Você está na página 1de 67

Desenho

Básico

Desenho Básico Eletrônica Prof. Alexandre Velloso

Eletrônica

Prof. Alexandre Velloso

Desenho Básico

Índice

Prof. Alexandre Velloso

 

Capítulo

Pág.

Introdução

03

I - Material

04

II - Uso do Material

05

III - Formatos de Papel

08

IV - Caligrafia Técnica

09

V - Legenda

11

VI - Geometria – Figuras Planas

13

VII - Geometria Espacial

15

VIII - Desenho de Edificações

18

IX

- Desenho Eletroeletrônico

26

X

- Leiautes

35

XI

- Simbologia de Instalações Elétricas

43

XII

- Simbologia Eletrônica

49

XIII

-Exercícios

59

Desenho Básico

Introdução

Prof. Alexandre Velloso

O desenho técnico é uma forma de expressão gráfica que tem por finalidade a representação de forma, dimensão e posição de objetos de acordo com as diferentes necessidades requeridas pelas diversas modalidades de engenharia e também da arquitetura. Utilizando-se de um conjunto constituído por linhas, números, símbolos e indicações escritas normalizadas internacionalmente, o desenho técnico é definido como linguagem gráfica universal da engenharia (civil, mecânica) e da arquitetura. Assim como a linguagem verbal escrita exige alfabetização, a execução e a interpretação da linguagem gráfica do desenho técnico exige treinamento específico, porque são utilizadas figuras planas (bidimensionais) para representar formas espaciais. Conhecendo-se a metodologia utilizada para elaboração do desenho bidimensional é possível entender e conceber mentalmente a forma espacial representada na figura plana. Na prática pode-se dizer que, para interpretar um desenho técnico, é necessário enxergar o que não é visível e a capacidade de entender uma forma espacial a partir de uma figura plana é chamada visão espacial.

A Padronização dos Desenhos Técnicos

Para transformar o desenho técnico em uma linguagem gráfica foi necessário padronizar seus procedimentos de representação gráfica. Essa padronização é feita por meio de normas técnicas seguidas e respeitadas internacionalmente. As normas técnicas são resultantes do esforço cooperativo dos interessados em estabelecer códigos técnicos que regulem relações entre produtores e consumidores, engenheiros, empreiteiros e clientes. Cada país elabora suas normas técnicas e estas são acatadas em todo o seu território por todos os que estão ligados, direta ou indiretamente, a este setor. No Brasil as normas são aprovadas e editadas pela Associação Brasileira deNormas Técnicas – ABNT, fundada em 1940. Para favorecer o desenvolvimento da padronização internacional e facilitar o intercâmbio de produtos e serviços entre as nações, os órgãos responsáveis pela normalização em cada país, reunidos em Londres, criaram em 1947 a Organização Internacional de Normalização (International Organization for Standardization – ISO). Quando uma norma técnica proposta por qualquer país membro é aprovada por todos os países que compõem a ISO, essa norma é organizada e editada como norma internacional. As normas técnicas que regulam o desenho técnico são normas editadas pela ABNT, registradas pelo INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) como normas brasileiras - NBR e estão em consonância com as normas internacionais aprovadas pela ISO.

Desenho Básico

I

Material

Prof. Alexandre Velloso

Par de esquadros em acrílico sem graduação;

Lapiseira 0,5 ou 0,7 grafite tipo HB;

Borracha de vinil;

Compasso de metal;

Escala Triangular (Escalímetro) com a s escalas 1:100, 1:50, 1:20, 1:25, 1:75, 1:125;

Fita crepe;

Bloco Prancha Formato A4 ;

Lixa para apontar o compasso;

Gabarito para Desenho Tridente E-25.

Desenho Básico

Prof. Alexandre Velloso

II

Uso do Material

II.a - Algumas Técnicas de Manuseio

II Uso do Material II.a - Algumas Técnicas de Manuseio Para traçados apoiados em esquadro ou

Para traçados apoiados em esquadro ou régua, o grafite jamais deverá tocar suas superfícies, evitando assim indesejáveis borrões. Para conseguir isso, incline ligeiramente a lapiseira/lápis conforme a figura ao lado.

O grafite do compasso deverá ser apontado em forma de cunha, sendo o chanfro voltado para o lado contrário da ponta seca, conforme o ilustrado abaixo:

lado contrário da ponta seca, conforme o ilustrado abaixo: II.b – Uso da Régua “T” A

II.b – Uso da Régua “T”

conforme o ilustrado abaixo: II.b – Uso da Régua “T” A régua “T” será utilizada sempre

A régua “T” será utilizada sempre de modo horizontal, e seu manuseio se dará com a mão que não utilizamos para desenhar, ou seja, se o indivíduo é destro, deverá movimentá-la com a mão esquerda e vice-versa. Com a régua “T” procede-se o traçado de linhas horizontais. Para o traçado de linhas inclinadas e/ou horizontais, servirá como base para os esquadros, que deslizarão apoiados sobre a mesma.

de linhas inclinadas e/ou horizontais, servirá como base para os esquadros, que deslizarão apoiados sobre a

Desenho Básico

RECOMENDAÇÕES

Prof. Alexandre Velloso

o O antebraço deve estar totalmente apoiado sobre a Prancheta.

o A mão deve segurar o lápis naturalmente, sem forçar, e também estar apoiada na prancheta.

o Deve-se evitar desenhar próximo às beiradas da prancheta, sem o apoio do antebraço.

o O antebraço não estando apoiado acarretará um maior

esforço muscular, e, em conseqüência, imperfeição no desenho.

o Os traços verticais, inclinados ou não, são geralmente

desenhados de cima para baixo

o Os traços horizontais são feitos da esquerda para a direita.

II.c –Esquadros

A

B

feit os da esquerda para a direita. II.c –Esquadros A B C F D E Podemos

C

F

D

os da esquerda para a direita. II.c –Esquadros A B C F D E Podemos demarcar

E

Podemos demarcar diversos ângulos conjugando os esquadros:

da esquerda para a direita. II.c –Esquadros A B C F D E Podemos demarcar diversos

Desenho Básico

Prof. Alexandre Velloso

Traçando linhas verticais com os esquadros

Prof. Alexandre Velloso Traçando linhas verticais com os esquadros Traçando linhas horizontais com os esquadros 7
Prof. Alexandre Velloso Traçando linhas verticais com os esquadros Traçando linhas horizontais com os esquadros 7

Traçando linhas horizontais com os esquadros

Prof. Alexandre Velloso Traçando linhas verticais com os esquadros Traçando linhas horizontais com os esquadros 7

Desenho Básico

Prof. Alexandre Velloso

III

Formatos de Papel

Os formatos de papel recomendados pela A.B.N.T. e suas respectivas margens são os seguintes:

A.B.N.T. e suas respectivas margens são os seguintes: OBSERVAÇÕES: Todas as dimensões da tabela acima têm

OBSERVAÇÕES:

Todas as dimensões da tabela acima têm como unidade mm.

