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Direito Constitucional I (Resumo)

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Direito Constitucional I

Poder Constituinte e Poder Reformador Partes da Constituição Sentidos da Constituição Aplicabilidade e Eficácia das normas constitucionais História das Constituições Brasileiras

Poder Constituinte e Poder Reformador
Curso de Direito Constitucional Positivo, José Afonso da Silva – págs. 61 a 68.

- Mutação Constitucional  Revisão Constitucional MUTAÇÃO CONSTITUCIONAL – processo não formal de mudança das constituições rígidas, por via da tradição, dos costumes de alterações empíricas e sociológicas, pela interpretação judicial e pelo ordenamento de estatutos que afetem a estrutura orgânica do Estado. REFORMA CONSTITUCIONAL – processo formal de mudança das constituições rígidas, por meio de atuação de certos órgãos, mediante determinadas formalidades, estabelecidas nas próprias constituições para o exercício do poder reformador. - Pinto Ferreira/Meireles Teixeira – reforma: termo genérico que abrange emenda e revisão. REFORMA – qualquer alteração do texto constitucional, é o caso genérico, de que são subtipos a emenda e a revisão. EMENDA – é a modificação de certos pontos, cuja estabilidade o legislador constituinte não considerou tão grande como outros mais valiosos, se bem que submetida a obstáculos e formalidades mais difíceis que os exigidos para a alteração de leis ordinárias. REVISÃO – uma alteração anexável, exigindo formalidades e processos mais lentos e dificultados que a emenda, a fim de garantir uma suprema estabilidade do texto constitucional. - As emendas são, hoje, o único sistema de mudança formal da constituição, já que a revisão constitucional, prevista no art. 3º do ADCT, já se realizou, não sendo mais possível outra revisão nos termos ali previstos. Qualquer mudança formal na Constituição só deve ser feita legitimamente com base no art. 60 da CF, ou seja, pelo procedimento das emendas com os limites dali decorrentes. Poder Constituinte e Poder Reformador - A Constituição conferiu ao Congresso Nacional a competência para elaborar as emendas constitucionais. Poder constituído instituído ou constituído. É um poder que deriva do originário, por isso também é chamado de competência constituinte derivada ou constituinte de segundo grau. O poder constituinte originário

FLÁVIA CAMPOS MACHADO
Acadêmica de DIREITO (UEFS - III Semestre)

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instituiu um poder constituinte reformador, ou poder de reforma constitucional, ou poder de emenda constitucional. - O agente (sujeito) da reforma é o poder constituinte originário, que atua em segundo grau, de forma indireta, pela outorga de competência a um órgão constituído para, em seu lugar, proceder às modificações na Constituição. PODER DE REFORMA CONSTITUCIONAL – (MANUEL GONÇALVES FERREIRA FILHO) é aquele poder, inerente à Constituição rígida que se destina a modificar essa Constituição segundo o que a mesma estabelece. Na verdade, o poder constituinte de revisão visa, em última análise, permitir mudança da Constituição, adaptação da Constituição a novas necessidades, a novos impulsos, a novas forças, sem que para tanto seja preciso recorrer à revolução, sem que seja preciso recorrer ao Poder Constituinte originário. Limites ao poder de reforma constitucional LIMITAÇÕES FORMAIS – o órgão do poder de reforma (CN) há de proceder nos estritos termos expressamente estatuídos na Constituição. LIMITAÇÕES TEMPORAIS – só a C1824 estabeleceu esse tipo de limitação. LIMITAÇÕES CIRCUNSTANCIAL – não se procederá à reforma da Constituição na vigência do estado de sítio, na vigência de intervenção federal ou de estado de defesa. LIMITAÇÕES MATERIAIS – há certos dispositivos que não podem ser objeto de emenda ou revisão. - limitações materiais explícitas – expressas pelo poder constituinte originário, que exclui determinadas matérias ou conteúdos da incidência do poder de emenda. – Art. 60, §4º não será objeto de deliberação a proposta de emenda tenente a abolir: a forma federativa de Estado; o voto direto, secreto, universal e periódico; a separação dos Poderes; os direitos e garantias individuais. (Basta que a proposta de emenda se encaminhe, ainda que remotamente, “tentada” – tendentes, diz o texto constitucional.) - limitações implícitas (ou inerentes).
Direito Constitucional, Alexandre de Moraes – págs. 22 a 24.

