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FUNDAMENTOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA * Administração Pública e Governo: conceito e objetivos * Evolução dos modelos de administração pública * Os princípios norteadores do serviço público - legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência * Poderes e deveres do administrador público * Transparência, informação e controle social na Administração Pública * Tipos e formas de controle * Controle interno e externo * Contratos administrativos: conceito, características, formalização * Licitações - princípios, obrigatoriedade, dispensa e inexigibilidade, modalidades e procedimentos, fases (Lei n.° 8.883, de 8 de junho de 1994 e complementos) * Regime Jurídico dos Servidores Públicos Federal

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Comecemos pelo aspecto objetivo. sob regime jurídico preponderantemente público (CF. b) Empresas públicas.Basicamente temos dois sentidos a dar ao vocábulo Administração Pública (Pietro. Nesse sentido à Administração Pública cabe as seguintes tarefas: a) Fomento: Incentivo à iniciativa de utilidade pública (subvenções. 2 – A Administração indireta. 4º do Dec. material ou Funcional. que se constitui dos serviços integrados na estrutura administrativa da Presidência da República e dos Ministérios. * DE EXECUÇÃO Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 5 . XI. no sentido que põe em execução a vontade do Estado contida na lei. c) Seu regime jurídico é de direito público. financiamentos. b) Polícia Administrativa: Compreende toda atividade de execução das chamadas limitações administrativas. podemos elencar as principais características da Administração Pública: a) É uma atividade concreta. Ainda dentro do aspecto objetivo. 49-56): a) Em sentido Subjetivo. que compreende as seguintes categorias de entidades. art. compreende pessoas jurídicas. incisos X. vejamos a classificação contida no art.Lei 200/67: 1 – Administração direta. d) Fundações públicas. diretamente. dotados de personalidade jurídica própria: a) Autarquias. Vejamos o esquema abaixo: ADMINISTRAÇÃO DIRETA . formal ou orgânico. favores fiscais). a Administração Pública é a própria função administrativa que incumbe predominantemente ao Poder Executivo. XII e 175). orgânico ela designa os entes que exercem a atividade administrativa .ÓRGÃOS: * DE DIREÇÃO. Quanto ao aspecto subjetivo da Administração Pública. 21. b) Em sentido Objetivo. Funcional designa a natureza da atividade exercida pelos referidos entes . * CONSULTIVOS. 1998. Órgãos e Agentes Públicos. c) Serviço Público: É toda atividade que a Administração Pública executa. para satisfazer a necessidade coletiva. c) Sociedades de Economia Mista. nesse sentido.A Administração é exercida pelo próprio Estado . b) A sua finalidade é a satisfação direta e imediata dos fins do Estado.

desconcentrar. porém. própria dos Estados absolutistas europeus do século XVIII. como se fosse uma pirâmide em cujo ápice se situa o Chefe do Poder Executivo. O patrimônio do Estado confunde-se com o patrimônio do soberano e os cargos são tidos como prebendas (ocupações rendosas e de pouco trabalho).A atividade administrativa descentralizada é exercida pessoa distinta do Estado . Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 6 . a administração burocrática e a administração gerencial. não significando. Essas modalidades surgiram sucessivamente ao longo do tempo. dentro da mesma pessoa jurídica. * FUNDAÇÕES PÚBLICAS. por meio de seus Órgãos. Evolução dos modelos de administração pública A evolução da administração pública em nosso país passou por três modelos diferentes: a administração patrimonialista.ENTIDADES: * AUTARQUIAS. sem delegação a outras pessoas. quer seja de direito público. No âmbito da mesma pessoa jurídica temos: a) Desconcentração: É a distribuição interna de competências. que alguma delas tenha sido definitivamente abandonada. que são formas técnicas de Organização Administrativa. tirar do centro um volume grande de atribuições. b) Concentração: Ocorre o inverso da desconcentração. o aparelho do Estado é a extensão do próprio poder do governante e os seus funcionários são considerados como membros da nobreza.ADMINISTRAÇÃO INDIRETA . Na administração pública patrimonialista. Há uma desconcentração das atividades dos órgãos periféricos para os centrais. * SOCIEDADES DE ECONOMIA MISTA. Isto é feito para descongestionar. A corrupção e o nepotismo são inerentes a esse tipo de administração. b) Descentralização: É a transferência de execução do serviço ou titularidade do serviço para outras pessoas. Diz-se que a atividade do Estado é centralizada quando ele atua diretamente. para permitir o seu mais adequado e racional desempenho. As atribuições administrativas são outorgadas aos vários órgãos que compõem a hierarquia. ou seja. a) Centralização: É a prestação de serviços diretamente pela pessoa política prevista constitucionalmente. Sabe-se que a Administração Pública é organizada hierarquicamente. A desconcentração liga-se à hierarquia. Esses serviços e atividades podem ser prestados pelo Estado de forma centralizada ou descentralizada. * EMPRESAS PÚBLICAS. quer seja de direito privado.

mas sem romper em definitivo com a administração burocrática. procurando-se. como a admissão de pessoal segundo critérios rígidos. e aumentar a governança do Estado. Alguns doutrinadores buscam extrair outros princípios do texto constitucional como um todo. moralidade. tornandose peça essencial para o correto desempenho da atividade pública. Os princípios norteadores do serviço público . que serão verificados posteriormente. Com isso. auto referente e incapaz de atender adequadamente os anseios dos cidadãos. o aumento da qualidade dos serviços e a redução dos custos. o formalismo. Outros princípios do direito administrativo decorrem classicamente de elaboração jurisprudencial e doutrinária. O seu grande problema. isto é. e não um simples meio para atingir seus objetivos.o aperfeiçoamento profissional e um sistema de remuneração estruturado. o gerencialismo apóia-se na burocracia. Os controles administrativos funcionam previamente. A administração gerencial constitui um avanço. por esta razão. a idéia de carreira pública e a profissionalização do servidor. ainda. perdendo a noção de sua missão básica. controles rígidos em todos os processos. O cidadão passa a ser visto com outros olhos. conservando seus preceitos básicos. pois não nega todos os seus métodos e princípios. as avaliações de desempenho. garantir a autonomia do servidor para atingir tais resultados. a hierarquia funcional. o cliente dos serviços prestados pelo Estado. moralidade. A administração pública gerencial apresenta-se como solução para estes problemas da burocracia. a meritocracia na carreira pública. consubstanciando a idéia de poder racional legal. A diferença reside na maneira como é feito o controle. a sua capacidade de gerenciar com efetividade e eficiência. São sempre necessários. Existe uma desconfiança prévia dos administradores públicos e dos cidadãos que procuram o Estado com seus pleitos. por ser considerado seu principal beneficiário. PRINCÍPIO DA LEGALIDADE Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 7 . a máquina administrativa voltase para si mesmo. com ênfase nos resultados.legalidade.Reforma Administrativa). portanto. Priorizase a eficiência da Administração. Na verdade. para evitar a corrupção. não mais nos processos em si. publicidade e eficiência (este último acrescentado pela Emenda 19198 . como na admissão de pessoal. São princípios inerentes a este tipo de administração a impessoalidade. A administração burocrática. embora possua o grande mérito de ser efetiva no controle dos abusos. que é servir à sociedade. Busca-se desenvolver uma cultura gerencial nas organizações. impessoalidade. corre o risco de transformar o controle a ela inerente em um verdadeiro fim do Estado. nas contratações do Poder Público e no atendimento às necessidades da população. publicidade e eficiência Na Constituição de 1988 encontram-se mencionados explicitamente como princípios os seguintes: legalidade.A administração pública burocrática surge para combater a corrupção e o nepotismo do modelo anterior. é a possibilidade de se tornar ineficiente. que passa a concentrarse nos resultados. impessoalidade. seriam os princípios implícitos.

LXXUI). 60) Os aspectos apontados acima representam ângulo diversos do intuito essencial de impedir que fatores pessoais. a percepção da imoralidade administrativa ocorre no enfoque contextual. c) somente são fixado por norma legislativa. num período de agravamento de problemas sociais. que importe em enriquecimento ilícito ou proveito próprio ou de outrem no exercício de mandato. PRINCÍPIO DA PUBLICIDADE Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 8 . Mediante a submissão da Administração à lei. probidade equivale a honestidade. que há de caracterizar a conduta e os atos das autoridades e agentes públicos. exprimia a supremacia da lei sobre os atos e medidas administrativa. A ação popular que pode ser proposta por qualquer cidadão (no sentido de detentor de direitos políticos) para anular ato lesivo à moralidade administrativa (art. 5. decorre do princípio da moralidade administrativa. numa época de redução de mordomias. honradez. aparecendo como dever. ao se considerar o contexto em que a decisão foi ou será tomada.'. A improbidade administrativa tem um sentido forte de conduta que lese o erário público. Daí um sentido de garantia. A probidade. PRINCÍPIO DA MORALIDADE ADMINISTRATIVA Para configurar o princípio da moralidade administrativa e operacionalizá-lo parece melhor adotar o último entendimento. retidão. Exemplo: em momento de crise financeira. emprego público. Outro é a previsão de sanções a governantes e agentes públicos por atos ou condutas de improbidade administrativa. cargo. de regra.. no âmbito das atuações. Na linguagem comum.Uma das decorrências da caracterização de um Estado como Estado de Direito encontrase no princípio da legalidade que informa as atividades da Administração Pública. b) a Administração só pode editar atos ou medidas que uma nora autoriza.. d) a Administração só pode realizar atos ou medidas que a lei ordena fazer. ine. configura imoralidade efetuar gastos com aquisição de automóveis de luxo para "servir" autoridades. função. mesmo que tal aquisição revista-se de legalidade. ou melhor. obedecer à Administração era o mesmo que obedecer à lei. impessoalidade “traduz a idéia de que a Administração tem que tratar a todos os administrados sem discriminações. subjetivos sejam os verdadeiros móveis e fins das atividades administrativas. o poder tornava-se objetivado. não à vontade instável da autoridade. 1992. Em geral. Na sua concepção originária esse princípio vinculou-se à separação de poderes e ao conjunto de idéias que historicamente significaram oposição às práticas do período absolutista. PRINCÍPIO DA IMPESSOALIDADE No entender de Celso Antônio Bandeira de Mello. No conjunto dos poderes do Estado traduzia a supremacia do poder legislativo em relação ao poder executivo. p. destoa do contexto. A decisão. integridade de caráter. e do conjunto de regras de conduta extraídas da disciplina geral norteadora da Administração. O princípio em causa não é senão o próprio princípio da legalidade ou isonomia” (Elementos de direito administrativo. O princípio da moralidade é de difícil tradução verbal talvez porque seja impossível enquadrar em um ou dois vocábulos a ampla gama de condutas e práticas desvirtuadoras das verdadeiras finalidades da Administração Pública.. certeza jurídica e limitação do poder contido nessa concepção do princípio da legalidade administrativa. Tornaramse clássicos os quatros significados arrolados pelo francês Eisenmann: a) a Administração pode realizar todos os atos e medidas que não sejam contrários à lei. benéficas ou detrimentosas.

1990. informações do seu interesse particular ou de interesse coletivo ou geral. "visível" (O futuro da democracia. o princípio da eficiência determina que a Administração deve agir. cortesia na sua prestação. 6. 5. Por sua vez. a negligência. 243-244). sem distinção de qualquer espécie". Na legislação pátria o termo eficiência já aparecera relacionado à prestação de serviços públicos.'. para produzir resultado de modo rápido e preciso. regularidade. segurança. 123. uniformidade. XXXIII do art. 84). posto que permitem um importante mecanismo de controle 'ex parte populi' da conduta dos governantes.acrescentou o princípio da eficiência aos princípios da Administração enunciados no caput do art. de 04. Celso Lafer pondera que "numa democracia a visibilidade e a publicidade do poder são ingredientes básicos. para produzir resultados que satisfaçam as necessidades da população. DEVERES DO ADMINISTRADOR PÚBLICO -poder-dever de agir. 1986. Um dos desdobramentos desse princípio encontra-se n o inc. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 9 . modificidade das tarifas". Agora a eficiência é princípio que norteia toda a atuação da Administração Pública. -dever de probidade. p. parágrafo único. atualidade. prestado com eficiência. generalidade. sob tal prisma. Assim. Essas prerrogativas consubstanciam os chamados poderes do administrador público. O vocábulo liga-se à idéia de ação. invertendo a regra do segredo e do oculto que predominava.Ao discorrer sobre democracia e poder invisível. pontualidade. dos órgãos públicos. a omissão . Associado à Administração Pública. a exceção.. a Lei 8.04. -dever de eficiência. atribuindo a este último vocábulo o sentido de "manifesto(.'do art. caracteriza o serviço adequado como aquele "que satisfaz as condições de regularidade. Numa democracia a publicidade é a regra básica do poder e o segredo. A Constituição de 1988 alinha-se a essa tendência de publicidade ampla a reger as atividades da Administração. persigam a consecução dos fins públicos. O princípio da publicidade vigora para todos os setores e todos os âmbitos da atividade administrativa. 37. com raras exceções. p. A lei impõe ao administrador público alguns deveres: deveres administrativos.'.".987195 . Eficiência contrapõe-se a lentidão. continuidade.características habituais da Administração Pública brasileira. a descaso. Essas prerrogativas são outorgadas por lei. de modo rápido e preciso. Por sua vez. Bobbio caracteriza a democracia. conforto e segurança. no art. a Lei Orgânica do Município de São Paulo. que reconhece a todos o direito de receber.no § 1.Concessão e Permissão de Serviços Públicos . Poderes e deveres do administrador público A ordem jurídica confere aos agentes públicos certas prerrogativas para que estes. 1988. eficiência. o que significa que é extremamente limitado o espaço dos segredos de Estado" (A ruptura totalitária e a reconstrução dos direitos. como o "governo do poder público em público".. diz que ao 44 usuário fica garantido serviço público compatível com sua dignidade humana. em nome do Estado. PRINCÍPIO DA EFICIÊNCIA A Emenda Constitucional 19198 .Reforma Administrativa .

devendo ser obrigatoriamente exercidos pelos titulares. representa um dever de agir. diante de situações que exigem sua atuação. coordenação. -A omissão do agente. No Direito Privado o poder de agir é uma mera faculdade. DEVER DE PRESTAR CONSTAS O dever de prestar contas é decorrência inafastável da função do administrador público. como gestor de bens e interesses alheios. no intuito de se imprimir à atuação do administrador público maior celeridade. PODERES ADMINISTRATIVOS É o conjunto de prerrogativas de Direito Público que a ordem jurídica confere aos agentes administrativos para o fim de permitir que o Estado alcance seus fins. responsabilidade civil da Administração. DEVER DE EFICIÊNCIA O dever de eficiência mostra-se presente na necessidade de tornar cada vez mais qualitativa a atividade administrativa. Os atos de improbidade administrativa importarão: -suspensão dos direitos políticos. na forma e gradação previstas em lei. -perda da função pública. técnica. que poderá ensejar. um dever de agir para o agente público. etc. PODER-DEVER DE AGIR Poder-dever de agir significa dizer que o poder administrativo. até mesmo. -Os poderes administrativos são irrenunciáveis. sem prejuízo da ação penal cabível. controle.-dever de prestar contas. -Poder Vinculado -Poder Discricionário -Poder Hierárquico -Poder Disciplinar -Poder Regulamentar -Poder de Polícia Poder Vinculado É aquele de que dispõe a Administração para a prática de atos administrativos em que é mínima ou Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 10 . por ser conferido à Administração para o atingimento do fim público. no Direito Administrativo é uma imposição. perfeição. caracteriza abuso de poder. da coletividade. -indisponibilidade dos bens. DEVER DE PROBIDADE O dever de probidade exige que o administrador público atue sempre em consonância com os princípios da moralidade e honestidade administrativas. -ressarcimento ao erário.

a fim de possibilitar um maior controle judicial dos atos administrativos. -proporcionalidade. -ao objeto. controlar e corrigir as atividades de seus órgãos e agentes no seu âmbito interno.inexistente sua liberdade de atuação. assumem relevância os princípios da: -razoabilidade. é aquele em que a Administração dispõe de uma razoável liberdade de atuação. A conveniência e a oportunidade formam o núcleo do poder discricionário. nos casos dos atos discricionários motivados (aqueles em que foram declarados pela Administração os motivos que levaram a sua prática). distribuindo as funções de seus órgãos e agentes conforme o escalonamento hierárquico. O princípio da proporcionalidade exige que haja proporcionalidade entre os meios utilizados pelo administrador público e os fins que ele pretende alcançar. arbitrárias ou abusivas por parte da Administração Pública. Contudo. ou seja. Poder Hierárquico A hierarquia caracteriza-se pela existência de graus de subordinação entre os diversos órgãos e agentes do Executivo. -a forma. Poder Discricionário É aquele conferido à Administração para a prática de atos dessa natureza. -a finalidade. Como resultado do poder hierárquico. Com base na teoria dos motivos determinantes. Nesse aspecto. Todos os atos administrativos são vinculados quanto: -a competência. podendo valorar a oportunidade e conveniência da prática do ato discricionário. estabelecendo o motivo e escolhendo (dentro dos limites legais) seu conteúdo. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 11 . É o poder hierárquico que permite à Administração estabelecer tais relações. coordenar. Limites aos Poder Discricionário A doutrina e a jurisprudência modernas enfatizam a tendência de limitação ao poder discricionário da Administração. os atos administrativos ditos vinculados também o são quanto: -ao motivo. determinantes são também vinculados à existência e legitimidade dos motivos declarados como ensejadores de sua prática. de modo a evitar restrições desnecessárias. a Administração é dotada da prerrogativa de ordenar. O princípio da razoabilidade tem por fim aferir a compatibilidade entre os meios e os fins de um ato administrativo.

-decreto ou regulamento autônomo. Decretos Autônomos A partir da EC 32/2001.Revisão hierárquica É a prerrogativa conferida ao superior para. que é o ato primário a ser regulamentado. editadas em função de uma lei. O decreto de execução deve restringir-se aos limites e ao conteúdo da lei. Avocação Consiste no poder que possui o superior de chamar para si a execução de atribuições cometidas a seus subordinados. explicitando-o. de ofício ou mediante provocação do interessado. apreciar todos os aspectos de um ato de seu subordinado. abstratas e impessoais. quando não implicar aumento de Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 12 . O poder punitivo do Estado não é um poder de expressão interna. -decreto ou regulamento autorizado. no intuito de mantê-lo ou reformá-lo. por meio da qual é conferida ao Poder Executivo a prerrogativa de editar atos normativos gerais e abstratos. ao Chefe do Poder Executivo. é realizado pelo Poder Judiciário e diz respeito à repressão de crimes e contravenções tipificados nas leis penais. A edição de decretos de execução tem como pressuposto a edição de uma lei. Poder Regulamentar O denominado Poder Regulamentar decorre da competência diretamente haurida da CF. Poder Disciplinar É a faculdade que possui a Administração de punir internamente as infrações funcionais de seus servidores e demais pessoas sujeitas à disciplina dos órgão e serviços da Administração. passou a existir autorização expressa na CF para que o Presidente da República disponha sobre a organização e funcionamento da Administração Federal. Temos: -decreto ou regulamento de execução. concernentes à atuação da Administração. Não confundir o poder disciplinar da Administração com o poder punitivo do Estado. Decretos de Execução Os decretos de execução costumam ser definidos como regras gerais. possibilitando a fiel execução da lei a que se referem. É a autorização. detalhando seus dispositivos. Delegação Significa atribuir ao subordinado competência para a prática de ato que originalmente pertencia ao superior hierárquico. para a edição de decretos e regulamentos.

dispondo sobre a organização e funcionamento da Administração e a extinção de cargos vagos. nela contida. para que o Poder Executivo assim o faça. limitando ou disciplinando direito. nossa doutrina. embora. -etc. -modelo de receituário especial. e proceda à extinção de funções ou cargos públicos. estabelecendo as condições. Não pode o Poder Legislativo desconstituir. -elaboração de lista com medicamentos sujeitos à retenção de receita. Regulamento Autorizado Regulamento autorizado (ou delegado) é aquele que complementa disposições da lei em razão de expressa determinação. A competência para a edição de decretos autônomos (CF artigo 84. e o próprio Poder Judiciário têm admitido a utilização do regulamento autorizado quando a lei. A jurisprudência no Brasil não admite o regulamento autorizado para a disciplina de matérias reservadas à lei.despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos. quando vagos. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 13 . -extinção de cargos ou funções públicas. IV) pode ser delegada a outras autoridades administrativas. No entanto. tenham reflexos para os administrados em geral. diretamente. Poder de Polícia Considera-se poder de polícia a atividade da Administração Pública que. diretamente mediante decreto. Se uma lei autorizar o Poder Executivo a disciplinar tais matérias será inconstitucional por afrontar o princípio da separação dos poderes. quando a autorização do legislador diz respeito a matérias não reservadas à lei. quando não implicar em aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos. Os decretos previstos na EC 32/2001 são atos de efeitos internos. O regulamento autorizado inova o Direito nas matérias em que a lei lhe confere essa atribuição. Princípio da Reserva da Administração O princípio constitucional da reserva da Administração impede a ingerência normativa do Poder Legislativo em matérias sujeitas à exclusiva competência administrativa do Poder Executivo. deixa ao Poder Executivo a fixação de normas técnicas. Notas: 1. quando vagos. Somente existem duas hipóteses de edição de decretos autônomos (delegáveis para Ministros de Estado): -organização e funcionamento da Administração Federal. atos de caráter administrativo que tenham sido editados pelo Poder Executivo.Não foi instaurada em nosso ordenamento jurídico um autorização ampla e genérica para a edição de decretos autônomos. -estabelecimento de modelos de notas fiscais e outros documentos. por lei. como por exemplo: -regras relativas a registro de operações no mercado de capitais. como os Ministros de Estado. no estrito desempenho de suas privativas atribuições institucionais. os limites e os contornos da matéria a ser regulamentada.

à ordem. A auto-executoriedade consiste na possibilidade que certos aos administrativos ensejam imediata e direta execução pela própria administração. Poder de polícia delegado É aquele executado pelas pessoas administrativas do Estado. as prerrogativas individuais e as liberdades públicas asseguradas na CF e nas leis. Limites A atuação da polícia administrativa só será legítima se realizada nos estritos termos jurídicos. respeitados os direitos do cidadão. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 14 . regra geral. dispõe de uma razoável liberdade de atuação. à higiene. integrantes da chamada Administração Indireta. dentro dos limites legais. Outorga do poder de polícia para o particular A doutrina não admite a outorga do poder de polícia a pessoas da iniciativa privada. estabelecendo o motivo e escolher. à disciplina da produção e do mercado.DF. regula a prática de ato ou abstenção de fato. Poder de polícia é a faculdade de que dispõe a Administração Pública para condicionar e restringir o uso e o gozo de bens.M). Atributos do Poder de Polícia -Discricionariedade -Auto-executoriedade -Coercibilidade A discricionariedade no exercício do poder de polícia significa que a Administração. atividades e direitos individuais. Não pode ser negada quando o requerente satisfaça os requisitos legais para sua obtenção. seu conteúdo. Poder de polícia originário É aquele exercido pelas pessoas políticas do Estado (U. Autorização É o ato administrativo discricionário em que predomina o interesse do particular. aos costumes. em razão de interesse público concernente à segurança. podendo valorar a oportunidade e conveniência de sua prática.interesse ou liberdade. em benefício da coletividade ou do próprio Estado. alcançando os atos administrativos provenientes de tais pessoas. independentemente de ordem judicial. ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público. Licença É o ato administrativo vinculado e definitivo pelo qual a Administração reconhece que o particular detentor de um direito subjetivo preenche as condições para seu gozo.E. à tranqüilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais e coletivos. ainda que prestadores de serviço ao Estado. quanto aos atos e ele relacionados.