Relação dos tamanhos dos formatos de papel

Todas as dimensões da tabela acima têm como unidade mm. • Relação dos tamanhos dos formatos
Todas as dimensões da tabela acima têm como unidade mm. • Relação dos tamanhos dos formatos

Desenho Básico

Prof. Alexandre Velloso

IV

Caligrafia Técnica

As letras e algarismos que compõe a caligrafia utilizada no desenho técnico seguem normatização da A.B.N.T. (Associação Brasileira de Normas Técnicas). Abaixo as duas formas de caligrafia a serem utilizadas.

IV .a – Padrão Vertical

o Letras Maiúsculas.

A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z

o Letras Minúsculas

a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v w x y z

o Algarismos

0 1 2 3 4 5 6 7 8 9

IV.b – Padrão Inclinado (75°)

o Letras Maiúsculas

A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z

o Letras Minúsculas

a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v w x y z

Desenho Básico

o Algarismos

0 1 2 3 4 5 6 7 8 9

IV.c – Proporções

Prof. Alexandre Velloso

3 4 5 6 7 8 9 IV.c – Proporções Prof. Alexandre Velloso A tabela algarismos.

A

tabela

algarismos.

abaixo

apresenta

as

relações

de

proporção

para

letras

e

Proporções Prof. Alexandre Velloso A tabela algarismos. abaixo apresenta as relações de proporção para letras e

Desenho Básico

V

Legenda

Prof. Alexandre Velloso

A legenda deve estar situada sempre no canto inferior direito, em todos os formatos de papel, à exceção do formato A4, no qual a legenda se localiza ao longo da largura da folha.

Dimensões da legenda:

o - Formatos A0/ A1 : L = 175 / H = variável;

o - Formatos A2/ A3/ A4 : L = 185/ H = variável.

EXEMPLO 1:

Legenda no Formato A4

A0/ A1 : L = 175 / H = variável; o - Formatos A2/ A3/ A4

Desenho Básico

Prof. Alexandre Velloso

As legendas utilizadas nas indústrias variam de acordo com o padrão adotado por cada uma delas, como se pode observar na figura abaixo:

nas indústrias variam de acordo com o padrão adotado por cada uma delas, como se pode
nas indústrias variam de acordo com o padrão adotado por cada uma delas, como se pode

Desenho Básico

Prof. Alexandre Velloso

VII

Geometria – Figuras Planas

Prof. Alexandre Velloso VII Geometria – Figuras Planas Triângulo eqüilátero Triângulo Obtusângulo
Prof. Alexandre Velloso VII Geometria – Figuras Planas Triângulo eqüilátero Triângulo Obtusângulo
Prof. Alexandre Velloso VII Geometria – Figuras Planas Triângulo eqüilátero Triângulo Obtusângulo
Prof. Alexandre Velloso VII Geometria – Figuras Planas Triângulo eqüilátero Triângulo Obtusângulo
Prof. Alexandre Velloso VII Geometria – Figuras Planas Triângulo eqüilátero Triângulo Obtusângulo
Prof. Alexandre Velloso VII Geometria – Figuras Planas Triângulo eqüilátero Triângulo Obtusângulo

Triângulo eqüilátero

VII Geometria – Figuras Planas Triângulo eqüilátero Triângulo Obtusângulo Triângulo Escaleno/
VII Geometria – Figuras Planas Triângulo eqüilátero Triângulo Obtusângulo Triângulo Escaleno/
VII Geometria – Figuras Planas Triângulo eqüilátero Triângulo Obtusângulo Triângulo Escaleno/
VII Geometria – Figuras Planas Triângulo eqüilátero Triângulo Obtusângulo Triângulo Escaleno/

Triângulo Obtusângulo

Triângulo Escaleno/

Triângulo Retângulo

Triângulo

Acutângulo

Isósceles

Triângulo Obtusângulo Triângulo Escaleno/ Triângulo Retângulo Triângulo Acutângulo Isósceles 13
Triângulo Obtusângulo Triângulo Escaleno/ Triângulo Retângulo Triângulo Acutângulo Isósceles 13
Triângulo Obtusângulo Triângulo Escaleno/ Triângulo Retângulo Triângulo Acutângulo Isósceles 13
Triângulo Obtusângulo Triângulo Escaleno/ Triângulo Retângulo Triângulo Acutângulo Isósceles 13
Triângulo Obtusângulo Triângulo Escaleno/ Triângulo Retângulo Triângulo Acutângulo Isósceles 13
Triângulo Obtusângulo Triângulo Escaleno/ Triângulo Retângulo Triângulo Acutângulo Isósceles 13

Desenho Básico

Desenho Básico Prof. Alexandre Velloso Circunferência e seus Elementos Setor Circular Arco AB 14
Desenho Básico Prof. Alexandre Velloso Circunferência e seus Elementos Setor Circular Arco AB 14

Prof. Alexandre Velloso

Desenho Básico Prof. Alexandre Velloso Circunferência e seus Elementos Setor Circular Arco AB 14
Circunferência e seus Elementos
Circunferência e seus Elementos
Desenho Básico Prof. Alexandre Velloso Circunferência e seus Elementos Setor Circular Arco AB 14

Setor Circular

Arco AB
Arco AB

Desenho Básico

Prof. Alexandre Velloso

VIII

Geometria Espacial

VIII.a - Prismas

Alexandre Velloso VIII Geometria Espacial VIII.a - Prismas Os prismas são classificados de acordo com o

Os prismas são classificados de acordo com o número de lados dos polígonos das bases e conforme a inclinação das arestas laterais em relação aos planos das bases. De acordo com a base, temos:

o

Prisma Triangular: as bases são triângulos;

o

Prisma Quadrangular: as bases são quadriláteros;

o

Prisma Pentagonal: as bases são pentágonos;

o

Prisma Hexagonal: as bases são hexágonos;

e assim por diante. Conforme a inclinação das arestas, temos:

o Prisma oblíquo é aquele cujas arestas laterais são oblíquas aos planos das bases;

o Prisma reto é aquele cujas arestas laterais são perpendiculares aos planos das bases. As faces laterais de um prisma oblíquo são paralelogramos. As faces laterais de um prisma reto são retângulos.

o Prisma regular é um prisma reto cujas bases são polígonos regulares.

de um prisma reto são retângulos. o Prisma regular é um prisma reto cujas bases são

Desenho Básico

VIII.b – Pirâmides e Troncos

V

Prof. Alexandre Velloso

h O
h
O

As pirâmides podem ser classificadas de acordo com a base como:

o

Pirâmide Triangular, a base é um triângulo;

o

Pirâmide Quadrangular, a base é um quadrado;

o

Pirâmide Pentagonal, a base é um pentágono;

o Pirâmide Hexagonal, a base é um hexágono, e assim por diante.

