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Ano V • Nº 41 • Janeiro 2003 • R$ 6,00

Indústria nacional
de café quer
parar de
vender
commodity para www.embalagemmarca.com.br

ganhar mais

design: apoio a pequenos empresários • combate ao desperdício


Começar o ano pelo começo
C om esta edi­ção inau­
gu­ral de 2003, Em­ba­
lag ­ em­Marc ­ a pas­sa
e de ser­vi­ços fun­cio­nam
ple­na­men­te nes­sa fase. Ao
mes­mo tem­po, a eco­no­mia
Afi­nal, en­quan­to aqui se
des­can­sa, se can­ta e se dan­
ça, no lado rico do mun­do
a cir­cu­lar doze ve­zes du­ran­ do país tem hoje enor­me tra­ba­lha-se no pe­río­do
te o ano. As­sim, dei­xa de par­ce­la de seu po­der de “mor­to” pró­xi­mo ao Na­tal,
exis­tir a edi­ção du­pla de­ci­são lo­ca­li­za­do em ter­ ao Ano Novo e ao ine­xis­
de­zem­bro/ja­nei­ro, fru­to da ras onde Car­na­val é ape­nas ten­te Car­na­val. Tal­vez seja
vi­são equi­vo­ca­da de que uma re­fe­rên­cia. de­mais e não se deva che­
“no Bra­sil o ano só co­me­ça Des­sa for­ma, a enor­me gar a tan­to. Mas bas­ta
de­pois do Car­na­val”. Na quan­ti­da­de de em­pre­sas co­me­çar a tra­ba­lhar no pri­
ver­da­de, nos­sa de­ci­são de com ma­tri­zes no ex­te­rior mei­ro dia útil do ano,
apor­tar mais in­for­ma­ções obri­ga suas sub­si­diá­rias como, re­gis­tre-se, já vem
úteis aos lei­to­res não re­sul­ lo­cais a to­ma­rem de­ci­sões acon­te­cen­do. Es­pe­ra-se
Enquanto aqui se ta ape­nas de “fee­ling”. e a fa­ze­rem seus pla­ne­ja­ que isso re­sul­te em mais
Mui­tos pe­diam a pre­sen­ça men­tos anuais sem le­var em­pre­go, em mais con­su­
descansa, se canta da re­vis­ta to­dos os me­ses. em con­ta a agen­da de fes­ mo e em mo­ti­vo para fes­te­
e se dança, no De­pois, é pos­sí­vel cons­ta­ te­jos de Pin­do­ra­ma. Fi­car jar. Ao cir­cu­lar tam­bém em
lado rico do tar, por mais que de­zem­bro de fora, aguar­dan­do o 1o ja­nei­ro, Emb­ al­ ag
­ em­Mar­
mundo trabalha-se e ja­nei­ro cons­ti­tuam o de Ano car­na­va­les­co, po­de­ ca acre­di­ta es­tar con­tri­
pe­río­do de fé­rias lon­gas no rá re­sul­tar numa Quar­ta- buin­do para isso.
nos períodos Bra­sil, que ex­pres­si­va par­ fei­ra de Cin­zas lon­ga, com
“mortos” do ano ce­la dos se­to­res pro­du­ti­vos res­sa­cas ter­rí­veis. Wilson Palhares
janeiro 2003
Diretor de Redação
Wilson Palhares
palhares@embalagemmarca.com.br

6
Reportagem
Entrevista: redacao@embalagemmarca.com.br
sidney porto Flávio Palhares
Executivo do Popai flavio@embalagemmarca.com.br
Guilherme Kamio
aborda o risco que guma@embalagemmarca.com.br
empresas correm ao Leandro Haberli
adotar a política de leandro@embalagemmarca.com.br

“vender preço” Colaboradores


Josué Machado e Luiz Antonio Maciel
Diretor de Arte

10 16
capa: café Carlos Gustavo Curado
processos arte@embalagemmarca.com.br
Indústria investe cada Reduzir desperdícios –
vez mais em embala- Administração
inclusive na linha de Marcos Palhares (Diretor de Marketing)
gem para expandir o embalagem – pode ser Eunice Fruet (Diretora Financeira)
mercado interno e a saída para garantir Departamento Comercial
agregar valor às maiores margens comercial@embalagemmarca.com.br
exportações brasileiras Wagner Ferreira
Circulação e Assinaturas

20
Marcella de Freitas Monteiro
impressão
assinaturas@embalagemmarca.com.br
Heidelberg promove Assinatura anual: R$ 60,00
networking de gráficas Público-Alvo
brasileiras com europé- Em­ba­la­gem­Mar­ca é di­ri­gi­da a pro­fis­sio­nais
ias e apresenta novi- que ocu­pam car­gos téc­ni­cos, de di­re­ção,
ge­rên­cia e su­per­vi­são em em­pre­sas for­ne­ce­
dades do­ras, con­ver­te­do­ras e usuá­rias de em­ba­la­
gens para alimentos, be­bi­das, cos­mé­ti­cos,
me­di­ca­men­tos, ma­te­riais de lim­pe­za e home
ser­vi­ce, bem como pres­ta­do­res de ser­vi­ços
re­la­cio­na­dos com a ca­deia de em­ba­la­gem.

Tiragem desta edição


7 500 exemplares

14 design
Projeto em Santa
Catarina une acadêmi-
Filiada ao

cos de diversas áreas estratégia

24
para ajudar, na Dixie-Toga e Huhtamaki
prática, pequenos formam parceria e Im­pres­sa em pa­pel da Ripasa – 0800-113257
empresários anunciam construção Image Art 145 g/m2 (capa)

a realçar o de fábrica de tubos


apelo de seus laminados no Brasil e Image Mate 115 g/m2 (miolo)

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Novidades do setor, da criação Lançamentos e novidades – e www.embalagemmarca.com.br


ao acabamento de embalagens seus sistemas de embalagem O con­teú­do edi­to­rial de Em­ba­la­gem­Mar­ca é
res­guar­da­do por di­rei­tos au­to­rais. Não é per­
28 Panorama 34 Almanaque
mi­ti­da a re­pro­du­ção de ma­té­rias edi­to­riais
pu­bli­ca­das nes­ta re­vis­ta sem au­to­ri­za­ção da
Movimentação na indústria de Fatos e curiosidades do mundo Blo­co de Co­mu­ni­ca­ção Ltda. Opi­niões
embalagens e seus lançamentos ex­pres­sas em ma­té­rias as­si­na­das não re­fle­
das marcas e das embalagens tem ne­ces­sa­ria­men­te a opi­nião da re­vis­ta.
entrevista

“Preço não é tudo”


O
s úl­ti­mos me­ses têm sido du­ros
para a in­dús­tria em ge­ral. Fren­
te ao au­men­to de pre­ços e aos
sa­lá­rios de­fa­sa­dos, a po­pu­la­ção
vem gas­tan­do com cau­te­la cada
vez maior. Por essa ra­zão, par­te
sig­ni­fi­ca­ti­va da in­dús­tria, alar­
ma­da pela que­da nas ven­das e por pes­qui­
sas que mos­tram que mar­cas de me­nor
va­lor es­tão as­cen­den­do, vem ado­tan­do a
po­lí­ti­ca de fa­zer das tri­pas co­ra­ção para
pro­por­cio­nar o pro­du­to mais ba­ra­to de sua
ca­te­go­ria.
Se por um lado a guer­ri­lha do pre­ço per­mi­
te le­van­tar cai­xa ra­pi­da­men­te, tam­bém
pode tra­zer con­se­qüên­cias ne­ga­ti­vas em
lon­go pra­zo, pois tra­ba­lha con­tra o for­ta­le­
ci­men­to do úni­co as­pec­to que efe­ti­va­men­te
pode tor­nar o con­su­mi­dor fiel: a mar­ca.
Essa é a opi­nião de Sid­ney Por­to, di­re­tor da
Ge­ren­cial Mer­chan­di­sing e vice-pre­si­den­te
de ex­pan­são do Po­pai Bra­sil (Point of Pur­
cha­se Ad­ver­ti­sing In­ter­na­tio­nal). “Não faz
divulgação

par­te do ideá­rio de nin­guém com­prar o


mais ba­ra­to”, ele ar­gu­men­ta. “Ade­mais, o
ce­ná­rio do va­re­jo ten­de a va­lo­ri­zar pro­gres­
Para SIDNEY PORTO, si­va­men­te os pro­du­tos que te­nham di­fe­ren­
cial, va­lo­res agre­ga­dos.”
vice-presidente de Pu­bli­ci­tá­rio que de­ci­diu se es­pe­cia­li­zar em
mar­ke­ting no pon­to-de-ven­da, Por­to fala
expansão do Popai, so­bre o ris­co de en­ve­re­dar pelo ca­mi­nho da
co­mo­di­ti­za­ção e su­ge­re ma­nei­ras para dri­
as empresas que blar o mo­men­to crí­ti­co sem pôr em ris­co o
pa­tri­mô­nio das mar­cas.
praticam a política
do preço mais baixo Com o aper­to eco­nô­mi­co, mui­tos con­su­mi­
do­res vêm op­tan­do por mar­cas de va­lor
para vender estão se in­ter­me­diá­rio ou en­tão pe­las de va­lor mais
bai­xo, e até dei­xan­do de com­prar cer­tos
arriscando em um jogo itens, se­gun­do al­gu­mas pes­qui­sas. De que
ma­nei­ra esse as­pec­to tem re­fle­ti­do nas
de azar. Mais inteligente es­tra­té­gias de mar­ke­ting da in­dús­tria?
Vem sen­do ge­ra­do um qua­dro ne­ga­ti­vo.
é apostar no fortaleci- Mui­tas em­pre­sas que per­de­ram clien­tes
mento de marcas e no ten­tam re­cu­pe­rá-los atra­vés do pre­ço, o que
é uma es­tra­té­gia er­ra­da. Ser “mais ba­ra­to”
lançamento de produtos é di­fe­ren­te de ser “o mais ba­ra­to”. A pri­
mei­ra ex­pres­são tra­duz o de­se­jo da maio­ria
com valores sensíveis das pes­soas, e en­vol­ve com­pa­ra­ções de

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ní­veis de qua­li­da­de, peso das mar­cas e guém com­prar o mais ba­ra­to. Nin­guém
vá­rios ou­tros atri­bu­tos. Já a se­gun­da se quer o sa­pa­to mais ba­ra­to, a rou­pa mais
guia so­men­te pelo pre­ço. O pre­ço é im­por­ ba­ra­ta, a co­mi­da mais ba­ra­ta. Que­re­mos
tan­tís­si­mo, cla­ro, mas não se pode es­que­ com­prar o me­lhor que pu­der­mos. Em
cer que ele é um dos atri­bu­tos que for­mam ou­tros ter­mos, a água mata a sede, o re­fri­
o va­lor do pro­du­to, cons­truí­do pela pró­pria ge­ran­te mata a sede, o cham­pa­nhe tam­
qua­li­da­de do pro­du­to, pe­los ele­men­tos que bém. Se o ra­cio­cí­nio de que o con­su­mi­dor
lhe agre­gam va­lor, como a em­ba­la­gem, só quer pre­ço fun­cio­nas­se, ele só com­pra­
pe­las con­di­ções de pa­ga­men­to. E vale lem­ ria água. Por que ele com­pra re­fri­ge­ran­te?
brar que “o mais ba­ra­to” não é uma mar­ca, Há fa­to­res com­ple­xos en­vol­ven­do o com­
e os con­su­mi­do­res se fi­de­li­zam por mar­ por­ta­men­to de com­pra e o ima­gi­ná­rio das
cas. pes­soas. Eu pos­so que­rer o re­fri­ge­ran­te
mais ba­ra­to, o re­fri­ge­ran­te de mar­ca co­nhe­
Que ris­cos as em­pre­sas cor­rem ao ado­tar ci­da mais ba­ra­to, ou en­tão o mais caro,
essa po­lí­ti­ca de ven­der pre­ço? mas que me sa­tis­faz. Se fos­se as­sim só se
A pro­mes­sa de ter sem­pre o pro­du­to be­be­ria ca­cha­ça de úl­ti­ma qua­li­da­de,
mais ba­ra­to é di­fi­cí­li­ma de ser man­ e não uís­que.
ti­da, pois uma sé­rie de va­riá­veis O pre­ço é
en­tra no cál­cu­lo do cus­to da pro­du­ im­por­tan­tís­si­mo, Para po­der pro­du­zir itens mais ba­ra­
ção, mui­tas de­las in­con­tro­lá­veis, tos as em­pre­sas ob­via­men­te têm de
mas não se
que não dão mar­gem para ga­ran­tir ope­rar com cus­tos bai­xos em to­dos
que seu pro­du­to sem­pre cus­te me­nos pode es­q ue­c er os seus se­to­res. Nes­se sen­ti­do, con­
que o da con­cor­rên­cia. O con­cor­ que ele é um dos clui-se que os in­ves­ti­men­tos em
ren­te pode com­prar uma má­qui­na atri­bu­tos que em­ba­la­gem tam­bém po­dem ser sa­cri­
mais mo­der­na, mu­dar a fá­bri­ca para fi­ca­dos...
um lo­cal que lhe dê van­ta­gens fis­ for­mam o va­lor Com cer­te­za. Nes­se tipo de pro­ces­so
cais, com­prar uma par­ti­da de ma­té­ do pro­du­to. sem­pre há uma de­go­la nas ver­bas
ria-pri­ma mais ba­ra­ta ou con­se­guir ‘O mais ba­ra­to’ para co­mu­ni­ca­ção, e in­ves­ti­men­to
um ou­tro trun­fo com­pe­ti­ti­vo tem­po­ em em­ba­la­gem não dei­xa de fa­zer
rá­rio, um pro­ces­so que ba­ra­teie a
não é uma mar­ c a, par­te des­se es­co­po, afi­nal a em­ba­la­
pro­du­ção e ga­ran­ta um pre­ço fi­nal e os con­su­mi­do­res gem é a pri­mei­ra arma de mer­chan­
me­nor. Se sua meta é ser sem­pre o se fi­de­li­zam di­ sing, o tão fa­la­do ven­de­dor si­len­
mais ba­ra­to, suas ven­das se da­rão cio­so.
na com­pa­ra­ção que o clien­te faz
por mar­cas
en­tre o seu pro­du­to e os de­mais no O que a in­dús­tria pode fa­zer para
pon­to-de-ven­da. Quan­do sua pro­ dri­blar o pro­ble­ma das ven­das frias
mes­sa não pu­der ser cum­pri­da, o con­su­mi­ com in­te­li­gên­cia? Lan­çar li­nhas de com­
dor com­pra­rá do con­cor­ren­te, e suas ven­ ba­te, po­rém man­ten­do a po­lí­ti­ca da mar­ca
das cai­rão. Caso sua em­pre­sa quei­ra sus­ lí­der, pode ser uma saí­da?
ten­tar a es­tra­té­gia de ven­der pre­ço mes­mo Sim, lan­çar uma se­gun­da ou uma ter­cei­ra
após o tom­bo ela terá que sa­cri­fi­car mar­ mar­ca pode ser uma saí­da in­te­li­gen­te. O
gem ou qua­li­da­de. O con­su­mi­dor que com­ que a em­pre­sa não pode é jo­gar o va­lor de
pra pre­ço não é fiel. Mes­mo aque­le que sua mar­ca para bai­xo. Numa eco­no­mia
mo­men­ta­nea­men­te es­te­ja com­pran­do pre­ es­ta­bi­li­za­da, pro­du­tos sem va­lor agre­ga­do
ço vai dei­xar de fazê-lo quan­do seu po­der vão sair da pra­te­lei­ra, por­que não in­te­res­
aqui­si­ti­vo o per­mi­tir. sam a nin­guém. Eles não dão o me­lhor
re­tor­no ao fa­bri­can­te, não são o an­seio do
Ou seja, o fato de o con­su­mi­dor não po­der con­su­mi­dor, que quer itens que aten­dam a
exer­cer sua fi­de­li­da­de em de­ter­mi­na­do um cer­to ní­vel de exi­gên­cia, e não são atra­
mo­men­to de di­fi­cul­da­de fi­nan­cei­ra não ti­vos ao lo­jis­ta, já que pro­mo­vem um fa­tu­
in­va­li­da o ape­lo da mar­ca for­te... ra­men­to mais bai­xo por me­tro qua­dra­do e,
Exa­to. Não faz par­te do ideá­rio de nin­ con­se­qüen­te­men­te, com uma mar­gem de

