Artigo

Energia Solar: Um passado, um presente…
um futuro auspicioso
Carvalho, E. F. A.; Calvete, M. J. F.*
Rev. Virtual Quim., 2010, 2 (3), 192-203. Data de publicação na Web: 5 de dezembro de 2010
http://www.uff.br/rvq

Solar e ergy: Past, prese t… a whole future
Abstract: “i e e ote ti es e t to use the su fo so ethi g o e tha just a passi e e jo i g of its
warmth and light. Mankind evolution allow us today to have the ability to produce photovoltaic cells, materials
capable of directly convert solar light into electrical energy, which are some of the more promising systems in
the search for clean and sustainable energy sources, still regarding the economical accessibility to many. In this
short review, last technologic developments are considered, emphasizing research in the area of Dye Sensitized
Solar Cells (DSSC).
Keywords: photovoltaic cells; solar energy; dye solar cells.

Resumo
Desde te pos idos ue se ti os e essidade de usa o sol pa a algo ais que apenas usufruir do seu calor e
luz diretos. A evolução da humanidade permite-nos hoje a possibilidade de produzir células fotovoltaicas,
materiais capazes de converter diretamente a luz solar em energia elétrica, sendo este um dos sistemas mais
promissores na busca de fontes sustentáveis e renováveis de energia limpa, com custos relativamente
acessíveis a uma maioria da população. Nesta revisão são considerados alguns dos últimos desenvolvimentos
tecnológicos, enfatizando resultados obtidos na área das Células Solares Sensibilizadas por Corantes (CSSC).
palavras-chave: células fotovoltaicas; energia solar; células solares corantes.

* Departamento de Química, Universidade de Aveiro, Campus de Santiago, 3810-193 Aveiro, Portugal.
mario.calvete@ua.pt
DOI: 10.5935/1984-6835.20100018
Rev. Virtual Quim. |Vol 2| |No. 3| |192-203|

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a I dústria deixará de encontrar na Europa os recursos para satisfazer suas necessidades prodigiosas. a evaporação de um lago em poucos dias. Romanos e Gregos. de usar os raios solares para ir ao encontro das necessidades energéticas. F. Resenha histórica sobre células solares O sentimento desconfortável de queimar a pele após exposição solar. Gerações de células fotovoltaicas 4. Campus de Santiago. que se faz acompanhar de forma indissociável de um princípio básico igual. |Vol 2| |No. A. já desde os tempos antigos se ti os e essidade de usa o sol pa a algo ais que apenas usufruir do seu calor e luz diretos. que seria um bem escasso e dispendioso. Produtos Naturais e Agroalimentares (QOPNA). Departamento de Química. 3| |192-203| . com um pressuposto incontornável: esta fonte energética é inesgotável. de forma abrupta. mais fantástico ainda: em 40 horas libera a energia equivalente às reservas estimadas de petróleo existentes na Terra. Portugal. Número 3 Julho-Setembro 2010 Revista Virtual de Química ISSN 1984-6835 Energia Solar: U passado. o poder tremendo de um tornado. Resenha histórica sobre células solares 2. questionou quase profeticamente o fato de se pensar que os combustíveis fósseis usados na data. não poluidora e acessível a quase toda a humanidade. eficiente e simplificada. O corte nas exportações inglesas de carvão para França levou o monarca inglês a renegociar um acordo mais econômico para os franceses para a obtenção de carvão. conseguiram 193 eficientemente usar a arquitetura num design solar passivo para usufruir da capacidade de aquecer e iluminar espaços arquitetônicos interiores. Virtual Quim. nunca se esgotariam: Eve tual e te. Universidade de Aveiro.1 Já no século dezenove.pt Recebido em 16 de novembro de 2009. É meritório fazer uma pequena pergunta: porque desperdiçamos tanto? É de salientar que. todavia. 3810-193 Aveiro. Mário J. especialmente o carvão. ao cobrir partes abertas dos edifícios com mica ou vidro para reter o calor do sol invernal.Volume 2. construindo a parte da casa mais importante voltada para o sul. na antiguidade. Auguste Mouchot. O mercado global do fotovoltaico 3. conseguir-se-ia ter uma poupança importante de madeira. Carvalho. são fatos que testemunham a quantidade imensa de energia transmitida pelo sol. que transformava energia solar em energia de vapor. fazendo com Rev. Dir-se-á que a necessidade aguça o engenho humano. Que fará a Indústria nesse o e to e tão? 2 A sua investigação acabou. Em apenas uma hora o astro-rei oferece-nos a quantidade de energia necessária consumida pela humanidade durante um ano – cerca de 5 × 1020 J – e. Últimos desenvolvimentos 5. o inventor francês do primeiro motor solar ativo. usada para aquecimento interior. Considerações finais 1. Aceito para publicação em 5 de dezembro de 2010 1. u prese te… um futuro auspicioso Eliana F. Desde os tempos da arquitetura Greco-Romana até a produção em série de placas finas fotovoltaicas da atualidade há um hiato de tempo de dois milênios. *mario. O carvão extinguir-se-á inquestionavelmente. e neste âmbito os Romanos foram mais audazes.calvete@ua. Calvete* Unidade de Química Orgânica. Desta forma.

