Artigo

Energia Solar: Um passado, um presente…
um futuro auspicioso
Carvalho, E. F. A.; Calvete, M. J. F.*
Rev. Virtual Quim., 2010, 2 (3), 192-203. Data de publicação na Web: 5 de dezembro de 2010
http://www.uff.br/rvq

Solar e ergy: Past, prese t… a whole future
Abstract: “i e e ote ti es e t to use the su fo so ethi g o e tha just a passi e e jo i g of its
warmth and light. Mankind evolution allow us today to have the ability to produce photovoltaic cells, materials
capable of directly convert solar light into electrical energy, which are some of the more promising systems in
the search for clean and sustainable energy sources, still regarding the economical accessibility to many. In this
short review, last technologic developments are considered, emphasizing research in the area of Dye Sensitized
Solar Cells (DSSC).
Keywords: photovoltaic cells; solar energy; dye solar cells.

Resumo
Desde te pos idos ue se ti os e essidade de usa o sol pa a algo ais que apenas usufruir do seu calor e
luz diretos. A evolução da humanidade permite-nos hoje a possibilidade de produzir células fotovoltaicas,
materiais capazes de converter diretamente a luz solar em energia elétrica, sendo este um dos sistemas mais
promissores na busca de fontes sustentáveis e renováveis de energia limpa, com custos relativamente
acessíveis a uma maioria da população. Nesta revisão são considerados alguns dos últimos desenvolvimentos
tecnológicos, enfatizando resultados obtidos na área das Células Solares Sensibilizadas por Corantes (CSSC).
palavras-chave: células fotovoltaicas; energia solar; células solares corantes.

* Departamento de Química, Universidade de Aveiro, Campus de Santiago, 3810-193 Aveiro, Portugal.
mario.calvete@ua.pt
DOI: 10.5935/1984-6835.20100018
Rev. Virtual Quim. |Vol 2| |No. 3| |192-203|

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com um pressuposto incontornável: esta fonte energética é inesgotável. conseguir-se-ia ter uma poupança importante de madeira. Romanos e Gregos. É meritório fazer uma pequena pergunta: porque desperdiçamos tanto? É de salientar que. ao cobrir partes abertas dos edifícios com mica ou vidro para reter o calor do sol invernal. Portugal. Considerações finais 1. Resenha histórica sobre células solares O sentimento desconfortável de queimar a pele após exposição solar. Produtos Naturais e Agroalimentares (QOPNA). u prese te… um futuro auspicioso Eliana F.1 Já no século dezenove. Virtual Quim. O mercado global do fotovoltaico 3. Mário J. não poluidora e acessível a quase toda a humanidade. fazendo com Rev. de forma abrupta. todavia. o poder tremendo de um tornado. |Vol 2| |No. o inventor francês do primeiro motor solar ativo. especialmente o carvão. de usar os raios solares para ir ao encontro das necessidades energéticas. a I dústria deixará de encontrar na Europa os recursos para satisfazer suas necessidades prodigiosas. 3| |192-203| . conseguiram 193 eficientemente usar a arquitetura num design solar passivo para usufruir da capacidade de aquecer e iluminar espaços arquitetônicos interiores. usada para aquecimento interior. Desde os tempos da arquitetura Greco-Romana até a produção em série de placas finas fotovoltaicas da atualidade há um hiato de tempo de dois milênios. Departamento de Química. F. eficiente e simplificada. Calvete* Unidade de Química Orgânica. Últimos desenvolvimentos 5. que transformava energia solar em energia de vapor. na antiguidade. que se faz acompanhar de forma indissociável de um princípio básico igual.Volume 2.calvete@ua. Universidade de Aveiro. Número 3 Julho-Setembro 2010 Revista Virtual de Química ISSN 1984-6835 Energia Solar: U passado. *mario. Auguste Mouchot. O corte nas exportações inglesas de carvão para França levou o monarca inglês a renegociar um acordo mais econômico para os franceses para a obtenção de carvão. O carvão extinguir-se-á inquestionavelmente.pt Recebido em 16 de novembro de 2009. construindo a parte da casa mais importante voltada para o sul. Gerações de células fotovoltaicas 4. Campus de Santiago. que seria um bem escasso e dispendioso. A. 3810-193 Aveiro. Resenha histórica sobre células solares 2. e neste âmbito os Romanos foram mais audazes. Que fará a Indústria nesse o e to e tão? 2 A sua investigação acabou. Carvalho. Desta forma. já desde os tempos antigos se ti os e essidade de usa o sol pa a algo ais que apenas usufruir do seu calor e luz diretos. nunca se esgotariam: Eve tual e te. mais fantástico ainda: em 40 horas libera a energia equivalente às reservas estimadas de petróleo existentes na Terra. a evaporação de um lago em poucos dias. Aceito para publicação em 5 de dezembro de 2010 1. Em apenas uma hora o astro-rei oferece-nos a quantidade de energia necessária consumida pela humanidade durante um ano – cerca de 5 × 1020 J – e. são fatos que testemunham a quantidade imensa de energia transmitida pelo sol. questionou quase profeticamente o fato de se pensar que os combustíveis fósseis usados na data. Dir-se-á que a necessidade aguça o engenho humano.

