o trabalhador L da CM

A OFENSIVA É BRUTAL A GREVE É GERAL
14 de novembro

Ano XXXII I N.º 153 I setembro/outubro 2012

Pelo direito ao trabalho nas oficinas do DRMM

É cada vez mais evidente o desinvestimento nos serviços municipais Pág. 8
Pág. 6

as últimas semanas os trabalhadores portugueses têm sido alvo, mais uma vez, dos intentos do governo no que concerne à degradação das suas condições de trabalho e de vida. Face a uma crise económica e social profunda, resultado das políticas implementadas nos últimos 36 anos, PSD e CDS-PP insistem em percorrer o mesmo caminho que nos conduziu à atual situação, de contornos dramáticos para um crescente número de famílias. Como sucedeu à medida que visava aumentar os horários de trabalho em 30 minutos por dia, a generalizada contestação social provocou a queda da medida sobre a TSU, com destaque para as manifestações de 15 e 29 de setembro, esta última convocada pela CGTP-IN para o Terreiro do Paço. O governo, afirmando ouvir a contestação cada vez mais evidente nas ruas, permanece autista de facto e, mantendo o cinismo e os mesmos objectivos, define em alternativa à TSU, o aumento brutal de impostos (IRS) agravando em igual medida as expetativas de vida de milhões de portugueses, além de diminuir drasticamente o financiamento do Sistema Nacional de Saúde e da Escola Pública, negando direitos constitucionais e essenciais à esmagadora maioria do povo português. Neste conjunto de medidas, aparentemente, tem o apoio da “oposição violenta” do PS, ou não fosse este partido um igual subscritor do famigerado «Memorando de Entendimento». As opções do governo são perfeitamente inaceitáveis, considerando que a própria CGTP-IN apresenta alternativas no valor de 6 mil milhões de euros que resolveria definitivamente o problema do défice das contas públicas. Mas estas propostas parecem não interessar a um governo que apenas se preocupa em defender os interesses das grandes corporações, ou seja, do grande capital. Será inevitavelmente a luta organizada dos trabalhadores, aposentados e reformados, jovens e desempregados que derrotará, não as medidas avulsas de um governo moribundo, mas a essência de uma política que privilegia exclusivamente a institucionalização da austeridade sobre o mundo do trabalho, deixando propositadamente de lado o mundo do capital. Não podemos aceitar os discursos falaciosos e hipócritas dos atuais governantes, com maior notoriedade para Passos Coelho e Paulo Portas, que referem a equidade dos sacrifícios, quando a realidade nos demonstra claramente o oposto. Sob os rendimentos do capital recaem operações mínimas (de maquilhagem), isentando-os praticamente de qualquer ónus. Por outro lado, recaem sob os rendimentos do trabalho, os mais pesados e inaceitáveis sacrifícios, através de cortes e diminuições dos salários reais dos trabalhadores e no aumento insuportável da carga fiscal com evidentes repercussões no aumento do custo de vida, já para não falar na destruição em curso das funções sociais do Estado. No município de Lisboa assistimos a uma encenação idêntica. António Costa e todo o seu executivo de maioria PS, têm-se entretido em inaugurações ou na apresentação e execução de obras de maior ou menor vulto mediático, justificando eventualmente a inércia e a estagnação de inúmeros serviços municipais que, face a uma política também ela deliberada de desinvestimento e esvaziamento no plano humano e material, correm o sério risco de ficarem definitivamente inoperacionais.

N

Editorial

Unidade de todos

Enfatizamos a letargia do executivo face aos eternos problemas nas oficinas do DRMM, à falta de pessoal nos cemitérios, nos jardins, na limpeza urbana, nos calceteiros, nos equipamentos desportivos, nos jardins-de-infância, nos edifícios municipais, entre muitos outros. Não podemos cair no amorfismo face à destruição objetiva das nossas condições de trabalho e ao risco de destruição do nosso posto de trabalho. É urgente organizar a contestação no plano interno da CML. É o nosso futuro que está em causa! Os trabalhadores da Câmara Municipal e Empresas Municipais devem continuar o seu percurso de luta, coerente e resistente, como se tem verificado ao longo das últimas grandes e mais pequenas manifestações e responsabilizar-se pela árdua tarefa de envolver outros tantos trabalhadores que ainda não se consciencializaram sobre o seu importante papel no objectivo de derrotar a política de direita que consubstancia a prática do governo e do próprio executivo camarário. A unidade de todos os trabalhadores é o cunho essencial na concretização desse objetivo, através da adesão à Greve Geral de 14 de novembro. I

o trabalhador L da CM
2
http://www.stml.pt

Diretor: Vítor Reis I Corpo Redatorial: Luís Dias, Nuno Almeida, Mário Souto, Francisco Raposo, Frederico Bernardino I Propriedade: Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa I Administração e Redação: Rua de São Lázaro, 66 - 1º Dtº 1150-333 Lisboa - Telfs. 218 885 430 / 5 / 8 - Fax 218 885 429 - Email: stml@stml.pt I Internet: www.stml.pt I Produção e Apoio Redatorial: António Amaral I Impressão: MX3 Artes Gráficas, Lda I Periodicidade: Bimestral I NIF: 500850194 I Distribuição: Gratuita aos sócios do STML I Tiragem: 4.500 exs. I Depósito Legal: 17274/87 I Este jornal está escrito com as regras do novo Acordo Ortográfico I O TRABALHADOR DA CML

o dia 29 de setembro confluíram para o Terreiro do Paço milhares de trabalhadores portugueses de todas as partes do país! Jovens e menos jovens, desempregados, reformados e aposentados, todos partilharam o mesmo sentimento de indignação e repúdio face a um governo que atua apenas em função dos interesses de uma minoria cada vez mais ínfima de grandes capitalistas, desprezando e agravando as condições de vida da imensa maioria dos portugueses. Foi a força de vida, esperança e determinação, demonstrada distintamente nesse sábado, que nos permite afirmar que a alternativa a esta política de desastre social existe e está ai: já aí ao virar da esquina! Não podemos agora baixar os braços! Depois de intensas e extraordinárias acções de luta e protesto, participadas por um crescente número de portugueses e portuguesas, é preciso continuar a alargar as manifestações de indignação, envolvendo cada vez mais e mais pessoas, trabalhadores e todos aqueles que sofrem as agruras e consequências desta política miserável, anti-social e anti-civilizacional! É urgente derrotar a política de direita e o governo que agora lhe dá corpo! É urgente criar a força necessário que imponha uma política que defenda os interesses e as aspirações do povo e dos trabalhadores portugueses, defendendo assim e só assim, os interesses nacionais, recuperando a independência nacional e a nossa soberania. Às propostas concretas e exequíveis da CGTP-IN, que resolvem o défice das contas públicas portuguesas, o governo prefere “assobiar para o lado” e opta por agravar a carga fiscal sobre os
O TRABALHADOR DA CML

N

Foram muitos milhares aqueles que encheram e fizeram transbordar o Terreiro do Paço!

trabalhadores portugueses, através do aumento do IRS entre outras medidas de natureza também ela predadora para quem trabalha. PSD e CDS preferem manter as benesses sobre as grandes e poderosas empresas e fortunas, insistindo no nefasto caminho que já foi rejeitado nas ruas de uma forma veemente e inequívoca. Um governo sem legitimidade, não merece e não pode continuar a decidir e mal, o futuro dos portugueses e em concreto, dos trabalhadores, sejam eles provenientes do sector privado ou do setor público. É neste contexto que na extraordinária acção de luta da CGTPIN, do passado dia 29 de setembro, se anunciou uma reunião do Conselho Nacional que viria a decidir a data de 14 de novembro para a concretização da Greve Geral como o passo seguinte na luta que é necessário travar até à derrota final deste governo já moribundo. O STML saúda todos os trabalhadores do município de Lisboa, da Câmara Municipal e empresas municipais que, não calando o seu protesto, contribuíram determinantemente para o engrandecimento deste dia, fortalecendo as razões mais do que justas, que estiveram na origem da convocação desta jornada de luta. No plano mais geral como no plano interno do município de Lisboa, é a unidade dos trabalhadores e a sua persistência na luta organizada que dará respostas objectivas face aos seus anseios e aspirações. Não desarmamos, não desistimos, insistimos e persistimos! Viva a luta dos trabalhadores portugueses! I

3

m fevereiro deste ano, o STML entregou aos responsáveis máximos por esta autarquia o Caderno Reivindicativo das trabalhado ras/cozinheiras afetas aos refeitórios municipais. Neste documento foram discriminados os inúmeros problemas que afetam este conjunto de profissionais, desde as condições de trabalho às carências de material e, principalmente, à falta de cozinheiras que condiciona e limita o trabalho que deve ser realizado diaria mente. A falta de cozinheiras na CML é, infelizmente, uma realidade antiga! Contudo e apesar das crescentes dificul dades, as refeições continuam a ser servidas diariamente aos trabalhadores do município com qualidade e a um preço acessível a todos, considerando o miserável subsídio de almoço a que os trabalhadores da administração pública têm direito e que, por enquanto, ainda continua a ser pago. Durante o mês de agosto, normalmente um mês em que muitas trabalhadoras gozam justamente as suas férias, os problemas aumentaram consideravelmente. Basta referir o exemplo dos dois refeitórios encerrados nesse período ou a diminuição para apenas um prato na ementa por falta de pessoal para confecionar os habituais três. A estas constatações, que saltam à vista de todos os trabalhadores que se deslocam aos refeitórios para almoçar, acrescenta-se a falta de material, desde copos, pratos e talheres ou os sistemáticos problemas com máquinas avariadas de toda a espécie ou ainda, as precárias condições de trabalho que um chão de cozinha sem piso anti-derrapante provoca. Todas estas anomalias foram já dadas a conhecer aos responsáveis da CML. Desde o diretor do Departamento de Saúde, Higiene e Segurança (DSHS), serviço responsável pela gestão dos refeitórios, até ao próprio presidente da CML, têm conhecimento, por intermédio do STML, dos problemas que agravam as condições de trabalho e de vida das cozinheiras municipais além de prejudicar todos os restantes trabalhadores do município que utilizam os refeitórios. O abaixo-assinado entregue a 12 de abril do corrente ano contra a eventual privatização dos refeitórios municipais serviu não só para demonstrar a rejeição dos trabalhadores contra esse plano, da autoria do diretor do DSHS, mas também para enfatizar a necessidade urgente de resolver todos os problemas anteriormente denunciados e ainda por resolver. Cinicamente, a presença de empresas privadas nos refeitórios municipais foi justificada pelo diretor do DSHS, como uma consequência dos problemas há muito conhecidos e agora denunciados pelo STML. Neste cenário, resta-nos questionar o seguinte: 1. Se são conhecidos os problemas há tanto tempo, porque é que ainda não foram resolvidos?
4

E

A CML ignora os graves problemas que se vivem nos refeitórios municipais envolvendo as suas trabalhadoras!

