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TCC - ENCARGOS SOCIAIS - RICARDO ITARARÉ

TCC - ENCARGOS SOCIAIS - RICARDO ITARARÉ

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FACULDADES INTEGRADAS DE ITARARÉ RICARDO ANTUNES SOARES

ANÁLISE DOS ENCARGOS SOCIAIS INCIDENTES NA FOLHA DE PAGAMENTO DE SALÁRIOS

ITARARÉ

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2009 RICARDO ANTUNES SOARES

ANÁLISE DOS ENCARGOS SOCIAIS INCIDENTES NA FOLHA DE PAGAMENTO DE SALÁRIOS

Trabalho de conclusão de curso apresentado a Faculdades Integradas de Itararé – FAFITFACIC como requisito final para a obtenção do título de Bacharel em Ciências Contábeis. Orientador: Profº. Esp. Rodrigo Leme Dias de Souza.

ITARARÉ

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2009 Autor: Ricardo Antunes Soares Título: Análise dos Encargos Sociais incidentes na folha de pagamento de salários. Orientador: Profº. Esp. Rodrigo Leme Dias de Souza

Aprovado pela Banca Examinadora

__________________________________________ Profº. Esp. Rodrigo Leme Dias de Souza Orientador

______________________________________ Profª. Esp. Daniele Caroline Machado Coordenadora

________________________________________ Profª. Esp. Renata Corrêa

Data da apresentação: 24/ 11/ 2009

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Dedico meu trabalho, incondicionalmente a Deus que sempre está presente em nossas vidas. Aos meus Pais Que ensinaram-me a falar, a caminhar, a viver Ungiram-me com amor, me ajudaram a crescer Sanaram minhas dúvidas, me deram de comer Protegeram minha infância, seguraram minha mão Apontaram-me o melhor caminho, a melhor direção Que me monstraram que a felicidade está em compreender e cultivar as coisas mais simples da vida. À Joelma, amiga, cunhada e colega de trabalho, pela sua grande colaboração em minha jornada, os sonhos que vislumbro hoje, só são possiveis graças a sua força e empenho na minha vida. Em especial à Karol, minha namorada, que teve paciência, compreensão, soube segurar a barra e dar-me tranquilidade nos momentos terríveis que antecedem a entrega da monografia e pela enorme colaboração para a realização da pesquisa, pelo seu empenho, dedicação e comprometimento, com seu talento e categoria característica.

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Agradeço À minha família, pela bonita união que existe, sempre prontos pra ajudar ao proximo e pelo espelho que serviu pra minha formação. Aos professores que colaboraram para nosso crescimento todos esses anos, especialmente à Professora Renata Corrêa e ao Professor Rodrigo Leme, não só pela contribuição em minha monografia, mas também pela dedicação e empenho sempre com carisma e simpatia característicos. Aos meus colegas de turma, que compartilharam comigo esses quatro anos, momentos de alegria, euforia, apreensão, descontração, nervosismo, festas, etc. sempre com muita união. Aos amigos e colegas de trabalho, especialmente Sandro e Claudinho, por compartilhar seus conhecimentos, sempre prontos a esclarecer duvidas. São pessoas que a gente tem a certeza que terão todas as respostas para nossas dúvidas. O Sr. Gijo Martins, que deu todo o suporte e disponibilidade para a realização desta pesquisa. À Sra. Fatima Martins por dedicar o seu tempo auxiliando na parte textual do trabalho. E a todos que indiretamente tiveram participação para a execução desta monografia.

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“Tudo posso naquele que me fortalece.”

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Filipenses 4:13 RESUMO É grande a polêmica em torno do peso dos encargos sociais incidentes na folha de pagamento das empresas no Brasil. O conflito sobre o tema se instala no ponto conceitual, existindo dois grandes grupos de pensadores e doutrinadores da área que defendem teorias antagônicas a cerca do que realmente vem a ser e a compor tais encargos. A presente pesquisa tem por objetivo estudar detalhadamente os encargos sociais que incidem sobre a folha de pagamento, separá-los e diferenciálos dos encargos trabalhistas, para evidenciar que esses encargos não oneram a empresa a ponto de fazê-la pagar 100% a mais do custo de sua folha, com encargos sociais, como defende uma das correntes analisadas. Utiliza-se ainda neste trabalho um comparativo entre duas folhas de pagamento de uma mesma empresa, ora optante por um regime tributário comum, ora optante pelo Simples Nacional. O comparativo realizado demonstra que a opção por um regime tributário que vigerá por todo o ano calendário das empresas, pode trazer conseqüências diretas ao custo da folha de pagamento, visto que é busca constante destas empresas, desonerar esse custo, ao máximo. A metodologia utilizada para o desenvolvimento deste trabalho é: pesquisa bibliográfica, interpretação da legislação especifica; estudo de caso com caráter exploratório e descritivo; programas específicos da folha de pagamento e pesquisas em documentos eletrônicos. Por meio do presente trabalho fica esclarecida a diferença entre encargos sociais e encargos trabalhistas, desmistificando e limitando o custo destes encargos sobre a folha de pagamento das empresas no Brasil. Assim, pode-se concluir que, ao contrário do que é afirmado por Pastore e os seguidores de sua teoria, os encargos sociais, diante da legislação vigente, jamais atingirão o patamar de 100% ou mais, do custo das folhas de pagamentos das empresas. Palavras Chave: encargos sociais, folha de pagamento, encargos trabalhista, Simples Nacional, salário, INSS, contribuição a terceiros.

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ABSTRACT There is considerable controversy over the burden of social charges on the payroll of companies in Brazil. The conflict over the issue takes place in the conceptual point, there are two large groups of thinkers and scholars of the area who support competing theories about what really happens to be and compose such documents. This research aims to study in detail the social charges levied on the payroll, separate them and distinguish them from labor charges, to demonstrate that those costs not included in the company about to make her pay 100% more the cost of your payroll, social charges, as advocates of the current review. It is still used in this work a comparison between two sheets of payment of the same company, now opting for a common tax regime, now opting for the National Simple. The comparative study shows that the choice of a tax system which will run throughout the calendar year of business, can bring direct consequences of the cost of payroll, since it's constant search for these companies, relieve the cost, to the fullest. The methodology used for the development of this work is literature, interpretation of specific legislation, a case study with exploratory and descriptive, specific programs payroll and research in electronic documents. Through this work is clarify the difference between payroll taxes and labor costs, simplifying and reducing the cost of these charges on the payroll of companies in Brazil. Thus we can conclude that, contrary to what is stated by Pastore and followers of his theory, social charges, before the legislation, can never attain the level of 100% or more of the cost of payroll companies . Keywords: social charges, payroll, labor charges, National Simple, salary, Social Security, contribution to others.

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LISTA DE SIGLAS

CLT CNAE DIEESE DPC EBAS FGTS FPAS GFIP GIIL GPS IN INCRA INSS MTE PLR PTS RAT RFB RPS SEBRAE SEFIP SENAC SENAI SENAI SENAR SENAT SESC SESCOOP SESI SEST

Consolidação das Leis Trabalhistas Classificação nacional de atividades econômicas Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos Diretoria de Portos e Costas Entidades Beneficentes de Assistência Social Fundo de Garantia do Tempo de Serviço Fundo Previdenciário de Assistência Social Guia de Recolhimento do FGTS e Informações a Previdência Grau de Incidência da Incapacidade Laborativa Guia da Previdência Social Instrução Normativa Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária Instituto Nacional da Seguridade Social Ministério do Trabalho e Emprego Participação nos Lucros e Resultados Prêmio por Tempo de Serviço Riscos Ambientais do Trabalho Receita Federal do Brasil Regulamento da Previdência Social Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas Sistema Empresa de Recolhimento do FGTS e Informações a Previdência Social Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Serviço Nacional de Aprendizagem Rural Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte Serviço Social do Comercio Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo Serviço Social da Indústria Serviço Social do Transporte LISTA DE FIGURAS

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FIGURA 1:

Encargos Sociais Básicos no Setor Industrial..........................................20 Alíquota dos encargos sociais incidente sobre a folha de pagamento das empresas do setor industrial.....................................................................32 Composição da remuneração média mensal total do trabalhador com salário hipotético de $ 1.000,00................................................................33 Desembolso total mensal para empregar um trabalhador (Salário contratual hipotético de R$ 1.000,00).......................................................34 Guia da Previdência Social – GPS...........................................................60 Resumo da Folha de Pagamento da Empresa A Ltda EPP.....................68 Demonstrativo Simplificado da GFIP........................................................70 Guia da Previdência Social da Empresa “A” Ltda EPP............................72 Demonstrativo Simplificado da GFIP hipotética.......................................73 GPS hipotética..........................................................................................74

Figura 2: Figura 3: Figura 4: FIGURA 5: FIGURA 6: FIGURA 7: FIGURA 8: FIGURA 9: FIGURA 10:

SUMÁRIO

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1 INTRODUÇÃO A maneira mais justa e eficaz de distribuição de renda no País se dá pelo trabalho, seja: do empregado, do empregador, dos autônomos e profissionais liberais. Tal procedimento certamente movimentará a engrenagem econômica, girando a roda do ciclo produtivo de trabalho, capital e consumo.

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Nos dias atuais existem muitos debates e conflitos a cerca do peso dos encargos sociais incidentes na folha de pagamento das empresas no Brasil, que se sentem excessivamente oneradas. Na presente pesquisa, serão demonstrados os fundamentos argüidos pelas partes que defendem que os encargos sociais chegam a superar 100% do valor da folha de pagamento e os fundamentos da parte que, restringe o valor desses encargos ao percentual máximo de 28,8% sobre a folha. A polêmica entre as duas teorias esta localizada no plano conceitual, não se chegando ao certo nem mesmo no campo doutrinário, em um conceito exato de encargos sociais. Alguns doutrinadores entendem como encargos sociais, o custo total das obrigações com empregados, incluindo os encargos trabalhistas. Porém, é o objetivo deste trabalho separar, conceituar e explicar categoricamente a diferença entre encargos sociais e encargos trabalhistas, para isso, explanaremos um a um esses encargos. Além da denominação e conceito a cerca dos encargos, será demonstrado também que a opção da empresa por um regime tributário adequado trará conseqüências diretas ao seu orçamento, no que diz respeito ao custo da sua folha de pagamento, sejam tais conseqüências benéficas ou prejudiciais. Diante disso, um bom planejamento ao optar pelo regime tributário de uma empresa, deve levar em consideração que, bem ou mal elaborado, o empregador deverá suportar a tributação para todo o ano calendário, influenciando diretamente na sobrevivência da optante. Após o entendimento da diferença conceitual e prática dos encargos, far-se-á uma análise comparativa dos encargos sociais incidentes na folha de pagamento de uma mesma empresa que, no primeiro momento se enquadra em um regime tributário comum à sua categoria e no segundo, opta por um regime tributário diferenciado que favorece as micro-empresas e empresas de pequeno porte. 2 ENCARGOS SOCIAIS

2.1 AS CONTROVÉRSIAS SOBRE ENCARGOS SOCIAS

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Inicia-se a pesquisa com análises óticas de diferentes autores sobre encargos sociais, visto que há grande conflito em torno do que vêem ser tais encargos. “Os conceitos de encargos sociais chegam a ser tão díspares que, dependendo da ótica do observador, justificam conclusões que indicam pesos entre 20% até 215% dos salários”. (Cf. Cacciamali, 1993, p.13) A discussão com relação ao conceito e denominação de encargos sociais está exatamente na dificuldade de individualizar cada um dos valores que são pagos pela empresa com base nos salários dos trabalhadores. Nem todos os valores que são pagos pela empresa, oriundos da folha de pagamento têm o caráter de encargos sociais, pois, o que é um benefício direto e único do empregado não é encargo social e sim, encardo trabalhista. A divergência é manifesta entre as áreas empresariais, contabilistas, trabalhistas entre outras como se pode notar no artigo do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos - DIEESE:

Não há consenso na literatura quanto à denominação que se dá aos encargos. Alguns os chamam genericamente de encargos sociais, outros os subdividem em contribuições sociais e encargos trabalhistas; outros ainda se referem a encargos sociais, encargos tributários e contribuições parafiscais. Menos consenso existe também quanto aos itens que compõem cada um desses grupos, o que dificulta uma análise comparativa.

Alguns doutrinadores entendem que a denominação encargo social é um gênero que abrange outras várias espécies de encargos, dentre elas, os encargos trabalhistas. É aí que se dá o conflito de determinação exata do que é ou não encargo social. Não há que se falar em encargos sociais quando o empregador paga contribuições que se revertem diretamente em benefício do empregado. Ora, como o próprio nome o diz encargos sociais são revertidos, mesmo que indiretamente, em benefício da sociedade como um todo, enquanto que os encargos que são destinados ao benefício próprio e direto do trabalhador têm o caráter de encargos trabalhistas, e não devem ser confundidos pelo simples fato de surgirem de uma mesma fonte, a folha de pagamento.

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O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS, por exemplo, é um encargo pago pelo empregador por cada um de seus empregados e com base no salário de cada um deles, e destinado somente a eles. Nenhuma outra pessoa pode requisitá-lo como um direito social, ou exigir que os valores depositados em contas de FGTS sejam aplicados na sociedade, embora o governo o faça enquanto for “guardião” deste. Ainda que ocorra um pedido de demissão, casos em que o funcionário não pode sacar o saldo de FGTS acumulado até então, ele não perderá o direito sobre este saldo, fincando apenas condicionado a critérios, requisitos específicos que devem ser preenchidos para poder levantar o valor depositado. Fica caracterizada assim, a individualidade do direito sobre este saldo tratando-se então de um direito próprio e individual e não um direito social. Logo o FGTS é um encargo trabalhista e não um encargo social. Embora Pastore (1997, p. 34) pondere a respeito do assunto em questão de forma desarmônica com o pensamento do qual verte o presente trabalho, é por ele categoricamente elucidado o ponto exato de divergência entre os doutos sobre encargos.
A discussão sobre o conceito de encargos sociais é extensa. Na verdade, inexiste uma única definição nesse campo. Para alguns, os encargos sociais se referem apenas às despesas com as obrigações sociais do terceiro tipo, tais como, aposentadoria, proteção no desemprego, seguro-acidentes, etc. Para os que usam essa definição restrita, os encargos sociais no Brasil cobrem apenas as contribuições ao INSS, acidentes do trabalho, salário-educação e outros itens que são descontados compulsoriamente na folha de salários. A distinção, no caso, é entre o que entra no bolso do trabalhador e o que não entra. Os pagamentos pelo tempo não trabalhado na forma de férias, descanso remunerado, aviso prévio, licenças, etc., dentro da definição restrita, representam recursos que, de uma forma ou de outra, fazem parte da renda do trabalhador e, por isso, são tratados como salário indireto.

