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CURSO BÁSICO DE ESPIRITISMO

ELABORADO POR:

ASEB – Associação Sociocultural
Espírita de Braga

Rua do Espírito Santo, N.º 38
Nogueira
4700 – 183 BRAGA
PORTUGAL
Site: www.aseb.com.pt

ADEP – Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal
Rua do Espírito Santo, N.º 38
Nogueira
4700 – 183 BRAGA
PORTUGAL
Site: www.adeportugal.org

omente o Espiritismo, bem entendido e bem compreendido, pode remediar esse estado de coisas e
tornar-se, conforme disseram os Espíritos, a grande alavanca da transformação da Humanidade.”

“S

(Allan Kardec, Obras Póstumas, Projecto 1868)

poiada tão só nas leis da Natureza, não pode variar
mais do que estas leis; mas, se uma nova lei for descoberta, tem ela que se pôr de acordo com essa lei. Não lhe cabe fechar a porta a nenhum progresso, sob pena de se suicidar.”

“A

(Allan Kardec, Obras Póstumas, Constituição do Espiritismo)

“A

crescentemos que a tolerância, fruto da caridade,
que constitui a base da Doutrina Espírita, lhe impõe como um dever respeitar todas as crenças.”
(Allan Kardec, Obras Póstumas, Constituição do Espiritismo)

ÍNDICE
INTRODUÇÃO ............................................................................................................ 13
TEMAS DO CURSO .................................................................................................... 15
PROGRAMA GERAL ................................................................................................. 17
PROGRAMA ESPECÍFICO ....................................................................................... 19
1 – O QUE É O ESPIRITISMO .................................................................................. 23
1.1 Precursores do Espiritismo ................................................................................... 23
1.1.1 Emanuel Swedenborg .................................................................................... 23
1.1.2 Andrew Jackson Davis................................................................................... 24
1.1.3 Hydesville — As irmãs Fox (o ano de 1848) ................................................ 25
1.1.4 As mesas girantes........................................................................................... 27
1.2 Allan Kardec ........................................................................................................ 29
1.2.1 Um homem destinado a uma missão ............................................................. 29
1.2.2 Consolador ..................................................................................................... 32
1.2.3 O que é o Espiritismo..................................................................................... 33
Bibliografia ................................................................................................................. 34
Minigrupos (apoio bibliográfico) ................................................................................ 35
Minigrupos .................................................................................................................. 37
Teste ............................................................................................................................ 39
2 – DOUTRINA ESPÍRITA ........................................................................................ 43
2.1 Introdução ............................................................................................................ 43
2.1.1 Empirismo, dogmatismo, cepticismo e agnosticismo .................................... 43
2.2 Filosofia com bases científicas e consequências morais ...................................... 44
2.2.1 Ciência – método científico ........................................................................... 44
2.2.2 Filosofia – novos campos para o conhecimento ............................................ 46
2.2.3 Moral – aperfeiçoamento interior .................................................................. 48
Bibliografia ................................................................................................................. 50
Minigrupos (apoio bibliográfico) ................................................................................ 51
Minigrupos .................................................................................................................. 52
Teste ............................................................................................................................ 54
3 – O ESPIRITISMO E OUTRAS DOUTRINAS ESPIRITUALISTAS ................ 59
3.1 Princípios fundamentais da Doutrina Espírita.................................................... 59
3.2 O carácter da revelação espírita ........................................................................... 63
3.3 O Espiritismo e outras doutrinas espiritualistas ................................................... 65
3.3.1 Rosacruz......................................................................................................... 66
3.3.2 Teosofia ......................................................................................................... 66
3.3.3 Cabala ............................................................................................................ 67
3.3.4 Umbanda ........................................................................................................ 68
3.4 O Espiritismo e as religiões.................................................................................. 69
3.4.1 Fase da magia................................................................................................. 69
3.4.2 Fase religiosa ................................................................................................. 69
3.4.3 Espiritismo ..................................................................................................... 69
3.5 Espiritismo é uma religião? .................................................................................. 70
Bibliografia ................................................................................................................. 72
Minigrupos (apoio bibliográfico) ................................................................................ 73

Minigrupos .................................................................................................................. 74
Teste ............................................................................................................................ 75
4 – DEUS, ESPÍRITO E MATÉRIA .......................................................................... 77
4.1 Deus...................................................................................................................... 79
4.1.1 Provas da Sua existência ................................................................................ 79
4.1.2 Atributos da divindade ................................................................................... 84
4.2 Espírito e matéria ................................................................................................. 87
4.2.1 Princípio das coisas ......................................................................................... 89
4.2.2 Formação dos seres vivos .............................................................................. 90
4.2.2.1 Princípio vital .......................................................................................... 91
Bibliografia ................................................................................................................. 93
Minigrupos (apoio bibliográfico) ................................................................................ 94
Minigrupos .................................................................................................................. 96
Teste ............................................................................................................................ 98
5 – O MUNDO DOS ESPÍRITOS ............................................................................. 103
5.1 Introdução .......................................................................................................... 103
5.2 Origem e natureza dos espíritos ......................................................................... 103
5.3 Perispírito ........................................................................................................... 105
5.3.1. Histórico....................................................................................................... 106
5.3.2 Natureza e propriedades ............................................................................... 106
5.4 Diferentes ordens de espíritos ............................................................................ 108
5.4.1 Introdução .................................................................................................... 108
5.4.2 Terceira ordem – espíritos imperfeitos ........................................................ 109
5.4.3 Segunda ordem – bons espíritos .................................................................. 111
5.4.4 Primeira ordem – espíritos puros ................................................................. 112
5.5 Percepções, sensações e sofrimentos dos espíritos ............................................. 114
Bibliografia ............................................................................................................... 115
Minigrupos (apoio bibliográfico) .............................................................................. 116
Minigrupos ................................................................................................................ 117
Teste .......................................................................................................................... 119
6 – PLURALIDADE DAS EXISTÊNCIAS .............................................................. 123
6.1 Introdução – revisão histórica ............................................................................ 123
6.1.1 Reencarnação e metempsicose ..................................................................... 125
6.1.2 Reencarnação e ressurreição ........................................................................ 126
6.1.3 A reencarnação na bíblia e nos evangelhos ................................................. 127
6.1.4 Reencarnação e a evolução anímica ............................................................ 129
6.1.5 Reencarnação e a evolução do homem ........................................................ 131
6.1.6 Evidências da reencarnação ......................................................................... 132
6.2 Objectivo da encarnação .................................................................................... 134
6.2.1 Justiça da reencarnação ................................................................................ 137
6.3 Da volta do espírito, extinta a vida corporal, à vida
espiritual ............................................................................................................. 138
Bibliografia ............................................................................................................... 143
Minigrupos (apoio bibliográfico) .............................................................................. 144
Minigrupos ................................................................................................................ 146
Teste .......................................................................................................................... 148

