COLÉGIO AGRÍCOLA ESTADUAL DE TOLEDO - CAET

CULTURA DA SOJA (Glycine max)

Prof. DAIANE CORRÊA

TOLEDO 2010

CULTIVO DA SOJA (Glycine max) Origem da Soja A evolução da soja começou com o aparecimento de plantas oriundas de cruzamentos naturais entre duas espécies de soja selvagem que foram domesticadas e melhoradas por cientistas da antiga China. Sua importância na dieta alimentar da antiga civilização chinesa era tal, que a soja, juntamente com o trigo, arroz, centeio e milheto, era considerada um grão sagrado, com direito a cerimoniais ritualísticos na época do plantio e da colheita. Em 1940, no auge do seu cultivo como forrageira, foram plantados nos Estados Unidos cerca de dois milhões de hectares com tal propósito. A partir de 1941, a área cultivada para grãos superou a cultivada para forragem, cujo plantio declinou rapidamente, até desaparecer em meados dos anos 60, enquanto a área cultivada para a produção de grãos crescia de forma exponencial, não apenas nos EUA, como também no mundo todo. A soja no Brasil No Brasil, o grão chegou primeiramente provindo dos Estados Unidos, em 1882. Os primeiros imigrantes japoneses também introduziram novos grãos na agricultura brasileira, em 1908, mas foi introduzida oficialmente no Rio Grande do Sul em 1914. Porém, a expansão da soja no Brasil aconteceu nos anos 70, com o interesse crescente da indústria de óleo e a demanda do mercado internacional. Evolução da Soja no Brasil

Causas da expansão Muitos fatores contribuíram para que a soja se estabelecesse como importante cultura, primeiro no sul do Brasil (anos 60 e 70) e, posteriormente, nos Cerrados do Brasil central (anos 80 e 90). Alguns desses fatores são comuns a ambas as regiões, outros não. Dentre aqueles que contribuíram para seu rápido estabelecimento na Região Sul, podemos destacar: A semelhança do ecossistema do sul do Brasil com aquele predominante no sul dos Estados Unidos, favorecendo o êxito na transferência e adoção de variedades e outras tecnologias de produção; O estabelecimento da “Operação Tatu” no RS em meados dos anos 60, cujo programa promoveu a calagem e a correção da fertilidade dos solos, favorecendo o cultivo da soja naquele Estado; Os incentivos fiscais disponibilizados aos produtores de trigo nos anos 50, 60 e 70 beneficiaram igualmente a cultura da soja, que utilizava, no verão, a mesma área, mão de obra e maquinário do trigo plantado no inverno; O mercado internacional em alta, principalmente em meados dos anos 70, em resposta à frustração da safra de grãos na Rússia e China, assim como da pesca da anchova no Peru, cuja farinha de peixe era amplamente utilizada na fabricação de rações, quando os fabricantes passaram a utilizar o farelo de soja; O desenvolvimento de um bem sucedido pacote tecnológico para a produção de soja na região; A topografia altamente favorável à mecanização, favorecendo o uso de máquinas e equipamentos de grande porte, o que propicia economia de mão de obra e maior rendimento nas operações de preparo do solo, tratos culturais e colheita; As boas condições físicas dos solos da região, facilitando as operações do maquinário agrícola e compensando, parcialmente, as desfavoráveis características químicas desses solos;

Merril Importância Econômica O grão da soja dá origem a produtos e subprodutos utilizados atualmente pela agroindústria de alimentos e indústria química. O número corresponde a 22% dos resultados das exportações agrícolas e 8% do total gerado pelas exportações brasileiras. A proteína de soja dá origem a produtos comestíveis como ingredientes de padaria.47 bilhões. bebidas. adubos. Destino: 90% destinam-se ao esmagamento. Soja em números (safra 2008/2009) Soja no mundo – Produção: 510. e destes. 79% converte-se em ração animal.5 milhões de toneladas – Área plantada: 30.6 milhões de toneladas – Área plantada: 96. fabricação de fibra.2 milhões de hectares – Produtividade: 2.Classificação Botânica da Soja Reino: Plantae Classe: Magnoliopsida Família: Fabaceae Gênero: Glycine Espécie: Glycine max L. revestimento. alimentação animal. alimentação para bebês. Em 2007. papel emulsão de água para tintas. mais de 75% da soja cultivada no Brasil foram vendidos para o exterior. o que representou 24% do comércio mundial da oleoginosa e rendeu US$ 9. produtos de carne. massas.666 Kg/ha Soja no Brasil (segundo maior produtor mundial do grão) . confecções e alimentos dietéticos. formulador de espumas. O óleo de Soja representa 30% de todo óleo vegetal produzido no mundo.3 milhões de hectares Soja nos EUA (maior produtor mundial do grão) – Produção: 87. cereais. É utilizado também pela indústria de adesivos e nutrientes. misturas preparadas.

• Poluição e efeitos dos defensivos agrícolas na saúde humana e ao meio ambiente.VC – Cotilédone . • Exploração excessiva de recursos hídricos. Ecofisiologia da Soja Os estádios fenológicos da Soja são descritos segundo a Escala de Fehr & Caviness.– Produção: 57. • Transformação do hábitat e perda de biodiversidade.963 milhões – Área plantada: 5.337 kg/ha – Fonte: CONAB Impactos negativos do cultivo da Soja Desmatamento de áreas de preservação (migração rural).VE – Emergência .1 milhões de toneladas – Área plantada: 21. violação dos direitos de uso e direitos das comunidades indígenas).8 milhões de hectares – Produtividade: 3.629 Kg/ha MT (maior produtor brasileiro de soja) – Produção: 17.510 milhões de toneladas – Área plantada: 4. Tem um padrão de descrição precisa.082 Kg/ha PR (segundo produtor brasileiro de soja) – Produção: 9.7 milhões de hectares – Produtividade: 2. • Degradação e erosão do solo. O ciclo da cultura da Soja é composto pelas fases: • Vegetativa .1 milhões de ha – Produtividade: 2. • Conflitos pela terra (aquisição ilegal.V1 – primeiro nó a Vn – Enézimo nó . • Solo: perda de 25 toneladas de solo por hectare ao ano no cerrado. • Perda dos meios de subsistência dos pequenos agricultores. objetiva e única.

→ Uso de N da adubação e do N produzido pelas bactérias. → Cotilédones desaparecem.• Reprodutiva . Quarta folha trifoliada compl. → Consumo de água aproximadamente em torno de 3 mm dia. desenvolvida. → Folhas são opostas. Cotilédones completamente abertos. → Estabelecimento dos nódulos. desenvolvida. VC → Par de folhas unifolioladas completamente desenvolvidas. desenvolvida. V1 → Primeiro trifólio aberto (folíolos não se tocam). Ante-enésima folha trifoliada compl. desenvolvida. desenvolvida.R1 – Início do florescimento a R8 – Maturação plena FASES VEGETATIVAS Estádio VE VC V1 V2 V3 V4 V5 V6 Vn Observações: VE → 5 a 14 dias após a semeadura. Denominação Emergência Cotilédone Primeiro nó Segundo nó Terceiro nó Quarto nó Quinto nó Sexto nó Enésimo nó Descrição Cotilédones acima da superfície do solo. Quinta folha trifoliada compl. . desenvolvida. V3 → Terceiro trifólio aberto (folíolos não se tocam). V2 → Segundo trifólio aberto (folíolos não se tocam). → Momento para checar nodulação. Segunda folha trifoliada compl. Folhas unifoliadas completamente desenvolvidas. → Intenso crescimento radicular. Terceira folha trifoliada compl. Primeira folha trifoliada compl. → Cotilédones acima da superfície do solo.

