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Ano I • Nº 6 • Novembro 1999 • R$ 5,00

www.embalagemmarca.com.br

refrescos em pó AVANÇAM • gerenciamento logístico em transPORTES


Carta do editor
Para ajudar no trabalho
D en­tro de nos­sa de­ter­
mi­na­ção de ser uma
re­vis­ta que efe­ti­va­
prog­nós­ti­cos, apon­tem
ca­mi­nhos, dêem di­cas que
pos­sam aju­dar no dia-a-dia
De­sign da Abre – As­so­cia­
ção Bra­si­lei­ra de Em­ba­la­
gem; e, em Belo Ho­ri­zon­te,
men­te pres­ta ser­vi­ços e ser­ do tra­ba­lho. Nos­sa ex­pec­ I Se­mi­ná­rio Re­gio­nal de
ve de apoio para o tra­ba­lho ta­ti­va é de que essa edi­ção De­sign, Mar­ke­ting e Lo­gís­
dos pro­fis­sio­nais en­vol­vi­ ve­nha a ofe­re­cer ao mes­mo ti­ca de Em­ba­la­gem, pro­mo­
dos com o uni­ver­so da tem­po lei­tu­ra agra­dá­vel, vi­do pelo Ibra­log – Ins­ti­tu­to
em­ba­la­gem, te­mos duas útil e ins­ti­gan­te. Bra­si­lei­ro de Lo­gís­ti­ca.
boas no­vi­da­des a anun­ciar. Jun­to com a edi­ção du­pla Será mais um do­cu­men­to
Nos­sa pró­xi­ma edi­ção, que de Emb ­ al­ ag
­ em­Marc
­ a cir­ para guar­dar e con­sul­tar.
abran­ge­rá os me­ses de cu­la­rá um Do­cu­men­to Em de­zem­bro, o se­tor de
de­zem­bro des­te ano e de Es­pe­cial, com a co­ber­tu­ra lo­gís­ti­ca será, como nes­ta
ja­nei­ro de 2000, será um com­ple­ta de três even­tos edi­ção, ob­je­to de re­por­ta­
pou­co di­fe­ren­te das edi­ções ofi­cial­men­te apoia­dos pela gem de fô­le­go. En­quan­to
de to­dos os me­ses. re­vis­ta. São eles: I Se­mi­ná­ de­zem­bro não che­ga, esta
Além da co­ber­tu­ra nor­mal rio do De­sign de Em­ba­la­ edi­ção ofe­re­ce um con­jun­to
de te­mas re­le­van­tes para o gem: O Mer­ca­do e sua Ten­ de re­por­ta­gens que, es­pe­ra­
se­tor, Emb ­ al
­ ag
­ em­Marc ­a dên­cia para o Ano 2000, mos, ser­vi­rão de sub­sí­dios
nº 7 terá uma par­te de pre­vi­ pro­mo­vi­do em Por­to Ale­ a quem tra­ba­lha com em­ba­
sões e ex­pec­ta­ti­vas para o gre pela As­so­cia­ção dos la­gens nas mais di­fe­ren­tes
ano 2000. Para isso, es­tão Pro­fis­sio­nais em De­sign do áreas. Até lá.
sen­do en­tre­vis­ta­dos pro­fis­ Rio Gran­de do Sul; Pack
sio­nais de di­fe­ren­tes seg­ De­sign Show, em São Pau­
men­tos, para que fa­çam lo, com apoio do Co­mi­tê de Wilson Palhares
Espaço aberto
G os­tei mui­to da re­por­ta­gem
so­bre café (Em­ba­la­gem­Mar­ca nº
para que to­dos sai­bam o va­lor dos
pro­fis­sio­nais en­vol­vi­dos na arte da
5) e gos­ta­ria de acres­cen­tar que em­ba­la­gem.
exis­tem má­qui­nas para vá­cuo se­mi- Flá­vio Lou­rei­ro
au­to­má­ti­cas e ma­nuais que tra­ba­ Mis­tu­ra Vi­sual
lham com sa­cos pré-for­ma­ta­dos. Rio de Ja­nei­ro – RJ
Além dis­so, a vál­vu­la usa­da pelo
Café União 1kg é des­ga­sei­fi­ca­do­ra,
pois os ga­ses fluem ape­nas de den­
F i­quei mui­to en­tu­sias­ma­do após
ler e fo­lhear a edi­ção de ou­tu­bro da
tro para fora da em­ba­la­gem. Exis­ re­vis­ta Em­ba­la­gem­Mar­ca. As
tem vál­vu­las que são ape­nas aro­má­ ma­té­rias são mui­to bem fei­tas, as­sim
ti­cas e não im­pe­dem o flu­xo de como a dia­gra­ma­ção. Pa­ra­béns. Sei
ga­ses de fora para den­tro, o que como são eco­nô­mi­cos, des­ne­ces­sa­

G os­ta­ria de pa­ra­be­ni­zá-los pela


re­por­ta­gem so­bre ca­fés (Em­ba­la­
pode con­ta­mi­nar o café.
Ro­ber­to Ran­gel Bar­bo­za
Só­cio-ge­ren­te
ria­men­te, os elo­gios, mas ser­vem
como in­cen­ti­vo e mo­ti­va­ção.
Ra­fael Va­re­la
gem­Marc ­ a nº 5). Para nós, a ten­ Ran­gel In­dús­tria e Co­mér­cio Ltda Edi­tor
dên­cia de cres­ci­men­to dos ca­fés a São Pau­lo – SP Re­vis­ta Su­pe­rHi­per
vá­cuo é mui­to im­por­tan­te, e mais
uma vez vo­cês, com pre­ci­são de
in­for­ma­ção, nos mos­tra­ram qual
F i­quei bas­tan­te im­pres­sio­na­do
com a qua­li­da­de das in­for­ma­ções G
São Pau­lo – SP

os­ta­ria de pa­ra­be­ni­zá-los pela


ca­mi­nho se­guir. que Em­ba­la­gem­Mar­ca nos trou­ ex­ce­len­te pu­bli­ca­ção. Em­ba­la­gem­
Mi­rel­la Lan­cel­lot­ti Del Prio­re xe. Gos­ta­ria de pa­ra­be­ni­zá-los. Mar­ca é uma re­vis­ta iné­di­ta no
Ana­lis­ta de mer­ca­do Luiz Car­los Ba­tis­ta se­tor de em­ba­la­gens e me agra­dou
Al­can Alu­mí­nio do Bra­sil Ge­ren­te Co­mer­cial mui­to.
São Pau­lo – SP CMF Co­m. e Re­pr. Ltda Ana Pau­la Tur­co

A liga de chum­bo-es­ta­nho, re­fe­


ri­da na nota “Liga na Jus­ti­ça”, P
São Pau­lo – SP

a­ra­béns pelo belo tra­ba­lho. O


Coor­de­na­do­ra de de­sign
A:R/Yem­ni De­sig­ners
São Pau­lo – SP
pu­bli­ca­da em sua edi­ção de ou­tu­bro
úl­ti­mo, dei­xou de ser em­pre­ga­da
nas la­tas de aço na dé­ca­da de 60. A
mer­ca­do está ávi­do de no­vas fon­tes
de in­for­ma­ção e vo­cês es­tão preen­
chen­do bem este es­pa­ço.
P a­ra­be­ni­zo Em­ba­la­gem­Mar­ca
pela sua ex­ce­len­te qua­li­da­de. É
lei 9832 ou a no­tí­cia pu­bli­ca­da por José An­to­nio Cor­ral Dias uma re­vis­ta ino­va­do­ra, pos­sui boa
V. Sa. che­gam, por­tan­to, com Te­lex­pel In­dus­trial Ltda dia­gra­ma­ção e boas ilus­tra­ções.
quarenta anos de atra­so. Os pro­ces­ Fran­co da Ro­cha – SP Vo­cês acer­ta­ram em cheio preen­
sos de fe­cha­men­to la­te­ral em­pre­ga­
dos pela in­dús­tria, há vá­rias dé­ca­
das, são a agra­fa­gem (do­bras pren­
G ostaria de parabenizá-los pelo
alto padrão de EmbalagemMarca.
chen­do este es­pa­ço edi­to­rial.
José Flá­vio Bar­nar­di de Sou­za
Ge­ren­te de con­tro­le de qua­li­da­de
sa­das) e a sol­da ele­trô­ni­ca. Elizangela Martins Lin­do­ya Ve­rão
Élio Ce­pol­li­na Departamento de Marketing Lin­dóia – SP
Coor­de­na­dor do Pro­la­ta Oscar Flues
São Pau­lo – SP São Pau­lo – SP Mensagens para EmbalagemMarca

A no­tí­cia re­fe­re-se à apro­va­ção e


à pro­mul­ga­ção da lei, ocor­ri­das
E lo­giar a ini­cia­ti­va, o con­teú­do e
a for­ma grá­fi­ca de Em­ba­la­gem­
Redação: Rua Arcílio Martins, 53
Chácara Santo Antonio
CEP 04718-040
São Paulo, SP
em ape­nas dois dias (14 e 15) de Mar­ca se­ria re­pe­ti­ti­vo. Pa­ra­béns e
Fax: (011) 5181-6533
se­tem­bro úl­ti­mo. A no­tí­cia foi mui­to su­ces­so.
E-mail:
dada em Emb ­ al­ ag
­ em­Mar­ca em El­son Levy Cic­co­li
redacao@embalagemmarca.com.br
ou­tu­bro. Por­tan­to, é atua­lís­si­ma. Di­jan­ga Bel Aro­me
O que va­mos ten­tar apu­rar é por Pau­lis­ta – PE As men­sa­gens re­ce­bi­das por car­ta,
que os Poderes Le­gis­la­ti­vo e Exe­
cu­ti­vo, com tantos problemas
para resolver, somente agora se
É com pra­zer que en­tro em con­
ta­to para co­mu­ni­car a ale­gria de
e-mail ou fax po­de­rão ter tre­chos não
es­sen­ciais eli­mi­na­dos, em fun­ção do
es­pa­ço dis­po­ní­vel, de modo a dar o
preo­cu­pa­ram em re­gu­la­men­tar fo­lhear uma re­vis­ta que dê im­por­ maior nú­me­ro pos­­sí­vel de opor­­tu­ni­da­
uma si­tua­ção que, se­gun­do afir­ tân­cia ao mer­ca­do do de­sign e des aos lei­to­res. As men­sa­gens po­de­
ma o sr. Ce­pol­li­na, ine­xis­te há pu­bli­ci­da­de na área de em­ba­la­gem. rão tam­­bém ser in­se­ri­das na home
page de Em­ba­la­gem­Mar­ca
qua­tro dé­ca­das. Pre­ci­sa­mos di­vul­gar esta re­vis­ta

4 – embalagemmarca • nov 99
novembro de 1999
Diretor de Redação
Wilson Palhares
palhares@embalagemmarca.com.br

6 22
Reportagem ENTREVISTA: Rótulos,
redacao@embalagemmarca.com.br GABRIEL CHERUBINI informativos e
Vice-presidente da Yoki, vendedores,
Flávio Palhares, Guilherme Kamio, eleito “Homem de mostram-se
Leandro Haberli,Thays Freitas
Vendas do Ano” pela uma mídia
Colaboradores Apas em novembro barata e efi-
Adélia Borges, Fernando Barros, ciente

10
Josué Machado, Liliam Benzi, REFRESCOS
Luiz Antonio Maciel, Maria Clara de Maio
Sucos em pó avançam
Diretor de Arte sobre mercado de
Carlos Gustavo Curado refrigerantes
Administração
Marcos F. Palhares (Diretor)
Eunice Fruet (Financeiro)

Departamento Comercial

28
comercial@embalagemmarca.com.br
José Carlos Pinheiro, Sílvia Sala, LOGÍSTICA
Wagner Ferreira Gerenciamento logístico
cresce no setor de
Circulação e Assinaturas transportes. Na página
assinaturas@embalagemmarca.com.br
Cesar Torres 32, uma solução para
cargas poluentes.
Público-Alvo

34
Em­ba­la­gem­Mar­ca é di­ri­gi­da a pro­fis­sio­nais que
EQUIPAMENTOS
ocu­pam car­gos téc­ni­cos, de di­re­ção, ge­rên­cia
e su­per­vi­são em em­pre­sas for­ne­ce­do­ras, con­ As novidades
MERCADO apresentadas durante

16
ver­te­do­ras e usuá­rias de em­ba­la­gens para
alimentos, be­bi­das, cos­mé­ti­cos, me­di­ca­men­ Água mineral, um a Pack Expo, realizada
tos, ma­te­riais de lim­pe­za e home ser­vi­ce, bem
segmento que cresce em Las Vegas, nos
como pres­ta­do­res de ser­vi­ços re­la­cio­na­dos
com a ca­deia de em­ba­la­gem. A re­vis­ta é dis­ cada vez mais agitado Estados Unidos
tri­buí­da gra­tui­ta­men­te a ór­gãos go­ver­na­men­ por novidades
tais, uni­ver­si­da­des, cen­tros de pes­qui­sa, as­so­
cia­ções, im­pren­sa e agên­cias de propaganda.
DESIGN
Fotolito
Novo Fotolito 18 Embalagens mais
elaboradas para
“faça-você-mesmo”
Impressão
Novo Fotolito Editora Gráfica

Tiragem CAPA
6 000 exemplares

EmbalagemMarca
é uma publicação mensal da
Bloco de Comunicação Ltda. E MAIS
Rua Arcílio Martins, 53 – Chácara Santo
Carta do Editor ......................... 3
Antonio - CEP 04718-040 - São Paulo, SP
Tel. (11) 5181-6533 • Fax (11) 5182-9463 ESPAÇO ABERTO ........................... 4
MATERIAIS .................................... 20
www.embalagemmarca.com.br
REGIONALIZAÇÃO ....................... 38
O con­teú­do edi­to­rial de Em­ba­la­gem­Mar­ca é CASE ............................................. 41
res­guar­da­do por di­rei­tos au­to­rais. Não é per­
mi­ti­da a re­pro­du­ção de ma­té­rias edi­to­riais DISPLAY ........................................ 42
pu­bli­ca­das nes­ta re­vis­ta sem au­to­ri­za­ção da EVENTOS ...................................... 49
Blo­co de Co­mu­ni­ca­ção Ltda. Opi­niões ex­pres­
sas em ma­té­rias as­si­na­das não re­fle­tem COMO ENCONTRAR .................... 49
ne­ces­sa­ria­man­te a opi­nião da re­vis­ta. ALMANAQUE................................. 50
foto de capa: andré godoy
ENTREVISTA

Como se tempera o sucesso bendo que o me­lhor ven­de­dor para


seus pro­du­tos se­ria a em­ba­la­gem,
Ki­ta­no lan­çou os pro­du­tos em
sa­chês de po­lie­ti­le­no, com mar­ca,
muito atraen­tes para a épo­ca. Em
três dé­ca­das a Ki­ta­no se tor­nou lí­der
de mer­ca­do em chás e es­pe­cia­rias –
e atraiu o in­te­res­se das mul­ti­na­cio­
nais. Em 1990 a Re­fi­na­ções de
Mi­lho Bra­sil com­prou a mar­ca e as
li­nhas de pro­du­tos, exceto fa­ri­ná­
ceos e grãos. Com es­sas duas li­nhas,
seis me­ses de­pois, ca­pi­ta­li­za­da e
com o nome de Yoki, a em­pre­sa
re­co­me­çou pra­ti­ca­men­te do zero.
Após sete anos a RMB con­cluiu que
a li­nha de pro­du­tos da Ki­ta­no não se
en­qua­dra­va no foco cen­tral de seu
ne­gó­cio e revendeu-a à Yoki.
Nes­ta en­tre­vis­ta, o vice-pre­si­den­te da
em­pre­sa, Ga­briel João Che­ru­bi­ni,
re­ve­la in­te­res­san­tes as­pec­tos da es­tra­
té­gia da em­pre­sa e de sua re­la­ção com
mar­cas e em­ba­la­gens. Em suas res­
foto: andré godoy

postas, embora não toque no assunto,


está explicado por que, neste mês de
novembro, ele foi eleito Homem de

A
Vendas do Ano pela Associação
Paulista de Supermercados (Apas).
Yoki Ali­men­tos S/A tem
Gabriel Cherubini, uma uma his­tó­ria in­te­res­ Como foi o iní­cio da tra­je­tó­ria da
da Yoki Alimentos, san­te, dos pon­tos de vis­ta Yoki, o re­co­me­ço a par­tir do zero?
de es­tra­té­gia em­pre­sa­rial, A li­nha de es­pe­cia­rias, chás e so­bre­
conta como a de mar­cas e de uso ade­ me­sas ti­nha pas­sa­do para a RMB.
empresa tornou-se qua­do e opor­tu­no de Nós fi­ca­mos com o osso – os fa­ri­ná­
em­ba­la­gens. Na ver­da­de, a tra­je­tó­ ceos e os ce­reais. O que ti­nha de
líder com o uso ria da em­pre­sa mos­tra que a onda bom, com va­lor agre­ga­do, a RMB
adequado da de aqui­si­ções de em­preendimentos le­vou. E le­vou o co­ra­ção da em­pre­sa,
na­cio­nais pelo capital estrangeiro é que era a mar­ca. Fi­ca­mos pe­ran­te o
embalagem e um ca­mi­nho que pode ter va­rian­ de­sa­fio de fa­zer uma nova mar­ca,
recomeçou do zero tes. con­ti­nuar com a ope­ra­ção ou fe­char.
A em­pre­sa foi fun­da­da em 1960 De­ci­di­mos con­ti­nuar e ca­pi­ta­li­zar ao
depois de ter sua com o nome de Ki­ta­no, por Yos­hi­zo má­xi­mo o que ti­nha de re­si­dual de
melhor linha de Ki­ta­no, que per­ce­beu no ad­ven­to Ki­ta­no, lí­der no seg­men­to.
dos su­per­mer­ca­dos no Bra­sil a opor­
produtos, a Kitano, tu­ni­da­de de ven­der em­pa­co­ta­dos O que foi fei­to?
pro­du­tos ha­bi­tual­men­te ven­di­dos a Primeiro, mantivemos as co­res da
comprada por uma
gra­nel, como as es­pe­cia­rias da qual mar­ca. Eram ama­re­lo e ver­me­lho.
multinacional a mar­ca se tor­na­ria sím­bo­lo. Per­ce­ Acres­cen­ta­mos ver­de, para dar uma

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di­fe­ren­cia­da. Depois, pen­sa­mos: com do­nas-de-casa. A coi­sa mais do mun­do, com um con­su­mo anual
“Va­mos ter uma mar­ca ja­po­ne­sa, im­por­tan­te do que so­brou de­pois da de 153 000 to­ne­la­das. O Bra­sil,
por­que se bo­tar uma mar­ca tupi- venda da Ki­ta­no era a pi­po­ca. Ela se­gun­do co­lo­ca­do, con­so­me 70 000
gua­ra­ni ou por­tu­gue­sa ou in­gle­sa, foi a gran­de ala­van­ca. to­ne­la­das por ano. Vi­mos que nos
vai des­fi­gu­rar to­tal­men­te”. Ti­nha Es­ta­dos Uni­dos o maior mer­ca­do
de ser uma mar­ca ja­po­ne­sa. E Por que pi­po­ca? de pi­po­cas era para mi­croon­das,
en­con­tra­mos Yoki, pri­mei­ras le­tras Para cum­prir a de­ci­são de agre­gar não o mer­ca­do de fri­tu­ra. Aqui, as
do nome e do so­bre­no­me do fun­da­ va­lor, pro­cu­ra­mos co­nhe­cer o que ven­das de for­nos de mi­croon­das
dor da em­pre­sa, Yos­hi­zo Ki­ta­no. po­de­ria ser fei­to. Pri­mei­ro pro­cu­ra­ vi­nham cres­cen­do. En­tão, gra­da­ti­
Foi uma fe­liz coin­ci­dên­cia, pois em mos sa­ber, no mer­ca­do in­ter­no, o va­men­te, fo­mos lan­çan­do pi­po­cas


ja­po­nês a pa­la­vra yoki tem uma que a con­su­mi­do­ra que­ria. Como para mi­croon­das. A li­nha com­ple­ta
co­no­ta­ção su­perpo­si­ti­va. Sig­ni­fi­ca ela fa­zia pi­po­ca? Fi­ze­mos uma pes­ hoje tem nove sa­bo­res. Yoki hoje é
es­pe­ran­ça, boa sor­te, bons flui­dos. si­nô­ni­mo de pi­po­ca.