7 – PLURALIDADE DOS MUNDOS HABITADOS .............................................. 153
7. 1 Introdução ......................................................................................................... 153
7.1.1 Estudo histórico ........................................................................................... 154
7.2 Perseguição religiosa à doutrina mundos habitados.......................................... 157
7.2.1 A encarnação de deus sobre a terra .............................................................. 158
7.2.2 A criação dos astros na génese bíblica......................................................... 159
7.2.3 A descendência adâmica .............................................................................. 160
7.2.4 A parada do sol e da lua ............................................................................... 161
7.2.5 A salvação da humanidade pelo sangue de jesus ......................................... 161
7.3 Há muitas moradas na casa de meu pai ............................................................... 162
7.4 Transmigrações progressivas .............................................................................. 163
7.5 Universo infinito – evidência existência de outros mundos habitados ............... 166
Bibliografia ............................................................................................................... 168
Minigrupos (apoio bibliográfico) .............................................................................. 169
Minigrupos ................................................................................................................ 171
Teste .......................................................................................................................... 173
8 – AS LEIS MORAIS (I) .......................................................................................... 177
8.1 Da lei divina ou natural – o bem e o mal ........................................................... 178
8.2 Da lei de adoração .............................................................................................. 180
8.2.1 Politeísmo .................................................................................................... 181
8.2.2 Sacrifícios .................................................................................................... 182
8.3 Da lei do trabalho ............................................................................................... 183
8.3.1 Limite do trabalho – repouso ....................................................................... 184
8.4 Da lei de reprodução .......................................................................................... 185
8.4.1 Obstáculos à reprodução .............................................................................. 186
8.4.2 Casamento e celibato ................................................................................... 186
8.4.3 Poligamia ..................................................................................................... 187
8.5 Da lei de conservação......................................................................................... 187
8.5.1 Gozo dos bens terrenos ................................................................................ 188
8.5.2 Necessário e supérfluo ................................................................................. 189
8.5.3 Privações voluntárias – mortificações ......................................................... 189
8.6 Da lei de destruição ............................................................................................ 190
8.6.1 Destruição necessária e destruição abusiva ................................................. 190
8.6.1.1 Flagelos destruidores ............................................................................. 192
8.6.1.2 Guerras .................................................................................................. 192
8.6.1.3 Assassínio .............................................................................................. 193
8.6.1.4 Crueldade ............................................................................................... 193
8.6.1.5 Pena de morte ........................................................................................ 194
Minigrupos (apoio bibliográfico) .............................................................................. 196
Minigrupos ................................................................................................................ 197
Teste .......................................................................................................................... 199
9 – AS LEIS MORAIS (II) ......................................................................................... 203
9.1 Da lei de sociedade............................................................................................. 203
9.1.1 Necessidade da vida social........................................................................... 203
9.1.2 Vida de isolamento: voto de silêncio ........................................................... 204
9.1.3 Laços de família ........................................................................................... 204
9.2 Da lei de progresso ............................................................................................. 205
9.2.1 Estado de natureza ....................................................................................... 205

9.2.2 Povos degenerados ....................................................................................... 206
9.2.3 Marcha do progresso .................................................................................... 207
9.2.4 Progresso da legislação humana .................................................................. 208
9.2.5 Civilização ................................................................................................... 209
9.2.6 Influência do Espiritismo no progresso ....................................................... 210
9.3 Da lei de igualdade ............................................................................................. 211
9.3.1 Igualdade natural.......................................................................................... 211
9.3.2 Igualdade de direitos do homem e da mulher .............................................. 211
9.3.3 Igualdade perante o túmulo.......................................................................... 212
9.3.4 Desigualdade das aptidões ........................................................................... 212
9.3.5 Desigualdades sociais .................................................................................. 213
9.3.6 Desigualdade das riquezas ........................................................................... 213
9.3.6.1 As provas da riqueza e da miséria ......................................................... 214
9.4 Da lei de liberdade ............................................................................................. 215
9.4.1 Liberdade natural ......................................................................................... 215
9.4.1.1 Escravidão ............................................................................................. 215
9.4.2 Liberdade de pensar ..................................................................................... 216
9.4.3 Liberdade de consciência ............................................................................. 216
9.4.3.1 Livre-arbítrio ......................................................................................... 217
9.4.3.2 Fatalidade .............................................................................................. 218
9.4.3.3 Conhecimento do futuro ........................................................................ 219
9.4.3.4 Resumo teórico do móbil das acções humanas ..................................... 220
9.5 Da lei de justiça, de amor e de caridade ...................................................... 221
9.5.1 Justiça e direitos naturais ............................................................................. 221
9.5.1.1 Direito de propriedade – roubo.............................................................. 222
9.5.2 Caridade – amor ao próximo......................................................................... 223
9.6 Da perfeição moral – as virtudes e os vícios ...................................................... 224
9.6.1 Virtudes ........................................................................................................ 225
9.6.1.1 Caracteres do homem de bem................................................................ 225
9.6.1.2 Auto-conhecimento ............................................................................... 226
9.6.2 Vícios ........................................................................................................... 226
9.6.2.1 Paixões ................................................................................................... 226
9.6.2.2 Egoísmo ................................................................................................. 227
Bibliografia ............................................................................................................... 228
Minigrupos (apoio bibliográfico) .............................................................................. 229
Minigrupos ................................................................................................................ 230
Teste .......................................................................................................................... 232
10 – ESPERANÇAS E CONSOLAÇÕES. ............................................................... 237
10.1 Penas e gozos terrenos ..................................................................................... 237
10.1.1 Felicidade e infelicidade relativas .............................................................. 237
10.1.2 Perda de entes queridos.............................................................................. 240
10.1.3 Decepções, ingratidão, afeições destruídas................................................ 240
10.1.4 Uniões antipáticas ...................................................................................... 241
10.1.5 Temor da morte .......................................................................................... 242
10.1.6 Desgosto da vida – suicídio ....................................................................... 243
10.2 Penas e gozos futuros ....................................................................................... 246
10.2.1 O nada – a vida futura ................................................................................ 246
10.2.2 Intuição das penas e gozos futuros............................................................. 247
10.2.3 Intervenção de deus nas penas e recompensas ........................................... 247

10.2.4 Natureza das penas e gozos futuros ........................................................... 248
10.2.5 Penas temporais ......................................................................................... 250
10.2.6 Expiação e arrependimento ........................................................................ 251
10.2.7 Duração das penas futuras ......................................................................... 252
10.2.8 Paraíso, inferno e purgatório ...................................................................... 254
Bibliografia ............................................................................................................... 256
Minigrupos (apoio bibliográfico) .............................................................................. 257
Minigrupos ................................................................................................................ 258
Teste .......................................................................................................................... 260
BIBLIOGRAFIA GERAL ......................................................................................... 262
GLOSSÁRIO .............................................................................................................. 264

Curso Básico de Espiritismo

Introdução

INTRODUÇÃO

E

m “Obras Póstumas” – Projecto 1868, editado em 1890, por Leymarie, seu biógrafo – Allan Kardec, o Codificador, preconiza “…um curso regular de Espiritismo
com o fim de desenvolver os princípios da Ciência e difundir o gosto pelos estudos sérios. Esse curso teria a vantagem de fundar a unidade de princípios, de fazer adeptos
esclarecidos, capazes de espalhar as ideias espíritas...”
Hoje, mais do que nunca, em que as pessoas buscam avidamente a compreensão dos
princípios espirituais, para que lhes dêem a sustentação interior que as concepções filosóficas e religiosas tradicionais não oferecem, torna-se necessário que o conhecimento
do Espiritismo seja o mais consentâneo possível com a sua realidade intrínseca, e não
deformado por interpretações particulares.
Face a essas orientações, a Associação Sociocultural Espírita de Braga visa oferecer
com este Curso Básico de Espiritismo, aos interessados por esta doutrina, um conhecimento fundamental dos seus princípios e uma visão global dos conteúdos que nele são
tratados.
A ADEP (Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal) colaborou e contribuiu, decisivamente, na elaboração deste curso, no que respeita aos seus conteúdos e,
ainda, na sua programação e implementação.
Foram estabelecidos dez capítulos, divididos em subtítulos e desenvolvidos em quarenta e duas reuniões de estudo, tendo por critério os grandes assuntos que trata a Doutrina
Espírita, conforme se pode observar no programa.
Cada assunto é tratado didacticamente, através de exposições doutrinárias, apresentando, no final de cada item, um resumo (a reter). No final de cada capítulo, tem estudo em
minigrupos (dois tipos diferentes), teste de avaliação e indicação bibliográfica.
Em resumo, este Curso Básico de Espiritismo constitui-se num pré requisito aos interessados em adentrar fases mais avançadas do conhecimento espírita e tratar os seus
diferentes aspectos mais especificamente, como é, por exemplo, o caso da mediunidade
através do Curso de Educação da Mediunidade (CEM). (1)

(1)

O Curso de Educação da Mediunidade (CEM) é um programa de estudo sobre a mediunidade, desenvolvido pela Associação Sociocultural Espírita de Braga desde 1988.