Descrição Início do florescimento Uma flor aberta em qualquer nó do caule na Observações: . Florescimento completo Uma flor aberta num dos 2 últimos nós do caule com folha completamente desenvolvida. R4 Vagens cheias Vagens com 2 cm de comprimento num dos 4 últimos nós do caule com folha completamente desenvolvida R5 Primeiras sementes Grão com 3 mm de comprimento em vagem num dos 4 últimos nós do caule. → Inicio da formação dos ramos laterais. R6 Sementes cheias Vagem contendo grãos verdes preenchendo as cavidades da vagem num dos 4 últimos nós do caule com folha completamente desenvolvida.V5 → Capacidade de recuparação de danos. R7 R8 Início da maturidade Maturidade fisiológica Uma vagem normal no caule com coloração de madura. FASES REPRODUTIVAS Estádio R1 R2 R3 Denominação haste principal. → Aumenta o consumo de água 5 mm dia. V6 → Ramificações visíveis. Primeiras vagens Vagens com 5 mm de comprimento num dos 4 últimos nós do caule com folha completamente desenvolvida. com folha completamente desenvolvida. → 50% de perda de área foliar: perda de 3% na produtividade. → Novo estádio a cada 3 dias. → Menor adensamento na entre linhas. 95% das vagens com coloração de maduras.

R8.1: Início a 50% de desfolha R8.R1 → 50% das plantas com pelo menos uma flor em qualquer nó.5 cm. R5..5: . R5 → → → → → → Máxima demanda por água e nutrientes.2: 51 a 75% de amarelecimento de folhas e vagens → R7... → Início do período crítico para definição da produtividade. Cor das vagens de soja nos estádios: .R8 (marrom) .. R5. R4 → Hábito de crescimento indeterminado em flores e vagens. → Controle de pragas mais intenso.2: . → Vagens do terço superior com 2 a 4 cm..2: Mais de 51% de desfolha a pré-colheita 95% das vagens apresentam a cor típica da maturidade fisiológica Possibilidade de colheita: 7 a 10 dias. → Abortamento natural de flores: 60-75%.1: grãos perceptíveis ao tato a 10% de gradação.11 a 25% R5.26 a 50% R5.4: ..R6 (verde) . R2 → Consumo de água em torno de 7 mm dia. → Vagens com 2. R3 → Final do florescimento. → Vagens com 2 cm de comprimento num dos 4 últimos nós do caule com folha completamente desenvolvida. Uma vagem em qualquer parte da planta com a cor típica da maturidade fisiológica.51 a 75% R5.. → Maioria dos racemos com flor aberta.75 a 99% R7 → Início da maturação.1: 50% de amarelecimento de folhas e vagens → R7.3: ..3: Maior que 76% de amarelecimento de folhas e vagens R8 → → → → → → Ponto de maturação fisiológica Início da desfolha.R7 (amarela) . → R7.

– Época de semeadura – População – Aplicação de Herbicidas – Aplicação de Fertilizantes – Aplicação de Fungicidas – Colheita ESTÁDIOS FENOLÓGICOS .Porque conhecer como a planta cresce? O conhecimento da fenologia possibilita otimizar os recursos naturais e insumos norteando as ações de manejo no intuito de obter altas produtividades.

Região Centro-Oeste . Cultivares de ciclo tardio: 01/10 a 31/12. é no mês de novembro que se obtém as maiores produtividades e altura de planta adequada. Ciclo precoce e semi-precoce: 21/10 a 10/12. Entretanto. .De modo geral. Ciclo médio: 11/10 a 20/12. o período preferencial para a semeadura de soja vai de 20 de outubro e 10 de dezembro.CICLOS VEGETATIVOS Implantação da cultura da Soja Época de semeadura No estado do Paraná. a época de semeadura indicada. estende – se de 15 de outubro a 15 de dezembro. Ciclo semi-tardio: 11/10 a 20/12. para a maioria das cultivares.

sujeitos a assoreamento.000 plantas/ha ou 30/m2. Espaçamento entre linhas O espaçamento entre linhas na cultura da soja varia com o ciclo vegetativo do cultivar. Variação de 20 % ( + ou -) não afeta rendimento desde que bem distribuídas. Semeadura tardia: + 20 %. Condições p/ acamamento: . ou onde ocorre compactação superficial do solo. A emergência de aproximadamente 25 plantas por metro linear é desejável. Para os demais cultivares é recomendado o espaçamento de 60cm que pode ser reduzido para 50cm se houver atraso do plantio.20 %. Espaçamento entre linhas. População: 300. .80%).Profundidade de semeadura As sementes de soja devem ser semeadas a uma profundidade de 3 a 5 cm. Semeaduras em profundidades maiores dificultam a emergência. Os cultivares precoces são semeados no espaçamento de 36 a 45cm.0 cm. Profundidade: 3. Densidade de semeadura A densidade de semeadura é da ordem de 30 sementes por metro linear (poder germinativo das sementes . densidade e profundidade: Espaçamento: 36 a 60 cm.0 a 5. principalmente em solos arenosos.

para obtenção do máximo rendimento. porque prejudica a germinação e a emergência. redução do rendimento de grãos. O crescimento vegetativo da soja é pequeno ou nulo a temperaturas menores ou iguais a 10°C. atuando em. porém tem um custo elevado. principalmente. Exigências térmicas A soja melhor se adapta a temperaturas do ar entre 20°C e 30°C. a semeadura da soja não deve ser realizada quando a temperatura do solo estiver abaixo de 20°C. todos os processos fisiológicos e bioquímicos. A necessidade de água na cultura da soja vai aumentando com o desenvolvimento da planta. A disponibilidade de água é importante. tanto o excesso quanto o déficit de água são prejudiciais à obtenção de uma boa uniformidade das plantas. queda prematura de folhas e de flores e abortamento de vagens. a temperatura ideal para seu crescimento e desenvolvimento está em torno de 30°C. Durante o primeiro período.Exigências hídricas A água constitui aproximadamente 90% do peso da planta. Déficits hídricos causam: enrolamento de folhas. A necessidade total de água na cultura da soja.emergência Floração . atingindo o máximo durante a floração-enchimento de grãos (7 a 8 mm/dia). no mínimo. . provocam distúrbios na floração e diminuem a capacidade de retenção de vagens.enchimento de grãos. A faixa de temperatura do solo adequada para semeadura varia de 20°C a 30°C. dependendo das condições climáticas. Temperaturas acima de 40°C têm efeito adverso na taxa de crescimento. Sempre que possível. A semente de soja necessita absorver. Esses problemas se acentuam com a ocorrência de déficits hídricos. praticamente. do manejo da cultura e da duração do ciclo. A irrigação é uma medida eficaz. varia entre 450 a 800 mm/ciclo. em dois períodos de desenvolvimento da soja: Germinação . 50% de seu peso em água para assegurar boa germinação. sendo 25°C a temperatura ideal para uma emergência rápida e uniforme. decrescendo após esse período.