Como foi criada a marca? A consumido- Um saco para es­tou­rar pi­po­ca é


Foi uma de­ci­são nos­sa, re­sul­ta­do de ra brasileira é cri- um pro­du­to com­ple­xo. O se­nhor
uma pes­qui­sa in­ter­na. acha que o ní­vel de qua­li­da­de e os
ativa. Ela usa a cus­tos das em­ba­la­gens bra­si­lei­ras
Qual foi a es­tra­té­gia para con­so­li­ pipoca, não se fa­ci­li­tam ou di­fi­cul­tam a ex­pan­são
dar a marca e tor­ná-la co­nhe­ci­da da em­pre­sa e do mer­ca­do?
pe­los con­su­mi­do­res? limita a colocar Na em­pre­sa te­mos uma in­te­gra­ção
Nos­sa de­ci­são es­tra­té­gi­ca foi agre­ ver­ti­cal de em­ba­la­gens. Nos­sas
sal. Com base
gar va­lor aos pro­du­tos que tí­nha­ em­ba­la­gens de po­lie­ti­le­no, por
mos. Pre­ci­sá­va­mos sair do que nisso, decidimos exem­plo, são fa­bri­ca­das por nós.
tí­nha­mos e par­tir para pro­du­tos que Pro­du­zi­mos tam­bém as em­ba­la­
variar, lançando
a con­su­mi­do­ra que­ria, con­ve­nien­ gens para mi­croon­das, que têm
tes, prá­ti­cos, de fá­cil uso e com uma produtos para pa­pel es­pe­cial para não sair a gor­


re­la­ção cus­to-be­ne­fí­cio in­te­res­san­ du­ra e um dis­po­si­ti­vo in­ter­no, um
te. Para isso pre­ci­sá­va­mos lan­çar
atendê-la. Foi po­liés­ter lo­ca­li­za­do que con­cen­tra
no­vos pro­du­tos, agre­gar va­lor ao um sucesso as on­das do mi­croon­das na par­te de
que tí­nha­mos. Em vez de mi­lho, bai­xo do saco, para dar o ca­lor
pi­po­ca para mi­croon­das; em vez de ne­ces­sá­rio ao es­tou­ro do grão.
fubá, po­len­ta. Com a di­ver­si­fi­ca­ção qui­sa qua­li­ta­ti­va, em pro­fun­di­da­de,
dos vin­te pro­du­tos ori­gi­nais, a Yoki e fo­mos ver que ela fa­zia pi­po­ca Im­pli­ci­ta­men­te, o se­nhor está res­
pas­sou a co­mer­cia­li­zar mais de 100 com ba­con,com pe­da­ços de pro­vo­ pon­den­do que a qua­li­da­de das
itens, se con­si­de­rar­mos uma mé­dia lo­ne, com açú­car, com mo­lho Fon­ em­ba­la­gens brasileiras não é boa?
de seis lan­ça­men­tos por ano e as dor para car­nes, da Nes­tlé. A con­su­ Não. O Bra­sil me­lho­rou mui­to em
va­ria­ções de sa­bor de cada pro­du­to. mi­do­ra bra­si­lei­ra é cria­ti­va, ela usa em­ba­la­gens nos úl­ti­mos anos. É
a pi­po­ca, não se li­mi­ta a co­lo­car sal. que a vo­ca­ção da em­pre­sa é de ver­
A de­ci­são, mais uma vez, foi in­ter­ O sa­bor da pi­po­ca em si já é gos­to­ ti­ca­li­za­ção. Se dá para fa­zer em­ba­
na, sem apoio de con­sul­to­rias? so, e a pi­po­ca com sal é a que mais la­gem aqui, nós fa­ze­mos.
Foi re­sul­ta­do de pro­fis­sio­na­lis­mo, se con­so­me. Mas, com base no que
de fa­mi­lia­ri­da­de com o mer­ca­do. vi­mos, decidimos va­riar. Co­me­ça­ Exis­te a pos­si­bi­li­da­de de apli­car
Ti­nha ex­pe­riên­cia an­te­rior em mos a lan­çar produtos para atendê- em­ba­la­gem para microondas em
em­pre­sas de pro­du­tos de con­su­mo la, e foi um su­ces­so. ou­tros pro­du­tos?
de mas­sa, como a Gessy Le­ver. Lá fora exis­tem ex­pe­riên­cias com
For­ma­mos um time de mar­ke­ting, O se­nhor dis­se que co­nhe­cer os ba­ta­tas fri­tas, com ca­chor­ro quen­te.
não foi coi­sa chu­ta­da. há­bi­tos de con­su­mo de pi­po­ca no O sis­te­ma cha­ma-se Sus­cep­tor. É
Bra­sil foi a pri­mei­ra ini­cia­ti­va. O um po­liés­ter, se não me en­ga­no foi
Qual o primeiro lan­ça­men­to? que veio de­pois? a Rho­dia que de­sen­vol­veu. Há ten­
Foi uma pi­po­qui­nha com sa­bor. Era Fo­mos ver como era o mer­ca­do lá ta­ti­vas com ou­tros pro­du­tos, como
uma cai­xi­nha de pa­pel-car­tão com fora, prin­ci­pal­men­te o ame­ri­ca­no, bo­los, mas ne­nhum tem ain­da o
qua­tro sa­bo­res. Fi­ze­mos pes­qui­sa que é o maior mer­ca­do de pi­po­ca su­ces­so que tem a pi­po­ca.

nov 99 • embalagemmarca – 7
Exis­tem pro­du­tos da em­pre­sa em Como foi re­lan­çada a Ki­ta­no? ca, de­ri­va­dos de mi­lho, de­ri­va­dos
ou­tros ti­pos de em­ba­la­gem, como Um ano após a aqui­si­ção, re­lan­ do tri­go, so­bre­me­sas. Para ou­tras
fras­cos de PET. Tam­bém são pro­ ça­mos a mar­ca au­men­tan­do a li­nhas te­mos ou­tras mar­cas. Mais
du­zi­dos in­ter­na­men­te? linha de produtos de onze para Vita é uma li­nha es­pe­cial para o
Sim, com­pra­mos uma má­qui­na 46. Au­men­ta­mos a li­nha eco­nô­ con­su­mi­dor que quer pro­du­tos na­tu­
ex­tru­so­ra que faz esse fras­co. A mi­ca de onze para 25 itens e dei­ rais, preo­cu­pa­do em ter uma vida
tam­pa flip-top é for­ne­ci­da por um xa­mos a li­nha de im­por­ta­dos. sau­dá­vel, com co­mi­da in­te­gral. Não
ter­cei­ro. As em­ba­la­gens fle­xí­veis Conseguimos um pa­drão de qua­ co­lo­ca­mos Yoki por­que esse con­su­
tam­bém são fei­tas in­ter­na­men­te. li­da­de e ver­sa­ti­li­da­de, gra­ças ao mi­dor não vê na mar­ca um pro­du­to
PET, à tam­pa flip top. Va­lo­ri­ as­sim, mas in­dus­tria­li­za­do. Torí, que
Tudo é fei­to in­ter­na­men­te? zamos bas­tan­te os fras­cos com em ja­po­nês sig­ni­fi­ca pás­sa­ro, é uma


Não. No caso das pa­ço­qui­nhas e ró­tu­los hot-stam­ping, co­res di­fe­ li­nha de ali­men­tos para pás­sa­ros.
dos pés-de-mo­le­que, da li­nha Tra­di­ ren­tes para cada tipo de seg­men­
ção Bra­si­lei­ra, re­cor­re­mos ao Vi­tor Os pro­du­tos Yoki, so­bre­tu­do pão de
Zau­be­ras, da Zau­be­ras e As­so­cia­ Nossa estratégia quei­jo, são ex­por­ta­dos para co­mu­
dos, que eu con­si­de­ro um dos maio­ ni­da­des bra­si­lei­ras no Ja­pão e nos
é trabalhar bem o
res ho­mens de em­ba­la­gens do Bra­ EUA. As em­ba­la­gens e os ró­tu­los
sil. Agre­ga­mos va­lor a pro­du­tos ponto-de-venda, com são adap­ta­dos?
cuja qua­li­da­de era vis­ta com cer­ta Como o vo­lu­me não é gran­de, vão
embalagens cada vez
res­tri­ção pelo con­su­mi­dor, por­que eti­que­tas, como acon­te­ce com pro­
não eram acon­di­cio­na­dos um a um. mais sofisticadas e du­tos que são ex­por­ta­dos para cá. À
Os nos­sos vão numa cai­xa, com me­di­da que au­men­tar­mos o vo­lu­me
uma aber­tu­ra para dar vi­si­bi­li­da­de e
atraentes, que supor- de ex­por­ta­ções, fa­re­mos em­ba­la­
um fil­me trans­pa­ren­te pro­te­tor por tem o conteúdo. gens em in­glês ou em es­pa­nhol.
fora. Den­tro da cai­xa, um flow pack
de po­li­pro­pi­le­no en­vol­ve os do­ces Depois, propaganda Qual é a es­tra­té­gia da em­pre­sa
um a um, como bom­bons. em revistas, alguma para con­so­li­dar as mar­cas? Pro­pa­


gan­da, pro­mo­ção, em­ba­la­gem?
Em 1997, a Yoki re­com­prou a Ki­ta­ coisa em televisão e Em pri­mei­ro lu­gar, é tra­ba­lhar mui­to
no. De quem foi a ini­cia­ti­va? merchandising bem o pon­to-de-ven­da, com em­ba­
Dois anos de­pois da com­pra, a la­gens cada vez mais so­fis­ti­ca­das e
RMB nos deu a dis­tri­bui­ção para o atraen­tes ao con­su­mi­dor, que su­por­
Es­ta­do de São Pau­lo. Isso nos tem o con­teú­do. De­pois, pro­pa­gan­
aproximou mui­to. Depois, a RMB to. Pi­men­ta é mar­rom, tem­pe­ro é da em re­vis­tas femininas e al­gu­ma
con­cluiu que aque­la li­nha de pro­du­ azul, es­pe­cia­rias são bor­dô, er­vas coi­sa em te­le­vi­são, com pro­du­tos de
tos não era seu pon­to fo­cal, seu core são ver­de. Fa­ci­li­ta para a dona de mas­sa, e mer­chan­di­sing.
bu­si­ness. É uma ope­ra­ção que exi­ge casa. Com­ple­men­tan­do a li­nha
mui­ta es­pe­cia­li­da­de, mui­ta de­di­ca­ Ki­ta­no, lan­ça­mos mo­lhos em As mar­cas da Yoki são re­co­nhe­ci­
ção no pon­to-de-ven­da, mui­ta fle­xi­ vi­dro e a li­nha Mais Sa­bor, para das fora do Bra­sil como mar­cas
bi­li­da­de de pro­du­ção. São quan­ti­da­ dar sa­bor aos alimentos. bra­si­lei­ras de qua­li­da­de em ou­tros
des pe­que­nas e muita va­rie­da­de. A mer­ca­dos?
RMB é uma com­pa­nhia de al­tos A mar­ca Ki­ta­no foi re­de­se­nha­da? Acho que ain­da não. São re­co­nhe­ci­
nú­me­ros, de gran­des vo­lu­mes. Sua Mu­dou al­gu­ma coi­sa no lo­go­ti­po. das no Bra­sil.
es­tru­tu­ra de ven­das não cabe numa Acres­cen­ta­mos a fra­se Um Tem­pe­
coi­sa des­sas. ro do Bra­sil, para di­zer que faze­mos A Yoki tem pla­nos de con­quis­tar
o que o con­su­mi­dor bra­si­lei­ro gos­ ou­tros pú­bli­cos além de bra­si­lei­ros
A dis­tri­bui­ção é com­pli­ca­da? ta, não tem­pe­ro para car­ne de ame­ no ex­te­rior? Com que linhas?
É uma dis­tri­bui­ção pulverizada, ri­ca­no, que é di­fe­ren­te do nosso. Estamos em Por­tu­gal e na Itá­lia.
mui­to tra­ba­lho­sa no pon­to-de-ven­ Vamos mais com Yoki, por­que a
da. O tem­po de um pro­fis­sio­nal da Yoki po­de­rá vir a ser uti­li­za­da Ki­ta­no com­pe­tir lá fora com con­di­
RMB para fa­zer esse tra­ba­lho é como guar­da-chu­va de Ki­ta­no? men­tos é com­pli­ca­do. Eles tam­bém
mui­to caro em re­la­ção ao nos­so, Yoki é mar­ca um­brel­la de uma sé­rie fa­zem seus blends de acor­do com
que é ter­cei­ri­za­do. de pro­du­tos, de­ri­va­dos de man­dio­ sua cu­li­ná­ria, sua a cul­tu­ra.

8 – embalagemmarca • nov 99
REFRESCOS


foto: andré godoy
a guerra do
Im­pul­sio­na­dos pelo aces­so a em­ba­la­gens ba­ra­tas mas
de qua­li­da­de, re­fri­ge­ran­tes so­lú­veis to­mam es­pa­ço dos
lí­qui­dos, e mar­cas re­gio­nais ca­ni­ba­li­zam as gran­des

n
Guilherme Kamio

a fila do cai­xa do ra, é tudo o que a in­dús­tria de Os gran­des fa­bri­can­tes se en­tu­


su­p er­m er­c a­d o, o re­fri­ge­ran­tes não quer ver pro­li­fe­ sias­mam com o boom, mas já
ho­mem se dá con­ta de rar. So­bre­tu­do os gran­des fa­bri­ co­me­çam a se preo­cu­par com o
que es­que­ceu o re­fri­ can­tes se es­for­çam para con­ter o avan­ço de mar­cas pe­que­nas.
ge­ran­te de que seus ím­pe­to de um seg­men­to do mer­ Como ocor­reu na área dos soft
fi­lhos tan­to gos­tam. Vol­ta para a ca­do de be­bi­das não-al­coó­li­cas drinks, mar­cas des­co­nhe­ci­das de
se­ção de be­bi­das e apa­nha um que evo­luiu sen­si­vel­men­te nos re­fres­cos em pó abo­ca­nham gor­
shrink com seis gar­ra­fas de uma úl­ti­mos anos – o de re­fres­cos em das fa­tias de mer­ca­dos re­gio­nais.
fa­mo­sa mar­ca. Per­ce­be en­tão que pó, que cres­ceu 18% e mo­vi­men­ O re­sul­ta­do foi a am­plia­ção do
não tem di­nhei­ro su­fi­cien­te para o tou 480 mi­lhões de dó­la­res em mer­ca­do, em cujo cres­ci­men­to as
“re­fri”. Na gôn­do­la com inú­me­ras 1998. Os re­fri­ge­ran­tes lí­qui­dos em­pre­sas do seg­men­to con­ti­nuam
mar­cas de re­fres­cos em pó está a ain­da li­de­ram: no ano pas­sa­do, a apos­tar, por vá­rias ra­zões.
so­lu­ção: com um en­ve­lo­pe, por se­gun­do da­dos Niel­sen, fi­ca­ram Pri­mei­ro, o de­sem­pe­nho do
um quin­to do que pa­ga­ria se com­ com 72% das ven­das no seg­men­ real fa­vo­re­ceu du­pla­men­te o seg­
pras­se re­fri­ge­ran­te lí­qui­do, ele to. To­da­via, os 14% já con­se­gui­ men­to. De um lado, ao pro­mo­ver
ob­tém 4,5 li­tros de re­fres­co. O dos pe­los so­lú­veis re­pre­sen­tam a es­ta­bi­li­da­de eco­nô­mi­ca e o
jan­tar da fa­mí­lia já não será re­ga­ mui­to num mer­ca­do em que os au­men­to do po­der aqui­si­ti­vo da
do sim­ples­men­te a água. de­mais con­cor­ren­tes suam para po­pu­la­ção mais po­bre, pos­si­bi­li­
A si­tua­ção aci­ma, já cor­ri­quei­ pas­sar dos 5%. tou a am­plas par­ce­las de con­su­

10 – embalagemmarca • nov 99
mi­do­res o aces­so a pro­du­tos ex­te­
rio­res à ces­ta bá­si­ca. De ou­tro,
com a re­ces­são, in­cen­ti­vou o down
tra­ding, com a mi­gra­ção de con­su­
mi­do­res de re­fri­ge­ran­tes lí­qüi­dos
para os so­lú­veis.
Ou­tro fa­tor de oti­mis­mo é o
po­ten­cial do mer­ca­do bra­si­lei­ro.
O con­su­mo de lí­qui­dos não-al­cóo­
li­cos por dia no país está abai­xo
do ideal de 2 li­tros pre­co­ni­za­do
pela me­di­ci­na. Se­gun­do o Niel­
sen, a mé­dia bra­si­lei­ra, in­cluin­do
água mi­ne­ral, é de 90 li­tros/ano,
ou 250ml diá­rios. Vale di­zer que
há um imen­so mer­ca­do a ga­nhar.
Esse po­ten­cial é es­ti­mu­la­do pela
apro­xi­ma­ção do ve­rão, am­plian­do
as ex­pec­ta­ti­vas dos fa­bri­can­tes, Tang e Fresh, da Kraft
que re­for­çam cam­pa­nhas pu­bli­ci­ Lacta Suchard do Brasil:
tá­rias e lan­ça­men­tos de pro­du­tos. liderança apoiada no
Um ter­cei­ro mo­ti­vo: como no design de embalagem
caso das tu­baí­nas, no seg­men­to são ata­ca­das pe­las me­no­
dos so­lú­veis a em­ba­la­gem exer­ce res ao mes­mo tem­po em
pa­pel de­ci­si­vo, tan­to na pro­li­fe­ra­ que as­se­diam os fa­bri­can­
ção de mar­cas quan­to na con­quis­ tes de re­fri­ge­ran­tes lí­qui­
ta do con­su­mi­dor. O aces­so de dos. É, em resumo, o
em­pre­sas re­gio­nais a em­ba­la­gens “efei­to tu­baí­na” general­
fle­xí­veis atraen­tes, de boa qua­li­ izado na área das não-al­coó­li­cas. – Kraft Lac­ta Su­chard Bra­sil, di­vi­
da­de, a fá­cil dis­tri­bui­ção em áreas As­se­dia­dos nos úl­ti­mos anos por são da Phi­lip Mor­ris, in­ves­te for­
li­mi­ta­das e o pre­ço bai­xo con­tri­ pro­du­tos con­cor­ren­tes mais ba­ra­ te­men­te em pro­pa­gan­da e em
buiram muito para am­pliar o mer­ tos, gran­des fa­bri­can­tes de re­fri­ge­ de­sign de em­ba­la­gem, fa­tor de­ci­
ca­do. A com­pe­ti­ção se acir­rou e, ran­tes re­du­zi­ram pre­ços, atin­gin­do si­vo para o êxi­to das mar­cas lí­de­
fotos: divulgação

apa­ren­te­men­te, vai se in­ten­si­fi­car. prin­ci­pal­men­te as in­dús­trias me­no­ res Tang e Fresh de su­cos ado­ça­
O pa­no­ra­ma é de uma guer­ra res, que têm me­nos ca­pa­ci­da­de de dos, dos sem açú­car Q-Re­fres-Ko
ge­ne­ra­li­za­da, em que as mar­cas rea­ção. Mas isso não aba­lou o âni­ e Ki-Suco e do die­té­ti­co Clight.
con­sa­gra­das de re­fres­cos em pó mo de quem tra­ba­lha com a ca­te­go­
Frisco, da Arisco: ria dos re­fres­cos em pó. Pelo
Identidade própria
reformulação recen- con­trá­rio. Con­tra-ata­ques, na No iní­cio do ano a KLSB re­for­mu­
te for­ma de lan­ça­men­tos e re­po­ lou o vi­sual do en­ve­lo­pe do Fresh,
si­cio­na­men­to de pro­du­tos, para que ga­nhas­se iden­ti­da­de pró­
são a tô­ni­ca na guer­ra das pria e maior im­pac­to no pon­to-de-
gôn­do­las, na qual pre­va­le­ce o ven­da. O de­sign, as­si­na­do pela
con­cei­to de que não bas­ta ser Na­ri­ta As­so­cia­dos, é mais ca­sual
lí­der no seg­men­to. É pre­ci­so que o do Tang e foi cons­truí­do ten­
au­men­tar o raio de ação e as do em vis­ta con­su­mi­do­res que
ven­das. Por isso, na dis­pu­ta de­se­jam um suco me­nos en­cor­pa­
pelo “sha­re de es­tô­ma­go” do do e de maior ren­di­men­to.
con­su­mi­dor, as em­pre­sas Re­cen­te­men­te a em­pre­sa pro­
re­for­çam cada vez mais a mo­veu cam­pa­nha para anun­ciar que
ima­gem de seus pro­du­tos. o Tang, há 21 anos no Bra­sil, vem
De­ten­to­ra de 56% do ago­ra com pol­pa de fru­ta, em no­vas
mer­ca­do bra­si­lei­ro, a KLSB em­ba­la­gens, com a tra­di­cio­nal di­fe­

12 – embalagemmarca • nov 99
ren­cia­ção de sa­bo­res pela cor, ino­ Ou­tra em­pre­sa que apos­ta na
va­ção cuja pa­ter­ni­da­de é atri­buí­da for­ça da em­ba­la­gem é a pa­ra­naen­
à mar­ca e re­mon­ta à dé­ca­da de 70. se Nu­tri­men­tal, fa­bri­can­te do
Cria­do para ser o suco de­si­dra­ta­do Nu­tri­nho, que tem for­te pre­sen­ça
dos as­tro­nau­tas ame­ri­ca­nos, o Tang no Sul e no Nor­des­te e ten­ta con­
se­gue um pa­drão mun­dial de de­sign quis­tar mer­ca­dos em ou­tras
e, por isso, está sem­pre sen­do adap­ re­giões. Car­la Bre­da Aich­ner, res­
ta­do às al­te­ra­ções da ma­triz ame­ri­ pon­sá­vel pela mar­ca, con­ta que o
ca­na, con­ta Mar­ce­lo Luz e Sil­va, pro­du­to, lan­ça­do há dez anos para
ge­ren­te da ca­te­go­ria de be­bi­das da o pú­bli­co in­fan­til, pas­sou por
em­pre­sa. di­ver­sas mu­dan­ças de em­ba­la­
O calor é um forte aliado. As gem, a úl­ti­ma em 1997. O de­sign,
vendas do Clight, que de­tém 83% Verão, as­si­na­do por Cris­ti­na Ko­mat­su,
do mer­ca­do de be­bi­das em pó die­ da Arcor: des­ta­ca o per­so­na­gem em for­ma
té­ti­cas, cresceram 114% no ve­rão aposta no calor de ca­nu­di­nho pra­ti­can­do es­por­tes
pas­sa­do. Por sua vez, a Arcor, de. “Procuramos destacar o re­fres­ ra­di­cais e su­ge­rin­do uma vida
maior exportadora de balas do co em pó como pro­du­to sau­dá­vel, sau­dá­vel.
Mercosul, espera dobrar as ven­ na­tu­ral”, diz Re­gia­ne Eras­to Bue­
das neste verão em relação aos no, ge­ren­te de pro­du­to da mar­ca. Fugindo do lugar-comum
anos anteriores, segundo Sérgio Ela con­ta que, sen­do im­pos­sí­vel De­ci­di­da­men­te, di­fe­ren­ciar-se dos
Augusto Guzzo, gerente de mar­ dis­so­ciar o pro­du­to de sua em­ba­ con­cor­ren­tes pela em­ba­la­gem
cas da empresa. la­gem, a Aris­co acres­cen­tou fru­ pa­re­ce ser uma es­tra­té­gia que ten­
tas de­si­dra­ta­das à fór­mu­la e re­de­ de a subs­ti­tuir de vez a prá­ti­ca de
Idéia de frescor se­nhou o en­ve­lo­pe, que mostra “se­guir o lí­der” sem res­tri­ções.
Se­gun­da mar­ca no ran­king de fotos das fru­tas em clo­se, para De­ten­to­ra ex­clu­si­va do pro­ces­so
ven­das, com for­te ape­lo po­pu­lar, trans­mi­tir a idéia de fres­cor. de adi­ção da pol­pa de fru­ta lio­fi­li­
o Fris­co, da Aris­co, des­de 1993 “Como não dá para ino­var em za­da e de uma fa­tia pró­xi­ma a 1%
no mer­ca­do, tam­bém pas­sou ma­te­rial, ca­pri­cha­mos no vi­sual ”, das ven­das de re­fres­cos em pó no
re­cen­te­men­te por re­for­mu­la­ções diz Chris­tian No­viot, da M De­sign, país, a pau­lis­ta Lio­téc­ni­ca pau­ta-
na em­ba­la­gem, que pre­ce­de­ram res­pon­sá­vel pelo de­se­nho. se por essa ten­dên­cia. Ba­sea­da em
mais in­ves­ti­men­tos em pu­bli­ci­da­ pes­qui­sas, a em­pre­sa mu­dou a