Duas grandes vertentes contrapõem-se na defesa do conceito e da composição dos encargos sócias: A teoria, de grande aceitação entre os empresários e por sinal bastante cômodo, conclui que os impostos incidentes das folhas de pagamento totalizam mais de 100% dos salários pagos aos empregados. Nesse sentido os encargos sociais

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seriam compostos inclusive das obrigações trabalhistas como férias, 13º salário, feriados, afastamentos, FGTS, etc. Citando Pastore (1994, p.28), autor que defende essa teoria, “De modo geral, eles incluem as despesas com as obrigações sociais propriamente ditas (INSS, FGTS, salário-educação, etc.) e as despesas referentes à remuneração do tempo não trabalhado (férias, 13º salário, licenças, abonos, etc.)”. Irrepreensível, a segunda vertente favorecida pelo DIEESE dentre outras organizações e outros estudiosos e também da qual compartilhamos, diverge de Pastore quanto ao conceito e composição dos encargos sociais excluindo as obrigações trabalhistas (encargos trabalhistas) e limitando-os aos valores recolhidos pelos empregadores ao governo e/ou repassados a outras instituições de assistência e formação profissional. Como será demonstrado em tópicos específicos, nota-se que os encargos sociais totalizam 25, 1% dos salários pagos aos empregados ou 20,1% se analisado o custo médio mensal total do trabalho. A polêmica entre as duas teorias esta localizada no plano conceitual. Assim descreve Nascimento (2001, p.633):
A diferença entre encargos sociais e salários está primeiro na destinação dos dois tipos de obrigações, porque aqueles são contribuições ou recolhimentos que os empregados estão obrigados a fazer para o Estado ou órgãos sociais, e estes são pagamentos do empregador ao empregado. [...] Distinguem-se ainda, pela natureza da obrigação, uma vez que os encargos sociais têm natureza parafiscal ou quase parafiscal, e os salários têm natureza contratual.

Apenas depois da definição de salário é que se conseguirá esclarecer o que são encargos trabalhistas e encargos sociais.

2.2 CONCEITO DE SALÁRIO

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Os que afirmam que os encargos sociais no Brasil são elevados partem de um princípio restrito, considerando como salário a remuneração apenas das horas efetivamente trabalhadas. Nesse enfoque, a base de comparação dos encargos não é a remuneração total do trabalhador, nem mesmo o seu salário contratual, mas apenas uma fração dele. A base de cálculo exclui do salário contratual o valor relativo ao descanso hebdomadário, aos dias de férias e feriados, ao 13º salário, aos dias de afastamentos por motivos de doença pagos pelas empresas, ao aviso prévio, a despesa por rescisão contratual itens determinados por lei ou convenção coletiva. Todos esses itens são considerados, por essa vertente, como encargos sociais. Porém, salário é a remuneração total recebida integral e diretamente pelo trabalhador como contraprestação pelo seu serviço ao empregador. Conforme a legislação brasileira, salário é a contraprestação recebida pelo empregado por seu trabalho, nas situações que caracterizam vínculo de emprego. Preceituam os artigos da Consolidação das Leis Trabalhistas - CLT a seguir:
Art. 457, § 1º Integram o salário, não só a importância fixa estipulada, como também as comissões, percentagens, gratificações ajustadas, diárias para viagem e abonos pagos pelo empregador. Art. 458- Além do pagamento em dinheiro compreende-se no salário, para todos os efeitos legais [...] outras prestações [...] que a empresa por força do contrato ou do costume, fornecer habitualmente ao empregado. (BRASIL, 1943, NÃO PAGINADO)

Neste sentido Nascimento (2001, p.325), interpreta:
Salário é o conjunto de percepções econômicas devidas pelo empregador ao empregado não só como contraprestação do trabalhador, mas, também, pelos períodos em que estiver à disposição daquele aguardando ordens, pelos descansos remunerados, pelas interrupções do contrato de trabalho ou por força de lei.

Delgado (2008, p. 683), ratifica, “É o conjunto de parcelas contra prestativas pagas pelo empregador em função do contrato de trabalho”. Na morfologia do salário (definição estrutural), se enquadram dois elementos: a) O básico; isto é, a soma em dinheiro pré-fixada do contrato de trabalho.

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b)

Os marginas; que podem ser fixos ou variáveis e pagos em dinheiro ou “in natura”. São eles, gratificações, prêmios, abonos, comissões, adicionais, décimo terceiro salário, diárias, ajuda, ajuda de custo, PLR, etc.

O DIEESE classifica essas percepções em três partes: • O salário contratual recebido mensalmente; o salário que o funcionário recebe todo mês em seu contracheque, inclusive eventos como hora extras, adicionais e férias. • • O salário diferido; recebido uma ou duas vezes por ano O salário recebido eventualmente; o Fundo de Garantia do como13º salário e 1/3 de férias; Tempo de Serviço - FGTS e outras verbas rescisórias. Seguindo essa linha de pensamento, todas essas contraprestações são pagas integral e diretamente ao trabalhador. Ou seja, é realmente o que o funcionário “põe no bolso”, seja em dinheiro “vivo”, ou na forma de depósito em sua conta corrente bancária, e também em conta específica, como ocorre com os depósitos de FGTS (que constitui um patrimônio individual do trabalhador) e que não modifica seu caráter de parte integrante da remuneração integral e diretamente apropriada pelo trabalhador.

2.3 COMPOSIÇÃO DOS ENCARGOS SOCIAIS A PARTIR DO CONCEITO DE PASTORE

O percentual de 102% de impostos incidentes sobre o salário dos empregados é amplamente defendido pelos doutrinadores que consideram salário, apenas a remuneração pelas horas efetivamente trabalhadas, ou seja, um conceito restrito de salário. Essa consideração exclui do conceito de salário as demais percepções auferidas pelos trabalhadores, como o descanso semanal remunerado, as férias

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remuneradas, o 13º salário, o adicional de 1/3 das férias, os feriados, o aviso prévio em caso de demissão por iniciativa do empregador, as despesas de rescisão contratual (equivalente à multa sobre o saldo de FGTS), a parcela do auxílio enfermidade custeada pelo empregador (15 primeiros dias do afastamento), esses três últimos, calculados com base em uma media de incidência sobre o total de empregados. Esses itens são considerados como encargos sociais somados com as obrigações recolhidas à Receita Federal do Brasil através da Guia de Previdência Social - GPS, para o custeio da Previdência Social, salário-educação, assistência social e formação profissional, reforma agrária (INCRA), SEBRAE, entre outros. A tabela abaixo ilustra o peso dos encargos sociais conforme o critério em questão defendido por Pastore.

FIGURA 1: Encargos Sociais Básicos no Setor Industrial
Tipos de Encargos
A - Obrigações sociais

Incidência (%)

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Previdência Social FGTS Salário-educação Acidentes de Trabalho (média) SECI SENAI SEBRAE INCRA Subtotal A B – Tempo não Trabalhado I Repouso Semanal Férias Feriados Abono de Férias Aviso Prévio Auxilio Enfermidade Subtotal B C – Tempo não Trabalhado II 13º Salário Despesa de Rescisão Contratual Subtotal C D – Reflexos dos Itens Anteriores Incidência de A sobre B Incidência do FGTS no 13º Salário Subtotal D

20,00 8,00 2,50 2,00 1,50 1,00 0,60 0,20 35,80

18,91 9,45 4,36 3,64 1,32 0,55 38,23

10,91 2,57 13,48

13,68 0,87 14,55

TOTAL GERAL

102,06

FONTE: Pastore (1997, p. 20).

Como se pode notar na tabela exposta, Pastore e os que partilham da mesma opinião quanto ao conceito de salário, consideram cada um dos itens apresentados como encargos sociais, inclusive os encargos trabalhistas que também compõem o quadro. Alguns destes valores foram calculados por percentuais fixos derivados de lei, como no caso dos itens “A” (obrigações sociais), e outros com base em cálculos de estimativa e média anual, por exemplo, o cálculo para de obter o índice de dias de funcionário afastado por motivo de auxílio enfermidade. Ainda seguindo esse raciocínio se podem encontrar cálculos que atinjam percentuais que superam o resultado atingido de 102,60% exposto na tabela de Pastore. Essas variações se explicam devido aos diferentes critérios aplicados para calcular os dias efetivamente trabalhados e não trabalhados durante o ano. Exemplos, licenças por motivos pessoais e/ou cívicos como licença paternidade (5 dias); alistamento militar (3 dias em média); alistamento eleitoral (2 dias em média), casamento (3 dias), vale transporte, despesas decorrentes de acordos ou convenção coletiva de trabalho etc.

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Essa teoria demonstra o quão instável é a determinação dos valores de encargos sociais incidentes sobre o salário, vez que uma única falta justificada do empregado durante o mês pode resultar na majoração dos encargos sociais pagos com base em seu salário. Com base nesse conceito, vários representantes da classe empresarial, afirmam insistentemente que os valores dos encargos chegam a totalizar o dobro do valor pago ao empregado com o salário. Embora o presente trabalho tenha o espaço oportuno para contrapor as idéias defendidas pelas teorias aqui elucidadas, é importante ressaltar ainda que antecipadamente, que não se pode aplicar de forma alguma o percentual encontrado nesse cálculo sobre o salário do funcionário para se obter os valores de encargos sociais pagos pelos empregadores. Sobretudo por que esse cálculo abrange os mais convictos encargos trabalhistas, ousando caracterizar até mesmo o descanso hebdomadário como encargo social. Cerrando a idéia da linha doutrinária que compartilha da opinião que os encargos sociais chegam sim, a atingir mais de 100% dos valores correspondentes aos salários dos empregados, Pastore (1997, p.21) disserta: “a grosso modo, os encargos dobram aquilo que é solicitado. O Brasil fica, assim, numa situação em que os trabalhadores ganham pouco e custam muito”. Essa teoria de pastore pode ser muito utilizada para apurar o custo da mãode-obra na produção na quantificação do valor da “hora/homem”, ou seja, saber qual o real custo da hora efetivamente trabalhada, porém o presente estudo enfatiza os encargos sociais como tributos.

2.3.1 Encargos Trabalhistas

Ainda que não seja objetivo deste estudo, será abordado brevemente o tema a respeito dos encargos trabalhistas, que diferente de encargos sociais, são valores pagos diretamente ao empregado no decorrer ou no final de seu contrato de trabalho, compreendem também os benefícios não expressos em valores, mas que de certa forma são gozados pelos trabalhadores, são eles:

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2.3.1.1 Férias

De acordo com a CLT em seu art. 129, Férias é um direito do empregado ao descanso de 30 (trinta) dias a cada ano de trabalho. O período aquisitivo de férias é configurado a cada 12 (doze) meses de trabalho, após este, começa o período concessivo, que é aquele em que o empregador deve conceder as férias ao empregado. Caso o empregador não dispense o empregado por 30 (trinta) dias durante o período concessivo, ficará obrigado ao pagamento do valor correspondente às férias, em dobro. Só terá direito aos 30 dias de descanso o empregado que tiver assiduidade ao trabalho no período aquisitivo, neste caso considera-se assíduo o empregado que tiver até 5 faltas não justificadas neste período. Conforme o art. 130 da CLT, o empregado que tenha mais que 5 faltas não justificadas no período aquisitivo, não gozará de 30 dias para o descanso, só terá direito a dias proporcionais aos números das faltas excedidas. É vedado ao empregador descontar do empregado os dias que tenha faltado ao trabalho injustificadamente de maneira que venha a infringir o disposto no art. 130 da CLT. Isso significa que cada dia de falta do empregado não corresponde a um dia a menos no período do gozo. O empregado poderá ter seu período de gozo fracionado em duas partes, porém, os períodos nunca serão menores que 10 dias consecutivos. O art. 143 da CLT assegura a faculdade ao empregado para converter 1/3 (um terço) do período de férias a que tiver direito em abono pecuniário, no valor da remuneração que lhe seria devida nos dias correspondentes em exercício.

2.3.1.2 Adicional de Férias

Denominado 1/3 (um terço) de Férias Constitucional essa indenização prevê ao empregado que além do salário das férias remuneradas, perceberá a mais, a terceira parte deste salário.

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2.3.1.3 Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS

Equiparada a uma conta poupança, a conta do FGTS criada para cada um dos funcionários da empresa, recebe mensalmente o valor correspondente a 8% (oito por cento) da remuneração de cada funcionário, individualizadamente. O saldo desta conta é atualizado mensalmente. É válido salientar que a base de calculo do FGTS é totalidade dos valores recebidos pelos funcionários com salário base, horas extras, outros adicionais, deduzidos deste total o tempo não trabalhado devido à faltas e atrasos. De acordo com o Decreto n° 99.684, de 8 de Novembro de 1990, criado para a regulamentação do FGTS determina as situações taxativas em que o funcionário poderá movimentar o saldo da sua conta individualizada. Dentre eles os mais comuns são: •

Despedida sem justa causa, inclusive a indireta, de culpa recíproca e por força maior; Extinção da empresa, fechamento de quaisquer de seus estabelecimentos, filiais ou agências, supressão de parte de suas atividades, ou, ainda, falecimento do empregador individual;

• •

Aposentadoria concedida pela previdência social; Falecimento do trabalhador; Levantamento para o pagamento de prestações decorrentes de financiamento habitacional do Sistema Financeiro da Habitação (SFH);

Em caso de demissão por Justa Causa e Pedido de Demissão, após três anos ininterruptos da data de demissão, sem que tenha havido outro vinculo de emprego neste período;

Extinção normal do contrato de trabalho inclusive o dos trabalhadores temporários.

