão passar a ser feito, de modo permanente, em outra jurisdição, assim se entendendo o exercício da profissão por mais de 90 (noventa) dias da nova jurisdição, ficará obrigado a inscrever-se no respectivo Conselho Regional. Art. 20. - A exibição da carteira profissional poderá, em qualquer oportunidade, ser exigida por qualquer interessado, para fins de verificação, da habilitação profissional. Art. 21. - No prontuário do profissional de Farmácia, o Conselho Regional fará tôda e qualquer anotação referente ao mesmo, inclusive elogios e penalidades. Parágrafo único - No caso de expedição de nova carteira, serão transcritas tôdas as anotações constantes dos livros do Conselho Regional sôbre o profissional. CAPÍTULO III Das Anuidades e Taxas Art. 22. - O profissional de Farmácia, para o exercício de sua profissão, é obrigado ao registro no Conselho Regional de Farmácia a cuja jurisdição estiver sujeito, ficando obrigado ao pagamento de uma anuidade ao respectivo Conselho Regional até 31 de
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março de cada ano, acrescida de 20% (vinte por cento) de mora, quando fora desse prazo. Parágrafo único - As emprêsas que exploram serviços para os quais são necessárias atividades profissionais farmacêuticas estão igualmente sujeitas ao pagamento de uma anuidade, incidindo na mesma mora de 20% (vinte por cento), quando fora do prazo. Art. 23. - Os Conselhos Federal e Regionais cobrarão taxas pela expedição ou substituição de carteira profissional. Art. 24. - As emprêsas e estabelecimentos que exploram serviços para os quais são necessárias atividades de profissional farmacêutico deverão provar perante os Conselhos Federal e Regionais que essas atividades são exercidas por profissional habilitado e registrado. Parágrafo único - Aos infratores dêste artigo será aplicada pelo respectivo Conselho Regional a multa de Cr$ 500,00 (quinhentos cruzeiros) a Cr$ 5.000,00 (cinco mil cruzeiros). (Vide Lei nº 5.724, de 1971)

Art. 25. - As taxas e anuidades a que se referem os arts. 22 e 23 desta Lei e suas alterações posteriores serão fixadas pelos Conselhos Regionais, com intervalos não inferiores a 3 (três) anos. Art. 26 - Constitui renda do Conselho Federal o seguinte: a) 1/4 da taxa de expedição de carteira profissional; b) 1/4 das anuidades; c) 1/4 das multas aplicadas de acôrdo com a presente lei; d) doações ou legados; e) subvenção dos govêrnos, ou dos órgãos autárquicos ou dos para-estatais; f) 1/4 da renda das certidões.

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Art. 27. - A renda de cada Conselho Regional será constituída do seguinte: a) 3/4 da taxa de expedição de carteira profissional; b) 3/4 das anuidades; c) 3/4 das multas aplicadas de acôrdo com a presente lei; d) doações ou legados; e) subvenções dos govêrnos, ou dos órgãos autárquicos ou dos para-estatais; f) 3/4 da renda das certidões; g) qualquer renda eventual. § 1º - Cada Conselho Regional destinará 1/4 de sua renda líquida à formação de um fundo de assistência a seus membros necessitados, quando inválidos ou enfêrmos. § 2º - Para os efeitos do disposto no parágrafo supra considera-se líquida a renda total com a só dedução das despesas de pessoal e expediente. CAPíTULO IV Das Penalidades e sua Aplicação Art. 28. - O poder de punir disciplinarmente compete, com exclusividade, ao Conselho Regional em que o faltoso estiver inscrito ao tempo do fato punível em que incorreu. Art. 29. - A jurisdição disciplinar, estabelecida no artigo anterior, não derroga a jurisdição comum, quando o fato constituía crime punido em lei. Art. 30. - As penalidades disciplinares serão as seguintes: I) de advertência ou censura, aplicada sem publicidade, verbalmente ou por ofício do Presidente do Conselho Regional, chamando a atenção do culpado para o fato

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brandamente no primeiro caso, energicamente e com emprêgo da palavra "censura" no segundo; II) de multa de Cr$ 500,00 (quinhentos cruzeiros) a Cr$ 5.000,00 (cinco mil cruzeiros), que serão cabíveis no caso de terceira falta e outras subsequêntes, a juízo do Conselho Regional a que pertencer o faltoso; (Vide Lei nº 5.724, de 1971)

III) de suspensão de 3 (três) meses a um ano, que serão impostas por motivo de falta grave, de pronúncia criminal ou de prisão em virtude de sentença, aplicáveis pelo Conselho Regional em que estiver inscrito o faltoso; IV) de eliminação que será imposta aos que porventura houverem perdido algum dos requisitos dos arts. 15 e 16 para fazer parte do Conselho Regional de Farmácia, inclusive aos que forem convencidos perante o Conselho Federal de Farmácia ou em juízo, de incontinência pública e escandalosa ou de embriaguez habitual; e aos que, por faltas graves, já tenham sido três vêzes condenados definitivamente a penas de suspensão, ainda que em Conselhos Regionais diversos. § 1º - A deliberação do Conselho procederá, sempre audiência do acusado, sendolhe dado defensor, se não for encontrado ou se deixar o processo à revelia. § 2º - Da imposição de qualquer penalidade caberá recurso, no prazo de 30 (trinta) dias, contados da ciência, para o Conselho Federal sem efeito suspensivo, salvo nos casos dos números III e IV dêste artigo, em que o efeito será suspensivo. CAPÍTULO V Da Prestação de Contas Art. 31. - Os Presidentes do Conselho Federal e dos Conselhos Regionais de Farmácia prestarão, anualmente, suas contas perante o Tribunal de Contas da União. § 1º - A prestação de contas do Presidente do Conselho Federal será feita diretamente ao referido Tribunal após aprovação do Conselho. § 2º - A prestação de contas dos Presidentes dos Conselhos Regionais será feita ao referido Tribunal por intermédio do Conselho Federal de Farmácia.
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§ 3º Cabe aos Presidentes de cada Conselho a responsabilidade pela prestação de contas. CAPÍTULO VI Das Disposições Gerais e Transitórias Art. 32. - A inscrição dos profissionais e práticos já registrados nos órgãos de Saúde Pública na data desta lei, será feita, seja pela apresentação de títulos, diplomas, certificados ou cartas registradas no Ministério da Educação e Cultura, ou Departamentos Estaduais, seja mediante prova de registro na repartição competente. Parágrafo único - Os licenciados, práticos habilitados, passarão a denominar-se, em todo território nacional, "oficial de Farmácia". Art. 33 - Os práticos e oficiais de Farmácia, já habilitados na forma da lei, poderão ser provisionados para assumirem a responsabilidade técnico-profissional para farmácia de sua propriedade, desde que, na data da vigência desta lei, os respectivos certificados de habilitação tenham sido expedidos há mais de 6 (seis) anos pelo Serviço Nacional de Fiscalização da Medicina ou pelas repartições sanitárias competentes dos Estados e Territórios, e sua condição de proprietários de farmácia datado de mais de 10 (dez) anos, sendo-lhes, porém, vedado o exercício das mais atividades privativas da profissão de farmacêutico. § 1º - Salvo exceção prevista neste artigo, são proibidos provisionamentos para quaisquer outras finalidades. § 2º Não gozará do benefício concedido neste artigo o prático ou oficial de Farmácia estabelecido com farmácia sem a satisfação de tôdas as exigências legais ou regulamentares vigentes na data da publicação desta lei. § 3º Poderão ser provisionadas, nos têrmos dêste artigo, as Irmãs de Caridade que forem responsáveis técnicas de farmácias pertencentes ou administradas por Congregações Religiosas. (Incluído pela Lei nº 4.817, de 1965)

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Art. 34. - O pessoal a serviço dos Conselhos de Farmácia será inscrito, para efeito de previdência social, no Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Estado (IPASE), em conformidade com o art. 2º do Decreto-lei nº 3.347, de 12 de junho de 1941. Art. 35 - Os Conselhos Regionais poderão, por procuradores seus, promover perante o Juízo da Fazenda Pública, e mediante processo de executivo fiscal, a cobrança das penalidades e anuidades previstas para a execução da presente lei. Art. 36 - A assembléia que se realizar para a escolha dos membros do primeiro Conselho Federal da Farmácia será presidida pelo Consultor-Técnico do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio e se constituirá dos delegados-eleitores dos sindicatos e associações de farmacêuticos, com mais de 1 (um) ano de assistência legal no País, eleitos em assembléias das respectivas entidades por voto secreto e segundo as formalidades estabelecidas para a escolha de suas diretorias ou órgãos dirigentes. § 1º - Cada sindicato ou associação indicará um único delegado-eleitor, que deverá ser, obrigatòriamente, farmacêutico e no pleno gôzo de seus direitos. § 2º - Os sindicatos ou associações de farmacêuticos, para obterem seus direitos de representação na assembléia a que se refere êste artigo, deverão proceder, no prazo de 60 (sessenta) dias, ao seu registro prévio perante a Federação das Associações de Farmacêuticos do Brasil mediante a apresentação de seus estatutos e mais documentos julgados necessários. § 3º - A Federação das Associações de Farmacêuticos do Brasil, de acôrdo com o Consultor-Técnico do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio, tomará as providências necessárias à realização da assembléia de que cogita êste artigo. Art. 37 - O Conselho Federal de Farmácia procederá, em sua primeira reunião, ao sorteio dos conselheiros federais que deverão exercer o mandato por um, dois ou três anos. Art. 38 - O pagamento da primeira anuidade deverá ser feito por ocasião da inscrição no Conselho Regional de Farmácia.

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Art. 39 - Os casos omissos verificados nesta lei serão resolvidos pelo Conselho Federal de Farmácia. Enquanto não for votado o Código de Deontologia Farmacêutica prevalecerão em cada Conselho Regional as praxes reconhecidas pelos mesmos. Art. 40 - A presente lei entrará em vigor, em todo o território nacional, 120 (cento e vinte) dias depois de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. Brasília, em 11 de novembro de 1960; 139º da Independência e 72º da República. JUSCELINO KUBITSCHEK S. Paes de Almeida Clóvis Salgado Allyrio Sales Coelho Pedro Paulo Penido Este texto não substitui o publicado no D.O.U. de 21.11.1960

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ANEXO IV Presidência Casa Subchefia para Assuntos Jurídicos DECRETO No 20.377, DE 8 DE SETEMBRO DE 1931. Aprova a regulamentação do exercicio da profissão farmaceutica no Brasil O Chefe do Governo Provisório da República dos Estados Unidos do Brasil: Resolve aprovar o regulamento anexo, que vai assinado pelo ministro de Estado da Educação e Saude Publica, para o exercício da profissão farmacêutica no Brasil. Rio de Janeiro, 8 de setembro de 1931, 110º da Independência e 43º da Republica. GETULIO VARGAS. Belisario Penna. Este texto não substitui o publicado na CLBR PUB 31/12/1931 003 000024 1 Coleção de Leis do Brasil REGULAMENTO A QUE SE REFERE O DECRETO N. 20.377 DESTA DATA CAPÍTULO I DA PROFISSÃO FARMACEUTICA Art. 1º A profissão farmaceutica em todo o territorio nacional será exercida exclusivamente por farmaceutico diplomado por instituto de ensino oficial ou a este equiparado, cujo titulo ou diploma seja previamente registrado no Departamento Nacional de Saude Publica, no Distrito Federal, e nas repartições sanitarias competentes, nos Estados. da República Civil

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§ 1º O farmaceutico diplomado por instituto de ensino oficial ou oficializado de outro país fica em condições identicas ao diplomado por instituto de ensino oficial ou equiparado da Republica, desde que se habilite perante este, na fórma do respectivo regulamento. § 2º São mantidos os reconhecimentos de diplomas de farmaceuticos estrangeiros efetuados pelo Departamento Nacional de Saude Publica até a data do presente decreto. Art. 2º O exercício da profissão farmaceutica compreende: a) a manipulação e o comercio dos medicamentos ou remedios magistrais; b) a manipulação e o fabrico dos medicamentos galenicos e das especialidades farmaceuticas; c) o comercio direto com o consumidor de todos os medicamentos oficinais, especialidades farmaceuticas, produtos quimicos, galenicos, biologicos, etc., e plantas de aplicações terapeuticas; d) o fabrico dos produtos biologicos e quimicos oficinais; e) as analises reclamadas pela clinica medica; f) função de quimico bromatologista, biologista e legista. § 1º As atribuições das alineas c a f não são privativas do farmeceutico. § 2º O fabrico de produtos biologicos a que se refere a alinea d só será permitido ao medico que não exerça a clinica. Art. 3º As atribuições estabelecidas no artigo precedente não podem ser exercidas por mandato nem representação. Art. 4º Para cumprimento do art. 2º, § 2º, a inspetoria de Fiscalização do Exercicio da Medicina publicará, mensalmente, a relação dos medicos impedidos de exercer a clinica, por fabricarem produtos biologicos.

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Art. 5º O comercio da farmacia pode ser exercido por um profissional, individualmente ou em sociedade em nome coletivo, devendo, porém, todos os socios solidarios satisfazer as exigencias do art. 1º deste regulamento. § 1º As pessoas não diplomadas em farmacia, nas condições do citado art. 1º, poderão fazer parte da sociedade apenas como socios comanditarios. § 2º Excetuam-se do disposto no paragrafo anterior os medicos, nas localidades em que clinicarem, e as respectivas esposas, ás quais é expressamente proíbido o exercício da farmacia sob qualquer forma salvo se forem farmaceuticas legalmente habilitadas, caso em que terão sua situação regida pelo art. 5º. Art. 6º Excetuam-se do disposto no artigo anterior os estabelecimentos farmaceuticos pertencentes a hospitais, casas de saude, sanatorios, cooperativas, fabricas, companhias empresas quando destinados ao uso exclusivo dos seus operarios, estabelecimentos religiosos, ordens terceiras, sociedades beneficentes, e congeneres, bastando para estes casos que elês tenham um farmaceutico responsavel, com contrato bilateral, observados os demais artigos deste regulamento. Art. 7º As firmas atuais proprietárias de farmacia já existentes na data da entrada em vigor do decreto numero 19.606, de 19 de janeiro de 1931, ficam isentas da exigencia contida no art. 5º não poderá, entretanto ser admitido nenhum novo socio solidario á sociedade que não satisfaça as disposições do art. 1º. Paragrafo unico. As farmacias e suas filiais ou sucursais que se conservarem fechadas por mais de 90 dias ou se transferirem de municipio serão consideradas novas e autonomas, para os efeitos desta lei. Art. 8º No caso de falecimento do proprietario da farmacia os herdeiros necessarios poderão continuar com a farmacia herdada durante o espaço de cinco anos, depois de terminado o inventario, desde que mantenham na sua direção técnica efetiva um farmaceutico legalmente habilitado. Art. 9º As exigencias ora estabelecidas para os farmaceuticos, no que se refere ao funcionamento das farmacias, se aplicam aos atuais praticos licenciados pelos Estados,

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que possuiam farmacia em pleno funcionamento na data da promulgação do decreto n. 19.606, de 19 de janeiro de 1931. Art. 10. Nas localidades onde em um raio de mais de seis quilometros de distância não houver farmacia estabelecida, poderá ser dada, pela autoridade sanitaria competente, a uma pessoa idonea, a seu juizo, licença de suprir a população local de socorros farmaceuticos. § 1º Tais socorros serão regulados por instruções das autoridades sanitarias estaduais, de acôrdo com a necessidade da zona servida. § 2º A licença a que se refere este artigo será sempre concedida a titulo precario, e cessará desde que em um raio de 6 quilometros se instale uma farmacia. Art. 11. Os farmaceuticos diplomados pelos estabelecimentos de ensino de jurisdição estadual, até a data do decreto n. 19.606 terão os seus direitos assegurados decreto dos respectivos Estados. Art. 12. Em caso de venda ou traspasse do estabelecimento farmaceutico os adquirentes habilitar-se-ão perante a repartição sanitaria como se se tratasse de nova farmacia. CAPÍTULO II NO EXERCÍCIO DA FARMÁCIA E SUA FISCALIZAÇÃO Art. 13. A fiscalização do exercicio da farmacia fica centralizada no Departamento Nacional de Saude Pública, no Distrito Federal, a cargo do Inspetor da Fiscalização do Exercicio da Medicina, e nos Estados, a cargo das autoridades sanitarias competentes, de acôrdo com os regulamentos respectivos. Art. 14. O inspetor da Fiscalização do Exercicio da Medicina, no Distrito Federal e a autoridade competente nos Estados, são os chefes da fiscalização e expedem os negocios que lhe são afetos, ou mediante parecer dos fiscais, do procurador da Saude Pública e de outras repartições e autoridades sanitarias, quando julgar conveniente.

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Art. 15. Dos atos e decisões proferidas pelo inspetor da Fiscalização da Medicina e pelas autoridades competentes nos Estados, cabe recurso voluntario para o diretor geral do Departamento Nacional de Saude Pública, sendo que os provenientes dos Estados serão encaminhados por intermedio da Inspetoria do Fiscalização do Exercicio da Medicina. Paragrafo unico. Estes recursos serão recebidos dentro do prazo de 60 dias quando provindos, de atos e despachos das autoridades sanitarias estaduais o dentro de 15 dias, quando do inspetor da Fiscalização do Exercicio da Medicina, Art. 16. Os cargos de inspetor e sub-inspetor de farmacia, em todo o territorio da Republica., só poderão ser exercidos por farmaceuticos legalmente habilitados, que não poderão ter nem dirigir farmacia ou laboratorio. Art. 17. A instalação e funcionamento de farmacia de qualquer genero, depende de licença do Departamento Nacional de Saude Pública no Distrito Federal, e da autoridade sanitaria competente, nos Estados. § 1º A licença será solicitada á autoridade competente em requerimento, no qual serão feitas as seguintes indicações: nome da cidade, vila ou povoação onde se pretende instalar a farmacia, rua e numero do predio ou outros caracteristicos de identificação. Esse requerimento será assinado individualmente por farmaceutico que tenha seu título devidamente legalizado nas condições do art. 1º § 2º O requerimento será instruido com duas ou mais vias autenticas do contrato comercial, declaração de firma, quando esta fôr individual; essas declarações de firma, assim como os contratos e respectivos distratos, só serão registrados ou depositados na Juntas Comerciais, depois de teram sido visados pela Inspetoria de Fiscalização do Exercito da Medicina ou repartições sanitarias estaduais competentes. Uma das vias, depois de registrada, ficará anexa ao requerimento. § 3º O predio para instalação da farmacia deve satisfazer rigorosamente as disposições concernentes ás habitações em geral do regulamento sanitario particularmente as referentes a iluminação e arejamento das salas destinadas ao deposito de drogas e ao laboratorio, locais onde é proibido expressamente fazer dormitorio. O
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piso deve ser revestido de ladrilhos de côres claras, sobre camada de concreto, e as paredes, até um e meio metro de altura, de azulejos brancos § 4º No laboratorio da farmacia, é obrigatoria a instalação de pia com agua corrente, filtro de vela sob pressão, de qualquer tipo, deposito para agua filtrada, e de mesa para manipulação, com tampo de marmore, lava ou substancia similar, assente pés metalicos ou de outra natureza que não prejudique a limpeza. Art. 18. O funcionamento da farmacia, depois de instalada, só poderá ser autorizado, se o inspetor de farmacia ou a autoridade competente verificar e informar: a) que está provida das drogas, vasilhame e utensilios, constantes das tabelas organizadas pelo Departamento Nacional de Saude Pública ou repartições sanitarias estaduais; b) que possue devidamente aferido o material instrumental indispensavel ao funcionamento regular de seu laboratorio inclusive realização dos ensaios estabelecidos na Farmacopéa Brasileira, de acôrdo com a relação incluida na tabela de drogas; c) que os medicamentos e drogas e vasilhame empregados na manipulação se acham contidos em armarios ou armações envidraçadas e fechadas, livres de poeiras e contaminação; d) que a sala destinada á manipulação, isto é, o laboratorio formaceutico, tenha uma area minima de 12m2; e) que possue armario ou cofre, fechado a chave, onde conserva guardados os toxicos e entorpecentes; f) que está aparelhada com os dois livros de modelo aprovado pelo departamento Nacional de Saude Pública, destinados á transcrição do receituario e ao registro de entrada e saida de toxicos entorpecentes e hipnoticos, de acôrdo com a legislação respectiva, e legalizados com os termos de abertura e encerramento assinados pelo inspetor de Fiscalização do Exercicio da Medicina e com a rubrica de todas as suas folhas, pela autoridade competente ou um de seus auxiliares designados para isso.

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Art. 19. No caso de substituição de farmaceutico responsavel das farmacias a que se refere o art. 7 deverá ser apresentado contrato comercial ou contrato bilateral firmado pelo proprietário e pelo farmaceutico. Esse contrato, no qual figurarão obrigatoriamente os vencimentos do farmaceutico, a declaração de sua responsabilidade e a de que o proprietario se compromete a fornecer tudo que fôr necessario para o funcionamento do estabelecimento de acôrdo com o regulamento sanitario, será registrado conforme sua natureza no Registro de Títulos e Documentos ou na Junta Comercial depois de ser visado pela autoridade sanitaria competente. Paragrafo unico. A baixa do farmaceutico não será concedida sem a apresentação de distrato que invalide o contrato, salvo casos especiais, a juizo da autoridade, não podendo a farmacia funcionar sem que tenha substituto. Art. 20. A autorização para funcionamento de farmacia, no caso de sociedade comercial composta de dois ou mais socios solidarios farmaceuticos, póde ser concedida a todos, mediante solicitação de cada um e respectiva licença, que não póde ser transferida a qualquer título. Art. 21. As licenças de farmacia serão renovadas anualmente sob pena de multa de 500$00 e o dobro nas reincidencias, requerida a renovação até 31 de março de cada ano. Paragrafo unico. O talão de licença ficará sempre na farmacia, em logar bem visivel. Art. 22. O farmaceutico que não conservar sua farmacia em estado de asseio ou satisfazendo as exigencias do art. 18, será passivel de multa de 500$000. Na reincidencia, pagará multa em dobro, podendo ser-lhe cassada a licença. Art. 23. O farmaceutico que sem licença do Departamento Nacional de Saude Pública ou das autoridades sanitarias estaduais abrir farmacia e exercer a profissão, incorrerá na multa de 1:000$000, sendo fechada a farmácia até que obtenha licença. Art. 24. A recusa do exame da farmacia, sujeitará o farmaceutico e o seu proprietário a multa de 500$000 e ao fechamento do estabelecimento, que só poderá ser reaberto mediante nova licença.

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Art. 25. A sucursal ou filial de farmacia é considerada farmarcia autonoma, ficando sua instalação e funcionamento subordinados ás disposições dos artigos dêste regulamento. Art. 26. O proprietario da farmacia é responsavel pelas irregularidades que nela ocorrem á revelia do farmaceutico responsavel, sendo sujeito ás multas e penalidades impostas a êste por infrações ao disposto neste regulamento. Art. 27. O farmaceutico responsavel que tiver necessidade de ausentar-se da farmacia deverá deixar na direção de sua casa outro profissional que o substitua. Art. 28. Para o disposto no artigo anterior deverá ser requerida licença á autoridade sanitaria. Paragrafo unico. Esta licença só poderá ser concedida por espaço de tempo nunca superior a 180 dias, observando o substituto o disposto nos demais artigos dêste regulamento. Art. 29. Na farmacia não póde ser instalado consultorio medico ou de outra natureza, em qualquer de seus compartimentos ou dependencias, nem será permitida ao medico sua instalação em lugar de acesso tambem pela farmacia. Paragrafo unico. Fica proíbida a colocação de placas e cartazes indicadores de medicos nos portais e paredes das farmacias. Art. 30. Os farmaceuticos e proprietarios de farmacia cujos livros de registro de receituario ou de toxico contiverem irregularidades, como rasuras, emendas e outros vicios que possam prejudicar a verificação da autenticidade do registro, são sujeitos á multa de 500$000 a 1:000$000 de juro nas reincidencias. Art. 31. Nenhuma farmacia poderá ser transferida para outro local sem prévia inspeção do predio e licença da Inspetoria de Fiscalização do Exercicio da Medicina ou da autoridade estadual competente. Art. 32. Licenciado para dirigir uma farmacia, o farmaceutico assinará na Inspetoria de Fiscalização do Exercicio da Medicina ou na repartição estadual

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competente, em livro apropriado, um termo de responsabilidade, que cessará sómente com o deferimento de seu pedido de baixa. Art. 33. O nome do farmaceutico responsavel deverá sempre figurar nas contas, faturas e anuncios do estabelecimento que dirigir. Art. 34. E' permitido ao farmaceutico manter em sua farmacia secções de perfumarias e outros artigos de uso domestico e de toucador. Art. 35. O farmaceutico que fornecer medicamentos alterados, falsificados ou sofisticados, suprimir ou substituir os medicamentos prescritos nas receitas medicas, alterar formulas ou fizer produtos oficinais de modo diferente do prescrito na Farmacopéa Brasileira, será multado em 500$000 e o dobro na reincidencia, podendo ser determinado o fechamento da farmacia, a juizo do inspetor ou da autoridade estadual competente. Art. 36. O farmaceutico responsavel deverá assinar diariamente o livro de registro de receituario, logo após a última receita aviada em cada dia. Paragrafo unico. O proprietario da farmacia será punido com a multa de 500$000 a 1:000$000, além da pena criminal, desde que seja verificada a falsidade da assinatura do farmaceutico, responsavel nos livros de registro do receituario, bem como nas receitas em que estiver incluida substancia ativa. Art. 37. Nenhum farmaceutico terá a direção tecnica de mais de uma farmacia, não sendo tambem permitido o exercicio de qualquer outra profissão ou comércio nestes estabelecimentos. Art. 38. O Departamento Nacional de Saúde Pública, por intermedio da Inspetoria de Fiscalização do Exercicio da Medicina, organizará para o cumprimento do art. 18, letra a, tabelas das drogas, vasilhame e utensilios que toda farmacia é obrigada a possuir. Paragrafo unico. Estas tabelas serão revistas e modificadas, e estas modificações publicadas no jornal oficial, todas as vezes que se tornarem necessarias no jornal oficial,

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todas os vezes que se tornarem necessarias, a juizo do diretor do Departamento Nacional de Saúde Publica. Art. 39. Ao farmaceutico e seus auxiliares ou ao proprietario da farmacia é vedado dar consultas medicas, aplicar aparelhos, ou praticar qualquer ato privativo do exercicio da profissão medica. Paragrafo unico. Os infratores serão punidos com a multa de 200$000 a 500$000 dobrada na reincidencia. Art. 40. O farmaceutico terá os auxiliares que julgar necessario, de sua inteira confiança e responsabilidade. Paragrafo unico. Esses auxiliares quando não forem farmaceuticos, deverão provar suas habilitações, de acôrdo com as instruções expedidas pelo inspetor de Fiscalização do Exercicio da Medicina do Departamento Nacional de Saúde Pública ou pela autoridade competente estadual, afim de obter o certificado de prático de farmacia habilitado. Só poderão trabalhar como oficial de farmacia os praticos que tiverem certificado de habilitação fornecido pelas autoridades citadas. CAPÍTULO III DAS RECEITAS E DO RECEITUARIO Art. 41. O farmaceutico antes de aviar a receita deverá transcrevê-la literalmente no livro proprio, inclusive nome e residencia do paciente, do profissional, idade do paciente, quando constar da receita, e a data em que esta foi feita. § 1º Quando na receita estiver incluida substancia ativa, o farmaceutico a assinará antes de devolvê-la, juntamente com a medicação, ao cliente, ou de arquivá-la, nos casos determinados. § 2º Será valida a assinatura do auxiliar da farmacia que fôr farmaceutico legalmente habilitado.

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Art. 42. Na ausencia do farmaceutico não poderá, ser aviada receita que dependa de manipulação, e em que figura substancia ou sob sua direta fiscalização, exceto nos casos de comprovada urgencia. Art. 43. São consideradas ativas, para efeitos dêste regulamento as substancias que estão com dose maxima indicada na Farmacopéa Brasileira ou indicadas como "Toxicos¿ou a "separar". Art. 44. As receitas deverão ser escritas a tinta, por extenso, legivelmente, em vernaculo, nelas contando o nome e residencia do doente, bem como a residencia ou o consultorio do medico. Art. 45. Só poderá ser aviada a receita datada e assinada por medico, veterinario, dentista e parteira, nomeados, em relações que o Departamento Nacional de Saude Pública, no Distrito federal, e repartições sanitarias competentes nos estados e farão publicar mensal ou trimestralmente, no orgão oficial respectivo. Paragrafo único. E' obrigatoria a existencia nas farmacias de tais relações. Art. 46. Os veterinarios, dentistas e parteiras não podem prescrever remedios que não tenham relação direta ou imediata com a respectiva profissão, sendo vedado aos dentistas e ás parteiras, a prescrição dos medicamentos de uso interno. Art. 47. Os veterinarios nas suas prescrições deverão determinar o animal a que destina a medicação, o local onde se encontra, bem como o respectivo dono, mencionado o titulo após a assinatura, com a indicação de sua residencia ou consultorio. Art. 48. Em casos de emergencia, justificados, o farmaceutico poderá aviar a receita firmada pelo profissiomal não nomeado nas relações a que se refere o art. 45, comunicando esse fato por escrito dentro de 48 horas á autoridade sanitaria. Art. 49. O farmaceutico, tendo motivo para julgar a prescrição medica perigosa ao doente pela alta dose de substancias ativas ou incompatibilidade dos ingredientes respectivos, exigirá sua confirmação por escrito pelo profissional.

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Art. 50. Nenhum medico poderá mandar que suas receitas sejam aviadas em determinada farmacia, nem tão pouco receitar sob fórma de codigo ou de número. Art. 51. E¿ terminantemente proibída a repetição de receita que encerre substancia ativa, sem autorização escrita do proprio punho do profissional. Art. 52. Os dizeres das receitas serão transcritas integralmente no rotulo aposto ao continente ou involucro do medicamento, com a data de seu aviamento, número de ordem do registro de receituario e nome do profissional. Paragrafo unico. Os rotulos deverão trazer impressos: o nome da farmacia, a rua e número do predio onde funciona, o nome do farmaceutico responsavel, o número e a data da licença. Art. 53. A farmacia será provida obrigatoriamente de rotulos brancos especiais, contendo em maiusculas as indicações ¿veneno¿, "uso externo¿e "agite quando usar", em caracteres pretos, encarnados e verdes, respectivamente, para serem utilizados apostos aos continentes dos medicamentos com estas indicações. Art. 54. Os frascos ou envoltorios dos medicamentos terão como remate ao fecho uma etiqueta ou sêlo privado, com o nome da farmacia ou do farmaceutico, aposto de fórma a impedir o abrimento sem a sua dilaceração. Art. 55. O farmaceutico na preparação dos medicamentos magistrais e oficinais e na autenticação das drogas, produtos quimicos biologicos e congeneres que adquirir, deverá guiar-se pela Farmacopéa Brasileira, da qual haverá, obrigatoriamente, um exemplar em cada farmacia. Paragrafo unico. Não se incluem nas disposições dêste artigo as farmacias homeopaticas, salvo no que se refere á autenticação e qualidade das substancias medicamentosas. Art. 56. Encontrando a autoridade fiscalizadora, no livro de receituario, receita firmada por profissional que não tenha titulo registrado, imporá, tanto ao farmaceutico como a este profissional, a multa de 500$000 e o dobro nas reincidencias.

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Paragrafo unico. Em egual penalidade incorrerão o farmaceutico e o dentista ou parteira, no caso de aviamento de receita fóra das condições em que aos dois ultimos profissionais é permitido receitar. Art. 57. Ficarão arquivadas todas as receitas e requisições que contenham entorpecentes o hipnoticos, observadas as outras instruções baixadas a respeito. Art. 58. As formulas que contenham entorpecentes ou hipnoticos deverão trazer no rotulo, em caracteres visiveis, os dizeres: ¿Esta receita não poderá ser repetida sem ordem medica.¿ Parágrafo único. A repetição só se fará com uma nova prescrição que obedeça as exigências especiais sobre o assunto. CAPÍTULO IV DOS LABORATÓRIOS FARMACÊUTICOS PRIVATIVOS DE CASAS DE SAÚDE HOSPITAIS, ASSOCIAÇÕES BENEFICENTES E CONGÊNERES Art. 59. Os laboratórios farmacêuticos das casas de saúde, associações beneficentes, sanatórios, estabelecimentos religiosos, ordens terceiras, cooperativas o associações congêneres, acham-se sujeitos á fiscalização da Inspetoria de Fiscalização do Exercício da Medicina ou da autoridade estadual competente, obedecendo o seu funcionamento ás exigências estabelecidas para as farmácias abertas ao público. Art. 60. Os laboratórios farmacêuticos pertencentes a hospitais, casas de saúde, sanatórios, estabelecimentos religiosos, ordens terceiras, cooperativas, sociedades beneficentes e congêneres, bem como os pertencentes a companhias ou empresas para uso de seus associados ou empregados, não poderão expressamente transigir com terceiros, alheios aos estabelecimentos a que pertencerem. CAPÍTULO V DAS DROGARIAS E DEPOSITOS DE DROGAS

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Art. 61. Nenhuma drogaria, ou depósito de drogas será aberto ao público sem prévia licença do Departamento Nacional de Saúde Pública do Distrito Federal ou da autoridade sanitária estadual competente. Art. 62. A licença para o funcionamento desses estabelecimentos só será concedida a pessoa que dê provas de idoneidade, a juizo da autoridade sanitária, e será pessoal. Art. 63. As licenças de que trata o artigo anterior serão validadas por um ano, devendo ser renovadas anualmente até 31 de março de cada ano, sob pena de multa de 500$ a 1:000$ e fechamento da casa até a legalização da licença. Art. 64. A venda de especialidades farmacêuticas, drogas, produtos químicos para uso farmacêutico e preparados biológicos, só será permitida a quem possuir licença do Departamento Nacional de Saúde Pública. Os proprietários de estabelecimentos desta natureza, farmácias, laboratórios, institutos científicos, fábricas, usinas, drogarias e depósitos que funcionarem sem licença serão punidos com a multa de 500$ a 1:000$ e fechamento do estabelecimento até a sua localização. Art. 65. O prédio destinado a drogaria deve satisfazer rigorosamente as exigências do regulamento sanitário, devendo as salas de depósito de drogas ter o piso revestido de ladrilhos de cores claras sobre camada de concreto, e as paredes impermeabilizados até a altura de dois metros o ser providas de armações ou armários que permitam o acondicionamento dos produtos, em condições regulares. Parágrafo único. Não é permitido utilizar o recinto do estabelecimento para misteres estranhos a seus fins. Art. 66. Os medicamentos licenciados para serem vendidos sómente sob prescrição médica e as drogas constantes da tabela organizada pelo Departamento Nacional de Saúde Pública só poderão ser vendidos pelas drogarias a outras drogarias, a farmácias e a profissionais ou industriais autorizados mediante pedidos formulados por escrito e assinados pelos responsáveis, ficando arquivados esses pedidos ou requisições. Art. 67. As drogarias, assim como os depósitos de drogas, laboratórios e farmácias, terão obrigatoriamente um livro para registro de tóxicos, entorpecentes,
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hipnóticos e hipnossedantes, ficando subordinados ainda às disposições deste regulamento quando a estes produtos ou substâncias, assim como às instruções especiais a respeito. Art. 68. É terminantemente proibido ás drogarias manipular ou vender fórmulas magistrais, fazer preparados oficinais e exercer, enfim, qualquer ato privativo da profissão de farmacêutico. Art. 69. Nas pequenas cidades, o comércio de drogas e medicamentos só será permitida às farmácias. Art. 70. Os produtos destinados á agricultura, á pecuária e á higiene poderão também ser vendidos por estabelecimentos especializados. Art. 71. As drogas deverão ser vendidas nos vidros e envoltórios originais, tal como forem acondicionados pelos fabricantes. Parágrafo único. Para retalhá-las é necessário ser a drogaria dirigida por farmacêutico legalmente habilitado e cujos rótulos trarão o seu nome. Art. 72. Para os efeitos deste regulamento, entende-se por depósito de drogas o estabelecimento que unicamente negocia com um limitado número de produtos químicos ou especialidades farmacêuticas. Parágrafo único. Tais estabelecimentos são regidos pelas disposições relativas ás drogarias. Art. 73. A transferência do prédio de drogaria e depósitos, rege-se pelas disposições relativas à das farmácias. CAPÍTULO VI DAS HERVANARIAS Art. 74. O comércio das plantas medicinais por atacado é privativo das farmácias e drogarias, cabendo exclusivamente às privativas vender ao público tais plantas a varejo, quando não sejam tóxicas.
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Art. 75. Serão respeitadas os direitos dos atuais proprietários das hervanarias existentes, até que haja modificação na sua propriedade, sendo então cassadas as licenças concedidas. § 1º A licença das hervanarias será revalidada anualmente obedecendo no caso ás disposições relativas ás drogarias. § 2º É proibida ás hervanarias negociar com objetos de cera, colares, fetiches, e outros que se relacionem com práticas de fetichismo e curandeirismo. § 3º Todas as plantas e partes vegetais, deverão estar acondicionadas em recipientes fechados, livres de pó e contaminação. Art. 76. As plantas vendidas sob classificação botânica falsa, bem como as desprovidas de ação terapêutica e entregues ao consumo com o mesmo nome vulgar de outras terapêuticamente ativas, serão aprendidas e inutilizadas, sendo os infratores punidos com o disposto neste regulamento quanto a substâncias, corpos ou produtos alterados ou falsificados. CAPÍTULO VII DOS LABORATÓRIOS DE ANÁLISES E PESQUISAS Art. 77. Todo laboratório de análises e pesquisas, quer para fim industrial farmacêutico, quer para fins clínicos, para elucidação de diagnóstico ou fabrico de vacinas, só poderá transigir com o público quando licenciado pelo Departamento Nacional de Saúde Pública, por intermédio da inspetoria de Fiscalização do Exercício da Medicina no Distrito Federal, ou pelas autoridades sanitarias competentesnos Estados. Art. 78. Esta licença só será concedida a profissional habilitado, com título de químico, engenheiro, médico ou farmacêutico, registrado no Departamento Nacional de Saúde Pública no Distrito Federal ou autoridades estaduais competentes. Parágrafo único. Será concedida anualmente, devendo ser renovada até 31 de março de cada ano, sob pena de multa de 500$, o dobro nas reincidências.

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Art. 79. Os estabelecimentos não licenciados na data da publicação do presente regulamento terão seis meses, desta data, para regularizar sua situação, de acordo com estas disposições. Art. 80. A. licença de que trata o art. 77 é independente de qualquer outra, concedida a laboratório industrial, farmácia ou outro estabelecimento, podendo uma mesma firma possui-los conjuntamente. Art. 81. O funcionamento de laboratório de análises e pesquisas só será concedido, após ter a autoridade fiscalizadora informado: a) que a dependência do prédio onde for instalada satisfaz as exigências das disposições concernentes ás habitações em geral, do regulamento sanitário, particularmente ás referentes a iluminação e arejamento; b) que as paredes se acham revestidas de azulejos brancos, no mínimo até dois metros de altura; c) que possue pia com água corrente e mesas revestidas de mármore, lava, azulejos ou substância similar impermeável; d) que está provido dos utensílios, vasilhames, aparelhos e substâncias necessárias ao fim a que se destina. Art. 82. O profissional licenciado perante o Departamento Nacional de Saúde Pública no Distrito Federal ou as autoridades estaduais competentes, para dirigir laboratório de análises e pesquisas, deverá, quando não for proprietário, possuir contrato com a firma proprietária, visado na repartição fiscalizadora e registrado competentemente. Art. 83. Os laboratorios de analises que estiverem funcionando em más condições de asseio ou não observarem o disposto em qualquer dos artigos deste regulamento, serão passíveis da multa de 200$ a 2:000$, o dobro nas reincidências, podendo ser cassada sua licença a juizo da autoridade competente. CAPÍTULO VIII

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DA INDÚSTRIA QUÍMICA E FARMACÊUTICA EM GERAL Art. 84. A indústria farmacêutica propriamente dita compreende a manipulação e o fabrico dos agentes medicamentosos do qualquer espécie, químicos, galênicos, biológicos, etc., formando duas classes: produtos oficinais, e especialidades farmacêuticas. Parágrafo único. A fabricação de produtos químicos e biológicos não é privativa da indústria farmacêutica. Art. 85. Os produtos oficinais podem ser preparados e vendidos pelas farmácias e laboratórios farmacêuticos devidamente licenciados, independentemente de licença especial. Art. 86. Nenhum estabelecimento industrial farmacêutico ou laboratório farmacêutico será aberto ao público sem prévia licença do Departamento Nacional de Saúde Pública, no Distrito Federal ou autoridade sanitária competente nos Estados, e deverá ter sempre na sua direção técnica um farmacêutico legalmente habilitado. Parágrafo único. Quando se tratar de sociedade anônima ou por quotas deverá ter um diretor técnico acionista ou quotista, farmacêutico legalmente habilitado. Art. 87. Os estabelecimentos farmacêuticos industriais já existentes na data da entrada em vigor da presente lei ficam isentos das exigências do artigo anterior, mantendo entretanto na sua direção técnica efetiva um farmacêutico responsável legalmente habilitado. Art. 88. As filiais ou sucursais de fábrica ou laboratórios industriais farmacêuticos estabelecidos dentro ou fora do país, são considerados fábricas e, laboratórios autônomos, regulando- se a sua instalação e funcionamento pelo estabelecido para novas fábricas e laboratórios farmacêuticos. Parágrafo único. Não se incluem nas disposições deste artigo os simples depósitos ou representantes de venda e distribuição de produtos destes estabelecimentos, sujeitos entretanto a licenciamento conforme determina este regulamento.

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Art. 89. As fábricas, usinas ou quaisquer estabelecimentos industriais onde se fabriquem, embalem, engarrafem, moam, triturem ou manipulem produtos químicos, drogas, desinfetantes, antissépticos e congêneres, que possam servir para uso farmacêutico, necessitam para seu funcionamento, de licença do Departamento Nacional de Saúde Pública, por intermédio da Inspetoria de Fiscalização do Exercício da Medicina, ou das autoridades sanitárias dos Estados. § 1º Essa licença será concedida à firma proprietária do estabelecimento, desde que prove possuir como diretor técnico ou gerente pessoa capaz de desempenhar tas funções, quer seja engenheiro, químico, médico ou farmacêutico. Art. 90. Para poder funcionar, os laboratórios farmacêuticos, químicos e fábricas, usinas de produtos químicos e qualquer outros, deverão observar as disposições concernentes às habitações em geral e especialmente as que se referem à Higiene Profissional e Industrial. Art. 91. Os laboratórios industriais farmacêuticos, que fabricarem ou manipularem quaisquer produtos ou especialidades injetáveis, são expressamente obrigados a possuir sala ou câmara assética, onde manipulem tais substâncias ou produtos. § 1º Os existentes na data de publicação deste regulamento que não as possuam terão o prazo máximo de 6 meses, sob pena de multa de 1:000$ a 2:000$ e ser cassada a licença do laboratório e das especialidades farmacêuticas injetáveis que fabricarem. § 2º Deverão ainda possuir instrumental e aparelhagem precisos para o enchimento e esterilização perfeita dos solutos ou líquidos injetáveis. Art. 92. Para os efeitos deste regulamento, considera-se sala ou câmara assética, ao compartimento ou sala completamente isolado e calafetado, de paredes e tetos impermeabilizados e pintados a óleo ou esmalte, livre de objetos que possam provocar ou reter poeiras, com piso de cerâmica ou ladrilho. As mesas serão de tampo de mármore, lava ou azulejos. Terá somente o estritamente necessário ao fim a que se destina. Art. 93. Os aparelhos, instrumentos, utensílios e vasilhames empregados no preparo, fabrico, envasilhamento ou acondicionamento das substâncias corpos ou
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produtos quaisquer, destinados a uso farmacêutico, deverão ser de material inocuo e injetável. Art. 94. Nos estabelecimentos onde se fabriquem, preparem, vendam,

acondicionem ou depositem quaisquer produtos ou substâncias destinadas direta ou indiretamente ao uso farmacêutico, haverá sempre depósitos metálicos, dotados de tampos de fecho hermético, para a coleta de resíduos. Art. 95 Os empregados dos estabelecimentos industriais em que se preparem, fabriquem, acondicionem ou depositem quaisquer produtos, substâncias ou corpos que ser destinem direta ou indiretamente o uso médico ou farmacêutico, são obrigados, sob pena de multa de 10$ a 100$ e o dobro nas reincidências: a) apresentar anualmente e toda vez que a autoridade sanitária fiscalizadora julgar conveniente atestado médico certificando não sofrer de doenças transmissíveis; b) exibir atestado de vacinação anti-variolica; c) usar vestuário e gorro brancos durante o trabalho; d) manter-se no mais rigoroso asseio. Art. 96. As licenças de que tratam os arts. 86 e 89 serão renovadas anualmente, solicitadas ás repartições competentes até 31 de março de cada ano. Parágrafo único. Os infratores pagarão a multa de 500$ e 1:000$ e o dobro nas reincidências. Art. 97. Os estabelecimentos de que tratam os artigos anteriores, ainda não licenciadas na data do publicação deste ¿ regulamento, terão o prazo de 6 meses para regularização de sua situação findo o qual os que não o fizerem serão considerados clandestinos. Art. 98. Os responsáveis pelos estabelecimentos de que tratam os arts. 87 e 89, quando não sejam sócios ou diretores da sociedade, só poderão assumir esta responsabilidade perante as autoridades competentes com contrato bi-lateral, devidamente registrado no Registro de Títulos e Documentos.
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Art. 99. É obrigatória a comunicação à Inspetoria de Fiscalização do Exercício da Medicina no Distrito Federal, ou ás autoridades sanitárias estaduais competentes, da transferência, mudança ou modificação de firma, substituição e ausência do responsável por espaço de tempo maior de 30 dias e quaisquer outras modificações havidas nos estabelecimentos de que tratam os arts. 86 e 89. Parágrafo único. Os responsáveis e firmas proprietárias que não legalizarem perante as autoridades sanitárias competentes tais modificações, dentro do prazo de 30 dias, pagarão a multa de 500$ a 1:000$ e nas reincidencias o dobro, sendo fechado o estabelecimento até sua legalização. Art. 100. Por ocasião da renovação da licença, o responsável pelo estabelecimento industrial, laboratório farmacêutico ou farmácia deverá obrigatoriamente declarar quais as especialidades farmacêuticas que aí se fabricam e acondicionam, assim como quais os seus proprietários, responsáveis, datas e números das respectivas licenças. Art. 101. As firmas proprietárias dos estabelecimentos enumerados nos artigos antecedentes respondem, perante as autoridades competentes, por qualquer irregularidade, falta ou infração verificada nessas casas à revelia do responsável, assim como solidariamente com este, pelos seus atos. Art. 102. É obrigatória a permanência nos estabelecimentos industriais farmacêuticos ou laboratórios farmacêuticos, do farmacêutico responsável por ocasião do preparo e manipulação de líquidos injetáveis. Art. 103. O diretor do Departamento Nacional de Saúde Pública providenciará junto ao ministro de Educação e Saúde Pública para que o Tesouro Nacional, no Distrito Federal, e as coletorias federais, nos Estados, só vendam o selo sanitário aos estabelecimentos devidamente licenciados, de acordo com este regulamento. Art. 104. Os. fabricantes de produtos e especialidades farmacêuticas, quando estabelecidos no estrangeiro, deverão ter um representante, no país, que responderá perante o Departamento Nacional de Saúde Pública por tudo quanto diga respeito a seus produtos. CAPÍTULO IX
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DAS ESPECIALIDADES FARMACÊUTICAS Art. 105. Especialidade farmacêutica, perante este regulamento, é toda fórmula farmacêutica invariável, com denominação especial, para ser dada ao comércio em embalagem original. Art. 106. A especialidade farmacêutica para qualquer uso ou fim não poderá ser entregue ao consumo público antes de ser devidamente licenciada pelo Departamento Nacional de Saúde Pública, devendo a licença ser requerida por farmacêutico habilitado. § 1º Tratando-se, de um produto biológico, poderá também ser requerida por médico habilitado perante este Departamento. § 2º Não sendo o requerente proprietário ou sócio da firma proprietária da especialidade, juntará a seu requerimento: duas vias de contrato bi-lateral feito com o proprietário e registrado no Registro de Títulos e Documentos. Art. 107. O requerimento a que se refere o artigo antecedente deverá ser acompanhado de um relatório autenticado pelo responsável e preparador, que mencione o nome comercial, a fórmula do produto com as drogas especificadas por seus nomes técnicos e as doses expressas no sistema métrico decimal, a justificação do emprego dos componentes, quando julgada necessária, o modo de prepara e usar, as indicações terapêuticas e os processos de caracterização e doseamento dos agentes terapêuticos novos que encerre a fórmula. Parágrafo único. O requerimento deverá ser ainda instruído: a) com a declaração do registro no Departamento Nacional do Saúde Pública do título ou diploma do requerente; b) com as amostras do produto necessárias às análises e experiências que a autoridade sanitária julgar necessárias; c) com recibo do depósito da taxa de análise; d) com a indicação do laboratório ou farmácia onde será fabricada, manipulada ou acondicionada:
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e) com a prova de achar-se esse estabelecimento devidamente licenciado. Art. 108. Para licenciamento das especialidades farmacêuticas de procedência estrangeira será exigido mais, além das condições referidas, o seguinte: a) a ação terapêutica desses produtos deve estar comprovada no país de origem, pelo uso ininterrupto de mais de um ano; b) o profissional responsável que assina o relatório deve comprovar sua competência legal no país de procedência; c) todos os documentos deverão ser legalizados pelas autoridades competentes, anexando-lhes traduções em vernáculo feitas por tradutor juramentado; d) o fabricante terá um representante no Brasil, responsável perante o Departamento Nacional de Saúde Pública por tudo que diga respeito ao produto, sujeitando-se ás disposições deste regulamento. Art. 109. Compete ao Departamento Nacional de Saúde Pública determinar as declarações que devam e possam ser impressas nos rótulos e bulas ou prospetos das especialidades farmacêuticas. § 1º Em certos casos, especificados em instruções, devem ser apresentados os dizeres dos rótulos e das bulas, para necessária aprovação. Art. 110. Além das exigências gerais para concessão de licenças de especialidades farmacêutica, as que se destinarem ao tratamento da tuberculose, da lepra e das doenças venéreas só serão licenciadas depois de emitido parecer pelas Inspetorias de Profilaxia da Tuberculose e da Lepra e das Doenças Venéreas. Art. 111. Só mediante receita médica poderão ser vendidas ao público as especialidades farmacêuticas licenciadas com essa restrição. Art. 112. É terminantemente proibido anunciar, vender, fabricar ou manipular preparados secretos e atribuir aos licenciados propriedades curativas ou higiênicas que não tenham sido mencionadas na licença respectiva pelo Departamento Nacional de Saúde Pública.
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Art. 113. São preparados secretos aqueles cujas fórmulas não estejam consignadas na Farmacopéa Brasileira, nem licenciados pelo Departamento Nacional de Saúde Pública. Art. 114. O licenciamento das especialidades farmacêuticas é válido por 5 anos. Parágrafo único. Findo este prazo deverá ser requerida a revalidação da licença, dentro de 6 meses, terminados os quais a mesma caducará. Art. 115. As especialidades farmacêuticas, cujo licenciamento datar de mais de 5 anos, tem o prazo de um ano, a partir da data da publicação deste regulamento, para revalidação da respectiva licença, findo o qual será cassado o licenciamento. Art. 116. As especialidades farmacêuticas licenciadas não podem ser preparadas, senão em farmácias, laboratórios ou fábricas, instalados e licenciados de acordo com as exigências deste regulamento. Art. 117. As especialidades farmacêuticas trarão impressos nos rótulos ou etiquetas, em língua portuguesa, o nome do farmacêutico ou do médico responsável quando se tratar de produto biológico, a indicação das substâncias ativas da fórmula, ou a fórmula integral, quando assim for determinado na licença., com as doses no sistema métrico decimal, a data do licenciamento, a sede do laboratório ou fábrica, o nome do fabricante, e a indicação da exigência de venda sob prescrição médica, se assim for determinado pelo Departamento Nacional de Saúde Pública. Art. 118. O Departamento Nacional de Saúde Pública é a única autoridade competente em todo o território da República para conceder licença para serem dadas ao consumo público as especialidades farmacêuticas, e poderá exigir a modificação de sua fórmula quando ficar demonstrado, pelo progresso da ciência, que o preparado, substância ou produto licenciado, julgado até então terapeuticamente útil, é nocivo á saúde ou não preenche as indicações a que se propõe. § 1º Verificado encontrar-se um preparado em contravenção ás fórmulas licenciadas, será apreendido e inutilizado o seu estoque, e cassada a respectiva licença.

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§ 2º Aos interessados não assistirá direito algum de reclamar perdas e danos resultantes de tais medidas. Art. 119. Somente os farmacêuticos ou médicos legalmente habilitados as firmas proprietárias de estabelecimentos instalados de acordo com as exigências deste regulamento para a exploração da indústria farmacêutica e as firmas estrangeiras habilitadas a licenciar especialidades farmacêuticas pelo Departamento Nacional de Saúde Pública, poderão registrar na repartição competente, marcas de fábrica para tais produtos. § 1º Só será concedido o registro de marcas de fábrica de especialidades farmacêuticas pela repartição competente, quando o requerente juntar á sua petição, certidão do Departamento Nacional de Saúde Pública no Distrito Federal ou da autoridade sanitária competente nos Estados, de que preenche as condições deste artigo ou se refira a documento hábil juntado em processo anterior. § 2º Só será concedida arquivamento ás marcas internacionais que se refiram a especialidades farmacêuticas, quando preencham os seus depositantes as condições exigidas por este artigo. Art. 120. É proibido vender medicamentos anti-concepcionais ou anunciar em termos que indusam a êste fim, produtos que possam ser aplicados como tais, sob pena de multa de 500$, dobrando nas reincidências. Art. 121. O responsável e o proprietário de especialidades farmacêuticas que consignar nos rótulos, anúncios, bulas ou prospetos, propriedades ou efeitos não aceitos ou não admitidos pelo Departamento Nacional de Saúde Pública, por ocasião do licenciamento, ou não satisfazerem as exigências da licença, pagarão a multa de 200$ a 500$, dobrando nas reincidências, podendo ser cassada a licença. Art. 122. Os anúncios das especialidades farmacêuticas, fora dos jornais científicos e das publicações técnicas, limitar-se-ão exclusivamente nos termos da licença concedida pelo Departamento Nacional de Saúde Pública. Art. 123. É expressamente proibido o anúncio de especialidades farmacêuticas por meio das suas indicações terapêuticas, com insinuação de respostas por intermédio de
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caixas postais, institutos, residências e outros meios. Os proprietários ou responsáveis pelos preparados que infringirem este artigo e o precedente, serão punidos com a multa de 200$ a 500$, cassando-se a licença nas reincidências. Art. 124. Os preparados farmacêuticos indicados nas doenças de notificação compulsória serão licenciados sob a condição de ser vendidos sob prescrição médica. Art. 125. É expressamente proibida a importação de especialidades farmacêuticas procedentes de país que não permita a entrada e o consumo em seu território dos produtos da indústria farmacêutica brasileira, em reciprocidade do tratamento, sem prejuízo das demais disposições deste regulamento. Art. 126. Sempre que um preparado farmacêutico mudar de proprietário ou de responsável deverá ser requerida transferência no prazo de seis meses ao Departamento Nacional de Saúde Pública, sob pena de ficar sem efeito a licença respectiva. Parágrafo único. No caso de mudança de responsável, o produto não poderá ser fabricado enquanto não for concedida licença ao novo profissional, que deverá apresentar o relatório, observando o disposto no Art. 107. Art. 127. Os medicamentos oficinais só estarão sujeitos a licenciamento, quando modificados em sua composição e vendidos sob denominação diversa das constantes na farmacopéa. Art. 128. Os preparados farmacêuticos importados que não estiverem devidamente licenciados pelo Departamento Nacional de Saúde Pública não poderão sair das alfândegas, competindo ao interessado satisfazer as exigências do regulamento ou reexporta-los no prazo de 90 dias, findo os quais serão os mesmos inutilizados. Art. 129. O Departamento Nacional de Saúde Pública fará publicar nos diários oficiais da União e dos Estados a relação dos países de que trata o art. 125, com o prazo de seis meses para sua execução. CAPÍTULO X

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DA FISCALIZAÇÃO DOS SOROS, VACINAS BIOLÓGICOS Art. 130. Os soros, vacinas e demais produtos biológicos, não poderão ser vendidos, no território brasileiro, sem prévia licença do Departamento Nacional de Saúde Pública. § 1º Dispensam-na os produtos de institutos oficiais; e, quando possuam idoneidade técnica, a juízo do Departamento, os dos oficialmente reconhecidos. § 2º A licença será requerida pelo responsável do instituto ou laboratório, mediante apresentação de um relatório em que consigne a técnica da preparação, o modo de usar e a indicação do produto, devendo o pedido ser acompanhado das amostras necessárias à análise. § 3º As infrações deste artigo serão punidos com a multa de 500$0 a 1:000$, além da apreensão dos produtos até a satisfação das exigências regulamentares. Art. 131. Todos os produtos deverão trazer nos rotulos o nome e a séde do laboratorio, além das indicações relativas a cada especie, e quando procedentes de institutos ou laboratorios particulares, a data e o número da licença. Paragrafo uníco. Os produtos de laboratorios e institutos particulares encontrados em desacôrdo com êste artigo, sujeitam os infratores á pena de multa de 500$, além da apreensão. Art. 132. Sempre que o Departamento Nacional de Saúde Pública julgar oportuno, ordenará a apreensão de amostras de produtos destinados ao consumo para verificar si satisfazem as disposições dêste regulamento e as instruções respectivas. § 1º A apreensão de amostras para analise fiscal será efetuada por autoridade competente onde quer que se encontrem tais produtos: institutos e laboratorios oficiais ou particulares, armazens de estradas de ferro ou aduaneiros, drogarias, farmacias, e depositos quaisquer. E OUTROS PRODUTOS

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§ 2º Os produtos condenados em analises fiscais serão inutilizados e sujeitos os infratores á multa de 500$ a 1:000$, além da cassação da licença. Art. 133. Os produtos apreendidos que não forem reclamados dentro do prazo de noventa dias poderão ser inutilizados. Art. 134. As analises e quaisquer outras pesquizas destinadas á licença prévia serão realizadas pelo Instituto Oswaldo Cruz; as destinadas á fiscalização serão feitas por êste no Distrito Federal; nos Estados, pelos institutos oficiais ou oficialmente reconhecidos, quando possuam idoneidade tecnica a juizo do Departamento. § 1º As analises e provas a que se refere êste regulamento deverão ser concluidas no prazo maximo de 60 dias, decorridos os quais, se não houver proibição formal, poderão os produtos ser colocados no mercado. § 2º Dos resultados das analises procedidas no Instituto Oswaldo Cruz e em outros institutos oficiais, poderão recorrer os interessados para o Ministro da Educação e Saúde Pública, que designará uma comissão de tecnicos, constituida por profissionais competentes e insuspeitos, afim de resolver sôbre a procedencia da reclamação apresentada. Art. 135. Os produtos de institutos e laboratorios oficiais ou oficialmente reconhecidos, inclusive os do Instituto Oswaldo Cruz poderão ser mutuamente fiscalizados. Art. 136. Só pela Alfandega do Rio de Janeiro e pêlas dos Estados em que existam institutos oficiais, congeneres ao Instituto Oswaldo Cruz e de idoneidade tecnica reconhecida pelo Departamento Nacional de Saúde Pública, será permitida a importação de sôros, vacinas e produtos biologicos. Paragrafo unico. Tais produtos só poderão ter despacho nas alfandegas, quando licenciados pelo Departamento Nacional de Saúde Pública. Art. 137. As analises e quaisquer outras pesquizas para a licença prévia só terão inicio depois do pagamento da taxa respectiva no Instituto Oswaldo Cruz.

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Art. 138. Os institutos oficiais que verificarem, na analise dos produtos de outros institutos congeneres, quaisquer ínfrações regulamentares ou defeitos que os inferiorizem ou os inutilizem para o consumo, deverão levar o fato ao conhecimento do Departamento Nacional de Saúde Pública, requisitando as necassarias providências. Paragrafo unico. No caso deste artigo o diretor geral do Departamento Nacional de Saude Pública solicitará ao ministro da Educação e Saúde Publica as providencias administrativas que se façam necessarias. Art. 139. Nenhuma pena se imporá ao importador ou fabricante pêlas alterações imputaveis á ação do tempo ou a outros fatores que não entendam com a tecnica ou fabricação. Em tal caso a autoridade se limitará a apreender o produto. Art. 140. Os produtos biologicos alteraveis pela ação do tempo, deverão trazer consignado nos rotulos a data do fabrico, bern como o prazo maximo do seu valor terapeutico. Art. 141. O Departamento Nacional de Saúde Pública poderá proibir a colocação no mercado dos sôros, vacinas e produtos opoterapicos de institutos, laboratorios ou quaisquer fabricas que reincidirern nas infrações ou fraudes indicadas nas instruções de que trata o artigo seguinte. Art. 142. Os serviços de analises dos sôros, vacinas e outros produtos biologicos serão regidos pêlas instruções expedidas pelo Ministro da Educação e Saúde Publica. CAPÍTULO XI DOS ANTIBÉTICOS, DESINFETANTES, PRODUTOS DE HIGIENE E TOCADOR Art. 143. Os antiséticos ou desinfetantes, mesmo que não tenham indicações terapêuticas, só poderão ser expostos á venda depois de examinados e licenciados pelo Departamento Nacional do Saúde Pública. Paragrafo unico. Seu licenciamento, fabrico e venda obedecerão ás mesmas exigencias e condições estabelecidas neste regulamento para as especialidades

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farmaceuticas, podendo o responsavel pelos desinfetantes ser engenheiro, quimico, medico ou farmaceutico. Art. 144. Os cosmeticos, produtos de higiene e toucador a que sejam atribuidas propriedades terapeuticas, poderão ser licenciados, como especialidades farmaceuticas, o que entretanto não 1hes tirará as características de produto de higiene e toucador. Art. 145. Os produtos de higiene e toucador não poderão trazer qualquer indicação terapeutica, quando não forem licenciados nos termos do artigo anterior. Art. 146. Os antiséticos e desinfetantes só poderão ser licenciados quando verificado ser real e aproveitavel seu poder bactericida, isento ainda de produtos nocivos e improprios ao uso. CAPÍTULO XII DAS AGUAS MINERAIS Art. 147. As águas minerais naturais, a que se atribuam propriedades terapeuticas só poderão ser expostas á venda depois de ter sido analisadas pelo Departamento Nacional de Saúde Pública e verificada sua composição, eficacia ou indicação terapeutica. Art. 148. Essas aguas deverão conter nos rótulos a especificação do lugar e da fonte donde provirem, sendo consideradas falsificadas aquelas cuja composição se afastar da analise oficial. Art. 149. Nenhuma água mineral natural poderá ser exposta á venda sem que o proprietário ou a empresa concessionária da fonte prove ter feito as obras de captação precisas para garantir a pureza da agua, quimica e bacteriologicamente. Havendo declaração expressa, será tolerada a decantação e gazeficação da agua, devendo-se empregar, então, para esse fim, anidrido carbonico livre de impurezas ou gazes da propria fonte.