de qualquer forma.5 GW de novas instalações de sistemas fotovoltaicos. Virtual Quim.05 GW no resto do mundo. enquanto que a derivada dos ventos custava 0. De fato.005 dólares por kWh e a do gás natural cerca de 0. O monarca francês deixou então de considerar esta alternativa como sendo prioritária. representando uma subida de 48% em relação a 2007.7 As vendas de painéis de energia solar totalizaram 5. F. Em 2002. impulsionado pelas políticas iniciadas em países como o Japão e a Alemanha. O mercado global do fotovoltaico Esta fonte de energia tem tido entraves à sua generalização. o uso generalizado de células fotovoltaicas acontecerá assim que os físicos e químicos consigam aperfeiçoar uma nova geração de materiais e aparelhos. Produção mundial de células solares de 1990 a 2007 (Fonte: Adaptado do relatório da European Commission.1 2.3 As células fotovoltaicas. representando um aumento de 26%. capazes de conversão direta da luz solar em energia elétrica..6 Alguns economistas estimam que. bem como da sua finalidade. Tal crescimento originou finalmente uma diminuição dos custos de produção. para 7. O incremento registrado nestes últimos anos pode ser verificado pela análise do gráfico de produção de células fotovoltaicas a nível global. A. o Japão instalou 25. sempre partindo dos mesmos pressupostos.75 GW nos Estados Unidos da América e apenas 0.I stitute fo E e g (Figura 1). 3| |192-203| 194 . Por exemplo. a crise econômica global forçará a um crescimento menor em 2009. para 10. com consequente corte de fundos para continuar o aperfeiçoamento da tecnologia.3 GW foram aí produzidos.4. o governo alemão prevê que em 2050 a energia fotovoltaica possa satisfazer 25% das necessidades globais.6 Gigawatts (GW) em 2008. |Vol 2| |No.000 painéis solares em habitações.Carvalho. E.1 GW. em 2008 3. o grande mercado do fotovoltaico teve um crescimento muito robusto. criando economias de escala e forçando um crescimento do fotovoltaico em 30 por cento anuais a nível global. Calvete. embora com um continuado apoio estatal em vários países. sendo esperada uma nova retomada do crescimento rápido em 2010. a eletricidade produzida por células solares (ou fotovoltaicas) custava cerca de 0. construídos usando nanotecnologia. a título de exemplo.8 Figura 1. F. de acordo com dados fo e idos pelo elató io da Eu opea Co issio Joint Research Centre. A produção destes equipamentos é predominantemente feita na Ásia.devido aos custos ainda pouco cativantes. J.Joint Research Centre. Isto inclui células baseadas em sistemas nanocristalinos que poderão ser duplamente mais eficientes e economicamente viáveis que as células existentes. ainda assim respeitável. Desde então o espaço temporal da investigação na área da energia solar teve os seus avanços e recuos.Institute for Energy)8 Rev.7 Contudo.5 No início deste século. são dos sistemas mais promissores na busca de fontes sustentáveis e renováveis de energia limpa.5 GW na Europa. M. 1. 0.003 dólares por kWh.030 dólares por kilowatt hora (kWh). Em 2007. que este primeiro admirável avanço tecnológico da energia solar sucumbisse quase após o seu início (sem dúvida algo premonitório e atual).