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con­tri­bui­ção pior para a loja. In­ves­tir em O su­per­mer­ca­do que não te­nha mar­cas
mar­cas de com­ba­te é uma es­tra­té­gia vá­li­ for­tes tam­bém não vai es­tar fi­de­li­zan­do
da, que gera cai­xa, mas lem­bre­mos que ela seus clien­tes, a não ser que o faça ex­clu­
não dá re­sul­ta­dos em lon­go pra­zo. Bons si­va­men­te atra­vés do pre­ço. Mas in­sis­to
re­sul­ta­dos saem da mar­gem do pro­du­to, e na tese de que pre­ço não tor­na nin­guém
o que a pro­mo­ve é es­sen­cial­men­te a mar­ fiel. Clien­te que só bus­ca pre­ço é como
ca. A boa per­cep­ção do pro­du­to é re­fle­ti­da quem ven­de sexo: fica com o com­pa­nhei­
na ima­gem da mar­ca. ro en­quan­to ele lhe dá re­tor­no, mas quan­
do a fon­te muda de en­de­re­ço ele muda
Ape­sar da con­tro­vér­sia que cer­ca o as­sun­ au­to­ma­ti­ca­men­te. O pre­ço bai­xo pode ser
to, re­cor­rer a par­ce­rias com o va­re­jo para um dos ar­gu­men­tos para a loja con­quis­tar
for­ne­cer-lhe mar­cas pró­prias tam­bém o con­su­mi­dor, mas ela vai ter que cui­dar
pode ser uma es­tra­té­gia vá­li­da para não de va­riá­veis como sua apre­sen­ta­ção, lim­
per­der fa­tu­ra­men­to? pe­za, la­yout de gôn­do­la, ser­vi­ços, se­não
Acho que a mar­ca pró­pria é sem­pre uma ela terá só o clien­te opor­tu­nis­ta, que está
amea­ça, por­que ela é uma for­ma atrás de uma ofer­ta mo­men­tâ­nea. A
que o va­re­jo tem de com­prar pro­du­ mar­ca pró­pria só é um ris­co para o
tos sem pa­gar o va­lor agre­ga­do da As mar­cas va­re­jo se vier so­zi­nha, e não exis­
mar­ca, agre­gan­do a eles o va­lor que tem no mun­do mer­ca­dos só com
pró­prias vão
sua mar­ca de loja tem. Nes­se pon­to mar­cas pró­prias. Acre­di­to que as
de vis­ta tra­ta-se de um ris­co, pois a con­ti­nuar mar­cas pró­prias vão con­ti­nuar cres­
in­dús­tria está re­pas­san­do seu ex­per­ cres­cen­do, mas cen­do, mas me­nos que na Eu­ro­pa, e
ti­se de fa­bri­ca­ção para pro­mo­ver me­nos que na não irão subs­ti­tuir mar­cas da in­dús­
uma mar­ca que não é dela e que vai tria. Elas irão con­vi­ver, pois não são
fi­de­li­zar clien­tes que po­de­riam ser Eu­ro­pa, e não irão coi­sas su­ce­dâ­neas, mas com­ple­
dela, e com a mes­ma qua­li­da­de de subs­ti­tuir mar­cas men­ta­res.
pro­du­ção que ela tem. Mas se você da in­dús­tria. Elas
con­si­de­rar que a mar­ca pró­pria tam­ Es­tão bas­tan­te em evi­dên­cia as
bém é efi­caz para de­so­var a ca­pa­ci­
irão con­vi­ver, pois que­das de bra­ço en­tre a in­dús­tria e
da­de pro­du­ti­va ocio­sa das fá­bri­cas, não são coi­sas o va­re­jo. A pres­são dos su­per­mer­
ela pode ser so­lu­ção. En­tão, é uma su­ce­dâ­neas, ca­dis­tas para que os for­ne­ce­do­res
in­ter­pre­ta­ção mui­to re­la­ti­va, que não re­pas­sem au­men­tos de pre­ços
de­pen­de da si­tua­ção da em­pre­sa. O
mas com­ple­- não con­tri­buem para va­lo­ri­zar a
mais in­te­res­san­te é fa­zer uma mar­ca men­ t a­
r es po­lí­ti­ca do pre­ço bai­xo em pri­mei­ro
for­te, com va­lor agre­ga­do. Se hou­ lu­gar?
ver uma emer­gên­cia, pode-se lan­çar Pres­sões exis­tem, é ver­da­de, e o
mar­cas de com­ba­te. A mar­ca pró­pria se­ria ín­di­ce ele­va­do de de­ci­sões de com­pra in
a úl­ti­ma op­ção, mas há que se con­si­de­rar sto­re (na loja), os fa­mo­sos 85%, é o maior
que ela exi­ge um in­ves­ti­men­to bai­xo, já ar­gu­men­to uti­li­za­do pelo va­re­jo para for­
que a em­pre­sa não pre­ci­sa de­sen­vol­ver çar os for­ne­ce­do­res a bai­xa­rem pre­ços.
em­ba­la­gem, fa­zer pro­pa­gan­da, ter uma Mas sabe-se mui­to bem que uma con­su­
equi­pe de ven­das – fa­to­res que im­pli­cam mi­do­ra de Omo não vai le­var ou­tro sa­bão
cus­tos mes­mo para a mar­ca de com­ba­te. em pó por ele ser mais ba­ra­to. O que ela
Se a ne­ces­si­da­de ime­dia­ta for de es­coa­ vai fa­zer é com­pa­rar o pre­ço de Omo
men­to de pro­du­ção, a mar­ca pró­pria deve en­tre as re­des de va­re­jo A, B ou C. Ela
ser con­si­de­ra­da. não com­pa­ra Omo com ou­tro pro­du­to. A
mes­ma coi­sa acon­te­ce com to­dos os pro­
Esse re­cur­so do va­re­jo às mar­cas pró­prias du­tos de mar­ca cons­truí­da. Quem com­pra
não é uma amea­ça a ele mes­mo, na me­di­da Coca-Cola não vai le­var tu­baí­na por­que
em que as gran­des mar­cas são ân­co­ras ela é mais ba­ra­ta. En­tão a rede de va­re­jo
para seu ne­gó­cio? Dá para ima­gi­nar um não vai dis­pen­sar a Coca-Cola por­que ela
su­per­mer­ca­do que não te­nha pro­du­tos com tem tu­baí­na mais ba­ra­ta. Ela quer Coca-
mar­cas como Coca-Cola, Omo, Nes­tlé? Cola pelo me­lhor cus­to, quer o Omo pelo

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me­lhor cus­to, e ela quer to­dos os pro­du­tos
que têm mar­ca cons­truí­da pelo pre­ço mais
bai­xo em re­la­ção aos seus con­cor­ren­tes.
Nes­se pon­to, per­ce­be-se que pre­ço bai­xo
é real­men­te re­la­ti­vo.

Uma es­tra­té­gia que vem sen­do cada vez


mais ado­ta­da é a das mar­cas guar­da-chu­
va (um­brel­la brands), em que as em­pre­sas
co­lo­cam suas mar­cas mais for­tes ou a mar­
ca-mãe nas mais va­ria­das li­nhas de pro­du­
tos, às ve­zes até em ca­te­go­rias di­fe­ren­tes.
Apa­ren­te­men­te, isso é mo­ti­va­do an­tes de
mais nada pela ne­ces­si­da­de de au­men­tar
ra­pi­da­men­te as ven­das. Além des­se, há
ou­tros ga­nhos com essa es­tra­té­gia?
Mi­nha per­cep­ção é di­fe­ren­te. O ob­je­ti­vo
das mar­cas guar­da-chu­va não é ape­nas
ala­van­car ven­das, mas agre­gar va­lor.
Pe­gue­mos o exem­plo do Dove, um sa­bo­
ne­te que sur­giu e criou uma ca­te­go­ria:
hoje há di­ver­sos pro­du­tos que sur­gi­ram
para con­cor­rer com o Dove, usan­do cre­
me hi­dra­tan­te em sua com­po­si­ção e in­clu­
si­ve com em­ba­la­gens se­me­lhan­tes. Há
pou­co, o fa­bri­can­te lan­çou hi­dra­tan­tes,
pro­te­to­res so­la­res e ou­tros pro­du­tos com
o su­por­te da mar­ca Dove. Isso agre­ga
va­lor a es­ses no­vos pro­du­tos de ma­nei­ra
mui­to ve­loz e efi­cien­te. Tra­ta-se, en­tão,
de ala­van­car ven­das agre­gan­do va­lor, mas
com um cus­to de ala­van­ca­gem mui­to
mais bai­xo.

Quais se­riam seus ris­cos?


Vejo ris­co na ex­ten­são de­ma­sia­da da mar­
ca. Não se pode es­ten­der a mar­ca além da
com­preen­são do con­su­mi­dor, além do que
ele pode en­ten­der como viá­vel. Tra­çan­do
um pa­ra­le­lo sim­ples, se­ria como lan­çar
um ma­car­rão com a mar­ca Dove, por
exem­plo. Aí é for­çar a bar­ra na ex­ten­são
de li­nha. A es­tra­té­gia é vá­li­da mas, como
tudo em mar­ke­ting, deve ser usa­da com
cui­da­do. É pre­ci­so res­pei­tar a ca­pa­ci­da­de
de per­cep­ção do con­su­mi­dor.

(N. da R.: Como vice-pre­si­den­te de ex­pan­


são do Po­pai, Sid­ney Por­to está bus­can­
do re­pre­sen­tan­tes es­ta­duais para a en­ti­
da­de fora da re­gião Su­des­te. In­te­res­sa­dos
po­dem con­ta­tá-lo atra­vés do e-mail
sid­ney@ge­ren­cial­mi­nas.com.br).
capa

fotos: studio ag
Reformulação ex
Para deslanchar, café nacional investe em embalagem
Por Leandro Haberli

C
omo ou­tros pro­du­tos que his­to­ dó­la­res, do mer­ca­do in­ter­na­cio­nal de café
ri­ca­men­te in­te­gra­ram a pau­ta be­ne­fi­cia­do, se­gun­do o Sin­di­ca­to da In­dús­
de ex­por­ta­ções bra­si­lei­ra, o tria do Café do Es­ta­do de São Pau­lo. In­ter­
café por mui­to tem­po in­cor­po­ na­men­te, o con­su­mo anual per ca­pi­ta da
rou um mo­de­lo de mer­ca­do pou­co in­cli­na­ be­bi­da, que já ha­via bei­ra­do os 6 qui­los na
do aos con­su­mi­do­res in­ter­nos: os me­lho­res dé­ca­da de 60, vem re­cu­pe­ran­do os ín­di­ces
grãos aca­ba­vam pa­ran­do nas pra­te­lei­ras lá áu­reos, ten­do sal­ta­do de 3,39 qui­los, em
de fora, e só o re­ma­nes­cen­te da pro­du­ção 1996, para os 5,02 atuais, de acor­do com a
na­cio­nal abas­te­cia os pon­tos-de-ven­da e os As­so­cia­ção Bra­si­lei­ra da In­dús­tria de Café
apre­cia­do­res lo­cais. Con­tra­rian­do essa tra­ (Abic).
di­ção, evo­ca­da por um pe­río­do em que o
pro­du­to re­pre­sen­ta­va mais de 50% de tudo Preservação de aromas
que o país ex­por­ta­va, o mer­ca­do bra­si­lei­ro De todo modo, as opor­tu­ni­da­des de cres­ci­
de ca­fés tem vi­vi­do nos úl­ti­mos anos um men­to do café bra­si­lei­ro no mer­ca­do ex­ter­
pro­ces­so de re­no­va­ção pe­cu­liar de se­to­res no e as pers­pec­ti­vas de ex­pan­são do con­su­
res­guar­da­dos por um con­su­mo in­ter­no mo do pro­du­to pe­los pró­prios bra­si­lei­ros
vi­go­ro­so. las­treiam o pi­que dos em­pre­sá­rios do se­tor
Ten­do sido em gran­de par­te ad­qui­ri­das de in­ves­tir em no­vas tec­no­lo­gias de acon­di­
por gru­pos com atua­ção glo­bal, as mar­cas cio­na­men­to, além de dar ares mais mo­der­
na­cio­nais mais co­nhe­ci­das in­ves­tem sem nos ou so­fis­ti­ca­dos ao de­sign das em­ba­la­
pa­rar em seg­men­ta­ção, ao mes­mo tem­po gens. Nes­se pro­ces­so de re­no­va­ção, pe­sam
em que lu­tam para se di­fe­ren­ciar dos con­ bas­tan­te, além da di­fe­ren­cia­ção vi­sual, a
cor­ren­tes e gal­gar par­ti­ci­pa­ção em um mer­ pre­ser­va­ção de aro­mas e a ex­ten­são do shelf
ca­do que mo­vi­men­ta mais de 3 bi­lhões de life dos ca­fés. Par­ti­cu­lar­men­te por es­tes úl­ti­
reais/ano. Além de in­ves­tir em grãos que mos gar­ga­los, a so­lu­ção de em­ba­la­gem
não dei­xam a de­ver aos em­bar­ca­dos para o
ex­te­rior, e de ofe­re­cer blends ce­le­bra­dos
pe­los en­ten­di­dos no as­sun­to, as tor­re­fa­do­
ras bus­cam, num mo­men­to de tran­si­ção de
go­ver­no e de re­no­va­ção do com­pro­mis­so
ex­por­ta­dor do país, for­ta­le­cer lá fora as
ven­das de café com va­lor ver­da­dei­ra­men­te
agre­ga­do. Ou seja, tor­ra­do, moí­do e pre­via­
men­te acon­di­cio­na­do por em­pre­sas na­cio­
nais ou aqui ins­ta­la­das.
Es­tan­do em jogo a am­plia­ção do mer­ca­
do in­ter­no, ou o for­ta­le­ci­men­to da pre­sen­ça
do café bra­si­lei­ro nas pra­te­lei­ras do mun­do,
o que se cons­ta­ta é que a em­ba­la­gem sur­ge
como pe­dra de to­que para que esse mer­ca­
do des­lan­che de­fi­ni­ti­va­men­te. Bas­ta di­zer
que, mes­mo sen­do, a exem­plo do que ocor­
re há mais de um sé­cu­lo e meio, o maior
ex­por­ta­dor de grão ver­de do mun­do, o Bra­
sil de­tém ape­nas 0,4%, ou 4,4 mi­lhões de