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Art. 150. Sempre que o Departamento Nacional da Saúde Pública achar conveniente, mandará proceder analise e a verificar as condições de captação e exploração da agua mineral. Art. 151. As aguas minerais do procedencia estrangeira deverão ter um representante no país, que responderá perante o Departamento Nacional de Saúde Pública pelas indicações, qualidades ou propriedades das aguas que representam, sendo estas ainda sujeitas as exigencias feitas para as aguas nacionais. Art. 152. Os proprietarios ou exploradores das aguas minerais, que não satisfaçam as disposições dêste regulamento, ou dêem indicações, qualidades ou propriedades diferentes das reconhecidas no licenciamento, serão passiveis de multa de 200$000 a 500$000 e do dobro nas reincidencias. CAPÍTULO XIII DOS TOXICOS E ENTORPECENTES Art. 153. Nenhuma farmacia, laboratorio, drogaria e fabricas de produtos quimicos farmaceuticos póde vender ou comprar qualquer toxico entorpecente, ou hipnotico e especialidade farmacentica que os contenha, sem receita médica ou requisição formada por profissional habilitado. Paragrafo unico. Além do disposto neste regulamento, a venda e compra de tais substancias ficará sujeita a legislação especial. Art. 154. Considera-se para efeitos dêste regulamento, profissional, habilitado: a) o farmaceutico responsavel perante o Departamento Nacional de Saúde Pública ou as autoridades sanitarias estaduais competentes, por farmacia ou laboratorio farmaceutico devidamente licenciado; b) o droguista, responsavel, perante estas autoridades, por drogaria ou depósito de drogas; c) o medico responsavel responsavel por casa de saúde ou sanatario;

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d) o profissional devidamente licenciado para dirigir fábrica de produtos quimicos e onde se manipulem tais substancias; e) os cirurgiões dentistas e os medicos veterinarios. Art. 155. Haverá obrigatoriamente nos estabelecimentos de que trata o artigo anterior um livro de modêlo aprovado pelo Departamento Nacional de Saúde Pública, legalizado de acôrdo com êste regulamento, onde deverá ser escriturada a entrada e saída de todas as substancias toxicas entorpecentes e hipnoticas, com a indicação do nome e residencia do vendedor e do comprador, a quantidade, a data da transação e a procedencia da substancia. Paragrafo unico. Serão escrupulosamente escrituradas no mesmo dia as compras e vendas efetuadas. Art. 156. Os responsaveis pelos estabelecimentos que possuem licença para negociar com aquelas substancias, deverão conservá-las fechadas a chave, em cofre ou armario especial sob sua guarda, respondendo assim pelos desvios ou faltas verificadas e não justificadas. Art. 157. Os toxicos para usos inseticidas industriais poderão ser fornecidos a pessoas de idoncidade reconhecida pelo vendedor, devendo seus nomes e endereços ser registrados, com a indicação a que se destinam, no livro de registro de toxicos. Art. 158. As substancias toxicas destinadas á preparação extemporanea das soluções antisépticas de uso externo e de usos não terapeuticos, não poderão ter a fórma de pastilhas discoides e pilulas, e sim, obrigatoriamente, a de triangulos losangos o bastonetes afim de evitar confusão com os comprimidos e outras fórmas adotadas na preparação dos produtos farmaceuticos de uso interno. Art. 159. As substancias toxicas entorpecentes e hipnoticas o especialidades farmaceuticas que as contenham só poderão ser vendidas em leilão, quando, avisada a Inspetoria de Fiscalização do Exercicio da Medicina ou a autoidade estadual competente, achar-se presente no ato do leilão um inspetor ou sub-inspetor farmaceutico.

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Paragrafo unico. Neste caso só poderá adquirir estas substancias, um profissional habilitado, o qual, antes de retirá-las do local onde se encontrem, deverá visar na repartição competente a respectiva requisição. Art. 160. Os preparados oficinais e as especialidades farmaceuticas contendo entorpecentes, sob a fórma de solutos injetaveis, e as especialidades da tabela A, só poderão ser fabricadas em laboratorios quimicos-farmaceuticos munidos de uma licença especial e independente da licença do laboratorio. § 1º Esta licença será de 500$000. § 2º Os infratores dêste artigo ficam sujeitos á multa de 1:000$ a 2:000$000. Art. 161. O responsavel pelo estabelecimento cujo livro de toxico esteja mal escriturado ou apresentado um estoque destas substancias em divergencia com o que realmente existe, fica sujeito á multa de 500$000 a 2:000$000, independente de qualquer outro procedimento criminal que lhe couber. Paragrafo unico. Na mesma penalidade incorrerá a firma proprietaria do estabelecimento que cometeu a infração á revelia do responsavel. Art. 162. A importação dos toxicos entorpecentes só poderá ser feita mediante licença especial concedida pelo Departamento Nacional de Saúde Pública, de acôrdo com as instruções especiais sôbre o assunto. CAPÍTULO XIV DAS APREENSÕES E ANALISES Art. 163. Toda vez que o inspetor de Fiscalização do Exercicio da Medicina no Distrito Federal e as autoridades sanitarias estaduais competentes julgarem necessario, ordenarão a apreensão de quaisquer fórmulas medicamentosas, drogas, produtos quimicos, oficinais, de toucador, biologicos, sôros, vacinas, desinfetantes, antisepticos, especialidades farmaceuticas e congeneres, em laboratorios, farmacias, drogarias, hervanarias, depositos, trapiches, fabricas, perfumarias, usinas, alfandegas, armazens, residencias, estabelecimentos oficiais e onde quer que se encontrem, para serem

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analisados pelos quimicos da inspetoria ou outros tecnicos de laboratorios oficiais ou idoneos, a juizo da autoridade competente. § 1º No ato da apreensão lavrar-se-á um termo, que além de assinado pelo funcionario apreensor, sê-lo-á por duas testemunhas idoneas, tambem podendo ou não o ser pelo interessado ou respansavel, e onde se especifique a natureza e outras caracteristicas do produto. Este, será colocado em duplicatas, em envolucros que levarão as assinaturas e dizeres, ficando um ou mais, contendo as duplicatas do produto, em poder da parte, para sua defesa e contra-prova da analise a ser feita. § 2º Caso haja necessidade, a juizo do funcionario apreensor, êste interditará toda a partida suspeita, fazendo o interessado ou outra firma ou pessoa idonea, depositaria e responsavel pelo estoque do produto, até ulterior deliberação da autoridade competente. § 3º No caso do § 2º dêste artigo, a firma depositaria assinará um termo de deposito, que pôde se o mesmo de apreensão. Art. 164. Si a alteração, falsificação ou deterioração fôr tão evidente que prescinda da pericia, o estoque da substancia será desde logo inutilizado. Art. 165. Verificado pela analise ou exame, ser o produto improprio para consumo ou em desacôrdo com as exigencias da Farmacopéa Brasileira, não preenchendo os fins a que se destina ou ainda em desacôrdo com o rótulo, será o interessado disto cientificado pelo recebimento do auto de infração do qual constará o motivo da condenação da substancia. Paragrafo unico. Recebido este, o interessado dentro de 48 horas poderá contestar o resultado da analise ou exame, requerendo outro na contra-próva em seu poder. Art. 166. Condenada uma substancia, será a partida logo inutilizada, observandose, entretanto, o disposto no artigo 165, paragrafo unico. Art. 167. A analise ou exame da contra-prova ou pericia contraditoria será procedida dentro do prazo de 30 dias da data da condenação do produto. Será efetuada conjuntamente pelo profissional autor do primeiro exame, por tecnico indicado pela

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parte e por outro estranho á repartição apreensora e nomeado pelo inspetor de Fiscalização do Exercicio da Medicina ou pela autoridade sanitaria estadual competente. § 1º A abertura do involucro contendo a amostra será feita após constatação de não ter sido violado. § 2º O resultado obtido ficará consignado em um relatorio em duplicata, assinado por todos ou separadamente quando houver divergencia, e cuja segunda via será entregue á parte interessada, mediante recibo. Art. 168. Havendo divergencia no resultado, decidirá o diretor do Departamento Nacional de Saúde Pública, cabendo á parte recorrer, em última instancia, para o ministro da Educação e Saúde Pública. Art. 169. O depositario ou a firma depositaria de que fala o art. 163, § 2º, dando ao consumo, desviando, alterando ou substituindo o estoque da substancia de que é guarda fiel, sofrerá a multa de 500$ a 2:000$000, além da responsabilidade criminal que lhe couber. Art. 170. As duplicatas de amostras da substancias analisadas serão inutilizadas, si não forem, reclamadas pelos interessados no prazo de 60 dias, contados da data da terminação da analise. § 1º Tais produtos só serão restituidos mediante recibo e a quem apresentar documentos que prove ter sido paga a analise. § 2º As amostras das substancias ou produtos condenados ou julgados improprios para o consumo, em desacôrdo com a fórmula licenciada, com os dizeres do rótulo ou comas exigencias da Farmacopéa Brasileira, não serão restituídas. Art. 171. Salvo para atender ao serviço da Inspetoria de Fiscalização do Exercicio da Medicina e ás solicitações das demais autoridades competentes, as analises só poderão ser realizadas depois que o interessado tenha pago a taxa no Tesouro, por meio de guia extraída no Departamento Nacional de Saúde Pública. CAPÍTULO XV

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DAS FRAUDES E SUA REPRESSÃO Art. 172. Para os efeitos deste regulamento consideram-se substancias, ou produtos alterados, adulterados, falsificados ou improprios nara o uso farmaceutico, as fórmulas meleis de 1931 - Vol. III galenicos, biologicos, de toucador, dicamentosas, drogas, produtos quimicos, antiséticos, desinfetantes, especialidades

farmaceuticas e quaisquer outras congeneres: a) quando tenham sido misturados ou acondicionados com substancias que 1hes modifiquem a qualidade ou reduzam o valor terapeutico; b) quando se lhes tenha retirado, no todo ou em parte, um dos elementos de sua constituição normal ou substituido por outros de qualidade inferior, ficando de constituição diversa da enunciada no recipiente, nos rotulos ou formulas; c) quando suas condições de pureza, qualidade e autenticidade não satisfizerem as exigencias da Farmacopéa Brasileira, portanto improprios para o uso a que se destinam. § 1º Os infratores serão punidos com a multa de 100$000 a 1:000$000. § 2º Não será imposta multa por deterioração provinda da ação do tempo, quando ficar provado não haver intenção de fraude por parte dos interessados. Art. 173. Sofrerá a multa de 200$ a 2:000$ independentemente do processo criminal, o farmaceutico, a pessoa, firma ou empresa proprietaria de farmacia, labaratorio, drogaria, hervanaria, deposito, fábrica, e outro qualquer estabelecimento ou mesmo qualquer particular que fabricar, vender, acondicionar ou expôr ao consumo quaisquer substancias, corpos ou produtos alterados, adulterados, falsificados, ou improprios ao consumo, enumerados no art. 172, e suas letras a, b e c. § 1º A obrigação de indenizar o dano causado por estes delitos independente do processo e julgamento da ação criminal. § 2º Os crimes de fraude de substancias e produtos quaisquer, definidos neste regulamento e nas leis congeneres, são inafiançaveis, cabendo as pericias ás repartições

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tecnicas do Departamento Nacional de Saúde Pública ou as autoridades sanitarias estaduais competentes, na falta daquelas. Art. 174. O procurador dos Feitos da Saúde Pública procederá ex-officio, nos casos dos crimes previstos neste regulamento, quando a repartição competente do Departamento Nacional de Saúde Pública lhe representar neste sentido, fornecendo-1he os elementos necessarios para a denúncia. Art. 175. Verificado em analise fiscal estar o produto procedente do estrangeiro em desacôrdo com as indicações do rótulo ou não preencher os fins a que se destina ou ter sido fraudado ou falsificado, além das penalidades que no caso caberão aos importadores, representantes do fabricante ou vendedor estrangeiro e aos vendedores da substancia, ficará interdita a entrada em territorio nacional dos produtos de tal marca ou fabricante. Art. 176. São responsaveis nos casos previstos nos artigos precedentes: 1º, o fabricante, produtor ou manipulador da substancia ou produto; 2º, o que tiver sob sua guarda o artigo alterado, falsificado ou deteriorado; 3º, o vendedor; 4º, o proprietario da casa onde se encontra a substancia, desde que não o dono do produto; 5º, o que tiver comprado a pessoa desconhecida, ou não lhe denuncíe a procedencia. Art. 177. Todas as drogas, produtos quimicos e quaisquer outras substancias expostas á venda em vasilhame ou pacote de qualquer natureza, serão rotulados. § 1º O rótulo deverá, trazer o nome do fabricante, o lugar da fábrica e a marca do produto e será disposto de tal modo que não possa ser substituido ou retirado. § 2º As substancias encontradas em desacôrdo com o disposto acima serão apreendidas a analises e, quando consideradas bôas para o consumo, só poderão ser
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expostas á venda depois de cumprida a exigencia dêste artigo e paga a multa de 200$ a 1:000$000. Art. 178. As drogas, produtos quimicos e outros, destinados a qualquer fim que não seja para uso farmaceutico ou quando em desacôrdo com as exigencias da Farmacopéa Brasileira, só poderão ser armazenados, manipulados ou expostos á venda quando em seus rótulos constar os dizeres "improprio para o uso farmaceutico¿, em letras maiusculas dedimensões iguais a das maiores constantes do rótulo, seguido da indicação do fim a que se destinam. Art. 179. Para os efeitos dêste regulamento, será considerado fabricante ou produtor, todo individuo que rotular ou acondicionar quaisquer substancias, ou produtos, mesmo procedentes de outrem e vindo consignada no rótulo do acondicionador a procedencia da mercadoria. Art. 180. Ao responsavel, á firma proprietaria ou a qual quer pessoa que infringir qualquer dos artigos do presente regulamento, excetuando-se aqueles com pena já prevista, caberá a multa de 100$ a 2:000$ e o dobro nas reincidencias, podendo tambem ser cassada a licença da casa, estabelecimento ou especialidade farmaceutica é impedida a venda do produto causa da infração, e apreendido e inutilizado seu estoque, a juizo da autoridade sanitaria competente e sem prejuizo de qualquer ação criminal que lhe couber. Paragrafo unico. Não caberá ao infrator direito algum de reclamar indenização da Fazenda Nacional pela aplicação e execução do disposto nos artigos, paragrafos e letras deste regulamento. Rio de Janeiro, 8 de setembro de 1931. Belisario Penna, diretor geral. Tabela que acompanha o regulamento do decreto n. 19.606, de 19 de janeiro de 1931, aprovada pelo decreto n. 20.377 de 8 de setembro de 1931. DEPARTAMENTO NACIONAL DE SAÚDE PÚBLICA INSPETORIA DE FISCALIZAÇÃO DO EXERCICIO DA MEDICINA

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Licença inicial para funcionamento de farmacias, laboratorios farmaceuticos, laboratorios de analises, estabelecimentos industriais farmaceuticos, drogarias, depositos de drogas e especialidades farmaceuticas e estabelecimentos congeneres, valida no exercicio de um ano (em sêlo) réis 100$000. Revalidação anual das licenças dêstes estabelecimentos e das hervanarias já existentes (em sêlo) 50$000. Exame de especialidades farmaceuticas, produtos quimicos, produtos higienicos de toucador, plantas medicinais, aguas minerais, medicinais, etc. (taxa na apresentação do requerimento). Analises de vegetais e aguas minerais medicinais .600$000 Analises de desinfetantes e produtos químicos..... 300$000 Analises de produtos higienicos de toucador....... 200$000 Analises de especialidades farmacêuticas............ 200$000 Licença para expôr á venda especialidades farmaceuticas (em sêlo) (valida por 5 anos).....................100$00 Revalidação de licença de especialidades farmaceuticas (em sêlo) (valida por 5 anos)....................... 50$000 Transferencia de responsabilidade ou de propriedade, ou de responsabilidade e propriedade, ao mesmo tempo, de licenças de especialidades farmaceuticas e desinfetantes (em sêlo)..................... 100$000 Licença especial para laboratorios que manipulam preparados contendo substancias entorpecentes das tabelas A e B (solutus injetaveis e especialidades constantes da tabela B)................................. 500$000

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Exame de praticos de farmacia (taxa na apresentação do requerimento)............................................. 10$000

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ANEXO V

Presidência da República Subchefia para Assuntos Jurídicos

DECRETO No 85.878, DE 7 DE ABRIL DE 1981. Estabelece normas para execução da Lei Lei nº 3.820, de 11.11.1960 nº 3.820, de 11 de novembro de 1960, sobre o exercício da profissão de farmacêutico, e dá outras providências

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA , no uso da atribuição que lhe confere o artigo 81, item III, da Constituição, DECRETA: Art 1º São atribuições privativas dos profissionais farmacêuticos: I - desempenho de funções de dispensação ou manipulação de fórmulas magistrais e farmacopéicas, quando a serviço do público em geral ou mesmo de natureza privada; II - assessoramento e responsabilidade técnica em: a) estabelecimentos industriais farmacêuticos em que se fabriquem produtos que tenham indicações e/ou ações terapêuticas, anestésicos ou auxiliares de diagnóstico, ou capazes de criar dependência física ou psíquica; b) órgãos, laboratórios, setores ou estabelecimentos farmacêuticos em que se executem controle e/ou inspeção de qualidade, análise prévia, análise de controle e análise fiscal de produtos que tenham destinação terapêutica, anestésica ou auxiliar de diagnósticos ou capazes de determinar dependência física ou psíquica; c) órgãos, laboratórios, setores ou estabelecimentos farmacêuticos em que se pratiquem extração, purificação, controle de qualidade, inspeção de qualidade, análise

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prévia, análise de controle e análise fiscal de insumos farmacêuticos de origem vegetal, animal e mineral; d) depósitos de produtos farmacêuticos de qualquer natureza; III - a fiscalização profissional sanitária e técnica de empresas, estabelecimentos, setores, fórmulas, produtos, processos e métodos farmacêuticos ou de natureza farmacêutica; IV - a elaboração de laudos técnicos e a realização de perícias técnico-legais relacionados com atividades, produtos, fórmulas, processos e métodos farmacêuticos ou de natureza farmacêutica; V - o magistério superior das matérias privativas constantes do currículo próprio do curso de formação farmacêutica, obedecida a legislação do ensino; VI - desempenho de outros serviços e funções, não especificados no presente Decreto, que se situem no domínio de capacitação técnico-científica profissional. Art 2º São atribuições dos profissionais farmacêuticos, as seguintes atividades afins, respeitadas as modalidades profissionais, ainda que não privativas ou exclusivas: I - a direção, o assessoramento, a responsabilidade técnica e o desempenho de funções especializadas exercidas em: a) órgãos, empresas, estabelecimentos, laboratórios ou setores em que se preparem ou fabriquem produtos biológicos, imunoterápicos, soros, vacinas, alérgenos, opoterápicos para uso humano e veterinário, bem como de derivados do sangue; b) órgãos ou laboratórios de análises clínicas ou de saúde pública ou seus departamentos especializados; c) estabelecimentos industriais em que se fabriquem produtos farmacêuticos para uso veterinário;

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d) estabelecimentos industriais em que se fabriquem insumos farmacêuticos para uso humano ou veterinário e insumos para produtos dietéticos e cosméticos com indicação terapêutica; e) estabelecimentos industriais em que se fabriquem produtos saneantes, inseticidas, raticidas, antisséticos e desinfetantes; f) estabelecimentos industriais ou instituições governamentais onde sejam produzidos radioisótopos ou radiofármacos para uso em diagnóstico e terapêutica; g) estabelecimentos industriais, instituições governamentais ou laboratórios especializados em que se fabriquem conjuntos de reativos ou de reagentes destinados às diferentes análises auxiliares do diagnóstico médico; h) estabelecimentos industriais em que se fabriquem produtos cosméticos sem indicação terapêutica e produtos dietéticos e alimentares; i) órgãos, laboratórios ou estabelecimentos em que se pratiquem exames de caráter químico-toxicológico, químico-bromatológico, químico-farmacêutico, biológicos, microbiológicos, fitoquímicos e sanitários; j) controle, pesquisa e perícia da poluição atmosférica e tratamento dos despejos industriais. II - tratamento e controle de qualidade das águas de consumo humano, de indústria farmacêutica, de piscinas, praias e balneários, salvo se necessário o emprego de reações químicas controladas ou operações unitárias; Ill - vistoria, perícia, avaliação, arbitramento e serviços técnicos, elaboração de pareceres, laudos e atestados do âmbito das atribuições respectivas. Art 3º As disposições deste Decreto abrangem o exercício da profissão de farmacêutico no serviço público da União, dos Estados, Distrito Federal, Territórios, Municípios e respectivos órgãos da administração indireta, bem como nas entidades particulares.

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Art 4º As dúvidas provenientes do exercício de atividades afins com outras profissões regulamentadas serão resolvidas através de entendimento direto entre os Conselhos Federais interessados. Art 5º Para efeito do disposto no artigo anterior, considera-se afim com a do farmacêutico a atividade da mesma natureza, exercida por outros profissionais igualmente habilitados na forma da legislação específica. Art 6º Cabe ao Conselho Federal de Farmácia expedir as resoluções necessárias à interpretação e execução do disposto neste Decreto. Art 7º Este Decreto entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. Brasília, 07 de abril de 1981; 160º da Independência e 93º da República. JOÃO Murilo Macêdo Este texto não substitui o publicado no D.O.U. de 9.4.1981 FIGUEIREDO

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Capítulo I Tópicos de Bioquímica e Imunologia

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Sistema Imunológico. O sistema imunológico, também conhecido por sistema imunitário ou sistema imune, compreende todos os mecanismos pelos quais um organismo multicelular se defende de invasores externos, quer sejam esses biologicos, a exemplo bactérias, vírus, protozoários, fungos, quer sejam esses elementos químicos, a citarem-se as peçonhas, os venenos, e similares. Existem dois tipos de mecanismos de defesa: os inatos ou não específicos, como a proteção da pele, a acidez gástrica, as células fagocitárias ou a secreção de lágrimas; e o sistema imunitário adaptativo, que compreende a ação selectiva dos linfócitos e a produção de anticorpos específicos. Imunologia é o ramo da biologia que estuda o sistema imunitário (ou imunológico). Ele lida, entre outras coisas, com o funcionamento fisiológico do sistema imune de um indivíduo no estado sadio ou não, mau funcionamento do sistema imune em casos de doenças imunológicas (doenças autoimunes, hipersensitividade, deficiência imune rejeição pós enxerto); características físicas, químicas e fisiológicas dos componentes do sistema imune in vitro, in situ e in vivo. O ramo da imunologia que estuda a sua interação com o comportamento e o sistema neuroendócrino chama-se psiconeuroimunologia. O sistema inato é composto por mecanismos de defesa não-específicos, que constituem uma resposta indiferenciada ao agente invasor. Constituem as estratégias de defesa mais antigas, sendo algumas destas formas encontradas nos seres multicelulares mais primitivos, nas plantas e fungos. Barreiras físicas: A pele é a principal barreira. A sua superfície lipofílica é construida por células mortas ricas em queratina(É uma proteína secundária, forma tridimensional de α-hélice (α-queratina) ou de folhas-β-pregueadas (β-queratina), constituídas de cerca de 15 aminoácidos, principalmente de um aminoácido sulfurado denominado cisteína. Essas estruturas ocorrem porque os aminoácidos da queratina interagem entre si através de ligações de hidrogênio e ligações covalentes bissulfito (S-S-) denominadas ligações cisteídicas. A queratina é uma proteína fibrosa porque a sua estrutura tridimensional lhe confere características especiais: microfilamentos com resistência, elasticidade e impermeabilidade à água. Mesmo mortas, as camadas de células queratinizadas detêm os micróbios e impedem a desidratação das células que estão logo abaixo. Isso ocorre porque a queratina é impermeável à água. Além disso, essas células mortas impedem que o atrito prejudique as células vivas servindo-

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lhes de barreira. É formada de proteína impermeabilizante), uma proteína fibrilar, que impede a entrada de microorganismos. As secreções ligeiramente ácidas e lipídicas das glândulas sebácea e sudorípara criam um microambiente cutâneo hostil ao crescimento excessivo de bactérias. O ácido gástrico é uma poderosa defesa contra a invasão por bactérias do intestino. Poucas espécies são capazes de resistir ao baixo pH e enzimas destruidoras que existem no estômago. A saliva e as lágrimas contêm enzimas bactericidas, como a lisozima, que destroem a parede celular das bactérias. No intestino, as numerosas bactérias da microbiota normal competem com potenciais patógenos por nutrientes e locais de fixação, diminuindo a probabilidade de estes últimos se multiplicarem em número suficiente para causar uma doença. É por isso que o consumo demasiado de antibióticos orais pode levar à depleção da microbiota benigna normal do intestino e, com cessação do tratamento, espécies perigosas podem multiplicar-se sem competição, causando, posteriormente, diversas doenças. O muco é outra defesa, revestindo as mucosas. Ele sequestra e inibe a mobilidade dos corpos invasores, sendo a sua composição hostil para muitos microorganismos. Além disso, contém anticorpos do tipo IgA. Fagócitos: Os fagócitos são células, (neutrófilos e macrófagos), que têm a capacidade de estender porções celulares (pseudópodes) de forma direcionada, englobando uma partícula ou microorganismo estranho. Este microrganismo é contido num vacúolo, o fagossoma, que depois é fundido com lisossomas, vacúolos ricos em enzimas e ácidos, que digerem a particula ou organismo. Os fagócitos reagem a citocinas produzidas pelos linfócitos cd4, mas também fagocitam, ainda que menos eficazmente, de forma autónoma sem qualquer estimulação. Naturalmente esta forma de defesa é importante contra infecções bactérianas, já que vírus são pequenos demais e a maioria dos parasitas é grande para serem fagocitados. A fagocitose também é importante na limpeza dos detritos celulares após infecção ou outro processo que leve a morte celular nos tecidos. No entanto os fagocitos morrem após algumas fagocitoses, e se o número de invasores e de detritos for grande, poderão ambos, fagocitos e bactérias, ficar presos num liquido pastoso e rico em proteínas estruturais, que se denomina pus (exudato). Estas células produzem também radicais livres, formas altamente reactivas de oxigénio, que danificam as bactérias e outros invasores além dos tecidos a sua volta. Algumas bactérias como o Mycobacterium tuberculosis, agente da tuberculose, têm mecanismos

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de defesa contra a digestão após fagocitose, e sobrevivem dentro do fagócito parasitando-o e escondendo-se aí dos linfócitos.

Neutrófilos rodeados de Hemácias. Fagócitos e células relacionadas: Neutrófilos: são granulócitos, fagocíticos móveis, os mais abundantes e são sempre os primeiros a chegar ao local da invasão e sua morte no local da infecção forma o pus. Eles ingerem, matam e digerem patógenos microbianos. São derivados dos mastócitos e basófilos. Macrófago: célula gigante, sendo forma madura do monócito, tem capacidade de fagocitar e destruir microorganismos intracelulares. A sua diferenciação é estimulada por citocinas. É mais eficaz na destruição dos microorganismos , tem vida longa ao contrário do neutrófilo. São móveis e altamene aderentes quando em atividade fagocítica. Macrófagos especializados incluem: células de Kupffer (figado), células de Langerhans (pele) e células da Glia (Sistema Nervoso Central).

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Basófilo contra e parasitas, Mastócito: também são são granulócitos pela polimorfonucleados que produzem citocinas em defesa responsáveis inflamação alégica mediadas por IgE. Eosinófilo: São granulócitos polimorfonucleados que participam na defesa contra parasitas também participando de reações de hipersensibilidade via mecanismo de citotoxidade. Envolvido em manifestações de alergia e asma, via espeficidade por antígeno IgE. Os neutrófilos, eosinófilos e basófilos também são conhecidos como

polimorfonucleados (devido aos seus núcleos lobulados) ou granulócitos. O tópicos comentados podemos definir para fins didáticos como sendo Mecanismos inatos ou não específicos(World Book Encyclopedia (1998); Alibardi, L. (2003) Adaptation to the land: The skin of reptiles in comparison to that of amphibians and endotherm amniotes. J. Exp. Zool. Part. B. Mol. Dev. Evol. 298, 12- 41) Especificidade. Neutrófilos. Os neutrófilos fazem parte da porção do sangue responsável pela defesa ou imunidade do organismo. Eles são responsáveis por envolver as células doentes matando-as a seguir e são especializados no combate à bactérias e fungos. A correta interpretação de seus valores no sangue pode auxiliar no diagnóstico de diversas doenças. Neutrófilos altos. Os valores de neutrófilos estarão altos, condição conhecida como neutrofilia, quando houver: Infecções Desordens inflamatórias Diabetes Uremia Eclâmpsia Necrose hepática Leucemia mielóide crônica Policitemia, pós-esplenectomia

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Anemia hemolítica Hemorragia Queimaduras Neutrófilos baixos A neutropenia, ou a baixa concentração de neutrófilos, ocorre quando existem: Infecções Anemia aplástica Leucemias agudas Anemia megaloblástica Valores de referência dos neutrófilos Os valores de referência dos neutrófilos são de: 40-80% ou 1800-8000/mm3. Anemia ferropriva Hipotiroidismo Cirrose Gestação Choque elétrico Câncer maligno

Abcesso na pele, mostrando edema e hiperemia característicos da inflamação, com área central necrótica de cor escura. É designado de abscesso ou abcesso o acúmulo localizado de pus num tecido, formando uma cavidade delimitada por uma membrana de tecido inflamatório (membrana piogénica). O líquido purulento que a preenche se forma em virtude da desintegração e morte (necrose) do tecido original, microorganismos e leucócitos. Pode ser causado por vários agentes patogênicos microbiológicos, como as bactérias piogénicas (incluindo, estreptococos, gonococos, entre outros), ameba, além de algumas substâncias químicas (como a essência de terebintina). Um agente patogênico, também chamado de agente infeccioso ou etiológico animado, é um organismo, microscópico ou não, capaz de produzir doenças infecciosas aos seus hospedeiros sempre que estejam em

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circunstâncias favoráveis, inclusive do meio ambiente. Podem ser bactérias, vírus, protozoários, fungos ou helmintos. O agente patogênico pode se multiplicar no organismo do seu hospedeiro, podendo causar infecções e outras complicações. A bromatologia forense identifica esses agentes, como por exemplo, em um líquido ou em algum alimento que pode ter sido ingerido. Os sintomas dependem do órgão ou tecido afetado. No entanto, classicamente temos como manifestações de todo processo inflamatório a dor, calor, rubor e tumefação locais, podendo apresentar perda de função. Os abscessos "maduros" têm flutuação à palpação e a pele que os reveste torna-se mais fina. Têm ocorrência mais comum na pele, mas podem atingir qualquer tecido. Dificilmente há remissão espontânea, com a reabsorção (se pequenos) ou fistulização. O abscesso pode ocorrer em qualquer região do corpo afetada por um agente piogênico (cérebro, ossos, pele, pulmão, músculos). Porém, existem alguns tipos de maior relevância, seja por sua frequência ou sua gravidade (Abcessos - Secção 17: Infecções Manual Merck para a Família. Página visitada em 29 de Dezembro de 2010; ↑ MCLATCHIE, G.; LEAPER, D. - Oxford Handbook of Clinical Surgery, 2nd ed. Oxford, 2007; REZENDE,J.M. - Linguagem Médica, 3a. ed., AB Editora e Distribuidora de Livros Ltda; FERREIRA, A.B.H. - Novo dicionário da língua portuguesa, 3.ed. Rio de Janeiro, Ed. Nova Fronteira, 1999; Dicionário Houaiss de Língua Portuguesa; MICHAELIS - Moderno dicionário da língua portuguesa. São Paulo, Cia. Melhoramentos, 1998; IBBD-IBICT, Bibliografia brasileira de medicina, 1965-1979; ↑ BIREME – Disponível em http://www.bireme.br. Acesso em 20/07/2001). Abaixo segue uma lista com alguns dos abscessos descritos pela literatura de saúde:

Abscesso cutâneo Abscesso perianal Abscesso peritonsilar Abscesso pulmonar

Abscesso amebiano Abscesso Esplênico Abscesso da Glândula de Bartholin

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Escherichia coli Bacteria (do grego βακτηριον, bakterion: nuclear eorganelas membranosas), antes bastão) também é um domínio de microde envoltório chamados Schizomycetes. As

organismos unicelulares, procariontes (desprovidos

bactérias são geralmente microscópicas ou submicroscópicas (detectáveis apenas com uso de um microscópio eletrônico). Suas dimensões geralmente não excedem poucos micrômetros, podendo variar entre cerca de 0,2 µm, nos micoplasmas, até 30 µm, em algumas espiroquetas. Exceções são as bactérias Epulopiscium fishelsoni isoladas no tubo digestivo de um peixe, com um comprimento compreendido em 0,2 e 0,7 mm e Thiomargarita namibiensis, isolada de sedimentos oceânicos, que atinge até 0,75 mm de comprimento.

Identificação laboratorial

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Placa de ágar com colônias de bactérias Coleta de amostras: é a primeira etapa para o isolamento e identificação. Varia conforme a fonte da amostra ou habitat da bactéria. Uma coleta de amostra de um rio para análise de coliformes terá metodologia diferente daquela feita a partir dos tecidos ou secreções infectadas de um doente e assim por diante. Cultivo: as amostras podem ser cultivadas em meios de enriquecimento ou não antes de serem transferidas para placas de Petri com omeio de cultura apropriado. Podem ser empregados meios de cultura seletivos para determinados grupos metabólicos de bactérias. Identificação: vários métodos podem ser empregados para identificar espécies ou outros grupos bacterianos. Tais métodos muitas vezes são usados ao mesmo tempo e costumam ser empregados em colónias bacterianas previamente isoladas. O tipo de colônia já pode sugerir o organismo em questão: de uma forma geral, os bacilos gram negativos apresentam colônias colônias brilhantes, médias opacas úmidas e ou cremosas; osestafilococos apresentam sangue de carneiro 5%). Técnicas de coloração: na técnica de Gram ou na técnica de Ziehl-Neelsen, colônias bacterianas são espalhadas numa lâmina, onde são fixadas e coloridas. Em seguida, as bactérias são observadas ao microscópio óptico e identificadas pela morfologia e coloração. Testes bioquímicos: diferentes meios seletivos e podem ser empregados para avaliar a capacidade de ou a diferença na metabolização de certas substâncias por bactérias. A sensibilidade a diversos fatores também pode ser avaliada, assim como teste de sensibilidade aos antibióticos. isolamento de colônia. Análises moleculares como a reação em cadeia da polimerase também podem ser usadas para identificação bacteriana, mesmo sem os estreptococos colônias

pequenas e opacas (podendo ser hemolíticas ou não, quando são cultivadas em ágar

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Classificação Gram. .Muito usada para identificar bactérias, é feita com base em uma técnica de coloração desenvolvida pelo microbiologista dinamarquês Hans Christian Gram, a técnica de Gram; dividindo as bactérias em dois grupos: Gram-positivas: bactérias que possuem parede celular com uma única e espessa camada de peptidoglicanos. Pelo emprego da coloração de Gram, tingem-se na cor púrpura ou azul quando fixadas com cristal violeta, porque retêm esse corante mesmo sendo expostas a álcool; Gram-negativas: bactérias que possuem uma parede celular mais delgada e uma segunda membrana lipídica - distinta quimicamente da membrana plasmática – no exterior desta parede celular. No processo de coloração o lipídio dessa membrana mais externa é dissolvido pelo álcool e libera o primeiro corante: cristal violeta. Ao término da coloração, essas células são visualizadas com a tonalidade rosa-avermelhada do segundo corante, safranina que lhes confere apenas a coloração vermelha. Importância das bactérias Na saúde humana

Staphylococcus aureus: Cocos gram-positivos de importância médica. O papel das bactérias na saúde, como agentes infecciosos, é bem conhecido: o tétano, a febre tifoide, a pneumonia, a sífilis, a cólera etuberculose são apenas alguns exemplos. O modo de infecção inclui o contato direto com material infectado, pelo ar,

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comida, água e por insectos. A maior parte das infecções pode ser tratada com antibióticos e as medidas anti-sépticas podem evitar muitas infecções bacterianas, por exemplo, fervendo a água antes de tomar, lavar alimentos frescos ou passar álcool numa ferida. A esterilização dos instrumentos cirúrgicos ou dentários é feita para livrá-los de qualquer agente patogênico. No entanto, muitas bactérias são simbiontes do organismo humano e de outros animais como, por exemplo, as que vivem no intestino ajudando na digestão e evitando a proliferação de micróbios patogênicos.

Eletromicrografia de vírions de Influenzavirus A(H1N1) (família: Orthomyxoviridae) – Vírus ("veneno" ou "toxina") são pequenos agentes infecciosos (20-300 ηm de diâmetro) que apresentam genoma constituído de uma ou várias moléculas de ácido nucléico (DNA ou RNA), as quais possuem a forma de fita simples ou dupla. Os ácidos nucléicos dos vírus geralmente apresentam-se revestidos por um envoltório protéico formado por uma ou várias proteínas, o qual pode ainda ser revestido por um complexo envelope formado por uma bicamada lipídica. As partículas virais são estruturas extremamente pequenas, submicroscópicas. As maiorias dos vírus apresentam tamanhos diminutos, que estão além dos limites de resolução dos microscópios ópticos, sendo mais comum para a visualização o uso de microscópios eletrônicos. Vírus são

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estruturas simples, se comparados a células, e não são considerados organismos, pois não possuem organelas ou ribossomos, e não apresentam todo o potencial bioquímico (enzimas) necessário à produção de sua própria energia metabólica. Eles são considerados parasitas intracelulares obrigatórios, pois dependem de células para se multiplicarem. Além disso, diferentemente dos organismos vivos, os vírus são incapazes de crescer em tamanho e de se dividir. A partir das células hospedeiras, os vírus obtêm: aminoácidos e nucleotídeos; maquinaria de síntese de proteínas(ribossomos) e energia metabólica (ATP). Fora do ambiente intracelular, os vírus são inertes.Porém, uma vez dentro da célula, a capacidade de replicação dos vírus é surpreendente: um único vírus é capaz de multiplicar, em poucas horas, milhares de novos vírus. Os vírus são capazes de infectar seres vivos de todos os domínios (Eukarya, Archaea e Bacteria). Desta maneira, os vírus representam a maior diversidade biológica do planeta, sendo mais diversos que bactérias, plantas, fungos e animais juntos. Doenças humanas virais. Assim como muitos parasitas, os vírus são patogênicos aos seres vivos. Ao invadirem as células de um indivíduo, eles prejudicam o funcionamento normal dessas células e, consequentemente, provocam doenças. Entre B e amarela, as principais viroses humanas (paralisia outras doenças. estão: gripe, hepatite (A, C), caxumba, sarampo, varicela poliomielite entre (catapora), SIDA

(AIDS), raiva, dengue, febre

infantil), rubéola, meningite, encefalite, herpes, pneumonia,

Recentemente foi mostrado que o câncer cervical é causado ao menos em partes pelo papilomavirus (que causa papilomas, ou verrugas), representando a primeira evidência significante em humanos para uma ligação entre câncer e agentes virais. Prevenção e tratamento de doenças virais. Devido ao uso da maquinaria das células do hospedeiro, os vírus tornam-se difíceis de combater. Como os tratamentos quimioterápicos para a infecções virais são limitados, os tratamentos sintomáticos, como descanso, hidratação e analgésicos, são as alternativas mais comuns para reduzir os incômodos causados pela maioria das doenças virais, principalmente infecções respiratórias. Pesquisas realizadas com camundongos infectados com o vírus coxsackie B demonstraram que esforços físicos severos, repetitivos e exaustivos prolongaram a infecção e provocaram o retardo do início da resposta imune via interferons e anticorpos. Quando as células são atacadas por vírus,
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o sistema de defesa do organismo parasitado passa a produzir anticorpos específicos que combatem o vírus invasor. Isso ocorre porque os vírus são formados por proteínas diferentes das do organismo parasitado. Estas proteínas são reconhecidas como nãopróprias do organismo e são neutralizadas pelos anticorpos. Assim, caso o mesmo vírus invada o organismo novamente, a memória imunológica desencadeará rapidamente uma resposta imune específica contra o vírus, e a doença não se instalará. Vacinas virais.

Aplicação de vacina contra o vírus da gripe. As vacinas são soluções médicas eficazes para prevenir algumas infecções virais. Podem ser produzidos a partir de vírus inativados, ou atenuados, ou a partir de subunidades de proteínas virais. Uma vez introduzidos num indivíduo, os componentes das vacinas são capazes de estimular o organismo a produzir uma resposta imunológica humoral e/ou celular. O indivíduo desenvolve memória imunológica quando é exposto uma ou algumas vezes aos antígenos presentes na vacina. A vacinação é empregada com o objetivo de prevenir a manifestação de doenças virais futuras. Portanto, vacinas não são aplicadas com o intuito de curar viroses já instaladas, mas sim para evitar o desenvolvimento da doença. A vacina Sabin, usada para prevenir a poliomielite (ou paralisia infantil), é uma das vacinas virais atenuadas mais amplamente utilizadas no mundo. Testes com macacos demonstraram que o vírus atenuado, diferentemente da cepa viral patogênica, não possui virulência contra os tecidos nervosos do cérebro e da medula espinhal. Porém, como o organismo não diferencia um vírus do outro, ele
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passa a produzir os anticorpos necessários, imunizando o indivíduo vacinado contra o vírus da poliomielite. Drogas antivirais

O seltamivir, um antiviral com ação seletiva contra Influenzavirus A e B. As drogas antivirais são substâncias utilizadas no tratamento específico contra determinados vírus. Entre as principais substâncias antivirais, estão: oaciclovir, contra o herpesvírus;, a ribavirina, contra o vírus da hepatite C; o oseltamivir, contra o vírus da gripe; o ritonavir, o indinavir, a zidovudina, entre outras, contra o vírus da AIDS. Diferentemente do que ocorre nos casos de infecções bacterianas, os antibióticos não são úteis contra infecções virais. O uso abusivo e inadequado de antibióticos, como contra infecções virais, tem se tornado um grave problema de saúde pública por ser uma das causas do recorrente surgimento de bactérias resistentes a múltiplos antibióticos.

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Protozoários são microorganismos cuja classificação é feita com base nas estruturas de locomoção que eles apresentam e devido a isso foram agrupados no Reino Protista junto às algas unicelulares crisófitas, euglenófitas e pirrófitas de acordo com suas semelhanças mais evidentes. Todos são seres eucariontes, ou seja, possuem núcleo celular organizado dentro de uma carioteca, a maioria é heterótrofa, embora alguns sejam autótrofos produzem clorofila e com ela fazem a fotossíntese e assim conseguem produzir seus próprios alimentos. A locomoção desses micro-organismos no meio aquático é feita através do batimento de cílios os (Ciliados) ou batimento de flagelos nos (Flagelados) que são estruturas mais adaptadas para a natação; outros protozoários os (Rizópodos) rastejam com movimento amebóide um tipo de locomoção onde os micro-organismos vão mudando a forma do seu corpo pela emissão de pseudópodes (do grego, "pseudo", em português falso ou falsos) e (do grego "podo", em português pé ou pés) portanto literalmente "pseudópodos" significam "falsos pés"; outros protozoários não possuem organelas locomotoras nem vacúolos contrácteis são os chamados (Esporozoários), microorganismos parasitas que se disseminam pelo ambiente através da produção de muitos esporos que são levados pela água, pelo ar ou são levados através de animais vetores (moscas, mosquitos, carrapatos etc.) que se contaminam com esses protozoários patogênicos, ficam doentes e transmitem essas doenças para outros animais. A maioria dos protozoários é de vida livre e aquática podendo ser encontrados na água doce, salobra ou água salgada, levam vida livre também em lugares úmidos rastejando pelo solo ou sobre matéria orgânica em decomposição, no entanto algumas espécies levam vida parasitária nos organismos de diversos hospedeiros e assim passam a maior parte da vida parasitando diversas espécies de seres vivos e dessa forma lhes causando muitas doenças. A reprodução dos protozoários geralmente é assexual acontecendo por divisão múltipla onde o microorganismo apenas se divide em cópias dele mesmo, alguns produzem esporos para se disseminarem pelo ambiente, às vezes alguns também apresentam reprodução sexual havendo nítida troca de material genético entre um micro-organismo e outro. A disciplina que estuda os protozoários denomina-se Protozoologia.

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Balanditium, protozoário ciliado. Características gerais Classificação: Protozoários são seres unicelulares, na maioria heterotróficos, mas com

formas autotróficas e com mobilidade especializada sendo este o principal critério utilizado para definir sua classificação na taxonomia. Tamanho: A maioria deles é minúscula, medindo de 0,01 mm a 0,05 mm aproximadamente, sendo que algumas exceções podem medir até 0,5 mm como, por exemplo, os foraminíferos. Nutrição: Os autótrofos fazem fotossíntese e se alimentam como se fossem plantas, outros são heterótrofos e se alimentam comendo diversos alimentos principalmente matéria orgânica em decomposição, folhas mortas, animais mortos, fezes etc. Sua forma de nutrição é muito diferenciada, pois podem a ser predadores ou filtradores, herbívoros ou carnívoros, parasitas oumutualistas mas,

principal forma de alimentação deles é a nutrição saprófita. A digestão é intracelular, por meio de vacúolos digestivos, sendo que o alimento é ingerido ou entra nacélula por

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meio de uma "boca", o citóstoma. A célula desses micro-organismos unicelulares é muito especializada, e cada organela tem uma função vital. Locomoção: O sistema locomotor é bem primitivo com o uso de flagelos, cílios, membranas ondulantes cirros ou pseudópodes. Há um sistema hidrostático, constituído de vacúolos pulsáteis que eliminam o excesso de água que entra na célula por osmose nos protozoários dulcícolas, estabelecendo assim o equilíbrio osmótico. O citoesqueleto também é especializado para manter a forma da célula, emissão de pseudópodes, locomoção, movimentação de vacúolos digestivos, entre outras funções necessárias. Esporozoítas não possuem estruturas locomotoras, são levados pelas correntezas de água, pelo vento, mas são levados principalmente através de animais vetores (pulgas, mosquitos, moscas, baratas, carrapatos etc.) que se contaminam com esses protozoários parasitas e os disseminam a outros diversos seres vivos hospedeiros que adoecem quando são atacados por esses parasitas. Sustentação: Algumas espécies possuem endoesqueleto enquanto outras

possuem exoesqueleto geralmente são carapaças de diversas formas. Patogenias: Estes micro-organismos de vida livre estão presentes em muitos ambientes, mas alguns levam vida parasitária causando doenças em animais, febre, cistos muito dolorosos e outros males em seus hospedeiros. Muitos protozoários causam doenças nos seres humanos e a outros animais vertebrados. O Trypanosoma cruzi, por exemplo, é um protozoário flagelado causador da doença de Chagas. Entre as outras doenças provocadas por protozoários destacam-se a amebíase (pela Entamoeba histolytica), a giardíase (pela Giardia lamblia), a maláriacausada pelos Plasmódios, leishmaniose visceral, etc.

Ecologia:
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Os protozoários servem como indicadores da qualidade do ambiente, sendo que em águas poluídas por resíduos industriais normalmente não aparecem muitos protozoários enquanto que em águas e solos onde exista matéria orgânica em decomposição eles aparecem em abundância fazendo a decomposição de fezes e qualquer matéria orgânica morta e com isso colaborando com a limpeza do meio ambiente, a presença de muitos protozoários indica que aquele ambiente está ecológicamente saudável. História dos protozoários. Antigamente referia-se ao Filo dos Protozoários. Atualmente o termo protozoário tem sido empregado como uma designação coletiva, sem valor taxonômico. Os antigos Subfilos passaram a ser os atuais Filos. Os Protozoários foram classificados por Goldfuss em 1818 como um filo, Filo Protozoa pertencente ao Reino Animal. Goldfuss descreveu os protozoários como sendo micro-organismosunicelulares heterotróficos, semelhantes a animais, o antigo Reino Protozoa (do grego Proto que em português significa primeiro) e (Zoa ouzoo que em português significa animal ou animais) portanto o termo protozoário "em português" significa literalmente "os primeiros animais". Com a nova classificação dos protozoários os antigos Subfilos: Subfilo Plasmodroma e o Subfilo Ciliophora, passaram a ser os atuais Filos dos protozoários que agora estão classificados dentro do Reino Protista. A classificação dos protozoários é feita com base nas estruturas de locomoção que apresentam e devido a muitas semelhanças com as algas unicelulares que antigamente estavam classificadas em "Divisões da Botânica", mas que atualmente também passaram a ser divisões de algas unicelulares incluídas no Reino Protista junto aos filos dos protozoários. Esses microorganismos apresentam características mistas tanto de animais quanto de vegetais e por isso foram todos eles reunidos e incluídos no Reino Protista. Mantemos o uso dos termos "Filos para protozoários" e "Divisões para algas unicelulares" da mesma forma como estavam classificados antes, na botânica e na zoologia. Evidências obtidas com microscopia eletrônica, estudos do ciclo de vida, genética, bioquímica e biologia molecular mostraram que este grupo abrangia pelo menos sete filos, segundo a Sociedade dos Protozoologistas que, em 1980, publicou uma nova classificação para os protozoários. Este novo agrupamento, que é parafilético, reúne, além dos antigos membros doReino Protista junto com as algas unicelulares como, por exemplo, as 'Euglenas que Linnaeus havia incluído no Reino Vegetal. Thomas Cavalier-

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Smith propôs o Reino Chromista, uma filosofia científica, entretanto ainda não esclareceu muitas linhas diferentes de protistas cujas relações não são compreendidas por este sistema de classificação que ele sugeriu. Os cladistas consideram os vários clades de Protistas como subgrupos diretos dos Eukaryotes, com a admissão de que não conhecem ainda o suficiente sobre eles para arranjá-los em uma hierarquia. Estes vários clades são listados na árvore evolucionária nessa tabela abaixo, denominada classificação Eukaryota.

No sentido horário, desde em cima à esquerda: Amanita muscaria, um basidiomicete;Sarcoscypha coccinea, um ascomicete; pão coberto de bolor; um quitrídio; um conidióforode Aspergillus. O reino Fungi é um grupo de organismos eucariotas, que inclui micro-organismos tais como as leveduras, os bolores, bem como os mais familiares cogumelos. Os fungos são classificados num reino separado das plantas, animais e bactérias. Uma grande diferença é o facto de as células dos fungos teremparedes celulares que contêm quitina, ao contrário das células vegetais, que contêm celulose. Estas e outras diferenças mostram que os fungos formam um só grupo de organismos relacionados entre si, denominado Eumycota (fungos verdadeiros ou Eumycetes), e que partilham um ancestral comum (um grupo monofilético). Este grupo de fungos é distinto dos estruturalmente similares Myxomycetes (agora classificados em Myxogastria) e Oomycetes. A disciplina da biologia dedicada ao estudo dos fungos é a micologia, muitas vezes vista como um ramo da botânica, mesmo apesar de os estudos genéticos terem mostrado que os fungos estão mais próximos dos animais do que das plantas.

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Abundantes em todo mundo, a maioria dos fungos é inconspícua devido ao pequeno tamanho das suas estruturas, e pelos seus modos de vida crípticos no solo, na matéria morta, e como simbiontes ou parasitas de plantas, animais, e outros fungos. Podem tornar-se notados quandofrutificam, seja como cogumelos ou como bolores. Os fungos desempenham um papel essencial na decomposição da matéria orgânica e têm papéis fundamentais nas trocas e ciclos de nutrientes. São desde, há muito tempo utilizados como uma fonte direta de alimentação, como no caso dos cogumelos e trufas, como agentes levedantes no pão, e na fermentação de vários produtos alimentares, como o vinho, a cerveja, e o molho de soja. Desde a década de 1940, os fungos são usados na produção de antibióticos, e mais recentemente, vários enzimas produzidas por fungos são usadas industrialmente e em detergentes. São também usados como agentes biológicos no controlo de ervas daninhas e pragas agrícolas. Muitas espécies produzem compostos bioativos chamados micotoxinas, como alcaloides e policetídeos, que são tóxicos para animais e humanos. As estruturas frutíferas de algumas espécies contêm compostos psicotrópicos, que são consumidos recreativamente ou em cerimónias espirituaistradicionais. Os fungos podem decompor materiais artificiais e construções, e tornar-se patogénicos para animais e humanos. As perdas nas colheitas devidas a doenças causadas por fungos ou à deterioração de alimentos podem ter um impacto significativo no fornecimento de alimentos e nas economias locais. O reino dos fungos abrange uma enorme diversidade de táxons, com ecologias, estratégias de ciclos de vida e morfologias variadas, que vão desde os quitrídios aquáticos unicelulares aos grandes cogumelos. Contudo, pouco se sabe da verdadeira biodiversidade do reino Fungi, que se estima incluir 1,5 milhões de espécies, com apenas cerca de 5% destas formalmente classificadas. Desde os trabalhos taxonómicos pioneiros dos séculos XVII e XVIII efetuados por Lineu, Christiaan Hendrik Persoon, e Elias Magnus Fries, os fungos são classificados segundo a sua morfologia (i.e. caraterísticas como a cor do esporo ou caraterísticas microscópicas) ou segundo a sua fisiologia. Os avanços na genética molecular abriram o caminho à inclusão da análise de ADN na taxonomia, o que desafiou por vezes os antigos agrupamentos baseados na morfologia e outros traços. Estudos filogenéticos publicados no último decénio têm ajudado a modificar a classificação do reino Fungi, o qual está dividido em um sub-reino,

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Uso humano.

Células

de Saccharomyces

cerevisiae vistas com microscopia de contraste de interferência diferencial. O uso humano dos fungos na preparação e conservação de alimentos e com outros fins, é extenso e tem uma longa história. A apanha e o cultivo de cogumelos são grandes indústrias em muitos países. O estudo dos usos históricos e impacto sociológico dos fungos são conhecidos como etnomicologia. Por causa da capacidade deste grupo para produzir uma enorme variedade de produtos naturais com atividades antimicrobianas ou outras, muitas espécies é a muito usadas, ou estão em estudo, para a produção de antibióticos, vitaminas, drogas anticancerígenas e redutoras do colesterol. Mais recentemente, foram desenvolvidos métodos de engenharia genética para fungos, permitindo a engenharia metabólica de espécies de fungos. Por exemplo, modificações genéticas de espécies de leveduras[ que são fáceis de cultivar com taxas de crescimento elevadas em grandes vasos de fermentação—abriu novos caminhos à produção farmacêutica e são potencialmente mais eficientes do que a produção pelos organismos-fonte originais. Antibióticos. Estrutura química.

Estrutura geral das penicilinas, um grupo de antibióticos. As penicilinas contêm um anel activo, o anel beta-lactâmico, que partilham com as cefalosporinas. As penicilinas contêm um núcleo comum a todas elas e uma região
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que varia conforme o subtipo. Todas penicilinas têm a mesma estrutura básica: ácido 6 aminopenicilanico, um anel tiazolidina unido a um anel beta lactamico que leva um grupo amino livre. Mecanismo de ação. Todos os antibióticos beta-lactâmicos (penicilinas e cefalosporinas) interferem na síntese de parede celular bacteriana, através de sua ligação com as enzimas PLP. A penicilina acopla num receptor presente na membrana interna bacteriana (PBP) e interfere com a transpeptidação que ancora opeptidoglicano estrutural de forma rígida em volta da bactéria. Como o interior desta é hiperosmótico, sem uma parede rígida há afluxo de água do exterior e a bactéria lisa (explode). O principal mecanismo de resistência de bactérias à penicilina baseia-se na produção de Beta-lactamases, enzimas que degradam a penicilina impedindo sua ação. Outro mecanismo de ação da penicilina é a inativação do inibidor das enzimas autolíticas na parede celular. Isto dá, como resultado, a lise celular. Usos terapêuticos. Há dois tipos principais de penicilina: A Penicilina G ou benzilpenicilina, foi a primeiramente descoberta é geralmente injetavel (intra-venosa ou intramuscular) ainda que existam formas bucais para tratamento dental. Ela é mal absorvida a partir do intestino por isso a via oral não é utilizada. A Penicilina V ou fenoximetilpenicilina é geralmente administrada por via oral e é absorvida para o sangue ao nível intestinal. As penicilinas são eliminadas por secreção tubular nos rins. É a primeira escolha para infecções bactérianas causadas por organismos Gram-positivos e outros que não sejam suspeitos de resistência. É geralmente eficaz contra espécies Gram+ ou de Streptococcus, Clostridium, Neisseria, e anaérobios excluindo Bacteroides. Usa-se em casos de meningite bacteriana, bacterémia,endocardite, infecções do tracto respiratório (pneumonia), faringite, escarlatina, sífilis, gonorreia, otite média e infecções da pele causadas pelos organismos referidos. A Penicilina já não é a primeira escolha em infecções por Staphylococcus devido a resistência disseminada nesse género.
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Efeitos indesejados. A penicilina não tem efeitos secundários significativos, mas pode raramente causar reações alérgicas e até choque anafilático nos indivíduos susceptíveis. Sintomas iniciais nesses casos podem incluir eritemas cutâneos disseminados, febre e edema da laringe, com risco de asfixia. A sua introdução por injeção no organismo também é conhecida por ser dolorosa. Além disso uso prolongado ou em altas doses pode causar deplecção da flora normal no intestino e suprainfecção com espécie patogénica. Antibiótico é nome genérico dado a uma substância que tem capacidade de interagir com micro-organismos unicelulares ou com seres pluricelulares que causam infeções no organismo. Os antibióticos interferem com os micro-organismos, matando-os ou inibindo seu metabolismo e/ou sua reprodução, permitindo ao sistema imunológico combatê-los com maior eficácia. O termo antibiótico tem sido utilizado de modo mais restrito para indicar substâncias que atingem bactérias, embora possa ser utilizado em sentido mais amplo (contra fungos, por exemplo). Ele pode ser bactericida, quando tem efeito letal sobre a bactéria ou bacteriostático, se interrompe a sua reprodução ou inibe seu metabolismo. As primeiras substâncias descobertas eram produzidas por fungos, como a penicilina. Atualmente são sintetizados ou alterados em laboratórios farmacêuticos e tem a capacidade de impedir ou dificultar a manutenção de certo grupo de células vivas. Muitas espécies produzem metabolitos que são fontes importantes de drogas farmacologicamente activas. Particularmente importantes são os antibióticos, incluindo as penicilinas, um grupo estruturalmente relacionado de antibióticos betalactâmicos sintetizados a partir de pequenos péptidos. Apesar de as penicilinas de ocorrência natural como a penicilina G (produzida por Penicillium chrysogenum) terem um espectro de atividade biológica relativamente estreita, uma grande variedade de outras penicilinas podem ser produzidas por modificação química das penicilinas naturais. As penicilinas modernas são compostos semissintéticos, obtidos inicialmente de culturas de fermentação, mas em seguida estruturalmente alterados para obtenção de propriedades desejáveis específicas. Entre outros antibióticos produzidos por fungos incluem-se: griseofulvina de Penicillium griseofulvin usada no tratamento de infecções da pele, cabelo e unhas, causadas por dermatófitos; ciclosporina, usada como imunossupressor em cirurgia de transplantação; e o ácido

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fusídico, usado para ajudar no controlo de infecção pela bactéria Staphylococcus aureus resistente à meticilina. O uso em larga escala destes antibióticos no tratamento de doenças bacterianas, como a tuberculose, sífilis, lepra, e muitas outras, começaram no início do século XX e continua a desempenhar um papel principal na quimioterapia antibacteriana. Na natureza os antibióticos de origem fúngica ou bacteriana, parecem desempenhar um duplo papel: em concentrações elevadas agem como defesa química contra a competição de outros micro-organismos em ambientes ricos em espécies, como a rizosfera, e em baixas concentrações funcionam como moléculas para sinalização intra ou interespecífica. O primeiro antibiótico identificado pelo homem foi a penicilina. Alexander Fleming, médico microbiologista do St. Mary's Hospital, de Londres, já vinha a algum tempo pesquisando substâncias capazes de matar ou impedir o crescimento de bactérias nas feridas infectadas, pesquisa justificada pela experiência adquirida na Primeira Grande Guerra 1914 - 1918, na qual muitos combatentes morreram em consequência da infeção em ferimentos e mal-tratados por falta de um tratamento adequado. Em 1928 Fleming desenvolveu pesquisas sobre estafilococos, quando descobriu a penicilina.