O poder apresenta-se como fenômeno na relação Estado e Direito consubistanciado no monopólio da força por parte do mesmo Estado. etc) que são conselhos formados pelo poder público e por usuários dos serviços públicos. isto é. o orçamento participativo. e também a garantia da liberdade individual contra o arbítrio político. como por exemplo as pessoas jurídicas de caráter público. que o Estado ainda possui grandes obstáculos. se constitui em um pressuposto fundamental da democracia. o poder de fiscalizar dado a toda a sociedade. também é forma de controle o plebiscito. O controle social é uma ferramenta de garantia dos direitos fundamentais de todo cidadão e como tal. Porém ao povo compete à titularidade do poder. ação civil pública. em grupo ou por meio de entidades juridicamente constituídas. A sociedade precisa trabalhar para que surja então um Estado verdadeiramente útil para todos. Educação. Tipos e formas de controle Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 15 .A coercibilidade possibilita que as medidas adotadas pela Administração podem ser impostas coativamente ao administrado. A constituição cidadã criou instrumentos para o seu exercício e proteção. Não é novidade. As sanções também não se limitam aos dispositivos legais. que não podem ser somente esperadas dos agentes políticos. mediante a Constituição escrita. Estados e Municípios). incluindo a capacidade de sanção aos agentes políticos. Assistência Social. de caráter reputacional. as audiências públicas. O fato é que precisamos de ações concretas. Idoso. A teoria do accountability trata da possibilidade de exigir justificação do agente público por seus atos ou omissões e imputar-lhe algum tipo de sanção. pois podem ser também simbólicas. O controle social na administração pública pode ser exercido de diversas maneiras. individualmente. Transparência. dentre outros. pessoa estranha ao Estado (aqui entendido como União. ainda continue falhando. sobre o poder político do Estado. dentre as quais passamos a citar: os conselhos sociais (Saúde. os conselhos estaduais e a Ordem dos Advogados do Brasil. ação popular. Delmer Dunn afirma que o controle social não se dá somente através de ações de fiscalização e controle institucionalizadas. sendo quase senso comum. O povo está na legítima condição de detentor do poder e é necessariamente um dos elementos essenciais do Estado. que faz com que mesmo com mais de 500 anos de existência no Brasil. informação e controle social na Administração Pública Controle social é entendido como um instituto que garante aos cidadãos. ou ainda a não recondução nas próximas eleições. sua observância é obrigatória para o particular.

disponibilizando meios corretivos para os agentes responsáveis pelo desvio de conduta. contudo. evitando. assim. Considerado o mais eficaz. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 16 . tem-se as auditorias do Tribunal de Contas. orientação. aprovação e revisão das atividades controladas. Esta modalidade de controle pressupõe faculdades de supervisão. ou seja. Quanto ao fundamento utilizado Controle hierárquico – decorre da desconcentração administrativa. Como ilustração deste tipo de controle. dentre outros. visto poder o ato tido como irregular poderia ser sobrestado durante a sua consecução. Quanto ao aspecto controlado Controle da legalidade ou legitimidade – decorrente do princípio da legalidade presente no Estado de Direito. maior dispêndio para o erário. fiscalização. É a forma mais comum. Tal modo de controle é o mais antigo. exempli gratia. devendo estes dois últimos. mas a atividade administrativa de per si. Esta modalidade de controle é exercida tanto pela Administração como pelo Legislativo e Judiciário. da liquidação da despesa. segundo vários aspectos. o Contrato de Gestão. Controle finalístico – é o que verifica o escopo da instituição. da organização vertical dos órgãos administrativos. serem provocados. mas também a mais ineficaz. vejamos: Quanto ao momento em que são realizados Controle preventivo ou prévio (a priori) – é aquele verificado antes da realização da despesa. Controle de mérito – este avalia não o ato. o efeito decursivo da prática dos atos administrativos.Embora a doutrina utilize tipos. perscrutando o enquadramento da instituição no programa de governo e o acompanhamento dos atos de seus dirigentes no desempenho das funções estatutárias. contudo. formas. denotando certa mudança na classificação do controle. Controle concomitante – é efetuado durante a realização da despesa. abaixo discorreremos sobre os mais importantes. ou seja. a fiscalização de concursos públicos e procedimentos licitatórios. visando aferir se o administrador público alcançou o resultado pretendido da melhor forma e com menos custos para a Administração. Controle subseqüente ou corretivo (a posteriori) – é o feito após a realização do ato de despesa. emperra a máquina administrativa suspendendo a eficácia do ato até sua análise pelo órgão competente. para o atingimento das finalidades da atividade controlada. verbi gratia. sistemas de controle sem muita propriedade didática. pois verificar as contas de um gestor terminada sua gestão torna a reparação do dano e a restauração do statu quo ante muito difíceis. objetiva verificar se o ato administrativo está conforme a lei que o regula.

Segundo a posição do órgão controlador Controle interno – quando “seu exercício cabe ao mesmo ou outro órgão da mesma administração de que emanou o ato. todo cidadão poderá denunciar as irregularidades ao órgão de controle externo para fins de instauração do devido procedimento. § 2o da Lei das Leis. atuando como articulador entre as ações administrativas e a análise de legalidade. Como exemplo. Controle por provocação ou externo popular . E já que o órgão controlador tem a mesma natureza daquele que emitiu o ato. Este controle tem espeque constitucional no artigo 74. é exercido pelo Poder Judiciário. Controle parlamentar – é exercido pelo Poder Legislativo diretamente ou com o auxílio de uma Controladoria ou Tribunal de Contas. ação civil pública. devendo ser um auxiliar do controle externo. ações de inconstitucionalidade. XXXV da Lei Fundamental. etc. Vários são os meios postos à disposição do cidadão o exercício deste controle. ação popular.Controle de resultados – assemelha-se ao controle finalístico supracitado. Assim. Dentre eles. Controle externo – é o que se realiza por órgão estranho ao que emanou o ato ou procedimento administrativo. não adentrando a seara da oportunidade e conveniência. o mérito do ato. encontram-se as seguintes ações constitucionais: mandado de segurança coletivo e individual. mandado de injunção. visto que o Judiciário só poderá manifestar-se acerca da legalidade. em regra. O controle direto é albergado no artigo 49. Quanto à instauração do controle Controle de ofício (ex officio) – é o que se instaura independemente de provocação do administrado ou de qualquer outro órgão pertencente à estrutura do Poder Público. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 17 . a análise de contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros públicos. podendo analisar o mérito do ato. verifica-se naturalmente que o controle examina. a exemplo daquele realizado pelo Tribunal de Contas. incidindo nos contratos de gestão. pelo Poder Judiciário e pelo Legislativo. observando a legalidade dos atos emanados do Poder Executivo.tem assento no artigo 74. habeas data. caput do mesmo Estatuto. Controle administrativo ou executivo – é o exercido por todos os órgãos sobre as suas respectivas administrações. enquanto o indireto está previsto no 70. X da Lei Maior. com um reexame sobre sua conveniência [1] ”. Segundo a natureza dos organismos controladores Controle judiciário – encontra respaldo no artigo 5º.

possuem profundas distinções. Os Tribunais de Contas e Controladorias tenham o mesmo escopo.. dotadas de competência para análise do mérito do ato administrativo. Foi. Este modo de controle de contas públicas observa proficuamente o mérito ou economicidade do ato administrativo. embora encontremos outras formas [2]. João VI lavrou alvará criando o Erário Régio e Conselho de Fazenda. revisor). na República da Irlanda. consubstancia-se. quando autorizada a decidir sobre a conveniência e Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 18 . fiscalizar as contas da Administração Pública. no entanto. segundo Hely Lopes: “. já os Pretórios de Contas são órgãos de decisão coletiva. inclusive a do rei. No período medieval. pois. a saber: (a) as Controladorias são órgãos monocráticos. em Israel. As Controladorias são mais encontradiços nos países de tradição anglo-saxônica. Referido controle é formado por um órgão monocrático (Controlador-geral. na valoração dos motivos e na escolha do objeto do ato. algo inimaginável até o período do advento do Estado Moderno. perante este responsável. (b) as Controladorias têm avançado sistema de fiscalização. grosso modo. Vale observar que o referido controle tomou a feição atual com a iniciativa do pranteado baiano Ruy Barbosa. Os dois ramos predominantes na atualidade são as Controladorias e os Tribunais de Contas. um Ofício Revisional. chefiado por um censor. que examinava toda a atividade estatal. em 28 de junho de 1808. respectivamente. a quem compete observar a legalidade dos atos administrativos. tendo notável desenvolvimento na França.Do Controle Externo A origem dos órgãos de controle remonta à gênese embrionária dos Estados. hierarquicamente subordinado àquele. sucessor do Estado Absolutista. os doutrinadores são unânimes ao asseverar não haver país democrático sem a presença de um órgão de controle com a missão de fiscalizar e garantia à sociedade a boa gestão do dinheiro público.. Entre nós. concomitante à instituição da República. possuindo seus membros as mesmas garantias e impedimentos dos membros do Poder Judiciário. difundida na GrãBretanha. os Chambres de Comptes e Exchequer. que. foram criados órgãos de controle na França e Inglaterra.). o Príncipe Regente D. servindo de inspiração para as demais gerações. através da criação do Tribunal de Contas da União. feita pela Administração incumbida de sua prática. É notada também na Antiga China a existência de um órgão fiscalizador da administração financeira. nos Estados Unidos. ou seja. Os estudiosos costumam classificar o controle epigrafado em dois principais sistemas. por Napoleão em 1807. os atuais modelos de controle: Tribunais de Contas e Controladorias. a origem do controle das contas pública deu-se com a vinda da Família Real para o Brasil. à exceção dos pseudos Estados de Direito. os quais delinearam. As Cortes de Contas surgem nos países de tradição latina. dentre outros. portanto.C. Hodiernamente. nas Antigas Grécia (logistas) e Roma (questores) que a atividade de fiscalização do Estado recebeu institucionalização. presentes tais controles já aos tempos do Código Indiano de Manu (século XIII a. designado pelo Parlamento e. Este modo caracteriza-se pela marcante presença de um órgão colegiado.

A forma de indicação de seus membros. economicidade dos atos administrativos da Administração Direta e Indireta. Aqui. incapazes de fiscalizá-lo. bem como a situação em que estes executam a tarefa de controle. não ocupando posição de subordinação ao Parlamento. eleitoral e militar. uma justiça especializada. ele pode ser vinculado ao Judiciário.oportunidade e justiça do ato a realizar”. posição comum nos países de regime ditatorial. entendem dever o órgão de controle passar a integrar o corpo da Magistratura. A exclusividade de competência é facilmente encontrada na maioria dos países que possuem um desenvolvido órgão de controle. sendo esta última a mais encontrada. A posição do órgão de controle vinculado ao Legislativo é a adotada em larga escala na maior parte do mundo. as competências funcionais dos Tribunais e Controladorias estão. assim. Contudo. os Tribunais de Contas viram suas competências ser significativamente ampliadas. à Assembléia Legislativa Estadual ou Câmara de Vereadores. a forma geral de indicação segue as mesmas regras adotadas nas indicações de juízes de tribunais superiores dos respectivos países. à exclusividade de sua competência e à investidura e garantias de seus membros. ou seja. previstas no Estatuto Maior de cada país. formando. A vinculação ao Poder Executivo é hoje opinião minoritária entre as nações. como é o caso da trabalhista. portanto. No tocante à posição do órgão de controle. Executivo ou Legislativo. Referente à autonomia administrativa e funcional. na verdade. inclusive no Brasil. A problemática maior agora se põe. Já o Colégio de Contas analisa a regularidade e conformidade do ato. a discussão acerca da posição do órgão controlador até hoje persiste. Entrementes. especialmente junto à Fazenda Pública. no que atine à autonomia administrativa e funcional. Para os que defendem o vínculo ao Poder Judiciário. como corolário do princípio da legalidade. pois existem defensores para cada posição do referido órgão. O Tribunal de Contas no Estado Brasileiro exerce o controle externo em auxílio ao Congresso Nacional. legitimidade. via de regra. observa-se constituir pré-requisito para o funcionamento adequado dos órgãos de controle e. sem esse componente. malgrado alguns destes órgãos originarem-se no Executivo. mas de colaboração técnica com a respectiva Casa Legislativa. Todavia. pois refere-se à investidura dos integrantes dos órgãos de controle. pois o caput do artigo 70 do referido diploma legal prevê a apreciação da legalidade. Cabe abordar a posição de independência e autonomia do órgão de controle externo. como alhures. existem várias formas de investidura dos membros dos Tribunais e Controladorias. pois. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 19 . investiga a adequação do ato à norma legal. acabará informando a própria localização da instituição como órgão independente ou meramente submetidos ao interesse do Governo. como órgão autônomo e com competências claramente fixadas pela Constituição. os Tribunais de Contas tornam-se meros departamentos submetidos ao interesse do Governo. com o advento da Carta de 1988.

formalização De acordo com Di Pietro . Nesse caso.Contratos administrativos “são ajustes que a Administração. características. e por ele aprovada. se a Administração celebrar um contrato de direito privado. Destarte. foi desvirtuada. Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo e autor de livros sobre o controle externo. ou seja. poderia ser escorreita. b) Finalidade pública: o contrato administrativo visa ao interesse público. Tal realidade. Exemplo: aos Municípios compete prestar o transporte coletivo urbano (CF. públicas ou privadas. o Estado Mínimo do ideário francês Laissez Faire. porém. e sim para a manutenção da ordem jurídica posta pelo Estado de Direito. Em outros casos. art. os órgãos de controle deverão ser considerados instrumentos de suma importância. Antonio Roque Citadini. a Administração “aparece com uma série de prerrogativas que garantem a sua posição de supremacia sobre o particular” (Di Pietro. ela ficará relativamente nivelada com os particulares. e parte constitui-se de indicações do Executivo. mas ao atendimento das necessidades coletivas. os membros do controle gozarão das mesmas inerentes ao Poder Judiciário. as insculpidas no artigo 95. Poder-se-ia questionar tal forma de investidura que na sua forma pura. cedendo a prestação dos serviços a particulares. 250). não é a dos contratos administrativos. No que concerne às vedações são igualmente adotadas as aplicadas aos Magistrados.. com muita propriedade discorre sobre os desafios que o Controle Externo terá com a volta da política liberal. ainda que somente consiga contemplá-lo indiretamente. é inegável que a finalidade pública é atingida de forma direta e imediata. p. Conforme o citado autor: “.O Brasil adota o sistema misto. Em certos casos. onde parte dos membros são indicados pelo próprio Legislativo.. Contratos administrativos: conceito. 30. com a aprovação do Legislativo. nos quais a Administração figura em condição de superioridade frente aos contratados privados. podem celebrar contrato de concessão. De fato. os órgãos controladores tiveram suas competências substancialmente alargadas. um desafio aos Tribunais de Contas e Controladorias é ajustar-se ao novo modelo do Estado para bem desempenhar sua missão de fiscalizar a boa aplicação dos recursos do orçamento público e ter padrão de avaliação de resultados para dar a sociedade a satisfatória informação que ela espera”. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 20 . passando a observar não apenas a legalidade dos atos como também a sua economicidade. inamovibilidade e irredutibilidade de subsídio. todavia. porém ao invés de fazê-lo diretamente. não só para a boa aplicação do dinheiro público. tal como ocorre nas concessões de serviço público. segundo regime jurídico de direito público” Características: a) Presença da Administração Pública como Poder Público: nos contratos administrativos. nessa qualidade. Acerca das garantias. Por conseguinte. ou seja. V). pois os pretensos representantes do povo nomeiam os Ministros e Conselheiros ao seu talante e da forma mais conveniente. I a III da Carta Magna. na atual conjuntura. para a consecução de fins públicos. a saber: vitaliciedade. 2003. celebra com pessoas físicas ou jurídicas. a concessão não visa ao enriquecimento da empresa privada.

XI. 2003. do seu objeto. Observação. em razão da supremacia dos interesses públicos sobre os interesses particulares. b) rescindir unilateralmente os contratos. total ou parcial. f) Cláusulas exorbitantes: nos contratos administrativos. ninguém teria o interesse de celebrar contratos administrativos Licitações . pois. obrigatoriedade. Ademais. Coerentemente com essa realidade. a associação do contratado com outrem ou a cessão ou transferência. p. eis que existem atos e procedimentos rígidos. 72 e 78. e) ocupar. O contratante não participa da elaboração delas. no âmbito do direito privado seriam consideradas incomuns ou ilícitas. dispensa e inexigibilidade. são vedadas: a) a subcontratação.666/93). bem como na hipótese de rescisão do contrato administrativo.666/93). a decisão de celebrar um contrato administrativo tem.contudo. é o interesse privado do particular contratado que é imediatamente satisfeito (ex. Nos termos do art. pessoal e serviços vinculados ao objeto do contrato. concessão de sepultura em cemitério). Daí o sentido da expressão latina “intuito personae”. fases (Lei n. Trata-se das cláusulas exorbitantes. existem cláusulas que. modalidades e procedimentos. do contrário. b) a alteração social ou a modificação da finalidade ou da estrutura da empresa. que prejudique a execução do contrato (art. eles não são celebrados ao mero acaso. sendo o interesse público satisfeito de forma indireta. total ou parcial. autorização pela autoridade competente.883. VI.666/93. 78. d) aplicar sanções motivadas pela inexecução total ou parcial do ajuste. as quais são plenamente válidas nos contratos em que a administração figura como parte. respeitados os direitos do contratado”. de 8 de junho de 1994 e complementos) LICITAÇÃO Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 21 . em caso de serviço essencial. os regulamentos e o princípio da indisponibilidade do interesse público. sob pena de nulidade do pacto. como pressuposto. provisoriamente bens móveis. d) Contrato de adesão: as cláusulas do contrato administrativo são previamente fixadas pela Administração Pública. c) fiscalizar a execução dos contratos. imóveis. na hipótese da necessidade de acautelar apuração administrativa de faltas contratuais pelo contratado. a serem observados pela Administração. a saber: “avaliação. as cláusulas exorbitantes são prerrogativas que permitem à administração: a) modificar unilateralmente os contratos “para melhor adequação às finalidades de interesse público. garantindo-lhe o aumento da remuneração respectiva ou a indenização por despesas já realizadas. eis que se atrela ao que impõem as leis. “em razão da pessoa”. e) Natureza “intuito personae”: os contratos administrativos não são celebrados com qualquer pessoa.princípios. c) Formalismo: os contratos administrativos exigem a forma escrita. Lei 8. indicação de recursos orçamentários e licitação”(Di Pietro. simplesmente as aceita. nos caso de infração contratual ou inaptidão do contratante. mas com aquelas que demonstraram qualidades especiais no procedimento licitatório. 254). 58 da Lei nº 8. sob pena de rescisão contratual (arts. Lei 8. E mais: a Administração não é inteiramente livre na criação de tais cláusulas. isto é.° 8. Assim. motivação. deve respeitar o equilíbrio econômico-financeiro. uma série de trâmites burocráticos. não admitidas no edital. Sempre que a Administração altera ou rescinde o contrato sem culpa do contratante.

A Lei nº 8. nas normas e princípios em vigor. # Princípio da Publicidade Qualquer interessado deve ter acesso às licitações públicas e seu controle. ao regulamentar o artigo 37. de maneira a assegurar oportunidade igual a todos os interessados e possibilitar o comparecimento ao certame ao maior número possível de concorrentes. # Princípio da Isonomia Significa dar tratamento igual a todos os interessados. compras. Os seguintes princípios básicos que norteiam os procedimentos licitatórios devem ser observados. esse princípio vincula os licitantes e a Administração Pública às regras estabelecidas. empresas interessadas na apresentação de propostas para o oferecimento de bens e serviços. De acordo com essa Lei. afastando a discricionariedade e o subjetivismo na condução dos procedimentos da licitação. ética. além de lícita. # Princípio da Moralidade e da Probidade Administrativa A conduta dos licitantes e dos agentes públicos tem que ser.666 de 1993. dentre outros: # Princípio da Legalidade Nos procedimentos de licitação. # Princípio da Impessoalidade Esse princípio obriga a Administração a observar nas suas decisões critérios objetivos previamente estabelecidos. a celebração de contratos com terceiros na Administração Pública deve ser necessariamente precedida de licitação. A licitação objetiva garantir a observância do princípio constitucional da isonomia e a selecionar a proposta mais vantajosa para a Administração. inciso XXI. inclusive de publicidade. estabeleceu normas gerais sobre licitações e contratos administrativos pertinentes a obras. mediante condições estabelecidas em ato próprio (edital ou convite). do Distrito Federal e dos Municípios. serviços. compatível com a moral. ressalvadas as hipóteses de dispensa e de inexigibilidade de licitação.Conceitos e Princípios Licitação é o procedimento administrativo formal em que a Administração Pública convoca. mediante divulgação dos atos praticados pelos administradores em todas as fases da licitação. alienações e locações no âmbito dos Poderes da União. da Constituição Federal. os bons costumes e as regras da boa administração. É condição essencial para garantir em todas as fases da licitação. dos Estados. # Princípio da Vinculação ao Instrumento Convocatório Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 22 .

mesmo que em benefício da própria Administração. levando em consideração aspectos relacionados à capacidade técnica e econômico-financeira do licitante. prevista na Lei nº 8. com prioridade especial para o pregão. à qualidade do produto e ao valor do objeto. Por que Licitar A Constituição Federal. prevê para a Administração Pública a obrigatoriedade de licitar.666. 37. é necessário estimar o valor total da obra. de 1993. Nada poderá ser criado ou feito sem que haja previsão no ato convocatório. Quem deve Licitar Estão sujeitos à regra de licitar. É necessário. inciso XXI. # Princípio do Julgamento Objetivo Esse princípio significa que o administrador deve observar critérios objetivos definidos no ato convocatório para o julgamento das propostas. mediante realização de pesquisa de mercado. os fundos especiais. Após apuração da estimativa. exceto nos casos previstos na Lei nº 8. Estados. do serviço ou do bem a ser licitado. as sociedades da economia mista e demais entidades controladas direta e indiretamente pela União. e alterações posteriores. deve ser adotada a modalidade de licitação adequada. a prestação de serviços e o fornecimento de bens para atendimento de necessidades públicas. ainda.Obriga a Administração e o licitante a observarem as normas e condições estabelecidas no ato convocatório. verificar se há previsão de recursos orçamentários para o pagamento da despesa e se esta se encontrará em conformidade com a Lei de Responsabilidade Fiscal. as empresas públicas. art. as autarquias. Distrito Federal e Municípios. Afasta a possibilidade de o julgador utilizar-se de fatores subjetivos ou de critérios não previstos no ato convocatório.555. O procedimento de licitação objetiva permitir que a Administração contrate aqueles que reúnam as condições necessárias para o atendimento do interesse público.666. as alienações e locações devem ser contratadas mediante licitações públicas. as fundações públicas. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 23 . NOÇÕES GERAIS O Que é Licitar A execução de obras. de 1993. além dos órgãos integrantes da administração direta. quando o objeto pretendido referir-se a bens e serviços comuns listados no Decreto nº 3. Como Licitar Uma vez definido o objeto que se quer contratar.

Pode ser permanente e especial. O valor estimado para contratação é o principal fator para escolha da modalidade de licitação. mediante ato administrativo próprio (portaria. Nas pequenas unidades administrativas a na falta de pessoal disponível. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 24 . em caráter excepcional e só em convite. receberem a proposta escrita e os lances verbais. Os membros da comissão de licitação respondem solidariamente pelos atos praticados. exceto quando se trata de pregão. para integrar comissão de licitação. Será permanente quando a designação abranger a realização de licitações por período determinado de no máximo doze meses. analisar a aceitabilidade da proposta e efetuar sua classificação. salvo se posição individual divergente estiver devidamente fundamentada e registrada em ata lavrada na reunião em que tiver sido tomada a decisão. que não está limitado a valores. Responsáveis pela licitação Consideram-se responsáveis pela licitação. três membros. habilitar o licitante e adjudicar o objeto vencedor. os agentes públicos designados pela autoridade de competência. o pregoeiro e respectiva equipe de apoio são designados dentre os servidores do órgão ou entidade promotora da licitação para. dentre outras atribuições. é possível a recondução parcial desses membros. A comissão de licitação é criada pela Administração com a função de receber. A investidura dos membros das comissões permanentes não pode exceder a um ano. Modalidades de Licitação Modalidade de licitação é a forma específica de conduzir o procedimento licitatório. sendo pelo menos dois deles servidores qualificados pertencentes aos quadros permanentes dos órgãos da Administração responsáveis pela licitação. No caso de pregão. Será especial quando for o caso de licitações específicas. A lei não admite apenas a recondução da totalidade. tomadas de preços e convite. a partir de critérios definidos em lei. no mínimo. a comissão pode ser substituída por servidor designado para esse fim. por exemplo).de 8 de agosto de 2002. ser pregoeiro ou para realizar licitação na modalidade convite. examinar e julgar todos os documentos e procedimentos relativos ao cadastramento de licitantes e às licitações nas modalidades de concorrência. É constituída por. que regulamenta esta modalidade. Quando da renovação da comissão para o período subseqüente.