2. Se a CML tem meios próprios, técnicos e humanos, que podem e devem resolver os problemas que se verificam nos refeitórios, qual a necessidade de envolver empresas privadas neste processo? 3. Será que o desinvestimento e o esvaziamento deste importante serviço servem uma agenda oculta? 4. Haverá algum lobbie na CML compreendendo empresas privadas na área da restauração? 5. Será a vontade dos “privados” e a sua procura de lucro, muitas vezes sem olhar a meios, mais importante que os interesses das cozinheiras e dos trabalhadores que utilizam os refeitórios? 6. Tem ou não tem a CML uma responsabilidade social perante os seus funcionários? 7. Qual seria o papel social que uma empresa privada teria ao açambarcar os refeitórios municipais? A esta última pergunta, a resposta parece-nos óbvia! Ou seja, a resposta seria: nenhum, zero! A justificação apresentada pela CML para a não resolução de qualquer problema, seja nos refeitórios, seja num qualquer local de trabalho, passa normalmente pela utilização do argumento das dificuldades financeiras. Todavia, quem acompanha a vida na cidade de Lisboa apercebe-se de opções estratégicas assumidas pelo actual executivo, geralmente envolvendo milhares de euros, que contrasta e desconstrói os constrangimentos económicos referidos demasiadas vezes. Apercebemo-nos que existe de facto uma política de dois pesos e duas medidas e esta situação deve-nos merecer todo o nosso repúdio e contestação. A luta pelos direitos das nossas cozinheiras e pela melhoria das suas condições de trabalho é uma luta que diz respeito a todos os trabalhadores da Câmara Municipal, principalmente num contexto económico e social cada vez mais difícil, principalmente para quem trabalha, com a consequência natural de uma maior afluência aos refeitórios municipais.I
O TRABALHADOR DA CML

pós toda a denúncia feita pelo STML e de toda a luta desenvolvida por este sindicato com as auxiliares de ação educativa com o objetivo de defenderem os seus postos de trabalho, trabalhadoras que que acabaram por ser despedidas no início deste ano, a CML reconhece agora (!!) que há falta de auxiliares de ação educativa para assegurar os rácios de trabalhadoras por sala, definidos para os jardins-de-infância da cidade de Lisboa. Depois de despedir cerca de 40 auxiliares de ação educativa, a CML tentou deslocar para estas funções outras trabalhadoras, muitas delas auxiliares de serviços gerais sem a motivação e muito menos a formação necessária para trabalhar com crianças, apesar de uma formação de 52 horas promovida pela autarquia. Ficamos todos a saber que para os responsáveis municipais, bastam cerca de dois dias para estar habilitados a trabalhar com crianças! Insensibilidades à parte, a CML fracassou nos seus objetivos em preencher o número ajustado às necessidades reais dos jardins-de-infância. Em reunião com a Direção Municipal de Recursos Humanos, o STML questionou como estava a decorrer o início do ano letivo e se estavam preenchidas as carências de auxiliares de ação educativa. Obtivemos como resposta a necessidade de 55 trabalhadoras para esta função, sendo que neste momento existe uma carência urgente e imediata de 12 trabalhadoras, números avançados pela CML. Perante esta constatação, o STML colocou à CML as seguintes questões: 1. Irá ter a mesma atitude para com as cerca de 20 auxiliares que terminam contrato no início do próximo ano, que teve com as cerca de 40 trabalhadoras que por vontade política mandaram para o desemprego? 2. Como pretendem resolver o problema da falta deste pessoal? A Direção Municipal de Recursos Humanos respondeu que

A

CML admite agora que errou no despedimento das auxiliares de ação educativa em 2011!

está já a trabalhar na abertura de um procedimento concursal, que por cumprimento da legislação em vigor terá de ser dirigido a trabalhadores que tenham contrato em funções públicas por tempo indeterminado, e firmará um contrato de prestação de serviços com as trabalhadoras que terminam contrato nos próximos meses. Mais... Se mesmo assim não atingirem o número necessário de auxiliares de ação educativa, contactarão as trabalhadoras que saíram no início do ano (as tais 40 despedidas), para averiguar a disponibilidade para assinar igualmente um contrato de prestação de serviços. O STML reafirma que só por teimosia política estas trabalhadoras foram parar ao desemprego, mesmo quando foi sistematicamente denunciado o facto de fazerem falta nos jardim-deinfância, situação que só agora é reconhecida pela CML. Deste modo, podemos afirmar que mais vale tarde do nunca no que diz respeito a reconhecer um erro. É também importante corrigi-lo quanto antes… do que insistir na sua repetição. I

efraudando as expectativas daqueles que não desistiram (apesar dos violentos ataques a direitos e condições de trabalho que temos assistido nos últimos anos) a prosseguir os seus estudos e aspirar a uma valorização crescente das suas competências, a Câmara Municipal de Lisboa (CML) não tem dado provimento aos pedidos de mobilidade intercarreiras. Com a introdução da Lei 12-A, a figura jurídica da “reclassificação” desapareceu e o mecanismo de progressão dos trabalhadores tornou-se mais complexo e, pior, mais precário. Perante um ordenamento jurídico sufragado à altura por um governo PS, criou-se uma vez mais um estratagema para a fragilização dos direitos legítimos dos trabalhadores e cultivou-se um subterfúgio para evitar a valorização pessoal e as competências adquiridas. No fundo, e em bom português, digamos que as administrações públicas conseguem ter trabalhadores mais qualificados pagando-lhes precisamente o mesmo que lhes pagava antes da conclusão dos seus estudos. Pergunta-se, portanto, para quê as Novas Oportunidades? Para quê o investimento e esforço de um trabalhador num curso superior se, não obstante a valorização individual de cada um,
O TRABALHADOR DA CML

D

Mobilidade Intercarreiras: a fraude continua

a entidade empregadora faz tábua rasa das competências obtidas? É inaceitável que centenas de trabalhadores da CML vejam as suas justas expectativas embaterem no autismo da administração que se defende com o argumento da incapacidade financeira. Porém, nada custa à mesma administração que um trabalhador que tinha uma determinada função passe agora a desempenhar outras funções mais consentâneas com as competências que adquiriu e custe precisamente o mesmo. Em finais de 2010, o STML, após um árdua negociação com a vereadora dos recursos humanos, conseguiu que alguns trabalhadores que haviam terminado os seus cursos conseguissem uma mobilidade precária de 18 meses. À época, o compromisso seria abrir concursos e enquadrar devidamente esses trabalhadores e outros que, entretanto, concluíssem os seus estudos. Quase dois anos depois nada se passou e a fraude da “mobilidade intercarreiras” mantém-se. Apesar das blindagens vindas da política de direita das troikas, a CML tem ainda uma réstia de autonomia para tentar dar às situações que se avolumam uma resposta consentânea com o valor e a competência dos seus trabalhadores. Basta querer! I
5

Os problemas nas oficinas do DRMM continuam por resolver! Qual o futuro que a CML reserva para estes serviços?
s trabalhadores das oficinas do Departamento de Reparação e Manutenção Mecânica e o STML, de há muito que vêm manifestando preocupação com a desvalorização da importância destes serviços pela CML, nomeadamente, com o desinvestimento a que tem sido votado, com uma gestão casuística e de circunstância, cujas consequências podem levar a curto prazo à paralisia e inoperacionalidade deste importante setor. Aquando da discussão da última reestruturação de serviços da CML, os trabalhadores e este sindicato manifestaram-se na Assembleia Municipal pela continuidade desta Departa mento enquanto tal e não à sua passagem a Divisão sem autonomia e dependurada noutro Departamento, como inicialmente era apontado na proposta de reestruturação apresentada. A reestruturação aprovada, deu razão aos argumentos dos trabalhadores e do STML, mantendo estes serviços na estrutura da CML como Departamento, decisão com a qual nos congratulámos, sobretudo por esta constituir uma oportunidade para inverter o caminho de degradação a que vínhamos assistindo. Infelizmente, apesar de o DRMM se manter, o desinvestimento, a degradação e as preocupações quanto ao futuro agravaram-se substancialmente. Na defesa deste importante serviço público municipal, fizemos chegar à Assembleia Municipal um abaixo-assinado subscrito pela quase totalidade dos trabalhadores e que só obteve resposta do PCP, que recebeu o Sindicato e visitou as Oficinas Mecânicas. Nessa visita pelos eleitos do PCP, foi confirmado no local, junto dos trabalhadores, as denúncias por estes efectuados no já referido abaixo-assinado. Relembramos pela sua importância e actualidade algumas das questões que nos devem merecer toda a preocupação, nomeadamente: 1. Há viaturas municipais que continuam a ser reparadas no exterior, em empresas privadas, assistindo-se cada vez mais a este recurso até para pequenas e simples reparações, sem que sejam perceptíveis as razões para o efeito, sendo as justificações dadas incompreensíveis e inaceitáveis. 2. A falta de materiais (peças) a que se alia a falta de investimento na capacidade e operacionalidade das instalações, continua a ser uma constante. 3. A falta de pessoal neste setor, como noutros setores do município, é motivo de preocupação, pois pode levar à ineficácia do sector. O elevado número de trabalhadores que se têm aposentado e que não são substituídos, mais os pedidos que aguardam resposta pelo mesmo motivo, é outra forma de esvaziar a capacidade deste serviço. 4. A falta de formação profissional é outro motivo de preocupação e limitativa para o desenvolvimento das tarefas de intervenções e reparações em viaturas cada vez mais comple6

