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FUNDAMENTOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA * Administração Pública e Governo: conceito e objetivos * Evolução dos modelos de administração pública * Os princípios norteadores do serviço público - legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência * Poderes e deveres do administrador público * Transparência, informação e controle social na Administração Pública * Tipos e formas de controle * Controle interno e externo * Contratos administrativos: conceito, características, formalização * Licitações - princípios, obrigatoriedade, dispensa e inexigibilidade, modalidades e procedimentos, fases (Lei n.° 8.883, de 8 de junho de 1994 e complementos) * Regime Jurídico dos Servidores Públicos Federal

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vejamos a classificação contida no art. XI. 2 – A Administração indireta. Funcional designa a natureza da atividade exercida pelos referidos entes . material ou Funcional. 1998.Lei 200/67: 1 – Administração direta. que se constitui dos serviços integrados na estrutura administrativa da Presidência da República e dos Ministérios. b) Empresas públicas. incisos X. que compreende as seguintes categorias de entidades. nesse sentido. podemos elencar as principais características da Administração Pública: a) É uma atividade concreta.A Administração é exercida pelo próprio Estado . financiamentos. Ainda dentro do aspecto objetivo. * DE EXECUÇÃO Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 5 . Comecemos pelo aspecto objetivo. orgânico ela designa os entes que exercem a atividade administrativa . Vejamos o esquema abaixo: ADMINISTRAÇÃO DIRETA . c) Sociedades de Economia Mista. c) Seu regime jurídico é de direito público. Nesse sentido à Administração Pública cabe as seguintes tarefas: a) Fomento: Incentivo à iniciativa de utilidade pública (subvenções. b) A sua finalidade é a satisfação direta e imediata dos fins do Estado. no sentido que põe em execução a vontade do Estado contida na lei. formal ou orgânico. d) Fundações públicas. * CONSULTIVOS. c) Serviço Público: É toda atividade que a Administração Pública executa. a Administração Pública é a própria função administrativa que incumbe predominantemente ao Poder Executivo. 4º do Dec. dotados de personalidade jurídica própria: a) Autarquias. favores fiscais). 49-56): a) Em sentido Subjetivo. b) Em sentido Objetivo. compreende pessoas jurídicas. Órgãos e Agentes Públicos. Quanto ao aspecto subjetivo da Administração Pública. art. XII e 175). diretamente.Basicamente temos dois sentidos a dar ao vocábulo Administração Pública (Pietro. sob regime jurídico preponderantemente público (CF. 21. para satisfazer a necessidade coletiva. b) Polícia Administrativa: Compreende toda atividade de execução das chamadas limitações administrativas.ÓRGÃOS: * DE DIREÇÃO.

b) Descentralização: É a transferência de execução do serviço ou titularidade do serviço para outras pessoas. A corrupção e o nepotismo são inerentes a esse tipo de administração. Essas modalidades surgiram sucessivamente ao longo do tempo.ADMINISTRAÇÃO INDIRETA . O patrimônio do Estado confunde-se com o patrimônio do soberano e os cargos são tidos como prebendas (ocupações rendosas e de pouco trabalho). a administração burocrática e a administração gerencial. para permitir o seu mais adequado e racional desempenho. sem delegação a outras pessoas. A desconcentração liga-se à hierarquia. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 6 . Evolução dos modelos de administração pública A evolução da administração pública em nosso país passou por três modelos diferentes: a administração patrimonialista. Esses serviços e atividades podem ser prestados pelo Estado de forma centralizada ou descentralizada. a) Centralização: É a prestação de serviços diretamente pela pessoa política prevista constitucionalmente. porém. própria dos Estados absolutistas europeus do século XVIII. que são formas técnicas de Organização Administrativa. que alguma delas tenha sido definitivamente abandonada. por meio de seus Órgãos. quer seja de direito público. ou seja. Diz-se que a atividade do Estado é centralizada quando ele atua diretamente. o aparelho do Estado é a extensão do próprio poder do governante e os seus funcionários são considerados como membros da nobreza. desconcentrar.ENTIDADES: * AUTARQUIAS. tirar do centro um volume grande de atribuições. * FUNDAÇÕES PÚBLICAS. Isto é feito para descongestionar. Há uma desconcentração das atividades dos órgãos periféricos para os centrais. No âmbito da mesma pessoa jurídica temos: a) Desconcentração: É a distribuição interna de competências.A atividade administrativa descentralizada é exercida pessoa distinta do Estado . Na administração pública patrimonialista. As atribuições administrativas são outorgadas aos vários órgãos que compõem a hierarquia. quer seja de direito privado. como se fosse uma pirâmide em cujo ápice se situa o Chefe do Poder Executivo. Sabe-se que a Administração Pública é organizada hierarquicamente. * SOCIEDADES DE ECONOMIA MISTA. dentro da mesma pessoa jurídica. não significando. * EMPRESAS PÚBLICAS. b) Concentração: Ocorre o inverso da desconcentração.

Com isso. seriam os princípios implícitos. a idéia de carreira pública e a profissionalização do servidor. as avaliações de desempenho. a hierarquia funcional. A administração burocrática. como na admissão de pessoal. ainda. Os princípios norteadores do serviço público . portanto. pois não nega todos os seus métodos e princípios. que passa a concentrarse nos resultados. não mais nos processos em si. com ênfase nos resultados. por esta razão. o formalismo. a sua capacidade de gerenciar com efetividade e eficiência. O cidadão passa a ser visto com outros olhos.A administração pública burocrática surge para combater a corrupção e o nepotismo do modelo anterior. A diferença reside na maneira como é feito o controle. a meritocracia na carreira pública. impessoalidade. procurando-se. o aumento da qualidade dos serviços e a redução dos custos. publicidade e eficiência Na Constituição de 1988 encontram-se mencionados explicitamente como princípios os seguintes: legalidade. perdendo a noção de sua missão básica. Na verdade. corre o risco de transformar o controle a ela inerente em um verdadeiro fim do Estado. PRINCÍPIO DA LEGALIDADE Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 7 . por ser considerado seu principal beneficiário. que é servir à sociedade. embora possua o grande mérito de ser efetiva no controle dos abusos. garantir a autonomia do servidor para atingir tais resultados. para evitar a corrupção. nas contratações do Poder Público e no atendimento às necessidades da população. A administração gerencial constitui um avanço. auto referente e incapaz de atender adequadamente os anseios dos cidadãos. mas sem romper em definitivo com a administração burocrática. a máquina administrativa voltase para si mesmo. tornandose peça essencial para o correto desempenho da atividade pública. moralidade. Priorizase a eficiência da Administração.o aperfeiçoamento profissional e um sistema de remuneração estruturado. o gerencialismo apóia-se na burocracia. que serão verificados posteriormente. é a possibilidade de se tornar ineficiente. Outros princípios do direito administrativo decorrem classicamente de elaboração jurisprudencial e doutrinária. O seu grande problema. Os controles administrativos funcionam previamente. Existe uma desconfiança prévia dos administradores públicos e dos cidadãos que procuram o Estado com seus pleitos. como a admissão de pessoal segundo critérios rígidos.Reforma Administrativa). controles rígidos em todos os processos. o cliente dos serviços prestados pelo Estado. São sempre necessários.legalidade. impessoalidade. conservando seus preceitos básicos. São princípios inerentes a este tipo de administração a impessoalidade. A administração pública gerencial apresenta-se como solução para estes problemas da burocracia. e não um simples meio para atingir seus objetivos. publicidade e eficiência (este último acrescentado pela Emenda 19198 . Busca-se desenvolver uma cultura gerencial nas organizações. isto é. consubstanciando a idéia de poder racional legal. Alguns doutrinadores buscam extrair outros princípios do texto constitucional como um todo. e aumentar a governança do Estado. moralidade.

cargo. e do conjunto de regras de conduta extraídas da disciplina geral norteadora da Administração. impessoalidade “traduz a idéia de que a Administração tem que tratar a todos os administrados sem discriminações. A ação popular que pode ser proposta por qualquer cidadão (no sentido de detentor de direitos políticos) para anular ato lesivo à moralidade administrativa (art. 1992. A decisão. ou melhor. Tornaramse clássicos os quatros significados arrolados pelo francês Eisenmann: a) a Administração pode realizar todos os atos e medidas que não sejam contrários à lei.. PRINCÍPIO DA MORALIDADE ADMINISTRATIVA Para configurar o princípio da moralidade administrativa e operacionalizá-lo parece melhor adotar o último entendimento. numa época de redução de mordomias. No conjunto dos poderes do Estado traduzia a supremacia do poder legislativo em relação ao poder executivo.'. Mediante a submissão da Administração à lei. Daí um sentido de garantia. benéficas ou detrimentosas. decorre do princípio da moralidade administrativa.. não à vontade instável da autoridade. função. mesmo que tal aquisição revista-se de legalidade. 60) Os aspectos apontados acima representam ângulo diversos do intuito essencial de impedir que fatores pessoais. Exemplo: em momento de crise financeira. o poder tornava-se objetivado. honradez. integridade de caráter. Na sua concepção originária esse princípio vinculou-se à separação de poderes e ao conjunto de idéias que historicamente significaram oposição às práticas do período absolutista. LXXUI). A probidade. retidão. a percepção da imoralidade administrativa ocorre no enfoque contextual. no âmbito das atuações. que importe em enriquecimento ilícito ou proveito próprio ou de outrem no exercício de mandato. O princípio em causa não é senão o próprio princípio da legalidade ou isonomia” (Elementos de direito administrativo. PRINCÍPIO DA IMPESSOALIDADE No entender de Celso Antônio Bandeira de Mello. ao se considerar o contexto em que a decisão foi ou será tomada. A improbidade administrativa tem um sentido forte de conduta que lese o erário público. aparecendo como dever. certeza jurídica e limitação do poder contido nessa concepção do princípio da legalidade administrativa. d) a Administração só pode realizar atos ou medidas que a lei ordena fazer. num período de agravamento de problemas sociais. ine. probidade equivale a honestidade. subjetivos sejam os verdadeiros móveis e fins das atividades administrativas. emprego público.. de regra. que há de caracterizar a conduta e os atos das autoridades e agentes públicos. configura imoralidade efetuar gastos com aquisição de automóveis de luxo para "servir" autoridades. exprimia a supremacia da lei sobre os atos e medidas administrativa. Na linguagem comum. Outro é a previsão de sanções a governantes e agentes públicos por atos ou condutas de improbidade administrativa. Em geral. O princípio da moralidade é de difícil tradução verbal talvez porque seja impossível enquadrar em um ou dois vocábulos a ampla gama de condutas e práticas desvirtuadoras das verdadeiras finalidades da Administração Pública. p. b) a Administração só pode editar atos ou medidas que uma nora autoriza.Uma das decorrências da caracterização de um Estado como Estado de Direito encontrase no princípio da legalidade que informa as atividades da Administração Pública. PRINCÍPIO DA PUBLICIDADE Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 8 . 5. c) somente são fixado por norma legislativa. obedecer à Administração era o mesmo que obedecer à lei. destoa do contexto.

Um dos desdobramentos desse princípio encontra-se n o inc. XXXIII do art. diz que ao 44 usuário fica garantido serviço público compatível com sua dignidade humana. Associado à Administração Pública. A lei impõe ao administrador público alguns deveres: deveres administrativos. O vocábulo liga-se à idéia de ação. parágrafo único. informações do seu interesse particular ou de interesse coletivo ou geral. 37. para produzir resultado de modo rápido e preciso. generalidade. de modo rápido e preciso. como o "governo do poder público em público". sem distinção de qualquer espécie".acrescentou o princípio da eficiência aos princípios da Administração enunciados no caput do art.'. O princípio da publicidade vigora para todos os setores e todos os âmbitos da atividade administrativa. Assim. 123. a Lei 8. a negligência. Numa democracia a publicidade é a regra básica do poder e o segredo. a omissão . "visível" (O futuro da democracia. 5.Reforma Administrativa . de 04. conforto e segurança. caracteriza o serviço adequado como aquele "que satisfaz as condições de regularidade. invertendo a regra do segredo e do oculto que predominava. 1986. atualidade.'. a descaso. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 9 . continuidade. cortesia na sua prestação. o princípio da eficiência determina que a Administração deve agir. atribuindo a este último vocábulo o sentido de "manifesto(.1990.características habituais da Administração Pública brasileira. 1988. sob tal prisma. prestado com eficiência. que reconhece a todos o direito de receber. pontualidade. Por sua vez. segurança. p. 6. Bobbio caracteriza a democracia. uniformidade. no art. 243-244).no § 1.Concessão e Permissão de Serviços Públicos . a exceção. dos órgãos públicos.". modificidade das tarifas". Na legislação pátria o termo eficiência já aparecera relacionado à prestação de serviços públicos.Ao discorrer sobre democracia e poder invisível. -dever de probidade. eficiência. Agora a eficiência é princípio que norteia toda a atuação da Administração Pública. a Lei Orgânica do Município de São Paulo. A Constituição de 1988 alinha-se a essa tendência de publicidade ampla a reger as atividades da Administração. Poderes e deveres do administrador público A ordem jurídica confere aos agentes públicos certas prerrogativas para que estes. com raras exceções.04. Por sua vez. -dever de eficiência.. Eficiência contrapõe-se a lentidão. o que significa que é extremamente limitado o espaço dos segredos de Estado" (A ruptura totalitária e a reconstrução dos direitos. p. DEVERES DO ADMINISTRADOR PÚBLICO -poder-dever de agir. Essas prerrogativas consubstanciam os chamados poderes do administrador público. persigam a consecução dos fins públicos. regularidade. PRINCÍPIO DA EFICIÊNCIA A Emenda Constitucional 19198 . Celso Lafer pondera que "numa democracia a visibilidade e a publicidade do poder são ingredientes básicos. 84). para produzir resultados que satisfaçam as necessidades da população. posto que permitem um importante mecanismo de controle 'ex parte populi' da conduta dos governantes.987195 . Essas prerrogativas são outorgadas por lei.'do art. em nome do Estado..

no intuito de se imprimir à atuação do administrador público maior celeridade. -Os poderes administrativos são irrenunciáveis. técnica. representa um dever de agir. No Direito Privado o poder de agir é uma mera faculdade. diante de situações que exigem sua atuação. como gestor de bens e interesses alheios. -ressarcimento ao erário. responsabilidade civil da Administração. da coletividade.-dever de prestar contas. PODERES ADMINISTRATIVOS É o conjunto de prerrogativas de Direito Público que a ordem jurídica confere aos agentes administrativos para o fim de permitir que o Estado alcance seus fins. na forma e gradação previstas em lei. até mesmo. sem prejuízo da ação penal cabível. coordenação. -indisponibilidade dos bens. controle. -A omissão do agente. -Poder Vinculado -Poder Discricionário -Poder Hierárquico -Poder Disciplinar -Poder Regulamentar -Poder de Polícia Poder Vinculado É aquele de que dispõe a Administração para a prática de atos administrativos em que é mínima ou Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 10 . DEVER DE EFICIÊNCIA O dever de eficiência mostra-se presente na necessidade de tornar cada vez mais qualitativa a atividade administrativa. caracteriza abuso de poder. por ser conferido à Administração para o atingimento do fim público. um dever de agir para o agente público. que poderá ensejar. Os atos de improbidade administrativa importarão: -suspensão dos direitos políticos. DEVER DE PRESTAR CONSTAS O dever de prestar contas é decorrência inafastável da função do administrador público. devendo ser obrigatoriamente exercidos pelos titulares. PODER-DEVER DE AGIR Poder-dever de agir significa dizer que o poder administrativo. perfeição. -perda da função pública. no Direito Administrativo é uma imposição. etc. DEVER DE PROBIDADE O dever de probidade exige que o administrador público atue sempre em consonância com os princípios da moralidade e honestidade administrativas.

estabelecendo o motivo e escolhendo (dentro dos limites legais) seu conteúdo. Todos os atos administrativos são vinculados quanto: -a competência.inexistente sua liberdade de atuação. determinantes são também vinculados à existência e legitimidade dos motivos declarados como ensejadores de sua prática. Poder Hierárquico A hierarquia caracteriza-se pela existência de graus de subordinação entre os diversos órgãos e agentes do Executivo. a fim de possibilitar um maior controle judicial dos atos administrativos. Como resultado do poder hierárquico. Com base na teoria dos motivos determinantes. A conveniência e a oportunidade formam o núcleo do poder discricionário. É o poder hierárquico que permite à Administração estabelecer tais relações. Nesse aspecto. -a finalidade. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 11 . -ao objeto. -proporcionalidade. arbitrárias ou abusivas por parte da Administração Pública. a Administração é dotada da prerrogativa de ordenar. nos casos dos atos discricionários motivados (aqueles em que foram declarados pela Administração os motivos que levaram a sua prática). Limites aos Poder Discricionário A doutrina e a jurisprudência modernas enfatizam a tendência de limitação ao poder discricionário da Administração. assumem relevância os princípios da: -razoabilidade. distribuindo as funções de seus órgãos e agentes conforme o escalonamento hierárquico. coordenar. é aquele em que a Administração dispõe de uma razoável liberdade de atuação. controlar e corrigir as atividades de seus órgãos e agentes no seu âmbito interno. O princípio da proporcionalidade exige que haja proporcionalidade entre os meios utilizados pelo administrador público e os fins que ele pretende alcançar. Contudo. Poder Discricionário É aquele conferido à Administração para a prática de atos dessa natureza. -a forma. de modo a evitar restrições desnecessárias. ou seja. os atos administrativos ditos vinculados também o são quanto: -ao motivo. podendo valorar a oportunidade e conveniência da prática do ato discricionário. O princípio da razoabilidade tem por fim aferir a compatibilidade entre os meios e os fins de um ato administrativo.

É a autorização. -decreto ou regulamento autônomo. passou a existir autorização expressa na CF para que o Presidente da República disponha sobre a organização e funcionamento da Administração Federal. abstratas e impessoais. para a edição de decretos e regulamentos. apreciar todos os aspectos de um ato de seu subordinado. detalhando seus dispositivos. editadas em função de uma lei. Poder Regulamentar O denominado Poder Regulamentar decorre da competência diretamente haurida da CF. de ofício ou mediante provocação do interessado. Delegação Significa atribuir ao subordinado competência para a prática de ato que originalmente pertencia ao superior hierárquico. -decreto ou regulamento autorizado. Temos: -decreto ou regulamento de execução. Poder Disciplinar É a faculdade que possui a Administração de punir internamente as infrações funcionais de seus servidores e demais pessoas sujeitas à disciplina dos órgão e serviços da Administração. no intuito de mantê-lo ou reformá-lo. Decretos de Execução Os decretos de execução costumam ser definidos como regras gerais. O decreto de execução deve restringir-se aos limites e ao conteúdo da lei. O poder punitivo do Estado não é um poder de expressão interna. por meio da qual é conferida ao Poder Executivo a prerrogativa de editar atos normativos gerais e abstratos. explicitando-o. Decretos Autônomos A partir da EC 32/2001.Revisão hierárquica É a prerrogativa conferida ao superior para. Avocação Consiste no poder que possui o superior de chamar para si a execução de atribuições cometidas a seus subordinados. Não confundir o poder disciplinar da Administração com o poder punitivo do Estado. é realizado pelo Poder Judiciário e diz respeito à repressão de crimes e contravenções tipificados nas leis penais. que é o ato primário a ser regulamentado. quando não implicar aumento de Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 12 . possibilitando a fiel execução da lei a que se referem. concernentes à atuação da Administração. ao Chefe do Poder Executivo. A edição de decretos de execução tem como pressuposto a edição de uma lei.

-estabelecimento de modelos de notas fiscais e outros documentos.Não foi instaurada em nosso ordenamento jurídico um autorização ampla e genérica para a edição de decretos autônomos. Os decretos previstos na EC 32/2001 são atos de efeitos internos. atos de caráter administrativo que tenham sido editados pelo Poder Executivo. nossa doutrina. -extinção de cargos ou funções públicas. A competência para a edição de decretos autônomos (CF artigo 84. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 13 . deixa ao Poder Executivo a fixação de normas técnicas. diretamente. e o próprio Poder Judiciário têm admitido a utilização do regulamento autorizado quando a lei. quando vagos. Notas: 1. por lei. No entanto. Somente existem duas hipóteses de edição de decretos autônomos (delegáveis para Ministros de Estado): -organização e funcionamento da Administração Federal. estabelecendo as condições. Se uma lei autorizar o Poder Executivo a disciplinar tais matérias será inconstitucional por afrontar o princípio da separação dos poderes. nela contida. O regulamento autorizado inova o Direito nas matérias em que a lei lhe confere essa atribuição. A jurisprudência no Brasil não admite o regulamento autorizado para a disciplina de matérias reservadas à lei. IV) pode ser delegada a outras autoridades administrativas. Não pode o Poder Legislativo desconstituir. limitando ou disciplinando direito. -etc. quando não implicar em aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos. no estrito desempenho de suas privativas atribuições institucionais. como os Ministros de Estado. tenham reflexos para os administrados em geral. embora. como por exemplo: -regras relativas a registro de operações no mercado de capitais. dispondo sobre a organização e funcionamento da Administração e a extinção de cargos vagos. Princípio da Reserva da Administração O princípio constitucional da reserva da Administração impede a ingerência normativa do Poder Legislativo em matérias sujeitas à exclusiva competência administrativa do Poder Executivo.despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos. quando a autorização do legislador diz respeito a matérias não reservadas à lei. -elaboração de lista com medicamentos sujeitos à retenção de receita. Regulamento Autorizado Regulamento autorizado (ou delegado) é aquele que complementa disposições da lei em razão de expressa determinação. Poder de Polícia Considera-se poder de polícia a atividade da Administração Pública que. diretamente mediante decreto. os limites e os contornos da matéria a ser regulamentada. -modelo de receituário especial. quando vagos. para que o Poder Executivo assim o faça. e proceda à extinção de funções ou cargos públicos.

ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público. à tranqüilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais e coletivos. regra geral.DF. respeitados os direitos do cidadão. à disciplina da produção e do mercado. Autorização É o ato administrativo discricionário em que predomina o interesse do particular.E. Outorga do poder de polícia para o particular A doutrina não admite a outorga do poder de polícia a pessoas da iniciativa privada. estabelecendo o motivo e escolher. aos costumes. as prerrogativas individuais e as liberdades públicas asseguradas na CF e nas leis. alcançando os atos administrativos provenientes de tais pessoas. quanto aos atos e ele relacionados. em razão de interesse público concernente à segurança. dispõe de uma razoável liberdade de atuação.M). à higiene.interesse ou liberdade. integrantes da chamada Administração Indireta. Atributos do Poder de Polícia -Discricionariedade -Auto-executoriedade -Coercibilidade A discricionariedade no exercício do poder de polícia significa que a Administração. à ordem. seu conteúdo. Licença É o ato administrativo vinculado e definitivo pelo qual a Administração reconhece que o particular detentor de um direito subjetivo preenche as condições para seu gozo. em benefício da coletividade ou do próprio Estado. regula a prática de ato ou abstenção de fato. independentemente de ordem judicial. Poder de polícia delegado É aquele executado pelas pessoas administrativas do Estado. podendo valorar a oportunidade e conveniência de sua prática. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 14 . ainda que prestadores de serviço ao Estado. Poder de polícia originário É aquele exercido pelas pessoas políticas do Estado (U. atividades e direitos individuais. Poder de polícia é a faculdade de que dispõe a Administração Pública para condicionar e restringir o uso e o gozo de bens. dentro dos limites legais. A auto-executoriedade consiste na possibilidade que certos aos administrativos ensejam imediata e direta execução pela própria administração. Limites A atuação da polícia administrativa só será legítima se realizada nos estritos termos jurídicos. Não pode ser negada quando o requerente satisfaça os requisitos legais para sua obtenção.

pois podem ser também simbólicas. o orçamento participativo. o poder de fiscalizar dado a toda a sociedade. isto é. A sociedade precisa trabalhar para que surja então um Estado verdadeiramente útil para todos. que faz com que mesmo com mais de 500 anos de existência no Brasil. O controle social é uma ferramenta de garantia dos direitos fundamentais de todo cidadão e como tal. informação e controle social na Administração Pública Controle social é entendido como um instituto que garante aos cidadãos. Delmer Dunn afirma que o controle social não se dá somente através de ações de fiscalização e controle institucionalizadas. se constitui em um pressuposto fundamental da democracia. Transparência. O fato é que precisamos de ações concretas. sobre o poder político do Estado. sua observância é obrigatória para o particular. A teoria do accountability trata da possibilidade de exigir justificação do agente público por seus atos ou omissões e imputar-lhe algum tipo de sanção. também é forma de controle o plebiscito. como por exemplo as pessoas jurídicas de caráter público. e também a garantia da liberdade individual contra o arbítrio político. etc) que são conselhos formados pelo poder público e por usuários dos serviços públicos. O poder apresenta-se como fenômeno na relação Estado e Direito consubistanciado no monopólio da força por parte do mesmo Estado. Tipos e formas de controle Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 15 . individualmente. mediante a Constituição escrita. Assistência Social. as audiências públicas. sendo quase senso comum. ou ainda a não recondução nas próximas eleições. ação popular. Porém ao povo compete à titularidade do poder. dentre outros. que o Estado ainda possui grandes obstáculos. ainda continue falhando. pessoa estranha ao Estado (aqui entendido como União. Idoso. O controle social na administração pública pode ser exercido de diversas maneiras.A coercibilidade possibilita que as medidas adotadas pela Administração podem ser impostas coativamente ao administrado. Estados e Municípios). O povo está na legítima condição de detentor do poder e é necessariamente um dos elementos essenciais do Estado. em grupo ou por meio de entidades juridicamente constituídas. As sanções também não se limitam aos dispositivos legais. que não podem ser somente esperadas dos agentes políticos. dentre as quais passamos a citar: os conselhos sociais (Saúde. Educação. Não é novidade. os conselhos estaduais e a Ordem dos Advogados do Brasil. ação civil pública. de caráter reputacional. incluindo a capacidade de sanção aos agentes políticos. A constituição cidadã criou instrumentos para o seu exercício e proteção.

mas também a mais ineficaz. fiscalização. visando aferir se o administrador público alcançou o resultado pretendido da melhor forma e com menos custos para a Administração. o Contrato de Gestão. Como ilustração deste tipo de controle. serem provocados. ou seja. maior dispêndio para o erário. contudo. dentre outros. Controle concomitante – é efetuado durante a realização da despesa. pois verificar as contas de um gestor terminada sua gestão torna a reparação do dano e a restauração do statu quo ante muito difíceis. a fiscalização de concursos públicos e procedimentos licitatórios. abaixo discorreremos sobre os mais importantes. Esta modalidade de controle pressupõe faculdades de supervisão. devendo estes dois últimos. É a forma mais comum. disponibilizando meios corretivos para os agentes responsáveis pelo desvio de conduta. visto poder o ato tido como irregular poderia ser sobrestado durante a sua consecução. Esta modalidade de controle é exercida tanto pela Administração como pelo Legislativo e Judiciário. vejamos: Quanto ao momento em que são realizados Controle preventivo ou prévio (a priori) – é aquele verificado antes da realização da despesa. perscrutando o enquadramento da instituição no programa de governo e o acompanhamento dos atos de seus dirigentes no desempenho das funções estatutárias. da liquidação da despesa. Tal modo de controle é o mais antigo. ou seja. Quanto ao aspecto controlado Controle da legalidade ou legitimidade – decorrente do princípio da legalidade presente no Estado de Direito. segundo vários aspectos. para o atingimento das finalidades da atividade controlada. da organização vertical dos órgãos administrativos. assim. o efeito decursivo da prática dos atos administrativos. denotando certa mudança na classificação do controle.Embora a doutrina utilize tipos. aprovação e revisão das atividades controladas. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 16 . tem-se as auditorias do Tribunal de Contas. evitando. Quanto ao fundamento utilizado Controle hierárquico – decorre da desconcentração administrativa. emperra a máquina administrativa suspendendo a eficácia do ato até sua análise pelo órgão competente. contudo. objetiva verificar se o ato administrativo está conforme a lei que o regula. sistemas de controle sem muita propriedade didática. Controle subseqüente ou corretivo (a posteriori) – é o feito após a realização do ato de despesa. Controle de mérito – este avalia não o ato. verbi gratia. mas a atividade administrativa de per si. exempli gratia. Controle finalístico – é o que verifica o escopo da instituição. formas. Considerado o mais eficaz. orientação.