Poder constituinte: - originário (1º grau) - derivado/constituído (2º grau) - PODER CONSTITUINTE ORIGINÁRIO: estabelece a Constituição de um novo Estado, organizando-o e criando os poderes destinados a reger os interesses de uma comunidade. / Pela análise histórica da constituição dos diversos países há a possibilidade de apontar duas básicas formas de expressão do poder constituinte originário: Assembleia Nacional Constituinte (convenção) ou Movimento Revolucionário (outorga). / Inicial, ilimitado, autônomo e incondicionado.
FLÁVIA CAMPOS MACHADO
Acadêmica de DIREITO (UEFS - III Semestre)

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- PODER CONSTITUINTE DERIVADO: está inserido na própria constituição, pois decorre de uma regra jurídica de autenticidade constitucional, portanto, conhece limitações constitucionais expressas e implícitas e é passível de controle de constitucionalidade. / Derivado, subordinado e condicionado. / Dividi-se em: PODER CONSTITUINTE DERIVADO REFORMADOR (possibilidade de alteração da constituinção; emendas/revisão) e PODER CONSTITUINTE DERIVADO DECORRENTE (constituições estaduais).
Direito Constitucional, Alexandre de Moraes – págs. 597 a 603.

Emendas Constitucionais O legislador constituinte de 1988, ao prever a possibilidade de alteração das normas constitucionais através de um processo legislativo especial e mais dificultoso que o ordinário, definiu a CF/88 como rígida, fixando a ideia de supremacia da ordem constitucional. (...) A revisão serve para alterar a constituição, mas não para mudá-la, uma vez que não será uma reforma constitucional o meio propício para fazer revoluções constitucionais. Materiais: “cláusulas pétreas” – CF art. 60, §4º. Circunstanciais: CF, art. 60, §1º. Formais: referentes ao processo legislativo – CF, art. 60, I, II e III, §2º, 3º e 5º. * Limitações materiais implícitas – suspensão das expressas e alteração do titular do poder constituinte derivado reformador.
Subseção II Da Emenda à Constituição Art. 60. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta: I - de um terço, no mínimo, dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal; II - do Presidente da República; III - de mais da metade das Assembleias Legislativas das unidades da Federação, manifestando-se, cada uma delas, pela maioria relativa de seus membros. § 1º - A Constituição não poderá ser emendada na vigência de intervenção federal, de Limitações circunstanciais estado de defesa ou de estado de sítio. § 2º - A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, considerando-se aprovada se obtiver, em ambos, três quintos dos votos dos respectivos membros. § 3º - A emenda à Constituição será promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, com o respectivo número de ordem. § 4º - Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: Limitações I - a forma federativa de Estado; materiais II - o voto direto, secreto, universal e periódico; explícitas III - a separação dos Poderes; IV - os direitos e garantias individuais. § 5º - A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada não pode ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa.

Limitações formais

Limitações formais

Limitações formais

Partes da Constituição
Direito Constitucional, Alexandre de Moraes – pág. 15.
FLÁVIA CAMPOS MACHADO
Acadêmica de DIREITO (UEFS - III Semestre)

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- PREÂMBULO: documento de intenções do diploma, e consiste em uma certidão de origem e legitimidade do novo texto e uma proclamação de princípios, demonstrando a ruptura com o ordenamento constitucional anterior e o surgimento jurídico de um novo Estado. - Apesar de não fazer parte do texto constitucional propriamente dito e, consequentemente, não conter normas constitucionais de valor jurídico autônomo, o preâmbulo não é juridicamente irrelevante, uma vez que deve ser observado como elemento de interpretação e integração dos diversos artigos que lhe seguem. O preâmbulo não é norma constitucional e não pode ser paradigma comparativo para a declaração de inconstitucionalidade, mas será uma de suas linhas mestras interpretativas.
Direito Constitucional Esquematizado, Pedro Lenza – págs. 75 a 77.

