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EDITORIAL    A ESSÊNCIA DA EDIÇÃO DO MÊS, NAS PALAVRAS DO EDITOR Diferente
EDITORIAL    A ESSÊNCIA DA EDIÇÃO DO MÊS, NAS PALAVRAS DO EDITOR Diferente

EDITORIAL

A ESSÊNCIA DA EDIÇÃO DO MÊS, NAS PALAVRAS DO EDITOR

Diferente e sempre melhor

ostaríamos de nos satisfa- zer com o êxito das tare- fas a que nos dedicamos, como o que foi alcançado

pelo SEMINÁRIO ESTRATÉGI-

CO EMBALAGENS FLEXÍVEIS DA MATÉRIA-

PRIMA AO PONTO-DE-VENDA, realizado em São Paulo. O evento, com o qual a Bloco de Comunicação coloca em sólidas bases

a rota do CICLO DE CONHECIMENTO, inau-

gurado no ano passado com o lançamento

do PRÊMIO EMBALAGEMMARCA – GRANDES

CASES DE EMBALAGEM, foi considerado um sucesso pela quase unanimidade das mais de 300 pessoas a ele presentes. Seria soberba se disséssemos ser-nos indiferente que tenha sido assim. Ficamos felizes com o resultado, mas impede-nos de nos darmos por satisfeitos o lema que sempre orientou nossas iniciativas: “Fazer diferente do que os outros fazem e sem- pre melhor do que nós mesmos fazemos”. Assim, aquele evento terá continuidade em ações complementares, visando atin- gir metas de interesse da cadeia produtiva de embalagens (ver pág. 12). Tais atividades se enquadram nos objetivos do CICLO, que são ampliar as informações relacionadas à área de emba- lagem, transformá-las em conhecimento e, em conjunto com os players do setor, influir no aperfeiçoamento do produto brasileiro. Também se encaixa nesse pro- pósito a realização do PRÊMIO EMBALA-

G
G

GEMMARCA, planejado para ser, mais que um concurso que se esgota a cada edição, um conjunto de estudos de cases de embalagem. A iniciativa, para a qual já se encontram abertas as inscrições, tem data marcada para ocorrer: 1º de outubro. Peça fundamental e embrião do CICLO

DE

CONHECIMENTO,

EMBALAGEMMARCA

traz nesta edição a cobertura analítica da feira Interpack, feita pelo enviado espe- cial à Alemanha, Guilherme Kamio, cujo olhar especializado sempre capta ângulos

e tendências capazes de apontar rumos

para os leitores. Também nessa linha, a reportagem sobre o mercado de leite mos- tra em profundidade a movimentação que vem ocorrendo no campo das embalagens nessa área. E, com a saída da senadora Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente e sua substituição por Carlos Minc, as discussões em torno da preser- vação ambiental e suas implicações na infra-estrutura de energia no Brasil cer-

tamente serão intensificadas. Para falar a respeito entrevistamos Marcos Vinícius Gusmão Nascimento, vice-presidente da Abrace, a associação dos grandes consu- midores de energia. O eixo da entrevista

é a competitividade da indústria brasilei- ra (incluindo embalagens). Segundo ele, está ameaçada. Até a próxima.

Wilson Palhares

ele, está ameaçada. Até a próxima. Wilson Palhares “O S EMINÁRIO E STRATÉGICO E MBALAGENS F

“O SEMINÁRIO ESTRATÉGICO EMBALAGENS FLEXÍVEIS:

DA MATÉRIA-PRIMA AO PONTO-DE-VENDA

terá continuidade em ações complementares, visando atingir metas de interesse da cadeia de embalagens”

Diretor de Redação: EMBALAGEMMARCA é Wilson Palhares | palhares@embalagemmarca.com.br Público-Alvo uma
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FOTO DE CAPA: STUDIO AG – ANDRÉ GODOY

SUMÁRIO  Nº 105  MAIO 2008

12 Ciclo de Conhecimento

Seminário sobre embalagens flexíveis reúne empre- sários e executivos do setor em busca de soluções
Seminário sobre embalagens flexíveis reúne empre-
sários e executivos do setor em busca de soluções
para um desequilíbrio que afeta toda a cadeia
Reportagem
de capa: Leites
20
Flexíveis querem quebrar hegemonia
das cartonadas assépticas no
mercado de leite longa vida. Estas
têm na maior conveniência uma
trincheira para se defender
Entrevista:
Marcos Vinícius
Gusmão Nascimento
32
40
Tintas imobiliárias
Vice-presidente da Abrace diz que
competitividade do Brasil é afetada
pelo custo da energia
Com embalagens mais alegres, marca
paranaense apela à empatia com o público
64
Bebidas
44
Interpack
Campari renova apresentação
de três de seus carros-chefes
Comemorando 50 anos, mostra alemã de
tecnologia de embalagem destaca avanços em
bioplásticos e novidades em outras searas
72
Internacional
Nos Estados Unidos, vodca
inova ao utilizar garrafa
de PET com alça encravada
74
Eventos
Embala Minas reforça a percepção de
que feiras regionais de embalagem
fazem todo sentido no Brasil

4

EmbalagemMarca maio 2008

Editorial

3

A essência da edição do mês, nas palavras do editor

Na web

6
6

O

que a seção de notícias de www.embalagemmarca.com.br

e

a e-newsletter semanal levam aos internautas

 

Espaço aberto

 

8

Opiniões, críticas e sugestões de nossos leitores

 

Panorama

Panorama
Panorama 28

28

Movimentação do mundo das embalagens e das marcas

Painel gráfico

do mundo das embalagens e das marcas Painel gráfico 66 Produtos e processos da área gráfica

66

Produtos e processos da área gráfica para a produção de rótulos e embalagens

Display

gráfica para a produção de rótulos e embalagens Display 76 Lançamentos e novidades – e seus

76

Lançamentos e novidades – e seus sistemas de embalagens

Almanaque

e novidades – e seus sistemas de embalagens Almanaque 82 Fatos e curiosidades do mundo das

82

Fatos e curiosidades do mundo das marcas e das embalagens

www.embalagemmarca.com.br

sistemas de embalagens Almanaque 82 Fatos e curiosidades do mundo das marcas e das embalagens www.embalagemmarca.com.br
NA WEB Uma amostra do que a seção diária de notícias de www.embalagemmarca.com.br e a

NA WEB

NA WEB Uma amostra do que a seção diária de notícias de www.embalagemmarca.com.br e a e-newsletter

Uma amostra do que a seção diária de notícias de www.embalagemmarca.com.br e a e-newsletter semanal da revista levam aos internautas

Panorama

Lançamento

Pão de Açúcar tem nova marca própria

O Grupo Pão de Açúcar avança na sua

estratégia de transversalidade de marcas e coloca nas prateleiras Qualitá. A novidade será comercializada nos supermercados Pão de Açúcar, Compre Bem, Sendas, Extra

Perto, Extra e Extra Fácil. No portfólio de Qualitá estão previstos desde alimentos e utilidades domésticas até itens de higiene

e limpeza. Grupo Pão de Açúcar já tinha a marca própria Taeq.

Cerveja e futebol

A Heineken lança no Brasil uma edição limitada de embalagens temáticas da Copa dos Clubes Campeões da Europa (UEFA Champions League). O layout das garrafas long neck e das latas comemora a final da competição, realizada em Moscou. As latinhas são acondicionadas em uma embalagem de papel cartão com imagens do torneio.

Leia mais em www.embalagemmarca.com.br/heinekenuefa

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Display

Vizcaya lança produtos para tratamento capilar

A empresa de cosméticos Vizcaya apresenta três novas

linhas batizadas de Blonde Action, Control Mix e Silver

Touch. As embalagens, criadas pela B+G designers, seguem

o visual dos produtos da marca que já estavam no mercado.

Fechamentos

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Fechamentos Leia mais em www.embalagemmarca.com.br/vizcaya RECEBA A E-NEWSLETTER SEMANAL DE EMBALAGEMMARCA Visite
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Seaquist Closures lança nova tampa flip-top

Com nome inspirado na leveza, uma das diretrizes de seu desenvolvimento, a Etérea é a nova tampa standard flip-top oval para frascos e frasnagas de produtos de higiene pessoal e cosméticos da Seaquist Closures. O perfil baixo demanda menos uso de plástico, em linha com a exigência por sus- tentabilidade. Com terminação snap-on, a tampa pode ser utilizada em embalagens invertidas e está disponível com orifícios de 3, 5 e 8 milímetros. Ela pode acoplar a válvula SimpliSqueeze, cujo mecanismo de diafragma não deixa resíduos em volta do orifício dosador.

não deixa resíduos em volta do orifício dosador. Leia mais em www.embalagemmarca.com.br/seaquist 6

Leia mais em www.embalagemmarca.com.br/seaquist

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maio 2008

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ESPAÇO ABERTO Ciclo de Conhecimento    OPINIÕES, CRÍTICAS E SUGESTÕES DE NOSSOS LEITORES
ESPAÇO ABERTO Ciclo de Conhecimento    OPINIÕES, CRÍTICAS E SUGESTÕES DE NOSSOS LEITORES

ESPAÇO ABERTO

ESPAÇO ABERTO Ciclo de Conhecimento    OPINIÕES, CRÍTICAS E SUGESTÕES DE NOSSOS LEITORES contatos

Ciclo de Conhecimento

OPINIÕES, CRÍTICAS E SUGESTÕES DE NOSSOS LEITORES

contatos com usuários e convertedores,

ao

SUCESSO! Meu comunicado não tem

trazer uma abordagem um pouco mais

o

intuito de simplesmente parabenizar

estratégica sobre a embalagem, sobre

os

organizadores, mas acho importante

sua importância para as empresas como

atestar alguns pontos que fazem de um

ferramenta de marketing, acho que esta-

encontro de classe um evento importan-

mos vivendo um paradoxo, complexo de

te

e de sucesso. A escolha do local e a

se resolver, uma vez que as discussões

organização da logística foram perfeitos.

acabam em sua grande maioria sendo

A

qualidade dos palestrantes e, mais

direcionadas para as áreas de compras. Dessa forma, para tentarmos entender um pouco mais como as empresas estão tratando a embalagem como estratégica, e não apenas administrada como insu- mo, gostaria de deixar registrada minha sugestão para que, nos próximos even- tos, vocês convidem pessoas das áreas

importante, a combinação de colocar em público as opiniões de clientes represen- tados por empresas do porte de Sadia, Nestlé e Cadbury Adams foi essencial para o aproveitamento do evento. Ao contrário de eventos similares, foram apresentados, de maneira profissional, os problemas dessa cadeia de produção com

de Desenvolvimento e Marketing dos

opiniões, sugestões e críticas de todas

End-Users, uma vez que, assim como as

as

partes envolvidas, sem em nenhum

empresas convidadas, as próximas serão empresas estruturadas, possivelmente

momento faltar a verdadeira vontade de colaboração na solução desses proble-

com a existência dessas áreas. Acho que

mas. O diálogo que vimos entre clientes

a discussão será ainda mais interessante! Reforço minhas congratulações.

fornecedores é um exemplo para todos nós de como um mercado maduro pode

e

Andre Giglio

e

deve se comportar. Ainda lembro que

Nova Petroquímica

a

audiência foi excepcional na qualida-

São Paulo, SP

de

e quantidade da platéia, que esteve

Quero parabenizar a equipe de EMBALA- GEMMARCA pela iniciativa de reunir pro- fissionais comprometidos com a cadeia do mercado de embalagens flexíveis para, juntos, entender e buscar soluções assertivas para a manutenção e cresci- mento do nosso negócio. Para a completa realização dos objetivos, uma análise das discussões realizadas, bem como a priorização das ações identificadas, será fundamental para a consolidação do cres- cimento do setor.

Davide Botton Diretor Comercial Polo Films São Paulo, SP

Como participante de eventos, seminá- rios e congressos de longa data, pois sou do ramo gráfico há trinta anos (especifi-

camente no setor de flexografia, há quin- ze), posso dizer que o CICLO DE CONHE- CIMENTO da Bloco de Comunicação, que

iniciou com o SEMINÁRIO

ESTRATÉGICO

– PRIMA AO PONTO-DE-VENDA, está fadado

EMBALAGENS

FLEXÍVEIS

DA

MATÉRIA-

presente até o último minuto da última palestra, coisa rara nos eventos desse tipo. Foi altamente produtivo e informa-

tivo ter participado deste acontecimento,

e as pessoas que não puderam participar

certamente o farão na próxima vez, em função das notícias que receberão dos

participantes.

Miguel Troccoli General Manager PTC Graphic Systems Ltda. São Paulo, SP

A

excelente qualidade do SEMINÁRIO

ESTRATÉGICO EMBALAGENS FLEXÍVEIS: DA MATÉRIA-PRIMA AO PONTO-DE-VENDA e o

alto nível do público a ele presente não chegaram a nos surpreender. Os eventos realizados pela Bloco de Comunicação, assim como a revista EMBALAGEMMAR- CA, por ela editada, sempre proporcio- nam a oportunidade de encontrar pessoas que decidem no mercado de embalagem. Além disso, esses eventos e, convém repetir, a revista permitem a atualização tecnológica e o acesso a novas tecnolo- gias e a inovações do setor. O CICLO DE

a novas tecnolo- gias e a inovações do setor. O C ICLO DE P rimeiramente gostaria

Primeiramente gostaria de parabenizar toda a equipe da Bloco de Comunicação pela organização do SEMINÁRIO ESTRATÉ-

GICO EMBALAGENS FLEXÍVEIS: DA MATÉRIA- PRIMA AO PONTO-DE-VENDA. O perfil do

público, o conteúdo das apresentações e a audiência até o final do dia comprovaram a qualidade do evento. Minha única observação é com relação ao perfil dos profissionais convidados para o debate. É evidente, natural e com- preensível que o tema “redução de custo” tenha sido um dos principais assuntos abordados, pelo fato de os profissionais serem pessoas cujas atividades estão liga- das diretamente às áreas de suprimentos das empresas em que trabalham. Dessa forma, acredito que essa discussão sobre “custo” ficou exagerada. Temos já há algum tempo nos esforçado para mudar essa mentalidade que impera em nosso mercado. Haverá muito pouco espaço para inovação em embalagens se, ao discutirmos projetos com os end- users, continuar a imperar uma barreira chamada custo. Se estamos tentando hoje, em nossos

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maio 2008

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ESPAÇO ABERTO    OPINIÕES, CRÍTICAS E SUGESTÕES DE NOSSOS LEITORES C ONHECIMENTO ,
ESPAÇO ABERTO    OPINIÕES, CRÍTICAS E SUGESTÕES DE NOSSOS LEITORES C ONHECIMENTO ,

ESPAÇO ABERTO

OPINIÕES, CRÍTICAS E SUGESTÕES DE NOSSOS LEITORES

CONHECIMENTO, em que estão contidas essas ações, é uma iniciativa que chega em boa hora para o setor de embalagem. Parabéns à equipe da Bloco de Comuni- cação. Sucesso!

Luiz Fernando Pereira Diretor da Greenfield Business Promotion São Paulo, SP

O SEMINÁRIO ESTRATÉGICO EMBALAGENS FLEXÍVEIS: DA MATÉRIA-PRIMA AO PONTO-

DE-VENDA foi um importante passo para as discussões sobre a busca de valor na cadeia produtiva de embalagens flexí- veis, gostei muito do painel de debate com os usuários de embalagens (Nestlé, Sadia e Cadbury Adams).

Ana Decot Gerente de Marketing e Desenvolvimento de Mercado Itap Bemis São Paulo, SP

Gostei bastante do evento e aproveito a oportunidade para parabenizá-los pela brilhante execução do mesmo. Carlos Ricardo Oliveira Marketing Analyst DuPont Liquid Packaging Systems São Paulo, SP

Karim Rashid

É a primeira vez que faço um comentário sobre EMBALAGEMMARCA. Tinha receio de que minhas palavras não passassem das clássicas felicitações que sei, são sem- pre bem recebidas. Mas a entrevista de Karim Rashid (edição 104, abril 2008) foi excelente e vale a pena elogiá-lo por seu profissionalismo. A revista sempre tem conteúdo bom e atual, com informa- ções que permitem avaliar, a qualquer profissional envolvido com o setor, temas importantes de seu trabalho diário. Isabel Barbera Entre Ríos, Argentina

Parabéns a EMBALAGEMMARCA por suas reportagens, especialmente pela entrevis- ta com Karim Rashid e por outras maté- rias sobre o tema design. Me parece um

grande acerto colocar ao alcance das pes- soas todo esse material que traz conceitos técnicos sobre o processo do design. O design é uma profissão, e cada pessoa que a exerce deveria agir profissional- mente. Na América Latina tomamos as coisas com pouco profissionalismo, ape- lamos mais à inspiração do que ao conhe- cimento, mas esse é um ponto que vocês estão ajudando a mudar Carlos Esteban Ramos Díaz Designer Lima, Peru

Achei sensacional a entrevista com Karim Rashid. As perguntas foram muito bem elaboradas. Parabéns a EMBALAGEM- MARCA pelo excelente trabalho. Edson Konioshi Packing Design São Paulo, SP

M uito boa a entrevista do designer Karim Rashid publicada em EMBALAGEM-

MARCA.

Ronnie Schröter Diretor Comercial Etirama Indústria de Máquinas Ltda Sorocaba, SP

Cuidado com o conteúdo

Desejo felicitá-los pela excelente apre- sentação e pelo cuidado com o conteúdo que marcam a revista EMBALAGEMMARCA. Tenho recomendado com meus compa- triotas que de alguma forma se relacio- nam com o tema embalagem que a leiam.