– o compactador de sulco. aumentando a atividade microbiana. A maturação pode ser acelerada pela ocorrência de altas temperaturas. . Temperaturas baixas na fase da colheita. aumentando a disponibilidade de água para as plantas. a atividade biológica do solo e a manutenção da matéria orgânica. Preparação do solo e semeadura O plantio direto é uma técnica de cultivo conservacionista na qual procura-se manter o solo sempre coberto por plantas em desenvolvimento e por resíduos vegetais. associadas a período chuvoso ou de alta umidade.Mantém a estrutura do solo. que permite maior reciclagem de nutrientes.É comum o uso de herbicidas para o controle de plantas daninhas. – o controlador de profundidade. Cuidados na semeadura Considerar os mecanismos da semeadora: – o dosador de semente. .Eliminação/redução das operações de preparo do solo. principalmente. com largura e profundidade suficientes para a adequada cobertura e contato das sementes com a terra. em decorrência de temperaturas mais altas. . Essa cobertura tem por finalidade protegê-lo do impacto das gotas de chuva. . com a sua decomposição. . podendo acarretar diminuição na altura de planta. A floração precoce ocorre. do escorrimento superficial e das erosões hídrica e eólica.Formação e manutenção de cobertura morta. Plantio Direto A semente é colocada em sulcos ou covas. incorpora matéria orgânica ao solo. podem atrasar a colheita e prejudicar a qualidade dos grãos. . evitando compactação sub-superficial.Reduz as perdas de água por evaporação.A floração da soja somente é induzida quando ocorrem temperaturas acima de 13°C.

Calagem e adubação Os nutrientes têm sua disponibilidade determinada por vários fatores. da uniformidade da superfície do terreno. não garantido uniformidade na profundidade entre os sulcos. mantendo sempre a mesma profundidade de semeadura.Produtos químicos como fungicidas e herbicidas. eliminando as bolsas de ar do leito. Compatibilidade dos produtos químicos . O sistema com roda fixa. em casos de chuvas pesadas posteriores à semeadura. entre eles o valor do pH (medida da concentração/atividade de íons hidrogênio na solução do solo). ausência de danos às sementes durante o processo de dosagem e são mais caros. Posição semente/adubo . permitindo um melhor contato do solo com as sementes. dependendo. não copia os obstáculos no terreno. Ao contrário.O sistema em “V” aperta o solo contra a semente nas laterais dos sulcos. com o tipo de roda única traseira. nas doses recomendadas. em doses excessivas. . Porém.O adubo deve ser distribuído ao lado e abaixo da semente.O sistema com roda flutuante acompanha melhor o relevo do solo. O contato direto prejudica a absorção da água pela semente. sem compactar a superfície sobre o sulco. principalmente em caso de dose alta de cloreto de potássio no sulco (acima de 80 kg de KCl ha-1). não afetam a germinação da semente de soja. prejudicam tanto a germinação quanto o desenvolvimento inicial das plântulas. além de provocar crosta superficial na linha de semeadura. normalmente.Tipo de dosador . não proporciona um bom contato solo-semente. com dosagem das sementes uma a uma. destacam-se os de disco alveolado horizontal e os pneumáticos.A velocidade ideal de deslocamento está entre 4 km h-1 e 6 km h-1.Entre os tipos existentes. principalmente. Compactador de sulco . Os pneumáticos apresentam maior precisão. Velocidade de operação da semeadora . podendo até matar a plântula em crescimento. Limitador de profundidade .

Estima-se que para produzir 1000 kg de grãos são necessários 80 kg de N. indicar a saturação por alumínio maior que 20% e/ou quando o nível de cálcio for inferior a 0. no mínimo. dependendo do poder tampão do solo. na profundidade de 20 a 40 cm. O efeito residual destas dosagens é de cinco anos.. Gessagem O gesso deve ser utilizado em áreas onde a análise de solo.5 cmolc dm-3. Nitrogênio O nitrogênio (N) é o nutriente requerido em maior quantidade pela cultura da soja. argilosa (40% a 60% de argila) e muito argilosa (>60% de argila). respectivamente (Sousa et al. 2200 e 3200 kg de gesso ha-1 para solos de textura arenosa (<20% de argila). O efeito residual da calagem é de 3 a 5 anos. do sistema de produção adotado e da quantidade de calcário aplicada. média (20% a 40% de argila). as . Basicamente. 1996). A dose máxima de gesso agrícola (15% de S) é de 700. 1200.A avaliação da necessidade de calagem é realizada a partir da interpretação dos resultados da análise do solo da camada de 0 a 20 cm de profundidade.

É a principal fonte de N para a cultura da soja. quando em contato com as raízes da soja. Para inoculantes acompanhados ou possuidores de protetores específicos. . . que garantam a viabilidade da bactéria na semente.Fazer a semeadura logo após a inoculação. no mínimo. elas poderão ser utilizadas.Deve-se fazer a inoculação à sombra e manter a semente inoculada protegida do sol e do calor excessivo. seguir a orientação do fabricante. especialmente se a semente for tratada com fungicidas e micronutrientes. do depósito da semente na semeadora. infectam as raízes. . Fixação biológica do nitrogênio (FBN) . 1. .Para melhor aderência dos inoculantes turfosos. Evitar o aquecimento. formando os nódulos. não traz nenhum incremento de produtividade para a soja. . em sistemas de semeadura direta ou convencional.fontes de N disponíveis para a cultura da soja são os fertilizantes nitrogenados e a fixação biológica do nitrogênio. fornecer todo o N que a soja necessita.É imprescindível que a distribuição do inoculante turfoso ou líquido seja uniforme em todas as sementes para que tenhamos o benefício da fixação biológica do nitrogênio em todas as plantas. Além disso. via pêlos radiculares. desde que não sejam aplicados mais do que 20 kg de N/ha. dependendo de sua eficiência. Bactérias do gênero Bradyrhizobium. No entanto. Resultados obtidos em todas as regiões onde a soja é cultivada mostram que a aplicação de fertilizante nitrogenado na semeadura ou em cobertura em qualquer estádio de desenvolvimento da planta. além de reduzir a nodulação e a eficiência da FBN. Inoculantes A dose de inoculante a ser aplicada deve fornecer. recomenda-se umedecer a semente com 300 ml/50 kg semente de água açucarada a 10% (100 g de açúcar e completar para um litro de água).2 milhões de células viáveis por semente. o volume de inoculantes líquido a aplicar não deve ser inferior a 100 ml por 50 kg de semente. A FBN pode. pois alta temperatura reduz o número de bactérias viáveis aderidas à semente. se as fórmulas de adubo que contêm nitrogênio forem mais econômicas do que as fórmulas sem nitrogênio. em demasia.