Estrutura da Constituição: Preâmbulo --- (Art 1º) Corpo (Art. 250º) --- (Art. 1º) ADCT (Art. 95º) - CORPO: 9 títulos. - ADCT: tem natureza de norma constitucional e poderá, portanto, trazer exceções às regras colocando no corpo da Constituição. Tem a mesma natureza jurídica das normas do corpo.

Sentidos da Constituição
Curso de Direito Constitucional, Manoel Jorge e Silva Neto – págs. 29 a 34.

Concepções sobre as Constituições
A ACEPÇÃO SOCIOLÓGICA DE CONSTITUIÇÃO (FERDINAND - Constituição como fato; sociologismo jurídico

LASSALLE)

- “[...] concepção científica e uma atitude mental que de maneira mais ou menos intensa e externa relativiza a política, o Direito e a cultura a situações sociais” - para esta corrente, a gênese do ordenamento jurídico-constitucional positivo deve ser buscada na realidade social, nos fatos que se desenvolvem e se enformam no meio social. - Lassalle acentua que os fatores reais de poder que imperam no seio de cada sociedade são a força ativa e eficaz que informa todas as instituições jurídicas da sociedade em questão, fazendo com que não possam ser, em substância, mais que tal e como são. Será legítimo o texto constitucional quando guardar correspondência ou consonância com “os fatores reais de poder”, sendo tais fatores a constituição real e efetiva, não passando a constituição escrita de uma “uma folha de papel” quando deles dissociada. O exercício do poder é o instrumento real e a constituição o instrumento formal.
O SENTIDO POLÍTICO DE CARL SCHMITT

- o decisionismo político promove distinção entre constituição e lei constitucional. “Constituição como decisão de conjunto sobre modo e forma da unidade política” (conceito positivo).
FLÁVIA CAMPOS MACHADO
Acadêmica de DIREITO (UEFS - III Semestre)

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- Constituição: o produto da decisão política fundamental, a estabelecer a forma de Estado, de governo, os órgãos do poder e os direitos e garantias constitucionais. Lei Constitucional: diz respeito a matérias que apenas formalmente são constitucionais, porquanto poderiam ser tratadas pelo legislador ordinário. Princípio da exclusão: toda matéria que não resulte da “decisão política fundamental” promanada de um poder constituinte é considerada lei constitucional.
A CONCEPÇÃO JURÍDICA DE HANS KELSEN

- conceituação restrita à esfera puramente jurídica. - Dois planos: lógico-jurídico – norma suposta, hipotética, a servir de fundamento lógico transcendental de validade da constituição jurídicopositiva. - A constituição é o ponto de partida do processo de criação do Direito positivo. - A norma posta (constituição jurídico-positiva), de existência visível, material, encontra o seu fundamento de validade na norma hipotética fundamental (constituição lógico-jurídica), invisível, compreendida no comando genérico e, naturalmente, aceito consistente na obediência a tudo quanto está na constituição. - A constituição está, no plano hierárquico das normas jurídicas, no mais elevado patamar do ordenamento positivo estatal.
A CONCEPÇÃO DE CONSTITUIÇÃO TOTAL

- Gomes Canotilho: a constituição não deve ser estudada isoladamente. Pelo contrário, ela conexiona-se com outras categorias políticas e conjuntos sociais (Estado, sistema político, sistema jurídico, ordenamento, instituição) de relevante significado para a captação do mundo circundante/estruturante do político. Isto aponta para a imprescindibilidade de algumas ideias básicas sob essas categorias e conjuntos. - Todos os países possuem, possuíram sempre, em todos os momentos de sua história, uma constituição real e efetiva, consoante a teoria de LASSALE, promanada de uma decisão política fundamental (CARL SCHMITT), servindo, a um só tempo, de fundamento de validade normativa de todo o sistema (constituição jurídico-positiva) e fundamento lógico-transcendental para validar a constituição positiva, já que assente e pacífica a obediência incondicionada da sociedade a tudo quanto emana da constituição, sendo ela norma suposta, hipotética (constituição lógico-jurídica). - Constituição é um conjunto de normas jurídicas fundamentais, condicionadas pela cultura total, e ao mesmo tempo condicionantes desta, emanadas da vontade existencial de unidade política, e reguladoras da existência, estrutura e fins do Estado e do modo de exercício e limites do poder político. (Dirley da Cunha Jr/Meirelles Teixeira)
Direito Constitucional Esquematizado, Pedro Lenza – págs. 17 a 21.

