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É um sonho e um compromisso
N ão somos exagera-
damente otimistas
como aquele rapaz que, ao
viu-se a gritaria de sempre.
O mundo acabou! O país
vai falir! O país continua
a reportagem Tendências e
Perspectivas 2002 não
pretende servir de plano de
deparar com o que uma indo em frente, e as previ- vôo para ninguém, mas
vaca deixara à sua porta, sões não são tão negras constitui confiável proje-
saiu festejando pela rua a para o ano que vem. ção de cenário. É um servi-
boiada que pensava ter ga- Isso está registrado com ço de EMBALAGEMMARCA
nho. Mas convenhamos muito estilo, talento e es- que já se tornou tradicional
que é difícil ser totalmente forço na reportagem de nos finais de ano.
pessimista e entregar os capa, de responsabilidade A equipe da revista apro-
pontos num país que, pare- de Guilherme Kamio e de veita para agradecer o re-
cendo ter tudo para dar er- Leandro Haberli. Eles não conhecimento de leitores e
rado, acaba dando certo. são futurologistas, nem anunciantes ao seu esfor-
Há um ano faziam-se pro- economistas. Mas sabem ço. É o que nos anima a
jeções de que a economia trabalhar duro e usando a tentar fazer uma publi-
iria caminhar bem, apesar cabeça, ouvindo e inter- cação sempre melhor e,
O mundo não dos percalços. Quando es- pretando o que profissio- quem sabe, um dia, impe-
acabou, e as tes se acentuaram, na for- nais e empresários espe- cável. É um sonho e um
ma de crises como a ener- cializados têm a dizer e compromisso. Boas festas!
previsões não são gética, a da Argentina, a que pode ser útil ao setor Até a próxima.
tão negras para dos atentados de setembro de embalagem ao planejar
o ano que vem e a dos saltos cambiais, ou- o ano que começa. Assim, Wilson Palhares
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dezembro 2001/janeiro 2002


Diretor de Redação
Wilson Palhares
palhares@embalagemmarca.com.br

8 ENTREVISTA:
30 AUTO-ADESIVOS Reportagem
redacao@embalagemmarca.com.br
CAIO MATHIESSEN Fórum de empresários Flávio Palhares
GUDMON e executivos do setor flavio@embalagemmarca.com.br
Presidente da Aspac – reafirma a determinação Guilherme Kamio
guma@embalagemmarca.com.br
Associação Paulista da de continuar crescendo Leandro Haberli
Cachaça conta como a leandro@embalagemmarca.com.br
bebida brasileira, com Thays Freitas
thays@embalagemmarca.com.br
qualidade, pode conquis-
tar o mercado externo Colaboradores
Josué Machado e Luiz Antonio Maciel

Diretor de Arte

14 CAPA
Serviço: As principais
tendências e as
Carlos Gustavo Curado

Administração
Marcos Palhares (Diretor de Marketing)
perspectivas da cadeia Eunice Fruet (Diretora Financeira)
de embalagem em 2002
Departamento Comercial

34 PRÊMIOS
Os ganhadores dos
prêmios Fernando Pini
comercial@embalagemmarca.com.br
Wagner Ferreira

Circulação e Assinaturas
e Qualidade Flexo Claudia Regina Salomão
(que, modéstia à parte, assinaturas@embalagemmarca.com.br
beliscamos) Assinatura anual (11 exemplares): R$ 60,00

Público-Alvo
EMBALAGEMMARCA é dirigida a profissionais que
ocupam cargos técnicos, de direção, gerência
e supervisão em empresas fornecedoras, con-
vertedoras e usuárias de embalagens para ali-
mentos, bebidas, cosméticos, medicamentos,
materiais de limpeza e home service, bem
como prestadores de serviços relacionados
com a cadeia de embalagem.

Tiragem desta edição


8 000 exemplares
ILUSTRAÇÕES DA CAPA E Filiada ao
DA REPORTAGEM DE CAPA:
PHILIPP MAI – MAI 3D

3 Editorial 42 Panorama Impressa em papel couché Image Mate


115 g/m2 (miolo) e papelcartão ArtPremium
A essência da edição do mês, Movimentação na indústria de PEX2 330 g/m2 (capa) da
opinião – e agradecimentos embalagens e seus lançamentos Ripasa S.A. Celulose e Papel
Impressão: Lavezzo Gráfica e
6 Os anunciantes do ano 44 Display Editora (capa) e Grande ABC (miolo)

Modesta homenagem a quem Lançamentos e novidades – e EMBALAGEMMARCA é uma publicação


mensal da Bloco de Comunicação Ltda.
faz a revista ser cada vez melhor seus sistemas de embalagem Rua Arcílio Martins, 53 – Chácara Santo
Antonio - CEP 04718-040 - São Paulo, SP
38 Resinas 46 Almanaque Tel. (11) 5181-6533 • Fax (11) 5182-9463
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homenagem

Os Anunciantes do Ano
EMBALAGEMMARCA agradece a todos que a apoiaram em 2001

ecentemente, estive- de alguma publicação segmentada. ramos que seria injusto homena-

R mos em festas de pre-


miação de empresas
ligadas à cadeia de
embalagem, com entregas de tro-
Houve quem comentasse tratar-
se de homenagens merecidas mas
interessadas, por visarem a incenti-
var o afluxo de anúncios. A idéia
gear apenas o anunciante mais pre-
sente na revista em 2001.
Assim, nesta página apresenta-
mos nossos agradecimentos àque-
féus, diplomas, comida e bebida nos pareceu interessante, por isso les que nos prestigiaram durante o
fartas, música e gente feliz. Em al- decidimos também homenagear ano. Foram todos muito importan-
gumas chamou-nos a atenção o nossos parceiros, modestamente, tes para a consolidação e o aperfei-
fato de existir, entre as categorias mas de forma mais democrática. çoamento da revista. Esperamos
premiadas, a de “Anunciante do Por entendermos que quem tê-los de novo conosco durante
Ano”, homenagem explicada pela anuncia o faz na medida de suas todo o ano que se inicia. Nossas
existência, por trás da premiação, possibilidades financeiras, conside- homenagens vão para:

Abividro Envase (Argentina) Papirus


ABML Fasson Politeno
Activas FCE Pharma Prada
Adere Fiepag Prakolar
ADVB Fispal Prodesmaq
Alcoa Flexopower Propack
Antilhas Fotograv Rigesa
Arco Convert Grupo Orsa Riverwood
Asterisco HBA South America Ripasa
Avery Dennison Hervás Rohm and Haas
Bauch + Campos Henkel Saint-Gobain
Bomguy Premium Incapack Sanvi Propaganda
Bracelpa Instituto do PVC Sidel
Brady It’s Marketing Mix Siel
Brasemba JAC do Brasil Silk Mac
Brasilata Krones Sinimplast
Brasilcote Lavezzo Sleever Internacional
Ciba Lemca Sonoco For-Plas
Cisper LightHouse SPL Dessecantes
Comprint Liofol Suzano
Congraf M. A. Associados Studio AG
CSN Mac Dermid Tetra Pak
Demarcas MD Papéis TME Plásticos
DIL Design Multilabel Topcoat
EAC Canetas Nadir Figueiredo Torres
E S & Partners (GB) Novelprint Tupahue Tintas
Emballage (França) O-I Tampas Votocel
Embamark OPP Willett
Empax Packing Wheaton

6 – EMBALAGEMMARCA • dez 2001/jan 2002


29entrevista 15/12/01 11:38 Page 8

entrevista

“A hora da virada para a cachaça” enófobos diriam que, além dos

X
nossos minérios, do nosso petró-
leo, da multiplicidade genética
de nossa fauna e de nossa flora,
a cobiça internacional recai so-
bre outra riqueza: a cachaça. Na
verdade, tal seria o potencial de exportação
da bebida que gente esperta lá fora já tentou
registrar a expressão “cachaça” como marca
– acredite quem quiser – francesa. Por sua
vez, os americanos, grandes especialistas na
criação de barreiras comerciais, classificam
a popular manguaça como “brazilian ron”,
de modo a taxar mais alto as importações.
Por ter aprendido com os franceses, que têm
direito exclusivo ao uso das marcas “cog-
nac” e “champagne” para o destilado e para
o vinho espumante fabricado naquelas re-
giões, e com os portugueses, donos das refe-
rências “porto” e “vinho do Porto”, o gover-
no brasileiro contratou escritórios especiali-
zados para obter mundialmente a marca
“cachaça”, em mais um reforço da luta pelo
DIVULGAÇÃO

fortalecimento da “marca Brasil”, que a


APEX – Agência de Promoções à Exporta-
ção vem encaminhando.
CAIO MATHIESSEN O certo é que, como já se previa há alguns
anos, parece ter chegado a hora de a caninha
GUDMON, presidente da brasileira matar a sede de álcool que ator-
menta gargantas em todo o planeta. Toda-
Associação Paulista via, para mitigar esse anseio – e assim equi-
librar a deficitária balança comercial brasi-
da Cachaça, grande leira – é preciso ampliar um trabalho que já
se iniciou pela melhora da qualidade da
produtor e pequeno aguardente. Em crescente número, os pro-
engarrafador do produto, dutores e engarrafadores se dão conta disso
e de que, além de o conteúdo ser puro, é vi-
fala sobre a necessidade tal uma boa apresentação, isto é, um sistema
de embalagem capaz de competir ombro a
de o país empenhar-se na ombro nas prateleiras, nos balcões e nas me-
sas com os mais sofisticados destilados do
obtenção de aguardente mundo. Com isso, percebem que podem
conquistar o público tupiniquim hoje adep-
qualidade como forma de to de destilados importados mais caros, pois
a famosa água-que-passarinho-não-bebe
conquistar o mercado tornou-se exemplo de bebida de péssima
externo e, ao mesmo qualidade. Coisa, justamente, de “cachacei-
ro”, de “pinguço”.
tempo, atrair o brasileiro Que chegou a hora da virada não resta mais

