Você está na página 1de 75

o

Tecnologia de Projetos- I 1 Ciclo de Mecânica

ETE “Cel. Fernando Febeliano da Costa”

TECNOLOGIA
DE
PROJETO - I
o
1 Ciclo de
Técnico Mecânica

Apostila baseada nas anotações de Professores


e do TC – 2000 Técnico – Distribuição gratuita aos Alunos

1
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

MECÂNICA TÉCNICA – parte - 1 COMPOSIÇÃO DE FORÇAS COINCIDENTES

Todo sistema de forças coincidentes pode ser substituído por

ESTÁTICA uma única força, cham ada resultante, que produz o mesmo efeito das
componentes.

Estática é uma das partes da mecânica que estuda as forças A resultante terá a mesma reta de ação das componentes,
e as condições necessárias para o seu equilíbrio. com intensidade e sentido igual à soma algébrica das componentes.

Caso 1 Caso 2

FORÇA F1 F2 F1

É qualquer causa capaz de produzir ou modificar o estado de F2


repouso ou de movimento de um corpo.
F1 F2 F1
As características de uma força são: R R F2
a) ponto de aplicação
b) direção ou reta de ação
c) sentido PROBLEMAS
d) intensidade
1-) Calcular a resultante das forças F1 = 15Kgf e F2 = 10Kgf de mesmo
sentido.

A unidade de medida de força é:

*No Sistema Técnico é o kilograma-força [ kgf ]

*No Sistema Internacional é Newtons [ N ]

*Verem os com maior detalhes em Dinâmica na pagina 48

Trabalharemos com força no Sistema Técnico [ kgf ] 2-) Calcular a resultante das forças F1 = 15Kgf e F2 = 10Kgf de senti-
dos contrários.

Graficamente é representada por um segmento de reta orien-


tado chamo por vetor.

reta de ação

intensidade

3-) Calcular a resultante das forças F1 = 5Kgf, F2 = 8Kgf e F3 = 7Kgf


aplicadas no bloco em figura.

F2 F1
ponto de aplicação
sentido F3

0 1 2 3 4 kgf

escala das forças

Temos:

Módulo (Intensidade): 8 kgf (a cada um Centímetro corres-


ponde a 1 kgf em escala)
4-) Dizer para que lado a corda irá se deslocar ao ser aplicado os
Direção: Horizontal pesos P1 = 8Kgf, P2 = 4Kgf e P3 = 6Kgf no sistema abaixo.

Sentido: da esquerda para a direita argola

Duas ou mais forças constituem um sistema de forças, sendo


que cada uma delas é chamada COMPONETES.
P1 P2
No caso em que as forças tem um mesmo ponto de aplicação
ou se encontram num mesmo ponto depois de prolongadas, recebem o P3
nome de forças CONCORRENTES. Se agem numa mesma reta de
ação são chamadas forças COINCIDENTES.

2
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

Analiticamente: a intensidade e a direção da resultante


PROBLEMAS PROPOSTOS podem ser calculadas pelas seguintes fórmulas:

1-) Dizer para que lado o bloco irá se deslocar e calcular a resultante:

1 kgf

R 12 = F12 + F22 + 2.F1 .F2 .cosα

F2 .senα
tgϕ =
2-) Calcular a resultante do sistema cujas forças têm todas a direção
norte-sul com as seguintes intensidades e sentidos: (Resp.: F1 + F2 .cosα
700Kgf para o norte)

P1 = 500Kgf (sentido norte)


P2 = 400Kgf (sentido sul) PROBLEMAS
P3 = 200Kgf (sentido sul)
P4 = 800Kgf (sentido norte) 1-) Determinar gráfica e analiticamente a intensidade e a direção da
resultante das forças concorrentes F1 = 40Kgf e F2 = 60Kgf que formam
um ângulo α igual a 45º.
3-) Num bloco agem as seguintes forças: F1 = +6Kgf, F2 = -4Kgf, F3 = -
5Kgf, F4 = +1Kgf. Calcular a resultante e dizer o sentido do movimento
do bloco. Adotar o sinal positivo como sendo o sentido da direita para
a esquerda. (Resp.: R = -2Kgf para a direita)

4-) Um balão a gás, que consegue exercer uma força para cima de
100Kgf, está suspendendo uma carga de 40Kgf. Se for acrescentada
uma sobre-carga de 75Kgf, qual será o sentido do movimento do balão
e com que força se fará este movimento?
(Resp.: para baixo, com uma força de 15Kgf)

5-) Calcular a força F para equilibrar as forças aplicadas no bloco da


figura abaixo.
(Resp. F = 30 kgf) 2-) Calcular gráfica e analiticamente a intensidade e a direção da
resultante das forças F1 = 60Kgf e F2 = 80Kgf, perpendiculares.
F2 = 15kgf
F1 = 10kgf
F3 = 40kgf
F
F4 = 5kgf

COMPOSIÇÃO DE FORÇAS CONCORRENTES


Todo sistema de forças concorrentes pode ser substituído por
uma única resultante que produz o mesmo efeito, se esta substituir
aquelas.

A resultante pode ser determinada gráfica ou analiticamente.


3-) Calcular a resultante das forças F1 = 70Kgf e F2 = 40Kgf que for-
mam um ângulo α igual a 130º.
I - RESULTANTE DE DUAS FORÇAS CONCORRENTES

Graficamente: é determinada pela diagonal do paralelogra-


mo construído sobre as retas que representam as forças componentes.
Esta é a cham ada regra do paralelogramo.

REGRA DO PARALELOGRAMO

F1

R12
ϕ
α

F2

3
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

PROBLEMAS PROPOSTOS 6-) Sabendo-se que cada cabo da figura abaixo resiste uma carga até
400Kgf, calcular o máxim o peso P que o conjunto pode suportar.
1-) Calcular, gráfica e analiticamente, a resultante das forças F1 =
20Kgf e F2 = 30Kgf nos seguintes casos:

F2
F2 F1
135 o
45o

F1 F1 F2

2-) Calcular graficamente a resultante das seguintes forças F 1 =


7-) Calcular a reação de apoio R no suporte da polia em figura.
15Kgf, F2 = 25Kgf, F3 = 30Kgf, conforme figuras abaixo:
(Resp.: 2,82tf)

F1

120o F3
o
60o
120
120o
F3 45 o

F1
F2

F2

3-) Calcular gráfica e analiticamente, a resultante das forças F1 = DECOMPOSIÇÃO DE UMA FORÇA
30Kgf e F2 = 40Kgf aplicadas no bloco em figura e determinar a direção
o
da resultante. ( Resp.: 67,6 kgf e 17 12’)
Sendo dada uma força R, é possível decompô-la em duas
outras, FH e FV, de direções dadas. Para isto basta aplicar a regra do
F2 paralelogramo.
75 o
30 o Exemplo: Decompor a força R nas direções das retas dadas
em figura.
F1
Vertical

4-) Na figura abaixo está representada uma estaca articulada na base


e solicitada pelas forças F1 = 200Kgf e F2 = 300Kgf. Verificar se ela R R
permanecerá em equilíbrio. Caso contrário, para que lado tombará?
Resp.: Tombará para a direita. FV
F1 θ θ
60 o
30o
FH Horizontal
F2

FH = R.cos.θ FV = R.sen.θ

5-) No suporte em figura cada pé resiste no máximo 100Kgf. Calcular


a máxim a carga P quando os pés formam o ângulo α = 70º. (Resp.:
PROBLEMAS
164 kgf)
1-) Decompor o peso P = 20Kgf do bloco em figura, na direção da
P paralela e na direção da perpendicular ao plano inclinado.

70 o

30 o

4
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

2-) Calcular gráfica e analiticamente as forças normais às faces late- 3-) No suporte em figura, calcular a carga na escora.
rais da guia representada em figura (Resp.: F = 400Kgf)
Dados: carga P = 400Kgf ângulo do canal 100º
200kgf

100 o
30 o

4-) No sistema biela-manivela em figura, calcular a força radial e a


força tangencial. Sabendo-se que a biela exerce no pino uma força F =
400Kgf.
3-) Calcular as componentes H, horizontal, e V, vertical, da força F Resp.: (Fr = 200Kgf Ft = 346,4Kgf)
= 30 Kgf aplicada na viga conforme figura abaixo.

60o

4-) Calcular a carga nos pés do suporte em figura, sabendo-se que P MOMENTO ESTÁTICO
= 40Kgf e α = 60º.
Denomina-se momento estático Mo da força F em relação ao
ponto 0, ao produto da força F pela mínima distância d entre a força e o
P ponto 0. É medido em [ Kgf.cm ].

Exemplo:

60 o Sentido de Giro

+ -

F d Anti Horário
Horário

PROBLEMAS PROPOSTOS

1-) Na cunha abaixo, calcular a força V. (Resp.: V = 280Kgf)


MF = ±F.d
V
No caso da manivela, o momento é o produto da força F pelo
raio r. Será positivo se a manivela girar no sentido anti-horário e
negativo no sentido horário.

H = 400 kgf
o
Problemas:
30
Calcular o mom ento da força F em relação ao ponto 0, nos seguintes
casos:
2-) No suporte em figura, calcular a carga no tirante. (Resp.: F =
400Kgf)
F=
cm 20
f

d=
kg

8 0
5 d=
80

cm kg
f
F=

30o
O
O

200kgf

5
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

O engastamento reage com uma força R e um momento M.


VÍNCULOS F
M
Um corpo qualquer, situado numa superfície plana, possui
três liberdades de movimento:

• deslocamento vertical
R
• deslocamento horizontal
• rotação Para que um corpo fique em equilíbrio sob a ação de um
sistema de forças é necessário que sejam eliminadas as possibilidades
Vincular este corpo significa impedir uma ou todas as possibi- de movimento, o que poderá ser obtido por meio de vínculos.
lidades de movimento.

Logo, existem três tipos de vínculos:

1-) Vínculos simples (apoio simples, tirante): impede o desloca-


mento numa determinada direção.

Os corpos que apresentam os vínculos necessários e sufici-


entes para o seu equilíbrio, são chamados isostáticos.

Se possuem um número insuficiente de vínculos, são ditos


hipostáticos.

No caso em que o núm ero de vínculos é superior ao neces-


2-) Vínculo duplo (apoio fixo, articulação): impede qualquer deslo- sário, são ditos hiperestáticos.
camento, mas permite a rotação.

Simbologia ISOSTÁTICO HIPOSTÁTICO

3-) Vínculo triplo (engastamento): impede qualquer possibilidade de


movimento.

HIPERESTÁTICO

EQUILÍBRIO DOS CORPOS

Os vínculos, impedindo determinados movimentos, se opõem Para que um corpo permanece em “EQUILIBRIO” é neces-
o
às forças externas aplicadas no corpo e, pelo 3 .princípio da Dinâmica, sário que a somatórias das forças e momentos destas forças que atu-
originam reações iguais e contrárias às forças que sobre eles atuam. am sobre este corpo sejam NULAS .

O apoio simples reage com uma força R perpendicular ao vínculo.


CONDIÇÕES DE EQUILÍBRIO
No caso em que o sistema é coplanar, o problema pode ser
resolvido decompondo-se as forças em duas direções H e V perpendi-
culares, obtendo-se dessa maneira, 3 condições de equilíbrio:

R=V FV2
F2 FV1 F2
F1 F1
θ1 θ2
FH1 FH2
A articulação reage com uma força R que passa pelo seu centro e cuja H
direção depende das forças externas.

H a b c V1 V2
a b c

R
V

6
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

Tipos de alavanca:
a
1 . condição: impede a rotação.
F F
Para que um corpo não entre em rotação é necessário que a Q Q
soma algébrica dos momentos de todas as forças, em relação a um
ponto qualquer, seja nula (em relação ao ponto 0, por exemplo).
a b a b

∑ Mi = 0
PROBLEMAS
+ 1-) Calcular a reação de apoio R e a força F para levantar a carga Q
Pôr convenção (sentido Anti-horário)
com auxilio da alavanca em figura.
F Q = 500 kgf
V2 . (a+b+c) - FV1 .a - FV1 . (a+b) = 0

a
2 . condição: impede deslocamento vertical.
40 cm 10cm
Para que um corpo não seja deslocado verticalmente é ne-
cessário que a soma algébrica de todas as forças verticais seja nula.

∑F Vi =0
2-) Determinar a posição do cursor para que a balança romana em
figura equilibre um peso de 2Kgf, sabendo-se que o contra-peso tem
0,5Kgf.

Por convenção
+ (de baixo para cima)
X 5 cm

V1 + V2 - FV1 - FV2 = 0

a 0,5 kgf
3 . condição: impede deslocamento horizontal

Para que um corpo não seja deslocado horizontalm ente é 2,0 kgf
necessário que a soma algébrica de todas as forças horizontais seja
nula.

∑F Hi =0
3-) Calcular a força F necessária para equilibrar a alavanca em figura.

Q = 200 kgf

Por convenção
+ (da direita para a esquerda) F

H - FH1 - FH2 = 0
21cm 35cm

ALAVANCAS

Alavanca é uma barra rígida, reta ou curva, móvel em torno


de um eixo denominado ponto de apoio.

Para resolver problem as sobre alavanca, aplica-se as condi- 4-) Na alavanca em figura, calcular a força F capaz de suspender o
ções de equilíbrio. peso Q.

F = Força Q = carga Q = 270 kgf


F
R = reação de apoio a, b = braços de alavanca

F
20cm 34cm
Q

F.a=Q.b a b

7
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

4-) O motor em figura pesa 30Kgf. Calcular a força exercida pelo


5-) Calcular a reação de apoio e a força F para equilibrar a alavanca esticador quando a correia tende a levantar o motor com uma força de
em figura. 10Kgf. ( Resp.: 9 kgf )

Q = 600 kgf

500 kgf

20cm
30cm
45 cm 55 cm
100 kgf
40cm 50cm

5-) Calcular o máximo peso P que pode ser levantado por um opera-
dor, com auxílio das roldanas em figura.

r = 24 cm R = 48 cm

6-) Calcular o máximo peso P que pode ser levantado pelo operador,
com auxílio do sarilho em figura, em trabalho normal.

________________________________________________________

r = 30cm
D = 16cm
PROBLEMAS

1-) Na tesoura mecânica em figura, foi necessário uma força F =


50Kgf para cortar o ferro redondo. Calcular a resistência oferecida
pelo ferro. ( Resp.: 375 kgf)
a = 20 cm b = 130 cm
a b

R
P

F
REAÇÕES DE APOIO
A determinação das reações de apoio de um corpo é feita
aplicando-se as três condições de equilíbrio como já foi visto na pagina
2-) Para freiar o eixo da figura abaixo foi necessário um a força FN =
39 desta apostila.
40Kgf. Calcular a força F. (Resp.: 12 kgf)
Para casos de reações de apoio em eixos podemos resolver
F analiticamente.

PROBELMAS
L = 100cm

FN 1-) Calcular as reações R1 e R2 dos mancais do eixo em figura.


30cm

100 kgf 150 kgf 200 kgf

3-) Se disponho de uma força F = 10Kgf, calcular o novo comprimento


L que deverá ter o braço do freio de sapata do problema 2.
Resp.: L = 120cm 20 cm 10 cm 25 cm 15 cm

8
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

2-) Calcular a reação no pino abaixo sabendo que o peso da barra é Gráfico de Momento Fletor (Cargas Concentradas)
de PB = 200 kgf
10 kgf 20 kgf

no
pi 30o 2 3 2 cm

R1 = 22 kgf R1 = 8 kgf

Q = 1,0 tf

2,0 m
Mf2 +
Mf4
Mf1
- Mf3

MOMENTO FLETOR ( M f )
Mf1 = 0
A seção ( x ) da barra em figura está solicitada parte à com-
pressão e parte a tração, isto é, as fibras superiores da barra são Mf2 = 10 . 2 = 20 kgf.cm
comprimidas e as fibras inferiores são tracionadas.

P Mf3 = 10 . 5 – 22 . 3 = -16 kgf.cm

Mf4 = 0
Linha Neutra

compressão Observações:

tração 1-) Neste exemplo foi considerado as forças que precedem a seção.
Se forem tomadas as forças que seguem as seções, os momentos
terão os mesmos valores, a menos do sinal.

2-) Notar que, no caso em questão (forças concentradas), o momento


fletor varia linearmente ao longo dos trechos descarregados. Conclui-
Denomina-se momento fletor (Mf) da seção ( x ), a soma se daí que, para traçar o diagrama basta calcular apenas o momentos
algébrica dos momentos, em relação a ( x ), de todas as forças Pi que fletores nas seções em que são aplicados as forças e unir os valores
precedem ou seguem a seção. por meio de retas.

3-) A seção mais solicitada é aquela que o momento fletor é máximo.


Exemplo: momento fletor na seção ( x ):

Convenção: Mf + Problemas Propostos:

1-)
P1 P1 100 200 300 kgf
x

c
b
R1 R2
a 2,5 1,5 3,0 2,0
m

Mf = P1.a – R1 . b + P2 . c

Desse modo calcula-se o momento fletor de cada seção do


eixo e com valores obtidos traça-se o diagrama como nos exemplos
que se seguem.

9
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

2-) 4-)

200 200 400 kgf 600


kgf

2,0 2,5 3,0 2,0 2,0 4,0 m


m 200

______________________________________________________

CINEMÁTICA
3-) A Cinemática é uma das partes da Mecânica que estuda o
movimento em si, classifica-o e descreve-o matematicamente, sem
200 400 kgf levar em conta as causas e os seus efeitos.