Além do leilão e do concurso, as demais modalidades de licitação admitidas são exclusivamente as seguintes: CONCORRÊNCIA Modalidade da qual podem participar quaisquer interessados que na fase de habilitação preliminar comprovem possuir requisitos mínimos de qualificação exigidos no edital para execução do objeto da licitação. TOMADA DE PREÇOS Modalidade realizada entre interessados devidamente cadastrados ou que atenderem a todas as condições exigidas para cadastramento até o terceiro dia anterior à data do recebimento das propostas, observada a necessária qualificação. CONVITE Modalidade realizada entre interessados do ramo de que trata o objeto da licitação, escolhidos e convidados em número mínimo de três pela Administração. O convite é a modalidade de licitação mais simples. A Administração escolhe quem quer convidar, entre os possíveis interessados, cadastrados ou não. A divulgação deve ser feita mediante afixação de cópia do convite em quadro de avisos do órgão ou entidade, localizado em lugar de ampla divulgação. No convite é possível a participação de interessados que não tenham sido formalmente convidados, mas que sejam do ramo do objeto licitado, desde que cadastrados no órgão ou entidade licitadora ou no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores – SICAF. Esses interessados devem solicitar o convite com antecedência de até 24 horas da apresentação das propostas. No convite para que a contratação seja possível, são necessárias pelo menos três propostas válidas, isto é, que atendam a todas as exigências do ato convocatório. Não é suficiente a obtenção de três propostas. É preciso que as três sejam válidas. Caso isso não ocorra, a Administração deve repetir o convite e convidar mais um interessado, enquanto existirem cadastrados não convidados nas últimas licitações, ressalvadas as hipóteses de limitação de mercado ou manifesto desinteresse dos convidados, circunstâncias estas que devem ser justificadas no processo de licitação. Para alcançar o maior número possível de interessados no objeto licitado e evitar a repetição do procedimento, muitos órgãos ou entidades vêm utilizando a publicação do convite na imprensa oficial e em jornal de grande circulação, além da distribuição direta aos fornecedores do ramo. A publicação na imprensa e em jornal de grande circulação confere ao convite divulgação idêntica à da concorrência e à tomada de preços e afasta a discricionariedade do agente público. Quando for impossível a obtenção de três propostas válidas, por limitações do mercado ou manifesto desinteresse dos convidados, essas circunstâncias deverão ser devidamente motivada e justificados no processo, sob pena de repetição de convite.
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Limitações de mercado ou manifesto desinteresse das empresas convidadas não se caracterizam e nem podem ser justificados quando são inseridas na licitação condições que só uma ou outra empresa pode atender. PREGÃO É a modalidade licitação em que disputa pelo fornecimento de bens e serviços comuns é feita em sessão pública. Os licitantes apresentam suas propostas de preço por escrito e por lances verbais, independentemente do valor estimado da contratação. Ao contrário do que ocorre em outras modalidades, no Pregão a escolha da proposta é feita antes da análise da documentação, razão maior de sua celeridade. A modalidade pregão foi instituída pela Medida Provisória 2.026, de 4 de maio de 2000, convertida na Lei nº 10.520, de 2002, regulamentada pelo Decreto 3.555, de 2000. O pregão é modalidade alternativa ao convite, tomada de preços e concorrência para contratação de bens e serviços comuns. Não é obrigatória, mas deve ser prioritária e é aplicável a qualquer valor estimado de contratação. Escolha da modalidade de Licitação A escolha das modalidades concorrência, tomada de preços, e convite é definida pelos seguintes limites: Concorrência: Obras e serviços de engenharia acima de R$ 1.500.000,00. Compras e outros serviços acima de R$ 650.000,00. Tomada de Preços Obras e serviços de engenharia acima de R$ 150.000,00 até R$ 1.500.000,00. Convite Obras e serviços de engenharia acima de R$ 15.000,00 até R$ 150.000,00. Compras e outros serviços acima de R$ 8.000,00 até R$ 80.000,00. Quando couber convite, a Administração pode utilizar a tomada de preços e, em qualquer caso, a concorrência. Quando se tratar de bens e serviços que não sejam de engenharia, a Administração pode optar pelo pregão.

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Dispensa e Inexigibilidade A licitação é regra para a Administração Pública, quando contrata obras, bens e serviços. No entanto, a lei apresenta exceções a essa regra. São os casos em que a licitação é legalmente dispensada, dispensável ou inexigível. A possibilidade de compra ou contratação sem a realização de licitação se dará somente nos casos previstos em lei. Tipos de licitação O tipo de licitação não deve ser confundido com modalidade de licitação. Modalidade é procedimento. Tipo é o critério de julgamento utilizado pela Administração para seleção da proposta mais vantajosa. Os tipos de licitação mais utilizados para o julgamento das propostas são os seguintes: Menor Preço Critério de seleção em que a proposta mais vantajosa para a Administração é a de menor preço. É utilizado para compras e serviços de modo geral e para contratação e bens e serviços de informática, nos casos indicados em decreto do Poder Executivo. Melhor Técnica Critério de seleção em que a proposta mais vantajosa para a Administração é escolhida com base em fatores de ordem técnica. É usado exclusivamente para serviços de natureza predominantemente intelectual, em especial na elaboração de projetos, cálculos, fiscalização, supervisão e gerenciamento e de engenharia consultiva em geral, e em particular, para elaboração de estudos técnicos preliminares e projetos básicos e executivos. Técnica e Preço Critério de seleção em que a proposta mais vantajosa para a Administração é escolhida com base na maior média ponderada, considerando-se as notas obtidas nas propostas de preço e de técnica. É obrigatório na contratação de bens e serviços de informática, nas modalidades tomada de preços e concorrência.

Fases da Licitação Os atos da licitação devem desenvolver-se em seqüência lógica, a partir da existência de determinada necessidade pública a ser atendida. O procedimento tem início com o planejamento e prossegue até a
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assinatura do respectivo contrato ou a emissão de documento correspondente, em duas fases distintas: Fase interna ou preparatória Delimita e determina as condições do ato convocatório antes de trazê-las ao conhecimento público. Fase externa ou executória Inicia-se com a publicação do edital ou com a entrega do convite e termina com a contratação do fornecimento do bem, da execução da obra ou da prestação do serviço.

A Fase Interna Durante a fase interna da licitação, a Administração terá a oportunidade de corrigir falhas porventura verificadas no procedimento, sem precisar anular atos praticados. Exemplo: inobservância de dispositivos legais, estabelecimento de condições restritivas, ausência de informações necessárias, entre outras faltas.

Procedimentos para a abertura de processo licitatório

A fase interna do procedimento relativo às licitações públicas observará a seguinte seqüência de atos preparatórios: solicitação expressa do setor requisitante interessado, com indicação de sua necessidade; aprovação da autoridade competente para início do processo licitatório, devidamente motivada e analisada sob a ótica da oportunidade, conveniência e relevância para o interesse público; estimativa do valor da contratação, mediante comprovada pesquisa de mercado; indicação de recursos orçamentários para fazer face à despesa; verificação da adequação orçamentária e financeira, em conformidade com a Lei de responsabilidade Fiscal, quando for o caso; elaboração de projeto básico, obrigatório em caso de obras e serviços; definição da modalidade e do tipo de licitação a serem adotados. Com o advento da Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF, outras exigências foram impostas ao gestor público para promover licitações públicas, em especial quando a despesa se referir à criação, expansão ou aperfeiçoamento de ação governamental que acarrete aumento da despesa. Nesse caso, são condições necessárias para a efetivação do procedimento licitatório a existência de: estimativa de impacto orçamentário-financeiro no exercício em que deva entrar em vigor a despesa e nos dois subseqüentes; declaração do ordenador de despesa de que o aumento tem adequação orçamentária e financeira com a lei
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são despesas irrelevantes aquelas cujo valor não ultrapasse os limites dos incisos I e II do art. ou quando o fornecimento desses materiais e Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 29 . nos termos da legislação específica. por exemplo.orçamentária anual e compatibilidade com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias. de acordo com o respectivo cronograma de desembolso. inciso II.000. a despesa que se conforme com as diretrizes.00. prioridades e metas previstas nesses instrumentos e não infrinja qualquer de suas disposições.24 da Lei de Licitações. Obras e Serviços Para definir o objeto da licitação. realizadas e a realizar.98. considera-se: adequada com a lei orçamentária anual. de forma que somadas todas as despesas da mesma espécie. Não poderão ser incluídos no objeto da licitação: a obtenção de recursos financeiros para execução de obras e serviços. de R$ 15. existir orçamento detalhado em planilhas que expressem a composição de todos os seus custos unitários. da Lei nº 10. as licitações somente poderão ser realizadas quando: houver projeto básico aprovado pela autoridade competente e disponível para exame dos interessados em participar do processo licitatório. previstas no programa de trabalho.110. não sejam ultrapassados os limites estabelecidos para o exercício. o fornecimento de bens e serviços sem similaridade ou de marcas. os objetivos.000. houver previsão de recursos orçamentários que assegurem o pagamento das obrigações decorrentes de obras ou serviços a serem executadas no exercício financeiro em curso.00 para compras e outros serviços. características e especificações exclusivas. para obras e serviços de engenharia e R$ 8. serviços ou compras. se for o caso. No caso de execução de obras e prestação de serviços. respectivamente. 30 de julho de 2003). de 25 de julho de 2002) e para 2004 (art. qualquer que seja a sua origem. ou seja. exceto nos casos de empreendimentos executados e explorados sob o regime de concessão. o administrador deve estar atento às peculiaridades do objeto e às diferentes exigências da Lei de Licitações na contratação de obras. Pelas LDO`s para 2003 (art. da Lei nº 10. Para a Lei de Responsabilidade Fiscal. A LRF ressalvou dessas exigências apenas as despesas consideradas irrelevantes. inciso II. compatível com o plano plurianual e a lei de diretrizes orçamentárias. ou que seja abrangida por crédito genérico.707. a obra ou o serviço estiverem incluídos nas metas estabelecidas no PPA. definidas para a lei de diretrizes orçamentárias (LDO).524. a despesa objeto de dotação específica e suficiente. salvo nos casos em que for tecnicamente injustificável.

A empreitada integral é usada quando se pretende contratar o objeto em sua totalidade. nem tampouco no orçamento apresentado junto à proposta. Na execução indireta. de paredes Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 30 . cobertura. em contratações de objetos mais comuns. a contratação é feita sob os seguintes regimes: * empreitada por preço global. o pagamento deve ser realizado por unidades feitas. com ou sem fornecimento de materiais. Na empreitada por preço global. compreendendo todas as etapas da obra. * empreitada por preço unitário. pois seus quantitativos são pouco sujeitos a alterações. Esse uso diz respeito à segurança estrutural e operacional e deve ter as características adequadas às finalidades para as quais o objeto que foi contratado. revestimento. pintura e outras etapas. A empreitada por preço global e a empreitada por preço unitário são os regimes mais utilizados de contratação. quando os quantitativos de materiais empregados são pouco sujeitos a alterações durante a execução da obra ou da prestação de serviços e podem ser aferidos mais facilmente. concretagem da laje. execução indireta – quando a Administração contrata com terceiros a execução das obras e dos serviços. ou seja. Devem ser atendidos os requisitos técnicos e legais para o uso do objeto. * tarefa. e será realizada sob a forma de: execução direta – quando a Administração utiliza meios próprios. serviços e instalações necessárias. É empregada com mais freqüência em projetos de maior complexidade.serviços for feito sob o regime de administração contratada. Nesse regime. A empreitada por preço global é utilizada quando se contrata a execução da obra ou do serviço por preço certo e total. A tarefa é utilizada quando se contrata a mão-de-obra para pequenos trabalhos por preço certo. estrutura. o contratado assume inteira responsabilidade pela execução do objeto até a sua entrega ao órgão ou entidade da Administração em condições de ser utilizado. levando em conta o prazo total da execução. A execução das obras e dos serviços deve ser programada sempre em sua totalidade. o pagamento deve ser efetuadoapós a conclusão dos serviços ou etapas definidos em cronograma físico-financeiro. previsto no ato convocatório. Seu uso se verifica. com previsão de seus custos atual e final. cujas quantidades de serviços e dos materiais relativos às parcelas de maior relevância e do valor significativo são definidas de forma exata no ato convocatório. Exemplo: metragem executada das fundações. Na empreitada por preço unitário. * empreitada integral. por exemplo: fundações. geralmente. A empreitada por preço unitário é usada quando se contrata a execução da obra ou serviço por preço certo de unidades determinadas.

orçamento detalhado do custo global da obra. soluções técnicas globais e localizadas. a Administração deverá fornecer. de colocação de piso. de colocação de gesso. a fim de evitar distorções na execução de obras ou na prestação de serviços. relativamente as obras. O projeto básico Toda licitação de obra ou serviço deve ser precedida da elaboração do projeto básico. Tem como objeto assegurar a viabilidade técnica e o adequado tratamento do impacto ambiental do empreendimento.666 de 1993. e deve ser elaborado segundo as exigências contidas na Lei nº 8. deve conter os seguintes elementos: desenvolvimento da solução escolhida.levantadas. obrigatoriamente. É recomendável que o estabelecimento das quantidades a serem licitadas e contratadas seja o mais exato possível. Possibilita a avaliação do custo da obra e a definição dos métodos e do prazo de execução. informações que possibilitem o estudo e a dedução de métodos construtivos. Um projeto básico bem elaborado para contratação de serviços de manutenção preventiva e corretiva. Deve ser elaborado com base nas indicações de estudos técnicos preliminares. com adequado nível de precisão. junto com o ato convocatório. Projeto básico é o conjunto de elementos necessários e suficientes. de pintura. por exemplo. com nível de precisão adequado. subsídios para montagem do plano de licitação e gestão da obra. os quais devem retratar. A lei estabelece que o projeto básico deve estar anexado ao ato convocatório. A legislação determina que o projeto básico. Independentemente da modalidade adotada. deve fornecer. identificação dos tipos de serviços a executar e de materiais e equipamentos a incorporar à obra. ou complexo de obras ou serviços. para caracterizar a obra ou o serviço. dentre outras informações essenciais: Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 31 . fundamentado em quantitativos de serviços e fornecimentos propriamente avaliados. a realidade da execução da obra ou da prestação de serviços. A licitação sob o regime de preço unitário é mais indicada quando o objeto incluir o fornecimento de materiais ou serviços com previsão de quantidades ou cujos quantitativos correspondam às previsões reais do projeto básico ou executivo. dele sendo parte integrante. que possam culminar com acréscimos quantitativos além dos limites legais. todos os elementos e informações necessárias para que os licitantes possam elaborar suas propostas de preços com total e completo conhecimento do objeto da licitação.

00. R$ 8. existência de plantonistas quando for o caso. Em qualquer licitação de obras e serviços. As obras e serviços limitados aos valores máximos a seguir estão dispensados de licitação e desobrigam o agente público da elaboração do projeto básico. material mínimo necessário para estoque no local dos serviços. No caso. mediante regras estabelecidas pela Administração. quando não puder ser feito no próprio prédio. e o local onde possa ser examinado e adquirido.00.000. se diária. além de ser peça imprescindível para execução de obra ou prestação de serviço. se o projeto básico for falho ou incompleto. é o documento que propicia à Administração conhecimento pleno do objeto que se quer licitar. desde que autorizado pela Administração. obras e serviços contratados por sociedades de economia mista e empresas públicas. além de autarquias e fundações qualificadas na forma de agências executivas. na data da sua publicação.detalhamento do objeto. Para realização do procedimento licitatório não há obrigatoriedade da existência prévia de projeto executivo. periodicidade de visitas. quinzenal. para obras e serviços de engenharia. semanal. horário das visitas de manutenção. O projeto básico. quando for o caso. clara e precisa. etc. com nível máximo de detalhamento possível de todas as suas etapas. equipe mínima/composição da equipe técnica. exigência de oficina. a licitação deverá prever a elaboração do competente projeto executivo por parte da contratada ou por preço previamente fixado pela Administração. para quaisquer outros serviços. O projeto executivo Nas licitações para contratação de obras também é exigido projeto executivo.000. Os valores referidos serão acrescidos de 20% (vinte por cento) para compras. No ato convocatório deve ser informado se há projeto executivo disponível. com registro na entidade profissional competente. a licitação estará viciada e a contratação não atenderá aos objetivos da Administração. R$ 15. mensal. Deve permitir ao licitante as informações necessárias à boa elaboração de sua proposta. uma vez que este poderá ser desenvolvido concomitantemente com a execução das obras e serviços. relação do material de reposição que deverá estar coberto pelo futuro contrato. a que estará sujeito. de forma detalhada. prazo para atendimento às chamadas. local de conserto dos equipamentos. Projeto executivo é o conjunto de elementos necessários e suficientes à realização do empreendimento a ser executado. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 32 .

das autarquias e fundações públicas federais. É permitido ao autor do projeto a participação na licitação de obra ou serviços. pessoa física ou jurídica. A lei 8. ocupantes de cargos públicos.Quem não pode participar da licitação? Não podem participar. Art. gerente. é o regime jurídico Estatutário aplicável aos Servidores Públicos Civis da União. direta ou indiretamente. Regime Jurídico dos Servidores Públicos Federais Regime jurídico dos servidores públicos é o conjunto de princípios e regras referentes a direitos. da licitação. ou controlador. inclusive as em regime especial. apenas na qualidade de consultor ou técnico. responsável técnico ou subcontratado. 2o Para os efeitos desta Lei. supervisão ou gerenciamento. da prestação dos serviços e do fornecimento de bens necessários à obra ou serviços: o autor de projeto básico ou executivo. comercial.112/90. servidor é a pessoa legalmente investida em cargo público. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 33 . Considera-se participação indireta a existência de qualquer vínculo de natureza técnica. da execução da obra. acionista ou detentor de mais de 5% (cinco por cento) do capital com direito a voto. de responsável pela elaboração de projeto básico ou executivo ou da qual o autor do projeto seja dirigente. de 11/12/1990. a empresa. ou na execução. desde que nas funções de fiscalização. e o licitante ou responsável pelos serviços. financeira ou trabalhista entre o autor do projeto. os Estados. econômica. No âmbito de cada pessoa política . incluindo-se os fornecimentos de bens e serviços a estes necessários.União. das autarquias. Título I Capítulo Único Das Disposições Preliminares Art. Art. A lei que reúne estas regas é denominada de Estatuto e o regime jurídico passa a ser chamado de regime jurídico Estatutário. Esse entendimento é extensivo aos membros da comissão de licitação. 3o Cargo público é o conjunto de atribuições e responsabilidades previstas na estrutura organizacional que devem ser cometidas a um servidor. o servidor dirigente de órgão ou entidade contratante ou responsáveis pela licitação. e das fundações públicas federais.há um Estatuto. fornecimento e obras. pessoa física ou jurídica. isoladamente ou em consórcio. o Distrito Federal e os Municípios . e exclusivamente a serviço da Administração. com suas alterações. 1o Esta Lei institui o Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União. deveres e demais normas que regem a sua vida funcional.

a nacionalidade brasileira. salvo os casos previstos em lei. para tais pessoas serão reservadas até 20% (vinte por cento) das vagas oferecidas no concurso.readaptação. § 2o Às pessoas portadoras de deficiência é assegurado o direito de se inscrever em concurso público para provimento de cargo cujas atribuições sejam compatíveis com a deficiência de que são portadoras. 6o O provimento dos cargos públicos far-se-á mediante ato da autoridade competente de cada Poder. de acordo com as normas e os procedimentos desta Lei.a idade mínima de dezoito anos. Art. de 10. Os cargos públicos. Título II Do Provimento. 7o A investidura em cargo público ocorrerá com a posse. II . IV . II . V .527.97) V .97) IV .promoção. III . de 20. acessíveis a todos os brasileiros. técnicos e cientistas estrangeiros. 8o São formas de provimento de cargo público: I .12.o gozo dos direitos políticos. 5o São requisitos básicos para investidura em cargo público: I . para provimento em caráter efetivo ou em comissão. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 34 .o nível de escolaridade exigido para o exercício do cargo. Vacância. § 3o As universidades e instituições de pesquisa científica e tecnológica federais poderão prover seus cargos com professores.nomeação. com denominação própria e vencimento pago pelos cofres públicos. de 10.(Revogado pela Lei nº 9. III .Parágrafo único. Art.(Revogado pela Lei nº 9. VI . são criados por lei. § 1o As atribuições do cargo podem justificar a exigência de outros requisitos estabelecidos em lei.12.515.11.a quitação com as obrigações militares e eleitorais.aptidão física e mental. 4o É proibida a prestação de serviços gratuitos. (Incluído pela Lei nº 9. Art.97) Art.527. Redistribuição e Substituição Capítulo I Do Provimento Seção I Disposições Gerais Art. Remoção.

recondução.12. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 35 . conforme dispuserem a lei e o regulamento do respectivo plano de carreira. de 10. podendo ser realizado em duas etapas. sem prejuízo das atribuições do que atualmente ocupa. (Redação dada pela Lei nº 9.12.reversão. de 10. 11. § 1o O prazo de validade do concurso e as condições de sua realização serão fixados em edital. 13. que será publicado no Diário Oficial da União e em jornal diário de grande circulação.97) Parágrafo único. mediante promoção. por igual período.em caráter efetivo. serão estabelecidos pela lei que fixar as diretrizes do sistema de carreira na Administração Pública Federal e seus regulamentos. Seção II Da Nomeação Art.97) (Regulamento) Art. IX .VI .97) Art. no qual deverão constar as atribuições. condicionada a inscrição do candidato ao pagamento do valor fixado no edital.527. (Redação dada pela Lei nº 9. Seção IV Da Posse e do Exercício Art. inclusive na condição de interino. A posse dar-se-á pela assinatura do respectivo termo. podendo ser prorrogado uma única vez. O concurso público terá validade de até 2 (dois ) anos. de 10. 9o A nomeação far-se-á: I . Parágrafo único.em comissão. II . Os demais requisitos para o ingresso e o desenvolvimento do servidor na carreira. A nomeação para cargo de carreira ou cargo isolado de provimento efetivo depende de prévia habilitação em concurso público de provas ou de provas e títulos. § 2o Não se abrirá novo concurso enquanto houver candidato aprovado em concurso anterior com prazo de validade não expirado. obedecidos a ordem de classificação e o prazo de sua validade. 10. VIII .527.reintegração. quando se tratar de cargo isolado de provimento efetivo ou de carreira. em outro cargo de confiança. para cargos de confiança vagos.12.12. 12. de 10. e ressalvadas as hipóteses de isenção nele expressamente previstas.97) Seção III Do Concurso Público Art.aproveitamento.(Redação dada pela Lei nº 9. hipótese em que deverá optar pela remuneração de um deles durante o período da interinidade. VII .527. (Redação dada pela Lei nº 9. O servidor ocupante de cargo em comissão ou de natureza especial poderá ser nomeado para ter exercício. interinamente.527. O concurso será de provas ou de provas e títulos. quando indispensável ao seu custeio.

Parágrafo único. "e" e "f". § 4o Só haverá posse nos casos de provimento de cargo por nomeação. que não poderão ser alterados unilateralmente. de 10. hipótese em que recairá no primeiro dia útil após o término do impedimento. (Redação dada pela Lei nº 9. VIII. (Redação dada pela Lei nº 9. observado o disposto no art. o servidor apresentará ao órgão competente os elementos necessários ao seu assentamento individual. salvo quando o servidor estiver em licença ou afastado por qualquer outro motivo legal. "d". a suspensão.97) § 4o O início do exercício de função de confiança coincidirá com a data de publicação do ato de designação. (Redação dada pela Lei nº 9. 16. de 10. as responsabilidades e os direitos inerentes ao cargo ocupado.527. que é contado no novo posicionamento na carreira a partir da data de publicação do ato que promover o servidor. Art. "b".12. 102. (Redação dada pela Lei nº 9. (Redação dada pela Lei nº 9. III e V do art. emprego ou função pública. em licença prevista nos incisos I.12. que esteja na data de publicação do ato de provimento. IV.12. a interrupção e o reinício do exercício serão registrados no assentamento individual do servidor.527. Parágrafo único. de 10. VI. de 10.527. Art.527. 18. de 10. IX e X do art.97) Art. Ao entrar em exercício. o prazo será contado do término do impedimento. Art.527. (Redação dada pela Lei nº 9. 15. 17. 81. Só poderá ser empossado aquele que for julgado apto física e mentalmente para o exercício do cargo. de 10. por qualquer das partes. alíneas "a". Exercício é o efetivo desempenho das atribuições do cargo público ou da função de confiança.12.12. de 10. (Redação dada pela Lei nº 9.527. § 1o A posse ocorrerá no prazo de trinta dias contados da publicação do ato de provimento.97) § 5o No ato da posse. de 10. § 6o Será tornado sem efeito o ato de provimento se a posse não ocorrer no prazo previsto no § 1o deste artigo. 14. ressalvados os atos de ofício previstos em lei. de Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 36 .97) § 3o A posse poderá dar-se mediante procuração específica.os deveres. o servidor apresentará declaração de bens e valores que constituem seu patrimônio e declaração quanto ao exercício ou não de outro cargo.12.97) § 2o Em se tratando de servidor. O início. contados da data da posse.527.527. se não entrar em exercício nos prazos previstos neste artigo. que não poderá exceder a trinta dias da publicação.97) § 1o É de quinze dias o prazo para o servidor empossado em cargo público entrar em exercício. A promoção não interrompe o tempo de exercício. (Incluído pela Lei nº 9. ou afastado nas hipóteses dos incisos I.12. A posse em cargo público dependerá de prévia inspeção médica oficial. (Redação dada pela Lei nº 9.527.12.97) § 2o O servidor será exonerado do cargo ou será tornado sem efeito o ato de sua designação para função de confiança.97) § 3o À autoridade competente do órgão ou entidade para onde for nomeado ou designado o servidor compete dar-lhe exercício.