Pirâmide Regular é aquela cuja base é um polígono regular. Conforme a inclinação das arestas, temos:

o

Pirâmide oblíqua é aquela cuja aresta que corresponde à altura (VO), tem sua extremidade inferior localizada fora do centro do plano da base;

o

Pirâmide reta é aquela cuja aresta que corresponde à altura (VO), tem sua extremidade inferior localizada no centro do plano da base.

Tronco de Pirâmide é a pirâmide seccionada por um plano paralelo à base.

Também podem ser retos ou oblíquos.

paralelo à base. Também podem ser retos ou oblíquos. Pirâmide Oblíqua/ Secção S do Tronco Tronco

Pirâmide Oblíqua/ Secção S do Tronco

paralelo à base. Também podem ser retos ou oblíquos. Pirâmide Oblíqua/ Secção S do Tronco Tronco

Tronco de Pirâmide

Desenho Básico

Prof. Alexandre Velloso

A base da pirâmide é a base maior do tronco e a secção é a base menor do tronco. A distância entre os planos das bases é a altura do tronco.

VIII.c – Cones e Troncos

Conforme a inclinação das arestas, temos:

o

Cones ou troncos de cone oblíquos são aqueles cuja aresta que corresponde à altura , tem sua extremidade inferior localizada fora do centro do plano da base ;

o

Cones ou troncos de cone retos são aqueles cuja aresta que corresponde à altura , tem sua extremidade inferior localizada no centro do plano da base.

V O
V
O

Cone Reto

localizada no centro do plano da base. V O Cone Reto Cone Oblíquo VIII.d – Cilindro

Cone Oblíquo

VIII.d – Cilindro e Esfera

Conforme a inclinação das arestas, temos:

e Esfera Conforme a inclinação das arestas, temos: Tronco de Cone o Cilindros oblíquos são aqueles

Tronco de Cone

o

Cilindros oblíquos são aqueles cujas arestas laterais (geratrizes) são oblíquas aos planos das bases;

o

Cilindros retos são aqueles cujas arestas laterais (geratrizes) são perpendiculares aos planos das bases

cujas arestas laterais (geratrizes) são perpendiculares aos planos das bases Cilindro Reto Cilindro Oblíquo Esfera 17
cujas arestas laterais (geratrizes) são perpendiculares aos planos das bases Cilindro Reto Cilindro Oblíquo Esfera 17

Cilindro Reto

cujas arestas laterais (geratrizes) são perpendiculares aos planos das bases Cilindro Reto Cilindro Oblíquo Esfera 17

Cilindro Oblíquo

Esfera

Desenho Básico

Prof. Alexandre Velloso

VIII

Desenho de Edificações

Na representação dos projetos de edificações são utilizados os seguintes desenhos:

o

Planta de Situação;

o

Planta de Localização;

o

Planta(s) Baixa(s);

o

Cortes (Longitudinal e Transversal);

o

Fachadas

o

Desenhos de Detalhes;

o

Outros.

VIII.a – Planta de Situação

Nessa planta são representados todos os elementos necessários para situar o terreno onde a edificação será construída na região que o cerca. Deve conter os dados disponíveis para situar da melhor forma possível o terreno como:

o

Curvas de nível existentes e projetadas;

o

Indicação do Norte magnético

o

Vias de acesso ao conjunto, arruamento e logradouros adjacentes com os respectivos equipamentos urbanos;

o

Construções existentes e áreas não edificáveis;

o

Escala.

Desenho Básico

Prof. Alexandre Velloso

Desenho Básico Prof. Alexandre Velloso PLANTA DE SITUAÇÃO VIII.b – Planta Baixa Plantas baixas são cortes

PLANTA DE SITUAÇÃO

VIII.b – Planta Baixa

Plantas baixas são cortes feitos através de planos horizontais a uma altura de 1.50 m do piso. A parte superior é eliminada e representa-se então a vista da parte inferior da edificação.

de 1.50 m do piso. A parte superior é eliminada e representa-se então a vista da

Desenho Básico

O desenho da planta baixa deve conter:

Prof. Alexandre Velloso

o

Elementos estruturais (alvenaria);

o

Esquadrias (Porta e Janelas);

o

Pisos “frios” e desníveis;

o

Bancadas de pia;

o

Louças sanitárias (bacia, lavatório, tanque,etc.).

o Louças sanitárias (bacia, lavatório, tanque,etc.). As espessuras e os tipos de linhas utilizados no desenho

As espessuras e os tipos de linhas utilizados no desenho possuem significados que servem para transmitir informações sobre os elementos que estão sendo representados.

Desenho Básico

Principais Representações Gráficas

Desenho Básico Principais Representações Gráficas Porta Janela baixa Prof. Alexandre Velloso Janela alta VIII.c –

Porta

Desenho Básico Principais Representações Gráficas Porta Janela baixa Prof. Alexandre Velloso Janela alta VIII.c –

Janela baixa

Prof. Alexandre Velloso

Gráficas Porta Janela baixa Prof. Alexandre Velloso Janela alta VIII.c – Cortes Longitudinais e Transversais

Janela alta

VIII.c – Cortes Longitudinais e Transversais

Consistem em desenhos definidos por planos verticais que seccionam a edificação. A visualização pode ser definida com o observador virado para o lado direito ou para o lado esquerdo. Deve-se fazer no mínimo dois cortes – sendo um longitudinal e outro transversal. Sua localização deve ser indicada na planta baixa.

dois cortes – sendo um longitudinal e outro transversal. Sua localização deve ser indicada na planta
dois cortes – sendo um longitudinal e outro transversal. Sua localização deve ser indicada na planta

Desenho Básico

Principais Representações Gráficas

Desenho Básico Principais Representações Gráficas Porta em corte VIII.d - Tipos de Linhas Prof. Alexandre Velloso

Porta em corte

VIII.d - Tipos de Linhas

Prof. Alexandre Velloso

em corte VIII.d - Tipos de Linhas Prof. Alexandre Velloso Janela em corte (X e Y

Janela em corte (X e Y variáveis)

As espessuras e os tipos de linhas utilizados no desenho possuem significados que servem para transmitir informações sobre os elementos que estão sendo representados. Pode ser adotada a seguinte regra genérica para definição da espessura das linhas a serem utilizadas em projetos de edificações:

o

Elementos estruturais e /ou de alvenaria interceptados por plano de corte serão representados por linhas cheias e contínuas;

o

Elementos leves (esquadrias,etc.) interceptados por plano de corte serão representados por linhas médias contínuas;

o

Arestas e contornos aparentes observados em vista (não cortados) serão representados por linhas finas contínuas.

Dependendo da maior ou menor proximidade do elemento que estiver sendo representado em relação ao plano de corte (Ver cap. ),ou do maior ou menor destaque que se pretenda dar a um determinado elemento, podem ser adotadas variações nas espessuras das linhas do desenho.

Na tabela a seguir são listados os principais elementos representados nos desenhos de projetos de edificações, com as correspondentes espessuras e tipos de linhas.