Dizem os que um corpo está em movimento quando em


tempos sucessivos varia de posição. Se ocupa constantemente a
mesma posição, dizemos que ele está em equilíbrio ou em repouso.

2,0 4,0 MOVIMENTO CIRCULAR UNIFORME


m
Dizemos que o movimento de um móvel é circular uniforme, quando
sua trajetória é uma circunferência e percorre arcos iguais em tempos
iguais.

Rotação por minuto [ n ]: é o numero de voltas dadas em 1 minuto.


Medimos em [ rpm ].

O arco percorrido na unidade de tempo é a velocidade. Podemos


medir o arco pelo seu comprim ento ou pelo ângulo compreendido, logo,
temos dois tipos de velocidade:

R aC
.

10
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

Velocidade tangencial ou periférica [v]: é o comprimento do arco 3 – Calcular a velocidade periférica, a velocidade angular, o período, a
percorrido na unidade de tempo. Medimos em [ m/s ]. freqüência e aceleração centrípeta de um disco de 6m de diâmetro a
20 rpm.
2 . π . R .n
Fórmula: v=
60

R = raio da circunferência em metros [ m ]

Velocidade angular [ ]: é a medida do ângulo varrido na unidade de


tempo. Medim os em [rad/s].

2.π. n
Fórmula: v= [ rad/s ] 4 – No volante dado, calcular as velocidades periférica e angular do
60 ponto A na coroa e do ponto B no cubo, sabendo-se que o eixo gira a
50 rpm.
O radiano (rad) é o ângulo Central do arco de comprim ento igual ao
A
raio.

360º equivale a 2 π rad.


B
Período T: é o tampo gasto para o móvel dar volta na circunferência.
φ200
60
Fórmula: T= [s] φ50
n

Freqüência f: é o número de voltas por segundo. Medimos em hertz [


Hz ].
5 – No conjunto de engrenagens dadas calcular as velocidades tan-
n genciais de cada uma sabendo-se que o eixo fira a 240 rpm.
Fórmula: f= -1
[ s ] ou [ Hz ]
60

1 1
Podemos escrever: f= T=
T f 100 mm 80 mm

2
Aceleração centrípeta ac: medimos em [ m/s ]

v2
Fórmula: ac =
R

6 – Calcular a rpm de uma engrenagem, cuja velocidade tangencial é


PROBLEMAS RESOLVIDOS de 6,28 m/s com diâmetro de 120 mm.

1 – Transformar 30º em rad.

2 – Transformar 4π rad em grau.


7 – Que raio deverá ter um volante para um a velocidade periférica de
3 9,42 m/s a 300 rpm?

11
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

8 – Na figura abaixo calcular a rotação da polia maior. PROBLEMAS PROPOSTOS

1 – A velocidade de corte da ferramenta do torno é de 0,6 m/s. Calcular


n2 = ? o número de rotações por minuto da árvore para tornear uma peça de
10 cm de diâmetro. Resp. 114,6 rpm
D2 = 200 mm
n
n1 = 1000rpm
D1 = 120 mm
d

2 – Qual será a velocidade de corte de uma ferramenta quando se


pretende tornear uma peça de 3 cm de diâmetro, com a placa do torno
girando a 250 rpm? Resp: 0,39 m/s

3 – Calcular o diâmetro ideal de uma peça a ser torneada num torno


que da 120 rpm na árvore e com velocidade de corte de 0,5 m/s.
Resp: 0,5 m/s

4– A velocidade média de corte de uma serra mecânica é de 1,2 m/s.


No sistema biela-manivela que movimenta a serra, a manivela tem 12
9 – No par de engrenagens dadas em figura, calcular o diâmetro primi- cm de raio. Qual é a rpm da manivela?
tivo do pinhão. Resp: 95,5rpm
dp2 =100mm
n2 =60 rpm
dp1 = ?
5 – Calcular as rpm da broca para abrir um furo de 1” de diâmetro,
sabendo-se que a velocidade de corte da broca é de 0,254 m/s.
Resp: 191 rpm

6 – Calcular os diâmetros das polias e das engrenagens da prensa


excêntrica esquematizada em figura para dar 36 golpes por minuto.
Resp. Depende dos valores adotados d4
d3
n1 =120 rpm d2

d1

10 – Projetar um câmbio, conforme esquema em figura, para se obter


na saída 150 rpm, quando acionado por um motor de 1400 rpm.

d3 d4

d2
7 – Projetar as engrenagens e polias para a serra mecânica esquema-
tizada em figura. Motor de 1400rpm Resp. Depende dos valores
adotados
d4
d3
d2
d1

d1

12
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

DINÂMICA
2
a = aceleração [ m/s ]
2
[ F ] = [ m ] . [ a ] = kg . m/s = N = newton
A Dinâmica é uma das partes da Mecânica que estuda a
relação entre o movimento e a sua causa. Verifica-se também esta lei na queda dos corpos. Sabe-se
pela Cinemática que uma pedra em queda livre adquire movimento
2
acelerado com aceleração constante e igual a 9,8 m/s , chamada
AS TRÊS LEIS DA DINÂMICA aceleração da gravidade.

A força com que a pedra é atraída para a Terra recebe o


Newton, sábio e físico inglês, enunciou as três leis básicas da
nome de PESO.
Dinâmica:
Aplicando neste caso a equação fundamental, tem-se:
1ª LEI – (princípio de inércia): toda ação instantânea exer-
cida sobre um corpo comunica-lhe um movimento retilíneo uniforme.

De acordo com o princípio de inércia, um corpo não pode, por P=m.g formula de peso
si mesmo, produzir ou modificar seu estado de repouso ou de movi-
mento. A mudança de qualquer um destes estados se faz somente pela
intervenção de uma causa: esta causa recebe o nome de FORÇA. P = peso
m = massa
Assim, um carro inicia seu movimento somente quando g = aceleração da gravidade
estiver sob a ação de uma força. Depois de cessada a aplicação desta
força, ele continuaria sempre em movimento se não houvesse alguma
P
causa externa que lhe oferecesse resistência, tal como o atrito, resis-
tência do ar, freios, etc. Desta fórmula deduz-se que m=
g
v = constante v = 0 (repouso) Levando este valor de m na equação fundamental da Dinâ-
mica, resulta:

P
2ª LEI – ( lei da proporcionalidade): variação do movimento
F= .a
de um corpo é proporcional à ação aplicada.
g
A segunda lei relaciona a força aplicada e o movimento
adquirido. ⇒ Sistema Técnico de Medidas MK*S:

Se a força aplicada no carro não fosse removida e se conti- M = metros [ m ]


nuasse agindo com intensidade constante, a velocidade estaria sem pre K* = quilograma-força [ kgf ou kp ]
aumentando de maneira constante e uniforme. O movimento adquirido S = segundos [ s ]
seria retilíneo uniformemente acelerado. P e F medidos em kgf ou kp
2
Aceleração a em m/s .
Logo, uma força constante aplicada num corpo, imprim e
neste uma aceleração que será tanto maior quanto maior for a força Esta é uma outra forma de se representar a equação funda-
aplicada. mental da Dinâmica.

Há, assim, uma proporcionalidade entre força e aceleração: o Além do kgf, a força pode ser medida com as seguintes
coeficiente de proporcionalidade é a MASSA do corpo. unidades: tonelada-forca ( tf ), Newton ( N ) e libra-força ( lbf ).

Tal dependência se exprime pela seguinte fórmula: Equivalências: 1 tf = 1000 kgf ou kp1 lbf = 0,454 kgf ou kp

F=m.a F = força
m = massa 1 kgf ou kp = 9,8 N
a = aceleração

3ª LEI – ( lei da igualdade entre ação e reação): a toda


a = constante ação se opõe uma reação igual e contrária.
F
T
m N
T Polia
m
Esta é a EQUAÇÃO FUNDAMENTAL DA DINÂMICA. T

No S.I. (Sistema Internacional) temos a seguinte unidade para a


força:
P m
M = comprimento [ m ] metros
K = massa [ kg ] quilograma
S = tempo [ s ] segundos
P

m = massa [ kg ] quilograma
13
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

PROBLEMAS PROPOSTOS: 5 – Um bloco de 700kgf oferece uma resistência de 300kgf devido ao


atrito com a superfície horizontal em que está apoiado. Calcular a força
2
1 – Calcular a força capaz de imprimir uma aceleração de 0,3 m/s em necessária para empurrá-lo com velocidade constante.
um automóvel de peso igual a 2000 kgf.

6 – No problem a 5, calcular a nova força aplicada quando se deseja


2
imprimir ao bloco uma aceleração 1,4 m/s .

7 – O jato expelido por um foguete de 600 kgf de peso age com uma
resultante vertical de 100kgf. Calcular a velocidade adquirida 12s após
2 – Qual é a intensidade da força aplicada nas rodas de um caminhão o lançamento.
de 6000 kgf cujo motorista deseja freiá-lo com uma desaceleração de
2
0,5 m/s ?
8 – O elevador de um edifício pesa 1 tf. Calcular a tensão nos cabos
quando:
a – encontra-se parado;
2
b – sobe com aceleração de 0,49 m/s ;
c – continua subindo com velocidade constante de 2 m/s;
d – é freiado no seu movimento de ascenção com uma desa-
2
celeração 2,45m/s ;
2
e – desce com movimento acelerado de 1,96 m/s ;
3 – Qual é o peso de um carro que para obter uma aceleração de 4,9 f – continua descendo com velocidade constante dde 2 m/s;
2 2
m/s requer uma força de 300 kgf? g – é freiado com desaceleração de 4,9 m/s .

9 – Uma bala de 24,5g sai do cano de um fuzil com a velocidade de


500 m/s. Pede-se a força aplicada pelo explosivo sabendo-se que
levou 0,001 seg para percorrer o cano.

4 – Um edifício tem um elevador de 500 kgf. Calcular a tensão nos


2
cabos para uma aceleração de 0,5 m/s , no movimento de ascenção. 10 – Calcular a força tangencial necessária para fazer girar a 50 rpm
um volante com diâmetro 1m e peso 980kgf em 10s.

11 – O elevador de uma mina é empregado no transporte vertical de


minério num poço de 40 m de profundidade. Sabendo-se que o seu
peso mais a carga transportada perfazem juntos 5 tf, e que não é
aconselhável sobrecarregar o cabo com uma carga superior a 7,5tf,
pede-se determinar qual o menor tempo em que pode ser feita, com
5 – Um carro de 1,5 tf está parado. Calcular a força necessária para segurança, a ascenção.
que em 30s adquira a velocidade de 54 km/h.

Observações:

A aceleração da gravidade depende do lugar.


2 2
Em Paris, g = 9,81 m/seg , no Equador g = 9,78 m/seg e nos
2
Pólos g = 9,83 m/seg .

6 – O projétil de um canhão pesa 25kgf. É lançado com velocidade de Esta variação da aceleração influi no peso, pois P = m . g
400 m/s. Qual a aceleração e a força aplicada pelos gases em expan-
são no seu trajeto dentro do cano cujo comprimento é de 2 m? Isto já não acontece com a massa que se conserva constante
independentemente da localidade.

Já foi visto no MK*S que a massa de um corpo pode ser


calculada pela seguinte fórmula:

P kg
m= = = u.t.m.
______________________________________________________ g 9,8m/s
PROBLEMAS PROPOSTOS: (unidade técnica de massa)
1 – Calcular a força necessária par imprimir uma aceleração de 4,9
2
m/s num carro de corrida de 800kgf de peso. Enquanto o peso é medido em kgf, a massa é medida em
2
u.t.m. Nos cálculos técnicos costuma-se adotar g = 9,8 m/s .
2 – Um carro de 980kgf está em movimento. Calcular a força aplicada
2
na rodas para freia-lo com uma desaceleração de 2 m/s .

3 – Qual o peso de um corpo que para adquirir uma aceleração de 2,45


2
m/s requer uma força de 30kgf?

4 – No problema 3, calcular a aceleração do corpo quando a força


aplicada for 40 kgf.

14
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

FORÇA DE ATRITO ⇒ Estático: de repouso ou de saída;

⇒ Dinâmico: de movimento ou de regime.


A força de atrito entre dois corpos em contato é tangente à
superfície de contato e possui sentido oposto ao movimento relativo
entre as superfícies. O Coeficiente de atrito ( µ ) depende do material, do estado
de polimento e lubrificação da superfície em contato,
Estudaremos dois tipos de atrito; mas não depende da área de contato.
⇒ Atrito de Escorregamento;
Vejamos a seguir a tabela de atritos entre algumas superfí-
⇒ Atrito de Rolamento. cies em contato:

Atrito de Escorregamento:
Tabela de coeficiente de atrito
Manifesta-se quando uma superfície escorrega sobre a outra,
é dirigida em sentido oposto ao movimento e, é devida a inevitável µe µd
rugosidade das superfícies em contato. Materiais
(estático) (dinâmico)
N em Contato
seco lubrif. seco lubrif.
Sentido do
Movimento Aço e aço 0,15 0,10 0,12 0,09
FA
Aço e ferro fun-
0,18 0,10 0,16 0,015
dido ou bronze
P Bronze e bronze - - 0,20 0,15

Bronze ferro
- - 0,21 -
FA = µ . N fundido
Ferro fundido e
- - 0,22 0,15
ferro fundido
µ = coeficiente de atrito
Aço e metal
N = força normal [kgf ] patente
0,23 0,10 0,22 0,015

O deslocamento de um corpo é mais difícil no inicio que Observação: Desejando valores mais precisos, deveremos fazer
durant e o moviment o. experimentos em condições o mais possível ao caso real.

Tendência do
N Movimento
Atrito de Rolamento
FA O atrito de rolamento é a resistência que se opõe ao rola-
mento de um corpo cilíndrico ou esférico sobre uma superfície.

PV As causas que originam esta resistência não são bem defini-


PH das. Parecem provir do seguinte:
α
Quando uma esfera ou cilindro roda sobre uma superfície, a
força atuante sobre eles produz uma depressão na superfície, geral-
mente muito pequena, eu faz com que o contato não se dê mais por
α um ponto (esfera) ou uma reta (cilindro) e, sim, por uma zona de conta-
to.
N

N = PV = P . cos α FA = PH = P . sen α
F
µ .N = P . sen α r
µ . P . cos α = P . sen α

µ = tg α δ

Podemos classificar o coeficiente de atrito em:

15
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

Durante o rolamento, a resultante das reações do plano, se desloca, 2-) Uma embalagem de madeira de 200kgf desliza sobre roletes com
para frente, de δ, formando com N um binário de momento [ N . δ ] a diâmetro de 11cm e estes rolam sobre um plano de concreto. Deter-
que se deve opor o momento [ F . r ]. mine a força F de rolamento.

Logo, temos a seguinte fórmula: 200kgf

N
F = δ. F
r
A condição para que o cilindro role se escorregar:

δ
r≥
µ

Valores práticos de δ

Aço/aço 0,005
Aço/concreto ou
1,0
asfalto
Aço/madeira 0,1
Aço/terra batida 4,0
Esferas
0,001
/anéis(rolamento)

Exercício:
1-) Um prisma de aço de 800kgf desliza sobre roletes de aço com
diâmetro de 30mm e estes rolam sobre um plano também de aço.
Determinar:
a-) a força de rolamento;
b-) a força de escorregamento;
c-) o diâmetro mínimo dos roletes para que haja rolamento e não escor-
regamento.
800kgf ______________________________________________________

F FORÇAS CENTRÍPETA E CENTRÍFUGA


Uma esfera de aço em movimento circular, presa a um fio,
está sujeita a uma força radial que tende atraí-la para o centro da
circunferência descrita. Esta força recebe o nome de força centrípeta.

FCentrifuga

R aC
.
FCentrípeta
v

Pelo princípio da ação e reação, a esfera reage com uma


força da mesma intensidade, mas que tende afasta-la do centro da
trajetória. Esta é a força centrífuga.

16
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

3 – Quando o raio da circunferência descrita pela esfera do problema 1


Sabe-se pela Cinemática que a aceleração centrípeta é dada for reduzido para 0,5 m, calcular a nova força centrífuga.
pela seguinte fórmula:

v2
aC =
r 5 – A coroa de um volante de diâmetro 2m pesa 800kgf. Calcular a
soma total da força centrífuga quando gira a 120 rpm.
Substituindo-se este valor da aceleração na equação funda-
mental da Dinâmica, tem-se:

P.v 2
FC =
g.r

P = peso
v = velocidade
r = raio da circunferência

Que fornece o valor da força centrífuga Fc 6 – Calcular a inclinação interna que deve ter uma estrada numa curva
de 80 m de raio, de modo que um veículo possa percorrê-la com segu-
A força centrífuga é muito importante em certos aparelhos, rança à velocidade de 20 m/s.
tais como: bombas centrífugas, reguladores Watt, centrífugadoras, etc.

PROBLEMAS PROPOSTOS:

1 – Calcular a força centrífuga que age sobre uma esfera de


2kgf, amarrada a um fio de 0,5 m de comprimento e animada de movi-
PROBLEMAS PROPOSTOS: mento circular uniforme de 60 rpm.

1 – Calcular a força centrífuga na esfera de 5 kgf quando gira com


velocidade tangencial de 6 m/s conforme figura abaixo. 2 – No problema 1, calcular a máxima rotação que pode ser
dada ao movimento se a resistência do fio à tração é de 60kgf.

3 – Um carro de 2tf percorre uma estrada com a velocidade


de 7 m/s. Calcular a força centrífuga quando o carro percorre uma
curva de raio 100m.

4 – Um volante de 1 m de diâmetro médio está ligado ao seu


cubo por intermédio de 6 braços. Qual o esforço de tração em cada
braço, sabendo-se que o volante gira a 60 rpm e que a coroa pesa
600kgf?

