GT – Desdobramentos da CNIJMA

Conferência Nacional Infanto-juvenil pelo Meio Ambiente

V Fórum Brasileiro de Educação Ambiental
Goiânia, novembro/2004

Objetivo do GT: Avaliar o processo da I CNIJMA/2003 nos Estados e seus desdobramentos, incluindo o Programa “Vamos Cuidar do Brasil com as Escolas”, em desenvolvimento, possibilitando o levantamento de sugestões para a II Conferência de 2005 Pauta: A) Resultados da I CNIJMA - reapresentação B) Videoconferência: “Desdobramentos da I CNIJMA” - apresentação dos itens abordados na videoconferência, de 26 de outubro de 2004, promovida pela Comissão de Proteção ao Meio Ambiente da Assembléia Legislativa da Bahia e a Reaba-Rede de Educação Ambiental da Bahia. (Relatório da videoconferência em anexo) C) Processo da I CNIJMA/VCBE e seus desdobramentos - discussão Presentes: 19 participantes no GT, dos seguintes estados: - Acre - Maranhão - Paraná - São Paulo Itens discutidos: Resultados da I CNIJMA Foram relembrados os resultados da I CNIJMA, com os dados numéricos já disponíveis no site dos ministérios e as deliberações da Conferência Infanto-juvenil, discutidas pelos delegados em Brasília. A) Videoconferência: “Desdobramentos da I CNIJMA” Justificaram a ausência na videoconferência os estados de Pernambuco e Santa Catarina e estiveram presentes participantes de 14 estados: - Acre - Alagoas - Bahia 1 - Bahia - Mato Grosso - Pernambuco - Sergipe - Goiás - Paraíba - Rio de Janeiro

- Ceará - Minas Gerais - Piauí - São Paulo

- Distrito Federal - Paraíba - Rio Grande do Norte - Sergipe

- Mato Grosso - Paraná - Rio de Janeiro

Durante a videoconferência foram colocados vários dados sobre a I CNIJMA e sobre o Programa VCBE que podem ser acessados no site do Ministério. Foram abordados também dificuldades encontradas durante esse processo, dúvidas e questionamentos. O Relatório da videoconferência (em anexo) traz uma abordagem mais completa. Aqui, nós ressaltamos apenas as informações relativas às atividades que, de alguma forma, tiveram influência do processo da I CNIJMA, o que chamamos de “Desdobramentos da conferência nos estados”, separando o Programa VCBE que é um desdobramento do MEC. Desdobramentos da conferência nos estados: • • • • • • • • Fortalecimento das articulações dos profissionais de EA vinculados a diversos segmentos (vários estados); Criação de uma outra oportunidade dos diversos setores, instituições e ongs, estarem juntos num mesmo processo tendo que exercitar as suas capacidades de negociação e trabalho conjunto. Isso não foi inédito, mas foi bastante enriquecedor (vários estados); Conquista de maior espaço para EA dentro da Secretaria de Educação (citado: BA); Preparação de jovens, antes da I CNMA, levando-os a serem escolhidos como delegados pelo estado na conferência-versão adultos ( citado: BA) Criação de Conselhos Jovens em vários municípios (citado: Acre e Rio Grande do Norte); Criação de grupos a partir do Conselho Jovem (citado: Pegada Jovem- BA) Fortalecimento das atividades de EA locais (citados: Projeto Lagoa Viva – Alagoas; Projeto Manuelzão – Minas Gerais); Fortalecimento dos eventos sobre EA- seminários, fóruns, encontros, inclusive os preparatórios e de divulgação dos eventos nacionais como a própria I CNMABrasília/novembro/2003 e o V Fórum Brasileiro de EA de Goiânia/novembro/2004 (citados: encontro de juventude, out/03, Salvador-BA; seminário de EA, fev/04, Salvador-BA; encontro da Rede da Paraíba,out/04; Seminário de EA, out/04 Rui Barbosa-BA; II Fórum de EA, out/04, Natal-RN; Fórum de EA na cidade de ParnaíbaPI, IV Seminário Estadual de EA – PI; diversos fóruns preparatórios para o V Fórum Brasileiro de EA, no estado, culminando com um grande encontro estadual com mais de 700 pessoas - RJ); Fortalecimento das redes de EA, tanto a Rebea quanto as locais; Fortalecimento do processo de estruturação das CIEAs; Amadurecimento dos Conselhos Jovens gerando novas atividades locais e a necessidade de uma formação continuada desses jovens ( citados: SE e BA) Conquista de assento na CIEA de um representante do Conselho Jovem (citado: BA) Execução, por algumas escolas, de suas propostas apresentadas durante a I CNIJMA (citado: algumas escolas municipais Salvador-BA)

