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Wilson Palhares Procuramos antecipar tendências e inovações, evitando mostrar apenas o que se vê em
Wilson Palhares Procuramos antecipar tendências e inovações, evitando mostrar apenas o que se vê em

Wilson Palhares

Procuramos antecipar tendências e inovações, evitando mostrar apenas o que se vê em eventos. O mundo dos negócios vai além desses limites. Cabe à imprensa especializada tentar descortiná-lo

Além dos limites dos eventos

tentar descortiná-lo Além dos limites dos eventos A inda no primeiro semestre deste ano, uma sucessão

A inda no primeiro semestre deste ano, uma sucessão de

eventos relacionados à cadeia de embalagem, todos em São Paulo, estará mobi- lizando as empresas e os profissionais atuantes nos mais diversos segmentos do mercado de bens de consu- mo. Desde a Fiepag, que ocorrerá ainda este mês, e da Luxe Pack, em abril, à Label Summit Latin Améri- ca e à Fispal, ambas em maio, o mundo do packa- ging terá muito a mostrar e a ver em termos de proces- sos e de produtos.

acom- panhará todos esses even-

EMBALAGEMMARCA

tos e outros, fora do país, para, como de hábito, ofe- recer a seu público a mais ampla cobertura. Essa é uma promessa – mais que isso, um compromisso – que aqui se cumpre. Mas, para que esse serviço seja efetivamente útil e di- ferenciado, a revista procu- ra antecipar tendências e inovações, evitando mos- trar apenas aquelas que são apresentadas nas feiras, conferências, seminários e acontecimentos similares. Afinal, o mundo dos negó- cios vai muito além dos li- mites dos eventos, e cabe ao jornalismo especializado tentar descortiná-lo.

A reportagem de capa desta

edição mostra, por exem- plo, um pouco do que pode acontecer quando as em- presas, às vezes inadverti- damente, substituem insu- mos de qualidade, homolo- gados, por sucedâneos ou piratas. A matéria aborda especificamente a área de codificação, mas por exten- são o perigo é o mesmo em

todos os campos. Já a entre- vista do mês, com Luiz Seabra, presidente funda- dor da Natura, é o exemplo, no outro extremo, de como

o trabalho com ética e res-

peito ao consumidor é, sim,

a chave do sucesso. Até abril.

no outro extremo, de como o trabalho com ética e res- peito ao consumidor é, sim,
     
     
     
n º 67 • mar ç o 2005

nº 67 março 2005

 

Diretor de Redação Wilson Palhares

 

palhares@embalagemmarca.com.br

 
 

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Entrevista:

Luiz Seabra

O presidente fundador da Natura fala da loja da empresa em Paris, trampolim para a Europa

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Tecnologia

Reportagem

Lançada na Europa caixinha longa vida capaz de ir ao forno de microondas

 

Flávio Palhares

flavio@embalagemmarca.com.br

 

Guilherme Kamio

Metálicas

Metálicas

guma@embalagemmarca.com.br

Leandro Haberli Silva

leandro@embalagemmarca.com.br

 

Ricardo Santhiago

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Reciclagem

Metalúrgica Nematec anuncia novo coletor de resíduos sólidos

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redacao@embalagemmarca.com.br

Diretor de Arte Carlos Gustavo Curado

arte@embalagemmarca.com.br

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Reportagem de capa Codificação

Barris auto-refrigerantes para cerveja começam a ganhar espaço no auto-serviço nacional

Assistente de Arte José Hiroshi Taniguti

Frente ao cresci- mento da utilização de consumíveis alternativos pela clientela, dis- tribuidoras reforçam comuni- cação dos riscos que essa prática traz ao bom funcionamento das codificadoras industriais

Perfil de usuário

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Pesquisa

Administração Marcos Palhares (Diretor de Marketing) Eunice Fruet (Diretora Financeira)

Departamento Comercial

Estudo revela o que o trade espera das embalagens

Refeições Rápidas

Lançamentos da Sadia trazem ino- vações de embalagem no mercado de alimentos de conveniência

   

comercial@embalagemmarca.com.br

Karin Trojan

Wagner Ferreira

Circulação e Assinaturas

Exportações

Abertura de oportunidades no exterior demanda embalagens engenhosas de papelão ondulado

Perfil

Marcella de Freitas Monteiro assinaturas@embalagemmarca.com.br Assinatura anual: R$ 90,00

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Público-Alvo

Sakura faz sucesso ao aliar alimentos orientais a embalagens com perso- nalidade

Eventos

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EMBALAGEMMARCA é dirigida a profissionais que ocupam cargos técnicos, de direção, gerência e supervisão em empresas fornecedoras, con- vertedoras e usuárias de embalagens para ali- mentos, bebidas, cosméticos, medicamentos, materiais de limpeza e home service, bem como prestadores de serviços relacionados com a cadeia de embalagem.

Filiada ao

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Perto de completar 25 anos, Braga comemora evolução do mercado nacional de auto-adesivos

Fiepag 2005 bate recordes, apesar da expectativa em torno de novas feiras gráficas

Fiepag 2005 bate recordes, apesar da expectativa em torno de novas feiras gr á ficas  
 
   
Esta revista foi impressa em Papelcart ã o Art Premium Novo 250g/m 2 (capa) e

Esta revista foi impressa em Papelcartão Art Premium Novo 250g/m 2 (capa) e papel

Image Mate 90g/m 2 (miolo), fabricados pela Ripasa S/A Celulose e Papel, em harmonia com o meio ambiente.

A capa desta edição foi impressa em Papelcartão Art Premium Novo 250g/m 2 , da Ripasa, termolaminada com filme Prolam ® aplicado pela Lamimax.

 

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Editorial

 

A essência da edição do mês, nas palavras do editor

Impressão: Congraf Tel.: (11) 5563-3466 Laminação: Lamimax Tel.: (11) 3644-4128

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Rotulagem

 

Filme da laminação: Prolam Tel.: (11) 3611-3400

Materiais, equipamentos e processos de decoração, identificação e rastreabilidade

EMBALAGEMMARCA é uma publicação mensal da Bloco de Comunicação Ltda. Rua Arcílio Martins, 53 Chácara Santo Antonio - CEP 04718-040 São Paulo, SP Tel. (11) 5181-6533 Fax (11) 5182-9463

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Internacional

 

Destaques e idéias de mercados estrangeiros

FOTO DE CAPA: STUDIO AG ANDRÉ GODOY

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Panorama

 

Movimentação na indústria de embalagens e seus lançamentos

 

Filiada à

Filiada à

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Display

Lançamentos e novidades e seus sistemas de embalagens

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O

conteúdo editorial de EMBALAGEMMARCA é

Painel Gráfico

Novidades do setor, da criação ao acabamento de embalagens

resguardado por direitos autorais. Não é permi- tida a reprodução de matérias editoriais publi-

 

cadas nesta revista sem autorização da Bloco

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Almanaque

 

de

Comunicação Ltda. Opiniões expressas em

Fatos e curiosidades do mundo das marcas e das embalagens

matérias assinadas não refletem necessaria-

mente a opinião da revista.

do mundo das marcas e das embalagens mat é rias assinadas n ã o refletem necessaria-

entrevista >>> Luiz Seabra

A experiência brasileira entra na cova dos leões

E

m seus 35 anos de existência, a Natura, maior

indústria brasileira de cosméticos, produtos

de higiene e perfumaria, teve apenas uma loja

e se prepara para inaugurar a segunda, dia 22

de abril próximo. Naturalmente, além da dis-

tância no tempo, há enormes diferenças entre esses dois es- paços, que o presidente fundador da empresa, Antonio Luiz da Cunha Seabra, chama carinhosamente de “lojinhas”.

A primeira, inaugurada em 1970 na rua Oscar Freire, em São

dade de sua população. Nesta entrevista, Luiz Seabra abor-

da essas questões e destaca a importância do uso das emba-

lagens na consolidação e no crescimento da Natura.

Apesar da trajetória de êxito da Natura, há quem considere ousadia entrar na Europa justamente pela França, a porta principal do mundo da perfumaria e da cosmética. O que dá

à Natura a consciência de que poderá enfrentar marcas in- ternacionais consagradas num terreno em que teoricamen-

Paulo, tinha ele e mais ninguém atuando na consultoria de

te

não entra com a vantagem competitiva do renome?

beleza, um conceito de atendimento e de relação pessoal

O

reconhecimento internacional que temos é de núcleos,

com os clientes criado pelo próprio Seabra. Foi dali que sur- giu um complexo industrial que em 2004 vendeu 173,4 mi- lhões de unidades e alcançou receita bruta de 2,5 bilhões de reais. No Brasil e no exterior a empresa conta com 433 000 revendedoras autônomas (as Consultoras Natura), 3 000 co- laboradores diretos, e 1 000 temporários e terceirizados.

A segunda “lojinha”, a primeira loja mundial da Natura, com

200 metros quadrados e investimento inicial de 16 milhões de dólares, terá como endereço o Carrefour de la Croix Rou- ge, em Saint-Germain-des-Prés, um dos bairros mais insti- gantes de Paris. Na verdade, é uma espécie de cova dos leões para uma marca brasileira encetar a disputa pelo mercado

europeu de estética, beleza e bem estar: naquela área, sínte-

se do espírito e da originalidade da capital francesa, berço da perfumaria moderna, reúne-se um conglomerado de lojas de estreladas grifes mundiais do setor. Para enfrentá-las, sem resvalar para a bravata, a Natura leva alguns conceitos de gestão que embasaram sua caminhada de sucesso, como a busca do equilíbrio e a integração entre os aspectos econô- mico-financeiro, social e ambiental. Leva também, como diferenciais, produtos feitos com base na riqueza da biodi- versidade do Brasil e o atendimento marcado pela cordiali-

como ONGs e institutos que vêem na Natura certo pioneiris- mo na questão da responsabilidade social. Absolutamente não temos a embriaguez de que sejamos conhecidos do pú- blico francês. Somos ilustrissimamente desconhecidos. Quem não é desconhecido na França quando a Natura lá chega é o Brasil. Embora lá haja pessoas que talvez tenham uma idéia muito pálida do que o Brasil venha a ser, a ima- gem do país é muito favorável na França. Quanto a como nos vemos lá competindo, não temos a ilusão de que será simples. Estamos indo com um projeto de cortes no tempo para reavaliação da experiência alcançada. Aquele ponto-de- venda é muito mais que uma lojinha – e o termo lojinha nos é particularmente simpático, porque foi com uma lojinha em São Paulo que viemos do nada, em fevereiro de 1970.

A experiência brasileira pode ser transplantada?

Do ponto de vista arquetípico, estamos recriando a experiên-

cia Natura, como ela nasceu no Brasil. Estamos indo com a força da experiência brasileira e com a força das convicções que temos, absolutamente conscientes de que tudo está por ser feito. E vamos viver uma experiência diversa daquela que nos notabilizou no Brasil. Não vamos fazer venda dire-

que nos notabilizou no Brasil. Não vamos fazer venda dire- Luiz Seabra, presidente fundador da Natura,
que nos notabilizou no Brasil. Não vamos fazer venda dire- Luiz Seabra, presidente fundador da Natura,
que nos notabilizou no Brasil. Não vamos fazer venda dire- Luiz Seabra, presidente fundador da Natura,

Luiz Seabra, presidente fundador da Natura, fala da internacionalização da companhia, através da abertura de uma loja na França, e do desafio de se obter uma marca forte – e qual o papel da embalagem nisso

8 >>>>>> EmbalagemMarca >>>>>> mmaarrççoo 22000055

entrevista >>> Luiz Seabra

ta conceitual lá, via consultoras. Estaremos vivendo com o varejo, mas num espaço que vai nos permitir desenvolver aquele aspecto da venda para nós fundamental – o cultivo de relações humanas. Não é pura e simplesmente atender al- guém que chega e escolhe um produto na prateleira. Vamos

ter atendentes habilitadas a falar da Natura, de sua visão de mundo, e que tenham a condição de estarem abertas para o diálogo, de sentirem a necessidade

de cada visitante, de demonstrarem que os produtos ali expostos podem

atender aos seus anseios. Mas, antes de mais nada, vamos estar lá desen- volvendo o que consideramos duas das nossas paixões fundamentais. Uma é a paixão pela cosmética e nossa visão de mundo em torno dela

e do quanto pode ser um instrumen-

to para o bem estar das nossas clien- tes. A outra, derivada da primeira, é

a paixão pelas relações. São essas

relações que visualizam a relação do indivíduo consigo próprio e o que daí deriva: a relação com o mundo que o cerca, com as pessoas que fazem a sua vida.

reotipada, de carnaval, futebol e tragédia social que o país vive. Tecnologia é absolutamente uma surpresa, como foi para a imprensa francesa, ao constatar quanto, em termos de cosmética, temos uma linguagem peculiar e uma qualidade que nos diferencia. Não temos pretensões de ultrapassar a tecnologia lá encontrada, mas de nos igualar, sim. Então, voltando ao cerne da pergunta, não foi isso que retardou a decisão. Ela foi tomada no momen-

to que julgamos acertado.

“Tecnologia é absolutamen- te uma surpresa, como foi para a imprensa francesa, ao constatar quanto, em termos de cosmética, temos

uma linguagem peculiar e uma qualidade que nos diferencia. Não temos pretensões de ultrapassar a tecnologia lá encontrada, mas de nos igualar, sim”

Mas quanto à questão da, chame- mos assim, contaminação de ima- gem, da confusão que um estrangei- ro pode fazer entre seu imaginário em relação ao Brasil e a realidade das marcas de produtos brasileiros? Essa questão continua sendo um problema. O governo e os empresá- rios brasileiros têm ante si um desa- fio de comunicação. É preciso con- seguir evidenciar outras realidades, do potencial de mercado do Brasil e da força de certas instituições, como a força que temos em termos empre- sariais. Não significa que se deva eclipsar as outras realidades, pois o carnaval e as nossas tragédias so- ciais continuam exportando ima- gens para o mundo todo. O nó da comunicação tem contribuído para conter o desafio da internacionaliza-

ção deste país. Temos de passar pelo choque civilizatório do processo de internacionalização.

Essas atendentes estão sendo trei- nadas em Paris? Além de contratados nossos que há dois anos estão no projeto de im- plantação da lojinha lá, neste mo-

mento estamos em processo de con- tratação de pessoas. Tem um número surpreendente de bra- sileiras e brasileiros instalados em Paris que demonstraram interesse em trabalhar conosco. Não posso dizer que serão só brasileiras. Mas já há um bom número daquelas lá esta- belecidas por diversas razões que há tempos estão sendo treinadas para bem representar a Natura.