5 – Um patinador realiza as revoluções sobre uma pista de


gelo, plana e horizontal, descrevendo uma circunferência de raio 15m
2 – Calcular a nova força centrífuga do problema 1 quando o peso da com uma velocidade de 16 m/s. Determinar o ângulo por ele formado
esfera é aumentado para 8 kgf. com a vertical.

6 – Por meio de uma corda de 2dm de comprimento, faz-se


girar um pequeno vaso aberto, contendo água. Efetuando-se a rotação
num plano vertical, pergunta-se a velocidade periférica mínima de
modo a não haver queda d’água.

17
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

7 – Cada esfera do regulador watt em figura pesa 2kgf. Calcular o raio r No caso dos líquidos, vale o Princípio de Pascal, que diz o
e a força centrífuga na rotação máxima de 240 rpm. seguinte:

“A pressão exercida sobre cera região de um líquido se


transmite integralmente em todos os pontos desse líquido.”

8 – Determinar com que velocidade uma esfera, suspensa por um fio


de comprimento l = 0,25 m, deve girar em torno do eixo x de modo a
formar um ângulo de 45º com este eixo.
Área do pistão menor: s = π.d2 /4
Área do pistão maior S = π.D2 /4
Pelo Princípio de Pascal, a pressão no pistão menor é igual
à pressão no pistão maior; são as forças f e F que diferem.

f f
Pressão no pistão menor: p= =
s πd2 /4
F F
Pressão no pistão maior: P= =
S πD 2 /4
f F
PRESSÃO Logo: =
πd /4 πD 2 /4
2

Um bloco apoiado sobre um plano horizontal tem seu peso


Donde se deduz a fórmula da pressão hidráulica:
distribuído uniformemente ao longo da superfície de contato.

A força em cada unidade de área recebe o nome de pressão


e pode ser calculada pela seguinte fórmula: f F
2
= 2
F d D
p=
A
PROBLEMAS PROPOSTOS:
p = pressão em [ kgf/cm2 ]
1 – Qual a pressão exercida por um peso de 50 kgf sobre
F = força em [ kgf ] 2
uma superfície de 25 cm ?
A = área em [ cm2 ]
2
Além de kgf/cm existem outras unidade de pressão: atmos-
fera (atm), centímetro de mercúrio (cm Hg), bária (bar), libra por pole-
gada quadrada (lib/inch), com as seguintes equivalências:
2
1 atm = 1,033 kgf/cm 1 bar = 75,01 cm Hg
2
1 atm = 76 cm Hg 1 kgf/cm = 14,22 lib/inch = 14,22psi

O cálculo de pressão é muito importante quando se quer


saber a força exercida por um líquido ou gás sobre uma certa superfí-
cie, tal como a pressão da água num cano, a pressão no fundo do 2 – Calcular a força na haste do êmbolo em figura sabendo-se que a
2
recipiente que contém um líquido, a força aplicada no êmbolo pelo gás pressão exercida pelo vapor é de 15 kgf/cm . (d = 30 cm)
numa máquina a vapor, etc.

18
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

3 – Um recipiente cilíndrico contém gasolina até à altura de 500 cm. 3 – Na prensa hidráulica em figura, o diâmetro da bomba é de 1,6 cm e
Calcular a pressão exercida no fundo do recipiente. Peso específico do êmbolo da prensa 32 cm; a alavanca que serve ao manobrador da
γ = 800 kgf/m
3
da gasolina: prensa tem por braços 60 cm e 10 cm. Na extremidade da alavanca é
exercida um a força de 12 kgf. Pede-se a força que a prensa pode
exercer.

4 – A válvula de segurança de uma caldeira tem diâmetro de 8 cm e 4 – Um depósito de água tem uma válvula na parte ascendente de um
seu centro dista 10 cm do apoio. Calcular a distância x para que a tubo lateral de 2 cm de diâmetro conforme figura. Esta válvula deve
pressão máxima da caldeira seja de 5 atm sabendo-se que o peso P é levantar quando h for igual a 180 cm. Calcular o peso da válvula.
50 kgf.

5 – Uma coluna de 12,4 tf tem um alicerce de concreto de 2 tf


com base quadrada. Calcular o lado deste quadrado sabendo-se que o
2
solo suporta uma pressão admissível de 1 kgf/cm .

______________________________________________________
5 – Calcular a força f no pistão menor da prensa hidráulica em figura
sabendo-se que o bloco A requer uma força F = 3 tf para ser esm aga-
do. Dados: d= 5 cm e D = 20 cm. TRABALHO

O trabalho T de uma força F é o produto da intensidade desta


força pelo deslocamento s do seu ponto de aplicação e pelo coseno do
ângulo ∝ formado entre a força e a direção do deslocamento.

T = F . d . cos α

O bloco em figura é puxado por uma força F que forma um


ângulo α com a direção do deslocamento.

F F
______________________________________________________
α
PROBLEMAS PROPOSTOS:

1 – O peso total de uma máquina operatriz é de 2 tf. Calcular a pressão d


2
exercida sobre o solo sabendo-se que sua base de apoio tem 500 cm
de área.
Quando a força atua na própria direção do deslocamento, isto
2 – Na máquina a vapor em figura, calcular a pressão do é, quando ∝ = 0, a fórmula se torna mais simples pois cos 0 =
vapor para se ter uma força F = 10000 kgf na haste do êmbolo. 1.

T=F.d

19
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

Quando a direção da força é perpendicular ao deslocamento 5 – O martelo de um bate-estaca pesa 500 kgf. Calcular o trabalho
o ângulo ∝ = 90 e
0 0
cos 90 = 0, resultando: T = 0. Logo, força necessário para levantá-lo à altura de 4m.
perpendicular ao deslocamento não realiza trabalho.

Examinando a fórmula, nota-se que o trabalho não depende


da velocidade ou do tempo em que a força é aplicada.

A força é medida em kgf e o deslocamento em metros. Dessa


forma o trabalho será expresso em quilogrâmetro (kgf.m). Além desta
unidade existem as seguintes: erg e joule.

1 kgf.m = 98000000 erg


Equivalências:
1 kgf.m = 9,8 joule

PROBLEMAS PROPOSTOS: 6 – Uma cidade consome 500 mil litros de água por dia. Esta
água é recalcada de uma empresa a um reservatório, cujo desnível é
1 – Calcular o trabalho realizado pela força F = 50 kgf para puxar o de 15 m. Qual é o trabalho realizado pelo motor da bomba durante um
bloco em figura a um a distância de 6 m. dia?

F F

6m

2 – O bloco da figura abaixo requer uma força F = 60 kgf para ser


conduzido sobre o plano inclinado. Qual o trabalho desenvolvido pela
força ao longo de 6 m?

7 – Calcular o trabalho de um elevador para transportar 50


tijolos a uma altura de 20 m. Considerar que cada tijolo pesa mais ou
menos 1,3 kgf.

3 – Calcular o trabalho realizado pela força F = 70 kgf para deslocar o


bloco da figura abaixo a uma distância de 10 m. A força forma um ______________________________________________________
ângulo de 30º com a direção do deslocamento.
RENDIMENTO
F F
Parte do trabalho fornecida a uma máquina se dissipa devido
o
30 às resistências passivas (atrito, forças que se opõem ao movimento
etc.) e o restante é aproveitado para satisfazer a finalidade da máquina.

Trabalho fornecido é cham ado trabalho motor e o trabalho


10m aproveitado é chamado trabalho útil.

Chama-se rendimento η (eta) a relação entre o trabalho útil


(T u) e o trabalho motor (T m).

4 – Qual o trabalho realizado pela força F para deslocar o bloco ao


longo do plano inclinado até à posição indicada na figura?
TU
η=
TM

20
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

O trabalho produzido durante um certo tempo, depende da


Como o trabalho motor é sempre maior que o trabalho ú- trabalho da máquina: quanto maior a trabalho, maior será o volume de
til,verifica-se pela fórmula que o rendimento é sempre menor que 1. trabalho realizado durante o referido tempo.

Costuma-se representar o rendimento em porcentagem ou


em número decimal. Assim, uma máquina com rendimento η = 0,7, OUTRAS FÓRMULAS DA POTÊNCIA:
significa que 70% do trabalho motor é aproveitado com trabalho útil.
Substituindo T, na fórmula do trabalho por F . s, conforme a
É bastante vantajoso construir máquinas de máximo rendi- definição de trabalho tem-se:
mento possível, o que se consegue diminuindo o atrito entre as peças
com uso de lubrificantes.
F.s
=
Exemplos: 75.t
1 – Qual o rendimento de uma máquina que recebe um trabalho motor
Tm = 200 kgf.m e desenvolve sob forma de trabalho útil Tu = 160 kgf.m? Se o movim ento for uniforme, sabe-se pela Cinemática que s
= v.t, logo:

F.v
=
75
2 – Calcular o trabalho motor de uma furadeira de 80% de rendimento
para furar uma chapa que requer um trabalho útil de 320 kgf.m.
2.π.r.n
Quando o movimento é circular, v= com v em
6000
m/s, r em cm e n em rpm.

F 2.π.r.n F.r.n
= . =
75 6000 71620
Na fórmula anterior o produto F . r representa o momento
torcedor que é indicado com Mt, logo:
______________________________________________________

Mt .r.n
POTÊNCIA =
71620
A Potencia de uma máquina é o trabalho que ela é capaz de
produzir na unidade de tempo.

Designando de N a potência e T o trabalho realizado durante


o tempo t, tem-se a seguinte fórmula:

T
=
t
Medindo-se T em [ kg.m ] e t em segundos, resulta N em [
kg.m/s ] . Além dessas unidades usa-se o watt (joule/seg), quilowatt
(kw), cavalo vapor (CV), horse power (HP) e pferdestärke (PS).

Equivalências: Isolando M t no primeiro membro, chega-se à seguinte fórmu-


la:
1 CV = 75 kgm/seg = 736 watt
1 kgm/seg = 9,81 watt 1 HP = 76,04 kgm/seg = 746 watt
N
Mt = 71620.
1 kw = 1000 watt 1 PS = 75 kgm/seg = 736 watt
[ kgf.cm ]
Na prática, costuma-se confundir as unidades CV, HP e PS,
dividindo-se a fórmula da trabalho por 75:
n

T Esta é a expressão mais conhecida e usada para o cálculo


= [ CV, HP ]
de motores, polias, engrenagens, eixos, etc.
75.t
Observações:
Em todas as máquinas, parte da trabalho fornecida se dissipa
por atrito, e somente uma parte é aproveitada, chamada trabalho útil. A
relação entre estas trabalhos chama-se rendimento.

21
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

PROBLEMAS PROPOSTOS:

1 – Calcular o momento torcedor no eixo de um motor de 2 HP a 1000


rpm.

2 – Calcular a trabalho necessária para levantar um bloco de 50 kgf a


uma altura de 1,5 m em 2s.

3 – Um elevador de carga tem as seguintes características: velocidade


de subida: v = 6 m/s carga total: 20 tf contra-peso: 2,5 tf 7 – Que rotação deverá apresentar um eixo acionado por um motor de
Pede-se a potência do motor, admitindo-se um rendimento de 70%. 3 HP para ter um momento torcedor de 1000 kgf.cm?

8 – Calcular o raio de uma manivela acionada por uma força de 15 kgf


para se ter um momento torcedor de 300 kgf.cm.

9 – No par de engrenagens em figura, calcular o momento torcedor da


coroa, sabendo-se que a relação de transmissão é 1:2,5. Admitir ren-
dimento de 90%.

4 – Calcular a trabalho da manivela em figura quando acionada a 30


rpm.

PROBLEMAS PROPOSTOS:

1 – Devendo-se levantar um peso de 500 kgf á altura de 10 m em 30s,


qual a trabalho necessária?

2 – Transformar 225 kg.m/s em watt, kw e CV.

3 – Com que velocidade um motor de 5 kw consegue levantar um peso


de 10 kgf?

4 – Quatro pessoas juntas tiram de um poço de 7,3 m de profundidade


um recipiente que contém 200 litros de água em 10s. Calcular a traba-
lho de cada pessoa.

5 – Calcular a trabalho de uma bomba destinada a reclcar 10 litros de


5 – Calcular a carga que o sarilho em figura pode elevar com a veloci-
água por segundo a uma altura de 30 m. Considerar rendimento de
dade de 0,5 m/s. Admitir que o rendimento do conjunto (sarilho) seja η
60%.
= 80%. 6 – Determinar o esforço de tração de uma locomotiva que absorve
uma trabalho de 500 CV para conduzir um trem à velocidade de 36
km/h.

7 – Calcular a potencia útil de uma turbina alimentada por um reserva-


tório com vazão de 200 l/seg e altura de 15 m. Considerar rendimento
de 75%.

8 – Calcular o momento torcedor de um eixo que gira acionado por um


motor de 5 HP a 100 rpm.

9 – Que trabalho deverá ter um motor para acionar uma polia a 1000
rpm, cujo momento torcedor é de 100 kg.cm?

10 – Um malho pesa 300 kg e dá 50 golpes por minuto, caindo de uma


altura de 0,70 m. Calcular a trabalho necessário.
6 – Calcular a trabalho de uma bomba destinada a encher uma caixa
3
d’água de 50 m em 2 h, sabendo-se que o desnível é de 15 m. Admitir
que o rendimento do conjunto, incluindo perdas de carga seja de 50%.

22
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

Tanto os elementos de fixação móvel como os elementos de fixação

ELEMENTOS DE MÀQUINAS – I
permanente devem ser usados com muita habilidade e cuidado porque
são, geralmente, os componentes m ais frágeis da máquina. Assim,

PARTE 2
para projetar um conjunto mecânico é preciso escolher o elemento de
fixação adequado ao tipo de peças que irão ser unidas ou fixadas. Se,
por exem plo, unirmos peças robustas com elementos de fixação fracos
e mal planejados, o conjunto apresentará falhas e poderá ficar inutiliza-
Introdução aos elementos de fixação do. Ocorrerá, portanto, desperdício de tempo, de materiais e de recur-
sos financeiros.
Elementos de fixação
Ainda é importante planejar e escolher corretamente os elementos de
fixação a serem usados para evitar concentração de tensão nas peças
Se você vai fazer uma caixa de papelão, possivelmente usará cola, fita
fixadas. Essas tensões causam rupturas nas peças por fadiga do materi-
adesiva ou grampos para unir as partes da caixa. Por outro lado, se
al, isto é, a queda de resistência ou enfraquecimento do material devido a
você pretende fazer uma caixa ou engradado de madeira, usará pregos
tensões e constantes esforços.
ou taxas para unir as partes.
Fadiga de material significa queda de resistência ou enfraqueci-
Na mecânica é muito comum a necessidade de unir peças como
mento do material devido a tensões e constantes esforços.
chapas, perfis e barras. Qualquer construção, por mais simples
que seja, exige união de peças entre si.
Tipos de elementos de fixação
Para você conhecer melhor alguns elem entos de fixação, apresenta-
mos a seguir uma descrição simples de cada um deles.

Rebite

O rebite é formado por um corpo cilíndrico e uma cabeça.


É fabricado em aço, alumínio, cobre ou latão. É usado para fixação
Entretanto, em mecânica as peças a serem unidas, exigem elementos pró- permanente de duas ou mais peças.
prios de união que são denominados elementos de fixação.

Numa classificação geral, os elementos de fixação mais usados


em mecânica são: rebites, pinos, cavilhas, parafusos, porcas,
arruelas, chavetas etc.

Você vai estudar cada um desses elementos de fixação para conhecer


suas características, o material de que é feitos, suas aplicações, repre-
sentação, simbologia e alguns cálculos necessários para seu emprego.

A união de peças feita pelos elementos de fixação pode ser de dois


tipos: móvel ou permanente.

No tipo de união móvel, os elementos de fixação podem ser colocados


ou retirados do conjunto sem causar qualquer dano às peças que
foram unidas. É o caso, por exemplo, de uniões feitas com parafusos,
porcas e arruelas.
Hoje em dia não a mais a utilização de tipo de junção

Pino

O pino une peças articuladas. Nesse tipo de união, uma das peças
pode se movimentar por rotação.

No tipo de união permanente, os elementos de fixação, uma


vez instalados, não podem ser retirados sem que fiquem inutilizados. É
o caso, por exemplo, de uniões feitas com rebites e soldas.

23
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

Cavilha Arruela
A cavilha une peças que não são articuladas entre si.
A arruela é um disco metálico com um furo no centro. O corpo do para-
fuso passa por esse furo.

Anel elástico

O anel elástico é usado para impedir deslocamento de eixos. Serve,


também, para posicionar ou limitar o movimento de uma peça que
desliza sobre um eixo.

Contrapino ou cupilha
O contrapino ou cupilha é uma haste ou arame com forma semelhante
à de um meio-cilindro, dobrado de modo a fazer uma cabeça circular e
tem duas pernas desiguais. Introduz-se o contrapino ou cupilha num
furo na extremidade de um pino ou parafuso com porca castelo. As
pernas do contrapino são viradas para trás e, assim, impedem a saída
do pino ou da porca durante vibrações das peças fixadas.

cupilha ou contrapino

Parafuso
O parafuso é uma peça formada por um corpo cilíndrico roscado e uma Chaveta
cabeça, que pode ter várias formas.
A chaveta tem corpo em forma prismática ou cilíndrica que pode ter
faces paralelas ou inclinadas, em função da grandeza do esforço e do
tipo de movimento que deve transmitir.