- 13 -

Curso Básico de Espiritismo

Temas do Curso

TEMAS DO CURSO
01 – O que é o Espiritismo.
02 – Doutrina Espírita.
03 – O Espiritismo e outras doutrinas espiritualistas.
04 – Deus, espírito e matéria.
05 – O mundo dos espíritos.
06 – Pluralidade das existências.
07 – Pluralidade dos mundos habitados.
08 – As leis morais (I).
09 – As leis morais (II).
10 – Esperanças e consolações.
- 15 -

Curso Básico de Espiritismo

Programa Geral

PROGRAMA GERAL
1ª PARTE
INTRODUÇÃO / APRESENTAÇÃO

2ª PARTE
TEMAS POR CAPÍTULO
01
02
03
04

O que é o Espiritismo
Doutrina Espírita
O Espiritismo e outras doutrinas espiritualistas
Deus

1º INQUÉRITO
Interregno do Natal
05 O mundo dos espíritos
06 Pluralidade das existências
07 Pluralidade dos mundos habitados
Interregno da Páscoa
08 As leis morais (I)
09 As leis morais (II)
10 Esperanças e consolações
ÚLTIMO INQUÉRITO

3ª PARTE
BALANÇO E CONCLUSÕES FINAIS
- 17 -

Curso Básico de Espiritismo

Programa Específico

PROGRAMA ESPECÍFICO
DATA

N.º AULA
1.ª
2.ª
3.ª
4.ª
5.ª
6.ª
7.ª
8.ª
9.ª
10.ª
11.ª
12.ª
13.ª
14.ª
15.ª
16.ª
17.ª
18.ª
19.ª
20.ª
21.ª
22.ª
23.ª
24.ª
25.ª
26.ª
27.ª
28.ª
29.ª
30.ª
31.ª
32.ª
33.ª
34.ª
35.ª
36.ª
37.ª
38.ª
39.ª
40.ª
41.ª
42.ª

MATÉRIA
Apresentação
O que é o Espiritismo
O que é o Espiritismo
Minigrupos
Teste
Doutrina Espírita
Doutrina Espírita
Minigrupos
Teste
O Espiritismo e outras doutrinas espiritualistas
O Espiritismo e outras doutrinas espiritualistas
Minigrupos
Teste
Deus, espírito e matéria
Deus, espírito e matéria
Minigrupos
Teste
Mundo dos espíritos
Mundo dos espíritos
Minigrupos
Teste
Pluralidade das existências
Pluralidade das existências
Minigrupos
Teste
Pluralidade dos mundos habitados
Pluralidade dos mundos habitados
Minigrupos
Teste
As leis morais (I)
As leis morais (I)
Minigrupos
Teste
As leis morais (II)
As leis morais (II)
Minigrupos
Teste
Esperanças e consolações
Esperanças e consolações
Minigrupos
Teste
Balanço e conclusões

- 19 -

CAPÍTULO 1
SUMÁRIO
1 – O QUE É O ESPIRITISMO
1.2 PRECURSORES DO ESPIRITISMO
1.2.1 Emanuel Swedenborg
1.2.2 Andrew Jackson Davis
1.2.3 Hydesville – As irmãs Fox (ano de 1848)
1.2.4 As mesas girantes
1.3 ALLAN KARDEC
1.3.1 Um homem destinado a uma missão
1.3.2 Consolador
1.3.3 O que é o Espiritismo

Curso Básico de Espiritismo

O Que é o Espiritismo

1 – O QUE É O ESPIRITISMO
1.1 PRECURSORES DO ESPIRITISMO
1.1.1 EMANUEL SWEDENBORG
Muito culto, este grande vidente
sueco era engenheiro de minas, uma autoridade em Metalurgia, Zoologia, Anatomia,
Física e Astronomia. Grande precursor do
Espiritismo. Viveu em Londres. Em 1745
manifesta-se médium.
O caso de Gothenburg é famoso,
onde o vidente observou e descreveu um
incêndio em Estocolmo, a 300 milhas (uma
milha tem cerca de 1852 metros) de distância, com perfeita exactidão, estando ele
num jantar com dezasseis convidados, que
serviram de testemunhas. Este caso foi investigado, inclusive, pelo filósofo Kant,
que era seu contemporâneo e amigo
Ele verificou, através da vidência,
que o mundo espiritual, para onde vamos
após a morte, se compõe de várias esferas,
representando graus de luminosidade e feli- 1 - Emanuel Swedenborg
cidade. Cada um de nós irá para aquela que
se adapte à nossa condição espiritual. Somos julgados, automaticamente, por uma lei
espiritual de similitudes. O resultado é determinado pelo resultado global da nossa vida,
de modo que a absolvição ou o arrependimento no leito da morte têm pouco proveito.
Verificou, nessas esferas espirituais, que o cenário e as condições deste mundo eram
reproduzidos fielmente, do mesmo modo que a estrutura da sociedade.
Viu casas onde viviam famílias, templos onde praticavam o culto, auditórios onde se reuniam para fins sociais, palácios onde deviam morar os chefes.
A morte era suave, dada a presença de seres celestiais, que ajudavam os recémchegados na sua nova existência.
Eles passavam, imediatamente, por um período de absoluto repouso. Reconquistavam a consciência em poucos dias. Havia anjos e demónios, mas eram seres humanos
que tinham vivido na Terra e que, ou eram almas retardatárias (demónios), ou altamente
desenvolvidas (anjos). Levavam consigo os seus hábitos mentais adquiridos, as suas
preocupações, os seus preconceitos. Todas as crianças eram recebidas igualmente, fossem ou não baptizadas. Não havia penas eternas. Os que se achavam nos infernos podiam trabalhar para sair de lá, desde que quisessem. Os que se achavam no céu não tinham lugar permanente: trabalhavam por uma posição mais elevada. Havia o casamento, sob a forma de união espiritual. Ele fala da arquitectura, do artesanato, das flores,
dos frutos, dos bordados, da arte, da música, da literatura, da ciência, das escolas, dos
museus, das academias, das bibliotecas e dos desportos. Os que saíam deste mundo ve- 23 -

Curso Básico de Espiritismo

O Que é o Espiritismo

lhos e decrépitos, doentes ou deformados, recuperavam a mocidade e, gradativamente, o
completo vigor. Os casais continuavam juntos, se os seus sentimentos recíprocos os
atraíam. Caso contrário, era desfeita a união.
Isto por volta de 1760, quase cem anos antes de aparecer o Espiritismo, com Allan Kardec.
Infelizmente acabou por perder-se nas suas próprias visões, fascinado pela realidade invisível, devido à ostensividade da sua mediunidade e falta de estudo, acabando
por criar uma seita eivada de absurdos.

A RETER
1 – Médium com imensas capacidades, tornou-se famoso por ser muito conhecido no
elevado meio social a que pertencia.
2 – Descreveu o destino dos homens após a morte.
3 – Aproximadamente um século antes do lançamento da 1.ª edição de “O Livro dos
Espíritos”, visualizou e descreveu cenas do mundo espiritual muito semelhantes.

1.1.2 ANDREW JACKSON DAVIS
Filho de pais humildes, nasceu
nos EUA, em 1826, num distrito rural
do estado de Nova Iorque. Não detinha grande actividade intelectual.
Corpo mirrado. Nenhum traço que
denunciasse a sua excepcional mediunidade futura. Nos últimos anos da
infância desabrocharam os seus poderes psíquicos. Ouvia vozes no campo.
Vozes gentis, que lhe davam bons
conselhos e conforto. Tornou-se vidente. Fazia diagnósticos médicos
com a sua vidência. Olhando o corpo
humano, era como se ele se tornasse
transparente. Cada órgão aparecia
claramente e com uma radiação especial e peculiar, que se obscurecia em
2 - Andrew Jackson Davis
caso de doença. Via os espíritos e falou com Swedenborg, já desencarnado. Tinha pouca cultura, mas em transe, proferia
discursos sobre os mais variados temas, dos quais pouco ou nada sabia. Posteriormente,
de nada se lembrava.
Escreveu cerca de trinta livros, editados com o título de “Filosofia Harmónica”,
que lhe foram transmitidos por Swedenborg. Assistiu ao desencarne de uma senhora,
onde descreveu pormenorizadamente os processos da morte no plano espiritual.
Por volta de 1856, antes do seu aparecimento, profetizou detalhadamente o aparecimento do automóvel, dos veículos aéreos movidos por uma força motriz de natureza
explosiva, da máquina de escrever e locomotivas com motores de combustão interna,
com uma riqueza de detalhes impressionante.