aplicar 20 kg de K2O para cada 1. Assim. a disponibilidade de P desejada. Em solos de textura arenosa. devido às perdas por lixiviação. Cada tonelada de grão de soja produzido retira do solo 20 kg de K2O. devem ser aplicados pelo menos 60 kg ha-1 de K2O. espera-se que. Nas dosagens de K2O acima de 50 kg ha-1 ou quando o teor de argila for <40%. em solos com teor de argila maior que 20%. Esta prática consiste em aplicar. com o passar do tempo.. 30 a 40 dias após a semeadura. não se deve fazer adubação corretiva de potássio. após alguns anos. . como manutenção. Esta adubação deve ser feita a lanço. Ao utilizar as doses de adubo fosfatado sugeridas. num período máximo de seis anos. Adubação Potássica A indicação para adubação corretiva com potássio é de acordo com a análise do solo. Adubação Fosfatada Indicação de adubação fosfatada corretiva : . O número de registro deverá estar impresso na embalagem. . SEMIA 5019.A correção gradual. uma quantidade de P superior à extração da cultura. com posterior adubação de manutenção do nível de fertilidade atingido.A correção do solo de uma só vez (total) a lanço e incorporada. o solo apresente teores de P em torno do nível bom. para uma produtividade média de 3. SEMIA 5079 e SEMIA 5080). Na semeadura da soja. respectivamente para cultivares de ciclo mais precoce e mais tardio. o excedente e atingindo. .000 kg/ha-1. no sulco de semeadura.Certificar-se de que os inoculantes contenham uma ou duas das quatro estirpes recomendadas para o Brasil (SEMIA 587. que pode ser utilizada quando não há a possibilidade de realização da correção do solo total.Deve-se adquirir inoculantes recomendados pela pesquisa e devidamente registrados no MAPA. fazer a adubação de 1/3 da quantidade total indicada na semeadura e 2/3 em cobertura.000 kg de grãos que se espera produzir. de modo a acumular.

meridionalis).aveia preta + ervilhaca / milho. Mobilização e transporte de nutrientes de camadas mais profundas para superfície.sp. Indispensável ao controle de doenças. neste caso. Triticale / soja . Melhor distribuição de mão-de-obra ao longo do ano.vica / milho .A adubação com potássio. Trigo / soja . Usar milho ou sorgo. pode ser feita toda a lanço até 30 dias antes da semeadura ou mesmo no sulco durante esta operação. Rotação x doenças em soja: Decomposição de restos culturais elimina os substratos nutritivos aos patógenos que viabilizam-se nesses restos. nesses solos. Sugestões de sistemas de produção: Trigo/soja . Melhor aproveitamento da maquinaria. devido aos danos por efeito salino que doses maiores de KCl podem causar às sementes. Rotação de Culturas Uso de diferentes culturas com sistemas radiculares agressivos e abundantes.ervilhaca / milho ou sorgo. Aumento no teor de M. O. alternando-se anualmente. Onde tiver cancro da haste (Diaporthe phaseolorum f. Maior estabilidade econômica ao produtor. Controle da erosão. Priorizar rotação quando existirem patógenos que são viáveis livres no solo (Rhizoctonia solani) ou viáveis por longo período (Sclerotinia sclerotiorum). Trigo / soja .aveia branca / soja . Benefícios da rotação de culturas: Melhor uso do solo e nutrientes. Melhor controle de insetos. limitado.ervilhaca / milho. não usar girassol. Maior controle de plantas daninhas. a doses inferiores a 80 kg de K2O por hectare.

Conforme a espécie. Trigo/soja .) que propiciem o desenvolvimento da soja. etc. Quando possível. um imperativo. dificultar a operação de colheita e comprometer a qualidade do grão. densidade. exigem-se técnicas refinadas. Para que a aplicação dos herbicidas seja segura. Soja-girassol safrinha – Milho. O reconhecimento prévio das invasoras predominantes é condição básica para a escolha adequada do produto que resultará no controle mais eficiente das invasoras. a depender do nível de infestação e da espécie. Os métodos normalmente utilizados para controlar as invasoras são o mecânico. espaçamento. adubação. pela água e pelos nutrientes. as perdas são significativas. a densidade e a distribuição da invasora na lavoura. podendo. em detrimento ao da planta daninha. o uso de herbicidas. A invasora prejudica a cultura. . O método mais utilizado para controlar as invasoras é o químico.canola /soja . Nabo forrageiro-milheto na primavera .vica ou serradela/milho. O controle cultural consiste na utilização de técnicas de manejo da cultura (época de semeadura.Nabo forrageiro – Milho.Soja. Manejo e tratos Culturais Controle de plantas daninhas O controle de plantas daninhas é uma prática de elevada importância para a obtenção de altos rendimentos em qualquer exploração agrícola e tão antiga quanto a própria agricultura. Suas vantagens são a economia de mão de obra e a rapidez na aplicação. o químico e o cultural.Soja (para produção de palha). é aconselhável utilizar a combinação de dois ou mais métodos. Rotação Soja-soja-milho ou soja (2/3) e milho (1/3). cultivar.Milheto .vica/milho ou sorgo. isto é.Trigo/soja . Aveia . Aveia preta .aveia branca/soja . eficiente e econômica. As plantas daninhas constituem grande problema para a cultura da soja e a necessidade de controlá-las.Soja . porque com ela compete pela luz solar.

O controle de plantas daninhas em culturas de safrinha e em períodos de pousio (entressafra) é uma forma importante de reduzir a densidade de espécies como amendoimbravo. feijão. Aplicações que não obedeçam as recomendações técnicas podem provocar danos às culturas suscetíveis. préemergentes e pós-emergentes. Os herbicidas são classificados quanto a época de aplicação. é importante promover o controle da soja voluntária. para evitar riscos de toxicidade ao homem e à cultura. principalmente quando se trata de espécies de difícil controle. . em função da comunidade presente na área e seu estádio de desenvolvimento. com intervalo de 10 dias de carência entre a aplicação e a semeadura da soja. Deve ser utilizado na formulação amina para o controle de folhas largas. a qual poderá se tornar hospedeira de ferrugem e outras doenças e pragas que irão se potencializar na safra seguinte. Aplicações seqüenciais na entressafra têm proporcionado excelentes resultados. A utilização de espécies de inverno para cobertura morta é uma alternativa que tem possibilitado a substituição ou a redução no uso de herbicidas em semeadura direta. café e a própria soja. Manejo de plantas daninhas na soja RR (Roundup Ready) A utilização do glyphosate em pós-emergência da cultura e das espécies infestantes poderá ser feita em aplicação única ou seqüencial. quando for o caso. O manejo de entressafra das invasoras requer a utilização de produtos a base de mistura formulada de glyphosate + imazethapyr. picão-preto e outras. as quais podem infestar a soja cultivada posteriormente. É fundamental que se conheçam as especificações do produto antes de sua utilização e que se regule corretamente o equipamento de pulverização. A primeira aplicação geralmente ocorre cerca de 15 a 20 dias após a colheita da cultura comercial ou espécie cultivada para cobertura do solo. como videira. em pré-plantio. O número de aplicações e as doses a serem utilizadas irão variar. Também neste período. algodão.A eficiência dos herbicidas aumenta quando aplicados em condições favoráveis.

