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Ergonomia em posto de cobrança de onibus

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  • 1. INTRODUÇÃO
  • 1.1. OBJETIVOS
  • 1.1.1. Objetivo Geral
  • 1.1.2. Objetivos Específicos
  • 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
  • 2.1. ERGONOMIA
  • 2.1.1. Aplicação e análise da ergonomia no ambiente de trabalho
  • 2.1.1.1. Análise ergonômica do trabalho
  • 2.1.1.2. Adaptação ergonômica de produtos
  • 2.1.2. Variações das medidas
  • Tabela 1 – Tabela de medidas antropométricas estáticas
  • 2.1.2.2. Antropometria
  • Tabela 2 – Tabela de medidas antropométricas máximas e mínimas
  • 2.1.2.2. O espaço de trabalho
  • 2.2. DESENVOLVIMENTO DE PRODUTO
  • Produto
  • 2.2.1. Projeto de produto
  • 2.3. MÉTODOS DE ANÁLISE
  • Na tabela 3 está demonstrado a distribuição normal de probabilidades e na
  • tabela 4 demonstra-se o coeficiente para calcular o número de cronometragens
  • Tabela 3 – Tabela demonstrando a distribuição normal de probabilidades
  • 3. MATERIAIS E MÉTODOS
  • 3.1. SOFTWARE E EQUIPAMENTOS
  • 3.2. DEFINIÇÃO DA AMOSTRA
  • 3.3. COLETA DE DADOS
  • 3.3.1. Coleta de tempos
  • Tabela 6 – Tabela com tempos preliminares
  • Tabela 9 – Tabela com tempo de fabricação da célula A dos projetos atuais
  • Tabela 10 – Tabela com tempo de fabricação da célula B dos projetos atuais
  • Tabela 11 – Tabela com tempo de fabricação da célula C dos projetos atuais
  • Tabela 12 – Tabela com tempo de fabricação da célula D dos projetos atuais
  • 3.4. CARACTERIZAÇÃO DO LOCAL
  • 4. RESULTADOS E DISCUSSÕES
  • 4.1. O PRODUTO ATUAL
  • 4.2. O NOVO PROJETO
  • Tabela 14 – Tabela comparativa das dimensões gerais do novo projeto e do antigo
  • Tabela 15 – Tabela com tempo de produção do projeto novo
  • 5. CONCLUSÃO
  • REFERÊNCIAS
  • ANEXOS
  • Código 04.421.039683
  • Código 04.421.039682
  • Código: 056650
  • Código 050664

UNIÃO PAN-AMERICANA DE ENSINO – UNIPAN UNIVERSIDADE BANDEIRANTE DE SÃO PAULO – UNIBAN CRISTIANO DE ASSUMPÇÃO SANTOS

BASE DA POLTRONA DO OPERADOR DE COBRANÇA NOS ÔNIBUS URBANOS: ERGONOMIA e PRODUÇÃO

CASCAVEL – PR 2010

CRISTIANO DE ASSUMPÇÃO SANTOS ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL

BASE DA POLTRONA DO OPERADOR DE COBRANÇA NOS ÔNIBUS URBANOS: ERGONOMIA e PRODUÇÃO

Trabalho de Conclusão do Curso de Engenharia de Produção Agroindustrial apresentado como requisito parcial para obtenção de grau de Bacharel. Orientador: Prof. Ms. Florian Schirmer

CASCAVEL - PR 2010

________________________________________________________ Santos, Cristiano de Assumpção Base da poltrona do operador de cobrança nos ônibus urbanos: ergonomia e produção / Cristiano de Assumpção Santos – Cascavel, 2010. 76 f.; 30 cm. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação) – União PanAmericana de Ensino UNIPAN; Universidade Bandeirante de São Paulo UNIBAN; Curso de Engenharia de Produção Agroindustrial. Orientador: Prof. Ms. Florian Schirmer 1. Ônibus Urbano. 2. Posto de Cobrança. 3. Cobrador. 4. Ergonomia. 5. Padronização. 6. Santos, Cristiano de Assumpção. ________________________________________________________

desejo saúde. atenciosa e como ninguém. a conquistar esta vitória. Ela soube ser paciente. Eles me auxiliaram nesta difícil caminhada e sempre acreditaram em meu sucesso. ajudou-me. .Aos meus pais Gilvan e Rosangela. ao amor da minha vida minha linda filha Larissa. A todos vocês. Aos meus sogros Itacir e Marilene. ser carinhosa. a minha gratidão. que apesar de todas as dificuldades e a distância sempre me incentivaram a dar continuidade aos meus estudos. que no final desta caminhada acadêmica veio para trazerme inspiração. E por fim. À minha linda e amada esposa. que desde o início me acolheram como filho. Alessandra dou meu coração. paz e bênçãos de Deus. alegria e carinho. e aos meus avós.

Dr. demonstraram apoio e entusiasmo com meu trabalho. muito obrigado! . dedicação. Ao Prof. que contribuíram de forma direta ou indireta para que este trabalho fosse realizado.Ao meu orientador. Jorge Tamagi e Profa. Ms. Ms. na elaboração deste trabalho. Prof. excelente orientação. sem o qual não seria capaz de realizá-lo. Florian Schirmer. a quem agradeço imensamente pela atenção. Caroline Lima Zanatta. E a todas as demais pessoas. que em suas avaliações foram grandiosos.

aproximadamente. e o tempo médio de troca destes gabaritos é de. Cristiano de Assumpção. Uma vez que existe um gabarito de montagem para cada projeto. Posto de Cobrança. Padronização. Cascavel. Base da Poltrona do Operador de Cobrança nos Ônibus Urbanos: Ergonomia e Produção. reduzindo. . 2010. Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) – Curso de Graduação em Engenharia de Produção Agroindustrial. no que diz respeito à base para a poltrona do operador de cobrança dos ônibus. em especial. Com os estudos realizados foi possível a alteração do projeto do posto de cobrança de ônibus urbanos. União Pan-Americana de Ensino – UNIPAN. Além disso. dificultando a fabricação devido a esta variabilidade dos layout’s dos veículos. O trabalho apresenta que a empresa na qual ocorreu o estudo tem a sua disposição a quantidade de quatorze diferentes projetos para executar a mesma função. finalmente. Ergonomia. a Norma Brasileira Regulamentadora. Cobrador. não havendo em sua base o apoio necessário para os pés. Universidade Bandeirante de São Paulo – UNIBAN. bem como. os projetos atuais não atendem a Norma Regulamentadora no quesito ergonomia. quinze minutos. Palavras-chave: Ônibus Urbano.RESUMO SANTOS. assim. criando uma base padrão que atende a todos os possíveis layout’s dos veículos produzidos. precisando-se de uma profunda alteração em seu design tornando possível o atendimento as normas. as empresas encarroçadoras de ônibus urbanos para o transporte coletivo. respeitando. de atender o mínimo de ergonomia para os seus usuários. Apresenta-se a necessidade que. 76 f. 2010. E a necessidade cada vez maior de reduzir o tempo de fabricação na busca da padronização de seus produtos. o tempo de fabricação da base para a poltrona do operador de cobrança. o que dificulta a sua fabricação. têm em atender as Normas Brasileiras Regulamentadoras. Está demonstrado que o atual projeto da base para poltrona do operador de cobrança não atende as Normas Regulamentadoras no seu tocante ergonomia. eliminando a obrigação de troca de gabaritos.

Moreover. . thus reducing manufacturing time from base to seat the operator billing. Tour Collection. Keywords: Urban Bus. 2010. The work also shows that the company where the study took place has at its disposal the amount of fourteen different designs to perform the same function. 76 f. Cascavel. particularly as regards the basis for the operator's seat for the collection of bus. Base da Poltrona do Operador de Cobrança nos Ônibus Urbanos: Ergonomia e Produção. eliminating the need for replacing fixtures. Ergonomics. since there is a mounting template for each project. and the mean replacing these fixtures is approximately fifteen minutes. creating a standard base that meets all possible layout's of vehicles produced. with no basis in their necessary support for the feet. making it difficult to manufacture. Show the need that companies bodybuilding city bus for transportation of people have in meeting the Law Brazilian Regulatory increasing need to reduce manufacturing time to the pursuit of standardization of their products. current designs do not meet Norm ergonomics in the question. União Pan-Americana de Ensino – UNIPAN. finally. Taxman. the Law Brazilian Regulatory. as well as the need to meet minimal ergonomics for its users. Universidade Bandeirante de São Paulo – UNIBAN. 2010. Cristiano de Assumpção. Standardization. With the studies it was possible to change the design of the post recovery of urban buses. making requires a fundamental change in its design making possible the attendance rules. respecting.ABSTRACT SANTOS. Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) – Curso de Graduação em Engenharia de Produção Agroindustrial. It is demonstrated that the current design basis for the operator's seat of recovery does not meet the Regulatory Norms on your terms ergonomics. making it difficult to manufacture due to the variability of the vehicle's layout.

.......... 38 Figura 9 – Fotografia do operador com 1............................81m de altura na base nova ............... 21 Figura 2 – Ilustração do alcance das mãos no posto de trabalho ...................................... 40 Figura 11 – Ilustração demonstrando dimensões da poltrona do cobrador...... 31 Figura 7 – Fotografia do posto de trabalho atual ........................................................................ 22 Figura 3 – Ilustração dos pontos de mensuração no posto de trabalho ......... 56 Figura 18 – Fotografia do operador com 1....LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1 – Ilustração dos tipos físicos básicos ............................ 52 Figura 14 – Projeto com dimensões gerais do novo projeto ............................70m de altura .... 53 Figura 15 – Figura demonstrando ganho de área nos veículos .............................................. 54 Figura 16 – Figura comparando o apoio para os pés do projeto novo com o antigo ...................... 58 Figura 20 – Gráfico de tempos médios por célula de fabricação... 23 Figura 4 – Ilustração demonstrando os problemas de dimensionamento de assentos 25 Figura 5 – Ilustração demonstrando dimensões da catraca registradora ............................................................................................................... 59 Figura 21 – Gráfico de tempos médios total de fabricação ................... 60 ........ 42 Figura 12 – Ilustração demonstrando boneco ergonômico no posto atual ................................81m de altura ................... 55 Figura 17 – Fotografia da nova proposta ......... 27 Figura 6 – Ilustração demonstrando o desenvolvimento mecânico do posto de trabalho ..... 57 Figura 19 – Fotografia do operador com 1..................... 50 Figura 13 – Projeto com componentes do novo projeto .......................................................................................... 37 Figura 8 – Fotografia do operador com 1.......................................................................70m de altura na base nova ............................................................... 39 Figura 10 – Ilustração demonstrando os pontos comuns dos projetos analisados .............................

............................. 20 Tabela 2 – Tabela de medidas antropométricas máximas e mínimas.............................................................. 45 Tabela 10 – Tabela com tempo de fabricação da célula B dos projetos atuais ........................................... 41 Tabela 6 – Tabela com tempos preliminares....... 59 ............ 43 Tabela 7 – Tabela de amplitude e média da amostra ...................... 22 Tabela 3 – Tabela demonstrando a distribuição normal de probabilidades ...... 46 Tabela 12 – Tabela com tempo de fabricação da célula D dos projetos atuais........ 53 Tabela 15 – Tabela com tempo de produção do projeto novo .......................................... 35 Tabela 5 – Tabela com dimensões dos projetos atuais ...................................................... 47 Tabela 13 – Tabela com tempo de troca de gabaritos na célula B............. 47 Tabela 14 – Tabela comparativa das dimensões gerais do novo projeto e do antigo .................... 43 Tabela 8 – Tabela de média de amostra ..... 35 Tabela 4 – Tabela do coeficiente para calcular o número de cronometragens ............ 44 Tabela 9 – Tabela com tempo de fabricação da célula A dos projetos atuais ........................................................................................... 46 Tabela 11 – Tabela com tempo de fabricação da célula C dos projetos atuais..................LISTA DE TABELAS Tabela 1 – Tabela de medidas antropométricas estáticas .....................