• • • • •

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Desdobramento do MEC – Programa VCBE • • • • • • • • • • • • • Em maio de 2004 a coordenação nacional da I CNIJMA sai do MMA e vai para o MEC Como desdobramento da I CNIJMA e resposta às escolas o MEC propôs o Programa VCBE o Programa VCBE colabora com o aprofundamento conceitual da EA nas escolas há a consolidação de uma metodologia a ser repassada para as escolas em junho de 2004 inicia o processo de Formação para esse trabalho de retorno às escolas que fizeram a conferência ( Formadores I, II e III ) é mantida a filosofia de trabalhar com diferentes segmentos da sociedade no processo a partir das COEs e dos CJs. Mantém-se também a filosofía de que “jovem escolhe jovem” e “jovem educa jovem”. Há um fortalecimento das redes de EA e de Juventude. A meta é atingir os 32.000 professores ( dois de cada escola) e 32.000 alunos, delegado/a titular e suplente de cada escola das 16.000 que participaram da I CNIJMA Formação I foi realizada pelo MEC e atingiu 210 pessoas, divididas em 27 grupos, um de cada estado do Brasil,. Formação II estão sendo realizadas nos estados, pelos F I. Até outubro de 2004, há 1.100 F II de diferentes estados. O MEC já investiu em torno de R$1.800.000,00 nas formações. A Formação III já ocorreu em alguns estados, mas a maioria deverá fazê-la de fevereiro a abril de 2005.

B) Discussão sobre o processo CNIJMA/VCBE Sobre as deliberações da I CNIJMA Na I CNIJMA tivemos como deliberações dos delegados infanto-juvenis a Carta “Jovens cuidando do Brasil” com as 10 propostas prioritárias e como resultados os produtos de educomunicação. São deliberações que passaram por um processo de discussão nacional, participativo, visando a construção da política pública de EA. Quando há o engajamento das pessoas para discutir e apontar caminhos e o trabalho é realizado, isso gera a expectativa de saber o que será feito com os produtos desse trabalho. Serão encaminhados como ? 1- Com relação as 10 propostas prioritárias dos jovens na I CNIJMA, é preciso dar um retorno mais específico: • qual delas virou política pública?;