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dúvida, como expõe nesta entrevista Caio mascavo, na época do Brasil Colônia. Mais
Mathiessen Gudmon, presidente da recém- tarde continuou com essa fama, tornando-se
fundada Aspac – Associação Paulista da Ca- bebida de consumidores de classe social
chaça e gerente geral da BBL – Brazilian mais baixa, devido principalmente ao preço
Beverage & Liquors Ltda. Grande produtor acessível – e produto de baixo preço geral-
e pequeno engarrafador determinado a con- mente deixa muito a desejar quanto à quali-
quistar o mercado externo, ele falou exten- dade. Só agora os produtores estão se cons-
samente sobre o tema e mostra aspectos que cientizando da necessidade de investir em
muitos apreciadores de cachaça talvez des- qualidade, já que, para expandir o mercado,
conheçam. Além da parte contida nestas pá- é preciso conquistar o mercado externo.
ginas, há mais informações na continuação Neste caso, as exigências são bem maiores
da entrevista, na rubrica “Veja mais” do site que aquelas vigentes em nosso país.
www.embalagemmarca.com.br
Não seria interessante trabalhar para ele-
No momento em que tanto se fala na neces- var o nível de exigência do consumidor in-
sidade de o Brasil exportar, um dos terno? Se isso for feito e o consumo
produtos que mais vêm à lembrança de cachaça de qualidade aumentar
das pessoas é a cachaça. Qual o vo- O brasileiro internamente, estará sendo criada es-
lume hoje exportado pelo país e qual paga muito mais cala para poder exportar um produto
a produção total conhecida? aceitável em mercados mais exigen-
A estimativa de produção para o ano
em bares e restau- tes. Afinal, se há grande consumo de
2001 é de 1,3 bilhão de litros, dos rantes para tomar uísque e de vodca importados, que
quais apenas 8 milhões são exporta- uma “ caipiríssima” são muito mais caros do que cachaça,
dos. Em valores, em 1999 as expor- deve haver mercado para um bom
tações corresponderam a algo próxi-
feita de rum ou destilado nacional.
mo a 7,4 milhões de dólares, em uma “ caipiroska”, É lógico. Nós brasileiros temos um
2000, a 8,1 milhões, e em 2001 de- de vodca. péssimo costume: compramos e
verão totalizar 8,5 milhões. consumimos produtos estrangeiros
Comparadas com
porque dá status. Pagamos muito
Qual é a porcentagem exportada a uma autêntica mais caro em bares e restaurantes
granel e a exportada já acondicio- caipirinha, as duas para tomar uma “caipiríssima” feita
nada em garrafas, estojos e outros perdem de longe de rum, ou uma “caipiroska”, de
complementos de embalagem, isto é, vodca. Comparados com uma autên-
com maior valor agregado? em qualidade tica caipirinha ou até com uma ca-
Não possuo esses dados neste mo- chaça de primeira linha, essas duas
mento, mas a exportação a granel é bebidas perdem de longe em quali-
de suma importância para as exportações dade. Além de ser muito mais saborosa, a
brasileiras. Nesse sistema, nossa aguardente boa cachaça é menos agressiva ao organis-
pode ser envasada no exterior por filiais de mo humano.
empresas brasileira, por um custo de frete
mais baixo, tornando nosso produto mais Como um consumidor pode distinguir uma
competitivo no mercado externo, principal- cachaça de boa qualidade de uma ruim?
mente no Mercado Comum Europeu. Ou apenas saber se o produto é bom?
Uma cachaça de má qualidade geralmente
Historicamente, a cachaça virou sinônimo apresenta, entre outros defeitos, acidez ex-
de produto de má qualidade. Até a palavra cessiva, que provoca a tal de “queimação”
que define os consumidores mais entusias- na garganta quando a bebida é ingerida. Ge-
mados é pejorativa: “cachaceiro”, ou “pin- ralmente, o consumidor confunde esse in-
guço”. Por que aconteceu isso? conveniente, acha que está tomando um
Provavelmente devido à origem da bebida, produto de teor alcoólico mais elevado que
que inicialmente era considerada bebida de o convencional. Puro engano! Se a cachaça
escravos, produzida de forma artesanal a é de boa qualidade, a “queimação” não
partir do resíduo da fabricação do açúcar ocorrerá. Não é o álcool que provoca aque-

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la sensação, mas sim o ácido acético, quan- rial de primeira qualidade, com embala-
do presente em quantidade excessiva. gem secundária.
Todo produto tem sua classificação de qua-
Qual é a tendência de consumo de bebidas lidade, e a embalagem é um insumo crucial
alcoólicas no mundo? Há alguns anos fala- para isso. Não restam dúvidas de que a ima-
va-se que o ano 2000 seria o ano mundial gem do produto é o primeiro requisito para
da cachaça. Isso vem acontecendo? Quais atrair a atenção do consumidor. Uma emba-
as reais possibilidades de ampliar o volu- lagem de primeira linha, associada a uma
me das exportações de cachaça? garrafa de vidro top, além de rótulos sofis-
A tendência mundial é pelo consumo de be- ticados e fechamentos seguros, como ocor-
bidas alcoólicas mais fracas. Desse modo, re principalmente com a maioria dos whis-
dificilmente teremos um aumento no con- kies e cognacs, valorizarão o produto. É
sumo de cachaça pura, mas sim na forma verdade que temos diversas marcas com
de coquetéis, misturada com sucos de fru- essa roupagem, mas convém não esquecer
tas. Para a cachaça, a grande jogada é in- que em seu interior deverá existir uma be-
vestir maciçamente na caipirinha. bida de alta qualidade.
Esta sim já está sendo considerada a
bebida deste século. Na questão de Vai ser difícil convencer o consumi-
garrafas e de dor brasileiro, que está acostumado
Não faz muito tempo ocorreu o fenô- a ver o preço da cachaça lá em bai-
meno da explosão de consumo de te-
complementos de xo, de que deve pagar mais pelo pro-
quila. Qual a categoria de bebida embalagens temos duto, mesmo que seja melhor. O en-
mais consumida no mundo? muito a aprender. garrafador tem como sair do dilema
A vodca é um dos destilados mais de precisar necessariamente ter cus-
Uma apresentação
consumidos no mundo. A cachaça to alto de produção, para poder me-
vem em segundo lugar. O rum e a te- adequada representa lhorar a qualidade, e preço final bai-
quila são os destilados mais consu- quase 80% do xo, para poder vender?
midos nos Estados Unidos. Aconte- Muitos fabricantes brigam pelo baixo
caminho para uma
ce porém que houve uma grande custo e, com isso, adquirem embala-
queda na produção da matéria-prima venda de produtos gens de baixa qualidade. Na questão
da tequila, e os preços aumentaram. mais caros, mas de garrafas e complementos de em-
Na região do Caribe, devido à dimi- de qualidade balagens em geral, temos muito a
nuição das culturas de cana-de-açú- aprender, pois uma apresentação ade-
car, o rum também sofreu uma que- muito superior quada representa quase 80% do ca-
da de produção e, portanto, um au- minho para uma venda de produtos
mento de preço. Agora então é chegada a mais caros, mas de qualidade muito supe-
hora da cachaça para os americanos, que rior. Eu aconselharia os fabricantes de gar-
diferentemente dos europeus não a consu- rafas e de acessórios de embalagens a rees-
miam em quantidades. É o nosso despertar tudarem sua estratégia de venda, oferecen-
para conquistar um mercado exigente em do produtos mais sofisticados e reduzindo
qualidade e cativo em produtos para consu- as exigências quantitativas nas encomen-
mo humano. Por isso é nosso dever produ- das. Chegou a hora de construir e fixar mer-
zir produtos premium, pois a cachaça é um cados novos e promissores.
dos poucos destilados nobres que atendem
ao consumo humano. De modo geral, a cachaça brasileira tem
qualidade aceitável para ser importada
Aqui entra a importância da embalagem. por países que possuem organismos regu-
Em geral, os engarrafadores de cachaça ladores rigorosos, como Estados Unidos,
dizem que os custos não permitem usar em- Canadá e Alemanha?
balagens dotadas de todos os requisitos de Atualmente, várias empresas brasileiras es-
apresentação e segurança – garrafas per- tão exportando cachaça para esses países. É
sonalizadas, fechamentos pilfer-proof, ró- evidente que elas melhoraram considera-
tulos impressos em várias cores, em mate- velmente os padrões de qualidade, mas ain-