X da Lei Maior. todo cidadão poderá denunciar as irregularidades ao órgão de controle externo para fins de instauração do devido procedimento. Controle parlamentar – é exercido pelo Poder Legislativo diretamente ou com o auxílio de uma Controladoria ou Tribunal de Contas. é exercido pelo Poder Judiciário. verifica-se naturalmente que o controle examina. XXXV da Lei Fundamental. Quanto à instauração do controle Controle de ofício (ex officio) – é o que se instaura independemente de provocação do administrado ou de qualquer outro órgão pertencente à estrutura do Poder Público. ação popular. o mérito do ato. em regra. Controle administrativo ou executivo – é o exercido por todos os órgãos sobre as suas respectivas administrações. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 17 . Segundo a natureza dos organismos controladores Controle judiciário – encontra respaldo no artigo 5º. atuando como articulador entre as ações administrativas e a análise de legalidade. não adentrando a seara da oportunidade e conveniência. ações de inconstitucionalidade. caput do mesmo Estatuto. incidindo nos contratos de gestão. ação civil pública. etc. Controle externo – é o que se realiza por órgão estranho ao que emanou o ato ou procedimento administrativo. visto que o Judiciário só poderá manifestar-se acerca da legalidade. Controle por provocação ou externo popular .Controle de resultados – assemelha-se ao controle finalístico supracitado. O controle direto é albergado no artigo 49. enquanto o indireto está previsto no 70. com um reexame sobre sua conveniência [1] ”. Vários são os meios postos à disposição do cidadão o exercício deste controle. Assim. a exemplo daquele realizado pelo Tribunal de Contas. mandado de injunção. habeas data. observando a legalidade dos atos emanados do Poder Executivo. § 2o da Lei das Leis. Este controle tem espeque constitucional no artigo 74. E já que o órgão controlador tem a mesma natureza daquele que emitiu o ato. Dentre eles. podendo analisar o mérito do ato. pelo Poder Judiciário e pelo Legislativo. Como exemplo. a análise de contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros públicos. Segundo a posição do órgão controlador Controle interno – quando “seu exercício cabe ao mesmo ou outro órgão da mesma administração de que emanou o ato.tem assento no artigo 74. encontram-se as seguintes ações constitucionais: mandado de segurança coletivo e individual. devendo ser um auxiliar do controle externo.

C. a origem do controle das contas pública deu-se com a vinda da Família Real para o Brasil. presentes tais controles já aos tempos do Código Indiano de Manu (século XIII a. já os Pretórios de Contas são órgãos de decisão coletiva. dotadas de competência para análise do mérito do ato administrativo. pois.Do Controle Externo A origem dos órgãos de controle remonta à gênese embrionária dos Estados. Este modo caracteriza-se pela marcante presença de um órgão colegiado. a quem compete observar a legalidade dos atos administrativos. no entanto. Hodiernamente. nos Estados Unidos. Os estudiosos costumam classificar o controle epigrafado em dois principais sistemas. os doutrinadores são unânimes ao asseverar não haver país democrático sem a presença de um órgão de controle com a missão de fiscalizar e garantia à sociedade a boa gestão do dinheiro público. concomitante à instituição da República.. As Cortes de Contas surgem nos países de tradição latina. Os Tribunais de Contas e Controladorias tenham o mesmo escopo. Este modo de controle de contas públicas observa proficuamente o mérito ou economicidade do ato administrativo. Os dois ramos predominantes na atualidade são as Controladorias e os Tribunais de Contas. segundo Hely Lopes: “. João VI lavrou alvará criando o Erário Régio e Conselho de Fazenda. os Chambres de Comptes e Exchequer. que examinava toda a atividade estatal. Foi. um Ofício Revisional.). através da criação do Tribunal de Contas da União. por Napoleão em 1807. na República da Irlanda. difundida na GrãBretanha. inclusive a do rei. hierarquicamente subordinado àquele. respectivamente. Referido controle é formado por um órgão monocrático (Controlador-geral. feita pela Administração incumbida de sua prática. que. quando autorizada a decidir sobre a conveniência e Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 18 . revisor). algo inimaginável até o período do advento do Estado Moderno. dentre outros. No período medieval. possuindo seus membros as mesmas garantias e impedimentos dos membros do Poder Judiciário. sucessor do Estado Absolutista. à exceção dos pseudos Estados de Direito. a saber: (a) as Controladorias são órgãos monocráticos. tendo notável desenvolvimento na França. Entre nós. os atuais modelos de controle: Tribunais de Contas e Controladorias. os quais delinearam. grosso modo. embora encontremos outras formas [2]. consubstancia-se. foram criados órgãos de controle na França e Inglaterra. nas Antigas Grécia (logistas) e Roma (questores) que a atividade de fiscalização do Estado recebeu institucionalização. servindo de inspiração para as demais gerações. Vale observar que o referido controle tomou a feição atual com a iniciativa do pranteado baiano Ruy Barbosa. fiscalizar as contas da Administração Pública.. o Príncipe Regente D. (b) as Controladorias têm avançado sistema de fiscalização. chefiado por um censor. As Controladorias são mais encontradiços nos países de tradição anglo-saxônica. designado pelo Parlamento e. ou seja. perante este responsável. portanto. em 28 de junho de 1808. em Israel. na valoração dos motivos e na escolha do objeto do ato. É notada também na Antiga China a existência de um órgão fiscalizador da administração financeira. possuem profundas distinções.

Executivo ou Legislativo. via de regra. sendo esta última a mais encontrada. à Assembléia Legislativa Estadual ou Câmara de Vereadores. ele pode ser vinculado ao Judiciário. como é o caso da trabalhista. no que atine à autonomia administrativa e funcional. A exclusividade de competência é facilmente encontrada na maioria dos países que possuem um desenvolvido órgão de controle. Entrementes. entendem dever o órgão de controle passar a integrar o corpo da Magistratura. Já o Colégio de Contas analisa a regularidade e conformidade do ato. à exclusividade de sua competência e à investidura e garantias de seus membros. os Tribunais de Contas tornam-se meros departamentos submetidos ao interesse do Governo. inclusive no Brasil. Aqui. bem como a situação em que estes executam a tarefa de controle. pois existem defensores para cada posição do referido órgão.oportunidade e justiça do ato a realizar”. acabará informando a própria localização da instituição como órgão independente ou meramente submetidos ao interesse do Governo. mas de colaboração técnica com a respectiva Casa Legislativa. No tocante à posição do órgão de controle. Cabe abordar a posição de independência e autonomia do órgão de controle externo. as competências funcionais dos Tribunais e Controladorias estão. O Tribunal de Contas no Estado Brasileiro exerce o controle externo em auxílio ao Congresso Nacional. legitimidade. A forma de indicação de seus membros. como órgão autônomo e com competências claramente fixadas pela Constituição. incapazes de fiscalizá-lo. existem várias formas de investidura dos membros dos Tribunais e Controladorias. posição comum nos países de regime ditatorial. na verdade. com o advento da Carta de 1988. malgrado alguns destes órgãos originarem-se no Executivo. economicidade dos atos administrativos da Administração Direta e Indireta. pois o caput do artigo 70 do referido diploma legal prevê a apreciação da legalidade. observa-se constituir pré-requisito para o funcionamento adequado dos órgãos de controle e. A vinculação ao Poder Executivo é hoje opinião minoritária entre as nações. sem esse componente. como corolário do princípio da legalidade. uma justiça especializada. eleitoral e militar. a discussão acerca da posição do órgão controlador até hoje persiste. assim. os Tribunais de Contas viram suas competências ser significativamente ampliadas. Referente à autonomia administrativa e funcional. A problemática maior agora se põe. Todavia. especialmente junto à Fazenda Pública. previstas no Estatuto Maior de cada país. formando. Contudo. pois refere-se à investidura dos integrantes dos órgãos de controle. como alhures. ou seja. pois. A posição do órgão de controle vinculado ao Legislativo é a adotada em larga escala na maior parte do mundo. Para os que defendem o vínculo ao Poder Judiciário. não ocupando posição de subordinação ao Parlamento. investiga a adequação do ato à norma legal. portanto. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 19 . a forma geral de indicação segue as mesmas regras adotadas nas indicações de juízes de tribunais superiores dos respectivos países.

a Administração “aparece com uma série de prerrogativas que garantem a sua posição de supremacia sobre o particular” (Di Pietro. o Estado Mínimo do ideário francês Laissez Faire. b) Finalidade pública: o contrato administrativo visa ao interesse público. ainda que somente consiga contemplá-lo indiretamente. e sim para a manutenção da ordem jurídica posta pelo Estado de Direito. ou seja. cedendo a prestação dos serviços a particulares. porém. se a Administração celebrar um contrato de direito privado. os órgãos controladores tiveram suas competências substancialmente alargadas. um desafio aos Tribunais de Contas e Controladorias é ajustar-se ao novo modelo do Estado para bem desempenhar sua missão de fiscalizar a boa aplicação dos recursos do orçamento público e ter padrão de avaliação de resultados para dar a sociedade a satisfatória informação que ela espera”. mas ao atendimento das necessidades coletivas. não só para a boa aplicação do dinheiro público. na atual conjuntura. celebra com pessoas físicas ou jurídicas. art.. 30. Contratos administrativos: conceito.O Brasil adota o sistema misto. públicas ou privadas. passando a observar não apenas a legalidade dos atos como também a sua economicidade. poderia ser escorreita. foi desvirtuada. Exemplo: aos Municípios compete prestar o transporte coletivo urbano (CF. Poder-se-ia questionar tal forma de investidura que na sua forma pura. segundo regime jurídico de direito público” Características: a) Presença da Administração Pública como Poder Público: nos contratos administrativos. Conforme o citado autor: “. todavia. a concessão não visa ao enriquecimento da empresa privada. com a aprovação do Legislativo. é inegável que a finalidade pública é atingida de forma direta e imediata. Antonio Roque Citadini. Nesse caso. os membros do controle gozarão das mesmas inerentes ao Poder Judiciário. Em outros casos. De fato. Em certos casos. 2003. tal como ocorre nas concessões de serviço público. I a III da Carta Magna. 250). porém ao invés de fazê-lo diretamente. ela ficará relativamente nivelada com os particulares. nessa qualidade. a saber: vitaliciedade. com muita propriedade discorre sobre os desafios que o Controle Externo terá com a volta da política liberal. Acerca das garantias.. No que concerne às vedações são igualmente adotadas as aplicadas aos Magistrados. e parte constitui-se de indicações do Executivo. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 20 . os órgãos de controle deverão ser considerados instrumentos de suma importância. onde parte dos membros são indicados pelo próprio Legislativo. as insculpidas no artigo 95. Tal realidade. e por ele aprovada. Por conseguinte. inamovibilidade e irredutibilidade de subsídio. p. V). pois os pretensos representantes do povo nomeiam os Ministros e Conselheiros ao seu talante e da forma mais conveniente. nos quais a Administração figura em condição de superioridade frente aos contratados privados. características. não é a dos contratos administrativos. para a consecução de fins públicos. formalização De acordo com Di Pietro . podem celebrar contrato de concessão. Destarte. ou seja.Contratos administrativos “são ajustes que a Administração. Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo e autor de livros sobre o controle externo.

eis que existem atos e procedimentos rígidos. Observação. respeitados os direitos do contratado”. e) Natureza “intuito personae”: os contratos administrativos não são celebrados com qualquer pessoa. mas com aquelas que demonstraram qualidades especiais no procedimento licitatório. Sempre que a Administração altera ou rescinde o contrato sem culpa do contratante. total ou parcial. b) a alteração social ou a modificação da finalidade ou da estrutura da empresa. são vedadas: a) a subcontratação. dispensa e inexigibilidade. E mais: a Administração não é inteiramente livre na criação de tais cláusulas. como pressuposto. em razão da supremacia dos interesses públicos sobre os interesses particulares. autorização pela autoridade competente. na hipótese da necessidade de acautelar apuração administrativa de faltas contratuais pelo contratado. não admitidas no edital. que prejudique a execução do contrato (art. eles não são celebrados ao mero acaso. Lei 8.° 8. 58 da Lei nº 8. c) fiscalizar a execução dos contratos.contudo. nos caso de infração contratual ou inaptidão do contratante. sob pena de nulidade do pacto. Assim. sob pena de rescisão contratual (arts. eis que se atrela ao que impõem as leis. uma série de trâmites burocráticos. a decisão de celebrar um contrato administrativo tem. as cláusulas exorbitantes são prerrogativas que permitem à administração: a) modificar unilateralmente os contratos “para melhor adequação às finalidades de interesse público. obrigatoriedade. b) rescindir unilateralmente os contratos. sendo o interesse público satisfeito de forma indireta. “em razão da pessoa”. modalidades e procedimentos. a saber: “avaliação. imóveis. c) Formalismo: os contratos administrativos exigem a forma escrita. é o interesse privado do particular contratado que é imediatamente satisfeito (ex. do seu objeto. as quais são plenamente válidas nos contratos em que a administração figura como parte. XI. simplesmente as aceita. p. isto é. d) Contrato de adesão: as cláusulas do contrato administrativo são previamente fixadas pela Administração Pública. O contratante não participa da elaboração delas. em caso de serviço essencial. pessoal e serviços vinculados ao objeto do contrato. Lei 8. concessão de sepultura em cemitério). 72 e 78. Daí o sentido da expressão latina “intuito personae”.883. de 8 de junho de 1994 e complementos) LICITAÇÃO Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 21 . indicação de recursos orçamentários e licitação”(Di Pietro. Ademais. VI. deve respeitar o equilíbrio econômico-financeiro. e) ocupar. pois. 2003. total ou parcial. garantindo-lhe o aumento da remuneração respectiva ou a indenização por despesas já realizadas. bem como na hipótese de rescisão do contrato administrativo.princípios.666/93. a associação do contratado com outrem ou a cessão ou transferência. provisoriamente bens móveis. existem cláusulas que. Trata-se das cláusulas exorbitantes.666/93). Nos termos do art. 78. ninguém teria o interesse de celebrar contratos administrativos Licitações . motivação. 254).666/93). fases (Lei n. do contrário. f) Cláusulas exorbitantes: nos contratos administrativos. Coerentemente com essa realidade. d) aplicar sanções motivadas pela inexecução total ou parcial do ajuste. os regulamentos e o princípio da indisponibilidade do interesse público. a serem observados pela Administração. no âmbito do direito privado seriam consideradas incomuns ou ilícitas.

compatível com a moral. compras.Conceitos e Princípios Licitação é o procedimento administrativo formal em que a Administração Pública convoca. esse princípio vincula os licitantes e a Administração Pública às regras estabelecidas. dos Estados. ressalvadas as hipóteses de dispensa e de inexigibilidade de licitação. É condição essencial para garantir em todas as fases da licitação. ao regulamentar o artigo 37. # Princípio da Impessoalidade Esse princípio obriga a Administração a observar nas suas decisões critérios objetivos previamente estabelecidos. # Princípio da Vinculação ao Instrumento Convocatório Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 22 .666 de 1993. empresas interessadas na apresentação de propostas para o oferecimento de bens e serviços. # Princípio da Isonomia Significa dar tratamento igual a todos os interessados. inclusive de publicidade. A Lei nº 8. os bons costumes e as regras da boa administração. inciso XXI. estabeleceu normas gerais sobre licitações e contratos administrativos pertinentes a obras. da Constituição Federal. do Distrito Federal e dos Municípios. de maneira a assegurar oportunidade igual a todos os interessados e possibilitar o comparecimento ao certame ao maior número possível de concorrentes. mediante condições estabelecidas em ato próprio (edital ou convite). Os seguintes princípios básicos que norteiam os procedimentos licitatórios devem ser observados. # Princípio da Publicidade Qualquer interessado deve ter acesso às licitações públicas e seu controle. A licitação objetiva garantir a observância do princípio constitucional da isonomia e a selecionar a proposta mais vantajosa para a Administração. mediante divulgação dos atos praticados pelos administradores em todas as fases da licitação. dentre outros: # Princípio da Legalidade Nos procedimentos de licitação. serviços. # Princípio da Moralidade e da Probidade Administrativa A conduta dos licitantes e dos agentes públicos tem que ser. De acordo com essa Lei. ética. alienações e locações no âmbito dos Poderes da União. afastando a discricionariedade e o subjetivismo na condução dos procedimentos da licitação. a celebração de contratos com terceiros na Administração Pública deve ser necessariamente precedida de licitação. além de lícita. nas normas e princípios em vigor.

mesmo que em benefício da própria Administração. Afasta a possibilidade de o julgador utilizar-se de fatores subjetivos ou de critérios não previstos no ato convocatório. O procedimento de licitação objetiva permitir que a Administração contrate aqueles que reúnam as condições necessárias para o atendimento do interesse público. os fundos especiais. Distrito Federal e Municípios. Nada poderá ser criado ou feito sem que haja previsão no ato convocatório. as alienações e locações devem ser contratadas mediante licitações públicas. e alterações posteriores. ainda. Como Licitar Uma vez definido o objeto que se quer contratar.666. de 1993. as fundações públicas. além dos órgãos integrantes da administração direta. É necessário. prevista na Lei nº 8.666. Quem deve Licitar Estão sujeitos à regra de licitar. art. levando em consideração aspectos relacionados à capacidade técnica e econômico-financeira do licitante. quando o objeto pretendido referir-se a bens e serviços comuns listados no Decreto nº 3. # Princípio do Julgamento Objetivo Esse princípio significa que o administrador deve observar critérios objetivos definidos no ato convocatório para o julgamento das propostas. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 23 . NOÇÕES GERAIS O Que é Licitar A execução de obras. as sociedades da economia mista e demais entidades controladas direta e indiretamente pela União. prevê para a Administração Pública a obrigatoriedade de licitar. é necessário estimar o valor total da obra.555. de 1993. verificar se há previsão de recursos orçamentários para o pagamento da despesa e se esta se encontrará em conformidade com a Lei de Responsabilidade Fiscal. à qualidade do produto e ao valor do objeto. exceto nos casos previstos na Lei nº 8. Estados. as empresas públicas. 37.Obriga a Administração e o licitante a observarem as normas e condições estabelecidas no ato convocatório. do serviço ou do bem a ser licitado. as autarquias. deve ser adotada a modalidade de licitação adequada. Por que Licitar A Constituição Federal. Após apuração da estimativa. inciso XXI. a prestação de serviços e o fornecimento de bens para atendimento de necessidades públicas. mediante realização de pesquisa de mercado. com prioridade especial para o pregão.

que não está limitado a valores. exceto quando se trata de pregão. sendo pelo menos dois deles servidores qualificados pertencentes aos quadros permanentes dos órgãos da Administração responsáveis pela licitação.de 8 de agosto de 2002. habilitar o licitante e adjudicar o objeto vencedor. Nas pequenas unidades administrativas a na falta de pessoal disponível. dentre outras atribuições. Será especial quando for o caso de licitações específicas. mediante ato administrativo próprio (portaria. por exemplo). ser pregoeiro ou para realizar licitação na modalidade convite. no mínimo. No caso de pregão. receberem a proposta escrita e os lances verbais. Pode ser permanente e especial. A investidura dos membros das comissões permanentes não pode exceder a um ano. É constituída por. A lei não admite apenas a recondução da totalidade. salvo se posição individual divergente estiver devidamente fundamentada e registrada em ata lavrada na reunião em que tiver sido tomada a decisão. a partir de critérios definidos em lei. O valor estimado para contratação é o principal fator para escolha da modalidade de licitação. é possível a recondução parcial desses membros. o pregoeiro e respectiva equipe de apoio são designados dentre os servidores do órgão ou entidade promotora da licitação para. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 24 . Modalidades de Licitação Modalidade de licitação é a forma específica de conduzir o procedimento licitatório. Responsáveis pela licitação Consideram-se responsáveis pela licitação. tomadas de preços e convite. examinar e julgar todos os documentos e procedimentos relativos ao cadastramento de licitantes e às licitações nas modalidades de concorrência. analisar a aceitabilidade da proposta e efetuar sua classificação. os agentes públicos designados pela autoridade de competência. Quando da renovação da comissão para o período subseqüente. três membros. Será permanente quando a designação abranger a realização de licitações por período determinado de no máximo doze meses. a comissão pode ser substituída por servidor designado para esse fim. Os membros da comissão de licitação respondem solidariamente pelos atos praticados. que regulamenta esta modalidade. em caráter excepcional e só em convite. para integrar comissão de licitação. A comissão de licitação é criada pela Administração com a função de receber.