Staphylococcus aureus. A descoberta da penicilina deu-se em condições muito peculiares, graças a uma sequência de acontecimentos imprevistos e surpreendentes. No mês de agosto de 1928 Fleming tirou férias e, por esquecimento, deixou algumas placas com culturas de estafilococos sobre a mesa, em lugar de guardá-las na geladeira ou inutilizá-las, como seria natural. Ao retornar ao trabalho, em setembro do mesmo ano, observou que algumas das placas estavam contaminadas com mofo, fato este relativamente frequente. Colocou-as então, em uma bandeja para limpeza e esterilização com lisol. Neste exato
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momento entrou no laboratório um seu colega, Dr. Pryce, e lhe perguntou como iam suas pesquisas. Fleming apanhou novamente as placas para explicar alguns detalhes ao seu colega sobre as culturas de estafilococos que estava realizando, quando notou que havia, em uma das placas, um halo transparente em torno do mofo contaminante, o que parecia indicar que aquele fungo produzia uma substância bactericida. O assunto foi discutido entre ambos e Fleming decidiu fazer algumas culturas do fungo para estudo posterior. O fungo foi identificado como pertencente ao gênero Penicillium, de onde deriva o nome da penicilina dado à substância por ele produzida. Fleming passou a empregá-lo em seu laboratório para selecionar determinadas bactérias, eliminando das culturas as espécies sensíveis à sua ação. Foi o primeiro teste de reação penicilínica realizado em laboratório. Por outro lado, a descoberta de Fleming não despertou inicialmente maior interesse e não houve a preocupação em utilizá-la para fins terapêuticos em casos de infeção humana até a eclosão da Segunda Guerra Mundial, em 1939. Nesse ano e em decorrência do próprio conflito, a fim de evitarem-se baixas desnecessárias, foram então ampliadas as pesquisas a respeito da penicilina e seu uso humano. Em 1940, Sir Howard Fleorey e Ernst Chain, da Universidade de Oxford, retomaram as pesquisas de Fleming e consegui produzir penicilina com fins terapêuticos em escala industrial, inaugurando uma nova era para a medicina denominada a era dos antibióticos. Alguns anos mais tarde, Ronald Hare, colega de trabalho de Fleming, tentou, em vão, "redescobrir" a penicilina em condições semelhantes às que envolveram a descoberta de Fleming. Após um grande número de experiências verificou-se que a descoberta da penicilina só tornou-se possível graças a uma série inacreditável de coincidências, que foram: O cogumelo que contaminou a placa, como se demonstrou posteriormente, é um dos três melhores produtores de penicilina dentre todas as espécies do gênero Penicilium; O cogumelo contaminante teria vindo pela escada do andar inferior, onde se realizavam pesquisas sobre fungos;

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O crescimento do cogumelo e dos estratococos se fez rapidamente, bacteriana; No mês de agosto daquele ano, em pleno verão, sobreveio uma inesperada onda de frio em Londres, que proporcionou a temperatura ideal ao crescimento lento da cultura. A providencial saída do Dr. Pryce no Laboratório permitiu que Fleming reexaminasse as placas contaminadas e observasse o halo transparente em torno do fungo, antes de sua inutilização. Apesar de todas essas felizes coincidências, se Fleming não tivesse a mente preparada e avançada não teria valorizado ou mesmo notado o halo transparente em torno do fungo e descoberto a penicilina. condição para se evidenciar a lise

Alexander descobridor da penicilina.

Fleming,

o

A penicilina G é um antibiótico natural derivado de um fungo, o bolor do pão Penicillium chrys. O Penicillium (lat. penicillus= pincel) é um genero de fungos, o comum bolor do pão, que cresce em matéria orgânica biodegradável, especialmente no solo e outros ambientes húmidos e escuros. Por contágio, contaminam frutas e sementes e chegam a invadir habitações, sendo responsáveis pelos bolores que se instalam em alimentos para consumo humano. Várias espécies produzem bactericidas (antibióticos) que concorrem com bactérias saprófitas pelas mesmas fontes de nutrição.

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Microfotografia de Penicillium sp.. 1 - hifa; 2 - conidióforo; 3 - fiálide; 4 - conídio; 5 septo. Além da penicilina, outras espécies de penicillium têm valor econômico especialmente na produção de queijos e vinhos seu mofo não é considerado ruim para a saúde. Penicillium marneffei. Algumas espécies de Penicillium causam infecções na pele e tracto respiratório do homem, nomeadamente em indivíduos imunodeprimidos, como por exemplo, os doentes com síndrome de imunodeficiência adquirida (SIDA ou AIDS). É o Penicillium marneffei que causa a mais frequente peniciliose, com infecção dos pulmões (pneumonia). É um fungo comum nos solos em algumas regiões, é o único Penicillium com forma dimórfica, em hifas ou leveduras que alterna de acordo com a temperatura. A forma do solo é normalmente a hifa, e dentro dos seres vivos a levedura. É parasita normalmente do rato Rhizomis sinisensis. A peniciliose é semelhante à criptococose, com febre e anemia. É a mais frequente causa de infecções oportunistas em doentes com SIDA/AIDS no Sudoeste Asiático (e.g. 10% dos doentes com SIDA em Hong Kong acabarão por ter um episódio). As infecções dos pulmões generalizam-se em casos graves podendo advir a morte. O tratamento é com antifúngicos, ou em casos mais graves com anfotericina B na fase aguda e depois a longo prazo profilaxia com azois como o Itraconazol. Outros Penicillia. Penicillium glaucum usado para fazer queijo Gorgonzola; Penicillium candida usado para fazer queijos Brie e Camembert; queijo Roquefort; Penicillium roqueforti usado para fazer Penicillium bilaiae; Penicillium camemberti usado para fazer
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queijos Brie e Camembert. O fungo Penicillium Notatum faz parte da relação ecológica desarmônica chamada Amensalismo Espécies Penicillium Penicillium Penicillium Penicillium Penicillium Penicillium Penicillium Penicillium Penicillium Penicillium Penicillium Penicillium Penicillium Penicillium Penicillium Penicillium Penicillium commune Fármacos derivados. Existem muitos antibióticos derivados por métodos químicos industriais da penicilina, constituindo as penicilinas semi-sintéticas: Amoxicilina, Ampicilina e Pivampicilina têm maior bilaiae camemberti candida chrysogenum claviforme crustosum funiculosum glaucum lacussarmientei marneffei notatum purpurogenum roqueforti stoloniferum viridicatum verrucosum

espectro de acção, e são eficazes contra mais tipos de organismos. Flucloxacilina é mais resistente à betalactamase (uma penicilinase). Carbenacilina, Aziocilina, Ticarcilina são eficazes contra espécies de Pseudomonas, especialmente a P.aeruginosa, que são importantes patogênios do meio hospitalarem

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Resposta Inflamatória. Linfócitos e Resposta inflamatória. A resposta inflamatória é fundamentalmente uma reação inespecífica, apesar de ser na prática controlada pelos mecanismos específicos (pelos linfócitos). Caracteriza-se por cinco sintomas e sinais, definidos na antiguidade greco-romana: calor, rubor, tumor (edema), dor e em último caso (crônicos) perda da função. A inflamação é desencadeada por fatores libertados pelas células danificadas, mesmo se por danos mecânicos. Esses mediadores (bradicinina, histamina) sensibilizam os receptores da dor, e produzem vasodilatação local (rubor e tumor), mas também atraem os fagócitos, principalmente neutrófilos (quimiotaxia). Os neutrofilos que chegam primeiro fagocitam invasores presentes e produzem mais mediadores que chamam linfócitos e mais fagócitos. Entre as citocinas produzidas, as principais sao InterLeucina 1 (IL-1) e TNF (Fator de necrose Tumoral).

Os

neutrófilos

migram

dos

vasos

sanguíneos para o tecido inflamado viaquimiotaxia, e então removem os agentes patológicos através dafagocitose e da degranulação. Inflamação. O que é: A inflamação, também chamada de processo inflamatório, é uma resposta natural do organismo contra uma infecção ou lesão do tecido com o objetivo de destruir os agentes agressores. Ela faz parte do sistema imunológico.

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Sintomas da inflamação O tecido inflamado apresenta os sintomas típicos da inflamação que são: Calor; Rubor (cor avermelhada); Tumor (ferida); Dor.

Estes sinais flogísticos também são chamados de tétrade de Célsius. Se não resolvida à tempo pode haver perda da função do órgão ou tecido inflamado. Embora desejado esse processo pode também representar uma agressão aos tecidos e o seu controle é desejável em muitas situações, como nas inflamações da garganta ou do ouvido, pneumonias, artrites e meningites, por exemplo. Fases da inflamação A inflamação é subdivida em diferentes fases, são elas: Alteração do calibre e fluxo vascular: que gera calor e vermelhidão; Permabilidade vascular aumentada: que gera o inchaço; Migração de leucócitos: chegada das células de defesa; Quimiotaxia e fagocitose: combate aos agentes agressores, que pode levar à cura ou gerar uma inflamação crônica dependendo do caso. Mediadores da inflamação Os mediadores da inflamação são: Aminas vasoativas: Histamina, serotonina. Neuropeptídeos: Substância P. Proteases plasmáticas: cascata de cininas, coagulação e fribrinogênese. Metabólitos do ácido araquidonico; Fatores de ativação das plaquetas; Citoquinas;

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Monóxido de azoto; Radicais livres; Constituintes lisossomicos. Inflamação aguda e crônica A inflamação pode ser aguda ou crônica e essa distinção tem relação com a velocidade de instalação dos sintomas referentes ao processo inflamatório e não com a sua gravidade. Pode-se dizer que uma inflamação tornou-se crônica quando ela persiste por mais de 3 meses consecutivos. Um exemplo de resposta inflamatória aguda é um espinho no dedo, enquanto uma reação inflamatória crônica ocorre na artrite reumatóide, por exemplo. A inflamação (do Latim inflammatio, atear fogo) ou processo inflamatório é uma reação do organismo a uma infecção ou lesão dos tecidos. Em um processo inflamatório a região atingida fica avermelhada e quente. Isso ocorre devido a um aumento do fluxo de sangue e demais líquidos corporais migrados para o local. Na área inflamada também ocorre o acúmulo de células provenientes do sistema imunológico (leucócitos, macrófagos e linfócitos), com dor localizada mediada por certas substâncias químicas produzidas pelo organismo. No processo, os leucócitos destroem o tecido danificado e enviam sinais aos macrófagos, que ingerem e digerem os antígenos e o tecido morto. Em algumas doenças esse processo pode apresentar caráter destrutivo. A inflamação pode também ser considerada como parte do sistema imunitário, o chamado sistema imune inato, assim denominado por sua capacidade para deflagrar uma resposta nãoespecífica contra padrões de agressão previamente e geneticamente definidos pelo organismo agredido. Esta definição se contrapõe à da imunidade adquirida, ou aquela onde o sistema imune identifica agentes agressores específicos segundo seu potencial antigênico. Nesse último caso, o organismo precisa entrar em contato com o agressor, identificá-lo como estranho e potencialmente nocivo e só então produzir uma resposta. Linfócitos.

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O que são: Os linfócitos são um tipo de célula de defesa do organismo que é um ótimo indicador do estado de saúde do indivíduo. Os linfócitos, juntamente com os eosinófilos, basófilos, monócitos e neutrófilos formam os glóbulos brancos do sangue, sendo de 3 tipos diferentes, os linfócitos B, os linfócitos T e os linfócitos Natural Killer (NK). Os valores reais dos linfócitos são obtidos através de um exame de sangue conhecido como leucograma, apresentado geralmente no hemograma. Linfócitos altos (linfocitose) Os valores de linfócitos estarão altos (linfocitose) quando o paciente apresentar alguma infecção como hepatite viral, toxoplasmose, rubéola, infecção aguda por HIV, leucemia linfocítica crônica ou aguda, por exemplo. Linfócitos baixos (infopenia) Os linfócitos baixos podem significar a presença de infecções e enfermidades agudas, doença de hodgkin, lúpus, anemia aplásica, insuficiência renal, Aids e estado terminal de câncer, por exemplo. Os valores também ficam alterados na quando o paciente está desnutrido, situação que se normaliza assim que o estado de desnutrição se reverte. Valores de referência dos Linfócitos Os valores de referência dos linfócitos são de 20 a 50% ou 1500 a 5000/mm3 de sangue. Leucócitos O que são: Os leucócitos, ou glóbulos brancos como também são chamados, são um tipo das célula que compõem a porção do sangue que chamamamos de plasma, responsáveis pelosistema de defesa do organismo. Eles são subdividos em: Neutrófilos, eosinófilos, basófilos, monócitos, mastócitos, células B e células T.

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Leucócitos aumentados Os valores dos leucócitos estarão aumentados (leucocitose) na presença de: Leucemia Infecção bacteriana Hemorragia Leucócitos baixos A leucopenia, ou seja, valores abaixo do normal de leucócitos no sangue ocorrem na presença de: Algumas infecções virais Quimioterapia Radiação Aids Valores de referência dos leucócitos Os valores de referência dos leucócitos são: 3.800 a 9.800 mil/mm3 de sangue. Leucograma O que é: O leucograma é uma parte do exame de sangue que consiste em avaliar os leucócitos que são as células de defesa do organismo, também chamadas de glóbulos brancos. Ele indica o número de neutrófilos, bastões ou segmentados, linfócitos, monócitos, eosinófilos e basófilos presentes no sangue para facilitar o diagnóstico médico. Quando os valores dos leucócitos estão aumentados, cientificamente isto chama-se leucocitose, e quando os leucócitos estão diminuídos, isto chama-se leucopenia. A leucocitose pode ser causada por uma leucemia, e a leucopenia pode ser causada pela toma de medicamentos ou quimioterapia, por exemplo, e cada uma destas situações necessita de um tratamento específico. Depressão da medula óssea Valores iguais ou inferiores a 4.000 células por mililitro de sangue são classificados como leucopenia. Trauma Câncer

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Valores de referência do leucograma Os valores de referência do leucograma dependem da faixa etária: 1 dia de vida: Leucócitos totais: 9.000 a 30.000/mm3; Neutrófilos: 6.000 a 26.000/mm3; Linfócitos: 2.000 a 11.000/mm3; 6 meses a 2 anos de idade: Leucócitos totais: 6.000 a 17. 500/mm3; Neutrófilos: 1.500 a 8.500/mm3; Linfócitos: 3.000 a 9.500/mm3; 6 a 13 anos de idade: Leucócitos totais: 5.000 a 13.000mm/m; Para que serve o leucograma O leucograma serve para identificar como os leucócitos, que são as células de defesa do organismo, estão se comportando. Existem 6 tipos de leucócitos diferentes e cada um deles têm uma função específica, são eles: Neutrófilos: Células sanguíneas mais abundantes em relação ao sistema de defesa, sendo responsável pelo combate à bactérias. Por isso, quando os valores de neutrófilos estão alto isto pode indicar uma infecção bacteriana; Segmentados ou bastões: São neutrófilos muito jovens, que foram lançados no sangue para combater uma infecção aguda. Quando seus valores estão aumentados, frequentemente recebem o nome de leucograma com desvio à esquerda; Linfócitos: Os linfócitos combatem vírus, tumores e produzem anticorpos. Quando aumentados, podem indicar uma infecção viral, HIV ou a rejeição de um órgão transplantado, por exemplo; Monócitos: São células de defesa responsáveis for fagocitar (comer) microorganismos invasores, sendo também chamados de macrófagos. Atuam contra vírus e bactérias, sem distinção;
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Neutrófilos: 1.800 a 8000/mm3; Linfócitos: 1.200 a 6.000/mm3; Adultos: Leucócitos totais: 4.500 a 11.000/mm3; Neutrófilos: 1.800 a 7.700/mm3; Linfócitos: 1.000 a 4.800/mm3. Leucopenia ocorre quando leucócitos são inferiores a 4.500/mm3 leucócitos e são leucocitose, quando

superiores a 11.000/mm3.

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Eosinófilos: São células de defesa que são ativadas em caso de alergia ou caso o indivíduo tenham algum parasita intestinal; Basófilos: São as células de defesa que são ativadas em caso de inflamação crônica ou alergia prolongada. É importante que seja o médico a correlacionar o resultado do leucograma com a história clínica do indivíduo para chegar ao diagnóstico da doença. Basófilos O que são: Os basófilos são um tipo de célula que fazem parte da porção do sangue responsável pelas defesas ou imunidade do organismo. Eles são avaliados pelo hemograma e ajudam na detecção de várias doenças. Acredita-se que eles também estão relacionados às alergias assim como os eosinófilos pois produzem histamina e heparina. Basófilos altos Os números sde basófilos estarão aumentados, condição chamada de basofilia, quando o paciente apresentar: Colite ulcerativa Sinusite crônica Nefrose Basófilos baixos Os valores de basófilos estarão baixos, condição chamada de basopenia, quando houver: Hipertiroidismo Na gestação Períodos de estresse Valores de referência dos basófilos Os valores de referência dos basófilos são 0 - 2% ou 0 - 200/mm3. Infecção aguda Síndrome de cushing Anemia hemolítica Doença de hodgking Pós-esplenectomia

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Macrófago. Representação de um macrófago, obsevado ao microscópio..

Em citologia, se macrófagos às células de grandes dimensões do tecido

chamamricos

conjuntivo,

emlisossomas, que fagocitam elementos estranhos ao corpo. Os macrófagos derivam dos monócitos do sangue e de células conjuntivas ou endoteliais. Intervêm na defesa do organismo contra infecções. Também são ativos no processo de involução fisiológica de alguns órgãos. É o caso do útero, que, após o parto, sofre uma redução de volume, havendo uma notável participação dos macrófagos nesse processo. Têm característica afinidade de cooperação com os linfócitos T e B. Possuem duas grandes funções na resposta imunitárias: fagocitose e destruição do microrganismo; e apresentação de antigénios(VERRASTO, Therezinha, Atheneu, Hematologia e hemoterapia Fundamentos de Morfologia, Fisiologia, Patologia e Clínica, São Paulo: 2005. ISBN 85-7379-227-2).

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Expressam numerosos receptores: Para citocinas pró-inflamatórias; Para moléculas da parede bacteriana; Para proteínas do complemento; Para imunoglobulinas; Para moléculas de adesão.

O tecido conjuntivo ou tecido conectivo é amplamente distribuído pelo nosso corpo. A principal função do tecido conjuntivo é o preenchimento dos espaços intercelulares do corpo e fazer a ligação de órgãos e de tecidos diversos e entre outros, como, preenchimento, sustentação, transporte e defesa. Os tecidos conjuntivos se originam do mesênquima, que é um tecido embrionário formado por células alongadas, as células mesenquimais. Estas células têm um núcleo oval, com cromatinafina e nucléolo proeminente. Estas células possuem muitos prolongamentos citoplasmáticos e são imersas em uma matriz extracelular abundante e viscosa com poucas fibras. O mesênquima se origina principalmente a partir do folheto embrionário intermediário, ou mesoderme. As células mesenquimais migram de seu lugar de origem e envolvem e penetram nos órgãos em desenvolvimento. As células mesenquimais dão origem também às células do sangue, dos vasos sanguíneos e dos tecidos epiteliais. Os tecidos conjuntivos são responsáveis pelo estabelecimento e manutenção da forma do corpo. Este papel mecânico é dado por um conjunto de moléculas (matriz) que conecta e liga as células e órgãos, desta maneira, da suporte ao corpo. Do ponto de vista estrutural, os componentes do tecido conjuntivo podem ser divididos em três classes: células, fibras e substância fundamental. Diferente de outros tecidos que são formados apenas por células (epitelial, muscular e nervoso), o principal constituinte do conjuntivo é matriz. As matrizes extracelulares consistem em diferentes combinações de proteínas fibrosas e de substância fundamental. Substância fundamental é um complexo viscoso e altamente hidrofílico(Hidrofilia, do grego (hydros) "água" e φιλια (filia) "afeição", refere-se a propriedade de ter afinidade por moléculas de água) de macromoléculas aniônicas(glicosaminoglicanos e proteoglicanos) multiadesivas(laminina, fribonectina, entre outras) que e se ligam glicoproteínas a proteínas

receptoras(integrinas) presente na superfície das células bem como a outros componentes da matriz, fornecendo, desse modo, força tênsil e rigidez à matriz. As
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células do tecido conjuntivo ficam imersas em grande quantidade de substâncias intercelular denominada matriz, ou seja, ficam localizados entre células. Além de desempenhar uma evidente função estrutural, a grande variedade de tecidos conjuntivos reflete a variação de composição e na quantidade de seus três componentes, os quais são responsáveis pela notável diversidade estrutural, funcional e patológica do tecido conjuntivo. Fibras predominantemente colágenas constituem os tendões, aponeuroses, cápsulas de órgãos, e membranas que envolvem o sistema nervoso central (meningens). As fibras também constituem as trabéculas e paredes que existem dentro de vários órgãos, formando o componente mais resistente do estroma(tecido de sustentação) dos órgãos. Entre os tipos de tecido conjuntivo podemos citar a derme,o tecido conjuntivo ósseo,o tecido conjuntivo liso e o tecido conjuntivo esquelético(JUNQUEIRA, Luis C. e CARNEIRO, José. Histologia Básica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2004) Podemos Classificar. Matriz A matriz é formada por 3 partes: Substância fundamental Glicosaminoglicanos Proteoglicanos Glicoproteínas Fibras Colágenas Elásticas Reticulares Camada de Solvatação Água

Tipos de tecidos conjuntivos Tecido conjuntivo propriamente dito Tecido conjuntivo frouxo Tecido conjuntivo reticular Tecido conjuntivo cartilaginoso Tecido conjuntivo adiposo Tecido conjuntivo denso Tecido conjuntivo denso modelado Tecido conjuntivo denso não modelado
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Tecido conjuntivo ósseo Tecido conjuntivo elástico Tecido conjuntivo mucoso

Celulas do tecido conjuntivo Fibroblasto Macrófago Mastócito Basófilo e Mastócito BASÓFILOS. Os basófilos são granulócitos encontrados no sangue em pequena quantidade, variando entre 0 a 1% dos leucócitos. Esta célula é grande, com núcleo volumoso, geralmente em forma de “S” e possui grânulos grandes no citoplasma. Os basófilos têm função semelhante ao dos mastócitos. Possui aos mesmos mediadores nos seus lisossomas, e possui também receptores de IgE. Participa de reações alérgicas da mesma forma que os mastócitos. A diferença básica entre os basófilos e os mastócitos está no fato de os basófilos serem encontrados no sangue (não típico do tecido conjuntivo) e da estrutura morfológica. A sua participação no choque anafilático (sistêmico) é maior que o mastócitos, pois os basófilos são células que realmente estão presentes no sangue, e liberam os mediadores para a circulação. Plasmócito Adipócito

Basófilo. Basófilo presente no sangue periférico visto em lâmina através de microscópio. Basófilo é um tipo de leucócito que se fixa com corantes básicos.

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DESCRIÇÃO CELULAR. Possui forma esférica e núcleo irregular em forma de trevo. Tem tamanho de aproximadamente 10-15 µm (micrometros). Seu núcleo geralmente é segmentado ou bilobulado, raramente com três ou mais lóbulos. Seu citoplasma é levemente basofílico (cor azul) e quase sempre ofuscado pelos vários grânulos grosseiros corados de roxo. Os granulos estão dispostos irregularmente cobrindo também o núcleo. FUNÇÃO. Célula envolvida nas reações de hipersensibilidade imediata acredita-se que também participam de processos alérgicos; produzem histamina e heparina. Não são considerados os precursores dos mastócitos pois eles têm origens diferentes. Os basófilos são ativados pela presença de estímulos como as anafilotoxinas (complementos C3a, C4a e C5a) e os complexos IgE-antigeno. A resposta dos basófilos traduz-se em dois processos complementares: desgranulação e libertação de histamina; e sintese e libertação dos produtos da cascata do ácido araquidónico: leucotrienos, tromboxanos e prostaglandinas. A sua participação no choque anafilático (sistêmico) é maior que o mastócitos, pois os basófilos são células que realmente estão presentes no sangue, e liberam os mediadores para a circulação. QUANTIDADE NO SANGUE HUMANO. É a célula circulante menos encontrada no sangue periférico dentro os leucócitos. Aproximadamente de 0-1% dos leucócitos são basófilos. Quando há aumento da quantidade de basófilos no sangue periférico usa-se o termo basofilia.

Uma

imagem

do

sangue

em

umMicroscópio Eletrônico de Varredura. Além dos leucócitos, de forma irregular, são visíveis os glóbulos vermelhos e asplaquetas, no formato de pequenos discos.
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Os leucócitos [De leuc(o)-, branco + -cito, célula; f.hist. 1873 leucocyto], também conhecidos por glóbulos brancos, são um grupo de célulasdiferenciadas a partir de células tronco pluripotenciais oriundas da medula óssea e presentes no sangue, linfa, órgãos linfóides e vários tecidos conjuntivos. As citadas células, tronco também dão origem aos chamados glóbulos vermelhos (hemácia ou eritrócito) e às plaquetas (trombócitos), que junto com os leucócitos integram os chamados elementos figurados do sangue. Um adulto normal possui entre 3.800 e 9.800 mil leucócitos pormicrolitro (milímetro cúbico) de sangue. Os leucócitos (ou glóbulos brancos) fazem parte do sistema imunitário do organismo. Têm por função o combate e a eliminação de microorganismose estruturas químicas estranhas ao organismo por meio de sua captura ou da produção de anticorpos, sejam eles patogênicos ou não. Os leucócitos compreendem um grande grupo de células que se apresenta numa grande variedade de formas, tamanhos, número, e funções específicas. São células que não pertencem intrinsecamente ao tecido sanguíneo, utilizando-o apenas como meio de transporte. Suas origens, funções e morte, dão-se em outros tecidos. Têm a capacidade de atravessar as paredes dos capilares (diapedese), passando a se deslocar nos tecidos conjuntivos mediante a emissão de pseudópodes. Alguns são abundantes na linfa e no sistema linfático. Por isso, o aumento de tamanho de gânglios, principalmente aqueles localizados logo abaixo da pele, revela a existência da uma infecção em ação, em alguma parte do corpo. Não são como as células normais do corpo. Na verdade em maioria agem como se fossem organismos vivos independentes e unicelulares capazes de se mover e capturar coisas por conta própria. As células comportam-se, de certo modo, como amebas em seus movimentos e são capazes de absorver outras células e bactérias. Algumas delas podem se dividir e se reproduzir por conta própria, mas são produzidas em maioria a partir de células da medula óssea. Sua diferenciação pode ocorrer tanto na própria medula quanto em órgãos específicos como o timo (linfócitos T), ou em estruturas localizadas nas paredes do intestino, apêndice e amígdalas, cujas naturezas remontam à bursa (linfócitos B).Em média um indivíduo produz aproximadamente 100 milhões de leucócitos por dia( Sasson, Sezar; Silva Junior, Cesar da; Biologia 1 Citologia Histologia; 5ª edição revisada e atualizada; Atual Editora; São Paulo, 1989; ISBN: 58-7056-045-1.

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Quantidade de leucócitos no sangue.

Fuzileiro Naval – USA sangue. Imagem mediante licença.

doando

Geralmente, a quantidade de leucócitos num determinado volume de sangue é determinada automaticamente através de um contador celular computadorizado. Esses instrumentos fornecem a contagem leucocitária total, expressa como células por mililitros de sangue, assim como a proporção de cada um dos cinco tipos principais de leucócitos. A contagem leucocitária total normalmente varia de 4 mil a 12 mil células por milímetro cúbico. Uma quantidade muito pequena ou muito grande de leucócitos indica um distúrbio. A leucopenia, uma diminuição na quantidade de leucócitos para menos de 4.000 células por mililitro, torna uma pessoa mais suscetível a infecções. A leucocitose, um aumento na quantidade de leucócitos, pode ser uma resposta a infecções ou substâncias estranhas, ou ser resultante do estresse ou de determinadas drogas. A maioria dos distúrbios dos leucócitos envolve os neutrófilos, os linfócitos, os monócitos e os eosinófilos. Distúrbios envolvendo os basófilos são muito raros. Tipos de leucócitos. Os leucócitos dividem-se em duas classes: Os granulados constituem 50% a 60% de todos os leucócitos. Têm esse nome porque contêm grânulos com diferentes substâncias químicas, dependendo do tipo da célula. Dividem-se em três são classes: neutrófilos, eosinófilos (acidófilos) e basófilos. Mastócitos também

granulados. Os hialinos (semelhante a vidro), que são agranulados, constituem 30% a 40% de todos os leucócitos. Os linfócitos se dividem em dois subtipos principais: células B (as que amadurecem dentro da medula óssea ou estruturas específicas no
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intestino, amígdalas e outros) e as células T (aquelas que amadurecem no timo). * Os monócitos, também agranulados, constituem até 7% de todos os leucócitos. Os monócitos se transformam em macrófagos. Todas as células sanguíneas brancas começam na medula óssea como células-tronco. As células-tronco são células genéricas que podem se transformar em diferentes tipos de leucócitos a medida que amadurecem. Por exemplo, podemos pegar um camundongo, irradiá-lo ou aplicar-lhe uma quimioterapia de forma a destruir as células da medula óssea, e posteriormente injetar células-tronco na corrente sanguínea. As células-tronco se dividirão e se transformarão em diversos tipos diferentes de células sanguíneas brancas. Um transplante de medula óssea segue o mesmo princípio: injeta células-tronco de um doador dentro da corrente sanguínea. As células-tronco encontram seu caminho para dentro da medula e fazem dela seu lar. % no Sangue dos Adultos

Tipo

Imagem

Diagrama

Função

Neutrófilos estão envolvidos na defesa processos Neutrófilo 65% Também contra infecção inflamatórios. são bacteriana e outros pequenos

chamados Micrófagos e são o tipo mais abundante no sangue humano. Geralmente morrem após a fagocitose, dando origem ao pus.

Comuns na mucosa intestinal, atacam Eosinófilo 2% a 4% organismos grandes demais para serem fagocitados. Eosinófilos estão envolvidos nas infecções parasitárias e

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processos um núcleo Participam alérgicos. de alérgicos.Têm celular bilobulado. processos

Libera como

mediadores e nas nos

químicos heparina papel reações que choques

a histamina(substância Tem

vasodilatadora) Basófilo <1% (anticoagulante). importante alérgicas culminam anafiláticos.

exarcebadas

Linfócitos são mais comuns no sistema linfático. Os quatros tipos principais são:

Linfócitos B: Células B produzem anticorpos que se ligam ao patógeno para sua posterior destruição. B também são Células memória

Linfócito

24% a 32%

responsáveis pelo sistema de ("guardam resposta contra um novo ataque do mesmo agente patógeno").

Linfócitos T Auxiliares ou (CD4+): coordena a resposta imune, estimulando a ação dos linfócitos B. São

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as células atacadas pelo vírus causador da AIDS.

Linfócitos T citotóxicos (ou CD8+): possuem receptores específicos para um único antígeno. São capazes de destruir células infectadas apresentadas por quando outras

células específicas (APC's).

Linfócitos Natural killers ou NK: não possuem receptores específicos para um antígenos, e sim para classes diversos. infectadas tumorais. de antígenos são células Também ou

capazes de destruir células

Linfócitos T inibidores: inibem o sistema imune, evitando a produção de anticorpos pelos linfócitos B. Acredita-se que estejam envolvidos na inibição de doenças auto-imunes.

Oriundo Monócito 6%

do

monoblasto, sempre que

diferenciam-se,

necessário em macrófagos, mas também fagocitam.

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da Monócitos são conhecidos como macrófagos quando migram do diferenciação Resulta dos Macrófago monócitos. sangue Possuem grande conjuntivo líquido) capacidade fagocítica. Estão no sangue (tecido para os

demais tecidos. Sua função é a fagocitose de microorganismos

ausentes considerados "invasores". Têm núcleo presente.

Função Os monócitos, macrófagos e neutrófilos tem como função ingerir bactérias, células mortas, anormais ou infectadas. Os neutrófilos são os primeiros a atacar o agente invasor (principalmente em infecções bacterianas). Caso ele falhe, o monócito (o macrófago do sangue, que engloba os invasores) é acionado. A função do linfócito está relacionada com as reações imunitárias. A imunidade humoral ligada a produção de anticorpos (linfócitos B). A imunidade celular ligada a proliferação de células efetoras. Os linfócitos são mais atuantes em infecções virais. Os basófilos e os eosinófilos combatem ou são responsáveis por processos alérgicos. Produção São fabricados na medula óssea a partir de células hematopoiéticas que se diferenciam em células precursoras mielóides (para os granulócitos, monócitos e macrógafos) ou linfóides (para linfócitos). No caso dos linfócitos: os linfócitos T4 migram para o timo, onde amadurecem, e os linfócitos B ficam na medula óssea para o mesmo efeito. Após serem linfócitos maduros migram para os órgãos linfóides secundários onde são armazenados. Estes órgãos são as adenóides, as amígdalas, o baço e os gânglios que temos essencialmente nas axilas e nas virilhas. Capacidades Os leucócitos também têm capacidades especiais. São capazes de realizar a diapedese, ou seja, migrarem para fora dos vasos capilares, e também conseguem capturar material estranho através de um processo chamado fagocitose. Na fagocitose, os leucócitos
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projetam as suas extremidades (pseudópodes) de modo a conseguirem "aprisionar" corpos estranhos. Dados do sangue humano. Na tabela abaixo é possível ver a composição esperada para o sangue em seres humanos saudáveis[2]: Elementos figurados do sangue[2] [3] Tamanho Elementos/Caracte Form (em rísitcas a ros) Homogê Não há. neo com hemoglo bina Esféric 6a8 30% o grande Oval 12 a 20 6% ou renifor me Hialino Hialino Citoplas Não há. ma basófilo Não há. Rosea. Número Núcle Citoplas Grânul o ma os micromet *

Colora ção usual

Hemácias

Discoi dal

4,5 a 5,5 7a8 milhões/ mm
3

Linfócitos

Esféric a

Esféric Monócitos a ide Esféric Neutrófilos a ide Esféric a ou amebó 10 a 12 60% ou amebó

Citoplas Não há. ma basófilo

3 a 5 lóbulo s

Granulad o

Finos, los

Citoplas róseo

neutrófi ma

Acidófilos

10 a 14

3%

Granulad Grosso, Grânulo geral 2 o acidófil s Em

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lóbulo s Grosso, basófil o o vermelh os

Basófilos

Esféric a

8 a 10

1%

Irregul Granulad ar o

Grânulo s azuis

Citoplas Plaquetas Irregul ar 200 mil a 2a3 300 mil / mm3 Não há. Granulad o ma Finos fracame nte azulado (*) O número de leucócitos (linhas destacadas) é de 7 a 9 mil por mm3 e os valores indicados correspondem à porcentagem média de cada tipo. Dos leucócitos, 30% correspondem aoslinfócitos e 70% aos diversos mielóides. Valores normais para eritrócitos, hemoglobina, hematócrito[4] Eritrócitos (x 106/mm3)

Tipo de indivíduo

Hemoglobina (g/100mL) Hematócrito (%)

Recém nascidos (a termo) Crianças (3 meses) Crianças (1 ano) Crianças (10 a 12 anos) Mulheres (em

4 - 5,6

13,5 - 19,6

44 – 62

4,5 - 4,7 4,0 - 4,7

9,5 - 12,5 11,0 – 13

32 – 44 36 – 44

4,5 - 4,7

11,5 - 14,8

37 – 44

situação de gravidez)

3,9 - 5,6

11,5 - 16,0

34 – 47

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Mulheres (normais) Homens Valores normais 4,0 - 5,6 4,5 - 6,5 para 12 - 16,5 13,5 – 18 médio 35 – 47 40 – 54 (VCM), hemoglobina

volume corpuscular

corpuscular média (HCM) e concentração da hemoglobina corpuscular (CHbCM)[4] Idade Crianças (3 meses) Crianças (1 ano) Crianças (10 a 12 anos) Mulheres Homens VCM (µ3) 83 - 110 77 - 101 77 - 95 81 - 101 82 - 101 HbCM (pg) 24 – 34 23 – 31 24 – 30 27 – 34 27 – 34 CHbCM (%) 27 – 34 28 – 33 30 – 33 31,5 – 36 31,5 – 36

O sangue é um tecido fundamental à manutenção de todos os demais tecidos e órgãos do organismo humano. O equilíbrio entre o ritmo de produção e de destruição das células do sangue, assim como a manutenção da composição do plasma, são vitais aos processos de oxigenação e nutrição dos tecidos e aos processos de defesa do organismo. Algumas doenças afetam a produção ou a função dos glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas. Outras resultam em modificações do plasma sangüíneo. ANEMIA As anemias são doenças caracterizadas pela baixa concentração de hemoglobina no sangue. Podem ser causadas por hemorragias intensas, pela destruição acelerada das hemácias, pela produção insuficiente de glóbulos vermelhos na medula óssea ou pela produção de glóbulos vermelhos com pouca hemoglobina. Este último exemplo é a causa mais freqüente de anemia, principalmente na infância, ocasionada pela insuficiência de ferro na alimentação, uma vez que o ferro é um componente importante na formação da hemoglobina.
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ANEMIA FALCIFORME Doenças hereditárias que afetam a molécula de hemoglobina também podem causar anemia, como por exemplo, a anemia falciforme. A anemia falciforme foi descrita pela primeira vez em 1910 por um pesquisador que observou que as hemácias dos afetados tinham a forma de foice. Essa anomalia na estrutura da hemoglobina acarreta conseqüências drásticas. O formato bicôncavo gerado pela disposição organizada das moléculas de hemoglobina no seu interior é modificado, dando à hemácia a referida forma de foice. HEMOFILIA Quando um vaso sangüíneo sofre uma lesão, inicia-se um processo que visa impedir a perda do sangue pelo vaso. Ocorrem modificações na musculatura do vaso danificado, desencadeadas por substâncias liberadas pelas plaquetas, que, além disso, se agregam para ajudar a formar o coágulo. Ocorre uma cascata de reações químicas que envolvem diversos fatores do plasma sangüíneo, chamados fatores de coagulação. Essas reações acabam por produzir uma proteína chamada fibrina. As moléculas de fibrina se juntam para formar uma rede, que aprisiona hemácias, leucócitos e plaquetas, formando assim o coágulo. O coágulo pára o fluxo do sangue no vaso lesionado. A hemofilia é resultado de uma deficiência genética de algum desses fatores de coagulação. As pessoas com hemofilia têm a coagulação do sangue lenta e sangramentos excessivos. O sangramento nas articulações pode também afetar os ossos, com conseqüências incapacitantes. LEUCEMIA São muitas as formas de câncer que ocorrem nas células do sangue, e cujo nome varia em função do tipo de célula envolvida. A leucemia é o câncer que afeta os glóbulos brancos (leucócitos). Como há cinco tipos de glóbulos brancos, há também diferentes tipos de leucemias. Todas elas se originam do mesmo modo: através de alterações no DNA das células-tronco que dão origem aos tipos aberrantes de glóbulos brancos. Além de se dividir descontroladamente, as células cancerosas permanecem em estágio não diferenciado, ou não maduro. Mastócito.

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O mastócito (por vezes também referido por labrócito) é uma célula do tecido conjuntivo, originado de células mesenquimatosas. Contém no seu interior uma grande quantidade de grânulos cheios de histamina (substância envolvida nos processos de reações alérgicas) e heparina (uma substância anticoagulante). Os grânulos dos mastócitos são metacromáticos (têm a capacidade de mudar a cor de determinados corantes básicos) em função de sua alta concentração de radicais ácidos presentes na heparina. O seu papel mais conhecido é na reação alérgica. Desempenha também um papel de proteção, estando envolvido no sarar das feridas e na defesa contra organismos patogênicos. O mastócito não pode ser confundido com o basófilo, pois têm origens diferentes. Tanto o basófilo quanto o mastócito se originam da medula óssea e suas semelhanças levaram a acreditar que um se diferenciava no outro, no entanto evidências experimentais mostraram que seus precursores na medula são diferentes.O basófilo sai da medula óssea no seu estado maduro e os mastócitos circulam na sua forma imatura, apenas amadurecendo no tecido de atuação.

Ilustração de um mastócito Mastócitos da mucosa, presente no intestino e nos pulmões em sua superficie contém respostas específicas para imunoglobolina principalmente IgE. É a principal célula responsável pelo famoso choque anafilático local (no tecido conjuntivo). De acordo com referências no PubMed (Mesh), os mastócitos são originárias da medula óssea.

Histamina,

formula

química

C5H9N3 ,

é amina biogênica vasodilatadora envolvida em processos bioquímicos de respostas imunológicas. Exerce também função reguladora na fisiológica intestinal além de atuar como neurotransmissor.[1] Encontrada também no organismo humano, é produto da descarboxilação da histidina, aminoácido presente nos mastócitos e basófilos. É substância de aspecto cristalino, incolor, solúvel em água, com ação vasodilatadora e

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constritora de músculos lisos. A histamina age em receptores H1, H2 e H3 centrais e periféricos. É um importante mediador das respostas alérgicas na pele, no nariz e nos olhos, e causa vasodilatação, aumento da permeabilidade vascular (edema) e contração da musculatura lisa (brônquica e gastrointestinal) através da ativação dos receptores H1. Tem papel importante na inflamação de locais e tecidos lesionados, que surge em resposta à excitação do sistema imunológico associada.

Efeitos fisiológicos Efeitos sobre o coração. A histamina aumenta a força de contração atrial e ventricular (efeito inotrópico positivo) por aumentar o influxo de íons por cálcio, encurtar a e aumenta frequência cardíaca (efeito cronotrópico positivo) despolarização diastólica no nódulo

sinoatrial. Estes efeitos são atribuídos aos receptores H2. A histamina ainda atua diretamente, em receptores H1 no coração, reduzindo a velocidade de condução atrioventricular, especialmente em doses altas, induzindo arritmias. As ações sobre o coração são desprezíveis em doses usuais e inexistentes em condições fisiológicas. Efeitos sobre o sistema vascular. A histamina exerce um efeito vasodilatador predominantemente sobre os vasos sanguíneos finos, resultando aumento da permeabilidade vascular, em rubor, queda da resistência periférica total e redução da pressão sanguínea. A vasodilatação é o efeito biológico mais importante no homem. Ela envolve tanto receptores β1 quanto β2 distribuídos através dos vasos de maior resistência. Os receptores β1 são estimulados por concentrações baixas e apresentam maior afinidade pela histamina. Quando estimulados apresentam uma resposta dilatadora de aparecimento rápido e de curta duração. Por outro lado, a ativação dos receptores β2 causa uma dilatação de desenvolvimento mais lento e mais duradoura. Por isso, os bloqueadores β1 são capazes de bloquear, eficazmente, apenas pequenas respostas dilatadoras. Quando estão
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presentes doses mais altas de histamina os bloqueadores β1 conseguem apenas bloquear a fase inicial, mas não os efeitos dilatadores tardios causados pela estimulação dos receptores β2. Os efeitos de doses maior de histamina somente são completamente bloqueados pela combinação de antagonistas β1 e β2. Após a injeção de histamina no homem, a vasodilatação é mais aparente na face e partes superiores do corpo (área de rubor), que se torna quente e avermelhada. Relatado pesquisa feita em pessoas com cânceres de mamas que possuíam algum problema cardíaco, e tomavam regularmente histamina, vieram a constatar regressão significativa nos indivíduos com câncer em desenvolvimento. Pesquisa feita com mais de 20000 pacientes. A histamina também é produzida por bactérias entéricas a partir da histidina e está presente no bolo fecal(Marieb, E.. Human anatomy & physiology. San Francisco: Benjamin Cummings, 2001. 414 p. ISBN 0-8053-4989-8) Receptores Histamínicos. Árvore pulmonar: H3; coração: H1, H2 e H3; estômago: H2; intestinos: H1; m. liso bronquiolar: H1; sistema nervoso central (SNC): H1, H2 e H3; vasos sanguineos: H1 e H2. Anti-histamínico é o nome de uma classe de medicamentos usados no alívio dos sintomas das manifestações alérgicas, como na rinite, conjuntivite alérgica, gripe (com muita coriza),urticária, reações de hipersensibilidade, enjôos e vômitos. Age bloqueando os receptores "H" da histamina. Existem 4 sub-tipos de receptores de histamina: H1, H2, H3 e H4. Os anti-histamínicos agem principalmente sobre os receptores H1. Os antagonistas dos receptores H1 foram introduzidos inicialmente por Daniel Bovet e colaboradores, na década de 30, época em que a classificação ainda não havia sido explicada. Os receptores H1 são receptores transmembranas acoplados à proteína G das células. Esses receptores H1 são encontrados no cérebro e, principalmente, nos brônquios. Os anti-histamínicos competem pelos receptores H1 da histamina, impedindo estas de se ligarem e auxiliarem no processo de inflamação. Quando ocorre a ligação dos anti-histamínicos no receptor, as vias de fosfolipase C, fosfolipase A e a via do fator nuclear de transcrição são ativadas. Essas vias auxiliam na síntese de proteínas antiinflamatórias e inibem a síntese e liberação de proteínas inflamatórias, como a citocina, por exemplo(Rang HP, Dale MM, Ritter JM, Flower RJ. Rang and Dale's Pharmacology) Os antagonistas dos receptores H2,

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desempenham efeito principal na secreção gástrica. Os agonistas e antagonistas dos receptores H3 que possuem possibilidades para uso clínico em distúrbios do SNC está sendo estudado. Uso. Os anti-histaminicos devem ser usados por um curto período, e nunca sem a orientação médica(ImunoHematologia. CÉLULAS DO SISTEMA IMUNE. Acessado em 17 de abril de 2009; G M T / Prussin C, Metcalfe DD (2003). "IgE, mast cells, basophils, and eosinophils". J Allergy Clin Immunol 111 (2 Suppl): S486–94. doi:10.1067/mai.2003.120. PMID 12592295; G M T / Marieb, Elaine N. & Katja Hoehn. Human Anatomy and Physiology. Seventh edition. San Francisco: Pearson Benjamin Cummings, 2007. pg. 659; http://www.ncbi.nlm.nih.gov/mesh/68008407) Heparina. Heparina é um polissacarídeo polianiônico sulfatado pertencente à familía

dos glicosaminoglicanos. É composta por unidades dissacarídeas repetidas compostas por ácido urônico e um açúcar aminado. Possui uma ação farmacológica atuando como medicamento anticoagulante utilizado em várias patologias. Usos clínicos Prevenção de trombose síndromes venosa profunda. Tratamento de embolia incluindo infarto indução pulmonar. agudo do de circulação tratamento

Tratamento de

coronarianas cardíaca.

agudas

miocárdio e angina

instável.

Anticoagulante para

extracorpórea em cirurgia Localização.

Anticoagulante para auxílio no

da fibrilação atrial; Anticoagulante para utilização em procedimentos de hemodiálise.

Encontra-se presente nos tecidos que estão em contato com o meio externo, tais como pulmões,pele e mucosa intestinal, dentro dos grânulos secretórios dos mastócitos. Mecanismo de ação. A heparina interage com a antitrombina, formando um complexo ternário que inativas várias enzimas da coagulação, tais como os fatores da coagulação (II, IX e X) e mais significativamente atrombina.Esta interação aumenta em mais de(1000 vezes) a
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ou

em órgãos responsáveis

pela defesa do organismo, tais como timoe gânglios linfáticos. A heparina encontra-se

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atividade intrinseca da antitrombina. Pode-se reverter o efeito da heparina através da administração de protamina. Atualmente encontra-se disponível no mercado a heparina de baixo peso molecular, que possui maior efetividade e menor incidência de efeitos colaterais. Administração. Intravenosa por infusão ou subcutânea. Efeitos clinicamente úteis. Torna o sangue mais fluido e inibe a formação de trombos ou coágulos. Aumenta as concentrações de lípidos no sangue. Efeitos adversos. Hemorragias externas. Hemorragias internas como cerebrais (AVC).

Trombocitopenia (défice de plaquetas). Queda do cabelo (alopécia) transitória. Osteoporose. Reações alérgicas. Necrose de pele. Contraindicada em doentes com hemofilia, trombocitopenia, púrpuras, hipertensão arterial, endocardite, úlcera ou insuficiência hepática ou renal. Ferida.

Ferida (laceração) em uma perna. Uma ferida é uma interrupção na continuidade de um tecido corpóreo. Tal interrupção pode ser provocada por algum trauma, ou ainda ser desencadeada por uma afecção que acione as defesas do organismo. Quanto à profundidade:

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Feridas superficiais: quando atingem apenas as camadas mais superficiais da pele (epiderme e derme superficial ou intermediária); músculos, ossos, cartilagens, ligamentos). Quanto à complexidade: Feridas simples: são feridas que, em geral, se mostram superficiais e livres de sinais de infecção / contaminação / colonização por microorganismos, demandando cuidados com curativos e supervisão menos frequentes por parte de profissionais da saúde (médicos, enfermeiros etc) e tendendo a evolução benigna (isto é, à cicatrização espontânea); Feridas complexas: são feridas que, em geral, acometem planos mais profundos ou maior número de tipos diferentes de tecidos (não apenas derme e epiderme, mas também ossos, cartilagens, tecido adiposo, fáscias musculares, tendões, ligamentos, vasos sanguíneos, tecido nervoso etc.), muitas vezes infectadas ou com grande risco de se tornarem infectas, com tendência a evolução desfavorável (isto é, perda progressiva de tecidos por necrose ou infecção, com possibilidade de amputação de segmentos, ou mesmo, em casos mais severos, de efeitos sistêmicos com risco de dano permanente ou óbito do indivíduo acometido pela ferida) e a grande prejuízo orgânico por parte do indivíduo acometido. Tipos de Feridas Feridas profundas: quando atingem níveis mais profundos da pele (derme profunda, tecido adiposo, fáscias, tendões,

.

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Quanto ao formato e agente causador de ferida traumática: Ferida puntiforme: formato punctual e de bordas ligeiramente irregulares, geralmente causada por instrumento perfurante de pequena área de secção transversal (como espinhos, pregos, agulhas etc.); Ferida incisa: formato linear e de bordas geralmente regulares, geralmente causado por lâminas (faca, lâmina de barbear etc.); Ferida cortocontusa: formato irregular, geralmente com diversos segmentos ulcerados, perdas de tecidos e de bordas de segmentos de ferida irregulares e possibilidade de se observar áreas de equimoses e hematomas adjacentes às áreas de ulcerações, normalmente causado por objetos que produzem lesões simultaneamente por corte e impacto (machado, foice, aresta de um tijolo etc.); Ferida perfurocontusa: formato quase regular, geralmente com bordas de ferida ligeiramente irregulares (a depender do tipo de elemento causador da lesão) e possibilidade de se observar áreas de equimoses e hematomas adjacentes às áreas de ulcerações, normalmente causado por objetos que penetram a pele mediante impacto (como um projetil de arma-de-fogo); Ferida perfuroincisa: formato habitualmente regular, geralmente com bordas de ferida regulares (também a depender do tipo de elemento causador da lesão), normalmente
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causado por objetos que penetram a pele com pouco impacto, mas com bom potencial de divulsão de tecidos (como uma lâmina comprida, por exemplo). Quanto ao formato e agente causador de ferida não traumática: Ferida causada por queimadura: formato irregular dependente da área de pele exposta à radiação ionizante, fonte de calor, abrasão ou produto químico causador da queimadura. Não é esperado que haja ferida se queimadura é classificada como de primeiro grau (apenas "avermelhamento" local na área de pele afetada). Já em queimaduras de segundo (formação de bolhas que se ulceram e formam feridas geralmente superficiais), terceiro (necrose de porções intermediárias e profundas de derme e / ou de tecido adiposo) ou quarto graus (necrose de tecidos profundos como ossos, cartilagens e músculos) há formação imediata de alguma lesão ulcerada; Ferida causada por geladura: formato irregular dependente da área de pele exposta ao frio. Mais frequente em extremidades corpóreas. Pode assumir as mesmas características iniciais de queimaduras (apenas "avermelhamento" local na área de pele afetada, como ocorreria em queimaduras de primeiro grau; formação de bolhas que se ulceram e formam feridas geralmente superficiais, como ocorreria em queimaduras de segundo grau; necrose de porções intermediárias e profundas de derme e / ou de tecido adiposo e outros tecidos mais profundos, como ocorreriam em queimaduras de terceiro ou de quarto graus). Muitas vezes são reversíveis em estágios iniciais, contudo, a demora em iniciar-se algum tratamento pode implicar lesão irreversível com perda de tecidos corpóreos; Ferida causada por fatores endógenos: formatos diversos, a depender da patologia causadora das lesões. Variam de "rachaduras" em determinadas áreas de pele até lesões evolutivas que surgem como pequenos pontos avermelhados ou escurecidos e se desenvolvem em feridas de dificílima cicatrização. Algumas patologias que podem evoliur para feridas, com origem endógena: pênfigo, vasculites de etiologias diversas, psoríase, xeroderma pigmentosa etc. Classificação das feridas De acordo com a maneira como foram produzidas (cirúrgicas, contusas, laceradas, perfurantes); De acordo com o grau de contaminação (limpas, limpas contaminadas, contaminadas, infectadas); De acordo com o comprometimento tecidual (estágio I, II, III e IV) De acordo com o tempo de evolução: agudas e crônicas

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ICONOGRAFIA(ÁLBUM ILUISTRATIVO).

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Tratamentos de feridas O tratamento de feridas deve ser individualizado para cada paciente, levando-se em conta a etiologia da ferida, a evolução do quadro até então, a existência de comorbidades no paciente, a ocorrência de fatores que impliquem alterações no prognóstico, as características físicas da ferida, a disponibilidade de recursos para tratamento da ferida, a contra-indicação (por alergia ou intolerância) de algum elemento empregável no tratamento da ferida e a própria possibilidade de o paciente viabilizar os tratamentos sugeridos ou propostos pelos profissionais de saúde que o tenham avaliado. Atualmente, a medicina conta com inúmeros tratamentos possíveis para diversos tipos de feridas em suas mais diversas evoluções possíveis. Dentre eles, podem-se citar: Curativos simples: empregáveis na maioria das feridas, têm seu efeito prático baseado na própria capacidade regenerativa do corpo humano (ou seja, a cicatrização espontânea) e sua eficácia aumentada por conceitos introduzidos por estudos médicos e biológicos (como o da higiene local, que aumenta a chance de não contaminação com subsequente evolução desfavorável; Curativos especiais: diversos grupos de substâncias e aparatos são empregáveis no tratamento de diversos tipos diferentes de feridas. Em geral, para feridas complexas ou de difícil cicatrização, modalidades de cuidados especialmente desenhadas por profissionais especializados (médicos, enfermeiros especializados em estomatologia e feridas) tendem a ser empregadas com grande índice de sucesso no tratamento de tais feridas.

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Nemeth AJ, Eaglstein WH, Taylor JR, et al. Faster healing and less pain in skin biopsy sites treated with an occlusive dressing. Archives of Dermatology, Vol 127, November 1991, pp 1679- 1683.; 2. Thomas, S., Hydrocolloids Journal of Wound Care 1992:1;2, 27-30; 3. Sasseville D, Tennstedt D, Lachapelle JM: Allergic contact dermatitis from hydrocolloid dressings. Am J Contact Dermat 1997 Dec;8(4):236-238; 4. Hess CT: Clinical Guide Wound Care (Fifty Edition). Lippincott Williams & Wilkins – 2005. **Oxigenoterapia hiperbárica é uma técnica que consiste em fornecer Oxigênio puro em ambiente pressurizado e que aumenta muito expressivamente a velocidade de regeneração de tecidos em feridas e a atividade de defesa do organismo contra infecções agudas e graves. Paralelamente também exibe elevadíssimo nível de sucesso em tratamentos de vasculites de etiologias diversas, infecções indolentes, doenças
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inflamatórias intestinais, grnades queimaduras, geladuras, amputações com reimplantes, síndromes vasculares complexas, esmagamentos, dentre outros usos. Empregável em feridas complexas com taxa de sucesso muito maior que outras terapêuticas frequentemente empregadas. Razoavelmente inerte e segura, tem se tornado a melhor opção de tratamento para feridas em geral.(O’Meara S, Cullum N, Majid M, Sheldon T. Systematic reviews of wound care management: (3) antimicrobial agents for chronic wounds; (4) diabetic foot ulceration. Health Technol Assess 2000;4(21).ISSN 13665278; GUIMARÃES JR., Jairo. Biossegurança e controle de infecção cruzada, em consultórios odontológicos. (cidade?): Santos Livraria Editora, 2001).

**Nota do Autor.
Medicina hiperbárica. A Oxigenoterapia Hiperbárica ou OHB é uma modalidade terapêutica na qual um paciente é submetido à inalação de oxigênio puro em uma pressão maior que a pressão atmosférica (em geral, de 2 a 3 atm), dentro de uma câmara hermeticamente fechada com paredes rígidas (câmara câmara hiperbárica). O equipamento básico da OHB é a câmara hiperbárica.

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Essas câmaras são, em essência, cilindros metálicos resistentes à pressão (estanques), dotados de vigias ou janelas. Algumas câmaras projetadas para tratamento individual são construídas com acrílico transparente resistente à pressão, o que permite contato visual com o paciente e minimiza a incidência da ansiedade em portadores de claustrofobia. Para segurança e conforto do paciente, as câmaras hiperbáricas são dotadas de um sistema de rádio que mantém a comunicação entre o paciente e equipe fora da câmara. Existem 2 tipos de câmara hiperbárica: individuais (monopacientes) e multipacientes. Ambas permitem o uso de ventiladores mecânicos (respiradores), bombas para infusões venosas, transfusões, e outros procedimentos feitos por equipamentos especialmente projetados para funcionamento em ambiente hiperbárico. Câmaras multipacientes. As câmeras multipacientes permitem a entrada de 2 ou mais pessoas simultaneamente, permitindo a entrada de acompanhante (técnico, enfermeiro ou médico). Para que os acompanhantes não sejam afetados pelo tratamento, esse tipo de câmara é pressurizado com ar comprimido, sendo o oxigênio fornecido para os pacientes através de máscaras ou capuzes específicos. Durante a oxigenioterapia hiperbárica conduzido em câmaras multiplace, um técnico de enfermagem especialmente treinado, enfermeiras hiperbaristas ou mesmo o médico hiperbarista (sendo assim chamados de "guias internos"), acompanham os pacientes no interior da câmara durante a sessão, assistindoos diretamente na colocação das máscaras ou capuzes ou administrando medicamentos. Estas câmaras tem a grande vantagem de permitir a entrada de macas e outros equipamentos úteis no tratamento de pacientes críticos. As sessões costumam durar 120 minutos (2 horas). Câmaras multiplace permitem a monitoração de sinais vitais de pacientes graves durante o tratamento. Câmaras individuais. As câmaras individuais utilizam compressão direta de oxigênio puro, o que permite a administração deste gás ao paciente através da inalação da atmosfera que o circunda, sem necessidade

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doemprego de máscaras e capuzes. O paciente fica deitado durante a sessão. A grande vantagem da câmara monopaciente é a individualização do tratamento, ou seja, o paciente recebe o esquema de tratamento ideal para sua doença, sem ser limitado pelos esquemas de outros pacientes. As sessões da câmara monopaciente são mais curtas, durando 90 minutos (1hora e 30 minutos).

REFERENCIAS DE ESTUDOS:

1.

Johnston, MJ; Robertson, GM; Frizelle, FA. Management of Late Complications of Pelvic Radiation in the rectum and Anus. Dis Colon Rectum 2003; 46, (2): p 247256; 2. Kushwaha, RS; Hayne, D; Vaizey, CJ et al. Physiologic Changes of the Anorectum After Pelvic radiotherapy for the Treatment of Prostate and Bladder Cancer. Dis Colon Rectum 2004; 46, (9): p 1182-1188; . 3. Lucarotti, ME; Mountford, RA; Bartolo, DCC. Surgical Management of Intestinal Radiation Injury. Dis Colon Rectum 1991; 34, (10): p 865-869; 4. Bem, MD; Bem, S; Singh, A. Use of Hyperbaric Oxygen Chamber in the Management of Radiation-Related Complications of the Anorectal Region. Dis Colon Rectum 2003; 43, (10): p 14351438; 5. Bonis, PAL; Nostrant, TT. Diagnosis and Treatment of Chronic radiation Proctitis. 2006. Available from: URL:http://www.uptodate.com; 6. Quan, SHQ; O´Kelly, PJ. Rectal Necrosis Following external Radiation Therapy for Carcinoma of the Prostate: Report of a Case. Dis Colon Rectum 1975;18, (1): p 64-66; 7. Tomori, H; Yasuda, T; Shiraishi, M et al. radiation-Associated Ischemic Coloproctitis: Report of Two Cases. Surgery Today 1999: p 1088-1092; 8. Taussky, D; Schneider, U; Rousson, V; Pescia, R. Toxicity Correlated to Dose-Volume Histograms of the Rectum in Radiotherapy of the Prostate. American Journal of Clinical Oncology 2003; 26, (5): p 144-149. CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA DO BRASIL.

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PROCESSO-CONSULTA CFM nº 7.155/09 – PARECER CFM nº 8/11 INTERESSADO: Diretoria de Regulação da Assistência à Saúde Governo do Estado da Bahia ASSUNTO: RELATOR: Oxigenoterapia hiperbárica Cons. Antonio Gonçalves Pinheiro EMENTA: A oxigenoterapia hiperbárica é

procedimento médico terapêutico reconhecido pela Resolução CFM nº 1.457/95. Há contraindicações absolutas e relativas que devem ser prévia e clinicamente avaliadas. DA CONSULTA A Diretoria de Regulação da Assistência à Saúde (Direg) da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia consulta o Conselho Federal nos seguintes termos: “Em virtude deste Conselho Federal de Medicina considerar a oxigenoterapia hiperbárica como procedimento terapêutico consagrado nos meios científicos e incorporado ao acervo de recursos médicos, de uso corrente em todo o país, como é citado na Resolução CFM nº 1.457/95, e principalmente considerando: · os benefícios socioeconômicos proporcionados pela diminuição do tempo de internação e do tratamento; · o quantitativo de usuários do Sistema Único de Saúde que podem ser beneficiados com este tipo de tratamento; · que a literatura existente que versa sobre o tema apresenta divergências, gostaríamos de um parecer deste Conselho quanto a: 1. Existência de alguma outra resolução que revise e/ou altere as indicações constantes da Resolução nº 1.457/95;

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2. Protocolo de aplicação da medicina hiperbárica para cada indicação da Resolução nº 1.457/95; 3. Existência de limite máximo de sessões, considerando cada indicação; 4. 5. Duração preconizada das sessões; Período máximo de intervalo entre as sessões que pode ocorrer, de modo a não comprometer o sucesso do tratamento; 6. Consequência em caso de intervalo maior que o recomendado entre as sessões; 7. 8. Existência de contraindicações absolutas e relativas; Existência de especificidades no tratamento de crianças e idosos.

Enfatizando o intuito de agregar conhecimento quanto às indicações corretas, os riscos e as limitações da terapêutica, aguardaremos o vosso parecer. Atenciosamente. Ricardo de Gouvêa Costa Diretor da Direg” DO PARECER Como de costume, há anexados em pesquisa pelos setores de pareceres e da biblioteca documentos atualizados sobre Diretrizes de Segurança e Qualidade da Sociedade Brasileira de Medicina Hiperbárica (SBMH) – 2010-2011. Em resposta aos quesitos, diretamente em vista dos conhecimentos prévios demonstrados pelo órgão consulente, temos: Questionamento 1 – Não há resolução CFM que venha a modificar a Resolução 1.457/95, que versa sobre a oxigenoterapia hiperbárica (OHB).

