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PROGRAMA DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA

PROGRAMA DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA

1. INTRODUÇÃO

A XXXXXXXXXXX Ltda ., cumprindo o estabelecido na legislação em vigor e


objetivando assegurar a proteção a todos os trabalhadores contra os riscos respiratórios
através do uso correto de respiradores implanta seu programa de Proteção Respiratória
(PPR), nas atividades desenvolvidas nas áreas de produção da XXXXXXXXXXXX S.A.,
em XXXXXX, município de XXXXXX-SP

O programa objetiva ainda, a orientação sobre o método apropriado de selecionar, usar e


cuidar dos Equipamentos de Proteção Respiratória, com recomendações cuja finalidade é
dar proteção contra a inalação de contaminantes atmosféricos nocivos oriundos do processo
produtivo e contra a deficiência de oxigênio na atmosfera de ambientes confinados

1.1. AMBIENTES CONFINADOS


Para embasamento deste programa definimos como ambiente confinado, aqueles que não
são construídos para trânsito ou permanência humana, permitindo porém sua entrada para
trabalhos de manutenção. Estes ambientes caracterizam-se pela dificuldade de acesso,
inexistência de iluminação, rarefação do ar respirável.

O programa está consubstanciado pelos regulamentos técnicos sobre o uso de equipamentos


de proteção respiratória prescristos pela Instrução Normativa No. 01 de 11 de abril de
1994, da Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho do Ministério do Trabalho – MTb

2. RESPONSABILIDADES DO ADMINISTRADOR DO PROGRAMA

O Administrador deste Programa de Proteção Respiratória é o Sr. XXXXXXXX X,


Técnico de Segurança do Trabalho, sendo este o responsável por todos os aspectos deste
programa tendo a incumbência de tomar decisões necessárias para garantir o sucesso de sua
implementação na empresa. A responsabilidade inclui ainda, o monitoramento periódico
dos riscos respiratórios, a atualização dos registros e a realização das auditorias , sendo de
responsabilidade da XXXXXXXXX. o monitoramento periódico.

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Silvio Batista
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3. RESPONSABILIDADE DA EMPRESA

Fornecer o respirador necessário e apropriado para proteger a saúde de seu empregado,


conscientizando-o da sua necessidade de uso:

Treinar os usuários sobre o uso adequado e conservação do respirador;


Ser responsável pelo encaminhamento e manutenção deste PPR;
Permitir ao usuário de respirador deixar a área de risco por motivos relacionados com o seu
uso, em situações como:

- falha ou alteração da produção proporcionada pelo respirador;


- mau funcionamento do respirador;
- detecção de penetração de ar contaminado no seu interior;
- aumento da resistência à respiração;
- grande desconforto devido ao uso, justificadamente;
- mal estar físico (náusea, espirro constante, tontura, calafrio, febre, etc.);
- trocar o filtro ou outros componentes sempre que necessário;
- descanso periódico em área não contaminada (em casos de uso prolongado).

Investigar a causa do mau funcionamento do respirador e tomar as providências para saná-


la.

4. RESPONSABILIDADE DO EMPREGADO

Usar o respirador fornecido, de acordo com as instruções e treinamento recebidos;

Guardar o respirador quando não estiver em uso, de modo conveniente, de acordo com as
instruções recebidas, para que não o danifique ou deforme;

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Se observar que o respirador não está funcionando bem, deverá deixar imediatamente a área
contaminada, comunicando defeito ao seu supervisor e ao órgão de segurança do trabalho
na pessoa dos Técnicos de Segurança do Trabalho.

Comunicar ao supervisor e ao órgão de segurança do trabalho, qualquer alteração no seu


estado de saúde que possa influir na capacidade de usar o respirador de modo seguro.