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da precisamos percorrer um longo caminho AAspac foi criada com apoio do prefeito da
para chegar ao ponto ideal, produzindo uma cidade, José Machado, tendo em vista o
cachaça premium. Uma parcela considerá- Projeto Piracicaba 2010, que visa exportar
vel da cachaça brasileira ainda não apresen- produtos de qualidade manufaturados no
ta alta qualidade e, certamente, seria repro- município. É uma associação sem fins lu-
vada por alguns organismos estrangeiros. crativos, composta por produtores, engarra-
Teremos de melhorar a qualidade de modo fadores, industrializadores e envelhecedo-
a atender as exigências dos países importa- res de aguardente de cana-de-açúcar exis-
dores, principalmente o Canadá. tentes no Estado de São Paulo. Além de ob-
jetivos corporativos comuns a associações

veja mais: www.embalagemmarca.com.br


Em que pé está a qualidade da cachaça? do gênero, tem entre suas principais metas
A realidade mudou para melhor. O planta- proporcionar aos associados a oportunidade
dor de cana diversificou o plantio para de união e cooperação em defesa da quali-
atender os usineiros fabricantes de açúcar e dade da cachaça paulista. Conhecendo as
álcool. Consequentemente, para poder so- diferentes realidades e dificuldades de cada
breviver, os produtores de cachaça, agora segmento integrante da associação, será
em menor número, iniciaram uma fabrica- mais facil e objetivo atender a deficiências
ção mais esmerada, agregando qualidade no campo da tecnologia, na adequação do
não somente à sua lavoura de cana-de-açú- produto ou nos conhecimentos operacionais
car, mas principalmente a todo seu sistema para poder operar no comércio internacio-
industrial. nal. Temos de adequar-nos para vender um
Recentemente, os produtores da região de produto com valor agregado e diferenciado,
Piracicaba fundaram a Aspac – Associa- que atenda ao consumidor do mercado in-
ção Paulista das Cachaças, da qual o se- terno e, principalmente, ao consumidor
nhor foi eleito presidente. O que é a Aspac? mais exigente do mercado externo.
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capa

Perspectivas 2002
O ano que vem traz chances de bons negócios
Guilherme Kamio e Leandro Haberli

m vez de criatividade para traçar pla- dos Unidos. E ainda se assistiu, em 2001, à desvalo-

E nos de marketing ou argúcia para ne- rização cambial e à elevação dos juros. Inevitável: a
tendências e perspectivas 2002

gociar com fornecedores e clientes, o soma dos problemas fez as expectativas positivas
empresariado brasileiro teve é que se irem para o limbo. Previsões de crescimento do PIB
valer de um equilíbrio digno dos saltimbancos para no exercício, entre 4% e 5% há um ano, sucumbiram
atravessar 2001. Há um ano, era impossível prever à dura realidade. De acordo com recente estimativa
que o exercício que está acabando pudesse ser tão do Instituto de Pesquisas Econômicas Avançadas
complicado. O quase-consenso era de que em 2001 (IPEA), o ano fechará com evolução de cerca de
haveria a continuidade dos bons resultados colhidos 1,7% do PIB. Numa análise técnica, vale dizer que
em 2000. Tal quadro era desenhado mesmo com a não haverá avanço econômico em termos reais.
crise argentina e a retração na economia americana Com esse panorama desfavorável, a performan-
já se configurando de maneira inequívoca. ce da cadeia de embalagem, em que se previa um
ILUSTRAÇÕES: PHILIPP MAI – MAI 3D

Focos de apreensão desse nível, que envolvem o ano de crescimento palpável, termina em empate
cenário macroeconômico, são sempre previsíveis. técnico com 2000, em volumes e valores, com recei-
Mas o forçado racionamento de energia elétrica caiu ta em torno de 13 bilhões de reais. Até maio, os ne-
como uma ducha de água fria sobre a atividade in- gócios foram promissores. Depois, despencaram no
dustrial. Para piorar, veio em setembro a instabilida- compasso dos acontecimentos inusitados. A crise do
de provocada pelos atentados terroristas nos Esta- apagão e o efeito Bin Laden foram convidados desa-

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tendências e perspectivas 2002


gradáveis da festa. “Eles abalaram a cadeia inteira, bidas, sobretudo os considerados supérfluos. En-
pois não geraram mudança no perfil de consumo, tram nesse rol iogurtes, refrigerantes, sorvetes, can-
mas retração geral, em função de expectativas ne- dies e similares. “São produtos que têm grandes pi-
gativas”, pondera Lucien Belmonte, superintenden- cos de vendas quando sobra um dinheirinho”, argu-
te da Associação Brasileira das Indústrias de Vidro menta. Já Graham Wallis, presidente do instituto de
(Abividro). Vaivéns no preço da nafta também tira- pesquisas de mercado Datamark, aposta fichas no
ram o sono dos componentes da cadeia de embala- mercado de águas minerais. “É um mercado com
gem. “As oscilações são um câncer para nós, pois grande potencial, cujo consumo já dobrou em volu-
os transformadores não têm condições de reajustar me desde 1995”, pondera. “Os sucos prontos para
preços a toda hora”, diz Merheg Cachum, presiden- beber também devem continuar crescendo, pois em
te da Associação Brasileira da Indústria do Plástico 2001 já evoluíram de maneira notável.”
(Abiplast). “O repassse é um drama.”
Mesmo a recuperação do volume de negócios Quatro pontos-chave
em novembro, decorrente da reposição de es- O setor de embalagem também estará de antena li-
toques e do aquecimento frente ao comércio gada em quatro outros pontos-chave de 2002. Pri-
de fim-de-ano, não foi suficiente para meiro, o desdobramento das ações para fo-
tranqüilizar o setor. “O ano para nós foi mentar as exportações, com a concretização
zero a zero”, resume Sérgio Haberfeld, das estratégias do Comitê de
presidente da Associação Brasileira de Gestão da Câmara de Comércio
Embalagem (ABRE). “E isso não nos Exterior (Gecex) para incre-
deixa satisfeitos.” mentar a balança comer-
O ano que vem, porém, cial. O governo já anun-
traz a perspectiva de me- ciou que, nessa cruzada, a
lhora nos negócios. O embalagem terá peso im-
IPEA e o FMI prevêem portante, como fator que
crescimento de 2,4% e pode agregar valor aos
2%, respectivamente, no produtos. Em segundo
PIB brasileiro para 2002. lugar está a questão am-
A opinião de Haberfeld e biental, com a entrada em
de representantes das entidades setoriais que parti- vigor, prevista para março, da Política Nacional de
cipam da indústria de embalagem também é de me- Resíduos Sólidos, que estabelece regras para a co-
lhora – prognóstico que já vem “vacinado” pela su- leta e a destinação dos detritos urbanos. Expectati-
cessão de provações de 2001. Na verdade, muitos va três: a espera por um aquecimento das fusões,
baseiam a sensação de recuperação na incredulida- aquisições e divisões de empresas de embalagem,
de de que seja possível enfrentar mais adversidades seguindo as tendências divergentes de ampliação e
que em 2001. “O ano que vem é eleitoral”, diz Wal- de concentração de negócios em campos específi-
ter Derani, vice-presidente de Papelcartão da Asso- cos. Por último, a cadeia de embalagem está liga-
ciação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa). da na ameaça da continuidade da recessão nos paí-
“Portanto, há a expectativa de que o governo invis- ses de economia forte. Já se sabe que o quadro não
ta, que haja taxas de crescimento maiores que as deverá assentar no primeiro semestre de 2002.
deste ano, e isso vai ser favorável para todos os se- “Isso pode levar o Brasil a uma fase negativa”, diz
tores.” Sérgio Haberfeld alia ao fator eleitoral a Haberfeld. “Afinal, uma pequena recessão lá fora
Copa do Mundo, que “ajuda a gera uma bruta pneumonia por
gerar um ânimo mais gastador “Uma pequena aqui.”
na população, refletindo forte- recessão lá A seguir, EMBALAGEMMAR-
mente na área de embalagem”. fora gera uma CA apresenta sintéticos balan-
bruta pneumo-
Segundo ele, a retomada nia por aqui” ços de como foi 2001 e o que
de bons negócios do setor de- Sérgio esperar de 2002, segundo os
verá estar focada não em bens Haberfeld, setores que trabalham com os
presidente
de consumo duráveis, mas nos da ABRE
principais materiais de embala-
segmentos de alimentos e be- gem no país.

dez 2001/jan 2002 • EMBALAGEMMARCA – 15


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Metálicas: bons ventos


Ainda que integrem a indústria exaltar as vantagens das latas de aço
siderúrgica brasileira, os fornecedo- para bebidas, na tentativa de retomar
res de folhas-de-flandres para a con- o espaço perdido para o alumínio.
fecção de embalagens não estiveram “Além disso, a demanda de setores
inteiramente envolvidos com as dis- que são tradicionais usuários de em-
cussões em torno do protecionismo e balagens de aço, como o de tintas,
das polêmicas leis antidumping ame- vernizes, conservas e atomatados,
ricanas, alvo de grande parte das tem apresentado crescimento bem
atenções no setor em 2001. A expli- acima do PIB”, aponta Cepollina.
cação para isso é simples: mesmo Assim, a despeito de todos os pro-
sendo um grande exportador de aço blemas que ameaçaram comprometer
bruto, o Brasil consome internamen- o cenário macroeconômico brasileiro
te quase que a totalidade dos lamina- em 2001, o Prolata acredita que as
dos de aço que produz para as indús- previsões de crescimento e de inves-
trias usuárias de embala- timentos na seara das em-
gens. Conquanto sem so- balagens de aço não so-
frer os efeitos da intransi- frerão qualquer tipo de
gência do comércio inter- retração.
nacional, a indústria bra-
sileira de embalagens de Consumo baixo
aço terá de pensar na so- Por outro lado, a entida-
lução de outros dilemas de não tem dúvidas de
no próximo exercício. que gastos com moderni-
Um deles é a capaci- zação e massificação
dade instalada de produ- produtiva, calculados em
ção do minério no Brasil, 8 milhões de dólares em
que está estagnada há dez 2001, ainda constituem
anos, sem ultrapassar a um ponto crítico no setor.
casa das 30 milhões de Afinal, o Brasil apresen-
toneladas anuais. Mas o ta um dos consumos per
setor de embalagens dá a capita de laminados de
entender que, se a mudan- aço para embalagens
tendências e perspectivas 2002