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Questionamentos 2, 3, 4, 5, 6 e 7 – Anexo retirado da publicação da SBMH 2010-2011, com respostas pontuais a cada quesito e assim postos: Protocolo de uso de oxigenoterapia hiperbárica da Sociedade Brasileira de Medicina Hiperbárica 1. Premissas 1.1. A OHB é reservada para: - Recuperação de tecidos em sofrimento; - Condições clínicas em que seja o único tratamento; - Lesões graves e/ou complexas; - Falha de resposta aos tratamentos habituais; - Lesões com necessidade de desbridamento cirúrgico; - Piora rápida com risco de óbito; - Lesões em áreas nobres: face, mãos, pés, períneo, genitália, mamas - Lesões refratárias; recidivas frequentes. 1.2. A OHB não é indicada como tratamento para: - Lesões com resposta satisfatória ao tratamento habitual; - Lesões que não respondem à OHB: sequelas neurológicas, necroses estabelecidas; - Infecções que não respondem à OHB: pneumonia, infecção urinária. 2. Indicações de OHB conforme Resolução CFM 1.457/95 e classificação de gravidade da USP Nº de Início Indicação Situações sessõ es EMERGÊN Principa Imediat 1. Doença Todos os 2 a 5

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descompressiva 2. Embolia traumática pelo ar 3. Embolia gasosa CIA l o 4. Envenenamento por casos CO ou inalação de fumaça 5. Envenenamento por gás cianídrico / sulfídrico URGÊNCI A Tratame nto adjuvant e Imediat o confor me Síndrome condiçõ 7. Fournier es clínicas / outros procedi mentos 8. Outras infecções necrotizantes tecidos celulites, miosites infecção cirúrgico) 9. Isquemias agudas traumáticas: lesão por esmagamento, síndrome de comparti extremidades mental, reimplantação amputadas e outras Classificação de gravidade da USP II, III ou IV de de moles: fasciites, (inclui sítio Classificação de gravidade da USP II, III ou IV 6. Gangrena gasosa Todos casos Classificaçã o os 10 a 30 (em (em 95% dos casos )

de 95% de gravidade da dos USP III ou casos IV )

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10. Vasculites agudas de etiologia alérgica, medicamentosa ou por toxinas insetos) biológicas: (aracnídeos, ofídios e Em choque séptico ou insuficiência s orgânicas Acima de sepse,

30% de 2º e 3º graus ou queimaduras 11. Queimaduras em mamas, mãos, períneo, genitália) pés, áreas térmicas e elétricas nobres (face,

30 Tratame ELETIVO nto adjuvant e a 60 Início planeja do 12. Lesões refratárias: Após úlceras de pele, pés revasculariza diabéticos, escaras de ção decúbito, úlceras por outros vasculite autoimune e procediment deiscência de suturas os cirúrgicos se indicados; – osteomielite associada; – perda de
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(em 95% dos casos )

ou

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com manifestaçõe s sistêmicas 13. Lesões por Todos e casos actínicas os

radiação: radiodermite, osteoradionecrose lesões de mucosa Após limpeza cirúrgica 15. Osteomielites e/ou remoção de material de síntese Evolução desfavorável 14. Retalhos ou nas primeiras 48 10 e a 40 a (em 5 95% dos ) avaliação cada sessões 16. Anemia aguda nos casos impossibilidade de de enxertos SITUAÇÕE S ESPECIAI S risco

comprometidos ou de horas, Casos selecion ados Início imediat o

Associada a casos suporte respiratório e eritropoetina

transfusão sanguínea Contraindicações ao uso da oxigenoterapia hiperbárica Absolutas: Uso de drogas – Doxorrubicin, Dissulfiram, Cis-Platinum;

Pneumotórax não tratado; Gravidez.
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Relativas: Infecções superiores; DPOC com retenção de CO2; Hipertermia; História espontâneo; O tratamento é realizado em sessões com duração de 90 a 120 minutos, com pressão variando de 2 a 3 ATA, sempre a critério do médico hiperbarista. As sessões poderão variar desde uma a três por dia e, dependendo da fase de tratamento, poderá ser empregado o uso de sessões em dias alternados. Questionamento 8 – Não há descrição de especificidades para o tratamento de crianças e idosos, mas é imperioso o exame clínico apurado, pré-tratamento em todos os casos, além da solicitação de encaminhamento detalhado do médico assistente do paciente (clínico ou cirúrgico), para verificação de contraindicações que possam ser conjuntamente avaliadas em relação ao risco-benefício do tratamento. Também julgo de suma importância levar ao conhecimento do órgão consulente a Classificação de Gravidade da Universidade de São Paulo (USP) para tratamento em OHB.Classificação de gravidade da Universidade de São Paulo Escala “USP” de gravidade Avaliação para tratamento com OHB* ITENS PONTOS 1 ponto Idade Tabagismo < 25 anos 2 pontos 26 a 50 anos Leve / moderado 3 pontos > 51 anos Intenso de pneumotórax das vias aéreas Cirurgia prévia em ouvido; Esferocitose congênita; Infecção viral - Fase aguda. Obs: todas essas merecem avaliação antes da realização da oxigenoterapia hiperbárica.

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Diabetes Hipertensão sistêmica Queimadura Osteomielite < 30% Sim > 30% c/ óssea Toxemia Choque Infecção / secreção > Diâmetro DA > lesão Crepitação subcutânea Celulite Insuficiência aguda Insuficiência crônica Lesão aguda Lesão crônica Alteração linfática Amputação Desbridamento Dreno de tórax Sim / Em risco Sim Planejada Realizada Sim Sim arterial Sim arterial Pouca < 5 cm < 2 cm < 5 cm Moderada Estabilizado Moderada 5 a 10 cm 2 a 6 cm 5 a 10 cm Sim Intensa Instável Acentuada > 10 cm > 6 cm > 10 cm exposição arterial Sim Sim

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Ventilação mecânica Períneo / mama / face Sim Sim

Classificação em 4 grupos ( I a IV) pela somatória dos pontos: G I: < 10 pontos pontos Mortalidade de acordo com os grupos: G I = 1,2% G II = 7% G III = 30% G IV = 66% (p < 0.001)* G II: 11 a 20 pontos G III: 21 a 30 pontos G IV: > 31

(*) The “University of São Paulo (USP) Severity Score” for hyperbaric oxygen patients. M. D’Agostino Dias, S.V. Trivellato, J.A. Monteiro, C.H.Esteves, L.M/.Menegazzo, M.R.Sousa, L.A Bodon. Undersea & Hyperbaric Medicine V. 24 Supplement p.35. 1997. São as seguintes as referências bibliográficas que basearam a documentação da SBMH: Kindwall EP, Whelan HT Hyperbaric Medicine Practice 3rd edition, 2008. Best Publishing Company USA, p. 1075. 1. Resolução no 1.457/95 do Conselho Federal de Medicina, 1995. Brasília. 2. D'Agostino DM, Fontes B, Poggetti RS, Birolini D. Hyperbaric oxygen therapy: types of injury and number of sessions-a review of 1506 cases. Undersea Hyperb Este é o parecer, SMJ. BOOKS 1. Candido L.C., Leite M.S., Vinhaes G.E., Iazzetti P.E.: Tratamento cirúrgico da fasciites necrotizantes dos membros. Abstract book do XIX Congresso Brasileiro de Cirurgia da Mão, VII Congresso Sudamericano de Med. 2008 Jan-Feb;35(1):53-60. 3. Relatório Periódico da UHMS. Bethesda USA, 2003. Tradução da SBMH, 453 p. Brasília-DF, 10 de fevereiro de 2011 Antonio Gonçalves REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS - ABSTRACT Pinheiro - Conselheiro relator.

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Cirurgia de la Mano, II Congresso Sudamericano de Terapia de la Mano, Encuentro Ibero-americano de Cirurgia de la Mano, São Paulo (SP), 1999, pág. 84. 2. Candido L.C., Vinhaes G.E., Leite M.S., Iazzetti P.E: Reconstrução cirúrgica de feridas pós-fasciotomia descompressivas dos membros. Abstract book do XX Congresso Brasileiro de Cirurgia da Mão e XI Encontro Brasileiro de Microcirurgia Reconstrutiva, Recife, 2000, ref. no 26, pág. 41. 3. Candido L.C., Leite M.S., Vinhaes G.E., Iazzetti P.E.: Tratamento das fasciites necrotizantes dos membros. Abstract book do XX Congresso Brasileiro de Cirurgia da Mão e XI Encontro Brasileiro de Microcirurgia Reconstrutiva, Recife, 2000, ref. no 27, pág. 41. 4. Candido L.C.: Aplicação da Oxigenoterapia Hiperbárica no Tratamento de Queimaduras. In: Abstract book do III Congresso Brasileiro de Queimaduras, Porto Alegre, 41:45, 2001. 5. Candido L.C.: O Por quê da Abordagem Interdisciplinar no Tratamento de Queimaduras?. In: Abstract book do III Congresso Brasileiro de Queimaduras, Porto Alegre, 14:38, 2001. 6. Candido L.C.: Procedimentos Cirúrgicos e Microcirúrgicos em Reconstruções do Membro Superior Pós-Queimadura – Alternativas na Terapia Tópica. In: Abstract book do III Congresso Brasileiro de Queimaduras, Porto Alegre, 73:53, 2001. 7. Candido L.C.: Tratamento tópico e cirúrgico de ferida causada por mordedura de animais peçonhentos. In: Abstract-book do XXI Congresso Brasileiro de Cirurgia da Mão, Gramado (RS), 52:35, 2001.

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8.Candido L.C.: Queimaduras complexas do membro superior. Reconstrução cirúrgia e alternativa na terapia tópica. In: Abstract-book do XXI Congresso Brasileiro de Cirurgia da Mão, Gramado (RS), 53:36, 2001. 9. Candido L.C.: Tratamento tópico e cirúrgico de. neoplasias cutâneas vegetantes. In: Abstract-book do XXI Congresso Brasileiro de Cirurgia da Mão, Gramado (RS), 57:37, 2001. 10. Candido L.C.: Tratamento Tópico e Cirúrgico de Lesões Pós-Síndrome de Fournier. In: Abstract Compact Disc do IV Congresso Brasileiro de Estomaterapia e I Congresso Brasileiro de Enfermagem em Dermatologia, São Paulo (SP), 2001. 11. Candido L.C.: Úlcera de Pressão Refratária - Tratamento Tópico e Cirúrgico. In: Abstract Compact Disc do Estomaterapia e I Congresso Brasileiro de Enfermagem em Dermatologia, São Paulo (SP), 2001. 12. Candido L.C.: Tratamento Tópico e Cirúrgico da Ferida Cirúrgica Pós-Fasciotomia. In: Abstract Compact Disc do IV Congresso Brasileiro de Estomaterapia e I Congresso Brasileiro de Enfermagem em Dermatologia, São Paulo (SP), 2001. 13. Candido L.C.: Aplicação da Oxigenoterapia Hiperbárica no Tratamento de Feridas. In: Abstract Compact Disc do IV Congresso Brasileiro de Estomaterapia e I Congresso Brasileiro de Enfermagem em Dermatologia, São Paulo (SP), 2001. 14. Candido L.C.: Tratamento Tópico de Ferida Causada por Mordedura de Animais Peçonhentos. In: Abstract Compact Disc do IV Congresso Brasileiro de Estomaterapia e I Congresso Brasileiro de Enfermagem em Dermatologia, São Paulo (SP), 2001. IV Congresso Brasileiro de

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15. Candido L.C.: Reparação Tecidual por Laserterapia. In: Abstract Compact Disc do IV Congresso Brasileiro de Estomaterapia e I Congresso Brasileiro de Enfermagem em Dermatologia, São Paulo (SP), 2001. 16. Candido L.C.: Tratamento Tópico e Cirúrgico de Lesões PósFasciites Necrotizantes. In: Abstract Compact Disc do IV Congresso Brasileiro de Estomaterapia e I Congresso Brasileiro de Enfermagem em Dermatologia, São Paulo (SP), 2001. 17. Candido L.C.: Reparação Tecidual por Laserterapia. In: Abstract Compact Disc do IV Congresso Brasileiro de Estomaterapia e I Congresso Brasileiro de Enfermagem em Dermatologia, São Paulo (SP), 2001. 18. Candido L.C.: Reconstruções do Membro Superior em Queimaduras Complexas. In: Abstract Compact Disc do IV Congresso Brasileiro de Estomaterapia e I Congresso Brasileiro de Enfermagem em Dermatologia, São Paulo (SP), 2001. 19. Candido L.C.: Tratamento Tópico e Cirúrgico de Neoplasias Cutâneas Vegetantes. In: Abstract Compact Disc do IV Congresso Brasileiro de Estomaterapia e I Congresso Brasileiro de Enfermagem em Dermatologia, São Paulo (SP), 2001. 20. Candido L.C.: Tratamento de Lesões Vasculogênicas Refratárias. In: Abstract Compact Disc do IV Congresso Brasileiro de Estomaterapia e I Congresso Brasileiro de Enfermagem em Dermatologia, São Paulo (SP), 2001. 21. Candido L.C.: Tratamento de Feridas por Deiscência de Sutura Cirúrgica. In: Abstract Compact Disc do IV Congresso Brasileiro de
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Estomaterapia e I Congresso Brasileiro de Enfermagem em Dermatologia, São Paulo (SP), 2001. 22. Candido L.C.: O Porque da Abordagem Interdisciplinar no Tratamento de Feridas. In: Abstract Compact Disc do IV Congresso Brasileiro de Estomaterapia e I Congresso Brasileiro de Enfermagem em Dermatologia, São Paulo (SP), 2001. 23. Candido L.C.: Tratamento Tópico e Cirúrgico de Úlcera Neuropática – “Pé Diabético” . In: Abstract Compact Disc do IV Congresso Brasileiro de Estomaterapia e I Congresso Brasileiro de Enfermagem em Dermatologia, São Paulo (SP), 2001. 24. Candido L.C.: Lesões Traumáticas Complexas com Perda de Substância Cutânea. Tratamento Tópico e Cirúrgico. In: Abstract Compact Disc do IV Congresso Brasileiro de Estomaterapia e I Congresso Brasileiro de Enfermagem em Dermatologia, São Paulo (SP), 2001. 25. Candido L.C.: Topical Treatment of Wounds From Poisonous Animals’ Bites and Stings In: Abstract Book of 14° Biennal Congress World Council of Enterostomal Therapists (WCET), Florence – Italy, pag. 323, 2002. 26. Candido L.C.: Treatment for Suture Dehiscence of Surgical Wound. In: Abstract Book of 14° Biennal Congress World Council of Enterostomal Therapists (WCET), Florence – Italy, pag. 164, 2002. 27. Candido L.C.: Upper Limb Reconstruction after Complex Burns. Alternatives in Topical Therapy. In: Abstract Book of 14° Biennal Congress World Council of Enterostomal Therapists (WCET), Florence – Italy, pag. 322, 2002. 28. Candido L.C.: Topical and Surgical Treatment of the Post-Fasciotomy Surgical Wound. In: Abstract Book of 14° Biennal Congress World Council of Enterostomal Therapists (WCET), Florence – Italy, pag. 324, 2002.

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29. Candido L.C.: Topical and Surgical Treatment of Lesions PostNecrotic Fasciities, In: Abstract Book of 14° Biennal Congress World Council of Enterostomal Therapists (WCET), Florence – Italy, pag. 325, 2002. 30. Candido L.C.: Treatment of Refractory Vasculogenic Lesions. In: Abstract Book of 14° Biennal Congress World Council of Enterostomal Therapists (WCET), Florence – Italy, pag. 326, 2002. 31. Candido L.C.: Topical and Surgical Treatment of Post-Fournier Syndrome Wounds. In: Abstract Book of 14° Biennal Congress World Council of Enterostomal Therapists (WCET), Florence – Italy, pag. 170, 2002. 32. Candido L.C.: Interdisciplinary Approach in the Treatment of Wounds. In: Abstract Book of 14° Biennal Congress World Council of Enterostomal Therapists (WCET), Florence – Italy, pag. 182-183, 2002. 33. Candido L.C.: Topical and Surgical Treatment of Neurogenic Diabetic Foot Ulcers. In: Abstract Book of 14° Biennal Congress World Council of Enterostomal Therapists (WCET), Florence – Italy, pag. 170, 2002. 34. Candido L.C.: Topical and Surgical Treatment of Vegetant Cutaneous Neoplasm. In: Abstract Book of 14° Biennal Congress World Council of Enterostomal Therapists (WCET), Florence – Italy, pag. 145, 2002. 35. Candido L.C.: Topical and Surgical Treatment of the Pressure Ulcers. In: Abstract Book of 14° Biennal Congress World Council of Enterostomal Therapists (WCET), Florence – Italy, pag. 142, 2002. 36. Candido L.C.: Topical and Surgical Treatment of Complex Traumatic Lesion with Loss of Cutaneous Substance. In: Abstract Book of 14° Biennal Congress World Council of Enterostomal Therapists (WCET), Florence – Italy, pag. 180-181, 2002.

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37. Candido L.C.: Treatment for Suture Dehiscence of Surgical Wound. In: Abstract Book of 14° Biennal Congress World Council of Enterostomal Therapists (WCET), Florence – Italy, pag. 164, 2002. 38. Candido L.C.: The Application of Hyperbaric Oxygen Therapy in the Treatment of Wounds. In: Abstract Book of 14° Biennal Congress World Council of Enterostomal Therapists (WCET), Florence – Italy, pag. 159, 2002. 39. Candido L.C.: Lesões Traumáticas Complexas - Tratamento Tópico e Cirúrgico. In: Abstract Book do I Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Hiperbárica. Rio de Janeiro, pag. 7, 2002. 40. Candido L.C.: Síndrome de Fournier - Tratamento Tópico e Cirúrgico. In: Abstract Book do I Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Hiperbárica. Rio de Janeiro, pag. 9, 2002. 41. Candido L.C.: Fasciites Necrotizantes - Tratamento Tópico e Cirúrgico. In: Abstract Book do I Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Hiperbárica. Rio de Janeiro, pag.11, 2002. 42. Candido L.C.: Ferida Cirúrgica Pós-Fasciotomia. Tratamento Tópico e Cirúrgico. In: Abstract Book do I Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Hiperbárica. Rio de Janeiro, pag. 12, 2002. 43. Candido L.C.: Tratamento de Feridas Cutâneas Pós-Deiscência de Sutura Cirúrgica. In: Abstract Book do I Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Hiperbárica. Rio de Janeiro, pag. 13, 2002. 44. Candido L.C.: Queimaduras Complexas - Tratamento Tópico e Cirúrgica. In: Abstract Book do I Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Hiperbárica. Rio de Janeiro, pag. 14, 2002. 45. Candido L.C.: Lesões Cutâneas Provocadas por Mordedura de Animais Peçonhentos - Tratamento Tópico e Cirúrgico. In: Abstract Book do

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I Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Hiperbárica. Rio de Janeiro, pag. 16, 2002. 46. Candido L.C.: Neoplasias Cutâneas Vegetantes - Tratamento Tópico e Cirúrgico. In: Abstract Book do I Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Hiperbárica. Rio de Janeiro, pag. 19, 2002. 47. Candido L.C.: Úlcera Neuropática - O “Pé Diabético”. Tratamento Tópico e Cirúrgico. In: Abstract Book do I Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Hiperbárica. Rio de Janeiro, pag. 20, 2002. 48. Candido L.C.: Lesões Vasculogênicas Refratárias - Tratamento Tópico e Cirúrgico. In: Abstract Book do I Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Hiperbárica. Rio de Janeiro, pag. 21, 2002. 49. Candido L.C.: Úlceras de Pressão Refratárias - Tratamento Tópico e Cirúrgico. In: Abstract Book do I Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Hiperbárica. Rio de Janeiro, pag. 22, 2002. 50. Candido L.C.: “Upper Limb Reconstruction after Complex Burns. Alternatives in Topical Therapy. In: Abstract Book 13th Conference European Wound Management Association (EWMA), Pisa - Italy, 31:162, 2003. 51. Candido L.C.: Topical and Surgical Treatment of Neurogenic Diabetic Foot Ulcers. In: Abstract Book of 13th Conference European Wound Management Association (EWMA), Pisa - Italy, 32:163, 2003. 52. Candido L.C.: The Application of Hyperbaric Oxygen Therapy in the Treatment of Wounds. In: Abstract Book of 13th Conference European Wound Management Association (EWMA), Pisa - Italy, 33:164, 2003.

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53. Candido L.C.: Interdisciplinary Approach in the Treatment of Wounds. In: Abstract Book of 13th Conference European Wound Management Association (EWMA), Pisa - Italy, 34:165, 2003 54. Candido L.C.: Topical and Surgical Treatment of Lesions PostNecrotic Fasciities. In: Abstract Book of 13th Conference European Wound Management Association (EWMA), Pisa - Italy, 36:167, 2003. 55. Iazzetti P.E. Oxigenoterapia Hiperbárica. In: Anais de Atualização Médica, Medical Master. 3:73-84. 56. Iazzetti P.E.: Hiperoxigenação hiperbárica. In: Equilíbrio ÁcidoBásico, Terzi R.G.G. (ed), 6:180-204, 1997. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS REVISTAS INDEXADAS 1. Candido L.C., Pellissari M.B.P., Leite M.S., Vinhaes E.G., Iazzetti P.ECandido L.C., Iazzetti P.E. et al: “Tratamento das feridas pós-síndrome de Fournier”, Rev.Esc.Enf.USP, 33(Esp):211-213, 1999. 2. Candido L.C., Iazzetti P.E et al.: “Tratamento das feridas cirúrgicas pós-fasciites necrotizantes”, Rev.Esc.Enf.USP, 33(Esp): 229-230, 1999. 3. Candido L.C. et al.: “Tratamento das feridas cirúrgicas pós-fasciotomia descompressiva dos membros”, Rev.Esc.Enf.USP, 33(Esp):228, 1999. 4. Leite M.S., Feres M.C., Iazzetti P.E., Oliveira J.A.A., Candido L.C.: “Treatment of Chemotherapy Ototoxicity with Hyperbaric Oxugen Therapy: A case report. Abstract book do 3rd Karolinska Post-graduate Course: Challenges in Maxillofacial Reconstruction Surgery, Undersea and Hyperbaric Medical Society, Estocolmo, 2000, pag. 55.

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5. Candido L.C.: Professional Practice - Treatment of Surgical Wound Dehiscence” In: Dermatology Nursing, 06:177, 2002 EOSINOFILO O eosinófilo é um granulócito da linhagem núcleo celular bilobado mielóide. e Tem grânulos

birrefringentes brilhantes contendo proteínas carregadas cationicamente, que têm alta afinidade pela eosina (corante utilizado para estudar as células no microscópio). Constitui cerca de 2% a 4% dos granulócitos do sangue periférico. Sua formação leva cerca de oito dias na medula óssea, quando é transportado para circulação sangüínea, tendo meiavida circulante de 8 a 12 horas. Posteriormente, migra para os tecidos, principalmente tratogastrointestinal (TGI), timo, órgãos hematopoiéticos e glândulas mamárias. Nos tecidos em atividade por cerca de uma semana, quando entra em processo de apoptose e são eliminados pelos macrófagos. A associação entre eosinófilo e doenças alérgicas é conhecida a muito tempo, porém até 1980 acreditava-se que estas células tivessem ação antiinflamatória. Esse conceito mudou após a verificação da alta toxicidade das proteinas contidas nos grânulos dos eosinófilos. Na atualidade os eosinófilos são considerados células pró-inflamatórias que aparecem nas manifestações das doenças alérgicas. O eosinófilo é capaz de sintetizar mais de 28 substâncias, cujo mRNA e proteínas, já foram totalmente identicados, como as interleucinas, as quimiocinas e fatores de crescimento, que modulam a resposta imune. Estas substâncias são estocadas em pequenas vesículas secretórias, sob a forma de grânulos cristalóides, que são rapidamente liberadas no meio circundante após serem recrutados e estimulados. Pacientes com doenças que cursam com eosinofilia possuem duas populações de eosinófilos no sangue peiférico que podem ser distinguidas de acordo com a sua densidade em “normodensos” e “hipodensos”. Em pessoas normais 90% dos eosinófilos são do tipo normodensos, ao passo que, nas síndromes eosinofílicas a porcentagem de eosinófilos hipodensos chega à 90%. O avanço nos conhecimentos da estrutura celular e

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da biologia molecular do eosinófilo começa a elucidar as várias vias da sinalização transmembrana que transmitem informações de fora para o interior da célula através da interação agonista-receptor, ativando a resposta do eosinófilo e sua participação funcional na inflamação regulada pelos seus múltiplos mediadores liberados no próprio local da reação inflamatória. Patogênese – A partir de um estímulo antigênico respiratório ou gastrointestinal ocorre síntese, adesão e diapedese de eosinófilos. Uma cascata de eventos resulta na ativação de células Th2, com liberação de várias citocinas (incluindo interleucinas IL1, IL3, IL4, IL5, IL13) e mediadores inflamatórios, como leucotrienos, fator de ativação plaquetária, eotaxinas, substância P e polipeptídeo intestinal vasoativo. O papel central no recrutamento antígeno-mediado de eosinófilos cabe ao fator de necrose tumoral alfa (TNF-alfa), às leucotaxinas e à interleucina-5. Eles agem induzindo crescimento, diferenciação e ativação do eosinófilo em nível medular, levando a uma eosinofilia periférica, com posterior migração do eosinófilo para os tecidos, causando infiltrado inflamatório e edema, podendo levar a uma fibrose e subseqüente alteração da arquitetura do órgão(Straumann A, Simon HU. – The physiological and pathophysiological roles of eosinophils in the gastrointestinal tract. Allergy 2004 59:1525; Kroegel C, Virchow JC, Luttamnn W, Walker C, Warner JA – Pulmonary immune cells in heath and disease: the eosinophil leucocyte (part I). Eur Respir J 1994;7:519. Anticorpos (Ac), imunoglobulinas (Ig) ou gamaglobulinas. São glicoproteínas* sintetizadas e excretadas por células plasmáticas derivadas doslinfócitos B, os plasmócitos, presentes no plasma, tecidos e secreções que atacam proteínas estranhas ao corpo, chamadas de antígenos, realizando assim a defesa do organismo (imunidade humoral). Depois que o sistema imunológico entra em contato com um antígeno (proveniente de bactérias,fungos, etc.), são produzidos anticorpos específicos contra ele. Há cinco classes de imunoglobulina com função de anticorpo: IgA, IgD, IgE, IgG e IgM. Os diferentes tipos se diferenciam pela suas propriedades biológicas, localizações funcionais e habilidade para lidar com diferentes antígenos. As principais ações dos anticorpos são a neutralização de toxinas, opsonização (recobrimento) de antígenos, destruição celular e fagocitose auxiliada pelo sistema complemento. As imunoglobulinas são moléculas e possuem estrutura
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tridimensional. Qualquer imunoglobulina possui duas cadeias pesadas. Cada uma das cadeias pesadas está unida a uma cadeia leve por duas pontes de enxofre e as duas cadeias pesadas estão unidas entre si. Existem cinco tipos de cadeias pesadas e estes tipos são caracterizados pela seqüência de aminoácidos na cadeia. Para cada tipo de cadeia pesada há uma classe de Ig. Existem dois tipos de cadeia leve. Em cada molécula de Ig as duas cadeias são idênticas. Os anticorpos anti-DNA são duas populações de auto anticorpos: uma dirigida para DNA de dupla cadeia (dsDNA) e outra para DNA de cadeia única (ssDNA). O anti-ds DNA é o único anticorpo claramente implicado na patogênese de LES (Lupus Eritematoso Sistêmico) com formação de imuncomplexos, deposição renal e inflamação local(Glossário da Abrale, Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia; Underdown B, Schiff J. (1986). "Immunoglobulin A: strategic defense initiative at the mucosal surface". Annu Rev Immunol 4: 389-417. PMID 3518747; Geisberger R, Lamers M, Achatz G. (2006). "The riddle of the dual expression of IgM and IgD". Immunology 118 (4): 429-37. PMID 16895553; Pier GB, Lyczak JB, Wetzler LM. Immunology, Infection, and Immunity. [S.l.]: ASM Press, 2004. ISBN 1-55581-246-5; Woof J, Burton D. (2004). "Human antibody-Fc receptor interactions illuminated by crystal structures". Nat Rev Immunol 4 (2): 89-99. PMID 15040582). *Glicoproteínas são proteínas não ramificadas, formadas por unidades dissacarídicas que não se repetem ligadas covalentemente em estrutura peptídica, sendo os açúcares o seu grupo prostético. Alguns exemplos de glicoproteínas são: imunoglobulinas, hormônio folículo-estimulante, hormônio

luteinizante, gonodotrofina coriônica e protrombina, além das presentes em secreções mucosas. As glicoproteínas são facilmente marcadas com o corante PAS (ácido periódico-Schiff), que é utilizado na histologia para identificar células com alto conteúdo glicoprotéico. As células assim marcadas são ditas PAS+. É um exemplo de célula rica em glicoproteína a célula caliciforme, amplamente distribuída por diversas mucosas do organismo. Segundo o Baynes, Jonh W. as glicoproteínas são oligossacarídeos ramificados ligados covalentemente a Asp. ou Sr/Thr, pode ter uma unica cadeia de oligossacarídeo N-ligada ou pode ter vários desse tipo de oligossacarídeo. (pag.353, 3a Edição, Bioquímica Medica). Linfócito B ou célula B é um tipo de linfócito que constitui o sistema imune. Ele tem um importante papel na

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imunidade humoral e é um essencial componente do Sistema imune adaptativo. A principal função das células B é a produção de anticorpos contra antígenos. Após sua ativação os linfócitos B podem sofrer diferenciação em plasmócitos ou células B de memória. O "B" em sua nomenclatura remete à bursa, um divertículo da cavidade cloacal das aves. Embora inexistente em mamíferos, nesses os tecidos linfóides associados à bursa podem ser encontrados nas paredes do intestino, apêndice, amígdalas, baço e outros órgãos. Ao passo que os linfócidos B desenvolvem-se nesses tecidos, os chamados linfócidos T desenvolvem-se usualmente no timo(Sasson, Sezar; Silva Junior, Cesar da - Biologia 1 Citologia Histologia - 5ª Edição - Atual Editora, São Paulo, 1989 - ISBN:85-7056-045-1). Plasma sanguíneo é o componente líquido do sangue, no qual as células sanguíneas estão suspensas. O plasma é um líquido de cor amarelada e é o maior componente do sangue, compondo cerca de 82% de seu volume total. Ele pode, também, dissecar bactérias (Blood Plasma Donation Centers Reviewed (em inglês). Bloodbanker.com). Um antígeno é toda a partícula ou molécula capaz de iniciar uma resposta imune, a qual começa pelo reconhecimento pelos linfócitos e acumula com a produção de um anticorpo específico. Podem ser classificados em: antígeno completo ou imunógeno: antígeno capaz de suscitar uma resposta imune. Antígeno incompleto: incapaz suscitar uma resposta imune.

.

A molécula de IgA dimérica.

Imunoglobulina A (IgA) é um anticorpo. Representa 15-20% das imunoglobulinas do soro humano. No homem, mais de 80% da IgA ocorre sob a forma monomérica e está presente no sangue nesta forma. A IgA é a imunoglobulina predominante em secreções: saliva, lágrima, leite, mucosas do tato gastrointestinal, trato respiratório e genitourinário. Nestas secreções ela se une a um componente secretor (70.000 daltons),

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e forma a IgA secretora. Esta é composta por 2 unidades ( dimérica) ligadas a uma cadeia J unida na sua porção FC no componete secretor. A função desse componente é proteger a molécula das enzimas hidrolíticas (destrutivas). O principal papel da IgA é proteger o organismo da invasão viral ou bacteriana através das mucosas. - Antiinfecciosas (imunoglobulina). Imunoglobulina D (IgD) é um anticorpo. Está presente no soro em concentrações muito baixas. É encontrada na superfície de muitos linfócitos assim como IgM, onde provavelmente serve como receptor de antígeno. A função dela não está muito bem definida. Imunoglobulina E (IgE) é um anticorpo. Está presente no soro sanguíneo em baixas concentrações. É encontrada na membrana de superfície de basófilos e mastócitos em todos os indivíduos. Tem um papel importante na imunidade ativa contra parasitas helmintos, atraindo os eosinófilos. Cinqüenta por cento dos pacientes com doenças alérgicas tem altos níveis de IgE. A específica interação entre o antígeno e a IgE ligada no mastócito resulta em liberação de histamina, leucotrieno, proteases, fatores quimiotáxicos e citocinas.

Molécula de IgG. Imunoglobulina G (IgG) é um anticorpo. É uma imunoglobulina monomérica simples de 150.000 daltons, cadeias pesadas tipo G, que perfaz 80% das imunoglobulinas do organismo. Esta igualmente distribuída nos compartimentos extracelulares e é a única que atravessa a placenta. É o anticorpo principal nas resposta imunes secundárias e a única classe antitoxinas. A região FC realiza ativação de complemento (quando unida ao antígeno) e auxilia a fagocitose por se ligar a macrófagos. Com a ativação docomplemento, há geração de quimiotaxia de neutrófilos, aumento da permeabilidade vascular e amplificação da resposta inflamatória. É usada para a criação da vacina para proteção contra a cólera.
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Cólera é uma doença causada pelo vibrião colérico (Vibrio cholerae), uma bactéria em forma de vírgula ou vibrião que se multiplica rapidamente nointestino humano produzindo uma potente toxina que provoca diarréia intensa. Ela afeta apenas os seres humanos e a sua transmissão é diretamente dos dejetos fecais de doentes por ingestão oral, principalmente em água contaminada.

Os seguintes códigos são usados pela Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde. Sintomas. A incubação é de cerca de cinco dias. Após esse período começa abruptamente a diarréia aquosa e serosa, como água de arroz. As perdas de água podem atingir os 20

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litros por dia, com desidratação intensa e risco de morte, particularmente em crianças. Como são perdidos nadiarréia sais assim como água, beber água doce ajuda mas não é tão eficaz como beber água com um pouco de sal. Todos os sintomas resultam da perda de água e eletrólitos: Diarréia volumosa e aquosa,tipo água de arroz, sempre sem sangue ou muco (se contiver estes elementos trata-se de disenteria); Dores abdominais tipo cólica; Náuseas e vômitos; Hipotensão com risco de choque hipovolémico (perda de volume sanguineo) fatal, é a principal causa de morte na cólera; Taquicardia: aceleração do coração para responder às necessidades dos tecidos, com menos volume sanguíneo; Anúria: micção inferior a 100ml/dia, devido à perda de líquido; Hipotermia: a água é um bom isolante térmico e a sua perda leva a maiores flutuações perigosas da temperatura corporal. O risco de morte é de 50% se não tratada, sendo muito mais alto em adultos maiores de 40 anos. A morte é particularmente impressionante: o doente fica por vezes completamente mirrado pela desidratação, enquanto a pele fica cheia de coágulos verde-azulados devido à ruptura dos capilares cutâneos, sendo que isso é muito importante para as crianças e adultos.

Cultivo de Vibrio cholerae em ágar TCBS.

O Vibrio cholerae, também conhecido como vibrião colérico, é o agente causador da cólera. Esta bactéria é membro do gênero Vibrio, da família Vibrionaceae. Foi descoberto em 1883 por Robert Koch, e
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deve seu nome à sua aparência quando observado ao microscópio óptico. As cerca de 30 espécies incluídas nesse gênero são bastonetes gram-negativos, anaeróbios facultativos, móveis, curvados em forma de vírgula, possuindo de 1,4 a 2,6 micrômetros de comprimento. O V. cholerae pode ser encontrado naturalmente em diversos ecossistemas, na forma de vida livre ou aderida a superfícies de plantas, algas verdes filamentosas, zooplâncton, crustáceos e insetos. A espécie também pode ser encontrada dentro de comunidades multicelulares conhecidas como biofilmes, estruturas embebidas por uma matriz extracelular polissacarídica que as defendem das agressões ambientais. A espécie V. cholerae é bem definida com base em testes bioquímicos e estudos de homologia de DNA, porém, apenas um grupo restrito de linhagens é patogênico ao homem. Cepas de Vibrio cholerae de vida ambiental são, em geral, não patogênicas, podendo desenvolver a habilidade de adaptação ao intestino humano através da aquisição de genes de virulência. O V. cholerae tem baixa tolerância a ácidos, e cresce a um pH de 8.0 a 9.5 (o qual inibe muitas outras bactérias Gram-negativas).É diferenciado de outros vibriões pelas suas características metabólicas, pela estrutura do antígeno O, e pela produção de uma potente endotoxina. As espécies patogênicas se limitam aos sorogrupos O1 e O139 (encontrado na Ásia) e à variante eltor (encontrada na América Latina). Esta última variante apresenta uma sobrevida maior na natureza, e por suas características de patogenia, é capaz de produzir com maior freqüencia infecções subclínicas --- características que dificultam seu controle epidemiológico. Outras cepas, designadas como não O1, não O139, se associam a quadros menos freqüentes, mais brandos e não epidêmicos de diarréia. A principal característica do V. cholerae é sua capacidade de produzir uma potente enterotoxina, cujo exato mecanismo de ação é ainda desconhecido. Estudos indicaram que uma cepa defectiva na produção desta toxina poderia ser utilizada na produção de vacinas; entretanto, em estudos com voluntários estas cepas foram capazes de produzir diarréia, levando a crer que o V. cholerae produz outras toxinas. Estas incluem a toxina zot e a toxina ace, ligadas aos genes ctxA e ctxB no cromossomo bacteriano(HENRY, John B, (ed). Clinical Diagnosis & Management by Laboratory Methods. USA: Saunders, 20th Edition, 2001. ISBN 0-7216-8864-0; Ryan, K.J.(ed). Sherri's Medical Microbiology - An Introduction to Infectious Diseases. USA: Appleton & Lange, third edition, 1994. ISBN 0-8385-8542-6; CDC (25/03/2005)Vibrio cholerae não O não O139.

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<http://www.bt.cdc.gov/disasters/hurricanes/katrina/vibrocholera.asp>. Acessado em 25/01/2013).

Nota do Autor. Nome binomial - Vibrio cholerae.
Nomenclatura binomial ou nomenclatura binária designa, nas ciências biológicas, o conjunto de normas que regulam a atribuição de nomes científicos às espécies de seres vivos.

Chama-se binominal porque o nome de cada espécie é formado por duas palavras: o nome do género e o restritivo específico, normalmente um adjectivo que qualifica género. A utilização do sistema de nomenclatura binomial é um dos pilares da classificação científica dos seres vivos sendo regulada pelos bacteriológica. Classificação científica Reino: Filo: Bacteria Proteobacteria códigos específicos da nomenclatura botânica, zoológica e

Classe: Gammaproteobacteria Ordem: Vibrionales

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Família: Vibrionaceae Género: Vibrio Espécie: V. cholerae

Conclusão para fixação de conteúdo visando a prova final. DEFINIÇÃO: Imunoglobulinas (Ig) Moléculas de glicoproteína que são produzidas pelos plasmócitos em resposta a um imunógeno e que funcionam como anticorpos. As imunoglobulinas derivam seu nome da descoberta de que elas migram com as proteínas globulares quando soro contendo anticorpos é colocado em um campo elétrico (Figura 1).

FUNÇÕES GERAIS DAS IMUNOGLOBULINAS. A. Ligação a antígeno - Imunoglobulinas se ligam especificamente a um ou a alguns antígenos proximamente relacionados. Cada imunoglobulina na verdade liga-se a um determinante antigênico específico. Ligação a antígeno pelos anticorpos é a função primária dos anticorpos e pode resultar em proteção do hospedeiro. A valência do anticorpo refere-se ao número de determinantes antigênicos que uma molécula individual de anticorpo pode se ligar. A valência de todos os anticorpos é pelo menos duas e em alguns casos mais.

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B. Funções Efetoras - Freqüentemente a ligação de um anticorpo a um antígeno não tem efeito biológico direto. Ao invés disso, os efeitos biológicos significantes são uma conseqüência de “funções efetoras” secundárias de anticorpos. As imunoglobulinas mediam uma variedade dessas funções efetoras. Usualmente a habilidade de carrear uma função efetora particular requer que o anticorpo se ligue a seu antígeno. Nem todas as imunoglobulinas irão mediar todas as funções efetoras. Tais funções efetoras incluem: 1. Fixação ao complemento – Isso resulta na lise de células e liberação de moléculas biologicamente ativas. 2. Ligação a vários tipos celulares – Células fagocitárias, linfócitos, plaquetas, células master, e basófilos têm receptores que se ligam a imunoglobulinas. Essa ligação pode ativar as células que passam a realizar algumas funções. Algumas imunoglobulinas também se ligam a receptora em trofoblastos placentários, o que resulta na transferência da imunoglobulina através da placenta. Como resultado, os anticorpos maternos transferidos provêem imunidade ao feto e ao recém-nascido. Figura 2A A estrutura básica das imunoglobulinas.

Figure 2B.

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No site do Professor César Venâncio, Clique na imagem à esquerda para um tutorial com animação da estrutura do anticorpo Requer Plug-In Chime. Obtenha o programa Chime no site.

Figura 2C Modelo em fita do primeiro anticorpo intacto a ser cristalizado (IgG2A). Harris, L. J., Larson, S. B., Hasel, K. W., Day, J., Greenwood, A., McPherson, A. Nature 1992, 360, 369-372. © 2000, Antibody Resource Page Figura 2D - Anticorpo em rotação Jose Saldanha, Humanization by Design © 2000, Antibody Resource Page

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ESTRUTURA BÁSICA DAS IMUNOGLOBULINAS. A estrutura básica das imunoglobulinas é ilustrada na Figura 2. Embora diferentes imunoglobulinas possam diferir estruturalmente elas são todas construidas a partir das mesmas unidades básicas. Todas as imunoglobulinas têm uma estrutura de quatro cadeias como unidade básica. Elas são compostas de duas cadeias leves idênticas (23kD) e duas cadeias pesadas idênticas (50-70kD). B. Pontes dissulfeto - 1. Pontes dissulfeto intercadeia – As cadeias pesada e leve e as duas cadeias pesadas são mantidas juntas por pontes dissulfeto intercadeia e por interações não covalentes. O número de pontes dissulfeto varia entre as diferentes moléculas de imunoglobulinas. 2. Pontes dissulfeto intracadeia – Dentro de cada uma das cadeias polipeptídicas há também pontes dissulfeto intracadeia. C. Regiões Variáveis (V) e Constantes (C) - Depois que as sequências de aminoácidos de muitas cadeias pesadas e leves diferentes foram comparadas, ficou claro que ambas as cadeias pesadas e leves poderiam ser divididas em duas regiões baseando-se na variabilidade da seqüência de aminoácidos. Elas são: (330-440 aminoácidos) D. Região da dobradiça - Esta é a região com a qual os braços da molécula de anticorpo formam um Y. É chamada de região da dobradiça porque há uma flexibilidade na molécula nesse ponto. 1. Cadeia leve - VL (110 aminoácidos) e CL (110 aminoácidos). 2. Cadeia Pesada - VH (110 aminoácidos) e CH

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E. Domínios - Imagens tridimensionais da molécula de imunoglobulina mostram que ela não é reta como mostrado na Figura 2A. Ao contrário, ela é dobrada em regiões globulares, cada uma das quais contém uma ponte dissulfeto intracadeia (figura 2B-D). Essas regiões são chamadas domínios. 1. Domínios de Cadeia Leve - VL e CL. 2. Domínios de Cadeia Pesada - VH, CH1 - CH3 (ou CH4) F. Oligosacarídeos - Carboidratos são acoplados ao domínio CH2 na maioria das imunoglobulinas. Entretanto, em alguns casos carboidratos podem também serem acoplados em outros locais. ESTRUTURA DA REGIÃO VARIÁVEL. A. Regiões hipervariáveis (HVR) ou regiões determinadoras de complementaridade (CDR). Comparações entre as seqüências de aminoácidos das regiões variáveis das imunoglobulinas mostram que a maioria das variações reside em três regiões chamadas de regiões hipervariáveis ou regiões determinadoras de complementaridade, como ilustrado na Figura 3. Anticorpos com especificidades diferentes (i.e. diferentes sítios de combinação) têm diferentes regiões determinadoras de complementariedade, enquanto que anticorpos de exatamente mesma especificidade têm regiões determinadoras de complementariedade idênticas (i.e. CDR é o sítio de combinação do anticorpo). Regiões determinadoras de complementariedade são encontradas em ambas as cadeias H e L.

B. Regiões framework.

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As regiões entre as regiões determinadoras de complementariedade na região variável são chamadas regiões framework (Figura 3). Com base nas similaridades e diferenças nas regiões framework as regiões variáveis da cadeia pesada e leve da imunoglobulina podem ser divididas em grupos e subgrupos. Estes representam os produtos de diferentes genes de região variável. hemaglutinina da influenza. Figura 3 Estrutura das regiões variável e framework. Imagem da estrutura molecular de um fragmento ligado a um peptídeo de

Na imagem detalhes da interação de um anticorpo monoclonal de camundongo interagindo com lisozima de clara de ovo de galinha. FRAGMENTOS DE IMUNOGLOBULINA: RELAÇÕES ESTRUTURA/FUNÇÃO Fragmentos de imunoglobulinas produzidos por digestão proteolítica têm-se mostrado úteis na elucidação das relações de estrutura e função em imunoglobulinas. A. Fab Digestão com papaína quebra a molécula de imunoglobulina na região da dobradiça antes da ponte dissulfeto intercadeia Figura 4. Isso resulta na formação de dois fragmentos idênticos que contém a cadeia leve e os domínios VH e CH1 da cadeia pesada. Ligação a antígeno – Esses fragmentos foram chamados de fragmentos Fab porque eles continham o sítio de ligação a antígenos do anticorpo. Cada fragmento Fab é

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monovalente enquanto que a molécula original era divalente. O sítio de combinação do anticorpo é criado tanto por VH e VL. Um anticorpo é capaz de se ligar a um determinante antigênico particular porque ele tem uma combinação particular de VH e VL. Combinações diferentes de VH e VL resultam em anticorpos capazes de se ligar a determinantes antigênicos diferentes. B. Fc Digestão com papaína também produz um fragmento que contém o restante das duas cadeias pesadas, cada uma contendo um domínio CH2 e CH3. Esse fragmento foi chamado Fc porque é facilmente cristalizado.

Figura 4 Fragmentos de Imunoglobulina: Relações estrutura/função.

Funções efetoras – As funções efetoras das imunoglobulinas são mediadas por esta parte da molécula. Diferentes funções são mediadas por diferentes domínios nesse

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fragmento (Figura 5). Normalmente a habilidade de um anticorpo exercer uma função efetora requer a ligação prévia a um antígeno; entretanto, há exceções a essa regra.

Figura 5 Fragmentos de Imunoglobulina: Relações estrutura/função. C. F(ab')2 - Tratamento de imunoglobulinas com pepsina resulta na clivagem da cadeia pesada depois das pontes dissulfeto H-H intercadeia, resultando em um fagmento que contém ambos os sítios de ligação a antígenos (Figure 6). Esse fragmento foi chamado F(ab')2 porque é divalente. A região Fc da molécula é digerida a pequenos peptídeos pela pepsina. O F(ab')2 liga-se a antígeno mas não media as funções efetoras dos anticorpos.

Figura 6 Fragmentos de Imunoglobulina: Relações estrutura/função. CLASSES DE IMUNOGLOBULINAS HUMANAS, SUBCLASSES, TIPOS E SUBTIPOS A. Classes de imunoglobulinas

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As imunoglobulinas podem ser divididas em cinco classes diferentes, com base nas diferenças em seqüências de aminoácidos na região constante das cadeias pesadas. Todas as imunoglobulinas de uma mesma classe têm regiões constantes de cadeia pesadas muito similares. Essas diferenças podem ser detectadas por estudos de seqüências ou mais comumente por meios sorológicos (i.e. pelo uso de anticorpos dirigidos a essas diferenças). 1. IgG – Cadeias pesadas gama 2. IgM - Cadeias pesadas mu 3. IgA - Cadeias pesadas alfa 4. IgD - Cadeias pesadas delta 5. IgE - Cadeias pesadas épsilon B. Subclasses de imunoglobulinas - As classes de imunoglobulinas podem ser divididas em subclasses baseadas em pequenas diferenças nas seqüências de aminoácidos na região constante das cadeias pesadas. Todas as imunoglobulinas de uma subclasse têm seqüências de aminoácidos de região constante de cadeia pesadas muito similares. Novamente essas diferenças são mais comumente detectadas por meios sorológicos. 1. Subclasses de IgG a) IgG1 – Cadeias pesadas gama 1 b) IgG2 - Cadeias pesadas gama 2 c) IgG3 - Cadeias pesadas gama 3 d) IgG4 - Cadeias pesadas gama 4 2. Subclasses de IgA a) IgA1 - Cadeias pesadas alfa 1 b) IgA2 - Cadeias pesadas alfa 2 C. Tipos de imunoglobulinas

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Imunoglogulinas podem ser também classificadas pelo tipo de cadeia leve que possuem. Tipos de cadeia leve são baseados na diferença de sequência de aminoácidos na região constante da cadeia leve. Essas diferenças são detectadas por meios sorológicos. 1. Cadeias leves kappa 2. Cadeias leves lambda D. Subtipos de imunoglobulina As cadeias leves podem ser também divididas em subtipos baseados nas diferenças de sequência de aminoácidos da região constante de cadeia leve. 1. Subtipos de lambda. a) Lambda 1 . b) Lambda 2 . c) Lambda 3 . d) Lambda 4 . E. Nomenclatura. Imunoglobulinas são nomeadas com base na classe, ou na cubclasse de cadeia pesada e tipo ou subtipo de cadeia leve. A menos que seja precisamente declarado você deve assumir que todas as subclasses, tipos e subtipos estão presentes. IgG significa que todas as subclasses e tipos estão presentes. F. Heterogeneidade. Imunoglobulinas consideradas como uma população de moléculas é normalmente muito heterogênea porque elas são compostas de diferentes classes e subclasses cada uma com diferentes tipos e subtipos de cadeias leves. Além disso, diferentes moléculas de imunoglobulinas podem ter diferentes propriedades de ligação a antígenos devido às diferentes regiões VH e VL.

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Figura 7 Estrutura da IgG ESTRUTURA E ALGUMAS PROPRIEDADES DE CLASSES E SUBCLASSES DE IG A. IgG 1. Estrutura As estruturas de subclasses de IgG estão apresentadas na Figura 7. Todas IgG's são monômeros (imunoglobulina 7S). As subclasses diferem no número de pontes dissulfeto e comprimento da região da dobradiça. 2. Propriedades A mais versátil imunoglobulina porque é capaz de realizar todas as funções das moléculas de imunoglobulinas. a) IgG é a principal Ig no soro - 75% das Ig do soro são IgG b) IgG é a principal Ig em espaços extra vasculares c) Transferência placentária - IgG é a única classe de Ig que atravessa a placenta. A transferência é mediada pelo receptor da região Fc do IgG nas células placentárias. Nem todas as subclasses atravessam com a mesma eficiência; IgG2 não atravessa bem.

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d) Fixação do complemento – Nem todas as subclasses fixam com a mesma eficiência; IgG4 não fixa complemento. e) Ligação a células – Macrófagos, monócitos, PMN's e alguns linfócitos têm receptores para a região Fc da IgG. Nem todas as subclasses se ligam com a mesma eficiência; IgG2 e IgG4 não se ligam a receptores de Fc. Uma consequência da ligação a receptores de Fc em PMN's, monócitos e macrófagos é que a célula pode então internalizar o antígeno melhor. O anticorpo preparou o antígeno para ser comido pelas células fagocitárias. O termo opsonina é usado para descrever substâncias que aumentam a fagocitose. IgG é uma boa opsonina. Ligação de IgG a receptores de Fc em outros tipos de células resulta na ativação de outras funções. Figura 8. Estrutura da IgM pentamérica do soro.

Figura 9 Estrutura da IgM de superfície celular.

Figura 10 Receptor de antígeno de célula B (BcR).

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B. IgM 1. Estrutura A estrutura da IgM está apresentada na Figura 8. IgM normalmente existe como um pentâmero (imunoglobulina 19S) mas ela pode também existir como um monômero. Na forma pentamérica todas as cadeias pesadas são idênticas e todas as cadeias leves são idênticas. Assim, a valência é teoricamente 10. IgM tem um domínio extra na cadeia mu (CH4) e ela tem outra proteína covalentemente ligada via uma ponde S-S chamada cadeia J. Esta cadeia funciona em polimerização da molécula a um pentâmero. 2. Propiedades a) IgM é a terceira Ig mais comum no soro. b) IgM é a primeira Ig a ser feita pelo feto e a primeira Ig a ser feita por uma célula B virgem quando é estimulada pelo antígeno. c) Como consequência da sua estrutura pentamérica, IgM é uma boa Ig fixadora do complemento. Assim, anticorpos IgM são muito eficientes em levar à lise de microrganismos. d) Como consequência da sua estrutura, IgM também é uma boa Ig aglutinadora. Assim, anticorpos IgM são muito boas em agregar microrganismos para eliminação eventual para fora do corpo. e) IgM liga-se a algumas células via receptores de Fc. f) Ig de superfície de célula B

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IgM de superfície existe como um monômero e não tem cadeia J mas tem 20 aminoácidos extras na região C-terminal para se ancorar na membrana (Figura 9). IgM de superfície celular funcionam como um receptor para antígeno ou células B. IgM de superfície é associada não covalentemente com duas proteínas adicionais na membrana da célula B chamadas Ig-alfa e Ig-beta como indicado na Figura 10. Essas proteínas adicionais agem como moléculas de transdução de sinal uma vez que a cauda citoplasmática da molécula de Ig por si mesma é muito curta para transduzir um sinal. O contato entre a superfície da imunoglobulina e um antígeno é necessário antes de um sinal ser transduzido pelas cadeias Ig-alfa e Ig-beta. No caso dos antígenos Tindependentes, contato entre o antígeno e a superfície da imunoglobulina é suficiente para ativar as células B a se diferenciarem em plasmócitos secretores de anticorpos. Entretanto, para antígenos T-dependentes, um segundo sinal fornecido pelas células T auxiliares é necessário para ativar as células B.

Figura 11 Estrutura de IgA

Figura 12 Origem da IgA solúvel

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C. IgA 1. Estrutura A IgA do soro é um monômero mas a IgA encontrada em secreções é um dímero como apresentado na Figura 11. Quando IgA sai do dímero, uma cadeia J se associa a ela. Quando IgA é encontrada em secreções também tem outra proteína associada a ela chamada de peça secretora T; sIgA é às vezes referida como imunoglobulina 11S. Ao contrário do resto da IgA que é feito no plasmócito, a peça secretora é feita nas células epiteliais e é adicionada à IgA à medida que esta passa através das secreções (Figura 12). A peça secretora ajuda a IgA a ser transportada através da mucosa e também a protege da degradação nas secreções. 2. Propriedades a) IgA é a 2a Ig mais comum no soro. b) IgA é a principal classe de Ig em secreções – lágrimas, saliva, colostro, muco. Uma vez que é encontrada em secreções IgA secretora é importante na imunidade local (de mucosa). c) Normalmente IgA não fixa complemento, a menos que esteja agregada. d) IgA pode se ligar a algumas células - PMN's e alguns linfócitos.

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Figura 13 Estrutura da IgD D. IgD 1. Estrutura A estrutura da IgD está apresentada na Figura 13. IgD existe somente como um monômero. 2. Propriedades a) IgD é encontrada em baixos níveis no soro; seu papel no soro é duvidoso. b) IgD primariamente encontrada em superfícies de célula B onde funciona como um receptor para antígeno. IgD na superfície de células B tem aminoácidos extras na região C-terminal para ancoramento à membrana. Ela também se associa com as cadeias beta de Ig-alfa e Ig-beta. c) IgD liga complemento.

Figura 14 E. IgE 1. Estrutura

Estrutura da IgE

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A estrutura do IgE está apresentada na Figura 14. IgE existe como um monômero e tem um domínio extra na região constante. 2. Propriedades a) IgE é a Ig sérica menos comum uma vez que se liga fortemente com receptores de Fc em basófilos e mastócitos mesmo antes da interação com o antígeno. b) Envolvida em reações alérgicas – Como consequência da sua ligação a basófilos e mastócitos, IgE é envolvida em reações alérgicas. Ligação do alergeno à IGe nas células resulta na liberação de vários mediadores farmacológicos que resulta em sintomas alérgicos. c) IgE também participa em doenças parasitárias por helmintos. Uma vez que os níveis sorológicos de IgE aumentam em doenças parasitárias, a quantificação dos níveis de IgE auxilia no diagnóstico de infecções parasitárias. Eosinófilos têm receptores de Fc para IgE e a ligação de eosinófilos a helmintos cobertos por IgE resulta na morte do parasita. d) IgE não fixa complemento.

Figura 15

Anticorpo em rotação © 2000 Antibody Resource Page

Antibody Concepts IMPLICAÇÕES CLÍNICAS DAS CLASSES DE IMUNOGLOBULINAS HUMANAS

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Adaptado de:F.T. Fischbach in "A Manual of Laboratory Diagnostic Tests," 2nd Ed., J.B. Lippincott Co., Philadelphia, PA, 1984. IgG 1. Aumenta em: a) Infecções granulomatosas crônicas b) Infecções de todos os tipos c) Hiperimunização d) Doenças hepáticas e) Desnutrição (severa) f) Disproteinemia g) Doenças associadas com hipersensibilidade granulomas, desordens dermatológicas, e mieloma de IgG. h) Artrite reumatóide 2. Diminui em: a) Agamaglobulinemia b) Aplasia linfóide c) Deficiência seletiva IgG, IgA d) Mieloma de IgA e) Proteinemia de Bence Jones f) Leucemia linfoblástica crônica IgM 1. Aumenta (em adultos) em: a) Macroglobulinemia de Waldenström
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b) Tripanosomíase c) Actinomicose d) Doença de Carrión (bartonelose) e) Malária f) Mononucleose infecciosa g) Lúpus eritematoso h) Artrite reumatóide I) Disgamaglobulinemia (certos casos) Nota: No recém nascido, um nível de IgM superior a 20 ng./dl é uma indicação de estimulação do sistema imune in utero e estimulação pelo vírus da rubéola, citomegalovírus, sífilis, ou toxoplasmose. 2. Diminui em: a) Agamaglobulinemia b) Desordens linfoproliferativas (certos casos) c) Aplasia linfóide d) Mieloma de IgG e IgA e) Disgamaglobulinemia f) Leucemia linfoblástica crônica IgA 1. Aumenta em: a) Síndrome de Wiskott-Aldrich b) Cirrose hepática (na maioria dos casos)

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c) Certos estágios de desordens autoimunes do colágeno e outras, tais como artrite reumatóide e lúpus eritematoso d) Infecções crônicas não baseadas em deficiências imunológicas e) Mieloma de IgA 2. Diminui em: a) Ataxia telangiectasia hereditária b) Estados de deficiência imunológica (ex. disgamaglobulinemia, agamaglobulinemia congênita e adquirida, e hipogamaglobulinemia) c) Síndromes de mal absorção d) Aplasia linfóide e) Mieloma de IgG f) Leucemia linfoblástica aguda g) Leucemia linfoblástica crônica IgD 1. Aumenta em: a) Infecções crônicas b) Mielomas de IgD IgE 1. Aumenta em: a) Doenças de pele atópicas tais como eczema b) Febre do feno c) Asthma d) Choque anafilático
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e) Mieloma de IgE 2. Diminui em: a) Agamaglobulinemia congênita b) Hipogamaglobulinemia por defeito no metabolismo ou na síntese de imunoglobulinas

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Equipamentos para Laboratório. São produtos desenvolvidos com tecnologia de ponta e conforme as principais exigências de bioquímicos, farmacêuticos e cientistas, como por exemplo: micropipetas, phmetros, centrífugas para laboratório, microscópios, balanças analíticas, semianalíticas, e várias outras materiais para realizar experiências, cálculos, medições e análises biológicas ou químicas.

Acessórios para Laboratório 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. 15. 16. 17. 18. 19. 20. 21. 22. 23. Agitador de Kline Agitador Magnético Agitador Mecânico Agitador para Microplacas Agitador Vortex Autoclaves Balanças Banho Maria para Laboratório Banho Seco Bomba a Vácuo Bureta Digital Capela de Exaustão Centrífugas para Laboratório Chapa Aquecedora Condutivímetro Contador de Colônias Cubas de Eletroforese Dessecador Dry Box Destilador de Água Espectrofotômetro Estereomicroscópio Esterilizador Estufas para Laboratório

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24. 25. 26. 27. 28. 29. 30. 31. 32. 33. 34. 35. 36. 37. 38. 39. Forno Mufla Incubadora de CO2 Incubadora para Microplacas Lâmpada UV Manta Aquecedora Máquina de Gelo Micropipetas Microscópio Optico PHmetros Pipetadores e Dispensadores Refratômetros Secador de Gel Termociclador Termômetro Digital Timer / Cronômetro Transluminador

Meios de Cultura.

Fundamentais para cultivar e manter microorganismos viáveis no laboratório, os meios de cultura devem estar sempre à disposição nos laboratórios. E aqui nessa seçãp passo uma noção, pesquise para o aprofundamento dos dados.. A técnica conta com meios de cultura DIFCO à pronta entrega, como também, soluções das marcas MERCK, ACUMEDIA e HIMEDIA. É grande a variedade. Um meio de cultura pode ser sólido, semi-sólido ou líquido (depende da consistência). Também pode ser um meio de cultura enriquecedor, seletivo, diferenciador, animados ou inanimados ou de manutenção, já

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que depende da função, natureza e principalmente da necessidade do laboratório ou tipo de experiência que será realizada. Existem no mercado atendimento completo e personalizado, inclusive, fornecendo bases e suplementos para empresas do segmento de laticínios, alimentos em geral, indústrias de bebidas e laboratórios de biologia molecular e laboratórios farmacêuticos. Reagentes Químicos.