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2.3.1.4 Depósitos Rescisórios

Quando o vinculo empregatício se rompe com a demissão sem justa causa, e exclusivamente neste caso, o empregador fica obrigado a pagar ao empregado o valor correspondente a 40% (quarenta por cento) do total do saldo do FGTS de todos os depósitos realizados até o ultimo mês trabalhado. Contudo, em casos de demissão por culpa recíproca ou força maior cada parte arcará com a metade deste valor, ou seja, o empregador pagará apenas 20% (vinte por cento) desse depósito.

2.3.1.5 Gratificação de Natal (Décimo Terceiro Salário)

A gratificação de Natal instituída por Lei específica popularmente conhecida como décimo terceiro salário (13º salário), este encargo deve ser pago ao empregado em duas parcelas até o final do ano, no valor corresponde a 1/12 (um doze avos) da remuneração para cada mês trabalhado. A primeira parcela deve ser pagar até o dia 30 do mês de novembro e a segunda até o dia 20 do mês de dezembro.

2.3.1.6 Feriado

A CLT veda qualquer trabalho em dias feriados nacionais e religiosos assim como os estaduais e municipais determinados em leis específicas. Esses dias de descanso estão implícitos no salário do trabalhador, ficando o empregador obrigado ao pagamento de adicional de hora extra, correspondente a 100% (cem por cento) do valor da hora, caso haja exercício efetivo do trabalhador nestas datas.

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2.3.1.7 Auxilio Enfermidade

Este encargo é configurado na ocasião do trabalhador vir a ser cometido por doença ou acidente, sendo ou não ocasionados pela atividade no trabalho. O empregador arcará com o pagamento integral do salário durante os primeiros 15 (quinze) dias do afastamento do trabalhador, ficando os demais dias até a volta do funcionário ao trabalho, a cargo da Previdência Social. Caso o trabalhador após a sua volta ao exercício necessite de um novo período de afastamento ocasionado pelos mesmos motivos, o empregador estará desobrigado ao pagamento do auxilio enfermidade. O beneficio será pago integralmente pela Previdência Social.

2.3.1.8 Aviso Prévio Trabalhado

O aviso prévio é o manifesto de uma das partes a outra que deseja romper o contrato de trabalho de determinado período, este aviso deverá ser feito com antecedência mínima de 30 dias da ocasião. Sendo que, no transcurso deste período as atividades continuarão a ser exercidas habitualmente. Deverá ser observado o que determina o artigo 488 da CLT, com relação à duração da jornada de trabalho neste período. Se o aviso prévio for comunicado pelo empregador o trabalhador terá direito a redução de 2 (duas) horas diárias de trabalho ou 7 (sete) dias consecutivos, sem prejuízo de seu salário integral.

2.3.1.9 Aviso Prévio Indenizado

Na falta do comunicado do aviso prévio por qualquer uma das partes, ficará a parte que der causa a rescisão contratual obrigada à indenização no valor

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correspondente a 30 dias de salário do trabalhador, salvo quantia maior estipulada em Convenção Coletiva de Trabalho - CCT. Se a falta do comunicado se der pelo empregador tem o empregado o direito aos salários correspondentes ao prazo do aviso, garantida sempre a integração desse período no seu tempo de serviço. A falta de aviso prévio por parte do empregado dá ao empregador o direito de descontar os salários correspondentes ao prazo respectivo.

2.3.1.10 Vale Transporte

Se o empregador não disponibilizar ao empregado condução para o deslocamento de sua residência ao trabalho e vice-versa, terá que fornecer antecipadamente vale-transporte ou valor correspondente às despesas com as quais arcará.

2.3.1.11 Faltas Legais / Justificadas

A Consolidação das Leis do Trabalho apresenta determinadas situações em que o empregado poderá deixar de comparecer ao serviço, sem prejuízo do salário. As dispensas legais serão computadas apenas nos dias úteis em que o funcionário tenha faltado. Essas faltas estão previstas no Artigo 473 da CLT:

Art. 473 - O empregado poderá deixar de comparecer ao serviço sem prejuízo do salário: (Redação dada pelo Decreto-lei nº. 229, de 28.2.1967). I - até 2 (dois) dias consecutivos, em caso de falecimento do cônjuge, ascendente, descendente, irmão ou pessoa que, declarada em sua carteira de trabalho e previdência social, viva sob sua dependência econômica; (Inciso incluído pelo Decreto-lei nº. 229, de 28.2.1967). II - até 3 (três) dias consecutivos, em virtude de casamento; (Inciso incluído pelo Decreto-lei nº. 229, de 28.2.1967). III - por um dia, em caso de nascimento de filho no decorrer da primeira semana; (Inciso incluído pelo Decreto-lei nº. 229, de 28.2.1967).

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IV - por um dia, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de doação voluntária de sangue devidamente comprovada; (Inciso incluído pelo Decreto-lei nº. 229, de 28.2.1967). V - até 2 (dois) dias consecutivos ou não, para o fim de se alistar eleitor, nos termos da lei respectiva. (Inciso incluído pelo Decreto-lei nº. 229, de 28.2.1967). VI - no período de tempo em que tiver de cumprir as exigências do Serviço Militar referidas na letra "c" do art. 65 da Lei nº. 4.375, de 17 de agosto de 1964 (Lei do Serviço Militar). (Incluído pelo Decreto-lei nº. 757, de 12.8.1969). VII - nos dias em que estiver comprovadamente realizando provas de exame vestibular para ingresso em estabelecimento de ensino superior. (Inciso incluído pela Lei nº. 9.471, de 14.7.1997). VIII - pelo tempo que se fizer necessário, quando tiver que comparecer a juízo. (Inciso incluído pela Lei nº. 9.853, de 27.10.1999). IX - pelo tempo que se fizer necessário, quando, na qualidade de representante de entidade sindical, estiver participando de reunião oficial de organismo internacional do qual o Brasil seja membro. (Incluído pela Lei nº. 11.304, de 2006). (BRASIL, 1943, NÃO PAGINADO)

Além das situações previstas na CLT pode haver outras determinadas em Convenção Coletiva de Trabalho. Cabendo ainda assim ao funcionário, nestas situações justificar sua ausência por meio de documentos hábeis.

2.3.1.12 Indenização Adicional

Prevendo situações em que o funcionário venha a ser dispensado do seu trabalho em véspera de reajuste salarial, a Lei nº. 7.238, de 29 de Outubro de 1984, estabeleceu este instituto que garante ao trabalhador o direito a perceber do empregador a indenização equivalente a 1(um) salário adicional somado às verbas rescisórias. É assegurada esta indenização ao trabalhador que for dispensado nos 30 dias que antecedem a data base do reajuste salarial, podendo esta data variar de acordo as normas sindicais de cada categoria profissional.

2.3.1.13 Repouso Semanal Remunerado

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São várias suas denominações: descanso semanal remunerado, repouso hebdomadário, descanso hebdomadário, folga semanal, repouso dominical, descanso dominical, descanso semanal, repouso semanal. Todo trabalhador tem direito a um dia (24 horas consecutivas) de descanso por semana, preferencialmente aos domingos. Esse dia de descanso integra o salário do empregado. Para ter esse direito assegurado o trabalhador necessariamente terá que trabalhar a semana toda sem faltas ou atrasos. Caso contrario será descontado do funcionário o dia de sua falta mais o dia de seu descanso semanal.

2.3.1.14 Horas Extras

Como o próprio nome diz, corresponde ao pagamento pelas horas suplementares à jornada de trabalho diária contratada. A jornada máxima permitida por lei é de 44 (quarenta e quatro) horas semanais ou 220 (duzentos e vinte) mensais. As horas excedidas não podem ultrapassar a 2 (duas) por dia e deverão ser indenizadas com o adicional de no mínimo 50% (cinqüenta por cento) no caso de ocorrência em dias úteis e de 100% (cem por cento) em domingos e dias feriados.

2.3.1.15 Adicional Noturno

O legislador beneficiou o trabalhador noturno devido ao seu trabalho em horário normalmente destinado ao repouso com o Adicional Noturno. Este benefício compreende a importância acrescida ao salário do trabalhador urbano e rural (agrícola e pecuário). Conforme a CLT, o adicional é descrito no Art. 73, o trabalhador noturno terá remuneração superior à do diurno e, para esse efeito, sua remuneração terá um acréscimo de 20% (vinte por cento), pelo menos, sobre a hora diurna. A hora do

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trabalho noturno será computada como de 52 (cinqüenta e dois) minutos e 30 (trinta) segundos. Considera-se noturno, o trabalho urbano executado entre as 22 (vinte e duas) horas de um dia e as 5 (cinco) horas do dia seguinte. No caso de trabalhador rural agrícola é considerado noturno o horário compreendido entre as 21 (vinte e uma) horas às 5 (cinco) horas da manhã do dia seguinte. Já a hora noturna do trabalhador pecuário se inicia as 20 (vinte) horas e se estende às 4 (quatro) horas do dia seguinte.

2.3.1.16 Adicional de Insalubridade

Determinadas atividades expõem os trabalhadores a situações nocivas a sua saúde, ou seja, situações que causam danos à saúde. Não necessariamente esses danos são imediatamente notados, na maioria dos casos a exposição contínua às atividades insalubres causa dano ao longo do tempo de atividade, vindo a ser notados anos mais tarde. O adicional de insalubridade é pago aos trabalhadores que se enquadram nestes casos e estes acréscimos podem variar entre 10, 20 e 40% sobre o salário recebido. A variação no valor da indenização consiste no grau de exposição da saúde dos trabalhadores a esses fatores prejudiciais. As atividades insalubres são definidas pela NR 15 do Ministério do Trabalho. A mínima exposição do trabalhador lhe dará o direito a perceber 10% a mais de seu salário, à exposição média, será pago ao trabalhador 20% e à máxima exposição, será pago 40% do salário percebido.

2.3.1.17 Adicional de Periculosidade

Assim como o adicional de insalubridade, a periculosidade é paga ao trabalhador que também se expõe a riscos de saúde ou vida, porém, neste caso o risco é concreto, ou seja, é iminente.

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São consideradas atividades periculosas aquelas que colocam o trabalhador em contato direto com substâncias inflamáveis ou explosivas de riscos acentuados, como em casos de frentistas de postos de gasolina, por exemplo. O adicional de periculosidade consiste no acréscimo de 30% sobre o salário do trabalhador, apenas sobre o salário, não se somando a este os acréscimos oriundos de gratificações, prêmios, participações nos lucros da empresa, entre outros.

2.3.1.18 Outros Encargos Trabalhistas Determinados por Convenções Coletivas de Trabalho

Através de regras estabelecidas em acordos ou convenções coletivas de trabalho, os sindicatos podem exigir dos empregadores outros itens que passam a ser considerados obrigatórios e por isso vêem a compor os encargos trabalhistas. Alguns deles são: •

Uniforme Equipamentos de segurança Vale alimentação P.L.R. P.T.S. Auxilio creche Treinamento Profissional Seguro de vida em grupo Bolsa estudo Plano de saúde Convênios comerciais Muitos desses encargos trabalhistas podem ser negociados, como os que


• •

• • • •

são determinados por acordos ou convenções coletivas de trabalho, e outros são

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indisponíveis, ou seja, não cabe nem mesmo acordo entre as partes para excluí-los ou suprimi-los.

2.3.2 Composição dos Encargos Sociais a Partir do Conceito do DIEESE

Inversamente ao conceito de encargos sociais defendido por Pastore entre outros, a tabela exposta abaixo vem ilustrar que tais encargos não totalizam mais de 100% dos valores pagos pelas empresas aos empregados. Baseando-se na posição sólida e eficaz defendida pelo DIEESE, o presente trabalho expõe que os encargos sociais são restritos às contribuições pagas pela empresa com base na folha de pagamento de cada funcionário, porém, sem que todos esses valores sejam diretamente usufruídos por eles, o que afasta o os conceitos de encargos sociais e encargos trabalhistas. Como já explanado, a tabela abaixo restringe as contribuições sociais pagas pela empresa, como parte do custo total da mão de obra, assim podendo se concluir, os valores que não são revertidos em beneficio direto e integral para o trabalhador. Muitos desses valores são pagos ao governo como ajuda para o custeio de entidades como seguridade social e outros repassados às entidades patronais de assistência e formação profissional. Dessa forma: os encargos sociais representam apenas 27,8% da folha de pagamento média mensal de uma empresa do setor industrial e se compõem dos seguintes itens: FIGURA 2: Alíquota dos encargos sociais incidente sobre a folha de pagamento das empresas do setor industrial ¹
ENCARGOS INSS GIIL – RAT ² SALÁRIO EDUCAÇÃO SESC SESI SENAC / SENAI SEBRAE INCRA ALIQUOTA % 20,0 % 2,0 % 2,5 % 1,5 % 1,0 % 0,6 % 0,2 % FUNDAMENTAÇÃO LEGAL Lei 8212/91 artigo 22 Inciso I Lei 8.212/91 artigo 22 inciso Lei 9.424/96 artigo 15 II Artigo 30 Lei 8.036/90 Decreto 2.318/86 Lei 8029 de 12/04/90 e Lei Decreto Lei 1.146/70 8154 de 28/12/90

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CONTRIBUIÇÃO SOCIAL ³ TOTAL

0,0 % 27,8 %

Lei

Complementar

110/01

Artigo2º.

FONTE: Anexo III IN/RFB e legislação vigente Elaborado pelo autor.

