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Universidade de Évora

UNIVERSIDADE DE
ÉVORA
1º ANO | 2º SEMESTRE
CURSO DE ENGENHARIA CIVIL
INTRODUÇÃO À ENGENHARIA CIVIL

“Segurança, Higiene e Saúde nas


Obras de construção civil

DOCENTE:
Senhor Prof. Miguel de Azevedo Coutinho

ALUNOS:
Joana Cortesão (n.º 26949);
Pedro Cristo (nº 26292);
José Terrasso (nº)

ÉVORA, 16 DE DEZEMBRO DE 2009


ÍNDICE

ÍNDICE
INTRODUÇÃO
DESENVOLVIMENTO
HIGIENE, SAÚDE E SEGURANÇA
FACTORES DE RISCO
CAUSAS E CONSEQUENCIAS DOS ACIDENTES DE TRABALHO
MEDIDAS DE PREVENÇÃO
ELABORAÇÃO DE UM PSS
CONCLUSÃO

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INTRODUÇÃO

As condições de trabalho, até meados do século XX, não eram as mais


apropriadas, prevalecia a produtividade, e os riscos de doença ou até mesmo a
morte dos trabalhadores, não eram levadas em conta. Mas com o passar do tempo,
surgiram as primeiras tentativas de integrar os trabalhadores em actividades
adequadas às suas capacidades.
Actualmente existe em Portugal uma legislação (LEI DA SEGURANÇA, HIGIENE E
SAÚDE NO TRABALHO) que permite uma protecção eficaz, de quem integra
actividades industriais, nomeadamente, construção civil, na tentativa de
salvaguardar o bem-estar dos trabalhadores, sem prejudicar a produtividade das
organizações empregadoras. E para isso criou-se, em 2004 o Instituto para a
Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho (ISHST), tendo como função não só
promover a segurança, higiene e saúde no trabalho, mas tambem coordenar,
executar e avaliar as políticas no âmbito do Sistema Nacional de Prevenção de
Riscos Profissionais.

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DESENVOLVIMENTO
Higiene, Saúde e Segurança

A Higiene, Segurança e Saúde são actividades que estão relacionadas, e o seu


principal objectivo é garantir condições de trabalho, que possibilitem manter um
nível de saúde necessários, para o bem-estar dos colaboradores e trabalhadores de
uma empresa.
As suas definições são:
• A Higiene do trabalho estima combater, as doenças profissionais (são
lesões habitualmente só perceptiveis a longo prazo, são exemplos disso as
doenças pulmonares graves, doenças osteo-articulares, bem como doenças
resultantes da exposição ao ruído para além de certos limites), identificando
os factores que podem afectar o ambiente de trabalho, visando eliminar ou
reduzir esses riscos profissionais.
• A Segurança no trabalho pretende visar um conjunto de metodologias
adequadas à prevenção de acidentes de trabalho, tendo como principal
campo de acção o reconhecimento e o controlo dos riscos associados ao
local de trabalho e ao processo produtivo
• A Saúde no trabalho tenciona abordar temas como a vigilância médica, o
controlo dos agentes físicos, sociais e mentais que possam afectar a saúde
dos trabalhadores.

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Factores de Risco
É do conhecimento geral que o sector da Construção Civil se caracteriza por uma
forte deslocação/movimentação de mão-de-obra, diversidade de actividades, o local
de trabalho está sujeito a constantes alterações, é constituido por pequenas
empresas, por vezes em situações ilegais, com mão-de-obra pouco qualificada, etc,
e são todos esses factores que resultam num numeroso conjunto de riscos bastante
elevados, onde obviamente ha maior probabilidade de ocorrencia de acidentes de
trabalho associados a essa mesma precariedade, rotatividade e pratica de
subcontratação. Estes riscos podem ser provocados pelas seguintes falhas de
segurança nos estaleiros da Construção Civil

Risco de Queda:
 Plataformas de trabalho incompletas,
 Escadas de acesso sem condições de segurança,
 Andaimes incompletos,
 Estaleiro desarrumado, sem as condiçoes de protecção adequadas.
Risco de Queda de Objectos:
 Elevação de cargas com a grua com dispositivos inadequados ao tipo de
cargas,
 Meios auxiliares de elevação inadequada,
 Movimentação de cargas suspensas de forma incorrecta.
Risco de Electrocussão:
 Fios e cabos eléctricos em risco de corte e esmagamento
 Cabine de distribuição de energia electrica aberta
Risco de Esmagamento:
 Passagem de trabalhadores em zonas onde ha perigo de desprendimento de
terras

Muitos destes acidentes ocorrem porque não houve atenção ou preocupação em


respeitar as normas de segurança e saúde no trabalho, por isso é tão necessario
Prevenir para Evitar.