(Incluído pela Lei nº 8. cedido ou posto em exercício provisório terá. (Redação dada pela Lei nº 11.91) Art.DAS. contados da publicação do ato. podendo ser convocado sempre que houver interesse da Administração. Os servidores cumprirão jornada de trabalho fixada em razão das atribuições pertinentes aos respectivos cargos. o prazo a que se refere este artigo será contado a partir do término do impedimento.12. e somente poderá ser cedido a outro órgão ou entidade para ocupar cargos de Natureza Especial.12. durante o qual a sua aptidão e capacidade serão objeto de avaliação para o desempenho do cargo.270. de 10. respeitada a duração máxima do trabalho semanal de quarenta horas e observados os limites mínimo e máximo de seis horas e oito horas diárias. de 10.12. II .12. se estável. (Redação dada pela Lei nº 9.527.527. chefia ou assessoramento no órgão ou entidade de lotação. de 10. redistribuído. 18. Ao entrar em exercício. requisitado. será submetida à homologação da autoridade competente a avaliação do desempenho do servidor. (Parágrafo renumerado e alterado pela Lei nº 9. de 17. de níveis 6. de 2008 § 2o O servidor não aprovado no estágio probatório será exonerado ou. 5 e 4.assiduidade. 29. trinta dias de prazo. de 10. (Redação dada pela Lei nº 9. III . de 17. realizada por comissão constituída para essa finalidade.784. respectivamente.270. 20. observado o disposto no art.97) Art. V.10. caput (Incluído pela Lei nº 9. IV . dez e.produtividade.91) § 1o O ocupante de cargo em comissão ou função de confiança submete-se a regime de integral dedicação ao serviço.disciplina.97) § 2o É facultado ao servidor declinar dos prazos estabelecidos no caput.527. O servidor que deva ter exercício em outro município em razão de ter sido removido. observado o disposto no parágrafo único do art. ou equivalentes. (Redação dada pela Lei nº 8. § 1o 4 (quatro) meses antes de findo o período do estágio probatório. 120.responsabilidade. observados os seguinte fatores: (vide EMC nº 19) I . sem prejuízo da continuidade de apuração dos fatores enumerados nos incisos I a V do caput deste artigo. no mínimo.capacidade de iniciativa. § 3o O servidor em estágio probatório poderá exercer quaisquer cargos de provimento em comissão ou funções de direção.97) § 1o Na hipótese de o servidor encontrar-se em licença ou afastado legalmente. para a retomada do efetivo desempenho das atribuições do cargo. cargos de provimento em comissão do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores . o servidor nomeado para cargo de provimento efetivo ficará sujeito a estágio probatório por período de 24 (vinte e quatro) meses. 19.12.97) Art. (Incluído pela Lei nº Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 37 .12.527. de acordo com o que dispuser a lei ou o regulamento da respectiva carreira ou cargo. no máximo.97) § 2o O disposto neste artigo não se aplica a duração de trabalho estabelecida em leis especiais. incluído nesse prazo o tempo necessário para o deslocamento para a nova sede. reconduzido ao cargo anteriormente ocupado.12.

por invalidez. nível de escolaridade e equivalência de vencimentos e. Reversão é o retorno à atividade de servidor aposentado: (Redação dada pela Medida Provisória nº 2. bem assim afastamento para participar de curso de formação decorrente de aprovação em concurso para outro cargo na Administração Pública Federal.12.12. respeitada a habilitação exigida. de 10. de Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 38 . 25. nº 3. e será retomado a partir do término do impedimento. de 10. quando junta médica oficial declarar insubsistentes os motivos da aposentadoria.644. o readaptando será aposentado.527. O servidor estável só perderá o cargo em virtude de sentença judicial transitada em julgado ou de processo administrativo disciplinar no qual lhe seja assegurada ampla defesa.9.97) Seção VIII Da Reversão (Regulamento Dec. 23. 94.225-45. 24. (Incluído pela Lei nº 9.97) Seção V Da Estabilidade Art.2000) Art. 95 e 96.12.(Redação dada pela Lei nº 9. na hipótese de inexistência de cargo vago. desde que: (Incluído pela Medida Provisória nº 2. de 30. 84.225-45. (prazo 3 anos vide EMC nº 19) Art. § 1o Se julgado incapaz para o serviço público.97) § 5o O estágio probatório ficará suspenso durante as licenças e os afastamentos previstos nos arts.12. 22.2001) I .225-45. 83. § 1o. 86 e 96. de 10. de 10. de 10.11.527. de 4. Seção VI Da Transferência Art. 81.97) § 4o Ao servidor em estágio probatório somente poderão ser concedidas as licenças e os afastamentos previstos nos arts. (Revogado pela Lei nº 9. O servidor habilitado em concurso público e empossado em cargo de provimento efetivo adquirirá estabilidade no serviço público ao completar 2 (dois) anos de efetivo exercício.2001) II . até a ocorrência de vaga.9. 21. § 2o A readaptação será efetivada em cargo de atribuições afins.97) Seção VII Da Readaptação Art. Readaptação é a investidura do servidor em cargo de atribuições e responsabilidades compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental verificada em inspeção médica.12.no interesse da administração. incisos I a IV.9. o servidor exercerá suas atribuições como excedente.527.527. bem assim na hipótese de participação em curso de formação. ou (Incluído pela Medida Provisória nº 2.527. de 4. (Incluído pela Lei nº 9.

§ 1o Na hipótese de o cargo ter sido extinto.2001) § 2o O tempo em que o servidor estiver em exercício será considerado para concessão da aposentadoria.9. sem direito à indenização ou aproveitado em outro cargo. de 4. de 4. de 4.225-45. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.2001) Art. (Incluído pela Medida Provisória nº 2. ou. de 4. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.9.9.225-45.9. (Incluído pela Medida Provisória nº 2. o servidor ficará em disponibilidade. (Incluído pela Medida Provisória nº 2. 30 e 31.2001) c) estável quando na atividade. ou no cargo resultante de sua transformação.225-45. a remuneração do cargo que voltar a exercer.9. 26. com ressarcimento de todas as vantagens.225-45.9. em substituição aos proventos da aposentadoria. até a ocorrência de vaga.225-45.225-45. inclusive com as vantagens de natureza pessoal que percebia anteriormente à aposentadoria. de 4.9. encontrando-se provido o cargo. de 4.4. de 4. o seu eventual ocupante será reconduzido ao cargo de origem. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.2001) § 1o A reversão far-se-á no mesmo cargo ou no cargo resultante de sua transformação. (Incluído pela Medida Provisória nº 2. Não poderá reverter o aposentado que já tiver completado 70 (setenta) anos de idade.225-45. de 4. de 4.2001) b) a aposentadoria tenha sido voluntária.225-45. § 2o Encontrando-se provido o cargo. (Revogado pela Medida Provisória nº 2.225-45.2001) § 5o O servidor de que trata o inciso II somente terá os proventos calculados com base nas regras atuais se permanecer pelo menos cinco anos no cargo. (Incluído pela Medida Provisória nº 2. Seção IX Da Reintegração Art.2001) a) tenha solicitado a reversão. ainda. A reintegração é a reinvestidura do servidor estável no cargo anteriormente ocupado. 28.2001) d) a aposentadoria tenha ocorrido nos cinco anos anteriores à solicitação. o servidor exercerá suas atribuições como excedente.225-45.2001) e) haja cargo vago.9. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.9. Seção X Da Recondução Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 39 .9. observado o disposto nos arts.2001) § 6o O Poder Executivo regulamentará o disposto neste artigo. (Incluído pela Medida Provisória nº 2. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.9.9.2001) Art. posto em disponibilidade. de 4. 27. quando invalidada a sua demissão por decisão administrativa ou judicial.2001) § 4o O servidor que retornar à atividade por interesse da administração perceberá.2001) § 3o No caso do inciso I.225-45.9. de 4.225-45. de 4.

reintegração do anterior ocupante. II . de 10.527. IX . até o seu adequado aproveitamento em outro órgão ou entidade. Será tornado sem efeito o aproveitamento e cassada a disponibilidade se o servidor não entrar em exercício no prazo legal. (Parágrafo incluído pela Lei nº 9.12.readaptação.Art.527.(Revogado pela Lei nº 9. Parágrafo único. de 10.12.(Revogado pela Lei nº 9. o servidor será aproveitado em outro.527. II . O órgão Central do Sistema de Pessoal Civil determinará o imediato aproveitamento de servidor em disponibilidade em vaga que vier a ocorrer nos órgãos ou entidades da Administração Pública Federal. Recondução é o retorno do servidor estável ao cargo anteriormente ocupado e decorrerá de: I .97) V .falecimento.promoção. 31.quando não satisfeitas as condições do estágio probatório.97) VI . Na hipótese prevista no § 3o do art.posse em outro cargo inacumulável. observado o disposto no art. 30. A vacância do cargo público decorrerá de: I . de 10. Parágrafo único. o servidor não entrar em exercício no prazo estabelecido. tendo tomado posse.demissão. III .97) Art. 32. 33.exoneração. Art. II . o servidor posto em disponibilidade poderá ser mantido sob responsabilidade do órgão central do Sistema de Pessoal Civil da Administração Federal SIPEC. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 40 . 29. ou de ofício. Parágrafo único. VII .aposentadoria. Capítulo II Da Vacância Art. Art.12.inabilitação em estágio probatório relativo a outro cargo. 37. 30. A exoneração de ofício dar-se-á: I . Encontrando-se provido o cargo de origem. O retorno à atividade de servidor em disponibilidade far-se-á mediante aproveitamento obrigatório em cargo de atribuições e vencimentos compatíveis com o anteriormente ocupado. A exoneração de cargo efetivo dar-se-á a pedido do servidor. VIII . salvo doença comprovada por junta médica oficial. 34. Seção XI Da Disponibilidade e do Aproveitamento Art.quando. IV .

de 10. de 10. com prévia apreciação do órgão central do SIPEC.527.97) Capítulo III Da Remoção e da Redistribuição Seção I Da Remoção Art.12.12. Parágrafo único.527.97) c) em virtude de processo seletivo promovido. (Incluído pela Lei nº 9.97) IV .97) I . de 10. II . (Incluído pela Lei nº 9. independentemente do interesse da Administração: (Incluído pela Lei nº 9. de 10.97) III . de 10.12. com ou sem mudança de sede.527.a pedido.de ofício. de 10. também servidor público civil ou militar. para outra localidade. de 10.12.equivalência de vencimentos.527. do Distrito Federal e dos Municípios.a juízo da autoridade competente. companheiro ou dependente que viva às suas expensas e conste do seu assentamento funcional. Redistribuição é o deslocamento de cargo de provimento efetivo. de 10. no âmbito do mesmo quadro. a critério da Administração.527.97) III .12.527. no interesse da Administração.97) I .12.a pedido do próprio servidor. de 10. condicionada à comprovação por junta médica oficial. Para fins do disposto neste artigo.12. de 10. de qualquer dos Poderes da União.12. observados os seguintes preceitos: (Redação dada pela Lei nº 9.97) Seção II Da Redistribuição Art.12.12.527.(Incluído pela Lei nº 9. dos Estados.97) II . na hipótese em que o número de interessados for superior ao número de vagas.97) Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 41 .527.12.97) a) para acompanhar cônjuge ou companheiro. A exoneração de cargo em comissão e a dispensa de função de confiança dar-se-á: (Redação dada pela Lei nº 9. de 10.97) b) por motivo de saúde do servidor.Art.97) II . de 10. para outro órgão ou entidade do mesmo Poder.vinculação entre os graus de responsabilidade e complexidade das atividades.12.527. que foi deslocado no interesse da Administração. (Revogado pela Lei nº 9. (Incluído pela Lei nº 9. de 10. entende-se por modalidades de remoção: (Redação dada pela Lei nº 9.527.interesse da administração.12.12. (Incluído pela Lei nº 9. a pedido ou de ofício.527.527. 35. cônjuge. 37. (Incluído pela Lei nº 9.527. Parágrafo único. de acordo com normas preestabelecidas pelo órgão ou entidade em que aqueles estejam lotados. Remoção é o deslocamento do servidor. 36.527. ocupado ou vago no âmbito do quadro geral de pessoal. de 10. (Incluído pela Lei nº 9. (Incluído pela Lei nº 9.a pedido. (Incluído pela Lei nº 9.manutenção da essência das atribuições do cargo.97) I .

12. de 10. 30 e 31.V . de 10. (Parágrafo renumerado e alterado pela Lei nº 9.527. e ter exercício provisório.12. de 10.97) § 1o O substituto assumirá automática e cumulativamente. extinção ou criação de órgão ou entidade. de 10. o exercício do cargo ou função de direção ou chefia e os de Natureza Especial. até seu adequado aproveitamento.527. inclusive nos casos de reorganização. O disposto no artigo anterior aplica-se aos titulares de unidades administrativas organizadas em nível de assessoria. paga na proporção dos dias de efetiva substituição.12. que excederem o referido período. (Incluído pela Lei nº 9. de 10.527. superiores a trinta dias consecutivos.12. 38. 40. nos casos dos afastamentos ou impedimentos legais do titular.mesmo nível de escolaridade.97) § 3o Nos casos de reorganização ou extinção de órgão ou entidade.97) Art. (Redação dada pela Lei nº 9.527. Os servidores investidos em cargo ou função de direção ou chefia e os ocupantes de cargo de Natureza Especial terão substitutos indicados no regimento interno ou. de 10. até seu aproveitamento na forma dos arts. impedimentos legais ou regulamentares do titular e na vacância do cargo.97) § 1o A redistribuição ocorrerá ex officio para ajustamento de lotação e da força de trabalho às necessidades dos serviços. (Incluído pela Lei nº 9.527. de 10.527. (Incluído pela Lei nº 9.compatibilidade entre as atribuições do cargo e as finalidades institucionais do órgão ou entidade.97) § 2o A redistribuição de cargos efetivos vagos se dará mediante ato conjunto entre o órgão central do SIPEC e os órgãos e entidades da Administração Pública Federal envolvidos.97) § 4o O servidor que não for redistribuído ou colocado em disponibilidade poderá ser mantido sob responsabilidade do órgão central do SIPEC. o servidor estável que não for redistribuído será colocado em disponibilidade.12. extinto o cargo ou declarada sua desnecessidade no órgão ou entidade.12.97) § 2o O substituto fará jus à retribuição pelo exercício do cargo ou função de direção ou chefia ou de cargo de Natureza Especial. em outro órgão ou entidade. 39.527. sem prejuízo do cargo que ocupa. especialidade ou habilitação profissional. (Incluído pela Lei nº 9. Título III Dos Direitos e Vantagens Capítulo I Do Vencimento e da Remuneração Art.12.12. nos afastamentos. (Redação dada pela Lei nº 9.527.12. Vencimento é a retribuição pecuniária pelo exercício de cargo público. hipóteses em que deverá optar pela remuneração de um deles durante o respectivo período.97) Capítulo IV Da Substituição Art. de 10. (Redação dada pela Lei nº 9.97) VI . com valor fixado em Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 42 . previamente designados pelo dirigente máximo do órgão ou entidade. (Incluído pela Lei nº 9. no caso de omissão. de 10.527.

de 10. a ser estabelecida pela chefia imediata. § 2o O servidor investido em cargo em comissão de órgão ou entidade diversa da de sua lotação receberá a remuneração de acordo com o estabelecido no § 1o do art.784. (Incluído pela Lei nº 9. § 4o É assegurada a isonomia de vencimentos para cargos de atribuições iguais ou assemelhadas do mesmo Poder. nenhum desconto incidirá sobre a remuneração ou provento. 41. de 2. ausências justificadas.97) II . Mediante autorização do servidor. 61.624. no âmbito dos respectivos Poderes. 45.a remuneração do dia em que faltar ao serviço. poderá haver consignação em folha de pagamento a favor de terceiros.a parcela de remuneração diária.624. acrescido das vantagens de caráter permanente. de 2. ressalvadas as concessões de que trata o art.527. a título de remuneração. 97. (Regulamento) Parágrafo único. de 10. Salvo por imposição legal. Parágrafo único. de 2008 Art. As reposições e indenizações ao erário.12. salvo na hipótese de compensação de horário. ou entre servidores dos três Poderes. e saídas antecipadas. 44. (Redação dada pela Lei nº 9.527. Parágrafo único.12. sem motivo justificado. Excluem-se do teto de remuneração as vantagens previstas nos incisos II a VII do art. acrescido das vantagens pecuniárias permanentes estabelecidas em lei. Art. 62.527. é irredutível.97) Art. Remuneração é o vencimento do cargo efetivo.98) (Vide Lei nº 9. a critério da administração e com reposição de custos. 93. Nenhum servidor poderá perceber.12. § 1o A remuneração do servidor investido em função ou cargo em comissão será paga na forma prevista no art. serão previamente Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 43 . de 10. atualizadas até 30 de junho de 1994. § 3o O vencimento do cargo efetivo. na forma definida em regulamento. 42. mensalmente. (Redação dada pela Lei nº 9. em espécie. pelos Ministros de Estado. por membros do Congresso Nacional e Ministros do Supremo Tribunal Federal. As faltas justificadas decorrentes de caso fortuito ou de força maior poderão ser compensadas a critério da chefia imediata. Art.784. de 2008) Art.97) Parágrafo único.98) Art. proporcional aos atrasos. (Revogado pela Lei nº 9. O servidor perderá: I . 43. a qualquer título. sendo assim consideradas como efetivo exercício. § 5o Nenhum servidor receberá remuneração inferior ao salário mínimo. até o mês subseqüente ao da ocorrência.4. ou mandado judicial.lei. (Revogado pela Lei nº 11. (Incluído pela Lei nº 11.4. 46. importância superior à soma dos valores percebidos como remuneração. ressalvadas as vantagens de caráter individual e as relativas à natureza ou ao local de trabalho.

indenizações. a pedido do interessado. exceto nos casos de prestação de alimentos resultante de decisão judicial. Constituem indenizações ao servidor: I .transporte. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2. III .225-45. 49. Seção I Das Indenizações Art.9. aposentado ou ao pensionista. para pagamento. § 2o As gratificações e os adicionais incorporam-se ao vencimento ou provento. a remuneração e o provento não serão objeto de arresto. que for demitido. II . de 4. de 4. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2. seqüestro ou penhora.2001) Parágrafo único. a reposição será feita imediatamente.2001) § 3o Na hipótese de valores recebidos em decorrência de cumprimento a decisão liminar. § 1o As indenizações não se incorporam ao vencimento ou provento para qualquer efeito. III . provento ou pensão.225-45.9. de 4. A não quitação do débito no prazo previsto implicará sua inscrição em dívida ativa.adicionais. 50. II .9.2001) Art.2001) Art. de 4. exonerado ou que tiver sua aposentadoria ou disponibilidade cassada. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.diárias. Além do vencimento. 48. podendo ser parceladas. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2. de 4.9. nos casos e condições indicados em lei. O servidor em débito com o erário.2001) § 2o Quando o pagamento indevido houver ocorrido no mês anterior ao do processamento da folha. nem acumuladas.2001) § 1o O valor de cada parcela não poderá ser inferior ao correspondente a dez por cento da remuneração. serão eles atualizados até a data da reposição.gratificações. em uma única parcela. O vencimento. 51.9. a tutela antecipada ou a sentença que venha a ser revogada ou rescindida. Capítulo II Das Vantagens Art.comunicadas ao servidor ativo. poderão ser pagas ao servidor as seguintes vantagens: I . Art. sob o mesmo título ou idêntico fundamento.225-45. para efeito de concessão de quaisquer outros acréscimos pecuniários ulteriores.ajuda de custo. 47. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 44 .22545. no prazo máximo de trinta dias.225-45. terá o prazo de sessenta dias para quitar o débito.225-45. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.9. As vantagens pecuniárias não serão computadas. de 4.

56. em virtude de mandato eletivo. não podendo exceder a importância correspondente a 3 (três) meses. compreendendo passagem. as despesas extraordinárias cobertas por diárias. vedado o duplo pagamento de indenização. de 2006) Subseção I Da Ajuda de Custo Art. contado do óbito.527. O servidor que. Subseção II Das Diárias Art. assim como as condições para a sua concessão.97) § 1o Correm por conta da administração as despesas de transporte do servidor e de sua família. Art. 57. 58.(Redação dada pela Lei nº 9.12. Não será concedida ajuda de custo ao servidor que se afastar do cargo. for nomeado para cargo em comissão. sendo devida pela metade quando o deslocamento não exigir pernoite fora da sede. 51. alimentação e locomoção urbana. no caso de o cônjuge ou companheiro que detenha também a condição de servidor. Art. conforme dispuser em regulamento. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 45 . ou quando a União custear. fará jus a passagens e diárias destinadas a indenizar as parcelas de despesas extraordinária com pousada. dentro do prazo de 1 (um) ano. de 10. passar a ter exercício em nova sede. § 2o À família do servidor que falecer na nova sede são assegurados ajuda de custo e transporte para a localidade de origem. (Redação dada pela Lei nº 9. 54.527. Art. de 10. serão estabelecidos em regulamento.12. injustificadamente.(Incluído pela Lei nº 11.355.auxílio-moradia. 55. Os valores das indenizações estabelecidas nos incisos I a III do art. vier a ter exercício na mesma sede. O servidor ficará obrigado a restituir a ajuda de custo quando. Será concedida ajuda de custo àquele que. 53. com mudança de domicílio em caráter permanente. por meio diverso. bagagem e bens pessoais. de 2006) Art. (Redação dada pela Lei nº 9. a ajuda de custo será paga pelo órgão cessionário. com mudança de domicílio. não sendo servidor da União. afastar-se da sede em caráter eventual ou transitório para outro ponto do território nacional ou para o exterior. Art. a qualquer tempo. (Redação dada pela Lei nº 11. A ajuda de custo destina-se a compensar as despesas de instalação do servidor que.97) § 1o A diária será concedida por dia de afastamento. Parágrafo único. quando cabível. conforme se dispuser em regulamento. não se apresentar na nova sede no prazo de 30 (trinta) dias. No afastamento previsto no inciso I do art. 52.527. a serviço. no interesse do serviço. § 3o Também não fará jus a diárias o servidor que se deslocar dentro da mesma região metropolitana.IV . ou reassumi-lo.355. o servidor não fará jus a diárias. A ajuda de custo é calculada sobre a remuneração do servidor.12. de 10. 93.97) § 2o Nos casos em que o deslocamento da sede constituir exigência permanente do cargo.

cuja jurisdição e competência dos órgãos. O servidor que receber diárias e não se afastar da sede.o Município no qual assuma o cargo em comissão ou função de confiança não se enquadre nas hipóteses do art. Subseção IV Do Auxílio-Moradia (Incluído pela Lei nº 11. ou em áreas de controle integrado mantidas com países limítrofes.355. no prazo previsto no caput.DAS.355. de 10. nos doze meses que antecederem a sua nomeação. incluída a hipótese de lote edificado sem averbação de construção. Conceder-se-á auxílio-moradia ao servidor se atendidos os seguintes requisitos: (Incluído pela Lei nº 11. desconsiderando-se prazo inferior a sessenta dias dentro desse período. 58.355. Na hipótese de o servidor retornar à sede em prazo menor do que o previsto para o seu afastamento. 60-A.o cônjuge ou companheiro do servidor não ocupe imóvel funcional. Conceder-se-á indenização de transporte ao servidor que realizar despesas com a utilização de meio próprio de locomoção para a execução de serviços externos. (Incluído pela Lei nº 11. por força das atribuições próprias do cargo. em relação ao local de residência ou domicílio do servidor. 60.o servidor tenha se mudado do local de residência para ocupar cargo em comissão ou função de confiança do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores .aglomeração urbana ou microrregião. (Incluído pela Lei nº 11. de Ministro de Estado ou equivalentes. de 2006) II . promitente comprador.o servidor ou seu cônjuge ou companheiro não seja ou tenha sido proprietário. 59. caput Subseção III Da Indenização de Transporte Art.355. no prazo de um mês após a comprovação da despesa pelo servidor. (Incluído pela Lei nº 11.355. aonde for exercer o cargo em comissão ou função de confiança.527.97) Art. de 2006) Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 46 .nenhuma outra pessoa que resida com o servidor receba auxílio-moradia. restituirá as diárias recebidas em excesso.355. de 2006) III . Parágrafo único. de 2006) V . de 2006) IV . nos últimos doze meses. entidades e servidores brasileiros considera-se estendida.12.355. (Incluído pela Lei nº 11. 60-B.o servidor não tenha sido domiciliado ou tenha residido no Município. de 2006) Art.355. de 2006) VII . (Incluído pela Lei nº 9. (Incluído pela Lei nº 11. conforme se dispuser em regulamento.355. de 2006) Art. cessionário ou promitente cessionário de imóvel no Município aonde for exercer o cargo. e (Incluído pela Lei nº 11. de 2006) VI . fica obrigado a restituí-las integralmente. de Natureza Especial. 5 e 6. salvo se houver pernoite fora da sede.não exista imóvel funcional disponível para uso pelo servidor. constituídas por municípios limítrofes e regularmente instituídas.355. níveis 4. (Incluído pela Lei nº 11. de 2006) I . por qualquer motivo. § 3o. O auxílio-moradia consiste no ressarcimento das despesas comprovadamente realizadas pelo servidor com aluguel de moradia ou com meio de hospedagem administrado por empresa hoteleira. no prazo de 5 (cinco) dias. (Incluído pela Lei nº 11. hipóteses em que as diárias pagas serão sempre as fixadas para os afastamentos dentro do território nacional.