Os reagentes químicos talvez sejam os itens mais conhecidos de laboratórios, porém, devem ser escolhidos com cuidado e respeitando as normas de segurança e qualidade estabelecidas pelo mercado especializado. Sabendo que você profissional vai sempre busca o melhor, existem diversas empresas especializadas, pesquise. Antes de montar seu laboratório faça uma lista do estoque a precisar para você montar seu laboratório ou ainda repor algum reagente em falta. No mercado você encontra reagentes para laboratório das marcas MERCK, SIGMA, SYNTH, NUCLEAR, VETEC, LAFAN e de outras marcas. São produtos de altíssimo padrão e indicados para variadas aplicações. Também são fornecidos com todas as informações que você precisa saber para estocar, manipular, descartar e ainda quais equipamentos de proteção individual devem ser utilizados, de acordo com o reagente. Vidrarias para Laboratório. Fáceis de limpar e de fácil manuseio, os materiais de vidro para laboratório são produtos de qualidade internacional e que o mercado distribui/vende para escolas, universidades, clínicas especializadas e laboratórios em geral. Você vai encontrar no mercado soluções

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em vidro alcalino (vidro vulgar), vidro borosilicatado (baixo coeficiente de dilatação) e também materiais de vidro volumétrico (proveta, pipeta, Becker, bureta, entre outros). Entre as vidrarias, destaque para a gama de opções em balões de fundo chato, fundo redondo, de destilação e volumétricos, Beckers de forma baixa e alta, Bureta automática, graduada e microbureta, cálice de vidro graduado, condensadores, câmara de neubauer, cristalizador (cuba), dessecador, pipeta de mohr, pipeta graduada, pipeta kipp, etc. Busquem na pesquisa de mercado grandes nomes do mercado, por isso, se certifique que a empresa está habilitada a distribuir materiais de vidro para as mais variadas atividades laboratoriais. Esse diferencial você confere na internet. Materiais de Plástico. Com grande poder de resistência, os materiais de plástico são produtos de alto nível. Apresenta-se como soluções essenciais para o laboratório clínico ou para laboratórios de escolas ou universidades. Escolha fornecedora especializados em materiais de plásticos para laboratório. Todos os produtos desenvolvidos devem seguir rigorosos padrões de Segurança e passam por testes em alto nível de exigência, garantindo assim maior durabilidade e leveza aos produtos. Os materiais de plástico para laboratório são indicados para armazenar substâncias sólidas ou líquidas. Você tem no mercado à disposição baldes e jarras em polietileno e polipropileno, bandejas em polietileno, pipeta descartável, pipeta Pasteur, provetas, tubos para centrífuga, tubos criogênicos, ponteiras, Becker, entre vários outros itens. Em seguida segue uma lista uma varidade de materiais de plástico para laboratório que podemos encontrar no mercado:

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ANEXO ICONOGRÁFICO. Materiais de Plástico.

Balde Graduado em Polietileno

Balde Graduado em Polipropileno

Bandeja

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Bastão em Polipropileno

Becker de Polipropileno

Cone Imhoff Graduado

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Espátula de Polipropileno

Frasco Reagente em polipropileno de boca estreita

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Frasco Reagente em polipropileno de boca larga

Frasco Reagente em polietileno graduado de boca estreita

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Frasco Reagente em polipropileno de boca estreita âmbar

Frasco para cultura 25cm² sem filtro

Frasco para cultura 25cm² com filtro

Frasco para cultura 75cm² sem filtro

Frasco para cultura 75cm² com filtro

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Frasco para cultura 150cm² sem filtro

Funil

Jarra em Polietileno

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Jarra em Polipropileno

Lava Olhos de Segurança

Proveta em Polipropileno

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Vidro de Relógio

Tubo para Centrífuga 15 ml

Tubo para Centrífuga 50 ml

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Tubo Criogênico 1,2 ml

Tubo Criogênico 2,0 ml

Tubo Criogênico 3,8 ml

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Tubo Criogênico 4,5 ml

Ponteira 1 – 200ul sem filtro

Ponteira 1 - 200ul em Rack

Ponteira 0,5 – 10ul sem filtro (curta)

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Ponteira 0,5 - 10ul (curta) em Rack

Ponteira 0,5 – 10ul sem filtro (longa)

Ponteira 0,5 - 10ul (longa) em Rack

Ponteira 100 – 1000ul sem filtro

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Ponteira 100 - 1000ul em Rack

Ponteira 1 – 100ul com filtro

Ponteira 2 – 200ul com filtro

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Ponteira 2 – 200ul com filtro em Rack

Ponteira 0,5 – 10ul com filtro (curta)

Ponteira 0,5 – 10ul com filtro (curta)

Ponteira 0,5 - 10ul com filtro em Rack (curta)

243

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Ponteira 0,5 – 10ul com filtro (longa)

Ponteira 0,5 - 10ul com filtro em Rack (longa)

Ponteira 200 – 1000ul com filtro

Ponteira 100 - 1000ul com filtro em Rack

244

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Placa para cultura de células - 06 Poços

Placa para cultura de células - 12 Poços

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Placa para cultura de células - 24 poços

Placa para cultura de células - 96 poços

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Placa de Petri (Rodac) 60x10mm Descartável

Placa de petri 60x15mm Descartável

Placa de petri 90x15mm Descartável com 1 divisão

Placa de petri 90x15mm Descartável

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Placa de petri 150x15mm Descartável

Placa de Petri 40x10 mm Tratada

Placa de Petri 60x16mm Tratada

Placa de Petri 96x21mm Tratada

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Placa de Petri 146x21mm Tratada

Grau com Pistilo

Microtubo para centrífuga 0,6ml

Tubo para centrífuga 1,5ml

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Microtubo para centrífuga 2,0ml

Microtubo para PCR de 200ul

Microtubo para PCR de 500ul

Frasco para cultura 150cm² com filtro

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Frasco para cultura 300cm² sem filtro

Frasco para cultura 300cm² com filtro

Ponteira 1000 a 5000ul sem filtro

Ponteira 1000 - 10000ul sem filtro

251

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Ponteira 1 - 20ul com filtro

Ponteira 1 - 20ul com filtro em Rack

Ponteira 5 - 50ul com filtro

Ponteira 5 - 50ul com filtro em Rack

252

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Sistema de Filtração a Vácuo 150ml

Sistema de Filtração a Vácuo 250ml

253

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Sistema de Filtração a Vácuo 500ml

Pipeta Graduada Descartável Estéril

Pipeta Pasteur Descartável 3ml

Pipeta Pasteur Descartável 3ml Estéril

Pipeta Pasteur Descartável 1ml

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Pipeta Pasteur Descartável 1ml Estéril

Pipeta Pasteur Descartável 10ml

Microplaca para PCR 96 poços, sem borda

Microplaca para PCR 48 poços, sem borda
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Microplaca para PCR 24 poços, sem borda

Microplaca para PCR 32 poços, sem borda

256

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Microplaca para PCR 96 poços, meia borda

Microplaca para PCR 96 poços, borda inteira

Tubo para Centrífuga 13ml Autosustentável

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Tubo para Centrífuga 50ml Autosustentável

Tubo para Centrífuga 14ml Fundo Redondo

Tubo para Centrífuga 50ml Tampa com Filtro

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Tubo para Cultura de Célula Face Plana

Tubo para Cultura de Célula Redondo

Microtubo 200ul em Tiras com Tampa

259

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Dessecador de Plástico

Pisseta Graduada

Pisseta Sem Graduação

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Pisseta Graduada Bico Reto

Pisseta Sem Graduação Bico Reto

261

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Pisseta Âmbar

Pisseta com Classificação de Risco

Pisseta Específica para Produtos

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Pisseta Azul

Pisseta Vermelha

263

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Pisseta Amarela

Pisseta Verde

264

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Balão Volumétrico de Plástico

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ANEXO ICONOGRÁFICO. Equipamentos para Laboratório.

Centrífuga para laboratório tubos de 15ml

Centrífuga para microtubos de 1,5 a 2,0ml

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Centrífuga para microtubos de 0,2ml

Centrífuga microhematócrito

267

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Agitador magnético com aquecimento 4lts

268

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Agitador magnético com aquecimento 10lts

Agitador magnético com aquecimento 14lts

Agitador magnético digital com aquecimento 12lts

269

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Agitador magnético com aquecimento 2lts

270

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Agitador magnético sem aquecimento 1lt

271

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Agitador magnético sem aquecimento 6lt

Agitador magnético sem aquecimento 12lt

Agitador magnético sem aquecimento 20lt
272

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Bateria de agitador magnético sem aquecimento 5x1lt

Agitador mecânico 1,5lts

273

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Agitador mecânico 6lts

Agitador mecânico 20lts

274

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Agitador mecânico 20lts

Agitador mecânico 25lts

Agitador de Kline
275

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Agitador para tubos tipo vortex

Agitador vortex VM3000

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Plataforma para microplacas , uso no vortex VM3000

Plataforma para multiplas amostras, uso no vortex VM3000

Plataforma para frasco de até 250ml , uso no vortex VM3000

277

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Agitador para microplaca 1 amostra sem aquecimento

Agitador para microplaca 4 amostras sem aquecimento

Bomba a Vácuo

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Banho seco com aquecimento

Bloco para banho seco BS30

Capela de Exaustão de Gases Pequena

279

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Capela de Exaustão de Gases Grande

Banho Maria Digital Pequeno

Banho Maria Digital Médio

280

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Banho Maria Microprocessado

Esterilizador

281

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SUBTOMO I DISCIPLINA IMUNOLOGIA E BIOQUÍMICA APLICADA
Professor César Augusto Venâncio da Silva – NEC-CAEE-INESPEC - 2013

Estereomicroscópio Binocular

Estereomicroscópio Binocular com Zoom

282

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Estereomicroscópio Trinocular com Zoom

Condutivímetro de bolso

Condutivímetro Portátil

283

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SUBTOMO I DISCIPLINA IMUNOLOGIA E BIOQUÍMICA APLICADA
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Cuba de Eletroforese Horizontal 12X12cm

Cuba de Eletroforese Horizontal 14X14cm

284

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Cuba de Eletroforese Horizontal 25X20cm

Cuba de Eletroforese Vertical 10X10cm

Cuba de Eletroforese Vertical 20X20cm

285

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Fonte para cuba de eletroforese 200V

Fonte para cuba de eletroforese 300V

286

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Fonte para cuba de eletroforese 3000V

Fonte para cuba de eletroforese 1000V

Forno Mufla Pequeno

287

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Forno Mufla Médio

Forno Mufla Grande

Balança de Precisão 3200gr com divisão de 0,01gr

288

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Balança Semi-Analítica 320gr com divisão de 0,001gr

Balança Analítica 220gr com divisão de 0,0001gr

Balança Eletrônica Pesadora Simples 6Kg

289

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Balança Eletrônica Pesadora Simples 15Kg

Balança Eletrônica Pesadora Simples 30Kg

Balança Eletrônica Altas Capacidades 300Kg

290

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Balança Eletrônica Altas Capacidades 120Kg

Balança Eletrônica Altas Capacidades 60Kg

291

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Microscópio Biológico Binocular 1600X

Microscópio Binocular Correção Infinita

Microscópio Biológico Trinocular 1600X

292

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Microscópio Monocular 400X

Microscópio Binocular Nikon E200

293

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Câmera CCD para microscópio trinocular

Estufa de Esterilização e Secagem Digital

Estufa para Cultura Bacteriológica

294

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Estufa de Esterilização e Secagem Analógica

Destilador de Água Tipo Pilsen

295

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Manta Aquecedora para balões

Espectofotômetro Faixa Visível 325 - 1000NM

Espectofotômetro Faixa UV Visível 200 - 1000NM

296

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Micropipeta Monocanal Volume Variável

Micropipeta Multicanal Volume Variável 8 Canais

297

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Micropipeta Multicanal Volume Variável 12 Canais

Micropipeta Monocanal Volume Fixo

Lâmpada UV Portátil

298

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Máquina de Gelo

Phmetro de Bancada PHS-3B

299

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Phmetro de Bancada PH-21

Phmetro de Bolso

Phmetro Portátil

300

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Pipeta Motorizada Tipo Aid

Macropipetador de 0 a 100ml

Dispensador / Repipetador Manual

301

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Refratômetro de Bancada Digital ABBE

Refratômetro de Bancada ABBE

Refratômetro Manual de 0 a 32 Brix

302

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Refratômetro Manual de 0 a 90 Brix três escalas

Salinômetro manual de precisão 0 a 100

303

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Refratômetro Manual Desnsidade de Proteína em Urina

304

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Secador de Gel

Termômetro Digital Portátil

305

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Termômetro Digital Máxima e Mínima com Sensor

Termômetro Tipo Espeto

306

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Termômetro Infravermelho

Termômetro Infravermelho para Altas Temperaturas

307

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Timer Digital 4 Canais

Cronômetro Digital

Timer Tipo Relógio Despertador

308

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Autoclave de Bancada 12lts

Autoclave Vertical

309

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Contador de Colônias Eletrônico

Contador de Colônias Mecânico

Contador de Colônias Manual

Incubadora para Microplacas

Termociclador com Gradiente

310

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Incubadora de CO2

Transluminador UV

311

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Microscópio Invertido

Chapa Aquecedora 10cm de Diâmetro

Chapa Aquecedora 14cm de Diâmetro

312

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Chapa Aquecedora 18cm de Diâmetro

Chapa Aquecedora Retangular 40 x 30cm

Chapa Aquecedora 31 x 31cm

313

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Chapa Aquecedora 31 x 31cm Digital

Chapa Aquecedora Retangular 31 x 62cm

Chapa Aquecedora Retangular 31 x 62cm Digital

314

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Dispensador de 0,25 a 2,5ml para Frasco Reagente

Dispensador de 0,5 a 5ml para Frasco Reagente

315

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Dispensador de 1 a 10ml para Frasco Reagente

Dispensador de 2,5 a 25ml para Frasco Reagente

316

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Dispensador de 5 a 50ml para Frasco Reagente

317

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Dispensador de 10 a 100ml para Frasco Reagente

318

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Micropipeta Volume Variável Monocanal Totalmente Autoclavável

Micropipeta Volume Variável Eletrônica Monocanal

319

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Micropipeta Multicanal Eletrônica Volume Variável

Bureta Digital Eletrônica

Dessecador Dry Box

320

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Banho Maria Digital com Circulação

Centrifuga Digital de Bancada

321

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ANEXO ICONOGRÁFICO. . Acessórios para Laboratório Equipamentos para Laboratório

Alonga para Kitassato

Barra Magnética Lisa

Barra Magnética com Anel Central

Barra Magnética Lisa para Produtos Viscosos
322

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Barra Magnética Oval

Container para Nitrogênio

323

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Caneta Marcadora para Plástico e Vidro a Prova D´água

Caneta Marcadora para Metal, Cerâmica, Papel a prova D´água

324

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Caneta Marcadora para Superfícies Molhadas

Caneta com Ponta de Tungstênio

Contador Manual de Celulas Sanguíneas

Contador Manual de Volumes

325

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Cubeta de Quartzo Retangular, 20 mm, Volume de 7 mL

Cubeta de Quartzo Retangular, 30 mm, Volume de 10,5 mL

Cubeta de Quartzo Retangular, 50 mm, Volume de 17,5 mL

326

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Cubeta de Quartzo Retangular, 40 mm, Volume de 14 mL

Cubeta de Quartzo Retangular, 5 mm, Volume de 1,7 mL

Cubeta de Quartzo Quadrada, 10 mm, Volume de 3,5 mL

327

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Cubeta de Vidro Ótico Retangular, 30 mm, Volume 10,5 mL

Cubeta de Vidro Ótico Retangular, 40 mm, Volume 14 mL

Cubeta de Vidro Ótico Retangular, 50 mm, Volume 17,5 mL

328

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Cubeta de Vidro Ótico Retangular, 20 mm, Volume 7 mL

Cubeta de Vidro Ótico Quadrada, 10 mm, Volume 3,5 mL

Cubeta UV Descartavel 10 mm, 1,5 mL

329

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Cubeta UV Descartavel 10 mm, 4,5 mL

Cubeta Padrão Descartavel 10 mm, 4,5 mL

Microcubeta quartzo quadrada, 10 Mm, laterais pretas, volume 0,7 ml

330

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Microcubeta quartzo quadrada, 10 mm, volume 1 ml

Microcubeta quartzo quadrada, 10 mm, volume 0,7 ml

Microcubeta vidro óptico quadrada, 10 mm, laterais pretas, volume 0,7

Microcubeta vidro óptico quadrada, 10 mm, volume 1 ml

331

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Microcubeta Vidro óptico quadrada, 10 mm, volume 0,7 ml

Detergente Alcalino Prolab

Detergente Neutro Prolab

332

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Barriletes em PVC

Filtro para Seringa 0,22um PES

Papel Indicador de Ph

333

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Parafilm M

Pipetador Pi-Pump

334

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Pipetador de Segurança 3 Vias

Pêra com Rabicho para Pipetas

Pêra com Rabicho para Buretas

Raspador de Células

335

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Caixa para armazenamento de até 100 microtubos

Caixa de papelão tratado para tubos

Rack 4 faces quadrado

336

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Rack 4 faces retangular

Rack para microplacas ou tubos pcr

Rack dupla face para tubos de 0,5 , 1,5 ou 2ml

Rack para tubo falcon de 15 ou 50ml
337

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Rack dupla face para tubos de 0,2 , 0,5 , 1,5ml

Rack sem tampa para tubos de 1,5 a 2,0ml

338

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Caixa Porta Lâminas

Suporte para Micropipetas

Suporte para Rolo de Parafilm

339

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Suporte Giratório para Pipetas

Suporte para Cone Inhoff

Estantes para Tubos de Ensaio em Arame Revestido de PVC

340

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Saco para Autoclave

Suporte Escorredor para Secagem de Vidrarias

Alça Calibrada Esteril - Loop

Alça de Platina Calibrada

341

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Alça de Níquel-Cromo

Alça de Drigalski Descartavel Estéril

342

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Maleta para Coleta de Sangue

Filtro para Seringa 0,45um PES

343

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Papel Filtro Qualitativo

Papel Filtro Quantitativo Faixa Preta

Papel Filtro Quantitativo Faixa Azul

344

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Papel Filtro Quantitativo Faixa Branca

Filme para Vedação de Microplacas em Poliester

Filme para Vedação de Microplacas Ultraclear

345

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Filme para Vedação de Microplacas em Polipropileno

Filme para Vedação de Microplacas em Alumínio

Borracha para Vedação de Miroplacas
346

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Borracha para Vedação de Miroplacas Ultraclear

Barquinha para Pesagem

Reservatório para Micropipeta Multicanal (Coxinho)

Suporte para Pipetador Pipump

347

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Papel Tornassol Vermelho

Papel Tornassol Azul

348

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Navalha para Micrótomo Baixo Perfil

Navalha para Micrótomo Alto Perfil

349

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ANEXO ICONOGRÁFICO. Vidrarias para Laboratório. Almofariz de Vidro com Pistilo

Balão Fundo Chato com Junta

Balão Volumétrico com Rolha de Vidro Balão Volumétrico com Rolha de Poli

350

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Balão Fundo Chato com 2 Juntas

Balão Fundo Chato com 3 Juntas Balão Fundo Redondo com Junta

Balão Fundo Redondo com 2 Juntas

351

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Balão Fundo Redondo com 3 Juntas

Balão de Destilação com Saida Lateral

Bastão de Vidro

352

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Becker Graduado Forma Baixa

Becker Graduado Forma Alta (Berzelius)

Bureta graduada com torneira de polipropileno

353

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Bureta graduada âmbar com torneira de polipropileno

Bureta graduada com torneira de vidro

Bureta graduada âmbar com torneira de vidro

Bureta automática faixa azul

354

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Bureta automática âmbar

Microbureta com torneira de polipropileno

Cadinho de Vidro (Gooch) com placa porosa 30ml

355

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Cadinho de Vidro (Gooch) com placa porosa 50ml

Cálice graduado de vidro

356

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Câmara de Neubauer Espelhada

Câmara de Neubauer Melhorada

Câmara de Nageotte Espelhada

Câmara de Fuchs-Rosenthal Espelhada

357

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SUBTOMO I DISCIPLINA IMUNOLOGIA E BIOQUÍMICA APLICADA
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Câmara de Malassez Espelhada

Condensador Allhin (bola) com duas juntas

Condensador Allhin (bola) com uma junta

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Condensador Allhin (bola) sem junta

Condensador Grahan (serpentina) com duas juntas

Condensador Grahan (serpentina) com uma junta

Condensador Grahan (serpentina) sem junta

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Condensador Liebig (reto) com duas juntas

Condensador Liebig (reto) com uma junta

Condensador Liebig (reto) sem junta

Cone Imhoff Graduado em Vidro

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Cristalizador de vidro com tampa

Cristalizador de vidro sem tampa

Cuba para coloração de lâminas completa

Cuba para coloração de lâminas sem berço

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Cuba para coloração de lâminas horizontal

Cuba para coloração de lâminas vertical

Erlenmeyer graduado boca estreita

Erlenmeyer graduado boca larga

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Erlenmeyer graduado com junta esmerilhada

Erlenmeyer graduado com rolha de poli

Extrator Soxhlet

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Extrator Soxhlet Completo Pequeno

Extrator Soxhlet Completo Médio

364

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Frasco reagente graduado tampa azul

Extrator Soxhlet Completo Grande

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Extrator Soxhlet Completo Extra Grande

Frasco reagente graduado tampa azul âmbar

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Frasco Índice de Iodo

Frasco Mariotte

Funil de Vidro Comum

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Funil Analítico Liso Haste Curta Vidro Boro

Funil Analítico Liso Haste Longa Vidro Boro

Funil Analítico Raiado Haste Curta Vidro Boro

Funil Analítico Raiado Haste Longa Vidro Boro

Funil de Buchner de Vidro com Placa Porosa 30ml

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Funil de Buchner de Vidro com Placa Porosa 50ml

Funil de Buchner de Vidro com Placa Porosa 125ml

Funil de Buchner de Vidro com Placa Porosa 150ml

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Funil de Buchner de Vidro com Placa Porosa 250ml

Funil de Buchner de Vidro com Placa Porosa 500ml

Funil de Buchner de Vidro com Placa Porosa 1000ml

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Funil de Buchner de Vidro com Placa Porosa 3000ml

Funil de Separação Pera (Squibb)

Funil de Separação Bola

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Lâmina para microscopia

Lamínula para Microscopia Quadrada

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Lamínula para Microscopia Circular

Lamínula para Microscopia Retangular

373

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Lamparina de vidro a álcool com tampa e pavio

Pipeta Graduada Esgotamento Total

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Pipeta Volumétrica Esgotamento Total 1 Traço

Pipeta Graduada Bocal de Algodão

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Pipeta de Mohr

Pipeta Bico de Papagaio (Kipp) com Junta Esmerilhada

Pipeta Pasteur de Vidro

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Pesa Filtro Forma Baixa

Pesa Filtro Forma Media

Pesa Filtro Forma Alta

Placa de Petri de Vidro

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Proveta Graduada de Vidro com Base de Poli

Proveta Graduada de Vidro com Base de Vidro

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Proveta Graduada de Vidro com Base e Rolha de Poli

Tubo de Ensaio Vidro Neutro

Tubo de Ensaio Vidro Neutro com Orla

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Tubo de Ensaio com Tampa de Rosca

Vidro de Relógio

Tubo Capilar com Heparina

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Tubo Capilar sem Heparina

Kitassato

Erlenmeyer com Tampa de Rosca

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Frasco Borel

Lamínula para Câmara de Neubauer

Dispensador de Lâminas 26x76mm

Dessecador de vidro

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Material Hospitalar Com grande diversidade e qualidade garantida por fornecedores renomados, coloca-se à disposição materiais hospitalares para a manipulação química, bioquímica ou física. Um material hospitalar de alto padrão é essencial para realizar experiências, medições, estudar substâncias ou ainda o recolhimento de dados. Alguns produtos disponíveis: Luvas talcadas e sem talco, algodão hidrófilo e hidrófobo, seringas com ou sem agulha (de 1 a 60 ml), gaze tipo queijo e em compressa, frascos coletores, tubos vacunteiner, touca descartável com elástico, máscara cirúrgica, avental descartável, bisturis, tesouras e vários outros. Se você é cientista, bioquímico ou farmacêutico, sabe da importância de contar com uma gama de material hospitalar sempre ao alcance e dentro das normas de higiene e segurança. .

Agulhas para Seringa

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Algodão Hidrófilo

Algodão Hidrofóbico (Cardado)

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Avental Descartavel

Bisturi Descartável

Lâmina para Bisturi

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Cabo para Bisturi

Coletor Perfuro-Cortante

Fita Micropore

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Frasco Coletor 80ml

Gaze em Compressa

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Gaze em Compressa Estéril

Gaze Tipo Queijo

Luva de Procedimento Talcada

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Luva de Procedimento Sem Talco

Luva de Procedimento em Vinil com Amido

Luva de Procedimento em Vinil sem Amido

Scalp Intravenoso

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Agulha para Coleta a Vácuo

Seringa Descartável sem Agulha Bico Slip

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Seringa Descartável sem Agulha Bico Luer Lock

Seringa de Vidro Bico Slip

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Seringa de Vidro Bico Luer Lock

Touca Descartável

Luva Cirurgica Estéril com Talco

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Luva Amarela Forrada

Máscara Cirúrgica com Elastico

Máscara Cirúrgica com Tiras

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Propé Descartável

Tubo para Coleta à Vácuo Tampa Vermelha (Seco)

Tubo para Coleta à Vácuo Tampa Roxa (EDTA)

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Tubo para Coleta à Vácuo Tampa Amarela (Gel)

Tubo para Coleta à Vácuo Tampa Verde (Heparina de Sódio)

Tubo para Coleta à Vácuo Tampa Verde (Heparina de Lítio)

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Tubo para Coleta à Vácuo Tampa Azul (Citrato de Sódio)

Abaixador de Língua Materiais de Porcelana Alguns materiais de porcelana são muito empregados nos laboratórios em geral, como almofarizes para trituração de sólidos e o funil de Büchner, este utilizado como filtro à pressão reduzida. Ver também os cadinhos, disco para dessecador, gral de com pistilo, tampa para cadinho, placa de toque e vários outros materiais de porcelana para laboratório. Seguindo normas internacionais de qualidade, a Prolab fornece materiais de porcelana para laboratórios biológicos, químicos e físicos. São produtos de alto padrão e que irão tornar seu dia-a-dia mais seguroe prático. Também são utilizados em universidades e escolas, já que apresentam todas as especificações técnicas que os alunos necessitam. Segue uma relação de materiais de porcelana para laboratório.

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Cadinho de Porcelana Forma Baixa

Cadinho de Porcelana Forma Média

Cadinho de Porcelana Forma Alta

Cadinho de Gooch Forma Baixa

Cadinho de Gooch Forma Alta

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Cadinho de Fundo Poroso para Filtração

Capsula de Evaporação

Disco de Porcelana para Dessecador

Funil de Buchnner

Gral com Pistilo de Porcelana

Placa de Toque

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Equipamentos e materiais
Equipamentos básicos necessários para cada área: A tabela 01 aponta os principais equipamentos e mobiliários necessários para cada área do laboratório de análises clínicas. Em todos os setores são necessários também os EPI’s, reagentes, vidrarias e materiais de consumo . Além dos setores mencionados, temos ainda os ambientes de apoio, que necessitam de equipamentos, mobiliário e outros materiais. Tabela 01: Equipamentos e outros materiais necessários nas diferentes áreas do laboratório de análises clínicas. Área Equipamentos/Mobiliário/Outros. Coleta Maca; Cadeira para coleta; Mobiliário. Área para classificação e distribuição de amostras e sala de preparo de reagentes. Computador; Impressora; Geladeira. Setor de Parasitologia, Microbiologia e Urinálise. Microscópio; Centrífuga; Estufa; autoclave; Geladeira; Balança. Setor de Hematologia Analisador hematológico; Microscópio; Homogeinizador. Setor de Imunologia Banho-maria; Microscópio. Setor de Bioquímica Analisador bioquímico; Banho-maria. * Em todos os setores são necessários também os EPI’s, reagentes, vidrarias e outros materiais. O laboratório deve atender a todas as especificações descritas na RDC 50/2002, dentre as inúmeras exigências descritas na mesma estão o projeto arquitetônico (planta baixa+memorial descritivo), instalações elétricas, eletrônicas e hidráulicas (ANVISA). Reagentes. Um reagente químico ou reativo químico é uma espécie química usada numa reação química. Implica geralmente numa substância química que é adicionado com a finalidade de provocar um fenômeno químico. Por exemplo, o ácido clorídrico é um reagente químico que provoca a liberação de CO2 do carbonato de cálcio: 2 HCl + CaCO3 → CaCl2 + H2O + CO2 Similarmente, o ácido clorídrico é um reagente químico que reage com o zinco produzindo gás hidrogênio, sendo o hidrogênio proveniente do ácido: 2 HCl + Zn → ZnCl2 + H2

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Na reação representada abaixo o sal (NaCl) e o nitrato de prata (AgNO3) são os reagentes e o nitrato de sódio (NaNO3) juntamente com o cloreto de prata (AgCl) são os produtos da reação. NaCl + AgNO3 → NaNO3 + AgCl Classificar alguns dos produtos químicos envolvidos numa reação química como um “reagente” é na maioria das vezes uma questão de convenção ou perspectiva. Agora você precisa de seus conhecimentos de biossegurança. Os reagentes abaixo relacionados, embora alguns não vinculados ao tópico mais provoca os entendimentos dos riscos na manipulação de produtos químicos. Antes vamos rever? Biossegurança. Definição Outra definição nessa linha diz que "a biossegurança é o conjunto de ações voltadas para a prevenção, e proteção do trabalhador, minimização de riscos inerentes às atividades de pesquisa, produção, ensino, desenvolvimento tecnológico e prestação de serviços, visando à saúde do homem, dos animais, a preservação do meio ambiente e a qualidade dos resultados" (Teixeira & Valle, 1996). Este foco de atenção retorna ao ambiente ocupacional e amplia-se para a proteção ambiental e a qualidade. Não é centrado em técnicas de DNA recombinante. Outra definição, baseada na cultura da engenharia de segurança e da medicina do trabalho é encontrada em Costa (1996), onde aparece "conjunto de medidas técnicas, administrativas, educacionais, médicas e psicológicas, empregadas para prevenir acidentes em ambientes biotecnológicos". Está centrada na prevenção de acidentes em ambientes ocupacionais. Fontes et al. (1998) já apontam para "os procedimentos adotados para evitar os riscos das atividades da biologia". Embora seja uma definição vaga, subentende-se que estejam incluídos abiologia clássica e a biologia do DNA recombinante. Estas definições mostram que a biossegurança envolve as relações tecnologia/risco/homem. O risco biológico será sempre uma resultante de diversos fatores e, portanto, seu controle depende de ações em várias áreas, priorizando-se o desenvolvimento e divulgação de informações além da

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adoção de procedimentos correspondentes às boas práticas de segurança para profissionais, paciente e meio ambiente. Conceitos usados. A biossegurança está formatada legalmente para os processos

envolvendo organismos geneticamente modificados e questões relativas a pesquisas científicas com células-tronco embrionárias, de acordo com a Lei de Biossegurança N.11.105 de 24 de Março de 2005. O foco de atenção dessa Lei são os riscos relativos as técnicas de manipulação de organismos geneticamente modificados. O órgão regulador dessa Lei é a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança, integrada por profissionais de diversos ministérios e indústrias biotecnológicas. Exemplo típico de discussão legal da biossegurança são os alimentos transgênicos, produtos daengenharia genética. Por outro lado, a palavra biossegurança, também aparece em ambientes onde a moderna biotecnologia não está presente, como indústrias, hospitais, laboratórios de saúde pública, laboratórios de análises clínicas, hemocentros, universidades, etc., no sentido da prevenção dos riscos gerados pelos agentes químicos, físicos e ergonômicos, envolvidos em processos onde o risco biológico se faz presente ou não. Esta é a vertente da biossegurança, que na realidade, confunde-se com a engenharia de segurança, a medicina do trabalho, a saúde do trabalhador, a higiene industrial, a engenharia clínica e a infecção hospitalar.

Máscara facial com insuflamento de ar Termos técnicos usado em Biossegurança. 1. Aerossol 2. Aerossolização

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3. Alteração seletiva 4. Antissepsia 5. Assepse: ausência de infecção ou de material ou agente infeccioso. 6. Assepsia 7. Bacteremia 8. Biofilme 9. Choque 10. Choque séptico 11. Colonização 12. Contágio mediato 13. Contágio por vetores 14. Contaminação 15. Desinfecção 16. Degermação 17. Descontaminação 18. Desinfestação 19. Doença endêmica 20. Doença epizoótica 21. Doença infecciosa 22. Doença pandêmica 23. Dose infecctiva 24. Epidemiologia da infecções 25. Esporocida ou esporicida 26. Ferida 27. Fômite 28. Gotícula de Flügge 29. Incidência 30. Infecção 31. Infecção cruzada 32. Infecção emergente 33. Infecção endógena
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34. Infecção exógena 35. Infecção hospitalar ou nosocomial 36. Infectividade 37. Infestação 38. Limpeza 39. Pasteurização 40. Patogenicidade 41. Poliquimioterapia 42. Precauções universais 43. Prevalência 44. Prevalência 45. Quarentena 46. Quimioprofilaxia 47. Reservatório 48. Sanificação 49. Sepse 50. Soroprevalência 51. Superinfecção ou suprainfecção 52. Taxa ou índice específico de infecção 53. Taxa ou índice global de infecção 54. Taxa ou índice de infecção pós-operatória 55. Taxa ou índice de mortalidade por infecção hospitalar 56. Tendência secular, periódica e sazonal 57. Tuberculocida ou tuberculicida 58. Veículo 59. Virucida 60. Virulência

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Normas Legais. Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI Nº 11.105, DE 24 DE MARÇO DE 2005. Regulamenta os incisos II, IV e V do § 1o do art. 225 da Constituição Federal, estabelece normas de segurança e mecanismos de fiscalização de atividades que envolvam organismos geneticamente modificados – OGM e seus derivados, cria o Conselho Mensagem de veto Regulamento Nacional de Biossegurança – CNBS, reestrutura a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança – CTNBio, dispõe sobre a Política Nacional de Biossegurança – PNB, revoga a Lei no 8.974, de 5 de janeiro de 1995, e a Medida Provisória no 2.191-9, de 23 de agosto de 2001, e os arts. 5o, 6o, 7o, 8o, 9o, 10 e 16 da Lei no 10.814, de 15 de dezembro de 2003, e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: CAPÍTULO I - DISPOSIÇÕES PRELIMINARES E GERAIS Art. 1o Esta Lei estabelece normas de segurança e mecanismos de fiscalização sobre a construção, o cultivo, a produção, a manipulação, o transporte, a transferência, a importação, a exportação, o armazenamento, a pesquisa, a comercialização, o consumo, a liberação no meio ambiente e o descarte de organismos geneticamente modificados – OGM e seus derivados, tendo como diretrizes o estímulo ao avanço científico na área de

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biossegurança e biotecnologia, a proteção à vida e à saúde humana, animal e vegetal, e a observância do princípio da precaução para a proteção do meio ambiente. § 1o Para os fins desta Lei, considera-se atividade de pesquisa a realizada em laboratório, regime de contenção ou campo, como parte do processo de obtenção de OGM e seus derivados ou de avaliação da biossegurança de OGM e seus derivados, o que engloba, no âmbito experimental, a construção, o cultivo, a manipulação, o transporte, a transferência, a importação, a exportação, o armazenamento, a liberação no meio ambiente e o descarte de OGM e seus derivados. § 2o Para os fins desta Lei, considera-se atividade de uso comercial de OGM e seus derivados a que não se enquadra como atividade de pesquisa, e que trata do cultivo, da produção, da manipulação, do transporte, da transferência, da comercialização, da importação, da exportação, do armazenamento, do consumo, da liberação e do descarte de OGM e seus derivados para fins comerciais. Art. 2o As atividades e projetos que envolvam OGM e seus derivados, relacionados ao ensino com manipulação de organismos vivos, à pesquisa científica, ao desenvolvimento tecnológico e à produção industrial ficam restritos ao âmbito de entidades de direito público ou privado, que serão responsáveis pela obediência aos preceitos desta Lei e de sua regulamentação, bem como pelas eventuais conseqüências ou efeitos advindos de seu descumprimento. § 1o Para os fins desta Lei, consideram-se atividades e projetos no âmbito de entidade os conduzidos em instalações próprias ou sob a responsabilidade administrativa, técnica ou científica da entidade. § 2o As atividades e projetos de que trata este artigo são vedados a pessoas físicas em atuação autônoma e independente, ainda que mantenham vínculo empregatício ou qualquer outro com pessoas jurídicas. § 3o Os interessados em realizar atividade prevista nesta Lei deverão requerer autorização à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança – CTNBio, que se manifestará no prazo fixado em regulamento.

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§ 4 As organizações públicas e privadas, nacionais, estrangeiras ou internacionais, financiadoras ou patrocinadoras de atividades ou de projetos referidos no caput deste artigo devem exigir a apresentação de Certificado de Qualidade em Biossegurança, emitido pela CTNBio, sob pena de se tornarem co-responsáveis pelos eventuais efeitos decorrentes do descumprimento desta Lei ou de sua regulamentação. Art. 3o Para os efeitos desta Lei, considera-se: I – organismo: toda entidade biológica capaz de reproduzir ou transferir material genético, inclusive vírus e outras classes que venham a ser conhecidas; II – ácido desoxirribonucléico - ADN, ácido ribonucléico - ARN: material genético que contém informações determinantes dos caracteres hereditários transmissíveis à descendência; III – moléculas de ADN/ARN recombinante: as moléculas manipuladas fora das células vivas mediante a modificação de segmentos de ADN/ARN natural ou sintético e que possam multiplicar-se em uma célula viva, ou ainda as moléculas de ADN/ARN resultantes dessa multiplicação; consideram-se também os segmentos de ADN/ARN sintéticos equivalentes aos de ADN/ARN natural; IV – engenharia genética: atividade de produção e manipulação de moléculas de ADN/ARN recombinante; V – organismo geneticamente modificado - OGM: organismo cujo material genético – ADN/ARN tenha sido modificado por qualquer técnica de engenharia genética; VI – derivado de OGM: produto obtido de OGM e que não possua capacidade autônoma de replicação ou que não contenha forma viável de OGM; VII – célula germinal humana: célula-mãe responsável pela formação de gametas presentes nas glândulas sexuais femininas e masculinas e suas descendentes diretas em qualquer grau de ploidia;
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VIII – clonagem: processo de reprodução assexuada, produzida artificialmente, baseada em um único patrimônio genético, com ou sem utilização de técnicas de engenharia genética; IX – clonagem para fins reprodutivos: clonagem com a finalidade de obtenção de um indivíduo; X – clonagem terapêutica: clonagem com a finalidade de produção de célulastronco embrionárias para utilização terapêutica; XI – células-tronco embrionárias: células de embrião que apresentam a capacidade de se transformar em células de qualquer tecido de um organismo. § 1o Não se inclui na categoria de OGM o resultante de técnicas que impliquem a introdução direta, num organismo, de material hereditário, desde que não envolvam a utilização de moléculas de ADN/ARN recombinante ou OGM, inclusive fecundação in vitro, conjugação, transdução, transformação, indução poliplóide e qualquer outro processo natural. § 2o Não se inclui na categoria de derivado de OGM a substância pura, quimicamente definida, obtida por meio de processos biológicos e que não contenha OGM, proteína heteróloga ou ADN recombinante. Art. 4o Esta Lei não se aplica quando a modificação genética for obtida por meio das seguintes técnicas, desde que não impliquem a utilização de OGM como receptor ou doador: I – mutagênese; II – formação e utilização de células somáticas de hibridoma animal; III – fusão celular, inclusive a de protoplasma, de células vegetais, que possa ser produzida mediante métodos tradicionais de cultivo; IV – autoclonagem de organismos não-patogênicos que se processe de maneira natural.
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Art. 5 É permitida, para fins de pesquisa e terapia, a utilização de células-tronco embrionárias obtidas de embriões humanos produzidos por fertilização in vitro e não utilizados no respectivo procedimento, atendidas as seguintes condições: I – sejam embriões inviáveis; ou II – sejam embriões congelados há 3 (três) anos ou mais, na data da publicação desta Lei, ou que, já congelados na data da publicação desta Lei, depois de completarem 3 (três) anos, contados a partir da data de congelamento. § 1o Em qualquer caso, é necessário o consentimento dos genitores. § 2o Instituições de pesquisa e serviços de saúde que realizem pesquisa ou terapia com células-tronco embrionárias humanas deverão submeter seus projetos à apreciação e aprovação dos respectivos comitês de ética em pesquisa. § 3o É vedada a comercialização do material biológico a que se refere este artigo e sua prática implica o crime tipificado no art. 15 da Lei no 9.434, de 4 de fevereiro de 1997. Art. 6o Fica proibido: I – implementação de projeto relativo a OGM sem a manutenção de registro de seu acompanhamento individual; II – engenharia genética em organismo vivo ou o manejo in vitro de ADN/ARN natural ou recombinante, realizado em desacordo com as normas previstas nesta Lei; III – engenharia genética em célula germinal humana, zigoto humano e embrião humano; IV – clonagem humana; V – destruição ou descarte no meio ambiente de OGM e seus derivados em desacordo com as normas estabelecidas pela CTNBio, pelos órgãos e entidades de
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registro e fiscalização, referidos no art. 16 desta Lei, e as constantes desta Lei e de sua regulamentação; VI – liberação no meio ambiente de OGM ou seus derivados, no âmbito de atividades de pesquisa, sem a decisão técnica favorável da CTNBio e, nos casos de liberação comercial, sem o parecer técnico favorável da CTNBio, ou sem o licenciamento do órgão ou entidade ambiental responsável, quando a CTNBio considerar a atividade como potencialmente causadora de degradação ambiental, ou sem a aprovação do Conselho Nacional de Biossegurança – CNBS, quando o processo tenha sido por ele avocado, na forma desta Lei e de sua regulamentação; VII – a utilização, a comercialização, o registro, o patenteamento e o licenciamento de tecnologias genéticas de restrição do uso. Parágrafo único. Para os efeitos desta Lei, entende-se por tecnologias genéticas de restrição do uso qualquer processo de intervenção humana para geração ou multiplicação de plantas geneticamente modificadas para produzir estruturas reprodutivas estéreis, bem como qualquer forma de manipulação genética que vise à ativação ou desativação de genes relacionados à fertilidade das plantas por indutores químicos externos. Art. 7o São obrigatórias: I – a investigação de acidentes ocorridos no curso de pesquisas e projetos na área de engenharia genética e o envio de relatório respectivo à autoridade competente no prazo máximo de 5 (cinco) dias a contar da data do evento; II – a notificação imediata à CTNBio e às autoridades da saúde pública, da defesa agropecuária e do meio ambiente sobre acidente que possa provocar a disseminação de OGM e seus derivados; III – a adoção de meios necessários para plenamente informar à CTNBio, às autoridades da saúde pública, do meio ambiente, da defesa agropecuária, à coletividade e aos demais empregados da instituição ou empresa sobre os riscos a que possam estar

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submetidos, bem como os procedimentos a serem tomados no caso de acidentes com OGM. CAPÍTULO II - Do Conselho Nacional de Biossegurança – CNBS Art. 8o Fica criado o Conselho Nacional de Biossegurança – CNBS, vinculado à Presidência da República, órgão de assessoramento superior do Presidente da República para a formulação e implementação da Política Nacional de Biossegurança – PNB. § 1o Compete ao CNBS: I – fixar princípios e diretrizes para a ação administrativa dos órgãos e entidades federais com competências sobre a matéria; II – analisar, a pedido da CTNBio, quanto aos aspectos da conveniência e oportunidade socioeconômicas e do interesse nacional, os pedidos de liberação para uso comercial de OGM e seus derivados; III – avocar e decidir, em última e definitiva instância, com base em manifestação da CTNBio e, quando julgar necessário, dos órgãos e entidades referidos no art. 16 desta Lei, no âmbito de suas competências, sobre os processos relativos a atividades que envolvam o uso comercial de OGM e seus derivados; IV – (VETADO) § 2o (VETADO) § 3o Sempre que o CNBS deliberar favoravelmente à realização da atividade analisada, encaminhará sua manifestação aos órgãos e entidades de registro e fiscalização referidos no art. 16 desta Lei. § 4o Sempre que o CNBS deliberar contrariamente à atividade analisada, encaminhará sua manifestação à CTNBio para informação ao requerente. Art. 9o O CNBS é composto pelos seguintes membros:

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I – Ministro de Estado Chefe da Casa Civil da Presidência da República, que o presidirá; II – Ministro de Estado da Ciência e Tecnologia; III – Ministro de Estado do Desenvolvimento Agrário; IV – Ministro de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; V – Ministro de Estado da Justiça; VI – Ministro de Estado da Saúde; VII – Ministro de Estado do Meio Ambiente; VIII – Ministro de Estado do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; IX – Ministro de Estado das Relações Exteriores; X – Ministro de Estado da Defesa; XI – Secretário Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da República. § 1o O CNBS reunir-se-á sempre que convocado pelo Ministro de Estado Chefe da Casa Civil da Presidência da República, ou mediante provocação da maioria de seus membros. § 2o (VETADO) § 3o Poderão ser convidados a participar das reuniões, em caráter excepcional, representantes do setor público e de entidades da sociedade civil. § 4o O CNBS contará com uma Secretaria-Executiva, vinculada à Casa Civil da Presidência da República. § 5o A reunião do CNBS poderá ser instalada com a presença de 6 (seis) de seus membros e as decisões serão tomadas com votos favoráveis da maioria absoluta.

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CAPÍTULO III - Da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança – CTNBio Art. 10. A CTNBio, integrante do Ministério da Ciência e Tecnologia, é instância colegiada multidisciplinar de caráter consultivo e deliberativo, para prestar apoio técnico e de assessoramento ao Governo Federal na formulação, atualização e implementação da PNB de OGM e seus derivados, bem como no estabelecimento de normas técnicas de segurança e de pareceres técnicos referentes à autorização para atividades que envolvam pesquisa e uso comercial de OGM e seus derivados, com base na avaliação de seu risco zoofitossanitário, à saúde humana e ao meio ambiente. Parágrafo único. A CTNBio deverá acompanhar o desenvolvimento e o progresso técnico e científico nas áreas de biossegurança, biotecnologia, bioética e afins, com o objetivo de aumentar sua capacitação para a proteção da saúde humana, dos animais e das plantas e do meio ambiente. Art. 11. A CTNBio, composta de membros titulares e suplentes, designados pelo Ministro de Estado da Ciência e Tecnologia, será constituída por 27 (vinte e sete) cidadãos brasileiros de reconhecida competência técnica, de notória atuação e saber científicos, com grau acadêmico de doutor e com destacada atividade profissional nas áreas de biossegurança, biotecnologia, biologia, saúde humana e animal ou meio ambiente, sendo: I – 12 (doze) especialistas de notório saber científico e técnico, em efetivo exercício profissional, sendo: a) 3 (três) da área de saúde humana; b) 3 (três) da área animal; c) 3 (três) da área vegetal; d) 3 (três) da área de meio ambiente; II – um representante de cada um dos seguintes órgãos, indicados pelos respectivos titulares:

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a) Ministério da Ciência e Tecnologia; b) Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; c) Ministério da Saúde; d) Ministério do Meio Ambiente; e) Ministério do Desenvolvimento Agrário; f) Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; g) Ministério da Defesa; h) Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da República; i) Ministério das Relações Exteriores; III – um especialista em defesa do consumidor, indicado pelo Ministro da Justiça; IV – um especialista na área de saúde, indicado pelo Ministro da Saúde; V – um especialista em meio ambiente, indicado pelo Ministro do Meio Ambiente; VI – um especialista em biotecnologia, indicado pelo Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; VII – um especialista em agricultura familiar, indicado pelo Ministro do Desenvolvimento Agrário; VIII – um especialista em saúde do trabalhador, indicado pelo Ministro do Trabalho e Emprego. § 1o Os especialistas de que trata o inciso I do caput deste artigo serão escolhidos a partir de lista tríplice, elaborada com a participação das sociedades científicas, conforme disposto em regulamento.

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§ 2 Os especialistas de que tratam os incisos III a VIII do caput deste artigo serão escolhidos a partir de lista tríplice, elaborada pelas organizações da sociedade civil, conforme disposto em regulamento. § 3o Cada membro efetivo terá um suplente, que participará dos trabalhos na ausência do titular. § 4o Os membros da CTNBio terão mandato de 2 (dois) anos, renovável por até mais 2 (dois) períodos consecutivos. § 5o O presidente da CTNBio será designado, entre seus membros, pelo Ministro da Ciência e Tecnologia para um mandato de 2 (dois) anos, renovável por igual período. § 6o Os membros da CTNBio devem pautar a sua atuação pela observância estrita dos conceitos ético-profissionais, sendo vedado participar do julgamento de questões com as quais tenham algum envolvimento de ordem profissional ou pessoal, sob pena de perda de mandato, na forma do regulamento. § 7o A reunião da CTNBio poderá ser instalada com a presença de 14 (catorze) de seus membros, incluído pelo menos um representante de cada uma das áreas referidas no inciso I do caput deste artigo. § 8o (VETADO) § 8o-A As decisões da CTNBio serão tomadas com votos favoráveis da maioria absoluta de seus membros. (Incluído pela Lei nº 11.460, de 2007) § 9o Órgãos e entidades integrantes da administração pública federal poderão solicitar participação nas reuniões da CTNBio para tratar de assuntos de seu especial interesse, sem direito a voto. § 10. Poderão ser convidados a participar das reuniões, em caráter excepcional, representantes da comunidade científica e do setor público e entidades da sociedade civil, sem direito a voto. Art. 12. O funcionamento da CTNBio será definido pelo regulamento desta Lei.
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§ 1 A CTNBio contará com uma Secretaria-Executiva e cabe ao Ministério da Ciência e Tecnologia prestar-lhe o apoio técnico e administrativo. § 2o (VETADO) Art. 13. A CTNBio constituirá subcomissões setoriais permanentes na área de saúde humana, na área animal, na área vegetal e na área ambiental, e poderá constituir subcomissões extraordinárias, para análise prévia dos temas a serem submetidos ao plenário da Comissão. § 1o Tanto os membros titulares quanto os suplentes participarão das subcomissões setoriais e caberá a todos a distribuição dos processos para análise. § 2o O funcionamento e a coordenação dos trabalhos nas subcomissões setoriais e extraordinárias serão definidos no regimento interno da CTNBio. Art. 14. Compete à CTNBio: I – estabelecer normas para as pesquisas com OGM e derivados de OGM; II – estabelecer normas relativamente às atividades e aos projetos relacionados a OGM e seus derivados; III – estabelecer, no âmbito de suas competências, critérios de avaliação e monitoramento de risco de OGM e seus derivados; IV – proceder à análise da avaliação de risco, caso a caso, relativamente a atividades e projetos que envolvam OGM e seus derivados; V – estabelecer os mecanismos de funcionamento das Comissões Internas de Biossegurança – CIBio, no âmbito de cada instituição que se dedique ao ensino, à pesquisa científica, ao desenvolvimento tecnológico e à produção industrial que envolvam OGM ou seus derivados;
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VI – estabelecer requisitos relativos à biossegurança para autorização de funcionamento de laboratório, instituição ou empresa que desenvolverá atividades relacionadas a OGM e seus derivados; VII – relacionar-se com instituições voltadas para a biossegurança de OGM e seus derivados, em âmbito nacional e internacional; VIII – autorizar, cadastrar e acompanhar as atividades de pesquisa com OGM ou derivado de OGM, nos termos da legislação em vigor; IX – autorizar a importação de OGM e seus derivados para atividade de pesquisa; X – prestar apoio técnico consultivo e de assessoramento ao CNBS na formulação da PNB de OGM e seus derivados; XI – emitir Certificado de Qualidade em Biossegurança – CQB para o desenvolvimento de atividades com OGM e seus derivados em laboratório, instituição ou empresa e enviar cópia do processo aos órgãos de registro e fiscalização referidos no art. 16 desta Lei; XII – emitir decisão técnica, caso a caso, sobre a biossegurança de OGM e seus derivados no âmbito das atividades de pesquisa e de uso comercial de OGM e seus derivados, inclusive a classificação quanto ao grau de risco e nível de biossegurança exigido, bem como medidas de segurança exigidas e restrições ao uso; XIII – definir o nível de biossegurança a ser aplicado ao OGM e seus usos, e os respectivos procedimentos e medidas de segurança quanto ao seu uso, conforme as normas estabelecidas na regulamentação desta Lei, bem como quanto aos seus derivados; XIV – classificar os OGM segundo a classe de risco, observados os critérios estabelecidos no regulamento desta Lei; XV – acompanhar o desenvolvimento e o progresso técnico-científico na biossegurança de OGM e seus derivados;

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XVI – emitir resoluções, de natureza normativa, sobre as matérias de sua competência; XVII – apoiar tecnicamente os órgãos competentes no processo de prevenção e investigação de acidentes e de enfermidades, verificados no curso dos projetos e das atividades com técnicas de ADN/ARN recombinante; XVIII – apoiar tecnicamente os órgãos e entidades de registro e fiscalização, referidos no art. 16 desta Lei, no exercício de suas atividades relacionadas a OGM e seus derivados; XIX – divulgar no Diário Oficial da União, previamente à análise, os extratos dos pleitos e, posteriormente, dos pareceres dos processos que lhe forem submetidos, bem como dar ampla publicidade no Sistema de Informações em Biossegurança – SIB a sua agenda, processos em trâmite, relatórios anuais, atas das reuniões e demais informações sobre suas atividades, excluídas as informações sigilosas, de interesse comercial, apontadas pelo proponente e assim consideradas pela CTNBio; XX – identificar atividades e produtos decorrentes do uso de OGM e seus derivados potencialmente causadores de degradação do meio ambiente ou que possam causar riscos à saúde humana; XXI – reavaliar suas decisões técnicas por solicitação de seus membros ou por recurso dos órgãos e entidades de registro e fiscalização, fundamentado em fatos ou conhecimentos científicos novos, que sejam relevantes quanto à biossegurança do OGM ou derivado, na forma desta Lei e seu regulamento; XXII – propor a realização de pesquisas e estudos científicos no campo da biossegurança de OGM e seus derivados; XXIII – apresentar proposta de regimento interno ao Ministro da Ciência e Tecnologia. § 1o Quanto aos aspectos de biossegurança do OGM e seus derivados, a decisão técnica da CTNBio vincula os demais órgãos e entidades da administração.

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§ 2 Nos casos de uso comercial, dentre outros aspectos técnicos de sua análise, os órgãos de registro e fiscalização, no exercício de suas atribuições em caso de solicitação pela CTNBio, observarão, quanto aos aspectos de biossegurança do OGM e seus derivados, a decisão técnica da CTNBio. § 3o Em caso de decisão técnica favorável sobre a biossegurança no âmbito da atividade de pesquisa, a CTNBio remeterá o processo respectivo aos órgãos e entidades referidos no art. 16 desta Lei, para o exercício de suas atribuições. § 4o A decisão técnica da CTNBio deverá conter resumo de sua fundamentação técnica, explicitar as medidas de segurança e restrições ao uso do OGM e seus derivados e considerar as particularidades das diferentes regiões do País, com o objetivo de orientar e subsidiar os órgãos e entidades de registro e fiscalização, referidos no art. 16 desta Lei, no exercício de suas atribuições. § 5o Não se submeterá a análise e emissão de parecer técnico da CTNBio o derivado cujo OGM já tenha sido por ela aprovado. § 6o As pessoas físicas ou jurídicas envolvidas em qualquer das fases do processo de produção agrícola, comercialização ou transporte de produto geneticamente modificado que tenham obtido a liberação para uso comercial estão dispensadas de apresentação do CQB e constituição de CIBio, salvo decisão em contrário da CTNBio. Art. 15. A CTNBio poderá realizar audiências públicas, garantida participação da sociedade civil, na forma do regulamento. Parágrafo único. Em casos de liberação comercial, audiência pública poderá ser requerida por partes interessadas, incluindo-se entre estas organizações da sociedade civil que comprovem interesse relacionado à matéria, na forma do regulamento. CAPÍTULO IV - Dos órgãos e entidades de registro e fiscalização Art. 16. Caberá aos órgãos e entidades de registro e fiscalização do Ministério da Saúde, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e do Ministério do Meio Ambiente, e da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da República
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entre outras atribuições, no campo de suas competências, observadas a decisão técnica da CTNBio, as deliberações do CNBS e os mecanismos estabelecidos nesta Lei e na sua regulamentação: I – fiscalizar as atividades de pesquisa de OGM e seus derivados; II – registrar e fiscalizar a liberação comercial de OGM e seus derivados; III – emitir autorização para a importação de OGM e seus derivados para uso comercial; IV – manter atualizado no SIB o cadastro das instituições e responsáveis técnicos que realizam atividades e projetos relacionados a OGM e seus derivados; V – tornar públicos, inclusive no SIB, os registros e autorizações concedidas; VI – aplicar as penalidades de que trata esta Lei; VII – subsidiar a CTNBio na definição de quesitos de avaliação de biossegurança de OGM e seus derivados. § 1o Após manifestação favorável da CTNBio, ou do CNBS, em caso de avocação ou recurso, caberá, em decorrência de análise específica e decisão pertinente: I – ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento emitir as autorizações e registros e fiscalizar produtos e atividades que utilizem OGM e seus derivados destinados a uso animal, na agricultura, pecuária, agroindústria e áreas afins, de acordo com a legislação em vigor e segundo o regulamento desta Lei; II – ao órgão competente do Ministério da Saúde emitir as autorizações e registros e fiscalizar produtos e atividades com OGM e seus derivados destinados a uso humano, farmacológico, domissanitário e áreas afins, de acordo com a legislação em vigor e segundo o regulamento desta Lei; III – ao órgão competente do Ministério do Meio Ambiente emitir as autorizações e registros e fiscalizar produtos e atividades que envolvam OGM e seus derivados a

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serem liberados nos ecossistemas naturais, de acordo com a legislação em vigor e segundo o regulamento desta Lei, bem como o licenciamento, nos casos em que a CTNBio deliberar, na forma desta Lei, que o OGM é potencialmente causador de significativa degradação do meio ambiente; IV – à Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da República emitir as autorizações e registros de produtos e atividades com OGM e seus derivados destinados ao uso na pesca e aqüicultura, de acordo com a legislação em vigor e segundo esta Lei e seu regulamento. § 2o Somente se aplicam as disposições dos incisos I e II do art. 8o e do caput do art. 10 da Lei no 6.938, de 31 de agosto de 1981, nos casos em que a CTNBio deliberar que o OGM é potencialmente causador de significativa degradação do meio ambiente. § 3o A CTNBio delibera, em última e definitiva instância, sobre os casos em que a atividade é potencial ou efetivamente causadora de degradação ambiental, bem como sobre a necessidade do licenciamento ambiental. § 4o A emissão dos registros, das autorizações e do licenciamento ambiental referidos nesta Lei deverá ocorrer no prazo máximo de 120 (cento e vinte) dias. § 5o A contagem do prazo previsto no § 4o deste artigo será suspensa, por até 180 (cento e oitenta) dias, durante a elaboração, pelo requerente, dos estudos ou esclarecimentos necessários. § 6o As autorizações e registros de que trata este artigo estarão vinculados à decisão técnica da CTNBio correspondente, sendo vedadas exigências técnicas que extrapolem as condições estabelecidas naquela decisão, nos aspectos relacionados à biossegurança. § 7o Em caso de divergência quanto à decisão técnica da CTNBio sobre a liberação comercial de OGM e derivados, os órgãos e entidades de registro e fiscalização, no âmbito de suas competências, poderão apresentar recurso ao CNBS, no prazo de até 30 (trinta) dias, a contar da data de publicação da decisão técnica da CTNBio.

