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História da maquiagem

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Breve história da pintura facial e sua influência cultural.
Breve história da pintura facial e sua influência cultural.

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História da Maquiagem

Nome: Laura Badaró Prof. Luiz Pessoa

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A pintura facial Cultural ou Tribal tem sido usada desde a pré-história por vários motivos. Para a caça, por motivos religiosos, militares, ou para assustar os inimigos. Alguns guerreiros entraram batalha nus , exceto por uma tanga, mas seus corpos eram semeados com estampas bizarras em tinta vermelha e preta. Decorar a face em vários padrões e formas tem sido uma parte da cultura de muitas sociedades, desde o início dos tempos. A pintura facial é um tema recorrente em culturas tão diversas como os peles-vermelhas da América do Norte, várias tribos da África e América do Sul, e da Oceania. A arte de transformar a nós mesmos com maquiagem e máscaras é um fenômeno universal. Antes de dar vazão a nosso s impulsos artísticos em uma parede da caverna, pin tamos em nossos rostos e corpos. Os índios da Amazônia dizem que, ao poder de mudar a nós mesmos, demonstramos nossa humanidade e nos destacamos do mundo dos animais.

Os padrões desenvolvidos ao longo do tempo têm uma variedade de sidnificados culturais, e do mesmo modo, um forte sentido emocional está ligado a eles. A ampla gama de padrões que um pintor facial pode criar, reforça as emoções e os eventos relacionados a elas. Estes padrões podem ter cores específicas ou formas geométricas aleatórias, aparentemente sem significado. As formas e cores transmitem uma forte ligação com o passado e carregam um significado muito grande para os povos com tradição em pintura facial. As formas e as cores transmitem uma forte ligação e significado entre as pessoas que têm uma tradição de pintura de rosto. Eles são uma conexão com seu passado e carregam um significado cultural muito forte em suas vidas. A m éi -p im ili p Pin F ci l

Sociedades tribais africanas que ainda seguem o costume antigo de pintar o rosto, escolhem as cores conforme a disponibilidade de matéria-prima. Nos tempos antigos, apenas cores primárias e localmente disponíveis eram utilizadas, como o vermelho, azul, amarelo e branco. Às vezes, efeitos especiais eram criados com a aspersão de poeira e utilização de penas de aves. Hoje em dia, algumas tribos utilizam tintas faciais industrializadas, apenas para manter a tradição. A pintura facial é uma arte, talvez a primeira arte, remontando às origens da cultura humana. Ao contrário de dança e música, em que os tipos mais interessantes e exóti cos desaparecem antes de serem entendido s, a pintura capta as emoções e expressões e retém o impacto durante um longo período. A pintura é essencialmente uma combinação de linhas, formas, cores, tons, textura e espaço. Ele tenta transmitir as expressões faladas e não faladas com os traços de um pincel.

O ín i A pintura facial é considerada uma tradição importante entre os nativos americanos. É muito mais do que apenas uma prática de embelezamento. É um ato sagrado de distinção social e uma herança cultural. Em ocasiões especiais rostos dos membros da tribo estão pintados para aumentar a sua belez a e poder. Cada tribo dos índios tem sua maneira própria e original de pintura facial . Para os índios nativos americanos, raízes, frutos e cascas de árvores são mais comumente usados para fazer as tintas para pintura de rosto. Estas matérias-primas naturais são moídas e misturadas para fazer a tintura. Argila de cores diferentes também é usada em pintura facial indígena . Essas cores maravilhosas, juntamente com os dese nhos tradicionais, criam o efeito desejado. O processo envolve uma estrita ordem ritualística, que é mantida duran te a aplicação dessas cores. As cores são aplicados primeiro ao redor do nariz e somente o dedo indicador e o dedo médio são usados para a aplicação. O resto do rosto , ou seja, testa, queixo e área dos olhos são então cuidadosamente cobertos com tinta. Eles, então, fazem o design de sua tribo. Cada tribo tem os seus próprios desenhos para a guerra e cerimônias.