..................................LISTA DE QUADROS Quadro 1 – Demonstração da participação da ergonomia no desenvolvimento de produtos ............................ 32 Quadro 3 – Quadro demonstrando as etapas do processo do projeto .......................................................................................................... 37 Quadro 5 – Quadro com códigos e descrição dos projetos atuais .............................................................. 29 Quadro 2 – Quadro demonstrando as atividades para elaboração do projeto de um posto de trabalho.......................................... 34 Quadro 4 – Quadro demonstrando as etapas do processo de fabricação . 39 .................................

LISTA DE ABREVEATURAS E SIGLAS AET CJ NBR NR PDP Análise Ergonômica do Trabalho Conjuntos Norma Brasileira Regulamentar Norma Regulamentar Processo de Desenvolvimento de Produto .

LISTA DE SÍMBOLOS n z Número de ciclos a serem cronometrados Coeficiente da distribuição normal padrão para uma probabilidade determinada R Er d2 x Amplitude da amostra Erro relativo determinado Coeficiente em função do número de cronometragens realizadas preliminarmente média da amostra .

.................................. 15 Objetivos Específicos ..........2.... 51 CONCLUSÃO....................................... 42 CARACTERIZAÇÃO DO LOCAL............2......................................... 28 Projeto de produto ...........2...........1. 3......................................... 23 2................ 2....................................................................................................... 21 2................ 2..........1...... 63 Anexo A: Projeto conjunto base cobrador lado direito sobre caixa de rodas 700 mm......................... Adaptação ergonômica de produtos ........ Antropometria .............................................................................................................................. 19 2........................................039597 ........................................ 34 MATERIAL E MÉTODOS ........................1......................... 15 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA .... 5.................................................1............2...............................3................................................. 3........1.. 62 ANEXOS ........................................... Código 04...... 32 MÉTODOS DE ANÁLISE .......... 3....1........... Código 04...............1..............................2..............1................... 39 Coleta de tempos........ Variações das medidas ....................................................... 2.. 16 ERGONOMIA ..1................ 48 RESULTADOS E DISCUSSÕES ......................................................................................................3........................................ Análise ergonômica do trabalho . 17 2................................ 18 2...................................2........................ 13 OBJETIVOS .......................................................... 2............ 1.....................................421..............2.............................. 3............ 36 DEFINIÇÃO DE AMOSTRA ........ O espaço de trabalho .................................................. 1. 19 2............................................................2............ INTRODUÇÃO ..................1....... 16 Aplicação e análise da ergonomia no ambiente de trabalho ....2.. 36 COLETA DE DADOS...............................................1..........1.........1...1.. 3....................... 2....... 36 SOFTWARE E EQUIPAMENTOS .. 61 REFERÊNCIAS ................................................................................ 4........ 15 Objetivo Geral ............................................ 3............1.....................................3.......................................................1............................................. DESENVOLVIMENTO DO PRODUTO................................................ 63 Anexo B: Projeto conjunto base cobrador sobre caixa de roda 686 mm. 50 O PRODUTO ATUAL ....................................................................421..... 50 O NOVO PROJETO ........... 4...........................................................................................................2......1............................SUMÁRIO 1.................................................... 1...................039683 .................................... 64 ..........................................................4......1................................1.................................... 4.......................1................................

......049365 ................................................... 76 ................ 73 Anexo L: Projeto conjunto base cobrador lado direito sobre caixa de roda 700 mm................... 69 Anexo H: Projeto conjunto base cobrador sobre caixa de roda 750 mm pé invertido..................... 71 Anexo J: Projeto conjunto base cobrador lado esquerdo sobre caixa de roda 700 mm.................... Código 04.................................421......................................... 68 Anexo G: Projeto conjunto base cobrador sobre caixa de roda 750 mm.......................................421............ Código 061941 ......................................... Código 04.............. 65 Anexo D: Projeto conjunto base cobrador 700 mm................................................................................................................................................................................ Código 056650 .......................... 72 Anexo K: Projeto conjunto base cobrador 700 mm sobre caixa de roda motor traseiro................................... Código 04................................................................ 75 Anexo N: Projeto conjunto base cobrador 683 mm............................................................................... Código 050664 ... Código 04..........................................039681 ..................Anexo C: Projeto conjunto base cobrador lado esquerdo sobre caixa de roda 700 mm. 67 Anexo F: Projeto conjunto base cobrador lado esquerdo sobre caixa de roda 700 mm......................... 66 Anexo E: Projeto conjunto base cobrador sobre caixa de roda com reforço.......................................... Código 04............. Código 056427 ....421.......... 74 Anexo M: Projeto conjunto base cobrador sobre caixa de roda 686 mm. Código 052810 ............. Código 060516 ..................................................................................................................052015 ................421............................421.........039682 .............. 70 Anexo I: Projeto conjunto base cobrador sobre caixa de roda 750 mm........................048841 ................... Código 060876 ..................................

que possui cinto de segurança. levando em conta o bem-estar do cobrador. que busca reduzir ao máximo o tempo de trabalho. por exemplo. um para cada tipo de carroceria. assento.13 1. acarretando . ou seja. Assim. uma grande cobrança perante as encarroçadoras de veículos para o transporte urbano. o foco deste trabalho é direcionado para as encarroçadoras de ônibus urbanos. mas isso não significa dizer que este lugar de trabalho seja confortável e ergonomicamente correto. O presente trabalho apresenta especial interesse no projeto do posto do operador de cobrança do veículo urbano. por parte dos órgãos competentes. INTRODUÇÃO Com o aumento. normalmente. segurança e não prejudicar a saúde de quem o utiliza. o desperdício de matérias primas e os inúmeros projetos devido às necessidades construtivas do ônibus. na qual a indústria cultivará diversos projetos de postos de cobrança. o produto a ser desenvolvido. da população nas cidades. os erros de montagem. é a uniformização deste. as normas previstas nas NBR’s são. com a necessidade de encurtar as distâncias. o objetivo principal deste projeto de produto. que pode ser modificado de acordo com a disposição no layout dos veículos. Analisando-se os atuais “postos de trabalho do cobrador de ônibus” é possível verificar que. com o fim de atender à satisfação. Tem surgido. Portanto. Além disso. o transporte público de passageiros têm assumido um papel indispensável na economia global. O projeto a ser desenvolvido pretende observar as necessidades ergonômicas da base da poltrona do posto de trabalho deste operador. regulamentados na Norma Brasileira Regulamentar (NBR) 14022 e NBR 15570. verificando se a mesma está adequada às atividades executadas. obedecidas. onde será desenvolvido o projeto piloto. deverá corresponder a um investimento que será realizado pela empresa encarroçadora de ônibus e pelas proprietárias dos veículos. considerando ônibus e levando em consideração a relação à segurança e o mínimo de conforto dos passageiros e operadores destes meios de transporte. se há a modificações no conceito sobre o design deste. dos congestionamentos nos grandes centros devido ao enorme número de veículos em circulação pelas vias.

Com isso inicia-se dentro das indústrias encarroçadoras de ônibus uma melhoria em seu produto. diminuição dos tempos de setup’s nos equipamentos e redução dos tempos de mudança dos gabaritos para montagens de diferentes projetos. Além disso. ao mesmo tempo. O primeiro aspecto relata a busca constante das indústrias e a necessidade de redução de custos.14 maior eficiência ao seu trabalho. Sem gerar aumentos de seus custos produtivos e objetivando o bem estar do usuário do posto de trabalho. O segundo aspecto é referente à necessidade de melhorar o posto de trabalho dos operadores que os utilizam. tornando-o um diferencial. existe a necessidade de facilitar a montagem do produto final no veículo e reduzir os erros quanto a montagem e a dificuldade de definir um produto para o layout específico. sempre atendendo as especificações contidas nas normativas que regulamentam o assunto. . buscando em uma base de dados científicos a ergonomia do produto final. O desenvolvimento deste trabalho dá-se devido a diferentes aspectos. facilitará o próprio trabalho das mesmas.

ao mesmo tempo em que se procura um projeto de posto de trabalho ergonomicamente correto.1. Elaborar protótipo do projeto do novo produto. Estudar a ergonomia do projeto atual. Analisar a fabricação dos atuais postos de cobranças. Objetivo Geral O objetivo deste estudo é a criação da base de poltrona do posto de trabalho do cobrador de ônibus. .1. 1. Definir o design do novo produto.2. OBJETIVOS 1.1.1. que atenda a todas as carrocerias de existentes. Objetivos Específicos Estudar o projeto atual do posto de cobrança. Analisar a fabricação do novo produto.15 1.

doenças e diminuir a fadiga. sistemas e tarefas. Abrangendo ainda mais esse conceito. por meio de diversas técnicas. “ergonomia é o estudo da adaptação do trabalho ao homem”. Para tal. p. com o objetivo de melhorar a segurança. buscando evitar acidentes. baseada nas leis objetivas da ciência sobre a natureza”. As definições desta nomenclatura dividem-se em dois objetivos fundamentais: de um lado. que é medida em diferentes dimensões como produtividade. p. p. pode-se dizer que a ergonomia é uma ciência aplicada ao projeto de máquinas. Para Dul e Weerdmeester (2004. 1). em artigo chamado “Ensaios de ergonomia ou ciência do trabalho. o conforto e eficiência no trabalho”. ERGONOMIA A palavra ergonomia só foi utilizada pela primeira vez em 1857. publicado pelo polonês Woitej Yastembowsky (MORAES. .1. MONT’ ALVÃO. qualidade e confiabilidade. “resumidamente. conforme bem esclarecem MORAES. saúde. De acordo com Iida (2005. Segundo Itiro Iida (2005. 2005). ergonomia também pode ser considerada como a adaptação do trabalho ao homem buscando a realização dos seus objetivos (GRANDJEAN. que garantem a segurança. equipamentos. 230). a ergonomia busca melhorar condições específicas do trabalho humano. a eficácia para a organização. satisfação e bem estar do trabalhador. e de outro. Desta forma. contribuindo no conforto. o conforto e a saúde dos utilizadores. das tarefas gerando rendimento e produtividade do sistema homemmáquina. MONT’ ALVÃO. 2000. KROEMER. A eficácia para a organização depende diretamente da eficácia humana (BETIOL. 3). 2000). FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 2. 2). p. “a ergonomia estuda os diversos fatores que influem no desempenho do sistema produtivo e procura reduzir as suas conseqüências nocivas sobre o trabalhador”.16 2. 2004. utiliza as técnicas ergonômicas.

p. O diagnóstico ergonômico de um posto de trabalho dá-se pela correlação das características ambiental e técnica organizacionais. 1). o problema é mais complexo ocasionando idas e vindas na tentativa de encontrar uma solução ideal (IIDA. com objetivo de melhorar o bem-estar e o desempenho do global do sistema (DUL. 1995). . que os equipamentos.17 Para a Associação Internacional de Ergonomia (IEA) criada em 1961 a definição de ergonomia é: Ergonomia (ou fatores humanos) é uma disciplina científica que estuda as interações dos homens com outros elementos do sistema. 4).1. 19). os projetos devem atender a 95% da população. fadiga excessiva.1. sistemas e tarefas devem ser projetados para o uso coletivo. “ergonomia de correção é aplicada em situações reais. WEERDMEESTER. p. com as características do trabalhador. precisam de projetos específicos (DUL. para resolver problemas que se refletem na segurança. evidência as inadequações do posto de trabalho ao trabalhador (SANTOS. Aplicação e análise da ergonomia no ambiente de trabalho Na maioria das vezes não se encontra uma solução trivial para solucionar os problemas da adaptação do trabalho ao homem. A ergonomia para a sua aplicação adota uma importante recomendação. Sabendo que há diferenças individuais em uma população. doenças do trabalhador ou quantidade e qualidade de produção”. WEERDMEESTER. Segundo Iida (2005. 2004. então. fazendo aplicações da teoria. já existentes. FIALHO. p. princípios e métodos de projeto. 2. p. 2005. Os demais 5% não é atendida pelos projetos de uso coletivo. Ao contrário disso. 14). O diagnóstico. 2004.