5. IMPLEMENTAÇÃO DO PROGRAMA

A implementação deste Programa de Proteção Respiratória, complementará o seguinte


conteúdo:

- Avaliação dos riscos respiratórios;

- Determinação dos recursos necessários à proteção respiratória dos trabalhadores;

- Avaliação dos procedimentos e instruções atualmente em prática;

- Revisão dos procedimentos Operacionais existentes, de forma a contemplar o disposto


neste PPR com relação ao uso de respiradores;

- Elaboração de meios para verificar se esses procedimentos estarão sendo cumpridos;

- Determinação dos ítens a serem avaliados pelo médico, quando as limitações


fisiológicas e psicológicas nos usuários de respiradores;

- Seleção dos respiradores a serem adquiridos, considerando-se:

• a natureza da operação processo perigoso;


• o tipo de risco respiratório (propriedades físicas, efeitos fisiológicos sobre o organismo,
concentração do material tóxico, limites de exposição, etc);

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• a localização da área de risco em relação a área segura mais próxima;


• tempo de uso do respirador;
• atividades desenvolvidas na área de risco;
• características e limitações de uso dos respiradores;
• fator de proteção exigido em função da concentração;
• fator de proteção oferecido pelo respirador.

- Elaboração de mecanismos para monitoração periódica dos riscos respiratórios;

- Elaboração de mecanismos para realização de auditorias para aferição dos resultados


Alcançados;

- Elaborar e desenvolver programa de treinamento para os usuários de Respiradores


incluindo explanação, orientação e discussão sobre:

• o risco respiratório e o efeito sobre o organismo humano se o respirador não for usado
de modo correto;
• as medidas de controle coletivo e administrativo que estão sendo adotadas pela empresa
e a necessidade do uso de proteção respiratória individual para proporcionar proteção
adequada;
• as razões que levaram a empresa à seleção dos respiradores;
• o funcionamento, as características e limitações do respirador selecionado;
• o modo de colocar o respirador e de verificar se está colocado corretamente no rosto;
• o modo correto de usar o respirador durante a realização do trabalho;
• orientação sobre os cuidados de conservação manutenção, inspeção e guarda quando
não estiver em uso;
• o reconhecimento de situações de emergência e como enfrentá-las;
• exigências legais sobre o uso de respiradores (Instrução Normativa No. 1)
• ensaios de vedação do respirador ao rosto;
• teste de vedação do respirador ao rosto;
• avaliações médicas;
• atendimento de emergências;
• política da empresa na área de proteção respiratória;
• problemas especiais;

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6. ETAPAS DO PROGRAMA

6.1. Avaliação dos Riscos Respiratórios

Os riscos respiratórios são avaliados através dos dados contidos no Programa de


Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA), no levantamento dos recursos de proteção
respiratória existentes e no conhecimento dos usuários de EPR sobre os produtos que
manipulam.

IPVS
12,5% DE O2
R DEFICIÊNCIA
I DE OXIGÊNIO
S NÃO IPVS
C 12,5%<O2<21%
O
S
POEIRAS

R AERODISPERSÓIDES NÉVOAS
E
S FUMOS
P
I
R CONTAMINANTES ORGÂNICOS
A
T ÁCIDOS
Ó GASES
R E ALCALINOS
I VAPORES
O INERTES
S
ESPECIAIS

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6.2. Síntese Geral da Proteção Respiratória

FACIAIS TOTAIS
(Máscaras Faciais)

ESTRUTURA

APARELHOS FACIAIS PARCIAIS


PURIFICADORES (Respiradores)
MÁSCARA/FILTRO

FILTRO QUÍMICO
FILTRO FILTRO MECÂNICO
COMBINADOS
PROTEÇÃO
RESPIRATÓRIA

FACIAIS TOTAIS
ESTRUTURA CAPUZ COM VISOR
FACIAIS PARCIAIS

APARELHOS DE
ISOLAMENTO
CIRCUÍTO ABERTO
CILINDROS DE AR

AUTÔNOMOS

FORMA DE CIRCUÍTO FECHADO


ISOLAMENTO CILINDROS DE O2

AR ASPIRADO
Depressão Respiratória
APARELHOS DE
ADUÇÃO DE AR
AR INSUFLADO
Pelas Linhas

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7. USO DE RESPIRADORES APROVADOS

Todos os respiradores selecionados deverá ter Certificados de Aprovação e serem


aprovados (ter boa aceitação) pelos seus usuários. Não podendo sofrer nenhuma
modificação, sob pena de colocar em risco a vida ou a saúde do usuário.