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Curso Básico de Espiritismo

O Que é o Espiritismo

Previu o aparecimento do Espiritismo em “Princípios da Natureza”, publicado
em 1847.
Davis fez uma descrição pormenorizada do mundo espiritual, mais completa do
que a de Swedenborg e, tal como ele, em alguns aspectos condizentes com a Doutrina
Espírita. Em outros não.
Davis apresentou a reencarnação como não obrigatória para o progresso do espírito (o espírito pode, e deve, progredir no espaço, sem necessidade de reencarnar). Com
ele nasceu o primeiro liceu espiritual, fundado por ele em 25 de Janeiro de 1863, em
Nova Iorque, copiado de um sistema de educação que teria presenciado no plano espiritual, em desdobramento. O célebre vidente americano sofreu acusações caluniosas e
críticas acervas. Homem superior, a tudo se sobrepunha, com tolerância evangélica e
larga compreensão. Desencarnou em 1910, com 84 anos.
À semelhança de Swedenborg, por falta de estudo e conhecimento, lançou uma
série de livros em que o fantástico supera as possibilidades do real.

A RETER
1 – Andrew Jackson Davis desenvolveu a sua mediunidade na infância.
2 – Fazia diagnósticos médicos através da sua vidência.
3 – Em transe, discursava sobre temas dos quais nada sabia.
4 – Apesar da sua pouca actividade intelectual, escreveu cerca de trinta livros: “Filosofia Harmónica”.
5 – Fundou o primeiro liceu espiritual.

1.1.3 HYDESVILLE — AS irmãs Fox (O ano de 1848)
Historicamente, o Espiritismo surgiu
motivado pelos fenómenos de movimentação
de objectos, verificados em diferentes países,
na Europa, na América e noutras partes do
mundo.
Todavia, o marco de tais acontecimentos foi as manifestações ocorridas na aldeia de
Hydesville, no condado de Wayne, perto de
Nova Iorque, nos Estados Unidos da América.
Ali morava o casal Fox. Tinha pelo menos três
filhas, duas das quais viviam com os pais; os
Fox estabeleceram-se na casa desde 1847.
Numa noite do ano de 1848, nas paredes de madeira do barracão de John Fox, começaram a soar pancadas incomodativas, perturbando o sono da família, toda metodista. As
meninas Katherine (Katie ou Kate), de nove
anos de idade, e Margareth, de doze anos, correram para o quarto dos pais, assustadas com os
golpes fortes no tecto e paredes do seu quarto.
As pancadas, ou raps, começaram nessa

- 25 -

3 - Irmãs Fox

Curso Básico de Espiritismo

O Que é o Espiritismo

noite; depois, ouvia-se o arrastar de cadeiras e, com o tempo, os fenómenos tornaram-se
mais complexos; tudo estremecia, os objectos moviam-se, havia uma explosão de sons
fortes.
Três noites seguidas, até 31 de Março de 1848, os fenómenos repetiram-se intensamente, impedindo que os Fox conciliassem o sono. O sr. Fox fez buscas completas
pelo interior e exterior da casa, mas nada encontrou que explicasse as ocorrências.
A menina Kate, um dia, já habituada ao fenómeno, pôs-se a imitar as pancadas,
batendo com os dedos sobre um móvel, enquanto exclamava, em direcção ao ponto onde os ruídos eram mais constantes: “Vamos, Old Splitfoot (velho pé fendido), faça o que
eu faço”. Prontamente as pancadas do desconhecido se fizeram ouvir, em igual número,
e paravam quando a menina também parava.
Margareth, a brincar, disse: “Agora, faça o mesmo que eu: conte um, dois, três,
quatro”, ao mesmo tempo que dava pancadas com os dedos. Foi-lhe plenamente satisfeito esse pedido, deixando a todos estupefactos e medrosos.
As meninas Fox eram protestantes e supunham tratar-se do demónio. Chamavam
ao batedor sr. Splitfoot (pé fendido), que corresponde a pé de bode.
A família Fox estava alarmada; acorreram vizinhos e curiosos. Toda a localidade
comentava os acontecimentos. O sr. Duesler idealizou, então, o alfabeto, para poderem
traduzir as pancadas e compreenderem o que dizia o invisível.
O batedor invisível contou a sua história: chamava-se Charles B. Rosma; fora
um vendedor ambulante e, hospedado naquela casa pelo casal Bell, ali o assassinaram
para roubar-lhe a mercadoria e o dinheiro que trazia e o seu corpo fora sepultado na
cave. Fizeram uma busca no local indicado e aí encontraram tábuas, alcatrão, cal, cabelos, ossos, utensílios. Uma criada dos Bell, Lucretia Pulver, declarou que viu o vendedor e descreveu-o; disse como chegara à casa e referiu o seu misterioso desaparecimento. Uma vez, descendo à adega, o seu pé enterrou-se num buraco e, falando disto ao
patrão, ele explicou que deviam ser ratos; e foi apressadamente fazer os necessários
reparos. Ela vira nas mãos dos patrões objectos da caixa do ambulante.
Arthur Conan Doyle, no seu livro “História do Espiritismo”, relata que cinquenta e seis anos depois foi descoberto que alguém fora enterrado na adega da casa dos
Fox. Ao ruir uma parede, crianças que por ali brincavam descobriram um esqueleto. Os
Bell, para maior segurança, haviam emparedado o corpo, na adega, onde inicialmente o
haviam enterrado.
Em 23 de Novembro de 1904, o “Boston Journal” noticiava que o esqueleto do
homem que possivelmente produziu as batidas, ouvidas inicialmente pelas irmãs Fox
em 1848, fora encontrado e as mesmas estavam, portanto, eximidas de qualquer dúvida
com respeito à sinceridade delas na descoberta da comunicação dos espíritos.
Na época dos acontecimentos, formaram-se diversas comissões com a finalidade
de estudar os estranhos fenómenos e desmascarar a fraude atribuída às Fox. Verificouse que eles ocorriam na presença das meninas; atribuiu-se-lhes o poder da mediunidade.
Nenhuma comissão, todavia, conseguiu demonstrar que se tratava de fraude. Os factos
eram absolutamente verídicos, embora tivessem submetido as meninas aos mais rigorosos e severos exames, atingindo, às vezes, as raias da brutalidade.
As irmãs Fox foram pressionadas. A Igreja excomungou-as, como pactuantes
com o demónio. Muitas vezes, foram acusadas de embusteiras e ameaçadas fisicamente.
Em 1888, ao comemorar os quarenta anos dos fenómenos de Hydesville, Margareth Fox, iludida por promessas de favores pecuniários pelo cardeal Maning, fez publicar uma reportagem no “New York Herald”, onde afirmou que os fenómenos que realizaram eram fraudulentos. Todavia, no ano seguinte, arrependida da sua falta de honestidade para com o Espiritismo, reuniu grande público no salão de música de Nova Iorque

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Curso Básico de Espiritismo

O Que é o Espiritismo

e retratou-se das suas declarações anteriores, não só afirmando que os fenómenos de
Hydesville eram reais, como provocando uma série de fenómenos de efeitos físicos no
salão repleto.
A retratação foi publicada na época. Consta da revista “Light” e do jornal norteamericano “New York Press”, de 20 de Maio de 1889.
Como, porém, a lealdade e a sinceridade não são requisitos dos espíritos apaixonados, ainda hoje, quando se quer denegrir a fonte do Espiritismo, vem à baila a confissão das moças. Na retratação não se toca, ou quando se toca é para mostrar que não há
no que confiar. Os pormenores ficam de lado.
Os fenómenos aqui narrados, e as irmãs Fox, suas personagens principais, passaram para a história do Espiritismo. No entanto, o Espiritismo não surgiu aqui, mas sim
mais tarde, com a edição de “O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec, em 18 de Abril
de 1857.