O

xas, que requerem uma formação contínua. É de referir que há seis anos que estes trabalhadores não recebem formação especifica. 5. As condições precárias de Saúde e Segurança das instalações, são sinónimos do abandono a que está votado o DRMM. Salientamos o caso elucidativo do balneário que serve o complexo dos Olivais, que apresenta sinais de degradação evidentes, para o qual tem sido orçamentado sucessivamente verba para a reparação e suspensa. Eventualmente, os responsáveis da autarquia devem estar à espera que algo de grave suceda, situação que de facto pode acontecer a qualquer momento. 6. A falta de condições das instalações, para acolherem o cada vez maior número de viaturas a gás, problema já identificado por técnicos de SHS da CML, constitui um risco acrescido para todos os trabalhadores deste complexo. 7. Foram iniciadas obras numa sala junto da oficina, para servir de copa, contudo, sem explicação, as obras pararam, não podendo ser usada pelos trabalhadores. A crise e a austeridade não podem servir de argumento para a redução das condições de Saúde, Higiene e Segurança. No passado dia 26 de junho, o STML promoveu um plenário junto à Assembleia Municipal com os trabalhadores do DRMM. Houve lugar ainda a uma intervenção nessa sessão pública, onde foram apresentadas todas estas preocupações. Também o PCP apresentou uma Recomendação, refletindo estes problemas, que foi votada favoravelmente pelo plenário da AM. O STML questiona se o partido a que pertence o executivo - PS - votou favoravelmente esta recomendação, porque tarda em dar resposta às questões concretas colocadas e de carácter urgente? Os trabalhadores das oficinas do DRMM, sempre na primeira linha na defesa do serviço público questionam: depois do Plano de Pormenor da Gare do Oriente incluindo o local onde se situa o complexo dos Olivais, da tentativa de colocar este serviço como Divisão, do desinvestimento contínuo, quais as intenções do executivo quanto ao futuro deste importante setor? I
O TRABALHADOR DA CML

A caldeira do Posto de Limpeza da Eduardo Coelho - Bairro Alto rompeu e os trabalhadores estiveram quase dois meses sem água quente, quer para a sua higiene pessoal, quer para a confeção de alimentos. o passado dia 11 de setembro a situação foi amplamente discutida pelos trabalhadores. Não é admissível que durante todo este período se mantenha uma avaria deste tipo. Não é, porque a natureza de funções da Limpeza Urbana exige, por uma questão de Segurança e Saúde no Trabalho, mas também por uma questão de Saúde Pública que os trabalhadores tomem banho após a jornada de trabalho. Se é verdade que os serviços disponibilizaram aos trabalhadores a possibilidade de efetuarem a sua higiene noutros postos, isso significou um acréscimo de desconforto para eles e para os trabalhadores dos outros postos. E no que respeita à confeção de alimentos, representou um aumento substancial de perigo, visto que a água para as lavagens teve de ser aquecida em panelas.

Eduardo Coelho: Não há caldeira, temos o caldo entornado… disseram os trabalhadores
O STML interveio junto dos responsáveis municipais e, por parte das DM a resposta foi: não há verba. Pressionados e reconhecendo a razão dos trabalhadores “inventaram” a maneira de resolver o problema, mas tornou-se claro que essa “varinha mágica” não existiria se outro equipamento se avariasse. A inexistência de recursos na DMAU ou na DMPO, Direção Municipal responsável pela manutenção destes equipamentos é absolutamente inaceitável. Foi este tom nas reuniões efetuadas que os trabalhadores neste local de trabalho e conscientes que este é um problema que é geral a toda a limpeza urbana, decidiram dar um prazo de 15 dias para a resolução do problema. Na moção aprovada pode ler-se: «- Que o que se está a passar neste local de trabalho é, não a excepção mas a regra que desde há tempos a esta parte se vem verificando nos Postos de Limpeza Urbana da Cidade; (…) - Que cabe à entidade patronal, neste caso à CML, assegurar as condições de higiene e segurança e, como tal, deve or-

N

ganizar e adequar os serviços para assegurar a manutenção e reparação de equipamento de uso intensivo. Decidem: - Responsabilizar a Câmara Municipal de Lisboa, na pessoa do seu presidente, Dr. António Costa, pela degradação das condições de Segurança e Saúde no Trabalho que se verifica; - Exigir que a Câmara Municipal de Lisboa disponibilize as verbas e os meios que assegurem intervenções rápidas em situações de avaria deste tipo de equipamento; - (…) mandatam a Direção do STML para desencadear as formas de luta adequadas com vista à defesa das condições de Segurança e Saúde dos trabalhadores.» No dia 25 de setembro eis que a caldeira começou a ser montada… mas os trabalhadores entenderam e bem, que há razões mais do que suficientes para continuar a luta. Os direitos defendem-se, exercendoos! I

s trabalhadores da limpeza urbana desenvolveram durante os meses de maio, junho e julho um intenso processo de luta em torno das suas reivindicações específicas, que justificou a realização de uma greve parcial de 11 a 17 de junho além de uma manifestação dos Paços do Concelho até ao Largo do Intendente. A luta organizada deste conjunto de trabalhadores foi determinante para a sa tisfação de 4 das 6 reivindicações apresentadas por inúmeras vezes ao executivo camarário. Sobre as restantes reivindicações, ainda por satisfazer, interessa referir que o pagamento das ajudas de cus to/ apoio à refeição aos trabalhadores da recolha de resíduos sólidos está dependente neste momento do parecer da DGEAP, por outro lado, e no âmbito do pagamento dos 25% sobre as horas extraordinárias realizadas no período noturno, o STML tem nas últimas semanas recolhido uma declaração individual de todos os seus associados com vista à persecução de uma ação em tribunal contra a CML, caso este problema
O TRABALHADOR DA CML

O

Processos disciplinares aos trabalhadores das garagens dos Olivais:

O arquivamento como o resultado inevitável!
não seja resolvido até fins de outubro. Todo este processo de luta foi desencadeado em maio pelos trabalhadores do período noturno das garagens dos Olivais 3. Apesar da justeza e razão que assistia os trabalhadores, a materialização do protesto não foi a mais acertada. Na noite em que se verificou a ação que conduziu posteriormente a CML a instaurar 81 processos disciplinares, o STML alertou os trabalhadores para a necessidade essencial de se organizar a luta com todos os trabalhadores da limpeza urbana da cidade, ou seja, envolvendo cantoneiros e motoristas. A luta realizou-se deste modo em torno dos problemas concretos que afetavam ambas as categorias profissionais que compõem um dos setores nevrálgicos da cidade de Lisboa: a limpeza urbana! A instauração dos processos disciplinares mereceu da parte do STML uma intervenção imediata no sentido do seu arquivamento. A 3 de agosto ficou acordado, informalmente, com o vice-presidente Manuel Salgado, a suspensão dos mesmos. A 8 de agosto, assume-se

formalmente o seu arquivamento numa reunião com o vice-presidente, em que participa igualmente o STAL. O STML na reunião de setembro com a diretora Municipal dos Recursos Humanos teve conhecimento que o supramencionado arquivamento está apenas dependente do despacho superior do diretor do Departamento dos Recursos Humanos. Fica assim concluído um processo que nunca devia ter sido iniciado. A crítica que este sindicato proferiu em agosto face a esta infeliz estratégia da CML, mantem-se inalterada. Não podemos nem devemos aceitar que se “institucionalizem” práticas persecutórias contra as justas aspirações dos trabalhadores com o único objetivo de limitar, diminuir ou reprimir as lutas que estes legitimamente desenvolvem em articulação com as suas estruturas representativas. Como a realidade mais uma vez nos demonstrou, é a unidade dos trabalhadores que determina o curso dos acontecimentos que os envolve diretamente. I
7

eguindo os ditames das troikas estrangeira e nacional, o executivo PS de António Costa, na obsessão do cumprimento das metas de redução de pessoal impostas pelas medidas incluídas no Or çamento do Estado de 2012, vem esvaziando os serviços, colocando em causa a sua operacionalidade. Como o STML tem insistentemente denunciado, esta política cega de redução de custos com pessoal, que é disto precisamente que se trata, causa graves problemas transversais a toda a autarquia. Em 2011, o STML reivindicou a contratação definitiva das auxiliares de ação educativa que se encontravam com contrato a termo nos jardins-de-infância da rede pública de escolas. O executivo obstinadamente ignorou esta reivindicação, respondendo que iria suprir estas faltas com outras auxiliares de serviços gerais, que estariam a mais (?) noutros sectores. O processo foi caótico, face à colocação forçada de muitas trabalhadoras em jardins-de-infância, sem condições mínimas para desempenhar os serviços que lhes eram exigidos. Obviamente, não nos surpreendemos com todas as consequências negativas que desta ação insensata provocou. Ironicamente, o executivo vem um ano depois admitir que não estará a cumprir o rácio exigido por lei, isto é, o número de auxiliares de ação educativa por sala e por número de crianças. No Canil-Gatil, num processo em tudo semelhante, a câmara municipal não renovou o contrato de trabalho, ou seja, despediu nove trabalhadores, ficando o respetivo local de trabalho a funcionar em “serviços mínimos”. No RSB, apesar da entrada de uma recruta o ano passado (para suprir carências de há vários anos), o ritmo elevado de saída por aposentação de sapadores bombeiros já justifica a entrada de novos recrutas. Nos Cemitérios, a entrada urgente de pessoal é uma evidência havendo diariamente necessidade de circulação de coveiros entre cemitérios, para se conseguir manter as equipas de 4 homens necessárias à realização dos respetivos funerais. Verifica-se igualmente graves problemas em realizar as exumações. Nos Jardins, não entra um novo jardineiro há mais de 15 anos ! Situação que consideramos inadmissível, se associarmos o facto de a CML ter uma escola de jardinagem. Resultado: vários espaços verdes da cidade são concessionadas a
8