8. IDENTIFICAÇÃO DE RISCOS

8.1. Determinação dos contaminantes que possam estar presentes no ambiente de


trabalho.

Os produtos químicos operados nos serviços em torres, vasos existentes durante a


realização das tarefas:

O risco químico pode aparecer quando da operação de equipamentos manuais, como


por exemplo:

- Escovar com escovas manuais;

- Escovar com escovas rotativas elétricas;

- Corte com lixadeiras / maquitas;

- Limpeza de torres e vasos;

- Trabalhos com isolamentos térmicos;

8.2. Existência de limite de tolerância.

Os riscos químicos encontrados são limites de tolerância, IPVS.

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8.3. Existência de legislação específica para os contaminantes.

Para os riscos químicos encontrados, nenhum deles se enquadra como possuidor de


legislação específica.

8.4. Risco potencial de deficiência de oxigênio.

Para as tarefas de limpeza de torres e vasos é esperado que tenha deficiência de O2,
em razão do espaço confinado.

9. ETAPAS PARA SELEÇÃO DO RESPIRADOR (USO ROTINEIRO).

a) Determinação do contaminante potencialmente tóxico e químico, como pó de silicato de


isolamento, fumos metálicos, fumos de solda, poeiras incomodas. Já foram
determinados conforme itens 8.1.

b) Existência de limites de Exposição ou valores de orientação disponíveis já foram


determinados conforme item 8.2.

c) Considerar os valores dos limites de exposição

d) Caso de ambiente com deficiência de Oxigênio

O tipo de respirador dependerá da pressão parcial do O2, da pressão ambiente e da


concentração dos contaminantes que possam estar presentes.

e) Concentração medida ou estimada considerada IPVS – Imediatamente Perigosa à Vida


e à Saúde.

As operações em condições de rotina, não possuem produtos químicos que apresentam


concentrações ambientais com valores IPVS, exceto o que é operado em sistema fechado,
sendo então usado EPR com adução de ar (conforme procedimento da PQU).

Podemos selecionar um respirador purificador de ar tipo meia peça facial (FPA=10), ou


tipo peça facial inteira (FPA=100), a escolha de um ou outro tipo vai depender do fato de
existir algum produto químico cujo vapor ou líquido possa afetar os olhos, no nosso caso
(Stolthaven), apenas o produto D`limonene pode causar tal afecção.

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Dessa forma, para atender a todos os agentes, o respirador mais apropriado é o tipo semi-
facial.

f) Escolha do filtro adequado.

Os contaminantes são fumos de solda, metálicos, poeiras incomodas de silicato e de


isolamento ou dos produtos químicos operados pela Empresa, e são classificadoscomo
vapores orgânicos e ácidos.

Assim o filtro químico adequado é do tipo combinado para poeiras químicas e tóxicas e
para fumos de solda e metálicos.

10. SELEÇÃO DE RESPIRADORES PARA USO EM ATMOSFERAS IPVS

Espaços confinados ou com pressão IPVS.

10.1 Respiradores para uso em atmosferas IPVS

O respirador apropriado é máscara autônoma de demanda com pressão positiva, ou


respirador com adução de ar comprimido para trabalhos em condições de atmosferas IPVS,
caso seja recomendado pela segurança da contratante.

10.2 Respiradores para uso em espaço confinado.

O respirador apropriado também é a máscara autônoma de demanda com pressão positiva,


ou respirador com adução de ar comprimido do sistema de ar respirável, caso seja
necessário (recomendação e liberação da PQU).