A tabela acima é uma amostragem dos encargos sociais, contudo, apenas os que são pagos pelo setor industrial, não estabelecendo todos os encargos sociais existentes, mas que por hora servirá como parâmetro para os cálculos incidentes sobre as folhas de pagamento que estudaremos a seguir. Após saber o valor da alíquota dos encargos, deve-se compor a remuneração média mensal do trabalhador para assim calcular a incidência dos encargos sobre essa média. Vejam que a tabela seguinte relaciona o salário base mais os encargos trabalhistas, compondo a remuneração média mensal:

____________________________
¹ A tabela foi elaborada com percentuais para o código FPAS 507 (empresa do setor industrial) podem ter alterações em função de variação de setores. ² Através do Decreto nº. 6.042/2007, foi alterada a tabela de percentuais de GIIL-RAT, a qual estará em vigor a partir da competência Junho/2007. ³ Originalmente, a contribuição social do adicional de 0,5% incidente sobre a remuneração do trabalhador era devida a partir da remuneração relativa ao mês de outubro de 2001 até a remuneração relativa ao mês de setembro de 2006.

FIGURA 3: Composição da remuneração média mensal total do trabalhador com salário hipotético de $ 1.000,00
Itens da remuneração direta do trabalhador • Salário mensal • 13° salário em proporção mensal: (100% / 12 meses) • Adicional de 1/3 de Férias: (100%/3) /12)) meses FOLHA DE PAGAMENTOS MÉDIA MENSAL • Recolhimento mensal ao FGTS: (8% de 100,00) • Incidência do FGTS sobre o 13º salário mensal: (8% de 8,33%) • Incidência do FGTS sobre 1/3 de férias mensais: (8% de 2,78%) • Rescisão contratual como proporção da remuneração REMUNERAÇÃO MÉDIA MENSAL TOTAL DO TRABALHADOR % sobre o salário base 100,00% 8,33% 2,78% 111,11% 8,00% 0,67% 0,22% 2,49% 122,49% $ sobre o salário base 1.000,00 83,33 27,77 1.111,11 80,00 6,70 2,20 24,90 1.224,91

ELABORAÇÃO: DIEESE adaptado pelo autor. FONTE: MTE

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Na tabela acima se observa que um trabalhador tem seu salário contratual mensal no valor de R$ 1.000,00 (salário direto). Serão contabilizados para apurar a remuneração média mensal desse trabalhador, os salários indiretos: R$ 83,33 referente à 1/12 avos do 13º salário e 1/12 avos do adicional de1/3 de férias: R$ 27,77, totalizando R$ 1.111,11, valor esse que vai ser a base de calculo pra incidência de encargos. Além do salário direto e o salário indireto, também é incorporado, a incidência de FGTS (salário eventual) na folha de pagamento media mensal e as despesas com rescisão contratual, perfazendo o total de R$ 1.224,91. Para essa vertente a remuneração media mensal total do trabalhador é considerada como salário seja ele direto, indireto ou eventual. O conceito de salário aplicado nesta tabela é utilizado especificamente por autores para o cálculo do peso dos encargos sociais na folha de pagamento, já no direito do trabalho, não é analisado e interpretado desta forma. Assim a pesquisa limita-se ao conceito na ótica da primeira interpretação, a dos autores. Com base na alíquota dos encargos sociais incidente sobre a folha de pagamento ilustrada na tabela II e da composição da remuneração média total do trabalhador (tabela III) tem-se o cálculo de quanto custam os encargos e o total médio mensal de desembolso da empresa, por trabalhador.

FIGURA 4: Desembolso total mensal para empregar um trabalhador (Salário contratual hipotético de R$ 1.000,00)
Itens de despesa 1. Salário contratual 2. 13º e adicional de 1/3 de férias (como proporção mensal) 3. Folha de pagamentos média mensal (1 + 2) (base de cálculo dos encargos sociais) 4. FGTS e verbas rescisórias (proporção mensal) 5. Remuneração média mensal total do trabalhador (3 + 4) 6 - INSS (20%) 6.1 - Seguro de acidentes de trabalho (2% em média) 6.2 - Salário-educação (2,5%) 6.3 - Incra (0,2%) 6.4 - Sesi ou Sesc (1,5%) 6.5 - Senai ou Senac (1,0%) 6.6 - Sebrae (0,6%) 7. Encargos sociais Subparcelas Desembolso (em R$)

R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ 222,22 22,22 27,78 2,22 16,67 11,11 6,67 R$

1.000,00 111,11 1.111,11 113,80 1.224,91

308,89

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(incidentes sobre R$ 1.111,11) (somatória itens 6 a 6.6) 8. Desembolso total mensal do empregador (5 + 7)

R$

1.533,80

FONTE: DIEESE Adaptado pelo autor.

Diante desse panorama, interpretem-se as tabelas da seguinte forma: Conforme visto, a ilustração da composição da remuneração média mensal do trabalhador (tabela III) foi transcrita na tabela IV, assim, o próximo passo é calcular o peso dos encargos sociais (item 7) incidentes sobre o salário em hipótese. Inicio dos cálculos: Primeiramente observa-se que o total dos encargos sociais R$ 308,89 representa 30,89% do salário contratado no valor de R$ 1000,00. Em seguida soma-se o salário direto contratado (R$ 1000,00) com o salário indireto do 13º salário e adicional de férias (R$ 111,11) e se obtém o total de R$ 1.111,11 e se obtém que o total de encargos (R$ 308,89) representa 27,80% do salário médio mensal. Adicionando ao salário médio mensal o FGTS e as verbas rescisórias, os encargos sociais representarão 25,20% em relação à remuneração média total percebida pelo trabalhador. Ainda em uma ótica mais rigorosa nota-se que a partir de um salário contratual de R$ 1.000,00, a empresa tem como custo médio mensal total do trabalho incluindo salários e encargos, o valor de R$ 1.533,80, assim pode-se afirmar que os encargos sociais no montante de R$ 308,89 representa uma fatia de apenas 20,1% deste total, muito distante dos 102% que Pastore descreve em sua tabela. Nesta seção foram observados diferentes conceitos, composições e cálculos de encargos sociais, de tal forma que pudemos facilmente fazer a comparação do peso desses encargos sociais a partir de varias teses abordadas. Os cálculos dos encargos demonstrados nas tabelas acima, foram realizados sempre obtendo a média mensal do salário do trabalhador, meramente a fim de explicitar a diferença de peso dos encargos sociais de uma determinada ótica para com as de outros autores.

3 O QUE SÃO ENCARGOS SOCIAIS

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Encargos sociais são contribuições incidentes na folha de pagamento de salários pagas pelas empresas à Receita Federal do Brasil - RFB e posteriormente repassadas ao Instituto Nacional da Seguridade Social - INSS e entidades de assistência e formação profissional. Essas contribuições, junto com os salários pagos ao trabalhador fazem parte do custo total do trabalho. Como se viu no capítulo anterior, conceitos diferentes de salário levam a diferentes conceitos de encargos sociais. O DIEESE explica que não se podem confundir encargos sociais com obrigações trabalhistas, os encargos sociais estão dentro dessas obrigações, assim explica a distinção em, O Polêmico, (1997, não paginado):
Já os encargos sociais incidentes sobre a folha restringem-se às contribuições sociais pagas pelas empresas como parte do custo total do trabalho, mas que não revertem em benefício direto e integral do trabalhador. São recolhidos ao governo, sendo alguns deles repassados para entidades patronais de assistência e formação profissional. [...] Obrigações trabalhistas constituem uma série de medidas que devem ser observadas pelos empregadores para a contratação legal de um assalariado. Entre essas obrigações incluem-se, com efeito, aquelas que podem ser consideradas como encargos sociais incidentes sobre a folha de pagamentos. Mas os encargos sociais não são sinônimos de obrigações trabalhistas, são apenas parte delas.

Diante desse referencial observa-se que o DIESSE destaca os encargos sociais das obrigações trabalhistas, essas obrigações estão presentes na contratação, manutenção e dispensa do trabalhador na empresa, assim como; assinatura da carteira de trabalho, pagamento de salário, observância de limites de horário de trabalho, pagamento de horas extras, pagamento de décimo terceiro salário, etc. Essas obrigações são denominadas como encargos trabalhistas. Desta forma os encargos sociais totalizam 27,8% sobre o valor da folha que é composta pelo salário base mensal, o décimo terceiro salário proporcional mensal, e a proporção do 1/3 sobre as férias. Se partirmos do principio que o salário é toda a remuneração percebida pelo trabalhador, devemos incluir ainda o depósito mensal do FGTS e a proporção das verbas rescisórias, assim os encargos sociais representam 25,2 % do que o trabalhador recebe.

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Feitas todas as considerações anteriores, a presente pesquisa se desenvolverá norteada pelo conceito de encargos sociais adotado pelo DIEESE.

3.1 A COMPULSORIEDADE DOS ENCARGOS SOCIAIS

Apesar de ser muito utilizado pelos contadores na hora de elaborar demonstrações contábeis o termo “encargos sociais compulsórios”, juridicamente gera certa redundância, já que tais encargos são obrigações que decorrem de lei. Como prega Pastore (1997, p.20 e 21) “Os encargos sociais compulsórios, no Brasil, derivam de obrigações constitucionais e da CLT” [...] “Todos esses encargos são de natureza obrigatória, sem a menor possibilidade de negociação”. Os encargos sociais são aplicados obrigatoriamente e sua principal característica é a generalidade, ou seja, são impostos a todas as empresas. Como se sabe para toda regra há uma exceção e com os encargos sociais não é diferente. Com o objetivo de incentivar as micro-empresas e empresas de pequeno porte e apoiar as entidades beneficentes, o Governo Federal dispensa essas instituições dos pagamentos de tais encargos, ficando as mesmas legalmente desobrigadas a essas contribuições. Para serem beneficiadas com a isenção supracitada, deverão ser preenchidos os requisitos legais estabelecidos para as entidades beneficentes, e quanto às empresas, só gozarão do beneficio, as que optarem pelo regime tributário Simples Nacional com atividade econômica enquadradas nos anexos I (Comércio), II (Indústria) e III ( Serviços e Locação de bens Móveis) . Os dois casos de isenção serão objetos de estudo em seção específica do presente trabalho.

3.2 A COMPOSIÇÃO DOS ENCARGOS SOCIAIS

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Encargos sociais são formados por contribuições que a empresa recolhe ao governo que os repassa para o custeio da seguridade social e entidades patronais de assistência e formação profissional. A subdivisão desses encargos sociais é composta pelo INSS (cota patronal) com a alíquota de 20% sobre a folha de salários; pelo Grau de Incidência de Incapacidade Laborativa decorrente dos Riscos Ambientais do Trabalho (GIIL-RAT), mediante a aplicação de alíquotas de 1%, 2% ou 3% de acordo com o grau de risco da atividade preponderante, sendo considerado leve, médio ou grave; pelo Salário Educação, e pelas contribuições do sistema “S”, podendo totalizar as duas últimas, uma alíquota de 5,8%. Todos esses institutos e contribuições serão abordados com mais detalhes nos tópicos adiante.

3.2.1 INSS – Instituto Nacional da Seguridade Social

O Instituto Nacional do Seguro Social - INSS criado pela Lei 8020/1990 e regulamentado pelo Decreto n° 99.350, de 27 de junho de 1990, mediante a fusão do Instituto de Administração Financeira da Previdência e Assistência Social - IAPAS com o Instituto Nacional de Previdência Social - INPS. O Art. 3 do mesmo decreto descreve a competências do INSS:

Art. 3º Compete ao INSS: I - promover a arrecadação, fiscalização e cobrança das contribuições sociais e demais receitas destinada à Previdência Social; II - gerir os recursos do Fundo de Previdência e Assistência Social FPAS; III - conceder e manter os benefícios e serviços previdenciários; IV - executar as atividades e programas relacionados com emprego, apoio ao trabalhador desempregado, identificação profissional, segurança e saúde do trabalhador. (Decreto nº. 99.350, de 27 de junho de 1990) (BRASIL, 1990, NÃO PAGINADO).

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Estes Órgãos foram criados em consonância com a Constituição Federal de 1988 que em seu Art. 194 descreve: “A seguridade social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade, destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência e à assistência social.” A respeito do financiamento da Seguridade Social, conforme disposto no caput do art. 195 da Constituição federal, a seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta:
CF - Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: I - do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei, incidentes sobre: a) a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício; b) a receita ou o faturamento; c) o lucro; II - do trabalhador e dos demais segurados da previdência social, não incidindo contribuição sobre aposentadoria e pensão concedidas pelo regime geral de previdência social de que trata o art. 201; III - sobre a receita de concursos de prognósticos. IV - do importador de bens ou serviços do exterior, ou de quem a lei a ele equiparar. (BRASIL, 1988, NÃO PAGINADO)

A contribuição para o INSS é um encargo cobrado dos empregadores e empregado para financiar a seguridade social, que por sua vez, é um fundo de amparo e proteção aos contribuintes.

3.2.1.1 Alíquota e Incidência

A contribuição que incide sobre o salário dos empregados, também conhecida como Cota Patronal, é de 20% (vinte por cento) sobre o total das remunerações pagas conforme descrito no Art. 22 da Lei nº. 8.212/91:

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I - vinte por cento sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas a qualquer título, durante o mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos que lhe prestem serviços, destinadas a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços, nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa. (Redação dada pela Lei nº. 9.876, de 1999). (BRASIL,1991, NÃO PAGINADO).

Além dos valores pagos através da folha de pagamento de salário dos empregados (cota patronal), a empresa também deve recolher 8%, 9% ou 11% ( de acordo com a tabela progressiva do INSS) dos salários dos empregados, 11% sobre o valor da retirada de pró-labore (salário do Proprietário) e ainda 11% sobre os valores pagos a profissionais liberais que venham a prestar serviços a sua empresa (por exemplo o contador), pois, estarão inseridos na sua folha de pagamento. Cabe lembrar que os valores da contribuição da parte dos segurados discorridos no parágrafo anterior são apenas recolhidos pelas empresas e não desembolsados, o pagamento desse encargo ocorre por parte dos segurados integrantes da folha de pagamento, ou seja, pelos empregados, pelos sócios administradores e pelos trabalhadores autônomos, pois, o encargo é descontado no contracheque de cada colaborador. A empresa retém esses valores no pagamento dos colaboradores e posteriormente repassa ao governo através da Guia da Previdência Social - GPS juntamente com a cota patronal e a contribuição com terceiros.