A revista é uma das melhores publicações

que já li (e continuarei lendo), devido à excelente informação com que nos brinda. Por todo o exposto, felicito EMBA- LAGEMMARCA e desejo que publicações dessa natureza se mantenham no meio. Oscar Ramírez Engenheiro Buenos Aires, Argentina

Oportunidade

Parabéns pela iniciativa de levar adian-

te uma revista brasileira na área de emba-

lagens. Para nós, chilenos, representa

uma grande oportunidade para ficarmos

a par do que ocorre neste ramo de ati-

vidade em sua região, oferecendo-nos

informação, novidades e entretenimento.

A revista EMBALAGEMMARCA possui uma

grande qualidade, tanto em reportagens quanto em entrevistas, que em nada fica a dever às revistas especializadas editadas por espanhóis, ingleses, argentinos, chi- lenos e outros. Atenciosamente, despeço- me, já aguardando a próxima edição de

EMBALAGEMMARCA.

Juan Manuel Cañacar Santiago, Chile

Para amigos e colegas

A revista EMBALAGEMMARCA traz repor- tagens detalhadas e específicas. Constan- temente estou atualizando as informações que vocês fornecem, e as retransmito a amigos e colegas. Parabéns. Darío Cárdenas Montevidéu, Uruguai

Mensagens para

EMBALAGEMMARCA

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redacao@embalagemmarca.com.br

As mensagens recebidas por carta, e-mail ou fax poderão ter trechos não essenciais eliminados, em função do espaço disponível, de modo a dar o maior número possível de oportunidades aos leito- res. As mensagens poderão também ser inseridas no site da revista www.embalagemmarca.com.br

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 EVENTO

“Uma estréia brilhante”

FOTOS: ÁLVARO MOTTA E JOSÉ CORDEIRO
FOTOS: ÁLVARO MOTTA E JOSÉ CORDEIRO
estréia brilhante” FOTOS: ÁLVARO MOTTA E JOSÉ CORDEIRO Palco, público e café no seminário. À direita,
estréia brilhante” FOTOS: ÁLVARO MOTTA E JOSÉ CORDEIRO Palco, público e café no seminário. À direita,
estréia brilhante” FOTOS: ÁLVARO MOTTA E JOSÉ CORDEIRO Palco, público e café no seminário. À direita,
estréia brilhante” FOTOS: ÁLVARO MOTTA E JOSÉ CORDEIRO Palco, público e café no seminário. À direita,
estréia brilhante” FOTOS: ÁLVARO MOTTA E JOSÉ CORDEIRO Palco, público e café no seminário. À direita,

Palco, público e café no seminário. À direita, de cima para baixo, os palestrantes Fernanda Cavalleri (Ciba Services/ Pira International), Synésio Batista da Costa (Abraflex), Fernando Gasparini (Grupo Pão de Açúcar), José Ricardo Roriz Coelho (Vitopel) e Wilson Palhares (EMBALAGEMMARCA). Abaixo, painel de debates com grandes usuários de embalagens: Telma Gomes (Sadia), Moacyr Calligaris Jr. (Nestlé), Guillermo Rebolledo (Cadbury Adams) e Guilherme Kamio

(EMBALAGEMMARCA)

(Cadbury Adams) e Guilherme Kamio ( E MBALAGEM M ARCA ) 12 Embalagem Marca maio 2008
(Cadbury Adams) e Guilherme Kamio ( E MBALAGEM M ARCA ) 12 Embalagem Marca maio 2008
(Cadbury Adams) e Guilherme Kamio ( E MBALAGEM M ARCA ) 12 Embalagem Marca maio 2008

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Seminário sobre embalagens flexíveis, primeiro movimento do CICLO DE CONHECIMENTO, cumpre objetivo de reunir protagonistas de todos os elos da cadeia produtiva

de reunir protagonistas de todos os elos da cadeia produtiva S EMINÁRIO E STRATÉGICO E MBALAGENS
de reunir protagonistas de todos os elos da cadeia produtiva S EMINÁRIO E STRATÉGICO E MBALAGENS

SEMINÁRIO ESTRATÉGICO EMBALAGENS FLEXÍVEIS: DA MATÉRIA-PRIMA AO

PONTO-DE-VENDA, realizado dia 12 de maio no Vila Noah Espaço de Eventos, em São Paulo, foi o que um

dos presentes definiu como “uma estréia brilhante”. Tomamos a frase emprestada desse assistente, cujo nome não foi anotado, como síntese dos depoi- mentos reproduzidos nas páginas desta reportagem

e também como resultado de pesquisa de opinião

respondida por 90% dos mais de 300 empresários e

profissionais de alto escalão daquela cadeia produti- va de embalagem presentes na ocasião. As opiniões foram amplamente favoráveis. Para a Bloco de Comunicação, que inaugurou de forma tão auspiciosa o CICLO DE CONHECIMENTO, nova etapa de sua missão de difundir informação com valor agregado, tal resultado serve como estímulo para prosseguir e intensificar os trabalhos em anda- mento. Na verdade, como anunciado desde o lança- mento do CICLO, os eventos já programados – como

seminário sobre sustentabilidade, em agosto próxi- mo – com aquele objetivo não se encerraram ali.

o

O

– como seminário sobre sustentabilidade, em agosto próxi- mo – com aquele objetivo não se encerraram
– como seminário sobre sustentabilidade, em agosto próxi- mo – com aquele objetivo não se encerraram

Assim, as apresentações e os debates que a elas se seguiram estão sendo transcritos e edita- dos, devendo ser apresentados de forma resumida em Caderno Especial na igualmente especial edição de nono aniversário de EMBALAGEMMARCA, em junho próximo. Além disso, por consenso dos palestrantes e debatedores, e também por sugestão de inúmeros assistentes, os esforços em busca de posições consensuais em torno de problemas que atingem toda a cadeia produtiva de embalagens flexíveis passam a ter continuidade, em reuniões e fóruns de menor amplitude mas não de menor importância. Nessa linha, a Bloco de Comunicação regis- trou um domínio na internet que servirá de veículo para o encaminhamento de idéias, sugestões e proposições. Estas, evidentemente, terão espaço nas páginas da revista impressa e em sua versão eletrônica. Por esse canal os participantes do Seminário do dia 12 estarão recebendo o conteúdo completo do evento, com exclusividade. O ende- reço será divulgado assim que a construção desse canal estiver concluída. No aspecto formal do seminário, cabe regis- trar que praticamente tudo transcorreu conforme planejado. Foi do agrado da maioria, por exem- plo, a instituição de pausas para café (coffee breaks) um pouco mais longas do que o habitual em eventos desse tipo. Com isso alcançou-se o objetivo de facilitar a troca de experiências e infor- mações. Inesperada foi a ausência do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, convocado que foi pelo presidente da República, praticamente às vésperas do semi- nário, para anunciar na sede do BNDES, no Rio de Janeiro, a nova política industrial para o país.

REPRODUÇÃO
REPRODUÇÃO

Ministro Miguel Jorge foi convocado pelo presidente Lula para anunciar a nova política industrial do país. Ao saber que não poderia comparecer, gravou um depoimento especial para os participantes do Seminário

Uma das grandes coisas que vocês con- seguiram foi colocar a cadeia toda junta, e
Uma das grandes coisas que vocês con-
seguiram foi colocar a cadeia toda junta, e a cadeia
junta tem um grande significado para nós. Essa
possibilidade de contatar ao mesmo tempo uma
grande quantidade de pessoas que trabalham no
mesmo campo demonstra que podemos fazer algu-
ma coisa juntos pelo nosso país e pelo crescimento
desse mercado. Isso não tem preço!

Moacyr Calligaris Jr., diretor de supply chain da Nestlé Brasil

Calligaris Jr., diretor de supply chain da Nestlé Brasil Sinclair Fittipaldi, gerente de marketing da Nova
Sinclair Fittipaldi, gerente de marketing da Nova Petroquímica Como foi repetidamente expressado durante todas as
Sinclair Fittipaldi,
gerente de marketing
da Nova Petroquímica
Como foi repetidamente expressado
durante todas as apresentações, um evento como
este traz oportunidades para os agentes de toda
a área de embalagens flexíveis de rediscutir os
principais conceitos, os principais valores e o
que pode ser melhorado no âmbito de produtor,
transformador e convertedor, para melhorar a
produtividade da cadeia. Precisamos trabalhar. O
comparecimento da nata da indústria ao evento
demonstra que está todo mundo interessado em
dar as mãos e fazer o Brasil dar esse salto de
qualidade, produtividade e competitividade de
custos, no ambiente interno e externo. Acho que
esse é o resumo de tudo.
Eduardo Belleza,
diretor comercial
da Converplast
Esse evento foi muito importante para a cadeia como um todo, primeiro
pela qualidade do público participante, onde os debates e as perguntas foram de
alto nível e esclarecedores. Como em sua maioria as pessoas que compareceram
têm poder de decisão, as perguntas foram objetivas e transparentes. E os pales-
trantes vieram determinados a ter essa transparência. Isso vai ser muito importan-
te para direcionar nossos negócios. Fazia tempo que não víamos um evento com
palestrantes de primeira linha reunidos, bastante atentos e interessados em poder
se atualizar para um futuro que vem batendo á nossa parte diariamente.
O evento foi importante para que pudéssemos fazer uma radiografia profun- da do setor, envolvendo
O evento foi importante para que
pudéssemos fazer uma radiografia profun-
da do setor, envolvendo a cadeia como um
todo. Acho que isso reflete o amadureci-
mento do momento e a expectativa é de
que em curto ou médio espaço de tempo
consigamos efetivamente concretizar uma
série de anseios que foram colocados no
fórum de hoje. Parabéns pela iniciativa de
EMBALAGEMMARCA.
Nicolau Baladi,
sócio-diretor
da Santa Rosa
Embalagens Flexíveis

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No entanto, ele gravou um depoimento focado no tema das embalagens plásticas flexíveis, que foi transmitido em telão no auditório do Villa Noah. Independentemente da ausência do ministro, ao qual serão encaminhadas as posições consensuais do setor, sem dúvida o ponto forte do seminário foi seu conteúdo, resultado das palestras e dos painéis de debate, com altamente qualificada participa- ção do público. Os palestrantes foram: Fernanda Cavalleri, da Ciba Services/Pira International; Fernando Gasparini, diretor de logística do Grupo Pão de Açúcar; José Ricardo Roriz Coelho, pre- sidente da Vitopel; e Synésio Batista da Costa, presidente da Abraflex (Associação Brasileira dos Fabricantes de Embalagens Laminadas). Do painel de debates de grandes compradores de embala- gens participaram Guillermo Rebolledo, gerente de compras de Embalagem América do Sul da Cadbury Adams; Moacyr Calligaris Jr., diretor de supply chain da Nestlé Brasil; e Telma Gomes, gerente de negociação da Sadia. O painel de deba- tes com representantes de todos os elos da cadeia produtiva foi formado por Dirceu Varejão, diretor comercial da Vitopel; Rogério Mani, presidente da ABIEF (Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis), além de Fernanda Cavalleri e Moacyr Calligaris Jr. O seminário foi patrocinado pela Vitopel.

Calligaris Jr. O seminário foi patrocinado pela Vitopel. Nos intervalos, tempo para networking Dirceu Varejão,
Calligaris Jr. O seminário foi patrocinado pela Vitopel. Nos intervalos, tempo para networking Dirceu Varejão,

Nos intervalos, tempo para networking

Dirceu Varejão, diretor comercial da Vitopel Tivemos hoje um dia intenso de traba- lho, e
Dirceu Varejão,
diretor comercial
da Vitopel
Tivemos hoje um dia intenso de traba-
lho, e foi muito importante, principalmente pela
questão de estarem sendo encarados de frente
os problemas da cadeia produtiva de emba-
lagens flexíveis. É a primeira vez que o setor
faz isso de forma madura, profissional e com
mobilização efetiva. Estamos saindo daqui com
muito mais responsabilidade do que quando
entramos, porque agora sabemos o que temos
de fazer e não mais estamos tentando encontrar
como fazer isso. Acho que o evento está de
parabéns, EMBALAGEMMARCA foi de vital impor-
tância no sentido de ter aberto efetivamente um
espaço. Agora temos de cobrar resultados, tra-
balhar concretamente e trazer a competitividade
que buscamos estes anos todos.
Sérgio Angelucci,
diretor comercial
Embalagens
Flexíveis Diadema
É um evento muito importan-
te. Pela primeira vez vejo um evento
que reúne realmente a nata da cadeia
de embalagens, com consistência nas
palestras, com assuntos superatuais,
discutindo efetivamente problemas que
são estratégicos, que levam na direção
da concepção de uma administração
melhor. Isso é uma grata surpresa,
porque poucas vezes – ou melhor,
nenhuma vez – vi um evento com essa
qualidade. Que seja o primeiro de uma
série de muitos. Buscamos exatamen-
te um fórum em que possamos colo-
car os problemas, sensibilizar todos
os elos da cadeia e tentar buscar a
solução. Esse é o mote que discuti-
mos aqui e é o caminho que temos de
enfrentar. A Bloco de Comunicação e a
revista EMBALAGEMMARCA estão de para-
béns, conseguiram fazer um excelente
evento.
Primeiro dou parabéns à iniciativa de EMBALAGEMMARCA, porque se debate muito pouco embalagem no Brasil,
Primeiro dou parabéns à
iniciativa de EMBALAGEMMARCA, porque
se debate muito pouco embalagem
no Brasil, em todos os sentidos.
Esse debate, especificamente, trata
de um assunto que tem repercus-
são mundial, porque o Brasil, na
competição internacional, atravessa
problemas cruciais. Conseguir reunir
a cadeia inteira, com debates de
alto nível, é muito produtivo. Imagine
que no ano de 2008 há empresas
gigantes reclamando da falta de
colaboração e integração com seus
fornecedores. É incrível isso! Acho
que o Brasil não tem saída se não
o caminho da China, e vice-versa.
nos unirmos em todos os níveis,
É muito corajoso, isso mostra a
marca da revista, que é enfrentar
porque matéria-prima é uma das
fases, mas, antes de mais nada,
o Brasil precisa ter produtos para
exportação – e, em vez de fechar
as portas com barreiras, temos de
ter inteligência não só estratégica,
mas de qualidade e inovação. Vendo
os debates de hoje fiquei animado.
Ainda que tardiamente, chegou a
hora de todos os segmentos unirem
suas forças para todos ficarmos
mais competitivos, que é o que real-
mente interessa.

Lincoln Seragini, diretor-presidente da Seragini Farné Guardado

Seragini, diretor-presidente da Seragini Farné Guardado 16 Embalagem Marca maio 2008
Seragini, diretor-presidente da Seragini Farné Guardado 16 Embalagem Marca maio 2008

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Acho muito importante um evento como esse. É a oportunidade de refletirmos sobre o que

Acho muito importante um evento como esse. É a oportunidade de refletirmos sobre o que estamos fazendo. Porém, mais do que isso, temos de prospectar o futuro, para que não tenhamos surpresas no presente. O que está acontecendo é que toda a cadeia petroquímica e todos os elos da cadeia estão sofrendo uma modificação muito grande, e nós precisamos nos atualizar, atualizar nosso modelo, para não perdermos competitividade e a oportunidade de participarmos de uma maneira muito mais forte aproveitando as van- tagens comparativas do Brasil.

e a oportunidade de participarmos de uma maneira muito mais forte aproveitando as van- tagens comparativas
forte aproveitando as van- tagens comparativas do Brasil. Acho que a criação do CICLO DE CONHECIMENTO
Acho que a criação do CICLO DE CONHECIMENTO é importante para podermos estar debatendo. Estava
Acho que a criação do CICLO DE
CONHECIMENTO é importante para podermos estar
debatendo. Estava aqui a nata do setor de emba-
lagens flexíveis. Essa discussão já vem acon-
tecendo há tempos, só que estava muito difícil
conseguirmos reunir no mesmo ambiente de dis-
cussão sadia toda a cadeia produtiva e o end-user.
Significa que existe a predisposição de acertar,
existe a predisposição de crescer e de estarmos
juntos nesse processo. A cadeia produtiva não
se encerra no transformador. Além dos elos aqui
representados, temos os fabricantes de máquinas,
os fabricantes de equipamentos e o end-user. O
CICLO DE CONHECIMENTO veio agregar muito mais ao
setor. É o start para uma nova fase. Em todos os
trabalhos que temos feito buscamos eficiência em
nível de custos, de pressão de preços e em nível
governamental. A cadeia produtiva do plástico é
extremamente importante, nós temos uma partici-
pação muito grande em relação ao Produto Interno
Bruto. Temos de nos consolidar cada vez mais
como agentes eficientes e fazer parte do mundo.
Não tem outra alternativa. Como existe a predispo-
sição e a vontade de todos para fazer acontecer, o
start foi dado.
Rogério Mani,
presidente da Abief –
Associação Brasileira da
Indústria de Embalagens
Plásticas Flexíveis

José Ricardo Roriz Coelho, diretor do Departamento de Competitividade e Tecnologia da Fiesp e presidente da Vitopel

e Tecnologia da Fiesp e presidente da Vitopel É bom saber que toda a cadeia está
É bom saber que toda a cadeia está preocupada. O problema da com- petitividade do
É bom saber que toda a cadeia está preocupada. O problema da com-
petitividade do Brasil perante os concorrentes internacionais se faz cada vez
mais latente. Por participamos de muitos eventos internacionais, começamos a
perceber que o Brasil tem muito chão a percorrer quando comparado com os
concorrentes de fora, que estão tomando cada vez mais espaço no mercado. É
importante saber que há a preocupação de toda a cadeia do plástico para tentar
melhorar a competitividade do Brasil. Nosso relacionamento é direto com trans-
formadores, e sentimos que eles têm a preocupação e a vontade de atingir novos
mercados lá fora. Só que precisam também contar com a apoio de todos os elos
da cadeia para ser competitivos. Do contrário, muito esforço que fazemos para a
promoção do Brasil lá fora acaba sendo em vão. Acontece que promovemos uma
imagem do Brasil como tendo uma cadeia integrada, com auto-suficiência em
matéria-prima, só que isso tem de ser refletido nas empresas transformadoras.
Elas têm de ser competitivas para atender novos mercados.
André Marzall,
especialista em
desenvolvimento
de mercado para
embalagens
flexíveis do
Programa
Export Plastic
O evento é muito bem vindo.
Esse mercado de plásticos é muito
fragmentado, tem muitos agentes, e às
vezes a voz deles não é ouvida, nem eles
ouvem a nossa voz, a voz da indústria
usuária. Colocar todos no mesmo lugar
samos do governo junto com a gente. As
associações de classe precisam fazer um
trabalho mais profundo, para organizar os
pleitos dos seus associados, para atender
ao consumidor brasileiro. O evento de
hoje foi fundamental como um aglutinador
é a grande vantagem para podermos
Telma Gomes,
gerente de negociação da Sadia
resolver problemas que são latentes, e
alguns riscos. Mais do que problemas,
temos ameaças importantes a esse
mercado que precisam ser resolvidas.
Acho uma pena que todas as vezes a
discussão fique no ritmo do governo, e o
Brasil não está nesse ritmo. O Brasil está
dessas correntes todas, de maneira que
podemos conversar de maneira franca.
Foi um evento que me surpreendeu. Não
participo de muitos eventos, porque os
frutos são muito pobres. Quando entendi
a proposta deste evento, resolvi partici-
par. Acho que não é uma coisa para a
Sadia. É também para a Sadia, é para
a 180 quilômetros por hora, e nós preci-
todos nós.