de acordo com dados fo e idos pelo elató io da Eu opea Co issio Joint Research Centre. embora com um continuado apoio estatal em vários países. O incremento registrado nestes últimos anos pode ser verificado pela análise do gráfico de produção de células fotovoltaicas a nível global. o Japão instalou 25. Tal crescimento originou finalmente uma diminuição dos custos de produção. capazes de conversão direta da luz solar em energia elétrica. E. Por exemplo. O monarca francês deixou então de considerar esta alternativa como sendo prioritária.1 2.I stitute fo E e g (Figura 1). representando um aumento de 26%. |Vol 2| |No.3 As células fotovoltaicas.030 dólares por kilowatt hora (kWh).5 GW de novas instalações de sistemas fotovoltaicos.Joint Research Centre.1 GW. ainda assim respeitável.8 Figura 1. representando uma subida de 48% em relação a 2007.7 As vendas de painéis de energia solar totalizaram 5.6 Gigawatts (GW) em 2008. criando economias de escala e forçando um crescimento do fotovoltaico em 30 por cento anuais a nível global. a eletricidade produzida por células solares (ou fotovoltaicas) custava cerca de 0.5 No início deste século. o grande mercado do fotovoltaico teve um crescimento muito robusto. A produção destes equipamentos é predominantemente feita na Ásia. sempre partindo dos mesmos pressupostos. enquanto que a derivada dos ventos custava 0. Isto inclui células baseadas em sistemas nanocristalinos que poderão ser duplamente mais eficientes e economicamente viáveis que as células existentes. bem como da sua finalidade. O mercado global do fotovoltaico Esta fonte de energia tem tido entraves à sua generalização. 3| |192-203| 194 . 1. a título de exemplo. M. impulsionado pelas políticas iniciadas em países como o Japão e a Alemanha.003 dólares por kWh.3 GW foram aí produzidos.5 GW na Europa. J. para 7.75 GW nos Estados Unidos da América e apenas 0. Em 2002. 0.000 painéis solares em habitações. para 10. Produção mundial de células solares de 1990 a 2007 (Fonte: Adaptado do relatório da European Commission. Virtual Quim. De fato.4.Carvalho. Desde então o espaço temporal da investigação na área da energia solar teve os seus avanços e recuos..05 GW no resto do mundo. de qualquer forma. Em 2007.6 Alguns economistas estimam que. A.005 dólares por kWh e a do gás natural cerca de 0. o governo alemão prevê que em 2050 a energia fotovoltaica possa satisfazer 25% das necessidades globais. que este primeiro admirável avanço tecnológico da energia solar sucumbisse quase após o seu início (sem dúvida algo premonitório e atual). a crise econômica global forçará a um crescimento menor em 2009.devido aos custos ainda pouco cativantes. são dos sistemas mais promissores na busca de fontes sustentáveis e renováveis de energia limpa. com consequente corte de fundos para continuar o aperfeiçoamento da tecnologia. Calvete. o uso generalizado de células fotovoltaicas acontecerá assim que os físicos e químicos consigam aperfeiçoar uma nova geração de materiais e aparelhos. sendo esperada uma nova retomada do crescimento rápido em 2010. construídos usando nanotecnologia.Institute for Energy)8 Rev. em 2008 3. F.7 Contudo. F.