Desenho Básico

Prof. Alexandre Velloso

Desenho Básico Prof. Alexandre Velloso 23

Desenho Básico

VIII.e – Escalas

Prof. Alexandre Velloso

O desenho de um objeto, por diversas razões, nem sempre poderá ser executado com as dimensões reais do mesmo. Tratando-se de um objeto muito grande, teremos de desenhá-lo em tamanho menor que o seu tamanho real, conservando suas proporções em todas as medidas. Assim como um objeto muito pequeno será desenhado em tamanho maior que o seu real tamanho, com o mesmo respeito às suas proporções. Esta relação entre objeto e desenho tem o nome de ESCALA. Uma escala pode ser:

o Natural, as medidas do desenho e do objeto são iguais. Relação única: 1/1 ou 1:1;

o De Redução ou Reduzida, as medidas do desenho são menores que as do objeto. Relações recomendadas para escalas de redução, de acordo com as normas técnicas (O denominador da fração indica quantas vezes o tamanho real do objeto foi reduzido no desenho):

1/ 2,5 ; 1/5; 1/10; 1/20; 1/50; 1/100; 1/200; 1/500;

o De Ampliação ou Ampliada, as medidas do desenho são maiores que as do objeto Relações mais utilizadas (O numerador da fração indica quantas vezes o tamanho do objeto foi ampliado no desenho): 2/1; 5/1; 10/1.

Observações:

O valor indicado nas cotas, se refere sempre às medidas reais do objeto, independentemente do mesmo ter sido ampliado ou reduzido no desenho;

Dimensões de ângulos (graus) permanecerão inalteradas em relação à escala utilizada no desenho.

Se dizemos que um desenho está na escala 1:50 significa que cada dimensão representada no desenho será 50 vezes maior na realidade, ou seja, cada 01 (um) centímetro que medirmos no desenho equivalerá a 50 (cinqüenta) centímetros na realidade. Devido as grandes dimensões das edificações as escalas utilizadas na sua representação são normalmente escalas de redução (as dimensões do objeto real são reduzidas de modo que seja possível representa-lo na folha de papel). A tabela abaixo relaciona as escalas que são utilizadas para cada tipo de desenho nos projetos de edificações.

A tabela abaixo relaciona as escalas que são utilizadas para cada tipo de desenho nos projetos

Desenho Básico

Prof. Alexandre Velloso

EXEMPLO:

Planta Baixa e Cortes de uma edificação unifamiliar de um pavimento.

Desenho Básico Prof. Alexandre Velloso EXEMPLO: Planta Baixa e Cortes de uma edificação unifamiliar de um

Desenho Básico

Prof. Alexandre Velloso

IX

Desenho Eletroeletrônico.

O desenho elétrico ou eletrônico é uma representação do circuito elétrico

que define o seu tipo ou o sistema para o qual foi projetado. Esta representação deve possuir uma informação completa dos elementos que compõem um circuito elétrico. O desenho elétrico de uma instalação elétrica predial, por exemplo, mostra a disposição dos componentes, as conexões de

fiação elétrica, a localização de lâmpadas, tomadas, interruptores e os valores de potência dissipada na carga, entre outras informações que facilitam a interpretação e compreensão de seu funcionamento.O desenho elétrico ou eletrônico deve mostrar as disposições dos componentes e das conexões de fiações elétricas num plano cujos elementos estão representados por símbolos gráficos simplificados e padronizado pela norma vigente no país.

O

desenho eletroeletrônico se divide basicamente em três grupos:

o

Predial;

o

Industrial;

o

Eletrônicos.

IX.a - Desenho Eletroeletrônico Predial

O desenho eletroeletrônico Predial se refere a um diagrama elétrico de uma

instalação de quadro de força com sistema de proteção, distribuição de fiação

parametrizada em todas as dependências do prédio, potência de cargas (lâmpadas), localização de tomadas etc. O desenho deve conter todas as

informações necessárias para a sua compreensão a fim de facilitar a execução

da

instalação elétrica do prédio sempre em conformidade com a norma vigente

do

país. O tamanho e o número de folhas para o desenho podem ser definidos

de acordo com a dimensão e complexidade da instalação predial a ser

projetada.A figura abaixo mostra um desenho de diagrama elétrico predial com

a distribuição de cargas com respectivas tomadas e interruptores nas

dependências de uma residência. Os projetos de instalações são constituídos de planta(s) baixa(s) e/ou cortes esquemáticos. O traçado será executado – tanto para a planta baixa, quanto para os cortes – sempre com linhas finas estreitas. O desenho da planta baixa

deve ser simplificado, com a omissão de informações gráficas desnecessárias para o projeto em si, como representação de portas, pisos e louças. Tais elementos “poluiriam” visualmente o desenho, e poderiam tornar confusa a comprensão e a leitura do mesmo. O elemento prioritário nesse caso será sempre o traçado das instalações, que devem estar em destaque através da mais absoluta clareza. Dessa forma, o traçado referente aos elementos relativos às instalações bem como suas especificações e dimensionamento (caixas, eletrodutos,etc.) será executado através de linhas cheias .

Desenho Básico

Prof. Alexandre Velloso

Desenho Básico Prof. Alexandre Velloso IX.b - Desenho Eletroeletrônico Industrial Existe uma variedade de tipos de

IX.b - Desenho Eletroeletrônico Industrial

Existe uma variedade de tipos de desenhos eletroeletrônicos considerados industriais. Os desenhos eletroeletrônicos industriais podem se referir a uma representação gráfica desde o fornecimento de energia pela concessionária até toda a instalação produtiva e administrativa de um departamento industrial. Por exemplo, um motor de uma máquina produtiva acionado por um sistema elétrico de comando pode ser considerado um desenho eletroeletrônico industrial. A figura abaixo mostra o desenho de um sistema de comando de um motor de um dispositivo industrial.

industrial. A figura abaixo mostra o desenho de um sistema de comando de um motor de

Desenho Básico

IX.c - Desenho Eletroeletrônico

Prof. Alexandre Velloso

No campo de eletroeletrônica, os desenhos de diagramas elétricos de equipamentos e sistemas elétricos podem ser divididos em dois grupos:

o

Diagrama elétrico de potência;

o

Diagrama elétrico de comando.