A RETER
1 – Toda a família e vizinhos assistiram aos fenómenos.
2 – Ninguém sabia explicar a origem das pancadas.
3 – O batedor invisível contou a sua história, que veio a confirmar-se cinquenta e seis
anos depois.
4 – Os fenómenos foram submetidos à mais severa crítica, mas saíram autenticados.

1.1.4 AS MESAS GIRANTES
Uma série progressiva de fenómenos deu origem à Doutrina Espírita.
O primeiro facto observado foi o da movimentação de objectos diversos. Designaram-no vulgarmente pelo nome de mesas girantes ou dança das mesas.
Tal fenómeno parece ter sido notado primeiramente nos Estados Unidos da

4 - Uma sessão de mesas girantes

América, de forma intensa, e propagou-se pelos países da Europa, como a França, a
Inglaterra, a Alemanha, a Holanda e até a Turquia, em meados do século XIX, tendo
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O Que é o Espiritismo

como marco, especialmente, o ano de 1848, com os fenómenos de Hydesville já estudados, envolvendo a família Fox.
Todavia, a História regista este fenómeno desde a mais alta antiguidade, tendose produzido de formas estranhas, como ruídos insólitos e pancadas, sem nenhuma causa ostensiva.
A princípio quase só encontrou incrédulos, porém, ao cabo de pouco tempo, a
multiplicidade de experiências não permitiu que pusessem em dúvida a realidade.
O fenómeno das pancadas, ou batidas, foi chamado raps ou echoes; o das mesas
girantes, ou moventes, de table-moving, para os ingleses; table-volante ou tabletournante, para os franceses. No início, nos Estados Unidos da América, os espíritos só
se comunicavam pelo processo trabalhoso, de grande morosidade, de alguém dizer em
voz alta o alfabeto e o espírito era convidado a indicar por raps ou echoes, no momento
em que fossem pronunciadas as letras que, reunidas, deviam compor as palavras que
queria dizer. Era a telegrafia espiritual, como então lhe chamavam.
Os próprios espíritos indicaram, em fins de 1850, uma nova maneira de comunicação: bastava, simplesmente, que se colocassem ao redor de uma mesa, em cima da
qual se poriam as mãos. Levantando um dos pés, a mesa daria – enquanto se recitava o
alfabeto – uma pancada, sempre que fosse proferida a letra que servisse ao espírito para
formar as palavras. Esse processo, ainda que muito lento, produziu resultados excelentes. Assim se chegou às mesas girantes e falantes.
Saliente-se que a mesa não se limitava a levantar-se sobre um pé para responder
às perguntas que se faziam; movia-se em todos os sentidos, girava sob os dedos dos
experimentadores, às vezes elevava-se no ar, sem que se descobrissem as forças capazes
de fazer isso.
O fenómeno das mesas girantes propagou-se rapidamente e, durante muito tempo, entreteve a curiosidade dos salões. Depois, aborreceram-se dele, pois a gente frívola,
que apenas imita a moda, considerou-o como simples distracção.
As pessoas criteriosas e observadoras, todavia, abandonaram as mesas girantes
por terem visto nascer delas algo sério destinado a prevalecer, e passaram a ocupar-se
com as consequências a que o fenómeno dava lugar, bem mais importantes nos seus
resultados. Deixaram o alfabeto pela ciência, tal o segredo desse aparente abandono.
As mesas girantes representarão sempre o ponto de partida da Doutrina Espírita
e merecem, por isso, alguma explicação para que, conhecendo-se as causas, será facilitada a chave para decifrar os efeitos mais complexos.
Para que o fenómeno se realize, há necessidade da intervenção de uma ou mais
pessoas dotadas de aptidão especial, designadas pelo nome de médiuns.
Muitas vezes, um poderoso médium produzirá sozinho mais do que vinte outros
juntos. Basta colocar as mãos na mesa para que, no mesmo instante, ela se mova, erga,
revire, dê saltos, ou gire com violência.
A princípio, supôs-se que os efeitos poderiam explicar-se pela acção de uma corrente magnética, ou eléctrica, ou ainda pela de um fluido qualquer. Outros factos, entretanto, demonstraram ser insuficiente esta explicação. Estes factos são as provas de inteligência que eles deram. Ora, como todo o efeito inteligente há-de, por força, derivar de
uma causa inteligente, ficou evidenciado que, mesmo admitindo-se, em tais casos, a
intervenção da electricidade, ou de qualquer outro fluido, outra causa se achava associada a essa. Qual era? Qual a inteligência?
As observações e as pesquisas espíritas realizadas por Allan Kardec e outros sábios, demonstraram que a causa inteligente era determinada pelos espíritos que podiam
agir sobre a matéria, utilizando o fluido fornecido pelos médiuns, isto é, meios ou in-

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Curso Básico de Espiritismo

O Que é o Espiritismo

termediários entre os espíritos e os homens, gerando, assim, as manifestações físicas e
as manifestações inteligentes.
Aperfeiçoaram-se os processos. As comunicações dos espíritos não se detiveram
nas manifestações das mesas girantes. Evoluíram para as cestas e pranchetas, nas quais
se adaptava um lápis, e as comunicações passaram a ser escritas – era a psicografia indirecta. Posteriormente, eliminaram-se os instrumentos e apêndices; o médium, tomando
directamente o lápis, passou a escrever por um impulso involuntário e quase febril – era
a psicografia directa.

A RETER
1 – A moda das mesas girantes ou dançantes permitiu que numerosas pessoas reflectissem e desenvolvessem consideravelmente a nova ideia.
2 – Eram movidas por uma força inteligente.
3 – Foram o ponto de partida da Doutrina Espírita.
4 – O próprio Allan Kardec era, no início, muito céptico face aos fenómenos mediúnicos.

1.2 ALLAN KARDEC
1.2.1 UM HOMEM DESTINADO A UMA MISSÃO
O professor Hippolyte-Léon Denizard
Rivail – Allan Kardec – interessou-se pelos fenómenos espíritas no ano de 1855, quando o sr.
Carlotti, seu amigo há vinte e cinco anos, lhe
falou, pela primeira vez, da intervenção dos espíritos e conseguiu aumentar as suas dúvidas
sobre tais fenómenos.
Inicialmente, o professor Rivail esteve a
ponto de abandonar as investigações, porque não
era positivamente um entusiasta das manifestações dos espíritos. Quase deixou de frequentar as
sessões, não o fazendo em atenção aos pedidos
5 - Allan Kardec
do sr. Carlotti e de um grupo de intelectuais que,
confiando na sua inteligência, competência e honestidade, lhe delegaram a ingente tarefa de compilar, separar, comparar, condensar e coordenar as comunicações que os espíritos lhes ditaram. Assinala Kardec que foram as meninas Baudin (Julie e Caroline –
catorze e dezasseis anos de idade) as médiuns que mais concorreram para esse trabalho,
sendo quase todo “O Livro dos Espíritos” escrito por intermédio delas e na presença de
selecta e numerosa assistência.
Foi, então, a casa da sonâmbula sra. Roger, na companhia do sr. Fortier, seu hipnotizador, e ali encontrou o sr. Pâtier e a sra. Plainemaison, que lhe falaram dos mesmos
fenómenos referidos por Carlotti, mas em tom mais ponderado.
O sr. Pâtier, funcionário público, de meia-idade, muito instruído, de carácter sério, frio e calmo; de falar ajuizado, isento de qualquer arroubo, causou-lhe excelente