Enquanto que a tecnologia fotovoltaica já se tornou viável economicamente com taxas de crescimento de 30-40% por ano nos Estados Unidos e na Europa.9 e são. A título de exemplo. F. apenas pelo fato de que certos países serem considerados ideais para a produção deste tipo de energia. enquanto que outros não possuem condições adequadas para a produção de energia solar. No mapamundi de radiação solar. Capacidade total instalada (MW) nos 15 maiores produtores mundiais de energia fotovoltaica. a título de exemplo. possui as principais condições para se tornar um país proeminente nesta área. F. Fonte: Adaptado do relatório da International Energy Agency10 O caso sul-americano. apesar do país ter um potencial para 10. Calvete. J. E. em Portugal foi recentemente inaugurada em março de 2008 a maior central fotovoltaica do mundo à data.10 Figura 2a. Virtual Quim. ou seja.5 – 6 KWh/m2/dia. sendo meses depois ultrapassada em capacidade por uma construída na Espanha. nomeadamente Portugal. que dispõem de energia por área de 5. quer pelo seu potencial econômico. Recentemente. no Brasil até hoje. É óbvio que se poderá afirmar que o sol quando nasce não é para todos. especialmente as regiões nordeste e central. alguns autores traçaram de uma forma muito clara o panorama brasileiro acerca desta área.11 Rev. o equivalente para o abastecimento contínuo de 30. Ainda assim. uma capacidade para ter custos energéticos por kW no Brasil 50% mais barato que na Europa.. os países europeus com o maior número de instalações de células fotovoltaicas em absoluto (Figura 2a)10 e per capita (Figura 2b). só existem instalações de 2 Megawatts. todavia sempre imbuídos pela necessidade. É importante frisar que as maiores centrais fotovoltaicas do mundo encontram-se na península ibérica. A. o Brasil (além de alguns países africanos) ocupa o primeiro lugar.Carvalho.000 habitações.000 MW. |Vol 2| |No. o que representa o dobro da capacidade da energia 195 solar na Europa. não por verdadeira opção energética (intenções mais concretas surgem sempre em tempos de aumentos dos preços dos combustíveis fósseis). neste momento. com mais ênfase para o Brasil. os países do sul da Europa. com uma capacidade máxima de cerca de 50 megawatt (MW). quer pela sua capacidade teórica na utilização desta fonte energética. 3| |192-203| . M. Espanha e Itália têm feito esforços consideráveis no desenvolvimento destas energias renováveis.

foram as primeiras a serem desenvolvidas. As células de primeira geração. apesar da alta qualidade. Virtual Quim. impedindo assim 196 . |Vol 2| |No. muita informação já foi processada. A. sendo chamadas de primeira. e eram constituídas por sistemas que Rev.. Capacidade fotovoltaica instalada per capita no top 15 mundial de países (Fonte: Adaptado do relatório da International Energy Agency)10 3. atingindo 1% de eficiência.12 Desde essa primeira abordagem. 3| |192-203| ocupavam uma grande área. F. sendo inacreditavelmente mais simplificada a forma de produzir células solares hoje em dia (Figura 3). como o nome indica. O tipo de tecnologia usada nestas células solares requeria a utilização de uma grande quantidade de energia para transformação da energia solar em elétrica. por Charles Fritts. Figura 2b. J. implicando custos elevados. F. Placa colectora para fins fotovoltaicos13 As células solares estão divididas em 3 categorias.Carvalho. que revestiu um semicondutor de selênio com uma camada muito fina de ouro para formar as junções. Gerações de células fotovoltaicas Uma célula solar é basicamente um aparelho que converte luz solar em corrente elétrica usando o efeito fotoelétrico. M. A primeira célula solar foi criada em 1883. segunda e terceira geração. Calvete. E.13 Figura 3.

