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br Ano VI • Nº 56 • Abril 2004 • R$ 9,00

vidros mantÊm competitividade • produtos infantis • feiras


Xepa, nem de graça
D eci­di­da­men­te, fei­ras
co­mer­ciais são um
bom ne­gó­cio, daí sua pro­
bu­ti­que. A maio­ria, à fei­ra-
li­vre. Numa ou nou­tra,
to­dos bus­cam o me­lhor. O
de vi­si­tan­tes. Será di­fí­cil
es­con­der, de quem vê e
vive na pele, a rea­li­da­de de
li­fe­ra­ção. Mas pa­re­ce que que nin­guém quer é pe­gar fei­ras com cor­re­do­res lar­
essa abun­dân­cia está cau­ a xepa, como al­gu­mas gos de­mais, “pra­ças de
san­do in­di­ges­tão a quem é em­pre­sas aca­ba­ram pe­gan­ re­pou­so”, es­tan­des re­pe­ti­
atraí­do por car­dá­pios re­pe­ do re­cen­te­men­te. dos e va­zios, bo­ni­fi­ca­dos,
ti­ti­vos. O fe­nô­me­no, aliás, Di­nhei­ro mal gas­to não tudo re­ve­lan­do que em
re­dun­da em ou­tro: na bre­ vol­ta, mas o mer­ca­do sem­ mui­tos ca­sos o “su­ces­so” é
cha dos fei­rões, bro­tam as pre iden­ti­fi­ca o que lhe pura obra de fic­ção.
Di­fí­cil es­con­der, de fei­ras es­pe­cia­li­za­das. con­vém. Ain­da que re­pre­ Como se mede o to­tal de
quem vê e vive na Não se de­du­za que so­mos sen­tan­tes e veí­cu­los de ne­gó­cios fei­tos ou “de­sen­
pele o que de fato con­tra a rea­li­za­ção de fei­ co­mu­ni­ca­ção atre­la­dos a ca­dea­dos” numa fei­ra?
ras. Elas são uma mí­dia fei­ras fa­çam, ao seu fi­nal, Al­gum ex­po­si­tor re­ve­la
ocor­re, a rea­li­da­de
im­por­tan­te, que com­ple­ ba­lan­ços in­va­ria­vel­men­te nú­me­ros? Se o faz, como
de fei­ras com
men­ta as de­mais. Mas há po­si­ti­vos, cada vez mais apu­rar se são ver­da­dei­ros?
cor­re­do­res lar­gos fei­ras e fei­ras. Como ocor­ será inú­til apre­sen­tar Ante dú­vi­das as­sim, a
de­mais, estandes re no mun­do que ins­pi­ra o nú­me­ros mos­tran­do gor­ clien­te­la se en­co­lhe e es­co­
re­pe­ti­dos e va­zios, nome ge­né­ri­co de tais dos vo­lu­mes de ne­gó­cios lhe. Xepa, nem de gra­ça.
tudo re­ve­lan­do que even­tos, a clien­te­la, com a rea­li­za­dos ou “de­sen­ca­ Até maio.
o “su­ces­so de ven­das” bol­sa par­ca, tor­na-se mais dea­dos”, cres­cen­te ade­são
é pura obra de fic­ção se­le­ti­va. Quem pode vai à de ex­po­si­to­res, mul­ti­dões Wil­son Pa­lha­res
abril 2004
Diretor de Redação
Wilson Palhares
palhares@embalagemmarca.com.br

Reportagem

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entrevista: vidro redacao@embalagemmarca.com.br
ANTÔNIO CARLOS Material se renova e Flávio Palhares
flavio@embalagemmarca.com.br
DANTAS CABRAL apresenta novidades, Guilherme Kamio
Engenheiro de alimen- revertendo a perda de guma@embalagemmarca.com.br
tos e professor de pós- usuários para os Leandro Haberli Silva
leandro@embalagemmarca.com.br
graduação em recipientes plásticos
embalagem discute Colaboradores
Josué Machado e Luiz Antonio Maciel
maneiras de fugir
do foco excessivo Diretor de Arte
Carlos Gustavo Curado
em custos arte@embalagemmarca.com.br

12 reportagem de
capa: maioneses
Assistente de Arte
José Hiroshi Taniguti
Administração
Migração da marca líder Marcos Palhares (Diretor de Marketing)
do pote de vidro para o Eunice Fruet (Diretora Financeira)
de PET e diversificação Departamento Comercial
dos tipos de embala- comercial@embalagemmarca.com.br
gens utilizados eviden- Karin Trojan

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Wagner Ferreira
ciam segmento com estratégia
competitividade em alta Novos cosméticos Circulação e Assinaturas
Marcella de Freitas Monteiro
infantis revelam assinaturas@embalagemmarca.com.br
vantagens intrínsecas Assinatura anual: R$ 90,00
do uso de personagens Público-Alvo
infantis licenciados Em­ba­la­gem­Mar­ca é di­ri­gi­da a pro­fis­sio­nais
que ocu­pam car­gos téc­ni­cos, de di­re­ção,
e daqueles criados ge­rên­cia e su­per­vi­são em em­pre­sas for­ne­ce­
em casa do­ras, con­ver­te­do­ras e usuá­rias de em­ba­la­
gens para alimentos, be­bi­das, cos­mé­ti­cos,
me­di­ca­men­tos, ma­te­riais de lim­pe­za e home
ser­vi­ce, bem como pres­ta­do­res de ser­vi­ços
re­la­cio­na­dos com a ca­deia de em­ba­la­gem.

Filiada ao

22 38
Evento: label evento:
latinoamerica brasilpack Im­pres­sa em Image Art 145 g/m2 (capa) e
Mercado de rótulos e Edição 2004 ressalta Couché Mate 90g/m2 (miolo) da Ripasa
etiquetas auto-adesivas caráter de evento Impressão: Congraf
ganha feira exclusiva técnico e de vitrine,
com edição inaugural apesar da aparente
da Label Latinoamerica movimentação tímida EmbalagemMarca é uma publicação
mensal da Bloco de Comunicação Ltda.
Rua Arcílio Martins, 53 • Chácara Santo

3 Editorial 46 Panorama
Antonio - CEP 04718-040 • São Paulo, SP
Tel. (11) 5181-6533 • Fax (11) 5182-9463
Clientela das feiras comerciais Movimentação na indústria de
Filiada à
está cada vez mais seletiva embalagens e seus lançamentos

18 Perfil 48 Painel Gráfico


foto de capa: studio ag

O papel das embalagens na opera- Novidades do setor, da criação www.embalagemmarca.com.br


ção brasileira da Perfetti Van Melle ao acabamento de embalagens O con­teú­do edi­to­rial de Em­ba­la­gem­Mar­ca é
res­guar­da­do por di­rei­tos au­to­rais. Não é per­

43 Display 50 Almanaque
mi­ti­da a re­pro­du­ção de ma­té­rias edi­to­riais
pu­bli­ca­das nes­ta re­vis­ta sem au­to­ri­za­ção da
Lançamentos e novidades – e Fatos e curiosidades do mundo Blo­co de Co­mu­ni­ca­ção Ltda. Opi­niões
ex­pres­sas em ma­té­rias as­si­na­das não re­fle­
seus sistemas de embalagens das marcas e das embalagens tem ne­ces­sa­ria­men­te a opi­nião da re­vis­ta.
entrevista

“É preciso ter visão sistêmica”


E
le tem uma car­rei­ra na área de
em­ba­la­gens que con­vi­da a uti­li­
zar o lu­gar co­mum de que “dis­
pen­sa apre­sen­ta­ções”. Em­bo­ra
seja uma re­fe­rên­cia no se­tor,
na­tu­ral­men­te nem to­dos o
co­nhe­cem, e por isso a tal apre­
sen­ta­ção é aqui sin­te­ti­za­da. Reconhecido
como gran­de co­nhe­ce­dor do as­sun­to, além
de nos úl­ti­mos trin­ta anos, des­de que se
for­mou, ter tra­ba­lha­do em al­gu­mas das
maio­res em­pre­sas do se­tor, Antonio Carlos
Dantas Ca­bral foi di­re­tor exe­cu­ti­vo da
As­so­cia­ção Bra­si­lei­ra de Em­ba­la­gem.
En­ge­nhei­ro de ali­men­tos for­ma­do pela
Uni­camp, com­ple­tou mes­tra­do em em­ba­
la­gens na uni­ver­si­da­de ame­ri­ca­na Rut­
gers. Ca­bral é pro­fes­sor do Ins­ti­tu­to Mauá
de Tec­no­lo­gia, onde coor­de­na o cur­so de
pós-gra­dua­ção em em­ba­la­gens, de cuja
cria­ção par­ti­ci­pou. Esse cur­so, inaugurado
em 1998, busca reu­nir o que de me­lhor
existe no mer­ca­do bra­si­lei­ro, com alian­
divulgação

ças fei­tas com cen­tros de ex­ce­lên­cia em


di­fe­ren­tes áreas do co­nhe­ci­men­to em
em­ba­la­gem. Re­cen­te­men­te, dou­to­rou-se
An­to­nio Car­los em En­ge­nha­ria de Pro­du­ção na Uni­ver­si­da­
de de São Pau­lo (USP), com orien­ta­ção do
Dan­tas Ca­bral, pro­fes­sor dou­tor Afon­so Fleury.
O ob­je­ti­vo de sua tese de dou­to­ra­do foi
en­g e­nhei­ro de de­sen­vol­ver, com base na Teo­ria das Res­tri­
ções, um mo­de­lo que per­mi­tis­se iden­ti­fi­car
ali­men­tos e uma das res­tri­ções téc­ni­cas, eco­nô­mi­cas ou po­lí­ti­cas
na Ca­deia Pro­du­ti­va de Ali­men­tos (CPA).
maiores autoridades na Fo­ram en­tre­vis­ta­dos se­ten­ta agen­tes da CPA
em bus­ca de pro­ble­mas – cha­ma­dos de efei­
área de em­ba­la­g ens tos in­de­se­já­veis – que pu­des­sem ser clas­si­
fi­ca­dos no mo­de­lo de­sen­vol­vi­do e ana­li­sa­
no Brasil, fala de sua dos me­ti­cu­lo­sa­men­te, para que as suas cau­
sas pu­des­sem ser iden­ti­fi­ca­das. “Gran­de
tese de doutorado e con­cen­tra­ção de efei­tos in­de­se­já­veis num
pon­to do mo­de­lo é in­dí­cio de elo fra­co”,
aponta caminhos para lem­bra Ca­bral. “É in­dí­cio de res­tri­ção.” Os
pró­prios agen­tes en­tre­vis­ta­dos va­li­da­ram,
a cadeia produtiva de na eta­pa se­guin­te, os re­sul­ta­dos ob­ti­dos.
alimentos fugir do foco
Em seu tra­ba­lho, é ci­ta­do que a CPA é
excessivo em custos pres­sio­na­da, por um lado, pe­los for­ne­ce­
do­res de em­ba­la­gens e de in­su­mos, que

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ten­tam re­cu­pe­rar mar­gens, e por ou­tro, en­ten­der o que se faz e o que os ou­tros
pelo va­re­jo, cada vez mais po­de­ro­so, for­ fa­zem. É es­sen­cial que to­dos os agen­tes sai­
çan­do re­du­ções de pre­ço. Não é um foco bam qual a im­pli­ca­ção do seu tra­ba­lho no
ex­ces­si­vo em cus­tos? tra­ba­lho dos ou­tros. Ter vi­são sis­tê­mi­ca é
Na rea­li­da­de, essa pres­são co­me­ça à mon­ per­ce­ber to­das as nuan­ças das re­la­ções en­tre
tan­te, nos for­ne­ce­do­res de in­su­mos e ma­té­ os agen­tes, in­clu­si­ve as de go­ver­nan­ça.
rias-pri­mas como re­si­nas e ce­lu­lo­se. A essa Numa ca­deia pro­du­ti­va “pro­du­cer dri­ven” o
pres­são con­tra­põe-se ou­tra à ju­san­te, que se gran­de fa­bri­can­te, o gran­de pro­du­tor, é
ori­gi­na no hoje re­du­zi­do po­der aqui­si­ti­vo quem di­tas as re­gras. Numa ca­deia “bu­yer
do con­su­mi­dor. Lem­bre-se que nós, os con­ dri­ven”, essa go­ver­nan­ça é do con­su­mi­dor.
su­mi­do­res, que­re­mos com­prar o me­lhor A ca­deia de ves­tuá­rio, por exem­plo, é ti­pi­
pro­du­to que o nos­so di­nhei­ro pos­sa pa­gar. ca­men­te “bu­yer dri­ven”. Sin­te­ti­zan­do, para
O cho­que ou a con­ver­gên­cia des­sas pres­ se ter vi­são sis­tê­mi­ca é ne­ces­sá­rio o en­ten­
sões aca­ba che­gan­do à in­dús­tria de em­ba­ di­men­to dos pa­péis de to­dos os agen­tes na
la­gens e à in­dús­tria de ali­men­tos. ca­deia pro­du­ti­va, in­clu­si­ve o pró­prio, e o
en­ten­di­men­to das re­la­ções en­tre os agen­tes,
De for­ma ne­ga­ti­va? es­pe­cial­men­te as de po­der.
À pri­mei­ra vis­ta sim, ge­ran­do o que é
cha­ma­do de “loop ne­ga­ti­vo”. Por Qual a con­se­qüên­cia da per­da des­sa
Como é
con­ta des­se foco ex­ces­si­vo em cus­ vi­são?
tos, os agen­tes da ca­deia pro­du­ti­va dis­cu­ti­do na Teo­ria Para a in­dús­tria de em­ba­la­gem e para
en­xu­gam de tal for­ma suas es­tru­tu­ras das Res­tri­ções, as toda a CPA, há um em­po­bre­ci­men­to
que não so­bram re­cur­sos para man­ter re­la­ções fi­cam nas re­la­ções com os de­mais agen­tes,
ou de­sen­vol­ver essa vi­são sis­tê­mi­ca. como foi cons­ta­ta­do no tra­ba­lho,
Com a vi­são sis­tê­mi­ca re­du­zi­da, não res­tri­tas ao mun­do ge­ran­do o já ci­ta­do “foco ex­ces­si­vo
con­se­guem en­xer­gar ou­tra coi­sa que dos cus­tos, quan­do em cus­to”. Elas pas­sam a se res­trin­gir
não seja o cus­to. Esse cír­cu­lo vi­cio­so de­ve­riam tam­bém ao ho­ri­zon­te do pre­ço: “Quan­to cus­
em­po­bre­ce as re­la­ções en­tre es­ses ta?” é a ques­tão cen­tral. Opor­tu­ni­da­
agen­tes. No en­tan­to, há que se con­si­
en­glo­bar o “mun­do des de ge­ra­ção de va­lor e ou­tros atri­
de­rar que essa con­ver­gên­cia de pres­ dos ga­nhos”. bu­tos im­por­tan­tes do pro­ces­so, dos
sões tam­bém che­ga de for­ma pro­vo­ Opor­tu­ni­da­des de quais a ca­deia em toda sua ex­ten­são
ca­ti­va, mos­tran­do opor­tu­ni­da­des. pu­des­se se apro­priar mais equi­li­bra­
ge­ra­ção de va­lor da­men­te, aca­bam sen­do des­per­di­ça­
Assim, há um lado po­si­ti­vo no foco aca­bam sen­do das. Em ou­tras pa­la­vras, como é dis­
em cus­tos, que é a cria­ção de opor­tu­ des­per­di­ça­das cu­ti­do na Teo­ria das Res­tri­ções, as
ni­da­des, e um lado ne­ga­ti­vo, que é a re­la­ções fi­cam res­tri­tas ao mun­do dos
per­da de vi­são sis­tê­mi­ca? cus­tos quan­do de­ve­riam tam­bém
Sim, e esse é o pon­to es­sen­cial do tra­ba­lho. Há en­glo­bar o “mun­do dos ga­nhos”.
o lado preo­cu­pan­te e o lado pro­vo­ca­ti­vo que é
des­co­brir no­vas opor­tu­ni­da­des nes­se ce­ná­rio Dá para ex­pli­car me­lhor essa teo­ria?
tur­bu­len­to. As in­for­ma­ções le­van­ta­das no tra­ A Teo­ria das Res­tri­ções, de Eli­ya­hu Gol­
ba­lho mos­tra­ram que as aten­ções es­tão de tal dratt, par­te do pres­su­pos­to de que as em­pre­
for­ma con­cen­tra­das no pri­mei­ro que os agen­ sas e as ca­deias pro­du­ti­vas de­vem ser vistas
tes não es­tão ten­do re­cur­sos, in­clusive tem­po como sis­te­mas que, por sua vez, de­vem ser
para ga­rim­par opor­tu­ni­da­des. vis­tos como cor­ren­tes. Toda cor­ren­te terá
sem­pre um elo mais fra­co, e ele é a res­tri­
O que é essa vi­são sis­tê­mi­ca? ção na qual todo o es­for­ço deve ser con­cen­
Ter vi­são sis­tê­mi­ca é ver o todo e as par­tes, tra­do até que ela seja “ele­va­da”. Para Gol­
é ver a flo­res­ta e as ár­vo­res. É en­ten­der exa­ dratt, sem­pre exis­ti­rão elos mais fra­cos, e
ta­men­te o pa­pel de to­dos e de cada um na por isso o ge­ren­cia­men­to do sis­te­ma deve
cons­tru­ção do re­sul­ta­do e do va­lor da pri­mar pela me­lho­ria cons­tan­te. Todo sis­te­
em­pre­sa, com­preen­den­do e in­fluen­cian­do as ma tem uma meta, e de­vem ser iden­ti­fi­ca­
suas re­la­ções com o am­bien­te ex­ter­no. É das as bar­rei­ras que im­pe­dem atin­gi-la.