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Causas dos Acidentes de Trabalho

Um acidente de trabalho é aquele que se verifica no local e no tempo de trabalho,


produzindo lesão corporal, perturbação funcional ou doença de que resulte redução
na capacidade de trabalho, ou de ganho, ou a morte. Considera-se também
acidente de trabalho, o ocorrido:

1. No trajecto, normalmente utilizado e durante o período ininterrupto


habitualmente gasto, de ida e de regresso entre:
a) O local de residência e o local de trabalho;
b) Quaisquer dos locais já referidos e o local de pagamento da retribuição,
ou o local onde deva ser prestada assistência ou tratamento decorrente de acidente
de trabalho;
c) O local de trabalho e o de refeição;
d) O local onde, por determinação da entidade empregadora, o trabalhador
presta qualquer serviço relacionado com o seu trabalho e as instalações que
constituem o seu local de trabalho habitual;
2. Quando o trajecto normal tenha sofrido interrupções ou desvios determinados
pela satisfação de necessidades atendíveis do trabalhador, bem como por motivo
de força maior ou caso fortuito;
3. No local de trabalho, quando no exercício do direito de reunião ou de actividade
de representação dos trabalhadores;
4. Fora do local ou tempo de trabalho, na execução de serviços determinados ou
consentidos pela entidade empregadora;
5. Na execução de serviços espontaneamente prestados e de que possa resultar
proveito económico para a entidade empregadora;
6. No local de trabalho, quando em frequência de curso de formação profissional
ou, fora, quando exista autorização da entidade empregadora;
7. Durante a procura de emprego nos casos de trabalhadores com processo de
cessação de contrato de trabalho em curso;
8. No local de pagamento da retribuição;
9. No local onde deva ser prestada qualquer forma de assistência ou tratamento
decorrente de acidente de trabalho.

Na área da Construção Civil,


segundo os dados do Ministério do
Trabalho e da Solidariedade Social,
em 2006, registaram-se 51 790
acidentes em Portugal, 83 dos quais
foram mortais, sem contar com as
doenças manifestadas a longo prazo.
As principais causas de morte no
sector incluem lesões causadas por
quedas (do trabalhador ou objectos
trabalho), esmagamento, choques
eléctricos, e soterramentos. Entre os
principais problemas de saúde
encontram-se problemas de coluna e
musculares, exposição a substâncias
nocivas, ao pó, humidade e o mais
perigoso: amianto. As alterações
elaboradas a nível da organização do
trabalho, para aumentar a
competitividade e desejo de inovação
resultaram num aumento dos riscos
para os trabalhadores, uma vez que

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a percepção das suas limitações contribuíram para o aumento do stress entre eles,
afectando desta forma o seu desempenho profissional, levando ao aumento das
probabilidades de erros, das quais advêm os acidentes de trabalho, mas não é só o
stress que leva ao erro, existem outros factores como a alimentação, horas de sono
diárias, consumo de bebidas alcoólicas, também devemos ter em conta que a
construção é talvez a área que envolve mais trabalho de imigrantes “ilegais” e
mão-de-obra com falta de qualificação, que não sabe utilizar correctamente as
maquinas e aparelhos ou que não têm em conta as medidas de segurança
adequadas ao seu local de trabalho, verifica-se ainda uma falta de cuidado com as
regras de segurança, pois mesmo os trabalhadores que as conhecem não as
aplicam por considerarem-nas desconfortáveis ou pouco práticas.

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Consequências dos Acidentes de Trabalho

Se o trabalhador contrair uma doença ou lesão por contaminação acidental, no


exercício de sua actividade, temos aí um caso de acidente de trabalho. Por
exemplo, se um funcionário perder a audição por ficar longo tempo sem protecção
auditiva adequada, submetido ao excesso de ruído, gerado pelo trabalho executado
junto a uma grande prensa, isso caracteriza igualmente uma doença de trabalho.

Existem dois tipos de doenças:


• Doenças profissionais são aquelas que são adquiridas na sequência do
exercício do trabalho em si.
• Doenças do trabalho são aquelas decorrentes das condições especiais em
que o trabalho é realizado. Ambas são consideradas como acidentes do
trabalho, quando delas decorrer a incapacidade para o trabalho.