ça de tal situação depen- mais baixos do mundo:


desse apenas de seus re- 4,2 quilos anuais. Na
sultados, a expansão já União Européia, lembra
teria se concretizado. Cepollina, tal relação
Élio Cepollina, coordenador bate na casa dos 14 quilos por ano.
geral do Programa de Valorização e Além de investimentos em produ-
Incentivo ao Uso da Embalagem ção, outro caminho para reverter esta
Metálica (Prolata), lembra que o aço situação continua sendo a aposta no
tem aberto caminho em setores ini- chamado marketing premium, ou
magináveis para futurólogos de dez seja, ressaltar as possibilidades do
anos atrás. O exemplo mais recente é aço para o emprego em embalagens
o das latas que começam a ser usa- de produtos sofisticados, como bis-
das para acondicionar pet food. Ou- coitos finos, chás, perfumes e até ar-
tra contribuição importante, ele diz, tigos de vestuário. O embate também
tem partido da CSN, que em 2001 deverá ser retomado no setor de
não deixou em nenhum momento de óleos comestíveis, onde as latas de

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aço, que já representaram por ano. Até então, a deman-


98% da categoria, agora “O aço da vinha sendo suprida inte-
tem aberto
somam, em decorrência do caminhos gralmente pela importação.
crescimento do PET, 66% inimagináveis Em paralelo às tentativas
de participação. dez anos de se tornar auto-suficiente,
atrás”
Élio Cepollina,
o Brasil também poderá ver
Quadro paradoxal coordenador embalagens de alumínio
Já para a indústria do alu- do Prolata acondicionando produtos
mínio, o primeiro ano do mais variados. Nessa linha,
século 21 trouxe à luz um quadro pa- as especulações são de que impor-
radoxal. Segundo a Associação Bra- tantes nomes da indústria de pesca-
sileira do Alumínio (ABAL), no pri- dos já estariam desenvolvendo expe-
meiro semestre de 2001 o consumo riências com embalagens de alumí-
doméstico de transformados de alu- nio para acondicionar, entre outros,
mínio cresceu 19,9% em relação ao sardinha e atum.
mesmo período do exercício ante-
rior, atingindo 384 000 toneladas. O De olho em alimentos
mercado de embalagens, novamente Os excelentes índices de reciclagem
catalisado pelas latas de bebidas, foi das embalagens de alumínio podem
um dos principais impulsionadores contribuir para que o material de
desta curva de crescimento. fato conquiste empresas do ramo ali-
Por outro lado, no mesmo perío- mentício. Vale lembrar que o Brasil
do, as exportações de alumínio re- é hoje o segundo país do mundo que
gistraram queda de 10,2% em re- mais recicla as latas originadas da
lação ao primeiro semestre de bauxita, com índice de 78%, e é
2000. Na segunda metade do esperada para muito breve a con-
ano, a relação entre consumo quista da liderança nesse quesi-
interno e externo foi menos an- to, ultrapassando o índice japo-
tagônica, mas não porque hou- nês, de 81%. Contribui para
vesse qualquer tipo de fôlego essa expectativa o lançamento
de reação. Na verdade, nos últi- pioneiro, neste ano, do Alcan
mos seis meses de 2001 houve Recicla, portal na internet para
queda de 8,5% no consumo do- fomentar a reciclagem de lati-
méstico de transformados de nhas. O site cadastra comprado-
alumínio. O arrefecimento foi res e interessados em vender la-
tendências e perspectivas 2002

considerado natural, por causa tas, inclusive pequenas quanti-


do bug energético. Tal evento, dades. Além disso, mostra a his-
aliás, teve impacto especial- tória da lata de alumínio, seu
mente negativo na indústria de processo de fabricação e de re-
alumínio, que é essencialmente ciclagem e dados do setor.
eletro-intensiva. Há também aguardados dé-
O que se pode esperar para buts no Brasil, casos de novos
2002 em termos de embalagens padrões de tampas para latas,
de alumínio são exatamente anunciados pela Crown Cork
ações para diminuir a dependên- Embalagens e outras empresas
cia do Brasil com relação a insu- que seguem tendências mundiais,
mos importados. É o que mostrou a e de latas com tecnologia de auto-
Alcan, que passará a produzir inter- aquecimento ou auto-resfriamento,
namente chapas para a confecção se a conjuntura permitir e houver in-
das tampas das latinhas – um merca- teresse da indústria. Na Europa, elas
do estimado em 350 000 toneladas já são realidade.

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Celulósicas: retomada
Apesar dos problemas de ordem perança de que haverá crescimento,
econômica, o ano passa ao largo de e que em 2002 poderá haver uma re-
terminar trágico para as indústrias tomada gradual de cotações, já que
que comandam a produção de emba- os preços do setor já caíram cerca de
lagens derivadas de materiais celu- 40% no período de 1999 para cá.
lósicos. De acordo com as entidades Para os setores mais específicos,
de classe que representam os di- correlatos à Bracelpa, a expectativa
ferentes setores da indústria por crescimento também é grande.
de celulose e papel, foi pos- “Acredito que o próximo exercício
sível “assimilar” os golpes deva ser mais constante, crescen-
sofridos em 2001, como di- te do começo para o fim”,
ria o jargão dos boxeadores. prevê Walter Derani, vice-
Globalizado desde 1970, presidente de Papelcartão
o setor se beneficiou da da Bracelpa.
desvalorização cambial,
que se acentuou no meio do Papelão cresce
ano e que contrabalançou Por sua vez, o presidente
perdas no mercado interno. da Associação Brasileira
“Ela compensou a queda do Papelão Ondulado
de preços e teve o efeito (ABPO), Paulo Sérgio
adicional de desestimular a Peres, espera que 2001
importação”, explica o registre números próxi-
presidente da Associação mos aos excelentes de
Brasileira de Celulose e 2000. “Caso o PIB cresça
Papel (Bracelpa), Boris entre 2,5% e 3%, aguar-
Tabacof. Isso ajudou na damos um crescimento
obtenção de um saldo de de até 5% para 2002”,
1,7 bilhão de dólares na diz Peres. O otimismo se
balança comercial do se- deve ao fato de que,
tor em 2001, um cresci- mesmo com vaivens de
mento de 8,6% em rela- 2001, o desempenho do
ção ao exercício anterior. setor foi significativo –
tendências e perspectivas 2002

Em termos de volumes de o faturamento previsto


produção, estatísticas é de 2,3 bilhões de reais,
preliminares dão conta com um volume vendido de 1,757
de que 2001 fechará com 2,2% a me- milhões de toneladas.
nos de celulose produzida que em No que diz respeito a tendências
2000, mas com aumento da produ- que deverão se intensificar em 2002
ção de papel de 1,3%. A indústria de no país, uma aposta certa é a intensi-
embalagem ainda continua sendo a
principal consumidora do setor, com “Esperamos,
participação de 48%. em 2002,
crescimento e
O turbilhão de acontecimentos uma retomada
inusitados de 2001 faz a perspectiva gradual de
para o próximo ano ser “menos oti- cotações”
Boris Tabacof,
mista do que a que predominava no
presidente da
ano passado”, como confessa Taba- Bracelpa
cof. Mesmo assim, ainda existe a es-

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29perspectivas 15/12/01 12:32 Page 22

ficação das ações empresariais em


duas vertentes principais, a da busca “O próximo
ano deve
de escala de produção e a da concen-
ser mais
tração de foco em segmentos especí- constante”
ficos – celulose, papel, papéis sani- Walter Derani,
tários, papéis editoriais e embala- vice-presi-
dente de
gens. Tabacof aponta que este cami- Papelcartão
nho já está sendo percorrido através da Bracelpa
de grandes fusões em nível mundial
e também em associações, acordos sueca Tetra Pak aproveitou o
estratégicos e aquisições no Brasil. racionamento de energia elétrica
Dentre estes movimentos, alguns já como uma oportunidade mer-
estão refletindo diretamente na ca- cadológica, e entrou com força no
deia de embalagem, como a aquisi- segmento de polpas de frutas, valen-
ção da Igaras pela Klabin, a entrada do-se do argumento de que produtos
da VCP como acionista da Aracruz e acondicionados em suas embala-
a incorporação plena da gens dispensam refrige-
Bahia Sul pela Cia. Suza- ração. Suas caixinhas tam-
no. No cenário interna- bém marcam presença cada
cional, destaque para a vez mais acachapante em
esperada concretização sucos prontos, categoria
da fusão entre a Mead e a que terá atenção especial
Westvaco. Também vale da empresa em 2002. Uma
lembrar que há bons si- campanha de marketing
nais de que a atuação de para o verão enfocando os
empresas internacionais sucos já foi anunciada,
no país aumente. tendo em vista o cresci-
Em termos de implica- mento de mais de 50% do
ções no mercado de bens volume de embalagens da
de consumo, as indústrias empresa destinados a esse
que trabalham com papel mercado em 2001. Além
cartão sentem cheiro de disso, sabe-se que a Tetra
bons negócios. Após um Pak quer difundir suas em-
ano de turbulência, o mer- balagens Tetra Rex, aque-
cado de congelados deve las comumente usadas em
tendências e perspectivas 2002

retomar seu crescimento, leites e sucos, para acondi-


elevando a necessidade de cionar alimentos. Já a con-
cartuchos. E lançamentos corrente SIG Combibloc
de produtos são outro ni- deve iniciar a construção de
cho de oportunidades. sua planta local, para
“Neste ano houve a entrada de aumentar sua capacidade de
produtos orgânicos e outros oriun- fornecimento.
dos da agricultura em embalagem de No mais, também é importante
papel cartão”, lembra Walter Derani. ressaltar a continuidade dos esforços
das empresas que trabalham com
Caixinhas em alta embalagens flexíveis de papel na
Outro ponto que vale ressaltar é que concorrência com as plásticas. Nes-
a escalada das embalagens assépti- se campo, a VCP e a MD Papéis de-
cas cartonadas deve crescer, manten- vem consolidar lançamentos e refor-
do o avanço que aconteceu em 2001. çar a comunicação dos atributos do
Vale lembrar que a multinacional material celulósico.