Como a Natura fará isso? Como vai operar na França? É uma experiência para a qual vimos nos preparando há muitos anos. O nosso maior potencial de internacionalização se concretizou na América Latina, através da venda direta. Agora, tanto na Europa quanto no chamado Primeiro Mun- do como um todo, não há facilitador para venda direta. Es- pecificamente a Europa não se notabiliza como um bom ter- reno para a venda direta. Então, nós achamos que temos ma- turidade empresarial, e especificamente com a linha Ekos, para atuar de outra maneira. Nisso somos beneficiados pela questão da riqueza da biodiversidade brasileira, um aspecto que tem sido muito valorizado lá fora. O fato é que todos os testes de avaliação que fizemos com consumidores, tanto em Paris quanto em Londres, foram absolutamente entusias- mantes. Eles nos demonstraram que há uma oportunidade e que evidentemente estaremos vivendo a experiência da ven- da num ambiente, vamos dizer assim, seletivo, um ambien- te distante da experiência da venda direta. Mas, com a con-

Vamos retomar a primeira questão. Sem citarmos aspectos da violência, da má distribuição de renda e de outras maze- las do país, a imagem do Brasil no exterior está muito asso- ciada a temas como praia, futebol, carnaval, sexo e sol. Isso teria retardado a decisão da Natura de dar o passo que ago- ra está dando? Foi discutido se a imagem do país não inter- feriria negativamente na decisão de abrir a loja em Paris? De fato, o que até aqui tem sido mais freqüente no exterior, relativamente ao Brasil, é uma imagem estereotipada. Na França, pela simpatia que os franceses têm pelo Brasil, pelo grande número deles que visitam o país, pelo fato de o fute- bol de certa forma ser também uma paixão dos franceses, há uma aproximação. Ainda assim prevalece uma visão este-

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fiança de que nossa forma diferenciada de abordar cosméti- ca, via linha Ekos, que traz para os consumidores uma expe- riência sensorial que nos aproxima também da riqueza da biodiversidade brasileira e do contato com suas comunida- des tradicionais, temos certeza de que há um espaço expres- sivo, para o qual estamos nos dirigindo com total serenida- de. Não estamos chegando deslumbradamente, achando que Paris está ansiosa à nossa espera. É um trabalho a ser desen- volvido, como outros que já desenvolvemos.

Segundo foi noticiado, a loja em Paris será também “um lo- cal de encontro de pessoas que se identificam com o Brasil”. Além da biodiversidade, que outros atributos da chamada brasilidade podem, a seu ver, ser explorados? Uma das formas de abordar brasilidade, e nós temos feito isso, é visualizar de uma outra forma aquele traço funda- mental do brasileiro, a cordialidade. Esse aspecto nos pare- ce bastante distintivo do Brasil. A brasilidade – da qual que- remos ser a expressão, sem estar botando a mão no ombro, sem dar abraços – é esse genuíno interesse pelo outro, a abertura para o outro. Quem viaja sabe como as pessoas são recebidas pelo chamado comércio no exterior. Em geral, é uma relação que só tem o verniz da cortesia, da etiqueta. Mas que desencanto, que desinteresse pelo outro que ali

está! O que pretendemos é ser essa expressão de brasilidade, é cultivar relações, com real e genuíno interesse pelo outro.

No noticiário referente à Natura sempre se insiste na impor- tância de parcerias entre a empresa e governos comprome- tidos com o ambiente e com as pessoas. O compromisso da Natura com esse aspecto é percebido no exterior? Como disse antes, de certa forma isso é observado por enti- dades e não pelo público consumidor. A Natura tem um bom elenco de iniciativas relativas à responsabilidade social e à conservação ambiental. As consumidoras e os consumidores franceses vão começar agora a entrar em contato com isso.

Quanto a Natura investe em pesquisa e desenvolvimento e em projetos sociais e ambientais? Em 2004 a Natura investiu R$ 47,4 milhões em pesquisa e desenvolvimento. O número de lançamentos aumentou de 117 em 2003 para 182 em 2004. Em 2004 foram investidos 2,7% da receita líquida em P&D e, para os próximos anos, pretendemos manter um patamar superior a 3%. Os dados de investimentos para projetos sociais e ambientais serão divul- gados em abril, com a publicação do relatório anual 2004.

Com a globalização de tudo, em tese as matérias-primas e

gados em abril, com a publicação do relatório anual 2004. Com a globalização de tudo, em

entrevista >>> Luiz Seabra

a tecnologia para fazer um cosmético ou um perfume pre-

mium estão ao alcance de indústria em qualquer país. Aca- bou então o diferencial das marcas?

A tendência crescente no mundo, não apenas em relação à

cosmética, mas especificamente em relação a ela, é de que o

avanço tecnológico realmente estreita distâncias em relação

ao que se oferece do ponto de vista físico. Esse avanço apro- xima em qualidade, em especifici-

dade, uns produtos de outros. Aque- les com condição de investir em pesquisa e desenvolvimento estarão oferecendo coisas assemelhadas. Mas o que é esse assemelhado? É produto sem alma, sem aquilo que conforma sua alma e sua imagem. Para a Natura, esse tem sido o desa- fio ao longo dos anos.

por trazer da natureza e de contatos com comunidades uma linguagem assemelhada à especificidade da linha Ekos. O total do produto no seu todo transcende, pois ele tem alma,

ele traz identidades da Natura, da empresa. Ele tem aspectos que contemplam o consumidor, a consumidora, de uma for- ma que transcende a especificidade física. É a mágica da marca. Tem também essa questão da especificidade da Ama- zônia e toda a sua riqueza de biodi-

“Embalagem é fundamentalmente expressão de estilo, o que dá a identidade da empresa. As soluções propostas devem ter a condição de instaurar na intimidade de cada cliente a expressão da alma e de tudo que é a linguagem da Natura”

versidade.

Qual a importância das embala- gens no projeto de Paris e também na própria trajetória da Natura? É a importância que damos na em- presa para aquilo que é expresssão de si mesma. Embalagem é funda- mentalmente expressão de estilo, que dá a identidade da empresa. O desafio que nos acompanha desde sempre, e nos últimos anos ainda mais, é que todos aqueles muitos agentes que pensam em embala- gem por nós tenham não apenas formação, informação, capacidade do ponto de vista estético e técnico para desenvolver embalagens. Es- peramos que tenham intimidade com aquilo que consideramos a alma da empresa, como essa alma se expressa – que é através do esti- lo – e como sua identidade se anun-

cia. É da soma dessas vivências que se produz na mente do mercado o que vem a ser a ima- gem de alguém ou de uma empresa. Assim, as soluções propostas devem ter a condição de instaurar na intimidade de cada cliente a expressão da alma e de tudo que é a lin- guagem da Natura.

O desenvolvimento de pesquisa em cosmética é muito avançado em universidades do país. A Natura in-

centiva e tira proveito das conquis- tas alcançadas nessa área?

A estratégia da empresa inclui uma

rede de parcerias com as principais

universidades e com institutos, centros de pesquisas e empresas no Brasil, na Europa e nos Estados Unidos. Mantém um network com essas organizações, assimilando conhecimentos da comunidade

científica e transformando-os em conceitos e produtos. A empresa tem parcerias com as prin- cipais universidades brasileiras e com instituições interna- cionais. Com o Instituto Derm, instituto de pesquisa em ciência da pele na França, a Natura desenvolveu a tecnolo- gia do Elastinol, que está na fórmula dos produtos anti-si- nais da linha Natura Chronos. Implementamos sete proje- tos com as principais universidades de São Paulo (USP, UNESP). Junto à USP, licenciamos a patente de pariparo-

ba. Há dois anos lançamos o Natura Campus, um progra- ma que estimula a formação de competência em ciência e tecnologia aplicada a cosméticos e fitoterápicos. O progra- ma se dá por meio de parcerias entre a empresa e funda- ções de amparo à pesquisa, laboratórios de universidades e institutos de pesquisa.

Em que proporção a Natura se abastece com embalagens produzidas no país e com embalagens importadas? Devido à sua complexidade técnica, alguns frascos, como os das linhas Perfume do Brasil e Revelar, são produzidos na França pelas empresas Saint-Gobain e Pochet. As válvulas são em grande parte importadas. As partes plásticas injeta- das ou sopradas são produzidas no Brasil. Os cartuchos, também são 100% nacionais. E toda a linha que vai ser ven- dida em Paris será exportada em embalagens brasileiras.

Esse esforço resultou em produtos muito específicos, com o que no Brasil se chama de “marca da Natura”. Isso é per- cebido como diferencial, na entrada da Natura na França? Sim, é um diferencial ligado à especificidade, mesmo que amanhã algum grupo francês venha a se notabilizar também

O senhor diria que a indústria de embalagem do Brasil está atingindo nível internacional em termos de qualidade? Na minha percepção, sim. Em termos tecnológicos depende- mos de processos produtivos ainda não disponíveis no

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Brasil. Mas essa dependência originou oportunidades de mercado que acabaram influenciando a entrada de grandes indústrias de tampas, frascos, injeção, no país. Hoje gran- de parte desses itens é produzida por multinacionais com subsidiárias no Brasil. A Rexam e a Augros, por exemplo, se instalaram aqui para atender projetos da Natura.

Os designers de embalagem no Brasil se queixam de que a indústria de cosméticos e perfumes dá preferência a pro- jetos de escritórios estrangeiros, independente de terem preços maiores. Isso tem fundamento? A Natura busca trabalhar o design nacional e desenvolvê- lo, mas acredita que a complementaridade e o intercâmbio com profissionais internacionais são importantes. De for- ma geral, existem poucas empresas grandes que investem em design de cosméticos no Brasil. O designer tem então poucas oportunidades para se desenvolver e aprofundar projetos. Uma solução é as empresas investirem nas esco- lhas de designers, porque eles têm pouco acesso aos fornecedores, de modo que fica difícil se desenvolverem. Mas isso não impede que os designers que queiram entrar nesse ramo se especializem e se aprofundem.

Queixam-se muito da preferência pelo que é Talvez essa queixa dos designers tenha um fundamento, que é a questão da imagem. Eu compararia um pouco essa queixa com a que poderíamos fazer, como fabricantes de perfumaria, de que as mulheres de classe A ou de classe B, para seus grandes momentos, não abrem mão de um per- fume francês. É a força imagética do país que é o berço da perfumaria moderna. A França detém esse privilégio. Mes- mo os americanos acabaram se destacando em perfumaria com uma cara francesa, com nomes que tangenciam, situa- dos em territórios que permitem leitura ambígua. Não adianta lutar contra o poder do imagético. Fica o desafio acessório para os designers brasileiros de se imporem ape- sar da tendência, na indústria cosmética, de busca de solu- ções externas.

Haverá parcerias no exterior? No primeiro momento elas não estão sendo contempladas. Mas poderão vir a fazer parte da experiência.

Depois de Paris o que virá? Em Paris não estamos implantando nossa lojinha preten- dendo que ela seja nosso único ponto, mas também não pretendemos que ela seja reproduzida tal e qual em inú- meros ou-tros pontos. Não somos fechados numa fórmu- la. A experiência na França funcionará como um teste da marca para possível expansão para outros países euro- peus, e a empresa prevê investir cerca de 12 milhões de euros em três anos.

expansão para outros países euro- peus, e a empresa prevê investir cerca de 12 milhões de
expansão para outros países euro- peus, e a empresa prevê investir cerca de 12 milhões de

ambiente >>> reciclagem

Um coletor compacto

Metalúrgica entra no mercado de plástico com caixa para resíduos sólidos

A
A

preocupação com o ambiente e com a questão da reciclagem levou a Metalúr- gica Nematec, de Diadema, na Grande São Paulo, se não a um movimento de

mudança, ao menos de acréscimo de um novo ma-

terial, o polipropileno, ao estoque de matéria-prima básica que sempre foi a estrela de suas linhas de produção, o aço. Tradicionalmente dedicada à estamparia de me- tais para peças de automóveis, a empresa, que não tem relação alguma com a atividade da reciclagem, acaba de lançar no mercado brasileiro o Recicla Fá- cil 4x1, produto cuja função, como o nome explica,

é facilitar a separação de resíduos recicláveis. Foi lançado por vontade pessoal de seu diretor, Mário Mouco. “Há muito tempo, sentia a necessidade de um

produto que ajudasse as pessoas a separar os resí- duos dentro de suas casas ou escritórios”, ele con- ta. Depois da idéia inicial, foram necessários três meses de pesquisa para avaliar a aceitação do pro- duto no mercado, e então começou o processo de produção. O desafio da Nematec não ficou restrito

à mudança do aço para o plástico. “Para estarmos

em harmonia com o conceito do produto, optamos

por fabricá-lo em polipropileno reciclado”, explica

o diretor.