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Curso Básico de Espiritismo

O Que é o Espiritismo

impressão e quando o convidou a assistir às experiências que se realizavam em casa da sra. Plainemaison,
na Rua Grange-Batelière, n.º 18, em Paris, aceitou. O
encontro fora marcado para terça-feira, 31 de Maio de
1855, às oito horas da noite.
Já anteriormente, em 1854, o prof. Rivail ouviu
falar, pela primeira vez, das mesas girantes, pela boca
do sr. Fortier, magnetizador, com o qual entrara em
relações para os seus estudos sobre magnetismo. Como
podemos ler em “Vida e Obra de Allan Kardec”, de
André Moreil, o sr. Fortier um dia falou-lhe: “Eis uma
coisa mais do que extraordinária: – não somente
magnetizam uma mesa, fazendo-a girar, mas também a
fazem falar; perguntam coisas e a mesa responde”.
Allan Kardec replica: “Isto é outra questão:
acreditarei quando puder ver com os meus próprios
olhos e quando me provarem que uma mesa tem um
6 - Primeiro livro da codificação
cérebro para pensar, nervos para sentir e que pode
tornar-se sonâmbula: por enquanto, seja-me permitido dizer que tudo isso me parece
um conto para fazer dormir em pé”.
Em “Obras Póstumas”, Kardec comenta: “Era lógico este raciocínio: eu concebia o movimento por efeito de uma força mecânica, mas ignorando a causa e a lei do
fenómeno, afigurava-se-me absurdo atribuir-se inteligência a uma coisa puramente
material. Achava-me na posição dos incrédulos actuais, que negam porque apenas vêem um facto que não compreendem”.
Foi na casa da sra. Plainemaison, naquela terça-feira, 31 de Maio de 1855 já citada, que Hippolyte-Léon Denizard Rivail assistiu pela primeira vez aos fenómenos das
mesas que giravam, saltavam e corriam, em condições tais que não deixavam lugar para
qualquer dúvida. Entrevia, naquelas aparentes futilidades, no passatempo que faziam
daqueles fenómenos, qualquer coisa de sério, como que a revelação de uma nova lei,
que tomou a si estudar a fundo. Os médiuns eram as duas meninas Baudin (Julie e Caroline). Aí, viu comunicações contínuas e respostas a perguntas formuladas, algumas vezes até a perguntas mentais, que acusavam, de modo evidente, a intervenção de uma
inteligência estranha.
E continua em “Obras Póstumas”: “Compreendi, antes de tudo, a gravidade da
exploração que ia empreender; percebi, naqueles fenómenos, a chave do problema, tão
obscuro e controvertido, do passado e do futuro da Humanidade, a solução que eu procurava em toda a minha vida. (...) fazia-se mister, portanto, andar com a maior circunspecção e não levianamente; ser positivista e não idealista, para não me deixar iludir”.
Antes de dedicar-se ao estudo dos fenómenos espíritas, quem era Allan Kardec?
Ele nasceu na cidade de Lyon, na França, a 3 de Outubro de 1804, recebendo o
nome de Hippolyte-Léon Denizard Rivail.
Os estudos de Kardec foram iniciados em Lyon, tendo-os completado em Yverdun, na Suíça, sob a direcção do célebre e inesquecível professor Johann Heinrich Pestalozzi. Teve uma sólida instrução, servida por uma robusta inteligência. Ele conhecia
alemão, inglês, italiano, espanhol, holandês, sem falar na língua materna, e tinha grande
cultura científica.
O seu trabalho pedagógico é rico e extenso. Produziu, em França, quase uma dezena de obras sobre educação, no período de 1828 a 1849. Os seus livros foram adopta-

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Curso Básico de Espiritismo

O Que é o Espiritismo

dos pela Universidade de França. Traduziu para a língua
francesa diferentes obras de educação e moral, dentre elas,
“Telémaco”, de Fénelon.
Foi bacharel em Ciências e Letras. Membro de sociedades sábias da França, entre outras, da Real Academia
de Ciências Naturais. Emérito educador, criou em Paris o
Instituto Técnico, estabelecimento de ensino com base no
método Pestalozzi; foi professor no Liceu Polimático.
Fundou, em sua casa, cursos gratuitos de Química, Física,
Anatomia Comparada, Astronomia, etc. Criou um método
original, por processos mnemónicos, que levava o estudante a aprender e compreender as lições com facilidade e
rapidez.
No ano de 1832 casou-se com Amélie Gabrielle
7 - Componente moral
Boudet, professora com diploma de primeira classe. A sua
doce Gabi, como ele carinhosamente a chamava, ajudou-o
intensamente, tanto nas suas actividades pedagógicas quanto no seu fecundo labor pela
causa espírita.
Foi um homem de bem; carácter adamantino. As qualidades morais marcavam a
sua personalidade; na vida, a coragem nunca lhe faltou; nunca desanimava; a calma foi
um destaque do seu carácter; de temperamento jovial; de inteligência brilhante, marcada
pela lógica e pelo bom senso; não fugia à discussão, quando a finalidade era esclarecer
os assuntos.
Allan Kardec foi o escolhido para tão elevada missão – a de Codificador – justamente pela nobreza dos seus sentimentos e pela elevação do seu carácter, tudo aliado a
uma sólida inteligência.
Sujeitava os seus sentimentos, os seus pensamentos à reflexão. Era tudo submetido ao poder da lógica. Nada passava sem o rigor do método, sem o crivo do raciocínio.
Filósofo, benfeitor, idealista, dado às ideias sociais, possuía, ainda, um coração digno
do seu carácter e do seu valor intelectual.
A partir do instante em que se dedicou ao estudo dos fenómenos da intervenção
dos espíritos, no ano de 1855, na casa da sra. Plainemaison, até ao ano de 1869, quando
desencarnou vitimado pelo rompimento de um aneurisma, no dia 31 de Março, trabalhou intensa e incansavelmente, tendo produzido o
maior acervo da Doutrina Espírita, com o pseudónimo de Allan Kardec, nome que teve numa encarnação como sacerdote druida, na Gália, no tempo de Júlio César, segundo revelação dos espíritos.
Do seu trabalho gigantesco, destacamos:
“O Livro dos Espíritos” (1857);
“O Livro dos Médiuns” (1861);
“O Evangelho Segundo o Espiritismo” (1864);
“O Céu e o Inferno, ou A Justiça Divina Segundo
o Espiritismo” (1865);
“A Génese, os Milagres e as Predições” (1868).
Estes livros constituem a base do Espiri8 - Revista Espírita
tismo ou Doutrina Espírita.
Kardec criou uma terminologia apropriada
aos novos conceitos da Doutrina Espírita. Entre
outros, os vocábulos espírita, espiritista e espiri-

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Curso Básico de Espiritismo

O Que é o Espiritismo

tismo, que exprimiam, sem nenhum equívoco, as ideias relativas aos espíritos na orientação doutrinária espírita. Não confundir com espiritual, espiritualista e espiritualismo.
Produziu obras subsidiárias e complementares, de grande valor doutrinário, como:
“O Que é o Espiritismo”;
“ Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita”;
“ Obras Póstumas”.
Criou a “Revista Espírita, Jornal de Estudos Psicológicos”, periódico mensal
que editou e preparou os originais de Janeiro de 1858 a Junho de 1869. Fundou, em Paris, a 1 de Abril de 1858, a primeira associação espírita regularmente constituída, sob a
denominação de “Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas”.
Nestas rápidas anotações, não conseguimos dizer tudo a respeito do missionário
da Codificação Espírita. Registámos, apenas, aspectos gerais da sua magnífica personalidade. Sugerimos, entretanto, que os interessados consultem a bibliografia indicada,
para melhor sentirem o seu valor extraordinário, a sua vida e a sua obra.

