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TESTE DE PORTUGUÊS

7ºano - janeiro/2013

Grupo I Compreensão Escrita

Atenta no seguinte excerto da novela Cão como nós de Manuel Alegre e em seguida responde às

questões.

Cão como nós

Cão como nós, diziam muitas vezes os rapazes que, entretanto, foram crescendo, enquanto o cão ia envelhecendo e afirmando cada vez mais a sua diferença e singularidade. - Cão como tu, dizia a minha filha, sempre que eu desabafava e protestava contra aquela irresistível tendência do cão para não obedecer.

Cão como tu, dizia ela. Mas a verdade é que o cão, quando ela era bebé, a protegia contra tudo e contra todos, mesmo contra a minha mãe. Foi uma noite, num velho hotel das Caldas. Ela estava a dormir num quarto ao lado de minha mãe. O cão tinha ficado a guardá-la. Pelo menos autoatribuía-se essa missão, A meio da noite a pequena deve ter chorado. Quando a avó a foi espreitar, o cão transformou-se em leão. Foi o cabo dos trabalhos.

É certo que ele tinha umas contas a ajustar com a senhora. A minha mãe dizia que cães dentro de casa nem pensar. E num Natal, em Águeda, pespegou com ele no antigo canil onde outrora o meu pai tinha os cães de caça. Em vão protestaram os rapazes. Em vão avisei que o cão ia ladrar dia e noite. Em vão minha mulher explicou que o cão estava habituado a ficar dentro de casa e nunca se resignaria ao canil. Minha mãe manteve-se inamovível. Meu pai, talvez para pôr água na fervura, disse aos rapazes que se queriam fazer dele um cão de caça tinham de habituá-lo ao canil.

- mado a viver connosco.

Mas

ele

não

precisa

de

canil

para

caçar.

Ele

é

o

nosso

cão

e

está

acostu-

Cão como nós, pensei eu, mas não disse nada, dividido entre a satisfação de ver finalmente o cão ser tratado como cão e a esperança de que a lendária teimosia de minha mãe acabasse dessa vez por ser vencida por aquele cão que não queria ser cão.

Três dias e três noites ele ladrou sem parar. Três dias e três noites ninguém conseguiu pregar olho.

- Estupor do cão não para de ladrar, disse minha mãe, muito tensa.

- Isto não é um ladrar, corrigiu o filho mais velho, ele está a falar.

Mas isso já eu sabia há muito tempo, o cão tinha acabado por conseguir ladrar quase como quem fala e o sonho dele era o de ser o primeiro cão a pronunciar uma palavra. E até certo ponto, à maneira dele, disse a palavra não. Porque à quarta noite em que se levantou para conseguir o impossível, que era calá-lo, meu pai acabou por se virar contra a minha mãe, com aquela sua conhecida frase dos momentos de cólera:

- Eu quero que se trabalhe isto tudo, ou o cão vem para casa ou vou eu dormir para a pensão.

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Ao fim e ao cabo, foi uma confrontação intensa entre dois temperamentos parecidos, o da minha mãe e o do cão. A senhora acabou por ceder e o cão veio dormir para dentro de casa, o que nunca, até então, com qualquer outro tinha acontecido. Foi uma vitória significativa daquele cão chamado Kurika.

1. Cão como tu (…).

1.1. Indica a quem se refere o pronome pessoal sublinhado.

1.2. Identifica a figura de estilo presente na transcrição.

1.3. Explica de que modo o cão se assemelha ao “tu”.

2. A expressão “Cão como nós” mostra que os filhos do narrador comparam o cão a cada um

dos humanos lá de casa.

2.1. Retira do texto três informações relativas a atitudes ou comportamentos do cão

que justifiquem essa comparação.

3. “ É certo que ele tinha umas contas a ajustar com a senhora.”

3.1. Esta frase do narrador serve para justificar um certo comportamento do cão em

determinada situação. Refere essa situação.

4. Num certo Natal, em Águeda, gerou-se uma pequena discussão sobre o local onde o cão

deveria ficar.

4.1. Refere a opinião dos diferentes elementos da família em relação a este assunto.

5. Indica o que aproxima o temperamento da mãe do narrador e do cão.

6. “Foi uma vitória significativa daquele cão chamado Kurika.”

6.1. Refere o que fez a mãe do narrador mudar de opinião e deixar o cão dormir em casa.

7. Classifica o narrador do texto quanto à sua participação na história. Justifica a tua resposta com um determinante, um pronome e um verbo.

Grupo II CEL

1. Tendo em conta o que aprendeste sobre língua padrão, as variedades do português e os registos de

língua, seleciona as afirmações verdadeiras.

a) A variedade europeia do português corresponde à língua falada em Portugal continental e nas ilhas.

b) O português falado em Portugal é igual em todo o território.

c) A frase “- Você me falou sobre a capitura do ladrão.” Corresponde à variedade brasileira do

português.

d) O discurso oral é sempre informal.

e) A forma como tratamos as pessoas a quem nos dirigimos varia em função da situação de comunicação.

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2.

Faz a análise sintática da frase que se segue:

Hoje em dia, homens e mulheres gostam de animais.

2.1. Identifica o tipo de sujeito presente na frase anterior.

3. Indica a subclasse dos verbos presentes nas frases que se seguem.

a) Os filhos do narrador eram muito amigos do cão.

b) O KuriKa dissera nãoà mãe do narrador.

c) Talvez o cão adoecesse.

3.1. Indica o tempo e o modo dos verbos das frases anteriores.

4. Indica as classes e as subclasses das palavras sublinhadas na frase que se segue:

Hoje, aqui, eu ofereci um belo cão à minha filha.

5. Reescreve as frases substituindo as expressões sublinhadas pela forma do pronome.

a) A família comprará um novo cão.

b) Eu teria uns animais se pudesse.

c) Eles lerão as instruções.

5.1. Passa para a forma passiva a frase da alínea a).

6. A partir das frases apresentadas, completa o quadro que se segue, colocando os pronomes e determinantes demonstrativos e possessivos nas respetivas colunas.

Frases

 

Determinante

Determinante

Pronome

Pronome

 

demonstrativo

possessivo

demonstrativo

possessivo

a)

Esta raça dos teus

       

cães será mais agressiva

do que aquela?

 

b)

Este

animal

e

esta

       

criança são inseparáveis.

c)

Estes

gatos

vadios

       

dão-se

melhor

que

o

meu e o teu.

 
 

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Grupo III Produção escrita

Escolhe apenas um dos temas para escreveres um texto cuidado com um mínimo de 180 e um máximo de 240 palavras:

Tema A- O abandono de animais de estimação, especialmente cães, é muito frequente. Este ato revela uma profunda desumanidade e uma conduta irresponsável. Dá a tua opinião sobre este tema.

Tema B- Escolhe uma das imagens que se seguem e faz a sua descrição, utilizando as técnicas de elaboração dos textos descritivos. Quando descreveres o cão, faz referência os seus traços físicos e psicológicos.

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dos textos descritivos. Quando descreveres o cão, faz referência os seus traços físicos e psicológicos. 1

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dos textos descritivos. Quando descreveres o cão, faz referência os seus traços físicos e psicológicos. 1