3.2.1.2 Finalidade

Como traz em seu slogan “Proteção para o trabalhador e sua família”, o INSS compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos poderes públicos e da sociedade, destinado a assegurar os direitos relativos à saúde, à

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previdência e à assistência social, como prescrito no Art. 1º, Capítulo I, Anexo I do Decreto nº. 5.870/2006:

Art. 1o O Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, autarquia federal, com sede em Brasília - Distrito Federal, vinculada ao Ministério da Previdência Social, instituída com fundamento no disposto no art. 17 da Lei no 8.029, de 12 de abril de 1990, tem por finalidade promover o reconhecimento, pela Previdência Social, de direito ao recebimento de benefícios por ela administrados, assegurando agilidade, comodidade aos seus usuários e ampliação do controle social. (BRASIL, 2006, NÃO PAGINADO).

Os

benefícios

previdenciários

são

prestações

de

atendimento

da

Previdência Social, através de pagamentos em dinheiro que os segurados e seus dependentes têm direito, nas condições estabelecidas pela legislação específica. Alguns benefícios da Lei nº. 8.213/9l: • • • • • • • • • • Aposentadoria por invalidez (Art. 42 a 47) Aposentadoria por idade (Art. 48 a 51) Aposentadoria por tempo de serviço (Art. 52 a 56) Aposentadoria especial (Art. 57 e 58) Auxilio doença (Art. 59 a 64) Salário família (Art. 65 a 70) Salário maternidade (Art. 71 a 73) Pensão por morte (Art. 74 a 78) Auxilio reclusão (Art. 80) Auxilio acidente (Art. 86) Cabe salientar que para gozar tais direitos, o empregado obrigatoriamente tem que estar na qualidade de segurado da Previdência Social, regulamentado pelo texto da Lei 8.213 em seus Artigos 11 a 15.

3.2.2 Grau de Incidência de Incapacidade Laborativa e Riscos Ambientais do Trabalho – GIIL - RAT

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Esse encargo é uma contribuição da empresa para a Previdência Social destinado ao custeio das aposentadorias especiais e dos benefícios concedidos em razão de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos presentes no ambiente de trabalho ou acidente do trabalho. Mesmo as empresas que aparentemente não ofereçam riscos no ambiente de trabalho recolherão ao INSS a contribuição mínima, pois, de alguma forma o trabalhador estará sim exposto a algum tipo de risco como, por exemplo, uma simples queda no local de trabalho entre outras.

3.2.2.1 Legislação

O fundamento legal da contribuição pra o RAT está descrito na legislação previdenciária mais precisamente no Inciso II do Art. 22 da Lei 8212 de 1991.

3.2.2.2 Alíquota e incidência

Esta contribuição terá alíquota variável determinada de acordo com os riscos aos quais o empregado fica exposto com a atividade da empresa, podendo o grau de risco enquadrar-se como leve, médio ou grave, tendo como base de cálculo o valor da folha de pagamento dos empregados e trabalhadores avulsos. Conforme o Art. 22 da Lei 8.212 de 1991: Art. 22. A contribuição a cargo da empresa, destinada à Seguridade Social, além do disposto no art. 23, é de:
II - para o financiamento do benefício previsto nos arts. 57 e 58 da Lei no 8.213, de 24 de julho de 1991, e daqueles concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho, sobre o total das remunerações pagas ou creditadas, no decorrer do mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos: (Redação dada pela Lei nº. 9.732, de 1998).

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a) 1% (um por cento) para as empresas em cuja atividade preponderante o risco de acidentes do trabalho seja considerado leve; b) 2% (dois por cento) para as empresas em cuja atividade preponderante esse risco seja considerado médio; c) 3% (três por cento) para as empresas em cuja atividade preponderante esse risco seja considerado grave. (BRASIL, 1991, NÃO PAGINADO).

De acordo com a legislação previdenciária, o enquadramento nos correspondentes graus de risco é de responsabilidade da empresa e deve ser informado mensalmente via Sistema Empresa de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social - SEFIP, observando sua atividade econômica preponderante, conforme a classificação nacional de atividades econômicas - CNAE, prevista no Anexo V do Regulamento da Previdência Social, alterado recentemente pelo Decreto nº. 6.957, de 9 de setembro de 2009. A nova tabela de código CNAE / FPAS regulamentada pelo decreto acima está no anexo B do presente trabalho.

3.2.3 Salário Educação

Esse encargo é pago pelos empregadores ao governo e destinado diretamente a programas, projetos e ações voltadas para a educação pública básica e à educação especial, uma vez que esteja vinculada à educação básica.

3.2.3.1 Legislação

Esse encargo está determinado na Constituição Federal em seu Artigo 212, § 5º:

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§ 5º A educação básica pública terá como fonte adicional de financiamento a contribuição social do salário-educação, recolhida pelas empresas na forma da lei. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº. 53, de 2006). (BRASIL, 1988, NÃO PAGINADO).

Como se observa esse encargo é um meio coercitivo para que as empresas ajudem a custear a educação nacional.

3.2.3.2 Alíquota e Incidência.

A alíquota e Incidência atuais foram determinadas pela Lei nº. 9.424, de 24/12/1996 – Contribuição Social do Salário-Educação e pelo decreto nº. 6003, de 2006, que Regulamenta a arrecadação, a fiscalização e a cobrança da contribuição social do salário-educação:
Art. 1o A contribuição social do salário-educação obedecerá aos mesmos prazos, condições, sanções e privilégios relativos às contribuições sociais e demais importâncias devidas à Seguridade Social, aplicando-se-lhe, no que for cabível, as disposições legais e demais atos normativos atinentes às contribuições previdenciárias, ressalvada a competência do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação - FNDE, sobre a matéria. § 1o A contribuição a que se refere este artigo será calculada com base na alíquota de dois inteiros e cinco décimos por cento, incidente sobre o total da remuneração paga ou creditada, a qualquer título, aos segurados empregados, ressalvadas as exceções legais, e será arrecadada, fiscalizada e cobrada pela Secretaria da Receita Previdenciária. (BRASIL, 1996, NÃO PAGINADO)

O salário-educação é cobrado com base de 2,5% sobre o total dos valores pagos pelo empregador aos trabalhadores como remuneração. O pagamento de tal encargo é feito à Receita Federal que também é a responsável pela fiscalização de seus recolhimentos. 3.3.4 Sistema “S” de Contribuição

Dos diversos encargos que podem ser cobrados das empresas, é de competência exclusiva da União à regulamentação e cobrança dos encargos sociais,

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contribuição de intervenção no domínio econômico e contribuição de interesse das categorias profissionais ou econômica. Embora não seja denominado Encargo Social, a última contribuição citada do parágrafo anterior tem caráter de contribuição social, visto que, é destinada a entidades em sua maioria de direito privado que aplicam as verbas arrecadadas de acordo com a legislação específica que regulamenta o Sistema, em projetos e programas de desenvolvimento pessoal, profissional, cultural, entre outros. O Sistema “S” não é intitulado assim por acaso. É composto de 11 (onze) contribuições cujos nomes, a maioria, começam com a letra “s”. Algumas dessas instituições e suas fontes de receita começaram a vigorar já na década de 40, e sendo apenas quatro delas (SEBRAE, SENAR, SEST e SENAT), instituídas após a Constituição de 1988. Em geral, as contribuições incidem sobre a folha de salários das empresas pertencentes à categoria correspondente e destinam-se a financiar atividades que visem o aperfeiçoamento profissional e à melhoria do bem estar social dos trabalhadores. Antes de ser criada a Receita Federal do Brasil, todas as arrecadações devidas ao Sistema “S” eram repassadas para a extinta Secretaria da Receita Previdenciária, vinculada ao Ministério da Previdência e Assistência Social.

3.3.4.1 Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária - INCRA

O INCRA foi criado pelo Decreto lei nº. 1.110 de 9 de julho de 1970, é uma autarquia federal encarregada da realização da reforma agrária nacional, manutenção do cadastro nacional de imóveis rurais, bem como da administração das terras da união. Há em todo território nacional representantes do INCRA distribuídos em 30 Superintendências Regionais. 3.3.4.1.1 Legislação

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As contribuições básicas e adicionais para o INCRA foram criadas pela Lei nº. 2.613, de 23/09/55; Alterada pelos Decretos Lei nº. 1.146, de 31/12/70 que trata de alíquotas e definição de contribuintes, Lei nº. 7.787, de 30/06/89 determinado à base de incidência, e Lei nº. 10.256, de 09/07/2001 que fixa a contribuição sobre a folha de pagamento e sobre a produção rural.

3.3.4.1.2 Finalidade

O INCRA deve aplicar as verbas a ele repassadas à prestação de serviços sociais para a população rural buscando melhorar sua condição de vida, incentivando a atividade de produção e empreendimentos que valorizem o produtor rural e proporcionem sua estabilidade na terra em que produz. Cabe ainda ao INCRA promover estudos de modernização, aperfeiçoamento e aprendizagem de técnicas de trabalhos rurais que venham a se adequar à produção objetivando o maior custo-benefício de suas atividades, trabalhando junto com o pequeno produtor rural e ampliando suas perspectivas de negócios, aumentando seus lucros e movimentando sua economia e ainda deve realizar junto aos produtores rurais, estudos que divulguem necessidades econômicas do homem do campo.

3.3.4.1.3 Alíquotas e Incidências

A contribuição ao INCRA é de 2,5% a contribuição base mais a contribuição adicional de 0,2%, totalizando 2,7% sobre a folha de pagamento das agroindústrias relacionadas no art. 2º do Decreto de Lei nº. 1.146/70, inclusive cooperativas rurais relacionadas nesse Decreto de Lei que enquadradas no Fundo Previdenciário de Assistência Social - FPAS 531, 795 e 825; e 0,2% da contribuição adicional sobre a folha de pagamento das demais empresas com exceção das empresas com o FPAS 582, 590, 620, 639, 655, 744, 779 e 876 que estão isentas dessa contribuição.

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Assim estabelece o Decreto de Lei 1.146/70 que regulamenta a alíquota da contribuição para o INCRA:
Art. 2º A contribuição instituída no " caput " do artigo 6º da Lei número 2.613, de 23 de setembro de 1955, é reduzida para 2,5% (dois e meio por cento), a partir de 1º de janeiro de 1971, sendo devida sobre a soma da folha mensal dos salários de contribuição previdenciária dos seus empregados pelas pessoas naturais e jurídicas, inclusive cooperativa, que exerçam as atividades abaixo enumeradas: I - Indústria de cana-de-açúcar; II - Indústria de laticínios; III - Indústria de beneficiamento de chá e de mate; IV - Indústria da uva; V - Indústria de extração e beneficiamento de fibras vegetais e de descaroçamento de algodão; VI - Indústria de beneficiamento de cereais; VII - Indústria de beneficiamento de café; VIII - Indústria de extração de madeira para serraria, de resina, lenha e carvão vegetal; IX - Matadouros ou abatedouros de animais de quaisquer espécies e charqueadas. (BRASIL, 1970, NÃO PAGINADO).

A tabela completa de alíquotas por código FPAS, anexo III da IN/RFB nº. 739 se encontra no anexo “C” desta pesquisa.

3.3.4.2 Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – SENAI

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial foi criado para organizar e administrar escolas que possibilitem a aprendizagem e aperfeiçoamento, aos profissionais das áreas industriais. Decreto lei nº. 4.048, de 22/1/1942 determina a criação e finalidade do SENAI:
Art. 1º Fica criado o Serviço Nacional de Aprendizagem dos Industriários. Art. 2º Compete ao Serviço Nacional de Aprendizagem dos Industriários organizar e administrar, em todo o país, escolas de aprendizagem para industriários. Parágrafo único. Deverão as escolas de aprendizagem, que se organizarem ministrar ensino de continuação e do aperfeiçoamento e especialização, para trabalhadores industriários não sujeitos à aprendizagem. (BRASIL, 1942, NÃO PAGINADO)

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A partir do decreto acima citado a base de empresas que contribuem para o SENAI foi ampliada e as escolas de aprendizagem por ele criadas e organizadas, foram estendidas aos trabalhadores dos transportes, da comunicação e de pesca.

3.3.4.2.1 Legislação

O SENAI foi criado pelo Decreto Lei nº. 4.048, de 22/1/1942 que também regulamenta a contribuição a esse órgão e as formas de custeio de suas atividades. A fixação das alíquotas cobradas das empresas e repassadas ao órgão é regulamentada pelo Decreto-Lei nº. 6.246, de 5/2/1944. . 3.3.4.2.2 Alíquota e Incidência

A contribuição das empresas para com o SENAI será de 1% do valor total da remuneração paga aos empregados das empresas do setor industrial. Como está prescrito no Art. 1º do Decreto-Lei nº. 6.246, de 5/2/1944:
Art. 1º A contribuição de que tratam os Decretos-lei n. 4.048, de 22 de janeiro de 1942, e n. 4.936, de 7 de novembro de 1942, destinada à montagem e ao custeio das escolas de aprendizagem, a cargo do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, passará a ser arrecadada na base de um por cento sobre o montante da remuneração paga pelos estabelecimentos contribuintes a todos os seus empregados. (BRASIL, 1944, NÃO PAGINADO)

É válido salientar que apenas as empresas do setor industrial estão obrigadas ao recolhimento da contribuição ao SENAI, como fora explanado acima. 3.3.4.3 Serviço Social da Indústria – SESI

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Além da busca por um bom profissional as empresas através dos órgãos e projetos criados pela Confederação Nacional da Indústria – CNI devem proporcionar programas de valorização destes profissionais e principalmente destes seres humanos, para motivá-los a um bom desempenho no exercício de seu trabalho. Assim como o SENAI, o SESI também se destina às empresas do setor industrial, porém, não ao treinamento, aperfeiçoamento e profissionalização dos empregados deste setor e sim à melhoria das condições de habitação, nutrição e higiene destes. O SESI atuará assistindo o trabalhador nas áreas educacionais, proporcionando-lhe eventos culturais e valorizando-o não só como trabalhador, mas também como enquanto ser humano. Determinando assim o Art. 1º do decreto de sua criação nº. 9.403, de 25/6/1946:
Art. 1º Fica atribuído à Confederação Nacional da Indústria encargo de criar o Serviço Social da Indústria (SESI), com a finalidade de estudar planejar e executar direta ou indiretamente, medidas que contribuam para o bem estar social dos trabalhadores na indústria e nas atividades assemelhadas, concorrendo para a melhoria do padrão geral de vida no país, e, bem assim, para o aperfeiçoamento moral e cívico e o desenvolvimento do espírito de solidariedade entre as classes. (BRASIL, 1946, NÃO PAGINADO)

Esses programas sociais visam não só a melhoria técnica e pessoal dos trabalhadores das mais diversas classes profissionais, como também refletir essas melhorias em toda população nacional, contribuindo assim para um país também melhor.