Diagrama elétrico de Potência Dentre inúmeros desenhos de circuitos elétricos de potência temos um exemplo de um sistema elétrico de geração, transmissão, e distribuição de energia elétrica. A representação pode ser de forma simplificada em diagrama em blocos de forma a mostrar a distribuição das tensões específicas de uma fonte de potencial energético, geração e suas ramificações até o consumidor.

geração e suas ramificações até o consumidor. Podemos citar como um dos desenhos eletroeletrônico de

Podemos citar como um dos desenhos eletroeletrônico de potência mais conhecido o de sistema de acionamento de motores monofásicos ou trifásicos onde o acionamento da etapa de potência é feito através um sistema de comando remoto Na figura abaixo está mostrado um diagrama de potência.

de potência é feito através um sistema de comando remoto Na figura abaixo está mostrado um

Desenho Básico

Diagrama elétrico de Comando

Prof. Alexandre Velloso

O desenho de um sistema de comando é um circuito elétrico formado de elementos de acionamentos de baixa potência, ou seja, a carga é o próprio elemento que forma o circuito. A finalidade deste circuito é obter uma isolação elétrica entre o operador e a máquina de potência durante a manobra de acionamento. O acionamento de carga de potência baixa pode ser direto e para as cargas de potências altas o acionamento deve ser remoto. O diagrama elétrico de comando é representado por símbolos de componentes como seguranças fusíveis, relé de proteção termomagnético, contatores, botoeiras, etc. e não são representados por símbolos de componentes de potência que operam com correntes e tensões elevadas e principalmente em cargas indutivas ou capacitivas em Corrente Alternada. A figura abaixo mostra, como exemplo, um circuito de comando básico para acionamento de um elemento de potência.

básico para acionamento de um elemento de potência. IX.d - Diagrama de Desenho Eletrônico São considerados

IX.d - Diagrama de Desenho Eletrônico

São considerados desenhos de diagrama eletrônico os que se referem aos circuitos constituídos por grupos de componentes, tais como resistores, capacitores, indutores e semicondutores ou sistemas similares. A simbologia empregada nos desenhos de eletrônica é normalizada na série NBR da ABNT.

Componente de um diagrama elétrico

Os componentes são representações de elementos que formam um circuito elétrico, tais como, equipamentos, conjuntos ou subconjuntos, e podem ser representados por símbolos gráficos em um diagrama elétrico ou eletrônico. Os símbolos gráficos visam facilitar a interpretação de esquemas e diagramas elétricos ou eletrônicos e a identificação de seus elementos quando forem relacionados em uma lista de materiais. As figuras abaixo mostram exemplos de componentes e seus símbolos gráficos.

Desenho Básico

Prof. Alexandre Velloso

Desenho Básico Prof. Alexandre Velloso IX.e - Símbolos literais Os símbolos literais são formados por uma

IX.e - Símbolos literais

Os símbolos literais são formados por uma letra maiúscula inicial colocada ao lado dos componentes, seguida de uma numeração, formadas por letras ou combinações alfanumérica para particularizar cada elemento do circuito (NBR 5280 de Abril de 1983). Deve-se seguir a orientação, numerando os componentes de cima para baixo e da esquerda para a direita do diagrama esquemático. A figura abaixo mostra o circuito elétrico de acionamento de um motor com exemplo de aplicação dos símbolos literais.

abaixo mostra o circuito elétrico de acionamento de um motor com exemplo de aplicação dos símbolos

Desenho Básico

Prof. Alexandre Velloso

O diagrama elétrico de comando e potência define o tipo de componente através de seus símbolos literais como, por exemplo:

S1

= Botoeira 1;

S2

= Botoeira 2;

K1

= Contator 1.

Os símbolos literais facilitam a localização do elemento ou componentes e a sua posição no circuito elétrico.

ou componentes e a sua posição no circuito elétrico. IX.e - Diagrama eletrônico Nas atividades que

IX.e - Diagrama eletrônico

Nas atividades que envolvem projetos eletrônicos, o uso da expressão

gráfica de esquemas é muito importante para a simplificação da complexidade

de um circuito elétrico que utiliza numerosos componentes e dispositivos.

A representação do circuito elétrico em seus diversos tipos facilita as

localizações reais dos dispositivos do projeto e das partes dos componentes.

Desenho de diagrama eletrônico

No desenvolvimento de um projeto eletrônico a documentação deve conter desenhos de diagramas eletrônicos em forma de esquemas de bloco, simples com descrição do funcionamento básico da etapa do projeto e uma descrição funcional detalhada dos componentes com o desenho de esquema eletrônico completo.

O desenho de esquema completo deverá servir para a montagem ou execução do projeto. O diagrama eletrônico pode ser simples e ou completo, e tem a finalidade de interpretação do funcionamento do circuito de forma simples como bloco ou de forma funcional como de componente.

O diagrama eletrônico pode ser apresentado basicamente das seguintes

formas de desenhos esquemas:

o

Esquema de blocos;

o

Esquema simplificado;

o

Esquema completo;

o

Esquema de vista de localização;

o

Esquema de fiação;

o

Esquema de chapeado.

Desenho Básico

Desenho de esquema de blocos

Prof. Alexandre Velloso

O esquema de blocos é uma representação do circuito desenhada por linhas simples em figuras geométricas, e nela estão contidas as informações funcionais básicas, interligadas por setas que indicam o curso do sinal através do sistema ou do circuito elétrico do dispositivo. A figura abaixo mostra um circuito eletrônico na forma de esquema de blocos.

um circuito eletrônico na forma de esquema de blocos. Desenho de esquema simplificado O esquema simplificado

Desenho de esquema simplificado

O esquema simplificado é um desenho de circuito elementar representado através de símbolos gráficos, que não mencionam valores de componentes, mas indicam as ligações básicas necessárias à compreensão de seu funcionamento. O esquema simplificado tem por finalidade facilitar a compreensão de funcionamento de circuito elétrico ou eletrônico. A figura abaixo mostra um circuito elétrico simplificado de um comando de sensor por Opto-switch.

simplificado de um comando de sensor por Opto-switch. Desenho de esquema completo O esquema completo é

Desenho de esquema completo

O esquema completo é um diagrama elétrico que possui todas as informações identificadas, quanto à numeração e valores. O esquema completo deve possuir as descrições do circuito elétrico devidamente inscrito na legenda, assim como, suas alterações e especificações para proporcionar todas as informações necessárias à compreensão do seu funcionamento. A figura a seguir mostra um exemplo de esquema elétrico completo.

Desenho Básico

Prof. Alexandre Velloso

Desenho Básico Prof. Alexandre Velloso Desenho de vista de localização O esquema de vista de localização

Desenho de vista de localização

O esquema de vista de localização é um desenho que identifica a disposição dos componentes ou das peças que constituem o aparelho, mostrando as suas localizações. Como o desenho requer muito tempo para ser elaborado, esse tipo de desenho pode ser feito com auxílio de uma foto. Sobre a foto são adicionadas as identificações, mostrando a disposição e a localização dos componentes. Na figura abaixo temos um desenho de esquema de vista de localização de uma placa de circuito impresso.

Na figura abaixo temos um desenho de esquema de vista de localização de uma placa de

Desenho Básico

Prof. Alexandre Velloso

Esquema de fiação

O esquema de fiação é o desenho que informa como e onde estão

localizados e identificados os componentes, nos quais as ligações são feitas através de fios condutores. É um diagrama esquemático que mostra o circuito como se vê e é chamado também de esquema funcional. Nesse tipo de desenho os componentes do circuito elétrico estão identificados conforme o

grupo ao qual pertencem com seus respectivos símbolos literais.

ao qual pertencem com seus respectivos símbolos literais. Esquema de chapeado O desenho de esquema de

Esquema de chapeado

O desenho de esquema de chapeado é conhecido como desenho de

circuito impresso. Os desenhos de circuitos impressos são representações de

ligações feitas entre a traçagem e seus componentes devidamente identificados. A figura a seguir mostra um desenho de esquema de chapeado ou circuito impresso de um circuito eletrônico.

A figura a seguir mostra um desenho de esquema de chapeado ou circuito impresso de um

Desenho Básico

X

Leiautes

Desenho de circuito impresso (PCI)

Prof. Alexandre Velloso

Antes de iniciar o desenho de circuito impresso apresentaremos conceitos básicos importantes na elaboração desse circuito. Pois, dependendo do leiaute do circuito impresso é necessário que o projetista tenha um profundo conhecimento da natureza elétrica do projeto.

Circuito impresso

O circuito impresso é constituído por uma placa de isolante, sobre a qual é

adicionado um laminado de cobre impresso que interliga os componentes do circuito elétrico. O nome circuito impresso é dado ao sistema devido a sua grande semelhança com uma impressão gráfica.

Trilhas de circuito impresso

As trilhas são constituídas por um conjunto de desenhos de filetes destinados a interconectar os componentes do circuito elétrico.

Ilhas de circuito impresso

Os desenhos de ilhas são formados por várias “bolinhas” na extremidade ou em pontos estratégicos das trilhas, contendo um furo. Esses furos servem para fixar os terminais dos componentes, à qual vai fixado através da soldagem após a fabricação da placa de circuito impresso.

Formato do desenho de ilhas (para PCI de única face)

Para desenhar as ilhas de um leiaute de PCI pode-se escolher o formato redondo ou retangular. Os desenhos de ilhas devem possuir uma área útil em torno do furo, capaz de proporcionar uma boa soldagem do terminal do componente. Embora não exista uma regra para dimensionar o tamanho da ilha é conveniente faze-la proporcionalmente maior que o desenho das trilhas. A escolha do tamanho da ilha deve ser feita de acordo com o componente e o diâmetro do furo.

O dimensionamento da ilha com uma área de soldagem muito pequena não

proporciona uma boa soldagem o que pode provocar o descolamento do laminado pelo aquecimento da solda durante a soldagem do componente. De modo geral, aconselha-se que o diâmetro da ilha seja o dobro da largura da pista.

Desenho Básico

Prof. Alexandre Velloso

Posicionamento das trilhas de circuito impresso

A configuração dos filetes depende de vários fatores específicos. O principal

é a própria natureza do projeto do circuito impresso, a que se destina, ou seja, para cada circuito existem diferentes detalhes que devem ser considerados

quando da elaboração do formato das trilhas condutoras. Dependendo da natureza do projeto, o posicionamento do desenho das trilhas no leiaute de PCI pode ser fator importante no funcionamento do circuito após a sua confecção. Desta forma, o projetista deve possuir conhecimento detalhado do circuito elétrico para desenhar a configuração das trilhas e escolher a melhor configuração a fim de obter uma boa qualidade de funcionamento do circuito após a execução do projeto.

O

posicionamento do desenho das trilhas pode causar dois efeitos que são:

o

Efeito da indutância entre as trilhas

o

Capacitância entre as trilhas

O efeito da indutância é causado pelo posicionamento do desenho das trilhas no desenho da placa de circuito impresso. Este efeito é bem mais importante que os efeitos causados pela capacitância produzida entre as trilhas, embora possa parecer contrário.

Desenho de Leiaute de circuito impresso

A distribuição dos componentes sobre a placa num desenho de leiaute de

circuito impresso nunca deve ser feita aleatoriamente. Ao contrário, deve obedecer a vários critérios, entre os quais são importantes a simplificação do traçado e a obediência aos parâmetros elétricos do circuito eletrônico a que se destina.

o

O primeiro critério, mais simples e lógico, é a distribuição dos componentes nos leiautes da placa de circuito impresso que deve ser feita de forma a manter a mesma disposição dos componentes do diagrama elétrico. Deve formar um desenho homogêneo, ou seja, com os componentes distribuídos de forma a evitar aglomerações ou espaços vazios. O desenho de leiaute deve ser elaborado com o mínimo possível de trilhas longas ou dando voltas, obtendo desta forma, caminhos de ligações mais curtos entre os componentes.

o

Segundo critério é que o projetista de circuito impresso deve possuir razoável conhecimento de eletrônica, para que possa identificar a natureza do circuito, se é de alta ou baixa freqüência, se possui correntes elevadas, se é digital ou analógico,etc.

Desenho Básico

Prof. Alexandre Velloso

o Terceiro critério a se levar em conta, são as distâncias entre os elementos (componentes) do circuito e a possível interação entre eles, tais como efeito térmico, capacitância entre elementos, efeito eletromagnético, irradiação de sinais de radiofreqüência (osciladores e geradores de clock), etc.

Se não forem levados em consideração estes critérios na elaboração do desenho da placa de circuito impresso (PCI ) pode haver perturbações imprevisíveis no funcionamento do circuito após a elaboração do leiaute da placa de circuito impresso.

Embora existam circuitos que funcionam perfeitamente mesmo se montados em placa de circuito impresso com os componentes distribuídos aleatoriamente num leiaute, ou seja, de forma que a montagem seja do tipo “qualquer jeito”, determinados circuitos, principalmente circuitos de alta freqüência, só podem ser testados e melhorados quando já montados em placa, refazendo-se novamente o desenho de leiaute da PCI após o teste.

Dimensionamento da largura do desenho das trilhas

A largura e a extensão do desenho das trilhas, assim como o diâmetro do desenho das ilhas de conexão não deve ser uma escolha aleatória. Sabe-se, por exemplo, que, quanto maior a largura das trilhas, maior será a confiabilidade do circuito impresso, embora nem sempre seja possível respeitar totalmente este detalhe, principalmente quando se deseja projetar circuitos impressos com alta densidade de componentes. Na verdade, a largura da trilha depende da ordem de grandeza das correntes envolvidas no circuito. O efeito causado pela circulação da corrente elétrica no condutor manifesta- se de duas formas, devido à resistência elétrica da trilha:

o

Criação de uma diferença de potencial (queda de tensão)

o

Dissipação de calor por efeito JOULE (dissipação de potência)

Esses efeitos devem ser considerados na elaboração do leiaute da PCI, pois podem ser prejudiciais ao funcionamento dos circuitos após a sua confecção e montagem.

Desenho Básico

Leiaute para circuito impresso

Prof. Alexandre Velloso

O desenho de leiaute para circuito impresso pode ser traçado pelo método

manual sobre a prancheta utilizando réguas, gabaritos, decalques e tinta nanquim sobre folhas especiais para de desenho. No entanto, com o advento da tecnologia da informática existem inúmeros Softwares de eletrônica que auxiliam no desenho de esquemas elétricos e

desenhos de leiautes da PCI. Esses programas são destinados a projetos de eletrônica e geram toda a documentação necessária para a fabricação da PCI.

O Software de eletrônica é uma ferramenta poderosa que gera além de

todos os leiautes da PCI, lista de material, arquivos para os furos de inserção de componentes em máquinas de comando numérico computadorizado (CNC), relatórios etc. permite também converter desenhos de esquema elétrico em desenhos de leiaute da PCI ou vice-versa de forma automática.

Para a fabricação da placa de circuito impresso pelo processo manual de desenhos de leiaute são necessários basicamente;

o

Desenho de leiaute de mapa de componentes

o

Desenho de leiaute do lado da solda

Através destes leiautes desenhados pelo método manual podem se gerar os demais documentos para a fabricação da PCI. Em caso de utilização de software de eletrônica, os desenhos de leiaute de mapa de componentes e de leiaute do lado da solda geram automaticamente todos os demais documentos necessários para a fabricação da PCI.

Leiaute de mapa de componentes

O mapa de componentes é conhecido como desenhos de simbologia. Este

desenho é o leiaute de componentes que será impresso na superfície da placa de circuito impresso e serve para a identificação dos componentes que vão ser inseridos na placa de circuito impresso durante a montagem do circuito. O desenho de mapa de componentes é formado de um conjunto de símbolos gráficos de componentes de tamanho real com seus respectivos contornos e polaridades.

Desenho Básico

Prof. Alexandre Velloso

A figura abaixo mostra um leiaute de componentes de uma PCI.

A figura abaixo mostra um leiaute de componentes de uma PCI. Leiaute do lado de solda

Leiaute do lado de solda

É o traçado condutor do lado da placa onde será efetuada a soldagem dos componentes, soquetes, terminais, etc. Esta face é a face oposta à do mapa de componentes. No caso de uma placa de dupla face, o lado da solda pode ser na face de componentes. Para elaborar o traçado do lado da solda devemos tomar certos cuidados quanto ao acabamento do traçado, do dimensionamento das trilhas e outros critérios. Nos desenhos feitos manualmente, tanto o leiaute de mapa de componentes ou leiaute do lado da solda devem ser desenhados na escala de 4:1 ou 2:1 para posteriormente serem reduzidos à escala 1:1 a fim de reduzir as imperfeições do traçado manual. Na elaboração de leiautes por meio de software de eletrônica a escala usada é de 1:1

Desenho Básico

Prof. Alexandre Velloso

Na figura abaixo temos um exemplo de um desenho de leiaute do lado da solda de uma PCI. Esta face é oposta a de leiaute de componentes.

de uma PCI. Esta face é oposta a de leiaute de componentes. Leiaute de quadro de

Leiaute de quadro de distribuição (QD)

Quadro de distribuição é um equipamento elétrico destinado a receber energia elétrica através de uma ou mais alimentações e distribuí-la a um ou mais circuitos, podendo também desempenhar funções de proteção, seccionamento, controle e ou medição. Um quadro de distribuição pode ser entendido como o “coração” de uma instalação elétrica, já que distribui energia elétrica por toda a edificação e acomoda os dispositivos de proteção dos diversos circuitos elétricos de acordo com a norma NBR IEC 60050 (826).

Desenho Básico

Prof. Alexandre Velloso

A figura abaixo mostra um exemplo de um desenho de leiaute de quadro de distribuição (QD).

de um desenho de leiaute de quadro de distribuição (QD). Leiaute de painel de comando O

Leiaute de painel de comando

O desenho de leiaute de painel de comando é uma representação que identifica a localização física dos elementos a se tornar facilmente compreensível junto com o diagrama de execução (ou disposição). Esse tipo de desenho de execução se origina da concepção de um projeto a partir de um diagrama de fácil compreensão. Na figura abaixo temos a representação de um circuito de potência e comando com a finalidade de representar um leiaute de comando elétrico em execução.

de um circuito de potência e comando com a finalidade de representar um leiaute de comando

Desenho Básico

Prof. Alexandre Velloso

Através da representação de um diagrama elétrico elabora-se um painel de comando conforme mostrado na figura que segue.

um painel de comando conforme mostrado na figura que segue. Rever referências bibliográficas, pois algumas delas

Rever referências bibliográficas, pois algumas delas faltam informações e estão foradas normas da ABNT.

Desenho Básico

Prof. Alexandre Velloso

XI

Simbologia de Instalações Elétricas

Os símbolos gráficos usados nos diagramas unifilar são definidos pela norma NBR5444, para serem usados em planta baixa (arquitetônica) do imóvel. Neste tipo de planta é indicada a localização exata dos circuitos de luz, de força, de telefone e seus respectivos aparelhos.

As

tabelas

a

seguir

mostram

a

simbologia

do

sistema

instalações elétricas prediais (NBR5444).

unifilar

para

As tabelas a seguir mostram a simbologia do sistema instalações elétricas prediais (NBR5444). unifilar para 43

Desenho Básico

Prof. Alexandre Velloso

Desenho Básico Prof. Alexandre Velloso 44
Desenho Básico Prof. Alexandre Velloso 44

Desenho Básico

Prof. Alexandre Velloso

Desenho Básico Prof. Alexandre Velloso 45
Desenho Básico Prof. Alexandre Velloso 45
Desenho Básico Prof. Alexandre Velloso 45

Desenho Básico

Prof. Alexandre Velloso

Desenho Básico Prof. Alexandre Velloso 46

Desenho Básico

Prof. Alexandre Velloso

Desenho Básico Prof. Alexandre Velloso 47

Desenho Básico

Prof. Alexandre Velloso

Desenho Básico Prof. Alexandre Velloso 48
Desenho Básico Prof. Alexandre Velloso 48

Desenho Básico

Prof. Alexandre Velloso

XII

Simbologia Eletrônica

O uso de símbolos gráficos em desenhos de esquemas elétricos serve para representar os componentes, os equipamentos, as relações entre estes e os efeitos físicos que integram o funcionamento completo ou parcial dos mesmos. Os símbolos gráficos de circuitos elétricos são usados geralmente em projetos de instalações prediais, industriais e em qualquer aplicação elétrica que precise de uma esquematização através de gráficos. As tabelas a seguir mostram exemplos de símbolos utilizados em desenhos técnicos relacionado a diagramas de circuitos eletroeletrônicos ou na esquematização de projetos de circuitos eletrônicos. Os símbolos gráficos são estabelecidos pelas normas (NBRs) da ABNT.

de projetos de circuitos eletrônicos. Os símbolos gráficos são estabelecidos pelas normas (NBRs) da ABNT. 49
de projetos de circuitos eletrônicos. Os símbolos gráficos são estabelecidos pelas normas (NBRs) da ABNT. 49

Desenho Básico

Prof. Alexandre Velloso

Desenho Básico Prof. Alexandre Velloso 50
Desenho Básico Prof. Alexandre Velloso 50

Desenho Básico

Prof. Alexandre Velloso

Desenho Básico Prof. Alexandre Velloso 51
Desenho Básico Prof. Alexandre Velloso 51