12 – embalagemmarca • jan 2003


tra forte
in­ter­na­men­te, já que a ex­ten­são con­ti­nen­tal
do país exi­ge so­lu­ções que pro­lon­gam ao
má­xi­mo o shelf life dos pro­du­tos. Com par­
ti­ci­pa­ção ain­da tí­mi­da, me­nos de 15% do
mer­ca­do bra­si­lei­ro, a em­ba­la­gem a vá­cuo é
mais dis­se­mi­na­da no mer­ca­do bra­si­lei­ro de bem ava­lia­da por to­dos os en­vol­vi­dos nes­sa
ca­fés hoje, a al­mo­fa­da, já não é con­si­de­ra­da ca­deia pro­du­ti­va. “Além de pre­ser­var efi­
ideal. cien­te­men­te as ca­rac­te­rís­ti­cas do pó, o
Com­pos­tas nor­mal­men­te por fil­mes de vá­cuo fa­vorece a lo­gís­ti­ca, per­mi­tindo às
po­liés­ter e po­lie­ti­le­no, as em­ba­la­gens al­mo­ em­pre­sas atin­gir mer­ca­dos im­pos­sí­veis de
fa­da acon­di­cio­nam mais de 80% do café se atuar com al­mo­fa­da”, diz Sér­gio Ha­mil­
tor­ra­do e moí­do ven­di­do no Bra­sil. A maior ton An­ge­luc­ci, di­re­tor co­mer­cial da Em­ba­
des­van­ta­gem des­sa al­ter­na­ti­va é o cur­to la­gens Dia­de­ma, prin­ci­pal for­ne­ce­do­ra de
tem­po de vida útil do pro­du­to acon­di­cio­na­ em­ba­la­gens fle­xí­veis para as tor­re­fa­do­ras
do, que ra­ra­men­te ul­tra­pas­sa qua­tro me­ses. bra­si­lei­ras.
Con­si­de­ran­do os lon­gos pro­ces­sos lo­gís­ti­
cos atre­la­dos à ex­por­ta­ção de café tor­ra­do e Transição para o vácuo
moí­do, cons­ta­ta-se fa­cil­men­te que a tra­di­ Po­rém, mais do que uma ques­tão de tem­po,
cio­nal al­mo­fa­da dei­xa a de­se­jar, mes­mo a tran­si­ção para o vá­cuo es­bar­ra no alto cus­
quan­do se pen­sa em mer­ca­dos bra­si­lei­ros to des­sa so­lu­ção. Os in­ves­ti­men­tos ne­ces­sá­
dis­tan­tes dos gran­des cen­tros. Ade­mais, rios são di­fí­ceis de se­rem as­si­mi­la­dos em
para que o dió­xi­do de car­bo­no usual­men­te um mer­ca­do tão pul­ve­ri­za­do como o de
pro­du­zi­do pelo café pós-tor­re­fa­ção não ca­fés, onde mais de 80% das cer­ca de 1 200
in­fle o pa­co­te, a al­mo­fa­da re­ce­be pe­que­nas em­pre­sas exis­ten­tes são mi­cro ou pe­que­nas,
per­fu­ra­ções pró­xi­mas ao fe­cha­men­to, pro­ com atua­ção não mais do que re­gio­nal.
vi­dên­cia que para mui­tos soa como um “Fal­ta tam­bém um pou­co de em­pe­nho dos
con­tra-sen­so, por co­lo­car em ris­co as pro­ for­ne­ce­do­res no sen­ti­do de ba­ra­tear os equi­
prie­da­des pro­te­to­ras dos fil­mes mul­ti­ca­ma­ pa­men­tos de vá­cuo para café”, acre­di­ta
das uti­li­za­dos nes­se tipo de em­ba­la­gem. Már­cio Pe­rei­ra, ge­ren­te de pro­du­tos da Café
Con­ser­van­do o pro­du­to por mais de um Ca­ci­que, uma das pou­cas gi­gan­tes do se­tor
ano, o alto vá­cuo é vis­to como uma so­lu­ção que pre­ser­vam ca­pi­tal 100% na­cio­nal.
al­ta­men­te in­di­ca­da para o mer­ca­do glo­bal “Pode­riam agir como a Te­tra Pak, que per­
de café, ao mes­mo tem­po em que é ideal mi­tiu que suas má­qui­nas fos­sem com­pra­das
até por pe­que­nas em­pre­sas do mer­ca­do de
lei­tes”, ele com­pa­ra.
O co­te­jo a prin­cí­pio é plau­sí­vel. Po­rém,
os equi­pa­men­tos de em­ba­la­gens a vá­cuo
para café são em sua qua­se to­ta­li­da­de im­por­
ta­dos, o que mui­tas ve­zes os tor­na alvo de
“ca­fei­na­das” ta­xa­ções. So­lu­ções na­cio­nais
co­me­çam a sur­gir, dri­blan­do, ain­da que pau­
la­ti­na­men­te, o alto cus­to do vá­cuo. Nome
for­te do mer­ca­do de em­ba­la­gens, a Ma­si­
pack lan­çou re­cen­te­men­te uma má­qui­na
pró­pria para tor­re­fa­do­ras que atuam com
ca­fés em­ba­la­dos a vá­cuo, a Ul­tra Va­cuum
Mxvac, cujo ren­di­men­to é de 25 pa­co­tes por
mi­nu­to, para em­ba­la­gens de até 250 gra­mas.
“Má­qui­nas na­cio­nais re­pre­sen­tam in­dis­cu­ti­
vel­men­te um ex­ce­len­te ca­mi­nho para o cres­
ci­men­to do vá­cuo, ain­da que te­nham per­for­
man­ce in­fe­rior à das im­por­ta­das”, ava­lia
An­ge­luc­ci, da Dia­de­ma Em­ba­la­gens.

jan 2003 • embalagemmarca – 13


studio ag
Cien­tes da fal­ta de fô­le­go fi­nan­cei­ro das
pe­que­nas e mé­dias em­pre­sas de café e das
de­fi­ciên­cias téc­ni­cas das al­mo­fa­das, ou­tros
pla­yers do mer­ca­do de em­ba­la­gens in­ves­tem
em so­lu­ções in­ter­me­diá­rias para acon­di­cio­nar
o pro­du­to. A al­ter­na­ti­va que tem ga­nha­do
mais for­ça nes­se cam­po é cons­ti­tuí­da pe­las
Stand-up pouches mantêm participação em solúveis
vál­vu­las aro­má­ti­cas. A so­lu­ção, que lá fora
também ga­nha for­ça em la­tas, fun­cio­na como e ma­te­riais de em­ba­la­gem são ca­pa­zes. Na
uma li­te­ral vál­vu­la de es­ca­pe, per­mi­tin­do que área de ca­fés gour­met, aque­les pre­pa­ra­dos a
o gás ema­na­do do café tor­ra­do seja ex­pe­li­do par­tir de grãos es­pe­cial­men­te se­le­cio­na­dos,
da em­ba­la­gem. Por sua vez, o odor agra­dá­vel uma no­vi­da­de in­te­res­san­te foi usa­da pelo Café
dos grãos tor­ra­dos e moí­dos é pre­ser­va­do por­ Aral­to, gri­fe ge­ren­cia­da pela mul­ti­na­cio­nal
que, ao mes­mo tem­po em que li­be­ra o dió­xi­do Sara Lee, que no Bra­sil tam­bém de­tém mar­cas
de car­bo­no, a vál­vu­la, gra­ças a um me­ca­nis­ como Pi­lão, Se­le­to, Café do Pon­to e Ca­bo­clo.
mo sen­sí­vel à pres­são do ar, im­pe­de a en­tra­da Do tipo a vá­cuo, a em­ba­la­gem uti­li­za um sis­
de oxi­gê­nio e ou­tros ga­ses no pa­co­te. te­ma, de­no­mi­na­do dou­ble wall, em que duas
Des­sa for­ma, as vál­vu­las aro­má­ti­cas eli­ bo­bi­nas são aco­pla­das à ma­qui­na de acon­di­
mi­nam a tão cri­ti­ca­da ne­ces­si­da­de de per­fu­ra­ cio­na­men­to. “Com uma apa­rên­cia mais fos­ca
ção das al­mo­fa­das. “O mer­ca­do res­tri­to in­via­ e so­fis­ti­ca­da, o dou­ble wall pode subs­ti­tuir os
bi­li­za a pro­du­ção de má­qui­nas a vá­cuo lo­cal­ car­tu­chos de pa­pel car­tão, além de eli­mi­nar o
men­te”, co­men­ta Nil­son Cruz, coor­de­na­dor as­pec­to en­ru­ga­do dos ca­fés em­ba­la­dos a
de ven­das da Fa­bri­ma, em­pre­sa que atua com vá­cuo”, in­for­ma An­ge­luc­ci, da Dia­de­ma
tec­no­lo­gia ale­mã e já ven­deu mais de 500 Em­ba­la­gens, for­ne­ce­dor da so­lu­ção.
equi­pa­men­tos de acon­di­cio­na­men­to de ca­fés
no mer­ca­do la­ti­no-ame­ri­ca­no (me­nos de 10% Embalagens globais
a vá­cuo). “Por isso, as vál­vu­ Com­pran­do mun­dial­men­
las vêm sen­do en­ca­ra­das te mais de 10 mi­lhões de
como uma so­lu­ção in­ter­me­ sa­cas anuais de café, a
diá­ria mui­to in­te­res­san­te”, Sara Lee pa­re­ce es­tar ace­
diz ele, lem­bran­do que a le­ran­do no país a ado­ção
em­pre­sa apro­vei­tou a Fis­pal de em­ba­la­gens glo­bais,
2002 para pôr em prá­ti­ca sua com tec­no­lo­gia de pon­ta.
es­tra­té­gia nes­se ni­cho. A Ou­tro exem­plo nes­se sen­
Fa­bri­ma di­vul­gou na­que­la ti­do, tam­bém de­sen­vol­vi­
oca­sião uma par­ce­ria com a do pela Dia­de­ma Em­ba­la­
ar­gen­ti­na Ce­lo­mat, fa­bri­can­ gens, foi ba­ti­za­do de Ideal
te de vál­vu­las aro­má­ti­cas Pack. Tra­ta-se da nova
divulgação

auto-ade­si­vas. Para via­bi­li­ em­ba­la­gem da mar­ca Café


zar o uso des­ses pro­du­tos, a do Pon­to, lan­ça­da em
Fa­bri­ma de­sen­vol­veu um de­zem­bro úl­ti­mo. Nes­te
apli­ca­dor es­pe­cí­fi­co, que é caso, além de me­lhor apre­
con­fi­gu­ra­do ao equi­pa­men­to sen­ta­ção, o ape­lo é o da
Fle­xi­bag, de seu pró­prio Nova geração de embalagens a fa­ci­li­da­de de aber­tu­ra,
port­fó­lio. vácuo: facilidade de abertura e ga­ran­ti­da por um fil­me de
En­quan­to so­lu­ções eliminação das rugas se­la­gem in­ter­no que dis­
me­nos one­ro­sas co­me­çam a pen­sa ob­je­tos cor­tan­tes na
ga­nhar no­to­rie­da­de, as mar­ hora do con­su­mo. A Ideal
cas mais for­tes do mer­ca­do Pack tam­bém con­ta com
de café se en­car­re­gam de um auto-ade­si­vo, for­ne­ci­
es­pa­lhar exem­plos do que as do pela In­dex­flex, que per­
no­vas ge­ra­ções de má­qui­nas mi­te guar­dar e con­su­mir o

14 – embalagemmarca • jan 2003


café em sua em­ba­la­gem ori­gi­nal, pre­ser­van­
do o aro­ma por mais tem­po.
Na área de so­lú­veis, res­pon­sá­vel hoje por
cer­ca de 5% do mer­ca­do in­ter­no de ca­fés, os
fa­bri­can­tes tam­bém abu­sam de no­vas ten­
dên­cias em aca­ba­men­to, apro­vei­tan­do que,
nes­sa for­ma, o café se adap­ta a mui­to mais
so­lu­ções de acon­di­cio­na­men­to, como la­tas,
potes de vidro e refis do tipo stand-up pou­
ches. Além de mais visibilidade nas gôndo­
las, os “saquinhos que ficam em pé” têm a
seu favor o peso: por serem mais leves que o

divulgação
vidro e as latas metálicas, muitas empresas
dão preferência a essa solução, principal­
mente para embarques ao exterior.
A Cia. Igua­çu de Café So­lú­vel, por
exem­plo, co­lo­cou re­cen­te­men­te no mer­ca­do
sua ver­são pre­mium, em po­tes de vi­dro da
Cis­per. Afo­ra a di­fe­ren­cia­ção ga­ran­ti­da por
um pro­ces­so de fa­bri­ca­ção a frio, o pro­du­to
é co­ber­to por ró­tu­los ter­moen­co­lhí­veis, for­
Associação Brasileira da
ne­ci­dos pela Slee­ver In­ter­na­tio­nal. “O con­
Indústria do Café su­mi­dor bra­si­lei­ro de ca­fés está fi­can­do mais Cresce participação de sleevers
(21) 2516-8596 exi­gen­te”, diz Ro­dol­pho Ta­ka­has­hi, di­re­tor nos cafés solúveis premium
www.abic.com.br
vice-pre­si­den­te da Igua­çu. “As em­ba­la­gens
Café Cacique de ca­fés pre­ci­sam acom­pa­nhar
(011) 4195-2511 esse novo mo­de­lo de mer­ca­do.”
www.cafecacique.com.br
Sem dú­vi­da já não pre­va­le­ce
Cia Iguaçu de Café Solúvel no Bra­sil a ve­lha idéia, que por
(11) 3145-1445 mui­tos anos por aqui cir­cu­lou, de
www.igacu.com.br
que café é café, e pron­to. O pró­
Cisper prio in­cre­men­to das ver­sões pre­
(11) 6542-8000
mium, que tam­bém com­preen­
www.cisper.com.br
dem os cada vez mais pro­cu­ra­
Diadema Embalagens dos ca­fés or­gâ­ni­cos e des­ca­fei­na­
(11) 4066–7833
dircomercial@embdiadema.com.br
dos, é pro­va de que as em­pre­sas
se vol­tam pro­gres­si­va­men­te para
Fabrima as com­ple­xi­da­des e as mar­gens
(11) 6465-2511
www.fabrima.com.br
cada vez mais ani­ma­do­ras do
mer­ca­do bra­si­lei­ro. Con­co­mi­tan­
Indexflex te­men­te, o país pre­ci­sa de­sin­cor­
(11) 5685-6155
indexflex@indexflex.com.br po­rar o coad­ju­van­te pa­pel de
ven­de­dor de com­mo­dity, e se
Masipack tor­nar nes­se se­tor um ex­por­ta­dor
(11) 4178-8099
www.masipack.com.br de pro­du­tos aca­ba­dos, for­ta­le­
cen­do a ain­da ca­ren­te mar­ca Bra­
Sindicato da Indústria do Café sil. É cla­ro que isso en­vol­ve
do Estado de São Paulo
(11) 3258-7466 mui­ta ne­go­cia­ção e di­plo­ma­cia,
www.sindicafesp.com.br além de um mar­ke­ting con­tun­
den­te. Mas, no que de­pen­der das
Sleever International
(11) 5641-3356 em­ba­la­gens, o su­ces­so pa­re­ce
www.sleever.com cada vez mais ga­ran­ti­do.
design