Nutrinho, da Nutrimental: destaque para o personagem


em­ba­la­gem e o ren­di­men­to
da mis­tu­ra da li­nha Qua­li­
max, des­ti­na­da a crian­ças.
“Al­te­ra­mos o ta­ma­nho e tor­
na­mos o vi­sual do en­ve­lo­pe
mais atraen­te, com co­res
mais for­tes”, des­cre­ve a
ge­ren­te de mar­ke­ting Síl­via
Schreer. “Além da mo­der­ni­
za­ção do la­yout, fo­ram in­tro­
du­zi­dos os ca­nu­dos-per­so­
na­gem como atra­ti­vo”, ela
con­ta. O re­de­sign do Qua­li­
max fi­cou a car­go da Art3
De­sign, que pro­cu­rou fu­gir Qualimax e Frutée: idéia de inovação e sabor
do lu­gar-co­mum. “As mar­
cas lí­de­res di­re­cio­nam o de­sign por qua­se me­ta­de do in­ves­ti­men­to põem-se a im­ple­men­tar trans­for­
das em­ba­la­gens, en­quan­to as é um ga­nho fe­no­me­nal.” ma­ções. Foi o que ocor­reu com o
ou­tras co­piam o es­ti­lo”, con­si­de­ra Mas, se o cam­po do de­sign grá­fi­ Tang, com o lan­ça­men­to do
Rei­nor de Mel­lo, da agên­cia. co para as em­ba­la­gens dos re­fres­ pa­drão de 45g em subs­ti­tui­ção ao
A Lio­téc­ni­ca es­treou re­cen­te­ cos em pó está em cons­tan­te agi­ de 120g. E é o que aca­ba de fa­zer
men­te na li­nha de re­fres­cos so­lú­ ta­ção, o mes­mo não ocor­re em a mi­nei­ra Nu­tril Nu­tri­men­tos
veis die­té­ti­cos, com o Fru­tée ter­mos de ino­va­ção de for­mas e In­dus­triais, com o lan­ça­men­to do
Light. A em­ba­la­gem bus­ca res­sal­ ma­te­riais. To­das as em­pre­sas uti­ Leve & Diet, em em­ba­la­gens de
tar a idéia de pro­du­to sa­bo­ro­so, li­zam o sa­chê/en­ve­lo­pe de la­mi­ 11g, para 1 li­tro de re­fres­co.
“fu­gin­do do es­tig­ma de que, ao na­dos fle­xí­veis, com pou­ca, qua­se Am­plian­do-se a re­sis­tên­cia, a
com­prar um ar­ti­go light, o con­su­ ne­nhu­ma, di­fe­ren­ça no for­ma­to. tex­tu­ra e a ma­qui­na­bi­li­da­de dos
mi­dor está ab­di­can­do do sa­bor, do Os stand-up pou­ches não se­riam fil­mes, mudar, a cer­ta al­tu­ra, não
pra­zer”, nas pa­la­vras de Mel­lo. uma al­ter­na­ti­va, por per­mi­ti­rem sig­ni­fi­ca­rá gas­to ir­ra­cio­nal com
co­lo­car os pro­du­tos em pé e com em­ba­la­gem e des­pre­zo a van­ta­gens
Avanços tecnológicos vi­si­bi­li­da­de maior? im­por­tan­tís­si­mas, como maior
Tais exem­plos in­di­cam que o cres­ shelf life e re­du­ção do uso de con­
ci­men­to dos re­fres­cos em pó pas­sa Fim das reclamações ser­van­tes. Da­das as ca­rac­te­rís­ti­cas
pe­los avan­ços tec­no­ló­gi­cos que per­ “As di­fe­ren­cia­ções se­riam in­te­ in­trín­se­cas de pro­du­ção, so­lu­ções
mi­ti­ram ra­cio­na­li­zar e ba­ra­tear as res­san­tes, mas im­pli­ca­riam em con­vin­cen­tes de em­ba­la­gem e uma
mis­tu­ras e as em­ba­la­gens. No cam­ cus­tos que, no fi­nal, não va­le­riam lo­gís­ti­ca de cer­ta ma­nei­ra des­com­
po do pro­du­to em si, des­ta­cam-se o a pena”, con­si­de­ra Re­gia­ne Bue­ pli­ca­da, não che­ga a ser te­me­ri­da­
uso maior do as­par­ta­me em de­tri­ no, da Aris­co. “O re­fres­co em pó de pre­ver que o con­su­mo de re­fres­
men­to do açú­car e o ba­ra­tea­men­to é ba­ra­to, a con­cor­rên­cia no seg­ co em pó de­ve­rá cres­cer mais
dos pro­ces­sos de de­si­dra­ta­ção. men­to é gran­de e o con­su­mi­dor já ainda no Bra­sil.
No ter­ri­tó­rio da em­ba­la­gem, a está com­ple­ta­men­te iden­
evo­lu­ção da fle­xo­gra­fia, da ro­to­ ti­fi­ca­do com os en­ve­lo­
gra­vu­ra e dos ma­te­riais fle­xí­veis pes”, ela ar­gu­men­ta. “As
per­mi­tiu ou­sar mais em de­sign e re­cla­ma­ções re­la­cio­na­das
le­vou à dis­se­mi­na­ção das em­pre­ às em­ba­la­gens ces­sa­ram
sas re­gio­nais. “A em­ba­la­gem de­pois da in­tro­du­ção do
re­pre­sen­ta cer­ca de 40% do cus­to abre-fá­cil, o rip que
de pro­du­ção do re­fres­co em pó”, tor­na o con­su­mo mui­to
diz Luz e Sil­va, da KLSB. “O prá­ti­co.”
ba­ra­tea­men­to tec­no­ló­gi­co sem Com a evo­lu­ção
dú­vi­da fa­ci­li­tou a en­tra­da de con­tí­nua dos ma­te­riais
ou­tras em­pre­sas no ramo, pois o fle­xí­veis, os fa­bri­can­tes
alí­vio de uma fase que res­pon­de de re­fres­cos em pó dis­ Leve & Diet: 11 gramas, 1 litro

14 – embalagemmarca • nov 99
MERCADO

o consumidor está
pedindo água
u
Consumo de minerais vai de vento em popa

m mer­ca­do que em 1998 ca­te­go­ria. Assim, vai longe o tem­po


mo­vi­men­tou cer­ca de 2 em que to­das as em­pre­sas uti­li­za­
bi­lhões de reais, que con­ vam aque­las mo­nó­to­nas gar­ra­fas
ti­nua em fran­ca ex­pan­ azu­la­das de PVC com suas ir­ri­tan­
são e que pro­me­te cres­cer ain­da tes tam­pi­nhas com strip – di­fí­ceis
mais é a ale­gria do se­tor de em­ba­la­ de abrir e fá­ceis de vio­lar. Em sin­
gens. É o mer­ca­do de águas mi­ne­ to­nia com a cres­cen­te cons­cien­ti­za­
rais no Bra­sil, hoje dis­pu­ta­do por ção das pes­soas de que con­su­mir
mais de 150 mar­cas na­cio­nais e água mi­ne­ral não é luxo, as em­pre­
cer­ca de cin­qüen­ta es­tran­gei­ras, sas vêm com­pro­van­do mais uma
mo­ti­va­das por uma ani­ma­do­ra pers­ vez, com lan­ça­men­tos, que em­ba­la­
pec­ti­va: ape­sar do cres­ci­men­to gem é fun­da­men­tal para se di­fe­ren­
ex­plo­si­vo dos úl­ti­mos anos, o con­ ciar, agre­gar va­lor à mar­ca e con­
su­mo do produto no país, de 13,2 quis­tar o con­su­mi­dor.
li­tros anuais por ha­bi­tan­te, é bai­xo. Lindoya: apelo ambiental
Cada ar­gen­ti­no, por exem­plo, bebe Menos volume va­si­lha­me. Ao ser com­pac­ta­da, a
cer­ca 25 li­tros, en­quan­to um ita­lia­ Nes­sa li­nha, uma das ini­cia­ti­vas gar­ra­fa tem seu vo­lu­me re­du­zi­do
no ou um fran­cês con­so­me 100. mais in­te­res­san­tes é a da Lin­do­ya, em cer­ca de 75%. A cres­cen­te pre­
O gi­gan­tes­co po­ten­cial re­pre­ que re­cen­te­men­te lan­çou uma gar­ fe­rên­cia dos con­su­mi­do­res por
sen­ta­do pelo gap bra­si­lei­ro é o pano ra­fa de PET de fá­cil com­pac­ta­ção, em­ba­la­gens “eco­lo­gi­ca­men­te cor­
de fun­do da pro­fu­são de lan­ça­men­ por meio de um sis­te­ma ba­ti­za­do de re­tas” pe­sou na ini­cia­ti­va da Lin­do­
andré godoy

tos de mar­cas, va­rie­da­des de pro­du­ REC (re­du­ção de em­ba­la­gens por ya, con­ta seu di­re­tor co­mer­cial,
tos e de em­ba­la­gens que em poucos com­pres­são), da Sidel. É uma apos­ Cé­sar Dib.
anos re­vo­lu­cio­nou o pa­no­ra­ma na ta na pra­ti­ci­da­de de des­car­te do Pra­ti­ci­da­de e con­ve­niên­cia são
dois ou­tros for­tes in­gre­dien­tes da
Crystal: variedade de opções
“re­vo­lu­ção” das em­ba­la­gens de
água. Am­bas es­tão pre­sen­tes,
com des­ta­que, no ga­lão de 10
li­tros e no ino­va­dor bag-
in-box de 5 li­tros, com
tor­nei­ra e alça, da
Crystal, da Spal-Pa­
nam­co. O ga­lão é do­ta­
do de tor­nei­ra e se di­re­
fotos: divulgação

cio­na ao con­su­mo
fa­mi­liar. O bag-in-box
tem o mes­mo pú­bli­co-
alvo, com a van­ta­gem

16 – embalagemmarca • nov 99
de ca­ber no re­fri­ge­ra­dor. mi­gra­ção deve-se a que, na­cio­nais São Lou­ren­ço,
“Mas é uma em­ba­la­gem além de va­lo­ri­zar a ima­ Petrópolis e Le­vís­si­ma.
prá­ti­ca também em via­ gem do pro­du­to em Nes­sa es­tra­té­gia, a
gens”, lembra João Del­ re­la­ção ao PVC, o PET em­pre­sa va­lo­ri­za con­
pi­no, di­re­tor da New ga­ran­te maior re­sis­tên­ cei­tos con­so­li­da­dos no
De­sign, agên­cia que a cia à en­tra­da de oxi­gê­ ex­ter­ior, como o uso
de­sen­vol­veu. O bag-in- nio, me­nor per­da em de mul­ti­packs e al­ças.
box ofe­re­ce fa­ci­li­da­de trans­por­te e mais trans­ A Coca-Cola ado­ta
de em­pi­lha­men­to no pa­rên­cia. Ouro Fino: liderança es­tra­té­gia se­me­lhan­te.
pon­to-de-ven­da, pelo É por ra­zões como De­ci­di­da a re­for­çar a
for­ma­to e por­que a tor­ es­sas que a água Cla­ra, da Set­te li­de­ran­ça da Crystal na Gran­de São
nei­ra só fica ex­pos­ta Mi­ne­ral, é ofe­re­ci­da em gar­ra­fas de Pau­lo (21,4% de par­ti­ci­pa­ção,
de­pois que se pres­sio­na PET de 600ml e 1 250ml, po­rém se­gun­do o Ins­ti­tu­to Niel­sen) e es­ten­
Clara:
uma área pi­co­ta­da . com de­sign ex­clu­si­vo. Para di­fe­ren­ dê-la para ou­tras re­giões, a em­pre­sa
destaque
Na mo­vi­men­ta­ção ciar o pro­du­to, a em­pre­sa ado­tou um anun­cia para o fu­tu­ro pró­xi­mo a
das em­ba­la­gens, o vi­dro re­ci­pien­te com a me­ta­de su­pe­rior im­plan­ta­ção de ven­ding ma­chi­nes e
con­ti­nua fir­me na ca­te­go­ria pre­ raia­da, que se des­ta­ca nas gôn­do­las. in­ves­ti­men­tos em mar­ke­ting de 1
mium. Nes­se ni­cho, a Ouro Fino, Os lan­ça­men­tos não ces­sam, e mi­lhão de reais para a mar­ca.
lí­der no mer­ca­do pa­ra­naen­se, com os gran­des fa­bri­can­tes investem
70% de ven­das, lan­çou seu pro­du­to para ga­ran­tir ago­ra as fa­tias mais Praticidade no consumo
em gar­ra­fas de vi­dro one way de gor­das pos­sí­veis para suas mar­cas As ino­va­ções no seg­men­to têm sido
300ml, com de­sign e cor azul cla­ro num bolo que, se­gun­do to­das as bem re­ce­bi­das pe­los con­su­mi­do­res.
ex­clu­si­vos, for­ne­ci­das pela Cis­per. pre­vi­sões, se tor­na­rá ain­da maior. Daí o sucesso da tam­pa sport cap,
“Sem­pre pro­cu­ra­mos agre­gar va­lor “Como os há­bi­tos de con­su­mo di­re­cio­na­da a um pú­bli­co que quer
à mar­ca com in­cre­men­tos como es­tão mu­dan­do rá­pi­do, te­mos de pra­ti­ci­da­de no con­su­mo. Con­quis­tou
es­ses”, diz Au­gus­to Mo­cel­lin Neto, aten­der a um pú­bli­co cada vez mais prin­ci­pal­men­te os jo­vens, que não
di­re­tor su­pe­rin­ten­den­te da Ouro exi­gen­te”, res­sal­ta Ni­co­las Val­té­ eram ha­bi­tua­dos a comprar água
Fino. A marca é co­mer­cia­li­za­da em rio, ge­ren­te de mar­ke­ting da Per­ mi­ne­ral. Elas já estão nas mar­cas Lin­
gar­ra­fas de po­li­pro­pi­le­no e de PET, rier-Vit­tel, di­vi­são da Nes­tlé que do­ya Ve­rão, Pe­tró­po­lis e Le­vís­si­ma
mas a em­pre­sa pla­ne­ja deixar o dis­tri­bui no Bra­sil as prin­ci­pais Sport. Mas há en­tra­ves para sua
polipropileno no ano 2000. águas de mar­cas im­por­ta­das, como expansão. “Não há fabricantes no
A ten­dên­cia a esse tipo de Per­rier, Vit­tel e Pan­na, além das país, daí o preço alto”, diz Car­los
Al­ber­to Lan­cia, pre­si­den­te da Abi­nam
– As­so­cia­ção Bra­si­lei­ra da In­dús­tria
Eles ocupam cada vez mais espaço Nacional de Águas Mi­ne­rais.
O seg­men­to, en­fim, é um pro­
O bra­si­lei­ro con­so­me cada vez de da água mi­ne­ral co­mer­cia­li­za­da mis­sor cam­po para a ino­va­ção, a
mais água mi­ne­ral em casa. As ven­ no Bra­sil, os gar­ra­fões vêm subs­ti­ cria­ti­vi­da­de e a ex­pe­riên­cia, como
das em su­per­mer­ca­dos já res­pon­ tuin­do gra­da­ti­va­men­te os fil­tros de
será mos­tra­do numa pró­xi­
dem por cer­ca de 60% do to­tal ce­râ­mi­ca. Tam­bém nes­se seg­men­to
ma re­por­ta­gem.
co­mer­cia­li­za­do, se­gun­do a Abi­nam. o PET ga­nha es­pa­ço, em pre­juí­zo do
Mes­mo as ca­ma­das de bai­xa ren­da po­li­car­bo­na­to, pois tem pre­ço mais
ade­ri­ram à ten­dên­cia, prin­ci­pal­men­ com­pe­ti­ti­vo, re­sis­tên­cia sa­tis­fa­tó­ria,
te com os gar­ra­fões de 10 e 20 bri­lho, per­mi­te la­va­gem a quen­te e
li­tros. Acon­dio­nan­do mais da me­ta­ acei­ta pig­men­ta­ção. Um exem­plo é o
da re­si­na Rho­pet C84W, da Rho­dia-
Garrafão em
ster, lan­ça­da si­mul­ta­nea­men­te no
Rhopet C84W
Bra­sil e nos Es­ta­dos Uni­dos. A
gran­de ex­pec­ta­ti­va do mer­ca­do,
ago­ra, é que os gar­ra­fões se­jam
mais prá­ti­cos para trans­por­tar e
para abrir, de modo que o con­su­mi­
dor dis­pen­se es­ti­le­tes ou fa­cas na Levíssima com
tampa Sport Cap
hora de re­mo­ver as tam­pas.
(no detalhe)

nov 99 • embalagemmarca – 17
fazer
DESIGN

Muito por

c
Força da embalagem no do-it-yourself ainda não foi bem percebida

on­so­li­da-se a cada dia


em no­vos seg­men­tos da
eco­no­mia a afir­ma­ção
de que a em­ba­la­gem é
uma arma para ala­van­car ven­das.
Até o con­ser­va­dor co­mér­cio de
ar­ti­gos para faça-você-mes­mo, ser­
vi­ços de aca­ba­men­to e de re­for­mas
do lar — um mer­ca­do es­ti­ma­do em
18 bi­lhões de reais por ano – está
en­tran­do na onda. É as­sim por­que,
como já ocor­reu em ou­tros paí­ses,
no Bra­sil cres­ce sem pa­rar, so­bre­tu­
do nos gran­des cen­tros ur­ba­nos, a
ten­dên­cia de com­pra de ma­te­riais e
fer­ra­men­tas para bri­co­la­gem em
auto-ser­vi­ços.
Embalagens da Deca: comunicação visual homogênea
Des­sa for­ma, num pro­ces­so
si­mi­lar ao que dé­ca­das an­tes atin­giu Ne­las, gran­de par­te dos pro­du­tos ofe­re­ce pro­te­ção e vi­si­bi­li­da­de. A

fotos: andré godoy


os pe­que­nos em­pó­rios e ar­ma­zéns, pas­sou dos fun­dos da loja ou do bar­ em­ba­la­gem é es­tru­tu­ra­da de ma­nei­
subs­ti­tuí­dos pe­los su­per e pe­los ra­cão ex­ter­no para as gôn­do­las, ao ra a fi­car em pé e tem um cor­te na
hi­per­mer­ca­dos, as lo­jas de fer­ra­ al­can­ce do olhar aten­to e, prin­ci­pal­ for­ma de alça, para fa­ci­li­tar o trans­
men­tas e ma­te­riais de cons­tru­ção men­te, das mãos do con­su­mi­dor. por­te. A fo­lha de pa­pel-car­tão em
vêm dan­do lu­gar aos auto-ser­vi­ços. que o chu­vei­ro é en­cai­xa­do for­ma
Tam­bém nes­sa área, vêm sen­do gra­ Enfoque sistêmico um con­jun­to efi­caz e gra­fi­ca­men­te
dual­men­te ex­tin­tos os pos­tos de “A pas­sa­gem do bal­cão para o auto- lim­po de in­for­ma­ções, como pra­zo
ven­de­do­res e aten­den­tes. Ago­ra, ser­vi­ço foi de­ci­si­va para que nos­sas de ga­ran­tia, ins­tru­ções para ins­ta­la­
cabe ao con­su­mi­dor pro­cu­rar o pro­ em­ba­la­gens se tor­nas­sem mais ção da peça e cer­ti­fi­ca­do de ga­ran­
du­to que de­se­ja nas lo­jas de home co­mu­ni­ca­ti­vas”, con­ta Ewal­do tia.
ser­vi­ce, ou home im­pro­ve­ment, En­dler, da área de en­ge­nha­ria de Ou­tro exem­plo, tam­bém da
er­ro­nea­men­te cha­ma­dos no Bra­sil em­ba­la­gens da Deca, em­pre­sa do Deca, é o do por­ta-toa­lha Ar­go­la,
de “shop­pings de cons­tru­ção” (ver o gru­po Du­ra­tex. “Pas­sa­mos a im­pri­ dirigido às clas­ses A e B. A em­ba­la­
qua­dro). O re­sul­ta­do des­sa ten­dên­ mir um en­fo­que sis­tê­mi­co, uma gem, de pa­pe­lão mi­cro-on­du­la­do,
cia está sen­do o iní­cio do fim das vi­são in­te­gra­da de to­dos os as­pec­ com aca­ba­men­to ace­ti­na­do e
em­ba­la­gens mal pla­ne­ja­das. tos, no pla­ne­ja­men­to das em­ba­la­ im­pres­são em off-set, agre­ga ape­lo
Quem é do ramo e quer per­ma­ gens”, ele afir­ma. Hoje os pro­je­tos pre­mium ao pro­du­to. “Bus­ca­mos
ne­cer no mer­ca­do não pode dei­xar da Deca re­fle­tem preo­cu­pa­ções uma co­mu­ni­ca­ção vi­sual ho­mo­gê­
de le­var esse as­pec­to e ou­tros dele fun­cio­nais, vi­suais e es­tru­tu­rais. nea para to­dos os pro­du­tos da
de­cor­ren­tes em con­si­de­ra­ção. Deve Isso pode ser per­ce­bi­do, den­tre em­pre­sa”, diz En­dler. O ob­je­ti­vo é
lem­brar, por exem­plo, que as lo­jas ou­tros pro­du­tos, no es­to­jo do chu­ le­var o con­su­mi­dor a re­co­nhe­cer a
de home ser­vi­ce trans­fe­ri­ram o lo­cal vei­ro Bel­le Épo­que. O ma­te­rial mar­ca em qual­quer item fa­bri­ca­do
de ex­po­si­ção das mer­ca­do­rias. es­co­lhi­do — PVC trans­pa­ren­te – pela Deca, mes­mo sem ver o lo­go­

18 – embalagemmarca • nov 99
ti­po. O fun­do com ima­gem de água
e um fio en­vol­ven­do o nú­me­ro do
Ser­vi­ço de Aten­di­men­to ao Con­su­
mi­dor, im­pres­sos em to­das as em­ba­
la­gens, são al­guns dos sím­bo­los
que bus­cam essa iden­ti­fi­ca­ção.

