UNIÃO PAN-AMERICANA DE ENSINO – UNIPAN UNIVERSIDADE BANDEIRANTE DE SÃO PAULO – UNIBAN CRISTIANO DE ASSUMPÇÃO SANTOS

BASE DA POLTRONA DO OPERADOR DE COBRANÇA NOS ÔNIBUS URBANOS: ERGONOMIA e PRODUÇÃO

CASCAVEL – PR 2010

CRISTIANO DE ASSUMPÇÃO SANTOS ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL

BASE DA POLTRONA DO OPERADOR DE COBRANÇA NOS ÔNIBUS URBANOS: ERGONOMIA e PRODUÇÃO

Trabalho de Conclusão do Curso de Engenharia de Produção Agroindustrial apresentado como requisito parcial para obtenção de grau de Bacharel. Orientador: Prof. Ms. Florian Schirmer

CASCAVEL - PR 2010

________________________________________________________ Santos, Cristiano de Assumpção Base da poltrona do operador de cobrança nos ônibus urbanos: ergonomia e produção / Cristiano de Assumpção Santos – Cascavel, 2010. 76 f.; 30 cm. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação) – União PanAmericana de Ensino UNIPAN; Universidade Bandeirante de São Paulo UNIBAN; Curso de Engenharia de Produção Agroindustrial. Orientador: Prof. Ms. Florian Schirmer 1. Ônibus Urbano. 2. Posto de Cobrança. 3. Cobrador. 4. Ergonomia. 5. Padronização. 6. Santos, Cristiano de Assumpção. ________________________________________________________

Eles me auxiliaram nesta difícil caminhada e sempre acreditaram em meu sucesso.Aos meus pais Gilvan e Rosangela. Aos meus sogros Itacir e Marilene. ser carinhosa. que no final desta caminhada acadêmica veio para trazerme inspiração. À minha linda e amada esposa. Alessandra dou meu coração. Ela soube ser paciente. que desde o início me acolheram como filho. a conquistar esta vitória. ao amor da minha vida minha linda filha Larissa. ajudou-me. E por fim. alegria e carinho. que apesar de todas as dificuldades e a distância sempre me incentivaram a dar continuidade aos meus estudos. a minha gratidão. desejo saúde. . atenciosa e como ninguém. A todos vocês. e aos meus avós. paz e bênçãos de Deus.

muito obrigado! . E a todas as demais pessoas. Florian Schirmer. Prof. Ms. dedicação. Jorge Tamagi e Profa. Caroline Lima Zanatta. a quem agradeço imensamente pela atenção. Dr. que contribuíram de forma direta ou indireta para que este trabalho fosse realizado. Ms. sem o qual não seria capaz de realizá-lo. Ao Prof. que em suas avaliações foram grandiosos. excelente orientação.Ao meu orientador. demonstraram apoio e entusiasmo com meu trabalho. na elaboração deste trabalho.

o que dificulta a sua fabricação. Uma vez que existe um gabarito de montagem para cada projeto. eliminando a obrigação de troca de gabaritos. Além disso. Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) – Curso de Graduação em Engenharia de Produção Agroindustrial. não havendo em sua base o apoio necessário para os pés. Ergonomia. Cascavel. . 2010. as empresas encarroçadoras de ônibus urbanos para o transporte coletivo. bem como. quinze minutos. Com os estudos realizados foi possível a alteração do projeto do posto de cobrança de ônibus urbanos. precisando-se de uma profunda alteração em seu design tornando possível o atendimento as normas. assim. Cristiano de Assumpção. a Norma Brasileira Regulamentadora. os projetos atuais não atendem a Norma Regulamentadora no quesito ergonomia. 2010. Palavras-chave: Ônibus Urbano. e o tempo médio de troca destes gabaritos é de. Cobrador. respeitando. 76 f. em especial. Universidade Bandeirante de São Paulo – UNIBAN. finalmente. Base da Poltrona do Operador de Cobrança nos Ônibus Urbanos: Ergonomia e Produção. dificultando a fabricação devido a esta variabilidade dos layout’s dos veículos. O trabalho apresenta que a empresa na qual ocorreu o estudo tem a sua disposição a quantidade de quatorze diferentes projetos para executar a mesma função. União Pan-Americana de Ensino – UNIPAN. o tempo de fabricação da base para a poltrona do operador de cobrança. no que diz respeito à base para a poltrona do operador de cobrança dos ônibus. Apresenta-se a necessidade que. E a necessidade cada vez maior de reduzir o tempo de fabricação na busca da padronização de seus produtos. aproximadamente. Posto de Cobrança. Está demonstrado que o atual projeto da base para poltrona do operador de cobrança não atende as Normas Regulamentadoras no seu tocante ergonomia. reduzindo.RESUMO SANTOS. têm em atender as Normas Brasileiras Regulamentadoras. Padronização. criando uma base padrão que atende a todos os possíveis layout’s dos veículos produzidos. de atender o mínimo de ergonomia para os seus usuários.

União Pan-Americana de Ensino – UNIPAN. Standardization. Tour Collection. finally. respecting. Keywords: Urban Bus. Base da Poltrona do Operador de Cobrança nos Ônibus Urbanos: Ergonomia e Produção. making requires a fundamental change in its design making possible the attendance rules. Show the need that companies bodybuilding city bus for transportation of people have in meeting the Law Brazilian Regulatory increasing need to reduce manufacturing time to the pursuit of standardization of their products. Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) – Curso de Graduação em Engenharia de Produção Agroindustrial. and the mean replacing these fixtures is approximately fifteen minutes. creating a standard base that meets all possible layout's of vehicles produced. as well as the need to meet minimal ergonomics for its users. making it difficult to manufacture due to the variability of the vehicle's layout. thus reducing manufacturing time from base to seat the operator billing. It is demonstrated that the current design basis for the operator's seat of recovery does not meet the Regulatory Norms on your terms ergonomics. Universidade Bandeirante de São Paulo – UNIBAN.ABSTRACT SANTOS. since there is a mounting template for each project. current designs do not meet Norm ergonomics in the question. the Law Brazilian Regulatory. with no basis in their necessary support for the feet. Taxman. particularly as regards the basis for the operator's seat for the collection of bus. 2010. making it difficult to manufacture. With the studies it was possible to change the design of the post recovery of urban buses. 76 f. Cascavel. The work also shows that the company where the study took place has at its disposal the amount of fourteen different designs to perform the same function. eliminating the need for replacing fixtures. Ergonomics. . Cristiano de Assumpção. 2010. Moreover.

................................ 40 Figura 11 – Ilustração demonstrando dimensões da poltrona do cobrador............ 39 Figura 10 – Ilustração demonstrando os pontos comuns dos projetos analisados .... 38 Figura 9 – Fotografia do operador com 1.................................. 31 Figura 7 – Fotografia do posto de trabalho atual ............................................................................ 56 Figura 18 – Fotografia do operador com 1.......... 57 Figura 19 – Fotografia do operador com 1............... 55 Figura 17 – Fotografia da nova proposta ...LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1 – Ilustração dos tipos físicos básicos ........................................................................... 60 ..................... 58 Figura 20 – Gráfico de tempos médios por célula de fabricação............................................ 59 Figura 21 – Gráfico de tempos médios total de fabricação ....... 23 Figura 4 – Ilustração demonstrando os problemas de dimensionamento de assentos 25 Figura 5 – Ilustração demonstrando dimensões da catraca registradora ............................................81m de altura ................. 37 Figura 8 – Fotografia do operador com 1.............................................................. 52 Figura 14 – Projeto com dimensões gerais do novo projeto ........................... 42 Figura 12 – Ilustração demonstrando boneco ergonômico no posto atual ...................... 27 Figura 6 – Ilustração demonstrando o desenvolvimento mecânico do posto de trabalho .......... 21 Figura 2 – Ilustração do alcance das mãos no posto de trabalho ......................................................................... 22 Figura 3 – Ilustração dos pontos de mensuração no posto de trabalho ..........................................70m de altura ............................81m de altura na base nova ........... 53 Figura 15 – Figura demonstrando ganho de área nos veículos ...70m de altura na base nova ....................................... 50 Figura 13 – Projeto com componentes do novo projeto .................................................................. 54 Figura 16 – Figura comparando o apoio para os pés do projeto novo com o antigo .............

....................... 43 Tabela 7 – Tabela de amplitude e média da amostra ............. 35 Tabela 5 – Tabela com dimensões dos projetos atuais ................ 22 Tabela 3 – Tabela demonstrando a distribuição normal de probabilidades .......................................................................................................... 47 Tabela 14 – Tabela comparativa das dimensões gerais do novo projeto e do antigo ......... 20 Tabela 2 – Tabela de medidas antropométricas máximas e mínimas............................................................................ 43 Tabela 8 – Tabela de média de amostra ......... 46 Tabela 12 – Tabela com tempo de fabricação da célula D dos projetos atuais....................................................... 53 Tabela 15 – Tabela com tempo de produção do projeto novo ..LISTA DE TABELAS Tabela 1 – Tabela de medidas antropométricas estáticas .......... 44 Tabela 9 – Tabela com tempo de fabricação da célula A dos projetos atuais . 59 ................................................. 46 Tabela 11 – Tabela com tempo de fabricação da célula C dos projetos atuais.................................................... 45 Tabela 10 – Tabela com tempo de fabricação da célula B dos projetos atuais ........ 35 Tabela 4 – Tabela do coeficiente para calcular o número de cronometragens ...................... 47 Tabela 13 – Tabela com tempo de troca de gabaritos na célula B..... 41 Tabela 6 – Tabela com tempos preliminares.........

............. 29 Quadro 2 – Quadro demonstrando as atividades para elaboração do projeto de um posto de trabalho............................................................................................................ 32 Quadro 3 – Quadro demonstrando as etapas do processo do projeto ....... 37 Quadro 5 – Quadro com códigos e descrição dos projetos atuais .................................................. 39 ..............................................................LISTA DE QUADROS Quadro 1 – Demonstração da participação da ergonomia no desenvolvimento de produtos .......................................................... 34 Quadro 4 – Quadro demonstrando as etapas do processo de fabricação ........

LISTA DE ABREVEATURAS E SIGLAS AET CJ NBR NR PDP Análise Ergonômica do Trabalho Conjuntos Norma Brasileira Regulamentar Norma Regulamentar Processo de Desenvolvimento de Produto .

LISTA DE SÍMBOLOS n z Número de ciclos a serem cronometrados Coeficiente da distribuição normal padrão para uma probabilidade determinada R Er d2 x Amplitude da amostra Erro relativo determinado Coeficiente em função do número de cronometragens realizadas preliminarmente média da amostra .

........................................ 61 REFERÊNCIAS .............. 48 RESULTADOS E DISCUSSÕES ............................................................... Antropometria .............................................1.2.... 3.................................. 3................ 3...1..1..................................... 13 OBJETIVOS .............. 36 SOFTWARE E EQUIPAMENTOS ............................................ INTRODUÇÃO ....................................1........................................................................................................................................................................... 2.................. 42 CARACTERIZAÇÃO DO LOCAL. 4...... 50 O NOVO PROJETO .2................ 4........3...........................................2......................................... 1.................................... 23 2...2........................ 36 COLETA DE DADOS.....1............ 1........................421............................................................2....... 19 2..............1................... DESENVOLVIMENTO DO PRODUTO.............................1.....................1.......3...................... 3................................................. 21 2................................. 3.................................1.. 2................... 5............... 50 O PRODUTO ATUAL ................................. 63 Anexo A: Projeto conjunto base cobrador lado direito sobre caixa de rodas 700 mm................................................ 3....1................................................................................1.......... Variações das medidas .....1. 34 MATERIAL E MÉTODOS ........ 19 2......1.................... 16 ERGONOMIA .. 36 DEFINIÇÃO DE AMOSTRA ..................................... 2...................... 51 CONCLUSÃO..................... 2...... Adaptação ergonômica de produtos ................................ 16 Aplicação e análise da ergonomia no ambiente de trabalho .............1........1................ Código 04....2....................................................................................1..................................2...........................421.............. Análise ergonômica do trabalho .. 18 2..................... 32 MÉTODOS DE ANÁLISE .....2............................................................1........................2........................................................................... O espaço de trabalho .......................................... 64 .......................................................................4......................................SUMÁRIO 1............................................. 15 Objetivos Específicos ................................ 1.....................2.............1............................................... 4..........3............. 17 2................................................................ 62 ANEXOS ................................................. 2.......1................... 28 Projeto de produto ..................... 15 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ......................................................................................... 39 Coleta de tempos...... Código 04.......039597 ......... 63 Anexo B: Projeto conjunto base cobrador sobre caixa de roda 686 mm..........................................039683 ...1..................................................... 15 Objetivo Geral .............................