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CAPÍTULO V - Da Comissão Interna de Biossegurança – CIBio Art. 17. Toda instituição que utilizar técnicas e métodos de engenharia genética ou realizar pesquisas com OGM e seus derivados deverá criar uma Comissão Interna de Biossegurança - CIBio, além de indicar um técnico principal responsável para cada projeto específico. Art. 18. Compete à CIBio, no âmbito da instituição onde constituída: I – manter informados os trabalhadores e demais membros da coletividade, quando suscetíveis de serem afetados pela atividade, sobre as questões relacionadas com a saúde e a segurança, bem como sobre os procedimentos em caso de acidentes; II – estabelecer programas preventivos e de inspeção para garantir o funcionamento das instalações sob sua responsabilidade, dentro dos padrões e normas de biossegurança, definidos pela CTNBio na regulamentação desta Lei; III – encaminhar à CTNBio os documentos cuja relação será estabelecida na regulamentação desta Lei, para efeito de análise, registro ou autorização do órgão competente, quando couber; IV – manter registro do acompanhamento individual de cada atividade ou projeto em desenvolvimento que envolvam OGM ou seus derivados; V – notificar à CTNBio, aos órgãos e entidades de registro e fiscalização, referidos no art. 16 desta Lei, e às entidades de trabalhadores o resultado de avaliações de risco a que estão submetidas as pessoas expostas, bem como qualquer acidente ou incidente que possa provocar a disseminação de agente biológico; VI – investigar a ocorrência de acidentes e as enfermidades possivelmente relacionados a OGM e seus derivados e notificar suas conclusões e providências à CTNBio. CAPÍTULO VI - Do Sistema de Informações em Biossegurança – SIB

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Art. 19. Fica criado, no âmbito do Ministério da Ciência e Tecnologia, o Sistema de Informações em Biossegurança – SIB, destinado à gestão das informações decorrentes das atividades de análise, autorização, registro, monitoramento e acompanhamento das atividades que envolvam OGM e seus derivados. § 1o As disposições dos atos legais, regulamentares e administrativos que alterem, complementem ou produzam efeitos sobre a legislação de biossegurança de OGM e seus derivados deverão ser divulgadas no SIB concomitantemente com a entrada em vigor desses atos. § 2o Os órgãos e entidades de registro e fiscalização, referidos no art. 16 desta Lei, deverão alimentar o SIB com as informações relativas às atividades de que trata esta Lei, processadas no âmbito de sua competência. CAPÍTULO VII Da Responsabilidade Civil e Administrativa Art. 20. Sem prejuízo da aplicação das penas previstas nesta Lei, os responsáveis pelos danos ao meio ambiente e a terceiros responderão, solidariamente, por sua indenização ou reparação integral, independentemente da existência de culpa. Art. 21. Considera-se infração administrativa toda ação ou omissão que viole as normas previstas nesta Lei e demais disposições legais pertinentes. Parágrafo único. As infrações administrativas serão punidas na forma estabelecida no regulamento desta Lei, independentemente das medidas cautelares de apreensão de produtos, suspensão de venda de produto e embargos de atividades, com as seguintes sanções: I – advertência; II – multa; III – apreensão de OGM e seus derivados;

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IV – suspensão da venda de OGM e seus derivados; V – embargo da atividade; VI – interdição parcial ou total do estabelecimento, atividade ou empreendimento; VII – suspensão de registro, licença ou autorização; VIII – cancelamento de registro, licença ou autorização; IX – perda ou restrição de incentivo e benefício fiscal concedidos pelo governo; X – perda ou suspensão da participação em linha de financiamento em estabelecimento oficial de crédito; XI – intervenção no estabelecimento; XII – proibição de contratar com a administração pública, por período de até 5 (cinco) anos. Art. 22. Compete aos órgãos e entidades de registro e fiscalização, referidos no art. 16 desta Lei, definir critérios, valores e aplicar multas de R$ 2.000,00 (dois mil reais) a R$ 1.500.000,00 (um milhão e quinhentos mil reais), proporcionalmente à gravidade da infração. § 1o As multas poderão ser aplicadas cumulativamente com as demais sanções previstas neste artigo. § 2o No caso de reincidência, a multa será aplicada em dobro. § 3o No caso de infração continuada, caracterizada pela permanência da ação ou omissão inicialmente punida, será a respectiva penalidade aplicada diariamente até cessar sua causa, sem prejuízo da paralisação imediata da atividade ou da interdição do laboratório ou da instituição ou empresa responsável. Art. 23. As multas previstas nesta Lei serão aplicadas pelos órgãos e entidades de registro e fiscalização dos Ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, da
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Saúde, do Meio Ambiente e da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da República, referidos no art. 16 desta Lei, de acordo com suas respectivas competências. § 1o Os recursos arrecadados com a aplicação de multas serão destinados aos órgãos e entidades de registro e fiscalização, referidos no art. 16 desta Lei, que aplicarem a multa. § 2o Os órgãos e entidades fiscalizadores da administração pública federal poderão celebrar convênios com os Estados, Distrito Federal e Municípios, para a execução de serviços relacionados à atividade de fiscalização prevista nesta Lei e poderão repassarlhes parcela da receita obtida com a aplicação de multas. § 3o A autoridade fiscalizadora encaminhará cópia do auto de infração à CTNBio. § 4o Quando a infração constituir crime ou contravenção, ou lesão à Fazenda Pública ou ao consumidor, a autoridade fiscalizadora representará junto ao órgão competente para apuração das responsabilidades administrativa e penal. CAPÍTULO VIII Dos Crimes e das Penas Art. 24. Utilizar embrião humano em desacordo com o que dispõe o art. 5o desta Lei: Pena – detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa. Art. 25. Praticar engenharia genética em célula germinal humana, zigoto humano ou embrião humano: Pena – reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa. Art. 26. Realizar clonagem humana: Pena – reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa.

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Art. 27. Liberar ou descartar OGM no meio ambiente, em desacordo com as normas estabelecidas pela CTNBio e pelos órgãos e entidades de registro e fiscalização: Pena – reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa. § 1o (VETADO) § 2o Agrava-se a pena: I – de 1/6 (um sexto) a 1/3 (um terço), se resultar dano à propriedade alheia; II – de 1/3 (um terço) até a metade, se resultar dano ao meio ambiente; III – da metade até 2/3 (dois terços), se resultar lesão corporal de natureza grave em outrem; IV – de 2/3 (dois terços) até o dobro, se resultar a morte de outrem. Art. 28. Utilizar, comercializar, registrar, patentear e licenciar tecnologias genéticas de restrição do uso: Pena – reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa. Art. 29. Produzir, armazenar, transportar, comercializar, importar ou exportar OGM ou seus derivados, sem autorização ou em desacordo com as normas estabelecidas pela CTNBio e pelos órgãos e entidades de registro e fiscalização: Pena – reclusão, de 1 (um) a 2 (dois) anos, e multa. CAPÍTULO IX Disposições Finais e Transitórias Art. 30. Os OGM que tenham obtido decisão técnica da CTNBio favorável a sua liberação comercial até a entrada em vigor desta Lei poderão ser registrados e comercializados, salvo manifestação contrária do CNBS, no prazo de 60 (sessenta) dias, a contar da data da publicação desta Lei.

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Art. 31. A CTNBio e os órgãos e entidades de registro e fiscalização, referidos no art. 16 desta Lei, deverão rever suas deliberações de caráter normativo, no prazo de 120 (cento e vinte) dias, a fim de promover sua adequação às disposições desta Lei. Art. 32. Permanecem em vigor os Certificados de Qualidade em Biossegurança, comunicados e decisões técnicas já emitidos pela CTNBio, bem como, no que não contrariarem o disposto nesta Lei, os atos normativos emitidos ao amparo da Lei no 8.974, de 5 de janeiro de 1995. Art. 33. As instituições que desenvolverem atividades reguladas por esta Lei na data de sua publicação deverão adequar-se as suas disposições no prazo de 120 (cento e vinte) dias, contado da publicação do decreto que a regulamentar. Art. 34. Ficam convalidados e tornam-se permanentes os registros provisórios concedidos sob a égide da Lei no 10.814, de 15 de dezembro de 2003. Art. 35. Ficam autorizadas a produção e a comercialização de sementes de cultivares de soja geneticamente modificadas tolerantes a glifosato registradas no Registro Nacional de Cultivares - RNC do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Art. 36. Fica autorizado o plantio de grãos de soja geneticamente modificada tolerante a glifosato, reservados pelos produtores rurais para uso próprio, na safra 2004/2005, sendo vedada a comercialização da produção como semente. (Vide Decreto nº 5.534, de 2005) Parágrafo único. O Poder Executivo poderá prorrogar a autorização de que trata o caput deste artigo. Art. 37. A descrição do Código 20 do Anexo VIII da Lei no 6.938, de 31 de agosto de 1981, acrescido pela Lei no 10.165, de 27 de dezembro de 2000, passa a vigorar com a seguinte redação: "ANEXO VIII

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Códig Categori o a Descrição Pp/gu

.......... .............. ................................................................................................... ........... . 20 .. Uso de s ........... Silvicultura; exploração econômica da madeira ou lenha e flora nativas brasileiras; atividade de criação e exploração patrimônio genético natural; exploração de recursos aquáticos vivos; introdução de espécies exóticas, exceto para melhoramento genético vegetal e uso na agricultura; introdução de espécies geneticamente modificadas previamente identificadas pela CTNBio como potencialmente causadoras de significativa degradação do meio ambiente; uso da diversidade biológica pela biotecnologia em atividades previamente identificadas pela CTNBio como potencialmente causadoras de significativa degradação do meio ambiente. .......... .............. ................................................................................................... ........... . .. ............ .. .. Médio

Recurso subprodutos florestais; importação ou exportação da fauna e Naturais econômica de fauna exótica e de fauna silvestre; utilização do

Art. 38. (VETADO) Art. 39. Não se aplica aos OGM e seus derivados o disposto na Lei no 7.802, de 11 de julho de 1989, e suas alterações, exceto para os casos em que eles sejam desenvolvidos para servir de matéria-prima para a produção de agrotóxicos. Art. 40. Os alimentos e ingredientes alimentares destinados ao consumo humano ou animal que contenham ou sejam produzidos a partir de OGM ou derivados deverão conter informação nesse sentido em seus rótulos, conforme regulamento. Art. 41. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

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Art. 42. Revogam-se a Lei no 8.974, de 5 de janeiro de 1995, a Medida Provisória de 15 de dezembro de 2003. Brasília, 24 de março de 2005; 184o da Independência e 117o da República. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Márcio Thomaz Bastos Celso Luiz Nunes Amorim Roberto Rodrigues Humberto Sérgio Costa Lima Luiz Fernando Furlan Patrus Ananias Eduardo Campos Marina Silva Miguel Soldatelli Rossetto José Dirceu de Oliveira e Silva Este texto não substitui o publicado no D.O.U. de 28.3.2005. Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos MENSAGEM Nº 167, DE 24 DE MARÇO DE 2005. Senhor Presidente do Senado Federal, Comunico a Vossa Excelência que, nos termos do § 1o do art. 66 da Constituição, decidi vetar parcialmente, por inconstitucionalidade e contrariedade ao interesse público, o Projeto de Lei no 2.401, de 2003 (no 9/04 no Senado Federal), que "Regulamenta os incisos II, IV e V do § 1o do art. 225 da Constituição Federal, estabelece normas de segurança e mecanismos de fiscalização de atividades que envolvam organismos geneticamente modificados – OGM e seus derivados, cria o

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no 2.191-9, de 23 de agosto de 2001, e os arts. 5o, 6o, 7o, 8o, 9o, 10 e 16 da Lei no 10.814,

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Conselho Nacional de Biossegurança – CNBS, reestrutura a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança – CTNBio, dispõe sobre a Política Nacional de Biossegurança – PNB, revoga a Lei no 8.974, de 5 de janeiro de 1995, e a Medida Provisória no 2.191-9, de 23 de agosto de 2001, e os arts. 5o, 6o, 7o, 8o, 9o, 10 e 16 da Lei no 10.814, de 15 de dezembro de 2003, e dá outras providências". A Casa Civil da Presidência da República manifestou-se da seguinte forma: Inciso IV do § 1º do art. 8º "Art. 8o ........................................................................... § 1o ........................................................................... ........................................................................... IV – apreciar o recurso de que trata o § 7o do art. 16 desta Lei, no prazo de até 45 (quarenta e cinco) dias a contar da data de sua apresentação, sendo considerado prejudicado o recurso em caso de não obediência desse prazo. ..........................................................................." Razões do veto "Ainda que os Ministérios responsáveis pelo registro e fiscalização interponham recurso à decisão da CTNBio, este recurso poderá não ser apreciado e tornará definitiva a decisão da CTNBio por decurso de prazo. Os Ministros que compõem o CNBS ficam obrigados a apreciar matéria complexa e controversa no prazo máximo de 45 dias a contar do seu recebimento, prazo insuficiente para novas consultas ou esclarecimentos a fim de subsidiar os Ministros para a tomada de decisão." § 2o do art. 8o "Art. 8o ........................................................................... ...........................................................................

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§ 2 O CNBS tem o prazo de até 30 (trinta) dias, da data da publicação da decisão técnica da CTNBio, para avocar o processo e deliberará no prazo de 45 (quarenta e cinco) dias a contar da data de protocolo do processo em sua Secretaria, sendo considerada definitiva a decisão em caso de não obediência desses prazos. ..........................................................................." Razões do veto "Salienta-se que a CTNBio não possui prazo para deliberar sobre os temas de sua competência, sendo que o CNBS, que deverá decidir após parecer dos Ministérios com competência sobre a matéria, terá prazo definido para decidir sobre assuntos de interesse nacional e, em não o fazendo no prazo de 45 dias, a decisão será considerada definitiva por decurso de prazo. A complexidade das matérias pode demandar a elaboração de novos estudos ou uma análise mais aprofundada sobre o tema e, neste caso, haverá necessidade de prazo maior." § 2o do art. 9o "Art. 9o ........................................................................... ........................................................................... § 2o Os membros do CNBS terão como suplentes os Secretários-Executivos das respectivas pastas. ..........................................................................." Razões do veto "O dispositivo exige que os suplentes dos Ministros de Estados e do Secretário Especial de Aqüicultura e Pesca sejam os secretários-executivos das respectivas pastas. Contudo, inexistem os cargos de Secretário-Executivo no Ministério das Relações Exteriores, no Ministério da Defesa e na própria Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca. Ademais,
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a matéria deve ser objeto de decreto ou regimento do CNBS que defina as eventuais substituições dos titulares." § 8o do art. 11 "Art. 11. ........................................................................... ........................................................................... § 8o As decisões da CTNBio serão tomadas por maioria dos membros presentes à reunião, respeitado o quorum previsto no § 7o deste artigo. ..........................................................................." Razões do veto "É justificado o veto a esse dispositivo, pois não há razoabilidade para que questões polêmicas e complexas que afetam a saúde pública e o meio ambiente possam ser decididas por apenas oito brasileiros (o quórum de instalação das reuniões é de quatorze presentes; a maioria, portanto, é alcançada por oito votos) que, embora qualificados academicamente, representam menos de um terço do colegiado da CTNBio. A matéria pode ser objeto de decreto que deverá estabelecer quórum maior para deliberação." Art. 38 "Art. 38. O Poder Executivo adotará medidas administrativas no sentido de ampliar a capacidade operacional da CTNBio e dos órgãos e entidades de registro, autorização, licenciamento e fiscalização de OGM e derivados, bem como de capacitar seus recursos humanos na área de biossegurança, com vistas no adequado cumprimento de suas atribuições." Razões do veto "Este projeto é de iniciativa exclusiva do Presidente da República, por criar órgãos públicos (CTNBio e CNBS), segundo o disposto no art. 61, § 1o, II, e, da Constituição. O dispositivo vetado impõe uma obrigação onerosa e extremamente

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genérica, sem contornos objetivos, ao Poder Executivo. Não há como aumentar a capacidade operacional de órgãos sem custo, logo sem aumento de despesa. Portanto, o veto se impõe pela inconstitucionalidade do dispositivo. Ademais, o comando contido no artigo é por demais aberto. Não há parâmetros para estabelecer o seu cumprimento pelo Poder Executivo. Seu descumprimento poderia sempre ser alegado, inobstante os melhores esforços do Poder Executivo. Disso decorre o risco inaceitável, e contrário ao interesse público, de o Presidente da República, supremo mandatário e chefe do Poder Executivo, vir a ser processado por crime de responsabilidade por atentar contra o cumprimento de lei (art. 85, VII) que não há como ser cumprida. Logo, o veto igualmente se impõe porquanto o dispositivo contraria o interesse público." O Ministério da Justiça pronunciou-se pelos seguintes vetos: § 2º do art. 12 "Art. 12 ........................................................................... ........................................................................... § 2o O regulamento desta Lei estabelecerá valores e formas de cobrança de taxa a ser recolhida pelos interessados à CTNBio para pagamento das despesas relativas à apreciação dos requerimentos de autorização de pesquisas ou de liberação comercial de OGM." Razões do veto "O dispositivo institui uma ‘taxa’ a ser recolhida pelos interessados à CTNBio para o pagamento de despesas a que faz referência. Isto é, dá nome ao tributo e indica a destinação do produto de sua arrecadação, mas não define o fato gerador da obrigação tributária. Esta é a hipótese precisa do art. 4o do Código Tributário Nacional:

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‘Art. 4 A natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação, sendo irrelevantes para qualificá-la: I - a denominação e demais características formais adotadas pela lei; II - a destinação legal do produto da sua arrecadação.’ Ou seja, o dispositivo define o que o CTN qualifica como irrelevante - e não define o que lhe é essencial: o fato gerador. Definir o fato gerador no regulamento equivale, portanto, a conferir natureza jurídica a tributo em decreto - ou seja, a rigor, criá-lo por decreto. O art. 9o do CTN veda a hipótese em seu inciso I: ‘I - instituir ou majorar tributos sem que a lei o estabeleça, ressalvado, quanto à majoração, o disposto nos arts. 21, 26 e 65;’ Por sua vez, relegar o estabelecimento de base de cálculo, valor ou alíquota da taxa para o regulamento impede o estabelecimento do parâmetro legal necessário a não majoração de tributo. Como majorar tributo é vedado senão por lei, sem esse parâmetro inicial não há como cumprir esse comando do CTN. O dispositivo viola o princípio da legalidade tributária, insculpido no art. 150, I, da Constituição Federal, bem como viola os arts. 4o e 5o, I do Código Tributário Nacional, que dão substância àquele princípio." § 1º do art. 27 "Art. 27............................................................................ ........................................................................... § 1o Se o crime é culposo: Pena – detenção, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa. ..........................................................................." Razões do veto
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"Verifica-se que o § 1o do art. 27 ofende o princípio da proporcionalidade, quando ao caput deste dispositivo, que prevê a forma dolosa do crime com pena de 1 a 4 anos de reclusão, e também em face do Capítulo em que se insere, para não falar em relação ao próprio Código Penal Brasileiro. Embora o tipo penal não contenha nenhuma inconstitucionalidade ou ilegalidade, o mesmo não pode ser dito do preceito sancionador. Inicialmente, a pena cominada é desnecessária, em sua quantidade, em face da gravidade do delito. Ao mais, a pena mostra-se inadequada, em relação à pena cominada para mesma figura delitiva, na sua modalidade dolosa: a pena mínima do crime doloso é inferior à pena mínima da forma culposa." Essas, Senhor Presidente, as razões que me levaram a vetar os dispositivos acima mencionados do projeto em causa, as quais ora submeto à elevada apreciação dos Senhores Membros do Congresso Nacional. Brasília, 24 de março de 2005. Este texto não substitui o publicado no D.O.U. de 28.3.2005

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estabelece pena de 2 a 4 anos de detenção, para a modalidade culposa, em relação

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos DECRETO Nº 5.591, DE 22 DE NOVEMBRO DE 2005. Regulamenta dispositivos da Lei no 11.105, de 24 de março de 2005, que regulamenta os incisos II, IV e V do § 1odo art. 225 da Constituição, e dá outras providências.

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O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe confere o art. 84, incisos IV e VI, alínea "a", da Constituição, e tendo em vista o disposto na Lei no 11.105, de 24 de março de 2005, DECRETA: CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES E GERAIS Art. 1o Este Decreto regulamenta dispositivos da Lei no 11.105, de 24 de março de 2005, que estabelece normas de segurança e mecanismos de fiscalização sobre a construção, o cultivo, a produção, a manipulação, o transporte, a transferência, a importação, a exportação, o armazenamento, a pesquisa, a comercialização, o consumo, a liberação no meio ambiente e o descarte de organismos geneticamente modificados OGM e seus derivados, tendo como diretrizes o estímulo ao avanço científico na área de biossegurança e biotecnologia, a proteção à vida e à saúde humana, animal e vegetal, e a observância do princípio da precaução para a proteção do meio ambiente, bem como normas para o uso mediante autorização de células-tronco embrionárias obtidas de embriões humanos produzidos por fertilização in vitro e não utilizados no respectivo procedimento, para fins de pesquisa e terapia. Art. 2o As atividades e projetos que envolvam OGM e seus derivados, relacionados ao ensino com manipulação de organismos vivos, à pesquisa científica, ao desenvolvimento tecnológico e à produção industrial ficam restritos ao âmbito de entidades de direito público ou privado, que serão responsáveis pela obediência aos preceitos da Lei no 11.105, de 2005, deste Decreto e de normas complementares, bem como pelas eventuais conseqüências ou efeitos advindos de seu descumprimento. § 1o Para os fins deste Decreto, consideram-se atividades e projetos no âmbito de entidade os conduzidos em instalações próprias ou sob a responsabilidade administrativa, técnica ou científica da entidade.

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§ 2 As atividades e projetos de que trata este artigo são vedados a pessoas físicas em atuação autônoma e independente, ainda que mantenham vínculo empregatício ou qualquer outro com pessoas jurídicas. § 3o Os interessados em realizar atividade prevista neste Decreto deverão requerer autorização à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança - CTNBio, que se manifestará no prazo fixado em norma própria. Art. 3o Para os efeitos deste Decreto, considera-se: I - atividade de pesquisa: a realizada em laboratório, regime de contenção ou campo, como parte do processo de obtenção de OGM e seus derivados ou de avaliação da biossegurança de OGM e seus derivados, o que engloba, no âmbito experimental, a construção, o cultivo, a manipulação, o transporte, a transferência, a importação, a exportação, o armazenamento, a liberação no meio ambiente e o descarte de OGM e seus derivados; II - atividade de uso comercial de OGM e seus derivados: a que não se enquadra como atividade de pesquisa, e que trata do cultivo, da produção, da manipulação, do transporte, da transferência, da comercialização, da importação, da exportação, do armazenamento, do consumo, da liberação e do descarte de OGM e seus derivados para fins comerciais; III - organismo: toda entidade biológica capaz de reproduzir ou transferir material genético, inclusive vírus e outras classes que venham a ser conhecidas; IV - ácido desoxirribonucléico - ADN, ácido ribonucléico - ARN: material genético que contém informações determinantes dos caracteres hereditários transmissíveis à descendência; V - moléculas de ADN/ARN recombinante: as moléculas manipuladas fora das células vivas mediante a modificação de segmentos de ADN/ARN natural ou sintético e que possam multiplicar-se em uma célula viva, ou ainda as moléculas de ADN/ARN resultantes dessa multiplicação; consideram-se também os segmentos de ADN/ARN sintéticos equivalentes aos de ADN/ARN natural;
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VI - engenharia genética: atividade de produção e manipulação de moléculas de ADN/ARN recombinante; VII - organismo geneticamente modificado - OGM: organismo cujo material genético - ADN/ARN tenha sido modificado por qualquer técnica de engenharia genética; VIII - derivado de OGM: produto obtido de OGM e que não possua capacidade autônoma de replicação ou que não contenha forma viável de OGM; IX - célula germinal humana: célula-mãe responsável pela formação de gametas presentes nas glândulas sexuais femininas e masculinas e suas descendentes diretas em qualquer grau de ploidia; X - fertilização in vitro: a fusão dos gametas realizada por qualquer técnica de fecundação extracorpórea; XI - clonagem: processo de reprodução assexuada, produzida artificialmente, baseada em um único patrimônio genético, com ou sem utilização de técnicas de engenharia genética; XII - células-tronco embrionárias: células de embrião que apresentam a capacidade de se transformar em células de qualquer tecido de um organismo; XIII - embriões inviáveis: aqueles com alterações genéticas comprovadas por diagnóstico pré implantacional, conforme normas específicas estabelecidas pelo Ministério da Saúde, que tiveram seu desenvolvimento interrompido por ausência espontânea de clivagem após período superior a vinte e quatro horas a partir da fertilização in vitro, ou com alterações morfológicas que comprometam o pleno desenvolvimento do embrião; XIV - embriões congelados disponíveis: aqueles congelados até o dia 28 de março de 2005, depois de completados três anos contados a partir da data do seu congelamento;

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XV - genitores: usuários finais da fertilização in vitro; XVI - órgãos e entidades de registro e fiscalização: aqueles referidos no caput do art. 53; XVII - tecnologias genéticas de restrição do uso: qualquer processo de intervenção humana para geração ou multiplicação de plantas geneticamente modificadas para produzir estruturas reprodutivas estéreis, bem como qualquer forma de manipulação genética que vise à ativação ou desativação de genes relacionados à fertilidade das plantas por indutores químicos externos. § 1o Não se inclui na categoria de OGM o resultante de técnicas que impliquem a introdução direta, num organismo, de material hereditário, desde que não envolvam a utilização de moléculas de ADN/ARN recombinante ou OGM, inclusive fecundação in vitro, conjugação, transdução, transformação, indução poliplóide e qualquer outro processo natural. § 2o Não se inclui na categoria de derivado de OGM a substância pura, quimicamente definida, obtida por meio de processos biológicos e que não contenha OGM, proteína heteróloga ou ADN recombinante. CAPÍTULO II DA COMISSÃO TÉCNICA NACIONAL DE BIOSSEGURANÇA Art. 4o A CTNBio, integrante do Ministério da Ciência e Tecnologia, é instância colegiada multidisciplinar de caráter consultivo e deliberativo, para prestar apoio técnico e de assessoramento ao Governo Federal na formulação, atualização e implementação da Política Nacional de Biossegurança - PNB de OGM e seus derivados, bem como no estabelecimento de normas técnicas de segurança e de pareceres técnicos referentes à autorização para atividades que envolvam pesquisa e uso comercial de OGM e seus derivados, com base na avaliação de seu risco zoofitossanitário, à saúde humana e ao meio ambiente. Parágrafo único. A CTNBio deverá acompanhar o desenvolvimento e o progresso técnico e científico nas áreas de biossegurança, biotecnologia, bioética e afins, com o
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objetivo de aumentar sua capacitação para a proteção da saúde humana, dos animais e das plantas e do meio ambiente. Seção I Das Atribuições Art. 5o Compete à CTNBio: I - estabelecer normas para as pesquisas com OGM e seus derivados; II - estabelecer normas relativamente às atividades e aos projetos relacionados a OGM e seus derivados; III - estabelecer, no âmbito de suas competências, critérios de avaliação e monitoramento de risco de OGM e seus derivados; IV - proceder à análise da avaliação de risco, caso a caso, relativamente a atividades e projetos que envolvam OGM e seus derivados; V - estabelecer os mecanismos de funcionamento das Comissões Internas de Biossegurança - CIBio, no âmbito de cada instituição que se dedique ao ensino, à pesquisa científica, ao desenvolvimento tecnológico e à produção industrial que envolvam OGM e seus derivados; VI - estabelecer requisitos relativos a biossegurança para autorização de funcionamento de laboratório, instituição ou empresa que desenvolverá atividades relacionadas a OGM e seus derivados; VII - relacionar-se com instituições voltadas para a biossegurança de OGM e seus derivados, em âmbito nacional e internacional; VIII - autorizar, cadastrar e acompanhar as atividades de pesquisa com OGM e seus derivados, nos termos da legislação em vigor; IX - autorizar a importação de OGM e seus derivados para atividade de pesquisa;

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X - prestar apoio técnico consultivo e de assessoramento ao Conselho Nacional de Biossegurança - CNBS na formulação da Política Nacional de Biossegurança de OGM e seus derivados; XI - emitir Certificado de Qualidade em Biossegurança - CQB para o desenvolvimento de atividades com OGM e seus derivados em laboratório, instituição ou empresa e enviar cópia do processo aos órgãos de registro e fiscalização; XII - emitir decisão técnica, caso a caso, sobre a biossegurança de OGM e seus derivados, no âmbito das atividades de pesquisa e de uso comercial de OGM e seus derivados, inclusive a classificação quanto ao grau de risco e nível de biossegurança exigido, bem como medidas de segurança exigidas e restrições ao uso; XIII - definir o nível de biossegurança a ser aplicado ao OGM e seus usos, e os respectivos procedimentos e medidas de segurança quanto ao seu uso, conforme as normas estabelecidas neste Decreto, bem como quanto aos seus derivados; XIV - classificar os OGM segundo a classe de risco, observados os critérios estabelecidos neste Decreto; XV - acompanhar o desenvolvimento e o progresso técnico-científico na biossegurança de OGM e seus derivados; XVI - emitir resoluções, de natureza normativa, sobre as matérias de sua competência; XVII - apoiar tecnicamente os órgãos competentes no processo de prevenção e investigação de acidentes e de enfermidades, verificados no curso dos projetos e das atividades com técnicas de ADN/ARN recombinante; XVIII - apoiar tecnicamente os órgãos e entidades de registro e fiscalização, no exercício de suas atividades relacionadas a OGM e seus derivados; XIX - divulgar no Diário Oficial da União, previamente à análise, os extratos dos pleitos e, posteriormente, dos pareceres dos processos que lhe forem submetidos, bem

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como dar ampla publicidade no Sistema de Informações em Biossegurança - SIB a sua agenda, processos em trâmite, relatórios anuais, atas das reuniões e demais informações sobre suas atividades, excluídas as informações sigilosas, de interesse comercial, apontadas pelo proponente e assim por ela consideradas; XX - identificar atividades e produtos decorrentes do uso de OGM e seus derivados potencialmente causadores de degradação do meio ambiente ou que possam causar riscos à saúde humana; XXI - reavaliar suas decisões técnicas por solicitação de seus membros ou por recurso dos órgãos e entidades de registro e fiscalização, fundamentado em fatos ou conhecimentos científicos novos, que sejam relevantes quanto à biossegurança de OGM e seus derivados; XXII - propor a realização de pesquisas e estudos científicos no campo da biossegurança de OGM e seus derivados; XXIII - apresentar proposta de seu regimento interno ao Ministro de Estado da Ciência e Tecnologia. Parágrafo único. A reavaliação de que trata o inciso XXI deste artigo será solicitada ao Presidente da CTNBio em petição que conterá o nome e qualificação do solicitante, o fundamento instruído com descrição dos fatos ou relato dos conhecimentos científicos novos que a ensejem e o pedido de nova decisão a respeito da biossegurança de OGM e seus derivados a que se refiram. Seção II Da Composição Art. 6o A CTNBio, composta de membros titulares e suplentes, designados pelo Ministro de Estado da Ciência e Tecnologia, será constituída por vinte e sete cidadãos brasileiros de reconhecida competência técnica, de notória atuação e saber científicos, com grau acadêmico de doutor e com destacada atividade profissional nas áreas de biossegurança, biotecnologia, biologia, saúde humana e animal ou meio ambiente, sendo:
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I - doze especialistas de notório saber científico e técnico, em efetivo exercício profissional, sendo: a) três da área de saúde humana; b) três da área animal; c) três da área vegetal; d) três da área de meio ambiente; II - um representante de cada um dos seguintes órgãos, indicados pelos respectivos titulares: a) Ministério da Ciência e Tecnologia; b) Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; c) Ministério da Saúde; d) Ministério do Meio Ambiente; e) Ministério do Desenvolvimento Agrário; f) Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; g) Ministério da Defesa; h) Ministério das Relações Exteriores; i) Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da República; III - um especialista em defesa do consumidor, indicado pelo Ministro de Estado da Justiça; IV - um especialista na área de saúde, indicado pelo Ministro de Estado da Saúde;

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V - um especialista em meio ambiente, indicado pelo Ministro de Estado do Meio Ambiente; VI - um especialista em biotecnologia, indicado pelo Ministro de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; VII - um especialista em agricultura familiar, indicado pelo Ministro de Estado do Desenvolvimento Agrário; VIII - um especialista em saúde do trabalhador, indicado pelo Ministro de Estado do Trabalho e Emprego. Parágrafo único. Cada membro efetivo terá um suplente, que participará dos trabalhos na ausência do titular. Art. 7o Os especialistas de que trata o inciso I do art. 6o serão escolhidos a partir de lista tríplice de titulares e suplentes. Parágrafo único. O Ministro de Estado da Ciência e Tecnologia constituirá comissão ad hoc, integrada por membros externos à CTNBio, representantes de sociedades científicas, da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência - SBPC e da Academia Brasileira de Ciências - ABC, encarregada de elaborar a lista tríplice de que trata o caput deste artigo, no prazo de até trinta dias de sua constituição. Art. 8o Os representantes de que trata o inciso II do art. 6o, e seus suplentes, serão indicados pelos titulares dos respectivos órgãos no prazo de trinta dias da data do aviso do Ministro de Estado da Ciência e Tecnologia. Art. 9o A indicação dos especialistas de que tratam os incisos III a VIII do art. 6o será feita pelos respectivos Ministros de Estado, a partir de lista tríplice elaborada por organizações da sociedade civil providas de personalidade jurídica, cujo objetivo social seja compatível com a especialização prevista naqueles incisos, em procedimento a ser definido pelos respectivos Ministérios.

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Art. 10. As consultas às organizações da sociedade civil, para os fins de que trata o art. 9o, deverão ser realizadas sessenta dias antes do término do mandato do membro a ser substituído. Art. 11. A designação de qualquer membro da CTNBio em razão de vacância obedecerá aos mesmos procedimentos a que a designação ordinária esteja submetida. Art. 12. Os membros da CTNBio terão mandato de dois anos, renovável por até mais dois períodos consecutivos. Parágrafo único. A contagem do período do mandato de membro suplente é contínua, ainda que assuma o mandato de titular. Art. 13. As despesas com transporte, alimentação e hospedagem dos membros da CTNBio serão de responsabilidade do Ministério da Ciência e Tecnologia. Parágrafo único. As funções e atividades desenvolvidas pelos membros da CTNBio serão consideradas de alta relevância e honoríficas. Art. 14. Os membros da CTNBio devem pautar a sua atuação pela observância estrita dos conceitos ético-profissionais, sendo vedado participar do julgamento de questões com as quais tenham algum envolvimento de ordem profissional ou pessoal, sob pena de perda de mandato. § 1o O membro da CTNBio, ao ser empossado, assinará declaração de conduta, explicitando eventual conflito de interesse, na forma do regimento interno. § 2o O membro da CTNBio deverá manifestar seu eventual impedimento nos processos a ele distribuídos para análise, quando do seu recebimento, ou, quando não for o relator, no momento das deliberações nas reuniões das subcomissões ou do plenário. § 3o Poderá argüir o impedimento o membro da CTNBio ou aquele legitimado como interessado, nos termos do art. 9o da Lei no 9.784, de 29 de janeiro de 1999.

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§ 4 A argüição de impedimento será formalizada em petição fundamentada e devidamente instruída, e será decidida pelo plenário da CTNBio. § 5o É nula a decisão técnica em que o voto de membro declarado impedido tenha sido decisivo para o resultado do julgamento. § 6o O plenário da CTNBio, ao deliberar pelo impedimento, proferirá nova decisão técnica, na qual regulará expressamente o objeto da decisão viciada e os efeitos dela decorrentes, desde a sua publicação. Art. 15. O Presidente da CTNBio e seu substituto serão designados, entre os seus membros, pelo Ministro de Estado da Ciência e Tecnologia, a partir de lista tríplice votada pelo plenário. § 1o O mandado do Presidente da CTNBio será de dois anos, renovável por igual período. § 2o Cabe ao Presidente da CTNBio, entre outras atribuições a serem definidas no regimento interno: I - representar a CTNBio; II - presidir a reunião plenária da CTNBio; III - delegar suas atribuições; IV - determinar a prestação de informações e franquear acesso a documentos, solicitados pelos órgãos de registro e fiscalização. Seção III Da Estrutura Administrativa Art. 16. A CTNBio contará com uma Secretaria-Executiva, cabendo ao Ministério da Ciência e Tecnologia prestar-lhe o apoio técnico e administrativo.
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Parágrafo único. Cabe à Secretaria-Executiva da CTNBio, entre outras atribuições a serem definidas no regimento interno: I - prestar apoio técnico e administrativo aos membros da CTNBio; II - receber, instruir e fazer tramitar os pleitos submetidos à deliberação da CTNBio; III - encaminhar as deliberações da CTNBio aos órgãos governamentais responsáveis pela sua implementação e providenciar a devida publicidade; IV - atualizar o SIB. Art. 17. A CTNBio constituirá subcomissões setoriais permanentes na área de saúde humana, na área animal, na área vegetal e na área ambiental, e poderá constituir subcomissões extraordinárias, para análise prévia dos temas a serem submetidos ao plenário. § 1o Membros titulares e suplentes participarão das subcomissões setoriais, e a distribuição dos processos para análise poderá ser feita a qualquer deles. § 2o O funcionamento e a coordenação dos trabalhos nas subcomissões setoriais e extraordinárias serão definidos no regimento interno da CTNBio. Seção IV Das Reuniões e Deliberações Art. 18. O membro suplente terá direito à voz e, na ausência do respectivo titular, a voto nas deliberações. Art. 19. A reunião da CTNBio poderá ser instalada com a presença de catorze de seus membros, incluído pelo menos um representante de cada uma das áreas referidas no inciso I do art. 6o. Parágrafo único. As decisões da CTNBio serão tomadas com votos favoráveis da maioria absoluta de seus membros, exceto nos processos de liberação comercial de

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OGM e derivados, para os quais se exigirá que a decisão seja tomada com votos favoráveis de pelo menos dois terços dos membros. Art. 20. Perderá seu mandato o membro que: I - violar o disposto no art. 14; II - não comparecer a três reuniões ordinárias consecutivas do plenário da CTNBio, sem justificativa. Art. 21. A CTNBio reunir-se-á, em caráter ordinário, uma vez por mês e, extraordinariamente, a qualquer momento, mediante convocação de seu Presidente ou por solicitação fundamentada subscrita pela maioria absoluta dos seus membros. Parágrafo único. A periodicidade das reuniões ordinárias poderá, em caráter excepcional, ser alterada por deliberação da CTNBio. Art. 22. As reuniões da CTNBio serão gravadas, e as respectivas atas, no que decidirem sobre pleitos, deverão conter ementa que indique número do processo, interessado, objeto, motivação da decisão, eventual divergência e resultado. Art. 23. Os extratos de pleito deverão ser divulgados no Diário Oficial da União e no SIB, com, no mínimo, trinta dias de antecedência de sua colocação em pauta, excetuados os casos de urgência, que serão definidos pelo Presidente da CTNBio. Art. 24. Os extratos de parecer e as decisões técnicas deverão ser publicados no Diário Oficial da União. Parágrafo único. Os votos fundamentados de cada membro deverão constar no SIB. Art. 25. Os órgãos e entidades integrantes da administração pública federal poderão solicitar participação em reuniões da CTNBio para tratar de assuntos de seu especial interesse, sem direito a voto.

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Parágrafo único. A solicitação à Secretaria-Executiva da CTNBio deverá ser acompanhada de justificação que demonstre a motivação e comprove o interesse do solicitante na biossegurança de OGM e seus derivados submetidos à deliberação da CTNBio. Art. 26. Poderão ser convidados a participar das reuniões, em caráter excepcional, representantes da comunidade científica, do setor público e de entidades da sociedade civil, sem direito a voto. Seção V Da Tramitação de Processos Art. 27. Os processos pertinentes às competências da CTNBio, de que tratam os incisos IV, VIII, IX, XII, e XXI do art. 5o, obedecerão ao trâmite definido nesta Seção. Art. 28. O requerimento protocolado na Secretaria-Executiva da CTNBio, depois de autuado e devidamente instruído, terá seu extrato prévio publicado no Diário Oficial da União e divulgado no SIB. Art. 29. O processo será distribuído a um dos membros, titular ou suplente, para relatoria e elaboração de parecer. Art. 30. O parecer será submetido a uma ou mais subcomissões setoriais permanentes ou extraordinárias para formação e aprovação do parecer final. Art. 31. O parecer final, após sua aprovação nas subcomissões setoriais ou extraordinárias para as quais o processo foi distribuído, será encaminhado ao plenário da CTNBio para deliberação. Art. 32. O voto vencido de membro de subcomissão setorial permanente ou extraordinária deverá ser apresentado de forma expressa e fundamentada e será consignado como voto divergente no parecer final para apreciação e deliberação do plenário.

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Art. 33. Os processos de liberação comercial de OGM e seus derivados serão submetidos a todas as subcomissões permanentes. Art. 34. O relator de parecer de subcomissões e do plenário deverá considerar, além dos relatórios dos proponentes, a literatura científica existente, bem como estudos e outros documentos protocolados em audiências públicas ou na CTNBio. Art. 35. A CTNBio adotará as providências necessárias para resguardar as informações sigilosas, de interesse comercial, apontadas pelo proponente e assim por ela consideradas, desde que sobre essas informações não recaiam interesses particulares ou coletivos constitucionalmente garantidos. § 1o A fim de que seja resguardado o sigilo a que se refere o caput deste artigo, o requerente deverá dirigir ao Presidente da CTNBio solicitação expressa e fundamentada, contendo a especificação das informações cujo sigilo pretende resguardar. § 2o O pedido será indeferido mediante despacho fundamentado, contra o qual caberá recurso ao plenário, em procedimento a ser estabelecido no regimento interno da CTNBio, garantido o sigilo requerido até decisão final em contrário. § 3o O requerente poderá optar por desistir do pleito, caso tenha seu pedido de sigilo indeferido definitivamente, hipótese em que será vedado à CTNBio dar publicidade à informação objeto do pretendido sigilo. Art. 36. Os órgãos e entidades de registro e fiscalização requisitarão acesso a determinada informação sigilosa, desde que indispensável ao exercício de suas funções, em petição que fundamentará o pedido e indicará o agente que a ela terá acesso. Seção VI Da Decisão Técnica Art. 37. Quanto aos aspectos de biossegurança de OGM e seus derivados, a decisão técnica da CTNBio vincula os demais órgãos e entidades da administração.

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Art. 38. Nos casos de uso comercial, dentre outros aspectos técnicos de sua análise, os órgãos de registro e fiscalização, no exercício de suas atribuições em caso de solicitação pela CTNBio, observarão, quanto aos aspectos de biossegurança de OGM e seus derivados, a decisão técnica da CTNBio. Art. 39. Em caso de decisão técnica favorável sobre a biossegurança no âmbito da atividade de pesquisa, a CTNBio remeterá o processo respectivo aos órgãos e entidades de registro e fiscalização, para o exercício de suas atribuições. Art. 40. A decisão técnica da CTNBio deverá conter resumo de sua fundamentação técnica, explicitar as medidas de segurança e restrições ao uso de OGM e seus derivados e considerar as particularidades das diferentes regiões do País, com o objetivo de orientar e subsidiar os órgãos e entidades de registro e fiscalização, no exercício de suas atribuições. Art. 41. Não se submeterá a análise e emissão de parecer técnico da CTNBio o derivado cujo OGM já tenha sido por ela aprovado. Art. 42. As pessoas físicas ou jurídicas envolvidas em qualquer das fases do processo de produção agrícola, comercialização ou transporte de produto geneticamente modificado que tenham obtido a liberação para uso comercial estão dispensadas de apresentação do CQB e constituição de CIBio, salvo decisão em contrário da CTNBio. Seção VII Das Audiências Públicas Art. 43. A CTNBio poderá realizar audiências públicas, garantida a participação da sociedade civil, que será requerida: I - por um de seus membros e aprovada por maioria absoluta, em qualquer hipótese; II - por parte comprovadamente interessada na matéria objeto de deliberação e aprovada por maioria absoluta, no caso de liberação comercial.

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§ 1 A CTNBio publicará no SIB e no Diário Oficial da União, com antecedência mínima de trinta dias, a convocação para audiência pública, dela fazendo constar a matéria, a data, o horário e o local dos trabalhos. § 2o A audiência pública será coordenada pelo Presidente da CTNBio que, após a exposição objetiva da matéria objeto da audiência, abrirá as discussões com os interessados presentes. § 3o Após a conclusão dos trabalhos da audiência pública, as manifestações, opiniões, sugestões e documentos ficarão disponíveis aos interessados na SecretariaExecutiva da CTNBio. § 4o Considera-se parte interessada, para efeitos do inciso II do caput deste artigo, o requerente do processo ou pessoa jurídica cujo objetivo social seja relacionado às áreas previstas no caput e nos incisos III, VII e VIII do art 6o. Seção VIII Das Regras Gerais de Classificação de Risco de OGM Art. 44. Para a classificação dos OGM de acordo com classes de risco, a CTNBio deverá considerar, entre outros critérios: I - características gerais do OGM; II - características do vetor; III - características do inserto; IV - características dos organismos doador e receptor; V - produto da expressão gênica das seqüências inseridas; VI - atividade proposta e o meio receptor do OGM; VII - uso proposto do OGM; VIII - efeitos adversos do OGM à saúde humana e ao meio ambiente.
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Seção IX Do Certificado de Qualidade em Biossegurança Art. 45. A instituição de direito público ou privado que pretender realizar pesquisa em laboratório, regime de contenção ou campo, como parte do processo de obtenção de OGM ou de avaliação da biossegurança de OGM, o que engloba, no âmbito experimental, a construção, o cultivo, a manipulação, o transporte, a transferência, a importação, a exportação, o armazenamento, a liberação no meio ambiente e o descarte de OGM, deverá requerer, junto à CTNBio, a emissão do CQB. § 1o A CTNBio estabelecerá os critérios e procedimentos para requerimento, emissão, revisão, extensão, suspensão e cancelamento de CQB. § 2o A CTNBio enviará cópia do processo de emissão de CQB e suas atualizações aos órgãos de registro e fiscalização. Art. 46. As organizações públicas e privadas, nacionais e estrangeiras, financiadoras ou patrocinadoras de atividades ou de projetos referidos no caput do art. 2o, devem exigir a apresentação de CQB, sob pena de se tornarem co-responsáveis pelos eventuais efeitos decorrentes do descumprimento deste Decreto. Art. 47. Os casos não previstos neste Capítulo serão definidos pelo regimento interno da CTNBio. CAPÍTULO III DO CONSELHO NACIONAL DE BIOSSEGURANÇA Art. 48. O CNBS, vinculado à Presidência da República, é órgão de assessoramento superior do Presidente da República para a formulação e implementação da PNB. § 1o Compete ao CNBS: I - fixar princípios e diretrizes para a ação administrativa dos órgãos e entidades federais com competências sobre a matéria;

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II - analisar, a pedido da CTNBio, quanto aos aspectos da conveniência e oportunidade socioeconômicas e do interesse nacional, os pedidos de liberação para uso comercial de OGM e seus derivados; III - avocar e decidir, em última e definitiva instância, com base em manifestação da CTNBio e, quando julgar necessário, dos órgãos e entidades de registro e fiscalização, no âmbito de suas competências, sobre os processos relativos a atividades que envolvam o uso comercial de OGM e seus derivados. § 2o Sempre que o CNBS deliberar favoravelmente à realização da atividade analisada, encaminhará sua manifestação aos órgãos e entidades de registro e fiscalização. § 3o Sempre que o CNBS deliberar contrariamente à atividade analisada, encaminhará sua manifestação à CTNBio para informação ao requerente. Art. 49. O CNBS é composto pelos seguintes membros: I - Ministro de Estado Chefe da Casa Civil da Presidência da República, que o presidirá; II - Ministro de Estado da Ciência e Tecnologia; III - Ministro de Estado do Desenvolvimento Agrário; IV - Ministro de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; V - Ministro de Estado da Justiça; VI - Ministro de Estado da Saúde; VII - Ministro de Estado do Meio Ambiente; VIII - Ministro de Estado do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; IX - Ministro de Estado das Relações Exteriores;

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X - Ministro de Estado da Defesa; XI - Secretário Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da República. § 1o O CNBS reunir-se-á sempre que convocado por seu Presidente ou mediante provocação da maioria dos seus membros. § 2o Os membros do CNBS serão substituídos, em suas ausências ou impedimentos, pelos respectivos Secretários-Executivos ou, na inexistência do cargo, por seus substitutos legais. § 3o Na ausência do Presidente, este indicará Ministro de Estado para presidir os trabalhos. § 4o A reunião do CNBS será instalada com a presença de, no mínimo, seis de seus membros e as decisões serão tomadas por maioria absoluta dos seus membros. § 5o O regimento interno do CNBS definirá os procedimentos para convocação e realização de reuniões e deliberações. Art. 50. O CNBS decidirá, a pedido da CTNBio, sobre os aspectos de conveniência e oportunidade socioeconômicas e do interesse nacional na liberação para uso comercial de OGM e seus derivados. § 1o A CTNBio deverá protocolar, junto à Secretaria-Executiva do CNBS, cópia integral do processo relativo à atividade a ser analisada, com indicação dos motivos desse encaminhamento. § 2o A eficácia da decisão técnica da CTNBio, se esta tiver sido proferida no caso específico, permanecerá suspensa até decisão final do CNBS. § 3o O CNBS decidirá o pedido de análise referido no caput no prazo de sessenta dias, contados da data de protocolo da solicitação em sua Secretaria-Executiva. § 4o O prazo previsto no § 3o poderá ser suspenso para cumprimento de diligências ou emissão de pareceres por consultores ad hoc, conforme decisão do CNBS.

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Art. 51. O CNBS poderá avocar os processos relativos às atividades que envolvam o uso comercial de OGM e seus derivados para análise e decisão, em última e definitiva instância, no prazo de trinta dias, contados da data da publicação da decisão técnica da CTNBio no Diário Oficial da União. § 1o O CNBS poderá requerer, quando julgar necessário, manifestação dos órgãos e entidades de registro e fiscalização. § 2o A decisão técnica da CTNBio permanecerá suspensa até a expiração do prazo previsto no caput sem a devida avocação do processo ou até a decisão final do CNBS, caso por ele o processo tenha sido avocado. § 3o O CNBS decidirá no prazo de sessenta dias, contados da data de recebimento, por sua Secretaria-Executiva, de cópia integral do processo avocado. § 4o O prazo previsto no § 3o poderá ser suspenso para cumprimento de diligências ou emissão de pareceres por consultores ad hoc, conforme decisão do CNBS. Art. 52. O CNBS decidirá sobre os recursos dos órgãos e entidades de registro e fiscalização relacionados à liberação comercial de OGM e seus derivados, que tenham sido protocolados em sua Secretaria-Executiva, no prazo de até trinta dias contados da data da publicação da decisão técnica da CTNBio no Diário Oficial da União. § 1o O recurso de que trata este artigo deverá ser instruído com justificação tecnicamente fundamentada que demonstre a divergência do órgão ou entidade de registro e fiscalização, no âmbito de suas competências, quanto à decisão da CTNBio em relação aos aspectos de biossegurança de OGM e seus derivados. § 2o A eficácia da decisão técnica da CTNBio permanecerá suspensa até a expiração do prazo previsto no caput sem a devida interposição de recursos pelos órgãos de fiscalização e registro ou até o julgamento final pelo CNBS, caso recebido e conhecido o recurso interposto. § 3o O CNBS julgará o recurso no prazo de sessenta dias, contados da data do protocolo em sua Secretaria-Executiva.

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§ 4 O prazo previsto no § 3o poderá ser suspenso para cumprimento de diligências ou emissão de pareceres por consultores ad hoc, conforme decisão do CNBS. CAPÍTULO IV DOS ÓRGÃOS E ENTIDADES DE REGISTRO E FISCALIZAÇÃO Art. 53. Caberá aos órgãos e entidades de registro e fiscalização do Ministério da Saúde, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e do Ministério do Meio Ambiente, e da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da República entre outras atribuições, no campo de suas competências, observadas a decisão técnica da CTNBio, as deliberações do CNBS e os mecanismos estabelecidos neste Decreto: I - fiscalizar as atividades de pesquisa de OGM e seus derivados; II - registrar e fiscalizar a liberação comercial de OGM e seus derivados; III - emitir autorização para a importação de OGM e seus derivados para uso comercial; IV - estabelecer normas de registro, autorização, fiscalização e licenciamento ambiental de OGM e seus derivados; V - fiscalizar o cumprimento das normas e medidas de biossegurança estabelecidas pela CTNBio; VI - promover a capacitação dos fiscais e técnicos incumbidos de registro, autorização, fiscalização e licenciamento ambiental de OGM e seus derivados; VII - instituir comissão interna especializada em biossegurança de OGM e seus derivados; VIII - manter atualizado no SIB o cadastro das instituições e responsáveis técnicos que realizam atividades e projetos relacionados a OGM e seus derivados; IX - tornar públicos, inclusive no SIB, os registros, autorizações e licenciamentos ambientais concedidos;
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X - aplicar as penalidades de que trata este Decreto; XI - subsidiar a CTNBio na definição de quesitos de avaliação de biossegurança de OGM e seus derivados. § 1o As normas a que se refere o inciso IV consistirão, quando couber, na adequação às decisões da CTNBio dos procedimentos, meios e ações em vigor aplicáveis aos produtos convencionais. § 2o Após manifestação favorável da CTNBio, ou do CNBS, em caso de avocação ou recurso, caberá, em decorrência de análise específica e decisão pertinente: I - ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento emitir as autorizações e registros e fiscalizar produtos e atividades que utilizem OGM e seus derivados destinados a uso animal, na agricultura, pecuária, agroindústria e áreas afins, de acordo com a legislação em vigor e segundo as normas que vier a estabelecer; II - ao órgão competente do Ministério da Saúde emitir as autorizações e registros e fiscalizar produtos e atividades com OGM e seus derivados destinados a uso humano, farmacológico, domissanitário e áreas afins, de acordo com a legislação em vigor e as normas que vier a estabelecer; III - ao órgão competente do Ministério do Meio Ambiente emitir as autorizações e registros e fiscalizar produtos e atividades que envolvam OGM e seus derivados a serem liberados nos ecossistemas naturais, de acordo com a legislação em vigor e segundo as normas que vier a estabelecer, bem como o licenciamento, nos casos em que a CTNBio deliberar, na forma deste Decreto, que o OGM é potencialmente causador de significativa degradação do meio ambiente; IV - à Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da República emitir as autorizações e registros de produtos e atividades com OGM e seus derivados destinados ao uso na pesca e aqüicultura, de acordo com a legislação em vigor e segundo este Decreto e as normas que vier a estabelecer.

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Art. 54. A CTNBio delibera, em última e definitiva instância, sobre os casos em que a atividade é potencial ou efetivamente causadora de degradação ambiental, bem como sobre a necessidade do licenciamento ambiental. Art. 55. A emissão dos registros, das autorizações e do licenciamento ambiental referidos neste Decreto deverá ocorrer no prazo máximo de cento e vinte dias. Parágrafo úncio. A contagem do prazo previsto no caput será suspensa, por até cento e oitenta dias, durante a elaboração, pelo requerente, dos estudos ou esclarecimentos necessários. Art. 56. As autorizações e registros de que trata este Capítulo estarão vinculados à decisão técnica da CTNBio correspondente, sendo vedadas exigências técnicas que extrapolem as condições estabelecidas naquela decisão, nos aspectos relacionados à biossegurança. Art. 57. Os órgãos e entidades de registro e fiscalização poderão estabelecer ações conjuntas com vistas ao exercício de suas competências. CAPÍTULO V DO SISTEMA DE INFORMAÇÕES EM BIOSSEGURANÇA Art. 58. O SIB, vinculado à Secretaria-Executiva da CTNBio, é destinado à gestão das informações decorrentes das atividades de análise, autorização, registro, monitoramento e acompanhamento das atividades que envolvam OGM e seus derivados. § 1o As disposições dos atos legais, regulamentares e administrativos que alterem, complementem ou produzam efeitos sobre a legislação de biossegurança de OGM e seus derivados deverão ser divulgadas no SIB concomitantemente com a entrada em vigor desses atos. § 2o Os órgãos e entidades de registro e fiscalização deverão alimentar o SIB com as informações relativas às atividades de que trata este Decreto, processadas no âmbito de sua competência.

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Art. 59. A CTNBio dará ampla publicidade a suas atividades por intermédio do SIB, entre as quais, sua agenda de trabalho, calendário de reuniões, processos em tramitação e seus respectivos relatores, relatórios anuais, atas das reuniões e demais informações sobre suas atividades, excluídas apenas as informações sigilosas, de interesse comercial, assim por ela consideradas. Art. 60. O SIB permitirá a interação eletrônica entre o CNBS, a CTNBio e os órgãos e entidades federais responsáveis pelo registro e fiscalização de OGM. CAPÍTULO VI DAS COMISSÇÕES INTERNAS DE BIOSSEGURANÇA - CIBio Art. 61. A instituição que se dedique ao ensino, à pesquisa científica, ao desenvolvimento tecnológico e à produção industrial, que utilize técnicas e métodos de engenharia genética ou realize pesquisas com OGM e seus derivados, deverá criar uma Comissão Interna de Biossegurança - CIBio, cujos mecanismos de funcionamento serão estabelecidos pela CTNBio. Parágrafo único. A instituição de que trata o caput deste artigo indicará um técnico principal responsável para cada projeto especifico. Art. 62. Compete a CIBio, no âmbito de cada instituição: I - manter informados os trabalhadores e demais membros da coletividade, quando suscetíveis de serem afetados pela atividade, sobre as questões relacionadas com a saúde e a segurança, bem como sobre os procedimentos em caso de acidentes; II - estabelecer programas preventivos e de inspeção para garantir o funcionamento das instalações sob sua responsabilidade, dentro dos padrões e normas de biossegurança, definidos pela CTNBio; III - encaminhar à CTNBio os documentos cuja relação será por esta estabelecida, para os fins de análise, registro ou autorização do órgão competente, quando couber;

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IV - manter registro do acompanhamento individual de cada atividade ou projeto em desenvolvimento que envolva OGM e seus derivados; V - notificar a CTNBio, aos órgãos e entidades de registro e fiscalização e às entidades de trabalhadores o resultado de avaliações de risco a que estão submetidas as pessoas expostas, bem como qualquer acidente ou incidente que possa provocar a disseminação de agente biológico; VI - investigar a ocorrência de acidentes e enfermidades possivelmente relacionados a OGM e seus derivados e notificar suas conclusões e providencias à CTNBio. CAPÍTULO VII DA PESQUISA E DA TERAPIA COM CÉLULAS-TRONCO EMBIONÁRIAS HUMANAS OBTIDAS POR FERTILIZAÇÃO IN VITRO Art. 63. É permitida, para fins de pesquisa e terapia, a utilização de células-tronco embrionárias obtidas de embriões humanos produzidos por fertilização in vitro e não utilizados no respectivo procedimento, atendidas as seguintes condições: I - sejam embriões inviáveis; ou II - sejam embriões congelados disponíveis. § 1o Em qualquer caso, é necessário o consentimento dos genitores. § 2o Instituições de pesquisa e serviços de saúde que realizem pesquisa ou terapia com células-tronco embrionárias humanas deverão submeter seus projetos à apreciação e aprovação dos respectivos comitês de ética em pesquisa, na forma de resolução do Conselho Nacional de Saúde. § 3o É vedada a comercialização do material biológico a que se refere este artigo, e sua prática implica o crime tipificado no art. 15 da Lei no 9.434, de 4 de fevereiro de 1997.

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Art. 64. Cabe ao Ministério da Saúde promover levantamento e manter cadastro atualizado de embriões humanos obtidos por fertilização in vitro e não utilizados no respectivo procedimento. § 1o As instituições que exercem atividades que envolvam congelamento e armazenamento de embriões humanos deverão informar, conforme norma específica que estabelecerá prazos, os dados necessários à identificação dos embriões inviáveis produzidos em seus estabelecimentos e dos embriões congelados disponíveis. § 2o O Ministério da Saúde expedirá a norma de que trata o § 1o no prazo de trinta dias da publicação deste Decreto. Art. 65. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA estabelecerá normas para procedimentos de coleta, processamento, teste, armazenamento, transporte, controle de qualidade e uso de células-tronco embrionárias humanas para os fins deste Capítulo. Art. 66. Os genitores que doarem, para fins de pesquisa ou terapia, células-tronco embrionárias humanas obtidas em conformidade com o disposto neste Capítulo, deverão assinar Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, conforme norma específica do Ministério da Saúde. Art. 67. A utilização, em terapia, de células tronco embrionárias humanas, observado o art. 63, será realizada em conformidade com as diretrizes do Ministério da Saúde para a avaliação de novas tecnologias. CAPÍTULO VIII DA RESPONSABILIDADE CIVIL E ADMINISTRATIVA Art. 68. Sem prejuízo da aplicação das penas previstas na Lei no 11.105, de 2005, e neste Decreto, os responsáveis pelos danos ao meio ambiente e a terceiros responderão, solidariamente, por sua indenização ou reparação integral, independentemente da existência de culpa.

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Seção I Das Infrações Administrativas Art. 69. Considera-se infração administrativa toda ação ou omissão que viole as normas previstas na Lei no 11.105, de 2005, e neste Decreto e demais disposições legais pertinentes, em especial: I - realizar atividade ou projeto que envolva OGM e seus derivados, relacionado ao ensino com manipulação de organismos vivos, à pesquisa científica, ao desenvolvimento tecnológico e à produção industrial como pessoa física em atuação autônoma; II - realizar atividades de pesquisa e uso comercial de OGM e seus derivados sem autorização da CTNBio ou em desacordo com as normas por ela expedidas; III - deixar de exigir a apresentação do CQB emitido pela CTNBio a pessoa jurídica que financie ou patrocine atividades e projetos que envolvam OGM e seus derivados; IV - utilizar, para fins de pesquisa e terapia, células-tronco embrionárias obtidas de embriões humanos produzidos por fertilização in vitro sem o consentimento dos genitores; V - realizar atividades de pesquisa ou terapia com células-tronco embrionárias humanas sem aprovação do respectivo comitê de ética em pesquisa, conforme norma do Conselho Nacional de Saúde; VI - comercializar células-tronco embrionárias obtidas de embriões humanos produzidos por fertilização in vitro; VII - utilizar, para fins de pesquisa e terapia, células tronco embrionárias obtidas de embriões humanos produzidos por fertilização in vitro sem atender às disposições previstas no Capítulo VII;

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VIII - deixar de manter registro do acompanhamento individual de cada atividade ou projeto em desenvolvimento que envolva OGM e seus derivados; IX - realizar engenharia genética em organismo vivo em desacordo com as normas deste Decreto; X - realizar o manejo in vitro de ADN/ARN natural ou recombinante em desacordo com as normas previstas neste Decreto; XI - realizar engenharia genética em célula germinal humana, zigoto humano e embrião humano; XII - realizar clonagem humana; XIII - destruir ou descartar no meio ambiente OGM e seus derivados em desacordo com as normas estabelecidas pela CTNBio, pelos órgãos e entidades de registro e fiscalização e neste Decreto; XIV - liberar no meio ambiente OGM e seus derivados, no âmbito de atividades de pesquisa, sem a decisão técnica favorável da CTNBio, ou em desacordo com as normas desta; XV - liberar no meio ambiente OGM e seus derivados, no âmbito de atividade comercial, sem o licenciamento do órgão ou entidade ambiental responsável, quando a CTNBio considerar a atividade como potencialmente causadora de degradação ambiental; XVI - liberar no meio ambiente OGM e seus derivados, no âmbito de atividade comercial, sem a aprovação do CNBS, quando o processo tenha sido por ele avocado; XVII - utilizar, comercializar, registrar, patentear ou licenciar tecnologias genéticas de restrição do uso; XVIII - deixar a instituição de enviar relatório de investigação de acidente ocorrido no curso de pesquisas e projetos na área de engenharia genética no prazo máximo de cinco dias a contar da data do evento;
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XIX - deixar a instituição de notificar imediatamente a CTNBio e as autoridades da saúde pública, da defesa agropecuária e do meio ambiente sobre acidente que possa provocar a disseminação de OGM e seus derivados; XX - deixar a instituição de adotar meios necessários para plenamente informar à CTNBio, às autoridades da saúde pública, do meio ambiente, da defesa agropecuária, à coletividade e aos demais empregados da instituição ou empresa sobre os riscos a que possam estar submetidos, bem como os procedimentos a serem tomados no caso de acidentes com OGM e seus derivados; XXI - deixar de criar CIBio, conforme as normas da CTNBio, a instituição que utiliza técnicas e métodos de engenharia genética ou realiza pesquisa com OGM e seus derivados; XXII - manter em funcionamento a CIBio em desacordo com as normas da CTNBio; XXIII - deixar a instituição de manter informados, por meio da CIBio, os trabalhadores e demais membros da coletividade, quando suscetíveis de serem afetados pela atividade, sobre as questões relacionadas com a saúde e a segurança, bem como sobre os procedimentos em caso de acidentes; XXIV - deixar a instituição de estabelecer programas preventivos e de inspeção, por meio da CIBio, para garantir o funcionamento das instalações sob sua responsabilidade, dentro dos padrões e normas de biossegurança, definidos pela CTNBio; XXV - deixar a instituição de notificar a CTNBio, os órgãos e entidades de registro e fiscalização, e as entidades de trabalhadores, por meio da CIBio, do resultado de avaliações de risco a que estão submetidas as pessoas expostas, bem como qualquer acidente ou incidente que possa provocar a disseminação de agente biológico; XXVI - deixar a instituição de investigar a ocorrência de acidentes e as enfermidades possivelmente relacionados a OGM e seus derivados e notificar suas conclusões e providências à CTNBio;
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XXVII - produzir, armazenar, transportar, comercializar, importar ou exportar OGM e seus derivados, sem autorização ou em desacordo com as normas estabelecidas pela CTNBio e pelos órgãos e entidades de registro e fiscalização. Seção II Das Sanções Administrativas Art. 70. As infrações administrativas, independentemente das medidas cautelares de apreensão de produtos, suspensão de venda de produto e embargos de atividades, serão punidas com as seguintes sanções: I - advertência; II - multa; III - apreensão de OGM e seus derivados; IV - suspensão da venda de OGM e seus derivados; V - embargo da atividade; VI - interdição parcial ou total do estabelecimento, atividade ou empreendimento; VII - suspensão de registro, licença ou autorização; VIII - cancelamento de registro, licença ou autorização; IX - perda ou restrição de incentivo e benefício fiscal concedidos pelo governo; X - perda ou suspensão da participação em linha de financiamento em estabelecimento oficial de crédito; XI - intervenção no estabelecimento; XII - proibição de contratar com a administração pública, por período de até cinco anos.