Na Manserv, em trabalhos de limpeza mecânica nas torres e vasos e trabalhos com


isolamento, os colaboradores utilizam respiradores das marcas: Combitox I, Alltec
respirador mastt, filtro marca Air Safety ref. 2750 STP2 e m,arca Alltec contra fumos de
solda e metálicos.

11. AVALIAÇÃO MÉDICA PARA USUÁRIOS DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA


(PR)

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Para avaliação médica do usuário de EPRs, as seguintes informações deverão ser
encaminhadas:

- Características físicas do ambiente de trabalho (local aberto, fechado, temperatura,


deficiência de O2 e necessidade de uso de outros EPIs .;

- Demandas físicas específicas da atividade;

- Tempo de uso do respirador em relação à jornada de trabalho;

A avaliação médica deve contemplar o diagnostico de:

- Deformidades faciais e cicatrizes extensas que possam impedir um ajuste facial


adequado do respirador.

- Pelos faciais

- Doenças pulmonares de natureza obstrutivas ou restritivas. A dispnéia de esforços deve


incluir a avaliação funcional respiratória;

- Portadores de asma brônquica com crises esporádicas podem não ser excluídos desde
que recebam a devida orientação médica.

- Doenças cardio-vasculares: insuficiência coronária crônica, arritmias, notadamente as


arritmias ventriculares e infarto prévio (os usuários não devem utilizar EPRs mecânicas
com pressão negativa).

- Doenças neurológicas: epilepsia (a não ser que esteja controlada farmacologicamente e


com ausência de crises nos últimos 12 meses)

- Alterações psíquicas: claustrofobia e ansiedade de grande magnitude.

- Os exames médicos devem ser renovados semestralmente, juntamente com os exames


periódicos.

12. VERIFICAÇÃO DO CUMPRIMENTO DOS PROCEDIMENTOS


(AUDITORIA)

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O cumprimento dos procedimentos será verificado por meio de auditoria periódica e
sistemática, no mínimo uma vez por mês, pelos Técnicos de Segurança do Trabalho.

13. MECANISMOS PARA MONITORAÇÃO PERIÓDICA DOS RISCOS


RESPIRATÓRIOS

Os riscos respiratórios serão monitorados pelos Técnicos de Segurança do AQMASS-PQU.

14. PROGRAMA DE TREINAMENTO PARA USUÁRIOS DE RESPIRADORES

Os usuários de respiradores receberão treinamento (e reciclagem) que incluirão os seguintes


tópicos:

a) Risco respiratório e efeitos de agentes químicos sobre o organismo, se o EPR não for
usado do modo correto;
b) As medidas de controle coletivo e/ou administrativamente que estão sendo adotadas na
área do cliente;
c) Necessidade do uso de EPR;

d) Funcionamento, características e limitações do respirador;

e) Modo de colocar o respirador e de verificar se está correto o seu ajuste à face ;

f) Modo correto de usar o EPR durante o trabalho;

g) Cuidados com a manutenção, inspeção e guarda do EPR.

h) Reconhecimento de situação de emergência e como enfrentá-la;

i) Exigências legais sobre o uso de EPRs.

15. MANUTENÇÃO, INSPEÇÃO E GUARDA DOS RESPIRADORES

A manutenção, inspeção e guarda dos respiradores são de fundamental importância e


devem incluir:

a) Limpeza e higienização;

b) Inspeção de defeitos;

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c) Manutenção e reparos;

d) Guarda;

e) Garantia de qualidade do ar respirável.

16. LIMPEZA E HIGIENIZAÇÃO

Mesmo o respirador que é usado por uma única pessoa deve ser limpo e higienizado
frequentemente. Os usados por mais de uma pessoa devem ser limpos e higienizados antes
do uso por cada pessoa diferente.