........................ 75 Anexo N: Projeto conjunto base cobrador 683 mm. Código 061941 ............................................................................. 65 Anexo D: Projeto conjunto base cobrador 700 mm.............................................................049365 ...... 73 Anexo L: Projeto conjunto base cobrador lado direito sobre caixa de roda 700 mm.............................. 72 Anexo K: Projeto conjunto base cobrador 700 mm sobre caixa de roda motor traseiro........................................... Código 060876 ....................421............. 76 .. 71 Anexo J: Projeto conjunto base cobrador lado esquerdo sobre caixa de roda 700 mm............................... Código 056427 .......................... Código 04...........................................039682 ................ Código 04...............421..... Código 04.............................. 69 Anexo H: Projeto conjunto base cobrador sobre caixa de roda 750 mm pé invertido...................................................................................................... 66 Anexo E: Projeto conjunto base cobrador sobre caixa de roda com reforço...................................421..................................................................................421.... 68 Anexo G: Projeto conjunto base cobrador sobre caixa de roda 750 mm........................... 67 Anexo F: Projeto conjunto base cobrador lado esquerdo sobre caixa de roda 700 mm.................................... Código 04.... Código 056650 ........................................ Código 052810 ........................................................................................................ Código 060516 .........Anexo C: Projeto conjunto base cobrador lado esquerdo sobre caixa de roda 700 mm..........048841 ................039681 .... 70 Anexo I: Projeto conjunto base cobrador sobre caixa de roda 750 mm........................................ 74 Anexo M: Projeto conjunto base cobrador sobre caixa de roda 686 mm.....................................................................................................................421.............. Código 04............052015 ....... Código 050664 .................

com o fim de atender à satisfação. assento. o objetivo principal deste projeto de produto. deverá corresponder a um investimento que será realizado pela empresa encarroçadora de ônibus e pelas proprietárias dos veículos. mas isso não significa dizer que este lugar de trabalho seja confortável e ergonomicamente correto. INTRODUÇÃO Com o aumento. que busca reduzir ao máximo o tempo de trabalho. onde será desenvolvido o projeto piloto. acarretando . um para cada tipo de carroceria. as normas previstas nas NBR’s são. obedecidas. o produto a ser desenvolvido. segurança e não prejudicar a saúde de quem o utiliza.13 1. com a necessidade de encurtar as distâncias. da população nas cidades. dos congestionamentos nos grandes centros devido ao enorme número de veículos em circulação pelas vias. o foco deste trabalho é direcionado para as encarroçadoras de ônibus urbanos. os erros de montagem. Analisando-se os atuais “postos de trabalho do cobrador de ônibus” é possível verificar que. O presente trabalho apresenta especial interesse no projeto do posto do operador de cobrança do veículo urbano. verificando se a mesma está adequada às atividades executadas. levando em conta o bem-estar do cobrador. o transporte público de passageiros têm assumido um papel indispensável na economia global. se há a modificações no conceito sobre o design deste. Portanto. uma grande cobrança perante as encarroçadoras de veículos para o transporte urbano. que possui cinto de segurança. considerando ônibus e levando em consideração a relação à segurança e o mínimo de conforto dos passageiros e operadores destes meios de transporte. que pode ser modificado de acordo com a disposição no layout dos veículos. na qual a indústria cultivará diversos projetos de postos de cobrança. Além disso. por parte dos órgãos competentes. O projeto a ser desenvolvido pretende observar as necessidades ergonômicas da base da poltrona do posto de trabalho deste operador. o desperdício de matérias primas e os inúmeros projetos devido às necessidades construtivas do ônibus. por exemplo. regulamentados na Norma Brasileira Regulamentar (NBR) 14022 e NBR 15570. ou seja. Tem surgido. normalmente. é a uniformização deste. Assim.

existe a necessidade de facilitar a montagem do produto final no veículo e reduzir os erros quanto a montagem e a dificuldade de definir um produto para o layout específico. diminuição dos tempos de setup’s nos equipamentos e redução dos tempos de mudança dos gabaritos para montagens de diferentes projetos. buscando em uma base de dados científicos a ergonomia do produto final. facilitará o próprio trabalho das mesmas. tornando-o um diferencial. sempre atendendo as especificações contidas nas normativas que regulamentam o assunto. Sem gerar aumentos de seus custos produtivos e objetivando o bem estar do usuário do posto de trabalho. Além disso. O desenvolvimento deste trabalho dá-se devido a diferentes aspectos. O segundo aspecto é referente à necessidade de melhorar o posto de trabalho dos operadores que os utilizam.14 maior eficiência ao seu trabalho. . O primeiro aspecto relata a busca constante das indústrias e a necessidade de redução de custos. Com isso inicia-se dentro das indústrias encarroçadoras de ônibus uma melhoria em seu produto. ao mesmo tempo.

OBJETIVOS 1. Estudar a ergonomia do projeto atual.2. Objetivos Específicos Estudar o projeto atual do posto de cobrança. Analisar a fabricação dos atuais postos de cobranças.15 1. ao mesmo tempo em que se procura um projeto de posto de trabalho ergonomicamente correto.1.1. que atenda a todas as carrocerias de existentes. Elaborar protótipo do projeto do novo produto. 1. Definir o design do novo produto. . Analisar a fabricação do novo produto.1.1. Objetivo Geral O objetivo deste estudo é a criação da base de poltrona do posto de trabalho do cobrador de ônibus.

e de outro. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 2. o conforto e eficiência no trabalho”. baseada nas leis objetivas da ciência sobre a natureza”. em artigo chamado “Ensaios de ergonomia ou ciência do trabalho. KROEMER. conforme bem esclarecem MORAES. “ergonomia é o estudo da adaptação do trabalho ao homem”. Para Dul e Weerdmeester (2004. publicado pelo polonês Woitej Yastembowsky (MORAES. a eficácia para a organização. por meio de diversas técnicas. o conforto e a saúde dos utilizadores.16 2. Segundo Itiro Iida (2005. p. ERGONOMIA A palavra ergonomia só foi utilizada pela primeira vez em 1857. 2005). As definições desta nomenclatura dividem-se em dois objetivos fundamentais: de um lado. MONT’ ALVÃO. Desta forma. De acordo com Iida (2005. Abrangendo ainda mais esse conceito. “resumidamente. MONT’ ALVÃO. a ergonomia busca melhorar condições específicas do trabalho humano. que garantem a segurança. 2004. das tarefas gerando rendimento e produtividade do sistema homemmáquina. “a ergonomia estuda os diversos fatores que influem no desempenho do sistema produtivo e procura reduzir as suas conseqüências nocivas sobre o trabalhador”. 2000).1. utiliza as técnicas ergonômicas. equipamentos. 230). A eficácia para a organização depende diretamente da eficácia humana (BETIOL. buscando evitar acidentes. ergonomia também pode ser considerada como a adaptação do trabalho ao homem buscando a realização dos seus objetivos (GRANDJEAN. contribuindo no conforto. p. com o objetivo de melhorar a segurança. 2000. Para tal. saúde. 2). sistemas e tarefas. pode-se dizer que a ergonomia é uma ciência aplicada ao projeto de máquinas. p. p. 3). qualidade e confiabilidade. 1). que é medida em diferentes dimensões como produtividade. satisfação e bem estar do trabalhador. . doenças e diminuir a fadiga.

. 1995). 2. sistemas e tarefas devem ser projetados para o uso coletivo. p. WEERDMEESTER. Ao contrário disso. então. 4). princípios e métodos de projeto.17 Para a Associação Internacional de Ergonomia (IEA) criada em 1961 a definição de ergonomia é: Ergonomia (ou fatores humanos) é uma disciplina científica que estuda as interações dos homens com outros elementos do sistema. fadiga excessiva. 2004. Sabendo que há diferenças individuais em uma população.1. Segundo Iida (2005. 14). com as características do trabalhador. com objetivo de melhorar o bem-estar e o desempenho do global do sistema (DUL. 2005. 1). o problema é mais complexo ocasionando idas e vindas na tentativa de encontrar uma solução ideal (IIDA. 19). os projetos devem atender a 95% da população. Aplicação e análise da ergonomia no ambiente de trabalho Na maioria das vezes não se encontra uma solução trivial para solucionar os problemas da adaptação do trabalho ao homem. WEERDMEESTER. para resolver problemas que se refletem na segurança. p. Os demais 5% não é atendida pelos projetos de uso coletivo. p. O diagnóstico ergonômico de um posto de trabalho dá-se pela correlação das características ambiental e técnica organizacionais. precisam de projetos específicos (DUL. p. FIALHO. que os equipamentos. O diagnóstico. “ergonomia de correção é aplicada em situações reais. já existentes. doenças do trabalhador ou quantidade e qualidade de produção”.1. 2004. fazendo aplicações da teoria. A ergonomia para a sua aplicação adota uma importante recomendação. evidência as inadequações do posto de trabalho ao trabalhador (SANTOS.

p.18 2. 60) afirma que. 42). p. 2005). que justifica a necessidade de uma ação ergonômica. “a característica essencial da AET é de ser um método destinado a examinar a complexidade. diagnosticar e corrigir uma situação real de trabalho”. na realização de uma tarefa. 2005. A análise da demanda procura entender a natureza e a dimensão dos problemas apresentados”. 61). Guérin et al (apud IIDA. “o diagnóstico procura descobrir as causas que provocam o problema descrito na demanda” (IIDA. 80). Essas recomendações devem ser claramente especificadas. “trabalho é um conceito complexo não só porque suas práticas variam de uma situação a outra. Assim. descrevendo-se as etapas” (IIDA. Para Guérin. p. “a análise ergonômica do trabalho (AET) visa aplicar os conhecimentos da ergonomia para analisar. “atividade refere-se ao comportamento do trabalhador. p. p. 60). Ainda segundo Iida (2005. Para Iida (2005.1. 62). diagnóstico. 2005. “demanda é a descrição de um problema ou uma situação problemática. Daniellou et al (apud BETIOL. 60). mas também porque seu sentido alterna ao longo do tempo e de uma sociedade para outra”. p. análise da atividade. p. . p. a maneira como o trabalhador procede para alcançar os objetivos que lhe foram atribuídos”. “desenvolvido por franceses o método AET é um exemplo de ergonomia de correção e desdobra-se em cinco etapas: análise da demanda. 61) e as “recomendações referem-se às providências que deverão ser tomadas para resolver o problema diagnosticado. 2004. sem colocar em prova um modelo escolhido a priori”. Laville. A análise da tarefa a um planejamento do trabalho e pode estar contida em documentos formais e informalmente pode corresponder a certas expectativas gerenciais (IIDA.1.1. e recomendações”. Ou seja. 2005. Tarefa é um conjunto de objetivos prescritos que os trabalhadores devem cumprir. Análise ergonômica do trabalho Segundo Betiol (2004. De acordo com Iida (2005. análise da tarefa.