Além do leilão e do concurso, as demais modalidades de licitação admitidas são exclusivamente as seguintes: CONCORRÊNCIA Modalidade da qual podem participar quaisquer interessados que na fase de habilitação preliminar comprovem possuir requisitos mínimos de qualificação exigidos no edital para execução do objeto da licitação. TOMADA DE PREÇOS Modalidade realizada entre interessados devidamente cadastrados ou que atenderem a todas as condições exigidas para cadastramento até o terceiro dia anterior à data do recebimento das propostas, observada a necessária qualificação. CONVITE Modalidade realizada entre interessados do ramo de que trata o objeto da licitação, escolhidos e convidados em número mínimo de três pela Administração. O convite é a modalidade de licitação mais simples. A Administração escolhe quem quer convidar, entre os possíveis interessados, cadastrados ou não. A divulgação deve ser feita mediante afixação de cópia do convite em quadro de avisos do órgão ou entidade, localizado em lugar de ampla divulgação. No convite é possível a participação de interessados que não tenham sido formalmente convidados, mas que sejam do ramo do objeto licitado, desde que cadastrados no órgão ou entidade licitadora ou no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores – SICAF. Esses interessados devem solicitar o convite com antecedência de até 24 horas da apresentação das propostas. No convite para que a contratação seja possível, são necessárias pelo menos três propostas válidas, isto é, que atendam a todas as exigências do ato convocatório. Não é suficiente a obtenção de três propostas. É preciso que as três sejam válidas. Caso isso não ocorra, a Administração deve repetir o convite e convidar mais um interessado, enquanto existirem cadastrados não convidados nas últimas licitações, ressalvadas as hipóteses de limitação de mercado ou manifesto desinteresse dos convidados, circunstâncias estas que devem ser justificadas no processo de licitação. Para alcançar o maior número possível de interessados no objeto licitado e evitar a repetição do procedimento, muitos órgãos ou entidades vêm utilizando a publicação do convite na imprensa oficial e em jornal de grande circulação, além da distribuição direta aos fornecedores do ramo. A publicação na imprensa e em jornal de grande circulação confere ao convite divulgação idêntica à da concorrência e à tomada de preços e afasta a discricionariedade do agente público. Quando for impossível a obtenção de três propostas válidas, por limitações do mercado ou manifesto desinteresse dos convidados, essas circunstâncias deverão ser devidamente motivada e justificados no processo, sob pena de repetição de convite.
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Limitações de mercado ou manifesto desinteresse das empresas convidadas não se caracterizam e nem podem ser justificados quando são inseridas na licitação condições que só uma ou outra empresa pode atender. PREGÃO É a modalidade licitação em que disputa pelo fornecimento de bens e serviços comuns é feita em sessão pública. Os licitantes apresentam suas propostas de preço por escrito e por lances verbais, independentemente do valor estimado da contratação. Ao contrário do que ocorre em outras modalidades, no Pregão a escolha da proposta é feita antes da análise da documentação, razão maior de sua celeridade. A modalidade pregão foi instituída pela Medida Provisória 2.026, de 4 de maio de 2000, convertida na Lei nº 10.520, de 2002, regulamentada pelo Decreto 3.555, de 2000. O pregão é modalidade alternativa ao convite, tomada de preços e concorrência para contratação de bens e serviços comuns. Não é obrigatória, mas deve ser prioritária e é aplicável a qualquer valor estimado de contratação. Escolha da modalidade de Licitação A escolha das modalidades concorrência, tomada de preços, e convite é definida pelos seguintes limites: Concorrência: Obras e serviços de engenharia acima de R$ 1.500.000,00. Compras e outros serviços acima de R$ 650.000,00. Tomada de Preços Obras e serviços de engenharia acima de R$ 150.000,00 até R$ 1.500.000,00. Convite Obras e serviços de engenharia acima de R$ 15.000,00 até R$ 150.000,00. Compras e outros serviços acima de R$ 8.000,00 até R$ 80.000,00. Quando couber convite, a Administração pode utilizar a tomada de preços e, em qualquer caso, a concorrência. Quando se tratar de bens e serviços que não sejam de engenharia, a Administração pode optar pelo pregão.

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Dispensa e Inexigibilidade A licitação é regra para a Administração Pública, quando contrata obras, bens e serviços. No entanto, a lei apresenta exceções a essa regra. São os casos em que a licitação é legalmente dispensada, dispensável ou inexigível. A possibilidade de compra ou contratação sem a realização de licitação se dará somente nos casos previstos em lei. Tipos de licitação O tipo de licitação não deve ser confundido com modalidade de licitação. Modalidade é procedimento. Tipo é o critério de julgamento utilizado pela Administração para seleção da proposta mais vantajosa. Os tipos de licitação mais utilizados para o julgamento das propostas são os seguintes: Menor Preço Critério de seleção em que a proposta mais vantajosa para a Administração é a de menor preço. É utilizado para compras e serviços de modo geral e para contratação e bens e serviços de informática, nos casos indicados em decreto do Poder Executivo. Melhor Técnica Critério de seleção em que a proposta mais vantajosa para a Administração é escolhida com base em fatores de ordem técnica. É usado exclusivamente para serviços de natureza predominantemente intelectual, em especial na elaboração de projetos, cálculos, fiscalização, supervisão e gerenciamento e de engenharia consultiva em geral, e em particular, para elaboração de estudos técnicos preliminares e projetos básicos e executivos. Técnica e Preço Critério de seleção em que a proposta mais vantajosa para a Administração é escolhida com base na maior média ponderada, considerando-se as notas obtidas nas propostas de preço e de técnica. É obrigatório na contratação de bens e serviços de informática, nas modalidades tomada de preços e concorrência.

Fases da Licitação Os atos da licitação devem desenvolver-se em seqüência lógica, a partir da existência de determinada necessidade pública a ser atendida. O procedimento tem início com o planejamento e prossegue até a
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assinatura do respectivo contrato ou a emissão de documento correspondente, em duas fases distintas: Fase interna ou preparatória Delimita e determina as condições do ato convocatório antes de trazê-las ao conhecimento público. Fase externa ou executória Inicia-se com a publicação do edital ou com a entrega do convite e termina com a contratação do fornecimento do bem, da execução da obra ou da prestação do serviço.

A Fase Interna Durante a fase interna da licitação, a Administração terá a oportunidade de corrigir falhas porventura verificadas no procedimento, sem precisar anular atos praticados. Exemplo: inobservância de dispositivos legais, estabelecimento de condições restritivas, ausência de informações necessárias, entre outras faltas.

Procedimentos para a abertura de processo licitatório

A fase interna do procedimento relativo às licitações públicas observará a seguinte seqüência de atos preparatórios: solicitação expressa do setor requisitante interessado, com indicação de sua necessidade; aprovação da autoridade competente para início do processo licitatório, devidamente motivada e analisada sob a ótica da oportunidade, conveniência e relevância para o interesse público; estimativa do valor da contratação, mediante comprovada pesquisa de mercado; indicação de recursos orçamentários para fazer face à despesa; verificação da adequação orçamentária e financeira, em conformidade com a Lei de responsabilidade Fiscal, quando for o caso; elaboração de projeto básico, obrigatório em caso de obras e serviços; definição da modalidade e do tipo de licitação a serem adotados. Com o advento da Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF, outras exigências foram impostas ao gestor público para promover licitações públicas, em especial quando a despesa se referir à criação, expansão ou aperfeiçoamento de ação governamental que acarrete aumento da despesa. Nesse caso, são condições necessárias para a efetivação do procedimento licitatório a existência de: estimativa de impacto orçamentário-financeiro no exercício em que deva entrar em vigor a despesa e nos dois subseqüentes; declaração do ordenador de despesa de que o aumento tem adequação orçamentária e financeira com a lei
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o administrador deve estar atento às peculiaridades do objeto e às diferentes exigências da Lei de Licitações na contratação de obras. de forma que somadas todas as despesas da mesma espécie. se for o caso. da Lei nº 10. salvo nos casos em que for tecnicamente injustificável. realizadas e a realizar. respectivamente. não sejam ultrapassados os limites estabelecidos para o exercício. da Lei nº 10. houver previsão de recursos orçamentários que assegurem o pagamento das obrigações decorrentes de obras ou serviços a serem executadas no exercício financeiro em curso. qualquer que seja a sua origem.orçamentária anual e compatibilidade com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias. previstas no programa de trabalho. inciso II. A LRF ressalvou dessas exigências apenas as despesas consideradas irrelevantes.707.98. prioridades e metas previstas nesses instrumentos e não infrinja qualquer de suas disposições. Não poderão ser incluídos no objeto da licitação: a obtenção de recursos financeiros para execução de obras e serviços. de acordo com o respectivo cronograma de desembolso. características e especificações exclusivas. ou quando o fornecimento desses materiais e Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 29 . Pelas LDO`s para 2003 (art. serviços ou compras. 30 de julho de 2003). para obras e serviços de engenharia e R$ 8.00. o fornecimento de bens e serviços sem similaridade ou de marcas. ou seja. No caso de execução de obras e prestação de serviços. as licitações somente poderão ser realizadas quando: houver projeto básico aprovado pela autoridade competente e disponível para exame dos interessados em participar do processo licitatório. Para a Lei de Responsabilidade Fiscal.000.24 da Lei de Licitações. a obra ou o serviço estiverem incluídos nas metas estabelecidas no PPA. são despesas irrelevantes aquelas cujo valor não ultrapasse os limites dos incisos I e II do art. considera-se: adequada com a lei orçamentária anual. a despesa objeto de dotação específica e suficiente. de 25 de julho de 2002) e para 2004 (art. exceto nos casos de empreendimentos executados e explorados sob o regime de concessão. definidas para a lei de diretrizes orçamentárias (LDO). Obras e Serviços Para definir o objeto da licitação. de R$ 15.000.524.110. existir orçamento detalhado em planilhas que expressem a composição de todos os seus custos unitários. ou que seja abrangida por crédito genérico. compatível com o plano plurianual e a lei de diretrizes orçamentárias. a despesa que se conforme com as diretrizes. por exemplo. inciso II.00 para compras e outros serviços. nos termos da legislação específica. os objetivos.

revestimento. Nesse regime. o contratado assume inteira responsabilidade pela execução do objeto até a sua entrega ao órgão ou entidade da Administração em condições de ser utilizado. geralmente. A execução das obras e dos serviços deve ser programada sempre em sua totalidade. com previsão de seus custos atual e final. pintura e outras etapas. de paredes Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 30 . pois seus quantitativos são pouco sujeitos a alterações. Exemplo: metragem executada das fundações. * empreitada por preço unitário. estrutura. A empreitada integral é usada quando se pretende contratar o objeto em sua totalidade. compreendendo todas as etapas da obra. A empreitada por preço global é utilizada quando se contrata a execução da obra ou do serviço por preço certo e total. É empregada com mais freqüência em projetos de maior complexidade. A tarefa é utilizada quando se contrata a mão-de-obra para pequenos trabalhos por preço certo. ou seja. execução indireta – quando a Administração contrata com terceiros a execução das obras e dos serviços. quando os quantitativos de materiais empregados são pouco sujeitos a alterações durante a execução da obra ou da prestação de serviços e podem ser aferidos mais facilmente. a contratação é feita sob os seguintes regimes: * empreitada por preço global. concretagem da laje. nem tampouco no orçamento apresentado junto à proposta. * tarefa. cobertura. o pagamento deve ser efetuadoapós a conclusão dos serviços ou etapas definidos em cronograma físico-financeiro. Seu uso se verifica. Esse uso diz respeito à segurança estrutural e operacional e deve ter as características adequadas às finalidades para as quais o objeto que foi contratado. Na empreitada por preço global. * empreitada integral. e será realizada sob a forma de: execução direta – quando a Administração utiliza meios próprios.serviços for feito sob o regime de administração contratada. o pagamento deve ser realizado por unidades feitas. previsto no ato convocatório. Na execução indireta. com ou sem fornecimento de materiais. levando em conta o prazo total da execução. Devem ser atendidos os requisitos técnicos e legais para o uso do objeto. A empreitada por preço unitário é usada quando se contrata a execução da obra ou serviço por preço certo de unidades determinadas. em contratações de objetos mais comuns. cujas quantidades de serviços e dos materiais relativos às parcelas de maior relevância e do valor significativo são definidas de forma exata no ato convocatório. por exemplo: fundações. A empreitada por preço global e a empreitada por preço unitário são os regimes mais utilizados de contratação. serviços e instalações necessárias. Na empreitada por preço unitário.

os quais devem retratar. e deve ser elaborado segundo as exigências contidas na Lei nº 8. com adequado nível de precisão. subsídios para montagem do plano de licitação e gestão da obra. a fim de evitar distorções na execução de obras ou na prestação de serviços. dentre outras informações essenciais: Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 31 . de pintura. É recomendável que o estabelecimento das quantidades a serem licitadas e contratadas seja o mais exato possível. identificação dos tipos de serviços a executar e de materiais e equipamentos a incorporar à obra. relativamente as obras. todos os elementos e informações necessárias para que os licitantes possam elaborar suas propostas de preços com total e completo conhecimento do objeto da licitação. soluções técnicas globais e localizadas. A licitação sob o regime de preço unitário é mais indicada quando o objeto incluir o fornecimento de materiais ou serviços com previsão de quantidades ou cujos quantitativos correspondam às previsões reais do projeto básico ou executivo. por exemplo. Projeto básico é o conjunto de elementos necessários e suficientes. A legislação determina que o projeto básico. deve conter os seguintes elementos: desenvolvimento da solução escolhida. de colocação de piso. que possam culminar com acréscimos quantitativos além dos limites legais. O projeto básico Toda licitação de obra ou serviço deve ser precedida da elaboração do projeto básico. fundamentado em quantitativos de serviços e fornecimentos propriamente avaliados. Tem como objeto assegurar a viabilidade técnica e o adequado tratamento do impacto ambiental do empreendimento. a Administração deverá fornecer. orçamento detalhado do custo global da obra. de colocação de gesso. deve fornecer. ou complexo de obras ou serviços. informações que possibilitem o estudo e a dedução de métodos construtivos. a realidade da execução da obra ou da prestação de serviços. Possibilita a avaliação do custo da obra e a definição dos métodos e do prazo de execução.levantadas. Um projeto básico bem elaborado para contratação de serviços de manutenção preventiva e corretiva. Independentemente da modalidade adotada. Deve ser elaborado com base nas indicações de estudos técnicos preliminares. A lei estabelece que o projeto básico deve estar anexado ao ato convocatório. para caracterizar a obra ou o serviço. dele sendo parte integrante. com nível de precisão adequado. junto com o ato convocatório. obrigatoriamente.666 de 1993.

semanal. local de conserto dos equipamentos. R$ 8. para quaisquer outros serviços. é o documento que propicia à Administração conhecimento pleno do objeto que se quer licitar.detalhamento do objeto.00.00. com nível máximo de detalhamento possível de todas as suas etapas. etc. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 32 . e o local onde possa ser examinado e adquirido. relação do material de reposição que deverá estar coberto pelo futuro contrato. se diária. Para realização do procedimento licitatório não há obrigatoriedade da existência prévia de projeto executivo. As obras e serviços limitados aos valores máximos a seguir estão dispensados de licitação e desobrigam o agente público da elaboração do projeto básico. na data da sua publicação. se o projeto básico for falho ou incompleto. clara e precisa. mensal. a que estará sujeito. prazo para atendimento às chamadas. Em qualquer licitação de obras e serviços. No ato convocatório deve ser informado se há projeto executivo disponível. existência de plantonistas quando for o caso. além de autarquias e fundações qualificadas na forma de agências executivas. periodicidade de visitas. quinzenal. No caso. O projeto básico. de forma detalhada. exigência de oficina. além de ser peça imprescindível para execução de obra ou prestação de serviço. Deve permitir ao licitante as informações necessárias à boa elaboração de sua proposta.000. quando for o caso. mediante regras estabelecidas pela Administração. equipe mínima/composição da equipe técnica. uma vez que este poderá ser desenvolvido concomitantemente com a execução das obras e serviços. material mínimo necessário para estoque no local dos serviços. quando não puder ser feito no próprio prédio. O projeto executivo Nas licitações para contratação de obras também é exigido projeto executivo. a licitação estará viciada e a contratação não atenderá aos objetivos da Administração. para obras e serviços de engenharia. com registro na entidade profissional competente. horário das visitas de manutenção. a licitação deverá prever a elaboração do competente projeto executivo por parte da contratada ou por preço previamente fixado pela Administração. desde que autorizado pela Administração. Projeto executivo é o conjunto de elementos necessários e suficientes à realização do empreendimento a ser executado. R$ 15. obras e serviços contratados por sociedades de economia mista e empresas públicas.000. Os valores referidos serão acrescidos de 20% (vinte por cento) para compras.

deveres e demais normas que regem a sua vida funcional. Título I Capítulo Único Das Disposições Preliminares Art. ou na execução. financeira ou trabalhista entre o autor do projeto. 2o Para os efeitos desta Lei. No âmbito de cada pessoa política . fornecimento e obras. a empresa. A lei 8. o Distrito Federal e os Municípios . Regime Jurídico dos Servidores Públicos Federais Regime jurídico dos servidores públicos é o conjunto de princípios e regras referentes a direitos. ou controlador. Art. das autarquias e fundações públicas federais. da execução da obra. e o licitante ou responsável pelos serviços. Esse entendimento é extensivo aos membros da comissão de licitação. pessoa física ou jurídica. de 11/12/1990. 3o Cargo público é o conjunto de atribuições e responsabilidades previstas na estrutura organizacional que devem ser cometidas a um servidor. os Estados. 1o Esta Lei institui o Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União. servidor é a pessoa legalmente investida em cargo público. ocupantes de cargos públicos. e exclusivamente a serviço da Administração. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 33 . econômica. É permitido ao autor do projeto a participação na licitação de obra ou serviços. responsável técnico ou subcontratado. da licitação. desde que nas funções de fiscalização. das autarquias. supervisão ou gerenciamento.Quem não pode participar da licitação? Não podem participar. apenas na qualidade de consultor ou técnico. comercial. pessoa física ou jurídica. Art. direta ou indiretamente. de responsável pela elaboração de projeto básico ou executivo ou da qual o autor do projeto seja dirigente. isoladamente ou em consórcio. é o regime jurídico Estatutário aplicável aos Servidores Públicos Civis da União.há um Estatuto.112/90. Considera-se participação indireta a existência de qualquer vínculo de natureza técnica.União. com suas alterações. da prestação dos serviços e do fornecimento de bens necessários à obra ou serviços: o autor de projeto básico ou executivo. gerente. inclusive as em regime especial. o servidor dirigente de órgão ou entidade contratante ou responsáveis pela licitação. e das fundações públicas federais. incluindo-se os fornecimentos de bens e serviços a estes necessários. acionista ou detentor de mais de 5% (cinco por cento) do capital com direito a voto. A lei que reúne estas regas é denominada de Estatuto e o regime jurídico passa a ser chamado de regime jurídico Estatutário.

7o A investidura em cargo público ocorrerá com a posse. IV . III . II . (Incluído pela Lei nº 9.515. para tais pessoas serão reservadas até 20% (vinte por cento) das vagas oferecidas no concurso. VI . de acordo com as normas e os procedimentos desta Lei.97) V .promoção. para provimento em caráter efetivo ou em comissão.(Revogado pela Lei nº 9. Título II Do Provimento. técnicos e cientistas estrangeiros. V . 5o São requisitos básicos para investidura em cargo público: I . são criados por lei.o nível de escolaridade exigido para o exercício do cargo. § 3o As universidades e instituições de pesquisa científica e tecnológica federais poderão prover seus cargos com professores. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 34 .readaptação.a quitação com as obrigações militares e eleitorais. Vacância. acessíveis a todos os brasileiros.nomeação.(Revogado pela Lei nº 9.97) Art. de 20.12.527. Redistribuição e Substituição Capítulo I Do Provimento Seção I Disposições Gerais Art.Parágrafo único. Remoção. Art. Os cargos públicos.a idade mínima de dezoito anos. II . 8o São formas de provimento de cargo público: I .12. Art. de 10. § 1o As atribuições do cargo podem justificar a exigência de outros requisitos estabelecidos em lei.97) IV . III . de 10. 6o O provimento dos cargos públicos far-se-á mediante ato da autoridade competente de cada Poder. Art.aptidão física e mental. 4o É proibida a prestação de serviços gratuitos. com denominação própria e vencimento pago pelos cofres públicos.11.a nacionalidade brasileira. salvo os casos previstos em lei.o gozo dos direitos políticos. § 2o Às pessoas portadoras de deficiência é assegurado o direito de se inscrever em concurso público para provimento de cargo cujas atribuições sejam compatíveis com a deficiência de que são portadoras.527.

conforme dispuserem a lei e o regulamento do respectivo plano de carreira.97) (Regulamento) Art. em outro cargo de confiança.527. inclusive na condição de interino. O servidor ocupante de cargo em comissão ou de natureza especial poderá ser nomeado para ter exercício. 12. 10. VIII . obedecidos a ordem de classificação e o prazo de sua validade. (Redação dada pela Lei nº 9. interinamente.527.97) Parágrafo único. (Redação dada pela Lei nº 9. (Redação dada pela Lei nº 9. 11.em comissão. podendo ser realizado em duas etapas. Parágrafo único. no qual deverão constar as atribuições. O concurso público terá validade de até 2 (dois ) anos.12. de 10.12.VI . A posse dar-se-á pela assinatura do respectivo termo. sem prejuízo das atribuições do que atualmente ocupa. Seção II Da Nomeação Art. Seção IV Da Posse e do Exercício Art.12. Os demais requisitos para o ingresso e o desenvolvimento do servidor na carreira. § 1o O prazo de validade do concurso e as condições de sua realização serão fixados em edital.em caráter efetivo.recondução.97) Seção III Do Concurso Público Art.527. A nomeação para cargo de carreira ou cargo isolado de provimento efetivo depende de prévia habilitação em concurso público de provas ou de provas e títulos. de 10.aproveitamento. que será publicado no Diário Oficial da União e em jornal diário de grande circulação. de 10. VII . condicionada a inscrição do candidato ao pagamento do valor fixado no edital. serão estabelecidos pela lei que fixar as diretrizes do sistema de carreira na Administração Pública Federal e seus regulamentos. quando se tratar de cargo isolado de provimento efetivo ou de carreira.527.reversão. § 2o Não se abrirá novo concurso enquanto houver candidato aprovado em concurso anterior com prazo de validade não expirado.97) Art. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 35 .(Redação dada pela Lei nº 9. 9o A nomeação far-se-á: I . por igual período. mediante promoção. 13. O concurso será de provas ou de provas e títulos. de 10.12.reintegração. para cargos de confiança vagos. hipótese em que deverá optar pela remuneração de um deles durante o período da interinidade. II . IX . quando indispensável ao seu custeio. e ressalvadas as hipóteses de isenção nele expressamente previstas. podendo ser prorrogado uma única vez.

97) § 2o O servidor será exonerado do cargo ou será tornado sem efeito o ato de sua designação para função de confiança. emprego ou função pública. Parágrafo único.97) § 5o No ato da posse. (Redação dada pela Lei nº 9. (Incluído pela Lei nº 9.527. VI.12. (Redação dada pela Lei nº 9.97) Art. por qualquer das partes. ressalvados os atos de ofício previstos em lei. Art. 18. Ao entrar em exercício. se não entrar em exercício nos prazos previstos neste artigo. as responsabilidades e os direitos inerentes ao cargo ocupado. observado o disposto no art.527. de 10. IX e X do art. O início.12. a suspensão. Art. de 10. VIII. (Redação dada pela Lei nº 9. Exercício é o efetivo desempenho das atribuições do cargo público ou da função de confiança. ou afastado nas hipóteses dos incisos I.os deveres.97) § 4o O início do exercício de função de confiança coincidirá com a data de publicação do ato de designação.527. "d".97) § 1o É de quinze dias o prazo para o servidor empossado em cargo público entrar em exercício.12. A posse em cargo público dependerá de prévia inspeção médica oficial.12. "b".97) § 3o A posse poderá dar-se mediante procuração específica. 15.97) § 3o À autoridade competente do órgão ou entidade para onde for nomeado ou designado o servidor compete dar-lhe exercício. que é contado no novo posicionamento na carreira a partir da data de publicação do ato que promover o servidor. (Redação dada pela Lei nº 9. contados da data da posse. "e" e "f". salvo quando o servidor estiver em licença ou afastado por qualquer outro motivo legal. 16. A promoção não interrompe o tempo de exercício. III e V do art. de 10. (Redação dada pela Lei nº 9. IV.527. alíneas "a". de 10. 14. de 10.527. (Redação dada pela Lei nº 9. de 10.527.97) § 2o Em se tratando de servidor. hipótese em que recairá no primeiro dia útil após o término do impedimento. de 10.527. § 6o Será tornado sem efeito o ato de provimento se a posse não ocorrer no prazo previsto no § 1o deste artigo. Só poderá ser empossado aquele que for julgado apto física e mentalmente para o exercício do cargo. 17. que não poderão ser alterados unilateralmente. Parágrafo único.12. de 10. o servidor apresentará ao órgão competente os elementos necessários ao seu assentamento individual.527. o prazo será contado do término do impedimento.12. que esteja na data de publicação do ato de provimento. § 4o Só haverá posse nos casos de provimento de cargo por nomeação.12.12. (Redação dada pela Lei nº 9.527. 102. em licença prevista nos incisos I. 81. (Redação dada pela Lei nº 9. a interrupção e o reinício do exercício serão registrados no assentamento individual do servidor. de Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 36 . o servidor apresentará declaração de bens e valores que constituem seu patrimônio e declaração quanto ao exercício ou não de outro cargo. § 1o A posse ocorrerá no prazo de trinta dias contados da publicação do ato de provimento. Art. que não poderá exceder a trinta dias da publicação.