Sentido Sociológico
FLÁVIA CAMPOS MACHADO
Acadêmica de DIREITO (UEFS - III Semestre)

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- Ferdinand Lassale – Qué es uma Constituición? - Defendeu que uma constituição só seria legitima se representasse o efetivo poder social, refletindo as forças sociais que constituem o poder. Caso isso não ocorresse, ela seria ilegítima, caracterizando-se como uma simples folha de papel. - Constituição, para Lassalle, seria, então, a somatória dos fatores reais do poder dentro de uma sociedade. Sentido Político - Carl Schmitt - Constituição x Lei constitucional - Constituição: produto de uma certa decisão política, ela seria, nesse sentido, a decisão política do titular do poder constituinte. Sentido Jurídico - Hans Kelsen - Constituição no mundo do dever ser, e não no mundo do ser, caracterizando-a como fruto da vontade racional do homem, e não das leis naturais. - A constituição é, então, considerada norma pura, puro dever-ser, sem qualquer pretensão a fundamentação sociológica, política ou filosófica. (...) Constituição em dois sentidos: lógico-jurídico: constituição significa norma fundamental hipotética, cuja função é servir de fundamento lógico transcendental da validade da Constituição jurídico-positiva, que equivale à norma positiva suprema, conjunto de normas que regula a criação de outras normas, lei nacional no seu mais alto grau. (José Afonso da Silva). Sentido Culturalista - a Constituição é o produto de um fato cultura, produzido pela sociedade e que sobre ela pode influir. - As constituições positivas são um conjunto de normas fundamentais, condicionadas pela cultura total, e ao mesmo tempo condicionantes desta, emanadas da vontade existencial da unidade política, e reguladoras da existência, estrutura e fins do Estado e do modo de exercício e limites do poder político. (J. H. Meirelles Teixeira).

Aplicabilidade e Eficácia das Normas Constitucionais
Direito Constitucional Esquematizado, Pedro Lenza – págs. 105 a 112.

- Eficácia Jurídica e Eficácia Social – em regra, toda norma jurídica tem eficácia, ainda que só seja jurídica. Classificação de José Afonso da Silva
NORMAS CONSTITUCIONAIS DE EFICÁCIA PLENA

- Eficácia plena e aplicabilidade direta, imediata e integral.

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- Desde o momento em que a Constituição entra em vigor, está apta a produzir todos os seus efeitos, independente de norma integrativa infraconstitucional. - Como regra geral, criam órgãos ou atribuem aos entes federativos competências. - Na doutrina clássica norte-americana seriam as normas autoaplicáveis (self-execulting, self-enforcing, self-acting). - “são as que receberam do constituinte normatividade suficiente à sua incidência imediata. Situam-se predominantemente entre os elementos orgânicos da constituição. Não necessitam de providência normativa ulterior para sua aplicação. Criam situações subjetivas de vantagens ou de vínculo, desde logo exigíveis.” (José Afonso da Silva).
NORMAS CONSTITUCIONAIS DE EFICÁCIA CONTIDA

- Eficácia contida ou prospectiva, aplicabilidade direta e imediata, mas possivelmente não integral. - Embora tenha condições de, quando da promulgação da nova carta, produzir todos os seus efeitos, poderá a norma infraconstitucional reduzir a sua abrangência. - Ocorre a limitação (restrição) à eficácia e à aplicabilidade – através de normas infraconstitucionais ou normas da própria constituição (ex: estado de defesa ou de sítio, que limita diversos direitos). - Enquanto não materializado o fator de restrição, a norma tem eficácia plena. - Michel Temer: são aquelas que têm aplicabilidade imediata, integral, plena, mas que podem ter reduzido seu alcance pela atividade do legislador infraconstitucional.
NORMAS CONSTITUCIONAIS DE EFICÁCIA LIMITADA