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 REPORTAGEM DE CAPA

Ferve o mercado de leite

Bolsas plásticas assépticas vêem no custo menor uma chance de quebrar a hegemonia das caixinhas longa vida. Estas, por sua vez, apostam naconveniência e no valor agregado para manter sua posição

e no valor agregado para manter sua posição Por Luiz de França M ais um aríete
e no valor agregado para manter sua posição Por Luiz de França M ais um aríete
e no valor agregado para manter sua posição Por Luiz de França M ais um aríete
e no valor agregado para manter sua posição Por Luiz de França M ais um aríete
e no valor agregado para manter sua posição Por Luiz de França M ais um aríete
e no valor agregado para manter sua posição Por Luiz de França M ais um aríete
e no valor agregado para manter sua posição Por Luiz de França M ais um aríete
e no valor agregado para manter sua posição Por Luiz de França M ais um aríete
e no valor agregado para manter sua posição Por Luiz de França M ais um aríete

Por Luiz de França

valor agregado para manter sua posição Por Luiz de França M ais um aríete surge no

M ais um aríete surge no horizonte, com o objetivo de abrir uma brecha na sólida muralha do acondicionamento de leite longa vida em embalagens cartonadas assépticas, cujos

blocos são formados, em 98% de sua totalidade, por caixinhas da Tetra Pak. Trata-se de uma bolsa flexível mul- ticamada com propriedades de barreira que a tornam adequada para conservar o leite por períodos que se iniciam em sessenta dias sem refrigeração e que podem se estender até um ano, dependendo da estrutura utilizada. As camadas de PEBD (polietileno de baixa densidade) e EVOH (co-polímero de etileno e álcool vinílico) são agrupadas por co-extrusão, com utilização de adesivo. Os pouches, que em muito se assemelham às tra- dicionais “almofadas” (ou “barrigas moles”) ainda presentes nos leites refrigerados, estão tentan- do entrar no mercado de longa vida pelas mãos de dois grupos. De um lado está a

DuPont, que iniciou os esforços de comer- cialização do pouch asséptico há mais de uma década, com o laticínio Cotochés (recentemente adquirido pela Perdigão), e que recentemente decidiu apostar mais fichas nesse mercado. De outro está a Intermarketing Brasil, empresa que repre- senta companhias multinacionais atuantes na cadeia produtiva de pouches para leite, e que está buscando parceiros locais para transferir tecnologia e nacionalizar a produção (veja quadro ao lado).

CONTINUA NA PÁG. 22
CONTINUA NA PÁG. 22

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longa vida

Nacionalizado, mas pagando royalties Produção do pouch asséptico no Brasil depende de transferência de tecnologia
Nacionalizado, mas
pagando royalties
Produção do pouch asséptico no Brasil
depende de transferência de tecnologia
Até pouco tempo atrás, a DuPont era a única
opção de fornecimento de pouch para leite UHT
(Ultra-High Temperature) no Brasil. Agora, a
Intermarketing Brasil apresenta-se como alternati-
va. A empresa representa no país a Evalca, braço
americano do grupo japonês Kuraray e fornecedora
da resina de EVOH; a Mitsui Chemicals America,
que produz o adesivo usado na coextrusão; a
Mitsui Plastics, responsável pela parte de logísti-
ca; e crédito da Evalca e da Mitsui Chemicals; e
a Elecster, fabricante finlandesa de equipamentos
para esterilização longa vida UHT e linhas automá-
ticas de enchimento asséptico de pouches, e dona
do know-how da produção do filme. A idéia é atrair
convertedores interessados em receber a tecnolo-
gia para produzir as embalagens flexíveis para leite
longa vida.
Investimentos da Plastrela Embalagens Flexíveis,
no Rio Grande do Sul, em uma coextrusora para
atender o mercado de filmes multicamadas, inicia-
ram esse modelo de negócios. Segundo o diretor
da Intermaketing Brasil, Oliver Venezia, a previsão
é que mais duas empresas passem a produzir os
filmes para a fabricação dos pouches ainda este
ano. Uma estaria na região sul. A outra, no sudeste
do país.
De acordo com Venezia, a Elecster (que possui
grandes linhas de produção de filmes na Finlândia,
na China e na Rússia) não tem planos de possuir
plantas no Brasil. “A estratégia é ter aqui trans-
formadores com recursos técnicos para fazer o
filme conforme a receita fornecida, pigmentá-lo e
imprimi-lo”, explica. Quem adquirir a tecnologia da
Elecster, no entanto, terá de importar um dos com-
postos, a resina EVOH.

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a tecnologia da Elecster, no entanto, terá de importar um dos com- postos, a resina EVOH.

Motivos para entrar nesse mercado não faltam. Segundo dados da ABLV – Associação Brasileira de Leite Longa Vida, as 31 empresas a ela associadas, que produzem 80% do leite longa vida comercializado no país, foram res- ponsáveis por um faturamento de 6,57 bilhões de reais em 2006, o correspondente a 75,8%

de todo o leite fluido consumido no Brasil (até o fechamento desta edição, a ABLV não havia divulgado os dados referentes a 2007, mas adiantou à reportagem que o mercado se manteve estável). A onda recente de aquisições e a entrada de grandes investidores, como a GP Investimentos, observadas nesse mercado, dão

No campo das caixinhas, ceticismo quanto ao futuro dos saquinhos

Para Tetra Pak e SIG Combibloc, consumidor brasileiro quer produtos de maior valor agregado

A expectativa otimista dos fornecedores

de embalagens flexíveis para leite não abala quem já domina o mercado com as cartonadas assépticas. Segundo a diretora de marketing da Tetra Pak, Heloísa Rios, a empresa não identifica oportunidade alguma para a embalagem flexível no Brasil. “Todas as nossas pesquisas mostram que o consu-

midor brasileiro já tem um nível de exigência de segurança alimentar, de praticidade e de conveniência que está acima do patamar de hábitos de consumo de outros países, como

a Colômbia e a China”, afirma a diretora.

Na opinião de Heloísa, a entrada de emba- lagens flexíveis nas gôndolas de leite longa vida seria vista como um retrocesso por parte do consumidor, razão pela qual está afastada a vinda para o país do Tetra Fino – um curioso pouch semi-rígido da Tetra Pak, formado pelo mesmo material das caixinhas

e que compete com os flexíveis em outros mer-

cados. A executiva rebate ainda as propaladas vantagens ambientais dos pouches, e enfatiza que “100% da embalagem cartonada asséptica

é

reciclável, podendo virar telha, caneta, papel

e

uma infinidade de coisas”. Ela lembra ainda

que o cartão, material predominante nas cai- xinhas, vem de fonte renovável. “Toda e qual- quer árvore usada para fazer a embalagem é proveniente de reservas reflorestadas”, afirma, comparando com matéria-prima não-renovável da alternativa plástica. Para o outro player na área de cartonadas assépticas, a SIG Combibloc, os pouches

também não devem encontrar acolhida fácil entre os consumidores. “Respeitamos outras soluções, mas acreditamos que as embalagens cartonadas se destacam por agregar valor com custos compatíveis, tanto de produção quanto logísticos, numa solução balanceada e reconhecida pelo mercado como sendo de alta qualidade e reputação”, diz Ricardo Rodriguez, diretor geral da empresa para a América do Sul. A SIG Combibloc vem apostando justamente na diferenciação e na conveniência como caminhos para crescer (ver EMBALAGEMMARCA nº 100 e nº 103).

Conveniência dos sistemas de fechamento das embalagens da Tetra Pak (à esquerda) e da SIG Combibloc são trunfos das cartonadas assépticas para manter domínio no mercado de leites longa vida

para manter domínio no mercado de leites longa vida 22 Embalagem Marca maio 2008
para manter domínio no mercado de leites longa vida 22 Embalagem Marca maio 2008
para manter domínio no mercado de leites longa vida 22 Embalagem Marca maio 2008

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FOTOS: DIVULGAÇÃO

idéia da ebulição que pode ser esperada nos próximos anos. Mas o predomínio das carto- nadas, por meio da Tetra Pak, que divide uma margem do segmento com a SIG Combibloc, é a barreira – deixado de lado o trocadilho – a ser vencida pelas flexíveis. Mais convenientes, por dispensarem o uso de suporte para utilização, as “caixinhas” podem receber tampas que per- mitem o refechamento, predicados que não se aplicam às “almofadas”. É um obstáculo que o diretor da Intermarketing Brasil, Oliver Venezia, não acha tão assustador. “Claro que a cartonada asséptica tem um grande apelo por suas vantagens de manuseio, mas isso é facilmente resolvido com a distribuição de supor-

Suporte para a embalagem é apetrecho inconveniente que o pouch asséptico exige do consumidor
Suporte para a embalagem
é apetrecho inconveniente
que o pouch asséptico
exige do consumidor
inconveniente que o pouch asséptico exige do consumidor Na Colômbia, pouches assépticos estão presentes nas

Na Colômbia, pouches assépticos estão presentes nas gôndolas do varejo

tes, em foma de brindes, por parte dos laticínios aos consumidores”, diz. As vantagens de preço das flexíveis seriam, na opinião do executivo, mais do que compensadoras, já que os fabrican- tes estimam que o custo unitário da embalagem seja entre 30% e 50% menor do que o das carto- nadas. Os benefícios, segundo Venezia, estariam também no aspecto ambiental. “O pouch pesa 7 gramas, contra 28 gramas da cartonada, gerando menos volume de lixo, e a embalagem é 100% reciclável, podendo ser transformada em condu- ítes, tubulações e outros derivados de polietile- no”, explica. Cabe lembrar que tais argumentos, excetuado o da gramatura, são igualmente bran-

argumentos, excetuado o da gramatura, são igualmente bran- No Sul, a estréia da Intermarketing Brasil Leite

No Sul, a estréia da Intermarketing Brasil

Leite Mimi é o primeiro cliente a experimentar solução nacionalizada

A disputa entre cartonadas e pouches assépticos ganha novos capítulos a cada dia. Um dos mais recentes movimentos desse jogo de xadrez que se desenha foi protagonizado pela Laticínios Languiru, do Rio Grande do Sul, que acreditou na solução oferecida pela Intermarketing Brasil e, no final de março último, lançou o leite integral longa vida Mimi em sachê, como o pouch está sendo chamado pelo produtor – segundo informações da empresa, com receptividade além do esperado. “Planejamos uma produção inicial mensal de 50 000 litros, mas fomos surpreendidos com a venda de 250 000 litros de leite no primeiro mês”, afirma o diretor de vendas, Francisco Abrahão. Com os resultados animadores, a Languiru colocou em prática o projeto

de expansão da capacidade produti- va antes de alçar vôos mais longos.

“Temos planos de lançar o sachê para leite desnatado e futuramente expandir para outras linhas de produtos”, afirma Abrahão. O custo menor da embalagem, repassado para o consumidor, reduziu

preço final do litro de leite em 10 a 15 centavos. Para Abrahão, isso atrai não somente o público das classes de menor r poder de compra. “Sem dúvida há uma migração de outras classes quando se baixa custo e se mantém a qualidade, pois todos querem economia.” Para facilitar a vida do cliente, a Languiru desenvolveu caixas para acondicionar seis unidades do produto, o que facilita

o

Leite Mimi, primeiro cliente da Intermarketing Brasil, desenvolveu embalagem secundária para facilitar exposição no varejo

embalagem secundária para facilitar exposição no varejo a exposição no ponto-de-venda e o transporte para casa.

a exposição no ponto-de-venda e o transporte para casa.

a exposição no ponto-de-venda e o transporte para casa. 24 Embalagem Marca maio 2008

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Poliestireno também tem sede

Basf alardeia vantagens de uso da resina para garrafas de lácteos

Um dos esforços da química alemã Basf na seara das embalagens é a difusão do poliestireno na fabricação de garrafas para leites e iogurtes para beber. Com apoio da austríaca Alpla, importante produtora de embalagens plásticas para bebidas (e com forte atuação no Brasil), a empresa vem divulgando desde o fim de 2007 gar- rafas para lácteos moldadas com um poliestireno resistente ao impacto (PS- I) especialmente desenvolvido para esse tipo de aplicação – o BX 3580. Segundo a Basf, o material pode ser processado por sopro convencional ou por injeção-estiramento-sopro (ISBM) nas mesmas máquinas para

PET, trazendo uma vantagem em relação a este: a densidade menor do poliestireno pode resultar em enxu- gamento de até 25% no desembolso com material. “A economia também decorre de o poliestireno demandar menos ar comprimido para o sopro e, ao contrário do PET, não precisar ser pré-aquecido”, diz Jaroslaw Michniuk, diretor de marketing da área de estirê- nicos da Basf na Alemanha. Nas ações de divulgação, as garrafas de PS-I vêm sendo decoradas com rótulos termoencolhíveis produzidos com o co-polímero Styrolux HS 70, novidade com alto índice de contração e alta transparência. (GK)

produzidos com o co-polímero Styrolux HS 70, novidade com alto índice de contração e alta transparência.

didos pelos fabricantes de cartonadas assépticas. Não deixa de ter peso, também, a lembrança feita pela diretora de marketing da Tetra Pak, Heloísa Rios, de que hábitos mais sofisticados adquiridos pelo consumidor não são fáceis de reverter (ver quadro na página 22).

Colômbia, um mercado a imitar?

