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PROFILAXIA DAS DOENÇAS TRANSMISSÍVEIS

PROFILAXIA DAS DOENÇAS TRANSMISSÍVEIS

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1. Descriçao-Doenga aguda e febril, com comprometimento
pulmonar revelado por sintomas e sinais físicos ou através
do exame radiográfico. Ocorre, com freqeéncia, associada a
outras infecqoes das vias respiratórias, especialmente a in-
fluenza. A letalidade, nos casos devidamente tratados, é
baixa, mas varia segundo o agente infeccioso e a idade do
paciente.

O exame bacteriológico apropriado do escarro, de outras
secreqoes nasofaríngeas e do sangue facilita o diagnóstico.
2. Distribuia5o-Doenga prevalente no mundo inteiro, fre-
qüente na infancia e na velhice e mais comum no inverno,
nos climas temperados. Acomete todas as raças. Apresenta-
se, geralmente, sob a forma esporádica, embora possam
ocorrer epidemias em associaago com a influenza, o sarampo
e as doengas respiratórias agudas causadas por vírus inde-
terminados.
3. Agentes infecciosos-Várias bactérias patogenicas da boca, do
nariz e da garganta, como o Streptococcus pyogenes (estrep-
tococos hemolíticos do Grupo A), o Staphylococcus aureus,
Klebsiella pneumoniae
(bacilo de Friedlander) e o Hemo-
philus influenzae.

4. Reservatório e fonte de infecçao-O reservatório é o homem.
As secreçoes nasofaríngeas das pessoas infectadas, doentes
ou portadores, constituem a fonte de infecçáo.

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PNEUMONIAS

5. Modo de transmissao-Através das gotículas de muco e
saliva; diretamente, pelo contacto com paciente ou portador;
ou, indiretamente, por intermédio de objetos recentemente
contaminados com as secreçoes nasofaríngeas de tais pessoas.
6. Período de incubaçao-Variável; geralmente curto, de 1 a

3 dias.

7. Período de transmissibilidade-Desconhecido; provávelmente,
enquanto o agente infeccioso estiver presente nas secrejñes
nasofaríngeas dos pacientes. Em muitos casos, segundo o
agente responsável, a administraçáo de antibióticos encurta
de maneira apreciável o período de transmissibilidade.
8. Susceptibilidade e resisténcia-A imunidade varia com o
agente infeccioso e é, provávelmente, mínima, exceto no caso
de imunidade específica para os tipos de estreptococos do
Grupo A. A imunizaaáo artificial náo é exeqüível.

9. Profilaxia-

A. Medidas preventivas:

1. Higiene individual adequada. Evitar a superlotaaáo em
hospitais e outras instituiçóes fechadas.
2. A imunizavao contra a influenza (9A1, pág. 160) e a
quimioprofilaxia das infecçóes estreptocócicas (9A5,
pág. 122) podem ser aplicadas a grupos circunscritos ou
a determinados grupos da populaaáo em geral.

B. Contróle do paciente, dos contactos e do meio ambiente
imediato:

1. Notificaváo á autoridade sanitária local: Notificaçáo
obrigatória de epidemias. Dispensável a notificaáao
de casos isolados. Classe 4 (pág. 7). A identificaváo
de uma epidemia de doença aguda das vias respira-
tórias ocorrida imediatamente antes ou concomitante-
mente tem importancia sob o ponto de vista de saúde
pública.
2. Isolamento: Nenhum.
3. Desinfecçáo concorrente: Das secreqoes nasofaríngeas
e dos objetos contaminados pelas mesmas. Limpeza
terminal.
4. Quarentena: Nenhuma.
5. Imunizagáo de contactos: Nenhuma.
6. Investigaaáo de contactos: Sem valor prático.
7. Tratamento específico: Para a pneumonia estrepto-
cócica, o mesmo tratamento aplicável á pneumonia
pneumocócica. Para a pneumonia estafilocócica, peni-
cilina resistente á penicilinase. Se o germe for re-

fb,"

sistente á penicilina, recorrer aos antibióticos do grupo
das tetraciclinas, como no caso da pneumonia pneumo-
cócica. As provas de sensibilidade do germe isolado
podem ser de utilidade na escolha do antibiótico mais
apropriado. H. influenzae: Os antibióticos do grupo
das tetraciclinas e o cloranfenicol sáo eficazes; em-
prega-se também a sulfadiazina associada á estrepto-
micina. K. pneumoniae (bacilo de Friedlander):
estreptomicina associada a antibióticos do grupos das
tetraciclinas ou ao cloranfenicol.
C. Medidas em caso de epidemia: Aplicáveis somente nos
casos de surtos ocorridos em instituivóes ou em outras
coletividades fechadas, quando a doença apresentar-se

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PNEUMONIAS

associada á influenza, ao sarampo ou a outras infecçoes
das vias respiratórias. Pode-se empregar a imunizaáao
contra a influenza e, no caso de lactentes e de crianças,
contra o sarampo. O valor da quimioprofilaxia nao está
comprovado.

D. Medidas internacionais: Nenhuma.

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