- Normas que, de imediato, no momento em que a Constituição é promulgada, não têm condão de produzir todos os seus efeitos, precisando de uma lei integrativa infraconstitucional. São, portanto, de aplicabilidade mediata e reduzida, ou, segundo alguns autores, aplicabilidade deferida. - José Afonso da Silva, no mesmo sentido de Vezio Crisafulli, observa que as normas constitucionais de eficácia limitada produzem um mínimo efeito, ou, ao menos, o efeito de vincular o legislador infraconstitucional aos seus vetores. - José Afonso ainda as divide em: - normas de princípio institutivo (ou organizativo) – contêm esquemas gerais (iniciais) de estruturação de instituições, órgãos ou entidades. - normas de princípio programático – veiculam programas a serem implementados pelo Estado, visando a realização de fins sociais. Classificação de Maria Helena Diniz
NORMAS CONSTITUCIONAIS SUPEREFICAZES ou DE EFICÁCIA ABSOLUTA
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- são inatingíveis, não podendo ser emendadas. Contêm uma força paralisante total de qualquer legislação que, explícita ou implicitamente, vier a contrariá-las. (Ex: Cláusulas Pétreas). Uadi Lammêgo Bulos
NORMAS CONSTITUCIONAIS APLICABILIDADE ESGOTADA DE EFICÁCIA EXAURIDA (ou ESVAÍDA) E

- são aquelas, como o próprio nome já diz, que há extinguiram a produção de seus efeitos. Por isso são dissipadas, esgotadas ou desvanecidas, condicionando assim, sua aplicabilidade. - São próprias do ADCT, notadamente aquelas que já cumpriram seu papel, encargo ou tarefa para o qual foram propostas. (Ex: Art. 3º ADCT).

História das Constituições Brasileiras
Curso de Direito Constitucional Positivo, José Afonso da Silva – págs. 74 a 75. - CONSTITUIÇÃO IMPERIAL DE 1824

- Constituição Política do Império do Brasil (25.03.1824) - Art. 1º - o Império do Brasil é a associação política de todos os cidadãos brasileiros, que formam uma nação livre e independente que não admite, com qualquer outro, laço de união ou federação, que se oponha à sua independência. - Art. 2º - o território do império foi dividido em províncias, transformadas em capitanias. - Art. 3º - Governo monárquico hereditário, constitucional e representativo. - Art. 9º - adoção da separação de poderes, Art. 10 - existência de um quarto poder: Poder Moderador (Benjamin Constant, formulação quadripartita). - Arts. 13, 35, 40 e 43 – Poder Legislativo: Assembleia Geral (composta de duas câmaras: deputados (eletiva e temporária) e senadores (membros vitalícios nomeados pelo Imperador)). - Eleição indireta e censitária. - Art. 98 - Poder moderador – chave de toda organização política, exercido privativamente pelo imperador, como chefe supremo da nação e seu primeiro representante. - Art. 102 – Poder Executivo: ministros do Estado, chefe: Imperador. - Art. 151 – Poder Judiciário: independente, composto de juízes e jurados. - Art. 179 – declaração de direitos individuais e garantias que, nos seus fundamentos, permaneceu nas constituições posteriores. - CONSTITUIÇÃO REPUBLICANA DE 1891 - Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil (24.02.1891).