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Qual a meta des­se sis­te­ma es­pe­cí­fi­co e qual ver­da­dei­ra­men­te uma op­ção. Não creio seja
a maior res­tri­ção nele en­con­tra­da? er­ra­do que­rer re­du­zir cus­tos. Mas se ape­nas
A meta de cada um dos agen­tes da CPA, se pen­sar nis­so a ne­go­cia­ção vai ser sem­pre
pro­pos­ta para o mo­de­lo cria­do nes­se tra­ba­ po­bre e não sur­gi­rão pro­pos­tas in­te­res­san­
lho, é “ga­nhar di­nhei­ro ge­ran­do va­lor e dele tes, ino­va­do­ras e cria­ti­vas. O que se vê é
se apro­prian­do ade­qua­da­men­te”. O “loop que em­pre­sas que tra­zem so­lu­ções cria­ti­vas
ne­ga­ti­vo” ci­ta­do an­te­rior­men­te é o que con­se­guem cres­cer, con­se­guem ven­der.
iden­ti­fi­ca­mos como a maior res­tri­ção.
Esse cír­cu­lo vi­cio­so pode con­tri­buir para a
Essa res­tri­ção ex­pli­ca­ria as mar­gens ge­ral­ mor­te de uma mar­ca?
men­te bai­xas da in­dús­tria de ali­men­tos? Há mui­tos fa­to­res que aju­dam uma mar­ca a
Não é a cau­sa bá­si­ca, mas tem uma con­tri­ mor­rer ou re­nas­cer. As­sim como um pro­je­to
bui­ção mui­to im­por­tan­te. Na pes­qui­sa cons­ mal-fei­to, uma em­ba­la­gem mal-con­ce­bi­da
ta­tou-se gran­de con­cen­tra­ção de efei­tos pode ma­tar uma mar­ca. Da mes­ma for­ma,
in­de­se­já­veis ori­gi­na­dos pelo ex­ces­si­vo foco uma em­ba­la­gem bem fei­ta, que tra­ga em­bu­
em cus­to. Eles con­so­mem re­cur­sos e blo­ ti­da de for­ma en­fá­ti­ca o as­pec­to da cria­ti­vi­
queiam ações ge­ra­do­ras de va­lor. Se da­de e seja vi­sí­vel e po­si­ti­va­men­te
es­ses pro­ble­mas pu­de­rem ser eli­mi­ di­fe­ren­te, pode res­sus­ci­tar uma mar­
na­dos, fa­tal­men­te o ca­mi­nho até a A qualidade ca. Para não ir lon­ge, a en­tre­vis­ta da
meta tor­nar-se-á mais cla­ro. Fri­so edi­ção an­te­rior da re­vis­ta, com aque­le
que a meta não é só ga­nhar di­nhei­ro. de muitos de de­sig­ner ita­lia­no, é uma cha­ma­da à
É pre­ci­so adi­cio­nar va­lor. Como as nossos produtos cria­ti­vi­da­de (Ser­gio Ca­la­tro­ni, Emb
­ a­
re­la­ções es­tão se tor­nan­do cada vez vem caindo ao longo lag ­ em­Marc ­ a nº 55, mar/2004). Lem­
mais po­bres, a ten­dên­cia é fo­car cada bro de novo que, na ca­deia pro­du­ti­va,
vez mais em cus­to, per­der a vi­são sis­
do tempo. é pre­ci­so mo­ni­to­rar os in­di­ca­do­res
tê­mi­ca. Com isso, as mar­gens aca­ Pontualmente, o re­le­van­tes mas não se pode es­que­cer
bam sen­do pre­ju­di­ca­das. consumidor talvez a cria­ti­vi­da­de.
nem perceba, pois
O que fa­zer para re­ver­ter isso? Como o se­nhor já dis­se, há ca­deias
Esse pro­ces­so foi acon­te­cen­do gra­ seu padrão de com- “pro­du­cer dri­ven” e ou­tras “bu­yer
dual­men­te, ao lon­go dos anos, e é paração também dri­ven”. Ou, em por­tu­guês, aque­las
di­fí­cil, de ime­dia­to, con­se­guir vol­tar
vem mudando lenta- “co­man­da­das pelo pro­du­tor” e aque­
ao pon­to ini­cial. No en­tan­to, é pre­ci­so las “co­man­da­das pelo com­pra­dor”,
agir ra­pi­da­men­te. Ob­ser­vemos que a mente. Mas a dife- con­du­zi­das pela cres­cen­te con­cen­tra­
qua­li­da­de de mui­tos dos nos­sos pro­ rença existe ção das re­des de dis­tri­bui­ção. O que
du­tos vem cain­do ao lon­go do tem­po. se­ria ne­ces­sá­rio para en­con­trar uma
Pon­tual­men­te, o con­su­mi­dor tal­vez con­di­ção de equi­lí­brio?
nem per­ce­ba a di­fe­ren­ça, por­que seu pa­drão Uma ca­deia equi­li­bra­da é aque­la em que
de com­pa­ra­ção tam­bém vem mu­dan­do len­ to­dos os agen­tes têm po­der se­me­lhan­te, e as
ta­men­te. Mas essa di­fe­ren­ça exis­te, é vi­sí­vel ne­go­cia­ções são ri­cas. A pes­qui­sa não mos­
para o ob­ser­va­dor aten­to e foi cau­sa­da pelo trou uma re­gra ge­ral para se atin­gir esse
foco ex­ces­si­vo em cus­to. Para re­ver­ter o equi­lí­brio. Su­ge­re que os agen­tes da ca­deia
pro­ces­so é fun­da­men­tal ter o olhar mais pro­du­ti­va “pas­seiem” por ela o tem­po todo.
cria­ti­vo para toda a CPA apre­sen­tan­do so­lu­ Não po­dem fi­car res­tri­tos ao pró­prio am­bien­
ções real­men­te “ir­re­cu­sá­veis”. te, ado­ta­rem a “vi­são sis­tê­mi­ca de vi­zi­nhan­
ça”, na qual se olha ape­nas os agen­tes que
No en­tan­to, está cla­ro tam­bém que essa vêm ime­dia­ta­men­te à mon­tan­te e à ju­san­te.
bus­ca por pre­ços mais com­pe­ti­ti­vos não é Esse é o pri­mei­ro pas­so efe­ti­vo para in­ver­ter
fru­to ape­nas do tal “loop ne­ga­ti­vo”. . . o “loop ne­ga­ti­vo”. O cír­cu­lo vi­cio­so tor­na-
De fato. Contudo, a im­pres­são que se tem é se gra­dual­men­te um cír­cu­lo vir­tuo­so, por­
de que essa de­ter­mi­na­ção qua­se ob­ses­si­va que a real vi­são sis­tê­mi­ca se am­plia. Abre-
por re­du­ção de cus­tos é uma ne­ces­si­da­de se en­tão o es­pa­ço para ino­var, para ser
im­pos­ta pela si­tua­ção eco­nô­mi­ca, e não cria­ti­vo e in­ves­tir em co­nhe­ci­men­to.

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O se­nhor men­cio­nou a im­por­tân­cia de en­ten­dê-los e orien­tar as ações a par­tir des­
co­nhe­cer as re­la­ções de po­der. Ouve-se à se en­ten­di­men­to. Um be­ne­fí­cio cla­ro disso
exaus­tão que “85% das de­ci­sões de com­ se­ria o en­ri­que­ci­men­to das re­la­ções en­tre
pra são to­ma­das no pon­to-de-ven­da”. Isso com­pra­do­res e ven­de­do­res. Como? Uma
não se en­qua­dra­ria no jogo de for­ça en­tre das pro­pos­tas do tra­ba­lho é a “ne­go­cia­ção
o va­re­jo e o se­tor pro­du­ti­vo? Sen­do mais in­te­li­gen­te”, que é a soma de três fa­to­res. O
cla­ro: não se­ria um ar­gu­men­to bran­di­do pri­mei­ro é o ven­de­dor pre­pa­ra­do para ser
pelo va­re­jo para va­lo­ri­zar-se, em de­tri­men­ um “so­lu­cio­na­dor de pro­ble­mas”, por­que
to das mar­cas e dos pró­prios pro­du­tos? co­nhe­ce toda a ca­deia pro­du­ti­va e sabe aju­
Numa ca­deia pro­du­ti­va, quem está mais dar seu clien­te a en­con­trar a me­lhor de­las.
per­to do con­su­mi­dor leva van­ta­gem se sou­ O se­gun­do é o com­pra­dor “ca­ta­li­sa­dor de
ber in­ter­pre­tar o que ele quer. Os su­per­mer­ so­lu­ções”, ou seja, al­guém que sabe re­co­
ca­dos sa­bem fa­zer isso. Quan­do o con­su­mi­ nhe­cer, en­tre as di­ver­sas so­lu­ções a ele ofe­
dor es­co­lhe en­tre dois pro­du­tos equi­va­len­ re­ci­das, qual trará me­lho­res re­sul­ta­dos sis­
tes, opta pelo mais ba­ra­to. Se o va­re­jo se tê­mi­cos para a em­pre­sa. Por úl­ti­mo, o que
tor­na atraen­te, ofe­re­cen­do so­lu­ções, am­bien­ cha­mo, brin­can­do com as pa­la­vras, de
te in­te­res­san­te e pre­ço ade­qua­do, o “di­fe­ren­ça di­fe­ren­te”, fu­gin­do da­que­
con­su­mi­dor está con­quis­ta­do e tor­na- le cha­vão “o meu pro­du­to tem qua­li­
se seu alia­do. Tem-se, por­tan­to, a Uma caracte- da­de”. É aí que en­tra a cria­ti­vi­da­de, o
ca­deia “bu­yer dri­ven”. es­pí­ri­to ino­va­dor da em­pre­sa.
rística dos consumi-
O que se des­ta­ca nes­sa ob­ser­va­ção? dores é que cada Há uma ma­nei­ra re­la­ti­va­men­te pal­
Um as­pec­to in­te­res­san­te é o con­fli­to vez mais anseiam pá­vel de se che­gar a es­ses ob­je­ti­vos?
ex­ce­lên­cia versus di­ver­si­da­de. De Tal­vez seja di­fí­cil, num pri­mei­ro
um lado, a ex­ce­lên­cia nas ope­ra­ções
por inovação a mo­men­to, achar essa “di­fe­ren­ça di­fe­
(en­ten­di­da como bai­xos cus­tos ope­ custos competiti- ren­te”. Mas o ven­de­dor ser um so­lu­
ra­cio­nais), de ou­tro, a di­ver­si­da­de no vos. O agente que cio­na­dor de pro­ble­mas, o ven­de­dor
aten­di­men­to à de­man­da dos con­su­ ser um ca­ta­li­sa­dor de so­lu­ções, não é
mais rapidamente
mi­do­res (leia-se al­tos cus­tos ope­ra­ tão com­pli­ca­do. Bas­ta re­ti­rar um pou­
cio­nais). A ex­ce­lên­cia não pode ser interpretar a co do foco em cus­to, olhar mais o
bus­ca­da uni­la­te­ral­men­te e, por isso, maioria desses sis­te­ma, en­fim, tudo que já fa­la­mos.
per­mea­rá todos os com­po­nen­tes da
anseios ditará as
ca­deia, obri­gan­do-os a ado­tar uma É viá­vel num ce­ná­rio de ren­da com­
ges­tão mais efi­cien­te e efi­caz de seus normas da cadeia pri­mi­da, em que e to­dos os agen­tes
re­cur­sos. Esse com­por­ta­men­to é tí­pi­ produtiva da ca­deia ten­tam re­cu­pe­rar as mar­
co dos ato­res das ca­deias co­man­da­ gens per­di­das nos úl­ti­mos anos?
das pelo pro­du­tor que pode se dei­xar Os bra­si­lei­ros es­tão es­tu­dan­do mais.
le­var pela in­si­nua­ção de que o gran­de é belo Nun­ca se teve tan­ta ofer­ta de cur­sos. As
quan­do re­dun­da em van­ta­gem de cus­tos. A pes­soas es­tão ten­tan­do se di­fe­ren­ciar, usar o
veja mais: www.embalagemmarca.com.br

di­ver­si­da­de, por seu tur­no, deve ser en­ten­ co­nhe­ci­men­to como arma, para en­fren­tar
di­da como uma ca­rac­te­rís­ti­ca dos con­su­mi­ even­tuais dias di­fí­ceis. No pró­prio cur­so de
do­res, que cada vez mais an­seiam por ino­ pós-gra­dua­ção em em­ba­la­gem da Mauá
va­ção a cus­tos com­pe­ti­ti­vos. O agen­te que ma­tri­cu­lam-se em mé­dia 25 alu­nos por ano,
mais ra­pi­da­men­te in­ter­pre­tar a maio­ria des­ des­de que se ini­ciou o Pro­gra­ma de Pós-
ses an­seios di­ta­rá as nor­mas na ca­deia pro­ Gra­dua­ção em En­ge­nha­ria de Em­ba­la­gem,
du­ti­va. Como se vê, além do con­fli­to foco em 1998. São, ao todo, cer­ca de 180 alu­nos,
em cus­to ver­sus vi­são sis­tê­mi­ca, exis­te to­dos pro­fis­sio­nais de em­ba­la­gem. As
esse, da ex­ce­lên­cia ver­sus di­ver­si­da­de. em­pre­sas tam­bém pre­ci­sam in­ves­tir em
co­nhe­ci­men­to. É pre­ci­so real­men­te en­ten­
É pos­sí­vel to­dos os agen­tes da CPA ti­rem der o que os con­su­mi­do­res que­rem, tra­ba­
pro­vei­to dis­so? lhar as in­for­ma­ções dis­po­ní­veis, cul­ti­var o
Es­ses con­fli­tos são, na ver­da­de, a for­ça co­nhe­ci­men­to. É a par­tir des­se cul­ti­vo que
mo­triz da ca­deia pro­du­ti­va. É fun­da­men­tal se con­se­gue en­xer­gar as opor­tu­ni­da­des.

9 – embalagemmarca • abr 2004


reportagem de capa

Apurar, chave para n


Competitividade elevada intensifica a importância das embalagens na atu
Por Guilherme Kamio

Q
uem pos­sui mí­ni­ma ex­pe­riên­ Ul­ti­ma­men­te, po­rém, sob o au­gú­rio
cia gas­tro­nô­mi­ca sabe que de ma­xi­mi­zar mar­gens ob­ti­das com o
pre­pa­rar maio­ne­se em casa pro­du­to, que de igua­ria ou­tro­ra un­ta­da
não é ta­re­fa para chefs de fim nos ca­na­pés do Du­que de Ri­che­lieu
de se­ma­na. Mui­to em­bo­ra a re­cei­ta des­se en­trou no tu­fão das com­mo­di­ties, fa­bri­
clás­si­co da cu­li­ná­ria fran­ce­sa seja elemen­ can­tes têm bus­ca­do re­for­çar seu ape­lo de
tar, unin­do ba­si­ca­men­te ovos, óleo, li­mão con­ve­niên­cia. Re­sul­tou que, no to­can­te à
e mos­tar­da, é pre­ci­so cui­da­do ci­rúr­gi­co apre­sen­ta­ção, a pla­ga das maio­ne­ses é
para que, na mis­tu­ra dos in­gre­dien­tes, a uma das que mais têm aco­lhi­do mo­vi­
emul­são não se que­bre – ou de­san­de, men­ta­ções, ocasionando cres­cen­te va­rie­
como o ma­lo­gro é po­pu­lar­men­te mais da­dae nas gôndolas. A si­len­cio­sa guer­ra
co­nhe­ci­do. De­vi­do à fal­ta de tem­po, dis­ tra­va­da nes­se am­bien­te tem hoje como
po­si­ção idem, para jo­gos de ten­ta­ti­va e ato­res de maior vi­si­bi­li­da­de não so­men­te
erro na co­zi­nha, o mo­lho já pron­to é uma po­tes de vi­dro e de plás­ti­co, mas ou­tros
ca­be­ça-de-pon­te da in­dús­tria ali­men­tí­cia e ti­pos de em­ba­la­gens rí­gi­das, fle­xí­veis e
dos en­tre­pos­tos va­re­jis­tas. car­to­na­das as­sép­ti­cas.
fotos: studio ag

12 – embalagemmarca • abr 2004


ão desandar
ação dos fabricantes de maioneses

Para o não-ha­bi­tué das re­des de auto-


ser­vi­ço, a fi­cha da ra­di­ca­li­za­ção des­sa
com­pe­ti­ti­vi­da­de tal­vez só te­nha caí­do
com uma re­cen­te ação de vul­to: a al­te­ra­
ção da apre­sen­ta­ção mais ar­rai­ga­da da
maio­ne­se lí­der em ven­das no Bra­sil, a
Hell­mann’s, do pote de vi­dro para um
plás­ti­co, de po­lie­ti­le­no te­ref­ta­la­to (PET).
A mi­gra­ção pe­gou o mer­ca­do de sur­pre­
sa, uma vez que, con­for­me a pró­pria
fa­bri­can­te Uni­le­ver Bes­tfoods di­vul­ga­ra
pou­co tem­po an­tes, seu car­ro-che­fe em
maio­ne­ses ex­pe­ri­men­tou em 2003 seu
me­lhor de­sem­pe­nho em va­lor no Bra­sil,
com um sha­re de 51,3% nos da­dos da
con­sul­to­ria AC Niel­sen. “Me­xe­mos num
time que está ga­nhan­do para ga­nhar ain­
da mais”, ex­põe Fe­li­pe Men­des, ge­ren­te
na Uni­le­ver da mar­ca Hell­mann’s.

Desencontros pedem PET


O bom pres­sá­gio é jus­ti­fi­ca­do pelo fato
de a mu­dan­ça ir ao en­con­tro de uma exi­
gên­cia do pú­bli­co. Se­gun­do o exe­cu­ti­vo,
o ser­vi­ço de aten­di­men­to ao con­su­mi­dor
da mar­ca vi­nha re­gis­tran­do, nos úl­ti­mos
anos, pe­di­dos por um re­ci­pien­te mais
se­gu­ro para o ma­nu­seio das crian­ças –
que, de­vi­do ao re­cru­des­ci­men­to do que
Men­des cha­ma de “de­mo­cra­ti­za­ção das
re­fei­ções”, cada vez me­nos se ali­men­
tam jun­to aos pais.
Por isso, o mote da co­mu­ni­ca­ção da
no­vi­da­de é o fato de o pote ser in­que­brá­
vel. Tam­bém pe­sou, para a al­te­ra­ção, o
de­sem­pe­nho da mar­ca de maio­ne­se com
pre­ço mais po­pu­lar da com­pa­nhia, a
Aris­co, que há cer­ca de três anos as­su­
miu o PET. “Com a mu­dan­ça, as ven­das
de Aris­co dis­pa­ra­ram, o que si­na­li­zou
que tal­vez es­ti­vés­se­mos per­den­do uma
gran­de opor­tu­ni­da­de com Hell­mann’s”,
Men­des re­me­mo­ra.
for­ne­ci­dos para maio­ne­se no
Bra­sil, ad­mi­te-se que a per­
da de Hell­mann’s foi um
re­vés e tan­to.
To­da­via, es­cal­da­da pe­los
ca­sos de saí­da e re­tor­no ao
vi­dro de ou­tras mar­cas de
maio­ne­se no pas­sa­do, a
com­pa­nhia man­tém pos­tu­ra
se­re­na. Da man­ga de Ale­
divulgação

xan­dre Mar­che­zi­ni, di­re­tor


de ven­das e mar­ke­ting da
di­vi­são de em­ba­la­gens da
Cis­per, saem os exem­plos
da Maio­negg’s, da Bun­ge,
e da maio­ne­se Que­ro, que,
anos atrás, de­ban­da­ram res­
pec­ti­va­men­te para os po­tes
plás­ti­cos e para as cai­xi­nhas lon­ga vida,
Com potes de PET
En­con­tra­dos em to­das as va­rian­tes da mas de­pois vol­ta­ram ao vi­dro. “Es­sas
inquebráveis, Unilever
mar­ca (clás­si­ca, light e com li­mão) em afirma estar respon- in­dús­trias fi­ze­ram gran­des pes­qui­sas jun­
ver­sões de 250 e 500 gra­mas, os no­vos dendo ao anseio dos to ao con­su­mi­dor que in­di­ca­ram uma pre­
consumidores. fe­rên­cia ma­ci­ça pelo vi­dro, e por isso
po­tes de PET têm tec­no­lo­gia da Am­cor
Bom desempenho
PET Pac­ka­ging e são so­pra­dos numa da Arisco (abaixo) vol­ta­ram atrás”, ele con­ta. “Para se ter
ope­ra­ção in-hou­se na fá­bri­ca de Pou­so também motivou idéia da iden­ti­fi­ca­ção nes­sa ca­te­go­ria,
Ale­gre (MG) da Uni­le­ver, sen­do que as mudança gran­de par­te dos con­su­mi­do­res tra­ta a
pré-for­mas vêm da vi­zi­nha Po­ços de Cal­ em­ba­la­gem do pro­du­to como ‘vi­dro de
das. No pro­je­to, a Uni­le­ver de­sem­bol­ maio­ne­se’, e não pote de maio­ne­se”.
sou 7 mi­lhões de reais. O in­ves­ti­men­
to é jus­ti­fi­ca­do, nas pa­la­vras de Fá­bio Downgrade à vista?
Gian­ni­ni, di­re­tor da Am­cor, “pela fle­ Em pra­zo maior, o exe­cu­ti­vo da Cis­per
xi­bi­li­da­de ga­nha em ter­mos de en­ten­de que a mi­gra­ção para o plás­ti­co
de­sign, que per­mi­tiu a ob­ten­ção de pode vir a de­sen­ca­dear um tiro no pé
um pote com a ins­cri­ção da lo­go­ para a mar­ca lí­der. “Um down­gra­de na
mar­ca e de um de­se­nho de onda em per­cep­ção do pro­du­to pelo con­su­mi­dor é
re­le­vo, um di­fe­ren­cial de mar­ke­ cer­to”, ele en­ten­de, res­sal­tan­do o ape­lo,
ting, e pe­las van­ta­gens na dis­tri­bui­ “bas­tan­te sig­ni­fi­ca­ti­vo”, de reu­so do pote
ção ge­ra­das pela maior le­ve­za do de vi­dro pelo con­su­mi­dor, es­pe­cial­men­te
PET.” quan­do ador­na­do para edi­ções li­mi­ta­das
Ape­sar das van­ta­gens lo­gís­ti­cas, – ações cujo su­por­te qua­li­fi­ca­do é ou­tro
Men­des, da Uni­le­ver, diz que na cha­ma­riz do vi­dro, en­fa­ti­za Mar­che­zi­ni.
pon­ta do lá­pis a al­te­ra­ção de em­ba­ Ao lar­go da bri­ga en­tre o vi­dro e o
la­gem não foi mo­ti­va­da pela pre­ PET, ou­tros ter­mo­plás­ti­cos man­têm o
mên­cia de eco­no­mi­zar. “Até por­que olho na seara de po­tes tu­bu­la­res para
é no­tó­rio que o PET é vo­lá­til aos maio­ne­ses. Há quem apos­te que o po­li­
hu­mo­res do dó­lar e do pe­tró­leo. É pro­pi­le­no con­quis­te na­cos des­se mer­ca­
mais ques­tão de po­si­cio­na­men­to de mar­ do, prin­ci­pal­men­te por ofe­re­cer cus­to
ca, tan­to é que a Hell­mann’s em PET atra­ti­vo. “Mais que isso, já con­se­gui­mos
man­te­rá os pre­ços pra­ti­ca­dos com o pote ob­ter po­tes de PP bi-orien­ta­do com uma
de vi­dro”, ele res­sal­ta. trans­pa­rên­cia com­pe­ti­ti­va”, ale­ga Mar-
No bal­cão da Cis­per, vi­dra­ria que shal Pe­pe­lias­cov, su­per­vi­sor co­mer­cial
aten­dia a Hell­mann’s e que ga­ran­te res­ da Ol­ve­plast, re­me­ten­do ao cal­ca­nhar-
pon­der pela to­ta­li­da­de dos po­tes de vi­dro de-aqui­les do ma­te­rial que sem­pre é sus­