Um acidente de trabalho pode levar ao afastamento do operador apenas por


algumas horas, o que é chamado de acidente sem afastamento ou pode mesmo
ficar impedido de realizar as suas actividades de forma definitiva, denominando-se
de acidente com afastamento, que pode resultar na incapacidade temporária, ou na
incapacidade parcial e permanente, ou, ainda, na incapacidade total e permanente
para o trabalho.
• A incapacidade temporária é a perda da capacidade para o trabalho por
um período limitado de tempo, após o qual o trabalhador retorna às suas
actividades normais.
• A incapacidade parcial e permanente é a diminuição, por toda vida, da
capacidade física total para o trabalho. É o que acontece, por exemplo,
quando ocorre a perda de um dedo ou de uma vista.
• A incapacidade total e permanente é a invalidez incurável para o
trabalho.
• Nos casos extremos, o acidente resulta na morte do trabalhador.

Mas não pensando somente a nível individual as incapacidades originadas por um


acidente de trabalho podem também levar às perdas de produtividade da empresa,
estas duas estão relacionadas, numa primeira fase, podemos considerar os custos
directos duma empresa decorrente destes acidentes (que são as indemnizações e
assistência médica) mas também os custos indirectos (estes representam a
diminuição de produtividade e o aumento do número de peças defeituosas e dos
desperdícios de material).

Desta forma pode-se afirmar que na maior parte dos casos a Produtividade é
afectada ,pela conjugação de dois aspectos importantes:
• Um meio ambiente de trabalho que exponha os trabalhadores a riscos
profissionais graves (causa directa de acidentes de trabalho e de doenças
profissionais)
• E a insatisfação dos trabalhadores face a condições de trabalho que não
estejam em harmonia com as suas características físicas e psicológicas

Em geral é possível aumentar a produtividade simplesmente com a melhoria das


condições de trabalho.

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Medidas de Prevenção
As condições de trabalho sofreram uma evolução com o passar dos anos,
nomeadamente com a criação de instituições e de uma legislação (Ex: Decreto-lei
441/91 de 14/11/91), que visam instituir normas de segurança e saúde de forma a
prevenir possíveis acidentes de trabalho.

Esta necessidade de criar regras e normas de segurança advêm dos riscos


associados ao processo construtivo e aos materiais a aplicar, que não podem ser
evitados na fase de projecto, e a prevenção é certamente o melhor processo de
reduzir ou eliminar as possibilidades de ocorrerem esses mesmos problemas de
segurança com o Trabalhador. Para a devida avaliação das condições de segurança
de um Posto de Trabalho é necessário considerar um conjunto de factores de
produção e ambientais em que se insere esse mesmo posto.

Nestes termos, como princípios de prevenção na área da Higiene e Segurança


industrial, poderemos apresentar os seguintes:
1. Tal como se verifica no domínio da segurança, a prevenção mais eficaz em
matéria de higiene industrial exerce-se, também, no momento da
concepção do edifício, das instalações e dos processos de trabalho, pois
todo o melhoramento ou alteração posterior já não terá a eficácia desejada
para proteger a saúde dos trabalhadores e será certamente muito mais
dispendiosa.
2. As operações perigosas (as que originam a poluição do meio ambiente ou
causam ruído ou vibrações) e as substâncias nocivas, susceptíveis de
contaminar a atmosfera do local de trabalho, devem ser substituídas por
operações e substâncias inofensivas ou menos nocivas.
3. Quando se torna impossível instalar um equipamento de segurança
colectivo, é necessário recorrer a medidas complementares de organização
do trabalho, que, em certos casos, podem comportar a redução dos
tempos de exposição ao risco.
4. Quando as medidas técnicas colectivas e as medidas administrativas não são
suficientes para reduzir a exposição a um nível aceitável, deverá fornecer-se
aos trabalhadores um equipamento de protecção individual (EPI)
apropriado.

Vejamos alguns exemplos de EPI:


- O capacete de segurança, utilizado particularmente nos estaleiros onde há
máquinas em manobra, edifícios em construção, transporte de materiais pesados,
os quais podem sempre pôr em risco a segurança do trabalhador, devido à queda
de objectos ou por pancadas sofridas.
- Sapatos ou botas de segurança com palmilha e biqueira de aço, para evitar
ferimentos e esmagamento dos pés.
- Luvas apropriadas para os trabalhos a executar (manipulação de ferro e de aço,
manipulação de produtos químicos, etc.).
- Óculos de protecção apropriados a cada caso para evitar projecções de
limalhas, faúlhas, líquidos cáusticos, etc.
- Máscaras respiratórias apropriadas nos locais onde existem riscos de
emanações nocivas, tais como gases, poeiras, fumos, etc.
- Protectores auriculares e tampões auditivos para protecção dos ouvidos,
principalmente em locais onde o ruído é intenso, nomeadamente em fábricas de
corte de metais.
- Protecção do tronco, utilizando fatos e coletes apropriados a cada situação
(produtos químicos, produtos combustíveis e comburentes, intempéries, etc.).