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- Art. 1º - Republica Federativa como forma de governo e constituía-se, por união perpétua e indissolúvel de suas antigas províncias, em Estados Unidos do Brasil. - Art. 2º - cada uma das antigas províncias formara um Estado e o antigo Município neutro se transformara em Distrito Federal, que continuou a ser a capital da união (Rio de Janeiro). - Art. 1º - regime representativo. - Art. 15 – Presidencialismo à moda norte-americana; poderes equilibrados pelo sistema de pesos e contrapesos (modelo norteamericano); teoria tripartida de Montesquieu (órgãos de soberania nacional: Poder Legislativo, Executivo e Judiciário), harmônicos e independentes entre si. - Art. 65, n. 2 – autonomia dos Estados, que possuíam competências remanescentes. Art. 68 – autonomia Municipal.  Revolução de 1930 - CONSTITUIÇÃO DE 1934 - Manteve da anterior os princípios formais fundamentais: a república, a federação, a divisão dos poderes (legislativo, executivo e judiciário, coordenados e independentes entre si), o presidencialismo, o regime representativo. - Ampliou os poderes da União (arts. 5º e 6º), enumerou alguns poderes aos Estados e conferiu-lhes os poderes remanescentes (arts. 7º e 8º), dispôs sobre os poderes concorrentes entre a União e Estados (art. 10º). - Aumentou os poderes do Executivo. - Rompeu com o bicamaralismo, atribuindo o exercício do poder legislativo à Câmara dos Deputados e transformando o Senado Federal em órgão de colaboração desta (arts. 22 e 88). - Definiu os direitos políticos e o sistema eleitoral, admitiu o voto feminino (arts. 108, 63 e 82). - Adotou, ao lado da representação tradicional, a representação corporativa de influencia fascista (art. 23). - Declaração de direitos e garantias individual - Título sobre a ordem econômica e social e outro sobre família, educação e cultura; com normas programáticas (influencia da C. alemã de Weimar). - Princípios sobre o funcionalismo público (arts. 159 a 172). - CONSTITUIÇÃO DE 1937 - Estado Novo - Principais preocupações: fortalecimento do Poder Executivo; atribuição ao Poder Executivo de uma intervenção mais direta e eficaz na elaboração das leis, reduzindo o papel do parlamento nacional em sua função legislativa; eliminação das causas determinantes das lutas e dissídios de partidos, reformando o processo representativo; conferir ao Estado a função de orientação e coordenação da Economia nacional; reconhecer e
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assegurar os direitos de liberdade, de segurança e de propriedade do indivíduo nos limites do bem público; nacionalização de certas atividades e fontes de riqueza; proteção ao trabalho nacional; defesa dos interesses nacionais. - Ditadura; Poder Executivo legislava através de Decretos-leis. 26 emendas constitucionais.  Fim da II Guerra Mundial; Movimentos de redemocratização do Brasil. / No mundo pós-guerra: recomposição dos princípios constitucionais, reformulação de constituições existentes - CONSTITUIÇÃO DE 1946 - 18.09.1946 - Constituições de 1981 e de 1934 foram sua base. - 20 anos em vigor. - Instabilidade política no país.  Movimento Militar  Regime de Atos Institucionais (Comando Militar Revolucionário). - CONSTITUIÇÃO DE 1967 - Promulgada em 24.01.67 e entra em vigor em 15.03.1967. - Influencia da C1937. - Preocupou-se fundamentalmente com a segurança nacional; deu mais poderes à União e ao PR; reformulou em termos mais nítidos e rigorosos o sistema tributário nacional e a discriminação de rendas; reduziu a autonomia individual, permitindo a suspensão de direitos e garantias constitucionais. - Em geral, é menos intervencionalista que a de 1937. - Definiu mais eficazmente os direitos dos trabalhadores. - EMENDA CONSTITUCIONAL DE 1969 - Teoricamente e tecnicamente se tratou de uma nova constituição. - A “emenda” só serviu como mecanismo de outorga. - Foi modificada por outras 25 emendas.

- Referências Bibliográficas: SILVA. José Afonso da. Curso de Direito Constitucional Positivo. 34. ed. São Paulo: Malheiros, 2011. MORAES. Alexandre. Direito Constitucional. 19. ed. São Paulo: Atlas, 2006. LENZA. Pedro. Direito Constitucional Esquematizado. 12. ed. São Paulo: Saraiva, 2008. SILVA NETO. Manoel Jorge e. Curso de Direito Constitucional. 6. ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2010.

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