(Incluído pela Lei nº 11.gratificação natalina. VI .9. (Incluído pela Lei nº 11.527. de 2007) Parágrafo único.97) II .490. o parágrafo único do citado art. 60-E. VII . de 2008 Art. não se aplicando. (Incluído pela Lei nº 11.784. perigosas ou penosas. de 2008 § 1o O valor do auxílio-moradia não poderá superar 25% (vinte e cinco por cento) da remuneração de Ministro de Estado. de 4. de 10.(Revogado pela Medida Provisória nº 2. de 2008 § 2o Independentemente do valor do cargo em comissão ou função comissionada.784. além do disposto no caput deste artigo.adicional pelo exercício de atividades insalubres. de 10. no caso.784. de 2006) Art. 60-C.adicional noturno. de 2008 Parágrafo único.o deslocamento tenha ocorrido após 30 de junho de 2006. colocação de imóvel funcional à disposição do servidor ou aquisição de imóvel.12. serão deferidos aos servidores as seguintes retribuições.2001) IV . Transcorrido o prazo de 8 (oito) anos dentro de cada período de 12 (doze) anos. relativos ao local ou à natureza do trabalho. de 2006) IX . O auxílio-moradia não será concedido por prazo superior a 8 (oito) anos dentro de cada período de 12 (doze) anos.12. (Incluído pela Lei nº 11.527. função comissionada ou cargo de Ministro de Estado ocupado.784. (Incluído pela Lei nº 11. 60-D.355.00 (mil e oitocentos reais). o pagamento somente será retomado se observados. (Incluído pela Lei nº 11. 60-B desta Lei.outros. 61. V . gratificações e adicionais: (Redação dada pela Lei nº 9.adicional pela prestação de serviço extraordinário. chefia e assessoramento. de 2006) Seção II Das Gratificações e Adicionais Art.retribuição pelo exercício de função de direção. (Redação dada pela Lei nº 9. III . Para fins do inciso VII. os requisitos do caput do art. (Incluído pela Lei nº 11. não será considerado o prazo no qual o servidor estava ocupando outro cargo em comissão relacionado no inciso V.VIII . fica garantido a todos os que preencherem os requisitos o ressarcimento até o valor de R$ 1.adicional de férias.97) I . o auxílio-moradia continuará sendo pago por um mês. exoneração.o deslocamento não tenha sido por força de alteração de lotação ou nomeação para cargo efetivo. O valor mensal do auxílio-moradia é limitado a 25% (vinte e cinco por cento) do valor do cargo em comissão. VIII .355.gratificação por encargo de curso ou concurso. (Incluído pela Lei nº 11. No caso de falecimento.800.314 de 2006) Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 47 . IX .225-45.355. (Incluído pela Lei nº 11. 60-B. de 2008 Art.784. Além do vencimento e das vantagens previstas nesta Lei. (Incluído pela Lei nº 11.

64. (Redação dada pela Lei nº 9. 67. Subseção III Do Adicional por Tempo de Serviço Art. por mês de exercício no respectivo ano. e o art.9. chefia ou assessoramento.VPNI a incorporação da retribuição pelo exercício de função de direção. de 10. respeitadas as situações constituídas até 8.225-45. (VETADO).225-45. 3o e 10 da Lei no 8.97) Parágrafo único. (Revogado pela Medida Provisória nº 2.97) Art. A fração igual ou superior a 15 (quinze) dias será considerada como mês integral. Parágrafo único. Art. 62. de 10. Chefia e Assessoramento (Redação dada pela Lei nº 9. A gratificação natalina não será considerada para cálculo de qualquer vantagem pecuniária. 3o da Lei no 9.12. A VPNI de que trata o caput deste artigo somente estará sujeita às revisões gerais de remuneração dos servidores públicos federais.12.911.624.1999) Subseção IV Dos Adicionais de Insalubridade. proporcionalmente aos meses de exercício. Os servidores que trabalhem com habitualidade em locais insalubres ou em contato permanente com substâncias tóxicas. Fica transformada em Vantagem Pessoal Nominalmente Identificada . (Incluído pela Medida Provisória nº 2. 63.12. 62-A. de 11 de julho de 1994. 66.527. chefia ou assessoramento. fazem jus a um adicional sobre o vencimento do cargo efetivo. Ao servidor ocupante de cargo efetivo investido em função de direção.9. 68. de 4. A gratificação natalina corresponde a 1/12 (um doze avos) da remuneração a que o servidor fizer jus no mês de dezembro.3. Art. cargo de provimento em comissão ou de Natureza Especial é devida retribuição pelo seu exercício. de 4. A gratificação será paga até o dia 20 (vinte) do mês de dezembro de cada ano.2001) Subseção II Da Gratificação Natalina Art. § 1o O servidor que fizer jus aos adicionais de insalubridade e de periculosidade deverá optar por um deles. radioativas ou com risco de vida. § 2o O direito ao adicional de insalubridade ou periculosidade cessa com a eliminação das condições Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 48 .Subseção I Da Retribuição pelo Exercício de Função de Direção. 9o. (Incluído pela Medida Provisória nº 2. Parágrafo único. Art.(Redação dada pela Lei nº 9.527.97) Art.527.2001) Parágrafo único. O servidor exonerado perceberá sua gratificação natalina. de 10. de 2001. Lei específica estabelecerá a remuneração dos cargos em comissão de que trata o inciso II do art. calculada sobre a remuneração do mês da exoneração. Periculosidade ou Atividades Penosas Art.225-45. 65. cargo de provimento em comissão ou de Natureza Especial a que se referem os arts. de 2 de abril de 1998.

exercendo suas atividades em local salubre e em serviço não penoso e não perigoso. Independentemente de solicitação. a respectiva vantagem será considerada no cálculo do adicional de que trata este artigo. enquanto durar a gestação e a lactação. 75. Art. 69. Em se tratando de serviço extraordinário. No caso de o servidor exercer função de direção. chefia ou assessoramento. O serviço extraordinário será remunerado com acréscimo de 50% (cinqüenta por cento) em relação à hora normal de trabalho. 73. nos termos. 71. serão observadas as situações estabelecidas em legislação específica. Subseção V Do Adicional por Serviço Extraordinário Art. condições e limites fixados em regulamento. Parágrafo único. respeitado o limite máximo de 2 (duas) horas por jornada. computando-se cada hora como cinqüenta e dois minutos e trinta segundos. de insalubridade e de periculosidade. Art. Subseção VII Do Adicional de Férias Art. Subseção VIII Da Gratificação por Encargo de Curso ou Concurso Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 49 . 70. Parágrafo único. por ocasião das férias. 72. Somente será permitido serviço extraordinário para atender a situações excepcionais e temporárias. Art. o acréscimo de que trata este artigo incidirá sobre a remuneração prevista no art. 73. 76. O serviço noturno. Na concessão dos adicionais de atividades penosas. insalubres ou perigosos. será pago ao servidor. Subseção VI Do Adicional Noturno Art.ou dos riscos que deram causa a sua concessão. prestado em horário compreendido entre 22 (vinte e duas) horas de um dia e 5 (cinco) horas do dia seguinte. O adicional de atividade penosa será devido aos servidores em exercício em zonas de fronteira ou em localidades cujas condições de vida o justifiquem. A servidora gestante ou lactante será afastada. Art. ou ocupar cargo em comissão. um adicional correspondente a 1/3 (um terço) da remuneração do período das férias. de modo que as doses de radiação ionizante não ultrapassem o nível máximo previsto na legislação própria. terá o valor-hora acrescido de 25% (vinte e cinco por cento). 74. das operações e locais previstos neste artigo. Os locais de trabalho e os servidores que operam com Raios X ou substâncias radioativas serão mantidos sob controle permanente. Parágrafo único. Haverá permanente controle da atividade de servidores em operações ou locais considerados penosos. Os servidores a que se refere este artigo serão submetidos a exames médicos a cada 6 (seis) meses. Parágrafo único. Art.

observados os seguintes parâmetros: (Incluído pela Lei nº 11. em caráter eventual: (Incluído pela Lei nº 11. 77. incidentes sobre o maior vencimento básico da administração pública federal: (Incluído pela Lei nº 11. em se tratando de atividade prevista nos incisos III e IV do caput deste artigo. coordenação. 98 desta Lei. para elaboração de questões de provas ou para julgamento de recursos intentados por candidatos. até o máximo de dois Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 50 .314 de 2006) III . execução e avaliação de resultado. O servidor fará jus a trinta dias de férias. (Incluído pela Lei nº 11. (Incluído pela Lei nº 11. supervisão.314 de 2006) III . devidamente justificada e previamente aprovada pela autoridade máxima do órgão ou entidade. de desenvolvimento ou de treinamento regularmente instituído no âmbito da administração pública federal.participar da aplicação. para análise curricular. (Incluído pela Lei nº 11.314 de 2006) § 1o Os critérios de concessão e os limites da gratificação de que trata este artigo serão fixados em regulamento. observadas a natureza e a complexidade da atividade exercida. (Incluído pela Lei nº 11.501. de 2007) b) 1.participar da logística de preparação e de realização de concurso público envolvendo atividades de planejamento.participar de banca examinadora ou de comissão para exames orais. que podem ser acumuladas. para correção de provas discursivas.314 de 2006) (Regulamento) I .314 de 2006) § 3o A Gratificação por Encargo de Curso ou Concurso não se incorpora ao vencimento ou salário do servidor para qualquer efeito e não poderá ser utilizada como base de cálculo para quaisquer outras vantagens. inclusive para fins de cálculo dos proventos da aposentadoria e das pensões.(Incluído pela Lei nº 11. em se tratando de atividades previstas nos incisos I e II do caput deste artigo.2% (dois inteiros e dois décimos por cento).314 de 2006) IV . (Redação dada pela Lei nº 11. na forma do § 4o do art. (Incluído pela Lei nº 11. de 2007) § 2o A Gratificação por Encargo de Curso ou Concurso somente será paga se as atividades referidas nos incisos do caput deste artigo forem exercidas sem prejuízo das atribuições do cargo de que o servidor for titular.a retribuição não poderá ser superior ao equivalente a 120 (cento e vinte) horas de trabalho anuais.314 de 2006) a) 2.314 de 2006) II . (Incluído pela Lei nº 11. quando tais atividades não estiverem incluídas entre as suas atribuições permanentes. A Gratificação por Encargo de Curso ou Concurso é devida ao servidor que. que poderá autorizar o acréscimo de até 120 (cento e vinte) horas de trabalho anuais. (Incluído pela Lei nº 11. (Incluído pela Lei nº 11.o valor da gratificação será calculado em horas. fiscalizar ou avaliar provas de exame vestibular ou de concurso público ou supervisionar essas atividades.atuar como instrutor em curso de formação.501. 76-A.2% (um inteiro e dois décimos por cento).314 de 2006) Capítulo III Das Férias Art. (Redação dada pela Lei nº 11.314 de 2006) II . devendo ser objeto de compensação de carga horária quando desempenhadas durante a jornada de trabalho.o valor máximo da hora trabalhada corresponderá aos seguintes percentuais.314 de 2006) Art. ressalvada situação de excepcionalidade.314 de 2006) I .

para o serviço militar. proibida em qualquer hipótese a acumulação. de 10. de 10. de 10.8.97) (Férias de Ministro . III . de 10.por motivo de doença em pessoa da família. (Redação dada pela Lei nº 9.para atividade política.216. na proporção de um doze avos por mês de efetivo exercício. de 13. As férias somente poderão ser interrompidas por motivo de calamidade pública.527. O pagamento da remuneração das férias será efetuado até 2 (dois) dias antes do início do respectivo período. (Incluído pela Lei nº 9. desde que assim requeridas pelo servidor. observando-se o disposto no § 1o deste artigo.525.por motivo de afastamento do cônjuge ou companheiro.527. 80. Parágrafo único. ou fração superior a quatorze dias. e no interesse da administração pública.525.12. II . ou por necessidade do serviço declarada pela autoridade máxima do órgão ou entidade. de 13. 78. § 3o As férias poderão ser parceladas em até três etapas.12. § 2o É vedado levar à conta de férias qualquer falta ao serviço.97) (Férias de Ministro .91) § 4o A indenização será calculada com base na remuneração do mês em que for publicado o ato exoneratório. de 10.12.12. O restante do período interrompido será gozado de uma só vez.Vide) § 1o Para o primeiro período aquisitivo de férias serão exigidos 12 (doze) meses de exercício.12.97) Art.525.períodos. perceberá indenização relativa ao período das férias a que tiver direito e ao incompleto.527. 81.(Redação dada pela Lei nº 9. (Férias de Ministro .97) Art. no caso de necessidade do serviço.Vide) Parágrafo único. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 51 . 7 o da Constituição Federal quando da utilização do primeiro período. Conceder-se-á ao servidor licença: I . ressalvadas as hipóteses em que haja legislação específica.527. IV .8.12.91) § 5o Em caso de parcelamento. 79. de 10.97) Art.Vide) § 1° e § 2° (Revogado pela Lei nº 9. de 10. ou em comissão. (Incluído pela Lei nº 8. observado o disposto no art. por semestre de atividade profissional. comoção interna. (Incluído pela Lei nº 9. serviço militar ou eleitoral. O servidor que opera direta e permanentemente com Raios X ou substâncias radioativas gozará 20 (vinte) dias consecutivos de férias. (Incluído pela Lei nº 8. convocação para júri. o servidor receberá o valor adicional previsto no inciso XVII do art.97) Capítulo IV Das Licenças Seção I Disposições Gerais Art. 77.12.97) § 3o O servidor exonerado do cargo efetivo.216. (Revogado pela Lei nº 9. (Incluído pela Lei nº 9.

97) VI . de 2010) I . de 10. concedidas em um mesmo período de 12 (doze) meses.269. de 2009) § 1o A licença somente será deferida se a assistência direta do servidor for indispensável e não puder ser prestada simultaneamente com o exercício do cargo ou mediante compensação de horário. 204 desta Lei. 83.V .12. consecutivos ou não. (Redação dada pela Lei nº 11. (Redação dada pela Lei nº 11. de 2010) II . dos filhos. para o exterior ou para o exercício de mandato eletivo dos Poderes Executivo e Legislativo. (Incluído pela Lei nº 12.12. incluídas as prorrogações.269. e (Incluído pela Lei nº 12. consecutivos ou não.907. de 10.527. VII .para desempenho de mandato classista. dos pais. 84. Poderá ser concedida licença ao servidor para acompanhar cônjuge ou companheiro que foi deslocado para outro ponto do território nacional. de 2010) § 3o O início do interstício de 12 (doze) meses será contado a partir da data do deferimento da primeira licença concedida.269. incluídas as respectivas prorrogações. não poderá ultrapassar os limites estabelecidos nos incisos I e II do § 2o. mantida a remuneração do servidor. observado o disposto no art. do padrasto ou madrasta e enteado. poderá ser concedida a cada período de doze meses nas seguintes condições: (Redação dada pela Lei nº 12. (Redação dada pela Lei nº 9. observado o disposto no § 3o. 82.12. ou dependente que viva a suas expensas e conste do seu assentamento funcional. (Incluído pela Lei nº 12.97) § 3o É vedado o exercício de atividade remunerada durante o período da licença prevista no inciso I deste artigo. (Incluído pela Lei nº 12.907. Seção II Da Licença por Motivo de Doença em Pessoa da Família Art. Poderá ser concedida licença ao servidor por motivo de doença do cônjuge ou companheiro.por até 90 (noventa) dias. de 2010) Seção III Da Licença por Motivo de Afastamento do Cônjuge Art. de 2009) § 2o (Revogado pela Lei nº 9. A licença concedida dentro de 60 (sessenta) dias do término de outra da mesma espécie será considerada como prorrogação. na forma do disposto no inciso II do art.por até 60 (sessenta) dias.269.para capacitação.269. sem remuneração. 44. de 10.527. mediante comprovação por perícia médica oficial. Art. de 2010) § 4o A soma das licenças remuneradas e das licenças não remuneradas.527.97) § 2o A licença de que trata o caput. (Redação dada pela Lei nº 9. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 52 .para tratar de interesses particulares. § 1o A licença prevista no inciso I do caput deste artigo bem como cada uma de suas prorrogações serão precedidas de exame por perícia médica oficial.

527. 90. o servidor terá até 30 (trinta) dias sem remuneração para reassumir o exercício do cargo. de 10. (Revogado pela Lei Art.527. durante o período que mediar entre a sua escolha em convenção partidária. no interesse da Administração.97) Parágrafo único. de 10. (Redação dada pela Lei nº 9. Parágrafo único. por até três meses. civil ou militar. (Redação dada pela Lei nº 9. a partir do dia imediato ao do registro de sua candidatura perante a Justiça Eleitoral. 88.12. (Revogado pela Lei nº 9. § 1o O servidor candidato a cargo eletivo na localidade onde desempenha suas funções e que exerça cargo de direção. até o décimo dia seguinte ao do pleito.12. dele será afastado. de 10.97) Seção IV Da Licença para o Serviço Militar Art.97) Art. de 10.97) Seção VI Da Licença-Prêmio por Assiduidade Da Licença para Capacitação (Redação dada pela Lei nº 9.527. chefia. desde que para o exercício de atividade compatível com o seu cargo. Concluído o serviço militar.12. de 10.97) Art. arrecadação ou fiscalização.12. somente pelo período de três meses. sem remuneração. de 10. Os períodos de licença de que trata o caput não são acumuláveis.12. e a véspera do registro de sua candidatura perante a Justiça Eleitoral.527.12.97) § 2o A partir do registro da candidatura e até o décimo dia seguinte ao da eleição. 85. O servidor terá direito a licença.12. o servidor fará jus à licença.527. (Redação dada pela Lei nº 9.527.(Redação dada pela Lei nº 9.527.12. como candidato a cargo eletivo. autárquica ou fundacional. (VETADO). de qualquer dos Poderes da União. afastar-se do exercício do cargo efetivo. 86.97) . Ao servidor convocado para o serviço militar será concedida licença.97) Art. (Redação dada pela Lei nº 9. dos Estados. o servidor poderá.§ 1o A licença será por prazo indeterminado e sem remuneração. assessoramento. 87. para participar de curso de capacitação profissional. com a respectiva remuneração. § 2o No deslocamento de servidor cujo cônjuge ou companheiro também seja servidor público. Após cada qüinqüênio de efetivo exercício. de 10. 89. poderá haver exercício provisório em órgão ou entidade da Administração Federal direta. Seção V Da Licença para Atividade Política Art. assegurados os vencimentos do cargo efetivo.527. na forma e condições previstas na legislação específica. de 10. do Distrito Federal e dos Municípios. Seção VII Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 53 nº 9.

97) § 2° A licença terá duração igual à do mandato. A critério da Administração. 102 desta Lei. de 3. licenças para o trato de assuntos particulares pelo prazo de até três anos consecutivos.12. o ônus da remuneração será do órgão ou entidade cessionária. sem remuneração. observado o disposto na alínea c do inciso VIII do art. 93.270. a pedido do servidor ou no interesse do serviço.(Redação dada pela Lei nº 8.para entidades com até 5. (Inciso incluído pela Lei nº 9. poderão ser concedidas ao servidor ocupante de cargo efetivo. associação de classe de âmbito nacional.001 a 30. um servidor.2001) Seção VIII Da Licença para o Desempenho de Mandato Classista Art. a qualquer tempo. ou do Distrito Federal e dos Municípios.Da Licença para Tratar de Interesses Particulares Art. federação.270.12. 92.000 associados. nas seguintes hipóteses: (Redação dada pela Lei nº 8.em casos previstos em leis específicas. A licença poderá ser interrompida.12.97) II . de 17. sindicato representativo da categoria ou entidade fiscalizadora da profissão ou. podendo ser prorrogada.12. conforme disposto em regulamento e observados os seguintes limites: (Redação dada pela Lei nº 11.527. ainda. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2. dos Estados. (Redação dada pela Lei nº 9. O servidor poderá ser cedido para ter exercício em outro órgão ou entidade dos Poderes da União.91) II .527.9.270.2002) (Regulamento) I .000 associados. de 2005) (Regulamento) I .527. de 4. sendo a cessão para órgãos ou entidades dos Estados.12. mantido o ônus para o Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 54 . dois servidores.para entidades com 5.225-45. e por uma única vez. de 10.094.12. (Inciso incluído pela Lei nº 9. de 10.97) § 1o Somente poderão ser licenciados servidores eleitos para cargos de direção ou representação nas referidas entidades. para participar de gerência ou administração em sociedade cooperativa constituída por servidores públicos para prestar serviços a seus membros.527. três servidores.para entidades com mais de 30. de 10. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2. no caso de reeleição.91) § 1o Na hipótese do inciso I.000 associados.12.97) III .91) (Regulamento) (Vide Decreto nº 4.225-45.12. 91. desde que cadastradas no Ministério da Administração Federal e Reforma do Estado. desde que não esteja em estágio probatório. do Distrito Federal ou dos Municípios. de 17. (Inciso incluído pela Lei nº 9. de 4. de 10.para exercício de cargo em comissão ou função de confiança.9.2001) Parágrafo único.493. de 17. É assegurado ao servidor o direito à licença sem remuneração para o desempenho de mandato em confederação. Capítulo V Dos Afastamentos Seção I Do Afastamento para Servir a Outro Órgão ou Entidade Art. (Redação dada pela Lei nº 8.

o servidor contribuirá para a seguridade social como se em exercício estivesse. poderá determinar a lotação ou o exercício de empregado ou servidor.6.270. 94. de 25. (Incluído pela Lei nº 10. em se tratando de empregado ou servidor por ela requisitado. será afastado do cargo. o servidor do Poder Executivo poderá ter exercício em outro órgão da Administração Federal direta que não tenha quadro próprio de pessoal. (Incluído pela Lei nº 8. sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 55 .91) § 2º Na hipótese de o servidor cedido a empresa pública ou sociedade de economia mista.470. de 25. perceberá as vantagens de seu cargo. independem das disposições contidas nos incisos I e II e §§ 1º e 2º deste artigo. § 1o No caso de afastamento do cargo.12. sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo.investido no mandato de Prefeito. independentemente da observância do constante no inciso I e nos §§ 1º e 2º deste artigo. (Incluído pela Lei nº 10.2002) § 7° O Ministério do Planejamento. as disposições dos §§ 1º e 2º deste artigo.375.91) § 5º Aplica-se à União. a entidade cessionária efetuará o reembolso das despesas realizadas pelo órgão ou entidade de origem.270. que receba recursos de Tesouro Nacional para o custeio total ou parcial da sua folha de pagamento de pessoal. exceto nos casos de ocupação de cargo em comissão ou função gratificada. de 17. sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração.tratando-se de mandato federal. (Redação dada pela Lei nº 8. § 2o O servidor investido em mandato eletivo ou classista não poderá ser removido ou redistribuído de ofício para localidade diversa daquela onde exerce o mandato. estadual ou distrital.6.cedente nos demais casos.470.2002) (Vide Decreto nº 5. optar pela remuneração do cargo efetivo ou pela remuneração do cargo efetivo acrescida de percentual da retribuição do cargo em comissão. de 2005) Seção II Do Afastamento para Exercício de Mandato Eletivo Art. Ao servidor investido em mandato eletivo aplicam-se as seguintes disposições: I . (Redação dada pela Lei nº 11. Orçamento e Gestão. de 25.6. II . (Redação dada pela Lei nº 8.270. nos termos das respectivas normas.investido no mandato de vereador: a) havendo compatibilidade de horário. de 17. para fim determinado e a prazo certo. Orçamento e Gestão. de 17. de 2006) § 3o A cessão far-se-á mediante Portaria publicada no Diário Oficial da União.2002) § 6º As cessões de empregados de empresa pública ou de sociedade de economia mista. b) não havendo compatibilidade de horário. ficando o exercício do empregado cedido condicionado a autorização específica do Ministério do Planejamento.470. III .12. com a finalidade de promover a composição da força de trabalho dos órgãos e entidades da Administração Pública Federal. será afastado do cargo.355. ficará afastado do cargo.91) § 4o Mediante autorização expressa do Presidente da República.12. (Redação dada pela Lei nº 10.

incluído o período de estágio probatório. nos quatro anos anteriores à data da solicitação de afastamento. e desde que a participação não possa ocorrer simultaneamente com o exercício do cargo ou mediante compensação de horário. serão disciplinadas em regulamento. (Incluído pela Lei nº 11.907. e que não tenham se afastado por licença para tratar de assuntos particulares ou com fundamento neste artigo. O afastamento de servidor para servir em organismo internacional de que o Brasil participe ou com o qual coopere dar-se-á com perda total da remuneração.907. afastar-se do exercício do cargo efetivo.907. somente decorrido igual período. 96-A. para participar em programa de pós-graduação stricto sensu em instituição de ensino superior no País. § 2o Ao servidor beneficiado pelo disposto neste artigo não será concedida exoneração ou licença para tratar de interesse particular antes de decorrido período igual ao do afastamento. que serão avaliados por um comitê constituído para este fim. O servidor poderá. incluído o período de estágio probatório.269. com a respectiva remuneração. inclusive no que se refere à remuneração do servidor. Presidente dos Órgãos do Poder Legislativo e Presidente do Supremo Tribunal Federal.Seção III Do Afastamento para Estudo ou Missão no Exterior Art. (Incluído pela Lei nº 11. § 3o O disposto neste artigo não se aplica aos servidores da carreira diplomática. em conformidade com a legislação vigente. de 2009) § 3o Os afastamentos para realização de programas de pós-doutorado somente serão concedidos aos servidores titulares de cargos efetivo no respectivo órgão ou entidade há pelo menos quatro anos. condições e formas para a autorização de que trata este artigo. de 2009) § 1o Ato do dirigente máximo do órgão ou entidade definirá. com ou sem afastamento do servidor. de 2000) Seção IV (Incluído pela Lei nº 11.456. 95. sem autorização do Presidente da República. que não tenham se afastado por licença para tratar de assuntos particulares para gozo de licença capacitação ou com fundamento neste artigo nos 2 (dois) anos anteriores à data da solicitação de afastamento. de 10.97) Art. O servidor não poderá ausentar-se do País para estudo ou missão oficial. de 2009) § 2o Os afastamentos para realização de programas de mestrado e doutorado somente serão concedidos aos servidores titulares de cargos efetivos no respectivo órgão ou entidade há pelo menos 3 (três) anos para mestrado e 4 (quatro) anos para doutorado. no interesse da Administração.907. ressalvada a hipótese de ressarcimento da despesa havida com seu afastamento. e finda a missão ou estudo. de 2009) Do Afastamento para Participação em Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu no País Art. de 2010) Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 56 . § 4o As hipóteses. (Incluído pela Lei nº 9. 96. será permitida nova ausência. (Redação dada pela Lei nº 12. (Vide Decreto nº 3. os programas de capacitação e os critérios para participação em programas de pós-graduação no País. (Incluído pela Lei nº 11. § 1o A ausência não excederá a 4 (quatro) anos.12.527.