“trabalho é um conceito complexo não só porque suas práticas variam de uma situação a outra. p. “o diagnóstico procura descobrir as causas que provocam o problema descrito na demanda” (IIDA. 60). Para Guérin. p.1. 61). p. 60). análise da tarefa. De acordo com Iida (2005. p. A análise da tarefa a um planejamento do trabalho e pode estar contida em documentos formais e informalmente pode corresponder a certas expectativas gerenciais (IIDA. descrevendo-se as etapas” (IIDA. “demanda é a descrição de um problema ou uma situação problemática. p.1. 62). Ou seja. sem colocar em prova um modelo escolhido a priori”. 42). 80). 2005. Guérin et al (apud IIDA. “a característica essencial da AET é de ser um método destinado a examinar a complexidade. diagnosticar e corrigir uma situação real de trabalho”. .18 2. p. Análise ergonômica do trabalho Segundo Betiol (2004. 2005). “desenvolvido por franceses o método AET é um exemplo de ergonomia de correção e desdobra-se em cinco etapas: análise da demanda. p. Ainda segundo Iida (2005. “a análise ergonômica do trabalho (AET) visa aplicar os conhecimentos da ergonomia para analisar. 60) afirma que. Assim. 2005. análise da atividade. 2005. “atividade refere-se ao comportamento do trabalhador. p. 61) e as “recomendações referem-se às providências que deverão ser tomadas para resolver o problema diagnosticado. que justifica a necessidade de uma ação ergonômica. Para Iida (2005. Laville. na realização de uma tarefa. Tarefa é um conjunto de objetivos prescritos que os trabalhadores devem cumprir. diagnóstico. mas também porque seu sentido alterna ao longo do tempo e de uma sociedade para outra”. Daniellou et al (apud BETIOL. A análise da demanda procura entender a natureza e a dimensão dos problemas apresentados”. a maneira como o trabalhador procede para alcançar os objetivos que lhe foram atribuídos”.1. Essas recomendações devem ser claramente especificadas. e recomendações”. 2004.

Já a “qualidade ergonômica do produto é a que garante uma boa interação do produto com o usuário final. Os pigmeus da África Central medem em média 143. Inclui a facilidade de manuseio adaptação antropométrica. para que os produtos sejam considerados atraentes e desejáveis”. as variações extremas são encontradas na África. transformando uma forma de energia em outra. Variações das medidas Em termos de diferenças étnicas. 316). e demais itens de conforto e segurança”. A tabela 1. 2005). De acordo com Iida (2005.8 cm enquanto que os negros nilóticos que habitam o Sudão medem em média 182. baseadas em uma amostra de 3100 trabalhadores do Rio de Janeiro: . materiais. a “qualidade estética é a que proporciona prazer ao consumidor. demonstra as medidas de antropometria estática de trabalhadores brasileiros. cores. abaixo. p. Então para satisfazer seus consumidores devem ter características básicas: qualidade técnica. 1983). direta ou indiretamente. corte e solda e outras”. dessa forma.9 cm (IIDA. texturas. adaptando-as a anatomia de suas mãos (NAPIER. e qualidade estética (IIDA. Todos os produtos destinam-se a satisfazer certas necessidades humanas e. 2. do ponto de vista mecânico. “qualidade técnica faz funcionar o produto. 2005). Adaptação ergonômica de produtos O homem pré-histórico fabricava armas de pedra lascada há dois milhões de anos.1.2.19 2. eletrônico ou químico. qualidade ergonômica.2. ou realizando operações como dobra.1. acabamentos e movimentos. elétrico. Envolve combinação de formas. entram em contato com o homem. Por fim.1.

0 77. foi apresentada por Willian Sheldon. 103).0 104.9 10.0 44. corpo ereto 2.5 96.5 46.0 43.13 Largura dos quadris (em pé) 5.5 48.1 Altura da cabeça.0 82.5 23. em pé 1.0 45.0 170.8 32. . Uma das demonstrações mais interessantes das diferenças.8 35. ereto 1 CORPO EM PÉ 1.0 55.0 18. dentro de uma mesma população. sentado 2.0 60.0 83. ereto 1.5 59. a partir do assento 2.9 Comprimento nádegas-joelho 2.7 29. até a ponta dos dedos 1.1 35.5 55.3 Altura dos ombros.0 53.8 Comprimento nádegas-poplítea 2.0 12.4 Altura do cotovelo.9 Largura dos ombros (sentado) 1. Medidas de antropometria estática (cm) 5% 1.0 112.4 78.5 40.11 Altura entre as pernas 2.4 25.20 Tabela 1 – Tabela de medidas antropométricas estáticas.0 39. a partir do assento.10 Largura dos quadris. a partir do assento.3 85.0 94.0 39.5 27. a partir do assento.2 Altura dos olhos.8 28.5 23. em pé ereto 1.0 11.0 27.5 53.2 52.0 64.9 9.5 49.5 23. “os povos que habitam regiões de climas quentes têm o corpo mais fino e os membros superiores e inferiores relativamente mais longos. 2005).9 181.5 49.5 72.0 18. Aqueles de clima mais frio têm o corpo mais cheio.2 Altura dos olhos.0 53. sentado 2.2 92. definindo os três tipos físicos básicos: o ectomorfo. corpo ereto 2. corpo ereto 1.5 20. p.6 Altura polpítea.0 95% 85.0 88. em pé. são mais volumosos e arredondados”.5 57.0 131.0 Fonte: Iida (2005). o endomorfo e o ectomorfo (IIDA.0 15.0 170.3 altura dos ombros.1 Estatura.0 159.5 Altura do joelho. em pé.2 29.1 Comprimento do pé 5 PÉS 5.4 Altura do cotovelo. Segundo Iida (2005.0 42.0 151. ereto 2 CORPO SENTADO 2.0 65.0 Peso (kg) 1.8 Profundidade do tórax (sentado) 1.8 85.3 159.12 Largura entre cotovelos 2.5 71.11 Largura das coxas 2.5 Homens 50% 66.2 Largura do pé 79.7 Comprimento do braço na horizontal.5 149.5 141.3 32.

2. 97).2. têm os ombros mais largos e mais caídos. 2005). Na antropometria estática as medidas tomadas referem-se ao corpo parado ou com poucos movimentos. queixo recuado e testa alta e abdômen estreito e fino. A antropometria divide-se em três áreas de estudo. de formas angulosas.1. O mesomorfo tem o físico musculoso. p. seu pescoço é fino e comprido. astropometria estática. 10). A antropometria dinâmica que mede os alcances dos . ombros e peitos largos e abdômen pequeno. antropometria dinâmicas e antropometria funcional. Fonte: Iida (2005). Antropometria Segundo Iida (2005.21 O tipo físico ectomorfo tem corpo e membros longos e finos. seu abdômen é grande e cheio e o tórax é relativamente pequeno (IIDA. com um mínimo de gordura e músculos. maciça. “antropometria trata as medidas físicas do corpo humano”. tem rosto magro. com grandes depósitos de gordura. p. Tem a forma física de uma pêra. Conforme demonstrado na figura 1: Figura 1 – Ilustração dos tipos físicos básicos. sua cabeça é cúbica.2. “a antropometria ocupa-se das dimensões e proporções do corpo humano”. Seus membros são musculosos e fortes e possui pouca gordura subcutânea. Já o tipo físico do endomorfo é de formas arredondadas e mácias. De acordo com Dul e Weerdmeester (2004.

Máx.7 66.9 23.4 35.6 95% 172. Fonte: Iida (2005).1 11. 2005). sentado Altura do cotovelo.4 65.0 35.5 63. sentado Altura das coxas Altura do assento (poplítea) Profundidade do torax Comprimento do antebraço Comprimento do braço ● ● ● ● ● ● ● ● Critério Mín.2 84.0 53.5 91.9 84. De acordo com Iida (2005.7 Medida adotada* 184.8 38.2 68. Já na antropometria funcional são relacionadas com a execução de tarefas específicas (IIDA.2 Homens 5% 162.0 17. apresenta-se a representação do alcance máximo das mãos no posto de trabalho: Figura 2 – Ilustração do alcance das mãos no posto de trabalho.6 Fonte: Iida (2005).0 31.8 35.9 56.3 48.1 19. 136) “naturalmente.1 27.8 29. é mais rápido e ecônomico usar dados antropométricos já disponíveis na bibliografia.1 23.0 80.1 96.0 15.8 28. medindo-se os movimentos de cada parte do corpo mantendo o restante do corpo estático.1 96. Na figura 2.0 53.7 48.3 32.7 36. do que fazer levantamentos antropometricos próprios”.3 43.9 78.7 29. ● ● Mulheres 5% 151. Medidas de antropometria estática (cm) a) b) c) d) e) f) g) h) i) j) Estatura Altura da cabeça sentado Altura dos olhos.7 39.9 73.5 68.3 11.8 17. sentado Altura dos ombros.5 28.2 61.4 78. .2 61.4 76.22 movimentos. p. Na tabela 2 estão demonstradas as medidas antopométricas máximas e mínimas de homens e mulheres: Tabela 2 – Tabela de medidas antropométricas máximas e mínimas.8 19.2 95% 184.

Sendo a cadeira fixa e tiver uma altura superior à altura poplítea. Existem três posturas básicas para o corpo: deitada. 142). sentada e de pé”. p. O espaço de trabalho De acordo com Iida (2005. provavelmente foi o assento. São duas as variáveis mais importantes no dimensionamento de uma mesa. A recomendação geral é que esta medida seja de 4 cm acima do nível do cotovelo. A regulagem da altura deve ser tomada pela posição do cotovelo e deve ser determinada após o ajuste da altura da cadeira. Segundo Iida (2005. Na figura 3 verificamos os pontos para mensuração no posto de trabalho: Figura 3 – Ilustração dos pontos de mensuração no posto de trabalho. deve existir uma base para apoio dos pés (IIDA. Umas das invenções que mais contribuiu para modificar o comportamento humano. Atualmente a maioria das pessoas passam mais de 20 horas por dia sentado ou deitado. “o fator mais importante no dimensionamento do espaço de trabalho é a postura. “o espaço de trabalho é um volume imaginário.1. na posição sentada. a sua altura e a superfície de trabalho. p. Este fato contribuiu para o surgimento . 143). Se a mesa for fixa a cadeira deve ser regulável. 2005).2.2. Fonte: Iida (2005).23 2. necessário para o organismo realizar os movimentos requeridos durante o trabalho”.

sendo uma tarefa difícil definir as características que o tornam confortável. braços da cadeira. Diferenças estas que podem ser explicadas quanto à aplicação. dores lombares entre outras que se não forem corrigidas podem causar problemas permanentes na coluna. p. diferenças antropométricas entre as populações e preferências individuais. descreve conforto como sendo influenciado por inúmeros fatores e preferências individuais. Um assento mal projetado pode contribuir consideravelmente para o agravamento destes problemas (IIDA. existem diversas maneiras de dimensionar os assentos. “a posição sentada apresenta vantagens sobre a postura ereta. Iida (2005. 150) define conforto com “uma sensação subjetiva produzida quando não há nenhuma pressão localizada sobre o corpo”. e o encosto. p. já desde o ano de 1743. 12). p. acrescentando-se 3 cm para considerar o uso de calçado. que deve estar de acordo com a largura torácica da pessoa. 2005. ÁVILA. 105) “os assentos devem ter medidas adequadas ao usuário e devem ser observados alguns princípios gerais. Para Dul e Weerdmeester (2004. 155). sem o esmagamento de sua parte inferior e os pés consigam se apoiar no chão. e adota uma postura rígida durante longos períodos (ABRAHÃO. o assento deve ter altura regulável em movimentos contínuos e suaves. 14-16). as pesquisas científicas afirmam que o homem não suporta ficar sentado. Essas posturas causam fadiga. A altura do assento é considerada boa quando a coxa encontra-se bem apoiada no assento. De acordo com Dul e Weerdmeester (2004. mesa. que deve permitir uma postura de relaxamento”. Para Martins e Laugeni (2005. que. O corpo fica melhor apoiado em diversas superfícies: piso. . Para adultos brasileiros. p. 150). como a largura do assento. Segundo Iida (2005. Portanto a posição sentada é menos cansativa que a de pé”. a faixa mínima de ajustes deve ser de 19 cm. No entanto. baseado nas diferenças de medidas poplíteas da população. entre 36 a 55 cm de altura. p.24 do termo sedentário. encosto. 2001). assento. p. A problemática do assento tem despertado o interesse de diversos pesquisadores. Já Corlett (apud IIDA. 2005). fazem análises sobre posturas. onde a espécie humana homo sapiens deixa de ser um animal ereto e passa a ser um animal sentado homo sedéns ou sentado.