. |Vol 2| |No. para além destes componentes absorverem também na região espectral de infravermelho. embora mantendo custos de produção baixos. A. Para atingir altas eficiências são utilizadas células fotovoltaicas com camadas múltiplas. Calvete. F. A outra opção seria concentrar a luz solar usando espelhos e lentes. As mais bem sucedidas são as de cádmio telúrio (CdTe). um processo usado para depositar camadas de átomos por átomos ou moléculas por moléculas a uma pressão inferior à atmosférica em uma superfície sólida (Figura 4). por exemplo. M. 3| |192-203| . F. Célula solar de primeira geração Células de segunda geração já foram desenvolvidas para otimizar a redução dos custos de produção. J. como. a opção de acomodar células múltiplas com diferentes 197 capacidades semicondutoras umas sobre as outras. cobre- índio-gálio-selênio ou silício amorfo produzidas por técnicas alternativas como a de deposição de vapor ou eletrodeposição (Figura 5). Figura 4. considerados elevados até então. Célula solar de segunda geração Em contrapartida.14 Figura 5. as células de terceira geração surgiram com o intuito de melhorar o pobre desempenho elétrico das células de segunda geração de filmes finos.Carvalho. mas a voltagem de saída deste tipo de junções (camadas) aumenta com a corrente. Rev. Virtual Quim. qualquer progresso na tentativa de redução de custos. As duas primeiras opções supõem-se mais exequíveis.14 Estas células fotovoltaicas são baseadas em silício cristalino e construídas por deposição a vácuo. Contudo verifica-se a aproximação a um valor de eficiência de 33%. com aumento da concentração dos componentes. Este arranjo permite ao aparelho gerar uma corrente mais potente que aquela produzida numa célula de silício de primeira geração. A corrente de uma célula é proporcional à quantidade de fótons que chegam a essa célula. Por si só não seria este fato que aumentaria a eficiência. aumentando assim a eficiência da célula (Figura 6). E.

23 Num ponto de vista otimizado. o subcampo de investigação ao qual mais cientistas têm-se dedicado engloba as Células Solares Sensibilizadas por Corantes (CSSC) (Figura 7). ou facilmente reconhecidas pela sua sigla inglesa-DSSC. quer em universidades ou institutos dedicados a esta área científica estão focalizadas no estudo deste último tipo de células solares. Um outro problema. J.18 células fotovoltaicas orgânicas baseadas em hetero-junções entre materiais poliméricos.19 ou entre materiais orgânicos de baixo peso molecular. Virtual Quim. Figura 6. um corante deverá absorver o mais possível em todo o espectro visível. F. Física Aplicada e Química .Física dos Materiais. Estes complexos de rutênio encontram-se muito próximos de possuir estas características. este de origem financeira. Normalmente o silício age tanto como fonte de fotoelétrons bem como fornecedor do campo elétrico para separar as cargas e criar uma corrente. envolvendo Química Orgânica. o semicondutor é apenas usado para transporte de cargas e os fotoelétrons são fornecidos pelo corante fotossensível.21 inventadas por Michael Graetzel em 1991. As CSSCs conseguem separar as duas funções fornecidas pelo silício numa célula tradicional. 3| |192-203| 198 . o que faria aumentar o preço de um aparelho baseado nestes corantes. Fotossensibilizadores de polipiridino-rutênio usados por Graetzel Rev. E. As várias incursões incluem células híbridas orgânicas/inorgânicas. Célula solar de terceira geração As investigações superiores. Calvete. |Vol 2| |No. seria o fato da generalização deste tipo de sistemas provocar uma alta demanda para a utilização de matériasprimas de rutênio. F. ligar-se fortemente à superfície semicondutora. o semicondutor e o eletrólito. embora não sejam passíveis de serem sensibilizados a vários comprimentos de onda. Nas Figura 7. adsorvidos em filmes nanocristalinos de dióxido de titânio (TiO2).20 De qualquer forma. que utilizam corantes baseados em polipiridil-rutenatos 1 and 2 (Figura 7).22 As mais bem sucedidas CSSCs são as conhecidas células de Graetzel.Carvalho..16 CSSCs. A. M. A separação de carga ocorre então na superfície entre o corante. ter um adequado potencial redox regenerativo e ser estável por vários anos de exposição solar.15. Embora esta área das células solares tenha sido dominada nos últimos anos pela tecnologia baseada em células de primeira e segunda geração17 uma nova geração do fotovoltaico está a emergir. visto o preço ser elevado para este tipo de matérias-primas.

Vários tipos de compostos têm sido investigados nos últimos anos. figura 8). Virtual Quim. as porfirinas e ftalocianinas têm despertado algum interesse.Carvalho. |Vol 2| |No. ácido fosfônico. e observando os corantes já usados (Figura 8). 3| |192-203| . visto serem compostos relacionados com a clorofila (Figura 9). F.24 ftalocianinas (composto 4. figura 8). M.28 polienos (composto 8.26 xantenos (composto 7. A ligação covalente à camada de TiO2 pode ser conseguida através de uma variedade de grupos funcionais como o ácido carboxílico. figura 8)29 e perilenos (composto 6. A. E.. J.24d.25 cumarinas (composto 5. figura 8).27 poliacenos(composto 9. Figura 8. figura 8). ácido sulfônico e derivados de acetilacetonato. Corantes utilizados mais frequentemente na produção de CSSC Sendo os corantes 1 e 2 considerados os mais eficientes até à data.30 A Figura 8 apresenta exemplos dos variados tipos de corantes utilizados recentemente na produção de CSSC. devido ao fato de possuírem um espectro de absorção bastante 199 abrangente por toda a região do visível. Rev. figura 8). com ênfase para porfirinas (composto 3. figura 8). sendo que o ácido carboxílico demonstra ser o mais indicado para essa ligação. F. para além de serem consideradas moléculas que mimetizam a realização da fotossíntese pelas plantas. Calvete.