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As cores tinham diferentes dignificados em diferentes culturas. Na cultura indígena, o vermelho é uma cor violentam porque é a cor da guerra. Estranhamente, o preto é considerado a cor da vida. O branco é a cor da paz. Acreditava -se que o verde, quando usado nos olhos, capacitava o usuário a enxergar à noite. Amarelo é a cor mais desfavorável, é a cor da morte, pois é a cor de "ossos velhos". Cada tribo indígena tinha sua maneira própria e orig inal de pintar o rosto. Pin in í n n il

Não se aplicam à chamada arte indígena ± que no caso do índio brasileiro pode -se definir como fazer com maestria, superando os limites do meramente utilitário -, os mesmos conceitos que regem a arte ocidental, como por exemplo o de arte pura, ou arte pela arte, até porque a arte indígena, e nela a pintura facial e corporal, para muito além do conteúdo estético possui finalidade m ágico-simbólica, vinculada que está ao universo mítico cosmológico da comunidade, além de, entre outras funções, servir de ³carteira de identidade´ de quem a exibe, ao revelar dados sobre sua etnia, posição e prestígio social, sexo, idade, filiação a esse ou àquele clã, estado civil, se participa de algum ritual, se se preparou para a guerra etc. É num tal contexto que adquire pleno significado a explicação dada no longínquo Séc. XVIII a um missionário por um índio que, indagado por que se pintava, responde u-lhe que para se diferenciar dos bichos; explicação idêntica à dos Wayana atuais, que pintam seus corpos, dizem, para não se assemelharem aos macacos. Aqui cabe um parêntese: não se deve falar em arte indígena, no singular, porém em artes indígenas, porque estilos, formas e padrões ornamentais variam de povo para povo, do mesmo modo como há povos que sedestacam de maneira especial na cerâmica, outros na

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Na Í dia A pi t ra orporal pi t ra rosto são prati adas a lt ra i diana desde tempos remotos. s omens pintavam seus orpos e rostos para amuflagem uando iam açar. A pintura facial um ritual de aldeias indus em suas festas religiosas, dança e drama. É uma parte muito importante da cultura popular indiana e da arte tri al, ainda oje. As pessoas são muitas vezes vistas com os rostos pintados de diferentes estilos durante os festivais do s templos e eventos religiosos na Índia. A pintura facial também é uma parte intrínseca da dança e das artes dramáticas na vida dos indianos.

Pintura facial indiana A Arte da He a As mul eres na Índia são tradicionalmente pintadas de enna nas mãos e nos pés, interior de seus braços e até as canelas, na maioria das vezes para um casamento ou outra ocasião especial. Às vezes, o peito, pescoço e garganta também é tatuado. tema é um tanto abstrato e, muitas vezes incorpora símbolos religiosos e auspiciosos. A ist ria e a origem da enna são difíceis de traçar, com séculos de migração e interação cultural, é difícil determinar onde as tradições começaram. á uma evidência muito convincente de ue o povo neolítico em atal uyuk, no 7 ° milênio antes de risto, tenha usado henna para ornamentar suas mãos em conexão com a deusa da fertilidade. As primeiras civilizações a ter usado henna incluem os babil nios, assírios, sumérios, semitas, Ugaritics e cananeus. A primeira prova escrita ue menciona henna usada especificamente como adorno de uma noiva ou uma ocasião especial da mulher é na lenda de Baal e Anat, inscrita em uma tabuleta ue dataa de 2100 aC, encontraram no noroeste da Síria. enna também foi bastante usada no sul da China e era associada com os rituais de adoração Deusa, há pelo menos três mil anos . Aboríge es ± Pi tura fa ial e or oral Os aborígines ue habitam a Austrália central herdaram desenhos específicos de pintura facial de seus ancestrais. Esses desenhos são pintados no rosto e corpo com terra ocre misturada com água. São aplicados tanto em listras ou círculos. Mesmo as pinturas modernas da Europa Central e Deserto Ocidental são caracterizadas por estas formas específicas. Parece ue as tribos aborígines desenvolveram uma linguagem inteiramente nova de pintura, utilizando símbolos crípticos para designar coisas diferentes. A pintura corporal, decoração e adorno pessoal tradicionalmente carrega profundo significado espiritual para os povos aborígenes australianos.