O principal vendedor
“A em­ba­la­gem pas­sou a ser nos­so
prin­ci­pal ven­de­dor”, re­ve­la Wan­der­
ley Tor­re­za­ni, di­re­tor co­mer­cial da
Pial Le­grand. Lí­der bra­si­lei­ra no
mer­ca­do de in­ter­rup­to­res, to­ma­das e
ou­tros ma­te­riais de ele­tri­ci­da­de, a
em­pre­sa ado­tou es­tra­té­gia ra­di­cal­
men­te di­fe­ren­te da que pra­ti­ca­va três
anos atrás, quan­do che­ga­va a ven­der
seus pro­du­tos a gra­nel, ou acon­di­cio­
Pial-Legrand: embalagens com caráter auto-explicativo
na­dos em sa­cos plás­ti­cos co­muns.
Agora, to­das as em­ba­la­gens de e são apropriadas para pendurar em ob­ser­va Eduar­do Vi­dal, di­re­tor da
pro­du­tos da mar­ca tra­zem in­for­ma­ gan­chei­ras nos pon­tos-de-ven­da. O Bri­co­la­ge Fei­ras Co­mer­ciais, em­pre­
ções téc­ni­cas, como vol­ta­gem ou Cer­ti­fi­ca­do de Con­for­mi­da­de do sa de São Pau­lo que pro­mo­ve anual­
ten­são elé­tri­ca, além de re­ve­la­rem In­me­tro é ou­tra in­for­ma­ção pa­drão men­te a Bri­co­la­ge – Fei­ra In­ter­na­
for­te preo­cu­pa­ção co­mu­ni­ca­ti­va. contida nas embalagens. cio­nal de Bri­co­la­gem e Faça-Você-
“Os sim­ples sa­qui­nhos plás­ti­cos, Mes­mo. Para o de­sen­vol­vi­men­to da
ou mes­mo a au­sên­cia de em­ba­la­ Ca­mi­nho lon­go área, se­gun­do Vi­dal, em­ba­la­gens
gens, pre­ju­di­ca­vam o con­su­mi­dor, Ape­sar desses exemplos bem su­ce­ eficazes são fun­da­men­tais.
su­jei­to a le­var um pro­du­to em­poei­ di­dos, in­cluir o pla­ne­ja­men­to de Na maio­ria das lo­jas, ele con­ta,
ra­do; a loja, que po­dia fi­car com a em­ba­la­gens nas es­tra­té­gias de pre­do­mi­nam ain­da as em­ba­la­gens
mer­ca­do­ria en­ca­lha­da; e nós, os au­men­to de ven­das não pa­re­ce ser que pou­co es­cla­re­cem o pos­sí­vel
fa­bri­can­tes”, re­su­me Torrezani. uma prá­ti­ca mui­to co­mum no se­tor. com­pra­dor. Vi­dal la­men­ta que seja
A li­nha de dis­jun­to­res e to­ma­das “Te­mos ain­da um lon­go ca­mi­nho a as­sim, con­si­de­ran­do tra­tar-se de um
da mar­ca já está sen­do dis­tri­buí­da tri­lhar para de­sen­vol­ver o mer­chan­ ter­re­no fér­til para a cria­ti­vi­da­de, de
com no­vas em­ba­la­gens, que se des­ di­sing do de­sign das em­ba­la­gens for­ma­tos va­ria­dos a enor­me gama
ta­cam pelo ca­rá­ter auto-ex­pli­ca­ti­vo para pro­du­tos de bri­co­la­gem”, de co­res. “Para atrair clien­tes as
lo­jas de­vem es­for­çar-se para se
trans­for­mar em ver­da­dei­ros cen­tros
Construção ou bri­co­la­gem? de en­tre­te­ni­men­to, para en­can­tar o
con­su­mi­dor.”
Tor­nou-se co­mum no Bra­sil o uso Bri­co­la­ge, pro­mo­to­ra de uma fei­ra In­de­pen­den­te­men­te de ou­tros
da ex­pres­são “shop­ping da cons­ anual de mes­mo nome di­re­cio­na­da fa­to­res para que esse ob­je­ti­vo seja
tru­ção” para de­fi­nir es­ta­be­le­ci­men­ ao seg­men­to de faça-você-mesmo.
al­can­ça­do, o pa­pel da em­ba­la­gem é
tos onde as pes­soas po­dem en­con­ Se­gun­do Vi­dal, em­pre­sá­rios e exe­cu­
de­ci­si­vo. “Ela pre­ci­sa ter apa­rên­cia
trar des­de pran­chas de ma­dei­ra, ti­vos da área es­tão em­pe­nha­dos em
agra­dá­vel e con­vin­cen­te, ter todo
pre­gos e tin­tas até ser­ras, mar­te­los evi­tar o con­cei­to de “shop­ping da
e pin­céis. No en­tan­to, nes­ses cons­tru­ção” e, ao mes­mo tem­po, em tipo de ins­tru­ção, ser fá­cil de trans­
lo­cais, tam­bém co­nhe­ci­dos como re­for­çar o de do-it-your­self. Ba­si­ca­ por­tar e de guar­dar”, diz. “Sem
lo­jas de bri­co­la­gem, do-it-your­self men­te, nes­te não se in­clui­riam os em­ba­la­gens as­sim, o con­su­mi­dor
ou faça-você-mes­mo, o que me­nos ma­te­riais de cons­tru­ção pro­pria­men­ vai en­con­trar na loja um amon­toa­do
se en­con­tra é ma­te­rial de cons­tru­ te di­tos, tipo “areia e cal”. En­tram de coi­sas que não sabe para que ser­
ção – isto é, ti­jo­los, ci­men­to, fer­ro. fer­ra­men­tas e ma­te­riais uti­li­za­dos vem.” É pena que isso ocorra, pois,
“Esse é um con­cei­to que não exis­te em re­for­mas, aca­ba­men­tos, ar­te­sa­ se­gun­do ele, cer­ca de 90% dos com­
em par­te al­gu­ma do mun­do” , afir­ na­to, de­co­ra­ção, jar­di­na­gem e ou­tras pra­do­res de lo­jas do seg­men­to são
ma Eduar­do Vi­dal, pre­si­den­te da ati­vi­da­des se­me­lhan­tes. con­su­mi­do­res fi­nais.

nov 99 • embalagemmarca – 19
CASE

A prioridade é
proteger
A função básica da embalagem cirúrgica

a afir­ma­ção ge­né­ri­ca de que


a em­ba­la­gem deve ar­ma­
ze­nar, pro­te­ger, trans­por­tar
e con­ven­cer o con­su­mi­dor
a com­prar o pro­du­to não vale para
pro­du­tos ci­rúr­gi­cos – do al­go­dão ao
bis­tu­ri. Nes­se caso deve ser prio­ri­
za­da a fun­ção pro­te­to­ra.
qua­dro). Na con­fec­ção da em­ba­la­
gem, para ga­ran­tir per­fei­ta bar­rei­ra
bac­te­rio­ló­gi­ca, con­for­me o tipo de
pro­du­to a ser acon­di­cio­na­do o pa­pel
é com­bi­na­do com um di­fe­ren­te tipo
de fil­me plás­ti­co la­mi­na­do (po­lie­ti­
le­no, po­liés­ter ou po­li­pro­pi­le­no).
de pro­du­tos si­mi­la­res no ex­te­rior e,
prin­ci­pal­men­te, de­vi­do a um re­la­
cio­na­men­to es­trei­to com o mer­ca­
do. “Ou­vi­mos constan­te­men­te a
in­dús­tria usuá­ria, os mé­di­cos e as
en­fer­mei­ras nos hos­pi­tais para sa­ber
se a em­ba­la­gem aten­de às suas
ne­ces­si­da­des”, ele con­ta.
Para hos­pi­tais e clí­ni­cas mé­di­ A for­ça do pre­ço Além des­se re­la­cio­na­men­to,
cas, a ga­ran­tia de pro­te­ção con­tra Mas se­gu­ran­ça, so­zi­nha, é su­fi­ Car­va­lho apon­ta como van­ta­gem
in­fec­ções sig­ni­fi­ca bons ne­gó­cios. cien­te para es­ti­mu­lar ven­das? No com­pe­ti­ti­va o fato de a Ad­di­son ser
As pes­soas que­rem sair do hos­pi­tal Bra­sil, mes­mo para pro­du­tos uma in­dús­tria, equi­pa­da com
com me­lhor saú­de do que ao en­trar, im­pres­cin­dí­veis como esse, pre­ço má­qui­nas de úl­ti­ma ge­ra­ção. “Isso
e as que po­dem pa­gar por isso for­ ain­da pa­re­ce ser o prin­ci­pal atri­bu­ per­mi­te pro­du­zir em­ba­la­gens de
mam um bom mer­ca­do. Foi em to. Mas, quan­do há res­pon­sa­bi­li­da­ to­das as di­men­sões, com lo­go­ti­pos
par­te o que per­mi­tiu à Ad­di­son de e fis­ca­li­za­ção, itens nor­mal­men­ im­pres­sos, e en­tre­gar em pra­zos
In­dús­tria e Co­mér­cio, em­pre­sa de te agre­ga­dos a em­ba­la­gens de con­ cur­tos, agi­li­da­de que um im­por­ta­
São Pau­lo pio­nei­ra na pro­du­ção su­mo de mas­sa são mui­to im­por­ dor não tem.”
na­cio­nal de em­ba­la­gens para es­te­ri­ tan­tes do pon­to de vis­ta mer­ca­do­ló­
li­za­ção (bo­bi­nas e en­ve­lo­pes), man­ gi­co para pro­du­tos ci­rúr­gi­cos. Muito especial
ter es­pa­ço no seg­men­to, dis­pu­ta­do Con­ve­niên­cia é um. As em­ba­la­
por mul­ti­na­cio­nais. Mas foi tam­ gens da Ad­di­son têm, por exem­plo, O pa­pel grau ci­rúr­gi­co tem ca­rac­te­
bém sua es­tra­té­gia de mar­ke­ting um in­di­ca­dor do pon­to de aber­tu­ra rís­ti­cas que o tor­nam mui­to es­pe­
an­co­ra­da na qua­li­da­de. e cor­te em meia-lua num dos la­dos, cial. Para co­me­çar, é ela­bo­ra­do
Em 1979, quan­do a Ad­di­son foi pro­pi­cian­do ra­pi­dez e se­gu­ran­ça. com 100% de ce­lu­lo­se, sem mi­ne­
rais. As­sim, quan­do in­ci­ne­ra­do,
ins­ta­la­da, o pa­pel que se usa­va para Têm tam­bém in­di­ca­do­res de co­res
pra­ti­ca­men­te não dei­xa re­sí­duos.
fins ci­rúr­gi­cos no Bra­sil era o de para an­tes e de­pois da es­te­ri­li­za­ção:
Tem fi­bras de ce­lu­lo­se lon­gas e
em­bru­lho, tipo kraft, “adap­ta­do”, de­pen­den­do do pro­ces­so, há a in­for­
cur­tas, de modo que os poros de
con­ta o su­per­vi­sor de ven­das da ma­ção de que o in­di­ca­dor muda sua tra­ma têm no má­xi­mo 22 mi­cra,
em­pre­sa, Sid­nei de Car­va­lho. Na para rosa (es­te­ri­li­za­ção a va­por) ou que é me­nos que a me­nor das bac­
épo­ca, um di­re­tor trou­xe da Ale­ma­ mar­rom (óxi­do de eti­le­no). té­rias exis­ten­tes no ar. Para atra­
nha para o país a pri­mei­ra par­ti­da Se­gun­do Car­va­lho, me­lho­ra­ ves­sá-lo a bac­té­ria pre­ci­sa­ria ter
de pa­pel com tec­no­lo­gia ade­qua­da men­tos como es­ses, ou ain­da a se­la­ meios fí­si­cos pró­prios – como
para acondicionar ma­te­riais e ins­ gem tri­pla e a des­cri­ção das di­men­
foto: divulgação

mãos ou den­tes – ou bus­car ca­mi­


tru­men­tos hos­pi­ta­la­res. Era o pa­pel sões da em­ba­la­gem com des­ta­que, nhos. Para isso pre­ci­sa­ria ser in­te­li­
grau ci­rúr­gi­co, com ga­ran­tia de são in­cor­po­ra­dos per­ma­nen­te­men­ gen­te, o que im­pli­ca pos­suir um
es­te­ri­li­da­de dos pro­du­tos (ver o te, como re­sul­ta­do de ob­ser­va­ção cé­re­bro que não pos­sui.

20 – embalagemmarca • nov 99
rótulos
CAPA

mídia barata e eficaz


v
Eles in­for­mam, atra-
ai lon­ge o tem­po em em e re­for­çam nos de­ta­lhes é que pode aju­dar
que os profissionais de um pro­du­to ou uma mar­ca a ter
marketing, in­ge­nua­ a ima­gem de mar­ca, êxi­to ou não.
men­te, re­le­ga­vam o Con­vém ain­da lem­brar que a
sem cus­tos cria­ti­vi­da­de con­ti­nua sen­do uma
ró­tu­lo e a em­ba­la­gem à
con­di­ção de me­ros fi­na­li­za­do­res adi­cio­nais. E es­tão fer­ra­men­ta in­subs­ti­tuí­vel. É ela
do pro­du­to. Com a pro­gres­si­va que gera a di­fe­ren­cia­ção que cau­
su­pres­são da fi­gu­ra do ven­de­dor e
cada vez me­lho­res sa im­pac­to e pode in­fluir na de­ci­
a in­ten­si­fi­ca­ção da guer­ra por vi­si­ são do con­su­mi­dor, na­que­le ín­fi­
bi­li­da­de no pon­to-de-ven­da, o Guilherme Kamio mo pe­río­do e na­que­la cur­ta dis­
ró­tu­lo as­su­miu pa­pel fun­da­men­tal tân­cia – de um bra­ço – em que
em suas múl­ti­plas fun­ções. Hoje ele fica pe­ran­te o pro­du­to ex­pos­
ele tem a mis­são de, a um só tem­ to na gôn­do­la. A in­dús­tria de
po, trans­mi­tir o má­xi­mo de in­for­ ro­tu­la­gem no Bra­sil se equi­pa­ra
ma­ções, despertar o ap­pe­ti­te ap­peal tec­no­lo­gi­ca­men­te ao que há de
e ter ape­lo pre­mium, além de me­lhor no mun­do. Por­tan­to, para
re­for­çar a ima­gem de mar­ca e, es­co­lher é sem­pre útil ob­ser­var o
so­bre­tu­do, de qua­li­da­de. que sur­ge no mer­ca­do.
To­da­via, em­bo­ra seja es­sen­
cial para a so­bre­vi­vên­cia dos pro­ Clear la­bels e slee­ves
du­tos no mer­ca­do, ain­da há Uma ten­dên­cia cres­cen­te é a de
em­pre­sas que in­ves­tem for­tu­nas uso de ró­tu­los auto-ade­si­vos e de
em pu­bli­ci­da­de em mí­dias ca­rís­ slee­ves. Não há da­dos no Bra­sil,
si­mas, sem pen­sar pri­mor­dial­ mas o que ocor­re nos Es­ta­dos
men­te no ró­tu­lo – e, por ex­ten­são, Uni­dos e na Eu­ro­pa aca­ba sen­do
na em­ba­la­gem em que é apli­ca­do apli­ca­do no país – e o que se
– como a mais uni­ver­sal fer­ra­ ob­ser­va lá fora é o avan­ço des­ses
men­ta de mar­ke­ting. É a mí­dia ti­pos de ro­tu­la­gem. “De­pois dos
mais aces­sí­vel e mais ba­ra­ta, pois cos­mé­ti­cos e dos far­ma­cêu­ti­cos,
leva a men­sa­gem ao con­su­mi­dor os pro­du­tos de hi­gie­ne e lim­pe­
no mo­men­to da com­pra e no do za, be­bi­das e ali­men­tos es­tão
con­su­mo, nas mais di­ver­sas si­tua­ mi­gran­do para o auto-ade­si­vo”,
ções e sem cus­tos adi­cio­nais. diz Sílvia Baggio, gerente de
Mas quais as téc­ni­cas e os marketing da Pro­des­maq, uma
ma­te­riais ade­qua­dos para cada das gran­des for­ne­ce­do­ras brasil­
tipo de apli­ca­ção? Com o de­sen­ eiras de auto-ade­si­vos.
fotos: divulgação

vol­vi­men­to tec­no­ló­gi­co, as pos­si­ Um exem­plo é o da edi­ção


bi­li­da­des são hoje in­con­tá­veis e es­pe­cial do ama­cian­te de rou­pas
aten­dem pra­ti­ca­men­te a cada caso Auto-adesivo plástico Fofo, da Gessy Le­ver. A em­ba­la­
es­pe­cí­fi­co. Acer­tar na es­co­lha e sobre superfície curva gem em for­ma de urso exi­giu um

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ró­tu­lo que se fir­mas­se na su­per­fí­
cie cur­vi­lí­nea e fos­se re­sis­ten­te.
Para conseguir esse resultado, a
Pro­des­maq uti­li­zou filmes de
polietileno. Filmes plásticos têm
sido a es­co­lha de quem pro­cu­ra
ró­tu­los re­sis­ten­tes à água, à umi­
da­de e ao tem­po, e que ofe­re­ça
pos­si­bi­li­da­des de apli­ca­ções com
for­te ape­lo vi­sual.
No-label look: em diversas categorias
Des­ta­ca-se, no caso dos rótu­
los plásticos, o cha­ma­do no-la­bel ga­ran­tir a pro­ce­dên­cia do pro­du­

fotos: andré godoy


look, efei­to da im­pres­são so­bre to, como no caso dos ró­tu­los for­
fil­mes trans­pa­ren­tes. Co­nhe­ci­dos ne­ci­dos pela Pro­des­maq para a
pelo jar­gão em in­glês (clear indústria farmacêutica. Ela só se
la­bels), são usa­dos so­bre­tu­do em tor­na vi­sí­vel quan­do a lo­go­mar­ca
embalagens de produtos cos­mé­ti­ é ras­pa­da com me­tal, e pro­cu­ra
cos, mas já co­me­çam a apa­re­cer com cola à base de água pe­los aten­der pro­du­tos que não são
em recipientes de be­bi­das, de auto-ade­si­vos. co­mer­cia­li­za­dos em car­tu­chos.
pro­du­tos de lim­pe­za e de produ­ No se­tor avan­ça tam­bém o
tos ali­men­tí­cios. ró­tu­lo-bula des­do­brá­vel, com ins­ Menos operações
tru­ções de uso do pro­du­to. O Na prática, as apli­ca­ções do ró­tu­
A força do conjunto re­sul­ta­do é eco­no­mia de em­ba­la­ lo auto-ade­si­vo podem ocor­rer
Com re­sul­ta­dos no­tá­veis quan­do gens se­cun­dá­rias de pa­pel-car­tão, nos se­to­res mais dís­pa­res. A Ajax
a em­ba­la­gem é de vi­dro, PET ou pois dis­pen­sa o uso de car­tu­chos. Ba­te­rias, por exemplo, ado­tou-o
ou­tros ma­te­riais trans­lú­ci­dos, o Esse tipo de rótulo é ofe­re­ci­do para seu pro­du­to. “O rótulo é fei­
clear la­bel tira pro­vei­to do con­ pela No­vel­print, ou­tra gran­de to de po­li­pro­pi­le­no com im­pres­
cei­to de que o di­fu­sor de men­sa­ pro­du­to­ra de auto-ade­si­vos, e já é são blin­da­da, que ga­ran­te in­vio­la­
gem não é ape­nas o ró­tu­lo. O que uti­li­za­do por em­pre­sas como a bi­li­da­de e re­sis­tên­cia a al­tas tem­
leva ao for­ta­le­ci­men­to da mar­ca e Abbot e a BYK, entre outras pe­ra­tu­ras e à ação de pro­du­tos
mui­tas ve­zes à ven­da do pro­du­to empresas da área farmacêutica. quí­mi­cos”, diz José Fer­nan­do
é o con­jun­to de atri­bu­tos vi­suais Além dessa finalidade utilitária, Pi­rut­ti, su­pe­rin­ten­den­te co­mer­
da em­ba­la­gem – ró­tu­lo, re­ci­pien­ os rótulos adesivos desdobráveis cial da No­vel­print. Além de maior
te, fe­cha­men­to, con­teú­do e sua são um bom veículo em pro­ vida útil, o ró­tu­lo ga­nhou uma
cor. Exem­plos bem su­ce­di­dos no moções, quando colados nas par­te in­fe­rior des­ta­cá­vel, que é o
ex­te­rior são os do chá ge­la­do Ari­ embalagens ou nas tampas. cer­ti­fi­ca­do de ga­ran­tia. “A ta­re­fa
zo­na, da be­bi­da Or­bitz, um não- Ou­tra so­lu­ção cria­ti­va é a de co­lo­ca­ção do cer­ti­fi­ca­do, uma
car­bo­na­ta­do à base de fru­tas com im­pres­são com tin­ta rea­ti­va, para ope­ra­ção a mais na hora de acon­
es­fe­ras de gel em sus­pen­são, e da di­cio­nar o pro­du­to, foi
Sut­ter Home, em­pre­sa ca­li­for­nia­ Rótulo-Bula: eli­mi­na­da”, diz Már­
na que coloca o ró­tu­lo em vi­nhos economia de cia Go­mi­de, ge­ren­te
e mo­lhos pron­tos. embalagem de pro­du­tos da Ajax.
No se­tor far­ma­cêu­ti­co, o uso Pi­rut­ti con­ta que,
de auto-ade­si­vos também vem em vi­si­ta à La­bel Expo
registrando sensível crescimento. 1999, rea­li­za­da re­cen­
No caso, isso se dá ba­si­ca­men­te te­men­te em Bru­xe­las,
por­que o auto-adesivo per­mi­te na Bél­gi­ca, pôde ob­ser­
ro­tu­la­gem mais rá­pi­da e com ris­ var não só o que há de
cos qua­se ine­xis­ten­tes de tro­ca de mais avan­ça­do em tec­
produtos, pois as bo­bi­nas de ró­tu­ no­lo­gia de equi­pa­men­
los não se mis­tu­ram. Assim, os tos, ma­te­riais e pro­ces­
divulgação

laboratórios estão passando a sos para a pro­du­ção de


subs­ti­tuir os seus ró­tu­los de pa­pel auto-ade­s i­v os, mas

nov 99 • embalagemmarca – 23
ven­cio­nal”, lem­bra per­mi­tem reu­ti­li­zar a
Elia­n a Agas­s i, em­ba­la­gem e po­dem ser
ge­ren­te co­mer­cial co­le­cio­na­dos.
da em­pre­sa. Ela O mer­ca­do de be­bi­
ar­g u­m en­t a que, das é o que mais apre­
além de agre­gar sen­ta va­ria­ções de
va­lor e con­fe­rir ró­tu­los. Com o PET
ape­lo top de li­nha se afir­man­do como
aos pro­du­tos, o ma­te­rial mais usa­
ró­tu­lo me­ta­li­za­do do no seg­men­to e
é mais di­fí­cil de abrin­d o enor­m e
fal­si­fi­car. A Má­la­ de­m an­d a pe­l os
ga apos­ta de tal ró­tu­los plás­ti­cos,
Aplicação de auto-adesivo num produto inusitado for­ma na ten­dên­ as in­d ús­t rias de
ou­tra for­te ten­dên­cia: a cres­cen­te cia que está in­ves­ ou­tras re­si­nas e do
exi­gên­cia dos clien­tes de ad­qui­ri­ tin­do no au­men­to de sua ca­pa­ci­da­ vi­d ro pro­c u­r am Metalização:
rem so­lu­ções in­te­gra­das, não itens de pro­du­ti­va. Dentro de um inves­ ofe­re­cer alternati­ imagem
se­pa­ra­dos. “Na fei­ra, foi pos­sí­vel timento de 3,5 milhões de dólares, vas de di­fe­ren­cia­ premium
ob­ser­var que a tec­no­lo­gia do auto- a empresa acaba de im­por­tar da ção.
ade­si­vo reú­ne em sua ca­deia to­dos Itá­lia uma Ga­li­leo, má­qui­na de
os ele­men­tos ne­ces­sá­rios para esse tra­ta­men­to de plas­ma no sis­te­ma Edições comemorativas
tipo de so­lu­ção, de for­ma efi­cien­ de me­ta­li­za­ção em alto-vá­cuo, a Uma dessas possibilidades é o
te, mo­der­na e em cons­tan­te evo­lu­ pri­mei­ra da Amé­ri­ca La­ti­na. Ap­plied Ce­ra­mic La­bel, ou ACL.
ção”, ele diz. Por sua vez, a Avery Den­ni­ Nes­se pro­ces­so, co­nhe­ci­do por
son, uma das maio­res for­ne­ce­do­ pi­ro­gra­vu­ra em por­tu­guês, o
Mais alternativas ras mun­diais de fil­mes para auto- ró­tu­lo é in­te­gra­do ao vi­dro du­ran­
As for­mas de di­fe­ren­cia­ção se ade­si­vos, já dis­po­ni­bi­li­za no Bra­ te a fa­bri­ca­ção, ga­ran­tin­do du­ra­
mul­ti­pli­cam. Ob­via­men­te, acos­ sil sua li­nha de pa­péis es­pe­ciais bi­li­da­de e enrique­cendo a ima­
sa­dos pelo plás­ti­co, os pro­fis­sio­ Cu­vée, tam­bém des­ti­na­da ao seg­ gem do pro­du­to. “Ex­pe­riên­cias
nais da in­dús­tria de pa­pel dão men­to de be­bi­das fi­nas. Os pa­péis já fo­ram fei­tas em pro­du­tos com­
asas à ima­gi­na­ção. Com o aper­ des­sa li­nha, se­gun­do Mai­ra Tri­ mo­di­ties, como a cer­ve­ja Ba­va­ria
fei­çoa­men­to da tecnologia, dos ve­lat­to, ge­ren­te de mar­ke­ting da long-neck de 350ml, que fi­cou
equipamentos e da qua­li­da­de dos em­pre­sa, são re­sis­ten­tes à água, com ape­lo vi­sual mui­to for­te”,
produtos, eles se es­for­çam por ao gelo e à umi­da­de. Re­ce­bem, diz Jú­lio Bar­be­do, da Cis­per,
mu­dar o es­tig­ma de que os ró­tu­ também, tra­ta­men­to an­ti­fun­gos. em­pre­sa for­ne­ce­do­ra da tec­no­lo­
los de pa­pel ser­vem ape­nas para Nessa li­nha há os ró­tu­los re­mo­ví­ gia, que per­mi­te im­pres­
pro­du­tos sem va­lor agre­ga­do. veis Fas­son R330 e R100, que são em até qua­t ro
É o caso dos pa­péis co­res. “É per­fei­ta para
andré godoy

me­ta­li­za­dos, uti­li­za­ edi­ções co­me­mo­ra­ti­


dos por cer­ve­jas e por vas, que mui­tas ve­zes
di­ver­sos vi­nhos. A são co­l e­c io­n a­d as,
adoção de rótulos como de­ve­rá ocor­
desse tipo é con­si­de­ra­ rer na pas­sa­gem do
andré godoy

da uma ten­dên­cia mi­lê­nio”, ele con­


mun­dial ir­re­ver­sí­vel sidera.
den­tro da Má­la­ga, Já o Plas­t i-
em­pre­sa pau­lis­ta es­pe­ Shield, ró­tu­lo tam­
cia­li­za­da em me­ta­li­za­ bém da Cis­per for­
ção de pa­péis. “O ma­d o por duas
ró­t u­l o me­t a­l i­z a­d o ca­ma­das de po­lies­
ga­nha em vi­sual e é ti­re­no, tem a van­ta­
mui­to mais re­sis­ten­te gem de man­ter por ACL: valor
que os de pa­pel con­ Variações em papel, com hot-stamping e clear label mais tem­po a tem­ agregado