Iniciativa modelo
Gru­po cria em­ba­la­gens ven­de­do­ras para pe­que­nos em­pre­sá­rios de SC

T
udo co­me­çou com um edi­tal aten­di­das. “Um as­pec­to in­te­res­san­te deste
da Fun­ci­tec – Fun­da­ção de tra­ba­lho é o apoio à co­mu­ni­da­de, aos pro­
Ciên­cia e Tec­no­lo­gia de San­ta du­to­res, que têm ca­rên­cia de in­for­ma­ções e
Ca­ta­ri­na, cujo in­tui­to era não sa­bem a quem re­cor­rer”, diz Lia Krü­
fo­men­tar o de­sen­vol­vi­men­to eco­nô­mi­co e ken Pe­rei­ra, en­ge­nhei­ra de ali­men­tos e uma
so­cial no in­te­rior do Es­ta­do. Pro­pos­tas de das coor­de­na­do­ras do pro­je­to. “A ques­tão
di­ver­sas áreas fo­ram ana­li­sa­das. En­tre elas, eco­nô­mi­ca era im­por­tan­te, mas o lado
uma des­ti­na­da a pro­mo­ver o de­sign de so­cial tam­bém foi mui­to con­si­de­ra­do”,
em­ba­la­gens para va­lo­ri­zar os pro­du­tos con­ti­nua ela. “Me­lho­ran­do as em­ba­la­gens,
re­gio­nais, apre­sen­ta­da pelo NVP – Nú­cleo a ex­pec­ta­ti­va é que as ven­das au­men­tem, a
de Va­lo­ri­za­ção de Pro­du­tos, for­ma­do por ren­da dos pro­du­to­res me­lho­re e os in­cen­ti­
pro­fis­sio­nais ad­vin­dos de áreas como en­ge­ vos para que es­sas pes­soas aban­do­nem a
nha­ria de ali­men­tos, de­sign, tec­no­lo­gia de área ru­ral di­mi­nuam.”
in­for­ma­ção e en­ge­nha­ria agro­nô­mi­ca.
O pro­je­to pre­via o tra­ba­lho com pe­que­ Antes e depois do NVP
nos pro­du­to­res no mu­ni­cí­pio de Ma­fra
(SC), para de­sen­vol­ver me­lho­res em­ba­la­
gens que au­men­tas­sem as chan­ces de
su­ces­so de seus pro­du­tos nas gôn­do­las.
Emb ­ al­ ag
­ em­Marc ­ a acom­pa­nhou a apre­
sen­ta­ção das em­ba­la­gens re­de­se­nha­das, em O mel, an­tes acon­di­cio­na­do
de­zem­bro de 2002, na sede do Ins­ti­tu­to em em­ba­la­gem plás­ti­ca, foi
co­lo­ca­do em po­tes stan­dard
CEPA/SC – Ins­ti­tu­to de Pla­ne­ja­men­to e
de vi­dro, para fa­ci­li­tar as
Eco­no­mia Agrí­co­la de San­ta Ca­ta­ri­na, uma ex­por­ta­ções. Ró­tu­lo e con-
das en­ti­da­des apoia­do­ras do NVP (junto tra-rótulo são auto-ade­si­vos. O mesmo sistema
com a Fun­ci­tec a Fa­cul­da­de Bard­dal de de embalagem foi utilizado para as con­ser­vas,
onde a maior mu­dan­ça foi no
Ar­tes Apli­ca­das). Na se­ma­na an­te­rior, os as­pec­to grá­fi­co. O fran­go co­lo­
pro­du­to­res já ha­viam vis­to e apro­va­do as nial man­te­ve a em­ba­la­gem
mu­dan­ças. plás­ti­ca fle­xí­vel, mas o saco de
PEBD fi­cou mais jus­to, com
ró­tu­lo im­pres­so na pró­pria
Atividade de fomento em­ba­la­gem. Os bis­coi­tos ti­ve­
“É im­por­tan­te res­sal­tar que o en­vol­vi­men­ ram uma mu­dan­ça mais ra­di­
cal, ape­sar da sim­pli­ci­da­de da
to de uma ins­ti­tui­ção aca­dê­mi­ca aten­de à
nova so­lu­ção. Foi adi­cio­na­da
de­ter­mi­na­ção de que não fos­se de­sen­vol­vi­ uma cin­ta de pa­pel-car­tão que
da uma sim­ples con­sul­to­ria téc­ni­ca, mas faz com que a em­ba­la­gem
uma ati­vi­da­de de fo­men­to”, diz o pro­fes­sor fi­que em pé na gôn­do­la.

Eu­ge­nio Me­ri­no, um dos res­pon­sá­veis pelo


NVP e uma das fi­gu­ras mais em­pe­nha­das
em de­sen­vol­ver o de­sign na Re­gião Sul do
Bra­sil.
Ini­cial­men­te, se­riam três os pro­du­tos
en­fo­ca­dos: mel, con­ser­vas e fran­go co­lo­
nial. Na fase ini­cial, en­tre­tan­to, pro­du­to­ras
de bis­coi­tos ca­sei­ros so­li­ci­ta­ram a sua
in­clu­são no pro­je­to. Fo­ram pron­ta­men­te

16 – embalagemmarca • jan 2003


No me­lhor es­ti­lo fran­cês e ita­lia­no
O tra­ba­lho de re­de­se­nho das em­ba­la­gens
fei­to pelo NVP pas­sou por di­ver­sas eta­pas.
A pri­mei­ra de­las foi criar um selo de ori­gem
para a re­gião de Ma­fra, com o ob­je­ti­vo de
trans­mi­tir aos pro­du­tos lo­cais va­lo­res como
se­rie­da­de, tra­di­ção, trans­pa­rên­cia e qua­li­da­
de. Prá­ti­ca pou­co uti­li­za­da no Bra­sil, a cria­
ção de de­no­mi­na­ção de ori­gem con­tro­la­da é
am­pla­men­te uti­li­za­da por paí­ses avan­ça­dos,
como ma­nei­ra de va­lo­ri­zar pro­du­tos re­gio­
nais. Quem, por exem­plo, nun­ca ou­viu fa­lar
em Bor­deaux, Cham­pag­ne, Val­po­li­cel­la, para
não ir além da área de be­bi­das?
Em se­gui­da, es­tu­dos de cam­po aju­da­ram a
de­fi­nir pa­râ­me­tros para a cria­ção – res­pei­
tan­do-se as ca­rac­te­rís­ti­cas dos pro­du­tos e
ob­ser­van­do-se os pro­du­tos con­cor­ren­tes.
Des­sa aná­li­se fo­ram ge­ra­das al­ter­na­ti­vas,
que re­sul­ta­ram numa pro­pos­ta fi­nal para a
re­for­mu­la­ção das em­ba­la­gens. Criou-se uma
uni­da­de vi­sual para as quatro ca­te­go­rias
(cuja di­fe­ren­cia­ção pas­sou a ser fei­ta por
co­res), de for­ma que se crias­se a idéia de
fa­mí­lia de pro­du­tos. Os re­sul­ta­dos po­dem
ser vis­tos ao lado.

O que nor­teou o re­de­se­nho foi a ne­ces­ “Exis­tem nor­mas ri­go­ro­sas so­bre o que NVP
(48) 9104-6916 (Profa. Lia)
si­da­de de que se res­sal­tas­se a boa qua­li­da­ deve apa­re­cer nos ró­tu­los, mas a fal­ta de (48) 9971-1003 (Prof. Merino)
de dos pro­du­tos. “As em­ba­la­gens não tra­ in­for­ma­ções faz com que mui­tos pro­du­to­ nvp@barddal.com.br
du­ziam o cui­da­do e a tec­no­lo­gia com que res me­no­res não as res­pei­tem”, aler­ta ela.
os pro­du­to­res tra­ba­lham”, ex­pli­ca Me­ri­no.
“Os api­cul­to­res da re­gião, por exem­plo, Pro­va de fogo
têm pro­ces­sos pro­du­ti­vos su­per avan­ça­dos, Ain­da que o pro­je­to já pos­sa ser con­si­de­ra­
que fa­zem do mel de San­ta Ca­ta­ri­na um do um su­ces­so, a pro­va de fogo das no­vas
dos me­lho­res do mun­do”, com­ple­ta a em­ba­la­gens deve ocor­rer em ja­nei­ro, para
en­ge­nhei­ra de ali­men­tos, con­tan­do que a quan­do es­tão pro­gra­ma­dos tes­tes em su­per­
em­ba­la­gem an­te­rior, po­bre, não trans­mi­tia mer­ca­dos. O que se quer ob­ser­var é se, com
essa rea­li­da­de. A so­lu­ção en­con­tra­da foi as mu­dan­ças, terá sido pos­sí­vel agre­gar
va­lo­ri­zar o as­pec­to co­lo­nial, ru­ral, fa­mi­liar va­lor aos pro­du­tos, gerando mar­gens maio­
e ca­sei­ro dos pro­du­tos, re­me­ten­do à sua res e va­lo­ri­zan­do a produção re­gional.
se­rie­da­de e tra­di­ção (ver qua­dro). Os pro­fis­sio­nais do NVP fa­zem, con­tu­
A equi­pe preocupou-se com a via­bi­li­da­ do, uma res­sal­va: a em­ba­la­gem não foi o
de eco­nô­mi­ca das no­vas em­ba­la­gens. úni­co pro­ble­ma iden­ti­fi­ca­do nos tra­ba­lhos
“Tudo foi pen­sa­do de for­ma a as­se­gu­rar de pes­qui­sa. Os pro­du­to­res de­vem es­tar
que os pro­du­to­res ti­ves­sem fá­cil aces­so aos aten­tos a ou­tros as­pec­tos de seus ne­gó­cios
for­ne­ce­do­res, e que não hou­ves­se ele­va­ção que, por es­ta­rem fora do es­co­po do pro­je­to,
sig­ni­fi­ca­ti­va dos cus­tos”, ex­pli­ca Lia. Mes­ não fo­ram ata­ca­dos de fren­te nesse momen­
mo as­sim, as no­vas em­ba­la­gens re­pre­sen­ to. Porém, o NVP tomou o cuidado de pro­
tam uma me­lho­ra sig­ni­fi­ca­ti­va do pon­to de du­zir uma lis­ta de re­co­men­da­ções. Afi­nal,
vis­ta do ape­lo vi­sual. Ou­tra questão abor­ como lem­bra Me­ri­no, o de­sign não é uma
dada pelo NVP foi a par­te de re­qui­si­tos ati­vi­da­de iso­la­da, e deve coa­du­nar-se com
le­gais para a ro­tu­la­gem dos pro­du­tos. ou­tras ações da em­pre­sa.

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processos

Eliminando vazame
Re­ver pro­ces­sos pro­du­ti­vos pode aju­dar no com­ba­te ao des­per­dí­cio
Marcos Palhares (*)

U
ma das “má­xi­mas” dos ne­gó­ des­per­dí­cio con­se­gui­ram eco­no­mi­zar, em
cios é que o au­men­to nas mar­ mé­dia, o equi­va­len­te a 1% de seu fa­tu­ra­
gens de lu­cro pode ser con­se­ men­to bru­to. Acre­di­tan­do que esse nú­me­
gui­do de duas ma­nei­ras: com o ro pode – no mí­ni­mo – se re­pe­tir em nos­so
au­men­to da re­cei­ta ou com a re­du­ção dos país, Emb ­ al
­ ag
­ em­Marc ­ a de­ci­diu abor­dar
cus­tos. Por re­pe­ti­ti­vo que isso pos­sa pa­re­ o as­sun­to como su­ges­tão para que as
cer, o fato é que nem sem­pre o ób­vio é em­pre­sas ana­li­sem suas em­ba­la­gens e pro­
se­gui­do à ris­ca. Num mo­men­to em que ces­sos pro­du­ti­vos, bus­can­do iden­ti­fi­car
pa­re­ce di­fí­cil, se não im­pos­sí­vel, para a pos­sí­veis pon­tos de des­per­dí­cio.
maio­ria das em­pre­sas re­pas­sar au­men­tos Em pri­mei­ro lu­gar, há que se pen­sar
para os pre­ços, o ou­tro bra­ço da equa­ção quais são as pos­sí­veis per­das, tan­to na
me­re­ce toda a aten­ção. li­nha pro­du­ti­va quan­to nas prá­ti­cas ad­mi­
Es­tu­dos do DTI - De­par­ta­ment of Tra­ nis­tra­ti­vas. Exem­plos de pos­sí­veis gas­tos
de and In­dustry, o equi­va­len­te bri­tâ­ni­co des­ne­ces­sá­rios são o con­su­mo ex­ces­si­vo
do nos­so Mi­nis­té­rio do De­sen­vol­vi­men­to, de ener­gia (o re­cen­te ra­cio­na­men­to en­si­
In­dús­tria e Co­mér­cio, mos­tram que, no nou mui­tas em­pre­sas que re­du­zir é qua­se
Rei­no Uni­do, em­pre­sas que com­ba­te­ram o sem­pre pos­sí­vel) e de ma­té­rias-pri­mas.