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O desenvolvimento da arte chinesa de pintar ros tos está intimamente relacionado ao da arte dramática, embora os primeiros rostos pintados, ou seus precursores, tenham aparecido muito antes do drama chinês tomar forma. Conforme a arte dramática chinesa se desenvolveu, as desvantagens de usar máscaras tornou-se cada vez mais evidente, pois as máscaras privava os atores de suas expressões faciais. m rosto pintados com cores vivas, no entanto, permite que o público veja as expressões claramente. No início apenas três cores acentuadamente contrastantes - vermelho, branco e preto foram usadas em maquiagem facial. As primeiras maquiagens eram simples e rudimentares, mas com o tempo os desenhos se tornaram mais elaborados e ornamentais. Maquiagem na íblia

Quanto à pintura, vemos Deus dizendo a Jerusalém que ela (a cidade), como uma mulher, ainda que pintasse em volta dos olhos, não se faria bela. Veja (Jr. 4:3 ) ³O que você está fazendo, ó cidade devastada? Por que se veste de vermelho e se enfeita com jóias de ouro? Por que você pinta os olhos? Você se embeleza em vão, pois os seus amantes a desprezam e querem tirar -lhe a vida.´ (NVI). Isto foi escrito em 48 a.C. Logo, este costume feminino de se pintar é muito antigo. A rainha Jezabel se pintou para seduzir Jeú, que a matou. Veja: (II Rs. 9:3 ) ³Em seguida Jeú entrou em Jezreel. Ao saber disso, Jezabel pintou os olhos, arrumou o cabelo e ficou olhando de uma janela do palácio.´ (NV). as o pecado de Jezabel era a idolatria e não a pintura. O que a B íblia condena é a futili dade, tanto da mulher como do homem. O egípci Egípcios eram bastante preocupados com sua aparência. Cosméticos, perfumes e outros rituais foram uma parte importante de sua rotina. Eles acreditavam que a abundância de pêlos faciais era sinal de impureza e negligência pessoal. ma exceção a isso foi um homem fino bigode ou cavanhaque. Não havia sabão , mas certamente um óleo ou p omada eram usados para amaciar a pele e pêlos da área a ser depilada. Pinças com extremidades obtusas ou agudas foram utilizados para a remoção de pêlos faciais individuais. Óleos e cremes eram muito importantes contra o sol quente e seco, e os ventos de areia. Os óleos evitavam doenças de pele causados por rachaduras e ressecamento. Os trabalhadores considerav am estes óleos e pomadas uma parte vital de seu salário regular tal que, quando deixaram de recebê -los, queixas foram apresentadas d urante o reinad o de Ramsés III. Os egípcios eram muito afeiçoados a odores fortes. ma grande variedade de óleos e gorduras estavam disponíveis para a perfumaria. O mais popular foi o óleo básico chamado Balanos. E ntre as classes mais baixas era óleo de mamona. Em termos de perfumes, um processo de destilação a vapor era utilizado para extrair aromas de flores, sementes ou frutos. A maquiagem dos olhos foi provavelmente o mais característico dos cosméticos egípcia. As cores mais populares eram verde e preto. O verde fo i originalmente feito de malaquita, um óxido de cobre. No Reino Antigo foi aplicada liberalmente da sobrancelha até a base do