quer pelo seu potencial econômico. os países europeus com o maior número de instalações de células fotovoltaicas em absoluto (Figura 2a)10 e per capita (Figura 2b). com uma capacidade máxima de cerca de 50 megawatt (MW). A título de exemplo. a título de exemplo. o equivalente para o abastecimento contínuo de 30. apesar do país ter um potencial para 10. 3| |192-203| . Capacidade total instalada (MW) nos 15 maiores produtores mundiais de energia fotovoltaica. Recentemente. quer pela sua capacidade teórica na utilização desta fonte energética. uma capacidade para ter custos energéticos por kW no Brasil 50% mais barato que na Europa. Espanha e Itália têm feito esforços consideráveis no desenvolvimento destas energias renováveis. com mais ênfase para o Brasil. o Brasil (além de alguns países africanos) ocupa o primeiro lugar.000 MW. No mapamundi de radiação solar. no Brasil até hoje. Fonte: Adaptado do relatório da International Energy Agency10 O caso sul-americano. enquanto que outros não possuem condições adequadas para a produção de energia solar. nomeadamente Portugal.. A. todavia sempre imbuídos pela necessidade. alguns autores traçaram de uma forma muito clara o panorama brasileiro acerca desta área. sendo meses depois ultrapassada em capacidade por uma construída na Espanha.10 Figura 2a. Ainda assim. F. M. J. Virtual Quim.000 habitações. não por verdadeira opção energética (intenções mais concretas surgem sempre em tempos de aumentos dos preços dos combustíveis fósseis).Carvalho. Enquanto que a tecnologia fotovoltaica já se tornou viável economicamente com taxas de crescimento de 30-40% por ano nos Estados Unidos e na Europa.11 Rev. É importante frisar que as maiores centrais fotovoltaicas do mundo encontram-se na península ibérica. Calvete. o que representa o dobro da capacidade da energia 195 solar na Europa. que dispõem de energia por área de 5. E.5 – 6 KWh/m2/dia. neste momento. só existem instalações de 2 Megawatts. os países do sul da Europa. apenas pelo fato de que certos países serem considerados ideais para a produção deste tipo de energia. possui as principais condições para se tornar um país proeminente nesta área.9 e são. F. em Portugal foi recentemente inaugurada em março de 2008 a maior central fotovoltaica do mundo à data. especialmente as regiões nordeste e central. É óbvio que se poderá afirmar que o sol quando nasce não é para todos. ou seja. |Vol 2| |No.

impedindo assim 196 .. atingindo 1% de eficiência. e eram constituídas por sistemas que Rev. As células de primeira geração. muita informação já foi processada.13 Figura 3. sendo chamadas de primeira. Gerações de células fotovoltaicas Uma célula solar é basicamente um aparelho que converte luz solar em corrente elétrica usando o efeito fotoelétrico. O tipo de tecnologia usada nestas células solares requeria a utilização de uma grande quantidade de energia para transformação da energia solar em elétrica. por Charles Fritts.Carvalho. Placa colectora para fins fotovoltaicos13 As células solares estão divididas em 3 categorias. como o nome indica. |Vol 2| |No. Capacidade fotovoltaica instalada per capita no top 15 mundial de países (Fonte: Adaptado do relatório da International Energy Agency)10 3. foram as primeiras a serem desenvolvidas. que revestiu um semicondutor de selênio com uma camada muito fina de ouro para formar as junções. sendo inacreditavelmente mais simplificada a forma de produzir células solares hoje em dia (Figura 3). E. J. implicando custos elevados. 3| |192-203| ocupavam uma grande área. apesar da alta qualidade. M. Virtual Quim. A. A primeira célula solar foi criada em 1883. F. F. Calvete. Figura 2b.12 Desde essa primeira abordagem. segunda e terceira geração.