3.3.4.3.1 Legislação

O SESI foi criado pelo Decreto-Lei nº. 9.403, de 25/6/1946 que regulamentava inclusive a contribuição das empresas para o seu custeio. Porém, regulamentação posterior (Lei 5.107 de 13/09/66) alterou entre outros requisitos os índices de contribuição.

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3.3.4.3.2 Alíquota e Incidência

A Lei nº. 5.107, de 13/9/1966 (FGTS) reduziu as alíquotas Sesi/Sesc de 2% para 1,5% incidente sobre o total da remuneração paga pelas empresas do setor industrial aos empregados e avulsos que prestem o serviço durante o mês:
Art. 23 Fica reduzida para 1,5% (um e meio por cento) a contribuição devida pelas empresas ao Serviço Social do Comércio e ao Serviço Social da Indústria e dispensadas estas entidades da subscrição compulsória a que alude o art. 21 da Lei nº. 4.380, de 21 de agosto de 1964. (BRASIL, 1966, NÃO PAGINADO).

O artigo 21 da Lei referida na citação acima alude a exclusão do repasse de 20% das receitas com negociações de letras imobiliárias junto ao extinto Banco Nacional da Habitação.

3.3.4.4 Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial - SENAC

O SENAC é mais um órgão criado pela CNI incumbido também de disponibilizar para trabalhadores cursos profissionalizantes, continuados ou de especialização, contudo, não são cursos destinados aos trabalhadores do setor industrial, para os quais já existe um órgão específico (SENAI). O SENAC é o órgão responsável por disponibilizar tais serviços aos trabalhadores das áreas de comércio. Esse órgão poderá atuar também junto às instituições de ensino reconhecidas pelo governo, na difusão de cursos de formação comercial, aplicando dinheiro para a melhoria dos aparelhos utilizados pelas escolas e em contrapartida, poderá exigir dessas escolas, matrículas gratuitas de determinado número de trabalhadores do comércio, seus filhos e outros estudantes que fizerem prova da falta de recursos para o custeio desses cursos.

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3.3.4.4.1 Legislação

O SENAC foi criado pelo Decreto-Lei nº. 8.621, de 10/1/1946.

3.3.4.4.2 Alíquota e Incidência

Os estabelecimentos comerciais que fizerem parte das Federações e Sindicatos regulados pela Confederação Nacional do Comércio - CNC contribuirão com o SENAC recolhendo o valor de 1% do total das remunerações pagas aos seus funcionários.

3.3.4.5 Serviço Social do Comercio – SESC

Assim como o SESI atua na área industrial, o SESC tem como função estudar, planejar e executar medidas que venham a melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, porém, das diversas áreas comerciais e em conseqüência aperfeiçoar moralmente e civilmente a população como um todo. O SESC atuará, sobretudo, na vida doméstica do comerciário acompanhando a nutrição, habitação, vestuário, saúde educação e transporte dos trabalhadores, defendendo o valor do salário da classe, incentivando a produção comercial, cultural, entre outras e sempre em busca da valorização do ser humano.

3.3.4.5.1 Legislação

O Decreto-Lei nº. 9.853, de 13 de setembro de 1946, instituiu o SESC.

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3.3.4.5.2 Alíquota e Incidência

A alíquota cobrada das empresas para contribuição ao SESC que era de 2% foi reduzida para o valor de 1,5% do total dos valores pagos pelos comerciantes como remuneração de seus empregados.

3.3.4.6 Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – SENAR

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – SENAR foi criado nos moldes do SENAI e SENAC. É uma instituição de direito privado, paraestatal, mantida com recursos provenientes da contribuição compulsória. Tem por objetivo organizar e executar em todo país a profissionalização rural e a colocação e valorização dos trabalhadores rurais.

3.3.4.6.1 Legislação

Criado pela Lei nº. 8.315, de 23/12/1991

3.3.4.6.2 Alíquota e Incidência Art. 3° Constituem rendas do Senar: I - contribuição mensal compulsória, a ser recolhida à Previdência Social, de 2,5% (dois e meio por cento) sobre o montante da remuneração paga a todos os empregados pelas pessoas jurídicas de direito privado, ou a elas equiparadas, que exerçam atividades: a) agroindustriais; b) agropecuárias;

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c) extrativistas vegetais e animais; d) cooperativistas rurais; [...] § 4° A contribuição definida na alínea a do inciso I deste artigo incidirá sobre o montante da remuneração paga aos empregados da agroindústria que atuem exclusivamente na produção primária de origem animal e vegetal. (BRASIL, 1991, NÃO PAGINADO) 3.3.4.6.3 Observações

As instituições empresariais ou comerciais que contribuírem para o SENAR não acumularão as contribuições ao SENAI e SENAC. O conflito na determinação sobre qual encargo será compulsório às empresas que abranjam a área comercial/rural ou industrial/rural, será resolvido de forma que a contribuição paga seja revertida diretamente em benefício dos empregados destas empresas.

3.3.4.7 Serviço Social do Transporte – SEST e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte - SENAT

Todas as atividades desenvolvidas pelo SEST e pelo SENAT estão inseridas no contexto da responsabilidade social como consultas médicas, odontológicas, além de atividades de promoção social voltadas para as áreas de transporte. A Confederação Nacional do Transporte - CNT criou estas entidades assim como todas aquelas criadas pelo CNI E CNC, visando contribuir para o desenvolvimento do país e para a qualidade de vida do cidadão, cada qual com responsabilidades específicas, em cada uma de suas áreas de atuação. Ao SEST cabe a execução de projetos que valorizem os profissionais do transporte enquanto pessoa, ou seja, assegurando qualidade de saúde, alimentação, lazer, cultura, entre outros no ambiente de trabalho e fora dele. E ao SENAT compete promover cursos e escolas de capacitação, profissionalização e especialização dos trabalhadores das áreas de transporte, sejam empregados ou autônomos.

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3.3.4.7.1 Legislação

O SENAT e o SEST foram criados pela Lei nº. 8.706, de 14/9/1993.

3.3.4.7.2 Alíquota e Incidência

As contribuições que anteriormente eram pagas pelas empresas do setor de transportes ao SESI equivalente a 1,5% e ao SENAI, equivalente a 1%, foram transferidas para o SEST e SENAT respectivamente. Esses valores também são calculados com base no valor da remuneração total paga pelos empregadores da área de transportes aos seus empregados.

3.3.4.8 Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas - SEBRAE

O SEBRAE é o órgão responsável pelo apoio às micro e pequenas empresas. Esse apoio consiste no acompanhamento de empresas que estejam em fase de constituição, ou seja, que estejam sendo criadas e de empresas já existentes que necessitem de acompanhamento profissional para melhor desenvolver suas atividades, quer auxiliando em programas técnicos, projetos ou mesmo em atividades de apoio. Depois de um estudo minucioso de cada empresa, o SEBRAE ajudará as empresas a se enquadrarem nas políticas nacionais de desenvolvimento.

3.3.4.8.1 Legislação

O Decreto-Lei no 2.318, de 30 de dezembro de 1986, de: (Redação dada pela Lei nº. 11.080, de 2004), extinguiu o antigo Centro de Apoio à Pequena e Média empresa

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(CEBRAE) e criou o SEBRAE. Esse novo órgão, diferentemente do antigo CEBRAE, é desvinculado da Administração Pública, ou seja, é um órgão de serviço social autônomo.

3.3.4.8.1 Alíquota e Incidência

As empresas contribuirão para o SEBRAE em conformidade com os moldes legas: § 3o Para atender à execução das políticas de apoio às micro e às pequenas empresas, de promoção de exportações e de desenvolvimento industrial, é instituído adicional às alíquotas das contribuições sociais relativas às entidades de que trata o art. 1o do Decreto-Lei nº. 2.318, de 30/12/1986: a) um décimo por cento no exercício de 1991; (Incluído pela Lei nº. 8.154, de 1990) b) dois décimos por cento em 1992; e (Incluído pela Lei nº. 8.154, de 1990) c) três décimos por cento a partir de 1993. (Incluído pela Lei nº. 8.154, de 1990). (BRASIL, 1986, NÃO PAGINADO)

Essa alíquota pode ser 0,3% e 0,6%, de acordo com o código FPAS dos estabelecimentos; a) Alíquota - 0,3%: empresas com atividade enquadrada nos FPAS 566, 566-Cooperativa, 574, 574-Cooperativa e 647. b) Alíquota – 0,6%: 507-Cooperativa e 833. Lembrando que nas paginas 70 a 80 dos anexos, estão relacionadas às atividades das empresas vinculadas ao código FPAS.

3.3.4.9 Fundo Aeroviário

Este é o órgão responsável pela contabilização dos recursos arrecadados destinados à execução e manutenção do Plano Aeroviário Nacional, além de criação de projetos destinados ao desenvolvimento das operações aeronáuticas e a manutenção da infra-estrutura da aeronáutica nacional.

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3.3.4.9.1 Legislação

Tal órgão foi instituído e é regulamentado pelo Decreto-Lei nº. 270, de 28/2/1967.

3.3.4.9.2 Alíquota e Incidência

A alíquota para esta contribuição é de 2,5 % incidente sobre o total da remuneração paga pelas empresas vinculadas ao setor aeroviário aos seus empregados.

3.3.4.9.3 Observações

As empresas que contribuem para o Fundo Aeroviário estão dispensadas dos recolhimentos com o SECI/SENAI e SESC/SENAC.

3.3.4.10 Diretoria de Portos e Costas - DPC

A diretoria de Portos e Costas gerencia o Fundo de Desenvolvimento do Ensino Profissional Marítimo – FDEPM que tem como finalidade o financiamento de atividades de ensino profissional marítimo.

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Todas as empresas do setor marítimo são obrigadas à contribuição a esse órgão que tem sob sua responsabilidade através da Diretoria de Portos e Costa, a administração e aplicação desses recursos.

3.3.4.10.1 Legislação

A contribuição ao DCP foi criado pela Lei nº. 5.461, de 25/6/1968.

3.3.4.10.2 Alíquota e Incidência

As empresas marítimas pagarão ao DCP o valor de 2,5% incidente sobre o total da remuneração paga a seus empregados.

3.3.4.11 Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo - SESCOOP

Todos os cooperados e trabalhadores de cooperativas podem contar com o apoio deste órgão que foi criado para organizar, administrar e executar em todo país o desenvolvimento de projetos que visem profissionalizar, promover socialmente e auxiliar na formação social destas pessoas.

3.3.4.11.1 Legislação

A SESCOOP teve a autorização para sua criação determinada na Medida Provisória nº. 1.715, de 3/9/1998 e definitivamente criada pelo Poder Executivo da União.

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3.3.4.11.2 Alíquota e Incidência

As cooperativas deverão recolher como contribuição à SESCOOP 2,5% do total das remunerações de seus empregados. Nesta sessão foram citados brevemente todos os encargos sociais incidentes sobre a folha de pagamento das empresas dos diversos setores. Observemos que alguns dos órgãos criados para administrar as receitas dos encargos recolhidos não se enquadravam exatamente nas espécies de empresas para as quais atuavam como órgão de apoio. Assim, novas e específicas entidades foram criadas, a elas, transferidos os encargos respectivos a sua área de atuação, como por exemplo, o SESI/SENAI e SESC/SENAC que por serem uns dos encargos mais antigos, sofreram alterações, atualizações, pois, seus serviços e contribuições eram estendidos genericamente a outros setores. Então, a partir da criação de novas entidades como o SENAR, SENAT/SEST, Fundo Aéreo, DPC e SESCOOP, estas contribuições foram migradas para as entidades que atendessem o seu setor. Para obter a alíquota e o encargo social incidente de cada empresa, é necessário relacionar o CNAE e o FPAS respectivos, observando as tabelas no anexo II e III (IN 739/2005) da Receita Federal do Brasil. Essas tabelas se encontram nos anexos “B” e “C” desta pesquisa.

4 INSTRUMENTOS AUXILIARES PARA A DEMONSTRAÇÃO E RECOLHIMENTO DOS ENCARGOS SOCIAIS

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Foi estudado até aqui a obrigatoriedade das empresas quanto ao recolhimento dos encargos sociais e suas diversas espécies, abordando as características mais importantes de cada uma delas. Para que efetivamente esses valores sejam repassados as suas respectivas entidades, é necessária a utilização de instrumentos que dêem formalidades aos meios de recolhimento, para facilitar o controle e fiscalização dos atos das empresas e entidades envolvidas. Atendendo aos requisitos legais os valores recolhidos pelas empresas deverão ser ilustrados em documentos próprios como, folha de pagamento, GFIP e GPS. Cada um desses instrumentos será tópico de estudo analítico nos capítulos a seguir.