A RETER
1 – Allan Kardec nasceu em Lyon, França, em 03.10.1804.
2 – Casou com Amélie Gabrielle Boudet. Não tiveram filhos.
3 – Era inteligente, calmo, corajoso, bom e de muito bom senso.
4 – Estudou no Instituto de Yverdun, Suiça, com Pestalozzi.
5 – Conhecia a fundo várias línguas e fez várias traduções.
6 – Fundou e dirigiu a sua própria escola e ministrou cursos gratuitos de várias disciplinas.
7 – Foi membro de várias sociedades sábias.
8 – Desencarnou em Paris, em 31.03.1869, aos sessenta e cinco anos.

1.2.2 CONSOLADOR
As grandes verdades da Espiritualidade Superior, sempre que são reveladas a
uma certa população, sofrem de um efeito rotineiro: podemos chamar-lhe recuo evolutivo.
Na verdade, segundo a lei do progresso, nenhuma conquista do espírito, uma vez
adquirida, se perde. Daí o itálico.
O recuo evolutivo deriva da média evolutiva de uma população determinada
que, quando as verdades reveladas estão mais um tanto adiante da sua mentalidade,
imiscui nessas ideias novas a sua ganga, as suas imperfeições, de tal forma que da verdade original resulta uma meia verdade.
Aconteceu com o Cristianismo e provavelmente acontece já com o Espiritismo,
etc. Será talvez a única forma de essas populações se associarem à revelação sem se
perderem totalmente dela. Em termos numéricos é uma meia perda e não uma perda
inteira. Do mesmo modo, não é uma conquista ou um passo adiante de forma óptima,
mas sim uma meia conquista ou um meio passo adiante.
Quando Jesus, no “Evangelho”, fala do Consolador ou Paracleto dominava já
muito melhor do que nós, hoje, esse fenómeno do recuo evolutivo. Por isso disse que

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Curso Básico de Espiritismo

O Que é o Espiritismo

enviaria mais tarde o Consolador, que lembraria os ensinos dele e adiantaria mais algumas ideias que na época seria inútil referir.
Surge o Espiritismo e, como Allan Kardec define, reúne as características do tal
Consolador. Até aqui tudo bem. O que é menos bom é os espíritas embandeirarem em
arco e colocarem a etiqueta na testa dizendo que o Espiritismo é o tal Consolador. A
etiqueta, qualquer que seja, ainda traz um resíduo mágico, antiquíssimo. E depois, de
tanto se usar a etiqueta, perde-se o conteúdo.
O Espiritismo será o Consolador desde que o movimento espírita não se distancie da Doutrina Espírita, tal como Kardec a codificou.
Será consolador se dispensar o rótulo e se traduzir em actos e palavras do quotidiano que façam jus a esse nome.

A RETER
1 – O efeito recuo evolutivo permite-nos entender a função de consolador no Espiritismo, de acordo com o que afirma Jesus;
2 – Será consolador se dispensar o rótulo e se traduzir em actos e palavras do quotidiano
que façam jus a esse nome.

1.2.3 O QUE É O ESPIRITISMO
Allan Kardec diz que um dos primeiros resultados que colheu das suas observações foi que os espíritos, nada mais sendo do que as almas dos homens, não possuíam a
plena sabedoria, nem a ciência integral; que o saber de que dispunham se circunscrevia
ao grau de adiantamento que haviam alcançado. Que, reconhecida desde o princípio,
esta verdade o preservou do grave escolho de crer na infalibilidade dos espíritos e o
impediu de formular teorias prematuras, tendo por base o que fora dito por um ou alguns deles.
O simples facto de comunicar com os espíritos, dissessem eles o que dissessem,
provava a existência do mundo invisível ambiente. Já era um ponto essencial, um imenso campo aberto às suas explorações, a chave de inúmeros fenómenos até aí inexplicados. O segundo ponto, não menos importante, era que aquela comunicação permitia que
se conhecesse o estado desse mundo, seus costumes, etc. Cada espírito, em virtude da
sua posição pessoal e dos seus conhecimentos, desvendava-lhe uma face daquele mundo, do mesmo modo que se chega a conhecer o estado de um país interrogando habitantes seus de todas as classes, não podendo um só, individualmente, informar-nos de tudo.
Compete ao observador formar o conjunto, por meio dos documentos colhidos de diferentes lados, coleccionados, coordenados e comparados uns com os outros. Conduziuse, pois, com os espíritos, como houvera feito com os homens. Para ele, eles foram, do
menor ao maior, meios de o informar e não reveladores predestinados.
Tais as disposições com que empreendeu os seus estudos, e nelas prosseguiu
sempre. Observar, comparar e julgar, essa a regra que constantemente seguiu.
E no seu livro “O Que é o Espiritismo” o Codificador conclui: “Podemos definilo assim: o Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal”.

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Curso Básico de Espiritismo

O Que é o Espiritismo

A RETER
1 – O Espiritismo é, ao mesmo tempo, uma ciência de observação e uma doutrina filosófica. Como ciência prática ele consiste nas relações que se estabelecem entre nós
e os espíritos; como filosofia, compreende todas as consequências morais que dimanam dessas mesmas relações.
2 – Pode ser definido assim: “o Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal”.

BIBLIOGRAFIA
Allan Kardec:
“Obras Póstumas”, 2.ª Parte, Projecto 1868 e Previsões, a minha primeira iniciação ao
Espiritismo, 13.ª Edição, 1973, Federação Espírita Brasileira;
“O Que é o Espiritismo”, Introdução, 14.ª Edição, Federação Espírita Brasileira;
“O Livro dos Médiuns”, 2.ª Parte, Cap. II, 30.ª Edição, 1972, Federação Espírita Brasileira;
“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Caps. I e VI, 51.ª Edição, Federação Espírita
Brasileira;
“O Livro dos Espíritos”, Introdução, Item III, 33.ª Edição, Federação Espírita Brasileira.
André Moreil, “Vida e Obra de Allan Kardec”, 1.ª Parte, A Vida Espírita de Allan
Kardec, Cap. III, 1.ª Edição, tradução de Miguel Maillet, Edicel – S.P.
Arthur Conan Doyle, “História do Espiritismo”, Cap. IV, O Episódio de Hydesville,
Editora Pensamento, São Paulo, tradução de Júlio Abreu Filho, 1978.
Carlos Imbassahy, “A Missão de Allan Kardec”, 1.ª Parte, Edição da Federação Espírita
do Paraná, 1957.
Zêus Wantuil, “As Mesas Girantes e o Espiritismo”, Caps. 1 e 2, 1.ª Edição, Federação
Espírita Brasileira.
Zêus Wantuil e Francisco Thiesen, ”Allan Kardec” (Pesquisa Bibliográfica e Ensaios
de Interpretação), Vol. II, Cap. I, 1980, Federação Espírita Brasileira.

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Curso Básico de Espiritismo

Minigrupos

MINIGRUPOS (apoio bibliográfico)
Leia com atenção o apoio bibliográfico e faça um resumo para cada tema:

MINIGRUPO 1: HYDESVILLE – As irmãs Fox – O ano de 1848
1 – O episódio de Hydesville em 1848
Zêus Wantuil e Francisco Thiesen, “Allan Kardec”, Vol. II, Cap. I, N.º 1 – Os
acontecimentos de Hydesville em 1848;
Arthur Conan Doyle, “História do Espiritismo”, 1978, Editora Pensamento, Cap.
IV, Págs. 73 a 84.
2 – As irmãs Fox
Carlos Imbassahy, “A Missão de Allan Kardec”, Cap. III – Hydesville;
Arthur Conan Doyle, “História do Espiritismo”, 1978, Editora Pensamento, Cap.
IV, Págs. 85 a 92.

Um elemento do grupo funcionará como secretário para posteriormente apresentar as conclusões.