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Plásticos: tranqüilidade
À exceção do primeiro trimestre, o ção de novas máquinas, campo em que
ano que passou não foi bom para o setor os financiamentos são essenciais.
de transformação de plásticos. O peso Além de acalentado por esperanças
negativo do exercício pode ser medido de solidificação de uma política eficien-
pelo fato de que, segundo Merheg Ca- te de exportações, o pseudo-otimismo
chum, presidente da Associação Brasi- da indústria plástica com relação a 2002
leira da Indústria do Plástico (Abiplast), é reforçado pela aparente tranqüilidade
2001 quebra o crescimento médio de que o setor enfrenta na oferta de resinas,
10% dos últimos dez anos. “Mais que a inclusive o PET. Tal percepção deve-se
crise de energia, o problema argentino aos recentes investimentos das petroquí-
foi gravíssimo para nós”, aponta micas em aumento de capacidade insta-
Cachum. “O reajuste da nafta lada e em tecnologia.
também criou desequilíbrio.”
Contudo, na contramão do Enfim, PET em cerveja?
que se poderia supor, 2002 é Com relação ao PET, por sinal, há a
previsto como bem menos es- expectativa de que, em 2002, o material
tarrecedor. Além da esperança seja, finalmente, empregado pelas cer-
de avanços na economia, o oti- vejarias. Se isso ocorrer, certamente as
mismo se justifica por aspectos previsões de consumo do material
mais palpáveis. Nessa direção, neste ano serão maiores do que as
uma das ações previstas pela projetadas pela Associação Brasi-
Abiplast é o fortalecimento de leira dos Fabricantes de Embala-
parcerias entre transformado- gens de PET (Abepet). A entidade
res e produtores de resinas, estima um crescimento em torno
para evitar qüiproquós como de 6% sobre as 270 000 tonela-
os noticiados em 2001, envol- das de PET consumidas em for-
vendo oferta de commodities ma de embalagens no ano que
como o PVC e o polietileno, e finda. Um ponto positivo em
fazer caminhar a política de ex- 2001, brandido por Alfredo
portação do setor. Sette, presidente da Abepet, é
Sobre a necessidade de me- que foram reaproveitadas
lhorar o saldo da balança co- 89 000 toneladas do material,
tendências e perspectivas 2002

mercial brasileira, aliás, Ca- um incremento de 31% sobre o


chum sinaliza ações do setor resultado de 2000.
plástico em busca de saídas para ex- E tudo indica que em 2002
portar produtos com maior valor agrega- haverá intensa movimentação
do. Esse objetivo, diz ele, é comum aos nas empresas de embalagem liga-
produtores de resinas e aos cerca de das à resina. A transformadora Si-
6 500 transformadores que compõem a nimplast, por exemplo, já anunciou
entidade de classe que representa. “Te- que pretende inaugurar mais três plantas
mos de reforçar a comunicação de que industriais, resultado direto do aqueci-
embalagens plásticas bem trabalhadas mento do mercado de personal care.
enobrecem produtos”, pontifica. Por sua vez, a Alcoa quer inaugurar
Para alcançar tal cenário, porém, Ca- mais uma fábrica de tampas para garra-
chum alerta para a necessidade de inves- fas de PET, inclusive nacionalizando a
timentos imediatos e agressivos para produção de fechamentos até agora so-
poder competir tecnologicamente em mente importados, como o Sports Lok –
nível mundial, principalmente na aquisi- um estímulo pelo retorno dos negócios

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junto ao segmento de águas assim como o de filmes flexí-


“Vamos fortale-
minerais, para o qual há previ- veis de PVC para alimentos.
cer parcerias e
são de que 2001 feche com um ajudar no que Falando em filmes plásti-
crescimento de 7% na deman- for preciso para cos, o ano também não foi bom.
da por tampas. Grandes fusões exportar mais” O quadro recessivo diminuiu as
Merheg
e aquisições, como as que en- Cachum, possibilidades de migração de
volveram o grupo SIG em presidente sistemas de embalagem, e pe-
2001, e até cisões, como a da da Abiplast saram as oscilações nos custos
fornecedora de resina East- de matérias-primas. Tal fragili-
man, postergada para meados de 2002, dade econômica, diz Sérgio Haberfeld,
também não serão surpresas. presidente da Associação Brasileira das
O setor de PVC também antevê um Indústrias de Embalagens Flexíveis
2002 de conquistas no campo da emba- Plásticas (ABIEF), ainda impede a en-
lagem. Miguel Bahiense Neto, coorde- trada de esperados sistemas, como os
nador técnico do Instituto do PVC, crê stand-up pouches, em larga escala no
no crescimento da procura pelas empre- país. “Está difícil investir em máquinas
sas de bebidas. Um indício: as embala- caras, do tipo form-fill-seal”, diz. Mas
gens para água mineral, com capacida- os bons ventos para os filmes plásticos,
de para 3 e 5 litros, estão sendo retoma- tanto em flow-packs como em rótulos,
das. O consumo de chapas rígidas para especialmente os auto-adesivos de
a formação de blisters continua forte, BOPP, certamente continuam em 2002.
29perspectivas 15/12/01 12:32 Page 26

Vidro espera recuperação


Problemas comuns aos outros seto- de à embalagem de vidro, a Coca-Cola
res componentes da cadeia de mate- reativou sua garrafa Contour e novos
riais de embalagem em 2001 se abate- produtos, como o Choko Milk, foram
ram sobre a indústria vidreira. Varia- lançados em recipientes feitos do ma-
ções de humor do mercado, reflexos terial.” De acordo com Belmonte, os
da crise na oferta de energia elétrica e alimentos puxaram bastante as vendas
do “efeito Bin Laden”, melaram a ex- de embalagens em 2001, através de
pectativa do setor de um ano mais que potes. A indústria de cosméticos tam-
promissor, perspectiva que havia sido bém intensificou o uso do vidro, e a
sedimentada pelos bons indicadores influência na área de bebidas continua
deixados pelo desempenho de 2000. forte. “Nos aproximamos mais dos
O primeiro revés aconteceu em fe- clientes neste ano, consolidando par-
vereiro. Foi um mês problemático para cerias”, explica Belmonte.
as vidrarias, no qual houve uma gran- As parcerias também vêm dando o
de oscilação de estoques, tanto no va- tom no quesito reciclagem. A Abividro
rejo quanto nos engarrafadores. Passa- vem formando alianças com entidades
do o mês do Carnaval, houve recupe- assistenciais para maximizar a coleta
ração de vendas, pois grandes produto- de embalagens, e está em andamento
res de bebidas anteciparam compras um estudo para potencializar o índice
em junho, julho e agosto, aumentando de reciclagem no país, que fecha em
estoques frente ao medo do raciona- 2001 perto dos 42%. “Vamos intensi-
mento. O mercado se acomodou e tudo ficar a infra-estrutura e a logística de
voltou aos patamares registrados em coleta e de recebimento e a comunica-
2000, até meados de setembro. A ten- ção”, adianta Belmonte. E mesmo em
são na política mundial foi o estopim um ano de retração, não houve altera-
para uma grande retração no penúlti- ção no volume de investimentos do
mo bimestre do ano. setor em tecnologia e em bens de capi-
tal, pois, como ele aponta, “a indústria
Ano empatado vidreira depende de um ciclo perma-
Para configurar de vez o sobe-e-desce nente de injeção de recursos”. Para
que foi 2001, novembro trouxe uma 2002, a projeção é de recuperação gra-
recuperação de vendas alentadora para dual de mercado. Mas, assim como
tendências e perspectivas 2002

o setor vidreiro. “Frente às nuvens ne- outros setores industriais, a indústria


gras carregadas que chegamos a avis- vidreira prefere não arriscar prognós-
tar, o ano até que termina com um ce- ticos. “Não prevemos tempestades
nário razoável”, diz Lucien Belmonte, maiores, mas também é difícil dizer
superintendente da Associação Brasi- que teremos um lugar garantido ao
leira das Indústrias de Vidro (Abivi- sol”, pontifica o executivo.
dro). Pelos cálculos do executivo, o
ano deve fechar “um pouco abaixo de
2000, ou empatado, em termos de to- “O setor vai
neladas de vidro fundidas”. intensificar a
infra-estrutura
Mesmo que o ano não tenha sido de e a logística
vacas gordas, pipocaram bons sinais de coleta”
para as embalagens de vidro. Belmon- Lucien
Belmonte,
te dá alguns exemplos. “Houve recu- superintendente
peração de mercados, como nas voltas da Abividro
da maionese Maionegg’s e do Gatora-