S

A falta de pessoal na CML é uma evidência que nos deixa bastante preocupados em relação ao futuro imediato de inúmeros serviços municipais
empreiteiros, que se revelam muito mais caros para os cofres da autarquia, além de apresentarem uma qualidade inferior no serviço prestado comparando com o que antes era efetuado pelos nossos jardineiros. Será que é este o objectivo do executivo, a privatização progressiva dos serviços? A Brigada de Calceteiros, que mantém a tão propagandeada calçada portuguesa, está na mesma linha dos jardins, ou seja, existe uma escola de calceteiros para a qual não entra ninguém há vários anos. Este serviço, com duas dezenas de trabalhadores e uma média etária bem acima dos 40 anos, leva-nos a afirmar que a aposentação do último trabalhador conduzirá à extinção deste serviço público e da profissão na CML, caso este rumo não seja urgentemente invertido. Nas oficinas do DRMM, sendo um setor fundamental para o município considerando a responsabilidade da manutenção das frotas de ligeiros e pesados, verificamos igualmente o problema já referido. Constata-se a existência de muitos trabalhadores perto da aposentação, não se verificando nenhuma admissão de trabalhadores especializados de forma a manter a imprescindível resposta destes serviços no plano do funcionamento interno e externo da CML. Na Garagem dos Olivais 1, onde estão afetos os motoristas de ligeiros que dão apoio aos vários serviços da autarquia, a situação é periclitante. Resultado da má gestão de recursos humanos, verificou-se uma concentração exagerada de condutores de MPVE, neste local de trabalho. A eminente rutura da garagem de remoção (Olivais 3) por falta de MPVE levou à transferência massiva destes condutores, deixando a garagem de Olivais 1 sem capacidade de resposta às solicitações dos diversos serviços. Tapa-se a cabeça, destapa-se os pés! Na Limpeza Urbana, é necessário urgentemente o reforço de cantoneiros de limpeza. Esta profissão é conhecida por todos pelas suas caraterísticas penosas, de risco e insalubres. Além do mais, é uma profissão onde se verifica um número elevado de acidentes e graves doenças profissionais, provocando inevitavelmente a aposentação antecipada de elevado número de trabalhadores ou a passagem para outras funções de um considerável número de cantoneiros. Esta realidade justifica impreterivelmente a entrada de mais pessoal. Podíamos ainda referir os problemas que se vivem no seio das cozinheiras ou do pessoal auxiliar que prestam serviços nas portarias, entre muitos outros serviços que sentem dificuldades semelhantes às expostas anteriormente. A não admissão de trabalhadores, imprescindíveis para que o município continue a prestar aquilo que é a sua principal razão de existir: serviços públicos essenciais para o bem-estar e segurança dos munícipes, pode ser interpretado como desinteresse pela continuidade dos serviços no âmbito público, privilegiando a sua entrega a privados que obviamente não estarão a pensar no bem-estar e na satisfação das necessidades das populações, mas sim na forma como aumentar o lucro e, claro está, sempre à custa de todos nós. I

O TRABALHADOR DA CML

Regimento dos Sapadores Bombeiros
oda a gente sabe que se vivem tempos de grandes dificuldades, em que se pedem enormes sacrifícios a todos os trabalhadores e em que assistimos a uma nova espécie de terrorismo, o terrorismo financeiro, uma vertente mais violenta da política de direita que tem estado presente no nosso país nos últimos 36 anos pela mão do PS, PSD e CDS e com os resultados que todos, infelizmente, conhecemos. Existe uma cultura do medo, com ameaças aos trabalhadores de tal forma que todos receamos chegar ao fim do mês sem solvência, face aos compromissos assumidos e conjugado com o receio daquilo que o futuro nos reserva, a nós e aos nossos filhos. Os funcionários públicos têm sido os alvos preferenciais desse terrorismo financeiro e dessa cultura do medo, sendo os trabalhadores da autarquia de Lisboa e em particular os profissionais do RSB, duplamente afetados. Sujeitando-nos às medidas implementadas pelo governo e a reestruturações, que visam unicamente cortes em direitos legal e arduamente adquiridos, ao longo de gerações e gerações de bombeiros sapadores. O executivo camarário deveria dar o exemplo, em questões de austeridade, acabando de vez com algumas situações altamente onerosas para os cofres da autarquia e estabelecendo algumas prioridades. Um das prioridades para a CML deve ser o bem-estar físico e emocional dos seus trabalhadores, aliado à implementação de políticas municipais que visem a necessária motivação para o bom desempenho da sua profissão. É inadmissível que quase
O TRABALHADOR DA CML

T

Prioridades...

um ano depois da passagem a prontos, os bombeiros sapadores continuem à espera dos equipamentos de proteção individual (EPI). É vergonhoso olhar para os EPI destes profissionais, que de proteção nada tem e lembrarmo-nos das promessas dos responsáveis autárquicos à época, concretamente: “é uma situação temporária”; “estes profissionais não vão para a frente de fogo”; “não existe risco para estes profissionais, pois ficam na retaguarda” (…) A grande verdade é que em cada ocorrência existe o sério risco de sofrerem graves lesões, precisamente porque não têm um EPI no verdadeiro sentido da palavra. A luta que se tem desenvolvido nos últimos meses de norte a sul do país deve contar também com os Bombeiros Sapadores. A nossa luta é a luta em defesa dos direitos das populações e do nosso país. Em Lisboa, não podemos deixar que o atual executivo degrade as condições de trabalho de quem são parte essencial na manutenção da segurança daqueles que vivem e trabalham na cidade. Será a nossa unidade, firmeza e determinação dos bombeiros sapadores que derrotará a política de direita instalada no município de Lisboa. Será a unidade e a organização de todos os trabalhadores que derrotará inevitavelmente a política de direita do governo. I
9

PRC 2013

A NEGOCIAÇÃO COLETIVA NA ADMINISTRAÇÃO

F

PÚBLICA
oi enviado ao governo, no passado dia 4 de setembro, a Proposta Reivindicativa Comum (PRC) para 2013, da Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública. Num tempo em que verificamos um ataque brutal do governo PSD/CDS aos direitos e rendimentos dos trabalhadores, sob o comando da troica estrangeira, violando de forma grosseira a Constituição da República Portuguesa, a apresentação da PRC, por parte dos sindicatos da Administração Pública (AP), é um ato fundamental, exercendo um direito que lhes é devido: o direito à negociação coletiva. Este governo, que segue a lógica neoliberal, roubando os rendimentos do trabalho, protegendo e aumentando os lucros do capital, como são exemplo o corte nos salários, o suprimento dos subsídios de férias e natal - situação sem precedentes após o 25 de Abril de 1974 - ou a redução para metade do valor a pagar pelo trabalho extraor dinário. Tendo já decidido para 2013 a redução de 4 feriados - 5 se considerarmos com o do Carnaval, o governo de Passos e Portas prepara-se para aplicar à AP um conjunto de medidas como a adaptabilidade e o banco de horas, impondo pelo menos mais 2 horas de trabalho diário e 50 horas por semana. Tencionam ainda, aplicar a mobilidade geográfica até 60 Km, que conduzirá à mobilidade especial e a despedimentos. Não nos podemos esquecer que estas medidas têm origem no acordo de concertação social, celebrado entre o governo, as confederações patronais e a UGT. Ao mesmo tempo, o governo preparase para desmantelar e privatizar serviços essenciais como a Escola Pública, o Ser viço Nacional de Saúde, a Se gurança Social ou os serviços municipais como o abastecimento de água e higiene urbana, privando as populações de direitos constitucionais. Por isso, a Proposta Reivindicativa Comum da Administração Pública para 2013 constitui uma importante forma de luta contra o retrocesso social e civilizacional em curso, destinado a beneficiar o capital financeiro. Deste modo, propomos:

10

Salários e pensões Recuperação dos valores roubados nos salários, subsídios e pensões em 2011 e 2012; Atualização dos salários e pensões de forma a compensar os brutais aumentos das despesas familiares, desde 1 de janeiro de 2011, o que determina um aumento de 47 euros; Atualização do subsídio de refeição para € 6,50; Fixação da pensão de so bre vivência em 65% da pensão do cônjuge falecido, tal como se verifica no regime geral;

O TRABALHA

Atualização das restantes prestações pecuniárias na percentagem do valor da inflação.