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como, onde e com quem definir as que devem ser adotadas na minha escola, na minha cidade e no meu estado?; • como orientar a formação das Com-vida, deixando bem claro que devem considerar, nas discussões iniciais, essas 10 propostas ? • qual delas ainda merece uma reflexão maior ? como orientar essa reflexão ? 2- Elas saíram de 16.000, numa sistematização inicial de 50, feita no MEC, com as quais os delegados trabalharam, durante a I CNIJMA em Brasília, escolhendo 10. Eles, delegados, discutiram como executar cada uma das 10 e com que parceiros seria possível executá-las. • que encaminhamentos foram dados, para o resultado dessas discussões ? • será que precisamos repensar o processo da escolha de propostas prioritárias na próxima conferência ? 3- Há algumas das propostas que podem ser polêmicas (ex.: EA como disciplina) • Se a visão dos jovens foi essa, o que os levou a optar por “essas” propostas? • Que respostas dar a eles? • Seria o caso de sugerir essa discussão em cada escola, claramente, a partir do anexo da cartilha “Formando Com-vida, construindo Agenda 21 da escola” ? 4- Os produtos de educomunicação, resultados da I CNIJMA: spots de rádio, vídeo, jornal, apresentação multimídia, são instrumentos que podem colaborar com o enraizamento da EA. • Como socializa-los ? Sobre a I CNIJMA e o Programa VCBE: 5- Durante a conferência as escolas foram convidadas a formar um grupo, discutir o meio ambiente da escola e da comunidade e levantar uma proposta de trabalho. No VCBE também está sendo sugerido a formação de um grupo ( a Com-vida) para discutir meio ambiente da escola e da comunidade e a elaboração de um proposta de trabalho (projeto) . Está claro que é de forma mais aprofundada no VCBE. Com as metodologias que estão sendo repassadas ( Pedagogia de Projeto e Oficina para o Futuro) esse trabalho ficará mais consistente, alunos e professores estão sendo empoderados para escolher como trabalhar melhor. Mas o formato ainda é o mesmo: formação de um grupo/ Com-vida e um proposta de trabalho/projeto. • A pergunta é : não estaríamos repetindo um processo?; • Como avançar nesse processo na direção de executar a proposta levantada pela escola durante a I Conferência.? A orientação dada deve ser clara, para que a escola reinicie o seu trabalho a partir da proposta da I CNIJMA. A escola só não partiria de sua proposta se não quisesse, seria então uma opção local. Sobre papéis e competências no processo 6- É importante que o MEC explicite melhor até que ponto a sua orientação “tem que” ser seguida ou é uma “sugestão” para cada estado. Foi verificado, por exemplo, que

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alguns estados já estão em F III, outros vão fazê-lo somente em 2005 e levarão o ano todo para executá-lo. • Que prazos devem ser considerados de fato ? 7- De acordo com a implementação da PNEA, o MEC precisa dar diretrizes básicas mais firmes e definidas no contato com cada estado para que o trabalho não sofra descontinuidades. Não se trata de padronizar, mas de definir caminhos de acordo com cada realidade e sobretudo seguir as definições traçadas. Exemplo: - trabalhar, no VCBE, com todas as escolas que fizeram a I conferência, ou - trabalhar só com as escolas de 5ª a 8ª que fizeram a I conferência. Essa é uma definição básica, de saída, que vai determinar as atividades que se seguem, uma vez que é do conhecimento de todos que muitas escolas que fizeram a conferência estavam na faixa de 1ª a 4ª séries ou 2º grau. Se há uma mudança de definições desse tipo no meio do caminho, desarticula e desautoriza todo o trabalho realizado. O prejuízo é sério, perde-se a confiabilidade em relação as alianças já formadas e a reconquista nem sempre é possível. Outro exemplo: - a orientação foi: o trabalho com FIII será feito nas escolas que fizeram a I conferência - essas escolas criarão seus grupos (ou fortalecerão seus grupos ) dando-lhes o formato de Com-vidas. - Conseqüentemente, essas escolas ( que são as mesmas que fizeram a I conferência) que terão mais chance de mandar delegados para a próxima conferência, como especificado na cartinha que vai junto com a cartilha Com-vida. - Como a II conferência poderá incluir novas escolas no processo ? 8- É fundamental que as Secretarias de Educação estaduais e municipais estejam sendo permanentemente sensibilizadas com as propostas do MEC. Só assim elas poderão colocar suas estruturas à serviço do processo da operacionalização da EA no sistema escolar, incluindo recurso orçamentário para isso. Desse modo o estado e os municípios podem ter uma participação bem mais consistente. 9- Qual é de fato o papel do Ibama, das Universidades e das Ongs ? 10- Como prever orçamento para as Ongs e o CJ, compatíveis com o tamanho da responsabilidade e do profissionalismo que se cobra ? 11- Qual é a orientação do MEC nos casos em que as Secretarias de Educação e o Ibama não aderem ao Programa, já que são essas as estruturas de apoio do MEC e MMA em cada estado ?; 12- Talvez seja interessante pensar em abordagens operacionais diferenciadas para os grandes centros urbanos. Sobre as escolas e suas propostas 13- Algumas escolas partiram para a execução de suas propostas apresentadas na I Conferência.