Atenção especial (estádio de desenvolvimento da planta daninha. é necessário ter em mente que a utilização do glyphosate em soja RR constitui-se em mais uma ferramenta no controle das plantas daninhas e que as práticas de manejo integrado dessas espécies devem continuar sempre sendo priorizadas. uma vez que essa prática acarreta redução de qualidade de semente. Aplicações realizadas antes da cultura atingir o estádio reprodutivo “R7”. Tem-se observado aumento de infestação de algumas espécies de difícil controle químico. dose. Assim. Sendo necessária a dessecação em pré-colheita. densidade de infestação. reduzindo seu vigor e germinação.) deve ser dada às espécies tolerantes a esse herbicida. principalmente no período de entressafra. etc. A dessecação em pré-colheita de campos de sementes de soja convencional (não RR) com glyphosate não deve ser realizada. é importante observar a época apropriada para executá-la. com o intuito de evitar a seleção de espécies tolerantes e resistentes ao glyphosate é importante rotacionar soja convencional e transgênica (soja RR) e/ou herbicidas de diferentes mecanismos de ação. com o objetivo de controlar as plantas daninhas ou uniformizar as plantas com problemas de haste verde/retenção foliar. o manejo deve ser adequado a essas espécies. limpeza rigorosa de máquinas e implementos e a eliminação dos primeiros focos de infestação. Dessecação A dessecação da soja é uma prática que pode ser utilizada somente em área de produção de grãos. devido ao não desenvolvimento das radículas secundários das plântulas. Desse modo. cuidados especiais devem ser tomados quanto à disseminação das plantas daninhas. As práticas sugeridas para evitar a disseminação de plantas daninhas incluem o uso de sementes de boa procedência. provocam perdas no rendimento. época de aplicação. Disseminação Qualquer que seja o sistema de semeadura e a região em que se está cultivando a soja. .

respeitar o período de carência do produto (entre a data de aplicação e a colheita da soja). em todas as etapas de manuseio de agrotóxicos. estiverem sob estresse hídrico. mesmo utilizando bicos específicos para redução de deriva. Não deve-se aplicar na presença de ventos fortes (>8 km h-1). Em aplicação de herbicidas em condições de pós-emergência. deve-se utilizar água limpa. a fim de evitar possíveis intoxicações. Não deve-se aplicar quando as plantas. da cultura e invasoras. procedimento proibido por lei (Instrução Normativa do MAPA nº 46. ou de herbicida (s) com outro (s) agrotóxico (s). Manuseio de herbicidas e descarte de embalagens Ler com atenção o rótulo e a bula do produto e seguir todas as orientações e os cuidados com o descarte das embalagens. O número do registro consta no rótulo do produto. de dois herbicidas. Não fazer mistura em tanque. Usar equipamento de proteção individual (EPI) apropriado. deve observar-se o intervalo mínimo de sete dias entre a aplicação do produto e a colheita. Utilizar herbicidas devidamente registrados no Ministério da Agricultura.Para evitar que ocorram resíduos no grão colhido. Pode-se utilizar baixo volume de calda (mínimo de 100 L ha-1) quando as condições climáticas forem favoráveis e desde que sejam observadas as indicações do fabricante (tipo de bico. Observações Não deve-se aplicar herbicidas pós-emergentes na presença de muito orvalho e/ou imediatamente após chuva. de 07/ 2002). Pecuária e Abastecimento (MAPA) e cadastrados na Secretaria de Agricultura dos estados que adotam este procedimento para uso na cultura da soja e para a espécie de planta daninha que deseja controlar. Somente são permitidas a utilização de misturas formuladas. produtos). . Além disso. A aplicação de herbicidas deve ser realizada em ambiente com umidade relativa superior a 60%.

em geral. as amostragens devem seguir as seguintes indicações: – Devem ser realizadas nos períodos mais frescos do dia. o efeito sobre inimigos naturais e o custo ha-1.074. A simples observação visual sobre as plantas não expressa a população real presente na lavoura. O controle deve ser realizado somente quando forem atingidos os níveis de danos. – Devem ser feitas com maior intensidade nas bordas da lavoura. informações estas obtidas em inspeções regulares na lavoura com este fim. de 04/01/2002). conforme legislação do MAPA (Lei 9. no número e tamanho dos insetos-pragas e no estádio de desenvolvimento da soja. ao posto de recebimento indicado na nota fiscal de compra. utilizar EPI (equipamento de proteção individual) durante o preparo e a aplicação dos defensivos e dar o destino correto às embalagens. de 06/06/2000 e Decreto 4. e – Devem usar o pano-de-batida em apenas 1m de fileiras de soja. quando os percevejos se movimentam menos. . O qual consiste de tomada de decisão de controle com base no nível de ataque. todas as semanas. no prazo de um ano após a compra do produto. conforme legislação vigente. do início da formação de vagens (R3) até a maturação fisiológica (R7). – Devem ser repetidas. Especificamente para os percevejos. Atentar para as doses indicadas.Devolver as embalagens vazias (após a tríplice lavagem das embalagens de produtos líquidos). Na escolha do produto. levar em consideração a toxicidade. Manejo de Insetos-Pragas O controle das principais pragas da soja deve ser feito com base nos princípios do “Manejo de Pragas”. de preferência. os percevejos iniciam seu ataque. onde.974. especialmente dos percevejos.

Quando colhidas com teor abaixo de 12%. em época pouco indicada. além dos mecanismos de trilha. fazendo com que ocorra corte em altura desuniforme e muitas vagens sejam cortadas ao meio e outras deixem de ser colhidas. a velocidade de deslocamento deve ser reduzida. Em lavouras infestadas. separação e limpeza. . Ocorrência de plantas daninhas prejudica o bom funcionamento da colhedora e exigindo maior velocidade no cilindro de trilha. Com o retardamento da colheita poderá ocorrer a deiscência. resultando em maior dano mecânico às sementes. A semeadura. causam a quebra. havendo ainda casos de reduções acentuadas na qualidade do produto. As perdas serão mínimas se forem tomados alguns cuidados relativos à velocidade adequada de operação e pequenos ajustes e regulagens desses mecanismos de corte e recolhimento. As sementes colhidas com teor de umidade superior a 15% sofrem danos mecânicos. A umidade ideal gira entre 15% e 12%. pode acarretar baixa estatura das plantas e baixa inserção das primeiras vagens. causando menor eficiência operacional.Cuidados na Colheita O solo mal preparado pode causar prejuízos na colheita devido a desníveis no terreno que provocam oscilações na barra de corte da colhedora.

Mancha foliar de ascoquita → Ascochyta sojae Doenças da haste e da vagem Antracnose → Colletotrichum truncatum Cancro da haste → Diaporthe phaseolorum var. Aproximadamente 40 doenças causadas por fungos. Mancha de levedura → Nematospora corily Mancha foliar de mirotécio → Myrothecium roridum Mancha parda → Septoria glycines Mancha “olho-de-rã” → Cercospora sojina Míldio → Peronospora manshurica . bactérias.Doenças da Soja Entre os principais fatores que limitam a obtenção de altos rendimentos em soja estão as doenças. A importância econômica de cada doença varia de ano para ano e de região para região. dependendo das condições climáticas de cada safra. alguns Estados implantaram o vazio sanitário de 60 a 90 dias. nematóides e vírus já foram identificadas no Brasil. meridionalis → Diaporthe phaseolorum var. entretanto. caulivora Mancha púrpura da semente → Cercospora kikuchii Seca da haste e da vagem → Phomopsis spp. Esse número continua aumentando com a expansão da soja para novas áreas e como conseqüência da monocultura. Doenças foliares Crestamento foliar de cercóspora → Cercospora kikuchii Ferrugem americana → Phakopsora meibomiae Ferrugem asiática → Phakopsora pachyrhizi Mancha foliar de altenária → Alternaria sp. algumas doenças podem ocasionar perdas de quase 100%. Devido a este fato. As perdas anuais de produção por doenças são estimadas em cerca de 15% a 20%. Seca da vagem → Fusarium spp. para diminuir e evitar a incidência de ferrugens na safra de verão.