Horários de Trabalho Consagração legal para todos os trabalhadores da AP dos regimes de horários de trabalho do DL 259/98 de 18/8, salvaguardando os regimes especiais previstos em legislação específica; Recusa da gestão flexível, semanal,

Emprego Aplicação do vínculo público de nomeação, com os efeitos daí decorrentes, a todos trabalhadores da Administração Pública, designadamente, aos que exercem funções nas EPE com contrato individual de trabalho; Resolução imediata das situações de precariedade, com a integração nos quadros de pessoal dos trabalhadores que desempenham funções correspondentes a necessidades permanentes dos serviços ou organismos, integração dos trabalhadores desempregados colocados em serviços da Administração Pública e outras entidades ao abrigo de Programas Ocupacionais e de Inserção, com um contrato de condições de trabalho e de remuneração idênticas às dos restantes trabalhadores com vínculo público; Reintrodução dos quadros de pessoal, em substituição dos mapas de pessoal, e actualização daqueles, tendo em conta as reais necessidades dos serviços; Integração dos trabalhadores em situação de mobilidade especial nos quadros de pessoal; Realização de procedimentos concursais para garantir o desenvolvimento profissional dos trabalhadores nas respetivas carreiras; Revogação de todas as normas que, de forma directa ou encapotada, promovam o despedimento dos trabalhadores da Administração Pública, nomeadamente a mobilidade especial, a mobilidade geográfica forçada e as rescisões amigáveis, reforçando o emprego público com direitos.

A política sistemática de austeridade do governo, que consubstancia a destruição dos serviços públicos e o despedimento de milhares de trabalhadores, terá na Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública um firme opositor. Manter e aprofundar a luta em curso contra a política de direita e os partidos que a têm implementado ao longo de 36 anos é o objetivo prioritário. Não podemos aceitar o empobrecimento contínuo dos trabalhadores portugueses e mais concretamente daqueles que prestam um serviço indispensável ao bem-estar do povo e ao funcionamento do país, ou seja, os trabalhadores da adminisração central, regional e local. A luta continua! Pelos nossos direitos, aspirações e interesses! I

Outras matérias Revisão do SIADAP, estabelecendo um sistema de avaliação de desempenho sem “quotas”; Regulamentação e aplicação de todos os suplementos remuneratórios, designadamente do suplemento de risco, penosidade e insalubridade; Incidência dos descontos para a CGA e a ADSE sobre a totalidade das remunerações e suplementos; Publicação obrigatória dos Acordos de Entidade Empregadora Pública negociados e acordados, sem dependência de “homologação” do Ministério das Finanças; Criação de condições para o desenvolvimento de serviços públicos de qualidade, que respeitem o princípio constitucional da proximidade das populações, designadamente nas áreas da Educação, da Saúde, da Água e do Ambiente; Concretização do direito à formação profissional e contínua, incluindo a formação dos trabalhadores em Segurança e Saúde no Trabalho.

ADSE Consolidação da ADSE como sistema de saúde autónomo para todos os trabalhadores da Administração Pública, independentemente do vínculo contratual, a par do reforço e melhoria dos serviços prestados aos beneficiários; Incidência dos descontos dos trabalhadores e aposentados/reformados para a ADSE sobre 12 meses e não sobre 14.

mensal ou anual do horário de trabalho, designadamente através da adaptabilidade e da criação anunciada de um “banco de horas”, como forma de obviar ao pagamento obrigatório de serviço extraordinário.

ADOR DA CML

11

Transferência para a EGEAC da gestão da Casa Fernando Pessoa…

C

om a aprovação na Assembleia Municipal, em fevereiro de 2011, da Reorganização dos Serviços do Município de Lisboa, onde se inclui a transferência da gestão da maioria dos equipamentos culturais da cidade de Lisboa para a EGEAC EEM, de uma forma faseada, sendo que o primeiro equipamento cuja gestão será atribuída à empresa é a casa Fernando Pessoa. Em julho de 2012, foi celebrado um contrato programa entre o Município de Lisboa e a EGEAC, EEM no qual consta que a Câmara Municipal de Lisboa assumirá as despesas com: Vigilância e segurança até 30 de Novembro de 2012; Água e eletricidade até 31 de Dezembro de 2012; Limpeza das instalações até 31 de Dezembro de 2012. O Município de Lisboa compromete-se ainda a transferir para a EGEAC, EEM, a título de comparticipação pelas obrigações assumidas relativamente à Casa Fernando Pessoa, durante o ano de 2012, a quantia de € 232.822,00 (duzentos e trinta e dois mil oitocentos e vinte e dois euros) com a seguinte repartição: 1ª Tranche, correspondente a 50% do valor total, nos 5 dias seguintes ao visto do Tribunal de Contas. 2ª Tranche, correspondente aos restantes 50%, nos 30 dias seguintes ao visto do Tribunal de Contas. Entretanto o Contrato Programa foi devolvido pelo Tribunal de Contas, considerando que proposta não ia devidamente habilitada... Esta proposta foi aprovada em reunião da CML no dia 25 de julho e contou com os votos contra do PCP e do CDS/PP (?). Torna-se pertinente questionar: como vai ser agora o futuro?

Um processo nebuloso

1. Assumirá a CML os compromissos financeiros com a EGEAC, EEM a tempo e horas? 2. Relativamente aos trabalhadores da Casa Fernando Pessoa apenas alguns transitarão para a EGEAC, EEM ao abrigo do contrato de cedência de interesse público. Se houver necessidade de contratar mais trabalhadores, como será? 3. Onde se encontra o estudo do impacto da integração deste equipamento na EGEAC, EEM? Para o STML e os trabalhadores, a preocupação cresce em grande medida, considerando que a nova Lei do Regime Jurídico das Atividades Empresariais Locais e participações locais, prevê a extinção obrigatória das Empresas quando: Nos últimos 3 anos tenha tido resultados negativos; Os subsídios à exploração concedidos pelas autarquias sejam superiores a 50% das receitas totais; As receitas próprias da empresa não cubram 50% dos seus gastos totais; Se a autarquia tiver que assumir dívidas da empresa que ultrapassam 50% do capital social desta. Verificando-se um destes requisitos a empresa tem que ser obrigatoriamente dissolvida, devendo a decisão ser tomada no prazo máximo de 6 meses após a entrada em vigor da Lei. QUE FUTURO SE PREVÊ PARA ESTES TRABALHADORES E PARA TODOS OS QUE ESTÃO NAS MESMAS CIR CUNSTÂNCIAS? Da parte da CML, aparentemente, o silêncio é de ouro!!! I

s acidentes de trabalho são inevitáveis. Todos sabemos isto. Sendo possível reduzir os riscos, o fator humano e um conjunto de outros imponderáveis tornam clara essa inevitabilidade. É por isso que as sociedades evoluíram na procura de regras e procedimentos, equipamentos e materiais que reduzam e minimizem o risco de acidentes. Mas quando alguma coisa falha temos os acidentes. E os acidentados. E se houve substanciais avanços na prevenção e redução de risco, envolvendo, apesar dos escassos meios, os trabalhadores do Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho e a sua dinâmica próativa no que concerne à sensibilização e prevenção de riscos, se houve avanços na elaboração de Regulamentos de Segurança e Saúde, a estes esforços não corresponde uma recente metodologia de abordagem dos sinistrados que os torna números e contas e não pessoas concretas. O devastador e omnipresente factor da redução de despesas está a entrar na área da sinistralidade do trabalho pelo elo mais fraco: os próprios sinistrados. Problemas no pagamento de despesas de transportes e demais despesas decorrentes do tratamento e recuperação
12

Sinistrados do Trabalho É urgente defender os seus direitos!

O

de sinistrados de trabalho, relatos cada vez mais frequentes de abusos verbais por parte de alguns dos que deveriam ter os sinistrados como centro da sua preocupação mas refugiam-se na sua competência “médica” para os insultar e menosprezar. O ping-pong entre a “decisão médica” e as “orientações de redução da despesa”, os sinais evidentes de uma certa tentativa de desresponsabilização da CML face a alguns sinistros, tudo isto leva a que STML encare com extrema preocupação o evoluir da situação neste campo tão delicado na vida de um trabalhador e, por associação, da sua família. Dizem os entendidos que, em última análise, a generalidade dos acidentes de trabalho são da responsabilidade do

empregador. E o grau de degradação de equipamentos, EPIs, a rotina de procedimentos perigosos, o desvalorizar por parte de Vereadores sobre a ausência de EPIs em casos tão gritantes com o Regimento de Sapadores Bombeiros, onde o responsável tentou minimizar a ausência de EPIs adequados afirmando - erradamente - que os então estagiários “não participavam em operações de risco”… O atual cenário que se vive na CML envolvendo os sinistrados do trabalho, levanos de facto a refletir sobre a sustentabilidade desta prática a curto/médio prazo para a vida destes trabalhadores que, aparentemente, para o executivo camarário, devem sofrer duplamente: primeiro pelo acidente que os vitimou inicialmente e, em segundo, pelo desrespeito a que são constantemente sujeitos. Renovamos o apelo aos sinistrados que se sintam prejudicados pelas práticas do Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho que entrem em contacto com o STML a fim de elaborarmos um caderno reivindicativo em defesa dos seus direitos e aspirações. Os sinistrados do trabalho do Município de Lisboa terão, impreterivelmente, o apoio do seu sindicato. I
O TRABALHADOR DA CML