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Como orientar na execução das propostas de cada escola ? Como o MEC pode facilitar/ mediar/ estimular a captação de recursos para a execução dessas propostas de cada escola? • Como orientar/encaminhar/criar um grupo de assessoria quando houver uma questão técnica incluída? Ex.: houve caso de uma escola que queria refazer uma mata ciliar na sua região, mas usou o bambu, que é uma exótica e pode tornar-se invasora. Como dar suporte técnico para esses casos ? 14Como incluir de fato as escolas realmente interessadas no trabalho de EA? O público alvo para o VCBE talvez não seja só as que fizeram a I conferência, mas aquelas escolas que já tem um trabalho qualquer de grupo voltado para o meio ambiente. A I conferência, de alguma forma, criou um grupo na escola, no entanto sabemos que muitas escolas fizeram a conferência “obrigadas”. • Como trabalhar melhor o engajamento “por escolha” no processo (Conferência/Programa) garantindo um compromisso maior? Sobre a estrutura escolar 15- Nos casos da opção pelo Programa VCBE ser dos professores, como garantir um espaço de trabalho dentro da escola, para que eles sintam que vale a pena o esforço e que têm respaldo de alguma estrutura institucionalizada? 16- É importante que o MEC, com o respaldo da implantação da PNEA, passe a estudar formas de abrir um espaço estrutural nas escolas para EA. Sugestões: • cada professor teria um turno de trabalho na escola, fora de sala de aula, para se articular interdisciplinarmente, podendo produzir as atividades congregadoras, ou • pelo menos um professor na escola tenha esse tempo definido para articular um espaço de interdisciplinaridade, ou • cada escola contrata um profissional para articular essas atividades/projetos/eventos interdisciplinares, tendo que produzir as atividades. Algumas escolas já têm esse profissional, às vezes chamado de “extra-sala”. • Como adaptar a grade curricular nesse processo ? 17- É imprescindível que o MEC inicie uma reflexão séria com relação aos limites máximos definidos sobre o número de alunos dentro de cada sala de aula. O quanto esse fator influencia no desempenho de alunos e professores, o quanto ele determina a evasão e o engajamento na atividade escolar, o quanto o sucesso das nossas metodologias estão atreladas a esse fator, e outros itens que poderão ser levantados. 18- È imprescindível que o MEC estruture as suas ações prevendo recursos orçamentários compatíveis, para que elas possam ser realizadas com sucesso. Ou que faça articulações que disponibilizem recursos. Não é possível viabilizar um programa com sucesso, contando em grande parte com o trabalho voluntário das pessoas. Há um mínimo operacional que deve ser garantido em cada estado e alguém deve responsabilizar-se por isso. Sobre a PNEA:

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19- Que medidas estão sendo tomadas para assegurar a consolidação do Programa VCBE, como PNEA de formação continuada, independente das gestões e dos governos ? 20- Como dar-se-á a interlocução das CIEAs com o VCBE ? Goiânia, novembro de 2004 Reaba – Rede de Educação Ambiental da Bahia

Responáveis pelo GT: Maria Cristina Nascimento Vieira e-mail: titanvieira@uol.com.br tel: 71- 3115.7157 Maria Alice Martins de Ulhôa Cintra e-mail:gamba@gamba.org.Br tel: 71-240.6822

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ANEXO
Relatório da videoconferência “Desdobramentos da I CNIJMA” 26 de outubro de 2004
Promoção: Comissão de Proteção Ambiental da Assembléia Legislativa da Bahia e Reaba – Rede de Educação Ambiental da Bahia Objetivo: Levantar informações sobre o processo I CNIJMA/VCBE – I Conferência Nacional Infanto-juvenil pelo Meio Ambiente de 2003 / Programa “Vamos Cuidar do Brasil com as Escolas” iniciado em 2004 – para subsidiar as discussões do GT sobre “Desdobramentos da Conferência” do V Fórum de EA de Goiânia em nov/2004. Presentes: Justificaram a ausência na videoconferência os estados de Pernambuco e Santa Catarina e estiveram presentes participantes de 14 estados: - Acre - Ceará - Minas Gerais - Piauí - São Paulo - Alagoas - Distrito Federal - Paraíba - Rio Grande do Norte - Sergipe - Bahia - Mato Grosso - Paraná - Rio de Janeiro