Quatro tampas

Projetado para ambientes internos, o Recicla Fácil 4x1 é uma caixa compacta. Em um único recipien- te com capacidade de 80 litros, há quatro tampas identificadas pelas cores padrão da coleta seletiva:

vermelho (plástico), azul (papel), verde (vidro) e amarelo (metal), nas quais podem ser utilizados sa- cos plásticos de 15 ou 20 litros. Suportes articulados nas laterais facilitam a re- tirada dos resíduos, enquanto aros coloridos identi- ficam o tipo de material a ser depositado em cada boca, mesmo com o recipiente destampado. Alças laterais ajudam no transporte do coletor. O produto está disponível nas versões branco, cinza ou chum- bo e possui as dimensões de 55cm de comprimen- to por 45cm de altura por 36cm de largura. Com- pleta o kit um conjunto de sacos plásticos identifi- cados pelas cores-padrão da coleta seletiva.

identifi- cados pelas cores-padrão da coleta seletiva. 1 4 > > > > > > E

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Metalúrgica Nematec (11) 4066-4040 www.reciclafacil.com.br
Metalúrgica Nematec
(11) 4066-4040
www.reciclafacil.com.br
m m a a r r ç ç o o 2 2 0 0 0 0
FOTO: DIVULGAÇÃO
FOTO: DIVULGAÇÃO

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reportagem de capa >>> codificação

Barato hoje, caro amanhã

Distribuidoras reforçam o alerta sobre os riscos do uso dos consumíveis alternativos ou piratas nas codificadoras industriais

Por Guilherme Kamio

eduzido pelo preço, o usuário abastece sua im- pressora com um jogo das chamadas tintas alternati-

vas, aquelas sem a marca ou o aval do fabricante. A certa altura do traba- lho, a máquina pára de funcionar. Não por defeito, e sim como efeito do uso do suprimento genérico. Fosse uma impressora de mesa, instalada no computador do lar ou do escritó- rio, o prejuízo seria de tostões. Mas no caso das codificadoras industriais, para as quais o mercado paralelo de materiais de impressão vem se desen- volvendo nos últimos anos, os pro- blemas podem atingir proporções de- sastrosas. É essa a noção que as prin- cipais distribuidoras nacionais desses equipamentos estão procurando pas- sar a sua clientela. A escalada do assédio dos comer- ciantes de consumíveis alternativos aos usuários de codificadoras é com- provada pelo setor por empirismo: as unidades danificadas entregues às suas assistências técnicas denun- ciam-na claramente. “Isso provavelmente está aconte- cendo devido à grande pressão para reduzir os custos de produção em todos os segmentos da indústria na- cional”, sugere Kleber Miranda, dire- tor comercial da Sunnyvale, repre- sentante brasileira das codificadoras ink jet (jato de tinta) da inglesa Do- mino. Como as outras distribuidoras oficiais desses equipamentos, a em- presa concentra o fornecimento ex- clusivo dos consumíveis originais, sem intermediários. A teoria de Mi- randa é plausível, pois se sabe que em muitas empresas a reposição dos consumíveis cabe aos departamentos

S
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a reposição dos consumíveis cabe aos departamentos S 1 6 > > > > > >

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TOTALITY

de compras, cujos profissionais, por força do ofício, tendem a valorizar o preço – e muitas vezes não têm inti- midade com a produção. O fato é que, embora empenhadas em entender os motivos do cresci- mento da procura aos consumíveis alternativos, as fornecedoras de codi- ficadoras não querem promover uma caça às bruxas, e sim buscar soluções conciliadoras, ampliando a comuni- cação com a clientela. “Ocorre que o cliente tende a responsabilizar a má- quina, e por extensão sua marca, mesmo quando o dano é claramente causado pelo uso do consumível al- ternativo”, lamenta Paulo Afonso Páscoa Ribeiro, gerente comercial da operação brasileira da fabricante americana de codificadoras Markem. A preocupação é evidenciar ao mercado cativo como a pequena eco- nomia feita hoje na compra do con- sumível genérico, em média 25% mais barato que o original, pode sair caríssimo amanhã. “Apesar de a co- dificadora ser um acessório da linha de produção, a indústria pára se ela parar”, lembra Hélio Jardim, diretor comercial da divisão de marcação in- dustrial da Comprint, responsável no país pelas jato de tinta da americana

Videojet. Segundo Jardim, a sangria causada pelos suprimentos alternati- vos em seu negócio de consumíveis já beira aos 30%.

Efeitos deletérios

Repentinas paradas de trabalho, es- tancando o fluxo produtivo por ho- ras, são o pior efeito colateral dos ge- néricos – mas não são os únicos. No caso das jato de tinta, explica Eduardo Demarco, gerente técnico do braço brasileiro da Imaje, produ- tora de codificadoras de origem fran- cesa, os problemas podem variar do desgaste prematuro de peças metáli- cas a entupimentos de peças de preci- são e vazamentos em vedações. Isso porque o preço mais camarada do consumível alternativo invariavel- mente mascara a falta de componen- tes lubrificantes e antioxidantes es- senciais e a utilização de ingredientes corrosivos em sua fórmula. Resumo da ópera: gastos excessivos com ma- nutenção e peças, que anulam a eco- nomia com o suprimento. “Corre-se até mesmo o risco de acontecerem acidentes de trabalho, pela baixa qualidade das vedações dos frascos e cartuchos dos alternativos”, alerta Demarco (veja quadro). “Vale ressal-

FOTO: DIVULGAÇÃO
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GENUÍNOS – Abaixo, os cartuchos para as codificadoras da Domino, comercializados no Brasil pela Sunnyvale. Na página oposta, as tintas originais para as máquinas da Imaje

FONTE: IMAJE

tar ainda o custo futuro para voltar o equipamento ink jet à sua condição original após testes com fluidos alter- nativos, pois alguns fornecedores pa- ralelos inclusive alteram algumas ca- racterísticas de funcionamento do equipamento para viabilizar a utiliza- ção de seus produtos”, adiciona Kle- ber Miranda, da Sunnyvale. O ataque dos genéricos, contudo, não vem se restringindo somente à tecnologia ink jet. Fornecedores de impressoras por transferência térmi- ca, cujo principal maná é a marcação de embalagens flexíveis, vêm igual- mente notando o avanço do fenôme- no. Se não sofre concorrência em fluidos, uma vez que suas codificado- ras ink jet baseiam-se num sistema de alimentação por tinta sólida, forneci- da na forma de bastões similares aos dos adesivos hot melt, a Markem es- tima hoje perder 15% do mercado de ribbons, as fitas utilizadas no proces- so de termotransferência, para o mer- cado paralelo. Situação incômoda, visto que cerca de 80% dos negócios da companhia no país se concentram nessa seara. Principal executivo da Markem no país, Paulo Afonso Páscoa Ribei-

ro divulga que os ribbons com aval da companhia são unicamente aque- les fabricados pela parceira francesa Armor, distribuídos no país exclusi- vamente pela própria Markem. “São ribbons desenvolvidos especialmente para estar em conformidade com os parâmetros de nossas máquinas”, ele avisa. “Eles possuem três camadas,

cada uma com unções específicas, e têm certificados de órgãos interna- cionais para entrarem em contato com alimentos. Geralmente os alter- nativos dispensam uma dessas cama- das, e isso pode incorrer em proble- mas de lubrificação da máquina e di- minuição na qualidade de impressão no substrato.” A má-ancoragem da

FOTO: DIVULGAÇÃO
FOTO: DIVULGAÇÃO

CLONAGEM – Consumíveis da Videojet, distribuídos pela Comprint, sofrem pirataria no país

Defeitos e dor de cabeça, à vista ou a prazo

Os problemas que podem surgir com o uso dos consumíveis alternativos nas codificadoras

Paradas inesperadas de serviço

Consumo excessivo do supri- mento

Desgaste prematuro de

peças metálicas (restritores, bombas, eletroválvulas) e vazamentos em vedações (anéis, orings, juntas, tubos), por falta de componentes lubrificantes e antioxidantes ou presença de ingredientes corrosivos

Entupimento de peças de

precisão, como canhões, válvulas e sistemas de recu- peração

Erros de concentração e/ou

viscosidade gerados pela falta

de controle no envase das tin- tas alternativas, o que gera esforço demasiado das bom- bas e seu desgaste pre- maturo

Baixa qualidade de

impressão, pela falta de um padrão de controle do sis- tema, e problemas na anco-

ragem da impressão, que

Obs: Alguns problemas são exclusivos das impressoras ink jet

pode se apagar da embalagem

Performance geral prejudica-

da, devido ao desequilíbrio do

sistema hidráulico

Inviabilidade na operação,

devido ao alto custo gerado por substituições freqüentes e não programadas de peças que tenham contato com o consumível

Risco de acidentes de tra-

balho pela baixa qualidade das embalagens dos frascos e car- tuchos alternativos

18 >>>>>> EmbalagemMarca >>>>>> mmaarrççoo 22000055

impressão nas embalagens – useira e vezeira também na codificação por jato de tinta com fluidos alternativos – pode fazer o produto perder a mar- cação ao longo dos processos logísti- cos que o levam até o varejo. Daí o fabricante pode sofrer sanções de ór- gãos de fiscalização sanitária e de de- fesa do consumidor.

Até pirataria

Ribeiro lembra ainda que o usuário de ribbons alternativos se expõe a fu- turos imbróglios com o fisco. Muitas das unidades aqui oferecidas são tra- zidas da Ásia sem o correto recolhi- mento de impostos – em outras pala- vras, são oriundas de contrabando. Não bastasse a concorrência com os alternativos sem marca, a Markem ainda sofre pirataria de seus ribbons. “Indivíduos oferecem ribbons genéri- cos aos clientes dizendo serem origi- nais, porém sem marca, para evitar o

De acordo com tendência mundial Em sintonia com a tendência in- ternacional da etiquetagem obri-
De acordo com tendência mundial
Em sintonia com a tendência in-
ternacional da etiquetagem obri-
gatória de embalagens secundá-
rias e terciárias com dados va-
riáveis, a Imaje informa já estar
distribuindo no país a codificado-
ra Imaje Série 2000, uma de
suas seis versões de máquinas
para a impressão e aplicação de
etiquetas que atua com transfe-
rência térmica e direta. Baseada
num sistema de aplicação por
sopro, a Série 200 permite que
logotipos, textos ou códigos de
barra de alta complexidade se-
jam impressos em alta resolução
em etiquetas de diversos tama-
nhos, com altura máxima de
300mm e largura máxima de
148mm. O equipamento, segun-
do a Imaje, é ideal para ambi-
entes industriais agressivos
FOTO: DIVULGAÇÃO
de 148mm. O equipamento, segun- do a Imaje, é ideal para ambi- entes industriais agressivos FOTO:

STUDIO AG/ANDRÉ GODOY

FOTO: DIVULGAÇÃO

pagamento dos royalties. Nosso de- partamento jurídico já foi acionado para evitar essa situação”, revela Ri- beiro. A contrafação, no entanto, não atinge apenas os ribbons. “Existem empresas que fabricam garrafas plás- ticas similares às nossas originais, justamente para facilitar o convenci- mento do consumidor”, afirma Jar- dim, da Comprint. Mas o que acontece quando as empresas do setor detectam que o cliente caiu na malha do consumível alternativo? “Nossa equipe de pós- venda faz uma análise para saber o porquê da opção, orienta o cliente téc- nica e fiscalmente e apresenta a ele uma política de vendas que traga be- nefícios graduais”, detalha Ribeiro. “Oferecemos as melhores condições comerciais em nossos planos de ma- nutenção periódica, essenciais para a obtenção da máxima performance do equipamento, só a quem utiliza con- sumíveis originais”, informa Georg Peter Isleib, diretor da Imaje. “Isso porque os pacotes de serviços com- preensivos incluem peças de desgas- te, e a vida útil dos componentes em contato com a tinta só pode ser pre- vista com o uso de tinta original.” “Procuramos sempre estabelecer um ponto de equilíbrio, que permita ao cliente utilizar somente mão-de- obra, peças e fluidos originais, man- tendo uma relação entre custo e bene- ficio satisfatória para ambas as em- presas”, diz Miranda, da Sunnyvale. Por sua vez, a Comprint procura pro- var que a economia com os genéricos é falsa por meio de visitas técnicas, nas quais testes são feitos na frente do cliente para lhe mostrar, na prática, o risco corrido com os consumíveis de terceiros. “Isso dá confiança ao clien- te e deixa claro que nosso discurso a favor do suprimento original não é só discurso”, diz Jardim. “É fundamen- tal ter uma relação franca e aberta com o cliente, explicando a ele a composição dos preços praticados em consumíveis”, sentencia Ribeiro.

preços praticados em consumíveis”, sentencia Ribeiro. 2 0 > > > > > > E m

20 >>>>>> EmbalagemMarca >>>>>> mmaarrççoo 22000055

> > > m m a a r r ç ç o o 2 2 0

COTEJO – Lado a lado, ribbon original da Markem e ribbon alternativo (à direita). Entre outras diferenças, o genérico tem rolo de papelão, que absorve umidade do ambiente e pode comprometer performance da codificadora por transferência térmica

Comprint

Imaje

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Ink jet sem tinta líquida

A Markem já está distribuindo

no mercado nacional seu mais recente lançamento internacio- nal. É a linha de codificadoras ink jet TouchDry, baseada em

tintas sólidas, fornecidas na for- ma de bastões similares aos dos sistemas hot melt. Por não utilizar tintas e solven- tes, ela garante uma opera- ção ecologicamente corre- ta, diz Paulo Afonso Páscoa Ribeiro, gerente comercial da Markem do Brasil. De acordo com ele, a novidade, para marcações em peque- nos caracteres, é ideal para

o trabalho com filmes flexí-

veis e chapas plásticas, embalagens cartonadas e re-

cipientes plásticos de polietileno de alta densidade (PEAD). Uma avançada tecnologia presente em seu cabeçote impressor ga- rante um índice de tempo entre falhas superior a 10 000 horas.

ada tecnologia presente em seu cabe ç ote impressor ga- rante um í ndice de tempo

perfil >>> indústria usuária

Sucesso à moda oriental

Pioneira em shoyu, Sakura consome 2 milhões de embalagens PET por mÊs

E
E

mbora tenha gerado novas oportu- nidades para a Sakura, a incorpo- ração da culinária japonesa ao

cardápio de cada vez mais brasileiros não explica por si só o sucesso dessa que é a primeira indústria brasileira de shoyu – o tradicional molho oriental à base de soja. Sem menosprezar a popularização do hábito de comer peixe cru, atestada pela curiosa estatística de que na cidade de São Paulo já existiriam mais restaurantes japone- ses do que churrascarias, o crescimento da Sakura está ligado a uma bem-sucedida estratégia de diversificação de portfólio. Criada há 65 anos por Suekichi Nakaya, imigrante que começou fornecendo molho de soja para vizinhos também recém-chegados do Japão, a empresa é hoje uma das maiores usuárias de embalagem do mercado brasileiro de alimentos. Com três fábricas no Estado de São Paulo e uma em Goiás, conta com mais de setenta itens em linha. “Seria difícil estar em todos os Estados brasileiros sendo mono produto”, diz o gerente de desenvolvimento de novos negócios, Roberto Ohara, em refe- rência ao pioneiro molho de soja Sakura. Aliás, esse produto tem em uma de suas mais antigas embalagens um símbolo não só da marca Sakura, mas de toda a categoria de shoyus. Trata-se da conhecida molheira de vidro, que foi criada na década de 70 pela vidraria Wheaton, e hoje aparece nas mesas sobre um porta-frasco plástico com formato de flor de cerejeira (ver quadro). Consagrada

com formato de flor de cerejeira ( ver quadro ). Consagrada 2 2 > > >

22 >>>>>> EmbalagemMarca >>>>>> mmaarrççoo 22000055

FOTOS: DIVULGAÇÃO
FOTOS: DIVULGAÇÃO

CARRO-CHEFE – Família de molhos à base de soja hoje conta com treze apresentações diferentes. Abaixo, uma das primeiras molheiras Sakura, criada na déca- da de 70 pela Wheaton

molheiras Sakura, criada na déca- da de 70 pela Wheaton DIVERSIFICAÇÃO – Fundada há 65 anos,

DIVERSIFICAÇÃO – Fundada há 65 anos, Sakura conta hoje com mais de setenta itens em linha

por consumidores finais e donos de restau- rantes japoneses como solução ideal para servir shoyu à mesa, a molheira também se tornou exemplo de embalagem refil, já que muitos a reenchem comprando o shoyu em recipientes maiores, normalmente garrafas PET de 1 litro e 1,5 litro. Tal consagração em boa parte se deve a

uma engenhosidade simples e eficaz presente

na tampa do produto. Hoje explorado por ou-

tros fabricantes de shoyu, esse sistema de fechamento baseia-se em dois pequenos orifí- cios que, aplicados em oposição um ao outro, permitem controlar o fluxo de vazão do

shoyu. Para isso, basta inclinar a garrafinha e tampar com o dedo indicador uma das duas aberturas. “ Essa idéia foi inspirada num fras-

co similar que já existia no mercado japonês”, fala Ohara, sem dar mais detalhes.