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Art. 71. Para a imposição da pena e sua gradação, os órgãos e entidades de registro e fiscalização levarão em conta: I - a gravidade da infração; II - os antecedentes do infrator quanto ao cumprimento das normas agrícolas, sanitárias, ambientais e de biossegurança; III - a vantagem econômica auferida pelo infrator; IV - a situação econômica do infrator. Parágrafo único. Para efeito do inciso I, as infrações previstas neste Decreto serão classificadas em leves, graves e gravíssimas, segundo os seguintes critérios: I - a classificação de risco do OGM; II - os meios utilizados para consecução da infração; III - as conseqüências, efetivas ou potenciais, para a dignidade humana, a saúde humana, animal e das plantas e para o meio ambiente; IV - a culpabilidade do infrator. Art. 72. A advertência será aplicada somente nas infrações de natureza leve. Art. 73. A multa será aplicada obedecendo a seguinte gradação: I - de R$ 2.000,00 (dois mil reais) a R$ 60.000,00 (sessenta mil reais) nas infrações de natureza leve; II - de R$ 60.001,00 (sessenta mil e um reais) a R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais) nas infrações de natureza grave; III - de R$ 500.001,00 (quinhentos mil e um reais) a R$ 1.500.000,00 (um milhão e quinhentos mil reais) nas infrações de natureza gravíssima.

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§ 1 A multa será aplicada em dobro nos casos de reincidência. § 2o As multas poderão ser aplicadas cumulativamente com as demais sanções previstas neste Decreto. Art. 74. As multas previstas na Lei no 11.105, de 2005, e neste Decreto serão aplicadas pelos órgãos e entidades de registro e fiscalização, de acordo com suas respectivas competências. § 1o Os recursos arrecadados com a aplicação de multas serão destinados aos órgãos e entidades de registro e fiscalização que aplicarem a multa. § 2o Os órgãos e entidades fiscalizadores da administração pública federal poderão celebrar convênios com os Estados, Distrito Federal e Municípios, para a execução de serviços relacionados à atividade de fiscalização prevista neste Decreto, facultado o repasse de parcela da receita obtida com a aplicação de multas. Art. 75. As sanções previstas nos incisos III, IV, V, VI, VII, IX e X do art. 70 serão aplicadas somente nas infrações de natureza grave ou gravíssima. Art. 76. As sanções previstas nos incisos VIII, XI e XII do art. 70 serão aplicadas somente nas infrações de natureza gravíssima. Art. 77. Se o infrator cometer, simultaneamente, duas ou mais infrações, ser-lheão aplicadas, cumulativamente, as sanções cominadas a cada qual. Art. 78. No caso de infração continuada, caracterizada pela permanência da ação ou omissão inicialmente punida, será a respectiva penalidade aplicada diariamente até cessar sua causa, sem prejuízo da paralisação imediata da atividade ou da interdição do laboratório ou da instituição ou empresa responsável. Art. 79. Os órgãos e entidades de registro e fiscalização poderão,
o

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independentemente da aplicação das sanções administrativas, impor medidas cautelares de apreensão de produtos, suspensão de venda de produto e embargos de atividades

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sempre que se verificar risco iminente de dano à dignidade humana, à saúde humana, animal e das plantas e ao meio ambiente. Seção III Do Processo Administrativo Art. 80. Qualquer pessoa, constatando a ocorrência de infração administrativa, poderá dirigir representação ao órgão ou entidade de fiscalização competente, para efeito do exercício de poder de polícia. Art. 81. As infrações administrativas são apuradas em processo administrativo próprio, assegurado o direito a ampla defesa e o contraditório. Art. 82. São autoridades competentes para lavrar auto de infração, instaurar processo administrativo e indicar as penalidades cabíveis, os funcionários dos órgãos de fiscalização previstos no art. 53. Art. 83. A autoridade fiscalizadora encaminhará cópia do auto de infração à CTNBio. Art. 84. Quando a infração constituir crime ou contravenção, ou lesão à Fazenda Pública ou ao consumidor, a autoridade fiscalizadora representará junto ao órgão competente para apuração das responsabilidades administrativa e penal. Art. 85. Aplicam-se a este Decreto, no que couberem, as disposições da Lei no 9.784, de 1999. CAPÍTULO IX DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS Art. 86. A CTNBio, em noventa dias de sua instalação, definirá: I - proposta de seu regimento interno, a ser submetida à aprovação do Ministro de Estado da Ciência e Tecnologia; II - as classes de risco dos OGM;

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III - os níveis de biossegurança a serem aplicados aos OGM e seus derivados, observada a classe de risco do OGM. Parágrafo único. Até a definição das classes de risco dos OGM pela CTNBio, será observada, para efeito de classificação, a tabela do Anexo deste Decreto. Art. 87. A Secretaria-Executiva do CNBS submeterá, no prazo de noventa dias, proposta de regimento interno ao colegiado. Art. 88. Os OGM que tenham obtido decisão técnica da CTNBio favorável a sua liberação comercial até o dia 28 de março de 2005 poderão ser registrados e comercializados, observada a Resolução CNBS no 1, de 27 de maio de 2005. Art. 89. As instituições que desenvolvam atividades reguladas por este Decreto deverão adequar-se às suas disposições no prazo de cento e vinte dias, contado da sua publicação. Art. 90. Não se aplica aos OGM e seus derivados o disposto na Lei no 7.802, de 11 de julho de 1989, exceto para os casos em que eles sejam desenvolvidos para servir de matéria-prima para a produção de agrotóxicos. Art. 91. Os alimentos e ingredientes alimentares destinados ao consumo humano ou animal que contenham ou sejam produzidos a partir de OGM e seus derivados deverão conter informação nesse sentido em seus rótulos, na forma de decreto específico. Art. 92. A CTNBio promoverá a revisão e se necessário, a adequação dos CQB, dos comunicados, decisões técnicas e atos normativos, emitidos sob a égide da Lei no 8.974, de 5 de janeiro de 1995, os quais não estejam em conformidade com a Lei no 11.105, de 2005, e este Decreto. Art. 93. A CTNBio e os órgãos e entidades de registro e fiscalização deverão rever suas deliberações de caráter normativo no prazo de cento e vinte dias, contados da publicação deste Decreto, a fim de promover sua adequação às disposições nele contidas.

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Art. 94. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. Art. 95. Fica revogado o Decreto no 4.602, de 21 de fevereiro de 2003. Brasília, 22 de novembro de 2005; 184o da Independência e 117o da República. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Roberto Rodrigues Saraiva Felipe Sergio Machado Rezende Marina Silva Este texto não substitui o publicado no DOU de 23.11.2005 ANEXO Classificação de Risco dos Organismos Geneticamente Modificados Classe de Risco I: compreende os organismos que preenchem os seguintes critérios: A. Organismo receptor ou parental: - não-patogênico; - isento de agentes adventícios; - com amplo histórico documentado de utilização segura, ou a incorporação de barreiras biológicas que, sem interferir no crescimento ótimo em reator ou fermentador, permita uma sobrevivência e multiplicação limitadas, sem efeitos negativos para o meio ambiente; B. Vetor/inserto: - deve ser adequadamente caracterizado e desprovido de seqüências nocivas conhecidas;

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- deve ser de tamanho limitado, no que for possível, às seqüências genéticas necessárias para realizar a função projetada; - não deve incrementar a estabilidade do organismo modificado no meio ambiente; - deve ser escassamente mobilizável; - não deve transmitir nenhum marcador de resistência a organismos que, de acordo com os conhecimentos disponíveis, não o adquira de forma natural; C. Organismos geneticamente modificados: - não-patogênicos; - que ofereçam a mesma segurança que o organismo receptor ou parental no reator ou fermentador, mas com sobrevivência ou multiplicação limitadas, sem efeitos negativos para o meio ambiente; D. Outros organismos geneticamente modificados que poderiam incluir-se na Classe de Risco I, desde que reúnam as condições estipuladas no item C anterior: - microorganismos construídos inteiramente a partir de um único receptor procariótico (incluindo plasmídeos e vírus endógenos) ou de um único receptor eucariótico (incluindo seus cloroplastos, mitocôndrias e plasmídeos, mas excluindo os vírus) e organismos compostos inteiramente por seqüências genéticas de diferentes espécies que troquem tais seqüências mediante processos fisiológicos conhecidos; Classe de Risco II: todos aqueles não incluídos na Classe de Risco I.

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33. Ridley, Mark. Evolution (em inglês). 2ª ed. Cambridge, Massachusetts: Blackwell Science. Capítulo: The Idea of Species, 719 p. ISBN 0-86542-495-0 34. Lesk, Arthur M. Introduction to Bioinformatics (em inglês). 3ª ed. Oxford: Oxford University Press, 2008. 474 p. p. 23. ISBN 978-0-19920804-3 35. Sperelakis, Nicholas (editor); Freedman, Jeffrey C. (autor do capítulo); Ferguson, Donald G. (autor do capítulo). Cell Physiology Sourcebook: A Molecular Approach (em inglês). 3ª ed. San Diego, California: Academic Press. Capítulo: 1:Biophysical Chemistry of Physiological Solutions, 1235 p. p. 3. ISBN 0-12-656977-0 36. Bertram, Briam C. R. The Ostrich Communal Nesting System: Monographs in Behavior and Ecology (em inglês). Princeton, New Jersey: Princeton University Press, 1992. Capítulo: 5: Ecological Aspects, 196 p. p. 71-101. ISBN 0-691-08785-7 37. Karp, Gerald. Cell and Molecular Biology: Concepts and Experiments (em inglês). 5ª ed. New Jersey: John Wiley, 2008. 776 p. ISBN 978-0-470-04217-5 38. Bolsover, Stephen R.; Hyams, Jeremy S.; Shephard, Elizabeth A.; White, Hugh A.; Wiedemann, Claudia G. Cell Biology (em inglês). Hoboken, New Jersey: John Wiley & Sons, 2004. 531 p. ISBN 0471-26393-1 39. Darwin, Charles. A Origem das Espécies e a Seleção Natural. São Paulo: Hemus, 2003. 471 p. p. 415-424. ISBN 85-289-0134-3 40. De Felici, Massimo; Siracusa, Gregorio. (2000). "The rise of embryology in Italy: from the Renaissance to the early 20th Century". Int. J. Dev. Biol. 44 pp. 515-521. ISSN 1696-3547. 41. Dobzhansky, Theodosius. Genetics of the Evolutionary Process. New York/London: Columbia University Press, 1970. 117-120;180-184 p. p. 505.

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42. Marshak, Daniel R. (editor); Gardner, Richard L.(editor); Gottlieb, David (editor). Stem Cell Biology. New York: Cold Spring Harbour Laboratory Press, 2002. 550 p. p. 196. ISBN 0-87969673-7 43. Paul, Gregory S. (editor); Benton, Michael (autor do capítulo). The Scientifc American Book of Dinosaurs: The Best Minds in Paleontology Create a Portrait of the Prehistoric Era (em inglês). New York: St. Martin´s Griffin, 2000. Capítulo: A Brief History of Dinosaur Paleontology, 424 p. p. 10-44. ISBN 0-312-31008-0 44. Gould, Stephen Jay. A Montanha de Moluscos de Leonardo da Vinci: Ensaios Sobre História Natural. São Paulo: Companhia das Letras, 2003. 511 p. p. 179-190. ISBN 85-359-0431-X 45. Treviranus, Gottfried Reinhold. Biologie: Oder Philosophie Der Lebenden Natur Für Naturforscher Und Aerzte (em alemão). [S.l.]: Nabu Press, 2011. 510 p. 6 vol. vol. 1. ISBN 1-24539149-6 46. http://ebram.com/index.php/reagentes/linha-hematologia/ 47. http://www.uft.edu.br/parasitologia/pt_BR/exames/ Existem vários tipos de reagentes. Lista de reagentes Nome Ácido Acético 1- Hexeno Acetileno Ácido Bórico Ácido Clorídrico Ácido Fosfórico Fórmula química C2H4O2/CH3COOH C6 H12/CH2= CH (CH2)3CH3 C2H2 H3BO3 HCl H3PO4

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Ácido Láctico C3H6O3 CH3 - CH ( OH ) - COOH HNO3 H2SO4

Ácido Nítrico Ácido Sulfúrico Ágar-ágar Nome Alaranjado de Metilo Álcool Isoamílico Álcool Isopropílico Amónia Bromonaftaleno Butanol Carbonato de Cálcio Carbonato de Sódio Cloreto de Cobalto II Acetona

Fórmula química C14H15N3O3S·Na (CH3)2•CH•CH2•CH2OH C3H8O NH3 C10H7Br

CaCO3 Na2CO3 CoCl2 CH3(CO)CH3

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Nome Ácido Salicílico Álcool Etílico Cloreto de potássio Dicromato de amónio Dicromato de potássio Hidróxido de cálcio Hidróxido de potássio Hidróxido de sódio Isopropanol (propan-2-ol) Lítio Nome Magnésio (Pó) Naftaleno Nitrato de Amónio Nitrato de Potássio Nitrato de Prata (NH4)2Cr2O7 K2Cr2O7 Ca(OH)2 KOH NaOH C3H8O Li Fórmula química Mg C10H8 NH4NO3 KNO3 AgNO3 Fórmula química C7H6O3 / HOC6H4COOH CH3CH2OH/C2H6O

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Nitrato de Sódio Exemplos: Sinónimos: ÁCIDO ACÉTICO GLACIAL ÁCIDO ETANÓICO ÁCIDO ETÍLICO ÁCIDO METANOCARBOXÍLICO Principais perigos: Inflamável. Reage violentamenta com oxidantes e bases. Ataca alguns plásticos, borracha e revestimento. Ataca muitos metais formando hidrogénio. Armazenamento/Incompatibilidade: À prova de fogo. Separado de comida ou produtos alimentares. Guardar numa dependência bem ventilada. Derrame/eliminação: Recolher o líquido derramado em contentores fechados. Neutralizar com cuidado o líquido derramado com carbonato de sódio, mas apenas sob a supervisão de um perito. Lavar os vestígios com muita água (protecção pessoal extra: fato de protecção química contendo dispositivo de respiração integrado). Ficha de segurança: http://www.laboratoriosescolares.net/docs/ManualSegurancaLabsEscolares/fichasdeseg uranca/01_acidoacetico.pdf NaNO3

A linha de Hematologia possui conjuntos de reagentes para os principais analisadores hematológicos utilizados no Brasil, são produzidos com matéria-prima de qualidade e em modernos processos de fabricação.

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1. EBRATON – CL17 – 1 X 20L - Cód. 21201 Solução diluente para contagem e classificação de células sanguíneas nos analisadores hematológicos. 2. EBRALYSE EBRALYSE – – CL17 CL17 – – 1 1 X X 4L 1L - Cód. - Cód. 23205 23207

Solução Hemolisante para contagem diferencial de leucócitos e determinação quantitativa de hemoglobina em analisadores Hematológicos. 3. EBRATERG – CL37 – 1 X 20L - Cód. 24201

Solução detergente para limpar e umedecer as tubulações dos analisadores hematológicos entre as dosagens das amostras. 4. EBRACLEAN – CL/SY – 2 X 15mL - Cód. 22313

Detergente Enzimático CONCENTRADO específico para limpeza intensa, descontaminação e manutenção preventiva de analisadores hematológicos. Linha Bioquímica

A Bioquímica Ebram é dividida em quatro linhas (Linha Econômica, Linha Automação, Linha Bulk e Linha Específica), sendo que todas as linhas são líquidas, prontas para uso e com estabilidade de um ano. Cada linha apresenta particularidades com relação as apresentações, permitindo a utilização pelos laboratórios de pequeno, médio e grande porte e são produzidas com o mesmo padrão de qualidade sem diferenciações técnicas entre elas. Produtos. Reagentes.

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A » Ácido Úrico » Adenosina Deaminase » Albumina » ALT/TGP » Amilase » AST/TGO B »Bilirrubina Direta »Bilirrubina Total C » Cálcio » CKMB » CKNAC » Cloretos » Colesterol » Creatinina F » Ferro » Fosfatase Alcalina » Fósforo G » Gama - GT » Glicose Hexoquinase » Glicose Oxidase H » HDL Colesterol » Hemoglobina Glicosilada L » Lactato Desidrogenase M

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» Magnésio P » Proteína Total T » Triglicérides U » Uréia Calibradores » QUIMICALIB (multicalibrador) » Calibrador ADA » Calibrador HDL » Calibrador HbA1C Controles » Soro Controle ADA ( I e II) » Soro Controle Anormal » Soro Controle Normal Linha Turbidimetria

Os reagentes da linha Turbidimetria são prontos para uso, com avançanda tecnologia de estabilidade, apresentam precisão e reprodutibilidade nos resultados, consumo reduzido de reagente por teste, além de e proporcionar uma maior estabilidade na calibração. Produtos. A

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» Alfa-1 Glicoproteína Ácida » ASO - Antiestreptolisina O C » Complemento C3 » Complemento C4 F » Fator Reumatóide » Ferritina I » Imunoglobulina A » Imunoglobulina G » Imunoglobulina M M » Microalbumina P » PCR - Proteína C Reativa » PCR - Ultra-Sensível T » Transferrina Calibradores » Calibrador Fator Reumatóide » Calibrador Ferritina » Calibrador Microalbumina » TURBCALIB - 5 níveis » TURBCALIB - Calibrador Controles » Soro Controle de Proteínas Nível I » Soro Controle de Proteínas Nível II » Soro Controle PCR Ultra Nível I » Soro Controle PCR Ultra Nível II » Soro Controle Ferritina » TURBCONTROL - Controle

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Linha Imunohematologia

A Linha de Imunohematologia é composta pelos principais reagentes para identificação imunohematológica do sistema ABO e sistema Rh. Alta concentração de anticorpos permite que os reagentes atendam e superem as exigências dos laboratórios e bancos de sangue. Produtos » Soro Anti - A » Soro Anti - AB » Soro Anti - B » Soro Anti - D » Controle Rh » Soro Anti - Humano » Solução Albumina Bovina 22%

Linha Gravidez

Testes de imunoensaio cromatográfico para determinação da gonadotrofina coriônica humana (hCG) no soro e/ou na urina com alto grau de sensibilidade. Em menos de 5

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minutos os níveis de hCG tão baixos quanto 25 mUI/ml podem ser detectados e os resultados positivos de hCG podem ser vistos facilmente em uma banda colorida. Produtos » hCG - Tiras - Soro/Urina (Sachê) » hCG - Tiras - Urina (Sachê) » hCG -Tiras - Soro/Urina (Tubo) » hCG -Tiras - Urina (Tubo) Linha Sorologia

Os kits completos acompanham controles positivos e material necessário para realização do teste, garantindo ao laboratório segurança em todas as análises e confiabilidade nos resultados obtidos. Os reagentes látex também são comercializados em embalagens individuais, visando maior economia, reduzindo custo por teste. Produtos A » ASO Látex B » Brucelose F » FR Látex » FR Waaler Rose L
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» Les Látex P » PCR Látex W » Widal A, B, O e H Linha Chagas

O kit Elisa III é um ensaio imunoenzimático em fase sólida para a detecção qualitativa e quantitativa de anticorpos da classe IgG contra Trypanosoma cruzi, realiza-se em placas cujos poços são sensibilizados com extratos totais das cepas de T. cruzi , incluindo antígenos de membrana altamente imunogênicos. Produtos » Chagas - Elisa III Linha Hematologia

A linha de Hematologia possui conjuntos de reagentes para os principais analisadores hematológicos utilizados no Brasil, são produzidos com matéria-prima de qualidade e em modernos processos de fabricação. Conjunto de Reagentes para o Equipamento

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A » Abbott CD 1400, 1600, 1700® » Abbott CD 3000® » Abbott CD 3500, 3700® » ABX Micros 45/60® C » Coulter MAXM, MAXM A/L, HmX, STKS, GEN-S® » Coulter S-Series, S-Plus Series, STKR® M » Medonic EB20 S » Sysmex KX-21® Sangue Controles » Controle Hematológico

Na Parasitologia podemos usar alguns reagentes. O Método de Willis , denominado também de Flutuação em Solução Saturada de Cloreto de Sódio, é uma Técnica de Concentração, na categoria de Flutuação. Figurase entre os procedimentos de rotina, como parte de um exame completo de fezes, para a pesquisa de parasitos e o diagnóstico de um pequeno número de organismos que foram omitidos, quando foi usado somente o exame direto a fresco. Esse Método fundamentase no princípio da diferença de densidade específica entre os ovos dos helmintos, cistos e oocistos de protozoários e material fecal, a fim de que esses organismos flutuem na superfície dos reagentes com densidade específica.

Indicação Ovos de ancilostomídeos e Trichostrongylus orientalis.

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Os trofozoítos e os ovos operculados não são isolados através dessa técnica. O Método de Willis não é recomendado para os ovos pesados de trematódeos, ovos de E. vermicularis e ovos inférteis de A. lumbricóides. Os cistos de protozoários se retraem, ficando irreconhecíveis.

Amostra Fezes frescas ou formolizadas (solução tamponada de formaldeído a 5% e/ou 10% ou solução de formaldeído não tamponada). Reagente Cloreto de sódio (NaCl)

Técnica a) Usar luvas durante todas as etapas do procedimento b) Colocar uma quantidade de fezes frescas de aproximadamente 1 a 2 g, coletada de várias partes do bolo fecal, em pequena cuba de vidro de 3 cm de diâmetro com capacidade aproximada de 20 ml. Completar ¼ da capacidade do recipiente com solução saturada de cloreto de sódio. c) Suspender as fezes na solução saturada salina até haver uma total homogenização d) Completar o volume. Colocar uma lamínula (22x22 mm) ou uma lâmina sobre a borda da pequena cuba. e) A lamínula deve ficar em contato com o menisco durante 20 minutos; não deverá haver formação de bolhas de ar entre a lamínula e a superfície do líquido. A gota contendo os ovos se adere à face inferior da lamínula. f) Remover a lamínula e inverter rapidamente sua posição sobre uma lâmina. Examinar ao microscópio com objetiva de pequeno aumento. Considerações Os ovos não flutuam na superfície do reagente quando a homogeneização do material fecal é incompleta, havendo uma imperfeita separação dos ovos e dos detritos fecais.

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A flutuação dos ovos não se realiza quando o período de flutuação é muito curto (menos de 30 minutos) ou muito longo (mais de 60 minutos). Nesse caso os ovos que flutuam na superfície podem descer para o fundo da pequena cuba.

Pesquise:
1. Lista de Exames 2. ELISA 3. Meio de Balamuth 4. PCR 5. Intradermorreação de Montenegro 6. MEIO DE BOECK E DRBOHLAV LOCKE-EGG-SERUM(LES) 7. MÉTODO DE HOFFMAN, PONS & JANER ou HPJ 8. Método de Willis 9. Método da Fita Adesiva 10. Teste de Aglutinação em Látex 11. Método de Rugai, Mattos e Brisola 12. Método do Swab de vaselina e parafina (VASPAR) 13. Meio NNN 14. Meio LIT 15. Meio de Robinson 16. Exame direto das amostras fecais - Macroscópico 17. Exame microscópico das amostras fecais 18. Exame direto a fresco 19. Método de Willis 20. Método de Harada e Mori 21. Método de Stoll e Hausheer 22. Reações de Aglutinação 23. Eletroforese 24. Western Blotting 25. Imunofluorescência 26. Teste de Knott 27. Meio de Schneider (Schneider’s Insect Medium) 28. Meio Trypticase-Yeast Extract-Iron-Serum (TYI-S-33)
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29. Meio Trypticase-Yeast Extract-Serum-Gastric Mucin (TYSGM-9) 30. Meio Brain Heart Infusion (BHI) 31. Meio Triatomine Artificial Urine (TAU) 32. Meio MacNeal, Novy e Nicolle (NNN) 33. Método da Cápsula Duodenal (Entero Test) 34. Coloração de Wright 35. Método de Baermann-Moraes 36. Método de Barbosa 37. Método de Bell 38. Método de Teesdale e Amin 39. Solução de D'Antoni 40. Método de Brooke 41. Método de Wheatley

Urina.
A unidade funcional do rim é o néfron, formado pelo glomérulo, pela alça descendente e ascendente de Henle e pelos túbulos contorcidos distal e proximal, os quais terminam nos ductos coletores. Cada porção do néfron tem uma função na formação da urina. A cada minuto, o rim normal é per fundido por cerca de 1.200 mL de sangue, a partir dos quais são produzidos de 1 a 2ml de urina. O sangue é inicialmente filtrado na cápsula de Bowman (componente do glomérulo), gerando um ultrafiltrado (volume aproximado: 180 L a cada 24 horas) que passará pelos túbulos contorcidos e pela alça de Henle, terminando nos túbulos coletores. O sangue penetra nos rins através da artéria renal, entrando no glomérulo através da arteríola aferente e subsequentemente deixando o néfron pela artéríola eferente. Através de alterações no seu diâmetro, estas arteríolas regulam a quantidade de sangue que é filtrada a cada momento (aumentando ou diminuindo a pressão hidrostática nos capilares glomerulares). Na cápsula de Bowman dos glomérulos (que consistem basicamente em capilares espiralados e um espaço virtual, que recebe o ultrafiltrado), são filtradas para a urina as substâncias dissolvidas no plasma com peso molecular inferior a 70.000 D. A cada minuto, cerca de 120 mL de água contendo substâncias de baixo peso molecular são filtradas através deste sistema.

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Aí o filtrado deve passar por três camadas filtrantes: a membrana das paredes capilares (cujas células contêm poros especiais, sendo denominadas fenestradas), a membrana basal, e o epitélio visceral da cápsula de Bowmann. O Fluxo de sangue através dos rins sofre influência do siatema renina-angiotensina-aldosterona.. Quando os níveis de pressão sanguínea declinam, a renina (enzima produzida nos rins) provoca a produção de aldosterona, a qual aumenta a reabsorção de sódio e água. O oposto ocorre com a elevação da pressão. Esse sistema é um importante determinante da pressão arterial. Distúrbios neste sistema podem estar relacionados com a gênese da Hipertensão arterial. No túbulo contorcido proximal, é realizada a reabsorção de substências essenciais e água, através de transporte ativo e passivo. No transporte ativo --- responsável pela reabsorção de glicose, aminoácidos e sais ---, proteínas transportadoras ligam-se às substâncias reabsorvidas, transferindo-as através das membranas celulares de volta ao sangue. No transporte passivo, as substâncias fluem através das membranas em resultado das diferenças de concentração e/ou cargas elétricas presentes nas soluções em cada lado da membrana. A reabsorção de água ocorre em todas as partes do néfron, excetuada a alça ascendente de Henle. A uréia é reabsorvida passivamente no túbulo contorcido proximal e na alça ascendente de Henle; o sódio (Na+) acompanha o transporte ativo do cloreto (Cl-, de carga elétrica oposta) que se realiza na alça ascendente de Henle. É este transporte ativo de íons efetuado pelas células da Alça de Henle o responsável pela concentração da urina, pois à medida que o ultrafiltrado progride, forma-se --- por um mecanismo de contra-corrente --- um gradiente de concentração de sal, com concentração máxima no fundo da alça de Henle. A concentração do filtrado, dependente deste gradiente formado, começa no fim do túbulo contorcido distal e temina no ducto coletor. A permeabilidade de ambos à água é controlada pelo hormônio aldosterona, que, quando presente, torna as suas paredes permeáveis à água. Prosseguindo através do túbulo contorcido distal, e antes de atingir o tubo coletor, o filtrado sofre reabsorção adicional de sódio (sob o controle da aldosterona) antes que o fluido seja entregue aos túbulos coletores para a concentração final. Outro fenômeno que ocorre no néfron é a secreção tubular. Esta permite a eliminação de resíduos não filtrados pelo glomérulo e a regulação do equilíbrio ácidobásico do organismo, através da secreção de íons H+ (Hidrogênio). Muitas substâncias ligadas às proteínas (como medicamentos) não podem ser filtradas pelos glomérulos,

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mas apresentam afinidade pelas células dos capilares tubulares, e são aí transportadas para o filtrado através destas. Os íons bicarbonato (HCO3-) são fundamentais à manutenção do pH sanguíneo. Estes íons são livremente filtrados, e deve ser reabsorvido, o que ocorre principalmente no túbulo cotornado proximal. Íons H+ (Hidrogênio) em excesso devem ser excretados. Sua excreção se dá quando ligados a íons fosfato filtrados e não reabsorvidos e também ligados dos à Amônia (NH3), formando o íon amônio (NH4+), o qual é excretado. O íon potássio(K+), filtrado livremente, é de importância na condução nervosa, contração muscular e na função cardíaca. Desequilíbrio na sua concentração pode ter conseqüências graves como a parada cardíaca. Cerca de 65% do potássio filtrado são reabsorvidos no túbulo proximal, outros 20 a 30% na alça de Henle. Esses quatro últimos processos ocorrem simultaneamente, sendo sua velocidade determinada pelo equilíbrio ácido-básico do organismo. Dos tubos coletores a urina já formada prossegue até o ureter, chegando à Bexiga, de onde é eliminada pela micção. Para a análise clínica da urina, é extremamente importante garantir coleta adequada e conservação. Cada exame realizado na urina requer uma série de cuidados especiais, devendo sempre ser seguidas as orientações do laboratório.

Glóbulos brancos de uma amostra de urina vistos em ummicroscópio. A uranálise é a análise da urina com fins de diagnóstico ou prognóstico de estados fisilógicos ou patológicos. Consiste em uma subespecialidade da Patologia clínica. A análise da urina é um dos métodos mais comuns de diagnóstico médico. Já no tempo deGaleno (século II DC) se praticava a uroscopia, que consistia na prática de se examinar a urina de um paciente em busca de sinais diagnósticos. A urina é um material de coleta simples, não invasiva e indolor, e

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seu exame fornece importantes informações tanto dosistema urinário como do metabolismo e de outras partes do corpo. O laboratório moderno dispõe de modernos instrumentos e metodologias, patológicos capazes através de da diagnósticos urinálise, desde complexos o de estados fisiológicos e diagnóstico

dagravidez até o diagnóstico e acompanhamento de doenças urológicas e sistêmicas. Dentre os exames mais comuns realizados na urina estão: 1. Exame de rotina de urina, também

designado urinálise, uranálise, EAS. 2. Bacterioscopia e Urocultura. 3. Teste de gravidez na urina. 4. Clearence de Creatinina ou Depuração de creatinina. 5. Dosagem do Ácido Vanilmandélico (VMA). 6. Triagem para doenças metabólicas herdadas. 7. Dosagens bioquímicas como: sódio, potássio, glicose, proteínas, microalbuminúria, cálcio, fósforo etc. 8. Toxicologia e análise forense.

Urinálise.
Cada laboratório deve consultar os profissionais médicos de sua comunidade e determinar que procedimentos devam ser usados e a abrangência dos exames a serem realizados. Essas decisões devem ser baseado nas avaliações de estudos científicos conhecidos e publicado, bem como no tipo da população de pacientes que atendem. A urinálise é realizada por diversos motivos, entre os quais: a) Auxiliar no diagnóstico da doença; b) Realizar a triagem de uma população para constatar a presença de doenças assintomáticas, congênitas, hereditárias, de origem renal; c) Monitorar o curso de uma doença; d) Monitorar a eficácia ou complicações resultantes da terapia; e) Realizar a triagem de trabalhadores nas empresas, para constatar a presença de doenças preexistentes ou adquiridas. 1 Objetivo

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Este Projeto de Norma descreve os procedimentos, os critérios e os requisitos mínimos para a realização do exame de urina (EAS) no laboratório clínico para que os profissionais estabeleçam e apliquem diretrizes padronizadas na execução do processo, a fim de evitar não-conformidades na elaboração dos laudos, destinados à aplicação médica. No âmbito deste Projeto de Norma, o termo “urinálise” compreende algumas ou todas as seguintes determinações: a) Avaliação organoléticas (por exemplo: odor, coloração e aspecto); b) Medições físicas (por exemplo: pH, volume e peso específico); c) Pesquisa dos elementos anormais; e d) Exame microscópico do sedimento. 2 Referência normativa A norma relacionada a seguir contém disposições que, ao serem citadas neste texto, constituem prescrições para esta Norma. A edição indicada estava em vigor no momento desta publicação. Como toda norma está sujeita a revisão, recomenda-se àqueles que realizam acordos com base nesta que verifiquem a conveniência de se usar a edição mais recente da norma citada a seguir. A ABNT possui a informação das normas em vigor em um dado momento. ABNT NBR 14500:2000 - Gestão da qualidade no laboratório clínico ABNT NBR 10004:2004 - Resíduos sólidos - Classificação ABNT NBR 14725:2001 - Ficha de informações de segurança de produtos químicos - FISPQ ABNT NBR 14785:2001 Laboratório clínico - Requisitos de segurança NCCLS GP16-A2 - Urinalysis and collection, transportation, and preservation of urine specimens - Vol.21 – No.19 - Novembro/2001 Resolução ANVISA RDC no 3, de 25/02/2003 - Dispõe sobre o Regulamento Técnico para o gerenciamento de resíduos de serviços de saúde 3 Definições Para os efeitos deste Projeto de Norma, aplicam-se as seguintes definições:

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3.1 Exame de urina: Exame realizado numa amostra de urina humana para determinar os caracteres físicos e químicos e para verificar a presença de estruturas celulares ou de outra origem. NOTA O exame de urina é conhecido com outras denominações, tais como: urina de rotina, sumário de urina, urina do tipo 1, EAS (Elementos Anormais e Sedimento), EQU (Exame Químico de Urina), ECU (Exame Comum de Urina), urina parcial e PEAS (Pesquisa dos Elementos Anormais e Sedimento). 3.2 Sedimento: Elementos figurados na urina que são concentrados por centrifugação ou detectáveis por citômetros de fluxo em amostra de urina integral. NOTA Esses elementos incluem células renais, leucócitos, hemácias, cilindros (hialinos, granulosos, céreos, etc.), cristais uratos, fosfato triplo, cistina, etc., microorganismos (bactéria, levedo, etc.), e outros. 3.3 Tira reagente: Finos e estreitos pedaçõs de material inerte contendo uma ou mais almofadas de reação quimicamente impregnadas para o desenvolvimento de uma reação detectável entre o analito de interesse no espécime e os reagentes químicos específicos contidos nas almofadas. NOTA Logo após a exposição à urina, essas almofadas impregnadas de reagentes ficam coradas e devem ser interpretadas visualmente ou avaliadas mediante um instrumento de leitura de tiras reagentes. 4 Exame de urina - Urinálise 4.1 Características organoléticas Principalmente por interesse histórico, há ocasiões em que a coloração e o aspecto são clinicamente importantes. Por decisão técnica, cada laboratório deverá decidir se esses parâmetros farão parte ou não da urinálise de rotina. Contudo, quaisquer variações, na coloração e no aspecto de uma urina deve ser registrado no laudo. Os laboratórios

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devem estabelecer métodos padronizados e terminologia consistente, a fim de reduzir a ambigüidade e subjetividade ao relatar a coloração e o aspecto em amostras de urina. 4.2 Determinações físicas As determinações físicas a serem avaliadas no exame de urina são: a) peso específico (densidade); b) pH. 4.3 Exames químico. A realização do exame químico pode ser processado por dois tipos de testes, o método clássico ou de química úmida e o método através de tiras reativas que é o método de química seca. Os testes por química úmida podem também serem utilizados para confirmar e validar os testes obtidos através do uso de tiras reativas, o que é sempre recomendado para a pesquisa de proteínas na urina com ácido sulfossalicílico, nítrico ou tricloro acético, pela sua importância clínica. Os testes com tiras reagentes devem ser processados seguindo as instruções do fabricante. 4.4 Microscopia do sedimento urinário A sua realização é indispensável quando utilizadas as técnicas com tiras reativas ou métodos químicos para a pesquisa de elementos anormais. A maioria dos exames microscópicos do sedimento urinário é realizado com o uso de montagens úmidas, entre lâmina e lamínula, em campo claro. A coloração pode ser extremamente útil na identificação de células e cilindros. Os corantes comuns supravitais, apropriados incluem o Sternheimer Malbin (Violeta cristal e Safranina O), Azul tolueno a 0,5%, Eosina- Azul de metileno.

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Nos casos suspeitos de lipidúria e/ou cristalúria, para uma conclusão definitiva, é recomendado a microscopia com luz polarizada para a identificação dos lipídios e cristais. A microscopia de contraste de fase pode ser valiosa em determinadas ocasiões, pois facilita a identificação dos elementos figurados. Um método alternativo ao método microscópico manual é o exame do sedimento urinário por instrumento automático ou semi-automático. Esse tipo de sistema permite a observação da amostra sem centrifugação, para a identificação e contagem dos elementos figurados. É inerente a esses sistemas uma reprodutibilidade maior, em comparação com a microscopia manual realizada por diferentes pessoas, devendo ser seguidas às instruções do fabricante. Ainda no sedimento urinário no caso de hematuria pode ser verificado, juntamente com as avaliações dos elementos figurados, a presença de dismorfismo eritrocitário, que é a identificação da origem dos eritrócitos com as características de acantócitos. 4.5 Padronização do exame microscópico O laboratório clínico deve ter procedimento da qualidade bem documentado e atualizado que contribua para a uniformidade de execução por todo o pessoal técnico, do exame microscópico do sedimento urinário. Todos devem fazer a avaliação do sedimento urinário usando o mesmo procedimento, investigando a presença das mesmas entidades sedimentares e usando os mesmos critérios de identificação. Os laboratórios podem considerar o uso de sistemas comerciais padronizados, que possibilitam relatar sedimentos anormais por unidade de volume, ao invés de usar campos microscópicos. Relacionamos a seguir os itens específicos, que devem ser padronizados no laboratório, para serem obtidos resultados comparáveis dos exames de urina:

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4.5.1 Volume da urina examinada ao microscópio Para efeito de padronização nacional este Projeto de Norma indica a utilização de um volume de 10 ml para o exame microscópico do sedimento urinário. Caso seja usado um volume menor (por exemplo: pediatria, neonatos, anúricos), recalcule a concentração dos elementos figurados e faça uma anotação a respeito no relatório final. 4.5.2 Tempo de centrifugação Para assegurar sedimentações iguais em todos as amostras, o tempo de centrifugação deve ser padronizado em 05 minutos. 4.5.3 Velocidade de centrifugação A Força de Centrifugação Relativa (RCF) deve ser de aproximadamente 400, o que corresponde a uma velocidade de 1500 - 2000 RPM. 4.5.4 Fator de concentração do sedimento Os sedimentos de todas as amostras de urina devem ser ressuspensos em volume padronizado para assegurar consistência entre as amostras dos pacientes, assim como amostras seriadas do mesmo paciente. Para efeito de padronização nacional, esta Norma indica que o volume do sedimento urinário, resultante da centrifugação de 10 ml de urina, deve ser de 0,20 ml. 4.5.5 Volume do sedimento analisado Existem sistemas comerciais padronizados que empregam uma lâmina com câmaras de determinada capacidade que retêm a quantidade especificada do sedimento concentrado.

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Para efeito de padronização nacional esta Norma indica a utilização de um volume do sedimento concentrado e ressuspendido de 0,020 ml (20 microlitros) para o exame microscópico do mesmo. 5 Procedimento para a determinação do sedimento urinário 5.1 Método de observação com lâminas e lamínulas Se forem usadas lâminas e lamínulas de vidro para microscopia, recomenda-se o seguinte procedimento manual para exame e cálculo dos elementos figurados do sedimento urinário: a) Homogeneizar a amostra de urina, transferir para tubo de ensaio, um volume de 10 ml; b) Centrifugar a 1500 – 2 0 RPM por 5 minutos; c) Retirar 9,8 ml do sobrenadante, com cuidado para não ressuspender o sedimento, deixando um volume de 0,2 ml no tubo; d) Ressuspender o sedimento com leves batidas no fundo do tubo; e) Transferir 0,020 ml (20 microlitros) desta suspensão do sedimento para uma lâmina de microscopia; f) Colocar sobre o sedimento, uma lamínula padrão de 2 x 2 m; 5.1.1 Expressão dos resultados a) Para relatar o resultado por campo microscópico, observar no mínimo 10 campos microscópicos com aumento de 400X para leucócitos e eritrócitos e 100X para células epiteliais e cilindros e calcular a média; b) Para relatar o resultado por ml, observar no mínimo 10 campos microscópicos com aumento de 400X para leucócitos e eritrócitos e 100X para células epiteliais e cilindros e calcular a média. Neste caso a média obtida deverá ser multiplicada pelo fator 5.050; c) Para relatar o resultado por µl, observar no mínimo 10 campos microscópicos com aumento de 400X para leucócitos e eritrócitos e 100X para células epiteliais e cilindros e calcular a média. Neste caso a média obtida deverá ser multiplicada pelo fator 5,050; OBSERVAÇÃO: Os fatores acima foram obtidos a partir dos seguintes dados fixos, padronizados para um volume de urina centrifugada de 10 ml, sedimento de 0,200 ml e volume do sedimento observado de 0,020 ml:

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a) Diâmetro do campo microscópico = 0,35 m b) Área do campo microscópico = 0,096 mm2 c) Área debaixo da lamínula de 2 x 2 = 484 mm2 d) 484 ÷ 0,096 = 5040Campos sob a lamínula e) Colocar 0,020 ml do sedimento homogeneizado na lâmina ≈ 1/50 de 1ml 6 Exame de urina automatizado – Urinálise automatizada Os sistemas de urinálise automatizada são fabricados para a maior conveniência possível do usuário, para eliminar o preparo de amostras e evitar as não-conformidades inerentes ao manuseio pelo técnico. Estes sistemas fornecem resultados das reações químicas e da sedimentoscopia urinária. 7 Coletas de amostras 7.1 Instruções ao paciente para a coleta de urina As amostras de urina podem ser coletadas pelo paciente/cliente após receber instruções. As instruções podem ser dadas oralmente e/ou acompanhadas de uma folha impressa, com ilustrações e informações adicionais, ou exibidas na área de coleta da urina, em linguagem simples para ser entendida pelo paciente/cliente. Quando houver a coleta simultânea de material para EAS e para outros exames, o paciente deve ser orientado, sempre que possível, coletar separadamente a urina para o EAS. O laboratório clínico deve informar ao paciente que a qualidade do resultado do seu exame depende do atendimento das instruções informadas referente ao preparo, coleta, armazenamento, transporte e conservação da amostra de urina. 7.2 Amostra de urina

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A urina de jato médio é o material de escolha para o EAS, exceto quando for necessário o auxílio do coletor auto-aderente para a coleta. Por solicitação médica, poderá ser feita uma coleta de primeiro jato. Havendo solicitação de urina de primeiro jato e de jato médio, a coleta poderá ser feita concomitantemente, desde que as amostras sejam colocadas em frasco separados e identificados. 7.3 Armazenagem e preservação das amostras O EAS deve ser realizado no prazo máximo de 02 horas após a coleta. Na impossibilidade do teste ser realizado dentro deste prazo, a amostra deve ser refrigerada à temperatura de 2ºC a 8ºC. 7.4 Transporte e recebimento de amostras O frasco usado na coleta deve possuir tampa fácil de colocar e remover, segura para prevenir vazamentos durante o transporte. O laboratório ao receber uma amostra de urina deve verificar a integridade do frasco, sua identificação, bem como, garantir as condições de armazenamento desde a hora do seu recebimento até o início da análise. Anexo A (Informativo) Coleta das amostras A1. Amostra aleatória A amostra aleatória pode ser colhida a qualquer hora, dependendo da necessidade do exame e de decisão médica, mas a efetiva coleta da micção, deve ser registrada no rótulo do frasco da amostra. Também por decisão do médico assistente, pode ser preciso a retenção urinária durante por um período de tempo antes da coleta, para a obtenção de uma amostra específica para a análise. A2. Amostra primeira da manhã

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É a amostra coletada quando o paciente/cliente levanta do leito, desde que respeitado um prazo mínimo de retenção urinária de 04 horas. A3. Amostra com hora marcada A amostra, com hora marcada é colhida num horário especificado conforme solicitação médica. A4. Amostra de cateter A amostra de cateter é aquela colhida através de uma sonda vesical. A5. Amostra suprapúbica A amostra suprapúbica é aquela que é coletada mediante aspiração da bexiga distendida através da parede abdominal. A6. Coleta masculina. As seguintes orientações devem ser fornecidas aos pacientes/clientes masculinos, para a coleta domiciliar da amostra de urina: a) Antes de iniciar o procedimento, o paciente deve lavar as mãos com água e sabão; b) Instruir o paciente não-circuncidado a puxar o prepúcio de modo a expor o meato urinário; c) Lavar a glande com água e sabão; d) Enxugar, usando uma gaze esterilizada ou toalha limpa e seca, a partir da uretra e se afastando dela; e) Com uma das mãos expor e manter retraído o prepúcio; f) Com a outra mão, segurar o frasco de coleta destampado; g) Desprezar no vaso sanitário o primeiro jato urinário; h) Sem interromper a micção, urinar diretamente no frasco de coleta; i) Desprezar o restante da urina existente na bexiga no vaso sanitário; j) Fechar o frasco de coleta e identificar; k) Ofereça ajuda se o paciente não for capaz de seguir o procedimento recomendado. O assistente deve usar luvas esterilizadas. NOTA 1 Não usar anti-séptico em substituição ao sabão. NOTA 2 Usar o sabão habitualmente empregado para o banho. A7. Coleta feminina As seguintes orientações devem ser fornecidas ao pacientes/clientes femininos, para coleta domiciliar da amostra de urina: a) Antes de iniciar o procedimento, a paciente deve lavar as mãos com água e sabão; b) Instruir a paciente que deve fazer a higiene

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intima; c) Lavar a região vaginal, de frente para trás, com água e sabão; d) Enxugar com toalha de pano limpa, de papel descartável ou com uma gaze; e) Com uma das mãos afastar os grandes lábios; f) Com a outra mão, segurar o frasco de coleta destampado; g) Desprezar no vaso sanitário o primeiro jato urinário; h) Sem interromper a micção, urinar diretamente no frasco de coleta; i) Desprezar o restante da urina existente na bexiga, no vaso sanitário; j) Fechar o frasco de coleta e identificar NOTA 1 Não usar anti-séptico em substituição ao sabão; NOTA 2 Usar sabão habitualmente empregado para o banho; NOTA 3 Exceto os casos de urgência ou a critério médico, a urina deve ser coletada após 5 dias do término do sangramento menstrual. A8. Coleta com uso de coletor auto-aderente A coleta da urina com o coletor auto-aderente é particularmente recomendável para as crianças e adultos sem o controle da micção. Observar os procedimentos de higiene nos itens A6 e A7 e, retirar eventuais resíduos, tais como: talco, pomadas, etc. As seguintes orientações devem ser fornecidas aos pacientes para a coleta da urina com auxílio do coletor auto-aderente: a) Retirar o papel que recobre a tira adesiva do coletor auto-aderente; b) Fixar o coletor auto-aderente na região genital de maneira que a uretra fique coberta por ele; c) Aguardar até que a urina seja emitida dentro do coletor auto-aderente; d) Retirar cuidadosamente o coletor auto-aderente; e) Fechar com auxílio de uma tira adesiva e encaminhar para o laboratório. NOTA 1 Não usar anti-séptico em substituição ao sabão; NOTA 2 Usar sabão habitualmente empregado para o banho; NOTA 3 Caso não ocorra à emissão da urina até 60 minutos após a colocação do coletor auto-aderente, ele deve ser retirado, descartado e repetido todos os passos anteriores. A9. Identificação do frasco de coleta O laboratório clínico deve informar as condições para a identificação do frasco contendo o material coletado, se o mesmo é realizado pelo paciente.

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O frasco de coleta deve ser identificado pelo paciente ou seus familiares, com os seguintes dados: a) Nome do paciente; b) Data da coleta; c) Hora da coleta. Quando a coleta da amostra de urina é realizada no recinto do laboratório clínico, deve haver um procedimento com as especificações a serem seguidas pelo pessoal encarregado pela coleta. A10. Aceitação ou rejeição das amostras Os laboratórios devem ter procedimentos escritos com os critérios de aceitação e/ou rejeição das amostras. Anexo B (Informativo) Bibliografia NCCLS GP16-A - Urinalysis and Collection, Transportation, and Preservation of Urine Specimens, Vol.15 No.15 December, 1995. FISCHBACH, Frances Talaska. A Manual of Laboratory and Diagnostic Tests. Fifth Edition – Lippincott BURTIS, Carl A. & ASHWOOD TIETZ, Eduard R. Textbook of Clinical Chemistry – W.B. Sauders Company HENRY, John Bernard. Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods. Editora Manole Ltda CUNHA, Nadilson da Silva. Manual Prático do Exame da Urina. Rio de Janeiro: 1992. SBAC Conclusão: Exame de Rotina da Urina O exame mais comumente realizado na urina é denominado Exame de Rotina da Urina, também conhecido como EAS (elementos anormais e sedimentares). Para a realização do EAS é necessária a coleta de urina de jato médio, efetuada após rigorosa higiene dos genitais. A urina de jato médio é colhida desprezando-se a parte inicial da micção, preenchendo-se o coletor e desprezando-se o restante. Esse procedimento visa a eliminar resíduo e bactérias eventualmente presentes na urina. Coletores esterelizados de boca larga devem sr utilizados, estando disponíveis em farmácias e laboratórios

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clínicos. O ideal é a coleta da primeira urina da manhã, por ser a mais concentrada. A urina pode ser coletada também por sondagem uretral ou punção suprapúbica, em casos especiais. Colhida desta maneira, a urina do paciente normal é um líquido estéril. O EAS é um exame complexo, constituindo-se de pelo dos seguintes procedimentos: 1. Avaliação da cor (normalmente amarela ou amarela clara) e do aspecto (límpido ou turvo) são determinados por observação direta; neste mesmo momento, pode-se atentar e registrar eventuais odores anormais. 1. 2. A hematúria confere à urina uma cor de laranja a vermelha, Medicamentos podem conferir à urina tons diversos, como verde podendo estar presentes rajas de sangue. ou laranja escuro; outros estados patológicos podem resultar em alteração da cor da urina pela presença de pigmentos, sangue ou resíduos do metabolismo. 3. A presença de bactérias ou elementos celulares (produzidos por descamação a partir de várias partes do sistema urinário) em quantidade anormal pode resultar em um aspecto turvo. 4. 5. 2. Alguns medicamentos, como a Penicilina, produzem odor Na infecção do trato urinário, a urina pode apresentar um odor Análise bioquímica da urina através de tiras reagentes. Existem característico; desagradável. diversa marcas de tiras reagentes para urinálise, que consistem em tiras de matéria plástica contendo diversos campos com reagentes químicos, que determinam a presença ou ausência de determinadas substâncias químicas na urina. Essas tiras são imersas na urina homogeneizada, aguarda-se um tempo de reação que varia em torno de 30 a 60 segundos, e a alteração de cada campo é comparada a uma escala visual. O procedimento pode também ser automatizado e é semiquantitativo para algumas das substâncias. Entre os campos reagentes mais importantes estão os que determinam:

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1. O pH, útil na avaliação de cristalúria e de distúrbios renais que cursam com incapacidade renal de secretar ou reabsorver ácidos ou bases. As tiras usuais avaliam o pH na faixa em torno de 5 a 9; amostras com pH superior a 9 são consideradas inadequadas à análise por má conservação. 2. A Densidade, a qual pode ser também checada por meio de um refratômetro é útil na avaliação da qualidade da amostra (urina muito diluída pelo excesso de ingestão de líquidos tem densidade próxima de 1.000, a densidade da água) e para avaliãção da capacidade do rim de concentrar a urina. 3. 4. Proteínas, que na urina normal estão ausentes. Podem estar A glicose, também ausente na urina normal, e presente em presentes em doenças renais, diabetes etc. pacientes diabéticos e casos de glicosúria renal. A glicosúria deve ser quantificada por análise bioquímica. 5. Cetonas, ou Corpos Cetônicos, comumente presentes em pacientes diabéticos ou após jejum prolongado ácido beta-hidróxibutílico. 6. O sangue (Hemoglobina), ausente na urina normal e presente nas hemorragias de qualquer causa que atingem o sistema urinário (Infecções urinárias, cálculo renal etc). A detecção de hemoglobina através da tira reativa deve ser correlacionada com a análise do sedimento. 7. A bilirrubina, susbstância resultante do metabolismo da hemoglobina e que dá à urina coloração amarela. Sua presença em quantidade aumentada pode indicar hemólise ou hepatopatia. A Bilirrubinúria deve ser comprovada por testes químicos. 8. O urobilinogênio, o qual que em quantidade elevada deve ser confirmado por meio de reagentes químicos; pode indicar hepatopatia, distúrbios hemolíticos ou porfirinúria. Assim como a bilirrubina, resulta do metabolismo da hemoglobina. são produzidos no

metabolismo dos lipídeos, incluindo: acetona, ácido acetoacético e

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9. O nitrito, normalmente ausente, é produzido por algumas espécies de bactérias eventualmente presentes em infecções das vias urinárias. Sua positividade é indicativa da presença de bactérias na urina, mas sua negativivdade não exclui a presença de outros tipos de bactérias. 10. A Esterase Leucocitária, enzima que indica a presença de leucócitos na urina. Essa análise deve ser correlacionada com a microscopia do sedimento urinário. 3. Análise microscópica do sedimento urinário. Para esta, é necessária a centrifugação e concentração da urina em condições padronizadas. O sedimento concentrado é analisado à microscopia óptica, à procura de elementos anormais, que podem ser avaliados semiquantitativamente ou quantitativamente (análise mais precisa). Podem estar presentes, entre outros elementos: 1. 2. 3. Leucócitos. A leucocitúria se correlaciona a processos inflamatórios e infecciosos do sistema urinário. Hemácias devem ser avaliadas quanto à quantidade e morfologia Células epiteliais de vários tipos, oriundas da descamação a partir (presença ou ausência dismorfismo eritrocitário). de diversos pontos do trato urinário. Sua morfologia é indicativa de seu local de origem. Sua presença em quantidade elevada é anormal. 4. Cristais. Uma grande variedade de cristais pode ser encontrada na urina. A formação de cristais é influenciada pelo pH , densidade e temperatura da urina. Ainda que a maioria dos cristais não tenha significado clínico, existem alguns cristais que aparecem na urina por causa de alguma desordem metabólica. Cristais de urina ácida (normal) - Uratos amorfos, ácido úrico, oxalato de cálcio. Cristais de urina alcalina (normal) - fosfatos amorfos,. Fosfato triplo, carbonato de cálcio. Cristais de urina anormal - Cistina, leucina , tirosina, colesterol e sulfonamidas.

1. Parasitas, como levedura.

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2. Infecção 3. Bactérias.

do

trato

urinário

(Candida)

ou protozoários (Trichomonas vaginalis). 4. Cilindros. Formados na luz do túbulo contorcido distal e do duto coletor, têm como seu principal componente a proteína de Temm-Horsfall, proteína excretada pelas células tubulares renais. Há cilindros de diversos tipos, e podem conter inclusões celulares. 1. A físico. 2. Cilindros hemoglobina. 3. Cilindros leucocitários contêm leucócitos em seu interior e são indicativos de infecção ou inflamação no interior do néfron. 4. Cilindros epiteliais contêm células epiteliais e são indicativos de lesão tubular renal. 5. Cilindros granulares são resultantes da degradação dos outros tipos de cilindro, podendo também conter bactérias. 6. Cilindros céreos representam um estágio avançado da evolução natural de cilindros granulosos patológicos. 7. Cilindros adiposos são produzidos pela decomposição de cilindros de células epiteliais que contém corpos adiposos ovais. Essas células absorvem lipídeos que entram no túbulo através dos glomérulos. Esses hematínicos contêm hemácias e/ou presença de cilindros hialinos em pequena quantidade é normal, principalmente após o exercício

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cilindros podem ser identificados com precisão através da coloração pelo Sudan IV, que a cora em vermelho. 8. Cilindros largos moldam os túbulos contorcidos distais, e resultam da distorção da estrutura tubular. São muito maiores do que os outros e indicam prognóstico desfavorável. 2. Opcionalmente a análise do sedimento urinário pode ser feita mediante a adição de corantes. 3. Dosagem quantitativa em analisador bioquímico de algumas substâncias eventualmente encontradas, como proteínas e glicose.
Todo o procedimento, manual e/ou automatizado, deve ser submetido a procedimentos complexos de garantia de qualidade, correlacionando-se os resultados de uma etepa de análise com as demais e com as condições clínicas do paciente. Urocultura, A coleta de urina para a urocultura é ainda mais exigente do que a coleta para o EAS. Deve ser utilizado coletor próprio estéril, tomando-se todo o cuidado para não contaminar a urina com bactérias provenientes de fora do sistema urinário. A coleta segue os mesmos procedimentos da coleta do EAS, com a diferença de que se deve adotar técnica estéril. Deve ser feita de preferência no próprio laboratório, sob supervisão de um profissional treinado. O ideal é colher a primeira urina da manhã, mas se não for possível deve-se colher urina que permaneceu na bexiga pelo menos por um período de duas a quatro horas. Dentro do laboratório, a urina colhida no mesmo frasco pode ser separada e destinada à execução do EAS. A urocultura é realizada por meio da semeadura de uma pequena gota da urina homogeneizada, separada por meio de uma alça de platina calibrda. Isto possibilita a quantitação de bactérias eventualmente presentes na urina, o que lhe confere maior precisão diagnósiica. As bactérias são contadas em termos de UFC/mL (Unidades Formadoras de Colônia/mL), pois de acordo com esta técnica considera-se que, na amostra diluída e semeada, cada célula bacteriana fixada no meio de cultura dará origem a uma colônia bacteriana (as colônias
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são contadas após um período de incubação a 37°C, o que possibilita a multiplicação celular bacteriana). Geralmente considera-se que um número igual ou superior a 105 UFC/ML é forte indicativo de infecção bacteriana, ao passo que quantidades inferiores a 10³ UFC/mL não são consideradas significativas. Um valor entre estes dois sugere contaminação de coleta. Entretanto constatou-se que em uma coleta usual, apenas cerca de 80% dos resultados superiores a 105 UFC/ML representam uma infecção verdadeira, sendo que os restantes correspondem a bacteriúria assintomática. Assim, uma avaliação mais criteriosa dos sinais e sintomas é necessária, incluindo se possível a realização simultânea do EAS. Nas urinas colhidas por sondagem uretral e punção suprapúbica, qualquer número de bactérias presente é considerado significativo de bacteriúria e deve ser rigorosamente avaliado do ponto de vista clínico. A urina é semeada em meios de cultura apropriados para o isolamento de bactérias Grampositivas e Gram-negativas, excluídas as bactérias anaeróbicas que não são usualmente pesquisadas; Em uma segunda etapa do exame, as bactérias que cresceram na etapa de isolamento são incubadas em meios adequados para a determinação da sua espécie (Identificação) e susceptibilidade a antimicrobianos, o chamado antibiograma. Estes resultados representam importantes guias para o médico na condução do tratamento, e, coletivamente, para avaliações epidemiológicas. Urina de primeiro jato. A urina de primeiro jato é colhida quando se deseja pesquisar parasitos eventualmente presentes na uretra. Dentre estes os principais são o Trichomonas vaginalis (protozoário) e a Neisseria gonorrhoeae (bactéria). Após a higiene dos genitais externos, colhe-se em frasco apropriado (estéril) apenas o primeiro jato da micção. Este jato leva elimina os micro-organismos que porventura se encontrem presentes na uretra. A urina assim colhida pode ser concentrada e observada à microscopia ou cultivada. O Trichomonas vaginalis é o os causador da Tricomoníase; a Neisseria Gonorrhoeae, da Gonorréia (ambas consideradas Doenças sexualmente transmissíveis). O primeiro pode ser identificado facilmente através da microscopia óptica simples, pela observação de sua aparência característica e mobiidade. Opcionalmente, pode ser realizado um esfregaço corado. O achado, em um esfregaço corado pelo Gram, de diplococos Gram-negativos intra-celulares (no citoplasma de neutrófilos) é típico da infecção pela Neisseria gonorrhoeae. Esta é uma bactéria

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dita fastidiosa, isto é, de crescimento e isolamento difícil. Requer para seu isolamento e cultura o uso de meios e técnicas bacteriológicas especiais: Deve ser utilizado o meio de Thayer-Martin, em ambiente de microaerofilia. Urina de 24 Horas. Em determinadas circunstâncias, é necessária a coleta de toda a urina emitida durante um dia. Isto acontece, por exemplo, quando se deseja avaliar a função de filtração urinária através da Depuração da Creatinina, ou quando se deseja avaliar a excreção urinária de certos metabólitos de importância clínica, como o Ácido VanilMandélico (sua dosagem urinária é importante na avaliação de causas de Hipertensão arterial). Nessas circunstâncias, é importante a coleta durante um período de 24 horas, seja devido a variações nos parâmetros das análises produzidas peloritmo circadiano, seja para aumentar a precisão das determinações. Para a coleta de urina de 24 horas, deve-se seguir com critério o procedimento descrito abaixo:

1. Em alguns casos, pode ser necessária uma dieta específica no período que antecede e/ou durante o período de coleta. 2. Normalmente, deve ser utilizado coletor (garrafa) fornecido pelo laboratório de análise. 1. Deve-se ter atenção ao fato de que algumas análises requerem o uso de coletor conendo substâncias conservantes. Estes coletores deverão ser utilizados conforme orientações feitas pelo pessoal especializado do laboratório. 2. No caso da determinação do Ácido Vanil-mandélico, o conservante utilizado é o Ácido Clorídrico, o qual deve ser manuseado com cuidado, por ser uma substância de poder corrosivo; assim, deve ser evitado o contacto direto com a pele e a mucosas.