Alguns autores classificam a chaveta como elementos de fixação e


outros autores, como elementos de transmissão. Na verdade, a chave-
ta desempenha as duas funções.

Porca
A porca tem forma de prisma, de cilindro etc. Apresenta um furo rosca-
do. Através desse furo, a porca é atarraxada ao parafuso.

Pinos e cupilhas
Pinos ranhurados

Os pinos têm a finalidade de alinhar ou fixar os elementos de máquinas,


permitindo uniões mecânicas, ou seja, uniões em que se juntam duas ou
mais peças, estabelecendo, assim, conexão entre elas.

Veja os exemplos abaixo.

24
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

Os pinos ranhurados, também, são chamados pinos estriados, pinos


entalhados ou, ainda, rebite entalhado. A diferenciação entre pinos e os
pinos ranhurados leva em conta o formato dos elementos e suas apli-
cações. Por exemplo, pinos são usados para junções de peças que se
articulam entre si e os pinos ranhurados são utilizadas em conjuntos
sem articulações; indicando pinos com entalhes externos na sua super-
fície. Esses entalhes é que fazem com que o conjunto não se movi-
mente. A forma e o comprim ento dos entalhes determinam os tipos de
pinos ranhurados.

Pinos e pinos ranhurados se diferenciam pelos seguintes fatores:


• utilização
• forma
• tolerâncias de medidas
• acabamento superficial
• material
• tratamento térmico

25
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

Pinos

Os pinos são usados em junções resistentes a vibrações. Há vários


tipos de pino, segundo sua função.

Tipo Função

1. Pino cônico Ação de centragem.

2. Pino cônico A ação de retirada do pino de furos cegos é


com haste facilitada por um simples aperto da porca.
roscada

Requer um furo de tolerâncias rigorosas e é


utilizado quando são aplicadas as forças cortan- Classificação de pinos ranhurados
3. Pino cilíndrico
tes.

4. Pino elástico Apresenta elevada resistência ao corte e pode


ou pino tubu- ser assentado em furos, com variação de diâme-
lar partido tro considerável.

Serve para alinhar elementos de máquinas. A distân-


5. Pino de guia cia entre os pinos deve ser bem calculada para evitar
o risco de ruptura.

pinos ranhurados

Segue uma tabela de classificação dos pinos ranhurados segundo


tipos, normas e utilização.

Tipo Norma Utilização

KS1 DIN 1471 Fixação e junção.


1 - pino cônico 2 - pino cônico com rosca 3 - pino cilíndrico
4 - pino elástico KS2 DIN 1472 Ajustagem e articulação.

Fixação e junção em casos de aplicação de


forças variáveis e simétricas, bordas de
KS3 DIN 1473
peças de ferro fundido.

KS4 DIN 1474 Encosto e ajustagem.

KS6 e 7 – Ajustagem e fixação de molas e correntes.

Utilizado nos casos em que se tem neces-


KS9 – sidade de puxar o pino ranhurado do furo.

Fixação bilateral de molas de tração ou de


KS10 –
eixos de roletes.

pino guia KS8 DIN 1475 Articulação de peças.

KS11 e
– Fixação de eixos de roletes e manivelas.
Para especificar pinos deve-se levar em conta seu diâmetro nominal, 12
seu comprimento e função do pino, indicada pela respectiva norma.
KN4 DIN 1476
Fixação de blindagens, chapas e dobradi-
Exemplo: Um pino de diâm etro nominal de 15mm, com comprimento KN5 DIN 1477 ças sobre metal
de 20mm, a ser utilizado como pino cilíndrico, é designado: pino côni-
Eixo de articulação de barras de estrutu-
co: 10 x 60 DIN 1.
KN7 – ras, tramelas, ganchos, roletes e polias.

Pinos ranhurados

O pino ranhurado é uma peça cilíndrica, fabricada em aço,


cuja superfície externa recebe três entalhes que formam ressaltos. A
forma e o comprimento dos entalhes determinam os tipos de pino
ranhurado. Sua fixação é feita diretamente no furo aberto por broca,
dispensando-se o acabamento e a precisão do furo alargado.

26
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

Cupilha ou contrapino

Cupilha é um arame de secção semi-circular, dobrado de modo a


formar um corpo cilíndrico e uma cabeça.

pino com cabeça


Sua função principal é a de travar outros elementos de máquinas como
porcas.

Pino cupilhado Parafusos I


Nesse caso, a cupilha não entra no eixo, mas no próprio pino. O pino Introdução
cupilhado é utilizado como eixo curto para uniões articuladas ou para
suportar rodas, polias, cabos, etc. Todo parafuso tem rosca de diversos tipos. Para você compreender
melhor a noção de parafuso e as suas funções, vamos, antes, conhe-
cer roscas.

Roscas

Rosca é um conjunto de filetes em torno de uma superfície cilíndrica.

pino sem cabeça

As roscas podem ser internas ou externas. As roscas internas encon-


tram-se no interior das porcas. As roscas externas se localizam no
corpo dos parafusos.

pino roscado

27
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

As roscas permitem a união e desmontagem de peças.

Parafusos de grandes diâmetros sujeitos a grandes esforços.


Ex.: Equipamentos ferroviários.

Permitem, também, movimento de peças. O parafuso que movimenta a


mandíbula móvel da morsa é um exemplo de movimento de peças.

Parafusos que sofrem grandes esforços e choques.


Ex.: Prensas e morsas.

Parafusos que exercem grande esforço num só sentido.

Os filetes das roscas apresentam vários perfis. Esses perfis, sempre


uniform es, dão nome às roscas e condicionam sua aplicação.
Sentido de direção da rosca

Dependendo da inclinação dos filetes em relação ao eixo do parafuso,


Tipos de roscas (perfis) Perfil de filete - Aplicação as roscas ainda podem ser direitas e esquerdas. Portanto, as roscas
podem ter dois sentidos: à direita ou à esquerda.

Na rosca direita, o filete sobe da direita para a esquerda, conforme a


figura.

Parafusos e porcas de fixação na união de peças.


Ex.: Fixação da roda do carro.

Na rosca esquerda, o filete sobe da esquerda para a direita, conforme


a figura.

Parafusos que transmitem movimento suave e uniforme.


Ex.: Fusos de máquinas.

28
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

Nomenclatura da rosca
Ângulo do perfil da rosca: a = 60º
Independentemente da sua aplicação, as roscas têm os mesmos ele-
mentos, variando apenas os formatos e dimensões. Diâmetro menor do parafuso (∅ do núcleo):
d1 = d - 1,2268P

Diâmetro efetivo do parafuso (∅ médio):


d2 = D2 = d - 0,6495P

Folga entre a raiz do filete da porca e a crista do filete do parafuso:


f = 0,045P

Diâmetro maior da porca: D = d + 2f

Diâmetro menor da porca (furo): D1 = d - 1,0825P

Diâmetro efetivo da porca (∅ médio): D2 = d2

P = passo (em mm) i = ângulo da hélice Altura do filete do parafuso: he = 0,61343P


d = diâmetro externo c = crista
d1 = diâmetro interno D = diâmetro do fundo da porca Raio de arredondamento da raiz do filete do parafuso:
d2 = diâmetro do flanco D1 = diâmetro do furo da porca
rre = 0,14434P
a = ângulo do filete h1 = altura do filete da porca
f = fundo do filete h = altura do filete do parafuso Raio de arredondamento da raiz do filete da porca:
rri = 0,063P

Roscas triangulares A rosca métrica fina, num determinado comprimento, possui maior
número de filetes do que a rosca normal. Permite melhor fixação da
As roscas triangulares classificam-se, segundo o seu perfil, em três rosca, evitando afrouxamento do parafuso, em caso de vibração de
tipos: máquinas. Exemplo: em veículos.
• rosca métrica
• rosca whitworth
• rosca americana Rosca Whitworth normal - BSW e rosca Whitworth fina - BSF

Para nosso estudo, vamos detalhar apenas dois tipos: a métrica e a


whitworth.

Rosca métrica ISO normal e rosca métrica ISO fina NBR 9527.

Fórmulas:
o
A = 55º P= 1” / n de fios

hi = he = 0,6403P rri =rre = 0,1373P

d=D d1 = d - 2he D2 = d2 = d - he

29
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

A fórmula para confecção das roscas Whitworth normal e fina é a Há uma enorme variedade de parafusos que podem ser diferenciados
mesma. Apenas variam os números de filetes por polegada. pelo formato da cabeça, do corpo e da ponta. Essas diferenças, deter-
Utilizando as fórmulas anteriores, você obterá os valores para cada minadas pela função dos parafusos, permite classificá-los em quatro
elemento da rosca. grandes grupos: parafusos passantes, parafusos não-passantes, para-
Para facilitar a obtenção desses valores, apresentamos a seguir as fusos de pressão, parafusos prisioneiros.
tabelas das roscas métricas de perfil triangular normal e fina e W hitwor-
th normal - BSW e Whitworth fina - BSF. Parafusos passantes
Esses parafusos atravessam, de lado a lado, as peças a serem unidas,
Tabela de Roscas ver Anexo – 1, 2 e 3. passando livrem ente nos furos.

Dependendo do serviço, esses parafusos, além das porcas, utilizam


arruelas e contraporcas como acessórios.

Os parafusos passantes apresentam-se com cabeça ou sem cabeça.


Parafusos II

Parafusos

Parafusos são elementos de fixação, empregados na união não per-


manente de peças, isto é, as peças podem ser montadas e desmonta-
das facilmente, bastando apertar e desapertar os parafusos que as
mantêm unidas.

Os parafusos se diferenciam pela forma da rosca, da cabeça, da haste


e do tipo de acionamento.

Parafusos não-passantes

São parafusos que não utilizam porcas. O papel de porca é desempe-


nhado pelo furo roscado, feito numa das peças a ser unida.
Observação
O tipo de acionamento está relacionado com o tipo de cabeça do para-
fuso. Por exemplo, um parafuso de cabeça sextavada é acionado por
chave de boca ou de estria.

Em geral, o parafuso é composto de duas partes: cabeça e corpo.

Parafusos de pressão

Esses parafusos são fixados por meio de pressão. A pressão é exerci-


O corpo do parafuso pode ser cilíndrico ou cônico, totalmente roscado da pelas pontas dos parafusos contra a peça a ser fixada.
ou parcialmente roscado. A cabeça pode apresentar vários formatos;
porém, há parafusos sem cabeça. Os parafusos de pressão podem apresentar cabeça ou não.

Cilíndrico Cônico

Prisioneiro

30
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

Parafusos prisioneiros

São parafusos sem cabeça com rosca em ambas as extremidades,


sendo recomendados nas situações que exigem montagens e desmon-
tagens freqüentes. Em tais situações, o uso de outros tipos de parafu-
sos acaba danificando a rosca dos furos.

As roscas dos parafusos prisioneiros podem ter passos diferentes ou


sentidos opostos, isto é, um horário e o outro anti-horário.

Para fixarmos o prisioneiro no furo da máquina, utilizamos uma ferra-


menta especial.
furo roscado parafuso inserido no furo roscado
Caso não haja esta ferramenta, improvisa-se um apoio com duas por-
cas travadas numa das extremidades do prisioneiro.
∅ - diâmetro do furo broqueado
Após a fixação do prisioneiro pela outra extremidade, retiram-se as d - diâmetro da rosca
porcas. A - profundidade do furo broqueado
B - profundidade da parte roscada
A segunda peça é apertada mediante uma porca e arruela, aplicadas à C - comprimento de penetração do parafuso
extremidade livre do prisioneiro. d1 - diâmetro do furo passante

O parafuso prisioneiro permanece no lugar quando as peças são des-


montadas. Fatores a considerar ao unir peças com parafusos

Comprimento
Profundidade Diâmetro
Profundidade do de penetra-
da parte rosca- do furo
Material furo broqueado ção do para-
da passante
A fuso
B d1
C
aço 2d 1,5 d 1d
ferro
2,5 d 2d 1,5 d
fundido 1,06 d
bronze,
2,5 d 2d 1,5 d
latão
alumínio 3d 2,5 d 2d
Vimos uma classificação de parafusos quanto à função que eles exer-
cem. Veremos, a seguir, alguns tipos de parafusos.

Segue Anexo – 4 síntese com características da cabeça, do corpo, Exemplo


das pontas e com indicação dos dispositivos de atarraxam ento. Duas peças de alumínio devem ser unidas com um parafuso de 6mm de
diâmetro. Qual deve ser a profundidade do furo broqueado? Qual deve
Segue Anexo - 5 com a ilustração dos tipos de parafusos em sua ser a profundidade do furo roscado? Quanto o parafuso deverá pene-
forma completa. trar? Qual é o diâmetro do furo passante?

Solução
Ao unir peças com parafusos, o profissional precisa levar em conside-
ração quatro fatores de extrema importância: a) Procura-se na tabela o material a ser parafusado, ou seja, o alumí-
• Profundidade do furo broqueado; nio.
b) A seguir, busca-se na coluna profundidade do furo broquea-
• Profundidade do furo roscado; do a relação a ser usada para o alumínio. Encontra-se o valor
• Comprimento útil de penetração do parafuso; 3d. Isso significa que a profundidade do furo broqueado deverá
• Diâmetro do furo passante.
ser três vezes o diâmetro do parafuso, ou seja: 3 x 6mm =
18mm.
c) Prosseguindo, busca-se na coluna profundidade do furo rosca-
Esses quatro fatores se relacionam conforme mostram as figuras e a do a relação a ser usada para o alumínio. Encontra-se o valor
2,5d. Logo, a profundidade da parte roscada deverá ser: 2,5 x
tabela a seguir.
6mm = 15mm.
d) Consultando a coluna comprimento de penetração do parafu-
so, encontra-se a relação 2d para o alumínio.
Portanto: 2 x 6mm = 12mm. O valor 12mm deverá ser o compri-
mento de penetração do parafuso.
e) Finalm ente, determina-se o diâmetro do furo passante por meio da
relação 1,06d. Portanto: 1,06 x 6mm = 6,36mm.

Se a união por parafusos for feita entre materiais diferentes, os cálculos


deverão ser efetuados em função do material que receberá a rosca.

furo broqueado diâmetro do furo passante

31
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

Parafusos III

Introdução

Até agora você estudou classificação geral dos parafusos quanto à


função que eles exercem e alguns fatores a serem considerados na
união de peças.

Você vai estudar, de forma mais aprofundada, alguns tipos de parafu-


sos bastante usados em mecânica.

Parafuso de cabeça sextavada

Em desenho técnico, esse parafuso é representado da seguinte forma: Quando usado sem rosca, o rosqueamento é feito na peça.

Parafusos com sextavado interno

• De cabeça cilíndrica com sextavado interno (Allen). Em desenho


técnico, este tipo de parafuso é representado na seguinte forma:

onde:
d = diâmetro do parafuso;
k = altura da cabeça (0,7 d); A = d = altura da cabeça do parafuso;
s = medida entre as faces paralelas do sextavado (1,7 d); e = 1,5 d = diâmetro da cabeça;
e = distância entre os vértices do sextavado (2 d); t = 0,6 d = profundidade do encaixe da chave;
L = comprimento útil (medidas padronizadas);
s = 0,8 d = medida do sextavado interno;
b = comprimento da rosca (medidas padronizadas);
R = raio de arredondamento da extremidade do corpo do parafuso. d = diâmetro do parafuso.

Observação
As medidas das partes dos parafusos são proporcionais ao diâmetro do Aplicação
seu corpo. Este tipo de parafuso é utilizado em uniões que exigem um bom aperto,
em locais onde o m anuseio de ferramentas é difícil devido à falta de
espaço.
Aplicação
Em geral, esse tipo de parafuso é utilizado em uniões em que se ne- Esses parafusos são fabricados em aço e tratados termicamente para
cessita de um forte aperto da chave de boca ou estria. aumentar sua resistência à torção.

Esse parafuso pode ser usado com ou sem rosca. Geralmente, este tipo de parafuso é alojado em um furo cujas propor-
ções estão indicadas na tabela da página seguinte.

32
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

• Sem cabeça com sextavado interno. Em desenho técnico, esse Parafusos de cabeça com fenda
tipo de parafuso é representado da seguinte forma.
De cabeça escareada chata com fenda. Em desenho técnico, a repre-
sentação é a seguinte:

onde:
d = diâmetro do parafuso;

t = 0,5 d = profundidade do encaixe da chave; cabeça escareada chata com fenda

s1 = 0,5 d = medida do sextavado interno. onde:


• diâmetro da cabeça do parafuso = 2 d;
Aplicação • largura da fenda = 0,18 d;
Em geral, esse tipo de parafuso é utilizado para travar elem entos de • profundidade da fenda = 0,29 d;
máquinas.
• medida do ângulo do escareado = 90º.
Por ser um elemento utilizado para travar elementos de máquinas,
esses parafusos são fabricados com diversos tipos de pontas, de
acordo com sua utilização. Veja seguir:
Aplicação

São fabricados em aço, aço inoxidável, inox, cobre, latão, etc.

Esse tipo de parafuso é muito empregado em montagens que não


sofrem grandes esforços e onde a cabeça do parafuso não pode exce-
der a superfície da peça.

• De cabeça redonda com fenda

Em desenhos técnico, a representação é feita como mostra a figura.