A Colômbia é vista como uma espécie de vitri- ne no que se refere às embalagens flexíveis. Segundo o diretor da Intermarketing Brasil, tudo começou com a adoção, pelo governo colombiano, de normas que estabeleciam um shelf life mínimo de sessenta dias para os lei- tes longa vida vendidos no país. Iniciaram-se desenvolvimentos que resultaram na criação de embalagens flexíveis com sete camadas e na ampliação da vida útil do leite para até 120 dias. “Atualmente, 85% do mercado de longa vida da Colômbia estão em flexíveis”, conta Venezia. O executivo acredita que esse exemplo, replicado no leste europeu, principalmente na Rússia e em alguns mercados emergentes da Ásia, como a China, pode ser repetido no Brasil, em maior ou menor escala. Tal façanha alcançada pelos pouches assép- ticos no país vizinho, no entanto, só foi possí- vel após a adesão de um grande player local,

conforme lembra o diretor de negócios Brasil da DuPont, Sérvulo Dias Silva. A Colômbia é hoje o maior mercado da empresa no segmento

de flexíveis para leite longa vida. No Brasil,

a DuPont ainda procura decolar. “Esse é um

mercado lento porque ainda existe barreira por parte do consumidor, que não entende que o pouch confere a mesma qualidade, segurança e durabilidade ao leite que as embalagens carto-

nadas”, pondera Silva. Por isso, ele acredita que

a adoção do pouch por uma grande empresa de

latícinios seria capaz de mudar essa realidade. O executivo da DuPont acredita que a oportunidade no Brasil para a solução flexível

é gigantesca, pela grande presença de consumi-

dores de leite nas classes C, D e E. “Para esse público, centavos fazem a diferença”, ele con- sidera. “Ter uma embalagem mais barata, que consegue levar para a gôndola um produto com qualidade e menor preço, é sempre vantajoso.” Por esse e por outros motivos que prefere não revelar, o executivo arrisca uma perspectiva oti- mista para os pouches no curto prazo, estimando

que a embalagem tem potencial para abocanhar 20% do mercado. “E, em médio prazo, nos pró- ximos cinco a dez anos, um ambiente cômodo poderá favorecer uma virada de conceito igual à que ocorreu na Colômbia.” É ver para crer.

igual à que ocorreu na Colômbia.” É ver para crer. Alpla (11) 2104-1400 www.alpla.com Basf (11)

Alpla

(11) 2104-1400

www.alpla.com

Basf

(11) 3043-3929

www.basf.com.br

DuPont 0800 17 1715 www.dupont.com.br

Intermarketing Brasil (11) 4133-4188 www.intermarketingbrasil.com.br

Plastrela

(51) 3720-1122

www.plastrela.com.br

SIG Combibloc

(11) 2107-6744

www.sig.biz/brasil

Tetra Pak

(11) 5501-3200

www.tetrapak.com.br

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PANORAMA    MOVIMENTAÇÃO NO MUNDO DAS EMBALAGENS E DAS MARCAS MARKETING Os produtos

PANORAMA

PANORAMA    MOVIMENTAÇÃO NO MUNDO DAS EMBALAGENS E DAS MARCAS MARKETING Os produtos do

MOVIMENTAÇÃO NO MUNDO DAS EMBALAGENS E DAS MARCAS

 MOVIMENTAÇÃO NO MUNDO DAS EMBALAGENS E DAS MARCAS MARKETING Os produtos do ano Primeira edição

MARKETING

Os produtos do ano

Primeira edição brasileira do prêmio internacional distingue 32 itens

Criado na França em 1987 e hoje presente em 22 países, o Produto do Ano, instrumento para destacar lançamentos em bens de consu- mo de massa, acaba de divulgar os 32 vencedores de sua primeira edição brasileira (veja a lista abai- xo). Escolhidos pela percepção de inovação por um júri e por mais de 5 000 consumidores, resultado de uma pesquisa nacional feita pelo Ibope, tais produtos poderão utilizar, por um ano, um selo dis- tintivo da premiação. “Nos países europeus, onde o Produto do Ano já é uma tradição, os artigos elei- tos têm um expressivo aumento nas vendas entre 10% e 60%, ganhando espaço e capacidade de negociação junto às cadeias do

varejo”, afirma Henry Araújo, da Produto do Ano Brasil Consultoria em Marketing, gestora da iniciativa. Algumas empresas já estampam o selo nas embalagens de seus produtos vencedores, como a Femsa, em ação localizada, com sua cerveja Sol Shot. O Brasil é o primeiro país latino-americano a receber o Produto do Ano, que no próximo ano será estendido tam- bém aos Estados Unidos, Áustria, Suíça, Índia, África do Sul, México, Argentina e Chile. As inscrições para a edição 2009 do prêmio já estão abertas. Mais informações no site www.produtodoano.com.br.

Sol Shot: uma das inovações aclamadas pelos consumidores

Sol Shot: uma das inovações aclamadas pelos consumidores Produto Vencedor Marca Categoria Empresa

Produto Vencedor

Marca

Categoria

Empresa

Cappuccino Decaf

3

Corações

Cappuccino

Café Três Corações

Achocolatto

3

Corações

Achocolatados

Café Três Corações

Café Descafeinado

3

Corações

Descafeinado

Café Três Corações

Picanha Fine Burguer by Alimenta

Alimenta

Refeições Rápidas

Elasa Elo Alimentação S/A (Alimenta)

Lasanha Pizzaiolo

Batavo

Pratos Prontos

Perdigão Agroindustrial S.A.

Almôndega Bovina ao Molho Sugo

Batavo

Carne

Perdigão Agroindustrial S.A.

Bic Comfort 3

Bic

Barbeadores

Bic Brasil S/A

Gama de Cremes de Barbear Bic for Men

Bic

Cremes de Barbear

Bic Brasil S/A

Linha Verniz & Cor

Colorama

Esmaltes

L’Oréal Brasil Comercial de Cosmético Ltda

Suco Tropical Petit Jus Light

Cotoches

Sucos Light

Maroca e Russo Ind. E Com. Ltda

Café Estrada Real

Fino Grão

Café

Veloso & Tavares Indústria de Alimentos Ltda- Fino Grão

Garnier Fructis Oil Repair

Garnier Fructis

Cuidados Capilares Tradicionais

L’Oréal Brasil Comercial de Cosmético Ltda

Garnier Nutrisse Marrons Sedutores

Garnier Nutrisse

Coloração

L’Oréal Brasil Comercial de Cosmético Ltda

Talento

Garoto

Chocolates e Bombons

Chocolates Garoto S/A

Blend Cobertura de Chocolate ao Leite 1kg

Garoto

Chocolate Culinária Barra

Chocolates Garoto S/A

Harpic Max Lavanda

Harpic

Higiene Sanitária

Reckitt Benckiser

Cerveja Itaipava Premium lata 350ml

Itaipava

Cervejas Premium

Cervejaria Petrópolis S/A

Leite Fermentado Itambito

Itambé

Iogurtes e Leites Fermentados

Cooperativa Central do Produtores Rurais de Minas Gerais Ltda- Itambé

Linha Johnson’s Crescidinhos

Johnson’s Crescidinhos

Higiene Infantil

Johnson & Johnson

Linha Elsève Volume-Control

L´Oreal Paris Elsève

Cuidados Capilares Especiais

L’Oréal Brasil Comercial de Cosmético Ltda

Preparado Sólido para Refresco (sabores)

MID

Refrescos em Pó

Ajinomoto Interamericana Ind. Com. Ltda

Mortein Noite Tranqüila

Mortein

Inseticidas

Reckitt Benckiser

Aparelho de Depilar Areas Íntimas Personna B´Kini

Personna

Acessórios Femininos

American Safety Razor do Brasil Ltda

Tempero Sazón Sabor do Nordeste

Sazón

Temperos

Ajinomoto Interamericana Ind. Com. Ltda

Bebida a Base de Soja

Shefa

Bebidas à Base de Soja

Agropecuária Tuiuti Ltda

Sol Shot

Sol

Cervejas Claras

Femsa Cerveja Brasil

Persona Speed 3 Feminino

Speed 3

Lâminas Depiladoras

American Safety Razor do Brasil Ltda

Vanish (Poder O2 Multi e Poder O2 Crystal White)

Vanish

Tira Manchas

Reckitt Benckiser

Veet Kit Rasera

 

Veet

Loções Depiladoras

Reckitt Benckiser

Veja Multi-Uso Maçã Verde

Veja

Limpadores Multiuso

Reckitt Benckiser

Veja Limpeza Pesada Maçã Verde

Veja

Limpeza Pesada

Reckitt Benckiser

Vono Sopa Individual

Vono

Sopas

Ajinomoto Interamericana Ind. Com. Ltda

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FOTOS: DIVULGAÇÃO

Edição: GUILHERME KAMIO guma@embalagemmarca.com.br

SETOR

Mais dois anos para Peres

Executivo da Klabin se reelege como presidente da Associação Brasileira de Embalagem

Diretor de Sistemas de Embalagem da Klabin, o engenheiro Paulo Sergio Peres foi reeleito presi- dente da Associação Brasileira de Embalagem (Abre). Na mesma eleição, ocorrida em 26 de março último, a entidade também definiu os cinqüenta membros dos seus conselhos administrativo, fiscal e representativo. O novo mandato de Peres na Abre vai até 2010, mesmo ano em que se encerra sua gestão paralela na presi- dência da Associação Brasileira do Papelão Ondulado (ABPO). EMBALAGEMMARCA conversou com o executivo a respeito de sua ree- leição.

De forma sucinta, quais desafios a indústria nacional de embalagens deverá enfrentar nos próximos dois

anos, biênio que coincide com seu segundo mandato como presidente da ABRE? A indústria nacional de embala- gens, como a indústria brasileira em geral, terá que estar preparada para enfrentar a concorrência inter- nacional com custos, serviços e qualidade competitivos devido ao real fortemente apreciado. De outra parte, temos o desafio de cons- tantemente reforçar perante o mer- cado e sociedade a importância estratégica da embalagem. A falta desta ou sua utilização inadequada representam aumentos significati- vos de perdas de produtos, risco de contaminação, custos maiores no sistema de logística e distribui- ção e menor conveniência e quali- dade de vida à população.

A campanha “Embalagem: tá na cara que é bom”, instituída em sua gestão como ação de promoção setorial junto ao consumidor final, já apresentou resultados? Os resultados não são quantifi- cáveis, mas podemos dizer, sim, que têm sido positivos. As visitas ao site da campanha, 79 000 até o momento, demonstram que ela está frutificando e que um novo público está construindo uma visão do real papel da embalagem. O site traz um linguajar e dire- cionamento para consumi- dores que em geral têm pouco conhecimento de particularidades, desa- fios, avanços ou mesmo limitações do setor, para que eles pos- sam ter uma melhor interação com as embalagens.

desa- fios, avanços ou mesmo limitações do setor, para que eles pos- sam ter uma melhor

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limitações do setor, para que eles pos- sam ter uma melhor interação com as embalagens. www.embalagemmarca.com.br

FOTOS: DIVULGAÇÃO

FOTOS: DIVULGAÇÃO PANORAMA    MOVIMENTAÇÃO NO MUNDO DAS EMBALAGENS E DAS MARCAS PLÁSTICOS

PANORAMA

FOTOS: DIVULGAÇÃO PANORAMA    MOVIMENTAÇÃO NO MUNDO DAS EMBALAGENS E DAS MARCAS PLÁSTICOS

MOVIMENTAÇÃO NO MUNDO DAS EMBALAGENS E DAS MARCAS

PLÁSTICOS

Integração e ações em pauta

Plastivida amplia iniciativas em prol do consumo responsável dos plásticos

Na Argenplás 2008, feira do setor plásti- co ocorrida no fim de março em Buenos Aires, a Plastivida firmou acordo com entidades congêneres de Argentina, Colômbia, Chile e Equador para formar a Rede Sul-Americana de Plásticos, com o intuito de promover a imagem dos plás- ticos no continente. A Rede permitirá um intercâmbio permanente de informações sobre plásticos e seu uso pós-consumo em cada um dos países, e será coorde- nada em regime de rodízio semestral. Em outubro, a Plastivida brasileira assu- me a gerência da Rede da Plastivida argentina. No Brasil, a Plastivida continua a

da Plastivida argentina. No Brasil, a Plastivida continua a apoiar, ao lado do Instituto Nacional do

apoiar, ao lado do Instituto Nacional do Plástico (INP) e a Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief), o Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas, que prevê a subs-

tituição das sacolas dos supermercados por modelos mais resistentes ainda neste primeiro semestre. As novas saco- las poderão proporcionar redução de 30% no consumo de embalagens para boca-de-caixa. Em paralelo, a Plastivida continua distribuindo o livro Lalá e a Sacolinha Falante, que estimula pais e filhos a praticar a separação do lixo doméstico e a coleta seletiva (na foto). Publicado pela Editora Riani Costa, o livro é todo produzido com filme plástico transparente (polietileno linear de baixa densidade), impresso em flexografia (seis cores) pela fabricante de embala- gens Ladal, de Rio Claro (SP).

MATERIAIS

Turbo no PP

Com nova unidade, Braskem brande a liderança no mercado latino-americano de polipropileno

Em solenidade que contou com a pre- sença do presidente Lula, a Braskem inaugurou no dia 25 de abril sua nova planta industrial de polipropileno (PP) em Paulínia, interior paulista. Com a fábrica, a Braskem ganha 350 000 toneladas anuais a mais em capacida- de de produção de PP, uma das resi- nas que mais crescem em consumo no Brasil. Fruto de investimentos de 700

milhões de reais, a unidade de Paulínia foi projetada para utilizar propeno a partir de gás de refinaria, fornecido pela Petrobras por meio das controla- das Replan e Revap, ambas no estado de São Paulo. Combinada aos projetos de polímeros verdes a partir de etanol

FECHAMENTOS

Integração contra a umidade

Fármacos agora contam com tampas nacionais com adsorvente incorporado

Fármacos agora contam com tampas nacionais com adsorvente incorporado Especializada em soluções para prote- ger produtos farmacêuticos e vitaminas contra os efeitos nocivos da umidade, a SPL Dessecantes acaba de lançar a linha DesTamp de tampas plásticas com adsorvente integrado (gel de sílica). Até então a empresa trabalhava somente com receptáculos com adaptadores para aco- plamentos em sistemas de vedação de embalagens. Certificadas pelo FDA, as novas tampas antiumidade são adequa- das para frascos e ampolas de vidro, PET

e polietileno e podem ser fabricadas em polipropileno ou polietileno nos diâmetros de 28 milímetros (capaz de carregar até 1 grama de adsorvente) e de 31,5 milí- metros (até 2 gramas de adsorvente). As novidades também têm lacre antiviolação integrado, e foram expostas pela SPL na Interpack 2008, na Alemanha (veja repor- tagem na pág. 44). É a segunda vez que a empresa participa como expositora dessa feira de embalagem.

(11) 2119-1230 www.spldessecantes.com.br

e aos que deverão ser implantados na Venezuela à base de gás natural, a nova
e aos que deverão ser implantados
na Venezuela à base de gás natural,
a nova planta deverá contribuir para
reduzir pela metade a participação da
nafta no conjunto das principais maté-
rias-primas utilizadas pela empresa.
Novas tampas da SPL:
agora com dessecante
incorporado
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ENTREVISTA



MARCOS VINÍCIUS GUSMÃO NASCIMENTO

Competitividade ameaçada

Vice-presidente da associação que reúne os grandes consumidores industriais de energia diz que entraves ambientais e inércia do governo travam investimentos em hidrelétricas, reduzindo a força industrial do Brasil na competição internacional

BLOCO DE COMUNICAÇÃO
BLOCO DE COMUNICAÇÃO

embro atuante de uma M entidade interessada na garantia da oferta de energia competitiva para o desenvolvimento do

Brasil, Marcos Vinícius Gusmão Nas- cimento é um profissional preocupado com os rumos da indústria do país, aí incluído o setor de embalagem. Como vice-presidente da Associação Brasilei- ra dos Grandes Consumidores Indus- triais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace), ele tem uma visão não muito animadora do andamento de projetos voltados para a área energéti- ca, em especial aquilo que considera “a esterilização do invejável potencial hidrelétrico do Brasil”.

Por trás dessa tendência estariam, entre outros motivos, a inoperância governa- mental, projetos mal definidos, tributa- ção exacerbada e entraves burocráticos muitas vezes estimulados por organiza- ções não-governamentais (ONGs) cuja ideologia central seria bloquear a libe- ração do vasto potencial hídrelétrico e portanto do desenvolvimento do país. “Nenhum país se desenvolve sem uma indústria competitiva”, ele afirma. A entrevista com Gusmão Nascimen- to, que é responsável pelo setor de energia da Braskem, foi feita poucos dias depois da substituição de Marina Silva por Carlos Minc no Ministério do Meio Ambiente, quando eram inten- sas as especulações e palpites sobre o

possível encaminhamento das licenças ambientais para a construção de usi- nas hidrelétricas, sobretudo na região Norte do país. Falando na condição de diretor da Abrace, o entrevistado pre- feriu não se manifestar sobre os planos de Minc na área ambiental e quais suas conseqüências sobre o setor energético. “Vamos esperar para ver o que vem”, disse ele ao ser perguntado. (FP, WP)

Recentemente assistimos a uma pales- tra sua cujo título era “A Perda da Competitividade da Indústria Nacio- nal Frente aos Crescentes Preços da Energia”, em si mesmo uma afirma- ção. Quais as causas desse problema? Naquele momento falava especifica-

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mente sobre energia elétrica, embora o que acontece em termos de aumento de

preços atinja também o gás natural e o óleo combustível, que são praticamente

a matriz energética das grandes indús- trias. A causa dessa crescente perda de competitividade é um paradoxo:

o preço final da energia entregue na

fábrica está extremamente caro, mas culmina com um dos menores preços históricos de energia de todos os tem- pos. O preço de produção da energia é baixo e o preço final é alto.

Como se explica esse paradoxo? Depois do racionamento de 2001 houve sobra de energia, porque o país aprendeu a economizar. Houve a entra- da de vários projetos, acelerados para colaborar com o esforço de reduzir o peso do racionamento. Isso gerou um excedente e uma baixa do preço, que foi transformada em contratos no mer- cado livre. A energia tem o mercado regulado e o mercado livre, que cres- ceu muito. Foram feitos bons contratos nesse período, o preço da energia deu uma mergulhada. Mas tivemos eventos catastróficos. O primeiro, a valoriza- ção do real frente ao dólar. O preço da energia caiu, mas seu valor em dólar não. O efeito do câmbio tornou a energia mais cara em dólar. Outro é o uso indiscriminado dos encargos seto- riais. Tínhamos, até o início do atual governo, treze encargos setoriais. Dois foram extintos: os de energia emer- gencial e de capacidade emergencial, que são as térmicas a óleo combustível do antigo governo. Então temos onze encargos vigentes. Eles são aplicados, entre outros fins, para a eletrificação rural e a subvenção da baixa renda, paga por todos os consumidores. Só o consumidor de baixa renda paga menos por esse encargo (Conta de Desenvol- vimento Energético), criado no apagar das luzes do último governo.