M.. qualquer progresso na tentativa de redução de custos. Por si só não seria este fato que aumentaria a eficiência. E. A outra opção seria concentrar a luz solar usando espelhos e lentes. as células de terceira geração surgiram com o intuito de melhorar o pobre desempenho elétrico das células de segunda geração de filmes finos. Virtual Quim. cobre- índio-gálio-selênio ou silício amorfo produzidas por técnicas alternativas como a de deposição de vapor ou eletrodeposição (Figura 5). F. Este arranjo permite ao aparelho gerar uma corrente mais potente que aquela produzida numa célula de silício de primeira geração. aumentando assim a eficiência da célula (Figura 6). como. Célula solar de primeira geração Células de segunda geração já foram desenvolvidas para otimizar a redução dos custos de produção. Célula solar de segunda geração Em contrapartida. Rev.14 Figura 5. F. Para atingir altas eficiências são utilizadas células fotovoltaicas com camadas múltiplas. para além destes componentes absorverem também na região espectral de infravermelho. A.Carvalho. embora mantendo custos de produção baixos. por exemplo. um processo usado para depositar camadas de átomos por átomos ou moléculas por moléculas a uma pressão inferior à atmosférica em uma superfície sólida (Figura 4). Contudo verifica-se a aproximação a um valor de eficiência de 33%. As duas primeiras opções supõem-se mais exequíveis. considerados elevados até então. A corrente de uma célula é proporcional à quantidade de fótons que chegam a essa célula. As mais bem sucedidas são as de cádmio telúrio (CdTe). 3| |192-203| . com aumento da concentração dos componentes. Figura 4.14 Estas células fotovoltaicas são baseadas em silício cristalino e construídas por deposição a vácuo. mas a voltagem de saída deste tipo de junções (camadas) aumenta com a corrente. a opção de acomodar células múltiplas com diferentes 197 capacidades semicondutoras umas sobre as outras. Calvete. |Vol 2| |No. J.

Estes complexos de rutênio encontram-se muito próximos de possuir estas características. Normalmente o silício age tanto como fonte de fotoelétrons bem como fornecedor do campo elétrico para separar as cargas e criar uma corrente.Carvalho.22 As mais bem sucedidas CSSCs são as conhecidas células de Graetzel.19 ou entre materiais orgânicos de baixo peso molecular.18 células fotovoltaicas orgânicas baseadas em hetero-junções entre materiais poliméricos. este de origem financeira. Calvete.23 Num ponto de vista otimizado. 3| |192-203| 198 .16 CSSCs.20 De qualquer forma. Célula solar de terceira geração As investigações superiores. quer em universidades ou institutos dedicados a esta área científica estão focalizadas no estudo deste último tipo de células solares. As CSSCs conseguem separar as duas funções fornecidas pelo silício numa célula tradicional. Física Aplicada e Química . |Vol 2| |No. M. o que faria aumentar o preço de um aparelho baseado nestes corantes. seria o fato da generalização deste tipo de sistemas provocar uma alta demanda para a utilização de matériasprimas de rutênio. A separação de carga ocorre então na superfície entre o corante.Física dos Materiais. F. A. que utilizam corantes baseados em polipiridil-rutenatos 1 and 2 (Figura 7).15. envolvendo Química Orgânica. Nas Figura 7. ter um adequado potencial redox regenerativo e ser estável por vários anos de exposição solar. embora não sejam passíveis de serem sensibilizados a vários comprimentos de onda. o semicondutor é apenas usado para transporte de cargas e os fotoelétrons são fornecidos pelo corante fotossensível. Embora esta área das células solares tenha sido dominada nos últimos anos pela tecnologia baseada em células de primeira e segunda geração17 uma nova geração do fotovoltaico está a emergir. ligar-se fortemente à superfície semicondutora. F. Virtual Quim. E. o semicondutor e o eletrólito. J. adsorvidos em filmes nanocristalinos de dióxido de titânio (TiO2). As várias incursões incluem células híbridas orgânicas/inorgânicas.. visto o preço ser elevado para este tipo de matérias-primas. Fotossensibilizadores de polipiridino-rutênio usados por Graetzel Rev. ou facilmente reconhecidas pela sua sigla inglesa-DSSC. um corante deverá absorver o mais possível em todo o espectro visível.21 inventadas por Michael Graetzel em 1991. Um outro problema. o subcampo de investigação ao qual mais cientistas têm-se dedicado engloba as Células Solares Sensibilizadas por Corantes (CSSC) (Figura 7). Figura 6.