glycines Fogo selvagem → Pseudomonas syringae pv. Tabaci Doenças causadas por vírus Mosaico comum da soja → VMCS (Soybean mosaic virus) Queima do broto → TSV (Tobacco streak virus) Doenças causadas por nematóides Nematóides de galhas → Meloidogyne incognita . Podridão radicular de roselínia → Rosellinia sp. Podridão radicular de corinéspora → Corynespora cassiicola Doenças bacterianas Crestamento bacteriano → Pseudomonas savastanoi pv. → Rhizoctonia solani AG1 Podridão da raiz e da base da haste → Rhizoctonia solani Podridão vermelha da raiz (síndrome da morte súbita .Mancha foliar de filosticta → Phyllosticta sojicola Mancha alvo → Corynespora cassiicola Mela ou requeima da soja → Rhizoctonia solani AG1 Mofo branco → Sclerotinia sclerotiorum Oídio → Erysiphe diffusa Doenças radiculares Podridão de carvão → Macrophomina phaseolina Podridão parda da haste → Cadophora gregata Podridão de fitóftora → Phytophthora sojae Podridão radicular de cilindrocládio → Cylindrocladium clavatum Tombamento de esclerócio → Sclerotium rolfsii Murcha de esclerócio → Sclerotium rolfsii Tombamento de rizoctonia → Rhizoctonia solani AG1 Morte em reboleira.PVR/SDS) → Fusarium spp. glycinea Pústula bacteriana → Xanthomonas axonopodis pv.

Nematóide de galha → Meloidogyne javanica Nematóide de galha → Meloidogyne arenaria Nematóide de cisto da soja → Heterodera glycines Nematóide reniforme → Rotylenchulus reniformis Nematóide das lesões radiculares → Pratylenchus brachiurus Mosaico cálico → AMV (Alfalfa mosaic virus) Necrose da haste → CPMMV (Cowpea mild mottle virus) Anomalia Soja Louca II Ferrugem Asiática (Phakopsora pachyrhizi) Sintomas . abrem-se em um minúsculo poro. O tecido da folha ao redor das urédias adquire coloração castanho-clara a castanho-avermelhada. na parte inferior (abaxial) da folha. maior a perda do rendimento e da qualidade.A disseminação da ferrugem é feita principalmente através da dispersão dos uredósporos pelo vento. As urédias adquirem cor castanho-clara a castanho-escura. sugere-se o uso de cultivares de ciclo precoce e semeaduras no início da época recomendada. expelindo os esporos hialinos que se acumulam ao redor dos poros e são carregados pelo vento. Quanto mais cedo ocorrer a desfolha. ou seja. pachyrhizi causa rápido amarelecimento ou bronzeamento e queda prematura das folhas.Podem aparecer em qualquer estádio de desenvolvimento da planta. conseqüentemente.Para reduzir o risco de danos. necessitam do hospedeiro vivo para . com coloração esverdeada a cinzaesverdeada. com correspondente protuberância (urédia).A infecção por P. pode causar o aborto e a queda das vagens. menor será o tamanho dos grãos e. para evitar a maior carga de esporos do fungo que irá iniciar a multiplicação nas primeiras semeaduras. Modo de disseminação . Manejo . Fungos causadores de ferrugens são classificados como biotróficos. quando a doença atinge a soja na fase de formação das vagens ou no início da granação. Em casos severos. Danos . resultando em até perda total do rendimento. Os primeiros sintomas são caracterizados por minúsculos pontos (no máximo 1 mm de diâmetro) mais escuros do que o tecido sadio da folha.

no estádio fenológico da cultura. As lavouras mais atingidas podem ter perdas de rendimento de até 40%. A decisão sobre o momento de aplicação (sintomas iniciais ou preventiva) deve ser técnica e baseada na presença da ferrugem na região. ficando com uma coloração castanho-acinzentada a bronzeada. Esse fungo infecta diversas espécies de leguminosas. como folhas. porém. com menor severidade nas vagens. com o passar dos dias. Microsphaera difusa] O oídio é uma doença que tem apresentado severa incidência em diversas cultivares em todas as regiões produtoras. pecíolos e vagens. A infecção pode ocorrer em qualquer estádio de desenvolvimento da planta. a coloração branca do fungo muda para castanho-acinzentada. a presença de outras doenças e o custo do controle. é mais visível por ocasião do início da floração. com o objetivo de reduzir a quantidade de inóculo nos cultivos da safra de verão. pachyrhizi. .sobreviver e se multiplicar. As folhas secam e caem prematuramente. O monitoramento da doença e sua identificação nos estádios iniciais são essenciais para a utilização eficiente do controle químico. É um parasita obrigatório que se desenvolve em toda a parte aérea da soja. O sintoma é expresso pela presença do fungo nas partes atacadas e por uma cobertura representada por uma fina camada de micélio e esporos (conídios) pulverulentos que podem ser pequenos pontos brancos ou cobrir toda a parte aérea da planta. Nas folhas. Portanto a sobrevivência de P. a cobertura de micélio e a frutificação do fungo. Em condições controladas. de 60 a 90 dias. diminuem a fotossíntese. pois P. pode ocorrer em cultivos de soja sob irrigação no inverno e em hospedeiros alternativos. hastes. sendo comum em região com temperaturas amenas. Vários Estados produtores implantaram o vazio sanitário (período sem plantas de soja vivas no campo). na entressafra. Sob condição de infecção severa. Oídio [(Erysiphe diffusa) sin. pachyrhizi infecta 95 espécies de plantas. nas condições climáticas e na logística de aplicação (disponibilidade de equipamentos e no tamanho da propriedade). temperaturas entre 18°C e 24°C favorecem a doença. além do dano direto ao tecido das plantas. dando à lavoura aparência de soja dessecada por herbicida.

os níveis de danos causados à soja dependem da suscetibilidade. Em situação severa e em cultivares altamente suscetíveis. Além das condições climáticas. sendo comum em temperaturas entre 25°C e 30°C e umidade relativa do ar acima de 80%. Quanto mais freqüentes forem as chuvas nos primeiros 40 a 50 dias após a semeadura. Cancro da haste (Diaporthe phaseolorum) Os agentes causais são altamente dependentes de chuvas para disseminar os esporos dos restos de cultura para as plântulas em desenvolvimento. a colonização das células da epiderme das hastes impede a expansão do tecido cortical e. maior a quantidade de esporos do fungo que serão liberados dos restos de cultura e atingirão as hastes das plantas. carregando fragmentos de micélio de uma planta para a outra. portanto. A disseminação ocorre principalmente através de respingos de chuva. liberando menos inóculo. através da aplicação de fungicidas foliares pode ser utilizado. Outra forma de evitar perdas por oídio é não semear cultivares suscetíveis nas épocas mais favoráveis à ocorrência da doença. A aplicação deve ser feita quando o nível de infecção atingir de 40% a 50% da área foliar da planta como um todo. O método mais eficiente de controle do oídio é através do uso de cultivares resistentes. as quais favorecem a doença. a soja estará suficientemente desenvolvida e a folhagem estará protegendo o solo e os restos de cultura do impacto das chuvas. é mais visível por ocasião do início da floração. O fungo sobrevive no solo em restos de cultura. causa o engrossamento do lenho. do ciclo da cultivar e do momento em que ocorrer a infecção. Condição de clima chuvoso e a freqüência e a distribuição das chuvas durante o ciclo da cultura são fatores determinantes para o desenvolvimento da doença. A infecção pode ocorrer em qualquer estádio de desenvolvimento da planta. podendo chegar a 60%. Como o cancro da haste é uma doença de desenvolvimento lento (demora de 50 a 80 dias para matar . O controle químico. em condições climáticas favoráveis. rachadura das hastes e cicatrizes superficiais. O momento da aplicação depende do nível de infecção e do estádio de desenvolvimento da soja. simultaneamente.Mela da soja (Rhizoctonia solani AG1) A “mela da soja” ocorre causando reduções médias de produtividade de 30%. e em hospedeiros alternativos ou eventuais. porém. Após esse período.