Jornadas contínuas

A

Falta de respeito por quem é Pai e Mãe trabalhador na CML
proxima-se o fim do primeiro período letivo de 2012/2013 e os Recursos Humanos da Câmara Municipal de Lisboa teimam em não resolver a bem a atribuição das Jornadas Contínuas aos trabalhadores que mostraram condições para o seu usufruto. Uma vez estabelecido um prazo a todos os trabalhadores que possam usufruir das Jornadas Contínuas para apresentarem os seus pedidos e documentação comprovativa da situação, foi considerável o número de trabalhadores que em tempo apresentou o seu pedido. Vários meses volvidos e com muita polémica à mistura, muito criada por superiores hierárquicos que, fazendo uso dos seus pequenos poderes, puseram as garras de fora em relação a alguns trabalhadores que pediram a Jornada Contínua, os Recursos Humanos da Câmara de Lisboa começaram a enviar respostas a alguns pedidos dos trabalhadores, fundamentados nos pareceres dos respetivos chefes de Divisão e diretores. Nas respostas, que foram sendo transmitidas ao STML pelos trabalhadores, é por de mais evidente que não há (em muitos casos) o respeito por quem trabalha (cada vez com menos direitos) e educa uma geração que vê os seus pais agoniarem com uma política de direita no governo e na gestão da autarquia, que nos transforma a todos em números e cria escalas e quotas para retirar a cada um o seu bem-estar profissional e familiar. Perante a falta de sensibilidade dos Recursos Humanos demonstrada em muitas notificações já conhecidas por muitos trabalhadores, o STML tem vindo a apelar aos seus associados (descontentes com tal intenção) para se dirigirem à sede do STML, para aí apresentarem os seus argumentos de forma a serem (mais uma vez) expostos aos RH, com o intuito de reverter esta situação. Cuidar dos filhos é cuidar de um amanhã melhor e quando isso

acontece hoje, quem usufrui da Jornada Contínua, poderá produzir mais e melhor e mais motivado. Será difícil compreender isto? Afinal, o que anda a Câmara de Lisboa a tramar para os Pais e Mães que aqui trabalham e que, mais um ano, viram decrescer o número de entradas nas Unidades de Educação da Câmara Municipal de Lisboa? Todos sabemos o que isso acarreta para os Pais e Mães. Todos sabemos o que isso representa para quem trabalha nas Unidades de Educação. O STML está atento e interventivo nestas situações e com os trabalhadores não baixará os braços na resolução deste e de outros problemas. I

Vitória dos trabalhadores da educação
o primeiro trimestre de 2012, os poucos trabalhadores do Departamento de Educação da Câmara Municipal de Lisboa que não baixaram os seus braços na reivindicação do pagamento do trabalho extraordinário realizado em 2011, em representação da autarquia nos Conselhos Gerais de Escolas e Agrupamentos Escolares, viram satisfeita a sua reivindicação. O pagamento desse trabalho foi efetuado pela Câmara Municipal de Lisboa, sendo assim atribuída razão a estes e demais trabalhadores do DE, que levaram o STML a colocar um Pré-Aviso de Greve ao Trabalho Extraordinário há mais de um ano e continua em vigor. Na verdade, é exigível o pagamento de
O TRABALHADOR DA CML

N

Mas não ficamos por aqui… Pré-Aviso de Greve ao Trabalho Extraordinário é para continuar
trabalho extraordinário cuja prestação tenha sido prévia e expressamente determinada. Tem sido este o modus operandi na convocação de trabalhadores do município que representam este depois de concluída a sua jornada de trabalho. Este é o regime legal aplicável à prestação de trabalho extraordinário e como tal deve ser cumprido pela Câmara de Lisboa. No entanto, o relato de ameaças de Processos Disciplinares aos trabalhadores que se recusem a fazer este trabalho, motivou no último ano vários trabalhadores a desistirem de colocar as horas que fizeram, apesar de estarem todos abrangidos pelo PréAviso de Greve. Este assumir do pagamento aos trabalhadores que não deixaram de apresentar o

seu trabalho extraordinário realizado nos Conselhos Gerais de Escola e Agrupamentos de Escolas, veio dar razão a estes e ao STML que não retira o Pré-Aviso de Greve até ao dia em que a Câmara Municipal de Lisboa e os seus dirigentes, nomeadamente, o chefe da Divisão de Apoio Sócio-Educativo, diretor de Departamento de Educação, vereador da Educação e Recursos Humanos assumam que é “trabalho” representar a Câmara Municipal de Lisboa fora do horário de trabalho e deixem de intimidar quem dá a cara pela Câmara de Lisboa. Vale a pena continuar a lutar e sem medos de quem hoje (e por enquanto) manda e esqueceu de onde veio e o seu pas sado… I
13

STML, face à gravidade dos ataques que o grande capital e o seu governo estão a desencadear sobre os trabalhadores e as suas famílias, comemorou o 42º aniversário da CGTPIN, dia 1 de Outubro, com a luta dos trabalhadores do Município de Lisboa. Há 41 anos, em pleno fascismo, um conjunto de sindicalistas assumiu como sua a tarefa de dotar o movimento sindical português com uma estrutura sindical de classe, a Intersindical Nacional. Muitos deles pagaram a ousadia com o despedimento e mesmo com a prisão. Mas a Intersindical não cedeu, cresceu e firmou-se no movimento dos trabalhadores para ganhar a forma de Confederação Sindical dos Trabalhadores Portugueses na sequência da Revolução de Abril. Hoje, 42 anos depois, assumimos a mesma determinação de ir à luta pela defesa dos direitos, interesses e aspirações dos trabalhadores. O STML levou a cabo três iniciativas, concretamente: Reforço a da Organização Sindical no DRMM

O

Comemorando na luta o 42º aniversário da Intersindical!

cindíveis para um sindicato forte e atuante nos locais de trabalho. Eles são os elementos fundamentais na dinamização de um Sindicato que se quer de todos e para todos, interventivo e dinâmico, que organize os associados e restantes trabalhadores na defesa coletiva dos nossos interesses e direitos. Edifício Central do Campo Grande: informação, esclarecimento e apelo à sindicalização

Numa época marcada pela manipulação dos meios de comunicação social e do preconceito contra os trabalhadores e as suas organizações representativas é necessário, cada vez mais, esclarecer, sensibilizar e apelar à ação coletiva, isto é, à sindicalização. Foram estas as prioridades assumidas na actividade sindical desenvolvida neste dia, em que a Informação e a Sindicalização tiveram lugar de destaque no contacto com os trabalhadores do Edifício Central do Campo Grande. Uma iniciativa que contou com a participação de um conjunto de delegados e dirigentes sindicais. Limpeza Urbana: em defesa das condições de segurança e saúde no trabalho,

Numa ação de Organização Sindical no DRMM, foram eleitos delegados sindicais, dirigentes locais do STML, impres-

A Acção Reivindicativa esteve na rua com os trabalhadores da Limpeza Urbana na denúncia pública da degradação das condições de trabalho, do paulatino desinvestimento no sector e na exigência do adequado financiamento deste serviço municipal, essencial para a cidade e população de Lisboa. Reunidos em Plenário nos Paços de Concelho, foi aprovada uma moção reivindicativa. Fomos posteriormente em desfile para o Largo do Intendente no intuito de mostrar à cidade e ao presidente da Câmara Municipal a nossa disposição em defender as nossas condições de trabalho e a manutenção da Limpeza Urbana na esfera pública municipal. A luta irá continuar! Não aceitamos a destruição das nossas condições de trabalho e do serviço público que é prestado aos lisboetas! I

pelo trabalho com direitos

14

O TRABALHADOR DA CML

7ª Conferência Nacional da
a necessidade de debater os problemas específicos dos jovens trabalhadores e de desenvolver linhas de trabalho que os mobilizassem para a luta pela melhoria das suas condições de trabalho e de vida foi fundada, em 18 e 19 de março de 1989, a INTERJOVEM/CGTP-IN. A INTERJOVEM desempenha um papel fundamental na interação com os jovens trabalhadores nas suas empresas e locais de trabalho, ou em iniciativas na rua, esclarecendo-os e incentivando-os à sindicalização e organização para o desenvolvimento da luta, meio essencial para enfrentar os ataques aos seus direitos que foram conquistados ao longo dos anos, por reivindicações e lutas de anteriores gerações de trabalhadores. Os últimos 4 anos, que coincidem com três anos de governo PS, ficam marcados pelo desenvolvimento dos chamados PEC e nesta última fase pela chamada “assistência financeira da Troika”, que mais não é do que um conjunto de medidas que só vieram agravar ainda mais as condições de trabalho e de vida dos jovens trabalhadores. A atual ofensiva tem-se acentuado pelas reformas neoliberais do atual governo PSD/CDS, sempre com a desculpa do chamado “memorando de entendimento” que estes partidos, em conjunto com o PS, assinaram com o FMI, BCE e UE, há um ano atrás. É num contexto de uma grande ofensiva contra os nossos direitos, mas também de uma grande resistência e combatividade dos jovens trabalhadores que a INTERJOVEM, organização sindical juvenil da CGTP-IN, realiza a 7.ª Con-

D

INTERJOVEM/CGTP-IN

ferência Nacional. Esta conferência terá lugar no Porto, no dia 9 de novembro sob o lema “Mais Organização. Mais Luta. Mais Sindicato - Queremos trabalho! Exigimos Direitos!”. Nesta conferência, para além da análise da situação política, económica e social, nacional e internacional e do necessário reforço da organização sindical, serão debatidos temas que preocupam os jovens trabalhadores como, por exemplo: - as alterações ao Código de Trabalho e à Legislação laboral da administração pública, - o desemprego, - a precariedade, - os salários,

- os horários de trabalho, - saúde higiene e segurança no trabalho e as doenças profissionais, - o estatuto do trabalhador-estudante e a formação profissional, - a igualdade e não discriminação. Serão ainda, certamente, abordados temas que são direitos consagrados na Constituição e que os jovens vêem constantemente ser-lhes negados ou o acesso dificultado aos mesmos, como acontece com o emprego, a saúde, a educação ou a habitação. O STML terá nesta Conferência uma delegação de jovens delegados e dirigentes sindicais, que será definida oportunamente. I