As medidas dos parafusos com sextavado interno com e sem cabeça e


o alojamento da cabeça, são especificadas na tabela, a seguir. Essa
medidas variam de acordo com o diâmetro (d).
cabeça redonda com fenda

d mm A e A1 B1 d1 t s s1 onde:
3/16” 4,76 4,76 8,0 6 8,5 5,0 3,0 5,32” • diâmetro da cabeça do parafuso = 1,9 d
1/4" 6,35 6,35 9,52 8 10 6,5 4,0 3/16” 1/8” • raio da circunferência da cabeça = d

5/16” 7,94 7,94 11,11 9 12 8,2 5,0 7/32” 5/32”


• largura da fenda = 0,18 d
• profundidade da fenda = 0,36 d
3/8” 9,53 9,53 14,28 11 14,5 9,8 5,5 5/16” 5/16”
7/16” 11,11 11,11 15,87 12 16,5 11,4 7,5 5/16” 7/32”
Aplicação
1/2" 12,70 12,70 19,05 14 19,5 13 8,0 3/8” 1/4" Esse tipo de parafuso é também muito empregado em montagens que
não sofrem grandes esforços. Possibilita melhor acabamento na super-
5/8” 15,88 15,88 22,22 17 23 16,1 10 1/2" 5/16” fície. São fabricados em aço, cobre e ligas, como latão.
3/4" 19,5 19,5 25,4 20 26 19,3 11 9/16” 3/8”
7/8” 22,23 22,2 28,57 23 29 22,5 13 9/16” 1/2"
1” 25.40 25,4 33,33 27 34 25,7 15 5/8” 9/16”

33
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

De cabeça cilíndrica boleada com fenda


Em desenho técnico, a representação é feita como mostra a figura. Tipos

onde:
• diâmetro da cabeça do parafuso = 1,7 d cabeça chata com fenda cabeça quadrada
• raio da cabeça = 1,4 d
• comprimento da parte cilíndrica da cabeça = 0,66 d
• largura da fenda = 0,18 d
• profundidade da fenda = 0,44 d

Aplicação

São utilizados na fixação de elementos nos quais existe a possibilidade


de se fazer um encaixe profundo para a cabeça do parafuso, e a ne-
cessidade de um bom acabamento na superfície dos componentes.
Trata-se de um parafuso cuja cabeça é mais resistente do que as
outras de sua classe. São fabricados em aço, cobre e ligas, como
latão.

• De cabeça escareada boleada com fenda

cabeça redonda cabeça sextavada

Aplicação

Esse tipo de parafuso também é utilizado com auxílio de buchas plásti-


cas. O conjunto, parafuso-bucha é aplicado na fixação de elementos
em bases de alvenaria.
Quanto à escolha do tipo de cabeça a ser utilizado, leva-se em consi-
deração a natureza da união a ser feita.
São fabricados em aço e tratados superficialmente para evitar efeitos
oxidantes de agentes naturais.
cabeça escareada boleada com fenda

onde: Ver Anexo 6 Norma Din 931


• diâm etro da cabeça do parafuso = 2 d;
• raio da cabeça do parafuso = 2 d;
• largura da fenda = 0,18 d;
profundidade da fenda 0,5 d.

Aplicação
São geralmente utilizados na união de elementos cujas espessuras
sejam finas e quando é necessário que a cabeça do parafuso fique
embutida no elemento. Permitem um bom acabam ento na superfície.
São fabricados em aço, cobre e ligas como latão.

Parafusos com rosca soberba para madeira


São vários os tipos de parafusos para madeira. Apresentamos, em
seguida, os diferentes tipos e os cálculos para dimensionam ento dos
detalhes da cabeça.

34
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

• diâmetro efetivo da porca (∅ médio): D2 = d2.


Cálculos de roscas • altura do filete do parafuso: he = 0,61343P .
• raio de arredondamento da raiz do filete do parafuso:
rre = 0,14434P.
Introdução
• raio de arredondamento da raiz do filete da porca: rri = 0,063P.
Nem sempre os parafusos usados nas máquinas são padronizados
(normalizados) e, muitas vezes, não se encontra o tipo de parafuso
desejado no comércio.
Rosca witworth (triangular normal e fina)
Nesse caso, é necessário que a própria empresa faça os parafusos.
Para isso é preciso pôr em prática alguns conhecimentos, como saber
identificar o tipo de rosca do parafuso e calcular suas dimensões.

Considerando a importância desse conhecimento, esta aula apresenta


uma série de informações sobre cálculos de roscas triangulares de
parafusos comumente usados na fixação de componentes mecânicos.

De forma prática, a aula se compõe de um conjunto de exemplos de


cálculos, seguidos de exercícios. Esses cálculos estão relacionados
aos seguintes tipos de roscas: triangulares métrica normal, incluindo
rosca métrica fina e rosca whitworth normal (BSW) e fina (BSF).

Para você resolver os cálculos, é necessário seguir todas as indicações


apresentadas nos formulários a seguir.

Esses formulários já foram estudados. Entretanto, convém revê-los


para facilitar a compreensão dos exemplos de cálculos apresentados e
Fórmulas:
dos exercícios propostos a partir de cada exemplo.
a = 55º
Formulários

Rosca métrica triangular (normal e fina) 1"


P =
P = passo da rosca
n° de filetes
d = diâmetro maior do parafuso (normal)
d1 = diâmetro menor do parafuso (∅ do núcleo)
hi = he = 0,6403 . P
d2 = diâmetro efetivo do parafuso (∅ médio)
a = ângulo do perfil da rosca rri = rre = 0,1373 . P
f = folga entre a raiz do filete da porca e a crista do filete do para-
fuso d = D
D = diâmetro maior da porca
D1 = diâm etro menor da porca d1 = d - 2he
D2 = diâm etro efetivo da porca
he = altura do filete do parafuso D2 = d2 = d - he
r re = raio de arredondamento da raiz do filete do parafuso
r ri = raio de arredondamento da raiz do filete da porca
Informações preliminares

O primeiro procedimento para calcular roscas consiste na medição do


passo da rosca.

Para obter essa medida, podemos usar pente de rosca, escala ou


paquímetro.

Esses instrumentos são chamados verificadores de roscas e fornecem


a medida do passo em milímetro ou em filetes por polegada e, também,
a medida do ângulo dos filetes.

Fórmula:

• ângulo do perfil da rosca: a = 60º .


• diâmetro menor do parafuso (∅ do núcleo): d1 = d - 1,2268P.
• diâmetro efetivo do parafuso (∅ médio): d2
= D2 = d - 0,6495P.
• folga entre a raiz do filete da porca e a crista do filete do parafuso
f = 0,045P.
• diâmetro maior da porca: D = d + 2f .
• diâmetro menor da porca (furo): D1 = d - 1,0825P.
35
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

Nesse sistema, como no whitworth, o passo também é determinado


dividindo-se uma polegada pelo número de filetes contidos em uma
polegada.

Nos três sistemas, as roscas são fabricadas em dois padrões: normal e


fina.

A rosca normal tem menor número de filetes por polegada que a rosca
fina.

No sistema whitworth, a rosca normal é caracterizada pela sigla BSW


As roscas de perfil triangular são fabricadas segundo três sistemas (british standard whitworth - padrão britânico para roscas normais).
normalizados: o sistema métrico ou internacional (ISO), o sistema Nesse mesmo sistema, a rosca fina é caracterizada pela sigla BSF
inglês ou whitworth e o sistema americano. (british standard fine - padrão britânico para roscas finas).

No sistema americano, a rosca normal é caracterizada pela sigla NC


No sistema métrico, as medidas das roscas são determinadas em (national coarse) e a rosca fina pela sigla NF (national fine).
milímetros. Os filetes têm forma triangular, ângulo de 60º, crista plana e
raiz arredondada.

Cálculos de roscas triangulares – métrica normal


Agora que você viu com detalhes os instrumentos de medir passo de
rosca e os sistemas de roscas, vamos fazer alguns exercícios práticos.

Antes dos exercícios, é preciso que você saiba quais são os procedi-
mentos para determinar o passo da rosca ou o número de fios por
polegada. Vam os usar o pente de rosca.

• Verificar qual das lâminas do pente da rosca se encaixa perfeita-


mente nos filetes da rosca. A lâmina que se encaixar vai indicar-lhe
o passo da rosca ou o número de fios por polegada.
• Vimos que, no lugar do pente de rosca, você pode usar uma escala
e medir, por exemplo, 10 filetes da rosca. Você divide a medida en-
contrada por 10 para encontrar o passo da rosca. Isto, se a rosca for
No sistema whitworth, as medidas são dadas em polegadas. Nesse do sistema métrico. Se ela for do sistema inglês, você deve verificar
sistema, o filete tem a forma triangular, ângulo de 55º, crista e raiz quantos filetes cabem em uma polegada da escala. O resultado, por-
arredondadas. tanto, será o número de fios por polegada.
O passo é determinado dividindo-se uma polegada pelo número de • Medir o diâmetro externo da rosca com paquímetro. Tendo a
filetes contidos em uma polegada. medida do diâmetro e a medida do passo, ou o número de fios por
polegada, você vai consultar a tabela para obter as demais medidas
da rosca. Também, em vez de consultar a tabela, você pode fazer
os cálculos das dimensões da rosca.

Cálculo de dimensões de rosca


Rosca métrica normal
Exemplo
Calcular o diâmetro menor de um parafuso (d1) para uma rosca de
diâmetro externo (d) de 10mm e passo (p) de 1,5mm.
Cálculo: d1 = d - 1,2268 . P
Substituindo os valores dessa fórmula:
d1 = 10 - 1,2268 . 1,5 = 10 - 1,840 → d1 = 8,16mm

Portanto, o diâmetro menor da rosca é de 8,16mm.

No sistema americano, as medidas são expressas em polegadas. O Exercícios 1


filete tem a forma triangular, ângulo de 60º, crista plana e raiz arredon- Conforme foi feito no exemplo acima, calcule o diâmetro menor de uma
dada. rosca métrica normal, a saber:
diâmetro externo: 6mm
Passo: 1mm
Fórmula: d1 = d - 1,2268 . P

Exemplo
Calcular o diâmetro efetivo de um parafuso (∅ médio) com rosca métri-
ca normal, cujo diâmetro externo é de 12mm e o passo é de 1,75mm.
Fórmula: d2 = d - 0,6495 . P

Substituindo os valores desta fórmula:


d2 = 12 - 0,6495 . 1,75 = 12 - 1,1366 → d2 = 10,86mm

Portanto, a medida do diâmetro médio é de 10,86mm.

36
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

Exercício 2 Exemplo:
Com base no exemplo, calcule o diâmetro médio de um parafuso com Calcular o diâmetro menor de um parafuso (d1), sabendo que o diâme-
rosca métrica normal, a saber: tro maior é de 10mm e o passo é de 0,75mm.
diâmetro externo: 8mm
Passo: 1,25mm Fórmula: d1 = d - 1,2268 . P
Fórmula: d2 = d - 0,6495 . P
Substituindo os valores: d1 = 10 - 1,2268 . P = 10 - 0,9201
d1 = 9,08mm
Exemplo: Portanto, o diâmetro menor do parafuso é de 9,08mm.
Calcular a folga (f) de uma rosca métrica normal de um parafuso cujo
diâmetro maior (d) é de 14mm e o passo (p) é de 2mm.
Fórmula: f = 0,045 . P Exercícios 7
Substituindo os valores: f = 0,045 . 2 = 0,09mm Calcule o diâmetro menor de um parafuso (d1 ), sabendo que o diâmetro
Portanto, a folga entre a raiz do filete da porca e a crista do filete do maior é de 12mm e o passo é de 1mm.
parafuso é de 0,09mm. Fórmula: d1 = d - 1,2268 . P

Exercícios 3 Exemplo:
Calcule a folga (f) de uma rosca métrica normal de um parafuso cujo Calcular a altura do filete de um parafuso (he ) com rosca métrica trian-
diâmetro maior (d) é de 10mm e o passo (p) é de 1,5mm. gular fina com diâmetro maior de 8mm e passo de 1mm.
Fórmula: f = 0,045 . P Fórmula: he = 0,61343 . P
Substituindo os valores: he = 0,61343 . 1 = 0,61mm
Exemplo:
Calcular o diâmetro maior de uma porca com rosca métrica normal, Portanto, a altura do filete é de 0,61mm.
cujo diâmetro maior do parafuso é de 8mm e o passo é de 1,25mm.
Fórmula: D = d + 2f
Calcula-se, primeiro o valor de f cuja fórmula é f = 0,045 . P É muito importante para o mecânico saber o cálculo do diâmetro da
broca que vai fazer um furo no qual a rosca será aberta por macho.
Portanto: f = 0,045 . 1,25 = 0,05625 No cálculo de diâmetro da broca para abrir rosca métrica triangular,
normal ou fina, usa-se a seguinte fórmula:
Substituindo os valores de f na fórmula:
D = 8 + 2 . 0,056 = 8 + 0,112 = 8,11mm ∅ broca = d - P
Portanto, o diâmetro maior da porca é de 8,11mm.
Exemplo:
Calcular diâmetro de broca para abrir o furo a ser roscado com rosca
Exercícios 4 métrica, sabendo que o diâmetro maior do parafuso é de 10mm e o
Calcular o diâmetro maior de uma porca com rosca métrica normal cujo passo é de 1,5mm.
diâmetro maior do parafuso é de 16mm e o passo é de 2mm.
Fórmula: D = d + 2f Substituindo os valores na fórmula:
∅ broca = 10 - 1,5 ∅ broca = 8,5mm
Exemplo:
Calcular o diâmetro menor de uma porca com rosca métrica normal Portanto, o diâmetro da broca deve ser de 8,5mm.
cujo diâmetro maior do parafuso é de 6mm e o passo é de 1mm.
Fórmula: D1 = d - 1,0825 . P
Exercício 8
Substituindo os valores: Calcular diâmetro de broca para abrir o furo a ser roscado com rosca
D1 = 6 - 1,0825 . 1 = 6 - 1,0825 D1 = 4,92mm métrica, sabendo que o diâmetro maior do parafuso é de 8mm e o
passo é de 1mm.
Portanto, o diâmetro menor da porca é de 4,92mm. Fórmula: ∅ broca = d - P

Exercícios 5
Calcule o diâmetro menor de uma porca com rosca métrica normal cujo
diâmetro maior do parafuso é de 18mm e o passo é de 2,5mm. Cálculo de roscas triangulares
Fórmula: D1 = d - 1,0825 . P
Rosca whitworth normal (BSW) e fina (BSF)

Exemplo: Exemplo:
Calcular a altura do filete de um parafuso com rosca métrica normal Calcular o passo em mm de um parafuso com rosca whitworth, saben-
com diâmetro maior de 4mm e o passo de 0,7mm. do-se que a rosca tem 32 fios por polegada.
Fórmula: he = 0,61343 . P Fórmula: P = 25,4
Substituindo os valores: he = 0,61343 . 0,7 = 0,43mm n° de fios
Substituindo os valores:
Portanto, a altura do filete do parafuso é de 0,43mm.
25,4
P= P = 0,79mm
32
Exercício 6 Portanto, o passo deve ser de 0,79mm.
Calcule a altura do filete de um parafuso com rosca métrica normal
com diâmetro maior de 20mm e o passo de 2,5mm.
Fórmula: he = 0,61343 . P Exercício 9
Calcule o passo em mm de um parafuso com rosca whitworth, saben-
do-se que a rosca tem 18 fios por polegada.
Cálculos de roscas triangulares 25,4
Fórmula: P =
Rosca métrica fina n° de fios
No caso de cálculo de roscas triangulares métricas finas, são usadas
as mesmas fórmulas das roscas triangulares métricas normais. A única
diferença é a medida do passo.
37
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

Calcula-se o he = 0,6403 . 1,411 he = 0,903


Exemplo:
Calcular a altura de filete (he) de uma rosca whitworth, sabendo-se que Calcula-se o ∅ médio: Fórmula: d2 = d - he
o passo é de 0,793mm.
Fórmula: he = 0,6403 . P
Substituindo os valores: he = 0,6403 . 0,793 = 0,51mm Substituindo os valores: d2 = 7,9375 - 0,903 d2 = 7,03mm

Portanto, a altura do filete é de 0,51mm. Portanto o ∅ médio do parafuso é de 7,03mm.

Exercício 10 Exercício 13
Calcule a altura de filete (he) de uma rosca whitworth, asbendo que a Calcule o diâmetro efetivo de parafuso (∅ médio) com rosca whitworth,
rosca tem 20 filetes por polegada. cujo diâmetro externo é de 1" (25,4mm) e que tem 8 fios por polegada.
25,4
Fórmula: he = 0,6403 . P P=
n° de fios

Exemplo: Porcas
Calcular o raio de arredondamento da raiz do filete do parafuso de uma
rosca whitworth com 10 fios por polegada.
Introdução
Fórmula para calcular o passo:
P= 25,4 Porca é uma peça de forma prismática ou cilíndrica geralmente metáli-
n° de fios ca, com um furo roscado no qual se encaixa um parafuso, ou uma
barra roscada. Em conjunto com um parafuso, a porca é um acessório
25,4 amplamente utilizado na união de peças.
Substituindo os valores: P = = 2,54mm
10 A porca está sempre ligada a um parafuso. A parte externa tem vários
formatos para atender a diversos tipos de aplicação. Assim, existem
Fórmula para calcular o arredondamento: rre = 0,1373 . P porcas que servem tanto como elementos de fixação como de trans-
missão.
Substituindo os valores: rre = 0,1373 . 2,54 = 0,35mm

Portanto, o raio de arredondam ento é de 0,35mm.

Exercício 11
Calcule o raio de arredondam ento da raiz do filete do parafuso de uma
rosca whitworth com 12 fios por polegada.
Fórmula para calcular o passo:
P= 25,4
n° de fios

Fórmula para calcular o arredondamento: rre = 0,1373 . P

Exemplo:
Calcular o diâmetro menor de um parafuso com rosca whitworth, cujo
diâmetro é de 1/2 polegada (12,7mm) e que tem 12 fios por polegada.