Esse é apenas um. O senhor falou em mais de dez. O que compõe o preço da energia, além dos insumos? Tem a Conta de Consumo de Com- bustíveis, que banca a geração isolada na região Norte do Brasil. É uma geração caríssima e poluidora, e todo o país paga – consumidores residenciais, comerciais e industriais. Tem a Contri- buição Financeira para o Uso de Recur- sos Hídricos e várias outras. Além disso, as distribuidoras de energia tive- ram nos últimos anos uma valorização muito forte de seus ativos. A evolução dos preços da energia no Brasil tem duas vertentes: se a energia, cotada em

A Abrace em números

• 65 Associados (grandes grupos industriais) • 17% do total de energia elétrica consumida no Brasil, 66% do mercado livre de energia elétrica • 45% da fatia industrial no Brasil • Mais de 40% da energia térmica utilizada pela indústria brasileira • 27% do PIB Nacional

dólar, estava barata, os encargos seto- riais e o fio, que é o transporte, enca- receram absurdamente. O preço final da energia é composto por ela mesma, por seu transporte e pelo encargo seto- rial. O governo arrecada para políticas públicas via energia. Tudo somado, temos um dos preços de energia indus- trial mais altos do mundo.

Não existe uma norma segundo a qual toda energia no Brasil deve ter um preço igual para todos os setores? Por essa norma, a diferença de preço

entre o residencial, o comercial e o industrial seria dada pelos níveis de tensão, ou seja, pelo fio, pelo transpor- te. Isso foi uma política equivocada da agência reguladora (ANEEL), porque sem a indústria haveria um consumo de energia muito menos estável. A indús- tria tem de ter um preço de energia mais baixo mesmo. Mas com essa lógica da ANEEL, de que a diferença de preço tem de ser dada pelo transporte, o preço para a indústria também subiu, mais do que para residencial e comercial. Isso provocou essa explosão.

Há alguma medida governamental à vista para melhorar a situação? Os contratos assinados no período pós-racionamento foram bons. Eles estão terminando e já não há mais a sobra, porque a sobra levou a que não se fizessem grandes empreendimen- tos. Agora vamos ter a finalização de grandes hidrelétricas, como Jirau, que

acaba de ser leiloada, e Santo Antonio, leiloada no ano passado. Há poucos empreendimentos para serem feitos, o mercado está em ligeiro desequilíbrio

e não há como renovar contratos aos

preços anteriores. O dólar continua baixo, os encargos continuam eleva- díssimos. Há uma conta de consumo de combustíveis que está amarrada ao

óleo, que está amarrado ao petróleo, e

o petróleo está caro.

No caso dos encargos, o pretexto é que deles saem as políticas sociais. Quando se quer ter uma política de desenvolvimento para o Norte, deve- se ir ao Tesouro. Quando se quer financiar eletrificação rural, deve-se ir ao Tesouro. Quando se quer dar subvenção à baixa renda, deve-se ir ao Tesouro. Todas são políticas sociais, de desenvolvimento. Por que usar a energia como fonte de arre- cadação? Porque é fácil. Não tem

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como sonegar. Se o sujeito não pagar, ele não tem luz. Então ele paga. É a maneira mais simples e mais tran-

qüila de arrecadar, e é o serviço mais universalizado do Brasil. Só que gera uma distorção. Tudo poderia estar em impostos, mas acaba vindo para

a produção. É aí que há a perda de

competitividade. As grandes empre-

sas brasileiras estão saindo do país,

e encontram lá fora um cenário de energia melhor que o nosso.

O que levou a isso? Pois é. Que besteira fizemos para chegar a uma situação em que, com um potencial hidrelétrico imenso – e com custo de produção baixíssimo, porque vem de hidrelétricas antigas, já amortizadas – transformamos um ponto forte de competitividade num ponto de perda de competitividade?

O potencial remanescente, é grande? Não usamos nem um terço do potencial econômico, Do potencial técnico, não usamos nem um quarto.

Qual a diferença entre potencial eco- nômico e técnico?

O potencial bruto é medido pelas que-

das, pelas vazões, pelas bacias. Existe o potencial técnico, que é o que pode ser aproveitado com a tecnologia que se tem hoje. Pode-se inventar uma nova tecnologia, aí o potencial técnico avan-

ça sobre o bruto. Debaixo do potencial

técnico tem o econômico, porque o potencial técnico tem vários estágios:

tecnologia mais cara, tecnologia mais barata; uma usina que é mais fácil de fazer, uma que é mais difícil; uma que envolve maiores reparações ambien- tais, outra que não. O potencial econô- mico é o que pode ser feito agora com o

valor do dinheiro hoje, com as referên- cias que se tem hoje. E desse potencial

o Brasil não usa nem um terço. Temos

uma capacidade instalada em hidro da ordem de 70 gigawatts, e poderíamos fazer 200 gigawatts com o que tem aí. Seria suficiente para atender metade das nossas necessidades de 2050, se considerarmos que o Brasil evolui em

um estágio parecido com o da Itália e o da Espanha, países muito mais desen- volvidos. Se a população brasileira alcançar aquele patamar que mantém

a estabilização, com 270 milhões de

habitantes, e se atingirmos um nível de desenvolvimento equivalente aos des- ses países, com o potencial hídrico que temos hoje atenderemos metade das necessidades das gerações futuras.

Fora as usinas do rio Madeira há algo expressivo na área de energia?

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FONTE: ABRACE MAIO/08

Além de Santo Antonio e Jirau, no complexo Madeira, temos prontinho para ser leiloado Belo Monte, no rio Xingu (PA), que está no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). É uma usina fantástica. Mas poderia ser muito mais se não fossem as restrições ambientais. A Empresa de Pesquisa Energética vai mapear o rio Tapajós, a bacia do Uruguai e outros locais onde se poderia aplicar hidrelétricas. Mas há várias usinas travadas no órgão ambien- tal, quase todas no Centro-Oeste.

Isso parece ocorrer muitas vezes por influência de organizações não gover- namentais (ONGs). Qual o embasa- mento delas? Dizem que as hidrelétricas provocam impactos ambientais, que levam a uma

deterioração do ecossistema, à perda de

biodiversidade

mos cansados de saber. Aliás, sabemos mais de hidrelétricas do que ONGs. São organizações de países ricos, onde todos os potenciais hidrelétricos foram feitos, e ficaram ricos também por conta disso. Não entro no mérito de dizer que elas têm uma intenção oculta. Parto do princípio de que são simples- mente mal informadas e ideologica- mente direcionadas a uma situação que não é a mais adequada ao Brasil. Mas que realmente elas estão aqui para atrapalhar, estão. Várias áreas coloca- das como reservas ou como áreas de proteção ambiental estão localizadas na região Norte, justamente onde exis- tem os maiores potenciais hídricos, esterilizando qualquer possibilidade de o Brasil fazer hidrelétricas.

a tudo aquilo que esta-

O senhor diria que por trás disso há interesses contrários aos do Brasil? Claramente há interesse de não deixar que se desenvolva o potencial hidrelé- trico brasileiro. Qualquer um que some 2 mais 2 sabe disso. O que estamos

vendo é um entrave ao desenvolvimen-

to do Brasil, porque estão apostando em outras fontes que nós não temos

É de

deitar no chão e rolar de rir. A diferença dessas energias para a energia hidre- létrica é brutal. Só quem não entende nada de energia pode defender.

– energia eólica, energia

E a energia nuclear?

É uma fonte competitiva. É uma ener-

gia bem mais cara. Dizem que baixou de preço, que está mais segura. Eu gostaria de ver, porque tivemos um encarecimento de todos os sistemas energéticos do mundo por conta da elevação de preço das commodities. Está mais caro fazer uma planta a carvão, uma planta a gás ou uma hidre-

létrica do que estava alguns anos atrás. A razão é simples: estão mais caros

o cimento, o ferro, o aço, o cobre. A

opção no Brasil são as hidrelétricas, com a vantagem de que poderíamos usar nosso imenso potencial. Como já citei, temos metade dos nossos proble- mas resolvidos aqui e estamos jogando

isso fora por decisões de gabinete, por decisões de ONGs internacionais e até nacionais que não entendem absoluta- mente nada de energia, muito menos de hidrelétricas, muito menos de impacto ambiental, muito menos do que é uma visão empresarial sobre energia.

Além de preocupações de militares e da intenção do governo de fiscalizar ONGs que atuam nas fronteiras, há algum alerta? A Abrace tem levado suas preocupações ao governo? A Abrace tem feito um trabalho de mostrar isso ao governo, sem emitir qualquer juízo de valor sobre a atuação das ONGs. O interesse da Abrace é garantir a oferta de energia competitiva para o desenvolvimento do país, e isso passa pela indústria. Temos apontado que essa proliferação de áreas de pro- teção ambiental vai interferir na hora que forem feitos os leilões dos projetos de energia. Na verdade já interfere, com algumas hidrelétricas que não se consegue fazer no Araguaia, porque o Araguaia é intocável. Mas quem

Tarifas médias do setor industrial

250 250% 200 200% 150 150% 100 100% 50 50% 0 0% 2001 2002 2003
250
250%
200
200%
150
150%
100
100%
50
50%
0
0%
2001
2002
2003
2004
2005
2006
Tarifa Média (R$/MWh)
Aumento Acumulado

Industrial (R$/MWh)

IGP-M (Anual)

IPCA (Anual)

Industrial (Aumento)

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definiu isso? Foi alguém num gabi- nete. Ninguém consultou a população para ver se pode ou não pode. Tem pelo menos duas usinas importantes lá. No final do rio Tocantins também tem hidrelétricas importantes travadas por meia dúzia de índios. Se os índios forem deslocados e indenizados, vão gostar. Não há justificativa para se esterilizar uma riqueza do Brasil por conta de ideologias.

Mas não é fato que hidrelétricas cau- sam impacto ambiental? Quando vemos uma situação como a de agora, em que o país está crescendo, aparentemente em um ciclo sustentável de longo prazo, começamos a sentir que não tem energia para o desenvol- vimento. É mais fácil hoje fazer uma usina térmica a carvão, importando carvão, do que uma hidrelétrica. Claro que a hidrelétrica tem impacto ambien- tal. Aliás, o próprio ato de existir tem impacto ambiental. O ambientalista,

se for se levar ao pé da letra, tem de se suicidar, porque a existência dele causa impacto ambiental. Mas o ambientalis- ta não deixa de andar de avião, não deixa de andar de carro, não anda nu. Agora, quando ele não deixa o país se desenvolver, está deixando milhões de pessoas sem poder ter acesso àquilo a que ele tem acesso. Existem riquezas inimagináveis em cérebros que não têm a oportunidade de se desenvolver.

“ah, perdemos a cura do câncer,

Mas

que está na Amazônia!”. Cascata! Por que não estava na floresta européia que foi dizimada? A cura do câncer pode estar na cabeça de um garotinho favelado que não se alimenta, que não tem acesso à educação. Estamos cuidando de uma visão de um país que não se desenvolve. É a lógica do que foi destroçado no passado, é o estado estacionário. Só que quem é rico já está rico, quem é pobre fica pobre.

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Só que quem é rico já está rico, quem é pobre fica pobre. www.embalagemmarca.com.br maio 2008

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veja mais informações em www.embalagemmarca.com.br/entrevista105

FONTE: ABRACE MAIO/08

Em termos de consumo de energia

do

antigo, e nem sempre numa situ-

gás é caro, não serve para eletricidade

per capita o Brasil fica muito longe dos países desenvolvidos?

ação pior.

de base. O óleo combustível está caro, porque é atrelado ao petróleo. Vamos

O

consumo de energia por pessoa

Por que pode ser melhor?

precisar de que? De carvão. Nós temos

no Brasil é medíocre. Temos uma

Porque tem uma reserva de água, um

um carvão muito ruim em termos

população que não utiliza energia, e precisamos dar a ela acesso a esse bem. Isso vai gerar outros benefí-

local para atividade turística, água para irrigação, uma disciplina do regime de cheia do rio – para a frente e para trás

logísticos. Ele pode ser usado muito bem no Sul, mas não dá para transpor- tar para o Norte, pelas suas proprieda-

cios, como saúde, alimento. Uma

da

barragem. Na medida em que se

des. Então teremos de importar.

hidrelétrica tem impactos positivos. Ela é um acumulador de energia natural, não é só um sistema de pro-

controla a vazão elimina-se a possibili- dade de enchentes monstruosas, como acontecia em Volta Redonda (RJ) antes

Então, o grande potencial está nos recursos hídricos. Com as ameaças

dução. Uma das coisas mais difíceis

da

usina de Furnas. Uma hidrelétrica

que o senhor citou, em especial os

da

energia é acumular, e a hidrelétri-

pereniza a vazão dos rios. Há vários

encargos setoriais, há o risco de não

ca

acumula. Um lago é uma reserva

benefícios trazidos pela hidrelétrica

se construir mais usinas hidrelétricas

de

água, que é uma segurança para

que os ambientalistas não citam.

no país?

o país. Muda o ecossistema local,

Há. Não são só os encargos que atrapa-

mas não destrói a natureza. Muda-se

O senhor já descartou as alternativas

lham. A sede de arrecadação de impos-

ecossistema para outro. Mesmo

que um país desenvolva uma fonte fantástica de energia, limpa e barata,

o

eólica e solar. E as demais, como gás, óleo combustível, carvão e, repetimos, a nuclear?

tos também atrapalha. A quantidade de impostos que incide no nascimento de uma hidrelétrica ou termelétrica é

ninguém vai defender o fim dos lagos

A

nuclear é mais cara, mas temos

impressionante. Ninguém está pedindo

das hidrelétricas. Tentar mudar do

de

fazer. Felizmente pertencemos ao

uma reforma tributária. Nós defen-

ecossistema atual para o antigo cria um impacto tão grande ou maior do que foi no passado. Uma hidrelétrica afeta, sim, o meio-ambiente, mas deixa um ecossistema novo no lugar

seleto clube dos países que têm tecno- logia nuclear em eletricidade. Temos térmicas nucleares. Quem não tem hoje não vai encontrar facilidade para ter. Nós temos e podemos expandir. O

demos que sistemas energéticos não podem ter tributação na origem, senão, junto com as fundações, enterramos uma grande quantidade de impostos que vai ficar lá para sempre.

grande quantidade de impostos que vai ficar lá para sempre. Consumo de energia per capita -

Consumo de energia per capita - Países selecionados

1 Canadá

2

Suécia

3

EUA

4

Japão

5

Suíça

6

França

7

Alemanha

8

Holanda

9

Reino Unido

10

Espanha

11

Itália

12

Chile

13

Venezuela

14

Mundo

15

BRASIL

16

Argentina

17

China

18

Índia

16 000 14 000 12 000 10 000 8 000 6 400 kwh/hab. 6 000
16
000
14
000
12
000
10
000
8
000
6 400 kwh/hab.
6
000
4
000
2
000
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
0
kwh/hab.

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 TINTAS IMOBILIÁRIAS

Comunicação “na lata”

Empresa aposta em embalagens de tintas menos técnicas e mais emocionais

em embalagens de tintas menos técnicas e mais emocionais FOTOS: DIVULGAÇÃO um dos mercados que mais
em embalagens de tintas menos técnicas e mais emocionais FOTOS: DIVULGAÇÃO um dos mercados que mais
FOTOS: DIVULGAÇÃO
FOTOS: DIVULGAÇÃO

um dos mercados que mais cresce no Brasil, o de tintas imobiliárias, a palavra de ordem é inovar para se diferenciar da concorrência. O

setor, que movimentou 2,8 bilhões de reais em 2007, com alta de 6,8% em relação

a 2006, e produziu 800 milhões de litros, prevê

crescimento semelhante em 2008, de acordo com

a Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas

(Abrafati). É nesse cenário que a fabricante paranaense de tintas Hydronorth tenta se aproximar do con- sumidor final usando como arma as embalagens. Líder no mercado de resinas impermeabilizan- tes e dona das marcas Graffiato, de texturas, e Novopiso, de tintas para pisos, a empresa apresentou no final de abril sete lançamentos de produtos, o reposicionamento de outros dois e a reformulação geral de todas as embalagens. De acordo com o gerente de marketing da empresa, Fábio Munhoz, foi desenvolvida uma nova estratégia de gestão de marca. “Através de

pesquisas, constatamos uma nova oportunidade. Contratamos duas agências, a Packing, para criar o design, e a Ana Couto, especializada em branding, e começamos a trabalhar o conceito à luz das respostas que obtivemos nas pesquisas”,

N

Cor preta predominante e imagens de pessoas formam a nova identidade visual da Hydronorth

Ana Couto Branding & Design (11) 3089-4949 www.anacouto.com.br

Brasilata

(11) 3871-8500

www.brasilata.com.br

Cia. Metalgraphica Paulista (11) 2799-7900 www.cmp.ind.br

Packing Design

(11) 3074-6611

www.packing.com.br

Prada

(11) 5682-1000

www.cabenalata.com.br

ele diz. O resultado foram embalagens mais voltadas ao consumidor final. “As novas latas contam com informações simples e diretas expli- cando o que vai dentro e a função do produto. As embalagens falam a língua do consumidor, sem chance de ele levar para casa algo que não atenda sua real necessidade.” Diante de uma situação em que o nível de informação do con- sumidor é baixo, um dos caminhos adotados nas novas embalagens foi uma linguagem mais

direta, “menos ‘tintês’”, como diz o executivo da empresa. “Normalmente, as embalagens trazem expressões que o mercado criou há décadas e que todo mundo fala, mas não sabe o que é”. As novas embalagens têm duas faces integra- das: de um lado, a ilustração de uma superfície que pode ser pintada, como uma parede, um piso

e um telhado, e do outro, imagens de pessoas.