14 – embalagemmarca • abr 2004


ci­ta­do nos co­te­jos com o PET. Aten­ta a
es­ses mo­vi­men­tos, a So­no­co For-Plas,
que lem­bra ser uma das maio­res for­ne­ce­
do­ras de fe­cha­men­tos para po­tes de
maio­ne­se no país, in­for­ma, atra­vés de
sua di­re­to­ra de mar­ke­ting, Daisy Spa­co,
já pos­suir em sua car­tei­ra tam­pas de boca
lar­ga “es­pe­cial­men­te pro­je­ta­das para
tam­bém aten­der po­tes des­ses ma­te­riais
in­ci­pien­tes no mer­ca­do.”
Pro­ve­do­ra de tec­no­lo­gias de em­ba­la­
gem que tam­bém co­me­mo­ra a ten­dên­cia
de maior plu­ra­lis­mo nas apre­sen­ta­ções
de maio­ne­ses é a Huh­ta­ma­ki. Clien­te
ar­re­gi­men­ta­do nes­sa sea­ra pela em­pre­sa,
a Cia. Leco, atra­vés de sua chan­ce­la
Vi­gor, bri­ga no mer­ca­do com um pote de
for­ma­to cu­ba­do, de PP in­je­ta­do – e não
ter­mo­for­ma­do, tec­no­lo­gia de trans­for­
ma­ção pela qual a Huh­ta­ma­ki é mais
co­nhe­ci­da. “Os po­tes in­je­ta­dos pos­suem
ca­rac­te­rís­ti­cas po­si­ti­vas em re­la­ção aos
ter­mo­for­ma­dos, como a es­pes­su­ra de
pa­re­de ab­so­lu­ta­men­te uni­for­me, maior
bri­l ho e con­s e­q üen­t e­m en­t e me­l hor
im­pres­são, pos­si­bi­li­da­des de in­clu­são de
la­cre e de va­ria­ção de for­ma­tos”, en­ten­de
Pau­lo Tho­maz, di­re­tor de mar­ke­ting e
ven­das da Huh­ta­ma­ki. “Ademais, o pró­
prio con­su­mi­dor a dis­tin­gue como uma
em­ba­la­gem mais no­bre, mais burilada
que as termoformadas.”

Liderança no segmento ainda é dos potes


de vidro: forte identificação com o produto
Não obs­tan­te tais men­ções, tam­bém
há quem ban­que a via­bi­li­da­de dos po­tes Pro­je­to do aço ain­da de pé
ter­mo­for­ma­dos para maio­ne­ses. Em­bo­ra As in­ves­ti­das no ter­re­no das Ode­rich, para quem a Pac­king
não pos­sua clien­tes ati­vos no ca­nal do em­ba­la­gens para maio­ne­ses De­sign até criou um la­yout de
gran­de va­re­jo, An­dré Luís Gi­me­nez não se re­su­mem a uma ri­nha em­ba­la­gem, po­rém a coi­sa não
Gi­glio, su­per­vi­sor de mar­ke­ting da Poly- po­la­ri­za­da en­tre so­lu­ções de foi além dos lo­tes ex­pe­ri­men­
Vac, acre­di­ta que os ter­mo­for­ma­dos vão vi­dro e de plás­ti­co. Con­for­me tais. “Por con­ter li­mão, a maio­
ao en­con­tro do apu­ro das em­pre­sas pela Emb ­ al­ ag
­ em­Marc­ a di­vul­ga­ra ne­se é um pro­du­to agres­si­vo,
maior eco­no­mia em suas li­nhas de em­ba­ numa edi­ção an­te­rior (no 35, o que oca­sio­nou al­guns pro­
la­gem. “O cus­to me­nor do ter­mo­for­ma­do julho de 2002), a me­ta­lúr­gi­ca ble­mas na par­te de sol­da de
é um atra­ti­vo subs­tan­cial”, ele con­si­de­ra. gaú­cha Ber­tol pre­ten­dia pros­ nos­sa lata”, ex­pli­ca En­ri­que
pec­tar nes­se mer­ca­do sua lata Ei­ras Mayo, di­re­tor in­dus­trial
de aço ex­pan­di­da, com per­fil da Ber­tol. “Mas não de­sis­ti­mos
Sulistas prezam flexíveis
di­fe­ren­cia­do, pro­du­zi­da a par­tir des­se pro­je­to”, ele en­fa­ti­za,
Fora das raias dos po­tes, tam­bém não fal­
de uma tec­no­lo­gia im­por­ta­da in­for­man­do que a me­ta­lúr­gi­ca
ta ím­pe­to a ou­tros sis­te­mas de em­ba­la­ da Fran­ça. Tes­tes fo­ram fei­tos está tra­ba­lhan­do fir­me no apri­
gem no ne­gó­cio das maio­ne­ses. Ocor­re em par­ce­ria com a fa­bri­can­te mo­ra­men­to do re­ves­ti­men­to
que uma onda de di­ver­si­fi­ca­ção de apre­ in­ter­no e em ou­tros de­ta­lhes
sen­ta­ções de uma mes­ma mar­ca vem sen­ tec­no­ló­gi­cos que são em­bar­ca­
do pos­ta em prá­ti­ca pela maio­ria dos dos nas la­tas. O ob­je­ti­vo num
fa­bri­can­tes. “Não são ca­sos de subs­ti­tui­ mé­dio pra­zo, con­ta Mayo, é
ções de em­ba­la­gens, mas sim de adi­ção que o re­ci­pien­te me­tá­li­co pos­
de no­vas li­nhas fo­ca­das em pre­ço me­nor sa pro­ver uma vida de pra­te­lei­
ou em ga­ran­tia de maior ade­qua­ção a ra de até dois anos para maio­
ne­ses. “Te­mos es­pe­ran­ça na
usos es­pe­cí­fi­cos”, ilus­tra Már­cia Sato, da
lata ex­pan­di­da para esse mer­
área de de­sen­vol­vi­men­to de mer­ca­do do
ca­do, até por­que em to­dos em
es­cri­tó­rio bra­si­lei­ro da chi­le­na Alu­sa, que
divulgação

que ela en­trou, como os de


aqui dis­po­ni­bi­li­za stand-up pou­ches, os con­ser­vas, ato­ma­ta­dos e café,
sa­qui­nhos que pa­ram em pé, para mar­cas ela está cres­cen­do.”
como Hell­mann’s, Aris­co e Vi­gor. Ou­tra
mar­ca de peso, a Maio­negg’s, tam­bém
Maioneses em stand-up tem sua ver­são em stand-up pouch, for­ne­
pouches encontram
ci­da pela Itap Be­mis.
especial mercado no
Sul do Brasil O cres­ci­men­to des­sa va­rian­te de em­ba­
la­gem fle­xí­vel em maio­ne­ses acon­te­ce
por um fe­nô­me­no re­gio­nal. “Exis­te uma
gran­de de­man­da pelo stand-up pouch no
Sul, pois lá há uma cul­tu­ra for­te de uso do
con­teú­do com­ple­to da em­ba­la­gem no
pre­pa­ro de sa­la­das de ba­ta­ta. As­sim, o
pouch ga­ran­te pra­ti­ci­da­de e tam­bém uma
ver­são de maio­ne­se mais em con­ta”,
ex­pli­ca Már­cia, que adi­cio­na crer num
gran­de po­ten­cial para as em­ba­la­gens fle­
xí­veis em maio­ne­ses no Bra­sil. “Para se
ter idéia, as fle­xí­veis são do­nas de cer­ca
de 75% do mer­ca­do chi­le­no.”
Quem do mesmo modo sur­fa o ape­lo
de co­mo­di­da­de nas si­tua­ções de apro­vei­
ta­men­to com­ple­to da em­ba­la­gem de
maio­ne­se são as car­to­na­das as­sép­ti­cas,
que bri­gam no mer­ca­do na­cio­nal de
maio­ne­ses atra­vés da no­tó­ria for­ne­ce­do­
ra Te­tra Pak. Como evidencia um levan­

16 – embalagemmarca • abr 2004


tamento da consultoria Datamark (veja o
quadro), as caixinhas longa vida vêm Maioneses: mix de embalagens
mantendo um bom nível de share em (em %; embalagens mais representativas)
maioneses nos últimos anos.
Igual­men­te sob o pris­ma da ofer­ta de Apresentação 1998 2000 2002
maior pra­ti­ci­da­de – di­re­triz de mar­ke­ting
Baldes 10 7 7
para as maio­ne­ses em que ine­vi­ta­vel­
Bisnagas 1 1 1
men­te con­tri­bui seu uso ar­rai­ga­do em
ca­chor­ros-quen­tes e ou­tros san­duí­ches e Caixas assépticas 11 13 13
em sa­la­das –, tam­bém pu­lu­lam nas gôn­ Sachês 12 10 10
do­las ver­sões em bis­na­gas plás­ti­cas e em Potes de vidro 58 65 65
fras­cos do tipo squee­za­ble. São in­cur­sões Potes PET 1 1 1
que têm ao leme, res­pec­ti­va­men­te, duas

fonte: datamark
Potes PP 5 - -
grandes for­ne­ce­do­ras des­sas em­ba­la­gens,
Sacos/invólucros - - <1
a Glo­bal­pack e a Ol­ve­plast. Nes­ses ca­sos,
ter­re­nos de gran­de re­cep­ti­vi­da­de, além Frascos squeezable <1 <1 <1
dos car­ri­nhos dos “do­guei­ros”, são lan­
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17 – embalagemmarca • abr 2004
perfil

Em todas as frentes
Per­fet­ti Van Mel­le am­plia port­fó­lio com em­ba­la­gens seg­men­ta­das

C
on­si­de­ra­da uma das cin­co
maio­res fa­bri­can­tes de can­dies
do mun­do, a Per­fet­ti Van Mel­
le e o su­ces­so de sua ope­ra­ção
bra­si­lei­ra cons­ti­tuem um case in­te­res­san­te
sob as­pec­tos que não se res­trin­gem ao
mer­ca­do de con­fei­tos e chi­cles. Na ver­da­
de, con­têm en­si­na­men­tos vá­li­dos para
es­tra­té­gias de va­re­jo de for­ma ge­ral. Pro­
je­tan­do cres­cer 50% em 2004, o que
re­pre­sen­ta­ria a ma­nu­ten­ção da taxa ob­ti­da
no ano an­te­rior, a em­pre­sa pro­ta­go­ni­za
um bom exem­plo da im­por­tân­cia de se
in­ves­tir em di­ver­si­fi­ca­ção de port­fó­lio e
da ne­ces­si­da­de de de­sen­vol­ver em­ba­la­
gens ade­qua­das a di­fe­ren­tes per­fis de pon­ Carro-chefe das
to-de-ven­da e de con­su­mi­do­res. extensões de linha,
“Hoje con­se­gui­mos ofe­re­cer op­ções marca Mentos inovou
com Mini Stick, versão
para todo tipo de con­su­mi­dor, tan­to do ice e cartuchos flip top
pon­to de vis­ta de pro­du­to como de em­ba­
la­gem.”, re­su­me Da­vi­de Za­no­li­ni, di­re­tor
co­mer­cial da em­pre­sa. Para isso, o gru­po,
que é fru­to da fu­são en­tre a ita­lia­na Per­
fet­ti e a ho­lan­de­sa Van Mel­le, numa ne­go­
cia­ção con­cluí­da em 2001, am­pliou de
seis para 29 o nú­me­ro de pro­du­tos co­mer­
cia­li­za­dos no Bra­sil nos úl­ti­mos três anos.
Des­sa for­ma, e com a aju­da de um in­ci­si­
vo mar­ke­ting de pon­to-de-ven­da, con­se­
guiu du­pli­car a ca­pa­ci­da­de de suas duas dial­men­te à ima­gem do pro­du­to. No lu­gar
plan­tas lo­cais, lo­ca­li­za­das nas ci­da­des dos subs­tra­tos ce­lu­ló­si­cos la­mi­na­dos a fil­
pau­lis­tas de Vi­nhe­do e Jun­diaí. “Per­ce­be­ mes me­ta­li­za­dos, en­tram em cena car­tu­
mos que para cres­cer era pre­ci­so adap­tar chos de pa­pel car­tão com fe­cha­men­to flip
o port­fó­lio à di­ver­si­da­de do mer­ca­do bra­ top. “Com esse tipo de apre­sen­ta­ção, cen­
si­lei­ro”, com­ple­ta Za­no­li­ni. tra­mos nos­sa es­tra­té­gia nas con­fi­gu­ra­ções
poc­ket size, que per­mi­tem agre­gar mais
Criações nacionais va­lor à em­ba­la­gem”, ana­li­sa o exe­cu­ti­vo
En­tre as ex­ten­sões de li­nha, não são ra­ros da Per­fet­ti Van Mel­le.
os pro­du­tos fa­bri­ca­dos ex­clu­si­va­men­te no Ape­sar de ca­mi­nhar em di­re­ção opos­ta
Bra­sil, a des­pei­to da cla­ra es­tra­té­gia de ao cha­ma­do mer­ca­do de moe­da, ex­pres­
tra­ba­lhar com mar­cas glo­bais. É o caso do são cu­nha­da numa re­fe­rên­cia à uti­li­za­ção
fotos: divulgação

Men­tos Ice. Chan­ce­la guar­da-chu­va da dos can­dies como tro­co nos bal­cões de
fa­mo­sa pas­ti­lha Men­tos, car­ro-che­fe da ba­res e lan­cho­ne­tes, a em­pre­sa não abre
em­pre­sa por aqui e hit de ven­das na Eu­ro­ mão das apre­sen­ta­ções uni­tá­rias nem dos
pa, a ver­são re­fres­can­te não é ven­di­da nos itens de maior giro. Um dos lan­ça­men­tos
tra­di­cio­nais sticks que se as­so­cia­ram mun­ mais re­cen­tes nes­sas sea­ras é o chi­cle

18 – embalagemmarca • abr 2004


su­per áci­do Cen­ter Shock. À ven­da des­de Apresentações uni-
ou­tu­bro do ano pas­sa­do, o pro­du­to pode tárias, de menor
ser con­fe­ri­do no tra­de da ca­te­go­ria ao pre­ custo, chamam
atenção dos canais
ço su­ge­ri­do de 10 cen­ta­vos, ou em dis­ de distribuição
plays com 50 uni­da­des. para o portfólio
A tá­ti­ca de atrair con­su­mi­do­res a par­tir
de pre­ços mais con­vi­da­ti­vos tam­bém foi
es­ten­di­da à pró­pria li­nha Men­tos. Numa
es­tra­té­gia que po­de­ria ser cha­ma­da de
down-si­zing, mas não na acep­ção ro­ti­nei­
ra da ex­pres­são, a mar­ca, que até 2002 só
era en­con­tra­da em sticks com ca­tor­ze uni­
da­des, ga­nhou no ano pas­sa­do uma apre­
sen­ta­ção com cin­co pas­ti­lhas. Ba­ti­za­do de
Mini Stick, o lan­ça­men­to é um exem­plo
de seg­men­ta­ção de port­fó­lio em­preen­di­do
ini­cial­men­te pela sub­si­diá­ria lo­cal da Per­
fet­ti Van Mel­le, e que já foi ado­ta­do em
ou­tras uni­da­des do gru­po. “O su­ces­so de
pro­du­tos como esse mos­tra que, em ter­
mos de seg­men­ta­ção e so­fis­ti­ca­ção, a dis­
tân­cia que se­pa­ra o mer­ca­do bra­si­lei­ro do
eu­ro­peu e do ame­ri­ca­no vem di­mi­nuin­do
em rit­mo ace­le­ra­do”, ana­li­sa Za­no­li­ni.

Segmentações repaginadas nou o la­yout do pro­du­to, apro­vei­tan­do


Os lan­ça­men­tos em sé­rie en­vol­ve­ram ain­ para dar maior des­ta­que à sub-mar­ca
da os chi­cles fun­cio­nais com fun­ção bran­ Xylit.
quea­do­ra, fi­lão que con­so­li­dou a pre­sen­ça Pre­ven­do para 2004 acrés­ci­mo de 50%
da con­sa­gra­da em­ba­la­gem fei­ta da com­bi­ nos in­ves­ti­men­tos em mar­ke­ting, a em­pre­
na­ção blis­ter/lu­vas ce­lu­ló­si­cas no mer­ca­ sa tam­bém pla­ne­ja au­men­tar o po­ten­cial
do bra­si­lei­ro de go­mas de mas­car. Pio­nei­ de suas uni­da­des pro­du­ti­vas em mais de
ra no se­tor com a mar­ca Happy­Dent, a 30% nes­te ano. Ta­ma­nho ím­pe­to cha­ma
Per­fet­ti Van Mel­le re­cen­te­men­te re­pa­gi­ aten­ção não ape­nas por ilus­trar uma efi­
cien­te tá­ti­ca de seg­men­ta­ção de li­nhas,
Pioneiro entre os chicles
mas tam­bém pela in­di­ca­ção de um cu­rio­
funcionais, HappyDent
também ajudou a consolidar so caso de vol­ta por cima.
conceito de blister e luva Para quem não se lem­bra, no iní­cio da
de papel cartão dé­ca­da de 90, a Van Mel­le, ori­gi­nal­men­te
dona das gri­fes Men­tos e Fru­tit­tel­la, foi
ví­ti­ma no Bra­sil de um caso de ter­ro­ris­mo
co­mer­cial mui­to no­ti­cia­do na épo­ca. A
em­pre­sa teve as em­ba­la­gens de seus pro­
du­tos vio­la­das em al­guns pon­tos-de-ven­
da, e aná­li­ses de amos­tras acu­sa­ram a
pre­sen­ça de co­caí­na em meio aos con­fei­
tos. Com­pro­me­ti­da após o es­cân­da­lo, a
ima­gem das mar­cas en­vol­vi­das no cri­me
está a sal­vo nos dias de hoje, o que pro­va
que, além de au­men­tar ven­das, uma boa
es­tra­té­gia de mer­ca­do com ên­fa­se nas
em­ba­la­gens pode ser uma efi­cien­te fer­ra­
men­ta de ge­ren­cia­men­to de cri­se.