24 – embalagemmarca • nov 99
de sen­sa­ção é o slee­ve, ca­ma­da
de po­lies­ti­re­no orien­ta­do (OPS)
que re­co­bre to­tal­men­te a em­ba­ Sleeves da Sleever
International
la­gem, dan­do-lhe as­pec­to mui­
to es­pe­cial. É apli­ca­do prin­ci­
pal­men­te em re­ci­pien­tes de
vi­dro, mas pode ser usa­do em
ou­tros ma­te­riais, diz Gi­les Fres­
nel, di­re­tor co­mer­cial da Slee­
ver In­t er­n a­t io­n al, em­p re­s a
fran­ce­sa que dis­po­ni­bi­li­za a
tec­no­lo­gia no Bra­sil. “O
slee­ve é o úni­co ró­tu­lo real­
men­t e ter­m oen­c o­l hí­v el,
por pos­suir po­der de
re­tra­ção de 85%”, ele
afir­ma. “Isso pos­si­bi­li­ta
en­vol­ver por in­tei­ro for­
Plasti-Shield mantém a temperatura mas ou­sa­das de em­ba­la­
gens.” Be­bi­das com alto
pe­ra­tu­ra do con­teú­do. A ca­ma­da va­lor agre­ga­do uti­li­zam
in­ter­na, de po­lies­ti­re­no ex­pan­di­ o slee­ve para real­çar
do, ga­ran­te ri­gi­dez du­ran­te a seu ca­rá­ter pre­mium,
apli­ca­ção do ró­tu­lo; a ex­ter­na, como o Chan­don Mil­
feita de po­lies­ti­re­no não-ex­pan­ lé­n ai­r e, cham­p a­n he
di­do, dá as­pec­to de li­su­ra à em­ba­ co­me­mo­ra­ti­vo do ano
la­gem. 2000 lan­ç a­d o pela
Ou­tra al­ter­na­ti­va na Chan­don.
área do vi­dro é a pré- Também apro­vei­tan­
ro­tu­la­gem com BOPP do o mote do mi­lê­nio, a
en­c o­l hi­d o ter­m i­c a­ Brah­ma pre­pa­rou uma edi­ção ro, a Slee­ver pro­me­te que a par­tir
men­te, ofe­re­ci­da pela es­pe­cial de 4 mi­lhões de gar­ra­fas de maio de 2000 toda a pro­du­ção
CIV – Com­pa­nhia de Brah­ma Chopp de 600ml. O do ma­te­rial se­rá feita no país.
In­dus­trial de Vi­dros. de­sign, que lem­bra uma gar­ra­fa “In­clu­si­ve a im­pres­são, o que
O ma­te­rial per­mi­te de cham­pa­nhe, foi de­sen­vol­vi­do di­mi­nui­rá os cus­tos en­tre 30% e
im­pres­são em ro­to­ pela agên­cia Ani­mus. A gar­ra­fa é 40%”, se­gun­do Fres­nel.
gra­vu­ra em até nove da Cis­per, e o ró­tu­lo, da Slee­ver As téc­ni­cas e os ma­te­riais,
co­r es, com boa In­ter­na­tio­nal. en­fim, se aper­fei­çoam sem pa­rar.
re­so­lu­ção grá­fi­ca. A Da­ve­ne, a Aji-no-moto e a Mas há quem acre­di­te que o
A subs­ti­tui­ção de San­tis­ta tam­bém já ado­ta­ram o de­sen­vol­vi­men­to da ro­tu­la­gem no
ró­tu­los de pa­pel slee­ve. No caso da Aji-no-moto, país po­de­ria ser bem maior. “Fal­ta
BOPP: ganho
pelo de BOPP o slee­ve, apli­ca­do em em­ba­la­ co­mu­ni­ca­ção en­tre o for­ne­ce­dor e
de imagem
au­m en­t a cus­t os, gem de PET, é im­pres­so em ro­to­ o usuá­rio fi­nal do ró­tu­lo”, acre­di­ta
mas, se­g un­d o gra­vu­ra a sete co­res. “O fras­co Mar­cos Ros­si, di­re­tor da trans­for­
Lu­cia­na As­sis, ge­ren­te de mar­ke­ tem sa­liên­cias para fa­ci­li­tar o ma­do­ra Mack Co­lor. “O pa­pel de
ting da em­pre­sa, “aca­ba com­pen­ ma­nu­seio, en­tão se­ria im­pos­sí­vel apre­sen­tar no­vi­da­des fica mui­tas
san­do, pelo ga­nho de ima­gem”. usar ou­tro sis­te­ma de rotulagem”, ve­zes por con­ta dos trans­for­ma­do­
Um produto rotulado com BOPP ex­pli­ca Iwao Nis­hi­ta­ni, coor­de­ res, o que é in­su­fi­cien­te”, ele diz.
é o suco Santál Active, da na­dor de pes­qui­sa e de­sen­vol­vi­ A seu ver, “os dis­tri­bui­do­res de
Parmalat. Por ser apli­ca­do em men­to da em­pre­sa. “O slee­ve ma­te­rial de­ve­riam se cons­cien­ti­
360 graus, tem vi­si­bi­li­da­de maior, fun­cio­na tam­bém como la­cre, zar de que, di­vul­gan­do ma­ci­ça­
ar­gu­men­ta Luciana. des­ta­cá­vel”, ele res­sal­ta. Apos­ men­te seus pro­du­tos, a procura
Nes­te úl­ti­mo as­pec­to, a gran­ tan­do fir­me no mer­ca­do bra­si­lei­ crescerá”.

nov 99 • embalagemmarca – 25
LOGÍSTICA

planejar para
prosperar
Ge­ren­cia­men­to lo­gís­ti­co,
uma ten­dên­cia recente
que já se consolidou

o
Leandro Haberli

lan­ça­men­to na­cio­
nal do úl­ti­mo CD
do pa­dre Mar­
ce­lo Ros­si trou­
xe um de­sa­fio para a gra­va­do­
ra Uni­ver­sal. No mes­mo dia,
cer­ca de 1 mi­lhão de dis­cos de­ve­ Conhecimento
da malha viária
riam che­gar a di­fe­ren­tes lo­jas de
é fundamental
shop­pings cen­ters de gran­des
ca­pi­tais, re­ven­das do in­te­rior do país ar­ma­ze­na­men­to dos fa­bri­can­tes. para ban­car os al­tos in­ves­ti­men­tos

fotos: divulgação
e até pe­que­nas ci­da­des da re­gião Hoje, até a mo­vi­men­ta­ção in­ter­na que a ati­vi­da­de exi­ge, elas co­nhe­
ama­zô­ni­ca. Se isso não acon­te­ces­se, de pro­du­tos nas fá­bri­cas che­ga a ser cem mui­to bem a ma­lha viá­ria do
os fãs mais ar­do­ro­sos do sa­cer­do­te, re­pas­sa­da a ter­cei­ros. país. “Sem dú­vi­da há trans­por­ta­do­
es­pa­lha­dos por todo o Bra­sil, dei­xa­ “Nos­sos clien­tes não pre­ci­sam ras com know-how para atuar como
riam de com­prar o CD na data pro­ preo­cu­par-se com dis­tri­bui­ção e ope­ra­do­ras lo­gís­ti­cas”, re­co­nhe­ce o
gra­ma­da pela gra­va­do­ra. ge­ren­cia­men­to de es­to­que, po­den­do exe­cu­ti­vo da Dan­zas.
Con­tu­do, o cro­no­gra­ma de dis­ de­di­car-se ex­clu­si­va­men­te a seu
tri­bui­ção foi cum­pri­do à ris­ca. Para core bu­si­ness”, afir­ma Fa­bio Fi­li­pi­ Custos transparentes
isso, ne­nhum fun­cio­ná­rio da gra­va­ ni, coor­de­na­dor de mar­ke­ting da Uma de­las é a Atlas, que tem como
do­ra pre­ci­sou preo­cu­par-se com Dan­zas. Além dis­so, a pres­ta­ção de car­ro-che­fe o trans­por­te de pro­du­tos
con­tro­le de ar­ma­ze­na­men­to, ge­ren­ ser­vi­ços lo­gís­ti­cos agre­ga va­lor aos far­ma­cêu­ti­cos. Há qua­tro anos, a
cia­men­to de es­to­que ou dis­tri­bui­ pro­du­tos, se­gun­do Fi­li­pi­ni. “So­mos em­pre­sa criou a Hér­cu­les Sis­te­mas
ção. Es­sas ta­re­fas fi­ca­ram a car­go uma par­te da ima­gem do clien­te Lo­gís­ti­cos. Além de ser res­pon­sá­vel
de uma em­pre­sa es­pe­cia­li­za­da em pe­ran­te seus con­su­mi­do­res.” por to­dos os pro­ces­sos lo­gís­ti­cos da
pla­ne­ja­men­to lo­gís­ti­co: a Dan­zas, O cer­to é que esse seg­men­to tem Atlas, a Hér­cu­les pres­ta ser­vi­ços de
re­pre­sen­tan­te da suí­ça Dan­zas World gran­des pers­pec­ti­vas de cres­ci­men­ ar­ma­ze­na­gem, se­pa­ra­ção fra­cio­na­da
Wide, que há sete anos pres­ta ser­vi­ to e é visto como uma ferramenta de pro­du­tos e dis­tri­bui­ção de mer­ca­
ços para a gra­va­do­ra. administrativa moderna e indispen­ do­rias para ou­tras em­pre­sas. Keu­le
O con­tra­to en­tre a Dan­zas e a sável. Daí a ten­dên­cia de mui­tas de As­sis, su­per­vi­sor co­mer­cial da
Uni­ver­sal ilus­tra uma ten­dên­cia já trans­por­ta­do­ras ex­pan­di­rem suas Hér­cu­les, con­ta que o iní­cio das ati­
con­so­li­da­da no mer­ca­do de trans­ áreas de atua­ção e pas­sa­rem a tra­ba­ vi­da­des da em­pre­sa coin­ci­de com a
por­tes: a ter­cei­ri­za­ção do ge­ren­cia­ lhar tam­bém como ope­ra­do­ras primeira metade dos anos 90, quan­
men­to lo­gís­ti­co, so­bre­tu­do em fun­ lo­gís­ti­cas. Para as gran­des do se­tor, do a lo­gís­ti­ca pas­sou a ser re­co­nhe­
ção da di­mi­nui­ção das áreas de a mu­dan­ça é na­tu­ral. Além de ca­ci­fe ci­da no mer­ca­do bra­si­lei­ro de trans­

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por­te de car­gas. A mu­dan­ça foi Tar­get Lo­gis­tics, que logo as­su­miu al­gu­mas ati­vi­da­des ca­rac­te­rís­ti­cas
im­pul­sio­na­da, en­tre ou­tros fa­to­res, o ge­ren­cia­men­to do es­to­que de an­ti­ de um ope­ra­dor lo­gís­ti­co, a Ita­pe­
pelo en­ca­re­ci­men­to da ma­nu­ten­ção gos clien­tes, como a Cya­na­mid, da mi­rim Car­gas, ou­tra gi­gan­te do
de ar­ma­zéns pe­las em­pre­sas. área agro­quí­mi­ca. Mes­mo an­tes de se­tor, por exemplo, ain­da não en­trou
“Es­to­que é uma coi­sa cara”, ini­ciar ati­vi­da­des como pro­ve­dora com for­ça to­tal nes­se mer­ca­do –
lem­bra As­sis. “Nele, o ca­pi­tal de lo­gís­ti­ca, a Mira já dis­pu­nha de mas es­tu­da suas ca­rac­te­rís­ti­cas e
giro, que in­clui ma­té­ria-pri­ma e es­tru­tu­ra para fra­cio­na­men­to de dis­ sua le­gis­la­ção es­pe­cí­fi­ca. “Al­gu­
pro­du­tos fi­nais, fica pa­ra­do.” Está tri­bui­ção. “Como trans­por­ta­do­ra, já mas ações têm sido im­ple­men­ta­das
aí mais uma ex­pli­ca­ção da ten­dên­ tí­nha­mos 90% da es­tru­tu­ra ne­ces­sá­ com clien­tes de­ter­mi­na­dos, mas
cia. Com o aque­ci­men­to da eco­no­ ria”, in­for­ma Car­los Al­ber­to Mira, nada que jus­ti­fi­que de­fi­nir nos­sa
mia após a im­plan­ta­ção do Pla­no vice-pre­si­den­te da Mira Trans­por­ em­pre­sa como ope­ra­do­ra de lo­gís­ti­
Real, as em­pre­sas ti­ve­ram de trans­ tes. Com uma fro­ta de mais de 200 ca in­te­gra­da”, diz o di­re­tor su­pe­rin­
for­mar seus es­to­ques em pro­du­ção. ca­mi­nhões e áreas de ar­ma­ze­na­ ten­den­te, José Luiz San­to­lin. Ele
Se­gun­do o su­per­vi­sor co­mer­cial da men­to pró­prias, o que fal­ta­va à Mira diz acre­di­tar que em bre­ve a lo­gís­
Hér­cu­les, a lo­gís­ti­ca ter­cei­ri­za­da na área lo­gís­ti­ca eram sis­te­mas de ti­ca do­mi­na­rá to­dos os seg­men­tos
tor­na os cus­tos mais trans­pa­ren­tes. ges­tão in­te­gra­dos. “Ad­qui­ri­mos de se­tor de trans­por­te de car­gas.
“Em gran­des em­pre­sas, é mais fá­cil so­fis­ti­ca­dos soft­wa­res que ge­ren­
es­con­der er­ros”, ele diz. ciam to­das as ati­vi­da­des da ca­deia Custos altos
A verdade é que o mer­ca­do de abas­te­ci­men­to”, ele afirma. A realidade é que, além de de­pen­
cresce e atrai cada vez mais as Naturalmente, nem to­das as der da qua­li­da­de e da for­ça da mar­
gi­gan­tes dos ser­vi­ços. Em maio do gran­des trans­por­ta­do­ras já ofe­re­ ca, um pro­du­to não al­can­ça êxi­to
ano pas­sa­do, por exem­plo, a Mira cem ser­vi­ços tí­pi­cos do pla­ne­ja­ co­mer­cial sem es­tra­té­gias ade­qua­
Trans­por­tes, da re­gião Cen­tro-Oes­ men­to lo­gís­ti­co. Talvez seja uma das de dis­tri­bui­ção, ex­pe­di­ção e
te do país, abriu sua provedora, a questão de tempo. Em­bo­ra ofe­re­ça mo­ni­to­ra­men­to. Mes­mo os que já
Organização e controle nos depósitos:
à esquerda, Hércules/Atlas; à direita,
Danzas

es­tão no mer­ca­do há mui­to tem­po dos mo­ti­vos do en­ca­re­ci­men­to é a é fun­da­men­tal con­tro­lar a efi­ciên­cia
pre­ci­sam de res­pal­do do ge­ren­cia­ au­sên­cia de ges­tão in­te­gra­da en­tre ope­ra­cio­nal, por meio de in­di­ca­do­
men­to lo­gís­ti­co. O mercado está as di­ver­sas fun­ções lo­gís­ti­cas, como res de de­sem­pe­nho.
atento a isso, já que, segundo a trans­por­te, ar­ma­ze­na­men­to, pro­ces­
ABML – As­so­cia­ção Bra­si­lei­ra de sa­men­to de pe­di­dos etc. A si­tua­ção Ca­mi­nhos in­ter­nos
Mo­vi­men­ta­ção e Lo­gís­ti­ca, em é agra­va­da pe­las di­men­sões do país Nos ca­sos em que o vo­lu­me mo­vi­
1998 as ati­vi­da­des de lo­gís­ti­ca e pela pre­cá­ria in­fra-es­tru­tu­ra de men­ta­do jus­ti­fi­ca, o mer­ca­do bus­ca
re­pre­sen­ta­ram 7% do Pro­du­to In­ter­ trans­por­te. Para com­ple­tar, a me­ca­ so­lu­ções ge­ren­ciais in­ter­nas. É o
no Bru­to bra­si­lei­ro, num cresci­ ni­za­ção é baixa e fal­ta coo­pe­ra­ção caso do gru­po ata­ca­dis­ta Mar­tins,
mento de 20% em relação a 1997. en­tre for­ne­ce­do­res e clien­tes das de Uber­lân­dia (MG). A em­pre­sa
Mas nem tudo são flo­res. Na­que­ ca­deias de su­pri­men­to. fun­dou a Mar­bo Lo­gís­ti­ca In­te­gra­
le ín­di­ce es­tão in­cluí­das em­pre­sas “Te­mos de lem­brar que esse é da, para oti­mi­zar a dis­tri­bui­ção de
que ten­tam fa­zer as­ses­so­ria lo­gís­ti­ um tipo de ne­gó­cio mui­to novo no mer­ca­do­rias en­tre for­ne­ce­do­res e
ca sem es­tar pre­pa­ra­das. Por isso a Bra­sil”, relata Ar­tur Hill, es­pe­cia­lis­ re­ven­de­do­res. A ta­re­fa faz par­te da
As­log – As­so­cia­ção Bra­si­lei­ra de ta em supply chain da An­der­sen cha­ma­da lo­gís­ti­ca de su­pri­men­to,
Lo­gís­ti­ca, em par­ce­ria com a Fun­ Con­sul­ting. A pró­pria de­fi­ni­ção de res­pon­sá­vel por pla­ne­jar o elo de
da­ção Ge­tú­lio Var­gas e a ABML, ope­ra­dor lo­gís­ti­co, como ele diz, li­ga­ção en­tre os com­po­nen­tes da
ela­bo­rou um ma­nual con­cei­tuan­do ain­da está em evo­lu­ção. Hill ob­ser­ ca­deia de abas­te­ci­men­to.
as atri­bui­ções do ope­ra­dor lo­gís­ti­ va ain­da que mui­tos pro­ve­do­res de O pla­ne­ja­men­to de pro­je­tos para
co, co­nhe­ci­men­tos bá­si­cos e equi­ ser­vi­ços lo­gís­ti­cos es­tão de­sen­vol­ uni­da­des de des­pa­cho tem sido alvo
pa­men­tos ne­ces­sá­rios à sua atua­ ven­do seus pre­ços de for­ma ex­pe­ri­ das aten­ções da di­vi­são de lo­gís­ti­ca
ção. Se­gun­do o pre­si­den­te da en­ti­ men­tal, o que gera or­ça­men­tos com do gru­po. O ob­je­ti­vo é es­ta­be­le­cer o
da­de, José Ade­nil­do da Sil­va, o cus­tos su­pe­res­ti­ma­dos. “A con­se­ em­pi­lha­men­to má­xi­mo ade­qua­do e
tra­ba­lho aju­dou mui­tos em­pre­sá­rios quên­cia é que mui­tos ope­ra­do­res re­du­zir o es­pa­ço ne­ces­sá­rio para o
a dis­tin­guir os ope­ra­do­res lo­gís­ti­cos não es­tão con­se­guin­do de­sem­pe­ trans­por­te. “Mui­tas trans­por­ta­do­ras
atuantes no mer­ca­do. nhar sua fun­ção in­te­gra­do­ra nem con­tra­riam a iden­ti­fi­ca­ção de em­pi­
Ao lado des­se fato, os cus­tos resolver os problemas de produtivi­ lha­men­to, que muitas vezes não
lo­gís­ti­cos são con­si­de­ra­dos al­tos no dade de seus clientes.” vem discriminado corretamente”,
Bra­sil. In­cluin­do o pre­ço do fre­te de Para manter-se no mercado, o afirma Má­rio Ja­cob Yu­nes, ge­ren­te
trans­por­te, a ati­vi­da­de re­pre­sen­ta se­gre­do é pla­ne­jar e con­tro­lar. “As co­mer­cial da Mar­bo. Ele fala com
cer­ca de 10% do cus­to fi­nal do pro­ em­pre­sas com com­pe­tên­cia para co­nhe­ci­men­to de cau­sa: com mais
du­to, per­cen­tual alto se com­pa­ra­do pla­ne­jar são as que têm maior van­ de 155 000 clien­tes e cer­ca de 700
ao de ou­tros paí­ses. Nos EUA e na ta­gem com­pe­ti­ti­va”, ava­lia o con­ for­ne­ce­do­res, o grupo Martins gira
Eu­ro­pa, é de no má­xi­mo 5%. Um sul­tor. Ao mes­mo tem­po, ele ensina, 1,3 bi­lhão de dó­la­res por ano.