4.1 FOLHA DE PAGAMENTO

A folha de pagamento é um documento de emissão obrigatória para efeito de fiscalização trabalhista e previdenciária. Nesta contem informações discriminadas de cada segurado, como, nome, função, seção, remuneração, descontos legais, indicação de quotas de salário família e dependentes para imposto de renda, valor da base de calculo para INSS, FGTS e IRRF, e a quantia do FGTS e IRRF incidente na remuneração. Folha de pagamento por Oliveira (2003, p. 17):
O uso da folha de pagamento é obrigatório para o empregador, conforme preceitua Lei nº. 8.212/91, art. 32, inciso I, da Consolidação da Legislação Previdenciária. Ela pode ser feita à mão (manuscrita), ou por meio de processos mecânicos ou eletrônicos. Nela são registrados mensalmente todos os proventos e descontos dos empregados. Deve ficar a disposição da fiscalização, da auditoria interna e externa e estar sempre pronta para oferecer informações necessárias à continuidade da empresa.

O Regulamento da Previdência Social (RPS), aprovado pelo Decreto nº. 3.048, de 06/05/1999 na Seção das Obrigações acessórias diz:
Art. 225. A empresa é também obrigada a:

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I - preparar folha de pagamento da remuneração paga, devida ou creditada a todos os segurados a seu serviço, devendo manter, em cada estabelecimento, uma via da respectiva folha e recibos de pagamentos; [...] (BRASIL, 1999, NÃO PAGINADO)

A folha de pagamento individualiza as informações referentes a cada um dos empregados da empresa, ou seja, nela constam os encargos sociais e trabalhistas que a empresa paga sobre o rendimento individual dos trabalhadores. Ao final da folha constará o resumo de todos os valores referente a pagamentos e descontos dos empregados, sócios e trabalhadores autônomos, para então se obter a base de calculo dos encargos sociais a serem recolhidos via GPS e informados na GFIP.

4.2 GUIA DA PREVIDENCIA SOCIAL - GPS

O recolhimento das contribuições previdenciárias incidentes sobre o pagamento dos segurados da Previdência Social e referente à cota patronal será realizado por meio da Guia da Previdência Social (GPS). Este documento de arrecadação é emitido através do programa Sistema Empresa de Recolhimento do FGTS e Informações a Previdência Social – SEFIP, da Caixa Econômica Federal, disponível no site deste órgão do governo: www.caixa.gov.br.

FIGURA 5: Guia da Previdência Social – GPS

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FONTE: SEFIP 8.4

O preenchimento da GPS obedecerá aos requisitos essenciais abaixo: CAMPO 1 - Nome da Empresa, Telefone e Endereço; informar neste campo os dados básicos para a identificação da empresa. CAMPO 3 - Código de recolhimento; informar o código que representa a categoria da empresa na tabela regulamentada pela Instrução Normativa da Receita Federal do Brasil IN RFB nº. 739/2007. CAMPO 4 - Competência - declarar no formato mm/AAAA a competência a qual se refere ao fato gerador dos encargos. CAMPO 5 - Identificador - informar o número do CNPJ / CEI do estabelecimento. CAMPO 6 - Valor do INSS – informar neste campo o valor devido ao INSS pela empresa (cota patronal), os valores retidos de seus segurados e os valores de eventuais compensações como salário família, salário maternidade, etc. CAMPO 9 - Valor de Outras Entidades – neste campo deverá ser informado a totalidade dos valores pagos a entidades autônomas, por exemplo, SESI/SESC, SENAC/SENAI, Salário Educação, INCRA, entre outras. CAMPO 10 - Atualização Monetária, Multa e Juros - informar o valor devido a título de atualização monetária e acréscimos legais, quando for o caso, sobre recolhimentos em atraso. CAMPO 11 - Total - informar o valor total a recolher ao INSS.

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4.2.1 Prazo de Recolhimento

O prazo de vencimento para a empresa recolher os encargos pela GPS é até o vigésimo dia de cada mês subseqüente ao da competência, prorrogando-se o vencimento para o dia útil seguinte quando não houver expediente bancário no dia de vencimento. Caso o pagamento não seja efetuado nestas datas, a GPS deverá ser atualizada conforme taxa SELIC vigente.

4.3 GUIA DE RECOLHIMENTO DO FGTS E INFORMÇÕES A PREVIDENCIA SOCIAL – GFIP

Instrumento pelo o qual as empresas recolhem os valores correspondentes ao FGTS e prestam informações à Previdência Social. Todo e qualquer procedimento que diga respeito à movimentação do empregado, como admissão, transferência, afastamentos, desligamentos e ainda informações pertinentes a FGTS e INSS constarão na Guia de Recolhimento do FGTS e Informações a Previdência Social - GFIP. No que diz respeito às informações que deverão ser prestadas com relação ao FGTS e dados do interesse da Previdência Social, também deverão constar nesta guia os dados e as remunerações dos empregados, dos autônomos, as retiradas pró-labore dos sócios, salário maternidade, salário família, compensação de valores, entre outros. A obrigação de prestar informações relacionadas aos fatos geradores de contribuição previdenciária e outros dados de interesse do INSS é descrita no Art. 225 do Regulamento da Previdência Social (RPS), aprovado pelo Decreto nº. 3.048, de 06/05/1999:
"Art. 225. A empresa é também obrigada a: [...]

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IV - informar mensalmente ao Instituto Nacional do Seguro Social, por intermédio da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social, na forma por ele estabelecida, dados cadastrais, todos os fatos geradores de contribuição previdenciária e outras informações de interesse daquele Instituto; [...] (BRASIL, 1999, NÃO PAGINADO)

Na versão antiga (Versão 7.0) do programa SEFIP, as informações enviadas via GFIP à Caixa Econômica Federal, órgão publico gestor do FGTS, continham dados referente ao deposito do FGTS nas contas vinculadas do trabalhador e ainda as informações de interesse exclusivo da Previdência Social. Desta forma, era de responsabilidade da Caixa o repasse destas informações. Com a nova versão do sistema (versão 8.0), o documento de recolhimento gerado pelo SEFIP, passou a ser denominado Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia de Tempo de Serviço – GRF. Assim a Caixa só recebe as informações sobre os depósitos do FGTS e as informações de interesse exclusivo da Previdência Social são diretamente transmitidas a ela pela empresa através do programa denominado Conectividade Social. Estas informações deverão ser transmitidas até o dia 7 do mês seguinte ao do fato gerador das contribuições. Se porém, não houver fato gerador em determinado mês, deverá ser transmitida uma Declaração de Ausência de Fato Gerador (Sem Movimento), que também atenderá ao prazo de envio.

5 ESTABELECIMENTOS DISPENSADOS DO RECOLHIMENTO DOS ENCARGOS SOCIAIS Diante de todos os dados expostos no presente trabalho observa-se que as empresas em geral têm a obrigação de recolher à Previdência diversas espécies de

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encargos que podem atingir até 28,8% do valor pago pelos empregadores aos seus empregadores. Resumidamente as contribuições são as seguintes: a) 20% sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas a qualquer título, durante o mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos que lhe prestem serviços; b) 1%, 2% ou 3% (conforme o risco da atividade preponderante na empresa seja considerado leve, médio ou grave, respectivamente) sobre a mesma base de cálculo, destinada ao financiamento das aposentadorias especiais e dos acidentes do trabalho; c) 20% sobre a remuneração paga aos trabalhadores autônomos (contribuintes individuais) que lhe prestem serviços; d) de 1,7% a 5,8% (conforme a atividade da empresa) sobre a mesma base de cálculo, destinadas a terceiros, entidades de apoio como, SESC, SENAC, SESI, SENAI, SEBRAE, INCRA, SESCOOP, Salário-educação,entre outras. As entidades filantrópicas que gozam de isenção e as Micro Empresas e Empresas de Pequeno Porte EPP que estão dispensadas do pagamento desses encargos não recolhem nenhuma das contribuições acima. Sua obrigação se resume em descontar a contribuição do salário de seu empregado e repassá-la à Previdência.

5.1 ENTIDADES BENEFICENTES DE ASSISTÊNCIA SOCIAL – EBAS As Entidades Beneficentes de Assistência Social são pessoas jurídicas de direito privado que atuam com finalidades sociais prestando serviços e atendimentos às famílias, maternidades, infância, adolescência e à velhice, com o objetivo de protegê-las. Suas atividades se estendem ao amparo de crianças e adolescentes carentes, às pessoas portadoras de deficiência, promovem a integração dessas pessoas ao mercado de trabalho, disponibilizam de forma gratuita a assistência educacional ou de saúde, entre outros serviços sociais a quem necessitá-los Estarão isentas de recolhimento de encargos as entidades que se enquadrarem nos requisitos determinados pelo INSS.

5.1.2 Requisitos para a Isenção

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As Entidades Beneficentes de Assistência Social (EBAS) estão isentas das contribuições previdenciárias patronais, declaradas no capítulo 3 desta pesquisa, desde que comprovem os requisitos, cumulativamente, descritos no Art.206 do Regulamento da Previdência Social (RPS) Decreto de Lei nº. 3.048/1999:

• • •

Ser reconhecida como de utilidade pública federal; Ser reconhecida como de utilidade pública estadual, distrital ou municipal; Ser portadora do Registro de Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social – CEAS, fornecidos pelo Conselho Nacional de Assistência Social;

• • •

Promover assistência social aos destinatários da política nacional de assistência social; Aplicar integralmente o eventual resultado operacional na manutenção e desenvolvimento de seus objetivos institucionais; Não remunerar diretores, conselheiros, sócios, instituidores ou benfeitores e não conceder vantagens ou benefícios a qualquer título.

A isenção será dada mediante protocolo do requerimento da mesma perante o Centro de Atendimento da Delegacia da Receita Federal do Brasil. A concessão de isenção dos encargos sociais a estas instituições, não geram direito adquirido, podendo a qualquer tempo ser caçada ou na falta do preenchimento de alguns dos requisitos exigidos para o deferimento da isenção e sua manutenção, cabendo a mesma autoridade administrativa que emite o ato declaratório, reconhecendo o direito à isenção, emitir também o seu cancelamento. 5.2 EMPRESAS OPTANTES PELO SIMPLES NACIONAL

Para incentivar as micro-empresa e empresas de pequeno porte o Estado instituiu o Estatuto Nacional da Micro-Empresa e da Empresa de Pequeno Porte –

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Lei Complementar 123, de 14 De Dezembro de 2006. tratamento diferenciado e favorecido.

Esta lei regulamenta o

enquadramento de empresas num sistema de recolhimento tributário com O Simples Nacional consiste no recolhimento unificado de diversos tributos de competência federal, estadual e municipal, buscando desburocratizar a abertura de novas empresas, diminuir os impostos e oferecer mais incentivos as ME e EPP. Salvo exceções previstas na Lei Complementar que instituiu este regime tributário, as empresas que se enquadrarem no Simples Nacional recolherão o valor devido da contribuição previdenciária, juntamente com os demais impostos e contribuições de forma unificada, ou seja, todos os tributos abrangidos nesta lei em seu Art. 13 serão recolhidos mediante uma única guia, o Documento de Arrecadação do Simples – DAS.

5.2.1 Ingresso ao Simples Nacional

Poderão ingressar no regime Simples Nacional as Microempresas - ME e Empresas de Pequeno Porte - EPP que não incorrerem em nenhuma das vedações previstas no Art. 17 da Lei Complementar nº. 123/2006. Exemplificativamente: • • Que tenha sócio domiciliado no exterior; Que possua débito com o Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, ou com as Fazendas Públicas Federal, Estadual ou Municipal, cuja exigibilidade não esteja suspensa; • De cujo capital participe entidade da administração pública, direta ou indireta, federal, estadual ou municipal. Entre outros impedimentos trazidos integralmente no Art. 17 da referida Lei Complementar. Para ser considerada ME a empresa não poderá exceder o limite máximo de R$ 240.000,00 de receita bruta anual. E quanto as EPP o limite da receita bruta

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anual devera ser superior a R$ 240.000,00 e não ultrapassar o limite de R$ 2.400.000,00.

5.2.2 Empresas Enquadradas nos Anexos I, II e/ou III da Lei Complementar 123/2006

As empresas optantes pelo Simples Nacional que exercerem atividades enquadradas nos Anexos I, II, III, da Lei Complementar nº. 123/2006, Comércio, Indústria e/ou Serviços e Locação de Bens Móveis respectivamente, não deverão realizar as contribuições sociais patronais. Sendo assim, tais empresas estão isentas do recolhimento previdenciário referente a cota patronal definida no art. 22 da Lei 8.212/1991 e recolhimento pra as entidades autônomas abordadas no capitulo 3.2 desta pesquisa. Porém estas empresas continuam obrigadas ao recolhimento e repasse das contribuições previdenciárias dos segurados que compõe sua folha de pagamento. No próximo tópico será elaborado um estudo de caso para diferenciar na pratica o resultado que o regime Simples Nacional terá sobre a folha de pagamento das empresas nele se enquadrem e que gozarão da isenção prevista na Lei Complementar que instituiu esse regime.

6 ESTUDO DE CASO

6.1 INTRUDUÇÃO AO ESTUDO DE CASO

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Para que seja fixada a idéia da presente pesquisa, será desenvolvido exemplificativamente um estudo de caso que terá como base a composição do recolhimento os encargos sociais que compõem a folha de pagamento de uma empresa do setor industrial não optante pelo Simples Nacional. Ainda será elaborada uma comparação da folha de pagamento desta mesma empresa considerando hipoteticamente que ela seja optante pelo Simples Nacional, analisando o recolhimento dos encargos das duas folhas. Através deste comparativo, ficará demonstrado de forma casuística a composição e o peso dos encargos sociais sobre a folha de pagamento. As demonstrações que utilizadas no estudo de caso tem fundamento na folha de pagamento referente ao mês de Setembro do ano de 2009 de uma determinada empresa, aqui denominada empresa “A”.