maior espaçamento entre as linhas e população adequada. Seca da haste e da vagem (Phomopsis spp. Seu maior dano é observado em anos quentes e chuvosos. principalmente. com o tratamento químico de sementes e manejo adequado do solo. Nas cultivares mais suscetíveis. só será possível através de rotação de culturas.) É uma das doenças mais tradicionais da soja e. desse modo. uso de sementes infectadas. O tratamento da semente com fungicidas recomendados é eficiente no controle dos fungos. infestação e dano por percevejo e deficiências nutricionais. Sob condições de alta umidade. quanto mais cedo ocorrer a infecção e quanto mais longo for o ciclo da cultivar. o fungo causa sério abortamento de vagens. principalmente de potássio. pode ser responsável pelo descarte de grande número de lotes de sementes. com relação à adubação potássica. cultivares suscetíveis podem sofrer completa desfolha prematura. causando manchas castanho escuras. nos estádios iniciais de formação das vagens e na maturação. Mancha alvo e podridão da raiz (Corynespora cassiicola) Surtos severos têm sido observados. cultivo contínuo da soja. A infecção ocorre na haste e em outras partes da planta. o desenvolvimento da doença é mais rápido. apodrecimento das vagens e intensas manchas nas hastes. quando ocorre o retardamento de colheita por excesso de umidade. maiores serão os danos. A alta intensidade da antracnose nas lavouras é atribuída à maior precipitação e às altas temperaturas.a planta). o fungo atinge a semente e. podendo causar perda total. A redução da incidência de antracnose. abertura das vagens imaturas e germinação dos grãos em formação.) A antracnose é uma das principais doenças da soja. estreitamento nas entrelinhas. como o excesso de população de plantas. Em solos com deficiência de potássio. causa apodrecimento e queda das vagens. Antracnose (Colletotrichum spp. Através da infecção na vagem. anualmente. pode ser disseminado para . são também responsáveis pela maior incidência da doença.

como textura muito argilosa. O sintoma característico é o escurecimento castanho escuro a arroxeado da medula. podendo causar reduções de rendimento de grãos de até 100% em cultivares altamente suscetíveis. Em áreas afetadas indica-se a rotação com milho ou a semeadura de cultivares de soja que não tenham sido afetadas na região. apresentando folhas com amarelecimento e seca de tecido entre as nervuras. que adquire coloração marrom. A infecção. caracterizando a folha “carijó”. Plantas mais desenvolvidas morrem lentamente. O .outras áreas. Phialophora gregata)] A doença é de desenvolvimento lento. em toda a extensão da haste e seguida de murcha. a extremidade da raiz principal torna-se flácida e marrom. pode resultar em necrose. permanecendo as folhas presas às plantas. Durante a emissão da folha primária. ocorrendo o colapso do tecido. abertura das vagens e germinação ou apodrecimento dos grãos ainda verdes. as plântulas morrem durante a emergência. é mais comum em locais de solo compactado. como cabeceiras de lavoura. Essa descoloração estende-se e envolve o hipocótilo até o nó cotiledonar. compactação e prolongados períodos de saturação de umidade. Sementes infectadas germinam lentamente e. tombamento de plântulas ou podridão radicular e de haste em plantas adultas. na região da sutura das vagens em desenvolvimento. Podridão radicular de fitóftora (Phytophthora sojae) É uma das doenças mais destrutivas da soja. amarelecimento das folhas e freqüente necrose entre as nervuras das folhas. murcham e a planta seca e morre. principalmente após chuvas pesadas na fase de emergência. as folhas tornam-se amareladas. A podridão de fitóftora é favorecida por qualquer fator que mantenha água livre disponível no solo. Podridão parda da haste [Cadophora gregata (sin. causando apodrecimento de plântulas em pré e pósemergência. seguindo a murcha completa e a seca dos tecidos. ocorre apodrecimento de sementes ou flacidez na radícula. Em áreas infestadas. quase sempre. que provocam a liberação e a disseminação de zoósporos. com hipocótilo com aspecto de anasarca e coloração escurecida. matando as plantas na fase de enchimento de grãos. Pode afetar a cultura em qualquer fase de desenvolvimento. Na seqüência. O maior desenvolvimento da doença está diretamente relacionado com maior teor de umidade do solo. Durante a pré-emergência.

o mofo branco pode causar severas perdas em diversas dessas regiões. reduzindo a população ao mínimo recomendado. Práticas culturais como preparo reduzido de solo. O sintoma inicia-se por podridão castanha e aquosa da haste. Em poucos dias. imediatamente antes da semeadura.desenvolvimento da doença é mais rápido em temperatura igual ou superior a 25ºC. fazer adubação adequada. Podridão branca da haste ou mofo branco (Sclerotinia sclerotiorum) É uma das mais antigas doenças da soja. Em áreas de ocorrência da doença. as infecções iniciam-se com freqüência a partir das inflorescências e das axilas das folhas e dos ramos laterais. eliminar as plantas hospedeiras do fungo. o esclerócio. monocultura de soja e aplicação de altas doses de fertilizantes orgânicos ou com potássio. que é a forma de resistência do fungo. A morte das plantas começa a ocorrer a partir da fase inicial de desenvolvimento das vagens. ocorrendo em diversas regiões produtoras. aveia branca ou trigo. Em fase . recomenda-se evitar a introdução do fungo na área utilizando sementes certificadas livre do patógenos. Como medidas de controle. Altas umidades relativas do ar e temperaturas amenas favorecem o desenvolvimento do fungo. porém. próximo ao nível do solo e estende-se para baixo e para cima. aumentar o espaçamento entre linhas. Em anos de ocorrência de chuvas acima da média. Os primeiros sintomas são manchas aquosas que evoluem para coloração castanho-clara e logo desenvolvem abundante formação de micélio branco e denso. o micélio transforma-se em massa negra e rígida. podem tornar a doença mais severa. Podridão da raiz e da base da haste (Rhizoctonia solani) A doença ocorre em reboleiras. A fase mais vulnerável da planta vai do estádio da floração plena ao início da formação das vagens. O fungo é capaz de infectar qualquer parte da planta. para evitar o acamamento e facilitar a ventilação e a penetração dos raios ultravioletas do sol. que diminuem a incidência do mofo branco. nas folhas. A doença é predominantemente controlada através de resistência genética. podem ser observados sintomas de murcha e seca. plantio direto. fazer a rotação/sucessão de soja com espécies não hospedeiras como milho. Ocasionalmente.