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29labelbrasil2002 15/12/01 10:34 Page 30

auto-adesivos

Meta: crescer mais


Produtividade, qualidade e eficiência são os eixos do Label Brasil
Label Brasil 2002 – 1º Fórum

O de Empresários e Executivos
do Mercado de Auto-adesi-
vos, realizado dia 13 de no-
vembro no Grand Hotel Mercure, em São
Paulo, comprovou mais uma vez uma das
principais tendências em embalagem: o
crescimento do uso de auto-adesivos e
seu forte potencial de expansão no Brasil.
Promovido pela Sala 21, com patrocínio
da Divisão Fasson da Avery Dennison e
apoio de EMBALAGEMMARCA e da
ABIEA – Associação Brasileira das In-
dústrias de Etiquetas Adesivas, o evento
mostrou também quanto o setor está deci-
dido a aumentar sua participação no mer-
cado de rótulos de embalagens, num mo-
vimento em que as palavras-chave são
qualidade, eficiência e produtividade. Um intervalo para nais da área: os aspectos tributários do
café no Label’02:
troca de cartões e produto/serviço. Celso Gazioli, consultor
Geração de negócios de experiências da PriceWaterhouseCoopers, e Edison
Com a participação de 150 empresários e entre profissionais Aurélio Corazza, diretor jurídico do escri-
executivos do setor, o Label Brasil’02 re- tório Castro, Campos & Advogados, mos-
presentou não só uma oportunidade para traram como os tributos são cruciais para
troca de experiências e networking, mas a indústria de auto-adesivos.
também um instrumento de geração e de- Gazioli focou sua palestra nos tributos
senvolvimento de negócios. Durante o indiretos e na caracterização da indústria
Fórum ficou claro que, hoje, os principais para fins tributários. Corazza apresentou
agentes do setor buscam o caminho da os possíveis impactos da Norma Antielisi-
inovação e da superação de limites, para va para o setor e para a própria atividade
garantir o melhor desempenho das do planejamento tributário. O es-
empresas em si e do segmento clarecimento dessas questões,
em seu conjunto. com expressiva contribuição
Felipe Soto, general ma- dos empresários presentes,
nager da Divisão Fasson da também reflete a postura
Avery Dennison para o Mer- cada vez mais dirigida para a
cosul, abriu os trabalhos, desta- eficiência administrativa no
cando a importância de uma atitude campo da tributação.
conjunta do segmento que antecipe as ne- Nesse cenário, a competitividade exige
cessidades dos clientes e defenda a lide- redução e controle precisos de custos,
rança dos auto-adesivos como solução como demonstrou o professor da FGV
ideal para o consumidor final. Stavros Xanthopoylos. Para ele, já exis-
As duas palestras seguintes abordaram tem instrumentos e tecnologias capazes de
a situação que aflige a todos os profissio- controlar e reduzir custos de modo eficaz

30 – EMBALAGEMMARCA • dez 2001/jan 2002


29labelbrasil2002 15/12/01 10:34 Page 32

e seguro, com ganhos de produtividade, dutividade a partir de idéias que possam


que a princípio podem parecer distantes melhorar os resultados operacionais”.
da realidade de empresas de médio e pe- Paulo Pereira, cientista de embalagem
queno porte – mas integram um modelo da Johnson&Johnson, apresentou o case
gerencial irreversível para qualquer em- do enxaguatório bucal Reach, que rece-
presa que deseje competir na economia beu o Prêmio Abre na categoria Rede-
atual. “A alocação de custos fixos e variá- sign, com rótulo desenvolvido em parce-
veis deve fazer parte de uma compreen- ria com a Prodesmaq. Ao descrever o tra-
são integrada de gestão financeira e ges- balho de atualização da embalagem, ele
tão operacional, evitando a tradicional di- destacou a importância de um suporte
visão de conta em partes iguais”, afir- para atendimento de dúvidas sobre auto-
mou. O aspecto mais importante discuti- adesivos, especificação do produto, teste
do por Xanthopoylos, porém, foi a ques- e análises na fase de escolha.
tão da produtividade. “Existe uma grande Outro destaque do evento foi a pales-
diferença entre manter a máquina ligada tra de Flávio Botana, ombudsman da
24 horas e produzir com eficiência”, lem- Burti Gráficos, ilustrada com exemplos
brou. A seu ver, “mudar esse conceito de- práticos. Sua apresentação praticamente
pende de vocação para aceitar novas sintetizou o processo de modernização e
idéias e de uma atuação bem próxima dos profissionalização da empresa e visou
fornecedores, para que a mudança seja motivar os executivos da área a cada vez
fruto de um mecanismo ganha-ganha”. mais se superarem na busca de qualidade,
As necessidades dos clientes também produtividade e lucratividade nos seus
são fundamentais. Isso ficou claro na pa- negócios. “A dica de sucesso da Burti
lestra de Antonio Carlos Cabral, gerente Gráficos é uma só: inovação e ousadia.”
de desenvolvimento de embalagens da
Unilever Bestfoods e coordenador do Mais vendas
curso de pós-graduação em embalagens O evento foi encerrado com um painel
no Instituto Mauá. Ao elencar suas neces- sobre tendências e oportunidades para
sidades, ele deixou uma mensagem: “Es- 2002, do qual participaram Nelson Jocio-
tamos atrás de novas idéias, de uma ‘dife- nis, presidente da Prodesmaq, Davidson
renciação diferente’, de embalagens não Guilherme Tomé, vice-presidente da
convencionais e criativas”. ABIEA e diretor presidente da Sangar,
Por sua vez, Mário Luiz Ramos, dire- Paulo Pereira, da Johnson&Johnson, Má-
tor de compras da Kodak, afirmou que a rio Luiz Ramos, diretor de compras da
empresa investe pesadamente na relação Kodak, e Felipe Soto, general manager da
com fornecedores e abre espaço para ou- Divisão Fasson da Avery Dennison para o
vir o que seus parceiros têm a dizer. “O Mercosul. Nesse bloco, o otimismo foi
150 executivos
objetivo principal não é reduzir custos na e diretores de
evidente. Embora houvesse resquícios do
cotação de preços”, disse. “A eficiência é empresas do susto causado pela crise que englobou a
um conceito muito mais amplo, que en- setor lotaram o redução da atividade americana, o pro-
espaço do evento
volve principalmente o aumento da pro- blema energético brasileiro e a dramática
situação da Argentina, as intervenções
dos palestrantes não sinalizavam receio
ou preocupação. Ao contrário, apontavam
para mais vendas e crescimento do mer-
cado de auto-adesivos em 2002. Afinal o
grande aliado desse segmento é o consu-
FOTOS: WANDERCI DE SOUZA

midor final, que toma a decisão de com-


prar ou não o produto. E não há como ne-
gar que o rótulo auto-adesivo já mostrou
o poder que exerce sobre essa decisão.

Colaboração: Clêmie Blaud, diretora da Sala 21

32 – EMBALAGEMMARCA • dez 2001/jan 2002


29premios 15/12/01 11:58 Page 34

prêmios

As festas gráficas
Abigraf e ABflexo fazem as grandes homenagens de suas áreas

ois importantes acontecimentos realizados recentemente em São Paulo, com abrangência não só nacional,

D mas também internacional, mostraram mais uma vez que, também na área gráfica, a embalagem ganha
importância, como instrumento que é de valorização de produtos e de marcas. Esses dois eventos são as
premiações dadas todos os anos pela Abigraf -- Associação Brasileira da Indústria Gráfica e pela ABflexo --
Associação Brasileira Técnica de Flexografia às empresas que melhor desempenho tiveram em seus segmentos.

Importância crescente
Edição 2001 do Prêmio Pini amplia foco na embalagem
A 11ª edição do Prêmio Fernando Pini de Excelên- Este ano o Prêmio Pini conquistou a certificação ISO
cia Gráfica, cujos vencedores foram conhecidos dia 29 9002, dias antes do desfecho do concurso.
de novembro último, apresentou abrangentes mudanças
em relação às anteriores, e muitas das novidades refe- OS PREMIADOS
rem-se ao segmento de embalagens. Com o intuito de Estes foram os vencedores na área de embalagem:
aumentar o foco do evento, a ABTG (Associação Bra- Rótulos Convencionais - Gráfica Rami, com Vinagre
sileira de Tecnologia Gráfica), organizadora do Prêmio de Álcool, da Vinagre Castelo; Rótulos com Efeitos
desde sua primeira edição, optou em 2001 por dividir o Especiais - Brasilgráfica Indústria e Comércio, com
concurso em doze segmentos. Rótulo e Contra-Rótulo Brandy Domecq 1 000ml, da
O número de categorias foi reduzido, caindo de 62 Allied Domecq Brasil; Etiquetas, Adesivos e Decal-
para 55. Como prova de que o mer- ques - Novelprint, com Figurinhas
cado de embalagens tem importân- Onde Está o Vermelho M&M, da
cia crescente na indústria gráfica, foi Effem do Brasil; Embalagens
criada a categoria embalagens e kits Semi-Rígidas Convencionais -
promocionais. Por outro lado, cate- Kingraf Artes Gráficas em Geral,
gorias como etiquetas, adesivos e com Duplo Duplo, da Chlorophilla
decalques foram fundidas às de ca- Phytocosméticos; Embalagens Se-
tálogos promocionais e de arte, car- mi-Rígidas Convencionais com
tões de visita e papelaria. As empre- Efeitos Especiais - Takano Editora
sas de rótulos auto-adesivos, por sua Gráfica, com Caixa Johnnie Wal-
vez, ganharam um segmento exclu- ker Gold Label, da Leo Burnett Pu-
sivo: produtos para identificação. blicidade; Embalagens de Mi-
Os 1 400 convidados que compareceram ao Olím- croondulados - Jofer Embalagens, com Gradiente, da
pia, casa de espetáculos onde se realizou a festa de pre- Gradiente; Embalagens e Kits Promocionais - Pan-
miação, testemunharam algumas das razões que torna- crom Indústria Gráfica, com Kit Mulher e Poesia por
ram o Prêmio Fernando Pini o mais importante concur- Vinicius de Moraes, da Avon Cosméticos; Embalagens
so do setor no país. Neste ano, 265 trabalhos, produzi- Impressas em Suportes Rígidos Não-Celulósicos -
dos por 83 empresas, sagraram-se finalistas. Foram es- Cia. Metalúrgica Prada, com Tomatelli Peixe Molho
colhidos entre 1 235 peças inscritas, 11% mais do que Pronto para Pizza lata 155 x 178, da Cirio Brasil; Em-
em 2000. A Gráfica Burti foi a empresa mais premiada, balagens Flexíveis - Empax Embalagens, com Liza
FOTOS: DIVULGAÇÃO