Segmentação brasileiríssima

O fato é que, mesmo se empenhando para

consolidar-se na categoria de molhos à base

de soja, a Sakura sempre acalentou a meta de

atuar com variadas famílias de produtos. Além do pioneiro shoyu, até hoje a vedete da divisão de molhos líquidos, responsável por 45% do faturamento, a empresa processa missô (massa cozida à base de soja usada para preparar típico caldo japonês) e uma ampla

linha de conservas, que inclui aspargos, cogumelo shitake e palmito. E numa tática a princípio destoante da tradição japonesa, a Sakura tem disputado a liderança de catego- rias brasileiríssimas, como a de molhos de pimenta e de alho. Outros itens incluem ainda coberturas doces.

Mas entre as linhas mais promissoras nessa estratégia de segmentação, o destaque maior fica para
Mas entre as linhas mais promissoras nessa estratégia de segmentação, o destaque maior fica para
Mas entre as linhas mais promissoras nessa estratégia de segmentação, o destaque maior fica para
Mas entre as linhas mais promissoras nessa estratégia de segmentação, o destaque maior fica para

Mas entre as linhas mais promissoras nessa estratégia de segmentação, o destaque maior fica para os condimentos para salada. Atenta ao crescimento do setor, a Sakura pas- sou a trabalhar com esses produtos recente- mente, e vem lançando desde então novos sabores, ao mesmo tempo em que investe em aprimoramentos de suas embalagens – tática, aliás, também marcante nos molhos de soja, que hoje contam com sete versões, além da linha Aji-no-Shoyu, de shoyus fermentados com milho. No caso dos molhos para salada, seus frascos de PET passaram recentemente a ser fornecidos pela multinacional americana Amcor, com rótulos da Prakolar e tampas da Tapon Corona. Todo o design gráfico também foi renovado, num projeto da agência Komatsu. Outro aspecto alterado foi o molde. Com a mudança, a área de rotulagem, próxi- ma da base na versão antiga, foi expandida, com os produtos ganhando em visibilidade. Os resultados vieram rapidamente: poucos meses após o desenvolvimento das novas embalagens, as vendas da linha, também dis- tribuída com a marca Kenko, subiram 30%.

Por dentro dos números

Considerando todos os produtos que comer- cializa, só em embalagens PET a Sakura con-

some mais de 2 milhões de unidades por mês. Com capacidades que variam entre 150ml –

“o único deste tamanho feito de PET e usado

para molhos no Brasil”, diz o gerente de

novos negócios da empresa – e 1,5 litro, os recipientes têm sido fornecidos por três empresas além da Amcor: Compet, Lorenpet

e Polipet. “No mercado de condimentos

fomos os primeiros a usar embalagens PET”, diz Roberto Ohara. “A primeira linha foi acondicionada com o material bem no início

linha foi acondicionada com o material bem no início REFORMULAÇÃO – Frascos PET dos molhos Kenko

REFORMULAÇÃO – Frascos PET dos molhos Kenko para saladas (ao alto) passaram recente- mente a ser fornecidos pela Amcor. Acima, embalagens antigas:

área de rotulagem ga-nhou visibilidade

da década de 90, quando em termos de emba- lagem a resina PET só era empregada para fabricar garrafas de refrigerante e groselha.” Os cerca de 2 milhões de garrafas e reci- pientes PET representam 50% da demanda de embalagens da empresa. A outra metade fica por conta das embalagens de vidro (30%), estruturas flexíveis para produção de sachês (10%) e outros sistemas de acondicionamen- to, como bombonas de polietileno para o canal food-service. Além de distribuição em todo o país, a Sakura tem tido êxito em sua trajetória inter- nacional. Já exporta para todos os países do Mercosul, além de Chile, Bolívia, Colômbia, Peru e Japão. Neste último caso, os resultados acima das expectativas têm sido alcançados com os ienes ganhos pelas centenas de mi- lhares de brasileiros que moram e trabalham naquele país. “Ao longo de nossa história investimos bastante em embalagens. Sem isso, nossa estratégia de ampliação de produ- tos e busca de novos mercados certamente não teria gerado bons resultados”, resume o executivo da Sakura.

gerado bons resultados”, resume o executivo da Sakura. Essência efêmera, a origem do nome Sakura A

Essência efêmera, a origem do nome Sakura

A chegada da primavera só é verdadeiramente comemorada no Japão quando as primeiras flores de cerejeira, árvore que já foi sagrada no país, desabrocham. Durante apenas dez dias as pétalas se mantêm firmes e vivas. Nesse período famílias inteiras apressam-se para fazer piqueniques sob a sombra das coloridas copas, aproveitando ao má- ximo a oportunidade contemplativa. Justamente por essa indissociável essência efêmera, a flor de

por essa indissoci á vel ess ê ncia ef ê mera, a flor de cerejeira, ou

cerejeira, ou sakura, em japonês (pronuncia-se sakurá), se tornou objeto de culto dos antigos guer- reiros samurais, que enxergavam no delicado vegetal uma prova de destemor face à morte. Hoje a flor de cerejeira é símbolo de renovação e coragem entre os japone- ses. Por isso ela foi adotada para batizar o maior fabricante de molho de soja do Brasil.

24 >>>>>> EmbalagemMarca >>>>>> mmaarrççoo 22000055

eventos >>> mercado gráfico

Forte com ou sem rivais

Com foco em gráficas pequenas e médias, Fiepag amplia número de expositores

pequenas e médias, Fiepag amplia número de expositores A pesar da expectativa em torno do lançamento
A
A

pesar da expectativa em torno do lançamento de novas exposições voltadas ao segmento gráfico, a Fiepag – Feira Internacional de

destinadas aos profissionais do setor contam pontos a favor da Fiepag 2005. Entre os desta- ques, haverá diferentes linhas de produção que funcionarão todos os dias do evento. A partir delas será possível acompanhar o traba- lho de equipamentos gráficos integrados para a produção de embalagens, rótulos, li- vros, pôsteres, folhetos e outros mate- riais promocionais. As Expo Linhas de Produção, como foram batizadas, ainda apresentam birôs de serviços de pré- impressão, ilhas de impressão digital e espaço reservado a equipamentos exclusiva- mente nacionais.

Banda larga e microondulados

As linhas de produção também trarão novida- des específicas de embalagem. Na intitulada Flexo Banda Larga, por exemplo, fabricantes como Carnevalli e Feva farão demonstrações de processos de impressão em plásticos. Numa mesma linha de produção o material será ex- trudado, impresso, cortado e soldado. Já na parte de papel cartão, a Bobst Brasil mostrará máquinas de corte e vinco automáticos e cola- doras de cartuchos. Outra linha diretamente re- lacionada aos profissionais de embalagem será a de microondulados, que contará com equipa- mentos para plastificação, acopladoras e tam- bém máquinas de corte e vinco. Mais um incentivo para os profissionais de packaging visitarem o evento será a Conver- flex – Feira Internacional de Máquinas para Impressão de Embalagens, Convertedores e Materiais. Esta exposição será realizada de for-

Papel e Indústria Gráfica chega à edição deste ano exibindo sinais de força. Evento oficial da Conlatingraf – Confederación Latinoame- ricana de la Industria Gráfica, a tradi- cional feira de sistemas de impressão para os mercados editorial, de emba- lagem, comunicação visual e marke- ting deverá acentuar a mudança de foco iniciada na edição anterior. A ordem con- tinua sendo centrar em pequenas e médias grá- ficas. Com esse perfil, os organizadores espe- ram reunir no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo, entre os dias 20 e 24 de março, mais de 50 000 visitantes. Entre os expositores, a meta é superar a marca de 600, provenientes de mais de trinta países. Em que pese o bom número de novidades anunciadas, a Fiepag 2005, que marca 37 anos de história do evento, acontece poucos meses após o lançamento de uma nova feira específi- ca para o setor gráfico. É a Expoprint, planeja- da pela Afeigraf – Associação dos Agentes Fornecedores de Equipamentos e Insumos para a Indústria Gráfica para acontecer em 2006. Embora seus organizadores neguem ri- validade com outras feiras promovidas no Brasil, a Expoprint poderá ser uma concorren- te da Fiepag (ver entrevista com Evaristo Nas- cimento, diretor-geral da Fiepag, na pág. 29). Deixadas de lado as movimentações nos bastidores, além dos números, novas atrações

ALTOS VOLUMES – Docu- Color 8000, da Xerox:

solução de impressão digital também para tira- gens maiores

FOTOS: DIVULGAÇÃO
FOTOS: DIVULGAÇÃO

26 >>>>>> EmbalagemMarca >>>>>> mmaarrççoo 22000055

ma paralela à Fiepag, que ainda promete dar ênfase a sistemas de impressão digital. Nesse aspecto, a visita pode valer para conferir novos equipamentos de impressão de rótulos, o prin- cipal reduto da tecnologia digital no mercado de embalagem. A probabilidade de novidades é em torno de sistemas voltados a tiragens pe- quenas, mas também haverá lançamentos de equipamentos digitais mais robustos. A Xerox, por exemplo, mostrará soluções para impressão sob demanda de dados variá- veis e impressão digital de provas gráficas de alta fidelidade. São os casos das plotters Xerox 8142 e Xerox 8160. Outro destaque é a Docu- Color 8000, impressora digital colorida para altos volumes, com velocidade nominal de 80 páginas por minuto. Apesar da alta produtivi- dade, trata-se de uma alternativa intermediária entre os modelos DocuColor 6060 (60 ppm) e iGen3 (100 ppm).

Tudo sobre rótulos

Na ilha específica de rótulos será possível se atualizar com as novas soluções de pré-impres- são digital de clichês da DuPont, e conferir de perto um dos carros-chefe da Rotatek: sua im- pressora híbrida que combina flexo e serigra- fia, e também combina acabamento em cold stamping. Ainda no ramo de acabamento, também há notícia de novidades. A fabricante de equipa- mentos A .Ulderigo Rossi, por exemplo, parti- cipa pela primeira vez do evento apresentando dois novos modelos de dobradeira. A primeira, de nome T36, trabalha no formato 36cm x 63cm, e passou a contar com segunda estação de dobra opcional, permitindo executar até seis

PARCERIA – KPG e Zanatto & Schupp se uniram para distribuir chapas Flexcel
PARCERIA – KPG e
Zanatto & Schupp se
uniram para distribuir
chapas Flexcel

28 >>>>>> EmbalagemMarca >>>>>> mmaarrççoo 22000055

No aguardo da concorrência

Diretor-geral da Fiepag, Evaristo Nascimento adianta na entre- vista a seguir al- gumas novidades do
Diretor-geral da
Fiepag, Evaristo
Nascimento
adianta na entre-
vista a seguir al-
gumas novidades
do evento deste
ano, e comenta o
sentam cerca de
90% do mercado
da indústria gráfi-
ca brasileira. Des-
sa forma, a feira
será mais ampla,
com a apresenta-
ção de equipamen-
tos e tecnologias
voltadas para o
empresário que
procura inovar e

panorama de crescente compe- tição no mercado brasileiro de fei- ras gráficas.

Especificamente para o merca- do de embalagens, o que have- rá de mais importante na Fie- pag 2005? Vamos trazer para a Fiepag os últimos lançamentos das máqui- nas de corte, vinco, coladoras, dobradoras de cartucho e aco- pladoras de papel. Temos tam-

bém duas Ilhas de Produção vol- tadas para embalagem. Uma é

a ilha da CTP ao acabamento,

que vai da pré-impressão até a embalagem final. A outra é a da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), e mostrará equipamentos nacionais para produção de embalagens de pa- pel cartão e microondulado. Por fim, a Fiepag terá uma ilha de produção de auto-adesivos, onde os visitantes poderão acompanhar o desenvolvimento de rótulos impressos em flexo- grafia com diferentes acaba- mentos, além de soluções de impressão para etiquetas de da- dos variáveis.

Em 2003, na mais recente edição da feira, importantes

empresas do mercado gráfico decidiram não expor. Qual o pa- norama para este ano? O núme- ro de expositores deverá au- mentar em relação a 2003?

A Fiepag terá uma participação

expressiva de empresas de mé- dio e pequeno porte, que repre-

que tem espaço para crescer. Em 2003, tivemos 582 exposi- tores, sendo 352 nacionais e 230 de 29 países. Para este ano, esperamos cerca de 12% a mais de expositores e um públi- co de 50 000 pessoas, contra os 45 634 visitantes de 2003.

Como o senhor avalia o anúncio, feito no ano passado, do lança- mento da Expoprint, pela Afei- graf?