será submetida à homologação da autoridade competente a avaliação do desempenho do servidor.12. III . ou equivalentes.12. observado o disposto no parágrafo único do art. respeitada a duração máxima do trabalho semanal de quarenta horas e observados os limites mínimo e máximo de seis horas e oito horas diárias.527. de 2008 § 2o O servidor não aprovado no estágio probatório será exonerado ou. se estável. (Redação dada pela Lei nº 9. de 10. cargos de provimento em comissão do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores . incluído nesse prazo o tempo necessário para o deslocamento para a nova sede. II .12.784. no máximo. podendo ser convocado sempre que houver interesse da Administração. (Redação dada pela Lei nº 9. V. 18.12. 120.disciplina.12.527.91) § 1o O ocupante de cargo em comissão ou função de confiança submete-se a regime de integral dedicação ao serviço.capacidade de iniciativa. 19.12.527. Ao entrar em exercício.527. 5 e 4. no mínimo. dez e. observados os seguinte fatores: (vide EMC nº 19) I .DAS. contados da publicação do ato. de 10. caput (Incluído pela Lei nº 9. de 10. para a retomada do efetivo desempenho das atribuições do cargo. de 10.91) Art. realizada por comissão constituída para essa finalidade.270. de 17.12. § 3o O servidor em estágio probatório poderá exercer quaisquer cargos de provimento em comissão ou funções de direção. o prazo a que se refere este artigo será contado a partir do término do impedimento. Os servidores cumprirão jornada de trabalho fixada em razão das atribuições pertinentes aos respectivos cargos.97) Art. respectivamente. 29. 20. (Parágrafo renumerado e alterado pela Lei nº 9. O servidor que deva ter exercício em outro município em razão de ter sido removido. observado o disposto no art. e somente poderá ser cedido a outro órgão ou entidade para ocupar cargos de Natureza Especial.97) § 1o Na hipótese de o servidor encontrar-se em licença ou afastado legalmente. reconduzido ao cargo anteriormente ocupado.97) Art. requisitado. redistribuído.produtividade. o servidor nomeado para cargo de provimento efetivo ficará sujeito a estágio probatório por período de 24 (vinte e quatro) meses. § 1o 4 (quatro) meses antes de findo o período do estágio probatório. de 17. trinta dias de prazo. durante o qual a sua aptidão e capacidade serão objeto de avaliação para o desempenho do cargo. (Redação dada pela Lei nº 11.97) § 2o O disposto neste artigo não se aplica a duração de trabalho estabelecida em leis especiais.97) § 2o É facultado ao servidor declinar dos prazos estabelecidos no caput. chefia ou assessoramento no órgão ou entidade de lotação. cedido ou posto em exercício provisório terá. de acordo com o que dispuser a lei ou o regulamento da respectiva carreira ou cargo.assiduidade. sem prejuízo da continuidade de apuração dos fatores enumerados nos incisos I a V do caput deste artigo. (Redação dada pela Lei nº 8.responsabilidade. de níveis 6. IV . (Incluído pela Lei nº Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 37 .10. (Incluído pela Lei nº 8.270.

por invalidez. 22. O servidor estável só perderá o cargo em virtude de sentença judicial transitada em julgado ou de processo administrativo disciplinar no qual lhe seja assegurada ampla defesa. até a ocorrência de vaga.644. quando junta médica oficial declarar insubsistentes os motivos da aposentadoria. § 1o.97) Seção VIII Da Reversão (Regulamento Dec. Readaptação é a investidura do servidor em cargo de atribuições e responsabilidades compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental verificada em inspeção médica.12.225-45. 24.2001) II .527. e será retomado a partir do término do impedimento. de 30. (Revogado pela Lei nº 9. respeitada a habilitação exigida.527.2001) I . (prazo 3 anos vide EMC nº 19) Art. desde que: (Incluído pela Medida Provisória nº 2.12. de 10. o servidor exercerá suas atribuições como excedente. bem assim na hipótese de participação em curso de formação.225-45. incisos I a IV. de 10. de Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 38 . 23.2000) Art. o readaptando será aposentado. 25.9.97) Seção V Da Estabilidade Art. 83. de 4.527. 84. nº 3. 94.12. bem assim afastamento para participar de curso de formação decorrente de aprovação em concurso para outro cargo na Administração Pública Federal.97) § 5o O estágio probatório ficará suspenso durante as licenças e os afastamentos previstos nos arts.(Redação dada pela Lei nº 9. na hipótese de inexistência de cargo vago.527. O servidor habilitado em concurso público e empossado em cargo de provimento efetivo adquirirá estabilidade no serviço público ao completar 2 (dois) anos de efetivo exercício.527.11. de 10. (Incluído pela Lei nº 9. 95 e 96.97) § 4o Ao servidor em estágio probatório somente poderão ser concedidas as licenças e os afastamentos previstos nos arts. nível de escolaridade e equivalência de vencimentos e. 86 e 96.9.97) Seção VII Da Readaptação Art.12. de 10.9. de 4. de 10.12. 81. Seção VI Da Transferência Art. ou (Incluído pela Medida Provisória nº 2. Reversão é o retorno à atividade de servidor aposentado: (Redação dada pela Medida Provisória nº 2. (Incluído pela Lei nº 9.225-45.no interesse da administração. 21. § 1o Se julgado incapaz para o serviço público. § 2o A readaptação será efetivada em cargo de atribuições afins.

Seção IX Da Reintegração Art. de 4. até a ocorrência de vaga. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.2001) Art. posto em disponibilidade.9.2001) § 1o A reversão far-se-á no mesmo cargo ou no cargo resultante de sua transformação.9.9.2001) b) a aposentadoria tenha sido voluntária. de 4.2001) c) estável quando na atividade.2001) § 3o No caso do inciso I. ou no cargo resultante de sua transformação.225-45.225-45.9.2001) a) tenha solicitado a reversão. (Incluído pela Medida Provisória nº 2. de 4. encontrando-se provido o cargo. Não poderá reverter o aposentado que já tiver completado 70 (setenta) anos de idade.225-45.225-45. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.225-45.225-45. § 1o Na hipótese de o cargo ter sido extinto. de 4. (Incluído pela Medida Provisória nº 2. ou.9. de 4.2001) § 4o O servidor que retornar à atividade por interesse da administração perceberá. de 4.4. (Incluído pela Medida Provisória nº 2. (Revogado pela Medida Provisória nº 2. de 4.225-45.2001) e) haja cargo vago.225-45.2001) § 2o O tempo em que o servidor estiver em exercício será considerado para concessão da aposentadoria.225-45.9. de 4. ainda. observado o disposto nos arts. o seu eventual ocupante será reconduzido ao cargo de origem. § 2o Encontrando-se provido o cargo.9. a remuneração do cargo que voltar a exercer.225-45.225-45.2001) Art.9. de 4. de 4. de 4. 28. sem direito à indenização ou aproveitado em outro cargo. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.9. 27. de 4. o servidor ficará em disponibilidade. 30 e 31.9. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.225-45. (Incluído pela Medida Provisória nº 2. inclusive com as vantagens de natureza pessoal que percebia anteriormente à aposentadoria.2001) d) a aposentadoria tenha ocorrido nos cinco anos anteriores à solicitação. (Incluído pela Medida Provisória nº 2. em substituição aos proventos da aposentadoria. Seção X Da Recondução Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 39 . 26.2001) § 6o O Poder Executivo regulamentará o disposto neste artigo. quando invalidada a sua demissão por decisão administrativa ou judicial.2001) § 5o O servidor de que trata o inciso II somente terá os proventos calculados com base nas regras atuais se permanecer pelo menos cinco anos no cargo. o servidor exercerá suas atribuições como excedente.9.9. A reintegração é a reinvestidura do servidor estável no cargo anteriormente ocupado. (Incluído pela Medida Provisória nº 2. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.9. com ressarcimento de todas as vantagens.

A exoneração de cargo efetivo dar-se-á a pedido do servidor.inabilitação em estágio probatório relativo a outro cargo. VIII .527.12.reintegração do anterior ocupante. 29.527.aposentadoria. Seção XI Da Disponibilidade e do Aproveitamento Art. de 10. o servidor não entrar em exercício no prazo estabelecido. Será tornado sem efeito o aproveitamento e cassada a disponibilidade se o servidor não entrar em exercício no prazo legal.12. II .demissão.97) VI . 37. 34. Capítulo II Da Vacância Art. observado o disposto no art. Parágrafo único. o servidor será aproveitado em outro. II . 31. II . 33. O retorno à atividade de servidor em disponibilidade far-se-á mediante aproveitamento obrigatório em cargo de atribuições e vencimentos compatíveis com o anteriormente ocupado. Na hipótese prevista no § 3o do art.97) V . de 10. 30. Recondução é o retorno do servidor estável ao cargo anteriormente ocupado e decorrerá de: I . ou de ofício. VII . IX . A vacância do cargo público decorrerá de: I . Art.promoção.12. Parágrafo único.527.Art. o servidor posto em disponibilidade poderá ser mantido sob responsabilidade do órgão central do Sistema de Pessoal Civil da Administração Federal SIPEC. Encontrando-se provido o cargo de origem. tendo tomado posse.falecimento.quando. III . de 10. até o seu adequado aproveitamento em outro órgão ou entidade.posse em outro cargo inacumulável. Art. 32.97) Art.(Revogado pela Lei nº 9.exoneração. 30.readaptação. salvo doença comprovada por junta médica oficial.quando não satisfeitas as condições do estágio probatório. O órgão Central do Sistema de Pessoal Civil determinará o imediato aproveitamento de servidor em disponibilidade em vaga que vier a ocorrer nos órgãos ou entidades da Administração Pública Federal. Parágrafo único. (Parágrafo incluído pela Lei nº 9.(Revogado pela Lei nº 9. A exoneração de ofício dar-se-á: I . Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 40 . IV .

97) II .manutenção da essência das atribuições do cargo.527. a critério da Administração. de 10. de 10. de 10. 37. Remoção é o deslocamento do servidor. de qualquer dos Poderes da União. condicionada à comprovação por junta médica oficial.97) I .12. de 10.527. também servidor público civil ou militar. Redistribuição é o deslocamento de cargo de provimento efetivo. (Revogado pela Lei nº 9.12.527.527.527. ocupado ou vago no âmbito do quadro geral de pessoal. II .527.97) a) para acompanhar cônjuge ou companheiro.527. cônjuge. no interesse da Administração.97) I .12. de 10. para outra localidade. de 10. (Incluído pela Lei nº 9.12. de acordo com normas preestabelecidas pelo órgão ou entidade em que aqueles estejam lotados.97) Capítulo III Da Remoção e da Redistribuição Seção I Da Remoção Art.interesse da administração.vinculação entre os graus de responsabilidade e complexidade das atividades. 36.97) II . A exoneração de cargo em comissão e a dispensa de função de confiança dar-se-á: (Redação dada pela Lei nº 9. Parágrafo único.97) IV .527.97) III .12.97) I .12. de 10.12.12. (Incluído pela Lei nº 9.527. Para fins do disposto neste artigo.527. entende-se por modalidades de remoção: (Redação dada pela Lei nº 9. (Incluído pela Lei nº 9.97) Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 41 . para outro órgão ou entidade do mesmo Poder. de 10. companheiro ou dependente que viva às suas expensas e conste do seu assentamento funcional.12. de 10. observados os seguintes preceitos: (Redação dada pela Lei nº 9. (Incluído pela Lei nº 9.equivalência de vencimentos.97) Seção II Da Redistribuição Art. que foi deslocado no interesse da Administração. dos Estados.12. de 10. na hipótese em que o número de interessados for superior ao número de vagas. (Incluído pela Lei nº 9. com prévia apreciação do órgão central do SIPEC.Art.a pedido.527.12.a pedido do próprio servidor.527.(Incluído pela Lei nº 9.a juízo da autoridade competente. a pedido ou de ofício.527.a pedido. independentemente do interesse da Administração: (Incluído pela Lei nº 9. de 10. Parágrafo único. de 10.97) c) em virtude de processo seletivo promovido.12.97) III . com ou sem mudança de sede. do Distrito Federal e dos Municípios.12. de 10.527. de 10.12. (Incluído pela Lei nº 9. (Incluído pela Lei nº 9. 35.97) b) por motivo de saúde do servidor.de ofício. no âmbito do mesmo quadro. (Incluído pela Lei nº 9.

527. 30 e 31.97) § 1o O substituto assumirá automática e cumulativamente. 38.97) Art. previamente designados pelo dirigente máximo do órgão ou entidade. hipóteses em que deverá optar pela remuneração de um deles durante o respectivo período.V . que excederem o referido período. O disposto no artigo anterior aplica-se aos titulares de unidades administrativas organizadas em nível de assessoria.97) § 4o O servidor que não for redistribuído ou colocado em disponibilidade poderá ser mantido sob responsabilidade do órgão central do SIPEC. e ter exercício provisório.12. (Incluído pela Lei nº 9.mesmo nível de escolaridade. de 10.12.12.12. de 10.97) VI . inclusive nos casos de reorganização. até seu adequado aproveitamento.97) Capítulo IV Da Substituição Art. (Incluído pela Lei nº 9.97) § 1o A redistribuição ocorrerá ex officio para ajustamento de lotação e da força de trabalho às necessidades dos serviços.527. (Incluído pela Lei nº 9. superiores a trinta dias consecutivos. nos afastamentos. em outro órgão ou entidade. o servidor estável que não for redistribuído será colocado em disponibilidade. nos casos dos afastamentos ou impedimentos legais do titular.compatibilidade entre as atribuições do cargo e as finalidades institucionais do órgão ou entidade. com valor fixado em Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 42 .97) § 2o A redistribuição de cargos efetivos vagos se dará mediante ato conjunto entre o órgão central do SIPEC e os órgãos e entidades da Administração Pública Federal envolvidos.12. de 10.12. (Incluído pela Lei nº 9. de 10.12. de 10. impedimentos legais ou regulamentares do titular e na vacância do cargo.527.527. o exercício do cargo ou função de direção ou chefia e os de Natureza Especial. paga na proporção dos dias de efetiva substituição. 39. no caso de omissão. (Redação dada pela Lei nº 9. 40.527. sem prejuízo do cargo que ocupa. (Redação dada pela Lei nº 9. Vencimento é a retribuição pecuniária pelo exercício de cargo público.97) § 3o Nos casos de reorganização ou extinção de órgão ou entidade. de 10. de 10. (Parágrafo renumerado e alterado pela Lei nº 9. (Redação dada pela Lei nº 9.12. (Incluído pela Lei nº 9. extinto o cargo ou declarada sua desnecessidade no órgão ou entidade.12. de 10.527. de 10. Os servidores investidos em cargo ou função de direção ou chefia e os ocupantes de cargo de Natureza Especial terão substitutos indicados no regimento interno ou.527. especialidade ou habilitação profissional.97) § 2o O substituto fará jus à retribuição pelo exercício do cargo ou função de direção ou chefia ou de cargo de Natureza Especial. extinção ou criação de órgão ou entidade.527. até seu aproveitamento na forma dos arts. Título III Dos Direitos e Vantagens Capítulo I Do Vencimento e da Remuneração Art.527.

98) (Vide Lei nº 9. sendo assim consideradas como efetivo exercício.97) Art.527.624. de 10.97) Parágrafo único.lei. e saídas antecipadas. As faltas justificadas decorrentes de caso fortuito ou de força maior poderão ser compensadas a critério da chefia imediata. a qualquer título. As reposições e indenizações ao erário. Parágrafo único. de 2008) Art. (Incluído pela Lei nº 9.4. § 3o O vencimento do cargo efetivo.527. (Incluído pela Lei nº 11. nenhum desconto incidirá sobre a remuneração ou provento. (Revogado pela Lei nº 11.784. proporcional aos atrasos. Art. a título de remuneração. ausências justificadas. Excluem-se do teto de remuneração as vantagens previstas nos incisos II a VII do art.12. ou mandado judicial. Parágrafo único. ressalvadas as concessões de que trata o art.12.527. 44. 43. sem motivo justificado. 61. § 2o O servidor investido em cargo em comissão de órgão ou entidade diversa da de sua lotação receberá a remuneração de acordo com o estabelecido no § 1o do art.624. 45. salvo na hipótese de compensação de horário. (Redação dada pela Lei nº 9. ressalvadas as vantagens de caráter individual e as relativas à natureza ou ao local de trabalho. Nenhum servidor poderá perceber. até o mês subseqüente ao da ocorrência. (Regulamento) Parágrafo único. acrescido das vantagens pecuniárias permanentes estabelecidas em lei. Remuneração é o vencimento do cargo efetivo. na forma definida em regulamento. mensalmente. de 10. importância superior à soma dos valores percebidos como remuneração. a ser estabelecida pela chefia imediata. (Redação dada pela Lei nº 9. em espécie. 42. ou entre servidores dos três Poderes.97) II . Salvo por imposição legal. de 2008 Art. 97. O servidor perderá: I . por membros do Congresso Nacional e Ministros do Supremo Tribunal Federal. de 2. § 5o Nenhum servidor receberá remuneração inferior ao salário mínimo.12.4.784. no âmbito dos respectivos Poderes. 62. serão previamente Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 43 . 41. pelos Ministros de Estado. de 10. acrescido das vantagens de caráter permanente. Mediante autorização do servidor. Art. § 4o É assegurada a isonomia de vencimentos para cargos de atribuições iguais ou assemelhadas do mesmo Poder.98) Art.a remuneração do dia em que faltar ao serviço. poderá haver consignação em folha de pagamento a favor de terceiros. é irredutível. a critério da administração e com reposição de custos. 46.a parcela de remuneração diária. atualizadas até 30 de junho de 1994. (Revogado pela Lei nº 9. § 1o A remuneração do servidor investido em função ou cargo em comissão será paga na forma prevista no art. de 2. 93.

a reposição será feita imediatamente.9. aposentado ou ao pensionista. § 1o As indenizações não se incorporam ao vencimento ou provento para qualquer efeito.adicionais.ajuda de custo. exceto nos casos de prestação de alimentos resultante de decisão judicial. de 4. Constituem indenizações ao servidor: I . de 4. no prazo máximo de trinta dias. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.2001) § 2o Quando o pagamento indevido houver ocorrido no mês anterior ao do processamento da folha. de 4.225-45. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2. para pagamento. nem acumuladas. III . poderão ser pagas ao servidor as seguintes vantagens: I . podendo ser parceladas. A não quitação do débito no prazo previsto implicará sua inscrição em dívida ativa.9. para efeito de concessão de quaisquer outros acréscimos pecuniários ulteriores. que for demitido.9.9.2001) § 3o Na hipótese de valores recebidos em decorrência de cumprimento a decisão liminar.transporte. O vencimento. de 4.comunicadas ao servidor ativo.gratificações. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.indenizações. Capítulo II Das Vantagens Art. a pedido do interessado. 48. 50. 51. Art. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2. Além do vencimento. Seção I Das Indenizações Art. 49. de 4. § 2o As gratificações e os adicionais incorporam-se ao vencimento ou provento. serão eles atualizados até a data da reposição. O servidor em débito com o erário. em uma única parcela. II .225-45.225-45. 47.225-45.22545. II .diárias. de 4. a remuneração e o provento não serão objeto de arresto.2001) Art.2001) § 1o O valor de cada parcela não poderá ser inferior ao correspondente a dez por cento da remuneração.9. terá o prazo de sessenta dias para quitar o débito.9. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2. a tutela antecipada ou a sentença que venha a ser revogada ou rescindida.2001) Art. As vantagens pecuniárias não serão computadas.225-45. provento ou pensão. sob o mesmo título ou idêntico fundamento. exonerado ou que tiver sua aposentadoria ou disponibilidade cassada. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2. III . Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 44 . nos casos e condições indicados em lei. seqüestro ou penhora.2001) Parágrafo único.

bagagem e bens pessoais.IV . vier a ter exercício na mesma sede. passar a ter exercício em nova sede.355. compreendendo passagem.12. injustificadamente. a ajuda de custo será paga pelo órgão cessionário. 54. 56. fará jus a passagens e diárias destinadas a indenizar as parcelas de despesas extraordinária com pousada. A ajuda de custo é calculada sobre a remuneração do servidor. quando cabível. a qualquer tempo.527. Será concedida ajuda de custo àquele que. conforme dispuser em regulamento.(Redação dada pela Lei nº 9. 52.(Incluído pela Lei nº 11.auxílio-moradia. (Redação dada pela Lei nº 9. de 10. 51. a serviço. Subseção II Das Diárias Art.12.97) § 2o Nos casos em que o deslocamento da sede constituir exigência permanente do cargo. 58. o servidor não fará jus a diárias. Art. § 2o À família do servidor que falecer na nova sede são assegurados ajuda de custo e transporte para a localidade de origem. 57.97) § 1o A diária será concedida por dia de afastamento. ou reassumi-lo. contado do óbito. No afastamento previsto no inciso I do art. por meio diverso. não se apresentar na nova sede no prazo de 30 (trinta) dias. serão estabelecidos em regulamento. com mudança de domicílio.527. conforme se dispuser em regulamento. Parágrafo único. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 45 . Art. com mudança de domicílio em caráter permanente. dentro do prazo de 1 (um) ano. de 10. § 3o Também não fará jus a diárias o servidor que se deslocar dentro da mesma região metropolitana. não sendo servidor da União. de 10. assim como as condições para a sua concessão.12. for nomeado para cargo em comissão. O servidor ficará obrigado a restituir a ajuda de custo quando. de 2006) Subseção I Da Ajuda de Custo Art. alimentação e locomoção urbana. sendo devida pela metade quando o deslocamento não exigir pernoite fora da sede. Os valores das indenizações estabelecidas nos incisos I a III do art. em virtude de mandato eletivo. não podendo exceder a importância correspondente a 3 (três) meses. (Redação dada pela Lei nº 9.355. as despesas extraordinárias cobertas por diárias. 53. de 2006) Art. (Redação dada pela Lei nº 11. no interesse do serviço. ou quando a União custear. Não será concedida ajuda de custo ao servidor que se afastar do cargo.97) § 1o Correm por conta da administração as despesas de transporte do servidor e de sua família. vedado o duplo pagamento de indenização. 55. A ajuda de custo destina-se a compensar as despesas de instalação do servidor que. no caso de o cônjuge ou companheiro que detenha também a condição de servidor. 93. Art. Art.527. O servidor que. afastar-se da sede em caráter eventual ou transitório para outro ponto do território nacional ou para o exterior.

cessionário ou promitente cessionário de imóvel no Município aonde for exercer o cargo. 60-B. (Incluído pela Lei nº 11.o servidor não tenha sido domiciliado ou tenha residido no Município. de 2006) IV .o cônjuge ou companheiro do servidor não ocupe imóvel funcional.355. cuja jurisdição e competência dos órgãos. no prazo de um mês após a comprovação da despesa pelo servidor. (Incluído pela Lei nº 9.12.355. nos últimos doze meses. (Incluído pela Lei nº 11. por qualquer motivo.o servidor ou seu cônjuge ou companheiro não seja ou tenha sido proprietário. Subseção IV Do Auxílio-Moradia (Incluído pela Lei nº 11. constituídas por municípios limítrofes e regularmente instituídas. no prazo de 5 (cinco) dias. (Incluído pela Lei nº 11.97) Art. entidades e servidores brasileiros considera-se estendida. 58. de 2006) VII . Parágrafo único. 60-A. de 2006) Art. desconsiderando-se prazo inferior a sessenta dias dentro desse período. de Natureza Especial.DAS.355. 60. (Incluído pela Lei nº 11.355.355. de 2006) Art. Na hipótese de o servidor retornar à sede em prazo menor do que o previsto para o seu afastamento.355. (Incluído pela Lei nº 11. por força das atribuições próprias do cargo. de 2006) Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 46 . ou em áreas de controle integrado mantidas com países limítrofes.nenhuma outra pessoa que resida com o servidor receba auxílio-moradia.355. conforme se dispuser em regulamento. de 2006) III .não exista imóvel funcional disponível para uso pelo servidor.355.o Município no qual assuma o cargo em comissão ou função de confiança não se enquadre nas hipóteses do art. de 2006) II . (Incluído pela Lei nº 11.o servidor tenha se mudado do local de residência para ocupar cargo em comissão ou função de confiança do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores . § 3o. promitente comprador. aonde for exercer o cargo em comissão ou função de confiança. de 10. de 2006) VI . 5 e 6. caput Subseção III Da Indenização de Transporte Art. restituirá as diárias recebidas em excesso.355.355. salvo se houver pernoite fora da sede. em relação ao local de residência ou domicílio do servidor. níveis 4.aglomeração urbana ou microrregião. fica obrigado a restituí-las integralmente. Conceder-se-á auxílio-moradia ao servidor se atendidos os seguintes requisitos: (Incluído pela Lei nº 11. e (Incluído pela Lei nº 11. (Incluído pela Lei nº 11. nos doze meses que antecederem a sua nomeação. de 2006) V . O servidor que receber diárias e não se afastar da sede. de 2006) I . de Ministro de Estado ou equivalentes. incluída a hipótese de lote edificado sem averbação de construção. O auxílio-moradia consiste no ressarcimento das despesas comprovadamente realizadas pelo servidor com aluguel de moradia ou com meio de hospedagem administrado por empresa hoteleira. 59. hipóteses em que as diárias pagas serão sempre as fixadas para os afastamentos dentro do território nacional. no prazo previsto no caput.527. Conceder-se-á indenização de transporte ao servidor que realizar despesas com a utilização de meio próprio de locomoção para a execução de serviços externos.

relativos ao local ou à natureza do trabalho. de 2008 § 2o Independentemente do valor do cargo em comissão ou função comissionada.adicional de férias. 61.490. VIII .355. o pagamento somente será retomado se observados.adicional pelo exercício de atividades insalubres.314 de 2006) Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 47 . No caso de falecimento. Além do vencimento e das vantagens previstas nesta Lei. (Incluído pela Lei nº 11.o deslocamento tenha ocorrido após 30 de junho de 2006. 60-B. (Incluído pela Lei nº 11. de 2006) Art. de 2007) Parágrafo único. (Incluído pela Lei nº 11.o deslocamento não tenha sido por força de alteração de lotação ou nomeação para cargo efetivo. 60-E. (Incluído pela Lei nº 11. (Incluído pela Lei nº 11.gratificação por encargo de curso ou concurso. de 2008 Art. 60-D. (Incluído pela Lei nº 11. V . 60-C. (Incluído pela Lei nº 11. não se aplicando.355. (Incluído pela Lei nº 11. de 10. fica garantido a todos os que preencherem os requisitos o ressarcimento até o valor de R$ 1.800. 60-B desta Lei.784.adicional noturno.527.12.784.9. O auxílio-moradia não será concedido por prazo superior a 8 (oito) anos dentro de cada período de 12 (doze) anos.12. (Incluído pela Lei nº 11. III . colocação de imóvel funcional à disposição do servidor ou aquisição de imóvel. além do disposto no caput deste artigo. (Incluído pela Lei nº 11.VIII .2001) IV .retribuição pelo exercício de função de direção. Para fins do inciso VII. não será considerado o prazo no qual o servidor estava ocupando outro cargo em comissão relacionado no inciso V.(Revogado pela Medida Provisória nº 2.784. função comissionada ou cargo de Ministro de Estado ocupado. perigosas ou penosas. gratificações e adicionais: (Redação dada pela Lei nº 9. o parágrafo único do citado art.gratificação natalina. de 10. de 2008 Art. o auxílio-moradia continuará sendo pago por um mês.355. de 2008 Parágrafo único. VII . os requisitos do caput do art. O valor mensal do auxílio-moradia é limitado a 25% (vinte e cinco por cento) do valor do cargo em comissão. de 2006) IX . serão deferidos aos servidores as seguintes retribuições.adicional pela prestação de serviço extraordinário. de 2006) Seção II Das Gratificações e Adicionais Art.225-45. no caso.527. IX . chefia e assessoramento.784. (Redação dada pela Lei nº 9.outros. de 2008 § 1o O valor do auxílio-moradia não poderá superar 25% (vinte e cinco por cento) da remuneração de Ministro de Estado.97) II .00 (mil e oitocentos reais).784. VI . exoneração. de 4. Transcorrido o prazo de 8 (oito) anos dentro de cada período de 12 (doze) anos.97) I .