USL (União de Sindicatos de Lisboa) organizou um torneio de futsal, nos dias 16 e 23 de setembro, que teve lugar no Pavilhão Desportivo do Bairro da Boavista. O STML participou neste torneio com uma equipa constituída por dirigentes e delegados sindicais e ainda alguns associados do sindicato.
O TRABALHADOR DA CML

A

STML no Torneio de Futsal da USL
Sendo esta uma atividade envolvendo apenas equipas representando sindicatos, o que menos contou foi a classificação final. Aliás, foi notório o espírito de amizade, camaradagem e fair-play constatados durante a realização de todo o torneio. Mesmo assim, informamos que a equipa do STML conseguiu um honroso 2.º lugar, tendo sido batida na final do torneio pela equipa do SITAVA. Aos nossos jogadores dirigimos um muito obrigado, pelo empenho e esforço demonstrados. Em 2013, esperamos ter mais de uma equipa a participar neste torneio de futsal da USL/CGTP-IN. I
15

árias dezenas de dirigentes e delegados sindicais dos vários sindicatos que integram a Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública, concentraram-se em frente à Assembleia da República, no dia 14 de setembro, para procederem à entrega dos mais de seiscentos pareceres sobre as alterações à legislação laboral na Administração Pública que o governo pretende levar avante. Se as alterações, previstas na proposta do governo, forem aprovadas, representarão mais uma forte machadada nos direitos dos trabalhadores da administração pública. Nos vários pareceres entregues, contestam-se as seguintes alterações: Na mobilidade - Alarga-se a possibilidade da mobilidade interna forçada (sem acordo do trabalhador) para os concelhos confinantes das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto e, nos restantes casos, também para os concelhos confinantes daquele onde o trabalhador presta serviço ou onde reside, até à distância de 60Km (30 Km para as categorias de grau 1 e 2). Na adaptabilidade (individual e grupal) e banco de horas (individual e grupal) - A especificação da adapta -

V

Frente comum entrega pareceres sobre as alterações ao RCPFP
bilidade individual e grupal e a introdução do banco de horas, individual e grupal, permite desregulamentar por completo a vida familiar e profissional do trabalhador e utilizar também estes meios como forma de repressão e chantagem. Na caducidade dos contratos a termo - Redução do valor da compensação pela caducidade do contrato a termo (certo e incerto) de 24 ou 36 dias por ano, para apenas 20 dias, com limites que não existiam: 20 vezes o rendimento mínimo mensal garantido para o valor da remuneração base mensal e 12 vezes a remuneração base mensal para o montante global da compensação. Na cessação por acordo - A regulamentação da cessação por mútuo acordo, em simultâneo com a imposição de outras medidas que podem ser utilizadas como formas de pressão e chantagem para obrigar o trabalhador a sair da Administração Pública. No trabalho extraordinário - Impõe para o futuro o que já estava previsto em sede de Orçamento do Estado para 2012, reduzindo para metade o acréscimo pela prestação de trabalho extraordinário, quer em dia normal, quer em dia de descanso semanal e em dia feriado. Na proteção social - Nivela por baixo o regime de proteção, nomeadamente na doença prolongada por período superior a um mês aos trabalhadores nomeados e do regime de proteção social convergente, reduzindo o período de férias a dois dias por cada mês, com o máximo de 20 dias úteis. Nos feriados - Redução de 4 feriados, ou 5, se contarmos com o Carnaval. No regime do Trabalhador Estudante - Acaba com a possibilidade de utilização de 6 horas por parte do trabalhador estudante, ao remeter esta matéria para a aplicação do regime do Código do Trabalho. No regime de faltas injustificadas O período de ausência a considerar, para efeitos de perda da remuneração, abrange os dias ou meios-dias de descanso ou feriados imediatamente anteriores ou posteriores ao dia de falta.

O STML e a Frente Comum consideram que estas alterações, além de inconstitucionais, são um instrumento jurídico aberrante, que põem em causa a continuidade da prestação de funções sociais essenciais do Estado e que colocam o país numa posição de retrocesso social e civilizacional inaceitável. I

16

O TRABALHADOR DA CML

Orçamento do Estado 2013
urante quase um ano, Passos Coelho e a sua trupe conseguiram vender a uma assinalável maioria de cidadãos que o ano 2012 seria o pior ano do resto das nossas vidas. Roubou-se nos salários, aumentou-se a carga fiscal através de impostos directos e indiretos sobre os rendimentos do traba lho (sublinhe-se), esfumou-se sem prazo os 13.º e 14.º mês dos trabalhadores da administração pública, regional e local e pensionistas. Esfumar é o termo apropriado porque, quase um ano depois do anúncio das medidas inscritas no Orçamento do Estado (OE) para 2012, o sacrifício de milhões de portugueses resultou em nada. Mais a mais, o País empobreceu a galope das políticas de direita do PSD/CDS e da troika (com a cumplicidade, diga-se estratégica e cínica, do PS), resultado de menos rendimento disponível para as famílias, de uma espiral inflacionista de preços nos bens essenciais (nomeadamente no gás, eletricidade e combustíveis) e privatização de empresas e setores estratégicos nacionais. A execução orçamental mostrou, obviamente, um aumento do défice sobre o produto. Mesmo com mais de dois mil milhões de euros roubados aos trabalhadores do setor público e pensionistas através do roubo dos subsídios de natal e de férias, os resultados fariam corar de vergonha qualquer pessoa de bem. Sabemos que não é o caso, e o que se prevê no OE 2013 faz antever o pior. De facto, e após os resultados catastróficos obtidos por este Governo ao longo do mandato, o OE que aí vem reitera os mesmo erros e prossegue, ainda com mais violência sobre o País e o povo português, o ataque concertado do Governo de Passos Coelho e Paulo Portas e da troika (Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia). Sobre a austeridade, decreta-se mais austeridade, conforme ficou claro quando, minutos antes de um jogo de futebol, um despudorado Passos Coelho anunciou ao País a subida da Taxa Social Única para os trabalhadores (e redução para os empregadores) ou a revisão em alta dos escalões de IRS. Em suma, à catástrofe provocada pelo OE 2012, o Governo responde com o agudizar da mesma em 2013. E fala, cinicamente, de incentivo ao emprego quando o desemprego cresce diariamente a uma média vertiginosa!
O TRABALHADOR DA CML

D

O supremo ataque da política de direita!

Perante a resposta do povo português que saiu à rua, Passos recua na TSU. Mas a receita prometida é a mesma: austeridade sobre austeridade. Mais do que nunca é preciso sublinhar que os portugueses, trabalhadores e desempregados, estão cansados desta política. Na certeza da resposta que todos vão dar às troikas que nos arruínam, já no próximo dia 14 de novembro na Greve Geral, o fantasma do OE 2013 tem de ser combatido antes que se torne realidade.

Mesmo sem a mexida na TSU, o projeto inscreve um aumento generalizado de impostos sobre o trabalho e isenta uma vez mais o grande capital de contribuir para uma crise por si criada. Através de um governo fantoche, as medidas engendradas pelos interesses estrangeiros, auguram um supremo ataque aos interesses nacionais. E, sublinhamos, se 2012 é um ano terrível, 2013 prepara-se para ser bem pior. No caso dos rendimentos dos trabalhadores das administrações públicas, e apesar do acórdão do Tribunal Constitucional, o Governo PSD/CDS continua a

O OE 2013 é o receituário anunciado da destruição total do País

reiterar a intenção de não deixar mais rendimento disponível a cada trabalhador. Se não for por via do roubo direto dos subsídios será através dos escalões de IRS. A mesma medida acaba por se alargar ao setor privado, propiciando assim um decréscimo geral do preço do trabalho em Portugal. Para acalmar os ânimos, Passos e o seu inefável Gaspar prometem umas cócegas aos rendimentos do capital (coisa pouco já se vê), o que, bem-feitas as contas, são mera cos mética para tentar legitimar uma maioria que não representa, nem pode já representar a maioria dos portugueses. O OE 2013 prepara ainda um conjunto de privatizações que são do maior risco para o futuro de Portugal. Não bastava a venda a preço de saldo de empresas estratégicas nacionais (REN, EDP, etc.), o Governo prepara-se para abrir caminho à privatização de parte considerável da Caixa Geral de Depósitos, último esteio da soberania financeira do País. O caminho do desastre está traçado e só a luta dos portugueses pode pôr termo a uma política voraz e destruidora de Portugal e do seu povo. Por isso, antes que seja tarde, a luta tem de continuar porque é necessário e urgente uma política que derrote o caminho suicidário que a direita traçou para Portugal ao longo de mais de três décadas com os resultados agora conhecidos. I
17

Espaço dos Aposentados

N

Basta de injustiças!
para se justificar a redução das pensões a essas pessoas... queremos é que o contrato celebrado seja respeitado". Em seguida, a delegação da Inter-Reformados, acompanhada pelo secretáriogeral da CGTP, dirigiu-se à Assembleia da República a fim de entregar uma petição que, num curto espaço de tempo, recolheu mais de 5.000 assinaturas para que os Deputados eleitos pelo Povo oiçam o Povo que os elegeu para a defesa dos seus justos anseio e foi, depois, recebida pelos Grupos Parlamentares do PCP, Verdes, BE e CDS. PSD e PS não deram qualquer resposta ao pedido de reunião.

o mesmo dia em que, após o habitual interregno de férias, reuniu a Comissão de Reformados do STML, teve lugar uma importante ação de luta por parte da INTER-REFORMADOS/CGTP-IN a que se juntaram elementos do MURPI.