com doze troféus, no segmento acondicionamento, do Girassol, da Cargill Agrícola; Sacolas - Antilhas Em-
qual faz parte a categoria de embalagens. No ano pas- balagens Editora e Gráfica, com Sacola G Kopenha-
sado, a líder foi a Takano, que nesta edição empatou em gen, da Chocolates Kopenhagen ; Sacolas - Antilhas,
segundo lugar com a Pancrom, com seis prêmios cada. com Sacola M Suzano, da Antilhas.

34 – EMBALAGEMMARCA • dez 2001/jan 2002


29premios 15/12/01 11:58 Page 36

Troféu conquistado na primeira!


Ação em EMBALAGEMMARCA se inscreve e ganha Prêmio ABflexo 2001 no ato
Praticamente uma semana depois do início de circu- quetas e Rótulos em Papel (Policromia) – 1º) xampu
lação da revista EMBALAGEMMARCA de outubro de Sanol Dog, Hervás; 2º) amostra “Baden Baden Gold”,
2000, o encarte nela veiculado que inaugurou o Projeto Grif Etiquetas Adesivas: 3º) “Anne Claire”, Grif; Eti-
Flexofilm e Design classificou-se entre 294 amostras quetas e Rótulos – Filmes Flexíveis (Traço) – 1º) xam-
selecionadas para o Prêmio Qualidade Flexo 2001. pu Moiré, Igel; 2º) amostra “Avon Kids”, Grif; 3º)
Concedido pela ABflexo (Associação Brasileira Técni- “Baby Clean”, Prakolar; Etiquetas e Rótulos em Pa-
ca de Flexografia), o prêmio é o mais importante do se- pel (Traço) – 1º) Casa Balduga “Franc Seculum”,
tor. Logo depois, no dia 6 de dezembro, o projeto foi Igel; 2º) Vale-Transporte Seturn, Moore Brasil; 3º)
uma das 38 peças premiadas. “Frisa”, RR Ind. e Com. de Etiquetas; Filmes Flexí-
A inscrição do projeto, que terá um total de seis veis (Policromia) – 1º) Friskies Alpo Ovelha Arroz
ações destinadas a mostrar os avanços da impressão e Vegetais, Canguru Embalagens Criciúma;
flexográfica, foi feita na categoria Encarte Espe- 2º) amostra “Café Moka Tradicional”,
cial pela Arco Convert, uma das empresas Copérnico; 3º) Elma Chips Baconzitos,
dele participantes e que imprimiu o encarte e Itap Bemis; Filmes Flexíveis (Traço)
o envelope para a postagem da revista. As – 1º) Santal Active Guaraná, Unifle-
outras são: Flexopower, Fotograv, Packing xo; 2º) amostra “Santa Cerva”, Pa-
Design, Tupahue Tintas e Votocel. Posterior- péis Amália; 3º) Nestlé Toffees, Co-
mente a DuPont e a Liofol aderiram. pérnico; Papel (Policromia) – 1º) Sa-
Eugênio Giacomelli, diretor da Arco Con- cola Harry Potter Side Play, Antilhas;
vert, recebeu o troféu durante jantar com show 2º) amostra “Madrugada”, Sacotem
realizado no Buffet Umberto, com a presen- Embalagens.; 3º) “Panco Bom Dia”,
ça de mais de 500 pessoas, quando foi en- Moskéti; Papel (Traço) – Toalha Baby
tregue também o prêmio Top em Flexo Zoo, Papéis Amália; 2º) amostra
(melhor trabalho do ano), ganho “Band Aid Taz”, Finepack; 3º) Pi-
pela Antilhas Embalagens, com a poca Planeta dos Macacos, Vetor-
sacola Harry Potter Side Play. pel; Papelão Ondulado (Policro-
mia) – 1º) Purificador de Água, Ri-
OS PREMIADOS gesa; 2º) amostra Copimax Laser Matte,
Os vencedores do Prêmio Qualidade Flexo 2001, em Orsa Celulose Papel e Embalagens; 3º) Copimax La-
suas respectivas categorias, foram os seguintes: ser Gloss, Orsa; Papelão Ondulado (Traço) – 1º) West
Cartões e Cartolinas (Policromia) – 1º) sabão em pó, Coast, Cartonagem Jauense; 2º) amostra “Chokito”,
Rigesa Celulose, Papel e Embalagens; 2º) amostra Orsa; 3º) Citrus Sete, Rigesa.
“Harry Potter Hat”, Papéis Amália; “Urso Natal”,
Agassete Ind. e Com.; Desempenho Especial
Escolas (Policromia) – 1º) amostra “Test
Form”, Escola Senai Theobaldo de Ni-
gris, São Paulo; 2º) II Encontro Automoti-
vo, Escola Senai de Vila Canaã, Goiás; De-
ST
UD

sempenho Especial Nacional (Policromia)


IO
AG

– 1º) Kaiser Bock 2001, Papéis Amália; 2º)


–A
ND

amostra “Periquitos da Amazônia”, Rotatek



GO

Equipamentos Gráficos; 3º) “Encarte Flexo-


DO
Y

film e Design” veiculado em EMBALAGEMMARCA


nº 28, Arco Convert Ind. Téc. de Conversão
Ltda.; Etiquetas e Rótulos em Filmes Flexíveis
(Policromia) – 1º) “Tecnologia a seu Alcance”,
Prakolar; 2º) amostra “Girassol”, Uniflexo; 3º) fi- Prêmio dado à impressão
gurinha “Onde está o vermelho?”, Novelprint; Eti- em filme, com alta definição

36 – EMBALAGEMMARCA • dez 2001/jan 2002


29resinas 15/12/01 09:39 Page 26

resinas

Desejada
independência
OPP corre atrás de auto-suficiência tecnológica em resinas

tarefa não é fácil, mas a OPP Companhia Petroquímica Paulista (CPP),

A Química, líder sul-americana


na produção de resinas e espe-
cialidades termoplásticas, quer
a todo custo atingir independência tecnoló-
parceria entre a OPP e a Petrobras que deve
começar a funcionar em cinco anos, através
da construção de uma unidade de fabricação
de polipropileno em Paulínia (SP). “Há
gica nos processos em que gravitam seus meia dúzia de empresas no mundo
negócios. Esse desejo é facilmente percebi- que são detentoras relevantes de
do através dos números que regem a tecnologia em poliolefinas, e nossa
política de injeção tecnológica da meta é estar entre elas”, diz Osval-
empresa controlada pelo grupo do Deiro, vice-presidente industrial
Odebrecht. Nos últimos dez anos e de tecnologia da OPP Química.
foram investidos cerca de 70 mi- Atualmente, a área de Pesquisa, Desen-
lhões de dólares em ativos fixos tecno- volvimento e Engenharia da OPP conta com
lógicos, e até o final deste ano mais 2,3 plantas piloto e equipes de engenharia de
milhões de dólares serão destinados à processo em Maceió (AL) e em Camaçari
pesquisa e ao desenvolvimento para (BA), para pesquisas de PVC, e em Triunfo
avanços qualitativos na produção. Na ver- (RS), para pesquisas envolvendo polietileno
dade, a OPP ensaia a abertura de suas pró- e polipropileno. Também foi inaugurado em

ILUSTRAÇÃO: CARLOS GUSTAVO CURADO


ximas unidades industriais já em regime de São Paulo, recentemente, o Centro Técnico
auto-suficiência em tecnologia. de Serviços, dedicado a suprir necessidades
Essas novas unidades seriam o pólo pe- técnicas dos clientes quanto a compostos e
troquímico na região de Puerto Suárez–Co- produtos de PVC. Ao lado dos investimen-
rumbá, fronteira do Brasil com a Bolívia, tos em equipe e instrumentos, a base tecno-
cujo início das atividades está previsto para lógica da OPP mantém-se atualizada através
OPP Química
2006 e que deverá produzir cerca de 600 (11) 3443-9621 de convênios e parcerias com universidades
000 toneladas por ano de polietileno, e a www.opp.com.br no Brasil e no exterior.
29panorama 15/12/01 10:52 Page 42