67.2001) Subseção II Da Gratificação Natalina Art.527. de 4.225-45. Parágrafo único. A fração igual ou superior a 15 (quinze) dias será considerada como mês integral.Subseção I Da Retribuição pelo Exercício de Função de Direção. 9o. § 1o O servidor que fizer jus aos adicionais de insalubridade e de periculosidade deverá optar por um deles. Fica transformada em Vantagem Pessoal Nominalmente Identificada . (Incluído pela Medida Provisória nº 2. A gratificação será paga até o dia 20 (vinte) do mês de dezembro de cada ano. de 10. de 10. Parágrafo único. 62. respeitadas as situações constituídas até 8.1999) Subseção IV Dos Adicionais de Insalubridade. proporcionalmente aos meses de exercício. e o art. cargo de provimento em comissão ou de Natureza Especial a que se referem os arts.9. Art. de 4. (Revogado pela Medida Provisória nº 2. 3o da Lei no 9. 65. 63. Subseção III Do Adicional por Tempo de Serviço Art.VPNI a incorporação da retribuição pelo exercício de função de direção. Chefia e Assessoramento (Redação dada pela Lei nº 9. chefia ou assessoramento. 62-A. (Redação dada pela Lei nº 9. por mês de exercício no respectivo ano. Lei específica estabelecerá a remuneração dos cargos em comissão de que trata o inciso II do art.2001) Parágrafo único.3. fazem jus a um adicional sobre o vencimento do cargo efetivo.12. § 2o O direito ao adicional de insalubridade ou periculosidade cessa com a eliminação das condições Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 48 . 3o e 10 da Lei no 8. radioativas ou com risco de vida. de 10. Ao servidor ocupante de cargo efetivo investido em função de direção. Os servidores que trabalhem com habitualidade em locais insalubres ou em contato permanente com substâncias tóxicas. de 2 de abril de 1998. cargo de provimento em comissão ou de Natureza Especial é devida retribuição pelo seu exercício. de 11 de julho de 1994. chefia ou assessoramento.97) Parágrafo único.225-45. O servidor exonerado perceberá sua gratificação natalina.97) Art. A gratificação natalina não será considerada para cálculo de qualquer vantagem pecuniária.97) Art. A gratificação natalina corresponde a 1/12 (um doze avos) da remuneração a que o servidor fizer jus no mês de dezembro. 64.12.225-45.9. Periculosidade ou Atividades Penosas Art. (VETADO).12. calculada sobre a remuneração do mês da exoneração. (Incluído pela Medida Provisória nº 2. Art.911.527. de 2001. A VPNI de que trata o caput deste artigo somente estará sujeita às revisões gerais de remuneração dos servidores públicos federais.(Redação dada pela Lei nº 9. 68.624. 66.527. Art.

Independentemente de solicitação. Parágrafo único. Os locais de trabalho e os servidores que operam com Raios X ou substâncias radioativas serão mantidos sob controle permanente. Os servidores a que se refere este artigo serão submetidos a exames médicos a cada 6 (seis) meses. O adicional de atividade penosa será devido aos servidores em exercício em zonas de fronteira ou em localidades cujas condições de vida o justifiquem. serão observadas as situações estabelecidas em legislação específica. O serviço extraordinário será remunerado com acréscimo de 50% (cinqüenta por cento) em relação à hora normal de trabalho. por ocasião das férias. o acréscimo de que trata este artigo incidirá sobre a remuneração prevista no art. das operações e locais previstos neste artigo. 70. Haverá permanente controle da atividade de servidores em operações ou locais considerados penosos. No caso de o servidor exercer função de direção. 71. Subseção VIII Da Gratificação por Encargo de Curso ou Concurso Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 49 . 69. 75. de insalubridade e de periculosidade. respeitado o limite máximo de 2 (duas) horas por jornada. Art. de modo que as doses de radiação ionizante não ultrapassem o nível máximo previsto na legislação própria. um adicional correspondente a 1/3 (um terço) da remuneração do período das férias. exercendo suas atividades em local salubre e em serviço não penoso e não perigoso. computando-se cada hora como cinqüenta e dois minutos e trinta segundos. Parágrafo único. Subseção VI Do Adicional Noturno Art. 74. 76.ou dos riscos que deram causa a sua concessão. Art. Parágrafo único. 72. a respectiva vantagem será considerada no cálculo do adicional de que trata este artigo. enquanto durar a gestação e a lactação. 73. será pago ao servidor. Art. Em se tratando de serviço extraordinário. chefia ou assessoramento. nos termos. Parágrafo único. A servidora gestante ou lactante será afastada. O serviço noturno. condições e limites fixados em regulamento. Art. Subseção VII Do Adicional de Férias Art. prestado em horário compreendido entre 22 (vinte e duas) horas de um dia e 5 (cinco) horas do dia seguinte. insalubres ou perigosos. terá o valor-hora acrescido de 25% (vinte e cinco por cento). Na concessão dos adicionais de atividades penosas. Somente será permitido serviço extraordinário para atender a situações excepcionais e temporárias. ou ocupar cargo em comissão. Art. 73. Subseção V Do Adicional por Serviço Extraordinário Art.

314 de 2006) a) 2.314 de 2006) (Regulamento) I .314 de 2006) III . (Incluído pela Lei nº 11. (Redação dada pela Lei nº 11. para análise curricular. coordenação. na forma do § 4o do art.a retribuição não poderá ser superior ao equivalente a 120 (cento e vinte) horas de trabalho anuais.atuar como instrutor em curso de formação. em se tratando de atividade prevista nos incisos III e IV do caput deste artigo.o valor máximo da hora trabalhada corresponderá aos seguintes percentuais. incidentes sobre o maior vencimento básico da administração pública federal: (Incluído pela Lei nº 11. devendo ser objeto de compensação de carga horária quando desempenhadas durante a jornada de trabalho.314 de 2006) II .2% (um inteiro e dois décimos por cento). (Incluído pela Lei nº 11.314 de 2006) Capítulo III Das Férias Art. (Incluído pela Lei nº 11.participar da aplicação. 77. fiscalizar ou avaliar provas de exame vestibular ou de concurso público ou supervisionar essas atividades. observados os seguintes parâmetros: (Incluído pela Lei nº 11. A Gratificação por Encargo de Curso ou Concurso é devida ao servidor que.501.314 de 2006) Art.314 de 2006) § 3o A Gratificação por Encargo de Curso ou Concurso não se incorpora ao vencimento ou salário do servidor para qualquer efeito e não poderá ser utilizada como base de cálculo para quaisquer outras vantagens. (Incluído pela Lei nº 11. 98 desta Lei. (Incluído pela Lei nº 11. observadas a natureza e a complexidade da atividade exercida. em se tratando de atividades previstas nos incisos I e II do caput deste artigo. em caráter eventual: (Incluído pela Lei nº 11. de 2007) § 2o A Gratificação por Encargo de Curso ou Concurso somente será paga se as atividades referidas nos incisos do caput deste artigo forem exercidas sem prejuízo das atribuições do cargo de que o servidor for titular.314 de 2006) II .participar da logística de preparação e de realização de concurso público envolvendo atividades de planejamento.501. devidamente justificada e previamente aprovada pela autoridade máxima do órgão ou entidade. execução e avaliação de resultado.participar de banca examinadora ou de comissão para exames orais. (Redação dada pela Lei nº 11.(Incluído pela Lei nº 11.314 de 2006) I . para correção de provas discursivas.314 de 2006) § 1o Os critérios de concessão e os limites da gratificação de que trata este artigo serão fixados em regulamento. de 2007) b) 1. que podem ser acumuladas.314 de 2006) III .314 de 2006) IV . (Incluído pela Lei nº 11.o valor da gratificação será calculado em horas. até o máximo de dois Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 50 . supervisão. (Incluído pela Lei nº 11. inclusive para fins de cálculo dos proventos da aposentadoria e das pensões. para elaboração de questões de provas ou para julgamento de recursos intentados por candidatos.2% (dois inteiros e dois décimos por cento). 76-A. que poderá autorizar o acréscimo de até 120 (cento e vinte) horas de trabalho anuais. (Incluído pela Lei nº 11. O servidor fará jus a trinta dias de férias. ressalvada situação de excepcionalidade. quando tais atividades não estiverem incluídas entre as suas atribuições permanentes. de desenvolvimento ou de treinamento regularmente instituído no âmbito da administração pública federal.

ou por necessidade do serviço declarada pela autoridade máxima do órgão ou entidade.91) § 5o Em caso de parcelamento. § 3o As férias poderão ser parceladas em até três etapas. por semestre de atividade profissional. O servidor que opera direta e permanentemente com Raios X ou substâncias radioativas gozará 20 (vinte) dias consecutivos de férias. ressalvadas as hipóteses em que haja legislação específica. (Incluído pela Lei nº 9. observado o disposto no art.525.12.por motivo de doença em pessoa da família.8. O pagamento da remuneração das férias será efetuado até 2 (dois) dias antes do início do respectivo período. serviço militar ou eleitoral. III . na proporção de um doze avos por mês de efetivo exercício. 81.97) Capítulo IV Das Licenças Seção I Disposições Gerais Art. Conceder-se-á ao servidor licença: I . no caso de necessidade do serviço. II . proibida em qualquer hipótese a acumulação. (Incluído pela Lei nº 8. de 10. 80. observando-se o disposto no § 1o deste artigo.97) (Férias de Ministro . de 13. de 10. de 10. o servidor receberá o valor adicional previsto no inciso XVII do art. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 51 .12. de 13.216.para atividade política. ou em comissão. 77. perceberá indenização relativa ao período das férias a que tiver direito e ao incompleto.97) Art.216.527. convocação para júri.527. comoção interna.97) Art.97) § 3o O servidor exonerado do cargo efetivo.8. As férias somente poderão ser interrompidas por motivo de calamidade pública. IV .por motivo de afastamento do cônjuge ou companheiro. 78. de 10. 7 o da Constituição Federal quando da utilização do primeiro período.12.Vide) Parágrafo único.períodos. e no interesse da administração pública.527. § 2o É vedado levar à conta de férias qualquer falta ao serviço. de 10.97) Art.525. (Incluído pela Lei nº 8.527.para o serviço militar.97) (Férias de Ministro .12. de 10.12. (Redação dada pela Lei nº 9. ou fração superior a quatorze dias. desde que assim requeridas pelo servidor. (Revogado pela Lei nº 9. (Incluído pela Lei nº 9.Vide) § 1° e § 2° (Revogado pela Lei nº 9.12.525. de 10.Vide) § 1o Para o primeiro período aquisitivo de férias serão exigidos 12 (doze) meses de exercício. Parágrafo único.(Redação dada pela Lei nº 9.12.91) § 4o A indenização será calculada com base na remuneração do mês em que for publicado o ato exoneratório. (Férias de Ministro . O restante do período interrompido será gozado de uma só vez. (Incluído pela Lei nº 9. 79.

para tratar de interesses particulares.269. consecutivos ou não. observado o disposto no § 3o.para capacitação.269. (Redação dada pela Lei nº 11.97) § 3o É vedado o exercício de atividade remunerada durante o período da licença prevista no inciso I deste artigo. incluídas as respectivas prorrogações. 82. VII .269. do padrasto ou madrasta e enteado. de 2010) II .907. de 2009) § 1o A licença somente será deferida se a assistência direta do servidor for indispensável e não puder ser prestada simultaneamente com o exercício do cargo ou mediante compensação de horário. de 2010) Seção III Da Licença por Motivo de Afastamento do Cônjuge Art. concedidas em um mesmo período de 12 (doze) meses. dos pais. e (Incluído pela Lei nº 12. poderá ser concedida a cada período de doze meses nas seguintes condições: (Redação dada pela Lei nº 12. sem remuneração.527. (Incluído pela Lei nº 12. (Redação dada pela Lei nº 9. de 10. 84.269. Art. consecutivos ou não.527.por até 60 (sessenta) dias. mediante comprovação por perícia médica oficial.12. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 52 . 44.para desempenho de mandato classista.12. de 2010) I . (Redação dada pela Lei nº 9. de 2010) § 4o A soma das licenças remuneradas e das licenças não remuneradas. Poderá ser concedida licença ao servidor por motivo de doença do cônjuge ou companheiro. A licença concedida dentro de 60 (sessenta) dias do término de outra da mesma espécie será considerada como prorrogação.V .527. de 10. mantida a remuneração do servidor.907. de 2010) § 3o O início do interstício de 12 (doze) meses será contado a partir da data do deferimento da primeira licença concedida. (Incluído pela Lei nº 12.12. para o exterior ou para o exercício de mandato eletivo dos Poderes Executivo e Legislativo. Seção II Da Licença por Motivo de Doença em Pessoa da Família Art. de 10. não poderá ultrapassar os limites estabelecidos nos incisos I e II do § 2o. de 2009) § 2o (Revogado pela Lei nº 9. ou dependente que viva a suas expensas e conste do seu assentamento funcional. 83. dos filhos. observado o disposto no art.97) § 2o A licença de que trata o caput.por até 90 (noventa) dias. (Redação dada pela Lei nº 11.269. Poderá ser concedida licença ao servidor para acompanhar cônjuge ou companheiro que foi deslocado para outro ponto do território nacional. incluídas as prorrogações. 204 desta Lei.97) VI . § 1o A licença prevista no inciso I do caput deste artigo bem como cada uma de suas prorrogações serão precedidas de exame por perícia médica oficial. (Incluído pela Lei nº 12. na forma do disposto no inciso II do art.

Os períodos de licença de que trata o caput não são acumuláveis. sem remuneração.97) . civil ou militar.97) Seção VI Da Licença-Prêmio por Assiduidade Da Licença para Capacitação (Redação dada pela Lei nº 9. 87. de qualquer dos Poderes da União.12. (Redação dada pela Lei nº 9. de 10. (Redação dada pela Lei nº 9.97) Art.527. chefia. de 10. arrecadação ou fiscalização. o servidor terá até 30 (trinta) dias sem remuneração para reassumir o exercício do cargo.527.97) Seção IV Da Licença para o Serviço Militar Art. para participar de curso de capacitação profissional.§ 1o A licença será por prazo indeterminado e sem remuneração. até o décimo dia seguinte ao do pleito. desde que para o exercício de atividade compatível com o seu cargo. 89.12. poderá haver exercício provisório em órgão ou entidade da Administração Federal direta. (Revogado pela Lei nº 9. e a véspera do registro de sua candidatura perante a Justiça Eleitoral.527. dele será afastado. Seção V Da Licença para Atividade Política Art. (Redação dada pela Lei nº 9.(Redação dada pela Lei nº 9. Parágrafo único.527.527.12. a partir do dia imediato ao do registro de sua candidatura perante a Justiça Eleitoral. o servidor poderá.12.12. O servidor terá direito a licença. (Revogado pela Lei Art. de 10. por até três meses.527.12. § 1o O servidor candidato a cargo eletivo na localidade onde desempenha suas funções e que exerça cargo de direção. do Distrito Federal e dos Municípios. autárquica ou fundacional. no interesse da Administração. como candidato a cargo eletivo. 88. durante o período que mediar entre a sua escolha em convenção partidária.527.97) Parágrafo único. 85. de 10. somente pelo período de três meses.12. 86.97) Art. Seção VII Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 53 nº 9. Após cada qüinqüênio de efetivo exercício. na forma e condições previstas na legislação específica. o servidor fará jus à licença. assessoramento.97) § 2o A partir do registro da candidatura e até o décimo dia seguinte ao da eleição. com a respectiva remuneração. (VETADO).97) Art. assegurados os vencimentos do cargo efetivo. dos Estados. de 10. de 10. de 10. afastar-se do exercício do cargo efetivo. Ao servidor convocado para o serviço militar será concedida licença.527. (Redação dada pela Lei nº 9. Concluído o serviço militar. 90.12. § 2o No deslocamento de servidor cujo cônjuge ou companheiro também seja servidor público. de 10.

A critério da Administração. ainda. três servidores. 92. de 17. de 4.527. de 10.2002) (Regulamento) I . a pedido do servidor ou no interesse do serviço. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2. (Redação dada pela Lei nº 8. É assegurado ao servidor o direito à licença sem remuneração para o desempenho de mandato em confederação.para entidades com 5. de 10. no caso de reeleição. dos Estados.97) § 1o Somente poderão ser licenciados servidores eleitos para cargos de direção ou representação nas referidas entidades. sem remuneração. desde que não esteja em estágio probatório.2001) Seção VIII Da Licença para o Desempenho de Mandato Classista Art.000 associados.para entidades com até 5. mantido o ônus para o Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 54 . de 10. a qualquer tempo. de 17.para entidades com mais de 30.9.12. A licença poderá ser interrompida. dois servidores. sendo a cessão para órgãos ou entidades dos Estados.para exercício de cargo em comissão ou função de confiança. (Inciso incluído pela Lei nº 9.094.12.000 associados. de 17. podendo ser prorrogada.12.em casos previstos em leis específicas. conforme disposto em regulamento e observados os seguintes limites: (Redação dada pela Lei nº 11. nas seguintes hipóteses: (Redação dada pela Lei nº 8. para participar de gerência ou administração em sociedade cooperativa constituída por servidores públicos para prestar serviços a seus membros.91) § 1o Na hipótese do inciso I.12.225-45.270.527.97) II . poderão ser concedidas ao servidor ocupante de cargo efetivo. sindicato representativo da categoria ou entidade fiscalizadora da profissão ou. de 2005) (Regulamento) I . 102 desta Lei. federação. um servidor.91) II .(Redação dada pela Lei nº 8.Da Licença para Tratar de Interesses Particulares Art.12. licenças para o trato de assuntos particulares pelo prazo de até três anos consecutivos. (Inciso incluído pela Lei nº 9.91) (Regulamento) (Vide Decreto nº 4. 93.001 a 30. observado o disposto na alínea c do inciso VIII do art. 91. de 3. o ônus da remuneração será do órgão ou entidade cessionária.527.97) III . ou do Distrito Federal e dos Municípios. Capítulo V Dos Afastamentos Seção I Do Afastamento para Servir a Outro Órgão ou Entidade Art. (Redação dada pela Lei nº 9. desde que cadastradas no Ministério da Administração Federal e Reforma do Estado.12.493.97) § 2° A licença terá duração igual à do mandato. de 10.000 associados. do Distrito Federal ou dos Municípios.270.2001) Parágrafo único.12.12.9. e por uma única vez. associação de classe de âmbito nacional. O servidor poderá ser cedido para ter exercício em outro órgão ou entidade dos Poderes da União. (Inciso incluído pela Lei nº 9. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2. de 4.527.270.225-45.

Ao servidor investido em mandato eletivo aplicam-se as seguintes disposições: I .2002) (Vide Decreto nº 5. sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo. sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração. o servidor contribuirá para a seguridade social como se em exercício estivesse. de 25.470. Orçamento e Gestão. (Incluído pela Lei nº 10. (Redação dada pela Lei nº 8.270. (Incluído pela Lei nº 10. estadual ou distrital.investido no mandato de vereador: a) havendo compatibilidade de horário.tratando-se de mandato federal.2002) § 6º As cessões de empregados de empresa pública ou de sociedade de economia mista. II . III . de 25. sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração. em se tratando de empregado ou servidor por ela requisitado. (Incluído pela Lei nº 8. de 17. (Redação dada pela Lei nº 11. b) não havendo compatibilidade de horário. perceberá as vantagens de seu cargo.investido no mandato de Prefeito. com a finalidade de promover a composição da força de trabalho dos órgãos e entidades da Administração Pública Federal. de 2005) Seção II Do Afastamento para Exercício de Mandato Eletivo Art.2002) § 7° O Ministério do Planejamento. o servidor do Poder Executivo poderá ter exercício em outro órgão da Administração Federal direta que não tenha quadro próprio de pessoal. Orçamento e Gestão.12. nos termos das respectivas normas.91) § 2º Na hipótese de o servidor cedido a empresa pública ou sociedade de economia mista.270.355. exceto nos casos de ocupação de cargo em comissão ou função gratificada. de 17. ficando o exercício do empregado cedido condicionado a autorização específica do Ministério do Planejamento. de 17.12. § 1o No caso de afastamento do cargo. as disposições dos §§ 1º e 2º deste artigo.470. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 55 . independentemente da observância do constante no inciso I e nos §§ 1º e 2º deste artigo. (Redação dada pela Lei nº 10.6. ficará afastado do cargo. independem das disposições contidas nos incisos I e II e §§ 1º e 2º deste artigo.12. para fim determinado e a prazo certo. 94.470.6. de 25. § 2o O servidor investido em mandato eletivo ou classista não poderá ser removido ou redistribuído de ofício para localidade diversa daquela onde exerce o mandato.6.270.cedente nos demais casos. optar pela remuneração do cargo efetivo ou pela remuneração do cargo efetivo acrescida de percentual da retribuição do cargo em comissão.91) § 5º Aplica-se à União. poderá determinar a lotação ou o exercício de empregado ou servidor. será afastado do cargo. a entidade cessionária efetuará o reembolso das despesas realizadas pelo órgão ou entidade de origem. que receba recursos de Tesouro Nacional para o custeio total ou parcial da sua folha de pagamento de pessoal. de 2006) § 3o A cessão far-se-á mediante Portaria publicada no Diário Oficial da União. será afastado do cargo.375. (Redação dada pela Lei nº 8.91) § 4o Mediante autorização expressa do Presidente da República.