ácido fosfônico. M.26 xantenos (composto 7. Rev.. figura 8)29 e perilenos (composto 6. J.28 polienos (composto 8. sendo que o ácido carboxílico demonstra ser o mais indicado para essa ligação. figura 8). figura 8). com ênfase para porfirinas (composto 3. as porfirinas e ftalocianinas têm despertado algum interesse. figura 8). para além de serem consideradas moléculas que mimetizam a realização da fotossíntese pelas plantas. ácido sulfônico e derivados de acetilacetonato. A ligação covalente à camada de TiO2 pode ser conseguida através de uma variedade de grupos funcionais como o ácido carboxílico. Corantes utilizados mais frequentemente na produção de CSSC Sendo os corantes 1 e 2 considerados os mais eficientes até à data. Virtual Quim. devido ao fato de possuírem um espectro de absorção bastante 199 abrangente por toda a região do visível. F.Carvalho. figura 8). e observando os corantes já usados (Figura 8). visto serem compostos relacionados com a clorofila (Figura 9). |Vol 2| |No.30 A Figura 8 apresenta exemplos dos variados tipos de corantes utilizados recentemente na produção de CSSC. figura 8). Vários tipos de compostos têm sido investigados nos últimos anos. Calvete. figura 8). 3| |192-203| . E. F. Figura 8.24 ftalocianinas (composto 4.25 cumarinas (composto 5.24d.27 poliacenos(composto 9. A.

Calvete. por ser um par oxidante demasiado potente.34 Ainda assim. R H2C CH H3C R = CH3 em clorofila a CH2 CH3 N N R = CHO em clorofila b Mg N N CH3 H3C H H2C H H CH2 C O O C O OCH3 CH3 O CH3 CH3 CH3 H2C CH C CH2 CH2 CH2 CH CH2 CH2 CH2 CH CH2 CH2 CH2 CH CH3 10 Figura 9. 31 HO2C CO2H N N M N N HO2C 11: M = 2H 12: M = Zn CO2H Figura 10. F. |Vol 2| |No.33 Estes incluem líquidos iônicos. fundamental para garantir a estabilidade do aparelho. vários artigos científicos foram publicados acrescentando mais informação no sentido da possibilidade de um futuro muito próximo na comercialização deste tipo de células solares.36 A transferência reversível eletrônica devido à fraca difusão eletrônica é outro obstáculo a uma alta eficiência.Carvalho. sendo as mais comuns as porfirinas livres ou com zinco como metal coordenante derivadas das porfirinas meso fenil-substituídas com grupos ácido (Figura 10). como por exemplo a eliminação ou diminuição de perdas devido à recombinação dos elétrons injetados na célula e ineficiente regeneração do corante oxidado pelo eletrólito. óxido de zinco ou dióxido de titânio. Uma proposta para minimizar este problema foi recentemente reportada.39 Recentes publicações demonstraram 200 . Normalmente os eletrólitos usados até agora eram líquidos baseados em iodo/triiodato. Várias porfirinas já foram usadas para a fotossensibilização de células solares como óxido de níquel. para fazer esta tecnologia viável para aplicações tendencialmente comerciais é necessário aumentar a performance dos materiais termoelétricos. F. por exemplo pela deposição de uma rede de multicamadas deste material termoelétrico. provocando esse tipo de instabilidade. e apesar da evolução sentida nesta área.38 Em termos práticos. A. M. pelo que a redução da recombinação de elétrons. 3| |192-203| colmatados..37 Outro tipo de abordagem consiste no conversor solar baseado em efeitos termoelétricos.32 De qualquer forma. E. Neste caso existe a necessidade de utilização de um material com baixa condutividade térmica e alta capacidade eletromotora. Tetrakis(4-carboxifenil)porfirinas estudadas 4. um dos problemas advém da necessidade de garantir uma perfeita umidificação do material lacunar condutor através dos poros do filme de TiO2. J.35 Para ultrapassar esse possível problema. Virtual Quim. sem afetar a eficiência de geração da corrente eletrônica requer uma adicional engenharia interfacial. Últimos desenvolvimentos Recentemente. moléculas orgânicas tipo-p e polímeros condutores em lacunas. estudos esses que ainda se encontram em fase embrionária. vários problemas necessitam de ser Rev. de maneira a obter uma alta voltagem.24a. Estrutura da clorofila A relativa facilidade de ancoragem destes materiais ao TiO2 torna-os também atrativos. materiais inorgânicos de tipo-p. envolvendo a utilização de materiais transportadores de lacunas sólidas. para além da facilidade em preparar conjugações oligoméricas ou poliméricas de porfirinas que por sua vez origina um enorme aumento da concentração do corante à superfície do sistema aumentando a sua eficiência. a polimerização in situ desse mesmo material lacunar condutor torna-se então um método para superar esta dificuldade.

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