Como o principal produto da marca – a resina impermeabilizante – tinha a embalagem preta, a cor agora é predominante nas latas de todos os produtos. Quando colocadas umas ao lado das outras, as embalagens criam uma “massa visual” que chama a atenção no ponto-de-venda. Um dos principais desafios do projeto foi “transportar

para a nova linha os mesmos atributos das linhas

já consagradas”, explica Carlos Zardo, diretor da

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Packing. A tipologia escolhida também reflete

a força da marca. “A embalagem garante ao

produto muita força visual no ponto-de-venda justamente por fugir da linguagem da categoria e adotar o preto como referência”, afirma Zardo. As pesquisas realizadas pela empresa mos- traram que a mulher é quem decide na hora da compra, mesmo no segmento de tintas. “Por isso ela precisa ser atingida por nossa mensagem”, ressalta Fábio Munhoz. Todas as embalagens da Hydronorth trazem o passo a passo para o pro- cesso de aplicação em uma linguagem simples que visa explicar a destinação do material. Com a nova estratégia de marca, os home centers estão na mira da empresa, por serem

o canal que mais gera experiência com o con-

sumidor, pois trabalham no sistema de auto- serviço. “O contato com a embalagem é muito mais intenso que em uma loja de tintas, onde o balconista indica o produto”, explica Munhoz. “O consumidor acaba nem sabendo o que levou. Nos home centers, acreditamos ter a oportunida- de de fazer uma entrega muito mais direta. Daí

Novas embalagens eliminam o “tintês” e vão direto ao assunto

embalagens eliminam o “tintês” e vão direto ao assunto nasceu a oportunidade de fazer uma linguagem

nasceu a oportunidade de fazer uma linguagem mais objetiva, mais humanizada, mais próxima do consumidor.” Mas pintores e vendedores não foram esquecidos. “Esses profissionais terão mais respaldo para orientar seus clientes”, argu- menta o gerente de marketing da Hydronorth. ABrasilata, que já era parceira da Hydronorth, a Prada e a Cia. Metalgraphica Paulista (CMP) produzem as três opções de embalagens: latas de aço de 18 litros, de 3,6 litros (galão) e de 900 mililitros. (FP)

produzem as três opções de embalagens: latas de aço de 18 litros, de 3,6 litros (galão)
produzem as três opções de embalagens: latas de aço de 18 litros, de 3,6 litros (galão)
produzem as três opções de embalagens: latas de aço de 18 litros, de 3,6 litros (galão)
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FOTOS: NOVAMONT

 ESPECIAL: INTERPACK 2008

FOTOS: NOVAMONT  ESPECIAL: INTERPACK 2008 Azul, amarela e verde Interpack 2008 coloca as embalagens
FOTOS: NOVAMONT  ESPECIAL: INTERPACK 2008 Azul, amarela e verde Interpack 2008 coloca as embalagens
FOTOS: NOVAMONT  ESPECIAL: INTERPACK 2008 Azul, amarela e verde Interpack 2008 coloca as embalagens

Azul, amarela e verde

Interpack 2008 coloca as embalagens ambientalmente mais amigáveis em primeiro plano, espelhando seus notáveis avanços – mas também seus desafios

Por Guilherme Kamio, de Düsseldorf

O
O

que já se desenhava nas duas edi- ções anteriores da Interpack, gran- diosa mostra tecnológica da indús- tria de embalagens realizada a cada três anos na Alemanha, se consoli-

dou na sua versão de 2008, ocorrida entre os dias 24 e 30 de abril último. Sustentabilidade deixou de ser mais um entre outros importantes tópícos do evento, como fora até então, para engolfá-los, transformando-se no seu principal motor. De uma ou de outra forma, a maioria dos 2 744 estandes montados no Centro de Exposições de Düsseldorf buscava promover maneiras de tornar produtos mais “verdes” sob o prisma da embalagem. Se em outras ocasiões as reduções do con- sumo energético de máquinas eram brandidas por seus fabricantes basicamente como alívios para o bolso dos clientes, desta vez também as foram, por embocadura revisada, como alívios para a natureza. Diversas consultorias ofereciam projetos de embalagem lastreados no chamado ecodesign. Contudo, como esperado, as matérias- primas e embalagens biodegradáveis e de origem natural renovável, alternativas àquelas baseadas em plásticos convencionais, roubaram a cena. Reprisando o que já sucedera nas Interpacks de 2002 e de 2005, porém desta vez com tama- nho e promoção extras, a organizadora Messe Düsseldorf dedicou a tais soluções um espaço exclusivo. Nomeado Bioplastics in Packaging, esse local reunia soluções ambientalmente mais amigáveis em acondicionamento de produtos desenvolvidas por quarenta fornecedores. Por um lado, esse apêndice serviu para carim- bar de vez que embalagens plásticas para bens de largo consumo originadas da agricultura não são mais sonhos de ecologistas desvairados. Hoje, elas são tecnologicamente exeqüíveis, e suas compatibilidades com processos clássicos de transformação se afinam cada vez mais. Mas

clássicos de transformação se afinam cada vez mais. Mas como nem tudo são flores, a Interpack

como nem tudo são flores, a Interpack 2008 tam- bém deixou claro que oferta e preço, as velhas variáveis inversamente proporcionais, ainda não acompanham todo o dinamismo em P&D (muito embora fosse martelado durante o evento, sem divulgação de números absolutos, que o mercado global para os biopolímeros venha crescendo ano após ano, em volume, a taxas superiores a 20%). “Boa parte das propostas é industrialmente convincente, só que inviável em custo e de dispo- nibilidade duvidosa”, comenta uma executiva de uma grande empresa brasileira consumidora de embalagens, presente ao evento e que pede para não ser identificada. Para se ter idéia, uma das principais vedetes em bioplásticos, o PLA (ácido polilactídeo) – um polímero semicristalino derivado do amido de milho e adequado para moldagem de recipientes e extrusão de filmes – vive tamanha demanda reprimida que popularizou entre seus transforma- dores a seguinte tirada espirituosa: “Nós temos

Arte produzida com espumas confeccionadas com biopolímero de amido expandido: um exemplo de “plástico verde” adequado à moldagem de embalagens

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FOTOS: RENE TILLMANN / MESSE DUESSELDORF

 ESPECIAL: INTERPACK 2008

produto, só não temos matéria-prima

ilustre fabricante de PLA, a NatureWorks LLC, joint venture entre a americana Cargill e a japo- nesa Teijin, fez questão de salientar na Interpack 2008 um iminente aumento significativo da capa- cidade produtiva da sua fábrica de Nebraska, nos Estados Unidos. A promessa é de que, com mais fôlego, o preço do material baixe dos atuais cerca de 3 dólares o quilo. “Existe, sem dúvida, um gargalo na oferta,

e isso pode ser particularmente frustrante na Europa, onde o uso de embalagens ecologica- mente mais corretas é incentivado como em nenhuma outra região”, confessa Harald Käb, diretor do conselho da European Bioplastics,

entidade promotora dos “plásticos verdes” no Velho Continente. “No entanto, os anúncios de startups produtivos ou de expansões feitos nos últimos doze meses pelos fornecedores são alentadores e, se todas as expectativas forem confirmadas, a capacidade global de produção pode ser quadruplicada até 2011, atingindo bons milhões de toneladas.” Käb alude a outras iniciativas além daquela da NatureWorks LLC. A alemã Basf anunciou planos para expandir o output do seu plástico Ecoflex – baseado em petroquímica, porém rápi- da e totalmente biodegradável por compostagem industrial – de 14 000 para 60 000 toneladas

”. A mais

anuais até 2010, e estuda turbinar a produção do Ecovio, mistura do Ecoflex com PLA. A italiana Novamont também garante o incremento produ- tivo de sua linha de bioplásticos Mater-Bi, com- postos por blendas de amido. “Ademais, novos materiais como o PHA* estão na boca do forno, nomes expressivos como a DuPont entraram no jogo e a Dow Crystalsev e a brasileira Braskem anunciaram recentemente que produzirão polieti- leno de etanol num futuro próximo”, entusiasma-

se o diretor da European Bioplastics.

*N. da R.: polihidroxialcanoato, poliéster bio- degradável obtido do milho e adequado para sopro, termoformagem e extrusão, previsto para entrar em comercialização no fim de 2008. Resultado de uma joint venture entre as america- nas Metabolix e Archer Daniels Midland (ADM), a resina terá uma fábrica nos Estados Unidos com capacidade para 45 000 toneladas anuais

Afora as questões momentâneas de disponibi- lidade e preços, tais novidades certamente terão à frente novos desafios. Duas inquietações já pairam sobre eles. A primeira, se os bioplásticos poderão ser negligenciados numa queda-de-braço com os biocombustíveis, igualmente emergentes na agenda da sustentabilidade e também depen- dentes de matéria-prima orgânica. A segunda é se neles poderá recair a pecha de usurpadores de terras que poderiam produzir alimentos, como já acontece com a cana-de-açúcar e o milho planta- dos para a geração de combustíveis. Enquanto sobre essas dúvidas só resta espe- rar, EMBALAGEMMARCA detalha, a seguir, algu- mas das novidades “verdes” apresentadas na Interpack 2008.

das novidades “verdes” apresentadas na Interpack 2008. Embalagens rígidas e flexíveis “verdes” não são mais
das novidades “verdes” apresentadas na Interpack 2008. Embalagens rígidas e flexíveis “verdes” não são mais
das novidades “verdes” apresentadas na Interpack 2008. Embalagens rígidas e flexíveis “verdes” não são mais
das novidades “verdes” apresentadas na Interpack 2008. Embalagens rígidas e flexíveis “verdes” não são mais
das novidades “verdes” apresentadas na Interpack 2008. Embalagens rígidas e flexíveis “verdes” não são mais

Embalagens rígidas e flexíveis “verdes” não são mais sonhos de ecologistas

flexíveis “verdes” não são mais sonhos de ecologistas Os mais de 179 000 visitantes registrados pela

Os mais de 179 000 visitantes registrados pela Interpack 2008 ao longo de sete dias

registrados pela Interpack 2008 ao longo de sete dias tiveram a oportunidade de acompanhar inovações em

tiveram

a oportunidade de acompanhar inovações em bioplásticos num espaço dedicado

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“Valorizando a Qualidade e Proteção de seus produtos”

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A EMCR, uma empresa com uma his- tória de mais de 10 anos no mercado
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A EMCR, uma empresa com uma his-

tória de mais de 10 anos no mercado de in- dução, fabricante de Seladoras de Tampas por Indução para selos de alumínio, venda de peças, assistência técnica e reforma de sistemas de selagem em geral e Poli Paper, conceituada empresa do ramo de fabrica- ção de selos para vedação de frascos entre outros produtos.

Contando com equipes técnica e co- mercial com grande experiência no merca- do, a EMCR e a Poli Paper vêm, desde já, colocar à inteira disposição todos os conhe- cimentos e estrutura para suprir as necessi- dades de seus parceiros.

e estrutura para suprir as necessi- dades de seus parceiros. A selagem de tampas por indução

A selagem de tampas por indução é o

método mais eficaz para a vedação de re- cipientes plásticos e de vidro. Esta é, sem dúvida, a tecnologia com o melhor custo- benefício do mercado garantindo, além dis- so, o máximo de proteção aos produtos de sua empresa.

Nenhum outro método preserva a qualidade e a integridade dos produtos com a mesma confiabilidade. Além de evitar contaminações e vazamentos, a selagem por indução é tão eficiente que aumenta sensivelmente a conservação dos produtos, prolongando assim o prazo de validade dos mesmos, sendo indicado para as indústrias de produtos alimentícios, químicos, petro- químicos, lubrificantes, cosméticos, farma- cêuticos, laticínios e bebidas (sucos, isotô- nicos, água mineral, etc

químicos, lubrificantes, cosméticos, farma- cêuticos, laticínios e bebidas (sucos, isotô- nicos, água mineral, etc

 ESPECIAL: INTERPACK 2008

 ESPECIAL: INTERPACK 2008 Duas ações com PLA Associação da americana Cargill com a japo- 1
Duas ações com PLA Associação da americana Cargill com a japo- 1 nesa Teijin, a
Duas ações com PLA
Associação da americana Cargill com a japo-
1 nesa Teijin, a NatureWorks LLC, fabricante de
um dos bioplásticos mais famosos do mundo,
o PLA (ácido polilactídeo, derivado do amido
de milho), aproveitou a Interpack 2008 para
duas ações. A primeira: reiterar que está perto
de aumentar a produção da sua fábrica nos
Estados Unidos, a fim de abrandar a demanda
reprimida – iniciativa estratégica, uma vez que
indústrias européias são as mais entusiasma-
das com o material. A segunda: consolidar
a marca Ingeo, antes utilizada somente para
fibras, como guarda-chuva para soluções
em geral alicerçadas em seu polímero. Para
reforçar a iniciativa, a empresa apresentou
uma “Galeria Criativa Ingeo”, com sete novi-
dades. Entre elas, as embalagens para a linha
de batons Plant Love, da canadense Cargo
Cosmetics, brandidas como as primeiras do
gênero (foto 1), e as garrafas moldadas por
sopro utilizadas pela italiana Sant’Anna para o
acondicionamento de águas minerais (foto 2).
Garantindo boa processabilidade e barreiras
a aromas e sabores, o PLA pode substituir o
PET a contento em garrafas de bebidas. Sua
popularização, porém, depende de oferta – e,
conseqüentemente, preço menor.
www.natureworksllc.com
2
Proposta de conjugação Uma das maiores fornecedoras européias de embalagens plásticas rígidas e cartonadas, a
Proposta de conjugação
Uma das maiores fornecedoras européias de embalagens plásticas
rígidas e cartonadas, a austríaca Greiner demonstrou na Interpack
2008 como a integração dessas duas competências pode gerar con-
ceitos mais amigáveis ao ambiente no acondicionamento de alimen-
tos. A empresa reforçou a promoção do k3, uma linha de recipientes
que podem ser fabricados com PLA (ácido polilactídeo) ou com PET
reciclado pós-consumo, e decorados sem colagem com mangas de
papel cartão facilmente destacáveis por meio de uma tira serrilhada.
“A idéia combina o uso de plásticos menos agressivos à natureza
com a fácil separação dos materiais com vistas à reciclagem”, afirma
Kenneth Boldog, gerente de marketing da Greiner. Segundo ele, é
possível empregar cartão reciclado como rótulo, e a Greiner conduz
pesquisas ostensivas para coadunar suas tecnologias com os bio-
plásticos. A combinação de copos com rótulos plásticos é indicada
para bebidas e alimentos como iogurtes e sobremesas lácteas.
www.greiner-gpi.com
Termoencolhíveis de PLA Referência em rótulos plásticos termoencolhíveis, a multina- cional francesa Sleever
Termoencolhíveis de PLA
Referência em rótulos plásticos termoencolhíveis, a multina-
cional francesa Sleever International destacou na Interpack
2008 o Biosleeve, filme para heat shrink labels produzido com
PLA (ácido polilactídeo). Pela confecção com material origi-
nado do amido de milho, o produto é totalmente biodegra-
dável. De acordo com Pascal Leroy, gerente de marketing da
Sleever International, o novo material apresenta performance
“quase idêntica” às dos filmes clássicos mais sofisticados
empregados no sistema de decoração. “O índice de contra-
ção é satisfatório para a maioria dos formatos de embalagem
atualmente encontrados”, diz o executivo. Como parte de
uma política em prol da sustentabilidade, a Sleever também
afirma agora imprimir seus rótulos com tintas solvent-free,
cuja produção não emite compostos orgânicos voláteis
(VOCs). As tintas podem ser aplicadas em rotogravura, flexo-
grafia UV e serigrafia.
www.sleever.com • No Brasil: (11) 2303-2337
FOTOS: DIVULGAÇÃO

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Avanços em bandejas compostáveis Bandejas para alimentos estão entre as emba- lagens que mais progrediram
Avanços em bandejas compostáveis Bandejas para alimentos estão entre as emba- lagens que mais progrediram
Avanços em bandejas compostáveis Bandejas para alimentos estão entre as emba- lagens que mais progrediram
Avanços em bandejas compostáveis Bandejas para alimentos estão entre as emba- lagens que mais progrediram
Avanços em bandejas compostáveis
Bandejas para alimentos estão entre as emba-
lagens que mais progrediram com base em
biopolímeros. Usos em produtos frescos, de vida
curta, ajudaram na sua popularização na Europa,
muitas vezes por iniciativas de cadeias varejistas.
Progressivamente, no entanto, surgem bandejas
adequadas a aplicações mais sofisticadas. A
italiana Coopbox, que brande o pioneirismo na
produção de bandejas de PLA (ácido polilactí-
deo, polímero de amido de milho) expandido, fez
promoção de novas versões dessas embalagens
biodegradáveis (foto 1), agora com barreira, para
suportam altas temperaturas e podem ser utili-
zadas em fornos convencionais de microondas.
Assim como os modelos da Coopbox, permitem
selagem a quente e são compatíveis com equipa-
mentos standard de processamento e selagem. A
Roots Biopack, aliás, ganhou o noticiário nacional
em meados de 2006 ao manifestar interesse
em construir uma fábrica no Brasil. A empresa
não respondeu às consultas de EMBALAGEMMARCA
sobre o andamento de tal projeto.
www.coopbox.it
www.rootsbiopack.com
2
o
acondicionamento de carnes e outros alimentos
in
natura sob atmosfera modificada (MAP).
1
A
Roots Biopack, de Hong Kong, informava
na feira que sua extensa linha de bandejas
fabricadas a partir da cana-de-açúcar também
é adequada para embalagens com MAP. (foto
2) Certificadas como compostáveis e aptas ao
contato com alimentos, as bandejas da Roots
Biopack são à prova d’água e de gorduras,