97) Art. 96-A. (Incluído pela Lei nº 11.907.527. § 2o Ao servidor beneficiado pelo disposto neste artigo não será concedida exoneração ou licença para tratar de interesse particular antes de decorrido período igual ao do afastamento. (Vide Decreto nº 3.Seção III Do Afastamento para Estudo ou Missão no Exterior Art. 96. (Incluído pela Lei nº 11.907.12. somente decorrido igual período. no interesse da Administração. e finda a missão ou estudo. afastar-se do exercício do cargo efetivo. O servidor não poderá ausentar-se do País para estudo ou missão oficial.269. O afastamento de servidor para servir em organismo internacional de que o Brasil participe ou com o qual coopere dar-se-á com perda total da remuneração. de 2000) Seção IV (Incluído pela Lei nº 11. Presidente dos Órgãos do Poder Legislativo e Presidente do Supremo Tribunal Federal. incluído o período de estágio probatório. que serão avaliados por um comitê constituído para este fim. inclusive no que se refere à remuneração do servidor. incluído o período de estágio probatório.456.907. de 2009) § 3o Os afastamentos para realização de programas de pós-doutorado somente serão concedidos aos servidores titulares de cargos efetivo no respectivo órgão ou entidade há pelo menos quatro anos. que não tenham se afastado por licença para tratar de assuntos particulares para gozo de licença capacitação ou com fundamento neste artigo nos 2 (dois) anos anteriores à data da solicitação de afastamento. de 2009) Do Afastamento para Participação em Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu no País Art. serão disciplinadas em regulamento. com ou sem afastamento do servidor. os programas de capacitação e os critérios para participação em programas de pós-graduação no País. de 2009) § 1o Ato do dirigente máximo do órgão ou entidade definirá. de 2009) § 2o Os afastamentos para realização de programas de mestrado e doutorado somente serão concedidos aos servidores titulares de cargos efetivos no respectivo órgão ou entidade há pelo menos 3 (três) anos para mestrado e 4 (quatro) anos para doutorado. § 4o As hipóteses. (Incluído pela Lei nº 11. O servidor poderá. condições e formas para a autorização de que trata este artigo. nos quatro anos anteriores à data da solicitação de afastamento. § 1o A ausência não excederá a 4 (quatro) anos. com a respectiva remuneração. (Redação dada pela Lei nº 12. (Incluído pela Lei nº 9. sem autorização do Presidente da República. para participar em programa de pós-graduação stricto sensu em instituição de ensino superior no País. e que não tenham se afastado por licença para tratar de assuntos particulares ou com fundamento neste artigo. § 3o O disposto neste artigo não se aplica aos servidores da carreira diplomática. será permitida nova ausência. em conformidade com a legislação vigente. de 10. e desde que a participação não possa ocorrer simultaneamente com o exercício do cargo ou mediante compensação de horário. 95. ressalvada a hipótese de ressarcimento da despesa havida com seu afastamento.907. de 2010) Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 56 .

pais. Ao servidor estudante que mudar de sede no interesse da administração é assegurada. de 2009) Capítulo VI Das Concessões Art. 47 da Lei no 8. 99. de 2007) Art. 2o e 3o deste artigo terão que permanecer no exercício de suas funções após o seu retorno por um período igual ao do afastamento concedido. Sem qualquer prejuízo.12.907. (Incluído pela Lei nº 11. respeitada a duração semanal do trabalho. na Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 57 . na forma do art. II . (Incluído pela Lei nº 9. 76-A desta Lei. sem prejuízo do exercício do cargo. filhos. porém. 98. filho ou dependente portador de deficiência física. salvo na hipótese comprovada de força maior ou de caso fortuito. de 2009) § 6o Caso o servidor não obtenha o título ou grau que justificou seu afastamento no período previsto. para doação de sangue. de 10. 44. a critério do dirigente máximo do órgão ou entidade. (Incluído pela Lei nº 11.97) § 4o Será igualmente concedido horário especial. 95 desta Lei. compensação de horário na forma do inciso II do art. enteados. autorizado nos termos do art.907. Será concedido horário especial ao servidor estudante. Art. quando comprovada a necessidade por junta médica oficial. exigindo-se. (Incluído pela Lei nº 11. menor sob guarda ou tutela e irmãos. (Parágrafo renumerado e alterado pela Lei nº 9. o disposto nos §§ 1o a 6o deste artigo. (Redação dada pela Lei nº 11. de 11 de dezembro de 1990.por 2 (dois) dias. 97. aplica-se o disposto no § 5o deste artigo. antes de cumprido o período de permanência previsto no § 4o deste artigo. será exigida a compensação de horário no órgão ou entidade que tiver exercício.527.97) § 3o As disposições do parágrafo anterior são extensivas ao servidor que tenha cônjuge. ao servidor que desempenhe atividade prevista nos incisos I e II do caput do art. neste caso.112.527. de 10. de 2009) § 5o Caso o servidor venha a solicitar exoneração do cargo ou aposentadoria.§ 4o Os servidores beneficiados pelos afastamentos previstos nos §§ 1o.12. vinculado à compensação de horário a ser efetivada no prazo de até 1 (um) ano. de 10. madrasta ou padrasto. quando comprovada a incompatibilidade entre o horário escolar e o da repartição. dos gastos com seu aperfeiçoamento. poderá o servidor ausentar-se do serviço: I .97) § 2o Também será concedido horário especial ao servidor portador de deficiência. para se alistar como eleitor.527. (Incluído pela Lei nº 11. (Incluído pela Lei nº 9.por 1 (um) dia. deverá ressarcir o órgão ou entidade. § 1o Para efeito do disposto neste artigo.907.907.12. III .por 8 (oito) dias consecutivos em razão de : a) casamento.501. independentemente de compensação de horário. de 2009) § 7o Aplica-se à participação em programa de pós-graduação no Exterior. b) falecimento do cônjuge. companheiro.

(Redação dada pela Lei nº 9. A apuração do tempo de serviço será feita em dias.527. e) para capacitação.participação em programa de treinamento regularmente instituído ou em programa de pósgraduação stricto sensu no País.97) c) para o desempenho de mandato classista ou participação de gerência ou administração em sociedade cooperativa constituída por servidores para prestar serviços a seus membros.12. de 10. inclusive o prestado às Forças Armadas. exceto para promoção por merecimento.localidade da nova residência ou na mais próxima.desempenho de mandato eletivo federal. VI . (Redação dada pela Lei nº 9. quando autorizado o afastamento. ou enteados do servidor que vivam na sua companhia. que serão convertidos em anos. dos Estados. 97.907. (Revogado pela Lei nº 9. estadual. (Redação dada pela Lei nº 11. 102. de 10. Parágrafo único. É contado para todos os efeitos o tempo de serviço público federal. exceto para efeito de promoção por merecimento. cumulativo ao longo do tempo de serviço público prestado à União. de 10. conforme dispuser o regulamento. em órgão ou entidade dos Poderes da União. aos filhos.527. de 2005) d) por motivo de acidente em serviço ou doença profissional. II . 100. de 2009) V . em qualquer época. em qualquer parte do território nacional.missão ou estudo no exterior.exercício de cargo em comissão ou equivalente. 101. à adotante e à paternidade. são considerados como de efetivo exercício os afastamentos em virtude de: I .12. até o limite de vinte e quatro meses. Municípios e Distrito Federal. municipal ou do Distrito Federal. O disposto neste artigo estende-se ao cônjuge ou companheiro. bem como aos menores sob sua guarda.12.094. Além das ausências ao serviço previstas no art.97) VIII .12.exercício de cargo ou função de governo ou administração. independentemente de vaga.férias. considerado o ano como de trezentos e sessenta e cinco dias.527. com autorização judicial.97) Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 58 .licença: a) à gestante. por nomeação do Presidente da República.júri e outros serviços obrigatórios por lei. (Redação dada pela Lei nº 9. matrícula em instituição de ensino congênere. Capítulo VII Do Tempo de Serviço Art. em cargo de provimento efetivo. (Redação dada pela Lei nº 11. b) para tratamento da própria saúde. VII . Art. conforme dispuser o regulamento. de 10. III . IV . Parágrafo único.97) Art. conforme dispuser o regulamento.527.

XI . Contar-se-á apenas para efeito de aposentadoria e disponibilidade: I .deslocamento para a nova sede de que trata o art. municipal ou distrital. VII . II . Art.269. V . Art. § 3o É vedada a contagem cumulativa de tempo de serviço prestado concomitantemente em mais de um cargo ou função de órgão ou entidades dos Poderes da União.f) por convocação para o serviço militar.afastamento para servir em organismo internacional de que o Brasil participe ou com o qual coopere.300.o tempo de licença para tratamento da própria saúde que exceder o prazo a que se refere a alínea "b" do inciso VIII do art.do indeferimento do pedido de reconsideração. IV .97) Art.12. (Incluído pela Lei nº 9. de 2010) I . 107. 18. X . 102. (Vide Lei nº 12. Capítulo VIII Do Direito de Petição Art.97) § 1o O tempo em que o servidor esteve aposentado será contado apenas para nova aposentadoria. 104.o tempo de serviço público prestado aos Estados.527. 105. no caso do art. em defesa de direito ou interesse legítimo.a licença para tratamento de saúde de pessoal da família do servidor. É assegurado ao servidor o direito de requerer aos Poderes Públicos. de 10. não podendo ser renovado.o tempo correspondente ao desempenho de mandato eletivo federal. no País ou no exterior. autarquia. (Redação dada pela Lei nº 12. VI .participação em competição desportiva nacional ou convocação para integrar representação desportiva nacional. Caberá recurso: (Vide Lei nº 12. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 59 . IX . § 2o. Estado. fundação pública. 86. vinculada à Previdência Social. (Incluído pela Lei nº 9. anterior ao ingresso no serviço público federal. II . 103. Cabe pedido de reconsideração à autoridade que houver expedido o ato ou proferido a primeira decisão. que exceder a 30 (trinta) dias em período de 12 (doze) meses. O requerimento será dirigido à autoridade competente para decidi-lo e encaminhado por intermédio daquela a que estiver imediatamente subordinado o requerente.das decisões sobre os recursos sucessivamente interpostos. sociedade de economia mista e empresa pública.o tempo de serviço em atividade privada. Art.12. estadual. Distrito Federal e Município. de 2010) Parágrafo único.527.o tempo de serviço relativo a tiro de guerra.300. O requerimento e o pedido de reconsideração de que tratam os artigos anteriores deverão ser despachados no prazo de 5 (cinco) dias e decididos dentro de 30 (trinta) dias. § 2o Será contado em dobro o tempo de serviço prestado às Forças Armadas em operações de guerra. Municípios e Distrito Federal. de 10. conforme disposto em lei específica.a licença para atividade política. 106. de 2010) III . com remuneração.

interrompem a prescrição. O prazo para interposição de pedido de reconsideração ou de recurso é de 30 (trinta) dias. ao servidor ou a procurador por ele constituído. 114. na repartição.300. 112. Art. de 2010) Art.cumprir as ordens superiores. quando cabíveis. 111.em 5 (cinco) anos. a juízo da autoridade competente.ser leal às instituições a que servir. § 2o O recurso será encaminhado por intermédio da autoridade a que estiver imediatamente subordinado o requerente. é assegurada vista do processo ou documento. Art. Art.exercer com zelo e dedicação as atribuições do cargo. 116. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 60 . a contar da publicação ou da ciência. O direito de requerer prescreve: I . V . às demais autoridades. 108. Parágrafo único. (Vide Lei nº 12. salvo quando outro prazo for fixado em lei. Art. O prazo de prescrição será contado da data da publicação do ato impugnado ou da data da ciência pelo interessado. ressalvadas as protegidas por sigilo. A prescrição é de ordem pública. pelo interessado. III . prestando as informações requeridas. nos demais casos.atender com presteza: a) ao público em geral. 109. Em caso de provimento do pedido de reconsideração ou do recurso. Para o exercício do direito de petição. os efeitos da decisão retroagirão à data do ato impugnado. O recurso poderá ser recebido com efeito suspensivo. quando o ato não for publicado. em escala ascendente. quando eivados de ilegalidade.observar as normas legais e regulamentares. sucessivamente. Art. Título IV Do Regime Disciplinar Capítulo I Dos Deveres Art. São deveres do servidor: I .em 120 (cento e vinte) dias. São fatais e improrrogáveis os prazos estabelecidos neste Capítulo. 110. A administração deverá rever seus atos. a qualquer tempo. b) à expedição de certidões requeridas para defesa de direito ou esclarecimento de situações de interesse pessoal. não podendo ser relevada pela administração. 113. Parágrafo único. quanto aos atos de demissão e de cassação de aposentadoria ou disponibilidade. IV . da decisão recorrida.§ 1o O recurso será dirigido à autoridade imediatamente superior à que tiver expedido o ato ou proferido a decisão. e. O pedido de reconsideração e o recurso. salvo motivo de força maior. II . Art. II . Art. exceto quando manifestamente ilegais. ou que afetem interesse patrimonial e créditos resultantes das relações de trabalho. 115.

2001) I . e de cônjuge ou companheiro.c) às requisições para a defesa da Fazenda Pública.784. XII .manter conduta compatível com a moralidade administrativa. em razão de suas atribuições.participar de gerência ou administração de sociedade privada. III . sem prévia anuência da autoridade competente. sem prévia autorização do chefe imediato. o desempenho de atribuição que seja de sua responsabilidade ou de seu subordinado. XI . omissão ou abuso de poder.atuar. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 61 . comissão.manter sob sua chefia imediata.tratar com urbanidade as pessoas. VIII .representar contra ilegalidade. IX .receber propina. em cargo ou função de confiança. VI . exceto na qualidade de acionista.ser assíduo e pontual ao serviço. II . presente ou vantagem de qualquer espécie. fora dos casos previstos em lei. VII . Ao servidor é proibido: (Vide Medida Provisória nº 2. de 2008 XI .225-45.zelar pela economia do material e a conservação do patrimônio público. IX . XII .guardar sigilo sobre assunto da repartição. exercer o comércio. X . cotista ou comanditário. qualquer documento ou objeto da repartição. companheiro ou parente até o segundo grau civil. junto a repartições públicas.valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem. Parágrafo único. VII . VIII . IV . VI . X . Capítulo II Das Proibições Art. salvo quando se tratar de benefícios previdenciários ou assistenciais de parentes até o segundo grau. como procurador ou intermediário. assegurando-se ao representando ampla defesa. cônjuge. personificada ou não personificada.retirar. em detrimento da dignidade da função pública. ou a partido político. 117.ausentar-se do serviço durante o expediente.cometer a pessoa estranha à repartição.opor resistência injustificada ao andamento de documento e processo ou execução de serviço.promover manifestação de apreço ou desapreço no recinto da repartição. A representação de que trata o inciso XII será encaminhada pela via hierárquica e apreciada pela autoridade superior àquela contra a qual é formulada. V . (Redação dada pela Lei nº 11.9.recusar fé a documentos públicos. de 4.coagir ou aliciar subordinados no sentido de filiarem-se a associação profissional ou sindical.levar ao conhecimento da autoridade superior as irregularidades de que tiver ciência em razão do cargo.

dos Territórios e dos Municípios. A vedação de que trata o inciso X do caput deste artigo não se aplica nos seguintes casos: (Incluído pela Lei nº 11. O servidor não poderá exercer mais de um cargo em comissão. exceto no caso previsto no parágrafo único do art.praticar usura sob qualquer de suas formas.aceitar comissão.527. emprego ou pensão de estado estrangeiro. (Redação dada pela Lei nº 9. ainda que lícita.gozo de licença para o trato de interesses particulares. na forma do art. (Incluído pela Lei nº 9. XV .12. nem ser remunerado pela participação em órgão de deliberação coletiva. (Incluído pela Lei nº 9. participação no capital social ou em sociedade cooperativa constituída para prestar serviços a seus membros. direta ou indiretamente.participação nos conselhos de administração e fiscal de empresas ou entidades em que a União detenha. § 1o A proibição de acumular estende-se a cargos. XIX . é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos. Ressalvados os casos previstos na Constituição.recusar-se a atualizar seus dados cadastrais quando solicitado.784. a respeito. de 10.9.XIII . 118. XVI . do Distrito Federal.cometer a outro servidor atribuições estranhas ao cargo que ocupa. de 10. (Incluído pela Lei nº 11. observado o que. XIV . § 3o Considera-se acumulação proibida a percepção de vencimento de cargo ou emprego público efetivo com proventos da inatividade. salvo quando os cargos de que decorram essas remunerações forem acumuláveis na atividade. direta ou indiretamente. fica condicionada à comprovação da compatibilidade de horários. de 2008 II .784. O disposto neste artigo não se aplica à remuneração devida pela participação em conselhos de administração e fiscal das empresas públicas e sociedades de economia mista.527. bem como quaisquer empresas ou entidades em que a União. de 10. 91 desta Lei. e (Incluído pela Lei nº 11. dos Estados. suas subsidiárias e controladas.97) Parágrafo único.97) Art. dispuser legislação específica. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2. § 2o A acumulação de cargos. observada a legislação sobre conflito de interesses.784. fundações públicas. de 2008 Capítulo III Da Acumulação Art. empregos e funções em autarquias. 119.527. de 4.2001) Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 62 .utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição em serviços ou atividades particulares. detenha participação no capital social.12.225-45.12. empresas públicas.proceder de forma desidiosa. exceto em situações de emergência e transitórias.97) Parágrafo único. sociedades de economia mista da União. 9o.exercer quaisquer atividades que sejam incompatíveis com o exercício do cargo ou função e com o horário de trabalho. XVII . de 2008 I . XVIII .

quando investido em cargo de provimento em comissão.demissão. doloso ou culposo. 126. 128.destituição de função comissionada. em ação regressiva. as circunstâncias agravantes ou atenuantes e os antecedentes funcionais. os danos que dela provierem para o serviço público. de 10. 122. IV . Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 63 .suspensão. Art.cassação de aposentadoria ou disponibilidade. que acumular licitamente dois cargos efetivos. VI .advertência. até o limite do valor da herança recebida. III .97) Capítulo IV Das Responsabilidades Art. A responsabilidade civil decorre de ato omissivo ou comissivo. ficará afastado de ambos os cargos efetivos. A responsabilidade civil-administrativa resulta de ato omissivo ou comissivo praticado no desempenho do cargo ou função. Capítulo V Das Penalidades Art.Art. nessa qualidade. O servidor responde civil. As sanções civis. 124.527. A responsabilidade administrativa do servidor será afastada no caso de absolvição criminal que negue a existência do fato ou sua autoria. Art. II . 127. § 3o A obrigação de reparar o dano estende-se aos sucessores e contra eles será executada.(Redação dada pela Lei nº 9. Art. que resulte em prejuízo ao erário ou a terceiros. § 1o A indenização de prejuízo dolosamente causado ao erário somente será liquidada na forma prevista no art. São penalidades disciplinares: I . A responsabilidade penal abrange os crimes e contravenções imputadas ao servidor. Art. declarada pelas autoridades máximas dos órgãos ou entidades envolvidos. Na aplicação das penalidades serão consideradas a natureza e a gravidade da infração cometida. § 2o Tratando-se de dano causado a terceiros. O servidor vinculado ao regime desta Lei. na falta de outros bens que assegurem a execução do débito pela via judicial. sendo independentes entre si. salvo na hipótese em que houver compatibilidade de horário e local com o exercício de um deles. 125.destituição de cargo em comissão. penais e administrativas poderão cumular-se. Art. 123.12. 120. penal e administrativamente pelo exercício irregular de suas atribuições. Art. V . 46. 121. responderá o servidor perante a Fazenda Pública.

IX . XI . As penalidades de advertência e de suspensão terão seus registros cancelados.527. 133. 132. incisos I a VIII e XIX. empregos ou funções públicas. recusar-se a ser submetido a inspeção médica determinada pela autoridade competente. 117.insubordinação grave em serviço. (Redação dada pela Lei nº 9. X . II .revelação de segredo do qual se apropriou em razão do cargo.12.aplicação irregular de dinheiros públicos. nos casos de violação de proibição constante do art. O ato de imposição da penalidade mencionará sempre o fundamento legal e a causa da sanção disciplinar.acumulação ilegal de cargos. 130. VIII . por intermédio de sua chefia imediata. § 2o Quando houver conveniência para o serviço. VI .527. para Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 64 . § 1o Será punido com suspensão de até 15 (quinze) dias o servidor que. cessando os efeitos da penalidade uma vez cumprida a determinação. na base de 50% (cinqüenta por cento) por dia de vencimento ou remuneração. a autoridade a que se refere o art. III . na repartição. Detectada a qualquer tempo a acumulação ilegal de cargos. A suspensão será aplicada em caso de reincidência das faltas punidas com advertência e de violação das demais proibições que não tipifiquem infração sujeita a penalidade de demissão. 117. 143 notificará o servidor. Art. a servidor ou a particular.ofensa física.Parágrafo único.improbidade administrativa. VII . não podendo exceder de 90 (noventa) dias.corrupção.97) Art. Parágrafo único. 129. IV .97) Art. empregos ou funções públicas. se o servidor não houver. injustificadamente. O cancelamento da penalidade não surtirá efeitos retroativos.abandono de cargo.inassiduidade habitual. a penalidade de suspensão poderá ser convertida em multa.transgressão dos incisos IX a XVI do art. em serviço.lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio nacional. XII . nesse período. V . após o decurso de 3 (três) e 5 (cinco) anos de efetivo exercício. praticado nova infração disciplinar. Art. A advertência será aplicada por escrito. Art.crime contra a administração pública. (Incluído pela Lei nº 9. 131. respectivamente.incontinência pública e conduta escandalosa. salvo em legítima defesa própria ou de outrem. ficando o servidor obrigado a permanecer em serviço. A demissão será aplicada nos seguintes casos: I . de 10.12. XIII . que não justifique imposição de penalidade mais grave. regulamentação ou norma interna. de 10. e de inobservância de dever funcional previsto em lei.

admitida a sua prorrogação por até quinze dias. em que resumirá as peças principais dos autos. no que lhe for aplicável. contados da data da ciência e.527. hipótese em que se converterá automaticamente em pedido de exoneração do outro cargo. destituição ou cassação de aposentadoria ou disponibilidade em relação aos cargos.97) § 2o A comissão lavrará. de 10.527. (Incluído pela Lei nº 9. (Incluído pela Lei nº 9.527. das datas de ingresso.97) § 6o Caracterizada a acumulação ilegal e provada a má-fé.12. de 10.12. que compreende indiciação. até três dias após a publicação do ato que a constituiu. de 10. de 10. (Incluído pela Lei nº 9. contados do recebimento do processo.527. (Redação dada pela Lei nº 9. (Redação dada pela Lei nº 9. de 10.97) II . empregos ou funções públicas em regime de acumulação ilegal.12. a ser composta por dois servidores estáveis.97) Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 65 . indicará o respectivo dispositivo legal e remeterá o processo à autoridade instauradora. de 10. aplicando-se. 163 e 164. apresentar defesa escrita. de 10.12. o disposto no § 3o do art. aplicar-se-á a pena de demissão. bem como promoverá a citação pessoal do servidor indiciado.12.12. de 10. observando-se. e a materialidade pela descrição dos cargos. a autoridade julgadora proferirá a sua decisão. quando as circunstâncias o exigirem. (Incluído pela Lei nº 9. assegurando-se-lhe vista do processo na repartição. as disposições dos Títulos IV e V desta Lei.97) § 1o A indicação da autoria de que trata o inciso I dar-se-á pelo nome e matrícula do servidor.527. com a publicação do ato que constituir a comissão. (Incluído pela Lei nº 9.12.97) § 4o No prazo de cinco dias. cujo processo administrativo disciplinar se desenvolverá nas seguintes fases:(Redação dada pela Lei nº 9. dos órgãos ou entidades de vinculação. hipótese em que os órgãos ou entidades de vinculação serão comunicados. empregos ou funções públicas em situação de acumulação ilegal.12. e simultaneamente indicar a autoria e a materialidade da transgressão objeto da apuração.97) § 5o A opção pelo servidor até o último dia de prazo para defesa configurará sua boa-fé. para julgamento.instauração.527. no prazo de cinco dias. observado o disposto nos arts.12.12. opinará sobre a licitude da acumulação em exame. (Incluído pela Lei nº 9. defesa e relatório. 167. de 10. contados da data de publicação do ato que constituir a comissão.527.97) I . quando for o caso.apresentar opção no prazo improrrogável de dez dias.97) § 7o O prazo para a conclusão do processo administrativo disciplinar submetido ao rito sumário não excederá trinta dias.instrução sumária.julgamento.97) § 8o O procedimento sumário rege-se pelas disposições deste artigo.527. na hipótese de omissão. (Incluído pela Lei nº 9. ou por intermédio de sua chefia imediata. de 10. termo de indiciação em que serão transcritas as informações de que trata o parágrafo anterior.527.97) III . (Incluído pela Lei nº 9. para. de 10. adotará procedimento sumário para a sua apuração e regularização imediata.12. de 10. subsidiariamente. a comissão elaborará relatório conclusivo quanto à inocência ou à responsabilidade do servidor.527. (Incluído pela Lei nº 9.97) § 3o Apresentada a defesa.527.527.12. do horário de trabalho e do correspondente regime jurídico.

implica a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário. 137.pelas autoridades administrativas de hierarquia imediatamente inferior àquelas mencionadas no inciso anterior quando se tratar de suspensão superior a 30 (trinta) dias. na hipótese de abandono de cargo.a indicação da materialidade dar-se-á: (Incluído pela Lei nº 9. durante o período de doze meses. na atividade. por período igual ou superior a sessenta dias interpoladamente. 135. órgão. por sessenta dias. VIII.527. de 10. de 10. Art. opinará. 133. 136. sobre a intencionalidade da ausência ao serviço superior a trinta dias e remeterá o processo à autoridade instauradora para julgamento . A demissão ou a destituição de cargo em comissão. 132. Art. Art. 138. IV.97) II . Será cassada a aposentadoria ou a disponibilidade do inativo que houver praticado.527. Não poderá retornar ao serviço público federal o servidor que for demitido ou destituído do cargo em comissão por infringência do art.97) I . de 10. (Incluído pela Lei nº 9. falta punível com a demissão.97) a) na hipótese de abandono de cargo. 140. VIII.527. também será adotado o procedimento sumário a que se refere o art. 134. 139. X e XI.após a apresentação da defesa a comissão elaborará relatório conclusivo quanto à inocência ou à responsabilidade do servidor.12. de 10.527. em que resumirá as peças principais dos autos.527. As penalidades disciplinares serão aplicadas: I . 35 será convertida em destituição de cargo em comissão. observando-se especialmente que: (Redação dada pela Lei nº 9.12.97) b) no caso de inassiduidade habitual. Na apuração de abandono de cargo ou inassiduidade habitual. pela indicação dos dias de falta ao serviço sem causa justificada. (Incluído pela Lei nº 9. Parágrafo único.12. pelo prazo de 5 (cinco) anos. A destituição de cargo em comissão exercido por não ocupante de cargo efetivo será aplicada nos casos de infração sujeita às penalidades de suspensão e de demissão. a exoneração efetuada nos termos do art. X e XI do art. incisos IX e XI. 141. Art. de 10. incompatibiliza o ex-servidor para nova investidura em cargo público federal. (Incluído pela Lei nº 9.Art. incisos I.12. Constatada a hipótese de que trata este artigo.pelo Presidente da República. durante o período de doze meses. 132. por infringência do art. sem prejuízo da ação penal cabível. A demissão ou a destituição de cargo em comissão. pela indicação precisa do período de ausência intencional do servidor ao serviço superior a trinta dias.12. Art. nos casos dos incisos IV. ou entidade. interpoladamente. 117.97) Art. II . pelos Presidentes das Casas do Poder Legislativo e dos Tribunais Federais e pelo Procurador-Geral da República. Parágrafo único. Art. Configura abandono de cargo a ausência intencional do servidor ao serviço por mais de trinta dias consecutivos. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 66 . sem causa justificada. Entende-se por inassiduidade habitual a falta ao serviço. quando se tratar de demissão e cassação de aposentadoria ou disponibilidade de servidor vinculado ao respectivo Poder. indicará o respectivo dispositivo legal.