para acomodar a curvatura das nádegas. A cadeira adotada também pode ser giratória. A parte inferior do encosto deve ser convexa. reduzindo assim a fadiga ao torcer o tronco e permitindo maior variação de posturas. O encosto deve ter uma altura de 30 cm. ter regulagem e ser estofadas de acordo com sua aplicação visando minimizar os desgastes físicos e mentais aumentando assim o conforto e a segurança destes operadores. 48). As pernas devem ficar acomodadas no espaço sob a superfície de trabalho. Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas (2008. p. p. as poltronas para os operadores dos transportes coletivos devem ser anatômicas.1 Poltronas para os operadores . ficando. 14-16). Fonte: Iida (2005).25 O encosto da cadeira deve proporcionar apoio na região lombar. Diz o item 38 e subitens da NBR 15570 (2008): 38 Postos de comando e cobrança 38. portanto. ou ser vazada. A figura 4 demonstra os principais problemas provocados por erros de dimensionamento de assentos: Figura 4 – Ilustração demonstrando os problemas de dimensionamento de assentos. deixando um vão livre de 10 a 20 cm entre o assento e o encosto. a largura deste espaço deve ter no mínimo 60 cm e sua profundidade precisa medir pelo menos 40 cm na altura do joelho e 100 cm na parte inferior junto aos pés (DUL E WEERDMEESTER. com uma altura total de 40 a 50 cm acima do assento. 2004.

a poltrona do motorista pode possuir deslocamento lateral para melhor acesso e posicionamento do motorista. minimizando o seu desgaste físico e mental. estofadas ou ventiladas. oferecendo no mínimo quatro posições de bloqueio.7 Recomenda-se que a poltrona do motorista seja instalada de modo que a projeção do seu eixo de simetria no plano horizontal coincida com o centro do volante.4 As poltronas dos operadores devem permitir variações na altura entre 400 mm e 550 mm. 38.2 0s assentos das poltronas para os operadores devem ter as seguintes dimensões: a) largura entre 400 mm e 500 mm.5 e subitens da NBR 15570 (2008): 38. 38.5 A poltrona do motorista deve permitir movimento longitudinal de 120 mm.5. c) altura variando de 480 e 550 mm. b) base superior variando de 340 e 460 mm. 38.5 Na parte inferior do braço da catraca.26 38. atendendo a uma variação de curso de no mínimo 130 mm. recomendando-se o uso de material resiliente para revestimento de suas partes. de mesmo diâmetro dos tubos de que são feitos os braços. não tendo arestas vivas. Em veículos com cobrador.1. 38. de 95º a 115º com a horizontal. adequadas a aplicação de cada caso. e ter as seguintes dimensões: a) base inferior variando de 400 e 500 mm. deve ser posicionada no corredor de circulação defronte ao assento do cobrador (quando existente) ou próxima ao posto de comando do motorista.1.6 A distância compreendida entre a extremidade do braço horizontal da catraca até a face lateral do anteparo adjacente não pode exceder 45 mm.1.1. quando utilizada. em qualquer posição. permitir ajuste de forma contínua ou pelo menos em cinco estágios de inclinação. oferecendo uma abertura "A" para passagem dos passageiros. 38.5.4 Não pode existir qualquer dispositivo que reduza o espaço livre entre dois braços consecutivos. Em veículos com motor dianteiro.2 A catraca deve possuir três ou quatro braços. 38. reguláveis.5. podendo ser instalada sobre patamar de 150 mm a 450 mm. 38.5. Ainda tratando da NBR 15570 a catraca ou roleta registradora deve atender as especificações contidas no item 38.1. desde que distem no mínimo 400 mm do piso e que não ocupem mais de 50 % do vão livre. . 38. 38.3 A catraca pode permitir giro em ambos os sentidos. igual ou maior que 400 mm. b) profundidade entre 380 mm e 450 mm.5. A altura "H" da geratriz superior do braço da catraca em relação ao revestimento do assoalho do corredor de circulação deve ser de 900 mm a 1050 mm.5.5 Catraca registradora de passageiros 38. a distância entre o encosto e o centro do volante da direção deve estar compreendida entre 540 mm e 700 mm.1 As poltronas para os operadores (motorista e cobrador) devem ser anatômicas.1. 38.3 O encosto das poltronas para os operadores devem ser de forma trapezoidal.7 A catraca e os dispositivos necessários a sua instalação devem ser de material que não cause danos aos passageiros. sua poltrona deve ter apoio para os pés e apoios laterais para os braços. 38.1.6 Para a poltrona do motorista. sendo o do lado de acesso do tipo basculante.5.1 A catraca registradora de passageiros. 38. pode ser colocado dispositivo vazado.

3. como forma de evitar acidentes com os usuários.5. (117. porém sem constituir risco potencial aos usuários. A figura 5 ilustra as dimensões da catraca registradora que constam na NBR 15570 acima citada: Figura 5 – Ilustração demonstrando dimensões da catraca registradora. 38. Fonte: ABNT 15570 (2008). A NR 17 estabelece em seu subitem 17. as bancadas. Sempre que o trabalho puder ser executado na posição sentada.006-6 / I1) 17.8 A parte traseira da caixa de mecanismos da catraca de três braços pode ser protegida com material resiliente. 38.008-2 / I2) . fixado de maneira apropriada. segurança e desempenho eficientes. Mobiliário dos postos de trabalho. visualização e operação e devem atender aos seguintes requisitos mínimos: a) ter altura e características da superfície de trabalho compatíveis com o tipo de atividade.27 38. o posto de trabalho deve ser planejado ou adaptado para esta posição. 17. Para trabalho manual sentado ou que tenha de ser feito em pé.3.1.3: 17. de modo a proporcionar um máximo de conforto. \ A NR 17 visa a estabelecer parâmetros que permitam à adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores.5. (117. mesas.3. escrivaninhas e os painéis devem proporcionar ao trabalhador condições de boa postura. (117.10 No caso de adoção de sistema automático para cobrança de tarifas. com a distância requerida dos olhos ao campo de trabalho e com a altura do assento.5.9 Podem ser instalados dispositivos que evitem a evasão de receita.007-4 / I2) b) ter área de trabalho de fácil alcance e visualização pelo trabalhador. a catraca registradora deve possuir todos os componentes eletrônicos e eletromecânicos necessários para proceder ao travamento e destravamento comandados pelo sistema.2.

010-4 / I2) 17.2. bem como ângulos adequados entre as diversas partes do corpo do trabalhador. Para as atividades em que os trabalhos devam ser realizados sentados. os produtos a serem desenvolvidos devem demonstrar alto nível de qualidade técnica.1. que se adapte ao comprimento da perna do trabalhador. a partir da análise ergonômica do trabalho. 323). o desempenho de uma empresa no PDP (Processo de Desenvolvimento de Produto) deve ser medido a partir de três parâmetros: qualidade. os itens 17.3 e 17. . Assim. (117. 2.2. baixo custo. encolhendo-se as características necessárias para tanto. vantagens superiores às oferecidas pelos produtos concorrentes.013-9 / I1) d) encosto com forma levemente adaptada ao corpo para proteção da região lombar. (117. é possível notar que da NR 17 devem ser observados e respeitados. esses parâmetros devem ser otimizados.3.3.3. (117. Juran (1992) bem enfatiza que o desenvolvimento do produto é um processo experimental destinado a responder as necessidades do cliente. (117. e. poderá ser exigido suporte para os pés.3. p. Os assentos utilizados nos postos de trabalho devem atender aos seguintes requisitos mínimos de conforto: a) altura ajustável à estatura do trabalhador e à natureza da função exercida.009-0 / I2) 17. em função das características e peculiaridades do trabalho a ser executado. (117. Para trabalho que necessite também da utilização dos pés.4. (117. principalmente. tempo e produtividade.3. 17.3.012-0 / I1) c) borda frontal arredondada. (117.014-7 / Il) 17. Consequentemente. Já Santos (1996) ressalta que.011-2 / I1) b) características de pouca ou nenhuma conformação na base do assento.28 c) ter características dimensionais que possibilitem posicionamento e movimentação adequados dos segmentos corporais.3.015-5 / I1).3.1. os pedais e demais comandos para acionamento pelos pés devem ter posicionamento e dimensões que possibilitem fácil alcance. para o projeto dos postos de cobrança dos veículos urbanos para o transporte coletivo. Entretanto. “o desenvolvimento de produto envolve um conjunto de atividades que leva uma empresa ao lançamento de novos produtos ou ao aperfeiçoamento daqueles existentes”.2. no atual mundo competitivo. DESENVOLVIMENTO DE PRODUTO Segundo Iida (2005. além dos requisitos estabelecidos no subitem 17.4. principalmente.

pois ele é quem irá julgar os produtos lançados no mercado (IIDA. Desenvolver produtos é um processo complexo e envolve o trabalho de profissionais de diversas áreas.informações . outras ainda concentram seus esforços na redução de custos. 1991). Portanto o importante é saber o que o consumidor final quer. a empresa que não se antecipar às necessidades de seus clientes. p. aumentando a competitividade do produto no mercado (CLARK.29 habilitando as empresas para atrair e satisfazer seus clientes. Este processo é muito variável depende do tipo de produto da organização. Fonte: Iida (2005). e. FUJIMOTO. 69) “Desenvolver novos produtos é um desafio constante. outras valorizam aspectos ergonômicos ou estéticos. Algumas empresas dão ênfase a características técnicas. Segundo Martins e Laugeni (2005.controles Acompanhar os detalhamentos Detalhamento Detalhar o sistema Especificar componentes Adaptar as interfaces Detalhar os procedimentos de Testes Avaliação Avalia o desempenho Comparar as especificações Fazer os ajustes necessários Testar a interface com o usuário Produto em uso Prestar serviço de pós-venda Adquirir experiência para outros Projetos Realizar estudos de campo junto aos usuários e consumidores Quadro 1 – Demonstração da participação da ergonomia no desenvolvimento de produtos. com produtos e serviços inovadores estará condenada ao desaparecimento”. 2005). Apresenta-se no quadro 1 demonstração da participação da ergonomia nas diversas etapas do desenvolvimento de produtos: Etapas Definição Atividades gerais Examinar as oportunidades Verificar as demandas Definir objetivos do produto Elaborar especificações Estimar benefícios Participação da ergonomia Examinar o perfil do usuário Analisar os requisitos do Produto Desenvolvimento Analisar os requisitos do sistema Esboçar a arquitetura do sistema Gerar alternativas de soluções Desenvolver o sistema Analisar as tarefas/atividades Analisar a interface: . consequentemente. No mundo em transformação que vivemos. .