30 – embalagemmarca • nov 99
tanque ecológico
LOGÍSTICA

o
Obrigações legais transformam-se em oportunidades de marketing

bri­ga­das a ade­quar-se nº 4, pág. 38). Os re­sí­duos dos de car­gas está apro­vei­tan­do para

fotos: divulgação
até o ano 2000 aos tam­bo­res usa­dos para o trans­por­te ofe­re­cer ser­vi­ços nes­se seg­men­to,
ri­go­ro­sos cri­té­rios de de car­ga quí­mi­ca, por exem­plo, es­pe­ci­fi­ca­men­te na área de lí­qui­
ho­mo­lo­ga­ção de car­ de­ve­rão re­ce­ber tra­ta­men­to ade­ dos quí­mi­cos. É a Tank­pool, de
gas pre­vis­tos na por­ta­ria 204 do qua­do, não po­den­do ser eli­mi­na­ São Pau­lo, que alu­ga mi­ni­tan­ques
Mi­nis­té­rio dos Trans­por­tes, de dos de for­ma pre­ju­di­cial ao am­bien­ de aço ou de po­lie­ti­le­no de alta
1997, as em­pre­sas trans­por­ta­do­ras te. Tra­ta-se de uma exi­gên­cia le­gal, den­si­da­de (PEAD), com ca­pa­ci­da­
es­tão en­fren­tan­do inú­me­ros pro­ mas já há em­pre­sas que vêem aí de para 1 000 li­tros. Nos Es­ta­dos
ble­mas re­la­cio­na­dos com o meio uma opor­tu­ni­da­de de ga­nhar Uni­dos, onde o sis­te­ma sur­giu há
am­bien­te (ver Emb­ al­ ag ­ emMarc ­a di­nhei­ro, pres­tan­do ser­vi­ço e ofe­ cin­qüen­ta anos, os mi­ni­tan­ques
re­cen­do aos po­ten­ciais clien­tes são co­nhe­ci­dos como IBCs, si­gla
ga­nhos lo­gís­ti­cos e de ima­gem. de In­ter­me­dia­te Bulk Con­tai­ner.
Ocor­re que cres­ce sem pa­rar, Lá, os IBCs da Tank­pool têm sido
no mun­do in­tei­ro, a op­ção das em­pre­ga­dos es­pe­cial­men­te para o
em­pre­sas e dos con­su­mi­do­res trans­por­te de óleos lu­bri­fi­can­tes,
fi­nais pela com­pra de pro­du­tos tin­tas e lí­qui­dos far­ma­cêu­ti­cos.
ob­ti­dos por meios não agres­si­vos
à na­tu­re­za. É mais uma for­ma de Resíduos mínimos
pres­são. Mas, como nas leis da Os ape­los prin­ci­pais des­se ser­
fí­si­ca, tam­bém nas de mer­ca­do vi­ço são se­gu­ran­ça con­tra aci­den­
uma for­ça de pres­são cor­res­pon­de tes am­bien­tais e ra­cio­na­li­za­ção
IBC da
a uma de con­tra­pres­são. As­sim, lo­gís­ti­ca. O que di­mi­nui os ris­cos
Tankpool:
economia na
vis­ta do ân­gu­lo da opor­tu­ni­da­de, a de aci­den­tes, se­gun­do Da­niel Von
área ocupada al­ter­na­ti­va eco­lo­gi­ca­men­te cor­re­ta Sim­son, di­re­tor da Tank­pool, é o
pode abrir e am­pliar mer­ca­dos. sis­te­ma de vál­vu­las. Do­ta­do de
Por isso, inú­me­ros ti­pos de man­guei­ras e
an­tes mes­mo de man­go­tes, ele per­mi­te que o IBC
o po­der pú­bli­co trans­fi­ra o lí­qui­do trans­por­ta­do
pôr em prá­ti­ca para ou­tro re­ci­pien­te, sem va­zar.
a por­ta­ria 204, Além des­sa van­ta­gem, os re­sí­
uma em­pre­sa duos dos lí­qui­dos trans­por­ta­dos,
de trans­por­te quan­do exis­tem, são mí­ni­mos.
Isso é pos­sí­vel gra­ças ao fun­do
afu­ni­la­do dos IBCs, que pro­por­
cio­na dre­na­gem com­ple­ta. Os
tam­bo­res, con­cor­ren­tes di­re­tos no
trans­por­te de lí­qui­dos, che­gam a
re­ter 3% do lí­qui­do en­va­sa­do. O
preo­cu­pan­te é que a maio­ria des­
ses re­sí­duos é eli­mi­na­da a esmo,
sem qual­quer tipo de tra­ta­men­to.
“O tra­ta­men­to dos re­sí­duos das

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car­gas lí­qui­das trans­por­ta­das
pe­los IBCs é cer­ti­fi­ca­do por Gerenciamento por código de barras
ór­gãos go­ver­na­men­tais, como a
CE­TESB”, ga­ran­te o di­re­tor da A Tank­pool de­sen­vol­veu um soft­ Han­dling In­for­ma­tion System,
em­pre­sa, que tra­ba­lha em par­ce­ria wa­re para ge­ren­cia­men­to lo­gís­ti­co. ge­ren­cia as car­gas por meio do
O pro­gra­ma atua na oti­mi­za­ção do uso de có­di­go de bar­ras. As­sim,
com a nor­te-ame­ri­ca­na Hoo­ver,
tem­po de en­tre­ga, além de per­mi­tir toda vez que um tan­que é preen­
pio­nei­ra na uti­li­za­ção de mini-
di­mi­nui­ção dos ín­di­ces de ex­tra­ chi­do, um scan­ner de lei­tu­ra óti­ca
tan­ques para o trans­por­te de lí­qui­ re­co­nhe­ce as es­pe­ci­fi­ca­ções da
vio. Fru­to da par­ce­ria en­tre a Tank­
dos quí­mi­cos. pool e uma em­pre­sa ar­gen­ti­na, a car­ga. O pro­ce­di­men­to, re­pe­ti­do
Von Sim­son as­se­gu­ra que os Car­mo­col Ser­vi­cios Am­bien­ta­les, o em to­das as eta­pas que com­põem
IBCs pro­pi­ciam van­ta­gens tam­ dis­po­si­ti­vo é um soft­wa­re de ras­ a ca­deia de dis­tri­bui­ção, per­mi­te o
bém do pon­to de vis­ta da lo­gís­ti­ca trea­men­to de car­ga. O pro­gra­ma, con­tro­le das quan­ti­da­des trans­por­
(ver o qua­dro). “Uma de­las é que ba­ti­za­do de CHIS — Con­tai­ner ta­das.
o mi­ni­tan­que não pre­ci­sa re­tor­nar
ao lo­cal em que a car­ga foi en­va­ es­tru­tu­ra mon­ta­da so­bre pa­le­tes, im­pli­ca mu­dan­ça de men­ta­li­da­de
sa­da”, ele diz. Den­tro de um sis­te­ que per­mi­te di­mi­nuir cus­tos com – que fe­liz­men­te pa­re­ce es­tar
ma de par­ce­rias com ou­tras trans­ mão-de-obra para car­re­gar e des­ co­me­çan­do a acon­te­cer. “A por­ta­
por­ta­do­ras, a Tank­pool pro­cu­ra car­re­gar. ria 204 do Mi­nis­té­rio dos Trans­
ter sem­pre uma car­ga pro­gra­ma­da Com­pa­ra­do a ou­tras al­ter­na­ti­ por­tes, so­ma­da às re­cen­tes preo­
para ser trans­por­ta­da a par­tir do vas de trans­por­te de car­gas lí­qui­ cu­pa­ções am­bien­tais, tem fei­to
des­ti­no da an­te­rior. das, o IBC é uma op­ção cara. Em al­guns em­pre­sá­rios co­me­ça­rem a
geral, cum­prir leis de con­tro­le pen­sar no uso dos IBCs, em subs­
Área menor am­bien­tal sig­ni­fi­ca mais des­pe­ ti­tui­ção a ou­tros sis­te­mas”, co­me­
Se­gun­do o di­re­tor da Tank­ sas. Por isso mes­mo, seu uso mo­ra o di­re­tor da Tank­pool.
pool, o de­sign dos IBCs traz uma Os prin­ci­pais con­cor­ren­tes do
Facilidade de
van­ta­gem adi­cio­nal. Seu for­ma­to transporte e
IBC são o ca­mi­nhão-tan­que e o
fa­ci­li­ta o apro­vei­ta­men­to do es­pa­ redução de tam­bor. Mui­to em­pre­ga­do
ço ne­ces­sá­rio para o ar­ma­ze­ custos no trans­por­te de com­bus­
na­men­to e o trans­por­te. Exem­ tí­veis, o ca­mi­nhão é mais
plo: cin­co tam­bo­res, ocu­pam eco­nô­mi­co, pois tem
uma área de 1,64 me­tro qua­ ca­pa­ci­da­de ex­pres­si­va­
dra­do, en­quan­to um mi­ni­ men­te su­pe­rior, cer­ca de
tan­que ocu­pa 1,24 me­tro 20 000 li­tros, em mé­dia.
qua­dra­do. Como as duas O tam­bor, ape­sar de com­
op­ções se equi­va­lem em por­tar ape­nas 200 li­tros,
ca­pa­ci­da­de, 1 000 li­tros, tam­bém é mais ba­ra­to,
o IBC re­pre­sen­ta uma por­que em mui­tos ca­sos
eco­no­mia de 24% em não é re­tor­nável e não
re­la­ção à área ocu­pa­da pre­ci­sa ser la­va­do. Isso
pe­los tam­bo­res. Ou­tro di­mi­nui os gas­tos da
avan­ço do IBC é sua trans­por­ta­do­ra.
EQUIPAMENTOS

máquinas do jeito que o


Na Pac­kEx­po sobressai tendência ao atendimento customizado

a
Liliam Benzi, de Las Vegas

in­dús­tria de má­qui­nas de­sen­vol­vi­das para aten­der ne­ces­si­ si­de­ram as qua­li­da­des er­go­nô­mi­cas


de em­ba­la­gem in­sis­te: da­des es­pe­cí­fi­cas de um clien­te. Foi de uma má­qui­na ao com­prá-la. “As
já não bas­ta ofe­re­cer sob esse cli­ma que se rea­li­zou a ter­ in­dús­trias de em­ba­la­gem con­si­de­
mons­tros que pos­sam cei­ra edi­ção da Pack Expo Las ram a se­gu­ran­ça e o con­for­to de
aten­der ín­di­ces gi­gan­tes­cos de pro­ Ve­gas, or­ga­ni­za­da pelo PMMI — seus fun­cio­ná­rios ao com­pra­rem
du­ti­vi­da­de. São ne­ces­sá­rios equi­pa­ Pac­ka­ging Ma­chi­nery Ma­nu­fac­tu­ uma má­qui­na”, ana­li­sa Char­les D.
men­tos cada vez mais au­to­ma­ti­za­ rers Ins­ti­tu­te, dos Es­ta­dos Uni­dos, Yus­ka, pre­si­den­te da en­ti­da­de.
dos e mais fle­xí­veis, que ga­ran­tam en­tre 18 e 20 de ou­tu­bro. Se­gun­do ele, en­quan­to bus­ca­rem
pro­du­ti­vi­da­de com a me­lhor re­la­ au­men­to de pro­du­ti­vi­da­de e de efi­
ção cus­to/be­ne­fí­cio e fle­xi­bi­li­da­de Er­go­no­mia ciên­cia, as em­pre­sas con­ti­nua­rão a
para mu­dar os ser­vi­ços de for­ma En­tre os 600 ex­po­si­to­res no­ta­va-se con­si­de­rar os as­pec­tos er­go­nô­mi­
rá­pi­da e eco­nô­mi­ca, de modo a tam­bém for­te ten­dên­cia de de­sen­ cos na com­pra de má­qui­nas.
aten­der as os­ci­la­ções do mer­ca­do. vol­ver má­qui­nas e equi­pa­men­tos Como a idéia é aten­der a to­dos
Mui­tas em­pre­sas já es­tão tra­ba­ com qua­li­da­des er­go­nô­mi­cas. O os mer­ca­dos, as má­qui­nas semi-au­
lhan­do in­clu­si­ve com o con­cei­to de PMMI de­tec­tou em pes­qui­sa que to­má­ti­cas tam­bém são uma rea­li­da­
cus­tom made, ou seja, má­qui­nas nove de cada dez en­tre­vis­ta­dos con­ de. Aliás, nos EUA elas es­tão sen­do

As principais novidades
Em­ba­la­gem in­te­gra­da Ve­ri­fi­ca­ção em tem­po real
Má­qui­na em­ba­la­do­ra que in­te­gra a O novo sis­te­ma ins­pe­cio­na sol­
for­ma­ção de ban­de­jas de car­tão das com hot melt, iden­ti­fi­can­do
ou cor­ru­ga­do com a apli­ca­ção de fa­to­res crí­ti­cos que afe­tem a
fil­me shrink (en­co­lhí­vel) de PEBDL for­ça e a du­ra­bi­li­da­de do fe­cha­
(po­lie­ti­le­no li­near de bai­xa den­si­ men­to. A gran­de van­ta­gem é
fotos: divulgação

da­de). In­di­ca­da para for­mar em­ba­


po­der ser in­te­gra­do à li­nha de
la­gens múl­ti­plas de 12, 15, 24 e 30
pro­du­ção. (Nord­son)
uni­da­des em dois an­da­res. (Dou­
glas Ma­chi­ne LLC) Re­co­nhe­ci­men­to ins­tan­tâ­neo
A nova ro­tu­la­do­ra 8FL é ideal para
o tra­ba­lho com em­ba­la­gens de pro­
du­tos far­ma­cêu­ti­cos,
pois per­mi­te o con­tro­le
das em­ba­la­gens sem a
ne­ces­si­da­de de um sis­
te­ma se­pa­ra­do. Há um mi­cro­pro­ces­
sa­dor que mo­ni­to­ra a po­si­ção de
cada em­ba­la­gem, in­di­can­do a re­mo­
ção ou a in­clu­são de al­gum item.
(New­man Ma­chi­nery)
cliente quer
cada vez mais uti­li­za­das para eli­mi­ en­tre­vis­ta­dos de­mons­tra­ram in­ten­ ano: pro­du­tos de con­su­mo/co­mer­
nar ati­vi­da­des ma­nuais re­pe­ti­ti­vas. ção de in­ves­tir mui­to mais em ciais du­rá­veis (-2% a -5%), pro­du­
Ou­tro es­tu­do iden­ti­fi­cou 21,3% de má­qui­nas de em­ba­la­gem este ano tos quí­mi­cos (-8% a -10%) e pro­du­
407 en­tre­vis­ta­dos ana­li­san­do a via­ do que in­ves­ti­ram em 1998. tos de hi­gie­ne pes­soal (-4% a -6%).
bi­li­da­de de ro­bo­ti­zar suas li­nhas De um to­tal de 362 en­tre­vis­ta­ Os de­mais seg­men­tos – im­pres­so­
nos pró­xi­mos doze me­ses. dos, 37,8% dis­se­ram ter pla­nos res, con­ver­te­do­res e ou­tros – te­rão
para au­men­tar a com­pra de má­qui­ pra­ti­ca­men­te a mes­ma de­man­da
Nú­me­ros pro­mis­so­res nas de em­ba­la­gem; 33,2% pla­ne­ re­gis­tra­da em 1998.
Se o mer­ca­do nor­te-ame­ri­ca­no for jam gas­tar a mes­ma quan­tia em A pes­qui­sa de­ta­lha ain­da os
to­ma­do como base, é bem pro­vá­vel equi­pa­men­tos e 29% in­di­ca­ram que mo­ti­vos ci­ta­dos pe­las em­pre­sas de
que a de­man­da por má­qui­nas de seus in­ves­ti­men­tos em má­qui­nas em­ba­la­gem para in­ves­ti­rem em
em­ba­la­gem man­te­nha ní­veis de se­rão me­no­res este ano. O se­to­res no­vas má­qui­nas: ex­pan­são da pro­
cres­ci­men­to con­si­de­rá­veis mes­mo onde ha­ve­rá maior con­cen­tra­ção de du­ção/ca­pa­ci­da­de de em­ba­la­men­to
em paí­ses em de­sen­vol­vi­men­to in­ves­ti­men­tos são: far­ma­cêu­ti­cos/ (23,6%); subs­ti­tui­ção de equi­pa­
como o Bra­sil. De acor­do com a mé­di­cos (12% a 15%), be­bi­das men­tos an­ti­gos para au­men­tar a efi­
PMMI as cor­po­ra­ções nor­te-ame­ri­ (12% a 14%), ali­men­tos (7% a ciên­cia (19,6%); lan­ça­men­to de
ca­nas de­vem fe­char este ano com 9%), hard­wa­re e pro­du­tos in­dus­ no­vos pro­du­tos (13,8%); au­to­ma­ção
um au­men­to en­tre 5% a 6% em triais e au­to­mo­ti­vos (4% a 6%), e para re­du­ção de cus­tos (10,7%).
seus in­ves­ti­men­tos em bens de bens não du­rá­veis (1% a 3%). Para Sér­gio Ha­ber­feld, pre­si­
ca­pi­tal (má­qui­nas). Sete de cada Por ou­tro lado, três seg­men­tos den­te da Abre — As­so­cia­ção Bra­si­
dez fa­bri­can­tes de em­ba­la­gem gas­ta­rão me­nos com má­qui­nas este lei­ra de Em­ba­la­gem, pre­sen­te à

Rea­pro­vei­ta­men­to Iden­ti­fi­ca­ção de pa­le­tes


de ma­te­rial Os no­vos bra­ços apli­ca­do­res de ró­tu­los
A par­tir de cai­xas de pa­pe­lão ve­lhas, po­dem ser ins­ta­la­dos di­re­ta­men­te em qual­
a Easy Pack pro­duz ma­te­rial de cus­ quer im­pres­so­ra Marsh. As lar­gu­ras dis­po­ní­
hio­ning para veis são 12”, 18”, e 24” e a sim­ples adi­ção
em­ba­la­gens de dos mó­du­los per­mi­te apli­car ró­tu­los de di­fe­
trans­por­te. A ren­tes lar­gu­ras sem mu­dan­ça de pa­râ­me­tros.
má­qui­na (Marsh Com­pany)
pode tra­ba­
Pa­le­ti­za­ção pe­sa­da
lhar com cai­
xas de quais­ A nova sé­rie de
quer for­ma­to ro­bôs SP100X é
e ta­ma­nho. (To­men com­pos­ta por equi­
Ame­ri­can Inc.) pa­men­to de qua­tro
ei­xos que ofe­re­cem
fle­xi­bi­li­da­de em al­tas
Bai­xa pres­são em trans­por­te
ve­lo­ci­da­des, pa­le­ti­
As es­tei­ras trans­por­ta­do­ras Mag­ne­roll fo­ram pro­je­ta­ zan­do itens pe­sa­dos
das para criar bai­xo acú­mu­lo de pres­são di­nâ­mi­ca (de 100 a 250 kg). Os
en­tre as má­qui­nas. Uti­li­zan­do li­mi­ta­do­res mag­né­ti­cos ro­bôs tra­ba­lham em
de tor­que em cada ci­lin­dro, a nova es­tei­ra ga­ran­te 360° e po­dem ali­
uma ope­ra­ção se­gu­ra e com trans­mis­são de tor­que men­tar di­fe­ren­tes
con­tro­la­da mes­mo em ope­ra­ções de alta ve­lo­ci­da­de. ti­pos de es­ta­ções de
(Gebo Cor­po­ra­tion) tra­ba­lho. (Mo­to­Man)

nov 99 • embalagemmarca – 35
Pack Expo Las Ve­gas 99, guar­dan­
do-se as de­vi­das pro­por­ções, a Má­qui­nas de em­ba­la­gem na In­ter­net
si­tua­ção da in­dús­tria bra­si­lei­ra de
A PMMI lan­çou na Pack Expo Las as­so­cia­das à PMMI.Po­dem ser lo­ca­
em­ba­la­gem não di­fe­re mui­to da
Ve­gas o Pack­Search que pode ser li­za­das em­pre­sas de todo o mun­do.
nor­te-ame­ri­ca­na. “Hoje a mo­der­ni­
aces­sa­do no site pac­kex­po.com. O Para fa­zer a bus­ca, bas­ta es­pe­ci­fi­
za­ção tec­no­ló­gi­ca, atra­vés de
Pack­Search per­mi­te aos pro­fis­sio­ car a má­qui­na, o ma­te­rial, o com­po­
má­qui­nas mais rá­pi­das e eco­nô­mi­ nais de em­ba­la­gem lo­ca­li­zar de for­ nen­te, o ser­vi­ço ou a em­pre­sa de
cas, é uma ques­tão de so­bre­vi­vên­ ma rá­pi­da e fá­cil pro­du­tos, tec­no­lo­ em­ba­la­gem de­se­ja­da. Em pou­cos
cia”, ele con­si­de­ra. “O ní­vel de gias e in­for­ma­ções de em­pre­sas da mi­nu­tos o Pack­Search se­le­cio­na
tec­no­lo­gia de uma em­pre­sa é que área. As in­for­ma­ções con­ti­das no to­das as in­for­ma­ções re­fe­ren­tes ao
di­ta­rá o seu po­si­cio­na­men­to e mes­ site não se li­mi­tam às em­pre­sas tema, em ní­vel glo­bal.
mo a sua ma­nu­ten­ção num mer­ca­
do tão com­pe­ti­ti­vo como o atual.” nas de em­ba­la­gem nos EUA cres­ na­cio­nal”, ex­pli­ca Char­les Yus­ka.
O pre­si­den­te da PMMI com­ple­ ce­ram 2%, ge­ran­do 4,5 bi­lhões de Mas ele acre­di­ta que, com a pre­vi­
ta: “O au­men­to da efi­ciên­cia e da dó­la­res. A pre­vi­são é de que con­ti­ são de cres­ci­men­to de 6,2% nas
pro­du­ti­vi­da­de são his­to­ri­ca­men­te nuem cres­cen­do a ta­xas cu­mu­la­ti­ ven­das de má­qui­nas de em­ba­la­gem
fa­to­res fun­da­men­tais nas de­ci­sões vas anuais de 3,9% nos pró­xi­mos este ano, os pro­du­to­res nor­te-ame­
de com­pra de má­qui­nas e equi­pa­ três anos, atin­gin­do 5,1 bi­lhões de ri­ca­nos po­de­rão for­ta­le­cer seu po­si­
men­tos. A ne­ces­si­da­de de re­du­zir os dó­la­res em 2001 (não in­cluí­das cio­na­men­to no mer­ca­do glo­bal e
cus­tos ope­ra­cio­nais face ao au­men­ pe­ças, que nor­mal­men­te re­pre­sen­ em mer­ca­dos-cha­ve como Mé­xi­co,
to da com­pe­ti­ti­vi­da­de é a prin­ci­pal tam 20% do to­tal). Em con­tra­par­ti­ Bra­sil, Ja­pão e Chi­na. En­tre 1993 e
ra­zão para os fa­bri­can­tes de em­ba­ da, em 1998 as ex­por­ta­ções nor­te- 1997 as im­por­ta­ções bra­si­lei­ras de
la­gem com­pra­rem no­vas má­qui­nas. ame­ri­ca­nas de má­qui­nas de em­ba­ má­qui­nas de em­ba­la­gem nor­te-
Quan­to mais au­to­ma­ti­za­da for a la­gem (en­car­tu­cha­dei­ras, for­ma­do­ ame­ri­ca­nas cres­ce­ram 385%,
li­nha de em­ba­la­gem, ne­ces­si­tan­do ras de ban­de­jas, en­che­do­ras e ro­tu­ al­can­çan­do 282 mi­lhões de dó­la­
de me­nos ope­ra­do­res, me­no­res la­do­ras) caí­ram 11%. res. O Bra­sil é o país la­ti­no-ame­ri­
se­rão os cus­tos ope­ra­cio­nais.” “Os fa­bri­can­tes fo­ram afe­ta­dos ca­no que mais com­pra má­qui­nas
Em 1998 as ven­das de má­qui­ pe­las os­ci­la­ções da eco­no­mia in­ter­ dos Es­ta­dos Uni­dos.