Introdução Este é um relatório que pretende sistematizar as informações apresentadas na videoconferência. Não é exaustivo, mas levanta pontos importantes. Ele tem cinco itens de informações: 12345Comentários gerais sobre I CNIJMA/VCBE Perguntas encaminhadas ao MEC Respostas gerais do MEC Desdobramentos da Conferência Encerramento pelo grupo da Bahia

Os três primeiros itens correspondem aos blocos da própria videoconferência e o quarto é a sistematização dos “Desdobramentos da conferência”, onde agrupamos as informações

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apresentadas sobre atividades que, de alguma forma, tiveram influência do processo da I CNIJMA, separado do Programa VCBE que é um desdobramento do MEC. No quinto item estão os comentários finais do grupo da Bahia, que foi anfitrião. Durante a videoconferência foram colocados vários dados sobre a I CNIJMA e sobre o Programa VCBE que podem ser acessados no site do Ministério, portanto colocamos aqui apenas alguns dos dados citados, para facilitar a compreensão dos comentários.

1- Comentários gerais sobre I CNIJMA e/ou VCBE
MEC • Criação de 27 Comissões Organizadoras Estaduais da Infanto – COEs e 27 Conselhos Jovens – CJs; • Aproximadamente16.000 escolas fizeram a I CNIJMA/2003; • 400 delegados infanto-juvenis do Brasil todo foram à Brasília em nov/2003; • Cerca de 6 milhões de pessoas participaram das conferências, em todas as escolas, • em torno de 4.000 municípios tiveram escolas que participaram; • Participaram escolas municipais, estaduais, particulares e outras diferenciadas (indígenas, rurais, quilombolas, ribeirinhas, de necessidades especiais, de assentamentos); • Participou um grupo de jovens observadores internacionais; • Tema “Água” foi o mais trabalhado: 41%; • Foram formados 54 jovens facilitadores; • Foi feito um relatório de avaliação da I CNIJMA pelos membros das COEs; • Os resultados da I CNIJMA estão consolidados no site. Acre • F II vai ser em novembro/2004; • O CJ está muito otimista com o trabalho; • É importante a articulação das secretarias estaduais e municipais e do MEC. Alagoas • Já foi realizada a Formação II e os professores ficaram encantados; Bahia • Participaram da I CNIJMA em torno de 1500 escolas. Aproximadamente 53% estaduais, 16% municipais e 30% outras (particulares, comunitárias, indígenas, quilombolas, de assentamentos, etc); • Foram 277 municípios com alguma escola participante; • Da COE-Infanto participaram Semarh, Sec. de Educação do Estado, Secreatarias de Planejamento e de Educação do Município de Salvador, Prefeitura de Lauro de Freitas, Comissão de Meio Ambiente da Assembléia e 10 ongs. Além do CJ;

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• • • • • • • •

O CJ não teve uma estrutura elitista. Foi uma eleição presencial, promovida pela OAB, da qual participaram ongs que trabalham com jovens de diferentes grupos sociais; As respostas a um processo como esse precisam ser mais ágeis a partir da máquina administrativa, nas três esferas: federal, estadual e municipal; A resposta que se espera dessa conferência é a execução das propostas. Nesse momento estaremos fechando o ciclo para cuidar do Brasil; As estruturas governamentais não podem contar com o trabalho voluntário da sociedade civil para garantir o básico operacional; É fundamental que se equacione a questão dos recursos financeiros e de estrutura física de trabalho para viabilizar as atividades desses processos; É preciso evitar orientações contraditórias por parte de todas as instâncias, para que não ocorram desarticulações; Não se pode justificar a desorganização do processo pela construção coletiva; A Formação II ocorreu em Salvador, em outubro/04, num evento de 04 dias, e tivemos cerca de 120 F II.