6.2 DADOS CADASTRAIS EMPRESA “A” LTDA - EPP

A empresa “A” Ltda – EPP fica situada nesta cidade de Itararé, estado de São Paulo, à Rua Hum, Distrito Industrial, sua atividade principal é: serraria com desdobramento de madeira, enquadrada na CNAE nº. 16.10-2/01, FPAS: 507. O código da CNAE descrita se enquadra na tabela I do anexo II da IN 03/2005 do MF/SRFB, e é o indexador da alíquota RAT, ou seja, determina em que grau de risco a empresa é classificada, e no caso em estudo essa alíquota será de 2%, pois, a empresa se enquadra no grau médio de riscos ambientais do trabalho. O mesmo anexo da IN também vincula o FPAS 507 com o código CNAE acima descrito. O FPAS como já estudado nesta pesquisa será o direcionador dos recolhimentos previdenciários e das contribuições a terceiros como descrito no anexo III da mesma IN. 6.3 FOLHA DE PAGAMENTO DA EMPRESA “A” LTDA - EPP

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A folha de Pagamento da Empresa “A” Ltda EPP que será abordada a seguir, é um resumo do último mês apurado (Set/09), com dados reais e de fácil entendimento. No resumo está exposto o numero de funcionários, sócios e trabalhadores autônomos da empresa. Do lado esquerdo consta a descrição dos proventos dos funcionários, sócio e trabalhadores autônomos e do lado direito constam os descontos legais e previdenciários a cargo dos segurados, obtendo o valor liquido da folha de pagamento. FIGURA 6: Resumo da Folha de Pagamento da Empresa A Ltda EPP

FONTE: Sofolha Informática – Escritório Contábil Martins

Como se pode observar no resumo da folha de pagamento a empresa “A” Ltda EPP tem em seu quadro de colaboradores (staff), 36 empregados, 2 sócios e 1 trabalhador autônomo. Entre remunerações e retiradas de pró-labore o total geral dos proventos significa R$ 26.741,25, contudo, não são sobre este valor que serão calculados os

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encargos, e sim, sobre R$ 24.527,88. Chega-se a esse valor depois de deduzidos os valores referentes a salário família e arredondamento de salários, sobre os quais não incidem encargos. Nesta folha de pagamento os descontos legais totalizam R$ 2.826,25 sendo que desse valor, R$ 2.346,73 corresponde aos descontos previdenciários abaixo especificados. Os descontos previdenciários referem-se aos empregados R$ 2.139,93, aos sócios R$ 96,80 e ao trabalhador autônomo R$ 110, 00. Sendo assim o valor liquido dessa folha de pagamento é de R$ 23.915,00.

6.4 ENCARGOS SOCIAIS DA EMPRESA “A” LTDA EPP:

Após a elaboração da folha de pagamento em analise a empresa preenche a GFIP através do programa SEFIP, observando os valores nela descritos, envia os dados à Previdência Social e obtém o total dos encargos sociais que devem ser recolhidos. O quadro demonstrativo abaixo analisará o resumo das informações que foram enviadas à previdência social, apenas quanto aos valores totais de recolhimentos de encargos previdenciários, não cabendo aqui, ilustrar outros dados que compõe o arquivo de envio, como, dados individuais de cada segurado.

FIGURA 7: Demonstrativo Simplificado da GFIP

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FONTE: SEFIP 8.4 Adaptado pelo Autor

Conforme a tabela acima, deve-se verificar a GFIP diante dos seguintes fatos: O código FPAS em que a empresa se enquadra é o 507 (indústrias), assim o total da contribuição á outras entidades é de 5,8% sobre a base de cálculo. O FPAS direciona quais entidades serão beneficiadas com os encargos pagos a terceiros e a quantia de contribuição que será repassada a cada uma delas. A empresa não é optante do regime tributário Simples Nacional, sua alíquota RAT é de 2% e o código de recolhimento do GPS é 2100, já estudado em tópicos específicos. A análise seguirá com a apuração do valor a recolher: Quanto aos segurados, o valor de recolhimento é de R$ 2.346,73, quanto aos empregados, R$ 2.139,93 e R$ 206,80 corresponde aos contribuintes individuais (sócios e autônomos). Essa quantia que foi apenas transportada da folha de pagamento é o que a empresa retém com descontos previdenciários das remunerações com segurados.

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No que concerne ao recolhimento da empresa tem-se os valores referentes à:

Empregados/Avulso: INSS 20% das remunerações de natureza salarial no total de R$ 4.905,57; Contribuintes Individuais: INSS 20% sobre as retiradas de pró labore e remunerações dos trabalhadores autônomos no total de R$ 376, 00; RAT: como a empresa se enquadra no grau médio de riscos ambientais do trabalho o percentual de recolhimento desse encargo é de 2% sobre as remunerações de natureza salarial dos empregados devendo ser recolhido o valor de R$ 490,55

Salário Família/Sal. Maternidade: R$ 307,36, deduzidos da quantia que a empresa deve recolher à Previdência Social, pois, são indenizações pagas pelo governo, apenas adiantados na folha de pagamento pelo empregador.

O valor total referente à Previdência Social a cargo da empresa é de R$ 5.464,76, somando-se a este, os valores dos segurados retidos pela empresa R$ 2.346,73, totalizando R$ 7.811,49, exposto no campo “Valor a recolher à Previdência Social”. Finalizando a composição dos encargos da GFIP, resta o valor que deve ser repassado a terceiros, descrito no campo “Outras Entidades”. Calcula-se 5,8% do total das remunerações de natureza salarial dos empregados, obtendo o montante de R$ 1.422,61. Os valores referentes à Outras Entidades serão distribuídos entre: Salário – Educação 2,5%; INCRA 0,2%, SENAI 1%, SESI 1,5% e ao determinados pelo anexo III da IN/RFB. SEBRAE 0,6%,

6.5 GPS DA EMPRESA “A” LTDA EPP

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Após gerar o arquivo das informações da GFIP, no mesmo programa é emitido a Guia da Previdência Social, através da qual a empresa efetua o pagamento dos encargos sociais. Como já estudado os valores são recepcionados pela Receita Federal do Brasil que é o órgão incumbido do repasse dos mesmos ao INSS e às entidades autônomas. FIGURA 8: Guia da Previdência Social da Empresa “A” Ltda EPP

FONTE: SEFIP 8.4 Adaptada Pelo Autor

Os valores contidos na GPS já foram individualmente explicados no tópico anterior.

6.6 ENCARGOS SOCIAIS DA EMPRESA “A” LTDA EPP HIPOTETICAMENTE ENQUADRADA NO SIMPLES NACIONAL:

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A mesma folha de pagamento figurada em tópico anterior será utilizada para demonstrar através da GFIP e GPS os recolhimentos hipotéticos desta empresa se optante pelo Simples Nacional, observando que todos os seus segurados se dedicam exclusivamente às atividades enquadradas no anexo II da Lei Complementar 123/2006. FIGURA 9: Demonstrativo Simplificado da GFIP hipotética

FONTE: SEFIP 8.4 Adaptada pelo Autor

A GFIP adiante será analisada diante dos seguintes fatos: Quando a empresa opta pelo regime de recolhimentos de tributos do Simples Nacional e se enquadra nos anexos I, II e III da Lei Complementar estudada

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no tópico 5.2.2 desta pesquisa, constará na sua GFIP o código 2 que nada mais é que a representação da opção pelo Simples. O código FPAS continua sendo 507(indústria). Análise da apuração dos valores a recolher: Quanto aos valores recolhidos dos segurados, a empresa repassará à Previdência Social R$ 2.039,37, quantia essa da qual já deduzido o valor do salário família. Como o Simples Nacional é um regime diferenciado e que favorece as ME e EPP no recolhimento de seus tributos a empresa terá sua obrigação restrita ao recolhimento e repasse dos valores correspondentes ao INSS de seus segurados. Sendo assim, estará dispensada dos recolhimentos de contribuições previdenciária referente à cota patronal (INSS, RAT, Terceiros). FIGURA 10: GPS hipotética

FONTE: SEFIP 8.4 Adaptada pelo autor

Observando a GPS acima, nota-se uma acentuada diferença no valor de recolhimento devido em relação a GPS calculada pela empresa não optante pelo Simples Nacional. No primeiro momento o recolhimento no importe de R$ 9.234,10,

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enquanto que no segundo, o valor recolhido é de R$ 2.039,37, cabendo a empresa no segundo caso, apenas o recolhimento e repasse dos valores de INSS de seus segurados.

7 CONSIDERAÇÕES FINAIS

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Diante de todos os fatos e argumentos expostos nesta pesquisa conclui-se que a teoria defendida por Pastore e os que compartilham da sua idéia é bastante eficaz se considerada em cálculos para a obtenção do custo da “hora/homem” nas empresas. Contudo, não é objetivo deste trabalho enfatizar essa idéia. Busca-se demonstrar aqui que ao contrário do que afirma Pastore e seus seguidores os encargos sociais, com a legislação atual, jamais atingirão um percentual de 100% do valor total da folha de pagamento. Chega-se a essa conclusão depois de estudadas, legislações vigentes e doutrinas majoritárias a cerca do assunto. Ainda dentro deste contexto ressalta-se que as empresas podem optar por regimes tributários que melhor se ajustem as suas necessidades orçamentárias, no que diz respeito à sua folha de pagamento. Para reforçar a idéia defendida, no estudo de caso, pode-se afirmar que após a hipotética opção da empresa pelo regime Simples Nacional, o custo de sua folha de pagamento incluindo remunerações e encargos sociais, foi reduzido acentuadamente. Assim, é nítido que todas as empresas que venham a se enquadrar nas atividades destacadas nos anexos do Simples Nacional que desobrigam às contribuições previdenciárias, serão beneficiadas, se por esse regime optarem. É valido salientar que esta pesquisa se limita ao estudo dos encargos sociais incidentes na folha de pagamento, e que estes jamais representarão o dobro do seu valor, mesmo que a empresa não seja optante pelo Simples Nacional.

REFERENCIAS

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BRASIL. Constituição Federal. Constituição da Republica Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Senado Federal. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constitui%C3%A7ao.htm>. Acesso em: 28 set. 2009. BRASIL. Decreto nº. 6.042, de 12 de fevereiro de 2007. Altera o Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto no 3.048, de 6 de maio de 1999, disciplina a aplicação, acompanhamento e avaliação do Fator Acidentário de Prevenção - FAP e do Nexo Técnico Epidemiológico, e dá outras providências.. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 31 out. 1984. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/Decreto/D6042.htm>. Acesso em: 11 out. 2009. BRASIL. Decreto nº. 99.684, 8 de novembro de 1990. Consolida as normas regulamentares do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Diário Oficial da União, Brasília, DF, 12 nov. 1990. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/D99684.htm>. Acesso em: 15 set. 2009. BRASIL. Decreto-lei nº. 6.957, de 9 de setembro de 2009. Altera o Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto no 3.048, de 6 de maio de 1999, no tocante à aplicação, acompanhamento e avaliação do Fator Acidentário de Prevenção - FAP. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 10 set. 2009. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Decreto/D6957.htm>. Acesso em 22 set 2009. BRASIL. Decreto-lei nº. 3.048, de 6 de maio de 1999. Aprova o Regulamento da Previdência Social, e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 6 maio 1999. Disponível em: <https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/d3048.htm>. Acesso em 22 set 2009. BRASIL. Lei Complementar nº. 123, de 14 de dezembro de 2006. Institui o Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte; altera dispositivos das Leis nos 8.212 e 8.213, ambas de 24 de julho de 1991, da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, aprovada pelo Decreto-Lei no 5.452, de 1o de maio de 1943, da Lei no 10.189, de 14 de fevereiro de 2001, da Lei Complementar no 63, de 11 de janeiro de 1990; e revoga as Leis nos 9.317, de 5 de dezembro de 1996, e 9.841, de 5 de outubro de 1999. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 15 dez. 2006. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LCP/Lcp123.htm>. Acesso em: 21 out. 2009.

BRASIL. Lei nº. 4.380, de 21 de agosto de 1964. Institui a correção monetária nos contratos imobiliários de interesse social, o sistema financeiro para aquisição da casa própria, cria o Banco Nacional da Habitação (BNH), e Sociedades de Crédito

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Imobiliário, as Letras Imobiliárias, o Serviço Federal de Habitação e Urbanismo e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 11 set. 1964. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L4380.htm>. Acesso em: 24 set. 2009. BRASIL. Lei nº. 7.238, de 29 de outubro de 1984. Dispõe sobre a manutenção da correção automática semestral dos salários, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor - INPC, e revoga dispositivos do decreto-lei nº. 2.065, de 26 de outubro de 1983. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 31 out. 1984. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/1980-1988/L7238.htm>. Acesso em: 11 out. 2009. BRASIL. Lei nº. 8.212, de 24 de julho de 1991. Dispõe sobre a organização da Seguridade Social, institui Plano de Custeio, e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 25 jul. 1991. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L8212cons.htm>. Acesso em: 15 out. 2009. BRASIL. Lei nº. 8.213, de 24 de julho de 1991. Dispõe sobre os Planos de Benefícios da Previdência Social e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 25 jul. 1991. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L8213cons.htm>. Acesso em: 15 out. 2009. COLETÂNEA da Legislação de Contribuições Devidas a Terceiros, Brasil, maio 2008. Disponível em: <http://www.receita.fazenda.gov.br/Publico/Legislacao/Coletanea/ColetaneaContribS ocialTerceiros.pdf>. Acesso em: 20 set. 2009. CONTRIBUIÇÃO Sociais Previdenciárias e de Terceiros, Brasil. Disponível em: <http://www.receita.fazenda.gov.br/Legislacao/LegisAssunto/ContribSocial.htm>. Acesso em: 26 set. 2009. DELGADO, Mauricio Godinho. Curso de direito do trabalho. 7 ed.. São Paulo: LTR, 2008. GONCALVES, Odonel Urbano. Manual de direito previdenciário : acidentes do trabalho (atualizado com a lei nº. 10.192, de 14-02-2001). 9.ed. São Paulo: Atlas, 2001. MANUAL de Procedimentos Trabalho e Previdência. São Paulo: IOB, 2009.

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ANEXO A - ANEXO I IN 003/2005 Relação de Códigos de Pagamento ANEXO B - ANEXO II IN 003/2005 Tabela de Códigos de FPAS ANEXO C - ANEXO III IN 003/2005 Tabela de Alíquotas por Código FPAS

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