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Análise do Poema "Segue o teu Destino", de Ricardo Reis

Análise do Poema "Segue o teu Destino", de Ricardo Reis

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Análise interna e externa do poema "Segue o teu destino" e breve descrição de conteúdos do poema; Biografia do poeta
Análise interna e externa do poema "Segue o teu destino" e breve descrição de conteúdos do poema; Biografia do poeta

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Published by: mRta03 on Mar 08, 2008
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12/04/2015

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Nasceu no dia 19 de Setembro de 1887 (um ano antes de Fernando Pessoa), no Porto; Era um pouco mais baixo e mais forte

que Alberto Caeiro e a sua pele era aproximada de moreno; Foi educado num colégio de jesuítas; Era médico; Em 1919 expatriou-se para o Brasil, por ser monárquico; Pessoa afirma que Ricardo Reis escrevia melhor que ele próprio.

Segue o teu destino, Suave é viver só. Mas serenamente Rega as tuas plantas, Grande e nobre é sempre Imita o Olimpo Ama as tuas rosas. Viver simplesmente. No teu coração. O resto é a sombra Deixa a dor nas aras Os deuses são deuses De árvores alheias. Como ex-voto aos deuses. Porque não se pensam. A realidade Vê de longe a vida. Sempre é mais ou Nunca a interrogues. menos Ela nada pode Do que nós Dizer-te. A resposta queremos. Está além dos deuses. Só nós somos sempre Iguais a nós próprios.

É utilizado o didactismo, Escrito em 1916 por Ricardo Reis, “Segue o teu destino” é uma incitação à felicidade da vida e uma renuncia ao Conhecimento, por não acreditar na possibilidade de o alcançar; O poema retrata a situação diária em que o ser humano se questiona sobre o significado da vida e do seu dia-a-dia; Está presente uma consciência do sujeito poético em que existe um destino superior ao Homem, que faz dele um ser manipulado pelos Deuses; Ricardo Reis utiliza, no poema, a condição superior dos Deuses em relação ao ser humano para explicar o porquê das suas afirmações dirigidas ao leitor. visto que no poema parece estar a ensinar uma lição de vida;

Poema de 5 estrofes; Todas as estrofes possuem 5 versos cada uma; Rima Branca – Inexistência de Rima; Métrica Irregular

Obs: Presença de Alberto Caeiro em “plantas, rosas e árvores”.

A realidade Sempre é mais ou menos Do que nós queremos. Só nós somos sempre Iguais a nós próprios.

Vê de longe a vida. Nunca a interrogues. Ela nada pode Dizer-te. A resposta Está além dos deuses.

Mas serenamente Imita o Olimpo No teu coração. Os deuses são deuses Porque não se pensam.
“Os deuses são deuses/porque não se pensam” é uma expressão que idealiza e ilustra claramente em como o facto de nós pensarmos no porquê de tudo nos leva a atingir uma crescente inquietude e frustração, visto não existir resposta para tal resposta. Assim, o estatuto de Deuses fora-lhes atribuído naturalmente e não porque estes se julgaram de tal. É uma metáfora ilusiva ao ser humano e à sua felicidade.

Figuras de estilo
Aliteração Versos 9 e 10 – Aliteração em S Verso 24 – Aliteração em S Metáfora Versos 24 e 25

Presença de tom coloquial – O poeta dirige-se a um “tu”

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