nariz. No Reino édio, a pintura dos olhos verdes continuaram a ser utilizados para as sobrancelhas e os cantos dos olhos, mas pel o Império Novo que tinha sido substituída por preto. A pintura preta do olho, kohl, era geralmente feita de um sulfeto de chumbo ch amado galena. Seu uso continuou até o período copta. Depois, a fuligem passou a ser a base para o pigmento preto. Ambos malaquita e galena er am moídas em uma paleta e misturadas a um aglutinante ou goma. Palitos de madeira, bronze, hematita, obsidiana ou vidro e ram usados para aplicar a maquiagem nos olhos. Vermelho ocre misturado com resina ou goma era utilizado como batom ou para pintar o rosto. isturas de giz e óleo eram possivelmente usadas como cremes de limpeza. Henna era utilizada como tintura de cabelo e ainda é usada até hoje. No Egito Antigo, o formato e o contorno dos olhos e das sobrancelhas eram reforçados e alongados com uma tinta preta especial (khol), um recurso muito usado pela legendária Cleópatra. As pálpebras ganhavam cores fortes com tintas e pós extraídos de diversas plantas. Os gregos acreditavam que o belo poderia ser calculado por proporções matemáticas do corpo. Para cuidar da beleza dos nobres, uma tropa de escravos era encarregada de pentear e maquiar seus amos. Perucas e apliques também e ram bastante populares. Eram bem elaborados e geralmente feitos de cabelo humano. Outras ferramentas utiliza das no ritual de beleza que foram encontrados incluíam pequenos pentes de dentes finos, alfinetes de cabelo, e um modelador de cabelo s. Cleópatra Embora Cleópatra f osse rainha do Egito , não corria nas suas veias uma só gota de sangue egípcio. Ela era grega da acedônia; sua capital egípcia, Alexandria, era uma cidade grega, e o idioma da sua corte era o grego. Sua dinastia fora fundada por Ptolomeu, general macedônio de Alexandre, o Grande, que depois da morte deste se fizera rei do Egito. Quanto à sua devassidão, não há o menor indício de ligações amorosas de Cleópatra, a não ser com Júlio César e, três anos depois da morte de César, com arco Antônio. E estas não foram ligações ao acaso e sim uniões públicas, aprovadas pelos sacerdotes de então e reconhecidas no Egito como casamentos. É absurda a versão de que ela era uma mulher sensual, que usou de todos os ardis para seduzir esses homens. as a lenda persiste há mais de anos, principalmente porque poetas e dramaturgos, inclusive Shakespeare, tê m dado maior ênfase aos encantos físicos e às paixões do que à inteligência e à coragem dessa rainha. Seus feitos, porém, revelam que ela foi uma mulher brilhante, engenhosa, que passou a vida lutando para impedir que seu país fosse aniquilado pelos romano s. É verdade que a inteligente rainha utilizou -se dos recursos de beleza disponíveis no Egito para melhorar ainda mais sua aparência, integrar -se ao seu território e causar impressão a seus convidados, aliados e inimigos. Além disso, a maquiagem pesada usa da por Cleópatra pode ter tido uma finalidade medicinal, e não apenas estética, de acordo com um estudo do Centro Nacional para Pesquisa Científica da França. Os pesquisadores analisaram amostras de cosméticos encontrados em tumbas egípcias e seguiram receitas antigas contidas em relatos de autores greco -romanos e descobriram que eram usados sais que levavam à produção de óxido nítrico - uma substância que estimula o sistema imunológico para combater infecções oculares. O chefe da equipe de pesquisa, Phili ppe Walter, disse: "Nós sabíamos que os antigos gregos e romanos também tinham percebido que a maquiagem tinha propriedades medicinais, mas queríamos determinar exatamente como funcionava." Em artigo na revista Analytical Chemistry, os cientistas escrever am: "Ao estimular defesas imunológicas não-específicas, pode-se argumentar que estes compostos eram manufaturados deliberadamente e usados em fórmulas egípcias antigas para prevenir e tratar de males dos olhos, promovendo a ação das células imunológicas."