For­ma­dor de cai­xas
A for­ma­do­ra de cai­xas Boix FP-4SE
tra­ba­lha à ve­lo­ci­da­de de 1 400 cai­
xas/hora e pode mon­tar 23 di­fe­
ren­tes ti­pos de aber­tu­ra. A
má­qui­na é bas­tan­te fle­xí­vel,
po­den­do tra­ba­lhar com cai­xas
pe­que­nas, de 30 x 40cm, e gran­
des, de 60 x 60cm. (Ma­tik North
Ame­ri­ca)
Re­vo­lu­ção em ro­tu­la­gem Im­pres­são di­re­ta
A nova ro­tu­la­do­ra Har­land Pul­sar 24 A im­pres­so­ra por trans­fe­rên­cia tér­
apli­ca ró­tu­los de PS ul­tra­fi­nos – mi­ca Print­PRO Xpres­sion é úni­ca na
fren­te e ver­so – em gar­ra­fas de cer­ im­pres­são di­re­ta em car­tões como
ve­ja a ve­lo­ci­da­des os das em­ba­la­gens blis­ter. Sua
al­tís­si­mas (2 000 re­so­lu­ção é de até 300 dpi em ve­lo­
gar­ra­fas/mi­nu­to). O ci­da­des su­pe­rio­res a 10 po­le­ga­das/ Inovação em cus­hio­ning
ní­vel de pre­ci­são é se­gun­do; a lar­gu­ra da im­pres­são O Fas­tStuff é um sis­te­ma ino­va­dor
ou­tro di­fe­ren­cial: pode ser su­pe­rior a 6 po­le­ga­das. de em­ba­la­gem que ali­men­ta, amas­
apro­xi­ma­da­men­te (Coms­tar Prin­ting So­lu­tions) sa e cor­ta au­to­ma­ti­ca­men­te pa­péis
1/32 po­le­ga­da nes­ re­ci­cla­dos, for­man­do bo­bi­nas que
sas ve­lo­ci­da­des. se­rão rea­pro­vei­ta­das como ma­te­rial
(Har­land Ma­chi­ne de cus­hio­ning em em­ba­la­gens de
Systems) trans­por­te. (Fas­tTrack Systems)

36 – embalagemmarca • nov 99
REGIONALIZAÇÃO

à la nordeste
a
Con­gres­so mos­tra opor­tu­ni­da­des na cus­to­mi­za­ção de em­ba­la­gens

crescente industraliza­ me e 6% em fa­tu­ra­men­to. To­das as


ção do Nor­des­te abre gar­ra­fas de PET são ro­tu­la­das com
oportunidades para a fil­mes plás­ti­cos, re­sis­ten­tes à umi­
in­dús­tria de em­ba­la­ da­de. No pró­xi­mo ano a em­pre­sa
gem. Mas o que ain­da pou­cos per­ deve lan­çar uma gar­ra­fa de PET de
ce­be­ram é que as so­lu­ções apre­sen­ 400ml. Com o ca­sa­men­to per­fei­to
ta­das para a re­gião, como para qual­ pro­du­to de qua­li­da­de e bom pre­ço
quer ou­tra área, de­vem ser es­pe­cí­fi­ + em­ba­la­gens que res­pei­tam as
cas, res­pei­tan­do os usos e cos­tu­mes ne­ces­si­da­des lo­cais, a Fre­vo é a
lo­cais. Fazer em­ba­la­gens cus­to­mi­ se­gun­da mar­ca de re­fri­ge­ran­tes do
za­das, ade­qua­das aos re­qui­si­tos do Nor­des­te, quatro pon­tos atrás da
pro­du­to e ple­na­men­te de acor­do lí­der. Um ano após o seu lan­ça­men­
com os an­seios e as ne­ces­si­da­des dis­tri­bui­ção e co­le­ta.” to, em 1998, ela de­ti­nha 25% do
dos con­su­mi­do­res, é uma tendência Hoje a Fre­vo tra­ba­lha com gar­ mer­ca­do da ci­da­de de Re­ci­fe.
mundial. Isso pode ser ilus­tra­do ra­fas de PET de 250ml, 1 li­tro e 2 Es­ses nú­me­ros cha­mam a aten­
com ca­ses apre­sen­ta­dos du­ran­te o I li­tros, e la­tas de alu­mí­nio de 350ml. ção para ou­tra rea­li­da­de: a par­ti­ci­
Con­gres­so Re­gio­nal de Em­ba­la­ A gar­ra­fa de 2 li­tros res­pon­de por pa­ção dos re­fri­ge­ran­tes en­va­sa­dos
gem, rea­li­za­do em 7 e 8 de ou­tu­bro 33% do vo­lu­me acon­di­cio­na­do pela por en­gar­ra­fa­do­res in­de­pen­den­tes
pela Abre — As­so­cia­ção Bra­si­lei­ra em­pre­sa e por 55% de seu fa­tu­ra­ in­co­mo­da cres­cen­te­men­te os gran­
de Em­ba­la­gem, em Re­ci­fe. men­to. O uso des­sas em­ba­la­gens é des. En­tre 1992 e 1996, sua par­ti­ci­
in­cen­ti­va­do em pe­que­nos es­ta­be­le­ pa­ção no mer­ca­do pu­lou de 3%
Contra a mesmice ci­men­tos, em subs­ti­tui­ção aos post para 20%. De­vem fe­char este ano
Ao ser lan­ça­do, há dois anos, o mix das gran­des mar­cas. “Ao in­vés com algo ao re­dor dos 32%.
re­fri­ge­ran­te Fre­vo foi idea­li­za­do de ter o post mix, que de­man­da
para ade­quar-se ao gos­to do nor­des­ in­ves­ti­men­tos e uma água de qua­li­ Be­le­za afro
ti­no. Foi cria­do um pro­du­to bem da­de, o co­mer­cian­te ven­de o con­ Ou­tro bom exem­plo de em­ba­la­gem
mais doce que os da con­cor­rên­cia. teú­do da PET de 2 li­tros em co­pos”, “nor­des­ti­na” que deu cer­to é o da
Para ali­nhar o pro­du­to ao mer­ca­do, ex­pli­ca Fernandes. li­nha de pro­du­tos ca­pi­la­res Styl
a Re­fri­ge­ran­tes Fre­vo de­ci­diu tra­ No caso da garrafa de 250 ml, Re­pair, da Ka­ri­na Cos­mé­ti­cos.
ba­lhar ape­nas com em­ba­la­gens des­ com par­ti­ci­pa­ção de 50% em vo­lu­ “Como o pro­du­to é ade­qua­do a
car­tá­veis, con­ta Cláu­dio Fer­nan­des, me e 30% em fa­tu­ra­men­to, a es­tra­ ca­be­los en­ca­ra­co­la­dos, bus­ca­mos o
su­pe­rin­ten­den­te da em­pre­sa. té­gia visa atin­gir o pú­bli­co in­fan­til ver­me­lho como cor do fras­co plás­
Essa es­tra­té­gia está li­ga­da ao nas es­co­las. Fer­nan­des diz que a ti­co”, ex­pli­ca Adria­na Cre­pal­di
pre­ço fi­nal do pro­du­to. “Que­ría­mos for­ma ar­re­don­da­da da gar­ra­fa imi­ta Vi­cen­te, atual ge­ren­te de pro­du­to da
fu­gir da mes­mi­ce das gran­des uma bola para que, de­pois de con­ Pier­re Ale­xan­der que na épo­ca par­
em­pre­sas, que che­ga­vam a ven­der su­mi­do o pro­du­to, seja usa­da como ti­ci­pou do pro­je­to da Ka­ri­na. “Essa
re­fri­ge­ran­tes com pre­ços cer­ca de brin­que­do. “En­ten­de­mos que é fun­ cor tem raí­zes afro-ét­ni­cas, que são
20% su­pe­rio­res aos da re­gião Su­des­ da­men­tal criar o con­su­mi­dor des­de as mes­mas de nos­so pú­bli­co-alvo.”
te”, lem­bra Fer­nan­des. “Isto para o a in­fân­cia, para que ele seja fiel à Os ró­tu­los são im­pres­sos em
con­su­mi­dor nor­des­ti­no, cuja ren­da mar­ca tam­bém quan­do adul­to.” co­res vi­bran­tes e hot stam­ping, as
per ca­pi­ta é 1/3 in­fe­rior”, ele com­ Já a gar­ra­fa de 1 li­tro par­ti­ci­pa tam­pas são ama­re­las e o for­ma­to,
pa­ra. “Daí as em­ba­la­gens des­car­tá­ com 8% em vo­lu­me e em fa­tu­ra­ ci­lín­dri­co. O projeto de design foi
veis, que re­du­zem os cus­tos com men­to, e as la­tas, com 8% em vo­lu­ desenvolvido visando estabelecer o

38 – embalagemmarca • nov 99
ni­ve­la­men­to óti­co das em­ba­la­gens uma ino­va­ção que já con­quis­ As caixas Plaform
nas gôn­do­las. Com me­nos de um tou a vice-li­de­ran­ça em sua
ano no mer­ca­do, a li­nha Styl Re­pair ca­te­go­ria. Ou­tras ar­mas de
re­pre­sen­ta 20% do fa­tu­ra­men­to da em­ba­la­gem uti­li­za­das pela
Ka­ri­na e já co­me­ça a dei­xar al­gu­ em­pre­sa são co­res cí­tri­cas,
mas mar­cas con­cor­ren­tes para trás. no­vos for­ma­tos e a vei­cu­
la­ção de pu­bli­ci­da­de no
Approach Bombril ver­so, como na lã de aço.
Empresas de grande por­te também
apos­tam na re­gio­na­li­za­ção de seus Caixa para frutas
pro­du­tos e em­ba­la­gens. A Bom­bril, Mes­mo um se­tor em que
por exemplo, lan­çou re­cen­te­men­te boa par­te da pro­du­ção é
uma pa­lha de aço es­pe­cí­fi­ca para a ex­por­ta­da está ca­ren­te de de
re­gião. O mer­ca­do tes­te está sen­do boas em­ba­la­gens. É o caso do mio­lo produzido com fibras vir­

divulgação
o Cea­rá mas a em­pre­sa apos­ta no setor de fru­tas, es­pe­cial­men­te as pro­ gens, tipo se­mi­quí­mi­co, o desem­
su­ces­so do pro­du­to, vis­to que o du­zi­das no Vale do Rio São Fran­cis­ penho da caixa é superior ao das
Nor­des­te é o maior mer­ca­do bra­si­ co. Qua­tro fa­bri­can­tes de cai­xas de embalagens tradicionais, sobretudo
lei­ro para a ca­te­go­ria. pa­pe­lão on­du­la­do acor­da­ram para em ambientes refrigerados, com
A Bom­bril tem um ap­proach esse mer­ca­do e se ins­ta­la­ram na alta umi­da­de. Ademais, o desenho
di­fe­ren­cia­do no que se re­fe­re a re­gião. Além de aten­der às ne­ces­si­ per­mi­te melhor exposição dos
em­ba­la­gem. Al­fre­do Mot­ta, ge­ren­ da­des lo­cais, como ma­nu­ten­ção da produtos, que­si­to fun­da­men­tal nos
te da mar­ca Bom Bril, en­ten­de que fru­ta por até dois me­ses, es­sas in­dús­ mer­ca­dos de frutas.
pro­du­tos com­mo­di­ties, como os de trias têm a mis­são de subs­ti­tuir as A im­pres­são da Pla­form é ou­tro
lim­pe­za, de­vem usar a em­ba­la­gem cai­xas atualmente im­por­ta­das pelo di­fe­ren­cial: seis co­res em fle­xo­gra­
para agre­gar va­lo­res per­cep­tí­veis sis­te­ma de draw-back da Áfri­ca do fia. “É uma cai­xa bem ao gos­to do
aos con­su­mi­do­res, mes­mo que isso Sul e da Es­pa­nha. con­su­mi­dor eu­ro­peu, acos­tu­ma­do
sig­ni­fi­que usar ma­te­riais mais Ar­man­do Por­to Pi­men­tel, di­re­ com em­ba­la­gens de fru­tas, es­pe­
ca­ros. “O im­por­tan­te é que a em­ba­ tor da Ri­ge­sa, con­ta que a em­pre­sa cial­men­te tro­pi­cais, co­lo­ri­das e cha­
la­gem ga­ran­ta, pre­fe­ren­cial­men­te, está ten­do bons re­sul­ta­dos com um ma­ti­vas”, diz Pi­men­tel. Ou­tra van­
a li­de­ran­ça para o pro­du­to.” lan­ça­men­to re­cen­te, a cai­xa Pla­ ta­gem é que a nova cai­xa tor­nou
Um exem­plo des­sa pos­tu­ra é o form, sob licença da empresa da pos­sí­vel au­to­ma­ti­zar li­nhas de acon­
do re­cém-lan­ça­do lim­pa­dor Bom es­pa­nho­la Car­ti­sa. Com tecnologia di­cio­na­men­to, atin­gin­do pro­du­ções
Bril em em­ba­la­gem pe­ro­li­za­da, de produção diferenciada e usando de 25 000 uni­da­des/dia.
sai caro
CASE

o barato

c
Na es­co­lha da em­ba­la­gem é pre­ci­so le­var em con­ta o cus­to ocul­to

onsiderando que o im­por­tan­tís­si­mo: a iden­ti­fi­ca­ção


ba­ra­to pode sair caro, a do cha­ma­do cus­to ocul­to, isto é,
Du Pont do Bra­sil, na o con­jun­to de des­pe­sas re­la­ti­vas
bus­ca de soluções em a per­das ao lon­go do pro­ces­so de
em­ba­la­gem, aplica a ló­gi­ca de pro­du­ção. “A maio­ria das em­pre­
que não se deve fa­zer eco­no­mia sas não in­clui o cus­to ocul­to no
em de­tri­men­to da qua­li­da­de. or­ça­men­to de um pro­je­to de
Com isso, a em­pre­sa ga­ran­te que em­ba­la­gem”, diz Sol­ler. “Que­re­
a maio­ria dos des­per­dí­cios pode mos mu­dar essa vi­são.”
ser evi­ta­da. Melhor: com pro­ces­ Ou­tro exem­plo: a em­pre­sa nor­
sos pro­du­ti­vos ade­qua­dos, as te-ame­ri­ca­na Farm­land Foods
vendas podem crescer. em­pre­ga­va uma em­ba­la­gem ter­
“O cri­té­rio para o pla­ne­ja­men­ mo­for­ma­da para acon­di­cio­na­
to de uma em­ba­la­gem não pode men­to de ba­con. A gor­du­ra do
ser só o pre­ço”, con­si­de­ra Wal­mir per­mi­tia o con­ta­to da gor­du­ra da ali­men­to se mis­tu­ra­va ao ma­te­
Sol­ler, coor­de­na­dor de em­ba­la­gens ra­ção com a mão do con­su­mi­dor na rial se­lan­te, tor­nan­do o fe­cha­men­to
da Du Pont. As­sim, nem pen­sar em hora da com­pra. Com o vi­sual da ine­fi­caz. A Farm­land pas­sou en­tão
com­po­nen­tes ba­ra­tos que não apre­ em­ba­la­gem pre­ju­di­ca­do, uma quan­ a uti­li­zar um novo fil­me, o Cur­lon
sen­tem bom de­sem­pe­nho. ti­da­de ex­pres­si­va do pro­du­to era 1800, que con­tém a re­si­na Surlyn.
re­jei­ta­da nos pon­tos-de-ven­da. O ma­te­rial se adap­tou bem à se­la­
Ciclo de vida A subs­ti­tui­ção do PEBD por gem em má­qui­nas de alta ve­lo­ci­da­
Para re­du­zir des­per­dí­cios, é fun­ uma re­si­na io­no­mé­ri­ca se­lan­te, o de, per­mi­tin­do que fos­sem ro­da­das
da­men­tal ana­li­sar o ci­clo de vida da Surlyn, da Du Pont, re­sol­veu o pro­ 100 em­ba­la­gens por mi­nu­to, o
em­ba­la­gem, des­de sua con­cep­ção ble­ma da mi­gra­ção de gor­du­ra e da do­bro da quan­ti­da­de an­te­rior.
até a che­ga­da ao con­su­mi­dor fi­nal. se­la­gem de­fi­cien­te. O pre­ço da Ca­sos as­sim mos­tram que, além
Foi o que fez um fa­bri­can­te na­cio­nal em­ba­la­gem au­men­tou 15%, mas, de con­si­de­rar os cus­tos ocul­tos, é
de ra­ção para ani­mais, cujo nome se­gun­do Sol­ler, isso foi com­pen­sa­ pre­ci­so es­tu­dar es­tra­té­gias para eli­
Sol­ler diz não es­tar au­to­ri­za­do a do pelo au­men­to da ve­lo­ci­da­de nas mi­ná-los. Deve-se tam­bém con­si­de­
re­ve­lar. A em­pre­sa uti­li­za­va sa­cos li­nhas e pela di­mi­nui­ção das per­das rar que a de­fi­ni­ção do pro­ces­so
mo­no­ca­ma­da de po­lie­ti­le­no de bai­ de em­ba­la­gens com se­la­gem in­sa­ pro­du­ti­vo e dos sis­te­mas de dis­tri­
xa den­si­da­de (PEBD). O pro­ce­di­ tis­fa­tó­ria. “Ou­tra van­ta­gem foi a bui­ção de­pen­de do tem­po que o pro­
men­to, ape­sar de mais eco­nô­mi­co, me­lho­ria da ima­gem do pro­du­to du­to fi­ca­rá ex­pos­to nas pra­te­lei­ras,
dava pro­ble­mas, so­bre­tu­do de­vi­do pe­ran­te os com­pra­do­res”, ele diz. das con­di­ções de ar­ma­ze­na­gem e do
foto: divulgação

ao rom­pi­men­to da se­la­gem das Com esse caso, o coor­de­na­dor seu pú­bli­co-alvo. De­fi­ni­do isso é
em­ba­la­gens em li­nha. Além dis­so, a de em­ba­la­gens da Du Pont do Bra­sil pos­sí­vel de­fi­nir a em­ba­la­gem ideal,
im­per­mea­bi­li­da­de era in­su­fi­cien­te e cha­ma a aten­ção para um pon­to a cus­tos com­pe­ti­ti­vos.
Display
Sem con­fu­são na es­co­lha
Para aten­der à cres­cen­te de­man­da de con­su­mi­do­res que
se preo­cu­pam com a saú­de e a for­ma, a Sa­dia lan­çou a
ver­são light de sua con­sa­gra­da mar­ga­ri­na Qualy. A
em­ba­la­gem, que des­ta­ca o logo “light” em azul para
di­fe­ren­ciação na gôndola da tra­di­cio­nal, foi de­sen­vol­vi­da
pela Bench­mark De­sign To­tal. Dis­po­ní­vel em po­tes de
250g e 500g, com sal, a nova Qualy Light pro­me­te per­
ma­ne­cer com o mes­mo aro­ma, cre­mo­si­da­de, sa­bor e tex­
tu­ra da sua “irmã”. A prin­ci­pal preo­cu­pa­ção na cria­ção
da nova em­ba­la­gem foi a pre­ser­va­ção da iden­ti­da­de da
mar­ca, po­rém fa­ci­li­tan­do ao má­xi­mo a es­co­lha do con­su­ Ho­me­na­gem para pre­sen­tear
mi­dor nos pon­tos-de-ven­da pela di­fe­ren­cia­ção de de­sign.
Com pre­vi­sões de cres­ci­ em uma mesa com deco­
men­to em vo­lu­me en­tre ração natalina. Sob o slo­
10% e 12% e fa­tu­ra­men­to gan “Des­cu­bra a rota de
de cer­ca de R$ 30 mi­lhões um Na­tal azul”, a cam­pa­
para este Na­tal, a Vis­con­ti nha da Vis­con­ti apre­sen­ta
apos­ta em so­fis­ti­ca­ção na as la­tas co­me­mo­ra­ti­vas
sua li­nha de pa­neto­nes. como op­ção ideal para
As tra­di­cio­nais la­tas pre­sen­tear. E há mais
de­co­ra­ti­vas que acon­di­ no­vi­da­des: o bolo na­ta­li­
cio­nam os pa­ne­to­nes de no Mon­te Bian­co, sem
1kg fo­ram re­de­se­nha­das fru­tas cris­ta­li­za­das, ga­nha
es­pe­cial­men­te para tra­zer uma nova ver­são, com
ima­gens do des­co­bri­men­ Gla­cê, em for­ma­to ar­re­
No­vos sa­bo­res e em­ba­la­gem to do Bra­sil, em alu­são don­da­do e com em­ba­la­
aos 500 anos do mo­men­ gem em papel car­tão
A Par­ma­lat apre­sen­ta 200ml e 1 li­tro. As ver­sões to his­tó­ri­co, mos­trando as azul. Toda a cam­pa­nha
novo pa­drão vi­sual nas diet nos sa­bo­res pês­se­go ca­ra­ve­las de Pe­dro Ál­va­ dos pa­neto­nes foi cria­da
em­ba­la­gens de toda a sua e mate-li­mão em cai­xi­ res Ca­bral e, em pri­mei­ro e de­sen­vol­vi­da pela
li­nha de chás pron­tos. A nhas 1000 ml es­tão sen­do pla­no, as fa­tias do qui­tu­te Ko­mat­su Co­mu­ni­ca­ção.
ino­va­ção vem para acom­ subs­ti­tuí­das por ver­sões com iluminação especial
pa­nhar o lan­ça­men­to de light, en­quan­to os mes­
ver­sões light dos chás em mos sa­bo­res, ao lado dos
lata e de no­vos sa­bo­res no­vos, es­tão sen­do Xan­dô com tampa de rosca
(tan­ge­ri­na e fru­tas ver­me­ co­mer­cia­li­za­dos em la­tas
A em­ba­la­gem do lei­te ce­do­res, es­tu­dos e tes­
fotos: divulgação

lhas). A li­nha já con­ta­va de 330ml. Se­gun­do a pró­


tipo A e do suco de tes com a nova em­ba­la­
com os sa­bo­res pês­se­go, pria Par­ma­lat, a lata será
la­ran­ja da La­ti­cí­nio Xan­ gem, relacionados com o
li­mão, mate-li­mão e maçã, es­ten­di­da aos ou­tros
dô con­ta ago­ra com tam­ ma­nu­seio e com a pre­
em cai­xi­nhas te­tra brik de sa­bo­res.
pa de ros­ca. An­tes de ser­va­ção da qua­li­da­de
pro­mo­ver a mu­dan­ça da dos pro­du­tos.
tam­pa e do bo­cal das
gar­ra­fas, a em­pre­sa rea­
li­zou uma pes­qui­sa de
mer­ca­do que de­mons­
trou a pre­fe­rên­cia dos
con­su­mi­do­res pela tam­
pa de ros­ca. A Xan­dô
pas­sou en­tão a de­sen­
vol­ver, jun­to aos for­ne­

42 – embalagemmarca • nov 99
Display
es­pa­gue­te internacional
Xaropes para o verão
A Nis­sin, em­pre­sa de pro­
A Hem­mer, tra­di­cio­nal fa­bri­can­te de con­ser­vas de San­
du­tos ali­men­tí­cios, está
ta Ca­ta­ri­na, está lan­çan­do três no­vos sa­bo­res na sua
lan­çan­do uma nova li­nha de
li­nha de xa­ro­pes: tan­ge­ri­na, ma­ra­cu­já e pês­se­go. Os
mas­sas, o Spag­het­ti Nis­sin,
ró­tu­los das gar­ra­fas plás­ti­
com qua­tro ti­pos de tem­
cas de um li­tro ga­nha­ram
pe­ros: chi­nês, ita­lia­no,
co­res mar­can­tes, para
es­pa­nhol e fran­cês. As
ga­ran­tir maior des­ta­que no
em­ba­la­gens fo­ram cria­
pon­to-de-ven­da O xa­ro­pe
das pela Es­bo­ço De­sign
é um con­cen­tra­do fei­to à
e mos­tram a foto do pro­
base de fru­tas, açú­car e
du­to pron­to, com fun­
água, co­lo­ri­do e aro­ma­ti­
do azul. Um splash
za­do. Cada gar­ra­fa ren­de
traz o nome de cada
nove li­tros de suco.
sa­bor do macarrão e uma ban­dei­
ri­nha iden­ti­fi­ca o país de ori­gem do tem­pe­ro.