Na me­di­da cer­ta
Com no­vos equi­pa­men­tos, Kai­ser otimiza pre­ci­são de en­chi­men­to
Por Leandro Haberli

N
es­ses tem­pos em que con­ten­ Ante o pro­gres­si­vo pre­juí­zo cau­sa­do
ção de des­pe­sa se tor­nou uma pelo des­per­dí­cio em es­ca­la glo­bal, não é
re­gra ba­si­lar em qual­quer di­fí­cil en­ten­der a ra­zão dis­so. Mas há se­to­res
ma­nual de so­bre­vi­vên­cia de onde a preo­cu­pa­ção com as per­das pa­re­ce
mer­ca­do, a aqui­si­ção de bens du­rá­veis é um ter origens mais an­ti­gas. É o caso do mer­ca­
da­que­les pas­sos que só pode ser dado ten­do do cer­ve­jei­ro. Ain­da em bus­ca de uma téc­ni­
em vis­ta uma idéia cla­ra dos be­ne­fí­cios que ca mais apro­pria­da, os pri­mei­ros fa­bri­can­tes
se ob­te­rá em tro­ca. Como bem sa­bem os da be­bi­da no Bra­sil fe­cha­vam as gar­ra­fas
pla­yers do mer­ca­do de equi­pa­men­tos, an­tes com ro­lhas, que eram pre­sas ao pes­co­ço da
de as­si­nar um com­ple­xo con­tra­to de fi­nan­ em­ba­la­gem por um bar­ban­te. A im­pro­vi­sa­
cia­men­to de uma má­qui­na fa­bril, as em­pre­ ção, res­pon­sá­vel pela an­ti­ga ex­pres­são “cer­
sas se mos­tram cada vez mais cri­te­rio­sas. A ve­ja-bar­ban­te”, vi­sa­va evi­tar que o gás car­
no­vi­da­de que co­me­ça a ga­nhar for­ça é que, bô­ni­co ex­pe­li­do fi­zes­se a cer­ve­ja es­tou­rar,
en­tre as van­ta­gens es­pe­ra­das de um novo des­per­di­çan­do par­te da pro­du­ção.
equi­pa­men­to, a pro­mes­sa de di­mi­nui­ção de Hoje os pro­ble­mas de des­per­dí­cio
per­das pode fa­zer toda a di­fe­ren­ça. en­fren­ta­dos pe­los fa­bri­can­tes de cer­ve­ja já

18 – embalagemmarca • jan 2003


ntos indesejáveis
É pre­ci­so, tam­bém, ter em men­te que ter em men­te que pro­ces­sos po­dem sem­
que­bras de pro­du­ção po­dem sig­ni­fi­car pre ser me­lho­ra­dos. Con­tu­do, a bus­ca por
ven­das des­per­di­ça­das, caso não haja ca­pa­ con­sis­tên­cia – pou­ca va­ria­bi­li­da­de – na
ci­da­de ocio­sa. O mes­mo se apli­ca a re­fa­ pro­du­ção não eli­mi­na as va­ria­ções in­trín­
ções, pois um item fei­to duas ve­zes é um se­cas do pro­ces­so (as cha­ma­das cau­sas
item não ven­di­do. Nes­te úl­ti­mo caso, há “nor­mais”, li­ga­das a as­pec­tos pro­ba­bi­lís­
ain­da o agra­van­te da du­pli­ca­ção de cus­tos ti­cos). Por isso, deve-se tra­ba­lhar com
de pro­du­ção e en­tre­ga. “me­tas de to­le­rân­cia”.
Ou­tro pro­ble­ma clás­si­co é o sur­gi­men­ A re­du­ção do des­per­dí­cio é im­por­tan­te
to de gar­ga­los na pro­du­ção, prin­ci­pal­men­ não ape­nas do pon­to de vis­ta dos cus­tos.
te quan­do es­tes an­te­ce­dem no­vos pro­ces­ Ela pode ter re­fle­xos po­si­ti­vos em ou­tros
sos. Iden­ti­fi­cá-los e eli­mi­ná-los, en­tre­tan­ in­di­ca­do­res, tais como pro­du­ti­vi­da­de e
to, nem sem­pre é ta­re­fa sim­ples, já que qua­li­da­de do pro­du­to. Isso sem fa­lar na
eles po­dem tor­nar-se apa­ren­tes quan­do já re­du­ção do im­pac­to am­bien­tal da pro­du­
é tar­de de­mais. ção, de­cor­ren­te da di­mi­nui­ção de per­das.
É evi­den­te que o ob­je­ti­vo pri­mor­dial Por isso, re­vi­sões pe­rió­di­cas dos pro­ces­
de qual­quer em­pre­sa deve ser a eli­mi­na­ sos pro­du­ti­vos são sem­pre uma prá­ti­ca
ção de todo e qual­quer des­per­dí­cio. Po­rém, sau­dá­vel. No mí­ni­mo, a em­pre­sa es­ta­rá
ao ata­car o pro­ble­ma, é pre­ci­so que se en­ten­den­do me­lhor os seus pro­ces­sos.
atue de for­ma rea­lis­ta, fi­xan­do-se me­tas (*) MSc em Ad­mi­nis­tra­ção pela Saïd Bu­si­ness
pos­sí­veis de re­du­ção de per­das. Há que se School da Uni­ver­si­da­de de Ox­ford, In­gla­ter­ra.

não de­cor­rem de pura fal­ta de co­nhe­ci­men­ re­tor­ná­veis com mais de 15 em­pre­sas, en­tre
to téc­ni­co. Mas em­ba­la­gens fora do pa­drão cer­ve­jei­ros e tu­bai­nei­ros”, se­gue Ma­gon.
con­ti­nuam sen­do um obs­tá­cu­lo. “As gar­ra­ Para al­can­çar ní­veis de des­vio-pa­drão acei­
fas de 600ml não são as me­lho­res em­ba­la­ táveis, a Kai­ser vem in­ves­tin­do em no­vas
gens no que diz res­pei­to a es­ta­bi­li­da­de ge­ra­ções de má­qui­nas en­che­do­ras e de
di­men­sio­nal”, apon­ta Os­val­do Ma­gon Jr., do­sa­gem. Nas li­nhas de en­va­se de la­tas de
ge­ren­te de pac­ka­ging da Kai­ser. alu­mí­nio, o ge­ren­te de pac­ka­ging da em­pre­
Kaiser
sa diz que 80% da pro­du­ção já são do­sa­dos
www.kai­ser.com.br Desperdício e risco de imagem em en­che­do­ras ele­trô­ni­cas, mais pre­ci­sas
0800324567 As di­fe­ren­ças de ta­ma­nho po­dem afe­tar a que as me­câ­ni­cas.
Krones pre­ci­são de en­chi­men­to dos cas­cos. Quan­ Boa par­te des­ses equi­pa­men­tos foi for­ne­
www.kro­nes.com.br do isso acon­te­ce, de duas, uma: ou o fa­bri­ ci­da pela Kro­nes, que aca­ba de im­plan­tar
(11) 4075-9504 can­te con­ta­bi­li­za per­das, que em li­nhas uma nova do­sa­do­ra, mo­de­lo AVC, na li­nha
res­pon­sá­veis por de­ze­nas de mi­lhões de de gar­ra­fas da fá­bri­ca de Ja­ca­reí (SP), de
uni­da­des po­dem sig­ni­fi­car mui­to no ba­lan­ onde saem 50 mi­lhões de cas­cos e 70 mi­lhões
ço do mês; ou o clien­te per­ce­be que está de la­tas de cer­ve­ja por mês. “É di­fí­cil pre­ci­sar
com­pran­do me­nos quan­ti­da­de que a de quan­to um úni­co equi­pa­men­to me­lho­ra nos­sa
di­rei­to. “Há gar­ra­fas em que, para o con­su­ pre­ci­são de en­chi­men­to”, con­ta o ge­ren­te de
mi­dor ter a per­cep­ção de que ela está cheia, pac­ka­ging da Kai­ser. “Mas com o erro de
é pre­ci­so ha­ver no mí­ni­mo 625ml de cer­ve­ en­chi­men­to bei­ran­do a taxa de dez gar­ra­fas
ja”, exem­pli­fi­ca o ge­ren­te da Kai­ser. por mi­lhão, temos certeza de que o in­ves­ti­
Ta­ma­nha va­ria­ção tem mo­ti­vo. “Com­ men­to nas do­sa­do­ras vem sen­do mui­to com­
par­ti­lha­mos nos­so par­que de em­ba­la­gens pen­sa­dor”, con­clui.

jan 2003 • embalagemmarca – 19


impressão

Excursão high-tech
Hei­del­berg apresenta novas tecnologias a brasileiros na Europa

U
ma das con­se­qüên­cias mais cla­ los”, mi­nis­tra­da pelo res­pon­sá­vel mun­dial
ras da glo­ba­li­za­ção eco­nô­mi­ca da Hei­del­berg para esse seg­men­to, Frie­do­lin
é a apro­xi­ma­ção e a pa­dro­ni­za­ Leis, e co­nhe­ceu grá­fi­cas eu­ro­péias, como a
ção de téc­ni­cas e tec­no­lo­gias de Edel­mann, uma das cin­co maio­res fa­bri­can­
pro­ces­so. Esse fa­tor vem fa­zen­do com que, tes de cai­xas para cos­mé­ti­cos do mun­do.
de modo pro­gres­si­vo, em­pre­sas mul­ti­na­cio­
nais dos mais va­ria­dos se­to­res ve­nham pro­ Tendências antecipadas
por­cio­nan­do aos clien­tes bra­si­lei­ros, atra­vés Ou­tro des­ta­que do Tech Tour foi a par­ti­ci­pa­
de tur­nês téc­ni­cas, opor­tu­ni­da­des para en­ri­ ção dos bra­si­lei­ros no “In­fo­rum Spe­cial
que­ce­rem seus co­nhe­ci­men­tos atra­vés de Ef­fects”, even­to in­ter­na­cio­nal que, em duas
apre­sen­ta­ções em pri­mei­ra mão de no­vi­da­ se­ma­nas, re­ce­beu mais de 700 grá­fi­cos de
des tec­no­ló­gi­cas e do net­wor­king com pro­ todo o mun­do na fá­bri­ca em Wies­loch. Es­pe­
fis­sio­nais de ou­tros paí­ses. cia­lis­tas da Hei­del­berg en­fa­ti­za­ram as no­vas
Na área de im­pres­são, vale des­ta­car o opor­tu­ni­da­des ofe­re­ci­das pelo off­set com
mais re­cen­te Tech Tour or­ga­ni­za­do pela aca­ba­men­to de alta qua­li­da­de na área de
Hei­del­berg, tra­di­cio­nal fa­bri­can­te de equi­ em­ba­la­gens e ró­tu­los. Em am­bien­tes dis­tin­
pa­men­tos da área, no fi­nal do ano pas­sa­do. tos, fo­ram apre­sen­ta­das so­lu­ções com
A em­pre­sa le­vou pro­fis­sio­nais de mais de im­pres­so­ras da li­nha Speed­mas­ter CD 74 –
vin­te grá­fi­cas bra­si­lei­ras do se­tor de em­ba­ uma 6 co­res com ver­niz e saí­da pro­lon­ga­da,
la­gens e ró­tu­los para a Ale­ma­nha e a Suí­ça. im­pri­min­do e en­ver­ni­zan­do atra­vés das tec­
Em uma se­ma­na os via­jan­tes pu­de­ram no­lo­gias UV e hí­bri­da, e ou­tra com dois cas­
co­nhe­cer a fá­bri­ca da Hei­del­berg em Wies­ te­los de ver­niz para apli­ca­ções com ver­ni­zes
loch e vi­si­tar as ins­ta­la­ções da Print Me­dia pig­men­ta­dos ou me­ta­li­za­dos. Também foi
Aca­demy da Hei­del­berg na ci­da­de-sede mostrada a nova Speed­mas­ter CD 102 Duo
ho­mô­ni­ma da em­pre­sa, am­bas na Ale­ma­ Press, a pri­mei­ra máquina com uni­da­des de
nha, e co­nhe­cer a fá­bri­ca da Gal­lus, tra­di­cio­ ver­niz co­lo­ca­das tam­bém an­tes dos cas­te­los
nal fa­bri­can­te de má­qui­nas para eti­que­tas de im­pres­são fle­xo­grá­fi­ca, para pro­du­ção e
auto-ade­si­vas, em St. Gal­len, na Suí­ça. O re­ves­ti­men­to de alta qua­li­da­de em li­nha.
gru­po tam­bém com­pa­re­ceu à pa­les­tra “O De acor­do com um dos par­ti­ci­pan­tes do
Mer­ca­do Mun­dial de Em­ba­la­gens e Ró­tu­ gru­po, além da tro­ca de ex­pe­riên­cias da
observação do con­fron­to com a rea­
Speedmaster
li­da­de bra­si­lei­ra, o Tech Tour ser­viu
CD 102 ganhou
novidades para para ve­ri­fi­car in loco os pro­ce­di­men­
revestimentos tos e as ten­dên­cias se­gui­das por grá­
fi­cas in­ter­na­cio­nais, que uti­li­zam os
mais avan­ça­dos re­cur­sos tec­no­ló­gi­
cos com ên­fa­se na alta pro­du­ti­vi­da­
Hei­del­berg
de. “As boas grá­fi­cas bra­si­lei­ras no (11) 3746-4450
seg­men­to, em se tra­tan­do de tec­no­lo­ www.hei­del­berg.com.br
gia e or­ga­ni­za­ção, se apro­xi­mam
mui­to da rea­li­da­de das grá­fi­cas eu­ro­
péias, ex­ce­to pela di­fe­ren­ça dos cus­
tos de mão-de-obra”, diz Ro­land
Krapp, Ge­ren­te de So­lu­ções Pla­nas
da Hei­del­berg do Bra­sil.

22 – embalagemmarca • jan 2003


A qualidade Cong Kit Presenteável com Cortes
Estojos e Berços Especiais

congraf
Desenvolvimento
da Congraf em
Plotter Marbach

Hot Stamping Prata


com Relevo Seco Hot Stamping Azul
Verniz
Rótulos Cartuchos Finos para Cosméticos Setor Alimentício
raf ao seu alcance
Lacre Inviolável
Meio Corte Especial
Re­vo­lu­ção em bus­ca
da evo­lu­ção... Esse é o
jei­to de ser da Con­graf.