Ja ão o apão, do século IX ao XII, período de eian, a valorização da pele branca era regra geral. Para obter a aparência extremamente clara , as mulheres aplicavam um pó espesso e argiloso feito de farinha de arroz, chamado oshiroi. Depois passaram ta mbém a usar o beni, pasta feita do extrato de açafrão, para colorir as maçãs do rosto. Kabuki eatro Kabuki teve início durante o período Edo, e é parte da antiga cultura japonesa. As peças Kabuki geralmente descreve conflitos morais e relacionamentos amorosos. Kabuki é uma encenação altamente estilizada da dança clássica japonesa. O t eatro Kabuki é conhecido pela elaborada maquiagem usada por alguns dos seus executantes. Gregos e Roma os As mulheres gregas e romanas associavam a beleza saúde. Por isso, era costume enfeitar-se para parecer jovem e saudável. anto as gregas como as romanas tulizavam métodos de tratamento da pele e dos cabelos, entre eles os banhos de óleos, as máscaras faciais e os banhos frequentes. As romanas eram mais preocupadas com a beleza facial e se adornavam com jóias e maquiagem. aziam complicados penteados ou usavam perucas, e tingiam os lábios com extratos de ervas para deixá-los mais vermelhos. Era comum o uso de pós para branquear a pele e de perfumes feitos de plantas. oram encontrados espelhos de metal, potes de pós coloridos, frascos de perfumes e pentes de tartaruga entre as ruínas de casas de famílias romanas abastadas. As gregas mantêm até hoje a tradição de cuidar de seus cabelos com óleos vegetais naturais. Por isso, eram famosas por seus longos e brilhantes cabelos. Elas costumavam usar pós escuros, como carvão ou terracota, para realçar as sobrancelhas e com isso destacar o olhar. Muitas pessoas acreditam que o chamado cold cream" ou creme para o rosto é uma criação recente, mas estão enganadas. A criação do creme é atribuída ao famoso médico grego aleno, por volta de 150 aC. Sua fórmula incluía três partes de óleo, uma parte de cera branca e botões de rosa: tudo misturado com a quantia necessária de água para dar lhe uma consistência cremosa mistura. aleno, segundo os estudiosos, recomendava também o uso da lanolina, que era extraída da lã das ovelhas, e que ainda é muito usada como um suavizante hoje em dia na indústria cosmética. Mais tarde o óleo de amêndoas substituiu o azeite e a incorporação de bórax contribuiu para a formação da emulsão, minimizando o tempo de processo. Estava aí a primeira base para sustentar os pigmentos de dióxido de tit nio e facilitar a aplicação na face; nascia a base cremosa facial. Mas nem só de aprovação caminhou a história dos cosméticos coloridos. a oma antiga a indignação masculina frente aos artifícios femininos de usar produtos para maquilagem está registrada em obras imortais, como escreveu Ovídio. ... Seu artifício deve permanecer insuspeito. Como não sentir repugnância diante da