Ino­va­ções quen­tes para os frios


Pa­vio­li re­for­mu­la em­ba­la­gens
Atuan­do no mer­ca­do de vi­sual úni­ca. Com pre­do­
A li­nha de mas­sas da em to­dos os la­youts e frios e car­nes suí­nas há mi­nân­cia do bran­co e
Pa­vio­li teve as em­ba­la­ tam­bém ga­nhou des­ta­que mais de qua­ren­ta anos, a azul, to­das as no­vas
gens re­de­se­nha­das pela o avi­so de que a mas­sa é
Ba­tá­via apre­sen­ta no­vi­da­ em­ba­la­gens tra­zem o
GAD’De­sign, ga­nhan­do as fres­ca e fei­ta com ovos.
co­res ver­me­lha e des na sua li­nha de pro­ lo­go­ti­po pa­dro­ni­za­do na
ver­de, para du­tos e em suas em­ba­la­ par­te su­pe­rior. Des­ta­cam-
re­lem­brar gens. Os frios fa­tia­dos se, ain­da, a mar­can­te fi­gu­
a Itá­lia. Os Ba­ta­vo es­tão sen­do lan­ ra da ho­lan­de­sa e as fo­tos
pa­co­tes
ça­dos no mer­ca­do em dos pro­du­tos. Ou­tra ino­
plás­ti­cos têm
uma gran­de em­ba­la­gem de 200g, ideal va­ção da Ba­tá­via é o lan­
área de trans­pa­ para o con­su­mo rá­pi­do – ça­men­to das em­ba­la­gens
rên­cia, res­sal­tan­ por en­quan­to, es­tão dis­ de 500g de pre­sun­to,
do os pro­du­tos. A po­ní­veis os sa­la­mes ham­ apre­sun­ta­do e pre­sun­to
lo­go­mar­ca foi pri­vi­le­gia­da
bur­guês e ita­lia­no. Já a de­fu­ma­do com o prá­ti­co
li­nha de frios e car­nes suí­ zip abre-fe­cha. O dis­po­
nas, com­pos­ta por 80 si­ti­vo, além de fa­ci­li­tar
Des­ta­que na gôn­do­la itens, está com novo aber­tu­ra e ma­nu­seio,
de­sign de em­ba­la­gens, con­ser­va os pro­du­tos
fotos: divulgação

O gru­po Aché está co­mer­cia­li­za­do em duas


com ape­lo mais mo­der­no por mais tem­po den­tro
mo­der­ni­zan­do as em­ba­la­ ver­sões: sus­pen­são oral
e bus­can­do iden­ti­da­de da pró­pria em­ba­la­gem.
gens do an­tiá­ci­do Mylan­ e com­pri­mi­dos mas­ti­gá­
ta Plus. O me­di­ca­men­to é veis, nos sa­bo­res men­ta e
mo­ran­go. O objetivo da
mudança de embalagem é
dar mais vi­si­bi­li­da­de ao
pro­du­to no pon­to-de-ven­
da. “Como fi­cam ex­pos­tos
na gôn­do­la, tor­na-se
in­dis­pen­sá­vel con­tar com
uma em­ba­la­gem mo­der­
na”, diz Car­los Cé­sar
Ben­tim Pi­res, ge­ren­te res­
pon­sá­vel pelo pro­du­to.

44 – embalagemmarca • nov 99
Display
Ró­tu­lo novo
Tur­ma da Mô­ni­ca Da­ve­ne da Ca­ni­nha 29
A Da­ve­ne está di­ver­si­fi­can­do a ma da Mô­ni­ca, de Mau­rí­cio de Sou­
atua­ção na área de cos­mé­ti­cos za. As em­ba­la­gens er­go­nô­mi­cas Para apre­sen­tar ao con­su­mi­dor uma
in­fan­tis com o lan­ça­men­to dos pro­ são co­le­cio­ná­veis (a base vira um li­nha de pro­du­tos com nova
du­tos com os per­so­na­gens da Tur­ “por­ta-tre­co”) e têm co­res vi­vas e iden­ti­da­de vi­sual, a In­dús­
atraen­tes, para cha­mar a aten­ção trias Mül­ler de Be­bi­das
das crian­ças. A Da­ve­ne rea­li­zou tes­ de­sen­vol­veu um novo ró­tu­
tes por dois me­ses até che­gar aos lo para a Ca­ni­nha 29, uma
atuais pro­du­tos, com in­gre­dien­tes das mar­cas po­pu­la­res da
na­tu­rais e sua­ves, sem a uti­li­za­ção em­pre­sa, que fa­bri­ca tam­
de ne­nhum in­gre­dien­te ani­mal. bém a Ca­ni­nha 51. Com
En­tre as no­vi­da­des da li­nha Tur­ma pro­du­ção men­sal de 180
da Mô­ni­ca es­tão as co­lô­nias, em mil dú­zias, a 29 é di­ri­
so­fis­ti­ca­das em­ba­la­gens de vi­dro. gi­da ao pú­bli­co ha­bi­
tua­do ao con­su­mo da
“ca­cha­ça de gar­ra­fa”,
como é po­pu­lar­men­te
Bran­ding on-line
co­nhe­ci­da a aguar­
den­te co­mer­cia­li­za­da
Quem se en­con­tra com
em gar­ra­fas de vi­dro
pro­ble­mas para cria­ção de
âm­bar de 600ml. O
mar­cas já pode con­sul­tar
novo la­yout do ró­tu­lo
o site da JR Brands (www.
va­lo­ri­za o lo­go­ti­po, nas
jrbrands.com.br). Cria­da pelo
co­res ver­me­lha, la­ran­ja
es­cri­tor e con­sul­tor José
e bran­ca.
Ro­ber­to Mar­tins, a pá­gi­na
per­mi­te a cria­ção de no­mes
no­vos, en­co­men­da de so­lu­
ções de iden­ti­da­de grá­fi­ca Mar­cas, con­tra­tar ser­vi­ços pu­bli­ci­ Farné Seragini
em 24 horas ou me­nos, sa­ber tá­rios e com­prar o soft­wa­re Na­me­
A Se­ra­gi­ni De­sign está se as­so­
fotos: divulgação

como a mar­ca é ava­lia­da, ler ar­ti­ Buil­der Bra­sil 1.0 – pro­gra­ma que
cian­do ao es­cri­tó­rio fran­co-ita­lia­
gos e pes­qui­sas so­bre mar­cas, aju­da a criar mar­cas por ca­te­go­ria,
no Far­né-Rou­let, crian­do a Far­né
mar­ke­ting e co­mu­ni­ca­ção, fa­z er além de ge­rar no­mes com so­ta­que
Se­ra­gi­ni.
down­load do li­vro O Im­pé­rio das bra­si­lei­ro.

Pro­du­tos Vil­le re­for­mu­la­dos

Com no­vas co­res – ver­de es­cu­ro e co­bre – nova as­si­na­


tu­ra e lo­go­ti­po, as em­ba­la­gens dos óleos e da mar­ga­ri­
na Vil­le, da San­tis­ta, es­tão mais so­fis­ti­ca­das. As la­tas e
gar­ra­fas de vi­dro do azei­te se­guem o mes­mo pa­drão do
azei­te es­pa­nhol, com co­res es­cu­ras e dou­ra­do. Os ró­tu­
los das gar­ra­fas de PET dos óleos de gi­ras­sol e ca­no­la
são me­ta­li­za­dos, para dar maior no­bre­za ao pro­du­to. A
em­ba­la­gem da mar­ga­ri­na de gi­ras­sol se­gue o pa­drão
clean, e as da­tas de fa­bri­ca­ção e va­li­da­de ago­ra são
im­pres­sas na tam­pa, para pro­por­cio­nar maior vi­si­bi­li­da­
de ao con­su­mi­dor. As mu­dan­ças fi­ca­ram a car­go da
Ofi­ci­na d’ De­sign, que tam­bém criou a nova as­si­na­tu­ra
dos pro­du­tos: “Vil­le. De bem com a saú­de”.

46 – embalagemmarca • nov 99
Display
Mais no­vi­da­des em cos­mé­ti­ca
A Na­tu­ra lan­çou uma li­nha para tra­ grip­pes & Gobé e o pro­je­to grá­fi­co
ta­men­to de ca­be­los, que con­ta com fi­cou a car­go da agên­cia na­cio­nal
18 no­vos pro­du­tos, en­tre xampus, De­zign com Z. A par­ce­ria fran­co-
con­di­cio­na­do­res e fi­na­li­za­do­res. bra­si­lei­ra re­sul­tou nas tam­pas disk-
Ba­ti­za­da de Na­tu­ra In­te­ra­ge, o lan­ top – sis­te­ma que ga­ran­te pra­ti­ci­da­
ça­men­to teve suas em­ba­la­gens de na aber­tu­ra dos pro­du­tos – e em
cria­das pelo bu­reau fran­cês Des­ co­res di­fe­ren­tes para cada
fa­mí­lia de pro­du­tos. Os fras­
cos têm li­nhas re­ti­lí­neas, o
que pro­pi­cia fa­ci­li­da­de de
ma­nu­seio. Com isso,
a em­pre­sa pre­ten­de
au­men­tar em 20% o
vo­lu­me de ne­gó­cios
em pro­du­tos para
ca­be­lo em um ano.

facilitando o controle
Ações simples podem evitar dores exporta cerca de 70% do que pro­
de cabeça na distribuição. Um duz, principalmente para Alemanha,
exemplo disso é dado pela sub­ Itália, Espanha e Bélgica. Para ras­
De Cabeça para Baixo
sidiária francesa trear a produção e
A Spri­te, re­fri­ge­ran­te sa­bor li­mão da
da Beiersdorf (que identificar even­
Coca-Cola, está indo ao mer­ca­do
produz e embala tuais problemas, a
com uma mu­dan­ça pou­co usual. O
produtos da empresa conta
ró­tu­lo das em­ba­la­gens des­car­tá­veis
fotos: divulgação

Nivea). Com com onze codifi­


está sen­do im­pres­so de ca­be­ça
produção focada cadoras ink-jet
para bai­xo.
em cosméticos, Jaime 1000 S4
Se­gun­do o de­par­ta­men­to de mar­ke­
essa unidade Plus, da Imaje.
ting da em­pre­sa, a ir­re­ve­rên­cia,
re­pre­sen­ta­da pela mu­dan­ça da
em­ba­la­gem, será ca­paz de iden­ti­fi­
Gran’Dia re­vi­ta­li­za­da car o pro­du­to jun­to ao fi­lão com­pos­
to pe­los “tee­na­gers”. Por en­quan­to,
A li­nha Gran’Dia de bis­coi­tos, da a ino­va­ção está res­tri­ta à gran­de
Da­no­ne, está ga­nhan­do no­vas São Pau­lo, à re­gião de Cam­pi­nas e
em­ba­la­gens. A mudança faz par­te ao Mato Gros­so do Sul – áreas
da es­tra­té­gia de re­vi­ta­li­za­ção da co­ber­tas pela Pa­nam­co, dis­tri­bui­do­
lin­gua­gem vi­sual da marca. A ra bra­si­lei­ra da gi­gan­te ame­ri­ca­na.
re­for­mu­la­ção, que fi­cou a car­go da Mas até ja­nei­ro de 2000 será en­con­
Otto De­sign, ver­ti­ca­li­zou as em­ba­ tra­da em todo o Bra­sil.
la­gens, para acon­di­cio­nar o novo
for­ma­to do bis­coi­to e pos­si­bi­li­tar
uma ex­po­si­ção em con­jun­to, propi­
ciando a formação de desenhos na selo ecológico
gôndola. Com ape­lo à com­po­si­ção As em­ba­la­gens de pa­pel­car­tão
do pro­du­to, à base de ce­reais, com es­tão re­ce­ben­do o selo “Apro­va­
fru­tas, lei­te e mel adi­cio­na­dos, as do pela Na­tu­re­za”. A cam­pa­nha
em­ba­la­gens se­rão su­por­ta­das por dos pro­du­to­res res­sal­ta as qua­li­
da­des eco­ló­gi­cas da embalagem.
ma­te­riais di­fe­ren­cia­dos de PDV.

48 – embalagemmarca • nov 99
EVENTOS
Como Encontrar

• Pack De­sign Show – se­rão


apre­sen­ta­das as úl­ti­mas no­vi­da­
des e ten­dên­cias em de­sign de
N esta se­ção en­con­tram-se, em or­dem al­fa­bé­ti­ca, os nú­me­ros de te­le­fo­ne
das em­pre­sas ci­ta­das nas re­por­ta­gens da pre­sen­te edi­ção. Em­ba­la­gem­
Marc ­ a fica à dis­po­si­ção para outras in­for­ma­ções.
em­ba­la­gem e pro­je­tos de re­fe­rên­
cia e des­ta­que em cria­ção de ABINAM- Associação Brasileira
em­ba­la­gem. Dia 30 de no­vem­bro, da Indústria Nacional de Kraft Lacta Suchard Brasil
no Ho­tel Me­liá, em São Pau­lo. Águas Minerais (11) 816-0484 0800 115 553
In­for­ma­ções: (11) 259-4489.
ABML - Associação Brasileira de Lindoya (11) 3315-8800
• GPE – Gru­po de Pro­fis­sio­nais Movimentação e Logística
de Em­ba­la­gem – lan­ça­men­to ofi­ (11) 549-4954 Liotécnica (11) 494-6444
cial do GPE, com sede na As­so­cia­
ção Bra­si­lei­ra de Em­ba­la­gem Ajax Baterias (14) 230-1933 Mack Color (11) 6941-4499
(ABRE). Dia 24 de no­vem­bro, às
18h30m na Casa Rho­dia, em São Aji-no-moto (11) 5080-6700 Málaga Produtos Metalizados
Pau­lo. In­for­ma­ções: (11) 282-9722. (11) 7201-4630
Andersen Consulting
• I Se­mi­ná­rio Re­gio­nal de (11) 5188-3000 Martins - Divisão Marbo
De­sign, Mar­ke­ting e Lo­gís­ti­ca de Logística Integrada
Em­ba­la­gens – pro­mo­vi­do pelo Arcor (11) 3046-6800 (34) 230-3003
Ibra­log (Ins­ti­tu­to Bra­si­lei­ro de
Arisco 0800 111 800 M Design (11) 833-0969
Lo­gís­ti­ca) para pro­fis­sio­nais da
área de de­sign, mar­ke­ting e lo­gís­
Art3 Design (11) 3862-9597 Mira Transportes/Target Logística
ti­ca, tem o ob­je­ti­vo de des­ta­car a
im­por­tân­cia da em­ba­la­gem como (11) 229-0455
ASLOG - Associação
in­te­gra­do­ra lo­gís­ti­ca para os se­to­
Brasileira de Logística New Design (11) 5505-3200
res de ali­men­tos, be­bi­das, saú­de,
(11) 5084-2267
be­le­za, lim­pe­za, au­to­mo­ti­vo, fa­bri­
Novelprint (11) 268-4111
can­tes de em­ba­la­gens em ge­ral, Avery Dennison/Fasson
em­pre­sas de lo­gís­ti­ca e de trans­ 0800 557 600 Nutrimental (41) 283-3344
por­tes. En­tre os pa­les­tran­tes es­tão (19) 876-7600
Nyssio Fer­rei­ra Luz, pre­si­den­te do Ouro Fino (41) 321-3001
Ibra­log, Luís Madi, coor­de­na­dor Bombril-Cirio (11) 455-7700
do Ital, Gra­ham Wal­lis, di­re­tor do Perrier Vittel do Brasil
Da­ta­mark, Vic­tor Myer­freund, di­re­ CISPER (11) 206-8000 (21) 553-1702
tor co­mer­cial da Cho­co­la­tes Ga­ro­
to, e Ma­ria Inês Mu­rad, ge­ren­te de CIV (81) 271-0122 Pial Legrand (11) 522-5544
mar­ke­ting da Gessy Le­ver. Du­ran­
te o even­to, será ofi­cia­li­za­do o Crystal (11) 547-7820 Prodesmaq (19) 876-5000
con­vê­nio de coo­pe­ra­ção téc­ni­ca
en­tre o Ibra­log e o Ital/Ce­tea. Dias Danzas Logística (11) 6464-1047 Rhodia-ster (11) 5188-1300
2 e 3 de de­zem­bro no au­di­tó­rio do
Mi­nas Tra­de Cen­ter, em Belo Ho­ri­ Deca (11) 3874-1847 Rigesa (19) 869-9301
zon­te (MG). In­for­ma­ções pelo tele­
fone (31) 444-4794 ou no site do Du Pont do Brasil (11) 7266-8382 Sette Mineral (11) 7802-1002
Ibralog (www.ibralog.org.br).
Datamark (11) 870-1810 Sleever International
A Ex­po­Drink – Fei­ra In­ter­na­cio­ (11) 5641-3356
nal de Be­bi­das, foi adia­da para Gessy Lever (19) 965-4520
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nov 99 • embalagemmarca – 49
Almanaque
Revolução industrial
O de­sen­vol­vi­men­to da da de pa­ten­tes nos Es­ta­
tec­no­lo­gia de me­tais du­ran­ dos Uni­dos, in­cluin­do a
te o sé­cu­lo XIX re­pre­sen­ pri­mei­ra em­ba­la­gem des­
tou a pri­mei­ra opor­tu­ni­da­ car­tá­vel (lata de con­ser­va
de real para fa­bri­can­tes e com cin­to re­mo­ví­vel) e a
in­ven­to­res in­te­res­sa­dos em tam­pa tipo crown. Fo­ram
sa­tis­fa­zer a de­man­da de in­ven­ta­das res­pec­ti­va­
uma so­cie­da­de afluen­te men­te em 1885 e 1892,
por pro­du­tos se­gu­ros. O am­bas por Wil­liam
re­sul­ta­do foi uma en­xur­ra­ Pain­ter.

Faz tempo... Estréia em Waterloo


Em 1815, o go­ver­no fran­cês ofe­re­ceu um prê­mio
Atual­men­te, com o cres­
a quem in­ven­tas­se uma ma­nei­ra de man­ter os
cen­te ten­dên­cia de ven­
ali­men­tos fres­cos por lon­go tem­po e trans­por­tá­
das em auto-ser­vi­ço,
veis a gran­des dis­tân­cias. O con­cur­so foi ven­ci­
pro­du­tos im­pres­cin­dí­
do por Ni­cho­las Fran­çois Ap­pert (1750-1841).
veis, como o ci­men­to,
Par­tin­do do prin­cí­pio de que o ar es­tra­ga­va os
são acon­di­cio­na­dos em
ali­men­tos, ele criou o pro­ces­so de con­ser­va­ção
em­ba­la­gens vis­to­sas e
que o con­su­mi­dor a veja dos ali­men­tos por aque­ci­men­to. Com isso,
atraen­tes. O ob­je­ti­vo,
e, cla­ro, a com­pre. A Appert ga­nhou um lu­gar na his­tó­ria como fun­
se­gun­do os es­pe­cia­lis­tas,
Companhia Lupton já da­dor da in­dús­tria de pro­ces­sa­men­to de ali­men­
é le­var o dono da loja a
caprichava em 1900. tos. Do go­ver­no fran­cês, ele recebeu uma me­da­
ex­por a mer­ca­do­ria, para
lha de ouro e o tí­tu­lo de “ben­fei­tor da hu­ma­ni­da­
de”. A Fran­ça era en­tão go­ver­na­da por Na­po­
Boas idéias permanecem leão Bo­na­par­te, que lan­ça­ra o con­cur­so com a
fi­na­li­da­de de fa­ci­li­tar o abas­te­ci­men­to de suas
Além do champagne, o abade Don Pérignon criou
tro­pas nas guer­ras de con­quis­ta. Os ali­men­tos
o sistema de fechamento até hoje usado nas garra­
con­ser­va­dos pelo pro­ces­so de Ap­pert es­trea­
fas. O gás do novo vinho “expulsava” as rolhas de
ram na guer­ra ain­da em 1815, na ba­ta­lha de
madeira usadas até então. Ele as substituiu por rol­
Wa­ter­loo, aquela que foi o fim da trajetória do
has de cortiça amarradas com arame. Ano: 1670.
imperador.

Vem da uva, mas o nome é mera coincidência


Mui­tas pes­soas su­põem que o nome do an­tiá­ci­do
Eno te­nha a ver com o ra­di­cal da pa­la­vra eno­lo­gia, já
que o pro­du­to é um de­ri­va­do do áci­do tar­tá­ri­co, ob­ti­do
como sub­pro­du­to da in­dús­tria do vi­nho, ou seja, de
uvas. No en­tan­to, essa re­la­ção não exis­te. O que ocor­
reu foi o que se cos­tu­ma cha­mar de fe­liz coin­ci­dên­cia:
em 1920, o la­bo­ra­tó­rio Bee­cham, até hoje fa­bri­can­te
do fa­mo­so Sal de Fru­ta, com­prou a mar­ca e a fór­mu­la
do fa­bri­can­te ori­gi­nal in­glês, J. C. Eno. Pro­du­zi­do des­
de 1846, o Sal de Fru­ta Eno foi lan­ça­do no Bra­sil em
1928. Foi acon­di­cio­na­do em fras­co de vi­dro até 1990,
1928 1950 1980
quan­do pas­sou para PET, com for­ma­to idên­ti­co.

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