37 Outro tipo de abordagem consiste no conversor solar baseado em efeitos termoelétricos. materiais inorgânicos de tipo-p. provocando esse tipo de instabilidade. sendo as mais comuns as porfirinas livres ou com zinco como metal coordenante derivadas das porfirinas meso fenil-substituídas com grupos ácido (Figura 10). F. Neste caso existe a necessidade de utilização de um material com baixa condutividade térmica e alta capacidade eletromotora. por ser um par oxidante demasiado potente. M. por exemplo pela deposição de uma rede de multicamadas deste material termoelétrico.Carvalho. como por exemplo a eliminação ou diminuição de perdas devido à recombinação dos elétrons injetados na célula e ineficiente regeneração do corante oxidado pelo eletrólito.39 Recentes publicações demonstraram 200 . A. Uma proposta para minimizar este problema foi recentemente reportada. sem afetar a eficiência de geração da corrente eletrônica requer uma adicional engenharia interfacial. moléculas orgânicas tipo-p e polímeros condutores em lacunas. 31 HO2C CO2H N N M N N HO2C 11: M = 2H 12: M = Zn CO2H Figura 10. |Vol 2| |No. E. F. a polimerização in situ desse mesmo material lacunar condutor torna-se então um método para superar esta dificuldade. óxido de zinco ou dióxido de titânio. Várias porfirinas já foram usadas para a fotossensibilização de células solares como óxido de níquel. envolvendo a utilização de materiais transportadores de lacunas sólidas. para fazer esta tecnologia viável para aplicações tendencialmente comerciais é necessário aumentar a performance dos materiais termoelétricos. um dos problemas advém da necessidade de garantir uma perfeita umidificação do material lacunar condutor através dos poros do filme de TiO2. vários problemas necessitam de ser Rev.35 Para ultrapassar esse possível problema. Últimos desenvolvimentos Recentemente. para além da facilidade em preparar conjugações oligoméricas ou poliméricas de porfirinas que por sua vez origina um enorme aumento da concentração do corante à superfície do sistema aumentando a sua eficiência. Normalmente os eletrólitos usados até agora eram líquidos baseados em iodo/triiodato.32 De qualquer forma. e apesar da evolução sentida nesta área. vários artigos científicos foram publicados acrescentando mais informação no sentido da possibilidade de um futuro muito próximo na comercialização deste tipo de células solares. pelo que a redução da recombinação de elétrons.38 Em termos práticos. Virtual Quim. estudos esses que ainda se encontram em fase embrionária. Estrutura da clorofila A relativa facilidade de ancoragem destes materiais ao TiO2 torna-os também atrativos.33 Estes incluem líquidos iônicos. R H2C CH H3C R = CH3 em clorofila a CH2 CH3 N N R = CHO em clorofila b Mg N N CH3 H3C H H2C H H CH2 C O O C O OCH3 CH3 O CH3 CH3 CH3 H2C CH C CH2 CH2 CH2 CH CH2 CH2 CH2 CH CH2 CH2 CH2 CH CH3 10 Figura 9.36 A transferência reversível eletrônica devido à fraca difusão eletrônica é outro obstáculo a uma alta eficiência. Calvete.34 Ainda assim. de maneira a obter uma alta voltagem.24a. fundamental para garantir a estabilidade do aparelho. 3| |192-203| colmatados. J.. Tetrakis(4-carboxifenil)porfirinas estudadas 4.