20 – embalagemmarca • abr 2004


evento

Foco em rótulos
Label Latinoamerica faz sua estréia voltada para auto-adesivos

F
er­ra­men­tas efi­cien­tes para di­vul­gar pro­du­ si­to­res pre­sen­tes à edi­ção inau­gu­ral re­pre­sen­ta­vam toda
tos e mar­cas, as fei­ras em­pre­sa­riais nem por a ca­deia pro­du­ti­va de ró­tu­los e eti­que­tas ade­si­vas, que,
isso es­tão imu­nes a quei­xas, es­pe­cial­men­te se­gun­do es­ti­ma­ti­vas dos or­ga­ni­za­do­res da La­bel La­ti­
quan­do o ba­lan­ço dos re­sul­ta­dos par­te de noa­me­ri­ca, reú­ne no Bra­sil mais de 800 em­pre­sas, en­tre
quem paga para par­ti­ci­par de­las. Uma das co­men­ta­das fa­bri­can­tes de equi­pa­men­tos, es­pe­cia­li­da­des quí­mi­cas e
fon­tes de in­sa­tis­fa­ção é a sen­sa­ção de fal­ta de foco, que pe­lí­cu­las, e mo­vi­men­ta 8 000 to­ne­la­das de ade­si­vos, 6
aco­me­te as em­pre­sas ex­po­si­to­ras sem­pre que os vi­si­tan­ 000 to­ne­la­das de tin­tas e 400 mi­lhões de m2 de subs­tra­
tes de seus es­tan­des não se ali­nham ao per­fil dos po­ten­ tos (ce­lu­ló­si­cos, plás­ti­cos e me­tá­li­cos) por ano.
ciais ou tra­di­cio­nais clien­tes. Pro­je­ta­da para ser bie­nal, a La­bel La­ti­noa­me­ri­ca,
Mi­ni­mi­zar tal dis­tan­cia­men­to, que pode com­pro­me­ que em sua es­tréia con­tou com um se­mi­ná­rio so­bre as
ter a de­se­ja­da ge­ra­ção de di­fe­ren­tes al­ter­na­ti­vas de
ne­gó­cios, e ao mes­mo de­co­ra­ção e aca­ba­men­to
tem­po con­so­li­dar um de ró­tu­los, tem sua se­gun­
novo fi­lão para o mer­ca­do da edi­ção pre­vis­ta já para o
bra­si­lei­ro de fei­ras de ano que vem. “Foi uma
em­ba­la­gem fo­ram as mis­ for­ma de en­cai­xá-la no
sões da La­bel La­ti­noa­me­ ca­len­dá­rio in­ter­na­cio­nal de
ri­ca, even­to vol­ta­do ex­clu­si­va­men­te ao se­tor de eti­que­ even­tos do se­tor”, jus­ti­fi­ca o exe­cu­ti­vo da Com­pac­ta.
tas e ró­tu­los auto-ade­si­vos, que teve sua edi­ção de “De­pois de 2005, será rea­li­zada só nos anos ím­pa­res.”
es­tréia rea­li­za­da en­tre os dias 9 e 12 de mar­ço úl­ti­mo, Con­tan­do com três vans para o trans­por­te de vi­si­tan­
no Mart Cen­ter, em São Pau­lo. tes da Bra­sil­pack, rea­li­za­da con­co­mi­tan­te­men­te no vi­zi­
Ins­pi­ra­da na La­bel Expo, que nas­ceu em Bru­xe­las nho Anhem­bi, a fei­ra teve pú­bli­co pre­vis­to em 12 000
em 1988 e con­ta com edi­ções con­so­li­da­das em Chi­ca­ pes­soas. O nú­me­ro, es­ti­ma­do an­tes da aber­tu­ra do
go, Cin­ga­pu­ra, Mos­cou e Nova Déli, a fei­ra sur­ge como even­to, pode não ter sido al­can­ça­do. No en­tan­to, a
uma al­ter­na­ti­va aos es­pa­ços de­mar­ca­dos que nor­mal­ di­ver­si­fi­ca­ção de lan­ça­men­tos e a ade­são de par­te
men­te os even­tos de em­ba­la­gem des­ti­nam às em­pre­sas ex­pres­si­va das prin­ci­pais em­pre­sas do mer­ca­do de eti­
li­ga­das ao se­tor de ró­tu­los. “Qui­se­mos preen­cher uma que­tas e ró­tu­los mos­tra­ram que La­bel La­ti­noa­me­ri­ca –
la­cu­na que ha­via nes­se seg­men­to”, diz Caio de Al­cân­ que não tem vín­cu­lo com a La­bel Expo – tem boas
ta­ra Ma­cha­do Jú­nior, vice-pre­si­den­te da Com­pac­ta, chan­ces de se con­so­li­dar no ce­ná­rio na­cio­nal de fei­ras
em­pre­sa que or­ga­ni­zou a La­bel La­ti­noa­me­ri­ca. de em­ba­la­gem. A se­guir, Emb ­ al­ ag
­ em­Marc ­ a mos­tra
Dis­tri­buí­dos por 3 500 m2, os cer­ca de oi­ten­ta ex­po­ al­guns dos lan­ça­men­tos apre­sen­ta­dos:

Re­sul­ta­dos mais efe­ti­vos


Prin­ci­pal pa­tro­ci­na­do­ra da La­bel La­ti­ da­des fo­ram o Co­la­cril Trans­tér­mi­co, cio­nal das em­pre­sas usuá­rias de
noa­me­ri­ca, a Co­la­cril re­ser­vou três que se­gun­do a em­pre­sa apre­sen­ta ró­tu­los”, afir­ma Fa­bio Fon­se­ca,
lan­ça­men­tos para a fei­ra. O pri­mei­ro per­for­man­ce su­pe­rior em apli­ca­ções ge­ren­te de mar­ke­ting da Co­la­cril. O
é o ade­si­vo ADC1000 All Temp, es­pe­ de ter­mo-trans­fe­rên­cia, e o Per­da pro­fis­sio­nal apro­vei­tou para ce­le­brar
cí­fi­co para apli­ca­ções em bai­xas tem­ Zero, subs­tra­to auto-ade­si­vo que pro­ a ini­cia­ti­va de criar uma fei­ra es­pe­cí­fi­
pe­ra­tu­ras e em su­per­fí­cies su­jei­tas a me­te di­mi­nui­ção nos ní­veis de des­ ca para o se­tor que é mui­to bem-vin­
acú­mu­lo de umi­da­de. Dis­po­ní­vel nos per­dí­cio, ao ofe­re­cer as bo­bi­nas nas da. “Acre­di­ta­mos que um even­to
fron­tais trans­tér­mi­co, cou­ché, tér­mi­ me­di­das mais apro­xi­ma­das pos­sí­veis se­to­ri­za­do pode tra­zer re­sul­ta­dos
co di­re­to e BOPP bran­co fos­co, o do tipo de apli­ca­ção. “Isso di­mi­nui as mais efe­ti­vos.”
pro­du­to foi de­sen­vol­vi­do em con­jun­ per­das e tam­bém os es­to­ques, con­tri­ www.co­la­cril.com.br
to com a Basf. As ou­tras duas no­vi­ buin­do para que­da no cus­to ope­ra­ (44) 518-3500

22 – embalagemmarca • abr 2004


Ban­da es­trei­ta, van­ta­gens am­plas
Na par­te de im­pres­so­ras fle­xo­grá­fi­ cons­truí­da no sis­te­ma de bar­ra­
cas de ban­da es­trei­ta, a GGS apro­ men­to pris­má­ti­co, de­ta­lhe que,
vei­tou a fei­ra para mos­trar um de se­gun­do a fa­bri­can­te, agi­li­za a lim­
seus lan­ça­men­tos, a li­nha FV de pe­za e as tro­cas de ci­lin­dros e cli­
fle­xo­grá­fi­cas ver­ti­cais dis­po­ní­veis chês. Ou­tro des­ta­que é o pai­nel
nas me­di­das de160mm, 250mm e ele­trô­ni­co tra­sei­ro, que con­ta com
410mm. Unin­do ca­rac­te­rís­ti­cas das in­ver­so­res de fre­qüên­cia, relé de
má­qui­nas mo­du­la­res às das do­ta­ pro­te­ção e dis­jun­to­res.
das de tam­bor cen­tral, o pro­du­to www.ori­gi­nalggs.com.br
con­ta com uni­da­de de im­pres­são (11) 6955-5500

Pró­prio para la­mi­na­ção e con­ver­são de ró­tu­los


Ou­tra no­vi­da­de em se­lan­tes foi tra­ em má­qui­na, já que as pro­prie­da­des de raios nos pro­ces­sos de es­te­ri­li­
zi­da pela RR Eti­que­tas, que anun­ des­se ade­si­vo im­pe­dem seu acú­mu­ za­ção de suas li­nhas, e a ma­nu­ten­
ciou no even­to o lan­ça­men­to da lo nos ci­lin­dros, fa­cas e con­tra-fa­ ção da per­for­man­ce de ade­rên­cia
li­nha de ade­si­vos base acrí­li­ca Alto cas”, afir­ma Jai­me Mei­ra, ge­ren­te em uma lar­ga es­ca­la de tem­pe­ra­tu­
Tack RS70. Se­gun­do a em­pre­sa, o téc­ni­co da RR Eti­que­tas. Den­tre ra. “Este úl­ti­mo as­pec­to pos­si­bi­li­ta
pro­du­to pode ser usa­do tan­to para ou­tras ca­rac­te­rís­ti­cas do RS70, o o em­pre­go des­se lan­ça­men­to pe­las
apli­ca­ções de la­mi­na­ção quan­to exe­cu­ti­vo des­ta­ca a re­sis­tên­cia à in­dús­trias ele­troe­le­trô­ni­ca e au­to­
para con­ver­são de eti­que­tas e ró­tu­ luz UV. Isso per­mi­te o em­pre­go da mo­bi­lís­ti­ca”, diz Mei­ra.
los auto-ade­si­vos. “Uma das van­ta­ so­lu­ção em pro­du­tos da in­dús­tria www.rre­ti­que­tas.com.br
gens é o au­men­to da pro­du­ti­vi­da­de far­ma­cêu­ti­ca que uti­li­zam esse tipo (11)6525-9000
Arma cer­tei­ra con­tra er­ros
A Com­print apro­vei­tou a fei­ra Na par­te de im­pres­são di­gi­tal
para di­vul­gar uma de suas de ró­tu­los, a em­pre­sa tam­bém
no­vas re­pre­sen­ta­ções, a mar­ca apro­vei­tou o even­to para re­for­
in­gle­sa AB Gra­phics. Para isso, çar a ofer­ta da li­nha de im­pres­
a em­pre­sa ex­pôs a re­bo­bi­na­do­ so­ras HP In­di­go. “De­mons­tra­
ra e re­vi­so­ra de eti­que­tas Ome­ mos no es­tan­de o flu­xo de tra­
ga SR 330. Do­ta­do de sis­te­ma ba­lho di­gi­tal, atra­vés da HP
de ví­deo-ins­pe­ção (Fle­ye ws2000, que im­pri­me em 4
Vi­sion), o equi­pa­men­to acu­sa co­res em uma am­pla gama de
eti­que­tas au­sen­tes, va­ria­ções subs­tra­tos, ofe­re­cen­do a van­ta­
de re­gis­tros, man­chas, ima­gens gem da im­pres­são sob de­man­
obs­cu­ras e ou­tros even­tuais da para pe­que­nas e mé­dias
er­ros de im­pres­são. “Cons­truí­ ti­ra­gens”, dis­se Ales­san­dra do
da no sen­ti­do ho­ri­zon­tal, essa Vale, ge­ren­te de mar­ke­ting e de
má­qui­na alia per­for­man­ce e fle­ de­sen­vol­vi­men­to de ne­gó­cios
xi­bi­li­da­de”, afir­ma Mar­ce­lo Zan­ da em­pre­sa. Po­li­cro­mia ao gos­to
do­me­ni­co, en­ge­nhei­ro de ven­
das da Com­print.
www.com­print.com.br
(11) 3371-3371 do fre­guês
Para im­pres­são de ró­tu­los, eti­que­tas, fai­
xas e fi­tas ade­si­vas so­bre di­fe­ren­tes
ma­te­riais e em até seis co­res, a Maq Flex
mos­trou um pou­co da já con­sa­gra­da li­nha
Fle­xo EW. No mo­de­lo EW6 (foto), a lar­gu­ra
má­xi­ma de im­pres­são é de 500mm, e o
com­pri­men­to, de 400mm. A uni­da­de de
cor­te pos­sui até qua­tro es­tá­gios e o usuá­
rio tam­bém pode op­tar por dois di­fe­ren­tes
sis­te­mas de se­ca­gem – ar quen­te ou es­tu­
fa UV após a úl­ti­ma im­pres­são. A li­nha
con­ta ain­da com os mo­de­los Fle­xo EW5 e
Fle­xo EW3, que im­pri­mem em cin­co e três
co­res.
www.maq­flex.com.br
(11) 6605-7038

Gru­da até no gelo


A Basf mos­trou al­guns dos dos, e tam­bém pode ser
mais re­cen­tes de­sen­vol­vi­ em­pre­ga­da no mer­ca­do de
men­tos de sua li­nha de po­lí­ be­bi­das”, exem­pli­fi­ca Lu­cia­
me­ros para pro­du­ção de ade­ na Fer­rei­ra Fon­se­ca, coor­de­
si­vos. Um dos des­ta­ques foi na­do­ra de ne­gó­cios da Basf.
o Acro­nal DS 3556, pro­du­zi­do Da mes­ma fa­mí­lia de ade­si­
para apli­ca­ções em su­per­fí­ vos, o Acro­nal A 110 foi
cies frias e úmi­das. Fei­to de anun­cia­do como uma al­ter­
co­po­lí­me­ro acrí­li­co isen­to de na­ti­va para eti­que­tas re­mo­ví­
plas­ti­fi­can­tes, o pro­du­to veis, tais como la­cres e
apre­sen­ta, se­gun­do a em­pre­ fe­chos re­sse­lá­veis.“É um
sa, boa re­sis­tên­cia a água e pro­du­to que não dei­xa re­sí­
ex­ce­len­te ade­são em lar­ga duos na su­per­fí­cie onde es­ta­
es­ca­la de tem­pe­ra­tu­ra. “É va co­la­do”, afir­ma Fon­se­ca.
uma so­lu­ção ideal para ali­ www.basf.com.br
men­tos con­ge­la­dos e res­fria­ (11) 4343-2175

24 – embalagemmarca • abr 2004


Se­ri­gra­fia ro­ta­ti­va para Re­sí­duo zero
ró­tu­los de cos­mé­ti­cos Tam­bém pre­sen­te à fei­ra como for­ne­ce­
do­ra de fil­mes de BOPP para ró­tu­los, a
Em con­jun­to com a Ro­ta­tek ca que a tela, o subs­tra­to e o Sur­fa­ce Spe­cial­ties, cria­da no iní­cio do
Bra­sil e a Grif Eti­que­tas, a rolo de con­tra­pres­são mo­vem- ano como uma uni­da­de de ne­gó­cios do
Stork Prints ex­pôs uma de se na mes­ma ve­lo­ci­da­de. “Isso gru­po bel­ga UCB, anun­ciou um novo
suas uni­da­des mo­du­la­res de eli­mi­na a fric­ção en­tre eles.” A de­sen­vol­vi­men­to den­tro da fa­mí­lia de
se­ri­gra­fia ro­ta­ti­va. A má­qui­na, so­lu­ção é vol­ta­da prin­ci­pal­ ade­si­vos á base água Ucecryl. De­no­mi­
que che­gou a ser acio­na­da em men­te para o mer­ca­do de cos­ na­do Ucecryl R 290, o novo pro­du­to é
ca­rá­ter de­mons­tra­ti­vo, é do­ta­da mé­ti­cos. “A opa­ci­da­de da se­ri­ in­di­ca­do para ró­tu­los e eti­que­tas re­mo­
de te­las ele­tro­for­ma­das fei­tas gra­fia pode agre­gar va­lor a ví­veis. “Ele não dei­xa re­sí­duos e pode
de ní­quel em es­tru­tu­ra he­xa­go­ esse tipo de pro­du­to”, acres­ ser apli­ca­do di­re­ta­men­te so­bre ali­men­
nal da mar­ca Ro­ta­Mesh. Pau­lo cen­ta Ruf­fi­ni. tos”, in­for­ma Ve­rus­chka Bra­ga de Cas­
Ro­ber­to Ruf­fi­ni, ge­ren­te da pau­lo.ruf­fi­ni@stork.com tro, re­pre­sen­tan­te de ser­vi­ços téc­ni­cos
di­vi­são grá­fi­ca da Stork, ex­pli­ (19) 3437-1315 da Sur­fa­ce Spe­cial­ties. Apli­cá­vel a subs­
tra­tos ce­lu­ló­si­cos e sin­té­ti­cos, o R 290
pode aten­der às no­vas exi­gên­cias de
iden­ti­fi­ca­ção de hor­ti­fru­ti­gran­jei­ros que
vêm sen­do ado­ta­das em vá­rios paí­ses,
in­clu­si­ve no Bra­sil. “Um dos gran­des
mer­ca­dos des­se pro­du­to é o de ve­ge­tais
e fru­tas”, adian­ta Cas­tro.
www.sur­fa­ces­pe­cial­ties.com
(11) 3038-0825
vi­dro

Mui­to lon­ge do fim


Em­ba­la­gens de vi­dro man­têm ape­los e re­no­vam com­pe­ti­ti­vi­da­de
Por Leandro Haberli

O
s úl­ti­mos lan­ces da eter­na dis­ mé­dia de 2,5% nos úl­ti­mos cin­co exer­cí­
pu­ta en­tre ma­te­riais de em­ba­la­ cios. Com isso, o se­tor vi­drei­ro mo­vi­men­ta
gem trou­xe­ram de vol­ta uma hoje em tor­no de 4,5 bi­lhões de uni­da­des de
pre­vi­são tão an­ti­ga quan­to po­lê­ em­ba­la­gem a cada ano no Bra­sil.
mi­ca: a de que, mais dia me­nos dia, o vi­dro
dei­xará de ser uti­li­za­do para acon­di­cio­nar Vedete das bebidas alcoólicas
pro­du­tos no va­re­jo. Para quem acre­di­ta nes­ Tal­vez mais ex­pres­si­vos do que da­dos es­ta­
sa pos­si­bi­li­da­de re­mo­ta e ex­tre­ma, os re­cen­ tís­ti­cos se­jam os lan­ça­men­tos e as mo­vi­
tes em­ba­tes en­tre o mais his­tó­ri­co dos men­ta­ções do se­tor. Mui­tos não dei­xam
ma­te­riais de em­ba­la­gem e seus ri­vais, no­ta­ dú­vi­das de que, se há mer­ca­dos em que o
da­men­te os re­ci­pien­tes plás­ti­cos, le­vam a ma­te­rial está amea­ça­do, em mui­tos ou­tros
ima­gi­nar que, até nas gôn­do­las onde se sua pre­sen­ça é cer­ta. É o caso do se­tor de
man­tém he­ge­mô­ni­co há dé­ca­das, o vi­dro be­bi­das al­coó­li­cas. Além de acon­di­cio­nar
não será pá­reo à di­ver­si­da­de de al­ter­na­ti­vas 70% das cer­ve­jas con­su­mi­das no Bra­sil
de acon­di­cio­na­men­to cada vez mais re­sis­ (67% com as gar­ra­fas re­tor­ná­veis de 600ml,
ten­tes, le­ves e eco­nô­mi­cas. e 3% com as long-necks), o vi­dro frui oni­
Po­rém, os nú­me­ros e os no­vos pro­je­tos pre­sen­ça en­tre spi­rits e des­ti­la­dos no­bres
do se­tor mos­tram que, ape­sar da re­cen­te em ge­ral.
di­fu­são de ca­sos des­fa­vo­rá­veis, a sus­ce­ti­bi­ Tal con­di­ção, que por si só pa­re­ce su­fi­
li­da­de das em­ba­la­gens de vi­dro é mui­to cien­te para des­qua­li­fi­car qual­quer pre­vi­são
me­nor do que uma aná­li­se mais su­per­fi­cial som­bria, fa­vo­re­ce o sur­gi­men­to de gar­ra­fas
pode le­var a crer. As pró­prias os­ci­la­ções no so­fis­ti­ca­das e ani­ma as gran­des vi­dra­rias.
vo­lu­me pro­du­zi­do apre­sen­ta­das na úl­ti­ma Vidraria CIV Um exem­plo re­cen­te é o da nova gar­ra­fa de
dé­ca­da não são en­ca­ra­das de for­ma ne­ga­ti­ atendeu a Diageo 1 li­tro da vod­ca Smir­noff, da Dia­geo, que
va. Para o se­tor, even­tuais que­das apenas na reformulação che­ga às gôn­do­las nes­te mês. Num es­for­ço
com­pro­vam a ado­ção de pro­ces­sos mais mundial das
de re­no­va­ção vi­sual mun­dial que en­vol­veu
embalagens da
mo­der­nos, en­vol­ven­do em­ba­la­gens com 400 mi­lhões de dó­la­res, o pro­du­to teve a
vodca Smirnoff:
me­nos mas­sa de vi­dro. Já em uni­da­des pro­ gar­ra­fa fei­ta no Bra­sil pela CIV, com ró­tu­
garrafa 20%
du­zi­das, não há mo­ti­vos para des­con­fian­ça: los da Grá­fi­ca 43 e tam­pas da Gua­la.
mais leve
tem ha­vi­do cres­ci­men­to con­so­li­da­do à “Fo­mos es­co­lhi­dos para o pro­je­to por

Em su­cos pron­tos para be­ber, pos­tu­ra de ataque


A gran­de par­ti­ci­pa­ção das em­ba­la­gens car­to­na­das as­sép­ti­cas e das
la­tas de alu­mí­nio no mer­ca­do de su­cos pron­tos para be­ber pode
su­ge­rir que esse cons­ti­tui ou­tro caso de per­da de ter­re­no das em­ba­
la­gens de vi­dro. Po­rém, se­gun­do os pró­prios vi­drei­ros, o ma­te­rial
nun­ca teve gran­de par­ti­ci­pa­ção nes­sa ca­te­go­ria. “O mer­ca­do de
su­cos pron­tos para be­ber pra­ti­ca­men­te nas­ceu a par­tir das cai­xi­nhas
lon­ga vida”, diz Pau­lo Drum­mond, di­re­tor-co­mer­cial da CIV. “Por­tan­to,
nes­se se­tor o vi­dro não está ten­tan­do re­cu­pe­rar es­pa­ço per­di­do, mas
sim gra­dual­men­te to­man­do de ou­tros ma­te­riais fa­tias de um mer­ca­do
que vem apre­sen­tan­do cres­ci­men­to cons­tan­te.” Exem­plo que po­de­ria
fotos: divulgação

com­pro­var essa teo­ria é o re­cen­te lan­ça­men­to, pela Jan­daia, de uma


li­nha de su­cos pron­tos para be­ber em gar­ra­fas de vi­dro de 250ml da
pró­pria CIV. Do­ta­do de tam­pa plás­ti­ca de ros­ca, o pro­du­to pas­sou a
ser dis­tri­buí­do em todo o Bra­sil em onze sa­bo­res.