2.1. De acordo com Iida (2005.8 cm enquanto que os negros nilóticos que habitam o Sudão medem em média 182. elétrico. baseadas em uma amostra de 3100 trabalhadores do Rio de Janeiro: . Inclui a facilidade de manuseio adaptação antropométrica. adaptando-as a anatomia de suas mãos (NAPIER. transformando uma forma de energia em outra. p. do ponto de vista mecânico. acabamentos e movimentos.2. corte e solda e outras”. abaixo. materiais. Envolve combinação de formas. ou realizando operações como dobra. Variações das medidas Em termos de diferenças étnicas. direta ou indiretamente. 1983).19 2. demonstra as medidas de antropometria estática de trabalhadores brasileiros. dessa forma. cores. e qualidade estética (IIDA. 316).1. entram em contato com o homem. Já a “qualidade ergonômica do produto é a que garante uma boa interação do produto com o usuário final. A tabela 1. 2005). as variações extremas são encontradas na África. Então para satisfazer seus consumidores devem ter características básicas: qualidade técnica. Todos os produtos destinam-se a satisfazer certas necessidades humanas e. Adaptação ergonômica de produtos O homem pré-histórico fabricava armas de pedra lascada há dois milhões de anos.9 cm (IIDA. qualidade ergonômica. Por fim. e demais itens de conforto e segurança”. para que os produtos sejam considerados atraentes e desejáveis”. a “qualidade estética é a que proporciona prazer ao consumidor. Os pigmeus da África Central medem em média 143. texturas. eletrônico ou químico.1. 2. “qualidade técnica faz funcionar o produto. 2005).

11 Altura entre as pernas 2.5 46.5 23.5 Altura do joelho. ereto 1.5 59.5 20.5 141.5 23. Uma das demonstrações mais interessantes das diferenças. foi apresentada por Willian Sheldon. p.5 71. sentado 2.0 18.4 78. em pé. Segundo Iida (2005. dentro de uma mesma população.5 96.0 104.0 170.11 Largura das coxas 2. definindo os três tipos físicos básicos: o ectomorfo.2 Altura dos olhos.5 49. corpo ereto 2.1 Comprimento do pé 5 PÉS 5.0 42.1 Estatura.7 Comprimento do braço na horizontal.0 151.5 53.2 Altura dos olhos.0 18. .5 149.5 57.0 27.0 11.5 40.0 Peso (kg) 1.5 48.5 23. 103). a partir do assento 2.9 Comprimento nádegas-joelho 2. Aqueles de clima mais frio têm o corpo mais cheio.5 49.1 Altura da cabeça.0 39.8 Comprimento nádegas-poplítea 2. a partir do assento.0 15.0 88.2 Largura do pé 79.3 32. a partir do assento.4 25.0 60.20 Tabela 1 – Tabela de medidas antropométricas estáticas.3 85.0 94.2 29. Medidas de antropometria estática (cm) 5% 1. em pé. a partir do assento.5 Homens 50% 66. corpo ereto 2.0 53. sentado 2.9 10.7 29.9 Largura dos ombros (sentado) 1.0 43.8 35.5 27.5 72.0 39.3 159.0 82.13 Largura dos quadris (em pé) 5. em pé ereto 1. em pé 1.0 64.6 Altura polpítea. “os povos que habitam regiões de climas quentes têm o corpo mais fino e os membros superiores e inferiores relativamente mais longos.8 Profundidade do tórax (sentado) 1.0 Fonte: Iida (2005).3 Altura dos ombros.2 52. ereto 1 CORPO EM PÉ 1.9 9.0 65.1 35.3 altura dos ombros.0 83.5 55.9 181.4 Altura do cotovelo.0 55.10 Largura dos quadris.0 45.0 95% 85.0 159.4 Altura do cotovelo.0 131. são mais volumosos e arredondados”.8 32.8 28. o endomorfo e o ectomorfo (IIDA.0 44.8 85.0 112. ereto 2 CORPO SENTADO 2.0 77. até a ponta dos dedos 1.0 170.12 Largura entre cotovelos 2.0 12. 2005).2 92.0 53. corpo ereto 1.

De acordo com Dul e Weerdmeester (2004. Antropometria Segundo Iida (2005. A antropometria divide-se em três áreas de estudo. p. O mesomorfo tem o físico musculoso. Seus membros são musculosos e fortes e possui pouca gordura subcutânea. A antropometria dinâmica que mede os alcances dos . 2. 10). “antropometria trata as medidas físicas do corpo humano”.2. de formas angulosas.1. Tem a forma física de uma pêra. “a antropometria ocupa-se das dimensões e proporções do corpo humano”. seu abdômen é grande e cheio e o tórax é relativamente pequeno (IIDA. ombros e peitos largos e abdômen pequeno. Conforme demonstrado na figura 1: Figura 1 – Ilustração dos tipos físicos básicos. 2005). maciça. com grandes depósitos de gordura. p.21 O tipo físico ectomorfo tem corpo e membros longos e finos. astropometria estática. sua cabeça é cúbica. Na antropometria estática as medidas tomadas referem-se ao corpo parado ou com poucos movimentos. seu pescoço é fino e comprido. tem rosto magro. Já o tipo físico do endomorfo é de formas arredondadas e mácias. antropometria dinâmicas e antropometria funcional. 97).2. Fonte: Iida (2005). com um mínimo de gordura e músculos. queixo recuado e testa alta e abdômen estreito e fino. têm os ombros mais largos e mais caídos.

Na figura 2.0 17.2 68. medindo-se os movimentos de cada parte do corpo mantendo o restante do corpo estático.4 65.5 68.1 11.7 39.1 96. é mais rápido e ecônomico usar dados antropométricos já disponíveis na bibliografia. 2005).4 35.1 19.1 96. sentado Altura do cotovelo. Fonte: Iida (2005). do que fazer levantamentos antropometricos próprios”. ● ● Mulheres 5% 151.7 Medida adotada* 184.3 43.5 91.4 76. sentado Altura dos ombros.0 53.1 27.8 35.7 36. .4 78.7 66.8 29.0 35.1 23.2 95% 184.8 19. Na tabela 2 estão demonstradas as medidas antopométricas máximas e mínimas de homens e mulheres: Tabela 2 – Tabela de medidas antropométricas máximas e mínimas. 136) “naturalmente. Já na antropometria funcional são relacionadas com a execução de tarefas específicas (IIDA.0 53.3 11.2 84. sentado Altura das coxas Altura do assento (poplítea) Profundidade do torax Comprimento do antebraço Comprimento do braço ● ● ● ● ● ● ● ● Critério Mín.6 95% 172.9 73.9 84.0 15.9 23.8 17. p.0 31.0 80.8 38.2 61.5 63.2 61. Máx. Medidas de antropometria estática (cm) a) b) c) d) e) f) g) h) i) j) Estatura Altura da cabeça sentado Altura dos olhos.9 78.5 28.7 48.8 28.22 movimentos.2 Homens 5% 162. apresenta-se a representação do alcance máximo das mãos no posto de trabalho: Figura 2 – Ilustração do alcance das mãos no posto de trabalho.3 48.7 29. De acordo com Iida (2005.3 32.9 56.6 Fonte: Iida (2005).

A recomendação geral é que esta medida seja de 4 cm acima do nível do cotovelo. necessário para o organismo realizar os movimentos requeridos durante o trabalho”. São duas as variáveis mais importantes no dimensionamento de uma mesa. a sua altura e a superfície de trabalho. Sendo a cadeira fixa e tiver uma altura superior à altura poplítea. 143). Segundo Iida (2005. O espaço de trabalho De acordo com Iida (2005. 142).1. sentada e de pé”. Se a mesa for fixa a cadeira deve ser regulável. Existem três posturas básicas para o corpo: deitada. Umas das invenções que mais contribuiu para modificar o comportamento humano. “o fator mais importante no dimensionamento do espaço de trabalho é a postura. A regulagem da altura deve ser tomada pela posição do cotovelo e deve ser determinada após o ajuste da altura da cadeira.2. Este fato contribuiu para o surgimento .23 2. p. Na figura 3 verificamos os pontos para mensuração no posto de trabalho: Figura 3 – Ilustração dos pontos de mensuração no posto de trabalho. Atualmente a maioria das pessoas passam mais de 20 horas por dia sentado ou deitado. “o espaço de trabalho é um volume imaginário. Fonte: Iida (2005). 2005). provavelmente foi o assento.2. p. na posição sentada. deve existir uma base para apoio dos pés (IIDA.

as pesquisas científicas afirmam que o homem não suporta ficar sentado. p. 2005. 150). O corpo fica melhor apoiado em diversas superfícies: piso. p. diferenças antropométricas entre as populações e preferências individuais.24 do termo sedentário. p. encosto. 105) “os assentos devem ter medidas adequadas ao usuário e devem ser observados alguns princípios gerais. e o encosto. Um assento mal projetado pode contribuir consideravelmente para o agravamento destes problemas (IIDA. Essas posturas causam fadiga. existem diversas maneiras de dimensionar os assentos. Diferenças estas que podem ser explicadas quanto à aplicação. A problemática do assento tem despertado o interesse de diversos pesquisadores. acrescentando-se 3 cm para considerar o uso de calçado. Portanto a posição sentada é menos cansativa que a de pé”. a faixa mínima de ajustes deve ser de 19 cm. . sendo uma tarefa difícil definir as características que o tornam confortável. Segundo Iida (2005. descreve conforto como sendo influenciado por inúmeros fatores e preferências individuais. 150) define conforto com “uma sensação subjetiva produzida quando não há nenhuma pressão localizada sobre o corpo”. como a largura do assento. Para Dul e Weerdmeester (2004. dores lombares entre outras que se não forem corrigidas podem causar problemas permanentes na coluna. Para adultos brasileiros. 12). braços da cadeira. A altura do assento é considerada boa quando a coxa encontra-se bem apoiada no assento. já desde o ano de 1743. que deve permitir uma postura de relaxamento”. 2005). assento. fazem análises sobre posturas. Já Corlett (apud IIDA. No entanto. 2001). mesa. p. p. entre 36 a 55 cm de altura. onde a espécie humana homo sapiens deixa de ser um animal ereto e passa a ser um animal sentado homo sedéns ou sentado. ÁVILA. que deve estar de acordo com a largura torácica da pessoa. o assento deve ter altura regulável em movimentos contínuos e suaves. “a posição sentada apresenta vantagens sobre a postura ereta. De acordo com Dul e Weerdmeester (2004. sem o esmagamento de sua parte inferior e os pés consigam se apoiar no chão. 155). Iida (2005. baseado nas diferenças de medidas poplíteas da população. p. que. Para Martins e Laugeni (2005. e adota uma postura rígida durante longos períodos (ABRAHÃO. 14-16).

deixando um vão livre de 10 a 20 cm entre o assento e o encosto. A cadeira adotada também pode ser giratória. com uma altura total de 40 a 50 cm acima do assento. A figura 4 demonstra os principais problemas provocados por erros de dimensionamento de assentos: Figura 4 – Ilustração demonstrando os problemas de dimensionamento de assentos. 48).1 Poltronas para os operadores . para acomodar a curvatura das nádegas. ou ser vazada. a largura deste espaço deve ter no mínimo 60 cm e sua profundidade precisa medir pelo menos 40 cm na altura do joelho e 100 cm na parte inferior junto aos pés (DUL E WEERDMEESTER. Diz o item 38 e subitens da NBR 15570 (2008): 38 Postos de comando e cobrança 38. O encosto deve ter uma altura de 30 cm. ficando. Fonte: Iida (2005). ter regulagem e ser estofadas de acordo com sua aplicação visando minimizar os desgastes físicos e mentais aumentando assim o conforto e a segurança destes operadores. p.25 O encosto da cadeira deve proporcionar apoio na região lombar. p. As pernas devem ficar acomodadas no espaço sob a superfície de trabalho. as poltronas para os operadores dos transportes coletivos devem ser anatômicas. reduzindo assim a fadiga ao torcer o tronco e permitindo maior variação de posturas. Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas (2008. portanto. 14-16). 2004. A parte inferior do encosto deve ser convexa.