De acordo com Baxter (1998. UNGARELLI. p. facilidades de fabricação. aumentaram-se as expectativas em torno da atuação do profissional de design ampliando seus antigos limites e passou a exigir destes profissionais um conhecimento mais amplo sobre o produto. 1996 apud ROCHA. O designer de produto bem sucedido é aquele que consegue pensar com a mente do consumidor”. aceitação dos distribuidores. pré-projeto. 21). MEGGAZINI. A figura 6 demonstra o desenvolvimento mecânico de um posto de trabalho: . considerando as necessidades de todos os envolvidos e adequando aos mecanismos de produção (MOLINARI. o processo de desenvolvimento de produtos pode ser dividido em cinco etapas distintas: desenvolvimento do conceito. triagem de conceitos (marketing. 2005). é necessário ter em mente a viabilidade do projeto. de operação para o produto e após esta etapa selecionar a melhor delas. A fixação de metas só terá utilidade se acompanhada de procedimentos para verificar se essas metas estão sendo alcançadas. produção e finanças). 20-21) ainda comenta que o desenvolvimento de produtos é um problema multifatorial. A seleção do melhor conceito envolve análise de todas as possibilidades. Baxter (1998. Depois definir o projeto é preciso também pensar nas possíveis formas de fabricação e selecionar a melhor alternativa. “o desenvolvimento de produto deve ser orientado para o consumidor. avaliação e melhoria e prototipagem final. p. O mercado atual exige das indústrias maior controle de seus resultados por meio de um planejamento rigoroso durante a criação do projeto. Para que isto ocorra. Desta forma. FILHO. durabilidade e confiabilidade dos produtos. este depende de fatores como simpatia dos consumidores. baseando-se nas especificações de projeto.30 Para Slack (1996).

Quando se apresenta um produto atrativo raramente fala-se sobre propriedades como som. a fim de satisfazer as necessidades e expectativas dos consumidores (SLACK. Produto. Este se refere sim à percepção humana da visão. na realidade. 53). serviços e conceitos. a criatividade resulta da forma diferente de ver problemas ou idéias existentes e a preparação é tempo pelo qual a mente fica mergulhada nestes problemas. p. mas sim quando houve um grande esforço para alcançar uma solução. em todos os estágios do projeto. 25) define como estilo de um produto “a qualidade que provoca a sua atração visual”. “A criatividade é o coração do design. Referem-se as propriedades visuais de um produto. Uma grande ideia não surge do nada. .31 Figura 6 – Ilustração demonstrando o desenvolvimento mecânico do posto de trabalho. nada mais é do que um agregado de bens. Baxter (1998. 1998). fazendo que a atratividade deste seja definida por sua propriedade visual (BAXTER. 1996). Fonte: Iida (2005). O projeto mais excitante e desafiador é aquele que exige inovações de fato – a criação de algo radicalmente novo. segundo Baxter (BAXTER. 1998). nada parecido com tudo o que se encontra no mercado”. p. cheiro ou paladar. Para o mesmo autor (1998.

vê-se o quadro 2 demonstrando a seqüência de atividades para a elaboração do projeto de um posto de trabalho: 1 Faça um levantamento sobre as características da tarefa. . Projeto de produto Para Baxter (1998. equipamento e ambiente usando técnicas como observações. serem descritas as especificações e justificativa do produto proposto. para. Fonte: Iida (2005). é feito um período de pesquisa e análise deste produto. questionários ou filmagens. pernas e tronco Localize os dispositivos visuais dentro da área normal de visão Verifique a entrada e saída de materiais e de informações de/para outros postos de trabalho Elabore um desenho do posto de trabalho em escala e posicione os seus principais componentes 9 10 Construa um modelo (mock-up) em tamanho natural para testes com sujeitos Construa um protótipo para testes em condições reais de operação Quadro 2 – Tabela demonstrando as atividades para elaboração do projeto de um posto de trabalho. finalmente. superfícies de trabalho. p. Abaixo. 130). colocando aquelas principais na área de alcance preferencial 5 6 7 8 Providencie espaços adequados para acomodação e movimentação dos braços. entrevistas.2. p. 2 Identifique o grupo de usuários para realizar medidas antropométricas relevantes ou procure obtê-las em tabelas 3 Determine as faixas de variações das medidas antropométricas para a altura de assentos. “o planejamento do produto começa com a estratégia de desenvolvimento de produto da empresa e termina com as especificações de produção do novo produto”.1. alcances e apoios em geral 4 Estabeleça prioridades para as operações manuais. A terceira etapa. 123). Baxter (1998) divide o processo de planejamento do produto em quatro etapas: a primeira traça a estratégia e a orientação geral do produto estabelecendo seus objetivos. Segundo Baxter (1998.32 2. “a origem das oportunidades de desenvolvimento de novos produtos pode ser classificadas em duas categorias: demanda de mercado e oferta de tecnologia”. Na segunda etapa ocorre o início do desenvolvimento do produto específico. na quarta etapa.

de produtos ou características do produto que ainda não foram oferecidos pela sua empresa. 130). considerando que ele pode antecipar o aparecimento de determinadas falhas. 174) ainda afirma que “o projeto conceitual tem o objetivo de produzir princípios de projeto para o novo produto. O termo protótipo significa. refere-se a representação física do produto que será eventualmente produzido industrialmente. Primeira: os produtos concorrentes podem mostrar-se mais competitivos. Essa nova tecnologia pode ser um novo material. A demanda de mercado pode ser reconhecida de duas maneiras. pois para ele o custo deste teste pode ter um bom retorno. Primeiro no sentido mais preciso da palavra. Em segundo lugar. O processo dos projetos conceituais tem dois segredos: o primeiro é gerar o maior número possível de idéias e o segundo é selecionar a melhor idéia (BAXTER. seleção de idéias. A oferta de tecnologia refere-se à disponibilidade de novas tecnologias. Segunda: pode existir uma necessidade de mercado que não é satisfeita por nenhum dos produtos existentes. analise das possibilidades e construção do protótipo (BAXTER. Ela compreende quatro fases: geração de idéias. p. . para qualquer tipo de representação física construída com o objetivo de realizar testes físicos (BAXTER. 1998). usa-se o termo protótipo no sentido mais lato. novos processos de fabricação ou novos conceitos de projetos (Baxter. O mesmo autor (1998. Decidir pela utilização ou não de protótipos para o desenvolvimento de produtos é simples. pelo mercado. A construção do projeto começa com o conceito escolhido e termina com o protótipo completamente desenvolvido e testado. a palavra protótipo referese a dois tipos de representação dos produtos. O designer tem condições de tomar essa decisão.33 A demanda de mercado refere-se à procura. 1998). exigindo uma atualização dos seus produtos. literalmente “o primeiro de um tipo”. No inicio da era industrial. 1998. que depois deveria ser produzido em massa. 1998). No projeto de produtos. gerando oportunidade de inovação do produto. Ele deve ser suficiente para satisfazer as exigências do consumidor e diferenciar o novo produto de outros produtos existentes no mercado”. p. antes de o produto começar a ser comercializado. o protótipo era o produto feito pelo mestre.

Fonte: Baxter (1998). 2.34 Pelo quadro 3 logo abaixo. o modo pelo qual tais decisões são tomadas depende de suas regras de decisão. resta elaborar as especificações para fabricação. 1998).. 86) a maneira mais correta para se determinar o número de cronometragens pode ser deduzida da fórmula abaixo utilizando as fórmulas a seguir: . técnicas são as próprias escolhas”. Assim. 84) “A cronometragem é um dos métodos mais empregados para medir o trabalho. Após o término da configuração do produto e das correções necessárias..3. p. Nesta etapa devem ser reunidas todas as informações obtidas nas fases anteriores e especificar os materiais. MÉTODOS DE ANÁLISE Segundo Lakatos apud Ackoff (2000:II-44) “Método é uma forma de selecionar técnicas. Segundo Martins e Laugeni (2005. forma de avaliar alternativas para a ação cientifica.” Para Martins e Laugeni (2005. é possível visualizar as etapas do processo do projeto de produto: Etapas do projeto Resultados de cada etapa Nível de apresentação Projeto conceitual Princípios do projeto Suficiente para definir a oportunidade de projeto Configuração do projeto Construção do protótipo Suficiente para verificar a adequação aos objetivos e possibilidades de fabricação Projeto detalhado Especificação completa do produto Suficiente para a fabricação Quadro 3 – Quadro demonstrando as etapas do processo do projeto. máquinas e ferramentas necessárias à fabricação em série do produto especificado (BAXTER. p. Métodos são regras de escolha. enquanto as técnicas utilizadas por um cientista são fruto de suas decisões.

704 8 2.847 9 2.693 4 2.35 Equação (1) Onde: n = número de ciclos a serem cronometrados z = coeficiente da distribuição normal padrão para uma probabilidade determinada R = amplitude da amostra d2 = coeficiente em função do número de cronometragens realizadas preliminarmente x = média da amostra Er = erro relativo determinado Na tabela 3 está demonstrado a distribuição normal de probabilidades e na tabela 4 demonstra-se o coeficiente para calcular o número de cronometragens. A tabela de distribuição normal de probabilidade e a tabela do coeficiente utilizado para calcular o número de cronometragens serão utilizadas no decorrer do projeto para determinar o número de cronometragens a ser realizadas para análise.326 6 2.70 1. .88 1.078 Fonte: Martins e Laugeni (2005).81 1.75 1.96 Fonte: Martins e Laugeni (2005). Tabela 3 – Tabela demonstrando a distribuição normal de probabilidades. Estes dados são utilizados na equação 1. Probabilidade (%) Z 90 91 92 93 94 95 1. N d2 2 1.059 5 2.128 3 1.65 1.970 10 3.534 7 2. Tabela 4 – Tabela do coeficiente para calcular o número de cronometragens.

Programa de plataforma CAD 3D: utilizado na elaboração e definição do conceito do projeto a ser fabricado. bem como editores de texto conforme listados: Planilhas digitais: onde foram digitalizados os dados obtidos nas amostras para posterior análise. SOFTWARE E EQUIPAMENTOS Para desenvolvimento deste trabalho foram utilizadas as ferramentas e programas em plataforma CAD. Programa de plataforma CAD 2D: utilizado na confecção do projeto de construção utilizado para fabricação do produto. Cronometro digital: utilizado para cronometrar o tempo de fabricação de cada projeto para posterior cronoanalise.1. para esta análise foram separadas em células de fabricação as unidades fabris da indústria conforme demonstra a quadro 4: . MATERIAIS E MÉTODOS 3.36 3. Trena aferida: utilizada para aferir o dimensional dos produtos com o projeto. Editor de textos: utilizou-se para transferir os dados obtidos durante este projeto para a forma escrita. DEFINIÇÃO DA AMOSTRA Para a cronoanálise foi acompanhado o processo de fabricação em dez lotes de cinco unidades dos projetos atuais da base da poltrona do cobrador e do projeto proposto.2. 3. fornecida pela indústria onde se realizou a pesquisa. fornecida pela indústria onde se realizou a pesquisa.

03: Catraca. a altura de 1. Fonte: Primária. respectivamente.81m. Foram fotografadas as medidas tomadas no procedimento de mensuração. Fonte: Primária. Figura 7 – Fotografia do posto de trabalho atual.37 CÉLULA A B C D E Fabricação A Fabricação B Pintura Pré-fabricação SETOR Troca de gabarito na célula de fabricação “B” Quadro 4 – Quadro demonstrando as etapas do processo de fabricação. Para que se torne viável a análise do atual projeto foram tomadas as dimensões da base atual com dois operadores. 04: Poltrona do cobrador. Os dois voluntários têm. Às imagens que seguem demonstram estas dimensões. 02: Base da caixa do cobrador. 05: Base poltrona do cobrador.70m e 1. simulando o procedimento de operação. Na figura 7 está demonstrado posto de trabalho sem o operador para destacar seus componentes: 01 04 02 05 Legenda: 03 01: Caixa do cobrador. para facilitar o entendimento do exposto. . ficando o primeiro dentro da faixa de 50% da população e o segundo dentro da faixa de 95% da população brasileira conforme demonstrado no quadro 1.

devido a não ter uma base de apoio apropriada para seus pés. A figura 9 demonstra o segundo voluntário. operador não encontra uma postura ideal para exercer sua função. A altura da poltrona foi regulada para que esta proporcionasse ao operador o melhor conforto possível dentro das possibilidades do produto. este com altura de 1.70m. Com esta regulagem a altura poplítea medida é de 45. nessa situação. a altura da poltrona também foi regulada para que esta contribuísse da melhor forma possível para o conforto do usuário. mas como se pode notar.81m. A imagem mostra também que os pés do operador não ficam devidamente apoiados sobre a base: Figura 8 – Fotografia do operador com 1.5cm. .5cm. Fonte: Primária.38 A figura 8 demonstra o primeiro voluntário. próximo do determinado no quadro 1 onde esta altura é de 46. com altura de 1.81m de altura. Neste caso.