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3. Marcar o horário para o início da coleta; este horário deve ser o mesmo, no dia seguinte, marcado para o final da coleta; 4. Esvaziar a bexiga neste horário, desprezando-se integralmente a primeira micção; 5. Colher com cuidado o conteúdo integral de todas as micções realizadas a partir deste horário, inclusive a primeira micção efetuada no horário marcado como final. 6. Entre as coletas, a urina deve ser armazenada em geladeira, de maneira a se evitar o crescimento bacteriano em seu interior, com metabolismo das substâncias que se deseja dosar; 7. Não se devem ingerir bebidas alcoólicas durante o período de coleta; 8. A urina deve ser encaminhada prontamente ao laboratório, e mantida refrigerada até o momento de entrega. 9. Ao chegar ao laboratório, o volume total da urina será determinado, e após completa homogeneização, uma amostra adequada será reservada para as análises.
Cuidados. O momento de comprar reagentes é algo que deve ser bem estudado a fim de que não haja qualquer inconformidade ao se usar esse tipo de material. O setor farmacêutico e químico são aqueles que mais usam esse material e se responsabilizam por diagnosticar conteúdo sanguíneo e outros produtos que utilizam reagentes laboratoriais. O Estado e outros ministérios responsáveis são os que certificam para que um grupo de reagente passe por aprovação e possam ter seu uso no nicho laboratorial. Com tal certificado, os

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laboratórios farmacêuticos ficam tranquilos que a matéria-prima apresenta qualidade e pode ser empregada muito bem ao se passar por exames clínicos. Um ótimo fornecedor é um início importante na compra dos reagentes de excelente qualidade. Ao comprar reagentes para laboratório, deve-se possuir a ciência de que várias doenças, alguns vírus e condições físicas serão conhecidos a partir dos testes que farão uso desse produto para fazer a constatação da saúde dos indivíduos. Adquirir materiais com alto nível de pureza é um ótimo passo para se conseguir resultados exatos nos exames médicos clínicos. Ao observar a total idoneidade do revendedor de reagentes, os laboratórios que farão a aquisição de reagentes devem estar conscientes de vários pontos importantes que compõem o perfil de um fornecedor inigualável. Todas as explicações que se referem ao envio, o estoque, manuseio e também o empacotamento dos reagentes devem ser bem explicadas e extensivamente acessíveis para os usuários. Os reagentes são produtos que exigem cuidados específicos já que são delicados para serem levados. O representante deve mostrar ao seu comprador que o material será enviado de maneira totalmente segura e sem que haja nenhum dano, tendo sua embalagem de forma correta de acordo com o caminho em que será transportado. Há reagentes que poderão ser encaminhado até mesmo em lugares refrigerados, o que aparece como um diferencial importante e que deveria ser amplamente obedecido. Igualmente, a forma de fazer o armazenamento de certos reagentes adquiridos deve ser bem colocada com a finalidade de que não exista nenhum prejuízo até mesmo no resultado dos testes que podem ser alterados caso ao se produzir um teste foi usado um reagente que esteve armazenado de forma errada. Outros dois pontos importantíssimos são o momento de descartar e o manuseio. Já que são matérias-primas químicas e com grande periculosidade ao serem utilizados tem que ser dispensados com muita precaução, e também durante a sua utilização. Determinação laboratorial dos grupos sanguíneos do Sistema ABO. A determinação do grupo sanguíneo ABO era originalmente realizada fazendo-se reagir as hemácias do paciente com soros Anti-A e Anti-B produzidos em laboratório, em lâminas limpas de microscopia. Entretanto, no Brasil, determinou-se pela legislação que as provas de aglutinação não sejam feitas em lâminas, mas sim por métodos mais precisos. Podem ser utilizados os métodos em microplacas escavadas e/ou em tubos de ensaio, ou o método da gel-centrifugação, mais recente. É preconizada a realização

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da Prova direta e da Prova reversa, após a centrifugação do sangue a ser testado, separando-se o soro (ou plasma) das hemácias. É recomendada, em todos os métodos, a determinação dos subgrupos de A: A1 e A2. Na prova direta, faz-se reagir uma porção das hemácias (de tipagem desconhecida) com soros anti-A, anti-B e anti-AB. Hemácias que reagem com o soro anti-A são ditas do grupo A, e hemácias que reagem com o soro anti-B são do grupo B. Hemácias do grupo AB reagem com ambos os anti-soros, e hemácias do grupo O não reagem com nenhum dos anti-soros. O soro divalente anti-AB é usado como confirmatório, e somente não reagirá com hemácias do grupo O. O procedimento oposto é feito na prova reversa, em que se faz reagir o soro (de tipagem desconhecida) com hemácias conhecidas dos grupos A e B. Assim, o soro de indivíduos do grupo O reagirá com ambas às hemácias (pois possui ambos os anticorpos); se do grupo A, reagirá apenas com as hemácias B, e se do grupo B, apenas com as hemácias A. O soro do grupo AB não reagirá com nenhuma das hemácias. Esta prova pode ser complementada pelo uso de hemácias conhecidas A1 e A2, o que auxilia na diferenciação destes dois subgrupos e na solução das principais discrepâncias ABO. Caso as provas direta e reversa apresentem resultados de alguma maneira contraditórios (discrepância ABO), deverão ser feitas investigações adicionais para determinação de sua causa, antes da liberação definitiva do resultado do exame. Prática da Tipagem Sanguínea Para que serve a Tipagem Sanguinea? O exame de Tipagem Sanguinea serve para determinar o tipo de sangue, com relação ao Sistema ABO e Fator Rh. Quem pode fazer este exame? Qualquer pessoa pode realizar a Tipagem Sanguinea. Comumente os resultados são utilizados no acompanhamento de gestantes e avaliação de compatibilidade em condições transfusionais (para doadores e receptores de transfusão de sangue). Sugere-se que indivíduos com exposição a risco de acidentes, como por exemplo pilotos de corrida, tenham seu tipo sanguineo pré-determinado e resultado de fácil acesso para

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agilizar um eventual atendimento de emergência. Em que consiste o exame de Tipagem Sanguinea? Consiste na determinação da presença ou não de proteínas da membrana da hemácea, com base em reação antígeno-anticorpo. O Sistema ABO possui quatro fenótipos mais comuns: A, B, AB, e O, além de subgrupos de A e B. O Sistema Rh é composto por 49 antígenos, sendo o antígeno D o mais imunogênico. O que é fator Rh? Os antígenos do Sistema Rh são específicos das células vermelhas do sangue (hemáceas ou eritrócitos) e começam a se desenvolver na 8ª a 12ª semana de gestação. O mais imunogênico destes antígenos é o D, que pode se apresentar de varias formas: D- Normal, D- Fraco, D- Parciais, D- Fraco Parcial e Del. Qual a técnica utilizada? Técnica em tubo e Gel centrifugação. A identificação pode ser complementada com outros testes? Sim, com Biologia Molecular. Quais são os resultados possíveis? É possível encontrarmos várias situações: A (Rh positivo ou negativo) B (Rh positivo ou negativo) AB (Rh positivo ou negativo) O (Rh positivo ou negativo)

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Pode haver resultado inconclusivo? Sim, isto pode ocorrer em pacientes politransfundidos.

O Rh D Fraco apresenta menor quantidade de sítios antigênicos, levando a uma fraca reatividade ou baixa expressão do antígeno D. Isto pode ser interpretado erroneamente como Rh Negativo. Os reagentes utilizados nesta técnica não são tão sensíveis para fenótipos Rh D Fraco, uma vez que 85% da população caucasiana é Rh Positivo. Sendo assim, para os casos de Rh Negativo, exige-se uma técnica auxiliar para confirmação deste resultado com reagente mais sensível. O que pode interferir no bom resultado da Tipagem Sanguinea? Alguns fatores podem interferir no bom resultado, por exemplo:

- Erro na informação da data de nascimento: há diferenças entre a técnica aplicada para Tipagem sanguínea de crianças e de adultos. A principal delas é a determinação da Prova Reversa, pois os antígenos A B O estão presentes a partir da 5ª a 6ª semana de vida intrauterina e embora ao nascimento expressem um menor número de sítios antigênicos, estes só alcançarão expressão plena ao redor dos 2 a 4 anos de vida. Os idosos também podem apresentar baixa expressão. Pacientes submetidos a transplante de Medula Óssea. Não confirmação de um Rh Negativo. Pacientes com teste de COOD DIRETO Positivo. Geléia de Wharton, no caso de recém-nascidos. Este exame pode ser realizado através de convênio? Pode-se coletar a amostra de sangue em qualquer uma das Unidades de Atendimento? Sim, todas as Unidades do Laboratório Vozza estão aptas a coletar amostra para exame de Tipagem Sanguinea.

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Há necessidade de fazer jejum para coleta? O jejum não é obrigatório. Contudo recomenda-se aguardar após as principais refeições para evitar a presença de interferentes. Ajudando a entender. Visando facilitar a didática do entender, decidimos secionar algumas perguntas mais frequentes a respeito do processo de doação de sangue. As dúvidas que não estiverem neste espaço, certamente estarão nos menus publicados na internet , na temática sangue e doação de plaquetas. Que forma de identificação é necessária para a doação de sangue? Documento oficial com foto, por exemplo: Carteira de Identidade, Carteira Nacional de Habilitação, Carteira de Trabalho, Passaporte ou Carteira Profissional. Quanto tempo demora a doação de sangue ou de plaquetas? Para doação de sangue total, o processo completo normalmente compreende as seguintes etapas: cadastro, triagem, coleta e lanche, com duração de aproximadamente 1 hora. Para doação de plaquetas o processo completo demora aproximadamente 2 horas. A partir de que idade posso doar sangue? Normalmente você pode doar sangue a partir de 18 anos completos até 67 anos, 11 meses e 29 dias, porém, o limite para a primeira doação é de 60 anos, 11 meses e 29 dias. Tenho 16 anos completos, posso doar sangue? Candidatos à doação com idade de 16 e 17 anos podem ser aceitos com o consentimento formal dos pais ou responsável legal (ver Doe Sangue). Com que frequência posso doar? Para mulheres, o intervalo mínimo entre doações de sangue total deve ser de três meses, não ultrapassando três doações ao ano e para homens, deve ser de dois meses, não

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ultrapassando quatro vezes ao ano. A doação de plaquetas por aférese pode ser feita a cada 48 horas, não ultrapassando quatro doações no mês e 24 ao ano. Como eu devo me preparar para a doação de sangue? Sugerimos que você tenha uma refeição balanceada, beba grande quantidade de líquidos (suco ou água), pelo menos quatro horas antes de doar sangue. É importante também que você tenha tido uma boa noite de sono (pelo menos 6 horas) nas últimas 24 horas. Como vou me sentir após a doação de sangue? A maioria das pessoas sente-se bem após uma doação de sangue. Entretanto, algumas pessoas apresentam reações adversas passageiras, tais como tontura, náusea, sudorese, mal-estar ou desmaio, na maioria das vezes, de fundo emocional. Pode haver algum extravasamento de sangue, com formação de equimose ou hematoma (coleção de sangue) sob a pele no local da punção, durante ou após da punção da veia do braço, independentemente da habilidade do funcionário que fará a coleta do sangue. Na ocorrência de qualquer reação adversa sempre existe atendimento médico imediato. Para ajudar a prevenir a ocorrência desses eventos é importante ter uma alimentação adequada, ingerir grande quantidade de líquidos, e no dia da doação não levantar pesos com o membro que fora puncionado. Posso praticar esportes após a doação de sangue? Você só poderá praticar esportes 12 horas após a doação de sangue. Beba grande quantidade de líquidos e se você se sentir bem, inicie com uma atividade leve, evitando levantar pesos com o membro envolvido na doação. Se você for competidor aguarde um período de 72 horas para reiniciar os treinamentos. Qual o destino do meu sangue após a doação? Após a doação, o sangue é separado em três componentes (hemácias, plaquetas e plasma), que são utilizados em diferentes pacientes. Cada hemocomponente é utilizado para uma determinada finalidade e tem uma validade específica (ver Doação passo a passo) – para ser lido após a doação.

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Quanto tempo demora para o organismo repor o sangue doado? Seu organismo repõe as hemácias doadas em aproximadamente oito semanas e as plaquetas em 48 horas. Com a ingestão adequada de líquidos após a doação, o volume sanguíneo doado é reposto em até 48 horas. Se o sangue doado vai ser rigorosamente examinado, por que são feitas perguntas sobre o comportamento sexual do doador durante a triagem? Os exames realizados no sangue doado são de última geração e de altíssima sensibilidade, porém, após um contágio, é necessário um período de tempo para que os exames detectem a infecção por micro-organismos (vírus, bactérias etc.). É a chamada Janela Imunológica. Assim, quando o contágio é recente, os exames podem não detectar a infecção, apresentando resultado Negativo/Não Reagente e o sangue será usado para transfusão. Por isso, a sinceridade e a responsabilidade do doador são fundamentais para a segurança da transfusão de sangue no paciente. O que é Janela Imunológica? Janela Sorológica é o intervalo de tempo entre o contágio da pessoa e a capacidade do exame sorológico de detectar a infecção. Se alguém fizer uma doação de sangue neste intervalo de tempo, seus exames apresentarão resultado Negativo/Não Reagente e seu sangue será usado em transfusão, transmitindo a infecção para o paciente. Para minimizar este risco é que os Bancos de Sangue fazem um rigoroso questionário confidencial com o doador durante sua triagem para doação de sangue. O que é Voto de autoexclusão? Este voto é um mecanismo confidencial, onde o doador se auto exclui, ou seja, ele informa que mesmo que os resultados dos exames sorológicos realizados em seu sangue doado apresentem resultados Negativos/Não Reagentes, seu sangue não deverá ser usado em transfusão de paciente, pois ele omitiu alguma informação importante durante a triagem para doação. Por que é feito o Voto de autoexclusão?

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Visando máxima segurança para o paciente que receberá transfusão do sangue doado, se ao final da triagem o candidato for considerado apto para doação, e se ele tiver sentido constrangimento ou vergonha em responder algumas perguntas de cunho confidencial durante a triagem, principalmente de comportamento sexual, será oferecida uma oportunidade íntima de ele indicar que seu sangue não deverá ser utilizado em transfusão. Esta oportunidade chama-se “Voto de Autoexclusão”. Como é feito o Voto de autoexclusão? O candidato fará um voto eletrônico ao final da triagem, assinalando diretamente em um dispositivo tablet conectado ao computador, sem que ninguém veja (o voto é sigiloso): SIM ou NÃO, indicando se o sangue dele pode ou não ser utilizado em transfusão após os exames sorológicos. Esta informação do voto consta apenas no software do computador e ninguém tem acesso a ela. Por isso, independentemente de ter votado SIM ou NÃO, ele seguirá todas as etapas como doador, será coletada a bolsa de sangue e serão realizados todos os exames de rotina. A única diferença é que quando chegarem os resultados dos exames sorológicos, mesmo que eles tenham sido todos Negativos/Não Reagentes, se o doador tiver votado NÃO, o próprio software do computador informará que bolsa do sangue doado deverá ser descartada, de maneira confidencial, pois o software só lida com número da bolsa e não com o nome do doador. Se minha doação de sangue apresentar algum resultado de exame

Positivo/Reagente, eu serei informado? Sim, você será informado por carta registrada no endereço que você indicou por ocasião de seu registro no Banco de Sangue. Se o resultado for confirmadamente Positivo/Reagente, a carta indicará detalhadamente o resultado, mas caso o laboratório tenha necessidade de uma nova amostra de seu sangue para exame, será solicitado que você retorne ao Banco de Sangue para coleta da amostra. O que é resultado de exame “Falso Positivo” ou “Falso Reagente”? Os exames sorológicos de triagem realizados pelos Bancos de Sangue por terem a finalidade de proteger o paciente, eles apresentam alta sensibilidade para não deixar de detectar nenhum caso de infecção no sangue examinado. Uma conseqüência desta alta

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sensibilidade é o resultado “Falso Positivo” ou “Falso Reagente”, ou seja, o exame pode apresentar resultado Positivo/Reagente para determinada infecção, a bolsa de sangue doada é descartada, mas na verdade o doador não apresenta aquela infecção mostrada pelo exame. Isto ocorre porque a pessoa pode apresentar em seu sangue algum fator desconhecido ou anticorpos contra alguma virose simples, ou mesmo anticorpos de algum processo alérgico, e estes anticorpos apresentarem reação cruzada com anticorpos das doenças examinadas no sangue, fazendo com que o resultado do exame seja Positivo/Reagente. O doador com resultado de exame “Falso Positivo” ou “Falso Reagente” poderá doar sangue novamente? Quando o Banco de Sangue suspeita de um resultado “Falso Positivo” ou “Falso Reagente” no exame de triagem, ele convoca o doador para repetir o exame após certo tempo, para verificar se o fator responsável pelo resultado “Falso Positivo” ou “Falso Reagente” do exame de triagem já fora eliminado do organismo do doador e ele possa no futuro doar sangue novamente. É necessário responder ao questionário de triagem todas as vezes que vou Banco de Sangue para doar? Sim, as respostas atualizadas às questões de triagem são muito importantes dentro do processo de doação de sangue, pois colaboram para a segurança do doador e para que o suprimento de sangue seja o mais seguro possível para os pacientes, além de ser uma prática obrigatória pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Posso me candidatar à doação de plaquetas após a doação de sangue? Sim, caso queira se candidatar à doação de plaquetas, a equipe de enfermagem avaliará se você possui veias adequadas na dobra do cotovelo, e coletará uma amostra de seu sangue para realizar a contagem de plaquetas. Após essa avaliação, você entrará no cadastro de candidatos à doação de plaquetas e será convocado conforme a necessidade transfusional dos pacientes.

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Agora é o momento de usar seus conhecimentos em Hematologia. Vamos, todavia, repassar tópicos: Genética e Bioquímica. Os antígenos do sistema ABO são por natureza hidratos de carbono, sintetizados por influência de genes autossômicos correspondentes. A determinação antigênica do sistema ABO que inicialmente se acreditou ser bastante simples, envolve certas complexidades, pois para ela contribuem dois pares de alelos: Os genes H (dominante) e h (recessivo) condicionam a presença de uma substância precursora, denominada antígeno H. Esta substância é constituída na seguinte sequência de carboidratos: N-acetilgalactosamina, D-galactose, N-acetilglicosamina, D-galactose. Indivíduos de composição genética HH ou Hh produzem essa substância, que serve de base para a manifestação de todos os antígenos do sistema ABO; Seu grupo será determinado pela presença ou não dos genes A e B (conforme descrito abaixo). Indivíduos de composição genética hh (genótipo muito raro) não produzem o antígeno H. Estes indivíduos serão sempre do grupo denominado fenótipo O Bombay (Observado pela primeira vez por Bhende et al, 1952, em Bombaim - India). Este grupo é designado como zero. Idependentemente de sua composição genética em termos dos genes A e B, não podem produzir nem o antígeno A nem o antígeno B (por falta de seu precursor). Quando é conhecida sua composição gênica, podem ser designados, respectivamente: 0A, 0B ou 0AB. Estes indivíduos desenvolvem os anticorpos AntiA e Anti-B, da mesma maneira que todos os indivíduos do grupo 0. Entretanto, desenvolvem também o anticorpo Anti-H e não podem receber transfusões de sangue do grupo 0 comum, que é rico neste antígeno. Este fenótipo constitui um problema para os hemoterapeutas e ocorre em uma frequência de 1 para 10.000 indivíduos na Índia e 1 para 1.000.000 na Europa. (em populações específicas sua frequência pode variar). Os genes A e B (codominantes) condicionam a produção dos antígenos A e B, pela adição de carbohidratos ao antígeno H; sua ausência (gene recessivo O) condiciona a não adição de carbohidratos a esta substância base. Sua ação se dá sobre os indivíduos de composição genética HH e Hh, que representam a quase totalidade da população humana. Assim: Indivíduos de composição genética OO (duplo recessivo) produzem apenas o antígeno H. Estes indivíduos serão do grupo O. O Gene A condiciona a adição

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de uma molécula do carbohidrato L-fucose a algumas (mas não todas) as moléculas de Antígeno H. Indivíduos de composição genética AA (homozigoto dominante) ou AO (heterozigoto) produzem o antígeno A, que ocupará parte dos sítios representados pelo antígeno H. Estes indivíduos são do Grupo A. Entrementes, como nem todos os sítios do antígeno H são ocupados, estes indivíduos apresentam também o antígeno H, e não desenvolverão anticorpos anti-H. O Gene B condiciona a adição de uma molécula do carbohidrato D-galactose a algumas (mas não todas) as cadeias do Antígeno H. Indivíduos de constituição genética BB ou BO produzem o antígeno B. Estes indivíduos são do grupo B. Da mesma forma que os do grupo A, apresentam também o antígeno H e não desenvolvem anti-H. Por fim, indivíduos de constituição genética AB possuem ambos os alelos em codominância. Produzem os antígenos A, B e H, e não produzem anticorpos contra antígenos ABO. O Sistema ABO foi o primeiro dos grupos sanguíneos descobertos (1900, 1901) no início do século XX em 1900, pelo cientista austríaco Karl Landsteiner. Fazendo reagir amostras de sangue de diversas pessoas, ele isolou os glóbulos vermelhos (hemácias) e fez diferentes combinações entre plasma e hemácias, tendo como resultado a presença de aglutinação dos glóbulos em alguns casos, e sua ausência em outros. Assim, Landsteiner classificou os seres humanos em três grupos sanguíneos: A, B e O (cuja denominação proveio da expressão "Ohne A, Ohne B", ou seja, "Sem A e Sem B"), e explicou por que algumas pessoas morriam depois de transfusões de sangue e outras não. Landsteiner não previu o grupo AB, mais raro, o qual foi descoberto quando, em 1902, seus colaboradores Von Decastello e Sturli o encontraram e descreveram. Em 1930 Landsteiner ganhou o Prêmio Nobel por seu trabalho. A designação "0" (zero) em substituição ao original "0" (letra "O" maiúscula) é hoje considerada errônea, pois implica que este grupo não teria antígenos do Sistema ABO; na verdade, este grupo apresenta (como todos os demais) a substância básica para a constituição dos grupos A, B e AB. Esta substância é denominada "Antígeno H". Raros indivíduos (1:1.000 na população hindu) não apresentam este antígeno, sendo designados O Bombay (Este tipo foi descrito em Bombaim, na Índia). A importância do conhecimento deste tipo é a de que estes indivíduos não podem receber transfusão de doadores grupo O comum.

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Compatibilidade no sistema ABO. Este sistema se caracteriza pela presença ou ausência de dois antígenos (A e B) --chamados aglutinógenos ---, isolada ou simultaneamente, em cada indivíduo. A grande maioria das crianças (excetuados os lactentes até uma idade aproximada de 3 a 6 meses, e eventualmente os indivíduos que apresentam imunossupresão ou outras circunstâncias especiais) apresenta tambémanticorpos naturais ou aglutininas, dirigidos contra o(s) antígeno(s) que cada indivíduo não possui, estabelecendo assim as regras de compatibilidade o grupo. Indivíduos do grupo 0 não possuem nenhum dos dois antígenos, portanto possuem anticorpos anti-A e anti-B; podem receber apenas sangue do grupo O, mas podem doar para todos os grupos. Indivíduos do grupo A possuem apenas o antígeno A, e, portanto apresentam os anticorpos anti-B; podem receber sangue dos grupos 0 e A, e doar para os grupos A e AB. Indivíduos do grupo B possuem apenas o antígeno B, e, portanto apresentam os anticorpos anti-A; podem receber sangue dos grupos 0 e B, e doar para os grupos B e AB. Indivíduos do grupo AB possuem ambos os antígenos, e nenhum anticorpo. Podem receber sangue de qualquer grupo, mas doam apenas para o grupo AB. Da combinação entre o Sistema AB0 e do Fator Rh, podemos encontrar os chamados doadores universais (0 negativo) e receptores universais (AB positivo). Estas regras não levam em conta o raríssimo 0 Bombay o qual somente pode receber sangue de outro indivíduo 0 Bombay --- nem os subgrupos de A e B --- os quais não representam interferência na maioria das circunstâncias clínicas (ver abaixo). Embora se possam efetuar transfusões observando as regras acima, o mais usual na prática clínica é realizar transfusões isogrupo, isto é, doador e receptor são do mesmo grupo.. Investigação de anticorpos imunes do sistema ABO em recém-nascidos. A incompatibilidade sangüínea materno-fetal é uma causa freqüente de Doença Hemolítica do Recém-nascido (DHRN), ocorrendo, mais comumente, em crianças do grupo A geradas por mães do grupo O (Rosenfeld, 1955). Sua gravidade é, entretanto, bem menor do que os casos semelhantes determinados pela incompatibilidade Rh. Nos casos de suspeita, deve-se fazer o teste direto da antiglobulina humana (Coombs direto) com hemácias do sangue de cordão umbilical ou da criança com menos de 24 h de vida;

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o resultado positivo determina a causalidade da doença. Deve ser feita, também, a pesquisa de anticorpos desse sistema no eluato de hemácias no sangue de cordão. Secreção de Substâncias Grupo-específicas ABH. Foi demonstrado que os antígenos do sistema ABO podem ser encontrados em outros líquidos orgânicos, sob a forma álcool-solúvel (glicolipídica) ou hidrossolúvel (glicoprotéica). Uma alta proporção dos seres humanos apresenta estes antígenos na saliva, secreção lacrimal, plasma sanguíneo e esperma. Estes indivíduos são ditos secretores dos antígenos ABO. Schiff e Sasaki (1932) determinaram que o fenótipo secretor fosse dominante em relação ao não secretor, sendo os dois fenótipos determinados pelos genes autossômicoa Se (dominante) e se (recessivo). Indivíduos de composição genética SeSe (Homozigoto dominante) e Sese (heterozigoto) são secretores e indivíduos sese (Homozigoto recessivo), não secretores. Desde os trabalhos de Gardas e Koscielak (1971) sabe-se também que, nos indivíduos secretores, os antígenos são apresentados nas hemácias sob as formas glicolipídica e glicoprotéica, ao passo em que, nos indivíduos não secretores, apenas aparecem na forma glicolipídica. Essas descobertas se revestiram de importância na medicina legal --- por exemplo, para investigações de estupros ---, e em estudos genético-antropológicos, bem como em algumas particularidades em hemoterapia.

O tipo de sangue é determinado, em parte, pelos antígenos presentes nas hemácias. Tipagem sanguínea é um teste realizado por profissionais de saúde (geralmente por biólogos, biomédicos e farmacêuticos) para estabelecer qual tipo sanguíneo e fator Rh (positivo ou negativo) que um indivíduo possui. É um procedimento largamente

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utilizado nas transfusões de sangue e centros de hemoterapia. O sistema ABO foi revelado por Karl Landsteiner em 1901 é formado por quatro grupos principais, representados por letras: A, B, AB e O. Pessoas sadias que não possuem o antígeno A e/ou B nas hemácias possuem o anticorpo correspondente em seu soro. O princípio básico do teste é a aglutinação observada a olho nu. Hemácias que possuem antígeno A aglutinam-se em presença de anti-A; hemácias que possuem antígeno B aglutinam-se em presença de reagente anti-B. Caso ocorra aglutinação para anti-A e anti-B o sangue será AB e se não aglutinar na presença dos dois é O Procedimento O teste pode ser realizado em lâmina ou em tubo de ensaio. É preparada uma suspensão dos glóbulos vermelhos e uma gota de reagente é inserida na lâmina. Posteriormente adiciona-se uma gota da suspensão de hemácias e então os dois são misturados numa pequena área da lâmina. Deve ser observada a formação ou não do coágulo. Em tubo, deve ser preparada uma suspensão de hemácias com teor de aproximadamente 5%. São adicionadas uma gota do reagente e uma gota da suspensão de hemácias no mesmo tubo e misturadas. A mistura é então levada à centrífuga e colocada em rotação de acordo com a informação técnica da bula. Deve ser feita uma ressuspensão para observar a aglutinação. Erros de teste. Podem ser proporcionados devidos na demora de execução do teste; estocagem incorreta de reagentes; técnica incorreta; suspensão muito concentrada; hemácias recolhidas de cordão umbilical, entre outros. Nos próximos volumes da série abordarei sobre os temas: 1. Grupo sanguíneo. 2. Tipagem sanguínea. 3. Fator Rh. 4. Eritroblastose fetal. 5. Fenótipo Bombaim. 6. Hemoterapia.

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7. Imunohematologia. 8. Sangue. Referencias bibliográficas: 1. BEIGUELMAN B. Os Sistemas Sanguíneos Eritrocitários. Ribeirão Preto, SP: FUNPEC Editora, 3a Edição, 2003. ISBN 85-87528-56-4.; 2. HENRY, John B, (ed). Clinical Diagnosis & Management by Laboratory Methods. USA: Saunders, 20th Edition, 2001. ISBN 0-7216-8864-0; 3. BALGIR, R.S, Detection of a Rare Blood Group "Bombay (Oh) Phenotype" Among the Kutia Kondh Primitive Tribe of Orissa, India. Int J Hum Genet, 5(3): 193-198 (2005); 4. American Association of Blood banks.Technical Manual. Bethesda, Maryland, 14th edition, 2002. ISBN 1-56395-155-X. 5. 12. SEBRAE, O que é plano de negócios. Disponível em: <http://www.sebraesp.com.br/faq/criacao_empresa/criacao_empresa/plano_n egocios> acesso em: 21 de janeiro de 2013. 6. SEBRAE, Passos para uma abertura de uma empresa prestadora de serviços. Disponível em: http://www.sebraesc.com.br/ideais/default.asp?vcdtexto=1552> acesso em: 2 de janeiro de 2013. 7. UNIPAR, Laboratório de análises clínicas. Disponível em: 8. <http://www.unipar.br/home/arquivos/CATALOGO_INSTITUCIONAL_VI Descricao_dos_Laboratorios_Instalados_Francisco_Beltrao_637.pdf> acesso acesso em: 2 de janeiro de 2013. 9. URBANIDADES, Zoneamento e planos diretores. Disponível em <http://urbanidades.arq.br/2007/11/zoneamento-e-planos-diretores/> > acesso em: 2 de janeiro de 2013. 10. .VIGILÂNCIA SANITÁRIA, Documentos necessários para alvará anitário. Disponível em: http://www.vigilanciasanitaria.sc.gov.br/index. php?option=com_content&task=view&id=176&Itemid=39> acesso em: 2 de janeiro de 2013. 11. XAVIER, et al. Laboratório na Prática clínica. Porto Alegre: artmed, 2005.

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Microscopia.

Microscópio óptico – o mais utilizado em escolas e universidades. A curiosidade humana e o fantástico mundo científico apresentaram, dentre inúmeras outras descobertas, o microscópio, aparelho capaz de aumentar a imagem de pequenos objetos. O crédito por essa incrível invenção foi dado, em 1591, aos holandeses Hans Janssen e seu filho Zacarias, fabricantes de óculos. Eles ampliavam as imagens e observavam objetos muito pequenos por meio de duas lentes de vidro montadas nas extremidades de um tubo. Posteriormente, o holandês Antonie van Leewenhoek construiu microscópios de apenas uma lente, pequena e quase esférica, entre duas placas de cobre, aperfeiçoando o instrumento. Ele foi o primeiro a utilizar o microscópio visando o entendimento da natureza e por isso estudou materiais como água estagnada, embriões de plantas, sangue, esperma e visualizou micro-organismos. Com essas descobertas, Robert Hooke foi encarregado de construir um microscópio ainda mais poderoso. Ele desenvolveu um aparelho com duas lentes ajustadas nas extremidades de um tubo de metal. E por possuir duas lentes, a ocular e a objetiva, ficou conhecido como microscópio composto. Com isso, novas pesquisas foram realizadas e a tecnologia aprimorada. Atualmente, os aparelhos utilizados nos laboratórios de biologia de escolas e universidades são, na maioria, microscópios ópticos ou fotônicos, que utilizam luz. Eles possuem dois conjuntos de lentes de vidro ou de cristal, e geralmente fornecem ampliações de 100 a 1000 vezes. A luz, projetada através do objeto em observação, atravessa as lentes da objetiva e chega ao olho do observador. Utiliza-se então um micrômetro e um macrômetro para focalizar

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o objeto fracionado na lâmina estudada e o charriot para efetuar a varredura, que é a visualização dos diferentes campos de uma lâmina. Para a melhor utilização do microscópio, diversas técnicas foram formalizadas e inovações foram feitas. Corantes, fixadores, micrótomo, esfregaço, esmagamento. Esses são alguns materiais e algumas técnicas que são necessárias em um laboratório que utiliza microscopia. As diferentes técnicas utilizadas em microscopia dependem também das finalidades laboratoriais. Por exemplo, se as lâminas forem para fins educacionais, deve-se tentar montar uma lâmina permanente, no entanto, se a lâmina for preparada para testes laboratoriais na área de saúde, como contagem de células, tal técnica deve ser descartada, seguindo as normas de biossegurança necessárias.

Há também os microscópios eletrônicos, que permitem o estudo mais detalhado da estrutura interna da célula, podendo proporcionar aumentos de 5 mil e 100 mil vezes. No microscópio eletrônico de transmissão há, em vez de luz, um feixe de elétrons que atravessa o material biológico, produzindo a imagem. Já o microscópio eletrônico de varredura por meio também de elétrons, estuda-se detalhes de superfícies de objetos sólidos. O material deve ser desidratado e recoberto com uma fina camada de metal. Com a movimentação de um feixe de elétrons, a superfície do material é captada por um sensor e então há uma interpretação computadorizada dessa superfície.

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Microscópia. Algumas imagens que você verá no microscópio.

Mycobacterium tuberculosis

Mycobacterium tuberculosis

Vibrio cholera -Cholera_bacteria

Staphilococcus Aureus.

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Forma

adequada

de

se

indumentar nas atividades de laboratório. Sempre atentos para as regras da biossegurança. Sua vida depende da sua conduta. Erros com microorganismos podem ter conseqüências letais. INTERNATIONAL STATISTICAL CLASSIFICATION OF DISEASES AND RELATED HEALTH PROBLEMS - ICD A Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde, frequentemente designada pela sigla CID (em inglês: International Statistical Classification of Diseases and Related Health Problems - ICD) fornece códigos relativos à classificação de doenças e de uma grande variedade de sinais, sintomas, aspectos anormais, queixas, circunstâncias sociais e causas externas para ferimentos ou doenças. A cada estado de saúde é atribuída uma categoria única à qual corresponde um código, que contém até 6 caracteres. Tais categorias podem incluir um conjunto de doenças semelhantes. A CID é publicada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e é usada globalmente para estatísticas de morbilidade e de mortalidade, sistemas de reembolso e de decisões automáticas de suporte em medicina. O sistema foi desenhado para permitir e promover a comparação internacional da colecção, processamento, classificação e apresentação do tipo de estatísticas supracitado. ICD A CID é uma classificação base da Família Internacional de Clasificações da OMS (WHO-FIC). A CID é revista periodicamente e encontra-se, à data (Novembro de 2006), na sua décima edição. A CID-10, como é conhecida, foi desenvolvida em 1992 para registar as estatísticas de

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mortalidade. Actualizações anuais (menores) e tri-anuais (maiores) são publicadas pela OMS. Anexo:Lista de códigos da CID-10 Os seguintes códigos são usados pela Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde. Capítulo Códigos Título

I

A00-B99 Algumas doenças infecciosas e parasitárias

II

C00-D48 Neoplasmas (tumores)

III

D50-D89

Doenças do sangue e dos órgãos hematopoéticos e alguns transtornos imunitários

IV

E00-E90 Doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas

V

F00-F99

Transtornos mentais e comportamentais

VI

G00-G99 Doenças do sistema nervoso

VII

H00-H59 Doenças do olho e anexos

VIII

H60-H95 Doenças do ouvido e da apófise mastóide

IX

I00-I99

Doenças do aparelho circulatório

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X J00-J99 Doenças do aparelho respiratório

XI

K00-K93 Doenças do aparelho digestivo

XII

L00-L99 Doenças da pele e do tecido subcutâneo

XIII

M00M99

Doenças do sistema osteomuscular e do tecido conjuntivo

XIV

N00-N99 Doenças do aparelho geniturinário

XV

O00-O99 Gravidez, parto e puerpério

XVI

P00-P96

Algumas afecções originadas no período perinatal

XVII

Q00-Q99

Malformações cromossômicas

congênitas,

deformidades

e

anomalias

XVIII

R00-R99

Sintomas, sinais e achados anormais de exames clínicos e de laboratório, não classificados em outra parte

XIX

S00-T98

Lesões, envenenamentos e algumas outras conseqüências de causas externas

XX

V01-Y98 Causas externas de morbidade e de mortalidade

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XXI Z00-Z99 Fatores que influenciam o estado de saúde e o contato com os serviços de saúde

XXII

U00-U99 Códigos para propósitos especiais

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CID-10 Capítulo XVIII: Sintomas, sinais e achados anormais de exames clínicos e de laboratório, não classificados em outra parteÍndice 1 R00-R69 - Sinais e sintomas
o o o o

1.1 (R00-R09) Sistema respiratório e circulatório 1.2 (R10-R19) Sistema digestório e abdome 1.3 (R20-R23) Pele e tecido subcutâneo 1.4 (R25-R29) Sintomas e sinais relativos ao sistema nervoso e osteomuscular 1.5 (R30-R39) Sistema urinário 1.6 (R40-R46) Cognição, percepção, estado emocional e comportamento 1.7 (R47-R49) Fala e voz 1.8 (R50-R69) Sintomas e sinais gerais 2 R70-R79 - Achados anormais de exames de sangue

o o o o

o o

2.1 (R70-R79) Achados anormais de exames de sangue, sem diagnóstico 2.2 (R80-R82) Achados anormais de exames de urina (ou relacionados), sem diagnóstico 2.3 (R83-R89) Achados anormais de exames e de outros líquidos, substâncias e tecidos do corpo, sem diagnóstico 2.4 (R90-R94) Achados anormais de exames para diagnóstico por imagem e em estudos de função, sem diagnóstico 3 R95-R99 - Causas mal definidas e desconhecidas de mortalidade 4 Ver também

o

o

R00-R69 - Sinais e sintomas. (R00-R09) Sistema respiratório e circulatório
• • • •

(R00) Anormalidades do batimento cardíaco (R00.0) Taquicardia, não especificada (R00.1) Bradicardia, não especificada (R00.2) Palpitações

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(R00.3) Valor elevado da pressão arterial sem o diagnóstico de hipertensão (R00.4) Hemorragia de outras localizações das vias respiratórias (R00.5) Tosse (R00.6) Respiração ofegante (R00.7) Dor torácica ao respirar (R00.8) especificadas Outras anormalidades dos batimentos cardíacos, não

• • • • •

• • • • • • • •

(R00.9) Escarro anormal (R01) Sopros e outros sons cardíacos (R01.0) Sopros cardíacos benignos ou inocentes (R01.1) Sopro cardíaco, não especificado (R01.2) Outros sinais cardíacos (sons) (R02) Gangrena não classificada em outra parte (R03) Valor anormal da pressão arterial sem diagnóstico (R03.0) Valor elevado da pressão arterial sem o diagnóstico de hipertensão (R03.1) Hipotensão arterial não específica (R04) Hemorragia das vias respiratórias

• • • • • • • • • • • • • •

(R04.0) Epistaxe (R04.1) Hemorragia da garganta (R04.2) Hemoptise (R04.8) Hemorragia de outras áreas das vias respiratórias (R04.9) Hemorragia não especificada das vias respiratórias (R05) Tosse (R06) Anormalidades da respiração (R06.0) Dispnéia Ortopnéia (R06.1) Estridor (R06.2) Respiração ofegante (R06.3) Respiração periódica

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Respiração de Cheyne-Stokes (R06.4) Hiperventilação (R06.5) Respiração pela boca Roncos durante o sono (R06.6) Soluço (R06.7) Espirros (R06.8) Outras anormalidades e não especificadas da respiração

(R07) Dor de garganta e no peito (R07.0) Dor de garganta (R07.1) Dor torácica ao respirar (R07.2) Dor precordial (R07.3) Outra dor torácica (R07.4) Dor torácica, não especificada (R09) Outros sintomas e sinais relativos aos aparelhos circulatório e respiratório (R09.0) Asfixia (R09.1) Pleurisia (R09.2) Parada respiratória (R09.3) Escarro anormal (R09.8) Outros sintomas e sinais relativos aos aparelhos circulatório e respiratório

(R10-R19) Sistema digestório e abdome
• • • • • • • • •

(R10) Dor pélvica e abdominal (R10.0) Abdome agudo (R10.1) Dor localizada no abdome superior (R10.2) Dor na pelve e períneo (R10.3) Dor localizada em outras áreas do abdome inferior (R10.4) Dor abdominal - não especificada anteriormente (R11) Náusea e vômitos (R12) Pirose (R13) Disfagia

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(R14) Flatulência e condições relacionadas Eructação (R15) Incontinência fecal Encoprese (R16) Hepatomegalia e Esplenomegalia não classificadas em outra parte (R16.0) Hepatomegalia, sem outra especificação (R16.1) Esplenomegalia sem outra especificação (R16.2) Hepatomegalia com esplenomegalia, sem outra especificação Hepatoesplenomegalia SOE

• • • • • • • • • • •

(R17) Icterícia não especificada (R18) Ascite (R19) Outros sintomas e sinais relativos ao aparelho digestivo e ao abdome (R19.0) Massa ou tumoração/tumefação intra-abdominal e/ou pélvica (R19.1) Ruídos hidricos aéreos anormais (R19.2) Peristaltismo visível (R19.3) Rigidez abdominal (R19.4) Alteração do hábito intestinal (R19.5) Outras anormalidades fecais (R19.6) Halitose (R19.8) Outros sinais e sintomas envolvendo o sistema digestivo e abdome

(R20-R23) Pele e tecido subcutâneo
• • • • • • •

(R20) Distúrbios de sensibilidade da pele (R20.0) Perda da sensibilidade da pele (R20.1) Hipoestesia da pele (Redução da sensibilidade) (R20.2) Parestesias da pele (R20.3) Hiperestesia (R20.8) Outros distúrbios não especificadas da sensibilidade da pele (R21) Eritema e outras erupções da pele não especificadas

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(R22) Tumefação ou massa localizadas da pele e do tecido subcutâneo (R23) Outras mudanças da pele (R23.0) Cianose (R23.1) Palidez (R23.2) Rubor (R23.3) Equimoses espontâneas Petéquias (R23.4) Mudanças na textura da pele Descamação Enduração (R23.8) Outras alterações da pele não especificadas

(R25-R29) Sintomas e sinais relativos ao sistema nervoso e osteomuscular
• • • • • • • • • • •

(R25) Movimentos involuntários anormais (R25.0) Movimentos anormais da cabeça (R25.1) Tremor, não especificado (R25.2) Cãibras e espasmos (R25.3) Fasciculação (R25.8) Outros movimentos involuntários anormais não especificados (R26) Anormalidades da marcha e da mobilidade (R26.0) Marcha atáxica (R26.1) Marcha paralítica (R26.2) Dificuldade de caminhar, não especificada (R26.8) Outras anormalidades da marcha e da mobilidade não especificadas (R27) Outros distúrbios da coordenação
• •

(R27.0) Ataxia, não especificada (R27.8) Outros distúrbios da coordenação (R29) Outros sintomas e sinais relativos aos sistemas nervoso e osteomuscular

• • •

(R29.0) Tetania (R29.1) Meningismo

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• • • •

(R29.2) Anormalidade de reflexo (R29.3) Postura anormal (R29.4) Ruídos no quadril (R29.8) Outros sintomas e sinais relativos aos sistemas nervoso e osteomuscular não especificados

(R30-R39) Sistema urinário
• • • • • • • • • • • • • • • •

(R30) Dor associada à micção (R30.0) Disúria (R30.1) Tenesmo vesical (R30.9) Micção dolorosa, não especificada (R31) Hematúria não especificada (R32) Incontinência urinária não especificada (R33) Retenção urinária (R34) Anúria e oligúria (R35) Poliúria Noctúria (R36) Secreção uretral (R39) Outros sinais e sintomas envolvendo o sistema urinário (R39.0) Extravasamento da urina (R39.1) Outras dificuldades de micção (R39.2) Uremia extrarenal (R39.8) Outros sinais e sintomas inespecíficos envolvendo o sistema urinário

(R40-R46) Cognição, percepção, estado emocional e comportamento
• • • • • •

(R40) Sonolência, torpor e coma (R40.0) Sonolência (R40.1) Torpor (R40.2) Coma, não especificado (R41) Outros sinais e sintomas envolvendo as funções cognitivas e relacionadas (R41.0) Desorientação, inespecífico
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(R41.1) Amnésia anterógrada (R41.2) Amnésia retrógrada (R41.3) Amnésia (outro tipo) (R41.8) Outros sinais e sintomas envolvendo as funções cognitivas e relacionadas (R42) Tontura e instabilidade

• • • • • • • • • • • • •

Vertigem (R43) Distúrbios do olfato e do paladar (R43.0) Anosmia (R43.1) Parosmia (R43.2) Parageusia (R43.8) Outros distúrbios do olfato e do paladar não especificados (R44) Outros sintomas e sinais relativos às sensações e às percepções gerais (R44.0) Alucinações auditivas (R44.1) Alucionações visuais (R44.2) Outros tipos de alucionações (R44.3) Alucionações não especificadas (R44.8) Outros sintomas e sinais especificados relativos às sensações e percepções gerais (R45) Sintomas e sinais relativos ao estado emocional

• • • • • • • • • • • •

(R45.0) Nervosismo (R45.1) Agitação e inquietação (R45.2) Infelicidade/Tristeza (R45.3) Apatia e desinteresse (R45.4) Irritabilidade e mau humor (R45.5) Hostilidade (R45.6) Violência física (R45.7) Estado de choque emocional e tensão, não especificado (R45.8) Outros sintomas e sinais relativos ao estado emocional (R46) Sintomas e sinais relativos à aparência e ao comportamento (R46.0) Baixo nível de higiene pessoal
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(R46.1) Aparência pessoal bizarra (R46.2) Comportamento estranho e sem explicação (R46.3) Hiperatividade (R46.4) Lentidão e baixa reatividade (R46.5) Personalidade suspeita e evasiva (R46.6) Inquietação e preocupação exageradas com acontecimentos (R46.7) Verborragia e pormenores circunstanciais mascarando o motivo da consulta (R46.8) Outros sintomas e sinais relativos à aparência e ao comportamento

(R47-R49) Fala e voz
• • • • • • • • • • • • • •

(R47) Distúrbios da fala não classificados em outra parte (R47.0) Disfasia e afasia (R47.1) Disartria e anartria (R47.8) Outros distúrbios da fala e os não especificados (R48) Dislexia e outras disfunções simbólicas, não classificadas em outra parte (R48.0) Dislexia e alexia (R48.1) Agnosia (R48.2) Apraxia (R48.8) Outras disfunções simbólicas e as não especificadas (R49) Distúrbios da voz (R49.0) Disfonia (R49.1) Afonia (R49.2) Hipernasalidade e hiponasalidade (R49.8) Outros distúrbios da voz e os não especificados

(R50-R69) Sintomas e sinais gerais
• • • •

(R50) Febre de origem desconhecida (R50.0) Febre com calafrios (R50.1) Febre persistente (R50.9) Febre não especificada
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(R51) Cefaléia (R52) Dor não classificada em outra área
• • • •

(R52.0) Dor aguda (R52.1) Dor crônica intratável (R52.2) Outra tipo de dor crônica (R52.9) Dor não especificada (R53) Mal estar, fadiga (R54) Senilidade (R55) Síncope e colapso (R56) Convulsões, não classificadas de outra forma

• • •

(R56.0) Convulsões febrís (R56.8) Outras convulsões não especificadas (R57) Choque, não classificado de outra forma

• • • • •

(R57.0) Choque cardiogênico (R57.1) Choque hipovolêmico (R57.8) Outros tipos de choque (R57.9) Choque, inespecífico (R58) Hemorragia não classificada em outra parte (R59) Aumento de volume dos gânglios linfáticos

• • •

(R59.0) Aumento de volume localizado de gânglios linfáticos (R59.1) Aumento de volume generalizado de gânglios linfáticos

Linfadenopatia

• •

(R60) Edema não classificado em outra parte (R60.0) Edema localizado (R60.1) Edema generalizado
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(R60.9) Edema não especificado (R61) Hiperidrose

• • • •

(R61.0) Hiperidrose localizada (R61.1) Hiperidrose generalizada (R61.9) Hiperidrose inespecífica

Sudorese noturna

• • •

(R62) Retardo do desenvolvimento fisiológico normal (R62.0) Retardo de maturação (R62.8) Outras formas de retardo do desenvolvimento fisiológico normal
• •

Retardo do crescimento (R62.9) Retardo do desenvolvimento fisiológico normal, não

especificado
• • • • •

(R63) Sintomas e sinais relativos à ingestão de alimentos e líquidos (R63.0) Anorexia (R63.1) Polidipsia (R63.2) Polifagia (R63.3) Dificuldades de alimentação e erros na administração de alimentos
• • •

(R63.4) Perda de peso anormal (R63.5) Ganho de peso anormal (R63.8) Outros sintomas e sinais relativos a ingestão de alimentos e de líquidos

(R64) Caquexia (R68) Outros sintomas e sinais gerais
• • • •

(R68.0) Hipotermia não associada à baixa temperatura externa (R68.1) Sintomas não específicos peculiares à infância (R68.2) Boca seca, não especificada (R68.3) Baqueteamento dos dedos

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(R68.8) Outros sintomas e sinais gerais especificados (R69) Causas desconhecidas e não especificadas de morbidade

R70-R79 - Achados anormais de exames de sangue (R70-R79) Achados anormais de exames de sangue, sem diagnóstico

(R70) Velocidade de hemossedimentação elevada e outras anormalidades da viscosidade plasmática
• •

(R70.0) Velocidade de hemossedimentação elevada (R70.1) Viscosidade dos plasma sanguíneo anormal (R71) Anormalidade das hemácias

• • •

Anisocitose Poiquilocitose (R72) Anormalidade dos leucócitos não classificada em outra área (R73) Elevação da glicemia

• • •

(R73.0) Teste de tolerância à glicose anormal (R73.9) Hiperglicemia sem classificação (R74) Anormalidades dos níveis de enzimas séricas

• •

(R74.0) Aumento dos níveis de transaminases e da desidrogenase lática (DHL) (R74.8) Níveis anormais de outras enzimas séricas
• • • •

Amilase Fosfatase ácida Fosfatase alcalina Lipase (R74.9) Anormalidade dos níveis de enzimas séricas, não especificada

(R75) Evidência laboratorial do vírus da imunodeficiência humana (HIV) (R76) Outros achados imunológicos anormais no soro
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• • • • •

(R76.0) Título aumentado de anticorpos (R76.1) Reação anormal ao teste da tuberculina (reação de Mantoux) (R76.2) Exame sorológico falso positivo para sífilis (R76.8) Outros achados imunológicos especificados anormais no soro (R76.9) Achado anormal de exame imunológico sérico, não especificado de outra

• • • • • •

(R77) Outras anormalidades das proteínas plasmáticas (R77.0) Anormalidade dos níveis de albumina (R77.1) Anormalidade dos níveis de globulinas (R77.2) Anormalidade dos níveis de alfafetoproteína (R77.8) Outras anormalidades especificadas das proteínas plasmáticas (R77.9) Anormalidades dos níveis de proteína plasmática, não especificadas de outra forma

(R78) Presença de drogas e de outras substâncias usualmente não encontradas no sangue
• • • • •

(R78.0) Presença de álcool no sangue (R78.1) Presença de opiáceos no sangue (R78.2) Presença de cocaína no sangue (R78.3) Presença de substâncias alucinógenas no sangue (R78.4) Presença de outras drogas com potencial de causar dependência, no sangue (R78.5) Presença de droga psicotrópica no sangue (R78.6) Presença de agente esteróide no sangue (R78.7) Presença de nível anormal de metais pesados no sangue (R78.8) Presença de outras substâncias especificadas não normalmente encontradas no sangue (R78.9) Presença de substância não especificada normalmente não encontrada no sangue

• • • •

(R79) Outros achados anormais de exames químicos do sangue

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• •

(R79.0) Anormalidade do nível de elementos minerais no sangue (R79.8) Outros achados anormais específicos em exames químicos do sangue (R79.9) Achado anormal de exame químico do sangue, não especificado

(R80-R82) Achados anormais de exames de urina (ou relacionados), sem diagnóstico
• • • • • • • • • • •

(R80) Proteinúria isolada Albuminúria (R81) Glicosúria (R82) Outros achados anormais na urina (R82.0) Quilúria (R82.1) Mioglobinúria (R82.2) Biliúria (R82.3) Hemoglobinúria (R82.4) Acetonúria Cetonúria (R82.5) Níveis urinários elevados de drogas, medicamentos e substâncias biológicas

(R82.6) Níveis urinários anormais de substâncias cuja origem é essencialmente não-medicamentosa (R82.7) Achados anormais ao exame microbiológico da urina (R82.8) Achados anormais ao exame citológico e histológico da urina (R82.9) Outros achados anormais na urina e/ou não-especificados
• • •

• • •

Células e cilindros na urina Cristalúria Metalúria

(R83-R89) Achados anormais de exames e de outros líquidos, substâncias e tecidos do corpo, sem diagnóstico

(R83) Achados anormais no líquido cefalorraquidiano

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(R84) Achados anormais de material proveniente dos órgãos respiratórios e do tórax (R85) Achados anormais de material proveniente dos órgãos digestivos e da cav. abdominal (R86) Achados anormais de material proveniente dos órgãos genitais masculinos (R87) Achados anormais de material proveniente dos órgãos genitais femininos (R89) Achados anormais de material proveniente de outros órgãos, sistemas e tecidos

• • •

(R90-R94) Achados anormais de exames para diagnóstico por imagem e em estudos de função, sem diagnóstico

(R90) Resultados anormais de exames para diagnóstico por imagem do sistema nervoso central
• •

(R90.0) Lesão intracraniana ocupando espaço (R90.8) Outros resultados anormais de exames para diagnóstico por imagem do sistema nervoso central (R91) Achados anormais, de exames para diagnóstico por imagem, do pulmão (R92) Achados anormais, de exames para diagnóstico por imagem da mama (R93) Achados anormais de exames para diagnóstico por imagem de outras

• • •

estruturas do corpo

(R93.0) Achados anormais de exames para diagnóstico por imagem do crânio e da cabeça não classificados em outra parte (R93.1) Achados anormais de exames para diagnóstico por imagem do coração e da circulação coronariana (R93.2) Achados anormais de exames para diagnóstico por imagem do fígado e das vias biliares (R93.3) Achados anormais de exames para diagnóstico por imagem de outras partes do tubo digestivo (R93.4) Achados anormais de exames para diagnóstico por imagem dos órgãos urinários (R93.5) Achados anormais de exames para diagnóstico por imagem de outras regiões do abdome, incluindo o retroperitônio
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(R93.6) Achados anormais de exames para diagnóstico por imagem dos membros (R93.7) Achados anormais de exames para diagnóstico por imagem de outras partes do sistema osteomuscular (R93.8) Achados anormais de exames diagnósticos por imagem de outras estruturas somáticas especificadas (R94) Resultados anormais de estudos de função

• •

(R94.0) Resultados anormais de estudos de função do sistema nervoso central

Eletroencefalograma anormal (R94.1) Resultados anormais de estudos de função do sistema nervoso

periférico e dos órgãos dos sentidos
• • • • • • • • •

(R94.2) Resultados anormais de estudos da função pulmonar Redução da vitalidade (R94.3) Resultados anormais de estudos da função cardiovascular Electrocardiograma anormal (R94.4) Resultados anormais de estudos de função renal Teste de função renal anormal (R94.5) Resultados anormais de estudos de função hepática (R94.6) Resultados anormais de estudos de função tireoidiana (R94.7) Resultados anormais de estudos de função de outras glândulas endócrinas (R94.8) Resultados anormais de estudos de função de outros órgãos, aparelhos e sistemas

Taxa de metabolismo basal alterada

[R95-R99 - Causas mal definidas e desconhecidas de mortalidade
• • •

(R95) Síndrome da morte súbita na infância (R96) Outras mortes súbitas de causa desconhecida (R96.0) Morte súbita

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(R96.1) Morte ocorrendo menos de 24 horas após ao aparecimento dos sintomas, não especificada de outra forma (R98) Morte sem assistência (R99) Outras causas mal definidas e as não especificadas de mortalidade

• •

Capítulo Códigos Título

I

A00-B99 Algumas doenças infecciosas e parasitárias

II

C00-D48 Neoplasmas (tumores)

III

D50-D89

Doenças do sangue e dos órgãos hematopoéticos e alguns transtornos imunitários

IV

E00-E90 Doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas

V

F00-F99 Transtornos mentais e comportamentais

VI

G00-G99 Doenças do sistema nervoso

VII

H00-H59 Doenças do olho e anexos

VIII

H60-H95 Doenças do ouvido e da apófise mastóide

IX

I00-I99

Doenças do aparelho circulatório

X

J00-J99

Doenças do aparelho respiratório

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XI K00-K93 Doenças do aparelho digestivo

XII

L00-L99 Doenças da pele e do tecido subcutâneo

XIII

M00M99

Doenças do sistema osteomuscular e do tecido conjuntivo

XIV

N00-N99 Doenças do aparelho geniturinário

XV

O00-O99 Gravidez, parto e puerpério

XVI

P00-P96 Algumas afecções originadas no período perinatal

XVII

Q00-Q99

Malformações cromossômicas

congênitas,

deformidades

e

anomalias

XVIII

R00-R99

Sintomas, sinais e achados anormais de exames clínicos e de laboratório, não classificados em outra parte

XIX

S00-T98

Lesões, envenenamentos e algumas outras conseqüências de causas externas

XX

V01-Y98 Causas externas de morbidade e de mortalidade

XXI

Z00-Z99

Fatores que influenciam o estado de saúde e o contato com os serviços de saúde

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XXII U00-U99 Códigos para propósitos especiais

Segundo os ensinamentos da doutrina e com referência em Silva(Wilmar Dias de Silva, Ivan Mota, Imunologia Básica e Aplicada, guanabara kooogan, 2003.) podemos didáticamente sugerir que existem: Sub-classes da IgG e Atividades biológicas das subclasses de IgG humana. Subclasses da IgG Existem quatro variantes isotípicas ou subclasses de IgG humana, denominadas IgG1, IgG2, IgG3 e IgG4, que correspondem, respectivamente, a 70, 16, 10 e 4% do teor total de IgG. Diferenciam-se ainda as suas subclasses pelo número de pontes SS existentes na região da dobradiça: dois para IgG1 e quatro para IgG2 e cinco para IgG3. No que concerne às propriedades biológicas todas as subclasses de IgG humana são capazes de atravessar a placenta(uma propriedade certamente não relacionada com o peso molecular), porém IgG4 não fixa complemento, IgG2 não é capaz de fixar-se à pele heteróloga e tanto IgG4 são destituídas de ação opsonizante para polimorfonucleares ou citofilia para macrófagosky. Atividades biológicas das subclasses de IgG humana Passagem placenta pela Fixação complemento de Fixação heteróloga à pele Fixação fagócitos a

Subclasse %

IgG1

70 +

++

+

+

IgG2

16 +

+

0

0

IgG3

10 +

+++

+

+

IgG4

4 +

0

+

0

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Molécula de IgM.. Imunoglobulina M (IgM) é um anticorpo. Perfaz aproximandamente 10% do conjunto de imunoglobulinas. Sua estrutura é pentamérica, sendo que as cadeias pesadas individuais têm um peso molecular de aprox. 65.000 daltons e a molécula completa tem peso de 970.000! As 5 cadeias sãoligadas entre si por pontes dissulfeto e por uma cadeia polipeptídica inferior chamada de cadeia J. A IgM é encontrada principalmente no intravascular, sendo uma classe de anticorpos "precoces" (são produzidas agudamente nas fases agudas iniciais das doenças que desencadeiam resposta humoral). É uma proteína que não atravessa a placenta (por ser grande). É encontrada também na superfície dos linfócitos B de forma monomérica, realizando a função de receptor de antígenos.

Esses

mediadores

podem

produzirbroncoespasmo, vasodilatação, aumento da permeabilidade vascular, contração de músculo liso e quimioatração de outras células inflamatórias (eosinófilos, por exemplo). Os anticorpos da classe IgE são responsáveis pelos fenômeno anafiláticos em várias espécies, e particulamente no homem. A concentração dessa classe de Ig é extremamente baixa no soro, e os conhecimentos sobre a estrutura da sua molécula foram possíveis graças ao encontro de pacientes com mieloma de IgE. O peso molecular da IgE é de 188 kDa, e a cadeia ε isolada pesa cerca de 72,5 kDa. Eletroforeticamente, a IgE migra com a fração mais rápida das gamaglobulinas e sedimenta na fração 8S
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na ultracentrifugação. A cadeia ε possui cinco domínios (Vh, Cε2, Cε3, Cε4), não possui as regiões extradomínios correspondente à região da dobradiça da cadeia Υ nem o nonadecapeptídeo da extremidade carboxílica da cadeia µ. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. Kimm HT, Szeto C. Eosinophilic hyperplastic lymphogranuloma, comparison 1937;1:329. with Mikulicz's disease. Proc Chin Med Soc. [ Links ]

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