3 A catraca pode permitir giro em ambos os sentidos. 38. 38. podendo ser instalada sobre patamar de 150 mm a 450 mm. oferecendo no mínimo quatro posições de bloqueio. b) base superior variando de 340 e 460 mm.1. sendo o do lado de acesso do tipo basculante. a poltrona do motorista pode possuir deslocamento lateral para melhor acesso e posicionamento do motorista. .6 A distância compreendida entre a extremidade do braço horizontal da catraca até a face lateral do anteparo adjacente não pode exceder 45 mm. 38.1.4 As poltronas dos operadores devem permitir variações na altura entre 400 mm e 550 mm. 38.5.5 A poltrona do motorista deve permitir movimento longitudinal de 120 mm.5.5 Na parte inferior do braço da catraca.2 A catraca deve possuir três ou quatro braços. de mesmo diâmetro dos tubos de que são feitos os braços. adequadas a aplicação de cada caso.5.6 Para a poltrona do motorista. Em veículos com motor dianteiro. 38. deve ser posicionada no corredor de circulação defronte ao assento do cobrador (quando existente) ou próxima ao posto de comando do motorista. de 95º a 115º com a horizontal.5. quando utilizada. recomendando-se o uso de material resiliente para revestimento de suas partes.1 As poltronas para os operadores (motorista e cobrador) devem ser anatômicas. Em veículos com cobrador.1.1.5. oferecendo uma abertura "A" para passagem dos passageiros.26 38. c) altura variando de 480 e 550 mm. 38. 38. b) profundidade entre 380 mm e 450 mm. não tendo arestas vivas.2 0s assentos das poltronas para os operadores devem ter as seguintes dimensões: a) largura entre 400 mm e 500 mm. 38. reguláveis. 38.4 Não pode existir qualquer dispositivo que reduza o espaço livre entre dois braços consecutivos. atendendo a uma variação de curso de no mínimo 130 mm. pode ser colocado dispositivo vazado. Ainda tratando da NBR 15570 a catraca ou roleta registradora deve atender as especificações contidas no item 38.1. 38.7 Recomenda-se que a poltrona do motorista seja instalada de modo que a projeção do seu eixo de simetria no plano horizontal coincida com o centro do volante. 38. 38. sua poltrona deve ter apoio para os pés e apoios laterais para os braços. estofadas ou ventiladas. igual ou maior que 400 mm. e ter as seguintes dimensões: a) base inferior variando de 400 e 500 mm.5.1.7 A catraca e os dispositivos necessários a sua instalação devem ser de material que não cause danos aos passageiros. em qualquer posição.5 e subitens da NBR 15570 (2008): 38. minimizando o seu desgaste físico e mental.5 Catraca registradora de passageiros 38.5.1. permitir ajuste de forma contínua ou pelo menos em cinco estágios de inclinação. desde que distem no mínimo 400 mm do piso e que não ocupem mais de 50 % do vão livre.3 O encosto das poltronas para os operadores devem ser de forma trapezoidal. a distância entre o encosto e o centro do volante da direção deve estar compreendida entre 540 mm e 700 mm.1 A catraca registradora de passageiros. A altura "H" da geratriz superior do braço da catraca em relação ao revestimento do assoalho do corredor de circulação deve ser de 900 mm a 1050 mm.

A NR 17 estabelece em seu subitem 17. mesas. A figura 5 ilustra as dimensões da catraca registradora que constam na NBR 15570 acima citada: Figura 5 – Ilustração demonstrando dimensões da catraca registradora.3.3. com a distância requerida dos olhos ao campo de trabalho e com a altura do assento.008-2 / I2) .5.8 A parte traseira da caixa de mecanismos da catraca de três braços pode ser protegida com material resiliente. as bancadas.1. (117. fixado de maneira apropriada.10 No caso de adoção de sistema automático para cobrança de tarifas. como forma de evitar acidentes com os usuários.9 Podem ser instalados dispositivos que evitem a evasão de receita. (117.5. de modo a proporcionar um máximo de conforto. Fonte: ABNT 15570 (2008). o posto de trabalho deve ser planejado ou adaptado para esta posição. porém sem constituir risco potencial aos usuários. segurança e desempenho eficientes.27 38.3: 17. (117. 17.007-4 / I2) b) ter área de trabalho de fácil alcance e visualização pelo trabalhador. \ A NR 17 visa a estabelecer parâmetros que permitam à adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores.2. 38.006-6 / I1) 17. 38. visualização e operação e devem atender aos seguintes requisitos mínimos: a) ter altura e características da superfície de trabalho compatíveis com o tipo de atividade. a catraca registradora deve possuir todos os componentes eletrônicos e eletromecânicos necessários para proceder ao travamento e destravamento comandados pelo sistema. Para trabalho manual sentado ou que tenha de ser feito em pé.3. Sempre que o trabalho puder ser executado na posição sentada. escrivaninhas e os painéis devem proporcionar ao trabalhador condições de boa postura. Mobiliário dos postos de trabalho.5.

3.28 c) ter características dimensionais que possibilitem posicionamento e movimentação adequados dos segmentos corporais. a partir da análise ergonômica do trabalho. Assim. Para trabalho que necessite também da utilização dos pés. Os assentos utilizados nos postos de trabalho devem atender aos seguintes requisitos mínimos de conforto: a) altura ajustável à estatura do trabalhador e à natureza da função exercida. Já Santos (1996) ressalta que. (117. tempo e produtividade.3 e 17. o desempenho de uma empresa no PDP (Processo de Desenvolvimento de Produto) deve ser medido a partir de três parâmetros: qualidade.2. Consequentemente.011-2 / I1) b) características de pouca ou nenhuma conformação na base do assento.3. principalmente.012-0 / I1) c) borda frontal arredondada.3. esses parâmetros devem ser otimizados.1.014-7 / Il) 17. p. que se adapte ao comprimento da perna do trabalhador. (117.3.1.4. é possível notar que da NR 17 devem ser observados e respeitados. baixo custo. Entretanto.013-9 / I1) d) encosto com forma levemente adaptada ao corpo para proteção da região lombar. encolhendo-se as características necessárias para tanto. Juran (1992) bem enfatiza que o desenvolvimento do produto é um processo experimental destinado a responder as necessidades do cliente.3. em função das características e peculiaridades do trabalho a ser executado. 323).015-5 / I1). principalmente.3.2. Para as atividades em que os trabalhos devam ser realizados sentados. no atual mundo competitivo. DESENVOLVIMENTO DE PRODUTO Segundo Iida (2005. os pedais e demais comandos para acionamento pelos pés devem ter posicionamento e dimensões que possibilitem fácil alcance. poderá ser exigido suporte para os pés. 17. para o projeto dos postos de cobrança dos veículos urbanos para o transporte coletivo. bem como ângulos adequados entre as diversas partes do corpo do trabalhador. 2. e.009-0 / I2) 17. (117.4. “o desenvolvimento de produto envolve um conjunto de atividades que leva uma empresa ao lançamento de novos produtos ou ao aperfeiçoamento daqueles existentes”.3. (117.2. (117. (117. os produtos a serem desenvolvidos devem demonstrar alto nível de qualidade técnica.010-4 / I2) 17.3. (117. vantagens superiores às oferecidas pelos produtos concorrentes. os itens 17. . além dos requisitos estabelecidos no subitem 17.

Algumas empresas dão ênfase a características técnicas. Apresenta-se no quadro 1 demonstração da participação da ergonomia nas diversas etapas do desenvolvimento de produtos: Etapas Definição Atividades gerais Examinar as oportunidades Verificar as demandas Definir objetivos do produto Elaborar especificações Estimar benefícios Participação da ergonomia Examinar o perfil do usuário Analisar os requisitos do Produto Desenvolvimento Analisar os requisitos do sistema Esboçar a arquitetura do sistema Gerar alternativas de soluções Desenvolver o sistema Analisar as tarefas/atividades Analisar a interface: . FUJIMOTO. p. consequentemente.controles Acompanhar os detalhamentos Detalhamento Detalhar o sistema Especificar componentes Adaptar as interfaces Detalhar os procedimentos de Testes Avaliação Avalia o desempenho Comparar as especificações Fazer os ajustes necessários Testar a interface com o usuário Produto em uso Prestar serviço de pós-venda Adquirir experiência para outros Projetos Realizar estudos de campo junto aos usuários e consumidores Quadro 1 – Demonstração da participação da ergonomia no desenvolvimento de produtos. 2005). Este processo é muito variável depende do tipo de produto da organização.informações . Fonte: Iida (2005). Desenvolver produtos é um processo complexo e envolve o trabalho de profissionais de diversas áreas. Portanto o importante é saber o que o consumidor final quer. 69) “Desenvolver novos produtos é um desafio constante. No mundo em transformação que vivemos. e. Segundo Martins e Laugeni (2005. a empresa que não se antecipar às necessidades de seus clientes. com produtos e serviços inovadores estará condenada ao desaparecimento”. pois ele é quem irá julgar os produtos lançados no mercado (IIDA.29 habilitando as empresas para atrair e satisfazer seus clientes. aumentando a competitividade do produto no mercado (CLARK. outras ainda concentram seus esforços na redução de custos. 1991). . outras valorizam aspectos ergonômicos ou estéticos.

avaliação e melhoria e prototipagem final. 21). aceitação dos distribuidores. MEGGAZINI. p. A fixação de metas só terá utilidade se acompanhada de procedimentos para verificar se essas metas estão sendo alcançadas. Baxter (1998.30 Para Slack (1996). 20-21) ainda comenta que o desenvolvimento de produtos é um problema multifatorial. UNGARELLI. A seleção do melhor conceito envolve análise de todas as possibilidades. triagem de conceitos (marketing. pré-projeto. é necessário ter em mente a viabilidade do projeto. baseando-se nas especificações de projeto. 2005). Para que isto ocorra. O mercado atual exige das indústrias maior controle de seus resultados por meio de um planejamento rigoroso durante a criação do projeto. o processo de desenvolvimento de produtos pode ser dividido em cinco etapas distintas: desenvolvimento do conceito. facilidades de fabricação. durabilidade e confiabilidade dos produtos. “o desenvolvimento de produto deve ser orientado para o consumidor. Depois definir o projeto é preciso também pensar nas possíveis formas de fabricação e selecionar a melhor alternativa. considerando as necessidades de todos os envolvidos e adequando aos mecanismos de produção (MOLINARI. Desta forma. FILHO. 1996 apud ROCHA. de operação para o produto e após esta etapa selecionar a melhor delas. este depende de fatores como simpatia dos consumidores. A figura 6 demonstra o desenvolvimento mecânico de um posto de trabalho: . O designer de produto bem sucedido é aquele que consegue pensar com a mente do consumidor”. De acordo com Baxter (1998. produção e finanças). p. aumentaram-se as expectativas em torno da atuação do profissional de design ampliando seus antigos limites e passou a exigir destes profissionais um conhecimento mais amplo sobre o produto.