T
udo co­me­çou quan­do, em 1972, o
amor pela pro­fis­são grá­fi­ca tor­nou-
se um em­preen­di­men­to. Da bus­ca,
na Ale­ma­nha, por equi­pa­men­tos
grá­fi­cos de pon­ta à im­plan­ta­
ção da pré-im­pres­são den­tro da
grá­fi­ca, ino­var sem­pre foi a
vo­ca­ção da Con­graf, que ago­
Janela de ra re­vo­lu­cio­na mais uma vez,
Acetato com o Com­pu­ter To Pla­te (CTP),
que eli­mi­na o fo­to­li­to, au­men­ta a
ve­lo­ci­da­de e a qua­li­da­de fi­nal dos
tra­ba­lhos. Não in­te­res­sa quem che­
gou pri­mei­ro. Re­vo­lu­cio­nar para a
Con­graf é a bus­ca cons­tan­te pela
evo­lu­ção das ar­tes grá­fi­cas, re­ve­
lan­do uma in­quie­ta­ção cria­ti­va e a
bus­ca cons­tan­te por mu­dan­ças.
O re­sul­ta­do des­ta re­vo­lu­ção está lo­ca­
li­za­do na zona sul de São Pau­lo, num
par­que grá­fi­co de 4 mil m2 de área
con­struí­da. São os úl­ti­mos avan­ços
em equi­pa­men­tos de pré-im­pres­são,
im­pres­são e aca­ba­men­to tor­nan­do
rea­li­da­de os maio­res de­sa­fios em pro­
Hot je­tos grá­fi­cos.

Stamping
Tecnologia,
Criatividade,
Perolizado Qualidade,
Atendimento Personal
Setor Farmacêutico Promocionais izado,
Bons Preços
estratégia

Risonho horizonte
Dixie-Toga e Huhtamaki se unem para fabricar tubos dentais no país

S
e a saú­de bu­cal da po­pu­la­ção

studio ag
Em 2004, 15 milhões de
de­pen­des­se da mo­vi­men­ta­ção dólares de laminados
dos for­ne­ce­do­res de em­ba­la­ produzidos na nova
gens para o mer­ca­do de oral fábrica brasileira
deverão ser exportados
care, os den­tis­tas do país re­gis­tra­riam mui­to
me­nos tra­ta­men­tos de ca­nal ou ex­tra­ções
pre­co­ces. Ao lar­go de exa­ge­ros, tal com­pa­
ra­ção des­ta­ca um mo­vi­men­to ir­re­fu­tá­vel: os
pro­du­tos vol­ta­dos a ga­ran­tir o sor­ri­so de
seus con­su­mi­do­res abrem cada vez mais
opor­tu­ni­da­des para a ca­deia de em­ba­la­gem.
Pro­va des­se ri­so­nho ho­ri­zon­te de pers­
pec­ti­vas é o mer­ca­do de cre­mes den­tais.
Des­de a saí­da de cena dos an­ti­gos tu­bos
me­tá­li­cos, que no Bra­sil do­mi­na­ram o acon­
di­cio­na­men­to des­sa ca­te­go­ria por anos, tal
se­tor pro­ta­go­ni­za uma mo­vi­men­ta­ção cres­
cen­te na par­te de em­ba­la­gens. Uma das evi­
dên­cias des­se agi­to foi o anún­cio, fei­to em
de­zem­bro úl­ti­mo, da cons­tru­ção da pri­mei­ra
fá­bri­ca bra­si­lei­ra de la­mi­na­dos de po­lie­ti­le­no
e alu­mí­nio para tu­bos de pas­ta den­tal. A idéia é co­me­çar a pro­du­ção no fi­nal de
A plan­ta in­dus­trial será fei­ta pela bra­si­lei­ 2003. A bre­vi­da­de se jus­ti­fi­ca em par­te pela
ra Di­xie-Toga em par­ce­ria com a fin­lan­de­sa mag­ni­tu­de do mer­ca­do de em­ba­la­gens para
Huh­ta­ma­ki. A união não es­pan­tou o mer­ca­ cre­me den­tal. Se­gun­do a Di­xie-Toga, que
do, já que cor­ren­te­men­te os la­mi­na­dos uti­li­ for­ne­ce para fa­bri­can­tes como Col­ga­te Pal­
za­dos pela Di­xie-Toga, em­pre­sa que do­mi­na mo­li­ve e Uni­le­ver, o país im­por­ta hoje 20
esse mer­ca­do no Bra­sil e bus­ca ex­pan­dir o mi­lhões de dó­la­res des­se tipo de la­mi­na­do
for­ne­ci­men­to de tu­bos para ou­tros paí­ses, por ano. “Será im­por­tan­te para a ba­lan­ça
são im­por­ta­dos da pró­pria Huh­ta­ma­ki. O co­mer­cial bra­si­lei­ra a na­cio­na­li­za­ção dos
cus­to anun­cia­do da fá­bri­ca bra­si­lei­ra, 12 la­mi­na­dos”, de­cla­rou Wal­ter Schal­ka, CEO
mi­lhões de dó­la­res, será re­par­ti­do de for­ma da Di­xie-Toga. “Va­mos pas­sar de im­por­ta­
equâ­ni­me en­tre as com­pa­nhias. do­res para ex­por­ta­do­res em cur­to pra­zo.”
Em 2004, a Di­xie-Toga pre­ten­de ven­der
Tecnologia e know-how lá fora 15 mi­lhões de dó­la­res do ma­te­rial,
“O que a Di­xie-Toga tra­rá de mais im­por­ prin­ci­pal­men­te para paí­ses da Amé­ri­ca do
tan­te para essa par­ce­ria é seu ex­ten­si­vo Sul. Além de con­tra­riar a idéia de que os
co­nhe­ci­men­to dos mer­ca­dos do Bra­sil e da cre­mes den­tais não com­por­tam bus­ca por
Dixie-Toga
Amé­ri­ca La­ti­na”, ob­ser­va Mark Sta­ton, (11) 6982-9497 di­fe­ren­cia­ção nas gôn­do­las, a pri­mei­ra fá­bri­
vice-pre­si­den­te exe­cu­ti­vo da Di­vi­são Amé­ www.dixietoga.com.br ca bra­si­lei­ra de la­mi­na­dos para tu­bos den­
ri­cas da Huh­ta­ma­ki. “O know-how da Huhtamaki
tais, que será er­gui­da em Na­tal (RN), mos­
Di­xie-Toga e nos­sa tec­no­lo­gia de pon­ta (41) 661-1260 tra que não só os itens seg­men­ta­dos do
re­sul­ta­rão num tec­ni­ca­men­te su­pe­rior port­ www.huhtamaki.com.br mer­ca­do de hi­gie­ne bu­cal, como os en­xa­
fó­lio de ma­te­riais de em­ba­la­gem para o gua­tó­rios, por exem­plo, in­di­ciam um fu­tu­ro
mer­ca­do de oral care”, ele con­si­de­ra. sor­ri­den­te para a ca­deia de em­ba­la­gem.

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Nova ex­pan­são E-com­mer­ce em alta para in­su­mos e pa­péis
Aguar­dan­do au­men­to em seus O KSR On­li­ne, site de co­mér­cio
ne­gó­cios nos mer­ca­dos de ró­tu­los ele­trô­ni­co B2B da KSR, uni­da­de
e de im­pres­sos ge­rais, a Grá­fi­ca de ne­gó­cios da Vo­to­ran­tim Ce­lu­lo­
Es­pí­ri­to San­to aca­ba de ad­qui­rir se e Pa­pel (VCP), foi con­si­de­ra­do
uma área de 15 mil me­tros qua­dra­ o site com me­lhor lo­gís­ti­ca pelo
dos para a ex­pan­são de sua plan­ Prê­mio Pa­drão de Qua­li­da­de 2002,
ta. Será uma nova am­plia­ção em con­ce­di­do pela re­vis­ta B2B Ma­ga­
cur­to tem­po, já que a em­pre­sa ter­ zi­ne e au­di­ta­do pela Bou­ci­nhas e
mi­nou a cons­tru­ção de seu pré­dio- Cam­pos. Mais que isso, con­ta­bi­li­
sede em mea­dos de 2001. “Es­ta­ zou um sal­to de 133% nas ven­das
mos cres­cen­do para aten­der o em 2002, re­gis­tran­do um mo­vi­men­to de 3,5 mi­lhões de reais. A ex­pec­ta­ti­va é
mer­ca­do na­cio­nal”, afir­mou Dá­rio de cres­ci­men­to maior em 2003, quan­do o site pas­sa­rá a ven­der a li­nha com­
Cruz, di­re­tor co­mer­cial da GES. ple­ta de pro­du­tos da KSR, nas 31 fi­liais em todo o país. O KSR On­li­ne en­tre­ga
(27) 3223-7811 os pe­di­dos num pra­zo de até 24 ho­ras. www.ksron­li­ne.com.br
www.gra­fi­caes.com.br

Identidade global para consolidar fusão


Uma das maio­res re­pre­sen­ 70, foi cria­da a mar­ca Print mais as em­pre­sas, re­for­çan­ Nos úl­ti­mos dois anos foi
tan­tes de equi­pa­men­tos grá­ & Pack para aten­der os mer­ do a es­tra­té­gia mun­dial do rea­li­za­do um in­ten­so tra­ba­
fi­cos do mer­ca­do bra­si­lei­ro, ca­dos emer­gen­tes da Aus­ gru­po”, afir­ma Má­rio Au­gus­ lho para au­men­tar a efi­ciên­
a In­ter­gra­fi­ca ini­cia 2003 trá­lia e Ásia. No iní­cio dos to Bar­ce­los, di­re­tor-pre­si­den­ cia da em­pre­sa. “A prin­ci­pal
com no­vi­da­des. Pre­sen­te no anos 90, a Fer­ros­taal as­su­ te da In­ter­gra­fi­ca Print & meta era aten­der o mer­ca­do
Bra­sil há 40 anos, a em­pre­ miu as duas com­pa­nhias e Pack. ver­ti­cal­men­te, pois já tí­nha­
sa acres­cen­ta­rá ao seu lo­go­ fun­dou a em­pre­sa IPP, na A al­te­ra­ção, com­ple­men­ta o mos ga­ran­ti­da a li­de­ran­ça
ti­po o nome Print & Pack – Ale­ma­nha. Ago­ra, as duas exe­cu­ti­vo, será mui­to po­si­ti­ no seg­men­to de equi­pa­men­
mar­ca pre­sen­te em 50 paí­ mar­cas se fun­dem no nome va para a em­pre­sa bra­si­lei­ tos de mé­dio e gran­de por­
ses di­vi­di­dos en­tre Ásia, e na pa­dro­ni­za­ção de lo­go­ti­ ra, que, ao lon­go de 2002, te”, ele diz. Para tam­bém
Eu­ro­pa e Ocea­nia. O ob­je­ti­ pos. “A reu­nião de lo­go­ti­pos se for­ta­le­ceu ape­sar das abar­car ou­tras fai­xas de
vo da mu­dan­ça é con­so­li­dar e no­mes for­ta­le­ce­rá ain­da ad­ver­si­da­des do mer­ca­do. mer­ca­do, es­pe­cial­men­te o
pre­sen­ça nos mer­ca­dos cada seg­men­to de pe­que­nas ti­ra­
vez mais glo­ba­li­za­dos. Fun­ gens, a In­ter­gra­fi­ca Print &
da­do na Ar­gen­ti­na em Pack in­ves­tiu em duas no­vas
1961, o selo In­ter­gra­fi­ca, re­pre­sen­ta­ções: a Ryo­bi,
gra­ças a uma es­tra­té­gia de fa­bri­can­te de má­qui­nas pla­
atua­ção que in­cluía a po­lí­ti­ nas para pe­que­nos for­ma­
ca de fi­nan­cia­men­tos do tos, e a Du­plo, es­pe­cia­li­za­da
gru­po Fer­ros­taal AG, ex­pan­ em equi­pa­men­tos para a
diu-se para ou­tros paí­ses área de aca­ba­men­to.
das Amé­ri­cas, che­gan­do ao (11) 5522-5999 • www.
Bra­sil em 1965. Nos anos in­ter­gra­fi­ca-on­li­ne.com.br

Qua­li­da­de pre­mia a Orsa Gra­ma­tu­ras mo­di­fi­ca­das


Pelo ter­cei­ro ano con­se­cu­ti­vo, a Orsa Ce­lu­lo­se, Pa­pel e Em­ba­la­ A VCP anun­ciou a mo­di­fi­ca­ção de al­gu­mas gra­ma­tu­ras de sua
gens re­ce­beu o Prê­mio de Qua­li­da­de em Im­pres­são Fle­xo­grá­fi­ca li­nha de cou­chés Lu­mi­max, após es­tu­dos, tes­tes de per­for­man­
pe­las em­ba­la­gens “Exe­cu­ti­ve Choi­ce”, pro­du­zi­das para a VCP, e ce e con­sul­tas jun­to a clien­tes. As­sim, a gra­ma­tu­ra de 120g/
“Co­ber­tu­ra de Cho­co­la­te”, para a Nes­tlé. O Prê­mio vale um m2 pas­sa para 115g/m2, en­quan­to a de 180g/m2 está sen­do
re­gis­tro no li­vro “World Ex­cel­len­ce in Cor­ru­ga­ted Gra­phics 2002”. subs­ti­tuí­da pela de 170g/m2. As no­vas gra­ma­tu­ras são vá­li­das
Em 2001 a Orsa tam­bém en­trou para o li­vro, com as em­ba­la­gens para to­dos os ti­pos de Lu­mi­max L2 (gloss, mat­te e silk), em
“Cho­ki­to”, da Nes­tlé, e “Ko­dak”, para a Cia. Su­za­no. suas di­ver­sas for­mas de apre­sen­ta­ção: fo­lha, bo­bi­na ou skid.
(11) 4689-8700 • www.gru­poor­sa.com.br www.vcp.com.br