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do­mi­nar­mos a tec­no­lo­gia nar­row neck press Garrafa da

studio ag
and blow” (NNPB), diz Pau­lo Drum­mond, Saint-Gobain na
di­re­tor-co­mer­cial da CIV. De modo dis­tin­to nova embalagem
ao do pro­ces­so de du­plo so­pro, que na eta­pa do uísque
de aber­tu­ra da ca­vi­da­de da em­ba­la­gem uti­ Wall Street:
li­za ar com­pri­mi­do, o mé­to­do em­pre­ga­do extensa área de
na pro­du­ção das no­vas gar­ra­fas da Smir­noff rotulagem e mais
re­cor­re a um ins­tru­men­to de pun­ção. Se­gun­ visibilidade no PDV

do o exe­cu­ti­vo da CIV, com essa tec­no­lo­gia


a dis­tri­bui­ção do vi­dro no cor­po da em­ba­la­
gem é mais ho­mo­gê­nea, o que re­duz a mas­
sa do re­ci­pien­te em até 20%. “Além dis­so,
a ve­lo­ci­da­de da má­qui­na é mui­to maior.”
De­sen­vol­vi­dos pela agên­cia ame­ri­ca­na
Lan­dor, o brie­fing e o de­sign do pro­du­to
tam­bém têm par­ti­cu­la­ri­da­des. Na si­lhue­ta
da gar­ra­fa, o des­ta­que fica para os om­bros,
cuja lar­gu­ra vai es­trei­tan­do no sen­ti­do da
base. De­co­ra­da com qua­tro ró­tu­los auto-
ade­si­vos (con­tra-ró­tu­lo, nec­king, fron­tal e
base), a gar­ra­fa car­re­ga em alto-re­le­vo, um Pac­ka­ging De­sign, e os ró­tu­los são fa­bri­ca­
pou­co aci­ma do ró­tu­lo si­tua­do pró­xi­mo de dos pela Gesa. Plás­ti­ca e do­ta­da de do­sa­dor,
sua base, o novo sím­bo­lo da mar­ca: uma a tam­pa foi for­ne­ci­da pela Plas­tamp.
águia es­ti­li­za­da com tra­ços re­tos e su­cin­tos.
Ou­tra cu­rio­sa mu­dan­ça foi a in­clu­são no Rotulagem sem dor de cabeça
ró­tu­lo cen­tral das pa­la­vras “Vod­ka Smir­ Ou­tra es­tra­té­gia que o se­tor vi­drei­ro tem
noff” em ci­rí­li­co, o al­fa­be­to rus­so. pri­vi­le­gia­do no mer­ca­do de be­bi­das para
O úl­ti­mo in­ves­ti­men­to da mul­ti­na­cio­nal au­men­tar sua com­pe­ti­ti­vi­da­de diz res­pei­to a
bri­tâ­ni­ca Al­lied Do­mecq em re­pa­gi­na­ção par­ce­rias com os for­ne­ce­do­res de ró­tu­los.
de mar­ca no mer­ca­do bra­si­lei­ro tam­bém Uma ten­dên­cia em as­cen­são é a ins­ta­la­ção
pode ser en­cam­pa­do como pro­va da ma­nu­ Embalagens do em re­gi­me de co­mo­da­to de ro­tu­la­do­ras jun­
ten­ção do en­tu­sias­mo dos gran­des fa­bri­can­ isotônico Whoops to às li­nhas de pro­du­ção das vi­dra­rias. “Isso
tes de be­bi­das al­coó­li­cas pelo vi­dro. Para a são entregues pela fa­ci­li­ta mui­to a vida dos fa­bri­can­tes de
re­no­va­ção vi­sual do uís­que Wall Street, Cisper rotuladas: be­bi­das, que não pre­ci­sam se preo­cu­par
cu­jas no­vas em­ba­la­gens tam­bém es­tão sen­ parceria com a com a ro­tu­la­gem das gar­ra­fas”, diz Ale­xan­
do lan­ça­das este mês, a em­pre­sa ado­tou Prodesmaq dre Mar­che­zi­ni, di­re­tor de ven­das e mar­ke­
uma nova gar­ra­fa da Saint- ting da di­vi­são de em­ba­la­gem da Cis­per.
Go­bain. Acon­di­cio­na­da em Com três ro­tu­la­do­ras em sua uni­da­de
es­to­jo de pa­pel car­tão da grá­ in­dus­trial, re­cen­te­men­te a em­pre­sa in­ten­si­
fi­ca Es­ca­la 7, a gar­ra­fa con­ta fi­cou uma par­ce­ria com a Pro­des­maq, que
com a mar­ca Wall Street re­sul­tou na ins­ta­la­ção de um novo equi­pa­
im­pres­sa em alto-re­le­vo em men­to. A má­qui­na foi usa­da na de­co­ra­ção
sua la­te­ral, e uma am­pla e das gar­ra­fas da nova li­nha de iso­tô­ni­cos
re­bai­xa­da área de ro­tu­la­gem Whoops, fa­bri­ca­da pela No­rim. Os pro­du­
que con­tri­bui para o au­men­to tos são ven­di­dos em gar­ra­fas long-neck de
da vi­si­bi­li­da­de nas gôn­do­las. 473ml, do­ta­das de ró­tu­los e con­tra-ró­tu­los
En­tre as mu­dan­ças grá­fi­ pro­du­zi­dos em po­li­pro­pi­le­no trans­pa­ren­te.
cas, a an­ti­ga fai­xa ver­me­lha Sain­do do mer­ca­do de be­bi­das e ater­ris­
dos ró­tu­los ago­ra é dou­ra­da, e san­do no cam­po de per­fu­mes e cos­mé­ti­cos,
o gra­fis­mo do fun­do, an­tes a teo­ria de que o vi­dro aca­ba­rá su­cum­bin­do
es­cu­ro, ga­nhou de­ta­lhes em a mais jo­vens ma­te­riais de em­ba­la­gem
co­res mais for­tes. As al­te­ra­ pa­re­ce ain­da mais des­toa­da. “Se for ver­da­
ções fo­ram de­sen­vol­vi­das pela de que na in­dús­tria ali­men­tí­cia o vi­dro per­

30 – embalagemmarca • abr 2004


deu mer­ca­do, os ra­mos de cos­mé­ti­cos e

studio ag
tam­bém de me­di­ca­men­tos vêm apre­sen­tan­
do um mo­vi­men­to opos­to, de re­to­ma­da e
am­plia­ção de par­ti­ci­pa­ção”, re­su­me Re­na­to
Mas­sa­ra, di­re­tor-co­mer­cial e de mar­ke­ting
da vi­dra­ria Whea­ton, umas das maio­res
pro­du­to­ras de fras­cos para re­mé­dios, per­fu­
mes e pro­du­tos de be­le­za do Bra­sil.
É cer­to que es­ses mer­ca­dos tam­bém
vêm sen­do as­se­dia­dos pe­las al­ter­na­ti­vas
plás­ti­cas, com des­ta­que para os pro­gres­si­ Frasco Prisma, da
vos in­ves­ti­men­tos de gran­des mul­ti­na­cio­ Wheaton, motivou a
criação de nova
nais do ramo de es­pe­cia­li­da­des quí­mi­cas, tampa plástica pela
como o Glass Poly­mer, da Vo­ri­dian, e nas Incom (acima): mode-
no­vas ge­ra­ções de re­si­nas que pro­me­tem lo standard com pin-
tura e fechamento
em­ba­la­gens sin­té­ti­cas com apa­rên­cia e tex­
personalizados
tu­ra se­me­lhan­tes às do vi­dro. No en­tan­to, a
tra­di­ção en­tre os per­fu­mes de alto pres­tí­gio
e até no acon­di­cio­na­men­to de me­di­ca­men­ All­plas
tos in­di­ca que des­ban­car o vi­dro não será (11) 4612-2233
www.all­plas.com.br
ta­re­fa fá­cil, nem bre­ve.
O cres­ci­men­to da de­man­da de em­ba­la­ Cis­per
Volta emblemática gens de vi­dro aju­da a ex­pli­car a es­tra­té­gia (11) 6542-8000
www.cis­per.com.br
Os ape­los do ma­te­rial no mer­ca­do de re­mé­ de con­cen­tra­ção em foco pro­du­ti­vo, que
dios fi­ca­ram cla­ros, en­tre ou­tras oca­siões, fi­cou cla­ra com a ven­da da Vi­ton Em­ba­la­ CIV
(11) 3272-4484
no ano pas­sa­do, quan­do o la­bo­ra­tó­rio Aven­ gens, divisão do gru­po Whea­ton de­di­ca­da à
www.civ.com.br
tis Phar­ma re­tor­nou, de­pois de qua­tro dé­ca­ pro­du­ção de sistemas plás­ti­cos, para a All­
das nas em­ba­la­gens plás­ti­cas, a uti­li­zar plas, no fi­nal de mar­ço úl­ti­mo. “A ex­pec­ta­ Gua­la Clo­su­res
(11) 4166-2400
fras­cos de vi­dro, com con­ta-go­tas da Vé­dat, ti­va de aten­der no­vos fa­bri­can­tes nos mer­ gua­la@gua­la­clo­su­res.com.br
para a No­val­gi­na, mar­ca lí­der do mer­ca­do ca­dos far­ma­cêu­ti­co e cos­mé­ti­co nos le­vou a
de di­pi­ro­na só­di­ca. “Foi uma vol­ta, pois nos am­pliar a de­di­ca­ção ao vi­dro”, jus­ti­fi­ca o In­com
(11) 41739906
pri­mei­ros qua­ren­ta anos des­de que foi cria­ di­re­tor da Whea­ton. www.in­com.com.br
da, a No­val­gi­na era co­mer­cia­li­za­da em En­tre as no­vi­da­des para o se­tor de per­fu­
em­ba­la­gens de vi­dro”, ob­ser­va Mas­sa­ra. mes, Mas­sa­ra des­ta­ca a re­cen­te cria­ção, em Na­dir Fi­guei­re­do
(11) 6967-1633
www.na­dir.com.br
Um ni­cho es­tra­té­gi­co que pode ser di­ver­ti­do Plas­tamp
Além de com­pro­var a for­ça das par­te dos con­su­mi­do­res leva (11) 4584-2020
www.plas­tamp.com.br
em­ba­la­gens de vi­dro reu­ti­li­zá­ seus fi­lhos às com­pras nos
veis no mer­ca­do de ex­tra­tos su­per­mer­ca­dos”, diz Ro­gé­rio Pro­des­maq
de to­ma­te, um dos úl­ti­mos lan­ Byczyk, ge­ren­te de mar­ke­ting (11) 3876-9300
ça­men­tos da Pre­di­lec­ta, in­dús­ da Pre­di­lec­ta. “Por isso é in­te­ www.pro­des­maq.com.br
tria ali­men­tí­cia de São Lou­ren­ res­san­te dar ape­los in­fan­tis”
Saint-Go­bain
ço do Tur­vo (SP), mos­tra que o Do­ta­dos de tam­pas me­tá­li­cas (11) 3874-7482
fi­lão do li­cen­cia­men­to de per­ com selo de ve­da­ção abre-fá­ www.sgem­ba­la­gens.com.br
so­na­gens in­fan­tis já não está cil, os co­pos apre­sen­tam di­fe­
Vé­dat
res­tri­to a itens pro­pria­men­te ren­tes e co­le­cio­ná­veis mo­de­
(11) 4704-4266
vol­ta­dos às crian­ças. No iní­cio los de de­co­ra­ção, e são dis­ www.ve­dat.com.br
do ano, a em­pre­sa ado­tou em pos­tos nas gôn­do­las de
sua li­nha de ex­tra­tos de to­ma­ ma­nei­ra es­tra­té­gi­ca. "Orien­ta­ Vo­ri­dian
(11) 5103-0003
te co­pos da Na­dir Fi­guei­re­do mos os res­pon­sá­veis pelo
www.vo­ri­dian.com.br
es­tam­pa­dos com per­so­na­gens pon­to-de-ven­da a man­ter os
do de­se­nho ani­ma­do Bob pro­du­tos no ní­vel dos olhos Whea­ton
Es­pon­ja. “Nos dias de hoje boa das crian­ças", re­ve­la Byczyk. (11) 4355-1800
www.whea­ton.com.br

28 – embalagemmarca • abr 2004


con­jun­to com a In­com, de um mol­de de Pintura de fundo e
molde exclusivo no
tam­pa pró­prio para a li­nha de fras­cos Pris­
frasco do perfume
ma, que foi lan­ça­da pela em­pre­sa no ano Luiza Brunet Night,
pas­sa­do. O fe­cha­men­to tem pai­nel fron­tal da Avon: vidrarias
com su­per­fí­cie re­cor­ta­da e ali­nha-se ao for­ esperam que
recuperação
ma­to trian­gu­lar da em­ba­la­gem, pro­du­zin­do econômica
efei­to de alon­ga­men­to. consagre tese do
“Esse caso mos­tra que hoje os fa­bri­can­ valor agregado
tes de per­fu­mes dis­põem de embalagens
per­so­na­li­za­das mesmo quando escolhem
frascos standard”, diz Mas­sa­ra. A li­nha
Pris­ma, ele in­for­ma, pode ser en­tre­gue com
di­fe­ren­tes aca­ba­men­tos, como efei­tos ace­ti­
na­dos e si­mu­la­ções de fos­quea­men­to ob­ti­
das a par­tir de silk-screen.
Ape­sar dos si­nais de com­pe­ti­ti­vi­da­de, a
in­dús­tria vi­drei­ra aguar­da, como qual­quer de em­ba­la­gens de vi­dro: o do va­lor agre­ga­
seg­men­to pro­du­ti­vo, que o Bra­sil saia do do. Ade­mais, com a me­lho­ra dos in­di­ca­ti­
pro­ces­so de re­ces­são ampliando a ren­da e vos, os vi­drei­ros acre­di­tam que te­rão mais
o po­der aqui­si­ti­vo de seus con­su­mi­do­res. fa­ci­li­da­de para re­to­mar das em­ba­la­gens
Tal de­se­jo pa­re­ce ainda mais com­preen­sí­ plás­ti­cas im­por­tan­tes mer­ca­dos da área ali­
vel no se­tor, já que a re­to­ma­da do cres­ci­ men­tí­cia, e as­sim per­pe­tuar a uti­li­za­ção do
men­to dará novo fô­le­go a um dis­cur­so que mais an­ti­go ma­te­rial de em­ba­la­gens em
sem­pre foi mui­to im­por­tan­te para a ven­da todas as fren­tes do va­re­jo.
estratégia

Duas vias, um só o
Mascotes, licenciadas ou criadas em casa, auxiliam nas vendas de linhas

N
ão é de hoje que os fa­bri­can­ pró­prias, ex­clu­si­vas. O que é mais pro­

fotos: divulgação
tes de cos­mé­ti­cos e itens de vei­to­so?
tou­ca­dor olham com ca­ri­nho Às com­pa­nhias que se en­con­tram
para as crian­ças, sa­ben­do de num tor­tuo­so di­le­ma so­bre que rumo
sua for­ça como mo­tor de ven­das. Ul­ti­ to­mar, vale fri­sar que am­bas as al­ter­na­ti­
ma­m en­t e, po­r ém, os in­v es­t i­m en­t os vas, de modo ele­men­tar, pos­suem seus
mi­ra­dos nes­se pú­bli­co vêm cres­cen­do prós e con­tras. Em que pese pa­re­cer fin­
bas­tan­te, no­ta­da­men­te atra­vés da li­ga­ car pé numa cô­mo­da po­si­ção neu­tra, a
ção de li­nhas de pro­du­tos a per­so­na­gens ver­da­de é que o ba­lan­ço do que vale
in­fan­tis do ci­ne­ma, da te­le­vi­são ou dos mais a pena só pode ser fei­to pela pró­
qua­dri­nhos. Essa as­ses­so­ria ine­ga­vel­ pria em­pre­sa, ao se analisar uma sé­rie de
men­te fa­ci­li­ta a con­quis­ta da sim­pa­tia fa­to­res. A se­guir, duas tra­di­cio­nais pro­
dos pe­ti­zes e, logo, um lu­gar no re­ci­bo du­to­ras da área de cos­mé­ti­cos co­men­tam
pago pe­los seus pais. o que as fez escolher, em seus mais
Para uti­li­zá-la, po­rém, as em­pre­sas re­cen­tes lan­ça­men­tos para crian­ças, por
têm que se de­ci­dir dian­te de uma bi­fur­ esta ou por aque­la es­tra­té­gia.
ca­ção em ter­mos de ca­mi­nho de mar­ke­
ting: ou cor­rem atrás de um li­cen­cia­ Fama pro­vê se­gu­ran­ça
men­to de per­so­na­gens in­fan­tis já po­pu­ Nos úl­ti­mos anos, a Ba­ruel vem en­gros­
la­res ou en­tão criam suas mas­co­tes san­do seus in­ves­ti­men­tos em pro­du­tos