18

No dia 19 de setembro dirigentes e ativis tas da Inter-Reformados concen traram-se frente à Assembleia da República, demonstrando o seu crescente descontentamento pela política deste (des)governo que ao invés de recuperar a economia afunda cada vez mais o país. Fizeram ouvir o seu protesto contra as injustiças perpetradas aos trabalhadores e ao Povo em geral e pela brutal ofensiva direcionada contra os reformados em particular. Na intervenção proferida por Arménio Carlos aos manifestantes tal facto ficou bem sublinhado quando referiu «(…) esta política está a negar-lhes

OS REFORMADOS RECUSAM SER OS BOMBOS DA FESTA!

o direito à vida e a encaminhá-los para uma morte acelerada…». Em relação ao “roubo” do 13.º e 14.º mês, já declarado inconstitucional pelo TC, afirmou que a CGTP tem uma posição muito clara e muito firme contra a redução das pensões: "Não podemos esquecer que os pensionistas que recebem 600, 800, 1.000 ou 1.500 euros foram pessoas que descontaram de acordo com os seus rendimentos para terem uma contribuição da segurança social equivalente aos descontos que fizeram… não queremos que se verifiquem políticas em Portugal assistencialistas e caritativas em que se procuram eleger os pensionistas com 1.000 euros como ricos

A Comissão de Reformados do STML deixou bem expressa a sua adesão à MANIFESTAÇÃO de 29 de setembro o que veio a confirmar-se por um extraordinária participação! A luta continua! I
O TRABALHADOR DA CML

BASTA DE AUSTERIDADE SEMPRE PARA OS MESMOS! BASTA DE INJUSTIÇAS!

Grécia, Espanha…

À

Cresce a resistência e a luta contra o massacre social
ticas dos trabalhadores e os movimentos sociais gregos sabem que a luta é o caminho: a greve geral de 26 de setembro é disso uma ilustração cabal, bem como as centenas e diárias ações de protesto, greves, concentrações que continuam a junpara impor ao povo espanhol. A resposta não tardou: manifestações gigantescas por todo o Estado Espanhol, nomeadamente, do passado dia 15 de setembro; a Marcha dos Desempregados Andaluces; as manifestações catalãs e Galegas; a

medida que cresce e aprofunda-se a crise económica na Zona Euro, acelera-se o processo de roubo dos trabalhadores, pensionistas e reformados, jovens e desempregados. Na Europa, a chamada “crise do Euro” provoca ondas de indignação, resistência e luta por todo o lado. Se os países mais em evidência são os países do Sul, nomeadamente a Grécia e a Espanha, também no norte da Europa os trabalhadores sentem os efeitos da mesma política devastadora e avançam para formas superiores de luta. Na Grã-Bretanha, por exemplo.

Todos nos lembramos das notícias alarmistas contra a possibilidade de, na Grécia, um partido anti-troika ganhar as eleições. Seria os caos, a bancarrota, a desgraça… Ganhou por margem mínima a NovaDemocracia pré-troika e que agrupa os ricos e poderosos da Grécia. Ainda assim teve de se coligar no Parlamento com o PASOK. Mas as políticas de desastre e recessão, a especulação não mostram nenhuma piedade: a imposição de ainda mais cortes salariais e sociais, as privatizações e destruição de serviços públicos, a imposição do alargamento da semana de trabalho para 6 dias e redução do tempo de descanso para 11 horas mostram que a politica da troika e do Grande Capital na Grécia e na Europa é atirar o povo trabalhador para condições de quase-escravatura. Os Sindicatos, as organizações políO TRABALHADOR DA CML

Grécia: Milhões em Greve conta a troika e o seu governo

tar forças para derrotar a ingerência e a destruição das condições de trabalho e vida da esmagadora maio ria do povo Grego.

Esta crise expõe as bases reais da sociedade em que vivemos. A Espanha, a 6ª maior economia mundial, está à beira do colapso económico face aos ataques especulativos internos e internacionais. A “solução”: cortes salariais, redução dos apoios sociais e repressão aos protestos, como assistimos no dia 27 de setembro em Madrid. A caminhar para os 6 milhões de desempregados, as medidas anunciadas pelo primeiro-ministro Rajoy antecipam a receita que a troika já impôs à Grécia, Irlanda e Portugal e que agora se prepara

Espanha: Governo neoliberal responde com repressão policial à indignação de milhares. Sindicatos dão a resposta

Greve Geral dos sindicatos Bascos do dia 26 de setembro ou a Manifestação de 27 do mesmo mês em Madrid convocada entre outros, por todas as Centrais Sindicais. É uma demonstração inequívoca que há um caminho que não o desastre social que nos querem impor.

O Congresso da TUC (central sindical) aprovou, por esmagadora maioria, uma moção para a convocação de uma Greve Geral contra a austeridade. Para já, e no âmbito das crescentes lutas, a TUC convocou Marchas e Manifestações nacionais para 20 de outubro, já que o Governo se prepara, em sede do Orçamento, aprofundar o processo de roubo aos traba lhadores e reformados e de trans ferência do dinheiro usurpado para os bolsos do Grande Capital. I
19

Grã-Bretanha: Congresso da TUC aprova moção para uma Greve Geral contra a austeridade

luta dos trabalhadores e da população obrigou o Governo a recuar nas intenções de alterar a Taxa Social Única (TSU). Contudo, o Governo preparou com novas roupagens medidas de austeridade que têm como destinatários os mesmos do costume: os trabalhadores, os reformados e os pensionistas. A CGTP-IN não pactua com a tentativa de colocar a Comissão Permanente da Concertação Social a legitimar estas medidas, e em geral a política do Governo do PSD/CDS e do “memorando” da Troica, que visa o retrocesso das relações de trabalho com a alteração da legislação laboral para os setores público e privado, a redução dos salários e dos rendimentos do trabalho, deixando incólumes os rendimentos do capital, as privatizações, o ataque aos serviços públicos e às funções sociais do Estado (saúde, educação, segurança social). O Memorando da Troica e a política de direita são as causas que impedem a resolução dos problemas do país. A ruptura com esta política de empobrecimento generalizado e a luta por uma mudança que tenha como alicerce o desenvolvimento económico e a promoção do emprego com direitos, o combate às desigualdades e a melhoria das condições de vida da população constitui um imperativo de todos quantos lutam por um Portugal de progresso e justiça social. 1 - Criação de uma taxa sobre as transacções financeiras CGTP-IN apresenta alternativas

A

As propostas da CGTP-IN, no valor de 5 mil e 966,5 milhões de euros, evitam os sacrifícios e a destruição da economia portuguesa!

sas com volume de negócios superior a 12,5 milhões de euros, de forma a introduzir o critério de progressividade no imposto. A incidência deste aumento é inferior a 1% do total das empresas. Esta medida permitirá arrecadar uma receita adicional de 1.099 milhões de euros. A criação de uma sobretaxa média de 10% sobre os dividendos distribuídos, incidindo sobre os grandes accionistas (de forma a garantir um encaixe adicional de 10% sobre o total de dividendos distribuídos), com a suspensão da norma que permite a dedução constante sobre os lucros distribuídos (art. 51º do CIRC), o que permite às empresas que distribuem dividendos deduzir na base tributável esses rendimentos desde que a entidade beneficiária tenha uma participação na sociedade que distribui pelo menos 10% do capital. Esta medida permitirá arrecadar uma receita adicional de 1.665,7 milhões de euros. A fixação de metas anuais para a redução da economia não registada, com objectivos bem definidos e a adopção de políticas concretas para a sua concretização. Esta medida permitirá arrecadar uma receita adicional de 1.162 milhões de euros. Existem alternativas! Basta vontade política. I 4 - Combate à Fraude e à Evasão Fiscal 3 - Sobretaxa de 10% sobre os dividendos distribuídos

A criação de um novo imposto, com uma taxa de 0,25%, a incidir sobre todas as transacções de valores mobiliários independentemente do local onde são efectuadas (mercados regulamentados, não regulamentados ou fora de mercado), excepcionando o mercado primário de dívida pública. Esta medida permitirá arrecadar uma receita adicional de 2.038,9 milhões de euros. 2 - Introdução de progressividade no IRC A criação de mais um escalão de 33,33% no IRC para empre-

ISEC – Instituto Superior de Educação e Ciências Para os nossos associados, cônjuges e descendentes em 1.º grau: - 10% de desconto nas propinas; - 12% de desconto na propina da licenciatura em Ges tão Autárquica. G ISLA – Instituto Superior de Línguas e Administração G ISG – Instituto Superior de Gestão G IPES – Instituto Português de Estudos Superiores G IESC – Instituto de Estudos Superiores de Contabilidade G Escola Superior de Educação João de Deus G ISTEC – Instituto Superior de Tecnologias Avançadas G COFAC – Universidade Lusófona Lisboa/Porto - Instituto Superior de Humanidade e Tecnologias de Lisboa - Instituto Superior Politécnico do Oeste
G

Protocolos do STML

- Instituto Superior D. Dinis - Instituto Superior Manuel Teixeira Gomes - Escola Superior de Educação Almeida Garrett G Lancaster College G Universidade Lusíada G Universidade Autónoma G Mundi Travel G Teatro da Cornucópia G Viaggiatore – Companhia de Lazer e Turismo G Campiférias – Centro de Férias e Turismo G Millenium BCP G ENAL – Escola Nacional de Automobilismo G Mind – Project – Psicologia, Psicoterapia e Medicina G MACIF – Companhia de Seguros G Aldeamento Turístico de Palmela

20

I

O TRABALHADOR DA CML

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful