A HIDROGRAFIA LOCAL E AS PRÁTICAS ESCOLARES DOS PROFESSORES DE GEOGRAFIADE IBITINGA-SP Valquíria Aguiar Menegue Mestranda do Programa de Pós Graduação

em Educação, da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Ribeirão Preto, da Uni ersidade de !ão Paulo" almenegue#$us%"br

An!rea C"el#" La$%&ria Professora &outora da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto, da Uni ersidade de !ão Paulo" lastoria$ffclr%"us%"br

RES'MO
' %resente trabal(o di# res%eito a uma in estigação de mestrado )ue est* sendo desen ol ida +unto ao Programa de Pós,Graduação em Educação, na Uni ersidade de !ão Paulo" - %es)uisa .- (idrografia local e as %r*ticas escolares dos %rofessores de Geografia de /bitinga,!P0, tem como %rinci%al ob+eti o in estigar como os %rofessores de Geografia, das escolas da rede %1blica estadual de /bitinga,!P, têm trabal(ado a )uestão da (idrografia em suas %r*ticas %edagógicas" Para isso, escol(emos trabal(ar com %rofessores dos 23 e 43 anos do Ensino Fundamental, %ois nesses anos, geralmente, temas sobre 5idrografia e suas noç6es 7 conceitos correlatos são desen ol idos" 8uscamos descre er criticamente como se dão as %r*ticas escolares dos %rofessores selecionados em relação 9 (idrografia local, refletir sobre a im%ort:ncia de se desen ol er %r*ticas )ue tratem da localidade na )ual os alunos estão inseridos e analisar as %r*ticas dos %rofessores, tendo em ista o desen ol imento de uma consciência socioambiental e cidadã dos alunos" - metodologia escol(ida %ossui abordagem )ualitati a, %ois a mesma %ossibilita a a aliação dos %rocessos e das caracter;sticas intr;nsecas do ensino na %ers%ecti a )ue nossa %es)uisa demanda, ou se+a, como de fato se a%resentam as %r*ticas dos %rofessores diante da in estigação sobre e entuais dificuldades no ensino dos temas relati os 9 (idrografia da localidade de /bitinga,!P" - o%ção %ela escola %1blica de e,se ao fato das %es)uisadoras trabal(arem com o ensino %1blico estadual %aulista e de assumirem um com%romisso com os alunos dessa realidade" - rede %1blica < a )ue atende a maior %arcela da %o%ulação de estudantes em nosso %a;s e in estigar tal rede significa contribuir %ara a mel(oria do ensino %1blico brasileiro" Pala ras,c(a e= (idrografia> localidade> %r*ticas escolares"

INTROD'()O

- %es)uisa .- (idrografia local e as %r*ticas escolares dos %rofessores de Geografia de /bitinga,!P0 est* sendo desen ol ida, como uma dissertação de Mestrado, no Programa de Pós,graduação em Educação, da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Ribeirão Preto, da Uni ersidade de !ão Paulo" ' tema da in estigação surgiu diante das obser aç6es e constataç6es reali#adas na nossa %ró%ria %r*tica %edagógica, como %rofessoras de Geografia, ou se+a, diante do e?erc;cio %rofissional com alunos do Ensino Fundamental de uma cidade do interior %aulista" Percebemos )ue a comunidade local do munic;%io de /bitinga,!P re ela a um alto grau de descon(ecimento sobre os %ró%rios rios e córregos )ue atra essam o referido munic;%io" - usina (idrel<trica )ue e?iste no munic;%io, constru;da ao longo do rio @ietê, tamb<m < %ouco con(ecida" Constatamos )ue tal usina recebe mais isitantes de outros munic;%ios do )ue da %ró%ria cidade" - rica rede (idrogr*fica do munic;%io, abrangendo cerca de A2B nascentes e duas grandes *reas de *r#ea, são atributos )ue des%ertaram o %oder %1blico %ara a %ossibilidade de criação de uma *rea de %roteção ambiental, (o+e c(amada de .Pantanal Paulista0" Por essa di ersidade de caracter;sticas ambientais o munic;%io todo foi transformado em uma Crea de Proteção -mbiental,-P-" &iante desse conte?to, acreditamos ser im%ortante a reali#ação de uma in estigação cient;fica concreta %ara diagnosticar como a (idrografia dessa referida localidade < trabal(ada nas %r*ticas escolares de %rofessores de Geografia" @al in estigação, %ossibilitar* des elar con(ecimentos escolares dos referidos %rofessores, bem como, suas reais dificuldades e %ossibilidades diante do desen ol imento de %r*ticas %edagógicas )ue en ol em o lugar onde i em seus alunos do Ensino Fundamental"

A INVESTIGA()O

Dossa %es)uisa in estiga como os %rofessores de Geografia das escolas %1blicas estaduais de /bitinga,!P trabal(am a )uestão da 5idrografia em suas %r*ticas %edagógicas, buscando refletir, %rinci%almente, sobre a im%ort:ncia do desen ol imento das mesmas em relação aos rios e córregos e?istentes na %ró%ria localidade" Para isso, escol(emos focali#ar nas %r*ticas dos %rofessores dos 23 e 43 anos do Ensino Fundamental, %ois nesses anos o curr;culo oficial da rede estadual %aulista en ol e o tema 5idrografia e as noç6es e conceitos correlatos"

!abemos )ue focali#ar um tema geogr*fico do curr;culo oficial e estabelecer os %aralelos com a localidade e o cotidiano em )ue os alunos estão inseridos < um desafio ao %rofessor, se+a %ela dificuldade de encontrar informaç6es consistentes sobre a localidade ou %elas limitaç6es im%ostas, muitas e#es, %elo %ró%rio cronograma oficial da !ecretaria Estadual de Educação, falta de con(ecimento sobre a localidade, dentre outras" -ssim sendo, consideramos )ue trabal(ar com o tema (idrografia local <, %ara o %rofessor, de%arar,se com uma s<rie de desafios" Desta %es)uisa, as %r*ticas %edagógicas estão sendo analisadas tamb<m, tendo em ista o desen ol imento de uma consciência socioambiental e cidadã dos alunos" @al as%ecto < +ustificado %elo fato do tema 5idrografia constituir,se como um dos conte1dos curriculares b*sicos do cam%o disci%linar da Geografia" @al tema < tradicionalmente denominado no curr;culo %rescrito %or 5idrografia Geral" Do entanto, o curr;culo oficial da rede estadual %aulista Eo mesmo < destacado nos Par:metros Curriculares Dacionais de Geografia,PCDsF sugere %ara os %rofessores )ue se+am estabelecidos

relaç6es7com%araç6es7obser aç6es com a (idrografia local dos di ersos munic;%ios brasileiros" Deste sentido, o ensino desse conte1do %ossibilita ao %rofessor um trabal(o %autado em di ersos outros conte1dos interligados, como o rele o, a egetação, o clima, a utili#ação das *guas no dia a dia da %o%ulação Ese+a no uso dom<stico, industrial, agr;cola, como ia de trans%orte, como fonte de energia ou no la#erF" Portanto,

conseguir estabelecer a relação entre *rios desses as%ectos significa %ossibilitar um trabal(o %edagógico instigante tanto %ara o aluno )uanto %ara o %ró%rio %rofessor de Geografia" &es elar .se0 e .como0 o %rofessor reali#a tal %r*tica %edagógica < ob+eto da %resente in estigação" - Geografia Escolar na atualidade tem trabal(ado um conceito de lugar )ue tra# referências mais sub+eti as, a%ro?imando,se mais das e?%eriências i idas no

cotidiano dos alunos, mas sem dei?ar de relacion*,lo a um conte?to de maior di ersidade" Ca alcanti EGBBH=IJF reali#a uma im%ortante refle?ão sobre esta )uestão=

.Para )ue os alunos entendam os es%aços de sua ida cotidiana, )ue se tornaram e?tremamente com%le?os, < necess*rio )ue a%rendam a ol(ar, ao mesmo tem%o, %ara um conte?to mais am%lo e global, do )ual fa# %arte, e %ara os elementos )ue caracteri#am e distinguem seu conte?to local" Entendo )ue, %ara atingir os ob+eti os dessa educação, de e,se le ar em consideração %ortanto, o local, o lugar do aluno, mas isando %ro%iciar a construção %or esse aluno de um )uadro de referências mais gerais )ue l(e %ermita fa#er an*lises mais cr;ticas desse lugar"0

!alientamos )ue a %es)uisa em Geografia Escolar no 8rasil tem a ançado muito nos 1ltimos anos, %or<m, sua (istória < recente" ' n1mero de %es)uisadores brasileiros dedicados a construção dessa *rea de in estigação %ode ser considerado %e)ueno se com%arado, %or e?em%lo, ao n1mero de %es)uisadores da *rea de ensino de 5istória, ou da *rea de ensino de Ciências, ou ainda, da Educação Matem*tica" -s %roblem*ticas )ue en ol em o ensino de Geografia são in1meras, com%le?as e muitas e#es locali#adas Ees%ec;ficas de dado territórioF" Reali#ar uma in estigação sobre um determinado conte1do ou tema, tradicionalmente eiculado %ela *rea da Geografia na escola b*sica Ecomo %or e?em%lo, a 5idrografiaF significa contribuir, mesmo )ue %ontualmente Esem intenção de se reali#ar generali#aç6esF, %ara a ressignificação da Geografia Escolar, buscando somar com as demais %es)uisas do ti%o diagnósticas )ue são reali#adas nos di ersos %rogramas de Pós,graduação em Educação e mesmo em Geografia" @ais %es)uisas contribuem com a configuração do ensino de Geografia nas di ersas esferas e n; eis escolares, o )ue %ossibilita a construção de no as %ol;ticas %1blicas %ara a Geografia Escolar 8rasileira"

O CAMINHO METODOL*GICO

- escol(a da abordagem metodológica %ara o desen ol imento de nossa %es)uisa %assa %or uma refle?ão mais a%rofundada sobre as di ersas )uest6es )ue en ol em a %es)uisa cient;fica" !egundo -#an(a EAKKG=AGF=

.Dão (* roteiros seguros %ara a iniciação do futuro %es)uisador cient;fico, mas < ineg* el )ue a con i ência institucionali#ada com in estigadores e?%erimentados %ode ser um camin(o interessante" Por<m, ao iniciante na in estigação em educação em face da escasse# de o%ortunidades institucionais, essa iniciação de%ender* em %arte da discussão de temas metodológicos ou e%istemológicos"0 Do entanto, mesmo (a endo toda a discussão metodológica e e%istemológica, as fal(as %odem ocorrer e -#an(a EAKKGF destaca )ue isso não anula o alor da %es)uisa %ara a ciência" Refletir atentamente sobre o camin(o metodológico a ser tril(ado na %es)uisa < muito im%ortante e ele nos alerta %ara a )uestão da grande %reocu%ação )ue e?iste (o+e na %es)uisa educacional em se atingir resultados %r*ticos, situação essa )ue acabou le ando a uma diminuição de significati os esforços teóricos e não trou?e

grandes contribuiç6es de ordem %r*tica %ara a educação" Para Ma##otti EGBAA=JIF, .""" se o %es)uisador %ermanece restrito 9 sua %ró%ria %r*tica, sem uma tentati a de teori#ação )ue %ermita estender suas refle?6es a outros conte?tos, %ouco ou nada contribui %ara a construção de con(ecimentos rele antes"0 Esses con(ecimentos %oderiam tra#er re%ercuss6es %ositi as 9s %es)uisas educacionais sobre %r*ticas de salas de aula" 'utra %reocu%ação da autora < com o .narcisismo in estigati o0, situação em )ue o con(ecimento sobre o %roblema %arece ter começado e terminado na)uela %es)uisa" &estaca ainda )ue o %es)uisador de e ficar atento 9 necessidade do di*logo da %es)uisa com estudos anteriores" Ma##otti EGBBJ=IGF e?%lica o )ue %ara ela significa dialogar com o te?to=

.Luando falo em di*logo, refiro,me 9 com%aração e 9 cr;tica )ue e?%licitam inicialmente a necessidade e %ertinência do estudo %ro%osto, e, ao seu final, a%ontam corroboraç6es e discord:ncias entre os resultados obtidos e os estudos anteriores"0 - %es)uisa assenta,se nos contornos da abordagem )ualitati a" ' %ró%rio foco de trabal(o +ustifica tal abordagem, ou se+a, a configuração de como se a%resentam as %r*ticas dos %rofessores e da com%reensão dos moti os a%resentados %or eles %ara o desen ol imento, ou não, das %r*ticas %edagógicas relati as 9 5idrografia da localidade" Essas )uest6es são elucidadas %or GodoM EAKKN=NHF, )uando ela a%onta )ue a %es)uisa )ualitati a %retende ."""com%reender os fenOmenos na %ers%ecti a dos su+eitos, ou se+a, dos %artici%antes da situação em estudo0" Para Martins EGBBI=GKGF, a %es)uisa )ualitati a tem como marca b*sica a .fle?ibilidade, %rinci%almente )uanto 9s t<cnicas de coleta de dados, incor%orando a)uelas mais ade)uadas 9 obser ação )ue est* sendo feita0" Com o ob+eti o de construir um cor%o teórico consistente %ara nossa %es)uisa, inicialmente, foi reali#ado um le antamento bibliogr*fico sobre as %rinci%ais obras %rodu#idas na *rea do ensino de Geografia Ereferentes ao ensino,a%rendi#agem do tema 5idrografia ou ainda, )ue ten(am afinidade com essa %es)uisa, %or e?em%lo, dissertaç6es e teses )ue FundamentalF" - %es)uisa est* sendo reali#ada com três %rofessores de Geografia do Ensino Fundamental da rede %1blica estadual %aulista )ue atuam no munic;%io de /bitinga,!P" @al localidade, como +* mencionamos anteriormente, foi considerada como Crea de Proteção -mbiental %ela di ersidade de caracter;sticas ambientais )ue %ossui, dentre as ersam sobre %r*ticas escolares em Geografia no Ensino

)uais se destacam a rede (idrogr*fica, com cerca de A2B nascentes e duas grandes *reas de *r#ea" Dosso %rimeiro contato com os %rofessores Esu+eitos %artici%antes da %es)uisaF ocorreu atra <s de um di*logo informal onde buscamos erificar a dis%onibilidade dos mesmos %ara %artici%arem da in estigação Ecomo olunt*riosF" Deste di*logo foi e?%licitado )ue suas identidades seriam mantidas em sigilo absoluto e )ue eles seriam con idados a acom%an(ar todas as fases da %es)uisa, %odendo, a )ual)uer momento, se retirar da mesma sem nen(um %re+u;#o %essoal ou %rofissional" 's materiais e documentos escolares le antados na in estigação foram %rodu#idos e utili#ados %elos %rofessores no desen ol imento de suas aç6es educati as tendo em ista o referido tema" @ais materiais e documentos foram dis%onibili#ados %elos %ró%rios %rofessores e %or suas unidades escolares" &este modo, analisamos os documentos e materiais escolares utili#ados %elos %rofessores, seus %lanos de aula, suas a aliaç6es, seus di*rios de classe e outros documentos relacionados ao %rocesso did*tico" -l<m da an*lise dos documentos, estamos obser ando todas as aulas dos %rofessores referentes ao conte1do de 5idrografia e, ainda, reali#ando entre istas com os mesmos no intuito de le antar7des elar as%ectos im%ortantes %ara configurar .como0 e .se0 as %r*ticas %edagógicas sobre a (idrografia local são desen ol idas" Da abordagem )ualitati a de %es)uisa, a obser ação e a entre ista são muito im%ortantes como m<todos de coleta de dados" Em muitos casos a obser ação < usada como %rinci%al m<todo de in estigação, uma e# )ue ela %ossibilita ao %es)uisador estar mais %ró?imo do fenOmeno %es)uisado, %odendo encontrar as%ectos no os )ue não foram antes considerados" LPdQe e -ndr< EAKH2=G2F destacam a im%ort:ncia da obser ação direta=

.- obser ação direta %ermite tamb<m )ue o obser ador c(egue mais %erto da .%ers%ecti a dos su+eitos0, um im%ortante al o nas abordagens )ualitati as" Da medida em )ue o obser ador acom%an(a in loco as e?%eriências di*rias dos su+eitos, %ode tentar a%render a sua isão de mundo, isto <, o significado )ue eles atribuem 9 realidade )ue os cerca e 9s suas %ró%rias aç6es"0 Um outro ti%o de t<cnica )ue estamos utili#ando < a an*lise documental" Ela se de e ao fato de acreditarmos )ue no os as%ectos %odem ser elucidados7des elados" LPdQe e -ndr< EAKH2=JHF refletem sobre a im%ort:ncia da an*lise documental= .'s documentos constituem tamb<m uma fonte %oderosa de onde %odem ser retiradas e idencias )ue fundamentem afirmaç6es e declaraç6es do %es)uisador"

Re%resentam ainda um fonte .natural0 de informação" Dão são a%enas uma fonte de informação conte?tuali#ada, mas surgem num determinado conte?to e fornecem informaç6es sobre esse mesmo conte?to"0 Entendemos ser a entre ista um momento im%ortante em uma %es)uisa, %ois a relação )ue se estabelece durante a sua e?ecução en ol e uma s<rie de )uest6es, sentimentos, %erce%ç6es, e?%ectati as, %reconceitos e inter%retaç6es E!#MmansQi, GBBIF )ue %recisamos estar atentos" Para !#MmansQi EGBBI=AGF, .a entre ista face a face < fundamentalmente uma situação de interação (umana, em )ue estão em +ogo as %erce%ç6es do outro e de si"0 Desse ti%o de entre ista, as %artes assumem %osiç6es diante do %rocesso, uma e# )ue .a intencionalidade do %es)uisador ai al<m da mera busca de informaç6es> ele %retende criar uma situação de confiabilidade %ara )ue o entre istado se abra0 e do outro lado .a concord:ncia do entre istado em colaborar na %es)uisa +* denota sua intencionalidade, o )ue caracteri#a o car*ter ati o de sua %artici%ação"0 -s entre istas re%resentam, %ortanto, um instrumento im%ortante %ara le antar dados em busca da com%reensão do esco%o do trabal(o" Por meio delas, %retendemos dar o# ao %rofessor %artici%ante" Dosso intuito < )ue ele nos conte 7 erbali#e 7

e?%resse sobre as suas %ró%rias %r*ticas escolares, ou se+a, e?%on(a sobre as facilidades e dificuldades encontradas %ara abordar a (idrografia local, suas e?%ectati as sobre o trabal(o, seus a anços e dificuldades, dentre outros" - fim de facilitar o %rocesso de coleta de dados, seguimos um roteiro de )uest6es durante a entre ista" Do entanto, sabemos )ue ele não de e ser seguido de modo r;gido e infle?; el, ser indo a%enas como um guia" Para elucidar o )ue estamos fa#endo, citamos uma caracter;stica da %es)uisa )ualitati a discutida %or Rago EGBBJ=GKNF=

."""%ermitir a construção da %roblem*tica de estudo durante o seu desen ol imento e nas suas diferentes eta%as" Em ra#ão disso, ela não tem uma estrutura r;gida, isto <, as )uest6es %re iamente definidas %odem sofrer alteraç6es conforme o direcionamento )ue se )uer dar a in estigação"0 - res%eito do n1mero de entre istados em uma in estigação, a autora Rago EGBBJ=JBIF fa# a seguinte consideração=

.' n1mero a considerar não < inde%endente dos %ro%ósitos do estudo, de sua %roblem*tica e seus fundamentos" Por isso mesmo, obser am 8eaud e Seber EAKKH, %"A44F, o n1mero < um falso %roblema %or )ue coloca num %lano

entre istas com status muito diferentes, com ob+eti os diferentes" -o adotarmos a entre ista em %rofundidade, a intenção não < %rodu#ir dados )uantitati os, e nesse sentido as entre istas não %recisam ser numerosas"0 - duração das entre istas não < esti%ulada 9 %riori, %ois de%ende de cada %rofessor entre istado" Da abordagem do ti%o )ualitati a essa +ustificati a < %rocedente, %ois não < %oss; el fa#er %re isão de tem%o necess*rio %ara %odermos a%rofundar a con ersação com o entre istado, tendo em ista o tema focado" Uma refle?ão im%ortante a ser feita, relaciona,se 9 )uestão da origem (istórica e social dos su+eitos de %es)uisa, destacando a rele :ncia dessas informaç6es %ara a an*lise dos dados )ue estão sendo coletados e analisados" Fonseca EAKKKF tamb<m aborda a necessidade da conte?tuali#ação (istórico e social dos su+eitos de %es)uisa, destacando )ue .sem esta Tconte?tuali#açãoU, o T)ualitati oU não acrescenta grande coisa 9 refle?ão acadêmica0" -s informaç6es obtidas na an*lise dos materiais e dos documentos dos %rofessores, das obser aç6es reali#adas em suas %r*ticas e durante as entre istas estão sendo com%iladas e analisadas, com base no referencial teórico +* determinado"

CONSIDERA(+ES FINAIS

-creditamos )ue a %es)uisa sobre as %r*ticas %edagógicas dos %rofessores de Geografia da rede estadual %1blica de /bitinga,!P, no )ue se refere 9 abordagem do tema 5idrografia, %ossa contribuir %ara a refle?ão sobre outras %r*ticas %edagógicas com temas relati os 9 localidade e ao cotidiano onde est* inserida uma dada comunidade escolar" &estacamos a alori#ação )ue a %resente in estigação atribui 9 sistemati#ação dos con(ecimentos escolares sobre o lugar onde i em alunos e %rofessores e, ainda, ao fato do munic;%io de /bitinga,!P ser uma Crea de Proteção -mbiental )ue merece ser estudada %or %rofessores e alunos do ensino fundamental" Entendemos, %ortanto, )ue tal alori#ação de a e?tra%olar os .muros0 escolares e a comunidade acadêmica, tornando,se latente em toda comunidade munici%al focali#ada" -o %retendermos formar cidadãos cr;ticos %ara atuarem na sociedade contem%or:nea, necessitamos a%rofundar a discussão referente 9 contribuição da Geografia e o estudo da localidade" -tra <s de )uestionamentos )ue surgem com a intenção de focar na escala local, %ossibilitamos a interação do aluno com o seu lugar de i ência" Esta %es)uisa de mestrado, ainda em desen ol imento, busca a ançar com

refle?6es sobre o estudo da localidade, mais es%ecificamente, com trabal(os sobre (idrografia local e %r*ticas %edagógicas em Geografia"

REFER,NCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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