3. Pode-se notar que apesar de terem códigos e dimensionais diferentes alguns dos projetos têm o mesmo nome ou descrição. COLETA DE DADOS Durante a coleta de dados foram identificados quatorze projetos.70m de altura. Fonte: Primária. que atualmente são utilizados na montagem do posto de trabalho. O quadro 5 está relação dos projetos deste estudo com códigos e nomes e quantidade de itens: ITEM 01 02 03 CÓDIGO 039597 039581 039682 NOME CJ base cobrador sobre cx de roda 686mm CJ base cobrador 700mm CJ base cobrador LE sobre cx de roda 700mm .3.39 Figura 9 – Fotografia do operador com 1.

conforme a figura 10 que segue o estudo: Figura 10 – Ilustração demonstrando os pontos comuns dos projetos analisados. Fonte: Mascarello. Nesta análise foram identificados 16 pontos importantes para a definição da nova proposta. 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 039683 048841 049365 050664 052015 052810 056427 056650 060516 060876 061941 CJ base cobrador LD cobre cx de roda 700mm CJ base cobrador 683mm CJ base cobrador sobre cx de roda 686mm CJ base cobrador LD sobre cx de roda 700mm CJ base cobrador 700mm s/ cx de roda MT CJ base cobrador LE sobre cx de roda 700mm CJ base cobrador sobre cx de roda 750mm CJ base cobrador sobre cx de roda 750mm pé invertido CJ base cobrador sobre cx de roda 750mm CJ base cobrador LE sobre cx de roda 700mm CJ base cobrador sobre cx de roda c/ reforço Quadro 5 – Quadro com códigos e descrição dos projetos atuais. .40 Continuação do quadro 5. Para defini-lo. Fonte: Primária. o primeiro passo foi definir os pontos comuns a todos os projetos atuais utilizados para montar a base da poltrona do cobrador. De posse destes dados foi iniciado o processo de elaboração do novo produto.

para que posteriormente se possam comparar seus pontos de fixação com os pontos de fixação das bases da poltrona do cobrador.41 Após. os mesmos foram mensurados e suas dimensões foram lançadas na tabela 5 para melhor visualização e definição da nova proposta. Ao final. Foram retirados também os dimensionais da poltrona utilizada pelo operador de cobrança de acordo com o projeto fornecido pelo fabricante de poltrona. definidos os pontos comuns aos projetos da base da poltrona do operador de cobrança. Logo a seguir temos a tabela com as medidas obtidas nos projetos mensurados: Tabela 5 – Tabela com dimensões dos projetos atuais. DIMENSÕES (mm) CÓDIGO 039597 039681 039682 039683 048841 049365 050664 052015 052810 056427 056650 060516 060876 061941 A 686 686 686 686 683 686 686 686 686 736 736 736 686 736 B 149 149 149 149 -149 149 -149 149 149 149 149 149 C 152 337 152 152 337 152 162 80 337 337 152 152 337 172 D 152 337 152 337 337 152 337 80 152 152 337 337 152 172 E 210 210 210 210 210 210 210 210 210 210 210 210 210 210 F 271 271 271 271 271 271 271 271 271 271 271 271 271 271 G 321 321 321 321 321 321 321 321 321 321 321 321 321 321 H 321 321 321 321 321 321 321 321 321 321 321 321 321 321 I 491 491 491 491 491 491 491 491 491 491 491 491 491 491 J 541 541 541 541 541 541 541 541 541 541 541 541 541 541 L 585 585 585 585 585 505 505 569 505 638 638 395 585 358 M 585 585 400 400 585 505 585 569 585 638 638 638 395 358 N 580 580 580 580 580 580 580 580 580 580 580 580 580 580 O 203 203 203 203 203 203 203 203 203 203 203 203 203 203 P 290 290 290 290 290 290 290 290 290 290 290 290 290 290 Q 378 378 378 378 378 378 378 378 378 378 378 378 378 378 Fonte: Primária. será realizada a análise ergonômica do posto de trabalho conforme demonstra a figura 11: .

3. foi realizada preliminarmente dez tomadas de tempo durante o ciclo completo que um . Considerar-se para efeito de projeto os dimensionais da catraca do ônibus e do conjunto posto de cobrança que foram fornecidos pelos seus respectivos fabricantes para tornar possível o correto dimensionamento e análise do projeto que será proposto. Coleta de tempos A fabricação dos projetos foi dividida conforme demonstrado na tabela 6. Para determinar a quantidade de amostras de tempos a serem tomadas. 3. Fonte: Mascarello.42 Figura 11 – Ilustração demonstrando dimensões da poltrona do operador. onde as etapas de fabricação foram divididas em células fabris com a intenção de facilitar a análise dos tempos tomados durante todo o processo.1.

teremos as fórmulas a seguir para cada célula separada. TEMPOS PRELIMINARES CÉLULAS 1ª A B C D E 16:20 24:56 68:20 06:23 18:21 2ª 19:10 21:59 52:23 05:35 14:16 3ª 19:07 22:49 62:02 05:38 15:35 Amostras aleatórias em minutos 4ª 21:12 21:53 64:47 05:42 14:56 5ª 16:58 25:10 64:39 05:40 16:13 6ª 17:56 22:00 65:14 06:38 15:46 7ª 19:03 21:55 66:31 05:36 15:34 8ª 19:07 22:00 67:53 06:58 15:05 9ª 19:10 20:05 65:01 05:35 14:27 10 ª 18:57 21:52 64:39 05:37 14:38 Fonte: Primária. 21:12 25:10 68:20 06:38 18:21 MENOR TEMPO (minutos) 16:20 20:05 52:23 05:23 14:16 AMPLITUDE “R” (segundos) 292 305 957 95 245 MÉDIA DA AMOSTRA “X” (segundos) 1122 1348 3849 355 929 Com estes dados definidos se pode adotar a fórmula 1 para calcular as quantidades de amostras necessárias por célula de trabalho.43 projeto leva para passar por todas as etapas necessárias de fabricação conforme a tabela 6: Tabela 6 – Tabela com tempos preliminares. trabalhando com o coeficiente de distribuição normal em 95% e erro relativo de 5% conforme a tabela 7 e utilizando o coeficiente em função do número de cronometragens realizadas preliminarmente conforme tabela 8. Com base nos dados da tabela 6 encontramos a amplitude da amostra “R” das células tomando os tempos maiores e deles subtraindo os menores de acordo com a tabela 7 que segue neste estudo: Tabela 7 – Tabela de amplitude e média da amostra. . CÉLULAS MAIOR TEMPO (minutos) A B C D E Fonte: Primária.

A 11 B 8 C 10 D 12 E 11 MÉDIA DE AMOSTRA 10 Com a definição da quantidade de amostras (conforme a tabela 1) acompanhou-se o processo produtivo nas células definidas anteriormente. e tomados os tempos pela quantidade de amostra. Tabela 8 – Tabela de média de amostra.44 Célula “A”: Célula “B”: Célula “C”: Célula “D”: Célula “E”: De posse destes resultados define-se por meio de média aritmética uma quantidade de amostras padrão. CÉLULAS RESULTADO DA FÓRMULA Fonte: Primária. conforme calculado na tabela 8 logo a seguir. .

a célula “D”. Depois disso. Na última etapa. Após. Assim. Após esta etapa. é fixada a última parte do CJ: uma chapa de alumínio lavrado para o apoio dos pés do operador de cobrança. os conjuntos recebem banhos químicos para eliminação de óleos e graxas da sua superfície. . Acompanhou-se e cronometrou-se o tempo de fabricação dos projetos atuais para que possam ser comparados com o projeto proposto conforme demonstram as tabelas abaixo: Tabela 9 – Tabela com tempo de fabricação da célula A dos projetos atuais. o próximo procedimento. para retirada dos excessos de solda e rebarbas. onde são utilizados gabaritos para montagem e são fixadas por meio de aparelhos de solda. CÉLULAS FABRIS / LOTES CÓDIGOS 1ª 039597 039581 039682 039683 048841 049365 050664 052015 052810 056427 056650 060516 060876 061941 16:20 15:35 18:02 17:38 18:54 15:24 15:49 16:22 16:50 17:29 17:58 16:43 16:21 15:37 2ª 19:10 18:02 16:20 16:22 15:49 18:02 17:29 17:38 18:02 16:43 18:54 17:38 16:50 15:24 3ª 19:07 17:29 16:50 16:43 16:20 17:58 19:07 15:24 15:37 19:07 17:38 16:21 15:49 16:22 4ª 21:12 17:38 18:54 18:02 15:49 16:22 16:20 16:50 18:02 16:43 17:29 18:02 15:37 TEMPO CÉLULA A EM MINUTOS 5ª 16:58 15:24 15:49 17:29 18:02 17:58 18:54 16:43 16:20 16:21 16:58 16:22 15:37 6ª 17:56 17:38 18:54 17:38 16:50 17:29 15:37 16:21 16:22 17:58 16:20 15:24 15:49 7ª 19:03 15:49 18:02 16:22 16:20 15:24 17:58 16:50 18:54 16:21 17:38 18:02 16:43 17:29 8ª 19:07 18:54 16:22 16:20 17:29 16:43 15:37 16:21 17:58 16:50 18:54 16:20 15:49 16:20 9ª 19:10 17:38 16:20 18:02 16:50 15:49 15:37 16:22 16:43 19:10 16:21 17:29 17:58 18:54 10 ª 18:57 18:54 17:29 16:43 18:02 17:58 16:21 17:38 15:37 18:02 15:49 16:20 16:22 16:50 MÉDIA 18:42 17:18 17:18 17:07 17:02 16:54 16:52 16:38 17:02 17:28 17:23 16:52 16:17 16:50 17:07 17:58 16:50 16:43 TEMPO MÉDIO GERAL Fonte: Primária. o CJ base do cobrador é enviado para ser montado nos veículos. adere mais facilmente às peças. Estas peças são enviadas para a célula “B”. ocorre o primeiro passo do processo: a transformação da matéria prima bruta em peças de acordo com os projetos específicos de cada produto. os CJ são enviados para a célula “C” onde passam por um processo de tratamento de superfície.45 Na célula “A” de fabricação. transformado-as nos Conjuntos “CJ” de montagem de acordo com cada projeto. o de pintura eletrostática.