pelo chefe da repartição e outras autoridades na forma dos respectivos regimentos ou regulamentos.em 180 (cento e oitenta) dias. Da sindicância poderá resultar: Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 67 . caput por solicitação da autoridade a que se refere. quando se tratar de destituição de cargo em comissão. As denúncias sobre irregularidades serão objeto de apuração.pela autoridade que houver feito a nomeação. delegada em caráter permanente ou temporário pelo Presidente da República. poderá ser promovida por autoridade de órgão ou entidade diverso daquele em que tenha ocorrido a irregularidade. até a decisão final proferida por autoridade competente. § 1o O prazo de prescrição começa a correr da data em que o fato se tornou conhecido. nos casos de advertência ou de suspensão de até 30 (trinta) dias. quanto á advertência. § 2o Os prazos de prescrição previstos na lei penal aplicam-se às infrações disciplinares capituladas também como crime. quanto à suspensão. órgão ou entidade.12.527. Parágrafo único. o prazo começará a correr a partir do dia em que cessar a interrupção. 145. Título V Do Processo Administrativo Disciplinar Capítulo I Disposições Gerais Art. Quando o fato narrado não configurar evidente infração disciplinar ou ilícito penal. assegurada ao acusado ampla defesa. cassação de aposentadoria ou disponibilidade e destituição de cargo em comissão. A ação disciplinar prescreverá: I . mediante sindicância ou processo administrativo disciplinar. III . desde que contenham a identificação e o endereço do denunciante e sejam formuladas por escrito. II . preservadas as competências para o julgamento que se seguir à apuração. confirmada a autenticidade. 143. mediante competência específica para tal finalidade. quanto às infrações puníveis com demissão.204. de 2005) § 3o A apuração de que trata o caput. (Incluído pela Lei nº 9. § 4o Interrompido o curso da prescrição.204.em 5 (cinco) anos. A autoridade que tiver ciência de irregularidade no serviço público é obrigada a promover a sua apuração imediata. Art. de 10. Art. a denúncia será arquivada.em 2 (dois) anos. por falta de objeto. no âmbito do respectivo Poder. § 1o (Revogado pela Lei nº 11. pelos presidentes das Casas do Poder Legislativo e dos Tribunais Federais e pelo Procurador-Geral da República. § 3o A abertura de sindicância ou a instauração de processo disciplinar interrompe a prescrição.97) Art. 142. 144.III . de 2005) § 2o (Revogado pela Lei nº 11. IV .

arquivamento do processo. sem prejuízo da remuneração. observado o disposto no § 3o do art. que indicará. assegurado o sigilo necessário à elucidação do fato ou exigido pelo interesse da administração. (Redação dada pela Lei nº 9. III . 147. § 2o Não poderá participar de comissão de sindicância ou de inquérito.aplicação de penalidade de advertência ou suspensão de até 30 (trinta) dias.12. em linha reta ou colateral. Art. 143. podendo ser prorrogado por igual período. consangüíneo ou afim. 148. ou que tenha relação com as atribuições do cargo em que se encontre investido. cônjuge. findo o qual cessarão os seus efeitos. II . que deverá ser ocupante de cargo efetivo superior ou de mesmo nível. O prazo para conclusão da sindicância não excederá 30 (trinta) dias. 149.inquérito administrativo. contados da Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 68 .instauração. ainda que não concluído o processo. Como medida cautelar e a fim de que o servidor não venha a influir na apuração da irregularidade. Art. Capítulo II Do Afastamento Preventivo Art. Art.527. Parágrafo único. O processo disciplinar é o instrumento destinado a apurar responsabilidade de servidor por infração praticada no exercício de suas atribuições. O processo disciplinar será conduzido por comissão composta de três servidores estáveis designados pela autoridade competente. de demissão.97) § 1o A Comissão terá como secretário servidor designado pelo seu presidente. a critério da autoridade superior. pelo prazo de até 60 (sessenta) dias.I . com a publicação do ato que constituir a comissão. 146. O afastamento poderá ser prorrogado por igual prazo. 152. Art. II . Sempre que o ilícito praticado pelo servidor ensejar a imposição de penalidade de suspensão por mais de 30 (trinta) dias. As reuniões e as audiências das comissões terão caráter reservado. cassação de aposentadoria ou disponibilidade. Parágrafo único. companheiro ou parente do acusado. ou destituição de cargo em comissão. até o terceiro grau. A Comissão exercerá suas atividades com independência e imparcialidade. ou ter nível de escolaridade igual ou superior ao do indiciado. será obrigatória a instauração de processo disciplinar.julgamento. 150. podendo a indicação recair em um de seus membros. defesa e relatório. 151. de 10. Art. que compreende instrução. O prazo para a conclusão do processo disciplinar não excederá 60 (sessenta) dias. O processo disciplinar se desenvolve nas seguintes fases: I . o seu presidente. III . Parágrafo único.instauração de processo disciplinar. Capítulo III Do Processo Disciplinar Art. dentre eles. a autoridade instauradora do processo disciplinar poderá determinar o seu afastamento do exercício do cargo.

§ 1o O presidente da comissão poderá denegar pedidos considerados impertinentes. ficando seus membros dispensados do ponto. É assegurado ao servidor o direito de acompanhar o processo pessoalmente ou por intermédio de procurador. assegurada ao acusado ampla defesa. 158. quando necessário. com o ciente do interessado. Art. Art. § 2o Na hipótese de depoimentos contraditórios ou que se infirmem. a autoridade competente encaminhará cópia dos autos ao Ministério Público. Art. § 2o Será indeferido o pedido de prova pericial. não sendo lícito à testemunha trazê-lo por escrito. a comissão dedicará tempo integral aos seus trabalhos. quando se tratar de prova pericial.data de publicação do ato que constituir a comissão. arrolar e reinquirir testemunhas. a expedição do mandado será imediatamente comunicada ao chefe da repartição onde serve. e sempre que Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 69 . produzir provas e contraprovas e formular quesitos. admitida a sua prorrogação por igual prazo. Art. Concluída a inquirição das testemunhas. 154. quando as circunstâncias o exigirem. Seção I Do Inquérito Art. § 1o As testemunhas serão inquiridas separadamente. 153. acareações. com a indicação do dia e hora marcados para inquirição. como peça informativa da instrução. O depoimento será prestado oralmente e reduzido a termo. de modo a permitir a completa elucidação dos fatos. independentemente da imediata instauração do processo disciplinar. observados os procedimentos previstos nos arts. 156. 157 e 158. devendo a segunda via. 155. Art. cada um deles será ouvido separadamente. ser anexado aos autos. 157. recorrendo. quando a comprovação do fato independer de conhecimento especial de perito. Na fase do inquérito. § 2o As reuniões da comissão serão registradas em atas que deverão detalhar as deliberações adotadas. 159. a comissão promoverá a tomada de depoimentos. até a entrega do relatório final. Se a testemunha for servidor público. Os autos da sindicância integrarão o processo disciplinar. Na hipótese de o relatório da sindicância concluir que a infração está capitulada como ilícito penal. As testemunhas serão intimadas a depor mediante mandado expedido pelo presidente da comissão. Parágrafo único. a comissão promoverá o interrogatório do acusado. O inquérito administrativo obedecerá ao princípio do contraditório. § 1o No caso de mais de um acusado. a técnicos e peritos. Art. investigações e diligências cabíveis. objetivando a coleta de prova. com a utilização dos meios e recursos admitidos em direito. meramente protelatórios. Parágrafo único. proceder-se-á à acareação entre os depoentes. § 1o Sempre que necessário. ou de nenhum interesse para o esclarecimento dos fatos.

em termo próprio. facultando-se-lhe. por termo. que deverá ser ocupante de cargo efetivo superior ou de mesmo nível. 165. para diligências reputadas indispensáveis. após a expedição do laudo pericial. § 2o O procurador do acusado poderá assistir ao interrogatório. o prazo para defesa será de 15 (quinze) dias a partir da última publicação do edital. porém. publicado no Diário Oficial da União e em jornal de grande circulação na localidade do último domicílio conhecido. o prazo será comum e de 20 (vinte) dias. bem como as circunstâncias agravantes ou atenuantes. 164. Art. será citado por edital. § 1o A revelia será declarada. reinquiri-las. Art. Considerar-se-á revel o indiciado que. Achando-se o indiciado em lugar incerto e não sabido. Art. será promovida a acareação entre eles. por intermédio do presidente da comissão. § 1o O indiciado será citado por mandado expedido pelo presidente da comissão para apresentar defesa escrita.527.divergirem em suas declarações sobre fatos ou circunstâncias. será formulada a indiciação do servidor. para apresentar defesa. § 2o Havendo dois ou mais indiciados. da qual participe pelo menos um médico psiquiatra. § 1o O relatório será sempre conclusivo quanto à inocência ou à responsabilidade do servidor. § 4o No caso de recusa do indiciado em apor o ciente na cópia da citação. (Redação dada pela Lei nº 9. 161. O incidente de sanidade mental será processado em auto apartado e apenso ao processo principal. a comissão proporá à autoridade competente que ele seja submetido a exame por junta médica oficial. Apreciada a defesa. bem como à inquirição das testemunhas. 163. com a assinatura de (2) duas testemunhas. ou ter nível de escolaridade igual ou superior ao do indiciado. Quando houver dúvida sobre a sanidade mental do acusado. a comissão elaborará relatório minucioso. § 2o Para defender o indiciado revel. assegurando-se-lhe vista do processo na repartição. a autoridade instauradora do processo designará um servidor como defensor dativo. com a especificação dos fatos a ele imputados e das respectivas provas. O indiciado que mudar de residência fica obrigado a comunicar à comissão o lugar onde poderá ser encontrado. 160. Parágrafo único. Art. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 70 . não apresentar defesa no prazo legal.97) Art. o prazo para defesa contarse-á da data declarada. Na hipótese deste artigo. a comissão indicará o dispositivo legal ou regulamentar transgredido. § 2o Reconhecida a responsabilidade do servidor. onde resumirá as peças principais dos autos e mencionará as provas em que se baseou para formar a sua convicção. no prazo de 10 (dez) dias. regularmente citado. de 10. sendo-lhe vedado interferir nas perguntas e respostas. pelo membro da comissão que fez a citação. Parágrafo único. § 3o O prazo de defesa poderá ser prorrogado pelo dobro.12. Art. 162. nos autos do processo e devolverá o prazo para a defesa. Tipificada a infração disciplinar.

será responsabilizada na forma do Capítulo IV do Título IV. (Incluído pela Lei nº 9. o processo disciplinar será remetido ao Ministério Público para instauração da ação penal. 170. contados do recebimento do processo. o ato será convertido em demissão. Quando a infração estiver capitulada como crime.97) § 1o O julgamento fora do prazo legal não implica nulidade do processo. Parágrafo único. a autoridade instauradora do processo determinará o seu arquivamento. inciso I do art. Seção II Do Julgamento Art. ou aposentado voluntariamente. 167. 172. 173.Art. 168. de 10. salvo se flagrantemente contrária à prova dos autos. Art. motivadamente. salvo quando contrário às provas dos autos. Art. Art. 171. Parágrafo único. § 3o Se a penalidade prevista for a demissão ou cassação de aposentadoria ou disponibilidade. abrandá-la ou isentar o servidor de responsabilidade.527. com o relatório da comissão. § 1o Se a penalidade a ser aplicada exceder a alçada da autoridade instauradora do processo. que decidirá em igual prazo. será remetido à autoridade que determinou a sua instauração. a constituição de outra comissão para instauração de novo processo. Ocorrida a exoneração de que trata o parágrafo único. se for o caso. 34. a autoridade que determinou a instauração do processo ou outra de hierarquia superior declarará a sua nulidade.97) Art. Verificada a ocorrência de vício insanável. No prazo de 20 (vinte) dias. Art. este será encaminhado à autoridade competente. O julgamento acatará o relatório da comissão. Quando o relatório da comissão contrariar as provas dos autos. na condição de Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 71 . a autoridade julgadora determinará o registro do fato nos assentamentos individuais do servidor. de 10. o julgamento caberá à autoridade competente para a imposição da pena mais grave. a autoridade julgadora proferirá a sua decisão. § 2o Havendo mais de um indiciado e diversidade de sanções. § 2o. acaso aplicada. 142. no mesmo ato. para julgamento. O processo disciplinar. § 4o Reconhecida pela comissão a inocência do servidor. 169. após a conclusão do processo e o cumprimento da penalidade.12.12. Serão assegurados transporte e diárias: I .(Redação dada pela Lei nº 9. agravar a penalidade proposta.527. 166.ao servidor convocado para prestar depoimento fora da sede de sua repartição. § 2o A autoridade julgadora que der causa à prescrição de que trata o art. ficando trasladado na repartição. o julgamento caberá às autoridades de que trata o inciso I do art. Art. a autoridade julgadora poderá. e ordenará. 141. Extinta a punibilidade pela prescrição. O servidor que responder a processo disciplinar só poderá ser exonerado a pedido. total ou parcial.

Art. Parágrafo único. Art. a revisão será requerida pelo respectivo curador. § 1o Em caso de falecimento. as normas e procedimentos próprios da comissão do processo disciplinar. Julgada procedente a revisão. na forma do art.aos membros da comissão e ao secretário. exceto em relação à destituição do cargo em comissão. encaminhará o pedido ao dirigente do órgão ou entidade onde se originou o processo disciplinar. se autorizar a revisão. no curso do qual a autoridade julgadora poderá determinar diligências. 174. Art. no que couber. 175. o requerente pedirá dia e hora para a produção de provas e inquirição das testemunhas que arrolar. que será convertida em exoneração. 179. a autoridade competente providenciará a constituição de comissão. o ônus da prova cabe ao requerente. ausência ou desaparecimento do servidor. nos termos do art. Art. O processo disciplinar poderá ser revisto. a pedido ou de ofício. Parágrafo único. Seção III Da Revisão do Processo Art. será declarada sem efeito a penalidade aplicada. restabelecendo-se todos os direitos do servidor. 141. Parágrafo único. No processo revisional. Art. Art. O requerimento de revisão do processo será dirigido ao Ministro de Estado ou autoridade equivalente. qualquer pessoa da família poderá requerer a revisão do processo. A comissão revisora terá 60 (sessenta) dias para a conclusão dos trabalhos. quando se aduzirem fatos novos ou circunstâncias suscetíveis de justificar a inocência do punido ou a inadequação da penalidade aplicada. contados do recebimento do processo. denunciado ou indiciado. a qualquer tempo. 149. 178. Parágrafo único. Deferida a petição. ainda não apreciados no processo originário. Da revisão do processo não poderá resultar agravamento de penalidade. Na petição inicial. Art. Título VI Da Seguridade Social do Servidor Capítulo I Disposições Gerais Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 72 . 176. que. que requer elementos novos. A revisão correrá em apenso ao processo originário.testemunha. O julgamento caberá à autoridade que aplicou a penalidade. 181. II . § 2o No caso de incapacidade mental do servidor. O prazo para julgamento será de 20 (vinte) dias. 180. A simples alegação de injustiça da penalidade não constitui fundamento para a revisão. quando obrigados a se deslocarem da sede dos trabalhos para a realização de missão essencial ao esclarecimento dos fatos. 182. 177. Art. Aplicam-se aos trabalhos da comissão revisora.

e) licença à gestante. falecimento e reclusão. (Incluído pela Lei nº 10. ocupante de cargo ou emprego efetivo na administração pública direta.quanto ao servidor: a) aposentadoria.5. autárquica e fundacional não terá direito aos benefícios do Plano de Seguridade Social. acidente em serviço. observadas as disposições desta Lei. mediante o recolhimento mensal da respectiva contribuição. § 1o O servidor ocupante de cargo em comissão que não seja. (Incluído pela Lei nº 10.2003) § 3o Será assegurada ao servidor licenciado ou afastado sem remuneração a manutenção da vinculação ao regime do Plano de Seguridade Social do Servidor Público. inatividade. f) licença por acidente em serviço. ainda que contribua para regime de previdência social no exterior. 183. Parágrafo único.2003) Art.667.proteção à maternidade.Art. e compreende um conjunto de benefícios e ações que atendam às seguintes finalidades: I . II . g) assistência à saúde. A União manterá Plano de Seguridade Social para o servidor e sua família. à adoção e à paternidade.667. Os benefícios do Plano de Seguridade Social do servidor compreendem: I . Art. Os benefícios serão concedidos nos termos e condições definidos em regulamento.5. incidente sobre a remuneração total do cargo a que faz jus no exercício de suas atribuições.garantir meios de subsistência nos eventos de doença.2003) § 2o O servidor afastado ou licenciado do cargo efetivo. computando-se. à adotante e licença-paternidade. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 73 . com exceção da assistência à saúde. (Redação dada pela Lei nº 10. 184. neste período.5. para esse efeito. no mesmo percentual devido pelos servidores em atividade. simultaneamente. terá suspenso o seu vínculo com o regime do Plano de Seguridade Social do Servidor Público enquanto durar o afastamento ou a licença.5. b) auxílio-natalidade. as vantagens pessoais. d) licença para tratamento de saúde.2003) § 4o O recolhimento de que trata o § 3o deve ser efetuado até o segundo dia útil após a data do pagamento das remunerações dos servidores públicos.667. não lhes assistindo.assistência à saúde. de 14. inclusive para servir em organismo oficial internacional do qual o Brasil seja membro efetivo ou com o qual coopere. sem direito à remuneração. os benefícios do mencionado regime de previdência. de 14. III . aplicando-se os procedimentos de cobrança e execução dos tributos federais quando não recolhidas na data de vencimento.667. (Incluído pela Lei nº 10. c) salário-família. de 14. de 14. O Plano de Seguridade Social visa a dar cobertura aos riscos a que estão sujeitos o servidor e sua família. velhice. 185. inclusive. invalidez.

71. observado o disposto nos arts. neoplasia maligna. com proventos proporcionais ao tempo de serviço. doença de Parkinson. a que se refere o inciso I deste artigo. bem como nas hipóteses previstas no art.AIDS. d) assistência à saúde. contagiosa ou incurável. com proventos proporcionais ao tempo de serviço. cardiopatia grave. 40 da Constituição) I . observará o disposto em lei Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 74 . nefropatia grave. "a" e "c". aos setenta anos de idade. com proventos integrais. contagiosas ou incuráveis. especificada em lei. III . 186. sendo os proventos integrais quando decorrente de acidente em serviço. com proventos integrais. c) aos 30 (trinta) anos de serviço.h) garantia de condições individuais e ambientais de trabalho satisfatórias. dolo ou má-fé. II .voluntariamente: a) aos 35 (trinta e cinco) anos de serviço. II . espondiloartrose anquilosante. alienação mental. b) auxílio-funeral. § 1o As aposentadorias e pensões serão concedidas e mantidas pelos órgãos ou entidades aos quais se encontram vinculados os servidores. tuberculose ativa. Síndrome de Imunodeficiência Adquirida . cegueira posterior ao ingresso no serviço público. se homem. sem prejuízo da ação penal cabível. 189 e 224. e proporcionais nos demais casos. O servidor será aposentado: (Vide art. § 2o Nos casos de exercício de atividades consideradas insalubres ou perigosas. a aposentadoria de que trata o inciso III. § 1o Consideram-se doenças graves. e 25 (vinte e cinco) se professora. com base na medicina especializada. se homem. esclerose múltipla. implicará devolução ao erário do total auferido. e outras que a lei indicar.compulsoriamente. Capítulo II Dos Benefícios Seção I Da Aposentadoria Art. e aos 25 (vinte e cinco) se mulher. d) aos 65 (sessenta e cinco) anos de idade.quanto ao dependente: a) pensão vitalícia e temporária. e aos 30 (trinta) se mulher. e aos 60 (sessenta) se mulher. hanseníase. se homem. estados avançados do mal de Paget (osteíte deformante). com proventos proporcionais a esse tempo.por invalidez permanente. § 2o O recebimento indevido de benefícios havidos por fraude. paralisia irreversível e incapacitante. b) aos 30 (trinta) anos de efetivo exercício em funções de magistério se professor. moléstia profissional ou doença grave. c) auxílio-reclusão.

O provento da aposentadoria será calculado com observância do disposto no § 3o do art.12. (Revogado pela Lei nº 9. § 3o Na hipótese do inciso I o servidor será submetido à junta médica oficial. § 1o A aposentadoria por invalidez será precedida de licença para tratamento de saúde. (Incluído pela Lei nº 11. 191.527. de 10. o servidor em licença para tratamento de saúde ou aposentado por invalidez poderá ser convocado a qualquer momento. 195. deduzido o adiantamento recebido. de 10. que atestará a invalidez quando caracterizada a incapacidade para o desempenho das atribuições do cargo ou a impossibilidade de se aplicar o disposto no art. 190.907. de 2009) Art.12. § 2o Expirado o período de licença e não estando em condições de reassumir o cargo ou de ser readaptado. em valor equivalente ao respectivo provento. 186 desta Lei e. 192.907. inclusive quando decorrentes de transformação ou reclassificação do cargo ou função em que se deu a aposentadoria.527.12. (Revogado pela Lei nº 9. São estendidos aos inativos quaisquer benefícios ou vantagens posteriormente concedidas aos servidores em atividade. aos 25 (vinte e cinco) anos de serviço efetivo. de 2009) § 5o A critério da Administração. § 3o O lapso de tempo compreendido entre o término da licença e a publicação do ato da aposentadoria será considerado como de prorrogação da licença. e declarada por ato. Art. Ao ex-combatente que tenha efetivamente participado de operações bélicas. Quando proporcional ao tempo de serviço. de 12 de setembro de 1967. o servidor será aposentado. para avaliação das condições que ensejaram o afastamento ou a aposentadoria. sempre que se modificar a remuneração dos servidores em atividade. § 4o Para os fins do disposto no § 1o deste artigo. e revisto na mesma data e proporção.315. por esse motivo. Ao servidor aposentado será paga a gratificação natalina. 194. Parágrafo único. 187. de 2009) Art. calculado com base no fundamento legal de concessão da aposentadoria.527. Art. por período não excedente a 24 (vinte e quatro) meses. 41. (Incluído pela Lei nº 11. de 10. (Redação dada pela Lei nº 11.97) Art. 188. Art. O servidor aposentado com provento proporcional ao tempo de serviço se acometido de qualquer das moléstias especificadas no § 1o do art. A aposentadoria compulsória será automática.específica. será concedida aposentadoria com provento integral. com vigência a partir do dia imediato àquele em que o servidor atingir a idade-limite de permanência no serviço ativo. o provento não será inferior a 1/3 (um terço) da remuneração da atividade. A aposentadoria voluntária ou por invalidez vigorará a partir da data da publicação do respectivo ato. (Incluído pela Lei nº 9. 189. Art.97) Art. durante a Segunda Guerra Mundial.907. nos termos da Lei nº 5. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 75 . 24.97) Art. até o dia vinte do mês de dezembro. for considerado inválido por junta médica oficial passará a perceber provento integral. 193. serão consideradas apenas as licenças motivadas pela enfermidade ensejadora da invalidez ou doenças correlacionadas.