95 desta Lei.501. deverá ressarcir o órgão ou entidade. a critério do dirigente máximo do órgão ou entidade.por 2 (dois) dias. enteados. de 2009) § 7o Aplica-se à participação em programa de pós-graduação no Exterior. para doação de sangue. poderá o servidor ausentar-se do serviço: I .97) § 2o Também será concedido horário especial ao servidor portador de deficiência. (Redação dada pela Lei nº 11. madrasta ou padrasto.12.por 8 (oito) dias consecutivos em razão de : a) casamento. de 2009) § 5o Caso o servidor venha a solicitar exoneração do cargo ou aposentadoria. salvo na hipótese comprovada de força maior ou de caso fortuito. pais. menor sob guarda ou tutela e irmãos. ao servidor que desempenhe atividade prevista nos incisos I e II do caput do art. § 1o Para efeito do disposto neste artigo. respeitada a duração semanal do trabalho. na Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 57 . exigindo-se. filho ou dependente portador de deficiência física. antes de cumprido o período de permanência previsto no § 4o deste artigo. de 2007) Art.97) § 3o As disposições do parágrafo anterior são extensivas ao servidor que tenha cônjuge. de 10. filhos. b) falecimento do cônjuge. (Incluído pela Lei nº 11.907. de 2009) § 6o Caso o servidor não obtenha o título ou grau que justificou seu afastamento no período previsto. 99. será exigida a compensação de horário no órgão ou entidade que tiver exercício. (Incluído pela Lei nº 11. quando comprovada a necessidade por junta médica oficial. 98.907.112.527. II . de 2009) Capítulo VI Das Concessões Art. porém.12. Ao servidor estudante que mudar de sede no interesse da administração é assegurada. (Incluído pela Lei nº 9. Sem qualquer prejuízo. (Incluído pela Lei nº 11. companheiro. Será concedido horário especial ao servidor estudante. compensação de horário na forma do inciso II do art.por 1 (um) dia. neste caso. III . dos gastos com seu aperfeiçoamento.97) § 4o Será igualmente concedido horário especial. 97. sem prejuízo do exercício do cargo. o disposto nos §§ 1o a 6o deste artigo. (Incluído pela Lei nº 11. aplica-se o disposto no § 5o deste artigo. Art. de 10.§ 4o Os servidores beneficiados pelos afastamentos previstos nos §§ 1o. 44. na forma do art. autorizado nos termos do art. vinculado à compensação de horário a ser efetivada no prazo de até 1 (um) ano. quando comprovada a incompatibilidade entre o horário escolar e o da repartição. 47 da Lei no 8.12. 76-A desta Lei.527.907. (Incluído pela Lei nº 9.527. (Parágrafo renumerado e alterado pela Lei nº 9. para se alistar como eleitor.907. 2o e 3o deste artigo terão que permanecer no exercício de suas funções após o seu retorno por um período igual ao do afastamento concedido. independentemente de compensação de horário. de 10. de 11 de dezembro de 1990.

em órgão ou entidade dos Poderes da União.12.júri e outros serviços obrigatórios por lei. exceto para efeito de promoção por merecimento. 102.527.12. de 10. Municípios e Distrito Federal.12. Parágrafo único. em qualquer época. conforme dispuser o regulamento.participação em programa de treinamento regularmente instituído ou em programa de pósgraduação stricto sensu no País.97) c) para o desempenho de mandato classista ou participação de gerência ou administração em sociedade cooperativa constituída por servidores para prestar serviços a seus membros. aos filhos. É contado para todos os efeitos o tempo de serviço público federal. independentemente de vaga. matrícula em instituição de ensino congênere. em qualquer parte do território nacional.12. b) para tratamento da própria saúde. quando autorizado o afastamento. (Revogado pela Lei nº 9.exercício de cargo em comissão ou equivalente.97) Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 58 . (Redação dada pela Lei nº 11. IV . (Redação dada pela Lei nº 9. à adotante e à paternidade. III . municipal ou do Distrito Federal. estadual.094.97) Art.licença: a) à gestante. Parágrafo único. até o limite de vinte e quatro meses. (Redação dada pela Lei nº 9. bem como aos menores sob sua guarda. VII . conforme dispuser o regulamento.527. dos Estados. que serão convertidos em anos.missão ou estudo no exterior. de 2009) V . são considerados como de efetivo exercício os afastamentos em virtude de: I . Além das ausências ao serviço previstas no art. de 10. com autorização judicial. por nomeação do Presidente da República. (Redação dada pela Lei nº 11. de 10.desempenho de mandato eletivo federal. A apuração do tempo de serviço será feita em dias.97) VIII . de 10. exceto para promoção por merecimento. considerado o ano como de trezentos e sessenta e cinco dias. Capítulo VII Do Tempo de Serviço Art. ou enteados do servidor que vivam na sua companhia.localidade da nova residência ou na mais próxima.907. 101. II . cumulativo ao longo do tempo de serviço público prestado à União. (Redação dada pela Lei nº 9. Art.férias.527. inclusive o prestado às Forças Armadas. VI .exercício de cargo ou função de governo ou administração. e) para capacitação. O disposto neste artigo estende-se ao cônjuge ou companheiro. de 2005) d) por motivo de acidente em serviço ou doença profissional. 100.527. em cargo de provimento efetivo. 97. conforme dispuser o regulamento.

(Vide Lei nº 12.a licença para atividade política. com remuneração. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 59 . Art.527.o tempo de licença para tratamento da própria saúde que exceder o prazo a que se refere a alínea "b" do inciso VIII do art. § 2o Será contado em dobro o tempo de serviço prestado às Forças Armadas em operações de guerra. 86. IX . vinculada à Previdência Social. no País ou no exterior. anterior ao ingresso no serviço público federal.a licença para tratamento de saúde de pessoal da família do servidor. Contar-se-á apenas para efeito de aposentadoria e disponibilidade: I . não podendo ser renovado. II . X . conforme disposto em lei específica. 107. Cabe pedido de reconsideração à autoridade que houver expedido o ato ou proferido a primeira decisão.300. II .97) Art. estadual. Estado.269.o tempo de serviço em atividade privada. de 2010) Parágrafo único. (Redação dada pela Lei nº 12.300.527. 102. Municípios e Distrito Federal. Distrito Federal e Município.o tempo correspondente ao desempenho de mandato eletivo federal. O requerimento e o pedido de reconsideração de que tratam os artigos anteriores deverão ser despachados no prazo de 5 (cinco) dias e decididos dentro de 30 (trinta) dias.f) por convocação para o serviço militar. § 3o É vedada a contagem cumulativa de tempo de serviço prestado concomitantemente em mais de um cargo ou função de órgão ou entidades dos Poderes da União.o tempo de serviço público prestado aos Estados.97) § 1o O tempo em que o servidor esteve aposentado será contado apenas para nova aposentadoria.o tempo de serviço relativo a tiro de guerra. O requerimento será dirigido à autoridade competente para decidi-lo e encaminhado por intermédio daquela a que estiver imediatamente subordinado o requerente. que exceder a 30 (trinta) dias em período de 12 (doze) meses. Art. Art. 104. em defesa de direito ou interesse legítimo. de 2010) I . É assegurado ao servidor o direito de requerer aos Poderes Públicos. de 10. (Incluído pela Lei nº 9. fundação pública. 105. sociedade de economia mista e empresa pública. § 2o. municipal ou distrital.12. VI . 103. de 2010) III . 18. VII . IV . Capítulo VIII Do Direito de Petição Art. autarquia.deslocamento para a nova sede de que trata o art. de 10.das decisões sobre os recursos sucessivamente interpostos.participação em competição desportiva nacional ou convocação para integrar representação desportiva nacional. no caso do art. V . 106.12. Caberá recurso: (Vide Lei nº 12. XI . (Incluído pela Lei nº 9.do indeferimento do pedido de reconsideração.afastamento para servir em organismo internacional de que o Brasil participe ou com o qual coopere.

Art. Parágrafo único. não podendo ser relevada pela administração. 112. Para o exercício do direito de petição.em 120 (cento e vinte) dias. 109. quando o ato não for publicado. Art. (Vide Lei nº 12. ressalvadas as protegidas por sigilo. 115. 116. sucessivamente. O direito de requerer prescreve: I . O prazo de prescrição será contado da data da publicação do ato impugnado ou da data da ciência pelo interessado. 110. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 60 . a juízo da autoridade competente. 113. b) à expedição de certidões requeridas para defesa de direito ou esclarecimento de situações de interesse pessoal. § 2o O recurso será encaminhado por intermédio da autoridade a que estiver imediatamente subordinado o requerente. II . quanto aos atos de demissão e de cassação de aposentadoria ou disponibilidade. em escala ascendente. Título IV Do Regime Disciplinar Capítulo I Dos Deveres Art. V . A prescrição é de ordem pública.ser leal às instituições a que servir.exercer com zelo e dedicação as atribuições do cargo. salvo quando outro prazo for fixado em lei. os efeitos da decisão retroagirão à data do ato impugnado. Art. Art.atender com presteza: a) ao público em geral. ou que afetem interesse patrimonial e créditos resultantes das relações de trabalho. A administração deverá rever seus atos. São deveres do servidor: I .em 5 (cinco) anos. prestando as informações requeridas. Art. interrompem a prescrição. Art. Art. 114.§ 1o O recurso será dirigido à autoridade imediatamente superior à que tiver expedido o ato ou proferido a decisão. a contar da publicação ou da ciência. é assegurada vista do processo ou documento. III . nos demais casos. quando eivados de ilegalidade. às demais autoridades. O prazo para interposição de pedido de reconsideração ou de recurso é de 30 (trinta) dias. Parágrafo único. II . São fatais e improrrogáveis os prazos estabelecidos neste Capítulo. da decisão recorrida. e.300. IV . ao servidor ou a procurador por ele constituído. na repartição. salvo motivo de força maior. Em caso de provimento do pedido de reconsideração ou do recurso.observar as normas legais e regulamentares. pelo interessado. a qualquer tempo. exceto quando manifestamente ilegais.cumprir as ordens superiores. quando cabíveis. de 2010) Art. O recurso poderá ser recebido com efeito suspensivo. 108. O pedido de reconsideração e o recurso. 111.

cotista ou comanditário. omissão ou abuso de poder. X .recusar fé a documentos públicos. VII . presente ou vantagem de qualquer espécie. em razão de suas atribuições. IX .225-45. VI .manter conduta compatível com a moralidade administrativa. IV . XII . A representação de que trata o inciso XII será encaminhada pela via hierárquica e apreciada pela autoridade superior àquela contra a qual é formulada. 117. Parágrafo único. VII . X . II . V .promover manifestação de apreço ou desapreço no recinto da repartição. XI .c) às requisições para a defesa da Fazenda Pública.cometer a pessoa estranha à repartição. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 61 . exercer o comércio.guardar sigilo sobre assunto da repartição.9. cônjuge. como procurador ou intermediário. fora dos casos previstos em lei. exceto na qualidade de acionista. Ao servidor é proibido: (Vide Medida Provisória nº 2. VI .784. (Redação dada pela Lei nº 11. sem prévia anuência da autoridade competente.zelar pela economia do material e a conservação do patrimônio público.receber propina. VIII . o desempenho de atribuição que seja de sua responsabilidade ou de seu subordinado. junto a repartições públicas.opor resistência injustificada ao andamento de documento e processo ou execução de serviço.manter sob sua chefia imediata.2001) I .valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem. IX .participar de gerência ou administração de sociedade privada.tratar com urbanidade as pessoas. personificada ou não personificada.representar contra ilegalidade. companheiro ou parente até o segundo grau civil. qualquer documento ou objeto da repartição. sem prévia autorização do chefe imediato. e de cônjuge ou companheiro. de 4. assegurando-se ao representando ampla defesa. comissão. de 2008 XI .atuar. ou a partido político. Capítulo II Das Proibições Art.ser assíduo e pontual ao serviço.ausentar-se do serviço durante o expediente.levar ao conhecimento da autoridade superior as irregularidades de que tiver ciência em razão do cargo. VIII . XII . III . em detrimento da dignidade da função pública. em cargo ou função de confiança.coagir ou aliciar subordinados no sentido de filiarem-se a associação profissional ou sindical.retirar. salvo quando se tratar de benefícios previdenciários ou assistenciais de parentes até o segundo grau.

a respeito.XIII . 91 desta Lei. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2. participação no capital social ou em sociedade cooperativa constituída para prestar serviços a seus membros.aceitar comissão.12. (Redação dada pela Lei nº 9. direta ou indiretamente. de 4. ainda que lícita. exceto em situações de emergência e transitórias. § 2o A acumulação de cargos.527. XIX . de 10.12.proceder de forma desidiosa. na forma do art. XVII .praticar usura sob qualquer de suas formas. XV . é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos. (Incluído pela Lei nº 9. dos Estados. do Distrito Federal.9. e (Incluído pela Lei nº 11. O servidor não poderá exercer mais de um cargo em comissão. XVI . bem como quaisquer empresas ou entidades em que a União.cometer a outro servidor atribuições estranhas ao cargo que ocupa. A vedação de que trata o inciso X do caput deste artigo não se aplica nos seguintes casos: (Incluído pela Lei nº 11. exceto no caso previsto no parágrafo único do art.225-45. suas subsidiárias e controladas. empregos e funções em autarquias. (Incluído pela Lei nº 9. observada a legislação sobre conflito de interesses.784.97) Parágrafo único. de 2008 Capítulo III Da Acumulação Art.97) Parágrafo único. de 10. sociedades de economia mista da União. XVIII . 9o. direta ou indiretamente.participação nos conselhos de administração e fiscal de empresas ou entidades em que a União detenha. fica condicionada à comprovação da compatibilidade de horários. de 2008 II .exercer quaisquer atividades que sejam incompatíveis com o exercício do cargo ou função e com o horário de trabalho.527. 118. (Incluído pela Lei nº 11. § 1o A proibição de acumular estende-se a cargos. empresas públicas.784. emprego ou pensão de estado estrangeiro. salvo quando os cargos de que decorram essas remunerações forem acumuláveis na atividade.12. XIV . nem ser remunerado pela participação em órgão de deliberação coletiva. 119. de 10. Ressalvados os casos previstos na Constituição. dos Territórios e dos Municípios. O disposto neste artigo não se aplica à remuneração devida pela participação em conselhos de administração e fiscal das empresas públicas e sociedades de economia mista.527. observado o que.gozo de licença para o trato de interesses particulares. detenha participação no capital social. dispuser legislação específica.2001) Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 62 .97) Art. fundações públicas. § 3o Considera-se acumulação proibida a percepção de vencimento de cargo ou emprego público efetivo com proventos da inatividade.utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição em serviços ou atividades particulares.784. de 2008 I .recusar-se a atualizar seus dados cadastrais quando solicitado.

Art. Art.destituição de cargo em comissão. § 2o Tratando-se de dano causado a terceiros. 128. Art. Capítulo V Das Penalidades Art. O servidor responde civil. A responsabilidade penal abrange os crimes e contravenções imputadas ao servidor. 124. II . salvo na hipótese em que houver compatibilidade de horário e local com o exercício de um deles. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 63 . ficará afastado de ambos os cargos efetivos. 122.destituição de função comissionada. 121.97) Capítulo IV Das Responsabilidades Art. § 3o A obrigação de reparar o dano estende-se aos sucessores e contra eles será executada. Art.527. A responsabilidade civil decorre de ato omissivo ou comissivo. 46. 120. 125. na falta de outros bens que assegurem a execução do débito pela via judicial. A responsabilidade civil-administrativa resulta de ato omissivo ou comissivo praticado no desempenho do cargo ou função. quando investido em cargo de provimento em comissão. penal e administrativamente pelo exercício irregular de suas atribuições. as circunstâncias agravantes ou atenuantes e os antecedentes funcionais. As sanções civis. III . nessa qualidade.12.demissão. os danos que dela provierem para o serviço público. IV . em ação regressiva. A responsabilidade administrativa do servidor será afastada no caso de absolvição criminal que negue a existência do fato ou sua autoria. sendo independentes entre si.(Redação dada pela Lei nº 9.cassação de aposentadoria ou disponibilidade. Art. até o limite do valor da herança recebida. 127.advertência. que acumular licitamente dois cargos efetivos. VI . 126. declarada pelas autoridades máximas dos órgãos ou entidades envolvidos. de 10. doloso ou culposo. São penalidades disciplinares: I . V . O servidor vinculado ao regime desta Lei. Na aplicação das penalidades serão consideradas a natureza e a gravidade da infração cometida. penais e administrativas poderão cumular-se. Art. responderá o servidor perante a Fazenda Pública. 123. § 1o A indenização de prejuízo dolosamente causado ao erário somente será liquidada na forma prevista no art. que resulte em prejuízo ao erário ou a terceiros. Art.suspensão.

que não justifique imposição de penalidade mais grave. (Redação dada pela Lei nº 9. 130. 143 notificará o servidor. empregos ou funções públicas.crime contra a administração pública.corrupção. salvo em legítima defesa própria ou de outrem. 117. por intermédio de sua chefia imediata. 132. Art.acumulação ilegal de cargos. Art. a servidor ou a particular. VII . Art. de 10. nos casos de violação de proibição constante do art. para Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 64 . III .insubordinação grave em serviço. incisos I a VIII e XIX. A advertência será aplicada por escrito.12. respectivamente. § 1o Será punido com suspensão de até 15 (quinze) dias o servidor que. e de inobservância de dever funcional previsto em lei. a autoridade a que se refere o art. VI . II .97) Art. XIII .abandono de cargo. ficando o servidor obrigado a permanecer em serviço. 129. praticado nova infração disciplinar. As penalidades de advertência e de suspensão terão seus registros cancelados. 133. (Incluído pela Lei nº 9. O ato de imposição da penalidade mencionará sempre o fundamento legal e a causa da sanção disciplinar. VIII .ofensa física. cessando os efeitos da penalidade uma vez cumprida a determinação.97) Art. nesse período.12.inassiduidade habitual. A suspensão será aplicada em caso de reincidência das faltas punidas com advertência e de violação das demais proibições que não tipifiquem infração sujeita a penalidade de demissão.incontinência pública e conduta escandalosa. XII . Detectada a qualquer tempo a acumulação ilegal de cargos. injustificadamente.527. na repartição.transgressão dos incisos IX a XVI do art.lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio nacional. empregos ou funções públicas. após o decurso de 3 (três) e 5 (cinco) anos de efetivo exercício. X . recusar-se a ser submetido a inspeção médica determinada pela autoridade competente. O cancelamento da penalidade não surtirá efeitos retroativos. em serviço. de 10. regulamentação ou norma interna. não podendo exceder de 90 (noventa) dias. 131. A demissão será aplicada nos seguintes casos: I . 117. na base de 50% (cinqüenta por cento) por dia de vencimento ou remuneração. § 2o Quando houver conveniência para o serviço.527. Parágrafo único. IV .revelação de segredo do qual se apropriou em razão do cargo.improbidade administrativa. IX . XI .aplicação irregular de dinheiros públicos. a penalidade de suspensão poderá ser convertida em multa. se o servidor não houver.Parágrafo único. V .

12. hipótese em que os órgãos ou entidades de vinculação serão comunicados.97) § 6o Caracterizada a acumulação ilegal e provada a má-fé. 167. (Incluído pela Lei nº 9. de 10. a ser composta por dois servidores estáveis.97) § 7o O prazo para a conclusão do processo administrativo disciplinar submetido ao rito sumário não excederá trinta dias.527.12.97) § 3o Apresentada a defesa. assegurando-se-lhe vista do processo na repartição. de 10. para. contados do recebimento do processo.527.97) § 4o No prazo de cinco dias. o disposto no § 3o do art.527. admitida a sua prorrogação por até quinze dias. observado o disposto nos arts. até três dias após a publicação do ato que a constituiu. (Incluído pela Lei nº 9.527.12.12.apresentar opção no prazo improrrogável de dez dias.97) II . cujo processo administrativo disciplinar se desenvolverá nas seguintes fases:(Redação dada pela Lei nº 9. (Redação dada pela Lei nº 9.527. de 10. destituição ou cassação de aposentadoria ou disponibilidade em relação aos cargos. (Incluído pela Lei nº 9.97) Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 65 .97) § 2o A comissão lavrará.12.527. ou por intermédio de sua chefia imediata. (Incluído pela Lei nº 9. e a materialidade pela descrição dos cargos. subsidiariamente. defesa e relatório.12. contados da data da ciência e. adotará procedimento sumário para a sua apuração e regularização imediata. termo de indiciação em que serão transcritas as informações de que trata o parágrafo anterior. de 10. de 10. empregos ou funções públicas em regime de acumulação ilegal.instauração. do horário de trabalho e do correspondente regime jurídico.97) III .12.527.12.97) § 1o A indicação da autoria de que trata o inciso I dar-se-á pelo nome e matrícula do servidor. de 10.97) § 5o A opção pelo servidor até o último dia de prazo para defesa configurará sua boa-fé.527. hipótese em que se converterá automaticamente em pedido de exoneração do outro cargo. aplicar-se-á a pena de demissão. contados da data de publicação do ato que constituir a comissão.12.12.527. quando for o caso. observando-se. apresentar defesa escrita. opinará sobre a licitude da acumulação em exame. no prazo de cinco dias. empregos ou funções públicas em situação de acumulação ilegal. em que resumirá as peças principais dos autos. de 10. de 10. (Incluído pela Lei nº 9.527.12. aplicando-se. na hipótese de omissão. 163 e 164. com a publicação do ato que constituir a comissão.12. indicará o respectivo dispositivo legal e remeterá o processo à autoridade instauradora. de 10. e simultaneamente indicar a autoria e a materialidade da transgressão objeto da apuração. bem como promoverá a citação pessoal do servidor indiciado. de 10. (Incluído pela Lei nº 9. (Incluído pela Lei nº 9.97) I . (Incluído pela Lei nº 9.97) § 8o O procedimento sumário rege-se pelas disposições deste artigo. dos órgãos ou entidades de vinculação. das datas de ingresso.527. a comissão elaborará relatório conclusivo quanto à inocência ou à responsabilidade do servidor. de 10.julgamento. (Incluído pela Lei nº 9. para julgamento. as disposições dos Títulos IV e V desta Lei. no que lhe for aplicável. que compreende indiciação. quando as circunstâncias o exigirem. de 10. (Redação dada pela Lei nº 9.527.instrução sumária. a autoridade julgadora proferirá a sua decisão.

observando-se especialmente que: (Redação dada pela Lei nº 9.12. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 66 . por sessenta dias. Não poderá retornar ao serviço público federal o servidor que for demitido ou destituído do cargo em comissão por infringência do art. 136. Na apuração de abandono de cargo ou inassiduidade habitual.a indicação da materialidade dar-se-á: (Incluído pela Lei nº 9. 140. (Incluído pela Lei nº 9.Art. indicará o respectivo dispositivo legal. 132. incisos IX e XI. Parágrafo único. sobre a intencionalidade da ausência ao serviço superior a trinta dias e remeterá o processo à autoridade instauradora para julgamento . 137. ou entidade. As penalidades disciplinares serão aplicadas: I . Parágrafo único. de 10. durante o período de doze meses. durante o período de doze meses. Art. Art. pela indicação dos dias de falta ao serviço sem causa justificada. Entende-se por inassiduidade habitual a falta ao serviço. X e XI do art. por período igual ou superior a sessenta dias interpoladamente. implica a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário. na hipótese de abandono de cargo.527. na atividade.pelo Presidente da República. quando se tratar de demissão e cassação de aposentadoria ou disponibilidade de servidor vinculado ao respectivo Poder. órgão. 134. em que resumirá as peças principais dos autos. pelos Presidentes das Casas do Poder Legislativo e dos Tribunais Federais e pelo Procurador-Geral da República. A destituição de cargo em comissão exercido por não ocupante de cargo efetivo será aplicada nos casos de infração sujeita às penalidades de suspensão e de demissão. de 10. II . sem causa justificada. 139. por infringência do art. Art.527. 132.97) b) no caso de inassiduidade habitual. interpoladamente. 138. nos casos dos incisos IV. 117. VIII. 133. a exoneração efetuada nos termos do art.527. Será cassada a aposentadoria ou a disponibilidade do inativo que houver praticado.12.97) I . Art. (Incluído pela Lei nº 9. Art. incompatibiliza o ex-servidor para nova investidura em cargo público federal. opinará. falta punível com a demissão. pela indicação precisa do período de ausência intencional do servidor ao serviço superior a trinta dias. 141. A demissão ou a destituição de cargo em comissão. de 10. também será adotado o procedimento sumário a que se refere o art.97) a) na hipótese de abandono de cargo.12.527. IV. de 10. VIII. sem prejuízo da ação penal cabível. 35 será convertida em destituição de cargo em comissão. Constatada a hipótese de que trata este artigo. incisos I.97) II .12. Configura abandono de cargo a ausência intencional do servidor ao serviço por mais de trinta dias consecutivos. X e XI. 135. Art.após a apresentação da defesa a comissão elaborará relatório conclusivo quanto à inocência ou à responsabilidade do servidor.527. A demissão ou a destituição de cargo em comissão. pelo prazo de 5 (cinco) anos.12.pelas autoridades administrativas de hierarquia imediatamente inferior àquelas mencionadas no inciso anterior quando se tratar de suspensão superior a 30 (trinta) dias. (Incluído pela Lei nº 9.97) Art. de 10.