CÉLULAS FABRIS / LOTES CÓDIGOS 1ª 039597 039581 039682 039683 048841 049365 050664 052015 052810 056427 056650 060516 060876 061941 01:08 01:10 01:15 01:14 01:15 01:09 01:10 01:13 01:12 01:08 01:09 01:11 01:14 01:15 2ª 00:52 01:08 01:10 01:08 01:13 01:14 01:09 01:08 01:10 01:15 01:10 01:15 01:13 01:12 3ª 01:02 01:09 01:12 01:15 01:14 01:15 01:09 01:08 01:11 01:14 01:10 01:14 01:14 01:11 4ª 01:04 01:14 01:10 01:10 01:15 01:09 01:10 01:15 01:12 01:12 01:11 01:08 01:15 01:12 TEMPO CÉLULA C EM HORAS 5ª 01:04 01:15 01:13 01:08 01:14 01:14 01:15 01:13 01:12 01:10 01:12 01:09 01:12 6ª 01:05 01:12 01:10 01:15 01:12 01:09 01:15 01:12 01:13 01:12 01:12 01:14 01:08 7ª 01:06 01:09 01:15 01:12 01:13 01:10 01:08 01:14 01:13 01:15 01:13 01:10 01:15 8ª 01:07 01:08 01:14 01:15 01:15 01:10 01:09 01:15 01:14 01:10 01:13 01:12 01:10 9ª 01:05 01:09 01:13 01:15 01:12 01:10 01:09 01:15 01:14 01:09 01:12 01:13 01:09 10 ª 01:04 01:32 01:15 01:12 01:12 01:09 01:08 01:15 01:13 01:10 01:13 01:15 01:14 MÉDIA 01:04 01:13 01:13 01:12 01:13 01:11 01:10 01:13 01:12 01:11 01:12 01:12 01:12 01:12 71:00 01:12 01:13 01:14 01:12 01:08 01:11 TEMPO MÉDIO GERAL CONVERTIDO EM MINUTOS Fonte: Primária .46 Tabela 10 – Tabela com tempo de fabricação da célula B dos projetos atuais. CÉLULAS FABRIS / LOTES CÓDIGOS 1ª 039597 039581 039682 039683 048841 049365 050664 052015 052810 056427 056650 060516 060876 061941 24:56 22:35 23:56 21:54 22:47 24:23 24:19 25:10 19:58 20:06 21:49 18:33 17:57 21:05 2ª 19:10 19:58 24:19 25:02 17:57 21:49 19:23 24:56 21:55 18:13 22:47 19:47 19:10 23:56 3ª 19:07 21:49 21:02 22:47 20:10 19:58 19:56 18:45 23:56 17:57 18:33 19:58 24:19 20:20 4ª 21:12 21:17 24:19 23:43 21:49 24:56 17:57 23:08 22:47 18:58 19:34 23:56 17:37 19:58 TEMPO CÉLULA B EM MINUTOS 5ª 16:58 18:32 23:56 17:57 21:05 18:07 22:47 21:49 19:58 21:03 24:19 19:08 19:56 25:02 6ª 17:56 19:58 21:00 24:56 20:55 24:19 25:04 17:57 19:40 19:32 23:56 21:49 19:02 22:47 7ª 19:03 18:05 22:47 21:49 23:56 18:36 18:25 19:58 22:46 23:03 24:56 25:01 24:19 17:57 8ª 19:07 17:57 18:29 24:56 23:34 24:19 25:12 23:56 21:49 21:03 20:56 22:47 22:07 9ª 19:10 19:58 24:19 19:59 21:49 23:56 18:07 21:08 22:13 22:47 23:04 17:57 21:50 10 ª 18:57 23:56 21:12 21:49 23:26 24:19 21:19 24:56 21:20 20:55 19:58 22:47 20:32 MÉDIA 19:34 20:24 22:32 22:29 21:45 22:28 21:15 22:10 21:38 20:22 21:59 21:10 20:41 21:24 21:25 19:58 24:56 17:57 TEMPO MÉDIO GERAL Fonte: Primária. Tabela 11 – Tabela com tempo de fabricação da célula C dos projetos atuais.

. Tabela 13 – Tabela com tempo de troca de gabaritos na célula “B”. tem-se dois tempos a serem considerados: na tabela 10. o tempo de montagem dos conjuntos neste setor com as peças vindas da célula de fabricação “A” e na tabela 13 o tempo de troca dos gabaritos para montagem de diferentes projetos. TROCA DE GABARITOS CÉLULA “B” CÓDIGOS 1ª 18:21 2ª 14:16 3ª 15:35 4ª 14:56 TEMPO EM MINUTOS 5ª 16:13 6ª 15:46 7ª 15:34 8ª 15:05 9ª 14:27 10 ª 14:38 15:29 TEMPO MÉDIO Fonte: Primária. Nota-se que na célula de fabricação “B”. Ao fim de cada tabela está descrito o tempo médio de fabricação de cada célula expresso em minutos. CÉLULAS FABRIS / LOTES CÓDIGOS 1ª 039597 039581 039682 039683 048841 049365 050664 052015 052810 056427 056650 060516 060876 061941 06:23 05:45 05:24 05:12 05:43 05:57 06:10 06:24 06:35 06:33 06:45 05:59 06:43 05:49 2ª 05:35 06:45 06:10 05:35 05:48 06:23 06:15 06:18 06:43 06:30 06:31 05:24 06:35 05:43 3ª 05:38 06:43 05:24 05:57 06:10 06:45 05:43 06:35 06:45 06:23 06:28 05:26 06:30 05:45 4ª 05:42 06:35 05:43 06:45 06:43 06:14 05:24 06:26 06:35 06:10 06:22 06:35 06:28 TEMPO CÉLULA D EM MINUTOS 5ª 05:40 06:23 06:35 05:24 06:45 06:10 06:02 05:43 06:23 06:43 06:23 06:14 06:12 6ª 06:38 06:48 05:43 06:43 06:05 06:35 06:45 06:23 05:26 06:21 05:24 06:08 06:10 7ª 05:36 06:43 05:25 06:35 06:23 06:10 05:55 05:34 05:24 06:45 05:49 05:43 06:56 05:57 8ª 06:58 06:35 05:43 06:21 06:08 06:43 06:23 06:56 05:47 06:32 05:24 05:54 06:45 06:10 9ª 05:35 06:23 05:38 06:48 06:10 06:25 06:35 05:43 05:43 06:45 05:24 05:43 06:43 05:24 10 ª 05:37 06:21 05:56 06:43 06:12 05:24 06:21 06:45 05:38 06:56 06:23 06:35 05:43 06:10 MÉDIA 05:56 06:30 05:46 06:12 06:12 06:16 06:09 06:16 06:05 06:33 06:05 05:58 06:28 05:50 06:10 06:23 05:23 05:37 TEMPO MÉDIO GERAL Fonte: Primária.47 Tabela 12 – Tabela com tempo de fabricação da célula D dos projetos atuais.

Graças ao seu compromisso com a inovação e a constante inovação tecnológica de seus produtos. O fato de não existir ainda uma encarroçadora de ônibus no Paraná. cidade pólo da região Oeste paranaense. A empresa Mascarello Carroceria e Ônibus é a primeira montadora de ônibus do estado do Paraná. alicerçado nos investimentos de um dos maiores grupos agroindustrial do estado e credenciada pelo know-how adquirido no período em que integrantes da família mantiveram o controle acionário de uma encarroçadora em Erechim. inaugurando em Cascavel. no final dos anos 70. que revelou haver espaço no mercado nacional para uma nova fábrica com boas perspectivas de vendas para o exterior e foi assim que. CARACTERIZAÇÃO DO LOCAL Esta pesquisa realizou-se em uma indústria que atua no ramo metalúrgico com a fabricação dos ônibus. a partir da aquisição das antigas e originais instalações da extinta montadora gaúcha. a família passou a receber inúmeros apelos de clientes de todo o Brasil. surgiu a primeira experiência da Mascarello no segmento da indústria automotiva. a nova marca logo conquistou a confiança e a preferência dos mercados mais exigentes do Brasil e do exterior. diante do sucesso da relação anteriormente estabelecida. foi decisivo para o grupo investir novamente no negócio. Rio Grande do Sul. aliado as oportunidades oferecidas num mercado carente de modelos diferenciados e produtos inovadores. chamou a atenção da diretoria da Comil para o setor de fabricação de ônibus. fosse considerada a possibilidade de se voltar ao ramo fabricando um ônibus com a marca Mascarello. Tudo começou quando o leilão de uma massa falida da Incasel. para que. . a mais jovem das fábricas de ônibus brasileira. A Mascarello chegou ao mercado.48 3. O interesse pelo negócio levou a empresa a encomendar uma pesquisa junto a clientes potenciais. desenvolvidos para atender as mais especificadas necessidades de seus clientes. no dia 30 de maio de 2003. uma área até então desconhecida para uma indústria dedicada inteiramente à produção de equipamentos de armazenagem e secagem de grãos.4. Tendo se desligado do empreendimento no final dos anos 90. na região oeste do Estado do Paraná.

Angola e Nigéria. Equador.49 Utilizados pelas principais empresas de transporte de passageiros de todos os estados brasileiros. na África. os ônibus Mascarello já são exportados para o Chile. Costa Rica e Guatemala. . na América Latina. Venezuela. além de Gana.

bem como o projeto do posto atual com um boneco ergonômico de altura de 1. O PRODUTO ATUAL Constatou-se.1. como demonstra as figuras 8 e 9. o qual afirma que a poltrona do operador de cobrança deve ter apoio para os pés. pois as bases têm 736mm e 686mm de comprimento conforme demonstra a figura 10.50 4. não encontra um assento ergonomicamente correto.81m demonstrado na figura 12.1. . Devido ao fato de que seus pés ficam em balanço ou parcialmente apoiados na borda dianteira da base.1. Isto ocorre no projeto atual. que o operador de cobrança ao utilizar o seu posto de trabalho. deve-se analisar as figuras 8 e 9. Para melhor compreensão do exposto. Figura 12 – Ilustração demonstrando boneco ergonômico no posto atual. Fonte: Mascarello. RESULTADOS E DISCUSSÕES 4. contrariando assim a NBR 15570 no item 38.

como demonstrado na NBR 15570 em seu item 38. Constataram-se. dimensões C. H. Porém ao dedicar profunda análise a este projeto pode-se notar que a base da poltrona do operador deveria atentar apenas a dois requisitos da NBR: um é com relação a sua altura em relação ao solo. são as furações para a fixação da poltrona do operador na base. isto ocorre devido aos diversos tipos de layout utilizado pela indústria modificando o posicionamento dos postos de cobrança de acordo com as necessidades construtivas dos veículos. também. 4. P e Q da figura 10 e a dimensão N que representa a largura da base na mesma figura.2. O. o que podem ser agravados pelo fato de existirem quatorze projetos diferentes e ocorrer que a indústria venha a ter a necessidade de produzir 10 veículos com layout diferentes por dia. de acordo com a tabela 5 que as principais dimensões a serem respeitadas por não haver diferença entre elas nos projetos. encontrado no mesmo item desta norma. ou seja. as medidas E. L. G. onde esta pode variar de 150mm a 450mm. Conforme demonstrado na tabela 13 o tempo de troca destes gabaritos leva em média 15 minutos. é a determinação que em veículos com . I.51 Durante a pesquisa pôde-se notar que devido a semelhança entre as descrições dos projetos podem ocorrer erros no momento em que o profissional responsável por definir qual base utilizar a seleciona para os veículos. Após análise pôde-se notar que a maior variação de medidas ocorre nos pés das bases. e M da figura 10. O segundo requisito. F. D. J. Durante o processo de fabricação foi notado que existe um gabarito para a montagem de cada conjunto na célula “B” de fabricação. Na busca da melhor ergonomia para o operador de cobrança encontram-se normas e diversos autores que definiram o que e como seria esta forma ergonômica correta. O NOVO PROJETO Durante as análises e em todo o momento no decorrer desta pesquisa buscou-se incessantemente trabalhar dois pontos definitivamente cruciais para que a proposta a ser apresentada seja fiel ao objetivo geral desta apresentação: o primeiro ponto é a padronização do produto final e o segundo é a ergonomia deste produto.

Para melhor entendimento desta proposta. conforme tabela 14 e figura 14 que se segue: . passa-se a análise do projeto novo e suas particularidades conforme demonstrado na figura 13. Com relação aos dimensionais a atual altura da base da poltrona foi alterada para que esta possa avançar por baixo da catraca e não ocorra acidentes no momento em que o usuário do ônibus girar a catraca registradora que tem altura de 400mm do piso conforme normatizado e demonstrado anteriormente. Fonte: Primária. atender as especificações da norma vigente. Conforme foi analisado nos projetos atuais é possível notar que a base da poltrona do operador de cobrança não tem o apoio adequado para os pés conforme determinado pela norma vigente. assim como a NR17 em seu item 17. Após reuniões com a gerência de engenharia da empresa onde se realizou o projeto.3. Pode-se notar que na proposta apresentada há a mesma quantidade de furos para fixação da poltrona na base. Figura 13 – Projeto com componentes do novo projeto. chegou-se então a conclusão de que seria este fator ergonômico a ser corrigido na proposta para que se pudesse. além de proporcionar uma correta postura ergonômica aos usuários do posto de operação.4 diz que para as atividades que tenham que ser desempenhadas pelo trabalhador sentado. poderá ser exigido suporte para os pés que se adapte ao comprimento das pernas do usuário. e a sua posição com relação às bases antigas manteve-se. pois estas como já demonstradas foram às únicas medidas que não poderiam sofrer alterações.52 cobrador a sua poltrona deve ter apoio para os pés.