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 ESPECIAL: INTERPACK 2008

De milho, mas milho sem modificação genética Reforçando seu investimento em “plásticos verdes”, a DuPont
De milho, mas milho sem modificação genética
Reforçando seu investimento em “plásticos verdes”, a DuPont lan-
çou na Interpack 2008 duas novidades à base de amido de milho,
respaldadas por sua marca guarda-chuva de biopolímeros Biomax e
frutos de um acordo tecnológico fechado com a australiana Plantic.
O Biomax TPS, composto por 85% a 90% de material renovável, é
indicado para termoformagem e injeção de embalagens, descartá-
veis e peças para jardinagem. Segundo Shanna Moore, da área de
Embalagens e Polímeros Industriais da DuPont, o TPS desempenha
tão bem quanto poliestireno (PS) e PVC na termoformagem e como
PET e polipropileno em outras formas de moldagem. Aprovado para
contato com alimentos e antiestático, o que lhe garante potencial
para acondicionar componentes eletrônicos, o material é compostável
e degrada-se rapidamente no contato com água (na foto ao lado).
Por sua vez, o Biomax PTT (politrimetil tereftalato) é um co-polímero
com até 35% de matéria-prima de origem renovável para aplicações
em embalagem. O material é especialmente dirigido para o uso em
recipientes moldados por injeção, embalagens de cosméticos e
outras peças em que poliésteres são usados. “O Biomax PTT ofere-
ce à indústria de embalagens uma solução durável e de desempenho
similar aos dos poliésteres que não compromete processabilidade
ou estética da embalagem”, diz Carol Casarino, gerente global de
tecnologia em Materiais Sustentáveis da DuPont. Detalhe: a linha
Biomax não emprega amido de milho geneticamente modificado, ao
contrário do PLA da NatureWorks LLC – o que pode contar pontos a
favor da DuPont no acondicionamento de alimentos orgânicos.
www.dupont.com • No Brasil: 0800 17 1715
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Batata e grãos na área A holandesa Rodenburg Biopolymers apresentou na Interpack 2008 um biopolímero
Batata e grãos na área A holandesa Rodenburg Biopolymers apresentou na Interpack 2008 um biopolímero
Batata e grãos na área A holandesa Rodenburg Biopolymers apresentou na Interpack 2008 um biopolímero
Batata e grãos na área A holandesa Rodenburg Biopolymers apresentou na Interpack 2008 um biopolímero
Batata e grãos na área
A holandesa Rodenburg
Biopolymers apresentou na
Interpack 2008 um biopolímero
para injeção de embalagens
fabricado a partir de amido de
batata disponível como sub-
produto de indústrias que pro-
cessam o tubérculo. Batizado
de Solanyl BP, o material utiliza
65% menos energia na sua
produção quando comparado
ao polietileno convencional, e
pode ser processado em inje-
toras com ciclos similares aos
utilizados para a moldagem de
outras resinas termoplásticas.
Dependendo da funcionalidade
desejada para a peça acabada
em termos de propriedades
mecânicas, diversas blendas de
Solanyl BP podem ser disponi-
bilizadas. O material, que pode
ser pigmentado com master-
batches convencionais, já vem
sendo testado na moldagem de
diversas embalagens (foto 1).
Em outro estande, os visitantes
da Interpack 2008 puderam
travar contato com o biolice,
bioplástico produzido com
base num processo ventilado
como singular no mercado
de bioplásticos, a partir de
grãos de cereais como o trigo.
De acordo com a agricultora
francesa Limagrain Ceréales
Ingrédients, inventora do pro-
duto, o biolice se desintegra em
aterros para compostagem no
prazo de três meses, sem dei-
xar resíduos tóxicos. O material
é certificado para contato com
alimentos e suas principais apli-
cações em vista são nas áreas
de filmes para sacolas (foto 2) e
envoltórios termoencolhíveis e
chapas para termoformagem. O
material é resistente à água e
a gorduras.
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Filmes celulósicos em alta Fabricante dos filmes NatureFlex, bio- degradáveis, compostáveis e obtidos cionamento de
Filmes celulósicos em alta
Fabricante dos filmes NatureFlex, bio-
degradáveis, compostáveis e obtidos
cionamento de alimentos”, diz David
Beeby, CEO da Innovia Films. Como
a partir de recurso natural renovável,
outras versões de NatureFlex, o NVR é
a celulose, a Innovia Films lançou na
Interpack 2008 um novo grade, chama-
do NVR. A novidade foi especialmente
transparente e brilhante, antiestático e,
com tratamentos superficiais, pode ter
a permeabilidade à umidade alterada.
formulada para oferecer receptividades
superiores em impressão e conversão
Também foi destacada pela Innovia a
embalagem de um cereal matinal da
e é dotada de barreira intermediária
inglesa Jordans, que dá uma amostra
à umidade, com selabilidade a quen-
te em ambos os lados. Os alvos do
NVR incluem embalagens para pães,
confeitos, massas, arroz e barras de
cereais (foto 1). “Os filmes NatureFlex
são mais rígidos e orientados que mui-
tos dos biopolímeros disponíveis no
mercado, o que os torna ideais para
uso em equipamentos standard de
flow-wrap e form-fill-seal para acondi-
das possibilidades de laminação com
diferentes “filmes verdes” (foto 2). O
produto aposentou uma bolsa plás-
tica de plástico tradicional e adotou
uma nova, confeccionada com uma
Co-extrusão
Co-extrusão
camada de NatureFlex e outra de um
e revestimento
filme Mater-Bi, da italiana Novamont.
A combinação assegura excelentes
propriedades mecânicas e de barreira
para uma embalagem
compostável e, segundo
as parceiras de projeto,
trata-se da primeira flexível
100% biodegradável utili-
zada para produtos secos
de longa vida.
www.innoviafilms.com
No Brasil:
Uma das principais expoentes do movimento
de ascensão dos bioplásticos, produzindo alter-
nativas “verdes” aos plásticos convencionais
desde 1989, a italiana Novamont apresentou
na Interpack as mais recentes aplicações em
embalagens do Mater-Bi, bioplástico com-
posto por blendas de amidos, completamente
biodegradável e compostável.
Em filmes coextrudados, que
permitem combinações de diver-
sos grades de Mater-Bi a fim
(11) 5053-9945
1
de atender diferentes requisitos
de propriedades mecânicas,
barreiras e processabilidade, a
empresa realçou as flow-packs
form-fill-seal recentemente ado-
tadas pela cadeia varejista ingle-
2
sa Sainsbury’s para acondicionar
hortifrutigranjeiros orgânicos (nas
fotos ao redor do quadro).
A Novamont também anunciou
ter desenvolvido uma variante
especial de Mater-Bi para reves-
timento por extrusão de emba-
lagens flexíveis, semi-rígidas (papel cartão) e
rígidas. De acordo com a empresa, a tecnologia
desenvolvida permite utilizar maquinário conven-
cional e alcançar a qualidade dos revestimentos
feitos com poliolefinas tradicionais. “O material
apresenta excelente selagem e boas proprie-
dades adesivas em aplicações multicamadas”,
assegura Catia Bastioli, CEO da Novamont.
www.materbi.com

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Fast food mais verde Dois anúncios feitos na Interpack são alenta- dores para a indústria
Fast food mais verde Dois anúncios feitos na Interpack são alenta- dores para a indústria
Fast food mais verde Dois anúncios feitos na Interpack são alenta- dores para a indústria
Fast food mais verde Dois anúncios feitos na Interpack são alenta- dores para a indústria
Fast food mais verde
Dois anúncios feitos na Interpack são alenta-
dores para a indústria de fast food. A alemã
Basf divulgou estar em vias de lançar uma
versão de Ecovio – material composto por
Ecoflex, plástico da empresa derivado do
petróleo, porém totalmente biodegradável,
e PLA (ácido polilactídeo, polímero obtido a
partir do amido de milho) – para a produção
de plásticos expandidos (espumas) biodegra-
dáveis e obtidos a partir de fontes naturais
renováveis. O produto se chamará Ecovio
L Foam, terá mais de 75% de seu peso
composto por PLA e, segundo a empresa,
poderá ser processado sem modificações
substanciais em máquinas XPS (extrusoras
de espumas de poliestireno). A promessa do
produto, com produção em escala industrial
prevista já para os próximos meses, é a pro-
dução de bandejas e conchas capazes de
serem descartadas juntamente com restos de
sanduíches e outros resíduos orgânicos (foto
1). “Microorganismos ‘atacam’ as embalagens
e a degradam em água e dióxido de car-
bono”, explica Florian Krueckl, da área de
marketing de Biopolímeros da Basf.
Por sua vez, a divisão de flexíveis do
grupo austríaco de embalagens Mondi
apresentou uma tecnologia de revestimen-
to e laminação por extrusão baseada no
seu biopolímero Sustainex, produzido a
partir de óleos vegetais. Um dos principais
alvos dessa tecnologia é o revestimento
de envoltórios de papel para sanduíches
(foto 2). Na laminação, o material pode
ser usado como adesivo para unir diferentes
substratos. Em tempo: a Mondi também
introduziu na Interpack 2008 um filme “verde”
baseado no Sustainex. Fabricado por proces-
so tubular (blown), o filme oferece performan-
ce similar à de filmes convencionalmente uti-
lizados na produção de embalagens flexíveis
em máquinas form-fill-seal.
www.basf.com
www.mondigroup.com
1
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www.embalagemmarca.com.br

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EmbalagemMarca

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 ESPECIAL: INTERPACK 2008

 ESPECIAL: INTERPACK 2008 Termoformado como meio-termo Garrafa flexível, baseada em thermoform-fill-seal, surge
 ESPECIAL: INTERPACK 2008 Termoformado como meio-termo Garrafa flexível, baseada em thermoform-fill-seal, surge
 ESPECIAL: INTERPACK 2008 Termoformado como meio-termo Garrafa flexível, baseada em thermoform-fill-seal, surge

Termoformado como meio-termo

Garrafa flexível, baseada em thermoform-fill-seal, surge como opção a frascos e pouches no acondicionamento de líquidos e pastosos

A
A

dotar embalagens plásticas termo- formadas para produtos pastosos e líquidos não é exatamente uma novidade. Mas, na Interpack 2008, a idéia ganhou um novo

trário das linhas de sopro de frascos”, argumenta Ninni. Segundo ele, paralelamente às garantias de relativa rigidez e shapes exclusivos, típicas dos frascos soprados, o QwikPak oferece alta qualidade de impressão (até dez cores em rotogravura ou flexografia) e é capaz de empregar diferentes filmes, para diferen- tes necessidades de barreira. Algumas das possibilidades de estru- turas do QwikPak foram mostradas na Interpack, graças ao apoio à solução dada pela Alcan Packaging, conhecida fornecedora de filmes de alta perfor- mance. Para as estruturas mais leves e flexíveis, a Unifill sugere utilização básica na forma da estrutura nylon/ polietileno; nas mais rígidas, na forma de APET (PET amorfo)/polietileno. Nas duas vertentes é possível aplicar EVOH (copolímero de etileno e álcool vinílico) como elemento de barreira. A unida- de de Embalagens Flexíveis da Alcan brasileira pode dar assistência aos interessados locais no QwikPak, conforme salienta Priscila Mazzarin,

gerente de marketing da divisão.

QwikPak pode ser produzido com diversos formatos
QwikPak pode
ser produzido com
diversos formatos

Alcan Packaging (11) 4512-7170 comunicacao.maua@alcan.com

Unifill +39 0 5354-9041 www.unifill.it

verniz por meio da Unifill, fabricante ita- liana de máquinas thermoform-fill-seal. Propondo solucionar o freqüente dilema entre frascos ou bolsas plásticas, que indústrias enfrentam na hora de decidir

a apresentação de pequenos volumes

desses itens (de 50 a 500 mililitros), a empresa destacou na feira o QwikPak, conceito de “garrafa flexível” brandido como um vantajoso meio-termo entre

dois sistemas de embalagem. O QwikPak consiste num recipiente termoformado a partir de filmes com espessura entre 200 a 600 micra, poden- do, portanto, ser altamente flexível ou semi-rígido. A matriz da novidade é a máquina TF-400, capaz de processar 200 unidades por minuto. Bobinado, o filme que a alimenta é pré- aquecido e pré-moldado, acoplando válvulas plás- ticas. Os recipientes seguem para o enchimento, para a vedação com tampas e, por fim, para uma estação de corte, onde são aparados de forma a ganhar o formato final desejado – ficando, dada a característica da moldagem, com uma “rebarba” (veja a foto). De acordo com Alberto Ninni, diretor de ven- das e marketing da Unifill, o QwikPak pode ser utilizado para acondicionar refrescos “on-the-go” sem gás, água mineral, molhos, detergentes, anti- sépticos bucais e xampus, entre outros produtos. Graças à construção modular da TF-400, é tam- bém possível obter somente recipientes valvula- dos vazios, para o enchimento off-line em linhas convencionais. “O QwikPak sorri aos formatos diferenciados, ao contrário dos pouches, e implica em baixo desembolso com maquinário, ao con-

os

e implica em baixo desembolso com maquinário, ao con- os FOTOS: DIIVULGAÇÃO Conceito pode ser aplicado
FOTOS: DIIVULGAÇÃO
FOTOS: DIIVULGAÇÃO

Conceito pode ser aplicado a diversos produtos. Abaixo, a máquina FFS que processa a embalagem

produtos. Abaixo, a máquina FFS que processa a embalagem 54 Embalagem Marca maio 2008

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maio 2008

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 ESPECIAL: INTERPACK 2008

 ESPECIAL: INTERPACK 2008 Um iF só para embalagens Famoso prêmio internacional de design lança uma
 ESPECIAL: INTERPACK 2008 Um iF só para embalagens Famoso prêmio internacional de design lança uma
 ESPECIAL: INTERPACK 2008 Um iF só para embalagens Famoso prêmio internacional de design lança uma

Um iF só para embalagens

Famoso prêmio internacional de design lança uma versão específica para apresentações de produto

A
A

lém de feiras de negócios, alemães são craques em organizar prêmios de design industrial. Na terra das salsichas e cervejas nasceram aque- les que são reconhecidos como os

dois principais concursos mundiais do gênero,

o red dot design award e o iF product design

award. Este último, criado em 1954, decidiu

inaugurar neste ano uma edição paralela especí- fica para projetos de embalagem, aproveitando

a Interpack 2008 como palco para o anúncio e a

exposição dos vencedores. Organizada em oito categorias – Embalagem de varejo, Embalagem para transporte e displays, Grafismos de embalagem, Materiais de embala- gem, Máquinas e equipamentos de embalagem (foco do julgamento em ergonomia, segurança

e qualidade do design), Design e funcionalidade da embalagem, Categoria mista e Conceitos de embalagem –, o primeiro iF packaging award recebeu 148 inscrições, originárias de 17 países. Composto por especialistas em design ale- mães, húngaros e holandeses, o júri elegeu 53 embalagens merecedoras do famoso selo iF, cobiçado por empresas do mundo todo. Como acontece na versão de design de produto, as embalagens laureadas que apresentam maior grau de inovação recebem a distinção iF gold award. Os cinco projetos que ganharam o selo dourado nesta primeira edição do prêmio são mostrados a seguir por EMBALAGEMMARCA. Os demais 48 vencedores – nenhum brasileiro entre eles – podem ser conferidos no site do concurso (www.ifdesign.de).

podem ser conferidos no site do concurso (www.ifdesign.de). No Japão, idéia alemã lemã Categoria: Grafismo da
podem ser conferidos no site do concurso (www.ifdesign.de). No Japão, idéia alemã lemã Categoria: Grafismo da
No Japão, idéia alemã lemã Categoria: Grafismo da embalagem Produto: “Meister Juchheim“ | Design de
No Japão, idéia alemã
lemã
Categoria: Grafismo da embalagem
Produto: “Meister Juchheim“ | Design de embalagem
n de embalagem
Fabricante: Juchheim Co., Ltd. (Japão) )
Design: Peter Schmidt Group (Alemanha)
ha)
A opinião do júri: “Os gráficos das
as
embalagens dos bolos e itens de e
confeitaria da Meister Juchhein são
são
pura diversão. A apresentação
tem design até o último detalhe,
com elementos especiais tanto
nas embalagens primárias quan-
to nas secundárias. As caixas, com
om
sua qualidade visual, até inspiram a
m a
preservação e o uso para outros pro-
pro-
pósitos. Elas oferecem uma perfeita
eita
expressão da cultura germânica de
de
confeitaria no contexto do mercado
ado
japonês (onde os produtos são
vendidos) e são convincentemente
te
apelativas a um público-alvo mais
is
seleto.”
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DIVULGAÇÃO
 ESPECIAL: INTERPACK 2008 Obra-prima gráfica Categoria: Grafismo da embalagem Produto: Noa Perle | Cartucho
 ESPECIAL: INTERPACK 2008 Obra-prima gráfica Categoria: Grafismo da embalagem Produto: Noa Perle | Cartucho