O respirador de uso individual deve ser limpo e higienizado ao final de cada jornada de
trabalho, embalado em sacos plásticos e guardado s no almoxarifado.

O respirador de uso individual deve ser limpo e higienizado ao fim de cada jornada de
trabalho, embalado em sacos plásticos e armazenado em local apropriado, (longe de
roupas), ficando à disposição dos usuários.

A limpeza e higienização dos respiradores a ser feita pela segurança deve ser de acordo
com os procedimentos.

16.1 Inspeção

Todo respirador deve ser inspecionado antes de cada uso, para verificar se está em boas
condições de uso. O mesmo deve ser feito após cada limpeza e higienização, observando
cada componente do mesmo.

A inspeção deve incluir: verificação das conexões, válvulas, tirantes, filtros (controle de
saturação / vida útil) data de vencimento e sinais de deterioração, etc. Caso seja
equipamento autônomo de ar comprimido, examinar se o cilindro está totalmente carregado
(veja indicação de pressão no manômetro), se o regulador de pressão está funcionando
corretamente (use o by-pass de emergência) e se o alarme de emergência está funcionando.

Os equipamento autônomos de ar comprimido devem ser inspecionados assegurando-se de


que os seus cilindros de ar estejam totalmente carregados.

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A montagem e/ou substituição de respiradores somente deve ser realizada por pessoal
treinado.

16.2 Guarda

Os respiradores devem ser guardados de modo que estejam protegidos contra agentes
físicos e químicos tais como: luz solar, outros tipos de calor, umidade excessiva e produtos
químicos agressivos. Devem ser guardados de forma que suas partes de borracha e
elastômeros não se deformem.

ANEXO I

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PROCEDIMENTO OPERACIONAL PARA USO ROTINEIRO DE EPRs

Este procedimento se aplica a todo trabalho a ser realizado na área operacional da PQU,
envolvendo risco de presença de vapores, que será determinada por técnicos do AQMASS-
PQU.

Equipamentos de Proteção Respiratória – EPR é todo dispositivo de uso pessoal, destinado


a preservar e proteger a saúde dos trabalhadores durante o exercício do trabalho contra as
consequências resultantes dos riscos de doenças ocupacionais, provocadas pela inalação de
ar contaminado com substâncias tóxicas.

Assim sendo é obrigatório o uso de EPR na execução de qialquer trabalho que possa
oferecer risco de natureza respiratória, em função de sua toxidez, à saúde dos trabalhadores
envolvidos.

Os Supervisores e Encarregados são os responsáveis diretos pelo cumprimento deste


procedimento por parte de sua equipe.

Compete aos profissionais de Segurança do Trabalho o fornecimento, controle e a


manutenção dos EPRs distribuídos aos colaboradores da Empresa.

O Colaboradores devem certificar-se à respeito do trabalho a executar, dirigir-se aos


profissionais do SESMT, informando-os sobre o agente e solicitar a proteção respiratória
correspondente.

O equipamento lhe será fornecido, sob cautela, e o colaborador será responsável pela seu
uso e guarda até a devolução.

Somente os colaboradores treinados deverão utilizar os EPRs, a Empresa se encarrega de


fornecer o treinamento específico abordando os seguintes temas:
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- Natureza dos agentes encontrados;


- Riscos respiratórios apresentados pelos agentes;
- Conhecimento prévio da intensidade estimada da exposição;
- Realização do teste de vedação/adaptação do respirador à face;
- Inspeção dos EPRs.

O SESMT deve certificar-se das condições acima, antes de fornecer o respirador ao


colaborador solicitante.

São inúmeras as atividades que à critério do SESMT, gerenciado pelo Eng. Coordenador,
poderão exigir o uso de EPRs.