Figura 14 – Projeto com dimensões gerais do novo projeto. conforme mostra a figura abaixo: . DIMENSÕES (mm) PROJETO A 686 905 B 149 145 C 337 321 D 152 321 E 210 210 F 271 271 G 321 321 H 321 321 I 491 491 J 541 541 L 585 715 M 585 715 N 580 580 O 203 203 P 290 290 Q 378 378 Atuais Novo Fonte: Primária.53 Tabela 14 – Tabela comparativa das dimensões gerais do novo projeto e do antigo. Fonte: Primária. Com o novo projeto ocorreu também um ganho no dimensional da peça o que pode melhorar seu aproveitamento nos projetos de distribuição interna dos veículos colaborando para um projeto mais limpo e uniforme dentro dos ônibus.

Fonte: Primária.81m de altura utilizando os dois postos de trabalho. enquanto que no projeto anterior o mesmo permanecia com os pés soltos no ar tornado esta postura desconfortável podendo até provocar lesões no usuário. De posse destes dados foi possível comparar o projeto antigo com o novo no que diz respeito às dimensões gerais. Foi possível notar também que no projeto novo o operador de cobrança quando está em seu posto de trabalho permanece com seus pés completamente apoiados sobre a plataforma da base.54 Ganho de área Figura 15 – Figura demonstrando ganho de área nos veículos. o que torna a posição de trabalho confortável e ergonomicamente correta. . como demonstra a figura abaixo de um boneco ergonômico de 1.

55 Figura 16 – Figura comparando o apoio para os pés do projeto novo com o antigo.81m de altura e outro 1. passa-se para a comparação ergonômica do projeto novo com o antigo. um medindo 1.70m. Para esta comparação foram convidados os mesmos voluntários da primeira análise do posto antigo. Fonte: Primária. Para que se possa entender melhor o projeto proposto segue abaixo a figura 17 com a fotografia do novo posto de operação definindo seus acessórios: . Com a definição do projeto concluída.

56 04 01 02 03 05 LEGENDA: 01: Caixa do cobrador. . 02: Base da caixa do cobrador. A altura da poltrona foi regulada para que esta proporcionasse ao operador o melhor conforto possível buscando priorizar as normas ergonômicas. A imagem mostra também que os pés do operador ficam devidamente apoiados sobre a base proporcionando assim uma correta postura ao sentar-se.5cm próximo do determinado no quadro 1 onde esta altura é de 46. Com esta regulagem a altura poplítea medida é de 45. 05: Base da poltrona do cobrador. com altura de 1. Figura 17 – Fotografia da nova proposta.81m. 03: Catraca. A próxima fotografia (figura 18) demonstra o primeiro voluntário.5cm. 04: Poltrona do cobrador. Fonte: Primária.

A figura 19 demonstra o segundo voluntário. . devido a ter uma base de apoio apropriada para seus pés.81m de altura na base nova. para que esta contribuísse da melhor forma possível para o conforto do usuário. o que não foi possível na base para poltrona do cobrador antiga conforme já demonstrado na figura 9. a altura da poltrona também foi regulada. este com altura de 1.70m. Fonte: Primária. permitindo assim que este tenha conforto para executar seu trabalho. Neste caso. Podemos notar que desta vez o operador encontrou uma postura ideal para exercer sua função.57 Figura 18 – Fotografia do operador com 1.

para que possam ser comparados com os dados das tabelas anteriores. determinou ao setor competente que fosse confeccionado gabaritos para proporcionar ao setor de fabricação a agilidade e a correta montagem dos conjuntos necessários ao bom funcionamento da indústria. Fonte: Primária Após uma série de análises e correções que se tornaram necessárias para a execução deste novo projeto de base para poltrona do operador de cobrança. .58 Figura 19 – Fotografia do operador com 1. obteve-se a sua aprovação junto à gerência da engenharia. Conforme feito anteriormente com os projetos antigos acompanhou-se e cronometrou-se o tempo de fabricação do projeto novo.70m de altura na base nova. e esta por sua vez.

Isto ocorreu pelo fato de como o projeto tornou-se um produto padronizado para todos os veículos. além dos ganhos ergonômicos. Com posse de todos estes dados pode-se analisar graficamente os tempos de produção médios. Fonte: Primária . não existe a necessidade de troca de gabaritos transformando este tempo em ganho de produção no contexto geral.59 Tabela 15 – Tabela com tempo de produção do projeto novo CÓDIGOS 1ª A B C D E 16:25 26:33 66:40 05:13 2ª 16:13 25:56 64:35 05:46 3ª 16:02 26:04 65:08 05:32 TEMPOS DE FABRICAÇÃO 4ª 15:16 25:48 64:35 05:56 5ª 15:35 25:17 64:37 05:15 6ª 15:04 24:49 68:47 04:47 7ª 14:53 24:51 73:15 04:33 8ª 14:34 24:35 72:25 04:48 9ª 15:06 24:38 70:09 04:29 10 ª 14:28 25:02 69:59 05:02 - Fonte: Primária Como se pode notar na linha “E” do quadro 12 não há dados lançados. para comparar e concluir com exatidão. Se houve ganho produtivo. Figura 20 – Gráfico de tempos médios por célula de fabricação.

trazendo assim uma melhoria significativa para todo o sistema produtivo. Figura 21 – Gráfico de tempos médios total de fabricação. pois não há mais a necessidade de troca dos gabaritos. Redução esta de aproximadamente 10 minutos. comparado as médias do projeto antigo com o novo produto. que representa a troca de gabaritos. este tempo é zerado. . Já nas três células em seguida os tempo de processamento é menor devido a padronização do produto e mais especificamente na linha “E”. Fonte: Primária Como demonstrado no gráfico da figura 21 pode-se afirmar que existe uma redução significativa no tempo de fabricação do conjunto novo. o tempo de processamento nas duas primeiras células de fabricação para o produto novo tende a ser maior que os projetos anteriores.60 Como se pode notar na figura 20. Para melhor compreensão basta analisar a figura 21 que demonstra as médias totais. devido à necessidade de utilização de mais equipamentos para transformação da matéria prima em peça. multiplicados pela média de dez carros urbanos produzido diariamente. significa uma redução efetiva de 100 minutos por dia de trabalho. O que confere uma avaliação positiva para a padronização do produto.

além de proporcionar uma postura ergonômica correta. Portanto. gerando inicialmente uma perda de rendimento de trabalho dos mesmos. . Apesar de este ter sido maior nas duas primeiras etapas de fabricação. Este fato está contemplado na tabela 15 que demonstra uma tendência a diminuição dos tempos de fabricação. E existe. tanto no ponto ergonômico. Também. como ficou demonstrado durante este estudo. com a utilização do novo projeto proposto como padrão para a indústria. com o projeto proposto por este trabalho. consequentemente. a mesma. tanto para a produção industrial. Sendo que tal solução já foi implementada. É possível perceber que por ser um produto novo existe certa dificuldade para os operadores o acostumarem-se com o uso deste produto. Podendo ser a mesma utilizada em qualquer situação de distribuição interna. tornou-se indispensável para a padronização dos projetos internos dos veículos. com a eliminação de trocas constantes de gabaritos para a produção de diferentes peças. viabilizou uma grande melhoria. CONCLUSÃO Com o término deste.61 5. um ganho de produção. no que diz respeito ao apoio para os pés do operador do posto de cobrança. nos novos projetos de layout adotados pela indústria. as etapas duas seguintes compensaram este tempo. e. com a base para os pés do operador de cobrança. Ocorreu devido ao fato de. O projeto novo. ocorreu uma melhora significativa no que diz respeito ao tempo de produção. o objetivo deste trabalho foi atingido. como padrão. Isto foi possível pelo fato de que os quatorze projetos anteriores terem sido substituídos por um único projeto padrão. às conclusões são muito positivas. Houve grandes melhorias para o operador do posto de cobrança. a análise comparativa do projeto anteriormente utilizado pela indústria. tanto para a própria empresa encarroçadora.

2005. Manual de Ergonomia: Adaptando o Trabalho ao Homem. 1991. ROCHA. J. 2ª. Manual de Análise Ergonômica no Trabalho. & Ávila. MARTINS. Parâmetros para concepção de postos de trabalho informatizados. Ergonomia: Conceitos e Aplicações. K. Ergonomia prática. SANTOS. 2004. BAXTER. MARCONI. Mike. K. Bernard. 2000. LAKATOS. João Álvaro. 2004. São Paulo: Atlas. 2. no prelo. 1986. Boston: HBS Press. WEERDMEESTER. Petrônio Garcia. Francisco. Projeto de Produto: Guia prático para o design de novos produtos. Vanessa C. Maria Irene Stocco. Redação científica. Pierro Fernando. Eduardo R. E. DUL.62 REFERÊNCIAS Abrahão. Product development performance: strategy. N. IIDA. A ergonomia em busca de seus princípios: Debates epistemológicos. CLARK. (2001). Rio de Janeiro: Lucerna. FUJIMOTO. Claudia M. Revista Brasileira de Biomecânica. MONT´ALVÃO.. FILHO. Curitiba. ed. organization and management in the world auto industry. 2. São Paulo: Edgard Blücher. MASCARELLO. Anamaria. São Paulo: Saraiva. V CBGDP. São Paulo: Edgard Blücher. Itiro. Metodologia científica. J. 1995. O papel do designer no ambiente globalizado – a aplicação de sistemas informatizados no auxílio do design e produção de jóias. Etienni. KROEMER. LAUGENI. 2005. Base de dados projetos. Eva Maria. MEDEIROS. 1998. & FIALHO. B. F. H. 2005. B. edição. Administração da Produção.. 2. edição. São Paulo: Edgard Blücher. edição. T. Jan. RUIZ. Metodologia científica: guia para eficiência nos estudos. ed. Ergonomia e projeto na indústria de processo contínuo. . A. 2002. 2ª. DUARTE. 3ª. BETIOL. São Paulo: Atlas. São Paulo: Edgard Blücher. MORAES. GRANDEJEAN. Rio de Janeiro: Editora 2AB Ltda. Ergonomia: Projeto e produção. Marina de Andrade. São Paulo: Atlas. 2005. Curitiba: Editora Genesis. 1986. edição. 2000. ed. 2ª. Porto Alegre: Bookman editora.

039683 .63 ANEXOS ANEXO A: Projeto conjunto base cobrador lado direito sobre caixa de roda 700 mm Código 04.421.

64 ANEXO B: Projeto conjunto base cobrador sobre caixa de roda 686 mm Código 04.039597 .421.

65 ANEXO C: Projeto conjunto base cobrador lado esquerdo sobre caixa de roda 700 mm Código 04.421.039682 .

66 ANEXO D: Projeto conjunto base cobrador 700 mm Código 04.421.039681 .

67 ANEXO E: Projeto conjunto base cobrador sobre caixa de roda com reforço Código 061941 .

68 ANEXO F: Projeto conjunto base cobrador lado esquerdo sobre caixa de roda 700 mm Código 060876 .

69 ANEXO G: Projeto conjunto base cobrador sobre caixa de roda 750 mm Código 060516 .

70 ANEXO H: Projeto conjunto base cobrador sobre caixa de roda 750 mm pé invertido Código: 056650 .

71

ANEXO I: Projeto conjunto base cobrador sobre caixa de roda 750 mm Código 056427

72

ANEXO J: Projeto conjunto base cobrador lado esquerdo sobre caixa de roda 700 mm Código 052810

73

ANEXO K: Projeto conjunto base cobrador 700 mm sobre caixa de roda motor traseiro Código 04.421.052015

74 ANEXO L: Projeto conjunto base cobrador lado direito sobre caixa de roda 700 mm Código 050664 .

421.049365 .75 ANEXO M: Projeto conjunto base cobrador sobre caixa de roda 686 mm Código 04.

048841 .421.76 ANEXO N: Projeto conjunto base cobrador 683 mm Código 04.

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