28 – embalagemmarca • jan 2003


Os me­lho­res em fle­xo­gra­fia em 2002
Tra­di­cio­nal na área grá­fi­ca, o Prê­mio Qua­li­da­de Fle­xo, pro­mo­vi­do pela Ab­fle­xo/FTA-Bra­sil (As­so­cia­ção Bra­si­lei­ra
Téc­ni­ca de Fle­xo­gra­fia), teve os ven­ce­do­res da edi­ção 2002 di­vul­ga­dos no dia 12 de de­zem­bro. A no­vi­da­de des­
sa úl­ti­ma edi­ção foi a se­pa­ra­ção dos tra­ba­lhos com até 4 co­res dos tra­ba­lhos im­pres­sos com 6 a 10 co­res.
Re­pro­du­zi­mos abai­xo gran­de par­te das ca­te­go­rias e seus res­pec­ti­vos agra­cia­dos, que es­pe­lham o que de me­lhor
foi fei­to com o sis­te­ma de im­pres­são fle­xo­grá­fi­co no ano pas­sa­do. A lis­ta com­ple­ta de ven­ce­do­res pode ser con­
fe­ri­da no site da Ab­fle­xo (www.ab­fle­xo.com.br).
De­sem­pe­nho es­pe­cial for­ne­ce­do­res/con­ver­te­do­res re­ti­cu­ Fil­mes fle­xí­veis re­ti­cu­la­do im­pres­so­ra até 4 co­res: 1o.
la­do: 1o. Com­print, com Chro­mos; 2o. Arco Con­vert, com Pa­péis Amá­lia, com Kai­ser Bock; 2o. Pa­péis Amá­lia,
En­car­te Café do Bra­sil; 3o. Feva, com Per­nil Tem­pe­ra­do. com Ban­ner Trop­po Nes­tlé; 3o. Pa­péis Amá­lia, com
Eti­que­tas e ró­tu­los fil­me fle­xí­vel re­ti­cu­la­do im­pres­so­ Ban­ner Peça Schin.
ra de 6 a 10 co­res: 1o. Sol PP, com ró­tu­lo do Café Rio; Fil­mes fle­xí­veis tra­ço im­pres­so­ra de 6 a 10
2o. Pra­ko­lar, com Fi­gu­ri­nhas Ani­ma­niacs; 3o. ITW Can­ co­res: 1o. Adel­bras, com Mun­do Ma­ra­vi­lho­so;
gu­ru, com A Me­ni­na. 2o. Ve­tor­pel, com Gua­ra­ná
Eti­que­tas e ró­tu­los pa­pel re­ti­cu­la­do im­pres­so­ra de 6 a An­tarc­ti­ca; 3o. Cos­plas­tic, com
10 co­res: 1o. Es­cri­to­lar, com Cre­me Pen­tear Ca­mo­mi­la Água Mi­ne­ral São Lou­ren­ço.
300g; 2o. Her­vás, com Sa­nol Sham­poo Neu­tro; 3o. Pa­pel re­ti­cu­la­do im­pres­so­ra de
No­vel­print, com Car­gill Pu­ri­lev. 6 a 10 co­res: 1o. An­ti­lhas, com
Eti­que­tas e ró­tu­los pa­pel tra­ço im­pres­so­ra de 6 a 10 sa­co­la O Bo­ti­cá­rio Na­tal;
co­res: 1o. Moo­re Bra­sil, com Selo Cer­ti­dão MT; 2o. Eti­ 2o. Mos­chet­ti Em­ba­la­gens, com
kor, com Mó­bil GS 333 Plus; 3o. Grif Ró­tu­los e Eti­que­ Ma­dru­ga­da; 3o. Sa­co­tem, com
tas, com Avon Hi­dra­ba­lan­ce. Água de Chei­ro Mar.
Eti­que­tas e ró­tu­los fil­me fle­xí­vel tra­ço im­pres­so­ra até 4
co­res: 1o. Pra­ko­lar, com ró­tu­lo das ba­te­rias Del­phi Free­dom; Pa­pel Tra­ço Im­pres­so­ra até 4 co­res: 1o. Pa­péis Amá­
2o. Uni­fle­xo, com Ró­tu­lo Sua­vity Areia; 3o. Eti­kor, com lia, com Urso Pooh; 2o. Im­bal­lag­gio, com Café Mi­nas
Vi­na­gre Tin­to Pre­mium. Rio; 3o. Agas­se­te, com Best Baby.
Pa­pe­lão on­du­la­do re­ti­cu­la­do: 1o. Ri­ge­sa Mead Wes­
tva­co, com cai­xa as­pi­ra­dor Elec­tro­lux; 2o. Orsa, com
VCP – W.B. Ma­son; 3o. Kla­bin, com Kit Ma­kro 1.
Pa­pe­lão on­du­la­do tra­ço: 1o. Ri­ge­sa Mead Wes­tva­co,
com cai­xa Ita Ci­trus; 2o. Orsa, com VCP Mag­tec; 2o. N.
Sra. da Pe­nha, com
Ar­cos Hal­lo­ween; 3o.
Car­to­na­gem Jauen­se,
com Vul­ca­bras Ked’s.
Fil­mes fle­xí­veis re­ti­cu­la­do im­pres­so­ra de 6 a 10 co­res: Top em fle­xo: Ri­ge­sa
1o. Pa­péis Amá­lia, com Urso Ska­te; 2o. Cris­tal Embs. Mead Wes­tva­co,
Plás­ti­cas, com Ar­roz Pra­to Fino 5kg; 3o. Can­gu­ru Embs. com cai­xa Ita Ci­trus.
Cri­ciú­ma, com Bolo de Côco.

jan 2003 • embalagemmarca – 29


Sé­ti­ma uni­da­de
A La­ta­sa ini­cia nes­te mês as obras
Cer­ti­fi­ca­ção em tem­po re­cor­de
A for­ne­ce­do­ra de ade­si­vos para la­mi­ Bra­sil a em­pre­sa do­brou sua ca­pa­ci­
de sua nova fábri­ca em Ma­naus
na­ção Coim Bra­sil aca­ba de con­quis­ da­de pro­du­ti­va e vo­lu­me de ven­das.
(AM), a sé­ti­ma da em­pre­sa no país.
tar a cer­ti­fi­ca­ção ISO 9001:2000, ver­ Para 2003 a meta da Coim é a cer­ti­fi­
O in­ves­ti­men­to é de US$ 20 mi­lhões
são mais atual do Sis­te­ma de Ges­tão ca­ção ISO 9001:2000 para a fi­lial de
e a uni­da­de terá ca­pa­ci­da­de no­mi-
da Qua­li­da­de. A mul­ti­na­cio­nal ita­lia­ Novo Ham­bur­go (RS) e a im­plan­ta­
nal de pro­du­ção de 400 mi­lhões de
na, se­dia­da em Vi­nhe­do (SP), se ção da nor­ma de ges­tão am­bien­tal, a
la­tas por ano. Em de­zem­bro en­trou
ha­bi­li­tou para a cer­ti­fi­ca­ção no tem­ ISO 14000, em to­das as uni­da­des
em fun­cio­na­men­to a uni­da­de de
po re­cor­de de oito me­ses, o que nor­ bra­si­lei­ras.
Bra­sí­lia da em­pre­sa.
mal­men­te é con­se­gui­do em até três (19) 3876 9600
Prê­mios aos mon­tes anos. Em cin­co anos de atua­ção no www.coim­bra­sil.com.br
A Bra­si­la­ta ga­nhou, pelo se­gun­do
ano con­se­cu­ti­vo, o Prê­mio Ar­tesp Tra­ba­lho pe­sa­do é com ele mesmo
(As­so­cia­ção dos Re­ven­de­do­res de Pro­du­tos quí­mi­cos, elé­tri­cos, ele­ que per­mi­te maior con­tro­le do pro­
Tin­tas do Es­ta­do de São Pau­lo) como trô­ni­cos, abra­si­vos ou que con­vi­ ces­so pro­du­ti­vo, além da alta re­so­
me­lhor for­ne­ce­do­ra de em­ba­la­gens vam com al­tas tem­pe­ra­tu­ras es­tão lu­ção de ima­gens.
para tin­tas. A em­pre­sa tam­bém ga­nhan­do uma so­lu­ção auto-ade­si­ (19) 3876-9300
con­quis­tou em 2002 o Prê­mio Si­ti- va de­di­ca­da, de­sen­vol­vi­da pela www.pro­des­maq.com.br
vesp (Sin­di­ca­to da In­dús­tria de Tin- Pro­des­maq. Tra­ta-se do Su­per
tas e Ver­ni­zes do Es­ta­do de São La­bel, um ró­tu­lo de alta re­sis­tên­cia
Pau­lo), pela 13a vez em suas 14 que per­mi­te o em­pre­go de vá­rias
edi­ções, como a me­lhor em­pre­sa no tec­no­lo­gias e pro­ces­sos de im­pres­
for­ne­ci­men­to da li­nha com­ple­ta de são si­mul­ta­nea­men­te. A im­pres­são
la­tas, bal­des e ae­ros­sóis para o não se de­te­rio­ra, ga­ran­tin­do a
se­tor du­ran­te o ano de 2002. iden­ti­da­de vi­sual e a pre­ser­va­ção
da mar­ca. Ou­tros des­ta­ques são a
Sede e ca­tá­lo­go pos­si­bi­li­da­de de per­so­na­li­za­ção e
Com 13 anos com­ple­ta­dos em de­zem- a in­ser­ção de da­dos va­riá­veis, o
bro, a Tátil De­sign inau­gu­rou sua nova
sede no Rio e lan­çou seu pri­mei­ro Opção nacional para fabricar SUPs
port­fó­lio, que com­pi­la em­ba­la­gens, Gran­de fa­bri­can­te de equi­pa­men­tos sub­si­diá­ria ame­ri­ca­na, a SUP 750 é
ob­je­tos, brin­des e kits pro­mo­cio­nais
para con­ver­são de em­ba­la­gens, a Hud­ in­tei­ra­men­te fa­bri­ca­da no Bra­sil. Pro­duz
fei­tos para clien­tes como No­kia,
son-Sharp do Bra­sil ofi­cia­li­zou o lan­ça­ de 80 a 140 em­ba­la­gens por mi­nu­to e
Avon, Na­tu­ra, Tim e L´Oréal. In­for­ma-
men­to da SUP 750, má­qui­na ser­vo- tem como des­ta­ques a ra­pi­dez nas tro­
ções: (21) 2422-0574.
acio­na­da que pro­duz stand-up pou­ches cas e a fa­ci­li­da­de ope­ra­cio­nal.
Fi­lial ca­rio­ca com e sem zí­per. De­sen­vol­vi­da com (16) 3303-8500
De­pois de ter aber­to uma fi­lial pau- base na pla­ta­for­ma e na tec­no­lo­gia da www.hud­sons­harp.com
lis­ta­na no iní­cio de 2001, a agência
gaú­cha Gad´De­sign inau­gu­rou
recentemente seu escritório ca­rio-
ca, na Praia de Bo­ta­fo­go.

Fran­quia de cai­xas
A Cai­xas­net (www.cai­xas­net.com.br),
loja vir­tual de em­ba­la­gens pa­dro­ni-
za­das de pa­pe­lão on­du­la­do para
pron­ta en­tre­ga, inau­gu­ra em ja­nei­ro
a sua se­gun­da loja real, no bair­ro
pau­lis­ta­no do Itaim Bibi (Av. Pre­si-
den­te Jus­ce­li­no Ku­bits­check, 315).

30 – embalagemmarca • jan 2003


Diversas possibilidades em stand-up pouches
A chi­le­na Alu­sa, que pos­sui fá­bri­cas cial do es­cri­tó­rio re­gio­nal da em­pre­ Alu­sa pos­sui uma má­qui­na de con­
no Chi­le, Ar­gen­ti­na e Peru, quer sa, há di­ver­sas op­ções em es­tru­tu­ras fec­ção de pou­ches que per­mi­te a
ex­pan­dir seus ne­gó­cios em em­ba­la­ tri­la­mi­na­das para en­va­se de pro­du­tos apli­ca­ção de aces­só­rios como zí­pe­
gens fle­xí­veis no Bra­sil atra­vés de a quen­te e la­mi­na­dos para maio­ne­ res e tam­pas, e tam­bém pode for­ne­
suas so­lu­ções em stand-up pou­ches. ses, su­cos em pó, su­cos de fru­tas e cer as em­ba­la­gens em bo­bi­nas.
Se­gun­do Már­cia Sato, da área co­mer­ café so­lú­vel, en­tre ou­tros pro­du­tos. A (11) 5093-6511 • www.alu­sa.cl

Em­ba­la­gens puxam maior es­coamento de re­si­nas


O se­gun­do se­mes­tre de 2002 trou­xe bons ven­tos ao cor­res­pon­dia a 40%. A Abi­plast es­ti­ma que o con­su­mo
se­tor plás­ti­co: o con­su­mo de re­si­nas ter­mo­plás­ti­cas cres­ apa­ren­te de trans­for­ma­dos de plás­ti­co deve fe­char 2002
ceu 4%, gra­ças à de­man­da do seg­men­to de em­ba­la­gens. em 3,980 mi­lhões de to­ne­la­das, ante os 3,824 mi­lhões
Diz Me­rheg Ca­chum, pre­si­den­te da As­so­cia­ção Bra­si­lei­ra re­gis­tra­dos no ano pas­sa­do. Pre­via-se, po­rém, que o
da In­dús­tria do Plás­ti­co (Abi­plast), que o seg­men­to de fa­tu­ra­men­to em dó­lar da in­dús­tria trans­for­ma­do­ra se­ria
em­ba­la­gens puxa hoje de 49% a 51% da pro­du­ção do igual ao re­gis­tra­do em 2001, de 9,1 bi­lhões de dó­la­res.
mer­ca­do de plás­ti­cos. No ano pas­sa­do, esse seg­men­to www.abi­plast.org.br

Avery Den­ni­son fe­cha di­vi­são no Bra­sil


A Avery Den­ni­son Cor­po­ra­tion, uma Sul da Avery Den­ni­son. re­mos com­pe­tir com nos­sos clien­tes,
das prin­ci­pais em­pre­sas mun­diais na A di­vi­são BMD da Avery Den­ni­son como mui­tos la­mi­na­do­res fa­zem
área de ró­tu­los, anun­ciou a de­ci­são con­sis­tia nas ope­ra­ções de con­ver­ atual­men­te”, en­fa­ti­zou Wurz­bur­ger.
de fe­char o ne­gó­cio de eti­que­tas per­ são e im­pres­são de eti­que­tas em “Com a aqui­si­ção da Jacks­tädt (JAC)
so­na­li­za­das (BMD) no Bra­sil a par­tir Vi­nhe­do (SP). Com esta mu­dan­ça de­ve­mos con­cen­trar nos­sos es­for­ços
de 15 de ja­nei­ro. “Nos­sa vi­são é nos es­tra­té­gi­ca, a Avery Den­ni­son do Bra­ na en­tre­ga de mais pro­du­tos e ser­vi­
con­cen­trar­mos no ne­gó­cio onde sil terá al­gu­mas má­qui­nas ina­ti­vas e ços aos nos­sos con­ver­te­do­res e dei­
so­mos mais for­tes, que é a la­mi­na­ção re­dis­tri­bui­rá re­cur­sos para o ne­gó­cio xar o ne­gó­cio de con­ver­são e im­pres­
de ma­te­riais auto-ade­si­vos” dis­se de la­mi­na­ção de ma­te­riais, prin­ci­pal­ são de eti­que­tas para eles”.
John Wurz­bur­ger, vice-pre­si­den­te da men­te nos mer­ca­dos de ma­te­riais (19) 3876-7600
Di­vi­são de Ma­te­riais na Amé­ri­ca do grá­fi­cos, fi­tas e re­fle­ti­vos. “Não que­ www.avery­den­ni­son.com