CRITÉRIOS PARA INSPEÇÃO DOS RESPIRADORES

Os respiradores devem ser verificados antes e depois de cada uso seguindo as presentes
recomendações:

Examinar os respiradores certificando-se de que:

a) Todos os seus componentes estejam em bom estado, principalmente as válvulas;


b) A adaptação rosca/filtro esteja em bom estado;
c) Estado geral dos tirantes; flexibilidade;
d) Ajuste correto da peça facial ao rosto;
e) Teste de vedação, conforme treinamento;
f) Propriedade dos filtros, de acordo com os contaminantes;
g) Prazo de validade dos filtros;

ORIENTAÇÕES COMPLEMENTARES SOBRE RESPIRADORES

Os respiradores com filtros químicos, mecânicos ou combinados, não suprem oxigênio,


destinam-se exclusivamente à proteção dos trabalhadores em ambientes com suficiente
provisão de ar respirável. Não devendo, portanto, serem utilizados no interior de ambientes
confinados.

Os EPRs não devem ser utilizados por pessoas com barba, costeletas grandes, cicatrizes
profundas ou salientes na face, ou quaisquer outras características que impeçam a
adaptação e selagem do respirador à face do usuário.

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DEIXE IMEDIATAMENTE A ÁREA SE:

a) A respiração se tornar difícil (isto indica a possível saturação do filtro);


b) Sentir cheiro ou gosto do contaminante ( isto também indica a possível saturação do
filtro);
c) Ocorrência de qualquer irritação ou problema respiratório;
d) Caso sinta tonturas, torpor, enjôos ou dores de cabeça;
e) Caso ocorra algum dano ao respirador;

Em caso de qualquer uma destas ocorrências, notifique seu Supervisor ou SESMT.


VIDA ÚTIL

O prazo de vida útil de um equipamento é variável, dependendo do tipo de contaminante,


de sua concentração, da frequência respiratória do usuário, da umidade relativa do ambiente
de trabalho e da conservação do respirador.

O elemento filtrante deve ser trocado sempre que estiver saturado, a peça facial deve ser
trocada sempre que se encontrar perfurada, rasgada, ou com os rirantes soltos ou rompidos.

A observância destaas recomendações pode reduzir a eficiência e durabilidade dos


respiradores.

CODIÇÕES DE ESTOCAGEM

Os respiradores após a utilização devem ser limpos, higienizados e acondicionados em


sacos plásticos.

Devem ser armazenados em lugar bem ventilado, limpo e seco, evitando-se a exposição ao
calor e proximidade com contaminantes.

Os Colaboradores que, por fazerem uso constante, mantiverem EPRs sob sua guarda,
deverão seguir todas estas recomendações, bem como evitar aguarda dos respiradores
próximo à roupas usadas, calçados etc.

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ANEXO II

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PROCEDIMENTO PARA INSPEÇÃO, LIMPEZA, HIGIENIZAÇÃO E GUARDA


DE RESPIRADORES

A higienização de EPRs, compete ao SESMT, que contará com pessoal treinado para esta
função.

- Os EPRs devem ser desmontados, removendo-se filtros, diafragmas e membranas das


válvulas;
- Devem ser lavados com sabão neutro.
- Não usar escovas metálicas na limpeza.;
- Enxaguar com água corrente, limpa;
- Escoar a água e secar
- Inspecionar as partes removidas, substituindo as defeituosas;
- Montar o respirador;
- Esterilizar todas as peças do respirador que entram em contato com a face do usuário;
- Inspecionar e testar, visualmente, o funcionamento dos componentes;
- Embalar os respiradores em sacos plásticos
- Guardá-los em local apropriado, ventilado, seco e longe de contaminantes;

Na higienização pode-se usar uma solução de hipoclorito de cloro (50 ppm de Cloro) ou
solução aquosa de Iodo (50 ppm de Iodo) ou ainda lenços bactericidas.

A solução poderá ser aplicada com chumaços de algodão ou lenços bactericidas, devendo
lembrar que estas soluções são instáveis e perdem seu efeito com o tempo.

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