Ceará: • Há o trabalho com os PCNs em ação nas escolas, que não deve ser ignorado, independente do processo I CNIJMA/VCBE; • O trabalho de integração das COEs nos estados foi muito importante, mas não pode haver uma priorização do trabalho com os adultos em detrimento dos infanto-juvenis; • A distribuição das cartilhas não foi eficiente. Várias atrasaram e outras nem chegaram a seu destino; • O universo das escolas municipais e estaduais foi muito maior do que das escolas particulares; • Quem trabalhou como facilitador da Infanto não teve chance de participar da Conferência de adultos. Não precisava ter sido paralela; • É interessante manter o nome da “Rede de Juventude pela Sustentabilidade”; • CJ estava um tanto elitista. Minas Gerais • F II foi em setembro/2004; • A rede mineira vai trabalhar junto no processo de F II e F III. Paraíba • A articulação envolveu: Secretaria de Educação estadual e municipais, ongs, UEPB,o PV, a Comissão de Meio Ambiente; • F II foi realizado nas 12 regionais de ensino; • O CJ é um parceiro forte, os jovens fazem um bom trabalho; • O F III será em fevereiro/2005; • Contamos com o MEC.

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Paraná • F II foi diferente, o VCBE foi acolhido no processo já desencadeado no estado; • Durante os seminários sobre o meio ambiente das escolas públicas estaduais e municipais, foram formados 428 professores e 428 alunos como F II; • Discutiu-se também a Agenda 21 socioambiental da escola. Piauí • Muitas instituições participaram; • Secretaria e Educação mais a Secretaria de Meio Ambiente realizaram um concurso de redação com o tema “Água”; • Participaram da I CNIJMA 345 escolas; • O tema principal foi “Água”; • F II foi em outubro/2004, com 54 participantes de 18 regionais e, nesse momento, foi feito o planejamento do F III. Rio de Janeiro • F II foi um processo democrático, incluiu 20 jovens e mais 100 participantes; • O CJ está bastante articulado e fortalecido; • F III será em novembro/2004; • A Comissão em Defesa do Meio Ambiente da Assembléia vem fortalecendo essa discussão com uma rádio; • O Programa VCBE tem muitas qualidades, tem como referência o Tratado de EA da ECO-92, que foi uma articulação do FBOMS – Fórum Brasileiro de Ongs e Movimentos Sociais; • Esse programa tem que ter um orçamento específico e adequado. Rio Grande do Norte • Foi feita uma parceria local entre a Secretaria de Educação e o órgão ambiental local; • O CJ possui jovens da comunidade, da UFRN, da Comissão de Meio Ambiente da Assembléia, do IDEMA, do Ibama. Seu trabalho tem sido aprofundado; • Já fizeram o F II em 16 cidades pólos do estado e o planejamento do F III; • Está ocorrendo o enraizamento da EA na rede local. Sergipe • A I CNIJMA foi um sucesso no estado; • Foram 139 escolas no estado; • Já foi feito o F II; • O CJ é bastante atuante; • Estão trabalhando pelo F III de 100% das escolas, numa articulação que envolve o CJ e várias instituições de forma integrada. São Paulo • A Secretaria do Verde e do Meio Ambiente esteve especialmente envolvida no processo; • Foram muitos problemas no processo; 11

A Formação II está sendo realizada em SP.