Calcula-se o passo:
P = 25,4 = 2,117mm
12

Calcula-se o he = 0,6403 . P = 0,6403 . 2,117 = 1,355mm

Calcula-se o diâmetro menor do parafuso:


d1 = d - 2he

Substituindo os valores:
d1 = 12,7 - 2 . 1,355 = 12,7 - 2,71 d1 = 9,99mm Material de fabricação

Portanto, o diâmetro menor do parafuso é de 9,99mm. As porcas são fabricadas de diversos materiais: aço, bronze, latão,
alumínio, plástico.

Exercício 12 Há casos especiais em que as porcas recebem banhos de galvaniza-


Calcule o diâmetro menor do parafuso com rosca whitworth, cujo ção, zincagem e bicromatização para protegê-las contra oxidação
diâmetro é de 1/4" (6,35mm) e que tem 26 fios por polegada. (ferrugem).

Exemplo: Tipos de rosca


Calcular o diâmetro efetivo do parafuso (∅ médio) com rosca whitworth,
cujo diâmetro externo é de 5/16" (7,9375mm) e tem 18 fios por polega- O perfil da rosca varia de acordo com o tipo de aplicação que se dese-
da. ja. As porcas usadas para fixação geralmente têm roscas com perfil
triangular.

Calcula-se o passo: P = 25,4 = 1,411mm


18

38
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

As porcas cega baixa e cega alta, além de propiciarem boa fixação,


deixam as peças unidas com melhor aspecto.
As porcas para transmissão de movimentos têm roscas com perfis
quadrados, trapezoidais, redondo e dente de serra.

Trapezoidal
É usado nos órgãos de co-
mando das máquinas opera-
trizes (para transmissão de
movimento suave e unifor-
me), nos fusos e nas pren-
sas de estampar.
Quadrado
Tipo em desuso, mas ainda
aplicado em parafusos de
peças sujeitas a choques e
grandes esforços (morsas).
Veja a aplicação desse tipo de porca.
Dente-de-serra
É usado quando o parafuso
exerce grande esforço num
só sentido, como nas mor-
sas e nos macacos.
Redondo
É usado em parafusos de
grandes diâmetros e que
devem suportar grandes
esforços.

Para ajuste axial (eixos de máquinas), são usadas as seguintes porcas,


veja a aplicação desses tipos de porca na figura ao lado:

Tipos de porca

Para aperto m anual são mais usados os tipos de porca borboleta,


recartilhada alta e recartilhada baixa.

Veja, nas ilustrações a seguir, a aplicação da porca borboleta e da


porca recartilhada alta.

39
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

Certos tipos de porcas apresentam ranhuras próprias para uso de


cupilhas. Utilizamos cupilhas para evitar que a porca se solte com
vibrações

porca rápida porca rápida dobrada

Veja, a seguir, a aplicação desses tipos de porca.

Veja como fica esse tipo de porca com o emprego da cupilha.


Há ainda outros tipos de porca que serão tratados em momento opor-
tuno.

Material de Parafuso e Porca Segundo DIN-267

A tabela que segue abaixo, determina a classe de resistência de mate-


riais para parafuso.

Exemplo: Parafuso DIN 267 Classe 5.8


5.8

Estiramento do parafuso 8 x 10 = 80%


2
Veja, a seguir, os tipos mais comuns de porcas. Classe de resistência a tração 5 x 100 = 500 N/mm
2
ou 50 kgf/mm

Ver tabela de materiais Anexo -7

Arruelas
Introdução

A maioria dos conjuntos mecânicos apresenta elementos de fixação.


Onde quer que se usem esses elementos, seja em máquinas ou em
veículos automotivos, existe o perigo de se produzir, em virtude das
vibrações, um afrouxamento imprevisto no aperto do parafuso.
Observe a aplicação da porca sextavada chata.
Para evitar esse inconveniente utilizamos um elemento de máquina
chamado arruela.

Para montagem de chapas em locais de difícil acesso, podemos utilizar


as porcas:

40
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

As arruelas têm a função de distribuir igualmente a força de aperto É usada nos mesmos tipos de trabalho que a arruela dentada
entre a porca, o parafuso e as partes montadas. Em algum as situa-
ções, também funcionam como elementos de trava.

Os materiais mais utilizados na fabricação das arruelas são aço-


carbono, cobre e latão.

Tipos de arruela

Existem vários tipos de arruela: lisa, de pressão, dentada, serrilhada,


ondulada, de travamento com orelha e arruela para perfilados.

Para cada tipo de trabalho, existe um tipo ideal de arruela.


Arruela ondulada
A arruela ondulada não tem cantos vivos. É indicada, especialmente,
para superfícies pintadas, evitando danificação do acabamento.
Arruela lisa
Além de distribuir igualmente o aperto, a arruela lisa tem, também, a É adequada para equipamentos que possuem acabamento externo
função de melhorar os aspectos do conjunto. constituído de chapas finas.
A arruela lisa por não ter elemento de trava, é utilizada em órgãos de
máquinas que sofrem pequenas vibrações

Arruela de travamento com orelha


Utiliza-se esta arruela dobrando-se a orelha sobre um canto vivo da
Ver norma DIN para arruela lisa Anexo - 8 peça. Em seguida, dobra-se uma aba da orelha envolvendo um dos
lados chanfrado do conjunto porca/parafuso.

Arruela de pressão
A arruela de pressão é utilizada na montagem de conjuntos mecânicos,
submetidos a grandes esforços e grandes vibrações. A arruela de
pressão funciona, também, como elemento de trava, evitando o afrou-
xam ento do parafuso e da porca. É, ainda, muito empregada em equi-
pamentos que sofrem variação de temperatura (automóveis, prensas
etc.).

Arruela para perfilados


É uma arruela muito utilizada em montagens que envolvem cantoneiras
ou perfis em ângulo. Devido ao seu formato de fabricação, este tipo de
arruela compensa os ângulos e deixa perfeitamente paralelas as super-
fícies a serem parafusadas.

Arruela dentada
Muito empregada em equipamentos sujeitos a grandes vibrações, mas
com pequenos esforços, como, eletrodomésticos, painéis automotivos,
equipamentos de refrigeração etc.

O travamento se dá entre o conjunto parafuso/porca. Os dentes incli-


nados das arruelas formam uma mola quando são pressionados e se
encravam na cabeça do parafuso.
Os tipos de arruelas mais usados são os vistos até aqui. Porém, exis-
tem outros tipos menos utilizados:

arruela chanfrada arruela quadrada


Arruela serrilhada
A arruela serrilhada tem, basicamente, as mesmas funções da arruela
dentada. Apenas suporta esforços um pouco maiores.

41
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

arruela de furo quadrado arruela dupla de pressão

arruela curva de pressão arruela com dentes internos

arruela com dentes cônicos arruela com serrilhado interno

arruela com serrilhado cônico Material de fabricação e forma

Fabricado de aço-mola, tem a forma de anel incompleto, que se aloja


em um canal circular construído conforme normalização.

Anéis elásticos Aplicação: para eixos com diâmetro entre 4 e 1 000 mm. Trabalha
externamente • Norma DIN 471.
Introdução

O anel elástico é um elemento usado em eixos ou furos, tendo como


principais funções:
• Evitar deslocam ento axial de peças ou componentes.
• Posicionar ou limitar o curso de uma peça ou conjunto deslizante
sobre o eixo.

Observação:
Deslocamento axial é o movimento no sentido longitudinal do eixo.

Esse elemento de máquina é conhecido também como anel de reten-


ção, de trava ou de segurança.

Aplicação: para furos com diâmetro entre 9,5 e 1 000 mm. Trabalha
internamente • Norma DIN 472.

42
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

Na utilização dos anéis, alguns pontos importantes devem ser obser-


vados:
• A dureza do anel deve ser adequada aos elementos que traba-
lham com ele.
Tendo em vista facilitar a escolha e seleção dos anéis em função dos
tipos de trabalho ou operação, existem tabelas padronizadas de anéis,
• Se o anel apresentar alguma falha, pode ser devido a defeitos de
fabricação ou condições de operação.
como as que seguem.
• As condições de operação são caracterizadas por meio de vibra-
ções, impacto, flexão, alta temperatura ou atrito excessivo.
Ver tabela de Anéis Elásticos Anexos 9 e 10 • Um projeto pode estar errado: previa, por exemplo, esforços
estáticos, mas as condições de trabalho geraram esforços dinâmi-
cos, fazendo com que o anel apresentasse problemas que dificulta-
Aplicação: para eixos com diâmetro entre 8 e 24 mm. Trabalha exter- ram seu alojamento.
namente • Norma DIN 6799.
• A igualdade de pressão em volta da canaleta assegura aderência
e resistência. O anel nunca deve estar solto, mas alojado no fundo
da canaleta, com certa pressão.
• A superfície do anel deve estar livre de rebarbas, fissuras e oxida-
ções.
• Em aplicações sujeitas à corrosão, os anéis devem receber trata-
mento anticorrosivo adequado.
• Dimensionamento correto do anel e do alojamento.
• Em casos de anéis de secção circular, utilizá-los apenas uma vez.
• Utilizar ferramentas adequadas para evitar que o anel fique torto
ou receba esforços exagerados.
• Montar o anel com a abertura apontando para esforços menores,
quando possível.
• Nunca substituir um anel normalizado por um “equivalente”, feito
de chapa ou arame sem critérios.

Para que esses anéis não sejam montados de forma incorreta, é ne-
cessário o uso de ferramentas adequadas, no caso, alicates.
Aplicação: para eixos com diâmetro entre 4 e 390 mm para rolamentos.
Vejamos alguns tipos de alicate:

Anéis de secção circular • Aplicação: para pequenos esforços axiais.

43
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

Chavetas de cunha
As chavetas têm esse nom e porque são parecidas com uma cunha.
Uma de suas faces é inclinada, para facilitar a união de peças.

As chavetas de cunha classificam-se em dois grupos:


• chavetas longitudinais;
• chavetas transversais.

Ver Anexos 9 e 10 de Anéis Elásticos segundo Norma DIN


Chavetas longitudinais
São colocadas na extensão do eixo para unir roldanas, rodas, volantes
etc. Podem ser com ou sem cabeça e são de montagem e desmonta-
gem fácil.

Chavetas
Introdução

Agora você já tem uma noção dos elementos de máquinas mais usa-
dos para fixar peças: rebites, pinos, cavilhas, contrapinos ou cupilhas,
parafusos, porcas, arruelas e anéis elásticos.

Para completar o estudo feito, vamos abordar, mais um elemento de


fixação: chavetas.

É um elemento mecânico fabricado em aço. Sua forma, em geral, é


retangular ou semicircular. A chaveta se interpõe numa cavidade de um
eixo e de uma peça.

A chaveta tem por finalidade ligar dois elementos mecânicos.

Sua inclinação é de 1:100 e suas medidas principais são definidas


quanto a:
• altura (h);
• comprimento (L);
• largura (b).

As chavetas longitudinais podem ser de diversos tipos: encaixada,


meia-cana, plana, embutida e tangencial. Veremos as características
de cada desses tipos.

Chavetas encaixadas
São muito usadas. Sua forma corresponde à do tipo mais simples de
chaveta de cunha. Para possibilitar seu emprego, o rasgo do eixo é
sempre mais comprido que a chaveta.

Classificação
As chavetas se classificam em:
• chavetas de cunha;
• chavetas paralelas;
• chavetas de disco.
44
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

Chaveta meia-cana Chavetas transversais


Sua base é côncava (com o mesm o raio do eixo). Sua inclinação é de São aplicadas em união de peças que transmitem movimentos rotati-
1:100, com ou sem cabeça. vos e retilíneos alternativos.

Não é necessário rasgo na árvore, pois a chaveta transmite o movi-


mento por efeito do atrito. Desta forma, quando o esforço no elemento
conduzido for muito grande, a chaveta desliza sobre a árvore.

Quando as chavetas transversais são empregadas em uniões perma-


nentes, sua inclinação varia entre 1:25 e 1:50. Se a união se submete a
montagem e desmontagem freqüentes, a inclinação pode ser de 1:6 a
1:15.

Chaveta plana
Sua forma é similar à da chaveta encaixada, porém, para sua monta-
gem não se abre rasgo no eixo. É feito um rebaixo plano.

simples (inclinação em um lado) dupla (inclinação nos dois lados)

Chavetas paralelas ou lingüetas


Essas chavetas têm as faces paralelas, portanto, não têm inclinação.
A transmissão do movimento é feita pelo ajuste de suas faces laterais
Chavetas embutidas às laterais do rasgo da chaveta. Fica uma pequena folga entre o ponto
Essas chavetas têm os extremos arredondados, conforme se observa mais alto da chaveta e o fundo do rasgo do elemento conduzido.
na vista superior ao lado. O rasgo para seu alojam ento no eixo possui o
mesmo comprimento da chaveta. As chavetas embutidas nunca têm
cabeça.

Chavetas tangenciais
São formadas por um par de cunhas, colocado em cada rasgo. São
sempre utilizadas duas chavetas, e os rasgos são posicionados a 120º.
Transmitem fortes cargas e são utilizadas, sobretudo, quando o eixo As chavetas paralelas não possuem cabeça. Quanto à forma de seus
está submetido a mudança de carga ou golpes. extremos, eles podem ser retos ou arredondados. Podem, ainda, ter
parafusos para fixarem a chaveta ao eixo.

45
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

Chaveta de disco ou meia-lua (tipo woodruff) Exemplos de montagem com chavetas


É uma variante da chaveta paralela. Recebe esse nom e porque sua
forma corresponde a um segmento circular.

É comumente empregada em eixos cônicos por facilitar a montagem e


se adaptar à conicidade do fundo do rasgo do elemento externo.

Ver Anexo 11 e 12 segundo Norma DIN

Mancais
O mancal pode ser definido como suporte ou guia em que se apoia o
eixo.
No ponto de contato entre a superfície do eixo e a superfície do man-
cal, ocorre atrito. Dependendo da solicitação de esforços, os mancais
podem ser de deslizamento ou de rolamento.
Tolerâncias para chavetas

O ajuste da chaveta deve ser feito em função das características do


trabalho.

A figura mostra os três tipos mais comuns de ajustes e tolerâncias para


chavetas e rasgos.

parte inferior de um carro de boi

Mancais de deslizamento
Geralmente, os mancais de deslizamento são constituídos de uma
bucha fixada num suporte. Esses mancais são usados em máquinas
ajuste forçado deslizante justo pesadas ou em equipamentos de baixa rotação, porque a baixa veloci-
(montagens fixas) (montagens justas) dade evita superaquecimento dos component es expostos ao atrito.

deslizante livre
(peças móveis)

46
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

O uso de buchas e de lubrificantes permite reduzir esse atrito e Buchas de fricção radial
melhorar a rotação do eixo. Essas buchas podem ter várias formas. As mais comuns são feitas de
As buchas são, em geral, corpos cilíndricos ocos que envolvem os um corpo cilíndrico furado, sendo que o furo possibilita a entrada de
eixos, permitindo-lhes uma melhor rotação. São feitas de materiais lubrificantes.
macios, como o bronze e ligas de metais leves.
Essas buchas são usadas em peças para cargas pequenas e em
lugares onde a manutenção seja fácil.

Em alguns casos, essas buchas são cilíndricas na parte interior e


cônicas na parte externa. Os extremos são roscados e têm três rasgos
longitudinais, o que permite o reajuste das buchas nas peças.

Bucha
Muitos aparelhos possuem buchas em seus mecanismos como, por
exemplo o liqüidificador, o espremedor de frutas e o ventilador.

As buchas são elem entos de máquinas de forma cilíndrica ou cônica.


Servem para apoiar eixos e guiar brocas e alargadores. Nos casos em
que o eixo desliza dentro da bucha, deve haver lubrificação.

Podem ser fabricadas de metal antifricção ou de materiais plásticos.


Normalmente, a bucha deve ser fabricada com material menos duro
que o material do eixo.

Bucha de fricção axial


Essa bucha é usada para suportar o esforço de um eixo em posição
vertical.

Observação

Metal antifricção é uma liga de cobre, zinco, estanho, chumbo e anti-


mônio. É conhecido também por metal patente ou metal branco

Classificação
As buchas podem ser classificadas quanto ao tipo de solicitação. Nes-
se sentido, elas podem ser de fricção radial para esforços radiais, de Bucha cônica
fricção axial para esforços axiais e cônicas para esforços nos dois Esse tipo de bucha é usado para suportar um eixo do qual se exigem
sentidos. esforços radiais e axiais. Quase sempre essas buchas requerem um
dispositivo de fixação e, por isso, são pouco empregadas.