A Fiepag acontece desde 1967, está em sua 18ª edição e é o evento mais tradicional da indús- tria gráfica. A feira fortalece sua relação com o comprador e aproxima o trabalhador do setor gráfico, com o apoio dos sindica- tos e das principais entidades. É um público qualificado e ávido por novidades e alternativas de sistemas de gráfica. Quanto ao futuro, aguardaremos as realiza- ções para observar o efeito no mercado gráfico. Por outro lado, estamos desenvolvendo a idéia de fazer da Fiepag um novo con- ceito de feiras. Esperamos con- templar os tradicionais estandes individuais, com a apresentação de máquinas, acabamentos e produtos, mas também preten- demos reforçar a participação de empresas em dezesseis Ilhas de Produção, que funcionarão de forma integrada e em tempo real, na produção de livros, pos-

teres, folhetos, materiais pro- mocionais, rótulos e etiquetas e impressos em Braille.

dobras paralelas ou cruzadas. Já a R360 opera no formato 36cm x 49cm, e conta

dobras paralelas ou cruzadas. Já a R360 opera no formato 36cm x 49cm, e conta opcional-

mente com nova saída para bulas. Outras novi- dades da A .Ulderigo Rossi são as prensas de furação e as dobradeiras de chapas off-set de operação pneumática e manual. Já no campo da impressão flexográfica, o grupo italiano Comexi promete apresentar as novas tecnologias e funções de sua Gearless CNC FW. Outro destaque da empresa deverá ser a impressora FR6, uma das máquinas mais compactas da linha Comexi. Por fim, a empre- sa apresentará a laminadora Nexus One, que já

é

inteiramente fabricada no Brasil. Ainda entre as soluções de pré-impressão

e

impressão de substratos flexíveis, a Kodak

Polychrome Graphics (KPG) e a Zanatto & Schupp anunciaram parceria para distribuição da família de chapas Flexcel. Bastante conhe- cida na Europa, a linha será apresentada ao mercado brasileiro durante a feira. Segundo os distribuidores, as chapas permitem impres- são precisa em superfícies flexíveis, como ró- tulos de bebidas e outras aplicações na área de embalagens. Os produtos fazem parte de uma solução gráfica integral, que inclui fil- mes do tipo mate e sistemas de prova de cor (Matchprint Inkjet, Proofpro RIPv1.0 e Me- dia System).

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ACABAMENTO – Dobradeira T36, da A Ulderigo Rossi: segunda estação de dobras paralelas opcionais

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Fiepag Feira Internacional de Papel e Indústria Gráfica Data: 20 a 24 de março Local: Pavilhão de Exposições do Anhembi, São Paulo, SP

Mais informações: (11) 3291-9111 www.fiepag.com.br

Pavilh ã o de Exposi çõ es do Anhembi, S ã o Paulo, SP Mais informa

tecnologia >>> cartonadas assépticas

Sem temor do calor

Caixinha longa vida que pode ir ao forno de microondas estréia na Europa

U
U

ma das mais recentes novidades a sair do forno da Tetra Pak é uma caixinha cujo destaque, em que pese o trocadilho, é sua possibili-

dade de ir ao forno – o de microondas, para exatidão da notícia. Voltada ao crescente seg- mento de molhos e caldas para confeitaria e preparo de sobremesas, fermentado tanto pelo canal do varejo quanto pelo food service, a nova cartonada asséptica acaba de ser oficial- mente lançada na Europa no formato Tetra Wedge Aseptic (TWA), aquele utilizado no Brasil pelos refrescos Kapo, da Coca-Cola. O objetivo da Tetra Pak é fazer o TWA mw 200 S, nome comercial dado ao modelo, competir com os stand-up pouches, que têm se aproveitado do boom da área de molhos e caldas. Prova disso é que, num recente comu- nicado oficial, a multinacional sueca de embalagens divulgou resultados de uma pes- quisa, conduzida por uma consultoria inde- pendente, a qual instiga uma comparação da nova caixinha com os stand-up pouches. O le- vantamento teria indicado a nova TWA como a embalagem mais robusta e ergonômica para molhos. Mais: os consumidores ouvidos no estudo afirmaram que a caixinha é mais fácil de manusear e para dispensar o produto acon- dicionado, bem como mais segura que os stand-up pouches. Para ser levada ao forno de microondas, onde fica de um a dois minutos, dependendo do produto em seu interior, a caixinha deve

FOTO: DIVULGAÇÃO
FOTO: DIVULGAÇÃO

PANELA – Caixinha para microondas atende molhos salgados e doces (abaixo)

para microondas atende molhos salgados e doces (abaixo) Tetra Pak (11) 5501-3200 www.tetrapak.com.br ser previamente

Tetra Pak

(11) 5501-3200

www.tetrapak.com.br

ser previamente aberta. Igualmente às carto- nadas assépticas comuns, a novidade dispen- sa refrigeração ou emprego de conservantes para garantir a integridade do produto por meses. “É uma embalagem ready-to-use, cuja capacidade de ir ao microondas representa um forte valor para nossos consumidores, es- pecialmente confeitarias e restaurantes”, opi- na Christophe Devaux, gerente de pesquisa e desenvolvimento da produtora francesa de chocolates gourmet Valrhona, que acaba de lançar no mercado europeu uma linha de mo- lhos finos para sobremesas acondicionada na TWA mw 200 S. Segundo a Tetra Pak, a nova caixinha também pode ser utilizada para o acondicionamento de sopas e caldos.

ser utilizada para o acondicionamento de sopas e caldos. Nas metrópoles, caixinha em vez de tigela
ser utilizada para o acondicionamento de sopas e caldos. Nas metrópoles, caixinha em vez de tigela

Nas metrópoles, caixinha em vez de tigela

Um dos mais novos pro- dutos a estrear no vare- jo das metrópoles brasi- leiras em embalagem cartonada asséptica é o suco de açaí. O Fly Açaí do Pará Light une, em sua caixinha fornecida pela Tetra Pak, açaí, guaraná, soja e banana,

numa fórmula funcional que promete fortalecer ossos e músculos e me- lhorar as funções intesti- nais e o sistema circula- tório. Também é rico em antocianina, substância antioxidante que ajuda no controle do colesterol e dos radicais livres. A

fabricante, a Fly Açaí, é conhecida no Pará por sua linha de refrigeran- tes, e diz que a escolha longa vida se deveu à preocupação com a conservação da bebida sem comprometimento de cor, sabor e aroma naturais.

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metálicas >>> barris

Gelada e para todos

Em barris auto-refrigerantes, cerveja chega ao cliente com o gosto original

cerveja chega ao cliente com o gosto original O dito popular “cerveja tem que ser gelada”

O dito popular “cerveja tem que ser gelada” vai virar redundância. Con- forme anunciado por EMBALAGEM-

MARCA em setembro de 2002, che- gou ao Brasil o CoolKeg, primeiro e único bar- ril de cerveja auto-refrigerante do mundo. De- senvolvido e lançado na Alemanha pela Cool- System Bev. GmbH, ganha representação aqui pela Vip Beverages. Segundo a empresa alemã, a mais sedutora das vantagens é o fato de que a cerveja chega ao cliente como saiu da cervejaria, com quali- dade e segurança. O copo recebe o chope gela- do diretamente do barril. Uma boa solução para o consumidor doméstico – existem reci- pientes compactos de 5 e 8 litros, por exemplo – e melhor ainda para o profissional. A Vip Beverages tem, inclusive, um centro de treina- mento para o usuário. Para estabelecimentos pequenos, que ven- dem menos de 40 litros de chope por dia, os custos de um sistema de refrigeração são pou- co convenientes. Os Coolkegs, também em versões de 10, 12,5, e 20 litros, dispensam gas- tos com manutenção, manipulação e energia elétrica. Portanto, são mais econômicos. Como são retornáveis, os vasilhames po- dem ser preenchidos e rotulados novamente. O processo, completamente físico, elimina riscos de contaminações químicas e explosões. As substâncias são ecológicas e atóxicas. A Cool-System Bev detém a patente do produto e das máquinas que o fabricam e reci- clam. Fundada em 1999, tem indústria própria

e reci- clam. Fundada em 1999, tem indústria própria desde 2003, onde produz o barril com

desde 2003, onde produz o barril com exclusi- vidade. No ano passado, foram feitos mais de 70 000. A capacidade máxima chega a 110 000. A técnica empregada, de refrigeração por adsorção de água, não é nova. Utiliza uma pro- priedade física conhecida há quinze anos, mas só há pouco incorporada a um recipiente. Nos barris, uma válvula aciona o vaporizador de

FOTOS: DIVULGAÇÃO
FOTOS: DIVULGAÇÃO
uma válvula aciona o vaporizador de FOTOS: DIVULGAÇÃO AUTO-SUFICIÊNCIA – Disponíveis em vários tamanhos, os

AUTO-SUFICIÊNCIA – Disponíveis em vários tamanhos, os barris, retornáveis, gelam o conteúdo em até 90 minutos

barris, retornáveis, gelam o conteúdo em até 90 minutos A ciência do barril ACIONAMENTO DA VÁLVULA
barris, retornáveis, gelam o conteúdo em até 90 minutos A ciência do barril ACIONAMENTO DA VÁLVULA

A ciência do barril

ACIONAMENTO

DA VÁLVULA

A ciência do barril ACIONAMENTO DA VÁLVULA ZEOLITA VAPORIZADOR DE ÁGUA A refrigera çã o da

ZEOLITA

VAPORIZADOR

DE ÁGUA

A refrigeração da cerveja dentro do barril se dá pela adsorção, isto é, a fixação das moléculas de uma subs- tância sobre a superfície de outra. O agente é a zeolita, silicato cuja superfície per- mite evaporação no vácuo

cuja superf í cie per- mite evapora çã o no v á cuo Heineken e a

Heineken e a versão que é objeto de desejo

Em ação promocional re- lâmpago, as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro receberam na virada do ano a edição limitada do Barril Heineken, impor- tado da Holanda e tra- balhado pela empresa

dentro do conceito objeto de desejo. Com 4,75 li- tros de cerveja e um siste- ma interno de CO2 que transforma a bebida em chope, ele requer dez ho- ras de refrigeração em ge- ladeira antes do consumo.

Embora os recipientes se- jam descartáveis, a estra- tégia quer verificar a pos- sibilidade de implantar no Brasil um sistema de reci- clagem dos barris, os quais reduziriam custos de acondicionamento.

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Sucesso como regalo

Prova do potencial dos barris tam- bém é dado pela cervejaria Germânia. Cerca de um ano atrás, a empresa introduziu, em sua rede própria de comercialização, barris one-way de cinco litros de chope. Fornecidos pela alemã Fass-Frisch, os barris possuem uma válvula embutida que faz as ve- zes de torneira. Como também ven- demos chope em barris retornáveis, cujo preço é mais em conta, a versão descartável vem fazendo sucesso por ser uma ótima opção para presente, afir- ma Wadi Nussalah, diretor comercial da Germânia. As pes- soas ficam encanta- das com a embala- gem, o que é um grande marketing para nossa compa- nhia, comemora o executivo.

para nossa compa- nhia ” , comemora o executivo. água, adsorvida pelo metal alumino-silicato zeolítico. O

água, adsorvida pelo metal alumino-silicato zeolítico. O vapor e o minério reagem, gelando a cerveja num período de 30 a 90 minutos. Ela fica assim por pelo menos 12 horas, indepen- dentemente da temperatura externa e da ação dos raios solares. Rótulos termoencolhíveis de poliestireno foram criados inicialmente para proteger o usuário contra o calor liberado durante o pro- cesso de refrigeração. Como o barril fica à vis- ta do consumidor, a preocupação com o design foi potencializada. Além de reafirmar a marca, deve seduzir e convidar para que o cliente esco- lha uma entre tantas cervejas geladas.

que o cliente esco- lha uma entre tantas cervejas geladas. Fass-Frisch Vip Beverages www.fass-frisch.de (11)

Fass-Frisch

Vip Beverages

www.fass-frisch.de

(11) 4587-7377

www.vipbeverages.com.br

www.fass-frisch.de (11) 4587-7377 www.vipbeverages.com.br DECORAÇÃO – Barril recebe rótulo termoencolhível

DECORAÇÃO – Barril recebe rótulo termoencolhível

www.fass-frisch.de (11) 4587-7377 www.vipbeverages.com.br DECORAÇÃO – Barril recebe rótulo termoencolhível

pesquisa >>> embalagens e varejo

FONTE: ENFOQUE PESQUISA DE MARKETING

Nada menos que um elo

Pesquisa aponta que, para varejistas e consumidores, embalagem ideal deve integrar cadeia de comercialização

N
N

a corrida para reduzir custos e ga- rantir maior eficiência operacio- nal ao seu negócio, o setor vare- jista cada vez mais vê as embala-

gens como aliadas – ferramentas que podem otimizar sua logística e adicionar valor à co- mercialização de produtos. Consumidores, do outro lado do balcão, apontam que de fato embalagens e displays visualmente apelati- vos, transparentes, práticos e de fechamento seguro são fortes influenciadores das deci- sões de compra em seus passeios pelos cor- redores dos supermercados. Essas foram as principais constatações da pesquisa “O De- sempenho das Embalagens no Varejo”, pro- movida pelo Comitê de Estudos Estratégicos da Abre – Associação Brasileira de Embala- gem em parceria com a Apas – Associação Paulista de Supermercados, coordenada pela empresa de pesquisas de marketing Enfoque e apresentada em meados de fevereiro. Realizado entre 17 de setembro e 1º de dezembro de 2004 com o apoio de 32 fun- cionários de redes varejistas de São Paulo, o estudo, de caráter qualitativo, analisou embalagens de transporte, displays e emba- lagens primárias em 16 categorias dos seg- mentos de alimentos, bebidas, cosméticos, higiene e limpeza pessoal.

Integrar para melhorar

Para os profissionais do trade, as embala- gens de transporte, primárias e displays de- vem possuir qualidade necessária para faci- litar todos os processos de seu negócio, des- de o recebimento de produtos pelo estabele- cimento até a exposição nas gôndolas. Se- gundo eles, resistência, leveza, segurança, estabilidade, praticidade, facilidade no transporte e empilhamento, compactação e capacidade de evitar desperdícios são pontos que inegavelmente contam pontos a favor das embalagens e dos produtos e marcas que elas carregam.