pintura espessa em sua face se dissolvendo e escorrendo até seus seios? Por que tenho de saber o que torna sua pele tão alva?... . utros ovos da Antiguidade á indícios de que as mulheres da Babil nia usavam instrumentos para frisar os cabelos, pintavam o rosto e utilizavam perfumes. As mulheres persas, cuja beleza foi bastante aclamada por poetas da antiguidade, tinham entre seus segredos o uso de oleos essenciais de plantas para amaciar a pele e os cabelos. As mulheres fenícias pintavam o rosto com argila, o que não somente embelezava o rosto mas também protegia do sol forte. A humanidade sempre fez uso de técnicas de alteração temporária da aparência, como a maquiagem e os tratamentos capilares. Alguns métodos e materiais ainda são utilizados até os dias de hoje, como o mel, o azeite de oliva, o álcool, extratos de flores e ervas, e os minerais utilizados para f azer maquiagem rochas, óxidos de metais, carbono, etc. . As mulheres européias, notadamente as descendentes dos celtas, também utilizavam algumas pinturas faciais; no entanto essas pinturas eram mais utilizadas pelos homens, durante guerras e invasões, como forma de intimidação. ambém os druidas ou magos celtas usavam a pintura facial com motivos esotéricos, durante cerimônias religiosas. Os homens de eanderthal também cultivavam formas primitivas de pintura facial, utilizando pós minerais diluídos em água para embelezar o rosto. A preocupação com a beleza é tão antiga quanto a história da humanidade. A busca pelo equilíbrio e pelo belo faz parte da essência humana. Obviamente o conceito de beleza muda de cultura para cultura e de tempos em tempos. Mas as provas de que a aparência sempre foi usada como um instrumento de dominação e também como um poderoso meio de comunicação com o mundano e com o sagrado são claras e inequívocas através dos séculos. Idade m dia Euro a Como a cultura européia ainda estava em desenvolvimento, há poucos registros de outros usos da maquiagem facial antes da dominação católica. o auge do poder da Igreja Católica, a mulher era reprimida em todas as suas formas de expressão e sua beleza era um dos grandes perigos a ser controlado. Para não parecerem nem um pouco sedutoras, os rostos deveriam ser pálidos e o mais inexpressivo possível. Diziam que assim a mulher manteria sua doçura e pureza. Os líderes religiosos expressavam sua indignação contra o uso de artifícios coloridos. o relato de São erônimo fica evidente a reprovação do ato de maquilar-se, visto como força do mal e da impureza. ... O que faz essa coisa púrpura e branca no rosto de uma mulher cristã, atiçadores da juventude, fomentadores da luxúria, e símbolos de uma alma impura?... . Apesar da postura radical da igreja e dos costumes rígidos, com os desenvolvimentos científicos o ato de pintar os lábios tornou-se moda desde o século XVII, quando as pomadas coloridas tornaram-se mais acessíveis e seguras. Com o afrouxamento das leis católicas, muitas mulheres passaram a utilizar maquiagem como símbolo de status. o final do século XVIII, o Parlamento inglês recebeu a proposta de uma lei que tentava impor sobre as mulheres a mesma penalidade por adorno que era imposta por bruxaria.

Renas ença Conta lenda que Psyché foi buscar no inferno o segredo da pele branca da deusa Vênus, trazendo a cerusa, ou alvaiade, para compor suas fórmulas mágicas. Até a enascença italiana esse mesmo alvaiade era usado durante o dia pelas lindas mulheres nobres, que noite cobriam suas faces com emplastros de vitelo cru molhado no leite a fim de minimizar os efeitos nocivos causados pelo alvaiade. Ainda no século XVI a preocupação com higiene pessoal foi deixada de lado, o que ironicamente contribuiu para o crescimento do uso da maq uilagem e dos perfumes. Uma vez que nem sempre a higiene corporal era adequada, os perfumes e produtos coloridos eram usados numa tentativa de disfarç ar odores. Século XIX O primeiro estilista surgiu no século XIX, quando um verdadeiro artista traz uma n ova fonte de prestígio moda; Charles rederick orth abriu sua loja em Paris em 1 5 , para vender modelos de casacos e sedas de primeira classe. A imperatriz Eugénie, esposa de apoleão III era sua mais famosa cliente. Em 1 5 é fundada a Chambre Syndicale de la Couture Parisienne, regulamentando a arte da alta costura. Paul Poiret, Madeleine Vionnet, Coco Chanel, Christian Dior, Cristóbal Balenciaga, ubert ivenchy são alguns dos nomes que mudaram a história da moda no mundo, causando a necessidade de uma mudança de patamar na indústria de produtos para maquiagem. Durante os 100 anos seguintes Paris firmou-se como autoridade em moda, trazendo para o mundo da maquiagem um novo alento. 1900 Depois de muitas idas e vindas nos padrões de beleza, chega finalmente o século 20 e com ele um ideal de refinamento e jovialidade, sem exageros. A pele deveria ser pálida, lisa, sem marcas, nem rugas ou rubor. O pó-de-arroz era o cosmético mais usado. E o rouge, considerado vulgar. Mulheres de vanguarda como Elizabeth Arden e elena ubinstein inauguraram cada uma, seu salão de beleza. Inspiradas por atrizes como Sarah Bernhardt e Isadora Duncan, as mulheres passam a usar cabelos mais curtos. 1920 É a década do jazz, do charleston e « da emancipação das mulheres. A liberdade consistia em parecer um pouco com o homem, daí os cabelos a la garçon´, com corte reto e franja. udo é novo. Contra as formas arredondadas, sinônimos do feminino e da maternidade, as novas mulheres deveriam ser muito magras! O símbolo de beleza é Coco Chanel. a maquiagem, surge o prático batom em bastão. Em 1 25, Chanel e ean Patou lançam a moda da pele bronzeada . 1930 A chegada do facismo e a crise econômica de 1 2 dissipam os ventos de liberdade que sopraram nos anos 20. as atrizes do cinema passam a ditar a moda. Mulheres fatais e altamente sedutoras, como reta arbo e Marlene Dietrich, tornaram -se referências de beleza sobrancelhas depiladas, tingidas ou redesenhadas a lápis. A pele era pálida.