47
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

Bucha-guia para furação e alargamento A principal finalidade da bucha-guia é a de manter um eixo comum
Nos dispositivos para furação, a bucha-guia orienta e possibilita auto- (coaxilidade) entre ela e o furo. Para isso, as buchas-guia devem ser
posicionamento da ferramenta em ação na peça. Dessa forma, obtém- de tipos variados.
se a posição correta das superfícies usinadas.
Quando a distância (h) entre a peça e a base de sustentação da bucha-
guia é grande, usam-se buchas-guia longas com as seguintes caracte-
rísticas:

• Ajuste: h7 - n6;
• Distância (e) com saída por baixo do cavaco.
• Bucha com borda para limitação da descida.
• Diâmetro (d) conforme a ferram enta rotativa.
• Diâmetro (D) maior que a ferramenta rotativa.

buchas-guias longas H7-n6


As buchas-guia são elementos de precisão, sujeitas a desgaste por
atrito. Por isso, elas são feitas em aço duro, com superfícies bem lisas, Quando dois furos são próximos um do outro, usam-se duas buchas-
de preferência retificadas. guia com borda e travamento entre si. Ou, então, usa-se uma bucha-
guia de diâmetro que comporte os furos com travamento lateral por
pino.

guias fixas ajuste H7-n6


buchas-guias para furos próximos
As buchas pequenas com até 20 mm de diâmetro são feitas em aço- Se for necessário trocar a bucha-guia durante o processo de usinagem,
carbono, temperado ou nitretado. As maiores são feitas em aço cemen- usam-se buchas-guia do tipo removível com ajuste H7 - j6, cabeça recarti-
tado. A distância entre a bucha-guia e a peça baseia-se em dois parâ- lhada e travamento lateral por parafuso de fenda.
metros:

Quando o cavaco deve passar pelo interior da bucha-guia, a distância


será de 0,2mm.
Quando o cavaco deve sair por baixo da bucha-guia, a distância será
igual ou maior que 0,5 mm, multiplicado pelo diâmetro do furo da bu-
cha.

buchas-guias removíveis H7 -j6

Segue a ilustração de uma bucha-guia com três usos, mais sofisticada


tecnologicamente. Ela serve para manter um eixo comum (coaxilidade)
para centralizar a peça e para fixá-la no dispositivo.

48
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

O anel externo é fixado no mancal, enquanto que o anel interno é


fixado diretamente ao eixo.

bucha-guia roscada de fixação

Há grande variedade de tipos de buchas-guia. De acordo com o projeto


de dispositivos, define-se o tipo de bucha-guia a ser usado.

Mancais de rolamento As dimensões e características dos rolamentos são indicadas nas


diferentes normas técnicas e nos catálogos de fabricantes.
Quando necessitar de mancal com maior velocidade e menos atrito, o
mancal de rolamento é o mais adequado. Ao examinar um catálogo de rolamentos, ou um a norma específica,
você encontrará informações sobre as seguintes características:
Os rolamentos são classificados em função dos seus elementos rolan-
tes. Características dos rolamentos:
D: diâmetro externo;
Veja os principais tipos, a seguir. d: diâmetro interno;
R: raio de arredondamento;
L: largura.

rolamento de esfera rolamento de rolo rolamento de agulha

Os eixos das máquinas, geralmente, funcionam assentados em apoios.


Quando um eixo gira dentro de um furo produz-se, entre a superfície do
eixo e a superfície do furo, um fenômeno chamado atrito de escorre- Em geral, a normalização dos rolam entos é feita a partir do diâmetro
gamento. interno d, isto é, a partir do diâmetro do eixo em que o rolamento é
utilizado.
Quando é necessário reduzir ainda mais o atrito de escorregamento,
utilizam os um outro elemento de máquina, chamado rolamento. Para cada diâmetro são definidas três séries de rolamentos: leve,
média e pesada.
Os rolamentos limitam, ao máximo, as perdas de energia em conse-
qüência do atrito. As séries leves são usadas para cargas pequenas. Para cargas maio-
res, são usadas as séries média ou pesada. Os valores do diâmetro D
São geralmente constituídos de dois anéis concêntricos, entre os quais e da largura L aumentam progressivamente em função dos aumentos
são colocados elementos rolantes como esferas, roletes e agulhas. das cargas.

Os rolamentos de esfera compõem-se de: Os rolamentos classificam-se de acordo com as forças que eles supor-
tam. Podem ser radiais, axiais e mistos.

Radiais - não suportam cargas axiais e impedem o deslocamento no


sentido transversal ao eixo

49
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

Axiais - não podem ser submetidos a cargas radiais. Impedem o des-


locamento no sentido axial, isto é, longitudinal ao eixo.

Mistas - suportam tanto carga radial como axial.


Impedem o deslocamento tanto no sentido transversal quanto no axial.
Vantagens e desvantagens dos rolamentos

Vantagens Desvantagens
Menor atrito e aquecimen-
Maior sensibilidade aos choques.
to.
Baixa exigência de lubrifi-
Maiores custos de fabricação.
cação.
Intercambialidade interna- Tolerância pequena para carcaça e
cional. alojamento do eixo.
Não suporta cargas tão elevadas
Não há desgaste do eixo.
como os mancais de deslizam ento.
Pequeno aumento da folga
Ocupa maior espaço radial.
durante a vida útil.

Tipos e seleção
Conforme a solicitação, apresentam uma infinidade de tipos para apli-
cação específica como: máquinas agrícolas, motores elétricos, máqui-
Os rolamentos são selecionados conforme:
nas, ferramentas, compressores, construção naval etc.
as medidas do eixo;
diâmetro interno (d);
Quanto aos elementos rolantes, os rolamentos podem ser:
diâmetro externo (D);
De esferas - os corpos rolantes são esferas. Apropriados para rotações
a largura (L);
mais elevadas.
tipo de solicitação;
tipo de carga;
no de rotação.

De rolos - os corpos rolantes são formados de cilindros, rolos cônicos


ou barriletes. Esses rolamentos suportam cargas maiores e devem ser
usados em velocidades menores.

Com essas informações, consulta-se o catálogo do fabricante para


identificar o rolamento desejado.

De agulhas - os corpos rolantes são de pequeno diâmetro e grande


comprimento. São recomendados para mecanismos oscilantes, onde a
carga não é constante e o espaço radial é limitado.

50
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

Rolamentos Rolamento autocompensador de esferas


É um rolamento de duas carreiras de esferas com pista esférica no
Tipos e finalidades anel externo, o que lhe confere a propriedade de ajustagem angular, ou
seja, de compensar possíveis desalinhamentos ou flexões do eixo.
Os rolamentos podem ser de diversos tipos: fixo de uma carreira de
esferas, de contato angular de uma carreira de esferas, autocompen-
sador de esferas, de rolo cilíndrico, autocompensador de uma carreira
de rolos, autocompensador de duas carreiras de rolos, de rolos côni-
cos, axial de esfera, axial autocompensador de rolos, de agulha e com
proteção.

Rolamento fixo de uma carreira de esferas


É o mais comum dos rolamentos. Suporta cargas radiais e pequenas
cargas axiais e é apropriado para rotações mais elevadas.
Sua capacidade de ajustagem angular é limitada. É necessário um
perfeito alinhamento entre o eixo e os furos da caixa.

Rolamento de contato angular de uma carreira


de esferas
Rolamento de rolo cilíndrico
Admite cargas axiais somente em um sentido e deve sempre ser mon-
tado contra outro rolam ento que possa receber a carga axial no sentido É apropriado para cargas radiais elevadas. Seus componentes são
contrário. separáveis, o que facilita a montagem e desmontagem.

51
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

Rolamento autocompensador de uma carreira de


rolos
Seu emprego é particularmente indicado para construções em que se
exige uma grande capacidade para suportar carga radial e a compen-
sação de falhas de alinhamento.

Rolamento autocompensador de duas carreiras


de rolos
É um rolamento adequado aos mais pesados serviços. Os rolos são de Rolamento axial de esfera
grande diâmetro e comprimento.
Devido ao alto grau de oscilação entre rolos e pistas, existe uma distri- Ambos os tipos de rolam ento axial de esfera (escora simples e esco-
buição uniforme da carga. ra dupla) admitem elevadas cargas axiais, porém, não podem ser
submetidos a cargas radiais. Para que as esferas sejam guiadas fir-
memente em suas pistas, é necessária a atuação permanente de uma
carga axial mínima.

escora simples

Rolamento de rolos cônicos


Além de cargas radiais, os rolam entos de rolos cônicos também supor-
tam cargas axiais em um sentido.

Os anéis são separáveis. O anel interno e o externo podem ser monta-


dos separadamente. Como só admitem cargas axiais em um sentido,
torna-se necessário montar os anéis aos pares, um contra o outro. escora dupla

52
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

Rolamento axial autocompensador de rolos


Possui grande capacidade de carga axial devido à disposição inclinada
dos rolos. Também pode suportar consideráveis cargas radiais.

A pista esférica do anel da caixa confere ao rolamento a propriedade


de alinhamento angular, compensando possíveis desalinhamentos ou
flexões do eixo.

Execução Z 1 placa Execução 2Z2


de proteção placas de proteção

Execução RS1 1 Execução 2RS1 2


placa de vedação placas de vedação

As designações Z e RS são colocadas à direita do número que identifi-


ca os rolamentos. Quando acompanhados do número 2 indicam prote-
ção de ambos os lados.

Cuidados com os rolamentos


Rolamento de agulha
Na troca de rolam entos, deve-se tomar muito cuidado, verificando sua
Possui uma seção transversal muito fina em comparação com os rola- procedência e seu código correto.
mentos de rolos comuns. Antes da instalação é preciso verificar cuidadosamente os catálogos
É utilizado especialmente quando o espaço radial é limitado. dos fabricantes e das máquinas, seguindo as especificações recomen-
dadas.

Na montagem, entre outros, devem ser tomados os seguintes cuida-


dos:
• verificar se as dimensões do eixo e cubo estão corretas;
• usar o lubrificante recomendado pelo fabricante;
• remover rebarbas;
• no caso de reaproveitamento do rolamento, deve-se lavá-lo e
lubrificá-lo imediatamente para evitar oxidação;
• não usar estopa nas operações de limpeza;
• trabalhar em ambiente livre de pó e umidade.

Defeitos comuns dos rolamentos


Os defeitos comuns ocorrem por:
• desgaste;
• fadiga;
• falhas mecânicas.

Rolamentos com proteção Desgaste


O desgaste pode ser causado por:
São assim chamados os rolamentos que, em função das característi-
cas de trabalho, precisam ser protegidos ou vedados. • deficiência de lubrificação;
A vedação é feita por blindagem (placa). Existem vários tipos. • presença de partículas abrasivas;
Os principais tipos de placas são: • oxidação (ferrugem);
• desgaste por patinação (girar em falso);
• desgaste por brinelamento.

53
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

Sulcamento é provocado pela batida de uma ferramenta qualquer


sobre a pista rolante.

fase inicial(armazenam ento)

fase avançada (antes do trabalho)

Queima por corrente elétrica é geralmente provocada pela pas-


sagem da corrente elétrica durante a soldagem. As pequenas áreas
queimadas evoluem rapidamente com o uso do rolamento e provocam
o deslocamento da pista rolante.
fase final(após o trabalho

Fadiga
A origem da fadiga está no deslocamento da peça, ao girar em falso. A
peça se descasca, principalmente nos casos de carga excessiva.

As rachaduras e fraturas resultam, geralmente, de aperto excessi-


Descascamento parcial revela fadiga por desalinhamento, ovalização vo do anel ou cone sobre o eixo. Podem, também, aparecer como
ou por conificação do alojamento. resultado do girar do anel sobre o eixo, acompanhado de sobrecarga.

Falhas mecânicas
O brinelamento é caracterizado por depressões correspondentes aos
roletes ou esferas nas pistas do rolamento.
O engripamento pode ocorrer devido a lubrificante muito espesso ou
Resulta de aplicação da pré-carga, sem girar o rolamento, ou da pren- viscoso. Pode acontecer, também, por eliminação de folga nos roletes
sagem do rolamento com excesso de interferência. ou esferas por aperto excessivo.

Para evitar paradas longas na produção, devido a problemas de rola-


mentos, é necessário ter certeza de que alguns desses rolamentos
estejam disponíveis para troca. Para isso, é aconselhável conhecer
com antecedência que rolamentos são utilizados nas máquinas e as
ferramentas especiais para sua montagem e desmontagem.

Os rolamentos são cobertos por um protetor contra oxidação, antes de


embalados. De preferência, devem ser guardados em local onde a
Goivagem é defeito semelhante ao anterior, mas provocado por temperatura ambiente seja constante (21ºC). Rolamentos com placa de
partículas estranhas que ficam prensadas pelo rolete ou esfera nas proteção não deverão ser guardados por mais de 2 anos. Confira se os
pistas. rolamentos estão em sua embalagem original, limpos, protegidos com
óleo ou graxa e com papel parafinado.

54
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

Lubrificantes Rolamento de
contato angular
Com graxa com uma carreira
de esferas.
A lubrificação deve seguir as especificações do fabricante da máquina
ou equipamento. Na troca de graxa, é preciso limpar a engraxadeira
antes de colocar graxa nova. As tampas devem ser retiradas para
limpeza. Se as caixas dos rolamentos tiverem engraxadeiras, deve-se
retirar toda a graxa e lavar todos os componentes.
Rolamento auto-
compensador de
esferas.

Rolamento auto-
compensador de
rolos.

Com óleo
Rolamento de rolos
cônicos.
Olhar o nível do óleo e completá-lo quando for necessário. Verificar se
o respiro está limpo. Sempre que for trocar o óleo, o óleo velho deve
ser completamente drenado e todo o conjunto lavado com o óleo novo.
Na lubrificação em banho, geralmente se faz a troca a cada ano quan-
do a temperatura atinge, no máximo, 50ºC e sem contaminação; acima
de 100ºC, quatro vezes ao ano; acima de 120ºC, uma vez por mês; Rolamento axial
acima de 130ºC, uma vez por semana, ou a critério do fabricante. simples.

Observe novam ente as representações simbólicas dos rolamentos e


repare que a mesma representação simbólica pode ser indicativa de
tipos diferentes de rolamentos.
Quando for necessário, a vista frontal do rolamento também pode ser
desenhada em representação simplificada ou simbólica.

Representações de rolamentos nos desenhos técnicos


vista frontal representação simplificada
Os rolamentos podem ser apresentados de duas maneiras nos dese-
nhos técnicos: simplificada e simbólica.

Observe, com atenção, cada tipo de representação.

Tipos de rolamento Representação

Rolam ento fixo


com uma carreir de
esferas.

vista frontal representação simbólica

Rolamento de rolo
com uma carreira
de rolos.

55
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

A mola helicoidal de tração é aplicada em várias situações. Veja um

Elementos Elásticos
exemplo:

Molas
Vejamos agora vários tipos de elementos elásticos, tais como as mo-
las.

Molas helicoidais
A mola helicoidal é a m ais usada em mecânica. Em geral, ela é feita de
barra de aço enrolada em forma de hélice cilíndrica ou cônica. A barra molas em estado de repouso molas esticadas
de aço pode ter seção retangular, circular, quadrada, etc. Em geral, a
mola helicoidal é enrolada à direita. Quando a mola helicoidal for A mola helicoidal de torção tem dois braços de alavancas, além das
enrolada à esquerda, o sentido da hélice deve ser indicado no dese- espiras.
nho.
Veja um exemplo de mola de torção na figura à esquerda, e, à direita, a
aplicação da mola num pregador de roupas.

Agora veja exemplos de molas helicoidais cônicas e suas aplicações


em utensílios diversos.
mola
helicoidal à direita mola helicoidal à esquerda

As molas helicoidais podem funcionar por compressão, por tração ou


por torção.

A mola helicoidal de compressão é formada por espirais. Quando


esta mola é comprimida por alguma força, o espaço entre as espiras
diminui, tornando menor o comprimento da mola.

mola helicoidal de compressão mola helicoidal de compressão


em repouso comprimida

A mola helicoidal de tração possui ganchos nas extremidades,


além das espiras. Os ganchos são também chamados de olhais.

Para a m ola helicoidal de tração desempenhar sua função, deve ser


esticada, aumentando seu comprimento. Em estado de repouso, ela
volta ao seu comprimento normal.

Note que a mola que fixa as hastes do alicate é bicônica.


Algumas molas padronizadas são produzidas por fabricantes específi-
cos e encontram-se nos estoques dos almoxarifados. Outras são exe-
cutadas de acordo com as especificações do projeto, segundo medidas
proporcionais padronizadas.

A seleção de uma mola depende das respectivas formas e solicitações


mecânicas.

56
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

Características das molas helicoidais

Analise as características da mola helicoidal de compressão cilíndri-


ca.

De: diâm etro externo;


Di: diâm etro interno;
H: comprimento da mola;
d: diâm etro da seção do arame;
p: passo da mola;
nº: número de espiras da mola.

Como você vê, as características da mola helicoidal de tração são quase


as mesmas da mola helicoidal de compressão. A única diferença é em
relação ao comprimento. Na mola helicoidal de tração, H representa o
comprimento total da mola, isto é, a soma do comprimento do corpo da
mola mais o comprimento dos ganchos.

A mola de tração é enrolada com as espiras em contato uma com a


outra, de forma a poder ser estendida.

As extremidades normalmente terminam em dois ganchos de forma


circular.

Resolva o próximo exercício para fixar bem as características da mola


de tração.

Passo – é a distância entre os centros de duas espiras consecutivas. A


distância entre as espiras é medida paralelamente ao eixo da mola. Verificando o entendimento

As molas de compressão são enroladas com as espiras separadas de Analise o desenho técnico da mola de tração e escreva sobre as linhas
forma que possam ser comprimidas. de cota, as cotas indicadas a seguir:

O próximo desenho apresenta uma mola de compressão cotada. Re- a) De: 20 mm


solva os exercícios, aplicando o que você aprendeu. b) Di: 15 mm
c) p: 2,5 mm
d) H: 65 mm
e) h: 30 mm
Verificando o entendimento
f) nº de espiras: 11
g) d: 2,5 mm
Analise o desenho técnico da mola e escreva as cotas pedidas.

a) De:___________

b) Di:___________
Você já sabe que a mola helicoidal de compressão pode ter a forma de
um tronco de cone.
c) H:____________
Então veja as características de dois tipos de molas cônicas: a primei-
ra tem seção circular e a segunda tem seção retangular.
d) d:____________
Mola cônica de seção circular:
e) p:____________
H: comprimento;
Dm: diâmetro maior da mola;
dm: diâmetro menor da mola;
f) nº: ___________
p: passo;
nº: número de espiras;
d: diâmetro da seção do aram e;

Analise agora as características da mola helicoidal de tração:

De (diâmetro externo);
Di (diâmetro interno);
d (diâmetro da seção do arame);
p (passo);
nº(número de espiras da mola).