em 5 (cinco) anos. nos casos de advertência ou de suspensão de até 30 (trinta) dias. III . poderá ser promovida por autoridade de órgão ou entidade diverso daquele em que tenha ocorrido a irregularidade.204.204. 142. delegada em caráter permanente ou temporário pelo Presidente da República. IV . por falta de objeto. § 1o O prazo de prescrição começa a correr da data em que o fato se tornou conhecido. A autoridade que tiver ciência de irregularidade no serviço público é obrigada a promover a sua apuração imediata. no âmbito do respectivo Poder.em 2 (dois) anos. desde que contenham a identificação e o endereço do denunciante e sejam formuladas por escrito. § 4o Interrompido o curso da prescrição. preservadas as competências para o julgamento que se seguir à apuração. pelos presidentes das Casas do Poder Legislativo e dos Tribunais Federais e pelo Procurador-Geral da República. Da sindicância poderá resultar: Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 67 . § 3o A abertura de sindicância ou a instauração de processo disciplinar interrompe a prescrição. (Incluído pela Lei nº 9.pela autoridade que houver feito a nomeação. 144. até a decisão final proferida por autoridade competente. 143. o prazo começará a correr a partir do dia em que cessar a interrupção. confirmada a autenticidade. Quando o fato narrado não configurar evidente infração disciplinar ou ilícito penal. cassação de aposentadoria ou disponibilidade e destituição de cargo em comissão. II . A ação disciplinar prescreverá: I .97) Art. Art. Art. § 2o Os prazos de prescrição previstos na lei penal aplicam-se às infrações disciplinares capituladas também como crime. a denúncia será arquivada. As denúncias sobre irregularidades serão objeto de apuração. assegurada ao acusado ampla defesa. quanto às infrações puníveis com demissão.pelo chefe da repartição e outras autoridades na forma dos respectivos regimentos ou regulamentos. 145. mediante sindicância ou processo administrativo disciplinar.527. quando se tratar de destituição de cargo em comissão.III . Parágrafo único. quanto á advertência. de 2005) § 2o (Revogado pela Lei nº 11.12. caput por solicitação da autoridade a que se refere. quanto à suspensão. § 1o (Revogado pela Lei nº 11. de 10. de 2005) § 3o A apuração de que trata o caput.em 180 (cento e oitenta) dias. Título V Do Processo Administrativo Disciplinar Capítulo I Disposições Gerais Art. mediante competência específica para tal finalidade. órgão ou entidade.

II . 143. O prazo para conclusão da sindicância não excederá 30 (trinta) dias. § 2o Não poderá participar de comissão de sindicância ou de inquérito. cônjuge.instauração. com a publicação do ato que constituir a comissão. até o terceiro grau. Parágrafo único. de demissão. 152. (Redação dada pela Lei nº 9. III . Parágrafo único. cassação de aposentadoria ou disponibilidade. que indicará.arquivamento do processo. 147.97) § 1o A Comissão terá como secretário servidor designado pelo seu presidente. 146. companheiro ou parente do acusado. ou que tenha relação com as atribuições do cargo em que se encontre investido. defesa e relatório. findo o qual cessarão os seus efeitos. em linha reta ou colateral. O afastamento poderá ser prorrogado por igual prazo. a autoridade instauradora do processo disciplinar poderá determinar o seu afastamento do exercício do cargo. de 10. ou destituição de cargo em comissão. dentre eles.527. ainda que não concluído o processo. III . 151. observado o disposto no § 3o do art. Parágrafo único. ou ter nível de escolaridade igual ou superior ao do indiciado. Art. Sempre que o ilícito praticado pelo servidor ensejar a imposição de penalidade de suspensão por mais de 30 (trinta) dias. A Comissão exercerá suas atividades com independência e imparcialidade. Capítulo II Do Afastamento Preventivo Art.inquérito administrativo. Como medida cautelar e a fim de que o servidor não venha a influir na apuração da irregularidade. que compreende instrução. o seu presidente. será obrigatória a instauração de processo disciplinar. sem prejuízo da remuneração. O processo disciplinar é o instrumento destinado a apurar responsabilidade de servidor por infração praticada no exercício de suas atribuições. 148. que deverá ser ocupante de cargo efetivo superior ou de mesmo nível. contados da Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 68 .I . pelo prazo de até 60 (sessenta) dias. 150. O processo disciplinar será conduzido por comissão composta de três servidores estáveis designados pela autoridade competente. Art. podendo a indicação recair em um de seus membros. As reuniões e as audiências das comissões terão caráter reservado. O prazo para a conclusão do processo disciplinar não excederá 60 (sessenta) dias.aplicação de penalidade de advertência ou suspensão de até 30 (trinta) dias. podendo ser prorrogado por igual período.instauração de processo disciplinar. II .12. a critério da autoridade superior. O processo disciplinar se desenvolve nas seguintes fases: I . Art. consangüíneo ou afim.julgamento. Capítulo III Do Processo Disciplinar Art. Art. assegurado o sigilo necessário à elucidação do fato ou exigido pelo interesse da administração. Art. 149.

Art. assegurada ao acusado ampla defesa. § 1o Sempre que necessário. 155. ou de nenhum interesse para o esclarecimento dos fatos. Se a testemunha for servidor público. proceder-se-á à acareação entre os depoentes. objetivando a coleta de prova. a técnicos e peritos. com a utilização dos meios e recursos admitidos em direito. devendo a segunda via. Parágrafo único. como peça informativa da instrução. de modo a permitir a completa elucidação dos fatos. Os autos da sindicância integrarão o processo disciplinar. quando a comprovação do fato independer de conhecimento especial de perito. quando necessário. com a indicação do dia e hora marcados para inquirição. Art. até a entrega do relatório final. independentemente da imediata instauração do processo disciplinar. Art. investigações e diligências cabíveis. § 1o As testemunhas serão inquiridas separadamente. não sendo lícito à testemunha trazê-lo por escrito. Seção I Do Inquérito Art. 154. § 1o No caso de mais de um acusado. meramente protelatórios. Na hipótese de o relatório da sindicância concluir que a infração está capitulada como ilícito penal. ser anexado aos autos. O depoimento será prestado oralmente e reduzido a termo. observados os procedimentos previstos nos arts. quando se tratar de prova pericial. e sempre que Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 69 . É assegurado ao servidor o direito de acompanhar o processo pessoalmente ou por intermédio de procurador. cada um deles será ouvido separadamente. Art. O inquérito administrativo obedecerá ao princípio do contraditório. Parágrafo único.data de publicação do ato que constituir a comissão. § 2o Na hipótese de depoimentos contraditórios ou que se infirmem. a comissão promoverá a tomada de depoimentos. a comissão dedicará tempo integral aos seus trabalhos. 157 e 158. quando as circunstâncias o exigirem. com o ciente do interessado. recorrendo. 159. 158. § 2o As reuniões da comissão serão registradas em atas que deverão detalhar as deliberações adotadas. 156. ficando seus membros dispensados do ponto. Na fase do inquérito. acareações. 157. produzir provas e contraprovas e formular quesitos. a expedição do mandado será imediatamente comunicada ao chefe da repartição onde serve. a comissão promoverá o interrogatório do acusado. § 2o Será indeferido o pedido de prova pericial. arrolar e reinquirir testemunhas. As testemunhas serão intimadas a depor mediante mandado expedido pelo presidente da comissão. 153. Concluída a inquirição das testemunhas. Art. admitida a sua prorrogação por igual prazo. Art. a autoridade competente encaminhará cópia dos autos ao Ministério Público. § 1o O presidente da comissão poderá denegar pedidos considerados impertinentes.

§ 2o Para defender o indiciado revel. Achando-se o indiciado em lugar incerto e não sabido. por intermédio do presidente da comissão. com a assinatura de (2) duas testemunhas.divergirem em suas declarações sobre fatos ou circunstâncias. a comissão indicará o dispositivo legal ou regulamentar transgredido. § 1o O indiciado será citado por mandado expedido pelo presidente da comissão para apresentar defesa escrita. sendo-lhe vedado interferir nas perguntas e respostas. o prazo para defesa será de 15 (quinze) dias a partir da última publicação do edital. publicado no Diário Oficial da União e em jornal de grande circulação na localidade do último domicílio conhecido. da qual participe pelo menos um médico psiquiatra. nos autos do processo e devolverá o prazo para a defesa. Art. será formulada a indiciação do servidor. regularmente citado. § 2o O procurador do acusado poderá assistir ao interrogatório. de 10. Considerar-se-á revel o indiciado que. § 2o Reconhecida a responsabilidade do servidor. a comissão elaborará relatório minucioso. ou ter nível de escolaridade igual ou superior ao do indiciado. Art. em termo próprio. (Redação dada pela Lei nº 9. 160. o prazo será comum e de 20 (vinte) dias. Apreciada a defesa. para apresentar defesa. para diligências reputadas indispensáveis. com a especificação dos fatos a ele imputados e das respectivas provas. Parágrafo único. Na hipótese deste artigo. § 4o No caso de recusa do indiciado em apor o ciente na cópia da citação. pelo membro da comissão que fez a citação. § 2o Havendo dois ou mais indiciados.527. porém.12.97) Art. a comissão proporá à autoridade competente que ele seja submetido a exame por junta médica oficial. por termo. que deverá ser ocupante de cargo efetivo superior ou de mesmo nível. bem como as circunstâncias agravantes ou atenuantes. após a expedição do laudo pericial. Art. no prazo de 10 (dez) dias. onde resumirá as peças principais dos autos e mencionará as provas em que se baseou para formar a sua convicção. Quando houver dúvida sobre a sanidade mental do acusado. § 3o O prazo de defesa poderá ser prorrogado pelo dobro. O incidente de sanidade mental será processado em auto apartado e apenso ao processo principal. 164. Parágrafo único. assegurando-se-lhe vista do processo na repartição. a autoridade instauradora do processo designará um servidor como defensor dativo. § 1o A revelia será declarada. 162. 163. 165. o prazo para defesa contarse-á da data declarada. será promovida a acareação entre eles. não apresentar defesa no prazo legal. facultando-se-lhe. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 70 . reinquiri-las. Tipificada a infração disciplinar. § 1o O relatório será sempre conclusivo quanto à inocência ou à responsabilidade do servidor. bem como à inquirição das testemunhas. será citado por edital. Art. 161. Art. O indiciado que mudar de residência fica obrigado a comunicar à comissão o lugar onde poderá ser encontrado.

a autoridade julgadora proferirá a sua decisão. total ou parcial. § 2o Havendo mais de um indiciado e diversidade de sanções. agravar a penalidade proposta. o julgamento caberá à autoridade competente para a imposição da pena mais grave. de 10. Quando a infração estiver capitulada como crime. acaso aplicada. no mesmo ato. será responsabilizada na forma do Capítulo IV do Título IV. Verificada a ocorrência de vício insanável. Parágrafo único. para julgamento. 169. 170. que decidirá em igual prazo. salvo se flagrantemente contrária à prova dos autos. No prazo de 20 (vinte) dias. a autoridade julgadora determinará o registro do fato nos assentamentos individuais do servidor. 173. O julgamento acatará o relatório da comissão.527. § 4o Reconhecida pela comissão a inocência do servidor. 167. § 2o. e ordenará. Art. O processo disciplinar. Quando o relatório da comissão contrariar as provas dos autos. este será encaminhado à autoridade competente. ficando trasladado na repartição. § 3o Se a penalidade prevista for a demissão ou cassação de aposentadoria ou disponibilidade. a autoridade instauradora do processo determinará o seu arquivamento. se for o caso.(Redação dada pela Lei nº 9. Seção II Do Julgamento Art.97) Art. motivadamente. Serão assegurados transporte e diárias: I . após a conclusão do processo e o cumprimento da penalidade. o processo disciplinar será remetido ao Ministério Público para instauração da ação penal. 34. a autoridade que determinou a instauração do processo ou outra de hierarquia superior declarará a sua nulidade.12. 172.Art. 168.ao servidor convocado para prestar depoimento fora da sede de sua repartição. ou aposentado voluntariamente. Art. Art. 166. na condição de Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 71 . inciso I do art. com o relatório da comissão. de 10. § 1o Se a penalidade a ser aplicada exceder a alçada da autoridade instauradora do processo. O servidor que responder a processo disciplinar só poderá ser exonerado a pedido. (Incluído pela Lei nº 9. Art. 141. § 2o A autoridade julgadora que der causa à prescrição de que trata o art. o julgamento caberá às autoridades de que trata o inciso I do art. Parágrafo único. 171. Ocorrida a exoneração de que trata o parágrafo único. salvo quando contrário às provas dos autos. contados do recebimento do processo. Extinta a punibilidade pela prescrição. abrandá-la ou isentar o servidor de responsabilidade. o ato será convertido em demissão. será remetido à autoridade que determinou a sua instauração.527. a autoridade julgadora poderá.97) § 1o O julgamento fora do prazo legal não implica nulidade do processo. a constituição de outra comissão para instauração de novo processo. Art.12. 142.

Art. que requer elementos novos. quando obrigados a se deslocarem da sede dos trabalhos para a realização de missão essencial ao esclarecimento dos fatos. A comissão revisora terá 60 (sessenta) dias para a conclusão dos trabalhos. denunciado ou indiciado. Art. o ônus da prova cabe ao requerente. no curso do qual a autoridade julgadora poderá determinar diligências. No processo revisional. que será convertida em exoneração. Da revisão do processo não poderá resultar agravamento de penalidade. 174. Art. 176. § 2o No caso de incapacidade mental do servidor. as normas e procedimentos próprios da comissão do processo disciplinar. se autorizar a revisão. Parágrafo único. § 1o Em caso de falecimento. contados do recebimento do processo. 175.testemunha. O requerimento de revisão do processo será dirigido ao Ministro de Estado ou autoridade equivalente. 181. Seção III Da Revisão do Processo Art. quando se aduzirem fatos novos ou circunstâncias suscetíveis de justificar a inocência do punido ou a inadequação da penalidade aplicada. qualquer pessoa da família poderá requerer a revisão do processo. A simples alegação de injustiça da penalidade não constitui fundamento para a revisão. 177. ausência ou desaparecimento do servidor. Parágrafo único. a autoridade competente providenciará a constituição de comissão. nos termos do art. a revisão será requerida pelo respectivo curador. Art. na forma do art. 182. a pedido ou de ofício. Título VI Da Seguridade Social do Servidor Capítulo I Disposições Gerais Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 72 . no que couber. 180.aos membros da comissão e ao secretário. ainda não apreciados no processo originário. que. O prazo para julgamento será de 20 (vinte) dias. O julgamento caberá à autoridade que aplicou a penalidade. Deferida a petição. Parágrafo único. Art. 179. Julgada procedente a revisão. Art. 141. será declarada sem efeito a penalidade aplicada. Aplicam-se aos trabalhos da comissão revisora. 149. encaminhará o pedido ao dirigente do órgão ou entidade onde se originou o processo disciplinar. a qualquer tempo. II . 178. restabelecendo-se todos os direitos do servidor. Art. O processo disciplinar poderá ser revisto. exceto em relação à destituição do cargo em comissão. Art. Na petição inicial. o requerente pedirá dia e hora para a produção de provas e inquirição das testemunhas que arrolar. A revisão correrá em apenso ao processo originário. Parágrafo único.

184. acidente em serviço. inclusive. computando-se.2003) § 2o O servidor afastado ou licenciado do cargo efetivo.proteção à maternidade. com exceção da assistência à saúde. Parágrafo único. e compreende um conjunto de benefícios e ações que atendam às seguintes finalidades: I . autárquica e fundacional não terá direito aos benefícios do Plano de Seguridade Social. aplicando-se os procedimentos de cobrança e execução dos tributos federais quando não recolhidas na data de vencimento.2003) Art. II . inatividade. falecimento e reclusão.5.2003) § 4o O recolhimento de que trata o § 3o deve ser efetuado até o segundo dia útil após a data do pagamento das remunerações dos servidores públicos. Os benefícios serão concedidos nos termos e condições definidos em regulamento.5. neste período. de 14. não lhes assistindo. de 14. b) auxílio-natalidade. c) salário-família. 185. no mesmo percentual devido pelos servidores em atividade. f) licença por acidente em serviço. O Plano de Seguridade Social visa a dar cobertura aos riscos a que estão sujeitos o servidor e sua família. (Incluído pela Lei nº 10. mediante o recolhimento mensal da respectiva contribuição. incidente sobre a remuneração total do cargo a que faz jus no exercício de suas atribuições. A União manterá Plano de Seguridade Social para o servidor e sua família.garantir meios de subsistência nos eventos de doença.5. g) assistência à saúde. (Incluído pela Lei nº 10.2003) § 3o Será assegurada ao servidor licenciado ou afastado sem remuneração a manutenção da vinculação ao regime do Plano de Seguridade Social do Servidor Público. de 14. § 1o O servidor ocupante de cargo em comissão que não seja. ainda que contribua para regime de previdência social no exterior. inclusive para servir em organismo oficial internacional do qual o Brasil seja membro efetivo ou com o qual coopere. sem direito à remuneração. Art. ocupante de cargo ou emprego efetivo na administração pública direta.667. para esse efeito. d) licença para tratamento de saúde. (Incluído pela Lei nº 10. (Redação dada pela Lei nº 10.Art.assistência à saúde. à adoção e à paternidade. simultaneamente. as vantagens pessoais.quanto ao servidor: a) aposentadoria. de 14. invalidez. velhice. e) licença à gestante. III . Os benefícios do Plano de Seguridade Social do servidor compreendem: I . terá suspenso o seu vínculo com o regime do Plano de Seguridade Social do Servidor Público enquanto durar o afastamento ou a licença. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 73 . 183. à adotante e licença-paternidade.5.667. os benefícios do mencionado regime de previdência.667. observadas as disposições desta Lei.667.

moléstia profissional ou doença grave.voluntariamente: a) aos 35 (trinta e cinco) anos de serviço. se homem. Síndrome de Imunodeficiência Adquirida . e aos 60 (sessenta) se mulher. II . com proventos proporcionais ao tempo de serviço. estados avançados do mal de Paget (osteíte deformante). esclerose múltipla. hanseníase. e aos 25 (vinte e cinco) se mulher. e 25 (vinte e cinco) se professora. II . espondiloartrose anquilosante. a aposentadoria de que trata o inciso III. aos setenta anos de idade. 71. tuberculose ativa.AIDS. observará o disposto em lei Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 74 . Capítulo II Dos Benefícios Seção I Da Aposentadoria Art. neoplasia maligna. § 1o Consideram-se doenças graves. § 2o O recebimento indevido de benefícios havidos por fraude. b) aos 30 (trinta) anos de efetivo exercício em funções de magistério se professor. bem como nas hipóteses previstas no art. com base na medicina especializada.quanto ao dependente: a) pensão vitalícia e temporária. alienação mental. cardiopatia grave. com proventos integrais. com proventos integrais. com proventos proporcionais ao tempo de serviço.h) garantia de condições individuais e ambientais de trabalho satisfatórias. 186. e outras que a lei indicar. § 1o As aposentadorias e pensões serão concedidas e mantidas pelos órgãos ou entidades aos quais se encontram vinculados os servidores. implicará devolução ao erário do total auferido. sem prejuízo da ação penal cabível. c) auxílio-reclusão. especificada em lei. d) aos 65 (sessenta e cinco) anos de idade. contagiosa ou incurável. contagiosas ou incuráveis. paralisia irreversível e incapacitante. a que se refere o inciso I deste artigo. 189 e 224. § 2o Nos casos de exercício de atividades consideradas insalubres ou perigosas. dolo ou má-fé. c) aos 30 (trinta) anos de serviço. III . sendo os proventos integrais quando decorrente de acidente em serviço. com proventos proporcionais a esse tempo. nefropatia grave. b) auxílio-funeral. O servidor será aposentado: (Vide art.compulsoriamente. cegueira posterior ao ingresso no serviço público. 40 da Constituição) I .por invalidez permanente. se homem. se homem. d) assistência à saúde. e proporcionais nos demais casos. observado o disposto nos arts. e aos 30 (trinta) se mulher. doença de Parkinson. "a" e "c".

inclusive quando decorrentes de transformação ou reclassificação do cargo ou função em que se deu a aposentadoria.12. sempre que se modificar a remuneração dos servidores em atividade. o servidor em licença para tratamento de saúde ou aposentado por invalidez poderá ser convocado a qualquer momento. Art.907. até o dia vinte do mês de dezembro. for considerado inválido por junta médica oficial passará a perceber provento integral. (Revogado pela Lei nº 9. 192. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 75 . 189. 188. Parágrafo único. será concedida aposentadoria com provento integral. calculado com base no fundamento legal de concessão da aposentadoria. § 4o Para os fins do disposto no § 1o deste artigo. (Redação dada pela Lei nº 11. o servidor será aposentado. 190.527. § 3o O lapso de tempo compreendido entre o término da licença e a publicação do ato da aposentadoria será considerado como de prorrogação da licença. durante a Segunda Guerra Mundial. de 2009) Art. 191. de 10. 195. nos termos da Lei nº 5.907. Ao servidor aposentado será paga a gratificação natalina. por período não excedente a 24 (vinte e quatro) meses.315. A aposentadoria compulsória será automática. de 12 de setembro de 1967.97) Art. e revisto na mesma data e proporção. deduzido o adiantamento recebido. por esse motivo. de 10. (Incluído pela Lei nº 11. O provento da aposentadoria será calculado com observância do disposto no § 3o do art. que atestará a invalidez quando caracterizada a incapacidade para o desempenho das atribuições do cargo ou a impossibilidade de se aplicar o disposto no art.527. (Revogado pela Lei nº 9. (Incluído pela Lei nº 9. de 2009) § 5o A critério da Administração.97) Art. 187. para avaliação das condições que ensejaram o afastamento ou a aposentadoria. São estendidos aos inativos quaisquer benefícios ou vantagens posteriormente concedidas aos servidores em atividade.97) Art.12. § 3o Na hipótese do inciso I o servidor será submetido à junta médica oficial.12. com vigência a partir do dia imediato àquele em que o servidor atingir a idade-limite de permanência no serviço ativo.527. § 1o A aposentadoria por invalidez será precedida de licença para tratamento de saúde.específica. aos 25 (vinte e cinco) anos de serviço efetivo. e declarada por ato. O servidor aposentado com provento proporcional ao tempo de serviço se acometido de qualquer das moléstias especificadas no § 1o do art. serão consideradas apenas as licenças motivadas pela enfermidade ensejadora da invalidez ou doenças correlacionadas. 24. 186 desta Lei e. Ao ex-combatente que tenha efetivamente participado de operações bélicas. A aposentadoria voluntária ou por invalidez vigorará a partir da data da publicação do respectivo ato. Quando proporcional ao tempo de serviço. de 2009) Art. § 2o Expirado o período de licença e não estando em condições de reassumir o cargo ou de ser readaptado. 41. 194. 193. em valor equivalente ao respectivo provento. (Incluído pela Lei nº 11.907. Art. Art. Art. de 10. o provento não será inferior a 1/3 (um terço) da remuneração da atividade.