1940 A beleza forte da femme fatale´ e alegre da pin -up´ tentam compensar a tristeza do guerra. A maquiagem ficou carregada, com muito batom vermelho, lábios cheios e delineados e sobrancelhas bem desenhadas. 1950 Elegância acima de tudo. Depois da guerra, retornam os valores mais conservadores. A arte de ser bela e de ter a pele perfeita simbolizava o sucesso. Os olhos foram evidenciados por sombras e delineadores. O contorno dos lábios, bem desenhados. Mulheres voluptuosas, como Brigitte Bardot e Ava ardner, tiveram seus dias de glória. 1960 A pílula foi inventada, a minissaia revolucionou a moda e o homem chegou a lua. A magérrima modelo wiggy fazia sucesso. Os olhos estavam em alta com sombras metalizadas e multicoloridas, delineadores e cílios postiços. A pele e os lábios eram claros. 1970 Na era do amor livre, do movimento hippie, tudo era permitido. Overdoses invadiram a moda, com o salto plataforma, a calça boca-de-sino. No rosto, maçãs com muito blush e sombras verde, rosa e azul. O visual era psicodélico, nem um pouco discreto. arrah awcett foi um dos ícones da década. 1980 Com a emancipação, as mulheres passavam do sóbrio mundo do trabalho, com o mínimo de maquiagem, para, em outras situações, o auge da sensualidade, superproduzidas, com cabelos armados, unhas longas, sapatos de salto e muitas jóias e bijuterias. Na era do over´ havia muito rímel e blush bem marcado. Os batons de cores fortes levavam uma camada extra de brilho por cima. E as so mbras tinham tons pouco discretos. 1990 E vem a reação. O fim do século é marcado pelo minimalismo. Depois da explosão da cor, a moda voltou-se para um visual mais limpo e natural. A maquiagem apenas realçava alguns pontos, as cores eram neutras, sem brilho. ecnologia e técnica ensinaram as mulheres a valorizar sua própria beleza. H JE E AMANHÃ A busca agora é por uma beleza completa que combine estética, estilo e atitude. Vivemos um período de liberdade de estilos. O desafio é fugir dos estereótipos e encontrar novas referencias que reflitam a imagem que cada mulher faz de si. É a valorização do autoconhecimento e, ao mesmo tempo, da convivência harmônica com todas as culturas do mundo. Valores como feminilidade, romantismo e independência trazem de volta o luxo com sutileza. O corpo é valorizado, mas agora cada um pode criar seu próprio padrão. A maquiagem esta totalmente incorpo rada ao cotidiano das mulheres. Estamos cada vez mais a vontade com esta ferramenta divertida para nos deixar ainda mais femininas e sensuais. Agora, é a sua vez de desfrutar o lado lúdico da maquiagem e, ao mesmo tempo, reforçar sua confiança e auto-estima descobrindo as belas imagens que você pode criar em cada momento de sua vida.