Web-catadora Com a borda certa MASCULINO E FEMININO


Boa nova para os convertedores. A
Altec está lançando a linha WebLi-
ne de alinhadores de borda para
máquinas impressoras de banda
larga e estreita. Ela facilita o bobi-
namento, o desbobinamento e fa-
ses intermediárias de máquinas fle-
xográficas, rotográficas, cortadei-
ras e rebobinadeiras, entre outras,
proporcionando precisão no ali-
nhamento. Além disso, tem um ex-
clusivo sistema automático de cen-
Já está no ar, ou melhor, na web, o tralização. Opera com os mais va-
AlcanRecicla, projeto da empresa do riados tipos de substrato, tais como
setor de alumínio para fomentar a plásticos, papel, cartão, filmes ade-
reciclagem das embalagens feitas sivados, borracha e tecidos.
com o material. O endereço funciona (11) 5611-7393
como um portal para a comercializa- www.altec.com.br A TME está incrementando sua
ção de latinhas, através do cadastra- linha de embalagens para cos-
mento de compradores e de interes- méticos dando ênfase a produtos
sados em vendê-las – inclusive em que personalizam os universos
pequenas quantidades. Além disso, masculino e feminino. Entre os
é possível conhecer no site a histó- lançamentos, quatro produtos se
ria da lata de alumínio, seu processo destacam. Para as mulheres, o
de fabricação e de reciclagem e con- conjunto de estojos Atrium, a li-
ferir dados do setor no Brasil. nha Futura e a tampa Diamante
www.alcanrecicla.com.br (foto). Os estojos das linhas
Atrium e Futura, para produtos
Pelo social, Papelcartão em ação de maquiagem, são fabricados
Duas ações de cunho social da Cam- cidadania”. Em outra frente, a Cam- em plástico ABS ou PSAI, e po-
panha do Papelcartão para embala- panha pôs em prática a proposta de dem levar acabamentos espe-
gens estão chamando a atenção da construir a maior árvore natalina de ciais, como metalização. Por sua
população no fim de 2001. Primeiro, embalagens do material do mundo, vez, a tampa Diamante é feita
transeuntes paulistanos estão se de- no Internacional Shopping, em Gua- com a resina Surlyn, da Du Pont,
parando, desde novembro, com out- rulhos (SP). A população está sendo com válvula de 15mm, e é com-
doors que visam contribuir para a convocada a doar embalagens usa-
posta por colar e sobre-tampa. A
minimização do problema dos alaga- das até 25 de dezembro, quando o
peça foi desenhada para remeter
mentos. “Ajude a evitar enchentes. total arrecadado será destinado a
a uma jóia, e passa a sensação
Não jogue lixo nas ruas” diz a peça, uma entidade assistencial. A idéia da
de transparência. Já no grupo
criada pela agência The Group. A Campanha é inscrever a árvore no li-
dedicado aos produtos para ho-
mensagem final é “vamos reciclar a vro de recordes Guiness.
mens, a tampa Domini chama a
atenção pelo detalhe, que lem-
bra um prendedor de gravata.
FOTOS E IMAGENS: DIVULGAÇÃO

Também feita com Surlyn e com


válvula de 15mm, passa a idéia
de virilidade.
(11) 4174-3200
www.tmeplasticos.com.br

42 – EMBALAGEMMARCA • dez 2001/jan 2002


29display 15/12/01 10:22 Page 42

Maçã modernizada Cada vez REXONA INOVA


De olho no mercado de su- adquiriram contornos mais mais sortidos O desodorante roll-on
Oxygen, da Rexona, está
cos prontos, cujas vendas realistas, e o suco é repre-
de cara nova. O design do
crescem consideravelmente sentado por uma onda esti-
frasco é anatômico, e o
no verão, a Yakult reformu- lizada que envolve as fru-
formato facilita o manu-
lou as embalagens de seu tas. O projeto foi desenvol-
seio durante a aplicação.
suco de maçã, um dos vido pela agência a10,
O projeto também inclui o
seus principais produtos que criou o layout sob me-
novo formato da tampa,
alimentícios, depois dos dida para as cartonadas
que permite que o frasco
leites fermentados. No de 200ml, fornecidas pela O tablete Stickadinho e os
fique de cabeça para bai-
novo projeto, as maçãs gigante sueca Tetra Pak. confeitos Bib´s, produtos
xo, possibilitando o apro-
da Neugebauer, agora po- veitamento máximo do
dem ser encontrados nas desodorante. O design
caixas de bombons sorti- dos frascos foi desenvol-
dos da marca, que estão vido internamente pelo
chegando ao mercado na- departamento de desen-
cional totalmente renova- volvimento de embala-
das. Além da inclusão gens da Unilever, envol-
destes itens, as embala- vendo vários países e
gens ganharam novo vi- dois anos de estudos.
sual, que lhes garante FICHA TÉCNICA
maior destaque e visibili-
ESFERA
dade nas gôndolas.
MATERIAL: polipropileno
Direcionado para o públi- FORNECEDOR: Globalpack
co jovem, o Stickadinho é
FRASCO
REFRESCO EM PÓ (KEMON) um tablete de 12,5g, ela-
MATERIAL: polipropileno
O licenciamento de personagens não é mais novidade no borado com chocolate
FORNECEDOR: Alcan
mundo do marketing, especialmente quando se fala em puro e recheio macio de
Packaging
embalagens desenvolvidas para crianças. Além de brinque- morango. Já os confeitos
Bib´s são bolinhas nos sa- RÓTULO
dos, o mercado alimentício tem dado sucessivas provas de
MATERIAL: polietileno
que essa é uma receita de sucesso. Exemplo recente pode bores crocante, amendoim
FORNECEDOR: Baumgarten
ser visto na linha de refrescos em pó Tornado, da Arisco, e chocolate branco.
TÉCNICA DE IMPRESSÃO:
empresa controlada pela divisão alimentícia (Bestfoods) da Com a renovação visual,
offset/silkscreen
Unilever. Nas novas embalagens laminadas metálicas que as embalagens trazem
acondicionam o produto, fornecidas pela Diadema Embala- agora em destaque um TAMPA
gens, figuram personagens do desenho animado Poké- “rio de chocolate”. Tam- MATERIAL: polipropileno
mon. A idéia é fazer a garotada colecionar os envelopes, já FORNECEDOR: Betts
bém a logomarca se so-
que os direitos de todos os 21 “monstrinhos” foram adqui-
bressai, com novo design
ridos. O visual da linha ficou a cargo da MDesign.
que lhe concedeu mais
evidência, volume e movi-
mento. Ela surge mergu-
lhada numa calda de cho-
colate, reforçando a princi-
pal matéria-prima dos pro-
dutos. O novo visual foi
desenvolvido pela Oz De-
sign. A embalagem é feita
em papel cartão duplex
pela Otomit.
29almanaque 15/12/01 09:28 Page 1

Almanaque
Força muscular Ângulos variados
Um dos objetos de uso mais pressão”. Quando não existiam O enfoque não é o do envelope en-
comum e de maior comodida- essas coisas, para vaporizar quanto embalagem, nem do selo
de nos dias atuais é o frasco de perfumes usavam-se mesmo enquanto rótulo ou da correspon-
perfume com pump, que, de vaporizadores. A compressão dência enquanto movimentação lo-
acordo com a linguagem técni- de uma bomba de borracha le- gística. No entanto, o livro Selos,
ca, consiste num “sistema aspi- vava ar ao frasco de vidro por Viagens & Envelopes Selos Come-
rante premente e de pré-com- intermédio de um tubo. morativos do Brasil de 1900 a
1942 – Um Capítulo da História
Postal Brasileira, de autoria de
Luiz Antônio Duff Azevedo, pode
ser lido também assim.
É interessante observar, nas repro-
duções dos envelopes que ilustram
o belo volume, a evolução dessa
que provavelmente é a mais presen-
te embalagem no dia-a-dia das pes-
soas e que só começou a ser usada
por volta de 1840. Voltados nos
primórdios apenas para atender à
função primária da embalagem,
Sem perda de caráter que é transportar o conteúdo, logo
começaram a servir como veículo
A aveia é um cereal de alto valor amarela de papel cartão, familiar de propaganda,
nutrititivo que não fortalece ape- a pelo menos duas gerações de marketing e fixa-
nas quem a consome, mas tam- brasileiros, não parou de evoluir, ção de marcas.
bém quem a industrializa em for- sem perder os chamados equities, Vale também
ma pré-cozida, pronta para o con- que numa tradução livre pode- apreciar a luta
sumo. Seria covardia dar o exem- riam ser chamados de “caráter pela pontualida-
plo da poderosa multinacional do produto”. Nas quatro versões de no transporte
aéreo interconti-
que tem por símbolo o pregador da embalagem ao longo desse
nental, quando a
religioso com seu chapéu incon- tempo, o logotipo foi mantido. Em
expressão just-
fundível. No Brasil, a Ferla, da L. 1998 foi introduzida uma foto do
in-time serviria
Ferenczi Ind. e Com. Ltda., de produto pronto para consumo, na melhor das
São Paulo, está completando 50 isto é, appetite appeal. Para co- hipóteses como
anos mais saudável do que nunca. memorar o cinquentenário a mar- exemplo da pro-
Neste meio século, sua caixinha ca recebeu alto-relevo em 2001. palada “pontualidade britânica”.
Do ponto de vista histórico, a gran-
de força do livro está no fato de
abranger um período pouco estu-
dado em nosso país – a Primeira
República – mas de suma impor-
tância para entender o Brasil atual.
O livro foi publicado com apoio
cultural do Banco Mercantil e da
Finasa Leasing. A administração
do projeto é da Kavantan Associa-
dos. O autor é diretor da Wheaton
1959 1995 2001 do Brasil e da Viton Embalagens.

46 – EMBALAGEMMARCA • dez 2001/jan 2002