Consideram-se dependentes econômicos para efeito de percepção do salário-família: I . o valor será acrescido de 50% (cinqüenta por cento). 197. de qualquer idade. será pago a um e outro. por dependente econômico.o menor de 21 (vinte e um) anos que. II . Não se configura a dependência econômica quando o beneficiário do salário-família perceber rendimento do trabalho ou de qualquer outra fonte. a inspeção médica será realizada na residência do servidor ou no estabelecimento hospitalar onde se encontrar internado. se inválido. 203. de acordo com a distribuição dos dependentes. ou do inativo. Parágrafo único. inclusive pensão ou provento da aposentadoria. até 24 (vinte e quatro) anos ou.Seção II Do Auxílio-Natalidade Art. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 76 . em valor igual ou superior ao salário-mínimo. por nascituro. O salário-família é devido ao servidor ativo ou ao inativo. O salário-família não está sujeito a qualquer tributo. inclusive no caso de natimorto. Ao pai e à mãe equiparam-se o padrasto.o cônjuge ou companheiro e os filhos. mediante autorização judicial. quando a parturiente não for servidora. de 2009) § 1o Sempre que necessário. se estudante. III . inclusive para a Previdência Social. nem servirá de base para qualquer contribuição. Art. a madrasta e. os representantes legais dos incapazes. inclusive os enteados até 21 (vinte e um) anos de idade ou. Será concedida ao servidor licença para tratamento de saúde. na falta destes.907. quando separados. 201. § 1o Na hipótese de parto múltiplo. 200. a pedido ou de ofício. A licença de que trata o art. viver na companhia e às expensas do servidor. não acarreta a suspensão do pagamento do salário-família. sem remuneração. 196. Art. 202 desta Lei será concedida com base em perícia oficial. Seção IV Da Licença para Tratamento de Saúde Art.a mãe e o pai sem economia própria. § 2o O auxílio será pago ao cônjuge ou companheiro servidor público. com base em perícia médica. 198. Art. O auxílio-natalidade é devido à servidora por motivo de nascimento de filho. 202. em quantia equivalente ao menor vencimento do serviço público. 199. o salário-família será pago a um deles. (Redação dada pela Lei nº 11. Seção III Do Salário-Família Art. Parágrafo único. Quando o pai e mãe forem servidores públicos e viverem em comum. Art. Art. O afastamento do cargo efetivo. sem prejuízo da remuneração a que fizer jus.

sem prejuízo da remuneração. o atestado somente produzirá efeitos depois de recepcionado pela unidade de recursos humanos do órgão ou entidade. a licença terá início a partir do parto. Art. nos termos e condições definidos em regulamento. Para amamentar o próprio filho.690. 186. doença profissional ou qualquer das doenças especificadas no art. nas hipóteses em que abranger o campo de atuação da odontologia. 230. reassumirá o exercício. a uma hora de descanso. bem como nos demais casos de perícia oficial previstos nesta Lei. 209.907.§ 2o Inexistindo médico no órgão ou entidade no local onde se encontra ou tenha exercício em caráter permanente o servidor. O servidor será submetido a exames médicos periódicos. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 77 . Será concedida licença à servidora gestante por 120 (cento e vinte) dias consecutivos. (Redação dada pela Lei nº 11. § 1o. a servidora terá direito a 30 (trinta) dias de repouso remunerado.907. será aceito atestado passado por médico particular.907. poderá ser dispensada de perícia oficial. de 2009) (Regulamento). (Incluído pela Lei nº 11. de 2009) Art. à Adotante e da Licença-Paternidade Art. Art. O servidor que apresentar indícios de lesões orgânicas ou funcionais será submetido a inspeção médica. de 2009) § 4o A licença que exceder o prazo de 120 (cento e vinte) dias no período de 12 (doze) meses a contar do primeiro dia de afastamento será concedida mediante avaliação por junta médica oficial. salvo antecipação por prescrição médica. até a idade de seis meses. decorridos 30 (trinta) dias do evento. A licença para tratamento de saúde inferior a 15 (quinze) dias. 206. de 2009) § 5o A perícia oficial para concessão da licença de que trata o caput deste artigo. (Redação dada pela Lei nº 11. (Redação dada pela Lei nº 11. durante a jornada de trabalho. (Redação dada pela Lei nº 9. de 2009) Art. e não se configurando as hipóteses previstas nos parágrafos do art. Art.97) § 3o No caso do § 2o deste artigo. salvo quando se tratar de lesões produzidas por acidente em serviço. § 3o No caso de natimorto. O atestado e o laudo da junta médica não se referirão ao nome ou natureza da doença.907. 205. que poderá ser parcelada em dois períodos de meia hora. dentro de 1 (um) ano. § 2o No caso de nascimento prematuro.12. 204. (Incluído pela Lei nº 11. Pelo nascimento ou adoção de filhos.527. 208. de 2008) § 1o A licença poderá ter início no primeiro dia do nono mês de gestação. e se julgada apta. a servidora lactante terá direito. 207. Art. a servidora será submetida a exame médico. na forma definida em regulamento. (Vide Decreto nº 6. será efetuada por cirurgiões-dentistas. Seção V Da Licença à Gestante.907. o servidor terá direito à licença-paternidade de 5 (cinco) dias consecutivos. § 4o No caso de aborto atestado por médico oficial. 206-A. de 10.

214. à conta de recursos públicos. com as atribuições do cargo exercido. que vivam sob a Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 78 . Art. II .691. Por morte do servidor. As pensões distinguem-se. e) a pessoa designada. d) a mãe e o pai que comprovem dependência econômica do servidor. 216. Art. Art. separada judicialmente ou divorciada. 217. 212. com percepção de pensão alimentícia. No caso de adoção ou guarda judicial de criança com mais de 1 (um) ano de idade. 42. Art. 210. a partir da data do óbito. Seção VI Da Licença por Acidente em Serviço Art. (Vide Decreto nº 6.Art. 215. A prova do acidente será feita no prazo de 10 (dez) dias. que se relacione. que somente se extinguem ou revertem com a morte de seus beneficiários. de 2008) Parágrafo único. serão concedidos 90 (noventa) dias de licença remunerada. observado o limite estabelecido no art. Configura acidente em serviço o dano físico ou mental sofrido pelo servidor. Parágrafo único. cessação de invalidez ou maioridade do beneficiário. mediata ou imediatamente. maior de 60 (sessenta) anos e a pessoa portadora de deficiência. b) a pessoa desquitada. quanto à natureza. o prazo de que trata este artigo será de 30 (trinta) dias. 211. § 2o A pensão temporária é composta de cota ou cotas que podem se extinguir ou reverter por motivo de morte. 213.vitalícia: a) o cônjuge. em vitalícias e temporárias. Art. O servidor acidentado em serviço que necessite de tratamento especializado poderá ser tratado em instituição privada. c) o companheiro ou companheira designado que comprove união estável como entidade familiar. Será licenciado. o servidor acidentado em serviço. Parágrafo único. os dependentes fazem jus a uma pensão mensal de valor correspondente ao da respectiva remuneração ou provento. O tratamento recomendado por junta médica oficial constitui medida de exceção e somente será admissível quando inexistirem meios e recursos adequados em instituição pública. com remuneração integral. prorrogável quando as circunstâncias o exigirem. § 1o A pensão vitalícia é composta de cota ou cotas permanentes. Equipara-se ao acidente em serviço o dano: I . À servidora que adotar ou obtiver guarda judicial de criança até 1 (um) ano de idade. São beneficiários das pensões: I .sofrido no percurso da residência para o trabalho e vice-versa. Seção VII Da Pensão Art.decorrente de agressão sofrida e não provocada pelo servidor no exercício do cargo.

III . em partes iguais. que comprovem dependência econômica do servidor. Parágrafo único. ou. 219. Parágrafo único. b) o menor sob guarda ou tutela até 21 (vinte e um) anos de idade. Art. sendo a outra metade rateada em partes iguais. o seu valor será distribuído em partes iguais entre os beneficiários habilitados. conforme o caso. 221.temporária: a) os filhos. II . enquanto durar a invalidez. d) a pessoa designada que viva na dependência econômica do servidor. até 21 (vinte e um) anos. § 3o Ocorrendo habilitação somente à pensão temporária. Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 79 . até 21 (vinte e um) anos de idade. ou enteados. Será concedida pensão provisória por morte presumida do servidor. hipótese em que o benefício será automaticamente cancelado. c) o irmão órfão. enquanto durar a invalidez. decorridos 5 (cinco) anos de sua vigência. II . e o inválido. inundação. § 2o Ocorrendo habilitação às pensões vitalícia e temporária. ou. enquanto durar a invalidez. Art. entre os titulares da pensão temporária. se inválidos. Art. pela autoridade judiciária competente. incêndio ou acidente não caracterizado como em serviço. § 1o A concessão de pensão vitalícia aos beneficiários de que tratam as alíneas "a" e "c" do inciso I deste artigo exclui desse direito os demais beneficiários referidos nas alíneas "d" e "e". A pensão provisória será transformada em vitalícia ou temporária. o valor integral da pensão será rateado. se inválida.desaparecimento em desabamento. 218. § 1o Ocorrendo habilitação de vários titulares à pensão vitalícia.desaparecimento no desempenho das atribuições do cargo ou em missão de segurança. Art. 220. prescrevendo tão-somente as prestações exigíveis há mais de 5 (cinco) anos.dependência econômica do servidor.declaração de ausência. Concedida a pensão. até 21 (vinte e um) anos. entre os que se habilitarem. A pensão será concedida integralmente ao titular da pensão vitalícia. nos seguintes casos: I . § 2o A concessão da pensão temporária aos beneficiários de que tratam as alíneas "a" e "b" do inciso II deste artigo exclui desse direito os demais beneficiários referidos nas alíneas "c" e "d". qualquer prova posterior ou habilitação tardia que implique exclusão de beneficiário ou redução de pensão só produzirá efeitos a partir da data em que for oferecida. exceto se existirem beneficiários da pensão temporária. A pensão poderá ser requerida a qualquer tempo. Não faz jus à pensão o beneficiário condenado pela prática de crime doloso de que tenha resultado a morte do servidor. ressalvado o eventual reaparecimento do servidor. metade do valor caberá ao titular ou titulares da pensão vitalícia.

V . 225. Parágrafo único. 227. A critério da Administração. Art.da pensão vitalícia para os remanescentes desta pensão ou para os titulares da pensão temporária. Seção IX Do Auxílio-Reclusão Art. Acarreta perda da qualidade de beneficiário: I . inclusive no exterior. Art. 229.a renúncia expressa.a maioridade de filho. observado o disposto no artigo anterior. (Incluído pela Lei nº 11. por meio de procedimento sumaríssimo. irmão órfão ou pessoa designada. se não houver pensionista remanescente da pensão vitalícia. As pensões serão automaticamente atualizadas na mesma data e na mesma proporção dos reajustes dos vencimentos dos servidores. II . nos seguintes valores: Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 80 . III . o auxílio será pago somente em razão do cargo de maior remuneração. 223. II . Seção VIII Do Auxílio-Funeral Art. Se o funeral for custeado por terceiro. à pessoa da família que houver custeado o funeral.da pensão temporária para os co-beneficiários ou. § 2o (VETADO). O auxílio-funeral é devido à família do servidor falecido na atividade ou aposentado. § 1o No caso de acumulação legal de cargos. o beneficiário de pensão temporária motivada por invalidez poderá ser convocado a qualquer momento para avaliação das condições que ensejaram a concessão do benefício.Art. À família do servidor ativo é devido o auxílio-reclusão. 224. autarquia ou fundação pública. a respectiva cota reverterá: I . de 2009) Art. é vedada a percepção cumulativa de mais de duas pensões. Ressalvado o direito de opção. quando a decisão ocorrer após a concessão da pensão ao cônjuge. 222. § 3o O auxílio será pago no prazo de 48 (quarenta e oito) horas. VI . aplicando-se o disposto no parágrafo único do art. na falta destes. 228.a anulação do casamento. Por morte ou perda da qualidade de beneficiário.907. 225. em valor equivalente a um mês da remuneração ou provento.a cessação de invalidez. Art. aos 21 (vinte e um) anos de idade. Em caso de falecimento de servidor em serviço fora do local de trabalho. Art. em se tratando de beneficiário inválido. este será indenizado. 226. 189.a acumulação de pensão na forma do art. IV . as despesas de transporte do corpo correrão à conta de recursos da União.o seu falecimento. para o beneficiário da pensão vitalícia.

em flagrante ou preventiva. a ser publicada pelo mesmo órgão regulador. o servidor terá direito à integralização da remuneração. ou mediante convênio ou contrato. hospitalar. normas essas também aplicáveis aos convênios existentes até 12 de fevereiro de 2006. § 1o Nos casos previstos no inciso I deste artigo. em virtude de condenação. (Incluído pela Lei nº 9. o órgão ou entidade promoverá a contratação da prestação de serviços por pessoa jurídica.302 de 2006) II .302 de 2006) § 1o Nas hipóteses previstas nesta Lei em que seja exigida perícia. na forma da Lei n o 8. devidamente justificada. convênio com unidades de atendimento do sistema público de saúde. indicando os nomes e especialidades dos seus integrantes. mediante ressarcimento parcial do valor despendido pelo servidor. quando afastado por motivo de prisão.12. na forma estabelecida em regulamento. aposentados. desde que absolvido. sendo certo que os convênios celebrados depois dessa data somente poderão sê-lo na forma da regulamentação específica sobre patrocínio de autogestões.dois terços da remuneração. II .97) § 2o Na impossibilidade.527. ficam a União e suas entidades autárquicas e fundacionais autorizadas a: (Incluído pela Lei nº 11.contratar.INSS. com entidades de autogestão por elas patrocinadas por meio de instrumentos jurídicos efetivamente celebrados e publicados até 12 de fevereiro de 2006 e que possuam autorização de funcionamento do órgão regulador. determinada pela autoridade competente. mediante licitação. que constituirá junta médica especificamente para esses fins. na ausência de médico ou junta médica oficial. ainda que condicional. com a comprovação de suas habilitações e de que não estejam respondendo a processo disciplinar junto à entidade fiscalizadora da profissão. bem como para seus respectivos grupos familiares definidos. 230. psicológica e farmacêutica. pensionistas. enquanto perdurar a prisão. (Incluído pela Lei nº 9. durante o afastamento. avaliação ou inspeção médica.metade da remuneração. § 2o O pagamento do auxílio-reclusão cessará a partir do dia imediato àquele em que o servidor for posto em liberdade. (Redação dada pela Lei nº 11. operadoras de planos e seguros privados de assistência à saúde que possuam autorização de funcionamento do órgão Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 81 .I . e de sua família compreende assistência médica.302 de 2006) I . a pena que não determine a perda de cargo. terá como diretriz básica o implemento de ações preventivas voltadas para a promoção da saúde e será prestada pelo Sistema Único de Saúde – SUS. (Incluído pela Lei nº 11. preferencialmente. ou com o Instituto Nacional do Seguro Social . diretamente pelo órgão ou entidade ao qual estiver vinculado o servidor. Capítulo III Da Assistência à Saúde Art. ativo ou inativo.97) § 3o Para os fins do disposto no caput deste artigo. de 21 de junho de 1993.666. da aplicação do disposto no parágrafo anterior. para a sua realização o órgão ou entidade celebrará. e seus dependentes ou pensionistas com planos ou seguros privados de assistência à saúde. de 10. de 10. ou ainda na forma de auxílio. entidades sem fins lucrativos declaradas de utilidade pública. A assistência à saúde do servidor. no prazo de 180 (cento e oitenta) dias da vigência desta Lei.12.527. odontológica. por sentença definitiva. ativo ou inativo.celebrar convênios exclusivamente para a prestação de serviços de assistência à saúde para os seus servidores ou empregados ativos.

12. c) de descontar em folha. 236. de de de 9. Art. Poderão ser instituídos.12. 233.745. 232.12. no âmbito dos Poderes Executivo. dela decorrentes: a) de ser representado pelo sindicato. 8.745. 235.93) . (Revogado pela Art. Art. excluindo-se o dia do começo e incluindo-se o do vencimento.concessão de medalhas. (Incluído pela Lei nº 11. O Dia do Servidor Público será comemorado a vinte e oito de outubro. sem ônus para a entidade sindical a que for filiado. exceto se a pedido. os seguintes incentivos funcionais. o servidor não poderá ser privado de quaisquer dos seus direitos. sofrer discriminação em sua vida funcional. o prazo vencido em dia em que não haja expediente. de 9.93) 9. 231. inventos ou trabalhos que favoreçam o aumento de produtividade e a redução dos custos operacionais. Os prazos previstos nesta Lei serão contados em dias corridos. b) de inamovibilidade do dirigente sindical. (Incluído pela Lei nº 11. Legislativo e Judiciário.783. (Revogado pela Art. 238. Art. Art.regulador. 239.745. entre outros. 237.99) Título VII Capítulo Único Da Contratação Temporária de Excepcional Interesse Público Art. II .302 de 2006) III . nem eximir-se do cumprimento de seus deveres. nos termos da Constituição Federal. (Revogado pela Art. Ao servidor público civil é assegurado. 234. condecoração e elogio.12. inclusive como substituto processual. além daqueles já previstos nos respectivos planos de carreira: I . para o primeiro dia útil seguinte. até um ano após o final do mandato. ficando prorrogado. o direito à livre associação sindical e os seguintes direitos. de 28.745.01. (Revogado pela Lei nº 8.prêmios pela apresentação de idéias. 240. (Revogado pela Lei nº 9. o valor das mensalidades e Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 82 Lei Lei Lei nº nº nº 8. Por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política.302 de 2006) § 5o O valor do ressarcimento fica limitado ao total despendido pelo servidor ou pensionista civil com plano ou seguro privado de assistência à saúde.302 de 2006) Capítulo IV Do Custeio Art.93) 9.302 de 2006) § 4o (VETADO) (Incluído pela Lei nº 11. diplomas de honra ao mérito. 8.(VETADO) (Incluído pela Lei nº 11.93) Título VIII Capítulo Único Das Disposições Gerais Art.

Para os fins desta Lei. § 1o Os empregos ocupados pelos servidores incluídos no regime instituído por esta Lei ficam transformados em cargos. Consideram-se da família do servidor. na qualidade de servidores públicos. (Incluído pela Lei nº 9.12. § 6o Os empregos dos servidores estrangeiros com estabilidade no serviço público. inclusive as em regime especial.contribuições definidas em assembléia geral da categoria. ser exonerados mediante indenização de um mês de remuneração por ano de efetivo exercício no serviço público federal. de 28 de outubro de 1952 . § 7o Os servidores públicos de que trata o caput deste artigo. no que couber. Título IX Capítulo Único Das Disposições Transitórias e Finais Art. ficam extintas na data da vigência desta Lei. § 3o As Funções de Assessoramento Superior . § 5o O regime jurídico desta Lei é extensivo aos serventuários da Justiça. de 10.97) e) (Revogado pela Lei nº 9. 19 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. e das fundações públicas. Art. Equipara-se ao cônjuge a companheira ou companheiro.452. em caráter permanente. de 10.711. de 10. do respectivo órgão ou entidade. poderão. Ficam submetidos ao regime jurídico instituído por esta Lei. das autarquias. aprovada pelo DecretoLei nº 5. que comprove união estável como entidade familiar. regidos pela Lei nº 1. cujos contratos não poderão ser prorrogados após o vencimento do prazo de prorrogação. passarão a integrar tabela em extinção. 243. d) (Revogado pela Lei nº 9. Parágrafo único. no interesse da Administração e conforme critérios estabelecidos em regulamento. exceto os contratados por prazo determinado. sem prejuízo dos direitos inerentes aos planos de carreira aos quais se encontrem vinculados os empregos. 241. quaisquer pessoas que vivam às suas expensas e constem do seu assentamento individual. na data de sua publicação.12. enquanto não adquirirem a nacionalidade brasileira.Estatuto dos Funcionários Públicos Civis da União.97) Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 83 .527. remunerados com recursos da União.12.FAS. de 1o de maio de 1943. considera-se sede o município onde a repartição estiver instalada e onde o servidor tiver exercício. § 4o (VETADO).97) Art. os servidores dos Poderes da União. 242.527. e mantidas enquanto não for implantado o plano de cargos dos órgãos ou entidades na forma da lei. § 2o As funções de confiança exercidas por pessoas não integrantes de tabela permanente do órgão ou entidade onde têm exercício ficam transformadas em cargos em comissão. ou pela Consolidação das Leis do Trabalho. dos ex-Territórios. não amparados pelo art. além do cônjuge e filhos.527. exercidas por servidor integrante de quadro ou tabela de pessoal.

correspondente ao período de contribuição por parte dos servidores celetistas abrangidos pelo art. Art.711.12. (Incluído pela Lei nº 9. Os adicionais por tempo de serviço. (VETADO). As pensões estatutárias. ou por outro diploma legal. fica transformada em licença-prêmio por assiduidade.O.162. aposentar-se-á com a vantagem prevista naquele dispositivo. de 28 de outubro de 1952. Lei n° 1. 248. 11 de dezembro de 1990.1. 87 a 90. de 18. 116 da Lei nº 1.711.U. de 10.112. A licença especial disciplinada pelo art. as condições necessárias para a aposentadoria nos termos do inciso II do art. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. FERNANDO COLLOR Jarbas Passarinho Este texto não substitui o publicado no D. O servidor que já tiver satisfeito ou vier a satisfazer. 231. e eu. já concedidos aos servidores abrangidos por esta Lei. Art. 244. do Projeto que se transformou na Lei n.12. na forma prevista nos arts.U.112. (Incluído pela Lei nº 9.97) Art. 246. bem como as demais disposições em contrário. 243.12.§ 8o Para fins de incidência do imposto de renda na fonte e na declaração de rendimentos. de 28 de outubro de 1952.527.97) § 9o Os cargos vagos em decorrência da aplicação do disposto no § 7 o poderão ser extintos pelo Poder Executivo quando considerados desnecessários. Ficam revogadas a Lei nº 1. que "dispõe sobre o Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União. Art.711. haverá ajuste de contas com a Previdência Social. (Redação dada pela Lei nº 8. de 10. de 8.1990 e Republicado no D. 251. Art. ficam transformados em anuênio. (Mantido pelo Congresso Nacional) Art. de 11 de dezembro de 1990.97) Art. os servidores abrangidos por esta Lei contribuirão na forma e nos percentuais atualmente estabelecidos para o servidor civil da União conforme regulamento próprio. (Revogado pela Lei nº 9. 250. de 10.91) Art.° 8. dentro de 1 (um) ano.O. Art. 249. 252. Brasília.1998 LEI Nº 8. concedidas até a vigência desta Lei. 253. serão considerados como indenizações isentas os pagamentos efetuados a título de indenização prevista no parágrafo anterior. MAURO BENEVIDES. das autarquias e das fundações públicas federais". Até a edição da lei prevista no § 1o do art.3. O PRESIDENTE DO SENADO FEDERAL: Faço saber que o CONGRESSO NACIONAL manteve. Art. 245. e respectiva legislação complementar. 169o da Independência e 102o da República. passam a ser mantidas pelo órgão ou entidade de origem do servidor. de 12. Para efeito do disposto no Título VI desta Lei. com efeitos financeiros a partir do primeiro dia do mês subseqüente. 184 do antigo Estatuto dos Funcionários Públicos Civis da União.527. de 1952. DE 11 DE DEZEMBRO DE 1990 Partes vetadas pelo Presidente da República e mantidas pelo Congresso Nacional.527. 247. Presidente do Senado Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 84 .12.

........... Lei n° 1. ................112.................................... de maior valor............... § 1° Quando o exercício da função ou cargo em comissão de maior valor não corresponder ao período de 2 (dois) anos............quando ocupante da última classe da carreira...................... Art.... desde que exercido por um período mínimo de 2 (dois) anos.................... 193. 192. 66 da Constituição..... Art............................................... O servidor que já tiver satisfeito ou vier a satisfazer............ dentro de 1 (um) ano. O servidor que contar tempo de serviço para aposentadoria com provento integral será aposentado: I ................................................... Art..........Federal...................................... aposentar-se-á com a vantagem prevista naquele dispositivo...... com a remuneração do padrão correspondente............. frente à Justiça do Trabalho...................... acrescida da diferença entre esse e o padrão da classe imediatamente anterior...................................................... promulgo as seguintes partes da Lei n° 8..................... bem como a incorporação de que trata o art.................. 250........... c) .......... 170° da Independência e 103° da República........................................ ................. 62... O servidor que tiver exercido função de direção................ 87 .................................." Senado Federal........... Art... 18 de abril de 1991....................711...................... 240............. ou 10 (dez) anos interpolados..................... 231............ d) de negociação coletiva.... Apostilas Aprendizado Urbano – Todos os direitos reservados 85 ... individual e coletivamente........... e) de ajuizamento.......................... b) . 184 do antigo Estatuto dos Funcionários Públicos Civis da União................... chefia.................. § 1° ..... II ....................... § 1° ............. em favor de seus beneficiários da pensão... assistência ou cargo em comissão.................. por período de 5 (cinco) anos consecutivos...... Art... poderá aposentar-se com a gratificação da função ou remuneração do cargo em comissão.............. de 28 de outubro de 1952............................................. § 2° Os períodos de licença-prêmio já adquiridos e não gozados pelo servidor que vier a falecer serão convertidos em pecúnia......................... nos termos da Constituição Federal.................... 192............ será incorporada a gratificação ou remuneração da função ou cargo em comissão imediatamente inferior dentre os exercidos........................ assessoramento.............. § 2° A aplicação do disposto neste artigo exclui as vantagens previstas no art.................... de 11 de dezembro de 1990: "Art............. § 2º O custeio da aposentadoria é de responsabilidade integral do Tesouro Nacional...... a) ............com a remuneração do padrão de classe imediatamente superior àquela em que se encontra posicionado... ressalvado o direito de opção........ as condições necessárias para a aposentadoria nos termos do inciso II do art................................ nos termos do § 7° do art.................

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