Curi

i ades históricas

- O costume de pintar as unhas nasceu na China, no século III a.C. As cores do esmalte indicavam a classe social do indivíduo. Os primeiros eram feitos de goma arábica, clara de ovo, gelatina e cera de abelha. Os reis pintavam as unhas com as cores preta e vermelha, depois substituídas pelo dourado e pelo prateado. No Egito antigo, a tradição se repetiu. a.C. na antiga Grécia, eram perigosos porque - Os pós faciais, que surgiram em 4. tinham uma grande quantidade de chumbo em sua composição e chegaram a causar várias mortes prematuras. O rouge era um pouco mais seguro. Embora fosse feito com amoras e algas marinhas, substâncias naturais, sua cor era extraída do cinabre (sulfeto de mercúrio), um mineral vermelho. O mesmo rouge era usado nos lábios, como batom, onde era mais facilmente ingerido e também causava envenenamento. - No Egito antigo, a maquiagem não era utilizada somente pelas mulheres, mas também pelos homens. Era comum os homens pintarem os olhos, usarem batom e untarem a pele com óleos aromáticos. - O corante cochonilha, usado em batons e como corante alimentício, foi inventado pelos Asctecas e usado durante séculos como item de maquiagem. Ele é feito de besouros cochonilha moídos. Não é tóxico nem carcinogênico, o que torna seu uso seguro. Porém o custo de produção é alto, de modo que hoje em dia muitas empresas utilizam substitutos sintéticos. - Na Renascença, era costume dos nobre s franceses utilizar tinta azul para desenhar veias sobre suas peles brancas, de modo a ressaltar sua origem nobre e seu ³sangue azul´. o francês Bourjois foi o primeiro a fabricar pó facial seco, apresentado numa - Em 9 caixinha redonda com dezenas de cores. O blush tornou -se compacto também. - Antes de se tornar mundialmente famosa , arilyn onroe passou por tempos de vacas magras. Pintava os olhos com carvão e, para colorir os lábios, utilizava uma mi stura de batom e cera. - Até poucos anos atrás, escamas de peixe moídas eram adicionadas a produtos cosméticos para dar brilho e melhorar a adesão. Hoje em dia as escamas foram substituídas pelo glitter cosmético e pela madrepérola, que também é de origem animal e é feita de cascas de ostras.

Alguns produtos de beleza e suas origens . Três dos principais produtos de beleza já existiam na Antiguidade: Sombra - A mais antiga das maquiagens era usada pelos egípcios milênios antes de Cristo, conhecida como kohl. Fragmentos desse pó escuro - uma mistura do mineral malaquita com carvão e cinzas -, que servia para realçar os olhos, foram encontrados em vasos nas tumbas de enes, faraó da primeira dinastia egípc ia, de cerca de 3 a.C. Rouge - Pode ter sido na Grécia Antiga que surgiu o primeiro antepassado do rouge. Segundo relatos do dramaturgo Aristófanes, na Atenas do século V a.C. as mulheres já utilizavam matérias-primas como gordura e tinta vermelha para produzir esse tipo de efeito corado nas faces. A tintura era obtida de raízes vegetais Batom - Também na Roma Antiga, as mulheres misturavam ingredientes como papa de cevada, chifre de veado moído, mel e salitre para produzir pastas à base de gordura que eram aplicadas nos lábios, como um batom primitivo. as, nessa época, isso servia mais para proteger os lábios do ressecamento do que para embelezá -los Cores naturais Vermelho - Na antiguidade, maquiagens com esse tom continham óxido de ferro, tirado de rochas moídas. Preto - A cor vinha de compostos contendo elementos básicos, como carvão, cinzas e fuligem. Verde - Era obtido a partir de um minério de cobre chamado malaquita, que tem coloração esverdeada. Amarelo e ocre - A principal matéria -prima usada para produzir esses tons era a argila.

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