Desenho Básico

Prof. AlexandreVelloso

Desenho Básico Prof. AlexandreVelloso 52
Desenho Básico Prof. AlexandreVelloso 52

Desenho Básico

Prof. AlexandreVelloso

Desenho Básico Prof. AlexandreVelloso 53
Desenho Básico Prof. AlexandreVelloso 53

Desenho Básico

Prof. AlexandreVelloso

Desenho Básico Prof. AlexandreVelloso 54

Desenho Básico

Prof. AlexandreVelloso

Desenho Básico Prof. AlexandreVelloso 55

Desenho Básico

Prof. Alexandre Velloso

Desenho Básico Prof. Alexandre Velloso 56

Desenho Básico

Prof. AlexandreVelloso

Desenho Básico Prof. AlexandreVelloso 57

Desenho Básico

XII.a - Outros Símbolos

AntenaDesenho Básico XII.a - Outros Símbolos Galvanômetro Gerador (ca) Terra Terra de Proteção Terra sem Ruído

GalvanômetroDesenho Básico XII.a - Outros Símbolos Antena Gerador (ca) Terra Terra de Proteção Terra sem Ruído

Gerador (ca)Desenho Básico XII.a - Outros Símbolos Antena Galvanômetro Terra Terra de Proteção Terra sem Ruído Massa

TerraXII.a - Outros Símbolos Antena Galvanômetro Gerador (ca) Terra de Proteção Terra sem Ruído Massa Para-raios

Terra de Proteção- Outros Símbolos Antena Galvanômetro Gerador (ca) Terra Terra sem Ruído Massa Para-raios Voltímetro Microfone Fios

Terra sem RuídoAntena Galvanômetro Gerador (ca) Terra Terra de Proteção Massa Para-raios Voltímetro Microfone Fios (ligados) Fios

MassaGerador (ca) Terra Terra de Proteção Terra sem Ruído Para-raios Voltímetro Microfone Fios (ligados) Fios (não

Para-raios(ca) Terra Terra de Proteção Terra sem Ruído Massa Voltímetro Microfone Fios (ligados) Fios (não ligados)

VoltímetroTerra Terra de Proteção Terra sem Ruído Massa Para-raios Microfone Fios (ligados) Fios (não ligados) Prof.

Microfonede Proteção Terra sem Ruído Massa Para-raios Voltímetro Fios (ligados) Fios (não ligados) Prof. AlexandreVelloso

Fios (ligados)Terra sem Ruído Massa Para-raios Voltímetro Microfone Fios (não ligados) Prof. AlexandreVelloso Amperímetro

Fios (não ligados)Ruído Massa Para-raios Voltímetro Microfone Fios (ligados) Prof. AlexandreVelloso Amperímetro Chave

Prof. AlexandreVelloso

Fios (ligados) Fios (não ligados) Prof. AlexandreVelloso Amperímetro Chave Wattímetro Disjuntor
Fios (ligados) Fios (não ligados) Prof. AlexandreVelloso Amperímetro Chave Wattímetro Disjuntor
Fios (ligados) Fios (não ligados) Prof. AlexandreVelloso Amperímetro Chave Wattímetro Disjuntor
Fios (ligados) Fios (não ligados) Prof. AlexandreVelloso Amperímetro Chave Wattímetro Disjuntor
Fios (ligados) Fios (não ligados) Prof. AlexandreVelloso Amperímetro Chave Wattímetro Disjuntor

Amperímetro

Chave

Wattímetro

Disjuntor

Cristal

Fone de OuvidoChave Wattímetro Disjuntor Cristal Alto-falante Lâmpada Incandescente Transformador Transf (N.

Alto-falanteChave Wattímetro Disjuntor Cristal Fone de Ouvido Lâmpada Incandescente Transformador Transf (N. ferro) 58

LâmpadaWattímetro Disjuntor Cristal Fone de Ouvido Alto-falante Incandescente Transformador Transf (N. ferro) 58

Incandescente

TransformadorChave Wattímetro Disjuntor Cristal Fone de Ouvido Alto-falante Lâmpada Incandescente Transf (N. ferro) 58

Transf (N. ferro)Chave Wattímetro Disjuntor Cristal Fone de Ouvido Alto-falante Lâmpada Incandescente Transformador 58

Desenho Básico

XIII

Exercícios

Prof. AlexandreVelloso

Desenhe a figura nas escalas 1:1, 1;2 e 2:1.

Desenho Básico XIII Exercícios Prof. AlexandreVelloso Desenhe a figura nas escalas 1:1, 1;2 e 2:1.

Desenho Básico

Prof. AlexandreVelloso

Reproduza o esquema abaixo de um repelente eletrônico para moscas e mosquitos.

Desenho Básico Prof. AlexandreVelloso Reproduza o esquema abaixo de um repelente eletrônico para moscas e mosquitos.

Desenho Básico

Prof. AlexandreVelloso

Reproduza o desenho abaixo do esquema de um seqüencial de luzes rítmicas.

Desenho Básico Prof. AlexandreVelloso Reproduza o desenho abaixo do esquema de um seqüencial de luzes rítmicas.

Desenho Básico

Prof. AlexandreVelloso

Reproduza o esquema abaixo de um amplificador.

Desenho Básico Prof. AlexandreVelloso Reproduza o esquema abaixo de um amplificador. 62

Desenho Básico

Prof. AlexandreVelloso

Reproduza o esquema abaixo de um controle remoto

Desenho Básico Prof. AlexandreVelloso Reproduza o esquema abaixo de um controle remoto 63

Desenho Básico

Prof. AlexandreVelloso

Reproduza o esquema abaixo de um detector de metais.

Desenho Básico Prof. AlexandreVelloso Reproduza o esquema abaixo de um detector de metais. 64

Desenho Básico

Prof. AlexandreVelloso

As ilustrações abaixo representam um amplificador 2 x 60W.

As ilustrações abaixo representam um amplificador 2 x 60W. Foto da placa e seus componentes Leiaute

Foto da placa e seus componentes

um amplificador 2 x 60W. Foto da placa e seus componentes Leiaute do mapa de componentes

Leiaute do mapa de componentes

Desenhe o leiaute do mapa de componentes conforme a ilustração acima.

Desenho Básico

Prof. AlexandreVelloso

Desenhe o esquema elétrico desse mesmo amplificador conforme a figura abaixo.

Desenho Básico Prof. AlexandreVelloso Desenhe o esquema elétrico desse mesmo amplificador conforme a figura abaixo. 66

Desenho Básico

Prof. AlexandreVelloso

As ilustrações abaixo mostram o desenho das trilhas do circuito impresso e o leiaute das soldas da placa do amplificador. Desenhe as mesmas de acordo com as ilustrações abaixo.

impresso e o leiaute das soldas da placa do amplificador. Desenhe as mesmas de acordo com
impresso e o leiaute das soldas da placa do amplificador. Desenhe as mesmas de acordo com