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Abre

(11) 3082-9722

www.abre.org.br

Apas

(11) 3647-5000

www.apas.com.br

Enfoque Pesquisa de Marketing (11) 2124-2088 www.enfoquepesquisa.com.br

Quanto aos consumidores ouvidos, aque- les fatores de estímulo ao consumo citados no parágrafo inicial são importantes tanto nas compras programadas quanto nas por impulso, e se transformam em reais parâme- tros de qualidade e preço para produtos de diferentes marcas. Também foi detectada a expectativa por embalagens cada vez mais fracionadas, mais leves e com menos unida- des. Por fim, a pesquisa aponta que, para ge- rar benefícios a toda a cadeia de comerciali- zação, as embalagens devem apresentar ou representar as seguintes características:

maior praticidade para os consumidores; agilidade e menor empate de capital para lo- jistas; menor desperdício para os fabrican- tes; e espaço para diversificação e apresenta- ção de novas marcas. A partir da colocação em prática desses pontos, acreditam os pes- quisadores, poderá ocorrer uma padroniza- ção de procedimentos e, daí, uma maior in- tegração entre fornecedores e varejistas para dinamizar a cadeia de produção e venda de produtos.

para dinamizar a cadeia de produção e venda de produtos. Para ajudar a cadeia O que
Para ajudar a cadeia O que as embalagens devem possuir para dinamizar a produ- ção
Para ajudar a cadeia
O que as embalagens devem
possuir para dinamizar a produ-
ção e a venda dos produtos
√ Maior praticidade para os
consumidores
√ Agilidade e menor empate de
capital para lojistas
√ Menor desperdício para os fa-
bricantes
√ Espaço para diversificação e
apresentação de novas marcas

refeições rápidas >>> inovação

A nova era da conveniência

Sadia investe em embalagens inovadoras no mercado de alimentos semiprontos

em embalagens inovadoras no mercado de alimentos semiprontos FOTOS: DIVULGAÇÃO E m vez de receitas especificando
FOTOS: DIVULGAÇÃO
FOTOS: DIVULGAÇÃO
E
E

m vez de receitas especificando quantidade de ingredientes e a hora certa de misturá-los, o preparo de alimentos congelados semiprontos

exige um script bem mais simples: enquanto a comida é aquecida no forno de microondas, pratos e talheres devem ser ajeitados na mesa. Esse ritual pode estar mudando, apesar do crescimento contínuo da indústria de refeições rápidas no Brasil. Para felicidade de pessoas que moram so- zinhas, ou singles, jovens casais e outros adep- tos da praticidade que compõem o público- alvo desse mercado, o consumo de alimentos congelados poderá dispensar pratos comuns, feitos de louça ou vidro, em breve. É que co- meçam a se consolidar no segmento embala- gens de consumo individual que servem para aquecer os alimentos, e ainda fazem o papel de pratos descartáveis.

MARMITAS DO FUTURO – Linha Cardápio Completo marca estréia definitiva de bandejas plásticas com divisórias no setor de ali- mentos congelados

Cativas às quentinhas

No Brasil, esse conceito de embalagem ainda não deslanchou na grande indústria. Fornece- dores especializados lembram que a idéia tem permanecido cativa ao nicho das chamadas quentinhas, as refeições prontas e entregues aos consumidores aquecidas em recipientes de alumínio ou isopor. Embora movimentem mi- lhões de reais, muitas vezes estão ligadas à busca informal de alternativas de renda. Também envolvem empresas de médio ou até grande porte, que abastecem desde refeitó- rios de centros empresariais a presídios, mas nem sempre em escala industrial. Nessa pers- pectiva, pode-se dizer que essas espécies de

bandejas-prato estão definitivamente estrean- do no Brasil por obra da Sadia. Responsável, segundo dados ACNielsen, por quase 60% do mercado brasileiro de ali- mentos semiprontos, que em 2004 movimen- tou 223 milhões de reais, ou 20 600 toneladas, a empresa lançou em fevereiro uma inédita li- nha de pratos congelados no país. É a família Cardápio Completo, que tem entre seus objeti- vos poupar o consumidor não apenas da louça suja, mas também da tarefa de preparar acom- panhamentos para sua refeição congelada. Em termos de processo produtivo, as embalagens primárias não trazem grandes no- vidades em relação à maioria dos recipientes plásticos capazes de levar alimentos congela- dos diretamente do freezer ao microondas. São bandejas rígidas produzidas à base de uma das mais disseminadas matérias-primas de emba- lagens plásticas: polipropileno (PP). Possuem, entretanto, componentes estruturais capazes de direcioná-las a nichos ainda pouco explorados na crescente indústria de refeições rápidas. Em poucas palavras, têm divisórias internas para separação dos alimentos. Sem elas, seria praticamente impossível oferecer ao consumidor uma refeição comple- ta num único produto. Por isso as embalagens concebidas dessa maneira já foram apelidadas de “marmitas do futuro” na Europa e nos Esta- dos Unidos, onde são produzidas em escala in- dustrial há bem mais tempo. As bandejas da linha Cardápio Completo são feitas pela Delpak, convertedora com know-how no fornecimento de embalagens plásticas para refeições prontas. “No caso de

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STUDIO AG/ANDRÉ GODOY

bandejas com divisórias, estávamos limitados

a solicitações de restaurantes e empresas”, diz Carlos Del Nero Neto, sócio-gerente da Del- pak. “Embora seja um conceito muito comum no exterior, pelo que me lembro é a primeira vez que uma grande indústria faz um investi- mento desses no Brasil”, completa ele. Envolvendo a bandeja, são usados cartu-

chos cartonados produzidos pela Brasilgrafica.

O fechamento da bandeja se dá pela utilização

de um filme plástico de fácil abertura que, se- lado às bordas, evita sujeira no microondas. Segundo a Sadia, o filme também preserva “as características do alimento após o preparo, além de garantir hermeticidade”. A linha Cardápio Completo é composta

por três pratos diferentes: estrogonofe de car-

ne com arroz e batata palha, filé de frango com

arroz e vegetais, e carne ao vinho com purê de batata e vagem. Cada embalagem contém 300 gramas de alimentos com baixo teor de caloria (por volta de 400 por refeição).

A vez dos lanches

Em paralelo ao lançamento da marca Cardápio Completo, a Sadia anunciou mais novidades no mercado de refeições rápidas. Grande for-

necedora de ingredientes de lanches, em espe- cial frios e hambúrgueres, a empresa resolveu investir de outra maneira nesse mercado com

o lançamento da linha Hot Pocket. Mistura de

sanduíche e torta de massa fina com recheio pronto para comer, esse conceito de lanche foi inspirado no mercado dos Estados Unidos,

onde faz muito sucesso desde os anos 80. No Brasil, chega trazendo inovações de embala- gem na categoria de lanches prontos vendidos

RAPIDEZ – Vendidos em cartuchos laminados com filmes especiais, lanches da linha Hot Pocket ficam prontos em apenas dois minutos

Brasilgrafica

(11) 4133-7777

www.brasilgrafica.com.br

Delpack

(11) 4612-3522

www.delpack.com.br

Klabin

(11) 3225-4500

www.klabin.com.br

ESTRATÉGIA – Distribuição dos hot pockets será inicial- mente restrita a lojas de conveniência. Numa segunda etapa, a Sadia quer chegar à casa dos consumidores

STUDIO AG/ANDRÉ GODOY
STUDIO AG/ANDRÉ GODOY

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resfriados. Necessitando de no máximo dois minutos para ficarem prontos, os hot pockets são vendidos em embalagens individuais espe- cíficas para microondas. Externamente são usados flow-packs de BOPP. Como embalagem primária, cartuchos produzidos em cartão com 346 g/m 2 de gra- matura, laminados em um dos lados com um tipo especial de filme reflexivo. O material fica na parte de dentro da embalagem, e tem a função de acelerar o preparo dos lanches. Como no caso das embalagens secundárias dos pratos que compõem a linha Cardápio Completo, a convertedora dos cartuchos dos hot pockets é a Brasilgrafica, que usou papel cartão da Klabin. Inicialmente a Sadia concentrará a distri- buição desses produtos em lojas de conveniên- cia. Em breve, porém, a idéia é chegar à casa dos consumidores, mas atingindo um público com perfil peculiar. “O consumidor de aves e embutidos já reconhece a qualidade da Sadia”, diz Gilberto Xandó, diretor de marketing da empresa. “Com o lançamento da linha Hot Pocket, queremos nos aproximar dos jovens.” Nos Estados Unidos, o conceito de hot pocket existe, mais precisamente, há 22 anos. Foi criado por uma das líderes do segmento de alimentos de conveniência, a Chef America, e tem chamado a atenção de gigantes do ramo. Basta dizer que, depois de consolidar-se no mercado de lanches congelados, a Chef Ame- rica foi adquirida pela Nestlé em 2002 por 2,6 bilhões de dólares. Embora o mercado brasileiro atraia bem menos interesse, também aqui os consumi- dores dispõem de cada vez menos tempo para fazer suas refeições. Tal fator confere à venda de lanches rápidos e pratos semiprontos poten- cial de crescimento animador. Intervalos do trabalho, cinema no shopping center ou recreio escolar. Ocasiões de consumo não faltam para os alimentos de conveniência – ignore-se o tro- cadilho – deslancharem.

Ocasiões de consumo não faltam para os alimentos de conveniência – ignore-se o tro- cadilho –

Inovação sempre fez parte da filosofia da Suzano Papel e Celulose. E é justamente essa a seme- lhança entre EmbalagemMarca e Suzano. Ambas buscam inovar constantemente, estar sempre atualizadas e atender as expectativas de seu pú- blico. Prezar por cada detalhe do produto, bus- cando todos os dias a melhora contínua da quali- dade já oferecida, não é para qualquer um. Assim a Suzano entende a revista EmbalagemMarca. Um produto de alto valor agregado, com qualidade, recheada de informações novas e, principalmen- te, respeitada pelos diversos segmentos da cadeia de embalagem. EmbalagemMarca é o con- ceito da embalagem no Brasil: inovadora, resis- tente, funcional, bonita e útil.

celulósicas >>> exportações

Engenhosidade por força da

Exportações crescentes aceleram busca de alternativas criativas para acondicionam

P
P

raticamente onipresente nas cres- centes exportações brasileiras na condição de embalagem de trans- porte, o papelão ondulado apare-

ce em certas oportunidades como protago- nista de soluções engenhosas que vão além do simples suporte dos produtos – e capazes de incrementar, de fato, os embarques de produtos para o exterior. Dois recentes casos, descritos a seguir, ilustram bem tal cons- tatação.

1. Ao gosto do rigor nipônico

Após trinta anos de negociação e esforços para varar uma gigantesca barreira de nor- mas sanitárias que impediam seu ingresso no atraente mercado japonês, a manga brasileira começou a ser vendida para o Japão no iní- cio de fevereiro último. Os primeiros lotes da fruta, do tipo Tommy Atkins, comerciali- zados sob a marca Golden Ipanema, chega- ram ao Oriente pelas mãos da Trablin. São produzidas no Vale do São Francisco, em Juazeiro, do lado baiano do rio, e em Petro- lina, na margem oposta, já em solo pernam- bucano. Para atender às rigorosas exigências das autoridades sanitárias japonesas, a Orsa de- senvolveu uma embalagem especial. Produzida em papelão, ela acondiciona entre oito e dez frutas de 400 gramas cada e tem características muito específicas. Dentre elas destaca-se a presença de dezoito janelas re- vestidas por tela especial que permitem a ventilação e impedem a entrada de pragas, em cujo elenco sobressai a mosca do Medi- terrâneo. Presente no país inteiro, esse inseto ataca grande variedade de frutas tropicais, subtropicais e temperadas, como a manga, a uva e a goiaba, causando prejuízo de quase 200 milhões de reais por ano. Para oferecer proteção total às frutas, a Orsa utilizou papéis especiais com alta resis- tência à umidade e a choques mecânicos, bem como tratamento impermeabilizante su- perficial que prolonga a vida útil das emba-

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> > > m m a a r r ç ç o o 2 2 0

BLINDAGEM – Para evitar pragas, em especial a mosca do Mediterrâneo, a Orsa desenvolveu caixa com respiradouros protegidos por telas

lagens quando submetidas a ambientes úmi- dos. Cada manga é acompanhada por um fo- lheto com recomendações de como cortá-la e saboreá-la.

Marvi Indústria

de Embalagens

(54) 504-4889

Orsa Celulose, Papel e Embalagens (11) 4689-8700 www.orsaembalagens.com.br

2. Solução para vinhos

Os produtores de vinhos finos da região de Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, en- frentavam um desagradável problema ao ex- portar o produto, geralmente em pequenos lotes de garrafas: era um tanto freqüente ocorrerem quebras no transporte por avião, devido ao acondicionamento nem sempre adequado. Vendo nesse segmento um bom fi- lão para sua atividade, a filial de Caxias do Sul (RS) da DHL Express, empresa de serviços expressos aéreos internacionais, tra- tou de buscar uma solução. Seu pessoal foi ouvir as vinícolas da re- gião a fim de desenvolver uma caixa que fa- cilitasse o transporte seguro das garrafas, di- minuindo o risco de avarias. Após dois me- ses de pesquisa, e apoiada pela Associação de Enologia de Bento Gonçalves, a DHL lançou no fim de 2004 uma caixa especial de papelão ondulado para garrafas. Desenvolvida pela Marvi Indústria de

necessidade

ento com caixas de papelão ondulado

Embalagens, de Bento Gonçalves, a embala- gem tem estrutura interna reforçada com poliestireno expandido e capacidade para seis garrafas. Na Serra Gaúcha, mais de trin- ta vinícolas, a maioria exportadora, bem como outras que trabalham no mercado do- méstico, tiveram acesso à caixa especial. De acordo com as projeções da DHL, a inovação deve responder por um incremento de 8% nos negócios da empresa com exportação na- quela região. As mudanças já refletiram na demanda da filial de Caxias do Sul para ex- portação de vinhos em pequenas quantida- des: o número de caixas de vinho movimen- tadas por mês passou de dez para cinqüenta. A vice-presidente da DHL Express, Thaís Marca, acredita que a nova embalagem vai elevar em 30% o movimento da empresa com a exportação de vinhos. “A caixa espe- cial traz ganhos de qualidade ao serviço, pois evita avarias na mercadoria e otimiza espaço na aeronave, melhorando a produtividade do exportador”, diz ela. A empresa planeja lan- çar este ano uma caixa para remessas de pe- recíveis.

planeja lan- çar este ano uma caixa para remessas de pe- recíveis. ROBUSTEZ – Caixa para
planeja lan- çar este ano uma caixa para remessas de pe- recíveis. ROBUSTEZ – Caixa para

ROBUSTEZ – Caixa para vinhos da DHL estancou perdas

planeja lan- çar este ano uma caixa para remessas de pe- recíveis. ROBUSTEZ – Caixa para
planeja lan- çar este ano uma caixa para remessas de pe- recíveis. ROBUSTEZ – Caixa para

perfil

Sintonia explica a alta

Intimidade com o mercado leva Braga dos negócios locais aos nacionais

A gilidade, flexibilidade e versatili- dade. Essas são as três principais características que, segundo Fábio

Braga, gerente de marketing da Braga Produtos Adesivos, levaram a empresa da condição de pequena produtora de etique- tas brancas e personalizadas, destinadas basi- camente ao setor supermercadista, a situar-se, em menos de 25 anos de fundação, entre os três principais fabricantes de papéis e filmes auto-adesivos do país, área em que começou a atuar em 1986. Hoje tem um leque de mais de setenta produtos distribuídos entre papéis, filmes e cartões. “A Braga é uma empresa lo- cal que entende a realidade e as necessidades do mercado nacional, e isso lhe dá a flexibili- dade que explica seu crescimento”, analisa o executivo. Sediada, em Hortolândia, a 100 quilôme- tros de São Paulo, próximo às principais vias de ligação com o país inteiro, a Braga sempre cresceu – e de modo mais acentuado nos últi- mos cinco anos. De acordo com números brandidos por seu diretor, de 1999 a 2004, mesmo com o desempenho sofrível do con- junto da economia, a empresa registrou au- mento de faturamento acima dos 30% em mé- dia, índice superior à média do segmento.

dos 30% em mé- dia, índice superior à média do segmento. Rigor estimula negócios Fábio Braga

Rigor estimula negócios

Fábio Braga entende que o crescimento da empresa, fundada e até hoje dirigida por seu pai, Laércio Braga, não se deve só aos méri- tos da direção, mas “acima de tudo à cons- cientização do consumidor e a seu nível de exigência, que foi muito intensificado com a entrada em vigor do Código de Defesa do Consumidor e do Plano Real” (a propósito, ver EMBALAGEMMARCA nº 59, julho/2004) e a busca por rótulos que se destacam nas prate- leiras. “O que fizemos foi acompanhar o em- penho dos convertedores e de seus clientes para atender as expectativas do consumidor final, procurando estar em sintonia com esses esforços”, ele diz.