Com o apoio de Snoopy e sua


turma, Baruel quer chegar à
liderança do segmento de
cosméticos infantis

30 – embalagemmarca • abr 2004


bjetivo
de cosméticos para crianças
in­fan­tis, po­si­cio­nan­do li­nhas pró­prias
de acor­do com fai­xas etá­rias es­pe­cí­fi­
cas. Após co­lo­car no mer­ca­do um con­
jun­to de pro­du­tos chan­ce­la­do por Xuxa
e ou­tro es­pe­cí­fi­co para be­bês (veja a
se­ção Dis­play des­ta edi­ção), a em­pre­sa
re­sol­veu lan­çar uma li­nha fo­ca­da nas
crian­ças de dois a cin­co anos. Para tan­
to, ad­qui­riu em de­zem­bro de 2003 os
di­rei­tos de uso da mar­ca Snoopy e de
sua tur­ma Pea­nuts, cria­ções do ame­ri­ca­
no Char­les M. Schulz. Fa­mo­sos pe­las
ti­ras em qua­dri­nhos e pe­los de­se­nhos
ani­ma­dos, o cão da raça Bea­gle e seus
ami­gos mar­cam pre­sen­ça num con­jun­to
com­pos­to por xam­pu, con­di­cio­na­dor,
co­lô­nia, lo­ção cre­mo­sa e sa­bo­ne­te.
Se­gun­do Va­nes­sa Mro­zows­ki, ge­ren­
te de mar­ke­ting da Ba­ruel, a de­ci­são de
en­cam­par o li­cen­cia­men­to ocor­reu pela
ne­ces­si­da­de de se ter nes­sa li­nha fi­gu­ras
com as quais as crian­ças se iden­ti­fi­cas­
sem de ime­dia­to. Com base em pes­qui­
sas, a Ba­ruel diz ser en­tre os dois e os
cin­co anos que as crian­ças co­me­çam a
dar es­pe­cial im­por­tân­cia aos pro­du­tos
li­ga­dos a per­so­na­gens ca­ris­má­ti­cos que
co­nhe­cem atra­vés de mí­dias como te­le­
vi­são e re­vis­tas.
Essa no­ção ba­li­zou o de­sen­vol­vi­
men­to vi­sual das em­ba­la­gens da li­nha,
as­si­na­do pela G.A Pro­du­ções e Co­mu­ni­
ca­ção. “O pú­bli­co-alvo va­lo­ri­za as co­res
e as fi­gu­ras, e por isso de­ci­di­mos ex­plo­
rar os per­so­na­gens ao má­xi­mo nas
em­ba­la­gens, pra­ti­ca­men­te numa to­ta­li­
da­de de­las”, ex­pli­ca Va­nes­sa.
A fai­xa etá­ria aten­di­da in­fluiu ain­da
em de­ta­lhes es­tru­tu­rais das em­ba­la­gens.
Exem­plo: con­si­de­ra­da im­por­tan­te, a
ques­tão da se­gu­ran­ça le­vou a em­pre­sa a
op­tar por fras­cos de polietileno com for­
ma­to ar­re­don­da­do e sem ares­tas, pro­vi­
dos pela Vi­bra­ço. “Foi tam­bém de­vi­do a
esse fa­tor que de­ci­di­mos uti­li­zar tam­pas
com tra­va de se­gu­ran­ça”, con­ta a exe­cu­
ti­va da Ba­ruel, lem­bran­do da so­lu­ção
for­ne­ci­da pela Mens­hen. Com­ple­tan­do
a va­rie­da­de de em­ba­la­gens, os en­vol­tó­
rios dos sa­bo­ne­tes da li­nha saem das
li­nhas de con­ver­são da Em­pax.
A Ba­ruel não in­for­ma quan­to in­ves­
tiu nos di­rei­tos de uso da mar­ca, mas o
mon­tan­te cer­ta­men­te não foi pe­que­no.
O de­sem­bol­so para ob­ter o apoio de
Snoopy e com­pa­nhia é jus­ti­fi­ca­do pe­los
aus­pí­cios que a em­pre­sa tem no mer­ca­
do in­fan­til. Atra­vés da nova li­nha ela
quer nada me­nos que atin­gir o pri­mei­ro
lu­gar no ran­king do seg­men­to in­fan­til.
Nes­se pon­to, o no­tó­rio azar de Char­lie
Brown é dis­pen­sa­do.

Pro­du­to da casa dá li­ber­da­de


Coin­ci­den­te­men­te, quem está inau­gu­
ran­do uma li­nha de pro­du­tos in­fan­tis
com per­so­na­gens pró­prios é quem de­te­ Com mascotes próprias, Davene pôde trabalhar caráter educativo
ve os di­rei­tos de uso da ima­gem de cada vez mais pre­co­ni­za­do pe­los pais
Snoopy e sua tur­ma até o fim de 2003, a nas de­ci­sões de com­pra de produtos
Da­ve­ne. para os baixinhos. Des­se modo, o tema
Por ca­tor­ze anos a em­pre­sa ban­cou da pre­ser­va­ção am­bien­tal per­meia a
esse li­cen­cia­men­to, mas re­sol­veu in­je­tar nova li­nha – e as em­ba­la­gens cum­prem
novo âni­mo em sua co­le­ção in­fan­til com pa­pel fun­da­men­tal nes­se po­si­cio­na­men­
a uti­li­za­ção de mas­co­tes ex­clu­si­vas. Das Blend Co­mu­ni­ca­ção
to. Elas são fei­tas com ma­te­riais re­ci­clá­
pran­che­tas da Blend Co­mu­ni­ca­ção, de (11) 5531-9113 veis e tra­zem, em seus ró­tu­los, di­cas
São Pau­lo, saí­ram no­vos per­so­na­gens, www.blend­co­mu­ni­ca­cao.com.br para cui­dar da na­tu­re­za.
de­ri­va­dos do tema Mun­do Ma­ri­nho. Em­pax Ró­tu­los, aliás, fo­ram de­ci­si­vos ele­
(11) 5693-5400
Ago­ra, a Es­tre­la-do-mar, o Pei­xe, o men­tos de apoio à gui­na­da de es­tra­té­gia
www.em­pax.com.br
Ca­va­lo Ma­ri­nho, o Ca­ran­gue­jo e a Tar­ da li­nha, con­for­me de­ta­lha Vi­tal. Isso
Flam­ma
ta­ru­ga são os pro­ta­go­nis­tas dos ró­tu­los e (11) 6412-5944 porque ela foi pos­ta em prá­ti­ca sim­ples­
con­tra-ró­tu­los da re­no­va­da li­nha, com­ www.flam­ma.com.br men­te com a cria­ção da nova tur­ma e a
pos­ta por vin­te itens. For­mat sua apli­ca­ção em no­vos la­youts das
Alguns pon­tos po­si­ti­vos determi­ (11) 4056-1699 peças auto-ade­si­vas, pro­du­zi­das pela
www.for­mat.com.br
nantes da uti­li­za­ção de per­so­na­gens Uni­fle­xo. O mix de em­ba­la­gens, com­
pró­prios são pron­ta­men­te lis­ta­dos por G.A Pro­du­ções e Co­mu­ni­ca­ção pos­to por fras­cos plás­ti­cos para os itens
(11) 3086-4446
Mar­lon Vi­tal, ge­ren­te de pro­du­to da lí­qüi­dos e car­tu­cho de pa­pel car­tão para
Me­ca­plas­tic
Da­ve­ne. “Mais que a eco­no­mia com os (11) 3835-4032
o sa­bo­ne­te, per­ma­ne­ceu o mes­mo que
ro­yal­ties, te­mos a li­ber­da­de para ca­rac­ www.me­ca­plas­tic.com.br era utilizado na antiga li­nha Snoopy.
te­ri­zá-los e co­lo­cá-los nas mais di­ver­sas Mens­hen Nele, fras­cos so­pra­dos pela For­mat são
si­tua­ções, de acor­do com o pro­du­to e os (11) 4648 6791 con­ju­ga­dos a tam­pas e anéis da Me­ca­
mens­hen@mens­hen.com.br
ti­pos de co­mu­ni­ca­ção que pos­sam ser plas­tic. O car­tu­cho de pa­pel car­tão, por
rea­li­za­dos”, ele en­ten­de. “Ade­mais, não Uni­fle­xo sua vez, é con­fec­cio­na­do pela Flam­ma.
(11) 4789-5946
há bu­ro­cra­ti­za­ção nas apro­va­ções de www.uni­fle­xo.com.br Ven­ci­da a tran­si­ção de uma es­tra­té­
ma­te­riais de di­vul­ga­ção”. Vi­bra­ço
gia de mar­ke­ting à ou­tra, a con­fian­ça da
O novo uni­ver­so de per­so­na­gens per­ (21) 2676-1999 Da­ve­ne é alta. “Os no­vos per­so­na­gens
mi­tiu, ain­da, con­fe­rir aos pro­du­tos da são atuais e se en­con­tram em si­tua­ções
li­nha ca­rá­ter edu­ca­ti­vo, fa­tor que, de di­ver­ti­das nas em­ba­la­gens, o que cer­ta­
acor­do com o pro­fis­sio­nal da Da­ve­ne, é men­te atrai­rá as crian­ças”, apos­ta o ge-
rente de produto da Davene.
32 – embalagemmarca • abr 2004
evento

Visita à Brasilpack
Feira de embalagem cen­trou-se na prospecção de negócios

C
or­re­do­res abar­ro­ta­dos de pes­
fotos: divulgação

soas, la­dea­dos por es­tan­des


sun­tuo­sos com ar­tis­tas, dis­tri­
bui­ção de brin­des e fi­li­gra­nas
mais, não de­ram, efe­ti­va­men­te, o tom da Novo sistema de
vídeo-inspeção
Bra­sil­pack 2004. Di­fe­ren­te­men­te da ou­tra
da BST Latina
prin­ci­pal fei­ra co­mer­cial cen­tra­da na
in­dús­tria de em­ba­la­gem, a Fis­pal Tec­no­lo­
gia, no­tó­ria por abri­gar to­dos es­ses in­gre­
dien­tes su­pra­ci­ta­dos, a Bra­sil­pack des­te
ano pro­cu­rou, pelo que foi pos­sí­vel apu­rar
jun­to aos seus par­tí­ci­pes, ser um even­to
mais sin­to­ni­za­do com a pros­pec­ção de
ne­gó­cios, re­le­gan­do me­nos ho­lo­fo­tes à
ex­po­si­ção e ao for­ta­le­ci­men­to ins­ti­tu­cio­
nal das com­pa­nhias.
Fato é que o even­to, ocor­ri­do en­tre os
dias 8 e 12 de mar­ço em São Pau­lo, no
Pa­vi­lhão de Ex­po­si­ções do Anhem­bi, dei­
xou a im­pres­são de ter tido vi­si­ta­ção
aquém das ex­pec­ta­ti­vas – o trá­fe­go era
tran­qüi­lo nos cor­re­do­res e no es­ta­cio­na­
men­to. Mes­mo as­sim, a or­ga­ni­za­do­ra
Al­cân­ta­ra Ma­cha­do di­vul­gou, num ba­lan­
ço pós-fe­cha­men­to da fei­ra, que a pre­sen­
ça de pú­bli­co ba­teu com sua ex­pec­ta­ti­va que par­ti­ci­par de fei­ras e até mes­mo vi­si­tá-
ini­cial, de pou­co mais de 30 000 pes­soas las é um tema de aná­li­se cada vez mais
so­ma­dos os cin­co dias. Sem­pre de acor­do cui­da­do­sa nas em­pre­sas. Pa­re­ce cres­cer de
com os nú­me­ros ofi­ciais, a Bra­sil­pack for­ma ir­re­ver­sí­vel uma ten­dên­cia se­le­ti­va.
con­tou com 573 ex­po­si­to­res oriun­dos de Es­pe­ci­fi­ca­men­te na Bra­sil­pack, se pelo
22 paí­ses, cu­jos es­tan­des se es­pa­lha­ram me­nos apa­ren­te­men­te as ca­tra­cas não gi­ra­
por uma área de 47 000 m2. ram tan­to quan­to po­de­riam, o ca­rá­ter de
Não há por­que con­tes­tar a ve­ra­ci­da­de vi­tri­ne efi­cien­te, com reais opor­tu­ni­da­des
des­ses nú­me­ros, como não dá para fazê-lo para sa­cra­men­tar pe­di­dos fir­mes, foi bran­
em ou­tros even­tos si­mi­la­res, até por­que di­do por mui­tos como um con­tra­pe­so.
não se tem no­tí­cia de que a vi­si­ta­ção ou o “Hou­ve pou­ca vi­si­ta­ção, mas os clien­tes
vo­lu­me de ne­gó­cios rea­li­za­dos ou “de­sen­ que es­ti­ve­ram pre­sen­tes ti­nham real in­te­
ca­dea­dos” – como se cos­tu­ma ro­tu­lar a res­se de com­pra”, en­ten­de Fer­nan­do Ju­lia­
pos­sí­vel in­ten­ção de com­prar/ven­der de ni, ge­ren­te de ven­das da Maq­plas, ex­po­si­
vi­si­tan­tes e ex­po­si­to­res – se­jam au­di­ta­das to­ra da fei­ra. “Fechamos negócios tanto
por em­pre­sas in­de­pen­den­tes e isen­tas. O para o exterior quanto para o Brasil”,
que foi pos­sí­vel cons­ta­tar, em in­con­tá­veis informa Tatiana Mattos, do marketing da
de­poi­men­tos de ex­po­si­to­res e vi­si­tan­tes, Narita. In­di­ca­dor do bom proveito é que
tan­to na Bra­sil­pack quan­to na La­bel La­ti­ uma ro­da­da de ne­gó­cios, pro­mo­vi­da pela
noa­me­ri­ca (ver co­ber­tu­ra na pá­gi­na 18), é As­so­cia­ção Bra­si­lei­ra da In­dús­tria de

30 – embalagemmarca • abr 2004


Má­qui­nas e Equi­pa­men­tos (Abi­maq) para
apro­xi­mar 35 fa­bri­can­tes na­cio­nais de
má­qui­nas e equi­pa­men­tos de ca­tor­ze
em­pre­sas in­ter­na­cio­nais (de paí­ses como
Chi­le, Ar­gen­ti­na, Co­lôm­bia, Es­pa­nha e
Mé­xi­co), ren­deu 150 reu­niões e 3,4
mi­lhões de dó­la­res em ne­gó­cios que de­ve­
rão se con­cre­ti­zar nos pró­xi­mos doze
me­ses, se­gun­do os or­ga­ni­za­do­res.
Ou­tro de­ta­lhe que mui­tos pro­cu­ra­ram
exal­tar foi o per­fil téc­ni­co da Bra­sil­pack,
ali­cer­ça­do so­bre­tu­do num as­pec­to que per­
ma­ne­ceu das suas úl­ti­mas edi­ções: a pre­ me­tá­li­cas, 9 000 fras­cos de vi­dro e 590000 Sorvetes são o
sen­ça de li­nhas de pro­du­ção de em­ba­la­ uni­da­des de ró­tu­los e eti­que­tas. “Con­se­ principal alvo da
nova embalagem
gens no in­te­rior da fei­ra, para mos­trar em gui­mos mon­tar no Anhem­bi a mais com­ da Rosset
mi­nú­cias como são pro­ces­sa­dos in­dus­trial­ ple­ta fá­bri­ca de em­ba­la­gens de que se tem
men­te os mais di­ver­sos ti­pos de em­ba­la­ no­tí­cia, com ca­pa­ci­da­de de pro­du­ção de
gens. Nes­te ano fo­ram quin­ze de­las ao 22 em­ba­la­gens di­fe­ren­tes de car­tão, pa­pe­
todo, que, in­for­mam or­ga­ni­za­do­res, pro­ lão on­du­la­do, plás­ti­co, me­tal e vi­dro e
ces­sa­ram 17 to­ne­la­das de PET, 19 to­ne­la­ eti­que­tas, ró­tu­los e tam­pas”, sa­lien­ta Eva­
das de re­si­na de po­li­pro­pi­le­no, 14 to­ne­la­ ris­to Nas­ci­men­to, di­re­tor da fei­ra. “É uma
das de re­si­na de po­lie­ti­le­no, 9 to­ne­la­das de ini­cia­ti­va in­te­res­san­te, uma vez que o vi­si­
em­ba­la­gens de pa­pel-car­tão, 6 000 fo­lhas tan­te tem a chan­ce de ob­ser­var to­dos os
de pa­pe­lão on­du­la­do, 10 000 em­ba­la­gens de­ta­lhes do nos­so equi­pa­men­to em fun­cio­


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cpf ou cnpj:

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endereço:

cidade: estado: Cep:

telefone: ( ) ramal: fax: ( )

e-mail:

ramo de atividade da empresa:

número de funcionários:
na­men­to”, res­sal­ta Wal­ki­ria Cas­tro, ge­ren­ de pro­ces­sos de con­ver­são
te de mar­ke­ting da for­ne­ce­do­ra de so­lu­ tam­bém teve no­vi­da­des. A
ções auto-ade­si­vas No­vel­print, que par­ti­ BST La­ti­na apre­sen­tou
ci­pou de uma li­nha de en­va­se de gar­ra­fões um novo sis­te­ma des­sa
de água mi­ne­ral com seu ca­be­ço­te ro­tu­la­ na­tu­re­za, o Po­wers­co­pe
dor No­vel­Tech. 3000. Ele pos­si­bi­li­ta a
Das li­nhas de pro­du­ção, duas se de­di­ im­pres­são de em­ba­la­
ca­ram à re­ci­cla­gem de em­ba­la­gens, pro­ gens plás­ti­cas e ró­tu­los
ces­san­do mais de 50 to­ne­la­das de ma­te­rial ade­si­va­dos com ima­gens
plás­ti­co, e uma tra­ba­lhou na con­fec­ção de mais de­fi­ni­das para pro­ces­sos de
sa­co­las plás­ti­cas bio­de­gra­dá­veis, com tec­ im­pres­são de até 900 me­tros por mi­nu­
no­lo­gia li­cen­cia­da pela RES Bra­sil to em ro­to­gra­vu­ra, fle­xo­gra­fia e off set.
(co­men­ta­da em Emb ­ al
­ ag
­ em­Marc ­ a nº 52, Quem tam­bém bus­cou mostrar van­ta­gens
de­zem­bro de 2003). Aliás, as sa­co­las ofi­ Montadora de da ví­deo-ins­pe­ção para a di­mi­nui­ção de
ciais do even­to, pro­du­zi­das pela An­ti­lhas, clichês, novidade per­das e o ga­nho de pro­du­ti­vi­da­de foi a
da Altec, e máqui-
con­ti­nham tal ca­rac­te­rís­ti­ca. E-Pac­king, que mos­trou na fei­ra apli­ca­
na produtora de
Em ter­mos de no­vi­da­des tec­no­ló­gi­cas rótulos sleeve, ções com ins­pe­to­res de qua­li­da­de, no caso
da fei­ra, o seg­men­to de má­qui­nas e equi­ destacada pela como um plus em seus já conhecidos sis­te­
pa­men­tos ti­nha mais ases na man­ga. A Narita (abaixo) mas in­te­gra­dos de ro­tu­la­gem.
Maq­plas mos­trou evo­lu­ções tec­no­ló­gi­cas So­lu­ção em ins­pe­ção foi igual­men­te
em suas es­ta­ções de cor­te e sol­da, sen­do des­ta­ca­da pela Sunny­va­le, só que in­te­gra­
que um dos des­ta­ques nes­se cam­ da a uma li­nha con­ju­ga­da com sis­te­mas de
po foi a má­qui­na de cor­te e sol­da co­di­fi­ca­ção, en­vol­ven­do im­pres­so­ras ink
com apli­ca­dor de alça fle­xí­vel jet e la­ser e um soft­wa­re es­pe­cial para
para sa­co­las. Ou­tros cha­ma­ mo­ni­to­ra­men­to on-line dos equi­pa­men­tos,
ri­zes do es­tan­de da em­pre­sa to­dos co­nec­ta­dos numa rede sem fio.
fo­ram a má­qui­na de pis­ta du­pla Ou­tra no­tó­ria for­ne­ce­do­ra de so­lu­
para a for­ma­ção de stand-up ções em co­di­fi­ca­ção, a Com­
pou­ches CSP UP 600 e a Pouch print, mos­trou o lan­ça­men­to
Light, tam­bém para sol­das do Ja­guar Ther­mal­PAK, da Nor­
tipo pouch, po­rém sem o fun­do wood. Tra­ta-se de uma im­pres­
san­fo­na­do. A Bosch apre­sen­tou so­ra por ter­mo-trans­fe­rên­cia
sua nova em­pa­co­ta­do­ra SVB 2510, com para mar­ca­ção e co­di­fi­ca­ção de
sis­te­ma in­ter­mi­ten­te de se­la­gem de fil­mes em­ba­la­gens fle­xí­veis em li­nhas
de em­ba­la­gens e tra­ção por cor­reias de de ci­clo con­tí­nuo ou in­ter­mi­ten­te. Com
ar­ras­te. De­di­ca­da às in­dús­trias ali­men­tí­ re­so­lu­ção de 300dpi, o equi­pa­men­to dis­
cias e quí­mi­cas, a má­qui­na em­pa­co­ta pro­ po­ni­bi­li­za im­pres­são pro­gra­má­vel com até
du­tos de flu­xo li­vre, a gra­nel e pós numa seis ca­be­ço­tes im­pres­so­res para até seis
ve­lo­ci­da­de de até 120 bol­sas por mi­nu­to. li­nhas de em­ba­la­gem di­fe­ren­tes ao mes­mo
Por sua vez, a Se­lo­vac lançou uma má­qui­ tem­po. Em voga nos úl­ti­mos tem­pos, os
na ver­ti­cal de en­chi­men­to e se­la­gem para Matan Spring 12, dis­po­si­ti­vos an­ti­con­tra­fa­ção fo­ram ve­de­tes
a fa­bri­ca­ção de al­mo­fa­das com ar em seu impressora digital no es­tan­de da Ze­bra, com a li­nha Ze­bra
para rótulos trazida
in­te­rior, para pro­te­ção de pro­du­tos con­tra Brand Pro­tec­tion So­lu­tions de eti­que­tas de
pela Gammerler
im­pac­tos e preen­chi­men­to de es­pa­ços im­pres­são, tí­que­tes, ró­tu­los, rib­bons e lei­
va­zios em pro­ces­sos lo­gís­ti­cos. to­res de se­gu­ran­ça. Tra­ta-se de uma li­nha
Área que se­gun­do de mí­dia de im­pres­são por de­man­da que a
al­gu­mas en­ti­da­des em­pre­sa diz ser pio­nei­ra no mer­ca­do.
li­ga­das ao se­tor de Seg­men­to que tam­bém mos­trou al­gu­
con­v er­s ão de mas no­vi­da­des na sea­ra de equi­pa­men­tos
em­ba­la­gens pro­me­ foi o re­la­cio­na­do a sis­te­mas de im­pres­são
te au­men­tar ven­das e de­co­ra­ção de em­ba­la­gens. A Gam­mer­
em cer­ca de 70% em dois ler, por exem­plo, apre­sen­tou uma im­pres­
anos, a ins­pe­ção por ví­deo so­ra di­gi­tal para ró­tu­los e eti­que­tas de até
32 – embalagemmarca • abr 2004
seis co­res ba­sea­da em ter­mo-trans­fe­rên­cia, Al­tec
a Spring 12, da Ma­tan. Se­gun­do a em­pre­ (11) 5611-7393
www.al­tec.com.br
sa, pelo fato de dis­pen­sar a uti­li­za­ção de
An­ti­lhas
fil­mes, fo­to­li­tos, cli­chês e fa­cas e de po­der (11) 4152-1100
tra­ba­lhar com uma am­pla gama de subs­ www.an­ti­lhas.com.br
tra­tos – de pa­péis a plás­ti­cos e te­ci­dos –, a Bosch
Spring 12 não cha­mou a aten­ção so­men­te (11) 5547-5831
de con­ver­te­do­res de em­ba­la­gem, mas tam­ www.bosch.com.br/maqs_em­ba­la­gem