Tec­no­lo­gia nór­di­ca
A Com­mu­ni­ca­tor, im­pres­so­ra como ba­lan­ças di­gi­tais e equi­
por ter­mo-trans­fe­rên­cia para fil­ pa­men­tos de do­sa­gem, en­tre
mes fle­xí­veis da di­na­mar­que­sa ou­tros. Ela apre­sen­ta tela touch-
Eas­yprint é a no­vi­da­de que a screen, um soft­wa­re de de­sign
Sunny­va­le está lan­çan­do no in­te­gra­do, ca­pa­ci­da­de de im­pri­
Bra­sil. Tra­ta-se de uma im­pres­ mir em 300dpi e 68 MB de
so­ra de al­tís­si­ma ve­lo­ci­da­de me­mó­ria in­ter­na, ex­pan­sí­vel
que al­can­ça até 1500 mm/s, em atra­vés de Flash Card. Ade­mais,
apli­ca­ções in­ter­mi­ten­tes ou con­ pos­sui ca­pa­ci­da­de para até
tí­nuas. Sua apli­ca­ção in­dus­trial 1200m de rib­bon, di­mi­nuin­do
se dá em am­bien­te Win­dows, o pa­ra­das de set up.
que pos­si­bi­li­ta sua co­ne­xão em (11) 3048-0127
rede com ou­tros equi­pa­men­tos www.sunny­va­le.com.br

jan 2003 • embalagemmarca – 31


Com­pac­tor ado­ta
fe­cho res­se­lá­vel
“Tonytoos” nos
cartuchos de verão
A Kel­logg’s está lan­çan­do uma pro­mo­
ção de verão para sua li­nha de ce­reais
ma­ti­nais Su­cri­lhos. Cada em­ba­la­gem
do produto traz uma Tony­too, uma
ta­tua­gem ex­clu­si­va do mas­co­te da
mar­ca, o ti­gre Tony. São dez mo­de­los
di­fe­ren­tes de ta­tua­gens, des­de tri­bais
até de­se­nhos co­lo­ri­dos do per­so­na­
gem. A cria­ção das ta­tua­gens é da Sa­bor pre­ser­va­do
Crea­ta Pro­mo­tion. Para acom­pa­nhar o
brin­de, os car­tu­chos da linha, impres- com lata de aço
sos pela Brasilgráfica, tam­bém es­tão A Gra­nol está lan­çan­do a li­nha
A Com­pa­nhia de Ca­ne­tas Com­pac­tor com um vi­sual es­pe­cial, assinado pela Mon­te Real de óleos com sa­bor,
pas­sou a usar re­cen­te­men­te o Fe­cho Promo Brazil. Ele traz Tony tatuado
nas ver­sões oré­ga­no, alho e
Res­se­lá­vel da No­vel­print nas mar­cas numa praia, decalcando uma Tonytoo
em sua prancha de surfe.
er­vas fi­nas. Os pro­du­tos são
Neo-Pen e Mar­ca­dor Co­lor. An­te­s, as
uma mis­tu­ra de óleo de soja
em­ba­la­gens plás­ti­cas das ca­ne­tas
re­fi­na­do, azei­te e es­sên­cias
eram fe­cha­das com um selo de pa­pel,
na­tu­rais, e têm fa­bri­ca­ção 100%
que não per­mi­tia o refe­cha­men­to ade­
qua­do da car­tei­ra após o uso. “Além na­cio­nal, o que lhes ga­ran­te um
de dei­xar re­sí­duos, o selo ia per­den­do pre­ço atra­ti­vo. A li­nha está sen­
ade­rên­cia com o ma­nu­seio”, diz Moi­ do lan­ça­da em em­ba­la­gens
ses Eduar­do Ri­bei­ro, su­pe­rin­ten­den­te me­tá­li­cas de 500ml, pelo fato de
de pro­du­ção da Com­pac­tor. A em­pre­ es­tas evi­ta­rem que o óleo ve­ge­
sa não sa­bia mui­to bem como so­lu­ tal se tor­ne ran­ço­so em vir­tu­de
cio­nar o pro­ble­ma até o dia em que da oxi­da­ção cau­sa­da pela luz e
Ri­bei­ro teve con­ta­to com o Fe­cho pelo oxi­gê­nio, que com­pro­me­
Res­se­lá­vel apli­ca­do nas em­ba­la­gens tem o sa­bor do pro­du­to. Quem
de len­ço de pa­pel Softy's, da Me­lho­ for­ne­ce as la­tas é a Cia. Me­ta­
ra­men­tos. “Fi­ze­mos vá­rias pes­qui­sas lúr­gi­ca Pra­da, que tam­bém criou
até des­co­brir que o for­ne­ce­dor do o la­y-out ne­las es­tam­pa­do.
selo é a No­vel­print”, con­ta Ribeiro.­

Mais um ice num mer­ca­do de US$ 5,5 bilhões


O mer­ca­do de be­bi­das tipo “ice” ga­nha cada de 300ml da Saint Gobain. O de­sign, con­ce­bi­
vez mais adep­tos. O for­ma­to “ready to drink” – do por Fla­via Sar­no, procurou escapar do
moda en­tre os jo­vens em ca­sas no­tur­nas, ba­res estereótipo país do fu­te­bol/mu­lhe­res bo­ni­tas,
e res­tau­ran­tes – é o que mais cres­ce no se­tor de ressaltando o limão no rótulo, que é produzido
be­bi­das al­coó­li­cas no mun­do, ten­do mo­vi­men­ pela Hervás. As em­ba­la­gens six-pack são da
ta­do US$ 5,5 bi­lhões em 2001. Só na In­gla­ter­ra Ri­verw­ood.
são ven­di­das 1,4 bi­lhão de gar­ra­fas ao ano. No A par­ti­ci­pa­ção da SAB na úl­ti­ma SIAL – maior fei­
Bra­sil, o mer­ca­do é de 60 mi­lhões de gar­ra­fas ra de ali­men­tos e be­bi­das do mun­do rea­li­za­da
ao ano. O úl­ti­mo lan­ça­men­to no Bra­sil é a Cai­ em ou­tu­bro em Pa­ris – ren­deu as pri­mei­ras ven­
pi­ri­nha Ice, co­mer­cia­li­za­da pela South Ame­ri­can das para o mer­ca­do eu­ro­peu. Três con­têi­ne­res,
Be­ve­ra­ges – SAB. O sa­bor da be­bi­da é ca­rac­te­ com um to­tal de 90 mil gar­ra­fas, se­rão en­via­dos
rís­ti­co do drin­que ori­gi­nal, só que mais leve e para a Ale­ma­nha, In­gla­ter­ra, Por­tu­gal e Fran­ça.
ga­sei­fi­ca­da. Os ingredientes da Caipirinha Ice Ri­bei­rão Pre­to (SP), com suas sete universidades e
são açú­car, suco na­tu­ral de li­mão e a ca­cha­ça cerca de 100 mil estudantes, e a capital paulista
pre­mium Tha­ra. foram as cidades escolhidas para posicionar o
A bebida é apre­sen­ta­da em gar­ra­fas long neck produto no mercado nacional.

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Pa­pel em Es­tréia para os adul­tos

em­ba­la­gem A Lo­ção Hi­dra­tan­te La­van­da e Ca­mo­mi­la é a no­vi­


da­de que a John­son & John­son está apre­sen­tan­do
Abre&Fe­cha ao mer­ca­do. Tra­ta-se do pri­mei­ro hi­dra­tan­te para o
cor­po com a mar­ca J&J des­ti­na­do aos adul­tos – a
O pa­pel Ri­pax, da
em­pre­sa di­re­cio­na a este pú­bli­co a mar­ca Neu­tro­
Ri­pa­sa, am­plia sua
ge­na. As fra­grân­cias fo­ram es­co­lhi­das a par­tir de
li­nha de pa­péis, com o uma pes­qui­sa rea­li­za­da pelo Con­su­mer In­for­ma­tion
lan­ça­men­to do Ri­pax Cen­ter Sur­vey dos Es­ta­dos Uni­dos, que de­tec­tou
Tur­ma da Mô­ni­ca que elas são apre­cia­das por 93% das con­su­mi­do­
ras ame­ri­ca­nas. O fras­co do pro­du­to, de 200ml, é
Co­res, for­ma­to Ofí­cio
fei­to pela Glo­bal­pack, e o ró­tu­lo é da Pro­des­maq.
9. dis­po­ní­vel nas
co­res ama­re­lo, azul, Maguary pronto para beber
rosa e ver­de.
A Kraft Foods está entran­ A comercialização será sumidor em duas opções
O pa­pel Ri­pax Tur­ma do no promissor mercado feita inicialmente no de embalagem da Tetra
da Mô­ni­ca Co­res é de sucos prontos para Sudeste, sendo ampliada Pak: um litro, com tampa
en­con­tra­do em em­ba­ beber, com o lançamento posteriormente para outras abre-fecha, e 200ml, com
da linha Maguary, nos sab­ regiões do País. canudinho. O design das
la­gens de 100 fo­lhas.
ores manga, uva, laranja, O suco Maguary Pronto embalagens foi criado pela
A prá­ti­ca em­ba­la­gem
maracujá e pêssego. Para beber chega ao con­ Narita Design.
Abre&Fe­cha pos­si­bi­li­
ta abrir, ti­rar a quan­ti­
da­de de­se­ja­da e
fe­char no­va­men­te,
man­ten­do, com isso,
as ca­rac­te­rís­ti­cas ori­
gi­nais do pa­pel e
ga­ran­tin­do sem­pre o
bom de­sem­pe­nho e
qua­li­da­de, ca­rac­te­rís­ti­
ca prin­ci­pal dos
pa­péis da Li­nha Ri­pax. Veritas no carnaval do Rio
A Veritas será a cachaça oficial do carnaval
carioca, após escolha da Liga Independente
das Escolas de Samba do Rio de Janeiro.
Para divulgar a escolha, a Agrivale, fabricante
da Veritas, criou uma caixa dupla, contendo
uma Veritas Silver e uma Veritas Gold, em
embalagem especial de 750ml, com ilustra-
ções das 13 escolas de samba do Grupo
Especial. O design é da Packing.
A bebida poderá ser encontrada na Passarela
do Samba durante os desfiles. Nesses locais
haverá ações promocionais de degustação. A
caixa de Veritas Carnaval oferece como
brinde um guia contendo drinks personaliza-
dos para cada escola de samba, respeitando
as cores e as características de cada uma.

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Almanaque
Clo­na­gem mal-su­ce­di­da For­ça ven­de­do­ra de San­são
Por con­ta de seu su­ces­so, a Coca- A ame­ri­ca­na Jac­kie Walls vi­rou ce­le­bri­da­de em
Cola viu nas­cer, no iní­cio do sé­cu­ seu país na dé­ca­da de 20 por uma ex­cen­tri­ci­da­de:
lo pas­sa­do, a ri­val Koca Nola os 2 me­tros e 34 cen­tí­
Com­pany. Para a ale­gria da Coca,
a Koca teve vida cur­ta, para a qual
me­tros de com­pri­men­to
pe­sou bas­tan­te um qüi­pro­quó de seus ca­be­los. As lon­
ju­di­cial, em 1910, quan­do os gas me­le­nas não ha­viam
fa­bri­can­tes da Koca Nola fo­ram
sido cul­ti­va­das à toa. Ela as
con­de­na­dos por ma­quiar o pro­du­
to. O ró­tu­lo da be­bi­da tra­zia o usa­va para fa­zer pro­pa­gan­da de
slo­gan “de­li­cious do­pe­less” (de­lí­cia um tô­ni­co ca­pi­lar
que não dopa), mas tes­tes en­co­ de fa­bri­ca­ção pró­
men­da­dos pelo go­ver­no ame­ri­ca­no
com­pro­va­ram que sua fór­mu­la pria, en­gar­ra­fa­do em
con­ti­nha co­caí­na. Que se ex­pli­ pe­que­nos fras­cos de vi­dro.
que: a con­de­na­ção se deu pela To­da­via, em 1931, para in­for­tú­
pro­pa­gan­da en­ga­no­sa, não pelo
uso da co­caí­na. Diz-se que a pró­ nio da moça, suas tran­ças se ema­
pria Coca-Cola ti­nha, até 1905, a ra­nha­ram de tal modo que ela teve que
dro­ga em sua com­po­si­ção. cor­tá-las. O ne­gó­cio logo fa­liu.

Do caos à es­ta­bi­li­da­de
A his­tó­ria da lo­go­mar­ca da gi­gan­te té­rio. A par­tir do cres­ci­men­to da fi­nais, a 3M re­sol­veu se mo­der­ni­zar
ame­ri­ca­na Min­ne­so­ta Mi­ning & em­pre­sa e de sua in­ter­na­cio­na­li­za­ção, ra­di­cal­men­te. A agên­cia ame­ri­ca­na de
Ma­nu­fac­tu­ring, a co­nhe­ci­da 3M, re­la­ lo­gos mais or­ga­ni­za­dos fo­ram cria­dos, de­sign Sie­gel & Gale foi con­tra­ta­da e
ta bem a evo­lu­ção da preo­cu­pa­ção mas as va­ria­ções ain­da pu­lu­la­vam. Na es­tu­dou a em­pre­sa, de­fi­niu um lon­go
das gran­des com­pa­nhias com sua dé­ca­da de 70, com a gran­de di­ver­si­fi­ pla­no de bran­ding e criou, em 1978,
mar­ca. No iní­cio, di­ver­sos lo­gos eram ca­ção de suas ati­vi­da­des e uma maior um lo­go­ti­po que agra­dou em cheio –
cria­dos e aban­do­na­dos sem mui­to cri­ pre­sen­ça jun­to aos con­su­mi­do­res tan­to que ele é man­ti­do até hoje.

O pulo da bota
In­tro­du­zi­das du­ran­te o sé­cu­lo pas­sa­do, as tec­no­lo­ d’água, pro­du­to iné­di­to no mer­ca­do, que caiu no
gias de mol­da­gem in­dus­trial de plás­ti­cos fi­ze­ram gos­to po­pu­lar. O nome Tim­ber­land veio em 1973,
pros­pe­rar não só no­vas em­ba­la­gens, mas tam­bém como mar­ca das ori­gi­nais bo­tas de cou­ro “wa­ter­
uma sé­rie de ou­tros pro­du­tos que vi­ra­ram re­fe­rên­ proof”. De­vi­do ao su­ces­so do cal­ça­do, aca­bou
cia e, con­se­qüen­te­men­te, mar­cas. Vem da gri­fe ame­ vi­ran­do nome da com­pa­nhia, e, hoje, é mar­ca guar­
ri­ca­na Tim­ber­land um des­ses ca­sos. A vi­ra­da na da-chu­va para di­ver­sos itens de ves­tuá­rio.
his­tó­ria da em­pre­sa se deu em mea­dos dos anos 60,
quan­do seu fun­da­dor, Na­than Swartz, teve a idéia
de usar a in­je­ção para fa­bri­car bo­tas, unin­do so­la­
dos às par­tes su­pe­rio­res de cou­ro sem cos­tu­ras.
As­sim, lan­çou as pri­mei­ras bo­tas to­tal­men­te à pro­va

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