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Alexandre O'Neill - O Tempo Sujo

Este poema descreve dias difíceis e desafiadores em que o poeta se sente insultado e humilhado por forças externas que não pode controlar. Estes dias trazem medo, mentiras e pequenas mortes que o poeta teve que enfrentar e sobreviver. Apesar disso, o poeta aprendeu que os sonhos valem a pena quando compartilhados entre os homens.

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Este poema descreve dias difíceis e desafiadores em que o poeta se sente insultado e humilhado por forças externas que não pode controlar. Estes dias trazem medo, mentiras e pequenas mortes que o poeta teve que enfrentar e sobreviver. Apesar disso, o poeta aprendeu que os sonhos valem a pena quando compartilhados entre os homens.

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Alexandre O`Neill

O Tempo Sujo
H dias que eu odeio
Como insultos a que no posso responder
Sem o perigo duma cruel intimidade
Com a mo que lana o pus
Que trabalha ao servio da infeco
So dias que nunca deviam ter sado
Do mau tempo fxo
Que nos desafa da parede
Dias que nos insultam que nos lanam
As pedras do medo os vidros da mentira
As pequenas moedas da humilhao
Dias ou janelas sobre o charco
Que se espelha no cu
Dias do dia-a-dia
Comboios que trazem o sono a resmungar para o trabalho
O sono centenrio
Mal vestido mal alimentado
Para o trabalho
A martelada na cabea
A pequena morte maliciosa
Que na espiral das sirenes
Se esconde e assobia
Dias que passei no esgoto dos sonhos
Onde o srdido d as mos ao sublime
Onde vi o necessrio onde aprendi
Que s entre os homens e por eles
Vale a pena sonhar.

Alexandre O`Neill
O Tempo Sujo
Há dias que eu odeio
Como insultos a que não posso responder
Sem o perigo duma cruel intimidade
Com a mão que lança o pus
Que
Que só entre os homens e por eles
Vale a pena sonhar.

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