bém de em­pre­sas de sig­ning e co­mu­ni­ca­ BST La­ti­na


(31) 3385-6009
ção vi­sual. A Co­me­xi teve como lan­ça­ www.bstla­ti­na.com
men­to a Ne­xus One, sua nova la­mi­na­do­ra
Com­bi­tool
sol­ven­tless para pro­du­ções pe­que­nas e Inesa crê em potencial (83) 243-6175
mé­dias de fil­mes plás­ti­cos e lâ­mi­na de alu­ para tampas easy-open www.com­bi­tool.ch
no mercado nacional
mí­nio. Seu ci­lin­dro do­si­fi­ca­dor de ade­si­ Co­me­xi
vos ope­ra por um sis­te­ma flu­tuan­te, pos­sui Em ma­té­rias-pri­mas para em­ba­la­gem, (11) 4229-9198
co­me­xi_sp@co­me­xi­bra­sil.com.br
in­ter­fa­ce ami­gá­vel e des­bo­bi­na­do­res e a Vo­ri­dian bus­cou pros­pec­tar no even­to
Com­print
re­bo­bi­na­dor do tipo shaf­tless (sem en­gre­ sua re­si­na PET BD445, já uti­li­za­da pelo (11) 3371-3371
na­gens). Já a Altec apresentou a Smart mer­ca­do de be­bi­das em ge­ral e que co­me­ www.com­print.com.br
Eye, uma montadora de clichês que oti­ ça a cha­mar a aten­ção dos trans­for­ma­do­res E-Pac­king
miza a preparação para processos de de re­ci­pien­tes para ou­tros seg­men­tos (11) 4781-2359
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Mãe Ter­ra lan­ça pro­du­tos em car­tão
A Mãe Ter­ra, em­pre­sa que atua no ma­to pos­si­bi­li­ta maior es­pa­ço para
mer­ca­do de ali­men­tos na­tu­rais in­te­ in­for­ma­ções nu­tri­cio­nais. A iden­ti­da­de
grais e pos­sui am­pla li­nha de pro­du­tos vi­sual das em­ba­la­gens foi de­sen­vol­vi­da
em sa­cos plás­ti­cos la­mi­na­dos, está pelo Es­cri­tó­rio de Cria­ção. A im­pres­são
lan­çan­do bis­coi­tos, coo­kies e ba­las em das cai­xas foi fei­ta pela Ros­set em
cai­xas de pa­pel car­tão. As em­ba­la­gens pa­pel Du­plex 270g da Kla­bin. Nas cai­
têm uma cor es­pe­cial para cada sa­bor, xas das ba­las foi uti­li­za­do o pa­pel
foto do pro­du­to e re­le­vo. O novo for­ Su­pre­mo 250g da Su­za­no.

Sa­bo­ne­te em cai­xa, hi­dra­tan­te em fras­co


A D By De­Mil­lus di­vi­são de cos­ sa­bo­ne­tes e hi­dra­tan­tes com fra­
mé­ti­cos da fa­bri­can­te de lin­ge­ries grân­cias que re­me­tem a so­bre­me­
De Mil­lus, apre­sen­ta ao mer­ca­do sas, nos sa­bo­res de mo­ran­go com
cham­pa­nhe e de cho­co­la­te.
Os fras­cos plás­ti­cos da lo­ção
hi­dra­tan­te são fa­bri­ca­dos
pela Glo­bal­pack, com tam­pas
da Lu­plas­tic e ró­tu­los da Soft
Co­lor.
As cai­xas dos sa­bo­ne­tes são
pro­du­zi­das em car­tu­cho tri­
plex pela Con­graf. O la­yout
das em­ba­la­gens é da de­sig­
ner Ma­ria Lui­za Vei­ga Bri­to.

Lo­kal Bier em Long Neck


Lan­ça­da há um ano e co­mer­cia­li­za­da em
dona de um por cen­ gar­ra­fas de vi­dro
to de par­ti­ci­pa­ção no long neck de
mer­ca­do no eixo Rio- 355ml, pro­du­zi­das
São Pau­lo, a cer­ve­ja pela Cis­per. Os
Lo­kal Bier, de Pe­tró­ ró­tu­los são for­
plis (RJ), an­tes ven­di­ ne­ci­dos pela
da ape­nas em la­tas Grá­fi­ca Rami e
de alu­mí­nio, ga­nha la­mi­na­dos do
uma nova ver­são. A gar­ga­lo pela
be­bi­da ago­ra é Hueck Fo­lien.
Chocolate para o corpo
A con­tém1g apro­vei­tou a Pás­coa para pela con­tém1g. A cai­xa de PET é fa­bri­
ofe­re­cer no­vi­da­des ao mer­ca­do. Os ca­da pela Vi­nil­plast, os fras­cos, tam­
cos­mé­ti­cos nas fra­grân­cias de cho­co­ bém de PET, pela Al­can, a né­ces­sai­re
la­te che­gam em edi­ção li­mi­ta­da, com de PVC pela Ele­tro­plast, as tam­pas de
em­ba­la­gens idea­li­za­das para lem­brar alu­mí­nio pela Me­ta­lúr­gi­ca Mar­cat­to e
cho­co­la­tes fi­nos pre­sen­teá­veis. Os pro­ as fi­tas de­co­ra­ti­vas pela Pro­gres­so
du­tos são ven­di­dos em for­ma de dois Hud­tel­fa.
kits es­pe­ciais, nos “sa­bo­res” Cho­co­la­te
ao Lei­te, Cho­co­la­te com Mo­ran­go e
Cho­co­la­te com Men­ta. Um dos
kits tem três hi­dra­tan­tes per­fu­ma­
dos, em em­ba­la­gens de 60ml. O
ou­tro é com­pos­to por seis sa­bo­ne­
tes de 25g cada.
O la­yout das em­ba­la­gens foi cria­do

Fras­co em
for­ma de car­ro
Tra­di­cio­nal pa­tro­ci­na­do­ra do Rally dos
Ser­tões, a Ipi­ran­ga apos­ta no lan­ça­
men­to de uma nova em­ba­la­gem para
con­quis­tar o pú­bli­co vol­ta­do às ati­vi­da­
des “off-road”. A em­ba­la­gem do óleo
lu­bri­fi­can­te F1 Mas­ter 4x4, para mo­to­
res a die­sel ou ga­so­li­na, pas­sa a ter o
for­ma­to de um jipe. O de­sen­vol­vi­men­to
da nova em­ba­la­gem co­me­çou a par­tir
da cons­ta­ta­ção que esse tipo de pú­bli­ Hen­kel ino­va na
co cos­tu­ma co­le­cio­nar itens como em­ba­la­gem
amor­te­ce­do­res e pneus, con­ser­va­dos
A Hen­kel aca­ba de lan­çar o Loc­ti­
como uma es­pé­cie de tro­féu de­pois
te Su­per Bon­der S.O.S. Re­pair.
das aven­tu­ras. A idéia é que a em­ba­la­
O pro­du­to con­ta com um acon­di­
gem do óleo tam­bém seja guar­da­da.
cio­na­men­to mo­der­no que ga­ran­te
A em­ba­la­gem é for­ne­ci­da pela Cim­
a con­ser­va­ção do pro­du­to. Ou­tra
plast e o ter­moen­co­lhí­vel pela Slee­ver
no­vi­da­de é o sis­te­ma an­tien­tu­pi­
In­ter­na­cio­nal. O ró­tu­lo auto-ade­si­vo
men­to, que pos­sui pino in­te­gra­do
que fica na par­te da fren­te do “car­ri­
à tam­pa. A em­ba­la­gem foi cria­da
nho” é da Set­print. A tam­pa é da Be­ri­
pela ma­triz da Hen­kel e é pro­du­zi­
cap. A arte é da Mqua­tro De­sign.
da em um tipo di­fe­ren­cia­do de
po­li­pro­pi­le­no, de­sen­vol­vi­do para a
em­pre­sa na Eu­ro­pa, sem si­mi­lar
na­cio­nal, e a par­tir de 2005 de­ve­rá
ser fa­bri­ca­da no Bra­sil, com re­si­na
im­por­ta­da. O nome da em­pre­sa
que vai pro­du­zir as pe­ças não é
in­for­ma­do, por ques­tões es­tra­té­gi­
cas. Os ró­tu­los são for­ne­ci­dos por
di­ver­sos pro­du­to­res.
Re­to­ma­da do PO Uni­pac in­ves­te em no­vas tam­pas
6HJXQGR D $%32 È $VVRFLDo¬R %UDVL
Em­pre­sa do Gru­po Jac­to com atua­ do uma re­du­ção no cus­to das
OHLUD GR 3DSHO¬R 2QGXODGR DV YHQ
ção em di­ver­sos seg­men­tos de pro­ pe­ças. Além da subs­ti­tui­ção da
das do se­tor to­ta­li­za­ram 153 200
du­tos plás­ti­cos, a Uni­pac está ma­té­ria-pri­ma, a Uni­pac tam­bém
WRQHODGDV HP IHYHUHLUR Q¡PHUR
in­ves­tin­do alto para au­men­tar suas in­ves­tiu em no­vos mol­des e na
3% maior que o de fe­ve­rei­ro de
ope­ra­ções no mer­ca­do de em­ba­la­ re­qui­si­ção de pa­ten­tes das tam­pas
2003. No pri­mei­ro bi­mes­tre de
gens. O re­sul­ta­do é o lan­ça­men­to jun­to ao INPI. Fo­ram in­ves­ti­dos, até
2004, o se­tor acu­mu­lou cres­ci­men-
de no­vas op­ções em tam­pas au­to­ o mo­men­to, cer­ca de 250 000 reais
to de 3,1%.
la­crá­veis para em­ba­la­gens de pro­ nos no­vos pro­du­tos.
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Ini­cial­men­te, as tam­pas te­rão os
pro­du­to­ra de po­lie­ti­le­no de bai­xa
diâ­me­tros de 45mm e 63mm, e
GHQVLGDGH DQXQFLRX XP OXFUR O§TXL
po­de­rão ser ven­di­das con­ju­ga­das a
GR GH 5  PLOK­HV HP 
em­ba­la­gens ou se­pa­ra­da­men­te,
va­lor 30% maior que o de 2002. ÒEm
de­vi­do ao seu aten­di­men­to às
2003 vendemos 153 000 to­ne­la­das
di­men­sões-pa­drão do mer­ca­do. As
de PE, uma fa­tia de 14% des­se mer-
tam­pas têm novo de­se­nho, com um
ca­doÓ, in­for­ma Ce­zar Au­gus­to Man-
sis­te­ma de ar­ras­te do la­cre, que
sol­do, di­re­tor-su­pe­rin­ten­den­te da
pos­si­bi­li­ta uma aber­tu­ra mais fá­cil
SHWURTX§PLFD
e evi­ta vio­la­ções. Até en­tão fa­bri­
can­te de tam­pas in­je­ta­das em
Novo te­le­fo­ne da In­com
po­lie­ti­le­no, a Uni­pac re­sol­veu lan­
A In­com In­dus­trial Ltda., fa­bri­can­te
çar a nova li­nha em po­li­pro­pi­le­no
de tam­pas para per­fu­mes, es­to­jos
(PP). Se­gun­do a em­pre­sa, a tro­ca
para ma­quia­gem, po­tes e ou­tras
se de­veu ao fato de o PP di­mi­nuir o
HPEDODJHQV SO®VWLFDV LQMHWDGDV
peso das tam­pas e agi­li­zar o pro­
WHYH R Q¡PHUR GH VHX WHOHIRQH H
ces­so de pro­du­ção, pro­por­cio­nan­
fax al­te­ra­dos res­pec­ti­va­men­te
para (11) 4174-3210 e 4174-3271.
Mar­cas pró­prias em as­cen­são
2003 positivo De acor­do com dados de um en­ti­da­de es­ti­ma que em 2004 as
$ &61 IHFKRX  FRP OXFUR O§TXL levantamento da As­so­cia­ção Bra­ ven­das des­sa ca­te­go­ria de pro­du­
GR GH 5  ELOK¬R PHOKRUD si­lei­ra de Su­per­mer­ca­dos (Abras), tos de­ve­rão cres­cer 15%. Mar­cas
VHQV§YHO HP UHODo¬R D  TXDQGR
as gran­des re­des na­cio­nais de pró­prias re­pre­sen­tam, hoje, 5,6%
UHJLVWURX SUHMX§]R GH 5 
va­re­jo ven­de­ram 11% a mais de da re­cei­ta anual do se­tor super­
PLOK­HV 2 GHVHPSHQKR RSHUDFLRQDO
pro­du­tos de mar­cas pró­prias no mercadista, avaliada em 86
em 2003 re­sul­tou num EBIT­DA re­cor-
ano pas­sa­do em re­la­ção a 2002. A bi­lhões de reais.
de (lu­cro bru­to me­nos des­pe­sas de
ven­das, ge­rais e ad­mi­nis­tra­ti­vas,
PDLV GHSUHFLDo¬R H H[DXVW¬R GH 5 Bahia abrigará fá­bri­ca da Ri­ge­sa
 ELOK­HV
A Mead­Wes­tva­co Cor­po­ra­tion anun­ 50 mi­lhões de m2 de em­ba­la­gens por
ciou que irá in­ves­tir 45 mi­lhões de ano e irá ge­rar, apro­xi­ma­da­men­te, 105
Lata pre­mia­da
A lata Ploc Off, da Bra­si­la­ta, ga­nhou reais na cons­tru­ção da quin­ta fá­bri­ca em­pre­gos di­re­tos, 50 ter­cei­ri­za­dos e
um Prê­mio Ouro no con­gres­so in­ter- de em­ba­la­gens de pa­pe­lão on­du­la­do 310 in­di­re­tos a par­tir de 2005. Com a
na­cio­nal La­tin­can, ocor­ri­do em da sua con­tro­la­da Ri­ge­sa Ce­lu­lo­se, fá­bri­ca, a Ri­ge­sa pre­ten­de di­na­mi­zar o
PDUoR HP 6¬R 3DXOR FRP R &DSXF Pa­pel e Em­ba­la­gens. O lo­cal es­co­lhi­do aten­di­men­to aos seus clien­tes da
FLQR )DUD£ GD &DIp )DUD£ /DQoDGD é Fei­ra de San­ta­na, se­gun­do maior re­gião Nor­des­te do país. A as­si­na­tu­ra
em 2003, a Ploc Off com­bi­na cor­po mu­ni­cí­pio da Ba­hia. A nova uni­da­de do Pro­to­co­lo de In­ten­ções acon­te­ceu
PHW®OLFR FRP WDPSD SO®VWLFD GLV terá área cons­truí­da de 25 000 m2, no dia 9 de mar­ço.
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46 – embalagemmarca • abr 2004


Embaquim e DuPont iniciam parceria
Fe­cha­do no iní­cio des­te ano, um co). Em­ba­la­gens e equi­pa­men­tos
acor­do fez da Em­ba­quim, de São des­sas li­nhas se­rão im­por­ta­dos
Pau­lo, re­pre­sen­tan­te ofi­cial da pela Em­ba­quim de uma das dez
Du­Pont Li­quid Pac­ka­ging Systems plan­tas da Du­Pont Li­quid Pac­ka­
no Bra­sil. A par­ce­ria en­vol­ve a ging Systems es­pa­lha­das pe­los
re­pre­sen­ta­ção co­mer­cial dos sis­te­ Es­ta­dos Uni­dos e Rei­no Uni­do. A
mas da Pre­pac (má­qui­nas au­to­má­ Du­Pont será res­pon­sá­vel por toda
ti­cas form-fill-seal as­sép­ti­cas e fil­ a as­sis­tên­cia téc­ni­ca e pres­ta­ção
mes plás­ti­cos), da Li­qui-Box (sis­te­ de ser­vi­ços lo­cal­men­te.
mas bag-in-box) e da Sta­rA­sept (11) 6161-2333
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Vi­dro com alta em abril­


De acor­do com a Abi­vi­ até 10% no mês de abril.
dro – As­so­cia­ção Téc­ni­ca O rea­jus­te, se­gun­do a
Bra­si­lei­ra das In­dús­trias en­ti­da­de, é re­fle­xo da
Au­to­má­ti­cas de Vi­dro, o ele­va­ção da alí­quo­ta da
ma­te­rial de­ve­rá so­frer um Co­fins.
au­men­to de pre­ços de www.abividro.org.br