MINIGRUPO 2: AS MESAS GIRANTES
1 – As mesas girantes e dançantes
Zêus Wantuil e Francisco Thiesen, “Allan Kardec”, Vol. II, Cap. I, N.º 2.
2 – Da diversão aos estudos sérios
Zêus Wantuil e Francisco Thiesen, “Allan Kardec”, Vol. II, Cap. I, N.os 3 e 4.
3 – A explicação do fenómeno
Allan Kardec:
“O Livro dos Espíritos”, Introdução, N.os III, IV e V;
“O Livro dos Médiuns”, 2.ª Parte, Cap. IV, N.os 72 a 81.

Um elemento do grupo funcionará como secretário para posteriormente apresentar as conclusões.

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Curso Básico de Espiritismo

Minigrupos

MINIGRUPO 3: ALLAN KARDEC – Um homem destinado a uma missão
1 – Hippolyte-Léon Denizard Rivail – Allan Kardec, dados biográficos
Carlos Imbassahy, “A Missão de Allan Kardec”, I Parte, Cap. V.
2 – Allan Kardec – Iniciação espírita
Zêus Wantuil e Francisco Thiesen, “Allan Kardec”, Vol. II, Cap. II, N.º 2.
3 – Allan Kardec – O missionário
Zêus Wantuil e Francisco Thiesen, “Allan Kardec”, Vol. II, Cap. II, N.º 1.
4 – O que é o Espiritismo
Allan Kardec:
“O Que é o Espiritismo”, Introdução;
“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. I, N.º 5.
Zêus Wantuil e Francisco Thiesen, “Allan Kardec”, Vol. II, Cap. II, N.º 5.

Um elemento do grupo funcionará como secretário para posteriormente apresentar as conclusões.

MINIGRUPO 4: ESPIRITISMO E O CONSOLADOR PROMETIDO
1 – O Consolador prometido
Allan Kardec, “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. VI, N.os 3 a 5.
2 – O Cristo e o Espiritismo
Allan Kardec:
“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. I, N.os 3 a 7;
“O Livros dos Espíritos”, Questões 625 a 628.

Um elemento do grupo funcionará como secretário para posteriormente apresentar as conclusões.

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Curso Básico de Espiritismo

Minigrupos

MINIGRUPOS
Depois de ter estudado este capítulo, responda, por escrito, às seguintes
questões:

MINIGRUPO 1: EMMANUEL SWEDENBORG E ANDREW JACKSON DAVIS – Os precursores do Espiritismo
1 – Quais eram as nacionalidades dos precursores do Espiritismo?
2 – Onde e em que séculos viveram?
3 – Qual foi o principal fenómeno de vidência de Swedenborg, testemunhado por dezasseis convidados?
4 – Identifique as características da mediunidade de vidência de Andrew Jackson Davis.
5 – Que profecias fez?

MINIGRUPO 2: HYDESVILLE E AS IRMÃS FOX
1 – O que aconteceu em Hydesville, perto de Nova Iorque, em 1848, com as irmãs
Katherine e Margareth Fox?
2 – De que religião era a família Fox?
3 – Quem foi o idealizador do alfabeto por pancadas?
4 – Como se chamava o espírito que provocou o fenómeno dos raps ou pancadas?
5 – Quem testemunhou a veracidade da sua identidade?

MINIGRUPO 3: AS MESAS GIRANTES
1 – Onde e quando apareceram as mesas girantes, também chamadas table-moving e/ou
table-tournante?
2 – Em que consistia o fenómeno das mesas girantes?
3 – Que importância tiveram para o aparecimento do Espiritismo?
4 – Como se explicam estes fenómenos?
5 – O que é a psicografia indirecta?

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Curso Básico de Espiritismo

Minigrupos

MINIGRUPO 4: ALLAN KARDEC – Um homem destinado a uma missão
1 – Quando e como Allan Kardec se convenceu da veracidade dos fenómenos espíritas?
2 – Quem foram as médiuns que colaboraram com ele?
3 – Qual o verdadeiro nome de Allan Kardec?
4 – Qual foi a sua missão na Terra?
5 – Diga a ordem pela qual surgem as obras da codificação.

MINIGRUPO 5: ESPIRITISMO – O consolador prometido
1 – O que é recuo evolutivo?
2 – Como será o Espiritismo o Consolador?
3 – Porque é o Espiritismo considerado o Consolador prometido por Jesus e a terceira
revelação?
4 – Que resultados colheu Allan Kardec nas suas observações?
5 – Defina Espiritismo?

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Curso Básico de Espiritismo

Teste

TESTE
NOME: ______________________________________ DATA: ___ /___ /___

1 – NUMERE A 1.ª COLUNA, DE ACORDO COM A 2.ª.

( ) Métodos de pesquisa usados por Kardec:
( ) Aldeia onde residia a família Fox:
( ) Nome do espírito que provocou o fenómeno dos raps, em 1848:
( ) Nome das irmãs Fox:
( ) Fenómeno das mesas girantes:
( ) Testemunha que disse qual o homem
que se hospedara na casa dos Bell:
( ) Os fenómenos de movimento de
objectos surgiram
( ) Idealizador de um alfabeto por
Pancadas:
( ) Três comissões que estudaram os fenómenos de Hydesville concluíram

(1) Katherine e Margareth.
(2) Table-moving; table-tournante.
(3) Lucretia Pulver.
(4) Hydesville.
(5) Charles B. Rosma.
(6) Duesler.
(7) que os fenómenos eram verídicos.
(8) Experimental (indutivo) e dedutivo.
(9) simultaneamente na América e na Europa, entre 1848 e 1850.

2 – MARQUE A ALTERNATIVA CORRECTA COM UM “X”.
2.1 – Os fenómenos de Hydesville ocorreram:
( ) a – Em Março de 1848;
( ) b – Em Maio de 1848;
( ) c – Em Março de 1850;
( ) d – Em Maio de 1850.
2.2 – O fenómeno das mesas girantes pode ser explicado pela acção:
( ) a – Dos espíritos sobre a matéria, conjugado com um fluido próprio dos médiuns;
( ) b – Inteligente de um desencarnado e do seu princípio vital;
( ) c – Inteligente de um encarnado e do seu princípio vital;
( ) d – Da vontade dos médiuns sobre a matéria e de um fluido próprio dos espíritos.
2.3 – O processo de comunicação dos espíritos com cestas e pranchetas corresponde à:
( ) a – Psicografia directa;
( ) b – Psicologia alfabética;
( ) c – Psicografia indirecta;
( ) d – Escrita automática.
2.4 – Em 1 de Abril de 1858, Allan Kardec:
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Curso Básico de Espiritismo

(
(
(
(

Teste

) a – Lançou a 1.ª edição de “O Livro dos Espíritos”;
) b – Lançou a 1.ª edição de “A Génese”;
) c – Fundou a “Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas”;
) d – Lançou a 1.ª edição de “O Livro dos Médiuns”.

2.5 – O Espiritismo é ao mesmo tempo:
( ) a – Ciência prática de fenómenos mediúnicos;
( ) b – Ciência prática de consequências morais;
( ) c – Ciência prática de fenómenos anímicos e parapsicológicos;
( ) d – Ciência prática e filosófica de consequências morais.
2.6 – Ao definir o Espiritismo, Allan Kardec afirma que ele é uma ciência que trata
da:
( ) a – Natureza e origem dos espíritos que se comunicam connosco;
( ) b – Natureza, origem e destino dos homens, bem como das suas relações com o
mundo espiritual;
( ) c – Natureza e destino dos espíritos, bem como das suas relações com o mundo corporal.;
( ) d – Natureza, origem e destino dos espíritos, bem como das suas relações com o
mundo corporal.
3 – ESCREVA EM CADA UMA DAS DATAS O NOME DO LIVRO DA CODIFICAÇÃO ESPÍRITA DE ALLAN KARDEC:
1861 __________________________________________________________________
1864 __________________________________________________________________
1857 __________________________________________________________________
1868 __________________________________________________________________
1865__________________________________________________________________

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