a criatividade resulta da forma diferente de ver problemas ou idéias existentes e a preparação é tempo pelo qual a mente fica mergulhada nestes problemas. p. mas sim quando houve um grande esforço para alcançar uma solução. Fonte: Iida (2005).31 Figura 6 – Ilustração demonstrando o desenvolvimento mecânico do posto de trabalho. O projeto mais excitante e desafiador é aquele que exige inovações de fato – a criação de algo radicalmente novo. 53). Este se refere sim à percepção humana da visão. segundo Baxter (BAXTER. cheiro ou paladar. nada mais é do que um agregado de bens. “A criatividade é o coração do design. nada parecido com tudo o que se encontra no mercado”. Referem-se as propriedades visuais de um produto. Baxter (1998. Para o mesmo autor (1998. Uma grande ideia não surge do nada. na realidade. . fazendo que a atratividade deste seja definida por sua propriedade visual (BAXTER. a fim de satisfazer as necessidades e expectativas dos consumidores (SLACK. 1996). 1998). 1998). p. 25) define como estilo de um produto “a qualidade que provoca a sua atração visual”. Quando se apresenta um produto atrativo raramente fala-se sobre propriedades como som. Produto. em todos os estágios do projeto. serviços e conceitos.

entrevistas. na quarta etapa. 130). . Segundo Baxter (1998. é feito um período de pesquisa e análise deste produto.2. 2 Identifique o grupo de usuários para realizar medidas antropométricas relevantes ou procure obtê-las em tabelas 3 Determine as faixas de variações das medidas antropométricas para a altura de assentos. Abaixo. equipamento e ambiente usando técnicas como observações. alcances e apoios em geral 4 Estabeleça prioridades para as operações manuais. Projeto de produto Para Baxter (1998. serem descritas as especificações e justificativa do produto proposto. p. Fonte: Iida (2005). “o planejamento do produto começa com a estratégia de desenvolvimento de produto da empresa e termina com as especificações de produção do novo produto”. 123). Baxter (1998) divide o processo de planejamento do produto em quatro etapas: a primeira traça a estratégia e a orientação geral do produto estabelecendo seus objetivos. vê-se o quadro 2 demonstrando a seqüência de atividades para a elaboração do projeto de um posto de trabalho: 1 Faça um levantamento sobre as características da tarefa.1. pernas e tronco Localize os dispositivos visuais dentro da área normal de visão Verifique a entrada e saída de materiais e de informações de/para outros postos de trabalho Elabore um desenho do posto de trabalho em escala e posicione os seus principais componentes 9 10 Construa um modelo (mock-up) em tamanho natural para testes com sujeitos Construa um protótipo para testes em condições reais de operação Quadro 2 – Tabela demonstrando as atividades para elaboração do projeto de um posto de trabalho.32 2. para. superfícies de trabalho. “a origem das oportunidades de desenvolvimento de novos produtos pode ser classificadas em duas categorias: demanda de mercado e oferta de tecnologia”. p. questionários ou filmagens. Na segunda etapa ocorre o início do desenvolvimento do produto específico. colocando aquelas principais na área de alcance preferencial 5 6 7 8 Providencie espaços adequados para acomodação e movimentação dos braços. A terceira etapa. finalmente.

Em segundo lugar. gerando oportunidade de inovação do produto. A oferta de tecnologia refere-se à disponibilidade de novas tecnologias. p. Primeiro no sentido mais preciso da palavra.33 A demanda de mercado refere-se à procura. pelo mercado. seleção de idéias. a palavra protótipo referese a dois tipos de representação dos produtos. A demanda de mercado pode ser reconhecida de duas maneiras. o protótipo era o produto feito pelo mestre. usa-se o termo protótipo no sentido mais lato. antes de o produto começar a ser comercializado. Decidir pela utilização ou não de protótipos para o desenvolvimento de produtos é simples. Ela compreende quatro fases: geração de idéias. pois para ele o custo deste teste pode ter um bom retorno. No projeto de produtos. O designer tem condições de tomar essa decisão. O termo protótipo significa. 1998). 130). considerando que ele pode antecipar o aparecimento de determinadas falhas. de produtos ou características do produto que ainda não foram oferecidos pela sua empresa. analise das possibilidades e construção do protótipo (BAXTER. Ele deve ser suficiente para satisfazer as exigências do consumidor e diferenciar o novo produto de outros produtos existentes no mercado”. exigindo uma atualização dos seus produtos. 174) ainda afirma que “o projeto conceitual tem o objetivo de produzir princípios de projeto para o novo produto. 1998). Primeira: os produtos concorrentes podem mostrar-se mais competitivos. novos processos de fabricação ou novos conceitos de projetos (Baxter. No inicio da era industrial. Segunda: pode existir uma necessidade de mercado que não é satisfeita por nenhum dos produtos existentes. O mesmo autor (1998. . para qualquer tipo de representação física construída com o objetivo de realizar testes físicos (BAXTER. A construção do projeto começa com o conceito escolhido e termina com o protótipo completamente desenvolvido e testado. p. 1998. 1998). Essa nova tecnologia pode ser um novo material. literalmente “o primeiro de um tipo”. refere-se a representação física do produto que será eventualmente produzido industrialmente. O processo dos projetos conceituais tem dois segredos: o primeiro é gerar o maior número possível de idéias e o segundo é selecionar a melhor idéia (BAXTER. que depois deveria ser produzido em massa.

p. Nesta etapa devem ser reunidas todas as informações obtidas nas fases anteriores e especificar os materiais. Métodos são regras de escolha. o modo pelo qual tais decisões são tomadas depende de suas regras de decisão.34 Pelo quadro 3 logo abaixo.. máquinas e ferramentas necessárias à fabricação em série do produto especificado (BAXTER. 1998). é possível visualizar as etapas do processo do projeto de produto: Etapas do projeto Resultados de cada etapa Nível de apresentação Projeto conceitual Princípios do projeto Suficiente para definir a oportunidade de projeto Configuração do projeto Construção do protótipo Suficiente para verificar a adequação aos objetivos e possibilidades de fabricação Projeto detalhado Especificação completa do produto Suficiente para a fabricação Quadro 3 – Quadro demonstrando as etapas do processo do projeto.” Para Martins e Laugeni (2005. Assim. enquanto as técnicas utilizadas por um cientista são fruto de suas decisões.3. MÉTODOS DE ANÁLISE Segundo Lakatos apud Ackoff (2000:II-44) “Método é uma forma de selecionar técnicas. resta elaborar as especificações para fabricação. Fonte: Baxter (1998). Após o término da configuração do produto e das correções necessárias. 84) “A cronometragem é um dos métodos mais empregados para medir o trabalho.. Segundo Martins e Laugeni (2005. forma de avaliar alternativas para a ação cientifica. 2. técnicas são as próprias escolhas”. 86) a maneira mais correta para se determinar o número de cronometragens pode ser deduzida da fórmula abaixo utilizando as fórmulas a seguir: . p.

75 1. Tabela 3 – Tabela demonstrando a distribuição normal de probabilidades.970 10 3.70 1. Probabilidade (%) Z 90 91 92 93 94 95 1.704 8 2.128 3 1.81 1. N d2 2 1. Estes dados são utilizados na equação 1. Tabela 4 – Tabela do coeficiente para calcular o número de cronometragens.693 4 2.35 Equação (1) Onde: n = número de ciclos a serem cronometrados z = coeficiente da distribuição normal padrão para uma probabilidade determinada R = amplitude da amostra d2 = coeficiente em função do número de cronometragens realizadas preliminarmente x = média da amostra Er = erro relativo determinado Na tabela 3 está demonstrado a distribuição normal de probabilidades e na tabela 4 demonstra-se o coeficiente para calcular o número de cronometragens.847 9 2.059 5 2.88 1.534 7 2.326 6 2. .96 Fonte: Martins e Laugeni (2005). A tabela de distribuição normal de probabilidade e a tabela do coeficiente utilizado para calcular o número de cronometragens serão utilizadas no decorrer do projeto para determinar o número de cronometragens a ser realizadas para análise.078 Fonte: Martins e Laugeni (2005).65 1.

DEFINIÇÃO DA AMOSTRA Para a cronoanálise foi acompanhado o processo de fabricação em dez lotes de cinco unidades dos projetos atuais da base da poltrona do cobrador e do projeto proposto.1. fornecida pela indústria onde se realizou a pesquisa.2. Cronometro digital: utilizado para cronometrar o tempo de fabricação de cada projeto para posterior cronoanalise. bem como editores de texto conforme listados: Planilhas digitais: onde foram digitalizados os dados obtidos nas amostras para posterior análise. MATERIAIS E MÉTODOS 3. Programa de plataforma CAD 3D: utilizado na elaboração e definição do conceito do projeto a ser fabricado. Editor de textos: utilizou-se para transferir os dados obtidos durante este projeto para a forma escrita. Trena aferida: utilizada para aferir o dimensional dos produtos com o projeto. fornecida pela indústria onde se realizou a pesquisa. Programa de plataforma CAD 2D: utilizado na confecção do projeto de construção utilizado para fabricação do produto. para esta análise foram separadas em células de fabricação as unidades fabris da indústria conforme demonstra a quadro 4: . 3. SOFTWARE E EQUIPAMENTOS Para desenvolvimento deste trabalho foram utilizadas as ferramentas e programas em plataforma CAD.36 3.

Foram fotografadas as medidas tomadas no procedimento de mensuração. Os dois voluntários têm. respectivamente. 04: Poltrona do cobrador. para facilitar o entendimento do exposto.81m. simulando o procedimento de operação. a altura de 1. Para que se torne viável a análise do atual projeto foram tomadas as dimensões da base atual com dois operadores. Na figura 7 está demonstrado posto de trabalho sem o operador para destacar seus componentes: 01 04 02 05 Legenda: 03 01: Caixa do cobrador. Fonte: Primária.37 CÉLULA A B C D E Fabricação A Fabricação B Pintura Pré-fabricação SETOR Troca de gabarito na célula de fabricação “B” Quadro 4 – Quadro demonstrando as etapas do processo de fabricação. 05: Base poltrona do cobrador. ficando o primeiro dentro da faixa de 50% da população e o segundo dentro da faixa de 95% da população brasileira conforme demonstrado no quadro 1. 03: Catraca. Às imagens que seguem demonstram estas dimensões. 02: Base da caixa do cobrador.70m e 1. Figura 7 – Fotografia do posto de trabalho atual. Fonte: Primária. .

com altura de 1. devido a não ter uma base de apoio apropriada para seus pés.81m. Fonte: Primária. este com altura de 1.81m de altura. Neste caso.38 A figura 8 demonstra o primeiro voluntário. nessa situação. operador não encontra uma postura ideal para exercer sua função. . A altura da poltrona foi regulada para que esta proporcionasse ao operador o melhor conforto possível dentro das possibilidades do produto.5cm.70m. A figura 9 demonstra o segundo voluntário.5cm. mas como se pode notar. Com esta regulagem a altura poplítea medida é de 45. A imagem mostra também que os pés do operador não ficam devidamente apoiados sobre a base: Figura 8 – Fotografia do operador com 1. a altura da poltrona também foi regulada para que esta contribuísse da melhor forma possível para o conforto do usuário. próximo do determinado no quadro 1 onde esta altura é de 46.

O quadro 5 está relação dos projetos deste estudo com códigos e nomes e quantidade de itens: ITEM 01 02 03 CÓDIGO 039597 039581 039682 NOME CJ base cobrador sobre cx de roda 686mm CJ base cobrador 700mm CJ base cobrador LE sobre cx de roda 700mm . Pode-se notar que apesar de terem códigos e dimensionais diferentes alguns dos projetos têm o mesmo nome ou descrição.39 Figura 9 – Fotografia do operador com 1.70m de altura.3. 3. COLETA DE DADOS Durante a coleta de dados foram identificados quatorze projetos. que atualmente são utilizados na montagem do posto de trabalho. Fonte: Primária.