57
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

_______________________________________________________

b) Qual é a medida do passo da mola?

_______________________________________________________

c) Qual é a largura da seção da lâmina?

_______________________________________________________

Analise as características da mola helicoidal de torção.

Mola helicoidal de torção:


De: Diâmetro externo da mola;
Di: Diâmetro interno da mola;
H: comprimento da mola;
d: diâmetro da seção do arame;
p: passo;
Compare as características anteriores com as características da mola nº: número de espiras;
cônica de seção retangular. r: comprimento do braço de alavanca;
a: ângulo entre as pontas da mola.

Mola cônica de seção retangular:

H: comprimento da mola;
Dm: diâmetro maior da mola;
dm: diâmetro menor da mola;
p: passo;
nº: número de espiras;
e: espessura da seção da lâmina;
A: largura da seção da lâmina.

As novas características que aparecem nesse tipo de mola são: r, que


representa o comprimento do braço da alavanca, e a, que representa a
abertura do ângulo formado pelos dois braços da alavanca.

Note que as forças que atuam sobre a mola de torção são perpendicu-
lares ao seu eixo, enquanto que nas molas de torção e de compressão
a força segue a mesma direção do eixo.

Em lugar do diâmetro do arame (d) da mola circular, a mola de seção


retangular apresenta outras características:
e – espessura da seção da lâmina e
A – largura da seção da lâmina

Interprete a cotagem de uma mola cônica, resolvendo o próximo exer-


cício.

Verificando o entendimento

Analise o desenho e responda às questões.

Você já dispõe dos conhecim entos necessários para ler e interpretar a


cotagem de uma mola de torção.

Então, resolva o próximo exercício.

a) Qual a forma da seção da mola representada?

58
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

Verificando o entendimento

Analise o desenho técnico da mola de torção e escreva as cotas indi-


cadas.
Em geral, as molas prato funcionam associadas entre si, empilhadas,
formando colunas. O arranjo das molas nas colunas depende da ne-
cessidade que se tem em vista.

Veja a seguir dois exemplos de colunas de molas prato.

molas prato acopladas molas prato acopladas


no mesmo sentido em sentido alternado

a) diâmetro externo da mola: 16 mm;


b) diâmetro interno da mola: 12 mm; As características das molas prato são:
c) comprimento da mola: 18 mm;
d) diâmetro da seção do arame: 2 mm; De: diâmetro externo da mola;
e) passo: 2 mm; Di: diâmetro interno da mola;
f) número de espiras: 6; H: comprimento da mola;
g) comprimento do braço de alavanca: 15 mm; h: comprimento do tronco interno da mola;
h) ângulo entre pontas da mola: 90º. e: espessura da mola.

Molas planas
As molas planas são feitas de material plano ou em fita.

As molas planas podem ser simples, prato, feixe de molas e espiral.

Observe atentamente o desenho cotado da mola prato e resolva o


exercício.

mola plana simples mola prato Verificando o entendimento

Escreva as cotas solicitadas.

a) De:__________

b) Di:___________

feixe de molas mola espiral c) H:____________

Observe a ilustração da mola plana simples. d) h:____________

Esse tipo de mola é empregado somente para algumas cargas. Em e) e:____________


geral, essa m ola é fixa numa extremidade e livre na outra. Quando
sofre a ação de uma força, a mola é flexionada em direção oposta.

Veja agora a mola prato. Essa mola tem a form a de um tronco de cone
com paredes de seção retangular.

59
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

O feixe de molas é feito de diversas peças planas de comprimento Representação de molas em desenho técnico
variável, moldadas de maneira que fiquem retas sob a ação de uma
força. A representação das molas, nos desenhos técnicos, é normalizada
pela ABNT.

São três as formas de representação adotadas:


• normal;
• em corte;
• simplificada.
Os quadros a seguir mostram os três tipos de representação das prin-
cipais molas estudadas nestas aulas.

Examine os quadros com muita atenção. Observe bem os detalhes de


cada representação.

Note que nas representações normais as espiras são desenhadas do


Finalmente, conheça um pouco mais sobre a mola espiral. modo como são vistas pelo observador.

A mola espiral tem a forma de espiral ou caracol. Em geral ela é feita Já nas representações simplificadas as espiras são representadas
de barra ou de lâmina com seção retangular. esquematicamente, por meio de linhas.

A mola espiral é enrolada de tal forma que todas as espiras ficam Resolva o exercício proposto a seguir.
concêntricas e coplanares.

Esse tipo de mola é muito usado em relógios e brinquedos. Verificando o entendimento

Analise o quadro da página seguinte e responda as questões.

Para interpretar a cotagem da mola espiral, você precisa conhecer


suas características. É o que você vai aprender a seguir.

De: diâmetro externo da mola


L: largura da seção da lâmina;
e: espessura da seção da lâmina;
nº: número de espiras.

a)Que tipo de mola está representado neste desenho?

_______________________________________________________

b)Que tipo de representação convencional foi adotado?

_______________________________________________________

Você deve ter notado que, nesse desenho, a mola funciona enrolada
em volta de um pino com porca sextavada. A mola está sofrendo a
ação de um a força F, que reduz o seu comprimento.
Verificando o entendimento
Trata-se, portanto, de um a mola helicoidal de compressão, de seção
Interprete a cotagem de uma mola espiral. circular (a), e está desenhada em representação normal, em corte (b).
Dê os nom es das características correspondentes às cotas indicadas:

a) 1 : ___________

b) 3 : ___________

c) 6 : ___________

d) 49 : __________

60
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

Aplicação

Para selecionar o tipo de mola, é preciso levar em conta certos fatores,


como por exemplo, espaço ocupado, peso e durabilidade. Há casos em
que se deve considerar a observação das propriedades elásticas, atritos
internos ou externo adicional (amortecimento, relações especiais entre
força aplicada e deformação).
Na construção de máquinas empregam-se, principalmente, molas
helicoidais de aram e de aço. São de baixo preço, de dimensionamento
e montagem fáceis e podem ser aplicadas em forças de tração e de
compressão.

As molas de borracha são utilizadas em fundações, especialmente


como am ortecedores de vibrações e ruídos e em suspensão de veícu-
los.

As molas de lâmina (feixe de molas) e de barra de torção requerem


espaços de pequena altura (veículos).

As molas espirais (de relógios) e de prato podem ser montadas em


espaços estreitos.

As molas de lâmina, de prato, helicoidal de prato e de borracha dispen-


dem pouca quantidade de energia por atrito.

Material de fabricação

As molas podem ser feitas com os seguintes materiais: aço, latão,


cobre, bronze, borracha, madeira, plastiprene, etc.

As molas de borracha e de arames de aço com pequenos diâmetros,


solicitados a tração, apresentam a vantagem de constituírem elemen- mola prato ou Belleville
tos com menor peso e volume em relação à energia armazenada.

Para conservar certas propriedades das molas - elásticas, magnéticas;


resistência ao calor e à corrosão - deve-se usar aços-liga e bronze
especiais ou revestimentos de proteção. Os aços molas devem apre-
sentar as seguintes características: alto limite de elasticidade, grande
resistência, alto limite de fadiga.

Quando as solicitações são leves, usam-se aços-carbono - ABNT 1070


ou ABNT 1095.

Além de 8mm de diâmetro, não são aconselháveis os aços-carbono,


pois a têmpera não chega até o núcleo.

As molas destinadas a trabalhos em ambientes corrosivos com grande


variação de temperaturas são feitas de metal monel (33% CU - 67% Ni)
ou aço inoxidável.

Os aços-liga apresentam a vantagem de se adequarem melhor a qual-


quer temperatura, sendo particularmente úteis no caso de molas de
grandes dimensões.

61
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

Anexo 1

62
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

Anexo 2

63
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

Anexo 3

64
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

Anexo 4

65
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

Anexo 5

66
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

Anexo 6

Parafusos de Cabeça Sextavada de Rosca Métrica DIN-931


Ver nos esclarecimentos a correlação com as recomendações I S O
30 o r

do s d e

x z1
b
c s

k L
Designação de um parafuso de cabeça sextavada de rosca d = M8
comprimento L = 50mm e classe de resistência 8,8 :
PARAFUSO DE CABEÇA SEXTAVADA M8 X 50 DIN 931 - 8,8

d M 1,6 (M 1,7) M2 (M 2,3) M2,5 (M2,6) M 3,0 M 3,5) M4 M5 M6 (M 7) M8 M10 M12


1 9 9 10 11 11 11 12 13 14 16 18 20 22 26 30
b 2 - - - - - - - - - 22 24 26 28 32 36
3 - - - - - - - - - - - - - 45 49
c - - - - - - - - 0,1 0,2 0,3 0,3 0,4 0,4 0,4
do max 2 2,1 2,6 2,9 3,1 3,2 3,6 4,1 4,7 5,7 6,8 7,8 9,2 11,2 14,2
d m 3,48 3,82 4,38 4,95 5,51 5,51 6,08 6,64 7,74 8,87 11,05 12,12 14,38 18,90 21,10
mín m - - - - - - - - - - - - - - 20,88
. g
k 1,1 1,2 1,4 1,6 1,7 1,8 2 2,4 2,8 3,5 4 5 5,5 7 8
r min 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1 0,2 0,2 0,25 0,25 0,4 0,4 0,6
s 3,2 3,5 4 4,5 5 5 5,5 6 7 8 10 11 13 17 18
4 3
L ) Peso ( 7,85 kg/dm ) kg / 1000
12 0,240 0,280 0,400
(14) 0,272 0,315 0,450 0,610 0,770 0,790 Os parafusos acima da linha cheia têm
16 0,304 0,350 0,500 0,675 0,845 0,870 rosca até próximo da cabeça e devem
(18) 0,740 0,920 0,970 ser designados pela norma DIN 933
20 0,805 0,995 1,03 1,29
(22) 1,07 1,11 1,40 2,03 2,82
25 1,17 1,24 1,57 2,25 3,12
(28) 1,74 2,48 3,41
30 3,61 5,64 8,06 12,1
35 4,04 6,42 9,13 13,6 18,2
40 4,53 7,20 10,2 15,1 20,7 35,0
45 5,03 7,98 11,3 16,6 22,2 38,0 53,6
50 5,52 8,76 12,3 18,1 24,2 41,1 58,1
55 6,02 9,54 13,4 19,5 25,8 43,8 62,6
60 6,51 10,3 14,4 21,0 27,8 46,9 67,0
65 7,01 11,1 15,5 22,5 29,8 50,0 70,3
70 7,50 11,9 16,5 24,0 31,8 53,1 74,7
75 12,7 17,6 25,5 33,7 56,2 79,1
80 13,5 18,6 27,0 35,7 62,3 83,6
(85) 19,7 28,5 37,7 65,4 88,0
90 20,8 30,0 39,6 68,5 92,4
(95) 31,5 41,6 71,6 96,9
100 33,1 43,6 77,7 100
110 47,5 83,9 109
120 90,0 118
130 96,2 127
140 102 136
150 108 145
160 153
170 162
180 171

• Medidas não previstas pela ISO/R 272 - 1962 e que devem ser evitadas.

67
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

Anexo 6 - Continuação

Continuação da tabela DIN-931

d (M 14) (M 16) (M18) M 20 M 22) M 24 (M 27) M 30 M 33) M 36 M 39) M 42 (M45) M 48 (M 52)


1) 34 38 42 46 50 54 60 66 72 78 84 90 96 102 -
b 2) 40 44 48 52 56 60 66 72 78 84 90 96 102 108 116
3) 53 57 61 65 69 73 79 85 91 97 103 109 115 121 129
c 0,4 0,4 0,4 0,4 0,4 0,5 0,5 0,5 0,5 0,5 0,6 0,6 0,6 0,6 -
do max 16,2 18,2 20,2 22,4 24,4 26,4 30,4 33,4 36,4 39,4 42,4 45,6 48,6 52,6 56,6
d m 24,49 26,75 30,14 33,53 35,72 39,98 45,63 51,28 55,80 61,31 66,96 72,61 78,26 83,91 89,56
mín mg 23,91 26,17 29,16 32,95 35,03 39,55 45,20 50,85 55,37 60,69 66,44 72,09 77,74 83,39 89,04
k 9 10 12 13 14 15 17 19 21 23 25 26 28 30 33
r min 0,6 0,6 0,6 0,8 0,8 0,8 1 1 1 1 1 1,2 1,2 1,6 1,6
s 22 24 27 30 32 36 41 46 50 55 60 65 70 75 80
4 3
L ) Peso ( 7,85 kg/dm ) kg / 1000
50 82,2
55 88,3 115 Os parafusos sobre a linha escalonada
60 94,3 123 161 tem a rosca aproximadamente até a
65 100 131 171 219 cabeça e são pedidas seg. DIN 933.
70 106 139 181 231 281
75 112 147 191 243 296 364
80 118 155 201 255 311 382 511
(85) 124 163 210 267 326 410 534
90 128 171 220 279 341 428 557 712
(95) 134 179 230 291 356 446 580 739
100 140 186 240 303 370 464 603 767 951
110 152 202 260 327 400 500 650 823 1020 1250 1510
120 165 218 280 351 430 535 695 880 1090 1330 1590 1900 2260
130 175 230 295 365 450 560 720 920 1150 1400 1650 1980 2350 2780
140 187 246 315 389 480 595 765 975 1220 1480 1740 2090 2480 2920
150 199 262 335 423 510 630 810 1030 1290 1560 1830 2200 2600 3010 3450
160 211 278 355 447 540 665 855 1090 1350 1640 1930 2310 2730 3160 3770
170 223 294 375 470 570 700 900 1140 1410 1720 2020 2420 2850 3300 3930
180 235 310 395 495 600 735 945 1200 1480 1900 2120 2520 2980 3440 4100
190 247 326 415 520 630 770 990 1250 1540 1980 2210 2630 3100 3580 4270
200 260 342 435 545 660 805 1030 1310 1610 2060 2310 2740 3220 3720 4430
220 590 720 870 1130 1420 1750 2220 2500 2960 3470 4010 4760
240 1530 1880 2380 2700 3180 3820 4290 5110
260 1640 2020 2540 2900 3400 4030 4570 5450

Evitar os possíveis tamanhos entre parênteses.


Usualmente se fabricam estes parafusos com as classe de resistência 5.6 e 8.8, nos tamanhos marcados por indicações
de peso. Tamanhos cuja indicação de peso esta destacada por impressão em negrito, se realizam geralmente como comercial a
base de sua freqüência .
Condições técnicas de fabricação segundo DIN 267
Classe de resistência (material) : 5.6
5.8 só até M4 segundo DIN 267
8.8 só até M39 folha 3
10.9

Execução: m segundo DIN 267


a partir de M12 também mg (a escolha do fabricante) folha 2
Com essa proteção de superfície, se completará a designação segundo DIN 267 fl.9.

Se há de ser prescrita excepcionalmente uma das formas B, K, Ko, L, S, Sb, Sk, Sz e To admissíveis seg. DIN 962 a
partir de M12, se indicará este expressamente no pedido. Exemplos de designação veja DIN 962.
Se hão de fabricar parafusos até M14 com arruelas de pressão se indicará este expressamente no pedido. Exemplos de
designação veja DIN 6900.
Parafusos torneados podem ser fabricados de acordo também sem saliência na superfície.

1) Para comprimentos até 125mm.


2) Para comprimentos de mais de 125 até 200mm.
3) Para comprimentos de mais de 200mm.
4) Se evitarão os possíveis comprimentos intermediários. Comprimentos de mais de 260mm se escalonarão de 20 em
20mm.

68
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

Anexo 7

Classe de Material DIN - 267

Classe de DIN 267 parte 3 3.6 4.6 4.8 5.6 5.8 6.6 6.8 6.9
Resistência DIN ISSO 898 parte 1 3.6 4.6 4.8 5.6 5.8 -- 6.8 --
Mínima Resistência DIN 267 parte 3 340 400 400 500 500 600 600 600
a tração [N/mm2] DIN ISSO 898 parte 1 330 400 420 500 520 -- 600 --
Limite mínimo de DIN 267 parte 3 200 240 320 300 400 360 480 540
escoamento DIN ISSO 898 parte 1 190 240 340 300 420 -- 480 --
2
[N/mm ]

Classe de DIN 267 parte 3 8.8 -- 10.9 12.9 14.9


Resistência DIN ISSO 898 parte 1 8.8 9.8 10.9 12.9 --
≤ M16 > M16 ≤ M16
Mínima Resistência DIN 267 parte 3 800 -- 1000 1200 1400
2
a tração [N/mm ] DIN ISSO 898 parte 1 8088 830 900 1040 1220 --
Limite mínimo de DIN 267 parte 3 640 -- 900 1080 1260
escoamento DIN ISSO 898 parte 1 640 660 700 940 1100 --
2
[N/mm ]

69
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

Anexo 8

Tabela de Arruela Lisa

70
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

Anexo 9

71
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

Anexo 10

72
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

Anexo 11

73
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

Anexo 12

74
o
Tecnologia de Projeto I – 1 Ciclo de Mecânica

Anexo 13

75