2- Perguntas encaminhadas ao MEC:
Acre: com relação ao V Fórum de EA de Goiânia: • Quais os Conselhos Jovens que vão participar ? Alagoas: no estado de Alagoas só foram cadastradas 129 escolas. • Como incluir no processo do Programa VCBE as mais de 400 escolas que fizeram a I CNIJMA? Ceará: já existem os Conselhos Escolares: • São como as Com-vida ? • Porque os Conselhos Escolares ficaram de fora desse processo ? • O Conselho Jovem não ficou elitista ? Bahia: na Bahia o VCBE só terá condição de abarcar aproximadamente 1/3 das escolas que fizeram a I Conferência. • Como incluir no VCBE todas as escolas que fizeram a I Conferência ?; • Como incluir as outras escolas que não fizeram a I Conferência ? • Como incluir as escolas de uma mesma região, como o São Francisco, considerando-as como um grupo específico de escolas, do qual nem todas participaram da I Conferência ? • Como buscar mecanismos e/ou recursos para incentivar a execução das propostas que as escolas apresentaram na I CNIJMA ? • Como criar orçamento e estruturas locais de trabalho, para o desenvolvimento das atividades ? • O recurso que o FNMA tem que devolver para a União, no final do ano quando não usou, não pode ser repassado para o Programa VCBE ? Minas Gerais: é importante que as instituições sejam fortalecidas: • Como será essa participação das instituições ? • Que ações podemos/devemos esperar de cada instituição? Paraíba: depois da mobilização dentro da escola: • Como e quando iniciarão as ações para cuidar do Brasil ? Paraná: • Como criar espaço nas escolas para desdobramentos ? • Espaço para realizar as propostas executáveis ? Piauí: • Quando teremos recursos para desenvolver as atividades ? Rio de Janeiro: • Como vamos relacionar as Com-vidas e a construção de um Projeto Político Pedagógico ? Rio Grande do Norte: é importante o trabalho articulado entre estado e municípios, na área da educação: • Como manter essa articulação ? • Como manter a articulação com a Rejuma e a Universidade ?

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• Como buscar recursos financeiros para realizar o F III ? Sergipe: com relação a II Conferência: • Como será a participação como delegado/a ? • Qual será a faixa etária ?

3- Respostas gerais do MEC
• • • • A integração dos diversos segmentos vai ocorrendo no processo; A questão dos recursos é de difícil administração. Conseguiu-se triplicar o recurso inicial, mas não foi possível quintuplicar como teria sido necessário; O MEC conta com a contrapartida das Secretarias de Educação locais; Para F III há uma previsão de recursos para dois professores por escola, considerando hospedagem/alimentação, por 3 dias e 2 noites, e transporte. Para os jovens do CJ também foi prevista uma parcela de alojamento/alimentação e transporte, por menos tempo; Na II Conferência/2005 será possível incluir outras escolas; A faixa etária da II Conferência/2005 ainda será definida. O primeiro encontro para iniciar esse trabalho será em dezembro de 2004; É importante dar continuidade ao processo e optou-se primeiro pelo adensamento conceitual, na perspectiva de manter um processo de formação de pessoas que pudessem estar desencadeando as atividades na ponta, ou seja, nas escolas; Depois do adensamento vem a etapa de executar propostas; As Com-vidas estão relacionadas com os projetos políticos pedagógicos da escola; Os Projetos devem ser transformadores da realidade, mas sobretudo transvaloradores, quer dizer, que estimulem a mudança de valores das pessoas, no sentido da construção da qualidade de vida; É preciso pensar como incluir EA no ensino superior e ocmo as Universidades podem ser mais envolvidas no processo; O grande objetivo é a utilização do espaço público das conferências para fortalecer a participação da sociedade civil; A participação da Rebea, que é uma articulação basicamente da sociedade civil, foi fundamental na organização do V Fórumde EA de Goiânia, nov/04 e 84% do apoio financeiro foi do governo federal; Teremos 60 convidados especiais no V Fórum de EA; Até março/05 devemos terminar os FIII, prestar contas em abril/05 e iniciar o processo da II Conferência/2005 em maio. O grande tema de 2005 será: meio ambiente e diversidade.