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Fig 1. Exemplos de Equipamentos de Protecção Individual:

SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA
No interior e exterior das instalações da Empresa , devem existir formas de aviso e
informação rápida , que possam
auxiliar os elementos da Empresa a
actuar em conformidade com os
procedimentos de segurança .
Com este objectivo , existe um
conjunto de símbolos e sinais
especificamente criados para
garantir a fácil compreensão dos
riscos ou dos procedimentos a
cumprir nas diversas situações
laborais que podem ocorrer no
interior de uma Empresa ou em
lugares públicos .

Existem vários tipos de


sinalização, utilizadas em higiene e
segurança:
- Sinalização de segurança e saúde
- Sinalização de proibição
- Sinalização de aviso
- Sinalização de obrigação
- Sinalização de salvamento ou de
socorro
- Sinalização de indicação

A sinalização pode ser ainda


classificada em: Visual, Luminosa,
Acústica, Gestual, Verbal.

Fig 2. Sinalização de Segurança

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A título de curiosidade, o dia 28 de Abril é o Dia Nacional de Prevenção e
Segurança no Trabalho e Dia Mundial Da Segurança e Saúde no Trabalho.

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Elaboração de um Plano de Segurança e Saúde (PSS)

Este PSS (Plano de Segurança e Saúde), é referente a uma obra de construção civil
de uma Subestação eléctrica (SE) de forma a ficarmos com uma ideia generalizada
dos procedimentos necessários em termos de segurança, para trabalhos de
construção civil.
A estrutura do PSS é constituída pelos seguintes capítulos:
1. Identificação da Obra
2. Objectivo de um Plano de segurança e saúde
3. Planta de Localização e Acessos
4. Caracterização da Obra
5. Riscos Associados ao Meio Envolvente
6. Riscos Evidenciados e Medidas de Prevenção
7. Plano de Emergência (Elaboração de uma planta de evacuação)
8. Plano de Protecções Individuais
9. Plano de Controlo do Equipamento
10. Plano de Formação
11. Plano de Fuga
12. Possibilidade de um eventual acidente de trabalho

1. Identificação da Obra

Após o início da obra deve ser proceder á identificação da mesma tendo como
bases:
- Designação da Obra
- Entidade Executante
- Programa de Trabalho da Obra
- Horário de Trabalho da Obra
- Apólices e Seguros da Entidade Executante

2. OBJECTIVO DE UM PLANO DE SEGURANÇA E SAUDE

-Pretende ser um documento dinâmico que deverá ser desenvolvido e especificado


para a fase de execução da obra, em conformidade com os meios materiais e
humanos que vierem a ser envolvidos e os processos construtivos adoptados, tendo
como objectivo a prevenção dos riscos profissionais.

3. Planta de Localização e Acessos

-É uma vista ortográfica principal superior esquemática, abrangendo o terreno e o


seu interior, que tem a finalidade de identificar o formato, as dimensões e a
localização da construção dentro do terreno para o qual está projectada.
A Planta de Implantação é essencial para o início da obra. Nela devem ficar
definidos todos os elementos necessários para o início desta. Precisa informar
precisamente a posição do contorno externo da edificação, amarrado às divisas do
terreno (dimensionamento dos recuos), possibilitando assim a sua marcação no
lote.

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Fig 3. Exemplo de uma Planta de Localização e Acessos:

Localização da SE da Graça – Pedrógão Grande

4. Caracterização da Obra

-Caracterização da obra (tipo de obra, tipo de construção, volumetria, custos


relevantes, quantidades de materiais significativos, prazos de execução, processo
construtivo e limitação da área onde a obra será realizada);

5. Riscos Associados ao Meio Envolvente

-No desenvolvimento da sua actividade, as organizações estão em permanente


relação com o meio envolvente em que se inserem e a forma de gerir essa relação
está na base do conceito de estratégia.

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6. Riscos Evidenciados e Medidas de Prevenção

-Depois de analisados os riscos do meio envolvente, as organizações realizam um


plano de prevenção, tendo com principal objectivo poder evitar que esses riscos se
manifestem em acidentes não desejados. Alguns exemplos de riscos aos quais um
trabalhador está exposto numa obra de construção são: “Atropelamento, Colisão,
Queda ao mesmo nível, Queda de altura, Queda de objectos, Cortes,
Esmagamento, Electrocussão, Incêndio, Explosão, Queimaduras ou Intoxicação” e
algumas possíveis medidas de prevenção dos mesmos: “Delimitação e acessos do
estaleiro, Armazenagem de materiais, equipamentos e resíduos, Instalação
eléctrica do estaleiro, Trabalhos em altura – escadas portáteis”.