Bras­kem pro­mo­ve es­pe­cia­li­da­des


Em even­to pro­mo­vi­do em São ção. A Bras­kem tam­bém aca­ba
Pau­lo, a Bras­kem anun­ciou que de lan­çar uma ou­tra es­pe­cia­li­da­
seu re­cém-lan­ça­do po­lie­ti­le­no de de, uma nova li­nha de se­lan­tes
bai­xa den­si­da­de li­near base para fil­mes de po­li­pro­pi­le­no
me­ta­lo­ce­no (PEBDLm), o pri­mei­ro bi-orien­ta­do (BOPP) com tec­no­lo­
pro­du­zi­do no Bra­sil, será co­mer­ gia iné­di­ta no Bra­sil. Ba­ti­za­da
cia­li­za­do atra­vés da mar­ca Bras­ como Bras­kem Symbios, a li­nha
kem Fle­xus. Con­for­me Em­ba­la­ per­mi­ti­rá, de acor­do com a pe­tro­
gem­Mar­ca já no­ti­cia­ra em sua quí­mi­ca, em­ba­la­gens fle­xí­veis
edi­ção 54, de fe­ve­rei­ro pas­sa­do, com sis­te­ma de fe­cha­men­to mais
tra­ta-se de um pro­du­to de alta efi­cien­te. Ela pos­si­bi­li­ta uma bai­
per­for­man­ce, vol­ta­do ao seg­men­ xa tem­pe­ra­tu­ra de se­la­gem e evi­
to de fil­mes es­pe­ciais, e que de­ri­ ta de­fei­tos su­per­fi­ciais ou de Simbios-pack
va, de acor­do com a Bras­kem, na in­ter­fa­ce nos fil­mes. Por não con­
pro­du­ção de em­ba­la­gens com ter adi­ti­vos des­li­zan­tes ou an­ti­blo­
maior bri­lho, maior re­sis­tên­cia ao queio, é ideal para a pre­pa­ra­ção
im­pac­to e à per­fu­ra­ção, mais de for­mu­la­ções cus­to­mi­za­das.
trans­pa­ren­tes e com de­sem­pe­nho (11) 3443-9999
su­pe­rior em li­nhas de trans­for­ma­ www.bras­kem.com.br
Mar­ke­ting di­re­to Bra­sil­gra­fi­ca tem Mais ex­por­ta­ção
A RWA anun­ciou a aqui­si­ção da pri­mei­
ra im­pres­so­ra Xe­rox iGen3 a ser ins­ta­la­ nova Ro­land 906 A Ri­pa­sa di­vul­gou no co­me­ço de mar­
da no Bra­sil. Pri­mei­ro pro­du­to com tec­ ço o ba­lan­ço de sua ope­ra­ção em
Co­nhe­ci­da pe­los pro­je­tos de­sen­vol­vi­
no­lo­gia di­gi­tal da em­pre­sa, a iGen3 será 2003. Os nú­me­ros re­ve­lam for­te au­men­
dos no mer­ca­do de em­ba­la­gens, a to das ex­por­ta­ções de pa­pel e ce­lu­lo­se
uti­li­za­da prin­ci­pal­men­te para im­pres­são
de do­cu­men­tos sob de­man­da. Com a Bra­sil­gra­fi­ca anun­ciou a aqui­si­ção, pro­du­zi­dos pela em­pre­sa, tá­ti­ca que a
nova im­pres­so­ra, a RWA tam­bém pre­ por in­ter­mé­dio da IPP In­ter­gra­fi­ca aju­dou a dri­blar a re­tra­ção que atin­giu
ten­de acen­tuar sua atua­ção no se­tor de Print & Pack, de sua se­gun­da Ro­land o se­tor no ano pas­sa­do. Du­ran­te o
mar­ke­ting di­re­to e in­te­gra­ção com ban­ 906. For­ne­ci­do pela ale­mã MAN pe­río­do, a com­pa­nhia ven­deu lá fora
cos de da­dos e in­ter­net. Ro­land, o equi­pa­men­to teve cus­to 28% de sua pro­du­ção, con­tra 17% no
anun­cia­do de 5 mi­lhões de dó­la­res. exer­cí­cio ime­dia­ta­men­te an­te­rior. Os
Re­cor­de de usuá­rios
“Ela pos­sui vá­rios op­cio­nais para pro­ em­bar­ques re­fle­ti­ram na pro­du­ção to­tal
Já exis­tem mais de 9 mi­lhões de usuá­
du­ção de em­ba­la­gens”, adian­ta Nilo da Ri­pa­sa, que atin­giu a mar­ca de
rios ati­vos do Mac OS X em todo o mun­
do. O nú­me­ro de có­pias em uti­li­za­ção do Cot­ti­ni Fi­lho, pre­si­den­te da Bra­sil­gra­ 879,8 mil to­ne­la­das em 2003, cres­ci­
sis­te­ma ope­ra­cio­nal da Ap­ple foi am­plia­ fi­ca. “Com con­fi­gu­ra­ção com­pa­tí­vel à men­to de 27,1% em re­la­ção aos re­sul­
do com aju­da da mais re­cen­te ver­são do ad­qui­ri­da pela Bra­sil­gra­fi­ca só exis­ ta­dos ob­ti­dos em 2002.
pro­du­to, a 10.3 “Pan­ther”. Com ela, a tem duas no mun­do”, com­ple­ta o No to­tal do ano pas­sa­do, as ven­das
em­pre­sa es­pe­ra pas­sar a mar­ca dos 10 exe­cu­ti­vo. Se­gun­do o ge­ren­te de con­so­li­da­das da com­pa­nhia atin­gi­ram
mi­lhões de usuá­rios an­tes do fim do pri­ mar­ke­ting da em­pre­sa, Cé­lio Coe­lho 522,1 mil to­ne­la­das, 22% a mais que
mei­ro se­mes­tre de 2004. de Ma­ga­lhães, os ope­ra­do­res da nova no exer­cí­cio de 2002. Con­si­de­ran­do-se
Ro­land 906 fo­ram en­via­dos à Ale­ma­ ape­nas o mer­ca­do in­ter­no, o au­men­to
Fu­tu­ro aus­pi­cio­so foi de 6,1%, re­sul­ta­do con­si­de­ra­do fra­
Do­brar o fa­tu­ra­men­to da ope­ra­ção bra­ nha para apren­der mais so­bre o equi­
co. É que a em­pre­sa fi­na­li­zou no ano
si­lei­ra da Co­rel em 18 me­ses. Tal ob­je­ti­ pa­men­to, que tem en­tre seus re­cur­
pas­sa­do o pro­je­to de ex­pan­são na
vo foi anun­cia­do por Amish Meh­ta, CEO sos a com­bi­na­ção de dois ti­pos de
plan­ta in­te­gra­da da uni­da­de Ri­pa­sa I, e
da Co­rel Cor­po­ra­tion, em vi­si­ta à sub­si­ ver­ni­zes in line, apli­ca­ção de im­per­
es­pe­ra­va a par­tir des­se in­ves­ti­men­to
diá­ria lo­cal da em­pre­sa em mar­ço. Para mea­bi­li­zan­tes es­pe­ciais com­bi­na­dos
um de­sem­pe­nho mais po­si­ti­vo. As
ele, o Bra­sil é um dos dez paí­ses com com ver­ni­zes, além de im­pres­são em
ex­por­ta­ções, que su­bi­ram 98,7%,
maior po­ten­cial de cres­ci­men­to para a subs­tra­tos que te­nham a par­tir de
fo­ram uma es­pé­cie de sal­va­ção da
Co­rel, que foi com­pra­da por 125 mi­lhões 1mm de es­pes­su­ra. A im­por­tân­cia do
de dó­la­res pelo gru­po de in­ves­ti­men­tos
la­vou­ra, con­tri­buin­do para que a re­cei­
ne­gó­cio tam­bém pôde ser me­di­da ta lí­qui­da da Ri­pa­sa em 2003 to­ta­li­zas­
Vec­tor Ca­pi­tal.
pelo com­pa­re­ci­men­to do pre­si­den­te se 1 213,4 mi­lhão de reais, 35,9%
Novo car­go in­ter­na­cio­nal da MAN Ro­land, Gerd su­pe­rior em re­la­ção ao ano an­te­rior.
Há 23 anos na Nil­pe­ter, Tor­ben Ras­mus­ Fink­bei­ner, ao par­que grá­fi­co da Bra­ www.ri­pa­sa.com.br • (11) 3491-5126
sen foi pro­mo­vi­do ao car­go de ge­ren­te sil­gra­fi­ca (lo­ca­li­za­do em Al­pha­vil­le –
de de­sen­vol­vi­men­to da em­pre­sa. O exe­ SP), em fe­ve­rei­ro úl­ti­mo. Op­ção em kraft
cu­ti­vo es­ta­rá à fren­te da equi­pe de www.bra­sil­gra­fi­ca.com.br
de­sen­vol­vi­men­to de no­vos pro­du­tos, (11) 4133-7777 A KSR Dis­tri­bui­do­ra, uni­da­de de ne­gó­
res­pon­den­do por to­das as uni­da­des do cios da Vo­to­ran­tim Ce­lu­lo­se e Pa­pel
www.ipp-group.net
gru­po, que é um dos maio­res fa­bri­can­ (VCP), aca­ba de rea­li­zar uma par­ce­ria
(11) 5522-5999
tes de im­pres­so­ras ro­ta­ti­vas para pro­du­ com a Kla­bin para co­mer­cia­li­zar as
ção de ró­tu­los em pro­ces­sos de ban­da li­nhas de pa­péis Kraft e Kraft li­ner, que
es­trei­ta do mun­do. são des­ti­na­das aos seg­men­tos de
em­ba­la­gem, im­pres­são grá­fi­ca, de­sign,
Vol­ta ao Bra­sil
A di­re­to­ria exe­cu­ti­va do Sis­te­ma Abi­graf
car­to­na­gem e pa­pe­la­ria. A em­pre­sa
está sob novo co­man­do. Sô­nia Re­gi­na dis­tri­bui­rá a fa­mí­lia com­ple­ta de pro­du­
Car­bo­ni as­su­miu o de­par­ta­men­to, em tos, cu­jas gra­ma­tu­ras va­riam de 80 a
subs­ti­tui­ção a Eli­se­te Tei­xei­ra Gu­tier­rez. 420 g/m2, em fo­lhas ou bo­bi­nas. Se­gun­
For­ma­da em co­mu­ni­ca­ção so­cial, a nova do João Lal­li Neto, di­re­tor da KSR, o
di­re­to­ra-exe­cu­ti­va do Sis­te­ma Abi­graf acor­do tor­na a em­pre­sa a úni­ca dis­tri­
es­ta­va há um ano tra­ba­lhan­do na Es­pa­ bui­do­ra do mer­ca­do grá­fi­co a co­mer­
O presidente da Brasilgrafica, Nilo Cottini
nha, numa em­pre­sa do seg­men­to de Filho, um de seus clientes, Luigi cia­li­zar os pa­péis Kraft e Kraft li­ner em
Bauducco, e o presidente internacional
lá­tex.
da Man Roland, Gerd Finkbeiner,
to­das as gra­ma­tu­ras dis­po­ní­veis.
observam a recém-chegada Roland 906 www.ksr.com.br • 0800 55 85 44

1 – embalagemmarca • abr 2004


Es­ta­bi­li­da­de no con­tro­le de tem­pe­ra­tu­ra
A Hei­del­berg anun­ciou um
novo dis­po­si­ti­vo de com­bi­
na­ção para suas li­nhas de
im­pres­so­ra Speed­mas­ter
SM 52 e Print­mas­ter PM 52.
Ba­ti­za­do de Com­biS­tar
Com­pact, o pro­du­to, que
será apre­sen­ta­do du­ran­te a
Dru­pa, foi pro­je­ta­do para
in­te­grar a ali­men­ta­ção de
so­lu­ção umec­tan­te e o con­tro­le de im­pres­são mais es­tá­vel, já que a
tem­pe­ra­tu­ra da uni­da­de de tin­ta­ den­si­da­de das tin­tas é cons­tan­te
gem das má­qui­nas. En­tre os em toda a pas­sa­gem da má­qui­na”,
ga­nhos de de­sem­pe­nho ob­ti­dos afir­ma Ro­land Krapp, exe­cu­ti­vo de
em re­la­ção à ver­são an­te­rior, que ne­gó­cios para im­pres­são pla­na
vi­nha sen­do ofe­re­ci­da des­de 1999, que res­pon­de pe­las uni­da­des la­ti­
a em­pre­sa re­la­cio­na con­tro­le de no-ame­ri­ca­nas da em­pre­sa. “Além
tem­pe­ra­tu­ra cons­tan­te, me­lhor dis­so, o novo dis­po­si­ti­vo di­mi­nui o
di­re­cio­na­men­to do ar de exaus­tão, nú­me­ro de ajus­tes e o tem­po de
ope­ra­ção in­de­pen­den­te (a uni­da­de pre­pa­ra­ção da má­qui­na, eli­mi­nan­
é mó­vel e com­pac­ta) e eli­mi­na­ção do des­per­dí­cios ao rei­ni­ciar a
de man­chas nos tra­ba­lhos. “A par­ im­pres­so­ra”, com­ple­ta Krapp.
tir des­se aper­fei­çoa­men­to, as grá­ www.dru­pa.hei­del­berg.com
fi­cas con­se­gui­rão um pro­ces­so de (11) 5525-4500

Não é ma­gia, é tec­no­lo­gia


A Neo­Jet está am­plian­do sua de im­pres­são de até 12m2/hora a
li­nha de im­pres­so­ras sol­ven­tes 450dpi, re­so­lu­ção má­xi­ma de
di­gi­tais com o lan­ça­men­to do 1440dpi, além de sis­te­ma de
mo­de­lo Mer­lin NC-300, que será co­res CMYK com tin­ta NeoInk
dis­tri­buí­do no Bra­sil pela Tech­no (se­ca­gem rá­pi­da com odor re­du­zi­
Cen­ter. Com lar­gu­ra de 70cm e do). “O equi­pa­men­to re­ce­beu o
re­cur­sos de im­pres­são e cor­te, a nome do fa­mo­so mago por­que dá
Mer­lin NC-300 con­ta com ca­be­ a seus usuá­rios o po­der de en­trar
ças mi­cro pie­zo de uma po­le­ga­da no mun­do das im­pres­sões di­gi­tais
com pon­tos va­riá­veis, aque­ce­dor sem la­mi­na­ção li­vre de com­pli­ca­
in­te­li­gen­te, sis­te­ma de re­cor­te de ções, como num pas­se de má­gi­
vi­nil com mo­tor ser­vo, ve­lo­ci­da­de ca”, ex­pli­ca J. Ta­kao Shi­
ra­ha­ta, di­re­tor-exe­cu­ti­
vo da Tech­no­cen­ter,
acres­cen­tan­do que
a Mer­lin mo­de­lo
NC-330 é ba­sea­da na
pla­ta­for­ma do fa­bri­can­te
ja­po­nês Ro­land DG.
(11) 3742-9614
ven­das@tech­no­cen­ter.com.br
Almanaque
Encontro de jovens estrelas De quan­tos você se lem­bra?
Sué­cia, 1958. Um con­cei­to acon­di­cio­na­dos as­sep­ti­ca­ Fato in­ques­tio­ná­vel: a for­ça que a
ino­va­dor de em­ba­la­gem, men­te. Na­que­le mes­mo mar­ca Coca-Cola tem hoje não foi
in­ven­ta­do pou­cos anos ano, o país es­can­di­na­vo con­se­gui­da ao aca­so. A gi­gan­te
an­tes por um ci­da­dão abri­ga­va a Copa do Mun­ ame­ri­ca­na sem­pre in­ves­tiu pe­sa­do
da­que­le país, Ru­ben Rau­ do de fu­te­bol. Um dos em pro­pa­gan­da, o que pode ser
sing, co­me­ça­va a gal­gar a maio­res des­ta­ques do cer­ me­di­do, en­tre ou­tros as­pec­tos,
via do su­ces­so ao abrir o ta­me, se­não o maior, foi pelo re­call de seus slo­gans. Re­pro­
du­zi­mos, abai­xo, aque­les uti­li­za­
va­re­jo de mas­sa aos pro­ um jo­vem ata­can­te, en­tão
dos no Bra­sil, para os sus­pi­ros
du­tos ul­tra­pas­teu­ri­za­dos, com 17 anos, cu­jas jo­ga­
dos mais nos­tál­gi­cos.
das ge­niais aju­da­ram sua
arquivo tetra pak

1942 / 1950: A pau­sa que re­fres­ca


equi­pe a amea­lhar o tro­ 1951 / 1965: Isto faz um bem
féu, na fi­nal, dian­te de nin­ 1966 / 1971: Tudo vai me­lhor com Coca-Cola
guém me­nos que os an­fi­ 1972 / 1976: Isso é que é
triões. O ins­tan­tâ­neo ao 1977 / 1982: Coca-Cola dá mais vida
lado fla­gra o en­con­tro ín­ti­ 1983 / 1989: Coca-Cola é isso aí
mo des­sas duas es­tre­las, 1989 / 1993: Emo­ção pra va­ler
en­tão emer­gen­tes, em solo 1993 / 1999: Sem­pre
2000 / 2001: Cur­ta Coca-Cola
sue­co: a embalagem lon­ga
2001 / hoje: Gos­to­so é vi­ver
vida, da Te­tra Pak, e Pelé.
No Dia D, segredo militar. Hoje, embalagem corriqueira
É ape­nas um de­ta­lhe, e pro­va­vel­ na praia de Omaha, no Dia D da para ter­ra fir­me. Aqui­lo, que na
men­te só os es­pec­ta­do­res mais in­va­são da Nor­man­dia, na épo­ca po­dia ser con­si­de­ra­do um
aten­tos de­vem ter no­ta­do. Mas Se­gun­da Guer­ra Mun­dial, os sol­ “se­gre­do mi­li­tar”, nada mais era
para quem se in­te­res­sa por da­dos ame­ri­ca­nos re­ti­ra­vam um do que o hoje cor­ri­quei­ro fil­me
em­ba­la­gens é um de­ta­lhe im­por­ fil­me trans­pa­ren­te que pro­te­gia de po­lie­ti­le­no de bai­xa den­si­da­de.
tan­te. No fil­me O Res­ga­te do Sol­ seus fu­zis de se mo­lha­rem, na Na foto, o ator Tom Hanks, com
da­do Ryan, ao de­sem­bar­ca­rem hora de sal­tar das bar­ca­ças sua arma já sem a embalagem.

Os pri­mór­dios da­qui­lo que hoje se cha­ma con­ve­niên­cia


A in­dus­tria­li­za­ção ma­ci­ça no sé­cu­lo 19 gerou um moraria em 1886. Foi um sucesso. Tam­bém em 1886
pro­ble­ma para os eu­ro­peus: os operá­rios, ou­tro­ra ele lan­çaria ou­tro pro­du­to que faria história, o tem­
cam­po­ne­ses, não ti­nham mais como obter seus pró­ pe­ro para so­pas, em uma vis­to­sa gar­ra­fa âm­bar. O
prios ali­men­tos e nem tem­po para pre­pa­rar re­fei­ções tem­pe­ro Mag­gi é con­si­de­ra­do o pri­mei­ro pro­du­to de Con­den­sa­do da re­vis­ta sig.biz/com­bi­bloc,

ba­lan­cea­das. Doen­ças e uma alta mor­ta­li­da­de in­fan­ mar­ca ge­nuí­no do mun­do. Sua re­cei­ta ori­gi­nal con­
til surgiram da ali­men­ta­ção precária. Au­to­ri­ ti­nua em se­gre­do até hoje, e sua em­ba­la­gem
da SIG Com­bi­bloc, edi­ção 03/03

da­des, en­tão, in­cum­bi­ram o suí­ço Ju­lius pou­co mu­dou em mais de cem anos (veja
Mag­gi (foto), um dono de moi­nhos, de criar abaixo). Na vi­ra­da do sé­cu­lo, Mag­gi lan­ça­
uma base para uma sopa po­pu­lar e nu­tri­ti­va ria os cal­dos de­si­dra­ta­dos em cáp­su­las e
a par­tir de fa­ri­nhas de le­gu­mi­no­sas. Em cu­bos, mais um invento que con­tri­buiria
1884, Mag­gi lan­çou sua pri­mei­ra mis­tu­ra para fazer da con­ve­niên­cia um ren­tá­vel fi­lão
para pre­pa­ro rá­pi­do de sopas, a qual apri­ da in­dús­tria ali­men­tí­cia.

50 – embalagemmarca • abr 2004