Fonte: Primária. 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 039683 048841 049365 050664 052015 052810 056427 056650 060516 060876 061941 CJ base cobrador LD cobre cx de roda 700mm CJ base cobrador 683mm CJ base cobrador sobre cx de roda 686mm CJ base cobrador LD sobre cx de roda 700mm CJ base cobrador 700mm s/ cx de roda MT CJ base cobrador LE sobre cx de roda 700mm CJ base cobrador sobre cx de roda 750mm CJ base cobrador sobre cx de roda 750mm pé invertido CJ base cobrador sobre cx de roda 750mm CJ base cobrador LE sobre cx de roda 700mm CJ base cobrador sobre cx de roda c/ reforço Quadro 5 – Quadro com códigos e descrição dos projetos atuais. o primeiro passo foi definir os pontos comuns a todos os projetos atuais utilizados para montar a base da poltrona do cobrador. Nesta análise foram identificados 16 pontos importantes para a definição da nova proposta. conforme a figura 10 que segue o estudo: Figura 10 – Ilustração demonstrando os pontos comuns dos projetos analisados. Para defini-lo.40 Continuação do quadro 5. De posse destes dados foi iniciado o processo de elaboração do novo produto. Fonte: Mascarello. .

para que posteriormente se possam comparar seus pontos de fixação com os pontos de fixação das bases da poltrona do cobrador. será realizada a análise ergonômica do posto de trabalho conforme demonstra a figura 11: . DIMENSÕES (mm) CÓDIGO 039597 039681 039682 039683 048841 049365 050664 052015 052810 056427 056650 060516 060876 061941 A 686 686 686 686 683 686 686 686 686 736 736 736 686 736 B 149 149 149 149 -149 149 -149 149 149 149 149 149 C 152 337 152 152 337 152 162 80 337 337 152 152 337 172 D 152 337 152 337 337 152 337 80 152 152 337 337 152 172 E 210 210 210 210 210 210 210 210 210 210 210 210 210 210 F 271 271 271 271 271 271 271 271 271 271 271 271 271 271 G 321 321 321 321 321 321 321 321 321 321 321 321 321 321 H 321 321 321 321 321 321 321 321 321 321 321 321 321 321 I 491 491 491 491 491 491 491 491 491 491 491 491 491 491 J 541 541 541 541 541 541 541 541 541 541 541 541 541 541 L 585 585 585 585 585 505 505 569 505 638 638 395 585 358 M 585 585 400 400 585 505 585 569 585 638 638 638 395 358 N 580 580 580 580 580 580 580 580 580 580 580 580 580 580 O 203 203 203 203 203 203 203 203 203 203 203 203 203 203 P 290 290 290 290 290 290 290 290 290 290 290 290 290 290 Q 378 378 378 378 378 378 378 378 378 378 378 378 378 378 Fonte: Primária. definidos os pontos comuns aos projetos da base da poltrona do operador de cobrança. os mesmos foram mensurados e suas dimensões foram lançadas na tabela 5 para melhor visualização e definição da nova proposta. Foram retirados também os dimensionais da poltrona utilizada pelo operador de cobrança de acordo com o projeto fornecido pelo fabricante de poltrona.41 Após. Logo a seguir temos a tabela com as medidas obtidas nos projetos mensurados: Tabela 5 – Tabela com dimensões dos projetos atuais. Ao final.

3. Considerar-se para efeito de projeto os dimensionais da catraca do ônibus e do conjunto posto de cobrança que foram fornecidos pelos seus respectivos fabricantes para tornar possível o correto dimensionamento e análise do projeto que será proposto. Para determinar a quantidade de amostras de tempos a serem tomadas. Fonte: Mascarello.42 Figura 11 – Ilustração demonstrando dimensões da poltrona do operador. Coleta de tempos A fabricação dos projetos foi dividida conforme demonstrado na tabela 6. foi realizada preliminarmente dez tomadas de tempo durante o ciclo completo que um . onde as etapas de fabricação foram divididas em células fabris com a intenção de facilitar a análise dos tempos tomados durante todo o processo.1. 3.

TEMPOS PRELIMINARES CÉLULAS 1ª A B C D E 16:20 24:56 68:20 06:23 18:21 2ª 19:10 21:59 52:23 05:35 14:16 3ª 19:07 22:49 62:02 05:38 15:35 Amostras aleatórias em minutos 4ª 21:12 21:53 64:47 05:42 14:56 5ª 16:58 25:10 64:39 05:40 16:13 6ª 17:56 22:00 65:14 06:38 15:46 7ª 19:03 21:55 66:31 05:36 15:34 8ª 19:07 22:00 67:53 06:58 15:05 9ª 19:10 20:05 65:01 05:35 14:27 10 ª 18:57 21:52 64:39 05:37 14:38 Fonte: Primária. Com base nos dados da tabela 6 encontramos a amplitude da amostra “R” das células tomando os tempos maiores e deles subtraindo os menores de acordo com a tabela 7 que segue neste estudo: Tabela 7 – Tabela de amplitude e média da amostra. 21:12 25:10 68:20 06:38 18:21 MENOR TEMPO (minutos) 16:20 20:05 52:23 05:23 14:16 AMPLITUDE “R” (segundos) 292 305 957 95 245 MÉDIA DA AMOSTRA “X” (segundos) 1122 1348 3849 355 929 Com estes dados definidos se pode adotar a fórmula 1 para calcular as quantidades de amostras necessárias por célula de trabalho. trabalhando com o coeficiente de distribuição normal em 95% e erro relativo de 5% conforme a tabela 7 e utilizando o coeficiente em função do número de cronometragens realizadas preliminarmente conforme tabela 8. CÉLULAS MAIOR TEMPO (minutos) A B C D E Fonte: Primária. . teremos as fórmulas a seguir para cada célula separada.43 projeto leva para passar por todas as etapas necessárias de fabricação conforme a tabela 6: Tabela 6 – Tabela com tempos preliminares.

e tomados os tempos pela quantidade de amostra. Tabela 8 – Tabela de média de amostra. CÉLULAS RESULTADO DA FÓRMULA Fonte: Primária. conforme calculado na tabela 8 logo a seguir. . A 11 B 8 C 10 D 12 E 11 MÉDIA DE AMOSTRA 10 Com a definição da quantidade de amostras (conforme a tabela 1) acompanhou-se o processo produtivo nas células definidas anteriormente.44 Célula “A”: Célula “B”: Célula “C”: Célula “D”: Célula “E”: De posse destes resultados define-se por meio de média aritmética uma quantidade de amostras padrão.

Após. Na última etapa. para retirada dos excessos de solda e rebarbas. CÉLULAS FABRIS / LOTES CÓDIGOS 1ª 039597 039581 039682 039683 048841 049365 050664 052015 052810 056427 056650 060516 060876 061941 16:20 15:35 18:02 17:38 18:54 15:24 15:49 16:22 16:50 17:29 17:58 16:43 16:21 15:37 2ª 19:10 18:02 16:20 16:22 15:49 18:02 17:29 17:38 18:02 16:43 18:54 17:38 16:50 15:24 3ª 19:07 17:29 16:50 16:43 16:20 17:58 19:07 15:24 15:37 19:07 17:38 16:21 15:49 16:22 4ª 21:12 17:38 18:54 18:02 15:49 16:22 16:20 16:50 18:02 16:43 17:29 18:02 15:37 TEMPO CÉLULA A EM MINUTOS 5ª 16:58 15:24 15:49 17:29 18:02 17:58 18:54 16:43 16:20 16:21 16:58 16:22 15:37 6ª 17:56 17:38 18:54 17:38 16:50 17:29 15:37 16:21 16:22 17:58 16:20 15:24 15:49 7ª 19:03 15:49 18:02 16:22 16:20 15:24 17:58 16:50 18:54 16:21 17:38 18:02 16:43 17:29 8ª 19:07 18:54 16:22 16:20 17:29 16:43 15:37 16:21 17:58 16:50 18:54 16:20 15:49 16:20 9ª 19:10 17:38 16:20 18:02 16:50 15:49 15:37 16:22 16:43 19:10 16:21 17:29 17:58 18:54 10 ª 18:57 18:54 17:29 16:43 18:02 17:58 16:21 17:38 15:37 18:02 15:49 16:20 16:22 16:50 MÉDIA 18:42 17:18 17:18 17:07 17:02 16:54 16:52 16:38 17:02 17:28 17:23 16:52 16:17 16:50 17:07 17:58 16:50 16:43 TEMPO MÉDIO GERAL Fonte: Primária. é fixada a última parte do CJ: uma chapa de alumínio lavrado para o apoio dos pés do operador de cobrança. os conjuntos recebem banhos químicos para eliminação de óleos e graxas da sua superfície. ocorre o primeiro passo do processo: a transformação da matéria prima bruta em peças de acordo com os projetos específicos de cada produto. Acompanhou-se e cronometrou-se o tempo de fabricação dos projetos atuais para que possam ser comparados com o projeto proposto conforme demonstram as tabelas abaixo: Tabela 9 – Tabela com tempo de fabricação da célula A dos projetos atuais.45 Na célula “A” de fabricação. adere mais facilmente às peças. Estas peças são enviadas para a célula “B”. . o de pintura eletrostática. os CJ são enviados para a célula “C” onde passam por um processo de tratamento de superfície. onde são utilizados gabaritos para montagem e são fixadas por meio de aparelhos de solda. a célula “D”. Assim. Após esta etapa. Depois disso. o CJ base do cobrador é enviado para ser montado nos veículos. o próximo procedimento. transformado-as nos Conjuntos “CJ” de montagem de acordo com cada projeto.

CÉLULAS FABRIS / LOTES CÓDIGOS 1ª 039597 039581 039682 039683 048841 049365 050664 052015 052810 056427 056650 060516 060876 061941 01:08 01:10 01:15 01:14 01:15 01:09 01:10 01:13 01:12 01:08 01:09 01:11 01:14 01:15 2ª 00:52 01:08 01:10 01:08 01:13 01:14 01:09 01:08 01:10 01:15 01:10 01:15 01:13 01:12 3ª 01:02 01:09 01:12 01:15 01:14 01:15 01:09 01:08 01:11 01:14 01:10 01:14 01:14 01:11 4ª 01:04 01:14 01:10 01:10 01:15 01:09 01:10 01:15 01:12 01:12 01:11 01:08 01:15 01:12 TEMPO CÉLULA C EM HORAS 5ª 01:04 01:15 01:13 01:08 01:14 01:14 01:15 01:13 01:12 01:10 01:12 01:09 01:12 6ª 01:05 01:12 01:10 01:15 01:12 01:09 01:15 01:12 01:13 01:12 01:12 01:14 01:08 7ª 01:06 01:09 01:15 01:12 01:13 01:10 01:08 01:14 01:13 01:15 01:13 01:10 01:15 8ª 01:07 01:08 01:14 01:15 01:15 01:10 01:09 01:15 01:14 01:10 01:13 01:12 01:10 9ª 01:05 01:09 01:13 01:15 01:12 01:10 01:09 01:15 01:14 01:09 01:12 01:13 01:09 10 ª 01:04 01:32 01:15 01:12 01:12 01:09 01:08 01:15 01:13 01:10 01:13 01:15 01:14 MÉDIA 01:04 01:13 01:13 01:12 01:13 01:11 01:10 01:13 01:12 01:11 01:12 01:12 01:12 01:12 71:00 01:12 01:13 01:14 01:12 01:08 01:11 TEMPO MÉDIO GERAL CONVERTIDO EM MINUTOS Fonte: Primária . CÉLULAS FABRIS / LOTES CÓDIGOS 1ª 039597 039581 039682 039683 048841 049365 050664 052015 052810 056427 056650 060516 060876 061941 24:56 22:35 23:56 21:54 22:47 24:23 24:19 25:10 19:58 20:06 21:49 18:33 17:57 21:05 2ª 19:10 19:58 24:19 25:02 17:57 21:49 19:23 24:56 21:55 18:13 22:47 19:47 19:10 23:56 3ª 19:07 21:49 21:02 22:47 20:10 19:58 19:56 18:45 23:56 17:57 18:33 19:58 24:19 20:20 4ª 21:12 21:17 24:19 23:43 21:49 24:56 17:57 23:08 22:47 18:58 19:34 23:56 17:37 19:58 TEMPO CÉLULA B EM MINUTOS 5ª 16:58 18:32 23:56 17:57 21:05 18:07 22:47 21:49 19:58 21:03 24:19 19:08 19:56 25:02 6ª 17:56 19:58 21:00 24:56 20:55 24:19 25:04 17:57 19:40 19:32 23:56 21:49 19:02 22:47 7ª 19:03 18:05 22:47 21:49 23:56 18:36 18:25 19:58 22:46 23:03 24:56 25:01 24:19 17:57 8ª 19:07 17:57 18:29 24:56 23:34 24:19 25:12 23:56 21:49 21:03 20:56 22:47 22:07 9ª 19:10 19:58 24:19 19:59 21:49 23:56 18:07 21:08 22:13 22:47 23:04 17:57 21:50 10 ª 18:57 23:56 21:12 21:49 23:26 24:19 21:19 24:56 21:20 20:55 19:58 22:47 20:32 MÉDIA 19:34 20:24 22:32 22:29 21:45 22:28 21:15 22:10 21:38 20:22 21:59 21:10 20:41 21:24 21:25 19:58 24:56 17:57 TEMPO MÉDIO GERAL Fonte: Primária. Tabela 11 – Tabela com tempo de fabricação da célula C dos projetos atuais.46 Tabela 10 – Tabela com tempo de fabricação da célula B dos projetos atuais.

