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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE

CURSO DE BACHARELADO EM ESTATÍSTICA


SOCIOLOGIA – DCS
PROFESSOR DR. EMILIO NEGREIROS
1 DE JUL.2010

CLAUDIO JOSÉ PINTO DE SOUZA

RESUMO

BERGER, PETER L. Perspectivas sociológicas, uma visão humanística: A


sociologia como passatempo individual. Rio de Janeiro: Vozes, 1983.

O sociólogo não dispõe de tanto popularidade como outros profissionais,


principalmente se comparado a seus primos mais favorecidos neste ponto, os
psicólogos, isto pode indicar certa ignorância ou ambigüidade nas imagens que
dele é formada.

A primeira imagem que é formada geralmente é a do idealismo


universitário, do agente pacificador, de uma pessoa empenhada
profissionalmente em atividades edificantes para o beneficio de indivíduos e da
comunidade em geral, ou seja, a do assistente social. A segunda imagem é a
do teórico do serviço social, onde a sociólogo a assume a função de fornecedor
de elementos teóricos, baseado em sua imparcialidade diante dos fatos, e
direcionando tais conhecimentos não só para os assistentes sociais, más
também a vendedores, enfermeiras, evangelistas e políticos, caracterizando-se
aí como a ciência que enfoca a compreensão e não a ação. A terceira imagem
é do reformador social, onde seriam aplicados seus conhecimentos no intuito
de melhorar a sorte de grupos de seres humanos, teríamos como exemplo o
planejamento de redesenvolvimento urbanos levando-se em conta interesses
humanos. A quarta imagem é a do coletor de dados estatísticos, logo depois da
I guerra Mundial, a sociologia americana afastou-se resolutamente da teoria em
favor de uma intensa preocupação com estudos empíricos de limites bastante
estreitos, em decorrência desta mudança houve um aperfeiçoamento nas
técnicas de dados estatísticos, onde são direcionados seus conhecimentos na
coleta de dados sobre comportamento humano, aplicável no estudo de órgão
que tratam de opinião pública e tendências de mercado, cabe lembrar que por
si só, dados estatísticos não constituem sociologia. Só se tornam sociologia
quando sociologicamente interpretados. A quinta imagem é a do criador de
metodologia científica que possa mais tarde aplicar aos fenômenos humanos.
Desde há primeira hora, a sociologia tem-se considerado uma ciência, porém
muitas vezes criticada pelo excesso de metodologias e linguagem inacessível.
A sexta e ultima imagem é a do sociólogo como observador impessoal. O fato
de existir essa imagem talvez represente um irônico triunfo dos esforços do
próprio sociólogo no sentido de ser aceito como um verdadeiro cientista.

Como então devemos conceber o sociólogo? É bem verdade que nem


todos os indivíduos que hoje se denominam sociólogos se identifiquem sem
reservas com esta concepção. Entretanto, diríamos que nosso tipo ideal
corresponde à autoconcepção da maioria dos sociólogos, tanto historicamente
(pelo menos neste século) quanto hoje. O sociólogo, então é uma pessoa que
se ocupa de compreender a sociedade de uma maneira disciplinada,
obedecendo a certas regras de verificação, sendo objetivo e controlando suas
preferências e preconceitos pessoais, percebendo claramente ao invés de
julgar normativamente, finalmente o interesse do sociólogo é essencialmente
teórico. Isto é, ele está interessado em compreender.