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FOTOS: DIVULGAÇÃO
FOTOS: DIVULGAÇÃO

Por entender que “a adição de valor aos produtos é um conceito que deve ir além da afirmação verbal do conceito, e por acreditar no potencial do mercado de auto-adesivos, a Braga investe permanentemente em tecnolo- gia”, afirma seu gerente de marketing. Ao mesmo tempo, procura manter a estabilidade de suprimento de matérias-primas, dentro do que chama de fornecimento continuado. “Não temos por hábito substituir matérias-primas sem que tenhamos total aprovação do merca- do e sem que haja garantia de fornecimento”, diz Braga. “Isso é fundamental para que nos- sos produtos tenham absoluta regularidade, um atributo indispensável ao bom desempe- nho nas linhas dos convertedores.” Outro aporte essencial para alcançar aque- le objetivo está nos equipamentos. Para pro- porcionar às bases a ser impressas a adequada “força de release” – isto é, uniformidade e precisão na força de destacamento do frontal auto-adesivo de seu protetor (liner) –, tudo é feito de modo a garantir a aplicação regular do silicone. Durante todo o processo de pro- dução das bases, desde a passagem do liner siliconizado pelas estufas até a aplicação do

perfil

adesivo e à laminação das bobinas, uma bate- ria de computadores é gerida on-line por um avançado software. É na fase de aplicação do adesivo que a Braga obtém a flexibilidade de atendimento a que se refere seu gerente de marketing. “Al- guns equipamentos de menor porte permitem atender pedidos de quantidades menores, e só depois de feitos os testes e aprovados os pro- dutos pelos clientes é que se parte para a pro- dução em escala”, ele descreve. Para atender à demanda, a fábrica, que funciona ininter- ruptamente em três turnos de trabalho, dis- põe, entre seus equipamentos básicos, de qua- tro laminadoras, sete cortadeiras de rolo e duas de folha. “Numa delas é possível cortar

de rolo e duas de folha. “Numa delas é possível cortar PARQUE – Uma das quatro

PARQUE – Uma das quatro laminadoras da empresa

RETAGUARDA – Braga possui cortadoras capazes de processar até 4 000 metros lineares

Braga

(19) 3897-9720

www.braga.com.br

4 000 metros lineares Braga (19) 3897-9720 www.braga.com.br até 4 000 metros lineares”, Fábio Braga des-

até 4 000 metros lineares”, Fábio Braga des- taca. “Mais recentemente, foi montado um setor para cortes em folhas para exportação e para atender também pedidos do mercado lo- cal. Na retaguarda de todos esses equipamen- tos, dois laboratórios: um para análise de todos os materiais usados na produção e um que funciona como base operacional, próxi- mo ao equipamento, onde o operador faz os primeiros testes de conformidade. Para atender o mercado interno, mas so- bretudo com vistas ao aumento das exporta- ções, hoje direcionadas para Argentina, Chile, Colômbia, Paraguai, Uruguai e Venezuela, foi montado um setor para corte em folhas em to- das as medidas. Com o mesmo objetivo está sendo instalada uma plataforma pneumática para carregamento de contêineres capaz de colocar uma empilhadeira dentro desse equi- pamento de transporte.

uma empilhadeira dentro desse equi- pamento de transporte. Um espaço de interação e de integração A

Um espaço de interação e de integração

A Braga acaba de instalar um centro de treinamento e especia- lização em auto-adesivos, destina- do a seus 130 funcionários e a clientes. Esse espaço será dispo- nibilizado para convertedores que queiram dar treinamento para seus clientes. Terão à disposi- ção, sem custos, toda a estrutu- ra, diz o gerente de marketing Fábio Braga. Ele se refere a um auditório para 120 pessoas, duas salas com capacidade para quinze em cada uma, quatro sa- las menores, para apoio, e equi- pamentos de audiovisual, data- show, computadores com ligação para internet em banda larga, projetor multimídia, retroproje- tor, copiadoras e estrutura de

bufê. Disponibilizamos também o pessoal de apoio e da área técni- ca para dar treinamento, acres- centa. Nesse aspecto, o espaço funciona como uma ferramenta de interação. Mas é também um instrumento de integração. Quando o auditório não está sendo usado, é liberado para os funcionários no horário de refeições, para assistirem à televisão ou utilizarem a internet em seis terminais. Esse espaço será utilizado num programa de inclusão digital à base de volunta- riado: pessoas familiarizadas com informática ensinarão aquelas que querem aprender mas não dispõem de computadores. “É uma forma de integrar as pes-

soas que trabalham em áreas di- ferentes, de realmente formar uma equipe, e funciona melhor do que se fosse contratada uma em- presa terceirizada, diz Braga. Esse entrosamento, na opinião do executivo, deverá contribuir para a conscientização dos fun- cionários em torno das metas da empresa quanto à melhora da qualidade, a ser traduzida, de forma concreta, na finalização do processo de implantação da norma ISO 9000, agendada para julho próximo. Nesse meio tempo, adianta Fábio Braga, a empresa estará montando sua quinta laminadora e, em 2006, iniciará uma nova fase de imple- mento tecnológico.

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FOTO: STUGIO AG ANDRÉ GODOY

FOTO: STUGIO AG – ANDR É GODOY Brilho também no manga Rótulo de PE metalizado surge

Brilho também no manga

Rótulo de PE metalizado surge como alternativa aos não-adeptos do BOPP

A
A

difusão dos rótulos do tipo roll label de BOPP metalizado

no mercado nacional, em curso nos últimos anos, suscitou pontas de inveja dos usuários dos ditos rótu- los manga de polietileno (PE). Afinal, o visual metá- lico, e sua inquestionável virtude de enobrecer a apresentação de produtos, veio ser divisor significati- vo entre esses rótulos de características parecidas. Nem todos os adeptos das mangas de PE sabem, con- tudo, que não há motivo para desânimo, pela falta de bala para adquirir uma rotuladora específica ao trabalho com o BOPP. Por meio de um esforço junto à matriz americana, a ITW Canguru Rótulos trouxe para o país tecnologia para a obten- ção de mangas com metalização. Aos pou- cos, tais rótulos estão ganhando importantes fatias de mercado. De acordo com Armando Luís Monteiro, gerente de vendas da ITW Canguru Rótulos, a viabilização de rótulos desse naipe era um desejo antigo do mercado nacional. “Houve tentativas anteriores de implementar o pro- duto no mercado nacional, porém sem su- cesso”, ele recapitula. Um projeto iniciado em meados de 2000, com a anuência da ITW americana, enfim possibilitou a intro- dução do manga metalizado no Brasil em 2003, inicialmente com produção discreta.

ITW Canguru Rótulos (11) 3044-2366 almonteiro@itwcng.com.br

Sem percalços

No estágio inicial, o produto encontrou pon- to de escoamento no mercado de óleos co- mestíveis envasados em garrafas de PET. Mais recentemente, entrou na seara dos re-

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frigerantes, através de contratos firmados pela ITW Canguru com engarrafadores de Coca-Cola no Chile e na Argentina – especi- ficamente para vestir a Coca-Cola Light. Hoje, Monteiro calcula uma produção local de 100 milhões de unidades do rótulo man- ga metalizado por ano, volume escoado entre a clientela local e outros países. “No mercado nacional, acreditamos que o produ- to tem potencial para conquistar usuários em águas minerais, achocolatados e produtos de limpeza doméstica”, pondera Monteiro. O profissional da ITW Canguru explica ainda que, diferentemente do roll label, no qual o filme de BOPP é comprado já metali- zado, a ITW Canguru se vale dos serviços de um terceiro para metalizar o filme de PE anteriormente à conversão. “O produto se comporta da mesma forma que o rótulo standard, sem trazer alterações no processo de aplicação”, afirma o executivo da con- vertedora.

forma que o rótulo standard, sem trazer alterações no processo de aplicação”, afirma o executivo da
MudanÁas no mercado de representaÁıes O mercado de convers ã o anda agitado. Miguel Trocco-

MudanÁas no mercado de representaÁıes

O mercado de conversão anda agitado. Miguel Trocco- li desligou-se da Gämmerler, onde atuava como diretor comercial da divisão de conversão, para assumir o mesmo cargo na PTC Graphic Systems. Troccoli, que atua há cerca trinta anos nesse segmento, tem como responsabilidade a representação exclusiva no Brasil da norte-americana Mark Andy Comco (maior fabri- cante mundial de impressoras convertedoras em linha em banda média e estreita para os setores de etique- tas, tags e embalagens rígidas e flexíveis), recente- mente atribuída à PTC. Introduções de novas tecnolo- gias e reativações de produtos no mercado gráfico bra- sileiro são para mim motivações e não um obstáculo, comenta Troccoli sobre os novos desafios. Para o lugar de Troccoli, a Gämmerler anunciou Mar- cos Augusto de Araújo, desde outubro de 2004 na em- presa. Araújo será responsável pelos negócios das re- presentadas OMET (impressoras multi-sistema de im- pressão para filme, papel e cartão), PRATI (inspecio- nadoras automáticas para rótulos e etiquetas) e Ma- tan Digital Printers (impressoras digitais por termo- transferência para rótulos e etiquetas). Araújo está otimista. Recentemente, vendemos as primeiras máquinas de todas as empresas represen- tadas, o que prova que estamos na direção correta, estabelecendo um vínculo importante de confiabilida- de com o mercado.G‰mmerler (11) 3846-6877 ï www.gammerler.com.br PTC (11) 6194-2828 ï info@ptcgs.com.br

Revista reformulada A Associação Brasileira das Indústrias de Etiquetas Adesivas – Abiea acertou uma parceria
Revista reformulada
A Associação Brasileira das Indústrias de Etiquetas
Adesivas – Abiea acertou uma parceria com a Blo-
co de Comunicação, empresa que edita EMBALA-
GEMMARCA, para reformular os projetos gráfico e
editorial de sua publicação. A revista continuará bi-
mestral, e passará a se chamar O Auto-Adesivo. A
intenção da Abiea é profissionalizar o seu veículo de
comunicação. Para anunciar:
(11) 5181-6533
marcos@embalagemmarca.com.br
Abiea é profissionalizar o seu veículo de comunicação. Para anunciar: (11) 5181-6533 marcos@embalagemmarca.com.br
Abiea é profissionalizar o seu veículo de comunicação. Para anunciar: (11) 5181-6533 marcos@embalagemmarca.com.br

CONGRAF

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CONGRAF

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Sorver não-alcoólicas ficou mais fácil Boa not í cia para f ã s de canudo.

Sorver não-alcoólicas ficou mais fácil

Boa notícia para fãs de canudo. Munida de uma pesquisa em que 57% dos entrevistados julgaram o consumo de bebidas diretamente de latas impróprioe desagradá- vel, uma empresa suíça resolveu desenvolver um sistema que apli- ca esse acessório dentro das embalagens metálicas. Assim que o anel de abertura rompe a tampa da latinha, o canudo, preso à pa- rede interna da embalagem por

uma espécie de braço plástico, aparece. Batizada de Lipup System, a novidade pode ser im- plementada a linhas de enchimen- to já existentes, principalmente em indústrias de bebidas não-alcoóli- cas, como refrigerantes, chás e sucos prontos. O tamanho do ca- nudo é próprio para latas de 350ml. As embalagens podem ser de alumínio ou aço.

www.lipup.com

podem ser de alum í nio ou a ç o. www .lipup.com Garrafa de água mineral
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podem ser de alum í nio ou a ç o. www .lipup.com Garrafa de água mineral
podem ser de alum í nio ou a ç o. www .lipup.com Garrafa de água mineral

Garrafa de água mineral com forma de escultura de gelo

Mantendo a tradição de utilizar embalagens com desenhos inusita- dos e marcantes em suas edições especiais, a Evian, uma das princi- pais chancelas de água mineral da Europa, celebrou a chegada de 2005 com mais uma gar- rafa de vidro de forma- to incomum. Sob a marca Origine, o novo produto está sendo vendido em

mais de cem países, acondicionado em garrafas de vidro produzidas com a forma de uma escultura de gelo monolítica, na definição da Landor Associate, agência de de- sign britânica responsável pelo pro- jeto. Em outras palavras, a idéia foi estabelecer, como ocorre com os famosos rótulos da empresa, uma associação visual com o principal ícone da marca: os alpes congela- dos de onde a água Evian é retira- da. Feita de grossas paredes de vi- dro com ângulos irregulares, atra- vés das quais o brilho da luz incidente é acentuado,

v é s das quais o brilho da luz incidente é acentuado, a embalagem come ç

a embalagem começou a ser de-

senvolvida em janeiro de 2003 pela unidade francesa da Saint Gobain. Na parte gráfica, a estratégia foi adotar um conceito discreto, de for- ma que as atenções se voltassem para o shape do produto. Do ponto de vista técnico, o desafio foi ainda

maior que o da criação artística: se- gundo a Evian, uma nova linha de produção teve de ser inteiramente desenvolvida especificamente para

a fabricação da nova garrafa, que

não tem o tradicional formato re- dondo da grande maioria dos reci- pientes de água mineral. Dotado de uma tampa plástica vermelha que segue o formato triangular da embalagem, o produto começou a ser vendido na Europa em novembro último.

come ç ou a ser vendido na Europa em novembro ú ltimo. 5 2 > >

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c a > > > > > > m m a a r r ç ç

www.saint-gobain.com

www.landor.com

Bat-plus ganha prêmio no México A nova lata Bat-plus desen- volvida pela Brasilata para o
Bat-plus ganha prêmio no México A nova lata Bat-plus desen- volvida pela Brasilata para o

Bat-plus ganha prêmio no México

A nova lata Bat-plus desen- volvida pela Brasilata para o detergente em pó de marca própria da bandeira varejista Extra (Grupo Pão de Açúcar) foi considerada a melhor solu- ção na categoria Ends, Caps and Closuresno congresso internacional Latincan2005, realizado em Puerto Vallarta, México, de 2 a 4 de fevereiro de 2005. Para resistir aos am- bientes agressivos das lavan-

derias, a lata é revestida com vernizes especiais e sua solda foi substituída por agrafagem com material termoplástico. Promovido pela Associação Latino Americana de Embala- gens Metálicas, o Latincan, em sua 12ª edição, reuniu 200 participantes, entre indústrias de latas e fabricantes de equi- pamentos para o setor.