Ao fim de cada tabela está descrito o tempo médio de fabricação de cada célula expresso em minutos. Nota-se que na célula de fabricação “B”. o tempo de montagem dos conjuntos neste setor com as peças vindas da célula de fabricação “A” e na tabela 13 o tempo de troca dos gabaritos para montagem de diferentes projetos. CÉLULAS FABRIS / LOTES CÓDIGOS 1ª 039597 039581 039682 039683 048841 049365 050664 052015 052810 056427 056650 060516 060876 061941 06:23 05:45 05:24 05:12 05:43 05:57 06:10 06:24 06:35 06:33 06:45 05:59 06:43 05:49 2ª 05:35 06:45 06:10 05:35 05:48 06:23 06:15 06:18 06:43 06:30 06:31 05:24 06:35 05:43 3ª 05:38 06:43 05:24 05:57 06:10 06:45 05:43 06:35 06:45 06:23 06:28 05:26 06:30 05:45 4ª 05:42 06:35 05:43 06:45 06:43 06:14 05:24 06:26 06:35 06:10 06:22 06:35 06:28 TEMPO CÉLULA D EM MINUTOS 5ª 05:40 06:23 06:35 05:24 06:45 06:10 06:02 05:43 06:23 06:43 06:23 06:14 06:12 6ª 06:38 06:48 05:43 06:43 06:05 06:35 06:45 06:23 05:26 06:21 05:24 06:08 06:10 7ª 05:36 06:43 05:25 06:35 06:23 06:10 05:55 05:34 05:24 06:45 05:49 05:43 06:56 05:57 8ª 06:58 06:35 05:43 06:21 06:08 06:43 06:23 06:56 05:47 06:32 05:24 05:54 06:45 06:10 9ª 05:35 06:23 05:38 06:48 06:10 06:25 06:35 05:43 05:43 06:45 05:24 05:43 06:43 05:24 10 ª 05:37 06:21 05:56 06:43 06:12 05:24 06:21 06:45 05:38 06:56 06:23 06:35 05:43 06:10 MÉDIA 05:56 06:30 05:46 06:12 06:12 06:16 06:09 06:16 06:05 06:33 06:05 05:58 06:28 05:50 06:10 06:23 05:23 05:37 TEMPO MÉDIO GERAL Fonte: Primária.47 Tabela 12 – Tabela com tempo de fabricação da célula D dos projetos atuais. . TROCA DE GABARITOS CÉLULA “B” CÓDIGOS 1ª 18:21 2ª 14:16 3ª 15:35 4ª 14:56 TEMPO EM MINUTOS 5ª 16:13 6ª 15:46 7ª 15:34 8ª 15:05 9ª 14:27 10 ª 14:38 15:29 TEMPO MÉDIO Fonte: Primária. Tabela 13 – Tabela com tempo de troca de gabaritos na célula “B”. tem-se dois tempos a serem considerados: na tabela 10.

chamou a atenção da diretoria da Comil para o setor de fabricação de ônibus. A Mascarello chegou ao mercado. diante do sucesso da relação anteriormente estabelecida. a mais jovem das fábricas de ônibus brasileira. CARACTERIZAÇÃO DO LOCAL Esta pesquisa realizou-se em uma indústria que atua no ramo metalúrgico com a fabricação dos ônibus. Tendo se desligado do empreendimento no final dos anos 90.4. uma área até então desconhecida para uma indústria dedicada inteiramente à produção de equipamentos de armazenagem e secagem de grãos. . O interesse pelo negócio levou a empresa a encomendar uma pesquisa junto a clientes potenciais. Tudo começou quando o leilão de uma massa falida da Incasel. inaugurando em Cascavel. a nova marca logo conquistou a confiança e a preferência dos mercados mais exigentes do Brasil e do exterior. a partir da aquisição das antigas e originais instalações da extinta montadora gaúcha. alicerçado nos investimentos de um dos maiores grupos agroindustrial do estado e credenciada pelo know-how adquirido no período em que integrantes da família mantiveram o controle acionário de uma encarroçadora em Erechim. para que. O fato de não existir ainda uma encarroçadora de ônibus no Paraná. A empresa Mascarello Carroceria e Ônibus é a primeira montadora de ônibus do estado do Paraná. surgiu a primeira experiência da Mascarello no segmento da indústria automotiva. no final dos anos 70. Graças ao seu compromisso com a inovação e a constante inovação tecnológica de seus produtos. no dia 30 de maio de 2003. aliado as oportunidades oferecidas num mercado carente de modelos diferenciados e produtos inovadores. que revelou haver espaço no mercado nacional para uma nova fábrica com boas perspectivas de vendas para o exterior e foi assim que. Rio Grande do Sul. a família passou a receber inúmeros apelos de clientes de todo o Brasil. na região oeste do Estado do Paraná. cidade pólo da região Oeste paranaense. desenvolvidos para atender as mais especificadas necessidades de seus clientes. foi decisivo para o grupo investir novamente no negócio. fosse considerada a possibilidade de se voltar ao ramo fabricando um ônibus com a marca Mascarello.48 3.

Venezuela. na África. na América Latina. Costa Rica e Guatemala. . Angola e Nigéria. Equador. os ônibus Mascarello já são exportados para o Chile.49 Utilizados pelas principais empresas de transporte de passageiros de todos os estados brasileiros. além de Gana.

o qual afirma que a poltrona do operador de cobrança deve ter apoio para os pés. como demonstra as figuras 8 e 9. Devido ao fato de que seus pés ficam em balanço ou parcialmente apoiados na borda dianteira da base. O PRODUTO ATUAL Constatou-se. bem como o projeto do posto atual com um boneco ergonômico de altura de 1. Fonte: Mascarello. Para melhor compreensão do exposto. que o operador de cobrança ao utilizar o seu posto de trabalho. não encontra um assento ergonomicamente correto. deve-se analisar as figuras 8 e 9.1. pois as bases têm 736mm e 686mm de comprimento conforme demonstra a figura 10.81m demonstrado na figura 12. contrariando assim a NBR 15570 no item 38. .1.1. Figura 12 – Ilustração demonstrando boneco ergonômico no posto atual.50 4. RESULTADOS E DISCUSSÕES 4. Isto ocorre no projeto atual.

de acordo com a tabela 5 que as principais dimensões a serem respeitadas por não haver diferença entre elas nos projetos. Após análise pôde-se notar que a maior variação de medidas ocorre nos pés das bases. ou seja. como demonstrado na NBR 15570 em seu item 38. I. F. também. J. e M da figura 10. Conforme demonstrado na tabela 13 o tempo de troca destes gabaritos leva em média 15 minutos. G.51 Durante a pesquisa pôde-se notar que devido a semelhança entre as descrições dos projetos podem ocorrer erros no momento em que o profissional responsável por definir qual base utilizar a seleciona para os veículos. L. O segundo requisito. Na busca da melhor ergonomia para o operador de cobrança encontram-se normas e diversos autores que definiram o que e como seria esta forma ergonômica correta. encontrado no mesmo item desta norma. O NOVO PROJETO Durante as análises e em todo o momento no decorrer desta pesquisa buscou-se incessantemente trabalhar dois pontos definitivamente cruciais para que a proposta a ser apresentada seja fiel ao objetivo geral desta apresentação: o primeiro ponto é a padronização do produto final e o segundo é a ergonomia deste produto.2. H. as medidas E. dimensões C. P e Q da figura 10 e a dimensão N que representa a largura da base na mesma figura. o que podem ser agravados pelo fato de existirem quatorze projetos diferentes e ocorrer que a indústria venha a ter a necessidade de produzir 10 veículos com layout diferentes por dia. 4. Porém ao dedicar profunda análise a este projeto pode-se notar que a base da poltrona do operador deveria atentar apenas a dois requisitos da NBR: um é com relação a sua altura em relação ao solo. Constataram-se. onde esta pode variar de 150mm a 450mm. D. Durante o processo de fabricação foi notado que existe um gabarito para a montagem de cada conjunto na célula “B” de fabricação. O. isto ocorre devido aos diversos tipos de layout utilizado pela indústria modificando o posicionamento dos postos de cobrança de acordo com as necessidades construtivas dos veículos. é a determinação que em veículos com . são as furações para a fixação da poltrona do operador na base.

atender as especificações da norma vigente. Para melhor entendimento desta proposta. Conforme foi analisado nos projetos atuais é possível notar que a base da poltrona do operador de cobrança não tem o apoio adequado para os pés conforme determinado pela norma vigente. Após reuniões com a gerência de engenharia da empresa onde se realizou o projeto. assim como a NR17 em seu item 17. Figura 13 – Projeto com componentes do novo projeto. Com relação aos dimensionais a atual altura da base da poltrona foi alterada para que esta possa avançar por baixo da catraca e não ocorra acidentes no momento em que o usuário do ônibus girar a catraca registradora que tem altura de 400mm do piso conforme normatizado e demonstrado anteriormente. além de proporcionar uma correta postura ergonômica aos usuários do posto de operação. pois estas como já demonstradas foram às únicas medidas que não poderiam sofrer alterações. Fonte: Primária. Pode-se notar que na proposta apresentada há a mesma quantidade de furos para fixação da poltrona na base. e a sua posição com relação às bases antigas manteve-se. poderá ser exigido suporte para os pés que se adapte ao comprimento das pernas do usuário. passa-se a análise do projeto novo e suas particularidades conforme demonstrado na figura 13. conforme tabela 14 e figura 14 que se segue: .52 cobrador a sua poltrona deve ter apoio para os pés.3. chegou-se então a conclusão de que seria este fator ergonômico a ser corrigido na proposta para que se pudesse.4 diz que para as atividades que tenham que ser desempenhadas pelo trabalhador sentado.

conforme mostra a figura abaixo: .53 Tabela 14 – Tabela comparativa das dimensões gerais do novo projeto e do antigo. Fonte: Primária. DIMENSÕES (mm) PROJETO A 686 905 B 149 145 C 337 321 D 152 321 E 210 210 F 271 271 G 321 321 H 321 321 I 491 491 J 541 541 L 585 715 M 585 715 N 580 580 O 203 203 P 290 290 Q 378 378 Atuais Novo Fonte: Primária. Com o novo projeto ocorreu também um ganho no dimensional da peça o que pode melhorar seu aproveitamento nos projetos de distribuição interna dos veículos colaborando para um projeto mais limpo e uniforme dentro dos ônibus. Figura 14 – Projeto com dimensões gerais do novo projeto.