 ESPECIAL: INTERPACK 2008

 ESPECIAL: INTERPACK 2008 Obra-prima gráfica Categoria: Grafismo da embalagem Produto: Noa Perle | Cartucho
 ESPECIAL: INTERPACK 2008 Obra-prima gráfica Categoria: Grafismo da embalagem Produto: Noa Perle | Cartucho
Obra-prima gráfica Categoria: Grafismo da embalagem Produto: Noa Perle | Cartucho para frasco Fabricante: Carl
Obra-prima gráfica
Categoria: Grafismo da embalagem
Produto: Noa Perle | Cartucho para frasco
Fabricante: Carl Edelmann GmbH & Co. KG (Alemanha) – www.edelmann.de
Design: Patrick Veillet (França) - www.patrickveillet.com
Também vencedor do prêmio Pro Carton Awards de 2007, o cartucho de papel cartão que acondiciona o frasco do perfume Noa Perle, da
Cacharel, confeccionado pela alemã Carl Edelmann, surpreendeu o júri do iF packaging award. “Esta embalagem é uma obra-prima gráfica. Ela
apela ao consumidor emocionalmente com qualidade superior. A pérola impressa parece rolar na mão do usuário, estimulando-o a comprar o pro-
duto. A conexão entre embalagem e conteúdo acontece de maneira extraordinária”, afirmam os jurados.
Pertinência à identidade Categoria: Embalagens de transporte e displays Produto: Fish Box | Deutsche See
Pertinência à identidade
Categoria: Embalagens de transporte e displays
Produto: Fish Box | Deutsche See Fish Box
Fabricante: Deutsche See GmbH (Alemanha)
Design: feldmann+schultchen design studios (Alemanha) - www.fsdesign.de
Para melhorar a apresen-
tação de seus produtos
e reforçar a comunicação
da marca, a Deutsche See,
empresa alemã de pesca-
dos frescos e congelados,
adotou uma linha de caixas
plásticas de transporte cujo
design remete ao seu logoti-
po. “As embalagens dão um
exemplo de como um produto
perfeitamente desenhado pode
também expressar a identida-
de corporativa. Seja em forma-
to, em cor ou em impressão
geral, as inovações nas caixas
de peixes são tangíveis em cada
detalhe”, sentencia o júri.
Mais charme nas garagens Categoria: Embalagens de varejo Produto: X-Line Range | Estojos para ferramentas
Mais charme nas garagens
Categoria: Embalagens de varejo
Produto: X-Line Range | Estojos para ferramentas
Fabricante: Bosch Power Tools,
Divisão de Acessórios, Scintilla AG (Suíça)
Design: Teams Design (Alemanha) - www.teamsdesign.com
Essas novas maletas plásticas da Bosch suíça (Scintilla AG),
fabricadas numa linha própria de injeção da empresa, aproveitam
mecanismos em formato de “x”, letra que batiza a linha de produ-
tos, para acomodar brocas e outros acessórios para ferramentas.
“A embalagem foi pensada do começo ao fim. Ela se encaixa na
linha de produtos perfeitamente, é rápida e fácil de abrir e prática
para carregar. Além de tudo, a maleta fica clara e consistentemente
em conformidade com a marca”, entenderam os jurados.
Embaladora amigável Categoria: Máquinas de embalagem / Produto: MCC/MCH | Sistemas modulares de embalagem /
Embaladora amigável
Categoria: Máquinas de embalagem / Produto: MCC/MCH | Sistemas modulares de embalagem / Fabricante: Theegarten-Pactec GmbH & Co. KG
(Alemanha) - www.theegarten-pactec.de / Design: H-Design Langebrück (Alemanha) - h-design.langebrueck.de
O design de máquinas de embalagem ganhou uma
categoria própria no iF packaging award, e um
dos três produtos premiados mostrou-se digno de
receber o iF gold award. Os modelos MCC/MCH
de embaladoras contínuas de média velocidade
da alemã Theegarten-Pactec, capazes de acon-
dicionar doces, chocolates e outros alimentos em
diferentes modelos de envoltórios plásticos flexí-
veis, agradaram em cheio aos jurados. “As
máquinas exibem uma concepção de design
que deixa a interface com o usuário extrema-
mente visível e, logo, compreensível para todos”,
s”,
comentam os jurados. “As partes funcionais, por
por
sua vez, são protegidas e acusticamente isoladas,
das,
mas ao mesmo tempo de fácil acesso caso haja
aja
necessidade.”

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DIVULGAÇÃO

 ESPECIAL: INTERPACK 2008

DIVULGAÇÃO  ESPECIAL: INTERPACK 2008 Carteira expandida Máquina assegura automação industrial de inovadora
DIVULGAÇÃO  ESPECIAL: INTERPACK 2008 Carteira expandida Máquina assegura automação industrial de inovadora
DIVULGAÇÃO  ESPECIAL: INTERPACK 2008 Carteira expandida Máquina assegura automação industrial de inovadora

Carteira expandida

Máquina assegura automação industrial de inovadora embalagem deslizante

I
I

novações em emba- lagem só as são com pés no chão,

ou seja, se forem

industrialmen-

as são com pés no chão, ou seja, se forem industrialmen- Com mecanismo deslizante, Burgopak permite

Com mecanismo deslizante, Burgopak permite fácil acesso ao produto acondicionado. No canto oposto da página, a máquina desenvolvida para automatizar seu processamento

Burgopak +44 (0)77 9543-1787 www.burgopak.com

Sigpack Systems

(11) 2117-6800

www.sigpack.com.br

acesso ao impresso e ao produto simultaneamen- te (como pode ser visto na foto, em exemplos desse tipo de aplicação em analgésicos). “Isso permite ao usuário checar a posologia toda vez que for tomar o medicamento, e evita extravios da bula”, comenta Bosshard. Na máquina projetada pela Sigpack Systems, uma unidade especial aplica um finíssimo filme plástico transparente numa parede cartonada que, após a montagem, fica alocada no interior da embalagem (os componentes básicos da embala- gem já vêm pré-acabados). É essa parede revesti- da que propicia o deslizamento dos componentes do Burgopak. Em seguida, uma tecnologia espe- cial de manipulação (pick and place), combinada a um sistema cruzado de alimentação de produ- tos, garante flexibilidade produtiva e facilita tro- cas de formatos – o que torna a máquina atrativa para prestadores de serviço em acondicionamen- to (co-packers). A Sigpack Brasil dispõe-se a dar mais informações sobre o equipamento e a tecnologia Burgopak, informa Elaine Firmino, da

área de marketing da empresa.

informa Elaine Firmino, da área de marketing da empresa. te exeqüíveis. Na Interpack 2008, a Sigpack

te exeqüíveis. Na Interpack 2008, a Sigpack Systems, divisão da Bosch Packaging Technology, divulgou efusivamente em seu estande e numa conferência de imprensa, como a

contribuição de seus engenheiros agora capacita

o

por uma agência homônima de design, britâni-

Burgopak, um conceito de embalagem criado

ca, a ser utilizado numa linha automatizada de embalagem.

Burgopak consiste basicamente num car-

O

tucho de papel cartão com formato de carteira e extremidades abertas, baseado num mecanismo deslizante. Ao puxar uma aba descoberta numa das extremidades, o consumidor “desentoca” o conteúdo, fazendo-o irromper no lado oposto. “Além de diferenciar produtos em mercados

altamente competitivos”, diz Christian Bosshard, especialista em comunicação e marketing da Bosch Packaging Technology, “tal mecanismo também pode evitar falsificações.”

O Burgopak é aplicável a uma série de pro-

dutos. Por montagem manual, o conceito já foi utilizado para acondicionar telefones celulares, CDs, DVDs e outros produtos eletrônicos. Mas uma vocação clara é o acondicionamento de medicamentos, especialmente comprimidos em blisters. Para tais produtos, o conceito prevê a utilização de bulas presas à cartela deslizante

– ao acionar a embalagem, o consumidor ganha

deslizante – ao acionar a embalagem, o consumidor ganha 60 Embalagem Marca maio 2008

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 ESPECIAL: INTERPACK 2008 Realçadas com giz Parceria aposta em garrafas produzidas com ajuda do carbonato
 ESPECIAL: INTERPACK 2008 Realçadas com giz Parceria aposta em garrafas produzidas com ajuda do carbonato
 ESPECIAL: INTERPACK 2008 Realçadas com giz Parceria aposta em garrafas produzidas com ajuda do carbonato

Realçadas com giz

Parceria aposta em garrafas produzidas com ajuda do carbonato de cálcio

omposto termoplástico baseado na combinação de poliolefinas com o carbonato de cálcio, mineral utili- zado na fabricação do tradicional

giz escolar, o Scanfill surge para brigar por um espaço na produção de garra- fas de bebidas. A fabricante do material, a sueca Polykemi, fechou um acordo com a alemã Bekum, referência em máquinas para moldagem de garrafas plásticas por extrusão-sopro, que divulgou na Interpack 2008 supostas vantagens do uso do Scanfill como substituto do polietileno de alta densidade (PEAD) maciçamente empre- gado em garrafas de produtos alimentícios. De acordo com a Polykemi, o Scanfill é mais amigável à natureza, por ser parcialmente origi- nado de um mineral abundante e sua fabricação demandar baixo consumo de energia, além de gerar passivo ambiental ínfimo comparado aos termoplásticos 100% oriundos de petroquímica. Ademais, proporcionaria ganhos de produtivida- de de até 30%, na moldagem de peças, em cote- jos com polietileno, poliestireno e polipropileno. A fabricante diz que o material, certificado pelo FDA americano para o contato com alimentos, tem baixo custo, garante barreiras ao oxigênio e a aromas, tem alta tolerância térmica (suporta,

C
C
Garrafas produzidas com o Scanfill. Leite é um dos alvos FOTOS: DIVULGAÇÃO
Garrafas produzidas
com o Scanfill. Leite é
um dos alvos
FOTOS: DIVULGAÇÃO

Bekum

(11) 5686-9100

www.bekum.com.br

Polykemi

(14) 3234-6680

www.polykemi.se

inclusive, ação de microondas) e propicia prote- ção avançada contra raios UV. Uma mira da parceria, aliás, é a produção de garrafas para um produto notoriamente fotos- sensível, o leite. O composto tem sido aplicado na extrusão-sopro de garrafas obtidas a partir de parisons (peças intermediárias da moldagem por extrusão-sopro, como as pré-formas dos processos de injeção-sopro) de três camadas para leite na máquina Eblow 206 D da Bekum. Segundo a Bekum, a máquina, configurada com estação dupla, tem atingido cadência de 5 220 embalagens/hora nessa aplicação. A Eblow 206

D engrossa o apelo eco-responsável das garrafas

obtidas com Scanfill. “A máquina, nossa primei-

ra totalmente elétrica, garante altíssima eficiên-

cia energética”, diz Christian Richard, gerente de marketing e comunicação da Bekum. Em tempo: Lars Krook, responsável pelos negócios da Polykemi no Brasil, informa que o Scanfill está disponível a clientes brasileiros via importações. Fabricada na Alemanha, a Eblow 206 D também pode ser adquirida por meio da

subsidiária brasileira da Bekum.

ser adquirida por meio da subsidiária brasileira da Bekum. Eblow 206 D: toda elétrica, sopradora otimiza
Eblow 206 D: toda elétrica, sopradora otimiza consumo de energia
Eblow 206 D:
toda elétrica, sopradora
otimiza consumo de energia

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Outra no páreo

Proposta italiana luta por espaços em embalagens cartonadas para bebidas

missão do Jordy Pack não é nada fácil: fus- tigar a sueca Tetra Pak e a suíço-alemã SIG Combibloc na área de caixinhas para o acon- dicionamento de bebidas. Desenvolvido com

tecnologia da fabricante alemã de equipamen- tos KHS, esse sistema de embalagem foi lançado sem muito alarde em meados de 2005. Mas a fabricante italiana de máquinas de embalagem Acma, nova timoneira do projeto, promete turbinar sua divulgação, como já pôde ser conferido na Interpack 2008. O alicerce do Jordy Pack é uma máquina formadora que confecciona corpos poliédricos a partir de bobinas lisas (não-vincadas) de papel cartão/polietileno/alumínio. Gargalos patenteados de polietileno, dotados de terminação por rosca, são selados aos corpos por ultra-som, formando “garrafas” híbridas (cabe registrar que a Tetra Pak oferece há alguns anos um conceito parecido com a linha Tetra Top), prontas para seguir para a linha de enchimento. As embalagens podem acoplar tampas nos diâmetros de 28 ou 38 milímetros. “Depositamos boas expectativas no Jordy Pack, que, em breve, possibilitará um output de 12 000 garrafas por hora e terá versão asséptica”, ventilou, na feira, Sergio Beneventi, gerente de marketing da Acma. Por ora, o Jordy Pack atinge cadência máxima de 6 000 garrafas/hora e possibilita envase a quente. A Bari, forte produtora alemã de sucos, é a única usuária do sistema, mas Beneventi diz que estréias na Ásia e

nos Estados Unidos “são iminentes”.

A
A
na Ásia e nos Estados Unidos “são iminentes”. A FOTOS: DIVULGAÇÃO Jordy Pack tem gargalo plástico
FOTOS: DIVULGAÇÃO
FOTOS: DIVULGAÇÃO

Jordy Pack tem gargalo plástico e ainda é apta, no máximo, ao envase a quente. Máquina (ao lado) é capaz de produzir 6 000 garrafas por hora

(ao lado) é capaz de produzir 6 000 garrafas por hora Acma (11) 5515-9296 www.acmagd.it Sustentabilidade.

Acma

(11) 5515-9296

www.acmagd.it

6 000 garrafas por hora Acma (11) 5515-9296 www.acmagd.it Sustentabilidade. Uma premissa para os negócios na

Sustentabilidade.

Uma premissa para os

negócios na cadeia

de embalagens.

Aguarde o próximo

movimento do

Ciclo de Conhecimento

EmbalagemMarca

Aguarde o próximo movimento do Ciclo de Conhecimento EmbalagemMarca c i c l o @ e

c i c l o @ e m b a l a g e m m a r c a . c o m . b r

 BEBIDAS

Retoques salutares

Em meio a bom momento no Brasil, Campari renova apresentações de produtos de força

O

Brasil é um xodó da Campari. Duas das doze fábricas mundiais da empresa italiana de bebi-

das doze fábricas mundiais da empresa italiana de bebi- das situam-se no país, que, em volume,

das situam-se no país, que, em volume, é o seu segundo maior mercado mundial – tendo se tornado em 2007 o primeiro a atingir a marca de 6 milhões de litros vendidos, num ano, de Campari, o famoso bitter vermelho que dá nome à companhia. Prestes a completar 26 anos de atividades no Brasil – o que ocorrerá em junho –, a Campari anunciou em abril que investirá 66 milhões de reais numa nova planta industrial, em Pernambuco, e apresentou novos visuais para três de seus principais produtos: o conhaque Dreher e os uísques Old Eight e Drury’s. Líder do mercado nacional de conhaques, com market share de 40% (dados Nielsen), Dreher ganhou uma versão premium, a Dreher Gold, mais suave e com notas de baunilha. “A elabo- ração do produto levou cerca de um ano e a opinião dos nossos consumidores foi essencial para que pudéssemos entregar um produto que realmente atendesse às expectati- vas”, diz Ricardo Ebel, gerente de produto da Campari do Brasil. Segundo ele, a garrafa de vidro verde, “que agrega mais valor à marca”, resulta de sugestões do público. Fabricada pela Owens-Illinois do Brasil, a embalagem é deco- rada com rótulo e contra-rótulo auto-adesivos de papel confeccionados pela Gráfica 43 S.A. A Indeplast fornece a tampa plástica do produto.

43 S.A. A Indeplast fornece a tampa plástica do produto. FOTOS: DIVULGAÇÃO Além de lançar versão
FOTOS: DIVULGAÇÃO
FOTOS: DIVULGAÇÃO

Além de lançar versão mais nobre do conhaque Dreher, Campari introduz embalagens mais modernas para Old Eight e Drury’s, líderes em uísques nacionais

Uísques mudam

Já Old Eight e Drury’s, que juntos fazem da Campari líder no mercado de uísques nacionais, também tiveram suas embalagens reformuladas após pesquisas com seus entusiastas. Drury’s abandonou a garrafa cilíndrica e adotou uma com formato de paralelepípedo, que, assim como a nova de Old Eight, possui nome gravado em relevo nas laterais. As garrafas das duas marcas são produzidas em pool pelas vidrarias Owens- Illinois, Saint-Gobain e CIV, e levam rótulos

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auto-adesivos de papel metalizado (Chromolux, da alemã Zanders) convertidos pela Gráfica 43 e pela Gesa.
auto-adesivos de papel metalizado (Chromolux, da alemã Zanders) convertidos pela Gráfica 43 e pela Gesa.

auto-adesivos de papel metalizado (Chromolux, da alemã Zanders) convertidos pela Gráfica 43 e pela Gesa. Indeplast, Plastamp e Guala fornecem as tampas pilfer dessas embalagens. As logotipias de Old Eight e de Drury’s foram reformuladas pela Design Absoluto. A mesma agência assina as artes presentes nos novos car- tuchos das duas marcas de uísque, produzidos com papel cartão duplex da Suzano impresso em offset (cinco cores mais verniz UV) pela Gráfica 43 e pela Brasilgrafica. Segundo a Campari do Brasil, a missão dos novos cartuchos será aumentar o apelo das bebidas para presentear. “As novas embalagens tornarão os produtos mais atraentes a novos consumidores, assim como tenderão a promover a fidelização dos atuais”, acredita Ana Maura Martins, gerente de marke- ting de Whiskies da empresa. (GK)

gerente de marke- ting de Whiskies da empresa. (GK) Cartuchos têm o objetivo de dar charme

Cartuchos têm o objetivo de dar charme de regalo aos uísques

Brasilgrafica

Design Absoluto

Gráfica 43

Indeplast

Plastamp

Suzano Papel e Celulose

(11) 4133-7777

(11) 3071-0474

(47) 3221-1200

(11) 6806-5000

(11) 4584-2020

0800 055 5100