7. Plano de Emergência (Elaboração de uma planta de evacuação)

-Numa planta de Emergência são mencionadas instruções a seguir em caso de


emergência, nomeadamente, incêndio, acidente e evacuação. Nas plantas de
emergência são indicadas as vias de evacuação (preferenciais e alternativas), a
localização do observador, bem como a indicação da localização dos meios de
combate a incêndio e de alarme.

Fig 4. Exemplo de uma planta de Evacuação:

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8. Plano de Protecções Individuais

A elaboração de um plano de protecções individuais de empreendimento assenta na


utilização de equipamentos de protecção individual (EPI) de forma a atenuar os
riscos associados às tarefas que cada trabalhador desempenha nesse
empreendimento.
As condições de utilização destes equipamentos de protecção individual,
nomeadamente no que se refere à sua duração, serão determinadas em função da
gravidade do risco, da frequência da exposição ao risco, das características do
posto de trabalho e do comportamento do equipamento.

9. Plano de Controlo do Equipamento

-Todas as máquinas devem estar em boas condições mecânicas e eléctricas antes


da sua entrada no estaleiro.
Todos os equipamentos pesados devem ser inspeccionados regularmente, antes do
início dos trabalhos. Os operadores destes equipamentos devem ser especializados
e competentes para trabalhar com o material sob sua responsabilidade. Os
sistemas de segurança terão de estar em boas condições de funcionamento.
Deverão ser criteriosamente colocados em todos os equipamentos, gráficos de
capacidade de carga, velocidades de operação recomendadas, avisos especiais de
perigo, e toda a informação essencial.
Somente os sinais estandardizados servirão de referência para os operadores.
As inspecções gerais dos equipamentos, devido à sua complexidade, serão
executadas fora da obra.
As manutenções, abastecimentos ou reparações não poderão ser efectuadas
enquanto os equipamentos estiverem a ser utilizados.

10. Plano de Formação

-No início da obra e ao longo da sua execução realizar-se, com alguma frequência,
acções de formação, informação e sensibilização em matéria de segurança, que
abrangerão todas as categorias profissionais, com particular incidência para aquelas
que envolvam riscos mais elevados, ou para trabalhadores ou grupos de
trabalhadores que executem tarefas com níveis de risco acrescido.
Embora sem subalternizar as acções de natureza teórica, dever-se-á enfatizar a
realização de acções de natureza prática, que serão desenvolvidas nas frentes de
trabalho, sobretudo nos casos em que seja necessária a simulação de situações
com equipamentos, ferramentas, processos e métodos de trabalho.
Também em obra, dever-se-ão promover, com alguma frequência, acções de
sensibilização com pequenos grupos de operários.

11. Plano de Fuga

No caso em que ocorra um incêndio ou algum cataclismo, como seja sismos,


ciclones, inundações, explosões ou outros que possam causar danos graves, tem de
se proceder a determinados princípios para que não aconteça a desordem ou
confusão, no caso de fuga ou prestação de auxílio.

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Um dos principais cuidados a ter em conta é sinalizar e iluminar eficazmente o (s)
caminho(o) de evacuação para todos os operários sigam no mesmo sentido,
evitando assim atropelos ao longo da fuga. Para tal, deverá estar afixado em local
habitual uma planta que abranja toda a área de intervenção, indicando claramente
os caminhos a seguir e que se anexa a este documento.
Outro procedimento a ter em conta, será a existência de meios de alarme para
alertar trabalhadores que eventualmente não se tenham apercebido do perigo,
sendo este accionado pelo trabalhador que mais facilmente o possa pôr em marcha.

12. Possibilidade de um eventual acidente de trabalho

Na possibilidade da ocorrência de um acidente de trabalho, normalmente


recorremos ao seguinte esquema de forma a conseguirmos uma resolução do
mesmo.

Participação de
acidente

Imediatamente

Comunicar verbalmente o acidente ao Técnico de Segurança da


obra.

Acidente de
trabalho resultante
em morte ou lesão
grave do
trabalhador ou que
assuma particular
gravidade.
Sim Não

O Técnico de Segurança comunica o O Técnico de Segurança


acidente à Inspecção-geral do comunica o acidente ao
Trabalho, ao coordenador de coordenador de segurança em
segurança em obra, no prazo máximo
obra e ao Dono da Obra através
de 24 horas, e ao Dono da Obra
do impresso próprio
através do impresso próprio

Fim

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