Foi possível notar também que no projeto novo o operador de cobrança quando está em seu posto de trabalho permanece com seus pés completamente apoiados sobre a plataforma da base. De posse destes dados foi possível comparar o projeto antigo com o novo no que diz respeito às dimensões gerais.54 Ganho de área Figura 15 – Figura demonstrando ganho de área nos veículos. Fonte: Primária. . o que torna a posição de trabalho confortável e ergonomicamente correta. enquanto que no projeto anterior o mesmo permanecia com os pés soltos no ar tornado esta postura desconfortável podendo até provocar lesões no usuário. como demonstra a figura abaixo de um boneco ergonômico de 1.81m de altura utilizando os dois postos de trabalho.

passa-se para a comparação ergonômica do projeto novo com o antigo.70m.55 Figura 16 – Figura comparando o apoio para os pés do projeto novo com o antigo. Para que se possa entender melhor o projeto proposto segue abaixo a figura 17 com a fotografia do novo posto de operação definindo seus acessórios: .81m de altura e outro 1. Fonte: Primária. Para esta comparação foram convidados os mesmos voluntários da primeira análise do posto antigo. um medindo 1. Com a definição do projeto concluída.

05: Base da poltrona do cobrador. A próxima fotografia (figura 18) demonstra o primeiro voluntário. Com esta regulagem a altura poplítea medida é de 45. 04: Poltrona do cobrador.5cm próximo do determinado no quadro 1 onde esta altura é de 46. 02: Base da caixa do cobrador. A altura da poltrona foi regulada para que esta proporcionasse ao operador o melhor conforto possível buscando priorizar as normas ergonômicas.5cm. .81m. Figura 17 – Fotografia da nova proposta.56 04 01 02 03 05 LEGENDA: 01: Caixa do cobrador. Fonte: Primária. A imagem mostra também que os pés do operador ficam devidamente apoiados sobre a base proporcionando assim uma correta postura ao sentar-se. com altura de 1. 03: Catraca.

a altura da poltrona também foi regulada.57 Figura 18 – Fotografia do operador com 1. permitindo assim que este tenha conforto para executar seu trabalho. devido a ter uma base de apoio apropriada para seus pés.81m de altura na base nova. este com altura de 1. A figura 19 demonstra o segundo voluntário.70m. para que esta contribuísse da melhor forma possível para o conforto do usuário. . Neste caso. Podemos notar que desta vez o operador encontrou uma postura ideal para exercer sua função. o que não foi possível na base para poltrona do cobrador antiga conforme já demonstrado na figura 9. Fonte: Primária.

Fonte: Primária Após uma série de análises e correções que se tornaram necessárias para a execução deste novo projeto de base para poltrona do operador de cobrança.58 Figura 19 – Fotografia do operador com 1. e esta por sua vez. para que possam ser comparados com os dados das tabelas anteriores.70m de altura na base nova. obteve-se a sua aprovação junto à gerência da engenharia. determinou ao setor competente que fosse confeccionado gabaritos para proporcionar ao setor de fabricação a agilidade e a correta montagem dos conjuntos necessários ao bom funcionamento da indústria. . Conforme feito anteriormente com os projetos antigos acompanhou-se e cronometrou-se o tempo de fabricação do projeto novo.

além dos ganhos ergonômicos. Se houve ganho produtivo.59 Tabela 15 – Tabela com tempo de produção do projeto novo CÓDIGOS 1ª A B C D E 16:25 26:33 66:40 05:13 2ª 16:13 25:56 64:35 05:46 3ª 16:02 26:04 65:08 05:32 TEMPOS DE FABRICAÇÃO 4ª 15:16 25:48 64:35 05:56 5ª 15:35 25:17 64:37 05:15 6ª 15:04 24:49 68:47 04:47 7ª 14:53 24:51 73:15 04:33 8ª 14:34 24:35 72:25 04:48 9ª 15:06 24:38 70:09 04:29 10 ª 14:28 25:02 69:59 05:02 - Fonte: Primária Como se pode notar na linha “E” do quadro 12 não há dados lançados. Figura 20 – Gráfico de tempos médios por célula de fabricação. Isto ocorreu pelo fato de como o projeto tornou-se um produto padronizado para todos os veículos. não existe a necessidade de troca de gabaritos transformando este tempo em ganho de produção no contexto geral. Fonte: Primária . para comparar e concluir com exatidão. Com posse de todos estes dados pode-se analisar graficamente os tempos de produção médios.

trazendo assim uma melhoria significativa para todo o sistema produtivo.60 Como se pode notar na figura 20. Já nas três células em seguida os tempo de processamento é menor devido a padronização do produto e mais especificamente na linha “E”. . Fonte: Primária Como demonstrado no gráfico da figura 21 pode-se afirmar que existe uma redução significativa no tempo de fabricação do conjunto novo. comparado as médias do projeto antigo com o novo produto. multiplicados pela média de dez carros urbanos produzido diariamente. pois não há mais a necessidade de troca dos gabaritos. devido à necessidade de utilização de mais equipamentos para transformação da matéria prima em peça. O que confere uma avaliação positiva para a padronização do produto. que representa a troca de gabaritos. o tempo de processamento nas duas primeiras células de fabricação para o produto novo tende a ser maior que os projetos anteriores. significa uma redução efetiva de 100 minutos por dia de trabalho. Figura 21 – Gráfico de tempos médios total de fabricação. este tempo é zerado. Para melhor compreensão basta analisar a figura 21 que demonstra as médias totais. Redução esta de aproximadamente 10 minutos.

com o projeto proposto por este trabalho. tanto no ponto ergonômico. consequentemente. um ganho de produção. Também. Ocorreu devido ao fato de. tanto para a própria empresa encarroçadora. ocorreu uma melhora significativa no que diz respeito ao tempo de produção. nos novos projetos de layout adotados pela indústria. O projeto novo. o objetivo deste trabalho foi atingido. E existe. com a eliminação de trocas constantes de gabaritos para a produção de diferentes peças. com a base para os pés do operador de cobrança. . Portanto. as etapas duas seguintes compensaram este tempo. e. como padrão. tanto para a produção industrial. viabilizou uma grande melhoria. a análise comparativa do projeto anteriormente utilizado pela indústria. gerando inicialmente uma perda de rendimento de trabalho dos mesmos. no que diz respeito ao apoio para os pés do operador do posto de cobrança. É possível perceber que por ser um produto novo existe certa dificuldade para os operadores o acostumarem-se com o uso deste produto. Isto foi possível pelo fato de que os quatorze projetos anteriores terem sido substituídos por um único projeto padrão. como ficou demonstrado durante este estudo. Houve grandes melhorias para o operador do posto de cobrança. a mesma. Apesar de este ter sido maior nas duas primeiras etapas de fabricação. Podendo ser a mesma utilizada em qualquer situação de distribuição interna. com a utilização do novo projeto proposto como padrão para a indústria. CONCLUSÃO Com o término deste. às conclusões são muito positivas. tornou-se indispensável para a padronização dos projetos internos dos veículos. além de proporcionar uma postura ergonômica correta. Este fato está contemplado na tabela 15 que demonstra uma tendência a diminuição dos tempos de fabricação.61 5. Sendo que tal solução já foi implementada.

ROCHA. A ergonomia em busca de seus princípios: Debates epistemológicos. Rio de Janeiro: Editora 2AB Ltda. 1986. Manual de Ergonomia: Adaptando o Trabalho ao Homem. Redação científica. Curitiba. São Paulo: Edgard Blücher. E. 2000. Metodologia científica: guia para eficiência nos estudos. São Paulo: Edgard Blücher. 3ª.. DUARTE. São Paulo: Edgard Blücher. Ergonomia e projeto na indústria de processo contínuo. 2. São Paulo: Saraiva. Ergonomia prática. MEDEIROS. 2005. Porto Alegre: Bookman editora. Pierro Fernando. 2005. MARCONI. N. no prelo. LAKATOS. São Paulo: Atlas. 2000. Manual de Análise Ergonômica no Trabalho. J.. & FIALHO. Revista Brasileira de Biomecânica. 2002. T. Mike. São Paulo: Atlas. 2005. São Paulo: Edgard Blücher. 2. ed. O papel do designer no ambiente globalizado – a aplicação de sistemas informatizados no auxílio do design e produção de jóias. 2. Eduardo R. Maria Irene Stocco. Anamaria. 1991. SANTOS. J. FUJIMOTO. 1986. 1995. edição. Metodologia científica. Boston: HBS Press. Vanessa C. 2005. edição. FILHO. BAXTER. Eva Maria. edição. WEERDMEESTER. KROEMER. K. A. Petrônio Garcia. DUL. MASCARELLO. GRANDEJEAN. Marina de Andrade. Product development performance: strategy. Base de dados projetos. RUIZ. 2ª. K. Ergonomia: Projeto e produção. B. LAUGENI. João Álvaro. Rio de Janeiro: Lucerna. edição. & Ávila. Francisco. Itiro. (2001). São Paulo: Atlas. MONT´ALVÃO. BETIOL. CLARK. 2ª. Ergonomia: Conceitos e Aplicações. Bernard. 2ª. Etienni. F. Projeto de Produto: Guia prático para o design de novos produtos. ed. 1998. Administração da Produção. Claudia M. 2004. MARTINS. organization and management in the world auto industry. Jan. IIDA. 2004. H. ed. Curitiba: Editora Genesis. . MORAES. V CBGDP. B.62 REFERÊNCIAS Abrahão. Parâmetros para concepção de postos de trabalho informatizados.

421.039683 .63 ANEXOS ANEXO A: Projeto conjunto base cobrador lado direito sobre caixa de roda 700 mm Código 04.

64 ANEXO B: Projeto conjunto base cobrador sobre caixa de roda 686 mm Código 04.421.039597 .

421.65 ANEXO C: Projeto conjunto base cobrador lado esquerdo sobre caixa de roda 700 mm Código 04.039682 .

66 ANEXO D: Projeto conjunto base cobrador 700 mm Código 04.039681 .421.

67 ANEXO E: Projeto conjunto base cobrador sobre caixa de roda com reforço Código 061941 .

68 ANEXO F: Projeto conjunto base cobrador lado esquerdo sobre caixa de roda 700 mm Código 060876 .

69 ANEXO G: Projeto conjunto base cobrador sobre caixa de roda 750 mm Código 060516 .

70 ANEXO H: Projeto conjunto base cobrador sobre caixa de roda 750 mm pé invertido Código: 056650 .

71

ANEXO I: Projeto conjunto base cobrador sobre caixa de roda 750 mm Código 056427

72

ANEXO J: Projeto conjunto base cobrador lado esquerdo sobre caixa de roda 700 mm Código 052810

73

ANEXO K: Projeto conjunto base cobrador 700 mm sobre caixa de roda motor traseiro Código 04.421.052015

74 ANEXO L: Projeto conjunto base cobrador lado direito sobre caixa de roda 700 mm Código 050664 .

421.75 ANEXO M: Projeto conjunto base cobrador sobre caixa de roda 686 mm Código 04.049365 .

76 ANEXO N: Projeto conjunto base cobrador 683 mm Código 04.048841 .421.

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