MJFC agradece à Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e FCT/FEDER pelo apoio financeiro (bolsa de pós-doutoramento SFRH/BPD/26775/2006 e projeto PPCDT/DG/QUI/82011/2006.wikipedia.. Produtos Naturais e Agroalimentares.com/solar-energy-history. Disponível em: http://en. 3| |192-203| . Lorenzo.pvresources. Renew.S. P. H. M. R.. F.41 O mais recente trabalho nesta área faz uso dessas capacidades. the free encyclopedia (versão inglesa). Pereira.php. como o silício.wikipedia. S. Acessado em 16 Novembro 2009.html. Referências Bibliográficas 1 Portal da Southface Corporation (E. respectivamente). F. B. E.eu/showArticle. the free encyclopedia (versão inglesa).Institute for Energy..U.southface. Cartlidge. 2853. C. N. artigo de 19 Março de 2009. obtendo encorajadores fatores termoelétricos para polímeros estruturados e dopados.Carvalho.com: Large-scale photovoltaic power plants range 1–50. A. R.40 mas também a utilização de materiais novos. b) Martins. P. em que os autores estudaram as propriedades elétricas e termoelétricas de derivados do poli(2.7-carbazole). Bright Outlook for Solar Cells. 5. R. Acessado em 16 Novembro 2009. Considerações Finais 5 a) Green. Appl. Virtual Quim. Disponível em: http://eetimes. 113. S. há um longo hiato. Energ. Handbook of Photochemistry and Photobiology. [CrossRef]. American Scientific Publishers.org/wiki/Timeline_of_solar_cells.). 2001. Disponível em: http://www. Calvete. F. Rev. [Link] 9 Sitio da pvresources. [CrossRef]. 2001. para que realmente todos possamos usufruir desta futura realidade. Sust.com/en/top50pv. com vantagens acrescidas em termos de baixa toxicidade e elevadas resistências térmica e química. 10 Adaptação do relatório da International Energy Agency. deixa-nos uma garantia de futuro: é uma tecnologia de ponta. Acessado em 09 Novembro 2009. [CrossRef] Podemos dizer que desde os remotos tempos em que se utilizava a energia solar de forma passiva. Abreu. em que a ciência está mesmo ao serviço da humanidade. 8. 49. Garcia. Colle.. M. 9. d) Oliveira. Nalwa (Ed. como a perovskite. Acessado em: 09 Novembro 2009. Prog.. 2003. 3 Portal da Wikipedia. Energy Policy 2000. R. b) Yamaguchi M. J. 36. bem como que todos os fatos por detrás da compreensão desta forma de energia sejam completamente assimilados. 7 Clarke. Ruether. Muitos laboratórios e universidades estão empenhados em novas possíveis descobertas e torna-se óbvio que esta tecnologia tem que ser posta ao serviço de todos. Photovolt: Res. 36. 421. Disponível em: http://en. 341. F. 2865. L. G. R. 28. E. 8 Adaptação do relatório da European CommissionJoint Research Centre.. materiais bons candidatos para estas aplicações.jhtml?articleID=21590 1105. 989. S.htm. [CrossRef] 12 Portal da Wikipedia. A. 13 Portal da Wikipedia. Photovolt: Res. Disponível em: http://physicsworld. vol 1. que efeitos quânticos conseguem aumentar o fator de performance termoelétrico de alguns matérias conhecidos. the free encyclopedia (versão inglesa). na antiguidade greco-romana. Disponível em: http://en. até à produção de células fotovoltaicas a valores relativamente acessíveis a uma maioria.. R. L. Prog..org/wiki/Solar_hot_water_panel. Zilles. Acessado em 16 Novembro 2009. A certeza existente neste momento é que outro longo caminho terá que ser percorrido até que a energia solar seja encarada como absolutamente necessária. 2000. H. Energy Policy 2008. C.42 roadmap/solar_how-to/history-of-solar. Acessado em 12 Outubro 2009. S. E.. 4 Iha. A. [Link] 11 Agradecimentos Os autores agradecem à Universidade de Aveiro e ao grupo de Química Orgânica. Los Angeles. A tecnologia utilizada até agora porém. E. [CrossRef].. Autor: Rev.. App. E. por terem altas capacidades termoelétricas. Abreu. fazendo dos óxidos . 6 2 Portal da Facts about Solar Energy website (Austrália). Ruether. Pereira. Energy Policy 2008.org/wiki/Timeline_of_solar_cells. 5.. Serpa.com/cws/article/print/30345. Acessado em 15 Novembro 2009.. Bignozzi. Disponível em: http://facts-about-solarenergy. Solar panel market growth to slow in 2009. |Vol 2| |No.. [CrossRef]. M. c) Zilles..wikipedia. artigo de 02 Julho de 2007.org/solar/solar201 a) Martins..A). B. Disponível em: http://www..

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