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Criminologia - prevenção criminal

Criminologia - prevenção criminal

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Published by: Ivana Colvara de Sousa on Jun 13, 2012
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a criminologia sociológica.A perspectiva da prevenção ao crime ganhou destaque a partir de uma nova concepção de criminologia. uma superação da criminologia positivista que ao tratar da criminalidade utilizando preceitos biólogicos pouco explorava a ideia de prevenção criminal. portanto.  Há quem defenda.  .

Embora se afirme a existência de uma superação da criminologia clássica. o estudo das penas e de sua aplicação.  . um instrumento capaz de prover a sociedade de recursos de autoproteção. A ambição preventiva justifica-se doutrinariamente pela expectativa de fazer desse campo. é possível observar que a ambição de definir todos os fatores relevantes que resultam nos fenômenos sociais capazes de levar o homem a prática de crimes já existe desde os primeiros estudos criminologicos.

repressão por meio da punição ao agente criminoso. isto é.  .“o fim [da pena] é impedir que o réu cause novos danos aos seus concidadãos e dissuadir os outros a fazer o mesmo” – Beccaria  O que se oberva na criminologia clássica é a aplicação do modelo dissuasório.  Esse modelo prevalece enquanto uma das reações sociais ao crime. mostrando a todos que o crime não compensa.

Lombroso dedicou parte de seus estudos às orientações voltadas para a prevenção da violência defendendo inclusive que o encarceramento era absolutamente ineficaz como mecanismo preventivo  Ferri avança nos seus estudos afirmando que a criminologia estaria apta a cumprir seu papel social capaz de proteger a sociedade de comportamentos desviantes através de medidas preventivas.  .

A prevenção criminal de que tratam Lombroso e Ferri destacam o individuo enquanto fonte privilegiada de informações sobre a etiologia do comportamente criminal.  Para esse estudo existe uma composição de três campos disciplinares: antropologia. psiquiatria e sociologia. A criminologia clássica. portanto. vislumbra o crime como um enfrentamento da sociedade pelo criminoso.  . luta do bem contra o mal.

 Colocar o passado em diálogo com o presente. Não existe ainda um modelo ideal de prevenção criminal de modo que se faz extremamente relevante considerar todos os estudos realizados até os dias de hoje. em lugar de tratá-lo como algo sepultado elo avanço científico e superado pelo amadurecimento de um campo disciplinar.  . pode informar melhor sobre o que é feito nos tempos atuais.

simplesmente o impedimento da reincidência.  .Conjunto de ações que visam evitar a ocorrência do delito.  Trata-se de um conceito amplo que compreende desde o convencimento do deliquente a não cometer o ato até a realização de mudanças no espaço físico que objetivem dificultar a prática do crime ou ainda.

a criminologia sociológica entende que o o crime não é uma doença.  . que deve ser resolvido por ela. mas sim um grave problema da sociedade.  O crime é visto como um ato complexo que no estado democrático em que vivemos a prevenção criminal é integrante da “agenda federativa. passando por todos os setores do Poder público que devem agir conjuntamente.Diferentemente das ideias difundidas pela criminologia clássica.

na maioria das vezes. recuperação dos usuários de drogas. etc. uma política ostensiva 2. nas medidas diretas possuem destaque os mecanismos jurídicos de punição e repressão adotando. A prevenção dos atos nocivos pode ser exercida no Estado de Direito de duas formas: 1. portanto. Atingindo o delito de forma indireta .buscase cessar as causas do crime e com isso cessar seus efeitos. de uma ação profilática que conta principalmente com a medicina por meio do planejamento familiar. Atingindo o delito de forma direta – direciona-se para a infração penal. . trata-se.

.

 Ataca a raiz do conflito buscando implantar os direitos sociais através de políticas públicas voltadas a educação.Abordagem abrangente. emprego. é demorada e demanda altos custos do poder público para um resultado a longo prazo  . moradia.  É a prevenção mais eficiente. trata-se da prevenção genuína que se dirige a toda a população. etc. segurança. no entanto.

a teoria penal dominante possui uma falsa noção de segurança e esse discurso é legitimado pelo Poder Público. “gente gosta é de polícia nas ruas”. na maioria das vezes.A execução de medidas capazes de garantir a prevenção primária do crimes encontra obstáculos no próprio contexto político que devido a mudança de gestão não dá continuidade a medidas cujos resultados são a longo prazo – desinteresse político.  O governo prefere. adotar politicas imediatistas.  .

Consiste numa atuação mais concentrada com foco em áreas de maior violência. e se orienta de forma seletiva a concretos e particulares setores da sociedade  É sem dúvida a prevenção mais utilizada na sociedade.  .  Diz respeito a populações e regiões identificadas como portadoras de características passíveis de serem identificadas como zonas de risco.  Opera a curto e médio prazo.

 .Se plasma em uma política legislativa penal e em ação policial fortemente polarizadas pelos interesses de uma prevenção geral  Através de uma anáise de dados que demonstram práticas criminosas em locais determinados. a maior concentração policial em áreas determinadas. buscam-se medidas capaz de coibi-las  Como forma de prevenção secundária destaca-se a alteração do espaços físicos e urbanos. etc.

etc.  . portanto. evitar a reincindência  Realiza-se por meio de medidas socioeducativas como laborterapia. objetivando.O destinatário desses programas é tão somente a população carcerária.  Visa a recuperação do preso para que ele não volte a cometer crimes. prestação de serviços comunitários.

isto é.Destaca-se aqui o modelo ressocializador.  A prevenção terciária deve romper com a estigmatização do preso. para isso se faz fundamental o papel da sociedade em fornecer ao ex-detento oportunidades iguais. uma vez cumprida sua pena. não apenas lhe aplicando uma punição mas também lhe possibilitando a reinserção social. aquele que intervém na vida e na pessoa do infrator.  .

Modelo Dissuasório – Direito Penal Clássico Modelo Ressocializador – Previne a ocorrência de estigmas Modelo Restaurador – reeducação do infrator + assistência a vítima .

Niterói RJ: Impetus. 2. ed. Revista Lua Nova  CALHAU. ampl. Prevenção ao crime e teoria social. In: Manual esquemático de criminologia. 2011. 6. São Paulo: Saraiva.. Nestor Sampaio Penteado. ed. rev. 2012. Prevenção Criminal. e atual. Lélio Braga. In: Resumo de Criminologia. SÉ-SENTO. Prevenção da infração penal no Estado Democrático de Direito.  . João Trajano. FILHO.

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