202. 196. em valor igual ou superior ao salário-mínimo. por nascituro. Art. os representantes legais dos incapazes. se inválido. 198. Parágrafo único. (Redação dada pela Lei nº 11. o valor será acrescido de 50% (cinqüenta por cento). III . O salário-família não está sujeito a qualquer tributo.Seção II Do Auxílio-Natalidade Art. 200. por dependente econômico. inclusive pensão ou provento da aposentadoria. Não se configura a dependência econômica quando o beneficiário do salário-família perceber rendimento do trabalho ou de qualquer outra fonte. Quando o pai e mãe forem servidores públicos e viverem em comum. quando a parturiente não for servidora. viver na companhia e às expensas do servidor. 197. Art. não acarreta a suspensão do pagamento do salário-família. II . O auxílio-natalidade é devido à servidora por motivo de nascimento de filho. a madrasta e. de acordo com a distribuição dos dependentes. 202 desta Lei será concedida com base em perícia oficial. 203. inclusive para a Previdência Social. Seção III Do Salário-Família Art.907. de qualquer idade. inclusive no caso de natimorto. mediante autorização judicial. Seção IV Da Licença para Tratamento de Saúde Art. a pedido ou de ofício. Consideram-se dependentes econômicos para efeito de percepção do salário-família: I . o salário-família será pago a um deles. na falta destes. § 2o O auxílio será pago ao cônjuge ou companheiro servidor público.a mãe e o pai sem economia própria. § 1o Na hipótese de parto múltiplo. de 2009) § 1o Sempre que necessário. sem prejuízo da remuneração a que fizer jus. A licença de que trata o art. em quantia equivalente ao menor vencimento do serviço público. será pago a um e outro. nem servirá de base para qualquer contribuição.o cônjuge ou companheiro e os filhos. Será concedida ao servidor licença para tratamento de saúde.o menor de 21 (vinte e um) anos que. se estudante. 201. até 24 (vinte e quatro) anos ou. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 76 . 199. inclusive os enteados até 21 (vinte e um) anos de idade ou. com base em perícia médica. Ao pai e à mãe equiparam-se o padrasto. quando separados. Art. Art. O salário-família é devido ao servidor ativo ou ao inativo. a inspeção médica será realizada na residência do servidor ou no estabelecimento hospitalar onde se encontrar internado. Art. O afastamento do cargo efetivo. sem remuneração. Parágrafo único. ou do inativo.

decorridos 30 (trinta) dias do evento. nas hipóteses em que abranger o campo de atuação da odontologia. 186. a licença terá início a partir do parto. Será concedida licença à servidora gestante por 120 (cento e vinte) dias consecutivos. (Incluído pela Lei nº 11.907. a servidora lactante terá direito. na forma definida em regulamento. Art. 204.907. 208. 206-A. à Adotante e da Licença-Paternidade Art. 209.527. dentro de 1 (um) ano. o servidor terá direito à licença-paternidade de 5 (cinco) dias consecutivos. de 2009) (Regulamento). (Incluído pela Lei nº 11. e não se configurando as hipóteses previstas nos parágrafos do art. a servidora será submetida a exame médico. O servidor que apresentar indícios de lesões orgânicas ou funcionais será submetido a inspeção médica. a servidora terá direito a 30 (trinta) dias de repouso remunerado. doença profissional ou qualquer das doenças especificadas no art. Art. de 2009) Art.907. de 10. sem prejuízo da remuneração. nos termos e condições definidos em regulamento. § 1o. § 4o No caso de aborto atestado por médico oficial. Art.§ 2o Inexistindo médico no órgão ou entidade no local onde se encontra ou tenha exercício em caráter permanente o servidor. de 2008) § 1o A licença poderá ter início no primeiro dia do nono mês de gestação. poderá ser dispensada de perícia oficial. (Redação dada pela Lei nº 11. 206.690. de 2009) § 5o A perícia oficial para concessão da licença de que trata o caput deste artigo. salvo antecipação por prescrição médica.907. até a idade de seis meses. que poderá ser parcelada em dois períodos de meia hora. de 2009) § 4o A licença que exceder o prazo de 120 (cento e vinte) dias no período de 12 (doze) meses a contar do primeiro dia de afastamento será concedida mediante avaliação por junta médica oficial. (Redação dada pela Lei nº 11. (Redação dada pela Lei nº 11. A licença para tratamento de saúde inferior a 15 (quinze) dias. salvo quando se tratar de lesões produzidas por acidente em serviço. bem como nos demais casos de perícia oficial previstos nesta Lei. o atestado somente produzirá efeitos depois de recepcionado pela unidade de recursos humanos do órgão ou entidade. e se julgada apta. (Redação dada pela Lei nº 9. O servidor será submetido a exames médicos periódicos. Art. será efetuada por cirurgiões-dentistas. § 3o No caso de natimorto. O atestado e o laudo da junta médica não se referirão ao nome ou natureza da doença. durante a jornada de trabalho. 207. Pelo nascimento ou adoção de filhos. reassumirá o exercício. 230. (Vide Decreto nº 6.907. será aceito atestado passado por médico particular. a uma hora de descanso. Seção V Da Licença à Gestante. § 2o No caso de nascimento prematuro.12. de 2009) Art. 205.97) § 3o No caso do § 2o deste artigo. Para amamentar o próprio filho. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 77 .

216. serão concedidos 90 (noventa) dias de licença remunerada. quanto à natureza. Equipara-se ao acidente em serviço o dano: I . (Vide Decreto nº 6.Art. observado o limite estabelecido no art.691. de 2008) Parágrafo único. maior de 60 (sessenta) anos e a pessoa portadora de deficiência. Seção VII Da Pensão Art. Seção VI Da Licença por Acidente em Serviço Art. com as atribuições do cargo exercido. Parágrafo único. 214. Será licenciado. No caso de adoção ou guarda judicial de criança com mais de 1 (um) ano de idade. Parágrafo único. O tratamento recomendado por junta médica oficial constitui medida de exceção e somente será admissível quando inexistirem meios e recursos adequados em instituição pública. À servidora que adotar ou obtiver guarda judicial de criança até 1 (um) ano de idade. § 1o A pensão vitalícia é composta de cota ou cotas permanentes. prorrogável quando as circunstâncias o exigirem. Por morte do servidor. 42. a partir da data do óbito. 213.sofrido no percurso da residência para o trabalho e vice-versa. que vivam sob a Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 78 . A prova do acidente será feita no prazo de 10 (dez) dias. à conta de recursos públicos.decorrente de agressão sofrida e não provocada pelo servidor no exercício do cargo. As pensões distinguem-se. que se relacione. que somente se extinguem ou revertem com a morte de seus beneficiários. b) a pessoa desquitada. com percepção de pensão alimentícia. os dependentes fazem jus a uma pensão mensal de valor correspondente ao da respectiva remuneração ou provento. Art. São beneficiários das pensões: I . O servidor acidentado em serviço que necessite de tratamento especializado poderá ser tratado em instituição privada. 212. 211. d) a mãe e o pai que comprovem dependência econômica do servidor. Art. o prazo de que trata este artigo será de 30 (trinta) dias. § 2o A pensão temporária é composta de cota ou cotas que podem se extinguir ou reverter por motivo de morte. 215. mediata ou imediatamente. cessação de invalidez ou maioridade do beneficiário. 210. separada judicialmente ou divorciada. Art. com remuneração integral. o servidor acidentado em serviço. Art. c) o companheiro ou companheira designado que comprove união estável como entidade familiar. Configura acidente em serviço o dano físico ou mental sofrido pelo servidor. II . 217. Art. em vitalícias e temporárias.vitalícia: a) o cônjuge. e) a pessoa designada.

c) o irmão órfão. em partes iguais. Não faz jus à pensão o beneficiário condenado pela prática de crime doloso de que tenha resultado a morte do servidor. se inválida. § 2o Ocorrendo habilitação às pensões vitalícia e temporária. Art. III . e o inválido. ressalvado o eventual reaparecimento do servidor. decorridos 5 (cinco) anos de sua vigência. entre os que se habilitarem. II . § 2o A concessão da pensão temporária aos beneficiários de que tratam as alíneas "a" e "b" do inciso II deste artigo exclui desse direito os demais beneficiários referidos nas alíneas "c" e "d". 219. A pensão poderá ser requerida a qualquer tempo. pela autoridade judiciária competente. enquanto durar a invalidez. 218. Art. sendo a outra metade rateada em partes iguais. conforme o caso.declaração de ausência. enquanto durar a invalidez. b) o menor sob guarda ou tutela até 21 (vinte e um) anos de idade. Será concedida pensão provisória por morte presumida do servidor.temporária: a) os filhos. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 79 . qualquer prova posterior ou habilitação tardia que implique exclusão de beneficiário ou redução de pensão só produzirá efeitos a partir da data em que for oferecida. inundação. incêndio ou acidente não caracterizado como em serviço. ou. metade do valor caberá ao titular ou titulares da pensão vitalícia. o seu valor será distribuído em partes iguais entre os beneficiários habilitados. A pensão provisória será transformada em vitalícia ou temporária. ou enteados. § 3o Ocorrendo habilitação somente à pensão temporária. até 21 (vinte e um) anos. exceto se existirem beneficiários da pensão temporária. Concedida a pensão.desaparecimento em desabamento. entre os titulares da pensão temporária. II . prescrevendo tão-somente as prestações exigíveis há mais de 5 (cinco) anos. 220. o valor integral da pensão será rateado. até 21 (vinte e um) anos. Parágrafo único. até 21 (vinte e um) anos de idade. nos seguintes casos: I . d) a pessoa designada que viva na dependência econômica do servidor. Art. se inválidos. 221. A pensão será concedida integralmente ao titular da pensão vitalícia.desaparecimento no desempenho das atribuições do cargo ou em missão de segurança. hipótese em que o benefício será automaticamente cancelado. § 1o A concessão de pensão vitalícia aos beneficiários de que tratam as alíneas "a" e "c" do inciso I deste artigo exclui desse direito os demais beneficiários referidos nas alíneas "d" e "e". Art. ou. § 1o Ocorrendo habilitação de vários titulares à pensão vitalícia. enquanto durar a invalidez. Parágrafo único. que comprovem dependência econômica do servidor.dependência econômica do servidor.

a cessação de invalidez. 225. À família do servidor ativo é devido o auxílio-reclusão. Seção IX Do Auxílio-Reclusão Art. inclusive no exterior. na falta destes. observado o disposto no artigo anterior. § 3o O auxílio será pago no prazo de 48 (quarenta e oito) horas. 228. Em caso de falecimento de servidor em serviço fora do local de trabalho. Art. Art. 222. IV . Parágrafo único. este será indenizado. Acarreta perda da qualidade de beneficiário: I . V . II . Art. autarquia ou fundação pública.o seu falecimento.Art. as despesas de transporte do corpo correrão à conta de recursos da União. quando a decisão ocorrer após a concessão da pensão ao cônjuge. 226. Art. de 2009) Art. 227. 229. Ressalvado o direito de opção. 189.da pensão vitalícia para os remanescentes desta pensão ou para os titulares da pensão temporária. III .da pensão temporária para os co-beneficiários ou. Por morte ou perda da qualidade de beneficiário. o auxílio será pago somente em razão do cargo de maior remuneração. A critério da Administração. a respectiva cota reverterá: I . Se o funeral for custeado por terceiro. para o beneficiário da pensão vitalícia. 225. Seção VIII Do Auxílio-Funeral Art. aos 21 (vinte e um) anos de idade. aplicando-se o disposto no parágrafo único do art. § 2o (VETADO).a anulação do casamento. O auxílio-funeral é devido à família do servidor falecido na atividade ou aposentado. § 1o No caso de acumulação legal de cargos. em se tratando de beneficiário inválido. irmão órfão ou pessoa designada.a maioridade de filho. II . (Incluído pela Lei nº 11. à pessoa da família que houver custeado o funeral. por meio de procedimento sumaríssimo. 223. o beneficiário de pensão temporária motivada por invalidez poderá ser convocado a qualquer momento para avaliação das condições que ensejaram a concessão do benefício. As pensões serão automaticamente atualizadas na mesma data e na mesma proporção dos reajustes dos vencimentos dos servidores. em valor equivalente a um mês da remuneração ou provento.a acumulação de pensão na forma do art. se não houver pensionista remanescente da pensão vitalícia. nos seguintes valores: Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 80 .a renúncia expressa. VI . é vedada a percepção cumulativa de mais de duas pensões. 224.907.

527. terá como diretriz básica o implemento de ações preventivas voltadas para a promoção da saúde e será prestada pelo Sistema Único de Saúde – SUS. convênio com unidades de atendimento do sistema público de saúde. e seus dependentes ou pensionistas com planos ou seguros privados de assistência à saúde. § 1o Nos casos previstos no inciso I deste artigo. que constituirá junta médica especificamente para esses fins. pensionistas. 230. (Incluído pela Lei nº 9. sendo certo que os convênios celebrados depois dessa data somente poderão sê-lo na forma da regulamentação específica sobre patrocínio de autogestões. determinada pela autoridade competente. durante o afastamento.I . a pena que não determine a perda de cargo. preferencialmente. hospitalar. com a comprovação de suas habilitações e de que não estejam respondendo a processo disciplinar junto à entidade fiscalizadora da profissão. Capítulo III Da Assistência à Saúde Art. ativo ou inativo. na forma estabelecida em regulamento. § 2o O pagamento do auxílio-reclusão cessará a partir do dia imediato àquele em que o servidor for posto em liberdade.contratar.302 de 2006) II . ou com o Instituto Nacional do Seguro Social .metade da remuneração. quando afastado por motivo de prisão.302 de 2006) I . enquanto perdurar a prisão. (Incluído pela Lei nº 9.12. II . (Incluído pela Lei nº 11. de 10.INSS. da aplicação do disposto no parágrafo anterior. o órgão ou entidade promoverá a contratação da prestação de serviços por pessoa jurídica. ainda que condicional. desde que absolvido. devidamente justificada. a ser publicada pelo mesmo órgão regulador. mediante licitação. ativo ou inativo. ficam a União e suas entidades autárquicas e fundacionais autorizadas a: (Incluído pela Lei nº 11. aposentados. no prazo de 180 (cento e oitenta) dias da vigência desta Lei. psicológica e farmacêutica. operadoras de planos e seguros privados de assistência à saúde que possuam autorização de funcionamento do órgão Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 81 . (Redação dada pela Lei nº 11. por sentença definitiva. em virtude de condenação. e de sua família compreende assistência médica. na ausência de médico ou junta médica oficial. em flagrante ou preventiva. com entidades de autogestão por elas patrocinadas por meio de instrumentos jurídicos efetivamente celebrados e publicados até 12 de fevereiro de 2006 e que possuam autorização de funcionamento do órgão regulador. avaliação ou inspeção médica. indicando os nomes e especialidades dos seus integrantes.celebrar convênios exclusivamente para a prestação de serviços de assistência à saúde para os seus servidores ou empregados ativos. ou mediante convênio ou contrato. mediante ressarcimento parcial do valor despendido pelo servidor. de 21 de junho de 1993.666. de 10. na forma da Lei n o 8. bem como para seus respectivos grupos familiares definidos. entidades sem fins lucrativos declaradas de utilidade pública.527. normas essas também aplicáveis aos convênios existentes até 12 de fevereiro de 2006. para a sua realização o órgão ou entidade celebrará. ou ainda na forma de auxílio. A assistência à saúde do servidor. odontológica.dois terços da remuneração.12.97) § 3o Para os fins do disposto no caput deste artigo.97) § 2o Na impossibilidade. diretamente pelo órgão ou entidade ao qual estiver vinculado o servidor. o servidor terá direito à integralização da remuneração.302 de 2006) § 1o Nas hipóteses previstas nesta Lei em que seja exigida perícia.

745.783. ficando prorrogado. até um ano após o final do mandato.302 de 2006) § 5o O valor do ressarcimento fica limitado ao total despendido pelo servidor ou pensionista civil com plano ou seguro privado de assistência à saúde. c) de descontar em folha. Legislativo e Judiciário. Art. Art. Por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política. O Dia do Servidor Público será comemorado a vinte e oito de outubro.concessão de medalhas.(VETADO) (Incluído pela Lei nº 11. para o primeiro dia útil seguinte. o prazo vencido em dia em que não haja expediente. Art. Ao servidor público civil é assegurado. condecoração e elogio. nem eximir-se do cumprimento de seus deveres. 231. nos termos da Constituição Federal.01.302 de 2006) Capítulo IV Do Custeio Art.93) Título VIII Capítulo Único Das Disposições Gerais Art. (Incluído pela Lei nº 11. Os prazos previstos nesta Lei serão contados em dias corridos. 239. dela decorrentes: a) de ser representado pelo sindicato. além daqueles já previstos nos respectivos planos de carreira: I . de 9. inclusive como substituto processual.93) 9.745.regulador. (Revogado pela Art. inventos ou trabalhos que favoreçam o aumento de produtividade e a redução dos custos operacionais. 237. no âmbito dos Poderes Executivo. II . 238. os seguintes incentivos funcionais.302 de 2006) § 4o (VETADO) (Incluído pela Lei nº 11. (Incluído pela Lei nº 11. 234. diplomas de honra ao mérito. 236.302 de 2006) III . (Revogado pela Lei nº 9. 232.93) . o direito à livre associação sindical e os seguintes direitos.12. (Revogado pela Lei nº 8. excluindo-se o dia do começo e incluindo-se o do vencimento. (Revogado pela Art.745. b) de inamovibilidade do dirigente sindical.99) Título VII Capítulo Único Da Contratação Temporária de Excepcional Interesse Público Art. de 28. sem ônus para a entidade sindical a que for filiado. exceto se a pedido. 8.12. o servidor não poderá ser privado de quaisquer dos seus direitos. sofrer discriminação em sua vida funcional. entre outros.12.prêmios pela apresentação de idéias. 240.93) 9. 8. (Revogado pela Art. Art.745. 233. 235. o valor das mensalidades e Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 82 Lei Lei Lei nº nº nº 8. de de de 9. Poderão ser instituídos.12.

de 10.527. em caráter permanente.711. Art. ser exonerados mediante indenização de um mês de remuneração por ano de efetivo exercício no serviço público federal. § 3o As Funções de Assessoramento Superior . § 7o Os servidores públicos de que trata o caput deste artigo. de 10. no interesse da Administração e conforme critérios estabelecidos em regulamento. de 10. dos ex-Territórios. passarão a integrar tabela em extinção.527. 243. e mantidas enquanto não for implantado o plano de cargos dos órgãos ou entidades na forma da lei. e das fundações públicas.97) Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 83 . Título IX Capítulo Único Das Disposições Transitórias e Finais Art. exceto os contratados por prazo determinado.Estatuto dos Funcionários Públicos Civis da União. os servidores dos Poderes da União.12.452. Equipara-se ao cônjuge a companheira ou companheiro.97) e) (Revogado pela Lei nº 9. 242.97) Art.12.FAS. ou pela Consolidação das Leis do Trabalho. não amparados pelo art. das autarquias. do respectivo órgão ou entidade. na data de sua publicação. Para os fins desta Lei. d) (Revogado pela Lei nº 9. (Incluído pela Lei nº 9. ficam extintas na data da vigência desta Lei. quaisquer pessoas que vivam às suas expensas e constem do seu assentamento individual. poderão. § 1o Os empregos ocupados pelos servidores incluídos no regime instituído por esta Lei ficam transformados em cargos. no que couber. aprovada pelo DecretoLei nº 5. Consideram-se da família do servidor. regidos pela Lei nº 1. § 5o O regime jurídico desta Lei é extensivo aos serventuários da Justiça. 241. Parágrafo único. § 2o As funções de confiança exercidas por pessoas não integrantes de tabela permanente do órgão ou entidade onde têm exercício ficam transformadas em cargos em comissão. que comprove união estável como entidade familiar. § 6o Os empregos dos servidores estrangeiros com estabilidade no serviço público. considera-se sede o município onde a repartição estiver instalada e onde o servidor tiver exercício. remunerados com recursos da União. exercidas por servidor integrante de quadro ou tabela de pessoal.12. 19 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. enquanto não adquirirem a nacionalidade brasileira. de 28 de outubro de 1952 . cujos contratos não poderão ser prorrogados após o vencimento do prazo de prorrogação.contribuições definidas em assembléia geral da categoria. além do cônjuge e filhos. Ficam submetidos ao regime jurídico instituído por esta Lei. § 4o (VETADO). sem prejuízo dos direitos inerentes aos planos de carreira aos quais se encontrem vinculados os empregos.527. de 1o de maio de 1943. inclusive as em regime especial. na qualidade de servidores públicos.

A licença especial disciplinada pelo art. 244. 252. O PRESIDENTE DO SENADO FEDERAL: Faço saber que o CONGRESSO NACIONAL manteve.97) Art. das autarquias e das fundações públicas federais". de 28 de outubro de 1952. Art. bem como as demais disposições em contrário. de 1952. FERNANDO COLLOR Jarbas Passarinho Este texto não substitui o publicado no D. haverá ajuste de contas com a Previdência Social. 245. Presidente do Senado Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 84 .112. e respectiva legislação complementar.97) Art. de 10.1998 LEI Nº 8. com efeitos financeiros a partir do primeiro dia do mês subseqüente. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Art. 247. DE 11 DE DEZEMBRO DE 1990 Partes vetadas pelo Presidente da República e mantidas pelo Congresso Nacional.§ 8o Para fins de incidência do imposto de renda na fonte e na declaração de rendimentos.3. (VETADO).711. 251. 249.12. 243. de 12.1990 e Republicado no D. As pensões estatutárias. e eu.711.U. (Incluído pela Lei nº 9. (Incluído pela Lei nº 9. concedidas até a vigência desta Lei.12. aposentar-se-á com a vantagem prevista naquele dispositivo.O. 248.12. 246. Os adicionais por tempo de serviço. fica transformada em licença-prêmio por assiduidade. do Projeto que se transformou na Lei n. Brasília. (Revogado pela Lei nº 9. (Mantido pelo Congresso Nacional) Art. 253. passam a ser mantidas pelo órgão ou entidade de origem do servidor. de 10. já concedidos aos servidores abrangidos por esta Lei. 169o da Independência e 102o da República. Art. as condições necessárias para a aposentadoria nos termos do inciso II do art.12. 87 a 90.91) Art.112. Até a edição da lei prevista no § 1o do art. de 11 de dezembro de 1990. correspondente ao período de contribuição por parte dos servidores celetistas abrangidos pelo art. de 10. 231.1. 250.711. Art. de 8. os servidores abrangidos por esta Lei contribuirão na forma e nos percentuais atualmente estabelecidos para o servidor civil da União conforme regulamento próprio. dentro de 1 (um) ano. que "dispõe sobre o Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União.O. de 28 de outubro de 1952. serão considerados como indenizações isentas os pagamentos efetuados a título de indenização prevista no parágrafo anterior. ficam transformados em anuênio. 116 da Lei nº 1.162.97) § 9o Os cargos vagos em decorrência da aplicação do disposto no § 7 o poderão ser extintos pelo Poder Executivo quando considerados desnecessários. ou por outro diploma legal.527. Ficam revogadas a Lei nº 1. de 18.527. 184 do antigo Estatuto dos Funcionários Públicos Civis da União. 11 de dezembro de 1990. Para efeito do disposto no Título VI desta Lei.527.U.° 8. O servidor que já tiver satisfeito ou vier a satisfazer. Art. Art. Lei n° 1. (Redação dada pela Lei nº 8. MAURO BENEVIDES. na forma prevista nos arts.

.....com a remuneração do padrão de classe imediatamente superior àquela em que se encontra posicionado................ 87 ..... 18 de abril de 1991. 170° da Independência e 103° da República... 184 do antigo Estatuto dos Funcionários Públicos Civis da União...................... com a remuneração do padrão correspondente...... poderá aposentar-se com a gratificação da função ou remuneração do cargo em comissão.............. § 2° Os períodos de licença-prêmio já adquiridos e não gozados pelo servidor que vier a falecer serão convertidos em pecúnia.....................112......................................... O servidor que tiver exercido função de direção............. § 2º O custeio da aposentadoria é de responsabilidade integral do Tesouro Nacional.......... ressalvado o direito de opção.................... nos termos do § 7° do art........................................... e) de ajuizamento................................ 193...............................Federal....................... promulgo as seguintes partes da Lei n° 8.. Art.. as condições necessárias para a aposentadoria nos termos do inciso II do art.. nos termos da Constituição Federal......................................... em favor de seus beneficiários da pensão........... de maior valor........ ....................... chefia... acrescida da diferença entre esse e o padrão da classe imediatamente anterior.................................... desde que exercido por um período mínimo de 2 (dois) anos....................... 240................. § 1° Quando o exercício da função ou cargo em comissão de maior valor não corresponder ao período de 2 (dois) anos........................................ Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 85 ...... 192.............. § 1° .... Art.......... c) ........................ Art. assessoramento................ 231........... bem como a incorporação de que trata o art. ou 10 (dez) anos interpolados..................................quando ocupante da última classe da carreira........ 62........ Art................... por período de 5 (cinco) anos consecutivos.. de 28 de outubro de 1952....... 66 da Constituição........... § 1° ... b) .. 250......................... frente à Justiça do Trabalho............ de 11 de dezembro de 1990: "Art................... a) ...................................................." Senado Federal........ dentro de 1 (um) ano.......... será incorporada a gratificação ou remuneração da função ou cargo em comissão imediatamente inferior dentre os exercidos....................................... d) de negociação coletiva.. Art.. individual e coletivamente........... § 2° A aplicação do disposto neste artigo exclui as vantagens previstas no art................. O servidor que contar tempo de serviço para aposentadoria com provento integral será aposentado: I ....711........................................................ II .................. Lei n° 1.... O servidor que já tiver satisfeito ou vier a satisfazer.................. 192................................ ..................... aposentar-se-á com a vantagem prevista naquele dispositivo...................................... assistência ou cargo em comissão.....

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