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4- Desdobramentos da conferência:
Nos estados:

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Fortalecimento das articulações dos profissionais de EA vinculados a diversos segmentos (vários estados); Criação de uma outra oportunidade dos diversos setores, instituições e ongs, estarem juntos num mesmo processo tendo que exercitar as suas capacidades de negociação e trabalho conjunto. Isso não foi inédito, mas foi enriquecedor (vários estados); Conquista de maior espaço para EA dentro da Secretaria de Educação (citado: BA); Preparação de jovens, antes da I CNMA, levando-os a serem escolhidos como delegados/as pelo estado na conferência-versão adultos ( citado: BA) Criação de Conselhos Jovens em vários municípios (citado: Acre e Rio Grande do Norte); Criação de grupos a partir do Conselho Jovem (citado: Pegada Jovem- BA) Fortalecimento das atividades de EA locais (citados: Projeto Lagoa Viva – Alagoas; Projeto Manuelzão – Minas Gerais); Fortalecimento dos eventos sobre EA- seminários, fóruns, encontros, inclusive os preparatórios e de divulgação dos eventos nacionais como a própria I CNMABrasília/novembro/2003 e o V Fórum Brasileiro de EA de Goiânia/novembro/2004 (citados: encontro de juventude, out/03, Salvador-BA; seminário de EA, fev/04, Salvador-BA; encontro da Rede da Paraíba, out/04; Seminário de EA, out/04 Rui Barbosa-BA; II Fórum de EA, out/04, Natal-RN; Fórum de EA na cidade de ParnaíbaPI, IV Seminário Estadual de EA – PI; diversos fóruns preparatórios para o V Fórum Brasileiro de EA, culminando com um grande encontro estadual com mais de 700 pessoas - RJ); Fortalecimento das redes de EA, tanto a Rebea quanto as locais; Fortalecimento do processo de estruturação das CIEAs; Amadurecimento dos Conselhos Jovens gerando novas atividades locais e a necessidade de uma formação continuada desses jovens ( citados: SE e BA); Conquista de assento na CIEA de um representante do Conselho Jovem (citado: BA); Execução, por algumas escolas, de suas propostas apresentadas durante a I CNIJMA (citado: algumas escolas municipais Salvador-BA).

MEC - Programa VCBE • Em maio de 2004 a coordenação nacional da I CNIJMA sai do MMA e vai para o MEC; • Como desdobramento da I CNIJMA e resposta às escolas o MEC propôs o Programa VCBE; • O Programa VCBE colabora com o aprofundamento conceitual da EA nas escola; • Há a consolidação de uma metodologia a ser repassada para as escolas; • Em junho de 2004 inicia o processo de Formação para esse trabalho de retorno às escolas que fizeram a conferência ( Formadores I, II e III ); • É mantida a filosofia de trabalhar com diferentes segmentos da sociedade, a partir das COEs e dos CJs de cada estado; • Mantém-se também a filosofía de que “jovem escolhe jovem” e “jovem educa jovem”; • Há um fortalecimento das redes de EA e de Juventude; 14

• A meta é atingir os 32.000 professores ( dois de cada escola) e 32.000 alunos, delegados/as titulares e suplentes de cada escola das 16.000 que participaram da I CNIJMA; • Formação I foi realizada pelo MEC e atingiu 210 pessoas, divididas em 27 grupos, um de cada estado do Brasil; • Formação II estão sendo realizadas, pelos F I, nos estados; • Até outubro de 2004, há 1.100 F II de diferentes estados. O MEC já investiu em torno de R$1.800.000,00 nas formações; • A Formação III já ocorreu em alguns estados, mas a maioria deverá fazê-la de fevereiro a abril de 2005.

5- Encerramento pelo grupo da Bahia
• • • • • Todos estamos de parabéns pela construção desse processo participativo; Esse foi, e continua sendo, um processo bonito, que tem despertado o desejo da inclusão. Quem não participou num primeiro momento tem procurado uma brecha para inserir-se; É importante que partamos para a execução das propostas, buscando parceiros, recursos orçamentários e condições físicas de trabalho; A construção coletiva tem sido a marca registrada desse processo, mas isso exige de todos nós um esforço muito maior de organização e de repasse de informações, caso contrário, há um retrocesso nas articulações; A Comissão de Proteção Ambiental da Assembléia Legislativa da Bahia, através do gabinete do Deputado Zilton Rocha, agradece a participação de todos e coloca-se à disposição para continuar cooperando com o processo da discussão e do enraizamento da EA em todo o País.

Salvador, novembro de 2004

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