A infecção primária pode ter origem em duas fontes: sementes infectadas e restos infectados de cultura anterior. mas pode ser encontrada em outros órgãos da planta. afetando o tamanho e o formato dos folíolos. mais tarde. nos estádios jovens da planta. como hastes. de coloração castanho clara e de aspecto aquoso. mas. Na parte inferior da haste principal. posteriormente. entre as nervuras secundárias. o tecido cortical fica mole e solta-se com facilidade. as manchas são de coloração quase negra apresentando uma película brilhante nas horas úmidas da manhã.posterior. recomendadas para essa doença. Em alguns casos.SMV) O SMV causa redução do porte das plantas de soja. há Não há medidas de controle . formando extensas áreas de tecido morto. negra. Infecções severas. manutenção de umidade com a cobertura vegetal do solo e o bom manejo do solo para evitar compactação. atingindo vários centímetros acima do nível do solo. pecíolos e vagens. Dias secos permitem que finas escamas do exsudato da bactéria se disseminem dentro da lavoura. Mosaico comum da soja (Soybean mosaic virus . das plantas doentes para as sadias. necrosam. Crestamento bacteriano da soja (Pseudomonas savastanoi pv. Inicialmente. Na parte superior. e coalescem. a lesão torna-se. Os sintomas nas folhas surgem como pequenas manchas. para haver infecção o patógeno necessita de um filme de água na superfície da folha. a podridão evolui. Como medidas para o controle de incidência da doença destacam-se a manutenção dos níveis adequados de fósforo e potássio que auxiliam o desenvolvimento e a resistência das plantas.glycinea) A doença é comum em folhas. Transmissões secundárias. com contornos aproximadamente angulares. conferem aparência enrugada às folhas. Na face inferior da folha. com escurecimento da coloração e enruga-mentos. as folhas murcham e ficam pendentes ao longo da haste. o sistema radicular adquire coloração castanho escura.clara. formada pelo exsudato da bactéria. como se houvessem sido infectadas por vírus. são favorecidas por períodos úmidos e temperaturas médias amenas (20ºC a 26ºC). expondo um lenho firme e de coloração branca a castanho. as plantas infectadas apresentam clorose. Essas manchas. de aparência translúcida circundadas por um halo de coloração verde-amarelada.

podendo morrer ou originar plantas anãs. M. nem todas as plantas morrem. javanica são aquelas que mais limitam a produção de soja no Brasil. após a floração. O SMV causa também redução do tamanho das vagens e sementes e prolongamento do ciclo vegetativo. o controle químico é insatisfatório. Nematóides de galhas (Meloidogyne spp. As plantas desenvolvem a necrose da haste. As sementes podem ter seu tamanho reduzido. Entretanto. No entanto. incógnita predomina em áreas cultivadas anteriormente com café ou algodão. javanica tem ocorrência generalizada. A incidência de plantas mortas depende da população de mosca branca e da presença de plantas hospedeiras. com sintoma característico de haste verde. M. na fase inicial da lavoura. Quando a infecção é mais tardia. onde as plantas de soja ficam pequenas e amareladas. mas. principalmente. por ocasião do florescimento. O vírus é transmitido pela mosca branca (Bemisia tabaci). enquanto M. as quais podem apresentar pequenas lesões superficiais circulares e escuras ou lesões que cobrem toda a vagem.CPMMV) As plantas de soja atacadas pelo vírus. nota-se intenso abortamento de vagens e amadurecimento prematuro das plantas atacadas. . Necrose da haste da soja (Cowpea mild mottle virus . incognita e M. os danos tendem a ser maiores.) O gênero Meloidogyne compreende um grande número de espécies. na fase de enchimento de grãos. As folhas das plantas afetadas normalmente apresentam manchas cloróticas ou necroses entre as nervuras. As cultivares suscetíveis podem apresentar perda total da produção. Nas áreas onde ocorrem. mas há redução do número de vagens formadas. Nas raízes das plantas atacadas observam-se galhas em números e tamanhos variados.formação de bolhas no limbo foliar. pode não ocorrer redução no tamanho das plantas. observam-se manchas em reboleiras nas lavouras. devido ao grande fluxo dos insetos nas lavouras. Em anos em que acontecem “veranicos”. apresentam curvatura e queima do broto. dependendo da suscetibilidade da cultivar de soja e da densidade populacional do nematóide. com folhas deformadas. Às vezes.

. O sistema radicular fica reduzido e infestado por minúsculas fêmeas do nematóide. Nematóide de cisto da soja (Heterodera glycines) O nematóide de cisto da soja (NCS) é uma das principais pragas da cultura pelos prejuízos que pode causar e pela facilidade de disseminação. de coloração marrom escura. A adubação verde com Crotalaria spectabilis. A maioria das espécies cultivadas são resistentes. mucuna preta. destacando-se a soja (Glycine max). barato e de fácil assimilação pelos agricultores é o uso de cultivares resistentes. penetram e o ciclo se completa em três a quatro semanas. O método de controle mais econômico. os juvenis de segundo estádio eclodem e. na ausência de planta hospedeira. Quando a fêmea morre. Os sintomas aparecem em reboleiras e. incognita. Inicialmente de coloração branca. o produtor nada poderá fazer naquela safra. cheia de ovos. armazenando a maior parte deles em seu corpo. A gama de espécies hospedeiras do NCS é limitada. as plantas acabam morrendo. adquire a coloração amarela. javanica e M. em muitos casos. cada fêmea produz de 100 a 250 ovos. posteriormente. se encontrarem a raiz de uma planta hospedeira. O cisto pode sobreviver no solo. O primeiro passo é a identificação correta da espécie de Meloidogyne predominante na área. Após ser fertilizada pelo macho. com temperaturas de 20°C a 30°C. M. Em solo úmido. é praticamente impossível eliminar o nematóide nas áreas onde ele ocorre. altamente resistente à deterioração e à dessecação e muito leve.Ao constatar que uma lavoura de soja está atacada. o feijão (Phaseolus vulgaris) e o tremoço (Lupinus albus). Ele penetra nas raízes da planta de soja e dificulta a absorção de água e nutrientes condicionando porte e número reduzido de vagens. que se desprende da raiz e fica no solo. por mais de oito anos. as medidas de controle mais eficientes são a rotação/sucessão com culturas não ou más hospedeiras e a utilização de cultivares de soja resistentes. ou nabo forrageiro contribui para a redução populacional de ambas. Assim. clorose e baixa produtividade. a fêmea. Para o controle dos nematóides de galhas. seu corpo se transforma em uma estrutura dura denominada cisto.

mesmo quando uma resposta no vegetal é atribuída à aplicação de um único regulador de crescimento.09 g/L). Quando aplicados nas sementes ou nas folhas. floração. Evidenciam-se interações sinergísticas. o manejo do solo e a utilização de cultivares de soja resistentes. pode ser utilizado o regulador de crescimento líquido composto de cinetina (0. podem interferir em processos como germinação. enraizamento. antagonísticas e aditivas entre dois ou mais hormônios vegetais. em pequenas quantidades. . ácido 4-indol-3-ilbutírico (0. inibem ou modificam. de alguma forma. Para a cultura da soja. O uso de cultivares resistentes é o método mais econômico e eficiente. Reguladores de crescimento Reguladores de crescimento são compostos orgânicos.05 g/L).25 L/ha em pulverização foliar entre os estádios V5 e V6. sendo ideal a combinação dos três métodos.As estratégias de controle incluem a rotação de culturas. naturais ou sintéticos que. cuja recomendação é de 0. O volume de calda deve ser de 100 a 200 L/ha.05 g/L) e ácido giberélico (0. pois o tecido que recebeu a aplicação contém outros hormônios endógenos que contribuem para as respostas obtidas. Os hormônios vegetais não atuam isoladamente. promovem. granação e senescência. processos morfológicos e fisiológicos do vegetal.

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