(11) 3611-8122 www.brasilata.com.br

Pós em Embalagem na FAAP

A FAAP Fundação Armando Alva- res Penteado, de São Paulo, prepa- rou dois novos cursos para a área de pós-graduação: Tecnologia da Emba- lagem e Tecnologia de Tratamentos de Superfície. Vinculados à Faculda- de de Engenharia da FAAP, eles possuem entre seus temas materiais de embalagem, design, custos e adequação dos processos e embala- gens para alimentos, fármacos e

cosméticos, entre outros. O lança- mento dos dois cursos é importante para o mercado, pois existem poucos profissionais qualificados e não há especialização na área, afirma a professora Cristiane Cortez, coorde- nadora de ambos os cursos. As ins- crições já estão abertas e vão até o dia 12 de abril. Maiores informações podem ser obtidas em: (11) 3662- 7451 ou pelo site www.faap.br

Rexam mais forte no Centro-Oeste

w . f a a p . b r Rexam mais forte no Centro-Oeste Maior produtora

Maior produtora mundial de latas para bebidas, a multina- cional britânica Rexam, dona de 64% do mercado brasilei- ro, anunciou que irá investir 50 milhões de dólares na construção de sua sexta fábri- ca de latas brasileira. A nova planta será erguida em Cuia- bá (MT) e terá capacidade produtiva anual entre 700 mi- lhões e 1 bilhão de latas. De acordo com André Balbi, pre- sidente da Rexam Beverage Can South America, a unida- de entrará em operação em meados de 2006 e atenderá a demanda da região Centro- Oeste, em alta.

www.rexamcan.com.br

á em opera çã o em meados de 2006 e atender á a demanda da regi
á em opera çã o em meados de 2006 e atender á a demanda da regi
á em opera çã o em meados de 2006 e atender á a demanda da regi
á em opera çã o em meados de 2006 e atender á a demanda da regi
á em opera çã o em meados de 2006 e atender á a demanda da regi
Práticos e modernos O Grupo Bertin, grande investidor em ras- treabilidade e controle sanit á

Práticos e modernos

O Grupo Bertin, grande investidor em ras-

treabilidade e controle sanitário do gado, resolveu apostar também no visual dos produtos. A Linha Porcionados, dirigida ao público single, grupo de consumidores que

cresce a cada dia, chega em tiras, steaks, medalhões e bifes de 600 gramas.

O novo layout da embalagem foi criado

pela agência Giacometti e ganha for- ma em caixa microondulada com capa branca plastificada, da Cartonagem Jauense.

com capa branca plastificada, da Cartonagem Jauense. Outra imagem para o som Ligada em reediÁıes e

Outra imagem para o som

Ligada em reediÁıes e relanÁamen-

tos, a Universal Music coloca no mer-

cado as colet‚neas Sound + Vision,

com dois CDs e um DVD de 27 artis-

Visibilidade total

A Rigesa desenvolveu uma emba-

lagem exclusiva em plástico trans-

parente para o lançamento do novo

gel dental com própolis da Protta Farmacêutica. O novo produto é apresentado em cartucho de PVC. A Rigesa desenvolveu esta peça especialmente para a nossa em- presa. Com impressão sofisticada

e transparência, a embalagem au-

menta o poder competitivo do gel dental nas gôndolas e, por isso, buscamos a parceria com uma em- presa preocupada com nosso pro- duto, explica Claudia Serra, dire- tora comercial da Protta. Os principais diferenciais da emba- lagem são a transparência e o processo de corte-e-vinco de alta precisão. Por ser produzi-

do com um substrato plástico semi-rígido transparente, o pro- duto tem maior visibilidade e des- taque no ponto-de-venda, além de possibilitar a utilização de grafis- mos de alto impacto. A tecnologia de vincagem utilizada reduz o efei-

to memória” – pelo qual o substra-

to tende a voltar ao seu formato original, antes do vinco , garantin- do a sustentação, melhor transpor- te e acondicionamento. O design da embalagem foi criado pela agência Age, e a bisnaga é produ- zida pela Cebal.

ag ê ncia Age, e a bisnaga é produ- zida pela Cebal. 5 4 > >

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> > > m m a a r r ç ç o o 2 2 0

tas nacionais e internacionais. A

preocupaÁ„o com luxo e beleza fica

por conta do Digipak, combinaÁ„o

de pl·stico e papelcart„o de alta

qualidade produzida no Brasil pela

Rigesa. A embalagem premium tem

quatro painÈis impressos com quatro

cores mais verniz UV fosco.

Cara nova para os medicamentos Libbs

São modernas, delicadas e de acordo com as regras da Anvisa as novas embalagens da linha ginecológica da Libbs, fornecidas pela Mácron Indústria Gráfica. Os contraceptivos e medica- mentos ganharam cartucho com cores suaves, marca d'água e informações exigidas pelos órgãos de saúde, como via de administração e principío ativo. O porta-blister e o calendário também têm novo design, assinado pela Grafite.

Sabonete Francis ganha linha Suave

Mais cor e vida nos sabonetes Fran- cis. Os produtos Light foram substi- tuídos pela linha Suave, já nas per- fumarias e supermercados de todo o país. As novas versões, divididas em quatro elementos (cereais, iogurte, chás e óleos), ganharam embala- gens com tons mais vibrantes e sofis- ticados. Criados pela agência a10 Design, os cartuchos fornecidos pela

Dixie Toga têm também fonte espe- cial elaborada para o nome Suave.

a10 Design, os cartuchos fornecidos pela Dixie Toga t ê m tamb é m fonte espe-
a10 Design, os cartuchos fornecidos pela Dixie Toga t ê m tamb é m fonte espe-
Lan ç amentos em vidro e PVC A Chlorophylla iniciou o ano apre- sentando ao

Lançamentos em vidro e PVC

A Chlorophylla iniciou o ano apre- sentando ao mercado uma nova li- nha de deocolônias, a Fotosynthese, em quatro fragrâncias (folhas ver- des, frutas vermelhas, gotas de or- valho e mix de frutas), acondiciona- das em frascos de vidro fornecidos pela Vidraria Anchieta. A im- pressão dos frascos foi feita

pela Deda Decorações, no sistema ACL (Applied Ceramic Label), tam- bém conhecido como silk-screen fundente. As tampas dos frascos são da Herplast, e os cartuchos, im- pressos pela Serzegraf. Simultanea- mente, a empresa lançou os sabo- netes líquidos Georgia e Georgia In- tense, em frascos de PVC, fabrica- dos pela Embaclass, com impressão da Cotacel e tampas da Ralter. O de- sign das embalagens foi desenvolvido pela própria Chlorophylla.

com impress ã o da Cotacel e tampas da Ralter. O de- sign das embalagens foi

Foto garante realismo a açúcar

O açúcar Estrela, fabricado pelo gru-

po pernambucano Tavares de Melo,

ganhou nova identidade visual, ela- borada pela FutureBrand. Segundo

os designers da agência, o produto

foi renovado para dar à marca um visual mais moderno, seguindo ten- dências do mercado e exigências das donas de casa. Cores tradicionais do produto, como o azul e o vermelho,

são enfatizadas em novos grafismos.

A ilustração que mostrava um bolo e

uma xícara de café foi substituída por uma foto, mais realista. De polietileno

coextrudado, as embalagens são feitas pela Tecnoval e pela Plaszom.

í da por uma foto, mais realista. De polietileno coextrudado, as embalagens s ã o feitas
Quero quer mais A Quero Alimentos est á ampliando seu portf ó lio com o

Quero quer mais

A Quero Alimentos está ampliando seu portfólio com o lançamento do Quero extrato, produto premium que irá complementar sua linha de ato- matados, e dos temperos completos com pimenta e bacon. As latas de aço de 140g, 350g e 860g do ex- trato de tomate são fornecidas pela CBL Cia. Brasileira de Latas, pela Bertin e pela Metalúrgica Mococa. As embalagens plásticas dos tempe- ros são feitas pela Poly-Vac. O lay- out é da Mecenas Design.

rgica Mococa. As embalagens pl á sticas dos tempe- ros s ã o feitas pela Poly-Vac.
rgica Mococa. As embalagens pl á sticas dos tempe- ros s ã o feitas pela Poly-Vac.
rgica Mococa. As embalagens pl á sticas dos tempe- ros s ã o feitas pela Poly-Vac.
rgica Mococa. As embalagens pl á sticas dos tempe- ros s ã o feitas pela Poly-Vac.
rgica Mococa. As embalagens pl á sticas dos tempe- ros s ã o feitas pela Poly-Vac.
Guia amigo A SPP-Nemo, unidade de distri- buiÁ„o da Suzano Papel e Celulo- se, acaba
Guia amigo A SPP-Nemo, unidade de distri- buiÁ„o da Suzano Papel e Celulo- se, acaba
Guia amigo A SPP-Nemo, unidade de distri- buiÁ„o da Suzano Papel e Celulo- se, acaba

Guia amigo

A

SPP-Nemo, unidade de distri-

buiÁ„o da Suzano Papel e Celulo- se, acaba de lanÁar um guia com procedimentos para reduzir o im- pacto ambiental da atividade gr·-

fica. Intitulado ìO papel da ind˙s- tria gr·fica na preservaÁ„o do meio ambienteî, o trabalho traz dicas e recomendaÁıes relativas

a

controle de resÌduos, recicla-

gem e reuso de material. ìO ob- jetivo È levar informaÁıes que ajudar„o a obter o melhor de- sempenho na atividade, sem des- cuidar do ambienteî, diz Marco AntÙnio de Oliveira, gerente-geral de distribuiÁ„o da SPP-Nemo.

Plano de investimentos

A

International Paper do Brasil

planeja elevar sua capacidade produtiva em cerca de 7%. A em- presa anunciou investimento de 130 milhıes de dÛlares para este ano. O dinheiro, praticamente o dobro do disponibilizado em

2004, inclui projetos ambientais e

o

custo dos estudos de viabilidade

de uma nova f·brica.

Leste mais colorido Fornecedora de tintas para im- press„o com atuaÁ„o na ind˙stria de embalagem, a Sun Chemical

est· investindo no leste europeu. ApÛs concluir uma f·brica polo- nesa, na capital VarsÛvia, a em- presa anunciou a construÁ„o de uma unidade em Moscou. A idÈia

È

oferecer ao mercado russo no-

vas tecnologias de tintas para impress„o de embalagens em ro- togravura e flexografia.

BalanÁo

A

Klabin teve lucro lÌquido de

455,5 milhıes de reais em 2004. Embora tenha respondido por 22% do patrimÙnio lÌquido da

empresa, o lucro lÌquido de 2004

È

menos que a metade do obtido

no ano anterior: 1 bilh„o de reais. A empresa ressalva, no en- tanto, ter feito uma importante reestruturaÁ„o em 2003. O endi- vidamento lÌquido no final de 2004 foi de 498 milhıes de reais, com queda de 3% sobre os 513 milhıes de reais do ano anterior.

lÌquido no final de 2004 foi de 498 milhıes de reais, com queda de 3% sobre
lÌquido no final de 2004 foi de 498 milhıes de reais, com queda de 3% sobre
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lÌquido no final de 2004 foi de 498 milhıes de reais, com queda de 3% sobre
lÌquido no final de 2004 foi de 498 milhıes de reais, com queda de 3% sobre

BalanÁo de 2004: feliz ano velho

De acordo com o Departamento de Estudos Econômicos da Abigraf (Associação Brasileira da Indústria

Gráfica), o mercado gráfico brasilei- ro cresceu 10% em 2004, movimen- tando mais de 5 bilhões de dólares.

A estimativa foi obtida através de

análises do consumo aparente de diferentes insumos processados pela indústria gráfica, especialmen- te papéis e tintas de uso setorial. Outro sinal positivo veio do nível de emprego no setor, que subiu 4,14% entre janeiro e outubro de 2004, com a contratação de 8105 traba- lhadores, resultado três pontos per- centuais acima do registrado no mesmo período de 2003. Por sua vez, a balança comercial de produ- tos gráficos registrou comemorado superávit. As exportações cresce- ram 2,65% em 2004, totalizando

204,43 milhões de dólares, e as im- portações sofreram queda de 6,79%, somando 103,7 milhões de dólares. Se os estudos preliminares se confirmarem, o saldo da balança comercial do setor gráfico em 2004

será de 100,7 milhões de dólares, o que representaria um crescimento de 38,7% em relação ao superávit de 2003. Os principais produtos na pauta de exportações foram artigos de papelaria (principalmente cader- nos) e embalagens, enquanto nas importações a lideran